Yanmar lidera transporte fluvial na Amazônia e aposta em inovação

Fabricante japonesa testa motores para uso marítimo com metanol, hidrogênio — com chegada ao mercado prevista em 2030 — e monitoramento remoto

Por: Nicole Leslie -
17/12/2025

Especializada na fabricação de motores, a Yanmar Brasil tem redefinido os padrões de propulsão e logística marítima ao combinar alta tecnologia e sustentabilidade. Na Amazônia, executivos detalharam a estratégia adotada para avançar na transição para combustíveis alternativos — como metanol e hidrogênio — e reforçar a liderança dos motores marítimos Yanmar na região Norte do país.

A transição energética se tornou uma necessidade cada vez mais latente, especialmente para grandes indústrias. Nesse contexto, Wagner Santaniello, gerente de Inovação e Marketing da Yanmar Brasil, e Igor Cabral, gerente da filial da empresa em Manaus, afirmaram que a marca tem investido no desenvolvimento de tecnologias que não apenas se adequem, mas também superem as regulamentações internacionais.

Igor Cabral ao lado de motor Yanmar. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

Cabral explica que, embora os motores mecânicos atuais já atendam ao padrão internacional de emissões para motores a diesel marítimos, o IMO Tier 2, a Yanmar conta com modelos em conformidade com o mais rigoroso IMO Tier 3, que impõe regras ainda mais restritivas para a redução das emissões de óxidos de nitrogênio.

 

Segundo o gerente, o diferencial dos modelos mecânicos está no sistema SCR, um catalisador de escape. Com essa tecnologia consolidada, outra vertente estratégica ganhou força dentro da companhia, a nível mundial: o desenvolvimento de motores pensados para funcionarem abastecidos de combustíveis alternativos — e menos poluentes.

Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

Embora a maioria dos motores de trabalho da marca já aceite biodiesel como base, ainda existem riscos à vida útil dos equipamentos. Por isso, a Yanmar tem trabalhado para criar soluções que operem de forma eficiente com metanol e também com hidrogênio.

 

O metanol está em fase de testes no Japão nos motores de média rotação — hoje entre os mais vendidos globalmente — e a previsão de início da comercialização está entre o fim de 2026 e o começo de 2027. Já a tecnologia baseada em hidrogênio avança por meio de um programa-piloto também no Japão, aplicado a motores de alta rotação que devem chegar ao mercado em 2030.

Wagner Santaniello, gerente de Inovação e Marketing da Yanmar Brasil. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

Santaniello ressalta que parte da expertise da Yanmar está na fabricação de motores desenvolvidos especificamente para diferentes aplicações, seja em uso marítimo ou terrestre, para trabalho ou lazer.

 

Essa característica ajuda a explicar o domínio da fabricante japonesa na logística marítima da região amazônica. Segundo os executivos, existe uma diferença significativa entre motores adaptados para o uso marítimo e aqueles projetados desde o início para essa finalidade.

Igor Cabral, gerente da filial Yanmar em Manaus. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

Os projetos marítimos são genuinamente marítimos, desenvolvidos para isso. Não vêm de aplicações automotivas ou industriais que depois são adaptadas. O principal ganho está na durabilidade-afirmou Igor Cabral

No campo da digitalização, o projeto Yanmar Protection, atualmente utilizado em tratores da linha Yanmar Solis, já está em fase de testes em embarcações no Norte do Brasil. O sistema de telemetria usa sensores para monitorar, de forma remota, parâmetros do motor, da localização e da rotação, o que contribui para a manutenção preventiva dos equipamentos.

Miniescavadeiras Yanmar em frente a filial da marca em Manaus. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

Domínio logístico na Amazônia

A operação da Yanmar em Manaus, sob gestão de Cabral, concentra o núcleo dos negócios marítimos da marca no Brasil. O gerente afirma que a empresa ocupa posição de destaque na região amazônica, onde o transporte fluvial é essencial tanto para o escoamento de cargas quanto para o deslocamento de passageiros.

Ferryboat David Oliveira Fernandes, para transporte de cargas em Manaus, equipado com motor Yanmar. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

Com base em dados de importação (NCM) de motores marítimos, a Yanmar atingiu 40% de market share na Amazônia em 2024 e, para 2025, a expectativa é avançar ainda mais. A marca projeta alcançar 61% do mercado regional até dezembro deste ano.


Nesse cenário, Igor Cabral e Wagner Santaniello apontam o baixo consumo de combustível e a durabilidade dos motores como os principais diferenciais competitivos. O pós-venda manauara também aparece como fator estratégico, com serviços rápidos e assistência técnica próxima ao cliente.

Máquinas potentes e versáteis

O portfólio da Yanmar inclui motores de alta e média rotação. Enquanto os primeiros são utilizados em embarcações de lazer, lanchas de passageiros e empurradores de pequeno porte, os motores de média rotação atendem navios de cabotagem e grandes empurradores, que operam quase de forma ininterrupta.

Empurrador da SC Transportes opera com motor Yanmar em Manaus. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

Essa diversidade explica o amplo perfil de clientes atendidos pela marca e ajuda a sustentar sua liderança na região Norte. Entre a clientela local existem empresas desde lanchas de transporte de passageiros, que navegam a cerca de 25 nós, até empurradores que acumulam mais de 5 mil horas de operação por ano em viagens longas pelos rios Negro e Solimões.

 

Parte dessa versatilidade está no uso de caixas redutoras — os chamados reversores — que ajustam a rotação do motor à velocidade ideal do hélice. Assim, um mesmo conjunto pode equipar tanto embarcações de lazer quanto barcos destinados a operações de serviço pesado.

 

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    Por: Nicole Leslie -
    16/12/2025

    Quando se diz que sonhar alto dá o mesmo trabalho que sonhar baixo, o que muitas vezes se ignora é o peso da falta de referências. Em comunidades onde o horizonte parece sempre o mesmo, imaginar outros caminhos pode ser mais difícil do que tentar alcançá-los. Foi a partir desse pensamento que nasceu a Escola Social Náutica da Ilha Grande, criada para apresentar a crianças e jovens caiçaras e de comunidades pesqueiras uma nova relação com o mar — desta vez, por meio da vela.

    Idealizado pela Comunidade Náutica da Ilha Grande, o projeto surgiu em um contexto de pouca valorização da cultura local e da necessidade de oferecer proteção e perspectivas a crianças e adolescentes. A resposta veio da própria identidade da região: ocupar o tempo dos pequenos com uma atividade tipicamente náutica, conectada ao local onde vivem e à tradição do lugar.

    Foto: Escola Social Náutica da Ilha Grande / Divulgação

    Gratuita, a iniciativa se consolidou na Vila do Abraão, em Angra dos Reis, e hoje atende crianças e jovens entre 5 e 17 anos. A vela — seja olímpica ou oceânica — funciona como ferramenta de educação, integração social e formação, indo além da prática esportiva.

    Foto: Escola Social Náutica da Ilha Grande / Divulgação

    A Escola atua em parceria com iniciativas locais, como o Grupo de Escoteiro Florestal da Ilha Grande e o VAA Ilha Grande, e oferece aulas regulares de vela e canoagem. O aprendizado é complementado por conteúdos de educação ambiental, meteorologia básica e oceanografia costeira, ampliando o repertório dos alunos e fortalecendo a relação entre esporte, natureza e conhecimento.

     

     

    Impacto em números

    Segundo levantamento da própria Escola Social Náutica da Ilha Grande, os reflexos do projeto vão além da água. Entre as famílias com crianças atendidas, 94% relataram melhorias nos laços familiares, enquanto 82% perceberam avanços na saúde física dos participantes após o início das atividades com vela ou canoagem.

    Foto: Escola Social Náutica da Ilha Grande / Divulgação

    A atuação da Escola também busca enfrentar desafios ambientais e sociais da Ilha Grande, como o enfraquecimento das tradições culturais e a atração de jovens para formas precárias de trabalho ligadas ao turismo predatório. Não por acaso, parte das ações do projeto dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Agenda 2030.


    Ao combinar capacitação para o mercado náutico com desenvolvimento físico, mental e emocional em ambientes naturais, a Escola reforça seu papel como agente de transformação social e valorização da cultura caiçara. A ideia não é romper com as raízes locais, mas ampliar as possibilidades.

    Foto: Escola Social Náutica da Ilha Grande / Divulgação

    Reconhecida pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela) e pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), a Escola Social Náutica da Ilha Grande mantém suas atividades de forma totalmente gratuita. O projeto aceita contribuições a partir de serviços e produtos adquiridos online, que vão de ecobags até passeios em veleiros oceânicos, disponíveis para consulta no site oficial da organização.

     

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      Capri Iate Clube comemora 60 anos e inaugura marina com píeres da SF Marina

      Em Santa Catarina, tradicional clube náutico substitui antigas estruturas de madeira por píeres de concreto de padrão internacional

      Há algo de novo sobre as águas. Na sua festa de 60 anos de história, o Capri Iate Clube, em Santa Catarina, resolveu dar um salto de qualidade e inaugurou, neste último fim de semana, uma nova fase: saem as estruturas antigas de madeira, entram os modernos píeres de concreto da SF Marina, líder mundial no segmento.

      O movimento marca uma nova era no clube, que buscou se modernizar e aumentar a durabilidade de suas instalações náuticas. Além de garantir mais estabilidade, segurança e sustentabilidade ao projeto, o local se tornou o segundo no Brasil a receber as estruturas da SF Marina, empresa que conta com mais de 100 anos de história e 150 mil marinas projetadas mundialmente.

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      Localizado no munícipio de São Francisco do Sul, na famosa Baía de Babitonga, o clube agora conta com o que há de melhor em engenharia náutica no mundo. Além dos píeres, a modernização passou também pela Metalu Brasil, que ficou responsável pelas novas passarelas de alumínio.

      Passarelas dos píeres foram feitas pela Metalu Brasil. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      À NÁUTICA, Carlos Alexandre Dohler, comodoro do Capri Iate Clube, explicou que a mudança veio na hora certa, pois o local precisava suportar o crescimento e o aumento do tamanho das embarcações ao longo dos anos.

      O clube, com toda sua paisagem idílica, não estava mais conseguindo acompanhar e sustentar o crescimento que vinha acontecendo– lembrou Dohler

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      Desde então, começou a pesquisa para decidir como seria feita essa reforma. Inicialmente, existia um dilema entre o trapiche de madeira ou de concreto. Mas quando o comodoro conheceu as estruturas da SF Marina, não teve mais dúvidas: era essa que ele queria.

      Segundo Dohler, o intuito da modernização do local é fornecer uma infraestrutura ecologicamente inteligente e segura para os sócios e seus barcos. E o público do clube parece ter abraçado a ideia. “As embarcações estão cheias com as suas famílias, fazendo churrasco, com muita felicidade e muita segurança”, enfatizou o comodoro.

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      Conforme explicou Thiago Borba, diretor de patrimônio do clube e responsável pelo acordo oficial com a empresa de píeres, o projeto final, que combina estruturas de concreto da SF Marina com “fingers” de alumínio da Metalu Brasil, não existe em nenhum lugar do mundo.

      O Capri Iate Clube hoje tem uma das melhores estruturas do Brasil– ressaltou Borba

      Muito mais que uma reforma

      Quem também marcou presença na comemoração foi Adriano Silva, prefeito de Joinville. Frequentador assíduo do mundo náutico, o político demonstrou entusiasmo com a nova fase do local, que trará lazer e otimização de recursos à infraestrutura.

      Toda a estrutura náutica é fundamental para que a gente possa curtir mais ainda o nosso barco. Essa estrutura realmente está de parabéns. Nunca vi nada parecido-elogiou Silva

      Ele também enfatiza que o desenvolvimento náutico, como os iates clubes e estaleiros, gera negócios e impulsiona o turismo nas cidades vizinhas. Inclusive, o prefeito revela que a SF foi contratada também para construir um novo atracadouro público em Joinville, o que apoiará a via gastronômica local e permitirá o acesso de embarcações de até 100 pés.

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      Godofredo Gomes Moreira Filho, prefeito de São Francisco do Sul, também não poupou elogios para a modernização do clube. Ele descreve o local como “espetacular” e “único no litoral catarinense”.

      Não vai trazer só o desenvolvimento para a estrutura que tem aqui hoje. Mas é o desenvolvimento econômico do município e a geração de empregos– pontuou Godofredo

      Sobre São Francisco do Sul, o prefeito afirma ser “a cidade mais azul do Brasil” em relação ao número de praias com a certificação Bandeira Azul. Isso significa que cada um dos locais cumpriu quase 40 critérios para garantir o selo de qualidade.

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      No que depender dele, o Capri Iate Clube será mais um nessa lista que todos querem entrar.

      Não tenho dúvida nenhuma que no futuro próximo, quem sabe até o ano que vem, nós possamos incluir o Capri como Bandeira Azul– garantiu o político

      Veja as fotos da celebração de 60 anos do Capri Iate Clube!

      A celebração de seis décadas do Capri Iate Clube reuniu diversas autoridades do mundo náutico e responsáveis diretos pelo projeto. Confira os melhores cliques do evento!

      Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, segura placa de homenagem aos 60 anos do clube. Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
      Thiago Borba, diretor de patrimônio do clube; Ernani Paciornik e Gunter Weber, um dos fundadores do Joinville Iate Clube. Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
      Carlos Alexandre Dohler, comodoro do clube, discursa durante a cerimônia de abertura. Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
      Godofredo Gomes Moreira Filho, prefeito de São Francisco do Sul. Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
      Thiago Borba discursou durante cerimônia de abertura. Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
      “Marinheiro Jipe” com placa que faz homenagem aos 60 anos do clube. Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
      Adriano Silva, prefeito de Joinville (ao centro). Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
      Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
      Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
      Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
      Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação

       

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        Da carga ao lazer: como os motores Yanmar impulsionam diferentes tipos de barcos

        Entre longas viagens transportando toneladas a passeios de lazer, os motores Yanmar mostram versatilidade nas águas da Amazônia

        Por: Nicole Leslie -

        Ao descer para as casas de máquinas de empurradores, ferryboats e lanchas de transporte fluvial, é difícil imaginar qualquer relação com barcos de lazer. O calor, o ruído dos motores e a ideia de toneladas sendo empurradas pela força das máquinas não combinam, à primeira vista, com conforto ou diversão. Visitando algumas embarcações motorizadas pela Yanmar em Manaus, no Amazonas, foi possível desconstruir justamente esse contraste.

        Na navegação amazônica os barcos não são hobby, mas parte essencial da infraestrutura. Por lá, os rios Negro e Solimões são usados como vias para conectar cidades, pessoas e mercadorias. Foi nesse contexto que visitamos embarcações de trabalho pesado que dividem o mesmo “coração” com lanchas de lazer: alguns motores capazes de operar dias a fio empurrando cargas pesadas, com outra configuração também encontram espaço na navegação recreativa.

        Empurradores de carga

        A primeira visita foi à sede da SC Transportes, que atua com empurradores no transporte de cargas. Fundada em 1975 com foco no deslocamento de derivados de petróleo, como o querosene, a companhia hoje opera também nos segmentos de carga geral e grãos — este último apontado pela empresa como o que mais cresce na região.

         

        Como a movimentação ocorre em grandes volumes, a frota exige equipamentos robustos e confiáveis. Atualmente, dos 18 empurradores em operação pela SC Transportes, metade utiliza motores Yanmar. Ao todo, 14 equipamentos da fabricante japonesa impulsionam embarcações da SC Transportes e outros dois motores estão em negociação para substituir outras marcas.

        Motor 6AYM-WET no empurrador da SC Transportes. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

        Em um dos empurradores visitados, o destaque foi o motor 6AYM-WET, de seis cilindros em linha e 829 hp de potência. Em duplas, essas embarcações empurram balsas que podem chegar a 18 mil toneladas. Ainda assim, segundo Guilherme Kodja, consultor técnico da Yanmar, o mesmo modelo também pode equipar lanchas de lazer entre 55 e 65 pés.


        A explicação está na aplicação. Em embarcações de recreio, a potência é explorada de forma diferente, com reversores mais leves do que os usados nos empurradores — que operam, neste caso, na reversão de 6:1. Com uma reversão mais leve, o resultado prático é mais força na ponta do eixo e no hélice, o que resulta em um melhor planeio e maiores velocidades.

        Lancha rápida de transporte fluvial

        A segunda visita foi à “Glória de Deus III”, uma das principais lanchas de transporte fluvial do grupo F de A O dos Reis. Com 27,5 metros de comprimento e capacidade para 95 passageiros, a embarcação opera a tradicional linha entre Manaus e Tabatinga, cidade que fica na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

        Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

        O trajeto inclui paradas em dez cidades durante o percurso e soma cerca de 36 horas de navegação quase ininterrupta, totalizando aproximadamente mil milhas náuticas somando ida e volta. Iniciado em 2008, o negócio reflete a lógica do transporte regional, que dependente necessariamente do ciclo dos rios, que variam entre cheia e seca. Em períodos de seca severa, como o registrado em 2024, o serviço chegou a ficar paralisado por quase seis meses, fatiando o faturamento do ano pela metade.

        Proprietário da F de A O dos Reis. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

        A Glória de Deus III opera com dois motores Yanmar 6HYM-WET, de 500 hp cada. A escolha da configuração em parelha, segundo o proprietário, foi para “forçar menos o motor” durante as longas viagens e garantir segurança operacional. Isso porque, caso um dos motores apresente qualquer falha, a embarcação ainda consegue seguir viagem.

        Um dos motores 6HYM-WET que impulsionam a lancha Glória de Deus III. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

        O conjunto atual da lancha de transporte rápido foi instalado em 2020 e acumula cerca de 7 mil horas de uso (em cada motor), mas o número não assusta o proprietário graças ao histórico: o conjunto de motores anterior, nas mesmas configurações, operou por 30 mil horas (cada), apenas com manutenção preventiva.

        Glória de Deus III. Foto: Nicole Leslie / Revista Náutica

        Mesmo transportando cerca de 13 toneladas entre passageiros e cargas, a lancha atinge velocidade de cruzeiro de 28 nós contra a correnteza, com consumo médio de 150 litros por hora. A favor das águas, a velocidade sobe para 35 nós, enquanto o consumo cai para cerca de 140 litros por hora, considerando os dois motores mais o grupo gerador.

        Foto: Nicole Leslie / Revista Náutica

        Segundo Kodja, esse mesmo conjunto pode equipar lanchas de lazer entre 50 e 55 pés, desde que com potências menores. “Esses motores trabalham carregando mais de 13 toneladas, contra correnteza, por longos períodos. Em uma lancha menor e mais leve, o desempenho é ainda mais expressivo”, explicou.

        Ferryboat de carga

        A terceira visita foi ao mais novo ferryboat do grupo David Oliveira Fernandes. Construída em aço, a embarcação foi projetada especificamente para o transporte de cargas gerais entre Manaus e Tabatinga, com capacidade para até 1,3 mil toneladas.

        Ferryboat do grupo David Oliveira Fernandes. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

        Assim como o empurrador da SC Transportes, o ferry é impulsionado por um motor Yanmar 6AYM-WET, de 829 hp. A escolha ocorreu após uma experiência negativa com um motor adaptado para uso marítimo, que apresentou problemas recorrentes de manutenção em menos de dois anos.

        David Oliveira Fernandes, dono do grupo que leva o nome dele. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

        Com a motorização da fabricante japonesa, o proprietário afirma ter reduzido custos de manutenção e tido, inclusive, economia de combustível. O consumo caiu cerca de cerca de 30% em comparação com o equipamento anterior.

        Motor 6AYM-WET no ferryboat. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

        Empurrador estratégico na região Norte

        A última parada foi na sede da Atem, Distribuidora de Combustíveis, cuja operação de logística fluvial é conduzida pela Navemazônia, ambas empresas integrantes do Grupo Atem. A frota soma mais de 90 balsas e 30 empurradores, entre eles o empurrador Manaus, um dos maiores da região, segundo a marca.

         

        Enquanto empurradores comuns transportam entre 3 mil e 5 mil toneladas, o Manaus tem capacidade para até 11 mil toneladas. O volume é estratégico para o abastecimento da região, que depende em grande parte do transporte hidroviário de combustíveis.

        Balsa que pesa até 11 mil toneladas, que o empurrador Manaus empurra. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

        A relação da Navemazônia com a Yanmar começou na década de 1970, quando o patriarca da família Atem utilizava um pequeno motor Yanmar de 4 hp para transportar farinha, frutas e verduras de Janauaca a Manaus. O equipamento, hoje em exposição na base da empresa, simboliza o início dessa trajetória que vem se estendendo graças à confiança nos equipamentos.

        Motor Yanmar de 4 hp, em área de “museu improvisado” na base do Grupo Atem em Manaus. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

        Para movimentar balsas de grande porte, o empurrador Manaus utiliza uma parelha de motores Yanmar 6EY17W, que somam 1.389 hp. Diferentemente dos outros modelos vistos durante a viagem, essa motorização não é indicada para barcos de lazer.

        Motor 6EY17W na sala de máquinas do empurrador Manaus. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

        Trata-se de um motor de média rotação, projetado para operar em baixas rotações constantes, suportando cargas pesadas por longos períodos. Embarcações de lazer, por outro lado, exigem motores de alta rotação para proporcionar aceleração rápida e velocidades maiores.

         

        A Amazônia se mostrou mais do que um cenário bonito e tradicional: é onde natureza, trabalho e navegação se cruzam diariamente. Nesse contexto, parte da linha de motores Yanmar se destaca justamente por atender, com a mesma base tecnológica, embarcações de trabalho pesado e barcos de lazer.

         

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          Polvo-bolha, um dos maiores e mais raros do mundo, foi flagrado em 4K no Pacífico; assista

          Essa foi apenas a quarta vez em 40 anos de pesquisa que o animal foi registrado vivo

          Os animais que vivem no fundo do oceano não podem se dar ao luxo de dispensar apresentações, uma vez que a maioria deles é, no mínimo, estranha perante os humanos. Um deles é o polvo-de-sete-braços (Haliphron atlanticus), também conhecido como polvo-bolha, um dos mais raros — e maiores — do mundo, que foi flagrado apenas pela quarta vez (vivo) em 40 anos de pesquisas, no Pacífico.

          A 700 metros de profundidade, o animal curioso aparece em resolução 4K — graças ao veículo operado remotamente (ROV) que o filmou, batizado de Ventana —, segurando uma água-viva-capacete (Periphylla periphylla). Confira:

           

           

          Os responsáveis por apresentar ao mundo as imagens de um animal tão raro foram os especialistas em oceanos do Aquário e Instituto de Pesquisa da Baía de Monterey (MBARI), que exploravam a região como parte de uma expedição de pesquisa, no mês passado.

          O polvo-de-sete-braços, na verdade, tem oito

          O polvo-de-sete-braços carrega consigo uma particularidade que, inclusive, lhe rendeu esse nome. Embora o nome sugira apenas sete tentáculos, os exemplares geralmente contam com os mesmos oito apresentados por todos os grupos de polvos.

          Foto: MBARI (Monterey Bay Aquarium Research Institute) / Divulgação

          O “apelido” se deu devido um comportamento curioso dos machos. Isso porque, durante o acasalamento, esses animais utilizam um braço especializado, chamado de hectocótilo, para transferir esperma para as fêmeas. Nesse processo, o membro costuma ficar dobrado, oculto sob um dos olhos, dando a impressão de um braço ausente.

           

          Os machos, aliás, diferem consideravelmente das fêmeas em relação ao tamanho. Enquanto elas atingem cerca de 4 metros de comprimento, os seus companheiros dificilmente ultrapassam 21 centímetros.


          O fato do polvo-bolha estar carregando firmemente uma água-viva enquanto nada nas profundezas endossa a tese, publicada na revista Scientific Reports, em 2017, de que o polvo-de-sete-braços se alimenta de organismos gelatinosos e pode até usar os ferrões das presas como ferramenta de caça.

          Este novo avistamento destaca a complexidade das teias alimentares das profundezas marinhas e suas surpreendentes conexões– destacou a MBARI

           

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            Transmissão de cargo ocorreu nesta segunda-feira (15), na sede do distrito, onde Linhares reafirmou seu compromisso com a hidrografia e a expansão marítima do Brasil

            Por: Nicole Leslie -
            15/12/2025

            A cerimônia de transmissão de cargo do Comando do 8º Distrito Naval da Marinha do Brasil foi realizada nesta segunda-feira (15), na sede do Distrito, na Zona Sul de São Paulo. Na ocasião, o então comandante Vice-Almirante Marco Antonio Ismael Trovão de Oliveira passou o cargo ao Vice-Almirante Marco Antônio Linhares Soares, que aproveitou para reafirmar seu compromisso com a hidrografia e a expansão marítima do Brasil.

            Em discurso, o Vice-Almirante Linhares celebrou as etapas de sua carreira e expressou gratidão a diversas pessoas, instituições e embarcações que fizeram parte de sua história.

            Foto: Otto Aquino / Revista Náutica

            Ele também afirmou que sua linha de trabalho no comando do 8º Distrito Naval buscará fazer com que os portos de Santos, Paranaguá, Antonina e São Sebastião, hoje estratégicos no país, continuem transbordando eficientemente as riquezas do Brasil, assim como as hidrovias.

            Agradeço ao Almirante Trovão toda a fidalguia e profissionalismo nos meus rumos iniciais […] Muito obrigado e viva à Marinha-afirmou em discurso

            Marco Antônio Linhares Soares. Foto: Agência Marinha / Divulgação

            À Revista Náutica, o Vice-Almirante Linhares relembrou que o 8º Distrito Naval está à frente da maior frota de barcos registrados no país. Também por isso, aproveitou para se colocar como um canal de “portas e escotilhas abertas” às demandas do navegador que usa embarcações de esporte e recreio para descortinar o litoral brasileiro.

            Só é verdadeiramente marinheiro quem vai ao mar […] Que a gente possa trabalhar juntos em prol da segurança da navegação-disse Linhares

            Foto: Otto Aquino / Revista Náutica

            O evento reuniu ex-comandantes da Marinha, membros do Almirantado, representantes da Sociedade Amigos da Marinha e da Comunidade Marítima, além de autoridades militares e civis. A última troca de comando do 8º Distrito Naval ocorreu em abril de 2024, quando o Vice-Almirante Guilherme da Silva Costa passou o cargo para o Vice-Almirante Marco Antonio Ismael Trovão de Oliveira.

            Vice-Almirante Linhares, novo comandante do 8º Distrito Naval

            A trajetória de Marco Antônio Linhares Soares na Marinha do Brasil começou em 1985, aos 15 anos, quando ingressou na Escola Naval, onde se formou em Ciências Navais. Desde então, construiu uma carreira marcada pela atuação direta na área marítima.

            Foto: Otto Aquino / Revista Náutica

            Foi Imediato do navio hidroceanográfico Taurus e do navio de apoio oceanográfico Ary Rongel; Comandante do navio balizador Tenente Boanerges e do navio hidroceanográfico Amorim do Valle; além de ter comandado o Grupamento de Navios Hidroceanográficos no Brasil.


            Linhares também possui MBA em Gestão Empresarial e em Gestão Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e realizou o curso de Política e Estratégia Marítima na Escola de Guerra Naval. Também atuou como Assistente do Conselheiro Militar da Representação do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU), em Washington, D.C., nos Estados Unidos.

            Foto: Otto Aquino / Revista Náutica

            Em 2020, foi promovido ao posto de Contra-Almirante, onde exerceu as funções de Subchefe de Assuntos Marítimos do Estado-Maior da Armada e Diretor da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar. Em 2023, alcançou o posto de Vice-Almirante e, agora, assume o comando do 8º Distrito Naval da Marinha do Brasil.

             

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              Azimut Yachts Brasil apresenta nova diretoria com visita de representantes do Grupo Náutica

              Com novos nomes, estaleiro recebeu Ernani Paciornik e Thalita Vicentini na fábrica de Itajaí nesta segunda-feira (15)

              A nova diretoria da Azimut Yachts Brasil recebeu, nesta segunda-feira (15), na fábrica de Itajaí, os líderes do Grupo Náutica, representada por Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica e da Boat Show Eventos; e o presidente do Grupo, Ernani Paciornik.

              Quem esteve presente nesse encontro foi Carlo Alberto Sisto, CEO da Azimut Yachts Brasil. Para ele, os Boat Shows do Grupo Náutica servem como uma plataforma estratégica para a marca no país, por reunirem relacionamento, posicionamento e negócios em um único ambiente.

              Carlos Alberto Sisto, novo CEO da Azimut do Brasil. Foto: Divulgação

              “Para uma marca com presença global e DNA italiano, é onde apresentamos a evolução dos produtos e colocamos em contato direto com o mercado, ouvimos o público, estreitamos a relação com clientes e mostramos, na prática, o padrão de inovação e excelência que guia a Azimut”, afirmou o CEO.

              Em 2026, seguiremos avançando com uma estratégia clara de fortalecimento da marca no país-concluiu Sisto

              Durante o encontro, também foi apresentada a nova diretoria do estaleiro no Brasil, que marcará a próxima fase de crescimento e consolidação da marca no país. A cúpula recém-formada é composta por seis membros, incluindo Carlos Alberto Sisto, CEO da empresa.

              Segundo o estaleiro, a nova diretoria reflete a combinação entre expertise internacional, continuidade operacional e visão estratégica, alinhada à diretriz global do grupo.

               

              Os nomes que compõem a nova diretoria da Azimut Yachts Brasil são:

              • Carlos Alberto Sisto, CEO;
              • Andrea Consolini, CFO;
              • Roy Capasso, diretor comercial;
              • Fernanda Gehlen, diretora jurídica e superintendente;
              • Felipe Monteiro, diretor de operações;
              • Giorgio Gallia, membro do Conselho Administrativo.

              “A Azimut Yachts Brasil reafirma, assim, seu compromisso com a inovação, qualidade e liderança global para fortalecer sua estrutura executiva e reforçar sua missão de oferecer experiências náuticas únicas e produtos de classe mundial ao público brasileiro”, declarou a marca em comunicado.

               

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                Enorme rachadura na África pode formar um novo oceano; entenda

                Estudo alerta que o movimento das placas tectônicas está "abrindo" a região de Afar, na Etiópia

                A família de oceanos pode ganhar mais um membro daqui a alguns milhões de anos. Um grupo internacional de cientistas identificou que o calor vindo da Terra está, aos poucos, empurrando as placas tectônicas e esticando o terreno do nordeste da África. Esse fenômeno pode, muito futuramente, resultar em um novo oceano.

                O estudo foi publicado na prestigiada revista científica Nature Geoscience e mostra que o fluxo de material quente, conhecido como manto, não é contínuo, mas ocorre em intervalos cíclicos que se assemelham a “batimentos de um coração geológico” — de maneira lenta e contínua.

                Foto: marylooo/ Envato

                O epicentro dessa transformação ocorre na região de Afar, no nordeste da Etiópia, que está literalmente se abrindo. O local é árido, vulcânico e carrega fissuras que cruzam o chão, funcionando atualmente como um ponto de encontro de três grandes fendas: o Rifte da África Oriental, o Rifte do Mar Vermelho e o Rifte do Golfo de Áden.

                Nessa zona, as placas tectônicas — movidas pelo calor interior da Terra — se afastam gradualmente e geram rachaduras cada vez maiores, além das fissuras que se estendem por longas distâncias. Algumas são tão grandes ao ponto de poderem ser observadas em imagens de satélite.

                Afar, na Etiópia. Foto: A.Savin, Wikipedia/ Wikimedia Commons/ Reprodução

                A comunidade científica já tinha conhecimento que o manto da região vinha pressionando a crosta terrestre e fazendo ela se abrir. Entretanto, o novo estudo jogou uma luz sobre o tema e trouxe detalhes de como esse fenômeno acontece.

                Como pode nascer um novo oceano?

                A principal causa desse evento é o calor que sobe do interior da Terra, que está criando um “coral de magma”. Essa força geológica empurra a placa tectônica lentamente e vai abrindo o solo aos poucos. Portanto, é exatamente essa “abertura” que pode levar à formação de um novo oceano na região.

                O mapa (a) mostra a estrutura fundamental da separação continental na região de Afar. Os mapas (b), (c) e (d) mostram a variação de elementos químicos nas rochas vulcânicas da região. Foto: Emma J. Watts et.al, Nature/ Reprodução

                De acordo com a pesquisa, esse fluxo quente sob Afar não é uniforme. O calor se concentra em canais e pulsa em diferentes intensidades. Logo, é esse desnivelamento que contribui para a forma como o solo está se afastando.

                 

                O estudo ainda informa que o afastamento ocorre em proporções diferentes nessas três grandes fendas de Afar.

                • Rifte do Golfo de Áden: o afastamento ocorre a uma taxa de 15,5 mm por ano;
                • Rifte do Mar Vermelho: o afastamento é de 14,5 mm por ano;
                • Rifte da África Oriental: o afastamento é de 5,2 mm por ano.

                Como batimentos cardíacos

                Esses movimentos muito lentos funcionam como uma “respiração” da Terra. O calor sobe, o solo se abre e, com o tempo — muitos anos, na verdade — o continente se separa. Inclusive, essa força interna é a mesma que está por trás de vulcões e terremotos na região.

                O diagrama (a) mostra as fendas na superfície e como o magma que sobe do manto está sendo “canalizado” por essas rachaduras. O diagrama (b) ilustra a ascensão do manto em Afar (o material quente que sobe). O diagrama (c) mostra cortes profundos (seções transversais) do solo nas duas fendas principais. Foto: Emma J. Watts et.al, Nature/ Reprodução

                Em regiões onde as placas se afastam mais rápido, como o Mar Vermelho, essas pulsações viajam de forma mais eficiente e regular, como o sangue passando por uma artéria estreita-afirmou Tom Gernon, coautor do estudo

                O nordeste da África abriga vulcões como o Erta Ale, um dos poucos no mundo com lago permanente de lava e registra tremores com frequência. Tudo por conta das forças internas que remodelam a superfície da Terra.

                 

                Segundo a pesquisa, o grupo analisou mais de 130 amostras de rochas vulcânicas coletadas no nordeste da África para o estudo.

                E agora?

                Por mais assustador que possa parecer a ideia de surgir um novo oceano, os cientistas fazem uma ressalva: esse processo é natural e extremamente lento. Não existe um prazo exato para que a separação seja completa, mas os especialistas apontam que pode levar dezenas de milhões de anos.

                 

                Entretanto, acompanhar movimentos como esse ajuda a entender como outros oceanos nasceram há centenas de anos. O Atlântico, por exemplo, surgiu da fragmentação da Pangeia, o supercontinente que começou a se romper há cerca de R$ 150 milhões de anos por conta do mesmo movimento das placas tectônicas.

                 

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                  Empresário adota estilo de vida náutico como estratégia para aproximar a família

                  Toni Witt transformou o mar em cultura familiar para manter os filhos por perto. A jornada culminou em upgrades sucessivos, até a aquisição de uma Ventura V250 para lazer e wakesurf. Entenda!

                  Por: Nicole Leslie -
                  14/12/2025

                  Conhecido no setor médico como um empresário bem-sucedido em equipamentos hospitalares de alta performance, Antônio Carlos Witt, o Toni Witt, contou à Revista NÁUTICA que sua relação com o universo estilo de vida náutico não nasceu de um sonho. Nasceu de uma estratégia familiar para manter os quatro filhos sempre por perto.

                  Depois de se casar jovem e construir uma família de quatro meninos, Toni levava uma rotina de hobbies simples, como jogar futebol ou receber amigos em casa. Em determinado momento, porém, ele e a esposa temeram que os filhos se distanciassem cedo demais. A primeira solução foi investir todos os recursos em uma casa na praia — ideia que funcionou até certo ponto e levou os amigos dos filhos a também conviverem ali.

                   

                  Mas foi o primogênito, Gabriel, surfista e apaixonado pelo mar, quem deu o empurrão decisivo para que a família abraçasse a náutica. Hoje, Toni define essa decisão como “uma jogada extremamente certa” para fortalecer os vínculos familiares.

                  Estar a bordo de um barco, seja pescando ou em lazer, permite que a família passe um dia inteiro junta, das 8h da manhã até o anoitecer, interagindo e conversando. Isso seria impossível em outra situação-afirmou

                  Toni Witt ao lado da nova Ventura V250 da família. Foto: Arquivo Pessoal / Toni Witt

                  A rotina no mar acabou se tornando parte essencial da cultura familiar dos Witt. E, junto a ela, veio uma sequência de upgrades na frota, sempre guiada pelo tamanho da família e pelo conforto desejado a bordo.

                   

                  A evolução começou com uma lancha de 25 pés e chegou a um barco de 50 pés, além de modelos menores de apoio. Ao todo, já foram seis embarcações principais, dois barcos auxiliares e alguns jets.


                  Quando comprou o maior barco da família, de 50 pés, Toni também adquiriu uma embarcação de alumínio de 19 pés para pesca em áreas rasas — onde a lancha maior não podia entrar. O plano funcionava até certo ponto, mas o barco menor era desconfortável e não atendia a nova vontade do filho caçula: praticar wakesurf.

                   

                  A busca por uma embarcação versátil, capaz de atender tanto ao wakesurf quanto à pesca e aos passeios em família, levou Toni a um encontro inesperado. Ao passar em frente a uma loja da Ventura em Curitiba, no Paraná, viu espaço para estacionar e decidiu parar para conhecer.

                  Proa da Ventura V250. Foto: Arquivo Pessoal / Toni Witt

                  Segundo ele, ainda existe, no Paraná e em Santa Catarina, certo preconceito com estaleiros de Minas Gerais, como a Ventura, pelo estigma de que seriam barcos voltados apenas para água doce. Mas a impressão caiu por terra quando ele conheceu a Ventura V250, que parecia encaixar exatamente no que procurava.

                   

                  A negociação também ajudou: o vendedor aceitou o barco de alumínio como parte do pagamento e parcelou a diferença. Toni destaca que a Ventura V250 o surpreendeu pelo acabamento e pelo “excelente custo-benefício”, já que vem completa — com som, GPS e até um pequeno banheiro — em seus 20 pés de comprimento. Para ele, é o modelo ideal para wakesurf, pesca leve e lazer com poucas pessoas.

                  Ventura V250 é usada para lazer, pesca e prática de wakesurf pela família Witt. Foto: Arquivo Pessoal / Toni Witt

                  Adquirida em novembro de 2025, a Ventura V250 já chama atenção na região e, segundo Toni, deve incentivar mais pessoas a abandonarem o preconceito com barcos feitos em Minas. Para o empresário, a náutica não representa luxo, mas investimento em qualidade de vida e, sobretudo, em manter a família unida.

                   

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                    Como funciona a multipropriedade náutica? Confira as dúvidas mais comuns sobre o conceito

                    Flip Boat Club, especialista em compartilhamento de barcos, responde perguntas relacionadas a custos, cotas, localidades e reservas

                    13/12/2025

                    Por mais que o conceito de multipropriedade de embarcações já tenha sido adotado no mundo inteiro, esse mercado segue atraindo dúvidas de interessados que nunca tiveram contato com essa área e que querem entender como a modalidade funciona.

                    O modelo de multipropriedade da Flip Boat Club, por exemplo, permite a possibilidade de dividir uma propriedade em várias pessoas e usá-la de forma compartilhada. A empresa já mantém o barco limpo, abastecido e pronto para uso, enquanto os custos são divididos entre os proprietários.

                     

                    Entretanto, outras dúvidas relacionadas a custos, cotas, localidades e reservas costumam surgir na cabeça dos interessados no compartilhamento de barco. A seguir, confira as perguntas mais comuns sobre a multipropriedade náutica e como funcionam nos planos da Flip.

                    Como funciona a multipropriedade náutica na Flip Boat Club?

                    Os planos da Flip Boat Club possuem dois, quatro, seis ou oito cotas, e cada multiproprietário poderá ter uma ou até duas cotas na mesma embarcação. Outra opção é ter cotas diversas em vários barcos e distintas localidades.

                    Delta 36, uma das embarcações da Flip Boat disponível para cota. Foto: Flip Boat / Divulgação

                    Com isso, é possível utilizar um barco em uma determinada localização durante um período e, posteriormente, usar outra embarcação em uma região distinta. Cada cota da marca oferece o uso de 45 a 180 dias por ano.

                    Posso usar outros barcos que não sou cotista?

                    Não. O cliente Flip só poderá usar barcos em que é cotista. No entanto, existem duas soluções para quem desejar usar mais de uma embarcação no modelo multiproriedade.

                     

                    Uma delas é ter cotas em locais diferentes, que possibilitará navegar em mais de uma localidade. Outro caminho é adquirir o recente Flip Pass, benefício que garante o direito de uso de 30 dias por ano em vários barcos e diversas regiões.

                    Posso navegar com o barco para qualquer localidade?

                    Eis uma das maiores dúvidas da multipropriedade náutica. Sim, o cotista poderá navegar para qualquer lugar desde que respeite as regras da sua habilitação, adequação de navegação na documentação e o período de reserva. Na Flip, o importante é que o navegante retorne com o barco em sua base no final do período de reserva.

                    Ilha das Botinas, um dos destinos que contemplam a localidade da Flip Boat Club. Foto: Visite Angra/ Divulgação

                    Por isso, é importante ir até onde o tempo de retorno seja o suficiente para estar de volta no prazo certo, no lugar certo e com segurança. Atualmente, a Flip Boat Club está presente em nove destinos náuticos: Salvador, Angra dos Reis, Paraty, Ilhabela, Ubatuba, Guarujá, Itajaí, Florianópolis e Porto Alegre.

                    Qual capacitação preciso para utilizar o barco?

                    É possível utilizar o barco sem precisar de nenhuma habilitação ou capacitação. Entretanto, quem não tiver esses documentos, não poderá conduzir a embarcação e terá que obrigatoriamente contratar um marinheiro credenciado pela Flip.

                    Foto: uraneva / Envato

                    Para conduzir a embarcação, a pessoa terá que estar habilitada (Arrais, Mestre ou Capitão Amador) e capacitado para aquele barco. Durante o processo estruturado de integração e adaptação de um novo cotista, a pessoa passará por entrevistas e test-drive para que provar que está apto.

                    Como são feitas as reservas?

                    A Flip Boat Club possui um aplicativo (iOS e Android) para celular com acesso exclusivo aos multiproprietários. Basta acessar a área de reserva na plataforma, consultar as datas disponíveis no calendário e reservar os períodos que deseja utilizar. A confirmação da reserva ocorre de maneira online e imediata.

                    Futuramente, posso vender minha cota do barco?

                    Sem dúvidas! Mas, primeiramente, o cotista terá que definir o valor que deseja vender a sua cota multipropriedade com ajuda da Flip. Os fatores levados em consideração pela marca são:

                    • Valor que a cota foi adquirida;
                    • Valor de venda da última cota negociada no barco e em outros barcos similares da Flip Boat Club;
                    • Valor atual da embarcação, benfeitorias e equipamentos adquiridos;
                    • Estado de conservação do barco;
                    • Fundo de reserva no caixa do barco;
                    • Tempo esperado para vender a cota.

                    Tendo o preço definido, esse cliente terá que, prioritariamente, oferecer a cota aos cotistas do seu barco. Se nenhum deles manifestar interesse, a cota poderá ser colocada no mercado para todos da Flip.

                    Posso emprestar ou alugar o barco nos períodos que tenho agendado?

                    Não. É proibido emprestar ou alugar as embarcações nos períodos agendados. Segundo a marca, a premissa da Flip é a utilização do barco somente pelos cotistas e seus dependentes — cônjuge e filhos até 24 anos, desde que estejam devidamente habilitados e capacitados ou com marinheiro credenciado.

                     

                    Para tirar ainda mais dúvidas sobre a modalidade de multipropriedade e conhecer os serviços da empresa, entre em contato com a Flip Boat Club aqui.

                     

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                      12/12/2025

                      Com a chegada do verão e das férias escolares, as praias costumam ficar mais cheias do que nunca. Porém, mesmo em meio a diversão e relaxamento, é preciso tomar alguns cuidados com a saúde e ficar de olho se as águas estão próprias para aquele merecido banho debaixo do sol.

                      Toda semana, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) avalia a qualidade de água de 175 praias do litoral paulista e classifica cada ponto como próprio ou impróprio (entenda mais aqui). Além de fazer esse controle, a agência ambiental de SP realiza a troca de bandeiras nas áreas monitoradas.

                      Praia de Castelhanos, em Ilhabela. Foto: Paulo Stefani | Sectur Ilhabela

                      De acordo com os resultados, as praias de SP recebem uma das duas classificações:

                      • Própria (bandeira verde): quando os resultados estão dentro do padrão de segurança
                      • Imprópria (bandeira vermelha): quando duas ou mais amostras das últimas cinco semanas apresentam mais de 100 colônias de Enterococos por 100 ml de água, ou quando a coleta mais recente ultrapassa 400 colônias por 100 ml

                      Há mais de 50 anos, técnicos da Cetesb coletam amostras exatamente onde os banhistas entram no mar e as levam para análise laboratorial, com o objetivo de detectar enterococos (bactérias microscópicas que funcionam como sinais de alerta de contaminação fecal).

                      É essa medição, chamada de balneabilidade, que determina se a região está adequada ou não para banho em SP. A divulgação dos resultados ocorre sempre às quintas-feiras, quando o boletim atualizado é publicado no site e no aplicativo da Cetesb (Android e iOS), e as bandeiras são trocadas nas faixas monitoradas.

                       

                      Por lá, também é possível acompanhar o mapa de qualidade das praias, classificação semanal por munícipios, consultar os anos anteriores e conhecer todos os critérios adotados pela CETESB.

                      Mas o que é balneabilidade?

                      Calma, nós explicamos. Balneabilidade é o nome técnico usado para indicar se a água do mar está adequada para o banho.

                      Bandeira verde, que sinaliza que a praia está em boas condições para banho. Foto: CETESB/ Divulgação

                      Segundo a CETESB, os indicadores são comparados com padrões pré-estabelecidos, que permite identificar se as condições em um determinado local são adequadas para o banho. É possível, inclusive, classificar as águas em diferentes níveis de balneabilidade, para melhor orientar os usuários.

                       

                      Diversos fatores contribuem para a presença de esgotos nas praias — não só em SP, mas em todas — , como:

                      • Existência de sistemas de coleta e disposição de resíduos domésticos nas proximidades;
                      • Presença de córregos que desembocam no mar;
                      • Aumento do turismo durante a alta temporada;
                      • Características fisiográficas da praia;
                      • Ocorrência de chuvas;
                      • Condições de maré;
                      • Aspectos de saúde pública.

                      Os parâmetros para essa avaliação são estabelecidos pela legislação ambiental vigente no país e seguem padrões internacionais utilizados no mundo todo para avaliar o risco de exposição a bactérias que podem causar principalmente infecções gastrointestinais, de pele e de ouvido.

                      Bandeira vermelha, que sinaliza “praia imprópria”. Foto: CETESB/ Divulgação

                      Os dados orientam ações de prefeituras e concessionárias de saneamento, como reforço na operação de esgotamento, manutenção de redes, identificação de lançamentos irregulares e adequações na drenagem.

                      A medição da qualidade da água da praia é uma ferramenta essencial para apoiar a gestão pública e proteger a saúde da população– explica Claudia Lamparelli, gerente do Setor de Águas Litorâneas da Cetesb

                      Recomendações para aproveitar o mar com segurança

                      Além dos boletins diários, a agência estabelece algumas recomendações gerais para evitar contaminações e aproveitar as águas com maior segurança. Dada a relação entre a balneabilidade e os riscos à saúde, é importante adotar os seguintes cuidados:

                      • Após chuvas intensas, evite entrar no mar por pelo menos 24 horas, mesmo em praias classificadas como próprias;
                      • Canais, rios e córregos que deságuam na praia devem ser evitados, pois podem receber esgoto clandestino;
                      • Outros fatores também podem deixar a praia temporariamente imprópria, como floração de algas, derramamentos de óleo ou descarga acidental de poluentes;
                      • Evite a ingestão de água do mar, prestando especial atenção a crianças e idosos, que são mais sensíveis;
                      • Não leve animais à praia.

                       

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                        Jovens de 18 a 29 anos poderão concorrer à formação com cursos teórico e prático pagos pela prefeitura

                        Por: Nicole Leslie -
                        11/12/2025

                        Jovens de 18 a 29 anos poderão realizar o sonho de tirar a carteira de habilitação náutica gratuitamente em Cabedelo, na Paraíba, graças à uma iniciativa da prefeitura que distribuirá cursos de Arrais Amador para essa formação. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de dezembro.

                        A habilitação de Arrais Amador é emitida pela Marinha do Brasil e permite pilotar embarcações de esporte ou recreio, como lanchas e veleiros, dentro dos limites de navegação interior.

                         

                        De acordo com a administração, as vagas são para jovens que morem em Cabedelo, estejam inscritos no CadÚnico, tenham ensino fundamental completo e renda per capita de até meio salário mínimo. As inscrições são realizadas das 8h às 14h na Secretaria de Turismo – Centro Turístico Francisco de Oliveira, que fica no quilômetro zero da BR-230.


                        Os interessados devem apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência, comprovante do CadÚnico, histórico escolar ou certificado de conclusão e autodeclaração de baixa renda.

                         

                        A lista definitiva de aprovados será publicada pelos canais oficiais da Prefeitura de Cabedelo já no dia 17 de dezembro, para que os cursos teóricos e práticos aconteçam nos dias 19 e 20 de dezembro. Todos os detalhes da iniciativa estão no edital do concurso.

                        Foto: Image-Source / Envato

                        A iniciativa da Prefeitura de Cabedelo busca atender a demanda por mão de obra qualificada nas marinas da região. De acordo com o secretário de Turismo da cidade, Haenell Farias, essa formação custa em média R$ 600 e será uma oportunidade para jovens de baixa renda ingressarem no mercado de trabalho.

                         

                        Ao portal ClickPB, o secretário também destacou o objetivo educacional do projeto em ampliar as possibilidades de primeiro emprego aos jovens. Também por isso, a formação cedida pela prefeitura oferecerá ainda capacitação complementar de primeiros socorros, atendimento ao turista e noções básicas de inglês e espanhol. Diversas ações da prefeitura foram executadas no último ano para tornar Cabedelo um destino estratégico para o turismo e os negócios ligados ao mar.

                         

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                          Pela primeira vez, os destroços de um barco ao estilo do que Cleópatra usou para mostrar a Júlio César as maravilhas do Egito, ainda em 47 a.C, foram encontrados na costa da antiga cidade de Alexandria (Egito). O naufrágio dessa “barcaça de recreio”, como eram chamadas as embarcações luxuosas que atendiam à nobreza egípcia, está estimado em 2 mil anos.

                          Os grandes responsáveis pelo achado do também conhecido como “thalamago” foram os escavadores do Instituto Europeu de Arqueologia Submerina (IEASM). Os destroços estavam no porto da ilha de Antirhodos, dentro do “Portus Magnus”, o grande porto de Alexandria, onde ficavam palácios e templos como os de Cleópatra e Marco Antônio.

                          Foto: Christoph Gerigk / Divulgação

                          O local do achado é bastante sugestivo, uma vez que esse tipo de barco, considerado de luxo, era amplamente utilizado pela corte real para excursões. Não à toa, especialistas apontam que a barca foi projetada para abrigar um pavilhão central e uma cabine decorada.


                          Com cerca de 35 metros de comprimento e 7 metros de largura, arqueólogos estimam que esse thalamago exigia ao menos 20 remadores para navegar. “É extremamente emocionante porque é a primeira vez que um barco desse tipo é descoberto no Egito”, disse Franck Goddio, da Universidade de Oxford, em entrevista ao The Guardian.

                          Esses barcos foram mencionados por diferentes autores antigos, como Estrabão [nos séculos 25-29 a.C.]. Mas [um barco de verdade] nunca havia sido descoberto antes– ressaltou Goddio

                          Como os destroços foram encontrados próximos às escavações do templo de Ísis, na ilha de Antirhodos, pesquisadores acreditam que a barca pode ter afundado durante a destruição do monumento, por volta de 50 d.C. A localização ainda sugere que a embarcação tinha função ritual, possivelmente ligada às cerimônias náuticas em homenagem à deusa Ísis.

                          Foto: Christoph Gerigk / Divulgação

                          Segundo Goddio, a barcaça poderia ter pertencido ao próprio santuário e participado do ritual Navigium, uma procissão em que a embarcação encontrava outra barca ricamente decorada, representando a deusa. Barcos desse tipo eram comuns no Egito ptolomaico, incluindo os luxuosos palácios flutuantes — como o célebre barco de Cleópatra VII, usado para impressionar Júlio César em 47 a.C.

                           

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                            10/12/2025

                            Não é preciso ser um grande observador para notar que os carros de fabricantes chinesas estão cada vez mais presentes nas ruas. Aliás, dados do setor indicam que eles podem representar até um terço do mercado automotivo mundial até 2030. Mas será que um cenário semelhante deve ser replicado nas águas? A chinesa Allegro Yacht parece estar no caminho.

                            Já há duas décadas atuando nas frentes de projeto, fabricação, vendas e serviço especializado de embarcações, a marca de Fuzhou, capital da província de Fuquiém, acaba de lançar um projeto, no mínimo, atrativo.

                            Foto: Allegro Yacht / Divulgação

                            Trata-se do Allegro Flybridge 98, um iate de 29,50 metros que chega com um design que foge dos padrões, se aproveitando de um recurso bastante visado no setor: o flybridge.

                            Foto: Allegro Yacht / Divulgação

                            E se a falta de popularidade do estaleiro no ocidente for um argumento para nem ao menos conhecer o modelo, vale destacar que a jornada da Allegro “começou com a entrada bem-sucedida no altamente competitivo mercado europeu”, como destaca o estaleiro. Além disso, a marca chinesa acumula premiações:

                            • Lancha de competição europeia do ano, em 2012 — a primeira vez que um construtor de iates chinês recebeu esse reconhecimento na Europa;
                            • Certificação do sistema de qualidade ISO (Organização Internacional de Normalização), em 2012;
                            • Prêmio PME Inovadora — reconhecida como líder em pesquisa, desenvolvimento e inovação na indústria náutica;
                            • Prêmio para Empresas de Alta e Nova Tecnologia;
                            • Patentes de design e tecnologia concedidas para as séries Flybridge e Raider;
                            • Prêmio Empresarial — destaque para o investimento da Allegro em P&D, avanços tecnológicos e inovação de produtos em 2022.

                            Dito isso, vamos ao barco.

                            Conheça o Allegro Flybridge 98

                            Com quase 30 metros de comprimento, o iate desenhado pela também chinesa SuperTomato Design promete oferecer “um equilíbrio perfeito entre potência, sofisticação e conforto”. Não à toa, uma das inspirações da dupla chinesa foi o design das embarcações italianas, amplamente consolidadas no setor.

                            Foto: Allegro Yacht / Divulgação

                            Ao todo, até 12 convidados (mais a tripulação, sem número divulgado de cabines, uma vez que o layout é personalizado) podem aproveitar os recursos do iate chinês — que não são poucos —, a começar pela vista privilegiada do mar.

                            Foto: Allegro Yacht / Divulgação

                            O salão principal é envolto em grandes janelas e portas de vidro, responsáveis por levar ao interior da embarcação uma ampla entrada de luz natural. À noite, por outro lado, elas podem ser fechadas para dar vez à iluminação artificial, que forma no ambiente um tipo de céu estrelado em azul.

                            Foto: Allegro Yacht / Divulgação

                            Seja qual for o horário, quem escolher essa área para relaxar terá à disposição dois sofás curvos, em formato orgânico, onde o estofado se encaixa em uma estrutura metálica bastante moderna. Posicionados um à frente do outro, ambos contam com o apoio de uma mesa.

                            Foto: Allegro Yacht / Divulgação

                            A área, bastante espaçosa, tem ao fundo uma TV elevatória de 65 polegadas que, quando aberta, revela uma espécie de “sala particular”, onde estão acomodados um karaokê, sistema de som, bar privativo e uma mesa com quatro cadeiras.

                            Foto: Allegro Yacht / Divulgação
                            Foto: Allegro Yacht / Divulgação

                            A cozinha, completa, apresenta uma ampla bancada em U. Armários embutidos estão espalhados por todo esse ambiente, dando aos hóspedes a possibilidade de aproveitar sem apertos, tal qual em uma verdadeira casa flutuante.

                            Foto: Allegro Yacht / Divulgação
                            Foto: Allegro Yacht / Divulgação

                            No flybridge, por sua vez, a marca chinesa não economizou no espaço. Por ali se desenha um salão amplo, com direito a um bar comprido e sofás que acomodam, no mínimo, as 12 pessoas a bordo de uma vez — sem contar as banquetas do bar. Há ainda, claro, uma grande mesa de apoio.

                            Foto: Allegro Yacht / Divulgação
                            Foto: Allegro Yacht / Divulgação

                            Na proa há mais espaço para o relaxamento. Os hóspedes podem aproveitar a vista desobstruída numa jacuzzi instalada ao centro de dois solários, além de mais dois sofás, cada um com sua mesinha de apoio.

                            Foto: Allegro Yacht / Divulgação

                            Já na popa, o beach club dispõe de deck feito em teca, acesso direto ao mar e plataforma elevatória opcional. O espaço ainda acomoda uma grande mesa, de onde é possível reunir todos os visitantes para uma refeição com direto a uma vista impecável da paisagem.

                            Foto: Allegro Yacht / Divulgação

                            Para empurrar tudo isso, o Allegro Flybridge 98 contará com duas opções de motorização: uma dupla de 1136 hp ou de 1400 hp.

                             

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                              Clima natalino? Fenômeno natural faz areia de praia em SP “brilhar no escuro”; assista

                              Bioluminescência chegou a Itararé, em São Vicente, no último sábado (6). Registro mostra o brilho se formando de perto

                              Fazendo jus ao clima natalino, a areia da praia de Itararé, em São Vicente, no litoral de São Paulo, protagonizou um espetáculo único ao “brilhar no escuro” na noite do último sábado (6). Passando longe da artificialidade, porém, esse foi um fenômeno natural, causado pela bioluminescência.

                              O engenheiro-agrônomo Maykon Canesin Clemente, que caminhava pelo trecho acompanhado de um grupo de pessoas, registrou o momento. Confira:

                               


                              A bioluminescência, que também dá o tom de azul fluorescente ao mar, é gerada por bilhões de algas unicelulares chamadas cientificamente de Noctiluca scintillans, que brilham devido a uma reação química, especialmente quando a água se movimenta com as ondas.

                              Bioluminescência registrada em Ubatuba no início de 2025. Foto: Instagram @vidacaicara.uba / Reprodução

                              Já na areia, como foi registrado por Maykon, o fenômeno acontece quando os organismos presentes na água iluminada chegam junto à maré ou ficam presos na faixa úmida. Assim como no mar, ele fica mais evidente com a movimentação, como quando o rapaz e seus amigos formam pegadas na areia.

                               

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                                Há 5 anos, Aleixo Belov cortava o mastro do histórico veleiro Três Marias para inaugurar o Museu do Mar

                                Mastro do barco construído por ele mesmo, com o qual deu 3 voltas ao mundo, era maior que o teto do casarão tombado onde está exposto; veja como foi o processo

                                Aleixo Belov é referência em navegação não só por ter dado cinco voltas ao mundo, mas por ter realizado todas elas em embarcações feitas por ele mesmo. As três primeiras foram a bordo do histórico veleiro Três Marias, que o velejador fabricou com as próprias mãos no quintal de casa. Hoje exposto no famoso Museu do Mar, em Salvador, esse veleiro representou o começo e o — doloroso — fim de uma era.

                                Era março de 1980 quando o Três Marias, um Bruce Robert de 36 pés, partiu para sua primeira volta ao mundo. Na obra que retrata o feito, “A Volta ao Mundo em Solitário“, Belov revela que comprou “a fibra de vidro e a resina faturada para pagar em três meses, pois não tinha um tostão no bolso, mas o casco tinha que sair de qualquer jeito”.

                                Foto: Divulgação

                                O nome do barco é uma homenagem à suas duas filhas Marias e à ex-mulher, Maria Belov. Mais do que isso, o batismo parecia obra do destino. Em 1986, Aleixo deu sua segunda volta ao mundo, seguida pela terceira, já no ano 2000.

                                Para mim, ficou claro que o nome ‘Três Marias’ estava associado a um certo destino. O de dar três voltas ao mundo– destacou Belov no livro ‘3ª Volta ao Mundo do Veleiro Três Marias’

                                O navegador ainda viria a construir o Veleiro Escola Fraternidade, embarcação maior e de aço, com o qual fez mais história. O barco protagonizou sua quarta e quinta volta ao mundo — essa última, em 2018. Em 2025, ainda se sagrou como o primeiro veleiro das Américas a atravessar por inteiro a lendária Passagem Nordeste, chegando à Sibéria após navegar por mais de 4.500 milhas náuticas russas em temperaturas congelantes.

                                 


                                Todas essas expedições renderam a Belov reconhecimentos, cartas náuticas, cronômetros, fotos, búzios de todos os oceanos, objetos diversos e toda a sua biblioteca. Tudo isso está exposto no Museu do Mar Aleixo Belov, em Salvador, junto ao Três Marias, que protagonizou uma verdadeira missão — e até um sacrifício — para se estabelecer dentro do casarão tombado pelo patrimônio histórico, onde fica o museu.

                                Aleixo Belov cortou o mastro de seu veleiro histórico

                                Inaugurado em 2021, o Museu do Mar Aleixo Belov, fundado pelo próprio navegador, é um espaço cultural dedicado à navegação e à vida marítima. O local é ainda um testemunho das aventuras de Belov, com patrimônios materiais e imateriais, a exemplo do Três Marias.

                                Foto: Instagram @guiademuseusbaianos e @museudomar.aleixobelov / Reprodução

                                A embarcação é a principal peça do acervo, e, em dezembro de 2020, precisou passar por uma “cirurgia” para estar ali. O prédio, localizado no Largo Santo Antônio Além do Carmo, centro histórico da capital baiana, tem pé-direito de 10 metros, altura insuficiente para abrigar o mastro de 13,20 metros do veleiro de Belov.

                                Foto: Eduardo Fernandes / Divulgação

                                Sabendo disso, o velejador consultou o Iphan sobre a possibilidade de manter uma abertura no teto do casarão ao invés de precisar cortar o mastro. “Depois de permitir fazer a claraboia verbalmente, negaram por escrito”, lamentou Belov à época, que considerou o corte uma mutilação. “Para um velejador, é quase tirar a alma!”.

                                O mastro resistiu a todas as tempestades durante as três longas viagens de volta ao mundo sozinho, mas não resistiu à caneta do Iphan– declarou à NÁUTICA em 2020, pouco antes de inaugurar o museu, em 2021

                                Para receber o barco, parte do teto do edifício precisou ser retirada, seguindo os protocolos de preservação. Um guindaste de grande porte se encarregou de içar lentamente o barco de oito toneladas acima do casarão, até o ponto exato de entrada no museu.

                                Momento em que o veleiro Três Marias foi içado para dentro do Museu do Mar Aleixo Belov, em Salvador. Foto: Eduardo Fernandes / Divulgação

                                Os movimentos foram milimetricamente calculados, visando a conservação tanto do casco, quanto da estrutura. Embora o mastro não faça mais parte do Três Marias, Belov fez questão de manter a parte alijada em exposição, ao lado do veleiro.

                                Ucraniano de nascimento, baiano de coração

                                Aleixo Belov nasceu em 9 de janeiro de 1943 em Merefa, na Ucrânia, durante a Segunda Guerra Mundial. Na época, a Ucrânia fazia parte da União Soviética e estava ocupada pelas tropas alemãs. Belov deixou sua cidade natal aos 7 meses de nascido, nos braços de sua mãe ucraniana Zinaida, do seu pai russo Dimitri e da sua irmã Olga, dois anos mais velha que ele.

                                Foto: Instagram @museudomar.aleixobelov / Reprodução

                                Passou pela Europa e terminou emigrando de navio pelo Porto de Genova, chegando ao Brasil em junho de 1949, já com 6 anos. Estabeleceu-se em Salvador, tornou-se engenheiro civil, mergulhador e navegador. Teve cinco filhos de dois casamentos. Foi professor da cadeira de portos, da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA), trabalhou em obras marítimas e nos últimos 40 anos está à frente da Belov Engenharia Ltda.

                                 

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                                  Onde um dia reinou a guerra, agora prospera a vida: na costa alemã — mais precisamente na Baía de Lübeck, no extremo oeste do Mar Báltico — armamentos descartados durante a Segunda Guerra Mundial formam o lar de milhares de criaturas marinhas.

                                  Bombas, minas, cabeças de torpedo… Toneladas de munições lançadas de embarcações entre 1946 e 1948 se acumularam no fundo do mar, formando uma espécie de “tapete corroído”. Por ali, cientistas esperavam encontrar um cenário melancólico, sem cor e sem vida. Mas, contrariando as expectativas, o que se viu foi uma verdadeira adaptação dos animais ao novo ambiente.

                                  Foto: Andrey Vedenin/DeepSea Monitoring Group/AFP / Divulgação

                                  Um estudo, publicado na revista Communications Earth & Environment, revelou que mais de 40 mil animais vivem em cada metro quadrado das munições — cinco vezes mais que nas áreas vizinhas. Na prática, metais, bolsões de fusíveis corroídos e cartuchos se transformaram na casa de mexilhões, anêmonas, peixes e caranguejos, que ocupam os espaços a poucos centímetros de cargas explosivas.

                                   

                                  “A epifauna se desenvolve sobre as munições danificadas em números comparáveis ​​aos encontrados em substratos duros naturais. No futuro, as munições deverão ser substituídas por substratos seguros e resistentes”, explica a análise.

                                  Um recife artificial

                                  Como bem analisou o portal britânico The Guardian, que se debruçou na pesquisa, o Báltico um dia foi repleto de pedras e afloramentos rochosos, fundamentais para a fixação de organismos como corais, cracas, mexilhões e esponjas.

                                  Foto: Andrey Vedenin/DeepSea Monitoring Group/AFP / Divulgação

                                  Com o passar do tempo, porém, essas estruturas foram sendo removidas para viabilizar construções civis. Logo, os arranjos artificiais entraram em cena e começaram a cumprir esse papel. Bom exemplo é o caso do recém-afundado ferry-boat Juracy Magalhães, na Baía de Todos-os-Santos, visando a restauração de recifes marinhos e o estímulo ao turismo subaquático.

                                  Ferry-boat Agenor Gordilho, afundado em 2019, hoje é refúgio para a vida marinha. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

                                  No caso analisado, os vestígios de guerra acabaram virando essa espécie de recife artificial, com a diferença de que carregam risco de explosões e a ameaça constante de liberação de compostos tóxicos devido à corrosão.


                                  Esse tema, aliás, é discutido por pesquisadores desde os anos 1990, que alertam para o risco das munições submersas. Há, porém, um dilema: remover esse material também destrói os ecossistemas que se formaram sobre ele.

                                  Foto: Andrey Vedenin/DeepSea Monitoring Group/AFP / Divulgação

                                  Na Baía de Lübeck, onde a remoção já começou, a situação é evidente. Por isso, cientistas defendem substituir as munições retiradas por estruturas seguras — como blocos de concreto — para preservar a vida marinha.

                                   

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                                    Além da facilidade de compra, cliente ressalta o custo-benefício e a qualidade das embarcações

                                    Por: Nicole Leslie -

                                    Depois de mais de oito meses pesquisando embarcações, o médico alergo-imunologista James Kirkwood — apaixonado pelo mar e já acostumado a navegar em barcos de amigos — decidiu que era hora de ter o seu próprio. A escolha foi a lancha NX 290, da pernambucana NX Boats, uma marca que, segundo ele, se destacou não apenas pela qualidade do produto, mas pela agilidade e facilidade em todo o processo de compra.

                                    Embora viva o universo náutico há anos, esta foi a primeira vez que o médico pode chamar uma embarcação de sua. O negócio foi fechado durante o Salvador Boat Show 2025 e a escolha, segundo ele, foi baseada não apenas no visual e no acabamento, mas no custo-benefício oferecido pela marca, onde a desburocratização ganhou destaque.

                                    A gente decide comprar um barco e, em menos de duas horas, já pode fechar negócio-James, à NÁUTICA

                                    James brinda compra de NX 290 ao lado de familiares durante o Salvador Boat Show 2025. Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                                    A facilidade para compra, por sua vez, não foi coincidência, mas uma estratégia do estaleiro pernambucano. Felipe Guedes, diretor comercial da NX Boats, pontuou a nova FIDC como responsável pela diferenciação no mercado.

                                     

                                    Lançada no último São Paulo Boat Show, em setembro, o FIDC NX Boats é um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios em que os clientes podem financiar até 70% do valor da lancha. Na prática, funciona como um “banco da NX Boats”.

                                    Felipe Guedes, diretor comercial da NX Boats. Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                                    A proposta, segundo relatou Felipe, nasceu diante da dificuldade que o estaleiro observou em muitos compradores que buscavam financiamento junto a instituições financeiras tradicionais. Com o novo modelo, a NX passou a oferecer crédito direto para seus clientes, com prazos mais flexíveis, taxas competitivas e processo simplificado.

                                    A gente montou o FIDC, que é um banco da NX Boats, e faz com que a gente facilite com que o cliente esteja dentro da marca-explica Felipe Guedes

                                    Com iniciativas como o FIDC, a NX Boats vem ampliando o acesso ao mercado náutico e atraindo novos perfis de consumidores. Afinal, pessoas que antes viam a compra de um barco como um processo necessariamente demorado e restrito, agora podem ter um novo panorama do cenário.


                                    Já para o médico, a experiência de adquirir sua primeira embarcação foi mais do que um sonho realizado: foi a descoberta de uma forma descomplicada de assumir de vez o universo náutico. “Essa diferenciação que a NX faz não tem igual. É o que realmente me ganhou”, resumiu.

                                    A qualidade é totalmente diferenciada, e ainda com preço acessível e uma facilidade diferenciada para compra-disse James

                                    NX 290. Foto: NX Boats / Reprodução

                                    A experiência, segundo ele, foi tão positiva que já planeja “subir de degrau” nos próximos anos. Recém-proprietário de uma NX 290, James já disse que pretende fazer o upgrade para uma lancha na casa dos 40 pés nos próximos anos. “Eu me tornei um cliente da NX e vou continuar pela facilidade de compra.”

                                     

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                                      Por trás da arquitetura de interiores náutica: cada centímetro importa

                                      Dupla especialista no assunto destaca 10 pontos essenciais na hora de projetar o interior de um barco

                                      Viver sobre as águas em algum momento da vida é um desejo que, constantemente, navega pela cabeça de quem já teve alguma experiência náutica — seja na prática ou ainda que apenas acompanhando de longe os que já vivem assim. Não à toa, existem profissionais que se atentam a cada mínimo detalhe na hora de levar a praticidade de uma casa em terra firme para um lar sem local fixo, como são os barcos.

                                      Carolina Castilho e Marianna Teixeira, arquitetas à frente do escritório Freijó Arquitetura, conhecem como poucos os desafios de projetar ambientes para quem adota as embarcações como moradia. Isso porque, diferentemente dos projetos residenciais, a arquitetura de interiores para barcos chega carregada de particularidades importantes em relação aos projetos residenciais.

                                      Marianna Teixeira e Carolina Castilho, arquitetas à frente do escritório Freijó Arquitetura. Foto: Divulgação

                                      Não é só sobre estética e estilo — embora isso também. Mas é sobretudo pela segurança, pelas adaptações e por escolhas inteligentes. Assim, a dupla elencou 10 pontos essenciais sobre os projetos que desenvolvem. Confira:

                                      A história embarcada

                                      O estilo de decoração náutico tem raízes na estética da marinha britânica do século 19, marcada por uniformes em azul marinho e branco. “Coco Chanel ajudou a popularizar esse visual ao lançar as peças navy, como a famosa blusa marinière, de listras brancas e azuis”, contou Marianna.

                                      Foto: Freijó Arquitetura / Mariana Camargo / Divulgação

                                      Diferentemente das construções terrestres, os projetos náuticos exigem atenção redobrada em diversos aspectos ligados à segurança. “O peso dos móveis e materiais é uma das principais preocupações, pois influencia diretamente no comportamento e na segurança da embarcação”, destacou Carol.

                                       

                                      “Acessos às saídas de emergência e ao acesso à manutenção precisam ser cuidadosamente planejados, já que qualquer falha mecânica, elétrica ou hidráulica deve ser resolvida rapidamente em alto-mar”, completou.

                                      Grandes desafios

                                      “Projetar um iate é como colocar uma mansão dentro de uma quitinete”, resumiu Carol. As necessidades de uso são amplas, mas o espaço é extremamente restrito. Além disso, ao contrário das casas, que têm paredes e pisos ortogonais, as embarcações têm superfícies curvas que são, muitas vezes, o próprio casco.

                                      Foto: Freijó Arquitetura / Paulo Schlick / Divulgação

                                      Essa particularidade reduz as áreas de piso úteis e torna o desenvolvimento do projeto mais complexo. “Se tudo não for muito bem pensado, desperdiçam-se espaços preciosos”, alertou a arquiteta.

                                      É preciso equilibrar funcionalidade, conforto e beleza

                                      Diante das inúmeras restrições técnicas e espaciais, as profissionais adotam a metodologia da “espiral do projeto”. A prática consiste em avaliá-lo de maneira interdisciplinar, aprimorando-o gradualmente a cada etapa. “É um processo de amadurecimento contínuo”, explicou Marianna.

                                      Foto: Freijó Arquitetura / Patricia Castilho / Divulgação

                                      Não há como pensar o interior sem compatibilizar arquitetura, estrutura, elétrica, hidráulica, mecânica, segurança e estudo de estabilidade. “As soluções surgem a partir do entendimento sobre quem usará o barco e alinhá-las à engenharia envolvida na construção e operação da embarcação”, afirmaram.

                                      Materiais e revestimentos

                                      Ao especificar materiais para projetos náuticos, elas alertam que é preciso considerar as intempéries: maresia, umidade e intensa exposição solar — até as ferragens exigem atenção.

                                      Foto: Freijó Arquitetura / Patricia Castilho / Divulgação

                                      “Para mesas, por exemplo, pedras mais leves, como uso de honeycomb para alívio de peso, são excelentes alternativas. Já na marcenaria, substituir o MDF pelo compensado naval garante resistência e menor peso”, orientou Carol.

                                      Escolha do mobiliário

                                      O espaço compacto faz da ergonomia um desafio, uma vez que é primordial garantir conforto sem desperdiçar centímetros. Os corredores e vãos das embarcações são naturalmente mais estreitos do que em projetos residenciais — o que, além de otimizar o espaço, ajuda o usuário a se apoiar durante o movimento do barco. “Para evitar a sensação de claustrofobia, vale apostar em tons claros”, recomendou Marianna.

                                      Foto: Freijó Arquitetura / Patricia Castilho / Divulgação

                                      Traduzindo o estilo do cliente

                                      De acordo com elas, o ponto de partida é sempre entender o perfil do proprietário. “Assim como na arquitetura residencial, tudo começa com um bom briefing”, afirma Carol. Saber se o cliente passará dias embarcado ou pretende apenas realizar passeios curtos influenciam totalmente na distribuição do espaço. “O número de pessoas também é determinante para idealizar o tamanho das áreas de refeições até a quantidade de armários”, enumerou Marianna.

                                      Foto: Freijó Arquitetura / Patricia Castilho / Divulgação

                                      Como os espaços são reduzidos, a tomada de decisões deve ser cuidadosa. “Em um barco, qualquer escolha priorizada compromete outra, então precisamos entender profundamente o que é mais relevante para o proprietário da embarcação”, ressaltou Carol.

                                      Tendências atuais

                                      Entre as referências mais fortes, elas destacam o uso de grandes superfícies envidraçadas onde for possível. “Os panos de vidro ampliam a integração entre o interior e exterior, trazendo o mar para dentro do projeto”, destacou Marianna. A menor compartimentação dos ambientes e a multifuncionalidade auxiliam no ganho de espaço.

                                      Foto: Freijó Arquitetura / Mariana Camargo / Divulgação

                                      “Muitas vezes o barco precisa funcionar como área de lazer, espaço de convivência e até home office. Isso exige soluções sob medida tal qual uma alfaiataria naval”, comparou Carol.


                                      O bem-estar também é pauta. “É comum pedidos de ambientes voltados para a meditação, sauna, spa e práticas de wellness, possibilidades que reiteram a presença do autocuidado dentro dos iates”, afirmou Marianna. Ademais, materiais eco-friendly e paletas naturais também estão entre as preferências atuais.

                                      Futuro da arquitetura náutica

                                      “O avanço dos produtos sustentáveis é inevitável e no mercado naval não será diferente”, pontuou Carol, que observa a movimentação da indústria náutica para a produção de embarcações mais eco-friendly.

                                       

                                      “Acreditamos que o próprio público vai impulsionar essa transformação, demandando barcos alinhados aos princípios ecológicos e comprometidos com o meio ambiente”, concluiu Marianna.

                                       

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                                        Vaga inclui conviver com mais ovelhas do que pessoas na Ilha de Bardsey, em total conexão com a natureza e longe, inclusive, da iluminação artificial

                                        08/12/2025

                                        Com a guinada das redes sociais nos últimos anos, estar online é quase automático — tanto que essa constância tem virado um problema. Muito por isso, não faltam pessoas em busca de uma vida mais “low profile”, longe dos holofotes virtuais. Para elas, acaba de surgir uma boa oportunidade: a chance de trabalhar na remota ilha de Ynys Enlli, no Reino Unido, dividindo o espaço com mais ovelhas do que pessoas.

                                        Também conhecida como Ilha de Bardsey, esse ponto fora da curva fica no País de Gales. Por lá, se conectar, na verdade, é um tanto quanto complicado, uma vez que não há eletricidade ou sinal de internet fora de casa. A conexão, mesmo, é com a natureza, os animais e os únicos três moradores fixos.

                                        O mais importante é que eles se integrem à comunidade e à vida na ilha– disse um porta-voz

                                        Mas calma. Existe, sim, certa estrutura nesse território de 2,4 quilômetros de comprimento e 800 metros de largura. O espaço é autossuficiente em energia e disponibiliza as comodidades mais básicas.

                                        Também conhecida como “Ilha dos 20 Mil Santos”, é considerada um dos lugares mais sagrados da Grã-Bretanha, recebendo peregrinos desde o século II a.C. Foto: David Medcalf / Wikimedia Commons / Reprodução

                                        A água vem diretamente de um poço e, na falta de uma TV, o tédio é preenchido pela gestão de 200 ovelhas e 25 cabeças de gado da raça Welsh Black. Na verdade, esse será o grande foco de quem se aventurar nessa experiência.

                                         

                                        A organização que administra a ilha — o Bardsey Island Trust — abriu inscrições para quem deseja se mudar para lá para trabalhar. A ideia é que os novos moradores se estabeleçam em setembro de 2026 e vivam a “oportunidade de uma vida” na ilha que, em 2023, se tornou o primeiro Santuário Internacional de Céu Escuro da Europa.

                                        O farol, construído em 1821, mantém-se na extremidade sul, como símbolo da ilha. Foto: Eirian Evans / Wikimedia Commons / Reprodução

                                        Esse título reconhece e protege a vista desobstruída das estrelas — comum no País de Gales. Mas no caso dos santuários, os critérios são mais exigentes, garantindo uma proteção especial contra a poluição luminosa. Não à toa, por lá a fonte de iluminação artificial mais próxima está em Dublin, a mais de 110 quilômetros de distância.

                                         

                                        Se o lugar lhe chamou atenção — mas não o suficiente para mudar radicalmente de vida — vale ressaltar que a ilha conta também com 10 casas de temporada, que recebe visitantes entre março e outubro.

                                        Confira os requisitos para trabalhar na Ilha de Bardsey

                                        A entidade busca um casal ou família para assumir o trabalho de agricultor de conservação da ilha, com contrato de até cinco anos a partir de setembro de 2026.

                                        Foto: Robert Powell / Wikimedia Commons / Reprodução

                                        O cargo inclui moradia em uma casa off-grid de três quartos e responsabilidade pelo manejo de cerca de 300 ovelhas Welsh Mountain, até 30 cabeças de gado, além da manutenção de cercas, máquinas agrícolas e das áreas de conservação. O trabalho exige experiência prévia em agricultura, manejo de rebanho e uso de maquinário. Fluência em galês é um diferencial.


                                        Os selecionados integrarão a pequena comunidade residente da ilha, onde o acesso por barco é limitado, especialmente no inverno. Além das funções principais, há possibilidade de renda extra com horta, café, pesca de lagosta e outros pequenos negócios locais. O pacote tem valor potencial de 27 mil libras por ano, cerca de R$ 195,8 mil (conversão de dezembro de 2025), sem contar oportunidades adicionais.

                                         

                                        As inscrições vão até 4 de janeiro de 2026, com envio de currículo e carta de apresentação para [email protected]. Entrevistas presenciais serão realizadas em Pen Llŷn, e os finalistas passarão por uma etapa na própria ilha. Acesse o site oficial para saber mais.

                                         

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                                          Yamaha anuncia linha WaveRunner 2026 com 12 produtos e jet de edição ilimitada

                                          Fabricante completa 40 anos de história nas moto aquáticas em nova coleção focada em performance e tecnologia

                                          O ano de 2025 está chegando ao fim, mas a Yamaha não perdeu tempo e já lançou sua linha WaveRunner para 2026! A nova coleção traz 12 modelos, incluindo uma moto aquática de edição ilimitada que celebra os 40 anos da marca japonesa no ramo dos jets.

                                          Segundo a empresa, a nova linha combina tradição, tecnologia e design, oferecendo experiências exclusivas aos “apaixonados por performance e pelo estilo de vida náutico”.

                                          JetBlaster PRO 3 faz parte da linha 2026 de WaveRunners. Foto: Yamaha/ Divulgação

                                          Nossos WaveRunners foram pensados para que cada piloto encontre um jet que traduza sua personalidade e a forma como quer viver as emoções sobre a água– afirma Luciano Guidugli, gerente executivo da Yamaha Náutica

                                          A linha 2026 da Yamaha chega com uma dúzia de modelos, cores inéditas e grafismos diferenciados. Todas as versões dão direito a um ano de garantia e já estão disponíveis para os consumidores. Ela inclui as séries:

                                          • Jet Blaster, com os modelos JetBlaster, JetBlaster DLX 3 e JetBlaster PRO 3;
                                          • VX, que inclui os modelos VX, VX Cruiser e VX Cruiser HO;
                                          • FX, com os modelos FX Cruiser HO, FX Cruiser SVHO e o FX Limited SVHO;
                                          • Jets esportivos GP, com os modelos GP HO e GP SVHO;
                                          • SuperJet, modelo lendário para pilotos que querem se desafiar.
                                          FX Llimited SVHO. Foto: Yamaha/ Divulgação

                                          O destaque fica para a moto aquática FX Limited SVHO, edição especial comemorativa das quatro décadas da Yamaha nos jets. Para reforçar sua exclusividade, serão comercializadas poucas unidades. Ou seja, quem adquirir, fará parte de um seleto grupo com uma versão histórica e personalizada.

                                          Tecnológico como nunca

                                          O ano é novo, mas as inovações que consolidaram os WaveRunners seguem as mesmas. O sistema RiDE, exclusivo da Yamaha e responsável pelo controle intuitivo e segurança em qualquer manobra, é uma das tecnologias mantidas na linha de WaveRunners 2026.

                                          FX Limited SVHO. Foto: Yamaha/ Divulgação

                                          Outro recurso tecnológico é a tela Connext, que oferece interface intuitiva e conexão Bluetooth, permitindo receber notificações e chamadas diretamente no painel. O monitor também integra o Sistema de Segurança Yamaha, que bloqueia o funcionamento do motor para evitar roubos ou uso não autorizado. A tecnologia está presente nos modelos Jet Blaster Pro 3, VX Cruiser, VX Cruiser HO e todos os das linhas FX e GP.

                                          As séries VX, FX e GP são construídas com a tecnologia NanoXcel, que utiliza nanomateriais para criar cascos e decks ultraleves e resistentes. Essa inovação, de acordo com a Yamaha, proporciona maior agilidade, estabilidade e economia de combustível.

                                          GP SVHO. Foto: Yamaha/ Divulgação

                                          As versões da série FX e o modelo VX Cruiser HO contam com o Sistema de Áudio da Yamaha Musical via Bluetooth. Com 6,5 polegadas, esses alto-falantes têm uma excelente acústica e conseguem ajustar automaticamente o som de acordo com a aceleração do jet, sem necessidade de interferência manual.

                                          Nem só de jets vive a Yamaha

                                          Fabricante de motor de popa no mercado nacional, os motores também darão as caras em 2026. Os TR-1 e TR-1 HO, ambos de 1.049cc e três cilindros, oferecem o melhor equilíbrio entre a performance e economia, explica a empresa. Esses modelos equipam a série Jet Blaster, além da coleção VX e VX Cruiser.

                                          Motor TR-1 da Yamaha. Foto: Yamaha/ Divulgação

                                          Presente nos modelos VX Cruiser HO, FX Cruiser HO e GP HO, o motor 1.9L HO, de 1.899cc e quatro cilindros entrega potência superior com uma operação mais suave, segundo a Yamaha.

                                           

                                          No topo da gama, o lendário 1.8L SVHO, de 1.812cc e quatro cilindros, equipado com o sistema de propulsão Hyper-Flow, oferece força e rápida aceleração, de acordo com a fabricante. Esse motor movimenta os modelos FX Cruiser SVHO, FX Limited SVHO e GP SVHO.

                                           

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                                            Audi lança prancha aquática “voadora” no Brasil; saiba quanto custa

                                            Modelo foi apresentado em quatro versões durante o Audi e-tron Experience, encontro dedicado à linha elétrica da marca no Ceará

                                            Toda tecnologia e referência da Audi agora prometem encantar, também, sobre as águas. A montadora alemã acaba de lançar no Brasil a Audi Aerofoils, sua nova prancha aquática “voadora” e elétrica, que chega em quatro versões. O modelo foi apresentado durante o Audi e-tron Experience, evento dedicado aos veículos 100% elétricos da marca na Praia do Preá, no Ceará.

                                            Embora não literalmente voe, a prancha elétrica segue a tendência de outras fabricantes do produto, em que um mastro sustenta a plataforma, dando, justamente, a sensação de “voar”. No caso da Audi Aerofoils, esse dispositivo é feito em fibra de carbono, com 80 centímetros.

                                            Foto: Instagram @audibr / Reprodução

                                            Toda a prancha, aliás, é construída pelo mesmo material, com detalhes em fibra sintética e design inspirado na assinatura visual da marca das quatro argolas.


                                            Os comandos de “pilotagem” são realizados por meio de um controle remoto com tela colorida de alta resolução, que exibe em tempo real detalhes como velocidade, distância, tempo de uso, nível da bateria e modos de condução. Através do acessório, é possível ainda escolher entre três modos de pilotagem, com potências ajustáveis para níveis iniciante e avançado.

                                            Foto: Audi / Divulgação

                                            Quanto à bateria, existem duas opções. A primeira é Aerofoils Light Battery, com íons de lítio de 1,13 kWh, “ultraleve e compacta”, conforme destaca a marca. Nela, a autonomia total é de 20 quilômetros ou até 60 minutos de utilização — sendo que a recarga completa ocorre em até 75 minutos (considerando um carregador de nível industrial).

                                            Foto: Instagram @audibr / Reprodução

                                            Já a segunda é a Aerofoils Endurance Battery, com íons de lítio de 2,23 kWh de alta capacidade. Essa opção oferece uma autonomia de até 40 quilômetros ou até duas horas de utilização, com carregamento total em 120 minutos também considerando um carregador de nível industrial.

                                            Foto: Audi / Divulgação
                                            Foto: Audi / Divulgação

                                            A Audi Aerofoils pesa 32 quilos e atinge a velocidade máxima de 55 km/h. A prancha da Audi está disponível em quatro versões e, em todas, é recomendado o treinamento prático com duração de um dia, conduzido por instrutores certificados, antes de usar o equipamento. Confira os valores:

                                            • Airfly (150 L): R$ 245 mil;
                                            • Adventure (103 L): R$ 285 mil;
                                            • Performance (83 L): R$ 285 mil;
                                            • Competition (73 L) R$ 298 mil.

                                             

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                                              07/12/2025

                                              A ciência continua a achar vida mesmo onde tudo indica que seria impossível. Pesquisadores alemães encontraram no Oceano Pacífico, a cerca de 3 mil metros de profundidade, uma gosma azul que abriga microrganismos capazes de sobreviver em um ambiente hostil — em um cenário tóxico e de completa escuridão.

                                              A amostra foi coletada próxima à Fossa das Marianas, o local mais profundo conhecido nos oceanos e uma das áreas mais misteriosas e extremas do planeta. Essa substância encontrada possui um pH altíssimo, é quimicamente agressiva e oferece risco de queimaduras para a pele humana.

                                              Foto: leungchopan/ Envato

                                              Ao todo, foram extraídas nove partes dessa gosma azul — que tem origem do vulcão de lama Pacman. Duas delas foram estudadas mais detalhadamente, com a porção mais profunda mantendo a cor azul característica devido à presença dos minerais serpentino e brucita. Já a parte mais próxima da superfície ganhou uma coloração verde-azulada pela dissolução de brucita pelo sal do mar.

                                              No mesmo estudo, as análises químicas da gosma azul revelaram moléculas de gordura (lipídios) das membranas celulares dos microrganismos, que servem como um tipo de defesa contra o ambiente extremamente alcalino (ou seja, uma região com um nível de pH elevado).

                                              É fascinante observar que a vida sob condições extremas, como pH elevado e baixas concentrações de carbono orgânico, é possível-afirmou Florence Schubotz, uma das autoras do estudo

                                              A descoberta foi publicada na revista Nature.

                                              A vida na escuridão

                                              Um fator que chamou atenção dos especialistas foi a forma como esses micróbios geram energia mesmo vivendo em completa escuridão. De acordo com a pesquisa, eles produzem metanogênese, consumindo sulfato e liberando sulfeto de hidrogênio no processo. Esse mecanismo até então era apenas presumido pela comunidade científica.

                                              Águas do Oceano Pacífico. Foto: NOAA / Reprodução

                                              Também foram detectadas nesse ambiente extremo bactérias e arqueias adaptadas ao local. Com isso, os pesquisadores buscam compreender como esses seres conseguem sobreviver em condições tão hostis — e, além de tudo, com baixíssimas concentrações de carbono orgânico.

                                               

                                              A descoberta reforça uma ideia: de que locais extremos, como vulcões de lama no fundo do oceano, podem ter sido berços de formas de vida primordiais. Logo, mais estudos nessa área ajudam a reconstruir cenários possíveis para o início da vida na Terra e oferecem pistas sobre os mecanismos antigos de sobrevivência.

                                               

                                              Segundo os pesquisadores, cerca de 15% da biomassa terrestre pode estar localizada nas profundezas dos mares — embora se tenha pouco conhecimento sobre esses ecossistemas. Por isso, descobrir microrganismos vivendo em uma gosma tão hostil pode sugerir que há uma biosfera oculta no fundo dos oceanos, sendo vital para os ciclos globais de nutrientes.

                                               

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                                                Por: Nicole Leslie -
                                                06/12/2025

                                                Natural de São Luís (MA), o empresário Samarlon José Lima Meireles está prestes a transformar a garagem da casa dele em um museu de barcos particular. Em 2026, deve receber sua terceira lancha da mesma fabricante — movimento incomum entre navegadores com pouco tempo de habilitação, já que sua relação com a náutica começou há apenas seis anos.

                                                A primeira aquisição foi em 2019, logo após se habilitar: uma Ventura V175 de 2011, comprada com 38 horas de uso. Em 2020, optou por um barco maior (de 26 pés), de outro estaleiro, seguido por um terceiro, ainda mais robusto (33 pés), em 2022. O upgrade por modelos maiores acompanhava seu ritmo de navegação até que, ao conduzir ocasionalmente uma lancha Ventura de 30 pés, pertencente a um amigo, decidiu rever suas escolhas.

                                                Ventura V175 foi primeiro barco de Samarlon e virou seu xodó. V195, segunda Ventura de Samarlon. Foto: Arquivo Pessoal

                                                Segundo ele, fatores como estabilidade e condução influenciaram a decisão de substituir sua maior embarcação por uma do mesmo estaleiro da primeira lancha. Em 2024, então, comprou uma V195 zero quilômetro, mas não se desfez da primeira — marcando o início daquilo que passou a apelidar de seu “museu particular”.

                                                V195, segunda Ventura de Samarlon. Foto: Arquivo Pessoal

                                                Enquanto se desfez de uma embarcação de outro estaleiro e prepara a venda da outra, manteve as duas Venturas — sem querer abrir mão dos modelos. Em setembro de 2025, viajou do Maranhão até São Paulo para o Boat Show paulistano, com o objetivo de avaliar novas possibilidades, e saiu de lá com contrato para uma V370, também da Ventura, com entrega prevista para junho de 2026.

                                                Foto: V370 Crossover, lançamento da Ventura no São Paulo Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                A novidade que em breve estará no museu particular de Samarlon também é nova no mercado. O modelo foi lançado justamente naquele salão náutico com a promessa de “marcar época”. A nova V370 carrega diferenciais tanto na parte interna quanto na área externa. Por fora, chama atenção a área gourmet na popa e um amplo espaço de proa, com espreguiçadeiras.

                                                 

                                                A expectativa é que, em breve, os três modelos — V175, V195 e V370 — estejam lado a lado na garagem de Samarlon. O empresário maranhense atribui as escolhas ao estilo de navegação das embarcações, apontando que a experiência com o estilo Ventura de navegar vestiu bem seus interesses pessoais.

                                                 

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                                                  YouTuber lança câmera a 200 metros de profundidade e registra criatura não identificada

                                                  Barny Dillarstone é famoso pelas explorações subaquáticas e surpreendeu até mesmo especialistas com seu achado. Assista!

                                                  05/12/2025

                                                  Muitos mistérios envolvem o mundo que existe nas profundezas do mar. Do que habita lá embaixo, pouco se sabe. Não à toa, o britânico Barny Dillarstone acumula milhões de visualizações em seu canal no YouTube, onde registra suas explorações subaquáticas. No mais recente de seus feitos, ele flagrou, a 200 metros de profundidade, uma criatura não identificada.

                                                  Conservacionista marinho e cinegrafista subaquático, Dillarstone foi explorar as águas de Bali, na Indonésia. Durante duas noites, ele enviou uma câmera presa a uma bola de isca para as profundezas do mar, conseguindo, assim, flagrar todo tipo de criatura noturna que se aproximava do equipamento a 110, 120, 140, 160 e 200 metros de profundidade.

                                                  Foto: YouTube Barny Dillarstone / Reprodução

                                                  Ao longo do vídeo, é possível ver de perto o interesse dos animais pela isca e a forma como cada um deles reage diante do equipamento. Desde enguias gigantes, náutilos, caranguejos e lagostas até enguias-congro agressivas, caranguejos-aranha e um verme-de-fogo deixam seus rastros na “armadilha”.

                                                  Foto: YouTube Barny Dillarstone / Reprodução

                                                  É ao final do vídeo, porém, já a 200 metros de profundidade, que uma criatura não identificada se aproxima. Veja:

                                                   

                                                   

                                                  Nem mesmo especialistas identificaram o animal

                                                  A câmera de Dillarstone conseguiu captar um tipo de raia de águas profundas, talvez uma arraia-pintada. Isso porque o cinegrafista revelou que procurou especialistas no assunto para definir a espécie do animal, mas nenhum deles chegou a uma resposta.

                                                  Foto: YouTube Barny Dillarstone / Reprodução

                                                  Talvez seja uma nova espécie para a ciência. Não é todo dia que se captura uma criatura que pode reescrever parte do registro de espécies da região– destacou

                                                  Embora um mistério, o achado de Dillarstone reforça a tese de que, quando o assunto é o fundo do mar, ainda há muito o que se descobrir.

                                                  Foto: YouTube Barny Dillarstone / Reprodução

                                                  Recentemente, uma nova espécie de raia-manta foi identificada, depois de 15 anos confundindo pesquisadores.

                                                  Mobula yarae. Foto: Nayara Bucair / All Angle / Acervo Projeto Mantas do Brasil / Jornal da USPTrata-se da Mobula yarae, a terceira do grupo, ao lado das Mobula alfredi e Mobula birostris. O animal, encontrado no México, nos Estados Unidos e no Brasil, recebeu o nome em homenagem à Iara, personagem da cosmologia indígena conhecida por ser meio mulher e meio peixe.

                                                   

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                                                    Para quem deseja navegar num barco sem precisar adquiri-lo, a Flip Boat Club criou um novo caminho. Pensando em oferecer uma forma mais flexível e acessível de viver a experiência náutica, a marca anunciou recentemente o modelo de lancha compartilhada.

                                                    Com a opção de multipropriedade de lancha, o cliente da Flip, empresa especializada em serviços de compartilhamento de barcos, agora tem mais alternativas além dos veleiros — já consolidados entre os clientes da marca.

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Nesse novo modelo, os cotistas podem adquirir lanchas novinhas de estaleiros como Mestra Boats e Sessa Marine e seminovas de outras marcas. Na modalidade, até seis pessoas compartilham a posse e o uso de um mesmo barco, dividindo custos como manutenção, marina e seguro.

                                                    Mas, na prática, quanto custa ter uma lancha no conceito de multipropriedade? Confira, a seguir, uma análise comparativa realizada pela Flip Boat entre os custos de ter uma particular e participar de um modelo compartilhado.

                                                    Custo estimado de uma lancha própria

                                                    Neste comparativo, Othon Barcellos, fundador da Flip Boat Club, calculou os custos de manter uma lancha de 30 pés, tamanho comum entre famílias que buscam conforto, desempenho e praticidade.

                                                    Imagem ilustrativa. Foto: marccalleja / Envato

                                                    Segundo a estimativa média da Flip, a despesa anual inclui depreciação entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, marina variando de R$ 25 mil a R$ 40 mil, tripulação e limpeza entre R$ 30 mil e R$ 50 mil, manutenção de R$ 20 mil a R$ 35 mil, além de seguro e documentação entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. Somando também o combustível, calculado entre R$ 15 mil e R$ 25 mil para um uso moderado, o custo total anual fica na faixa de R$ 158 mil a R$ 242 mil.

                                                    O modelo compartilhado

                                                    Assim como no modelo já consolidado de veleiros, a multipropriedade de lanchas da Flip Boat Club funciona com a gestão completa: o barco é mantido limpo, abastecido e pronto para uso, com sistema de agendamento online pelo aplicativo ou site.

                                                     

                                                    Um exemplo prático:

                                                    • A cota de 1/6 (ou seja, quando um cotista divide a cota com outras cinco pessoas) em uma lancha de 29 pés pode custar a partir de R$ 199 mil, com custos mensais médios de R$ 3 a 4 mil;
                                                    • O uso garantido é de 60 dias por ano, o que cobre todos os principais períodos de lazer — finais de semana, feriados e férias.
                                                    Sessa C40, inclusa na modalidade de lanchas da Flip Boat Club. Foto: Sessa Marine / Reprodução

                                                    Ou seja, além da economia direta — que pode chegar a até 80% mais barato do que manter uma lancha própria, de acordo com a empresa — , o modelo da Flip traz outras vantagens relevantes como:

                                                    • Gestão profissional: manutenção preventiva, limpeza e documentação sempre em dia;
                                                    • Previsibilidade de custos: cotas fixas e compartilhamento transparente de despesas;
                                                    • Zero preocupação: o cotista chega e o barco já está pronto para sair;
                                                    • Valorização do ativo: as embarcações são renovadas periodicamente, mantendo alto padrão e liquidez das cotas;
                                                    • Sustentabilidade: menos barcos ociosos significam menor impacto ambiental e melhor uso dos recursos náuticos.

                                                    Um conceito mais acessível

                                                    Segundo a marca, o novo conceito de lancha na multipropriedade une o melhor dos dois mundos: o prazer de navegar com preços mais acessíveis.

                                                    Sessa C40 é um dos modelos disponíveis para compartilhamento pela Flip Boat Club. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                    Criada para simplificar o acesso à navegação, a Flip Boat Club opera com veleiros, catamarãs e lanchas em sistema de uso compartilhado. A empresa está presente em nove destinos náuticos — Salvador, Angra dos Reis, Paraty, Ilhabela, Ubatuba, Guarujá, Itajaí, Florianópolis e Porto Alegre — e segue em expansão.

                                                     

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                                                      Para quem sempre sonhou com um barco — ou melhor, um trimarã — que carregasse o espírito de regatas oceânicas e o conforto digno de um iate luxuoso, o Anahita é uma ótima pedida. Com 101 pés (31 metros de comprimento), a embarcação está em construção na França e tem entrega prevista para 2027.

                                                      Mais recente projeto da Global Yacht Technology (GYT), o barco representa um ponto de inflexão no design de grandes projetos. Ao mesmo tempo que ele entrega uma arquitetura naval do mundo das regatas oceânicas, oferece também um conforto de dar inveja a muito iate.

                                                      Trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

                                                      Assim, a comodidade e a adrenalina navegam lado a lado — não à toa, o trimarã é definido como um “cruzeiro de alto desempenho” pela fabricante. Ronan Guérin, cofundador da Global Yacht Technology, descreve o Anahita como uma escolha “mais estável, mais potente e mais seguro do que um catamarã, mas também mais navegável, mais rápido e com melhor equilíbrio”.

                                                      Essa arquitetura nos permite atingir um nível de desempenho e conforto antes inatingível em grandes iates de luxo– contou Guérin

                                                      A VPLP Design, líder mundial em design de iates de regata e multicasco e superiates, — ou seja, tudo o que a GYT mais queria — foi a responsável pela arquitetura naval e pelo estilo exterior do Anahita, enquanto a Christophe Chedal Anglay cuidou dos interiores. A construção será concluída pelo estaleiro francês CDK Technologies.

                                                      Qual é o segredo?

                                                      Ninguém melhor para explicar o funcionamento desse trimarã do que Yann Prummel, designer de exteriores da VLP Design. De acordo com ele, o modelo foi inspirado na aranha Anahita punctulata, conhecida por sua velocidade e que carrega o nome de uma deusa persa associada às águas e a fertilidade.

                                                      Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

                                                      A arquitetura multicasco do trimarã oferece estabilidade excepcional tanto navegando quanto ancorado, além de maior segurança em águas agitadas. Segundo a marca, a embarcação não é apenas mais estável e segura do que iates tradicionais, como mais leve e veloz.

                                                      Feito inteiramente em fibra de carbono pré-impregnada e infundida, o projeto teve como foco principal a redução extrema de peso através desse recurso. Em deslocamento, ele chega a pesar “apenas” 35 toneladas. Isso é 60% a menos do que um iate a motor ou a vela, por exemplo.

                                                      Trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

                                                      Com tamanha leveza, alcança em torno de 25 nós (cerca de 46,3 km/h) e um tempo estimado de travessia do Atlântico de apenas seis dias, segundo a GYT. Prummel ainda aponta que o casco principal foi inspirado na fluidez encontrada na Fórmula 1 e em projetos de aviação.

                                                       

                                                      O calado — ainda mais para embarcações desse tipo — de 2 metros ainda permite que o trimarã acesse a ancoradouros remotos e navegue em águas rasas.

                                                      Interiores de iate

                                                      A parte interna foi pensada para atender os padrões mais exigentes, oferecendo conforto a longo prazo. O projeto é totalmente personalizável, podendo mudar desde a planta até os materiais e acabamentos. Mas a ideia é uma só: ser modular, flexível e adaptável à sua maneira de viver o mar.

                                                      Trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação
                                                      Interiores do trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

                                                      Ao todo, o barco acomoda até seis hóspedes e quatro tripulantes. O proprietário contará com uma suíte que ocupará nada menos que 12 metros quadrados e, de brinde, ganha uma vista panorâmica incrível e acesso direto ao convés.

                                                      Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

                                                      Por lá, a separação é bem clara entre as áreas de hóspedes e áreas técnicas, tudo para facilitar o deslocamento entre as partes do barco.

                                                      Integração entre a área externa e interna do trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

                                                      Do lado de fora, uma área de 18 m² é dedicada ao relaxamento e banhos de sol e a um ambiente arejado de 160 m² localizado no convés da frente, ideal para socialização.

                                                      Trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

                                                      O Anahita ainda possui painéis solares integrados por 36 m², que dá maior autonomia longa da costa. Assim, o trimarã da GYT cumpre sua proposta de ser mais rápida, mais flexível e mais autossuficiente. Até o momento, a primeira unidade já foi vendida.

                                                       

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                                                        Rafael Mesquita captou o momento no final de novembro, nas águas de Ilhabela

                                                        04/12/2025

                                                        O som de uma baleia de Bryde (Balaenoptera brydei) respirando encantou a internet nos últimos dias. O registro impressionante, feito e publicado pelo fotógrafo e pesquisador Rafael Mesquita, mostra o animal subindo à superfície em 29 de novembro, nas proximidades da Pirabura, em Ilhabela, Litoral Norte de São Paulo.

                                                        Segundo Mesquita, trata-se de uma fêmea, uma vez que ele mesmo a avistou anteriormente, acompanhada de um filhote — que, a essa altura, “deve estar sozinho pelo mar”, como detalhou. Assista:

                                                         


                                                        O fotógrafo, que participa ativamente de projetos voltados a animais marinhos — como o Projeto Baleia à Vista, Megafauna Marinha do Brasil e Mantas de Ilhabela —, explica que a identificação das baleias de Bryde é feita pela nadadeira dorsal, que nesse caso é bem característica, já que é dobrada para o lado direito do animal. As manchas na pele também ajudam na identificação.


                                                        Espero que essas baleias continuem se reproduzindo e encontrando alimento farto na nossa região!– concluiu

                                                         

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                                                          Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

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                                                          Inclusão: venezuelano foi de pintor a líder em um dos maiores estaleiros do Brasil

                                                          Jioscarlos Josue, de 29 anos, foi um dos 71 imigrantes contratados pela Fibrafort através de programas de inclusão. Conheça sua história!

                                                          Entre 2010 e 2022, o número de residentes naturais de países estrangeiros no Brasil foi de de 592 mil para 1 milhão de pessoas, segundo dados do IBGE. Esse salto, claro, colocou novos rostos no mercado de trabalho brasileiro — inclusive no meio náutico. Em Itajaí, Santa Catarina, um dos maiores estaleiros da América Latina não só integra essas pessoas como dá a elas uma nova perspectiva de vida.

                                                          Estamos falando da Fibrafort, que já contratou 71 profissionais, especialmente vindos da Venezuela e Haiti, por meio de parcerias com organizações como a AVSI Brasil, de Boa Vista (RO). Um deles foi o venezuelano Jioscarlos Josue Colina Martinez, de 29 anos, que chegou à cidade com o apoio do programa em novembro de 2021, acompanhado de sua esposa e filhas.

                                                          Decidi buscar o programa de apoio a imigrantes porque a situação estava muito difícil lá fora– contou Jioscarlos

                                                          Foto: Fibrafort / Divulgação

                                                          Na Venezuela, Jioscarlos trabalhava como pintor ao lado do pai, sem um salário fixo. Junto à AVSI, ele e outras famílias refugiadas receberam apoio, acesso a cursos e aulas de português. A dedicação do venezuelano, contudo, chamou a atenção dos recrutadores, culminando em uma indicação para a Fibrafort.

                                                          Nunca tinha visto um barco na minha vida. Passei noites estudando sobre a marca e seus produtos. Quando fui para a entrevista, todos ficaram surpresos, pois eu já sabia tudo sobre a Fibrafort– relembrou

                                                          Jioscarlos começou sua trajetória no estaleiro como auxiliar de produção, mas logo progrediu. Hoje, ele está em treinamento para se tornar líder de um setor da fábrica. “Como sempre fui muito dedicado, observei atentamente todas as etapas e, com o tempo, fui crescendo. Sou extremamente grato por me proporcionarem a oportunidade de liderar”.

                                                          Foto: Fibrafort / Divulgação

                                                          Ele, que chegou com a esposa grávida buscando um futuro melhor para as filhas, agora já planeja a compra da casa própria. “Hoje, sou um exemplo para outros imigrantes, mostrei que é possível crescer aqui dentro. Tudo depende de determinação e perseverança”, ressaltou.


                                                          Além de oferecer suporte na adaptação dos estrangeiros, a AVSI Brasil supre uma necessidade urgente do setor, como explica Danilo Fontana, diretor de operações da Fibrafort. Segundo ele, setores como o náutico, onde mais de 80% dos processos são manuais, exigem muita mão de obra dedicada.

                                                          Danilo Fontana, diretor de operações da Fibrafort, em entrevista ao Estúdio NÁUTICA durante o São Paulo Boat Show 2025. Foto: Revista Náutica

                                                          Recrutamos esses profissionais ao oferecer uma oportunidade de trabalho, com o compromisso de apoiá-los. Essa tem sido uma via de mão dupla muito positiva, dada a escassez de mão de obra que observamos– detalhou Fontana

                                                          Uma nova turma de imigrantes iniciou recentemente o treinamento na fábrica da Fibrafort, como parte do programa de integração da AVSI Brasil. Fundada em 2007, a AVSI é uma organização sem fins lucrativos que atua em contextos de vulnerabilidade e emergência humanitária.

                                                           

                                                          A organização capacita imigrantes e os insere no mercado de trabalho, com intuito de promover o desenvolvimento de suas famílias e comunidades. No último ano, a ONG impactou mais de 923 mil pessoas na realização de 48 projetos. O programa oferece treinamento especializado e suporte contínuo.

                                                           

                                                          Náutica Responde

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                                                            Após votação aberta ao público, empresário garantiu o 1º lugar na categoria “Iniciativa Privada – Empreendedores de Médio e Grande Porte”

                                                            Na noite desta quarta-feira (3), Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, se consolidou como o vencedor do Prêmio Nacional de Turismo. Promovido pelo Ministério do Turismo, trata-se do principal reconhecimento público às iniciativas e profissionais que fortalecem o setor. Para chegar ao topo do pódio, ele teve a candidatura avaliada tecnicamente, até chegar em votação popular, onde garantiu o feito.

                                                            Ao todo 24 representantes de segmento turístico concorreram na categoria “Profissionais de Destaque”, distribuídos em oito áreas, cada uma com três finalistas. Idealizador de inúmeras iniciativas ligadas ao turismo e à sustentabilidade, Ernani Paciornik concorreu na divisão “Iniciativa Privada – Empreendedores de Médio e Grande Porte”.

                                                            Foto: Ministério do Turismo / Divulgação

                                                            Esse prêmio chega como a chancela de um ano inesquecível, coroado pela apresentação do JAQ H1, nosso barco movido a hidrogênio, durante a COP30– ressaltou Paciornik

                                                            O JAQ H1, mencionado pelo empresário, foi um dos grandes destaques de uma das Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas mais importantes dos últimos tempos.

                                                            JAQ H1. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                            Durante todo o evento, o barco esteve exposto na Estação das Docas, em Belém (PA), levando aos olhos do mundo a possibilidade de uma navegação mais sustentável. Ministros, governadores e secretários embarcaram no barco movido a hidrogênio verde, de onde puderam projetar uma solução nacional para amenizar os efeitos da crise climática.

                                                            Foto: Ministério do Turismo / Divulgação

                                                            Crianças e moradores locais também foram convidados a conhecer o projeto. Em abertura ao público, mais de mil pessoas passaram pelas dependências da embarcação de 36 metros, que conta, inclusive, com auditório — palco de inúmeros debates durante a COP30.

                                                            O turismo e o mercado náutico vivem um momento vibrante: crescem, se transformam e revelam um Brasil que olha para suas águas com futuro. Sigo acreditando que o Brasil pode, sim, ser uma potência global na economia do mar– destacou o empresário


                                                            O amigo das águas

                                                            Fundador da Revista Náutica e criador dos maiores salões náuticos da América Latina (Boat Show), Ernani Paciornik consolidou a cultura náutica no Brasil e projetou o país no cenário internacional.

                                                            Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, também falou com os alunos durante o encontro. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                                                            À frente do Grupo Náutica, lidera a maior rede de comunicação, eventos e infraestrutura náutica da América Latina, com impacto direto no desenvolvimento econômico e turístico nacional. Criou o circuito de eventos Boat Show em lugares como São Paulo (SP), Rio (RJ), Itajaí (SC), Salvador (BA), Brasília (DF), Foz do Iguaçu (PR) e Angra dos Reis (RJ), que fomentam novos destinos ligados à navegação.

                                                            O São Paulo Boat Show é o maior salão náutico da América Latina. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                            Pioneiro em sustentabilidade, Paciornik cofundou o Projeto SOS Mata Atlântica e lançou a campanha “Só jogue no água o que o peixe pode comer” ainda em 1998, em parceria com o renomado cartunista Ziraldo, criador do Menino Maluquinho.

                                                            Foto: Arquivo Revista Náutica (Não reproduzir sem autorização expressa de @revistanautica)
                                                            JAQ H1. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                            Mais recentemente, fundou a JAQ Hidrogênio Verde, que desenvolveu as primeiras embarcações do mundo movidas a hidrogênio verde produzido a bordo — um marco global da transição energética e um dos destaques da COP30. A embarcação foi projetada para ser um laboratório flutuante de pesquisa e educação nos biomas do Brasil.

                                                             

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