Depois dos aviões, carros e caminhões, chegou a vez do universo náutico ser presenteado com o futuro automático. No último mês de dezembro, começou a operar no Japão o Olympia Dream Seto, o primeiro navio de passageiros comercial autônomo do mundo.
A embarcação, que ostenta 66 metros de comprimento (216 pés), é capaz de transportar até 500 passageiros entre os portos de Shin-Okayama e Teshima. A depender da situação, o barco pode operar de forma totalmente automática, ainda que no movimentado Mar Interior de Seto, região sul do país.
Olympia Dream Seto. Foto: Creative Commons/ Wikimedia Commons/ Reprodução
O navio opera entre as cidades de Okayama e a ilha de Shodoshima, no oeste do arquipélago japonês. Ao todo, são realizadas quatro viagens ida e volta por dia. O projeto é apoiado por um consórcio de 53 entidades, incluindo a Fundação Nippon e empresas de construção naval e transporte marítimo, que trabalham no projeto desde 2020.
O mais importante para a implementação da navegação não tripulada na sociedade é acumular exemplos e conquistas. Estou muito satisfeito por poder dar este primeiro passo– destacou Mitsuyuki Unno, diretor Executivo da Fundação Nippon
Apesar do navio ser autônomo, há tripulantes a bordo para monitorar as viagens e intervir em caso de emergência. Mas, até agora, tudo tem funcionado bem: os sensores detectam o ambiente ao redor, ajustam o curso, evitam os obstáculos e controlam o leme e a hélice. O controle manual pode ser usado em situação de perigo.
A tecnologia do navio ainda permite que a atracação e a desatracação sejam feitas de forma automática — tarefa que, usualmente, necessita das habilidades de um timoneiro. Em demonstração realizada no início de dezembro, o barco detectou com precisão os obstáculos e o capitão apenas observou.
Além disso, a navegação do navio também conta com o apoio do Centro de Operação de Frota móvel em terra, que analisa as condições meteorológicas e monitora o equipamento da balsa em busca de anormalidades.
Foto: Fundação Nippon/ Divulgação
A Kokusai Ryobi Ferry Co., que opera a balsa Olympia Dream Seto, afirmou que pretende utilizar plenamente as funções de navegação autônoma assim que os membros da tripulação estiverem mais familiarizados com o sistema.
Essa tecnologia gerou valor ao aprimorar a segurança, reduzir acidentes marítimos e facilitar o trabalho dos marinheiros– afirmou Mitsunobu Kojima, presidente e CEO do Grupo Ryobi
A prova do tempo
Atualmente, o Japão abriga mais de 400 ilhas remotas habitadas e, por muitas vezes, os tripulantes dessas rotas vivem na própria região atendida. Porém, com o passar do tempo, as embarcações passaram a enfrentar falta de mão de obra devido ao envelhecimento da população.
Olympia Dream Seto. Foto: Creative Commons/ Wikimedia Commons/ Reprodução
De acordo com a Fundação Nippon, a rota do navio entre a ilha principal do Japão, Honshu, e a ilha de Shodoshima, é particularmente afetada por essa tendência. Por isso, o projeto busca recorrer ao sistema autônomo para manter essas rotas insulares remotas.
Existe a possibilidade de escassez de tripulação. Isso tornará inevitável a redução do serviço nessas regiões, causando transtornos às pessoas que vivem nessas áreas– declarou a instituição em seu site
Olympia Dream Seto. Foto: Creative Commons/ Wikimedia Commons/ Reprodução
Um representante da Fundação Nippon citou dados que mostram que 80% dos acidentes marítimos foram causados por erros humanos. “Embora os humanos tendam a ter lapsos de concentração, a navegação autônoma pode manter um nível consistente de desempenho”.
Com base nos dados que obtivermos das operações comerciais, esperamos contribuir para a criação de regras internacionais para navios autônomos– revelou Unno
Agora, o próximo objetivo é que outros três navios autônomos operem em diferentes rotas até março de 2026.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Ainda que de férias, embarcado na Baía de Camamu, na Bahia, o cantor Bell Marques não renunciou aos treinos para a corrida “100% Você”, marcada para 11 de janeiro, em Salvador. O baiano foi flagrado por fãs no último sábado (3), treinando para a prova na popa de sua lancha, uma Schafer 660.
Foi de lá, ao som de Acordar com você é bom, “Sou 100% Você”, dos filhos Rafa e Pipo Marques, que ele ouviu também um fã brincar: “bora, Bell!”. Assista:
Bell tem aproveitado o verãoao lado da família a bordo da embarcação, batizada de “Amore Meu”. Um dos motivos pela escolha do modelo, aliás, segundo ele, foi a capacidade da lancha de 20,8 metros de comportar seus familiares, inclusive com disponibilidade de cabines para pernoitar.
Moderno, o barcoainda apresenta recursos como móvel gourmet embutido na popa, plataformas laterais dobráveis que aumentam em cerca de 25% a área da popa, convés principal nivelado, suíte master com entrada independente e três suítes para hóspedes.
Schaefer 660. Foto: Gabriel Alencar/ Revista Náutica
Em novembro, o cantor de axé marcou presença no Salvador Boat Show, onde visitou o estande do estaleiro catarinense com a esposa, Ana Marques, e o filho, Rafa Marques, acompanhado da esposa, Pati Guerra. Na ocasião, Bell levou a família para conhecer de perto a embarcação que seria entregue a ele no mês seguinte, em dezembro.
Bell Marques na Schaefer 660 no Salvador Boat Show 2025. Foto: Schaefer Yachts/ Divulgação
Além dos treinos em grande estilo na lancha, Bell Marques também tem aproveitado em terra firme os cenários paradisíacos da Baía de Camamu para se preparar. A largada, a chegada e a arena da corrida serão no Centro de Convenções Salvador, na Boca do Rio.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A ideia de que os opostos se atraem se encaixa bem na praia da Ponta do Mel, onde o encontro improvável do sertão com o mar acontece. Esse destinofica na cidade de Areia Branca, no Rio Grande do Norte (RN), e exibe paisagens improváveis e atípicas em uma beleza, no mínimo, incomum.
O sertão é popularmente conhecido como uma área seca, distante do litoral, com pouca umidade e vegetação adaptada para ambientes com pouca água. Do outro lado estaria o mar, em toda sua grandiosidade, que carrega umidade por onde passa. Esses dois conceitos, no entanto, se unem na Ponta do Mel.
Foto: Instagram @sergio_santos_ofc e @visitepontadomel / Reprodução
Definido localmente como o lugar onde o sertão encontra o mar, esse destino está no primeiro lugar do ranking de coisas para fazer em Areia Branca, segundo o TripAdvisor. É uma boa pedida para quem busca por uma praia deserta, com pouca urbanização e paisagens de tirar o fôlego.
Foto: Fagner Gustavo / TripAdvisor
Em certos pontos da Ponta do Mel é possível observar um cenário tipicamente árido do sertão nordestino, com cactos e terra seca, dividindo espaço com as ondas e a água do mar a poucos metros. Esse cartão-postal fica a cerca de 30 km do centro de Areia Branca, que por sua vez está a 280 km de Natal, capital do RN.
Foto: Silma L / TripAdvisor / Reprodução
Apesar da famosa dualidade entre sertão e mar, a região da Ponta do Mel é ainda pouco explorada pelo turismoe a cidade nos arredores é marcada por vilarejos, casas (sem prédios) e pouco ou nenhum sinal de telefone.
Areia Branca ainda guarda outras praias também bem avaliadas pelos turistas que as visitaram: Tibau, São Cristovão e Upanema são algumas delas, além das Dunas do Rosado.
Mais fotos da Praia da Ponta do Mel
Foto: Farol Da Costa Passeios e Turismo / TripAdvisor / ReproduçãoFoto: Álvaro B / TripAdvisor / ReproduçãoFoto: Silma L / TripAdvisor / ReproduçãoFoto: Augusto C / TripAdvisor / Reprodução
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
0Não é todo mundo que conhece o conceito de multipropriedade náutica — embora devesse. Esse modelo, proporcionado pela Flip Boat Club, permite a possibilidade de dividir uma propriedade em várias pessoas e usá-la de forma compartilhada, com a manutenção ficando por conta da empresa.
Por mais que nem todos conheçam essa opção, quem já experimentou, não volta atrás. A NÁUTICA entrou em contato com alguns usuários da Flip e pedimos a opinião deles sobre o serviço. E, se o cliente é a alma de todo o negócio, esse está muito bem encaminhado.
Confira os depoimentos de clientes da Flip
Lúcio Rodrigues
Cotista de um veleiro Beneteau 45, Lúcio tem direito de usar o modelo 45 dias por ano. Entre as várias vantagens do conceito, ele ressalta a tranquilidade de chegar na marina e o barco estar em ordem, pronto para navegar.
Essa facilidade de ter um barco sempre em ordem me permitiu praticar a vela com mais segurança com minha família, assim hoje tenho capacidade de fazer travessias– declarou
Não foram poucos os destinos navegados com ajuda da Flip: Cabo Horn, Paraty, Angra dos Reis, Ilhabela, Abrolhos e outras viagens inesquecíveis. Para deixar tudo ainda mais gostoso, todos os trajetos foram realizados com a sua família a bordo (esposa e dois filhos, de 14 e 10 anos).
“Não tem nada mais prazeroso para nós pais poder numa noite de lua cheia estar jogando dominó com o filho, dar risadas, discutir etc. Um contato humano muito difícil na cidade”, destacou. Inclusive, Lúcio aponta que, atualmente, usa mais vezes o barco compartilhado do que quando tinha o seu próprio.
Hoje tenho um veleiro muito maior que minhas posses financeiras, super equipado e por um custo muito menor que qualquer outro barco que tive– ressaltou o cliente Flip
Jesus
Cliente da Flip desde julho de 2024 e cotista do Delta 36, Jesus e seu barco compartilhado está ancorado na Marina do Farol, em Paraty. “Só o acesso à marina já é um grande benefício”, ressaltou ele, destacando o estacionamento seguro, píer para embarcar diretamente — sem precisar de taxi boat — e todo o suporte do local.
O veleiro também é muito bem equipado, com toalhas, roupas de cama, travesseiros e utensílios de cozinha — o que reduz bastante o que precisamos levar a cada saída– complementou o cliente
Delta 36, uma das embarcações da Flip Boat disponível para cota. Foto: Flip Boat / Divulgação
“Uma das nossas experiências mais marcantes foi passar 10 dias embarcados, dando a volta na Ilha Grande e retornando a Paraty. Foi uma viagem especial em família, com nossas filhas de 8, 8 e 18 anos — momentos que certamente vamos levar para a vida”, relembrou.
O modelo de multipropriedade atende perfeitamente ao que buscamos: viver a experiência náutica com conforto, sem precisar lidar com toda a carga operacional– afirmou Jesus
Laura
Laura é cotista 1/8 (isso é, divide o barco com outras oito pessoas) de um Tor 12.5, veleiro de 41 pés “maravilhoso, extremamente luxuoso e confortável”, conforme descrito por ela. A cliente Flip elogiou a união entre os multiproprietários, com quem tem reuniões mensais para discutir as melhorias no veleiro.
Tor 12.5. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação
A usuária do clube foi mais uma que trocou o barco próprio pela multipropriedade, principalmente por conta dos custos e manutenções constantes, segundo Laura. “A gente gastava de marinheiro o que gastamos hoje na cota”, relembra a cliente, que colocou seu veleiro à venda assim que conheceu o serviço da Flip.
A liberdade proporcionada por isso é inestimável. Agora usamos o barco da Flip com mais frequência do que quando tínhamos o nosso próprio– aponta Laura
“Nossa experiência com a Flip tem sido fantástica e pretendemos continuar. Criamos amizades e percebo que todos na empresa compartilham a mesma paixão”, concluiu a cliente, que também aprendeu a velejar melhor desde que se tornou usuária do clube.
Carlos Aguiar
Cliente desde 2022, Carlos Aguiar divide a cota do veleiro Bavaria 45 com outras oito pessoas. Morador de Uberlândia (MG) e que navega há 30 anos em água doce, ele conta que o serviço da Flip Boat Club possibilitou travessias em destinos como Angra dos Reis e Ilhabela.
A Flip me proporcionou a possibilidade de ser dono de um barco, junto com parceiros que partilham o mesmo amor pelo mar e navegar– contou Aguiar
Bavaria 45. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação
Carlos ainda ressalta que, sem a marca, não teria a possibilidade de desfrutar tanto do mundo náutico. Ele também destaca o sistema de datas, que garante 45 dias de uso por ano e um aplicativo que faz com que os dias sejam utilizados por equidade por todos os sócios.
A Flip me deu a oportunidade de viver esses sonhos. Sou grato!– conclui o cliente
André Bergamini
Multiproprietário de um Delta 41 em Paraty e cliente desde 2022, André Bergamini, que mora no interior de São Paulo, pode utilizar o veleiro 45 dias no ano. “É perfeito para o que eu preciso, e a tranquilidade de um barco sempre pronto para zarpar. Não ter preocupações com manutenção e nem limpeza ajuda muito”, afirmou.
Delta 41. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação
Ele conta que os passeios são em família e ficam sempre na região de Paraty e Ilha Grande, por onde passeiam cada dia em uma praia e ilha nova. Mas, a melhor experiência a bordo de um barco compartilhado da Flip carrega um sentimento especial.
Uma das nossas melhores experiencias foi a festa de 15 anos da minha filha, que ela não quis festa e preferiu levar as melhores amigas para velejar– relembrou Bergamini
Com a Flip, o cliente ainda realizou o sonho de participar da expedição ao Cabo Horn, onde aconteceu uma escola de vela realizada pela empresa. “Estou 100% satisfeito e pretendo continuar por mais uns bons anos”, disse André.
Elisa
Eis aqui mais uma multiproprietária de um Delta 36. Elisa conta que a Flip abriu as portas para o mundo náutico, proporcionando travessias com navegadores mais experientes, eventos como a recepção dos Irmãos Katoosh, encontros mensais da comunidade dos Flippers, grupos online de previsões meteorológicas e muito mais.
Eu acho que o conceito, para quem pretende utilizar o barco para lazer, é perfeito– opinou Elisa
“Sozinha eu não teria esse potencial de investimento — nem poderia dispor do tempo que um barco exige para que tudo funcione adequadamente. O conceito de multipropriedade de embarcação permite antecipar esse sonho”, disse a cliente da Flip Boat Club.
Delta 36. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação
Segundo ela, a empresa ainda insere o usuário na comunidade de velejadores — como as aulas de vela, por exemplo — e ensina o consumidor a melhorar sua prática de velejar. “Estou extremamente satisfeita, pretendo continuar, possivelmente em algum momento migrando para um veleiro maior”, garantiu.
Para tirar ainda mais dúvidas sobre a modalidade de multipropriedade e conhecer os serviços da empresa, entre em contato com a Flip Boat Club aqui.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Atravessar o Oceano Atlântico a remo, por si só, já é um tremendo desafio. Salvar uma tartaruga marinha presa a uma rede de pesca no meio do percurso, então, não facilita muito as coisas. Mas foi exatamente essa situação que um trio de remadores enfrentou durante a World’s Toughest Row, uma das provas a remo mais desafiadoras do mundo, realizada sem apoio externo.
John Hammond, Stacey Rivers e Emma Wolstenholme, integrantes da equipe Call to Earth, de Hampshire (Inglaterra), estavam a cerca de 1,4 mil km da travessia quando avistaram o animal em sérios apuros.
Conforme divulgado pela equipe no Instagram, John agarrou a tartaruga marinha, Emma pegou uma faca e Stacey começou a cortar a rede que prendia o animal. Emma foi quem conseguiu registrar o momento em vídeo. Confira a seguir:
Não ironicamente, o grupo de remo aproveita o evento também para arrecadar fundos em parceria com organizações dedicadas ao combate à poluição marinha e à proteção dos ecossistemas oceânicos.
Isso é mais do que uma corrida, é um lembrete de que o oceano precisa de nós– disseram em publicação no Instagram
A equipe embarcou no desafio em 14 de dezembro, passou a virada para o Ano Novo a bordo — em grande estilo, com direito a trajes especiais — e seguia no percurso até o momento dessa publicação. É possível acompanhar a jornada do trio através do site oficial da competição.
A equipe preparou trajes casuais para o Ano Novo a bordo. Foto: Instagram @calltoearth_atlantic / Reprodução
A World’s Toughest Row
A World’s Toughest Row é considerada uma das provas de remo oceânico mais extremas e exigentes do mundo — um verdadeiro testede resistência física, mental e logística para qualquer competidor, já que é realizada sem qualquer apoio externo. Atualmente, existem duas grandes rotas principais:
Atlântico: o percurso clássico, realizado pela Call to Earth, com cerca de 3 mil milhas (aproximadamente 4,8 mil km) entre San Sebastián de La Gomera, nas Ilhas Canárias (Espanha), e English Harbour, em Antigua & Barbuda;
Pacífico: também chamado de Pacific Challenge, com cerca de 2,8 mil milhas (aproximadamente 4,5 mil km) entre Monterey (Califórnia, EUA) e Hanalei Bay (Havaí).
Os competidores podem participar de maneira solo ou em equipes (pares, trios, quatro ou cinco), cada grupo revezando remadas ao longo da travessia.
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O Museu do Porto de Santos, no litoral de São Paulo, acaba de incrementar ainda mais o clima de férias do mês de janeiro com o lançamento do programa “PassaPorto”. A iniciativa oferece passeios de barcoguiados gratuitos pelo canal do porto, com direito a visão privilegiada das operações e acesso a informações sobre a história do maior complexo portuário da América do Sul.
Parte da ação “De Férias no Porto” — que oferece atividades educativas, culturais e de lazer gratuitas para aproximar a comunidade do universo portuário — , os passeiosestão previstos para todas as sextas-feiras do mês (dias 9, 16, 23 e 30), no período da manhã, com embarque na Ponte de Inspeção Naval (PIN).
Como participar do PassaPorto
Para garantir um lugar no passeio de barco é necessário, primeiro, visitar o Museu do Porto de Santos, onde a distribuição dos vouchers acontece de forma presencial, por ordem de chegada, de segunda a quinta-feira, das 9h às 17h.
Foto: Porto de Santos / Divulgação
Os bilhetes são limitados a uma unidade por pessoa, ao passo que serão distribuídos até o limite de vagas disponíveis. Os interessados, por sua vez, devem apresentar dados como nome completo, CPF e e-mail. O horário de saída do passeio será informado no voucher.
Vale ressaltar que, por se tratar de uma ação voltada a indivíduos e famílias, não haverá reservas para instituições, agências de turismoou grupos organizados.
Verão no museu
O Museu do Porto de Santos conta com um acervo de aproximadamente 2 mil itens e, atualmente, está com uma programação de verão. Confira:
Exposição ‘Porto & Arte’
Em cartaz até o dia 10 de janeiro, a exposição reúne desenhos de crianças imaginando o “Porto do Futuro”, com foco em inovação e sustentabilidade.
Exposição Hans Staden
A mostra ocorrerá entre os dias 15 e 31 de janeiro, para celebrar os 500 anos de nascimento do viajante alemão. A exposição conta com registros históricos e iconográficos fundamentais sobre o Brasil colonial e a formação do território, complementando a missão educativa do complexo.
Serviço | Programa PassaPorto
Retirada de vouchers: Segunda a quinta-feira, das 9h às 17h, no Museu do Porto (Av. Conselheiro Rodrigues Alves, s/nº – Porto Macuco);
Datas dos passeios: 09, 16, 23 e 30 de janeiro (sextas-feiras) pela manhã;
Horário do museu: Segunda a sábado, das 9h às 17h;
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Um sucesso que já caiu no gosto do público, a linha Flyer do estaleiro Triton Yachts chama atenção por vários traços: a proa robusta, a otimização de espaços e a inspiração europeia são alguns dos destaques. Porém, o principal chamariz dos barcos dessa coletânea é o espaçoso beach club.
Segundo a marca, as lanchas com esse recurso já representam 85% das vendas do estaleiro. Projetada para aumentar a conexão do navegante com a água, a plataforma lateral automática, presente na maioria dos barcos da linha, mede 2 m de comprimento por 1 m.
Triton 38 Flyer e Triton 32 Flyer em exposição no São Paulo Boat Show 2025. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica
O coração do projeto está na engenharia: ao acionar o sistema elétrico-hidráulico, as laterais da praça de popa se desdobram e aumentam a largura útil do barco e o espaço para circulação. Assim, é criado um ambiente que inclui solário, mesa, espreguiçadeiras e apoio para esportes aquáticos.
Atualmente, a Triton oferece quatro modelos com beach club: Flyer 32, 34, 38 e 44 pés, sendo que as versões de 34 e 38 pés ainda contam com variações T-Top ou HT, de acordo com o perfil de uso do proprietário.
Triton Flyer 38 T-Top é mais um barco do estaleiro com beach club. Foto: Triton Yachts/ Divulgação
O diretor de marketing da Triton Yachts, Allan Cechelero, tem uma explicação para essa tendência. Segundo ele, o novo público da náutica busca menos espaços fechados e mais áreas integradas à paisagem, especialmente nas Américas — mercado que a marca é forte, com presença nos Estados Unidos.
O cliente quer ficar perto da água, do sol, do churrasco e da conversa com os amigos ou ter espaço e conforto para a prática de esportes, como mergulho ou pesca esportiva– contou Cechelero
Ele ainda aponta que a linha Flyer nasceu exatamente da demanda de oferecer mais convivência. De acordo com a empresa, o recurso tem uma excelente aceitação entre brasileiros e compradores internacionais, principalmente nos EUA.
Lanchas da Triton Flyer com beach club
Topo da família, a Triton Flyer 44 — já testada por NÁUTICA — é um dos principais destaques da linha. Com 13,50 metros de comprimento, o modelo combina as plataformas laterais da popa a um amplo solário e área gourmet, formando um ambiente contínuo de lazer voltado para a água.
Já a Triton Flyer 32, último lançamento da linha, chama atenção pelo desenho esportivo e pelos espaços generosos para a sua faixa de tamanho. Além do beach club na popa, as áreas externa e interna são amplas e bem resolvidas para o lazer em família.
Triton 32 Flyer, lançada no São Paulo Boat Show 2025. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica
A 38 Flyer T-Top também é outra que ostenta o recurso com acionamento elétrico. O barco ainda possui uma extensa plataforma de popa, um espaço gourmet e banco com encosto móvel — mais um ponto que melhora os espaços de convivência da linha.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Diferentemente de outros famosos personagens, como os super-heróis do universo Marvel, o marinheiro Popeye já existiu de verdade. Isso mesmo: um dos mais famosos protagonistas de histórias em quadrinhos e desenhos animados de todos os tempos, Popeye não nasceu apenas da imaginação do autor, o cartunista americano Elzie Crisler Segar.
A história do personagem carismático que está sempre tentando proteger sua namorada, Olívia Palito, das garras de seu eterno inimigo, o Brutus, é muito mais interessante do que você imagina.
O ator Robin Williams no papel de Popeye, em filme de 1980. Foto: Reprodução
Curiosidades do homem que inspirou Popeye
O Popeye de verdade foi um americano de origem polonesa, chamado Frank “Rocky” Fiegel. O cartunista Segar o conheceu em sua cidade natal, Chester, no estado americano de Illinois. Nascido em 1868, o Popeye de carne e osso foi mesmo marinheiro.
Porém, depois de se aposentar, Fiegel decidiu trabalhar como segurançana taverna Wiebusch’s, onde fez fama de valentão. Por se envolver em brigas, tinha um dos olhos deformados. Daí o nome Popeye, ou “olho estourado”, junção das palavras “pop” (estourar) e “eye” (olho).
Assim como o personagem que ajudou a inspirar, Frank “Rocky” Fiegel estava sempre fumando cachimbo e, por isso, falava apenas com um dos cantos da boca.
Lápide de Frank “Rocky” Fiegel. Foto: Reprodução
Fantasioso, o marinheiro aposentado vivia contando aventuras imaginárias, em que se gabava das proezas de sua força física — ele jurava nunca ter perdido uma briga. A lata de espinafre também acompanhava Fiegel: era o lanche do Popeye no intervalo do trabalho.
Todas essas características foram reunidas por Segar ao criar seu protagonista há quase cem anos, em 1929.
Ironicamente, o hoje icônico marinheiro foi pensado apenas como personagem secundário nas tirinhas publicadas no New York Journal. No entanto, Popeye caiu nas graças dos leitores e, dessa forma, foi alçado a protagonista.
Mas a semelhança entre ficção e realidade não para por aí. Assim como Popeye, sua eterna namorada Olívia Palito também existiu de verdade: era dona de um armazém em Chester.
Cena do filme “Popeye”, com Robin Williams e Shelley Duvall como protagonistas. Foto: Reprodução
Dora Paskel, nascida em 1872, foi a mulher que inspirou Olívia Palito. Ela era alta, magra e usava os cabelos enrolados em um coque, imagem tal qual Segar perpetuou nos desenhos animados e nas histórias em quadrinhos.
Fiegel morreu em 1947, 18 anos depois da criação de Segar. Seu túmulo no cemitério Saint Marys Chester, em sua cidade natal, traz um desenho do personagem, homenageando a inspiraçãodo Popeye de verdade.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Há muito tempo, estaleiros em todo o mundose esforçam para produzir o iatedefinitivo, maior que o anterior. E não é somente no tamanho que eles evoluem. As embarcações estão cada vez mais tecnológicas, futurísticas e sustentáveis.
Na lista a seguir, é possível notar como esse mercadotem se reinventado ao longo dos anos, e como isso tem se refltido em verdadeiros monumentos sobre as águas. Confira!
Os 10 maiores iates do mundo
10- A+ (147,25 m)
Entregue pela Lürssen em 2012, esta embarcação projetada por Tim Heywood é envolta em mistério. Há rumores, inclusive, de que seu dono é o sheik Mansour bin Zayed al-Nahyan, dos Emirados Árabes Unidos, dono do clube de futebol Manchester City.
Foto: Lurssen / Divulgação
A embarcação, que costumava ser chamada de Topaz, mas foi rebatizada como A + em 2019, atinge velocidade máxima de 22,9 nós (19,5 nós em cruzeiro), impulsionada por quatro motoresa diesel MTU. Ela pode acomodar até 62 hóspedes em 26 cabines, além de 79 tripulantes. Seu design de interiores foi feito pela Terence Disdale Design.
9- El Mahrousa (150,57 m)
O El Mahrousa é uma relíquiade 160 anos. Esse megaiate foi contruído no Reino Unido pela Samuda e entregue em 1865. Projetada por Sir Oliver Lang, a embarcação atinge uma velocidade máxima de 16 nós (13 nós em cruzeiro), graças a três turbinas a vapor Parsons.
Foto: Reprodução
O barco, construído com convés de teca, casco de ferro e superestrutura de ferro e madeira, possui uma boca de 13 metros.
8- Al Said (155 m)
Entregue em 2088, o Al Said, de 155 metros, foi construído no estaleiro alemão Lürssen, sob o apelido de “Projeto Girassol”. Nele navegam 70 hóspedes, acomodados em 35 cabines — além de 174 tripulantes. São nada menos que 24 metros de boca, em uma estrutura com convés de teca, casco de aço e superestrutura de alumínio e aço.
Foto: Lürssen / Divulgação
Entre seus destaques estão amplos espaços para entreter os convidados, especialmente uma sala de concertos a bordo, com espaço para uma orquestrade 50 músicos.
7- Dilbar (156 m)
Também da alemã Lürssen, o Dilbar foi entregue no Mediterrâneo em maio de 2016. O barco alcança até 22,5 nós de velocidade máxima (18 nós em cruzeiro), e carrega uma autonomia de 6 mil milhas náuticas a 16 nós, graças a quatro motores diesel-elétricos Wärtsilä.
Foto: Lürssen / Divulgação
Entre sua sprincipais características estão uma piscina de 180 metros cúbicos e uma central elétrica-diesel de 30.000 kW. Ao todo, até 24 hóspedes aproveitam suas comodidades, divididos em 12 cabines. A embarcação, de 23,5 metros de boca, ainda comporta 96 tripulantes.
6- Azul (160,6 metros)
Enfileirando três embarcações seguidas nessa lista, a alemã Lürssen chega com o Azul, de 160,6 metros, entregue em 2022. Trata-se de um barco de 22,5 metros de boca, capaz de acomodar até 48 hóspedes em 40 cabines, além de 80 tripulantes. Sua velocidade máxima é de 20 nós (18 nós em cruzeiro), sendo impulsionado por quatro motores diesel-elétricos MTU.
Foto: Lürssen / Divulgação
Conforme últimas atualizações, esse gigante está navegando sob a bandeira das Ilhas Cayman, o segundo país com maior número de bandeiras para superiates, com mais de 1,5 mil deles registrados.
5- Dubai (162 m)
O Dubai, de 162 metros, foi originalmente encomendado pelo Príncipe Jefri do Brunei. Contudo, o projeto foi suspenso em 1998, deixando à vista apenas o casco nu e a superestrutura ainda incompleta. Posteriormente vendido ao governo de Dubai, a embarcação passou a receber os cuidados de Kostis Antonopoulos, da Platinum Yachts, que elaborou um novo design de interiores.
Foto: Reprodução
Depois de completo, o barco passou a ser o iate real do Sheikh Mohammed bin Rashid al-Maktoum, de Dubai. Ele se destaca pela boca de 21,3 metros, mas não só: possui piscina, área para churrasco, cinema, discoteca, plataforma de pouso para um helicóptero Blackhawk, ginásio, garagem para submarino e uma vasta gama de brinquedos aquáticos.
4- Eclipse (162,5 m)
O Eclipse deteve o título de maior iate do mundo por três anos, desde que deixou o estaleiro da Blohm+Voss, em 2010. A embarcação possui acabamento interno personalizado, especialmente desenvolvido por Terence Disdale Design, que se encarregou por tudo relacionado ao design de interiores, incluindo o layout do deck e o projeto de construção da superestrutura.
Foto: Blohm & Voss / Divulgação
O Eclipse possui uma ampla gama de recursos, incluindo uma piscina de 16 metros, que pode ser transformada em pista de dança, e a capacidade de acomodar três helicópteros. Ganhou vários prêmios, incluindo o Motor Yacht of the Decade no World Superyacht Awards de 2015.
3- Fulk Al Salamah (164 m)
Parte da frota do Esquadrão Real de Iates de Omã, o Fulk Al Salamah foi construído em 2016 pelo estaleiro italiano Mariotti. Por ser um iate a serviço do líder omani, seu projeto — apelidado de “Projeto Açafrão” — é cercado de mistério e detalhes sobre a embarcação são escassos.
Foto: Mariotti Yachts / Divulgação
Seu nome significa “navio da paz”, em tradução livre do árabe para o português. O Fulk Al Salamah tem casco de aço e superestrutura em aço e alumínio. Possui quatro motores Wärtsilä e foi reformado em 2021.
2- Azzam (180,61 m)
Com grande experiência em construir iates gigantescos, o estaleiro alemão Lürssen terminou o Azzam em 2013, para o sheik Khalifa Bin Zayed Al Nayan — que foi presidente dos Emirados Árabes Unidos e Emir de Abu Dhabi entre 2004 e maio de 2022, quando faleceu.
Foto: Lürssen / Divulgação
Assinado por Christophe Leoni, o design interior tem estilo império, com móveis neoclássicos, e exterior pela Nauta Yacht. Com velocidade máxima de 33 nós (12 nós em cruzeiro), graças à sua engenhosa propulsão a jato de água, o Azzam desafia a crença de que grandes iates devem ser lentos.
A embarcação, que por muito tempo encabeçou a lista dos maiores iates do mundo, pode acomodar até 36 hóspedes em 18 cabines, além de 80 tripulantes.
1- Rev Ocean (194,9 m)
Em primeiríssimo lugar chega o REV Ocean, com impressionantes 194,9 metros. Embora já lançado recentemente, esse megaiate está atualmente em construção na Noruega, com entrega prevista para 2026. A partir daí, será o carro-chefe da norueguesa Vard.
Foto: Vard / Divulgação
Sua velocidade máxima é reduzida em comparação a outros iates aqui listados, chegando a 17 nós. Por outro lado, o barco possui uma autonomia máxima de 21.120 milhas náuticas em velocidade de cruzeiro, empurrado por dois motores diesel-elétricos. Ao todo, o barco leva até 36 hóspedes, dispostos em 18 cabines, além de 54 tripulantes.
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A holandesa Heesen Yachts promete começar 2026 em grande estilo, com o lançamento do Frida, seu mais novo superiate. A embarcação, segundo a marca, foi projetada e construída como um verdadeiro iate oceânico “capaz de navegar em qualquer lugar” — e, claro, com muita sofisticação, a começar pelas comodidades do proprietário.
Depois de desembolsar ao menos US$ 67 milhões (cerca de R$ 357,5 milhões na conversão de novembro de 2025), o dono dessa belezinha de 55 metros poderá desfrutar de uma suíte privativa de nada menos que 86 m² na proado convés principal, com direito a terraço individual, escritório, closet e um banheiro revestido de pedra com duas pias.
Foto: Heesen Yachts / Divulgação
Os hóspedes, por sua vez, devem passar bem as estadias. Até 12 deles tem espaços de luxogarantidos a bordo da embarcação. Além da cabine do proprietário, o Frida conta com uma suíte VIP no convés superior e quatro cabines de hóspedes no convés inferior — duas com camas de casal e outras duas com camas de solteiro. Outras sete cabines são dedicadas à tripulação, de até 13 pessoas.
O interior do superiate Frida chega com um layout que valoriza os espaços, a exemplo do salão principal amplo e cheio de luz e do lounge panorâmico no convés superior, projetados pela Luca Dini Design and Architecture. O conceito se baseia no “romantismo da náutica clássica”, como destaca a Heesen, aliado a uma perspectiva contemporânea.
Não à toa, a paleta de cores traz à embarcação o contraste tradicional de um fundo claro complementado por mogno marítimo e madeirascom pátina profunda. Um toque especial e cheio de classe vem dos tecidos listrados em cores vibrantes e dos móveis de alto padrão — características que se estendem aos conveses externos.
Por fora, aliás, as linhas imponentes são as responsáveis por criar uma silhueta marcante, que ganham um charme a mais com as janelas do chão ao teto que percorrem toda a extensão dos decks principal e superior, levando a leveza das paisagens do lado de fora para dentro do Frida.
O superiate vai navegar com dois motorescompactos MTU 4000 M63 (IMO Tier III), que prometem uma velocidade máxima de 15,5 nós. O estaleiro holandês garante que o barco “não é apenas eficiente, mas também excepcionalmente confortável, garantindo uma navegação segura e tranquila em todas as condições de mar.” Veja mais fotos:
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Todo bom navegador sabe: antes de partir, é preciso definir o rumo. Em 2025, a NÁUTICA fez exatamente isso. Ajustou as velas, afinou os motores e seguiu adiante. Os números vieram depois, como sempre acontece quando a navegação é segura. E eles vieram fortes. Mas não é apenas sobre números e alcance. É sobre relevância e impacto.
Foram mais de 80 milhões de visualizações* nos canais digitais NÁUTICA ao longo do ano. Em outras palavras, é como se quase 10 mil pessoas por hora, todos os dias de 2025, parassem para ler, assistir ou interagir com nossos conteúdos.
Construímos também a maior comunidade náutica da América Latina: são mais de 520 mil seguidores somados em nossas plataformas. Sim, meio milhão de pessoas embarcadas na mesma jornada, conectadas por uma linguagem comum — a do mar, dos rios, da navegação e do estilo de vida náutico.
Nossos conteúdos cruzaram fronteiras e chegaram a mais de 100 países. Não por acaso. Quando o conteúdo é relevante, a barreira do idioma deixa de ser obstáculo. O interesse fala mais alto. Esse alcance internacional também revela algo maior: a força da indústria náutica brasileira, cujos produtos, projetos e histórias estão cada vez mais presentes e respeitados no cenário global. O mapa muda, mas a bússola continua apontando para o mesmo lugar: qualidade, credibilidade e conteúdo de verdade.
Na produção de vídeos, seguimos em alta velocidade. A NÁUTICA é hoje o maior canal de YouTube de conteúdo náutico do Brasil, com mais de 139 mil inscritos e, atenção, mais de 420 mil horas assistidas em 2025. Traduzindo para quem gosta de imagens claras: seriam mais de 210 mil sessões de cinema de duas horas, todas com as salas cheias. Detalhe: o Brasil inteiro fechou 2025 com 3500 salas de cinema ativas. Em um mundo de atenção disputada, permanência é sinal de qualidade.
Ao longo do ano, publicamos três séries originais no Canal NÁUTICA, no YouTube. 1) Navegamos pelos canais da Holanda; 2) velejamos até a Antártica; e 3) acompanhamos a construção de um veleiro feito em casa. Histórias que reforçam nosso compromisso com conteúdo autoral, profundo e inspirador.
No Teste NÁUTICA, ultrapassamos a marca de 1 milhão de visualizações nas avaliações de barcos apenas em 2025. Um marco que se soma a uma trajetória sólida: já são mais de 1.200 testes publicados (somando os artigos da revista impressa) ao longo da história de NÁUTICA. Um acervo único, construído com método, independência editorial e respeito ao leitor e que norteia a decisão de compra de quem está escolhendo um barco, servindo de referência para consumidores, estaleiros e para todo o mercado.
No Instagram, somos mais de 185 mil seguidores, com 35,2 milhões de pessoas alcançadas em 2025. É quase 100 mil pessoas por dia, como um farol que nunca se apaga — dia e noite, orientando quem quer se aproximar do mundo náutico.
Ao longo do ano, publicamos mais de 10 mil conteúdos entre reportagens, vídeos, análises, entrevistas, coberturas de eventos, transmissões ao vivo e bastidores. Conteúdo que não navega à deriva. Cada publicação tem propósito e compromisso com quem está a bordo.
Nos Boat Shows, abrimos o convés para o diálogo. Organizamos mais de 80 palestras do NÁUTICA Talks, reunindo especialistas, profissionais e entusiastas para compartilhar conhecimento, trocar experiências e fortalecer o ecossistema náutico brasileiro. Porque mercado forte se constrói com informação. Mas, mais uma vez, não é só sobre alcance. É sobre autoridade.
Os Boat Shows também fizeram história em 2025, com a marca de mais de 1.200 barcos vendidos ao longo do circuito e mais de 100 mil visitantes. Um resultado que reflete a força do mercado, a confiança dos compradores e a maturidade da indústria náutica. A NÁUTICA fez parte dessa história ao comunicar e divulgar cada Boat Show, conectando fabricantes de barcos, marcas do mercado e consumidores, traduzindo informação técnica em conteúdo acessível.
Os números impressionam, sim. Mas, nas águas, números só fazem sentido quando vêm acompanhados de confiança, experiência e credibilidade. O que a NÁUTICA construiu em 2025 é reflexo de quase quatro décadas entendendo o setor, ouvindo o mercado e respeitando a audiência.
2025 marcou um novo capítulo de NÁUTICA. Um ano em que reforçamos nossa autoridade, ampliamos nosso alcance internacional e mostramos que presença não é quantidade de milhas navegadas, mas sim a capacidade de guiar, inspirar e conectar.
Tudo isso responde a um propósito claro. NÁUTICA existe para levar mais pessoas para a água, despertar o interesse de quem ainda observa o mundo náutico da margem e orientar quem já navega com a gente. Seja na escolha do primeiro barco, na evolução técnica ou na decisão de investimento, nosso papel é informar, traduzir e guiar.
Nada disso seria possível sem o time que está a bordo todos os dias. Jornalistas, influenciadores, fotógrafos, videomakers, produtores, equipe comercial, marketing, parceiros e colaboradores pelo Brasil inteiro que entendem que conteúdo de qualidade não nasce por acaso. Gente que transforma pauta em conteúdo, ideia em história e informação em conexão. E que mantém a NÁUTICA navegando com consistência, mesmo quando o mar exige mais.
Como se vê, dezembro chega como um mês simbólico para a NÁUTICA. Além de fechar um ano histórico, neste mês comemoramos 38 anos de trajetória, construída sobre informação, credibilidade e paixão pela navegação. São quase quatro décadas acompanhando a evolução do mercado, formando gerações de navegadores e contando histórias que ajudam a explicar por que o Brasil é, cada vez mais, um país de vocação náutica.
São mais de 80 milhões de motivos para comemorar. Não apenas pelos números, mas por cada leitor, espectador, parceiro e profissional que embarcou com a gente. Em 2026, seguiremos ampliando formatos, aprofundando histórias e explorando novas rotas editoriais para quem quer navegar melhor, com mais informação e mais segurança.
*Números consolidados com base em dados do Google Analytics e das plataformas Meta.
Otto Aquino é diretor de conteúdo de NÁUTICA e dedica há mais de 20 anos sua vida ao jornalismo e à comunicação náutica no Grupo NÁUTICA.
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O verão chegou e trouxe consigo dias mais longos e dourados. Esse cenário é quase como um convite diário para aproveitar a vida sobre as águas — especialmente curtindo esportes aquáticos.
Para a sorte dos brasileiros, o país conta com uma série de destinoscom boa infraestrutura de marinas, águas abrigadas e contato direto com a natureza.
Natal (RN). Foto: Setur / Divulgação
Logo, se a ideia é trocar o trânsito, os prédios e as filas por mergulhos, pesca, passeios de barco, wakeboard e muito mais, aqui vão algumas dicas:
Esportes aquáticos de Norte a Sul do Brasil
Paraty e Angra dos Reis (RJ)
Na Costa Verde, quem navega encontra um mosaico de ilhas, enseadas protegidas e água transparente — o trio perfeito para mergulho e esportes com prancha, como wakeboard e wakesurf.
O ambiente abrigado torna a região atraente tanto para quem quer adrenalina quanto para famílias em busca de praias acessíveis apenas pelo mar. A interação entre o mar calmo e a Mata Atlântica preservada rende dias de navegação relaxante entre refúgios naturais.
Ilhabela e Ubatuba (SP)
Ubatuba reúne dezenas de praias e pontos de mergulho facilmente alcançáveis pela rodovia, o que facilita combinar pesca esportiva, esportes com prancha e passeios de barco no mesmo roteiro.
Já Ilhabela complementa a experiência com águas claras, estrutura de marinas e cenários de costões que agradam mergulhadores, velejadores e quem gosta de navegar com tranquilidade. Ambas oferecem áreas calmas para ancorare aproveitar o tempo a bordo.
Florianópolis (SC)
A capital catarinense mistura o melhor dos dois mundos: mar aberto para quem quer desafiar as ondas e baías protegidas ideais para wakeboard, mergulho e passeios de lancha.
A boa infraestrutura náutica e a vida pulsante à beira-mar ampliam as atividades. A partir dali, é fácil alcançar destinos como Bombinhas e Porto Belo, que chamam atenção por águas claras, fauna diversa e ótimos pontos de mergulho.
Pantanal Sul – Corumbá (MS)
Corumbá é o epicentro da pesca no Pantanal Sul. O Rio Paraguai e seus afluentes são famosos pela abundância de espécies de grande porte, atraindo pescadores atrás de experiências sustentáveis em meio a uma natureza praticamente intocada.
Amazônia – Bacia do Rio Negro (AM)
A região é um dos maiores ícones da pesca esportiva em água doce no mundo. Nos rios da Bacia Amazônica, especialmente o Rio Negro, as operações costumam usar barcos-hotéis ou lanchas equipadaspara navegar em trechos remotos, onde vivem espécies emblemáticas, como o tucunaré-açu.
Natal (RN)
No Nordeste, Natal se destaca pelas águas quentes e cristalinas, um atrativo para quem busca pesca oceânica — com destaque para atuns (incluindo o Yellowfin) e dourados — além de navegação com vento constante e profundidade favorável logo na saída da costa.
Foz do Iguaçu (PR)
Mais conhecida pelas cataratas, a região também marca presença no mapa brasileiro da pesca esportiva em água doce, oferecendo rios e represas que atraem pescadores em busca de espécies variadas.
Salvador (BA)
Salvador é um polo náutico consolidado. O mar aberto garante boas condições para pesca oceânica de espécies como marlim e dourado, enquanto a Baía de Todos-os-Santos oferece águas tranquilas para quem quer alternar dias de aventura em alto-mar com passeios costeiros repletos de história e paisagens naturais.
Represa de Furnas (MG)
Chamado de “Mar de Minas”, o lago artificial se tornou um dos principais destinos de lazer náutico do país. A grande extensão de água calma é excelente para esportes de velocidade, wake, jet e momentos de descanso em família.
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Nome é como documento: todo barcoprecisa ter um — e a escolha é o primeiro prazer de quem compra uma embarcação. Nessas horas, vale tudo — desde que tenha a cara do dono. Trata-se de uma exigência legal, mas, mesmo que não o fosse, é bem provável que, ainda assim, cada barco recebesse um nome de batismo, já que é comum do ser humano dar nomes ao que aprecia muito.
É também através do nome do barco que transparece a personalidade de quem o possui. O registro costuma dizer mais sobre o dono do que o nome dele próprio. É quase um reflexo do proprietário. Ou será que dá para imaginar que o dono de um barco chamado “Tarado” seja um pacato vovô passeando com seus netinhos?
Minina, o veleiro da navegadora Marina Bidoia. Foto: Instagram @allcatrazes/@marinabidoia / Reprodução
E é aí que entra a nem sempre fácil missão de escolher um bom nome para um barco. Até porque só é permitido um único. Portanto, convém caprichar. No passado, esses nomes eram, invariavelmente, religiosos, como forma de pedir a proteção do santo homenageado durante as difíceis travessias. De certa forma é assim até hoje, mas apenas entre os barcos de serviço.
Entre os pescadores, por exemplo, atualmente predominam os temas evangélicos. Alguns, inclusive, usam nomes tão extensos que mais perecem salmos. “Deus é o Senhor e nada me faltará”, estava escrito, por exemplo, no casco de uma traineira baseada em Iguape, no litoral sul de São Paulo. “Venha a mim os aflitos”, anunciava outra, no mesmo porto.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Respeito religioso à parte, é necessário ter algum bom senso na hora de batizar um barco. Afinal, é preciso ter em mente que o nome serve, basicamente, para identificar a embarcação, muito mais do que para expor as suas preferências pessoais — as alcóolicas, por sinal, predominam nas lanchasde fim de semana, como “Tequila”, Puro Malte”, “Cuba Livre”, “Bebum” e por aí afora.
Quanto mais curto, claro e compreensível o nome for, melhor.
Imagine só ter que soletrar um nome estrangeiro e complicado numa situação de emergência, como os dificílimos, “Shreck” e “Srhew”. Aliás, você sabe como se fala “Srhew”? Ou, pior ainda: ter que fazer isso pelo rádio de bordo.
Foto: Rafael Simões/ Revista Náutica
Por isso é que ficou famoso o caso do veleiro “Cala Boca”, cujo dono era invariavelmente acusado de grosseria todas as vezes que tentava conversar com outros navegantes pelo rádio. Assim, a Marinha proíbe — ou, no mínimo, tenta convencer os proprietários a escolherem outra opção — sempre que os nomes possam trazer algum problema embutido, seja ele moral ou prático.
Conta-se, inclusive, que o registro do nome de uma lancha foi negado pela Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, porque o proprietário cismou de batizá-la de “Capitania dos Copos”. Não conseguiu. Foi considerado desrespeitoso.
Nomes chulos ou palavrões também são proibidos. Mas não há nada contra a malícia, então “É Flórida”, por exemplo, ou trocadilhos como “4 Fun” e palavras de duplo sentido, como “Craca Atoa”, que, por sinal, imperam nas águas brasileiras, fazem a alegria de quem não consegue passar indiferente por um barco, sem ler o seu nome pintado no casco.
Nomes repetidos, por sua vez, não são permitidos — ao menos não dentro da mesma região ou sem serem acompanhados por um numeral crescente e em algarismos romanos, como determina a regra.
Mas isso não impede que só a Capitania dos Portos de Santos tenha mais de 100 barcos registrados como “Albatroz” e uns 200 “Gaivota”. “Nomes de peixese de aves marinhas são os favoritos do pessoal”, explicou o encarregado do setor de registro de embarcações da capitania santista. “E como há muito mais barcos do que peixes e aves no mar, os nomes acabam se repetindo mesmo e só o que muda é o numeral depois dele”.
Foto: Arquivo Revista Náutica
De fato. Uma empresa de pesca santista tem 45 barcos e todos com o mesmo nome: o incomum “Keinicho Chinem”, nome do próprio dono da marca. Exibicionismo? Pelo contrário: tem gente que não liga nada para esse negócio de nome e põe qualquer um, só para cumprir as formalidades.
Pelas regras, só estão dispensados de exibir um nome no casco os barcos menores que cinco metros de comprimento. Mesmo os jetsprecisam de um, embora não seja obrigatório pintá-lo.
Foto: Rafael Simões/ Revista Náutica
A escolha do nome é feita no registro da embarcação na capitania, e vem acompanhada de um número que, este sim, é obrigatório na popa de todas as embarcações, bem como o porto de origem.
Já o nome deve ser pintado nas bochechas dos dois bordos de proae, segundo a regra, “com letras compatíveis com o tamanho do próprio barco” — o que significa que ele tem que ser, acima de tudo, legível. Mesmo que incompreensível para os outros.
Foto: Arquivo Revista Náutica
E este é o ponto: os nomes, muitas vezes, são tão pessoais que ninguém mais os entende. Só mesmo quem o escolheu. Ou será que você é capaz de compreender o significado de nomes como “Dedão do Batepau”, “Aik Baby Aik Aik Billy”, “Dajalivimapeja” ou “Maluka Juno Tartare”? São todos barcos de passeio e baseados em Santos.
Com certeza, existe toda uma história por trás de cada um deles e só isso já serve de pretexto para um alegre começo de conversa. Afinal, o que leva alguém a batizar um barco como “Gengiva”? Só mesmo quem o batizou é capaz de dizer.
Foto: Rafael Simões/ Revista Náutica
Como regra geral, porém, predominam nos barcos de passeio os nomes engraçados, curiososou capciosos — um reflexo da tal personalidade do dono, como foi dito antes.
Emendar palavras, como “Onkotô”; separá-las de outra forma, como “Tonem Ai”; mudar a grafia original, como “Allanbick”. Vale tudo, desde que o nome fique engraçado. E original. Aliás, deve ter sido isso que passou pela cabeça do dono de um certo veleirinho carioca, quando decidiu batizá-lo com um insólito “Sem Nome”. E escrito à mão, fraquinho, quase a lápis.
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Também conhecido como impeller, o rotor da bomba d’água é uma das peças mais importantes do sistema de arrefecimento de um motorde popa, centro-rabeta ou de centro. Tanto é que, se ele falhar, o motor pode superaquecer rapidamente e ter danos graves. Sendo assim, é de suma importância saber como verificar se essa peçaestá funcionando bem.
Antes de mais nada, é preciso conseguir identificar o rotor e entender como ele funciona. Trata-se de uma peça circular de borracha, com várias pás. Ela fica instalada dentro da bomba d’água do motor — geralmente ao pé do equipamento(no caso dos motores de popa).
Foto: Divulgação
O rotor é responsável por puxar a água do mare empurrá-la para dentro do sistema de refrigeração. Ou seja, é ele o encarregado de fazer a água circular pelo motor para manter a temperatura ideal e evitar superaquecimento.
Logo, se o rotor falhar, o motor pode superaquecer rapidamente, causando danos graves a embarcação, como empenamento de cabeçote, travamento do motor e quebra de peças internas.
Como saber se o rotor da bomba d’água do motor está funcionando direito?
Dá para notar isso por meio do relógio que indica a pressão da água de refrigeração do motor. Se a pressão cair sem que haja redução no giro do motor, provavelmente o rotor está trabalhando “a seco”, ou seja, sem a necessária refrigeração e, por isso, fatalmente irá superaquecer.
Já nos motores de popa, há um esguicho de água na parte traseira que indica se o rotor está funcionando bem — mas o melhor, mesmo, é verificar periodicamente a temperaturada superfície do cabeçote.
Faça o seguinte: molhe a ponta do dedo e encoste-a nela; se mesmo depois de horas de funcionamento do motor você conseguir ficar cerca de dois segundos em contato com a superfície acima do cabeçote, isso significa que a temperatura está correta e o rotor, nos trinques.
O rotor deve ser revisado e trocado periodicamente, geralmente uma vez por ano ou antes, se o barco é usado em água salgada ou fica muito tempo parado.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Para Ana Paula Paz, pilotar com responsabilidade é o primeiro passo para um verãoseguro. Embaixadora da Sea-Doo, instrutora de jet e navegação, ela sabe como ninguém a melhor forma de navegar em segurança, especialmente na alta temporada, quando as motos aquáticas tomam conta da costa brasileira — inclusive pilotadas por iniciantes.
Grande parte dos incidentes registrados nesse período estão relacionados à falta de manutençãoadequada ou ao desconhecimento das regras de navegação.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Por isso, a instrutora preparou uma lista com 10 orientações práticas para ajudar pilotos a aproveitarem o verão com mais segurançae sem dores de cabeça. São recomendações simples, mas essenciais. Confira:
Como preparar o jet para o verão
Faça uma revisão completa antes da temporada
Antes de colocar a moto aquática na água, é indispensável realizar uma revisão geral, checando motor, óleo, filtros, bomba, hélice, bateria e sistema elétrico. Uma manutenção preventiva evita falhas mecânicas em plena navegação e aumenta a vida útil do equipamento.
Inspecione o casco e componentes externos
Verifique se há trincas, arranhões profundos ou desgastes no casco. Pequenos danos podem comprometer o desempenho e até causar infiltração, afetando a estabilidade e a segurança.
Confira os equipamentos obrigatórios
Colete salva-vidas homologado, cabo de segurança (lanyard), âncora, remo, kit de primeiros socorros e demais itens exigidos pela Marinha devem estar presentes e em bom estado. Esses itens são essenciais para situações de emergência e fazem parte das normas de segurança exigidas no país.
Garanta que a documentação esteja atualizada
Documento da embarcação, habilitação do condutor, recolhimento do Seguro DPEM e taxas obrigatórias precisam estar em dia. O Seguro DPEM (Seguro Obrigatório para Embarcações) é similar ao antigo DPVAT, porém voltado ao uso náutico.
Ele cobre danos pessoais causados por embarcações, e seu recolhimento anual é obrigatório para que o piloto navegue dentro da lei. Manter tudo regularizado evita multas, garante segurança jurídica ao condutor e assegura que a embarcação está seguindo todas as exigências legais.
Conheça o local de navegação antes de acelerar
Entenda a profundidade, identifique áreas rasas, correntezas, pedras e regiões de tráfego intenso. Conhecer o ambiente reduz o risco de colisões, de encalhes e de danos ao casco e ao hélice.
Mantenha distância de banhistas e embarcações
Evite navegar perto de pessoas ou de outras motos aquáticas, lanchase pranchas. A alta velocidade pode gerar acidentes graves; manter espaço é essencial para manobrar com segurança.
Adeque a velocidade ao movimento e às condições do clima
Mesmo com motos potentes, a pilotagem deve considerar visibilidade, vento, marolas e fluxo de embarcações. Controlar a velocidade aumenta o tempo de reação e evita perda de controle em águas agitadas.
Nunca pilote sob efeito de álcool
O calor e o clima de confraternização podem incentivar o consumo de bebidas alcoólicas, mas a pilotagem deve ser sempre responsável. O álcool reduz a atenção, reflexos e capacidade de tomada de decisão, comprometendo a segurança de todos.
Use sempre o colete salva-vidas
O colete deve estar ajustado ao corpo e ser homologado pela Marinha. Em situações de queda, ele garante flutuação, evita afogamentos e dá mais tempo para resgate.
Tenha atenção redobrada em entradas e saídas da água
Nas rampas e marinas, a velocidade deve ser mínima, com cuidado ao manobrar próximo a outras embarcações. São áreas de maior circulação e menor visibilidade, exigindo pilotagem ainda mais cuidadosa.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Ver uma baleiade perto certamente está na lista de desejos de muitas pessoas ao redor do mundo. Em um vídeo que recentemente viralizou na internet, algumas delas puderam viver essa experiência em dose dupla, com direito a mamãe e filhote. A reação do “pequeno”, contudo, chamou atenção.
A filmagem, repercutida pela página Nature is Amazing, no X, mostra a dupla chegando bem próxima a um bote, onde alguns turistas não desgrudam os olhos — e as câmeras — dos animais.
De início, a impressão é a de que os animais estão “desfilando” seu esplendor sob as águas, como se soubessem que, ali, são as figuras principais. De repente, contudo, o filhote bate as nadadeiras e lança sua cauda na direção do barco, causando um pequeno tumulto. Assista:
That baby whale was like, “Mom, let’s splash our way out of here before these humans start up their motor” pic.twitter.com/esxNFi5ZvP
O público não se abala — muito pelo contrário. Entre risos, uma das mulheres a bordo questiona, em inglês: “você acha que foi de propósito?”.
Nos comentários, os internautas deram seus pitacos. Um deles, brincou dizendo que a baleia bebê disse “mamãe, acelera! Esses humanos parecem que vão gravar um vlog da gente.” Já um outro, ponderou: “baleias evitando o barulho dos barcos? Perfeito. tecnologia marítima silenciosa é o futuro.”
Seja lá qual for o recado que o filhote quis passar, vale ressaltar: existem regras para avistar baleias de maneira saudável. A atividade de Turismo de Observação de Baleias no Brasil é normatizada pela Lei Federal 7.643 de 1988, que proíbe o molestamento intencional de qualquer espécie de cetáceo, e pela Portaria IBAMA 117 de 1996, que define normas específicas para a atividade.
Portanto, as embarcações são proibidas de:
Aproximar-se de qualquer espécie de baleia com o motorligado a menos de 100 metros de distância do animal mais próximo;
Religar o motor antes de avistar claramente as baleias na superfície ou a uma distância de no mínimo 50 metros da embarcação;
Perseguir, com motor ligado, qualquer baleia por mais de 30 metros, ainda que respeitadas as distâncias estipuladas acima;
Interromper o curso de deslocamento de cetáceo de qualquer espécie ou penetrar intencionalmente em algum grupo, os dividindo ou dispersando;
Produzir ruídos excessivos, como música, percussão de qualquer tipo ou aqueles gerados pela operação normal da embarcação, a menos de 500 metros de qualquer cetáceo;
Despejar qualquer tipo de detrito, substância ou material a menos de 500 m de qualquer cetáceo;
É proibida a prática de mergulhoou natação, com ou sem o auxílio de equipamentos, a uma distância inferior a 50 metros de baleia de qualquer espécie.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Os amarradores, conhecidos no jargão naval como cunhos — ou cabeções, quando o assunto são os navios, barcos acima de 50 metros (164 pés) de comprimento — , são tão importantes para prender a embarcaçãono píer, na âncora ou em outra embarcação, que estão presentes em quase todos os barcos.
Essas peçasem forma de uma pequena bigorna de ferreiro só não marcam presença em caiaques, canoas e pequenos veleirosmonotipos. Nessas embarcações, os cunhos são substituídos por alças, que servem para passar um cabo e assim prender o barco em algum lugar. Exceto esses modelos, toda lancha, bote, veleiro e até jets têm cunhos para amarração.
Qual o número ideal desse item tão indispensável?
Basicamente, um barco precisa de dois cunhos na proa— um exclusivo para a âncora, se o barco não tiver um guincho para o equipamento— e dois cunhos na popa. Barcos de até sete metros (23 pés) de comprimento são muito bem servidos por cinco cunhos, assim distribuídos. Já os maiores que sete metros, por questões de praticidade e segurança, precisam de mais.
Quanto mais cunhos um barco tiver, mais fácil e segura fica a amarração, uma vez que os pontos de tensão são distribuídos no convés.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
No entanto, isso exige que o projeto da embarcação comporte pontos de fixação dos cunhos no convés, o que implica em uma estrutura mais reforçada, muitas vezes com a presença de chapas metálicas na parte interna, para assim distribuir melhor os esforços, principalmente na proa e na popa, regiões onde, normalmente, são aplicadas as maiores tensões.
Uma regra geral que funciona bem na prática é manter uma distância de no máximo cinco metros entre os cunhos em barcos a partir dos oito metros de comprimento. Isso significa que uma lancha de nove metros (30 pés) teria um cunho a meia-nau, para manter cerca de 4,5 metros de distância entre os cunhos da proa e da popa.
Já um barco de 12 metros de comprimento (40 pés), seguindo essa mesma regra, deveria ter dois cunhos em cada bordo entre a proa e a popa. Nesse caso, a distância é de cerca de 4 metros entre os pontos de amarração. Barcos de 15 metros (50 pés), dentro dessa mesma orientação, também teriam dois cunhos entre a proa e a popa em cada bordo. No entanto, nesse caso, a distância entre os pontos de amarração seria de cerca de 5 metros.
No caso de iates, barcos a partir de 24 metros (79 pés) de comprimento, independentemente dessa regra prática, deve haver sempre dois cunhos na proa e na popa em cada bordo. Isso por uma questão de segurança e também praticidade nas amarrações, principalmente em marinas apinhadas de barcos grandes.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Alguns estaleiros são mais flexíveis e preferem instalar cunhos maiores, com distância de até 7 metros entre eles. Vale saber que os cunhos não podem ficar em pontos do convés que possam causar tropeções e que devem ser facilmente alcançados, tanto de dentro quanto de fora do barco.
Também é importante lembrar que os cunhos devem ter tamanho adequado para amarrar cabos de diâmetro compatível com o porte da lancha ou do veleiro.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Explorar o litoral brasileiro de lancha é uma experiência que combina liberdade, conforto e o prazer de descobrir destinos paradisíacos sob uma nova perspectiva: o mar. Em um modelo compartilhado — como o oferecido pelo Flip Boat Club — essa aventura se torna ainda mais acessível e sustentável.
A empresa especialista em serviços de compartilhamento de embarcação oferece planos multipropriedade para veleiros, lanchas e catamarãs — este último sendo a mais recente novidade da marca. Nesse novo modelo, os cotistas podem adquirir barcos novinhos de estaleiros como Mestra Boats e Sessa Marine.
Mestra 322 é um dos modelos da Mestra Boats já disponíveis para cota. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A Flip Boat Club está presente em nove destinos náuticos: Salvador, Angra dos Reis, Paraty, Ilhabela, Ubatuba, Guarujá, Itajaí, Florianópolis e Porto Alegre — e segundo a empresa, segue em expansão.
A seguir, conheça os melhores destinos e pontos imperdíveis englobados pelos planos da Flip para navegar com sua lancha compartilhada, do Nordeste ao Sul do país.
Baía de Todos-os-Santos (BA)
Salinas da Marguarida. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
Ilha dos Frades: uma das mais belas da baía, com mar cristalino restaurantes sofisticados e uma das praias classificadas com bandeira azul na Bahia;
Ilha de Itaparica: tradicional refúgio baiano, com praias perfeitas para ancorar e aproveitar o pôr do sol, infraestrutura de marina com píer, energia e água mineral na torneira;
Praia de Loreto: ideal para quem busca tranquilidade em águas protegidas, poitas gratuitas (depende disponibilidade), pôr do sol com revoada de pássaros e araras abundantes;
Ilha de Maré: pequena e encantadora, com atmosfera de vila de pescadores e culinária autêntica;
Salinas da Margarida: tradicional município de marisqueiras, Aratu, chumbinho e diversos mariscos são ofertados nos restaurantes da cidade, marina com píer, energia e água.
Baía de Angra dos Reis (RJ)
Ilha Botinas está entre um dos destinos da Flip. Foto: Visite Angra/ Divulgação
Ilhas Botinas: cartão-postal de Angra, com mar azul e ótimo ponto para snorkeling;
Praia dos Meros: local isolado e de águas cristalinas, excelente para mergulho e contato com a natureza;
Ilha da Gipóia (Praia do Dentista): ponto clássico entre os barcos, com mar azul-turquesa e clima animado;
Ilha Grande (Lagoa Azul): perfeita para mergulhar e observar peixes coloridos em águas cristalinas;
Ilha Cataguases: pequena e cinematográfica, próxima da costa, com areia branca e mar translúcido.
Baía de Paraty (RJ)
Saco do Mamanguá. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
Ilha dos Cocos: pequena, cercada por águas transparentes e repleta de vida marinha;
Ilha do Cedro: uma das mais belas de Paraty, com enseadas calmas e ótima estrutura para barcos;
Saco do Mamanguá: um fiorde tropical, único no Brasil, cercado por montanhas cobertas de mata atlântica;
Ilha da Cotia: ponto de ancoragem abrigado, ótimo para nadar e relaxar.
Canal de São Sebastião (SP)
Praia da Fome. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
Bar do Viana (Ilhabela): ponto náutico tradicional com excelente gastronomia e vista deslumbrante;
Praia da Fome (Ilhabela): selvagem e paradisíaca, com mar cristalino;
Praia de Castelhanos (Ilhabela): um dos cartões-postais da ilha, acessível por mar com um toque de aventura;
Praia do Jabaquara (Ilhabela): boa infraestrutura e cenário de mata atlântica.
Guarujá (SP)
Saco do Major também está entre os destinos da Flip. Foto: Portal Guarujá/ Divulgação
Ilha das Palmas: pertencente ao município de Guarujá, o local conta com a infraestrutura do Clube de Pesca de Santos;
Saco do Major: um dos destinos mais selvagens e preservados do Guarujá;
Praia do Éden: pequena e exclusiva, acessível por trilha ou barco, com águas azuis e calmas;
Praia do Sangava: refúgio escondido, ideal para quem quer fugir do movimento urbano;
Ilha do Mato: pequeno e charmoso refúgio natural próximo à costa.
Bertioga (SP)
Canto do Indaiá: refúgio tranquilo com mar calmo, ótimo para ancoragem e banho;
Ubatuba (SP)
Ilha das Couves. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Comomns/ Reprodução
Ilha das Couves: ícone de Ubatuba, com mar turquesa e excelente para mergulho e fotos;
Ilha Anchieta: parque estadual com trilhas, ruínas históricas e águas cristalinas ideais para mergulho;
Praia do Flamengo: pequena enseada acessível apenas por mar, com águas calmas e cenário paradisíaco;
Praia das Sete Fontes: ponto clássico para quem navega na região, com barzinhos rústicos e natureza exuberante.
Itajaí (SC)
Praia de Cabeçudas. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
Praia de Cabeçudas: tradicional e charmosa, com bom abrigo para fundear;
Praia do Atalaia: ideal para ancoragem rápida e mergulho leve.
Florianópolis (SC)
Praia de Jurerê Internacional. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
Ilha do Campeche: patrimônio arqueológico e águas caribenhas, imperdível;
Baía dos Golfinhos (Governador Celso Ramos): possibilidade de avistar golfinhos em um cenário encantador;
Ilha do Arvoredo: área de preservação ambiental, perfeita para mergulhar;
Jurerê Internacional: luxo, beach-clubs e ótima estrutura para quem navega.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Quando se pensa em uma esculturade uma gestante repousando com semblante calmo, qual o tamanho máximo que você imagina a obra? Se pensou em uma reprodução fiel à proporção do corpo humano, multiplique. Quando chegar a 5,5 metros de largura e peso de 45 toneladas, estará na proporção da última obra lançada pelo escultor premiado Jason deCaires. Batizada de Ocean Gaia, a arte ganhou a Ilha de Tokunoshima, no Japão, como lar — e servirá de habitatpara outras vidas.
A Ocean Gaia repousa a 5 metros de profundidade desde 14 de outubro deste ano, quando a operaçãopara depositá-la finalmente aconteceu. O projeto, que vinha sendo elaborado há vários meses, resultou na primeira escultura subaquática instalada no Japão, segundo o artista.
Foto: YouTube Jason Taylor / Reprodução
A escultura recria um retrato sereno da modelo japonesa Kiko Mizuhara, mas em um corpo gestante. A ideia de Jason foi estender o estilo de vida saudável, a alta taxa de natalidade e a também alta expectativa de vida de Tokunoshima para a obra.
Foto: Instagram @jasondecairestaylor / Reprodução
Ocean Gaia é um símbolo de renovação e um gesto em direção à reconexão entre as pessoas, o mar e a continuidade da própria vida-descreveu Jason deCaires
Além da beleza, há propósito
E para além da beleza e poesia nos significados da obra, a iniciativa também carrega propósito ambiental ao utilizar materiais de baixo carbono e pH neutro, projetados justamente para serem colonizados pela vida marinha. Assim como outras dezenas de esculturas feitas e entregues pelo artista em seus 19 anos de carreira, a obra é pensada para ser transformada em um recife artificial.
Foto: YouTube Jason Taylor / Reprodução
Além dos materiais ecológicos, a Ocean Gaia tem aberturas em sua estrutura que convidam a vida marinha. Já por fora, carrega uma padronagem em espiral inspirada nos círculos de areia criados pelo baiacu-de-manchas-brancas-japonês (Torquigener albomaculosus), nativo da região da Ilha de Tokunoshima, onde foi instalada.
Escultura tem padronagem inspirada nos círculos de areia criados por peixe típico de onde foi instalada. Foto: YouTube Jason Taylor / Reprodução
Após uma “jornada épica” para ser levada do Reino Unido até o Japão, a escultura Ocean Gaia finalmente repousa onde foi pensada para estar. Nas redes sociais, o escultor compartilha imagens de antes e depois das instalações subaquáticas, que mostram o avanço das peças enquanto recifes artificiais.
Escultura da obra “Silent Evolution” (Evolução Silenciosa), de Jason deCaires, já colonizada pela vida marinha. Foto: MUSA / Jason deCaires / Divulgação
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O estaleiro gaúcho Lanchas Solara — que soma 16 anos de atividade e mais de 1,2 mil barcosnavegando pelas águas do Brasil e do mundo — , produz, além das suas celebradas lanchas, três modelos de pontoons, embarcações muito populares nos Estados Unidos e no Canadá e que, recentemente, começaram a ganhar espaço no Brasil, especialmente em regiões com lagos, rios e represas.
Para quem ainda não conhece esse tipo de embarcação, os pontoonsse destacam pelo casco composto por dois ou três flutuadores cilíndricos (os “pontoons”), feitos geralmente de alumínio.
Esses flutuadores sustentam uma plataforma plana, o que permite um layout semelhante ao de uma sala de estar ou varanda flutuante. É o caso do Solara 320 Double Deck, um pontoon do tipo trimarã (com três flutuadores) que tem dois conveses.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O barco conta ainda com toalete fechado, área gourmet com churrasqueirade alto desempenho (a gás ou a carvão), sistema de som distribuído pelos dois decks, sofás gigantes e — atenção ao detalhe — escorregador (tobogã aquático) como item de lazer. O visual é de um lounge flutuante. Nenhuma outra embarcação dessa categoria oferece tanto espaço útil para um day use. Ou para a realização de festas sobre a água.
Para facilitar a entrada e saída, o barco tem três pontos de acesso: por uma portinhola de 80 centímetros de largura na proa; por outra um pouco mais larga, na meia-nau, a bombordo; e pela tradicional, na popa. Na proa, conta com dois cunhos de amarração, um a bombordo, outro a boreste, ambos retráteis (assim como os da popa), o que é importante para ninguém dar uma topada.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Homologado para levar até 16 pessoas (15 + 1), o pontoon de 32 pés tem capacidade para de fato acomodar essa turma de forma segura. Quer dar uma festa? Sem problema. Quer levar toda a família, os amigos e até os pets para passear? Não faltará lugar a bordo.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Para isso, o Solara 320 Double Deck possui dois grandes sofás no convés inferior, um em cada bordo, e uma mesa de centro com quatro porta-copos. Atrás do posto de comando, a boreste, há um terceiro sofá, em curva, que acomoda três pessoas. Em frente, há uma segunda mesa de apoio, com quatro porta-copos.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
E se o barco sair para o passeioapenas com um pequeno grupo a bordo, o sofá de boreste, à frente do posto de comando, pode ser convertido em uma gostosa chaise, com apoio de braço. E, em todos os cantos do deck, foram instaladas luzes de cortesia e saídas de som, para ninguém morrer de tédio.
Área gourmet de respeito e lazer elevado (literalmente!)
Já na popa, a bombordo, há uma área dedicada especialmente à churrasqueira — a carvão ou a gás, digna de um salão de festa! — , servida por uma pia com água pressurizada, por armários, uma bela geleira, área de apoio e lixeira embutida, além de um móvel em frente, a boreste, com acabamento de madeira.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Acolhedora, a poltrona do piloto tem apoio para os braços (rebatíveis) nas duas laterais. O assento é rebatível, para pilotagem em pé. Como tudo é aberto, a visão do piloto é 360 graus. Na unidade testada, os instrumentos eram analógicos. Opcionalmente, você pode encomendar um eletrônico digital com GPS.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Embutido no lado esquerdo do painel de comando, há um armarinho — porta-objetos nunca são demais. Tomadas USB, também muito bem-vindas, distribuem-se pelo convés, sem mencionar os obrigatórios porta-copos. Embaixo do convés superior, no teto rígido, encontram-se várias luzes de LED. Fora essa cobertura, há uma capota de lona na proa.
Na popa, protegida por um guarda-mancebo, há uma parte saliente, cockpit afora, que faz as vezes de uma plataforma. A boreste, o estaleiro instalou uma escada do tipo “duas em uma”, com três degraus, mais dois. Os apoios para as mãos são típicos de piscinas. A bombordo, tem um chuveirinho com água doce, para quem volta dos banhos de mar, e um paiol.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O bocal de abastecimento de água doce fica ao lado, e o de abastecimento de combustível, no centro. Os dois tanques (de água e gasolina, ambos de alumínio) ficam junto ao flutuador cilíndrico central do trimarã. O motor, sempre de popa, é um Mercury Pro XS, de 300 hp.
Mas e o banheiro? Completo, como em uma casa, fica convenientemente na parte de trás do cockpit, a bombordo. Tem porta de acrílico, vaso sanitário elétrico, pia e chuveiro residencial. Sim, é possível tomar banho como se estivesse em casa. A altura chega a 2,0 metros.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Como não existe porão (toda a água que passa pelo convés escorre direto para fora), o barco é muito seguro. E tudo nele é muito criativo e moderno, como destacam as cores incomuns, verde e cinza, do próprio casco.
O acesso ao segundo andar é feito por uma escada de madeira bastante segura, de seis degraus. Reservada ao lazer, a área superior do barco tem um sofá para quatro pessoas, a boreste, e um solário à frente ocupando toda a boca do barco, que é de 3 metros.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Na popa desse deck, o projetista instalou uma geleira, essencial para a animação; afinal, como diz o ditado, “acabou o gelo, acabou a festa”. Em caso de chuva ou de sol forte, é só armar a capota de lona.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Só isso? Não! O lazer não ficaria completo sem o escorregador (ou tobogã aquático), que é feito de fibra, com proteção contra raios UV, e leva do deck superior à água.
Hora de navegar
Com 75% da capacidade do tanque de combustível (de 300 litros) e com três pessoas a bordo, o Solara 320 Double Deck se mostrou um barco de boa performance. Estável, ele praticamente não adernou.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O leme, leve, respondeu rápido aos comandos, favorecendo as manobras. Apesar do vento forte e das ondulações, manteve-se o tempo todo seco, graças à instalação de defletores na parte da frente dos cascos.
A velocidadede cruzeiro econômico foi de 12,2 nós, a 3.000 rpm, com consumo de 14,5 litros/hora, e o de cruzeiro rápido, de 19,2 nós, a 4.000 rpm, consumindo 24 litros/hora. A 4.500 giros, chegou a 23,4 nós de velocidade máxima, desempenho coerente com a finalidade do barco.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em resumo, o pontoon Solara 320 Double Deck navega com muita estabilidade. Além de oferecer uma navegação mais suave, cortando marolas de forma macia e sem grandes impactos, não sofre o balanço e o adernamento típico das lanchas com um único casco em V.
Saiba tudo sobre o pontoon Solara 320 Double Deck
Pontos altos
Estabilidade, graças aos três flutuadores;
Área útil espaçosa;
Navegação macia;
Banheiro fechado com chuveiro;
Tanque de combustível de alumínio;
Área gourmet de respeito;
Tem escorregador.
Pontos baixos
Faltam cunhos laterais;
Murada de proteção do segundo deck é baixa;
Falta uma presilha na escada de popa.
Características técnicas
Comprimento: 9,75 metros (32 pés);
Capacidade: 15 + 1;
Peso: 3.200 quilos;
Boca máxima: 3,0 metros;
Tanque de combustível: 300 litros;
Tanque de água: 200 litros;
Motorização: popa de 300 hp;
Tipos de casco: trimarã;
Preço: a partir de R$ 670 mil, com um motor de popa de 300 hp (preço pesquisado em maio/2025).
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O ano de 2026 promete tirar a poeira de muitas embarcaçõespor aí. Isso porque, dos dez feriados nacionais, nove cairão em dias úteis — sete deles em segundas ou sextas-feiras. Para aproveitar sem medo, porém, o barco precisa estar com as manutençõesem dia.
Os feriadões devem movimentar a rede hoteleira, bem como o turismo náutico. Além de praias paradisíacas, o Brasil conta com uma imensidão de rios, lagos e represas navegáveis, que certamente se tornarão os destinos de quem ama viajar. Por isso, NÁUTICA conversou com o especialista Márcio Dottori e preparou uma lista de ajustes indispensáveis antes de sair para a água com o barco.
Foto: Prostock-studio / Envato
O que verificar na manutenção do barco?
A lista a seguir é baseada no último Relatório de Inspeção Anual de Manutenção de Embarcação (Riame), divulgado pela Câmara de Navegação e Segurança do Fórum Náutico Paulista.
Trata-se de uma espécie de “roteiro de checagem”, que engloba todos os itens de segurança. O relatório não só deve ser utilizado por proprietários de lanchas ou veleiros como também é ideal para corretores de barcos usados e outros profissionais do ramo náutico. Confira:
Elétrica
As baterias estão presas? Baterias presas evitam curto-circuito por aproximação dos cabos com outra bateria ou com outros componentes elétricos ou metálicos do barco;
As baterias estão ventiladas? Baterias têm de estar ventiladas para evitar o acúmulo de gás hidrogênio (explosivo) durante a fase de carregamento;
Os cabos das baterias são prensados junto aos respectivos terminais? A solda nos cabos ligados às baterias junto aos respectivos terminais cria um ponto duro na fiação, que pode se romper devido à vibração do barco, podendo causar curto-circuito;
Os chicotes elétricos no compartimento dos motores estão fixados a cada 25 cm, no máximo? A fixação dos chicotes elétricos no máximo a cada 25 cm evita que saiam do lugar em razão do movimento do barco, o que poderia danificar as capas e provocar um curto-circuito.
Os chicotes elétricos estão ventilados e não dentro de conduítes fechados? Chicotes elétricos dentro de conduítes fechados geram calor e podem causar um incêndio;
Os chicotes elétricos na passagem junto às anteparas no compartimento dos motores estão protegidos com material macio (borracha, plástico)? Furos nas anteparas costumam deixar quinas vivas que podem danificar as capas dos fios elétricos e provocar curtos-circuitos;
As luzes de navegação estão acendendo? Sem as luzes de navegação acendendo, o barco não pode navegar à noite;
O rádio VHF faz e recebe chamadas? Rádio VHF fixo é obrigatório para barcos classificados como de Mar Aberto;
Quando a tampa da churrasqueira elétrica é abaixada, o dispositivo corta-circuito está desligando a energia? Caso a energia não seja interrompida quando a tampa da churrasqueira estiver abaixada, há forte risco de incêndio nesta peça, podendo se propagar para o restante da embarcação;
Os anodos estão preservados mais de 50%? Anodos protegem da corrosão as partes metálicas abaixo da linha d’água e devem ter mais de 50% do corpo original para manter a eficiência;
O(s) exaustor(es) no compartimento do(s) motor(es) funciona(m)? Exaustores são importantes para eliminar eventuais gases explosivos no compartimento do(s) motor(es) a gasolina e devem ser acionados pelo menos 4 minutos antes da partida;
O cabo de alimentação do motor de arranque tem fusível? Caso haja um problema com o motor de arranque, pode ocorrer sobrecarga no cabo elétrico que alimenta este equipamento, dando origem a um incêndio, o que pode ser evitado com um fusível;
As bombas de porão estão ligadas diretamente ao banco de baterias, sem passarem pela chave-geral? Se o barco estiver na água, as bombas de porão, por questão de segurança, devem permanecer energizadas, mesmo com a chave-geral desligada.
Hidráulica
Mangueiras e conexões da linha de combustível estão íntegras, sem vazamentos? Vazamento de combustível no interior do barco, principalmente de gasolina, gera vapores inflamáveis, com sério risco de incêndio;
Abraçadeiras de aço inox nas mangueiras de combustível estão apertadas?
Flanges dos tanques de combustíveis estão “secas”?
Válvulas (registros) abaixo da linha d’água estão operando? As válvulas abaixo da linha d’água são necessárias para impedir a entrada de água a bordo, caso haja vazamento nas mangueiras ou equipamentos ligados a elas;
As mangueiras abaixo da linha d’água estão presas com duas abraçadeiras de aço inox? Abraçadeiras mal apertadas podem gerar vazamentos de água para dentro do barco;
Abraçadeiras de aço inox nas mangueiras abaixo da linha d’água estão apertadas?
Bombas de porão e respectivos acionadores automáticos estão funcionando? Bombas de porão podem evitar o afundamento da embarcação;
Gaiutas e vigias permanecem estanques? Gaiutas e vigias com vazamentos podem comprometer a segurança do barco em condições de mar grosso e ventos fortes;
Saídas das bombas de porão estão a mais de 25 cm da linha d’água ou têm válvula de não retorno? Saídas das bombas de porão muito próximas da linha d’água e sem válvulas de não retorno podem permitir a entrada acidental de água no porão;
Selos mecânicos dos eixos propulsores estão sem vazamento? Selos mecânicos com vazamentos devem ser reparados ou substituídos;
Gaxetas dos eixos propulsores estão úmidas, mas sem água escorrendo? Gaxetas nos eixos propulsores, ao contrário dos selos mecânicos, permitem entrada de água a bordo, mas em forma de gotejamento, e nunca de maneira contínua;
Retentores dos eixos dos lemes estão sem vazamento? Assim como os selos mecânicos, retentores no eixo do leme não podem permitir vazamento de água;
Gaxetas dos eixos dos lemes estão úmidas, mas sem água escorrendo? Gaxetas no eixo do leme têm a mesma característica das gaxetas instaladas nos eixos propulsores;
Há válvulas tipo Y na(s) mangueira(s) de captação de água do(s) motor(es), para drenar a água do porão em emergência? Válvulas tipo “Y”, com duas entradas e uma saída, possibilitam que o(s) motor(es) possam ser usados para ajudar a sugar a água do porão, em caso de emergência com entrada de água em quantidade superior à capacidade de vazão das bombas.
Casco e convés
O espelho de popa, junto às rabetas, está seco? Espelho de popa com sinais de infiltração de água pode indicar comprometimento no núcleo da laminação na popa, com riscos à estrutura do barco;
A região do casco em torno da quilha está íntegra e sem sinais de vazamentos? (Apenas veleiros). Vazamentos no entorno da quilha podem indicar que o veleiro encalhou ou bateu em algum objeto submerso, com riscos à estrutura do barco.
Mecânica
As correias dos motores estão ajustadas e em bom estado? Correias com desgaste ou folgadas impedem o funcionamento correto do motor, que pode sofrer danos por isto;
Os coxins (calços) estão sem sinais de corrosão? Os coxins ou calços servem para apoiar o motor no casco. A quebra de um ou mais coxins pode causar danos no motor e no sistema propulsor;
Os fluidos de todos os sistemas hidráulicos estão no nível correto? Como em qualquer máquina, todos os fluidos hidráulicos devem estar nos níveis corretos;
Parafusos da quilha estão apertados? (Apenas para veleiros). A quilha é essencial na estabilidade do veleiro e sua fixação no casco deve ser verificada com cuidado.
Armação (veleiros)
A base do mastro, junto ao convés ou à quilha, está íntegra, sem fissuras ou rachaduras? Assim como a quilha, a base do mastro de um veleiro deve ser verificada em busca de sinais de anomalias, pois é a base da propulsão do barco a vela;
Estaiamento, mastro e cruzetas aparentam bom estado, sem sinais de corrosão? Todos os elementos que fazem parte da armação requerem cuidados, pois a falha de um deles pode pôr o mastro abaixo;
Os terminais do estaiamento estão em bom estado, sem sinais de corrosão? Falhas nos terminais do estaiamento, geralmente provocadas pela corrosão, podem colocar o mastro em risco.
As fixações dos fuzis no casco e convés apresentam-se íntegras, sem sinais de delaminação? Os fuzis são peças metálicas que descarregam os esforços da armação no casco. Portanto, como recebem grandes cargas mecânicas de tração, necessitam de atenção constante.
Carreta de encalhe
Os pneus estão cheios e sem rachaduras? Se um pneu estourar durante a movimentação do barco, a propulsão da lancha pode ser danificada e a operação na marina ou iate clube fica interrompida;
O(s) eixo(s) está(ão) sem sinais de corrosão? Assim como os pneus, os eixos são essenciais na estrutura da carreta;
Os cubos (partes metálicas das rodas) estão sem sinais de corrosão? As rodas costumam sofrer mais rapidamente os efeitos da corrosão e necessitam de manutenção frequente, como repintura;
A ponteira para o reboque encontra-se sem avarias e bem presa à estrutura da carreta? A ponteira é a peça que liga a carreta ao trator. Sua quebra inviabiliza a operação do barco em terra;
Os revestimentos para proteção do casco nos berços da carreta estão íntegros? Os revestimentos de carpete ou EVA devem estar em boas condições. Caso contrário, o casco do barco poderá ser danificado;
As vigas que formam o corpo principal da carreta estão sem avarias, como trincas ou rachaduras? Trincas ou rachaduras em qualquer viga podem comprometer a estrutura da carreta, devendo ser imediatamente reparadas;
Os parafusos usados na montagem da carreta estão sem sinais de corrosão? Parafusos corroídos podem causar a separação de uma peça da carreta, inviabilizando a movimentação do barco em terra.
Confira a lista de feriados
1º de janeiro (quinta-feira) — Confraternização Universal;
3 de abril (sexta-feira) — Sexta-feira Santa;
21 de abril (terça-feira) — Tiradentes;
1º de maio (sexta-feira) —Dia do Trabalho;
7 de setembro (segunda-feira) — Independência do Brasil;
12 de outubro (segunda-feira) —Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil;
2 de novembro (segunda-feira) — Finados;
15 de novembro (domingo) — Proclamação da República;
20 de novembro (sexta-feira) — Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra;
25 de dezembro (sexta-feira) — Natal.
Pontos facultativos em 2026
16 de fevereiro (segunda-feira) — carnaval (ponto facultativo);
17 de fevereiro (terça-feira) — carnaval (ponto facultativo);
18 de fevereiro (quarta-feira) — Quarta-feira de Cinzas (ponto facultativo até as 14h);
4 de junho (quinta-feira) — Corpus Christi (ponto facultativo);
24 de dezembro (quarta-feira) — Véspera de Natal (ponto facultativo após).
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Nada de fogos, estourar champagne ou pular ondinhas. Enquanto o mundo celebra a chegada de 2026, uma mulher brasileira estará fazendo história a bordo de um simples veleiro de 31 pés no meio do Atlântico Sul, numa das regatas mais tradicionais do mundo, a Cape2Rio.
Quem topou esse desafio alucinante foi a velejadora de Ubatuba Theodora Prado, que embarcará em 27 de dezembro na maior aventura da sua vida: 30 dias seguidos numa regata oceânica de travessia em solitário, partindo de Cape Town, na África do Sul, até o Rio de Janeiro, no Brasil.
Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução
O percurso tradicional é de aproximadamente 3.500 milhas náuticas (cerca de 6.480 km) em mar aberto, cruzando o Atlântico Sul. A prova, que completará 50 anos em 2025, é marcada por grandes ondulações e ventos muito, muito, muito fortes — na casa dos 30 nós (aproximadamente 55,5 km/h).
O certame acontece a cada três anos e reúne diversos velejadores de todo o planeta e de diversos níveis. A regata é disputada por várias classes de veleiros, que vão desde embarcações de cruzeiro com boa performance até multicascos de alta velocidade.
Regata Cape2Rio. Foto: Cape2Rio/ Divulgação
No entanto, se engana quem pensa que a velejadora brasileira tem uma ampla prática em regata competitiva — muito pelo contrário. Com experiência exponencial no mundo dos deliveries e charters, essa será a primeira vez que ela fará uma travessia em solitário.
De quebra, assim que pisar no barco, içar as velas e começar a velejar, se tornará a primeira mulher do mundo a disputar a Cape2Rio em solitário. Tradicionalmente, a competição — disputada há mais de meio século — é realizada em tripulação.
Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução
Para quem não conhece a figura, pode parecer uma loucura — mas não para quem trocou o estressante mercado financeiro pelo mundo náutico. Aos 23 anos e vindo de um burnout no seu antigo emprego, Theodora decidiu mudar o rumo da própria vida e deixar que os ventos soprassem o seu destino.
Em apenas quatro anos, começando do zero, já completou cinco travessias do Atlântico, sem contar as várias outras viagens mar afora. Agora, aos olhos do mundo, está prestes a começar a maior delas. Sem tripulação e sem pausas. Apenas ela, o veleiro e o oceano.
Em entrevista à NÁUTICA, Prado revelou como tem sido a preparação para a prova, os bastidores para a regata e quais são as suas expectativas.
Como tudo começou
Com a flexibilização da pandemia e a saída do seu emprego no mercado financeiro, a garota se mudou para Ubatuba, litoral norte de São Paulo, e começou a desenvolver seu surfe. Pertinho dali, ficava a escola de vela do Tio Spinelli, velejador de mão cheia. Ela pensou: “por que não?”.
Theodora Prado e José Spinelli. Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução
Foi amor à primeira vista. Como se tivesse encontrado o que a fazia viva. Ali, foi plantada a sementinha que germinou anos depois e que resultou nessa destemida travessia à África do Sul. Ela conta que carrega muitos dos ensinamentos do instrutor até hoje. “Se algo merece ser feito, merece ser bem feito”, parafraseou Prado, sobre um dos ensinamentos mais valiosos do seu professor de vela.
Inclusive, foi durante uma travessia entre África do Sul e Brasil, na qual ela foi tripulante de Spinelli, que seus olhos brilharam mais do que nunca.
Expedição para a África do Sul realizada com o Tio Spinelli. Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução
Desde então, esse trajeto nunca saiu da sua cabeça. Mas até chegar aonde chegou, foram muitas aulas. “O tio ensina muita coisa. Ele entra para fazer aula de vela, mas aprendemos a ser um ser humano melhor”, relembrou a velejadora, de dentro do seu barco em Cape Town.
Velejar é a cerejinha do bolo. Eu tenho que saber muitas outras coisas antes– reiterou
Segundo a brasileira, Spinelli está a caminho do país africano para o Natal. “Eu já falei para ele: ‘acelera esse barco para você chegar antes da minha largada. Eu tenho que ter o seu abraço para poder sair’”.
O companheiro de travessia
“Alex, você sabe de algum barco que esteja vendendo aí na África do Sul que eu possa alugar para fazer a regata”, perguntou Theodora à amiga ainda em 2024, quando a Cape2Rio de 2025 era apenas um objetivo deveras distante. Mas, começava ali, o primeiro passo de uma travessia.
Alex — leia com sotaque inglês — é uma moradora local da África do Sul, país que a brasileira já foi e voltou tantas vezes que chega a perder a conta. Para a sorte dela, sua amiga realmente descolou um veleiro que cabia no orçamento e que tinha sido projetado justamente para regata.
Royal Cape One-Design, veleiro que será utilizado pela velejadora na Cape2Rio. Foto: Henry Daniels
Fabricado em 1981, o veleiro escolhido foi o Royal Cape One-Design, de 31 pés, que conta com um histórico empolgante. Ele já realizou a Cape2Rio duas vezes e ficou bem classificado em ambas: terceiro e sexto lugar, respectivamente. Porém, as condições em que foi encontrado eram preocupantes.
Parado há mais de um ano, precisou de uns bons reparos. Não à toa, Theodora está em Cape Town há mais de 40 dias só para garantir que tudo fique nos conformes. A embarcação se encontra ancorada numa instalação da cidade, e o dono dessa estrutura ajuda ela nessa missão, visitando pessoalmente o veleiro e examinando-o detalhadamente.
Theodora Prado a bordo do Royal Cape One-Design. Foto: Henry Daniels
O plano A era participar da regata com um veleiro da Classe 40, mas alugá-lo era praticamente tão caro quanto comprar outro modelo. Sendo assim, Theodora Prado confiou muito na expertise da Alex para comprar o 31 pés, mesmo sem nem conhecer a embarcação pessoalmente.
O meu [veleiro] era realmente muito barato e eu sentia que [a C40] não era o meu barco– explicou Prado
O antigo proprietário ainda facilitou o pagamento com algumas parcelas, devidamente quitadas no meio de 2025.
Melhor prevenir do que remediar
O lema é segurança em primeiro lugar. Cada detalhe revisado visa a segurança e facilitar a rotina durante a competição. Entre os afazeres, estão tarefas como troca de estaiamento, revisão dos mastros, conferir conexões, troca de instrumentos e muito mais.
Foto: Henry Daniels
Theodora Prado também destaca o set de velas da embarcação. Segundo a velejadora, elas são praticamente novas e já vieram com o barco, mas passaram por reformas que aperfeiçoaram o instrumento. Tudo em prol da segurança e praticidade, visto que, em solitário, ninguém pode correr riscos.
Um “detalhe” muito importante: este modelo não tem banheiro. Logo, não recebe nenhuma entrada de água salgada — e nem saída. A única escapatória é a bomba de porão, que serve para remover a água acumulada, não para introduzi-la.
Theodora Prado e o veleiro Royal Cape. Foto: Henry Daniels
O Royal Cape também não possui pia — ou seja, tudo será lavado do lado de fora. O botijão de gás, na verdade, é um fogareiro de camping (um fogão portátil, geralmente pequeno, simples e leve, originalmente projetado para ser usado em atividades terrestres, como acampamentos ou mochilões). Tudo para otimizar a rotina e a segurança a bordo.
Outra peculiaridade é a ausência de motor de centro, utilizando painéis solares e um gerador portátil para a baixa demanda de energia. A ideia é se prevenir de uma pane elétrica. Ela ainda está com um motor de popa — mas esse a velejadora só pretende usar quando atravessar a linha de chegada, no Rio de Janeiro.
Rotina de atleta
Nada melhor do que experimentar a sua primeira longa navegação em solitário do que numa regata de peso. Mesmo com meses de preparação, Theodora Prado aponta que ainda sente um friozinho na barriga quando pensa na Cape2Rio.
Theodora Prado em Sardenha, na Itália. Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução
No dia a dia, a ideia é otimizar o tempo e “guardar gás” para a corrida. Ela pretende consumir alimentos liofilizados e vitaminas, apenas o básico para seguir com energia durante os 30 dias de navegação, sem nenhum tipo de escala — afinal, é uma regata.
Sem muita regalia. Talvez na primeira semana tenha algumas frutas, alguns legumes, alguma coisa assim, mas a ideia é não perder muito tempo fazendo a comida– revelou à NÁUTICA
Desde que chegou em Cape Town, Prado começou a treinar na academia para ganhar ainda mais massa muscular. “Eu sei que até chegar no Brasil vou perder muito músculo, muita energia. Então é importante se movimentar, como estou fazendo agora”, completou.
Theodora Prado durante a Semana de Vela de Ilhabela. Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução
Mais do que exercitar o corpo, é importante preparar a mente para uma missão que, o que tem de satisfatória, tem de desgastante. Para financiar a regata, Theodora Prado trabalhou dobrado e pagou tudo com o dinheiro fruto dos charters. O resultado?
Teve um momento que minha cabeça pifou– revelou a velejadora
“Eu fiquei na minha casa acho que só três semanas. O resto do ano inteiro trabalhando full-time, sem folga”, disse sobre sua rotina. Pensando nisso, ela conta com um acompanhamento psicoterapêutico que está sendo crucial para enfrentar as desconfianças dela mesma.
Theodora Prado e sua mãe. Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução
“Não sei se é uma coisa só minha, mas às vezes, duvido um pouquinho de mim. A gente precisa confiar mais no nosso trabalho, no que estamos fazendo. E realizar essa terapia ajudou muito a enfrentar meus medos”, destacou. Segundo a velejadora, os maiores dramas vêm justamente por estar longe de casa e da família.
Dá medo de encarar, sabe? Você não sabe se vai dar certo, se vai conseguir, se vai ter o que você precisa-refletiu
Para entrar na história
Por mais que não esteja preocupada com títulos, a brasileira não esconde o peso de ser a primeira mulher a participar da Cape2Rio em solitário. À NÁUTICA, a velejadora destacou o histórico de mulheres referenciais na África do Sul — a Alex, por exemplo, já cruzou o Atlântico sozinha — e ressaltou o que esse momento representa.
Foto: Henry Daniels
Espero que de alguma forma inspire mais mulheres a se descobrirem, porque a navegação solo é muito especial. É uma meditação plena, um auto desafio – sintetizou
Prado compara o ato de navegar em tripulação com um time de futebol, com quem você pode comemorar e compartilhar bons momentos e dificuldades. Já correr solo, segundo ela, é como disputar uma maratona, na qual tem que enfrentar sua mente o tempo inteiro.
Semana de Vela de Ilhabela. Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução
“Eu não estou indo com o barco mais veloz, não sou a melhor velejadora do Brasil, mas estou fazendo acontecer. Essa é a diferença, e espero que inspire mulheres — não só na regata solo, mas também em outros esportes e outros cenários.”, enfatizou a competidora.
Que isso possa inspirar, porque garanto que se eu conseguir, outras pessoas conseguem– afirmou Prado
Veleiro na água e pés no chão
O objetivo é grandioso, mas a expectativa é simples: chegar à Baía de Guanabara, ponto final do trajeto. Com relativamente pouco tempo de vela, a navegante reconhece que não figura entre as favoritas. Entretanto, a meta não é essa.
Quero chegar em segurança, com a mente sã, corpo saudável e o barco em bom estado. É [uma competição] mais comigo mesma, por isso ‘solitário’– reiterou
“Sou bastante competitiva, mas compreendo que o meu veleiro é pequeno e que não sou uma velejadora desde criança. Estou competindo com pessoas experientes e que têm embarcações muitos melhores”, completou.
Preparação para a Cape2Rio a bordo do Royal Cape One-Design. Foto: Henry Daniels
Por mais que não tenha expectativa de vitória, existe uma chance. Como a regata ocorre com barcos mistos, tem um mecanismo chamado rating. O sistema matemático é usado para nivelar a competição entre modelos que, de outra forma, seriam desiguais devido ao tamanho, design e velocidade.
Dadas as condições do Royal Cape One-Design, o rating de Theodora Prado é bem favorável: ele é pequeno, com muito tempo de vida e as velas são simples — e isso joga a favor da brasileira. Sendo assim, mesmo que algum competidor atravesse primeiro, o rating a deixaria mais próxima dele.
Tenho que fazer o meu trabalho de casa aqui bem feito. Se eu fizer, tenho chances– sonha a competidora
Depois da tempestade, vem a calmaria
Os tempos de mercado financeiro não trouxeram apenas problemas. Atualmente, a ubatubense admite que o antigo trabalho a ajudou na mentalidade de hoje, principalmente na gestão da sua empresa de charters e deliveries, que já conta com clientes internacionais.
É engraçado porque eu saí do mercado financeiro para não lidar com números, mas uma boa parte desse trabalho é fazendo números para esses clientes– relembra a empresária
“Tudo aconteceu muito rápido para mim, mas é porque o mercado financeiro me preparou para ter essa cabeça profissional, essa mentalidade empresarial de lidar com as coisas. Isso faz toda a diferença”, garantiu Theodora Prado.
Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução
E, segundo ela, esse é o seu presente e futuro. Após o Cape2Rio, a brasileira já tem outros planos. Um deles é nacionalizar o Royal Cape, para que ele esteja legalmente registrado e apto a navegar permanentemente em águas brasileiras sob a bandeira do Brasil.
Esse barco fica no Brasil e vou trabalhar nele. Depois, temos outros planos de descer para o Sul e fazer Antártica. Mas por enquanto, durante o finalzinho do verão e inverno, a gente vai ficar no Brasil– revelou
Assim que isso for finalizado, vem o descanso. Depois de muitos dias longe de casa e trabalho incessante, o plano é pegar um mês de folga para visitar a família e amigos. “Não é porque eu velejo em solitário que eu não gosto de pessoas”, brincou a velejadora.
Foto: Henry Daniels
Nesse meio-tempo, ela ainda voltará à África do Sul a trabalho, para uma nova travessia enquanto busca o barco de um cliente. Esse vai e vem pode parecer cansativo, mas quem vive garante que está sonhando acordado. E, no que for depender dela, outras pessoas devem sentir esse gostinho.
Saiam pra rua realizar os sonhos. Isso é muito importante e é o que mantém a gente viva– encerrou
Fica a torcida para que o Cristo Redentor, assim como o Rio de Janeiro, a receba de braços abertos ao final da travessia. Ainda vamos ouvir muito falar sobre ela.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Nem tudo que reluz é ouro. Esse aforismo tão conhecido define bem o que pode ser o encontro com uma caravela-portuguesa (Physalia physalis). Encantadoras acima da linha d’água, com cores vibrantes e chamativas, elas escondem, submersos, tentáculos perigosíssimos, que podem atingir os 50 metros. Com o verãose aproximando, elas também chegam ao litoral.
As caravelas-portuguesas não se movem — apenas flutuam sobre a superfície da água. Assim, embora vivam em alto-mar, nas águas de todas as regiões tropicais dos oceanos, elas acabam chegando próximas às praias no verão, trazidas pelos ventos e correntes marítimas. E é aí que mora o perigo.
Sua aparência delicada é quase como uma armadilha. A Physalia physalis está entre as espécies que mais causam acidentes no Brasil, uma vez que seus compridos tentáculos liberam toxinas que, em contato com a pele humana, podem causar dor intensa, vermelhidão, coceira, inchaço, bolhas e até arritmia cardíaca. Veja o registro do fotógrafo Rafael Mesquita:
No início de 2025, Brenda Gonçalves, à época com 29 anos, foi uma das vítimas da caravela-portuguesa. Ela curtia as águas do balneário Shangri-lá, em Pontal do Paraná, no litoral paranaense, quando se deparou com o organismo. Atraída pela cor, já era tarde demais quando a jovem percebeu o perigo.
Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução
“Eu tentei sair, mas me enrosquei e tropecei. Depois eu comecei a gritar de desespero”, relatou ao g1 na ocasião. Brenda teve ferimentos graves nas mãos e nas pernas — situação que ficou ainda pior por atitudes bem-intencionadas, mas equivocadas.
Saiba o que fazer em caso de queimadura por caravela ou água-viva
Se a primeira ideia que veio à mente foi lavar a queimadura com água doce — como aconteceu com Brenda — pode descartar. O próprio Ministério da Saúde (MS) faz o alerta: a água doce pode piorar o quadro do envenenamento.
Receitas caseiras — como jogar álcool, urinaou refrigerante do tipo cola — também devem passar bem longe das queimaduras. O ideal, segundo o MS, é:
Sair imediatamente da água;
Aplicar compressas geladas com água do mar, nunca água doce;
Remover tentáculos com pinça, lâmina ou luvas;
Lavar a região com vinagre, ácido acético 5 por cento, sem esfregar;
Procurar atendimento médico se a dor for intensa ou extensa;
Acidentes graves, especialmente com crianças, devem ser avaliados com urgência.
Caravelas-portuguesas não são águas vivas
Apesar de os cuidados serem semelhantes em caso de queimadura, diferentemente do que muitos pensam, as caravelas-portuguesas não são uma espécie de água viva. Trata-se, na verdade, de um conjunto de seres que vivem em colônia (chamados zooides), conectados anatomicamente. Juntos, eles funcionam como se fossem um único animal.
A parte visível das caravelas no mar é conhecida como uma espécie de “flutuador”. Alongado, com uma “crista” que funciona como vela, essa estrutura é a responsável por dar ao organismo o nome popular de caravela-portuguesa, dada a semelhança aos navios usados pelos portugueses nos séculos 15 e 16, durante as navegações.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Uma análise dos impactos do lixo no mar sob diferentes perspectivas — e com base no conhecimento de quem estuda o tema — ganhou forma de livro. Definida pelos autores como um manifesto científico, a obra “Mar de Plástico: um panorama da ciência sobre o lixo no mar” reúne estudos de 47 pesquisadores brasileiros em 15 capítulos com análises aprofundadas sobre a poluição marinha, especialmente relacionada ao plástico.
Publicada pela Editora Interciência, a obra aborda desde a origem e composição química do plástico e sua relação com materiais geológicos, até os efeitos nos organismose ecossistemas marinhos. O livro também explora metodologias de pesquisa, dados e estatísticas de estudos científicos, além de trazer discussões voltadas para educação ambiental e políticas públicas.
Microplásticos. Foto: NOAA / Divulgação
Segundo o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), trata-se de um “mergulhocientífico” sobre o problema dos resíduos sólidos no mar brasileiro, trazendo pesquisas pioneiras, classificações e impactos nas zonas costeiras e oceânicas.
É um dos únicos livros de texto acadêmico dedicados exclusivamente ao plástico nos oceanos. Então ele serve de referência em universidades, institutos e ensinos técnicos e superiores-afirma o professor Walter Martin Widmer, coautor do capítulo 4
O prefácio é assinado pelo colombiano Camilo Botero, doutor em gestão hídrica e costeira, que também destaca o potencial da publicação para uso por pesquisadores, estudantes de graduação e até pós-graduação. O sumáriopode ser consultado online.
Capítulos do livro “Mar de Plástico”
Lixo ao mar (por Gerson Fernandino, Carla Isobel Elliff e Vanessa Ochi Agostini)
O nosso lixo no tempo da terra (por Gerson Fernandino, Felipe Lopes Alves e Fernanda Avelar Santos)
Química de polímeros (por Felipe Kessler, Paulo Henrique Beck, Renato Pereira de Melo e Lainide Aparecida de Oliveira)
A classificação do lixo no mar (por Walter Martin Widmer e Bruna Costa)
Metodologias para avaliar a contaminação/poluição por lixo no mar (por Allan Paul Krelling, Suzane de Oliveira, Juliana Leonel e Kamila Mayer Santos)
Degradação do lixo no mar: principais mecanismos, fatores e implicações ambientais (por Sanye Soroldoni, Luana Freire da Silva, Caroline Carneiro Balbela e Grasiela Lopes Leães Pinho)
Lixo no mar: fontes e vetores de contaminantes químicos (por Juliana Leonel e Silvio Tarou Sasaki)
Ecotoxicidade do lixo no mar, com ênfase nos microplásticos (por Grasiela Lopes Leães Pinho, Felipe Gusmão, Lara Pinheiro, Sanye Soroldoni e Vanessa Ochi Agostini)
Ingestão de plástico pela biota marinha (por Robson G. Santos, Ryan Andrades, Tamyris Pegado, Raqueline Monteiro e Tommaso Giarrizzo)
Pesca fantasma: o que acontece quando o pescador volta, mas a rede, não? (por Fábio Lameiro Rodrigues, Gianfrancisco Schork, Leonardo Evangelista Moraes e Paulo de Tarso da Cunha Chaves)
Lixo no mar: potencial nicho ecológico à bioincrustação? (por Vanessa Ochi Agostini, Lara Mesquita Pinheiro, Ng Haig They e Grasiela Lopes Leães Pinho)
Transporte de lixo plástico marinho em suspensão (por Elisa Helena Fernandes, Isabel Jalón-Rojas e Ítele Eduardo dos Santos)
Lixo no mar e a educação ambiental: como estamos e para onde vamos? (por Elisa Van Sluys Menck, Andrea Rabinovici e Alexander Turra)
Legislação como ferramenta para o combate ao lixo no mar: enfoque em resíduos plásticos (por Nelson Gruber e Eduardo Bortolin)
O que Oiapoque e o Chuí têm em comum? Um olhar sobre a situação da poluição por lixo no mar nas regiões Norte e Sul do país (por Gerson Fernandino, Carla Isobel Elliff, Vanessa Ochi Agostini, José Eduardo Martinelli Filho, Arnaldo F. dos Santos Queiroz, Leonardo Mário Siqueira Morais, Maíra Carneiro Proietti, Ana Luzia de F. Lacerda e David V. Dantas)
Organizado por Gerson Fernandino, Vanessa Ochi Agostini e Carla Isobel Elliff, o livro está disponível em formato brochura e digital, com distribuição pela Editora Interciência.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Uma criatura que parece vir de outro planeta — ou melhor, de outro universo! Esse é o fascinante Melanobatrachus indicus, popularmente conhecido como “sapo-galáxia”. O motivo? Sua aparência, que lembra um céu estrelado à noite e visões dignas de um planetário.
Mais raro do que o encontrar é fotografá-lo. Mas um sortudo e talentoso fotógrafo do reino animal conseguiu avistar esse que é um dos anfíbios mais difíceis de achar do planeta. O indiano Hadlee Renjith tirou alguns cliques do espécime e não deu outra — a publicação está com quase em 30 mil curtidas no Instagram.
Foto: Instagram @hadlee_renjith/ Reprodução
As imagens foram feitas nas florestas úmidas de Munnar, no estado de Kerala, sul da Índia. Nas fotos, fica ainda mais evidente a origem do seu apelido: um espetáculo natural de cores e detalhes pontilhados por minúsculas manchas azuis que lembram uma constelação no céu noturno.
A aparência celestial lhe dá um destaque mesmo entre os anfíbios mais singulares e pouco conhecidos das florestas tropicais do sul da Índia. Vale ressaltar que a região exótica abriga animais como “sapos-dançantes” e um “fóssil vivo” de nome complicadíssimo: Nasikabatrachus sahyadrensis.
O Melanobatrachus indicus é a única espécie conhecida de seu gênero e pode ser diferenciada de Duttaphrynus melanostictus — popularmente conhecido como “sapo-cururu” — pela crista vertebral proeminente no primeiro, que não é encontrada no segundo.
De outro mundo!
Por mais que pareça de outra galáxia, este sapo está entre nós e vive na Terra. A espécie habita exclusivamente os Gates Ocidentais, uma cadeia montanhosa que se estende pelos estados indianos de Kerala e Tamil Nadu.
Foto: Instagram @hadlee_renjith/ Reprodução
Geralmente, eles preferem altitudes entre 900 e 1.200 metros e se adaptam melhor a ambientes densos e úmidos. Como se não bastasse a aparência noturna, o anfíbio geralmente costuma ser encontrado à noite, escondido sob folhas, galhos em decomposição ou nas margens de riachos de fluxo contínuo.
Foto: Instagram @hadlee_renjith/ Reprodução
A coloração azul escura, salpicada de marcas brilhantes, o ajuda quando se sente ameaçado por predadores. Para despistá-los, o sapo-galáxia encurva o corpo, mantém os membros colados ao tronco e permanece imobilizado, numa camuflagem que aumenta suas chances de passarem despercebidos de ataques.
Além de encantador, o sapo-galáxia desempenha um papel fundamental no equilíbrio ecológico no ambiente florestal, ao se alimentar de pequenos insetos e outros invertebrados, como formigas e besouros.
Foto: Instagram @hadlee_renjith/ Reprodução
Medindo apenas de 2,4 a 2,8 centímetros, o animal possui um terceiro dedo com o dobro do comprimento dos demais, sendo a quarta unidade bem curta.
Porém, o fato do animal ser raro já traz um fato preocupante: sua precariedade. O avanço da agricultura, o desmatamento e a construção de estradas têm destruído seu habitat natural. Tanto é que sua área de ocorrência reduziu-se para menos de 5 mil km².
Foto: Instagram @hadlee_renjith/ Reprodução
Nesse sentido, a proteção das florestas úmidas dos Gates Ocidentais é vista como essencial para garantir a sobrevivência do sapo-galáxia — uma criatura biológica que ainda guarda muitos mistérios da natureza e desperta a curiosidade de cientistas e admiradores da natureza.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Navegando na Baía de Guanabara, na região de Niterói (RJ), a equipe da NÁUTICA colocou à prova o desempenho do mais novo motor da japonesa Yanmar, o centro-rabeta 8LV, um V8 a diesel que oferece três versões de potência: 320 hp, 350 hp e 370 hp.
O modelo selecionado para a avaliação foi o mais potente da linha 8LV, um V8 biturbo de 370 hp, que — em uma combinação bastante promissora — equipa a lancha Coral 36 Hard Top.
Esta foi a primeira vez que uma embarcação de lazer nacional recebeu essa motorização — aliás, a mesma que equipou o catamarã Leopard, de 46 pés, que trouxe uma tripulação de NÁUTICA da África ao Brasil, em uma travessia épica retratada na série “Uma aventura no Atlântico”. Se o 8LV370 cruzou um oceano, imagine o que pode fazer em águas nacionais…
A proposta da Yanmar com esse propulsor de 8 cilindros em V é clara: unir, em um só bloco performance, economia e confiabilidade. E a fabricante japonesa parece ter acertado o alvo.
Descrição técnica do motor Yanmar 8LV370. Foto: Revista Náutica
Segundo Danilo Sandrin, especialista da área de motorização marítima da marca, o 8LV é um motor compacto e moderno, de 4,46 litros, com turbina dupla, 3.800 rpm de pico e sistema de injeção Denso Common Rail (de alta pressão que trabalha com um único tubo de distribuição), indicado para embarcações de médio a grande porte, como lanchas e barcos de pesca esportiva.
Além de aliar muita potência (como o nome já indica, o 8LV370 entrega 370 hp) a um baixo nível de ruído e vibração, o modelo atende às normas ambientais rigorosas da Europa e dos Estados Unidos.
Motor Yanmar 8LV370. Foto: Revista Náutica
A promessa é de oferecer torque elevado mesmo em baixas rotações, o que significa arrancadas fortes ao sair da inércia (o ideal para esportes náuticos ou manobras rápidas) e um controle mais preciso da velocidade, facilitando as manobras mais delicadas, como as atracagens. Hora de pôr tudo isso à prova.
O posto de comando da Coral 36 HT está equipado com um painel digital multifuncional que oferece acesso fácil e intuitivo a informações como rotação, consumo em litros/hora, temperatura, pressão do óleo e carga do motor. Um toque moderno em uma lancha já consagrada pelo seu conforto e pela sua navegação estável.
VD20 Display Night da Yanmar. Foto: Revista NáuticaVC20 Dual Lighted da Yanmar. Foto: Revista Náutica
Outro diferencial técnico digno de nota é o sistema de bypass, que permite controlar o motor mesmo em caso de falha eletrônica nos manetes principais. Raro nesse segmento, o recurso entrega segurança e tranquilidade, especialmente em travessias ou passeios mais longos.
Mesmo que o sistema eletrônico falhe, é possível engatar marchas, acelerar e desligar o motor por meio do painel auxiliar, o que é um grande diferencial em segurança operacional.
Desempenho à altura do motor Yanmar
Desde os primeiros minutos de navegação, ficou claro que o motor mantém desempenho estável e progressivo desde baixas até altas rotações. Isso significa que o piloto pode ajustar a velocidade com precisão, sem trancos ou “buracos” na resposta do acelerador.
Navegação da Coral 36 HT com o Yanmar 8LV370. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
É possível ainda navegar em baixa velocidade com controle fino — essencial em marinas, canais estreitos ou quando há obstáculos próximos.
Empurrada por um único motor Yanmar 8LV370, deslocando cerca de 3,7 toneladas (sem gerador ou ar-condicionado ligados) e com 30% de trimada positiva, a Coral 36 HT atingiu 30,3 nós de velocidade máxima, a 3.800 rpm, com consumo de 74 litros por hora. Em cruzeiro econômico, a 3.100 giros, navegou a 22,8 nós com 48,7 litros/hora. Tudo isso com meio tanque de diesel, meia carga de água e três pessoas a bordo.
Navegação da Coral 36 HT com o Yanmar 8LV370. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na aceleração, o tempo médio para ir da marcha lenta aos 20 nós ficou abaixo dos 13 segundos — resultado notável para uma lancha de 36 pés com apenas um propulsor. É um motor com pulmão! A estabilidade do casco e o centro de gravidade bem distribuído garantiram uma navegação firme, com pouca elevação de proa, mesmo em aceleração plena.
Confirmando a promessa do fabricante, além do bom rendimento, o Yanmar 8LV370 chamou atenção pelo baixo nível de ruído: apenas 65 dB-A na marcha lenta, praticamente o mesmo produzido por uma conversa tranquila entre duas pessoas.
Motor Yanmar 8LV370 na lancha. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Destaca-se também a transmissão ZT370, da própria Yanmar, que garante engates suaves, sem trancos. A maciez no manuseio, para frente e para trás com hélices contrarrotantes e acoplamento hidráulico multidisco, é outro ponto forte nesse conjunto.
Indicado para lanchas a partir de 30 pés ou mesmo para modelos um pouco maiores, nesse caso em parelha, o propulsor da Yanmar casou muito bem com a Coral 36 HT, oferecendo uma experiência de navegação segura, confortável e empolgante.
Motor Yanmar 8LV370. Foto: Revista Náutica
Em resumo, ao impulsionar a Coral 36 HT, o Yanmar 8LV370 provou que tem tudo para disputar espaço de igual para igual com outras marcas no mercado brasileiro tão competitivo. Um lançamento para ficar de olho – e colocar à prova, como fizemos.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Navegar não merece ser uma tarefa complicada — e a Flip Boat Club sabe muito bem disso. Com o conceito de multipropriedade náutica da empresa, o cliente tem a escolha de aproveitar o barco pagando menos e tendo uma realidade mais acessível para o seu bolso.
A marca, especializada em compartilhamento de embarcações, possui um amplo leque de opções para navegar e com preços que atendem a realidade de muitos apaixonados pelo universo náutico. Sendo assim, confira as opções mais acessíveis da Flip.
Delta 26 – Porto Alegre (a partir de R$ 41,9 mil)
Quer um barco ágil, elegante e fácil para velejar? Esse é o Delta 26, localizado na capital do Rio Grande do Sul. Compacto por fora e espaçoso por dentro, ele foi projetado para oferecer experiências intensas de navegação com conforto e praticidade.
Delta 26. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação
O cockpit ergonômico entrega um controle total ao timoneiro, enquanto a cabine proporciona um refúgio ideal após um dia de velejo. Com design moderno e excelente desempenho em todas as condições de vento, o veleiro é perfeito tanto para passeios em família quanto para aventuras esportivas.
Velamar 31 – Paraty (R$ 45 mil)
Para quem deseja uma viagem no tempo, o Velamar, produzido pelo tradicional estaleiro Carbrasmar em 1989, é uma ótima pedida. Localizado em Paraty (RJ), o veleiro de 31 pés é conhecido por seu conforto, que oferece o equilíbrio ideal entre espaço e facilidade de manobra.
Velamar 31. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação
Por dentro, um barco com bastante espaço e bem equipado, com direito a uma cozinha completa, área de convivência e camas para seis pessoas. Do lado de fora, o design elegante — típico do estaleiro — não só o tornam mais bonito, como também aumenta sua eficiência no mar.
Aladin 30 – Ubatuba (a partir de R$ 67 mil)
Projetado por Roberto Barros, consagrado projetista brasileiro, o Aladin 30 cai bem para quem quer um barco acessível. Este modelo foi desenhado a pedido de um cliente que queria um “barco forte e marinheiro”, para uma travessia do Atlântico em solitário.
Aladin 30. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação
Fabricado em 2007, o veleiro foi uma derivação dos projetos Multichine 28 e Samoa 30, já consagrados à época. Por conta das inspirações, a embarcação adotou uma superestrutura de janelas para permitir o monitoramento das velas e a observação do horizonte sem sair da cabine.
Delta 32 – Salvador (a partir de R$ 75 mil)
Reconhecido pela sua excelente navegabilidade e versatilidade, a 32 pés entrega linhas modernas e um casco leve, garantindo ótima performance mesmo em ventos moderados. O interior acomoda até cinco pessoas, com um salão espaçoso, cabine de proa, cabine de popa e banheiro fechado.
Delta 32. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação
De acordo com a Flip, além do barco ser acessível, é perfeito para a costa brasileira — tanto para passeios curtos, travessias ou participação em eventos náuticos. O modelo é do ano de 1998.
Fast 360 – Paraty (a partir de R$ 83 mil)
Eis aqui o último modelo lançado pelo estaleiro Fast Yachts. Projetado pelo renomado projetista argentino German Frers — conhecido por projetas barcos de corrida e com mais de mil embarcações elaboradas — o Fast 360 trouxe um conceito do tamanho ideal para cruzeiros.
Fast 360. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação
De acordo com a Flip Boat Club, o manejo desse veleiro é considerado fácil até mesmo para um tripulante. A embarcação, lançada em 1994, oferece duas cabines — sendo uma delas uma suíte americana — e um banheiro. Localizada em Paraty, o modelo ainda entrega um sistema inteligente acessível, segundo a marca.
Skipper 30 – Itajaí (R$ 95 mil)
Uma ótima combinação entre a comodidade e o bom desempenho. O Skipper 30 é uma opção acessível da Flip Boat Club para quem não abre mão de funcionalidade a bordo. Ideal para viagens longas, o barco recebe até cinco pessoas para pernoite.
Skipper 30. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação
Os camarotes isolados na proa e na popa são tão espaçosos quanto o salão central. As cabines possuem espaçosos armários, onde podem ser alocados roupas e objetos pessoais livres de umidade — recurso mais do que necessário para um barco que promete longas navegadas.
Delta 36 – Itajaí, Ubatuba e Paraty (a partir de R$ 135 mil)
Tido como um dos veleiros oceânicos mais vendidos no Brasil, o barco projetado pelo consagrado projetista argentino, o Delta 36 é um cruzeiro/regata de deslocamento médio elegante, com linhas fluidas, agressivas e modernas.
Delta 36. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação
São vários os destaques do Delta 36: boa ergonomia; amplitude de cockpit; armação simples — bom para tripulação pequena — ; duas amplas cabines e comodidade para até seis pessoas pernoite e até oito em passeios diurnos.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Um dos navios de cruzeiro mais luxuosos do planeta tem data marcada para partir do Brasil! O extravagante Seven Seas Splendor, da Regent Seven Seas Cruises (RSSC), passará onze noites pela América do Sul e conta com saída no Rio de Janeiro em 17 de dezembro, num itinerário que promete fazer brilhar os olhos.
Não se assuste: são 224 metros de comprimento (773 pés!) e 31 metros de largura. A embarcação está preparada para receber 746 hóspedes, que contarão com uma tripulação de 548 pessoas para atendê-los. Ao todo, o cruzeiro dispõe de 373 suítes separadas por 10 conveses.
Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação
O objetivo de tamanhas proporções é simples: entregar o mais puro luxo que há no mundo. De acordo com a RSSC, o navio foi projetado para proporcionar uma experiência que está “muito distante dos mega cruzeiros tradicionais, sem filas e aglomeração”.
Quem embarcar no Splendor poderá desfrutar de 28 passeios terrestres ao longo do cruzeiro em uma viagem que combina belezas naturais e cultura regional. O itinerário inclui seis destinos na costa brasileira e outros dois países da América do Sul. Confira!
Rio de Janeiro, Brasil – 17/12
Ilha Grande (RJ), Brasil – 19/12
Ilhabela (SP), Brasil – 20/12
Santos (SP), Brasil – 21/12
Porto Belo (SC), Brasil – 22/12
Rio Grande (RS), Brasil – 24/12
Punta del Este, Uruguai – 25/12
Montevidéu, Uruguai – 26/12
Buenos Aires, Argentina – 27/12
A viagem acaba no dia 28 de dezembro. Durante ela, os hóspedes a bordo poderão aproveitar a gastronomia requintada, bebidas premium como vinhos e destilados finos, internet ilimitada e uma ampla coleção de confortos enquanto exploram destinos encantadores ao redor do mundo.
Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação
Para o cruzeiro de dezembro, as tarifas variam de uma Penthouse Suite — a partir de R$ 73.709 por pessoa — até R$ 143.999 por pessoa em uma Grand Suite.
Por dentro do cruzeiro Splendor
Os hóspedes não podem esperar nada menos que o mais puro luxo. Ao todo, são 15 categorias de suítes elegantemente projetadas — todas com varanda privativa que somam 4,8 mil metros quadrados, uma das maiores da indústria, segundo a RSSC.
Regent Suite. Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação
Para quem quiser tirar uma alta soma do bolso — ou várias delas — , o Regent Suite é a melhor opção. Com 413 metros quadrados, a área inclui um spa privativo com sauna, sala de vapor e jacuzzi.
Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação
Os hóspedes dessa suíte ainda contam com um mordomo dedicado, bar completo, carro particular com motorista em cada porto e obras originais de Picasso. O preço? R$ 471 mil por pessoa (!) – inclusive, o espaço já se encontra ocupado e sem vagas no momento.
Regent Suite. Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação
A gastronomia também não deixa a desejar, com experiências inclusas em diversos restaurantes de especialidades. Por lá, tem espaços dedicados à culinária francesa, asiática e italiana, além de áreas especializadas em churrasco americano e pratos customizáveis.
Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação
Os hóspedes podem aprimorar suas habilidades culinárias na Culinary Arts Kitchen, com aulas práticas. Além disso, há o Pool Grill para refeições ao ar livre, o La Veranda para café da manhã e almoços, e o Coffee Connection, um ambiente metropolitano chique.
Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação
Quer relaxar? O navio de cruzeiro Splendor dispõe do Serena Spa and Wellness, um local com terapias, centro fitness completo (com pilates, yoga e technogym) e atividades ao ar livre como pista de corrida, piscina de borda infinita e quadra de padel.
O entretenimento noturno é completo, com espetáculos teatrais, show de cabaré, cassino e karaokê. A série Enriquecimento Cultural oferece palestras e aulas sobre os destinos visitados.
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Especializada na fabricação de motores, a Yanmar Brasil tem redefinido os padrões de propulsão e logística marítima ao combinar alta tecnologia e sustentabilidade. Na Amazônia, executivos detalharam a estratégia adotada para avançar na transição para combustíveis alternativos — como metanol e hidrogênio — e reforçar a liderança dos motores marítimos Yanmar na região Norte do país.
A transição energética se tornou uma necessidade cada vez mais latente, especialmente para grandes indústrias. Nesse contexto, Wagner Santaniello, gerente de Inovação e Marketing da Yanmar Brasil, e Igor Cabral, gerente da filial da empresa em Manaus, afirmaram que a marca tem investido no desenvolvimento de tecnologias que não apenas se adequem, mas também superem as regulamentações internacionais.
Igor Cabral ao lado de motor Yanmar. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação
Cabral explica que, embora os motores mecânicos atuais já atendam ao padrão internacional de emissões para motores a diesel marítimos, o IMO Tier 2, a Yanmar conta com modelos em conformidade com o mais rigoroso IMO Tier 3, que impõe regras ainda mais restritivas para a redução das emissões de óxidos de nitrogênio.
Segundo o gerente, o diferencial dos modelos mecânicos está no sistema SCR, um catalisador de escape. Com essa tecnologia consolidada, outra vertente estratégica ganhou força dentro da companhia, a nível mundial: o desenvolvimento de motores pensados para funcionarem abastecidos de combustíveis alternativos — e menos poluentes.
Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação
Embora a maioria dos motores de trabalho da marca já aceite biodiesel como base, ainda existem riscos à vida útil dos equipamentos. Por isso, a Yanmar tem trabalhado para criar soluções que operem de forma eficiente com metanol e também com hidrogênio.
O metanolestá em fase de testes no Japão nos motores de média rotação — hoje entre os mais vendidos globalmente — e a previsão de início da comercialização está entre o fim de 2026 e o começo de 2027. Já a tecnologia baseada em hidrogênioavança por meio de um programa-piloto também no Japão, aplicado a motores de alta rotação que devem chegar ao mercado em 2030.
Wagner Santaniello, gerente de Inovação e Marketing da Yanmar Brasil. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação
Santaniello ressalta que parte da expertise da Yanmar está na fabricação de motores desenvolvidos especificamente para diferentes aplicações, seja em uso marítimo ou terrestre, para trabalho ou lazer.
Essa característica ajuda a explicar o domínio da fabricante japonesa na logística marítima da região amazônica. Segundo os executivos, existe uma diferença significativa entre motores adaptados para o uso marítimo e aqueles projetados desde o início para essa finalidade.
Igor Cabral, gerente da filial Yanmar em Manaus. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação
Os projetos marítimos são genuinamente marítimos, desenvolvidos para isso. Não vêm de aplicações automotivas ou industriais que depois são adaptadas. O principal ganho está na durabilidade-afirmou Igor Cabral
No campo da digitalização, o projeto Yanmar Protection, atualmente utilizado em tratores da linha Yanmar Solis, já está em fase de testes em embarcaçõesno Norte do Brasil. O sistema de telemetria usa sensores para monitorar, de forma remota, parâmetros do motor, da localização e da rotação, o que contribui para a manutenção preventiva dos equipamentos.
Miniescavadeiras Yanmar em frente a filial da marca em Manaus. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação
Domínio logístico na Amazônia
A operação da Yanmar em Manaus, sob gestão de Cabral, concentra o núcleo dos negócios marítimos da marca no Brasil. O gerente afirma que a empresa ocupa posição de destaque na região amazônica, onde o transporte fluvial é essencial tanto para o escoamento de cargas quanto para o deslocamento de passageiros.
Ferryboat David Oliveira Fernandes, para transporte de cargas em Manaus, equipado com motor Yanmar. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação
Com base em dados de importação (NCM) de motores marítimos, a Yanmar atingiu 40% de market share na Amazônia em 2024 e, para 2025, a expectativa é avançar ainda mais. A marca projeta alcançar 61% do mercadoregional até dezembro deste ano.
Nesse cenário, Igor Cabral e Wagner Santaniello apontam o baixo consumo de combustível e a durabilidade dos motores como os principais diferenciais competitivos. O pós-venda manauara também aparece como fator estratégico, com serviçosrápidos e assistência técnica próxima ao cliente.
Máquinas potentes e versáteis
O portfólio da Yanmar inclui motores de alta e média rotação. Enquanto os primeiros são utilizados em embarcações de lazer, lanchasde passageiros e empurradores de pequeno porte, os motores de média rotação atendem navios de cabotagem e grandes empurradores, que operam quase de forma ininterrupta.
Empurrador da SC Transportes opera com motor Yanmar em Manaus. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação
Essa diversidade explica o amplo perfil de clientes atendidos pela marca e ajuda a sustentar sua liderança na região Norte. Entre a clientela local existem empresas desde lanchas de transporte de passageiros, que navegama cerca de 25 nós, até empurradores que acumulam mais de 5 mil horas de operação por ano em viagens longas pelos rios Negro e Solimões.
Parte dessa versatilidade está no uso de caixas redutoras — os chamados reversores — que ajustam a rotação do motor à velocidade ideal do hélice. Assim, um mesmo conjunto pode equipar tanto embarcações de lazer quanto barcos destinados a operações de serviço pesado.
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Quando se diz que sonhar alto dá o mesmo trabalho que sonhar baixo, o que muitas vezes se ignora é o peso da falta de referências. Em comunidades onde o horizonte parece sempre o mesmo, imaginar outros caminhos pode ser mais difícil do que tentar alcançá-los. Foi a partir desse pensamento que nasceua Escola Social Náutica da Ilha Grande, criada para apresentar a crianças e jovens caiçaras e de comunidades pesqueiras uma nova relação com o mar — desta vez, por meio da vela.
Idealizado pela Comunidade Náutica da Ilha Grande, o projeto surgiu em um contexto de pouca valorização da cultura local e da necessidade de oferecer proteção e perspectivas a crianças e adolescentes. A resposta veio da própria identidade da região: ocupar o tempo dos pequenos com uma atividade tipicamente náutica, conectada ao local onde vivem e à tradiçãodo lugar.
Foto: Escola Social Náutica da Ilha Grande / Divulgação
Gratuita, a iniciativa se consolidou na Vila do Abraão, em Angra dos Reis, e hoje atende crianças e jovens entre 5 e 17 anos. A vela— seja olímpica ou oceânica — funciona como ferramenta de educação, integração social e formação, indo além da prática esportiva.
Foto: Escola Social Náutica da Ilha Grande / Divulgação
A Escola atua em parceria com iniciativas locais, como o Grupo de Escoteiro Florestal da Ilha Grande e o VAA Ilha Grande, e oferece aulas regulares de vela e canoagem. O aprendizado é complementado por conteúdos de educação ambiental, meteorologia básica e oceanografia costeira, ampliando o repertório dos alunos e fortalecendo a relação entre esporte, natureza e conhecimento.
Segundo levantamento da própria Escola Social Náutica da Ilha Grande, os reflexos do projeto vão além da água. Entre as famílias com crianças atendidas, 94% relataram melhorias nos laços familiares, enquanto 82% perceberam avanços na saúde física dos participantes após o início das atividades com vela ou canoagem.
Foto: Escola Social Náutica da Ilha Grande / Divulgação
A atuação da Escola também busca enfrentar desafios ambientais e sociais da Ilha Grande, como o enfraquecimento das tradições culturais e a atração de jovens para formas precárias de trabalho ligadas ao turismopredatório. Não por acaso, parte das ações do projeto dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Agenda 2030.
Ao combinar capacitação para o mercadonáutico com desenvolvimento físico, mental e emocional em ambientes naturais, a Escola reforça seu papel como agente de transformação social e valorização da cultura caiçara. A ideia não é romper com as raízes locais, mas ampliar as possibilidades.
Foto: Escola Social Náutica da Ilha Grande / Divulgação
Reconhecida pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela) e pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), a Escola Social Náutica da Ilha Grande mantém suas atividades de forma totalmente gratuita. O projeto aceita contribuições a partir de serviçose produtos adquiridos online, que vão de ecobags até passeios em veleiros oceânicos, disponíveis para consulta no site oficial da organização.
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