Búzios Sailing Week 2026 começa nesta quarta-feira (1º); evento ainda aceita inscrições

Competição, que segue até o dia 5 de abril, terá classes ORC (Performance e Cruzeiro/Regata), BRA-RGS e RGS-Cruiser, além da presença de Torben Grael

31/03/2026

A 39ª edição do Búzios Sailing Week começa nesta quarta-feira (1º de abril), no Rio de Janeiro. O evento, que seguirá até o dia 5 de abril, terá como sede o Iate Clube Armação de Búzios (ICAB), onde se reunirão embarcações das classes ORC (Performance e Cruzeiro/Regata), BRA-RGS e RGS-Cruiser, além de nomes de peso da modalidade, como o bicampeão olímpico Torben Grael.

O campeonato, que ocorre em parceria com a Confederação Brasileira de Vela (CBVela) e a Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO), aceita inscrições até às 17h desta quarta-feira. Para saber mais detalhes sobre os termos para participar, basta acessar o Aviso de Regata.

Muito mais que uma regata

A programação começa no dia 1º de abril, com cerimônia de abertura entre 17h e 19h. As regatas têm início no dia 2, após reunião de comandantes às 10h, com largada marcada para às 12h. Nos dias seguintes, contudo, as disputas acontecem a partir das 11h.

 

 

Segundo a organizadora, estão previstas até seis regatas, com limite de duas por dia, incluindo percursos barla-sota e de percurso. Vale ressaltar que o campeonato só será validado com a realização mínima de três provas — entretanto, espera-se que não haja problemas para a disputa, visto que o litoral buziano é reconhecido pelas condições ideais de vento e navegação.

Nesse ano, a competição premiará os vencedores gerais das classes ORC, BRA-RGS e RGS-Cruiser, além dos três primeiros colocados em cada subdivisão. A cerimônia de premiação ocorrerá no último dia do certame, às 16h30, após a última regata do circuito.

 

Além das provas, o evento terá atrações com DJ nos dias 2 e 3 de abril, além de ativações que promovem integração entre os atletas e o público.

Regatas de gigantes

Consolidado no calendário náutico como um dos principais eventos nacionais da vela, o Búzios Sailing Week está acostumado a receber grandes nomes do esporte, conforme destacou Marcos Soares, medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980, comodoro do ICAB e organizador do evento.

Búzios reúne, há décadas, alguns dos principais barcos do Brasil e também do exterior — já tivemos até a participação do Rei da Noruega– afirmou Soares

O veleiro Ventaneiro é um dos confirmados para a competição em 2026. Foto: Instagram @icab.buzios/ Reprodução

Para o comodoro, a “vela brasileira e mundial escolheu Búzios como base de treinos pelo regime de ventos e pelas infraestruturas que a cidade oferece”. Além do ambiente, considerado por ele como “ideal para competir”, a edição promete reunir grandes nomes da vela, como Torben Grael — bicampeão olímpico e um dos maiores da história do esporte.

 

Em 2025, inclusive, o Búzios Sailing Week teve validade como Campeonato Brasileiro em algumas classes, com o conhecido veleiro Crioula (Eduardo Plass) no lugar mais alto do pódio na ORC Geral e ORC Performance. Enquanto isso, na ORC Cruiser Race, o +Bravíssimo (Nacho Giamonna) levou a melhor.

 

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    De 11 a 19 de abril, as águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, serão tomadas por um evento de peso: o Rio Boat Show 2026. O salão náutico, que neste ano chega à sua 27ª edição, promete grandes atrativos para quem ama viver o mar. Entre eles, estão 17 jets de grandes fabricantes do mercado: Kawasaki, Sea-Doo, Yamaha e Ventura.

    As embarcações, requisitadas por quem prefere aproveitar as águas com um pouco mais de adrenalina e liberdade, estarão expostas pelas fabricantes no pavilhão da Marina da Glória, conhecido como a “área seca” do evento. Isso porque, mais abaixo, dezenas de barcos são apresentados em seu “habitat natural”: sobre as águas da icônica Baía de Guanabara.

    Jets que atracarão no Rio Boat Show 2026

    Yamaha

    FX Cruiser HO

    O modelo promete aliar recursos premium a um motor econômico, o 1.9 HO de 4 tempos e 4 cilindros. Entre eles estão piloto automático, acesso à mapas via GPS, TRIM automático, modos de controle de pilotagem, tela touchscreen e sistema de áudio original Yamaha Music, que permite receber mensagens, atender chamadas e ainda escutar músicas via conexão Bluetooth do smartphone.

    FX Cruiser HO. Foto: Yamaha / Divulgação

    São 3,58 metros de comprimento e 1,27 metros de largura. Com essa proporção, o jet consegue comportar até três passageiros com conforto.

    FX Cruiser SVHO

    Conforme destaca a Yamaha, o FX Cruiser SVHO é o tipo de jet que deixa o piloto “ter tudo”. A fabricante detalha que o modelo garante, ao mesmo tempo, velocidade e conforto, ao passo que o sistema de áudio integrado deixa os passeios ainda mais divertidos, com alto-falantes de 6,5”.

    FX Cruiser SVHO. Foto: Yamaha / Divulgação

    São 3,58 metros de comprimento e 1,27 metro de largura. O motor, de partida elétrica, é um 1.812 cc Supercharged SVHO, de 4 tempos e 4 cilindros.

    SuperJet

    “Lendário, esportivo e não mais restrito aos profissionais”. Assim a Yamaha define o clássico SuperJet, seu famoso modelo de pilotagem em pé, já testado por NÁUTICA. O jet traz o premiado motor TR-1 de 3 cilindros e 4 tempos da Yamaha. Apesar de esportivo, conta com o L-Mode, modo destinado a iniciantes que limita o desempenho do motor para mais controle e segurança.

    SuperJet. Foto: Yamaha / Divulgação

    Mais compacto, o SuperJet tem 2,43 metros de comprimento e 0,76 metro de largura, além de capacidade para apenas uma pessoa.

    Ventura

    Ventura Orca Performance by Taiga

    Única moto aquática elétrica entre os jets que estarão no Rio Boat Show 2026, o Ventura Orca Performance by Taiga, já testado por NÁUTICA, dispensa o uso de combustível, não emite ruídos nem odores, ao passo que oferece uma navegação silenciosa e sustentável.

    Ventura Orca Performance by Taiga. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

    Segundo a marca, o modelo atinge velocidade máxima de 100 km/h e entrega até 120 kW de potência de pico (160 cv) e 170 Nm de torque. A bateria tem autonomia para até duas horas de uso e pode ser carregada facilmente em qualquer tomada padrão. Durante o evento, o jet será comercializado a partir de R$ 129,9 mil.

    Kawasaki

    STX 160R

    Grande detentora do nome “jet ski”, a Kawasaki vai atracar no Rio Boat Show representada pela Armazém Off Road, com nada menos que seis modelos. O primeiro da lista é o STX 160R. Com capacidade para até 3 passageiros, essa moto aquática navega com um potente motor de 1.498 cc.

    STX 160R. Foto: Kawasaki / Divulgação

    O modelo traz o tradicional tom de verde limão Kawasaki e tecnologias como controle eletrônico de velocidade de cruzeiro, indicador de pilotagem econômica, válvulas de aceleração eletrônicas e o ergo-fit, um sistema que privilegia a ergonomia do jet. O STX 160R tem preço base de R$ 123.990,00.

    STX 160LX

    O charme do STX 160LX se estende por 3,42 metros de comprimento, em um modelo de motor em linha de 4 tempos que garante potência máxima de 118 kW a 7500 rpm. O jet tem preço base de R$ 135.990.

    STX 160LX. Foto: Kawasaki / Divulgação

    Ultra 160LX-S Angler

    O Ultra 160LX-S Angler é voltado ao público que usa as motos aquáticas para pescar. O modelo de 3,58 metros de comprimento leva até 3 pessoas e navega com motor de quatro tempos em linha. Seu preço base é de R$ 175,9 mil.

    Ultra 160LX-S Angler. Foto: Kawasaki / Divulgação

    Ultra 160LXS

    O Ultra 160LXS chega com motor 4 tempos, DOHC, 4 válvulas por cilindro e 4 cilindros em linha. O modelo dispõe de diferenciais como travas de fácil acesso, luzes de LED embutidas no para-choque dianteiro e o casco Deep-V, que promete precisão e estabilidade.

    Ultra 160LXS. Foto: Kawasaki / Divulgação

    A navegação fica ainda mais completa com uma versão aprimorada do sistema de áudio Jetsound 4s, com quatro alto-falantes, controle por botão giratório e conectividade Bluetooth. O modelo tem preço base de R$ 156.990.

    Ultra 160LX

    Assim como em toda linha Ultra, o 160LX conta com um deck traseiro estendido, que possibilita mais espaço para atividades aquáticas e o armazenamento de equipamentos. O jet leva até três pessoas, impulsionado por um motor 4 tempos, DOHC, 4 válvulas por cilindro e 4 cilindros em linha. O preço base é de R$ 165.990.

    Ultra 160LX. Foto: Kawasaki / Divulgação

    Ultra 310LX

    Em um marcante tom de vermelho profundo metálico, o Ultra 310LX chega a 228 kW de potência a 8 mil rpm, graças a um motor em linha de 4 tempos. Com 3,58 metros de comprimento, o modelo leva até 3 pessoas. Seu preço base é de R$ 185.190,00.

    Ultra 310LX. Foto: Kawasaki / Divulgação

    Sea-Doo

    GTI SE 130

    Um dos jets de entrada do Rio Boat Show 2026, o Sea-Doo GTI SE 130 traz atributos que garantem um passeio prazeroso. O motor é um 1630 ACE, de 130 cv, potência que garante a navegação para até 3 passageiros no casco em Polytec. Entre seus destaques estão ainda escada de reembarque, assento touring e sistema de áudio Bluetooth opcional.

    GTI SE 130. Foto: Sea-Doo / Divulgação

    Vale destacar que os jets Sea-Doo presentes no evento serão apresentados pela representante Quadricenter, empresa já tradicional no salão náutico carioca.

    GTI SE 170

    O GTI SE 170 também é considerado um modelo de entrada — embora um pouco mais potente. Seu motor, igualmente um 1630 ACE, traz 170 cv. Logo, trata-se de uma opção para quem busca passeios com mais adrenalina. O jet tem 3,32 metros e leva até 3 pessoas.

    GTI SE 170. Foto: Sea-Doo / Divulgação

    Wake 170

    O Wake 170, como o nome sugere, é voltado para pilotos que buscam praticar esportes aquáticos. De acordo com a Sea-Doo, aliás, o modelo é “preparado para qualquer esporte de tração”. Entre seus recursos estão o Ski Mode, o mastro retrátil LinQ e suporte para prancha.

    Wake 170. Foto: Sea-Doo / Divulgação

    Wake Pro 230

    Entrando em uma categoria mais potente, o Wake Pro 230, como o nome sugere, dispõe de 230 cv. Mais refinado, o jet que leva até 3 pessoas tem casco em fibra de vidro e “a estabilidade mais avançada da categoria”, conforme destaca a Sea-Doo. O modelo também pode ser utilizado em esportes aquáticos, contando, inclusive, com mastro retrátil para esqui e suporte para prancha.

    Wake Pro 230. Foto: Sea-Doo / Divulgação

    RXP-X 325

    Um dos queridinhos da marca, o RXP-X 325, de 325 cv, é voltado à performance. Não à toa, a fabricante destaca atributos como potência explosiva e controle preciso no modelo. O assento de competição, padrão, leva apenas 1 passageiro. Há, porém, a possibilidade de optar por um que comporta até duas pessoas.

    RXPX 325. Foto: Sea-Doo / Divulgação

    RXT-X 325

    Coladinho ao modelo anterior está o RXT-X 325, com motor 1630 ACE supercharged de 325 cv. Nele, a marca destaca o sistema Ergolock e o casco “de alta confiança”, que prometem controle, conforto e estabilidade mesmo em águas agitadas.

    RXTX 325. Foto: Sea-Doo / Divulgação

    GTX 325 Limited

    Fechando a lista de jets no Rio Boat Show 2026 vem o GTX 325 Limited. Nele, o destaque, além da potência, vai para a ampla plataforma traseira. Destacam-se, ainda, a tela sensível ao toque de 10,25 polegadas e o sistema de som premium de 100 W.

    GTX 325 Limited. Foto: Sea-Doo / Divulgação

    Rio Boat Show 2026

    O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

    Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

    Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

     

    É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

    Garanta seu ingresso com desconto!

    Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

    Anote aí!

    RIO BOAT SHOW 2026

    Quando: de 11 a 19 de abril;

    Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

    Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

    Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

    Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

     

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      Goste ou não, a cor-de-rosa chama atenção por onde passa. Pode observar: um carro rosa sempre rende comentários, bem como qualquer cabelo tingido nessa coloração ou o mais comum dos objetos, como um celular. Logo, não foi diferente quando as fotos de uma raia cor-de-rosa ganharam a internet. O curioso é que, nesse caso, ninguém a “tingiu” — o animal, naturalmente, detém essa coloração tão aclamada.

      Quem amplificou a informação de que uma raia cor-de-rosa habitava esse planeta foi o fotógrafo Kristian Laine, que, à época, no temido ano de 2020, estava praticando mergulho livre próximo à ilha mais ao sul da Grande Barreira de Corais, na Austrália, quando se deparou com essa obra-prima da natureza.

      Foto: Kristian Laine / Divulgação

      Sua primeira reação, conforme detalhou ao National Geographic ainda naquele ano, foi ter a certeza de que sua câmera estava com algum tipo de problema. “Fiquei confuso e achando que meus estroboscópios haviam quebrado ou estavam com defeito”, relembrou ele ao veículo.

      O Inspetor Clouseau foi fotografado em meio a um grupo de sete outros machos, todos disputando uma fêmea. Foto: Kristian Laine / Divulgação

      Mas não havia nada de errado com seu equipamento. Mais tarde, ele descobriu que havia dado de cara com uma jamanta-de-recife (Mobula alfredi) macho com cerca de 3,35 metros, batizada de Inspetor Clouseau. Sim. O animal não só era rosa como tinha um nome em referência ao detetive trapalhão dos desenhos de A Pantera Cor-de-Rosa.

      Nos desenhos animados, o Inspetor Clouseau é um policial francês. Foto: YouTube/ Channel Four Cheeses / Reprodução

      Isso porque o fotógrafo não foi o primeiro a avistá-lo. O Inspetor Clouseau foi visto pela primeira vez em 2015 — embora tenha sido visto novamente menos de uma dezena de vezes desde então. “Sinto-me orgulhoso e extremamente afortunado”, afirmou à época.

      Ok, mas por que a raia é cor-de-rosa?

      Se você pensou que a resposta para essa pergunta está na dieta do animal ou uma possível infecção de pele, saiba que não é nada disso. Cientistas do grupo de pesquisa australiano Projeto Manta, que estudam a raia rosada, confirmaram que sua cor é verdadeira — mesmo que, a princípio, eles tenham cogitado essas teorias também, que se aplicam, por exemplo, aos flamingos cor-de-rosa. É. Os flamingos não são cor-de-rosa. Eles ficam cor-de-rosa ao ingerir pequenos crustáceos.

      Foto: Kristian Laine / Divulgação

      Depois desse baque, voltemos ao assunto: em 2016, Amelia Armstrong, pesquisadora do Projeto Manta, realizou uma pequena biópsia de pele na raia que descartou as possibilidades até então postas à mesa. A principal teoria do Projeto é que o Inspetor Clouseau possui uma mutação genética em sua expressão de melanina ou pigmentação.

      Foto: Kristian Laine / Divulgação

      Já para Solomon David, ecologista aquático da Universidade Estadual Nicholls da Louisiana, a mutação trata-se de um eritrismo, característica que faz com que a pigmentação da pele de um animal seja avermelhada ou, em alguns casos, cor-de-rosa, tal qual mutações como melanístico (preto) ou albino (branco). Guy Stevens, presidente e cofundador da Manta Trust, com sede no Reino Unido, concorda que o eritrismo seja a explicação mais plausível.


      As jamantas-de-recife podem ser totalmente pretas, brancas ou, mais comumente, preto e branco, com contrassombreamento — dorso escuro e ventre claro — que ajuda na camuflagem contra predadores como tubarões. Ainda assim, variações de cor não devem afetar sua sobrevivência, já que seu grande porte (podendo ultrapassar uma tonelada) reduz a vulnerabilidade, deixando apenas grandes predadores como ameaça.

       

      Para Armstrong, a raia não encanta apenas pela beleza. Ela considera que o animal pode contribuir para a ciência. “Conhecer a origem dessa mutação genética pode ajudar-nos a compreender como a cor evoluiu nas arraias-jamantas”, afirmou à época.

       

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        30/03/2026

        A história da navegação acaba de ganhar mais um capítulo inédito — e protagonizado por uma brasileira. Partindo de Florianópolis (SC), Izabel Pimentel cruzou sozinha a Passagem de Drake e chegou à Antártica em uma jornada de ida e volta, sem escalas. Com o feito, a velejadora se tornou a primeira mulher brasileira — e possivelmente a primeira do mundo — a completar a rota entre o sul do Brasil e o continente antártico nessas condições.

        Conforme revelou a velejadora, “foram dias de isolamento absoluto, condições climáticas severas e a presença constante de gelo à deriva, incluindo icebergs e growlers, típicos das águas antárticas”. Tudo isso a bordo de um Romane, veleiro francês de alumínio de 34 pés.

        A expedição exigiu não apenas preparo técnico, mas também resistência física e mental em um dos ambientes mais hostis da Terra– destacou Izabel em post no LinkedIn

        Além da realização pessoal e inédita na vela oceânica, a travessia marcou uma data simbólica: os 60 anos da velejadora, celebrados em 11 de fevereiro próximo à latitude 60°S do Hemisfério Sul — uma das regiões mais desafiadoras do planeta. O feito, porém, está longe de ser o único de Izabel Pimentel sobre as águas.

        Um grande nome da vela mundial

        No auge de suas seis décadas de vida, a sul-mato-grossense foi a primeira brasileira a completar uma volta ao mundo sozinha passando pelos três grandes cabos (Boa Esperança, Leeuwin e Horn), além de ter realizado 13 travessias do Oceano Atlântico em solitário.

        Foto: Arquivo Pessoal

        Pimentel também participou da regata transatlântica Mini Transat, em 2009, uma das competições mais desafiadoras da vela mundial. Recentemente, ela ainda levou um barco centenário da Espanha para a Rússia em meio à guerra, passando pelas águas da Sibéria.

        Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

        Para ela, a travessia entre o sul do Brasil e a Antártica reforça o protagonismo feminino na vela de oceano e posiciona o Brasil em destaque no cenário internacional da navegação de aventura.

        Essa história será contada ao vivo no Rio Boat Show 2026

        Todos os detalhes da travessia, incluindo os desafios enfrentados e bastidores inéditos da aventura, serão contados ao vivo pela própria Izabel no NÁUTICA Talks, uma das grandes atrações do Rio Boat Show 2026.

        Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

        O papo com a velejadora está marcado para domingo, 12 de abril, às 14h, no pavilhão da Marina da Glória. Os ingressos já estão disponíveis no site oficial de vendas. Leitores de NÁUTICA têm desconto com o código promocional NAUTICA30.

         

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          “Uma estrutura majestosa, semelhante a uma catedral”. Assim cientistas descreveram o maior coral do gênero Porites já registrado. Essa obra-prima da natureza foi recentemente medida por pesquisadores do Serviço Oceânico Nacional dos Estados Unidos (NOAA), que se surpreenderam com o tamanho: cerca de 1.347 metros quadrados.

          Embora conhecido há tempos pela comunidade das Ilhas Maug, no arquipélago das Marianas, no Pacífico Ocidental, o coral ainda

          não havia sido devidamente medido. A tarefa, aliás, não foi simples.

          Esse coral era tão grande que, na verdade, não conseguimos medi-lo com facilidade devido a restrições de segurança no mergulho– revelou o cientista Thomas Oliver em comunicado do NOAA

          De acordo com os cientistas, toda a estrutura tem cerca de 31 metros no topo e 62 metros na base. Além do tamanho, outra característica que chamou a atenção foi a possível idade dessa “catedral do mar”: 2.050 anos.

          Escala aproximada da colônia de corais comparada a ônibus escolares. Foto: NOAA / Divulgação

          “Possível” porque é difícil cravar. Hannah Barkley, também cientista no NOAA, explicou que, como o coral formado por colônias da espécie Porites rus não produz bandas de crescimento como outros corais, os pesquisadores estimaram que ele cresça para fora, cerca de um centímetro por ano. “Então dá para imaginar que uma colônia desse tamanho seja bem antiga”, destacou.

          Foto: NOAA Fisheries / Divulgação

          Como se não bastasse, o local em que se encontra o coral também é motivo de fascínio pelos cientistas. Trata-se da caldeira vulcânica de Maug, tida pelos pesquisadores como um “laboratório natural”. O título se deve às suas exclusivas fontes de dióxido de carbono, que criam áreas de alta acidez no oceano, funcionando como um laboratório natural para estudar como corais e outros organismos podem reagir às mudanças climáticas.


          No mesmo local, cientistas observam ainda o contraste entre um megacoral saudável e zonas mortas próximas às emissões de CO₂. O arquipélago das Marianas, de origem vulcânica e situado entre Filipinas e Japão, também abriga a Fossa das Marianas, o ponto mais profundo da Terra.

          Maug é realmente um lugar muito especial– ressaltou Hannah Barkley

           

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            Das quadras para as águas: ex-tenista Rafael Nadal anuncia investimento em marinas

            Lenda do tênis adquiriu participação minoritária de empresa focada no desenvolvimento de marinas para megaiates

            Aposentado das quadras, o lendário ex-tenista Rafael Nadal, maior campeão da história de Roland Garros (14 títulos), decidiu ampliar o seu já vasto portfólio de negócios e adquiriu uma participação minoritária da Ocean Platform Marinas (OPM), empresa focada no desenvolvimento e gestão de marinas sob medida para megaiates.

            A aquisição ocorreu por meio da holding de investimentos da família Nadal, a Aspemir — que já controla participações em quase 20 entidades ligadas a esportes, turismo e ao setor imobiliário. Dessa vez, o investimento da companhia mira em outra área que está numa crescente considerável: a criação e operação de instalações projetadas para grandes embarcações.

            Rafael Nadal tem investimento em quase 20 empresas por meio da Aspemir. Foto: Instagram @rafaelnadal/ Reprodução

            Atualmente, a OPM gerencia marinas em localizações costeiras espanholas estratégicas, como Ibiza, Málaga e Sevilha, com planos de expandir os seus negócios ao longo do litoral da Espanha. Entre os pilares da empresa estão o design sustentável e a proteção do meio ambiente marinho.

            “A incorporação da Aspemir à Ocean Platform Marinas representa um apoio fundamental para o nosso projeto, através do qual pretendemos promover a navegação de grandes iates com infraestrutura sustentável e de última geração, que também fomenta a integração entre porto e cidade”, afirmou em comunicado José Luis Almazán, sócio-gerente da Ocean Capital Partners, acionista majoritário da OPM.

            Uma quedinha pelo mar

            Quem conhece, sabe: não é de hoje que Rafael Nadal deixa claro o seu gosto pelo universo náutico. Em 2020, o espanhol recebeu de presente de aniversário o potente Sunreef 80 Power, catamarã fabricado pelo estaleiro polonês Sunreef Yachts. Desde então, não foram poucas as vezes em que o ex-tenista usou seu barco como um refúgio dos torneios e um espaço de lazer para a família.

            Rafael Nadal a bordo do Great White, da Sunreef Yachts. Foto: Sunreef Yachts/ Divulgação

            Atualmente, o ex-atleta mantém o uso da embarcação — que mede 78 pés (23,95 metros) de comprimento — de forma discreta, sem registros públicos recentes a bordo. Mas não seja por isso. Abaixo, falaremos deste espaçoso catamarã que reúne muita comodidade e uma beleza de fazer brilhar os olhos.

            Sunreef 80 Power. Foto: Sunreef Yachts/ Divulgação

            Batizado de Great White, o barco feito sob encomenda para Nadal já ostentava um design futurista ainda em 2020. São quase 340 metros quadrados de área de convivência, dos quais 54 m² estão no flybridge, que possui um teto rígido de fibra de carbono e todos os luxos esperados de um barco desse porte, a exemplo de um bar descolado e uma banheira de hidromassagem.

            Foto: Sunreef Yachts/ Divulgação

            Pensado para ser um oásis para a família e amigos de Nadal, o Great White possui quatro confortáveis cabines. A suíte do ex-tenista fica na proa e, entre outros destaques, tem um closet de ótimo tamanho e recebe luz natural em abundância através de uma enorme claraboia.

            Foto: Sunreef Yachts/ Divulgação

            O salão luminoso do catamarã recepciona os convidados com dois sofás espaçosos junto ao cockpit de popa, uma área de jantar para oito pessoas e duas TVs de 77 polegadas (!), instaladas uma de frente para a outra.

            Foto: Sunreef Yachts/ Divulgação

            Sua propulsão vem de dois motores de 1200 hp cada, que permitem uma velocidade máxima de 23 nós e uma velocidade de cruzeiro de 16 nós.

            Competitivo até nas águas

            Nadal é aquele tipo de atleta que, mesmo aposentado, não consegue abandonar a competitividade. Antes de pendurar as raquetes, o espanhol se tornou proprietário de uma equipe da E1 Series, corrida composta por barcos 100% elétricos e famosa por atrair astros como Tom Brady, Will Smith e LeBron James para o mesmo posto.

             

             

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            O “Team Rafa” ingressou na temporada de estreia da liga, em 2023, e teve participações bem competitivas. No primeiro ano, fechou a classificação geral em 4º (o time de Tom Brady terminou em 1º). Já em 2025, Nadal ficou com o vice-campeonato, atrás, novamente, da equipe comandada pelo ex-jogador da NFL.

             

            A atual temporada teve um GP até o momento, em Jeddah, na Arábia Saudita, em que o Team Rafa ficou em sexto lugar. Quem sabe esse não seja o ano em que o espanhol levará para as águas o sucesso que obteve nas quadras?

             

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              Mangusta GranSport 50 estreia com casa de comando elevada inédita, segundo estaleiro

              Novo iate aposta em layout com "meio deck a mais" para ampliar espaços e visuais a bordo

              Por: Nicole Leslie -
              29/03/2026

              O novo Mangusta GranSport 50 foi apresentado ao público na última quarta-feira (25) e aumenta a linha GranSport do Mangusta Yachts. Com quase 50 metros de comprimento (precisamente 49,9), o modelo aposta em um conceito que combina desempenho esportivo, grandes volumes internos e navegação de longo alcance. No design, um dos principais diferenciais está na casa de comando elevada — estreia absoluta nessa categoria de iates, segundo o estaleiro.

              Mais do que uma evolução da linha GranSport, o Mangusta revelou que o novo iate propõe uma mudança de conceito ao buscar equilíbrio entre velocidade, eficiência e conforto. Não à toa, apesar do tamanho, a embarcação foi desenhada para acomodar 12 hóspedes e uma tripulação de 9 pessoas, que garantem o estilo de vida luxuoso a bordo.

              Fora da curva: casa de comando elevada

              O principal destaque do novo Mangusta GranSport 50 está em sua arquitetura interna, especialmente no design escolhido para a casa de comando. Pela primeira vez em um modelo desse tipo, de acordo com o estaleiro, o iate adota uma casa de comando elevada (Raised Pilot House, ou simplesmente RPH) integrada à superestrutura.

              Foto: Mangusta Yachts / Divulgação

              A solução cria um layout de três deques “e meio”, que amplia as possibilidades de uso dos espaços. Ao deslocar o posto de comando para um nível superior, o projeto libera áreas nobres do convés, permitindo novas configurações que, nesse caso, foram voltadas ao convívio dos hóspedes e à contemplação do mar.

               

              Assim, cada deck passa a oferecer uma perspectiva diferente da navegação. Nesse desenho de interiores, o convés superior, por exemplo, ganhou mais espaço para lazer e circulação do que o comumente encontrado em iates dessa categoria, segundo o Mangusta Yachts.


              Ambientes conectados

              O design exterior leva a assinatura de Alberto Mancini, que buscou manter o DNA esportivo da linha e acrescentar uma abordagem mais contemporânea. Foi assim que o uso de vidros se tornou um dos pontos centrais do projeto.

               

              As laterais receberam superfícies amplas e contínuas em vidro com acabamento sem moldura. O resultado? Maior conexão entre interior e exterior da embarcação, além de garantir privacidade sem comprometer a visibilidade.

               

              A reorganização dos espaços internos e externos foi pensada para valorizar a experiência a bordo. No convés superior, a mudança da casa de comando permitiu a criação de uma área frontal com lounge panorâmico e piscina infinita — que já se tornou característica da linha, mas que no novo Mangusta GranSport 50 surge como protagonista.

              Foto: Mangusta Yachts / Divulgação

              O mesmo convés, por sua vez, pode receber diferentes configurações, como uma cabine adicional ou um espaço privativo voltado ao proprietário com vista direta para a proa.

               

              No convés principal, a proposta foi dedicar toda a área ao proprietário. Sendo assim, a suíte master ocupa a boca máxima do iate (9,6 metros) e conta com várias e grandes superfícies envidraçadas que garantem o visual aberto. Elas ainda podem incluir varanda retrátil como opcional.

               

              Na popa, o destaque é a área de beach club integrada à plataforma. O espaço, acessado por uma escadaria central que conecta os diferentes conveses, pode ser configurado como lounge ou até academia — independentemente da escolha, a garantia é a vista para o mar.

              Foto: Mangusta Yachts / Divulgação

              Capacidade, conforto e desempenho

              O Mangusta GranSport 50 pode acomodar até 12 hóspedes em cinco cabines, além de 9 tripulantes em outras cinco. Ao todo, são 499 GT de tonelagem bruta que conseguem atingir velocidade máxima de 20 nós.

               

              O desempenho acontece graças aos dois motores MTU de 2.600 hp cada. Em cruzeiro, o iate faz 16 nós e atinge uma autonomia de até 4.200 milhas náuticas (o equivalente a cerca de 7.800 km), o que reforça a proposta de navegação de longa distância da embarcação.

               

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                Novo megaiate da Four Seasons promete experiência de hotel cinco estrelas em alto-mar

                Embarcação de 207 metros de comprimento fez sua viagem inaugural na última sexta-feira (20)

                28/03/2026

                Já parou para pensar no que aconteceria se uma empresa consagrada no setor de hotelaria de luxo resolvesse entrar para o ramo dos megaiates? Pois bem, esse exercício não precisa ficar apenas na imaginação: acaba de sair do papel o primeiro barco da Four Seasons, que promete unir a experiência de um hotel cinco estrelas à de um megaiate privado.

                Batizado de Four Seasons I, o barco teve sua viagem inaugural na última sexta-feira (20), partindo de Málaga, na Espanha. O lançamento coincidiu com o 65º aniversário do prestigiado grupo hoteleiro, que entrou de cabeça no mercado do iatismo privado com um barco que mede nada menos que 207 metros de comprimentos (679 pés).

                Foto: Four Seasons Yacht/ Divulgação

                O megaiate, aliás, carrega um certo pedigree de cruzeiro — e a ideia é essa. O objetivo do novo empreendimento da companhia é alcançar um público que está disposto a pagar cifras elevadas em troca de uma experiência exclusiva em alto-mar, ao contrário da abordagem plural dos cruzeiros tradicionais.

                 

                Não à toa, as diferenças entre um cruzeiro típico e o Four Season I são bem evidentes, principalmente no espaço. Nessa primeira operação, a embarcação iniciou os trabalhos com “apenas” 95 suítes e capacidade máxima para 222 passageiros. Claro que um barco desse tamanho poderia levar muito mais pessoas, mas a proposta é outra.

                Mesmo as menores cabines têm cerca de 50 m², padrão acima do mercado. Essa, por exemplo, é uma suíte com vista para o mar e estúdio, que acomoda quatro pessoas. Foto: Four Seasons Yacht/ Divulgação

                Com menos pessoas a bordo, a Four Seasons garante um atendimento exclusivo e personalizado para cada hóspede. Para se ter ideia, a proporção é de um tripulante para cada passageiro.

                 

                A lógica é simples: menos pessoas, mais espaço. Com isso, todos os hóspedes podem desfrutar de ambientes amplos em cada uma das 95 suítes, que oferecem 50% mais espaço por passageiro do que a média do mercado — uma experiência quase residencial.

                Foto: Four Seasons Yacht/ Divulgação

                Grande parte das suítes e áreas sociais contam com janelas do chão ao teto, que criam uma atmosfera aberta e acolhedora. O design se inspira no icônico superiate Christina O, de Aristóteles Onassis, ao mesmo tempo em que adiciona um toque contemporâneo próprio.

                Tudo a gosto do cliente

                O foco é a qualidade, não a quantidade. Assim, as preferências dos hóspedes moldam as excursões no Four Seasons I. Quem estiver a bordo pode incluir momentos personalizados, como tours exclusivos nos bastidores de museus ou até um chá da tarde com o governador-geral de Antígua e Barbuda — por mais aleatório que pareça.

                Foto: Four Seasons Yacht/ Divulgação

                Na sua temporada inaugural, a embarcação excursionará pelo Mediterrâneo, com destinos como Saint-Tropez, Bodrum, Montenegro, as ilhas gregas e a costa croata. Em 2026, serão 32 viagens e mais de 30 países no itinerário, que passará pelo verão do Mediterrâneo e pelo inverno do Caribe e das Bahamas.

                 

                Mais do que contemplar os destinos, os hóspedes encontrarão um ambiente de ultraluxo dentro e fora do iate. A bordo, ele reúne 11 restaurantes e lounges, além de um spa devidamente equipado. Há ainda uma piscina de 20 metros de comprimento inspirada no design de meados do século 20 — à noite, ela vira uma pista de dança ao ar livre.

                O conceito de Grand Touring da Four Seasons Yachts ainda oferece experiências exclusivas a bordo de embarcações menores, como o Limo Tender e o Beachlander, que permitem acesso personalizado a praias isoladas. Foto: Four Seasons Yacht/ Divulgação

                Por outro lado, quem quiser viver ao máximo essa experiência terá que desembolsar um bom dinheiro. As viagens de sete noites partem de cerca de US$ 20 mil por suíte (cerca de R$ 104 mil) e podem chegar a US$ 330 mil (mais de R$ 1,7 milhão) nas acomodações de elite. A suíte mais badalada é a Funnel Suite, que inclui piscina privativa e vistas panorâmicas — e, nesse caso, ver é melhor do que descrever:

                O Funnel Suite é um dos grandes destaques deste megaiate, sendo a maior e mais exclusiva. A área acomoda até cinco adultos e um bebê ou criança. Foto: Four Seasons Yacht/ Divulgação
                A suíte oferece três quartos distribuídos por quatro níveis de espaço habitável, com vistas deslumbrantes para o mar através de janelas panorâmicas do chão ao teto. Foto: Four Seasons Yacht/ Divulgação
                A suíte ainda abriga uma cozinha pessoal totalmente equipada, sala de estar, mesa de jantar interna para seis pessoas e essa bela escadaria. Foto: Four Seasons Yacht/ Divulgação
                São duas camas king size, quatro banheiros (sendo dois principais com box de vidro), três lavabos, academia interna e externa e sala de vapor. Foto: Four Seasons Yachts/ Divulgação

                Se depender da Four Seasons, a entrada no mundo dos iates não para por aí: em 2027, a marca já pretende lançar o segundo modelo da frota. Caso a proposta de um hotel cinco estrelas flutuante se confirme na prática, tudo indica que a empresa iniciou essa empreitada com o pé-direito.

                Confira mais atrativos do Four Seasons I

                Marina Days: a experiência da Four Seasons Yachts em que o iate permanece ancorado e se transforma em um “refúgio no mar”, com acesso direto à água, esportes náuticos, lazer e exploração de destinos isolados — tudo no ritmo relaxado e personalizado do hóspede. Foto: Four Seasons Yacht/ Divulgação
                Chef-in-Residence: o programa da Four Seasons Yachts que leva chefs renomados — muitos com estrelas Michelin — a bordo, criando menus exclusivos e sazonais que mudam a cada viagem, transformando a gastronomia em uma experiência dinâmica e inspirada nos destinos. Foto: Four Seasons Yacht/ Divulgação
                Foto: Four Seasons Yacht/ Divulgação
                Foto: Four Seasons Yacht/ Divulgação
                Foto: Four Seasons Yacht/ Divulgação
                Foto: Four Seasons Yacht/ Divulgação

                 

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                  Wesley Safadão compra lancha personalizada. Descubra os diferenciais escolhidos pelo cantor

                  Azov Z260 foi o modelo escolhido pelo artista para aproveitar o lifestyle náutico no Ceará. Modelo similar poderá ser visto no Rio Boat Show

                  Por: Nicole Leslie -
                  27/03/2026

                  O cantor e empresário Wesley Oliveira da Silva, conhecido como Wesley Safadão, comprou uma lancha personalizada de um estaleiro brasileiro. A embarcação foi entregue nesta quinta-feira (26), na Lagoa do Uruaú, no Ceará, e recebeu configurações definidas pelo próprio artista.

                  O modelo escolhido foi a Azov Z260, uma lancha de 26 pés com capacidade para até 14 pessoas — o modelo, inclusive, poderá ser visto em detalhes pelos visitantes do Rio Boat Show, que acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória. Do tipo “proa aberta”, a embarcação permite circulação facilitada entre popa e proa, ou seja, é possível transitar da proa à popa sem obstáculos.

                  Azov Z260 de Wesley Safadão. Foto: Azov Yachts / Divulgação

                  Entre os destaques da personalização está o nome de batismo da lancha, “WS”, em referência ao nome artístico do cantor. As iniciais ganharam forma no casco e também na área gourmet, na popa. Safadão também optou pelo contraste de preto com cores claras (no caso, branco e cinza-claro), que estampam o exterior e interior da embarcação.

                  Foto: Azov Yachts / Divulgação

                  Outro item incluído foi o suporte de inox na parte traseira, próximo ao motor. A estrutura permite a prática de esportes aquáticos, como esqui e wakeboard, sem comprometer o espaço a bordo. Veja detalhes da lancha:

                   

                   

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                  Segundo a Azov Yachts, esta é a primeira embarcação adquirida pelo cantor junto à marca. O interesse, segundo o estaleiro, teria surgido após uma experiência prévia de Safadão com o mesmo modelo de barco, durante um passeio.

                  Suporte de inox para a prática de esportes foi instalado na área de popa da Z260 Open de Wesley Safadão. Foto: Azov Yachts / Divulgação

                  Azov Z260: como é a lancha escolhida por Safadão

                  A fabricante destaca que a Z260 é um dos carros-chefe da Azov graças à possibilidade de personalização, com opções que vão desde cores e acabamentos até itens de série. O modelo tem 8,42 metros de comprimento e 2,8 metros de boca e ainda conta com banheiro fechado completo.

                  Foto: Azov Yachts / Divulgação

                  Entre os diferenciais da lancha, a marca ressalta o casco voltado à navegação rápida, o cockpit amplo e a área de popa com espaço para convivência, incluindo escada de acesso à água e área gourmet com pia e ducha.

                  Foto: Azov Yachts / Divulgação

                  A Z260 Open já foi testada por NÁUTICA e, na ocasião, a lancha atingiu 36,5 nós de velocidade, o equivalente a 67,5 km/h. Assista ao teste completo:

                   

                   

                  Náutica Responde

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                    Scenic Eclipse já tinha aberto a temporada de cruzeiros no arquipélago, em outubro. Modelo de 168 metros conta com dois helicópteros e um submarino

                    Um gigante voltou a Ilhabela nesta terça-feira (24). O Scenic Eclipse, megaiate de 551 pés (quase 168 metros), atracou no arquipélago para desembarcar seus passageiros que participam de um “cruzeiro de ultraluxo”.  Em outubro, a mesma embarcação, avaliada em R$ 3 bilhões, já havia passado pela região para inaugurar a temporada de cruzeiros 2025-2026.

                    Operado pela australiana Scenic Cruises, o megaiate foi pensado para explorar destinos remotos do planeta, do Ártico à Antártica, em um cruzeiro de 6 estrelas.

                    Foto: Scenic / Divulgação

                    Na atual temporada, ele tem subido o litoral do Brasil do Sul ao Sudeste. O itinerário começou pelo embarque em Buenos Aires (Argentina) e depois passou pelas uruguaias Montevidéu e Punta del Este, Porto Belo (SC), Ilhabela (SP), Paraty (RJ) e, finalmente, o desembarque, no Rio de Janeiro (RJ). Confira o registro do fotógrafo Paulo Stefani:

                     

                     

                    A rota, batizada de “Rhythms of the Brazilian Coastline” (Ritmos do Litoral Brasileiro, em português), custa a partir de aproximadamente R$ 95 mil por pessoa, podendo ultrapassar R$ 200 mil nas categorias mais luxuosas — valores que refletem o perfil ultraluxo e all inclusive da embarcação.

                    Foto: Scenic / Divulgação

                    O valor inclui bebidas premium, restaurantes de alta gastronomia, excursões em terra, atividades exclusivas aos hóspedes e até serviço de mordomo.

                    Foto: Scenic / Divulgação

                    Para complementar tudo isso, o Scenic Eclipse dispõe de nada menos que dois helicópteros Airbus, usados para voos panorâmicos e acesso a áreas remotas, além de um submarino para até seis pessoas mais o piloto, que mergulha até 300 metros de profundidade.

                    Foto: Scenic / Divulgação
                    Foto: Scenic / Divulgação

                    Atripulação inclui especialistas, como biólogos, guias e naturalistas, que ajudam os hóspedes a aproveitar ao máximo a experiência em cada uma das paradas — que podem chegar até mesmo a regiões polares, uma vez que o megaiate detém certificação Polar Class 6.

                    Foto: Scenic / Divulgação

                    Tudo isso para até 228 passageiros bem afortunados, que se acomodam com tranquilidade em 114 suítes bem equipadas, todas com varanda privativa.

                     

                    Náutica Responde

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                      Do céu para as águas: piloto brasileiro recordista planeja volta ao mundo em catamarã

                      André Freitas, que nunca navegou em um catamarã, detém o recorde mundial de volta ao mundo mais rápida de helicóptero

                      Dar uma volta ao mundo, em qualquer circunstância, é uma missão extremamente desafiadora — e André Freitas sabe muito bem disso. O criciumense é detentor do recorde mundial de volta ao mundo mais rápida de helicóptero, tendo contornado o planeta em apenas 106 dias. Porém, não contente o suficiente, ele já planeja uma nova jornada: circunavegar a Terra a bordo de um catamarã. Mas tem um detalhe: sem nunca ter navegado em um modelo desse antes.

                      Inclusive, o nome do catamarã não poderia ser melhor: Aventura — bem a cara de André, que se descreve como um “aventureiro”. A bordo deste barco de dois cascos, ele pretende repetir nas águas a façanha que realizou no ar em 2024, quando voou por 35 países em pouco mais de três meses.

                       


                      Assim como fez entre as nuvens, a ideia é que a expedição a bordo do Aventura passe por 35 nações. Ao seu lado, o brasileiro terá outro piloto de helicóptero, o experiente britânico Peter Wilson, que esteve com André no recorde de 2024 — e que também não sabe o que é dar uma volta ao mundo sobre as águas.

                       

                      Segundo o empresário, a missão já tem data prevista: 9 de janeiro de 2027. Porém, para preparar a logística, ele sairá cerca de 40 dias antes, partindo da França até a região do Caribe. De lá, o piloto iniciará a jornada épica, que promete terminar no mesmo lugar de onde começou.

                      Peter Wilson e André Freitas completaram volta ao mundo de helicóptero em 2024. Foto: Guinness World Records/ Divulgação

                      A circunavegação passará, obrigatoriamente, pelo Canal do Panamá, Galápagos (Equador), pelas ilhas da Polinésia Francesa (França) e destinos como Fiji, Tonga, Austrália, Ilhas Maurício, Cabo das Tormentas (África do Sul), Fernando de Noronha (Brasil) e, por fim, Caribe.

                       

                      Nessa expedição, estão programadas 22 paradas durante os 15 meses da travessia de 50 mil quilômetros. As pausas serão utilizadas para reabastecimento de água, combustível, alimentos e reparos no barco.

                      Sedento por aventura

                      “Dessa vez ele está indo longe demais”, você pode ter pensado. Contudo, quando se puxa o histórico aventureiro de André, descobre-se que, na verdade, essa será só mais uma aventura do empresário. Em 2018, por exemplo, ele escalou o Monte Everest, a montanha mais alta do planeta, que tem um pico a 8,8 mil metros acima do nível do mar.

                      André Freitas no topo do Monte Everest. Foto: Instagram @andreborgesdefreitas/ Reprodução

                      Com mais de 25 anos de experiência como piloto, o corpo dele está mais do que acostumado a ser levado ao limite. Ele já participou de 10 triatlos Ironman, que envolve 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42,195 km de corrida. Entretanto, navegar é uma novidade.

                      Vai ser uma coisa totalmente nova entrar no catamarã. Vou ter até o final do ano para aprender a velejar e fazer cursos– contou o piloto ao portal 4Oito

                      Por um lado, a expectativa está nas alturas (com o perdão do trocadilho): o catamarã já chegou e a rotina está sendo direcionada para o objetivo da volta ao mundo. Por outro, o clima é de apreensão por parte da sua esposa, Janaína.

                      Coração bem apertado, da outra vez ele já era piloto há mais de 20 anos, já tinha uma experiência gigantesca no que ele estava fazendo, e agora não– revelou ela

                      O empresário contou, em reportagem do Fantástico, que mantinha contato constante com sua esposa por meio de diferentes tecnologias de comunicação e monitoramento durante a expedição de helicóptero. Para mantê-la atualizada no dia a dia, ele aproveitava as pausas da viagem para conversar por chamadas de vídeo, além de trocar mensagens de texto diariamente.

                       

                      Porém, ao que tudo indica, o contato será menos frequente durante a volta ao mundo a bordo do catamarã, já que velejar exige um trabalho mais contínuo — principalmente por não ser a especialidade dele. Mas, certamente, assim como fez no céu, as paradas em terra firme servirão não só para reabastecer o barco, mas também para recarregar as saudades de casa.

                       

                      Náutica Responde

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                        Marcelo dos Santos salvou a cachorrinha que nadava sozinha enquanto ele pescava próximo à Ilha Feia, em Búzios

                        Por: Nicole Leslie -
                        26/03/2026

                        O pescador Marcelo dos Santos protagonizou uma cena, no mínimo, curiosa no último domingo (22). Ele pescava próximo à Ilha Feia, em Búzios (RJ), quando avistou uma cadela nadando sozinha, já visivelmente cansada. O animal foi resgatado e agora o pescador busca alguém interessado em adotá-la.

                        À NÁUTICA, Marcelo contou que pesca há décadas e que nunca havia presenciado nada parecido. Ele estava em um barco a motor na região da Ilha Feia, em um ponto acessível apenas após mais de uma hora de navegação. Foi ali, em pleno mar aberto, que avistou a cadelinha.

                         

                         

                        O local onde a cadela estava fica a pelo menos 2,5 km da terra firme mais próxima, em direção à Praia da Armação. Já em relação à Praia Rasa, outra das áreas mais próximas, a distância pode superar 5 km. Embora não se saiba de onde o animal veio, é certo que nadou bastante até chegar onde chegou — o que justifica o cansaço.

                        Foto: Arquivo Pessoal / Marcelo dos Santos

                        Marcelo conseguiu retirá-la da água, ofereceu alimento e a levou ao veterinário. Lá, foi estimado, a partir da arcada dentária, que a cadela tem cerca de dois anos. Ainda sem nome, ela é de médio porte e pesava aproximadamente 10 kg no momento do resgate. Apesar disso, está saudável e em recuperação.


                        O pescador está com a cadela temporariamente enquanto busca alguém que queira adotá-la. Interessados podem entrar em contato pelo Instagram @marcelominhavida.

                         

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                          A cantora Luana Camarah, que já passou por Rock in Rio, The Town e The Voice Brasil, se apresenta às 19h na 27ª edição do evento

                          Por: Nicole Leslie -

                          Luz na passarela que lá vêm eles: os barcos-destaque do Rio Boat Show 2026! Atração já tradicional no maior salão náutico outdoor da América Latina, o desfile de barcos promete uma dose extra de animação nesta edição, já que acontecerá logo após um show exclusivo de Luana Camarah para os visitantes do evento.

                          O desfile está marcado para a segunda noite, em 12 de abril. Antes de as embarcações ganharem as águas, a Marina da Glória será palco da cantora, compositora e multi-instrumentalista conhecida pela voz potente no rock Luana Camarah, que se apresentará às 19h. A artista já subiu aos palcos do Rock in Rio e do The Town, foi semifinalista do programa The Voice Brasil em 2013 e integrou a banda Malta antes de retomar a carreira solo.

                           

                          Com o público aquecido após o show, começa o desfile de embarcações dos estaleiros participantes do evento. Na atração, cada marca escolhe um barco-destaque para desfilar sobre as águas da Baía de Guanabara, com convidados a bordo e um espetáculo de luzes à parte.

                          Schaefer 600, da Schaefer Yachts, no desfile de barcos do RBS 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                          Ao menos 11 estaleiros estão confirmados para o Rio Boat Show 2026. Eles serão responsáveis por exibir — com direito a test drives — desde barcos de entrada até iates de luxo. Apesar das dezenas de embarcações no evento, cada marca leva apenas um modelo para a passarela náutica.

                           

                          O desfile de barcos será transmitido ao vivo pelo canal Náutica no YouTube — que, inclusive, fará transmissões ao vivo durante todos os dias do evento, que acontece de 11 a 19 de abril. Para assistir ao desfile em primeira mão e apreciar o show de Luana Camarah, leitores NÁUTICA têm 30% de desconto no ingresso do evento com o código promocional NAUTICA30.

                          Veja os demais barcos que desfilaram na última edição do Rio Boat Show, em 2025

                          Azimut Fly 58, da Azimut Yachts, no desfile de barcos do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                          Sessa F60, da Sessa Marine, no desfile de barcos do Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                          Ventura V550 Fly, da Ventura Marine. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                          Solara 500 Fly, da Solara Yachts. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                          NX 50 Invictus Fly, da NX Boats. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                          Catamarã à vela Excess 14, da Aloha Náutica. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                          Lagoon 42 no desfile de barcos do Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                          Triton 440 Flyer, da Triton Yachts. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                          Coral 42 HT, da Lanchas Coral. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                          Real 42 Cabriolet, da Real Powerboats. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                          Veleiro Dufour 41 entrou na passarela a motor de ré no RBS 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                          Mestra 352 HT, da Mestra Boats. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                          Azov Z380 C, da Azov Yachts. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                          Rio Boat Show 2026

                          O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

                          Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                          Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

                           

                          É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

                          Garanta seu ingresso com desconto!

                          Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

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                          RIO BOAT SHOW 2026

                          Quando: de 11 a 19 de abril;

                          Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

                          Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

                          Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

                          Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

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                            Lukas compartilha os testes da Helios-11, uma embarcação de 11 metros, em seu canal no YouTube

                            O momento climático pelo qual passa o planeta exige dos construtores cada vez mais criatividade na hora de criar. Nesse momento, uma palavrinha mágica costuma vir à mente: sustentabilidade. Uma das maneiras de encaixá-la em um projeto é fazer o uso de placas solares para gerar energia, como tem feito um finlandês chamado Lukas ao construir o próprio barco.

                            Batizada de Helios-11, a embarcação de 11 metros já funciona como sua casa, embora ainda seja um protótipo. O barco já mostra que não é preciso muito para viver os prazeres das águas. Através de seu canal no Youtube, o True North Yachts, Lukas permite que mais de 13 mil pessoas também desbravem essa possibilidade. Confira:

                             

                             

                            Por lá, o jovem compartilha todos os testes e fases da embarcação, que, segundo ele, teve um custo de US$ 30 mil até agora, quase R$ 160 mil (na conversão de março de 2026). Lukas se dedicou à construção do Helios-11 por seis meses em um galpão, onde priorizou garantir leveza e resistência, dispensando acessórios pesados, comuns em barcos tradicionais.

                            Foto: YouTube True North Yachts / Reprodução

                            A estratégia não foi à toa: com o barco mais leve, ele conseguiu maximizar a eficiência e o desempenho do seu sistema de propulsão solar, que utiliza painéis solares leves para alimentar um motor elétrico de 6 quilowatts.

                            Foto: YouTube True North Yachts / Reprodução

                            Com essa potência, o jovem garante que a embarcação é capaz de atingir uma velocidade máxima de 8,5 nós em dias ensolarados (7 nós em velocidade de cruzeiro). Para os dias de sol tímido — bastante comuns na Finlândia —, o barco dispõe da boa e velha vela, que, aliás, pode ser aliada ao motor para aumentar a propulsão.


                            Autonomia “infinita”

                            Conforme detalham os vídeos de Lukas, ele levou 200 dias para construir o que chama de “um iate explorador movido a energia solar com autonomia infinita, projetado para uma vida soberana e independência geográfica”. Tudo isso graças a um projeto que dispensa a necessidade de reabastecer ou recarregar.

                            Foto: YouTube True North Yachts / Reprodução

                            Apesar dos apenas 11 metros, o jovem destaca que o Helios-11 foi construído e projetado para longas distâncias e viagens transatlânticas — embora ele ainda não tenha se aventurado em uma. Em sua última atualização, Lukas estava seguindo para o sul, em direção à França e à Espanha, navegando pelo rio Ródano.

                            Foto: YouTube True North Yachts / Reprodução

                            Esse barco movido a energia solar tem dado tão certo que o jovem já tem em mente o próximo projeto da True North Yachts: ele pretende construir um barco maior, no estilo catamarã, elevando os materiais e a construção para um nível mais profissional, capaz de gerar mais energia solar e mais potência.

                             

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                              25/03/2026

                              As águas cristalinas de João Pessoa, na Paraíba, poderão ser apreciadas mais de perto. Isso porque um barco transparente foi visto chegando à capital paraibana, já com a fama de novo atrativo turístico para a região.

                              No vídeo que viralizou nas redes, publicado pela página Hoje tem em João Pessoa, a embarcação é vista em terra, sendo levada por uma carretinha. O barco pertence à empresa de aluguel de lanchas Navegar João Pessoa, que promove experiências náuticas no litoral paraibano. Confira:

                               

                               

                              Em entrevista à NÁUTICA, Lucas Monteiro, um dos sócios responsáveis pela operação da empresa, revelou que a Navegar investiu mais de R$ 1,5 milhão para levar a novidade, que veio da China, à cidade.

                               

                              A proposta é que os passageiros tenham uma visão privilegiada do fundo do mar durante os passeios, em uma experiência imersiva. Esse tipo de atividade, aliás, não é novidade, mas costuma acontecer em um outro tipo de barco: os caiaques. Neles, porém, os turistas precisam navegar com o próprio esforço, o que limita a distância percorrida, a área de navegação e o número de pessoas a bordo.

                              Foto: oneinchpunchphotos / Envato

                              A gente acredita que esse tipo de embarcação vai atrair tanto turistas quanto moradores locais que buscam algo novo e exclusivo, fortalecendo ainda mais o turismo náutico da cidade– destacou Lucas Monteiro 

                              Conforme detalhou o sócio, o barco transparente foi desenvolvido com tecnologia específica para esse tipo de estrutura, com materiais de alta resistência e transparência, pensados para proporcionar uma experiência diferenciada no mar.

                              Foto: Instagram @hojetemjp / Reprodução

                              Embora mais detalhes técnicos da lancha não tenham sido divulgados, modelos como esse costumam ter cerca de oito metros de comprimento e capacidade para aproximadamente 12 passageiros, além de tripulantes. No vídeo, é possível notar ainda uma motorização de popa de 50 hp.

                               

                              Segundo a Navegar João Pessoa, a lancha será utilizada principalmente nas piscinas naturais de Picãozinho e do Seixas. A empresa revelou que a operação está em fase final de montagem e ajustes, sendo que “a previsão é que em breve o barco já esteja disponível para o público, seguindo todos os critérios de segurança e regulamentação”.

                              Um destino paradisíaco

                              Há vários destinos brasileiros em que um barco transparente seria bem-vindo para uma experiência deslumbrante sobre as águas — mas João Pessoa certamente é um dos mais requisitados.

                              Praia do Picãozinho. Foto: Alessandro Potter / Prefeitura de João Pessoa / Divulgação

                              Não à toa, no ano passado, a cidade despontou como o terceiro principal destino de interesse no relatório Booking.com Previsões de Viagem para 2025, figurando ao lado de destinos disputados internacionalmente, como Willemstad, em Curaçao; Tromsø, na Noruega; e Trieste, na Itália.


                              Descrita como “Porta do Sol” das Américas — já que a cidade é a primeira do continente a receber os raios solares — , João Pessoa oferece opções de sobra para apreciar. Entre elas, destacam-se praias como do Jacaré e Seixas, as piscinas naturais do Picãozinho, o Jardim Botânico, o Centro Histórico e o tradicional Mercado de Tambaú, com artesanato local.

                              Praia do Seixas. Foto: Rafael Passos / Prefeitura de João Pessoa / Divulgação

                              À época, a avaliação da plataforma de viagens destacou que a capital da Paraíba é “celebrada por paisagens verdejantes e rica herança cultural. Suas belas praias, parques naturais e locais históricos fazem dela um destino maravilhoso para viagens multigeracionais. As famílias podem se reunir para aproveitar atividades ao ar livre e criar memórias duradouras em um ambiente vibrante e culturalmente rico”.

                               

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                                Ilhabela recebe reconhecimento por projeto Cidade Amiga das Baleias; conheça a iniciativa

                                Programa da Prefeitura de Ilhabela (SP) ficou em 2º lugar no estado na 13ª edição do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora

                                Não é de hoje que as baleias se sentem à vontade em Ilhabela — e nada melhor que um prêmio para comprovar isso. Em anúncio realizado na última terça-feira (17), o município foi reconhecido na 13ª edição do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora (PSPE) pelo projeto “Cidade Amiga das Baleias: Turismo de Observação de Cetáceos”. A iniciativa qualifica operadoras turísticas e embarcações para seguir boas práticas de segurança, respeitar a vida marinha e ter responsabilidade ambiental.

                                Ao todo, 283 projetos de 219 prefeituras foram inscritos na premiação. A iniciativa valoriza ideias inovadoras protagonizadas por governos municipais que têm como objetivo proporcionar melhorias no ambiente de negócios e no desenvolvimento territorial.

                                Foto: Paulo Stefani | Sectur Ilhabela

                                O prêmio contou com nove categorias e reuniu projetos de diferentes áreas, não apenas as ligadas ao turismo. Na classificação, Ilhabela ficou em segundo lugar no estado (apenas o primeiro colocado de cada estado avança para a fase nacional). Porém, acima de tudo, o reconhecimento reforça o impacto do projeto no turismo de observação de cetáceos (baleias) — que já é marca registrada da cidade.

                                Segurança acima de tudo

                                Dentre muitas ações de estruturação do turismo de observação de cetáceos, o selo Cidade Amiga das Baleias — criado por meio do Decreto Municipal nº 10.450/2024 — é concedido às operadoras que participaram da capacitação da Prefeitura, garantindo que conheçam e apliquem corretamente as normas de observação de cetáceos.

                                Foto: Prefeitura de Ilhabela/ Divulgação

                                O projeto tem como intuito valorizar as agências de turismo e prestadores de serviço que operam passeios embarcados para observação de cetáceos, tornando mais fácil localizar as empresas que participam dos treinamentos anuais — que, por sua vez, promovem experiências seguras para turistas e maior proteção aos animais. Em maio de 2026, inclusive, já será realizada a capacitação da nova temporada.

                                 

                                Conforme estabelecido pela Portaria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nº 117/1996, algumas das normas para observação segura de baleias em território brasileiro são:

                                • Não persiga o animal e mantenha a rota de navegação da baleia livre;
                                • Mantenha 100 metros de distância;
                                • Não separe os animais de um grupo;
                                • Não encurrale as baleias, sempre se posicione ao lado da praia ou região costeira;
                                • Não faça barulho;
                                • Não jogue objetos na água;
                                • Não é permitido tocar ou mergulhar com as baleias;
                                • Permanecer até, no máximo, duas embarcações por vez;
                                • Manter o motor em neutro.

                                Amigas do turismo

                                Apesar do reconhecimento, o melhor ainda está por vir: a temporada de avistamento de baleias em Ilhabela começa em maio e vai até agosto, com pico entre junho e julho — período em que as baleias-jubarte migram da Antártida rumo às águas mais quentes do Brasil para reprodução.

                                Foto: Paulo Stefani | Sectur Ilhabela

                                Durante essa rota, o litoral norte paulista, especialmente Ilhabela, vira uma espécie de “corredor natural” onde as baleias descasam e diferentes espécies de cetáceos também aparecem, como golfinhos. Esse evento anual atrai visitantes de todas as partes do mundo para a região e beneficia a economia local.

                                2025 foi um ano de grandes recordes para Ilhabela, com o maior número de avistamentos de baleias-jubarte e de operadoras certificadas com o selo Cidade Amiga das Baleias– destacou Harry Finger, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo


                                Quem também ficou feliz com a conquista foi o prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci. “A cidade oferece infraestrutura completa e segurança para os turistas, sempre respeitando a preservação ambiental” ressaltou o político, que destacou também o selo Cidade Amiga das Baleias.

                                É gratificante ver que o selo Cidade Amiga das Baleias faz a diferença na prática, tornando nosso turismo mais responsável e atrativo– concluiu Colucci

                                 

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                                  1ª Fragata Tamandaré navegou de SC ao RJ para incorporação à Marinha do Brasil

                                  Embarcação percorreu mais de 750 km entre Itajaí e Rio de Janeiro, onde será oficializada no dia 24 de abril

                                  Por: Nicole Leslie -

                                  A Fragata Tamandaré (F200), primeira embarcação da nova classe de fragatas da Marinha do Brasil, navegou de Itajaí (SC) até o Rio de Janeiro (RJ) para sua incorporação oficial à Força. A cerimônia está prevista para o dia 24 de abril.

                                  Após realizar os primeiros testes de mar em agosto de 2025, a embarcação percorreu cerca de 765 km desde o estaleiro onde foi construída até a capital fluminense. A chegada às águas cariocas ocorreu no último dia 16. Agora, a fragata passa pelos preparativos finais para a Cerimônia de Mostra de Armamento, etapa que oficializa sua entrada na operação da Marinha.

                                  Fragata Tamandaré foi escoltada pela Fragata Defensora na Baía de Guanabara, no RJ. Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                                  Fragata Tamandaré: a primeira da classe no Brasil

                                  Construída desde 2022, a viagem até o Rio de Janeiro simboliza a conclusão de um dos principais projetos de renovação da esquadra brasileira. A nova classe Tamandaré foi desenvolvida para substituir navios com mais de 40 anos de operação, ampliando a capacidade de defesa e monitoramento do país.

                                  Imagens: YouTube / Marinha do Brasil / Reprodução

                                  A chegada da F200 foi destacada pelo Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Eduardo Machado Vazquez, que resumiu o momento como simplesmente histórico.

                                  Estamos renovando o Poder Naval e isso é marcante, uma conquista para todos que amamos a nossa pátria. A Tamandaré chega para mudar a história da Marinha-afirmou à Agência Marinha de Notícias

                                  Fragata Tamandaré F200 com o icônico Pão de Açúcar ao fundo. Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                                  O comandante da embarcação, Capitão de Fragata Gustavo Cabral Thomé, reforçou o papel estratégico da nova geração de navios.

                                  As fragatas serão essenciais para o monitoramento e controle do espaço marítimo, defesa de ilhas oceânicas, proteção de estruturas críticas e salvaguarda das comunicações marítimas de interesse nacional– disse à mesma agência

                                  Tecnologias da Fragata Tamandaré e nova geração da Marinha

                                  Totalmente construída no Brasil, no TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, a Fragata Tamandaré (F200) é a primeira entrega do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) do Governo Federal à Marinha.

                                  Imagens: YouTube / Marinha do Brasil / Reprodução

                                  Ao todo, estão previstas quatro embarcações da classe Tamandaré, que substituirão navios com mais de 40 anos de operação na Força. Todas serão equipadas com sistemas de tecnologia avançados, como radar de busca volumétrica e sensores de guerra eletrônica. Entre os principais destaques está o Sistema de Gerenciamento de Combate (CMS), desenvolvido em parceria entre empresas do Brasil e da Alemanha.


                                  O sistema integra dados de sensores e armamentos, consolidando informações em tempo real para ampliar a assertividade do uso, quando necessário. Através de algoritmos, o CMS identifica e classifica ameaças e ainda indica a melhor combinação de sensores e armas para resposta.

                                  Fragata Tamandaré partiu de SC rumo ao RJ para ser oficialmente incorporada à Marinha. Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                                  Fragatas Tamandaré: em que etapa estão os outros navios

                                  Além da F200, outras três fragatas da classe estão em construção no estaleiro de Itajaí: “Jerônimo de Albuquerque” (F201), “Cunha Moreira” (F202) e “Mariz e Barros” (F203).

                                  Fragata Tamandaré (ao centro) ao lado da Fragata Jerônimo de Albuquerque, em Itajaí. Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                                  Segundo a Marinha, a F201 está em estágio mais avançado e deve iniciar os testes de mar no segundo semestre de 2026; a F202 está com o casco em fase final e deve ganhar as águas ainda neste ano; e a F203, cuja construção começou em janeiro, tem previsão de batimento de quilha também em 2026.

                                   

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                                    Por: Nicole Leslie -
                                    24/03/2026

                                    O Rio Boat Show, salão náutico que abre o calendário de 2026 no Brasil, movimentará as águas da Marina da Glória de 11 a 19 de abril. O evento reúne os maiores players do mercado náutico no país, tal qual a Azimut Yachts, que promete marcar presença com um trio imponente: duas lanchas luxuosas e um iate.

                                    As escolhidas pela marca italiana são as Azimut 58 Fly, Azimut 62 Fly e Grande 25 Metri. Esta última teve sua estreia durante o Boat Show em Itajaí em julho de 2025, após ter sido fabricada na mesma cidade. Agora, ela vai debutar em águas cariocas sob os braços do Cristo Redentor e com o icônico Pão de Açúcar como plano de fundo.

                                    Azimut no Rio Boat Show 2026

                                    Azimut Grande 25 Metri

                                    Os 25 metros (ou 84 pés) desse iate prometem requintes de luxo em cada detalhe. Entre os principais destaques da Azimut na Grande 25 Metri está o terraço suspenso retrátil. Localizado no convés principal, o espaço cria um ambiente de convivência com vista privilegiada, no que a fabricante chama de “janela para o infinito”.

                                    Terraço suspenso retrátil na Grande 25 Metri. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                                    São quatro cabines para oito hóspedes e outras duas para três membros da tripulação. O iate é construído principalmente em fibra de carbono e fibra de vidro, materiais que contribuem para a dupla de motores MAN CR V12, de 1800 hp cada, navegarem num cruzeiro de 27 nós, com máxima de 29 nós.

                                    Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                                    Apesar do visual imponente e elegante por fora, a Azimut também destaca os layouts internos, pensados para serem contemporâneos e aconchegantes. A marca ainda se orgulha da disposição dos móveis em alguns ambientes, que passam a oferecer uma experiência diferente do habitual, como na praça de popa.

                                    Praça de popa da Azimut 25 Metri. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                                    A Azimut Grande 25 Metri tem três pavimentos. No inferior, ficam as cabines para proprietário, hóspedes e tripulação. A suíte master ocupa toda a boca da embarcação (6 metros, ou 19 pés) e conta com banheiros separados e sofás laterais.

                                    Suíte master da Azimut 25 Metri tem banheiro com pias, cubas e sanitários separados. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                                    No convés principal fica a cozinha, praças de proa e popa e uma área comum central que pode ser configurada na versão lounge ou na versão jantar. Independentemente da escolha, o espaço é o que permite acesso ao terraço suspenso retrátil.

                                     

                                    O flybridge, último piso, leva um posto de comando e sofás, mas também pode ser personalizado em duas versões. A versão lounge dispõe de mais estofados e mesas, enquanto na versão piscina o espaço recebe uma em formato circular.

                                    Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                                    Azimut 62 Fly

                                    O modelo, já testado por Náutica, ostenta ambientes espaçosos para 16 pessoas, sendo que 6 convidados podem passar a noite a bordo, além de dois tripulantes. São 62 pés de comprimento (18,75 m) e boca de 17 pés (5,05 m).

                                    Azimut 62 Fly. Foto: Azimut / Divulgação

                                    Ao todo, a Azimut 62 Fly tem três cabines para convidados e uma para tripulação, todas no convés inferior. Por lá, a parte central é ocupada por uma suíte master que aproveita a boca máxima da embarcação e, mais à proa, ficam as outras duas cabines para convidados e demais banheiros.


                                    Ainda no convés inferior, da suíte master para a popa ficam a sala de máquinas e a cabine para dois tripulantes, esta acessada diretamente pela plataforma de beach club na popa.

                                    Foto: Azimut / Divulgação
                                    Cozinha da Azimut 62 Fly. Foto: Azimut / Divulgação

                                    O convés principal é tomado por espaços de lazer. Da popa à proa, fica uma área de beach club com área gourmet e sofá, cozinha, sala de estar, posto de comando e, mais à proa, os solários, estes acessados por corredores laterais conectados diretamente da plataforma de popa.

                                    Solário de proa da Azimut 62. Foto: Azimut / Divulgação

                                    No pavimento mais alto, o flybridge, fica outro posto de comando, sofás e espaços para convivência e banhos de sol. A lancha de luxo atinge máxima de 32 nós e navega em cruzeiro a 26 nós, graças à dupla motorização Volvo D13, de 1000 hp cada. O tanque, com capacidade para 3,2 mil litros, permite uma autonomia de 11 horas em cruzeiro.

                                    Azimut 62. Foto: Azimut / Divulgação

                                    Azimut 58 Fly

                                    Com 58 pés (17,75 metros) de comprimento, a lancha também testada por Náutica foi desenvolvida para interiores amplos e visual elegante por fora. Para isso, a fabricante italiana afirma ter pensado em cada detalhe a bordo.

                                    Azimut 58 Fly. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                                    Exemplos disso estão no flybridge, envolto em uma faixa negativa de vidro que se alarga em direção à popa. Dessa forma, a sensação, segundo a Azimut, é a de que o fly “pareça decolar sozinho”.

                                    Flybridge da Azimut 58 Fly. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                                    Outros detalhes marcantes do fly estão nos estofados que circundam o posto de comando. As espreguiçadeiras levam encostos reclináveis que permitem serem adaptadas para poltronas, sem atrapalhar o campo de visão do piloto e, assim, aumentando as propostas de interação no espaço.

                                    Posto de comando superior da Azimut 58 Fly tem estofados ao redor para maior socialização. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                                    Assim como a Azimut Grande 25 Metri, a Azimut Fly 58 também tem três pavimentos, dois além do fly. No deque principal, quase totalmente nivelado, fica outro posto de comando, áreas de lounge, cozinha e praças de proa e popa.

                                    Detalhe do banco do posto de comando no convés principal da Azimut 58 Fly. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                                    No deque inferior, as três cabines para hóspedes são acessadas por uma escada central, próxima ao posto de comando do convés principal. A lancha recebe 14 pessoas durante o dia e 12 no pernoite. Também há uma cabine do marinheiro, esta acessada diretamente pela área de popa.

                                    Proa da Azimut 58 Fly. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                                    A embarcação navega em cruzeiro de 26 nós, com velocidade máxima de 31 nós. Para isso, recebe uma dupla motorização Volvo D11 IPA 950, de 725 hp cada.

                                    Rio Boat Show 2026

                                    O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

                                    Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

                                     

                                    É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

                                    Garanta seu ingresso com desconto!

                                    Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

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                                    RIO BOAT SHOW 2026

                                    Quando: de 11 a 19 de abril;

                                    Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

                                    Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

                                    Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

                                    Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

                                     

                                    Náutica Responde

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                                      Registro foi feito na sub-região da Nhecolândia, uma das maiores do Pantanal no Brasil. Saiba mais sobre o local!

                                      Por: Nicole Leslie -

                                      Talvez você tenha se deparado, nos últimos dias, com um vídeo do Pantanal brasileiro que revelou um cenário digno de filme — ou até de obra de arte. A cena foi gravada na sub-região da Nhecolândia, uma das maiores divisões da área pantaneira no Brasil. Aqui, resumimos algumas características desse destino que guarda belezas naturais de tirar o fôlego. Conheça!

                                      O vídeo viral foi gravado por Luiz Felipe Mendes, biólogo que encontrou na fotografia outra paixão. Por isso, além de captar cenas, ele consegue explicar alguns dos fenômenos registrados. No post original, de meados de 2025, ele explicou que as águas ficam mais cristalinas — como na cena viral — em épocas de vazante, que ocorrem logo após as chuvas. O período, porém, não costuma ser regular.

                                       

                                       

                                      As imagens foram gravadas na Vazante do Castelo, um dos tantos rios no Mato Grosso do Sul que formam um visual icônico nos períodos de cheia, com vegetação moldada pela água translúcida, reflexos perfeitos e uma imensidão que impressiona.

                                      Nhecolândia: cenários impressionantes no Pantanal

                                      A região da Nhecolândia tem área aproximada de 26,8 mil km². Ela fica entre os rios Negro e Taquari e ocupa principalmente a cidade de Corumbá, embora também tenha partes no município de Rio Verde de Mato Grosso.

                                      Área da Nhecolândia. Foto: Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal / Divulgação

                                      Segundo um estudo feito em parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e a Embrapa, essa sub-região se destaca justamente pela vegetação exuberante e pela estrutura fundiária dominada por fazendas de criação de gado.

                                      Gado no Pantanal brasileiro. Foto: Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal / Divulgação

                                      A paisagem da Nhecolândia é fragmentada. Por lá, extensas áreas de campo, baías e salinas recebem contorno de florestas. Assim, durante as vazantes dos rios, muitas áreas de mata são tomadas pela água. Por outro lado, nos períodos de seca a falta dela é tanta que a região se torna propícia a incêndios.

                                      Pantanal brasileiro. Foto: Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal / Divulgação

                                      Os períodos de seca e cheia, de acordo com o estudo, não são bem delimitados. No entanto, historicamente o pico da seca acontece em agosto e setembro, enquanto o máximo das inundações ocorre de abril a junho.

                                      Imagens: Instagram @luiz4mendesreserva / Reprodução

                                      A sub-região do Pantanal possui forte ecoturismo imersivo, onde é possível realizar safáris fotográficos, passeios de barco e a cavalo, caminhadas e trilhas em um cenário que não poupa belezas naturais.

                                      Gado no Pantanal brasileiro. Foto: YouTube luizfellipemendes / Reprodução

                                      Conforme o Instituto SOS Pantanal, o nome dessa região pantaneira deriva do apelido do filho do barão que estabeleceu a primeira fazenda de gado no local. Joaquim Eugênio Gomes da Silva, filho do Barão de Vila Maria, era apelidado de “Nheco”, e dali foi nomeada a Nhecolândia.


                                      Cada uma das 11 sub-regiões do Pantanal brasileiro são separadas por divisões geopolíticas, diferenças no regime de inundação, tipos de solos, relevo e formações vegetais. Ao todo são quase 140 mil km² de área, sendo que a Nhecolândia corresponde a cerca de 20%, logo, é considerada a segunda maior sub-região, pouco menor que a de Paiaguás (a maior delas), que tem cerca de 200 km² de área a mais que Nhecolândia.

                                      Mais imagens da Nhecolândia, no Pantanal brasileiro

                                      Paisagem do Pantanal brasileiro. Foto: Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal / Divulgação
                                      Gado no Pantanal brasileiro. Foto: YouTube luizfellipemendes / Reprodução
                                      Paisagem pantaneira. Foto: Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal / Divulgação

                                       

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                                        Iniciativa retorna com ações em São Paulo e em Pernambuco. Saiba como ajudar!

                                        Quem acompanha o noticiário ambiental, sabe: o momento nunca foi tão crítico para os oceanos — e toda ajuda é válida. Pensando nisso, o projeto Guardiãs do Mar, iniciativa liderada por mulheres que atua na proteção dos mares contra os resíduos, anunciou sua retomada no primeiro semestre de 2026 com uma nova etapa de ações focadas em sustentabilidade, economia circular e educação ambiental.

                                        O projeto, que integra arte e impacto social, acontecerá, a princípio, em dois estados brasileiros: São Paulo, com pontos de coleta na cidade homônima e em Santos, e Pernambuco. Essa etapa busca mobilizar para conscientização, coleta e transformação de plásticos com práticas criativas de reuso.

                                        Foto: Guardiãs do Mar/ Divulgação

                                        Na cidade de São Paulo, o Centro Universitário Belas Artes será um ponto de coleta cujo objetivo é alcançar volume expressivo de plástico reciclável. Para isso, o projeto busca mobilizar estudantes, famílias, professores, catadores e cooperativas do entorno, além do público em geral.


                                        A iniciativa também será estendida a escolas públicas, comunidades e instituições parceiras na cidade de Santos, no litoral paulista, e no estado de Pernambuco, a fim de ampliar o alcance e o impacto social do projeto.

                                        Um fim para o plástico

                                        As Guardiãs do Mar não apenas colhem os plásticos que podem poluir as águas, como dão a eles um novo propósito. Dessa forma, após a etapa de mobilização e coleta, o programa destinará parte do PET coletado para a Reciclagem Industrial — que transforma resíduos de grande escala em novas matérias-primas ou produtos, com auxílio de um maquinário específico e processos químicos.

                                        Foto: melis82/ Envato

                                        Em paralelo, o material restante será a matéria-prima para uma oficina prática promovida pelas Guardiãs do Mar, que culminará na transformação dos plásticos coletados em uma obra de arte e em um instrumento musical — para, acima de tudo, reforçar os princípios de economia circular e a valorização criativa dos resíduos.

                                         

                                        Toda a jornada será documentada por registros fotográficos e audiovisuais, que resultará em um documentário sobre o impacto ambiental, educacional e cultural gerado pela iniciativa. Patricia Almeida, fundadora do Guardiãs do Mar, explica que o programa nasceu da urgência de “repensar a nossa relação integrada com os oceanos”, explicitando, por exemplo, a situação de Santos, que enfrenta altos índices de contaminação por resíduos plásticos.

                                        Patricia Almeida, fundadora do Guardiãs do Mar. Foto: Guardiãs do Mar/ Divulgação

                                        O lixo não respeita fronteiras – ele é distribuído globalmente pelas correntes marítimas. Nosso propósito é transformar informação em atitude e resíduos em educação, arte e impacto positivo– afirmou Patricia

                                        Com apoio institucional da Belas Artes e patrocínio da Indorama, o projeto é retomado na hora certa. Afinal, sempre há tempo para mudar o futuro por meio de boas práticas onde cultura, educação, reciclagem e meio ambiente caminham juntos.

                                         

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                                          A praia do Guaiúba recebeu 15 esculturas do artista plástico Adelio Sarro, que formarão uma espécie de “museu” debaixo d’água

                                          23/03/2026

                                          O primeiro centro de visitação subaquático da América Latina já tem endereço: a praia do Guaiúba, no Guarujá, litoral de São Paulo. Neste final de semana, o local recebeu o afundamento de 15 esculturas do artista plástico Adelio Sarro, que formarão uma espécie de “museu” debaixo d’água. A ideia é explorar o turismo náutico de mergulho com viés ambiental, uma vez que as obras vão atuar como recifes artificiais para as espécies da região.

                                          A instalação está estrategicamente próxima à Ilha do Mato, a cerca de 500 metros da praia do Gauiúba. O local, que pode ser acessado por barco, caiaque ou a nado — para os mais esportistas —, é considerado por muitos como um paraíso para apreciar a natureza.

                                          Foto: Instagram @sergiozagarino / Reprodução

                                          O acervo presta homenagem a figuras históricas e regionais, incluindo representações de Santos Dumont, estivadores e elementos folclóricos, como sereias. A iniciativa promete atrair mergulhadores e entusiastas da preservação marinha, de modo a consolidar a região da Baixada Santista como um destino de destaque para o turismo náutico nacional.

                                          Foto: Instagram @sergiozagarino / Reprodução

                                          Conforme apuração do Diário do Litoral, o espaço ainda passará por etapas finais antes da abertura oficial ao público, que deve ocorrer em breve.

                                          Mais um recife artificial

                                          Embora novidade no quesito “museu subaquático”, essa não é a primeira vez que estruturas são afundadas propositalmente no país mirando o turismo de mergulho e a conservação da vida marinha.

                                          Foto: Internacional Travessias/ Divulgação

                                          Em 2025, também no mês de março, o ferry-boat Juracy Magalhães teve como destino o fundo do mar. Após realizar a travessia Salvador-Itaparica por mais de 45 anos e passar outros 7 anos “aposentado”, o barco recebeu uma nova missão: ajudar a restaurar recifes marinhos e estimular o turismo subaquático na Baía de Todos-os-Santos.

                                           

                                          À época, a Secretaria de Turismo de Salvador destacou que o afundamento do navio colaboraria com o surgimento e recifes artificiais, que se transformam em novos habitats marinhos.

                                          Ferry-boat Agenor Gordilho, afundado em 2019, hoje é refúgio para a vida marinha. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

                                          Na prática, eles beneficiam a vida marinha ao criar estruturas onde antes não havia abrigo, oferecendo proteção contra predadores e superfície para a fixação de algas, corais e outros organismos. Isso aumenta a disponibilidade de alimento e atrai diferentes espécies, promovendo a biodiversidade e contribuindo para a recuperação de ecossistemas degradados.


                                          Saindo do Brasil e indo para águas internacionais — ou melhor, orientais —, encontramos um exemplo ainda mais recente, desta vez, no Japão. Em outubro de 2025, uma obra de 5,5 metros de largura e peso de 45 toneladas ganhou as águas da Ilha de Tokunoshima.

                                          Escultura Ocean Gaia. Foto: YouTube Jason Taylor / Reprodução

                                          Batizada de Ocean Gaia, a obra do escultor premiado Jason deCaires representa uma gestante repousando com semblante calmo. A iniciativa também carrega propósito ambiental ao utilizar materiais de baixo carbono e pH neutro, projetados para serem colonizados pela vida marinha e transformados em um recife artificial.

                                           

                                          O artista, aliás, tem outras dezenas de esculturas feitas e entregues com o mesmo propósito, e costuma compartilhar o “antes e depois” após suas obras atingirem o objetivo, como retrata o exemplo a seguir.

                                          Escultura da obra “Silent Evolution” (Evolução Silenciosa), de Jason deCaires, já colonizada pela vida marinha. Foto: MUSA / Jason deCaires / Divulgação

                                           

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                                            Registro feito pelo fotógrafo Gianluca Nonnis, que mostra fenômeno natural na região, já soma 4,3 milhões de visualizações

                                            Não, você não caiu em mais um conteúdo de IA da internet. Essas vaquinhas relaxando em uma praia paradisíaca da Itália são mais do que reais. Conhecidas como vacas de Berchida, elas provam que inteligência artificial alguma supera a beleza da natureza. Não dá para negar, porém, que o fato é curioso.

                                            O fotógrafo Gianluca Nonnis foi quem levou o registro a mais de 4,3 milhões de pessoas em seu Instagram, onde ele compartilha as belezas da italiana Sardenha, no Mar Mediterrâneo. As vaquinhas foram flagradas aproveitando as belezas da praia de Berchida, de quem herdaram o nome para o fenômeno de sua visitação. Assista:

                                             


                                            Apesar de curioso, por lá, esse é um momento esperado. Isso porque a praia atua como uma barreira para o rio Berchida, criando um lago homônimo, esse, ricamente povoado por espécies animais provenientes da região montanhosa de Montiferru.

                                            Foto: Luigisanna72 / Wikimedia Commons / Reprodução

                                            Há quem diga que a visitação das vacas de Berchida vem de uma tradição de séculos atrás, como parte integrante da cultura e da vida rural da Sardenha. A história conta que com a troca de estação, os pastores da região se preparam para conduzir o rebanho da montanha até a costa por um caminho especial, que segue antigas trilhas que conectam as terras altas com o litoral.


                                            Por outro lado, há quem diga que trata-se de um movimento natural dos meses mais frios, quando esses animais descem à praia em busca de água e pastagens mais nutritivas.

                                             

                                            Seja qual for a história real, as vacas de Berchida simbolizam que mesmo os lugares mais paradisíacos ainda pertencem à vida animal, e são de suma importância para sua qualidade de vida na Terra.

                                             

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                                              Por: Nicole Leslie -

                                              A busca por soluções ambientalmente responsáveis tem impactado a indústria náutica em diferentes frentes, desde a propulsão até a materiais para acabamentos internos. Durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), realizada em Belém, no Pará, o lançamento do JAQ H1 — primeiro barco-escola movido a hidrogênio do mundo — reforçou que a sustentabilidade começou a transformar o design de interiores das embarcações.

                                              Apresentada no evento, a embarcação chamou atenção pela proposta de gerar energia limpa a partir de moléculas de hidrogênio, sem emissão direta de poluentes durante a navegação. Mas a inovação não se limitou ao sistema de propulsão: o interior do JAQ H1 também foi desenvolvido com foco na redução de impacto ambiental, substituindo parte de materiais tradicionalmente empregados no design náutico, como madeira maciça, pedras e laminados.

                                              JAQ H1. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                              De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a economia circular é um dos pilares das estratégias nacionais para reduzir impactos ambientais, ao priorizar o reaproveitamento de insumos e a diminuição de resíduos. O conceito vem sendo incorporado gradualmente por diferentes setores industriais — e tem ganhado espaço inclusive na indústria náutica.

                                              Foto: Alltak

                                              No JAQ H1, parte da madeira natural prevista para o interior do barco-escola foi substituída por Revestimento Vinílico Adesivo (RVA), em um material que reproduz texturas e padrões da madeira. No ambiente marítimo, esse tipo de solução ainda representa redução de peso, aplicação mais ágil e facilidade de manutenção — o que é relevante tanto para embarcações de serviço quanto de lazer.

                                              Revestimento Vinílico Adesivo da Alltak substituiu madeira em alguns ambientes do JAQ H1. Foto: Alltak

                                              Cerca de 300 m² de superfícies internas foram envelopadas com RVA fornecido pela Alltak, empresa brasileira do segmento de revestimentos vinílicos autoadesivos. O material foi aplicado em tetos, paredes, portas, móveis e no painel de comando da embarcação, em um processo executado por apenas dois profissionais ao longo de dez dias.

                                               

                                              Os revestimentos vinílicos adesivos que imitam textura de madeira utilizados no JAQ H1 foram da linha Decor Freijó Astúrias. Além dele, também foram aplicados o Kroma Forma Falésia, o Decor Tramatto Bege, o Laka Acetinado Preto Modena e o Brushed Black em diferentes ambientes do barco-escola.

                                              Foto: Uirá Dantas / Projeto JAQ Hidrogênio

                                              Também com viés sustentável, a fabricante mantém uma usina própria de reciclagem voltada ao reaproveitamento de resíduos gerados na produção. O resultado? Mais de 1.800 toneladas de insumos poupados da natureza a cada ano. O material recuperado retorna como matéria-prima em um modelo específico de revestimento.

                                              Foto: Uirá Dantas / Projeto JAQ Hidrogênio

                                              Outro ponto que a Alltak destaca é o uso de tecnologias à base d’água em parte da produção, que reduz a emissão de compostos orgânicos voláteis durante o processo industrial. Embora não eliminem completamente os impactos ambientais associados a materiais sintéticos, medidas desse tipo indicam uma adaptação às exigências regulatórias e às novas demandas do mercado.


                                              No setor náutico, a adoção de RVAs também permite renovar a estética de ambientes sem a substituição estrutural de mobiliário, o que pode prolongar a vida útil dos interiores e reduzir o descarte — além de ser bastante útil em refits e modernizações.

                                              Foto: Alltak

                                              Se antes a inovação sustentável na indústria náutica era limitada aos motores e sistemas energéticos, agora ela começa a alcançar o design interior de embarcações. Assim a transformação passa a unir estética, desempenho e ciclo de vida dos materiais.

                                               

                                              Náutica Responde

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                                                Vanderlei Becker precisou de cinco anos e muitos sacrifícios para tirar do papel um barco de alumínio de 36 pés

                                                22/03/2026

                                                Perto dos 50 anos de idade, o gaúcho Vanderlei Becker descobriu que nunca é tarde para começar a viver um sonho. Ele, que passou boa parte da vida trabalhando em terra, deixou os ventos soprarem seu destino e tirou do papel um projeto que parecia grande demais para uma pessoa: construir, do zero e sozinho, um veleiro oceânico de 36 pés.

                                                Tudo isso veio de um desejo ainda mais antigo, como um verdadeiro projeto de vida. Inspirado por famosas séries de TV dos anos 1970, como Kung Fu e O Incrível Hulk, Vanderlei sempre quis, desde garoto, viver como um andarilho, sem destino certo.

                                                Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                                                Logo, se a ideia era ser um nômade, por que não explorar o mundo a bordo de sua própria casa? O raciocínio foi certeiro, mas, até que uma boa alma lhe aconselhasse a adquirir um veleiro, Becker teve que enfrentar os percalços da vida adulta e deixar o sonho de criança na gaveta — contudo, nunca esquecido.

                                                Um desejo de liberdade

                                                Crescido em Taquari (RS), dentro de uma família humilde, a infância de Becker foi um alicerce primordial para sua alma de construtor, alimentada por seu desejo de liberdade. Não era apenas um espírito aventureiro e sem rumo que corria no seu sangue, mas um tipo de “loucura de querer fazer as coisas”.

                                                Anos depois, o caiaque viraria inspiração para a construção do veleiro. Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                                                Um certo dia, o pequeno Vanderlei e seu irmão resolveram construir um caiaque. Para isso, os dois juntaram madeiras velhas e as reaproveitaram para montar a base da embarcação. Para vedar — ou tentar vedar — as frestas do barco, utilizaram latas metálicas de azeite abertas, devidamente pregadas na madeira. Resultado: o barquinho afundou assim que foi colocado na Lagoa Armênia, em Taquari.

                                                 

                                                Embora tecnicamente a experiência não tenha sido das melhores, ali, naquele momento, algo muito maior aconteceu: uma sementinha, que germinaria no coração de Becker décadas depois, foi plantada. Sem saber, aquele foi o último barco construído por ele que afundaria assim que colocado na água.

                                                Alma itinerante, coração ancorado

                                                À NÁUTICA, Vanderlei contou que saiu de casa muito jovem, aos 13 anos, com um desejo claro: virar um nômade. Sem um lugar fixo, o garoto passou por diversos destinos, trabalhou e aprendeu diferentes ofícios, até se casar, aos 21 anos, e dar uma enorme pausa na rotina andarilha.

                                                Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                                                Sua vida foi seguindo o script esperado: ele se casou, teve filhos, criou uma família e dedicou dezenas de horas de seus dias ao trabalho como mecânico e eletricista. Mais tarde, veio a separação, um novo relacionamento e outras responsabilidades — contudo, o desejo de voltar a ser nômade continuava engavetado, pronto para ser reaberto.

                                                 

                                                A sensação era a de que só faltava um estalo para que Vanderlei vivesse o que sempre sonhou — e ele veio. Veio da forma mais traumática possível. Em um terrível incidente com gasolina, enquanto trabalhava, Becker sofreu um acidente de extrema gravidade que mudou completamente a sua vida — especialmente sua forma de enxergá-la.

                                                As queimaduras tomaram grande parte do seu corpo. As lesões eram tão intensas que fizeram com que ele passasse 16 dias internado sob efeito de morfina. Por outro lado, depois de ver a morte diante dos próprios olhos, Becker teve uma epifania.

                                                Eu não quero isso para a minha vida. Eu não quero morrer dentro de uma oficina– pensou Vanderlei, ainda deitado no leito do hospital

                                                À época, sua rotina praticamente não comportava uma vida social — era só trabalho e casa. Ele conta que chegou a trabalhar de 18 a 20 horas por dia antes do acidente, em um cotidiano completamente exaustivo. Por isso, ao sobreviver às queimaduras, Becker deu um basta. A patir dali, seu tempo fora da profissão passaria a ser dedicado a projetos que lhe davam prazer, como marcenaria e construções em seu sítio.

                                                “Por que você não compra um veleiro?”

                                                O estopim soou como um alerta na cabeça de Becker, que traçou um objetivo: trabalharia intensamente até os 55 anos para, então, tirar o sonho itinerante da gaveta. “Se eu tivesse grana ou não tivesse, não interessava. Eu pararia para aproveitar o resto de vitalidade que eu tivesse para viajar”, prometeu a si mesmo.

                                                Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                                                Apesar disso, um barco não foi a primeira opção que lhe veio à mente para viver esse sonho. Afinal, quando se fala em viagens, o comum é mirar em carros, motos e aviões — e com ele não foi diferente. Acontece que os valores o assustaram e nenhuma opção o convenceu 100%. Em meio à falta de ideias, um antigo cliente lhe fez uma pergunta que mudaria para sempre sua história.

                                                Por que você não compra um veleiro?– indagou

                                                Vanderlei admitiu que nunca havia pensado nessa hipótese. “Interessante, uma casa flutuante”, respondeu o mecânico. A partir dessa rápida conversa, uma curiosidade genuína surgiu na cabeça de Becker, que passou a pesquisar valores, modelos e como seria, na prática, velejar.

                                                Vanderlei aprendeu a velejar enquanto construía o barco. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                                                Na verdade, ele sequer sabia se realmente gostava de navegar — mas só havia um jeito de descobrir. Sem pensar duas vezes, matriculou-se em um curso de vela e foi amor à primeira vista. Quando os motores do veleiro desligaram e só restaram ele, o mar e o vento soprando, teve certeza do que queria: era hora de a terra ser o seu apoio, e a água, o seu lar.

                                                É isso aqui mesmo!– afirmou à época

                                                Porém, querer é diferente de poder. Logo de cara, ele percebeu que precisaria tirar alguns escorpiões do bolso para comprar um barco, mesmo que fosse o mais simples. Como se não bastasse, Vanderlei notou que ainda teria que reformar a embarcação num nível em que construir uma do zero valeria mais a pena. Dito e feito.

                                                O nascimento do veleiro Lelei

                                                Para construir um barco sozinho, mais importante do que estar disposto a colocar a mão na massa é saber planejar cada detalhe do processo. Não à toa, Vanderlei passou anos preparando o terreno para que o veleiro oceânico saísse do papel. O nome, ao menos, ele já tinha: Lelei, à sua imagem e semelhança.

                                                Veleiro Lelei enquanto estava sendo construído na oficina de Vanderlei. Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                                                Construir um barco com base apenas na própria imaginação, claro, não era uma opção. Assim, Becker escolheu e comprou o design do Kiribati 36 — o mesmo utilizado Angelo Guedes, que também construiu uma embarcação, conforme mostra uma série especial no Canal NÁUTICA. Robusto e valente, esse veleiro de alumínio de 10 metros de comprimento foi pensado para navegar o mundo.

                                                Kiribati 36. Foto: B&G Yacht Design/ Divulgação

                                                Completamente novato no assunto, Vanderlei estudou e entrou de cabeça no universo náutico. As aulas de vela, aliás, o ajudaram no processo de construção — foi como aprender a dirigir com o carro em movimento.

                                                Cabine de popa em construção. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                                                Nascia, assim, em 2016, o canal Veleiro Lelei. A proposta era que, ao mesmo tempo em que ele aprendia a construir um barco sozinho, seu público o ajudasse e também aprendesse junto. Afinal, naquela época, eram raros conteúdos como esse não só no YouTube, mas na internet como um todo.

                                                 

                                                Seu “estaleiro” foi montado em seu próprio sítio, em Santa Cruz do Sul (RS), onde a antiga marcenaria deu lugar a um grande galpão com todas as ferramentas necessárias para a fabricação de uma embarcação de alumínio, com direito a ponte rolante e equipamentos de solda. “Era um estaleiro completo”, destacou Becker.

                                                Oficina onde foi produzido o Lelei. Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                                                Um ponto crucial do projeto foi a recusa de Vanderlei em comprar o kit pré-cortado em CNC. “Comprei só o projeto de obra para estudar e depois pedi um detalhamento.” A fabricante até tentou oferecer o pacote completo, com todo o alumínio já cortado, mas a resposta dele foi categórica.

                                                Eu não quero montar um Lego, eu quero construir um barco– brincou Vanderlei

                                                Ele queria desenhar e cortar cada peça para que o barco fosse 100% de sua autoria — e assim seguiu durante os cinco anos de construção do Lelei.

                                                O dia a dia na construção

                                                Um projeto desses exige muita dedicação. No caso de Vanderlei, ainda foi preciso conciliar o trabalho em sua oficina mecânica com a construção do barco durante cinco anos. A rotina era pesada: seu trabalho na oficina terminava às 18h e, após o expediente, ele gastava cerca de 20 minutos para chegar ao sítio onde trabalhava na construção do Lelei.

                                                Vanderlei Becker a bordo do Lelei. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                                                Além disso, todos os finais de semana e feriados eram dedicados exclusivamente à obra. No início do projeto ele costumava trabalhar até as 3, 4 ou 5 horas da manhã.

                                                Eu trabalhei para esse barco umas 5 mil horas– calculou o construtor

                                                Grupo de veterinários que receberam palestra motivacional de Vanderlei, com foco na construção do barco. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                                                Esse ritmo alucinante foi levemente reduzido quando sua ex-esposa passou a frequentar o sítio após se aposentar. Como ela chegava por volta das 22h, pedia para que ele parasse com o barulho, fazendo com que o progresso noturno diminuísse.

                                                Só tirava 15 dias no final do ano para umas férias, uma viagem, e o resto trabalhei direto no barco– relembrou Vanderlei

                                                Todavia, o ponto de virada na conciliação das atividades ocorreu durante a pandemia, quando ele precisou fechar a oficina e, assim, acelerar significativamente a execução da obra.

                                                Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                                                Como um todo, a construção do barco em si (a parte do alumínio) levou cerca de dois anos, ao passo que a marcenaria interna, descrita como a parte mais difícil e rica em detalhes, consumiu outros três.

                                                Tu tem que dedicar muito do teu tempo e vai deixar de curtir a família– disse Becker

                                                Nesse meio-tempo, visando ganhar experiência, ele tomou uma decisão ousada: comprou um barco de aço de 36 pés, na Bahia, sem vê-lo pessoalmente, confiando na indicação de um amigo. Entretanto, a embarcação estava em péssimas condições.

                                                O barco estava podre: casco podre, motor fazia mais de anos que não funcionava, banheiro estava um horror. Tudo um horror, nada funcionava– detalhou Vanderlei

                                                Para piorar, a viagem para levar a embarcação ao Rio Grande do Sul, que deveria durar 15 dias, levou 40. Foi uma experiência traumática, mas que serviu como uma escola prática de manutenção, mecânica e navegação oceânica antes do construtor finalizar o próprio barco. Além disso, a mastreação, as catracas e o painel elétrico dessa embarcação foram reaproveitados no Lelei.

                                                O sonho navegou

                                                De acordo com Becker, o valor gasto para construir o veleiro de 36 pés ultrapassou R$ 1 milhão apenas em materiais, sem contar a mão de obra. Além do dinheiro, ele enfrentou desafios técnicos e físicos severos, como machucar a coluna ao tentar cortar chumbo para o lastro com um machado — a solução foi usar uma motosserra para concluir a tarefa.

                                                Veleiro sendo levado até a água para navegar pela primeira vez. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                                                Apesar de todos os obstáculos, o sonhado Lelei ficou pronto em 2022, do jeitinho que o dono queria. Contudo, colocá-lo na água não foi nada simples: a embarcação pesava 10 toneladas e precisou ser içada por um guindaste que a elevou a quase 20 metros de altura, passando por cima da mata e da rede elétrica.

                                                Guindaste teve que passar por cima de fios elétricos. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                                                No fim, deu tudo certo. Após o transporte, o Lelei foi colocado no Rio Jacuí, e Vanderlei navegou até Porto Alegre. Depois das primeiras velejadas, ele passou um ano e meio no Rio Guaíba e na Lagoa dos Patos, ambos no Rio Grande do Sul, testando tim-tim por tim-tim da obra e aprendendo a velejar na sua criação.

                                                A sensação é indescritível. Eu não tenho como explicar isso. É mais do que eu posso– contou à NÁUTICA sobre o lançamento do Lelei

                                                O barco de 36 pés de comprimento (3,85 metros de largura) possui uma quilha retrátil (estilo canivete) com 2,30 metros de calado. Construtor de mão cheia, Vanderlei realizou diversas mudanças no projeto original para torná-lo mais funcional e independente.

                                                Ilha da Cotia, em Paraty. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                                                Ele modificou profundamente o Kiribati 36, incluindo a dog house, a popa, o banheiro (para acomodar seus 1,90 m de altura) e os sistemas de propulsão. Além disso, foram colocadas baterias de lítio e um boiler elétrico.

                                                Banheiro foi adaptado para a altura de 1,90 de Vanderlei. Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                                                Ele também alterou os lemes para obter melhor resposta nas manobras e instalou um bow thruster (propulsor de proa) para facilitar a atracação. Boa parte das mudanças foram realizada na parte interna, principalmente na disposição dos ambientes.

                                                Comodidade é um dos pontos fortes do projeto. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                                                Uma delas ocorreu na mesa de navegação, que foi posicionada voltada para a proa, ao contrário do projeto original. O interior funciona como uma moradia contínua, com foco em detalhes de alta qualidade e recursos como sistema de home theater e TV de 32 polegadas.

                                                Televisão de 32 polegadas no veleiro. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal
                                                A parte da cozinha foi caprichosamente revestida por Vanderlei. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal
                                                O barco se destaca por ser bem equipado e confortável em todas as áreas. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal
                                                O painel é um dos dispositivos que Vanderlei mudou de lugar em comparação ao projeto original. Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                                                Uma característica única é a existência de uma oficina completa, com bancada em um dos lados da popa, permitindo que ele realize reparos e manutenções durante as viagens. O veleiro, por sua vez, possui apenas um quarto fechado (o do comandante, na popa).

                                                Tudo que tem no barco eu tenho peça sobressalente. Tudo. Se precisar de qualquer coisa, eu tenho uma peça para substituir– garantiu Becker

                                                Seu maior companheiro

                                                Segundo Vanderlei, o Lelei é um “tanque de guerra”. Não faltam aventuras a bordo do bravo veleiro, como o dia em que ficou encalhado por 17 horas na areia, ou quando enfrentou ondas de 4 metros de altura e ventos de 45 nós na Lagoa dos Patos. Isso sem contar os temporais em Paraty (RJ), Antonina (PR) e São Francisco do Sul (SC).

                                                Embarcação chegando em Ilhabela (SP). Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                                                Mesmo diante de adversidades extremas, o veleiro Lelei não arredou o pé e segue firme e forte, segundo o dono. Para garantir autonomia como nômade, o Lelei foi equipado para longas travessias, carregando 500 litros de diesel e aproximadamente 700 litros de água potável.

                                                Viagem feita para Paraty (RJ). Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                                                A confiança no projeto é tanta que o velejador conta que nunca se desesperou, nem mesmo quando perdeu dois dedos do pé após um acidente na plataforma de popa — tudo isso parece pouco para quem encontrou uma nova forma de viver.

                                                Quando eu entro no barco, o meu semblante muda. É realmente a minha casa, é o meu mundo– revelou Vanderlei

                                                Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                                                Inclusive, ele conta que nem consegue mais se acostumar com a vida fora do barco. “Eu não consigo ficar em terra. A vida em terra, para mim, é complicada. Eu me sinto mal.” No mar, Becker fez amigos que levará para a vida toda e encontrou uma calmaria que não teve durante quase cinco décadas. Todo aquele esforço de cinco anos compensou.

                                                Vale a pena porque a satisfação de ter feito o teu barco e tu navegar com uma coisa que tu fez, que tu construiu, não tem explicação– afirmou à NÁUTICA

                                                Mastreação do barco “podre” serviu para o Lelei. Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                                                É como se ele tivesse construído, com as próprias mãos, o seu melhor amigo. Muito mais que um veleiro de alumínio, o Lelei promete ser o legado de quem batalhou dias e noites para que seu sonho pudesse navegar. Aquele menino que sonhava em ser andarilho hoje navega o mundo a bordo da própria casa.

                                                O veleiro Lelei foi a obra da minha vida– concluiu Vanderlei Becker

                                                 

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                                                  Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo elencou os principais destinos da categoria. Aqui destacamos as opções mais atrativas para nossos leitores. Confira!

                                                  Por: Nicole Leslie -
                                                  21/03/2026

                                                  Os quase 250 mil km² do estado de São Paulo guardam inúmeros destinos capazes de atender a todos os tipos de turistas. Para ajudar nas escolhas, recentemente a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo elencou alguns dos principais parques estaduais e naturais na região paulistana. A partir desse recorte, a Revista Náutica selecionou aqueles que guardam atrativos ligados à água — e que podem ser boas pedidas para nossos leitores que apreciam o universo náutico. Conheça os destinos!

                                                  Parques estaduais e naturais de SP com atrativos náuticos

                                                  Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR)

                                                  O primeiro destino da lista está entre os parques estaduais mais famosos de São Paulo, conhecido pelas cavernas e trilhas em meio à Mata Atlântica. Criado em 1958, o PETAR tem mais de 35 mil hectares e fica ao sul do estado. A visitação ocorre pela cidade de Iporanga, com entrada pelo km 156 da Rodovia SP-165, e custa R$ 19 por pessoa, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

                                                  Trilha e Cachoeria Andorinhas, PETAR. Foto: Evandro Monteiro via Semil / Divulgação

                                                  O PETAR guarda cachoeiras, grutas, rios e lagos, embora não seja permitido navegar nessas águas. Ainda assim, o ambiente aquático marca a paisagem do parque. Por lá, os visitantes podem percorrer trilhas que levam às cachoeiras Maximiliano, Sete Reis e do Couto, além de conhecer mirantes, cavernas e observar animais da fauna preservada da região.

                                                  Trilha e Caverna Santana, PETAR. Foto: Evandro Monteiro via Semil / Divulgação

                                                  Parque Estadual da Ilha do Cardoso

                                                  Cercado por água em todas as direções, o Parque Estadual Ilha do Cardoso guarda, além de belas paisagens, praias, cachoeiras e outros atrativos ligados ao ambiente náutico. De acordo com o Semil, a visitação é gratuita, mas o agendamento prévio é indicado em caso de excursões ou grupos grandes. O acesso ocorre por Cananéia, com entrada pela Av. Professor Wladimir Besnard, s/n.

                                                  Parque Estadual da Ilha do Cardoso. Foto: Evandro Monteiro via Semil / Divulgação

                                                  No local, os visitantes podem realizar roteiros náuticos para observar cetáceos — especialmente baleias e golfinhos —, passear em embarcações não motorizadas, como caiaque e stand up paddle, ou simplesmente explorar diferentes paisagens do parque deslizando sobre as águas. Além disso, a trilha da Cachoeira Grande permite contemplar não apenas a queda d’água, como um aquário natural preservado.


                                                  Parque Estadual Caverna do Diabo

                                                  Cavernas com formações rochosas imponentes estão entre os principais cartões-postais do Parque Estadual Caverna do Diabo, que abriga, além da caverna que dá nome ao destino, rios e quedas-d’água para contemplação. O acesso ocorre por Eldorado, pelo km 111 da Estrada da Caverna (SP-165), seguido por mais 5 km pela Rodovia Benedito Paschoal de França. A entrada custa R$ 19 por pessoa.

                                                  Parque Estadual Caverna do Diabo. Foto: Semil / Divulgação
                                                  Parque Estadual Caverna do Diabo. Foto: Semil / Divulgação

                                                  No parque é permitido nadar, observar a fauna e a flora preservadas, visitar grutas, cavernas e cachoeiras, além de fazer trilhas ou passeios de bicicleta. Na própria Caverna do Diabo, o passeio com guia turístico dura cerca de 1h30 e permite observar de perto estalactites e estalagmites em segurança, em um roteiro indicado para toda a família, segundo a Semil.

                                                  Parque Estadual Caverna do Diabo. Foto: Semil / Divulgação
                                                  Parque Estadual Caverna do Diabo. Foto: Semil / Divulgação

                                                  Parque Estadual da Serra do Mar (Núcleo Santa Virgínia)

                                                  Localizado no Parque Estadual da Serra do Mar, o Núcleo Santa Virgínia foi criado em 1989 e abrange uma área de cerca de 17,5 mil hectares. O destino protege um dos principais formadores do Rio Paraíba do Sul, o Rio Paraibuna, e também reúne cachoeiras, corredeiras, rios e lagos que reforçam seu potencial para o turismo náutico.

                                                  Trilha do Poço do Pito no Parque Estadual Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia. Foto: Semil / DIvulgação

                                                  A visitação também custa R$ 19 por pessoa e o acesso ocorre por São Luís do Paraitinga, pelo km 78 da Rodovia Oswaldo Cruz. No parque há trilhas que levam a poços, rios, cachoeiras e mirantes, que permitem observar árvores centenárias de perto e avistar animais em seu habitat natural.

                                                  Parque Estadual Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia; Foto Semil / Divulgação
                                                  Trilha do Rio Ipiranga no Parque Estadual Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia. Foto: Semil / DIvulgação

                                                  É na área destinada ao Parque Estadual da Serra do Mar, inclusive, que fica o distrito de Marsilac, de onde é possível ver o mar diretamente de São Paulo. O cenário improvável é possível graças à altura de um mirante que, com o céu claro, permite observar parte da Baixada Santista e do Oceano Atlântico mesmo a tantos quilômetros de distância.

                                                  Com céu limpo, mar pode ser visto a partir de Engenheiro Marsilac, em São Paulo. Foto: Google Maps / Ricardo Rocha / Reprodução

                                                  Parque Estadual Alberto Löfgren (Horto Florestal)

                                                  O Parque Estadual Alberto Löfgren — conhecido como Horto Florestal — é o destino da lista mais próximo do ambiente urbano. Diferentemente dos demais parques, que ficam afastados e são acessados principalmente por rodovias, ele está localizado dentro da cidade de São Paulo, na Rua do Horto, 931. A visitação é gratuita.

                                                  Parque Estadual Alberto Löfgren, o Horto Florestal de São Paulo. Foto: Semil / Divulgação

                                                  O principal atrativo náutico do Horto Florestal é seu lago para contemplação. O local, tombado desde 1983, ocupa a área onde funcionou o antigo Engenho Pedra Branca. Hoje, o parque abriga rica biodiversidade de fauna e flora, permitindo o avistamento de aves e outros animais.

                                                  Parque Estadual Alberto Löfgren, o Horto Florestal de São Paulo. Foto: Semil / Divulgação

                                                  Parque Estadual Itinguçu

                                                  Oficializado em 2013, o Parque Estadual Itinguçu é formado pelos núcleos Itinguçu e Arpoador. O destino reúne diversos atrativos ligados à água principalmente por estar situado na bacia hidrográfica da Baixada Santista.

                                                  Parque Estadual Itinguçu. Foto: Semil / Divulgação

                                                  O parque reúne praias, trilhas, cachoeiras, rios, aquário natural e costões rochosos. Esse conjunto permite a prática de atividades como montanhismo, canoagem, surf e natação — praticamente um arsenal de opções para quem aprecia o universo náutico. O acesso ocorre pela Estrada do Guaraú, nº 4164, com ingresso a R$ 19 por pessoa.

                                                  Parque Estadual Itinguçu. Foto: Semil / Divulgação

                                                   

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                                                    20/03/2026

                                                    O que aconteceria se um dos principais elos biológicos do ecossistema marinho se tornasse um “distribuidor” de poluentes? Segundo uma nova pesquisa, esse cenário já é realidade: os copépodes (pequenos crustáceos), considerados o zooplâncton mais abundante dos oceanos, podem estar transportando centenas de partículas de microplástico pelas águas.

                                                    O estudo, publicado no Journal of Hazardous Materials, mostra, pela primeira vez em tempo real, a velocidade com que os copépodes ingerem e expelem microplásticos. Em média, o poluente fica 40 minutos no trato digestivo desse grupo antes de ser eliminado em pelotas fecais. O artigo ainda fornece uma das imagens mais claras de como os microplásticos vão parar no zooplâncton. Assista:

                                                     

                                                     

                                                    Ao ser expelido dentro dessa pelota (densa e pesada), o microplástico ganha uma “passagem só de ida” para o fundo do oceano — e é aí que mora o problema. Mesmo que, de certa forma, os copépodes acabem limpando a superfície, eles poluem o leito marinho e os sedimentos profundos, onde a luz não chega e a remoção desse lixo é praticamente impossível.

                                                     

                                                    Além disso, as fezes são uma fonte de alimento vital para muitos outros animais, como larvas de peixes e organismos do fundo do mar. Contudo, com a presença do microplástico, elas deixam de ser nutritivas para se tornarem prejudiciais, já que os seres não só consomem esse plástico como realimentam toda uma teia alimentar com o poluente.

                                                    Copépode Boeckella gracilis observado em microscopia de campo escuro com rastreamento de foco. Foto: Brandon Antonio Segura Torres & Priscilla Vieto Bonilla / Wikimedia Commons/ Reprodução

                                                    Essa transformação é crítica justamente porque os copépodes ocupam a base da cadeia alimentar marinha. Consequentemente, ao se tornarem vetores de plástico, eles amplificam a exposição de toda a fauna oceânica ao material, dos pequenos peixes aos grandes predadores.

                                                    Levando em conta a enorme quantidade deles no Canal da Mancha — onde são conhecidos como “insetos dos mares” dada tamanha abundância — , os cientistas estimam que esses organismos transportem cerca de 271 partículas de microplástico por metro cúbico de água por dia, tudo para as camadas mais profundas do oceano.

                                                     

                                                    De acordo com os pesquisadores, esse mecanismo ajuda a explicar a presença de microplásticos em sedimentos profundos e até em regiões remotas do planeta.

                                                    Nossa pesquisa mostrou que o zooplâncton ingere microplásticos facilmente, 24 horas por dia, 7 dias por semana– afirmou Valentina Fagiano, coautora do estudo

                                                    O buraco é mais embaixo

                                                    Por mais problemática que seja, a situação ainda vai além da poluição física. Este mesmo estudo indica que os microplásticos estão interferindo no processo pelo qual o oceano retira CO₂ da atmosfera e o armazena em águas profundas, chamado de “bomba biológica de carbono”, crucial para regular a temperatura da Terra.

                                                    Foto: ADDICTIVE_STOCK/ Envato

                                                    Afinal, segundo a pesquisa, os resíduos afetam a produtividade do fitoplâncton e o metabolismo do zooplâncton, o que enfraquece a eficiência desse sistema natural de sequestro de carbono. Os microplásticos interrompem esse mecanismo e, de acordo com o Dr. Ihsanullah Obaidullah, professor da Universidade de Sharjah, podem trazer outras consequências.

                                                     

                                                    “Com o tempo, essas mudanças podem levar ao aquecimento dos oceanos, à acidificação e à perda de biodiversidade, ameaçando a segurança alimentar e as comunidades costeiras em todo o mundo”, revelou Obaidullah à Oceanographic Magazine.

                                                    O oceano é o maior sumidouro de carbono do planeta, e os microplásticos estão comprometendo esse escudo natural contra as mudanças climáticas– concluiu o professor

                                                    Foto: EwaStudio/ Envato

                                                    Outro gargalo são as comunidades microbianas que se desenvolvem sobre partículas plásticas, chamadas de “plastisfera”. À medida que os plásticos se degradam, também podem emitir gases de efeito estufa, adicionando mais uma via pela qual os microplásticos podem agravar as mudanças climáticas.

                                                     

                                                    Por um lado, para Fagiano, a pesquisa significa que agora é possível “prever melhor onde os microplásticos vão parar, quais espécies são mais expostas e como essa poluição interage com outras pressões sobre os ecossistemas marinhos”. Por outro, o artigo nos ensina que até mesmo pequenas ações de animais individuais podem, coletivamente, provocar mudanças em nível ecossistêmico.

                                                     

                                                    Náutica Responde

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                                                      Ao todo, atletas somam 40 medalhas em Jogos Olímpicos. Entre eles estão as bicampeãs Martine Grael e Kahena Kunze

                                                      “Hall da fama flutuante da vela mundial”. Assim a organização do SailGP descreve parte do que será a estreia da competição na América do Sul — mais especificamente, no Rio de Janeiro. Ao atracar pela primeira vez em águas latinas, a também conhecida como “Fórmula 1 da vela” terá nada menos que 27 medalhistas olímpicos desbravando as águas da Baía de Guanabara.

                                                      A inédita etapa brasileira, que chegou a ser cancelada em 2025, está marcada para acontecer nos dias 11 e 12 de abril. Além da chance de ver de perto os famosos catamarãs F50, que podem ultrapassar os 100 km/h, os fãs da disputa dividirão espaço com atletas que, juntos, somam 40 medalhas nos Jogos Olímpicos.

                                                      Foto: SailGP / Divulgação

                                                      Dos 27 medalhistas, alguns terão um “gostinho a mais” ao desembarcar na Cidade Maravilhosa. Isso porque 14 deles subiram ao pódio durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, exatamente no mesmo cenário onde agora disputarão a quarta etapa da temporada.

                                                      Martine Grael é a primeira mulher a comandar uma equipe na história do SailGP. Foto: Mubadala Brazil SailGP Team / Divulgação

                                                      Entre eles está a dupla brasileira Martine Grael (Mubadala Brazil) e Kahena Kunze (ROCKWOOL Racing), campeãs olímpicas no Rio e em Tóquio (2020). Além delas, juntam-se à lista:

                                                      • A britânica Hannah Mills (Emirates Great Britain);
                                                      • A norueguesa Anne-Marie Rindom (ROCKWOOL Racing);
                                                      • O britânico Giles Scott, (NorthStar);
                                                      • O australiano Nathan Outteridge (Artemis);
                                                      • O neozelandês Sam Meech (Artemis);
                                                      • O australiano Iain Jensen (BONDS Flying Roos);
                                                      • O australiano Jason Waterhouse (BONDS Flying Roos);
                                                      • O alemão Erik Heil (Germany by Deutsche Bank);
                                                      • O australiano Tom Burton (Red Bull Italy);
                                                      • O australiano Will Ryan (Red Bull Italy);
                                                      • O britânico Matt Gotrel (Switzerland);
                                                      • A neozelandesa Jo Aleh (Switzerland).

                                                      A etapa do SailGP no Rio, batizada Enel Rio Sail Grand Prix, já tem ingressos à venda. Saiba como garantir o seu.

                                                       

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                                                        Embora as praias sejam públicas, o acesso nem sempre é universal. Pessoas com deficiência, por exemplo, enfrentam barreiras de locomoção que dificultam o lazer à beira-mar. Para transformar essa realidade, o projeto Praia Para Todos atua desde 2008 promovendo atividades inclusivas para que todos possam aproveitar o ambiente com igualdade e, acima de tudo, alegria.

                                                        A iniciativa gratuita atua no Rio de Janeiro, nas praias Barra da Tijuca, Copacabana, Ipanema, Recreio dos Bandeirantes e Flamengo. Por lá, é oferecido lazer e esporte para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, para que desfrutem do oceano com segurança e acessibilidade.

                                                        Foto: Praia Para Todos/ Divulgação

                                                        O projeto oferece uma infraestrutura mínima composta por vagas reservadas nas vias de acesso à praia, rampas de acesso, esteira na areia para passagem de cadeira de rodas, piso tátil e sinalização sonora para pessoas com deficiência visual e auditiva. Também há sanitários acessíveis e outros itens adaptados, como em cadeiras e tendas.

                                                        Foto: Projeto Para Todos/ Divulgação

                                                        Uma nova chance

                                                        Quem avistar uma tenda amarela em uma dessas 5 praias já sabe: ali tem o Praia Para Todos. Além da oportunidade de aproveitar um banho de sol e de mar com ajuda de instrutores do projeto, a iniciativa proporciona atividades físicas e desportivas, como:

                                                        • Vôlei sentado;
                                                        • Piscina infantil;
                                                        • Surf adaptado;
                                                        • Frescobol adaptado;
                                                        • Stand up adaptado;
                                                        • Handbike;
                                                        Stand up sentado proporcionado pelo projeto Praia Para Todos. Foto: Praia Para Todos/ Divulgação

                                                        Por meio dessas atividades, pessoas como a Alice Olívia, que foi beneficiada pelo projeto, podem voltar a ir à praia mesmo com a mobilidade reduzida. Em reportagem da emissora Canção Nova, ela contou que sofreu um acidente que a impedia de visitar o local. Graças à iniciativa, a mulher pôde voltar ao ambiente que mais gostava.

                                                        Antes do acidente eu vivia na praia, depois eu fiquei um ano sem praia. Primeira vez que eu vim, eu chorei. É muito bom, muito bom mesmo– declarou Alice

                                                        Foto: Praia Para Todos/ Divulgação

                                                        Assim como Alice, quem também já pôde ser ajudado pelo programa é o famoso dançarino e coreógrafo Carlinhos de Jesus, que se recupera de uma doença crônica e utiliza cadeira de rodas para se locomover, embora consiga dar alguns passos — e, como bom dançarino, bailar um pouquinho. Com suporte dos instrutores, ele foi levado até a água e, com o uso de boias, flutuou (como mostra o vídeo abaixo).

                                                        Liberdade, possibilidade, acessibilidade, empatia, carinho e essa água maravilhosa. Muito bom– resumiu Carlinhos

                                                         

                                                         


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                                                        O Instituto Novo Ser é a instituição criadora e promotora do Praia Para Todos. Ela não tem fins lucrativos. Segundo o projeto, são atendidos, em média, 50 pessoas por dia em cada local, com mais de 3.500 atendimentos diretos desde 2008.

                                                        Foto: Praia Para Todos/ Divulgação

                                                        “É fundamental reconhecer a ideia de que as pessoas com deficiência apresentam limitações de ordem física, sensorial ou intelectual, mas não em sua capacidade, talento e personalidade, os quais devem ser valorizados”, diz o site oficial do programa.

                                                        Foto: Praia Para Todos/ Divulgação

                                                        No mesmo site, inclusive, é possível se candidatar para ser voluntário do projeto, podendo atuar tanto na ajuda com as pessoas quanto como fotógrafo ou em outras iniciativas do Novo Ser. O instituto também aceita doações, com direito a brindes a partir de certo valor.

                                                         

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                                                          A italiana Giovanna Vitelli, presidente do Grupo Azimut Benetti, veio ao Brasil para anunciar a ampliação da fábrica em Itajaí, que quase dobrará de tamanho, e a produção do modelo 30 Metri

                                                          Por: Otto Aquino -
                                                          19/03/2026

                                                          O Brasil entrou de vez na rota da náutica mundial. E não como espectador, mas como protagonista. Foi essa sensação que ficou ao atravessar os galpões da fábrica da Azimut Yachts, em Itajaí, Santa Catarina, onde acompanhamos de perto um anúncio que reposiciona o país no mapa global da náutica de luxo. Para apresentar as novidades, a presidente do Grupo Azimut Benetti, Giovanna Vitelli, veio pessoalmente da Itália ao Brasil. Ali, entre muitos barcos em construção e o som constante da produção, ela confirmou um investimento de R$ 120 milhões no país e revelou que a marca passará a produzir o iate Azimut 30 Metri, um dos modelos mais emblemáticos da linha Grande e, até então, restrito à produção europeia.

                                                          Mas antes da estratégia, veio a emoção. “É um momento muito importante e estou muito feliz. Primeiro, por chegar ao outro lado do mundo e ver todos esses Azimuts. Meu pai foi um visionário que chegou aqui há 25 anos, ou até antes, já nos anos 1990, e continuar essa tradição de construção de barcos no Brasil e pensar que se abre este novo capítulo, no qual não apenas continuamos, mas crescemos ainda mais, é uma grande emoção”, afirmou Giovanna, ao relembrar o pai, fundador do grupo, Paolo Vitelli, falecido em 31 de dezembro de 2024.

                                                          Giovanna Vitelli, presidente do Grupo Azimut Benetti, e Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica. Foto: Revista Náutica

                                                          O reencontro com a equipe brasileira reforçou esse sentimento. “Esta manhã falamos com os nossos 600 colaboradores, pois fazia muito tempo que eu não visitava a fábrica, e houve uma emoção coletiva que me deixou muito feliz, muito feliz mesmo”, afirmou. A visita ao Brasil não foi simbólica, foi estratégica.

                                                          Estou aqui com grande orgulho para anunciar um investimento forte no Brasil: 120 milhões de reais para este estaleiro, onde queremos crescer ainda mais– destacou Giovanna Vitelli

                                                          Jordana Medeiros (influenciadora NÁUTICA), Giovanna Vitelli (presidente do Grupo Azimut Benetti), Carlo Sisto (CEO Azimut Yachts Brasil) e Otto Aquino (diretor de conteúdo NÁUTICA). Foto: Matheus Petter (Rotas Comunicação)

                                                          Um novo capítulo para a Azimut no Brasil

                                                          A fala vem acompanhada de um diagnóstico claro. O Brasil deixou de ser apenas uma operação relevante e passou a ser peça central dentro do grupo. “A Azimut é forte no Brasil. Meu pai trouxe a marca nos anos 1990 e abrimos este estaleiro em 2010, mas agora abre-se um novo capítulo porque produziremos aqui não apenas novos modelos, mas um modelo ainda maior”, explicou. Esse “modelo maior” é o ponto de virada.

                                                          Anunciamos hoje a chegada da produção em série da Azimut 30 Metri– anunciou Giovanna

                                                          A Azimut 30 Metri, que será produzida em série na fábrica da marca em Itajaí, a única fora da Itália. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                                                          Para que isso aconteça, a transformação é estrutural. “Precisamos investir em tecnologia, no escritório técnico e, sobretudo, na infraestrutura. Vamos ampliar e modernizar este local para construir o novo 30 metros”, explicou. Esse novo ciclo de crescimento também se materializa no espaço físico. A Azimut vai praticamente dobrar o tamanho da operação em Itajaí. A planta, que hoje tem cerca de 38 mil m², será ampliada para 65 mil m², um salto de 27 mil m² que reposiciona a unidade brasileira (única fora da Itália) em outro patamar industrial.

                                                          Detalhes do iate de 30 metros, considerado por Giovanna como “um dos mais belos do mercado global”. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                                                          Mais do que metragem, essa expansão traduz capacidade. É o tipo de estrutura necessária para viabilizar a construção de embarcações maiores, mais complexas e com padrão global. E é nesse ponto que a dimensão do movimento brasileiro ganha ainda mais força. A segunda principal fábrica da Azimut no mundo, em Viareggio, na Itália, tem cerca de 98 mil metros quadrados. Com a ampliação em Itajaí, a unidade brasileira passa a operar com 65 mil m², um salto que a coloca em outro patamar dentro do grupo. Não se trata de comparar tamanhos, mas de entender direção. O Brasil deixa de ser uma operação periférica para se aproximar, em escala e relevância, do coração industrial da marca.

                                                          Entrada na “Série A” dos grandes iates

                                                          Produzir um iate desse porte em território brasileiro não é apenas uma expansão. Trata-se de uma mudança de categoria. “Com um barco deste tamanho, entramos no ‘campeonato da Série A’. É preciso competência, qualidade manual e engenharia. Poucos estaleiros no Brasil hoje conseguem vencer esse desafio”, ressaltou Vitelli. A confiança vem da experiência global.

                                                          Sendo o primeiro produtor mundial de megaiates, temos a experiência e a competência para fazer isso bem no Brasil– destacou a presidente do Grupo Azimut Benetti

                                                          Mas há um ponto que explica por que esse movimento acontece agora. O cliente brasileiro evoluiu. “O Brasil é um mercado muito importante e este estaleiro não é apenas uma unidade brasileira, é parte do grupo Azimut Benetti. É um mercado que vem crescendo e onde a qualidade da nossa marca é muito percebida.” E mais: “é um mercado maduro para acolher um barco maior. O cliente brasileiro da Azimut é fiel e temos muitos que já compraram vários barcos conosco. A chegada da 30 Metri é uma resposta a esses clientes que querem crescer”, detalhou. Ao mesmo tempo, o novo modelo amplia o alcance da marca. “Este barco é um dos mais belos do mercado global e atrairá novos clientes”, acredita Giovanna.

                                                          A atual fábrica da Azimut em Itajaí. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                                                          Apesar do DNA italiano, o barco nasce com identidade brasileira. “Eu diria que é um barco com DNA italiano no design e arquitetura, mas com alma brasileira”, analisou. Essa adaptação é cultural. “Ele é adaptado à cultura específica deste país, voltado para a grande socialidade e vida externa”. E ganha conceito próprio. “O conceito é o ‘Barefoot Luxury’: um modo de viver rico em detalhes e arquitetura, mas de forma relaxada com a família e amigos”, explicou. Isso se traduz em escolhas concretas. “Adicionamos o estilo de vida local com mais espaço para churrasco, festas, música e terraços para dançar. É a combinação perfeita de Itália e Brasil”, definiu Giovanna.

                                                          Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                                                          Ao caminhar pela fábrica, fica evidente que o Brasil já não ocupa um papel periférico dentro do grupo. “Esta é, para todos os efeitos, Azimut Benetti. Esta fábrica está cada vez mais integrada com a Itália. Temos trocas contínuas de pessoas que daqui vão para a Itália e da Itália vêm para cá, além de uma troca produtiva e tecnológica”, explicou. Em alguns casos, o fluxo se inverte. “Agora equipes italianas estão vindo para estudar o modelo brasileiro para levá-lo à Itália”. A marcenaria brasileira virou referência global dentro da própria Azimut.

                                                          Do Brasil para o mundo

                                                          Essa evolução também passa por pessoas. “Vamos aumentar o número de colaboradores de 600 para 800 pessoas”, anunciou. “Exceto pelos moldes e engenharia básica que vêm da Itália, toda a execução e as modificações de engenharia para adaptação local serão feitas aqui. E toda a produção de móveis é feita internamente pela Azimut Brasil”. Mas há um desafio claro.

                                                          Um dos desafios é desenvolver uma cadeia de fornecedores de altíssimo nível no país para superiates– pontuou

                                                          No mar, a evolução é tecnológica. “A Azimut é a marca com a gama de produtos mais sustentável do mundo, os chamados ‘Low Emission Yachts’, que consomem de 20% a 25% menos que a concorrência”. Isso começa pela estrutura. “A superestrutura é produzida em carbono para tornar o barco mais leve, permitindo motores menores e menor consumo”. Passa pelo desenho do casco. “Este barco possui uma carena patenteada com um bulbo frontal que o torna 20% mais eficiente que barcos similares”. E chega à experiência a bordo: “Enquanto o barco navega, ele armazena energia em baterias. Quando está parado na baía fazendo churrasco ou nadando, o sistema alimenta o ar-condicionado e geladeiras sem ruído ou odor de gerador, como em um barco a vela”. O futuro já está em teste. “Estamos inclusive testando na Itália o primeiro sistema IPS híbrido”, revelou.

                                                          Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                                                          O Brasil também ganha relevância como base regional. “O mercado brasileiro já é grande por si só, mas daqui exportamos cerca de 10% da produção para mercados vizinhos como Colômbia, Argentina e Uruguai”. E há razões estruturais para isso. “Este país tem duas características importantes: vocês são um povo de navegadores, com uma cultura náutica avançada e competência em design e tecnologia”. E um diferencial que chama atenção dentro do grupo:

                                                          Há uma competência artesanal única no trabalho com madeira, a melhor de todo o nosso grupo– garantiu Giovanna sobre a produção brasileira

                                                          Mas o crescimento encontra limites fora do estaleiro. “O único problema é a infraestrutura: se os barcos crescem, as marinas também precisam crescer”. A questão é estrutural. “As que existem são de boa qualidade, mas as vagas para barcos grandes são poucas”. E o impacto é maior do que parece. “O turismo náutico gera o mais alto multiplicador econômico e de empregos; não é apenas sobre quem compra o barco, mas sobre os milhares de empregos em serviços, marinas, restaurantes e shoppings.” Sem estrutura, o país perde. “Precisamos de marinas que acolham barcos cada vez maiores para que os brasileiros não levem seus barcos para a Flórida, por exemplo”.

                                                          Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                                                          Nesse cenário, os eventos ganham importância. “Acredito muito nos Boat Shows para mostrar o que o estaleiro faz, mas acredito ainda mais na criação de uma comunidade”. A lógica é emocional. “Criamos uma grande família de apaixonados que se tornam amigos. O Boat Show de Itajaí é um dos mais belos, com muita vivacidade e cultura náutica dinâmica”.


                                                          Em um mundo instável, Giovanna vê oportunidade na região. “Devido às incertezas mundiais, a América Latina é uma região onde prevejo crescimento, pois é um lugar onde se pode desfrutar do barco com tranquilidade”. Para o Brasil avançar ainda mais, há caminhos claros. “É necessário melhorar a cadeia de suprimentos e investir no treinamento das tripulações. Porque o produto evolui e o serviço precisa acompanhar. À medida que o barco cresce, o serviço também deve se tornar de luxo”, avaliou.

                                                          O próximo passo já começou

                                                          No fim, a pergunta inevitável é sobre o futuro. E a resposta vem sem rodeios. “Nós somos líderes do mercado brasileiro e eu espero e lutarei para manter essa liderança no Brasil também no futuro”. O caminho está definido. “Estamos investindo muito nos produtos, na qualidade e nas pessoas.” E o horizonte é claro.

                                                          Espero que ainda sejamos número um deste mercado, com cada vez mais barcos e barcos maiores, trazendo exatamente toda a cultura que o grupo tem no mundo, concentrada aqui– defendeu Vitelli

                                                          A fala projeta um caminho claro. A chegada da 30 Metri não é um ponto final, mas um começo. Dentro da linha Grande da Azimut, existem modelos ainda maiores, como a 36 Metri, a Trideck de 38 metros e a 44 Metri. Diante do ritmo de investimentos e da evolução da operação brasileira, a pergunta deixa de ser “se” e passa a ser “quando” esses próximos passos podem acontecer.

                                                          Jordana Medeiros e Giovanna Vitelli. Foto: Matheus Petter (Rotas Comunicação)

                                                          Talvez seja isso que estava no ar na fábrica em Itajaí. Não era apenas o anúncio de um barco de 30 metros. Era a confirmação de que o Brasil mudou de lugar. E, desta vez, não como espectador, mas como protagonista.

                                                           

                                                          Náutica Responde

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                                                            Embora tenham sido o último barco dos sete que participaram da etapa a cruzar a linha de chegada em Recife, litoral de Pernambuco, no Brasil, o Barco Brasil segue na liderança da categoria Sharp (barcos de ponta fina). Isso graças a excelentes resultados conquistados em etapas anteriores.

                                                            Chegada do Barco Brasil a Recife, na 5ª etapa da Globe 40Foto: Instagram @marionemacario / Reprodução

                                                            A disputa permite até quatro pessoas por veleiro durante cada pernada, mas o Barco Brasil foi comandado apenas pela dupla dinâmica José Guilherme Caldas e Luiz Bolina em todas elas. Eles concluíram a 5ª pernada basicamente três dias após o primeiro colocado da vez — mas seguem com números otimistas na competição.

                                                            Bolina (à esq.) e Zé (à dir.). Foto: Instagram @barcobrasil / Reprodução

                                                            A dupla lidera o ranking da categoria Sharp com 22 pontos. O segundo colocado da categoria, o veleiro austríaco Wilsons Around the World, soma 26,5 pontos. Na classificação geral, o Barco Brasil aparece no pódio, em 3º lugar (47,5 pontos). Antes dele, estão empatados com 19 pontos os barcos Crédit Mutuel (francês) e Belgium Ocean Racing – Curium (alemão), acirrados para a primeira colocação do ranking geral (números da Agência On Board 360°).

                                                            Barco Brasil chegando em Recife, nesta quinta-feira (19). Imagens: Instagram @marionemacario / Reprodução

                                                            A próxima — e última — etapa da Globe 40 parte de Recife rumo a Lorient, na França, completando o percurso de volta ao mundo. A pernada inicia em 29 de março, com previsão dos competidores começarem a chegar no dia 17 de abril.


                                                            Barco Brasil: desafios em alto-mar

                                                            A dupla à frente do Barco Brasil resumiu a etapa de Valparaíso a Recife em duas etapas: a primeira até o Cabo Horn e a segunda até Recife. Na primeira parte, a equipe conseguiu manter uma boa navegação e se manteve à frente dos veleiros Sharp. Na segunda parte, porém, o barco foi acometido por problemas devido à condições adversas do clima — e ali também surgiram pressões físicas e psicológicas aos skippers.

                                                             

                                                            Ondas grandes e rajadas de vento de 40 nós (74 km/h) causaram sérios problemas no barco. Sendo assim, a dupla precisou gerir a crise para arrumar, ainda que provisoriamente, a embarcação, ao mesmo tempo em que buscava manter uma boa posição na competição e em segurança.

                                                            Foto: Instagram @marionemacario / Reprodução

                                                            Entre os desafios técnicos, a dupla citou problemas no cabo bobstay, na Genoa 1, em tanques de ballast (vazamentos), no piloto automático, na vela J2 (rasgo), na catraca do mastro (perdida por desgaste), no cabo do enrolador da J2 (rompimento), no sistemas de carregamento de baterias (pane durante forte ventania), no sistema do leme (entrou água) e no rádio VHF (queda da antena). Como se não bastasse, a quilha ainda bateu em algo “bastante duro”, mas seguiram viagem pois a vistoria implicaria em parar o Barco Brasil.

                                                            Recepção do Barco Brasil em Recife. Foto: Instagram @marionemacario / Reprodução

                                                            Apesar de todos — e tantos — desafios, a dupla conseguiu “maquiar” os problemas que surgiram na embarcação e recuperar o prejuízo de tempo de prova. Não à toa, chegaram apenas 5 horas depois do penúltimo colocado (o veleiro inglês Jandaga Racing). Agora atracado no Brasil, o barco poderá ser preparado para a 6ª e última etapa da competição. Caso consigam uma boa colocação, o Barco Brasil pode finalizar a Globe 40 2025/2026 na liderança da categoria Sharp.

                                                             

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