Como saber se a praia está própria para banho em SP? Veja as recomendações

12/12/2025

Com a chegada do verão e das férias escolares, as praias costumam ficar mais cheias do que nunca. Porém, mesmo em meio a diversão e relaxamento, é preciso tomar alguns cuidados com a saúde e ficar de olho se as águas estão próprias para aquele merecido banho debaixo do sol.

Toda semana, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) avalia a qualidade de água de 175 praias do litoral paulista e classifica cada ponto como próprio ou impróprio (entenda mais aqui). Além de fazer esse controle, a agência ambiental de SP realiza a troca de bandeiras nas áreas monitoradas.

Praia de Castelhanos, em Ilhabela. Foto: Paulo Stefani | Sectur Ilhabela

De acordo com os resultados, as praias de SP recebem uma das duas classificações:

  • Própria (bandeira verde): quando os resultados estão dentro do padrão de segurança
  • Imprópria (bandeira vermelha): quando duas ou mais amostras das últimas cinco semanas apresentam mais de 100 colônias de Enterococos por 100 ml de água, ou quando a coleta mais recente ultrapassa 400 colônias por 100 ml

Há mais de 50 anos, técnicos da Cetesb coletam amostras exatamente onde os banhistas entram no mar e as levam para análise laboratorial, com o objetivo de detectar enterococos (bactérias microscópicas que funcionam como sinais de alerta de contaminação fecal).

É essa medição, chamada de balneabilidade, que determina se a região está adequada ou não para banho em SP. A divulgação dos resultados ocorre sempre às quintas-feiras, quando o boletim atualizado é publicado no site e no aplicativo da Cetesb (Android e iOS), e as bandeiras são trocadas nas faixas monitoradas.

 

Por lá, também é possível acompanhar o mapa de qualidade das praias, classificação semanal por munícipios, consultar os anos anteriores e conhecer todos os critérios adotados pela CETESB.

Mas o que é balneabilidade?

Calma, nós explicamos. Balneabilidade é o nome técnico usado para indicar se a água do mar está adequada para o banho.

Bandeira verde, que sinaliza que a praia está em boas condições para banho. Foto: CETESB/ Divulgação

Segundo a CETESB, os indicadores são comparados com padrões pré-estabelecidos, que permite identificar se as condições em um determinado local são adequadas para o banho. É possível, inclusive, classificar as águas em diferentes níveis de balneabilidade, para melhor orientar os usuários.

 

Diversos fatores contribuem para a presença de esgotos nas praias — não só em SP, mas em todas — , como:

  • Existência de sistemas de coleta e disposição de resíduos domésticos nas proximidades;
  • Presença de córregos que desembocam no mar;
  • Aumento do turismo durante a alta temporada;
  • Características fisiográficas da praia;
  • Ocorrência de chuvas;
  • Condições de maré;
  • Aspectos de saúde pública.

Os parâmetros para essa avaliação são estabelecidos pela legislação ambiental vigente no país e seguem padrões internacionais utilizados no mundo todo para avaliar o risco de exposição a bactérias que podem causar principalmente infecções gastrointestinais, de pele e de ouvido.

Bandeira vermelha, que sinaliza “praia imprópria”. Foto: CETESB/ Divulgação

Os dados orientam ações de prefeituras e concessionárias de saneamento, como reforço na operação de esgotamento, manutenção de redes, identificação de lançamentos irregulares e adequações na drenagem.

A medição da qualidade da água da praia é uma ferramenta essencial para apoiar a gestão pública e proteger a saúde da população– explica Claudia Lamparelli, gerente do Setor de Águas Litorâneas da Cetesb

Recomendações para aproveitar o mar com segurança

Além dos boletins diários, a agência estabelece algumas recomendações gerais para evitar contaminações e aproveitar as águas com maior segurança. Dada a relação entre a balneabilidade e os riscos à saúde, é importante adotar os seguintes cuidados:

  • Após chuvas intensas, evite entrar no mar por pelo menos 24 horas, mesmo em praias classificadas como próprias;
  • Canais, rios e córregos que deságuam na praia devem ser evitados, pois podem receber esgoto clandestino;
  • Outros fatores também podem deixar a praia temporariamente imprópria, como floração de algas, derramamentos de óleo ou descarga acidental de poluentes;
  • Evite a ingestão de água do mar, prestando especial atenção a crianças e idosos, que são mais sensíveis;
  • Não leve animais à praia.

 

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    Habilitação de Arrais Amador gratuita: concurso abre inscrições em Cabedelo, na Paraíba

    Por: Nicole Leslie -
    11/12/2025

    Jovens de 18 a 29 anos poderão realizar o sonho de tirar a carteira de habilitação náutica gratuitamente em Cabedelo, na Paraíba, graças à uma iniciativa da prefeitura que distribuirá cursos de Arrais Amador para essa formação. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de dezembro.

    A habilitação de Arrais Amador é emitida pela Marinha do Brasil e permite pilotar embarcações de esporte ou recreio, como lanchas e veleiros, dentro dos limites de navegação interior.

     

    De acordo com a administração, as vagas são para jovens que morem em Cabedelo, estejam inscritos no CadÚnico, tenham ensino fundamental completo e renda per capita de até meio salário mínimo. As inscrições são realizadas das 8h às 14h na Secretaria de Turismo – Centro Turístico Francisco de Oliveira, que fica no quilômetro zero da BR-230.


    Os interessados devem apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência, comprovante do CadÚnico, histórico escolar ou certificado de conclusão e autodeclaração de baixa renda.

     

    A lista definitiva de aprovados será publicada pelos canais oficiais da Prefeitura de Cabedelo já no dia 17 de dezembro, para que os cursos teóricos e práticos aconteçam nos dias 19 e 20 de dezembro. Todos os detalhes da iniciativa estão no edital do concurso.

    Foto: Image-Source / Envato

    A iniciativa da Prefeitura de Cabedelo busca atender a demanda por mão de obra qualificada nas marinas da região. De acordo com o secretário de Turismo da cidade, Haenell Farias, essa formação custa em média R$ 600 e será uma oportunidade para jovens de baixa renda ingressarem no mercado de trabalho.

     

    Ao portal ClickPB, o secretário também destacou o objetivo educacional do projeto em ampliar as possibilidades de primeiro emprego aos jovens. Também por isso, a formação cedida pela prefeitura oferecerá ainda capacitação complementar de primeiros socorros, atendimento ao turista e noções básicas de inglês e espanhol. Diversas ações da prefeitura foram executadas no último ano para tornar Cabedelo um destino estratégico para o turismo e os negócios ligados ao mar.

     

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      Modelo de barco utilizado por Cleópatra há 2 mil anos foi encontrado na costa do Egito

      Pela primeira vez, os destroços de um barco ao estilo do que Cleópatra usou para mostrar a Júlio César as maravilhas do Egito, ainda em 47 a.C, foram encontrados na costa da antiga cidade de Alexandria (Egito). O naufrágio dessa “barcaça de recreio”, como eram chamadas as embarcações luxuosas que atendiam à nobreza egípcia, está estimado em 2 mil anos.

      Os grandes responsáveis pelo achado do também conhecido como “thalamago” foram os escavadores do Instituto Europeu de Arqueologia Submerina (IEASM). Os destroços estavam no porto da ilha de Antirhodos, dentro do “Portus Magnus”, o grande porto de Alexandria, onde ficavam palácios e templos como os de Cleópatra e Marco Antônio.

      Foto: Christoph Gerigk / Divulgação

      O local do achado é bastante sugestivo, uma vez que esse tipo de barco, considerado de luxo, era amplamente utilizado pela corte real para excursões. Não à toa, especialistas apontam que a barca foi projetada para abrigar um pavilhão central e uma cabine decorada.


      Com cerca de 35 metros de comprimento e 7 metros de largura, arqueólogos estimam que esse thalamago exigia ao menos 20 remadores para navegar. “É extremamente emocionante porque é a primeira vez que um barco desse tipo é descoberto no Egito”, disse Franck Goddio, da Universidade de Oxford, em entrevista ao The Guardian.

      Esses barcos foram mencionados por diferentes autores antigos, como Estrabão [nos séculos 25-29 a.C.]. Mas [um barco de verdade] nunca havia sido descoberto antes– ressaltou Goddio

      Como os destroços foram encontrados próximos às escavações do templo de Ísis, na ilha de Antirhodos, pesquisadores acreditam que a barca pode ter afundado durante a destruição do monumento, por volta de 50 d.C. A localização ainda sugere que a embarcação tinha função ritual, possivelmente ligada às cerimônias náuticas em homenagem à deusa Ísis.

      Foto: Christoph Gerigk / Divulgação

      Segundo Goddio, a barcaça poderia ter pertencido ao próprio santuário e participado do ritual Navigium, uma procissão em que a embarcação encontrava outra barca ricamente decorada, representando a deusa. Barcos desse tipo eram comuns no Egito ptolomaico, incluindo os luxuosos palácios flutuantes — como o célebre barco de Cleópatra VII, usado para impressionar Júlio César em 47 a.C.

       

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        Design de iate chinês foge do convencional e chama atenção; conheça o Allegro Flybridge 98

        10/12/2025

        Não é preciso ser um grande observador para notar que os carros de fabricantes chinesas estão cada vez mais presentes nas ruas. Aliás, dados do setor indicam que eles podem representar até um terço do mercado automotivo mundial até 2030. Mas será que um cenário semelhante deve ser replicado nas águas? A chinesa Allegro Yacht parece estar no caminho.

        Já há duas décadas atuando nas frentes de projeto, fabricação, vendas e serviço especializado de embarcações, a marca de Fuzhou, capital da província de Fuquiém, acaba de lançar um projeto, no mínimo, atrativo.

        Foto: Allegro Yacht / Divulgação

        Trata-se do Allegro Flybridge 98, um iate de 29,50 metros que chega com um design que foge dos padrões, se aproveitando de um recurso bastante visado no setor: o flybridge.

        Foto: Allegro Yacht / Divulgação

        E se a falta de popularidade do estaleiro no ocidente for um argumento para nem ao menos conhecer o modelo, vale destacar que a jornada da Allegro “começou com a entrada bem-sucedida no altamente competitivo mercado europeu”, como destaca o estaleiro. Além disso, a marca chinesa acumula premiações:

        • Lancha de competição europeia do ano, em 2012 — a primeira vez que um construtor de iates chinês recebeu esse reconhecimento na Europa;
        • Certificação do sistema de qualidade ISO (Organização Internacional de Normalização), em 2012;
        • Prêmio PME Inovadora — reconhecida como líder em pesquisa, desenvolvimento e inovação na indústria náutica;
        • Prêmio para Empresas de Alta e Nova Tecnologia;
        • Patentes de design e tecnologia concedidas para as séries Flybridge e Raider;
        • Prêmio Empresarial — destaque para o investimento da Allegro em P&D, avanços tecnológicos e inovação de produtos em 2022.

        Dito isso, vamos ao barco.

        Conheça o Allegro Flybridge 98

        Com quase 30 metros de comprimento, o iate desenhado pela também chinesa SuperTomato Design promete oferecer “um equilíbrio perfeito entre potência, sofisticação e conforto”. Não à toa, uma das inspirações da dupla chinesa foi o design das embarcações italianas, amplamente consolidadas no setor.

        Foto: Allegro Yacht / Divulgação

        Ao todo, até 12 convidados (mais a tripulação, sem número divulgado de cabines, uma vez que o layout é personalizado) podem aproveitar os recursos do iate chinês — que não são poucos —, a começar pela vista privilegiada do mar.

        Foto: Allegro Yacht / Divulgação

        O salão principal é envolto em grandes janelas e portas de vidro, responsáveis por levar ao interior da embarcação uma ampla entrada de luz natural. À noite, por outro lado, elas podem ser fechadas para dar vez à iluminação artificial, que forma no ambiente um tipo de céu estrelado em azul.

        Foto: Allegro Yacht / Divulgação

        Seja qual for o horário, quem escolher essa área para relaxar terá à disposição dois sofás curvos, em formato orgânico, onde o estofado se encaixa em uma estrutura metálica bastante moderna. Posicionados um à frente do outro, ambos contam com o apoio de uma mesa.

        Foto: Allegro Yacht / Divulgação

        A área, bastante espaçosa, tem ao fundo uma TV elevatória de 65 polegadas que, quando aberta, revela uma espécie de “sala particular”, onde estão acomodados um karaokê, sistema de som, bar privativo e uma mesa com quatro cadeiras.

        Foto: Allegro Yacht / Divulgação
        Foto: Allegro Yacht / Divulgação

        A cozinha, completa, apresenta uma ampla bancada em U. Armários embutidos estão espalhados por todo esse ambiente, dando aos hóspedes a possibilidade de aproveitar sem apertos, tal qual em uma verdadeira casa flutuante.

        Foto: Allegro Yacht / Divulgação
        Foto: Allegro Yacht / Divulgação

        No flybridge, por sua vez, a marca chinesa não economizou no espaço. Por ali se desenha um salão amplo, com direito a um bar comprido e sofás que acomodam, no mínimo, as 12 pessoas a bordo de uma vez — sem contar as banquetas do bar. Há ainda, claro, uma grande mesa de apoio.

        Foto: Allegro Yacht / Divulgação
        Foto: Allegro Yacht / Divulgação

        Na proa há mais espaço para o relaxamento. Os hóspedes podem aproveitar a vista desobstruída numa jacuzzi instalada ao centro de dois solários, além de mais dois sofás, cada um com sua mesinha de apoio.

        Foto: Allegro Yacht / Divulgação

        Já na popa, o beach club dispõe de deck feito em teca, acesso direto ao mar e plataforma elevatória opcional. O espaço ainda acomoda uma grande mesa, de onde é possível reunir todos os visitantes para uma refeição com direto a uma vista impecável da paisagem.

        Foto: Allegro Yacht / Divulgação

        Para empurrar tudo isso, o Allegro Flybridge 98 contará com duas opções de motorização: uma dupla de 1136 hp ou de 1400 hp.

         

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          Clima natalino? Fenômeno natural faz areia de praia em SP “brilhar no escuro”; assista

          Fazendo jus ao clima natalino, a areia da praia de Itararé, em São Vicente, no litoral de São Paulo, protagonizou um espetáculo único ao “brilhar no escuro” na noite do último sábado (6). Passando longe da artificialidade, porém, esse foi um fenômeno natural, causado pela bioluminescência.

          O engenheiro-agrônomo Maykon Canesin Clemente, que caminhava pelo trecho acompanhado de um grupo de pessoas, registrou o momento. Confira:

           


          A bioluminescência, que também dá o tom de azul fluorescente ao mar, é gerada por bilhões de algas unicelulares chamadas cientificamente de Noctiluca scintillans, que brilham devido a uma reação química, especialmente quando a água se movimenta com as ondas.

          Bioluminescência registrada em Ubatuba no início de 2025. Foto: Instagram @vidacaicara.uba / Reprodução

          Já na areia, como foi registrado por Maykon, o fenômeno acontece quando os organismos presentes na água iluminada chegam junto à maré ou ficam presos na faixa úmida. Assim como no mar, ele fica mais evidente com a movimentação, como quando o rapaz e seus amigos formam pegadas na areia.

           

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            Há 5 anos, Aleixo Belov cortava o mastro do histórico veleiro Três Marias para inaugurar o Museu do Mar

            Aleixo Belov é referência em navegação não só por ter dado cinco voltas ao mundo, mas por ter realizado todas elas em embarcações feitas por ele mesmo. As três primeiras foram a bordo do histórico veleiro Três Marias, que o velejador fabricou com as próprias mãos no quintal de casa. Hoje exposto no famoso Museu do Mar, em Salvador, esse veleiro representou o começo e o — doloroso — fim de uma era.

            Era março de 1980 quando o Três Marias, um Bruce Robert de 36 pés, partiu para sua primeira volta ao mundo. Na obra que retrata o feito, “A Volta ao Mundo em Solitário“, Belov revela que comprou “a fibra de vidro e a resina faturada para pagar em três meses, pois não tinha um tostão no bolso, mas o casco tinha que sair de qualquer jeito”.

            Foto: Divulgação

            O nome do barco é uma homenagem à suas duas filhas Marias e à ex-mulher, Maria Belov. Mais do que isso, o batismo parecia obra do destino. Em 1986, Aleixo deu sua segunda volta ao mundo, seguida pela terceira, já no ano 2000.

            Para mim, ficou claro que o nome ‘Três Marias’ estava associado a um certo destino. O de dar três voltas ao mundo– destacou Belov no livro ‘3ª Volta ao Mundo do Veleiro Três Marias’

            O navegador ainda viria a construir o Veleiro Escola Fraternidade, embarcação maior e de aço, com o qual fez mais história. O barco protagonizou sua quarta e quinta volta ao mundo — essa última, em 2018. Em 2025, ainda se sagrou como o primeiro veleiro das Américas a atravessar por inteiro a lendária Passagem Nordeste, chegando à Sibéria após navegar por mais de 4.500 milhas náuticas russas em temperaturas congelantes.

             


            Todas essas expedições renderam a Belov reconhecimentos, cartas náuticas, cronômetros, fotos, búzios de todos os oceanos, objetos diversos e toda a sua biblioteca. Tudo isso está exposto no Museu do Mar Aleixo Belov, em Salvador, junto ao Três Marias, que protagonizou uma verdadeira missão — e até um sacrifício — para se estabelecer dentro do casarão tombado pelo patrimônio histórico, onde fica o museu.

            Aleixo Belov cortou o mastro de seu veleiro histórico

            Inaugurado em 2021, o Museu do Mar Aleixo Belov, fundado pelo próprio navegador, é um espaço cultural dedicado à navegação e à vida marítima. O local é ainda um testemunho das aventuras de Belov, com patrimônios materiais e imateriais, a exemplo do Três Marias.

            Foto: Instagram @guiademuseusbaianos e @museudomar.aleixobelov / Reprodução

            A embarcação é a principal peça do acervo, e, em dezembro de 2020, precisou passar por uma “cirurgia” para estar ali. O prédio, localizado no Largo Santo Antônio Além do Carmo, centro histórico da capital baiana, tem pé-direito de 10 metros, altura insuficiente para abrigar o mastro de 13,20 metros do veleiro de Belov.

            Foto: Eduardo Fernandes / Divulgação

            Sabendo disso, o velejador consultou o Iphan sobre a possibilidade de manter uma abertura no teto do casarão ao invés de precisar cortar o mastro. “Depois de permitir fazer a claraboia verbalmente, negaram por escrito”, lamentou Belov à época, que considerou o corte uma mutilação. “Para um velejador, é quase tirar a alma!”.

            O mastro resistiu a todas as tempestades durante as três longas viagens de volta ao mundo sozinho, mas não resistiu à caneta do Iphan– declarou à NÁUTICA em 2020, pouco antes de inaugurar o museu, em 2021

            Para receber o barco, parte do teto do edifício precisou ser retirada, seguindo os protocolos de preservação. Um guindaste de grande porte se encarregou de içar lentamente o barco de oito toneladas acima do casarão, até o ponto exato de entrada no museu.

            Momento em que o veleiro Três Marias foi içado para dentro do Museu do Mar Aleixo Belov, em Salvador. Foto: Eduardo Fernandes / Divulgação

            Os movimentos foram milimetricamente calculados, visando a conservação tanto do casco, quanto da estrutura. Embora o mastro não faça mais parte do Três Marias, Belov fez questão de manter a parte alijada em exposição, ao lado do veleiro.

            Ucraniano de nascimento, baiano de coração

            Aleixo Belov nasceu em 9 de janeiro de 1943 em Merefa, na Ucrânia, durante a Segunda Guerra Mundial. Na época, a Ucrânia fazia parte da União Soviética e estava ocupada pelas tropas alemãs. Belov deixou sua cidade natal aos 7 meses de nascido, nos braços de sua mãe ucraniana Zinaida, do seu pai russo Dimitri e da sua irmã Olga, dois anos mais velha que ele.

            Foto: Instagram @museudomar.aleixobelov / Reprodução

            Passou pela Europa e terminou emigrando de navio pelo Porto de Genova, chegando ao Brasil em junho de 1949, já com 6 anos. Estabeleceu-se em Salvador, tornou-se engenheiro civil, mergulhador e navegador. Teve cinco filhos de dois casamentos. Foi professor da cadeira de portos, da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA), trabalhou em obras marítimas e nos últimos 40 anos está à frente da Belov Engenharia Ltda.

             

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              Entenda como munições da 2ª Guerra no fundo do mar são o lar de milhares de animais marinhos

              09/12/2025

              Onde um dia reinou a guerra, agora prospera a vida: na costa alemã — mais precisamente na Baía de Lübeck, no extremo oeste do Mar Báltico — armamentos descartados durante a Segunda Guerra Mundial formam o lar de milhares de criaturas marinhas.

              Bombas, minas, cabeças de torpedo… Toneladas de munições lançadas de embarcações entre 1946 e 1948 se acumularam no fundo do mar, formando uma espécie de “tapete corroído”. Por ali, cientistas esperavam encontrar um cenário melancólico, sem cor e sem vida. Mas, contrariando as expectativas, o que se viu foi uma verdadeira adaptação dos animais ao novo ambiente.

              Foto: Andrey Vedenin/DeepSea Monitoring Group/AFP / Divulgação

              Um estudo, publicado na revista Communications Earth & Environment, revelou que mais de 40 mil animais vivem em cada metro quadrado das munições — cinco vezes mais que nas áreas vizinhas. Na prática, metais, bolsões de fusíveis corroídos e cartuchos se transformaram na casa de mexilhões, anêmonas, peixes e caranguejos, que ocupam os espaços a poucos centímetros de cargas explosivas.

               

              “A epifauna se desenvolve sobre as munições danificadas em números comparáveis ​​aos encontrados em substratos duros naturais. No futuro, as munições deverão ser substituídas por substratos seguros e resistentes”, explica a análise.

              Um recife artificial

              Como bem analisou o portal britânico The Guardian, que se debruçou na pesquisa, o Báltico um dia foi repleto de pedras e afloramentos rochosos, fundamentais para a fixação de organismos como corais, cracas, mexilhões e esponjas.

              Foto: Andrey Vedenin/DeepSea Monitoring Group/AFP / Divulgação

              Com o passar do tempo, porém, essas estruturas foram sendo removidas para viabilizar construções civis. Logo, os arranjos artificiais entraram em cena e começaram a cumprir esse papel. Bom exemplo é o caso do recém-afundado ferry-boat Juracy Magalhães, na Baía de Todos-os-Santos, visando a restauração de recifes marinhos e o estímulo ao turismo subaquático.

              Ferry-boat Agenor Gordilho, afundado em 2019, hoje é refúgio para a vida marinha. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

              No caso analisado, os vestígios de guerra acabaram virando essa espécie de recife artificial, com a diferença de que carregam risco de explosões e a ameaça constante de liberação de compostos tóxicos devido à corrosão.


              Esse tema, aliás, é discutido por pesquisadores desde os anos 1990, que alertam para o risco das munições submersas. Há, porém, um dilema: remover esse material também destrói os ecossistemas que se formaram sobre ele.

              Foto: Andrey Vedenin/DeepSea Monitoring Group/AFP / Divulgação

              Na Baía de Lübeck, onde a remoção já começou, a situação é evidente. Por isso, cientistas defendem substituir as munições retiradas por estruturas seguras — como blocos de concreto — para preservar a vida marinha.

               

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                Médico compra primeiro barco na NX Boats e destaca “desburocracia” como principal diferencial

                Por: Nicole Leslie -

                Depois de mais de oito meses pesquisando embarcações, o médico alergo-imunologista James Kirkwood — apaixonado pelo mar e já acostumado a navegar em barcos de amigos — decidiu que era hora de ter o seu próprio. A escolha foi a lancha NX 290, da pernambucana NX Boats, uma marca que, segundo ele, se destacou não apenas pela qualidade do produto, mas pela agilidade e facilidade em todo o processo de compra.

                Embora viva o universo náutico há anos, esta foi a primeira vez que o médico pode chamar uma embarcação de sua. O negócio foi fechado durante o Salvador Boat Show 2025 e a escolha, segundo ele, foi baseada não apenas no visual e no acabamento, mas no custo-benefício oferecido pela marca, onde a desburocratização ganhou destaque.

                A gente decide comprar um barco e, em menos de duas horas, já pode fechar negócio-James, à NÁUTICA

                James brinda compra de NX 290 ao lado de familiares durante o Salvador Boat Show 2025. Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                A facilidade para compra, por sua vez, não foi coincidência, mas uma estratégia do estaleiro pernambucano. Felipe Guedes, diretor comercial da NX Boats, pontuou a nova FIDC como responsável pela diferenciação no mercado.

                 

                Lançada no último São Paulo Boat Show, em setembro, o FIDC NX Boats é um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios em que os clientes podem financiar até 70% do valor da lancha. Na prática, funciona como um “banco da NX Boats”.

                Felipe Guedes, diretor comercial da NX Boats. Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                A proposta, segundo relatou Felipe, nasceu diante da dificuldade que o estaleiro observou em muitos compradores que buscavam financiamento junto a instituições financeiras tradicionais. Com o novo modelo, a NX passou a oferecer crédito direto para seus clientes, com prazos mais flexíveis, taxas competitivas e processo simplificado.

                A gente montou o FIDC, que é um banco da NX Boats, e faz com que a gente facilite com que o cliente esteja dentro da marca-explica Felipe Guedes

                Com iniciativas como o FIDC, a NX Boats vem ampliando o acesso ao mercado náutico e atraindo novos perfis de consumidores. Afinal, pessoas que antes viam a compra de um barco como um processo necessariamente demorado e restrito, agora podem ter um novo panorama do cenário.


                Já para o médico, a experiência de adquirir sua primeira embarcação foi mais do que um sonho realizado: foi a descoberta de uma forma descomplicada de assumir de vez o universo náutico. “Essa diferenciação que a NX faz não tem igual. É o que realmente me ganhou”, resumiu.

                A qualidade é totalmente diferenciada, e ainda com preço acessível e uma facilidade diferenciada para compra-disse James

                NX 290. Foto: NX Boats / Reprodução

                A experiência, segundo ele, foi tão positiva que já planeja “subir de degrau” nos próximos anos. Recém-proprietário de uma NX 290, James já disse que pretende fazer o upgrade para uma lancha na casa dos 40 pés nos próximos anos. “Eu me tornei um cliente da NX e vou continuar pela facilidade de compra.”

                 

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                  Por trás da arquitetura de interiores náutica: cada centímetro importa

                  Viver sobre as águas em algum momento da vida é um desejo que, constantemente, navega pela cabeça de quem já teve alguma experiência náutica — seja na prática ou ainda que apenas acompanhando de longe os que já vivem assim. Não à toa, existem profissionais que se atentam a cada mínimo detalhe na hora de levar a praticidade de uma casa em terra firme para um lar sem local fixo, como são os barcos.

                  Carolina Castilho e Marianna Teixeira, arquitetas à frente do escritório Freijó Arquitetura, conhecem como poucos os desafios de projetar ambientes para quem adota as embarcações como moradia. Isso porque, diferentemente dos projetos residenciais, a arquitetura de interiores para barcos chega carregada de particularidades importantes em relação aos projetos residenciais.

                  Marianna Teixeira e Carolina Castilho, arquitetas à frente do escritório Freijó Arquitetura. Foto: Divulgação

                  Não é só sobre estética e estilo — embora isso também. Mas é sobretudo pela segurança, pelas adaptações e por escolhas inteligentes. Assim, a dupla elencou 10 pontos essenciais sobre os projetos que desenvolvem. Confira:

                  A história embarcada

                  O estilo de decoração náutico tem raízes na estética da marinha britânica do século 19, marcada por uniformes em azul marinho e branco. “Coco Chanel ajudou a popularizar esse visual ao lançar as peças navy, como a famosa blusa marinière, de listras brancas e azuis”, contou Marianna.

                  Foto: Freijó Arquitetura / Mariana Camargo / Divulgação

                  Diferentemente das construções terrestres, os projetos náuticos exigem atenção redobrada em diversos aspectos ligados à segurança. “O peso dos móveis e materiais é uma das principais preocupações, pois influencia diretamente no comportamento e na segurança da embarcação”, destacou Carol.

                   

                  “Acessos às saídas de emergência e ao acesso à manutenção precisam ser cuidadosamente planejados, já que qualquer falha mecânica, elétrica ou hidráulica deve ser resolvida rapidamente em alto-mar”, completou.

                  Grandes desafios

                  “Projetar um iate é como colocar uma mansão dentro de uma quitinete”, resumiu Carol. As necessidades de uso são amplas, mas o espaço é extremamente restrito. Além disso, ao contrário das casas, que têm paredes e pisos ortogonais, as embarcações têm superfícies curvas que são, muitas vezes, o próprio casco.

                  Foto: Freijó Arquitetura / Paulo Schlick / Divulgação

                  Essa particularidade reduz as áreas de piso úteis e torna o desenvolvimento do projeto mais complexo. “Se tudo não for muito bem pensado, desperdiçam-se espaços preciosos”, alertou a arquiteta.

                  É preciso equilibrar funcionalidade, conforto e beleza

                  Diante das inúmeras restrições técnicas e espaciais, as profissionais adotam a metodologia da “espiral do projeto”. A prática consiste em avaliá-lo de maneira interdisciplinar, aprimorando-o gradualmente a cada etapa. “É um processo de amadurecimento contínuo”, explicou Marianna.

                  Foto: Freijó Arquitetura / Patricia Castilho / Divulgação

                  Não há como pensar o interior sem compatibilizar arquitetura, estrutura, elétrica, hidráulica, mecânica, segurança e estudo de estabilidade. “As soluções surgem a partir do entendimento sobre quem usará o barco e alinhá-las à engenharia envolvida na construção e operação da embarcação”, afirmaram.

                  Materiais e revestimentos

                  Ao especificar materiais para projetos náuticos, elas alertam que é preciso considerar as intempéries: maresia, umidade e intensa exposição solar — até as ferragens exigem atenção.

                  Foto: Freijó Arquitetura / Patricia Castilho / Divulgação

                  “Para mesas, por exemplo, pedras mais leves, como uso de honeycomb para alívio de peso, são excelentes alternativas. Já na marcenaria, substituir o MDF pelo compensado naval garante resistência e menor peso”, orientou Carol.

                  Escolha do mobiliário

                  O espaço compacto faz da ergonomia um desafio, uma vez que é primordial garantir conforto sem desperdiçar centímetros. Os corredores e vãos das embarcações são naturalmente mais estreitos do que em projetos residenciais — o que, além de otimizar o espaço, ajuda o usuário a se apoiar durante o movimento do barco. “Para evitar a sensação de claustrofobia, vale apostar em tons claros”, recomendou Marianna.

                  Foto: Freijó Arquitetura / Patricia Castilho / Divulgação

                  Traduzindo o estilo do cliente

                  De acordo com elas, o ponto de partida é sempre entender o perfil do proprietário. “Assim como na arquitetura residencial, tudo começa com um bom briefing”, afirma Carol. Saber se o cliente passará dias embarcado ou pretende apenas realizar passeios curtos influenciam totalmente na distribuição do espaço. “O número de pessoas também é determinante para idealizar o tamanho das áreas de refeições até a quantidade de armários”, enumerou Marianna.

                  Foto: Freijó Arquitetura / Patricia Castilho / Divulgação

                  Como os espaços são reduzidos, a tomada de decisões deve ser cuidadosa. “Em um barco, qualquer escolha priorizada compromete outra, então precisamos entender profundamente o que é mais relevante para o proprietário da embarcação”, ressaltou Carol.

                  Tendências atuais

                  Entre as referências mais fortes, elas destacam o uso de grandes superfícies envidraçadas onde for possível. “Os panos de vidro ampliam a integração entre o interior e exterior, trazendo o mar para dentro do projeto”, destacou Marianna. A menor compartimentação dos ambientes e a multifuncionalidade auxiliam no ganho de espaço.

                  Foto: Freijó Arquitetura / Mariana Camargo / Divulgação

                  “Muitas vezes o barco precisa funcionar como área de lazer, espaço de convivência e até home office. Isso exige soluções sob medida tal qual uma alfaiataria naval”, comparou Carol.


                  O bem-estar também é pauta. “É comum pedidos de ambientes voltados para a meditação, sauna, spa e práticas de wellness, possibilidades que reiteram a presença do autocuidado dentro dos iates”, afirmou Marianna. Ademais, materiais eco-friendly e paletas naturais também estão entre as preferências atuais.

                  Futuro da arquitetura náutica

                  “O avanço dos produtos sustentáveis é inevitável e no mercado naval não será diferente”, pontuou Carol, que observa a movimentação da indústria náutica para a produção de embarcações mais eco-friendly.

                   

                  “Acreditamos que o próprio público vai impulsionar essa transformação, demandando barcos alinhados aos princípios ecológicos e comprometidos com o meio ambiente”, concluiu Marianna.

                   

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                    R$ 195 mil ao ano: conheça a oportunidade de trabalho na ilha mais remota do Reino Unido

                    Vaga inclui conviver com mais ovelhas do que pessoas na Ilha de Bardsey, em total conexão com a natureza e longe, inclusive, da iluminação artificial

                    08/12/2025

                    Com a guinada das redes sociais nos últimos anos, estar online é quase automático — tanto que essa constância tem virado um problema. Muito por isso, não faltam pessoas em busca de uma vida mais “low profile”, longe dos holofotes virtuais. Para elas, acaba de surgir uma boa oportunidade: a chance de trabalhar na remota ilha de Ynys Enlli, no Reino Unido, dividindo o espaço com mais ovelhas do que pessoas.

                    Também conhecida como Ilha de Bardsey, esse ponto fora da curva fica no País de Gales. Por lá, se conectar, na verdade, é um tanto quanto complicado, uma vez que não há eletricidade ou sinal de internet fora de casa. A conexão, mesmo, é com a natureza, os animais e os únicos três moradores fixos.

                    O mais importante é que eles se integrem à comunidade e à vida na ilha– disse um porta-voz

                    Mas calma. Existe, sim, certa estrutura nesse território de 2,4 quilômetros de comprimento e 800 metros de largura. O espaço é autossuficiente em energia e disponibiliza as comodidades mais básicas.

                    Também conhecida como “Ilha dos 20 Mil Santos”, é considerada um dos lugares mais sagrados da Grã-Bretanha, recebendo peregrinos desde o século II a.C. Foto: David Medcalf / Wikimedia Commons / Reprodução

                    A água vem diretamente de um poço e, na falta de uma TV, o tédio é preenchido pela gestão de 200 ovelhas e 25 cabeças de gado da raça Welsh Black. Na verdade, esse será o grande foco de quem se aventurar nessa experiência.

                     

                    A organização que administra a ilha — o Bardsey Island Trust — abriu inscrições para quem deseja se mudar para lá para trabalhar. A ideia é que os novos moradores se estabeleçam em setembro de 2026 e vivam a “oportunidade de uma vida” na ilha que, em 2023, se tornou o primeiro Santuário Internacional de Céu Escuro da Europa.

                    O farol, construído em 1821, mantém-se na extremidade sul, como símbolo da ilha. Foto: Eirian Evans / Wikimedia Commons / Reprodução

                    Esse título reconhece e protege a vista desobstruída das estrelas — comum no País de Gales. Mas no caso dos santuários, os critérios são mais exigentes, garantindo uma proteção especial contra a poluição luminosa. Não à toa, por lá a fonte de iluminação artificial mais próxima está em Dublin, a mais de 110 quilômetros de distância.

                     

                    Se o lugar lhe chamou atenção — mas não o suficiente para mudar radicalmente de vida — vale ressaltar que a ilha conta também com 10 casas de temporada, que recebe visitantes entre março e outubro.

                    Confira os requisitos para trabalhar na Ilha de Bardsey

                    A entidade busca um casal ou família para assumir o trabalho de agricultor de conservação da ilha, com contrato de até cinco anos a partir de setembro de 2026.

                    Foto: Robert Powell / Wikimedia Commons / Reprodução

                    O cargo inclui moradia em uma casa off-grid de três quartos e responsabilidade pelo manejo de cerca de 300 ovelhas Welsh Mountain, até 30 cabeças de gado, além da manutenção de cercas, máquinas agrícolas e das áreas de conservação. O trabalho exige experiência prévia em agricultura, manejo de rebanho e uso de maquinário. Fluência em galês é um diferencial.


                    Os selecionados integrarão a pequena comunidade residente da ilha, onde o acesso por barco é limitado, especialmente no inverno. Além das funções principais, há possibilidade de renda extra com horta, café, pesca de lagosta e outros pequenos negócios locais. O pacote tem valor potencial de 27 mil libras por ano, cerca de R$ 195,8 mil (conversão de dezembro de 2025), sem contar oportunidades adicionais.

                     

                    As inscrições vão até 4 de janeiro de 2026, com envio de currículo e carta de apresentação para [email protected]. Entrevistas presenciais serão realizadas em Pen Llŷn, e os finalistas passarão por uma etapa na própria ilha. Acesse o site oficial para saber mais.

                     

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                      Yamaha anuncia linha WaveRunner 2026 com 12 produtos e jet de edição ilimitada

                      O ano de 2025 está chegando ao fim, mas a Yamaha não perdeu tempo e já lançou sua linha WaveRunner para 2026! A nova coleção traz 12 modelos, incluindo uma moto aquática de edição ilimitada que celebra os 40 anos da marca japonesa no ramo dos jets.

                      Segundo a empresa, a nova linha combina tradição, tecnologia e design, oferecendo experiências exclusivas aos “apaixonados por performance e pelo estilo de vida náutico”.

                      JetBlaster PRO 3 faz parte da linha 2026 de WaveRunners. Foto: Yamaha/ Divulgação

                      Nossos WaveRunners foram pensados para que cada piloto encontre um jet que traduza sua personalidade e a forma como quer viver as emoções sobre a água– afirma Luciano Guidugli, gerente executivo da Yamaha Náutica

                      A linha 2026 da Yamaha chega com uma dúzia de modelos, cores inéditas e grafismos diferenciados. Todas as versões dão direito a um ano de garantia e já estão disponíveis para os consumidores. Ela inclui as séries:

                      • Jet Blaster, com os modelos JetBlaster, JetBlaster DLX 3 e JetBlaster PRO 3;
                      • VX, que inclui os modelos VX, VX Cruiser e VX Cruiser HO;
                      • FX, com os modelos FX Cruiser HO, FX Cruiser SVHO e o FX Limited SVHO;
                      • Jets esportivos GP, com os modelos GP HO e GP SVHO;
                      • SuperJet, modelo lendário para pilotos que querem se desafiar.
                      FX Llimited SVHO. Foto: Yamaha/ Divulgação

                      O destaque fica para a moto aquática FX Limited SVHO, edição especial comemorativa das quatro décadas da Yamaha nos jets. Para reforçar sua exclusividade, serão comercializadas poucas unidades. Ou seja, quem adquirir, fará parte de um seleto grupo com uma versão histórica e personalizada.

                      Tecnológico como nunca

                      O ano é novo, mas as inovações que consolidaram os WaveRunners seguem as mesmas. O sistema RiDE, exclusivo da Yamaha e responsável pelo controle intuitivo e segurança em qualquer manobra, é uma das tecnologias mantidas na linha de WaveRunners 2026.

                      FX Limited SVHO. Foto: Yamaha/ Divulgação

                      Outro recurso tecnológico é a tela Connext, que oferece interface intuitiva e conexão Bluetooth, permitindo receber notificações e chamadas diretamente no painel. O monitor também integra o Sistema de Segurança Yamaha, que bloqueia o funcionamento do motor para evitar roubos ou uso não autorizado. A tecnologia está presente nos modelos Jet Blaster Pro 3, VX Cruiser, VX Cruiser HO e todos os das linhas FX e GP.

                      As séries VX, FX e GP são construídas com a tecnologia NanoXcel, que utiliza nanomateriais para criar cascos e decks ultraleves e resistentes. Essa inovação, de acordo com a Yamaha, proporciona maior agilidade, estabilidade e economia de combustível.

                      GP SVHO. Foto: Yamaha/ Divulgação

                      As versões da série FX e o modelo VX Cruiser HO contam com o Sistema de Áudio da Yamaha Musical via Bluetooth. Com 6,5 polegadas, esses alto-falantes têm uma excelente acústica e conseguem ajustar automaticamente o som de acordo com a aceleração do jet, sem necessidade de interferência manual.

                      Nem só de jets vive a Yamaha

                      Fabricante de motor de popa no mercado nacional, os motores também darão as caras em 2026. Os TR-1 e TR-1 HO, ambos de 1.049cc e três cilindros, oferecem o melhor equilíbrio entre a performance e economia, explica a empresa. Esses modelos equipam a série Jet Blaster, além da coleção VX e VX Cruiser.

                      Motor TR-1 da Yamaha. Foto: Yamaha/ Divulgação

                      Presente nos modelos VX Cruiser HO, FX Cruiser HO e GP HO, o motor 1.9L HO, de 1.899cc e quatro cilindros entrega potência superior com uma operação mais suave, segundo a Yamaha.

                       

                      No topo da gama, o lendário 1.8L SVHO, de 1.812cc e quatro cilindros, equipado com o sistema de propulsão Hyper-Flow, oferece força e rápida aceleração, de acordo com a fabricante. Esse motor movimenta os modelos FX Cruiser SVHO, FX Limited SVHO e GP SVHO.

                       

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                        Toda tecnologia e referência da Audi agora prometem encantar, também, sobre as águas. A montadora alemã acaba de lançar no Brasil a Audi Aerofoils, sua nova prancha aquática “voadora” e elétrica, que chega em quatro versões. O modelo foi apresentado durante o Audi e-tron Experience, evento dedicado aos veículos 100% elétricos da marca na Praia do Preá, no Ceará.

                        Embora não literalmente voe, a prancha elétrica segue a tendência de outras fabricantes do produto, em que um mastro sustenta a plataforma, dando, justamente, a sensação de “voar”. No caso da Audi Aerofoils, esse dispositivo é feito em fibra de carbono, com 80 centímetros.

                        Foto: Instagram @audibr / Reprodução

                        Toda a prancha, aliás, é construída pelo mesmo material, com detalhes em fibra sintética e design inspirado na assinatura visual da marca das quatro argolas.


                        Os comandos de “pilotagem” são realizados por meio de um controle remoto com tela colorida de alta resolução, que exibe em tempo real detalhes como velocidade, distância, tempo de uso, nível da bateria e modos de condução. Através do acessório, é possível ainda escolher entre três modos de pilotagem, com potências ajustáveis para níveis iniciante e avançado.

                        Foto: Audi / Divulgação

                        Quanto à bateria, existem duas opções. A primeira é Aerofoils Light Battery, com íons de lítio de 1,13 kWh, “ultraleve e compacta”, conforme destaca a marca. Nela, a autonomia total é de 20 quilômetros ou até 60 minutos de utilização — sendo que a recarga completa ocorre em até 75 minutos (considerando um carregador de nível industrial).

                        Foto: Instagram @audibr / Reprodução

                        Já a segunda é a Aerofoils Endurance Battery, com íons de lítio de 2,23 kWh de alta capacidade. Essa opção oferece uma autonomia de até 40 quilômetros ou até duas horas de utilização, com carregamento total em 120 minutos também considerando um carregador de nível industrial.

                        Foto: Audi / Divulgação
                        Foto: Audi / Divulgação

                        A Audi Aerofoils pesa 32 quilos e atinge a velocidade máxima de 55 km/h. A prancha da Audi está disponível em quatro versões e, em todas, é recomendado o treinamento prático com duração de um dia, conduzido por instrutores certificados, antes de usar o equipamento. Confira os valores:

                        • Airfly (150 L): R$ 245 mil;
                        • Adventure (103 L): R$ 285 mil;
                        • Performance (83 L): R$ 285 mil;
                        • Competition (73 L) R$ 298 mil.

                         

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                          07/12/2025

                          A ciência continua a achar vida mesmo onde tudo indica que seria impossível. Pesquisadores alemães encontraram no Oceano Pacífico, a cerca de 3 mil metros de profundidade, uma gosma azul que abriga microrganismos capazes de sobreviver em um ambiente hostil — em um cenário tóxico e de completa escuridão.

                          A amostra foi coletada próxima à Fossa das Marianas, o local mais profundo conhecido nos oceanos e uma das áreas mais misteriosas e extremas do planeta. Essa substância encontrada possui um pH altíssimo, é quimicamente agressiva e oferece risco de queimaduras para a pele humana.

                          Foto: leungchopan/ Envato

                          Ao todo, foram extraídas nove partes dessa gosma azul — que tem origem do vulcão de lama Pacman. Duas delas foram estudadas mais detalhadamente, com a porção mais profunda mantendo a cor azul característica devido à presença dos minerais serpentino e brucita. Já a parte mais próxima da superfície ganhou uma coloração verde-azulada pela dissolução de brucita pelo sal do mar.

                          No mesmo estudo, as análises químicas da gosma azul revelaram moléculas de gordura (lipídios) das membranas celulares dos microrganismos, que servem como um tipo de defesa contra o ambiente extremamente alcalino (ou seja, uma região com um nível de pH elevado).

                          É fascinante observar que a vida sob condições extremas, como pH elevado e baixas concentrações de carbono orgânico, é possível-afirmou Florence Schubotz, uma das autoras do estudo

                          A descoberta foi publicada na revista Nature.

                          A vida na escuridão

                          Um fator que chamou atenção dos especialistas foi a forma como esses micróbios geram energia mesmo vivendo em completa escuridão. De acordo com a pesquisa, eles produzem metanogênese, consumindo sulfato e liberando sulfeto de hidrogênio no processo. Esse mecanismo até então era apenas presumido pela comunidade científica.

                          Águas do Oceano Pacífico. Foto: NOAA / Reprodução

                          Também foram detectadas nesse ambiente extremo bactérias e arqueias adaptadas ao local. Com isso, os pesquisadores buscam compreender como esses seres conseguem sobreviver em condições tão hostis — e, além de tudo, com baixíssimas concentrações de carbono orgânico.

                           

                          A descoberta reforça uma ideia: de que locais extremos, como vulcões de lama no fundo do oceano, podem ter sido berços de formas de vida primordiais. Logo, mais estudos nessa área ajudam a reconstruir cenários possíveis para o início da vida na Terra e oferecem pistas sobre os mecanismos antigos de sobrevivência.

                           

                          Segundo os pesquisadores, cerca de 15% da biomassa terrestre pode estar localizada nas profundezas dos mares — embora se tenha pouco conhecimento sobre esses ecossistemas. Por isso, descobrir microrganismos vivendo em uma gosma tão hostil pode sugerir que há uma biosfera oculta no fundo dos oceanos, sendo vital para os ciclos globais de nutrientes.

                           

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                            Empresário maranhense monta “garagem museu” com três lanchas da mesma fabricante

                            Por: Nicole Leslie -
                            06/12/2025

                            Natural de São Luís (MA), o empresário Samarlon José Lima Meireles está prestes a transformar a garagem da casa dele em um museu de barcos particular. Em 2026, deve receber sua terceira lancha da mesma fabricante — movimento incomum entre navegadores com pouco tempo de habilitação, já que sua relação com a náutica começou há apenas seis anos.

                            A primeira aquisição foi em 2019, logo após se habilitar: uma Ventura V175 de 2011, comprada com 38 horas de uso. Em 2020, optou por um barco maior (de 26 pés), de outro estaleiro, seguido por um terceiro, ainda mais robusto (33 pés), em 2022. O upgrade por modelos maiores acompanhava seu ritmo de navegação até que, ao conduzir ocasionalmente uma lancha Ventura de 30 pés, pertencente a um amigo, decidiu rever suas escolhas.

                            Ventura V175 foi primeiro barco de Samarlon e virou seu xodó. V195, segunda Ventura de Samarlon. Foto: Arquivo Pessoal

                            Segundo ele, fatores como estabilidade e condução influenciaram a decisão de substituir sua maior embarcação por uma do mesmo estaleiro da primeira lancha. Em 2024, então, comprou uma V195 zero quilômetro, mas não se desfez da primeira — marcando o início daquilo que passou a apelidar de seu “museu particular”.

                            V195, segunda Ventura de Samarlon. Foto: Arquivo Pessoal

                            Enquanto se desfez de uma embarcação de outro estaleiro e prepara a venda da outra, manteve as duas Venturas — sem querer abrir mão dos modelos. Em setembro de 2025, viajou do Maranhão até São Paulo para o Boat Show paulistano, com o objetivo de avaliar novas possibilidades, e saiu de lá com contrato para uma V370, também da Ventura, com entrega prevista para junho de 2026.

                            Foto: V370 Crossover, lançamento da Ventura no São Paulo Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                            A novidade que em breve estará no museu particular de Samarlon também é nova no mercado. O modelo foi lançado justamente naquele salão náutico com a promessa de “marcar época”. A nova V370 carrega diferenciais tanto na parte interna quanto na área externa. Por fora, chama atenção a área gourmet na popa e um amplo espaço de proa, com espreguiçadeiras.

                             

                            A expectativa é que, em breve, os três modelos — V175, V195 e V370 — estejam lado a lado na garagem de Samarlon. O empresário maranhense atribui as escolhas ao estilo de navegação das embarcações, apontando que a experiência com o estilo Ventura de navegar vestiu bem seus interesses pessoais.

                             

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                              YouTuber lança câmera a 200 metros de profundidade e registra criatura não identificada

                              05/12/2025

                              Muitos mistérios envolvem o mundo que existe nas profundezas do mar. Do que habita lá embaixo, pouco se sabe. Não à toa, o britânico Barny Dillarstone acumula milhões de visualizações em seu canal no YouTube, onde registra suas explorações subaquáticas. No mais recente de seus feitos, ele flagrou, a 200 metros de profundidade, uma criatura não identificada.

                              Conservacionista marinho e cinegrafista subaquático, Dillarstone foi explorar as águas de Bali, na Indonésia. Durante duas noites, ele enviou uma câmera presa a uma bola de isca para as profundezas do mar, conseguindo, assim, flagrar todo tipo de criatura noturna que se aproximava do equipamento a 110, 120, 140, 160 e 200 metros de profundidade.

                              Foto: YouTube Barny Dillarstone / Reprodução

                              Ao longo do vídeo, é possível ver de perto o interesse dos animais pela isca e a forma como cada um deles reage diante do equipamento. Desde enguias gigantes, náutilos, caranguejos e lagostas até enguias-congro agressivas, caranguejos-aranha e um verme-de-fogo deixam seus rastros na “armadilha”.

                              Foto: YouTube Barny Dillarstone / Reprodução

                              É ao final do vídeo, porém, já a 200 metros de profundidade, que uma criatura não identificada se aproxima. Veja:

                               

                               

                              Nem mesmo especialistas identificaram o animal

                              A câmera de Dillarstone conseguiu captar um tipo de raia de águas profundas, talvez uma arraia-pintada. Isso porque o cinegrafista revelou que procurou especialistas no assunto para definir a espécie do animal, mas nenhum deles chegou a uma resposta.

                              Foto: YouTube Barny Dillarstone / Reprodução

                              Talvez seja uma nova espécie para a ciência. Não é todo dia que se captura uma criatura que pode reescrever parte do registro de espécies da região– destacou

                              Embora um mistério, o achado de Dillarstone reforça a tese de que, quando o assunto é o fundo do mar, ainda há muito o que se descobrir.

                              Foto: YouTube Barny Dillarstone / Reprodução

                              Recentemente, uma nova espécie de raia-manta foi identificada, depois de 15 anos confundindo pesquisadores.

                              Mobula yarae. Foto: Nayara Bucair / All Angle / Acervo Projeto Mantas do Brasil / Jornal da USPTrata-se da Mobula yarae, a terceira do grupo, ao lado das Mobula alfredi e Mobula birostris. O animal, encontrado no México, nos Estados Unidos e no Brasil, recebeu o nome em homenagem à Iara, personagem da cosmologia indígena conhecida por ser meio mulher e meio peixe.

                               

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                                Quanto custa uma lancha no modelo multipropriedade?

                                Para quem deseja navegar num barco sem precisar adquiri-lo, a Flip Boat Club criou um novo caminho. Pensando em oferecer uma forma mais flexível e acessível de viver a experiência náutica, a marca anunciou recentemente o modelo de lancha compartilhada.

                                Com a opção de multipropriedade de lancha, o cliente da Flip, empresa especializada em serviços de compartilhamento de barcos, agora tem mais alternativas além dos veleiros — já consolidados entre os clientes da marca.

                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                Nesse novo modelo, os cotistas podem adquirir lanchas novinhas de estaleiros como Mestra Boats e Sessa Marine e seminovas de outras marcas. Na modalidade, até seis pessoas compartilham a posse e o uso de um mesmo barco, dividindo custos como manutenção, marina e seguro.

                                Mas, na prática, quanto custa ter uma lancha no conceito de multipropriedade? Confira, a seguir, uma análise comparativa realizada pela Flip Boat entre os custos de ter uma particular e participar de um modelo compartilhado.

                                Custo estimado de uma lancha própria

                                Neste comparativo, Othon Barcellos, fundador da Flip Boat Club, calculou os custos de manter uma lancha de 30 pés, tamanho comum entre famílias que buscam conforto, desempenho e praticidade.

                                Imagem ilustrativa. Foto: marccalleja / Envato

                                Segundo a estimativa média da Flip, a despesa anual inclui depreciação entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, marina variando de R$ 25 mil a R$ 40 mil, tripulação e limpeza entre R$ 30 mil e R$ 50 mil, manutenção de R$ 20 mil a R$ 35 mil, além de seguro e documentação entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. Somando também o combustível, calculado entre R$ 15 mil e R$ 25 mil para um uso moderado, o custo total anual fica na faixa de R$ 158 mil a R$ 242 mil.

                                O modelo compartilhado

                                Assim como no modelo já consolidado de veleiros, a multipropriedade de lanchas da Flip Boat Club funciona com a gestão completa: o barco é mantido limpo, abastecido e pronto para uso, com sistema de agendamento online pelo aplicativo ou site.

                                 

                                Um exemplo prático:

                                • A cota de 1/6 (ou seja, quando um cotista divide a cota com outras cinco pessoas) em uma lancha de 29 pés pode custar a partir de R$ 199 mil, com custos mensais médios de R$ 3 a 4 mil;
                                • O uso garantido é de 60 dias por ano, o que cobre todos os principais períodos de lazer — finais de semana, feriados e férias.
                                Sessa C40, inclusa na modalidade de lanchas da Flip Boat Club. Foto: Sessa Marine / Reprodução

                                Ou seja, além da economia direta — que pode chegar a até 80% mais barato do que manter uma lancha própria, de acordo com a empresa — , o modelo da Flip traz outras vantagens relevantes como:

                                • Gestão profissional: manutenção preventiva, limpeza e documentação sempre em dia;
                                • Previsibilidade de custos: cotas fixas e compartilhamento transparente de despesas;
                                • Zero preocupação: o cotista chega e o barco já está pronto para sair;
                                • Valorização do ativo: as embarcações são renovadas periodicamente, mantendo alto padrão e liquidez das cotas;
                                • Sustentabilidade: menos barcos ociosos significam menor impacto ambiental e melhor uso dos recursos náuticos.

                                Um conceito mais acessível

                                Segundo a marca, o novo conceito de lancha na multipropriedade une o melhor dos dois mundos: o prazer de navegar com preços mais acessíveis.

                                Sessa C40 é um dos modelos disponíveis para compartilhamento pela Flip Boat Club. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                Criada para simplificar o acesso à navegação, a Flip Boat Club opera com veleiros, catamarãs e lanchas em sistema de uso compartilhado. A empresa está presente em nove destinos náuticos — Salvador, Angra dos Reis, Paraty, Ilhabela, Ubatuba, Guarujá, Itajaí, Florianópolis e Porto Alegre — e segue em expansão.

                                 

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                                  Para quem sempre sonhou com um barco — ou melhor, um trimarã — que carregasse o espírito de regatas oceânicas e o conforto digno de um iate luxuoso, o Anahita é uma ótima pedida. Com 101 pés (31 metros de comprimento), a embarcação está em construção na França e tem entrega prevista para 2027.

                                  Mais recente projeto da Global Yacht Technology (GYT), o barco representa um ponto de inflexão no design de grandes projetos. Ao mesmo tempo que ele entrega uma arquitetura naval do mundo das regatas oceânicas, oferece também um conforto de dar inveja a muito iate.

                                  Trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

                                  Assim, a comodidade e a adrenalina navegam lado a lado — não à toa, o trimarã é definido como um “cruzeiro de alto desempenho” pela fabricante. Ronan Guérin, cofundador da Global Yacht Technology, descreve o Anahita como uma escolha “mais estável, mais potente e mais seguro do que um catamarã, mas também mais navegável, mais rápido e com melhor equilíbrio”.

                                  Essa arquitetura nos permite atingir um nível de desempenho e conforto antes inatingível em grandes iates de luxo– contou Guérin

                                  A VPLP Design, líder mundial em design de iates de regata e multicasco e superiates, — ou seja, tudo o que a GYT mais queria — foi a responsável pela arquitetura naval e pelo estilo exterior do Anahita, enquanto a Christophe Chedal Anglay cuidou dos interiores. A construção será concluída pelo estaleiro francês CDK Technologies.

                                  Qual é o segredo?

                                  Ninguém melhor para explicar o funcionamento desse trimarã do que Yann Prummel, designer de exteriores da VLP Design. De acordo com ele, o modelo foi inspirado na aranha Anahita punctulata, conhecida por sua velocidade e que carrega o nome de uma deusa persa associada às águas e a fertilidade.

                                  Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

                                  A arquitetura multicasco do trimarã oferece estabilidade excepcional tanto navegando quanto ancorado, além de maior segurança em águas agitadas. Segundo a marca, a embarcação não é apenas mais estável e segura do que iates tradicionais, como mais leve e veloz.

                                  Feito inteiramente em fibra de carbono pré-impregnada e infundida, o projeto teve como foco principal a redução extrema de peso através desse recurso. Em deslocamento, ele chega a pesar “apenas” 35 toneladas. Isso é 60% a menos do que um iate a motor ou a vela, por exemplo.

                                  Trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

                                  Com tamanha leveza, alcança em torno de 25 nós (cerca de 46,3 km/h) e um tempo estimado de travessia do Atlântico de apenas seis dias, segundo a GYT. Prummel ainda aponta que o casco principal foi inspirado na fluidez encontrada na Fórmula 1 e em projetos de aviação.

                                   

                                  O calado — ainda mais para embarcações desse tipo — de 2 metros ainda permite que o trimarã acesse a ancoradouros remotos e navegue em águas rasas.

                                  Interiores de iate

                                  A parte interna foi pensada para atender os padrões mais exigentes, oferecendo conforto a longo prazo. O projeto é totalmente personalizável, podendo mudar desde a planta até os materiais e acabamentos. Mas a ideia é uma só: ser modular, flexível e adaptável à sua maneira de viver o mar.

                                  Trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação
                                  Interiores do trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

                                  Ao todo, o barco acomoda até seis hóspedes e quatro tripulantes. O proprietário contará com uma suíte que ocupará nada menos que 12 metros quadrados e, de brinde, ganha uma vista panorâmica incrível e acesso direto ao convés.

                                  Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

                                  Por lá, a separação é bem clara entre as áreas de hóspedes e áreas técnicas, tudo para facilitar o deslocamento entre as partes do barco.

                                  Integração entre a área externa e interna do trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

                                  Do lado de fora, uma área de 18 m² é dedicada ao relaxamento e banhos de sol e a um ambiente arejado de 160 m² localizado no convés da frente, ideal para socialização.

                                  Trimarã Anahita. Foto: Global Yacht Technology/ Divulgação

                                  O Anahita ainda possui painéis solares integrados por 36 m², que dá maior autonomia longa da costa. Assim, o trimarã da GYT cumpre sua proposta de ser mais rápida, mais flexível e mais autossuficiente. Até o momento, a primeira unidade já foi vendida.

                                   

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                                    04/12/2025

                                    O som de uma baleia de Bryde (Balaenoptera brydei) respirando encantou a internet nos últimos dias. O registro impressionante, feito e publicado pelo fotógrafo e pesquisador Rafael Mesquita, mostra o animal subindo à superfície em 29 de novembro, nas proximidades da Pirabura, em Ilhabela, Litoral Norte de São Paulo.

                                    Segundo Mesquita, trata-se de uma fêmea, uma vez que ele mesmo a avistou anteriormente, acompanhada de um filhote — que, a essa altura, “deve estar sozinho pelo mar”, como detalhou. Assista:

                                     


                                    O fotógrafo, que participa ativamente de projetos voltados a animais marinhos — como o Projeto Baleia à Vista, Megafauna Marinha do Brasil e Mantas de Ilhabela —, explica que a identificação das baleias de Bryde é feita pela nadadeira dorsal, que nesse caso é bem característica, já que é dobrada para o lado direito do animal. As manchas na pele também ajudam na identificação.


                                    Espero que essas baleias continuem se reproduzindo e encontrando alimento farto na nossa região!– concluiu

                                     

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                                      Entre 2010 e 2022, o número de residentes naturais de países estrangeiros no Brasil foi de de 592 mil para 1 milhão de pessoas, segundo dados do IBGE. Esse salto, claro, colocou novos rostos no mercado de trabalho brasileiro — inclusive no meio náutico. Em Itajaí, Santa Catarina, um dos maiores estaleiros da América Latina não só integra essas pessoas como dá a elas uma nova perspectiva de vida.

                                      Estamos falando da Fibrafort, que já contratou 71 profissionais, especialmente vindos da Venezuela e Haiti, por meio de parcerias com organizações como a AVSI Brasil, de Boa Vista (RO). Um deles foi o venezuelano Jioscarlos Josue Colina Martinez, de 29 anos, que chegou à cidade com o apoio do programa em novembro de 2021, acompanhado de sua esposa e filhas.

                                      Decidi buscar o programa de apoio a imigrantes porque a situação estava muito difícil lá fora– contou Jioscarlos

                                      Foto: Fibrafort / Divulgação

                                      Na Venezuela, Jioscarlos trabalhava como pintor ao lado do pai, sem um salário fixo. Junto à AVSI, ele e outras famílias refugiadas receberam apoio, acesso a cursos e aulas de português. A dedicação do venezuelano, contudo, chamou a atenção dos recrutadores, culminando em uma indicação para a Fibrafort.

                                      Nunca tinha visto um barco na minha vida. Passei noites estudando sobre a marca e seus produtos. Quando fui para a entrevista, todos ficaram surpresos, pois eu já sabia tudo sobre a Fibrafort– relembrou

                                      Jioscarlos começou sua trajetória no estaleiro como auxiliar de produção, mas logo progrediu. Hoje, ele está em treinamento para se tornar líder de um setor da fábrica. “Como sempre fui muito dedicado, observei atentamente todas as etapas e, com o tempo, fui crescendo. Sou extremamente grato por me proporcionarem a oportunidade de liderar”.

                                      Foto: Fibrafort / Divulgação

                                      Ele, que chegou com a esposa grávida buscando um futuro melhor para as filhas, agora já planeja a compra da casa própria. “Hoje, sou um exemplo para outros imigrantes, mostrei que é possível crescer aqui dentro. Tudo depende de determinação e perseverança”, ressaltou.


                                      Além de oferecer suporte na adaptação dos estrangeiros, a AVSI Brasil supre uma necessidade urgente do setor, como explica Danilo Fontana, diretor de operações da Fibrafort. Segundo ele, setores como o náutico, onde mais de 80% dos processos são manuais, exigem muita mão de obra dedicada.

                                      Danilo Fontana, diretor de operações da Fibrafort, em entrevista ao Estúdio NÁUTICA durante o São Paulo Boat Show 2025. Foto: Revista Náutica

                                      Recrutamos esses profissionais ao oferecer uma oportunidade de trabalho, com o compromisso de apoiá-los. Essa tem sido uma via de mão dupla muito positiva, dada a escassez de mão de obra que observamos– detalhou Fontana

                                      Uma nova turma de imigrantes iniciou recentemente o treinamento na fábrica da Fibrafort, como parte do programa de integração da AVSI Brasil. Fundada em 2007, a AVSI é uma organização sem fins lucrativos que atua em contextos de vulnerabilidade e emergência humanitária.

                                       

                                      A organização capacita imigrantes e os insere no mercado de trabalho, com intuito de promover o desenvolvimento de suas famílias e comunidades. No último ano, a ONG impactou mais de 923 mil pessoas na realização de 48 projetos. O programa oferece treinamento especializado e suporte contínuo.

                                       

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                                        Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, vence Prêmio Nacional de Turismo

                                        Na noite desta quarta-feira (3), Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, se consolidou como o vencedor do Prêmio Nacional de Turismo. Promovido pelo Ministério do Turismo, trata-se do principal reconhecimento público às iniciativas e profissionais que fortalecem o setor. Para chegar ao topo do pódio, ele teve a candidatura avaliada tecnicamente, até chegar em votação popular, onde garantiu o feito.

                                        Ao todo 24 representantes de segmento turístico concorreram na categoria “Profissionais de Destaque”, distribuídos em oito áreas, cada uma com três finalistas. Idealizador de inúmeras iniciativas ligadas ao turismo e à sustentabilidade, Ernani Paciornik concorreu na divisão “Iniciativa Privada – Empreendedores de Médio e Grande Porte”.

                                        Foto: Ministério do Turismo / Divulgação

                                        Esse prêmio chega como a chancela de um ano inesquecível, coroado pela apresentação do JAQ H1, nosso barco movido a hidrogênio, durante a COP30– ressaltou Paciornik

                                        O JAQ H1, mencionado pelo empresário, foi um dos grandes destaques de uma das Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas mais importantes dos últimos tempos.

                                        JAQ H1. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                        Durante todo o evento, o barco esteve exposto na Estação das Docas, em Belém (PA), levando aos olhos do mundo a possibilidade de uma navegação mais sustentável. Ministros, governadores e secretários embarcaram no barco movido a hidrogênio verde, de onde puderam projetar uma solução nacional para amenizar os efeitos da crise climática.

                                        Foto: Ministério do Turismo / Divulgação

                                        Crianças e moradores locais também foram convidados a conhecer o projeto. Em abertura ao público, mais de mil pessoas passaram pelas dependências da embarcação de 36 metros, que conta, inclusive, com auditório — palco de inúmeros debates durante a COP30.

                                        O turismo e o mercado náutico vivem um momento vibrante: crescem, se transformam e revelam um Brasil que olha para suas águas com futuro. Sigo acreditando que o Brasil pode, sim, ser uma potência global na economia do mar– destacou o empresário


                                        O amigo das águas

                                        Fundador da Revista Náutica e criador dos maiores salões náuticos da América Latina (Boat Show), Ernani Paciornik consolidou a cultura náutica no Brasil e projetou o país no cenário internacional.

                                        Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, também falou com os alunos durante o encontro. Foto: Marco Nascimento / Revista Náutica

                                        À frente do Grupo Náutica, lidera a maior rede de comunicação, eventos e infraestrutura náutica da América Latina, com impacto direto no desenvolvimento econômico e turístico nacional. Criou o circuito de eventos Boat Show em lugares como São Paulo (SP), Rio (RJ), Itajaí (SC), Salvador (BA), Brasília (DF), Foz do Iguaçu (PR) e Angra dos Reis (RJ), que fomentam novos destinos ligados à navegação.

                                        O São Paulo Boat Show é o maior salão náutico da América Latina. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                        Pioneiro em sustentabilidade, Paciornik cofundou o Projeto SOS Mata Atlântica e lançou a campanha “Só jogue no água o que o peixe pode comer” ainda em 1998, em parceria com o renomado cartunista Ziraldo, criador do Menino Maluquinho.

                                        Foto: Arquivo Revista Náutica (Não reproduzir sem autorização expressa de @revistanautica)
                                        JAQ H1. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                        Mais recentemente, fundou a JAQ Hidrogênio Verde, que desenvolveu as primeiras embarcações do mundo movidas a hidrogênio verde produzido a bordo — um marco global da transição energética e um dos destaques da COP30. A embarcação foi projetada para ser um laboratório flutuante de pesquisa e educação nos biomas do Brasil.

                                         

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                                          Superiate é lançado com sistema inspirado nos usados por estaleiros italianos há mais de 80 anos

                                          O estaleiro italiano Baglietto soma nada menos que 170 anos de atuação no mercado. Seu mais novo projeto, de 48 metros, embora totalmente personalizado, carrega essa tradição em um diferencial considerado raro. Ele não está no casco, na motorização ou no layout, mas em um sistema: o de lançamento da embarcação auxiliar, que chega inspirado nos usados pelos estaleiros italianos entre as décadas de 1940 e 1960.

                                          Ainda sem nome definido, esse superiate foi apresentado no Fort Lauderdale International Boat Show deste ano, no início de novembro. Por lá, visitantes conheceram os detalhes de um barco que ganha o mercado carregado dos desejos de seu futuro proprietário. À Baglietto, ele deixou claro querer uma “embarcação extremamente navegável”, que lhe permitisse “navegar ao redor do mundo”.

                                          Foto: Baglietto / Divulgação

                                          Não à toa, o estaleiro promete um superiate com certificação Ice Class 1D. Na prática, significa que a embarcação terá reforços estruturais no casco e na maquinaria para operar em condições de gelo leve, garantindo ao proprietário a chance de visitar, em grande estilo, destinos mais remotos que os tradicionais.

                                          Foto: Baglietto / Divulgação

                                          Os designs exterior e interior estão a cargo da Floating Life, em parceria com o escritório de design italiano SaturaStudio. A ideia é que o superiate tenha na integração entre os espaços internos e externos uma das suas principais características. Esse conceito vai de encontro ao uso de materiais naturais e ao layout do salão panorâmico no convés principal, cercado por janelas em 360 ​​graus.

                                          Foto: Baglietto / Divulgação

                                          Um dos principais detalhes personalizados deste projeto, porém, está no sistema de lançamento da embarcação auxiliar, de 10 metros. O equipamento foi especialmente projetado e modelado pela equipe do proprietário, em colaboração com a também italiana Besenzoni.

                                          Foto: Baglietto / Divulgação

                                          O processo leva como base os sistemas de içamento históricos utilizados pelos estaleiros italianos entre as décadas de 1940 e 1960. Dessa forma, uma plataforma retrátil permite que a embarcação auxiliar seja lançada diretamente no mar e recolhida com segurança. Para o estaleiro, trata-se de uma solução “sem igual no mercado”.


                                          Já para navegar, a propulsão ficará a cargo da plataforma Volvo Penta IPS Professional. Apontado pela marca como o mais avançado para superiates, o sistema promete reduzir o consumo de combustível em até 30%. Sua entrada de energia dupla permite usar apenas duas das quatro unidades de propulsão em cruzeiro ou manobras, o que promete diminuir ruídos, ampliar intervalos de manutenção e melhorar a eficiência.

                                           

                                          O conjunto também é mais compacto, liberando espaço interno, e inclui geradores Volvo Penta, Sistema de Posicionamento Dinâmico e Atracação Assistida.

                                           

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                                            Que tal imergir em uma viagem para mais de 3 mil anos atrás? Isso será possível no Parque Arqueológico de Flag Fen, em Peterborough, na Inglaterra, onde três embarcações da Idade do Bronze, esculpidas em troncos de árvores únicos, estão sendo expostas pela primeira vez.

                                            Esses barcos foram descobertos rio acima em 2011, no povoado de Must Farm, perto de Whittlesey, na também inglesa Cambridgeshire.

                                            Foto: Flag fen Archaeology Park / Divulgação

                                            Após 13 anos de restaurações, as embarcações agora protagonizam a exposição “Descobertas de Barcos da Idade do Bronze em Must Farm”, onde fornecem detalhes fascinantes sobre a carpintaria pré-histórica, as técnicas de construção e os métodos de transporte há mais de três milênios.

                                            Isso é mais do que uma exibição arqueológica — é uma poderosa reconexão com as pessoas que um dia viveram, trabalharam e viajaram por esta paisagem– disse Jacqueline Mooney, gerente geral do Parque Arqueológico de Flag Fen


                                            Uma cápsula do tempo

                                            Embora três barcos estejam em exposição, nove deles foram encontrados pela Unidade Arqueológica de Cambridge no leito de um antigo riacho assoreado no povoado. A escavação das toras de madeira seguiu de 2011 a 2012.

                                            Foto: Flag fen Archaeology Park / Divulgação

                                            Desde então, os barcos foram sido cuidadosamente preservados em condições climáticas controladas, utilizando uma solução especializada de cera e água.

                                            Foto: Flag fen Archaeology Park / Divulgação-\

                                            Durante as análises, pesquisadores conseguiram identificar desde as espécies das árvores utilizadas e os métodos de abate, até as ferramentas empregadas na criação dos barcos. Entre as embarcações expostas, estão:

                                            • Uma embarcação de carvalho da Idade do Bronze Média, com 6,3 m de comprimento, com áreas carbonizadas no interior;
                                            • Um fragmento de 2,2 m de um barco de carvalho do mesmo período, com um reparo complexo no casco;
                                            • Um fragmento de 0,8 m de um barco de bordo-campestre da Idade do Bronze Inicial.

                                            Essas embarcações simples, porém extremamente eficazes, foram usadas para navegar em um rio pantanoso por quase um milênio– pontuou Iona Robinson Zeki, pesquisadora da Unidade Arqueológica de Cambridge

                                            A exposição ainda inclui réplicas de ferramentas da Idade do Bronze, instalações interativas com entrevistas com especialistas e demonstrações de técnicas artesanais antigas.

                                            Foto: Flag fen Archaeology Park / Divulgação

                                            As visitas à exposição acontecem de sexta-feira a domingo, das 10h às 16h. Crianças a partir de 5 anos pagam 3,40 libras no ingresso (R$ 24 na conversão de novembro de 2025), ao passo que adultos desembolsam 6,80 libras (R$ 48). Há um pacote especial para famílias (dois adultos e até três crianças), que custa 17 libras (R$ 120). Menores de 5 anos e cuidadores não pagam.

                                             

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                                              Com suas dimensões continentais, o Brasil esconde destinos que, muitas vezes, precisam de uma forcinha para se tornarem parte da rota de turistas. É o caso do município de Araguacema, no interior do Tocantins, que acaba de ganhar um novo roteiro náutico, em uma iniciativa do Sebrae Tocantins em parceria com a Prefeitura Municipal, por meio do Agente de Roteiro Turístico (ART).

                                              Batizada de Encantos de Araguacema, a rota promete levar turistas e apaixonados por belezas naturais para uma verdadeira imersão na natureza local, às margens do Rio Araguaia.

                                               

                                              Não à toa, os barqueiros da região são tidos como os protagonistas da iniciativa, uma vez que receberam capacitação e atuaram diretamente no desenvolvimento do roteiro, que promete “uma experiência única feita por quem vive às margens do rio”.

                                               


                                              Segundo a Associação de Marinheiros e Barqueiros de Araguacema (AMBA), em dois dias de exploração os visitantes são levados para navegar em “praias de areia branca, ilhas paradisíacas e lagoas serenas”.

                                              Foto: Instagram @encantosdearaguacema / Reprodução

                                              Nas paradas, é possível aproveitar um mergulho e apreciar as paisagens em momentos de contemplação. O roteiro ainda busca imergir nas raízes locais, apresentando tradições e memórias que marcaram o desenvolvimento das comunidades ribeirinhas, a exemplo da visita às ruínas da Igreja Nossa Senhora da Providência, que reforça a conexão entre cultura, história e identidade local.

                                              Ruínas da Igreja Nossa Senhora da Providência. Foto: Aldemar Ribeiro – ATN / Divulgação

                                              A preservação ambiental também é um tema fortemente presente no percurso, visando reforçar a prática de um turismo sustentável.

                                               

                                              Antes de virar uma rota turística, o Roteiro Náutico Encantos de Araguacema passou por uma testagem que envolveu a equipe técnica do Sebrae, responsável por acompanhar detalhes como pontos de embarque, protocolos, infraestrutura e pontos de parada, assegurando que tudo estivesse alinhado aos padrões de qualidade.


                                              Segundo os órgãos envolvidos, a testagem comprovou que o roteiro reúne o que há de melhor em segurança, planejamento, integração comunitária e valorização das tradições em Araguacema.

                                               

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                                                Embora seja amplamente conhecida no Brasil pelos veleiros, a francesa Beneteau também carrega um catálogo recheado de embarcações a motor, com lanchas e os famosos trawlers. Recentemente, essa lista ganhou um novo e aclamado modelo: o Gran Turismo 50 Alpine, barco inspirado no Alpine A390, carro da marca esportiva da Renault, que chega em edição limitada a 110 exemplares.

                                                Em mais uma parceria luxuosa onde as pistas se encontram com as águas, a Beneteau apostou no modelo que ganhou o mercado ainda no início de 2025 com uma grande missão: confrontar o consolidado Porsche Macan.

                                                Foto: Beneteau / Divulgação

                                                As linhas marcantes do esportivo de três motores — um na frente e dois traseiros, que garantem vetorização de torque ativa e até 470 cv — estão refletidas na lancha, que deve se tornar, não ironicamente, o “carro-chefe” dessa categoria da Beneteau.

                                                 


                                                Em seus 16 metros (52 pés) de comprimento e 4,5 metros (15 pés) de boca estão elementos como volante personalizado, detalhes inspirados na fibra de carbono, estofados adaptados aos raios UV e à salinidade, a cor Bleu Abysse e, claro, um assento bucket, tradicional de carros de corrida.

                                                A cor Bleu Abysse, uma das marcas do barco. Foto: Instagram @beneteau_official / Reprodução

                                                Ao todo, até doze pessoas podem aproveitar os recursos da embarcação, que chega com três cabines — uma suíte master — , banheiro privativo com chuveiro, cozinha totalmente equipada, mesa para oito pessoas na popa (que acomoda até 10), solário na proa e varandas laterais articuladas.

                                                Foto: Beneteau / Divulgação

                                                Para navegar, a lancha usa dois motores Volvo, cada um capaz de desenvolver 480 cavalos de potência. Não à toa, os tanques de combustível são bastante generosos, com capacidade para até 650 litros. Com isso, espera-se que a Gran Turismo 50 percorra até 400 km quando a velocidade máxima não ultrapassar 41 km/h.


                                                O barco está sendo comercializado por 1,2 milhão de euros, o equivalente a cerca de R$ 7,7 milhões (conversão de novembro de 2025). A próxima aparição do Gran Turismo 50 Alpine está previsa para o Düsseldorf International Boat Show 2026, de 17 a 25 de janeiro.

                                                 

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                                                  02/12/2025

                                                  A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, em 26 de novembro, a operação “Jet Set”, que desmantelou um esquema de venda clandestina de motos aquáticas que atuava havia pelo menos três anos em Brasília. A ação, conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (DOT/Decor), teve apoio da Receita do DF e da Capitania Fluvial de Brasília.

                                                  Vendedores informais que movimentavam um mercado paralelo sem recolher impostos e sem registro comercial foram o alvo da operação. Segundo a PCDF, os suspeitos funcionavam como lojistas informais, usando perfis em redes sociais para anunciar jets a preços até 20% menores que os praticados por concessionárias.

                                                   

                                                  O valor reduzido era possível porque o grupo comprava os jets em estados com ICMS mais baixo, como Paraná e Rio Grande do Sul, e os revendia no DF como se fossem usados — muitas vezes emitindo notas em nome de terceiros para driblar o pagamento do diferencial de alíquota.

                                                   

                                                  Durante a Operação Jet Set, foram apreendidos 32 motos aquáticas, três caminhonetes e diversos documentos que comprovam a revenda ilegal. Os investigados, que também faziam rifas ilegais das embarcações, podem responder por sonegação fiscal, associação criminosa, lavagem de dinheiro e sorteio ilegal de bens.

                                                  Impacto no mercado formal

                                                  Um vendedor de Brasília ouvido pela reportagem afirma que o esquema prejudicava diretamente as concessionárias oficializadas, que trabalham com margens de cerca de 11% e não conseguem competir com ofertas muito abaixo do mercado.

                                                  Para quem tem loja aberta e paga imposto, é impossível concorrer. O cliente via o preço menor e achava que a concessionária estava superfaturando, sem saber que havia evasão fiscal por trás– contou à Náutica

                                                  Segundo ele, as irregularidades apareciam principalmente no pós-venda, quando os jets chegavam à loja registrados em nome de terceiros, sem nota fiscal emitida ao comprador, inviabilizando a garantia de fábrica e levantando suspeitas de origem ilegal.

                                                   

                                                  Foi a partir desses casos que a DOT iniciou auditorias. Com cruzamento de dados, denúncias e fiscalização das transferências, a polícia chegou a vendedores que compravam produtos em estados com tributação menor e os levavam para Brasília sem recolher o imposto devido.


                                                  Algumas das motos aquáticas apreendidas estavam registradas na Marinha com documentação regular, mas incompatível com a origem fiscal — o que levou à necessidade de atuação conjunta entre os órgãos.

                                                  O que diz a Marinha

                                                  Em nota enviada à reportagem, a Capitania Fluvial de Brasília explicou que sua atuação se baseia na Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário (Lei nº 9.537/1997) e nas Normas da Autoridade Marítima (NORMAM), que disciplinam o registro, inscrição e transferência de propriedade de embarcações de esporte e recreio.

                                                   

                                                  Segundo a Marinha, cabe à Capitania analisar a regularidade formal dos documentos apresentados — como títulos de inscrição, documentos pessoais e declarações de transferência — dentro de um procedimento administrativo, que não inclui investigação tributária ou criminal.

                                                  No caso noticiado, as embarcações eram apresentadas com documentação aparentemente regular, não havendo, do ponto de vista estritamente administrativo, fundamento jurídico para recusar a inscrição– disse o órgão

                                                  Por outro lado, a nota reforça que, uma vez recebida determinação judicial ou comunicação formal da autoridade competente, a Capitania “pode proceder ao bloqueio administrativo do jet em seus registros, impedindo novas transferências e, se necessário, restringindo sua circulação até a conclusão das investigações e a destinação do bem definida pelo Poder Judiciário”.

                                                   

                                                  De igual modo, o órgão esclarece que também é prática institucional comunicar imediatamente às autoridades policiais quando são identificadas adulterações, irregularidades ou inconsistências documentais.

                                                  Essa cooperação interinstitucional integra a missão da Autoridade Marítima de zelar pela segurança da navegação e apoiar, dentro dos limites legais, o enfrentamento a esquemas ilícitos envolvendo embarcações– conclui a nota

                                                   

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                                                    Os dados, provenientes de uma análise coordenada pelo Observatório Nacional da Indústria e liderado pelo Observatório da Federação das Indústrias de SC (FIESC), apontam que as exportações de embarcações atingiram US$ 26,23 milhões em 2024, ao passo que as de itens em madeira somaram US$ 413,75 milhões.

                                                    Marina Itajaí Boat Show 2025. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                    Os polos industriais com inserção internacional são conhecidos por concentrar indústrias e serviços especializados, com participação ativa no mercado global. Na prática, eles não produzem apenas para o consumo interno: exportam, atraem investimentos estrangeiros, integram cadeias produtivas globais e seguem padrões internacionais de tecnologia, logística e competitividade.

                                                    A cada emprego criado na indústria, outros 16 são gerados. É por isso que o setor industrial é tão relevante para a economia– explicou Gilberto Seleme, presidente do FIESC

                                                    Já Marcelo de Albuquerque, coordenador do estudo, destaca que, no caso das embarcações, a proximidade do Vale do Itajaí com o litoral na Foz do Rio Itajaí e o crescimento do turismo náutico na região contribuem para o desenvolvimento da cadeia produtiva.


                                                    A região metropolitana compreende 54 municípios, que costumam ser divididos em três sub-regiões: Alto Vale (interior/serras); Médio Vale — também chamado de Vale Europeu — (parte intermediária, com forte traço cultural europeu); e Baixo Vale/Foz do Itajaí (litoral e cidades próximas ao mar).

                                                     

                                                    Vale destacar que Porto de Itajaí, segundo maior do Brasil em movimentação de cargas, está estrategicamente localizado no Vale do Itajaí, por onde passam, anualmente, mais de 20 milhões de toneladas de mercadorias.

                                                     

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                                                      Todos os detalhes que ainda faltavam para finalizar o barco foram adicionados. Angelo terceirizou a parte elétrica, mas também deu uma mãozinha no que ele pôde: ajudou a esqueletar o quadro elétrico e instalou a saída da água servida (isso é, o descarte proveniente de chuveiros, pias e lavatórios).

                                                      Motor Yanmar, que equipa o veleiro Bravura. Foto: Revista Náutica

                                                      Falando na parte elétrica, o último episódio do Bravura entrega momentos marcantes. Um deles é a primeira partida do motor Yanmar, que já está funcionando perfeitamente. O ronco do equipamento só perdia para os gritos de felicidade de Guedes.

                                                      Não é só uma montagem de um barco, é um pouco também do coração– destacou o construtor amador

                                                      O suporte do bimini — lembra dele? — finalmente foi instalado, e ainda ganhou um toldo para oferecer uma sombrinha durante as travessias mais longas e calorentas.

                                                      Barco totalmente revestido na parte interna no último episódio do Veleiro Bravura. Foto: Revista Náutica

                                                      Na parte interna, o último episódio do Veleiro Bravura revela um novo barco! Tudo foi revestido com obras de marcenaria feitas pelo próprio Angelo — que aprendeu o processo durante a construção. Lâmpada instalada, molduras fixadas e tudo pintado e resinado.

                                                      Moldes instalados no barco. Foto: Revista Náutica
                                                      Parte interna do veleiro finalizada. Foto: Revista Náutica

                                                      Gavetas, prateleiras, painéis… tudo no seu devido lugar. Embora nada lembre aquele protótipo que se iniciou com um monte de alumínio, vê-lo pronto deu a Angelo uma sensação de missão cumprida.

                                                      Angelo Guedes e o veleiro Bravura. Foto: Revista Náutica

                                                      O barco também ganhou um visual novo. Com a ajuda de um profissional, o Bravura recebeu linhas da cor grená e um adesivo com o nome da embarcação. Ele também foi limpo e a cor branca ganhou mais vida.

                                                      É um sonho materializado que um dia existiu apenas na imaginação– revelou Guedes

                                                      Nova pintura do veleiro Bravura. Foto: Revista Náutica

                                                      “Eu batizei o barco com o nome de Bravura, pois durante todo esse processo, entendi que Bravura é muito mais do que um nome de um barco — é uma filosofia de vida. É a coragem necessária para transformar um sonho em realidade”, completou Angelo Guedes.

                                                       

                                                       

                                                      Quer saber mais detalhes do último episódio da série e como ficou o veleiro? Fique de olho no YouTube do Canal NÁUTICA e veja o sonho virar realidade. O Bravura está pronto!

                                                      Impulsionado pela Yanmar

                                                      Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.

                                                      3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

                                                      O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.

                                                       

                                                      Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.

                                                      3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

                                                      De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.

                                                      O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.


                                                      Acompanhe tudo no Canal Náutica do YouTube!

                                                      Para não perder nenhum episódio dessa épica jornada, inscreva-se no Canal da Náutica no YouTube e ative o sininho. Assim, você sempre será notificado quando um vídeo estrear — não só da “Construção do Veleiro Bravura”, mas também de outras produções NÁUTICA.

                                                       

                                                      A série terá episódios novos toda terça-feira, às 20h (horário de Brasília). Embarque nessa aventura com a gente!

                                                       

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                                                        Nunca é tarde para revisitar o passado e ver que, possivelmente, nem tudo aconteceu da maneira que imaginávamos. Um novo estudo realizado por dois brasileiros sugere que Pedro Álvares Cabral não teria chegado ao Brasil por Porto Seguro, na Bahia — como é amplamente conhecido — , mas sim pelo Rio Grande do Norte.

                                                        A pesquisa foi publicada no Journal of Navigation, na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e conduzido pelos físicos brasileiros Carlos Chesman (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e Carlos Furtado (Universidade Federal da Paraíba).

                                                         

                                                        Para chegar nessa hipótese, os pesquisadores analisaram dados da famosa carta de Pero Vaz de Caminha, a “Carta do Achamento”, escrita em 1500. O documento histórico é responsável por registrar as primeiras impressões dos portugueses sobre o Brasil.

                                                        “Carta do Achamento”, de Pero Vaz de Caminha. Foto: Domínio Público

                                                        A nova análise foi feita com ferramentas tecnológicas modernas, e em simulações de ventos, correntes marítimas e profundidades do mar ao longo da rota percorrida pela frota. Também foram revisadas as datas, distâncias percorridas em léguas, referências topográficas e descrições de fauna e flora.

                                                         

                                                        Além disso, a dupla de cientistas aplicou cálculos físicos, simulações computacionais, mapas dinâmicos e outras tecnologias para refazer o trajeto que descobriu o Brasil.

                                                        A força de Coriolis

                                                        Um dos pontos centrais do estudo é o papel da força de Coriolis, que faz com que os objetos (como barcos ou correntes de ar) que viajam longas distâncias ao redor da Terra pareçam se mover em uma curva em vez de uma linha reta. No Hemisfério Sul, o desvio tende para a esquerda, enquanto no Norte, para a direita.

                                                        Rota tradicionalmente associada ao descobrimento do Brasil por Pedro Álvares Cabral. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                                        De acordo com os autores, essa dinâmica teria naturalmente desviado a frota portuguesa em direção ao Rio Grande do Norte, e não ao sul da Bahia. Eles argumentam que é improvável que a frota, saindo de Cabo Verde, tenha seguido em linha totalmente reta até Porto Seguro.

                                                         

                                                        Analisando as correntes e ventos, os navios seriam, naturalmente, impulsionados a passar pelo litoral norte do Rio Grande do Norte, segundo o estudo.

                                                         

                                                        Logo, o cálculo considera a distância percorrida entre Cabo Verde e o avistamento de terra (cerca de 4 mil quilômetros) e sugere que a trajetória pelo mapa se assemelharia à curva de um “S”, terminando no litoral potiguar, explicou Chesman ao g1.

                                                        O marco zero do Brasil?

                                                        Na carta de Pero Vaz de Caminha, é descrito um “grande monte, mui alto e redondo”, historicamente associado ao Monte Pascoal, na Bahia. Mas, de acordo com os pesquisadores, a nova pesquisa sugere que esse lugar corresponderia ao monte Serra Verde, em João Câmara, no interior do Rio Grande do Norte.

                                                        João Câmara, no Rio Grande do Norte. Foto: Governo Municipal de João Câmara/ Divulgação

                                                        Nesse cenário, o primeiro local de desembarque da frota de Pedro Álvares Cabral teria ocorrido na praia de Zumbi, em Rio do Fogo. Já o segundo ponto de ancoragem teria sido na praia do Marco do Descobrimento, em São Miguel do Gostoso.

                                                         

                                                        As simulações por GPS apontam que a chegada pela Bahia não corresponderia aos ventos e correntes predominantes no século 15, enquanto a rota pelo estado potiguar seria mais fiel às correntes atlânticas descritas nos relatos de navegação.

                                                        Praia do Zumbi, no Rio Grande do Norte. Foto: Prefeitura Municipal do Rio do Fogo/ Divulgação

                                                        Vale ressaltar que esse não é o primeiro estudo a sugerir que um desembarque de Pedro Álvares Cabral no Rio Grande do Norte seja mais provável. O intelectual potiguar Luís da Câmara Cascudo e o historiador Manoel Cavalcanti Neto, por exemplo, já consideravam essa hipótese.

                                                         

                                                        No entanto, até agora não há consenso histórico sobre as duas hipóteses. Para o Rio Grande do Norte, essa possibilidade representa um reconhecimento simbólico relevante de seu papel na história do Brasil e tem potencial impacto memorial, educacional e até turístico no estado.

                                                         

                                                        Náutica Responde

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                                                          01/12/2025

                                                          Chegou ao fim a 5ª edição do SailGP, tida como a Fórmula 1 da Vela e que terminou com festa inglesa. A última etapa do ano ocorreu neste domingo (30) em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, com o time da Emirates GBR conquistando o título da temporada e o Brasil na 11ª colocação geral.

                                                          O pódio da última corrida da temporada teve as equipes da Dinamarca (1º), Itália (2º) e França (3º) — mas nenhum deles disputaram a grande final. Por conta da pontuação geral acumulada ao longo do campeonato, quem disputou o troféu foram as equipes da Emirates GBR (Inglaterra), da Bonds Flyng Roos (Austrália) e da Black Foils (Nova Zelândia).

                                                          Emirates GBR venceu a 6ª edição do SailGP. Foto: SailGP/ Divulgação

                                                          Quem viu, não se decepcionou. A grande final contou com manobras surpreendentes e uma corrida acirrada de tirar o fôlego, terminando com a vitória da equipe inglesa — que desembolsou o prêmio de US$ 2 milhões (R$ 10 milhões em conversão de dezembro de 2025). O vice ficou por conta da Austrália, com a Nova Zelândia fechando o pódio final.

                                                           

                                                          Numa reviravolta emocionante, a Emirates GBR, liderada por Dyan Fletcher, velejador medalhista olímpico, se recuperou da terceira posição para ultrapassar os BONDS e os Black Foils na quarta etapa da disputa decisiva. Assim, a Inglaterra se torna apenas a terceira equipe a conquistar um título da SailGP.

                                                          E o Brasil?

                                                          Com bons momentos na água, o Mudabala Brazil sofreu uma penalidade cruel ao encostar em outro barco e amargou a 12ª posição na etapa — mesmo que tenha colecionado resultados importantes no SailGP de Abu Dhabi.

                                                          Brasil em disputa no SailGP de Abu Dhabi. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

                                                          O Brasil abriu as regatas do fim de semana com um 4º lugar, atrás apenas dos times da Alemanha, Canadá e Dinamarca. Na sequência, o Mubadala ocupou a 8ª e 7ª posição nas duas corridas seguintes.

                                                           

                                                          O destaque ficou para a quarta e última regata de sábado, quando a equipe verde a amarela conquistou sua melhor colocação na etapa — um 3º lugar, ao lado dos times da Suíça (1º) e Dinamarca (2º). Já neste domingo (30), as duas últimas corridas da etapa de Abu Dhabi com participação brasileira renderam ao time a 9ª e a 11ª colocação.

                                                          Catamarã F50 do Brasil no SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

                                                          Já no placar final da temporada do SailGP, o Mubadala, na sua temporada de estreia na liga, figurou na 11ª posição, à frente do time dos Estados Unidos por 10 pontos de diferença. Os momentos de maior destaque da equipe do Brasil foram os dois primeiros lugares conquistados em distintas regatas (Espanha e EUA).

                                                           

                                                          Liderado pela bicampeã olímpica Martine Grael, a encerra sua primeira temporada com um balanço bastante positivo e a sensação de estar navegando — e voando — na direção correta.

                                                          Nossa equipe está muito mais entrosada e confiante a bordo do F50, e estamos todos muito animados para o ciclo de 2026 que se aproxima– destacou Martine

                                                          Martine Grael, capitã do Brasil no SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                                          Para uma equipe estreante em um campeonato tão disputado quanto o SailGP, o Brasil demonstrou uma evolução surpreendente a bordo do catamarã F50, garantindo duas vitórias em regatas ao longo da temporada. Não á toa, Lisa Darmanin, medalhista olímpica e analista técnica da liga, opinou que a posição da equipe não reflete o potencial do grupo.

                                                          É apenas um ‘snapshot’, incapaz de refletir a jornada de desenvolvimento ou os momentos de excelência– afirmou Lisa à Revista Náutica

                                                          2026 é logo ali!

                                                          O fim da temporada 2025 é apenas o início de uma nova fase para o SailGP e para o Brasil. O campeonato de 2026 já começa em janeiro, nos dias 17 e 18, com o Oracle Perth Sail Grand Prix, na Austrália.

                                                          Foto: Instagram @sailgp/ Reprodução

                                                          Contudo, o principal marco do próximo ciclo da competição será a aguardada estreia da primeira etapa da história na América do Sul, quando o Rio de Janeiro sediará o evento nos dias 11 e 12 de abril de 2026, consolidando o Brasil como um polo de grandes eventos esportivos, inovação e sustentabilidade na vela global.

                                                           

                                                          E, para quem quiser recapitular a histórica temporada brasileira no SailGP, será lançada em dezembro no canal SporTV e no Globoplay (streaming) a série documental “Born to Sail”, realizada pela AT Films e que mostrará os bastidores do Brasil nesta edição e destacará o pioneirismo da capitã Martine Grael — primeira mulher a ocupar a posição de driver na história do SailGP.

                                                           

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                                                            A bordo do veleiro Endurance 64, uma tripulação de apaixonados pelo mar topou o desafio de navegar do Brasil a Antártica. Entre eles, estava Guilherme Kodja, nome conhecido dos testes NÁUTICA, que soma quase 40 anos de experiência em navegação costeira e oceânica. Essa vivência não só mudou sua vida como resultou em um livro, que, além de apresentar a aventura, carrega um valor muito nobre.

                                                            A obra “Do Sonho à Conquista, a Navegação Tríplice Austral a bordo do VPE64” apresenta em 128 páginas um material fotográfico e narrativo sobre o feito, sob a ótica e perspectiva de Kodja, com direito a, inclusive, fotos autorais.

                                                            É um texto sobre o sonho, a aventura e a conquista pessoal que mudou minha vida — e que quero fazer mudar a de todos que se inspirarem com a obra– declarou Kodja através do Instagram

                                                            Uma das muitas fotos registradas por Kodja ao longo da viagem, que constituem a estrutura do livro. Foto: Divulgação

                                                            Uma vida, em especial, será certamente mudada com o livro: a de Vitor Pereira Dias. O menino de 15 anos, natural da Bahia, passava férias na casa da mãe, que é diarista em São Paulo, quando sofreu um acidente com uma pipa num fio de alta tensão. O jovem foi eletrocutado e teve os dois antebraços amputados, além da perna esquerda, abaixo do joelho.

                                                            Capa do livro leva foto de Kodja. Foto: Divulgação

                                                            Visando arrecadar fundos para suas próteses robóticas, Kodja conseguiu o apoio de seis empresas, que viabilizaram a primeira tiragem do livro, com 400 unidades. Dessa forma, a obra não será vendida, mas sim entregue a pessoas que contribuírem com um valor mínimo de R$ 250 à vaquinha de Vitor, organizada pelo navegador.

                                                            Eu abracei essa causa. Não tem nenhuma questão financeira envolvida, a não ser essa ajuda voluntária ao Vitor, que teve essa tragédia na vida dele– destacou Kodja

                                                            Para ajudar, basta acessar o link da iniciativa e fazer uma contribuição de qualquer valor a partir de R$ 250. Segundo Kodja, o livro estará pronto na versão impressa em 13 de dezembro.


                                                            Jornada que virou livro e série

                                                            O livro de Guilherme Kodja, ao estilo Coffe Table Book, retrata a trajetória rumo à Antártica com referências cronológica e geográfica nas legendas. O material chega com prefácio de Cícero Vieira Neto, proprietário do Endurance 64, que também participou da expedição.

                                                            Foto: Equipe Endurance 64 / Divulgação

                                                            Foi ele, inclusive, o responsável por escalar o time diverso e habilidoso de navegadores que participaram da aventura. Juntos, os tripulantes zarparam do Porto de Santos, no Brasil, e encararam águas gélidas, frio cortante e a temida Passagem de Drake até pisar na Antártica.

                                                            Foto: Equipe Endurance 64 / Divulgação

                                                            A jornada de mais de 6 mil milhas, que passou por 30 localidades, virou também série no Canal NÁUTICA no YouTube. Em 13 episódios, apaixonados pelo mar podem conferir todos os detalhes da expedição, que contou com grandes desafios, mas também paisagens deslumbrantes e, claro, muito aprendizado. Confira:

                                                             

                                                             

                                                            Náutica Responde

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