Com suas dimensões continentais, o Brasilesconde destinosque, muitas vezes, precisam de uma forcinha para se tornarem parte da rota de turistas. É o caso do município de Araguacema, no interior do Tocantins, que acaba de ganhar um novo roteiro náutico, em uma iniciativa do Sebrae Tocantins em parceria com a Prefeitura Municipal, por meio do Agente de Roteiro Turístico (ART).
Batizada de Encantos de Araguacema, a rota promete levar turistas e apaixonados por belezas naturais para uma verdadeira imersão na natureza local, às margens do Rio Araguaia.
Não à toa, os barqueiros da região são tidos como os protagonistas da iniciativa, uma vez que receberam capacitação e atuaram diretamente no desenvolvimento do roteiro, que promete “uma experiência única feita por quem vive às margens do rio”.
Segundo a Associação de Marinheiros e Barqueiros de Araguacema (AMBA), em dois dias de exploração os visitantes são levados para navegar em “praias de areia branca, ilhas paradisíacas e lagoas serenas”.
Nas paradas, é possível aproveitar um mergulho e apreciar as paisagens em momentos de contemplação. O roteiro ainda busca imergir nas raízes locais, apresentando tradições e memórias que marcaram o desenvolvimento das comunidades ribeirinhas, a exemplo da visita às ruínas da Igreja Nossa Senhora da Providência, que reforça a conexão entre cultura, história e identidade local.
Ruínas da Igreja Nossa Senhora da Providência. Foto: Aldemar Ribeiro – ATN / Divulgação
A preservação ambiental também é um tema fortemente presente no percurso, visando reforçar a prática de um turismo sustentável.
Antes de virar uma rota turística, o Roteiro Náutico Encantos de Araguacema passou por uma testagemque envolveu a equipe técnica do Sebrae, responsável por acompanhar detalhes como pontos de embarque, protocolos, infraestrutura e pontos de parada, assegurando que tudo estivesse alinhado aos padrões de qualidade.
Segundo os órgãos envolvidos, a testagem comprovou que o roteiro reúne o que há de melhor em segurança, planejamento, integração comunitária e valorização das tradições em Araguacema.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Embora seja amplamente conhecida no Brasil pelos veleiros, a francesa Beneteau também carrega um catálogo recheado de embarcações a motor, com lanchas e os famosos trawlers. Recentemente, essa lista ganhou um novo e aclamado modelo: o Gran Turismo 50 Alpine, barco inspirado no Alpine A390, carro da marca esportiva da Renault, que chega em edição limitada a 110 exemplares.
Em mais uma parceria luxuosaonde as pistas se encontram com as águas, a Beneteau apostou no modelo que ganhou o mercado ainda no início de 2025 com uma grande missão: confrontar o consolidado Porsche Macan.
Foto: Beneteau / Divulgação
As linhas marcantes do esportivo de três motores — um na frente e dois traseiros, que garantem vetorização de torque ativa e até 470 cv — estão refletidas na lancha, que deve se tornar, não ironicamente, o “carro-chefe” dessa categoria da Beneteau.
Em seus 16 metros (52 pés) de comprimento e 4,5 metros (15 pés) de boca estão elementos como volante personalizado, detalhes inspirados na fibra de carbono, estofados adaptados aos raios UV e à salinidade, a cor Bleu Abysse e, claro, um assento bucket, tradicional de carros de corrida.
A cor Bleu Abysse, uma das marcas do barco. Foto: Instagram @beneteau_official / Reprodução
Ao todo, até doze pessoas podem aproveitar os recursos da embarcação, que chega com três cabines — uma suíte master — , banheiro privativo com chuveiro, cozinha totalmente equipada, mesa para oito pessoas na popa (que acomoda até 10), solário na proae varandas laterais articuladas.
Foto: Beneteau / Divulgação
Para navegar, a lancha usa dois motores Volvo, cada um capaz de desenvolver 480 cavalos de potência. Não à toa, os tanques de combustívelsão bastante generosos, com capacidade para até 650 litros. Com isso, espera-se que a Gran Turismo 50 percorra até 400 km quando a velocidade máxima não ultrapassar 41 km/h.
O barco está sendo comercializado por 1,2 milhão de euros, o equivalente a cerca de R$ 7,7 milhões (conversão de novembro de 2025). A próxima aparição do Gran Turismo 50 Alpine está previsa para o Düsseldorf International Boat Show 2026, de 17 a 25 de janeiro.
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, em 26 de novembro, a operação “Jet Set”, que desmantelou um esquema de venda clandestina de motos aquáticas que atuava havia pelo menos três anos em Brasília. A ação, conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (DOT/Decor), teve apoio da Receita do DF e da Capitania Fluvial de Brasília.
Vendedores informais que movimentavam um mercadoparalelo sem recolher impostos e sem registro comercial foram o alvo da operação. Segundo a PCDF, os suspeitos funcionavam como lojistas informais, usando perfis em redes sociais para anunciar jets a preços até 20% menores que os praticados por concessionárias.
O valor reduzido era possível porque o grupo comprava os jets em estados com ICMS mais baixo, como Paraná e Rio Grande do Sul, e os revendia no DF como se fossem usados — muitas vezes emitindo notas em nome de terceiros para driblar o pagamento do diferencial de alíquota.
Durante a Operação Jet Set, foram apreendidos 32 motos aquáticas, três caminhonetes e diversos documentos que comprovam a revenda ilegal. Os investigados, que também faziam rifas ilegais das embarcações, podem responder por sonegação fiscal, associação criminosa, lavagem de dinheiro e sorteio ilegal de bens.
Impacto no mercado formal
Um vendedor de Brasília ouvido pela reportagem afirma que o esquema prejudicava diretamente as concessionárias oficializadas, que trabalham com margens de cerca de 11% e não conseguem competir com ofertas muito abaixo do mercado.
Para quem tem loja aberta e paga imposto, é impossível concorrer. O cliente via o preço menor e achava que a concessionária estava superfaturando, sem saber que havia evasão fiscal por trás– contou à Náutica
Segundo ele, as irregularidades apareciam principalmente no pós-venda, quando os jets chegavam à loja registrados em nome de terceiros, sem nota fiscal emitida ao comprador, inviabilizando a garantia de fábrica e levantando suspeitas de origem ilegal.
Foi a partir desses casos que a DOT iniciou auditorias. Com cruzamento de dados, denúncias e fiscalização das transferências, a polícia chegou a vendedores que compravam produtos em estados com tributação menor e os levavam para Brasília sem recolher o imposto devido.
Algumas das motos aquáticas apreendidas estavam registradas na Marinha com documentação regular, mas incompatível com a origem fiscal — o que levou à necessidade de atuação conjunta entre os órgãos.
O que diz a Marinha
Em nota enviada à reportagem, a Capitania Fluvial de Brasília explicou que sua atuação se baseia na Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário (Lei nº 9.537/1997) e nas Normas da Autoridade Marítima (NORMAM), que disciplinam o registro, inscrição e transferência de propriedade de embarcaçõesde esporte e recreio.
Segundo a Marinha, cabe à Capitania analisar a regularidade formal dos documentos apresentados — como títulos de inscrição, documentos pessoais e declarações de transferência — dentro de um procedimento administrativo, que não inclui investigação tributária ou criminal.
No caso noticiado, as embarcações eram apresentadas com documentação aparentemente regular, não havendo, do ponto de vista estritamente administrativo, fundamento jurídico para recusar a inscrição– disse o órgão
Por outro lado, a nota reforça que, uma vez recebida determinação judicial ou comunicação formal da autoridade competente, a Capitania “pode proceder ao bloqueio administrativo do jet em seus registros, impedindo novas transferências e, se necessário, restringindo sua circulação até a conclusão das investigações e a destinação do bem definida pelo Poder Judiciário”.
De igual modo, o órgão esclarece que também é prática institucional comunicar imediatamente às autoridades policiais quando são identificadas adulterações, irregularidades ou inconsistências documentais.
Essa cooperação interinstitucional integra a missão da Autoridade Marítima de zelar pela segurança da navegação e apoiar, dentro dos limites legais, o enfrentamento a esquemas ilícitos envolvendo embarcações– conclui a nota
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Um estudo mapeou polos industriais por mesorregiões dos estados brasileiros e chegou à conclusão que o Vale do Itajaí, em Santa Catarina, conta com dois deles com inserção internacional: a fabricação de embarcaçõese de produtos de madeira.
Os dados, provenientes de uma análisecoordenada pelo Observatório Nacional da Indústria e liderado pelo Observatório da Federação das Indústrias de SC (FIESC), apontam que as exportações de embarcações atingiram US$ 26,23 milhões em 2024, ao passo que as de itens em madeirasomaram US$ 413,75 milhões.
Marina Itajaí Boat Show 2025. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Os polos industriais com inserção internacional são conhecidos por concentrar indústrias e serviços especializados, com participação ativa no mercado global. Na prática, eles não produzem apenas para o consumo interno: exportam, atraem investimentos estrangeiros, integram cadeias produtivas globais e seguem padrões internacionais de tecnologia, logística e competitividade.
A cada emprego criado na indústria, outros 16 são gerados. É por isso que o setor industrial é tão relevante para a economia– explicou Gilberto Seleme, presidente do FIESC
Já Marcelo de Albuquerque, coordenador do estudo, destaca que, no caso das embarcações, a proximidade do Vale do Itajaí com o litoral na Foz do Rio Itajaí e o crescimento do turismo náutico na região contribuem para o desenvolvimento da cadeia produtiva.
A região metropolitana compreende 54 municípios, que costumam ser divididos em três sub-regiões: Alto Vale (interior/serras); Médio Vale — também chamado de Vale Europeu — (parte intermediária, com forte traço cultural europeu); e Baixo Vale/Foz do Itajaí (litoral e cidades próximas ao mar).
Vale destacar que Porto de Itajaí, segundo maior do Brasil em movimentação de cargas, está estrategicamente localizado no Vale do Itajaí, por onde passam, anualmente, mais de 20 milhões de toneladas de mercadorias.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A maratona chegou ao fim! Depois de cinco anos numa jornada árdua, enfim, o público poderá conferir o capítulo final de “Construção do Veleiro Bravura“, a série que mostra um construtor amador construindo um barco a vela do mais absoluto zero e das próprias mãos. Com a embarcação pronta e motorizada por Yanmar, o 18º episódio entrará ao ar nesta terça-feira (2), às 20h, no Canal NÁUTICA do YouTube!
Todos os detalhes que ainda faltavam para finalizar o barco foram adicionados. Angelo terceirizou a parte elétrica, mas também deu uma mãozinha no que ele pôde: ajudou a esqueletar o quadro elétrico e instalou a saída da água servida (isso é, o descarte proveniente de chuveiros, pias e lavatórios).
Motor Yanmar, que equipa o veleiro Bravura. Foto: Revista Náutica
Falando na parte elétrica, o último episódio do Bravura entrega momentos marcantes. Um deles é a primeira partida do motor Yanmar, que já está funcionando perfeitamente. O ronco do equipamento só perdia para os gritos de felicidade de Guedes.
Não é só uma montagem de um barco, é um pouco também do coração– destacou o construtor amador
O suporte do bimini — lembra dele? — finalmente foi instalado, e ainda ganhou um toldo para oferecer uma sombrinha durante as travessias mais longas e calorentas.
Barco totalmente revestido na parte interna no último episódio do Veleiro Bravura. Foto: Revista Náutica
Na parte interna, o último episódio do Veleiro Bravura revela um novo barco! Tudo foi revestido com obras de marcenaria feitas pelo próprio Angelo — que aprendeu o processo durante a construção. Lâmpada instalada, molduras fixadas e tudo pintado e resinado.
Moldes instalados no barco. Foto: Revista NáuticaParte interna do veleiro finalizada. Foto: Revista Náutica
Gavetas, prateleiras, painéis… tudo no seu devido lugar. Embora nada lembre aquele protótipo que se iniciou com um monte de alumínio, vê-lo pronto deu a Angelo uma sensação de missão cumprida.
Angelo Guedes e o veleiro Bravura. Foto: Revista Náutica
O barco também ganhou um visual novo. Com a ajuda de um profissional, o Bravura recebeu linhas da cor grená e um adesivo com o nome da embarcação. Ele também foi limpo e a cor branca ganhou mais vida.
É um sonho materializado que um dia existiu apenas na imaginação– revelou Guedes
Nova pintura do veleiro Bravura. Foto: Revista Náutica
“Eu batizei o barco com o nome de Bravura, pois durante todo esse processo, entendi que Bravura é muito mais do que um nome de um barco — é uma filosofia de vida. É a coragem necessária para transformar um sonho em realidade”, completou Angelo Guedes.
Quer saber mais detalhes do último episódio da série e como ficou o veleiro? Fique de olho no YouTube do Canal NÁUTICA e veja o sonho virar realidade. O Bravura está pronto!
Impulsionado pela Yanmar
Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.
Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.
O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.
Acompanhe tudo no Canal Náutica do YouTube!
Para não perder nenhum episódio dessa épica jornada, inscreva-se no Canal da Náutica no YouTube e ative o sininho. Assim, você sempre será notificado quando um vídeo estrear — não só da “Construção do Veleiro Bravura”, mas também de outras produções NÁUTICA.
A série terá episódios novos toda terça-feira, às 20h (horário de Brasília). Embarque nessa aventura com a gente!
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Nunca é tarde para revisitar o passado e ver que, possivelmente, nem tudo aconteceu da maneira que imaginávamos. Um novo estudo realizado por dois brasileiros sugere que Pedro Álvares Cabral não teria chegado ao Brasil por Porto Seguro, na Bahia — como é amplamente conhecido — , mas sim pelo Rio Grande do Norte.
A pesquisa foi publicada no Journal of Navigation, na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e conduzido pelos físicos brasileiros Carlos Chesman (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e Carlos Furtado (Universidade Federal da Paraíba).
Para chegar nessa hipótese, os pesquisadores analisaram dados da famosa carta de Pero Vaz de Caminha, a “Carta do Achamento”, escrita em 1500. O documento histórico é responsável por registrar as primeiras impressões dos portugueses sobre o Brasil.
“Carta do Achamento”, de Pero Vaz de Caminha. Foto: Domínio Público
A nova análise foi feita com ferramentas tecnológicas modernas, e em simulações de ventos, correntes marítimas e profundidades do mar ao longo da rota percorrida pela frota. Também foram revisadas as datas, distâncias percorridas em léguas, referências topográficas e descrições de fauna e flora.
Além disso, a dupla de cientistas aplicou cálculos físicos, simulações computacionais, mapas dinâmicos e outras tecnologias para refazer o trajeto que descobriu o Brasil.
A força de Coriolis
Um dos pontos centrais do estudo é o papel da força de Coriolis, que faz com que os objetos (como barcos ou correntes de ar) que viajam longas distâncias ao redor da Terra pareçam se mover em uma curva em vez de uma linha reta. No Hemisfério Sul, o desvio tende para a esquerda, enquanto no Norte, para a direita.
Rota tradicionalmente associada ao descobrimento do Brasil por Pedro Álvares Cabral. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
De acordo com os autores, essa dinâmica teria naturalmente desviado a frota portuguesa em direção ao Rio Grande do Norte, e não ao sul da Bahia. Eles argumentam que é improvável que a frota, saindo de Cabo Verde, tenha seguido em linha totalmente reta até Porto Seguro.
Analisando as correntes e ventos, os navios seriam, naturalmente, impulsionados a passar pelo litoral norte do Rio Grande do Norte, segundo o estudo.
Logo, o cálculo considera a distância percorrida entre Cabo Verde e o avistamento de terra (cerca de 4 mil quilômetros) e sugere que a trajetória pelo mapa se assemelharia à curva de um “S”, terminando no litoral potiguar, explicou Chesman ao g1.
O marco zero do Brasil?
Na carta de Pero Vaz de Caminha, é descrito um “grande monte, mui alto e redondo”, historicamente associado ao Monte Pascoal, na Bahia. Mas, de acordo com os pesquisadores, a nova pesquisa sugere que esse lugar corresponderia ao monte Serra Verde, em João Câmara, no interior do Rio Grande do Norte.
João Câmara, no Rio Grande do Norte. Foto: Governo Municipal de João Câmara/ Divulgação
Nesse cenário, o primeiro local de desembarque da frota de Pedro Álvares Cabral teria ocorrido na praia de Zumbi, em Rio do Fogo. Já o segundo ponto de ancoragem teria sido na praia do Marco do Descobrimento, em São Miguel do Gostoso.
As simulações por GPS apontam que a chegada pela Bahia não corresponderia aos ventos e correntes predominantes no século 15, enquanto a rota pelo estado potiguar seria mais fiel às correntes atlânticas descritas nos relatos de navegação.
Praia do Zumbi, no Rio Grande do Norte. Foto: Prefeitura Municipal do Rio do Fogo/ Divulgação
Vale ressaltar que esse não é o primeiro estudo a sugerir que um desembarque de Pedro Álvares Cabral no Rio Grande do Norte seja mais provável. O intelectual potiguar Luís da Câmara Cascudo e o historiador Manoel Cavalcanti Neto, por exemplo, já consideravam essa hipótese.
No entanto, até agora não há consenso histórico sobre as duas hipóteses. Para o Rio Grande do Norte, essa possibilidade representa um reconhecimento simbólico relevante de seu papel na história do Brasil e tem potencial impacto memorial, educacional e até turístico no estado.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Chegou ao fim a 5ª edição do SailGP, tida como a Fórmula 1 da Vela e que terminou com festa inglesa. A última etapa do ano ocorreu neste domingo (30) em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, com o time da Emirates GBR conquistando o título da temporada e o Brasil na 11ª colocação geral.
O pódio da última corrida da temporada teve as equipes da Dinamarca (1º), Itália (2º) e França (3º) — mas nenhum deles disputaram a grande final. Por conta da pontuação geral acumulada ao longo do campeonato, quem disputou o troféu foram as equipes da Emirates GBR (Inglaterra), da Bonds Flyng Roos (Austrália) e da Black Foils (Nova Zelândia).
Emirates GBR venceu a 6ª edição do SailGP. Foto: SailGP/ Divulgação
Quem viu, não se decepcionou. A grande final contou com manobras surpreendentes e uma corrida acirrada de tirar o fôlego, terminando com a vitória da equipe inglesa — que desembolsou o prêmio de US$ 2 milhões (R$ 10 milhões em conversão de dezembro de 2025). O vice ficou por conta da Austrália, com a Nova Zelândia fechando o pódio final.
Numa reviravolta emocionante, a Emirates GBR, liderada por Dyan Fletcher, velejador medalhista olímpico, se recuperou da terceira posição para ultrapassar os BONDS e os Black Foils na quarta etapa da disputa decisiva. Assim, a Inglaterra se torna apenas a terceira equipe a conquistar um título da SailGP.
E o Brasil?
Com bons momentos na água, o Mudabala Brazil sofreu uma penalidade cruel ao encostar em outro barco e amargou a 12ª posição na etapa — mesmo que tenha colecionado resultados importantes no SailGP de Abu Dhabi.
Brasil em disputa no SailGP de Abu Dhabi. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução
O Brasil abriu as regatas do fim de semana com um 4º lugar, atrás apenas dos times da Alemanha, Canadá e Dinamarca. Na sequência, o Mubadala ocupou a 8ª e 7ª posição nas duas corridas seguintes.
O destaque ficou para a quarta e última regata de sábado, quando a equipe verde a amarela conquistou sua melhor colocação na etapa — um 3º lugar, ao lado dos times da Suíça (1º) e Dinamarca (2º). Já neste domingo (30), as duas últimas corridas da etapa de Abu Dhabi com participação brasileira renderam ao time a 9ª e a 11ª colocação.
Catamarã F50 do Brasil no SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução
Já no placar final da temporada do SailGP, o Mubadala, na sua temporada de estreia na liga, figurou na 11ª posição, à frente do time dos Estados Unidos por 10 pontos de diferença. Os momentos de maior destaque da equipe do Brasil foram os dois primeiros lugares conquistados em distintas regatas (Espanha e EUA).
Liderado pela bicampeã olímpica Martine Grael, a encerra sua primeira temporada com um balanço bastante positivo e a sensação de estar navegando — e voando — na direção correta.
Nossa equipe está muito mais entrosada e confiante a bordo do F50, e estamos todos muito animados para o ciclo de 2026 que se aproxima– destacou Martine
Martine Grael, capitã do Brasil no SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução
Para uma equipe estreante em um campeonato tão disputado quanto o SailGP, o Brasil demonstrou uma evolução surpreendente a bordo do catamarã F50, garantindo duas vitórias em regatas ao longo da temporada. Não á toa, Lisa Darmanin, medalhista olímpica e analista técnica da liga, opinou que a posição da equipe não reflete o potencial do grupo.
É apenas um ‘snapshot’, incapaz de refletir a jornada de desenvolvimento ou os momentos de excelência– afirmou Lisa à Revista Náutica
2026 é logo ali!
O fim da temporada 2025 é apenas o início de uma nova fase para o SailGP e para o Brasil. O campeonato de 2026 já começa em janeiro, nos dias 17 e 18, com o Oracle Perth Sail Grand Prix, na Austrália.
Foto: Instagram @sailgp/ Reprodução
Contudo, o principal marco do próximo ciclo da competição será a aguardada estreia da primeira etapa da história na América do Sul, quando o Rio de Janeiro sediará o evento nos dias 11 e 12 de abril de 2026, consolidando o Brasil como um polo de grandes eventos esportivos, inovação e sustentabilidade na vela global.
E, para quem quiser recapitular a histórica temporada brasileira no SailGP, será lançada em dezembro no canal SporTV e no Globoplay (streaming) a série documental “Born to Sail”, realizada pela AT Films e que mostrará os bastidores do Brasil nesta edição e destacará o pioneirismo da capitã Martine Grael — primeira mulher a ocupar a posição de driver na história do SailGP.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A bordo do veleiro Endurance 64, uma tripulação de apaixonados pelo mar topou o desafio de navegar do Brasil a Antártica. Entre eles, estava Guilherme Kodja, nome conhecido dos testes NÁUTICA, que soma quase 40 anos de experiência em navegação costeira e oceânica. Essa vivência não só mudou sua vida como resultou em um livro, que, além de apresentar a aventura, carrega um valor muito nobre.
A obra “Do Sonho à Conquista, a Navegação Tríplice Austral a bordo do VPE64” apresenta em 128 páginas um material fotográfico e narrativo sobre o feito, sob a ótica e perspectiva de Kodja, com direito a, inclusive, fotos autorais.
É um texto sobre o sonho, a aventura e a conquista pessoal que mudou minha vida — e que quero fazer mudar a de todos que se inspirarem com a obra– declarou Kodja através do Instagram
Uma das muitas fotos registradas por Kodja ao longo da viagem, que constituem a estrutura do livro. Foto: Divulgação
Uma vida, em especial, será certamente mudada com o livro: a de Vitor Pereira Dias. O menino de 15 anos, natural da Bahia, passava férias na casa da mãe, que é diarista em São Paulo, quando sofreu um acidente com uma pipanum fio de alta tensão. O jovem foi eletrocutado e teve os dois antebraços amputados, além da perna esquerda, abaixo do joelho.
Capa do livro leva foto de Kodja. Foto: Divulgação
Visando arrecadar fundos para suas próteses robóticas, Kodja conseguiu o apoio de seis empresas, que viabilizaram a primeira tiragem do livro, com 400 unidades. Dessa forma, a obra não será vendida, mas sim entregue a pessoas que contribuírem com um valor mínimo de R$ 250 à vaquinha de Vitor, organizada pelo navegador.
Eu abracei essa causa. Não tem nenhuma questão financeira envolvida, a não ser essa ajuda voluntária ao Vitor, que teve essa tragédia na vida dele– destacou Kodja
Para ajudar, basta acessar o link da iniciativa e fazer uma contribuição de qualquer valor a partir de R$ 250. Segundo Kodja, o livro estará pronto na versão impressa em 13 de dezembro.
Jornada que virou livro e série
O livro de Guilherme Kodja, ao estilo Coffe Table Book, retrata a trajetória rumo à Antártica com referências cronológica e geográfica nas legendas. O material chega com prefácio de Cícero Vieira Neto, proprietário do Endurance 64, que também participou da expedição.
Foto: Equipe Endurance 64 / Divulgação
Foi ele, inclusive, o responsável por escalar o time diverso e habilidoso de navegadores que participaram da aventura. Juntos, os tripulantes zarparam do Porto de Santos, no Brasil, e encararam águas gélidas, frio cortante e a temida Passagem de Drake até pisar na Antártica.
Foto: Equipe Endurance 64 / Divulgação
A jornada de mais de 6 mil milhas, que passou por 30 localidades, virou também série no Canal NÁUTICA no YouTube. Em 13 episódios, apaixonados pelo mar podem conferir todos os detalhes da expedição, que contou com grandes desafios, mas também paisagens deslumbrantes e, claro, muito aprendizado. Confira:
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O 1º Salão de Usados Náutica encerrou sua primeira edição na Marinas do Atlântico, em Angra dos Reis (RJ), com mais de 2,5 mil visitantes registrados. Mais de 15 embarcaçõesseminovas foram vendidas — número acida do previsto — , ao passo que inúmeras negociações foram iniciadas com quem quer aproveitar o barco ainda na temporada de verão.
A combinação entre boas ofertas, curadoria técnica e a estrutura de alta qualidade da Marinas do Atlântico mostrou que esse formato tem força para crescer e ficar de vez no calendário náutico brasileiro-avaliou Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica e da Boat Show Eventos
Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica e da Boat Show Eventos, organizadora do salão náutico. Foto: Rafael Simões / Revista Náutica
Com mais de 80 barcos em exposição, de lanchasde 20 pés a modelos acima de 80 pés, o evento também marcou a inauguração da Marinas do Atlântico, que trouxe à região uma completa estrutura náutica.
Travel Lift da Marinas do Atlântico é um dos maiores da América Latina. Foto: Mauro Santos @msa.fotografia / Revista Náutica
Os visitantes puderam conhecer o complexo que soma 150 vagas molhadas, 35 vagas secas, travel-lift para erguer embarcações de até 240 toneladas (um dos equipamentosdo gênero com maior capacidade na América do Sul), heliponto homologado, pátio de serviço e píeres flutuantes em concreto, solução de engenharia única no país que reforça a vocação da região como destino náutico.
A resposta do público em Angra superou as nossas projeções. Recebemos pessoas em busca do primeiro barco, clientes experientes atrás de upgrade, e famílias que vieram apenas conhecer a marina e saíram com propostas na mão– detalhou Vicentini
Para Guto Cavalcanti, representante da Kadu Marine — que atracou no evento com embarcações de marcas como Schaefer, Princess, Ventura e Fibrafort — , a expertise do Grupo Náutica no evento de seminovos foi muito importante. Segundo ele, todos os expositores que participaram “estão acostumados a fazer feiras de seminovos individualmente”, mas, com o Grupo Náutica, o evento ganha “outro peso”.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Quem compartilha desse sentimento é Junior Santos, sócio-administrador da JRG NÁUTICA. Para ele, “é de extrema importância ter um evento como este (…), principalmente os bem-organizados”, como foi feito junto à NÁUTICA. “Todos os nossos barcos estão praticamente vendidos, com negociações bem avançadas. O evento foi realmente maravilhoso”, disse.
Já para Matheus Strauss, representante da BYS International, o Salão de Usados NÁUTICA exerce um papel importante no setor, uma vez que, para ele, o mercado de seminovos “acaba sendo muito maior do que a quantidade de embarcações novas”.
No final das contas, quem está vendendo um barco usado é cliente comprador para um barco novo e tudo acaba tendo uma sinergia muito grande– comentou
Evandro Souza, da Boats Multimarcas, vê outro ponto positivo: o barco pronto para uso. “Quando o cliente compra um barco zero, geralmente a empresa tem que produzir, então demanda tempo. No barco seminovo, não; o barco já está pronto para o cliente comprar, levar e navegar no próximo verão”, destacou.
Thalita Vicentini destacou que Angra, o palco do evento, “é destaque mundial pelas suas belezas paradisíacas e belas águas”, o que, naturalmente, movimenta o turismo náutico. João Willy Seixas Peixoto, presidente da Fundação de Turismo de Angra dos Reis, endossa o argumento.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Para ele, “o turismo náutico é hoje um dos segmentos mais fortes em Angra dos Reis”, logo, “é importante que essa iniciativa entre para o calendário oficial de Angra dos Reis e se torne referência na cidade.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Enquanto para alguns as vantagens de usar LED na iluminação do barcosão incontestáveis, para outros — seja por preferência estética ou entraves na instalação — esse recuso segue sendo deixado de lado.
De maneira geral, LEDs sempre serão mais indicados para barcos do que lâmpadas incandescentes convencionais — a começar pelo fato de que consomem bem menos energia. Ganham, também, na luminosidade e na sua projeção, que é bem mais concentrada. Logo, iluminam mais.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Confira 7 bons motivos para aderir aos LEDs na iluminação do barco
Consumo de energia muito menor
Em barcos, energia é ouro. LEDs gastam até 80% menos do que lâmpadas halógenas ou incandescentes. Isso preserva as baterias, evita quedas de tensão e dá mais autonomia em ancoragens.
Menos calor
Lâmpadas tradicionais esquentam bastante, o que pode ser desconfortável dentro da cabine e até perigoso em espaços confinados. LEDs quase não aquecem.
Alta durabilidade
Uma lâmpada LED pode durar 25 a 50 vezes mais que uma halógena. Em ambiente náutico — com vibração, umidade, sal e balanço — essa resistência faz toda a diferença.
Segurança a bordo
Por trabalhar em baixa tensão, gerar pouco calor e suportar vibração, o LED reduz riscos de curto-circuito e superaquecimento.
Luz mais eficiente e personalizável
LEDs entregam mais luminosidade com menos energia e ainda permitem cores, intensidades e efeitos, cada vez mais úteis para luz de cortesia, navegação noturna, iluminação subaquática etc.
Menos manutenção
Com maior vida útil e robustez, acaba-se trocando lâmpadas com pouquíssima frequência — algo importante quando elas estão instaladas em locais difíceis no barco.
Melhor para áreas externas
Existem LEDs específicos para ambiente marinho, com proteção IP67 ou IP68, resistentes a água, sal e raios UV.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Além de revelar novos talentos, concursos fotográficos têm o poder de apresentar ao mundo imagens que dificilmente veríamos de outra forma. E muitas delas surgiram no Drone Photo Awards 2025, que anunciou seus vencedores no fim de setembro. A premiação destacou fotos aéreas em nove categorias — desde a vida selvagem até cenas urbanas —, todas captadas exclusivamente por drones.
A “foto do ano” ficou com Dennis Schmelz, autor de The Lone Rider (“O Cavaleiro Solitário”, em inglês). Registrada durante uma viagem de inverno pela Capadócia, a imagem encantou o júri ao revelar um novo olhar sobre uma região já muito fotografada. No topo de um afloramento rochoso, um cavaleiro solitário surge entre neblina, luz suave e um cenário carregado de atmosfera. A combinação garantiu o título máximo ao artista.
The Lone Rider (“O Cavaleiro Solitário”). Foto: Dennis Schmelz / Drone Photo Awards 2025 / Divulgação
As categorias contempladas pelo concurso incluíram Urbano, Animais Selvagens, Esporte, Pessoas, Natureza, Abstrato, Casamento, Série e Vídeo. Cada uma premiou um 1º colocado e destacou outras obras relevantes. O site oficial do Drone Photo Awards 2025 mostra descrições de cada clique.
Another World (“Outro Mundo”). Foto: Joanna Steidle / Drone Photo Awards 2025 / Divulgação
Esporte
Running on Salt (“Correndo no Sal”). Foto: Shimon Perlstein / Drone Photo Awards 2025 / Divulgação
Pessoas
Aarti Under the Stars (“Aarti Sob as Estrelas”). Foto: Thibault Gerbaldi / Drone Photo Awards 2025 / Divulgação
Natureza
The Long Shadow (“A Longa Sombra”). Foto: Christopher Harrison / Drone Photo Awards 2025 / Divulgação
Abstrato
The Eye (“O Olho”). Foto: Pawel Zygmunt / Drone Photo Awards 2025 / Divulgação
Casamento
Eloping Above the Clouds (“Fugindo Acima das Nuvens”). Foto: Oliver and Steph Prince / Drone Photo Awards 2025 / Divulgação
Série
A categoria Série premiou ensaios feitos em um mesmo contexto e região. O 1º lugar ficou com The Great Colour Study: Vietnam (“O Grande Estudo de Cores: Vietnã”), do fotógrafo Dipanjan Pal. O conjunto explora profissões tradicionais vietnamitas transmitidas por gerações ao longo de mais de 500 anos.
Carpet (“Tapete”) — parte da série The Great Colour Study: Vietnam. Foto: Dipanjan Pal / Drone Photo Awards 2025 / Divulgação
Vídeo
A categoria Vídeo avaliou produções feitas exclusivamente com drones, entre 1 e 5 minutos de duração. O vencedor foi Bangladesh: The Soul of an Unstoppable People (“Bangladesh: A Alma de um Povo Inabalável”), de Fran Arnau. O retrato visual e emocional revela um olhar único de uma nação que carrega história, resiliência e cotidiano.
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Mesmo com séculos de exploração, a biodiversidade de invertebrados marinhos permanece pouco documentada. Para mitigar esse problema, pesquisadores da Senckenberg Ocean Species Alliance (SOSA) anunciaram a descoberta de 14 novas espécies marinhas, incluindo dois novos gêneros.
A pesquisa encontrou seres inéditos em diferentes regiões do planeta, baseando-se em coleções recentes e históricas e incluindo espécies recém-descritas. O trabalho foi publicado na revista Biodiversity Data Jornal e teve parceria do novo Laboratório de Descobertas do Instituto de Pesquisa e Senckenberg.
Entre os organismos identificados, estão crustáceos translúcidos, vermes de aparência “exótica” e parasitas que lembram um emaranhado de grãos. Segundo os pesquisadores, as profundidades de algumas dessas criaturas chegam a mais de 6 mil metros.
De pouquinho em pouquinho
Uma das novas espécies que agora faz parte do “caderninho” dos biólogos é o molusco Veleropilina gretchenae, localizado na Fossa das Aleutas — a incríveis 6.465 metros de profundidade.
Veleropilina gretchenae. Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação
O genoma do Veleropilina gretchenae é um dos primeiros da classe Monoplacophora a ser publicado com alta qualidade diretamente do espécime. Essa classe é composta por moluscos marinhos que se destacam por ser um exemplo de ‘fóssil vivo’. Acreditava-se que estivessem extintos até a redescoberta de um espécime vivo em 1952.
Outro molusco registrado pela primeira vez foi o bivalve Myonera aleutiana, encontrado a 5.280 metros, tornando-se o membro mais profundo do seu gênero.
Myonera aleutiana. Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação
O Macrostylis peteri foi outra criatura descoberta pela pesquisa. A nova espécie é um isópode minúsculo, porém complexo, que marca o primeiro registro de sua família em águas australianas.
Documentar espécies tão pequenas e complexas exige preparação meticulosa e ilustração microscópica precisa– destacou o grupo
Macrostylis peteri. Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação
O Spinther bohnorum, da Polinésia Francesa, é um verme minúsculo de cor vermelho-alaranjada. Sua posição evolutiva ainda permanece um mistério. Uma das principais características que os diferenciam são as cerdas (eixos que lembram espinhos e servem para locomoção).
Spinther bohnorum. Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação
Já o crustáceo Apotectonia senckenbergae foi identificado em um banco de mexilhões nas fontes hidrotermais da Fenda de Galápagos, a 2.602 metros da superfície.
Apotectonia senckenbergae. Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação
Descobertas peculiares
Como a natureza é cheia de surpresas, o fundo do mar não poderia ser diferente. Os pesquisadores encontraram, por exemplo, o isópode Zeaione everta, um parasita avistado na zona entremarés da Austrália. As fêmeas apresentam protuberâncias nas costas que lembram grãos de pipoca estourados — não à toa, seu apelido é “parasita-pipoca”.
Zeaione everta, o “parasita-pipoca”. Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação
Presa a mais de 5 mil metros de profundidade, o Laevidentalium wiesei foi outra nova espécie encontrada pelo SOSA. Ele estava com uma anêmona-do-mar aderida à sua concha — o primeiro registro desse tipo para este gênero.
As descobertas relatadas nesta segunda edição são numeradas de 13 a 27, dando continuidade ao ponto em que o primeiro artigo parou. Muitas outras devem ser descobertas em breve– informou a SOSA em comunicado
Laevidentalium wiesei. Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação
Um novo jeito de pesquisar
Preocupados com o ritmo de descoberta superando o processo formal de descrição de espécies, o SOSA foi fundado para promover esse desafio: ter uma abordagem simplificada e escalável para a taxonomia (ciência que organiza e classifica os seres vivos hierarquicamente).
Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação
De acordo com o grupo, cerca de 91% das espécies oceânicas ainda não foram classificadas e mais de 80% do oceano permanece inexplorado.
Cada número representa não apenas uma espécie, mas também uma prova de conceito: que, com o apoio adequado, os taxonomistas podem acelerar a descrição da vida nos oceanos sem sacrificar a qualidade– ressaltaram os cientistas em nota
Metharpinia hirsuta. Foto: Senckenberg Ocean Species Alliance/ Divulgação
Nove das novas espécies e um dos inéditos gêneros deste estudo foram processados parcial ou totalmente por meio do Laboratório de Descobertas do Instituto de Pesquisa e Senckenberg, ressaltando seu valor e importância da estrutura para o avanço da taxonomia.
Em uma era de perda de biodiversidade, o trabalho de descrever espécies pode ser mais urgente do que nunca– ressalta o site
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Nada melhor do que ter um estaleiro a seu dispor para construir um megaiate dos sonhos. Gabe Newell, magnata do mundo dos games, adquiriu recentemente a poderosa Oceanco e recebeu, das mãos da própria empresa, o imponente Leviathan, tido como o 50º maior iate do mundo.
São muitos destaques numa embarcação desse porte. Ela possui nada menos que 111 metros de comprimento (363 pés!) e busca redefinir os modelos tradicionais que envolvem a construção de um megaiate: com mais foco nas pessoas e menos em extravagância.
Leviathan. Foto: Oceanco/ Divulgação
Porém, o fato de ser menos extravagante não significa que seria barato — muito pelo contrário. O valor do megaiate de Gabe Newell é estimado em aproximadamente US$ 500 milhões de dólares (cerca de R$ 2,68 bilhões em conversão de novembro de 2025).
Leviathan. Foto: Oceanco/ Divulgação
O novo “brinquedo” do magnata americano e proprietário da Oceanco não economiza em comodidade. Uma delas é a sala gamer com 15 PCs de última geração — nada melhor para quem construiu um império com jogos eletrônicos.
Leviathan. Foto: Oceanco/ Divulgação
Por lá, o paraíso flutuante de GabeN (como é conhecido pela comunidade gamer) ainda ostenta um hospital com enfermeira residente, laboratório científico, oficina de impressão 3D, campo de basquete e spa com banheira de hidromassagem.
O sistema de propulsão híbrido diesel-elétrico alimentado com baterias permite navegação silenciosa e sem emissões por longos períodos, de acordo com a Oceanco.
Colaboração extrema
Para entender o grande diferencial deste projeto, é necessário recapitular a carreira de Newell. Ex-produtor da Microsoft, companhia onde trabalhou por 13 anos e desenvolveu os três primeiros sistemas operacionais Windows, o americano construiu seu império no mundo dos jogos.
Ele fundou a Valve, desenvolvedora de jogos como Half-Life, Portal e Dota; e a Steam, um serviço de distribuição digital de games. Na época, chamava atenção sua metodologia de trabalho: orçamento ilimitado para a produção dos projetos e sem prazo para conclusão. O importante era a qualidade.
Gabe Newell durante a Game Developers Conference, em 2010. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
A Valve não opera com uma hierarquia gerencial tradicional. Os funcionários não possuem chefes ou gerentes da maneira convencional e têm autonomia radical, escolhendo em quais projetos querem trabalhar. Logo, era de esperar que ele levasse essa filosofia à Oceanco — e levou.
Segundo a Oceanco, o bilionário planeja manter a filosofia da Valve também no setor náutico: dar liberdade criativa às equipes e priorizar inovação. Isso envolve uma colaboração extrema entre tripulação, designers e construtores.
Queremos que a empresa se concentre no que faz de melhor: colocar as pessoas em primeiro lugar– declarou o proprietário do estaleiro
Tripulação como prioridade
Um megaiate desse porte não sobreviveria sem o trabalho dos tripulantes. Pensando nisso, o Leviathan teve como principal pilar aprimorar a eficiência operacional e o bem-estar da tripulação, com uma abordagem de design centrada no ser humano, segundo a Oceanco.
Leviathan. Foto: Oceanco/ Divulgação
O layout interno é a prova dessa filosofia: áreas de alto valor — como um salão no flybridge — foram transformadas em espaços comunitários, incluindo aquela sala com 15 PCs e um grande refeitório para 54 pessoas. O objetivo é promover a integração de 26 hóspedes e 37 tripulantes.
Leviathan. Foto: Oceanco/ Divulgação
Materiais de baixa manutenção (deque sintético e aço inoxidável jateado, por exemplo) foram escolhidos com a proposta de oferecer materiais mais duráveis e de fácil reparo, com a ideia de liberar a tripulação para tarefas de maior valor, como interagir com os hóspedes.
Leviathan. Foto: Oceanco/ Divulgação
De acordo com o comunicado da Oceanco, a tripulação foi convidada para participar do processo do Leviathan desde o primeiro dia do projeto, contribuindo com seus conhecimentos operacionais para moldar um iate que funcionasse melhor para eles.
Trabalhar com a equipe da Oceanco é incrivelmente prazeroso e muito divertido; todos são profissionais, criativos e dinâmicos– elogiou Newell
Leviathan. Foto: Oceanco/ Divulgação
Para homenagear a equipe envolvida no projeto, um painel de vidro com os nomes de quase 3 mil colaboradores foi instalado na escadaria principal do megaiate de Gabe Newell.
Projetado não com base na tradição, mas sim em um propósito, o Leviathan coloca as pessoas no centro de cada decisão– destaca a Oceanco em comunicado
Muito mais que lazer
O novo megaiate de Gabe Newell conversa com os outros tentáculos de projetos do empresário. O Leviathan também serve como plataforma de suporte para a organização Inkfish, que apoia pesquisa científica e exploração marinha — por isso o laboratório e hospital a bordo.
Gabe Newell, proprietário da Oceanco. Foto: Oceanco/ Divulgação
Entusiasta do mergulho, atividade que é mencionada como uma de suas paixões, Gabe Newell já havia financiado o Limiting Factor, submersível que atingiu os pontos mais profundos dos cinco oceanos na expedição Five Deeps.
Com um patrimônio estimado pela Forbes de US$ 11 bilhões (aproximadamente R$ 58,8 bilhões em conversão de novembro de 2025), Gabe tem um vasto leque de embarcações na sua coleção, como o Rocinante, da Lürssen, e o Draak, também da Oceanco, além de outros barcos de apoio.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A Hélices Hoffmann é referência em hélices no Brasil, com quase 90 anos de mercado. Na equipe técnica, destacam-se três figuras: Reimar Hoffmann, diretor e presidente; Sávio Satler, tecnólogo mecânico; e Bethina Hoffmann, a engenheira naval do grupo. Aos 32 anos, ela mostra no currículo — e nas vivências — que o rosto da próxima geração da empresa, fundada ainda em 1937, será, pela primeira vez, o de uma mulher.
Atualmente, Bethina atua diretamente nos processos técnicos e comerciais da empresa. “Estou envolvida em novos projetos, consultas de clientes, cálculos, desenvolvimento de hélices, medições em campo e testes de mar. Também acompanho todo o cronograma de produção da fábrica e o andamento da produção”, detalhou.
Em paralelo, ela ainda encontra tempo para ser um dos principais pilares do grupo quando o assunto é olhar para o futuro.
Bethina e seu avô, Reimar Hoffmann. Foto: Revista Náutica
Historicamente, a Hélices Hoffmann se diferencia no mercadopor seu olhar delicado e artesanal na produção dos equipamentos— uma característica que a empresa não abre mão. Logo, modernizar processos e promover mudanças é um dos desafios diários de Bethina, que reconhece o ponto forte da instituição.
O objetivo é modernizar nossos processos e preparar a Hoffmann para o futuro, sem perder o DNA artesanal que sempre nos caracterizou– explicou
Foto: Arquivo Pessoal
Somado a isso, entra o “desafio natural das diferenças entre gerações”, como ela define, que pedem equilíbrio entre tradiçãoe inovação. Para se ter uma ideia, a empresa foi fundada há 88 anos pelo alemão Emílio Hoffmann, e, em 1954, seu filho, Reimar Hoffmann (avô de Bethina), assumiu a direção dos negócios após o falecimento do pai — e segue na presidência até hoje.
Manter essa harmonia é algo que eu tento cultivar todos os dias– destacou
Náutica no sangue e na formação
Bethina começou a velejaraos 11 anos de idade. Ainda na adolescência, teve uma rotina dedicada ao esporte, chegando a ser campeã brasileira e tendo representado o Brasil no Campeonato Mundial da Juventude, ao lado de grandes nomes da modalidade, como as bicampeãs olímpicas Kahena Kunze e Martine Grael. “Hoje velejo por lazer”, comentou.
Registro do Campeonato Mundial da Juventude de 2009, que aconteceu em Búzios (RJ). Bethina aparece à esquerda, enquanto Kahena e Martine, campeãs da competição na classe 420, aparecem no canto direito da imagem. Foto: Arquivo Pessoal
Seu pai, embora engenheiro civil, acabou seguindo novos desafios no ramo pesqueiro, como armador de pesca.
O ambiente náutico sempre esteve presente ao meu redor, o que acabou influenciando naturalmente minha escolha– contou Bethina sobre optar pela Engenharia Naval
Foto: Arquivo Pessoal
Seu contato frequente com o mar e com os barcos, somado à atração por “coisas diferentes”, como ela conta, resultou na escolha pelo curso de Engenharia Naval na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Era algo novo no estado”, relembrou.
“Desde o início, eu sabia que queria seguir na área de engenharia. Cheguei a cogitar Arquitetura em algum momento, mas hoje percebo que se não fosse a Naval, com certeza seria outra engenharia.
Foto: Arquivo Pessoal
Logo após a formatura, Bethina enfrentou os dilemas comuns dos recém-formados: “por onde começar? Qual área seguir? Devo me especializar primeiro ou buscar experiência?”. Mas de uma coisa ela tinha certeza:
Eu nunca quis vincular minha formação diretamente aos negócios da família, pelo menos não logo no início– revelou
Assim, ela deu início à carreira buscando, inicialmente, por experiências fora da Hoffmann. Ainda durante a faculdade, estagiou em um escritório de projetos de engenharia naval. “Foi meu contato inicial com a profissão”, contou. Seu primeiro trabalho efetivo, mesmo, foi em 2018, no departamento de engenharia do estaleiro italiano Azimut.
Foto: Arquivo Pessoal
Lá, ela conta que atuou diretamente nos processos construtivos, no “chão de fábrica”, antes de migrar para o setor de pós-vendas, onde passaria a lidar com atendimento ao cliente e problemas em campo.
“Essas experiências me deram uma visão ampla do setor e contribuíram muito para a profissional que sou hoje. Só depois desse processo senti que fazia sentido unir essa bagagem aos negócios da família”, ressaltou.
“As mulheres ainda precisam provar um pouco mais até que o trabalho fale por si”
Mesmo já consolidada em sua posição, Bethina não deixa de reconhecer as barreiras que as mulheres ainda enfrentam em profissões majoritariamente masculinas — especialmente no meio náutico. “Sinto que nesse meio as mulheres ainda precisam provar um pouco mais até que o trabalho fale por si”.
A gente percebe que precisa se aprofundar em tudo, entender cada detalhe, porque qualquer erro ou dúvida, às vezes, é visto como falta de capacidade– declarou
O ambiente intimidador e excludente colabora para que muitas mulheresdesistam da área, uma vez que não encontram espaços para permanecer. “Muitas acabam migrando para outros setores ou desanimando por falta de oportunidades”, detalhou.
Bethina conta que ela mesma enfrentou muita resistência na profissão, especialmente pelos ambientes historicamente masculinos. “No começo isso incomodava, mas com o tempo aprendi a lidar e deixar que meu trabalho, com resultados, falasse por mim. Isso acaba pesando mais do que qualquer estereótipo”, destacou.
Foto: Arquivo Pessoal
Para ela, mudar esse cenário passa por dar oportunidades. E não à toa: “a presença feminina contribui muito para esse meio. Nosso jeito de enxergar o todo, de resolver problemas e de lidar com pessoas traz um valor enorme para o trabalho”.
Apesar das adversidades, Bethina vê um futuro promissor para as mulheres na Engenharia Naval, e aconselha: “estudem, busquem experiência e se envolvam de forma ativa. Conversem com todo mundo, desde quem projeta o parafuso até quem aperta esse parafuso no dia a dia. Cada etapa do processo ensina alguma coisa importante”.
Não tenham medo de perguntar, de questionar ou de se posicionar. A curiosidade e a dedicação fazem muita diferença. Sigam firmes, porque há muito espaço para vocês aqui– ressaltou
Bethina evidencia que o campo de atuação para quem escolhe essa profissão é amplo, indo muito além do projeto de embarcações. “Há espaço para trabalhar com desenvolvimento de sistemas, extração de petróleo, certificação e regulamentação, além de áreas voltadas à inovação e tecnologia.”
Se para a engenheira “ter exemplos e referências faz muita diferença para quem está começando”, ela acaba de dar um motivo a mais para que outras mulheres sigam na profissão.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Uma cena que seria facilmente confundidacom imagens geradas por inteligência artificial tem ganhado destaque nas redes sociais do fotógrafo Ari Kaye. O profissional registrou um enorme cardume de raias próximo à região de Copacabana, no Rio de Janeiro — e as imagens impressionam.
Autodefinido “carioca apaixonado”, o artista conhecido justamente por registrar o estilo de vida e a cidade do Rio de Janeiro acredita ter filmado não apenas dezenas, mas centenas de raias-ticonha (Rhinoptera bonasus) na região próxima ao Forte de Copacabana. O registro foi do último dia 19 de novembro.
Nas redes sociais, Ari ainda revelou ter sido surpreendido pelo enorme cardume. Ele já sobrevoava a região com o drone quando as águas cristalinas permitiram observar uma “mancha preta” que, com o zoom adequado se revelou mais um espetáculo da natureza.
Ao jornal OGLOBO, o fotógrafo contou que já havia registrado um cardume de raias, mas que deviam ser cerca de 100 animais, enquanto o mais recente acredita ter sido formado por cerca de 500.
Fui presenteado com esse espetáculo, incrível poder ver e registrar a natureza de forma tão próxima-finalizou o artista.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Em 2024, o Sul do Brasil enfrentou um dos períodos mais desafiadores de sua história, com desastres ambientaisseveros — especialmente as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul. Entre os setores impactados, a logística e movimentação portuária. Um ano depois, os portos públicos da região se consolidam como protagonistas da retomada econômica, sendo reconhecidos pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) como o “grande motorda região”.
Segundo levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), divulgado na segunda-feira (24) pelo MPor, a movimentação de cargas nos portos públicos do Sul registrou crescimento expressivo de 14,02% no 3º trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. Ao todo, foram movimentadas 37 milhões de toneladas entre julho e setembro.
Foto: Claudio Neves / Gcom Portos do Paraná / Divulgação
Embora a movimentação portuária geral da região — que considera também terminais privados — tenha avançado 8,65%, o destaque ficou com os portos públicos.
Entre os principais responsáveis pelo desempenho, estão o Porto de Paranaguá, no Paraná, com 19,1 milhões de toneladas movimentadas, e o Porto do Rio Grande, no Rio Grande do Sul, que movimentou 9,1 milhões de toneladas no período. Ambos aparecem na lista de portos públicos do Brasil que mais movimentam cargas no país e receberão investimentos do MPor para implementar o VTMIS, sistema de tráfego que promete reforçar a segurança da navegação.
Crescimento em contêineres aponta retomada econômica
Um dos indicadores mais representativos da recuperação foi a movimentação de contêineres nos portos públicos, que saltou 62,46% no trimestre, alcançando 8,4 milhões de toneladas. De acordo com o MPor, esse avanço é estratégico por envolver operações de maior valor agregado e complexidade logística em relação ao granel.
Foto: Claudio Neves / Gcom Portos do Paraná / Divulgação
Considerando o total movimentado por estruturas públicas e privadas, a carga conteinerizada somou 15,2 milhões de toneladas, liderando o ranking entre os tipos de carga no período.
Exportações, importações e integração logística
As exportações cresceram 13,55% nos portos públicos do Sul, enquanto as importações avançaram 8,59%. O dado mais expressivo entre os produtos importados foi o de adubos e fertilizantes, que totalizaram 5,9 milhões de toneladas — evidenciando que o setor produtivo regional já se organiza para impulsionar a próxima safra.
Outro destaque foi a cabotagem, com crescimento de 29,65%, reforçando a importância dos portos públicos na integração logística entre diferentes regiões do Brasil.
Os resultados consolidam os portos públicos do Sul como peças-chave da reestruturação logística nacional após os impactos climáticos de 2024. O desempenho reforça a relevância estratégica dessas estruturas para o escoamento da produção agrícola, industrial e de insumos, justificando, segundo o próprio MPor, o apelido de “grande motor da região”.
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Além de sustentarem o equilíbrio do ar atmosférico, as algas marinhas têm alto potencial nutricional: são ricas em proteínas, minerais e compostos bioativos. Não à toa, elas são as protagonistas da vez no centro de pesquisas científicas voltadas à produção de superalimentos do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), em Arraial do Cabo (RJ).
Quem coordena o estudo para o uso das algas marinhas no futuro da alimentação humana é a Pesquisadora Especial III da Marinha do Brasil (MB), doutora Giselle Pinto de Faria Lopes.
Doutora Giselle Lopes venceu duas vezes o Prêmio “Soberania Pela Ciência”. Foto: Acervo pessoal
O trabalho já revelou que as algas brasileiras, especialmente as do gênero Ulva e Gracilaria, possuem propriedades nutricionais comparáveis às das fontes convencionais de proteína vegetal, como a soja — mas não só isso: as algas ainda apresentam vantagens ambientais significativas.
Além desse produto natural ser considerado nutricionalmente rico, impacta na biodiversidade e diretamente no sequestro de carbono através de sua fotossíntese, reduzindo o efeito negativo das mudanças climáticas– explicou a pesquisadora
De acordo com Giselle, o cultivo das algas demanda pouca águadoce e não compete com áreas agrícolas. De quebra, o grupo de pesquisa também avalia os compostos extraídos para aplicações farmacêuticas e cosméticas.
A ideia é ampliar as possibilidades da chamada inovação azul — conceito que relaciona desenvolvimento econômico à preservação dos ecossistemas marinhos. Para isso, o instituto mantém parcerias com universidades e centros de pesquisa civis para aprimorar técnicas de cultivo controlado, extração de biomassa e produção de suplementos ricos em antioxidantes e proteínas.
Foto: Marinha do Brasil / Reprodução
Conforme detalhou Giselle, a pesquisa se inspira em estudos da NASA, que analisam o uso de microalgas para alimentar astronautas no espaço.
No caso do IEAPM, formulações combinando microalgas, cianobactérias e ingredientes naturais estão sendo testadasinicialmente para reforçar a nutrição de combatentes militares. A próxima fase, prevista para começar no início de 2026, avaliará o impacto desses suplementos no desempenho físico e cognitivo de voluntários, e, futuramente, em pacientes oncológicos.
Embora cheias de recursos, a população ainda conhece pouco sobre as algas marinhas, conforme revelou uma pesquisa conduzida pelo IEAPM e publicada na Revista Pesquisa Naval.
O estudo escutou diferentes grupos da população e revelou que a maioria dos entrevistados as associa apenas ao ambiente marinho ou à culinária oriental, sem reconhecer seu valor nutricional, econômico e ambiental — constatação reforça a importância da divulgação científica.
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Foi como “encontrar uma agulha no palheiro”. Assim a fotógrafa Isabella Dobozy definiu a experiência de registrar o encontro com uma raríssima baleia jubarte albina, na costa leste da Austrália.
Isto é definitivamente algo que vou lembrar para sempre– celebrou a fotógrafa no Instagram
Pesquisadores da Whale and Dolphin Conservation, do Reino Unido, destacam que a chance de uma jubarte (Megaptera novaeangliae) nascer com essa condição genética é de cerca de 1 em 40 mil. Trata-se de uma mutação que impede a produção normal de pigmentos, resultando na pele de tom branco-leitoso.
Embora deslumbrante e extremamente rara, a coloração a torna baleia mais suscetível a predadores e embarcações, uma vez que fica mais visível.
Dobozy detalhou, em seu Instagram, que levou dias para processar o feito, que, para ela, registrar a baleia albina foi uma “forma incrível” de terminar a temporada.
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O projeto de lei que regulamenta a profissão de marinheiro profissional de esporte e recreio para fins particulares foi aprovado no Senado Federal nesta terça-feira (25). O texto do PL 25/2018, de autoria do ex-deputado federal (e ex-prefeito de Angra dos Reis) Fernando Jordão (MDB/RJ), recebeu aval no fim desta tarde pela Casa Legislativa e irá à sanção da Presidência da República.
Criada em 2018, a proposta define as responsabilidades e exigências para conduzir embarcações de esporte e recreio. O texto também estabelece que esses profissionais devem ter habilitação certificada pela autoridade marítima e não podem conduzir barcos em atividades comerciais.
Senadora Leila Barros (PDT), relatora do projeto. Foto: Carlos Moura/Agência Senado
O texto ainda obriga o empregador a contratar seguro obrigatório para cobrir riscos de atividade. Segundo a Agência Senado, o projeto permitirá a regularização laboral de milhares de marinheiros — que terão sua atividade reconhecida em lei, com Classificação Brasileira de Ocupações própria (CBO).
Fernando Jordão e Wilder Morais. Foto: Divulgação
À NÁUTICA, Fernando Jordão comemorou o resultado e destacou a importância da regulamentação do marinheiro no Brasil. Ele também agradeceu a relatora Leila Barros e o senador Wilder Morais (PL).
Marinheiros da Costa Verde, de Angra e de todo o Brasil: agora vocês são oficialmente reconhecidos. Estou muito feliz. É mais do que merecido!– ressaltou Fernando Jordão, autor do projeto de lei
Otto Aquino, diretor de conteúdo da Revista Náutica, parabeniza o projeto aprovado nesta terça-feira e ressalta as melhorias que o texto promove.
Um avanço enorme para o setor náutico. O reconhecimento do Marinheiro Profissional de Esporte e Recreio fortalece a segurança, valoriza quem vive do mar e profissionaliza ainda mais nossa atividade. Parabéns a todos os marinheiros do Brasil por essa conquista histórica-enaltece Otto Aquino, diretor de conteúdo da Revista Náutica
O senador Esperidião Amin, presidente da Frente Parlamentar da Economia do Mar – Setor Náutico, também pediu a palavra para comentar a aprovação, que, segundo ele, ficará mais estruturada e profissional.
Esperidião Amin, presidente da Frente Parlamentar da Economia do Mar – Setor Náutico. Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Milhares de pessoas deixarão de ser contratadas como jardineiro ou doméstico e, agora, terão sua profissão reconhecida– declarou Esperidião Amin
Com o projeto de lei, a Marinha do Brasil terá a responsabilidade de regulamentar as normas específicas para a atuação desses profissionais, conforme explica a Agência Senado. O texto também prevê maior segurança na condução de embarcações e recreio e clareza nas atribuições dos marinheiros.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Pioneiro em sustentabilidade, empreendedor e completamente apaixonado pelo universo náutico. Esse é Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, que depois de cinco décadas de iniciativas visionárias no setor, não só foi indicado, como é finalista do 4º Prêmio Nacional do Turismo – 2025.
O concurso, promovido pelo Ministério do Turismo, é o principal reconhecimento público às iniciativas e profissionais que fortalecem o setor. Criado para valorizar ações inovadoras, sustentáveis e inspiradoras em todo o país, o prêmio destaca práticas que consolidam o turismo como vetor de desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental.
Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica. Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica
Ao todo, 24 representantes de segmento turístico concorrem na categoria “Profissionais de Destaque”, distribuídos em oito áreas, cada uma com três finalistas. Idealizador de várias iniciativas ligadas ao turismo e sustentabilidade, Ernani Paciornik está na divisão “Iniciativa Privada – Empreendedores de Médio e Grande Porte”.
Para chegar até a decisão, as candidaturas passaram por análise técnicas. Agora, para vencer, os finalistas precisam do voto do público. A votação é online e aberta e vai até o dia 1º de dezembro, às 18h. A cerimônia de premiação acontecerá no dia 3 de dezembro.
Como votar no Prêmio Nacional de Turismo?
Quem for votar na premiação terá que acessar o site oficial do concurso (Gov.br) — é possível dar seu voto mesmo sem logar na plataforma. Feito isso, confira o passo a passo para participar da votação:
Desça e encontre a categoria “Iniciativa Privada – Empreendedores de Médio e Grande Porte”;
Foto: Reprodução
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O amigo das águas
Fundador da Revista Náutica e criador dos maiores salões náuticos da América Latina, o Boat Show, Ernani Paciornik consolidou a cultura náutica no Brasil e projetou o país no cenário internacional.
Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, também falou com os alunos durante o encontro. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica
À frente do Grupo Náutica, lidera a maior rede de comunicação, eventos e infraestrutura náutica da América Latina, com impacto direto no desenvolvimento econômico e turístico nacional. Criou o circuito de eventos Boat Show, em lugares como São Paulo, Rio, Itajaí, Salvador, Brasília, Foz e Angra, que fomentam novos destinos ligados à navegação.
O São Paulo Boat Show é o maior salão náutico da América Latina. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Pioneiro em sustentabilidade, Paciornik cofundou o Projeto SOS Mata Atlântica e lançou a campanha “Só jogue no água o que o peixe pode comer” ainda em 1998, em parceria com o renomado cartunista Ziraldo, criador do Menino Maluquinho.
Foto: Arquivo Revista Náutica (Não reproduzir sem autorização expressa de @revistanautica)JAQ H1. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Mais recentemente, fundou a JAQ Hidrogênio Verde, que desenvolveu as primeiras embarcações do mundo movidas a hidrogênio verde produzido a bordo — um marco global da transição energética e um dos destaques da COP30. A embarcação foi projetada para ser um laboratório flutuante de pesquisa e educação nos biomas do Brasil.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A performance da equipe Mubadala Brazil em sua primeira temporada no SailGP, em 2025, tem chamado a atenção dentro e fora da água. Durante mesa-redonda com comentaristas oficiais da competiçãorealizada nesta segunda-feira (24), às vésperas da decisão em Abu Dhabi, o Brasil foi citado não apenas pelos resultados, mas pela postura enquanto equipe estreante.
Segundo Lisa Darmanin, medalhista olímpica e analista técnica da liga, e Todd Harris, locutor esportivo premiado com o Emmy, o time liderado por Martine Grael demonstra uma maturidade competitiva além do esperado para uma primeira temporada.
Martine está bem em ser a única piloto mulher, mas ela não usa isso. Não é uma muleta, não é algo em que ela se apoia quando têm um dia ruim. Ela quer ser avaliada igualmente em todos os aspectos e não importa que ela seja mulher. Eu amo isso nela e amo a forma como ela veleja-destacou Harris à Revista Náutica
Martine Grael, líder do time brasileiro no SailGP 2025. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução
Mais do que igualdade, o que impressiona os comentaristas é a intensidade com que a capitã encara cada regata. Harris também observou que Martine leva cada competição “muito a sério” e que não disfarça a frustração quando não vence — característica que, segundo ele, revela um traço tipicamente brasileiro, de quem agarra o esporte com corpo, alma e intensidade.
Os brasileiros têm aquele amor pelo esporte, seja futebol ou vela, e carregam isso na manga-complementou
Sob o ponto de vista técnico, Darmanin contextualizou que a posição atual do Mubadala Brazil SailGP Team na tabela é o esperado para uma equipe que participa da primeira temporada. No entanto, frisou que o ranking — onde hoje o time brasileiro aparece na 11ª posição de 12 no total — não traduz o ritmo de evolução do grupo.
É apenas um ‘snapshot’, incapaz de refletir a jornada de desenvolvimento ou os momentos de excelência-afirmou Lisa à Revista Náutica
A medalhista olímpica também relembrou o acidente sofrido pelo time brasileiro na véspera da etapa na Alemanha, que fez com que a equipe não participasse daquela disputa. Darmanin elogiou a postura do time diante do desafio: “O que eles fizeram foi voltar e saíram disparando”.
Equipe brasileira se preparava para a 8ª etapa da disputa quando sofreu o acidente. Foto: Instagram @sailgp e @mubadalabrasailgp / Reprodução
Segundo a comentarista, conquistar duas vitórias na temporada de estreia é um forte indicativo de potencial, especialmente considerando que algumas equipes levaram várias temporadas para vencer pela primeira vez. No caso do time brasileiro, a primeira vitória em uma regata aconteceu em Nova York, nos Estados Unidos, e a segunda em Cádiz, na Espanha.
Em NY, time brasileiro conquistou 1º lugar inédito em uma regata do SailGP. Foto: AT Films / Divulgação
Já quando o assunto é ambição, ambos apontaram novamente para a postura de Grael, que segundo eles sempre se portou como campeã.
Ela não está contente em ficar na parte inferior da tabela de classificação e definitivamente queria estar no topo. É isso que fazem os grandes campeões: eles nunca estão felizes com o medíocre. Eles querem ser grandes. E você pode ver o fogo dentro dela-falou Lisa Darmanin
Para Harris, essa mentalidade deve se traduzir em resultados ainda mais expressivos nas próximas disputas— seja na etapa final ou mesmo na próxima temporada do SailGP, em 2026.
O Brasil está à frente do esperado para uma equipe de primeiro ano e acho que Martine vai ganhar mais do que apenas duas corridas neste ano-comentou Todd
O comentarista também revelou suas expectativas para o time brasileiro no SailGP 2026, que terá uma etapa no Rio de Janeiro. Ele admitiu ter expectativas altas e acredita que a equipe brasileira possa avançar significativamente, como as equipes da Alemanha e Itália fizeram neste ano.
A Grande Final do Mubadala Abu Dhabi Sail Grand Prix, que encerra a temporada 2025, pode marcar o início de um ciclo diferente para a equipe brasileira, ainda que não se traduza no pódio da classificação geral. Se até agora o Mubadala Brazil SailGP Team era visto como um projeto emergente, o tom dos comentaristas indica a transição para potencial protagonista a partir das próximas competições.
E, se depender de uma líder que recusa privilégios e exige igualdade, o time parece pronto para cruzar essa linha com determinação — e, como disseram os especialistas, com fogo nos olhos.
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Na verdadeira maratona que é construir um barco do zero, Angelo Guedes já consegue enxergar a linha de chegada. Apenas alguns detalhes separam a embarcação a vela — que será motorizada por Yanmar — das águas no 17º episódio de “Construção do Veleiro Bravura“, que estreia no Canal Náutica do YouTube nesta terça-feira (25), às 20h.
Faltam pouquíssimos ajustes para o veleiro Bravura conhecer as águas. A aplicação da cola de contato já foi feita, o hélice está devidamente ajustado e o motor Yanmar é o mais novo membro da embarcação. Entre uma mudança e outra do projeto inicial, Angelo adaptou o barco à sua maneira.
Entrada da parte interna do barco pela gaiuta. Foto: Revista Náutica
Esqueça aquele emaranhado de alumínios. Agora, o barco tem um ‘quê’ de casa. O teto revestido, o camarote de popa com cama, as prateleiras esqueletadas e cada capricho na resina interna trazem à tona que a construção do sonhado barco a vela está perto do seu final feliz.
Cuba adquirida por Angelo Guedes. Foto: Revista Náutica
O banheiro tem até um banquinho para tomar banho sentado. A privada e a caixa de águas negras (reservatório ou depósito concebido para recolher e armazenar temporariamente os resíduos da sanita) também são destaques do toalete praticamente pronto. A parte de dentro também ganhou uma cuba e um fogão pivotante.
Privada instalada no banheiro. Foto: Revista NáuticaFogão instalado na embarcação. Foto: Revista Náutica
Do lado de fora, o móvel deque na entrada da popa ficou mais funcional — além de ser grandinho, para espaço não ser o problema do veleiro Bravura. Angelo garantiu que a embarcação tivesse uma gaiuta de entrada caprichada e montou, aos trancos e barrancos, a casa de máquinas e toda parte hidráulica.
Deque na entrada do barco. Foto: Revista NáuticaCasa de máquinas do veleiro. Foto: Revista Náutica
Tão perto do objetivo final — colocar o barco construído pelas próprias mãos na água — , Guedes aproveitou também para refletir sobre a jornada. Por mais difícil que tenha sido, ele garante que aprendeu muitas lições durante a construção e mal vê a hora de realizar seu sonho.
A construção do veleiro se tornou uma forma de terapia e autodescoberta– revelou Angelo
No próximo episódio, o sonho de Angelo Guedes poderá flutuar…
Impulsionado pela Yanmar
Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.
Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.
O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.
Acompanhe tudo no Canal Náutica do YouTube!
Para não perder nenhum episódio dessa épica jornada, inscreva-se no Canal da Náutica no YouTube e ative o sininho. Assim, você sempre será notificado quando um vídeo estrear — não só da “Construção do Veleiro Bravura”, mas também de outras produções NÁUTICA.
A série terá episódios novos toda terça-feira, às 20h (horário de Brasília). Embarque nessa aventura com a gente!
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Às vezes, a vida real imita os desenhos animados — e não o contrário. Prova disso é uma cena que aconteceu no Mar de Salish: uma foca-comum, em meio à fuga eletrizante de um grupo de orcas, saltou para dentro do barco de uma fotógrafa numa tentativa de sobreviver ao ataque.
O episódio, digno de um filme de ação — quiçá até infantil — ocorreu próximo à Ilha Camano, no estado de Washington, nos Estados Unidos. Para alegria dos “espectadores”, a história terminou com um final feliz: o plano da “fugitiva” deu certo, e as baleias as deixaram em paz.
A fuga da foca não rendeu um filme, mas sim uma série de vídeos emocionantes registrados por Charvet Drucker, fotógrafa da natureza que estava no barco. Postado nas suas redes sociais, os registros viralizaram e atingiram mais de 1 milhão de visualizações.
Fuga de cinema
O momento inusitado aconteceu quando Drucker estava em um passeio de observação de baleias. Mas, de repente, ela percebeu uma movimentação estranha na água: as orcas nadavam em busca de algo. Ela aponta que os “balanços de cauda, movimentos bruscos e deslocamentos coordenados” davam sinais de caça.
Foca em cima do barco da fotógrafa. Foto: Instagram @charvetd_photograph/ Reprodução
Não demorou muito para que a foca emergisse da água com um semblante desesperado. Logo, ficou claro quem era a caça e quem eram os caçadores. Sem perder tempo, o animal pulou para dentro da embarcação para salvar a própria pele dos predadores.
A foca ainda caiu pouco tempo depois de subir, mas prontamente retornou ao barco enquanto as orcas seguiam rondando a embarcação. No segundo e terceiro vídeo da “série”, é possível observar no mínimo quatro baleias bem próximas do casco. A perseguição durou entre 15 a 20 minutos, segundo Drucker.
Orca bem próxima do barco onde estava a foca. Foto: Instagram @charvetd_photograph/ Reprodução
As orcas decidiram que a foca não valia o esforço e seguiram para se reunir com o restante do grupo– escreveu a fotógrafa na legenda da quarta gravação
A aventura da foca não terminou por aí. Mesmo exausto e lutando pela vida, o animal chegou a explorar a área interna do barco da fotógrafa, acomodando-se no banco traseiro, próximo da popa, enquanto a embarcação navegava lentamente até a costa.
O último “episódio” dessa série (vídeo acima) é simples: num mar mais calmo e com as orcas longe, a foca estava fora de perigo. Logo, ela finalmente volta às águas por conta própria e encerra a emocionante e tensa fuga. A cena de filme terminou com um final feliz — menos para as baleias.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou, no último dia 17, que vai destinar R$ 380 milhões para instalar um novo sistema de segurançada navegaçãonos portos públicos das sete cidades que mais movimentam cargas no país. O investimentofaz parte do Sistema Portuário Brasileiro e será usado para implementar o VTMIS (Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações), tecnologia que segundo a pasta já é consagrada nos maiores terminais do mundo.
Os portos públicos das sete cidades escolhidas para iniciarem com a tecnologia respondem, juntos, por 56% de toda a movimentação dos portos públicos do Brasil. Na lista de prioridades para receber o VTMIS estão Santos(SP), Paranaguá (PR), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande (RS), Itaguaí (RJ), Itaqui (MA) e Vila do Conde (PA). Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, o sistema deve elevar o padrão de segurança e logística do país.
Nossos portos estão batendo recordes de movimentação e precisamos constantemente modernizá-los e aumentar sua eficiência-afirmou o ministro
Porto de Santos. Foto: Autoridade Portuária de Santos / Divulgação
No Porto de Santos, o maior da América Latina, o projeto do VTMIS já foi licitado e o resultado deve ser divulgado no início de dezembro. Em Paranaguá, a Autoridade Portuária pretende lançar o edital ainda este ano. O terminal será responsável pelo monitoramentoe operação do sistema pelos próximos cinco anos, até que a administração passe para a concessionária vencedora do leilão do canal de acesso, realizado em outubro.
No Rio de Janeiro, a implementação do VTMIS avança como parte da modernização do monitoramento aquaviário. Já no Porto de Rio Grande, está em implantação o VTS, tecnologia semelhante ao VTMIS. O MPor não detalhou em que fase estão as instalações nos portos de Itaguaí, Itaqui e Vila do Conde.
Foto: MPor / Divulgação
A pasta, por sua vez, informou que os portos de Belém, Santarém e Vila do Conde, no Pará; Salvadore Aratu, na Bahia; São Francisco do Sul, Imbituba e Itajaí, em Santa Catarina; Fortaleza, no Ceará; e Manaus, no Amazonas, estão em etapa de estudos para definir as necessidades técnicas e os investimentos necessários para a implementação do novo sistema.
Segurança ampliada e monitoramento integrado
De acordo com o MPor, o VTMIS integra informações de radares, câmeras e sensores que permitem identificar atividades suspeitas e oferecer uma visão completa da movimentação aquaviária — inclusive à noite, com imagens de visão noturna. Por isso, o sistema é considerado essencial na prevenção de crimes como tráfico de drogas e contrabando.
Visão de câmera térmica do sistema VTMIS capturada no Porto de Santos. Foto: Autoridade Portuária do Porto de Santos / Divulgação
O VTMIS também faz parte da estratégia nacional de Inteligência Logística Portuária, que já utiliza outras ferramentas como o VTS (Vessel Traffic Services) e o LPS (Local Port Service). Juntos, esses sistemas aproximam o Brasil dos padrões praticados nos maiores portos do mundo, fortalecendo a segurança da navegação, a proteção ambiental e a eficiência logística.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A Região Norte segue se firmando como um dos principais eixos logísticos da Amazônia. Prova disso é o avanço da movimentação portuária no 3º trimestre de 2025, quando os portosda região somaram 43,3 milhões de toneladas entre julho e setembro — um aumento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado.
O transporte pelas vias interiores também ganhou força. Foram 30,3 milhões de toneladas movimentadas — um crescimento de 1,3% na comparação anual. O destaque ficou para o transporte internacional, que registrou um salto expressivo de 282%, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O transporte nacional nas hidrovias também cresceu, com avanço de 8,2%.
Os números reforçam o peso da navegaçãointerior como peça-chave para integrar a Amazônia e ampliar a eficiência logística da região. O levantamento da Antaq, divulgado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, detalha ainda o desempenho de cada segmento da movimentação portuária.
Porto de Outeiros. Foto: Ministério dos Portos e Aeroportos / Divulgação
Entre os tipos de carga, os contêineres tiveram o melhor desempenho: cresceram 9,93% e fecharam o trimestre com 3,2 milhões de toneladas. Já os granéis sólidos se mantiveram como o volume dominante, somando 33,8 milhões de toneladas — alta de 2,5% em relação a 2024. O granel líquido também avançou, chegando a 4,4 milhões de toneladas, um aumento de 3,3%, impulsionado principalmente pelo transporte de petróleoe derivados.
No recorte por mercadorias, a soja se destacou com força. O grão teve aumento de 83,5% e alcançou 5,6 milhões de toneladas movimentadas no trimestre. Já o petróleo e derivados — excluindo o óleo bruto — também subiu, registrando 3,4 milhões de toneladas, um avanço de 5,6%.
Entre os terminais públicos, o Porto de Vila do Conde liderou com 5,5 milhões de toneladas movimentadas, crescimento de 2,9% na comparação anual. No setor privado, o Terminal Graneleiro Hermasa apresentou salto também expressivo de 43,9%, atingindo 3,1 milhões de toneladas.
No conjunto, os dados reforçam a força do modal aquaviário no Norte e mostram que o crescimento não veio de um setor isolado. Ele se espalha por diferentes frentes — da navegação interior ao transporte internacional — consolidando a região como um dos motores logísticos do país.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No Salão de Usados NÁUTICA, quem passou pelo espaço da Azov Broker, revenda da Azov Yachts no Rio de Janeiro, pôde notar um barcochamativo pelo porte e performance. A empresa levou duas embarcações ao evento, mas foi a Intermarine 48 Offshore, modelo 2015, que roubou a cena ao se consolidar como a maior lanchaoffshore exposta no evento.
Oferecida em condição especial por R$ 2,5 milhões, a embarcação está equipadacom dois motoresVolvo D11 de 725 HP cada, prometendo entregar velocidade de cruzeiro em torno de 38 nós. Além da performance, o barco ainda entrega todo o visual retrô que uma offshore clássica permite.
É um barco muito conservado e bem rápido-destacou Fabio Araujo, consultor de vendas da Azov Yachts no Estado do Rio
Fabio Araujo, representante da Azov Broker no RJ. Foto: Rafael Simões / Revista Náutica
Próxima a ela, a Azov Broker também exibe uma Azov Z260 Open, mais atual, ampliando o leque de opções para diferentes perfis de navegadores.
Fabio ressaltou que a marca aceita outras embarcações como parte do pagamento. “Dependendo do barco que o cliente tiver para dar na entrada, a gente pode negociar”, explicou.
O consultor também comentou sobre a importância do Salão de Usados NÁUTICA para movimentar o mercadona região. Não à toa, descreveu o evento como super importante e o toque final “que Angra precisava”.
Com informações de Bárbara Mattana, enviada especial a Angra dos Reis
Salão de Usados Náutica
O evento promete ser uma experiência completa para quem quer viver o mar em todas as suas formas. Durante quatro dias, os visitantes podem participar de test-drives, experimentando diferentes embarcações, comparando modelos e descobrindo qual barco combina melhor com seu estilo, sentindo na prática a emoção de navegar.
Além da experiência a bordo, o evento oferece momentos de sunset e networking, com música ao vivo, circuito de palestras do NÁUTICA Talks, aulas de motonauta e arrais e workshop de nós durante todos os dias de salão — perfeito para encontros entre compradores, vendedores e formadores de opinião do mercado náutico.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Tudo isso acontece na nova Marinas do Atlântico, totalmente abrigada e com fácil acesso pela Rodovia Rio-Santos. A programação também valoriza a gastronomia à beira-mar, com uma praça gastronômica e restaurante da marina que combinam boa comida, a brisa do mar e vistas de tirar o fôlego.
Para completar a experiência, visitantes encontram ativações exclusivas e atrações projetadas para celebrar o prazer de navegar. É a oportunidade de conhecer marcas, brindar o verão e vivenciar o verdadeiro espírito náutico.
Anote aí!
Quando: De 20 a 23 de novembro de 2025; Onde: Marinas do Atlântico, em Angra dos Reis (RJ); Horário: das 10h às 20h;
Saiba mais no site oficial do evento;
Faça seu credenciamento gratuito!
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Você já parou para pensar como barcosde grande porte saem da água para manutenção? Quem faz esse meio campo entre o mar e o concreto são os travel lifts, equipamentoscapazes de carregar as embarcações de um destino ao outro com segurança. Em Angra dos Reis (RJ), um desses gigantes opera com tecnologia de última geração, capaz de erguer até 240 toneladas.
Trata-se de um travel lift da italiana CIMOLAI, que atua dentro da nova Marinas do Atlântico. Logas Balbino, responsável operacional do equipamento, realizou neste sábado (22) uma operação para levantar um iate de 85 pés, pesando 78 toneladas.
Foto: Mauro Santos @msa.fotografia / Revista Náutica
À NÁUTICA, ele explicou que o equipamento de 11,40 metros de boca é controlado remotamente, e consegue trabalhar em 45, 180 e 360 graus, com barcos de 50 a 140 pés.
Logas Balbino, responsável operacional do travel lift da Marinas do Atlântico. Foto: Mauro Santos @msa.fotografia / Revista Náutica
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Nem só de compra e venda vive o Salão de Usados NÁUTICA. Quem visita a novíssima Marinas do Atlântico, em Angra dos Reis (RJ), pode também participar de verdadeiras imersões náuticas com dois tipos de capacitações gratuitas: uma de Arrais Amador e outra de nós náuticos.
Ambas são oferecidas pela Cursos Náuticos Galápagos, de Angra dos Reis, uma instituição com mais de 40 anos de experiência na formação de marinheiros e navegadores. Os cursos são realizados todos os dias, das 15h às 15h30, no píer à direita da entrada do evento.
Foto: Mauro Santos @msa.fotografia / Revista Náutica
Ao oferecer esses cursos, conseguimos fomentar o mercado de seminovos, capacitar novos navegadores e garantir que cada experiência seja segura e enriquecedora– comentou Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica/Boat Show
O Curso de Arrais Amador é uma espécie de “degustação” rápida, que visa ensinar aos participantes os conceitos básicos de navegação para embarcações de até 12 metros (40 pés), com uma combinação de teoria e prática em um barco de 21 pés, essencial para quem deseja, um dia, pilotar lanchas e veleiros em águas interiores e costeiras.
Júlio Cesar, fundador da Cursos Náuticos Galápagos e capitão. Foto: Mauro Santos @msa.fotografia / Revista Náutica
As aulas práticas acontecem diretamente na água, proporcionando uma experiência real de navegação. Durante a imersão, os alunos aprendem a atracar, desatracar, como usar o colete, como andar na moto aquática e muito mais — tudo isso dentro de até 15 minutos.
O curso de Arrais Amador que oferecemos no Salão de Usados é a oportunidade para quem quer começar com o pé direito, além de aprender de forma segura e completa– contou Júlio Cesar, fundador da Cursos Náuticos Galápagos e capitão
Já o workshop de nós náuticos é voltado para aqueles que desejam aprimorar suas habilidades com amarras de embarcações, um conhecimento essencial para a segurança no mar. De 10 a 15 minutos de aula, os participantes aprendem a realizar nós como o lais de guia, o nó direito e a volta do fiador, entre outros.
Foto: Mauro Santos @msa.fotografia / Revista Náutica
Esses nós são fundamentais para garantir a fixação da embarcação de forma segura, seja no cais, em uma boia ou até mesmo no mar aberto. O workshop, apesar de ser rápido, proporciona um aprendizado prático e imediato que pode ser utilizado no dia a dia dos navegadores.
Este workshop não só ensina a técnica, mas também ensina o respeito e o cuidado que o mar exige– disse o capitão
Durante o Salão de Usados NÁUTICA, as duas aulas serão apresentados apenas como uma cortesia. Quem quiser ter não só uma, mas várias sessões de capacitação — seja de Arrais Amador, Mestre Amador e Motonauta –, ou se aprofundar em nós náuticos, a Cursos Náuticos Galápagos tem todo um centro de treinamento.
Nossa missão é ensinar as pessoas a navegar com segurança, habilitadas– destacou Júlio Cesar
As aulas regulares são pré-agendadas e incluem material didático. Interessados em experimentá-las podem entrar em contato através dos telefones (24) 99915-4890 ou (24) 99915-4891. Para Júlio, esse momento na Marinas do Atlântico é a realização de um sonho.
Três meses atrás eu falei que o evento aqui na Marinas do Atlântico seria sensacional. E eu sonhei com isso acontecendo– revelou à NÁUTICA
Com informações de Bárbara Mattana, enviada especial a Angra dos Reis
Salão de Usados Náutica
O evento promete ser uma experiência completa para quem quer viver o mar em todas as suas formas. Durante quatro dias, os visitantes podem participar de test-drives, experimentando diferentes embarcações, comparando modelos e descobrindo qual barco combina melhor com seu estilo, sentindo na prática a emoção de navegar.
Além da experiência a bordo, o evento oferece momentos de sunset e networking, com música ao vivo, circuito de palestras do NÁUTICA Talks, aulas de motonauta e arrais e workshop de nós durante todos os dias de salão — perfeito para encontros entre compradores, vendedores e formadores de opinião do mercado náutico.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Tudo isso acontece na nova Marinas do Atlântico, totalmente abrigada e com fácil acesso pela Rodovia Rio-Santos. A programação também valoriza a gastronomia à beira-mar, com uma praça gastronômica e restaurante da marina que combinam boa comida, a brisa do mar e vistas de tirar o fôlego.
Para completar a experiência, visitantes encontram ativações exclusivas e atrações projetadas para celebrar o prazer de navegar. É a oportunidade de conhecer marcas, brindar o verão e vivenciar o verdadeiro espírito náutico.
Anote aí!
Quando: De 20 a 23 de novembro de 2025; Onde: Marinas do Atlântico, em Angra dos Reis (RJ); Horário: das 10h às 20h;
Saiba mais no site oficial do evento;
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Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Ao comprar um barco — especialmente um seminovo — , é comum que muitas dúvidas venham à tona. Pensando nisso, a Marinha do Brasil (MB) marca presença no Salão de Usados NÁUTICA, que acontece na Marinas do Atlântico, em Angra dos Reis. A ideia da MB é, justamente, auxiliar compradores que desejam adquirir uma embarcação usada da maneira mais segura possível.
O estande das Forças Armadas está disponível para tirar as dúvidas gerais do público das 11h às 19h deste domingo (23). À NÁUTICA, o Capitão de Corveta Rafael Camêlo, delegado da Capitania dos Portos em Angra dos Reis, comentou um pouco mais sobre a iniciativa.
Salão de Usados NÁUTICA. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Estamos aqui para orientar a comunidade marítima na aquisição de um barco, de como são os procedimentos, os direcionamentos– detalhou
No entanto, o Capitão ressaltou que nenhum processo será aberto no evento. Os interessados devem ir à Delegacia da Capitania dos Portos de Angra dos Reis (RJ) para efetuar a transferência da documentação.
Salão de Usados NÁUTICA. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além da ajuda quanto à documentação, a Marinha está à disposição para dúvidas gerais de segurança, equipamentos e navegação.
Com informações de Bárbara Mattana, enviada especial a Angra dos Reis
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O evento promete ser uma experiência completa para quem quer viver o mar em todas as suas formas. Durante quatro dias, os visitantes podem participar de test-drives, experimentando diferentes embarcações, comparando modelos e descobrindo qual barco combina melhor com seu estilo, sentindo na prática a emoção de navegar.
Além da experiência a bordo, o evento oferece momentos de sunset e networking, com música ao vivo, circuito de palestras do NÁUTICA Talks, aulas de motonauta e arrais e workshop de nós durante todos os dias de salão — perfeito para encontros entre compradores, vendedores e formadores de opinião do mercado náutico.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Tudo isso acontece na nova Marinas do Atlântico, totalmente abrigada e com fácil acesso pela Rodovia Rio-Santos. A programação também valoriza a gastronomia à beira-mar, com uma praça gastronômica e restaurante da marina que combinam boa comida, a brisa do mar e vistas de tirar o fôlego.
Para completar a experiência, visitantes encontram ativações exclusivas e atrações projetadas para celebrar o prazer de navegar. É a oportunidade de conhecer marcas, brindar o verão e vivenciar o verdadeiro espírito náutico.
Anote aí!
Quando: De 20 a 23 de novembro de 2025; Onde: Marinas do Atlântico, em Angra dos Reis (RJ); Horário: das 10h às 20h;
Saiba mais no site oficial do evento;
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Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Você com certeza já ouviu falar das famosas placas pretas, itens que coroam carros com mais de 30 anos que conservam, no mínimo, 80% de suas características originais. Mas e com os barcos, será que isso também acontece?
Durante a primeira edição do Salão de Usados NÁUTICA, a repórter que vos fala foi atrás de uma “placa preta dos mares” — afinal, não é todo dia que mais de 80 embarcações de diversas marcas do mercado estão reunidas em um só lugar. E o spoiler é: eu encontrei!
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O evento, que ocorre até domingo (23), na nova Marinas do Atlântico, tem entre tantos modelos nada menos que uma Excalibur 39, lancha de 1997 do estaleiro Intermarine. Esse icone das águas está à venda por R$ 349 mil no estande da Boat Class, uma das marcas participantes do salão.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Embora o barco ainda não some os 30 anos, trata-se de uma embarcação rara, muito bem conservada, com as manutenções todas em dia e ideal pra quem curte velocidade. Confira todos os detalhes no vídeo a seguir:
O evento promete ser uma experiência completa para quem quer viver o mar em todas as suas formas. Durante quatro dias, os visitantes podem participar de test-drives, experimentando diferentes embarcações, comparando modelos e descobrindo qual barco combina melhor com seu estilo, sentindo na prática a emoção de navegar.
Além da experiência a bordo, o evento oferece momentos de sunset e networking, com música ao vivo, circuito de palestras do NÁUTICA Talks, aulas de motonauta e arrais e workshop de nós durante todos os dias de salão — perfeito para encontros entre compradores, vendedores e formadores de opinião do mercado náutico.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Tudo isso acontece na nova Marinas do Atlântico, totalmente abrigada e com fácil acesso pela Rodovia Rio-Santos. A programação também valoriza a gastronomia à beira-mar, com uma praça gastronômica e restaurante da marina que combinam boa comida, a brisa do mar e vistas de tirar o fôlego.
Para completar a experiência, visitantes encontram ativações exclusivas e atrações projetadas para celebrar o prazer de navegar. É a oportunidade de conhecer marcas, brindar o verão e vivenciar o verdadeiro espírito náutico.
Anote aí!
Quando: De 20 a 23 de novembro de 2025; Onde: Marinas do Atlântico, em Angra dos Reis (RJ); Horário: das 10h às 20h;
Saiba mais no site oficial do evento;
Faça seu credenciamento gratuito!
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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