Quanto de plástico pode matar um animal marinho? Estudo analisou quantidades e tipos mais letais

De acordo com a pesquisa, o consumo de porções mínimas de plástico pode elevar em 90% o risco de óbito em certas espécies

Por: Nicole Leslie -
28/01/2026

Que a poluição por plástico nos oceanos e mares vem gerando impactos significativos na fauna e flora, já não é novidade. Um estudo feito nos EUA analisou 10.412 necrópsias de animais marinhos cujas causas de morte e ingestão de plástico eram conhecidas para compreender os riscos que o consumo desse polímero provoca em cada espécie.

A pesquisa foi publicada no Proceedings of the National Academy of Sciences. Nela, além de quantificar quanto de plástico pode ser considerado letal para cada tipo de animal marinho, os pesquisadores também compararam os tipos de resíduos que apresentam mais riscos para cada grupo.

1.537 aves marinhas foram analisadas no estudo. Foto: GreensandBlues / Envato

Foram analisados 7.569 mamíferos marinhos de 31 espécies, 1.537 aves marinhas de 57 espécies e 1.306 tartarugas marinhas de sete espécies. Um a cada cinco dos animais analisados haviam ingerido vários tipos de plástico. Em detalhes, 47% das tartarugas marinhas, 35% das aves marinhas e 12% dos mamíferos marinhos tinham o material no trato digestivo quando morreram.

 

O estudo conclui que o consumo de plástico correspondente a apenas três cubos de açúcar já eleva para 90% o risco de morte por parte das aves marinhas. Para as tartarugas marinhas, essa probabilidade é atingida com o equivalente a duas bolas de beisebol, enquanto para mamíferos marinhos, o limite letal é de uma bola de futebol.

De acordo com a pesquisa, tartarugas marinhas correm risco de vida por todo tipo de plástico. Foto: YouTube / Newsflare

O volume expressivo de plástico encontrado em alguns casos evidencia o quanto esse resíduo tomou conta dos mares. Os cientistas estimam que ao menos 11 milhões de toneladas desse composto entram nos oceanos a cada ano, provenientes, na maioria dos casos, de itens que são utilizados uma única vez, como as embalagens plásticas.

 

Além das quantidades consideradas letais para os animais, os pesquisadores também alertaram para os tipos de polímeros que representam mais riscos para cada grupo. Para as aves marinhas, as borrachas e plásticos rígidos são especialmente mortais, enquanto os mamíferos marinhos correm mais riscos com plásticos flexíveis como sacolas e equipamentos de pesca. Já as tartarugas correm risco por todos os tipos.

Sacola plástica no mar. Foto: Image-Source / Envato

Por isso, iniciativas e esforços para a limpeza das águas acontecem pelo mundo todo. No Brasil, o Governo Federal decretou, em outubro de 2025, a criação da Estratégia Nacional do Oceano Sem Plástico (Enop) para o período de 2025 a 2030.


A Enop busca orientar e coordenar políticas públicas para prevenção, redução e eliminação da poluição por plástico no oceano. Para isso, são esperadas ações como educação ambiental, limpeza e monitoramento das águas.

Poluição por plástico no mar. Foto: Studio_OMG / Envato

O barco Interceptor Original, uma das iniciativas da Ocean Cleanup, coleta até 100 toneladas de lixo por dia e atua principalmente nos mil rios que mais poluem os oceanos. No Japão, cientistas desenvolveram um novo plástico 100% solúvel que simplesmente desaparece ao cair no mar, sem deixar resíduos como microplásticos.

 

A esperança, portanto, é que a poluição dos oceanos e mares por plásticos diminua a ponto de se tornar cada vez menos mortal aos animais marinhos.

 

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    Tripulação francesa bate recorde de volta ao mundo mais rápida em um veleiro

    Liderada por Thomas Coville e a bordo do trimarã Sodebo Ultim 3, equipe circunavegou o globo em 40 dias e 10 horas

    Caiu uma marca que perdurava há quase uma década! Depois de várias tentativas fracassadas pelo caminho, o recorde de volta ao mundo mais rápida em um veleiro foi quebrado neste domingo (25), após a tripulação liderada pelo francês Thomas Coville atingir o feito em 40 dias, 10 horas, 45 minutos e 50 segundos — quase 13 horas a menos que o título anterior.

    O antigo recorde pertencia também a um francês, o velejador Francis Joyon. Ele havia completado a circunavegação do globo em 40 dias, 23 horas, 30 minutos e 30 segundos, em janeiro de 2017, a bordo do trimarã Idec-Sport. Agora, o Troféu Júlio Verne — recompensa para o veleiro que dá a volta mais rápida de todos os tempos, sem escalas e sem assistência externa — muda de mãos (embora não de país).

     

    A nova marca ocorreu a bordo do Sodebo Ultim 3, um trimarã de 33 metros (108 pés) de comprimento. Além do capitão, a tripulação era composta apenas por franceses: Benjamin Schwartz, Frédéric Denis, Pierre Leboucher, Léonard Legrand, Guillaume Pirouelle e Nicolas Troussel.

    Arte de comemoração do recorde da equipe de volta mais rápido ao mundo. Foto: Sodebo Ultim 3/ Divulgação

    Ao todo, foram necessários nove anos e treze tentativas — incluindo três da Sodebo — para que este icônico recorde fosse quebrado. Em 2020, o próprio Coville, a bordo do mesmo barco, sofreu com uma falha no leme a sudeste das Ilhas Kerguelen (Índico Sul) e foi obrigado a desistir.

     

    Primeira vez detentor do Troféu Júlio Verne como capitão, Coville já havia participado de outros veleiros vencedores: o Sport-Élec, em 1997, liderado por Olivier de Kersauson; e o Groupama 3, em 2010, capitaneado por Frank Cammas.

    Uma viagem turbulenta

    O Sodebo Ultim 3 navegou a uma incrível velocidade média de 29,17 nós (cerca de 54 km/h). Isso é mais que o dobro de velocidade média feita por Bruno Peyron no recorde de 1993 (26,65 km/h).

     

    Segundo os especialistas, a marca obtida neste domingo é de grande feito, visto que, devido às condições meteorológicas e do mar, o trimarã foi obrigado a fazer muito mais manobras do que o Idec-Sport em 2017. Ele, inclusive, chegou a se aproximar perigosamente de um iceberg no Oceano Ártico.

     

     

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    Um post compartilhado por @sodebovoile

     

    Além disso, os velejadores tiveram que alongar sua rota no Atlântico Sul e resistir à tempestade Ingrid — o que lhes custou um leme — enquanto se aproximavam da linha de chegada. “Foi um desvio enorme até o Brasil antes de finalmente podermos virar à esquerda”, explicou Thomas Coville.

     

    Entretanto, as dificuldades não impediram os navegantes de estabelecerem recordes em Ushant-Equador, no Oceano Pacífico e em tempos de referência em cada cabo (Good Hope, Leeuwin e Horn).

    Voo sobre as águas

    Com a conquista, o trimarã simboliza também a evolução da vela. Este é o primeiro veleiro “foiling” (com “asas” em L que fazem a embarcação planar sobre as águas) a levar o prêmio Júlio Verne. Lançado em 2019, o Sodebo Ultim 3 foi desenhado justamente para ser um “barco a vela voador”.

    Foto: Trophee Jules Verne/ Divulgação

    Diferentes dos veleiros anteriores da equipe (tiveram três antes do Ultim 3), a estrutura desse é feita de fibra de carbono, justamente para ser o mais leve possível para decolar. Antes, o time optava por veleiros gigantes que passassem por cima das ondas.

     

    A cabine do piloto, nesse modelo, fica à frente do mastro, uma inovação para melhorar a aerodinâmica e ajudar no equilíbrio enquanto o barco “voa”.


    No entanto, Coville e tripulação terão que cruzar os dedos para que o recorde perdure por mais tempo. Isso porque o experiente velejador Charles Caudrelier já colocou na água o trimarã Gitana 18, que não só tem tecnologia foil, como um casco que sequer toca os mares.

     

    A ideia da equipe do Gitana é extremamente ambiciosa: pulverizar o recorde do Sodebo durante o inverno boreal (novembro/dezembro). A meta é aumentar a façanha para a casa dos 38 ou 39 dias — algo que até pouco tempo atrás parecia inimaginável.

    Sobre o Troféu Júlio Verne

    O nome do prêmio tem origem no romance “A volta ao mundo em 80 dias”, escrito por Júlio Verne e lançado em 1873. A história conta as aventuras do inglês Phileas Fogg, que apostou com os amigos que seria capaz de dar a volta ao globo naquele espaço de tempo.

    Equipe da Sodebo Ultim 3. Foto: Sodebo Ultim 3/ Divulgação

    Em 1993, o skipper francês Bruno Peyron, a bordo do Commodore Explorer, foi o primeiro velejador a receber essa honraria, ao completar a circunavegação em 79 dias, 6 horas, 15 minutos e 56 segundos.

     

    Por mais complexa que a missão seja, as regras são simples: a volta ao mundo terá de ser feita num barco que se mova exclusivamente à vela; ter como linha de partida e de chegada a região entre os faróis da Ilha de Ouessant (ao norte da França) e do Cap Lizard (ao sul de Inglaterra); e, obrigatoriamente, passar a sul dos cabos da Boa Esperança (na África do Sul), de Leeuwin (na Austrália) e de Horn (no Chile), nessa ordem.

     

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      Após percalços na temporada 2025, regata de alta velocidade finalmente terá disputa na América do Sul e em águas brasileiras

      Por: Nicole Leslie -
      27/01/2026

      A famosa competição de velas de alta velocidade que contorna o mundo em etapas competitivas promete, neste ano, finalmente chegar ao Brasil. Durante a temporada 2026 do SailGP, acontece nos dias 11 e 12 de abril a etapa Enel Rio Sail Grand Prix, no Rio de Janeiro. A organização iniciou a venda de ingressos neste mês de janeiro.

      Em abril, com a Baía de Guanabara e o ilustre cenário do Pão de Açúcar ao fundo, a torcida brasileira poderá acompanhar a equipe Mubadala Brazil, liderada por Martine Grael, competindo em casa. Os ingressos estão disponíveis em duas categorias e a venda acontece no site oficial da organização do evento.

      Opção mais tradicional de ingressos para a etapa Rio do SailGP 2026 é a Waterfront Grandstands, com arquibancada e telão. Foto: Gary Oakley / SailGP

      A opção mais tradicional é a Waterfront Grandstands, onde os fãs terão arquibancadas, telões e comentaristas ao vivo narrando a competição. O espaço também tem opções de alimentação e bebidas à venda. O preço por pessoa para um dia é R$ 305 e para o fim de semana (dois dias), R$ 485. Clientes SailGP+ podem ter descontos.

       

      A outra opção promete uma experiência premium e personalizada na VELA Beach Club, que oferece espaços mais próximos da água, lounges e serviços de comida e bebida inclusos. O preço por pessoa para um dia é R$ 1.085 e para o fim de semana, R$ 1.735. Clientes SailGP+ também podem ter descontos nesta categoria.

      VELA Beach Club promete experiência premium na etapa Rio do SailGP 2026, com lounge e serviços de comida e bebida à vontade. Foto: Sylvain Vincent / SailGP

      A etapa do SailGP no Rio de Janeiro tem sido aguardada há tempos, especialmente por ter quase acontecido em 2025. Integrada ao calendário da última temporada, a disputa na cidade brasileira aconteceria nos dias 3 e 4 de maio, mas foi cancelada às vésperas após a organização identificar um defeito nas Velas Asas (wingsails) de catamarãs que sofreram acidentes na etapa anterior, em San Francisco, nos Estados Unidos.

       

      Apesar da frustração do adiamento, o cenário para 2026 é de renovação. A temporada atual conta com 13 seleções de diferentes países e, como de praxe, todas competem em catamarãs F50 idênticos. O time brasileiro estreou na temporada 2025 do SailGP e encerrou na 11ª colocação geral. Para esse ano, a equipe já anunciou mudanças.


      SailGP: calendário 2026

      A famosa regata de alta velocidade estreará quatro novos locais em 2026: Halifax (Canadá), Rio de Janeiro (Brasil), Perth (Austrália) e Bermuda. O campeonato tem início na Oceania, que recebe os três primeiros eventos da temporada, e finaliza nos Emirados Árabes Unidos (EAU), com as duas últimas etapas. Confira o calendário completo:

      • Perth (Austrália): 16 a 18 de janeiro;
      • Auckland (Nova Zelândia): 13 e 14 de fevereiro;
      • Sydney (Austrália): 27 de fevereiro a 1º de março;
      • Rio de Janeiro (Brasil): 11 e 12 de abril;
      • Bermuda (Bermuda): 9 e 10 de maio;
      • Nova York (EUA): 30 e 31 de maio;
      • Halifax (Canadá): 20 e 21 de junho;
      • Portsmouth (Reino Unido): 25 e 26 de julho;
      • Sassnitz (Alemanha): 22 e 23 de agosto;
      • Espanha (Local a definir): data a confirmar;
      • Saint-Tropez (França): 12 e 13 de setembro;
      • Dubai (EAU): 21 e 22 de novembro;
      • Abu Dhabi (EAU): 28 e 29 de novembro (grande final).
      Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

      SailGP, a “Fórmula 1 dos barcos”

      O SailGP é uma liga global de vela de alta performance criada em 2018 e tida como a “Fórmula 1 dos barcos”. Os catamarãs F50 usados pelas equipes são capazes de ultrapassar 50 nós (93 km/h) de velocidade.

       

      As regatas são curtas, dinâmicas e acontecem perto da costa, para aproximar o público da emoção nas águas. O campeonato soma pontos ao longo do ano e define seu campeão na grande final — mantendo a adrenalina no topo até a última regata.

       

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        “Jet” de madeira: paraense viraliza com potente moto aquática artesanal; assista!

        À NÁUTICA, construtor do "rabejet" revelou bastidores da embarcação cujos vídeos somam quase um milhão de visualizações nas redes sociais

        Alguns vídeos viralizados nas redes sociais são prova de que a NASA deveria estudar com os brasileiros. Um autêntico e potente “jet” de madeira, criado do mais absoluto zero, tem abrilhantado os rios do Pará e chamado atenção na internet por vários detalhes: motor de rabeta, luzes de LED, velocidade impressionante e até mesmo uma pintura inspirada no super-herói Homem-Aranha.

        Quem está por trás dessa invenção é Elilon Lacerda, de 24 anos, que mora em Breves, na Ilha de Marajó. Ele produz e vende embarcações artesanais feitas sob encomenda. O modelo viralizado custa por volta de R$ 7.500, mas varia conforme o tamanho e as necessidades do projeto.

        Foto: Elilon Lacerda/ Arquivo Pessoal

        A paixão pelas águas veio antes da questão comercial. À NÁUTICA, o construtor amador contou que a ideia não surgiu do dia para a noite. O jovem já havia planejado o “rabejet” (conforme ele mesmo apelidou) há quatro anos, mas o sonho do jet próprio o acompanha desde pequeno.

        Era meu sonho desde criança ter um jet. Como nasci em família humilde, não tive a oportunidade– revelou Elilon

        Sendo assim, o paraense arregaçou as mangas e colocou as mãos na massa, criando uma moto aquática artesanal do seu estilo. Nascia assim o jet de madeira que atraiu tantos olhares na Internet — e interessados fora dela.


        Os vídeos em que Elilon rasga as águas de Marajó com seu brinquedo somam mais de 980 mil visualizações. Um dos registros que mais viralizaram ocorreu no Rio Jaburuzinho. Assista!

         

         

        Entre a oferta e a demanda

        “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, já dizia o Tio Ben no filme do Homem-Aranha (2002), herói homenageado na pintura do “jet”. No caso do paraense, porém, os poderes foram as visualizações e as responsabilidades, os pedidos de encomenda do produto.

        Foto: Elilon Lacerda/ Arquivo Pessoal

        Entretanto, a realidade é outra: pela falta de materiais e condições financeiras limitadas, a produção precisou ser pausada. Mas o construtor quer voltar a produzi-las assim que possível.

         

        A invenção tem sido elogiada por internautas, principalmente, pelo exemplo de inovação aliada à cultura ribeirinha amazônica. Há forte identidade marítima em Breves, com o principal acesso à cidade sendo fluvial. Por lá, as ruas “continuam” nos rios, que são as verdadeiras estradas da região.

        Breves, munícipio do Pará. Foto: Domínio Público

        Inclusive, grande parte da população utiliza pequenas embarcações para se deslocar entre a zona urbana e as comunidades rurais e ribeirinhas. Elilon, por exemplo, diz usar sua invenção para “absolutamente tudo”: desde passeios recreativos a deliveries — como entregas de açaí. Veja abaixo:

         

        @elilon.lacerda Delivery de açaí no jet #viralizaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa #curtecomentacompartilha #seguenósfamilia ♬ Motivational Inspiring Rock Trailer – SoundForYou

        Conheça o “rabejet”

        Inspirado no jet, o “rabejet” recebe uma base de madeira cedrorana, material utilizado na fabricação das canoas típicas da região. Com aproximadamente 3,20 metros de comprimento, tem capacidade para transportar até duas pessoas. O motor é de rabeta, com partida elétrica e 18 hp de potência.

        É uma embarcação muito confortável e boa de navegar. É como se estivesse pilotando um jet tradicional ou uma moto-afirmou o paraense

         

        @elilon.lacerda Luxo #viralizaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa #curtecomentacompartilha #curtecomentacompartilha #seguenósfamilia ♬ Let’s go – Official Sound Studio

         

        O modelo carrega detalhes que o deixam ainda mais autoral, como luzes de LED, farol e a pintura temática do Homem-Aranha. Esta, por sinal, foi a única etapa não realizada diretamente pelas mãos de Elilon, já que um amigo que pintou.

        Foto: Elilon Lacerda/ Arquivo Pessoal

        Nas redes sociais, o jovem compartilha vídeos dos processos de montagem do “rabejet”, da embarcação navegando e outras curiosidades da invenção. Também é por lá que recebe pedidos e encomendas.

         

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          Novos olhares sobre a navegação: artista contemporâneo transforma barcos em esculturas

          Erwin Wurm usa embarcações, veículos e objetos cotidianos para discutir absurdo, forma e comportamento humano

          Por: Nicole Leslie -
          26/01/2026

          À primeira vista, uma das obras mais recentes do artista austríaco Erwin Wurm pode até passar despercebida. Mas bastam alguns segundos de observação para perceber que Star (2025) está longe de ser um veleiro convencional. A embarcação em tamanho real exibe um casco exageradamente curvado, completamente diferente de qualquer lógica aplicada à navegação prática.

          Conhecido por explorar o absurdo como linguagem artística, Wurm construiu uma carreira baseada na distorção de formas familiares. Veículos, casas, objetos do dia a dia e até o corpo humano servem como matéria-prima para esculturas que provocam estranhamento e reflexão.

          “Quiet and Look Out Over the Mediterranean Sea” é uma das obras de Erwin Wurm. Foto: Eva Wurdinger / Reprodução

          No caso de Star, o artista leva essa lógica para o universo náutico. Apesar do desenho atípico, o veleiro é funcional e capaz de navegar — mas apenas em círculos. A proposta, segundo a leitura crítica da obra, é personificar futilidades e contradições da vida contemporânea, questionando ideias que costumam ser aceitas como óbvias.

          Star. Foto: Michael Maritsch / Reprodução

          Max Hollein, diretor do Metropolitan Museum of Art, em Nova York, elogiou a peça por transmitir de forma “extremamente sugestiva” a tragédia de sua própria condição social — uma característica recorrente no trabalho de Wurm.

           

          A escultura Star permanece em exibição até 11 de abril de 2026, na galeria Thaddaeus Ropac Paris Pantin, na França, como parte da exposição Tomorrow: Yes, inaugurada no último dia 17.

          Veleiro Star é exibido na galeria Thaddaeus Ropac Paris Pantin, na França, até abril. Foto: Pierre Tanguy / Reprodução

          Barcos tortos como linguagem artística

          Quase duas décadas antes de Star, Erwin Wurm já havia experimentado o formato de uma embarcação como escultura. Em 2007, apresentou Misconceivable (“Inconcebível”) no Museu Middelheim, na Bélgica. Diferentemente do veleiro mais recente, a obra tinha o casco curvado para baixo, tornando impossível qualquer tentativa de navegação.

          Misconceivable. Foto: Cortesia Estuaire Nantes a Erwin Wurm / Reprodução

          Ainda assim, o barco em escala real sintetiza o humor ácido do artista e provoca sensações de desconforto e impotência. O formato inviável ainda reforça a crítica à lógica funcional que normalmente rege objetos técnicos, como as próprias embarcações.

          Misconceivable. Foto: Jesse Willems / Reprodução

          Casas, carros e corpos fora do padrão

          A produção de Wurm, no entanto, não se limita ao universo náutico. Ao longo da carreira, o artista criou esculturas de carros, caminhões, casas e roupas em formatos antinaturais.


          Entre as mais conhecidas estão Fat House (“Casa Gorda”), Fat Car (“Carro Gordo”) e Fat Convertible (“Conversível Gordo”), obras que aproximam sistemas técnicos aos biológicos. Ao imaginar casas e automóveis capazes de engordar, Wurm propõe uma reflexão irônica sobre consumo, excesso e envelhecimento — algo impossível para objetos industriais, mas inevitável aos corpos humanos.

          Fat House (à esq.) e Fat Car (à dir.). Foto: Sadao Hotta / Reprodução
          Fat Convertible. Foto: Vincent Everharts / Reprodução
          Detalhes da obra Fat Convertible, de Erwin Wurm. Foto: Vincent Everharts / Reprodução

          No extremo oposto está Narrow House (“Casa Estreita”), uma construção comprimida e estranhamente fina que remete à residência onde o artista passou a infância. O formato claustrofóbico serve como metáfora para condicionamentos familiares e memórias sensíveis desse período na vida do artista.

          Narrow House. Foto: Elise Mougin / Reprodução

          Também no campo dos veículos, Truck II chama atenção pelo caminhão com a base curvada quase em 90 graus. Embora reconhecível, o objeto convida à reflexão por apresentar um formato impraticável.

          Truck II. Foto: Lukas Roth / Reprodução

          Já em obras que dialogam diretamente com o corpo humano, Wurm tem criado esculturas que adicionam pernas a elementos inanimados, como bolsas e maletas, e o padrão tem virado uma das assinaturas do artista. Em Trap of the Truth, duas maletas pernadas parecem travar uma discussão, reforçando o caráter performático e irônico do artista.

          Trap of the Truth. Foto: Jonty Wilde / Reprodução

          Parte das obras pode ser acompanhada pelo Instagram de Erwin Wurm, onde o artista compartilha trabalhos novos e antigos, que sempre orbitam o absurdo — até quando assumem formato de barcos.

           

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            Estados Unidos discutem isenção de imposto sobre juros no financiamento de barcos

            Projeto federal propõe dedução de até US$ 10 mil por ano em juros de financiamento de barcos, seguindo o modelo do setor automotivo

            Por: Otto Aquino -

            Nos Estados Unidos, o debate sobre a indústria náutica voltou ao centro da política pública. Em 23 de janeiro, a deputada americana Nancy Mace, da Carolina do Sul, apresentou no Congresso o projeto No Tax on Boat Loan Interest Act, que propõe a isenção de imposto sobre juros de financiamento de barcos de lazer.

            Ao divulgar a proposta, Nancy Mace destacou, como exemplo, o peso econômico da náutica na Carolina do Sul. Segundo a deputada, o estado conta com mais de 350 mil barcos registrados e 187 milhas de litoral, sustentando mais de 27 mil empregos, cerca de 650 empresas e um impacto econômico anual de US$ 6,5 bilhões.

             

             

            De acordo com Mace, a nova legislação pode gerar empregos bem remunerados na indústria de barcos, ampliar o acesso das famílias à navegação e tornar a compra de barcos fabricados nos Estados Unidos mais acessível. “A navegação não é um luxo, é um meio de transporte essencial e um importante motor econômico”, afirmou.

             

            Apesar de ter sido apresentada por uma deputada da Carolina do Sul, a proposta tem alcance federal e vale para todo o território dos Estados Unidos. A lógica é simples: atualmente, os juros pagos no financiamento de um barco entram no cálculo do imposto de renda federal.

             

            O projeto propõe que esses juros passem a ser dedutíveis do imposto, nos mesmos moldes do financiamento de automóveis. Na prática, o comprador poderá abater até US$ 10 mil por ano em juros pagos, reduzindo o imposto devido ou aumentando a restituição anual.

            Foto: Ilustração criada com IA

            O texto também estabelece critérios claros. O benefício fiscal se aplica exclusivamente a embarcações de lazer fabricadas nos EUA, conectando o incentivo tributário ao fortalecimento da indústria naval americana e à geração de empregos em toda a cadeia produtiva.

             

            O argumento central da proposta é direto: barcos não são apenas lazer. Eles representam indústria, inovação, turismo, transporte e cultura marítima. Segundo dados da National Marine Manufacturers Association (NMMA), cerca de 95% das embarcações vendidas nos Estados Unidos são fabricadas no próprio país. Isso significa que incentivar o consumo de barcos impacta diretamente estaleiros, marinas, fornecedores, serviços e comunidades inteiras ligadas à economia do mar e das águas interiores.

             

            O movimento chama atenção também pelo contraste com experiências recentes de outros países. Um exemplo recente é o Canadá, que em 2022 criou um imposto adicional sobre bens considerados “de luxo”, incluindo embarcações acima de determinado valor.

            Foto: wirestock / Envato

            O resultado foi negativo. As vendas de barcos caíram, estaleiros reduziram produção, empregos foram perdidos e compradores migraram para outros mercados, principalmente os Estados Unidos. A arrecadação ficou abaixo do esperado e os prejuízos ao setor foram evidentes.

             

            Diante da pressão da indústria náutica, o próprio governo canadense reconheceu os efeitos colaterais da medida e, no fim de 2025, revogou o imposto sobre barcos. A lição foi clara: penalizar a náutica não gera justiça fiscal, gera retração econômica.

            Incentivar funciona

            O exemplo dos Estados Unidos segue na direção certa. Ao reduzir o custo do financiamento de barcos, o governo amplia a base de consumidores, fortalece a indústria local e aumenta a arrecadação indireta em toda a cadeia produtiva.


            No Brasil, ainda persiste a visão de que barco é sinônimo de supérfluo ou luxo tributável. Essa leitura ignora que a indústria náutica brasileira movimenta estaleiros, marinas, oficinas, turismo e milhares de empregos diretos e indiretos.

             

            Barco precisa ser tratado como o que realmente é: um ativo econômico, industrial e cultural. O que os Estados Unidos mostram agora (e o que o Canadá aprendeu da forma mais dura) reforça uma verdade simples: incentivar o setor náutico gera crescimento. Talvez seja hora de o Brasil olhar com mais atenção para os exemplos que funcionam. As águas fazem parte da solução.

             

            Náutica Responde

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              Segundo artigo, 57% dos mares atingiram níveis históricos de aquecimento no ano passado, além de terem absorvido volumes inéditos de energia

              Em 2025, mais da metade dos oceanos do planeta Terra enfrentou o maior calor já registrado desde o início das medições modernas, por volta de 1955. Isso é o que afirma um novo estudo publicado no começo do mês na revista científica Advances in Atmospheric Science. A pesquisa contou com a participação de mais de 50 cientistas internacionais e foi liderada pela Academia Chinesa de Ciências.

              De acordo com o artigo, os mares registraram no ano passado o maior volume de calor da história. Os cientistas apontam que os oceanos absorveram 23 zettajoules (ZJ) de calor em relação a 2024 (medida para grandes escalas na ciência climática). Essa é a maior elevação anual já marcada pelos instrumentos existentes, e equivale a cerca de 200 vezes mais que toda eletricidade consumida globalmente em 2023.

              Foto: valuavitaly/ Envato

              Também no ano passado, cerca de 57% dos mares atingiram os cinco anos mais quentes de sua história local. Ainda segundo o estudo, os oceanos vêm batendo recordes de calor por nove anos consecutivos, um atrás do outro — a mais longa sequência já observada.

               

              Tudo isso leva ao ponto central da pesquisa: em 2025, as águas absorveram quantidades colossais de calor, o que pode servir como um motor de desastres.

              A situação é a seguinte: sabe todo aquele calor que assolou o planeta no ano passado? Pois bem, os oceanos absorvem 90% desse ar quente, gerado pelas emissões humanas de gases do efeito estufa — e é exatamente essa a situação que o mundo está vivendo, segundo os cientistas.

               

              Sendo assim, se o calor na superfície está em níveis recordes, as águas tendem a acompanhar esse ritmo quente, servindo como um grande termômetro da Terra e um dos indicadores mais fiéis do avanço do aquecimento global.

              O mundo está quente

              Os pesquisadores utilizaram informações de diferentes fontes ligadas a dados sobre a saúde dos oceanos, como o Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências; a Copernicus Marine, da União Europeia; e o Centro Nacional de Informação Ambiental da NOAA, dos Estados Unidos.

               

              Os resultados apontaram para um leve resfriamento da superfície oceânica em comparação a 2023 e 2024, devido à transição do El Niño para La Niña — fenômeno climático que ocorreu há dois anos e resfriou o oceano. Porém, a queda foi tão pequena, segundo o estudo, que o efeito não impactou a porção completa da água, que seguiu esquentando.

              Foto: PhotoVolcano/ Envato

              Também foi identificado um aquecimento oceânico mais acentuado no Oceano Pacífico Norte, no Oceano Índico, no Oceano Austral e no Oceano Atlântico tropical e Sul (que banha o Brasil). O entorno da Antártica também preocupa, por conta do recente colapso do gelo marinho durante o inverno — que interfere no equilíbrio climático global e na circulação oceânica.

               

              Já regiões como o Atlântico Norte e o Mediterrâneo estão com águas mais quentes, menos oxigenadas e mais ácidas, conforme afirma o estudo. Ao todo, os dados abrangem a Ásia, a Europa e as Américas.

              A cada ano o planeta aquece. Bater um novo recorde tornou-se um disco riscado– disse John Abraham, da Universidade de St. Thomas e que participou do estudo

              Embora medições confiáveis remontem a meados do século 20, cientistas afirmam que os oceanos estão em seu maior nível de aquecimento em pelo menos mil anos. Além disso, eles apontam que as águas estão esquentando mais rapidamente do que em qualquer outro momento nos últimos 2 mil anos, com uma taxa sem precedentes nos últimos dois milênios.

              Equilíbrio climático em cheque

              Vale ressaltar qual a função do oceano na distribuição de energia. Além dos 90% de calor, os mares captam cerca de 25% do dióxido de carbono (CO2) do planeta, o que, na prática, deveria conter o aquecimento global. Mas não é isso o que está acontecendo.

              Foto: antonytrivet/ Envato

              A água tem uma alta “capacidade térmica”, o que significa que ela consegue guardar muita energia sem aumentar sua própria temperatura tão rápido quanto a terra firme ou o ar. Se o oceano não fizesse isso, a temperatura da atmosfera já teria subido de forma drástica, tornando a vida humana quase inviável.

               

              O oceano também distribui todo esse calor que recebe através das correntes marítimas. Esse processo é responsável, por exemplo, por levar as águas quentes do Equador às regiões mais frias e trazer a água gelada das profundezas para resfriar as zonas tropicais.

              Foto: GreensandBlues/ Envato

              Entretanto, os níveis de absorção do calor estão ultrapassando os limites aceitáveis. Com as águas cada vez mais quentes, maior é a chance de derretimento de geleiras, o que aumentaria o risco da elevação do nível do mar por meio da expansão térmica. O aquecimento também provoca chuvas mais intensas, ciclones tropicais mais fortes e ondas de calor mais severas.

               

              Para piorar, as altas temperaturas ainda são uma ameaça à sobrevivência da vida marinha por meio da acidificação da água, branqueamento de corais e diminuição do oxigênio. Por isso, os cientistas reforçam a importância de antecipar os compromissos climáticos a fim de zerar a emissão de gases de efeito estufa, os principais responsáveis pelo aquecimento dos oceanos.

              Enquanto a temperatura da Terra continuar aumentando, o conteúdo de calor dos oceanos continuará subindo e os recordes continuarão sendo quebrados– enfatizou Abraham

               

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                Theodora Prado conclui a Cape2Rio e se torna a 1ª mulher a realizar a disputa sozinha

                Velejadora partiu da África do Sul em 27 de dezembro e chegou ao Rio debaixo de forte chuva na noite deste domingo (25). Foram 28 dias cruzando o Atlântico solo

                Uma velejadora brasileira acaba de entrar para a história de uma das regatas oceânicas mais tradicionais do mundo. Theodora Prado, de apenas 28 anos, se tornou a primeira mulher a realizar sozinha a Cape to Rio (ou Cape2Rio), disputa que cruza o Atlântico. Ela partiu de Cape Town, na África do Sul, em 27 de dezembro, e cruzou a linha de chegada, no Rio de Janeiro, na noite chuvosa deste domingo (25), 28 dias depois.

                Era por volta das 18h quando o Suidoos, um veleiro de apenas 31 pés (cerca de 9,4 metros), fabricado ainda em 1981, cruzou a linha de chegada sob uma forte tempestade na ilha da Laje, na entrada da Baía de Guanabara. Essa foi a primeira vez que Theodora Prado atravessou o Atlântico sozinha. Ainda que já tenha enfrentado a jornada de 3,5 mil milhas náuticas (aproximadamente 6,480 mil km) outras cinco vezes, a velejadora nunca esteve tão só sobre as águas.

                É uma realização indescritível, foi um mês navegando, mas não um mês de projeto e sim um ano […]. Essa regata é uma verdadeira celebração do Hemisfério Sul em um esporte dominado pelos europeus e americanos, ver uma regata como essa entre África e Brasil é uma celebração– destacou Theodora Prado em sua chegada

                Amigos, familiares e apoiadores se juntaram à Theodora Prado nas últimas milhas da disputa. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                O percurso que só envolveu Theodora, o oceano e seu veleiro por quase um mês, passava ali a contar com outros barcos, recheados de amigos e apoiadores que se reuniram especialmente para recebê-la. Entre eles o sul-africano Alexforbes Angel Wings, campeão geral da Cape to Rio, e o brasileiro Esperança, do Veleiros do Sul (RS), terceiro colocado no geral. Também no Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), onde “Theo” atracou, centenas de pessoas a receberam com grande entusiasmo.

                Naveguei solo, mas com com certeza não estava sozinha, muitas pessoas estavam sonhando comigo– destacou a brasileira

                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                A velejadora enfrentou dias difíceis na reta final da disputa, com direito a ondas de quatro metros e mar revolto com tempestade já próximo ao Rio de Janeiro. Durante as últimas milhas, o cenário se desenhou, a princípio, com tempo bom, mas com calmaria. Ela precisou buscar manobras para encontrar a melhor posição do barco com o pouco vento. A pouco mais de uma milha para o final, contudo, a tempestade com raios chegou e o forte vento deu o impulso final para completar o feito histórico.

                Essa semana foi uma verdadeira provação. Eu não esperava, não é uma condição típica daqui, mas foram quatro dias de mar muito duro com quatro metros de onda, 40, 45 nós de vento constante– detalhou Theodora

                 

                Em entrevista à NÁUTICA, Theodora Prado contou todos os detalhes da travessia, revelou momentos de tensão que passou e ainda fez uma apresentação completa do Suidoos. Confira:

                 

                Do mercado financeiro para o mar

                Todo esse feito ganha ares ainda mais impressionantes quando se leva em conta o fato de que, até pouco tempo atrás, a jovem Theodora  passava a maior parte de seus dias envolta em um cenário completamente oposto ao mar aberto. Aos 23 anos, em 2022, ela era analista no mercado financeiro e vivia a flexibilização da pandemia de Covid-19, que a levou a passar uma temporada em Ubatuba, litoral norte de São Paulo.

                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                Por lá, aproveitou para desenvolver seu surfe, até ser convidada a experimentar os encantos da vela na escola de ninguém menos que Tio Spinelli. Ali, foi plantada a sementinha. Algum tempo depois, um convite do próprio Spinelli para cruzar o Atlântico até a África do Sul durante 40 dias foi a brecha que faltava para a jovem deixar para trás, de vez, o mercado financeiro. Nascia, então, uma Theodora diferente. A Theodora do mar.

                 

                Vitor Medina, diretor da Cape to Rio, destacou a importância do feito: “Primeira mulher a fazer essa regata solitária. Já houve vencedor na última regata que foi um homem sozinho [o barco Atalanta], mas mulher sozinha nunca tivemos competindo. A preparação para uma regata de 3.500 milhas é muito trabalhosa.”

                Ela trabalhou muito para angariar fundos para comprar o barco Suidoos e enquanto preparou o barco fez deliveries. Ela é skipper levando o barco do Caribe para a Europa para fazer dinheiro para pagar as contas — e conseguiu. É um feito enorme. É uma vitoriosa– ressaltou Medina, também amigo e incentivador da brasileira

                Maior flotilha brasileira da história da Cape2Rio

                A Cape2Rio é uma regata oceânica internacional de longa distância que liga a Cidade do Cabo, na África do Sul, ao Rio de Janeiro. Criada em 1971, é considerada uma das travessias mais desafiadoras do calendário da vela mundial, reunindo embarcações de diferentes classes e tripulações experientes.

                 

                Ao longo das décadas, a Cape2Rio se consolidou como um símbolo da vela de oceano, atraindo competidores de vários países e mantendo uma forte ligação histórica e esportiva entre a África do Sul e o Brasil. Neste ano a regata somou uma das maiores flotilhas brasileiras de sua história com três barcos: além do Suidoos, com a Theodora; o Esperança, sob comando de Márcio Lima; e o Audaz 2, comandado por Gustavo Lis.


                Esperança e Audaz 2 cruzaram a linha de chegada em 15 de janeiro, em segundo e terceiro lugar, respectivamente. O alemão Vineta foi o Fita-Azul da disputa. No tempo corrigido, o Alexforbes Angelwings, da África do Sul, comandado por Sibusiso Sizatu, foi o campeão. O Vineta ficou em segundo e o barco gaúcho Esperança, de Márcio Lima, fechou o pódio

                 

                Os campeões foram definidos e serão premiados na próxima terça-feira, 27, no Iate Clube do Rio de Janeiro.

                 

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                  O ano de 2005 foi marcado por alguns acontecimentos importantes, como a morte do Papa João Paulo 2º e o primeiro vídeo publicado no YouTube. Mas em 24 de abril daquele ano, teve início uma história que viria a ganhar as manchetes nos Estados Unidos: dois adolescentes ficariam perdidos no mar por sete dias — tendo, inclusive, que se alimentar de águas-vivas.

                  Para Troy Driscoll, de 15 anos; e Josh Long, de 17, ambos estudantes da Carolina do Sul, aquele domingo começou como um outro qualquer. O clima, inclusive, era de tédio, típico do dia que precede a segunda-feira — até Troy sugerir uma pescaria.

                  Foto: NBC News / Reprodução

                  Ousados, os dois pegaram um barco precário, sem velas e sem motor, de apenas 4,5 metros, e partiram para Sullivan’s Island, um famoso ponto de pesca da região. Naquele momento, eles sequer imaginavam que começaria, ali, uma saga que duraria sete dias.

                   

                  Logo nos primeiros minutos no mar a dupla foi arrastada por uma corrente de retorno. “Queríamos colocar o barco entre a praia e um banco de areia, mas não tínhamos ficado nem 20 minutos na água quando a correnteza nos arrastou para fora”, detalhou Josh em entrevista à revista People, em maio de 2005.

                  A Sullivan’s Island, onde Josh Long e Troy Driscoll foram pescar. Foto: Sullivan’s Nest / Divulgação

                  O cenário, a partir dali, só piorou. Após uma tentativa frustrada de lançar âncora, os dois passaram a se afastar cada vez mais. Os acenos, eram em vão — ninguém na costa notou os pedidos de ajuda. Aos poucos, até as torres que guiam os navios de carga foram se perdendo de vista.

                  Ao anoitecer, não conseguíamos ver nada. Na manhã seguinte, não havia terra à vista. Tudo o que podíamos fazer era rezar– relembrou Josh Long ao veículo

                  Ilhados — e despreparados

                  Sem celular, rádio ou nenhum outro equipamento de segurança, o que era para ser uma simples pescaria ganhou contornos trágicos. O primeiro pedido de ajuda veio somente por volta das 22h daquele dia, quando os pais, preocupados, acionaram a Guarda Costeira.


                  Os agentes, então, iniciaram as buscas com o auxílio de barcos e helicópteros. Ainda assim, ao longo de três dias de busca, ainda não havia sinal deles. O roteiro dessa trama se encaminhava para um desfecho trágico.

                   

                  Enquanto isso, na água, os amigos mantinham-se vivos, ainda que nas mais adversas circunstâncias. Não havia água para beber e tampouco comida. Aos poucos, atitudes antes inimagináveis começaram a parecer aceitáveis dentro daquelas circunstâncias.

                  Prato principal: 100 águas-vivas

                  Josh Long relembrou que a distância da costa era tamanha que a água ficou cristalina, “tal qual um refrescante Gatorade azul”. “Troy me implorou: ‘por favor, me deixe beber só um pouquinho’. Eu disse: ‘Se você beber, você vai morrer'”, recordou.

                   

                  Para matar a sede, o jovem revelou que chegou a lamber a água do convés depois de uma garoa, quando “abrir a boca para pegar as gotas” não foi o suficiente. Já para saciar a fome, a atitude foi ainda mais impressionante.

                  Eu estava com tanta fome que comi uma água-viva e esperei a noite toda para ver se ela me mataria. Não matou. Eu comi umas 100– revelou Josh

                  Troy, por outro lado, sentia ainda mais os efeitos da falta de hidratação. Além de ter alucinações, o garoto cogitava cortar um dedo para matar a fome, conforme lembrou Josh. “Em um momento, ele disse: ‘Por favor, me ajude a sair daqui ou me mate’. E eu disse: ‘Não posso fazer isso’.”

                  Salvos pelo gongo

                  Embora diversas equipes de resgate tenham sido mobilizadas para encontrar os garotos, a salvação acabou vindo de dois pescadores. Os homens encontraram os jovens no dia 30 de abril, sete dias após aquele domingo — inicialmente — tedioso.

                   

                  Eles estavam à deriva a 178 quilômetros (111 milhas náuticas) do local de onde haviam partido, a 11 quilômetros (sete milhas) do Cabo Fear, extremo sul da Carolina do Norte.

                  Conforme nos aproximávamos, vi pessoas acenando e, para minha surpresa, eram dois jovens em um pequeno barco. Um deles gritava: ‘Graças a Deus!’– relembrou à época o pescador Ben Degutis, de 70 anos, à People

                  Após o resgate, os adolescentes foram levados ao hospital. Josh Long havia perdido 13,6 kg, enquanto Troy Driscoll precisou ficar internado por três dias devido a queimaduras de segundo grau no rosto e nos pés. Também à People, o pai de Troy revelou que reencontrar o filho foi “como se ele tivesse nascido de novo”. “A alegria que senti no coração foi imensa”, disse ele.

                   

                  Já os garotos, após resgatados, pensavam em colocar em prática um plano que tiveram ainda à deriva: se encontrar para tomar “o maior sundae que você pode imaginar”. Em atualizações relatadas entre 2015 e 2016, ambos relataram que a experiência mudou suas perspectivas de vida — sem afetar seu apreço pelo mar e pela pesca.

                  Saiba identificar e sair de uma corrente de retorno

                  A corrente de retorno é uma das principais causas de afogamento nas praias. Trata-se de um fluxo estreito e rápido de água que se forma quando a água empurrada pelas ondas de volta à praia encontra um “corredor” para retornar ao mar. Esse movimento forma um canal de repuxo em direção ao alto-mar e cava uma espécie de valeta na areia, deixando aquele trecho mais fundo e muito mais difícil de sair.

                  Foto: National Weather Service/JotaCartas/CC BY 3.0/Wikimedia Commons / Reprodução

                  Elas costumam ser identificadas a partir de um ponto no mar em que a água é mais escura, menos ondas se quebram e a espuma é puxada para dentro. No Instagram, o guarda-vidas De Freitas compartilha dicas para aproveitar os dias de praia em segurança. Sobre as correntes de retorno, ele explica que a pior decisão ao se deparar com uma é nadar em direção à areia, o que aumenta o cansaço e acelera o risco de afogamento.

                   

                  Segundo ele, a decisão mais assertiva é manter a calma, flutuar por alguns segundos para recuperar o fôlego e nadar para um dos lados até alcançar o banco de areia. Confira a demonstração:

                   

                   

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                    Por: Nicole Leslie -
                    24/01/2026

                    Se a teoria de que os opostos se atraem fosse cientificamente correta, poderia explicar a comparação que o cineasta e explorador James Cameron fez sobre o local mais profundo do planeta. Segundo ele, o ponto mais baixo do mundo, na Fossa das Marianas, é parecido com a superfície da Lua.

                    Cameron mergulhou sozinho 11 mil metros de profundidade para ver com os próprios olhos detalhes do ponto mais profundo desse planeta já mapeado pela ciência. Por lá, além de nada de luz, o explorador contou ter visto quase nenhum tipo de ser vivo.

                    Desolador e parecido com a superfície lunar-descreveu James Cameron ao National Geographic dos EUA

                    Foto: YouTube / National Geographic / Divulgação

                    A expedição às profundezas aconteceu em 26 de março de 2012 a bordo do submarino Deepsea Challenger que, como o próprio nome diz, desafia o fundo do mar. O nome também faz um trocadilho com a região mais profunda da Fossa das Marianas, conhecida como Challenger Deep. A depressão oceânica fica a leste e a sul das Ilhas Marianas, no Oceano Pacífico.

                     

                    Segundo o Serviço Nacional de Oceanos dos Estados Unidos (NOAA), o ponto mais profundo da fossa fica a 11 mil metros abaixo do nível do mar. A distância seria suficiente para cobrir o Monte Everest inteiro com sobra, afinal, ele tem “apenas” 8,8 mil metros de altura.

                    Monte Everest, montanha mais alta do planeta, está a 8.848,86 metros acima do nível do mar. Foto: from_withlove / Envato

                    Parte da profundidade pode ser explicada pela condição em que a depressão geográfica foi formada: é o encontro entre duas placas tectônicas adjacentes. Ou seja, uma força a outra para baixo, criando um “dente” mega profundo.


                    Movido pela curiosidade de conhecer o desconhecido, James Cameron cumpriu o desafio e desceu, sozinho, milhares de metros abaixo d’água. Ao todo foram cerca de seis horas em expedição.

                    Foto: YouTube / National Geographic / Divulgação

                    O ponto mais profundo do planeta, segundo o cineasta, parece “uma planície muito macia, quase gelatinosa” onde os arredores quase não têm seres vivos.

                    Os únicos nadadores que vi foram pequenos anfípodes parecidos com camarões, que parecem ser comuns-detalhou ao NatGeo

                    O feito de ter sobrevivido a uma expedição tão incomum quanto conhecer o ponto mais profundo do planeta não foi o único marco histórico na vida de James Cameron. Enquanto cineasta, ele tem no portfólio a direção de alguns filmes que quebraram recordes de bilheteria, como Titanic e a saga de Avatar.

                    James Cameron após visita ao ponto mais profundo do planeta Terra. Foto: YouTube / National Geographic / Divulgação

                    A saga de Cameron na Fossa das Marianas virou documentário e pode ser assistido na Netflix, no Prime Video e no Google Play. No entanto, não estava disponível no Brasil em nenhuma das plataformas na data de publicação desta reportagem.

                     

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                      4ª Regata Recife/Serrambi acontece este sábado (24); saiba detalhes

                      Campeonato que abre o calendário 2026 da vela oceânica em Pernambuco espera mais de 150 velejadores

                      Por: Nicole Leslie -
                      23/01/2026

                      A 4ª Regata Recife/Serrambi acontece neste sábado (24) e dá a largada oficial para a temporada 2026 da vela oceânica em Pernambuco. A prova reúne mais de 150 velejadores e pelo menos 20 embarcações, em um percurso que cruza parte do Litoral Sul do estado.

                      A largada está marcada para às 7h, nas imediações do Porto do Recife. A partir dali, os veleiros seguem por cerca de 35 milhas náuticas — o equivalente a 65 quilômetros — até a chegada na Praia da Enseadinha, em Serrambi, no município de Ipojuca.

                      Percurso da Regata Recife/Serrambi parte do Porto de Recife e segue até a Praia da Enseadinha, em Pernambuco. Foto: Google Earth / Reprodução

                      Além do desafio técnico, a regata chama atenção pelo cenário. O trajeto passa por belas paisagens do litoral pernambucano, colocando à prova estratégia, leitura de vento e resistência das tripulações ao longo de horas de navegação.


                      A competição é organizada pelo Cabanga Iate Clube de Pernambuco, em parceria com a Flotilha Recifense de Veleiros de Oceano (FREVO) e a Federação Pernambucana de Vela (FPVela), e vem se consolidando como uma das provas que abrem o calendário anual da modalidade no Nordeste.

                      Fita Azul da Regata Recife/Serrambi 2025 foi o veleiro Maguni. Foto: Andre Rick

                      Na edição de 2025, o Fita Azul — concedido à primeira embarcação a cruzar a linha de chegada — ficou com o veleiro Maguni, comandado por Rafael Chiara, que completou o percurso em 4h19min. O segundo colocado foi o Adrenalina Pura, de Avelar Loureiro, que chegou apenas um minuto depois.

                       

                      A 4ª Regata Recife/Serrambi recebeu inscrições de veleiros de oceano das classes RGS A, RGS B, MOCRA Regata, MOCRA Cruzeiro e Classe Aberta.

                       

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                        Superiate que pertencia a bilionário do ramo de carne seca é vendido por mais de R$ 120 milhões

                        Após 11 anos com a embarcação, Jack Link colocou o barco à venda e já arrumou comprador. Confira os detalhes!

                        Não é novidade como funciona o mundo dos ricos: enjoou do seu superiate? Basta trocá-lo. Talvez tenha sido esse o pensamento de Jack Link, bilionário do ramo de carne seca que colocou o seu luxuoso Missing Link Christensen à venda e já encontrou um novo dono multimilionário.

                        O último valor pedido para comprá-lo foi de US$ 23,9 milhões (cerca de R$ 128 milhões em conversão de janeiro de 2026). Quem o abocanhou fez questão de adquirir basicamente uma mansão flutuante, que mede 142 pés (43 metros de comprimento) e ostenta um enorme conforto para dono e convidados.

                        Foto: YATCO/ Divulgação

                        Não se sabe ainda se o antigo dono pretendia apenas vendê-lo para ficar livre da embarcação ou se pretendia pegar uma ainda mais potente. Fato é que Jack mais do que alavancou a sua fortuna desde que comprou o Missing Link, no ano de 2015, nunca tendo mudado de mãos desde que foi entregue ao empresário.

                         

                        O antigo proprietário da embarcação lidera a Jack Link’s Beef Jerky, a maior empresa de carne seca do mundo. Logo, imagina-se que ele não se desfez do superiate por problemas financeiros. Mas, afinal, o que o novo dono do Missing Link viu de tão especial nesse barco?

                        Pouco usado, moderno e otimizado

                        Com projeto e arquitetura naval de autoria da Christensen, o interior ficou por conta da designer americana Carol Williamson. Chama atenção, logo de cara, o fato do superiate Missing Link ter tido apenas um proprietário desde o lançamento, que o utilizou exclusivamente para fins privados.

                        Foto: YATCO/ Divulgação

                        Além disso, esse é o único iate da Christensen construído na série de 43 metros, que tem várias semelhanças com o popular modelo de 50 metros, incluindo a mesma boca larga de nove metros — nada mal para uma embarcação relativamente menor que a sucessora.


                        Por mais que o estaleiro seja conhecido por trabalhar com moldes de casco de série, cada modelo é altamente personalizado.

                        Foto: YATCO/ Divulgação

                        O superiate Missing Link acomoda até 12 hóspedes distribuídos em cinco cabines, incluindo uma suíte máster que fica no convés principal e ocupa toda a largura do barco. Essa área não economiza em espaço, tendo um escritório e área de estar à estibordo que liga a dois closets e banheiros privativos masculino e feminino. Ainda há uma grande banheira de hidromassagem à disposição.

                        Suíte do proprietário. Foto: YATCO/ Divulgação
                        Banheiro da suíte do proprietário. Foto: YATCO/ Divulgação

                        Os hóspedes também podem esperar o melhor quando o assunto é conforto. No convés inferior estão duas cabines VIP com camas king-size; uma cabine com cama queen-size e uma cabine com duas camas de solteiro e beliche Pullmann, cada cômodo com banheiro particular. No mesmo andar ainda há acomodações para oito tripulantes.

                        Cabine de hóspedes. Foto: YATCO/ Divulgação

                        Para quem procura um barco para socializar, esse também é uma boa pedida. Os hóspedes são recebidos por um grande convés de popa com grandes sofás, mesas refinadas de mármore, um bar e uma ampla televisão.

                        Convés de popa. Foto: YATCO/ Divulgação

                        Atrás das portas de vidro deslizantes, um grande salão principal aguarda os convidados com uma vasta área de convivência acolhedora e ideal para socialização — o sofá em formato de “U” ajuda nessa dinâmica.

                        Salão principal. Foto: YATCO/ Divulgação
                        Salão principal. Foto: YATCO/ Divulgação

                        Na proa, tem ainda uma área de jantar que acomoda até 10 pessoas, para quem quiser um ambiente mais reservado e fechado.

                        Área de jantar. Foto: YATCO/ Divulgação

                        Ao todo, o interior é marcado pelo uso de madeiras escuras e ricas, que são contrastadas por móveis em tons claros e estofados texturizados. O elevador atende aos quatro deques, mas quem preferir subir pelas escadas, verá uma cheia de mármore iluminada e num formato curvo.

                        O melhor dos dois mundos

                        Quer ficar na parte interna enquanto navega num superiate luxuoso? Sem problemas. Mas para quem deseja se descontrair, o skylounge oferece outro bar, um sofá em “L” e cadeiras que dão acesso a uma área de jantar e estar ao ar livre — sem contar a lareira.

                        Skylounge no convés de popa. Foto: YATCO/ Divulgação

                        O terraço é equipado com mesas de centro, uma jacuzzi cercada por espreguiçadeiras e um balcão.

                        Terraço com jacuzzi. Foto: YATCO/ Divulgação

                        O superiate Missing Link ainda oferece um heliponto e uma extensa lista de equipamentos náuticos, como um barco de resgate, dois jets e roupas e acessórios de mergulho.

                        Foto: YATCO/ Divulgação

                        A embarcação é movida por dois motores MTU e está em conformidade com as normas de emissão IMO II. A velocidade máxima chega a 15 nós, cruzeiro entre 12 e 14 nós e a autonomia é de 3 mil milhas náuticas. O iate ainda é equipado com estabilizadores Quantum de velocidade zero (que impede o barco de balançar lateralmente, mesmo parado).

                        Veja mais fotos do superiate Missing Link!

                        Skylounge. Foto: YATCO/ Divulgação
                        Bar do skylounge. Foto: YATCO/ Divulgação
                        Skylounge no convés de popa. Foto: YATCO/ Divulgação
                        Posto de comando. Foto: YATCO/ Divulgação
                        Cabine do capitão. Foto: YATCO/ Divulgação
                        Área de socialização do terraço. Foto: YATCO/ Divulgação
                        Cabine de hóspedes. Foto: YATCO/ Divulgação
                        Banheiro da suíte do proprietário. Foto: YATCO/ Divulgação

                         

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                          Embora o misticismo local aposte na tese de que o “mar tem memória”, a explicação é mais realista. Segundo especialistas, em dinâmica costeira é o comportamento natural de uma praia de alta energia marcada por mar aberto, ventos intensos e grande mobilidade de sedimentos.

                          Foto: Mauren da Silva Rodrigues / Wikimedia Commons / Reprodução

                          Por que objetos somem?

                          Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) explicam que a Praia do Cassino possui areia muito fina e uma larga zona de arrebentação, onde ondas e correntes remodelam a faixa de areia várias vezes ao dia. Assim, entre os fatores que enterram objetos temporariamente estão:

                          • Depressões rasas que se formam na areia molhada durante o avanço do mar;
                          • Canais temporários criados pela movimentação da arrebentação;
                          • Remobilização rápida do sedimento, que cobre qualquer item pequeno em minutos;
                          • Correntes paralelas à costa, típicas de praias longas e retas.

                          Logo, pertences como anéis, óculos, chaves, brinquedos e até carteiras podem ser arrastados, soterrados e permanecer invisíveis até o próximo ciclo de ondas.

                          E por que eles reaparecem no mesmo lugar?

                          A impressão de que o mar “devolve” o objeto no exato ponto em que foi perdido está ligada a dois fatores principais. O primeiro deles leva em conta que a costa é extremamente reta: do Cassino ao Chuí, em Santa Vitória do Palmar (RS), divisa com Barra del Chuy, no Uruguai, há poucos pontos de referência.

                           

                          Assim, para quem retorna ao local dias depois, a paisagem parece idêntica — o que dá a sensação de que tudo voltou ao “mesmo lugar”, ainda que o objeto tenha surgido alguns metros adiante.

                          Foto: Mauren da Silva Rodrigues / Wikimedia Commons / Reprodução

                          Já o segundo fator aponta para o movimento de vai e vem do sedimento. Estudos sobre praias dissipativas (como a do Cassino) mostram que a areia é puxada para setores mais profundos em dias de ondas fortes, ao passo que, com mares mais calmos, o mesmo sedimento retorna, redistribuído pela arrebentação. Objetos soterrados acompanham esse ciclo e acabam voltando à superfície quando a “vala” onde estavam enterrados é remodelada.

                          Um ambiente que muda o tempo todo

                          A Praia do Cassino é considerada um dos ambientes costeiros mais instáveis do Brasil pela combinação de ventos predominantes muito fortes (especialmente de sul e sudeste); correntes longitudinais intensas; ondas grandes e frequentes; e alterações bruscas na maré meteorológica, típicas do litoral gaúcho.

                          Navio encalhado na Praia do Cassino. Foto: Ronaldo Morgado Segundo / Wikimedia Commons / Reprodução

                          Essas características explicam tanto o reaparecimento de objetos pessoais, quanto a presença de troncos, restos de embarcações, equipamentos de pesca e organismos marinhos levados pela dinâmica costeira.

                           

                          Embora faltem estudos dedicados exclusivamente ao “reaparecimento de objetos”, pesquisadores da Oceanografia Costeira afirmam que a Praia do Cassino apresenta exatamente o tipo de comportamento esperado em praias de mar aberto.


                          Para moradores, porém, o fenômeno ultrapassou a ciência e virou parte da identidade local. Expressões como “o mar tem memória” são repetidas há gerações — alimentadas por relatos reais de pertences reencontrados dias depois, às vezes intactos.

                          A maior praia do mundo?

                          A Praia do Cassino é frequentemente classificada como a maior praia em extensão contínua do planeta, título defendido por instituições brasileiras e citado em materiais turísticos.

                           

                          Embora alguns geógrafos debatam o critério de “praia contínua”, há consenso de que o trecho entre Rio Grande e o Chuí é o de uma das praias retas mais longas do mundo, característica que contribui diretamente para o fenômeno observado pelos frequentadores.

                           

                          O “mar que some com objetos, mas devolve depois” não é mistério: trata-se da interação entre ondas, correntes, topografia submarina e uma areia extremamente móvel.

                           

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                            Construído artesanalmente na Finlândia — inteiramente em fibra de carbono —, esse barco tem sua aerodinâmica inspirada nos carros de Fórmula 1 da década de 1950, ao passo que a estética traz uma pitada dos carros de luxo modernos. O resultado é uma embarcação singular e cheia de estilo, que não deixa de atrair olhares por onde passa.

                            Foto: Foilone / Divulgação

                            Segundo a marca, o Pegasus utiliza uma configuração de duas lâminas: uma na frente e outra atrás, alinhadas em linha reta sob o casco. Funciona como o trem de pouso de um avião: o conjunto dianteiro sustenta a proa, enquanto o traseiro, equipado com flaps controlados eletronicamente, faz correções em tempo real. Esse sistema promete uma ação responsiva, ideal para o controle individual.

                            Foto: Foilone / Divulgação

                            O controle, aliás, é feito por duas alças e um pedal de aceleração, que imitam “a sensação intuitiva de pilotar uma motocicleta de alto desempenho”, como explica a Foilone. Na prática, as alças funcionam como um guidão: basta empurrar com uma mão e puxar com a outra. O pedal de aceleração fica ao alcance do pé direito, semelhante ao de um carro — quanto mais é acionado, mais corrente é enviada ao motor.

                            Foto: Foilone / Divulgação

                            A velocidade de planeio é atingida aos 10 nós (18,52 km/h). Nesse ponto, as lâminas horizontais geram sustentação suficiente para elevar o barco acima da água, dando a sensação de voo. É nessa hora que o piloto é convidado a mostrar suas habilidades, uma vez que, nas alturas, o barco tende a oscilar de um lado para o outro.

                            Foto: Foilone / Divulgação

                            Na ficha técnica, o Pegasus apresenta duas baterias Torqeedo de 5 kWh cada, que, segundo a marca, são carregadas de 0 a 100% em menos de 2 horas. São 4,88 metros de comprimento total (0,95 metros de largura) e um peso de 200 kg com as baterias (128 kg sem elas).

                             

                            Com um motor elétrico de 14,9 kW, o barco atinge uma velocidade de cruzeiro de 18 a 22 nós (de 33,33 a 40,74 km/h), enquanto a velocidade máxima chega à casa dos 30 nós (55,56 km/h).


                            Embora cheio de atrativos, vale ressaltar que o Pegasus é um efoil de uso individual, sem espaço para passageiros ou bagagem, que dependente de infraestrutura de recarga para funcionar. Logo, trata-se de uma embarcação voltada a entusiastas de tecnologia e a quem busca novas experiências sobre as águas.

                            Foto: Foilone / Divulgação

                            Ainda assim, o modelo funciona como um laboratório prático, que demonstra o potencial dos hidrofólios na redução do arrasto e no aumento de eficiência dos barcos elétricos, simbolizando uma transição tecnológica e colaborando com novos caminhos para a aplicação dessa solução em embarcações maiores no futuro.

                            Foto: Foilone / Divulgação

                             

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                              Por: Nicole Leslie -
                              22/01/2026

                              São 345 pés (105 metros) de comprimento de puro luxo e tecnologia. O famoso megaiate à vela Black Pearl — ou “Pérola Negra”, em tradução livre — está no leque de charter da IYC e disponível para aluguel a partir de 830 mil euros semanais, valor em torno de R$ 5,2 milhões na conversão de janeiro de 2026. O itinerário da embarcação, inclusive, já está definido até setembro de 2027.

                              Lançado em 2018, o famoso Pérola Negra pertenceu a um bilionário do ramo de cimento que morreu em 2021. A enorme embarcação começou a ser oferecida em charter durante a disputa da família pela herança, já que manter o megaiate ancorado custaria aproximadamente R$ 1 bilhão por ano apenas para manutenções de rotina. O valor do aluguel, porém, ainda não era conhecido.

                              Black Pearl. Foto: IYC / Divulgação

                              No mercado de charters de iates de luxo, o preço para navegar no Black Pearl por uma semana não é sequer o mais elevado, apesar do barco colecionar tantos atributos exclusivos. No próprio catálogo da IYC há embarcações com valor inicial para a semana que partem de US$ 2,2 milhões (mais de R$ 11,7 milhões).

                               

                              O megaiate começou a ser divulgado no catálogo da IYC durante o segundo semestre de 2025 e já tem itinerário definido até setembro de 2027. Como já de praxe no setor de charter náutico de luxo, o custo por semana não inclui as despesas com a embarcação.

                              Black Pearl: detalhes do charter náutico

                              De 22 de janeiro a 30 de abril de 2026, o Black Pearl estará disponível no Caribe para navegar pelas Bermudas, Ilhas de Sotavento e Ilhas Virgens Britânicas. O valor do aluguel semanal nessa região é o mais em conta, partindo de 830 mil euros (R$ 5,2 milhões).

                              Foto: IYC / Divulgação

                              Em seguida, de 1° de maio a 30 de setembro, o Pérola Negra navegará pelo Mediterrâneo e Norte da Europa. Nestes cenários, o aluguel semanal inicia nos 950 mil euros (R$ 5,9 milhões) e quem tiver interesse no charter poderá passear pela Itália, França, Grécia, Croácia, Montenegro, Albânia, Eslovênia, Noruega ou Suécia.

                               

                              Depois, de 1° de outubro até 30 de abril de 2027, o megaiate luxuoso retornará ao Caribe e poderá navegar também pelo México e Costa Rica, na América Central, novamente pelo custo semanal mínimo de 830 mil euros (R$ 5,2 milhões).


                              Por fim, de 1º de maio de 2027 a 30 de setembro do próximo ano, o Pérola Negra navegará pelo Pacífico Sul, nas regiões de Fiji, Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão, Austrália e Nova Zelândia. O charter semanal volta ao custo mínimo de 950 mil euros (R$ 5,9 milhões). Os valores divulgados pela IYC podem ser alterados conforme disponibilidade da embarcação.

                              O que torna o Black Pearl tão único?

                              Entre os atributos desse elegante megaiate estão os inconfundíveis três mastros DynaRig, tecnologia de vela que maximiza a eficiência da navegação e reduz o uso de combustível. Apesar de ter sido lançado em 2018, o Black Pearl ainda é a maior embarcação a incluir esse sistema.

                              Foto: IYC / Divulgação

                              Essa tecnologia, inclusive, garante a silhueta marcante do Pérola Negra que, além do imponente trio no topo, leva acabamentos em preto e branco por fora. No interior, a embarcação mais parece um palácio, com cômodos amplos que ostentam madeiras maciças, mármores e acabamentos em dourado.

                              Black Pearl por dentro: madeiras, mármores e acabamentos dourados fazem megaiate parecer um palácio. Foto: IYC / Divulgação

                              A prova da imponência do Black Pearl pode ser medida pelos títulos acumulados. Entre eles, estão os de melhor iate à vela de 60 metros ou mais e iate à vela do ano pelo World Superyacht Awards 2019; de melhor arquitetura naval para iates à vela pela Boat International Design & Innovation Awards 2019 e também o de melhor novo superveleiro (“Best New Supersail 2017”) pela revista Yachts International.

                              Foto: IYC / Divulgação

                              Resultado de um projeto desenvolvido por nomes como Oceanco, Dykstra Naval Architects, Ken Freivokh, Nuvolari Lenard e BMT Nigel Gee, o Black Pearl estabeleceu um novo padrão no luxo náutico sustentável que segue no topo da categoria mesmo após oito anos.

                              Um dos jets do arsenal de brinquedos aquáticos no Black Pearl. Foto: IYC / Divulgação

                              Para fechar com chave de ouro, o iate à vela ainda carrega um arsenal recheado de brinquedos aquáticos para crianças, jovens e adultos. Na lista estão lanchas Pascoe de 32 e 34 pés, pranchas rígidas, infláveis e de wakeboard, caiaques, esquis aquáticos, jets e equipamentos para mergulho com snorkel.

                              Aprecie mais fotos do Black Pearl!

                              Foto: IYC / Divulgação
                              Piscina e banheira de hidromassagem complementam áreas de lazer. Foto: IYC / Divulgação
                              Foto: IYC / Divulgação
                              Foto: IYC / Divulgação
                              Foto: IYC / Divulgação
                              Foto: IYC / Divulgação
                              Foto: IYC / Divulgação
                              Foto: IYC / Divulgação
                              Foto: IYC / Divulgação
                              Foto: IYC / Divulgação
                              Uma das áreas de bar. Foto: IYC / Divulgação
                              Sauna. Foto: IYC / Divulgação

                               

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                                Em Lennox Head, na Austrália, uma baleia também quis se aventurar e experimentar, ao lado de surfistas, qual a sensação de pegar uma onda. O vídeo que registrou o momento foi publicado em 2020, mas voltou a repercutir nas redes recentemente.

                                As águas esverdeadas e transparentes de Lennox Head permitem ver cada detalhe desse momento mágico. O animal — que ao que tudo indica, trata-se de uma baleia-de-bryde (Balaenoptera brydei) — parece ter planejado: se posiciona, espera a onda vir e embarca em grande estilo. Assista:

                                 


                                Daniel Cook, que eternizou o momento utilizando um drone, detalhou através de seu Instagram que “uma tonelada” de pessoas entrou em contato com ele para pedir as imagens, “incluindo o surfista cuja onda a baleia roubou”.

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                                Para a sorte dele, não só não se tratava de um tubarão como o momento foi profissionalmente filmado. Afinal, a chance de ele contar que havia surfado com uma baleia e alguém acreditar era — vamos combinar — bem baixa.


                                A tradição de Lennox Head no surf

                                Lennox Head é internacionalmente reconhecida como uma das principais comunidades de surf da Austrália, com um estilo de vida profundamente ligado ao mar e às ondas. Não à toa, a costa de Lennox Head foi declarada uma National Surfing Reserve (Reserva Nacional de Surf) — a terceira da Austrália — em 2007, em reconhecimento à importância cultural e esportiva da região para o surf recreativo.

                                Foto: Taka Nozaki / Wikimedia Commons / Reprodução

                                A região fica sob influência do Cape Byron Marine Park, uma área protegida que inclui diversos ambientes marinhos: praias, recifes, zona costeira e oceano aberto. Isso explica a significativa biodiversidade marinha do local, que inclusive é bem representada no vídeo. No registro, é possível ver ao menos cinco golfinhos, além de um enorme cardume de peixes.

                                 

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                                  Conheça as programações dos museus navais da Marinha do Brasil

                                  De entradas gratuitas a ingressos com preço social, espaços guardam e compartilham histórias da Força

                                  Por: Nicole Leslie -

                                  Os museus provam que é possível aprender de forma leve e descontraída ao relembrar o passado. Pensando nisso, a Marinha do Brasil (MB), um dos três ramos das Forças Armadas, reúne em alguns espaços acervos, exposições e atividades que permitem um verdadeiro mergulho no patrimônio naval brasileiro.

                                  Inclusive, durante os períodos de férias escolares, alguns desses museus funcionam em horários estendidos e transformam-se num ambiente ideal para passeios em família repleto de aprendizado. Saiba as programações!

                                  Espaço Cultural da Marinha no Rio de Janeiro

                                  O Espaço Cultural da Marinha no Rio de Janeiro reúne um acervo importante da história da Força. Localizado na Orla Conde, entre o Largo da Candelária e a Praça XV, no Centro da Cidade Maravilhosa, o espaço funciona onde antes eram as docas da Alfândega.

                                  Espaço Cultural da Marinha. Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                                  A visitação ocorre de terça a domingo, das 11h às 17h. Mas, de praxe, durante o mês de janeiro as atividades iniciam às 10h. Os ingressos variam de R$ 10 (meia) a R$ 20 (inteira), com entrada gratuita às terças-feiras (exceto em feriados).

                                   

                                  Por lá, as exposições “O Poder Naval na Formação do Brasil” e “Um Neogótico em Terras Tropicais” são exibidas sempre. Já outras são trocadas de tempos em tempos, como a “A Segunda Guerra Mundial pelo Arquivo da Marinha: Memórias em Documentos Arquivísticos”, que permanece até o final de fevereiro de 2026; e a mostra “Todas as Histórias se Perdem – Palavras do Passado”, disponível até 1º de fevereiro deste ano.

                                  Museu da Aviação Naval

                                  Com entrada franca, o espaço guarda um acervo histórico importante da Aviação Naval, que inclui aeronaves originais e réplicas, equipamentos, maquetes, fotos e documentos cedidos pelas Organizações Militares do Complexo Aeronaval. Os visitantes também podem interagir com algumas aeronaves.

                                  Museu da Aviação Naval. Foto: Guilherme W / TripAdvosor / Reprodução

                                  Localizado na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, no estado de RJ, o museu permite visitação em grupos de 10 a 50 pessoas mediante agendamento pelo e-mail [email protected]. Mas atente-se ao horário. O espaço funciona de quarta a domingo, sendo:

                                  • De quarta a sexta-feira: das 9h30 às 11h30 e das 13h15 às 16h;
                                  • Sábados, domingos e feriados: das 10h às 17h.

                                  Museu do Corpo de Fuzileiros Navais

                                  Com chances de ser o museu naval mais interativo da lista, o Museu do Corpo de Fuzileiros Navais fica no sítio histórico da Fortaleza de São José da Ilha das Cobras, também na cidade do Rio de Janeiro. O espaço conta com exposições em túneis construídos entre os séculos 17 e 18 que, na época, serviram de ligação segura entre as fortalezas erguidas pelos portugueses.

                                  Museu do Corpo de Fuzileiros Navais. Foto: Flickr / Marinha do Brasil

                                  O acervo inclui obras de arte, esculturas, documentos históricos, equipamentos, armamentos, medalhas, maquetes, uniformes e materiais resgatados de navios naufragados. Por lá, os visitantes também podem participar de simulações em contextos de guerra.

                                  Museu do Corpo de Fuzileiros Navais. Foto: Flickr / Marinha do Brasil

                                  O Museu do Corpo de Fuzileiros Navais tem entrada gratuita e funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 16h.


                                  Museu Oceanográfico

                                  O Museu Oceanográfico da Marinha fica em Arraial do Cabo (RJ) e funciona de terça a domingo, das 14h às 17h. Durante a alta temporada (dezembro a fevereiro e julho), o funcionamento se estende aos sábados, domingos e feriados, com operação até às 18h. Os ingressos variam de R$ 5 (meia) a R$ 10 (inteira) e só podem ser comprados em dinheiro.

                                  Ossada de Orca no Museu Oceanográfico de Arraial do Cabo (RJ). Foto: Flickr / Marinha do Brasil

                                  Localizado na Praça Daniel Barreto s/n°, na Praia dos Anjos, o espaço reúne exposições sobre naufrágios, oceanografia, geologia e biologia, além de óculos de realidade virtual que transportam para o fundo do mar. Exposições temporárias também acontecem e, durante este mês de janeiro, é possível conferir a mostra do pintor Ailton Salles.

                                  Museu Náutico da Bahia

                                  Localizado em um dos principais cartões-postais de Salvador e do Brasil, o Museu Náutico da Bahia fica instalado no histórico Forte de Santo Antônio da Barra. O espaço retrata a história da navegação, da sinalização náutica, da hidrografia e da arqueologia submarina da Baía de Todos-os-Santos. No local, os visitantes conseguem observar maquetes, instrumentos de navegação e objetos ligados ao patrimônio marcante do Forte.

                                  Museu Náutico da Bahia. Foto: Flickr / Marinha do Brasil
                                  Museu Náutico da Bahia. Foto: Flickr / Marinha do Brasil

                                  O Museu Náutico da Bahia funciona todos os dias das 9h às 18h e os ingressos variam de R$ 10 (meia) a R$ 20 (inteira). No entanto, a entrada é gratuita para grupos de instituições públicas e filantrópicas e instituições particulares recebem desconto progressivo no valor do ingresso considerando o número de alunos.

                                   

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                                    21/01/2026

                                    Um superiate famoso entre os amantes da pesca esportiva teve o Brasil como destino na última semana. O Bad Company Support 175 (BCS175) atracou com seus imponentes 53,25 metros (174 pés) de comprimento na Orla Norte de Porto Seguro (BA), para mais uma luxuosa expedição em busca de peixes.

                                    A embarcação, avaliada em cerca de US$ 32 milhões (ou R$ 170 milhões, na conversão de janeiro de 2026), integra o ecossistema Bad Company (BADCO), uma frota particular de embarcações de luxo voltadas para exploração marinha, pesca esportiva de alto nível e projetos científicos.

                                     

                                     

                                    Construído na Turquia pela Damen Yachting e entregue em 2024, o Bad Company pertence a Anthony Leah Hsieh, um bilionário norte-americano conhecido por ser o fundador da LoanDepot, empresa de crédito imobiliário e hipotecário dos EUA.

                                    Anthony Leah Hsieh nasceu em Taiwan e se mudou para os EUA aos 8 anos. Foto: Instagram @badcompanyfishingadventures / Reprodução

                                    A escolha do empresário pelo superiate não foi à toa. Anthony é apaixonado pela pesca esportiva de alto nível e usa sua frota Bad Company (que soma 12 embarcações) para explorar os lugares mais remotos do mundo em busca de grandes espécies de peixes — especialmente o marlin-preto (Istiompax indica) —, ao passo que realiza projetos de pesquisa oceânica e conservação.

                                     

                                    Em seu Instagram, em que soma mais de 240 mil seguidores, ele compartilha essas jornadas que percorrem o planeta.

                                    Um superiate de pesca

                                    Embora Hsieh faça parte da mais alta elite, nem sempre foi assim. Nascido em Taiwan, sua família se mudou para os EUA quando ele tinha apenas oito anos, onde frequentou a escola em Los Angeles. Por lá, percebeu que o ensino que havia recebido até então o colocava à frente dos colegas. Seu domínio em Matemática foi útil quando ele fundou a LoanDepot, em 2010.

                                    Foto: Damen / Divulgação

                                    O Bad Company foi o primeiro iate encomendado por Hsieh — os demais sempre vinham de segunda mão. Logo, ele pensou em cada detalhe para desenvolver uma embarcação adequada para suas aventuras de pesca. Para a Damen, inclusive, trata-se de um dos “projetos mais empolgantes” em que já trabalharam.

                                    Foto: Damen / Divulgação

                                    O superiate apresenta recursos como um convés de trabalho amplo, equipado com guindastes de alta capacidade e áreas que facilitam operações de pesca e logística. A embarcação pode ser preparada para receber, inclusive, helicópteros leves, o que auxilia em deslocamentos e em operações de apoio.

                                    Foto: Damen / Divulgação

                                    Dois motores a diesel MTU conferem uma autonomia máxima de 5 mil milhas náuticas em velocidade de cruzeiro, enquanto a velocidade máxima é de 19 nós (35,18 km/h). Ao todo, até seis hóspedes são bem acomodados em três cabines, além de 11 tripulantes. O BCS175 foi construído com convés de alumínio, casco de aço e superestrutura também de alumínio.


                                    Apesar de tudo isso, em entrevista à Boat International pouco depois de receber esse gigante, Hsieh afirmou que quase não passaria tempo nele. “O tempo que estarei neste barco será para dormir”, disse. Isso porque, no dia a dia, seu principal objetivo é estar fisicamente a bordo de um dos barcos menores que o BCS175 leva, pescando seu cobiçado marlin, como ele mostrou no vídeo a seguir:

                                     

                                     

                                    O Bad Company Support 175 navega sob bandeira das Ilhas Marshall. Segundo a última atualização do Marine Traffic, a embarcação ainda se encontrava nas águas brasileiras de Porto Seguro.

                                     

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                                      Festa na lancha termina em barco apreendido por superlotação; saiba os riscos e penalidades da infração

                                      Além da capacidade de pessoas acima do limite, agentes notaram consumo de bebida alcoólica e ausência de cuidados básicos de segurança

                                      Uma animada festa na lancha terminou mais cedo em Caixa d’Aço, na Grande Florianópolis (SC). Durante a operação Guardião do Litoral, os agentes logo viram que a embarcação levava mais pessoas do que suportava. O resultado? Lancha lacrada e apreendida.

                                      Especialmente durante o verão, mais pessoas colocam o barco na água. Os dias ensolarados são um verdadeiro convite para aproveitar o mar na presença de amigos e familiares — e até aí, tudo mais do que certo! O problema é quando a empolgação vai longe demais.

                                      Superlotação da lancha coloca pessas em risco dentro e fora do barco. Foto: Agência Marinha / Divulgação

                                      No caso do Caixa d’Aço, que aconteceu no início de janeiro, além da superlotação, os agentes notaram consumo de bebida alcoólica e ausência de cuidados básicos de segurança na lancha.

                                      Os perigos da superlotação

                                      Ultrapassar o limite de pessoas que um barco suporta vai muito além da dor no bolso. Essa prática aumenta o risco de capotamento ou perda de estabilidade da embarcação, especialmente em situações de ondas, vento ou manobras bruscas.


                                      Logo, a infração pode comprometer a segurança de todos a bordo — incluindo a eficácia de equipamentos de salvatagem, que podem estar em falta devido ao alto número de pessoas — e até de outros barcos próximos.

                                      O que diz a Marinha do Brasil

                                      Ao fiscalizar uma embarcação, os agentes da Marinha do Brasil — ou de outros órgãos competentes — vão verificar se o barco está com mais pessoas a bordo do que o limite de lotação permitido, ou seja, mais do que o número máximo indicado pelo fabricante e registrado no Título de Inscrição da Embarcação (TIE).

                                       

                                      Constatando a superlotação, os agentes podem notificar o responsável, emitir auto de infração e até apreender a embarcação (temporariamente ou até a irregularidade ser sanada) — conforme a gravidade da situação e as regras da fiscalização. Essas ações ocorrem porque a segurança da navegação e a proteção da vida humana no meio aquaviário são prioridades da Autoridade Marítima.

                                      Foto: Agência Marinha / Divulgação

                                      Segundo dados de 2024 da Operação Navegue Seguro, que acontece em águas litorâneas especialmente durante o verão, as infrações mais comuns registradas foram:

                                      • falta de habilitação dos condutores;
                                      • documentação da embarcação incompleta ou vencida;
                                      • falta de material de salvatagem (coletes, boias e extintores de incêndio, entre outros);
                                      • desrespeito ao limite de lotação da embarcação;
                                      • consumo de bebida alcoólica durante a condução;
                                      • más condições de navegabilidade das embarcações.

                                      Sendo assim, antes de organizar um passeio a bordo, confira no TIE quantas pessoas, exatamente, você pode levar. A partir desse número, verifique também se há coletes salva-vidas para todos, bem como se os materiais de salvatagem estão de acordo. Se você for o piloto, passe longe das bebidas alcoólicas.

                                       

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                                        Na última terça-feira (20), o velejador Bruno Fontes — atleta patrocinado pela Schaefer Yachts — escreveu mais um capítulo na vela nacional ao conquistar, no Rio de Janeiro, o Campeonato Brasileiro da Classe ILCA 7, sendo esse o oitavo título brasileiro de sua carreira.

                                        A conquista do título foi definida nos detalhes. O velejador, atleta do Veleiros da Ilha (SC), encerrou o campeonato com vantagem de dois pontos em relação ao segundo colocado, o gaúcho Philipp Grochtmann, numa disputa equilibrada do começo ao fim.

                                        Foto: Instagram @brunofontesoficial/ Reprodução/ Fred Hoffmann

                                        Ao longo das oito regatas disputadas, Fontes venceu três, resultado determinante para garantir a liderança geral e confirmar o octacampeonato brasileiro da carreira. Os outros haviam sido conquistados nos anos de 2006, 2008, 2009, 2010, 2011, 2015 e 2021.

                                        “Cada título tem um significado especial, mas esse oitavo brasileiro representa muito pela consistência ao longo dos anos. Manter-se competitivo, enfrentando novas gerações e diferentes condições, é um desafio enorme” disse Bruno Fontes, não sem antes exaltar seu afinco por velejar.

                                        Esse resultado é fruto de muito trabalho, disciplina e paixão pela vela– destacou o velejador

                                        O evento, tido como um dos principais de vela no país, é organizado pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela) em parceria com a BRASILCA. Além de definir o campeão nacional, o torneio serve como seletiva para competições internacionais, conta para o ranking nacional e está incluso no Campeonato Brasileiro Interclubes (CBI), promovendo a disputa entre clubes náuticos.

                                        Foto: Instagram @brunofontesoficial/ Reprodução/ Fred Hoffmann

                                        Com o título, Fontes adiciona mais um troféu numa carreira recheada de vitórias e feitos marcantes. O atleta já marcou presença em três Olímpiadas (Tóquio, 2022; Londres, 2012; e Pequim, 2008) e foi medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019, no Peru.

                                        O futuro vem aí

                                        Paralelamente, o Campeonato Brasileiro de Classe ILCA 4, categoria para jovens velejadores, segue em disputa até quinta-feira (22), também no Rio de Janeiro. Após quatro regatas disputadas, Henrique Sasaki e “Teo” Wendland Guadagnin disputam a liderança geral da competição. Do lado feminino, Helena Dutra é o destaque do Veleiros da Ilha, equipe de Fontes, na 10ª colocação.

                                        É motivo de orgulho competir e conquistar títulos ao lado de uma geração que vem forte– ressaltou Bruno Fontes

                                         

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                                          20/01/2026

                                          Não é todo dia que se avista um superiate de exploração desfilando nas águas do litoral brasileiro. Mas, por incrível que pareça, esse registro ocorreu nesse último fim de semana, quando uma embarcação “misteriosa” desfrutou a costa do Brasil e atraiu os holofotes.

                                          E não era para menos: trata-se de um barco imponente, verde, com casco de aço e superestrutura de alumínio. Mesmo de fora já é possível ver o amplo leque de comodidades a bordo: piscinas, jacuzzi, plataforma para natação e três andares para não faltar espaço.

                                          Iate avistado em Ilhabela. Foto: Instagram @denuncieaqui_ofc/ Reprodução

                                          Além disso, a silhuete icônica do superiate entorta o pescoço de quem cruza o seu caminho. O contraste das cores no casco chamou atenção e atiçou mais ainda os curiosos que deram de cara com essa embarcação em Ilhabela (SP) e na Marina da Glória (RJ).

                                          Registro da embarcação no Brasil em 2025. Foto: BR Marinas/ BYS international/ Reprodução

                                          Mas afinal, que barco é esse?

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                                          Apesar do tom verde, outra cor se faz presente no nome do superiate explorador P!nk Shadow (“sombra rosa”, em tradução livre). O barco mede 58,3 metros de comprimento (191 pés) e foi fabricado pelo estaleiro holandês Damen Yachting. Entregue em 2023, integrou a linha SeaXplorer 58.

                                          Foto: Y.CO/ Divulgação

                                          Segundo João Kossmann, da BYS International, o barco pertence ao empresário alemão Hans Georg Näder, controlador do grupo Ottobock. Ele vem bastante ao Brasil para negócios e costuma passar por Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Ilhabela e Santa Catarina antes de partir para a temporada na Antártica.

                                          Foto: Y.CO/ Divulgação

                                          As grandes viagens não assustam o proprietário, já que a embarcação foi desenvolvida para navegação de longo alcance em áreas remotas, com estrutura reforçada e autonomia acima da média do segmento de luxo, estimada em cerca de 5 mil milhas náuticas. O P!nk Shadow ainda é equipado com dois motores MTU que permitem velocidade máxima próxima de 14,5 nós.


                                          O superiate é frequentemente disponibilizado para fretamento no mercado internacional, mas, de acordo com Kossmann, no Brasil o barco só é utilizado de forma privada pelo dono.

                                          Bem-vindo a Amazônia

                                          Não estranhe a grafia do nome, que usa um “!” no lugar da letra “i”. Esse título segue o padrão adotado por Näder, que já batizou embarcações anteriores como P!nk Gin e P!nk Gin VI.

                                          Foto: Y.CO/ Divulgação

                                          No entanto, o nome não é a única coisa diferentona do P!nk Shadow. Projetado para unir a capacidade operacional ao padrão premium de conforto, o superiate acomoda até 12 convidados em seis cabines, enquanto trabalha com 18 tripulantes. Mas, o que realmente salta os olhos são os espaços de lazer e relaxamento.

                                          Foto: Y.CO/ Divulgação

                                          Desenvolvido pela Design Unilimited, a parte de dentro carrega materiais nobres e estética inspirada em produções de filmes épicos de aventura ambientado na bacia amazônica, para que percorrer o iate fosse uma verdadeira jornada.

                                          Tahiti Plage. Foto: Y.CO/ Divulgação

                                          Destaque para o beach club Tahiti Plage, localizado no deque principal, que se abre para ambos os lados e amplia o espaço que já é grande para algo panorâmico e envolvente.

                                          Foto: Y.CO/ Divulgação

                                          O espaço é dedicado ao entretenimento dos hóspedes com um bar central, assentos confortáveis, piscina de hidromassagem e espreguiçadeiras engenhosamente suspensas sobre a água.

                                          Foto: Y.CO/ Divulgação

                                          O “Amazonas deck” (terraço Amazonas) é um lugar relaxante que oferece uma grande piscina de hidromassagem, espreguiçadeiras, mesa de jantar espaçosa e um bar completo para quem deseja descansar curtindo a vibe amazônica.

                                          Foto: Y.CO/ Divulgação

                                          A embarcação ainda tem um heliponto certificado, centro de mergulho, garagem para barcos de apoio, jets e equipamentos de exploração, além de amplas áreas externas voltadas à convivência e ao lazer.

                                          Veja mais fotos do P!nk Shadow

                                          Foto: Y.CO/ Divulgação
                                          Foto: Y.CO/ Divulgação
                                          Foto: Y.CO/ Divulgação
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                                            Embarcação está na linha de frente da regata de volta ao mundo em duplas. Etapa partiu de Sydney, na Austrália, e termina em Valparaíso, no Chile

                                            Por: Nicole Leslie -

                                            Único representante brasileiro na Globe 40 2025/2026, o Barco Brasil cruzou o Ponto Nemo durante a 4ª etapa da regata de volta ao mundo em duplas. A pernada que iniciou dia 1º de janeiro em Sydney, na Austrália, e vai até Valparaíso, no Chile, cruza o Oceano Pacífico e passa pelo local mais distante de qualquer terra firme no planeta.

                                            Comandado pelos brasileiros José Guilherme Caldas e Luiz Bolina, o veleiro Barco Brasil cruzou o Ponto Nemo neste sábado (17). A embarcação está na linha de frente da regata, com indicadores desta terça-feira (20) apontando para a 3ª posição geral. Na frente está o Belgium Ocean Racing, em 1º lugar, e o Crédit Mutuel, em 2º.

                                            José Guilherme Caldas (à esq.) e Luiz Bolina (à dir.) comandam o Barco Brasil na Globe 40 2025/2026. Foto: Instagram @barcobrasil / Reprodução

                                            O Ponto Nemo é o local mais isolado dos oceanos, a cerca de 2.700 km da terra mais próxima. Por lá também fica uma espécie de cemitério de espaçonaves, já que a região abriga satélites, estações espaciais e outros objetos desse nicho que caíram em desuso.

                                             

                                             

                                            Além disso, as correntes oceânicas dificultam a vida marinha, o que torna o Ponto Nemo um espaço ainda mais desértico no meio do Oceano Pacífico. A região também apresenta condições desafiadoras, como frio intenso, chuva de granizo e um cenário que só permite enxergar o gigante azul.

                                            É muito impactante a sensação de estar no fim (ou no início) do mundo. Ao mexer nos cabos, a sensação é de que tudo vai congelar. Estamos no “modo frigorífico” e a carne dentro somos nós-relatou José Guilherme Caldas

                                            Apesar dos desafios, o Barco Brasil lidera a categoria Sharp com 9 pontos. Atrás dele está o veleiro francês Free Dom, com 13,5 pontos. O sistema de pontuação da Globe 40 prioriza quem somar menos pontos ao final do percurso.


                                            A famosa regata é disputada em barcos Class40, divididos entre as categorias Scow, de proa larga e projeto mais recente, e Sharp, de proa fina. Estes também contam com uma premiação específica ao término da volta ao mundo.

                                            Foto: Agência On Board 360° / Divulgação

                                            Ao todo, são seis etapas no percurso de volta ao mundo. O principal desafio, além dos fenômenos naturais, é completar o trajeto em dupla. Em cada fase, um dos tripulantes a bordo pode ser trocado, mas precisam sempre estar em duplas nas embarcações. O público pode acompanhar a regata em tempo real no site oficial.

                                             

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                                              Inédito no Brasil, projeto de Daniel Buren acontece desde 1975 em cidades icônicas do mundo. Exposição se estenderá ao MAM de 28 de janeiro a 12 de abril

                                              Uma obra que há mais de 50 anos percorre pontos icônicos do mundo vai, pela primeira vez, atracar — e navegar — no Brasil. Do artista francês Daniel Buren, Voile/Toile – Toile/Voile (Vela/Tela – Tela/Vela) ganhará as águas da formosa Baía de Guanabara nesta quinta-feira (22), antes de seguir para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM).

                                              Apresentada desde 1975, a obra que já passou por cidades como Berlim, Genebra e Miami leva as tradicionais listras de Buren para as velas de veleiros Optimist, que, juntas, pintam o horizonte.

                                               


                                              Ao todo, onze veleiros vão partir às 15h da Marina da Glória para um percurso até a Praia do Flamengo, formando uma verdadeira intervenção artística em movimento. De lá, as embarcações partem para o foyer do MAM, onde passam a compor a exposição derivada da regata de 28 de janeiro a 12 de abril.

                                               

                                              No museu, os barcos serão acomodados em ordem de chegada, de modo a evidenciar a transição do uso funcional para o campo artístico. A ideia, na prática, é prolongar em terra firme a experiência criada no mar.

                                              Esse encontro se desdobra em um debate sobre onde está a arte, com uma experiência estética capaz de afetar a nossa relação com uma paisagem conhecida– afirmou o diretor artístico do museu, Pablo Lafuente

                                              O percurso pela Baía de Guanabara poderá ser acompanhado da orla. Para a exposição, a entrada no MAM é gratuita.


                                              Sobre o artista

                                              Daniel Buren (França, 1938) é um dos principais nomes da arte conceitual desde os anos 1960. Tornou-se conhecido pelo uso de listras verticais de 8,7 cm em cores contrastantes, aplicadas a superfícies, espaços arquitetônicos e intervenções urbanas. É responsável por consolidar o conceito de arte in situ, em que cada obra responde diretamente ao ambiente em que é apresentada.

                                              Foto: Pascal Ferro / Wikimedia Commons / Reprodução

                                              A partir dos anos 1990, expandiu suas pesquisas para o uso de cor, luz e reflexos, criando ambientes imersivos que transformam a percepção do espaço. Participou de diversas edições da Bienal de Veneza, recebendo o Leão de Ouro em 1986, e segue com presença marcante no circuito internacional.

                                               

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                                                Por: Nicole Leslie -
                                                19/01/2026

                                                A Petrobras lançou um combustível a base de conteúdo renovável elaborado especificamente para uso em barcos de lazer. O novo Diesel Verana é produzido na refinaria de Cubatão, em São Paulo (SP), e tem 5% da composição feita de substâncias que se regeneram naturalmente.

                                                A novidade integra a carteira de produtos mais sustentáveis da Petrobras. De acordo com a marca, o produto é o único diesel premium destinado ao mercado náutico de lazer.

                                                 

                                                O combustível é produzido por coprocessamento de 95% de diesel mineral com 5% de conteúdo renovável (como óleos vegetais ou gordura animal). De acordo com a Petrobras, isso faz com que o produto tenha as mesmas características e propriedades de um óleo diesel marítimo 100% mineral, por isso não exige qualquer adaptação dos motores para o seu uso.

                                                Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP). Foto: Petrobras / Divulgação

                                                Além disso, a parte renovável desse combustível faz com que o produto reduza a emissão de gases de efeito estufa em 3%. Estes gases são os responsáveis por aquecer a atmosfera do planeta que, em larga escala, intensificam o aquecimento global.


                                                O Diesel Verana foi testado pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (CENPES), que pontuou alguns fatores como diferenciais do composto. Entre eles estão o abastecimento mais rápido e sem formação de espuma, a redução do odor típico de diesel marítimo e maior estabilidade, que promete mais proteção às partes do motor em contato com o combustível, mesmo após longos períodos da embarcação em repouso.

                                                Abastecimento de barco de lazer. Foto: TDyuvbanova / Envato

                                                A Petrobras já iniciou a produção e comercialização do novo combustível para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Santa Catarina e, ao longo do 1º trimestre, de acordo com a marca, o produto estará disponível em postos Petrobras selecionados. Segundo a Petrobras, a produção acompanhará a evolução do consumo para atender a demanda em totalidade.

                                                 

                                                Náutica Responde

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                                                  Por: Nicole Leslie -

                                                  Não bastasse todo o reconhecimento de vencer um Globo de Ouro, os felizardos ainda recebem uma bolsa exclusiva com presentes luxuosos, a chamada “Ultimate Gift Bag”. Na 83ª edição, em que Wagner Moura levou o título de melhor ator em filme dramático, os prêmios da mala foram avaliados em quase US$ 1 milhão (mais de R$ 5 milhões). Mas a verdade é que, apesar do valor, nenhum dinheiro poderia comprar uma delas, afinal, são limitadas aos vencedores e apresentadores da premiação.

                                                  Nesta edição, a mala contou com alguns presentes que qualquer apaixonado pelo universo náutico amaria ganhar. Entre eles estavam cinco dias a bordo de um luxuoso iate a vela na Indonésia, três dias em uma vila à beira-mar no México e quatro noites em um resort de luxo nas Maldivas, onde duas seriam na primeira casa subaquática do mundo e outras duas em uma vila sobre águas cristalinas.

                                                  Um dos presentes dos vencedores do Globo de Ouro 2025 foi cinco dias a bordo de veleiro luxuoso na Indonésia. Foto: Celestia Yacht / Divulgação

                                                  Figura já carimbada no Globo de Ouro, a famigerada bolsa premiada une experiências, itens de beleza e bebidas chiques — e, muitas vezes, raras. No entanto, nem todos os 35 presentes da lista podem ser aproveitados por todos, já que alguns têm quantidade limitada e definida por ordem de chegada — o que não é o caso do passeio no iate de luxo na Indonésia.

                                                   

                                                  A experiência, avaliada em US$ 60 mil (mais de R$ 300 mil), acontece a bordo do Celestia Phinisi, e poderá ser devidamente aproveitada por todos os ganhadores.

                                                  Celestia Phinisi: vela, luxo e estilo retrô

                                                  Os 45 metros (148 pés) de comprimento do Celestia Phinisi chamam atenção pela estética retrô e vários mastros com velas. Mas, diferente do que parece, não é um barco antigo. Na verdade foi construído sob medida em 2023 justamente para ser palco de experiências únicas no sudeste asiático com essa estética vintage, que evoluiu dos barcos antigos.

                                                  Celestia Phinisi. Foto: Celestia Yacht / Divulgação

                                                  A embarcação tem sete suítes para receber até 14 hóspedes confortavelmente, além de cabines para 17 membros da tripulação. O motor responsável pela velocidade de cruzeiro em 10 nós é um Yanmar de 450 hp movido a diesel marítimo.

                                                  Fotos: Celestia Yacht / Divulgação

                                                  Entre as áreas comuns do Celestia Phinisi estão salas de jantar, salas de estar, deques (internos e externos) e a cozinha. Esta, por sinal, serve do café da manhã ao jantar refeições assinadas pelo chef Wayan Kresna Yasa, que trabalhou em restaurantes premiados pelo Guia Michelin em Chicago e Nova York, nos EUA.

                                                  Cardápio a bordo do iate é assinado pelo chef Wayan Kresna Yasa. Foto: Celestia Yacht / Divulgação

                                                  A bordo desse luxuoso iate vintage a promessa é viver experiências para se recordar a vida inteira. Para isso, além de navegar pelo Triângulo de Coral na Indonésia por cinco dias, as atividades também incluem mergulho, snorkeling, stand-up paddle, caiaque, esqui aquático, wakeboard, observação de pássaros, passeios entre ilhas particulares, contemplação das estrelas, jantares privativos na praia, massagens, ioga e caminhadas na natureza.

                                                  Celestia Phinisi navega pelo Triângulo de Coral. Foto: Celestia Yacht / Divulgação

                                                  Presentes que se conectam com o mar

                                                  Além da experiência a bordo do Celestia Phinisi, a “Ultimate Gift Bag” da premiação de 2025 também veio com um vale para estadia de três noites no Casa Bellamar, em San José del Cabo, no México — uma villa à beira-mar que não deixa faltar luxo. Avaliado em US$ 25 mil (cerca de R$ 135 mil), o prêmio só ficou disponível para cinco contemplados.

                                                  Casa Bellamar, no México. Foto: Destinations by Destinations in Paradise / Divulgação

                                                  Outro presente limitado a cinco felizardos e que também ganharia qualquer apaixonado pelo universo náutico foi a estadia de quatro noites no Conrad Maldives Rangali Island, um resort de luxo nas Maldivas.

                                                   

                                                  O diferencial dessa estadia, além dos visuais incontestáveis, é a possibilidade de passar dois dias hospedado no The Muraka, a primeira residência subaquática do mundo; e outros dois no Rangali Ocean Pavilion, um pavilhão cercado por águas cristalinas com dois quartos e piscina.

                                                  The Muraka. Foto: Conrad Maldives Rangali Island / Divulgação
                                                  Rangali Ocean Pavilion. Foto: Conrad Maldives Rangali Island / Divulgação

                                                  Veja os presentes da bolsa premiada do Globo de Ouro 2025

                                                  Viagens e experiências:

                                                  1. Casa Bellamar by Destinations in Paradise: Estadia de três noites em San José del Cabo, México, em uma villa à beira-mar (US$ 25.000, disponível para cinco contemplados);
                                                  2. Celestia Phinisi: Aluguel de iate de luxo por cinco dias pelo Triângulo de Coral na Indonésia (US$ 60.000, disponível para todos os participantes);
                                                  3. Conrad Koh Samui: Três noites no Golfo da Tailândia na The Royal Villa (US$ 15.370, disponível para três contemplados);
                                                  4. Conrad Maldives Rangali Island: Estadia de duas noites no The Muraka, a primeira residência subaquática do mundo, seguida de uma estadia de duas noites no Rangali Ocean Pavilion (US$ 70.000, disponível para cinco contemplados);
                                                  5. Conrad Singapore Orchard: Estadia de quatro noites em Singapura numa Suíte Premium (12.000 dólares, disponível para três contemplados);
                                                  6. Flockhill, ROKI e Minaret: Estadia de seis noites em três hospedagens de luxo na Nova Zelândia (US$ 31.307, disponível para um único ganhador);
                                                  7. Foley Entertainment Group: Estadia de quatro noites na Nova Zelândia, na propriedade rural Wharekauhau, com jantar privativo com o enólogo (14.450 dólares, disponível para 20 contemplados);
                                                  8. Hilton Maldives Amingiri Resort & Spa: Estadia de três noites nas Maldivas no The Residence, uma villa de seis quartos (US$ 80.000, disponível para cinco contemplados);
                                                  9. Mandapa, um Ritz-Carlton Reserve: Estadia de três noites em Bali, Indonésia (US$ 5.800, disponível para três contemplados);
                                                  10. Hotel Naturhotel Forsthofgut: Estadia de três noites em Leogang, Áustria (US$ 11.500, disponível para cinco contemplados);
                                                  11. Robb Report: Um test drive nos veículos mais cobiçados de 2027 no The Concours Club, em Boca Raton, Flórida (US$ 31.400, disponível para um ganhador);
                                                  12. Robb Report : Dois ingressos para o evento Carro do Ano (US$ 31.400, disponíveis para um único ganhador);
                                                  13. Round Hill Hotel and Villas: Estadia de três noites em Montego Bay, Jamaica, na The Estate Villa (US$ 30.000, disponível para um único contemplado);
                                                  14. The Reserve at Grace Bay by Beach Enclave: Estadia de três noites em Turks e Caicos em uma villa à beira-mar (US$ 50.000, disponível para seis contemplados);
                                                  15. Umana Bali, LXR Hotels & Resorts: Estadia de quatro noites em Bali, Indonésia, na Villa Panorâmica com Vista para o Oceano (US$ 21.000, disponível para três contemplados);
                                                  16. Waldorf Astoria Bangkok: Estadia de quatro noites em Bangkok, Tailândia, na Suíte Real (US$ 20.500, disponível para três contemplados);
                                                  17. Waldorf Astoria Maldives Ithaafushi: Estadia de três noites nas Maldivas na Grand Overwater Villa (US$ 26.000, disponível para seis contemplados);
                                                  18. XO: Acesso aos bastidores de uma corrida do WEC em 2026 e um incentivo de voo em jato particular de 5%, avaliado em até US$ 10.000 (US$ 14.000, disponível para cinco contemplados).

                                                  Beleza a bem-estar

                                                  1. Beau Domaine: A rotina de cuidados com a pele de Brad Pitt com o sérum e o creme (US$ 273, disponível para todos os contemplados);
                                                  2. Cellcosmet: Um kit de cuidados com a pele contendo o Tônico Ativo e o Ultra Intensivo Elasto Collagen XT (US$ 445, disponível para todos os participantes);
                                                  3. CurrentBody Skin: Um capacete de LED de última geração para crescimento capilar (US$ 860, disponível para todos os contemplados);
                                                  4. DOGPOUND: Uma experiência exclusiva de aluguel completo de um clube em uma academia ultra-privada (US$ 7.500, disponível para cinco contemplados);
                                                  5. Elysium Health: Assinatura anual de um suplemento recomendado por médicos para um envelhecimento saudável, o Basis (US$ 480, disponível para todos os assinantes);
                                                  6. Guerlain Wellness Spa Waldorf Astoria Nova York / Guerlain Wellness Spa Regent Santa Monica: Experiência de massagem “Tempo a Dois” para duas pessoas (US$ 480, disponível para 25 contemplados);
                                                  7. Maison Devereux: Uma assinatura anual do The Golden Circle, além de um conjunto de xampu e condicionador de ouro (US$ 21.000, disponível para três contemplados);
                                                  8. Perfumehead: Escolha uma fragrância da coleção Extrait de Parfum (US$ 615, disponível para todos os contemplados);
                                                  9. Robb Report : Dois passes para o retiro de bem-estar inaugural da Robb Report , Re:Well (US$ 20.000, disponíveis para dois contemplados);
                                                  10. Sothys: Sothys x Bernardaud Porcelaine La Crème 128 (US$ 640, disponível para todos os contemplados);
                                                  11. TRONQUE: Kit spa com leite corporal triplamente ativo, sérum esfoliante corporal, manteiga firmadora e escova iônica a seco (US$ 465, disponível para todos os contemplados).

                                                  Vinhos, bebidas espirituosas e charutos:

                                                  1. 672 Napa Valley Wine Club by Robb Report: Assinatura de nível Discovery com três garrafas (US$ 300, disponível para três pessoas);
                                                  2. Cygnet: Uma garrafa de Cygnet 22 e 77, além de um par de copos de martini e de whisky com gelo, desenhados por Erik Lorincz (US$ 500, disponível para todos os contemplados);
                                                  3. Destilaria Isle of Harris: Uma caixa com seis garrafas de uísque de um barril produzido exclusivamente para os contemplados (US$ 1.080, disponível para aproximadamente 35 pessoas);
                                                  4. Liber Pater: Nove garrafas ultrarraras de vinho francês das safras de 2006, 2007, 2009, 2010, 2011, 2015, 2018 e 2019 (US$ 210.000, disponíveis para um único ganhador);
                                                  5. Liber Pater: Dois ingressos para o Jubileu na propriedade Liber Pater em Bordeaux (US$ 117.000, disponíveis para um único ganhador);
                                                  6. Liquid Icons: Dois ingressos para o Golden Vines de 2026 (US$ 30.000, disponíveis para um único ganhador).

                                                   

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                                                    O designer turco de iates Abdulbaki Şenol tem em seu portfólio embarcações que ultrapassam 300 pés de comprimento e, no final de 2025, revelou imagens do menor barco que já desenhou: um iate de 115 pés (35 metros) que prova como tamanho não necessariamente limita o aproveitamento interno. E parte disso se deve à proa não convencional.

                                                    Nessa área, Şenol optou por um desenho com estrutura larga e escalonada, que permitiu mais espaços internos e externos a bordo. Com perfil diferente do usual, que tem linhas diagonais, o modelo é mais vertical e horizontal. Dessa forma, foi possível ter mais espaço interno no convés principal e um espaço amplo a céu aberto no convés superior.

                                                    Foto: Abdulbaki Şenol / Divulgação

                                                    Ao Autoevolution, Şenol disse ter trabalhado no que se tornaria seu menor conceito de barco por cerca de um ano, para que o comprimento não implicasse no espaço habitável da embarcação, assim chegando no desenho de proa. Apesar disso, quem se tornar proprietário de um barco nesse modelo poderá personalizar os interiores de acordo com o próprio gosto.

                                                    Foto: Abdulbaki Şenol / Divulgação

                                                    O iate mescla ambientes abertos e fechados que prezam, principalmente, pela socialização nos espaços de convivência. São três pisos, sendo o último um flybridge com direito a muita luz solar.

                                                    Foto: Abdulbaki Şenol / Divulgação

                                                    Outro destaque da embarcação, onde Abdulbaki provou como é possível ter uma mansão flutuante mesmo sem os maiores tamanhos do mercado, foi na suíte do proprietário. Localizada na proa — e nada singela — , a cabine fica no convés principal e tem nada menos que 60m² de área total.


                                                    O refúgio conta com amplas janelas que permitem vista para o oceano em 180° e espaços separados para duas pessoas: dois closets, dois banheiros e varandas privativas acessadas por portas de correr.

                                                    Planta do convés principal, sendo proa à esquerda e popa à direita. Foto: Abdulbaki Şenol / Divulgação

                                                    No convés principal também é onde ficam as outras acomodações, projetadas para até dez hóspedes e seis membros da tripulação. São duas cabines VIP, duas cabines duplas para os convidados e três cabines para os funcoinários.

                                                     

                                                    Mais à popa, há uma área de convivência com salão amplo, sofás em “L” e mesa de jantar para dez pessoas, além de uma área de beach club que permite contato direto com a água.

                                                    Planta do convés superior.Foto: Abdulbaki Şenol / Divulgação

                                                    Um piso acima, no convés superior, há outro lounge com uma área de bar, cozinha, banheiros, posto de comando e espaços a céu aberto na popa e na proa. Enquanto a parte da proa tem sofás espaçosos e uma área livre considerável, na popa há espreguiçadeiras e mesas com cadeiras.

                                                    Foto: Abdulbaki Şenol / Divulgação

                                                    Por último e mais acima há o flybridge com uma jacuzzi e outros sofás para receber amigos. O andar permite visão em 360° do cenário ao redor e ainda carrega t-top com vidro, para um ambiente bem iluminado.

                                                     

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                                                      Por: Nicole Leslie -
                                                      18/01/2026

                                                      As hipnotizantes dunas dos Lençóis Maranhenses revelam mais do que paisagens admiráveis. Em Atins, vila localizada no município de Barreirinhas (MA), o cenário natural também tem servido de palco para a formação de novos nomes do kitesurf — esporte que ganha cada vez mais força na região. Um dos destaques é Luiz Inácio Pereira, jovem atleta que, aos 15 anos, já acumula títulos em campeonatos nacionais.

                                                      No kitesurf, o praticante combina manobras na água e no ar com o auxílio de uma “pipa” — estrutura semelhante à de um parapente — presa ao corpo por um cinto. O esporte mistura técnicas de modalidades como surf, windsurf, parapente e skate, exigindo equilíbrio, leitura do vento e domínio técnico.

                                                       

                                                       

                                                      Conhecido como Luizinho, o atleta começou a praticar kitesurf aos 12 anos e, em 2025, passou a viajar pelo país em busca de competições. Morador de Atins, encontrou no esporte não apenas uma atividade competitiva, mas também um estilo de vida ligado ao vento, ao mar e à paisagem dos Lençóis Maranhenses.

                                                       

                                                      Sua estreia em campeonatos aconteceu no Macapá Big Air, disputado no Piauí, onde competiu na categoria intermediária e conquistou o primeiro lugar. Em seguida, participou do Circuito Brasileiro de Kitesurf Big Air, no Ceará, competindo na categoria Sub-19 e garantindo a medalha de prata.

                                                      Luizinho praticando kitesurf em Atins, MA. Foto: Caio Florentino / Divulgação

                                                      Os bons resultados levaram Luizinho a competir em outros destinos do Piauí, como Barra Grande, Coqueiro, Atalaia e Pedra do Sal, além de praias do Ceará, como Jericoacoara, Guajiru e Tatajuba. No Maranhão, também marcou presença em diferentes pontos da região dos Lençóis, consolidando sua trajetória ainda precoce no esporte.

                                                       

                                                      Mais do que revelar atletas, o kitesurf tem contribuído para projetar Atins no mapa turístico do Brasil. As condições naturais da vila — ventos fortes e constantes aliados a águas relativamente calmas — formam um dos cenários mais próximos do ideal para a prática desse esporte. Não por acaso, o destino tem atraído kitesurfistas de diferentes países.

                                                      Atins, no Maranhão. Foto: Lica O / Trip Advisor / Divulgação

                                                      Sobre o kitesurf

                                                      Criado em 1985, na França, o kitesurf une dois elementos centrais já presentes em seu nome: kite (pipa, em francês) e surf (que dispensa comentários). Para a prática, são necessários uma prancha, a pipa, o cinto de tração (que conecta o atleta ao kite), a barra de controle (responsável por direcionar e frear a pipa) e as linhas que mantêm o sistema em funcionamento.


                                                      O vento é o principal motor do esporte. Com ele, o atleta ganha sustentação para saltos e manobras aéreas, que lembram movimentos do skate, enquanto na água as técnicas se aproximam do wakesurf. A combinação de liberdade e radicalidade exige estrutura de segurança nas competições, tanto para os atletas quanto para o público.

                                                       

                                                      Náutica Responde

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                                                        17/01/2026

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                                                        O barco, construído na Inglaterra em 1910, é o único navio brasileiro remanescente da Primeira Guerra Mundial — da qual participou em tarefas de apoio, em 1918, integrado à Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG). É justamente nesse pedaço da história que os visitantes conhecem outra: a do Brasil.

                                                        Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                                                        O roteiro tem duração de aproximadamente 1h30 e conta com um guia turístico responsável por compartilhar curiosidades e histórias dos 18 locais visitados. Veja quais são:

                                                        • Espaço Cultural da Marinha;
                                                        • Estação das Barcas;
                                                        • Aeroporto Santos-Dumont;
                                                        • Escola Naval;
                                                        • Aterro do Flamengo;
                                                        • Pão de Açúcar;
                                                        • Fortaleza de São João;
                                                        • Ilha da Laje;
                                                        • Fortaleza de Santa Cruz;
                                                        • Museu de Arte Contemporânea;
                                                        • Ilha de Boa Viagem;
                                                        • Niterói;
                                                        • Diretoria de Hidrografia e Navegação;
                                                        • Ponte Rio-Niterói;
                                                        • Museu do Amanhã;
                                                        • Ilha das Cobras;
                                                        • Ilha Fiscal;
                                                        • Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.

                                                        O tour acontece de quinta a domingo — incluindo feriados — , às 13h15 e às 15h. Especialmente em janeiro, os passeios ganham novas datas: de terça a domingo. Os ingressos variam de R$ 30 (meia entrada) a R$ 60 (inteira) e podem ser adquiridos pelo site da Ingresso com Desconto.

                                                        Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                                                        Depois de adquirir a entrada, é necessário ir até o Espaço Cultural da Marinha (na Orla Conde, Boulevard Olímpico, entre o Largo da Candelária e a Praça XV), onde acontece a validação do ingresso e o embarque. Além do Passeio Marítimo, o visitante recebe de cortesia o ingresso para visitar o Espaço Cultural da Marinha.

                                                        O passeio tem um papel duplo, hoje em dia: ele educa não somente sobre a história da Marinha do Brasil, mas também sobre a importância dos oceanos– destacou o diretor do DPHDM, Vice-Almirante Gilberto Santos Kerr

                                                        O rebocador Laurindo Pitta

                                                        O rebocador “Laurindo Pitta” recebe esse nome em homenagem ao deputado Laurindo Pitta de Castro, um dos principais defensores do Programa de Reaparelhamento Naval de 1904, que buscava modernizar a Marinha do Brasil. Construído na Inglaterra, o navio simboliza um período de profunda transformação da Força Naval, marcado pela incorporação de novos meios e pela busca de maior projeção internacional.


                                                        Durante a Primeira Guerra Mundial, o rebocador integrou a Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG), atuando em missões de apoio logístico ao esforço aliado. Após o conflito, seguiu em serviço em tempos de paz e, na Segunda Guerra Mundial, teve papel estratégico na defesa do Porto do Rio de Janeiro, uma área sensível do litoral brasileiro naquele contexto.

                                                         

                                                        Em 1997, o “Laurindo Pitta” foi restaurado e transformado em navio-museu. Hoje, sob responsabilidade da Marinha, abriga uma exposição permanente sobre a participação brasileira na Primeira Guerra Mundial, preservando a memória dos desafios enfrentados pelo país e o processo de consolidação de uma Marinha moderna.

                                                         

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                                                          16/01/2026

                                                          Uma das mais importantes e tradicionais regatas do mundo, a Cape2Rio nunca foi tão verde e amarela. O Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ) já começa a receber os primeiros barcos a atravessarem a linha de chegada, com direito a dois veleiros brasileiros concluindo a corrida e com chances reais de pódio.

                                                          Ao todo, barcos da África do Sul, Alemanha, Estados Unidos, Noruega, Suíça e Brasil fazem parte desta que é a 18ª edição da regata, criada em 1971 e que acontece em média a cada três anos. Todos partiram da Cidade do Cabo, na África do Sul, no dia 27 de dezembro, com destino ao Rio de Janeiro.

                                                          Regata Cape2Rio. Foto: Cape2Rio/ Divulgação

                                                          Com três barcos, os brasileiros estão com uma das maiores flotilhas da história da Cape2Rio. Dois deles já terminaram a travessia: o veleiro Esperança, do Rio Grande do Sul, comandado por Márcio Lima; e o Audaz 2, comandado por Gustavo Lis, com parte da tripulação de Paraty (RJ) e Rio Grande do Sul.

                                                           

                                                          Ambos cruzaram a linha de chegada nesta última quinta-feira (15), em segundo e terceiro lugar, respectivamente, e resultados corrigidos. A briga dos brasileiros em especial está com o alemão Vineta (1º colocado) e com a sul-africana Angel Wings (4ª colocada), que também já finalizaram o trajeto. Os campeões finais ainda serão definidos assim que o último barco chegar, com expectativa para o próximo dia 26 de janeiro.

                                                          “Muito tocante avistar o Pão de Açúcar na aproximação ao Rio pois estávamos velejando há mais de duas semanas, achamos que nunca íamos parar e daí nos demos conta que estávamos aqui” disse Felix Scheder-Bieschi, capitão do Vineta, que garante ser essa a sua primeira visita à costa do Rio de Janeiro.

                                                          Foto: ICRJ/ Divulgação

                                                          Márcio Lima não escondeu a felicidade de terminar a Cape2Rio. Com uma tripulação formada por amigos da vela e seu filho, ele conta que a largada não foi boa, mas que conseguiram se recuperar e manter o ritmo. “Sabíamos que ao longo da regata iríamos recuperar e foi fantástico”, contou após sua chegada.

                                                           

                                                          Mas a história não se encontra apenas no pódio. Theodora Prado, velejadora de Ubatuba, é outro grande destaque brasileiro da Cape2Rio, velejando sozinha pelo Oceano Atlântico no comando do Suidoos 2, um barco de 31 pés (nove metros de comprimento) — um feito inédito para uma mulher nessa regata.

                                                          Foto: Henry Daniels

                                                          “Não posso precisar, mas sem dúvida, se não é a [Cape2Rio] com maior número de barcos brasileiros, é uma das que já teve o maior número”, declarou Ricardo Baggio, um dos organizadores e diretor de vela do Iate Clube do Rio de Janeiro.

                                                           

                                                          José Roberto Braile, comodoro do ICRJ, destacou a importância da regata para os brasileiros, sendo uma “meta para os velejadores que querem ter experiência oceânica”. A premiação, assim como o ranking oficial, só acontecerá após a chegada do último barco, no ICRJ.

                                                          Essa regata ficará marcada na história pela forte presença brasileira– destacou Braile

                                                           

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                                                            Disponível em seis cores, o SEABOB da Lamborghini chega com motor de 6,3 kW e 162 Nm de torque máximo. O equipamento pesa apenas 35kg, e tem uma autonomia de até 1h — sendo que leva pouco mais do que isso para carregar. Com ele, é possível explorar as águas em até 25 metros de profundidade.

                                                             

                                                             

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                                                            Segundo a fabricante de superesportivos, o SEABOB SE63 foi criado exclusivamente para a Automobili Lamborghini. “Trata-se de uma edição especial que representa um salto transformador em relação aos modelos anteriores”, afirmou a marca.

                                                            Não se trata de uma simples evolução, mas sim de um redesenho completo– destacou a Lamborghini

                                                            Nesse sentido, destacam-se a carroceria futurista, que lembra os marcantes carros da marca; e os materiais premium aplicados, com componentes técnicos em titânio e magnésio, além de um eixo do motor em fibra de carbono no sistema de transmissão.

                                                            Foto: Lamborghini / Divulgação

                                                            Outro diferencial é um dispositivo opcional batizado de Performance Board, montado na parte traseira do SEABOB. Segundo a Lamborghini, o equipamento adiciona estabilidade extra, especialmente em altas velocidades. “Ele não apenas eleva a parte superior do corpo, mas aprimora toda a experiência de pilotagem”, explicou a marca.

                                                            Ele faz com que, em vez de deslizar, os pilotos voem sobre a água– frisou a Lamborghini

                                                            A estreia mundial do SEABOB da Lamborghini aconteceu em setembro de 2025 no Cannes Yachting Festival, ao passo que a produção está prevista para começar neste ano.


                                                            Embora o valor não tenha sido revelado, especialistas apostam que o preço seja significativamente mais caro que os modelos padrão, que custam entre US$ 9,5 mil e US$ 17,5 mil (de R$ 51 mil a R$ 94 mil, conforme conversão de janeiro de 2026). Estimativas sugerem um valor acima dos 27 mil euros, cerca de R$ 168 mil.

                                                            Foto: Lamborghini / Divulgação

                                                             

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