A Marinha do Brasil está em exposição no Bioparque Pantanal — o maior circuito de aquários de água doce do mundo — , na capital do Mato Grosso do Sul. Com peças históricas à mostra, a apresentação conta com itens utilizados nas atividades marinheiras e informações sobre como ingressar na Força.
Fruto de uma parceria com o Governo de Mato Grosso do Sul, o evento tem como objetivo realizar um intercâmbio técnico-científico, educacional e cultural, além de conscientizar sobre a importância das águas interiores e da Amazônia Azul para o Brasil.
Foto: Cabo TE Benites/ Divulgação
Com uma área de 21 mil metros quadrados, o Bioparque Pantanal recebe mais de 1.600 visitantes diariamente, promovendo a inclusão e acessibilidade. Além disso, a exposição conta com interação do público, que pode tocar e tirar fotos com os itens históricos.
Nossos visitantes ficam felizes ao usar acessórios de marinheiros, pegar no timão, no telégrafo, e se sentirem como Comandantes de navios. Tudo isso contribui para o nosso trabalho de acessibilidade– Beatriz Lunardi, Coordenadora de Acessibilidade do Bioparque
Foto: Marinha do Brasil/ Divulgação
Segundo o Comandante do 6º Distrito Naval, Contra-Almirante Alexandre Amendoeira Nunes, a apresentação visa sensibilizar os visitantes sobre as “riquezas ligadas à ciência, economia e meio ambiente, além de reforçar a importância da preservação dos patrimônios do Brasil”.
Foto: Cabo TE Benites/ Divulgação
Além de destacar as águas interiores e da Amazônia Azul, a exposição, que estreou em julho de 2023, é coordenada pelo 6º Distrito Naval e pretende destacar a atuação da Marinha do Brasil para o progresso do país.
Maria Fernanda Balestieri apresenta o Bioparque ao Contra-Almirante Alexandre Amendoeira Nunes. Foto: Ascom/ Bioparque Nacional/ Divulgação
O complexo de aquários do Bioparque Pantanal, inaugurado em março de 2022, já teve visitas de todos os estados brasileiros, além de receber turistas de 129 países. No total, o local já recebeu cerca de 920 mil visitantes — considerando os dados até a primeira quinzena de setembro.
O espaço é dedicado à promoção da educação ambiental, pesquisa, conservação, inovação, inclusão, lazer e cultura. Segundo o Bioparque, o local abriga 5 milhões de litros de água e 407 espécies de animais, além de 239 tanques.
Parceria em duas frentes
Além da exposição, o Bioparque Pantanal e a Marinha do Brasil firmaram uma parceria que facilita expedições de pesquisa científica no Pantanal, com apoio logístico da MB para a coleta de dados e conservação da biodiversidade local. A colaboração tem como objetivo viabilizar ações e projetos técnicos, científicos, tecnológicos, educacionais e sociais na região.
Foto: Ascom/ Bioparque Nacional/ Divulgação
“Partilhamos do lema ‘Conhecer para conservar’, onde buscamos, por meio de trabalho em campo, coletar o maior número de informações para subsidiar os trabalhos de pesquisa, conservação e bem-estar animal realizados no Bioparque”, explicou Maria Fernanda Balestieri, diretora-geral do Bioparque Pantanal.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
A linha de lanchas Focker, da Fibrafort, é composta por nada menos que 13 embarcações. Cada uma delas esteve no São Paulo Boat Show 2024, onde Bárbara Martendal, gerente comercial e de marketing do estaleiro, falou tanto sobre a atualização dos modelos neste ano, quanto sobre o processo criterioso da marca para garantir a qualidade de seus barcos.
Em um papo comandado por Pedro Dias, o Pedrinho, a porta-voz da Fibrafort esteve no Estúdio NÁUTICA, espaço que recebeu grandes nomes do setor durante o maior evento náutico da América Latina. Em seus mais de 30 anos no mercado, a marca já produziu mais de 18 mil embarcações.
Foto: Revista Náutica
O São Paulo Boat Show é um evento superimportante para a gente porque, além dos clientes que vão comprar, tem os que vão nos visitar, que já são da marca– destacou a gerente comercial
Durante a conversa, Bárbara ressaltou que a linha Focker vai dos 18 aos 42 pés, para que o estaleiro catarinense consiga “trazer o consumidor do primeiro barco para subir de categoria” junto com a marca.
Temos muitos clientes com quatro, cinco, seis barcos nossos– revelou Bárbara
Bárbara Martendal, gerente comercial e de marketing da Fibrafort. Foto: Revista Náutica
Com um futuro upgrade na embarcaçãojá previsto pelo estaleiro entre os clientes da marca — que costumam se fidelizar à empresa desde o primeiro barco –, a Fibrafort decidiu dedicar o ano de 2024 para atualizar toda a linha.
Temos muitos consumidores de todos os modelos, então a ideia foi atualizá-los com o que tem de mais moderno no mercado. Trocamos painel, estofamento… uma série de coisas– garantiu Bárbara
O upgrade, além de mais espaço, garante ao consumidor mais estrutura para navegar. Essa parte, inclusive, se mostra como uma das mais importantes entre os clientes Fibrafort na hora de trocar de Focker.
Isso porque, conforme explicou Bárbara, existe um público grande do estaleiro que não quer um barco maior, “porque não há estrutura em sua região”.
Essas atualizações são importantes porque não necessariamente ele precisa de um barco maior, mas sim do tamanho que já tem, só que com modernidade, com diferenciais de acabamento e estética– explica
“A gente vai buscando o que o nosso consumidor pede e colocando nos barcos. Um dos nossos valores na fábrica é que o cliente é a nossa razão. Então pegamos muito do que vem deles e colocamos em linha”, completa.
Lanchas Fibrafort na versão Chrome
Seguindo tendências mundiais, a Fibrafort lançou, em julho deste ano, durante o Boat Show de Itajaí, a nova Focker 262 GTO, na versão Chrome Edition.
Focker 262 GTO. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O projeto visual do barco foi uma das grandes apostas do estaleiro. Pela primeira vez, uma lancha Focker nasceu no tom cinza, sempre muito solicitado pelos clientes. Na Chrome Edition, os interiores combinam nuances da cor principal com azul, buscando uma harmonização que envolve desde o EVA do piso até o estofamento.
Foto: Revista Náutica
No São Paulo Boat Show, outro modelo chegou com a nova cor: a Focker 212. Questionada se a linha Chrome vai se estender, Bárbara responde que “essa é uma demanda”, e o estaleiro está “trabalhando internamente para poder estender”.
Focker 212. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O que prorroga o prazo para que a ideia saia do papel é o criterioso processo pelo qual passam as lanchas Focker antes de chegarem às mãos dos clientes. Bárbara conta que o que o estaleiro “solta para o mercado” é o que a marca “entende e tem certeza de que vai chegar com qualidade”.
A gente não entrega protótipo para clientes. Tudo passa por um processo de qualidade, de stress test– revela Bárbara
O stress test é uma metodologia que simula condições extremas para avaliar a capacidade de adaptação e resistência de sistemas e aplicações. De acordo com Bárbara, “até o primeiro barco ser entregue, ele passa por 200 horas de stress test, para que o estaleiro entregue um barco com a “certeza de que não vai dar problema na mão do consumidor”.
Em média, um dono de embarcação navega cerca de 50 a 100 horas por ano, segundo dados de pesquisas informais de fontes do setor náutico.
Fabricar motores que equipam barcos do mundo inteiro não é uma tarefa simples, mas a Volvo Penta revelou como consegue conclui-la com excelência. Ao abrir as portas de sua fábrica na Suécia, mostrou à equipe de NÁUTICA como funciona cada uma das etapas de produção, regidas pelos mais rigorosos controles de qualidade.
Quem acompanhou a equipe foi Henrique Gomes, da área comercial da Volvo Penta. Segundo ele, um dos destaques da marca é a atenção aos detalhes durante a customização dos motores, de acordo com a preferência de cada cliente.
O mesmo motor pode ter um processo de montagem de duas horas, que é o mais rápido, até um processo de uma semana– Henrique Gomes
O primeiro passo exibido pela fábrica é a formação dos blocos dos motores D4 e D6 — que são iguais, a não ser pelo número de cilindros. O peso de cada um varia de 50 kg a 60 kg e, assim que prontos, passam por um controle de qualidade que condena o bloco inteiro ao menor sinal de irregularidade.
Foto: Revista Náutica
“Importante falar que não se perde o material. Ele todo volta para a fundição, para fazer novos motores”, explica Henrique.
Em cada parte da produção, é possível acompanhar uma mistura de trabalho artesanal e detalhado, feito por funcionários da Volvo Penta, com tecnologia, maquinário e até robôs — que, dentre outras coisas, são responsáveis pela pintura dos motores.
Foto: Revista Náutica
Segundo as informações compartilhadas pelos funcionários locais, a fábrica produz cerca de 35 unidades diárias, entre D4 e D6, sendo que 50 caminhões saem do local todos os dias para abastecer a Europa e o mundo. Anualmente, a produção gira em torno das 7 mil unidades.
Foto: Revista Náutica
“100% da produção é testada. Se você tem um motor configurado, com todos os opcionais, tudo vai ser testado antes de ter a certificação. Com isso, a gente garante a qualidade das entregas e a certeza de que o motor vai chegar funcionando completamente”, destaca Henrique.
Foto: Revista NáuticaFoto: Revista NáuticaFoto: Revista Náutica
Reconhecido pela excelência em tecnologia e inovação, o Parque Tecnológico de Itaipu (Itaipu Parquetec desde julho de 2024) tem como meta tornar-se um centro de referência também no turismo náuticona região do Lago de Itaipu, como explicou seu diretor de turismo, Yuri Benites, durante o Congresso Internacional Náutica.
O evento aconteceu no fim de setembro, em paralelo ao São Paulo Boat Show 2024.
O que eu trouxe para esse Congresso é um case do trabalho que estamos fazendo, para que vocês possam nos auxiliar na tarefa de fazer do Lago de Itaipu um importante centro náutico– Yuri Benites, diretor de turismo do Itaipu Parquetec
A meta deve ser alcançada por meio da promoção de parcerias e estimulando a sinergia com o setor privado, com os órgãos governamentais e a comunidade local.
Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica
“A intenção é criar o Distrito Náutico de Itaipu e, assim, impulsionar o turismo, a pescae as atividades de lazer na região, garantindo a preservação ambiental e promovendo o desenvolvimento econômico sustentável”, disse Yuri, responsável por liderar a estratégia de desenvolvimento do turismo no Itaipu Parquetec.
De acordo com ele, a Usina de Itaipu também se destaca como atração turística da região, recebendo mais de 1 milhão de visitantes todo ano.
Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica
“A gente chama de montante e jusante. Montante é a parte de cima, onde a água se acumula; jusante é a parte de baixo. Então da parte de baixo da usina, na área de cidade de Foz de Iguaçu, o turismo é pujante. A estrutura está organizada. Agora a montante, que é o Lago de Itaipu, o turismo acontece muito à margem. Temos algumas prainhas.”
O diretor explicou que são nove espaços onde se concentra a área de balneário, além de apenas uma marina, um condomínio particular, dois portos e cinco empresas do setor náutco. “Mas o turismo só acontece do ponto de vista da margem para a água, não dentro da água. Dentro d’água, só temos algumas embarcações de pesca”, revela.
O movimento de pesca é muito bem organizado. Mas o movimento turístico, do aproveitamento da água, ainda não acontece. Por isso, está havendo um grande esforço nesse nosso de olhar para o Lago de Itaipu– ressaltou Yuri
Para concretizar o sonho de transformar o Lago de Itaipu como centro náutico, uma das primeiras ações foi a construção do Fórum Permanente de Turismo Náutico no Lago de Itaipu, que uniu as prefeituras das cidades lindeiras.
“Fizemos a primeira edição desse fórum durante o 1º Congresso Náutico de Foz de Iguaçu. Agora, junto com os prefeitos, lançamos nosso olhar para o Masterplan do lago”, disse Yuri, referindo-se a um conjunto organizado de decisões sobre como fazer algo no futuro.
Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica
A pergunta que eles se fazem é: “Como a gente pode explorar esse espaço para que ele seja navegável e, ao mesmo tempo, uma área de entretenimento e de educação ambiental?”. Segundo Yuri, não basta o Lago de Itaipu ser um grande atrativo.
“É necessário oferecer uma estrutura náutica. Para isso, o Itaipu Parquetec pretende fazer a integração entre o público o privado, a academia e a sociedade civil organizada, pautado na preservação e conservação ambiental. Com essa cadeia náutica, essa estrutura, a gente consegue fazer tudo isso movimentar e melhorar a economia e a renda da nossa região”, explicou o diretor de turismo da entidade.
Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica
Da estratégia, faz parte a realização das segundas edições do Congresso Náutico de Foz de Iguaçu (nos dias 27 e 28 de novembro) e do Foz Internacional Boat Show (de 28 de novembro a 1º dezembro).
Além disso, o plano engloba a unificação do modelo de cessão à iniciativa privada, por um período de 30 anos, das prainhas, nas áreas de balneário, e da implantação (com financiamento para isso) da infraestrutura.
A expectativa é que o Masterplan seja rapidamente efetivado e as infraestruturas, implantadas — sejam elas públicas ou privadas.
“Nosso sonho é que, daqui a 5 anos, você consiga chegar em Foz de Iguaçu com um avião, viaje para um município lindeiro ou fique na própria cidade de Foz de Iguaçu, pegue o barco — que você deixou em uma marina ou no condomínio em que você tem residência — e saia para navegar”, destacou o diretor.
Para quem não tiver barco próprio, aponta Yuri, o ideal é que possa fazer locação por temporada.
Você pegará um mapa e escolherá por onde vai passear, qual atração irá visitar com seus filhos e qual será o restaurante em que vai consumir, sem precisar descer da embarcação, ou que, se desça, continue tendo o contato com a água– Yuri Benites
O diretor de turismo do Parquetec aponta que, para aproveitar as belezas do Lago de Itaipu, o turista teria programação para pelo menos três dias. E, caso queira fazer uma viagem por um período mais longo, ainda há a alternativa de sair de Foz de Iguaçu e chegar a Guaíra, cidade às margens do Rio Paraná.
Para quem navega, o rio é conexão. A gente precisa aprender isso. Então esse é o trabalho que a gente está construindo, com muitas mãos, muita gente, num movimento muito bonito, que é para que as coisas aconteçam rapidamente– Yuri Benites
O Congresso Internacional Náutica é o principal evento do Brasil voltado a prefeitos, secretários de turismo e agentes do setor que buscam o crescimento econômico-social por meio do turismo das águas. As palestras antecederam a abertura ao público do São Paulo Boat Show 2024, que contou com mais de 170 barcos em exposição, 50 lançamentos gerais, além de uma série de produtos e serviços.
Com registro de números recordes, o São Paulo Boat Show terminou no último dia 24, reafirmando seu título de principal palco para o mercado náutico na América Latina. Durante os seis dias de evento, mais de 700 barcos foram comercializados, enquanto cerca de 40 mil visitantes passaram pelo salão.
Para alcançar números expressivos, o salão deste ano foi ampliado. Em um espaço de 32 mil m² no São Paulo Expo, na zona sul de São Paulo, mais de 170 embarcações foram expostas, sendo 50 lançamentos.
As ofertas atenderam a consumidores de diferentes perfis econômicos, já que o evento exibiu desde cotas compartilhadas de barcos a partir de R$ 25 mil e motos aquáticas de R$ 65 mil, até iates de luxo avaliados em mais de R$ 15 milhões.
Foto: Revista Náutica
Além das embarcações, os visitantes encontraram uma ampla gama de produtos, como motores, brinquedos náuticos, equipamentos de segurança, decoração, serviços e até cursos de pilotagem e apólices de seguros.
Mais do que uma exposição, o São Paulo Boat Show se tornou o destino preferido para quem deseja adquirir embarcações ou realizar upgrades, inclusive, com uma mudança no perfil dos consumidores, que agora aguardam a realização dos salões ao longo do ano para fechar suas negociações. Vale destacar que em 2024 já foram quatro Boat Shows, e mais dois estão por vir — em Salvador e em Foz do Iguaçu.
“O São Paulo Boat Show deste ano confirmou uma tendência que temos observado: o público náutico cada vez mais espera pelos Boat Shows para realizar suas compras. O feedback dos expositores foi extremamente positivo, com vendas sendo concretizadas durante todos os dias do evento. Esse comportamento tem causado oscilações no mercado ao longo do ano, com um aumento expressivo nas vendas coincidindo com os eventos”, afirma Thalita Vicentini, diretora geral da Boat Show Eventos.
O sucesso deste ano, não apenas em São Paulo, mas também nos outros Boat Shows do calendário, deve contribuir diretamente para que o setor encerre 2024 com saldo positivo, já que cerca de 70% das vendas de barcos no Brasil ocorrem por conta desses eventos– completou a diretora
Essa mudança no comportamento dos consumidores também foi percebida por Eduardo Colunna, presidente da Acobar. “Observamos uma oscilação nas vendas do setor náutico em 2024, mas o saldo para o ano será extremamente positivo, superando os números de 2023”.
Atingiremos a marca de 150 mil postos de trabalho, um crescimento de 25% em relação ao ano passado, quando tínhamos 120 mil– ressaltou Colunna
O presidente da Acobar destacou ainda que “esse aumento de emprego abrange todo o setor, desde a construção de embarcações até serviços de manutenção, marinas e outras áreas relacionadas”. Para ele, “a indústria náutica brasileira atingiu um nível de excelência construtiva, com mão de obra qualificada e produtos que se tornaram referência internacional, reforçando nossa competitividade global”.
Expositores também reforçaram a importância dos Boat Shows como o principal cenário para a concretização de negócios náuticos no país. Márcio Schaefer, CEO da Schaefer Yachts, foi um dos que celebrou os resultados obtidos.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
“Alcançamos nossa meta, que desde o início foi bastante ousada. O público presente foi extremamente qualificado e conseguimos superar com folga as expectativas do ano passado. Isso reforça a importância do evento para o setor e o nosso compromisso com a excelência”, comentou Schaefer.
A Ventura Experience compartilhou dos resultados positivos. Para a marca, “este é o maior evento náutico da América Latina, que vende, atrai público e transforma empresas. Todos os anos, o salão se supera, e este ano não foi diferente. Lançamos um produto de pequeno porteque se tornou o mais vendido de toda a nossa história”.
Foto: Revista Náutica
Fábio Bisolatto, sócio da WellCraft, igualmente destacou o impacto positivo do São Paulo Boat Show. “A feira cresce a cada ano e o público está extremamente qualificado. Recebemos muitos clientes de alto nível e o evento superou nossas expectativas. Este ano já é nosso recorde de vendas desde 2021, quando começamos a participar. Só temos a agradecer ao Boat Show”, revelou.
Foto: Revista Náutica
José Carlos Barros, diretor comercial da Sessa Marine, compartilhou a expectativa de resultados contínuos após o evento: “O São Paulo Boat Show sempre gera uma expectativa muito alta em termos de visitação qualificada e em volume de negócios. Algumas vendas já foram realizadas, mas muitas negociações ainda estão em andamento e acreditamos que o evento trará resultados ainda melhores à medida que essas negociações se concretizem nos próximos meses”.
Foto: Revista Náutica
Ainda em 2024, a Boat Show Eventos realizará mais dois eventos náuticos. De 6 a 10 de novembro ocorre o inédito Salvador Boat Show, na Bahia Marina. Já de 28 de novembro a 1º de dezembro será realizada a segunda edição do Foz Internacional Boat Show, no Lago de Itaipu.
O vento, combustível dos veleiros, esteve acanhado durante a 3ª etapa da Copa Mitsubishi – Circuito Ilhabela de Vela Oceânica. Na reta final, contudo, cerca de 15 nós — com rajadas até maiores — fecharam com chave de ouro a competição que reuniu 28 equipes durante os dias 21, 22, 28 e 29 de setembro.
Quem caiu de paraquedas para assistir à disputa final no último domingo (29), mal sabia que, uma semana antes, as regatas chegaram a ser canceladas pela falta de vento. Junto com a chegada dele, porém, vieram também novas equipes.
Foto: Aline Bassi/Balaio / Divulgação
Entre os recém-chegados estavam o Sibarita, de Octavio Faria, na HPE25; Kaluanã, de Leonardo Soldon; e A Valente, de Adriana Merino, na BRA-RGS.
As novas rajadas trouxeram ainda equipes que já estiveram no evento em anos anteriores, como o Fandango, agora sob o comando de Adoniran Reis; Jyllic, de Martin Bonato; e o Rainha, com o comandante Vitor Hugo.
Confira os vencedores de cada classe na 3ª Etapa da Copa Mitsubishi
C30
Na classe C30, dois pontos separaram os três primeiros colocados. Com 7 pontos, a vitória na etapa ficou com o Caiçara, de Marcos de Oliveira Cesar. Em segundo, com 8, o Relaxa Building, de Tomás Mangabeira — que contou com Maurício Santa Cruz, atleta olímpico e campeão mundial a bordo. A equipe de Jorge Berdasco, do Bravo, terminou em terceiro, com 9 pontos.
HPE25
O Saci, de Fabio Cotrim — que teve os campeões olímpicos Robert Scheidt e Gintare Scheidt a bordo — , terminou na primeira colocação da HPE25, com 9 pontos. Em segundo e terceiro lugar, com os mesmos 12 pontos, vieram o Ginga, de Breno Chvaicer, e o Sibarita. Em quarto chegou o Crazy Phoenix, de Mário Lindenhayn, com 17 pontos.
Foto: Aline Bassi/Balaio / Divulgação
BRA-RGS-C
Disputa acirrada na divisão C da BRA-RGS. Isso porque o Comanda, de Sebastian Menendez, foi o campeão, mas o Brazuca, de José Rubens Bueno, segundo colocado, somou os mesmos 13 pontos. Com uma vitória a mais (critério de desempate), o Comanda venceu a etapa. Em terceiro, com 16 pontos, vem o recém-restaurado Tango, de Átila Bohm.
RGS A
Na RGS A, vitória do Kameha Meha, comandado por Alberto Kunath, com 6 pontos. Em segundo e terceiro, respectivamente, ficaram o Kaluanã, de Leonardo Soldon e o Sossegado, de Marco Hidalgo, com os mesmos 13 pontos.
RGS Cruiser
O Inaê 50, de Bayard Umbuzeiro, foi o vencedor da RGS Cruiser, com 6 pontos. O Fandango, de Adoniran Reis, veio em segundo, com 8, e o Helios, de Marcos Gama Lobo, garantiu o terceiro lugar, com 10 pontos.
ORC
Na ORC, o 4Z Phytoervas, de Marcelo Belloti, foi o vencedor da divisão Racer, somando 4 pontos. Com 8, o Inaê Soto, de Bayard Umbuzeiro Neto, foi o segundo.
ORC Cruiser
Na divisão Cruiser da ORC, vitória do Xamã, de Sergio Klepacz, com 5 pontos. Em segundo, com 8 pontos, veio o Lucky V, de Luiz Villares. Com 12 pontos, garantindo o terceiro lugar, ficou o Jazz, de John Julio Jansen.
ORC Geral
Na ORC geral, os veleiros Xamã, 4Z Phitoervas e Lucky V Alforria foram os três primeiros.
Foto: Aline Bassi/Balaio / Divulgação
Finalizando o calendário de regatas patrocinadas pela Mitsubishi, a 4ª etapa da Copa Mitsubishi – Circuito Ilhabela de Vela Oceânica está marcada para os dias 30 de novembro e 1 de dezembro.
Durante o 9º Congresso Internacional Náutica, que apresenta exemplos de iniciativas bem-sucedidas e projeta soluções para desenvolver o turismo náutico no Brasil paralelo ao São Paulo Boat Show, o italiano Ferruccio Bonazzi — ex-CEO do Ferretti Group Europa — contou de forma divertida sua experiência como diretor geral e sócio da Ferretti Brasil nos anos 1990.
O maior desafio era lidar com a proibição de importação de barcos, o que nos obrigou a abrir uma fábrica em solo brasileiro– lembrou
Depois, compartilhou sua experiência como arquiteto e empresário do setor imobiliário — entre outros empreendimentos, ele foi o idealizador e realizador do Kiaroa Eco Luxury Resort, em Barra Grande, na Bahia.
Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica
Por fim, destacou o projeto de um condomínio náutico, na Península de Maraú, na chamada Costa do Dendê, no sul da Bahia, do qual é consultor Project Manager: o Kiaroa Residence & Marina.
“Eu chamo de condomínio náutico, mas é um condomínio de casas, que tem todas as mordomias de um hotel, acrescida de uma estrutura náutica entre o Oceano Atlântico e a Baía de Camamu. É um lugar paradisíaco, e caribenho, pois, além do mar em tons esmeralda e turquesa, é quente o ano todo. Fiquei apaixonado pelo lugar e seduzido pelo negócio”, diz Ferruccio, descrevendo o empreendimento, que está em fase de loteamento.
A previsão inicial de entrega está confirmada para janeiro de 2025, já com uma marina própria pronta, capaz de abrigar 40 barcos. “Já temos um píer de 150 metros e vamos instalar a passarela e os outros flutuantes nos próximos dias”, garante ele.
Foto: Instagram kiaroaresidence/ Reprodução
O foco náutico do Kiaroa tem raízes no próprio empresário, nascido em Bolonha, no norte da Itália. “Um apaixonado pelo mar”, como se define, Ferruccio Bonazzi acumulou, ao longo dos anos, títulos como o de capitão de barcos a motor, velejador e mergulhador. Arquiteto e designer, perfeccionista, do tipo que se prende aos mínimos detalhes, ele acompanha tudo de perto.
A ideia é oferecer aos condôminos um verdadeiro clube náutico, com atracação e serviços básicos para as embarcações, para que estejam sempre prontas para navegar, no mesmo mar um dia navegado por Cabral. Nas proximidades, há também um estaleiro que, em caso de necessidade, poderá auxiliar os moradores na realização de reparos e abastecimento dos barcos.
Foto: Instagram kiaroaresidence/ Reprodução
Com 180 lotes entre 400 m² e 800 m², o Kiaroa Residence & Marina ocupa uma área de 180 mil m², quase metade dela de preservação ambiental. Assinado pelo arquiteto italiano Paolo Santandrea, o projeto conta com uma piscina de borda infinita de 800 m², além de piscina para crianças, quadras de tênis, vôlei e beach tennis, restaurante, academia e rooftop — espaços montados com materiais de grandes marcas, como Technogym e Macom.
Fora da área residencial, há um espaço destinado a lotes comerciais, que podem ser adquiridos para a montagem de diferentes tipos de estabelecimentos que ficarão disponíveis para uso dos condôminos.
Para quem chega pelo ar, o condomínio já conta com um heliponto homologado pela ANAC. E ainda há nas proximidades uma pista de pouso para aviação privada.
Foto: Instagram kiaroaresidence/ Reprodução
A primeira reação de quem chega é querer ficar ali para sempre, tal a profusão de imagens do lugar, cercado de piscinas naturais, praias paradisíacas, coqueirais e longas faixas de areia branca.
Com cenário de cinema, a Península de Maraú fica a poucas milhas de barco de outros paraísos náuticos, como Barra Grande, Itacaré e Ilha de Boipeba. Ou seja, escolher o Kiaroa é ter os grandes destinos turísticos do Sul da Bahia como os seus melhores vizinhos.
O Congresso Internacional Náutica é o principal evento do Brasil voltado a prefeitos, secretários de turismo e agentes do setor que buscam o crescimento econômico-social por meio do turismo das águas. As palestras antecederam a abertura ao público do São Paulo Boat Show 2024, que contou com mais de 170 barcos em exposição, 50 lançamentos gerais, além de uma série de produtos e serviços.
A intimidade de longa data com o mar, somada à percepção de um número cada vez maior de proprietários de barcos, foi o que fez Clovis Greca buscar uma solução para a ausência de espaços capazes de guardar grandes embarcações no Brasil.
Após muito planejamento, nasceu a Marinas do Atlântico, criada para oferecer infraestrutura completa para lanchas e iates de 50 pés a 130 pés.
Foto: Divulgação
Em conversa no Estúdio NÁUTICA, durante o São Paulo Boat Show 2024, o empresário contou que idealizou um verdadeiro complexo náutico, equipado com opções de lazer, alimentação e serviços que atendem a esse público.
“Os barcos cresceram, a quantidade de pessoas que querem adquiri-los também, então estamos criando uma marina com o que pode existir de melhor, com tudo o que é necessário para esses iates”, comentou.
Localizado em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, o empreendimento fica no bairro Pontal, à beira da BR 101 e próximo ao Iate Clube de Angra dos Reis (ICAR). Quem preferir, pode usufruir do heliponto e das vagas para deixar os helicópteros estacionados.
Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação
Clovis afirma que toda a estrutura da marina está sendo feita com materiais modernos, a começar pelos píeres com eletricidade, “produzidos por tecnologia sueca de ponta”.
Mas um dos grandes destaques é a capacidade do local em tirar grandes barcos da água — problema enfrentado por boa parte dos proprietários de iates no Rio, que precisam migrar a outros estados para concluir a tarefa.
Estamos colocando uma infraestrutura de travel lift para tirar da água barcos de até 200, 250 toneladas. Isso corresponde a modelos de 120, 130 pés– Clovis Greca, à NÁUTICA
O tamanho da boca também foi pensado durante o projeto, já que o travel lift estará à disposição de barcos com até 11 metros de largura.
Fora isso, a Marinas do Atlântico oferecerá lazer e comodidade por meio de lojas, oficinas, restaurantes, acomodações e outras opções diversas.
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“É um projeto diferente. Quero que todo mundo se divirta, veja o pôr do sol maravilhoso de lá e aproveite o espaço com água limpa. Não tem isso [no Rio de Janeiro] com essa infraestrutura”, complementa.
Neste ano, a Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil atualizou algumas regras relacionadas às motos aquáticas, na Normam 212, e um ponto chamou atenção: a possibilidade do passeio guiado com jet alugado. Marcello Souza, presidente da Associação Brasileira de Escolas Náuticas (ABENAU), esclareceu o assunto em conversa no Estúdio NÁUTICA, durante o São Paulo Boat Show.
Até então, somente habilitados na categoria motonauta poderiam pilotar um jet. Contudo, dentre as várias atualizações da norma, uma menciona que as EAMA’s (Estabelecimento de Aluguel de Moto Aquática) poderão realizar passeios guiados para condutores habilitados na categoria Motonauta (MTA) ou Motonauta Especial (MTA-E).
Marcello Souza durante entrevista no Estúdio NÁUTICA. Foto: Revista Náutica
Apesar da exigência da habilitação se manter, nessa modalidade, ela será mais flexível. Isso porque o não-habilitado que desejar vivenciar uma experiência a bordo de um jet poderá dirigir-se até uma EAMA para um treinamento que, ao final, lhe dará uma carteira de habilitação de amador motonauta especial (CHA-MTA-E), emitida pela própria Marinha do Brasil — um ponto-chave para o desenvolvimento do turismo náutico no país.
O documento, por sua vez, precisará ser reemitido a cada novo passeio guiado. Nesse sentido, Marcello ressalta que “o passeio tem que ter essa especificidade porque o condutor pode passear no mar, no rio, em represas etc”.
Tanto no mar quanto na navegação interior, com as várias represas que temos, há uma série de locais incríveis onde isso será possível– ressaltou Marcello sobre o turismo náutico
Como funciona na prática o passeio guiado de jet
De acordo com Marcello, o interessado que comparecer a uma EAMA passará por um treinamento tanto teórico quanto prático.
No teórico, serão 45 minutos de aula, contemplando todas as prerrogativas de segurançae de como uma moto aquática atua, além de uma explicação, já junto ao jet, de como funcionam pontos como aceleração, freio e o sistema hidrojato.
Já na aula prática, o futuro condutor passará por uma pequena aptidão de aceleração, desaceleração e equilíbrio, até, enfim, sair para um passeio guiado.
É algo sucinto, para que a pessoa possa entender efetivamente– destaca Marcello
Na modalidade de passeio guiado, os locatários não podem simplesmente pegar o jet e pilotar por onde quiserem. A regra determina que a EAMA é a responsável por elaborar o percurso, orientar e acompanhar o grupo — que pode envolver até seis motos aquáticas.
Um guia deve liderar o percurso em passeios com até 3 motos aquáticas. Se houver de 4 a 6 jets, serão dois guias: um como líder e outro na retaguarda do grupo.
A ideia é preservar a segurança– destaca Marcello
EAMAS: pontos para ficar de olho
Conforme explicou o presidente da ABENAU, a primeira EAMA do Brasil deve ser inaugurada por volta de 10 de outubro.
Além dos treinamentos, esses estabelecimentos também serão responsáveis por: verificar a autenticidade e validade da CHA-MTA e da CHA-MTA-E apresentadas pelo locatário; orientar o locatário com instruções sobre os procedimentos de segurança e orientações básicas.
A alteração da Normam 212 ainda determina que, caso as EAMA’s sejam flagradas descumprindo as determinações, elas poderão levar advertências, suspensão ou até ter seu credenciamento cancelado. Isso vale, inclusive, para os casos de aluguel de moto aquática a pessoa não-habilitada ou com a habilitação vencida.
As mudanças completas da Normam 212 podem ser consultadas no site da Marinha.
A cada projeto que a Schaefer Yachts anuncia, o universo náutico fica à espera de mais detalhes. Prova disso é a já aguardada Schaefer 600, que promete ser lançada nas águas do Rio Boat Show2025, e que teve detalhes revelados com exclusividade à NÁUTICA.
Em entrevista durante o São Paulo Boat Show 2024, Marcio Schaefer, proprietário e projetista do estaleiro, contou que novidade foi inspirada na Schaefer 660 e chega como um intermediário entre esse modelo e a Schaefer 510.
É um barco maravilhoso, bem moderno, com plataforma grande. Privilegia as áreas externas, que é uma característica nossa– Marcio Schaefer, CEO da Schaefer Yachts
Foto: Revista NáuticaFoto: Divulgação
Com boca de 4,95 metros, a embarcação promete agradar a quem busca espaços amplos e acabamentos superiores. Assim como a Schaefer 660, conta com varandas laterais e, no flybridge, dois ambientes bem aproveitados. Por dentro, sala confortável e três suítes. Já a motorização fica por conta de dois IPS de 950 hp, que permitem uma velocidade de 33 nós.
Assim como os demais modelos do estaleiro, este também visa a exportação. “Hoje temos 40% da nossa produção exportada. Pensamos de forma global”, aponta o CEO.
Outro ponto de destaque da Schaefer Yachts é o modelo de produção adotado, que conta com a própria fresadora — algo que quase nenhum estaleiro tem — e projetos bem detalhados.
“Aí é que está nossa diferença. Por isso a gente leva dois anos para desenhar um barco, depois leva três meses para fabricar o primeiro e aí faz um por mês, um barco grande desse tamanho”, conclui Marcio Schaefer.
O estaleiro atracou na 27ª edição do São Paulo Boat Show, de 19 a 24 de setembro, com seis barcos: Schaefer 510 GT, Schaefer V44, Schaefer 660, Schaefer 450, Schaefer 375 e Schaefer V33.
A 35ª Regata Internacional Recife-Fernando de Noronha (Refeno) ainda nem chegou ao fim, mas já tem consagrado o veleiroAdrenalina Pura como seu Fita Azul. A embarcação pernambucana concluiu o trajeto de 300 milhas náuticas (560 km) após 18h49m25s de travessia — o 5º melhor tempo da história.
As 92 embarcações, de 14 estados do Brasil, saíram do Marco Zero do Recife no último sábado (28), às 11h. A maioria delas segue na disputa da 35ª Refeno, que termina na próxima terça-feira, 1º de outubro, no Mirante do Boldró, em Fernando de Noronha.
A vitória do Adrenalina Pura foi a confirmação de um favoritismo tão histórico quanto o feito alcançado. Isso porque o veleiro pernambucano conseguiu o 5º melhor tempo da história da Refeno, sendo que os outros quatro são do próprio barco.
Maior campeão da Refeno, com títulos recentes em 2023 e 2024 — já com os proprietários pernambucanos Avelar Loureiro, Humberto Carrilho e Cecília Peixoto — , o Adrenalina Pura levou o Fita Azul pela 9ª vez.
Antes, pela Bahia, venceu em todas as sete participações (de 2000 a 2002 e de 2005 a 2008). Além disso, é ainda o recordista da regata ao ter cravado, em 2007, a travessia da capital pernambucana até o arquipélago em 14 horas, 34 minutos e 54 segundos.
Equipe do Adrenalina Pura. Foto: Hugo Menezes / After Click / Divulgação
Neste ano, o Adrenalina Pura foi comandado por Gustavo Borges Pacheco, além da tripulação composta por Carlos Harten, Eduardo Henrique de Oliveira e Silva, Guilherme Siqueira Araújo, Júlia Lins da Rocha Brederodes Carrilho, Lucas Araújo Sant’anna, Patrick Sena, Pedro Fázio e Rafael Vasconcelos Queiroz Monteiro.
Das 90 embarcações que iniciaram a 35ª Refeno, quatro tiveram problemas técnicos e não vão concluir a travessia. O Boa Vida, de São Paulo, retornou para o Recife ainda no início. Enquanto o Bluebier, de Alagoas; o A Travessia, da Paraíba; e o Suduca, da Bahia, abandonaram a regata e seguiram para Cabedelo, na Paraíba.
Muito além de uma regata: veja iniciativas da 35ª Refeno
Ações sociais
Já é uma tradição da Refeno realizar iniciativas sociais em Fernando de Noronha. A organização promove ações médicas, jurídicas e educativas, além das entregas de kits escolares e de materiais esportivos.
No Recife, também foram realizadas ações como a visitação de crianças com Síndrome de Down e Transtorno do Espectro Autista (TEA) às embarcações da Refeno, assim como do Curso TransforMar, do Revela.
Passeio ecológico educativo de Noronha
A partir desta premissa da inclusão da população de Fernando de Noronha com o evento, a Refeno e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio da Universidade Estadual Paulista (UNESP) – Ilha Solteira, promoverão neste ano o 1º Passeio Ecológico Educativo de Fernando de Noronha, no dia 1º de outubro, a partir das 13h.
Os comandantes das embarcações da Refeno podem se inscrever para levar estudantes de Noronha para a travessia. O percurso será de aproximadamente 37 km no entorno do arquipélago e com duração máxima de quatro horas.
O evento contará também com palestras sobre vela e a conservação ambiental.
Carbono zero
Com apoio do Genio Carbon, o evento conta com uma plataforma de gestão de inventário de gases do efeito estufa, desenvolvida pela Ambipar Group, para realizar a mensuração das emissões na regata, visando classificá-las e quantificá-las. Com isso, a ideia é contribuir com a descarbonização e, consequentemente, diminuir o impacto climático.
Para se ter uma ideia, apenas o barco de apoio da travessia consome 5 mil litros de diesel. Apesar disso, vale reforçar que trata-se de um procedimento que engloba toda a programação da Refeno, não apenas a regata. Ou seja, toda a energia gerada nos 12 dias do evento, entre shows, palestras, atividades, alimentação e outras ações.
Assim como nos últimos anos, a campanha Plástico Zero segue e os velejadores não poderão entrar na Ilha com qualquer material plástico.
Maior regata oceânica da América Latina
Desde 1986, a Refeno reúne barcos de vários estados brasileiros — e até de outros países — para uma competição única e já tradicional que, ao longo de seus 38 anos, acompanhou a evolução daquilo que, literalmente, a move: os veleiros.
Para se ter uma ideia, no início de tudo isso, as embarcações contavam apenas com os astros para determinar sua rota de navegação.
Foto: Tsuey Lan Bizzocchi / Divulgação
O número de participantes também seguiu crescendo, e o que começou com apenas 22 corajosos alcançou números talvez impensáveis no início — mas que fazem total sentido hoje em dia. Em 2004, a Refeno quebrou um recorde, com mais de 140 barcos inscritos na regata, com veleiros de tamanhos e categorias diferentes.
Vale ressaltar que, atualmente, por determinação do ICMbio, o número de participantes é limitado a 100 embarcações — para garantir que o ecossistema local não sofra danos.
Foto: Tsuey Lan Bizzocchi / Divulgação
As categorias, aliás, são bastante variadas, abrangendo embarcações de classes como: ORC, VPRS, RGS, Mocra, Multicascos: Catamarãs e Trimarãs, Metal, Bico de Proa, Aberta e Turismo. Algumas, contudo, precisam apresentar o certificado de medição, com validade anual.
Quem diz que gatos não gostam de águacertamente não conhece Ronnie, o ‘gato marinheiro’ que viralizou no Instagram por suas aventuras em alto-mar. Adotado por uma família que largou tudo para viver sobre as águas, ele faz do mar das Ilhas Jônicas, na costa da Grécia, o seu quintal.
Ross e Laura Colledge são os responsáveis por compartilhar a rotina nada convencional do gato de três anos, que troca diariamente a caixa de areia pelo cenário paradisíaco que o cerca na hora de “usar o banheiro”.
Depois de esticar as pernas e explorar a vida em terra firme, o gato Ronnie volta nadando para sua casa flutuante, um veleiroBavaria, de 42 pés, e é recebido com uma tigela de atum e água doce — a rotina de um verdadeiro rei.
O nado de Ronnie até a praia não é algo que acontece apenas uma vez. Ele tem praticado stand up paddle, nadado, escalado pedras… ele simplesmente ama isso. É como se o mar fosse seu segundo lar– contou Laura à Newsweek
Foto: Instagram @sailinghollyblue / Reprodução
Como tudo começou
O casal Colledge costumava morar em Cornwall, na Inglaterra, em uma típica casa de dois andares. Ross era sócio de uma grande empresa de instalação de sistemas de segurança contra incêndios, enquanto Laura trabalhava como coach de saúde e condicionamento físico.
Ross costumava trabalhar 50 horas por semana. Era uma vida boa, mas não era gratificante– ressaltou Laura
Foto: Instagram @sailinghollyblue / Reprodução
A paixão pela aventura e pelo oceano, compartilhada pelo casal, ganhou impulso após o nascimento prematuro do primeiro filho, Josh, com apenas 29 semanas. Com o bebê em uma incubadora por mais de dois meses, os dois se deram conta do “quão frágil a vida pode ser.”
Queríamos mais para nós e para nossos filhos– conta Laura
Após a recuperação de Josh, a mãe de Laura, que vivia em Chipre, adoeceu. Ela, então, deixou o Reino Unido por um longo período para cuidar da mãe, enquanto Ross ficou para trás, por conta do trabalho.
Foto: Instagram @sailinghollyblue / Reprodução
A situação a colocou para pensar ainda mais sobre a reflexão que teve enquanto vivia as complicações de ter tido um filho prematuro, dando corda a uma virada de chave que a colocou exatamente no lugar em que está hoje.
Ross refinanciou a casa do casal e usou os fundos para comprar um veleiro e, em 2019, a família partiu para a nova vida.
Felinos em alto-mar
Ronnie não é o único gato a bordo do veleiro da família Colledge. O felino divide o espaço na embarcaçãocom Sledge, uma fêmea que segue as características mais comumente vistas em gatos, se contentando em ficar no barco a maior parte do tempo, aproveitando o confortoda vida no mar sem grandes preocupações.
Foto: Instagram @sailinghollyblue / Reprodução
Ambos os gatos foram adotados em períodos difíceis para o casal. Ronnie apareceu na janela de Laura quando ela estava em Chipre, “encharcado pela chuva”, enquanto ela se recuperava da perda de uma gravidez.
Foto: Instagram @sailinghollyblue / Reprodução
Sledge, por sua vez, foi descoberta debaixo de uma erva daninha na Grécia um ano depois, logo após Laura sofrer outro aborto espontâneo.
Atualmente, o casal, os filhos — Josh e Noah — e os gatos vivem a bordo e compartilham a rotina através das redes sociais e do YouTube.
Com o mesmo design marcante e todos os recursos do modelo com motor de centro-rabeta, a elogiada Sessa C36 ganhou uma nova versão, equipada com três motores de popa de 300 hp cada, com a qual o estaleiro Sessa Marine passa a disputar clientes mundo afora, encarando rivais no mercado mundial.
Essa competição acontece especialmente nos Estados Unidos, onde os motores de popa têm grande aceitação. Porém, ao mesmo tempo, a lancha tenta fisgar no Brasil quem busca embarcações desse tipo. Para isso, apresenta ao mercado um de seus melhores barcos com uma grande novidade na motorização.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Seguindo a tendência norte-americana de oferecer uma sobra de potência na motorização para ganhar mais desempenho — sem que o consumo seja necessariamente ampliado, por conta relação potência/peso —, essa 37 pés (11,30 metros) vem equipada com três Mercury de 300 hp cada – um autêntico foguetinho!
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Neste teste, chegamos a quase 44 nós de velocidade máxima, e isso nas águas não tão lisas assim de Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina.
Para quem, como o brasileiro, enxerga a plataforma de popa como uma extensão natural do cockpit — porque nenhuma outra parte a bordo deixa tão próximo da água —, e não apenas como elemento de embarque e desembarque, o uso de motores de popa tem uma desvantagem, que é a perda de espaço nessa área.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No caso da Sessa C36, isso implicou na eliminação do espaço gourmet na plataforma de popa. Em compensação, esses motores são mais leves que seus equivalentes de centro-rabeta, e por isso deixam o barco mais ágil e mais rápido, com ligeira vantagem no consumo de combustível.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Outra vantagem do motor traseiro é que, por ficar fora do barco, sobra mais espaço a bordo, considerando-se uma mesma lancha equipada com motor de centro-rabeta. Inclusive, dá até para instalar um estabilizador.
Sem contar que, em águas rasas, ele pode ser levantado mais alto que a quilha da lancha, permitindo que se navegue em baixa profundidade — o que não ocorre, com a mesma facilidade, no centro-rabeta. O acesso para a água é feito por uma escada de quatro degraus, de inox, voltada para boreste.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Ainda na popa há o tradicional chuveirinho (a boreste), cujo diferencial é a opção entre água quente e fria; uma tomada de cais (a bombordo); o bocal de abastecimento de diesel para o gerador (os bocais de gasolina a boreste e água na proa) e os cunhos de amarração e vários balizadores (spot de iluminação), que além de um efeito estético bonito oferecem segurança para a circulação dentro do barco.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A casa de máquinas, sob o piso do cockpit, é ocupada pelo gerador, pelo banco de baterias, por um boiler e pelos tanques de combustível. Chama atenção a qualidade tanto da parte elétrica quanto de hidráulica. E a lancha já está preparada para a instalação de estabilizadores, a critério do comprador.
Além disso, o casco foi construído pelo sistema de infusão, que garante maior leveza e resistência. Porém, de resto, a Sessa C36 — com hard-top, ar-condicionado no cockpit e capacidade para até 12 pessoas nos passeios diurnos — preserva as mesmas boas características da versão anterior.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Um bom exemplo disso é a cabine, com pernoite para cinco pessoas em dois camarotes e em uma ótima sala central, além de uma boa cozinha. Sem contar a plataforma de popa, que, embora menor, ainda garante um bom aproveitamento da área externa.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A inconfundível assinatura do Estúdio italiano CentroStile Design está presente já nas laterais do casco: as janelas, em curva, são grandes — o que resulta em maior luminosidade natural na cabine — e combinam harmoniosamente com as linhas do casco.
Destaque também para o arranjo inteligente do cockpit, com excelente distribuição de espaços, o que agrada a quem prioriza os passeios diurnos (ou seja, quase todo mundo), com eventuais pernoites a bordo.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O equilíbrio para isso foi alcançado por meio de um arranjo inteligente, em que a mesa e o sofá em “U” não roubam o espaço de circulação. A boreste fica a pia, com água pressurizada quente e fria, geladeira de gaveta de 75 litros, armário e a opção de um cooktop.
Mais à frente, ao lado do posto de comando, há uma chaise, ou espreguiçadeira, que fica numa posição bem alta, estratégia que permitiu ao projetista entregar uma cabine com pé-direito de 1,90 metro.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Outros itens de conforto são os dois porta-copos e o apoio para os pés. O banco, individual, tem assento rebatível. Porém, para a pilotagem em pé, o comandante pode ter alguma dificuldade para se encaixar entre o assento rebatido e o volante. Já a posição sentada é muito boa, sem prejuízo para o conforto e a visibilidade.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A boreste, o controle digital dos motores oferece duas opções de aceleração: com os dois manetes ao mesmo tempo (pilotagem tradicional) ou apenas uma (neste caso, comandando os três motores de uma só vez). No mesmo sistema, além dos manetes, encontra-se o botão active trim, de todos os motores ou individualmente.
O grande teto solar, de acionamento elétrico, tem duas claraboias, o que resulta em melhor aproveitamento da luz natural e em sensação de maior amplitude — sem contar a integração com a natureza.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na cabine há um confortável camarote de casal na proa (iluminado por duas grandes janelas e uma gaiuta), um sofá elegante na sala central — onde pode dormir mais uma pessoa –, e um camarote à meia-nau fechado, com armário com cabideiro e uma cama de casal enorme (que, por sua vez, não é claustrofóbica, por conta da boa altura sobre a cabeceira e das duas grandes janelas).
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O banheiro, a bombordo, tem um ótimo arranjo, podendo ser acessado diretamente por meio dos dois camarotes. O vaso sanitário foi incorporado ao box, o que resultou em ganho de espaço, além de um banquinho, muito útil na hora do banho.
No outro bordo, a cozinha, completa, chama ainda mais atenção por ser equipada com acessórios náuticos, como suportes para panelas sobre o cooktop e trincos com travas nos armários. E ainda há uma abertura envidraçada no teto (claraboia) garantindo a iluminação natural.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
É difícil alguém não gostar dessa cabine, muito bem bolada pelos projetistas italianos.
O acesso à proa se dá por passagens laterais nos dois bordos. Lá na frente, os solários podem ser rebatidos (não confundir com cabeceira regulável), convertendo-se em verdadeiras espreguiçadeiras, daquelas típicas de piscinas. Nos dois lados foram instalados porta-copos, pega-mãos e caixas de som marinizadas, para suportar maresia.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Um banquinho de madeira no púlpito de proa estende a área de convivência. Por sua vez, o guincho de âncora pode ser acionado tanto do painel de comando quanto pelos botões laterais a paiol da corrente. E ainda há um chuveirinho do lado.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Sem contar os porta-defensas, que são móveis (ficam escamoteados no corpo do guarda-mancebo) e por isso não ocupam espaço quando não estão cumprindo sua missão.
Mas é mesmo na popa, com a instalação do trio de motores (cada um com seu tanque de combustível específico), que a Sessa C36 mais chama atenção.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Essa opção tem tudo a ver com o foco da Sessa Marine no mercado internacional, especialmente para os Estados Unidos, onde os motores de popa têm grande aceitação. Segundo o estaleiro, outras remodelações e novas embarcações vêm aí.
Navegação da Sessa C36
Testamos a Sessa C36 nas águas de Balneário Camboriú, para saber como a lancha anda com os novos propulsores de popa — e se ela é tão eficiente, com seus 900 cavalos, quanto a versão com os dois elogiados motores Volvo D4 DPI diesel, de 270 hp cada.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
E a 37 pés da Sessa Marine não deixou nada a desejar, tanto na agilidade com que faz curvas quanto no desempenho, alcançando incríveis 43,9 nós de velocidade máxima, a 5.900 rpm.
Na velocidade de cruzeiro alto, que foi de 32 nós, a 4.500 rpm, os três motores em conjunto consumiram 141 litros/hora, que também se mostrou o regime mais econômico, chegando a uma autonomia de 164 milhas. Já na aceleração, precisou de apenas 7,3 nós para ir do zero aos 20 nós, outra grande marca.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No posto de comando, o painel foi dividido em três níveis, com o quadro de instrumentos digital dos motores na parte superior, uma tela central de 16 polegadas e a botoeira (de inox) na parte de baixo, onde estão localizados também (do lado esquerdo) o controle digital dos flaps e (do lado direito) o joystick, que facilita as manobras de atracação, principalmente.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O volante, com revestimento de couro, oferece conforto e segurança para o piloto.
Em resumo, a lancha entregou uma performance impressionante, especialmente quando se considera que trata-se de um típico barco-família. Todos estes números indicam uma ótima relação entre peso e potência.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Os 900 cavalos, que poderiam parecer excessivos, se casaram muito bem com o casco, que cortou muito bem as ondas, com boa estabilidade nas curvas, tanto enfrentando as próprias marolas quanto as de outros barcos.
Saiba tudo sobre a Sessa C36
Pontos altos
Navegação segura e bastante estável
Acabamento acima da média
O pé-direito da cabine
Pontos baixos
A distância entre o volante e o banco na pilotagem em pé
O assento basculante pode interferir na chave geral dos motores
Embora os antidepressivos ajudem milhões de pessoas, o efeito não é o mesmo quando essa substância contamina outras espécies. Segundo estudo publicado no British Ecological Society, os peixes já estão em contato com estes resíduos químicos — o que pode alterar o corpo, comportamento e reprodução sexual dos animais.
A pesquisa comandada por Upama Aich, Bob Wong e Giovanni Polverino estudaram os impactos do antidepressivo fluoxetina (mais conhecido pela marca comercial Prozac) em guppies machos. No experimento, 15 gerações e 3.600 peixes desta espécie foram expostos a níveis contaminados por resíduos farmacêuticos durante cinco anos.
Além de terem encontrado traços do antidepressivo nos peixes em águas doces — o que não surpreendeu os cientistas –, os resultados mostraram que mesmo pequenas doses da substância, comum em corpos d’água, prejudicam a saúde e a reprodução dos peixes.
De acordo com a pesquisa, a motilidade (movimentação) dos espermatozoides foi reduzida nos machos expostos, em comparação aos animais que não foram apresentados a resíduos de antidepressivos.
Como as guppies fêmeas são capazes de acasalar com múltiplos machos, os “espermatozoides de machos diferentes podem competir dentro da fêmea para fertilizar os óvulos”, segundo o estudo.
Motilidade espermática mais baixa pode, portanto, reduzir o sucesso reprodutivo de machos expostos à fluoxetina– disseram os pesquisadores no artigo
Consequências abrangentes
Feito para aumentar o nível de serotonina no cérebro e causar o sentimento de bem-estar e felicidade nos humanos, o antidepressivo Prozac tem efeito quase que inverso nos peixes. Outros estudos já apontaram que a fluoxetina pode tornar os guppies menos ativos — em todos sentidos.
Foto: Creative Commons/ Reprodução
Além disso, a substância química alterou o comportamento dos peixes, tornando-os menos capazes de ajustar suas ações em diferentes contextos. Na natureza, comportamentos previsíveis farão com que os guppies sejam alvos mais fáceis para predadores — que comprometeria sua sobrevivência.
Logo, esses efeitos comportamentais reforçam preocupações sobre como a poluição farmacêutica — mesmo que em pouca quantidade — pode impactar ecossistemas aquáticos. A pesquisa também ressalta a urgência de entender as consequências da substância nos ambientes a longo prazo.
Como o antidepressivo chega até os peixes?
Quando qualquer medicamento prescrito é consumido pelo paciente, seu corpo não absorve toda a substância. Logo, o resíduo é excretado na urina ou nas fezes. Em seguida, passa pelo vaso sanitário e continua para os cursos d’água e centros de tratamento de resíduo.
Entretanto, a substância permanece na água e as espécies marinhas absorvem esses poluentes. Nem mesmo nos centros de treinamento de resíduos — feitos justamente para eliminar os contaminantes — conseguem tratar o ecossistema e remover os restos farmacêuticos.
Sendo assim, a água ainda pode ser absorvida pelos peixes — como no caso dos antidepressivos. Para piorar, medicamentos vencidos ou não utilizados são frequentemente despejados no vaso sanitário, o que deixa a situação mais crítica.
Segundo especialistas, serão necessárias mais pesquisas para entender exatamente como esses poluentes podem prejudicar o ambiente aquático. Com mais resultados, teríamos mais respostas de como melhorar os padrões de monitoramento e diminuir — quiçá eliminar — os produtos químicos da água doce.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Uma ponte de pedra submersa, encontrada por arqueólogos na ilha de Maiorca, na Espanha, pode mudar o que se sabe sobre a presença humanano local. Ao que tudo indica, pessoas habitaram a região muito antes do que se imaginava.
A estrutura de 7,7 metros recebeu as atenções de um grupo de oito pesquisadores espanhóis, romenos e norte-americanos, que divulgaram os resultados do estudo na revista científica Nature, no último mês.
Indicação de onde fica a ilha de Malorca. Foto: Communications Earth & Environment/ Divulgação
A crença atual é de que os primeiros humanos surgiram na ilha há cerca de 4,4 mil anos, mas as características da ponte submersa indicam que ela foi construída entre 5,6 mil e 6 mil anos atrás.
“Isso fornece evidências da presença humana primitiva na ilha, datada de pelo menos 5.600 anos atrás e possivelmente de mais de 6.000 anos atrás”, aponta o estudo.
Ponte submersa ficava dentro de caverna
A Caverna Genovesa, que abriga a estrutura descoberta, faz parte de Maiorca — ilhaprincipal do Arquipélago Balear e sexta maior do Mediterrâneo. Segundo os pesquisadores, os primeiros humanos a habitá-la conheciam bem os recursos hídricos da caverna, já que a ponte foi construída de forma estratégica.
“Evidências indicam que os humanos construíram um caminho pavimentado com pedras que levava à piscina de água da caverna e a uma ponte robusta, facilitando o acesso à única outra seção seca da caverna situada além do lago. As razões exatas por trás da construção dessas estruturas permanecem obscuras”, aponta o artigo.
Caminho pavimentado que leva à ponte submersa. Foto: Communications Earth & Environment/ Divulgação
Nessa câmara seca, inclusive, foi descoberta “cerâmica, provisoriamente atribuída ao período Naviforme”, indica o estudo.
Atualmente, a caverna tem áreas inundadas devido ao aumento do nível do mar — motivo pelo qual a ponte está submersa. As incrustações de um mineral chamado calcita, bem como uma faixa de cor clara na estrutura, ajudaram a rastrear com precisão as mudanças pela qual a estrutura passou e, assim, datar a construção dela.
Localização da ponte submersa em relação à entrada da caverna e ao nível atual do mar. Foto: Communications Earth & Environment/ Divulgação
Agora, a probabilidade é de que os humanos tenham chegado à Maiorca cerca de 2 mil anos antes do que se acreditava. A ilha, sexta maior do Mediterrâneo, é a principal do Arquipélago Balear, região que enfrenta desafios em reconstruir a colonização humana devido às evidências arqueológicas limitadas.
Durante o 9º Congresso Internacional Náutica, realizado no São Paulo Boat Show, o prefeito de Penha, Aquilles da Costa, anunciou a primeira escala teste de cruzeiros transatlânticos para a temporada, consolidando o potencial turístico da cidade no litoral norte de Santa Catarina.
“A escala teste de cruzeiros é mais uma evidência do crescimento da cidade”, disse Aquilles da Costa, dentro do painel “Destino Penha, o Turismo Náutico Gerando Novas Oportunidades”. A escolhida para o local de ancoragem dos transatlânticos foi a Enseada do Itapocoroi — que, em 1827, a pedido da Corte portuguesa, foi retratada por Jean Baptiste Debret.
Aquilles da Costa, prefeito de Penha. Foto: Jhony Inácio/ Revista Náutica
“[O local] já passa por um levantamento hidrográfico conduzido pela empresa Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental, que inclui até um raio-x do fundo do oceano, garantindo mais segurança às embarcações”, disse Aquilles.
A expectativa é que a cidade receba até trinta navios cruzeiros por temporada, gerando um impacto econômico estimado em R$ 100 milhões com apenas uma escala– avaliou o prefeito
Penha é sede do 2º melhor parque temático do mundo, o Beto Carrero World, que atrai cerca de 3 milhões de visitantes anualmente. Além disso, o município tem 31 km de orla e um número de praias surpreendente, como explicou Aquilles.
“A gente cresceu com a informação de que Penha tinha 19 praias. Dentro do meu mandato, para fortalecer a cidade como destino turístico, decidimos fazer um diagnóstico, através da Fundação Municipal de Cultura. Resultado: Penha tem 74 praias!– Aquilles da Costa
O passo seguinte, ele conta, é a conquista do selo de Bandeira Azul. “Três delas já foram certificadas e mais três estão em processo de validação da maior e mais reconhecida certificação de qualidade para praias no país, reforçando nosso compromisso com o turismo sustentável”, afirmou o prefeito.
Aquilles da Costa, prefeito de Penha. Foto: Jhony Inácio/ Revista Náutica
A cidade catarinense também conquistou o certificado de destino sustentável Green Destination (nível Prata), cumprindo 71% dos critérios estabelecidos pela organização holandesa que avalia destinos sustentáveis.
Superamos Fernando de Noronha e atingimos um novo patamar no turismo mundial– comemorou Aquilles
Além disso, a cidade conta com cinco marinas e se destaca como sede de eventos esportivos náuticos, como campeonatos de vela e festivais de parapente.
Outro grande atrativo que simboliza o crescente desenvolvimento na região é a construção do Amazon Parques & Resorts, primeiro complexo turístico e hoteleiro do mundo com temática amazônica.
O empreendimento, em fase de construção, contará com aproximadamente 200 unidades de multipropriedade gerenciadas pela Wyndham Hotels & Resorts, a maior empresa de franquias hoteleiras do mundo.
Aquilles da Costa, prefeito de Penha. Foto: Jhony Inácio/ Revista Náutica
Com 420 leitos e capacidade para 1.056 hóspedes, o resort terá uma área de lazer de mais de 9 mil m², incluindo uma piscina de 420 m², brinquedos aquáticos, trilha de 200 metros, quadras de areia e beach tênis, além de 10 jacuzzis privativas.
Ainda na área de viagens, esportes e lazer, o município de Penha conta um programa chamado Rotas do Turismo, com as extensões Rota Cultural, Rota Gastronômica, Rota das Tartarugas, Rota de Cicloturismo, Rota dos Mirantes e Rota da Trilhas.
O Congresso Internacional Náutica é o principal evento do Brasil voltado a prefeitos, secretários de turismo e agentes do setor que buscam o crescimento econômico-social por meio do turismo das águas. As palestras antecederam a abertura ao público do São Paulo Boat Show, que contou com mais de 170 barcos em exposição, 50 lançamentos gerais, além de uma série de produtos e serviços.
Um comerciante do interior paulista foi o felizardo que levou para casa o prêmio do sorteio do São Paulo Boat Show 2024. Na última terça-feira (24), último dia do maior evento náutico da América Latina, ele conquistou a lancha Focker 188 Joy, do estaleiro Fibrafort, equipada com um motor F90C da Yamaha — e avaliada em mais de R$ 200 mil.
Os milhares de visitantes que passaram pelo salão tiveram a chance de concorrer à lancha durante os seis dias de evento — que aconteceu de 19 e 24 de setembro, no São Paulo Expo. Entre tantos concorrentes, apenas um pôde se vangloriar de levar a embarcação para casa: Douglas Azevedo.
Foto: Revista Náutica
Morador de São José dos Campos (SP), o comerciante de 47 anos ficou sabendo que seu nome havia sido sorteado apenas no dia seguinte, ao receber a notícia por um de seus amigos.
Na hora fiquei sem acreditar. A sensação é única e inexplicável– Douglas Azevedo, ganhador do sorteio do 27º São Paulo Boat Show
Douglas Azevedo, vencedor do sorteio do 27º São Paulo Boat Show. Foto: Arquivo Pessoal
Amante do universo náutico, o vencedor já possuía outra embarcação. “Sempre que posso, estou na represa de Igaratá com meu barco”, contou Douglas, que revelou em entrevista à Náutica que essas mesmas águas serão o palco da lancha que ganhou no São Paulo Boat Show.
Como foi o sorteio da lancha Fibrafort
Para ganhar a lancha, Douglas cumpriu todos os requisitos: visitou o salão náutico, preencheu o cupom que recebeu na entrada com seus dados pessoais e respondeu corretamente à pergunta “A lancha Focker 188 Joy está equipada com quantos motores de popa?”.
Foto: Revista Náutica
Por volta das 20h30 de terça-feira, a organização da Boat Show Eventos, os apresentadores de Náutica e representantes da Fibrafort e Yamaha comandaram o tão esperado sorteio. Milhares de cupons foram arremessados ao ar, enquanto duas crianças foram as responsáveis por pegar um deles no ar.
A ação aconteceu na entrada do pavilhão do São Paulo Expo, sob os olhares atentos e ansiosos do público presente, que torcia para ouvir seu nome como escolhido, além dos espectadores que acompanharam a transmissão ao vivo pelo Instagrame YouTube da Revista Náutica.
Ainda não caiu a ficha que fui o vencedor, ainda mais por ser uma Focker, que gosto tanto. São barcos incríveis– Douglas Azevedo
A premiação foi realizada através de uma parceria entre a Boat Show Eventos, Fibrafort e Yamaha.
“É realmente gratificante participar de momentos como este, especialmente quando o sorteado já conhece e aprecia a nossa marca. A ideia da ação junto ao Boat Show é justamente incentivar para que mais pessoas entrem para esse universo náutico ou até mesmo, no caso do Douglas, atualize a sua embarcação”, destaca Barbara Martendal Yamamoto, gerente comercial e de marketing da Fibrafort.
Foto: Revista Náutica
Conheça a Focker 188 Joy
Lançada em 2020, a Focker 188 Joy é o modelo de entrada da Fibrafort, indicada pela marca como lancha ideal tanto para quem deseja contar as primeiras milhas no mar, quanto para quem pesca e pratica esportes aquáticos.
Foto: Fibrafort / Divulgação
A lancha de 18 pés foi planejada para oferecer espaço e funcionalidade, facilitando a circulação e a integração entre as pessoas a bordo, em seus 5,50 m de comprimento e 2,10 m de boca. Com motorização de popa (1x 75 hp a 140 hp), a lancha tem capacidade para até sete passageiros.
A Focker 188 Joy sorteada chega com o motor de popa F90C, da Yamaha, que faz parte da nova geração de equipamento de 4 tempos da marca e apresenta diversos pontos de evolução em comparação a seu antecessor, o F90B.
Foto: Yamaha / Divulgação
O motor conta 16 válvulas de 1.832 cilindradas — contra 1.596 cc do modelo anterior — e eixo de comando único, sendo 4 válvulas por cilindro. Além do bloco do equipamento ser completamente novo, utiliza a rabeta do F115, o que proporciona mais resistência, força e economia. Por fim, a F90C tem garantia de cinco anos para uso em lazer, sem limite de horas, e de um ano para uso comercial, limitado a 600 horas.
São Paulo Boat Show 2024
Consagrado como o maior evento náutico da América Latina, o salão que acontece desde 1998 reuniu, neste ano, mais de 170 barcos, disponíveis para o público conhecer e comprar. Nesta 27ª edição, os visitantes ainda puderam participar do sorteio de uma lancha Focker 188 Joy, equipada com motor Yamaha.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Tradicionalmente, o evento revela os principais lançamentos do ano, com estaleiros nacionais e internacionais apresentando barcos e jets de todos os modelos, preços e tamanhos. O público ainda confere motores, equipamentos, acessórios, brinquedos aquáticos, decoração e produtos de luxo — como resorts e helicópteros — expostos no Espaço dos Desejos.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Visando expandir sua capacidade de operação, a agência do Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Darpa) passou a buscar, ainda em 2022, alternativas para a criação de uma aeronave militar que pudesse carregar grandes quantidades de carga e pousar na água. Dois anos depois, um modelo ganhou um conceito gráfico, divulgado em vídeo exercendo tais funções.
Trata-se da Liberty Lifter, da Aurora Flight Sciences. A aeronaveatende a um dos principais requisitos da agência americana para o projeto: o uso do efeito solo, fenômeno aerodinâmico que ocorre quando um corpo é submetido a uma interrupção no escoamento de ar ao redor dele, devido à presença de uma superfície plana, como o solo ou a água.
Foto: Aurora Flight Sciences / Divulgação
Dessa forma, a Liberty será capaz de levantar cargas pesadas sem necessidade de uma pista de pouso, já que o efeito cria uma espécie de almofada de ar que diminui o arrasto, ao passo que aumenta o alcance e a capacidade de carga — ideal para o uso militar, tanto em operações quanto para transporte. Assista ao vídeo demonstrativo:
A aeronave poderá operar em estado de mar 4 que, de acordo com a Escala Douglas (que mede a altura das ondas e a ondulação do mar), corresponde a ondas entre 2,5 metros e 4 metros de altura.
Segundo a Aurora Flight Sciences, um protótipo de 65 metros de envergadura, capaz de levantar cerca de 22,6 mil quilos, está em desenvolvimento. A capacidade de carga almejada ao final do projeto é de 81 mil quilos. A previsão é de que a construção aconteça em 2026 e a aeronave inicie as atividades em 2028.
Além da Aurora, uma empresa de propriedade da Boeing, a General Atomics, também foi contratada para desenvolver uma versão da aeronave militar.
O submarino Titan, da OceanGate, implodiu há mais de um ano, em junho de 2023, quando tentava, por meio de uma expedição, chegar até os destroços do Titanic. A repercussão sobre o assunto, contudo, segue até hoje e acaba de ganhar mais um capítulo revelador: foram identificados problemas no Titan muito antes da tragédia acontecer.
Em uma audiência realizada nesta quarta-feira (25), Don Kramer, do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB, em inglês), disse à Guarda Costeira dos Estados Unidos que a fibra do casco de pressão do submarino apresentava rugas e porosidade mesmo um ano antes do acidente — e essa foi apenas uma das considerações problemáticas sobre a embarcação da OceanGate.
Buracos na camada de fibra de carbono de protótipo do submarino Titan após testes de pressão da água. Foto: Guarda Costeira dos EUA / Reprodução
O submarino Titan implodiu a cerca de 3.350 metros de profundidade, em 18 de junho de 2023, enquanto levava o então diretor-executivo da OceanGate, Richard Stockton Rush III, um copiloto e três bilionários ao fundo do mar, onde estão, até hoje, os destroços do Titanic, histórico navio naufragado mais de 112 anos atrás — todos morreram.
Além das “rugas e porosidade”, Kramer afirmou que o submarino apresentava imperfeições vindas do processo de fabricação. O Titan teria, inclusive, mudado seu comportamento funcional após um “forte estrondo” ser ouvido durante um mergulhoum ano antes da tragédia.
Momento em que o Titan é encontrado por um ROV no fundo do mar. Foto: Guarda Costeira dos EUA / Reprodução
Como se não bastasse, dois tipos diferentes de sensores no Titan registraram um “evento acústico alto”, relatado por testemunhas durante um mergulho em 15 de julho de 2022, conforme afirmou Kramer.
Outro grande problema do submarino foi observado ainda em 2018 por David Lochridge, ex-diretor de operações da OceanGate. Segundo informado por ele à Guarda Costeira, o material do casco do Titan, em fibra de carbono, “se deformava em altas profundidades”.
Na prática, cada descida no mar enfraquecia o submarino cada vez mais. Inclusive, peças do casco recuperadas após a tragédia mostraram uma delaminação (quando as camadas se deslocam) substancial das camadas de fibra de carbono.
Foto: OceanGate Expeditions / Divulgação
Lochridge informou aos diretores da OceanGate sobre os sinais visíveis de delaminação e outros pequenos buracos na fibra de carbono em um relatório no mesmo ano, exigindo mais testes no submarino — e foi demitido logo após apresentá-lo.
O relatório foi encaminhado por Lochridge à diretoria via e-mail, em janeiro de 2018. De acordo com ele, conforme exposto em audiência, suas preocupações foram “ignoradas em diversas ocasiões”.
Na minha opinião, até que ações corretivas adequadas estejam em vigor e concluídas, o Cyclops 2 (Titan) não deve ser tripulado em nenhum dos próximos testes– disse o então diretor no relatório
Lochridge também alertou que o casco de pressão (parte do submarino que mantém os passageiros seguros) não havia sido testado, enquanto uma janela no submarino, sim, mas apenas até 1.300 metros — entretanto, o Titan mergulharia numa profundidade três vezes maior.
Segundo o documento judicial, a intenção da OceanGate era realizar o teste de estresse no momento da expedição, e a precaução contra uma possível implosão se baseava num sistema de alerta acústico, que soaria um alarme caso o casco começasse a se romper. O problema, neste caso, é que “não haveria tempo hábil para o sistema funcionar e impedir a tragédia”.
São Paulo é uma grande potência hídrica. E não estamos falando de seus quase 900 quilômetros de costa e sim das águas interiores. São mais de 4,2 quilômetros de rios navegáveis e mais de 50 lagos e represas. Só o rio Tietê possui cinco mil afluentes. Localizadas no entorno desse mar de água doce, pelo menos 120 cidades têm vocação para o turismo náutico.
Para explorar esse potencial, o governo do estado de São Paulo, através da Secretaria de Turismo e Viagens (Setur-SP), criou o Programa de Turismo Náutico, que promete estruturar e fomentar o fluxo de visitantes a esses municípios com a instalação de um modelo padronizado de estruturas.
Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica
A padronização dessas estruturas seria composta por píeres de atracação e passarelas, píeres flutuantes de atracação e sistemas de ancoragem construídos pela Metalu, com alumínio naval e madeiramento, além de mirantes e pergolados.
Durante o 9º Congresso Internacional Náutica, Luís Antônio Sobrinho, consultor da Invest SP, da Secretaria de Viagens e Turismo (Setur-SP) comentou — representando o secretário da pasta, Roberto de Lucena — sobre o assunto na sua palestra “O impacto Econômico do Turismo no Desenvolvimento Regional”.
O objetivo é estruturar e fomentar o fluxo de visitantes a partir da qualificação da atividade náutica– Luís Antônio Sobrinho
Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica
De acordo com o consultor da Invest/SP, na primeira fase do programa 13 cidades estão sendo contempladas com as estruturas, sendo que seis — que movimentam atualmente 1,7 milhão de turistas e excursionistas e geram um movimento de cerca de R$ 646 milhões ao ano em setores como lazer, transportes e compras — já foram atendidas.
“Considerando impactos diretos e indiretos, o turismo movimenta atualmente R$ 2,5 bilhões nessas 13 cidades. Com a implantação das estruturas náuticas, a previsão é de aumentar a movimentação econômica em 90% nos próximos 10 anos, com o número de turistas saltando para 6 milhões”, disse Sobrinho.
Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica
Segundo ele, o turismo náutico é uma forma sustentável de desenvolver um destino e aproveitar as riquezas naturais que o estado de São Paulo tem, além de promover a consciência ambiental e de gerar emprego e renda para a população das cidades.
Porém, essa hidrografia, apesar de enorme, é pouco conhecida. E as cidades aptas a desenvolver seu potencial não eram contempladas com investimentos públicos. Com isso, esses municípios estavam com as costas viradas para as águas– diagnosticou o consultor da Invest/SP.
A partir do Programa de Turismo Náutico da Setur-SP, esta página está sendo virada. “Por meio de estudos, identificamos os municípios banhados por águas interiores que começaram a enxergar a importância do poder transformador de estruturas náuticas para o desenvolvimento. E foi por eles que demos início ao programa”, disse Sobrinho.
Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica
Os 13 primeiros municípios do interior paulista já atendidos ou em vias de serem contemplados são estes: Araçatuba, Avaré, Fartura, Mira Estrela, Pereira Barreto, Pederneiras, Piraju, Presidente Epitácio, Rosana, Rubinéia, Sales, Três Fronteiras e Timburi.
Para eles, a chegada desses sistemas de ancoragem representa uma guinada, tendo o turismo náutico como vetor de desenvolvimento econômico.
O Congresso Internacional Náutica teve patrocínio da Metalu (maior fabricante de píers de alumínio no mundo) e antecedeu a abertura ao público do São Paulo Boat Show, evento que contou com mais de 170 barcos em exposição, 50 lançamentos gerais, além de uma série de produtos e serviços.
São Paulo Boat Show 2024
Consagrado como o maior evento náutico da América Latina, o salão que acontece desde 1998 reuniu, neste ano, mais de 170 barcos, disponíveis para o público conhecer e comprar. Nesta 27ª edição, os visitantes ainda puderam participar do sorteio de uma lancha Focker 188 Joy, equipada com motor Yamaha.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Tradicionalmente, o evento revela os principais lançamentos do ano, com estaleiros nacionais e internacionais apresentando barcos e jets de todos os modelos, preços e tamanhos. O público ainda confere motores, equipamentos, acessórios, brinquedos aquáticos, decoração e produtos de luxo — como resorts e helicópteros — expostos no Espaço dos Desejos.
O universo náutico contempla um lifestyle que vai muito além dos barcos. Por isso, o São Paulo Boat Show, maior evento do setor na América Latina, reserva um ambiente especial para marcas de alto padrão: o Espaço dos Desejos.
Os objetos e serviços mais exclusivos e cobiçados do mercado de luxo ficaram na área premium. Neste ano, por lá atracaram nada menos que nove marcas de alto padrão, apresentando desde relógios suíços a um helicóptero e carro blindado. Conheça mais sobre cada uma delas a seguir!
Empire Watches
Marcando presença pela segunda vez no São Paulo Boat Show, a Empire Watches faz a compra, venda e intermediação de relógios seminovos, todos de alta relojoaria. São marcas suíças como Rolex, Patek Philippe, Audemars Piguet e Cartier — essa última, apesar de ser francesa, tem o produto fabricado na Suíça.
Foto: Victor Santos/Revista Náutica
O público curte bastante, sempre encontramos clientes novos e clientes já fiéis a nossa marca também. Muita gente que gosta de barcos, de aeronaves, gosta de relógio– destaca Gustavo Pires, representante da Empire Watches
Audi Helicópteros
Distribuidora oficial dos helicópteros Robinson, a marca Audi Helicópteros faz assessoria de venda, importação, nacionalização, hangaragem e manutenção das aeronaves. No salão, apresentou o modelo R66 Turbine, o “mais vendido do mundo”, conforme conta Ana Turquetti, do time de vendas da marca.
Foto: Victor Santos/Revista Náutica
Muitos clientes conhecem a aviação, mas não esse modelo em específico. Hoje em dia um helicóptero desse é mais usado como uma ferramenta de trabalho, poucos usam para lazer– explica Ana
Vibra
Por meio da Vibra, todas as informações sobre os combustíveis Diesel Verana e Gasolina Podium puderam ser conferidas de perto no salão náutico. O estande informativo levou ao público um quiz, onde as repostas certas sobre os produtos geravam brindes exclusivos da marca.
Foto: Victor Santos/Revista Náutica
Esse evento pra gente é essencial, porque conseguimos fazer um match de tudo que é oferecido aqui. O público conseguiu tirar dúvidas e pudemos apresentar o produto para quem não conhece– destacou Bruno Pereira, analista de produtos premium da Vibra
BR Marinas
Tida como a maior rede de marinas do Brasil, a BR Marinas esteve no Espaço dos Desejos apresentando as oito unidades da marca, todas no Rio de Janeiro, desde Paraty até Búzios, com vagas secas e molhadas.
Foto: Victor Santos/Revista Náutica
Mateus Araújo, analista comercial da BR Marinas, conta que passaram pelo estande “muitos clientes com o desejo de adquirirem embarcações ou fazer o upgrade do barco”, animados com o salão e considerando a 27ª edição do evento como a “melhor dos últimos anos em questão de novos negócios.”
Muitos clientes realizaram a compra do barco no evento e passaram no estande da marca para fechar negócio também com a BR Marinas– revelou Mateus
Ilha dos Coqueiros
A Ilha do Coqueiros, localizada na região da Costa Verde, em Angra dos Reis, é o destino certo para quem busca temporadas inesquecíveis — com muito luxo e exclusividade. Um verdadeiro paraíso, o espaço conta com 170 mil m² de Mata Atlântica, flora marinha, praia privativa e viveiros de peixes.
Foto: Revista Náutica
Ao todo são cinco chalés e quatro suítes de até 110 m², todos com vista para o mar e montanhas, área gourmet com cozinha industrial, duas piscinas, bar externo, churrasqueira, spa, pista de cooper, heliponto homologado e píer de flutuante que comporta até dez barcos de grande porte.
Ecoolmove
A Ecoolmove, empresa de mobilidade elétrica, levou ao salão três veículos elétricos. O destaque ficou por conta de um modelo exclusivo: o Big Cart Sport. Entre seus atributos estão o design arrojado, a tecnologia embarcada e o espaço para até seis pessoas.
Foto: Revista Náutica
Nossas expectativas foram superadas, com muitas vendas concluídas– destacou Marcelo Calleri, gerente de vendas da Ecoolmove
Kiaroa
Sofisticado resort em um santuário ecológico cercado pela Mata Atlântica, na bela Península de Maraú, na Bahia, o Kiaroa tem 180 mil metros quadrados, piscinas naturais, praias paradisíacas, coqueirais, longas faixas de areia desertas e, sobretudo, um pôr do sol de tirar o fôlego.
Foto: Victor Santos/Revista Náutica
Essa foi a terceira vez que o empreendimento marcou presença no salão náutico paulista. Nesses três anos, o público pôde acompanhar a evolução do resort, que agora já tem previsão de entrega confirmada: janeiro de 2025.
O Boat Show tem uma função muito bacana também institucional, de reforçar a marca e o serviço dentro desse mercado. É sempre muito positiva a nossa participação– Sandra Lopes, relações públicas da Kiaroa
Miguel Giannini Óculos
Pioneira no conceito de estética ótica, a Miguel Giannini Óculos revolucionou o mercado nos anos 1970. A marca tornou-se referência e reúne muitos famosos entre seus clientes, de políticos a celebridades.
Foto: Revista Náutica
No salão, a marca apresentou novidades de marcas como Anne Valentin, Res Rei e Face à Face, com “armações extremamente leves, supermodernas, de designers ópticos, que não se encontram em qualquer ótica”, como explica Diogo Pereira, supervisor de compras da Miguel Giannini Óculos.
Chroma Blindagem
Com mais de duas décadas de atuação, a Chroma é uma das maiores provedoras de soluções automotivas do Brasil. No São Paulo Boat Show, a marca apresentou, por meio de uma Mercedes AMG G63, uma blindagem feita com “os materiais mais tecnológicos do mercado atual”, como explica Gustavo Crescenzo, diretor-proprietário da Chroma Blindagem.
Foto: Revista Náutica
Segundo ele, a marca disponibiliza “os vidros mais leves existentes”, assim como a “parte opaca”, denominada UD Carbono, exclusividade da Chroma. Uma blindagem com os materiais oferecidos pela empresa sai a partir de R$ 95 mil, alcançando até R$ 180 mil.
São Paulo Boat Show 2024
Consagrado como o maior evento náutico da América Latina, o salão que acontece desde 1998 reuniu, neste ano, mais de 170 barcos, disponíveis para o público conhecer e comprar. Nesta 27ª edição, os visitantes ainda puderam participar do sorteio de uma lancha Focker 188 Joy, equipada com motor Yamaha.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Tradicionalmente, o evento revela os principais lançamentos do ano, com estaleiros nacionais e internacionais apresentando barcos e jets de todos os modelos, preços e tamanhos. O público ainda confere motores, equipamentos, acessórios, brinquedos aquáticos, decoração e produtos de luxo — como resorts e helicópteros — expostos no Espaço dos Desejos.
Além de reunir grandes estaleiros e marcas de motores e acessórios, o São Paulo Boat Show 2024trouxe ao público a atração Destinos Náuticos, com estandes de estados e cidades que mostraram o que há de mais bonito nas regiões, especialmente para quem ama navegar e estar em contato com águas doce e salgada.
Por meio de vídeos, panfletos, espaços instagramáveis e elementos culturais, os espaços reservados aos estados de São Paulo, Goiás, Paraná e Bahia, além da cidade de Ilhabela, cativaram os visitantes e chamaram a atenção também para a importância do investimento no setor náutico.
Confira o que cada Destino Náutico exibiu
São Paulo
O estado que abriga o São Paulo Boat Show optou por um espaço imersivo, rodeado por imagens captadas no fundo do mar. Quem passava por lá também recebia panfletos variados com dicas de destinos turísticos e náuticos.
Foto: Revista Náutica
Além dos conhecidos litorais nortes e sul, com praias belíssimas, a Secretaria de Turismo e Viagens do estado procurou difundir conhecimento acerca dos rios Tietê, Paraná e Paranapanema, que também oferecem muitas opções para os apaixonados por navegar e se aventurar em atividades como o mergulho.
Ilhabela
Cidade localizada no litoral norte de São Paulo, Ilhabela montou no salão um estande colorido e cheio de elementos náuticos.
Foto: Revista Náutica
Logo na entrada, havia um veleiro Optimist, da escola municipal de vela Lars Grael — que oferece aulas totalmente gratuitas. Um cercado destinado a recolher velas descartadas foi emprestado por uma ONG local, que usa o material para criar bolsas, casacos e outros itens de vestuário.
Nas paredes, pinturas da artista Amora Sgarbi, residente de Ilhabela, conhecida por reproduzir, em nanquim, imagens relacionadas à vela e ao mar. O estande também trouxe dois telões com fotos de uma baleia jubarte e de um navio de cruzeiro — devido ao avistamento de baleias na região e ao porto de recebimento de cruzeiros.
Foto: Victor Santos/Revista Náutica
“Somos detentores do maior evento náutico da América Latina, que é a Semana de Vela de Ilhabela, e queremos promover a cidade como destino turístico e náutico, além de abrir espaço para que empresários venham com a gente”, afirma Carolina Reis, assessora de Turismo de Ilhabela.
Goiás
Os circuitos de pesca foram um dos destaques do estande. Quem gosta da prática, ficou por dentro do Circuito Goiano de Pesca Esportiva, que já conta com 260 barcos inscritos, e dos dois torneios femininos Tucuna Queen e Rainha do Araguaia, exclusivos para as pescadoras.
Foto: Victor Santos/Revista Náutica
Depois de oferecerem um cafezinho aos visitantes, os expositores também falaram sobre as maravilhas de Goiás, como o rio Araguaia, Caldas Novas, Chapada dos Veadeiros e outras regiões muito bem aproveitadas pelos amantes náuticos.
Em exposição, um jet da Sea-Doo, escolhido para consolidar a ideia de que não faltam oportunidades para os aventureiros desbravarem o estado.
Foto: Victor Santos/Revista Náutica
Paraná
O estande divulgou as unidades de conservação do estado, que incluem belas cachoeiras, e vários locais de passeios, como Salto São João, Salto São Francisco da Esperança e Ilha do Mel.
Foto: Victor Santos/Revista Náutica
Em uma das paredes, um grande mapa identificava os novos parques da região e, em telões, vídeos de empresas parceiras mostravam opções de trilhas, pesca e parques aquáticos.
Foto: Revista Náutica
Os visitantes ainda ficaram por dentro da mostra da Expo Motorhome (que acontece no Paraná e chegará a São Paulo em novembro), e puderam degustar cachaças do estado e tirar fotos com câmeras instantâneas.
Bahia
Marcos Miranda, coordenador da SETUR Bahia, destaca que, das 13 zonas turísticas da Bahia, sete têm vocações náuticas — sendo quatro na costa marítima e três em águas doces.
Foto: Revista Náutica
Foi para mostrar isso ao público que o estande levou panfletos com mapas e destinos, cocadas típícas baianas, fitinhas do Bonfim e uma sorridente baiana vestida com roupas típicas.
Todo colorido, o espaço também exibiu fotografias de atividades náuticas, vida marinha, passeios aquáticos e chamou a atenção para a regata Aratu-Maragojipe, que começa em água salgada e termina em água doce.
Primeiro Salvador Boat Show acontecerá em novembro deste ano. Foto: Revista Náutica
Os expositores ainda buscaram conversar com estaleiros, marinas, resorts e outros players do mercado para mostrar o investimento no universo náutico que foi feito nos últimos anos e convidá-los a aproveitar as oportunidades de negócios.
São Paulo Boat Show 2024
Consagrado como o maior evento náutico da América Latina, o salão que acontece desde 1998 reuniu, neste ano, mais de 170 barcos, disponíveis para o público conhecer e comprar. Nesta 27ª edição, os visitantes ainda puderam participar do sorteio de uma lancha Focker 188 Joy, equipada com motor Yamaha.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Tradicionalmente, o evento revela os principais lançamentos do ano, com estaleiros nacionais e internacionais apresentando barcos e jets de todos os modelos, preços e tamanhos. O público ainda confere motores, equipamentos, acessórios, brinquedos aquáticos, decoração e produtos de luxo — como resorts e helicópteros — expostos no Espaço dos Desejos.
A 27ª edição do São Paulo Boat Show reuniu um time de peso no São Paulo Expo, com os principais nomes do mercado náutico nacional e internacional. Entre eles, estava a Infláveis Remar, que há 19 anos fabrica e atua na manutenção de embarcações infláveis.
Neste ano, um dos grandes destaques da marca no salão paulista foi o bote modelo premium, de 3,2 metros de comprimento. O comando à distância protagoniza seu principal destaque, mas os pontos fortes do barco não param por aí.
Foto: Revista Náutica
Priscila Coutinho, gerente comercial da Infláveis Remar, explica que além do “conforto e design diferenciados” proporcionados pelo comando, o bote conta ainda com estofamento, EVA no piso, console com guarda-mancebo e acrílico, além de itens opcionais, como luz de navegação, púlpito de proa com punho e luz de alcançado.
“Foi pensado em cada detalhe, não só para que a embarcação tivesse uma altíssima qualidade, que é o padrão da infláveis Remar, mas para que qualquer um que batesse o olho gostasse do design, do acabamento, de todos os mínimos detalhes. Está sendo a grande atração do estande”, ressaltou Priscila.
Foto: Revista Náutica
Com capacidade para quatro pessoas e 420 kg de carga, o bote tem motorização indicada de 30 HP dois tempos, sendo que, segundo Priscila, a Infláveis Remar indica e monta de fábrica com motor Mercury.
Com os opcionais inclusos, o bote foi comercializado de R$ 34 mil por R$ 29 mil no salão, sendo que, de fábrica, com motor de 30 HP Mercury, uma promoção exclusiva do salão permitiu que o bote fosse adquirido por R$ 57 mil no evento, “já pronto para navegar”, como conta a gerente comercial.
Foto: Revista Náutica
Outro modelo que atraiu olhares no estande da Infláveis Remar foi o bote RM 2 metros. Com a finalidade de ser uma embarcação de apoio, o modelo chega ao mercado desenvolvido junto ao navegador Guilherme Veiga, com vários opcionais diferenciados.
Ente eles estão o EVA no deck, banco de proa — sendo que o comum é um de popa — que, “além do conforto, facilita a vida do passageiro na hora de embarcar e desembarcar no barco principal”, como explica Priscila.
Há ainda vários suportes para cabos, para que eles não fiquem soltos na embarcação, bolso de proa para porta-objetos e um diferencial: uma proteção de perfil no V do casco, tanto para preservar a quilha, quanto para preservar o piso da embarcação na hora de arrastar o bote de apoio dentro do barco principal.
É um modelo desenvolvido junto ao Guilherme Veiga, que trouxe vários pontos importantes na construção do barco. Ele já sai de série nessa linha com o padrão Veiga, que inclui rodas de transporte, para facilitar a locomoção do barco em terra– destaca Priscila
Esse modelo de bote conta com opções de 1,80 metro e 2 metros, indicados para até duas pessoas, além de 2,20 metros, para três passageiros, e um de 2,4 metros, para quatro pessoas — a motorização, para todos esses tamanhos, é de 5 HP.
O menor modelo sai por R$ 11 mil, enquanto o maior é comercializado por R$ 13,5 mil.
São Paulo Boat Show 2024
Consagrado como o maior evento náutico da América Latina, o salão que acontece desde 1998 reuniu, neste ano, mais de 170 barcos, disponíveis para o público conhecer e comprar. Nesta 27ª edição, os visitantes ainda puderam participar do sorteio de uma lancha Focker 188 Joy, equipada com motor Yamaha.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Tradicionalmente, o evento revela os principais lançamentos do ano, com estaleiros nacionais e internacionais apresentando barcos e jets de todos os modelos, preços e tamanhos. O público ainda confere motores, equipamentos, acessórios, brinquedos aquáticos, decoração e produtos de luxo — como resorts e helicópteros — expostos no Espaço dos Desejos.
União do universo náutico com o automobilístico, a Seacar Maestry atracou no São Paulo Boat Show 2024 com novidades que deixaram o barco com cara de carro ainda mais atraente.
Uma delas é a capota opcional, que dá um toque ainda mais esportivo ao modelo, e a iluminação melhorada, com lanterna e farol. Caso o proprietário deseje, também pode adicionar um suporte para wakeboard e internet via satélite da Starlink — empresa do bilionário Elon Musk.
Foto: Victor Santos/Revista Náutica
Outro ponto de destaque é a configuração de cores, mais pigmentadas e profundas. Pela primeira vez no Boat Show paulista com o modelo, a lancha Seacar Maestry atraca com tons chamativos, com casco em azul esverdeado — cujas nuances mudam de acordo com a incidência da luz do sol — e detalhes em amarelo.
Mas isso fica de acordo com o gosto do cliente, que pode personalizar tanto os tons externos, quanto dos estofados em couro.
Por falar em interiores, o modelo acomoda duas pessoas em um espaço muito similar ao de um carro. A navegação, por exemplo, é feita a partir de uma alavanca de hidrojato, igual a um câmbio automático, e um pedal. A aparência do timão também é a mesma a de um volante.
Foto: Revista Náutica
O barco também conta com um cooler que comporta até 10 litros de capacidade, localizado logo atrás da alavanca de hidrojato. Possui tela de gerenciamento de motor — sendo possível adicionar uma central multimídia — e saída de som que pode ficar embutida ou visível nas laterais.
Foto: Revista Náutica
De acordo com a marca, o modelo com os adicionais expostos no salão náutico sai por R$ 487 mil.
Foto: Revista Náutica
São Paulo Boat Show 2024
Consagrado como o maior evento náutico da América Latina, o salão que acontece desde 1998 reuniu, neste ano, mais de 170 barcos, disponíveis para o público conhecer e comprar. Nesta 27ª edição, os visitantes ainda puderam participar do sorteio de uma lancha Focker 188 Joy, equipada com motor Yamaha.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Tradicionalmente, o evento revela os principais lançamentos do ano, com estaleiros nacionais e internacionais apresentando barcos e jets de todos os modelos, preços e tamanhos. O público ainda confere motores, equipamentos, acessórios, brinquedos aquáticos, decoração e produtos de luxo — como resorts e helicópteros — expostos no Espaço dos Desejos.
As mais recentes novidades da tecnologia para o mercado de embarcações foram exibidas no estande da Marine Group durante o São Paulo Boat Show 2024, maior evento náutico da América Latina, que terminou nesta terça-feira (24).
Com um grande catálogo, a empresa que representa produtos de marcas como Garmin, Fusion, Lumishore, Lofrans’, Webasto e Sionyx engloba desde o setor de eletrônicos e refrigeradores até geradores e sistemas de áudio.
Foto: Revista Náutica
No estande da Marine Group durante o São Paulo Boat Show 2024, o público conferiu de perto dois grandes lançamentos: a nova tela GPS 16’23 XSV, da Garmin, e a câmera Sionyx Night Vision.
Gabriel Bortoletto, gerente nacional de vendas da Marine Group, explica que o GPS de 16 polegadas tem recursos para recepcionar equipamentos de outras fabricantes, além de tela com acabamento em vidro para todas as embarcações.
A câmera Sionyx, por sua vez, dispõe de visão noturna que “pega a luz das estrelas para fazer o night vision, diferente das câmeras infravermelhas normais”, conforme conta Bortoletto. “É quase uma câmera térmica, que dá uma resolução colorida muito boa”, completa.
Foto: Revista Náutica
Além dos lançamentos, no estande da marca o visitante do salão conheceu outro produto de destaque: o ar-condicionado com inverter da Webasto. Bortoletto explica que “a tecnologia traz uma rampa de aceleração, que faz com que o gerador não sofra tanto, assim como a tomada de cais.”
Ele se autoajusta e não tem um pico de corrente muito grande, diferente de um equipamento normal– destaca o gerente
Foto: Revista Náutica
São Paulo Boat Show 2024
Consagrado como o maior evento náutico da América Latina, o salão que acontece desde 1998 reuniu, neste ano, mais de 170 barcos, disponíveis para o público conhecer e comprar. Nesta 27ª edição, os visitantes ainda puderam participar do sorteio de uma lancha Focker 188 Joy, equipada com motor Yamaha.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Tradicionalmente, o evento revela os principais lançamentos do ano, com estaleiros nacionais e internacionais apresentando barcos e jets de todos os modelos, preços e tamanhos. O público ainda confere motores, equipamentos, acessórios, brinquedos aquáticos, decoração e produtos de luxo — como resorts e helicópteros — expostos no Espaço dos Desejos.
Se tem uma palavra que definiu o estande da XFloat no São Paulo Boat Show 2024 é novidade. Com diversos lançamentos, a empresa de 25 anos de mercado ampliou o portfólio náutico e trouxe aos apaixonados por navegação uma gama diversa de produtos.
O primeiro deles é o colete Superflex, série Diamante, que foi apresentado em primeira mão no evento. Feito em Neoprene, o modelo tem tanto elastano que serve desde para quem veste P, até para aqueles que usam GG.
Foto: Revista Náutica
Segundo Rodrigo Torres, proprietário da XFloat, a novidade tem flutuador anti-impacto usado pela Embraer, e protege contra quedas em altas velocidades. A parte de trás foi desenhada para travar a coluna cervical, mas sem impedir o movimento dos braços.
“Ele é todo gomado, cheio de detalhes. Enquanto eu faço dez do comum, faço dois desse”, aponta Rodrigo, reforçando o caráter artesanal do modelo. O colete custa R$ 1,8 mil.
Foto: Revista Náutica
Outra novidade é o Floater Kids, um flutuador criado para manter em segurança os pequenos durante banhos de mar, rio ou piscinas. Por ser tamanho único, o produto não é direcionado a uma faixa etária específica — basta que a criança caiba nele.
O modelo conta com cinto de segurança e tela que bloqueia os raios de sol, mas que pode ser retirada a qualquer momento. O apoio para os pés também é removível.
Foto: Revista Náutica
Para quem curte relaxar sobre as águas, a XFloat apresentou tapetes e cadeiras flutuantes. Segundo Rodrigo, os itens são feitos por tecelões e suportam até 120 quilos. Outra opção para os momentos de lazer é a boia de um ou dois lugares, feita de nylon de alta resistência.
Foto: Revista NáuticaFoto: Revista Náutica
A empresa também levou sua linha atualizada para pets, com coletes salva-vidas, bem como itens que vão de copos térmicos e bonés até raquetes e facas artesanais para cutelaria.
Foto: Revista NáuticaFoto: Victor Santos/Revista Náutica
São Paulo Boat Show 2024
Consagrado como o maior evento náutico da América Latina, o salão que acontece desde 1998 reuniu, neste ano, mais de 170 barcos, disponíveis para o público conhecer e comprar. Nesta 27ª edição, os visitantes ainda puderam participar do sorteio de uma lancha Focker 188 Joy, equipada com motor Yamaha.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Tradicionalmente, o evento revela os principais lançamentos do ano, com estaleiros nacionais e internacionais apresentando barcos e jets de todos os modelos, preços e tamanhos. O público ainda confere motores, equipamentos, acessórios, brinquedos aquáticos, decoração e produtos de luxo — como resorts e helicópteros — expostos no Espaço dos Desejos.
Quem faz o uso de carretas para o transporte de embarcações encontrou no estande da Mineirinho Carretas, durante o São Paulo Boat Show 2024, um bom leque de opções — com direito a um lançamento e outras soluções de carregamento.
No valor de R$ 18 mil, a grande novidade da marca na 27ª edição do salão náutico paulista chegou com aro 20 — ou seja, com 20 polegadas de diâmetro da roda — e revestimento galvanizado, indicado para evitar corrosão na embarcação, principalmente em águas salgadas.
Foto: Revista Náutica
Entretanto, não só as soluções para embarcações estiveram no estande da marca. A Mineirinho apresentou ainda a carreta basculante, com uma carroceria que se projeta para frente e para trás, própria para quadriciclos, com roda aro 20; além da carreta de moto aro 22, que dispõe também de opções de aro 17 e 20.
Foto: Revista Náutica
Eu vim com a expectativa de vender uma quantidade ‘X’ de carretas e, no segundo dia, já bati a demanda– Paulo Fernando, sobre a demanda do público no São Paulo Boat Show
Foto: Revista Náutica
Surpreendido com o movimento do salão, Paulo contou que a demanda do público cresceu não apenas no estande, mas também fora. Segundo ele, a Mineirinho Carretas triplicou as vendas em comparação ao ano passado — com as carretas de aro 20, para jets, sendo as preferidas.
São Paulo Boat Show 2024
Consagrado como o maior evento náutico da América Latina, o salão que acontece desde 1998 reuniu, neste ano, mais de 170 barcos, disponíveis para o público conhecer e comprar. Nesta 27ª edição, os visitantes ainda puderam participar do sorteio de uma lancha Focker 188 Joy, equipada com motor Yamaha.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Tradicionalmente, o evento revela os principais lançamentos do ano, com estaleiros nacionais e internacionais apresentando barcos e jets de todos os modelos, preços e tamanhos. O público ainda confere motores, equipamentos, acessórios, brinquedos aquáticos, decoração e produtos de luxo — como resorts e helicópteros — expostos no Espaço dos Desejos.
Ao comprar um barco, você é do time que prefere uma configuração voltada a esportes radicais ou pesca e passeio? Seja qual for sua resposta, a Masterboat e a Master Marine provaram, durante o São Paulo Boat Show, que podem atender ao mais exigente apaixonado por náutica.
Dividindo o mesmo estande, os barcos dos estaleiros chamaram a atenção pelos acabamentos superiores e destaques especiais. Para se ter uma ideia, o modelo WXS 23, da Masterboat, é tão focado em ondas que vem com tudo o que um praticamente de wake ou esqui pode sonhar.
Foto: Victor Santos/Revista Náutica
Já o Boston Whaler 170, da Master Marine, garante muito espaço e conforto em 17 pés, além da impossibilidade de afundar, provada por apresentações no exterior em que a lancha é cerrada no meio e mesmo assim continua navegando.
Foto: Revista Náutica
Ficou com um gostinho de quero mais? Então vem ver os detalhes de cada um desses modelos!
WXS 23
O fabricante e proprietário da Masterboat, Umberto Lolato, avisa logo de cara: este não é um barco para passeios calmos sobre as águas. Todo configurado para esportes, o modelo foi pensado para agradar a quem realmente quer pegar onda e desfrutar de todo seu potencial.
Para começar, o modelo de 23 pés conta com um motor parrudo, de 400 hp. Na lateral, uma abertura faz marolas para surfistas e outros recursos ajudam a quem “quer fazer muita onda”, enchendo o barco de lastro.
É para ser radical. É um barco que, se tiver um campeonato mundial de wake, vai puxar tranquilo– Umberto Lolato, proprietário da Masterboat
Como a estabilidade é importante para quem pratica esportes aquáticos, o WXS 23 conta com um piloto automático guiado por satélite que, segundo o estaleiro, não permite a variação nem de 1 décimo de milha na velocidade escolhida.
Foto: Revista Náutica
Fora que o conforto é prioridade por aqui. Para evitar que as pranchas ocupem muito espaço no convés, há dois suportes localizados nas laterais do teto rígido que, graças a dobradiças, se movimentam de um lado para o outro. Isso permite puxá-los para dentro ao prender os equipamentos e depois deixá-los para fora do barco, com as pranchas penduradas.
Foto: Revista Náutica
No interior, há um solário de popa que se abre para um amplo paiol e bancos em ambas as laterais — que também ficam sobre espaços de armazenamento e podem ser ajustados para a posição recostada. Conectando os dois lados, há um outro banco que pode ser puxado para o meio do convés por meio de um trilho no piso.
Foto: Revista NáuticaFoto: Revista Náutica
Na proa, os bancos laterais também escondem paióis e ao longo de todo o barco há porta-copos — seis na proa e oito na popa. O barco ainda conta com dez pontos de alto-falante para saída de som, volante italiano e corda de reboque que não atrapalha a circulação de até 12 pessoas no convés.
Foto: Revista Náutica
O WXS 23 sai por R$ 940 mil.
Boston Whaler 170
Completamente montado nos Estados Unidos, a embarcação de 17 pés é configurada para a pesca, mas apontado como excelente para passeios. Segundo Ricardo Ayres, sócio proprietário da concessionária da Boston Whaler no Brasil, a segurança é um dos pontos mais fortes.
Foto: Revista Náutica
“Se eu pegar uma pedra e rasgar o fundo do barco, ele não afunda. Se uma onda encher o barco de água, não afunda também”, comenta, em entrevista à NÁUTICA
O motivo é o preenchimento, com espuma, dos espaços ocos do barco durante a fabricação — algo que não impacta em nada a estética. Pelo contrário: a aparência do modelo é outro importante destaque.
Em termos de acabamento, é um barco premium no exterior, que tem um mercado muito mais exigente. A gente traz para o Brasil justamente para o cliente que quer algo diferenciado– Ricardo Ayres
Foto: Revista Náutica
O tour pelo barco começa pela popa, que conta com uma plataforma de embarque com escada na diagonal para manter o passageiro longe do motor. Além de um banco rente ao casco, há um banco maior e rebatível no posto de comando, cujo encosto também se movimenta, na posição sentada, para o lado em que a pessoa quiser ficar.
Foto: Revista NáuticaFoto: Revista Náutica
Abaixo dele, há um bom cooler, assim como no banco que fica na proa, rente ao console central. Nessa área, inclusive, há um solário situado acima de uma caixa de peixe que vai de ponta a ponta da embarcação.
Foto: Revista NáuticaFoto: Revista Náutica
A lancha conta com vários porta-varas espalhados, tela SEMRAD de 9’’, equipamento de som potente e capota opcional. A motorização de popa pode ser de 90 hp a 115 hp.
Foto: Revista Náutica
Quem adquirir o modelo já o leva para casa com a própria carreta rodoviária. É possível ainda adicionar arco para puxar esqui e suporte para prancha de wake. O preço do Boston Whaler 170 é de R$ 650 mil.
“Quem tem um iate e está acostumado a um alto padrão de acabamento, gosta de ter um barco de apoio com a mesma qualidade. Aqui a gente traz a mesma experiência para um barco pequeno”, complementa Ricardo.
São Paulo Boat Show 2024
Consagrado como o maior evento náutico da América Latina, o salão que acontece desde 1998 reuniu, neste ano, mais de 170 barcos, disponíveis para o público conhecer e comprar. Nesta 27ª edição, os visitantes ainda puderam participar do sorteio de uma lancha Focker 188 Joy, equipada com motor Yamaha.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Tradicionalmente, o evento revela os principais lançamentos do ano, com estaleiros nacionais e internacionais apresentando barcos e jets de todos os modelos, preços e tamanhos. O público ainda confere motores, equipamentos, acessórios, brinquedos aquáticos, decoração e produtos de luxo — como resorts e helicópteros — expostos no Espaço dos Desejos.
Presentes nos mais conceituados estaleiros, as marcas internacionais representadas pela Innova Marine costumam ser sinônimo de sucesso. Mantendo a fama, a empresa aproveitou o São Paulo Boat Show 2024 para fazer o lançamento de cinco equipamentos para barcos que passarão a compor o portfólio disponível no Brasil.
O primeiro deles é a Quick Intercepta, espécie de flap automático. Focada em estabilidade, a novidade é instalada na popa e conta com lâminas que se abrem para nivelar a embarcação. Isso significa que se todos os passageiros forem para um lado do convés, o equipamento ajuda a compensar o outro lado.
Foto: Revista Náutica
“O mais disruptivo é que ele tem integração com o estabilizador giroscópico da Quick, que funciona bem com o barco parado. Como o lançamento tem mais eficiência durante a navegação, você pode ter os dois trabalhando em conjunto e ter um efeito potencializado”, explica Marcelo Viana, CEO da Innova Marine.
Outra novidade da Quick é o QNN, interface que possibilita a integração entre todos os equipamentos da marca.
Foto: Revista Náutica
Dessa forma, guinchos, bow thrusters, carregadores, inversores e até mesmo o Intercepta podem ser monitorados diretamente da tela do GPS, no posto de comando.
Passando para a Dolphin, fabricante francesa, está o carregador DolPro, também apresentado em primeira mão no salão. Marcelo aponta que o grande destaque são as quatro saídas que o modelo apresenta, contra as costumeiras três disponíveis na maioria desses equipamentos.
Foto: Revista Náutica
“Imagina um barco que tem banco de bateria de serviço, motor boreste, motor bombordo e bow thruster. Antes eu tinha que ter dois carregadores. Agora, só com esse eu consigo resolver”, comenta.
Além de economizar espaço na embarcação, a novidade também reduz o custo na compra de mais carregadores. Isso sem contar com a interface NMEA 2000, que permite a visualização das informações dele na tela de GPS.
Da marca Samlex, a Innova Marine trouxe o EVO, combo de inversor, carregador e entrada para painel solar. O aparelho gerencia toda a entrada de carga e tensão na embarcação, alternando entre carregador e inversor, quando necessário, e oferecendo mais uma opção para quem tem painel solar integrado.
Foto: Revista Náutica
Por fim, está a LightPro, tela touch para o comando interno. O modelo tem acabamento em alumínio, com espessura fina, e se conecta ao GPS sem fios. Isso sem contar com o Android interno, que garante conexão à internet.
Não existe essa solução no mercado. É como se fosse um super tablet, com android, processador, memória e, além disso, é o posto de comando– Marcelo Viana
Foto: Revista Náutica
São Paulo Boat Show 2024
Consagrado como o maior evento náutico da América Latina, o salão que acontece desde 1998 reuniu, neste ano, mais de 170 barcos, disponíveis para o público conhecer e comprar. Nesta 27ª edição, os visitantes ainda puderam participar do sorteio de uma lancha Focker 188 Joy, equipada com motor Yamaha.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Tradicionalmente, o evento revela os principais lançamentos do ano, com estaleiros nacionais e internacionais apresentando barcos e jets de todos os modelos, preços e tamanhos. O público ainda confere motores, equipamentos, acessórios, brinquedos aquáticos, decoração e produtos de luxo — como resorts e helicópteros — expostos no Espaço dos Desejos.
Com um grande estande no São Paulo Boat Show 2024, a Electra levou aos visitantes do salão uma ampla gama de equipamentos e acessórios que prometem fazer toda diferença no uso de um barco. Um deles, contudo, chama atenção tanto pela aparência, quanto pela funcionalidade: o estabilizador de aleta elétrico da Sleipner.
Roberto Brener, sócio proprietário da Electra, explica que, nesse tipo de equipamento, a aleta (uma espécie de asa do estabilizador) fica para fora do barco, submersa, fazendo o movimento que garante a estabilização da embarcação.
Com o formato dela, a aleta cria embaixo do barco um efeito de ‘lifting’, de levantamento do casco– conta Brener
Foto: Revista Náutica
A partir desse efeito, o barco planeia mais fácil, resultando em uma redução no consumo de combustível.
Foto: Revista Náutica
Brener acrescenta ainda que esse ‘lifting’ “anula o peso do equipamento”, enquanto “um estabilizador giroscópico ou até mesmo um hidráulico coloca, às vezes, 600 kg a mais no barco”. O peso extra, consequentemente, diminui a velocidade da embarcação.
A grande vantagem é que ela estabiliza muito bem o barco parado, mas também resolve com o barco andando– explica Brener
Foto: Revista Náutica
O estabilizador de aleta elétrico da Sleipner é indicado para barcos de 45 pés a 147 pés e varia de US$ 70 a US$ 200 mil dólares (cerca de R$ 382 mil a R$ 1,1 milhão, na cotação de setembro de 2024), a depender do tamanho da embarcação.
São Paulo Boat Show 2024
Consagrado como o maior evento náutico da América Latina, o salão que acontece desde 1998 reuniu, neste ano, mais de 170 barcos, disponíveis para o público conhecer e comprar. Nesta 27ª edição, os visitantes ainda puderam participar do sorteio de uma lancha Focker 188 Joy, equipada com motor Yamaha.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Tradicionalmente, o evento revela os principais lançamentos do ano, com estaleiros nacionais e internacionais apresentando barcos e jets de todos os modelos, preços e tamanhos. O público ainda confere motores, equipamentos, acessórios, brinquedos aquáticos, decoração e produtos de luxo — como resorts e helicópteros — expostos no Espaço dos Desejos.
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