Do jeitinho americano: Triton levou quatro lanchas ao Fort Lauderdale International Boat Show 2025

Estaleiro paranaense marcou presença no consagrado salão estadunidense pela quinta vez

14/11/2025

Foi a vez da Triton Yachts de deixar o Estados Unidos um pouco mais verde e amarelo. O estaleiro paranaense atracou no estado da Flórida para participar da 66ª edição do Fort Lauderdale Internacional Boat Show (FLIBS), um dos maiores eventos náuticos do mundo.

O salão estadunidense ocorreu de 29 de outubro a 2 de novembro e foi palco para quatro lanchas da fabricante brasileira — que esteve nos EUA com a sua marca internacional, a Hanover. Os modelos ancorados foram: Hanover 447 (Triton Flyer 44), Hanover 387 (Triton Flyer 38 HT), Hanover 347 (Triton Flyer 34 T-TOP) e Hanover 305 (Triton 300 Sport T-TOP).

Triton Yachts (Hanover) marcou presença no Fort Lauderdale Boat Show 2025. Foto: Divulgação

Pela quinta vez no evento, o selo de qualidade “Made in Brazil” conquistou o público de diversas partes do mundo. Para o salão de Fort Lauderdale, a marca trouxe embarcações com layouts que maximizam os espaços, qualidade de acabamento e alto nível de personalização – exatamente o que busca o americano.

Segundo a Triton, os barcos expostos registraram ótima visitação e negócios, especialmente por parte do público estadunidense. O estaleiro descreve o evento como “uma vitrine de alto nível”, que recebe um público cada vez mais qualificado e interessado nos barcos da Hanover.

Participar desse evento é sempre uma oportunidade de mostrar o que o Brasil tem de melhor em design, tecnologia e construção– destacou Allan Cechelero, diretor da Triton

“É muito gratificante ver o quanto a marca vem sendo reconhecida, não apenas na região da Flórida, mas também em outras partes dos Estados Unidos, onde já temos barcos navegando em diferentes estados”, concluiu Cechelero.

Destaques da Triton em Fort Lauderdale International Boat Show

De acordo com o diretor da marca, a grande estrela do estaleiro na Flórida foi a Hanover 447 — já testada por NÁUTICA — , que fez sua estreia em um evento norte-americano. Allan conta que o projeto foi desenvolvido com base nas preferencias do consumidor estadunidense, “mas sem perder a essência do design europeu e a versatilidade que o brasileiro valoriza.”

 

 

Ver essa receptividade e o reconhecimento crescente da Triton Yachts fora do Brasil reforça que estamos no caminho certo– comentou

A Hanover 305, de 30 pés, reforçou o portfólio como opção esportiva e versátil para o dia a dia, enquanto a Hanover 347, de 34 pés, atraiu olhares pelo equilíbrio entre conforto, design e amplitude de áreas externas.

Triton Flyer 38 HT. Foto: Divulgação

A Hanover 387, de 38 pés, chamou atenção pela plataforma lateral com abertura elétrica, que transforma a popa em um verdadeiro beach club.

 

Tido como um dos maiores eventos náuticos do mundo, o Fort Lauderdale International Boat Show recebe em torno de 100 mil visitantes e 52 países, e reforça o lazer náutico como uma tendência crescente de consumo voltado ao bem estar e à qualidade de vida.

 

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    2ª edição do Salvador Boat Show supera expectativas de público, negócios e investimentos

    Em quatro dias, evento foi responsável pela venda de mais de 40 embarcações e superou 5 mil visitantes

    Por: Nicole Leslie -

    A 2ª edição do Salvador Boat Show mostrou que o evento chegou para ficar na capital soteropolitana. O salão náutico movimentou a Bahia Marina de 30 de outubro a 2 de novembro e superou as expectativas de público, negócios e investimentos — além de ter mais que dobrado de tamanho.

    Em quatro dias de evento, o Salvador Boat Show foi responsável pela venda de mais de 40 embarcações e ainda superou a marca de 5 mil visitantes. O perfil do público, inclusive, foi elogiado pelas marcas exibidas no salão, que julgaram os visitantes bem qualificados.

    Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

    Em 2024, o Boat Show fez sua estreia em Salvador com quatro estaleiros presentes. Já nesta edição, foram mais de 10 fabricantes de embarcações, dezenas de barcos na água e ainda mais marcas de acessórios e itens náuticos.

    Nesta edição tivemos uma maior diversidade de embarcações, o que mostra o amadurecimento da cultura náutica e o crescente interesse do público pela navegação-Thalita Vicentini, diretora do Boat Show Eventos/Grupo Náutica

    Vicentini também falou que além de negócios entre o consumidor final e as empresas, o evento é importante para movimentar a economia local, gerar empregos, estimular o turismo e ainda despertar o olhar para um estilo de vida conectado ao mar.

    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

    A Prefeitura de Salvador aproveitou o evento para anunciar um investimento de R$ 20 milhões que serão destinados ao fortalecimento da economia do mar. O plano contempla a construção da primeira Marina Pública da cidade, melhorias nos serviços de atracação, ampliação da rede de apoio aos navegadores, capacitação profissional e ações de promoção ao turismo, para atrair mais visitantes à cidade.

    Não faltaram elogios

    A Intermarine, que estreou nesta edição do Salvador Boat Show, exibiu duas lanchas e o coordenador de marketing da marca, Bruno Peres, comentou que “o evento estava maravilhoso”.


    Para a Schaefer Yachts, o salão foi surpreendente. Márcio Pacheco, representante do estaleiro na Bahia, comentou que o evento superou as expectativas de negócios — que já eram altas — graças ao público “muito qualificado”.

    Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

    A pernambucana NX Boats, além de estar no evento, ainda inaugurou uma base na própria Bahia Marina durante o salão. A marca já garantiu presença no Salvador Boat Show 2026, segundo o gerente comercial na região soteropolitana, Pablo Santos.

    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

    A Ventura, que ocupou píeres na água e também um estande em terra firme, também confirmou presença na próxima edição do salão. Já a estreante Triton Yachts resumiu o evento como uma grata surpresa, que inclusive já rendeu frutos em vendas logo no primeiro dia.

     

    A Fibrafort aproveitou para exibir uma vasta gama do portfólio e se aproximar do público local, assim como a Real Powerboats, que já tem em Salvador seu segundo maior público.

     

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      Rio Boat Show já tem data para abrir o calendário de salões náuticos em 2026

      Principais players do mercado se reuniram na Cidade Maravilhosa nesta terça-feira (11) para o coquetel de lançamento do evento, que ocorrerá de 25 de abril a 3 de maio

      Nesta terça-feira (11), o salão náutico que abre o calendário de vendas do mercado náutico brasileiro foi oficialmente lançado: o Rio Boat Show 2026. Na ocasião, reuniram-se no Restaurante 348, na Marina da Glória, representantes do Grupo Náutica e da Acobar (Associação Brasileira de Construtores de Barcos e seus Implementos), além das principais marcas do mercado interessadas em expor seus produtos no evento.

      O Rio Boat Show acontece desde 1998 na Cidade Maravilhosa, sendo um encontro mais do que tradicional do setor. Em tantos anos de história, o evento foi celebrado, em sua maioria, na icônica Marina da Glória, sobre as águas da Baía de Guanabara. Em 2026, esse mesmo local receberá a 27ª edição do salão de 25 de abril a 3 de maio, no ano em que comemora 10 anos de sua reinauguração.

      Principais players do mercado náutico se reuniram no Restaurante 348 para garantir uma vaga no Rio Boat Show 2026. Foto: Revista Náutica

      Em discurso, Eduardo Colunna, presidente da Acobar, destacou o palco do salão náutico pelo prêmio em Mônaco de Marina Sustentável. “É o Brasil mostrando que é capaz, que faz direito. Isso dá muito orgulho para nós todos”.

      Hoje nós temos barcos muito bem construídos, que competem lá fora, que ‘brigam’ de igual para igual com mercados maduros. O Boat Show acontece aqui há muito tempo, sempre com muito sucesso. Em 2026 não vai ser diferente– destacou

      Considerado o maior salão náutico do setor ao estilo outdoor na América Latina, o Rio Boat Show, em 2025, somou mais de 300 embarcações vendidas, um dos maiores volumes já registrados na história do evento, que acontece há quase três décadas. O salão reuniu tanto nas águas quanto na área seca da marina mais de 100 modelos de barcos.

      Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

      Na ocasião, o evento celebrou os 460 anos da cidade do Rio de Janeiro, a partir do tema “Entre o mar e o Pão de Açúcar: legado e futuro nos 460 anos da Cidade Maravilhosa”. Já em 2026, os visitantes vão imergir em um encontro guiado pelo lema “A água é movimento, é vida, é conexão. Ela nos inspira, nos impulsiona e nos transforma”, conforme revelou Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica.

      Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica, apresentou a campanha do Rio Boat Show 2026. Foto: Revista Náutica

      O nosso objetivo, através da campanha, é poder mostrar tudo que está sobre as águas e o tudo que ela pode nos proporcionar– detalhou Vicentini

      A diretora mencionou a presença do Grupo Náutica na COP30, em que Ernani Paciornik, presidente do grupo, apresenta o JAQ H1, embarcação 100% movida a hidrogênio verde idealizada por ele — tanto por isso, Paciornik não esteve presencialmente no coquetel.

      JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      Marcamos presença na COP 30 através da evolução dos nossos projetos. A gente acredita cada vez mais que a água nos move. É nosso objetivo e propósito daqui para frente mostrar que ela também pode mover uma embarcação– detalhou, mostrando a conexão entre o tema e o momento atual

      Thalita apresentou aos expositores as novidades do evento, que em 2026 terá novas oportunidades de amplificação de marca, como balcões VIP e circuitos de LED, além de novas opções na planta.

      Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, participou do coquetel via chamada de vídeo ao vivo. Foto: Revista Náutica

      De surpresa, Ernani Paciornik apareceu no encontro de maneira virtual, através de uma chamada de vídeo ao vivo. Em discurso, ele destacou o papel da náutica brasileira na transição energética, dando mais detalhes sobre o JAQ H1, motivo pelo qual não esteve no encontro presencialmente. “Estamos mostrando um produto real, um barco de verdade, que já está navegando com hidrogênio”, destacou.

      Gostaria muito de estar presente, mas estou dando continuidade ao que sempre faço: trabalhar pelo mercado, pela náutica– ressaltou

      Ernani destacou que a iniciativa coloca a indústria naval brasileira em destaque mundial. “Muita gente se surpreende, porque a indústria naval ainda não havia feito algo assim. E nós estamos levando essa inovação não só para a náutica, mas para toda a indústria naval”, explicou.

       

      Além de sustentável, o barco-escola JAQ H1 deve atuar como um laboratório flutuante para pesquisa científica, educação ambiental e desenvolvimento comunitário nos biomas.

      JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      Ernani Paciornik é o idealizador do projeto, que conta ainda com a expertise científica da Itaipu Parquetec, a potência industrial da GWM, a relevância de ações sustentáveis e de consumo da Heineken e do Café Orfeu, a excelência em design brasileiro da Artefacto e a engenharia da MAN para dar forma ao JAQ.


      Conheça as primeiras marcas confirmadas no 27º Rio Boat Show: Ademicon, Agroquímica/Kelson’s, Armazém Off Road, Azimut, Azov Yachts, BR Marinas, CFMoto, Kapazi, Lanchas Coral, Mercury, Mestra Boats, NX Boats, Quadricenter, Real Powerboats, Ross Mariner, Schaefer Yachts, Sessa, Solara, Triton Yachts, Ventura, Volvo Penta, Yamaha, Yanmar e Zath Mariner.

      Planta do Rio Boat Show 2026 após o coquetel de lançamento do evento. Imagem: Divulgação

      Rio Boat Show 2026

      Promovido pelo Grupo Náutica, por meio da Boat Show Eventos e da Revista Náutica, o evento náutico mais charmoso da América Latina volta a ocupar a Marina da Glória entre os dias 25 de abril e 3 de maio. Por lá, apaixonados pela vida no mar estarão reunidos em um cenário incomparável, onde o charme carioca se mistura ao melhor do universo náutico.

      Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

      Serão lanchas, iates, veleiros, catamarãs, jets, infláveis, motores e equipamentos dispostos às margens — e sobre as águas — da Baía de Guanabara, sob o olhar do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar compondo a paisagem. Será uma oportunidade única para conhecer as principais novidades do setor e vivenciar de perto esse lifestyle.

       

      Para garantir sua participação como expositor na próxima edição do Rio Boat Show, entre em contato com o Boat Show pelo telefone (11) 2186-1068 ou pelo e-mail [email protected].

       

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        Salão de Usados Náutica terá mais de 80 barcos à venda em Angra dos Reis

        Primeira edição do evento de barcos seminovos ocorrerá de 20 a 23 de novembro, na novíssima Marinas do Atlântico

        O verão está chegando e a oportunidade de garantir um barco para curtir as águas também! A primeira edição do Salão de Usados Náutica ocorre de 20 a 23 de novembro, em Angra dos Reis (RJ), onde reunirá para venda mais de 80 modelos seminovos na novíssima Marinas do Atlântico.

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        O evento entra na refinada lista de salões náuticos organizados pela Boat Show Eventos, responsável pelos maiores do tipo na América do Sul. Durante quatro dias, o público poderá comparar modelos, realizar test-drives e negociar diretamente com os principais brokers e revendas do país — tudo isso em uma estrutura de primeira.

        É uma iniciativa que une propósito e estratégia: estimular a renovação da frota e aproximar um público que deseja ingressar no universo náutico– Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica e do Boat Show Eventos

        O Salão de Usados Náutica vai marcar a inauguração da Marinas do Atlântico, no coração de Angra, tida como o paraíso nacional dos barcos. Trata-se de um complexo de alto padrão, que chega como a primeira marina na América Latina a contar com estrutura flutuante da sueca SF Marina, referência mundial em píeres de concreto.

        Foto: Divulgação

        A nova marina terá 140 vagas molhadas, travel lift para 240 toneladas e heliponto homologado, além de pátio de serviço com 4.200 m² e shopping com lojas, oficinas, conveniências e restaurante.


        Salão de Usados Náutica

        O evento promete ser uma experiência completa para quem quer viver o mar em todas as suas formas. Durante quatro dias, os visitantes poderão participar de test-drives, experimentando diferentes embarcações, comparando modelos e descobrindo qual barco combina melhor com seu estilo, sentindo na prática a emoção de navegar.

        Praia do Dentista, Ilha da Gipoia, em Angra dos Reis. Foto: Divulgação

        Além da experiência a bordo, o evento oferecerá momentos de sunset e networking, com música ao vivo e um ambiente descontraído, perfeito para encontros entre compradores, vendedores e formadores de opinião do mercado náutico. Tudo isso na nova Marinas do Atlântico, totalmente abrigada e com fácil acesso pela Rodovia Rio-Santos.

         

        A programação também valorizará a gastronomia à beira-mar, com uma praça gastronômica e restaurante da marina que combinam boa comida, a brisa do mar e vistas de tirar o fôlego. Para completar a experiência, visitantes encontrarão ativações exclusivas e atrações projetadas para celebrar o prazer de navegar. É a oportunidade de conhecer marcas, brindar o verão e vivenciar o verdadeiro espírito náutico.

         

        Anote aí!

        Quando: De 20 a 23 de novembro de 2025;
        Onde: Marinas do Atlântico, em Angra dos Reis (RJ);
        Horário: das 10h às 20h;
        Saiba mais no site oficial do evento;
        Faça seu credenciamento gratuito!

         

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          Como acelerar a descarbonização da navegação? Painel do JAQ Hidrogênio debateu estratégias

          Diretor de Tecnologia do Itaipu Parquetec, mentora de Mobilidade a Hidrogênio da SAE Brasil e diretor de Meio Ambiente do Porto de Paranaguá discutiram o tema

          13/11/2025

          O primeiro barco-escola 100% movido a hidrogênio já tem deixado seus ensinamentos enquanto é apresentado na COP30, em Belém (PA). Nesta quarta-feira (12), o auditório do JAQ H1 foi o palco para especialistas discutirem estratégias de transição energética para o setor naval.

          O painel “Combustíveis alternativos na indústria naval”, mediado por Cila Schulman, CEO do JAQ, teve como pauta central a resposta para a pergunta: como acelerar a descarbonização da navegação com corredores verdes?

          JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

          Para isso, o debate reuniu Alexandre Leite, diretor de Tecnologia do Itaipu Parquetec; Monica Saraiva Panik, mentora de Mobilidade a Hidrogênio da SAE Brasil; e João P. Santana, diretor de Meio Ambiente do Porto de Paranaguá. Juntos, eles ainda levantaram pontos como a escala para reduzir custos do H₂ e uma logística multimodal que integre produção, armazenagem e abastecimento a bordo.

           

          Alexandre Leite abordou sobre a coerência climática, quando comentou que “não faz sentido falar em exportar hidrogênio verde usando navios movidos a combustíveis fósseis”.


          Ele ressaltou ainda que o mercado náutico tem potencial para puxar essa virada, do lazer ao transporte marítimo, desde que haja investimento continuado, lembrando que o Itaipu Parquetec produz H₂V há mais de 12 anos e que a binacional “absorve 36 vezes mais carbono do que emite”.

           

          Na sequência, Monica Saraiva Panik defendeu a criação de corredores verdes marítimos, com portos preparados para abastecer combustíveis de baixa emissão de carbono (H₂ e derivados, e-fuels, biocombustíveis avançados). O gargalo, disse, é a escala. “O custo segue alto porque a produção e a frota ainda são insuficientes”.

          JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

          Para romper o ciclo, listou projetos-âncora e lembrou que o transporte de hidrogênio é multimodal — dutos, ferrovia, rodovia e navios — e as embarcações que transportam energia limpa precisam também usá-la. Como referência internacional, citou o Porto de Roterdã e a rota para Gênova.

           

          João P. Santana, por sua vez, defendeu que a transição energética marítima precisa ter uma estratégia multicombustível, combinando diversos combustíveis não fósseis de baixo carbono, e citou o JAQ H1 como prova de viabilidade.

          Se é possível fazer num barco deste porte, é possível escalar para navios– afirmou

          Para ele, o movimento inaugurado pelo projeto tem caráter pioneiro. “O Ernani está desbravando um território que ninguém conhece; depois a grande massa vai atrás, isso é futuro”.

           

          Para finalizar, o anfitrião Ernani Paciornik, idealizador do JAQ Hidrogênio, destacou o caráter prático e inaugural da iniciativa. “É o início e não tem outra história. Chega de teoria. É hora de praticar. Vamos instalar uma usina menor no JAQ 2, operar e mostrar o caminho”.

          Se conseguimos aqui, com apoio da GWM e de parceiros como o Itaipu Parquetec, por que grandes armadores não conseguiriam? O JAQ prova que a transição na navegação é viável e escalável. Vamos acelerar a descarbonização com tecnologia feita no Brasil– concluiu Paciornik

          JAQ H1 é uma embarcação-escola, com 36 metros de comprimento. Na fase inicial, apresentada na COP30, toda a hotelaria (iluminação, climatização, cozinha e auditório) está preparada para operar com H₂V.

           

          Na próxima fase, será instalado um motor bicombustível que, com 20% de hidrogênio, vai reduzir em até 80% as emissões de carbono. A terceira fase está prevista para 2027: o JAQ H2, uma embarcação de 50 metros de comprimento que dessalinizará a água do mar para gerar o próprio hidrogênio a bordo, rumo à autossuficiência.

           

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            Na COP30, presidente da CETESB se surpreende com tecnologia do JAQ H1: “é uma revolução”

            "Estamos juntos na mesma missão de salvar o planeta", declarou Thomaz Toledo, que destacou a iniciativa do barco

            Não é todo dia que vemos um revolucionário barco movido a hidrogênio, como o exposto na COP30. Com uma tecnologia totalmente limpa de emissões, o JAQ H1 tem atraído autoridades e especialistas ambientais, como é o caso de Thomaz Toledo, biólogo e presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), que veio conhecer de perto a tecnologia do barco-escola.

            Responsável pelo controle, fiscalização, monitoramento e licenciamento de atividades geradoras de poluição, a CETESB fiscaliza o que pode gerar contaminação no estado de São Paulo. Em Belém (PA), Toledo marcou presença no encontro climático para acompanhar as alternativas sustentáveis no transporte.

            JAQ H1 é apresentado para Thomaz Toledo. Foto: Marco Nascimento/ Revista Náutica

            “No Estado de São Paulo, o principal emissor de gás de efeito estufa é o transporte, diferente de outras realidades do nosso país”, pontou o chefe da agência estatal. Segundo ele, SP tem investido bastante em opções de descarbonização — como a utilização do biometano — em diversas rotas de hidrogênio.

            O presidente da CETESB citou como exemplo a estação de hidrogênio na Universidade de São Paulo (USP), um projeto piloto que oferece abastecimento com biometano em automóveis dentro da Cidade Universitária.

            Descarbonização do transporte é um ponto de interesse do nosso estado– destacou Toledo à NÁUTICA

            Thomaz Toledo e sua equipe da CETESB a bordo do JAQ H1 na COP30. Foto: Marco Nascimento/ Revista Náutica

            A bordo do JAQ H1, Toledo disse estar interessado em tecnologias sustentáveis e em “tudo que vai no sentido de reduzir a nossa pegada sobre o meio ambiente.”

            [O objetivo é] melhorar a convivência e o desenvolvimento das atividades, para que a gente tenha atividades econômicas, mas também tenha preservação do nosso planeta– pontou Thomaz

            Sobre a iniciativa do JAQ H1, ele não poupou elogios. Com 36 metros de comprimento, o primeiro barco-escola do mundo movido 100% a hidrogênio será dedicado à promover educação ambiental e estudos dos biomas marinhos e fluviais.

            Maquete do JAQ H2. Foto: Marco Nascimento/ Revista Náutica

            É uma revolução realmente que a gente tem aqui

            O biólogo, que já frequentou outros eventos de pauta ambiental ao redor do mundo, destacou a evolução da tecnologia usada na embarcação a hidrogênio. “É uma grande surpresa como isso evoluiu num tempo muito curto”, confessou.

            JAQ H1 é apresentado para Thomaz Toledo. Foto: Marco Nascimento/ Revista Náutica

            Eu estive há dois anos na COP de Dubai e a gente não teve contato com essa tecnologia que já está aqui– relembrou

            “Não é um modelo reduzido, não é só um PowerPoint. Nós podemos visitar a embarcação e conhecer toda a adaptação que existe para que ela possa ser útil”, ressaltou Toledo sobre a exposição do JAQ H1 na COP30. Não à toa, o presidente da CETESB já considera o barco-escola um grande parceiro nos desafios da descarbonização.

            Estamos juntos na mesma missão de salvar o planeta– declarou

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              “Esperança para o transporte pelo mar”: Governador do ES fala sobre JAQ H1

              Em visita à embarcação pioneira do Projeto JAQ na COP30, Renato Casagrande comentou sobre a importância da iniciativa

              Por: Nicole Leslie -

              O JAQ H1 tem chamado atenção e sido visitado por diversas autoridades do Brasil e do mundo na COP30, que movimenta a cidade de Belém, no Pará, até 21 de novembro. Nesta quarta-feira (12) o Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), conheceu o barco pioneiro 100% movido e alimentado por hidrogênio verde e destacou a importância da iniciativa.

              Poder visitar a embarcação que já está usando o hidrogênio como fonte de combustível é uma esperança que a gente tem para o transporte pelo mar-declarou Casagrande

              Em entrevista à Revista Náutica, o chefe do executivo capixaba se mostrou contente por poder apresentar na conferência o trabalho que o Espírito Santo tem feito na área de transição energética e de adaptação às mudanças climáticas.

              Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica

              Além disso, Renato preside o Consórcio Brasil Verde, uma iniciativa de governos estaduais para fortalecer a governança climática e ambiental. Também por isso ele disse ter sido importante estar na COP30 para ver, na prática, como a transição energética é possível em um modal de transporte utilizado no mundo todo.

              A gente vê que as empresas estão se unindo para poder apresentar e discutir alternativas para a descarbonização desse modal [náutico]-destacou o governador


              Na mesma linha de interações e ligações entre empresas em busca de soluções para o meio ambiente, Renato Casagrande aproveitou para elogiar Ernani Paciornik pelo Projeto JAQ. A iniciativa trouxe o JAQ H1 em 2025, primeiro barco-escola do mundo movido a hidrogênio, e promete lançar o JAQ H2 em 2027, que promete ser totalmente autossificiente, sendo alimentado apenas pela água em que navega.

               

              Veja mais fotos de Renato Casagrande na COP30:

              Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica
              Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica
              Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica

               

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                Governador do Piauí visita o JAQ H1 e afirma: “fica claro que é viável substituir combustíveis fósseis”

                Rafael Fonteles conheceu a embarcação 100% movida a hidrogênio verde nesta quarta-feira (12), durante a COP30

                Entre painéis simultâneos e agendas lotadas durante a COP30, o JAQ Hidrogênio foi o destino de autoridades e empresários nesta quarta-feira (12), em Belém (PA). O governador do Piauí, Rafael Fonteles, foi um dos que conheceu de perto a embarcação 100% movida a hidrogênio verde.

                Em entrevista à Náutica, Fonteles destacou que a iniciativa “é muito positiva, pois materializa um debate de anos e mostra que projetos desse tipo podem ganhar escala”.

                JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                Com 36 metros, hotelaria pronta para H₂V e um plano de evolução que prevê propulsão híbrida em 2026 — e produção de hidrogênio a bordo na etapa seguinte —, o JAQ H1 é tido como um avançado laboratório flutuante, uma vez que deve atuar como barco-escola, promovendo a educação ambiental e o estudo dos biomas marinhos e fluviais brasileiros.

                A iniciativa é muito positiva, pois materializa um debate de anos e mostra que projetos desse tipo podem ganhar escala. Fica claro que é viável substituir combustíveis fósseis por alternativas de baixo carbono na navegação– destacou Rafael Fonteles

                Também durante a COP30, o governador Rafael Fonteles apresentou o Plano Estadual de Ação Climática do Piauí, que define as diretrizes para que o estado alcance a neutralidade de carbono até 2050 e se torne referência em resiliência climática e transição energética limpa.


                O documento define objetivos, medidas e formas de gestão voltadas à reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e lidar com os efeitos do aquecimento global, priorizando a justiça socioambiental e o desenvolvimento sustentável. Entre as principais metas estão:

                • Redução de 100% das emissões de gases de efeito estufa até 2050;
                • Ampliação da coleta e tratamento de esgoto para toda a população;
                • Restauração de 80% das áreas degradadas;
                • Eliminação do desmatamento ilegal;
                • Expansão do uso de energias renováveis, como solar e eólica;
                • Fortalecimento da bioeconomia e da agricultura de baixo carbono.

                 

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                  Governador do RS enxerga JAQ H1 como inspiração: “Uma grande oportunidade para todos”

                  Eduardo Leite visitou o primeiro barco-escola do mundo movido a hidrogênio durante a COP30 e destacou o potencial econômico e ambiental da tecnologia

                  Por: Nicole Leslie -

                  O JAQ H1, primeiro barco-escola do mundo movido a hidrogênio, segue despertando o interesse de autoridades na COP30, em Belém, no Pará. Nesta terça-feira (12), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), esteve a bordo da embarcação e destacou o projeto como um exemplo concreto da transição energética no planeta.

                  A gente fica muito feliz de ver aqui uma aplicação direta do hidrogênio como instrumento para propulsão e para a parte de hotelaria do barco. É uma grande oportunidade para todos nós, para o planeta, para a humanidade em termos de transição, mas também uma oportunidade econômica-afirmou o governador à Revista Náutica

                  A visita reforçou a importância da inovação náutica brasileira diante da busca global por soluções sustentáveis. No JAQ H1, o hidrogênio será a principal fonte tanto para mover o barco quanto para alimentar seus sistemas internos — um modelo que pode inspirar o futuro da mobilidade, seja no mar ou até em terra.

                  JAQ H1 na COP30. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                  Apesar de não haver relação institucional entre o projeto e o estado gaúcho, Eduardo Leite ressaltou que o exemplo do JAQ H1 está em sintonia com a política energética do Rio Grande do Sul.

                  A questão da transição energética é fundamental dentro do propósito de reduzir emissões, e são duas frentes que o Rio Grande do Sul está trabalhando: a de mitigação e a de adaptação climática, depois das enchentes que tivemos no ano passado-afirmou


                  Segundo o governador, o estado tem atuado de forma “muito ambiciosa” na produção de hidrogênio verde, aproveitando a matriz renovável já consolidada — com energia eólica, hidrelétrica e solar — e a forte demanda da indústria e da agricultura por fertilizantes.

                  Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                  O chefe do executivo gaúcho disse que o RS busca diversificar outras bases de combustíveis sustentáveis para além do hidrogênio. Ele conta que com a liderança na produção de biodiesel no país, o estado tem avançado nas produções de etanol a partir do milho e que também tem aproveitado fontes como biodigestores, biogás e biometano.

                   

                  A soma dessas iniciativas reforça o compromisso do Rio Grande do Sul em se tornar referência na produção de combustíveis de base sustentável no país — um movimento que, como o JAQ H1 demonstra, já começa a ganhar força também no mar.

                   

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                    “Revolução”: diretor da Itaipu Parquetec comenta sobre barcos a hidrogênio apresentados na COP30

                    Mais que veículos com potencial de emissão zero, embarcações como o JAQ H1 e o BotoH2 permitem silêncio total

                    Por: Nicole Leslie -
                    12/11/2025

                    O debate global sobre a transição energética encontrou na COP30 um palco estratégico para anunciar projetos de embarcações movidas a hidrogênio verde. O JAQ H1, inaugurado na véspera do evento, e o BotoH2, lançado nesta quarta-feira (12), carregam tecnologias desenvolvidas pela Itaipu Parquetec. À NÁUTICA, o diretor superintendente da empresa de tecnologia, Irineu Mario Colombo, falou sobre essa revolução nos barcos.

                    Enquanto o barco-escola JAQ H1 é parcialmente alimentado a hidrogênio, o barco-conceito BotoH2 é totalmente movido pela tecnologia limpa. Para Irineu, as embarcações representam uma “vitória tremenda”, fruto de uma jornada de desenvolvimento tecnológico importante não apenas para os investidores do projeto, mas para o meio ambiente a nível global.

                    Estamos dando a nossa contribuição para o planeta […] e a contribuição é gigantesca-disse Colombo

                    Irineu Mario Colombo, diretor superintendente da Itaipu Parquetec. Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica

                    A parceria entre o Projeto JAQ e a Itaipu Parquetec surgiu em conversas entre Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, com a própria empresa de tecnologia. Dali veio o JAQ H1, primeiro barco-escola do mundo movido a hidrogênio, e virá o JAQ H2, em 2027, com a promessa de ser 100% autossuficiente, utilizando apenas o hidrogênio extraído da própria água como combustível para navegar.

                    JAQ H1 na COP30. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                    Já o barco-conceito da Itaipu, o BotoH2, foi apresentado ainda em outubro, em evento fechado, e lançado estrategicamente durante a COP30. Com menor porte que o JAQ H1, a embarcação já consegue navegar utilizando apenas hidrogênio. Irineu conta que a tecnologia não apenas elimina a poluição, como inverte o processo ambiental da navegação tradicional.

                    Boto H2. Foto: William Brisida / Itaipu Binacional

                    Quem hoje navega soltando gás carbônico pelo diesel ou gasolina, com hidrogênio vai soltar água puríssima — na própria água. Veja que maravilha-destacou

                    Além do benefício ambiental, a navegação com esse sistema é muito silenciosa. A mudança é considerada disruptiva, pois permite que a embarcação navegue com pouco barulho de motor, deixando de contaminar a água e beneficiando, inclusive, a parte de hotelaria, por não gerar ruídos.


                    Como hidrogênio verde vira combustível?

                    Irineu Mario Colombo, além de diretor superintendente da Itaipu Parquetec, é professor. Em entrevista à NÁUTICA, ele explicou como a tecnologia que transforma água em combustível funciona no BotoH2.

                    1. Primeiro o hidrogênio é gerado através de uma eletrólise alimentada por energia solar (que vem do sol), que quebra a molécula de água (H2O).
                    2. Esse hidrogênio é enviado para cilindros a bordo da embarcação, onde o gás hidrogênio é transformado em energia elétrica, a partir da separação próton/elétron
                    3. A energia elétrica alimenta tanto o motor quanto uma bateria, que serve para garantir a estabilidade energética dos sistemas do BotoH2.
                    4. No barco, o sistema se comporta como uma “espécie de usina produtora de energia elétrica”, utilizando o sol, a bateria e, sobretudo, o hidrogênio.
                    Motor do barco é alimentado por um sistema desenvolvido inteiramente pelo Itaipu Parquetec que utiliza gás hidrogênio armazenado em cilindros. Foto: Revista Náutica

                    Embora agora mais fácil de explicar, Irineu relembra que o processo de desenvolvimento de novas tecnologias não foi, não é e nem será fácil. O caminho envolve tempo, altos custos, divergências técnicas e tecnológicas, e opiniões diferentes — o que não deixa de ser “absolutamente natural”. Não à toa, o início da pesquisa sobre hidrogênio verde começou na empresa há 11 anos e os primeiros resultados foram apresentados agora, no contexto da COP30, em 2025.

                    Hidrogênio verde e missões sociais

                    Enquanto o JAQ H1 é o primeiro barco-escola do mundo movido a hidrogênio, com objetivo de contribuir de forma sustentável para a pesquisa no Brasil, o BotoH2 terá uma missão social específica na Amazônia.

                    Maquete do JAQ H1. Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica

                    A solução foi encomendada pela Itaipu Nacional para que os catadores e coletores de resíduos recicláveis de Belém pudessem se deslocar entre ilhas, de forma que busquem e levem recicláveis para a unidade de valorização que a própria Itaipu está patrocinando.

                    Brasil líder na indústria náutica sustentável

                    Irineu relembra que o Brasil é “cheio d’água e com muito sol”, o que o torna ideal para a produção de hidrogênio verde. O cenário posiciona esse viés tecnológico como um ativo estratégico para ser trabalhado no país, seja no continente ou embarcado.

                    Maquete do JAQ H2. Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica

                    Colombo não tem dúvidas de que a solução do hidrogênio verde “chegou para ficar” na indústria náutica. “As empresas que trabalham poluindo vão ter que pensar em começar lentamente mexer na sua frota de colocar as soluções do hidrogênio”, afirma.

                     

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                      Para todos: JAQ H1 será aberto para visitação gratuita neste fim de semana da COP30

                      Primeiro barco-escola do mundo movido 100% a hidrogênio estará disponível ao público das 13h às 19h

                      O JAQ H1, primeiro barco-escola do mundo movido 100% a hidrogênio, está no centro das atenções da COP30. Lançado pelo Grupo Náutica, a embarcação de 36 metros já recebeu diversas autoridades durante o evento, mas prepara uma novidade para todos: uma visitação gratuita aberta ao público!

                      Neste fim de semana de exposição (15 e 16 de novembro), o JAQ H1 estará aberto para visitação das 13h às 19h. O navio se encontra ancorado na Estação das Docas, em Belém (PA) e, para embarcar, será necessário retirar sua pulseira no balcão de credenciamento.

                      JAQ H1 em Belém(PA). Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica.

                      Tido como um avançado “laboratório flutuante”, o JAQ H1 será dedicado à promover educação ambiental e estudos dos biomas marinhos e fluviais, tornando-se o primeiro barco de explorações e pesquisas do mundo movido a hidrogênio verde — tudo isso com o equivalente a uma área de cerca de 400 m².

                      A embarcação marca a primeira fase do projeto JAQ Hidrogênio, que foi lançado com as suas operações (hotelaria) utilizando o poder da molécula. Porém, durante a COP30, por uma questão logística, o navio funcionará com baterias de lítio, tecnologia também de zero emissão de carbono, mantendo a proposta de navegação limpa e sustentável.

                      JAQ H1 na COP30. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                      Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, é o idealizador do projeto do JAQ H1, que contou ainda com a expertise científica da Itaipu Parquetec, a potência industrial da GWM, a relevância de ações sustentáveis e de consumo da Heineken e do Café Orfeu, a excelência em design brasileiro da Artefacto e a engenharia da MAN para dar forma ao JAQ.

                       

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                        Nos holofotes do mundo, o JAQ H1 segue atraindo autoridades de diversos setores do Brasil na COP30. O primeiro barco-escola do planeta movido 100% a hidrogênio recebeu a visita de Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), que elogiou a iniciativa ecológica da embarcação e reforçou a importância de um futuro sustentável.

                        Entusiasta do debate ambiental — sobretudo da crise do meio ambiente — , Dantas compareceu a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas para acompanhar o que está sendo feito em Belém (PA). O ministro esteve acompanhado do presidente Lula na abertura do evento e acompanhou os projetos expostos.

                        Bruno Dantas, ministro do TCU. Foto: Geovani Pantoja/ Revista Náutica

                        Achei formidável a ideia de trazer a COP para o Brasil, e mais especificamente para a Amazônia– destacou Dantas à NÁUTICA

                        Acompanhado da comitiva de Rui Costa, ministro da Casa Civil, o magistrado conheceu todos os detalhes do “laboratório flutuante”, que terá como missão colaborar em pesquisas científicas, promover a educação ambiental e o desenvolvimento comunitário nos biomas.

                        Rui Costa, ministro da Casa Civil, e Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União. Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                        Lançado pelo Grupo Náutica, a embarcação de 36 metros está na COP30, por questões de logística, operando com baterias de lítio, tecnologia também de zero emissão de carbono e que mantém a proposta de navegação limpa e sustentável.

                        JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                        Para o ministro do TCU, o JAQ H1 representa uma “evolução muito grande” no quesito sustentabilidade em relação aos últimos anos e coloca o Brasil no epicentro global do combate à crise climática.

                        Acredito que o Brasil pode ser um protagonista nessa cena: da discussão de sustentabilidade– opinou

                        Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                        Dantas pontua que, um país com as potencialidades do Brasil “não pode ficar alijado” desse debate. “Foi uma experiência riquíssima e volto para Brasília para compartilhar com meus colegas do TCU tudo que eu vi por aqui”, declarou o ministro.

                        Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, é o principal nome por trás do projeto do JAQ H1, que contou ainda com a expertise científica da Itaipu Parquetec, a potência industrial da GWM, a relevância de ações sustentáveis e de consumo da Heineken e do Café Orfeu, a excelência em design brasileiro da Artefacto e a engenharia da MAN para dar forma ao JAQ.

                         

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                          Da quilha ao motor: Veleiro Bravura avança para a reta final da construção na parceria com Yanmar

                          O 15º episódio da série mostra Angelo Guedes em um sprint decisivo marcado por grandes avanços e desafios nos bastidores da construção

                          Por: Nicole Leslie -

                          Quem acompanha a Construção do Veleiro Bravura no Canal Náutica do YouTube tem visto o barco tomando cada vez mais forma. Apesar de tanto já feito, Angelo Guedes ainda tem uma série de desafios para finamente velejar. O 15º episódio da saga, que vai ao ar às 20h desta quarta-feira (12), é marcado por importantes avanços na finalização estrutural, pela chegada do motor Yanmar e pela mudança de local da embarcação.

                          A esse ponto, Angelo se assemelha a um maratonista que, após completar a maior parte da corrida (construção do casco), recebe novos equipamentos (motor, guincho), mas precisa parar no pit stop (a “nova oficina”) para um último ajuste (acabamentos, hidráulica e elétrica) antes do sprint final rumo à linha de chegada (o tão esperado lançamento na água).

                          Veleiro Bravura no local da “nova oficina”. Foto: Revista Náutica

                          Um dos pontos altos do novo episódio foi o preenchimento, pintura e instalação da quilha — que pesa mais que uma tonelada (ou 1.150 kg “de pura emoção”) — em um processo que foi remodulado e usou guincho elétrico ao invés de catracas manuais e pistões hidráulicos. Embora trabalhoso, o resultado deu certo e ainda custou cerca de 20% a menos do que o valor esperado por Angelo.

                          Quilha foi pintada e instalada no 15º episódio da série. Foto: Revista Náutica

                          A quilha foi encaixada e alinhada unicamente por Angelo, que utilizou o guincho e alavancas em um processo de muitos “vai e vem”. O equipamento, no entanto, foi mantido recolhido por segurança, afinal, seu uso acontecerá, de fato, apenas quando o veleiro já tiver navegado o Rio Paraná e for para o mar.

                          Foto: Revista Náutica

                          O novo episódio também mostra a chegada e o início da preparação do motor Yanmar 3JH40. O equipamento foi levado a um torneiro mecânico para algumas adaptações na flange e na junta homocinética para garantir que o eixo do hélice fique bem firme e adequado uma vez que o motor for instalado.

                          Motor Yanmar. Foto: Revista Náutica

                          Além disso, capítulo mostra a chegada de outros equipamentos, como a âncora, o guincho da âncora, bombas de porão, uma bomba pressurizada para água doce, o fogão e a cuba dupla para a cozinha. O episódio ainda mostra avanços — e alguns desafios — que aconteceram no interior do Bravura.


                          Entre os avanços, estão o revestimento de algumas estruturas com isopor e placas de ACM branco fosco, o início da montagem de alguns cômodos e as últimas soldas da embarcação. Já o desafio na verdade foi um erro de um fornecedor, que enviou uma das chapas de ACM em cor errada, o que mudou um pouco dos planos de Angelo, mas não interrompeu o processo.

                          Veleiro Bravura foi içado por guincho para ser colocado e retirado de carreta, entre a antiga e a nova oficina. Foto: Revista Náutica

                          O 15º episódio da saga mostra a remoção do Veleiro Bravura até o local da “nova oficina”. A logística de transporte revelou momentos de medo e tensão, mas foi concluída com sucesso. Com um guindaste, o barco foi içado para uma carreta e estacionado em um local em Porto Rico, às margens do Rio Paraná, que se tornou a nova oficina de Angelo.

                          Foto: Revista Náutica

                          O episódio também acompanha o início dos estudos do construtor para tirar a carteira de Mestre Amador. Afinal, a documentação do Bravura vinha sendo feita para mar aberto, tornando necessária habilitação compatível — ainda que o objetivo de Angelo seja navegar inicialmente no Rio Paraná.

                          Foto: Revista Náutica

                          Agora cada vez mais próximo da chegada, o maratonista se mostra bastante empolgado para ver o barco pronto. Assista!

                           

                           

                          Impulsionado pela Yanmar

                          Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.

                          3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

                          O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.

                           

                          Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.

                          3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

                          De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.

                           

                          O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.


                          Acompanhe tudo no Canal Náutica do YouTube!

                          Para não perder nenhum episódio dessa épica jornada, inscreva-se no Canal da Náutica no YouTube e ative o sininho. Assim, você sempre será notificado quando um vídeo estrear — não só da “Construção do Veleiro Bravura”, mas também de outras produções NÁUTICA.

                           

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                            Barco-escola: auditório do JAQ H1 é inaugurado com alunos da rede pública do Pará

                            Em parceria com a Seduc, Instituto Mondó levou estudantes para conhecer a embarcação 100% movida a hidrogênio verde

                            Como um bom barco-escola, o JAQ H1 não poderia deixar de receber alunos — e eles visitaram a embarcação 100% movida a hidrogênio verde em grande estilo. Em parceria com a Secretaria de Estado de Educação do Pará, o Instituto Mondó levou alunos da rede pública para inaugurar o auditório do barco, que funcionará como um laboratório flutuante para pesquisa científica.

                            O encontro, que aconteceu nesta terça-feira (11), durante a COP30, proporcionou aos jovens a oportunidade de conhecer de perto a tecnologia pioneira, junto a um painel sobre educação ambiental e mudanças climáticas.

                            Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                            Eu diria que é o momento mais emocionante da gente, por estar recebendo alunos das redes estadual e municipal aqui– destacou Cila Schulman, CEO do JAQ Hidrogênio

                            Cila Schulman, CEO do JAQ Hidrogênio. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                            O Instituto Mondó tem como propósito promover o desenvolvimento social, econômico, ambiental e cultural em regiões vulneráveis, especialmente na Amazônia.


                            Julia Jungmann, diretora de Relações Internacionais da instituição, destacou que “esses jovens, em suas escolas, já estão pensando em soluções verdes”, mas, a partir da iniciativa, eles puderam “ver na prática como é uma solução que causa impacto na vida das pessoas”.

                            Julia Jungmann, diretora de Relações Internacionais do Instituto Mondó. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                            Na ocasião, os alunos apresentaram projetos que garantiram, inclusive, medalha de ouro olímpica de eficiência energética, além de trabalhos como a criação de uma placa de controle térmico usando o caroço de açaí.

                            Joana Acácio, aluna e medalhista de ouro na Olimpíada Nacional de Eficiência Energética. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                            Esse barco tem o futuro brilhante porque navega pelas águas usando o hidrogênio, uma energia que não causa danos à natureza– Joana Acácio, medalhista de ouro na Olimpíada Nacional de Eficiência Energética

                            O JAQ H1 simboliza uma nova era de navegação, limpa e responsável. Apresentado pela primeira vez na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), a embarcação é resultado de uma visão de cinco décadas de Ernani Paciornik, presidente do Grupo NÁUTICA.

                            Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, também falou com os alunos durante o encontro. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                            Com 36 metros, o barco foi concebido como um avançado “laboratório flutuante”, que tem como missão atuar como uma plataforma de pesquisa e educação ambiental nos biomas brasileiros.

                            JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                            Para Schulman, a visita dos alunos ao projeto é bastante simbólica, uma vez que marca o encontro da geração da transição energética com a geração que, de fato, vai parar de poluir.

                            É a geração do futuro, a geração que de fato vai parar de poluir. Nós estamos fazendo a transição energética. Eu espero que no mundo dessas crianças a gente já tenha superado essas questões ambientais– ressaltou

                             

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                              Marjorie Kauffmann, chefe da pasta no Rio Grande do Sul, sonha em levar tecnologia da embarcação para as águas gaúchas

                              Um marco na navegação sustentável, o JAQ H1, exposto na COP30, recebeu a presença de Marjorie Kauffmann, Secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul, que prestigiou a embarcação em Belém (PA). O primeiro barco-escola do mundo movido 100% a hidrogênio encantou a chefe da pasta, que sonha em levar a tecnologia da embarcação para as águas gaúchas.

                              Em entrevista à NÁUTICA, Kauffmann destacou a versatilidade do navio, que foi lançado com as suas operações (hotelaria) utilizando o poder da molécula. Durante a COP30, por uma questão logística, o barco está funcionando com baterias de lítio, tecnologia também de zero emissão de carbono, que mantém a proposta de navegação limpa e sustentável.

                              Marjorie Kauffmann durante visita no JAQ H1. Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                              No evento, a comitiva do Rio Grande do Sul pôde conhecer todos os detalhes da embarcação. A delegação já esteve presente em outros momentos do projeto, como na visita específica que ocorreu na China, ainda durante a fase de planejamento. “Isso mostra o quanto que nós estamos conectados”, apontou a Secretária.

                              Tido como uma plataforma da descarbonização, do conhecimento e da ciência, o “laboratório flutuante” de 36 metros de comprimento navegará em águas gaúchas para difundir a navegação limpa e sustentável.

                              Marjorie Kauffmann ao centro, rodeada pelos parceiros do JAQ H1. Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                              Queremos essa tecnologia e com certeza vamos usar o barco para poder dividir isso com o público em geral– enfatizou Kauffmann

                              A missão do navio será atuar como uma plataforma de pesquisa e educação ambiental nos biomas brasileiros. Para a Secretária, um desafio no Rio Grande do Sul será a popularização do hidrogênio verde — mas nada melhor que um barco-escola para ensinar uma navegação ecológica.

                              Marjorie Kauffmann na COP30. Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                              Ser um barco-escola é fundamental para que a gente possa evoluir como sociedade e colocar esse combustível, esse energético, de uma vez por todas para dentro da cadeia– afirmou Marjorie

                              Depois de ver com os seus próprios olhos o barco na COP30, Kauffmann parabenizou o Grupo Náutica pela iniciativa — e mais do que isso, pela conclusão.

                              Precisamos ver o que já está acontecendo. Ver que não é o futuro, é o presente– conclui

                               

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                                Durante a COP30, Natália Resende, da Semil-SP, destacou o alinhamento entre o projeto movido a hidrogênio e as metas do estado para um futuro sustentável

                                Por: Nicole Leslie -
                                11/11/2025

                                O JAQ H1, primeiro barco-escola do mundo movido a hidrogênio, segue atraindo autoridades de diversos países durante a COP30, que acontece em Belém, no Pará, até o dia 21. Nesta segunda-feira (10), o projeto recebeu a visita da secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil-SP), Natália Resende, que reconheceu na iniciativa uma sintonia com os esforços do governo paulista em direção a uma economia mais limpa e sustentável.

                                À NÁUTICA, Natália ressaltou que São Paulo vem estruturando uma política sólida de transição energética, com foco em fontes renováveis e tecnologias de baixo impacto ambiental. Segundo ela, o estado já alcançou 59% de participação de energias renováveis em sua matriz, um índice acima da média nacional e muito superior ao dos países da OCDE.

                                Natália Resende. Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                                Essa conquista é resultado de uma estratégia de longo prazo. Resende lembrou que, em 2024, o governo paulista aprovou o primeiro plano subnacional de energia, com metas projetadas até 2050. O documento orienta ações para ampliar o uso de hidrogênio verde, biometano e biogás, além de estabelecer diretrizes para infraestrutura, regulação e incentivos à inovação.


                                Em resumo, a Semil-SP trabalha para que o Estado de São Paulo avance em escala, transformando resíduos e outras fontes limpas em geração de energia, emprego e renda. Por isso, inclusive, que laboratórios de pesquisa desenvolvidas pela USP e pelo IPT buscam identificar gargalos e soluções para o uso do hidrogênio em larga escala — um tema que conecta diretamente o estado paulista ao propósito do JAQ, idealizado por Ernani Paciornik.

                                JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                Para Natália, a presença do barco-escola na COP30 é simbólica e representa o potencial da união entre governo e iniciativa privada na construção de um futuro mais sustentável. Não à toa, Natália reafirmou que o Estado de SP está aberto a parcerias que impulsionem a inovação ambiental.

                                 

                                Por fim, a secretária celebrou a notícia de que o JAQ H2 será produzido em São Paulo. Previsto para ser lançado em 2027, o barco carrega a promessa de ser 100% autossuficiente, navegando com tecnologias que reaproveitam o hidrogênio extraído da própria água do mar.

                                 

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                                  Rui Costa prevê assinatura do projeto de lei do marco do hidrogênio “já na virada do ano”

                                  Em visita ao JAQ H1, ministro destacou o projeto como símbolo da inovação verde e reforçou papel do Brasil como líder global em energia limpa

                                  Os olhares do mundo estão voltados à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre em Belém, no Pará, até 21 de novembro. Por lá, um dos destaques é o JAQ H1, barco movido a hidrogênio verde, fruto de um projeto do Grupo NÁUTICA. O Ministro da Casa Civil, Rui Costa, visitou a embarcação e apontou a importância da iniciativa.

                                  Em entrevista à NÁUTICA, o ministro destacou que a embarcação “promete revolucionar e contribuir muito com a transição energética” no país, uma vez que o Brasil detém, em suas palavras, “muitos rios e uma costa extraordinária”. “É um combustível que veio para ficar”, apontou.

                                  Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                                  O país está na rota do desenvolvimento tecnológico. O desafio é ganhar escala, reduzir custos e ampliar o uso não apenas em embarcações de serviço, mas também em barcos voltados ao consumidor e à população– detalhou

                                  Além de sustentável, o JAQ H1 deve atuar como um laboratório flutuante para pesquisa científica, educação ambiental e desenvolvimento comunitário nos biomas.

                                  JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                  Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, é o principal nome por trás do projeto, que contou ainda com a expertise científica da Itaipu Parquetec, a potência industrial da GWM, a relevância de ações sustentáveis e de consumo da Heineken e do Café Orfeu, a excelência em design brasileiro da Artefacto e a engenharia da MAN para dar forma ao JAQ.

                                  Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                                  Nesse sentido, Rui Costa destacou que empreendedores e pessoas com iniciativas inovadoras são fundamentais. “São eles que impulsionam as mudanças, e o Ernani tem contribuído muito para isso”, disse

                                  À medida que experiências como essa se consolidam e ganham visibilidade, elas ajudam a impulsionar o desenvolvimento e espalhar essa tecnologia pelo Brasil– ressaltou

                                  A Agenda das Nações, que estabelece 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas a serem alcançadas até 2030, também foi tema da entrevista.


                                  Questionado sobre o projeto de lei do marco do hidrogênio — que deve regulamentar as leis do hidrogênio no Brasil —, Rui Costa destacou a intenção de assinar o decreto “já na virada do ano”.

                                  Estamos avançando rapidamente para que, já na virada do ano, possamos começar a colher frutos — como este projeto e outros que estão em andamento– declarou

                                  Segundo ele, dentro do programa de transição energética, o desenvolvimento de várias matrizes tem sido apoiado, como o hidrogênio, o etanol e o biometano. A ideia, conforme detalhou, é que o Brasil possa usar essas tecnologias aproveitando suas plataformas já existentes.

                                  Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                                  “Com o ganho de escala, será possível reduzir custos e adaptar o uso a diferentes finalidades. O hidrogênio verde, por exemplo, pode ser aplicado em embarcações, no transporte de cargas, no transporte de passageiros e até em ônibus. O biometano também tem um grande potencial de produção no Brasil. Essas tecnologias competem entre si, mas também compartilham avanços e desenvolvimento”, detalhou.

                                  Atualmente, estamos focados no hidrogênio verde e na geração de energia limpa. O Brasil já ocupa uma posição de liderança mundial. Eu diria que é o país cuja energia consumida é uma das mais limpas do planeta– concluiu Rui Costa

                                   

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                                    Eles buscavam vestígios do Endurance, mas encontraram “vizinhança” inusitada na Antártica

                                    Com um robô subaquático, pesquisadores se depararam com milhares de ninhos circulares padronizados de peixes-rocha

                                    Quando se fala em natureza, mesmo quando já se espera uma surpresa, ela consegue se superar. Foi o que aconteceu com cientistas que buscavam vestígios do Endurance (o navio do explorador Ernest Shackleton, que naufragou em 1915) no Mar de Weddell, Antártica. Eles não encontraram nem rastros do navio, mas se depararam com um grande sinal de vida, disposto em milhares de ninhos circulares padronizados.

                                    Com o auxílio de um robô subaquático, os pesquisadores puderam constatar que se tratava de uma grande colônia de peixes, situada sob uma antiga plataforma de gelo com 200 metros de espessura.

                                     

                                    A colônia chamou atenção dos oceanógrafos pela organização, de modo a parecer uma espécie de “condomínio” subaquático de peixes notie-de-barbatana-amarela (Lindbergichthys nudifrons), conhecidos também como “peixes-rocha”.

                                    O Lindbergichthys nudifrons. Foto: GeSHaFish / Wikimedia Commons / Reprodução

                                    Isso porque os mais de mil ninhos possuíam formas circulares e estavam surpreendentemente limpos. Os pesquisadores ainda observaram que cada uma das “casas” dessa vizinhança parecia ser vigiada por um dos peixes — possivelmente o pai —, de modo a proteger os ovos.

                                     

                                    Para eles, a organização reflete a estratégia de sobrevivência da espécie, que demonstra na prática a teoria do “rebanho egoísta”, em que indivíduos ao centro de um grupo ganham proteção, enquanto os que ocupam as bordas — geralmente maiores e mais fortes — defendem suas posições.


                                    Não à toa, a descoberta foi descrita em um artigo publicado na revista Frontiers in Marine Science, em que foi considerada um “fenômeno novo e incomum, capaz de redefinir a compreensão sobre ecossistemas antárticos”.

                                     

                                    Vale destacar que a descoberta ocorreu durante a Expedição ao Mar de Weddell de 2019, organizada logo após o desprendimento do colossal iceberg A68, em 2017. Com cerca de 5.800 km², o bloco se separou da plataforma de gelo Larsen C, abrindo um corredor natural para pesquisa científica em áreas antes inacessíveis.

                                     

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                                      “Hoje é um dia histórico”: ministro do Turismo do Brasil acompanha inauguração do JAQ H1

                                      Celso Sabino marcou presença no lançamento da revolucionária embarcação e rasgou elogios ao projeto, que estará exposto na COP30, em Belém (PA)

                                      10/11/2025

                                      Neste domingo (9), o mundo pôde presenciar um lançamento que promete revolucionar a navegação global: o JAQ H1, o primeiro barco-escola movido 100% a hidrogênio e que estará exposto na COP30, que inicia hoje e vai até 21 de novembro. A apresentação do navio ocorreu na Estação das Docas, em Belém (PA), e contou com a ilustre participação de Celso Sabino, ministro do Turismo.

                                      Prontamente, ele reconheceu a visão estratégica por trás da iniciativa, idealizada por Ernani Paciornik e que contou com diversas parceiras de nomes de peso, como o Itaipu Parquetec, GWM e Man. Em sua fala, destacou o apoio do Governo na trajetória do projeto JAQ e a sua grandiosidade, que alia educação ambiental e energia limpa.

                                      Celso Sabino e Ernani Paciornik durante discurso. Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica

                                      Este é um projeto desenvolvido graças à visão do Ernani, e hoje está aqui para ser apresentado ao mundo, e preparado para operar com energia verde. Este é o turismo que queremos para o futuro, sustentável– endossou o ministro

                                      Sabino confessou que, no começo, ficou um pouco cético com o projeto devido as dificuldades e o curto tempo de entrega: “era uma coisa grandiosa e envolviam muitos fatores”, admitiu. Porém, ele elogiou a resiliência, determinação e humildade das pessoas envolvidas no JAQ.

                                      Thiago Sugahara, representante da GWM; Celso Sabino, Ministro do Turismo e Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

                                      Eu sei o quanto foi difícil, mas hoje nós estamos marcando história, entregando o que muito provavelmente será o futuro da navegação no planeta– declarou o ministro

                                      O futuro é hoje!

                                      Durante seu discurso na Estação das Docas, Sabino ressaltou os tributos do JAQ H1, o primeiro passo para o JAQ H2, barco que terá 50 metros e será 100% autossuficiente, programado para ser lançado em 2027. “Não vai precisar parar em nenhum porto para abastecer o combustível para os motores ou para sua eletricidade” destacou.

                                      Ernani Paciornik e Celso Sabino. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

                                      O representante do turismo no Brasil apontou que a embarcação de 36 metros será um dos pilares mundiais para a transição energética e independência definitiva dos combustíveis fósseis. “Você traz para Belém — que nesta segunda-feira também passa a ser a capital do país e da COP30 — um pedacinho do que será o futuro”.

                                      JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                      Para ele, o futuro do turismo passa por habitações que respeitem o tratamento necessário aos resíduos líquidos e sólidos, a utilização de energias renováveis e meios de transporte como o JAQ, que será uma das estrelas da COP30.

                                      O futuro do turismo na Amazônia terá que ser feito com embarcações como essa– pontou

                                      Autoridades e parceiros do projeto no barco JAQ H1. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

                                      Motivo de orgulho nacional, a iniciativa teve apoio técnico dos cientistas brasileiros da Itaipu Parquetec, em parceira com outros especialistas de várias partes do mundo — mas o berço da ideia surgiu no Brasil. Segundo Celso, num futuro próximo, veremos barcos como esse navegando nos rios da Amazônia.

                                      Veremos ribeirinhos andando de rabeta, de motor de popa, de embarcações pequenas movida a hidrogênio verde. Isso será o futuro!

                                      JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                      Por fim, Sabino agradeceu aos parceiros que colaboraram com o projeto. Além das empresas já citadas, o JAQ contou com a ajuda da Artefacto, Heineken e Café Orfeu.

                                       

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                                        João Campos esteve em Belém durante o lançamento do JAQ H1 neste domingo (9) e reconheceu a importância da iniciativa do empresário para o Brasil

                                        Por: Nicole Leslie -

                                        O Brasil escreveu um novo capítulo na história da descarbonização marítima mundial neste domingo (9), com o lançamento do JAQ H1, o primeiro barco-escola do mundo movido a hidrogênio. O evento aconteceu em Belém (PA) e reuniu autoridades ligadas ao setor náutico e à transição energética — entre elas, João Campos, prefeito de Recife (PE).

                                        Em seu discurso durante o coquetel de inauguração, Campos parabenizou Ernani Paciornik, idealizador do Projeto JAQ, destacando a importância da iniciativa para o futuro do transporte marítimo. O prefeito ressaltou que o JAQ H1 simboliza um avanço significativo na busca por novas formas de propulsão limpa, especialmente por partir de uma embarcação brasileira.

                                        JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                        Parabenizo a iniciativa de poder trabalhar uma nova forma de propulsão de um modal importante de transporte, e começando aqui pelo Brasil– afirmou o prefeito

                                        Campos também reforçou o papel estratégico do Nordeste brasileiro na produção de hidrogênio limpo, lembrando que a região concentra hoje as maiores fontes de energia solar e eólica do país. “O Nordeste brasileiro é uma grande potência futura de geração de hidrogênio limpo e o Projeto JAQ teve a capacidade de levar isso [tecnologias sustentáveis] para modais de transporte”, destacou.

                                        Autoridades presentes na inauguração do JAQ H1 Na imagem, Ernani aparece ao lado de João Campos. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

                                        O político aproveitou a ocasião para convidar publicamente Ernani Paciornik a Recife, propondo futuras parcerias entre o município e o projeto.

                                        Queria parabenizar Ernani pela iniciativa, lhe convidar para ir no Recife para a gente poder apresentar o que está sendo feito lá também e poder fazer parcerias que possam envolver a nossa cidade-afirmou João

                                        João Campos convida Ernani Paciornik a Recife para falar de negócios. Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

                                        O prefeito encerrou sua fala com otimismo, citando o crescimento do turismo internacional no Brasil. Ele acredita que 2025 seja marcado também por um novo recorde na categoria, superando, inclusive, períodos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas no país. “Esse ano será o grande recorde”, cravou.


                                        O momento de entusiasmo ocorreu às vésperas da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que neste ano será realizada em Belém, de 10 a 21 de novembro. O evento deve reunir delegações de quase 200 países e a cidade foi totalmente preparada para receber o público — inclusive com navios de cruzeiro transformados em hotéis flutuantes no Porto de Outeiro.

                                         

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                                          Grupo Náutica lança JAQ H1, barco movido a hidrogênio verde que será atração na COP30

                                          "Queremos devolver à água o que ela nos deu", declarou Ernani Paciornik durante inauguração da inovadora embarcação na Estação das Docas, Belém (PA)

                                          O futuro é hoje! Neste domingo (9), em Belém (PA), o Grupo Náutica apresentou na Estação das Docas, aos olhos do mundo o revolucionário JAQ H1, embarcação movida a hidrogênio verde que será uma das grandes estrelas da COP30, um dos encontros mais importantes do mundo e que reunirá diversas autoridades de quase 200 países em solo brasileiro de 10 a 21 de novembro. A inauguração do barco contou com a participação de Celso Sabino, Ministro do Turismo.

                                          Durante a cerimônia de lançamento, Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica e grande idealizador do projeto, não escondeu o orgulho da iniciativa, que carrega o lema “o barco que ensina, explora e transforma”. No seu discurso, ele mencionou suas décadas de dedicação às águas e destacou a importância da sustentabilidade marítima.

                                          Ernani Paciornik e Celso Sabino, Ministro do Turismo. Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica

                                          Somos apenas visitantes e nossa pegada deve ser saudável, educativa, leve e limpa– discursou Paciornik

                                          Ernani afirmou que o sonho por trás do projeto não era apenas construir um barco, mas sim construir a esperança de que o futuro da navegação seria “limpo, silencioso e, acima de tudo, brasileiro e com um propósito, educação”. O JAQ H1, presente em Belém, será a primeira embarcação de explorações e pesquisas do mundo movido a hidrogênio verde.

                                          Ernani Paciornik discursando durante a cerimônia de inauguração do JAQ H1. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

                                          Será um grande orgulho nacional e nosso embaixador da sustentabilidade. Aqui, em nossa Amazônia, se tornou o centro das discussões na COP– destacou o presidente do Grupo Náutica

                                          “A minha vida foi dedicada às águas, à náutica, à vela, ao vento e a descobrir as belezas e os biomas brasileiros”, compartilhou Ernani durante a cerimônia do JAQ H1. “Queremos devolver a água o que ela nos deu”, completou.

                                          JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                          JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                          Conforme declarou Ernani, o JAQ Hidrogênio propaga conhecimento e educação. Depois desse JAQ H1, a iniciativa ainda englobará, em 2027, o JAQ H2, de 50 metros e 100% autossuficiente.

                                          A solução é a água: o hidrogênio verde. Para o planeta, o futuro é sustentável. Para nós, o futuro é hoje e a transição energética também– disse Paciornik

                                          Autoridades e parceiros do projeto no barco JAQ H1. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

                                          A embarcação de 36 metros foi lançada com as suas operações (hotelaria) utilizando o poder da molécula. Porém, durante a COP30, por uma questão logística, o barco funcionará com baterias de lítio, tecnologia também de zero emissão de carbono, mantendo a proposta de navegação limpa e sustentável.

                                          Celso Sabino, Ministro do Turismo, acompanhou a inauguração do barco revolucionário e enfatizou o momento histórico do lançamento, na véspera da abertura oficial da COP30. Ele declarou que o evento evento marca a história ao entregar “o que muito provavelmente será o futuro da navegação do planeta”.

                                          Celso Sabino e Ernani Paciornik durante discurso. Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica

                                          Eu tenho certeza que meus filhos e os meus netos navegarão pelo rios da Amazônia em embarcações como essa, totalmente independente de combustíveis fósseis, respeitando o meio ambiente, sem emissão de gases e totalmente ecológico– afirmou Celso Sabino

                                          “O futuro do turismo será feito com embarcações como essa e o futuro do turismo na Amazônia terá que ser feito com embarcações como essa”, pontuou o Ministro do Turismo, grande entusiasta do universo náutico.

                                          JAQ H1 em Belém (PA). Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

                                          Gravem esse dia de hoje, porque no futuro vocês vão se lembrar do que a gente começou e deu o pontapé inicial aqui– destacou

                                          Um projeto de gigantes

                                          Não faltaram agradecimentos por parte de Ernani. Na cerimônia de inauguração do JAQ H1, o amigo das águas deixou o seu “obrigado” à Marinha do Brasil e aos parceiros do projeto: Itaipu Parquetec, Great Wall Motor (GWM), MAN (fabricante global de motores por meio de motores de alta eficiência), Artefacto, Heineken e Café Orfeu.

                                          Autoridades e parceiros do projeto no barco JAQ H1. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

                                          É muito bom fazer parte desse momento. Uma realização de um projeto tão bonito que vai mudar na energia do mundo– declarou Alexandre Pimenta, Capitão de Mar e Guerra

                                          “Além de trabalhar com a eletrificação dos automóveis, a gente entrou nessa parceria de pesquisa e desenvolvimento com a nossa divisão, a GWM Hydrogen, que começa a transferir tecnologia pensando em como auxiliar a descarbonização também da logística”, contou Thiago Sugahara, representante da GWM.

                                          Thiago Sugahara, representante da GWM. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

                                          Quem também marcou presença na inauguração do JAQ foi Adler Silveira, Secretário de Estado da Infraestrutura. Ele descreveu o projeto como uma “mudança de paradigma da transição energética” e destacou a transformação trazida pelo Grupo Náutica, que levará menos emissões de CO2 ao planeta.

                                          Eduardo Colunna na COP30. Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica

                                          Eduardo Colunna, presidente da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar), ressaltou o poder de uma condução marítima sem emissões, como a trazida na COP30, e destacou o pioneirismo do Brasil em trazer um barco 100% movido a hidrogênio ao mundo.

                                          Isso é uma tarefa que a gente tem que envolve o mundo todo, mas nasceu no Brasil e o Brasil vai mostrar pro mundo que é possível– ressaltou Colunna

                                          Também estiveram na inauguração do JAQ Celso Sabino, Ministro do Turismo; Cilene Sabino, Secretaria Municipal do Turismo; João Campos, prefeito de Recife (PE); Izabelle Benedet, representante do Itapu Parquetec; Sebastião Oliveira, presidente da Federação do Comércio do Pará e Ricardo Barbosa, presidente da MAN dos Estados Unidos.

                                          Autoridades presentes na inauguração do JAQ H1. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica

                                          Confira as fotos do evento de inauguração do JAQ H1

                                          JAQ H1 na COP30. Foto: Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica
                                          JAQ H1 na COP30. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
                                          JAQ H1 na COP30. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
                                          JAQ H1 na COP30. Foto: Revista Náutica
                                          Foto: Revista Náutica
                                          Foto: Revista Náutica
                                          Foto: Revista Náutica
                                          Celso Sabino e Ernani Paciornik. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
                                          Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
                                          Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
                                          Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
                                          Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
                                          Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
                                          Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
                                          Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
                                          Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
                                          Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica
                                          Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica
                                          Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica
                                          Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica
                                          Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica
                                          Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica
                                          Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica
                                          Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica e Cila Schulman, CEO do JAQ Hidrogênio Verde. Foto: Jonhys Alves/ Revista Náutica
                                          Foto: Geovani Pantoja/ Revista Naútica

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                                            Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

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                                            JAQ H1 é resultado de uma visão de cinco décadas de Ernani Paciornik, presidente do Grupo NÁUTICA

                                            09/11/2025

                                            Como a navegação pode evoluir de forma responsável com as águas? Essa é a pergunta que um brasileiro se fez nos últimos tempos, e que culminou em um projeto inovador: o JAQ H1. Trata-se de um tipo de “barco-laboratório” movido a hidrogênio verde, que simboliza uma nova era de navegação limpa e responsável. A embarcação será apresenta diante dos olhos do mundo na COP30, no domingo (9).

                                            O marco tecnológico a ser apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) é resultado de uma visão de cinco décadas de Ernani Paciornik, presidente do Grupo NÁUTICA, e chega como a primera etapa do Projeto JAQ Hidrogênio.

                                            Ernani Paciornik. Foto: Divulgação

                                            Paciornik tem uma carreira marcada por soluções voltadas ao desenvolvimento do mercado náutico brasileiro, como a criação da Revista Náutica (líder do setor no Brasil) e os consolidados Boat Shows, os maiores eventos do setor na América Latina, além de inúmeras campanhas ambientais voltadas às águas.

                                            Com essa novidade, vamos de encontro ao desejo da presidência brasileira da COP30 em fortalecer a Agenda de Ações com atitudes concretas– destacou Paciornik

                                            O JAQ H1, um projeto 100% brasileiro

                                            O JAQ H1 é tido como um dos anúncios mais aguardados da COP30. A embarcação de pesquisas e explorações representa na prática a missão do Projeto JAQ Hidrogênio: criar barcos de grandes dimensões 100% movidos a hidrogênio.

                                            Foto: Divulgação

                                            Com 36 metros, o barco foi concebido como um avançado “laboratório flutuante”. Sua missão é atuar como uma plataforma de pesquisa e educação ambiental nos biomas brasileiros. No domingo, os olhos do mundo todo poderão ver o JAQ H1 com o sistema totalmente pronto para operar com hidrogênio verde,

                                             

                                            Em razão da complexidade logística temporária, específica para o abastecimento de H2V em Belém no período da COP 30, a operação será 100% elétrica com baterias de lítio e “zero emissões”, mantendo o sistema H2V intacto e pronto para operação — suas operações internas (de iluminação a serviço de bordo) estarão em funcionamento com o hidrogênio.

                                            O Brasil tem plenas condições para se destacar na área marítima, já que concentra, além de um potencial único pelas águas, e a riqueza de seus biomas, marcas e talentos para contribuir de fato com uma navegação mais limpa– ressaltou Paciornik

                                            A apresentação na COP30 também revelará as próximas etapas do Projeto JAQ, que culminam com o desenvolvimento do JAQ H2, uma embarcação maior, de 50 metros, 100% autossuficiente.


                                            O projeto “verde” reflete o compromisso histórico de Paciornik, que já na década de 1990 se uniu ao cartunista Ziraldo para criar a icônica campanha de conscientização “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, além de ter participado da criação da SOS Mata Atlântica e ter incentivado outras campanhas voltadas à sustentabilidade. Ele, contudo, não está sozinho.

                                            A apresentação do JAQ H1 em Belém e da continuidade das ações do projeto, representa um marco para o nosso país, graças à colaboração de um grupo de empresas visionárias e com alta capacidade para trazer inovação em tecnologia, arquitetura, performance e engenharia– pontuou Paciornik

                                            O Projeto JAC é sustentado por um grupo de parceiros estratégicos, que vai da expertise em energia da Itaipu Parquetec e da força industrial da GWM (chinesa automotiva) à MAN, empresa alemã de motores, as quais mitigam os riscos que paralisaram outros projetos de hidrogênio verde globalmente.

                                             

                                            Também se aliam ao consórcio marcas de renome em design como a Artefacto, Café Orfeu e a Heineken, que vem revolucionando a forma de fabricar produtos com a utilização de energia limpa.

                                             

                                            Náutica Responde

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                                              É hoje! Na véspera da COP30, Grupo Náutica lançará JAQ H1, embarcação movida a hidrogênio

                                              Com o lema "o barco que ensina, explora e transforma", navio revolucionário será apresentado mundialmente em Belém (PA), neste domingo (9)

                                              Chegou o momento em que um dos projetos mais revolucionários do universo marítimo será apresentado aos holofotes mundiais. Neste domingo (9), às 17h, terá o lançamento do JAQ H1, barco movido 100% a hidrogênio e que vai ser exposto na COP30. O evento de escala global, que reúne autoridades de todo o planeta e quase 200 países em solo brasileiro, começa na segunda-feira (10) em Belém (PA).

                                              Com o lema “o barco que ensina, explora e transforma”, o Grupo Náutica, liderado por Ernani Paciornik, em parceria com outros nomes de peso, atracará uma solução inovadora de 10 a 21 de novembro na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, um dos encontros mais importantes do mundo.

                                              JAQ H1. Foto: Divulgação

                                              A embarcação de 36 metros marca a primeira fase do projeto JAQ Hidrogênio, que será lançado com as suas operações (hotelaria) utilizando o poder da molécula. Porém, durante a COP30, por uma questão logística, o navio funcionará com baterias de lítio, tecnologia também de zero emissão de carbono, mantendo a proposta de navegação limpa e sustentável.

                                               

                                              Tido como um avançado laboratório flutuante, o JAQ H1 será dedicado à promover educação ambiental e estudos dos biomas marinhos e fluviais, tornando-se o primeiro barco de explorações e pesquisas do mundo movido a hidrogênio verde — tudo isso com o equivalente a uma área de cerca de 400 m².

                                              Após apresentar a embarcação aos olhos do mundo na véspera da COP30 e destacar as suas funcionalidades internas operando com hidrogênio, a empresa vai anunciar as próximas fases que culminam com o desenvolvimento do JAQ H2, um barco ainda maior, de 50 metros e 100% autossuficiente.

                                              O futuro é agora

                                              O projeto “verde” que será levado à COP30 com suas operações internas — de iluminação a serviço de bordo — em funcionamento com o hidrogênio, é sustentado por um grupo de parceiros estratégicos, uma aliança que demonstra a capacidade de curadoria e de articulação de seu idealizador, Ernani Paciornik.

                                              Ernani Paciornik. Foto: Divulgação

                                              A parceria une gigantes: a expertise em energia da Itaipu Parquetec à força industrial da GWM (chinesa automotiva) e da MAN (alemã de motores), as quais mitigam os riscos que paralisaram outros projetos de hidrogênio verde globalmente.

                                               

                                              Também se aliam ao consórcio marcas de renome em design como a Artefacto, Café Orfeu e a Heineken, que vem revolucionando a forma de fabricar produtos com a utilização de energia limpa.

                                               

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                                                Liderado por Ernani Paciornik, projeto conta com nomes de peso como Itaipu Parquetec, GWM, MAN, Artefacto, Café Orfeu e Heineken

                                                08/11/2025

                                                O projeto rumo a embarcações autossuficientes, de explorações e pesquisas científicas movidas a hidrogênio, a partir da água, terá uma representatividade de peso durante a 30ª Conferência das Nações Unidas. O barco de 36 metros, o JAQ H1, com toda a sua “hotelaria” tecnicamente preparada e testada para utilizar o hidrogênio, será lançado no dia 9 de novembro, véspera da abertura da COP30, a bordo.

                                                Concebido como um avançado laboratório flutuante, o barco JAQ H1, um gigante com o equivalente a uma área de cerca de 400 m², será dedicado à promover educação ambiental e pesquisas dos biomas marinhos e fluviais.

                                                JAQ HIdrogênio. Foto: Divulgação

                                                Em razão da complexidade logística temporária, específica para o abastecimento de H2V em Belém no período da COP 30, a operação será 100% elétrica com baterias de lítio e “zero emissões”, mantendo o sistema H2V intacto e pronto para operação.

                                                 

                                                O sucesso da iniciativa, idealizada por Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, que atua no setor há mais de cinco décadas com soluções de impacto ao país e com participação em várias campanhas ambientais, traz outros nomes de peso ao projeto JAQ Hidrogênio.

                                                Entre eles, o Itaipu Parquetec: parque tecnológico ligado à maior hidrelétrica do Brasil. Itaipu já é um centro de referência em pesquisa e desenvolvimento e garante que o hidrogênio utilizado no projeto seja produzido através de eletrólise alimentada por eletricidade de fontes renováveis.

                                                 

                                                Outro dos elementos disruptivos é a utilização da expertise industrial em tecnologia por meio da participação da Great Wall Motor (GWM). Também integra a parceria a alemã MAN, fabricante global de motores por meio de engenharia de alta eficiência.

                                                JAQ HIdrogênio. Foto: Divulgação

                                                Já as soluções de mobiliário e design na hotelaria dos barcos será apoiada pela Artefacto, referência em design de alto padrão brasileiro. Com campanhas ativas voltadas à sustentabilidade e energia solar utilizada na produção, a Heineken também integra o hall de parceiros no projeto, assim como o premiado Café Orfeu.

                                                O roteiro para a autossuficiência

                                                O projeto JAQ Hidrogênio está sendo implementado de forma faseada, uma estratégia do grupo para gerenciar o risco da adoção de um combustível totalmente novo.

                                                • Fase 1 (2025 – Apresentação na COP30): O primeiro barco, o JAQ H1 (de 36 metros), fará sua estréia formal na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, em Belém (PA). Nesta fase, a embarcação estará com o sistema tecnicamente pronto para operar a sua hotelaria – iluminação, ar-condicionado e serviços de bordo – com hidrogênio verde;

                                                 

                                                • Fase 2 (abril de 2026): Durante o Rio Boat Show, em abril de 2026, no Rio de Janeiro, essa embarcação, a JAQ H1, será apresentada com a utilização de motores híbridos de alta eficiência (com tecnologia MAN), e deve reduzir as emissões de CO2 em até 80% durante a navegação;

                                                 

                                                • Fase 3 (2027 – autossuficiência): O salto tecnológico ocorrerá em 2027 com o lançamento do barco JAQ H2, de 50 metros. Esta embarcação será capaz de produzir seu próprio hidrogênio a bordo. A tecnologia incluirá a extração da água do mar, dessalinização e, em seguida, o uso de um eletrolisador a bordo para quebrar a molécula. O hidrogênio gerado em ciclo fechado alimenta a célula de combustível, que, por sua vez, energiza os motores elétricos. A inovação confere uma autonomia operacional inédita e 100% livre de emissões.

                                                 

                                                Além disso, o Projeto JAQ assinou recentemente um Memorando de Entendimentos (MoU) com o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, que será a base de testes a partir de 2026. O acordo abrange estudos de viabilidade comercial, ambiental, financeira, jurídica e contábil.

                                                 

                                                Ao apresentar sua tecnologia de eletrólise a bordo na COP30, o Projeto JAQ posiciona o Brasil como um centro de soluções tecnológicas em navegação sustentável, capaz de gerar um modelo replicável ao mundo.

                                                 

                                                Náutica Responde

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                                                  Por: Otto Aquino -
                                                  07/11/2025

                                                  Há decisões que falam por si. O Canadá acaba de revogar o imposto que, desde 2022, incidia sobre barcos. A medida foi anunciada com pompa há três anos, vendida como forma de “taxar o luxo”. Mas o resultado foi exatamente o oposto do que se prometia: menos arrecadação, menos empregos e mais prejuízo para a indústria.

                                                  No papel, a ideia parecia simples: cobrar 20% sobre barcos acima de US$ 250 mil. Na prática, foi um desastre. O governo esperava arrecadar US$ 176 milhões por ano. Conseguiu apenas US$ 12 milhões, menos do que o próprio custo de administrar o imposto. E, enquanto o dinheiro não entrava, os empregos desapareciam. Encomendas foram suspensas e centenas de trabalhadores foram demitidos.

                                                   

                                                  O próprio governo canadense reconheceu o erro. Em seu orçamento de 2025, admitiu que a medida “custou mais do que rendeu” e “afetou negativamente setores estratégicos da economia”. O tributo que nasceu para punir o luxo acabou punindo a produção, os empregos.

                                                  Um país que entende o valor da náutica navega melhor rumo ao desenvolvimento

                                                  O que aconteceu no Canadá não é uma coincidência. É um alerta — e, talvez, um espelho do que o Brasil deve evitar a qualquer custo. Tenho repetido há anos: taxar barcos não é taxar o luxo. É taxar empregos.

                                                   

                                                  Quem nunca pisou num estaleiro talvez não entenda, mas cada barco fabricado envolve dezenas de mãos, de histórias, de famílias que vivem desse trabalho. São laminadores, marceneiros, eletricistas, projetistas, pintores. Gente que transforma fibra em sonhos flutuantes.

                                                  NÁUTICA visitou o estaleiro Fibrafort, em Itajaí (SC), que soma mais de 18 mil lanchas pelo mundo. Foto: Revista Náutica

                                                  Quando se cria um imposto sobre barcos, não é o comprador que sofre, mas toda essa cadeia de empregos. É a cidade costeira que depende do turismo náutico, é o comércio local que deixa de vender, é a indústria nacional que perde competitividade. A náutica não é luxo. É economia real!

                                                   

                                                  O setor náutico brasileiro tem tudo para ser um motor da Economia do Mar — um conceito que envolve turismo, lazer, tecnologia e sustentabilidade. Mas para isso, precisa de estímulo, não de estigma. Nosso setor não é luxo. É uma cadeia produtiva ampla. Precisamos de políticas que incentivem, não que penalizem o desenvolvimento.


                                                   

                                                  Enquanto alguns ainda enxergam um barco apenas como um símbolo de status, o mundo desenvolvido enxerga um setor estratégico, que gera renda, movimenta turismo e exporta inovação. O Canadá, ao reconhecer seu erro, entendeu isso.

                                                  Crescer com inteligência

                                                  Revogar o imposto foi, para o Canadá, mais do que uma medida econômica. Foi um ato de inteligência. Admitir que o erro custava caro — e ter coragem de corrigi-lo — exige visão de futuro.

                                                   

                                                  O Brasil precisa dessa mesma coragem. Porque o que está em jogo é o trabalho de muitos. Mais de 120 mil pessoas que vivem da náutica. Cada barco que deixa de ser fabricado, vendido ou usado são muitos empregos que se perdem, uma renda que deixa de circular, uma família que vê a maré baixar.

                                                   

                                                  A náutica é, e sempre será, um dos pilares mais poderosos da economia que nasce da água. Basta que saibamos, como fez o Canadá, navegar com bom senso, e não contra a maré.

                                                   

                                                  Otto Aquino é jornalista e diretor de conteúdo da Revista Náutica. Há mais de 20 anos acompanha o mercado náutico brasileiro

                                                   

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                                                    Imposto sobre barcos, aplicada desde 2022, “foi um desastre para o setor náutico canadense”, afirma associação. Agora, o país agora espera recuperar empregos e reaquecer a produção

                                                    Por: Redação -

                                                    O governo do Canadá anunciou, nesta semana, a revogação do imposto sobre bens de luxo que incidia sobre barcos, aeronaves e automóveis. Criado em 2021 e aplicado a partir de 2022, o tributo fazia parte da Select Luxury Items Tax Act (SLITA) e incidia sobre embarcações de lazer com valor superior a US$ 250 mil.

                                                    A promessa era aumentar a arrecadação tributando produtos de alto valor. O resultado foi o oposto: queda de empregos, retração na produção e arrecadação pífia.

                                                     

                                                    Segundo a National Marine Manufacturers Association Canada (NMMA Canada), apenas 450 embarcações foram taxadas desde a entrada em vigor da lei, gerando US$ 12 milhões em arrecadação — valor muito abaixo da meta inicial de US$ 176 milhões e inferior ao próprio custo operacional do sistema de cobrança.

                                                    Foto: wirestock / Envato

                                                    Um estudo conduzido pela NMMA em parceria com a Universidade de Calgary já havia alertado que a medida poderia provocar perdas de até US$ 65 milhões em vendas e eliminar 896 empregos diretos no setor náutico canadense. A previsão se confirmou: diversos estaleiros reduziram turnos, suspenderam encomendas e demitiram funcionários.

                                                     

                                                    “Essa é uma grande vitória para os setores de manufatura e náutico. O imposto destruiu empregos e não atingiu suas metas. Estamos felizes que o governo tenha ouvido as evidências e agido em favor das empresas e dos trabalhadores”, declarou Marie-France MacKinnon, diretora-executiva da NMMA Canada.

                                                    Imposto que arrecadou menos do que custava

                                                    Na prática, a alíquota era calculada como o menor valor entre 10% do preço total do barco ou 20% do valor que excedesse US$ 250 mil. Mas o governo percebeu que a matemática não fechava.

                                                     

                                                    No orçamento federal de 2025, o Ministério das Finanças anunciou oficialmente a eliminação do imposto para barcos e aeronaves, reconhecendo que a política se mostrou “ineficiente, cara de administrar e prejudicial à indústria canadense em um momento de incerteza econômica”.


                                                    A revogação, segundo estimativas oficiais, representará uma renúncia fiscal de US$ 97 milhões entre 2025 e 2030 — mas, para o governo, o custo vale a pena, já que a medida deve estimular novamente a produção e os empregos.

                                                     

                                                    A fabricante de aviões Bombardier, por exemplo, declarou à Reuters que pretende criar cerca de 600 novos postos de trabalho nos próximos anos, aproveitando o fim do imposto como sinal de confiança para investir no país.

                                                    Um alerta direto ao Brasil

                                                    Para Otto Aquino, diretor de conteúdo da Revista Náutica e um dos maiores especialistas em embarcações no Brasil, o caso canadense é um recado claro para quem ainda defende taxar barcos como símbolo de luxo.

                                                    A revogação desse imposto mostra, com dados concretos, que tributar barcos é um erro econômico. Isso derruba a produção, paralisa investimentos e destrói empregos que o país levou décadas para construir. É fundamental que o Brasil não repita o mesmo equívoco– afirma

                                                    Otto reforça que o impacto real não recai sobre quem compra o barco, mas sobre quem vive dele: “Taxar barcos é punir trabalhadores, não compradores. Na prática, o peso cai sobre estaleiros, fornecedores, marinheiros, vendedores — toda a cadeia produtiva que sustenta o setor náutico. É uma indústria que gera milhares de empregos qualificados, movimenta o turismo e estimula a inovação. Penalizá-la é punir o lazer, a tecnologia e a economia do mar.”

                                                    A voz da indústria brasileira

                                                    O presidente da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (ACOBAR), Eduardo Colunna, também vê na decisão canadense uma lição valiosa para o Brasil.

                                                    Nosso setor não é luxo. É uma cadeia produtiva ampla. Precisamos de políticas que incentivem, não que penalizem o desenvolvimento– afirma Colunna

                                                    Segundo ele, a indústria náutica brasileira emprega mais de 120 mil trabalhadores e tem papel estratégico na chamada Economia do Mar, que integra turismo, serviços, tecnologia e exportação.

                                                    O exemplo a ser ouvido

                                                    Com mais de 75 mil empregos diretos e 4.800 empresas ligadas à indústria de lazer náutica, o Canadá entendeu que o setor não é um símbolo de luxo, mas um motor de desenvolvimento.

                                                     

                                                    Ao revogar o imposto, o governo canadense corrige uma distorção e envia uma mensagem ao mundo: fortalecer a náutica é fortalecer o emprego, o turismo e a inovação. O Brasil, agora, tem a chance de aprender com esse exemplo — e escolher crescer com inteligência, e não com preconceito fiscal.

                                                     

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                                                      Xavier Veilhan, artista contemporâneo, partiu da costa francesa até o Brasil para expor esculturas produzidas a bordo

                                                      Sair da França e navegar num veleiro-catamarã de 60 pés até o Brasil já é uma aventura e tanto. Agora, realizar toda essa travessia em 25 dias e transformar uma embarcação em um ateliê flutuante é algo que só um artista fora da caixa pensaria. Esse é o projeto do francês Xavier Veilhan, 62 anos, que depois de desbravar os mares por quase um mês, desembarca em São Paulo com todas as suas esculturas feitas a bordo.

                                                      Essa ideia ousada estará materializada na galeria de arte Nara Roesler São Paulo, com abertura marcada para o dia 8 de novembro, às 11h. A exposição, batizada de “Xavier Veilhan – Do Vento”, levará todo o ativismo ambiental e os ecos da jornada em alto-mar do artista e sua equipe.

                                                      Xavier Veilhan a bordo do veleiro-catamarã. Foto: Cortesia Atelier Xavier Veilhan_Nara Roesler

                                                      Em São Paulo, Xavier Veilhan irá mesclar as obras produzidas durante a travessia transatlântica com partes de embuia (Ocotea porosa), madeira nativa de Florestas de Araucárias, ecossistema típico dos estados do Sul do Brasil, principalmente Paraná e Santa Catarina.

                                                       

                                                      “Do Vento” incluirá ainda um vídeo realizado pelo artista durante a travessia transatlântica, “O Filme Fantástico” (“Le FilmFantastique”, 2025), gravado a bordo do Transatlantic Studio — nome dado ao barco nessa viagem — numa jornada sensorial que promete entregar comédia e horror.

                                                      “E se a gente fosse de barco?”

                                                      Comprometido com a defesa do meio ambiente, Veilhan tem empregado processos que minimizam os impactos ambientais em sua produção de materiais. Porém, dessa vez, ele decidiu expandir essa ideia para um outro nível, ao reduzir a emissão de poluente no transporte internacional de suas obras e levar seu ateliê para um veleiro-catamarã, movido pela energia dos ventos.

                                                      Foto: David Perreau/ Cortesia Atelier Xavier Veilhan_Nara Roesler

                                                      Em entrevista à NÁUTICA, Xavier, diretamente da Oficina São João — onde fazia os últimos ajustes de suas obras — , explicou como essa ideia saiu do papel. A partir de diferentes discussões com sua equipe — entre elas, as dificuldades de viajar para longe e realizar uma exposição de arte –, surgiu a proposta de iniciar uma jornada sem nenhum avião.

                                                       

                                                      Entretanto, a ideia de usar uma embarcação como alternativa não veio de primeira. No começo, ele conta que foi difícil pensar em outro meio de transporte. Mas papo vai e papo vem, o artista optou pela opção mais ecológica. “Decidimos, contra lógica, tentar chegar em São Paulo por mar”, disse.

                                                      Foto: David Perreau/ Cortesia Atelier Xavier Veilhan_Nara Roesler

                                                      Antes de chegar a essa conclusão, Veilhan já se questionava sobre a dificuldade de enviar uma peça de arte de um país para outro, ou se era difícil construí-la no local, visto que parte do trabalho dele era bem grande. “Às vezes é economicamente viável, as vezes não é”, explica.

                                                       

                                                      Além disso, as constantes viagens para as exposições de arte contemporânea traziam outro questionamento para Xavier: a repetição de rotina. Os mesmos rostos, os mesmos espaços e formatos que se repetem em diversas partes do mundo. “Você pode se perguntar, depois de algum tempo, se é realmente lógico fazer isso”, questiona.

                                                      É uma grande questão em relação a todos os hábitos que temos, a maneira como estamos viajando– indaga Veilhan

                                                      Xavier Veilhan a bordo do Transatlantic Studio. Foto: Atelier Xavier Veilhan/ Divulgação

                                                      Segundo o artista, essa dualidade inspirou seu novo projeto. A proposta não traz uma resposta definitiva, mas se apresenta como uma provocação, um exercício de imaginação: “E se, em vez de pegar um avião para a próxima exposição do outro lado do mundo, um artista decidisse ir de barco?”, indagou a ele mesmo.

                                                      É um projeto um pouco maluco, porque envolve muitas habilidades e apenas experimentar como é fazer a exposição sem nenhum avião envolvido– pontuou

                                                      Um artista em alto-mar

                                                      O universo náutico sempre esteve presente na vida de Veilhan. Desde criança, o futuro artista gostava muito de veículos pequenos e tinha no seu pai um construtor de barcos, daqueles bem simples, nada extraordinário. Era com esses barquinhos que sua família passeava, pescava e realizava pequenas viagens no litoral francês durante as férias.

                                                      Foto: Instagram @we_are_explorer/ Reprodução

                                                      Portanto, é uma relação diferente com um objeto quando você o usa, é como se você construísse sua própria bicicleta ou seu próprio carro– conta

                                                      Inclusive, este instinto construtor nascido na infância o acompanhou nessa travessia França-Brasil. A bordo, ele e sua equipe construíram uma serra de fita comum (ferramenta usada para cortar madeira ou outros materiais) e a transformou em um equipamento movido por pedal, semelhante a uma bicicleta.

                                                       

                                                      Foi graças a recursos como esse que Xavier e seu time completaram com êxito a longa travessia. Partindo de Concarneau, na Bretanha, no dia 5 de outubro e chegando no Porto de Santos no dia 30 do mesmo mês, o longo trajeto foi desafiador, como descreve o artesão.

                                                      Catamarã Transatlantic Studio. Foto: We Explore/ Divulgação

                                                      A campanha a bordo do catamarã We Explore — modelo Outremer 5X, sustentável, construído com 50% fibra de linho — teve como companhia figuras como Roland Jourdain, bicampeão da regata transatlântica Routedu Rhum, no posto de capitão, além de Denis Juhel como vice-assistente.

                                                       

                                                       

                                                      Também acompanhado por Antonie Veilhan, seu filho e especializado em marcenaria, e Carmen Panfiloff, assistente de escultura e marcenaria, o artista enfrentou dificuldades óbvias para quem tenta produzir algo numa plataforma flutuante, como o enjoo e a falta de estabilidade.

                                                      Um catamarã é plano na água, mas a água em si não é plana– explicou

                                                      Xavier Veilhan e Roland Jourdain. Foto: Instagram @we_are_explorer/ Reprodução

                                                      O fato de tudo estar sendo feito a bordo fez com que com a equipe se antecipasse e trouxesse quase meia tonelada de compensado de madeira para a embarcação. “Você não apenas produz uma exposição — que já é algo complicado em terra — mas também tem que imaginar as diferentes condições, o vento, o movimento do barco e a combinação”, revelou à NÁUTICA.

                                                       

                                                      Ele conta que, enquanto trabalhava no filme, cada vez que ele assistia às filmagens se sentia “completamente enjoado”.

                                                      Meu filme estava em movimento e tudo estava em movimento. [Foi um] pesadelo, de fato. Não é fácil. Mas não reclamo, porque eu estava procurando por esta situação– relembrou

                                                      Tripulação do Transatlantic Studio. Foto: Cortesia Atelier Xavier Veilhan_Nara Roesler

                                                      A expedição, além de artística, também terá um cunho científico. Esteve a bordo Matthias Colin, oceanógrafo, que coletou amostras de plâncton e monitorou o hidrofone, instrumento que permite a gravação de sons subaquáticos. Os dados recolhidos foram enviados via satélite para alimentar bases de dados científicas.

                                                       

                                                       

                                                      “Este é definitivamente uma forte conquista que fiz: entrar no barco por 25 dias para descer com a peça. É uma espécie de projeto mais antigo que eu gosto, que transformei não apenas em uma ideia, mas em uma situação real”, conta orgulhoso do resultado.

                                                      25 dias vivendo da arte

                                                      Dos 25 dias de aventura, 20 eles não viram nada além de água, sem terra alguma. Apesar de todo esse tempo, Veilhan sentiu que a viagem, liderada por Roland Jourdain, foi bem rápida e no tempo programado — principalmente para uma travessia que teve problemas técnicos e condições climáticas difíceis.

                                                      Da esquerda para a direita “Aure no1”, “L’Oiseau” e “Le Cavalier”. Foto: Atelier Xavier Veilhan/ Divulgação

                                                      Percebi que tudo estava planejado pelo capitão, e ele simplesmente não podia nos dizer, porque você nunca tem certeza no mar– lembrou

                                                      Segundo o artesão, o capitão escolheu as opções de trajeto que eram mais confortáveis para a tripulação, numa rota diagonal — do norte da França até a América do Sul. Inclusive, ele conta que a última terra avistada antes de atracar no Brasil foi ao passar nas imediações do Saara Ocidental. Fora isso, apenas mar aberto.

                                                      Por 20 dias não vimos terra nenhuma. O que faz você se sentir mais como um explorador do que um viajante

                                                      O que esperar da exposição em São Paulo?

                                                      A ideia de Xavier Veilhan é que a exposição na Nara Roesler São Paulo seja a primeira de um novo modelo de criação e transporte de obras pensado pelo artista, incorporando a sustentabilidade e o processo criativo de uma maneira mais enfática a sua poética.

                                                      Xavier na oficina produzindo suas esculturas. Foto: Cortesia Atelier Xavier Veilhan_Nara Roesler

                                                      Faz parte do trabalho como artista fazer seu sonho se tornar realidade. É um pouco clichê ao mesmo tempo, mas é verdade-declarou à NÁUTICA

                                                      “Trata-se do que chamamos, que é tudo o que é vivo. É sobre animais que estão perto de nós. É sobre uma tentativa de capturar a realidade deles em diferentes níveis de compreensão, porque quando você os vê, eles são uma combinação de diferentes maneiras de construir algo”, explicou sobre o que representa as esculturas que estarão em exposição.

                                                      Tripulação do Transatlantic Studio na chegada ao Porto de Santos. Foto: Atelier Xavier Veilhan/ Divulgação

                                                      De acordo com ele, quatro tipos de peças serão expostas na galeria Nara Roesler São Paulo: esculturas, pinturas em tela e parede e, por fim, o filme. Dessa forma, pretende-se, por meio de futuras parcerias dentro e fora da França, expandir esse formato, trazendo para ele novos arranjos, materiais e debates.

                                                      É uma maneira de representar um certo caótico. É muito forte, mas uma certa combinação de estados de realidade ao nosso redor– finalizou

                                                       

                                                      Náutica Responde

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                                                        Por: Nicole Leslie -

                                                        Um vídeo gravado há mais de quatro anos no Golfo da Tailândia voltou a chamar atenção nas redes sociais nesta semana. Nas imagens, uma baleia-de-Bryde (também conhecida como baleia-de-bridge ou Eden’s whale) exibe uma técnica de alimentação onde transforma o próprio corpo em uma armadilha para capturar cardumes inteiros de peixes.

                                                        O registro foi feito em 2021 pelo filmmaker britânico Bertie Gregory, durante as filmagens do episódio “Oceans”, da série A Perfect Planet, da BBC. O vídeo original — que voltou a viralizar após ser republicado no Instagram — mostra o momento em que a baleia surge na superfície com a boca aberta, imóvel, parecendo um enorme funil vivo.

                                                        Foto: Bertie Gregory / Facebook / Reprodução

                                                        Essa é uma das estratégias conhecidas como “trap feeding” (ou “caça por armadilha”) no mundo animal. Segundo Gregory, o comportamento pode estar relacionado à poluição e ao despejo de esgoto na região, que teriam tornado o Golfo da Tailândia um ambiente hipóxico — isto é, com pouco oxigênio dissolvido na água.

                                                         

                                                        Nessas condições, os peixes tendem a se concentrar mais próximos da superfície, onde há maior disponibilidade de oxigênio. Aproveitando isso, a baleia fica posicionada com a boca aberta na linha d’água, à espera de que os cardumes sejam sugados naturalmente para dentro. Quando o banquete se acumula na cavidade bucal, ela simplesmente fecha a boca — e fim da caçada.


                                                        O que à primeira vista parece preguiça é, na verdade, pura estratégia. No post original, Gregory destacou que foi possível observar pequenos peixes tentando escapar da armadilha — alguns, no pânico, pareceram até a saltar da água direto para a boca da baleia, segundo ele. Assista!

                                                         

                                                         

                                                        Ainda em 2021, as imagens já haviam chamado atenção. Não à toa, o post feito no início daquele ano ultrapassou 45 milhões de visualizações e soma quase 400 mil curtidas. Agora, com a recente viralização, a cena voltou a encantar a internet — não apenas pela curiosidade do comportamento, mas também pela b49eleza das imagens que revelam, mais uma vez, a engenhosidade da vida marinha.

                                                        Foto: Bertie Gregory / Facebook / Reprodução

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                                                          Por: Nicole Leslie -

                                                          Uma contagem regressiva foi iniciada em função de um mandato regulatório em discussão e que, quando formalizado, terá o poder de transformar a economia do transporte marítimo. As rigorosas metas de descarbonização da Organização Marítima Internacional (IMO) devem ser oficializadas ainda em 2026 e entrar em vigor a partir de 2028, exigindo cortes anuais na intensidade de carbono. Para uma indústria responsável por 3% das emissões globais de gases de efeito estufa, a mudança poderá ser uma obrigação — e uma oportunidade inédita para o Brasil, que já prepara sua resposta com o projeto JAQ H1, a ser revelado na véspera da COP30.

                                                          Com este mandato em vigor, uma diretriz ambiental se transforma em uma revolução financeira por conta das penalidades. Quando as normas forem confirmadas, navios que não cumprirem as metas enfrentarão multas que podem chegar a US$ 380 por tonelada de CO2 emitida acima do limite permitido. Para a frota global, isso é um passivo estimado em mais de um trilhão de dólares, uma força que torna obsoletos os modelos de negócios baseados em combustível pesado e de baixo custo.

                                                          Navio JAQ H1. Foto: Divulgação

                                                          A questão que agora domina o setor é saber qual tecnologia vencerá a corrida para se tornar o destaque da nova frota global. Enquanto os gigantes internacionais testam soluções com metanol e amônia, uma resposta ousada e pragmática será lançada em Belém, no Pará, na véspera da COP30, dia 9 de novembro: o projeto JAQ Hidrogênio.

                                                           

                                                          A iniciativa carrega a missão de produzir barcos autossuficientes movidos 100% a hidrogênio. Na véspera da COP30, será apresentado o JAQ H1, navio de 36 metros pronto para operar com sistemas internos movidos a hidrogênio verde. Em razão da complexidade logística temporária, específica para o abastecimento de H2V em Belém no período da COP 30, a operação será 100% elétrica com baterias de lítio e “zero emissões”, mantendo o sistema H2V intacto, pronto para operação e para ser apresentado ao público.


                                                          O projeto JAQ Hidrogênio é formado por um grupo de empresas de peso no setor náutico e idealizado pelo Grupo Náutica, coordenado de perto pelo presidente Ernani Paciornik, entusiasta que trabalha a mais de 50 anos em soluções de sucesso no setor.

                                                           

                                                          Ernani uniu sua expertise com a potência em energia renovável da Itaipu Parquetec, a força industrial da chinesa GWM e a validação tecnológica de engenharia naval da alemã MAN no projeto. Além deles, outros nomes de peso apoiam e implementam iniciativas sustentáveis como Heineken, Café Orfeu e Artefacto. Juntos, formam um ecossistema projetado para a viabilidade.

                                                          O custo de produção do hidrogênio verde ainda é um obstáculo significativo. No entanto, o custo da tecnologia de eletrólise está em queda livre, com projeções indicando uma redução de até 70% na próxima década. Mais importante, o cálculo do ROI não pode mais ignorar o custo crescente da não conformidade com as regras da IMO que, apesar das formalizações finais terem sido adiadas, devem ter início da implantação por volta de 2028-explica Ernani Paciornik

                                                          Ernani Paciornik. Foto: Divulgação

                                                          O JAQ H1, atualmente em fase final de testes no estaleiro Inace, em Fortaleza, se prepara para sua premiere global. Projetado para ser um “laboratório flutuante” para pesquisas e educação ambiental, sua missão estratégica é provar a confiabilidade e a segurança da tecnologia de hidrogênio.

                                                           

                                                          Além disso, Paciornik adianta que a COP30 também trará a confirmação das próximas fases do projeto e inclusive do barco JAQ H2, sucessor do pioneiro que será lançado em breve. A irmã caçula é uma embarcação de 50 metros com previsão de conclusão em 2027 e uma missão imponente: operar de forma 100% autossuficiente. “Para uma indústria que enfrenta a escassez de infraestrutura de abastecimento de hidrogênio, esta solução de transição será a resposta que o mercado procura”, completa o executivo.

                                                           

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                                                            Associação i9Vela esteve no Salvador Boat Show pelo segundo ano consecutivo e realizou clínicas de vela e passeios em veleiro durante o evento

                                                            Por: Nicole Leslie -
                                                            06/11/2025

                                                            Uma iniciativa que transforma o mar em horizonte de oportunidades marcou presença no Salvador Boat Show pelo segundo ano consecutivo. A Associação i9Vela, fundada por Juan Sobral, levou às águas da Baía de Todos-os-Santos uma amostra do trabalho que já alcançou 1.033 crianças e adolescentes de comunidades soteropolitanas. Durante o evento, o projeto promoveu clínicas de vela e passeios em veleiro, aproximando novos públicos do universo náutico.

                                                            Mais do que divulgar a iniciativa sem fins lucrativos, a presença da i9Vela teve um propósito ainda mais simbólico: abrir as janelas — ou velas — da inclusão. No último dia do salão, filhos de colaboradores da infraestrutura do evento — como equipes de montagem, apoio e serviços gerais — puderam embarcar em um veleiro e sentir, pela primeira vez, a experiência de navegar.

                                                            Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                                                             

                                                            A proposta de desmistificar a vela e conectar a comunidade ao mar conversa com o espírito do próprio Boat Show, que busca tornar o mundo náutico mais acessível e próximo a diferentes públicos. Nessa mesma linha, o premiado Veleiro Marujo’s também ficou atracado na Bahia Marina, oferecendo passeios gratuitos aos visitantes durante todos os dias do evento.

                                                            A vela como porta de entrada

                                                            Em entrevista à NÁUTICA, Juan Sobral contou que seu primeiro contato com a vela, ainda jovem, foi o ponto de partida o sonho de democratizar o acesso ao mar para quem vive longe dele.

                                                            Juan Sobral, fundador da i9Vela. Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                                                            Foram mais de 15 anos amadurecendo a ideia até, há cerca de quatro, criar oficialmente a i9Vela. A associação une ensino teórico e prático, sempre voltada à formação de jovens e crianças em situação de vulnerabilidade, que vivem em comunidades em Salvador.

                                                             

                                                            Hoje com uma frota de 14 barcos, o projeto segue firme na missão de transformar a relação da cidade com o mar. Um dos frutos dessa jornada é João Santos, aluno desde o início do projeto.

                                                            É gratificante velejar. Logo que conheci a vela me identifiquei e passei três anos no projeto sem faltar um dia de aula. É um projeto útil e que precisa continuar-contou o jovem

                                                            Estande da i9Vela esteve logo na entrada do Salvador Boat Show 2025, onde aconteceram algumas clínicas básicas de vela. Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                                                            A Odisseia: quando o mar visita a comunidade

                                                            Entre as ações mais inspiradoras da i9Vela está a Odisseia, uma atividade que leva o universo náutico a quem nunca o viveu. Uma vez por mês, a equipe da associação leva um veleiro para dentro de alguma comunidade de Salvador, transformando ruas e praças em salas de aula teórica sobre a náutica.

                                                            No sábado, as crianças têm aulas teóricas sobre marés, vento e o funcionamento de um veleiro. No domingo, colocam tudo em prática, repetindo na água o que aprenderam em terra firme-explicou Juan

                                                            Para muitos jovens, essa vivência é o primeiro contato com o universo náutico e, não à toa, permite despertar novos sonhos. Foi através da Odisseia que boa parte das 1.033 crianças conheceram o projeto. Para participar, basta morar em uma comunidade de Salvador e estar matriculado em escola pública.

                                                            Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                                                            A i9Vela já passou por 23 comunidades, sempre apoiada por trabalhos voluntários — inclusive de jovens formados pelo próprio projeto. Além das clínicas de vela, a associação oferece oficinas de manutenção de barcos e cursos profissionalizantes, abrindo novas possibilidades de futuro para quem, até então, via o mar sempre distante.

                                                            Mais do que ensinar a velejar, levamos o mar até a criança e a esperança ao mar-concluiu Juan

                                                            Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                                                            Mais sobre o Salvador Boat Show

                                                            Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retornou consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento aconteceu na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.

                                                            Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                            O salão náutico ofereceu experiências desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento movimentou o coração náutico do Nordeste reunindo público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor.

                                                             

                                                            O Salvador Boat Show 2025 teve o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).

                                                             

                                                            Náutica Responde

                                                            Faça uma pergunta para a Náutica

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