Ministério do Turismo faz diagnóstico das necessidades de estruturas náuticas no Brasil

Durante o 9º Congresso Internacional Náutica, Isabella Pozzeti Guimarães afirmou que oito projetos pilotos de infraestrutura estão sendo implantados

15/10/2024

Durante o 9º Congresso Internacional Náutica, a arquiteta e analista de infraestrutura Isabella Pozzeti Guimarães, coordenadora geral de Mobilidade e Conectividade Turística do Ministério do Turismo, apresentou a palestra Visões e Ações do Ministério do Turismo em relação ao setor náutico.

Há menos de um ano no Ministério do Turismo, Pozzeti lida com os assuntos relativos à demandas turísticas que têm relação com a mobilidade e conectividade — e ressaltou o legado que seus antecessores deixaram.

Minha responsabilidade é de manter e melhorar as ações que já foram propostas pelo Ministério– disse Isabella

Isabella Pozzeti. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

“Tudo o que se move e tem turista dentro passa por lá: a parte de transporte aéreo, rodoviário, náutico e até ferroviário. Mas, ultimamente, as maiores demandas têm a ver com o turismo náutico. E a gente vem trabalhando bastante na questão da conectividade”, acrescentou.

 

Dentro de seu período no Ministério, Isabella destacou a recente aprovação  da nova Lei Geral do Turismo (Lei 14.978/24), que autoriza a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios a criarem Áreas Especiais de Interesse Turístico, consideradas prioritárias para facilitação da atração de investimentos no âmbito do Mapa do Turismo Brasileiro.

Isabella Pozzeti. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

Pela nova lei, sancionada pelo presidente Lula, as cidades passam a ser categorizadas como: municípios turísticos; municípios com oferta turística complementar e municípios de apoio ao turismo.

  •  Municípios turísticos: são destinos que concentram os maiores fluxos de visitantes e detêm os principais atrativos e serviços turísticos;
  • Municípios com oferta turística complementar: são municípios que possuem atrativos e serviços que agregam à oferta da região;
  • Municípios de apoio ao turismo: são destinos que apresentam movimento turístico pouco expressivo, mas se beneficiam da atividade fornecendo, para cidades com oferta complementar, mão de obra, serviços ou produtos associados ao setor.

Para o turismo náutico, a atualização da LGT garante mais segurança, novas oportunidades e novos recursos financeiros.

Graças a ela, 30% dos recursos do Fenac (Fundo Nacional de Aviação Civil) vão ser incorporados ao turismo. A gente tem uma expectativa grande de poder investir no setor náutico muito mais do que conseguimos investir até agora– Isabella Pozzeti

Entre os projetos em andamento em sua pasta, Isabella destacou um estudo sobre o transporte intermodal de passageiros na área de fronteira. “Vamos começar a estudar as fronteiras do país, em que boa parte são divisas com rios e lagos”, disse ela. O objetivo é promover a integração sul-americana.

Queremos fazer uma ligação um pouco maior com os países vizinhos, para que essa fronteira não seja uma barreira– disse a coordenadora

Quanto ao turismo náutico especificamente, Isabella disse que herdou vários projetos já desenvolvidos, incluindo estudos sobre o turismo náutico. Segundo ela, há um relatório definido dentro de um grupo técnico, o GT das Águas, feito dentro do Fórum de Mobilidade que existia no Ministério do Turismo.

Isabella Pozzeti. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

Esse fórum foi extinto, mas todo esse conteúdo está sendo incorporado ao Conselho Nacional do Turismo, que foi restabelecendo no passado

Alguns resultados desses estudos são:

  • o reconhecimento da profissão de condutor do Turismo Náutico;
  • o lançamento da Plataforma Qualifica Turismo, que tem alguns cursos de captação de condutor de turismo náutico;
  • a autorização para importação de veleiros novos, jets e veleiros usados com até 30 anos de mar;
  • a criação de um portal sobre o turismo náutico no Brasil.

Além disso, em cooperação técnica com a Labtrans/Universidade Federal de Santa Catarina, o Ministério do Turismo fez uma pesquisa para identificar as reais necessidades em infraestrutura e apresentar um diagnóstico do Turismo Náutico no Brasil.

Isabella Pozzeti. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

“Pesquisamos quais eram os tipos de estrutura de apoio mais reivindicados — foram identificados a rampa náutica, o píer fixo, o píer flutuante e as marinas — e fizemos estudos de campo em 29 dos 206 municípios considerados com potencial de maior desenvolvimento, dos quais foram selecionadas oito localidades, em que foram desenvolvidos os nossos projetos pilotos para implantação de infraestrutura”, descreveu Isabella.

Um desses projetos foi a implantação de uma rampa em Peruíbe, no litoral de São Paulo; outro, de outra rampa, em Corumbá, no Mato Grosso do Sul; um terceiro, a construção de um píer fixo em São Lourenço do Sul, no Rio Grande do Sul.

 

Por sua vez, Foz de Iguaçu recebeu um píer fixo e um flutuante, enquanto em Novo Airão, no Amazonas, foram instalados um píer flutuante e uma área de serviços.

Isabella Pozzeti. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

Cabo Frio, no Rio de Janeiro, ganhou um píer fixo e uma área de convivência. Em Fernando de Noronha, além da implantação da rampa náutica, próxima à Praia do Porto de Santo Antônio, foi feita uma ordenação do uso da área onde ocorre a manutenção dos barcos da região, com a construção de uma retroárea, com galpão e marina seca. Já Parnaíba, no Piauí, foi contemplada com uma estrutura náutica e com uma área de convivência.

Além disso, distribuímos um Guia de Uso, para que os municípios não abarcados nos estudos tenham acesso às orientações sobre como implantar infraestruturas de apoio náutico a partir dos projetos conceituais– explicou Isabella

Outro tema relevante apresentado por ela foi a presença cada vez maior de navios de cruzeiro na costa brasileira.

 

Por fim, a coordenadora geral de Mobilidade e Conectividade Turística do Ministério do Turismo aproveitou para fazer e a divulgação do recém-lançado Plano Nacional de Turismo, no qual o setor náutico está incluído — o objetivo é atrair 8,1 milhões de visitantes internacionais até 2027.

Isabella Pozzeti. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

Isabella ainda destacou um conhecido aplicativo desenvolvido pelo Ministério do Turismo em parceria com a Marinha: o NavSeg, que promove a segurança do tráfego da navegação de forma simples e prática.

 

Através do aplicativo, o condutor informa o plano de viagem da embarcação (aviso de saída), sem a necessidade do envio de papéis à Capitania dos Portos. Assim, permite o monitoramento do barco, facilitando o serviço de resgate, caso seja necessário.

 

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    14/10/2024

    O rico legado dos vikings na Ilha de Man — dependência autônoma da coroa britânica entre Inglaterra e a Irlanda — continua dando frutos com a mais recente relíquia encontrada. Dois caçadores britânicos de tesouros desenterraram moedas de prata de mil anos atrás, que indicam uma economia vibrante à época.

    As peças encontradas foram oficialmente declaradas um tesouro pela vice-legista de inquéritos da ilha, Rebecca Cubbon. No total, foram encontradas 36 moedas vikings (inteiras e fragmentadas) por John Crowe e David O’Hare, enquanto vasculhavam, com permissão, terras privadas.

    Logo após serem encontrados, os achados foram estudados pela pesquisadora norte-americana Kristin Bornholdt Collins, especialista em moedas da Era Viking da Ilha de Man. Segundo ela, o tesouro inclui cunhas de um centavo, fabricadas na Inglaterra e na Irlanda, datadas aproximadamente entre 1000 d.C e 1065 d.C.

     

    Allison Fox, curadora de Arqueologia do Patrimônio Nacional de Manx, em comunicado, comemorou a descoberta e disse que o tesouro aprofunda a nossa compreensão da complexa economia da Era Viking na ilha de Man.

    [Na Ilha de Man] foi descoberta mais prata da Era Viking por quilômetro quadrado do que na Inglaterra, Irlanda, Escócia e País de Gales– Allison Fox

    A economia e sociedade viking

    De acordo com a pesquisa, a maioria das 36 moedas vikings foram cunhadas durante o reinado de Eduardo, o Confessor — um dos últimos reis anglo-saxões a governar a Inglaterra. Inclusive, durante a infância desse rei, o país enfrentou ataques e invasões vikings.

    Foto: Manx Natiotal Heritage/ Divulgação

    Porém, há também moedas feitas durante o governo dos reis ingleses Aethelred II (978 a 1016 d.C) e o rei viking Canute (1016 a 1035 d.C). Segundo a pesquisa, as peças teriam sido produzidas em diferentes casas inglesas, como Exeter, York, Londres, Lincoln, Cambridge, Hastings e Ipswich.

    Este novo tesouro pode ser comparado a uma carteira contendo todos os tipos de cartões de crédito, notas e moedas, talvez de diferentes nacionalidades, como quando você se prepara para viajar para o exterior– Bornholdt Collins

    Foto: Manx Natiotal Heritage/ Divulgação

    Além disso, segundo a especialista, a descoberta “mostra a variedade de moedas disponíveis para um comerciante do Mar da Irlanda ou habitantes de Man neste período”. A pesquisadora conclui que “ter um material comparativo com datas tão próximas de descobertas separadas é altamente incomum”.

    Este importante tesouro foi provavelmente reunido em duas ou mais etapas, com as moedas inglesas e irlandesas anteriores depositadas juntas na primeira instância, e as moedas datadas de Eduardo, o Confessor, adicionadas posteriormente– Kristin Bornholdt Collins

    História viking

    Os vikings chegaram na região do Mar da Irlanda nos anos 800, primeiro saqueando, pilhando e negociando, até se estabelecer no local. Desde então, vários sepultamentos foram encontrados na ilha, com os primeiros sendo enterrados na tradição pagã, com bens funerários.

    Ilha de Man.

    Atualmente, o legado viking na ilha de Manx ainda é evidente, principalmente através do parlamento moderno de Tynwald, com raízes deste período. Castelos, cruzes esculpidas, túmulos e assentamentos também são reflexos daqueles tempos que duram até hoje.

     

    Quando é encontrado algum artefato neste local, há uma exigência legal de relatá-las ao Patrimônio Nacional de Manx. Até por isso, muitos desses artigos encontrados da Era Viking na Ilha de Man podem ser vistos no Museu Manx, em Douglas — capital da ilha.

     

    Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

     

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      Toda a tradição da catarinense Schaefer Yachts não poderia ficar de fora da primeiríssima edição do Salvador Boat Show. Dentre os mais de 30 barcos que devem atracar na Bahia Marina, de 6 a 10 de novembro, quatro serão do estaleiro de renome nacional e internacional.

      A Schaefer chegará às águas do Nordeste em grande estilo, com as lanchas Schaefer 660, Schaefer 510, Schaefer 450 e Schaefer 400. A presença da marca no Salvador Boat Show deixará ainda mais encantadora as belas águas da Baía de Todos-os-Santos, a maior do Brasil e segunda maior navegável do mundo.

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      Destaque para a Schaefer 660, um dos maiores barcos da marca catarinense. Já testada por NÁUTICA, a embarcação conta com 20,08 metros de comprimento e boca (largura) de 5,05 metros — que pode alcançar até 6,41 m com as varandas laterais abertas.

       

       

      Até 20 pessoas conseguem aproveitar a embarcação durante o dia, enquanto oito delas (mais dois tripulantes) podem passar a noite no barco com espaço de sobra, já que a embarcação dispõe de quatro camarotes e três banheiros.

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      Dormindo a bordo ou não, quem tiver a oportunidade de navegar em uma Schaefer 660 contará com diversos recursos de lazer. Entre a praça de popa e o salão, por exemplo, há um grande living, sem degraus ou interrupções — a não ser uma porta de vidro tripartida que, quando aberta, integra os dois ambientes totalmente.


      No flybridge, com espaço para dez pessoas, as poltronas têm assento largo e encosto com boa altura para apoiar os braços. Logo à frente há dois sofás, um de frente para o outro, bem ao lado do posto de comando.

       

      A bombordo, um sofá em “U” garante espaço para seis pessoas, com uma mesa de refeições dobrável à frente. Do outro lado, destaca-se um móvel com grelha elétrica, pia, geleira, máquina de fazer gelo e lixeira.

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      Na popa do flybridge, sob proteção de um guarda-mancebo de quase 1 metro de altura, há dois sofás/espreguiçadeiras fixos, embora essa área também possa ficar inteiramente livre, se o proprietário optar pelo uso de sofás deslocáveis.

       

      Já na popa da lancha da Schaefer que atracará em Salvador, a plataforma submerge 30 cm abaixo da linha d’agua e é capaz de suportar cargas de até 800 Kg, ideal para o transporte de jets ou botes infláveis.

      1º Salvador Boat Show

      O Salvador Boat Show chega em grande estilo, com 100% de seus expositores sobre as águas da Bahia Marina, na inconfundível Baía de Todos-os-Santos. Durante cinco dias, mais de 30 embarcações de diversos estilos, além de motores, equipamentos, acessórios e serviços ligados ao setor estarão na capital baiana.

      Foto: Facebook Bahia Marina / Reprodução

      Visitantes terão a sensação genuína de imergir no universo náutico visitando estandes flutuantes, conferindo barcos lado a lado, em um cenário mais que convidativo para uma vida no mar. Já consagrado como o maior salão náutico do Nordeste, o evento promete ainda experiências exclusivas e um mar de oportunidades.

       

      Anote aí!

      1º SALVADOR BOAT SHOW

      Quando: De 6 a 10 de novembro de 2024
      Horário: Das 14h às 21h
      Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, Salvador – BA)
      Ingressos: site oficial de vendas
      Mais informações: 
      site oficial do evento

       

       

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        Entenda como grandes navios podem ameaçar o futuro dos tubarões-baleia

        Pesquisa aponta que mudanças climáticas aumentarão consideravelmente o risco de colisões entre o animal e embarcações

        Os sinais das consequências do aquecimento global estão cada vez mais evidentes no planeta. Chuvas torrenciais, calor extremo, oceanos mais quentes. Tudo isso impacta, principalmente, a vida animal. No mar, os tubarões-baleia (Rhincodon typus) têm, além do calor, um outro oponente em vista: os grandes barcos comerciais.

        Uma coisa, contudo, está diretamente ligada a outra, conforme revelou um estudo publicado na revista Nature Climate Change, produzido por cientistas britânicos da Universidade de Southampton e da Marine Biological Association (MBA). Segundo eles, o aumento das temperaturas oceânicas forçará a espécie a migrar para áreas que coincidem com rotas marítimas movimentadas.

        Foto: Pcowell / Envato

        Para chegar à conclusão, os pesquisadores rastrearam o movimento desses animais via satélite, combinando os dados obtidos com projeções de modelos climáticos globais, o que resultou em cenários para a distribuição da espécie até 2100.

         

        Olhando da perspectiva em que as altas emissões continuam e a população segue dependente de combustíveis fósseis, mais de 50% dos principais habitats marinhos poderão ser afetados, principalmente na Ásia.

        Foto: imagesourcecurated / Envato

        Uma mudança de habitats, então, seria necessária, e é aí que os tubarões-baleia devem encontrar as embarcações comerciais como outra ameaça.

         

        Isso porque em regiões como o Pacífico Norte, a costa dos Estados Unidos, o Mar da China Oriental e no oceano Atlântico Norte há uma sobreposição preocupante entre os tubarões-baleia e as rotas de tráfego marítimo, que tornaria o encontro entre eles até 15 mil vezes mais frequentes até o final do século.

        Essas mudanças no habitat dos tubarões-baleia foram mais extremas em cenários de alta emissão-Freya Womersley, autora principal do artigo

        Apesar de seu tamanho, que pode alcançar os 20 metros de comprimento, os tubarões-baleia não escapam de serem atingidos e gravemente feridos por grandes navios.


        Há, contudo, um cenário positivo entre as possibilidades, que seria proveniente de investimentos em desenvolvimento sustentável, visando limitar o aquecimento global a no máximo 2°C. Com isso, a pesquisa revela que algumas regiões poderiam até registrar um aumento nos habitats dos tubarões-baleia.

        Tubarão-baleia é o maior peixe do mundo

        Considerado o maior peixe do mundo, podendo atingir mais de 20 metros de comprimento e pesar até 21 toneladas, o tubarão-baleia (Rhincodon typus) é um “filtrador”, uma vez que se alimenta principalmente de plâncton, pequenos peixes e crustáceos. O animal, inclusive, nada com a boca aberta, de forma a filtrar a água e capturar seu alimento.

        Foto: CookieMaestri / Envato

        Apesar do tamanho, a espécie que vive em águas tropicais e temperadas quentes surpreende pela tranquilidade e não representa ameaça aos humanos — inclusive, é conhecido por sua curiosidade e interação pacífica com mergulhadores.

         

        Atualmente, o tubarão-baleia está listado como espécie vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), devido à pesca excessiva e ao comércio de barbatanas.

         

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          Consultor da Invest/SP ensina caminho para a criação de Distritos Náuticos

          A ideia foi defendida pelo economista Gustavo Grisa durante o 9º Congresso Internacional Náutica

          13/10/2024

          “Imagine pássaros que não podem pousar”. Com essa metáfora, o economista Gustavo Grisa — consultor da Invest/SP, Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade — defendeu a necessidade de construção de píeres, marinas e estruturas para embarque e desembarque como o básico do básico para a criação de um Distrito Náutico.

          Durante o 9º Congresso Internacional Náutica, Grisa apontou o modelo de futuro para que os municípios com vocação para o turismo náutico se desenvolvam, tendo como foco os integrantes do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) — que prevê a cooperação entre os governos dos estados de Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

          Gustavo Grisa. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

          Para Grisa, todos os setores são concorrentes quando se trata de Cosud, com exceção do turismo náutico. De acordo com o economista, cada estado é interdependente do outro por conta de “escala e Grid” — ou seja, locais específicos para desenvolver a atividade náutica.

          É necessário que o setor cresça em São Paulo, no Paraná, em Santa Catarina e em todo o Brasil. Não existe sentido concorrencial– Gustavo Grisa

          “O grid é único em cada estado. Então, se existe uma política em torno da qual os estados têm de se unir, para construir uma grande indústria de turismo náutico, a política é essa. Foi isso o que aconteceu em vários países da Europa e nos Estados Unidos”, disse o consultor da Invest/SP.

          Gustavo Grisa. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

          É aí que entra a metáfora dos pássaros. “É necessário a formação dos Distritos Náuticos, com a construção e o planejamento de píeres, marinas e estruturas para embarque e desembarque, que também podem ser portos fluviais e marítimos. É o básico. Sem a estrutura não há onde parar”, lembrou ele.

          Gustavo Grisa. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

          Mas o turismo ocorre em terra, não na água. As vias navegáveis são apenas o meio. “Então é preciso ter bons hotéis, resorts, restaurantes etc., além de uma boa oferta de serviços e de comércio. O Distrito Náutico não pode ser um lugar precário”, defendeu o economista.



          Isso significa que é necessário olhar para os nossos destinos, nos quais serão instaladas as principais estruturas náuticas, e organizá-los, para que não haja um crescimento desordenado, mas, sim, sustentável. Segundo ele, dois temas definem essa política: governança e sustentabilidade ambiental.

          Governança no sentido de que empresários e o poder público municipal e estadual devem pensar juntos. É isso que fará com que a economia do turismo náutico dê um salto no Brasil– Gustavo Grisa

          O Congresso Internacional Náutica é o principal evento do Brasil voltado a prefeitos, secretários de turismo e agentes do setor que buscam o crescimento econômico-social por meio do turismo das águas. As palestras antecederam a abertura ao público do São Paulo Boat Show 2024, que contou com mais de 170 barcos em exposição, 50 lançamentos gerais, além de uma série de produtos e serviços.

           

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            Praia de areia preta que foi cenário de Game of Thrones esconde perigo mortal

            Reynisfjara, no sul da Islândia, é famosa não só pela aparição na série vencedora de 59 Emmys

            12/10/2024

            A areia preta vulcânica da praia de Reynisfjara, no sul da Islândia, caiu como uma luva no cenário de Game of Thrones, majoritariamente ocupado por uma paleta de cores escuras e cenários sombrios, como castelos medievais, florestas densas e geladas. Há, contudo, outro aspecto da praia que conversa, mesmo que indiretamente, com a narrativa da produção: o destino é considerado um dos mais perigosos do país.

            Isso porque Reynisfjara carrega em suas águas as chamadas sneaker waves, também conhecidas como ondas dormentes, caracterizadas por serem, principalmente, imprevisíveis e perigosas. Para se ter uma ideia, de 2014 a 2022, foram 12 incidentes graves contabilizados na praia, além de cinco mortes.

            Foto: LightFieldStudios / Envato

            As ondas dormentes são enormes e ficam escondidas em meio ao mar. Sem aviso, elas chegam criando uma sucção, responsável por arrastar o indivíduo, levando a areia e o cascalho sob seus pés e o afastando da costa. Quem é atingido por uma onda dormente dificilmente consegue se levantar.

            Praia de Reynisfjara é atração turística imperdível

            Além da aparição em Game of Thrones, a praia de Reynisfjara carrega consigo outros atributos que a fazem ser uma grande atração turística na Islândia. O principal deles, claro, é sua areia preta, proveniente de erupções vulcânicas no local.

            Foto: Visual__Production / Envato

            Além disso, os fragmentos de basalto (rocha ígnea vulcânica ou extrusiva, escura e muito finamente cristalina), também resultantes das erupções, formaram os enormes penhascos observados na região, que parecem ter saído diretamente de um filme.

            Foto: rattodisabina / Envato

            Ao fundo, dois rochedos emergem do Oceano Atlântico, contrastando com a espuma provocada pelas ondas do mar e formando o cenário ideal para quem gosta de fotografar paisagens.


            Apesar de perigosa, a praia é devidamente sinalizada para evitar acidentes, e conta com diversos alertas que indicam os níveis de perigo:

            • Verde: significa que o banhista pode entrar na água naquele ponto;
            • Amarelo: indica que aquele local não é recomendado para banho;
            • Vermelho: indica perigo extremo.

            Autoridades ainda recomendam que os visitantes evitem entrar na água em áreas proibidas e nunca se virem de costas para o mar.

             

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              Depois de atraso de 4 meses, cruzeiro de volta ao mundo parte em viagem inaugural

              Previsto para iniciar itinerário em maio, Villa Vie Odyssey precisou de reparos e ficou preso em Belfast, na Irlanda do Norte

              11/10/2024

              O cruzeiro Villa Vie Odyssey, de três anos ao redor do mundo, devia ter partido de Belfast, na Irlanda do Norte, em maio. O barco, contudo, ficou atracado por lá durante incríveis quatro meses para reparos, até finalmente, em 1º de outubro, partir para sua jornada inaugural.

              Ironicamente ou não, Belfast é a cidade onde foi construído o RMS Titanic, navio que naufragou logo em sua primeira viagem, em 1912. A associação dessa história com o Villa Vie Odyssey, contudo, se assemelha em tragédia somente pelos — muitos — problemas enfrentados.

              Foto: Villa Vie Residences / Divulgação

              Enquanto o cruzeiro estava longe de explorar seus prometidos mais de 400 destinos, os mais de 100 passageiros do navio que já estavam em Belfast aguardando partida foram transferidos para hotéis locais. Eles puderam aproveitar a cidade e seus arredores com custos bancados pela operadora — ao menos enquanto duraram os recursos. Outros, contudo, voltaram para casa, no aguardo da nova data de partida.

               

              Olhando assim, até parece que foi tudo facilmente resolvido, mas a novela do Villa Vie Odyssey já tem muitos capítulos contabilizados.

              Uma jornada de problemas e prejuízos

              Depois da Life at Sea Cruises cancelar um cruzeiro de 3 anos e gerar prejuízos milionários, o Villa Vie Odyssey surgiu de ex-funcionários desta primeira empresa, prometendo uma nova viagem ao redor do mundo em maio deste ano.

              Foto: Villa Vie Residences / Divulgação

              A jornada finalmente começou em 1º de outubro e deve durar por três anos e meio, passando por 147 países e 425 portos, com estadias de dois a sete dias. Para além da diversão nos destinos, os passageiros do navio contam com diversas comodidades a bordo, como piscinas, hidromassagens e restaurantes.

              Foto: Villa Vie Residences / Divulgação

              O Odyssey, contudo, não é um navio novo. E é justamente essa característica que colocou, do lançamento do cruzeiro até agora, tantas pedras no caminho de quem investiu ao menos US$ 110.000 (cerca de R$ 615 mil, em conversão realizada em outubro de 2024) para participar da experiência — comprando ou alugando uma cabine.

               

              Antes chamado de MS Braemar, trata-se de um navio de 1993, adquirido por US$ 13 milhões (quase R$ 72,7 milhões), com planejamento de investir mais US$ 10 milhões (cerca de R$ 55,9 milhões) em reformas. O valor, no entanto, já foi dobrado até então.


              De acordo com Mike Petterson, CEO da Villa Vie, a embarcação, quando comprada, já estava parada há dois anos, sem documentação de verificações e reparos recentes.

               

              Ainda segundo o CEO, que disse ter “envelhecido 15 anos” nos últimos quatro meses, o Odyssey foi mantido nos mesmos padrões dos navios novos antes do relançamento. E seria isso, juntamente com a falta de documentação, que resultou nos muitos atrasos.

               

              Para se ter uma ideia, o navio originalmente tinha capacidade para levar até 929 passageiros, número que caiu para 600 com as novas áreas dedicadas ao bem-estar, esportes e socialização.

               

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                Entenda como uma cidade brasileira reconheceu ondas como seres vivos

                Lei aprovada pela Câmara Municipal de Linhares permite que sejam tomadas medidas legais a favor do ecossistema da foz do Rio Doce

                As ondas que quebram na foz do Rio Doce, na cidade de Linhares, no Espírito Santo, ganharam, de forma pioneira, o status de seres vivos. A cidade capixaba garantiu, assim, que elas sejam protegidas por lei ao serem consideradas “personalidades jurídicas”.

                A decisão partiu da Câmara de Vereadores de Linhares, que aprovou um projeto que visa preservar as ondas da foz do Rio Doce, afetadas pela lama tóxica despejada no rio após o rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais. A tragédia que ocorreu em 2015 afetou diversas cidades ao longo do rio até chegar no Espírito Santo.

                Imagem ilustrativa. Foto: Envato

                Anteriormente, a praia de Regência, em Linhares, era conhecida mundialmente pela prática de surfe. Porém, o lixo, lama e material tóxico que desceram pela foz do Rio Doce há quase dez anos alteraram a intensidade e forma das ondas até hoje.

                 

                Agora com o projeto aprovado, as ondas da foz do Rio Doce tornaram-se o primeiro pedaço do oceano a adquirir personalidade jurídica, com direitos garantidos para proteção de sua composição física e equilíbrio.

                Imagem ilustrativa. Foto: Envato

                Além disso, a legislação nomeou um comitê de “guardiões das ondas”, que vão monitorar, indicar ações e representar o ecossistema em decisões públicas. Fazem parte desse grupo moradores e surfistas da região.

                 

                Este projeto teve sua origem ainda em 2015 e contou com ajuda da comunidade local e ativistas, como a advogada ambiental Vanessa Hansson, diretora executiva da ONG Mapas, especializada pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.

                Imagem ilustrativa. Foto: Envato

                Como a lei funcionará na prática?

                Mas você pode estar se perguntando: “como reconhecer as ondas como seres vivos ajuda na preservação?”. Na prática, a lei ela reconhece “o oceano como um ser vivo sujeito a direitos intrínsecos de existência, regeneração e restauração”, explica a Eco Jurisprudence Monitor — plataforma que documenta avanços jurídicos e governamentais sobre ecologia e direitos da natureza.

                 

                Esse movimento permite ainda que sejam tomadas medidas legais a favor dos próprios ecossistemas prejudicados — neste caso, as ondas da foz do Rio Doce. Sendo assim, quem cometer algum crime contra este “ser vivo”, responderá contra a personalidade jurídica, e não em nome das pessoas afetadas.

                A própria unidade “personificada” da natureza pode se tornar uma entidade separada, com sua própria agência — assim como acontece com todas as entidades não-humanas (associações, organizações e demais entidades com personalidade jurídica reconhecida).

                 

                Por isso, Vanessa Hossan acredita que a lei pode despertar um novo entendimento sobre nossa interdependência com a natureza.

                Imagem ilustrativa. Foto: Envato

                É uma lei que faz você pensar e agir de forma mais consciente e ecológica– Vanessa Hossan

                Outros países já usaram o mesmo recurso com elementos do meio ambiente. Nesse sentido, o Equador foi pioneiro ao incluir os direitos da natureza em sua constituição de 2008 — após abusos praticados por grandes mineradoras no país.

                 

                Na Espanha, o Mar Menor — maior lago de água salgada — foi o primeiro ecossistema da Europa a ter personalidade jurídica. Na ocasião, o local também sofria com a sobre-exploração agrícola e pelo intenso desenvolvimento urbano.

                 

                Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                 

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                  America’s Cup chega a fase decisiva com disputas emocionantes e show grandioso

                  Equipes Emirates e Brittania disputarão troféu mais tradicional da vela. Modalidade feminina acaba neste domingo (13)

                  10/10/2024

                  Apertem os cintos, pois as grande finais da 37ª edição da America’s Cup estão chegando! Realizada pela primeira vez na cidade de Barcelona, na Espanha, a competição mais antiga de vela do planeta já tem as equipes definidas para a decisão masculina, enquanto a feminina está nas fases finais de qualificação.

                  Entre os homens, o defensor do título, Emirates Team New Zealand, terá como desafiador ao posto a equipe INEOS Brittania, da Grã-Bretanha. Como venceu a edição passada, realizada em 2021, os kiwis detêm o “cinturão” da vela e já estavam garantidos na final desta edição.

                  Foto: Ricardo Pinto/ America’s Cup/ Divulgação

                  A INEOS Britannia, que tem sua tripulação liderada pela lenda da vela Sir Ben Ainslie, venceu a etapa Louis Vuitton Cup, ao derrotar os italianos da Luna Rossa Prada Pirelli por 7 a 4 (relembre o regulamento da America’s Cup).

                  Foto: Ian Roman/ America’s Cup/ Divulgação

                  Com 13 duelos programados, o campeão será quem quem vencer sete corridas primeiro, faturando o troféu mais tradicional da vela mundial. O primeiro dos confrontos acontecerá neste sábado (12) e, se necessário, irá até o dia 21 deste mês — mas, se algum time fizer sete pontos antes disso, terminará antes.

                  Hegemonia ou quebra de tabu

                  A equipe desafiante, INEOS Britannia, já fez história ao se tornar a primeira equipe britânica a conseguir uma vaga na decisão da America’s Cup. Ironicamente, o torneio surgiu justamente na Grã-Bretanha, em 1851.

                  Foto: Ian Roman/ America’s Cup/ Divulgação

                  Liderados pelo Sir Ben Ainslie — vencedor de quatro medalhas de ouro e uma prata em Olimpíadas — o britânico é uma lenda da vela mundial. O velejador vem empolgado para conquistar o seu segundo título da competição, depois de ter vencido, há 11 anos, com o Oracle Team USA.

                  Foto: Ian Roman/ America’s Cup/ Divulgação

                  Do outro lado, o velejador britânico enfrentará uma força que caminha a passos largos para uma hegemonia. Atuais bicampeões (2017 e 2021), se o Emirates Team New Zealand levar a melhor, se tornará a primeira equipe a vencer o torneio de vela três vezes seguidas neste século.

                  Foto: Ian Roman/ America’s Cup/ Divulgação

                  Com quatro títulos na prateleira, a equipe da Emirates não fica para trás no quesito estrelas: o australiano Nathan Outteridge, medalhista de ouro nas Olimpíadas de Londres 2012 e prata na Rio 2016, soprará o veleiro exuberante dos kiwis rumo ao feito inédito na America’s Cup.

                  Disputa aberta no feminino

                  Na primeira Copa Feminina da America’s Cup em 173 anos de história, ainda resta saber alguns  dos times que participarão das semifinais eliminatórias. Chamada de Puig Women’s America’s Cup, a categoria não conta com restrição de idade e inclui mulheres de dez países e terá a disputa final neste domingo (13).

                  Foto: Ian Roman/ America’s Cup/ Divulgação

                  No feminino, o temido regulamento é diferente. As doze equipes são separadas em dois grupos: Grupo A (equipes da Louis Vuitton Cup) e Grupo B (times convidados). Chamada de Qualification Series, essa etapa tem oito corridas nas duas chaves.

                   

                  As três melhores equipes de cada grupo avançam para uma Final Series, de quatro corridas, que decide os dois melhores times que se enfrentarão na final, o Final Match Race. No Grupo B, está tudo definido: Swedish Challenge powered by Artemis Technologies, JAJO Team DutchSail e Sail Team BCN avançam à próxima fase.

                  Foto: Ian Roman/ America’s Cup/ Divulgação

                  Já no Grupo A, nada definido. Embora o Athena Pathway, Luna Rossa Prada Pirelli e Alinghi Red Bull Racing estejam nas cabeças e com classificações encaminhadas, ainda restam três corridas para serem disputadas.

                  Que comece o show!

                  E, como todo grande evento, a final da America’s Cup terá uma grande cerimônia de abertura para a primeira corrida da série entre Emirates Team Zealand e INEOS Britannia. Programado para a noite desta quinta-feira (10), o show acontecerá na Playa de Bogatell, em Barcelona.

                  Foto: Ian Roman/ America’s Cup/ Divulgação

                  Segundo a organizadora, “um show sem precedentes está planejado com visuais impressionantes apresentando drones, constelações de laser, telas de LED, Avatares e mares de luz”. E, obviamente, muita música ecoará na capital da Catalunha.

                  Foto: Ricardo Pinto/ America’s Cup/ Divulgação

                  O show contará com 1.000 drones que voarão sobre o céu da praia de Bogatell durante uma parte de 40 minutos da apresentação — com a temática “Barcelona far al món” (“Farol de Barcelona para o mundo”, em tradução livre do catalão). O elenco artístico terá talentos experientes e estreantes, levando balé, ópera, música pop e muito mais.

                   

                  Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                   

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                    Congresso de Náutica aponta caminhos para acelerar licenciamento ambiental, garantindo sustentabilidade

                    Rafael Andreguetto liderou painel sobre legislação e meio ambiente no setor náutico

                    Durante o 9º Congresso Internacional Náutica, um painel abordou a legislação e o meio ambiente no setor náutico, com participação de especialistas de dois estados: Paraná e Santa Catarina. A palestra foi conduzida por Rafael Andreguetto, diretor de Políticas Ambientais da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Paraná.

                    Para compor a conversa, estiveram presentes o engenheiro ambiental Altamir Hack, chefe do Escritório Regional de Paranaguá do Instituto de Água e Terra (IAT) do Paraná, e Ana Paula Klein, oceanógrafa do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).

                    Rafael Andreguetto, Altamir Hack e Ana Paula Klein. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                    A fim de entender como Miami trata a questão ambiental — tanto na construção de marinas, como nas atividades de turismo náutico –, Andreguetto contou que o governador Ratinho Júnior enviou uma equipe de 15 profissionais do IAT para a Flórida.

                     

                    A missão da equipe foi avaliar o que pode ser replicado no Paraná e, possivelmente, em outros estados brasileiros. A visita teve como foco as experiências locais em empreendimentos sustentáveis e licenciamentos náuticos.

                    Rafael Andreguetto. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                    “Nosso potencial de crescimento náutico de lazer é enorme, comparado às referências internacionais. Em Miami, a economia náutica gera cerca de US$ 64 bilhões por ano, sendo US$ 15 bilhões do âmbito das marinas que recebem embarcações de esporte e recreio. Enquanto isso, o Paraná — que já tem a terceira maior frota de lanchas do país, tendo ultrapassado o Rio de Janeiro — movimento R$ 17 bilhões anualmente. Então veja o quanto ainda podemos crescer”, apontou ele.

                    Rafael Andreguetto. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                    Entre os desafios para avançar, destacou o diretor de Políticas Ambientais da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Paraná, estão a tributação, a falta de mão de obra qualificada, a ausência de estruturas náuticas e a questão da legislação ambiental.

                    Para ajudar os empresários a superar aquele que é considerado o maior desafio para o desenvolvimento de um polo náutico, Ana Paula Klein, do IMA, descreveu todos os procedimentos seguidos pelo órgão ambiental para licenciar um empreendimento.

                    Ana Paula Klein. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                    Ela explicou que a resolução Consema 250 x 251 distribuiu a competência para o licenciamento ambiental entre o Estado e os municípios. “Hoje, em Santa Catarina, cerca de 90% dos licenciamentos já estão com os municípios; apenas os portos e grandes marinas ainda estão sob competência do estado”, explicou.

                     

                    Além disso, segundo Ana Paula, para resolver a questão dos entraves do licenciamento ambiental, o Projeto Marina Legal Acatmar (Associação Catarinense de Marinas) conseguiu tirar diversas estruturas da irregularidade, superando a judicialização. Graças à consultoria judicial e ambiental prestada pela entidade junto aos órgãos gestores, quase 30 marinas — principalmente da Grande Florianópolis — passaram a operar de forma legal e totalmente regularizadas.

                    Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                    Quase sempre se joga a culpa no órgão ambiental por atrasar os processos, mas muitas vezes são os estudos que não são feitos da maneira robusta, fazendo boas modelagens, caracterizando o comportamento do sistema. Isso acaba atrasando o licenciamento– Ana Paula Klein, oceanógrafa do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina

                    Por sua vez, Altamir Hack, do Instituto de Água e Terra (IAT) — o órgão ambiental do Estado do Paraná –, lembrou que existem, atualmente, cerca de 120 pedidos de licenciamento em curso no estado. “Desses, 90 estão judicializados. A gente não consegue dar continuidade do processo sem ter a sentença do juiz”, lamentou.

                    Altamir Hack. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                    Ele lembrou ainda que pelos cerca de 100 km de extensão do litoral do Paraná se distribuem 57 ilhas e cerca de 60 unidades de preservação ambiental. “Então é preciso manter uma boa relação com os órgãos intervenientes para não atrasar o licenciamento. E nós estamos criando essa boa relação”, disse ele, lembrando que o IAT tem como missão proteger, preservar, conservar, controlar e recuperar o patrimônio ambiental paranaense, buscando o desenvolvimento sustentável. Uma de suas principais estratégias é conciliar turismo sustentável com as unidades de conservação.

                     

                    Das cinco dezenas de unidades de proteção integral administradas pelo IAT, 29 encontram-se em estágio de maturação para receber atividades de turismo e fazem parte do Programa Parques do Paraná, que visa estimular o ecoturismo, seja com controle do estado ou por meio de concessões (Parcerias Público-Privadas).

                    Altamir Hack. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                    Em resumo, por meio do Sistema de Gestão Ambiental, e da revisão constante da legislação, o Paraná busca simplificar o processo de licenciamento. “Mas sem deixar de garantir todas as questões ambientais, sem esquecer o compromisso com a sustentabilidade”, garantiu Hack.

                     

                    Do encontro, apontadas as diferenças das legislações de Santa Catarina, do Paraná e São Paulo, nasceu um compromisso de se fazer uma unificação das leis entre os três estados.

                    Rafael Andreguetto, Altamir Hack e Ana Paula Klein. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                    O Congresso Internacional Náutica é o principal evento do Brasil voltado a prefeitos, secretários de turismo e agentes do setor que buscam o crescimento econômico-social por meio do turismo das águas. As palestras antecederam a abertura ao público do São Paulo Boat Show 2024, que contou com mais de 170 barcos em exposição, 50 lançamentos gerais, além de uma série de produtos e serviços.

                     

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                      Estandes flutuantes na Baía de Todos-os-Santos apresentarão o melhor do setor em grande estilo, de 6 a 10 de novembro

                      A ideia de levar ao público uma verdadeira imersão no universo náutico foi levada bastante a sério na 1ª edição do Salvador Boat Show. Isso porque o evento estreará em grande estilo, com todos seus expositores sobre as águas da Bahia Marina, na icônica Baía de Todos-os-Santos.

                      De 6 a 10 de novembro, não só os mais de 30 barcos esperados para o salão contarão com o privilégio de estarem sobre as belíssimas águas da região nordestina. Equipamentos, jets, motores, acessórios, serviços e os mais variados produtos do setor serão apresentados em estruturas náuticas flutuantes.

                      Bahia Marina. Foto: Paul R. Burley / Wikimedia Commons / Reprodução

                      Outros salões da Boat Show Eventos — como o Rio Boat Show, Marina Itajaí Boat Show e Foz Internacional Boat Show — já tem parte de sua estrutura sobre as águas. Em Salvador, contudo, pela primeira vez um evento do Grupo Náutica terá todas as marcas presentes diretamente no mar.

                       

                      Com cinco dias de duração, o Salvador Boat Show tem expectativa de receber cerca de 8 mil visitantes. Atualmente, o estado da Bahia tem mais de 20 mil embarcações de lazer registradas, de acordo com a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar).


                      A configuração inovadora do evento reforça a conexão entre a cidade de Salvador e sua cultura marítima, que tem a Baía de Todos-os-Santos — maior do Brasil e segunda maior navegável do mundo — como um dos principais cenários náuticos do país.

                       

                      Anote aí!

                      1º SALVADOR BOAT SHOW

                      Quando: De 6 a 10 de novembro de 2024
                      Horário: Das 14h às 21h
                      Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, Salvador – BA)
                      Ingressos: site oficial de vendas
                      Mais informações:
                      site oficial do evento

                       

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                        Oceanos mais ácidos: relatório sobre a saúde da Terra aponta “estado crítico”

                        Pesquisa do Instituto Potsdam estabeleceu nove tópicos fundamentais para o bem-estar do planeta — seis já foram violados

                        Se fosse um paciente, a Terra estaria em estado crítico. É o que aponta o relatório do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático, que estabeleceu nove critérios diferentes para a saúde do nosso planeta — e, infelizmente, seis deles já estão no vermelho.

                        De acordo com o estudo, os seis indicativos que foram considerados em estado crítico são: aquecimento global, declínio da biodiversidade, poluição por fertilizantes químicos, degradação do solo, ciclo da água doce e introdução de novos elementos na natureza.

                        Verificação da saúde planetária 2024. Foto: Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático/ Divulgação

                        Há um outro critério que — ainda — não está no sinal vermelho, embora pareça apenas questão de tempo para que o sétimo limite planetário seja ultrapassado. Segundo a pesquisa, os oceanos estão ficando cada vez mais ácidos e impróprios para abrigar vida marinha.

                         

                        Este processo está acontecendo por conta das altas emissões de CO2. Afinal, uma das consequências de bombardear a atmosfera com dióxido de carbono — além de aumentar a temperatura da Terra — é desestabilizar o equilíbrio e comprometer a cadeia alimentar do oceano.

                        Segundo os pesquisadores, os oceanos estão ficando mais ácidos devido ao aumento constante das emissões causadas pela queima de combustíveis fósseis — como petróleo, carvão e gás. Desde a revolução industrial, cerca de 1/3 do CO2 gerado pelo homem foi absorvido pelos oceanos.

                         

                        Como o dióxido de carbono é um gás ácido, ele afeta os oceanos — que já estão 30% mais ácidos. Se a situação continuar do jeito que está, os modelos de previsão estimam um aumento de 150% na acidez até 2100.

                         

                        Para os cientistas, a piora desse problema é algo inevitável nos próximos anos e é preciso investir em ações para conter esses avanços com urgência. Afinal, mesmo reduzindo rapidamente os níveis de emissões, os sistemas oceânicos devem registrar algum aumento da acidificação, aponta o estudo.

                        Quais as consequências de um oceano mais ácido?

                        Especialista em sistemas planetários do Instituto do Clima de Potsdam, Wolfgang Lucht monitora o avanço dos oceanos cada vez mais ácidos. Segundo o cientista, há organismos e micro-organismos que constroem suas conchas ou esqueletos a partir do carbonato — como os corais, por exemplo.

                        Em um oceano mais ácido, o carbonato se dissolve mais facilmente e, portanto, eles têm muito mais dificuldade para formar seus corpos– Wolfgang Lucht

                        Além disso, a água cada vez mais ácida causaria um impacto enorme para milhões de animais, visto que danificaria corais, moluscos e o fitoplânctons — alimentos para uma série de espécies marinhas. Uma piora do cenário também poderia interromper o fornecimento de alimentos vindos da pesca.

                        Os impactos negativos seriam sentidos não somente nas águas. De acordo com a pesquisa, o oceano ficaria limitado de absorver mais dióxido de carbono e, consequentemente, aumentaria ainda mais as temperaturas do planeta.

                        E se os limites forem quebrados?

                        Caso os limites de saúde do planeta sejam quebrados, a previsão não é animadora. Uma vez que um limite é violado, o risco de danificar permanentemente as funções de suporte à vida da Terra aumenta, a ponto de causar mudanças irreversíveis, diz o relatório. Logo, se vários — ou todos — forem ultrapassados, seria uma catástrofe.

                        A mensagem é clara: ações locais impactam o planeta, e um planeta sob pressão pode impactar a todos, em todos os lugares– Levke Caesar, um dos autores do Planetary Health Check

                        De acordo com o relatório, o único tópico entre os nove que realmente não oferece risco de ser violado é o que se refere ao estado da camada de ozônio do planeta. Mesmo tendo sofrido com produtos químicos artificiais, este escudo se recuperou a partir de 1987, quando essas substâncias foram proibidas.

                         

                        Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                         

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                          NX44 design by Pininfarina ganhará versão Sport Fly em 2025

                          Lancha pensada em parceria com estúdio da Ferrari ganhará segundo comando e mais esportividade

                          No ano em que completa sua primeira década, a NX Boats tem recheado o mercado náutico de novidades. Duas novas embarcações do estaleiro pernambucano foram lançadas: a NX 41 Horizon e a NX 44 design by Pininfarina. E esta última, em 2025, já ganhará uma nova versão, desta vez, com flybridge.

                          A NX44 design by Pininfarina versão Sport Fly, como o nome sugere, também foi pensada em parceria com a Pininfarina América (estúdio americano da lendária casa de design italiana), empresa que já trabalhou com marcas como Ferrari, Lamborghini e Cadillac.

                          Projeção artística da nova NX44 design by Pininfarina versão Sport Fly. Foto: NX Boats / Divulgação

                          A nova embarcação tem previsão de ganhar os olhares calibrados dos amantes do setor no ano que vem, durante o maior evento náutico da América Latina, o São Paulo Boat Show. O evento tradicionalmente reserva as principais novidades do setor. Foi por lá, inclusive, que a NX Boats lançou a NX 41 Horizon, em setembro deste ano.

                          Projeção artística da nova NX44 design by Pininfarina versão Sport Fly. Foto: NX Boats / Divulgação

                          NX44 design by Pininfarina versão Sport Fly: o que se sabe até agora

                          A novidade da NX Boats ainda tem poucas informações e imagens divulgadas, mas já é possível ter uma ideia de como a nova embarcação deve chegar ao mercado.

                          Projeção artística da nova NX44 design by Pininfarina versão Sport Fly. Foto: NX Boats / Divulgação

                          De forma geral, o barco manterá as características principais da NX44 design by Pininfarina, com uma ligação contínua entre os seus espaços interiores e exteriores, um grande cockpit, área gourmet devidamente equipada e duas cabines com banheiros individuais, que proporcionam pernoite para até cinco pessoas.

                          Projeção artística da nova NX44 design by Pininfarina versão Sport Fly. Foto: NX Boats / Divulgação

                          Nas especificações técnicas, são 13,77 m de comprimento e 3,86 m de boca, além de dois motores centro-rabeta de 380 hp ou dois de 440 hp. A motorização de popa também é uma opção.

                          Projeção artística da nova NX44 design by Pininfarina versão Sport Fly. Foto: NX Boats / Divulgação

                          A novidade mesmo chegará no fly. A ideia do estaleiro com um segundo comando é garantir ainda mais esportividade e performance à lancha, já tida por Jonas Moura, CEO da NX Boats, como uma “super sport cruiser”.

                          É uma embarcação com muito conforto, mas também muita esportividade e design– Jonas Moura, em entrevista durante o Boat Show de Itajaí

                          Vale ressaltar que uma lancha com flybridge possui um segundo convés elevado, que proporciona, principalmente, uma visão panorâmica para o piloto durante o comando da lancha.


                          Para além disso, o espaço costuma oferecer mais um espaço de lazer no barco, possibilitando que mais pessoas naveguem na embarcação e aproveitem os seus recursos. Na nova NX, é possível observar pelas imagens divulgadas que o espaço contará com um sofá em L e uma mesa.

                           

                          Quer ter uma ideia de como um fly cairá na nova lancha da NX? Confira o teste da NX44 design by Pininfarina no Canal Náutica no YouTube:

                           

                           

                           

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                            Após passagem de submarino nuclear dos EUA, Marinha faz monitoramento radiológico no RJ

                            Atividade aconteceu na área da Base de Submarinos da Ilha da Madeira, em Itaguaí; amostras estão sendo analisadas para verificar possível vazamento radioativo

                            09/10/2024

                            Submarinos com reatores nucleares dispensam a necessidade de reabastecimento, o que confere mais tempo à embarcação debaixo d’água. A tecnologia, presente no USS Hampton, contudo, pode ser desastrosa às pessoas e ao meio ambiente em caso de falhas. Por isso, a Marinha do Brasil realizou um monitoramento radiológico após a embarcação dos Estados Unidos passar pelo país.

                            A ação aconteceu na área da Base de Submarinos da Ilha da Madeira, em Itaguaí, no Rio de Janeiro, durante a visita do submarino norte-americano.

                             

                            O monitoramento coletou amostras de água e sedimentos, para, a partir da análise de técnicos do Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), garantir que a embarcação não tenha deixado nenhum rastro proveniente de um possível vazamento radioativo.

                            Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                            O superintendente de relações institucionais e comunicação social da Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade da Marinha, vice-almirante Antônio Capistrano de Freitas Filho, explica que “a tecnologia nuclear é um setor estratégico para a defesa nacional e o seu desenvolvimento é um compromisso da Marinha. Porém, é uma atividade que envolve riscos, que precisam ser tratados da maneira adequada”.

                            Esse monitoramento faz parte de um protocolo de segurança nuclear, que contribui para prevenir a contaminação radiológica proveniente de navios– completou

                            A visita do USS Hampton às águas brasileiras aconteceu após sua participação no exercício multinacional Unitas LXV, no qual o Brasil também esteve presente com a Fragata Liberal, em setembro deste ano, no mar do Chile.


                            Em maio, a Marinha do Brasil realizou outro monitoramento radiológico no litoral brasileiro, durante a visita do porta-aviões norte-americano USS George Washington à Baía de Guanabara (RJ).

                             

                            O monitoramento incluiu medições do ar, da água, de sedimentos marinhos e a análise dos tripulantes e materiais descartados, após o exercício conjunto “Southern Seas”.

                             

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                              Teste FS 355: um novo padrão de design, luxo e conforto do estaleiro catarinense

                              Com visual moderno, cabine sofisticada e acabamento superior, a lancha dá o seu maior espetáculo navegando

                              Concebida para ser um modelo global, com acabamento mais refinado, a FS 355 caiu no gosto de público e crítica, transformando-se em uma das atrações do momento. Logo, a recepção positiva já era esperada desde quando a FS Yachts fez a apresentação dessa lancha à imprensa e convidados, em uma cerimônia especial, em Florianópolis, realizada dias antes do lançamento para o público no Rio Boat Show.

                              Com ela, o estaleiro catarinense, com sede na cidade de Biguaçu, estabelece um novo padrão de design, luxo e performance para a marca, em atividade desde 1998, com milhares de barcos na água.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              É uma lancha criada com muita paixão, muita vontade de evolução e mudança. É o espelho do que a FS Yachts está se tornando hoje– Almiro Thibúrcio, sócio proprietário do estaleiro

                              Depois de visitá-la no estande do estaleiro, na Marina da Glória, aproveitamos uma manhã ensolarada do outono carioca para conferir o desempenho da FS 355 nas águas, dentro e fora da Baía de Guanabara. Confiante no produto, eles não hesitarem em nos oferecer a unidade número 1 para fazer o teste. E ficamos surpresos com o que vimos. Tanto atracada quanto em navegação.

                               

                               

                              Com 10,80 metros de comprimento (35,43 pés) e 3,50 m de boca, a FS 355 é uma lancha de proa acessível, com solário protegido, sem perder o conforto de uma grande cabine. O cockpit, homologado para 14 pessoas, oferece recursos para um day use amplo.

                              Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica

                              A começar pela área de popa (no modelo testado, estava revestida com madeira teca), que traz o requinte de uma abertura lateral da murada (ampliação do convés), a boreste, somando-se à plataforma de popa muito bem aproveitada.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              O pulo-do-gato para ganhar espaço foi a instalação de um sofá com encosto facilmente desmontável, com a frente voltada para a praça de popa e a parte de trás, para o mar, ocupando o lugar normalmente reservado ao móvel gourmet, que foi deslocado para o cockpit.

                              Como o encosto é móvel, como blocos de montar, o usuário pode removê-lo e transformar o sofá em um segundo solário (o outro fica na proa), entre outras possibilidades. E ainda há uma geleira na cabeceira do sofá, a bombordo.

                              Essa flexibilidade na configuração tem tudo a ver com o jeito brasileiro de curtir a vida ao ar livre a bordo quando o barco está parado, tomando banho de sol e curtindo o contato com o mar.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Na plataforma de popa, a escada para quem volta da água tem de quatro degraus e fica voltada para boreste, evitando a proximidade dos motores.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Além disso, o piso do centro da plataforma de popa abre, para o levantamento dos motores, que, recolhidos, ficam inteiramente fora da água.

                              No cockpit, protegido por uma capota do tipo T-top com excelente altura (ninguém bate a cabeça na cobertura de fibra), há um grande sofá com formato de J, entre ré e bombordo, e uma pequena extensão a boreste.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Pelo menos sete pessoas podem se acomodar ali, sem apertos. Ou até nove, apertando um pouquinho. E ainda há dois lugares ao lado do piloto no posto de comando, que tem assento triplo.

                               

                              A mesa de centro tem base de inox e tampo de teca rebatível, sobre o qual se distribuem oito porta-copos. O móvel gourmet, a boreste, tem acabamento impecável em Corian e conta com churrasqueira com grelha elétrica (com botão corta-corrente ao lado, para evitar incêndio), pia, porta-trecos, geladeira de gavetas e geleira.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Mais à frente, a bombordo, há outra geleira e um nicho (porta-trecos) com porta-copos ao lado.

                               

                              O banco do piloto tem assento rebatível, além de regulagem de altura. No painel, as duas telas de 12 polegadas cada estão bem-configuradas e toda botoeira está à mão, assim como o comando do guincho, o Zipwake (sistema automático de flaps) e o joystick.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              E não faltam aqueles itens que todo mundo exige hoje numa embarcação, como porta-celular, saída USB e porta-copos.

                              Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica

                              A posição de pilotagem com o comandante sentado é das melhores, com ótima visão tanto da proa como das laterais. Mas, com o piloto em pé (especialmente para pessoas com altura de 1,95 m), o espaço entre o assento dobrado e o timão é um pouco apertado (ficou meio “seja breve”), embora o volante seja escamoteável. Nas próximas unidades, certamente, o estaleiro melhorará essa ergonomia.

                              O acesso à proa é feito por uma passagem lateral, a bombordo, com a subida de dois degraus. Para isso, é necessário abrir a uma portinha de fibra e levantar parte do para-brisa (que na unidade testada por NÁUTICA era de acrílico, mas nas próximas será substituído por vidro temperado, que oferece uma visão mais nítida e precisa).

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Por seu uma lancha cabinada e, ao mesmo tempo, de proa aberta, a FS 355 oferece melhor aproveitamento de espaço na parte da frente. O solário, cercado de caixas de som e de porta-copos, acomoda bem até três pessoas. E ainda há uma base para fixação de quatro pilares de inox e armação de uma tenda de sombreamento.

                              Outra boa sacada do projetista foi manter uma área entre o para-brisa e a cabeceira do solário em que dá para duas pessoas ficarem sentadas, facilitando ainda mais a interação entre os tripulantes.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              A amurada alta, combinada com o guarda-mancebo firme, transmite bastante segurança na proa. A caixa de âncora conta com pistões hidráulicos para puxar, manter levantada e abaixar a tampa sem trancos. Ao lado, há um chuveirinho para a limpeza do ferro e da corrente.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              A cabine, com pernoite para quatro pessoas, tem uma configuração tradicional para esse tipo de lancha, com um camarote em V na proa, outro (ocupando toda largura do casco) na meia-nau e um banheiro com box fechado a boreste, com 1,85 m de altura, além de uma cozinha de apoio a bombordo na sala de entrada.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Porém, ela chama atenção pelo acabamento mais refinado, com muito revestimento (não há fibra aparente), e o ambiente aconchegante, com várias saídas de ar refrigerado e a distribuição de lâmpadas e fitas de led, com iluminação direta e indireta, que transmitem uma sensação ainda maior de conforto.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica

                              Sensação, aliás, que a gente começa a sentir ao descer a escada de acesso à cabine, uma vez que a porta de entrada, de material transparente, avança nobre o teto, promovendo o chamado efeito claraboia. O pé-direito ali é de 1,95 metro. A escada, apesar dos degraus estreitos, conta com um pega-mão ao lado, que garante segurança.

                              Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica

                              Navegação da FS 355

                              Hora de acelerar. Quatro pessoas a bordo, tanque de combustível com 50% da capacidade total. Mar liso, com ondas de menos de meio metro na Baía de Guanabara e ventos de 5 nós.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Focada no mercado internacional, a lancha estava equipada com dois motores de popa de 300 hp cada — mas, sem perder de perspectiva o brasileiro, também é vendida na versão centro-rabeta. Com 4500 RPM, alcançamos 30,5 nós, com consumo de pouco mais de 65 litros por motor, o que garante uma autonomia de quase 200 milhas.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Fazendo curvas com segurança, não muito abertas nem muito fechadas, perdeu 1,8 nó, o que é praticamente nada nas curvas mais acentuadas. Acelerando um pouco mais, o barco responde rápido aos comandos e navega muito macio, mesmo ao cruzar as marolas (às vezes marolonas) de outros barcos.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              A sensação do piloto é a de estar dirigindo um carro confortável. A 5300 rpm, atingimos a velocidade máxima, que foi de 37 nós. No teste de aceleração, precisou de 9,3 segundos para ir da marcha lenta aos 20 nós, outra boa marca.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Apesar da motorização de popa, a FS 355 também tem uma casa de máquinas, com acesso rápido por meio de uma porta/tampa no piso do cockpit. Já a entrada principal fica camuflada na praça de popa, a que se tem acesso com o levantamento de uma parte do piso de teca (a de ré) do sofá.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Dentro do compartimento, com piso operacional, sobra muito espaço para a instalação de um gerador e do equipamento de ar-condicionado, além dos tanques de combustível e de água, dos bancos de baterias e das demais conexões dos sistemas elétrico e hidráulico, tudo com certificações internacionais.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              O isolamento termoacústico revela a preocupação do estaleiro em impedir o vazamento de ruídos e em transmitir uma maior sensação de conforto e silêncio por todo o barco.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Em resumo, uma lancha navegadora, ágil, que manobra com facilidade e responde bem aos comandos do piloto, correspondendo à expectativa. Sem dúvida, representa um patamar acima na história do estaleiro.

                              Saiba tudo sobre a FS 355

                              Pontos altos

                              • Design realmente novo e agradável
                              • Padrão da montagem e construção
                              • Aproveitamento de espaço no cockpit

                              Pontos baixos

                              • Degraus de acesso à cabine são pequenos
                              • Apoio da porta (para-brisa) de acesso à proa é frágil
                              • Assento para pilotagem em pé não é confortável

                              Características técnicas

                              • Comprimento total:  10,80 m
                              • Boca máxima: 3,5 m
                              • Peso sem motores: 7000 kg
                              • Ângulo do fundo na popa (deadrise): 18°
                              • Combustível: 938 litros (popa) e 700 litros (centro)
                              • Água: 200 litros
                              • Capacidade (dia): 14 pessoas
                              • Capacidade (noite): 4 pessoas
                              • Motorização: popa ou centro-rabeta
                              • Potência: 2 x 300 a 400 hp
                              Foto: Revista Náutica

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                                Ingressos do Salvador Boat Show já estão disponíveis. Garanta o seu!

                                Primeira edição do salão náutico acontecerá de 6 a 10 de novembro, na Bahia Marina, com mais de 30 barcos em exposição

                                08/10/2024

                                A venda de ingressos para o 1º Salvador Boat Show já começou! Enquanto as águas da Bahia Marina se preparam para receber o salão, você já pode garantir o seu lugar nessa novidade que promete agitar as águas do Nordeste.

                                De 6 a 10 de novembro, mais de 30 embarcações dos principais estaleiros do setor estarão atracadas nas belíssimas águas da Baía de Todos-os-Santos — maior baía do Brasil e segunda maior baía navegável do mundo.

                                 

                                Salvador será o cenário ideal para conferir de perto o que de melhor o setor tem para oferecer para os que amam o lifestyle náutico.

                                Foto: Facebook Bahia Marina / Reprodução

                                Além dos barcos, o visitante encontrará jets, motores, equipamentos, acessórios e serviços ligados ao mercado náutico.

                                 

                                Thalita Vicentini, diretora da Boat Show Eventos, ressalta que o salão “é uma oportunidade tanto para quem quer entrar no universo náutico quanto para quem já faz parte e busca fazer um upgrade”.


                                Como adquirir os ingressos para o Salvador Boat Show

                                No site de ingressos do Salvador Boat Show, basta selecionar a quantidade e tipo de entradas desejadas. O preço do ingresso para o Salvador Boat Show é de R$ 40, mais taxas de serviço. Idosos e pessoas com deficiência (PCDs) têm direito a meia-entrada, por R$ 20 (mais taxas).

                                 

                                As formas de pagamento aceitas são cartão de crédito (em até 12 vezes) e pix. Crianças de até 1 metro de altura não pagam. As entradas são válidas para qualquer um dos cinco dias de evento.

                                 

                                Anote aí!

                                1º SALVADOR BOAT SHOW

                                Quando: De 6 a 10 de novembro de 2024
                                Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, Salvador – BA)
                                Horário:
                                Das 14h às 21h
                                Ingressos: site oficial de vendas

                                 

                                Náutica Responde

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                                  “Navio fantasma” desaparecido há 80 anos é encontrado na Califórnia; conheça sua curiosa história

                                  Embarcação carrega currículo de peso, tendo atuado na 2ª Guerra Mundial ao lado da Marinha dos EUA e da Frota Asiática

                                  O navio USS Stewart, conhecido como “navio fantasma”, foi encontrado na costa da Califórnia, nos Estados Unidos, após 80 anos desaparecido. Ao longo de sua vida, a embarcação serviu à Marinha dos EUA na Segunda Guerra Mundial, foi abandonada pelos americanos e recuperada pelas forças inimigas do Japão, até encontrar seu — quase — fim no fundo do mar.

                                  A “carreira” do USS Stewart começou mais de 100 anos atrás, em 1919. Sua primeira grande atuação aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), onde compôs a frota da Marinha dos Estados Unidos defendendo o Pacífico contra o avanço do Japão Imperial.

                                  Foto: National Museum of the U.S. Navy / Divulgação

                                  Em 1942, pouco antes do fim da guerra, o navio sofreu grandes danos em meio a uma batalha e acabou encalhado em uma doca seca, forçando sua tripulação a abandoná-lo. Todo seu potencial, contudo, não seria jogado fora por conta disso.

                                   

                                  Acontece que sua salvação veio do lado inimigo, uma vez que a Marinha Imperial Japonesa não só o recuperou, como reformou o barco. De USS Stewart, o navio passou a se chamar “Barco de Patrulha Nº 102”, nome que o acompanhou até o fim da guerra — vista pela embarcação dos dois lados da moeda.


                                  Quando o confronto acabou, o navio foi recuperado pela Marinha dos EUA e levado a San Francisco, onde, em uma cerimônia final, foi deliberadamente afundado, em 1946.

                                   

                                  Todo esse histórico foi o responsável por render ao originalmente USS Stewart o apelido de “navio fantasma”, já que o barco foi abandonado por seus aliados e recuperado por seus inimigos antes de ser naufragado propositalmente.

                                  Encontrado 80 anos depois

                                  Após quase 80 anos desaparecido, o USS Stewart foi localizado nas profundezas do Oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia, graças a uma expedição conjunta de organizações como a Ocean Infinity, a Air/Sea Heritage Foundation e a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA).

                                  Foto: Ocean Infinity / Divulgação

                                  O navio fantasma foi encontrado a 1.067 metros de profundidade, dentro do Santuário Nacional Marinho Cordell Bank, através do trabalho de varredura de drones subaquáticos autônomos.

                                  Foto: Ocean Infinity / Divulgação

                                  Imagens de sonar revelaram que o USS Stewart está com sua estrutura em pé, aparentemente bem preservado.

                                  Foto: Ocean Infinity / Divulgação

                                  “O USS Stewart representa uma oportunidade única de estudar um exemplo bem preservado do design de contratorpedeiro do início do século 20. Sua história, do serviço da Marinha dos EUA à captura japonesa e vice-versa, o torna um símbolo poderoso da complexidade da Guerra do Pacífico”, explica o Dr. James Delgado, agora vice-presidente sênior da SEARCH, ao IFLscience.

                                   

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                                    Por: Redação -

                                    Estaleiro brasileiro com presença global (ou “global player”, nome para uma empresa que participa da competição internacional e ocupa uma posição de destaque em tecnologia, qualidade e inovação), a catarinense Schaefer Yachts impressiona tanto pelos números quanto pela qualidade de sua construção, evidente na Schaefer V44, modelo testado por NÁUTICA em Florianópolis, Santa Catarina.

                                    São mais de 30 anos de atividades, três unidades de produção distribuídas pela Grande Florianópolis, cerca de 700 funcionários diretos e aproximadamente 4 mil lanchas construídas, sendo boa parte delas exportadas para cerca de 30 países.

                                    Estande da Schaefer Yachts durante o São Paulo Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Líder brasileira na tecnologia de laminação por infusão e único fabricante com uma máquina fresadora de cinco eixos para fazer moldes de barcos de até 75 pés em uma peça única, a Schaefer Yachts, empresa comandada por Marcio Luz Schaefer, tem equipe de própria de projetistas.

                                     

                                    A lista dos profissionais inclui o seu filho mais velho, Marcio Schaefer (o Marcinho). Ele estreou na função com a criação da linha V, que teve como primeira embarcação projetada a Schaefer V33 — lancha brasileira mais vendida dos Estados Unidos.

                                    Schaefer V33. Foto: Revista Náutica

                                    O modelo fez tanto sucesso que já ganhou uma sucessora: a V44 — testada por NÁUTICA nos dois dias seguintes à cerimônia de lançamento para a imprensa e convidados na sede da Schaefer Yachts, no famoso prédio de vidro espelhado na cabeceira da Ponte Hercílio Luz, cartão-postal de Florianópolis (a apresentação ao público ficou reservada para o Rio Boat Show 2024).

                                     

                                     

                                    Esses dois dias de testes nas águas da Baía de Florianópolis confirmam o que já sabíamos desde que navegamos na V33: que Marcinho herdou do pai o talento como designer.

                                    A Schaefer V44

                                    Projetada especialmente para o mercado americano — que atualmente recebe cerca de um terço da produção da Schaefer Yachts —, cujos usuários apreciam lanchas de passeio estilo retrô, com proa reta, console de pilotagem central e motores de popa, a V44 segue a trajetória de sucesso de sua antecessora, a V33, lançada em 2020.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    E, assim como sua irmã mais nova, já faz sucesso também no Brasil, seja com motores de popa ou de centro-rabeta, já que é versátil na motorização.

                                     

                                    Com 13,61 m de comprimento (44,8 pés) e 4,17 m de boca, essa walk around nasceu com os avanços da indústria náutica de ponta no mundo, começando pela tripla motorização de popa de 400 hp cada, que pode chegar a uma trinca de 600 hp cada!

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Além dessa cavalaria impressionante, prenúncio de emoções fortes na hora de acelerar (vamos ver adiante), a V44 oferece recursos extras também para as horas em que o barco fica parado, como por exemplo, a possibilidade do rebatimento de parte das amuradas na popa com a criação de duas varandas laterais (beach clubs ou open decks), que aumentam a largura do cockpit em 1,35 m.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Com isso, a boca máxima do barco salta para 5,52 metros, resultando em mais espaços tanto para a circulação como para a colocação de itens adicionais de conforto, como cadeiras de sol. A ideia é garantir um dia perfeito na água, seja um passeio em família, a prática de esportes aquáticos ou uma pescaria.

                                    Foto: Ito Cornelsen

                                    Para quem volta da água depois de um mergulho, a V44 tem, a bombordo, uma generosa escada de popa de aço inox com quatro degraus e duas hastes na vertical, que servem de pegadores para subir a bordo, um arranjo raro de se encontrar em barcos, mas bem prático e apropriado. Próximo a essa escada há um chuveiro de acabamento caprichado, com água quente e fria.

                                    Foto: Ito Cornelsen

                                    No cockpit o projetista instalou dois sofás (um voltado para a popa e outro para frente), que acomodam bem até seis pessoas, e uma mesa de centro entre eles.

                                     

                                    O pulo-do-gato para tirar o máximo proveito dessa área está no mecanismo do sofá de ré, cujo encosto (basculante) pode ser deslocado para frente, dando origem a um enorme solário de popa com apoio para as costas e porta-copos ao lado, uma amostra do conforto e da funcionalidade que se pode encontrar no cockpit da V44.

                                    Foto: Ito Cornelsen

                                    Há ainda outro solário na proa, também com encostos de cabeças e porta-copos ao lado. Lugares perfeitos para curtir o passeio ou se entregar à leitura de um livro.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    A planta simples e organizada do convés facilita muito a movimentação a bordo. Porém, na unidade testada por NÁUTICA, faltavam pega-mãos, além de degraus para o desembarque. Alguns pegadores a mais — posicionados em pontos estratégicos, próximos da área de comando — facilitariam a vida a bordo, especialmente nos deslocamentos em direção à proa, em dias de mar mais agitado.

                                    Foto: Ito Cornelsen

                                    Seriam bem-vindos também alguns degraus (plataformas) para o desembarque pelas laterais, junto ao posto de comando. Segundo o estaleiro, as demais unidades dessa série já contam com esses itens de segurança.

                                     

                                    Embaixo do solário de popa há um grande paiol, muito útil para guardar os vários pertences de bordo. Espaço para armazenamento também não falta sob os assentos dos dois sofás.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Até mesmo nos dois open-decks o projetista conseguiu incorporar paióis para guardar tanto o obrigatório de material de salvatagem, como aqueles variados itens que se costuma levar a bordo, como equipamento de mergulho, cabos para amarração, âncora de reserva, defensas, material de limpeza e as tralhas de pesca, entre outros.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Chama atenção o nível de acabamento e a escolha dos materiais empregados no revestimento do convés. A mesa de centro com abas dobráveis, por exemplo, é de madeira teca.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Atrás do posto central de pilotagem está posicionado o grande móvel gourmet, equipado na parte superior com grill elétrico (com dispositivo de corte automático da energia caso a tampa da churrasqueira seja fechada acidentalmente), caixa térmica, cuba, além da indispensável lixeira na lateral a boreste.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Na parte vertical do móvel gourmet fica uma geladeira elétrica, além de um armário e de uma máquina de gelo (icemaker), item opcional. Acima, como item de série, há uma a tv de 43 polegadas, que fica embutida no teto solar, de acionamento elétrico. Tudo bem construído e prático no manuseio.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Assim como a V33, a Schaefer V44 tem comando central — e este é um dos grandes trunfos dessa walk around de luxo. Porém, o timão fica deslocado para boreste.

                                     

                                    O painel é muito espaçoso, comportando com folga dois monitores de LCD de 16 polegadas cada. Normalmente, num barco desse porte, cabem no máximo monitores de 9 ou 12 polegadas —lembrando que é sempre bom ter duas telas, caso uma deixe de funcionar.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Além dos instrumentos de navegação, há lugar para mais um monitor (este, menor) para acompanhar o funcionamento dos motores (o que não é o caso desse barco, que mantém esses dados disponíveis nas telas grandes de navegação).

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    E ainda sobra espaço para a instalação de alguns equipamentos opcionais, como por exemplo o sistema de flaps automáticos da Zipwake (usado em parte deste teste), que ajusta automaticamente tanto a inclinação longitudinal (trim) como a inclinação transversal (banda) da lancha.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Outros opcionais instalados na parte vertical do painel da V44 são o controle do som Fusion e duas saídas de ar-condicionado. Já na parte horizontal ficam os manetes dos aceleradores, o joystick para o controle total das manobras em marcha lenta e os botões de comando das funções elétricas, como luzes, buzinas, bombas de porão, guincho da âncora e outros itens relativos à navegação.


                                    O rádio VHF, posicionado na parte inferior do painel, é fácil de alcançar, permitindo que o piloto não faça muita ginástica para visualizar o canal. Também não há críticas em relação à posição do timão e dos manetes.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Tanto o teto solar amplo (o que aumenta a sensação de conforto e liberdade) como os refinados assentos basculantes e os bancos do piloto e do carona merecem destaque. Outro ponto alto é o para-brisa de vidro, que vai até o teto e proporciona excelente proteção para quem está no posto de comando.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Porém, os passageiros posicionados atrás do móvel gourmet não contam com essa proteção, motivo pelo qual não se aconselha lotar o cockpit da V44 (homologada para 14 pessoas) nos dias mais frios e chuvosos.

                                     

                                    Também é preciso tomar cuidado com o trânsito de crianças pequenas, uma vez que o cockpit fica totalmente aberto quando as laterais do costado estão abaixadas. Por outro lado, em dias quentes a gurizada pode se divertir muito pulando na água de qualquer lugar na popa, usando inclusive os open-decks como trampolins.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Além disso, com os beach clubs fechados, há duas portinholas na passagem entre o cockpit e a plataforma de popa, uma em cada bordo, para segurança das crianças.

                                     

                                    Chegar na proa da V 44 é muito fácil, por conta do comando central, com passagens largas por boreste e bombordo. Além disso, as laterais internas do casco são acolchoadas. E ainda há os pegadores laterais de inox nos dois bordos. Para quem gosta de praticar a pesca esportiva, porta-varas são itens de série nas duas amuradas.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    No bico de proa, a curiosidade fica por conta de um sistema que permite embutir a âncora, do tipo Bruce, no paiol do ferro. Um braço metálico viabiliza este recurso, mas o estaleiro optou por deixar parte do processo no modo manual, o que significa que é necessário dar um empurrãozinho neste braço para o âncora descer, antes de soltar a corrente.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Cunhos de embutir de 20 cm cada (dois na proa, dois à meia-nau e dois na popa) estão bem dimensionados para o porte desta lancha. No entanto, precisam receber borrifos de silicone de vez em quando, para facilitar o manuseio de subir e descer.

                                     

                                    Apesar de privilegiar as áreas externas, essa lancha de console central com acabamento refinado tem uma cabine com pernoite para quatro pessoas, com conforto. Afinal, não há aperto no interior da V44, cujo pé-direito passa dos dois metros tanto na entrada da cabine como no bom banheiro, com box fechado, a boreste.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Além do chamado espaço gourmet no cockpit, a V44 conta com uma cozinha completa a bombordo da cabine, com fogão elétrico de duas bocas, forno de micro-ondas, geladeira e pia com cuba profunda.

                                    Os eletrodomésticos são de excelente qualidade. Uma cozinha como essa é muito bem-vinda, especialmente em dias de temperatura mais amena ou quando se tem uma família numerosa a bordo, seja para esquentar a comida, fazer um lanche ou preparar uma pequena refeição. E sem a preocupação de encontrar os utensílios espalhados pelo chão da cabine.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Porém, na unidade testada por NÁUTICA, não havia ainda um suporte no fogão para impedir que as panelas saíssem do lugar.

                                     

                                    A entrada na cabine é feita por uma escada de três degraus bem largos. Mas falta um pegador auxiliar. Na proa, há o clássico sofá em V conversível em uma cama de casal, nesse caso protegida por uma cortina e servida por armários.

                                    Foto: Ito Cornelsen

                                    À meia-nau, debaixo do cockpit, fica o segundo camarote aberto, com duas boas camas de solteiro. Neste caso, como de costume, o pé-direito sobre as camas é baixo, o que já não ocorre no espaço lateral. Uma cortina também dá certa privacidade a este ambiente.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Tanto a iluminação quanto a ventilação natural são dois pontos fortes da cabine da V44, que conta com vigias nos dois bordos, além de uma escotilha na frente do solário, que permite a entrada de ar fresco direto no camarote de proa.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Chama atenção ainda o uso abundante de materiais nobres, como aço inox e couro verdadeiro (de primeira) nos acabamentos. Em resumo, essa cabine representa um convite e tanto para o uso do barco em pequenos cruzeiros de fim de semana.

                                     

                                    Embora esteja equipada com os motores de popa, a V44 conta com uma sala de máquinas, onde estão instalados o gerador, o sistema de água pressurizada quente e fria, os tanques de combustível, de água e de esgoto, o carregador de bateria e parte do sistema de ar-condicionado.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    A montagem criteriosa dos equipamentos, bem como o uso de fiação elétrica certificada internacionalmente para uso náutico, da Ocean Brazil, são uma garantia de muitos anos sem se preocupar com a manutenção na parte crucial de toda lancha.

                                    Navegação da Schaefer V44

                                    Se exibe qualidades acima da média para uma lancha desse tipo — visual irresistível, ótimo espaço de convivência no cockpit, cabine de primeira, posto de comando excelente —, o que será que a Schaefer V44 entrega na hora de navegar?

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    A expectativa não poderia ser melhor, já que se trata de um casco projetado pelos mesmos responsáveis pela V33. Foi concebido para ser rápido, equilibrado e preciso na navegação. No caso da V44, ficou melhor ainda do que a encomenda.

                                     

                                    Navegador, macio no embate com as vagas, o casco dessa 44 pés forma um belo casamento com os três motores de popa de 400 hp cada. É impressionante o equilíbrio do leme, poderoso e leve ao mesmo tempo. A gente manobra com muita facilidade.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    A velocidade máxima foi de 44,2 nós (82 km/h) na média de várias passagens contra e a favor da correnteza e dos ventos nas condições atmosféricas presentes no dia do teste, na baía de Florianópolis.

                                     

                                    Na aceleração, precisou de apenas 6,6 segundos para ir do zero até os 20 nós (37 km/h), outra marca notável, comparável à de uma pequena lancha com motor de popa que costuma dar um salto na arrancada. A bordo estavam quatro adultos, os taques de combustível carregavam 60% do volume e o de água, 100%.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Com os tanques cheios (1.650 litros) — em condições de mar calmo e ventos com intensidade abaixo de 6 nós — pode-se navegar até 223 milhas a 24,9 nós (46 km/h), uma autonomia muito boa para o propósito dessa lancha, lembrando que a distância entre Santos e Rio de Janeiro é de 200 milhas.

                                     

                                    Se não houver preocupação com o consumo, pode-se navegar a 38 nós (70 km/h) sem forçar os motores. Porém, raramente isso é possível navegando pelo mar.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Para quem deseja maior autonomia, o estaleiro oferece a V44 com motores de centro-rabeta, em duas versões diesel: com dois Volvo D6 de 440 hp cada; e com o sistema IPS 650 (dois D6 de 480 hp cada).

                                     

                                    Para quem exige ainda mais performance, o estaleiro oferece a versão popa com três motores Mercury de 600 hp cada (1800 hp!), capazes de levar a V44, de acordo com nossa estimativa, à casa dos 55 nós (ou 102 km/h!), deixando seus ocupantes com a sensação de estarem voando no mar. Em águas marítimas brasileiras, pouquíssimas lanchas conseguem chegar perto disso.

                                     

                                    Como principais opcionais, vale destacar: essa lancha de estilo retrô já vem preparada de fábrica para a instalação de estabilizador de movimento, equipamento que aumenta o conforto com o barco parado, diminuindo um bocado o movimento provocado pelas marolas.

                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                    Enfim, a Schaefer V44 é uma lancha com um casco construído para durar (já nasce forte no berço, independentemente da potência dos motores que irá empurrar) e que oferece um desempenho empolgante.

                                     

                                    É uma grande pedida para quem deseja ir e voltar rapidamente para qualquer lugar da costa brasileira (ou norte-americana) ou que procura (muita) diversão em passeios diurnos, em dias de sol quente e ventos amenos.

                                    Saiba tudo sobre a Schaefer V44

                                    • Comprimento máximo: 13,61 m (44,8 pés)
                                    • Boca: 4,17 m (5,52 m laterais abertas)
                                    • Calado com propulsão: 1,06 m
                                    • Ângulo do V na popa: 20 graus
                                    • Borda-livre proa: 1,44 m
                                    • Borda-livre popa: 1,39 m
                                    • Peso com motores: 8.700 kg
                                    • Combustível: 1650 litros
                                    • Água: 275 litros
                                    • Capacidade (dia): 14 pessoas
                                    • Capacidade (noite): 4 pessoas

                                    Desempenho com dois motores de popa 400 hp cada

                                     

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                                      07/10/2024

                                      Repetindo o feito de 2023, o Boat Show vai novamente estreitar fronteiras ao atracar, pela segunda vez, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O 2º Foz Internacional Boat Show já tem data marcada para acontecer nas águas do Lago de Itaipu, o “mar doce” da região.

                                      Entre os dias 28 de novembro e 1º de dezembro, apaixonados por barcos e pela vida sobre as águas estarão reunidos mais uma vez no Iate Clube Lago de Itaipu, para, juntos, traçarem novas rotas de oportunidades.

                                       

                                      Experiências e atrações na água também estão no cardápio, entregando ainda mais motivos para o público da tríplice fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina) visitar o 2º Boat Show de Foz.

                                      Foto: Descio Oliveira e Douglas Guimarães/Revista Náutica

                                      Em 2023, cerca de 6 mil visitantes passaram pelas dependências do então estreante salão náutico, que acumulou 40 embarcações comercializadas e, de quebra, encantou o setor com as novas possibilidades geradas também sobre águas doces — até então, nenhum salão da Boat Show Eventos havia acontecido nesse formato.

                                      Foto: Instagram @pvp.icli / Divulgação

                                      Isso sem contar as experiências práticas proporcionadas na ocasião, como o test-drive de embarcações, a oportunidade de velejar e assistir a uma apresentação de velejadores mirins e até um campeonato de pesca esportiva que agitou as águas do lago.


                                      Além de conferir de perto barcos, jets, motores, equipamentos, serviços e acessórios das principais marcas do setor, o visitante do 2º Foz Internacional Boat Show terá o privilégio de estar pertinho das Cataratas do Iguaçu, uma das 7 Maravilhas Naturais do Mundo.

                                      Foto: Secretaria Municipal de Turismo de Foz e Fundo Iguacu / Divulgação

                                      É a oportunidade perfeita de aliar uma imersão ao lifestyle náutico a passeios turísticos, como uma visita ao Parque das Aves, ao Marco das Três Fronteiras e à Usina Hidrelétrica de Itaipu, que fica aberta à visitação guiada, cuja barragem — iluminada durante a noite — pode ser admirada desde um mirante.

                                      Foto: Secretaria Municipal de Turismo de Foz e Fundo Iguacu / Divulgação

                                      Anote aí!
                                      2º FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW

                                      Quando: De 28 de novembro a 1º de dezembro de 2024
                                      Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020 – Jd Porto Dourado)
                                      Horário: Das 15h às 22h
                                      Mais informações: site oficial do Foz Internacional Boat Show

                                       

                                      Náutica Responde

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                                        Entenda o que está acontecendo no Morro do Careca, em Natal, que corre risco de colapso

                                        Patrimônio histórico e cultural da cidade tem sofrido com o avanço das marés acima do normal

                                        O Morro do Careca, cartão-postal de Natal, capital do Rio Grande do Norte, está correndo risco de colapso. O motivo não surpreende, e é mais um reflexo da emergência climática que vive o planeta. Agora, medidas de contenção tentam apaziguar a situação, tida por especialistas como um processo erosivo crônico.

                                        Com cerca de 107 metros de altura, o Morro do Careca é uma duna, estabelecida no extremo sul da Praia de Ponta Negra. Considerado um dos principais símbolos turísticos da capital potiguar, está desde 1997 fechado à visitação — uma ação que visa preservar a mata de restinga e até o próprio morro, já que os deslizamentos de areia estavam reduzindo sua altura.

                                        Foto: Diego Henrique Dantas de Oliveira / Wikimedia Commons / Reprodução

                                        Chegando a 27 anos depois da medida de fechamento, o Morro, patrimônio histórico e cultural de Natal, se vê agora em outro tipo de situação alarmante. Desta vez, em decorrência do avanço acima do normal das marés — que têm colocado em risco de colapso a formação geológica natural.

                                        Foto: Magnus Nascimento/Secom/Prefeitura de Natal/Divulgação

                                        “A grande maioria das praias arenosas do mundo está enfrentando processo de erosão acelerado em razão da emergência climática, das energias oceânicas cada vez mais intensas. Sobretudo as ondas e as correntes”, explicou Venerando Eustáquio, professor de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em entrevista ao Estadão.

                                        Como o Morro do Careca chegou nessa situação

                                        Eustáquio exalta que a situação do Morro do Careca é tida como “muito vulnerável”, já que o volume de areia que alimenta a duna está escasso. Uma das causas para isso, conforme explica o professor, é que a crise hídrica na região fez com que os rios fossem barrados, o que diminuiu o aporte de sedimentos para a região costeira, levando menos areia a cada temporada.

                                         

                                        A situação se assemelha ao que acontece no Ceará, com a famosa duna de Jericoacoara, prestes a ser engolida pelo mar.

                                        Foto: Magnus Nascimento/Secom/Prefeitura de Natal/Divulgação

                                        Não bastasse a escassez do volume de areia que alimenta a formação geológica, as ondas ainda afetam a base do Morro do Careca, revelando uma falésia (acidente geográfico que consiste em uma encosta íngreme ou vertical, formada pela erosão do relevo litorâneo, provocada pela ação da água do mar, da chuva e do vento).

                                         

                                        “Esse processo tem se intensificado no decorrer das décadas, a partir dos anos 1980. Ocorreu uma ocupação desordenada do solo nas áreas costeiras. Obras em setores que o mar avança e derruba”, destacou Eustáquio ao Estadão.

                                        Não é só o Morro que sofre

                                        O decreto 13.192, de 20 de setembro deste ano, da prefeitura de Natal, aponta que o “avanço das marés acima da normalidade tem provocado o agravamento da erosão marinha, destruição dos equipamentos dissipadores da drenagem na praia de Ponta Negra, bem como destruição parcial da proteção costeira de hotéis e de rampas de acesso à praia”.


                                        Ainda de acordo com o documento, foi identificada “acentuada desagregação de blocos de sedimento, fragilidade erosiva, risco de solapamento do solo (tipo de deslizamento de cotas superiores para inferiores, que provoca o afundamento do solo), carreamento superficial de areia, colapsos de arcos sedimentares, entre outros”.

                                        Medidas de contenção

                                        Para tentar evitar o colapso do Morro do Careca, algumas medidas vêm sendo tomadas pelas autoridades locais. Na última semana, por exemplo, a capital potiguar chegou a decretar emergência por 90 dias.

                                        Foto: Magnus Nascimento/Secom/Prefeitura de Natal/Divulgação

                                        Além disso, o cartão-postal foi isolado com sacos de areia, assim como teve início a “engorda da praia” de Ponta Negra e de um trecho da Via Costeira, que visa expandir a faixa de areia em até 100 metros durante a maré baixa.

                                         

                                        Segundo o município, guardas municipais permanecerão no local para evitar circulação de pessoas.

                                         

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                                          São quase 90 m² de área útil, com pernoite para seis pessoas e ingredientes de sobra para curtir rios, lagos, represas e baías abrigadas

                                          Por: Redação -

                                          Imagine um barco com formato e tamanho de uma casa, com, inclusive, um quarto dentro, além de sofá, grandes janelas, cozinha, varanda, banheiro de verdade e ar-condicionado? E mais: como se trata de um barco, ele, obviamente, navega. Ainda que lentamente. Ou seja, o seu “quarto” vai mudando de paisagem, tornando o fim de semana ainda mais gostoso.

                                          No Brasil, o gosto por esse tipo de embarcação tem crescido e tem movimentado a indústria náutica. Um dos mais recentes lançamentos do estaleiro gaúcho Solara Yachts, a Solara Boat House é mais que um barco. Como o nome já diz, trata-se de uma casa flutuante.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Sim, uma casa que, ao gosto do dono, pode viver em constante movimento, desde que em águas abrigadas, como rios, lagos, represas, canais e baías.

                                           

                                          Invenção americana, os houseboats são barcos com jeito de casa, paredes altas, cômodos de verdade, muito espaço e conforto de sobra. Bem diferente de uma lancha com casco convencional, um houseboat tem como ponto forte a cabine, que ocupa quase a área total do convés. Mesmo quem já tem uma lancha costuma se encantar com uma casa-barco.

                                           

                                           

                                          Com 100% de área útil (são 11 metros — ou 36 pés — de comprimento e 4,10 metros de boca), o barco-casa da Solara tem paredes altas (a altura na cabine chega a 2,40 metros), cômodos com sofás, camas de casal e beliche, além de eletrodomésticos como os de uma residência de verdade.

                                          Foto: Revista Náutica

                                          São dois dormitórios, banheiro com chuveiro, sala de estar com cozinha integrada e duas varandas (uma na proa e outra na popa). Por se tratar de um barco totalmente customizável, é possível encomendá-lo ao estaleiro sem as paredes divisórias, como um loft.

                                           

                                          São cerca de 45 m² de “área construída” no convés principal e ainda há outros 45 m² de área superior, como se fosse um terraço, ideal para ser usada durante o verão como um lounge de convivência ao ar livre, com a opção da montagem de um toldo, para que possa ser usado sob calor intenso ou em dias de chuva.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Até 12 pessoas podem passar o dia a bordo, sendo que seis pessoas têm opção de pernoite em dois quartos e no sofá-cama de casal da sala. Sobra espaço ainda para a instalação de TVs, fogão com exaustor, gabinete com pia e armários, geladeira de 450 litros, micro-ondas embutido e até máquina de lavar e secar roupas. O banheiro tem box e é servido por um tanque de águas negras de 500 litros.

                                          Foto: Revista Náutica
                                          Foto: Revista Náutica

                                          Nos dois quartos (um com uma cama de casal; outro com beliche), chamam atenção o conforto dos colchões e a oferta de espaço para armazenar. Os guarda-roupas também são do tipo residencial. Mas, como nada é perfeito, nas portas as travas são do tipo comumente usadas em barcos, quando o ideal que fossem especiais, mais fortes, como as de uma casa. Nada que o estaleiro não possa resolver nas próximas unidades.

                                          Foto: Revista Náutica
                                          Foto: Revista Náutica

                                          Nos dois bordos da popa, as escadas de acesso ou regresso da água são largas, têm degraus grandes e ainda contam com o conforto de pega-mãos típicos de piscinas, com apoios dos dois lados. Já na proa, ao lado do posto de comando, sobra espaço para a instalação de mais uma mesa, para refeições ao ar livre.

                                          Foto: Revista Náutica

                                          Em vez de gerador, o Solara Boat House pode ser equipado com placas solares, necessárias para alimentar as baterias (que são usadas para funcionar o ar-condicionado, a geladeira, a televisão e o boiler), produzindo energia de forma sustentável. As placas solares são instaladas no terraço, “roubando” cerca de 30% do espaço útil.

                                          Foto: Revista Náutica
                                          Foto: Revista Náutica

                                          Com essa embarcação inovadora, a Solara amplia o apelo de seus produtos para além do mercado náutico tradicional. “É uma casa que navega e pode mudar de paisagem todos os dias”, define Celso Antunes, da Universo Yachts, dealer oficial da Lanchas Solara.

                                          É, sem dúvida, um convite para uma vida mais livre e tranquila, com paisagens mutáveis, ideal para quem procura por dias de veraneio agradáveis e fora do convencional com família e amigos– completa Celso

                                          Assim como as demais embarcações do estaleiro Solara, todo o projeto do Boat House foi desenvolvido pela própria empresa.

                                           

                                          “Introduzir as casas-barco da Solara no mercado brasileiro surgiu da vontade de diversificar nossa linha de produtos, uma vez que nosso estaleiro já produz uma linha de pontoons em alumínio. Além disso, muitos clientes questionaram e sugeriram a possibilidade de o estaleiro construir este modelo de embarcação. Aceitamos o desafio com entusiasmo!”, afirma Celso.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Criado a partir de um casco quadrimarã (formado por quatro tubulões), a Solara Boat House é fabricada inteiramente (do casco à superestrutura) com alumínio naval. Uma vez a bordo, não dá para não ficar impressionado com as acomodações e os confortos oferecidos pelo barco, combinando decoração elegante com móveis de boa qualidade.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          As janelas e portas (grandes, como exigem uma residência) ficam quase na linha d’água, para que, mesmo na cabine, não se perca o contato com a água. Quando se pretende diminuir a intensidade da luz externa (para, por exemplo, assistir a um programa na tv na sala de estar, com sofá para três pessoas), basta fechar as cortinas. E vice-versa, para se deparar com o verde da água e conectar-se à natureza.

                                          Foto: Revista Náutica

                                          A propulsão vem de um motor de popa, de 60 a 115 hp, que produz pouco ruído e nenhuma vibração, o que só aumenta a sensação de conforto a bordo. Opcionalmente, é possível encomendar esse barco com bow thruster, que facilita as manobras de atracação — o que recomendamos.

                                          Foto: Revista Náutica
                                          Foto: Revista Náutica

                                          O posto de comando, com pilotagem em pé, fica na proa, a boreste. É simples, porém, completo. Para ficar ainda melhor, o estaleiro poderia instalar uma banqueta dobrável na coluna à direita do piloto, em vez da cadeira de praia que estava na unidade testada por NÁUTICA.

                                          Navegação da Solara Boat House

                                          Mas, além de exercer (muito bem, como já vimos) a função de casa, será que o Solara Boat House cumpre a promessa precípua de uma embarcação, que é navegar?

                                           

                                          Para tirar a prova dos nove, embarcamos no Solara Boat House para um pequeno passeio pela Baía de Guanabara.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          A bordo havia três pessoas, aproximadamente 50 litros de gasolina (o tanque tem capacidade de 80 litros) e cerca de metade dos 500 litros do tanque de água doce. Estava equipado com um motor Mercury de 115 hp. Para facilitar as manobras de navegação, o estaleiro instalou uma tela imagens de várias câmeras, que monitoram a popa e os dois bordos da embarcação, já que o piloto não tem a visão livre naturalmente.

                                           

                                          Assim que aceleramos o motor, vem a certeza de que o Solara Boat House oferece a melhor característica de um barco com mais de um casco, que é a estabilidade, no caso da Solara, proporcionada pelos quatro flutuadores.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Por ser um barco para se navegar bem lentamente, as manobras costumam ser tranquilas. Atracar ou fazer curvas não têm segredo. Apenas ventos de través podem fazer o piloto redobrar a atenção nas manobras, já que a altura das paredes do barco pode influenciar na navegação.


                                          O nível de ruído é reduzidíssimo e o consumo de combustível, idem. Por outro lado, a velocidade não é grande. Nem precisa. Até porque, como uma casa flutuante, ele passará mais tempo ancorado do que navegando.

                                           

                                          Mas é suficiente para se deslocar de uma praia para outra numa baía; ou para encontrar o melhor ponto dentro de uma represa para curtir um dia especial a bordo, ao lado da família e dos convidados. Dá até para levar os pets da família.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Em resumo, os house boats — de grande sucesso em vários países da Europa e nos EUA — ainda não são populares no Brasil. Mas o novo modelo da Solara Yachts pode fazer você gostar da ideia. É muito mais atraente do que um pequeno apartamento na praia e ainda com a vantagem de você escolher a margem que mais gostar.

                                          Saiba tudo sobre a Solara Boat House

                                          Pontos altos

                                          • Bastante área útil interna e externa
                                          • Acomodações espaçosas
                                          • Ótima iluminação natural

                                          Pontos baixos

                                          • Falta banqueta dobrável no posto de comando
                                          • Travas das portas não são eficientes
                                          • Ar-condicionado do quarto fica muito próximo à cama

                                          Características técnicas

                                          • Comprimento: 11 metros (36 pés)
                                          • Boca: 4,10 metros
                                          • Altura do interior: 2,40 metros
                                          • Capacidade (dia): 12 pessoas
                                          • Capacidade (noite): 6 pessoas
                                          • Peso sem motor: 5000 kg
                                          • Tanque de combustível: 90 litros
                                          • Tanque de água doce: 600 litros
                                          • Tanque de águas negras: 500 litros
                                          • Motorização: popa
                                          • Potência: 1 x 60 a 115 hp

                                           

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                                            Construído em 1974, Swan 48 foi um dos destaques da 1ª etapa da competição, na classe RGS Clássicos

                                            06/10/2024

                                            Comandado por Michele Roberto D’Ippolito — ou capitão Mich, como é conhecido no mundo da vela — , o veleiro MorGazek está comemorando 50 anos de mar. Trata-se de autêntico Swan 48, marca que está para a vela assim como a Rolls Royce está para os automóveis.

                                            Produzido quase que artesanalmente, como todos os modelos do estaleiro finlandês Nautor Swan, o MorGazek é um primor de requinte e tecnologia — além de ser um veleiro lindo. Basta reparar no estilo elegante do casco e na requintada simplicidade do deque, impecavelmente revestido de madeira teca e livre de qualquer degrau ou saliência.

                                            O que faz de cada um deles um veleiro especial é sua extraordinária combinação de beleza, performance e tecnologia de ponta. Tudo isso embalado por um desenho clássico que não envelhece– resume o capitão Mich D’Ippolito

                                            Foto: Aline Bassi / Balaio / Reprodução

                                            Ao todo, foram construídas 46 unidades do Swan 48, durante cinco anos de produção. Correr regatas não era o objetivo principal do MorGazek: como qualquer Swan, ele nasceu para ser um veleiro de cruzeiro familiar, perfeito para grandes travessias, com total segurança e conforto.

                                             

                                            Mas, uma vez dentro de uma competição, desliza galhardamente. “Com ventos fortes, não tem pra ninguém. Ele gosta de pancadaria. Começa a se divertir com 15 ou 18 nós”, revela Mich, que, é claro, está dentro da Copa Mitsubishi 2024, na RGS Clássicos — já com um terceiro lugar garantido na 1ª etapa — , a bordo daquele que é considerado uma obra de arte da engenharia naval.

                                            Foto: Aline Bassi / Balaio / Reprodução

                                            “Eu cresci dentro de barcos. Desde pequenininho, participei da equipe do Vendetta, que pertencia ao meu tio Nicola D’Ippolito e depois passou para o meu primo Marcos”, diz ele, que, como trimmer do barco da família, calcula ter participado de todas as edições da Copa Mitsubishi até 2019, e, desde então, como comandante do MorGazek.

                                            A história do veleiro MorGazek

                                            Fundada em 1966, com sede em Jabobstad, na Finlândia, e controlada atualmente pela grife de moda italiana Ferragamo, a Nautor Swan constrói barcos de 36 a 131 pés, cujos projetos são definidos como “um equilíbrio perfeito entre tecnologia e talento artesanal.

                                            Foto: Aline Bassi / Balaio / Reprodução

                                            Ao longo de seus quase 60 anos de atividades, o estaleiro teve seus cascos projetados por quatro escritórios de arquitetura naval: Sparkman & Stephens, Ron Holland, Germán Frers e Juan Kouyoumdjian.

                                             

                                            Da safra 1974, o MorGazek é um Swan 48 concebido pela Sparkman & Stephens, de Nova York, de cujas pranchetas, a partir de 1937, brotaram os quase todos os vencedores da America’s Cup num período de quarenta anos. Ao avaliar um certo barco, nos Estados Unidos, um corretor resumiu de forma precisa o que representa o legado desse escritório: “É um design da Sparkman & Stephens. O que mais precisa ser dito?”.

                                            Foto: Aline Bassi / Balaio / Reprodução

                                            No caso do MorGazek, vale a pena acrescentar o modo como o veleiro chegou ao Brasil, uma história e tanto. “A jornada dele começou em outubro de 1977, na cidade francesa Trinité-sur-Mer, quando velejador Daniel Proffit Deramond soltou as amarras para uma viagem volta ao mundo, ao lado da mulher, Anne, e das duas filhas pequenas”, conta o capitão Mich.

                                             

                                            Foram três anos viajando, sem destino fixo nem GPS, até a família fazer uma escala no Brasil e se apaixonar pelo país.

                                             

                                            Disposto a fincar raízes em solo brasileiro com sua família, o francês decidiu trocar o mar pelo cerrado e, com o dinheiro da venda do barco, comprou uma fazenda (que batizou com o mesmo nome) na cidade de Silvânia, nas proximidades de Brasília. Segundo ele, Mor Gasek significa, em português, égua do mar.

                                            Foto: Aline Bassi / Balaio / Reprodução

                                            Em nossas águas, coube ao velejador Mauro Perez o prazer e a honra de comandar o Swan 48, relação que se prolongou por 20 anos, com direito a grandes aventuras, como a participação em três regatas Recife-Noronha (Refeno), em 1999, 2001 e 2003, e em inúmeras edições da Semana de Vela de Ilhabela (na 35ª SIVI conquistou a Fita Azul na regata Alcatrazes por Boreste e o primeiro lugar na classe Bico de Proa) e da Copa Mitsubishi.

                                             

                                            Em 2010, Mauro transferiu o MorGazek para o comandante João Francisco Borges, que encomendou uma reforma completa do barco, deixando-o novo novamente.

                                             

                                            “A restauração foi feita no Iate Clube do Rio de Janeiro, sob a supervisão do engenheiro naval Rubens dos Santos Filho, que fez um trabalho impecável”, avalia Mich, que se tornou capitão do MorGazek a partir de 2020; inicialmente, dividindo o leme com Eduardo “Duca” Camara Lopes; atualmente, com seu único dono.

                                            Foto: Aline Bassi / Balaio / Reprodução

                                            “Eu e o Duca velejávamos a bordo de outro clássico, o Vendetta, que pertence à minha família, quando soubemos que o MorGazek estava à venda. Era uma oportunidade única. E imperdível”, recorda-se ele.

                                             

                                            Antes de assumir o leme, os dois submeteram o veleiro a um verdadeiro banho de loja. “Tudo começou com um projeto de branding, que se desdobrou na ousada mudança de cor do casco, de branco para azul, e passou pelo recondicionamento total da mecânica, hidráulica e elétrica, além da aquisição de equipamentos e velas novos, como uma super genoa”, descreve o capitão Mich, que, carinhosamente, chama do barco de Zek.

                                            Foto: Aline Bassi / Balaio / Reprodução

                                            Com o veleiro na água novamente, a dupla retomou a participação em regatas. “Logo no ensaio, mordemos medalha de prata na Toque-Toque por Boreste da SIVI 48”, garante o comandante. “Em seguida, conquistamos o terceiro lugar na regata Ubatuba-Ilhabela, o terceiro também na Toque-Toque por Boreste e o quarto lugar na categoria clássicos da 49ª SIVI”, acrescenta.

                                             

                                            Já na Copa Mitsubishi 2023, sob comando do capitão Mich, conquistou o segundo lugar na categoria clássicos, seguido de um segundo lugar na Toque-Toque por Boreste e do terceiro lugar no geral da categoria clássicos B. “Já velejei com vários barcos, mas o MorGazek é especial”, diz Mich, que, aos 47 anos, acumula longa experiência em nossas raias, especialmente em Ilhabela.

                                            Foto: Aline Bassi / Balaio / Reprodução

                                            De acordo com ele, o projeto 48 foi eleito por diversas vezes o melhor modelo da Swan. “Ele é chamado de ‘a lenda’. É um dos projetos mais vencedores da marca finlandesa, tendo entre os seus feitos a conquista da Admiral’s Cup, da Transatlantic Race e da Newport Bermuda race”, diz ele.

                                             

                                            Apaixonado pelo barco, que tem dois camarotes e dois banheiros em estilo clássico — a cabine parece um pub inglês —, Mich pernoita a bordo do MorGazek pelo menos por dois fins de semana por mês, ao lado dos filhos e da mulher, Milena, que também faz parte de sua tripulação durante as regatas.


                                            “É a nossa casa de praia”, afirma. Igual ao MorGazek, só há um outro Swan 48 no Brasil: o Cangaceiro IV, que, no entanto, não ostenta a mesma boa forma do barco homenageado durante a 51ª SIVI.

                                             

                                            Impecável, por dentro e por fora, ao completar 50 anos, o veleiro fabricado em 1974 e trazido para o Brasil em 1980 não dá sinais de que pretenda se aposentar tão cedo. Como proclama o comandante do grupo Nautor Swan, Leonardo Ferragamo, “é um barco para a vida toda”.

                                            Homenageado na SIVI

                                            Há 18 anos, durante a Semana Internacional de Vela de Ilhabela (a SIVI), o Yacht Club de Ilhabela presta a homenagem especial a um barco histórico, transformando-o no troféu que é entregue aos vencedores no final da competição.

                                             

                                            No ano passado, o tributo foi para o Atrevida, veleiro centenário que também deu nome à regata de abertura da competição, a Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil. Neste ano, o homenageado da SIVI — cuja 51ª edição ocorreu de 20 a 27 de julho — foi o veleiro MorGazek, que participa das regatas na classe RGS Clássicos tanto na Semana de Vela quanto na Copa Mitsubishi.

                                             

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                                            Faça uma pergunta para a Náutica

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                                              05/10/2024

                                              O principal polo náutico do Brasil ganhará o primeiro shopping voltado para as águas em marina!. O município de Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina, anunciou o lançamento de um megaempreendimento voltado para a Baía Afonso Wippel, no complexo Marina Itajaí: o Boulevard Marina Itajaí.

                                              Vale destacar que é o complexo é o palco do Marina Itajaí Boat Show, maior evento náutico do Sul do país.

                                              Com investimento de R$ 100 milhões, o Boulevard Marina Itajaí promete ser um ícone brasileiro do turismo náutico, além de oferecer lazer, serviços e, obviamente, compras. Serão mais de 12 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) e mais de 30 mil m² totais.

                                              O empreendimento trará um shopping com conceito “open”, que será integrado com a náutica e com a cidade. De acordo com a marca, o local abrigará cerca de 120 lojas — incluindo academia e supermercado — e mais de 20 operações gastronômicas, além de um estacionamento com 500 vagas e um bicicletário.

                                              Os elementos do shopping remetem a uma elegância praiana e conectada com o mar. Este conceito aberto proporciona compras e lazer ao ar livre, jardins com amplas áreas de convivência e voltado para as águas. O mix de serviços e lojas incluirá cafeterias e restaurantes renomados até opções de comércio e serviços.

                                              Ao longo de sua construção, a Boulevard Marina Itajaí também avalia a expansão de suas áreas com novos atrativos e serviços turísticos.

                                               

                                              “Desde 2016, testemunhamos uma transformação significativa, especialmente na valorização da região próxima ao complexo náutico. Além disso, observamos o fortalecimento da conexão de Itajaí com o mar”, conta Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí, mencionando o ano de lançamento do complexo.

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                                              Poucos lugares seriam tão atrativos para construir um “shopping náutico” como a Marina Itajaí. O empreendimento será erguido na Av. Beira Mar com a Av. Carlos Ely Castro, no centro da cidade — região nobre que ocupa a terceira posição no ranking nacional de valorização imobiliária.

                                              Além disso, a cidade catarinense é a 23ª mais rica do Brasil e, com a construção do shopping Boulevard Marina Itajaí, o turismo de Santa Catarina, inclusive o náutico, deve ser impulsionado e atrair visitantes tanto das cidades vizinhas quanto de outros estados.

                                              Este movimento não só deve incrementar de forma considerável o fluxo de turistas, mas também impactar na economia do munícipio. Com o maior PIB do estado — totalizando R$ 47,7 bilhões — a expectativa é que a cidade tenha um crescimento ainda mais significativo nos próximos anos.

                                              Segundo a marina, este será o primeiro empreendimento do gênero do país e um marco da expansão da Marina Itajaí — um complexo náutico com mais de 400 vagas para embarcações. O projeto tem parceria com a ABecker Loteamentos, com matriz em Joinville (SC) e mais de 16 mil lotes entregues, de acordo com a marca.

                                               

                                               

                                              As obras do Boulevard estão previstas para começar ainda este semestre. Após a entrega, com previsão para o verão de 2026/2027, a expectativa é que mais de mil vagas de empregos sejam geradas.

                                               

                                              Náutica Responde

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                                                04/10/2024

                                                Em 27 de setembro, Dia Mundial do Turismo, a Diretoria de Turismo do Itaipu Parquetec celebrou também seu primeiro ano de existência. Nesses 12 meses, o órgão atuou em diversas frentes para ampliar o cenário turístico da região — com ênfase no turismo náutico, dada a vocação da região para atividades nas águas.

                                                As iniciativas foram responsáveis por gerar impacto positivo tanto na economia local, quanto no fortalecimento da cadeia produtiva do setor turístico no Paraná.

                                                 

                                                O marco de um ano foi marcado pela participação de Yuri Benites, diretor de turismo do Itaipu Parquetec, em um painel especial na ABAV Expo, a convite da Embratur. Um dos maiores eventos nacionais do setor turístico, a ABAV Expo este ano aconteceu em Brasília, de 26 a 28 de setembro.

                                                O turismo é o fenômeno humano que conecta pessoas e culturas, e a inovação é essencial para garantir sua sustentabilidade e competitividade– Yuri Benites, diretor de turismo do Itaipu Parquetec

                                                Por lá, ao lado de painelistas do Turistech Hub e da Universidade Federal Fluminense (UFF), além da própria Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), Benites falou a partir do tema “Ecossistemas de Inovação e Turismo”.

                                                 

                                                “Este primeiro ano da nossa Diretoria foi marcado por avanços significativos, desde o fortalecimento do nosso Complexo Turístico Itaipu (CTI), até a criação de novos projetos e desenvolvimento científico e tecnológico, mostrando como podemos integrar a academia, o setor público e privado, para alavancar a economia e gerar impacto positivo para as comunidades locais”, afirma o diretor.

                                                Conheça os principais feitos da Diretoria em um ano

                                                Fórum Permanente de Turismo Náutico do Lago de Itaipu

                                                O turismo náutico foi uma das prioridades da Diretoria neste primeiro ano. A integração dos municípios, por meio da criação do Fórum Permanente de Turismo Náutico do Lago de Itaipu, foi conduzida diretamente pelo Itaipu Parquetec em parceria com outras instituições, numa estratégia de fomentar a ocupação do lago e atrair para a região toda a infraestrutura que impulsiona toda a cadeia náutica.

                                                Foto: Victor Santos/Revista Náutica

                                                Durante esse período, foram realizadas seis reuniões técnicas, duas missões técnicas e um congresso. O apoio ao Foz Internacional Boat Show, que atraiu mais de 6 mil visitantes e gerou cerca de R$ 340 milhões em negócios, marcou o início desse movimento, fortalecendo a economia local e posicionando Foz do Iguaçu no cenário do turismo náutico brasileiro.

                                                 

                                                Além disso, a Diretoria de Turismo coordenou e apoiou mais de 40 eventos, nos mais diversos segmentos, como turismo religioso, cultural, científico e de negócios, que, juntos, somaram público de mais de 100 mil pessoas.

                                                Conecta IGU

                                                Um dos destaques do primeiro ano da diretoria, ressaltado na fala de Yuri durante a ABAV, é o Conecta IGU, um programa de inovação aberta em parceria com a Embratur, responsável por ‘acelerar’ startups com soluções tecnológicas para o turismo, focadas em melhorias na emissão de vistos e na medição de fluxo de visitantes.

                                                Programa de Inovação Aberta para o Turismo, o Conecta IGU foi premiado durante Prêmio Iberoamericano de DTI, em Curitiba, em março de 2024. Foto: Itaipu Parquetec / Reprodução

                                                O projeto foi vencedor do Prêmio Ibero-Americano de Destinos Turísticos Inteligentes (DTI), na categoria “Tecnologia e Gestão de Dados”.

                                                Smart CTI

                                                Outra ação estratégica foi a abertura da estrutura de gestão e operação do Complexo Turístico Itaipu (CTI), de gestão do Itaipu Parquetec, tornando-se um ambiente de sandbox, que permite a testagem e validação de tecnologias e soluções ainda em fase de desenvolvimento, geralmente apresentada por startups.

                                                 

                                                “Durante o Web Summit Rio, lançamos o ‘Save the Date’ do Smart CTI, uma plataforma de inovação que transforma o Complexo Turístico Itaipu em um laboratório vivo para testar soluções sustentáveis, que reafirma nosso compromisso em viabilizar espaços que promovam o desenvolvimento tecnológico e, por consequência, auxilie na diversificação econômica, por meio do turismo”, destaca Benites.

                                                Ampliação da área de atuação da Itaipu Binacional

                                                Com a ampliação da área de atuação da Itaipu Binacional, as ações voltadas para o fortalecimento do turismo regional tornaram-se um pilar estratégico. “Desde o incentivo a eventos e a criação de novos produtos turísticos, até o fortalecimento de instituições regionais, como a Adetur Cataratas e Caminhos e o Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros”, destaca Yuri.

                                                Yuri Benites e Silvana Gomes, gerente de Turismo Sustentável, durante o 1º Seminário Paranaense de Trilhas, em Curitiba. Foto: Itaipu Parquetec / Reprodução

                                                Um exemplo dessa articulação foi a criação da Rede Paranaense de Trilhas, iniciativa que promove a integração de trilhas de longo percurso, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do turismo na região.

                                                Valorização da cultura local e a promoção da inclusão social

                                                Outro pilar fundamental da diretoria foi a valorização da cultura local e a promoção da inclusão social. O primeiro e maior desafio foi a retomada de ações e parcerias que haviam sido descontinuadas.

                                                Voltamos a integrar o Conselho da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu e o Conselho Municipal de Patrimônio e Cultura, retomando seu papel ativo na preservação e promoção da herança cultural da região– destaca Benites

                                                “Iniciativas como o Natal de Águas e Luzes de 2023, o evento itinerante Energia de Natal, e a exposição ParanÁfrica, realizada em novembro de 2023, em Curitiba, destacaram a riqueza cultural da região”, completou o diretor.

                                                Ato de assinatura do edital do Circuito Cultural. Irineu Colombo, diretor superintendente do Itaipu Parquetec; Chico Brasileiro, prefeito de Foz do Iguaçu, Yuri Benites, diretor de turismo do Itaipu Parquetec; Marina Araldi, cantora e artista local; Carlos Carboni, diretor de coordenação e Enio Verri, diretor-geral brasileiro, ambos Itaipu Binacional. Foto: Itaipu Parquetec / Reprodução

                                                A reestruturação do Mercado Público de Foz, agora nomeado Mercado Barrageiro, apresentou um desafio significativo devido à sua complexidade e histórico.

                                                 

                                                “Foram necessárias reformas, estudos e novas implementações para revitalizar este importante espaço, que servirá como um equipamento gastronômico, turístico e cultural”, explicou Aline Teigão, gerente de Iniciativas de Turismo da Itaipu Binacional.

                                                 

                                                Além das melhorias de infraestrutura e abastecimento, foi desenvolvido um projeto de ocupação cultural, que resultará em um edital de seleção de artistas locais para que possam apresentar seus trabalhos no mercado pelos próximos três anos.


                                                Atualmente, o mercado está na fase de montagem das lojas pelos permissionários, e sua inauguração atenderá a um desejo antigo da comunidade, consolidando uma promessa de longa data.

                                                Fomento ao empreendedorismo de jovens

                                                Além dos pontos já citados, o fomento ao empreendedorismo de jovens foi uma prioridade, com apoio a eventos como o Startup Weekend e o Hackatour Cataratas, proporcionando uma plataforma para jovens inovadores apresentarem suas ideias e impulsionarem novas oportunidades de negócios.

                                                Planos para o futuro

                                                A Diretoria de Turismo do Itaipu Parquetec planeja ainda a expansão de suas iniciativas, com foco na consolidação de tecnologias sustentáveis e inovadoras que promovam o desenvolvimento do turismo.

                                                 

                                                “Nosso objetivo é continuar impulsionando o turismo local com soluções tecnológicas que integrem sustentabilidade e transformação digital, respondendo aos desafios globais e regionais,” conclui Benites.

                                                 

                                                Entre as próximas ações que serão desenvolvidas, a de maior projeção é o Observatório Nacional de Turismo, uma parceria entre o Ministério do Turismo (MTur) e o Itaipu Parquetec, que tem como objetivo monitorar, analisar e divulgar dados estratégicos sobre o setor de turismo no Brasil.

                                                 

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                                                  Em palestra durante o Congresso Internacional Náutica, no painel Sustentabilidade nas ilhas da Baía de Todos-os-Santos, que aconteceu paralelo ao São Paulo Boat Show, a empresária, advogada, presidente da Baía Viva e vice-presidente de sustentabilidade empresarial da Associação Comercial da Bahia, Isabela Suarez, fez um balanço dos 25 anos de atuação da entidade que comanda.

                                                  O trabalho de Isabela Suarez é feito com foco na requalificação urbana, social e ambiental das ilhas que se distribuem ao longo da Baía de Todos-os-Santos, em especial duas delas: a Ilha dos Frades e a Bom Jesus dos Passos.

                                                  Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                                  “A Fundação Baía Viva é uma organização social de iniciativa familiar. Ela nasceu de uma ideia do meu pai, abraçada por vários empresários, que, diante de uma inquietação com o subaproveitamento do turismo na Baía de Todos-os-Santos, decidiram se reunir, na forma de sociedade civil, para propor um projeto de revitalização de algumas ilhas da maior baía marítima do país”, conta.

                                                  Nosso cartão de visita está concentrado na Ilha dos Frades e na Ilha de Bom Jesus dos Passos– disse Isabela Suarez

                                                  Isabela traz consigo um carinho especial por esses lugares por um motivo sentimental: quando ela era criança e na adolescência, era às margens dessas ilhas que ela costumava passar os fins de semana, embarcada em uma lancha Carbrasmar 36.

                                                  Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

                                                  “A Ilha de Bom Jesus era o nosso lugar preferido de lazer. Mas era um lugar abandonado pelo poder público. Não tinha nem energia elétrica. Funcionava a gerador. Foi o que motivou o nascimento da Fundação Baía Viva, para fazer com que a vida das pessoas melhore”, lembrou a empresária, que assumiu a presidência da entidade em 2012, já sobre a ótica ESG.


                                                  Isabela Suarez aproveitou sua participação no Congresso Internacional Náutica para apresentar o resultado dos 25 anos de atuação da Fundação Baía Viva.

                                                   

                                                  “O Governo da Bahia já investiu cerca de R$ 400 milhões em estrutura náutica em várias ilhas da Baía de Todos-os-Santos. Eu digo, com muita segurança, que o investimento da nossa fundação superará esses números”, garantiu ela.

                                                  Já está claro para todos que, sim, infraestrutura é um instrumento de sustentabilidade, na medida em que interfere em dois pilares da responsabilidade: o social e o econômico– acrescentou

                                                  Entre outras ações da Fundação Baía Viva na Ilha dos Frades, a empresária destacou:

                                                  • a restauração da Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe, que foi fundada no século 17;
                                                  • diversas intervenções realizadas na Praia do Loreto, como a recuperação da histórica capela construída em 1645, projetos de educação ambiental; a construção de uma base da polícia militar ambiental; o cultivo em viveiros de espécies da Mata Atlântica; e a entrega de um novo píer, onde atracam lanchas e escunas provenientes de Salvador;
                                                  • os investimentos na Costa de Fora, vila onde foi feita a reforma de uma pousada e a construção de um muro de contenção da maré;
                                                  • ações em Paramaná, a principal povoação da ilha, que passou por enorme transformação em sua infraestrutura urbana;
                                                  • a certificação da praia Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe com a Bandeira Azul — selo internacional de qualidade concedido pela Foundation for Environmental Education, que seleciona as melhores praias em todo o mundo, desde 1980, destacando as que têm melhor qualidade de água, infraestrutura e preservação ambiental. Foi a primeira praia da Bahia e do Norte e Nordeste a receber a certificação.

                                                  Já na ilha Bom Jesus dos Passos, a Baía Viva efetuou uma requalificação urbana abrangente, desenvolveu programas de conscientização ambiental, bancou a reforma da Igreja Bom Jesus dos Passos e construiu dois píeres.

                                                  Mas não só: o projeto que Isabela Soares considera mais expressivo custeado pela fundação é a construção de um pequeno “estaleiro”, com seis casinhas divididas em dois boxes cada, onde são realizados serviços e atividades náuticas artesanais.

                                                  Com isso, tivemos uma reativação de uma atividade tradicional na ilha, e que estava decadente, por falta de investimentos– destacou a presidente da Fundação Baía Viva

                                                  Para concluir, ela lembrou que o melhor é que tudo isso foi realizado com recursos próprios. “Não tem um real de verba pública”, garantiu.

                                                   

                                                  O Congresso Internacional Náutica é o principal evento do Brasil voltado a prefeitos, secretários de turismo e agentes do setor que buscam o crescimento econômico-social por meio do turismo das águas. As palestras antecederam a abertura ao público do São Paulo Boat Show 2024, que contou com mais de 170 barcos em exposição, 50 lançamentos gerais, além de uma série de produtos e serviços.

                                                   

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                                                    Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                                    Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                                    Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                                    Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                                    NX Boats estará no Boat Show de Fort Lauderdale pela 3ª vez consecutiva

                                                    Em ano histórico para a marca, estaleiro exibirá cinco lanchas em evento nos Estados Unidos. Veja quais!

                                                    Em 2024, a NX Boats celebra sua primeira década e, nesse curto período, o legado da marca impressiona. Já são quase 2.000 embarcações entregues, e a empresa acaba de celebrar um novo recorde de vendas no São Paulo Boat Show. Tamanho sucesso agora será apresentado pela NX Boats no Fort Lauderdale International Boat Show.

                                                    O evento, também conhecido como FLIBS, é um dos maiores do mundo náutico e acontecerá de 30 de outubro a 3 de novembro, na Flórida, Estados Unidos.

                                                     

                                                    O país que concentra o maior mercado náutico do planeta receberá cinco das 12 lanchas do estaleiro pernambucano durante o salão de Fort Lauderdale. São elas: NX 270, NX 280, NX 290, NX 340 e NX 370.

                                                    Estamos extremamente orgulhosos em participar do nosso terceiro Fort Lauderdale International Boat Show. A NX Boats veio para ficar e crescer ainda mais no mercado internacional– Jonas Moura, CEO da NX Boats

                                                    Desde 2022 marcando presença no evento, a NX Boats já conhece bem as águas para as quais viajará em breve. Isso porque, há dois anos, a empresa abriu uma filial em território norte-americano.

                                                    Ao longo desses dois anos com escritório próprio nos Estados Unidos, alcançamos um marco significativo de mais de 100 unidades vendidas– revelou Jonas

                                                    “O fato de estarmos no Fort Lauderdale International Boat Show pelo terceiro ano consecutivo reforça o nosso compomisso em oferecer embarcações de alta qualidade. Vender mais de 100 unidades é apenas o começo”, destacou Hallan Iff, CEO da NX Boats Internacional.


                                                    Durante o São Paulo Boat Show 2024, a direção da marca reservou um momento para agradecer a toda equipe da NX Boats, ressaltando os resultados recordes que a empresa vem colecionando tanto ao longo do tempo, quanto no próprio salão, considerado o maior do setor na América Latina. Veja como foi:

                                                     

                                                     

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                                                    Principais atributos das lanchas NX Boats no FLIBS

                                                    NX 270

                                                    Foto: NX Boats / Divulgação
                                                    • Comprimento: 8,22 m;
                                                    • Boca: 2,65 m;
                                                    • Altura da cabine: 1,57 m;
                                                    • Altura do banheiro: 1,57 m;
                                                    • Motorização: 1x 250hp a 1x 280hp (centro-rabeta) e 1x 300hp a 1x 350hp (popa);
                                                    • Capacidade: 11 durante o dia e 2 no pernoite.

                                                    NX 280

                                                    Foto: NX Boats / Divulgação
                                                    • Comprimento: 8,60 m;
                                                    • Boca: 2,78 m;
                                                    • Altura da cabine: 1,67 m;
                                                    • Altura do banheiro: 1,65 m;
                                                    • Motorização: 1x 300hp a 1x 380hp (centro-rabeta) e 1x 300hp a 1x 350hp (popa);
                                                    • Capacidade: 14 passageiros.

                                                    NX 290

                                                    Foto: NX Boats / Divulgação
                                                    • Comprimento: 8,84 m;
                                                    • Boca: 2,78 m;
                                                    • Altura da cabine: 1,80 m;
                                                    • Altura do banheiro: 1,67 m;
                                                    • Motorização: 1x 300hp a 1x 380hp (centro-rabeta) e 1x 300hp a 1x 350hp (popa);
                                                    • Capacidade: 11 durante o dia e 4 no pernoite.

                                                    NX 340

                                                    Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                                                    • Comprimento: 10,15 m;
                                                    • Boca: 3,15 m;
                                                    • Altura da cabine: 1,83 m;
                                                    • Altura do banheiro: 1,78 m;
                                                    • Motorização: 2x 250hp a 2x 350hp (centro-rabeta) e 2x 225hp a 2x 400hp (popa);
                                                    • Capacidade: 15 durante o dia e 4 no pernoite.

                                                    NX 370

                                                    Foto: NX Boats / Divulgação
                                                    • Comprimento: 10,95 m;
                                                    • Boca: 3,22 m;
                                                    • Altura da cabine: 1,92 m;
                                                    • Altura do banheiro: 1,85 m;
                                                    • Motorização: 2x 250hp a 2x 350hp (centro-rabeta) e 2x 250hp a 2x 400hp (popa);
                                                    • Capacidade: 16 durante o dia e 4 no pernoite.

                                                     

                                                    Náutica Responde

                                                    Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                      Os dois modelos fazem parte da linha 2024, têm a mesma potência e pertencem a mesma família, mas são bem diferentes

                                                      Por: Redação -

                                                      O lançamento mundial da linha 2024 da Sea-Doo surpreendeu os entusiastas da marca com uma novidade excitante na categoria de alto desempenho: os jets RXT-X e RXP-X passaram a ser equipados com um endiabrado motor de 325 hp! Os dois modelos têm a mesma — super — potência e fazem parte da mesma família, mas são bem diferentes.

                                                      Voltados para o público que gosta de acelerar forte, os jets da Sea-Doo fazem questão de navegar em velocidade e de realizar manobras mais radicais — daí a profusão de letras X no nome, de potência extra, de extreme — mas sem abrir mão de confortáveis passeios.

                                                      RXP-X. Foto: Divulgação

                                                      O RXT-X leva três passageiros com seu casco ST3, contra dois do RXP-X, que tem um casco com configuração mais racing, o T3R. Já o RXT-X oferece um número maior acessórios e tem assento traseiro removível, o que significa mais espaço na plataforma traseira na hora do lazer.

                                                      RXT-X. Foto: Divulgação

                                                      Por sua vez, o RXP-X faz curvas extremas, contorna as boias mais rápido, tem capô de fibra de carbono (que confere ao jet menos peso e mais resistência) e banco com uma espécie de encosto na região lombar, que deixa o piloto mais protegido das forças Gs.

                                                      RXP-X. Foto: Divulgação

                                                      Além disso, ele entrega um desempenho digno de jet de competição, fazendo de zero a 100 km/h em apenas 3,4 segundos, segundo o fabricante. Isso não significa que o RXT-X fique atrás em termos de desempenho e confiança. Não por acaso ele também tem dois X no nome.

                                                       

                                                      Aliás, você sabe o que significa cada letrinha que identifica os jets da Sea-Doo? Com certeza, ninguém sabe, porque a Bombardier não explica. Mas, em leitura livre, os apaixonados pela marca têm a resposta quase na ponta da língua.

                                                      RXT-X. Foto: Divulgação

                                                      RXP-X seria Racing Extreme Performance e, o X adicional, representaria os 325 hp do novo motor. Por sua vez, a letrinhas do RXT-X significariam Racing Extreme Touring, uma vez que, sendo um três lugares, pode percorrer mais milhas, inclusive em alto-mar, sendo impulsionado pela mesma cavalaria do modelo racing. Onde tem X, nos jets da Sea-Doo, há mais potência.

                                                      RXT-X. Foto: Divulgação

                                                      Conferimos as diferenças dos jets na prática

                                                      Para entender, na prática, o que distingue os dois modelos e ajudar nossos leitores a escolher a versão ideal para eles, levamos para a água, em dias e em represas diferentes, os dois jets mais potentes da Sea-Doo.

                                                       

                                                      O RXT-X foi testado nas incríveis paisagens de Capitólio, em Minas Gerais, enquanto o RXP-X foi levado para a represa Jaguari, em Bragança Paulista.

                                                      RXP-X. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      RXT-X

                                                      Feito para atender a quem procura um jet de três lugares e, ao mesmo tempo, não abre mão do desempenho, o RXT-X tem um casco com de 3,45 metros de comprimento (o ST3) e um tanque de combustível de 70 litros, além do poderoso motor supercharged de 325 hp com intercooler externo. Uma combinação tentadora.

                                                       

                                                       

                                                      Com peso total seco de 376 kg, o casco ST3 é largo, tem “V” profundo e o centro de gravidade mais baixo, o que resulta em um navegar estável, facilitando a aceleração.

                                                       

                                                      Na frente, há um paiol de 100 litros, além de um cesto, removível, de encaixe, que faz toda diferença para quem gosta de viajar embarcado, por levar 14 quilos extras de carga.

                                                      RXT-X. Foto: Divulgação

                                                      O capô abre todo e junto com ele sobe o guidão, que tem perfil esportivo, é ajustável e inclinável e tem manoplas cilíndricas, que resultam em uma empunhadura mais confortável. Há também um espaço estanque e à prova de choque para o smartphone, e uma porta USB.

                                                       

                                                      O sistema de som tem 100 watts de potência, conexão por fio ou bluetooth, e fica protegido em um compartimento impermeável. As caixas de som, são laterais, voltadas para o piloto, do tipo submersível.

                                                      RXT-X. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      No conjunto de assentos de três lugares, o banco traseiro pode ser removido (e guardado no bagageiro), girar ou ainda deslizar para trás. Com o jet parado, dá para mudar rapidamente de configuração. Duas pessoas podem ficar uma de frente para outra, por exemplo, facilitando o convívio.

                                                       

                                                      Ou, com a remoção do banco traseiro, a plataforma de popa se transformar em um solário, além de facilitar o reembarque. E tudo é muito rápido, muito prático. Para puxar esqui e wake, há um local próprio para a instalação de uma torre.

                                                      RXT-X. Foto: Divulgação

                                                      Entre os itens de conforto e segurança, o piloto encontra um apoio inclinado (mais confortável) para os pés e sustentos acolchoados para os joelhos, o que faz uma enorme diferença na hora das manobras.

                                                       

                                                      O sistema Ergolock R reduz a fadiga e mantém seu corpo mais relaxado, permitindo que “encaixe” suas pernas no assento. A sensação que se tem é de estar “vestindo” o jet.

                                                      RXT-X. Foto: Divulgação

                                                      Já para o acompanhante, o banco da frente tem uma cinta onde ele pode se segurar firmemente, em vez de apoiar as mãos no corpo do piloto.

                                                       

                                                      Por sua vez, o painel tem tela digital colorida de 7,8 polegadas, que se divide em duas. Uma delas oferece acesso rápido ao mapa, aos dados do GPS e a todas as informações sobre a embarcação, como horímetro, consumo médio, consumo instantâneo, autonomia, etc.

                                                      RXT-X. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      A outra, à direita, permite fazer o controle do som (volume, seleção das músicas, equalização etc.) e a conexão com o celular (com a leitura do sinal e do nível da carga de bateria), entre outros recursos. Os caracteres e símbolos são de fácil leitura, inclusive sob o sol forte.


                                                      Há opção de tela com fundo claro ou escuro e brilho ajustável. Por bluetooth ou cabo USB, todas as informações podem ser espelhadas num smartphone por meio dos aplicativos BRP Connect e BRO GO!

                                                       

                                                      O pacote tecnológico inclui comando elétrico de trim (para o ajuste da proa) e estabilizadores ajustáveis (ou aletas X, que proporcionam maior aderência nas curvas) instalados nos bordos da extensão traseira da plataforma, que melhoram a experiência da pilotagem, especialmente quando se navega com passageiros na garupa.

                                                      RXT-X. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      Sem contar o já consagrado sistema inteligente de freio e reverso, o iBR, e o conhecido sistema de fixação LinQ (exclusivo da Sea-Doo), que permite a instalação rápida na plataforma estendida de acessórios como uma caixa de gelo e um tanque de combustível extra.

                                                       

                                                      Entre os opcionais, destaque para o moderno Sistema de Bombeamento Inteligente Livre de Detritos, ou iDF, que expulsa sujeira e detritos capturados pelo motor, sem que o piloto tenha de deixar sua posição no comando do jet.

                                                       

                                                      Quanto à navegabilidade, o RXT-X se mostrou bastante seguro, ágil e gostoso de pilotar, mesmo nas aceleradas mais radicais e quando submetido a curvas mais fechadas. Neste teste, alcançou 117 km/h (ou 72,7 mph) de velocidade máxima, com consumo médio de 12,7 litros/hora.

                                                      RXT-X. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      Se vale a pena saltar de um jet com motor de 300 hp para este, com motor de 320 hp? Vale! E muito! Se puder, faça o upgrade, porque o prazer de pilotar uma máquina como essa é proporcional à diferença de preços. Ou seja, vale cada centavo investido. As diferenças de potência e de arrancadas são enormes.

                                                       

                                                      Para quem está à procura de seu primeiro jet, a recomendação é a mesma. Se o dinheiro não for um problema, por que não já começar com o jet mais top do mercado? Afinal, o RXT-X oferece tecnologia até para você poder domá-lo.

                                                      RXT-X. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      Além disso, o jet tem limitador de velocidade (que permite ao piloto definir uma performance mais confortável), controle de largada (para obter a aceleração ideal) e diferentes modos de pilotagem, como Eco (que promove até 46% de economia de combustível), Touring (que abranda os giros nas arrancadas) e Sport (que libera toda potência desde o zero).

                                                       

                                                      Em resumo, o RXT-X é um jet completo, justificando plenamente a letra X (de eXtreme) estampada no casco, que na versão 2024 tem as cores Ice Metal/ Manta Green.

                                                      RXP-X

                                                      Mas, e para quem é viciado em adrenalina e prefere um jet ainda mais radical, para andar a toda velocidade, fazer manobras absurdas e impressionar nas curvas? Nesse caso, talvez seja melhor apostar no RXP-X — que faz jus ao X, de “eXtreme” no seu nome.

                                                       

                                                       

                                                      Este jet da Sea-Doo tem como foco principal a performance, embora sem desagradar nos passeios, já que também vem com muitos itens de conforto para o piloto e um acompanhante.

                                                      RXP-X. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      Totalmente reformulado a partir da linha 2021, o puro-sangue da BRP veio com muitas mudanças, além da motorização, começando pelo casco T3R, com quilha fixa (que permite fazer curvas mais extremas) e formato em V, que oferece maior precisão nas arrancadas e manobras.

                                                      RXP-X. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      Seu banco tem um apoio na região lombar, que deixa o piloto protegido dos efeitos da força G nas arrancadas.

                                                      RXP-X. Foto: Divulgação

                                                      Além disso, o sistema Ergolock R (que permite ajustes de até 5 polegadas para frente ou para trás) reduz a fadiga e mantém seu corpo mais relaxado, permitindo que “encaixe” suas pernas no assento, o que resulta em mais segurança e estabilidade.

                                                      RXP-X. Foto: Divulgação

                                                      Enfim, tudo foi pensado para que o você não saia voando do jet. Para os passeios, o banco de um lugar pode facilmente ser substituído por um mais longo, para duas pessoas.

                                                      RXP-X. Foto: Divulgação

                                                      Os modelos da linha 2024 vêm com todo aparato já conhecido das linhas 2021, 2022 e 2023: sistema de som de série, painel digital com tela colorida de 7,8 polegadas com áudio, espelhos retrovisores com espelhos grandes e angulares, porta-bagagem frontal de 143 litros, porta-luvas com compartimento para o smartphone e tomada USB.

                                                      RXP-X. Foto: Divulgação

                                                      Sua plataforma estendida foi projetada com o conhecido sistema de fixação LinQ, que permite a instalação rápida de alguns acessórios, como cooler, bolsas e reservatório extra de combustível, entre outros itens. Lá atrás, há ainda uma escada rebatível, extremamente importante na hora que o piloto necessita voltar para a embarcação com rapidez.

                                                      RXP-X. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      No tocante ao desempenho, o jet mais rápido da Sea-Doo oferece uma série de recursos, fruto da evolução acelerada da tecnologia, como amortecedor hidráulico de direção com três posições para ajuste rápido da rigidez, guidão de competição com manoplas arredondadas, estabilizadores traseiros ajustáveis e sistema de freio e reverso inteligente iBR.

                                                       

                                                      Ou seja, o motor de 325 hp é apenas a cereja do bolo.

                                                      Impulsionado por esse novo e resfolegante supercharged (que, com mais pressão, gira a 8.250 rpm), no nosso teste o RXP-X 325 alcançou 115 km/he velocidade máxima, desempenho digno de um autêntico jet de competição. O consumo médio foi de 16,3 litros/h.

                                                      RXP-X. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                      Além de veloz, o RXP navega bem, é ágil, fácil de manobrar. O V frontal mais aprofundado faz com que o casco corte a água com grande precisão, permitindo um maior ângulo nas curvas, o que resulta em manobras muito bem-feitas.

                                                      RXP-X. Foto: Divulgação

                                                      O RXP-X também vem com trim elétrico, que controla inclinação do casco no sentido proa-popa — uma comodidade e tanto quando o jet atinge velocidades mais altas — , e o Sistema de Trim Variável (VTS), que permite ajustes com base nas condições da água e na preferência do piloto.

                                                       

                                                      O tanque de combustível, de 70 litros, e o mesmo do modelo RXT-X. Os modos de velocidade são Sport, Eco e Slow e há três opções de arrancada, sendo que no modo cruzeiro o jet anda sozinho, a 10 km/h.

                                                      RXP-X. Foto: Divulgação

                                                      Com tantos cavalos no motor, ninguém terá problema para realizar passeios a dois. Se, porém, quiser sentir toda a emoção de uma pilotagem verdadeiramente esportiva, o melhor é mesmo navegar desacompanhado.

                                                      Passar algum tempo no comando desse jet, sentindo-se um piloto de verdade, é uma experiência nada menos que excitante. Gosta de emoções fortes? Então esse é o seu jet.

                                                       

                                                      Náutica Responde

                                                      Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                        03/10/2024

                                                        Mais de 20 anos atrás, as cartilhas do cartunista Ziraldo na campanha “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, feita em parceria com NÁUTICA, já diziam: “estão sujando as águas do mundo”. O Brasil, com uma costa de mais de 7,6 mil km, não escapou dessa estatística, e agora tem um dado alarmante: 100% das praias do país contêm resíduos plásticos.

                                                        É o que mostra uma pesquisa do projeto Expedição Ondas Limpas, feita pela ONG Sea Shepherd em parceria com o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), entre abril de 2022 e agosto de 2023.

                                                        Imagem ilustrativa / Envato

                                                        Para chegar à conclusão, estudiosos analisaram mais de 7 mil quilômetros de litoral, cobrindo 306 praias, em 201 municípios dos 17 estados da costa brasileira.

                                                         

                                                        As regiões Sul e Sudeste se mostraram as mais poluídas, com destaque — negativo — para as cidades de Mongaguá, em São Paulo, e Pântano do Sul, em Florianópolis, Santa Catarina.

                                                        Imagem ilustrativa / Envato

                                                        A praia de Pântano do Sul lidera a pesquisa com os maiores níveis de contaminação do país nas três categorias analisadas: microplásticos, macrorresíduos e macrorresíduos plásticos. Nesta praia foram encontrados 144 resíduos plásticos por metro quadrado — enquanto em Mongaguá o número chega a 83 por metro quadrado.

                                                         

                                                        Entre os macrorresíduos — maiores e mais fáceis de identificar — o volume de poluição está concentrado em fragmentos de isopor, cigarros (filtros e bitucas) e tampas de garrafas. Logo em seguida estão linhas de nylon (geralmente usadas para a pesca) e embalagens de comida.


                                                        Enquanto o problema persiste, NÁUTICA conscientiza

                                                        No ano de 1998, em parceria com NÁUTICA, Ziraldo criou o “peixinho” que estampa a campanha de NÁUTICA “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, ressaltando a importância do cuidado com o bem mais precioso do planeta em muitos pontos do litoral brasileiro.

                                                        Foto: Daniel Xavier e Carlos Roberto/ Revista Náutica

                                                        Ao longo de mais de 20 anos, a ação distribuiu cartilhas educativas sobre o tema, além de brindes com a arte de Ziraldo estampando porta-copos, bolsas, toalhas e até boias.

                                                        Foto: Arquivo Revista Náutica (Não reproduzir sem autorização expressa de @revistanautica)

                                                        Seguindo o legado do cartunista, que nos deixou em abril deste ano, NÁUTICA tem propagado a campanha de Ziraldo nos eventos Boat Show, que atraem milhares de apaixonados por barcos em cada uma de suas edições.

                                                        Foto: Daniel Xavier e Carlos Roberto/ Revista Náutica

                                                        Falando diretamente com quem vive sobre as águas do Brasil e do mundo, a continuidade do projeto deixado pelo cartunista alerta ao mesmo tempo que educa, falando, principalmente, com as crianças. Era o próprio Ziraldo quem dizia: “quem for atingido hoje (pela campanha), daqui 15 anos vai estar dirigindo alguma coisa e vai ter essa consciência.”

                                                        Foto: Revista Náutica

                                                        A ação leva aos salões náuticos — considerados os maiores do país e até da América Latina –, cartazes e ações educativas práticas, como painéis informativos que usam dos traços de Ziraldo para promover maior conscientização.

                                                         

                                                        Náutica Responde

                                                        Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                          Salvador se prepara para receber, de 6 a 10 de novembro, na Bahia Marina, o primeiro Boat Show do Nordeste. O salão promete transformar a capital baiana em um dos principais palcos da náutica no Brasil, reunindo mais de 30 embarcações de diversos estilos, além de produtos e serviços ligados ao setor.

                                                          Com expectativa de receber cerca de 8 mil visitantes, o Salvador Boat Show chega para movimentar o mercado local e atrair ainda mais atenção para a Baía de Todos-os-Santos, a maior do Brasil e segunda maior navegável do mundo. Atualmente, a Bahia tem mais de 20 mil embarcações de lazer registradas, de acordo com a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar).

                                                          O objetivo é levar uma diversidade de produtos para o evento, visando apresentar desde barcos de entrada até embarcações luxuosas– destacou Thalita Vicentini, diretora da Boat Show Eventos

                                                          Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / Divulgação

                                                          “Além disso, teremos brinquedos náuticos, jets, decoração, equipamentos e inovação. O Boat Show é uma oportunidade tanto para quem quer entrar no universo náutico quanto para quem já faz parte e busca fazer um upgrade. Nosso objetivo é proporcionar uma experiência náutica e gastronômica completa para o público e fortalecer a presença da Bahia no cenário náutico nacional”, completou.

                                                          Impacto no turismo náutico

                                                          Para a secretária de Desenvolvimento Econômico de Salvador, Mila Paes, o Salvador Boat Show representa um marco importante para o desenvolvimento da economia local. “O turismo náutico tem um potencial enorme para impulsionar Salvador. A Bahia possui a maior baía do Brasil e ainda capta menos de 5% da movimentação náutica do país.

                                                          Esse evento vai não só inserir a cidade no circuito nacional, mas também promover o desenvolvimento sustentável e gerar empregos. Estamos muito felizes com essa primeira edição e tenho certeza de que será o início de uma caminhada de muito sucesso– destaca Mila

                                                          “A realização do Salvador Boat Show marca a consolidação da cidade no calendário dos grandes eventos náuticos brasileiros, somando-se a destinos como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná e o Distrito Federal. Essa é uma oportunidade de expandir os negócios do setor na região e fortalecer a presença da Bahia no mapa do turismo náutico, para aproveitar o potencial da Baía de Todos-os-Santos e suas 56 ilhas paradisíacas”, conclui Thalita.

                                                           

                                                          Anote aí!

                                                          Quando: De 6 a 10 de novembro de 2024
                                                          Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, Salvador – BA)
                                                          Ingressos: site oficial de vendas

                                                           

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                                                            02/10/2024

                                                            A Marinha do Brasil está em exposição no Bioparque Pantanal — o maior circuito de aquários de água doce do mundo — , na capital do Mato Grosso do Sul. Com peças históricas à mostra, a apresentação conta com itens utilizados nas atividades marinheiras e informações sobre como ingressar na Força.

                                                            Fruto de uma parceria com o Governo de Mato Grosso do Sul, o evento tem como objetivo realizar um intercâmbio técnico-científico, educacional e cultural, além de conscientizar sobre a importância das águas interiores e da Amazônia Azul para o Brasil.

                                                            Foto: Cabo TE Benites/ Divulgação

                                                            Com uma área de 21 mil metros quadrados, o Bioparque Pantanal recebe mais de 1.600 visitantes diariamente, promovendo a inclusão e acessibilidade. Além disso, a exposição conta com interação do público, que pode tocar e tirar fotos com os itens históricos.

                                                            Nossos visitantes ficam felizes ao usar acessórios de marinheiros, pegar no timão, no telégrafo, e se sentirem como Comandantes de navios. Tudo isso contribui para o nosso trabalho de acessibilidade– Beatriz Lunardi, Coordenadora de Acessibilidade do Bioparque

                                                            Foto: Marinha do Brasil/ Divulgação

                                                            Segundo o Comandante do 6º Distrito Naval, Contra-Almirante Alexandre Amendoeira Nunes, a apresentação visa sensibilizar os visitantes sobre as “riquezas ligadas à ciência, economia e meio ambiente, além de reforçar a importância da preservação dos patrimônios do Brasil”.

                                                            Foto: Cabo TE Benites/ Divulgação

                                                            Além de destacar as águas interiores e da Amazônia Azul, a exposição, que estreou em julho de 2023, é coordenada pelo 6º Distrito Naval e pretende destacar a atuação da Marinha do Brasil para o progresso do país.

                                                            Maria Fernanda Balestieri apresenta o Bioparque ao Contra-Almirante Alexandre Amendoeira Nunes. Foto: Ascom/ Bioparque Nacional/ Divulgação

                                                            O complexo de aquários do Bioparque Pantanal, inaugurado em março de 2022, já teve visitas de todos os estados brasileiros, além de receber turistas de 129 países. No total, o local já recebeu cerca de 920 mil visitantes — considerando os dados até a primeira quinzena de setembro.

                                                             

                                                            O espaço é dedicado à promoção da educação ambiental, pesquisa, conservação, inovação, inclusão, lazer e cultura. Segundo o Bioparque, o local abriga 5 milhões de litros de água e 407 espécies de animais, além de 239 tanques.

                                                            Parceria em duas frentes

                                                            Além da exposição, o Bioparque Pantanal e a Marinha do Brasil firmaram uma parceria que facilita expedições de pesquisa científica no Pantanal, com apoio logístico da MB para a coleta de dados e conservação da biodiversidade local. A colaboração tem como objetivo viabilizar ações e projetos técnicos, científicos, tecnológicos, educacionais e sociais na região.

                                                            Foto: Ascom/ Bioparque Nacional/ Divulgação

                                                            “Partilhamos do lema ‘Conhecer para conservar’, onde buscamos, por meio de trabalho em campo, coletar o maior número de informações para subsidiar os trabalhos de pesquisa, conservação e bem-estar animal realizados no Bioparque”, explicou Maria Fernanda Balestieri, diretora-geral do Bioparque Pantanal.

                                                             

                                                            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                             

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                                                              Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                                              Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória