As águas da Baía de Guanabara terão, lado a lado, quatro sucessos da Sessa Marine durante o Rio Boat Show 2026. Os modelos, todos na faixa dos 40 pés, poderão ser conferidos de perto pelo público que atracar no evento de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória.
Entre as lanchas — todas já testadas por NÁUTICA — está a Sessa F48, modelo que estreou com interior totalmente repaginado recentemente, no São Paulo Boat Show 2025.
As lanchas da Sessa Marine no Rio Boat Show 2026
Sessa F48
Inspirada na F47 italiana — e pensada pelo mesmo estúdio italiano que desenhou a nova F60—, a lancha produzida em Santa Catarina recebeu adaptações ao gosto nacional, como plataforma de popa ampliada, móvel gourmet e cockpit maior.
São quase 49 pés (14,90 metros), espaço suficiente para até 16 pessoas durante o dia e seis no pernoite, distribuídas em três camarotes e dois banheiros. Entre os destaques está ainda um flybridge de 20 m², com teto rígido e opção de toldo elétrico. A propulsão leva dois motores Volvo Penta IPS 700 de 550 hp.
Sessa F42
Ainda na linha fly, a Sessa F42 também promete atrair olhares no Rio Boat Show 2026. O modelo integra cockpit, salão e popa em um ambientefluido e acolhedor. São 13,20 metros de comprimento (4 metros de largura), que permitem a 14 pessoas curtirem comodidades como cozinha completa e uma aconchegante sala durante o dia, além de quatro no pernoite, em duas cabines.
Na motorização, as opções são dois Volvo Penta D6 IPS 600 ou dois Volvo Penta D6 440 hp rabeta.
Sessa C44
Já para quem prefere o conforto do hardtop, a Sessa C44 chega como uma boa opção. A lancha de 13,85 metros (4 metros de largura) leva até 14 passageiros — quatro no pernoite, em dois camarotes. Nesse espaço, o proprietário pode escolher entre duas configurações de cockpit: com solário e garagem para bote; ou duplo cockpit, com duas mesas que acomodam até 12 pessoas.
A navegação, por sua vez, se dá por dois Volvo Penta D6 IPS 600 ou ainda dois Volvo Penta D6 440 hp rabeta.
Sessa C40
Uma das 40 pés com hard-top mais desejadas da Sessa Marine, a C40 é uma lancha que sempre se renova — e isso vem desde 2011, quanfo foi lançadano Rio Boat Show daquele ano. São 12,30 metros de comprimento e dois motores Volvo Penta D4 de 320 hp cada, que prometem uma experiência de pilotagem segura, prazerosa e divertida.
Por conta da boca máxima generosa (3,80 metros de largura), sobra espaço livre para circulação. A cabine, com altura de 2 metros na entrada (depois reduz-se para 1,90 metro) acomoda quatro adultos em pernoite. São dois camarotes fechados e uma pequena sala com a cozinha integrada, a boreste, equipada com armários profundos, geladeira, fogão de duas bocas, micro-ondas, pia, bancada e lixeira — todos os móveis são de laca.
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
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Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
A imagem de um barcopraticamente de ponta-cabeça pode até parecer montagem, mas não é. Trata-se de um dos modelos pertencentes à Guarda Costeira Canadense (CCG) que possuem a habilidade de se auto-endireitar — isto é, voltar à posição natural — mesmo em meio às condições mais extremas. Feito para atuar em ações de busca e salvamento, a embarcação não pode, em hipótese alguma, falhar na sua missão.
Desde 2017, a CCG tem parceria com a Hike Metal Custom Boats Manufactures, estaleiro localizado em Ontário que fabrica toda a frota de barcos da Classe Bay, categoria composta por embarcações de resgate projetadas para condições hostis. Cada modelo dessa classe é definido como “um bote salva-vidas que se auto-endireita”. Para entender melhor, veja com os próprios olhos o barco girar 360° e não afundar:
Segundo o estaleiro, todas as embarcações da categoria (dez ao total) medem 19 metros (63 pés) de comprimento e pesam 75 toneladas, com capacidade de operação a até 120 milhas náuticas da costa (222 km). Ainda de acordo com a Hike, a classe tem capacidade de suportar ondas de até 12 metros e condições de força 12 na escala Beaufort (definição meteorológica para um furacão).
Além de resistirem a condições agressivas, como visibilidade zero e ondas gigantes, essas embarcações podem atingir velocidades de até 25 nós (cerca de 46 km/h) e acomodar uma tripulação de até quatro pessoas.
CCGS Mira Bay. Foto: Hike Metal Products/ Divulgação
Conforme emitido em comunicado pelo Governo do Canadá, os barcos são devidamente posicionados para um estado de prontidão em 30 minutos. Ou seja, assim que o alerta for acionado, haverá uma tripulação preparada para responder de maneira quase que imediata.
Prontas para a ação
Muito mais que um bote salva-vidas, os barcos “contorcionistas” do Canadá fornecem, além do salvamento imediato, buscas na água, operações de resposta ambiental e assistência a embarcações avariadas (isso é, um barco que sofreu um dano físico ou falha técnica que compromete o seu funcionamento).
Treinamento de busca e salvamento com o CCGS Pennant Bay. Foto: Hike Metal Products/ Divulgação
Ao todo, o catálogo de dez embarcações faz parte do chamado “Projeto SAR” (sigla para Search and Rescue), um programa de renovação em massa da frota de barcos de busca e salvamento da Guarda Costeira Canadense.
Segundo levantamento oficial, o projeto contribui para mais de 6 mil chamadas de assistência marítima anualmente, com média de 19 ocorrências de busca e salvamento por dia. O governo canadense ainda aponta que, em média, 13 pessoas são salvas diariamente.
Confira a lista completa de embarcações auto-endireitáveis produzidas em parceria com o governo canadense (e quando foram entregues oficialmente).
CCGS Pennant Bay – dezembro de 2017;
CCGS McIntyre Bay – setembro de 2018;
CCGS Sacred Bay – junho de 2019;
CCGS Florencia Bay – outubro de 2020;
CCGS La Poile Bay – agosto de 2021;
CCGS Shediac Bay – maio de 2022;
CCGS Gabarus Bay – dezembro de 2022;
CCGS Barrington Bay– outubro de 2023;
CCGS Groswater Bay – agosto de 2024;
CCGS Mira Bay – setembro de 2025.
Para o Canadá, essa é uma iniciativa de sucesso. Segundo o governo, o projeto ajuda a reconstruir a indústria marítima do país, além de gerar empregos sustentáveis e, acima de tudo, “defender a soberania nacional e proteger os seus interesses no país e no exterior”.
No entanto, eles não estão sozinhos com essa tecnologia: países como Reino Unido, França e Estados Unidos também possuem frotas composta por barcos auto-endireitáveis. Porém, nenhum deles ostentam um grupo tão novo quanto o do Canadá.
O Mubadala Brazil, time brasileiro no SailGP, chegará mais embalado do que nunca para a etapa histórica no Rio de Janeiro. A equipe verde e amarela encerrou neste domingo (1º) sua participação no KPMG Sydney Sail Grand Prix com o melhor desempenho da temporada 2026 até aqui, conquistando a 7ª colocação geral.
Nessa que foi a terceira etapa da temporada — a segunda na Austrália –, o Brasil conseguiu driblar os ventos leves, instáveis e altamente técnicos para conquistar bons resultados nas regatas e subir para a 11ª posição geral na classificação do campeonato.
Pouco vento, muita técnica
No sábado (28), sob cerca de 15 km/h de vento, o destaque ficou para a terceira regata do dia. Em uma chegada eletrizante, o Mubadala protagonizou uma ultrapassagem decisiva sobre o time britânico (Emirates Great Britain) nos momentos finais, garantindo a 4ª colocação — um dos melhores resultados da temporada até aqui. Nas demais corridas do dia, o time brasileiro terminou as regatas em 9º (regata 1), 6º (regata 2) e 9º (regata 4).
Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução
Já no domingo (1º), com o vento ainda mais fraco — a cerca de 8 km/h — e barcos configurados para condições de pouco sopros, a equipe entregou seu desempenho mais sólido da etapa: foram dois 5º lugares nas regatas 5 e 6, com direito a uma ultrapassagem nos segundos finais contra o time australiano (Bonds Flying Roos). No entanto, o melhor resultado do dia veio na regata 7, com mais um 4º lugar.
Tamanhas dificuldades — principalmente pela falta de vento — fizeram com que Martine Grael, capitã do Mudabala Brazil SailGP e primeira mulher a liderar um time na liga, ressaltasse o nível técnico da etapa de Sydney que, segundo ela, exigiu “muita paciência e leitura de raia”.
Conseguimos fazer boas largadas, evoluir ao longo das regatas e disputar posições importantes até o final. Essa foi nossa etapa mais consistente da temporada até aqui, e isso nos dá confiança para o que vem pela frente– afirmou Martine
Além de Martine no comando, o time conta ainda com os brasileiros Marco Grael, Mateus Isaac e Breno Kneipp como Grinders, o dinamarquês Rasmus Køstner como Flight Controller, o italiano Pietro Sibello como Wing Trimmer e os britânicos Paul Goodison (Estrategista), Richard Mason (Reserva) e Paul Brotherton (Coach).
Martine Grael lidera time brasileiro no SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução
A vitória na etapa de Sydney ficou com os Estados Unidos (United States SailGP Team). A Grã-Bretanha (Emirates Great Britain) terminou na segunda colocação, enquanto a Espanha (Los Gallos) completou o pódio. Na tabela geral, a equipe britânica está em 1º, a australiana em 2º e a estadunidense em 3º.
Próximo destino: Rio de Janeiro!
Em ascensão após o 7º lugar na etapa de Sydney, melhor resultado do Mudabala Brazil em 2026 até o momento, a equipe brasileira chega embalada para o compromisso mais importante da temporada: o Enel Rio Sail Grande Prix, que está marcado para os dias 11 e 12 de abril, na Baía de Guanabara.
Foto: Gary Oakley / SailGP
A etapa, antes mesmo de começar, já pode ser considerada histórica. Afinal, essa será estreia do SailGP na América do Sul e a primeira vez que o Mudabala Brazil competirá em casa, diante de sua torcida e sob os braços do Cristo Redentor. Vale lembrar ainda que a etapa brasileira era para ter acontecido na temporada passada, mas foi cancelada.
“Não espalha para não viralizar”. Em tempos digitais, essa frase é comum quando um destinoremoto é divulgado nas redes sociais. Apesar disso, algo semelhante aconteceu ainda nos anos 2000, quando as redes sequer tinham essa importância. Foi através de um filme estrelado por Leonardo DiCaprio que a praia de Maya Bay, na ilha de Phi Phi Leh, no sul da Tailândia, viralizou — e nunca mais foi a mesma.
O cenário paradisíaco foi o escolhido para o filme A Praia (2000), baseado no livro homônimo de Alex Garland, que conta a história da busca de um mochileiropor uma praia secreta intocada pelo turismo, tal qual, fora das telas, era Maya Bay. Veja bem: era.
Leonardo DiCaprio em ‘A Praia’ (2000). Foto: 20th Century Fox / Reprodução
Depois do filme, o local passou a receber até mais de 3 mil turistas por dia, todos em busca do cenário deslumbrante de águas transparentes cercadas por enormes paredões de calcários e areiasfinas e branquinhas que viram nas telonas.
Para se ter uma ideia, em 2008, cerca de 171 pessoas visitavam Maya Bay diariamente. Em 2017, esse número saltou para 3.520, tudo isso em cerca de 300 metros de faixa de areia.
Foto: Mumemories / Envato
No mar, os barcoseram tantos que precisavam fazer filas para ancorar nas águas azul-turquesa. O local foi de um destino remoto para um ponto extremamente badalado, onde relaxar era quase impossível. O resultado não podia ser outro: a naturezapediu socorro. A parte boa, é que as autoridades ouviram.
Os recifes de corais presentes por ali foram os principais atingidos. Em 2018, estima-se que só as âncorasdos barcos tenham destruído 50% deles. Assim, o Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas da Tailândia convocou uma reunião de gestão de crise, que culminou no fechamento de Maya Bay para o turismo no mesmo ano.
Foto: NaturesCharm / Envato
Inicialmente, a ideia era que a praia ficasse fechada por apenas quatro meses, com restrições na água para a aproximação de embarcações — que só podiam ancorar a 300 metros de distância — e também na areia. Os danos, porém, eram maiores do que se imaginava, e a praiasó foi reaberta novamente em 2022.
Naquele ano, registros de câmeras subaquáticas mostraram que os animais voltaram a povoar a região: além de peixes e caranguejos, os cientistas registraram ainda a presença de uma população de cem tubarões-de-ponta-preta (Carcharhinus melanopterus), que eram apenas seis em meados de 2018.
Desde então, a praia passa por fechamentos temporários constantes, que visam, justamente, preservar a beleza natural e a vida marinha presente na praia paradisíaca. As interdições costumam acontecer normalmente em agosto e setembro, quando o volume de visitações aumenta — mas podem variar.
Foto: fokkebok / Envato
Nas redes sociais, turistas que visitaram o local recentemente relatam que existem restrições na ancoragem dos barcos, bem como um limite para entrar no mar, que geralmente considera a água até o joelho. Sendo assim, se Maya Bay, na ilha de Phi Phi Leh, estiver na sua lista de destinos para conhecer no mundo, procure saber, com antecedência, se ela estará aberta durante o seu período de visitação.
Em esportes de velocidade à vela, o vento é um baita aliado para melhores resultados. Mas a ventania, por si só, não basta: também é necessário dominar técnicas e teorias. Esses quesitos o francês Antonie Albeau já domina há alguns anos, e prova disso são os recordes mundiais que ele detém — incluindo o último, onde quase atingiu 100 km/h de velocidade.
O atual recorde de velocidade em windsurf (esporte que combina prancha de surf a uma vela) pertence a Albeau desde 1º de dezembro de 2024. Na ocasião, ele atingiu impressionantes 53,49 nós (99,06 km/h) de velocidade durante o campeonatoLüderitz Speed Challenge, na Namíbia. Assista:
Assim como o conhecimento prático e técnico do windsurfista, as tecnologias dos equipamentosutilizados também evoluem. Não à toa, o windsurfista é cofundador do Zephir Project, iniciativa que busca otimizar a performance nas águas justamente para renovar os próprios recordes mundiais.
Fotos: Instagram @antoinealbeau / Reprodução
O projeto alia tecnologia especializada a processos e materiais ecológicos. Assim, Antonie Albeau assume o papel de “testador-oficial” para as engenharias desenhadas por Marc Amerigo, também cofundador do Zephir Project.
Velocidades ultrapassadas e novos recordes
Embora o atual recorde de velocidade em windsurf atingida por atleta masculino pertença a Albeau, o windsurfista entrou para o Guinness World Records, o livromundial dos recordes, em 2008, ao atingir 49,09 nós (90.91 km/h) de velocidade.
Foto: Peter Davis Photography via Instagram @alten_group / Reprodução
Depois, ele reestampou o Guinness outras duas vezes ao quebrar os próprios recordes na categoria: em 2012 atingiu 52,05 nós (96,39 km/h) e em 2015 chegou a 53,27 nós (98,65 km/h). Em 2024, ele conquistouo atual recorde de velocidade mais rápida em windsurf em 10 m² (masculino), mas não esconde o desejo de ir além — e, quem sabe, ultrapassar os famigerados 100 km/h.
Foto: Peter Davis Photography via Instagram @alten_group / Reprodução
Outro recorde mundial registrado no nome do francês Antonie Albeau é o de maior velocidade já registrada por um homem na prática de windsurf em uma milha náutica, que equivale a 1.852 metros. A velocidade de 44,12 nós (81,71 km/h) foi alcançada em La Palme, na França, em 30 de junho de 2023, e também verificada pelo Conselho Mundial de Recordes de Velocidade em Vela (WSSRC).
Há certos lugares que parecem um paraíso na Terra, seja pela estrutura impecável ou pela beleza natural de brilhar os olhos. De certa forma, St. Barthélemy (ou St. Barts, para os íntimos), atende aos dois critérios com rigor. A mágica ilha, que ostenta o metro quadrado mais caro do Caribe, atua como uma perfeita união entre o espetáculo náutico e o ultraluxo, sendo um recanto paradisíaco para os bilionários e seus enormes iates.
Para se ter uma ideia, conforme destacou a YachtBuyer MarketWatch Intelligence, a celebração do Ano Novo de 2025-2026, período de maior alta no turismo na região, reuniu nada menos que 226 (!) iates, número 33% maior em relação ao ano anterior.
O crescimento, aliás, não se resume “apenas” ao número de iates, mas também à dimensão deles. De acordo com o mesmo portal, o comprimento médio dos barcos saltou de 54,86 metros (179 pés) em 2024 para 56,82 metros (186 pés) em 2025. A essa altura, já deu para notar que o local funciona quase como uma passarela para os principais iates em atividade no planeta.
Pôr do sol em St. Barts no final de ano de 2025. Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação
Por outro lado, além da badalação, a ilha atrai visitantes endinheirados também pela privacidade, como é o caso das celebridades que escolhem o destino para as comemorações de Réveillon. Por lá, os famosos podem exibir sua riqueza sem serem tietados e tampouco com a necessidade de seguranças sempre ao lado. Não à toa, St. Barts recebeu estrelas como Jeff Bezos, Bill Gates e Michael Jordan na última virada.
O refúgio ainda é destino frequente para celebridades como Madonna, Beyoncé, Leonardo DiCaprio e outros astros de Hollywood — todos chegando na ilha por meio de jatinhos particulares ou embarcações de tirar o fôlego.
Izabel Goulart, modelo brasileira, passou o fim de ano em St. Barts. Foto: Instagram @izabelgoulart/ Reprodução
A festa começa à meia-noite do dia 31 de dezembro. As luzes portuárias se apagam, as dos barcos são acendidas, e tudo vira um espetáculo colorido nas águas, com centenas de iates transformando o local num verdadeiro desfile de luxo flutuante. Simultaneamente, ocorrem diversas festas privativas a bordo, com serviços personalizados e um visual que impressiona visto do alto. O “buzinaço” é a joia da coroa.
Mas, afinal, quando essa pequena ilha no Caribe virou sinônimo de luxo e repouso para os principais iates?
Um lugar para poucos
Você com certeza já ouviu esse nome na escola: Cristóvão Colombo, o navegador que estabeleceu contato permanente com a América. Pois saiba que ele também foi o responsável por nomear a ilha como conhecemos hoje, ainda em 1493, em uma homenagem ao seu irmão mais novo, Bartolomeu. Naquela época, porém, o local não tinha nada de glamouroso — para se ter ideia, a energia elétrica só foi chegar em 1961.
Os telhados vermelhos são bastante característicos da região. Foto: SeanPavone/ Envato
Por muito tempo, os moradores trabalharam na ilha vizinha, St. Thomas, de onde traziam dinheiro para a família que residia em St. Barts. Na década de 1980, contudo, o pacato lugar teve seu primeiro boom por conta de uma visita ilustre: David Rockefeller, neto de John D. Rockefeller — considerado o empresário mais rico da história moderna, que chegou a dominar 90% de todo o refino e transporte de óleo nos Estados Unidos.
Como dinheiro não era problema para o herdeiro do magnata, ele comprou 27 hectares da ilha e investiu na arquitetura local para que fosse seu “oásis particular”. Como era de se imaginar, a ida de David ao local influenciou outros ricaços, que começaram a visitar St. Barts e transformaram o destino em uma espécie de “clube dos bilionários” em busca de privacidade.
Gustavia, capital de St. Barts. Foto: SeanPavone/ Envato
Pertencente à França desde 1877, o lugar foi ficando cada vez mais exclusivo aos ricos. A alta procura levou os valores de moradia para as alturas, fazendo com que muitos moradores nativos deixassem a ilha aos poucos. Nunca houve uma expulsão de fato, mas o custo de vida tornou-se tão inalcançável que as novas gerações não conseguiam permanecer.
Apesar disso, mercados e comércios locais resistem na região, ainda que cercados por lojas de artigos de luxo que concorrem com os pequenos negócios. São eles os responsáveis por viabilizar a visita de quem deseja visitar a ilha mesmo sem sete dígitos na conta.
Pelo céu ou pelo mar
Aqui mora uma particularidade de St. Barts: apesar de todo estrelato, a infraestrutura que sustenta esse intenso turismo náutico não está na ilha, mas na vizinha St. Martin, também território da França. É lá que ficam o aeroporto e as zonas portuárias capazes de receber grandes aeronaves e megaiates.
Aeroporto de St. Martin. Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação
O aeroporto de St. Martin é famoso por sua pista extremamente curta e perigosa, de apenas 650 metros. Entre as menores do mundo, a pista exige treinamento especial para os pilotos, que só têm três tentativas de pouso antes de uma reciclagem obrigatória.
Avião passando próximo dos banhistas na praia de St. Martin. Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação
O local serve como um ponto de distribuição, uma vez que não há marina. Os turistas chegam em jatos grandes em St. Martin e depois pegam um “shuttle” (avião pequeno) ou um barco para St. Barts. Apenas aeronaves pequenas (monomotores ou turboélices de pequeno porte) e helicópteros pousam na região.
Aeroporto Gustaf III, em St. Barts. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
O voo saindo de St. Martin dura apenas de 10 a 15 minutos. É rápido, mas emocionante. Isso porque os aviões precisam passar raspando por uma colina (onde fica uma rotatória de carros) e tocar o asfalto rapidamente para não terminarem dentro da Baía de Saint Jean.
Mas, convenhamos: se esse destino está aqui, é porque a melhor forma de chegar até ele é de barco. Partindo da ilha vizinha, de lancha rápida, o trajeto leva de 20 a 30 minutos (14 milhas de distância), enquanto um veleiro pode levar de 3 a 4 horas — a depender das condições de vento.
St. Barts pelo olhar de um brasileiro
O brasileiro Guilherme Guimarães, que vive no Caribe há 22 anos, contou à NÁUTICA sobre a experiência St. Barts no Réveillon. Morador da ilha vizinha, St. Martin, ele já virou o ano em meio a iates poderosos mais vezes do que consegue contar. Mas, para ele, todo ano é uma sensação única.
Teve uma vez que eu dei uma volta lá, um pouco antes de meia-noite, num superiate de 120 pés– lembrou Guimarães
Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação
Para ele, já virou tradição passar a virada em família a bordo de algum barco — geralmente de amigos. De lá, segundo ele, é possível observar diversas embarcações ilustres. Só no ano passado, Guimarães registrou a presença do Koru (Jeff Bezos), Christina O (Onassis Yacht) e o Silver Fox (da filha do dono do Walmart).
A pessoa que quer glamour tem que ir no Natal e no Ano Novo. Ela vai ver o auge do top– garantiu o quase caribenho
Flagra do Black Pearl na ilha. Foto: Guilherme Guimarães/ Arquivo PessoalChristina O avistado em St. Barts. Foto: Guilherme Guimarães/ Arquivo PessoalSilver Fox tietado no Caribe. Foto: Guilherme Guimarães/ Arquivo Pessoal
O brasileiro conta já ter presenciado verdadeiros desfiles de barcos, com performances de dança na popa dos iates, música ao vivo e muita, muita elegância. Além disso, passear pela ilha pode ser mais interessante do que se pensa, pois você pode dar de cara com celebridades a qualquer momento.
A gente convive com tanta gente de dinheiro aqui, dinheiro de verdade, que você não se preocupa com isso– disse Guimarães
A cultura náutica também tem suas particularidades. Apesar do puro luxo, evidenciado pelos megaiates, há espaço para lanchas de menor porte, mesmo que discretas em meio à multidão. Aliás, discrição é a palavra-chave para entender o fenômeno de St. Barts.
Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação
Passeios de lancha entre familiares e amigos são comuns, com cada um pilotando a sua, confraternizando com um churrasco, almoço ou jantar e, ao fim, levando sua embarcação para a marina e deixando-a limpinha, pronta para a próxima volta. Nada de holofotes, apenas um lazer, algo casual.
Quem gosta de barco aqui, gosta de estar no mar, gosta de ter barco. Ele não está preocupado em ficar mostrando que tem um iate– garante Guilherme
Em época de fim de ano, contudo, a paz é reduzida e o tempo tende a aumentar para tudo. Com a lotação da ilha, o trajeto de St. Martin até St. Barts leva mais tempo, principalmente dentro da baía. O congestionamento de barcos faz com que se gaste de 20 a 30 minutos apenas para alcançar a vaga alugada, dentro da própria baía.
Casas e comércios da região fazem show à parte ao anoitecer de St. Barts. Foto: SeanPavone/ Envato
Entretanto, mesmo já tendo vivido a experiência do Ano Novo e todo aquele espetáculo glamouroso de barcos, a preferência de Guimarães para aproveitar de verdade a ilha é em outra época: quando a maioria vai embora.
A gente curte quando é baixa estação. O verão daqui é a baixa estação– conta Guimarães
Explicamos: no verão, o mar fica mais calmo e a água mais quente, mas, em compensação, o risco de furacão é maior — justamente pelo mar estar mais quente. “No inverno, a água fica entre 26°C/ 28°C, no verão salta para 30°C/ 31°C, às vezes até 32°C”, explica. No Rio de Janeiro, por exemplo, no máximo chega a 21°C.
Todo mundo fica com medo de furacão e esses barcos todos fogem, e a gente, local daqui, aproveita. Ficamos com a ilha só basicamente com a gente– brinca Guilherme
Para quem deseja um período mais calmo, mas ainda com movimentação de pessoas, restaurantes de alto nível abertos — a maioria fecha após o Ano Novo — e apreciação da natureza local, é recomendado visitar o destino no começo do ano, de fevereiro a abril. “Tem gente de fora, mas não é nem perto do ápice”, revela o brasileiro.
Vamos aos valores
Acima de tudo, vale ressaltar que existem diversas empresas de charter em St. Barts, com diferentes preços. Inclusive, há quem visite o Caribe sem necessariamente alugar um barco ou ir com um próprio, optando por se hospedar em hotéis e passear pela ilha — nesse último cenário, caso tenha a sorte de conseguir alugar um veículo.
Foto: Andre Dede Knol/ Instagram @flywithdede/ Divulgação
Mas, para quem deseja navegar nas águas caribenhas em meio aos bilionários durante a alta temporada, os preços são altíssimos: o aluguel de um barco de 100 pés pode custar até US$ 100 mil por semana (mais custos de combustível e provisões). Convertido ao real de fevereiro de 2026, o valor chega a quase R$ 517 mil.
Quando você aluga um barco desse, você basicamente faz uma pré-requisição de tudo o que você quer. A pessoa da tripulação do iate vai no mercado e compra tudo que você precisa– explica Guimarães
Para quem quer algo mais “simples”, como uma lancha de 50 pés para um “bate-volta”, os valores variam entre US$ 5 mil e US$ 6 mil por dia (entre R$ 26 mil e R$ 31 mil). Outro caminho para economizar é alugar um barco pequeno e simples, com a contrapartida de ser “mil e uma funções”: capitão, skipper, cozinheiro, tripulação e o que mais vier.
Nikki Beach em St. Barts. Foto: Nikki Beach/ Divulgação
Suponhamos que, cansado de navegar, você queira uma refeição de alto nível, também na alta temporada. Nesse caso, além do dinheiro, será necessário ter sorte para achar algum lugar disponível. Os valores apenas pelo direito de se sentar na mesa do Nikki Beach, um dos restaurantes mais famosos da região, por exemplo, podem alcançar até 20 mil euros (aproximadamente R$ 122 mil). Fora a refeição.
Para se hospedar, um quarto de hotel simples na alta temporada começa em 600 euros (R$3,6 mil) por dia, enquanto as vilas de luxo — onde geralmente ficam as celebridades — podem custar entre 3 mil (R$ 18,2 mil) e 5 mil euros (R$ 30,4 mil) a noite. Vale ressaltar que os valores mudam constantemente, variando conforme a época do ano.
Le Barthélemy Hotel & Spa é um dos hotéis mais luxuosos de St. Barts. Foto: Le Barthélemy Hotel/ Divulgação
No fim das contas, com uma vasta gama de restaurantes requintados, locais de vida noturna badalados, belas praias rodeadas por palmeiras e um recanto para potentes iates, St. Barts é o lugar ideal para viver como um bilionário — ou apenas para mostrar que faz parte deles.
Todos os caminhos levam o Mubadala Brazil SailGP Team, time brasileiro no SailGP, para finalmente competir em casa. Antes, contudo, a equipe tem uma parada importante em Sydney, na Austrália, para a terceira etapa da disputa, nos dias 28 de fevereiro e 1ª de março.
Atualmente na 12ª colocação da liga, o time brasileiro ainda precisa manter o foco nas águas do KPMG Sydney Sail Grand Prix, que, inclusive, prometem dar trabalho, conforme destacou Martine Grael, capitã da equipe e primeira mulher a liderar um time no SailGP.
A previsão é de vento leste, o que deve garantir um grande desafio para todas as equipes– detalhou a velejadora
Martine Grael, capitã do Mubadala. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução
Por outro lado, a disputa será, também, uma grande oportunidade de buscar um resultado consistente, visando ganhar confiança e embalo rumo à corrida em casa, marcada para os dias 11 e 12 de abril, no Rio de Janeiro.
Nova formação para a etapa australiana
A última etapa, em Auckland, também na Austrália, foi marcada por ventos extremos e por um grave acidente envolvendo os barcos da França e da Nova Zelândia. Apesar disso, o time brasileiro mostrou evolução, com dois 5º lugares no segundo dia de disputas.
Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução
Para buscar um resultado ainda melhor em Sydney, a equipe vai contar com uma nova formação. Richard Mason assume a função de estrategista no lugar do britânico Paul Goodison, que não viajou à Austráliapara acompanhar o nascimento do filho.
Pietro Sibello, por sua vez, retornou à Itália por questões pessoais, e terá sua posição ocupada, apenas nesta etapa, pelo australiano e multicampeão mundial Jeremy Wilmot, que competiu pelo barcodos Estados Unidos no SailGP 2025. Comandados por Martine Grael, o time ainda conta ainda com os brasileiros Marco Grael, Mateus Isaac e Breno Kneipp como grinders, formando a base de potência e consistência do F50 verde e amarelo.
As regatas do KPMG Sydney Sail Grand Prix terão transmissão ao vivo para o Brasil pelos canais SporTV e BandSports. As disputas terão início nas madrugadas dos dias 27 e 28 de fevereiro, às 3h30 (horário de Brasília).
SailGP no Rio de Janeiro
Apesar do incontestável foco em Sydney, o calendário já aponta para um marco histórico: a estreia da SailGP na América do Sul, com o Enel Rio Sail Grand Prix, nos dias 11 e 12 de abril, na Baía de Guanabara.
Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução
A disputa, cancelada em 2025, representa um marco tanto para o time, quanto para a modalidade. “Competir em casa será um momento muito especial para nós”, destacou Martine.
Estamos contando os dias para velejar diante de amigos, família e da nossa torcida. Fazer parte da primeira etapa do SailGP na América do Sul será muito especial– afirmou Martine Grael
Os ingressospara o Enel Rio Sail Grand Prix, aliás, já estão à venda.
O Rio Boat Show 2026 vai reunir as principais marcas no mercado náutico em um evento de nove dias na Cidade Maravilhosa — e a catarinense Schaefer Yachts é uma delas. Considerado um dos maiores estaleiros do país, a fabricante preparou um repertório de peso para a 27ª edição do salão náutico, que ocorre de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória.
A marca, também reconhecida internacionalmente, terá nada menos que oito modelos no Rio Boat Show 2026, todos sobre as águas da Baía de Guanabara. Os barcos variam dos 34 aos 77 pés e dois deles, inclusive, são estreantes no salão carioca: as Schaefer V34 e 380.
Por dentro dos barcos da Schaefer no Rio Boat Show 2026
Schaefer 770
Um dos maiores barcos da marca, com 23,53 metros de comprimento, a Schaefer 770 atua tal qual uma casa flutuante, com direito a ofurô, ambientes climatizados e quatro suítes. O ofurô, aliás, fica no flybridge, um dos locais de maior destaque, que tem ainda espaço para bar, churrasqueira, sofá para seis pessoas e posto de comando.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
O convés principal abriga sala, cozinha, posto de comando, bar e praça de popa de forma interligada, graças ao deque nivelado, que possibilita uma ampliação das áreas de lazer e convivência. Além disso, há varandas laterais em ambos os bordos, que causam a sensação de ainda mais amplitude. O barco tem capacidade para acomodar até 25 pessoas durante o dia (11 no pernoite).
Schaefer 660
A Schaefer 660 tem entre seus diferenciais um móvel gourmet embutido na popa, plataformas laterais dobráveis (que trazem um aumento de 25% da praça de popa), convés principal nivelado, suíte master com entrada independente e três suítes para hóspedes.
No fly ficam uma estação de comando, churrasqueira, um amplo solário e sofá com mesa expansível para atender seis pessoas confortavelmente. São 20,08 metros de comprimento e 5,05 metros de largura — espaço para 20 pessoas durante o dia e oito no pernoite (mais dois tripulantes).
Schaefer 600
Lançada no Rio Boat Show 2025, a Schaefer 600 possui plataforma de popa que submerge a até 30 cm abaixo da linha d’água, com capacidade para até 800 kg — ideal para transportar jetou tender. O espaço também possui escada integrada que emerge para facilitar o reembarque. Ainda na popa, duas plataformas laterais retráteis proporcionam área extra para cadeiras, mesas ou circulação livre.
O modelo dispõe de flybridge amplo, lounge na proa, três suítes e cozinha integrada. A lancha comporta até 18 pessoas (seis no pernoite) e entrega uma navegaçãoque chega, fácil, aos 30 nós.
Schaefer 510 GT
A Schaefer 510 GT traz uma elegante combinação dos espaços internos, sofisticação e design. A marca se preocupou em apresentar espaço extra na cabine principal e na suíte master, o que, segundo o estaleiro, torna o barco mais confortável ainda. Nesse sentido, a Schaefer ressalta ainda que o modelo é o único da categoria que dispõe de três suítes.
Seus 15,82 metros de comprimento e 4,36 de largura estão disponíveis em três opções de layout. A bordo, também há “recursos normalmente possíveis em embarcações maiores”, como destaca a marca. Ao todo, 16 pessoas podem navegar durante o dia, enquanto o pernoite é possível para seis convidados (mais um tripulante).
Schaefer 450
O projeto da Schaefer 450 incorpora tecnologia e soluções de arquitetura e engenharia presentes nos modelos maiores e mais sofisticadosda Schaefer Yachts — a sensação, inclusive, é de estar numa lancha maior do que uma 45 pés, devido ao maior volume. São 13,66 metros de comprimento e 4,26 metros de largura no total.
A cozinha, a bombordo e deslocada à ré, conta com porta de vidro de três folhas que, quando aberta, integra totalmente o cockpit e o salão, que pode acomodar até oito pessoas sem apertos. O piso todo nivelado é destaque, já que deixa a passagem sempre livre de qualquer degrau ou saliência. Menção especial também ao pé-direito, que chega a quase dois metros.
Schaefer V44
Conhecida por ser o barco de Gisele Bündchen, a Schaefer V44 foi projetada especialmente para o mercado americano, cujos usuários apreciam lanchas de passeio estilo retrô, com proa reta, console de pilotagem central e motoresde popa — a potência, aliás, pode chegar a uma trinca de 600 hp cada.
A lancha tem 13,61 metros de comprimento e 4,17 de boca, além de recursos extras como a criação de duas varandas laterais que aumentam a largura do cockpit em 1,35 m — a boca máxima do barco salta para 5,52 metros, resultando em mais espaços tanto para a circulação como para a colocação de itens adicionais de conforto, como cadeiras de sol.
Schaefer 380
Estreante no Rio, a Schaefer 380 se destaca por atributos como duas varandas retráteis, praça de popa totalmente integrada ao cockpit, interior aconchegante com pé direito de 1,90 m e passagem interna com acesso à proa da embarcação, que soma 11,80 metros de comprimento e 3,69 de largura.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
O tamanho garante que até 14 pessoas possam aproveitar o barco com conforto durante o dia, enquanto quatro podem pernoitar.
Schaefer V34
Menor barco da Schaefer no Rio Boat Show 2026 e também estreante no salão carioca, a Schaefer V34 foi inspirada em outro sucesso do estaleiro: a V33. Em comparação à “irmã”, a lancha apresenta novidades no hard-top, no layout, nos bancos de pilotagem e no sistema de cozinha — com balcão gourmet, churrasqueira elétrica, pia e geleira.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
No convés inferior, a V34 mantém a mesma estrutura de cabine da V33, com cama, banheiro completo, pia e armários. Na proa, um solário acomoda bem até mesmo durante a navegação. Já no posto de comando, a V34 tem dois bancos individuais, enquanto a V33 tem um banco inteiro para duas pessoas.
Rio Boat Show 2026
O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.
Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.
É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.
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Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
Em 2026, tudo se encaminha para que o Brasil atinja a marca de 1 milhão de barcos inscritos em seu território. De acordo com o levantamento anual realizado pela Marinha do Brasil, catalogado no final de janeiro, o país conta com mais de 990 mil embarcações registradas oficialmente e deve ultrapassar a barreira do milhão ainda neste ano.
O número total corresponde ao acumulado de embarcações inscritas na Marinha do Brasil, incluindo todos os tipos que navegam no país. O documento reúne 68 categorias de embarcações e traz dados organizados pelos oito distritos navais, além de outras classificações, como órgão responsável, tipo de embarcação, unidade federativa (UF) e fabricante (quando informado).
Segundo o arquivo, até o momento desta publicação, o país soma aproximadamente 990,9 mil barcos registrados. Estado mais populoso do Brasil, São Paulo (SP) concentra o maior número de registros, com mais de 240 mil — o equivalente a 24% do total nacional.
Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Foto: Ana Paula Hirama / Flickr / Reprodução
O Rio de Janeiro (RJ) vem logo atrás, com cerca de 110 mil unidades, seguido do Paraná (PR), com 95 mil embarcações oficiais. Fora da região Sul-Sudeste, quem mais se destaca é o Distrito Federal (DF), que acumula quase 50 mil barcos, enquanto o Nordeste reúne sua maior frota na Bahia (BA), com 40,7 mil.
Confira os estados com mais embarcações inscritas segundo a Marinha
São Paulo: 240,9 mil;
Rio de Janeiro: 110,1 mil;
Paraná: 95,7 mil;
Santa Catarina: 79,8 mil;
Rio Grande do Sul: 62,5 mil;
Distrito Federal: 49,5 mil;
Bahia: 40,7 mil;
Minas Gerais: 35,2 mil.
Barcos de esporte e recreio no topo
Não é de hoje que os barcos de esporte e recreio caíram no gosto dos brasileiros — e o relatório comprova isso. Atualmente, o Brasil soma mais de 661 mil modelos de lazer, sendo 197 mil apenas em São Paulo, que também lidera o quesito. Paraná (78 mil) e Rio de Janeiro (69,4 mil) fecham o pódio.
Barcos em Fernando de Noronha, Pernambuco. Foto: diegograndi/ Envato
Quanto aos iates, o relatório aponta 679 unidades inscritas sob a bandeira brasileira, dos quais 213 estão registrados no Rio de Janeiro, que domina a categoria. Fica no Rio, também, a maior concentração de veleiros do país, com 6,6 mil no total.
Confira os estados do Brasil com mais embarcações de esporte e recreio
São Paulo: 197,4 mil;
Paraná: 78 mil;
Rio de Janeiro: 69,4 mil;
Santa Catarina: 55,5 mil;
Rio Grande do Sul: 51 mil;
Mato Grosso: 26,4 mil;
Minas Gerais: 24,5 mil;
Bahia: 22,3 mil.
*Entende-se como embarcações de esporte e recreio: botes, lanchas, iates, motos aquáticas, veleiros e multicascos.
O que a Marinha classifica como “embarcação”
Conforme documentado na Normam 212, a definição oficial de embarcação, segundo a Marinha, é “qualquer construção, inclusive as plataformas flutuantes e as fixas quando rebocadas, sujeita a inscrição na Autoridade Marítima e suscetível de se locomover na água, por meios próprios ou não, transportando pessoas ou cargas”.
Não à toa, o documento de barcos inscritos é bastante amplo, abordando vários tipos, como caiaques, canoas, jangadas, rebocadores e outros modelos. Para estar nessa lista, a embarcação precisa ter o cadastramento na CP/DL/AG com a atribuição do nome e do número de inscrição, além da expedição do respectivo Título de Inscrição de Embarcação (TIE).
Neste sábado (28) acontecerá em Salvador, na Bahia, uma daquelas cenas que ficam guardadas na história. O ucraniano naturalizado brasileiro Aleixo Belov retornará à capital baiana, de onde partiu em 12 de abril de 2025, para consolidar mais uma volta ao mundo histórica — e a sexta da carreira. Desta vez, o grande feito foi conquistar a temida Passagem Nordeste a bordo do veleiro-escola Fraternidade, aos 83 anos.
A recepção de Belov e sua tripulação está marcada para as 9h, no 2º Distrito Naval da Marinha do Brasil, e será aberta ao público que garantir os ingressos gratuitos e limitados via Sympla.
A organização promete uma manhã de muita emoção, música e relatos da expedição, além de exibições de produções cinematográficas produzidas durante a travessia — que Belov, no alto de seus 83 anos, sugere ser sua última circum-navegação.
Foto: Fundação Aleixo Belov / Reprodução
Seis voltas ao mundo e muitas histórias
As seis voltas ao mundo no portifólio do ucraniano mais baiano que existe sequer resumem todas as vivências náuticas dele. Mas, no que diz respeito às circum-navegações, a trajetória começou década de 1980 e em solitário: apenas o comandante e o veleiro Três Marias.
O Três Marias foi construído pelo próprio Aleixo Belov no quintal de casa. Com o barco, ele deu 3 voltas ao mundo. Foto: Divulgação
A primeira volta ao mundo nessas condições aconteceu entre 1980 e 1981, a segunda entre 1986 e 1987 e a terceira entre os anos 2000 e 2001. A partir da quarta, entre 2010 e 2011, a embarcaçãojá passou a ser o veleiro-escola Fraternidade — construído pelo próprio Belov. Depois, em 2016, ele completou a quinta jornada ao redor do plenata.
Quase dez anos após o último desafiodessa magnitude, Belov está prestes a concluir o que afirma ser seu último desta categoria. Mas, apesar de tanta experiência a bordo, passou longe de ser o percurso menos desafiador.
Aleixo Belov concluiu a travessia da Passagem Nordeste. Foto: Adamo Mello / Reprodução
Pelo contrário: a sexta volta ao mundo de Aleixo Belov (e terceira a bordo do Fraternidade) conquistou uma das rotas marítimas mais complexas do planeta: a Passagem Nordeste. A rota, que liga o Atlântico ao Pacífico pelo Ártico, é normalmente percorrida por grandes navios comerciais e quebra-gelos. Ainda assim, acabou vencida por um veleiro, graças à experiência do comandante e à preparação da tripulação.
Esse foi o maior desafio da minha vida. Tivemos que vencer o gelo, as intempéries e lidar com a burocracia da região. Mas conseguimos-destacou Belov ao conquistar a Passagem Nordeste
Logo menos de volta à cidade onde construiu sua vida e sua história, o comandante encerra mais um capítulo da navegação brasileira. Aos 83 anos, ele retorna ao ponto de partida após cruzar uma das rotas mais temidas do planeta e reforça seu nome entre os maiores navegadores. Se esta for mesmo sua última volta ao mundo, Belov escolheu terminar à própria altura.
A 4ª edição do Circuito de Regatas Marina Itajaí promete movimentar as águas do Sul do país. A disputa, que será dividida por sete etapas, projeta reunir mais de 500 velejadoresde diversas classes e níveis técnicos em quatro cidades do litoral catarinense. A primeira delas começa neste sábado (28).
A iniciativa, que busca estimular os esportesnas águas e contribuir no desenvolvimento da náutica no estado e no país, passará pelas cidades de Itajaí, Balneário Camboriú, Navegantes e Florianópolis.
A disputa promoverá regatas de percurso, travessias e eventos festivos — tudo com o objetivo de ampliar a visibilidade da vela esportiva, movimentar o turismoe criar experiências para além da competição.
O circuito não é apenas para grandes veleiros ou atletas de alta performance. Ele foi pensado para diferentes classes e perfis, incentivando tanto quem já navega quanto quem deseja competir pela primeira vez– garante Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí, organizadora do circuito
Saiba como participar
As regatas serão aberta às classes ORC, BRA-RGS, RGS Cruzeiro e BICO DE PROA (A e B). Para se inscrever, é necessário preencher o formulário oficial e entregar uma cesta básica na Marina Itajaí.
Segundo a organização, há uma taxa no valor de R$150 por tripulante para todo o circuito, sendo possível incluir mais tripulantes durante as demais etapas da disputa. O aviso de regatas pode ser acessado aqui.
Confira o calendário completo do Circuito de Regatas Marina Itajaí 2026:
28 de fevereiro – Regata Marina Itajaí | Itajaí (SC);
13 de junho – Regata Aniversário de Itajaí | Itajaí (SC);
18 de julho – Regata Balneário Camboriú | Balneário Camboriú (SC);
21 a 23 de agosto – Festivela Náutico | Navegantes (SC);
28 de setembro a 4 de outubro – Semana de Vela | Itajaí (SC);
4 de outubro – Regata Marejada | Itajaí (SC);
Travessia Florianópolis – Itajaí | data a confirmar.
Não satisfeito com a dificuldade de dar a volta ao mundo velejando em solitário duas vezes, o velejador francês Guirec Soudée se propôs a algo muito mais penoso: circunavegar o planeta de trás para frente. Na teoria, a ideia é simples: fazer o caminho inverso da Vendée Globe (disputa de volta ao mundo em solitário, sem escala). Já na prática, a proposta é duríssima, com um trajeto de ventos contrários que promete castigar até mesmo o mais experiente navegante.
O francês já enfrenta essa missão desde o dia 23 de dezembro de 2025, a bordo do trimarã Ultim MACSF. Sozinho, Soudée está literalmente navegando contra a maré, velejando no sentido este-oeste contra ventos e correntes. De certa forma, é como se ele estivesse sempre indo na contramão.
Entretanto, é justamente com essa rotina que o velejador pretende navegar 40 mil milhas (!) — quase o dobro da Vendeé Globe tradicional (25 mil milhas) — para entrar na história.
Guirec Soudée já completou a volta ao mundo duas vezes em solitário. Foto: Guirec Soudée Adventures/ Divulgação
Em marcha à ré
Você pode estar se perguntando: “por que a rota é mais longa se é o trajeto é o mesmo, só que ao contrário?”. Por mais que o raciocínio faça sentido, na vela não é bem assim. Isso porque não tem como o barco seguir em linha reta, já que o vento está vindo, justamente, de onde ele quer chegar.
Para driblar esse obstáculo, Guirec terá que, depois de contornar cada cabo, navegar por cada oceano para ampliar seu ângulo em 45° em relação ao vento.
Guirec Soudée comemora volta ao Cabo Leeuwin. Foto: Guirec Soudée Adventures/ Divulgação
Apesar de todas as tribulações, o desempenho de Guirec vem sendo avassalador. Até o momento, já foram 63 dias de volta ao mundo ao contrário, sendo que o velejador já passou do Cabo Leeuwin (Austrália) e, neste momento, está a caminho do Cabo da Boa Esperança, na África do Sul. É possível acompanhar a localização do barco em tempo real no site oficial.
Um recorde a ser quebrado
Atualmente, o recorde de volta ao mundo à vela indo no sentido contrário pertence ao velejador francês Jean Luc Van Den Heede, em um monocasco. Também sozinho, ele concluiu a façanha em 122 dias e 14 horas, ainda no ano de 2004. Desde então, a marca permanece intacta.
Foto: Guirec Soudée Adventures/ Divulgação
Em multicascos, apenas duas tentativas foram feitas: a de Yves Le Blevevem, em 2017, a bordo do Actual Ultim; e a de Romain Pilliard e Alex Pella, em 2021, a bordo do Use It Again. Para infelicidade de seus comandantes, ambos falharam na América do Sul. Guirec, contudo, acredita que o seu final será diferente.
Sinto-me pronto para quebrar este recorde– garante o francês
Momentos de tensão
Por estar navegando na contramão do vento, o trajeto tem particularidades que não costumam aparecer na Vendeé Globe. Em seu diário de bordo, publicado frequentemente no site da MACSF (seguradora que apoia o velejador na jornada), Guirec Soudée compartilhou um desses casos enquanto navegava pela costa sul da Austrália.
Foto: Guirec Soudée Adventures/ Divulgação
Ele contou que dividia as águas com plataformas de petróleo, barcos de pesca e navios de carga. “Tenho um navio de carga a estibordo e outro a bombordo. E eles vão passar bem perto”, explicou. Por isso, o estado de vigilância não permitia descanso naquele momento, como detalhou Soudée.
O velejador também precisou lidar com capitães de navios que não estão acostumados a encontrar trimarãs naquela região. “Tive que contatar um navio cargueiro pelo rádio VHF para perguntar se eles conseguiam me ver claramente e se passariam por trás de mim caso eu reduzisse a velocidade. Eles disseram: ‘mas você é rápido’. Respondi que minha velocidade era muito imprevisível, pois dependia do vento.”
O barco ideal
Ciente do caos que enfrentaria quando decidiu contornar o globo ao contrário, Guirec Soudée não poderia ter escolhido um veleiro com histórico melhor.
Trimarã Ultim MACSF, barco escolhido pelo velejador francês para a volta ao mundo ao contrário. Foto: Guirec Soudée Adventures/ Divulgação
Agora chamado de Ultim MACSF, a embarcação é a antiga Sodebo Ultim, que pertenceu ao skipper Thomas Coville — que acabou de bater o recorde de volta ao mundo mais rápida em um veleiro. Sob as mãos de Coville, o barco assombrou o mundo em 2016, quando completou uma circunavegação em solitário em apenas 49 dias, 3 horas e 7 minutos.
Ao que tudo indica, o barco e o novo dono estão em perfeita sintonia e têm tudo para terminar com um final feliz. Mesmo na contramão do mundo, Soudée está no caminho certo para entrar para os livros de história — e, depois disso, não há mais volta.
Talvez você não saiba, mas a Renaultjá criou barcos. A fabricante francesa de automóveis se aventurou no meio náutico já nos anos 1961, quando lançou o emblemático Renault-Penhoët Runabout RP1 “Barracuda II”. Essa relíquianão só ainda existe como voltou aos holofotes ao final de 2025, quando foi leiloada.
A casa de leilões parisiense Artcurial foi a responsável por dar ao barcoda Renault um novo lar. Embora listada sem preço mínimo, a embarcação tinha valor estimado entre mil e 2 mil euros. Sua raridade, contudo, superou as expectativas da casa, rendendo 6.020 euros no arremate — o equivalente a cerca de R$ 36,7 mil reais na conversão de fevereiro de 2026.
Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação
Conheça essa joia
Um runabout é um tipo de barco projetado para uso diário, passeiose até esportesaquáticos. Ele atua como uma lanchapequena (geralmente entre 16 e 30 pés), aberta e rápida. O modelo da Renault foi desenvolvido em colaboração com a Chantiers Navals de l’Atlantique, um estaleiro francês com forte presença no mercado de navios de alta complexidade e instalações offshore.
Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação
A Artcurial, que mediou o leilão, analisou a documentação da embarcação. Segundo a marca, o barco da Renault tem cascolaminado de poliéster, composto por duas seções moldadas: a primeira, o casco propriamente dito, e a segunda, a combinação de ponte, assento e piso.
Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação
As seções foram montadas em torno de uma “almofada” de espuma plástica, responsável por garantir a rigidez e a flutuabilidade de toda a estrutura.
O perfil do casco foi projetado para garantir boa proteção na proa, velocidade máxima e alta estabilidade nas curvas– destacou a Artcurial, conforme a documentação
Em bom estado original, com destaque para o para-brisa panorâmico, a lancha se destaca visualmente. Os tons de vermelho e branco dão aquele toque de esportividade ao barco, que carrega ainda um motorde popa Dauphine Gordini de 40 cv, que permitia atingir 50 km/h — atualmente, o equipamentoprecisa de manutenção.
Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação
Seu toque vintage sobressai em um elegante painel de instrumentos com tecnologia OS Marine (conta-giros, indicadores de temperatura e combustível), posicionado atrás de um clássico volante Ondine.
Foto: Peter Singhof / Artcurial / DivulgaçãoFoto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação
A embarcação pesa menos de 400 kg, o que é considerado um peso baixo para a época. Ao todo, o Renault-Penhoët Runabout RP1 “Barracuda II” tem capacidade para até cinco passageiros.
De mão em mão
Ainda conforme revelou a Artcurial, esse barco da Renault pertenceu a Jacques Pottier em 1966 e, posteriormente, a seu filho, que o vendeu diretamente para a coleção em 1997 — parcialmente restaurado e revisado mecanicamente.
Foto: Peter Singhof / Artcurial / Divulgação
Apesar do sucesso no leilão, a lancha não obteve o êxito esperado lá na década de 60, o que levou a Renault a encerrar sua produção em 1963. A história dessa embarcação rara, contudo, permanece sendo escrita, e promete ganhar as águasnovamente — não sem uma inspeção do casco e a revisão do motor.
Criado em 1980, o Projeto Tamar atua na conservação marinha com foco na preservação de tartarugasameaçadas de extinção. Entre suas estratégias está o monitoramentocontínuo das fêmeas em período reprodutivo, que recebem identificação individual para acompanhamento ao longo da vida. Foi esse trabalho que permitiu um reencontro histórico ao final de 2025.
Em 1988, o Projeto Tamar registrouuma tartaruga em desova no Espírito Santo (ES) e, 37 anos depois, o animal foi novamente flagrado no mesmo local e na mesma missão: colocar ovos na areia.
Foto: Equipe de Pesquisa e Conservação do Projeto Tamar no ES / Reprodução
É o registro de recaptura mais longo que temos no Brasil-informou a instituição
O reencontro aconteceu em dezembro durante monitoramento noturno na Praia de Povoação, em Linhares (ES). A fêmea é uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) que já havia sido registrada outras seis vezes pela fundação — todas em desovas na mesma região. Antes deste novo registro, o encontro mais recente havia ocorrido em 2019.
Imagens: Equipe de Pesquisa e Conservação do Projeto Tamar no ES / Reprodução
A equipe de Pesquisa e Conservação do Projeto Tamar no Espírito Santo estima que a tartaruga tenha ao menos 60 anos. A identificação, por sua vez, só foi possível graças a uma pequena peça de inox aplicada nas nadadeiras posteriores ainda no primeiro registro, conforme protocolo oficial de marcação autorizado pelo Governo Federal.
Identificação em aço inox é instalada em nadadeiras. Imagem ilustrativa. Foto: Projeto Tamar / Divulgação
Cada peça carrega um código único e intransferível, que permite acompanhar o histórico do animalsempre que ele é reencontrado pelo Projeto Tamar. Esse tipo de monitoramento ajuda a entender a longevidade reprodutiva, as taxas de sobrevivênciae outros aspectos do ciclo de vida das tartarugas marinhas.
Nas redes sociais, o Projeto Tamar destacou que, pela idade estimada, é possível que, em dezembro, a fêmea tenha desovado na companhia de algumas de suas próprias netas — o que lhe rendeu o apelido carinhoso de “vovó”. A expectativa da equipe é reencontrá-la novamente nas próximas temporadasde desova.
Adquirida pela brasileira Intech Boating, a Sessa Marine é conhecida por fabricar barcos de alta qualidade no segmento de lanchas premium. Inspirada na italiana Sessa F47, a Sessa F48 é uma lancha com flybridge construída no Brasil com algumas adaptações ao gosto local. Sua plataforma de popa é maior do que a original e — claro — vem com móvel gourmet e churrasqueira; a área do cockpit também é maior; e há quatro geladeiras a bordo (uma no fly e três distribuídas entre a praça de popa e o salão). Tudo isso preservando qualidade e bom gosto na escolha dos revestimentos e acabamentos (tecido, lâminas, metais etc.) — o chamado “design italiano” — e o conforto interno e a privacidade do projeto original, traduzido por três camarotes (uma suíte), dois banheiros e um lindo salão.
Com quase 49 pés (14,90 metros), a Sessa F48 foi homologada para acomodar 16 pessoas durante o dia, sendo que seis passageiros podem pernoitar a bordo. O diferencial da versão brasileira está nos dois pés a mais de comprimento máximo (14,90 metros contra 14,27 metros da F47), o que resultou em uma área de convivência generosa na praça de popa, que soma sete metros quadrados, além da plataforma com móvel gourmet. Outras novidades foram a inclusão de uma cabine para um marinheiro, item opcional, e duas opções distintas de layout da cozinha: uma com área central do salão (ou seja, à meia-nau) e outra na parte de trás, integrada ao cockpit. A lancha com duplo comando também agrada no quesito performance, com seus dois motores Volvo Penta IPS 700, de 550 hp cada.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Na proa, os dois cunhos têm 30 centímetros cada, ou seja, são bem robustos. A âncora de aço inox de 20 quilos vem com 50 metros de corrente de 10 milímetros, itens de série. Opcionalmente, pode-se encomendar o barco com pelo menos 30 metros a mais de corrente, o que é recomendável. O solário (para três ou até quatro pessoas) está cercado de alto-falantes e porta-copos. Para completar, toda essa área fica protegida por um guarda-mancebo consistente, de aço inox, e o convés lateral é largo o bastante para que ninguém precise fazer ginástica para circular.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Na popa, a plataforma de popa submersível (item de série) tem capacidade para erguer até 600 quilos, o que significa que pode sustentar um jet ou um bote. A área é toda revestida com madeira teca (item opcional), que combina muito bem com a proposta de luxo da lancha. O móvel gourmet vem com grill elétrico, tábua de cortar e pia, além do bom paiol na parte de baixo — espaço útil para guardar espias, material de limpeza, cabo de cais e equipamento de mergulho. O acesso à praça de popa (cujo piso, revestido de teca, fica cerca de 30 centímetros acima do nível da plataforma) se dá por uma escada a bombordo.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Bem protegida pelo convés do flybridge (pé-direito de 1,94 m), a praça de popa conta com uma mesa elegante, com abas dobráveis e capacidade para até seis pessoas, um sofá em “L” a boreste e uma geladeira de fibra com placa térmica, evitando deslocamentos na hora de servir as bebidas.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Convés superior
Com mais de 20 metros quadrados e protegido por um teto rígido (a 1,90 m de altura do piso), o flybridge se divide em dois ambientes. Na parte da frente, a boreste, o posto de comando tem assento duplo e painel espaçoso com lugar para dois monitores de até 16 polegadas cada (item opcional). No outro bordo, o projetista instalou um grande estofado, que pode ser usado como solário. Um eficiente defletor de vento ajuda a melhorar a estabilidade do barco e o conforto a bordo, principalmente nos dias mais frios. Timão e comando estão bem-posicionados, mas a bússola não está centralizada em relação ao piloto, como seria conveniente. Sentimos falta também de um lugar para deixar o celular com segurança.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Na parte de ré do fly, há um sofá em “U” e uma mesa dobrável que chama atenção tanto pelo acabamento, com o uso de madeira teca, aço inox e alumínio, como pelo tamanho, já que acomoda até seis pessoas quando totalmente aberta.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Opcionalmente, para proteger do sol quem estiver neste ambiente, é possível encomendar a lancha com um toldo elétrico — acessório altamente recomendado.
Os estofados são bem espessos, feitos com tecido macio e resistente às intempéries, o que aumenta o conforto e a durabilidade. Um móvel de fibra, instalado atrás do posto de comando, é bem útil para preparar petiscos e servir quem estiver acomodado no flybridge. Tem porta-copos, geladeira, tábua de cortar pia e lixeira. Neste ambiente cabem pelo menos oito pessoas, ou seja, metade da capacidade da lancha.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Cabine bem resolvida
No salão, com 1,93 metro de altura na entrada, há duas possibilidades de layout. Na unidade testada por NÁUTICA, na parte de ré, a boreste, fica a mesa de jantar, com altura regulável e abas dobráveis, também com capacidade para seis pessoas, que podem se acomodar em um aconchegante sofá em “L” e em uma banqueta com formato quadrado, de bom tamanho. No outro bordo, há um móvel com bancada e uma geladeira (do tipo frigobar) embutida em um armário com várias portas, perfeito para guardar itens como copos e taças.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O quadro elétrico e os comandos do som e do gerador também ficam a bombordo, mas logo à entrada, o que é bom, por ser prático. Quando recolhida, a televisão de 43 polegadas, que sobe e desce eletricamente ao toque de um botão, fica escondida atrás da bancada. Quando elevada, por sua vez, fica com a tela voltada para quem estiver no sofá, como deve ser.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Na unidade testada por NÁUTICA, a cozinha foi instalada na parte da frente do salão, a bombordo. Completa, tem forno multifuncional com micro-ondas, outra geladeira padrão frigobar, nicho para guardar temperos, três armários e fogão elétrico por indução de quatro bocas — neste, porém, faltou uma grelha de contenção, ou suportes sobre as bocas, necessários para evitar que as panelas se movimentem com o balanço do barco. Uma cuba e uma lixeira, com nível de acabamento acima da média (como em todo o interior desta lancha, aliás), completam o ambiente, que recebe iluminação natural tanto do para-brisa como das grandes janelas laterais do salão.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A boreste, bem ao lado da cozinha, o posto de comando principal tem uma poltrona individual de couro, com ajuste de distância. O painel comporta duas telas de 16 polegadas, mas, na unidade testada por NÁUTICA, apenas uma estava instalada. Timão, manetes, joystick para manobras, botões das principais funções de bordo e o rádio VHF estão todos bem-posicionados e ao alcance do piloto. Por outro lado, assim como no comando superior, a bússola não está alinhada com o centro da posição de condução. A visibilidade para a proa é boa, e até para a popa — desde que o condutor se afaste um pouco do comando e se posicione mais ao centro do barco nas manobras de atracação.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O acesso aos camarotes, no convés inferior, é facilitado por uma escada com luzes de cortesia e um grande pegador a boreste. O camarote de bombordo, com excelentes 2,24 metros de altura, tem duas camas de solteiro (de 1,94 m x 0,69 m) conversíveis em cama de casal, além de armário com gavetas, TV (opcional) de 32 polegadas, grandes janelas de vidro e vigia para ventilação natural. O camarote de boreste é praticamente idêntico; a diferença está na altura, já que é oito centímetros menor (2,16 m), e na possibilidade de acesso direto ao banheiro (com boxe e ducha), que durante os passeios diurnos também serve a área social.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Com pé-direito de 1,94 metro, a suíte máster fica na proa. No seu banheiro, com 1,92 metro de altura, o boxe tem chuveiro no teto. Mas o que mais chama a atenção é a cama de casal, padrão queen size (de 2,00 m x 1,60 m). Tanto a iluminação como a ventilação são naturais e abundantes, graças às janelas de vidro e à escotilha de gaiuta no teto. Armários com prateleiras nos dois bordos, TV de 24 polegadas (opcional), nichos ao lado da cama nos dois bordos, gavetas na frente da cama e paiol embaixo do colchão garantem espaço de sobra para guardar os pertences de um casal.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O camarote de proa oferece excelente nível de acabamento, tanto pelo emprego de material de qualidade como pela escolha dos itens de decoração, de tons claros, que aumentam a sensação de espaço. Para climatizar os ambientes, a F48 conta com quatro aparelhos de ar-condicionado de 16.000 BTU cada.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
No compartimento dos motores, o pé-direito é baixo: apenas 0,82 m. Porém, como é possível acessá-lo também por uma abertura no piso do salão, acaba-se tendo um bom acesso ao coração mecânico da F48. Aí, não há dificuldade para a manutenção de rotina. Filtros, varetas indicadoras do nível de combustível, bombas de porão: está tudo à mão. Também são facilmente acessíveis o gerador Onan de 13,5 kW e o estabilizador de movimento Seakeeper 3 (item opcional). As redes de hidráulica e elétrica estão bem montadas, com a aplicação de materiais apropriados ao ambiente marítimo. Os dois tanques de combustível, com capacidade total de 1.506 litros, são de aço inox, feitos pela Metalúrgica Xexeu. Têm paredes de dois milímetros de espessura, o que garante alta resistência estrutural aos esforços causados pelos balanços do mar.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Desempenho acima da média
Hora de navegar. Aceleramos a segunda maior lancha flybridge da Sessa na Baía de Guanabara, dentro e fora da barra. O mar estava calmo com ventos na casa dos 5 nós. Nas proximidades da barra, algumas ondas mais altas serviram para colocar o casco à prova. A Sessa F48 passou bem pelas vagas, sem pancadas duras nem levantamento de água para o convés, que se manteve seco. Nas manobras, a resposta em velocidades mais altas foi boa, com raio de giro nas curvas equivalente a um pouco mais que o comprimento do barco. Vale lembrar que, por segurança, a Volvo Penta limita o ângulo de giro das rabetas do sistema IPS, adotando uma configuração mais conservadora do que o máximo possível — o que também influencia no desempenho das manobras.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O mais surpreendeu no desempenho dessa 49 pés foi a aceleração: para ir da marcha lenta aos 20 nós foram necessários apenas 8,7 segundos, tempo equiparável ao de uma lancha menor, equipada com motorização de centro-rabeta a gasolina. Lanchas com flybridge costumam levar bem mais tempo do que isso (na média, entre 12 segundos e 13 segundos) para chegar a essa velocidade; às vezes, até mais. A velocidade final também foi digna de nota: 33,8 nós, a 3.080 rpm, o que significa que, na média, a F48 é 10% mais rápida do que a maioria das lanchas fly.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante boa parte do teste, mantivemos os flaps verticais acionados a apenas 44% (ou seja, parcialmente baixados). O uso desse recurso é necessário em algumas lanchas com flybridge para acertar o trim, que — quando acionado — altera o ângulo de navegação, ajudando a manter o casco na posição ideal, especialmente em relação ao equilíbrio longitudinal (frente/trás).
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em resumo, a Sessa F48 teve um desempenho eficiente. O mérito disso se deve ao conjunto casco-motorização. Os dois motores a diesel Volvo Penta D8, de seis cilindros e 550 hp cada, acoplados a rabetas IPS — sistema conhecido pela Volvo como IPS 700 — deram conta de empurrar, com destreza, as mais de 16 toneladas estimadas da lancha no dia do teste.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em relação à autonomia, com 90% da capacidade do combustível (os dois tanques levam 1.506 litros de diesel), é possível navegar, em mar calmo, 210 milhas. Esse número foi aferido com a F48 navegando a ótimos 27 nós (a velocidade de cruzeiro), com os motores Volvo girando a 2.600 rpm, bem abaixo de sua rotação máxima, que foi de 3.080 rpm.
Características técnicas
Velocidade máxima: 33,8 nós (a 3.080 rpm);
Cruzeiro econômico: 27 nós (a 2.600 rpm);
Aceleração: 8,7 segundos (até 20 nós);
Autonomia: 210 milhas (a 2.600 rpm);
Potência: 2 x Volvo IPS 700 de 550 cv cada.
Preço
A partir de R$ 7,46 milhões (com dois motores Volvo Penta IPS 700 de 550 cv cada).
Pontos altos
Construção de primeira linha;
Velocidade máxima e aceleração;
Acomoda bem seis passageiros em pernoite.
Pontos baixos
Bússolas não estão centralizadas para o piloto;
Não tem lugar para celular no flybridge;
Fogão não tem trava para panelas.
Como ela é
Comprimento máximo: 14,9 m (48,9 pés);
Boca: 4,39 m;
Calado propulsão/casco: 1,10 m;
Ângulo de V na popa: 16 graus;
Borda-livre proa: 1,76 m;
Borda-livre popa: 1,44 m;
Peso vazio: 14.500 kg;
Combustível: 1.506 litros;
Água: 560 litros;
Capacidade (dia): 16 pessoas;
Capacidade (noite): 7 pessoas.
Desempenho técnico da Sessa F48. Foto: Revista Náutica
Confira mais detalhes da Sessa F48
Foto: Victor Santos / Revista NáuticaFoto: Victor Santos / Revista NáuticaFoto: Victor Santos / Revista NáuticaFoto: Victor Santos / Revista NáuticaFoto: Victor Santos / Revista NáuticaFoto: Victor Santos / Revista NáuticaFoto: Victor Santos / Revista NáuticaFoto: Victor Santos / Revista NáuticaFoto: Victor Santos / Revista NáuticaFoto: Victor Santos / Revista NáuticaFoto: Victor Santos / Revista NáuticaFoto: Victor Santos / Revista Náutica
Em situações em que embarcaçõesficam presas em meio ao gelo, o resgate costuma exigir um autêntico navio quebra-gelo. Isso porque modelos convencionais não são projetados para resistir à pressão exercida pelas placas congeladas. Mas o que, afinal, concede essa capacidade a esse tipo de navio?
Diferente das embarcações comuns, os quebra-gelos possuem estrutura altamente reforçada e um design específico que permite romper campos de gelo(também conhecidos como banquisas) com até 3 metros de espessura. Porém, os diferenciais não param por aí.
Como funciona um navio quebra-gelo?
Enquanto os navios tradicionais possuem uma proa desenhada para cortar ondas, o quebra-gelo utiliza o próprio peso para esmagar o gelo. Por isso, sua proa é inclinada e arredondada, permitindo que a embarcação “escale” a camada congelada. A força de rompimento atua de cima para baixo, explorando o sentido de menor resistência da banquisa.
Um detalhe crucial na estrutura de um quebra-gelo é a ausência do bulbo de proa — aquela protuberância comum em navios de carga. Nesse caso, o bulbo aumentaria a resistência contra o gelo, o que dificultaria tanto a navegação quanto a quebra das placas.
Além da ausência do bulbo de proa, muitas dessas embarcações contam com uma “faca de gelo” instalada sob o casco, evitando que o navio suba excessivamente sobre alguma placa de gelo eencalhe.
O casco, por sua vez, é composto por chapas de aço de alta resistência que podem chegar a 5 cm de espessura. A escolha do material também não é ao acaso, já que o aço convencional tende a se tornar frágil e quebradiço em temperaturasentre -25°C e -35°C. Por isso, é necessário utilizar um metal resistente a frios ainda mais intensos.
Navio quebra-gelo atômico Rossiya. Foto: Itar-Tass via Russia Beyond / Divulgação
Internamente, esses gigantes contam com casco de parede dupla e reforços estruturais extras para suportar impactos e pressões laterais. Para reduzir o atrito, o revestimento externo recebe polímeros especiais.
Outro recurso tecnológico encontrado em navios quebra-gelo é o sistema de bolhas de ar. A tecnologia bombeia ar comprimido debaixo do casco, criando uma corrente de água e ar entre o navio e o gelo, que diminui o atrito. O formato arredondado do casco, combinado a propulsores laterais, também ajuda a expelir os fragmentos das camadas para longe da embarcação.
Potência extrema
A propulsão de um navio desse modelo exige motoresde altíssimo desempenho. Enquanto sistemas diesel-elétricos são comuns em operações em gelo moderado, os quebra-gelos nucleares — especialmente os da frota russa — ultrapassam 80 mil hp. Tal tecnologia permite que operem por anos sem reabastecimento, sendo limitados basicamente pelo estoque de mantimentos para a tripulação.
Além da potência, a manobrabilidade também é essencial nesse tipo de embarcação. Essa característica, garantida por propulsores azimutais que giram em 360°, permite mudanças rápidas de direção e até navegaçãode ré mesmo cercados por gelo espesso.
Brasil tem navios quebra-gelo?
O Brasil participa e incentiva o Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), responsável por levar a pesquisa científica nacional ao continente gelado. Para isso, a Marinha do Brasil conta atualmente com dois navios polares: o Navio Polar Almirante Maximiano (H41) e o Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel (H44). Embora atuem em cenários glaciais, nenhum deles é classificado como quebra-gelo.
Navio Polar Almirante Maximiano (H41) e o Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel (H44). Foto: Iran Cardoso Jr. / Divulgação
Segundo a InterAntar, grupo de pesquisa da Universidade Federal do ABC dedicado a estudos antárticos, essas embarcações brasileiras possuem casco reforçado para enfrentar pequenos blocos de gelo flutuantes, mas não são projetadas para mares completamente congelados. Na prática, isso limita o alcance das expedições científicas em determinadas regiões.
Ainda assim, diversas pesquisas avançam graças a esses navios — que, em breve, terão um novo reforço. Em maio de 2023, foi iniciada a construção do Navio Polar Almirante Saldanha (H22), em um estaleiro em Aracruz, no Espírito Santo. À NÁUTICA, a Marinha informou que a embarcação deve ser lançada ao mar em julho de 2026, com entrega prevista para o primeiro semestre de 2027.
Segundo a corporação, o novo navio atenderá a todos os requisitos necessários para operar em apoio às pesquisas do PROANTAR, cujas normas não exigem características de um quebra-gelo propriamente dito. No mais, a Marinha adiantou que o H22 terá 103,6 m de comprimento e 18,5 m de boca, autonomia para 70 dias de operação e espaço para 95 pessoas a bordo, entre tripulantes e pesquisadores.
A embarcação será capaz de operar em campos de gelo de até um ano de idade, durante o verão e o outono, conforme o Código Polar da Convenção SOLAS. Também receberá a Classificação Polar 6 (PC6), segundo o Código Polar estabelecido pela Organização Marítima Internacional (IMO).
Mas o Brasil, tem, sim, navios quebra-gelo. Segundo catalogado pela Marinha do Brasil em janeiro de 2026, existem dois navios desse modelo registrados sob bandeira brasileira: um em Santa Catarina e outro em São Paulo.
No fim, romper o gelo não é apenas uma questão de força bruta. É resultado de engenharia específica, planejamento estratégico e tecnologia que permite navegar por onde poucos conseguem chegar.
O estaleiro pernambucano NX Boats inaugura, no início de março, a primeira Concept Store da marca no Brasil. A unidade funcionará em Maringá, no interior do Paraná, e reforça o posicionamento estratégico da empresa no mercado náutico nacional.
Com estrutura de 2 mil m², a loja conceito foi planejada para atender um público de alto padrão e reforçar a presença da NX Boats em uma região considerada estratégica. Segundo o estaleiro, a escolha de Maringá levou em conta o crescimento de condomínios residenciais e empreendimentos de luxona cidade e no entorno dela.
De acordo com Jonas Moura, CEO da NX Boats, a decisão foi baseada no “enorme potencial de crescimento da região”. A nova Concept Store será a primeira da marca no país.
Foto: NX Boats / Divulgação
Por definição, lojas conceito oferecem experiências mais imersivas e personalizadas com os produtos. No caso da NX Boats, a ideia é que o espaço exiba toda a linha de embarcaçõesdo estaleiro, que tem modelos de 26 a 62 pés.
Outro diferencial é que as lanchasexibidas na Concept Store estarão disponíveis a pronta entrega. Não à toa, a unidade servirá como um centro de distribuição estratégico para a região Sul do país e mercados vizinhos, como na Argentina e no Paraguai.
A loja será integrada ao FIDCda NX Boats, fundo de investimento criado pela empresa para facilitar o acesso ao crédito para compra de embarcações. Segundo o estaleiro, o modelo oferece condições exclusivas de financiamento, com processos menos burocráticos e mais ágeis.
Na inauguração, marcada para 13 de março, seis modelos estarão em exposição — e disponíveis para pronta entrega:
A ideia de passar uma noite a bordo, mais cedo ou mais tarde, passa pela cabeça de qualquer dono de embarcação— afinal, acordar já contemplando a vista do mar é bastante sedutor. Para os novatos nessa modalidade, contudo, um pernoite no barco pode ser um grande desafio. Pensando nisso, NÁUTICA reuniu uma série de dicas essenciais para estender o uso da embarcação para além do pôr do sol.
Estar no mar à noite é aproveitar as belezas das águas de uma perspectiva completamente diferente. Elaborar uma estadia confortável, com luzes quentes, um bom drink e um jantar fresquinho é apenas uma das muitas opções para viver esse momento.
Foto: Image-Source / Envato
É sobre se “isolar” com quem se ama, passar um bom tempo de qualidade juntos, cercados pela natureza e por uma paz inigualável — o que não quer dizer que não haverão os famosos “perrengues”, especialmente se você for iniciante. Se esse for o seu caso, vale anotar as dicas a seguir.
Pernoite no barco: como começar sem sustos
Pessoas com insônia ou simplesmente com dificuldades em dormir com o movimento do barco podem sofrer um pouco mais com uma noite a bordo — mas nada que uma pequena adaptaçãoprévia não resolva.
Para uma primeira experiência, vale começar dormindo na marina antes de partir para a ancoragem dos seus sonhos. Vai ser uma boa opção para pegar experiência, especialmente pela estrutura disponível;
Vá com calma. Nada de passar o dia todo a bordo antes de pernoitar no barco pela primeira vez. Prefira chegar já no início da noite, para jantar sem pressa na marina e depois dormir na embarcação.
Pegou o jeito? Hora de explorar!
Com o tempo, você vai perceber que pernoitar não é um bichode sete cabeças. Passada a fase de adaptação, é hora de explorar novos horizontes — mas não sem se preparar ainda mais.
Esteja antenado à parte elétrica do barco para casos de imprevistos à noite — ou tenha a companhia de alguém que entenda do assunto para não passar por sustos;
Confira a previsão do tempo não somente para o dia em que for pernoitar, mas para todos os em que estará no mar;
Faça um checklist de itens como alimentos, bebidas, produtos de higiene, repelente e equipamentosde segurança para não esquecer de nada;
Nunca use uma poita desconhecida: toda poita tem dono e você não tem como saber se ela é segurapara o porte do seu barco;
Evite fundear em locais com fundo de pedra, onde é comum a âncoraenganchar. Prefira onde haja lama ou areia;
Deixe sempre pelo menos uma luz acesa para sinalizar sua localização para os outros barcos;
Para saber a profundidade do local e o quanto de amarra foi para dentro d’água com a âncora, uma opção é fazer marcas visíveis no cabo, de 5 em 5 metros;
Esteja atento: a correnteza sempre será mais forte nos locais onde há grande variação das marés e nos períodos de lua cheia e nova;
Sempre que parar no meio do mar, coloque a proana direção das ondulações;
Nos fundeios, fique sempre contra o vento e as correntezas (ou o que estiver mais forte) para o barco não ser empurrado contra a própria amarra;
Use ao menos três defensas ao parar de costado em um píer: uma no meio, outra na popa e a terceira logo após a bochecha de proa;
Ainda que a ideia seja atracar antes de escurecer, aproveitar o barco sob a luz do luar envolve, naturalmente, estar no mar à noite. Logo, a possibilidade de precisar navegar no escuro precisa ser levada em conta — afinal, imprevistos sempre acontecem. Nesse sentido, é necessário redobrar a atenção.
Foto: NaturesCharm / Envato
A navegação noturna envolve vários riscos, mesmo para os navegadores mais experientes. Isso porque os obstáculos são muitos. A luz da lua é uma grande aliada nessas ocasiões, mas nem sempre estará presente, por exemplo.
Nesse cenário, enxergar com clareza passa a ser um grande desafio. Até mesmo locais familiares se tornarão irreconhecíveis, já que as referências visuais desaparecerão. Troncos, pedras e objetos no mar ficarão praticamente invisíveis, só avistados quando perigosamente pertos demais. Sendo assim, o que fazer?
Não tenha pressa: use uma velocidadeum pouco acima da mínima para manter o planeio;
Use e abuse dos equipamentos eletrônicos, especialmente radar e GPS;
O Rio Boat Show 2026 se prepara para abrir o calendário náutico brasileiro. A 27ª edição deste que é considerado o maior salão náutico outdoor da América Latina vai tomar as águasda Baía de Guanabara, dentro da Marina da Glória, de 11 a 19 de abril — e você já pode garantir o seu ingresso com desconto.
Durante nove dias, embarcações, equipamentos, serviços, soluções náuticas e experiências imersivas estarão reunidas em um cenário mais do que especial, onde mar, cidade e natureza se misturam para uma vivência única.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Negócios são fechados sob os braços do Cristo Redentor, enquanto o Pão de Açúcar enfeita o horizonte. O ambiente faz com que o evento vá muito além dos negócios, sendo também um ponto de encontro para quem vive a náutica em sua essência.
Atrações imperdíveis
A 27ª edição do salão promete uma ampla variedade de barcos, entre jets, lanchas, catamarãs, veleiros, infláveise até iates— grande parte deles ancorados na água, lado a lado, e disponíveis para test-drive. Novidades em motores, equipamentos e acessórios também são destaque.
Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
A lista de atrações do evento inclui um desfile de barcos noturno com direito a show de luzes e palestras com grandes nomes do setor no já consolidado NÁUTICA Talks — que em 2025 recebeu cerca de mil visitantes.
NÁUTICA Talks 2025 recebeu Michelle de Bouillons, Ian Cosenza e Pedro Scooby para um papo sobre os resgates de jet nas enchentes do RS. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
O público ainda poderá imergir no mundo náutico em atividades como batismo de mergulho e aulas de vela sobre as águas da Baía de Guanabara. Somam-se a isso os elegantes estandes flutuantes, que criam um ambiente sofisticado e imersivo, integrando negócios, lazer e lifestyleà beira-mar
Garanta o seu ingresso para o Rio Boat Show 2026 com desconto
Os ingressos para conferir tudo isso de perto estão disponíveis na plataforma Sympla. Para garantir o seu, basta acessar o site oficial de vendas e selecionar a quantidade e tipo de entradas desejadas. As formas de pagamento aceitas são pix, cartão de crédito (em até 12x) e boleto bancário.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O preço do ingresso para o Rio Boat Show 2026 é R$ 110 (mais taxas de serviço) para a entrada comum. Idosos e pessoas com deficiência (PcD) têm direito a meia-entrada, por R$ 55 (mais taxas). Cada tíquete vale para qualquer um dos nove dias do salão e criançasde até 1 metro de altura não pagam.
Você que é leitor de NÁUTICAtem ainda uma vantagem: desconto de 30% no ingresso comum. Para isso, basta inserir o código promocional NAUTICA30 na hora de selecionar os ingressos e, assim, garantir a entrada inteira por R$ 77 (mais taxas).
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2026
Quando: de 11 a 19 de abril;
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);
Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;
Barcos tradicionais se unem a kitesurfistas em um espetáculo visual na vila de pescadores de Tsiandamba. Evento ainda leva água potável para comunidades
A cena é de arrepiar: dezenas de “veleiros”, com velas que mais parecem obras de arte, reunidos sobre águas tão cristalinas que desafiam a realidade em tempos de IA. Fechando o cenário, parapentes de kitesurfistas pairam no céu. São esses alguns dos encantos do Focus Festival, um eventode sete dias no sudoeste de Madagascar que reúne arte, cultura marítima, esporte e ação social.
Os veleiros que colorem a paisagem, na verdade, são pirogas, um tipo de barco de madeira utilizado pela tradicional comunidade Vezo — essa, por sua vez, intrinsecamente ligada ao mar, especialmente pela pesca. As pirogas, grandes símbolos desse povo, ainda representam o ingresso para o festival. Veja o espetáculo visual:
Isso porque o destinopara curtir a programação é a remota vila de pescadores de Tsiandamba, por onde só se chega pela água. Logo, os visitantes precisam escolher entre pacotes que incluem um lugar em uma piroga local; ou optar pelo aluguel ou compra de uma pipa de kitesurf. Os valores partem dos 599 euros e chegam aos 999 euros — de R$ 3,7 mil a R$ 6,1 mil na conversão de fevereiro de 2026.
Foto: Focus Festival / Divulgação
O investimento, além de viabilizar a experiência de dias regados a música, cocktails ao pôr do sol e até sessões de fotos, promete ajudar a colocar em evidência uma ação social bastante importante para a comunidade local, que participa da festa como parte integrante, e não apenas como espectadora.
Uma plataforma de ação humanitária
Muito além de um evento esportivoou cultural, o Focus Festival ainda atua como uma plataforma de ação humanitária, mais especificamente voltada ao acesso à água potável nas comunidades locais, que enfrentam uma escassez hídrica severa.
Foto: Focus Festival / Divulgação
Em parceria com a ONG CWater, o festival mobiliza participantes, patrocinadores e visitantes para financiar e viabilizar soluções para esse problema. Entre as ações estão a doação direta de grandes volumes de águapotável e a distribuição de galões reutilizáveis, que permitem o armazenamento seguroe o abastecimento contínuo das famílias.
Foto: Focus Festival / Divulgação
Os criadores da iniciativa, Wildert Mestdagh e Yenno Tellier, porém, queriam uma forma criativa de utilizar esses galões, que passam por grandes dificuldades logísticas até chegar a Tsiandamba. Assim nasceu um dos símbolosmais marcantes da iniciativa: o uso dos recipientes para formar o logotipo do Focus Festival durante o evento.
Foto: Focus Festival / Divulgação
Depois de compor a estrutura visual, todos os galões são doados às comunidades, onde passam a ser utilizados no transportee armazenamento de água potável.
Ao fazer isso, mantivemos uma relação próxima com a comunidade local e respeitamos seu modo de vida, ao mesmo tempo que os apoiamos de forma prática e significativa– ressalta a CWater
Os recursos arrecadados também ajudam a manter unidades móveis de purificação e dessalinização, responsáveis por produzir água potável em regiões sem infraestruturaadequada.
Foto: Focus Festival / Divulgação
Entre pirogas coloridas, parapentes e pipas que cortam o céu e galões que viram símbolo de esperança, o evento mostra que celebrar o martambém pode significar cuidar de quem depende dele para viver.
Por fora, parece um belo navio. Por dentro, tem pedigree de megaiate. Esse é o polêmico Voyevoda, que, embora descrito oficialmente pelo governo russo como um “navio de resgate”, tem comodidades internas que levantam suspeitas pelo alto luxo aplicado em uma embarcação de salvamento. Rumores da imprensa internacional dizem que o barco pode fazer parte da frota de ninguém menos que Vladimir Putin, presidente da Rússia.
Pertencente à classe do Projeto 23700, o navio está sob a jurisdição do Serviço de Resgate Marítimo da Rússia, na região do Mar Báltico. Porém, alegações vindas de dentro do próprio país sugerem que, no mínimo, a embarcação teria duas funções, incluindo a de servir como um barco presidencial.
Vale ressaltar que existem dúvidas evidentes sobre a veracidade dessa afirmação. Entretanto, as suspeitas de que o navio seja utilizado por Putin surgiram a partir de informações oficiais: os documentos do estaleiro Yantar (não disponíveis para o público, mas distribuído à imprensa durante o lançamento), que produziu o barco, revelam que ele possui oito unidades residências com escritórios, sala de conferência e refeitório exclusivo para passageiros.
Navio Voyevoda. Foto: Yantan/ Reprodução
Isso sem contar que, em 2019, foi aberto um contrato de aproximadamente US$ 2,9 milhões, com base na taxa de câmbio da época, apenas para mobiliar e equipar as áreas de “alto conforto”. Porém, por se tratar de um projeto estatal sigiloso, fotos internas do barco não foram publicadas em nenhum momento.
No entanto, as informações amplamente divulgadas por diversos portais estrangeiros (como SuperYacht 24h, Top War e Live Journal) levantaram uma pulga atrás da orelha de Alexander Bogdashevsky, diretor da empresa Ameta, especializada na construção de iates particulares. Conforme publicado pelo portal TWZ, ele confessou suspeitar da embarcação.
A arquitetura e a funcionalidade descrita desta embarcação lembram mais o tipo de iate de expedição atualmente popular– disse Bogdashevsky
O navio, na sua versão já entregue, ostenta uma pintura azul e branca elegante, distinta da frota padrão de resgate. O longo alcance do Voyevoda, aliado ao uso de helicópteros e barcos menores, promete ainda realizar visitas de Estado de forma autônoma, sem necessidade de atracar em portos estrangeiros.
Caso os rumores da imprensa internacional de que o navio seja usado por Putin realmente se confirmem — se é que terá alguma confirmação — , essa não seria a primeira embarcação híbrida da Rússia. Há, por exemplo, o Projeto 23550, um quebra-gelo equipado com canhões e mísseis.
Project 23700 rescue support vessel “Voevoda”.
️Baltiysk, Kaliningrad region.
D. Klepitsyn (July 1). pic.twitter.com/FtrNUptPOt
— Massimo Frantarelli (@MrFrantarelli) July 1, 2025
De toda forma, ainda existe a chance do barco de resgate ser “apenas” bem equipado e preparado para o que der e vier, principalmente para um país que está em guerra e que vive nos holofotes globais.
Sobre o Voyevoda
Saindo do mundo dos rumores e voltando para as informações oficiais do governo russo, a frota do serviço, composta por aproximadamente 80 embarcações, inclui navios multipropósito, rebocadores de resgate, embarcações de mergulho e auxiliares.
Projeção 3D do Voyevoda. Foto: Yantan/ Reprodução
Com 111 metros de comprimento, o Projeto 23700 é uma embarcação de grande porte, com um deslocamento de 7,5 mil toneladas. Seu desempenho inclui uma velocidade de 22 nós (40 km/h) e uma autonomia de 5 mil milhas náuticas. Ele ainda acomoda quatro barcos menores e dois helicópteros.
De acordo com o Serviço de Salvamento Marítimo da Rússia, a embarcação pode transportar, lançar e abastecer equipamentos de busca e salvamento. Oficialmente, o Voyevoda destina-se a realizar tarefas até mesmo fora do Mar Báltico. Atualmente, o site Marine Traffic aponta que a embarcação está navegando pela região, mas seu status não é atualizado há quase 3 meses.
O Parque Nacional Marinho de Abrolhos, na Bahia, pode se tornar um dos patrimônios mundiais naturais da Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Isso porque o Governo do Brasil entregou um dossiê sobre a ilha para a Unesco onde elencou os motivos pelos quais o lugar merece o título. A previsão é que a análise do documento, entregue no final de janeiro, ocorra em julho de 2027.
A Lista do Patrimônio Mundial Natural da Unesco engloba lugares cuja relevância natural ou cultural ultrapassa fronteiras nacionais e tem importância para toda a humanidade, conforme parâmetros avaliados pela própria organização. Nesse sentido, você sabe quais características de Abrolhos fariam jus ao título?
Abrolhos, um patrimônio nacional com ambição global
O Parque Nacional Marinho de Abrolhos foi o primeiro dessa categoria a ser criado no Brasil, em 1983. O local integra o maior complexo recifal natural do Atlântico Sul com estruturas únicas e somente encontradas na região, um ecossistema de grande importância para a biodiversidade. Somente por lá é possível encontrar o coral-cérebro (Mussismilia braziliensis), por exemplo.
Coral-cérebro. Foto: ICMBio / Divulgação
Além de tantos corais, a região de Abrolhos também contribui para a reprodução e o cuidado parental de baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae). Segundo o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco, esses animais dependem do parque nacional para garantir a perpetuação da espécie.
Avistamento de baleias-jubarte em Abrolhos. Imagens: Instagram @abrolhosparquenacional / Reprodução
Abrolhos simboliza ecossistemas essenciais para o ciclo de vida de animais que circulam pelo planeta, ultrapassando fronteiras nacionais-João Paulo Capobianco
Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pela gestão do parque, Abrolhos também é habitat de diversas espécies de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção, como tartarugas-cabeçudas, tartarugas-verdes e tartarugas-de-pente.
Foto: ICMBio / Divulgação
Outros animais marinhos com grande valor ecológico são encontrados no parque, como badejos, budiões, lagostas, peixes e outros invertebrados. Fora d’água, a região abriga aves marinhas residentes e migratórias, como grazinas-do-bico-vermelho, atobás brancos e marrons e beneditos.
Foto: ICMBio / Divulgação
O parque nacional de Abrolhos é formado por um arquipélago composto por cinco ilhas principais: Ilha Redonda, Ilha Siriba, Ilha Sueste, Ilha Guarita e Ilha Santa Bárbara — esta última excluída dos limites do parque e sob jurisdição da Marinha do Brasil.
Arquipélago de Abrolhos. Foto: 1link.pro @parnamabrolhos / Reprodução
Apesar de todo o apreço natural, o Parque Nacional Marinho de Abrolhos pode ser visitado durante o ano todo. Segundo o ICMBio, o período entre dezembro e abril é o ideal para quem busca mergulharna região, já que as águas mais quentes oferecem melhor visibilidade. De junho a novembro, o principal atrativo é a observação das baleias jubarte. No mais, é possível avistar aves marinhas durante o ano todo.
Dossiê de Abrolhos à Unesco
O dossiê de apresentação de Abrolhos para a Lista do Patrimônio Mundial Natural da Unesco foi elaborado por diversas entidades do país além do MMA, como o próprio Instituto Chico Mendes e o Ministério das Relações Exteriores.
Abrolhos. Foto: ICMBio / Divulgação
A criação do documento também teve apoio do WWF-Brasil (ONG focada em preservação e sustentabilidade) e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade, no âmbito do Projeto Áreas Marinhas e Costeiras Protegidas. A entrega, feita em 29 de janeiro de 2026, contou com a participação do secretário de Meio Ambiente do Estado da Bahia, Eduardo Sodré, e de representantes do Itamaraty.
A candidatura de Abrolhos é a terceira apresentada pelo Governo do Brasil desde 2023, que inscreveu, nesse período, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu para integrar a Lista do Patrimônio Mundial Natural da Unesco — e os locais foram aceitos. Atualmente, o país tem 25 lugares nessa lista.
Brasil na lista de patrimônios mundiais naturais da Unesco
O Brasil está entre os países com mais destinosna lista internacional de patrimônios mundiais naturais. Ao todo, são 25 brasileiros — entre patrimônios culturais, naturais e mistos — já aprovados pela Unesco. O único nacional da categoria mista nessa lista é Paraty e Ilha Grande, pela cultura e biodiversidade local. Confira os demais:
Mapa indica, em pontos, os locais que formam a lista de patrimônios mundiais naturais da Unesco. Foto: Unesco / Divulgação
Patrimônios naturais brasileiros
Parque Nacional do Iguaçu;
Reservas da Mata Atlântica do Sudeste;
Reservas da Mata Atlântica da Costa da Descoberta;
Complexo de Conservação da Amazônia Central 5;
Área de Conservação do Pantanal;
Ilhas Atlânticas Brasileiras: Reservas Fernando de Noronha e Atol das Rocas;
Unidades de Conservação do Cerrado: Parques Nacionais Chapada dos Veadeiros e Emas;
Missões Jesuíticas dos Guaranis: San Ignacio Mini, Santa Ana, Nuestra Señora de Loreto e Santa Maria Mayor (Argentina), Ruínas de São Miguel das Missões (Brasil);
Praça de São Francisco na cidade de São Cristóvão;
Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar;
Conjunto Moderno Pampulha;
Sítio Arqueológico do Cais de Valongo;
Sítio Roberto Burle Marx.
Se o mais recente dossiê apresentado pelo Governo do Brasil à Unesco seguir o padrão dos últimos enviados, em alguns meses o Parque Nacional Marinho de Abrolhos também estampará essa lista.
De praias paradisíacas e isoladas às badaladas e estruturadas, não faltam opções para curtir o mar nos mais de 7.300 km quilômetros da costa brasileira. Essa abundância não passou despercebida por quem vive muito longe do nosso clima tropical, como revelou uma lista das “7 melhores praias do Brasil”, elaborada pelo National Geographic Traveller, do Reino Unido.
Entre os destinosselecionados pelo portal britânico estão também locais propícios para passear de barco, de onde é possível aproveitar a paisagem do ponto mais privilegiado de uma praia: o mar.
As 7 melhores praias do Brasil pelo National Geographic Traveller
1º: Copacabana, Rio de Janeiro (RJ)
O Rio de Janeiro despontar na lista não é nenhuma surpresa — tampouco a praia de Copacabana. O famoso bairro da Zona Sul da cidade dá o nome de uma das praias mais simbólicas do Rio. Por lá há tudo o que mais representa o Brasil no exterior: esportesao ar livre, um mar azul impressionante, samba por todos os cantos, mate com limão na areia e um soldourado brilhando por todo o ano.
Foto: Edovideo / Envato
De quebra, Copacabana entra no grupo das “praias badaladas e estruturadas”, como era de se esperar em um dos bairros mais sofisticados do Rio. Não faltam opções de hotéis, restaurantese meios de transporte. Aproveitar o mar em um barco é mais difícil, mas se a ideia for ficar na água para além dos mergulhos, vale apostar no surf.
2º: Praia de Lopes Mendes, Ilha Grande (RJ)
Ainda no Rio de Janeiro, mas com uma proposta completamente diferente, está Ilha Grande, costa oeste do estado — também conhecida como Costa Verde. A ilha é um espetáculo à parte, com suas praias paradisíacas cercadas pelo verde de uma Mata Atlântica preservada. No entanto, entre as 187 ilhas e ilhotas, está a queridinha praia de Lopes Mendes.
Foto: Governo do Rio de Janeiro / Divulgação
Por lá é fácil desviar da multidão, já que a praia é acessível apenas por barco ou a pé. Ainda que a faixa de areia se estenda por 2,4 km, o espaço passa bem longe de uma infraestrutura completa — neste caso, ainda bem. O que se vê, no máximo, é uma igreja em ruínasentre amendoeiras e um único bar de praia. No mais, a ideia é relaxar longe da muvuca e mais perto do mar.
3º: Praia de Ipanema, Rio de Janeiro (RJ)
Os britânicos certamente sabem que repetiram o Rio de Janeiro três vezes na lista, mas, convenhamos, não tinha como uma das praias mais famosas do mundoficar de fora dessa seleção. A praia de Ipanema faz com que o turista se sinta mais em casa do que em Copacabana, por exemplo.
Foto: Diegograndi / Envato
Isso porque a praia é um pouco — bem pouco — menos movimentada e encanta ainda mais no quesito beleza natural. Basta sentar-se na areiafofa e olhar ao redor para ter certeza. O mar azul tinindo com o Morro Dois Irmãos embelezando o horizonte não nos deixa mentir. A água, novamente, não é ideal para navegar. Melhor aproveitar um mergulho — mas prepare-se para o famoso caldo.
4º: Praia do Sancho, Fernando de Noronha (PE)
A Praia do Sancho, no arquipélago de Fernando de Noronha, é conhecida até por quem nunca pisou lá. Isso porque o destino não cansa de aparecer nas listas de melhores praias do mundo.
Foto: ICMBio / Divulgação
Ainda assim, esse é um refúgio remoto, com acesso à praia feito por escadas que passam por buracos nos penhascos. Como bem descreveu o veículo britânico, trata-se de “um planalto coberto por uma densa floresta que termina abruptamente em penhascos íngremes, que mergulham em uma pequena baía, cercada por areia dourada e banhada por ondastranquilas de águas azuis brilhantes”.
Para aproveitar de barco é possível embarcar em passeios de lanchaque contornam os morros e permitem ver o Sancho de um ângulo privilegiado. Esses roteiroscostumam incluir várias praias da ilha em sequência, onde é possível avistar golfinhose mergulhar com snorkel.
5º: Praia da Fazenda, Costa Verde (SP e RJ)
A Praia da Fazenda, 5ª da lista, fica a 25 minutos tanto de São Paulo, quanto do Rio de Janeiro. Por lá a natureza se faz presente na mata densa, junto ao rio que precede a chegada à praia de areia acinzentada e mar azul. Para quem deseja fugir da movimentação, o veículo britânico destaca: “muitas vezes o visitante terá a praia inteira só para si”.
O local ainda é um excelente ponto de apoio para explorar ilhas e praias isoladas da Costa Verde. As paradas podem incluir banho de mar, stand up paddle e snorkel, além de passeios gastronômicos em vilas caiçaras acessíveis só pelo mar.
6º: Praia do Campeche, Florianópolis (SC)
Principal acesso à Ilha do Campeche, um dos locais mais preservados de Santa Catarina, a praia do Campeche se destaca por ser considerada uma das “mecas do kitesurf”. Isso porque as condições de vento são ideais para a prática do esporte, com espaço não só para profissionais, mas também para iniciantes.
Foto: Rafael Baumer De S. Thiago / Wikimedia Commons / Reprodução
Não se engane: este não é um destino só para esportistas. Como destacou o National Geographic, a praia dispõe de “dunas de areia inclinadas, cenário florestal e vista para as ilhas ao largo da costa”, sendo também o lugar ideal para simplesmente relaxar.
7º: Praia do Porto da Barra, Salvador (BA)
Famosa pelas águas cristalinas que refletem um pôr do sol estonteante — é uma das poucas voltadas para o oeste no Brasil —, a Praia do Porto da Barra, em Salvador (BA), fecha a lista em grande estilo.
Foto: Paulo SP / Wikimedia Commons / Reprodução
O destino fica em um ponto estratégico dentro da Baía de Todos-os-Santos, uma das maiores baías navegáveis do mundo. Por lá, saídas para ilhas próximas proporcionam passeiospanorâmicos pela orla histórica. Dá para desfrutar desde banhos em suas águas mornas até navegações de escuna para a Ilha dos Frades ou Itaparica.
Tida como a maior regata oceânica da América Latina, a tradicional Regata Internacional Recife/Fernando de Noronha (ou simplesmente ‘Refeno’) já está com inscrições abertas para sua 37ª edição, marcada para o dia 19 de setembro de 2026.
Organizada pelo Cabanga Iate Clube de Pernambuco, a regata oceânica reúne velejadores de diversas partes do Brasil e do mundo em direção ao paradisíaco Arquipélago de Fernando de Noronha. Para participar, basta realizar a inscrição pelo site oficial até às 12h de 17 de setembro de 2026.
Foto: André Rick/Cabanga/ Divulgação
A Refeno é aberta a velejadores e amantes da vela oceânica, que podem participar com embarcações de diferentes portes e categorias. Este ano, as classes contempladas são: ORC, IRC, VPRS, RGS, MOCRA, Catamarã, Trimarã, Aço, Alumínio, Bico-de-Proa, Aberta e Turismo. As divisões técnicas permitem ampla participação de veleiros de cruzeiro e de alta performance, conforme critérios estabelecidos pela organização.
A largada está prevista para acontecer no emblemático Marco Zero do Recife. Serão 300 milhas náuticas (560 km) até o destino, numa travessia reconhecida como uma das maiores confraternizações da vela e um encontro de tradições.
Para saber mais detalhes técnicos, documentação obrigatória, valores da taxa de inscrição e orientação aos comandantes e tripulação, basta acessar o Aviso de Regata (AR), disponível no site oficial do evento.
Uma década de hegemonia
O Adrenalina Pura não sabe o que é perder desde que colocou seu icônico veleiro na Refeno. A embarcação formou uma hegemonia na competição e cruzou o Mirante do Boldró em primeiro lugar em todas as dez participações: 2000, 2001, 2002, 2005, 2006, 2007 e 2008 (sob a bandeira da Bahia) e 2023, 2024 e 2025 (representando Pernambuco).
Adrenalina Pura é o veleiro a ser batido na Refeno 2026. Foto: André Rick/Cabanga/ Divulgação
O mesmo veleiro detém os melhores tempos da história da competição, com destaque para o recorde estabelecido em 2007, quando o Adrenalina Pura, comandado por Georg Ehrensperger, completou o trajeto em apenas 14 horas, 34 minutos e 54 segundos.
Na edição passada, em 2025, o veleiro foi o Fita Azul com o quarto melhor tempo da história da prova: 17 horas, 47 minutos e 46 segundos.
Regata além da vela
Para além do aspecto esportivo, a Refeno também carrega um viés social. O Cabanga Iate Clube de Pernambuco e as embarcações participantes da regata recebem estudantes da rede pública de ensino e jovens neurodivergentes a fim de proporcionar maior inclusão e aproximar novos públicos do universo náutico.
Navio-veleiro Cisne Branco, da Marinha do Brasil, esteve presente na edição passada da Refeno. Foto: André Rick/Cabanga/ Divulgação
Outro destaque é a ação náutica voltada para estudantes da rede estadual de ensino, que embarcam em veleiros para ter noções básicas de vela. Em parceira com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), os jovens realizam uma volta na ilha e vivenciam, na prática, os conceitos de preservação ambiental.
Por fim, todo o circuito da Refeno movimenta também o turismo náutico nordestino. Com expectativa de reunir dezenas de embarcações e centenas de velejadores, a 37ª edição da regata oceânica movimenta a economia da região por meio dos setores de hotelaria, gastronomia, serviçosmarítimos, transporte e comércio.
Mais em alta do que nunca, a ciência produzida no Brasil escreve mais um capítulo além das fronteiras. A bióloga marinha brasileira Camila Domit, que atua na área há mais de 20 anos, é finalista do Whitley Awards 2026 — conhecido como o “Oscar Verde” — , uma das premiações mais importantes voltadas à conservação da biodiversidade.
Pesquisadora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Associação MarBrasil, a brasileira concorre com outros 11 profissionais que, de alguma forma, unem ciência de ponta, impacto social e resultados concretos. Para Camila, o reconhecimento é a consagração de quem dedica uma vida inteira ao mar e a natureza.
A pesquisadora tem como foco o cuidado com a fauna marinha brasileira. Foto: Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR)/ Divulgação
Envolvidas em vários projetos ambientais, Domit é responsável por liderar estudos com tartarugas-verdes por meio do projeto Rebimar, iniciativa voltada à conservação da região litorânea, principalmente no Paraná e na costa sul de São Paulo. No entanto, tubarões, raias e golfinhos também fazem parte da rotina da pesquisadora.
Além disso, a bióloga está à frente do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos; da Coalizão pela Década do Oceano; do Projeto Megacoast e outras iniciativas que, além de produzir ciência, buscam unir por meio do diálogo os pesquisadores e os principais órgãos da sociedade.
Afinal, para Camila, o mais importante para que a vida marinha seja próspera é cuidar do ecossistema onde ela vive: os oceanos. Não à toa, ela atua diretamente na conservação da fauna marinha e participa de redes e fóruns nacionais e internacionais sobre o tema.
O reitor da UFPR, Marcos Sunye; a homenageada, Camila Domit, coordenadora do LEC/UFPR; e o deputado Goura (PDT). Foto: Assembleia Parlamentar/ Divulgação
Parte da dedicação do seu trabalho foi reconhecida em 29 de janeiro de 2026, quando recebeu uma menção honrosa da Assembleia Legislativa do Paraná, em reconhecimento à sua contribuição científica, acadêmica, social e ambiental ao Paraná e ao Brasil.
Entre as principais do mundo
Graduada em Ciência Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina (2002/2003) e Mestre em Zoologia pela Universidade Federal do Paraná (2006), Camila Domit, com a recente indicação, está entre os principais nomes da conservação ambiental do planeta.
Organizado pela Whitley Fund for Nature (WFN), com sede no Reino Unido, o prêmio oferece financiamento de projetos, treinamento e visibilidade para os principais conservacionistas do ano, que lideram soluções locais para as crises globais de biodiversidade e clima.
Foto de todos os 12 finalistas do Whitley Award 2026; Camila Domit está no canto inferior direito (última imagem). Foto: Whitley Fund for Nature/ Divulgação
O concurso, criado em 1996, já destinou 26 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 182 milhões em conversão realizada em fevereiro de 2026) aos vencedores. Nessa edição, o aporte financeiro será de 50 mil libras esterlinas (cerca de R$ 350 mil) para os seis melhores. Ao todo, 220 líderes ambientais de 80 países do Sul Global já foram beneficiados pelas bolsas do projeto.
Nesse ano, a concorrência para Camila foi mais pesada do que nunca. A busca global, segundo a WFN, resultou em um número recorde de 270 candidaturas — um aumento de 127% em relação a 2025. Em 2026, o programa recebeu profissionais da África, Ásia e América Latina.
Foto: Universidade Federal do Paraná/ Camila Domit/ Arquivo Pessoal
Agora, para a torcida brasileira, apenas resta torcer e esperar. Os próximos passos incluem a verificação de referências, a análise financeira e a realização de uma rigorosa diligência prévia. Depois disso, o Júri determinará os seis vencedores deste ano. O anúncio ocorrerá ao vivo em Londres, no dia 29 de abril.
Caso conquiste o prêmio, Domit entrará para a lista ilustre de cientistas brasileiros que tiveram a mesma honra no Whitley Awards, que são: Yara Barros (2025), Fernanda Abra (2024), Pablo Hoffmann (2022), Patricia Medici (2020) e Gabriela Rezende (2020). Será que o título novamente vem para as águas brasileiras?
A edição 397 da Revista Náutica já é realidade! O material chega recheado com três grandes testes de embarcações — incluindo um iate de 30 metros — de marcas renomadas do mercado, além da cobertura completa do maior salão náutico da América Latina e muito mais.
Para conferir tudo basta ir até a banca mais próxima ou acessar gratuitamente o app de NÁUTICA na loja de aplicativos do seu celular — App Store (iOS) ou o Google Play (Android). Lembrando: pelo aplicativo, assinantestêm acesso antecipado às matérias e as edições podem ser adquiridas de forma avulsa.
Veja os destaques da edição 397 de NÁUTICA
O turismo brasileiro celebra a náutica
Ernani Paciornik, presidente de NÁUTICA, celebra a conquista do Prêmio Nacional do Turismo 2025, o “Oscar” do turismo brasileiro, enquanto relembra sua trajetória de quase cinco décadas dedicadas ao mundo náutico. No mais recente de seus feitos, ele lançou, em plena COP30, em Belém, o JAQ H1, uma embarcação movida a hidrogênio que vai atuar como um laboratório flutuante para estudar e preservar biomas.
Foto: Revista Náutica
A pérola de Maraú
Com marina privativa para 60 barcos, infraestrutura de alto padrão, heliponto e localização privilegiada na Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina anuncia o lançamento de sua segunda fase para novembro. Projetado pelo arquiteto italiano Paolo Santandrea, em parceria com escritórios brasileiros, o Kiaroa é um condomínio de alto luxo.
Foto: Revista Náutica
O maior salão náutico da América Latina
Desde 1998, o São Paulo Boat Show confirma sua tradição como o principal encontro náutico da América do Sul — e a edição de 2025 reforçou esse status. O evento, realizado no São Paulo Expo, zona sul de São Paulo, reuniu 40 mil visitantes e somou mais de 750 barcos vendidos.
Foto: Revista Náutica
A Bahia no mapa náutico do Brasil
Durante quatro dias, na Bahia Marina, a segunda edição do Salvador Boat Show levou ao público o que há de mais moderno no mundo da navegação entre embarcações, equipamentose acessórios náuticos. Mais de 40 barcos (de 29 a 77 pés) foram apresentados por nove estaleiros — e o salão mais do que dobrou em relação à edição de estreia.
Foto: Revista Náutica
Testes Náutica da edição 397
Ferretti FY 1000
A lista de testes da edição 397 da Revista Náutica começa em grande estilo, com a majestosa Ferretti FY 1000, um iatede nada menos que 30 metros de comprimento (quase 100 pés). São cinco suítes, design italiano e conforto de sobra. Entre seus destaques está o flybridge de 55 metros quadrados de área útil — o equivalente à área de um apartamento de dois quartos.
Foto: Revista Náutica
Focker 370 GTX
Para quem busca uma embarcação na faixa dos 30 pés, NÁUTICA apresenta todos os detalhes da Focker 370 GTX, lancha do consolidado estaleiro catarinense Fibrafort. O barco traz cockpit espaçoso, bom aproveitamento da proa e acomodações para o pernoite de até quatro pessoas a bordo, tendo na motorizaçãode popa um de seus grandes trunfos.
Foto: Revista Náutica
Intermarine 70
A personalização dos barcos ao gosto dos clientes é uma das grandes apostas da brasileira Intermarine. Pensando nisso, NÁUTICA navegou em duas Intermarine 70 para mostrar como a customização pode transformar uma mesma lancha em barcos distintos — sem renunciar ao conforto de quatro camarotes nem de um acabamento primoroso.
A Operação Navegue Seguro, da Marinha do Brasil, reforça a segurança nas águas por meio da fiscalização de embarcaçõesde esporte e recreio. Durante a alta temporada, a iniciativa é intensificada com a Operação Verão, iniciada em 17 de dezembro de 2025 para o verão 2025/2026.
Em apenas dois meses — até 18 de fevereiro de 2026 — a operação já acumula números expressivos. O balanço considera todos os Distritos Navais da corporação no país. Confira:
60.901 barcos inspecionados;
4.685 notificações emitidas;
342 embarcações apreendidas;
92 autos de infração instaurados.
Foto: Envato
Os dados mostram que 7,7% dos barcos de esporte e recreio fiscalizados no período receberam algum tipo de notificação. Em termos práticos, isso significa que quase 8 em cada 100 barcos inspecionados apresentaram alguma irregularidade.
Durante o Carnaval, a Marinha intensificou as ações em pontos estratégicos do país. No Rio de Janeiro, a Capitania dos Portos promoveu, no último sábado (14), um mutirão da chamada Lei Seca Marítima, com aplicação de testesde alcoolemia em condutores de lanchase jets, com autuações quando necessário.
Foto: Marinha do Brasil / Divulgação
Na Bahia, a Capitania dos Portos reforçou as fiscalizações em Salvador, enquanto a Capitania Fluvial de Juazeiro fez o mesmo no Rio São Francisco e no Lago de Sobradinho. Já em Brasília, a Capitania Fluvial ampliou as inspeções no Lago Paranoá e em outros destinos náuticos estratégicos, como Serra da Mesa e Corumbá IV.
Com caráter também educativo, voltado à prevenção de acidentes e à salvaguarda da vida humana, a corporação destacou os cinco fatores de risco mais recorrentes nas notificações do período:
Uso inadequado ou ausência de coletes salva-vidas;
A Marinha reforça que é fundamental que condutores de embarcações de esporte e recreio mantenham a documentação em dia e estejam atentos às atualizações das Normas da Autoridade Marítima (Normam) antes de sair para navegar.
Se engana quem pensa que a celebração do Carnavalé restrita ao Brasil — embora, por aqui, ela seja mundialmente reconhecida. A festa se estende para partes do mundotodo, cada qual a sua maneira. Na Alemanha, por exemplo, um dos pontos altos é o Da‑Bach‑Na‑Fahrt, em que barris viram barcos divertidos, personalizados pelos próprios participantes, para descer — ou tentar descer — um riacho cercado por uma multidão.
A disputa, que acontece sempre na segunda-feira de Carnaval, neste ano completou 90 anos de tradição sobre as águas do riacho Kirchenbach, na cidade de Schramberg, sudoeste da Alemanha. Por lá, cerca de 40 barris de madeiradecorados, chamados de Zuber, percorrem 500 metros entre trechos desafiadores, de largura e altura limitadas. Veja:
Na prática, o que se vê são embarcaçõesque vão desde a Peppa Pig até uma nave de Star Warsdescendo desenfreadas uma corredeira, enquanto seus pilotos (geralmente duplas e também customizadas) tentam concluir o trajeto sem cair nas águas congelantes do pico do inverno alemão.
Carnaval da Alemanha: o público faz parte da festa
Carnaval, sem público, não é Carnaval — e isso, sim, parece não mudar, independentemente da coordenada. No Da‑Bach‑Na‑Fahrt, arquibancadassão montadas ao longo do riacho, com lugares disputadíssimos.
Torcer, porém, não basta. É necessário participar de forma ainda mais ativa, com direito a um “vocabulário” específico, quase como um manualde sobrevivência para quem vai assistir a disputa. Funciona como um jogo de grito e resposta: o piloto grita uma palavra e o público responde com outra, tal como um “código social” da festa — e se você não souber responder, facilmente será notado como um turista perdido.
O dialeto carrega o típico humor alemão e é bastante específico:
Kanal – voll (canal — cheio): “Kanal” (canal) grita o condutor — “Voll” (cheio) grita o espectador. O eventobrinca dizendo que a expressão não se refere ao estado de alguns espectadores depois de horas em pé no frio e do consequente consumo de Glühwein (vinho quente), mas sim ao nível da água do riacho.
Batsch – nass (patsch — molhado/encharcado): “Batsch” (patsch) grita o condutor — “Nass” (molhado) o espectador. O grito se refere ou ao espectador (quando está chovendo ou quando alguém cai acidentalmente na água) ou, mais comumente, ao próprio condutor que caiu no riacho.
Furz – trocken (peido — seco): Aqui a referência é ao condutor seco — que gera um certo desgosto nos espectadores.
Além desses dialetos, para aqueles que não querem ou não conseguem aprender os “gritos de guerra”, existe o clássico “Narri-Narro”, uma saudação carnavalesca tradicional e considerada a mais “entediante”.
Um trabalho sério, feito em muitas mãos
O Da‑Bach‑Na‑Fahrt é uma disputa divertida e de tradição que anima carnavais desde 1936. Para tudo isso dar certo, três semanas antes da tão esperada descida do riacho os 40 barris são distribuídos aos participantes através de um sorteio. Esse é o tempo que os concorrentes têm para personalizar o barco. Vale usar e abusar da criatividade, sem esquecer de algumas regras: não é permitido furar ou danificar o Zuber, bem como usar substâncias que poluam a água.
Na noite anterior ao evento, os participantes de primeira viagem são “batizados” em uma cerimônia solene. Eles chegam a receber um nome de batismo e, em seguida, são autorizados a “aproveitar” sua primeira e curta viagem pelas águas frias do riacho. Já quando chega a tão esperada segunda-feira de Carnaval, ainda pela manhã, as embarcações decoradas desfilam pelo centro de Schramberg até a Ponte Nova, animando o púbico para a Da-Bach-Na-Fahrt.
Foto: Da-Bach-Na-Fahrer Schramberg / Divulgação
Às 13h, um tiro — de verdade — dá a largada para a descida pelo rio, que é acompanhada por cerca de 30 mil espectadores. Não bastassem os desafios do percurso, as equipes ainda enfrentam esforço físico para levar as embarcações até a água. Mas tudo promete valer a pena, já que, ao final, os participantes podem tomar um banho quente — ou, se permanecerem secos, beber vinho quente.
Nesse domingo (22), a cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (RS), será palco de uma das principais competições de vela em 2026: o Campeonato Centro e Sul-Americano de ILCA (antigo Laser), que englobará as classes ILCA 7, ILCA 6 e ILCA 4, com regatas disputadas nas águas do Rio Guaíba. O evento seguirá até 7 de março.
A sede da competição será o Veleiros do Sul (VDS), clube náutico da zona sul de Porto Alegre. Até o momento, segundo a lista de pré-inscritos, a disputa reunirá 186 velejadores de 10 países, incluindo nacionalidades das Américas e da Europa. A regata não aceita mais inscrições.
Bruno Fontes será um dos competidores do Campeonato Centro e Sul-Americano de ILCA. Foto: Instagram @brunofontesoficial/ Reprodução/ Fred Hoffmann
O campeonato destaca-se não apenas pela expressiva marca de inscritos, mas, principalmente, pelo altíssimo nível técnico, com campeões mundiais e múltiplos atletas olímpicos no páreo. Confira alguns nomes confirmados para o campeonato de vela em Porto Alegre:
Bruno Fontes (BRA): campeão mundial Master de ILCA 7 (2025) e atleta olímpico em Pequim 2008, Londres 2012 e Paris 2024;
Lucía Falasca (ARG): atleta olímpica em Rio 2016, Tóquio 2020 e Paris 2024;
Caterina Romero Aguirre (PER): medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023 e campeã mundial de Sunfish;
María José Poncell (CHI): atleta olímpica em Paris 2024 e medalhista Pan-Americana;
Erik Scheidt (BRA): vice-campeão mundial Júnior de ILCA 4 (2025);
Felipe Fraquelli (BRA): campeão brasileiro de ILCA 6 em 2025;
Ana Carolina Roth (BRA): campeã brasileira feminina de ILCA 6 em 2025.
Ao todo, a competição terá velejadores da Alemanha, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Paraguai, Peru e Uruguai. O certame englobará nove categorias: Sub 18, Sub 19, Sub 21, Sênior, Pré-Master, Master, Grand Master, Great Grand Master e Legend (quando aplicável). Ainda de acordo com a lista de pré-inscrição, a divisão por classes ficou a seguinte:
80 velejadores no ILCA 6;
41 velejadores no ILCA 7;
65 velejadores no ILCA 4.
Os números evidenciam um equilíbrio entre atletas de base e experientes, incluindo desde competidores juvenis até velejadores com mais de 60 anos. Destaca-se também a predominância de velejadores Sub 16 e Sub 18 no ILCA 4 e a participação feminina distribuída nas três classes, com presença marcante na ILCA 4 e ILCA 6.
O Campeonato Centro e Sul-Americano de ILCA servirá de termômetro para os atletas que buscam competições mundiais e olímpicas. Com águas que exigem muitas leituras táticas, o evento promete ser também um “laboratório” para o ciclo dos Jogos Pan-Americanos de 2027 e para a formação das equipes juvenis que disputarão os mundiais de 2026.
Como vai funcionar?
A competição será dividida em dois momentos. Os dias 22 e 23 de fevereiro serão reservados para as disputas de ILCA 6 e, a partir do dia 1º de março até o próximo dia 7, serão realizadas as regatas para a ILCA 7 e 4.
Em Porto Alegre, cada classe de vela competirá em flotilha única, com até 10 regatas programadas e limite de três disputas por dia. Para que o campeonato seja validado, será necessário completar pelo menos três regatas.
Quando cinco ou mais regatas forem concluídas, a pontuação do barco será a soma de suas pontuações em cada regata, excluindo sua pior pontuação (o chamado “descarte”). Caso ocorra menos de cinco, a pontuação do veleiro na série será o total de suas pontuações em todas os circuitos.
As provas seguirão as Regras de Regata à Vela (RRS). Os percursos previstos são do tipo barlavento/sotavento ou trapezoidal, formatos tradicionais da classe ILCA e que exigem alta performance técnica dos atletas. Confira o regulamento completo aqui.
O evento é organizado pelo Veleiros do Sul, Confederação Brasileira de Vela (CBVela), Associação Brasileira da Classe ILCA e International Laser Class Association.
Imagine você estar planejando uma viagem para um destino paradisíaco e se deparar com o dilema de qual prancha levar: uma longboard para as ondas cheias ou uma lazy fish para os dias de mar menor? A Newave desenvolveu peças que tornam essa dúvida ultrapassada, já que o kit permite montar nove diferentes tipos de prancha de forma rápida e descomplicada.
Elaborada por engenheiros franceses ao longo de mais de dois anos, a primeira prancha modular 9 em 1 do mundo pode revolucionar o mercadoe ainda transformar a forma como o lifestyledo surf interage com o oceanoe com a poluição atmosférica.
Fotos: Newave / Divulgação
Todas as peças do kit Newave contam com o sistema W-binding, patenteado pela marca, que permite o “encaixe perfeito” dos módulos. Cada um deles, por sua vez, é composto por espuma de poliestireno revestida com fibra de vidro e a parte do famigerado encaixe em formato de “W” é feita de nylon reforçado.
A marca afirma que a montagem completa de qualquer modelo de prancha leva menos de um minuto e não exige nenhuma ferramenta. Pinos de travamento manual no encaixe em “W” garantem a fixação das partes que, segundo a Newave, não soltam.
Foto: Newave / Divulgação
Liberdade e sustentabilidade
A prancha 9 em 1 promete atender principalmente os surfistas que enfrentam quaisquer ondas. As peças do kit cabem em uma bolsa compacta e feita sob medida que pode ser transportada dentro de carros, ônibus ou aviões.
Foto: Newave / Divulgação
Além da conveniência, a marca reforça o apelo ecológico. Segundo a Newave, cerca de 90% das emissões de carbono envolvidas na prática do surf estão relacionadas ao tipo de transporte até as ondas. Com as peças modulares, é possível chegar ao destino utilizando transporte público, o que ajuda a reduzir a pegada de carbono do surfista.
As peças da Newave permitem criar nove tipos de prancha. São eles:
Lazy Fish: 5’10” (5 pés e 10 polegadas);
All Round Fish: 6’6”;
Long Fish: 6’7”;
Mini Malibu: 7’6”;
Mid Lenght: 8’0”;
Malibu: 8’2”;
Egg: 8’2”;
Gun: 8’10”
Longboard: 9’0”.
Foto: Newave / Divulgação
As maiores, além de enfrentarem ondas grandes, também são indicadas para a prática de stand up paddle — o famoso stand up —, onde se faz uso de um remo para passear sobre a água. Neste caso, os módulos seriam uma boa pedida até para quem quer aumentar o leque de brinquedos aquáticos na embarcação, por ocupar menos espaço a bordo do que uma prancha convencional.
Fotos: Newave / Divulgação
Prós e contras da prancha 9 em 1
Entre os prós, se destacam a versatilidade, a facilidade no transporte, a durabilidade prometida pela marca e a velocidadede montagem, com sistema intuitivo.
Foto: Newave / Divulgação
Por outro lado, a performance dessa pranchamodular, por enquanto, não é certa, já que ainda não há unidades antigas e desgastadas. Da mesma forma, existe a possibilidade da vedação entre as peças ser impactada com o tempo, afetando, por exemplo, sua flutuabilidade.
O preço é outro fator decisivo — que pode, inclusive, ser considerado alto para quem está acostumado com pranchas de entrada. Segundo a Newave, o investimento começa na casa de 840 euros (cerca de R$ 5,2 mil reais, na cotação de fevereiro de 2026).
Apesar do valor, a Newave esgotou os dois primeiros lotes da prancha modular e atualmente aceita inscrições para o terceiro deles no site oficial. Se, mesmo com o passar do tempo, as peças seguirem com a performance nas águasconforme prometido, essa tecnologia pode revolucionar o mercado do surf.
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