Gigantes: conheça os 10 maiores iates do mundo

Por: Redação -
03/01/2026

Há muito tempo, estaleiros em todo o mundo se esforçam para produzir o iate definitivo, maior que o anterior. E não é somente no tamanho que eles evoluem. As embarcações estão cada vez mais tecnológicas, futurísticas e sustentáveis.

Na lista a seguir, é possível notar como esse mercado tem se reinventado ao longo dos anos, e como isso tem se refltido em verdadeiros monumentos sobre as águas. Confira!

Os 10 maiores iates do mundo

10- A+ (147,25 m)

Entregue pela Lürssen em 2012, esta embarcação projetada por Tim Heywood é envolta em mistério. Há rumores, inclusive, de que seu dono é o sheik Mansour bin Zayed al-Nahyan, dos Emirados Árabes Unidos, dono do clube de futebol Manchester City.

Foto: Lurssen / Divulgação

A embarcação, que costumava ser chamada de Topaz, mas foi rebatizada como A + em 2019, atinge velocidade máxima de 22,9 nós (19,5 nós em cruzeiro), impulsionada por quatro motores a diesel MTU. Ela pode acomodar até 62 hóspedes em 26 cabines, além de 79 tripulantes. Seu design de interiores foi feito pela Terence Disdale Design.

9- El Mahrousa (150,57 m)

O El Mahrousa é uma relíquia de 160 anos. Esse megaiate foi contruído no Reino Unido pela Samuda e entregue em 1865. Projetada por Sir Oliver Lang, a embarcação atinge uma velocidade máxima de 16 nós (13 nós em cruzeiro), graças a três turbinas a vapor Parsons.

Foto: Reprodução

O barco, construído com convés de teca, casco de ferro e superestrutura de ferro e madeira, possui uma boca de 13 metros.

8- Al Said  (155 m)

Entregue em 2088, o Al Said, de 155 metros, foi construído no estaleiro alemão Lürssen, sob o apelido de “Projeto Girassol”. Nele navegam 70 hóspedes, acomodados em 35 cabines — além de 174 tripulantes. São nada menos que 24 metros de boca, em uma estrutura com convés de teca, casco de aço e superestrutura de alumínio e aço.

Foto: Lürssen / Divulgação

Entre seus destaques estão amplos espaços para entreter os convidados, especialmente uma sala de concertos a bordo, com espaço para uma orquestra de 50 músicos.

7- Dilbar (156 m)

Também da alemã Lürssen, o Dilbar foi entregue no Mediterrâneo em maio de 2016. O barco alcança até 22,5 nós de velocidade máxima (18 nós em cruzeiro), e carrega uma autonomia de 6 mil milhas náuticas a 16 nós, graças a quatro motores diesel-elétricos Wärtsilä.

Foto: Lürssen / Divulgação

Entre sua sprincipais características estão uma piscina de 180 metros cúbicos e uma central elétrica-diesel de 30.000 kW. Ao todo, até 24 hóspedes aproveitam suas comodidades, divididos em 12 cabines. A embarcação, de 23,5 metros de boca, ainda comporta 96 tripulantes.

6- Azul (160,6 metros)

Enfileirando três embarcações seguidas nessa lista, a alemã Lürssen chega com o Azul, de 160,6 metros, entregue em 2022. Trata-se de um barco de 22,5 metros de boca, capaz de acomodar até 48 hóspedes em 40 cabines, além de 80 tripulantes. Sua velocidade máxima é de 20 nós (18 nós em cruzeiro), sendo impulsionado por quatro motores diesel-elétricos MTU.

Foto: Lürssen / Divulgação

Conforme últimas atualizações, esse gigante está navegando sob a bandeira das Ilhas Cayman, o segundo país com maior número de bandeiras para superiates, com mais de 1,5 mil deles registrados.

5- Dubai (162 m)

O Dubai, de 162 metros, foi originalmente encomendado pelo Príncipe Jefri do Brunei. Contudo, o projeto foi suspenso em 1998, deixando à vista apenas o casco nu e a superestrutura ainda incompleta. Posteriormente vendido ao governo de Dubai, a embarcação passou a receber os cuidados de Kostis Antonopoulos, da Platinum Yachts, que elaborou um novo design de interiores.

Foto: Reprodução

Depois de completo, o barco passou a ser o iate real do Sheikh Mohammed bin Rashid al-Maktoum, de Dubai. Ele se destaca pela boca de 21,3 metros, mas não só: possui piscina, área para churrasco, cinema, discoteca, plataforma de pouso para um helicóptero Blackhawk, ginásio, garagem para submarino e uma vasta gama de brinquedos aquáticos.

4- Eclipse (162,5 m)

O Eclipse deteve o título de maior iate do mundo por três anos, desde que deixou o estaleiro da Blohm+Voss, em 2010. A embarcação possui acabamento interno personalizado, especialmente desenvolvido por Terence Disdale Design, que se encarregou por tudo relacionado ao design de interiores, incluindo o layout do deck e o projeto de construção da superestrutura.

Foto: Blohm & Voss / Divulgação

O Eclipse possui uma ampla gama de recursos, incluindo uma piscina de 16 metros, que pode ser transformada em pista de dança, e a capacidade de acomodar três helicópteros. Ganhou vários prêmios, incluindo o Motor Yacht of the Decade no World Superyacht Awards de 2015.

3- Fulk Al Salamah (164 m)

Parte da frota do Esquadrão Real de Iates de Omã, o Fulk Al Salamah foi construído em 2016 pelo estaleiro italiano Mariotti. Por ser um iate a serviço do líder omani, seu projeto — apelidado de “Projeto Açafrão” — é cercado de mistério e detalhes sobre a embarcação são escassos.

Foto: Mariotti Yachts / Divulgação

Seu nome significa “navio da paz”, em tradução livre do árabe para o português. O Fulk Al Salamah tem casco de aço e superestrutura em aço e alumínio. Possui quatro motores Wärtsilä e foi reformado em 2021.

2- Azzam (180,61 m)

Com grande experiência em construir iates gigantescos, o estaleiro alemão Lürssen terminou o Azzam em 2013, para o sheik Khalifa Bin Zayed Al Nayan — que foi presidente dos Emirados Árabes Unidos e Emir de Abu Dhabi entre 2004 e maio de 2022, quando faleceu.

Foto: Lürssen / Divulgação

Assinado por Christophe Leoni, o design interior tem estilo império, com móveis neoclássicos, e exterior pela Nauta Yacht. Com velocidade máxima de 33 nós (12 nós em cruzeiro), graças à sua engenhosa propulsão a jato de água, o Azzam desafia a crença de que grandes iates devem ser lentos.

 

A embarcação, que por muito tempo encabeçou a lista dos maiores iates do mundo,  pode acomodar até 36 hóspedes em 18 cabines, além de 80 tripulantes.

1- Rev Ocean (194,9 m)

Em primeiríssimo lugar chega o REV Ocean, com impressionantes 194,9 metros. Embora já lançado recentemente, esse megaiate está atualmente em construção na Noruega, com entrega prevista para 2026. A partir daí, será o carro-chefe da norueguesa Vard.

Foto: Vard / Divulgação

Sua velocidade máxima é reduzida em comparação a outros iates aqui listados, chegando a 17 nós. Por outro lado, o barco possui uma autonomia máxima de 21.120 milhas náuticas em velocidade de cruzeiro, empurrado por dois motores diesel-elétricos. Ao todo, o barco leva até 36 hóspedes, dispostos em 18 cabines, além de 54 tripulantes.

 

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    02/01/2026

    A holandesa Heesen Yachts promete começar 2026 em grande estilo, com o lançamento do Frida, seu mais novo superiate. A embarcação, segundo a marca, foi projetada e construída como um verdadeiro iate oceânico “capaz de navegar em qualquer lugar” — e, claro, com muita sofisticação, a começar pelas comodidades do proprietário.

    Depois de desembolsar ao menos US$ 67 milhões (cerca de R$ 357,5 milhões na conversão de novembro de 2025), o dono dessa belezinha de 55 metros poderá desfrutar de uma suíte privativa de nada menos que 86 m² na proa do convés principal, com direito a terraço individual, escritório, closet e um banheiro revestido de pedra com duas pias.

    Foto: Heesen Yachts / Divulgação

    Os hóspedes, por sua vez, devem passar bem as estadias. Até 12 deles tem espaços de luxo garantidos a bordo da embarcação. Além da cabine do proprietário, o Frida conta com uma suíte VIP no convés superior e quatro cabines de hóspedes no convés inferior — duas com camas de casal e outras duas com camas de solteiro. Outras sete cabines são dedicadas à tripulação, de até 13 pessoas.

    Foto: Heesen Yachts / Divulgação
    Foto: Heesen Yachts / Divulgação

    O interior do superiate Frida chega com um layout que valoriza os espaços, a exemplo do salão principal amplo e cheio de luz e do lounge panorâmico no convés superior, projetados pela Luca Dini Design and Architecture. O conceito se baseia no “romantismo da náutica clássica”, como destaca a Heesen, aliado a uma perspectiva contemporânea.

    Foto: Heesen Yachts / Divulgação
    Foto: Heesen Yachts / Divulgação

    Não à toa, a paleta de cores traz à embarcação o contraste tradicional de um fundo claro complementado por mogno marítimo e madeiras com pátina profunda. Um toque especial e cheio de classe vem dos tecidos listrados em cores vibrantes e dos móveis de alto padrão — características que se estendem aos conveses externos.

    Foto: Heesen Yachts / Divulgação
    Foto: Heesen Yachts / Divulgação

    Por fora, aliás, as linhas imponentes são as responsáveis por criar uma silhueta marcante, que ganham um charme a mais com as janelas do chão ao teto que percorrem toda a extensão dos decks principal e superior, levando a leveza das paisagens do lado de fora para dentro do Frida.


    O superiate vai navegar com dois motores compactos MTU 4000 M63 (IMO Tier III), que prometem uma velocidade máxima de 15,5 nós. O estaleiro holandês garante que o barco “não é apenas eficiente, mas também excepcionalmente confortável, garantindo uma navegação segura e tranquila em todas as condições de mar.” Veja mais fotos:

    Foto: Heesen Yachts / Divulgação
    Foto: Heesen Yachts / Divulgação
    Foto: Heesen Yachts / Divulgação
    Foto: Heesen Yachts / Divulgação

     

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      NÁUTICA ultrapassa 80 milhões de visualizações em 2025 e amplia sua autoridade no ecossistema das águas

      Ano histórico reforça autoridade, amplia fronteiras e prepara NÁUTICA para novas travessias em 2026

      Por: Otto Aquino -
      01/01/2026

      Todo bom navegador sabe: antes de partir, é preciso definir o rumo. Em 2025, a NÁUTICA fez exatamente isso. Ajustou as velas, afinou os motores e seguiu adiante. Os números vieram depois, como sempre acontece quando a navegação é segura. E eles vieram fortes. Mas não é apenas sobre números e alcance. É sobre relevância e impacto.

      Foram mais de 80 milhões de visualizações* nos canais digitais NÁUTICA ao longo do ano. Em outras palavras, é como se quase 10 mil pessoas por hora, todos os dias de 2025, parassem para ler, assistir ou interagir com nossos conteúdos.

       

      Construímos também a maior comunidade náutica da América Latina: são mais de 520 mil seguidores somados em nossas plataformas. Sim, meio milhão de pessoas embarcadas na mesma jornada, conectadas por uma linguagem comum — a do mar, dos rios, da navegação e do estilo de vida náutico.

       

      Nossos conteúdos cruzaram fronteiras e chegaram a mais de 100 países. Não por acaso. Quando o conteúdo é relevante, a barreira do idioma deixa de ser obstáculo. O interesse fala mais alto. Esse alcance internacional também revela algo maior: a força da indústria náutica brasileira, cujos produtos, projetos e histórias estão cada vez mais presentes e respeitados no cenário global. O mapa muda, mas a bússola continua apontando para o mesmo lugar: qualidade, credibilidade e conteúdo de verdade.

       

      Na produção de vídeos, seguimos em alta velocidade. A NÁUTICA é hoje o maior canal de YouTube de conteúdo náutico do Brasil, com mais de 139 mil inscritos e, atenção, mais de 420 mil horas assistidas em 2025. Traduzindo para quem gosta de imagens claras: seriam mais de 210 mil sessões de cinema de duas horas, todas com as salas cheias. Detalhe: o Brasil inteiro fechou 2025 com 3500 salas de cinema ativas. Em um mundo de atenção disputada, permanência é sinal de qualidade.

       

      Ao longo do ano, publicamos três séries originais no Canal NÁUTICA, no YouTube. 1) Navegamos pelos canais da Holanda; 2) velejamos até a Antártica; e 3) acompanhamos a construção de um veleiro feito em casa. Histórias que reforçam nosso compromisso com conteúdo autoral, profundo e inspirador.

       

      No Teste NÁUTICA, ultrapassamos a marca de 1 milhão de visualizações nas avaliações de barcos apenas em 2025. Um marco que se soma a uma trajetória sólida: já são mais de 1.200 testes publicados (somando os artigos da revista impressa) ao longo da história de NÁUTICA. Um acervo único, construído com método, independência editorial e respeito ao leitor e que norteia a decisão de compra de quem está escolhendo um barco, servindo de referência para consumidores, estaleiros e para todo o mercado.

       

      No Instagram, somos mais de 185 mil seguidores, com 35,2 milhões de pessoas alcançadas em 2025. É quase 100 mil pessoas por dia, como um farol que nunca se apaga — dia e noite, orientando quem quer se aproximar do mundo náutico.

       

      Ao longo do ano, publicamos mais de 10 mil conteúdos entre reportagens, vídeos, análises, entrevistas, coberturas de eventos, transmissões ao vivo e bastidores. Conteúdo que não navega à deriva. Cada publicação tem propósito e compromisso com quem está a bordo.


      Nos Boat Shows, abrimos o convés para o diálogo. Organizamos mais de 80 palestras do NÁUTICA Talks, reunindo especialistas, profissionais e entusiastas para compartilhar conhecimento, trocar experiências e fortalecer o ecossistema náutico brasileiro. Porque mercado forte se constrói com informação. Mas, mais uma vez, não é só sobre alcance. É sobre autoridade.

       

      Os Boat Shows também fizeram história em 2025, com a marca de mais de 1.200 barcos vendidos ao longo do circuito e mais de 100 mil visitantes. Um resultado que reflete a força do mercado, a confiança dos compradores e a maturidade da indústria náutica. A NÁUTICA fez parte dessa história ao comunicar e divulgar cada Boat Show, conectando fabricantes de barcos, marcas do mercado e consumidores, traduzindo informação técnica em conteúdo acessível.

       

      Os números impressionam, sim. Mas, nas águas, números só fazem sentido quando vêm acompanhados de confiança, experiência e credibilidade. O que a NÁUTICA construiu em 2025 é reflexo de quase quatro décadas entendendo o setor, ouvindo o mercado e respeitando a audiência.

       

      2025 marcou um novo capítulo de NÁUTICA. Um ano em que reforçamos nossa autoridade, ampliamos nosso alcance internacional e mostramos que presença não é quantidade de milhas navegadas, mas sim a capacidade de guiar, inspirar e conectar.

       

      Tudo isso responde a um propósito claro. NÁUTICA existe para levar mais pessoas para a água, despertar o interesse de quem ainda observa o mundo náutico da margem e orientar quem já navega com a gente. Seja na escolha do primeiro barco, na evolução técnica ou na decisão de investimento, nosso papel é informar, traduzir e guiar.

       

      Nada disso seria possível sem o time que está a bordo todos os dias. Jornalistas, influenciadores, fotógrafos, videomakers, produtores, equipe comercial, marketing, parceiros e colaboradores pelo Brasil inteiro que entendem que conteúdo de qualidade não nasce por acaso. Gente que transforma pauta em conteúdo, ideia em história e informação em conexão. E que mantém a NÁUTICA navegando com consistência, mesmo quando o mar exige mais.

       

      Como se vê, dezembro chega como um mês simbólico para a NÁUTICA. Além de fechar um ano histórico, neste mês comemoramos 38 anos de trajetória, construída sobre informação, credibilidade e paixão pela navegação. São quase quatro décadas acompanhando a evolução do mercado, formando gerações de navegadores e contando histórias que ajudam a explicar por que o Brasil é, cada vez mais, um país de vocação náutica.

       

      São mais de 80 milhões de motivos para comemorar. Não apenas pelos números, mas por cada leitor, espectador, parceiro e profissional que embarcou com a gente. Em 2026, seguiremos ampliando formatos, aprofundando histórias e explorando novas rotas editoriais para quem quer navegar melhor, com mais informação e mais segurança.

       

      *Números consolidados com base em dados do Google Analytics e das plataformas Meta.

       

      Otto Aquino é diretor de conteúdo de NÁUTICA e dedica há mais de 20 anos sua vida ao jornalismo e à comunicação náutica no Grupo NÁUTICA.

       

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        De Norte a Sul: veja 9 destinos brasileiros ideais para esportes náuticos nesse verão

        O verão chegou e trouxe consigo dias mais longos e dourados. Esse cenário é quase como um convite diário para aproveitar a vida sobre as águas — especialmente curtindo esportes aquáticos.

        Para a sorte dos brasileiros, o país conta com uma série de destinos com boa infraestrutura de marinas, águas abrigadas e contato direto com a natureza.

        Natal (RN). Foto: Setur / Divulgação

        Logo, se a ideia é trocar o trânsito, os prédios e as filas por mergulhos, pesca, passeios de barco, wakeboard e muito mais, aqui vão algumas dicas:

        Esportes aquáticos de Norte a Sul do Brasil

        Paraty e Angra dos Reis (RJ)

        Na Costa Verde, quem navega encontra um mosaico de ilhas, enseadas protegidas e água transparente — o trio perfeito para mergulho e esportes com prancha, como wakeboard e wakesurf.

         

        O ambiente abrigado torna a região atraente tanto para quem quer adrenalina quanto para famílias em busca de praias acessíveis apenas pelo mar. A interação entre o mar calmo e a Mata Atlântica preservada rende dias de navegação relaxante entre refúgios naturais.

        Ilhabela e Ubatuba (SP)

        Ubatuba reúne dezenas de praias e pontos de mergulho facilmente alcançáveis pela rodovia, o que facilita combinar pesca esportiva, esportes com prancha e passeios de barco no mesmo roteiro.

         

        Já Ilhabela complementa a experiência com águas claras, estrutura de marinas e cenários de costões que agradam mergulhadores, velejadores e quem gosta de navegar com tranquilidade. Ambas oferecem áreas calmas para ancorar e aproveitar o tempo a bordo.

        Florianópolis (SC)

        A capital catarinense mistura o melhor dos dois mundos: mar aberto para quem quer desafiar as ondas e baías protegidas ideais para wakeboard, mergulho e passeios de lancha.

         

        A boa infraestrutura náutica e a vida pulsante à beira-mar ampliam as atividades. A partir dali, é fácil alcançar destinos como Bombinhas e Porto Belo, que chamam atenção por águas claras, fauna diversa e ótimos pontos de mergulho.

        Pantanal Sul – Corumbá (MS)

        Corumbá é o epicentro da pesca no Pantanal Sul. O Rio Paraguai e seus afluentes são famosos pela abundância de espécies de grande porte, atraindo pescadores atrás de experiências sustentáveis em meio a uma natureza praticamente intocada.


        Amazônia – Bacia do Rio Negro (AM)

        A região é um dos maiores ícones da pesca esportiva em água doce no mundo. Nos rios da Bacia Amazônica, especialmente o Rio Negro, as operações costumam usar barcos-hotéis ou lanchas equipadas para navegar em trechos remotos, onde vivem espécies emblemáticas, como o tucunaré-açu.

        Natal (RN)

        No Nordeste, Natal se destaca pelas águas quentes e cristalinas, um atrativo para quem busca pesca oceânica — com destaque para atuns (incluindo o Yellowfin) e dourados — além de navegação com vento constante e profundidade favorável logo na saída da costa.

        Foz do Iguaçu (PR)

        Mais conhecida pelas cataratas, a região também marca presença no mapa brasileiro da pesca esportiva em água doce, oferecendo rios e represas que atraem pescadores em busca de espécies variadas.

        Salvador (BA)

        Salvador é um polo náutico consolidado. O mar aberto garante boas condições para pesca oceânica de espécies como marlim e dourado, enquanto a Baía de Todos-os-Santos oferece águas tranquilas para quem quer alternar dias de aventura em alto-mar com passeios costeiros repletos de história e paisagens naturais.

        Represa de Furnas (MG)

        Chamado de “Mar de Minas”, o lago artificial se tornou um dos principais destinos de lazer náutico do país. A grande extensão de água calma é excelente para esportes de velocidade, wake, jet e momentos de descanso em família.

         

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          Brasileiros dão show de criatividade na hora de escolher o nome do barco; confira exemplos

          Seja com nomes engraçados ou curiosos, a diversão reina na hora de batizar as embarcações

          Por: Redação -
          31/12/2025

          Nome é como documento: todo barco precisa ter um — e a escolha é o primeiro prazer de quem compra uma embarcação. Nessas horas, vale tudo — desde que tenha a cara do dono. Trata-se de uma exigência legal, mas, mesmo que não o fosse, é bem provável que, ainda assim, cada barco recebesse um nome de batismo, já que é comum do ser humano dar nomes ao que aprecia muito.

          É também através do nome do barco que transparece a personalidade de quem o possui. O registro costuma dizer mais sobre o dono do que o nome dele próprio. É quase um reflexo do proprietário. Ou será que dá para imaginar que o dono de um barco chamado “Tarado” seja um pacato vovô passeando com seus netinhos?

          Minina, o veleiro da navegadora Marina Bidoia. Foto: Instagram @allcatrazes/@marinabidoia / Reprodução

          E é aí que entra a nem sempre fácil missão de escolher um bom nome para um barco. Até porque só é permitido um único. Portanto, convém caprichar. No passado, esses nomes eram, invariavelmente, religiosos, como forma de pedir a proteção do santo homenageado durante as difíceis travessias. De certa forma é assim até hoje, mas apenas entre os barcos de serviço.

           

          Entre os pescadores, por exemplo, atualmente predominam os temas evangélicos. Alguns, inclusive, usam nomes tão extensos que mais perecem salmos. “Deus é o Senhor e nada me faltará”, estava escrito, por exemplo, no casco de uma traineira baseada em Iguape, no litoral sul de São Paulo. “Venha a mim os aflitos”, anunciava outra, no mesmo porto.

          Foto: Arquivo Revista Náutica

          Respeito religioso à parte, é necessário ter algum bom senso na hora de batizar um barco. Afinal, é preciso ter em mente que o nome serve, basicamente, para identificar a embarcação, muito mais do que para expor as suas preferências pessoais — as alcóolicas, por sinal, predominam nas lanchas de fim de semana, como “Tequila”, Puro Malte”, “Cuba Livre”, “Bebum” e por aí afora.

          Quanto mais curto, claro e compreensível o nome for, melhor.

          Imagine só ter que soletrar um nome estrangeiro e complicado numa situação de emergência, como os dificílimos, “Shreck” e “Srhew”. Aliás, você sabe como se fala “Srhew”? Ou, pior ainda: ter que fazer isso pelo rádio de bordo.

          Foto: Rafael Simões/ Revista Náutica

          Por isso é que ficou famoso o caso do veleiro “Cala Boca”, cujo dono era invariavelmente acusado de grosseria todas as vezes que tentava conversar com outros navegantes pelo rádio. Assim, a Marinha proíbe — ou, no mínimo, tenta convencer os proprietários a escolherem outra opção — sempre que os nomes possam trazer algum problema embutido, seja ele moral ou prático.

           

          Conta-se, inclusive, que o registro do nome de uma lancha foi negado pela Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, porque o proprietário cismou de batizá-la de “Capitania dos Copos”. Não conseguiu. Foi considerado desrespeitoso.


          Nomes chulos ou palavrões também são proibidos. Mas não há nada contra a malícia, então “É Flórida”, por exemplo, ou trocadilhos como “4 Fun” e palavras de duplo sentido, como “Craca Atoa”, que, por sinal, imperam nas águas brasileiras, fazem a alegria de quem não consegue passar indiferente por um barco, sem ler o seu nome pintado no casco.

           

          Nomes repetidos, por sua vez, não são permitidos — ao menos não dentro da mesma região ou sem serem acompanhados por um numeral crescente e em algarismos romanos, como determina a regra.

           

          Mas isso não impede que só a Capitania dos Portos de Santos tenha mais de 100 barcos registrados como “Albatroz” e uns 200 “Gaivota”. “Nomes de peixes e de aves marinhas são os favoritos do pessoal”, explicou o encarregado do setor de registro de embarcações da capitania santista. “E como há muito mais barcos do que peixes e aves no mar, os nomes acabam se repetindo mesmo e só o que muda é o numeral depois dele”.

          Foto: Arquivo Revista Náutica

          De fato. Uma empresa de pesca santista tem 45 barcos e todos com o mesmo nome: o incomum “Keinicho Chinem”, nome do próprio dono da marca. Exibicionismo? Pelo contrário: tem gente que não liga nada para esse negócio de nome e põe qualquer um, só para cumprir as formalidades.

           

          Pelas regras, só estão dispensados de exibir um nome no casco os barcos menores que cinco metros de comprimento. Mesmo os jets precisam de um, embora não seja obrigatório pintá-lo.

          Foto: Rafael Simões/ Revista Náutica

          A escolha do nome é feita no registro da embarcação na capitania, e vem acompanhada de um número que, este sim, é obrigatório na popa de todas as embarcações, bem como o porto de origem.

           

          Já o nome deve ser pintado nas bochechas dos dois bordos de proa e, segundo a regra, “com letras compatíveis com o tamanho do próprio barco” — o que significa que ele tem que ser, acima de tudo, legível. Mesmo que incompreensível para os outros.

          Foto: Arquivo Revista Náutica

          E este é o ponto: os nomes, muitas vezes, são tão pessoais que ninguém mais os entende. Só mesmo quem o escolheu. Ou será que você é capaz de compreender o significado de nomes como “Dedão do Batepau”, “Aik Baby Aik Aik Billy”, “Dajalivimapeja” ou “Maluka Juno Tartare”? São todos barcos de passeio e baseados em Santos.

           

          Com certeza, existe toda uma história por trás de cada um deles e só isso já serve de pretexto para um alegre começo de conversa. Afinal, o que leva alguém a batizar um barco como “Gengiva”? Só mesmo quem o batizou é capaz de dizer.

          Foto: Rafael Simões/ Revista Náutica

          Como regra geral, porém, predominam nos barcos de passeio os nomes engraçados, curiosos ou capciosos — um reflexo da tal personalidade do dono, como foi dito antes.

           

          Emendar palavras, como “Onkotô”; separá-las de outra forma, como “Tonem Ai”; mudar a grafia original, como “Allanbick”. Vale tudo, desde que o nome fique engraçado. E original. Aliás, deve ter sido isso que passou pela cabeça do dono de um certo veleirinho carioca, quando decidiu batizá-lo com um insólito “Sem Nome”. E escrito à mão, fraquinho, quase a lápis.

           

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            Como saber se o rotor da bomba d’água do motor está funcionando bem? Náutica responde!

            Por: Redação -
            30/12/2025

            Também conhecido como impeller, o rotor da bomba d’água é uma das peças mais importantes do sistema de arrefecimento de um motor de popa, centro-rabeta ou de centro. Tanto é que, se ele falhar, o motor pode superaquecer rapidamente e ter danos graves. Sendo assim, é de suma importância saber como verificar se essa peça está funcionando bem.

            Antes de mais nada, é preciso conseguir identificar o rotor e entender como ele funciona. Trata-se de uma peça circular de borracha, com várias pás. Ela fica instalada dentro da bomba d’água do motor — geralmente ao pé do equipamento (no caso dos motores de popa).

            Foto: Divulgação

            O rotor é responsável por puxar a água do mar e empurrá-la para dentro do sistema de refrigeração. Ou seja, é ele o encarregado de fazer a água circular pelo motor para manter a temperatura ideal e evitar superaquecimento.

             

            Logo, se o rotor falhar, o motor pode superaquecer rapidamente, causando danos graves a embarcação, como empenamento de cabeçote, travamento do motor e quebra de peças internas.

            Como saber se o rotor da bomba d’água do motor está funcionando direito?

            Dá para notar isso por meio do relógio que indica a pressão da água de refrigeração do motor. Se a pressão cair sem que haja redução no giro do motor, provavelmente o rotor está trabalhando “a seco”, ou seja, sem a necessária refrigeração e, por isso, fatalmente irá superaquecer.

             

            Já nos motores de popa, há um esguicho de água na parte traseira que indica se o rotor está funcionando bem — mas o melhor, mesmo, é verificar periodicamente a temperatura da superfície do cabeçote.


            Faça o seguinte: molhe a ponta do dedo e encoste-a nela; se mesmo depois de horas de funcionamento do motor você conseguir ficar cerca de dois segundos em contato com a superfície acima do cabeçote, isso significa que a temperatura está correta e o rotor, nos trinques.

             

            O rotor deve ser revisado e trocado periodicamente, geralmente uma vez por ano ou antes, se o barco é usado em água salgada ou fica muito tempo parado.

             

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              Especialista dá dicas sobre como preparar o jet para o verão; confira!

              29/12/2025

              Para Ana Paula Paz, pilotar com responsabilidade é o primeiro passo para um verão seguro. Embaixadora da Sea-Doo, instrutora de jet e navegação, ela sabe como ninguém a melhor forma de navegar em segurança, especialmente na alta temporada, quando as motos aquáticas tomam conta da costa brasileira — inclusive pilotadas por iniciantes.

              Grande parte dos incidentes registrados nesse período estão relacionados à falta de manutenção adequada ou ao desconhecimento das regras de navegação.

              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Por isso, a instrutora preparou uma lista com 10 orientações práticas para ajudar pilotos a aproveitarem o verão com mais segurança e sem dores de cabeça. São recomendações simples, mas essenciais. Confira:

              Como preparar o jet para o verão

              Faça uma revisão completa antes da temporada

              Antes de colocar a moto aquática na água, é indispensável realizar uma revisão geral, checando motor, óleo, filtros, bomba, hélice, bateria e sistema elétrico. Uma manutenção preventiva evita falhas mecânicas em plena navegação e aumenta a vida útil do equipamento.

              Inspecione o casco e componentes externos

              Verifique se há trincas, arranhões profundos ou desgastes no casco. Pequenos danos podem comprometer o desempenho e até causar infiltração, afetando a estabilidade e a segurança.

              Confira os equipamentos obrigatórios

              Colete salva-vidas homologado, cabo de segurança (lanyard), âncora, remo, kit de primeiros socorros e demais itens exigidos pela Marinha devem estar presentes e em bom estado. Esses itens são essenciais para situações de emergência e fazem parte das normas de segurança exigidas no país.

              Garanta que a documentação esteja atualizada

              Documento da embarcação, habilitação do condutor, recolhimento do Seguro DPEM e taxas obrigatórias precisam estar em dia. O Seguro DPEM (Seguro Obrigatório para Embarcações) é similar ao antigo DPVAT, porém voltado ao uso náutico.


              Ele cobre danos pessoais causados por embarcações, e seu recolhimento anual é obrigatório para que o piloto navegue dentro da lei. Manter tudo regularizado evita multas, garante segurança jurídica ao condutor e assegura que a embarcação está seguindo todas as exigências legais.

              Conheça o local de navegação antes de acelerar

              Entenda a profundidade, identifique áreas rasas, correntezas, pedras e regiões de tráfego intenso. Conhecer o ambiente reduz o risco de colisões, de encalhes e de danos ao casco e ao hélice.

              Mantenha distância de banhistas e embarcações

              Evite navegar perto de pessoas ou de outras motos aquáticas, lanchas e pranchas. A alta velocidade pode gerar acidentes graves; manter espaço é essencial para manobrar com segurança.

              Adeque a velocidade ao movimento e às condições do clima

              Mesmo com motos potentes, a pilotagem deve considerar visibilidade, vento, marolas e fluxo de embarcações. Controlar a velocidade aumenta o tempo de reação e evita perda de controle em águas agitadas.

              Nunca pilote sob efeito de álcool

              O calor e o clima de confraternização podem incentivar o consumo de bebidas alcoólicas, mas a pilotagem deve ser sempre responsável. O álcool reduz a atenção, reflexos e capacidade de tomada de decisão, comprometendo a segurança de todos.

              Use sempre o colete salva-vidas

              O colete deve estar ajustado ao corpo e ser homologado pela Marinha. Em situações de queda, ele garante flutuação, evita afogamentos e dá mais tempo para resgate.

              Tenha atenção redobrada em entradas e saídas da água

              Nas rampas e marinas, a velocidade deve ser mínima, com cuidado ao manobrar próximo a outras embarcações. São áreas de maior circulação e menor visibilidade, exigindo pilotagem ainda mais cuidadosa.

               

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                Baleia com filhote chega pertinho de barco e reação do “pequeno” chama atenção; assista!

                28/12/2025

                Ver uma baleia de perto certamente está na lista de desejos de muitas pessoas ao redor do mundo. Em um vídeo que recentemente viralizou na internet, algumas delas puderam viver essa experiência em dose dupla, com direito a mamãe e filhote. A reação do “pequeno”, contudo, chamou atenção.

                A filmagem, repercutida pela página Nature is Amazing, no X, mostra a dupla chegando bem próxima a um bote, onde alguns turistas não desgrudam os olhos — e as câmeras — dos animais.

                 

                De início, a impressão é a de que os animais estão “desfilando” seu esplendor sob as águas, como se soubessem que, ali, são as figuras principais. De repente, contudo, o filhote bate as nadadeiras e lança sua cauda na direção do barco, causando um pequeno tumulto. Assista:

                 


                O público não se abala — muito pelo contrário. Entre risos, uma das mulheres a bordo questiona, em inglês: “você acha que foi de propósito?”.

                 

                Nos comentários, os internautas deram seus pitacos. Um deles, brincou dizendo que a baleia bebê disse “mamãe, acelera! Esses humanos parecem que vão gravar um vlog da gente.” Já um outro, ponderou: “baleias evitando o barulho dos barcos? Perfeito. tecnologia marítima silenciosa é o futuro.”


                Seja lá qual for o recado que o filhote quis passar, vale ressaltar: existem regras para avistar baleias de maneira saudável. A atividade de Turismo de Observação de Baleias no Brasil é normatizada pela Lei Federal 7.643 de 1988, que proíbe o molestamento intencional de qualquer espécie de cetáceo, e pela Portaria IBAMA 117 de 1996, que define normas específicas para a atividade.

                 

                Portanto, as embarcações são proibidas de:

                • Aproximar-se de qualquer espécie de baleia com o motor ligado a menos de 100 metros de distância do animal mais próximo;
                • Religar o motor antes de avistar claramente as baleias na superfície ou a uma distância de no mínimo 50 metros da embarcação;
                • Perseguir, com motor ligado, qualquer baleia por mais de 30 metros, ainda que respeitadas as distâncias estipuladas acima;
                • Interromper o curso de deslocamento de cetáceo de qualquer espécie ou penetrar intencionalmente em algum grupo, os dividindo ou dispersando;
                • Produzir ruídos excessivos, como música, percussão de qualquer tipo ou aqueles gerados pela operação normal da embarcação, a menos de 500 metros de qualquer cetáceo;
                • Despejar qualquer tipo de detrito, substância ou material a menos de 500 m de qualquer cetáceo;
                • É proibida a prática de mergulho ou natação, com ou sem o auxílio de equipamentos, a uma distância inferior a 50 metros de baleia de qualquer espécie.

                 

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                  Você sabe de quantos cunhos um barco precisa?

                  27/12/2025

                  Os amarradores, conhecidos no jargão naval como cunhos — ou cabeções, quando o assunto são os navios, barcos acima de 50 metros (164 pés) de comprimento — , são tão importantes para prender a embarcação no píer, na âncora ou em outra embarcação, que estão presentes em quase todos os barcos.

                  Essas peças em forma de uma pequena bigorna de ferreiro só não marcam presença em caiaques, canoas e pequenos veleiros monotipos. Nessas embarcações, os cunhos são substituídos por alças, que servem para passar um cabo e assim prender o barco em algum lugar. Exceto esses modelos, toda lancha, bote, veleiro e até jets têm cunhos para amarração.

                  Qual o número ideal desse item tão indispensável?

                  Basicamente, um barco precisa de dois cunhos na proa — um exclusivo para a âncora, se o barco não tiver um guincho para o equipamento — e dois cunhos na popa. Barcos de até sete metros (23 pés) de comprimento são muito bem servidos por cinco cunhos, assim distribuídos. Já os maiores que sete metros, por questões de praticidade e segurança, precisam de mais.

                   

                  Quanto mais cunhos um barco tiver, mais fácil e segura fica a amarração, uma vez que os pontos de tensão são distribuídos no convés.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  No entanto, isso exige que o projeto da embarcação comporte pontos de fixação dos cunhos no convés, o que implica em uma estrutura mais reforçada, muitas vezes com a presença de chapas metálicas na parte interna, para assim distribuir melhor os esforços, principalmente na proa e na popa, regiões onde, normalmente, são aplicadas as maiores tensões.

                   

                  Uma regra geral que funciona bem na prática é manter uma distância de no máximo cinco metros entre os cunhos em barcos a partir dos oito metros de comprimento. Isso significa que uma lancha de nove metros (30 pés) teria um cunho a meia-nau, para manter cerca de 4,5 metros de distância entre os cunhos da proa e da popa.


                  Já um barco de 12 metros de comprimento (40 pés), seguindo essa mesma regra, deveria ter dois cunhos em cada bordo entre a proa e a popa. Nesse caso, a distância é de cerca de 4 metros entre os pontos de amarração. Barcos de 15 metros (50 pés), dentro dessa mesma orientação, também teriam dois cunhos entre a proa e a popa em cada bordo. No entanto, nesse caso, a distância entre os pontos de amarração seria de cerca de 5 metros.

                   

                  No caso de iates, barcos a partir de 24 metros (79 pés) de comprimento, independentemente dessa regra prática, deve haver sempre dois cunhos na proa e na popa em cada bordo. Isso por uma questão de segurança e também praticidade nas amarrações, principalmente em marinas apinhadas de barcos grandes.

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  Alguns estaleiros são mais flexíveis e preferem instalar cunhos maiores, com distância de até 7 metros entre eles. Vale saber que os cunhos não podem ficar em pontos do convés que possam causar tropeções e que devem ser facilmente alcançados, tanto de dentro quanto de fora do barco.

                   

                  Também é importante lembrar que os cunhos devem ter tamanho adequado para amarrar cabos de diâmetro compatível com o porte da lancha ou do veleiro.

                   

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                    26/12/2025

                    Explorar o litoral brasileiro de lancha é uma experiência que combina liberdade, conforto e o prazer de descobrir destinos paradisíacos sob uma nova perspectiva: o mar. Em um modelo compartilhado — como o oferecido pelo Flip Boat Club — essa aventura se torna ainda mais acessível e sustentável.

                    A empresa especialista em serviços de compartilhamento de embarcação oferece planos multipropriedade para veleiros, lanchas e catamarãs — este último sendo a mais recente novidade da marca. Nesse novo modelo, os cotistas podem adquirir barcos novinhos de estaleiros como Mestra Boats e Sessa Marine.

                    Mestra 322 é um dos modelos da Mestra Boats já disponíveis para cota. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    A Flip Boat Club está presente em nove destinos náuticos: Salvador, Angra dos Reis, Paraty, Ilhabela, Ubatuba, Guarujá, Itajaí, Florianópolis e Porto Alegre — e segundo a empresa, segue em expansão.

                    A seguir, conheça os melhores destinos e pontos imperdíveis englobados pelos planos da Flip para navegar com sua lancha compartilhada, do Nordeste ao Sul do país.

                    Baía de Todos-os-Santos (BA)

                    Salinas da Marguarida. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
                    • Ilha dos Frades: uma das mais belas da baía, com mar cristalino restaurantes sofisticados e uma das praias classificadas com bandeira azul na Bahia;
                    • Ilha de Itaparica: tradicional refúgio baiano, com praias perfeitas para ancorar e aproveitar o pôr do sol, infraestrutura de marina com píer, energia e água mineral na torneira;
                    • Praia de Loreto: ideal para quem busca tranquilidade em águas protegidas, poitas gratuitas (depende disponibilidade), pôr do sol com revoada de pássaros e araras abundantes;
                    • Ilha de Maré: pequena e encantadora, com atmosfera de vila de pescadores e culinária autêntica;
                    • Salinas da Margarida: tradicional município de marisqueiras, Aratu, chumbinho e diversos mariscos são ofertados nos restaurantes da cidade, marina com píer, energia e água.

                    Baía de Angra dos Reis (RJ)

                    Ilha Botinas está entre um dos destinos da Flip. Foto: Visite Angra/ Divulgação
                    • Ilhas Botinas: cartão-postal de Angra, com mar azul e ótimo ponto para snorkeling;
                    • Praia dos Meros: local isolado e de águas cristalinas, excelente para mergulho e contato com a natureza;
                    • Ilha da Gipóia (Praia do Dentista): ponto clássico entre os barcos, com mar azul-turquesa e clima animado;
                    • Ilha Grande (Lagoa Azul): perfeita para mergulhar e observar peixes coloridos em águas cristalinas;
                    • Ilha Cataguases: pequena e cinematográfica, próxima da costa, com areia branca e mar translúcido.

                    Baía de Paraty (RJ)

                    Saco do Mamanguá. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
                    • Ilha dos Cocos: pequena, cercada por águas transparentes e repleta de vida marinha;
                    • Ilha do Cedro: uma das mais belas de Paraty, com enseadas calmas e ótima estrutura para barcos;
                    • Saco do Mamanguá: um fiorde tropical, único no Brasil, cercado por montanhas cobertas de mata atlântica;
                    • Ilha da Cotia: ponto de ancoragem abrigado, ótimo para nadar e relaxar.

                    Canal de São Sebastião (SP)

                    Praia da Fome. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
                    • Bar do Viana (Ilhabela): ponto náutico tradicional com excelente gastronomia e vista deslumbrante;
                    • Praia da Fome (Ilhabela): selvagem e paradisíaca, com mar cristalino;
                    • Praia de Castelhanos (Ilhabela): um dos cartões-postais da ilha, acessível por mar com um toque de aventura;
                    • Praia do Jabaquara (Ilhabela): boa infraestrutura e cenário de mata atlântica.

                    Guarujá (SP)

                    Saco do Major também está entre os destinos da Flip. Foto: Portal Guarujá/ Divulgação
                    • Ilha das Palmas: pertencente ao município de Guarujá, o local conta com a infraestrutura do Clube de Pesca de Santos;
                    • Saco do Major: um dos destinos mais selvagens e preservados do Guarujá;
                    • Praia do Éden: pequena e exclusiva, acessível por trilha ou barco, com águas azuis e calmas;
                    • Praia do Sangava: refúgio escondido, ideal para quem quer fugir do movimento urbano;
                    • Ilha do Mato: pequeno e charmoso refúgio natural próximo à costa.

                    Bertioga (SP)

                    • Canto do Indaiá: refúgio tranquilo com mar calmo, ótimo para ancoragem e banho;

                    Ubatuba (SP)

                    Ilha das Couves. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Comomns/ Reprodução
                    • Ilha das Couves: ícone de Ubatuba, com mar turquesa e excelente para mergulho e fotos;
                    • Ilha Anchieta: parque estadual com trilhas, ruínas históricas e águas cristalinas ideais para mergulho;
                    • Praia do Flamengo: pequena enseada acessível apenas por mar, com águas calmas e cenário paradisíaco;
                    • Praia das Sete Fontes: ponto clássico para quem navega na região, com barzinhos rústicos e natureza exuberante.

                    Itajaí (SC)

                    Praia de Cabeçudas. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
                    • Praia de Cabeçudas: tradicional e charmosa, com bom abrigo para fundear;
                    • Praia do Atalaia: ideal para ancoragem rápida e mergulho leve.

                    Florianópolis (SC)

                    Praia de Jurerê Internacional. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
                    • Ilha do Campeche: patrimônio arqueológico e águas caribenhas, imperdível;
                    • Baía dos Golfinhos (Governador Celso Ramos): possibilidade de avistar golfinhos em um cenário encantador;
                    • Ilha do Arvoredo: área de preservação ambiental, perfeita para mergulhar;
                    • Jurerê Internacional: luxo, beach-clubs e ótima estrutura para quem navega.

                     

                    Náutica Responde

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                      Escultura subaquática gigante é instalada no fundo do mar no Japão

                      Por: Nicole Leslie -
                      25/12/2025

                      Quando se pensa em uma escultura de uma gestante repousando com semblante calmo, qual o tamanho máximo que você imagina a obra? Se pensou em uma reprodução fiel à proporção do corpo humano, multiplique. Quando chegar a 5,5 metros de largura e peso de 45 toneladas, estará na proporção da última obra lançada pelo escultor premiado Jason deCaires. Batizada de Ocean Gaia, a arte ganhou a Ilha de Tokunoshima, no Japão, como lar — e servirá de habitat para outras vidas.

                      A Ocean Gaia repousa a 5 metros de profundidade desde 14 de outubro deste ano, quando a operação para depositá-la finalmente aconteceu. O projeto, que vinha sendo elaborado há vários meses, resultou na primeira escultura subaquática instalada no Japão, segundo o artista.

                      Foto: YouTube Jason Taylor / Reprodução

                      A escultura recria um retrato sereno da modelo japonesa Kiko Mizuhara, mas em um corpo gestante. A ideia de Jason foi estender o estilo de vida saudável, a alta taxa de natalidade e a também alta expectativa de vida de Tokunoshima para a obra.

                      Foto: Instagram @jasondecairestaylor / Reprodução

                      Ocean Gaia é um símbolo de renovação e um gesto em direção à reconexão entre as pessoas, o mar e a continuidade da própria vida-descreveu Jason deCaires


                      Além da beleza, há propósito

                      E para além da beleza e poesia nos significados da obra, a iniciativa também carrega propósito ambiental ao utilizar materiais de baixo carbono e pH neutro, projetados justamente para serem colonizados pela vida marinha. Assim como outras dezenas de esculturas feitas e entregues pelo artista em seus 19 anos de carreira, a obra é pensada para ser transformada em um recife artificial.

                      Foto: YouTube Jason Taylor / Reprodução

                      Além dos materiais ecológicos, a Ocean Gaia tem aberturas em sua estrutura que convidam a vida marinha. Já por fora, carrega uma padronagem em espiral inspirada nos círculos de areia criados pelo baiacu-de-manchas-brancas-japonês (Torquigener albomaculosus), nativo da região da Ilha de Tokunoshima, onde foi instalada.

                      Escultura tem padronagem inspirada nos círculos de areia criados por peixe típico de onde foi instalada. Foto: YouTube Jason Taylor / Reprodução

                      Após uma “jornada épica” para ser levada do Reino Unido até o Japão, a escultura Ocean Gaia finalmente repousa onde foi pensada para estar. Nas redes sociais, o escultor compartilha imagens de antes e depois das instalações subaquáticas, que mostram o avanço das peças enquanto recifes artificiais.

                      Escultura da obra “Silent Evolution” (Evolução Silenciosa), de Jason deCaires, já colonizada pela vida marinha. Foto: MUSA / Jason deCaires / Divulgação

                      Assista a instalação da Ocean Gaia:

                       

                       

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                        Teste pontoon Solara 320 Double Deck: um verdadeiro lounge flutuante

                        Com dois andares e capacidade para 16 pessoas, a embarcação ainda navega com maciez e estabilidade

                        Por: Redação -
                        24/12/2025

                        O estaleiro gaúcho Lanchas Solara — que soma 16 anos de atividade e mais de 1,2 mil barcos navegando pelas águas do Brasil e do mundo — , produz, além das suas celebradas lanchas, três modelos de pontoons, embarcações muito populares nos Estados Unidos e no Canadá e que, recentemente, começaram a ganhar espaço no Brasil, especialmente em regiões com lagos, rios e represas.

                        Para quem ainda não conhece esse tipo de embarcação, os pontoons se destacam pelo casco composto por dois ou três flutuadores cilíndricos (os “pontoons”), feitos geralmente de alumínio.

                         

                        Esses flutuadores sustentam uma plataforma plana, o que permite um layout semelhante ao de uma sala de estar ou varanda flutuante. É o caso do Solara 320 Double Deck, um pontoon do tipo trimarã (com três flutuadores) que tem dois conveses.

                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                        O barco conta ainda com toalete fechado, área gourmet com churrasqueira de alto desempenho (a gás ou a carvão), sistema de som distribuído pelos dois decks, sofás gigantes e — atenção ao detalhe — escorregador (tobogã aquático) como item de lazer. O visual é de um lounge flutuante. Nenhuma outra embarcação dessa categoria oferece tanto espaço útil para um day use. Ou para a realização de festas sobre a água.

                         

                         

                        Para facilitar a entrada e saída, o barco tem três pontos de acesso: por uma portinhola de 80 centímetros de largura na proa; por outra um pouco mais larga, na meia-nau, a bombordo; e pela tradicional, na popa. Na proa, conta com dois cunhos de amarração, um a bombordo, outro a boreste, ambos retráteis (assim como os da popa), o que é importante para ninguém dar uma topada.

                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                        Homologado para levar até 16 pessoas (15 + 1), o pontoon de 32 pés tem capacidade para de fato acomodar essa turma de forma segura. Quer dar uma festa? Sem problema. Quer levar toda a família, os amigos e até os pets para passear? Não faltará lugar a bordo.

                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                        Para isso, o Solara 320 Double Deck possui dois grandes sofás no convés inferior, um em cada bordo, e uma mesa de centro com quatro porta-copos. Atrás do posto de comando, a boreste, há um terceiro sofá, em curva, que acomoda três pessoas. Em frente, há uma segunda mesa de apoio, com quatro porta-copos.

                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                        E se o barco sair para o passeio apenas com um pequeno grupo a bordo, o sofá de boreste, à frente do posto de comando, pode ser convertido em uma gostosa chaise, com apoio de braço. E, em todos os cantos do deck, foram instaladas luzes de cortesia e saídas de som, para ninguém morrer de tédio.

                        Área gourmet de respeito e lazer elevado (literalmente!)

                        Já na popa, a bombordo, há uma área dedicada especialmente à churrasqueira — a carvão ou a gás, digna de um salão de festa! — , servida por uma pia com água pressurizada, por armários, uma bela geleira, área de apoio e lixeira embutida, além de um móvel em frente, a boreste, com acabamento de madeira.

                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                        Acolhedora, a poltrona do piloto tem apoio para os braços (rebatíveis) nas duas laterais. O assento é rebatível, para pilotagem em pé. Como tudo é aberto, a visão do piloto é 360 graus. Na unidade testada, os instrumentos eram analógicos. Opcionalmente, você pode encomendar um eletrônico digital com GPS.

                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                        Embutido no lado esquerdo do painel de comando, há um armarinho — porta-objetos nunca são demais. Tomadas USB, também muito bem-vindas, distribuem-se pelo convés, sem mencionar os obrigatórios porta-copos. Embaixo do convés superior, no teto rígido, encontram-se várias luzes de LED. Fora essa cobertura, há uma capota de lona na proa.


                        Na popa, protegida por um guarda-mancebo, há uma parte saliente, cockpit afora, que faz as vezes de uma plataforma. A boreste, o estaleiro instalou uma escada do tipo “duas em uma”, com três degraus, mais dois. Os apoios para as mãos são típicos de piscinas. A bombordo, tem um chuveirinho com água doce, para quem volta dos banhos de mar, e um paiol.

                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                        O bocal de abastecimento de água doce fica ao lado, e o de abastecimento de combustível, no centro. Os dois tanques (de água e gasolina, ambos de alumínio) ficam junto ao flutuador cilíndrico central do trimarã. O motor, sempre de popa, é um Mercury Pro XS, de 300 hp.

                         

                        Mas e o banheiro? Completo, como em uma casa, fica convenientemente na parte de trás do cockpit, a bombordo. Tem porta de acrílico, vaso sanitário elétrico, pia e chuveiro residencial. Sim, é possível tomar banho como se estivesse em casa. A altura chega a 2,0 metros.

                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                        Como não existe porão (toda a água que passa pelo convés escorre direto para fora), o barco é muito seguro. E tudo nele é muito criativo e moderno, como destacam as cores incomuns, verde e cinza, do próprio casco.

                         

                        O acesso ao segundo andar é feito por uma escada de madeira bastante segura, de seis degraus. Reservada ao lazer, a área superior do barco tem um sofá para quatro pessoas, a boreste, e um solário à frente ocupando toda a boca do barco, que é de 3 metros.

                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                        Na popa desse deck, o projetista instalou uma geleira, essencial para a animação; afinal, como diz o ditado, “acabou o gelo, acabou a festa”. Em caso de chuva ou de sol forte, é só armar a capota de lona.

                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                        Só isso? Não! O lazer não ficaria completo sem o escorregador (ou tobogã aquático), que é feito de fibra, com proteção contra raios UV, e leva do deck superior à água.

                        Hora de navegar

                        Com 75% da capacidade do tanque de combustível (de 300 litros) e com três pessoas a bordo, o Solara 320 Double Deck se mostrou um barco de boa performance. Estável, ele praticamente não adernou.

                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                        O leme, leve, respondeu rápido aos comandos, favorecendo as manobras. Apesar do vento forte e das ondulações, manteve-se o tempo todo seco, graças à instalação de defletores na parte da frente dos cascos.

                         

                        A velocidade de cruzeiro econômico foi de 12,2 nós, a 3.000 rpm, com consumo de 14,5 litros/hora, e o de cruzeiro rápido, de 19,2 nós, a 4.000 rpm, consumindo 24 litros/hora. A 4.500 giros, chegou a 23,4 nós de velocidade máxima, desempenho coerente com a finalidade do barco.

                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                        Em resumo, o pontoon Solara 320 Double Deck navega com muita estabilidade. Além de oferecer uma navegação mais suave, cortando marolas de forma macia e sem grandes impactos, não sofre o balanço e o adernamento típico das lanchas com um único casco em V.

                        Saiba tudo sobre o pontoon Solara 320 Double Deck

                        Pontos altos

                        • Estabilidade, graças aos três flutuadores;
                        • Área útil espaçosa;
                        • Navegação macia;
                        • Banheiro fechado com chuveiro;
                        • Tanque de combustível de alumínio;
                        • Área gourmet de respeito;
                        • Tem escorregador.

                        Pontos baixos

                        • Faltam cunhos laterais;
                        • Murada de proteção do segundo deck é baixa;
                        • Falta uma presilha na escada de popa.

                        Características técnicas

                        • Comprimento: 9,75 metros (32 pés);
                        • Capacidade: 15 + 1;
                        • Peso: 3.200 quilos;
                        • Boca máxima: 3,0 metros;
                        • Tanque de combustível: 300 litros;
                        • Tanque de água: 200 litros;
                        • Motorização: popa de 300 hp;
                        • Tipos de casco: trimarã;
                        • Preço: a partir de R$ 670 mil, com um motor de popa de 300 hp (preço pesquisado em maio/2025).
                        Foto: Revista Náutica

                         

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                          Prepare a manutenção do barco: 2026 promete 9 feriados prolongados

                          22/12/2025

                          O ano de 2026 promete tirar a poeira de muitas embarcações por aí. Isso porque, dos dez feriados nacionais, nove cairão em dias úteis — sete deles em segundas ou sextas-feiras. Para aproveitar sem medo, porém, o barco precisa estar com as manutenções em dia.

                          Os feriadões devem movimentar a rede hoteleira, bem como o turismo náutico. Além de praias paradisíacas, o Brasil conta com uma imensidão de rios, lagos e represas navegáveis, que certamente se tornarão os destinos de quem ama viajar. Por isso, NÁUTICA conversou com o especialista Márcio Dottori e preparou uma lista de ajustes indispensáveis antes de sair para a água com o barco.

                          Foto: Prostock-studio / Envato

                          O que verificar na manutenção do barco?

                          A lista a seguir é baseada no último Relatório de Inspeção Anual de Manutenção de Embarcação (Riame), divulgado pela Câmara de Navegação e Segurança do Fórum Náutico Paulista.

                           

                          Trata-se de uma espécie de “roteiro de checagem”, que engloba todos os itens de segurança. O relatório não só deve ser utilizado por proprietários de lanchas ou veleiros como também é ideal para corretores de barcos usados e outros profissionais do ramo náutico. Confira:

                          Elétrica

                          • As baterias estão presas? Baterias presas evitam curto-circuito por aproximação dos cabos com outra bateria ou com outros componentes elétricos ou metálicos do barco;
                          • As baterias estão ventiladas? Baterias têm de estar ventiladas para evitar o acúmulo de gás hidrogênio (explosivo) durante a fase de carregamento;
                          • Os cabos das baterias são prensados junto aos respectivos terminais? A solda nos cabos ligados às baterias junto aos respectivos terminais cria um ponto duro na fiação, que pode se romper devido à vibração do barco, podendo causar curto-circuito;
                          • Os chicotes elétricos no compartimento dos motores estão fixados a cada 25 cm, no máximo? A fixação dos chicotes elétricos no máximo a cada 25 cm evita que saiam do lugar em razão do movimento do barco, o que poderia danificar as capas e provocar um curto-circuito.
                          • Os chicotes elétricos estão ventilados e não dentro de conduítes fechados? Chicotes elétricos dentro de conduítes fechados geram calor e podem causar um incêndio;
                          • Os chicotes elétricos na passagem junto às anteparas no compartimento dos motores estão protegidos com material macio (borracha, plástico)? Furos nas anteparas costumam deixar quinas vivas que podem danificar as capas dos fios elétricos e provocar curtos-circuitos;
                          • As luzes de navegação estão acendendo? Sem as luzes de navegação acendendo, o barco não pode navegar à noite;
                          • O rádio VHF faz e recebe chamadas? Rádio VHF fixo é obrigatório para barcos classificados como de Mar Aberto;
                          • Quando a tampa da churrasqueira elétrica é abaixada, o dispositivo corta-circuito está desligando a energia? Caso a energia não seja interrompida quando a tampa da churrasqueira estiver abaixada, há forte risco de incêndio nesta peça, podendo se propagar para o restante da embarcação;
                          • Os anodos estão preservados mais de 50%? Anodos protegem da corrosão as partes metálicas abaixo da linha d’água e devem ter mais de 50% do corpo original para manter a eficiência;
                          • O(s) exaustor(es) no compartimento do(s) motor(es) funciona(m)? Exaustores são importantes para eliminar eventuais gases explosivos no compartimento do(s) motor(es) a gasolina e devem ser acionados pelo menos 4 minutos antes da partida;
                          • O cabo de alimentação do motor de arranque tem fusível? Caso haja um problema com o motor de arranque, pode ocorrer sobrecarga no cabo elétrico que alimenta este equipamento, dando origem a um incêndio, o que pode ser evitado com um fusível;
                          • As bombas de porão estão ligadas diretamente ao banco de baterias, sem passarem pela chave-geral? Se o barco estiver na água, as bombas de porão, por questão de segurança, devem permanecer energizadas, mesmo com a chave-geral desligada.

                          Hidráulica

                          • Mangueiras e conexões da linha de combustível estão íntegras, sem vazamentos? Vazamento de combustível no interior do barco, principalmente de gasolina, gera vapores inflamáveis, com sério risco de incêndio;
                          • Abraçadeiras de aço inox nas mangueiras de combustível estão apertadas?
                          • Flanges dos tanques de combustíveis estão “secas”?
                          • Válvulas (registros) abaixo da linha d’água estão operando? As válvulas abaixo da linha d’água são necessárias para impedir a entrada de água a bordo, caso haja vazamento nas mangueiras ou equipamentos ligados a elas;
                          • As mangueiras abaixo da linha d’água estão presas com duas abraçadeiras de aço inox? Abraçadeiras mal apertadas podem gerar vazamentos de água para dentro do barco;
                          • Abraçadeiras de aço inox nas mangueiras abaixo da linha d’água estão apertadas?
                          • Bombas de porão e respectivos acionadores automáticos estão funcionando? Bombas de porão podem evitar o afundamento da embarcação;
                          • Gaiutas e vigias permanecem estanques? Gaiutas e vigias com vazamentos podem comprometer a segurança do barco em condições de mar grosso e ventos fortes;
                          • Saídas das bombas de porão estão a mais de 25 cm da linha d’água ou têm válvula de não retorno? Saídas das bombas de porão muito próximas da linha d’água e sem válvulas de não retorno podem permitir a entrada acidental de água no porão;
                          • Selos mecânicos dos eixos propulsores estão sem vazamento? Selos mecânicos com vazamentos devem ser reparados ou substituídos;
                          • Gaxetas dos eixos propulsores estão úmidas, mas sem água escorrendo? Gaxetas nos eixos propulsores, ao contrário dos selos mecânicos, permitem entrada de água a bordo, mas em forma de gotejamento, e nunca de maneira contínua;
                          • Retentores dos eixos dos lemes estão sem vazamento? Assim como os selos mecânicos, retentores no eixo do leme não podem permitir vazamento de água;
                          • Gaxetas dos eixos dos lemes estão úmidas, mas sem água escorrendo? Gaxetas no eixo do leme têm a mesma característica das gaxetas instaladas nos eixos propulsores;
                          • Há válvulas tipo Y na(s) mangueira(s) de captação de água do(s) motor(es), para drenar a água do porão em emergência? Válvulas tipo “Y”, com duas entradas e uma saída, possibilitam que o(s) motor(es) possam ser usados para ajudar a sugar a água do porão, em caso de emergência com entrada de água em quantidade superior à capacidade de vazão das bombas.

                          Casco e convés

                          • O espelho de popa, junto às rabetas, está seco? Espelho de popa com sinais de infiltração de água pode indicar comprometimento no núcleo da laminação na popa, com riscos à estrutura do barco;
                          •  A região do casco em torno da quilha está íntegra e sem sinais de vazamentos? (Apenas veleiros). Vazamentos no entorno da quilha podem indicar que o veleiro encalhou ou bateu em algum objeto submerso, com riscos à estrutura do barco.

                          Mecânica

                          • As correias dos motores estão ajustadas e em bom estado? Correias com desgaste ou folgadas impedem o funcionamento correto do motor, que pode sofrer danos por isto;
                          • Os coxins (calços) estão sem sinais de corrosão? Os coxins ou calços servem para apoiar o motor no casco. A quebra de um ou mais coxins pode causar danos no motor e no sistema propulsor;
                          • Os fluidos de todos os sistemas hidráulicos estão no nível correto? Como em qualquer máquina, todos os fluidos hidráulicos devem estar nos níveis corretos;
                          • Parafusos da quilha estão apertados? (Apenas para veleiros). A quilha é essencial na estabilidade do veleiro e sua fixação no casco deve ser verificada com cuidado.

                          Armação (veleiros)

                          • A base do mastro, junto ao convés ou à quilha, está íntegra, sem fissuras ou rachaduras? Assim como a quilha, a base do mastro de um veleiro deve ser verificada em busca de sinais de anomalias, pois é a base da propulsão do barco a vela;
                          • Estaiamento, mastro e cruzetas aparentam bom estado, sem sinais de corrosão? Todos os elementos que fazem parte da armação requerem cuidados, pois a falha de um deles pode pôr o mastro abaixo;
                          • Os terminais do estaiamento estão em bom estado, sem sinais de corrosão? Falhas nos terminais do estaiamento, geralmente provocadas pela corrosão, podem colocar o mastro em risco.
                          • As fixações dos fuzis no casco e convés apresentam-se íntegras, sem sinais de delaminação? Os fuzis são peças metálicas que descarregam os esforços da armação no casco. Portanto, como recebem grandes cargas mecânicas de tração, necessitam de atenção constante.

                          Carreta de encalhe

                          • Os pneus estão cheios e sem rachaduras? Se um pneu estourar durante a movimentação do barco, a propulsão da lancha pode ser danificada e a operação na marina ou iate clube fica interrompida;
                          • O(s) eixo(s) está(ão) sem sinais de corrosão? Assim como os pneus, os eixos são essenciais na estrutura da carreta;
                          • Os cubos (partes metálicas das rodas) estão sem sinais de corrosão? As rodas costumam sofrer mais rapidamente os efeitos da corrosão e necessitam de manutenção frequente, como repintura;
                          • A ponteira para o reboque encontra-se sem avarias e bem presa à estrutura da carreta? A ponteira é a peça que liga a carreta ao trator. Sua quebra inviabiliza a operação do barco em terra;
                          • Os revestimentos para proteção do casco nos berços da carreta estão íntegros? Os revestimentos de carpete ou EVA devem estar em boas condições. Caso contrário, o casco do barco poderá ser danificado;
                          • As vigas que formam o corpo principal da carreta estão sem avarias, como trincas ou rachaduras? Trincas ou rachaduras em qualquer viga podem comprometer a estrutura da carreta, devendo ser imediatamente reparadas;
                          • Os parafusos usados na montagem da carreta estão sem sinais de corrosão? Parafusos corroídos podem causar a separação de uma peça da carreta, inviabilizando a movimentação do barco em terra.

                          Confira a lista de feriados

                          • 1º de janeiro (quinta-feira) — Confraternização Universal;
                          • 3 de abril (sexta-feira) — Sexta-feira Santa;
                          • 21 de abril (terça-feira) — Tiradentes;
                          • 1º de maio (sexta-feira) —Dia do Trabalho;
                          • 7 de setembro (segunda-feira) — Independência do Brasil;
                          • 12 de outubro (segunda-feira) —Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil;
                          • 2 de novembro (segunda-feira) — Finados;
                          • 15 de novembro (domingo) — Proclamação da República;
                          • 20 de novembro (sexta-feira) — Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra;
                          • 25 de dezembro (sexta-feira) — Natal.

                          Pontos facultativos em 2026

                          • 16 de fevereiro (segunda-feira) — carnaval (ponto facultativo);
                          • 17 de fevereiro (terça-feira) — carnaval (ponto facultativo);
                          • 18 de fevereiro (quarta-feira) — Quarta-feira de Cinzas (ponto facultativo até as 14h);
                          • 4 de junho (quinta-feira) — Corpus Christi (ponto facultativo);
                          • 24 de dezembro (quarta-feira) — Véspera de Natal (ponto facultativo após).

                           

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                            21/12/2025

                            Nada de fogos, estourar champagne ou pular ondinhas. Enquanto o mundo celebra a chegada de 2026, uma mulher brasileira estará fazendo história a bordo de um simples veleiro de 31 pés no meio do Atlântico Sul, numa das regatas mais tradicionais do mundo, a Cape2Rio.

                            Quem topou esse desafio alucinante foi a velejadora de Ubatuba Theodora Prado, que embarcará em 27 de dezembro na maior aventura da sua vida: 30 dias seguidos numa regata oceânica de travessia em solitário, partindo de Cape Town, na África do Sul, até o Rio de Janeiro, no Brasil.

                            Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução

                            O percurso tradicional é de aproximadamente 3.500 milhas náuticas (cerca de 6.480 km) em mar aberto, cruzando o Atlântico Sul. A prova, que completará 50 anos em 2025, é marcada por grandes ondulações e ventos muito, muito, muito fortes — na casa dos 30 nós (aproximadamente 55,5 km/h).

                             

                            O certame acontece a cada três anos e reúne diversos velejadores de todo o planeta e de diversos níveis. A regata é disputada por várias classes de veleiros, que vão desde embarcações de cruzeiro com boa performance até multicascos de alta velocidade.

                            Regata Cape2Rio. Foto: Cape2Rio/ Divulgação

                            No entanto, se engana quem pensa que a velejadora brasileira tem uma ampla prática em regata competitiva — muito pelo contrário. Com experiência exponencial no mundo dos deliveries e charters, essa será a primeira vez que ela fará uma travessia em solitário.

                             

                            De quebra, assim que pisar no barco, içar as velas e começar a velejar, se tornará a primeira mulher do mundo a disputar a Cape2Rio em solitário. Tradicionalmente, a competição — disputada há mais de meio século — é realizada em tripulação.

                            Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução

                            Para quem não conhece a figura, pode parecer uma loucura — mas não para quem trocou o estressante mercado financeiro pelo mundo náutico. Aos 23 anos e vindo de um burnout no seu antigo emprego, Theodora decidiu mudar o rumo da própria vida e deixar que os ventos soprassem o seu destino.

                             

                            Em apenas quatro anos, começando do zero, já completou cinco travessias do Atlântico, sem contar as várias outras viagens mar afora. Agora, aos olhos do mundo, está prestes a começar a maior delas. Sem tripulação e sem pausas. Apenas ela, o veleiro e o oceano.

                             

                            Em entrevista à NÁUTICA, Prado revelou como tem sido a preparação para a prova, os bastidores para a regata e quais são as suas expectativas.

                            Como tudo começou

                            Com a flexibilização da pandemia e a saída do seu emprego no mercado financeiro, a garota se mudou para Ubatuba, litoral norte de São Paulo, e começou a desenvolver seu surfe. Pertinho dali, ficava a escola de vela do Tio Spinelli, velejador de mão cheia. Ela pensou: “por que não?”.

                            Theodora Prado e José Spinelli. Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução

                            Foi amor à primeira vista. Como se tivesse encontrado o que a fazia viva. Ali, foi plantada a sementinha que germinou anos depois e que resultou nessa destemida travessia à África do Sul. Ela conta que carrega muitos dos ensinamentos do instrutor até hoje. “Se algo merece ser feito, merece ser bem feito”, parafraseou Prado, sobre um dos ensinamentos mais valiosos do seu professor de vela.

                             

                            Inclusive, foi durante uma travessia entre África do Sul e Brasil, na qual ela foi tripulante de Spinelli, que seus olhos brilharam mais do que nunca.

                            Expedição para a África do Sul realizada com o Tio Spinelli. Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução

                            Desde então, esse trajeto nunca saiu da sua cabeça. Mas até chegar aonde chegou, foram muitas aulas. “O tio ensina muita coisa. Ele entra para fazer aula de vela, mas aprendemos a ser um ser humano melhor”, relembrou a velejadora, de dentro do seu barco em Cape Town.

                            Velejar é a cerejinha do bolo. Eu tenho que saber muitas outras coisas antes– reiterou

                            Segundo a brasileira, Spinelli está a caminho do país africano para o Natal. “Eu já falei para ele: ‘acelera esse barco para você chegar antes da minha largada. Eu tenho que ter o seu abraço para poder sair’”.

                            O companheiro de travessia

                            “Alex, você sabe de algum barco que esteja vendendo aí na África do Sul que eu possa alugar para fazer a regata”, perguntou Theodora à amiga ainda em 2024, quando a Cape2Rio de 2025 era apenas um objetivo deveras distante. Mas, começava ali, o primeiro passo de uma travessia.

                             

                            Alex — leia com sotaque inglês — é uma moradora local da África do Sul, país que a brasileira já foi e voltou tantas vezes que chega a perder a conta. Para a sorte dela, sua amiga realmente descolou um veleiro que cabia no orçamento e que tinha sido projetado justamente para regata.

                            Royal Cape One-Design, veleiro que será utilizado pela velejadora na Cape2Rio. Foto: Henry Daniels

                            Fabricado em 1981, o veleiro escolhido foi o Royal Cape One-Design, de 31 pés, que conta com um histórico empolgante. Ele já realizou a Cape2Rio duas vezes e ficou bem classificado em ambas: terceiro e sexto lugar, respectivamente. Porém, as condições em que foi encontrado eram preocupantes.

                            Parado há mais de um ano, precisou de uns bons reparos. Não à toa, Theodora está em Cape Town há mais de 40 dias só para garantir que tudo fique nos conformes. A embarcação se encontra ancorada numa instalação da cidade, e o dono dessa estrutura ajuda ela nessa missão, visitando pessoalmente o veleiro e examinando-o detalhadamente.

                            Theodora Prado a bordo do Royal Cape One-Design. Foto: Henry Daniels

                            O plano A era participar da regata com um veleiro da Classe 40, mas alugá-lo era praticamente tão caro quanto comprar outro modelo. Sendo assim, Theodora Prado confiou muito na expertise da Alex para comprar o 31 pés, mesmo sem nem conhecer a embarcação pessoalmente.

                            O meu [veleiro] era realmente muito barato e eu sentia que [a C40] não era o meu barco– explicou Prado

                            O antigo proprietário ainda facilitou o pagamento com algumas parcelas, devidamente quitadas no meio de 2025.

                            Melhor prevenir do que remediar

                            O lema é segurança em primeiro lugar. Cada detalhe revisado visa a segurança e facilitar a rotina durante a competição. Entre os afazeres, estão tarefas como troca de estaiamento, revisão dos mastros, conferir conexões, troca de instrumentos e muito mais.

                            Foto: Henry Daniels

                            Theodora Prado também destaca o set de velas da embarcação. Segundo a velejadora, elas são praticamente novas e já vieram com o barco, mas passaram por reformas que aperfeiçoaram o instrumento. Tudo em prol da segurança e praticidade, visto que, em solitário, ninguém pode correr riscos.

                             

                            Um “detalhe” muito importante: este modelo não tem banheiro. Logo, não recebe nenhuma entrada de água salgada — e nem saída. A única escapatória é a bomba de porão, que serve para remover a água acumulada, não para introduzi-la.

                            Theodora Prado e o veleiro Royal Cape. Foto: Henry Daniels

                            O Royal Cape também não possui pia — ou seja, tudo será lavado do lado de fora. O botijão de gás, na verdade, é um fogareiro de camping (um fogão portátil, geralmente pequeno, simples e leve, originalmente projetado para ser usado em atividades terrestres, como acampamentos ou mochilões). Tudo para otimizar a rotina e a segurança a bordo.

                             

                            Outra peculiaridade é a ausência de motor de centro, utilizando painéis solares e um gerador portátil para a baixa demanda de energia. A ideia é se prevenir de uma pane elétrica. Ela ainda está com um motor de popa — mas esse a velejadora só pretende usar quando atravessar a linha de chegada, no Rio de Janeiro.

                            Rotina de atleta

                            Nada melhor do que experimentar a sua primeira longa navegação em solitário do que numa regata de peso. Mesmo com meses de preparação, Theodora Prado aponta que ainda sente um friozinho na barriga quando pensa na Cape2Rio.

                            Theodora Prado em Sardenha, na Itália. Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução

                            No dia a dia, a ideia é otimizar o tempo e “guardar gás” para a corrida. Ela pretende consumir alimentos liofilizados e vitaminas, apenas o básico para seguir com energia durante os 30 dias de navegação, sem nenhum tipo de escala — afinal, é uma regata.

                            Sem muita regalia. Talvez na primeira semana tenha algumas frutas, alguns legumes, alguma coisa assim, mas a ideia é não perder muito tempo fazendo a comida– revelou à NÁUTICA

                            Desde que chegou em Cape Town, Prado começou a treinar na academia para ganhar ainda mais massa muscular. “Eu sei que até chegar no Brasil vou perder muito músculo, muita energia. Então é importante se movimentar, como estou fazendo agora”, completou.

                            Theodora Prado durante a Semana de Vela de Ilhabela. Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução

                            Mais do que exercitar o corpo, é importante preparar a mente para uma missão que, o que tem de satisfatória, tem de desgastante. Para financiar a regata, Theodora Prado trabalhou dobrado e pagou tudo com o dinheiro fruto dos charters. O resultado?

                            Teve um momento que minha cabeça pifou– revelou a velejadora

                            “Eu fiquei na minha casa acho que só três semanas. O resto do ano inteiro trabalhando full-time, sem folga”, disse sobre sua rotina. Pensando nisso, ela conta com um acompanhamento psicoterapêutico que está sendo crucial para enfrentar as desconfianças dela mesma.

                            Theodora Prado e sua mãe. Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução

                            “Não sei se é uma coisa só minha, mas às vezes, duvido um pouquinho de mim. A gente precisa confiar mais no nosso trabalho, no que estamos fazendo. E realizar essa terapia ajudou muito a enfrentar meus medos”, destacou. Segundo a velejadora, os maiores dramas vêm justamente por estar longe de casa e da família.

                            Dá medo de encarar, sabe? Você não sabe se vai dar certo, se vai conseguir, se vai ter o que você precisa-refletiu

                            Para entrar na história

                            Por mais que não esteja preocupada com títulos, a brasileira não esconde o peso de ser a primeira mulher a participar da Cape2Rio em solitário. À NÁUTICA, a velejadora destacou o histórico de mulheres referenciais na África do Sul — a Alex, por exemplo, já cruzou o Atlântico sozinha — e ressaltou o que esse momento representa.

                            Foto: Henry Daniels

                            Espero que de alguma forma inspire mais mulheres a se descobrirem, porque a navegação solo é muito especial. É uma meditação plena, um auto desafio – sintetizou

                            Prado compara o ato de navegar em tripulação com um time de futebol, com quem você pode comemorar e compartilhar bons momentos e dificuldades. Já correr solo, segundo ela, é como disputar uma maratona, na qual tem que enfrentar sua mente o tempo inteiro.

                            Semana de Vela de Ilhabela. Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução

                            “Eu não estou indo com o barco mais veloz, não sou a melhor velejadora do Brasil, mas estou fazendo acontecer. Essa é a diferença, e espero que inspire mulheres — não só na regata solo, mas também em outros esportes e outros cenários.”, enfatizou a competidora.

                            Que isso possa inspirar, porque garanto que se eu conseguir, outras pessoas conseguem– afirmou Prado

                            Veleiro na água e pés no chão

                            O objetivo é grandioso, mas a expectativa é simples: chegar à Baía de Guanabara, ponto final do trajeto. Com relativamente pouco tempo de vela, a navegante reconhece que não figura entre as favoritas. Entretanto, a meta não é essa.

                            Quero chegar em segurança, com a mente sã, corpo saudável e o barco em bom estado. É [uma competição] mais comigo mesma, por isso ‘solitário’– reiterou

                            “Sou bastante competitiva, mas compreendo que o meu veleiro é pequeno e que não sou uma velejadora desde criança. Estou competindo com pessoas experientes e que têm embarcações muitos melhores”, completou.

                            Preparação para a Cape2Rio a bordo do Royal Cape One-Design. Foto: Henry Daniels

                            Por mais que não tenha expectativa de vitória, existe uma chance. Como a regata ocorre com barcos mistos, tem um mecanismo chamado rating. O sistema matemático é usado para nivelar a competição entre modelos que, de outra forma, seriam desiguais devido ao tamanho, design e velocidade.

                             

                            Dadas as condições do Royal Cape One-Design, o rating de Theodora Prado é bem favorável: ele é pequeno, com muito tempo de vida e as velas são simples — e isso joga a favor da brasileira. Sendo assim, mesmo que algum competidor atravesse primeiro, o rating a deixaria mais próxima dele.

                            Tenho que fazer o meu trabalho de casa aqui bem feito. Se eu fizer, tenho chances– sonha a competidora

                            Depois da tempestade, vem a calmaria

                            Os tempos de mercado financeiro não trouxeram apenas problemas. Atualmente, a ubatubense admite que o antigo trabalho a ajudou na mentalidade de hoje, principalmente na gestão da sua empresa de charters e deliveries, que já conta com clientes internacionais.

                            É engraçado porque eu saí do mercado financeiro para não lidar com números, mas uma boa parte desse trabalho é fazendo números para esses clientes– relembra a empresária

                            “Tudo aconteceu muito rápido para mim, mas é porque o mercado financeiro me preparou para ter essa cabeça profissional, essa mentalidade empresarial de lidar com as coisas. Isso faz toda a diferença”, garantiu Theodora Prado.

                            Foto: Instagram @theodoraprado/ Reprodução

                            E, segundo ela, esse é o seu presente e futuro. Após o Cape2Rio, a brasileira já tem outros planos. Um deles é nacionalizar o Royal Cape, para que ele esteja legalmente registrado e apto a navegar permanentemente em águas brasileiras sob a bandeira do Brasil.

                            Esse barco fica no Brasil e vou trabalhar nele. Depois, temos outros planos de descer para o Sul e fazer Antártica. Mas por enquanto, durante o finalzinho do verão e inverno, a gente vai ficar no Brasil– revelou

                            Assim que isso for finalizado, vem o descanso. Depois de muitos dias longe de casa e trabalho incessante, o plano é pegar um mês de folga para visitar a família e amigos. “Não é porque eu velejo em solitário que eu não gosto de pessoas”, brincou a velejadora.

                            Foto: Henry Daniels

                            Nesse meio-tempo, ela ainda voltará à África do Sul a trabalho, para uma nova travessia enquanto busca o barco de um cliente. Esse vai e vem pode parecer cansativo, mas quem vive garante que está sonhando acordado. E, no que for depender dela, outras pessoas devem sentir esse gostinho.

                            Saiam pra rua realizar os sonhos. Isso é muito importante e é o que mantém a gente viva– encerrou

                            Fica a torcida para que o Cristo Redentor, assim como o Rio de Janeiro, a receba de braços abertos ao final da travessia. Ainda vamos ouvir muito falar sobre ela.

                             

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                              Nem tudo que reluz é ouro. Esse aforismo tão conhecido define bem o que pode ser o encontro com uma caravela-portuguesa (Physalia physalis). Encantadoras acima da linha d’água, com cores vibrantes e chamativas, elas escondem, submersos, tentáculos perigosíssimos, que podem atingir os 50 metros. Com o verão se aproximando, elas também chegam ao litoral.

                              As caravelas-portuguesas não se movem — apenas flutuam sobre a superfície da água. Assim, embora vivam em alto-mar, nas águas de todas as regiões tropicais dos oceanos, elas acabam chegando próximas às praias no verão, trazidas pelos ventos e correntes marítimas. E é aí que mora o perigo.

                               

                              Sua aparência delicada é quase como uma armadilha. A Physalia physalis está entre as espécies que mais causam acidentes no Brasil, uma vez que seus compridos tentáculos liberam toxinas que, em contato com a pele humana, podem causar dor intensa, vermelhidão, coceira, inchaço, bolhas e até arritmia cardíaca. Veja o registro do fotógrafo Rafael Mesquita:

                               


                              No início de 2025, Brenda Gonçalves, à época com 29 anos, foi uma das vítimas da caravela-portuguesa. Ela curtia as águas do balneário Shangri-lá, em Pontal do Paraná, no litoral paranaense, quando se deparou com o organismo. Atraída pela cor, já era tarde demais quando a jovem percebeu o perigo.

                              Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução

                              “Eu tentei sair, mas me enrosquei e tropecei. Depois eu comecei a gritar de desespero”, relatou ao g1 na ocasião. Brenda teve ferimentos graves nas mãos e nas pernas — situação que ficou ainda pior por atitudes bem-intencionadas, mas equivocadas.

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                              Se a primeira ideia que veio à mente foi lavar a queimadura com água doce — como aconteceu com Brenda — pode descartar. O próprio Ministério da Saúde (MS) faz o alerta: a água doce pode piorar o quadro do envenenamento.

                              Foto: Volkan Yuksel / Wikimedia Commons / Reprodução

                              Receitas caseiras — como jogar álcool, urina ou refrigerante do tipo cola — também devem passar bem longe das queimaduras. O ideal, segundo o MS, é:

                              • Sair imediatamente da água;
                              • Aplicar compressas geladas com água do mar, nunca água doce;
                              • Remover tentáculos com pinça, lâmina ou luvas;
                              • Lavar a região com vinagre, ácido acético 5 por cento, sem esfregar;
                              • Procurar atendimento médico se a dor for intensa ou extensa;
                              • Acidentes graves, especialmente com crianças, devem ser avaliados com urgência.

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                              Apesar de os cuidados serem semelhantes em caso de queimadura, diferentemente do que muitos pensam, as caravelas-portuguesas não são uma espécie de água viva. Trata-se, na verdade, de um conjunto de seres que vivem em colônia (chamados zooides), conectados anatomicamente. Juntos, eles funcionam como se fossem um único animal.

                               

                              A parte visível das caravelas no mar é conhecida como uma espécie de “flutuador”. Alongado, com uma “crista” que funciona como vela, essa estrutura é a responsável por dar ao organismo o nome popular de caravela-portuguesa, dada a semelhança aos navios usados pelos portugueses nos séculos 15 e 16, durante as navegações.

                               

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                                Por: Nicole Leslie -
                                20/12/2025

                                Uma análise dos impactos do lixo no mar sob diferentes perspectivas — e com base no conhecimento de quem estuda o tema — ganhou forma de livro. Definida pelos autores como um manifesto científico, a obra “Mar de Plástico: um panorama da ciência sobre o lixo no mar” reúne estudos de 47 pesquisadores brasileiros em 15 capítulos com análises aprofundadas sobre a poluição marinha, especialmente relacionada ao plástico.

                                Publicada pela Editora Interciência, a obra aborda desde a origem e composição química do plástico e sua relação com materiais geológicos, até os efeitos nos organismos e ecossistemas marinhos. O livro também explora metodologias de pesquisa, dados e estatísticas de estudos científicos, além de trazer discussões voltadas para educação ambiental e políticas públicas.

                                Microplásticos. Foto: NOAA / Divulgação

                                Segundo o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), trata-se de um “mergulho científico” sobre o problema dos resíduos sólidos no mar brasileiro, trazendo pesquisas pioneiras, classificações e impactos nas zonas costeiras e oceânicas.

                                É um dos únicos livros de texto acadêmico dedicados exclusivamente ao plástico nos oceanos. Então ele serve de referência em universidades, institutos e ensinos técnicos e superiores-afirma o professor Walter Martin Widmer, coautor do capítulo 4

                                O prefácio é assinado pelo colombiano Camilo Botero, doutor em gestão hídrica e costeira, que também destaca o potencial da publicação para uso por pesquisadores, estudantes de graduação e até pós-graduação. O sumário pode ser consultado online.


                                Capítulos do livro “Mar de Plástico”

                                1. Lixo ao mar
                                  (por Gerson Fernandino, Carla Isobel Elliff e Vanessa Ochi Agostini)
                                2. O nosso lixo no tempo da terra
                                  (por Gerson Fernandino, Felipe Lopes Alves e Fernanda Avelar Santos)
                                3. Química de polímeros
                                  (por Felipe Kessler, Paulo Henrique Beck, Renato Pereira de Melo e Lainide Aparecida de Oliveira)
                                4. A classificação do lixo no mar
                                  (por Walter Martin Widmer e Bruna Costa)
                                5. Metodologias para avaliar a contaminação/poluição por lixo no mar
                                  (por Allan Paul Krelling, Suzane de Oliveira, Juliana Leonel e Kamila Mayer Santos)
                                6. Degradação do lixo no mar: principais mecanismos, fatores e implicações ambientais
                                  (por Sanye Soroldoni, Luana Freire da Silva, Caroline Carneiro Balbela e Grasiela Lopes Leães Pinho)
                                7. Lixo no mar: fontes e vetores de contaminantes químicos
                                  (por Juliana Leonel e Silvio Tarou Sasaki)
                                8. Ecotoxicidade do lixo no mar, com ênfase nos microplásticos
                                  (por Grasiela Lopes Leães Pinho, Felipe Gusmão, Lara Pinheiro, Sanye Soroldoni e Vanessa Ochi Agostini)
                                9. Ingestão de plástico pela biota marinha
                                  (por Robson G. Santos, Ryan Andrades, Tamyris Pegado, Raqueline Monteiro e Tommaso Giarrizzo)
                                10. Pesca fantasma: o que acontece quando o pescador volta, mas a rede, não?
                                  (por Fábio Lameiro Rodrigues, Gianfrancisco Schork, Leonardo Evangelista Moraes e Paulo de Tarso da Cunha Chaves)
                                11. Lixo no mar: potencial nicho ecológico à bioincrustação?
                                  (por Vanessa Ochi Agostini, Lara Mesquita Pinheiro, Ng Haig They e Grasiela Lopes Leães Pinho)
                                12. Transporte de lixo plástico marinho em suspensão
                                  (por Elisa Helena Fernandes, Isabel Jalón-Rojas e Ítele Eduardo dos Santos)
                                13. Lixo no mar e a educação ambiental: como estamos e para onde vamos?
                                  (por Elisa Van Sluys Menck, Andrea Rabinovici e Alexander Turra)
                                14. Legislação como ferramenta para o combate ao lixo no mar: enfoque em resíduos plásticos
                                  (por Nelson Gruber e Eduardo Bortolin)
                                15. O que Oiapoque e o Chuí têm em comum? Um olhar sobre a situação da poluição por lixo no mar nas regiões Norte e Sul do país
                                  (por Gerson Fernandino, Carla Isobel Elliff, Vanessa Ochi Agostini, José Eduardo Martinelli Filho, Arnaldo F. dos Santos Queiroz, Leonardo Mário Siqueira Morais, Maíra Carneiro Proietti, Ana Luzia de F. Lacerda e David V. Dantas)

                                 

                                Organizado por Gerson Fernandino, Vanessa Ochi Agostini e Carla Isobel Elliff, o livro está disponível em formato brochura e digital, com distribuição pela Editora Interciência.

                                 

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                                  19/12/2025

                                  Uma criatura que parece vir de outro planeta — ou melhor, de outro universo! Esse é o fascinante Melanobatrachus indicus, popularmente conhecido como “sapo-galáxia”. O motivo? Sua aparência, que lembra um céu estrelado à noite e visões dignas de um planetário.

                                  Mais raro do que o encontrar é fotografá-lo. Mas um sortudo e talentoso fotógrafo do reino animal conseguiu avistar esse que é um dos anfíbios mais difíceis de achar do planeta. O indiano Hadlee Renjith tirou alguns cliques do espécime e não deu outra — a publicação está com quase em 30 mil curtidas no Instagram.

                                  Foto: Instagram @hadlee_renjith/ Reprodução

                                  As imagens foram feitas nas florestas úmidas de Munnar, no estado de Kerala, sul da Índia. Nas fotos, fica ainda mais evidente a origem do seu apelido: um espetáculo natural de cores e detalhes pontilhados por minúsculas manchas azuis que lembram uma constelação no céu noturno.

                                  A aparência celestial lhe dá um destaque mesmo entre os anfíbios mais singulares e pouco conhecidos das florestas tropicais do sul da Índia. Vale ressaltar que a região exótica abriga animais como “sapos-dançantes” e um “fóssil vivo” de nome complicadíssimo: Nasikabatrachus sahyadrensis.

                                   

                                  O Melanobatrachus indicus é a única espécie conhecida de seu gênero e pode ser diferenciada de Duttaphrynus melanostictus — popularmente conhecido como “sapo-cururu” — pela crista vertebral proeminente no primeiro, que não é encontrada no segundo.

                                  De outro mundo!

                                  Por mais que pareça de outra galáxia, este sapo está entre nós e vive na Terra. A espécie habita exclusivamente os Gates Ocidentais, uma cadeia montanhosa que se estende pelos estados indianos de Kerala e Tamil Nadu.

                                  Foto: Instagram @hadlee_renjith/ Reprodução

                                  Geralmente, eles preferem altitudes entre 900 e 1.200 metros e se adaptam melhor a ambientes densos e úmidos. Como se não bastasse a aparência noturna, o anfíbio geralmente costuma ser encontrado à noite, escondido sob folhas, galhos em decomposição ou nas margens de riachos de fluxo contínuo.

                                  Foto: Instagram @hadlee_renjith/ Reprodução

                                  A coloração azul escura, salpicada de marcas brilhantes, o ajuda quando se sente ameaçado por predadores. Para despistá-los, o sapo-galáxia encurva o corpo, mantém os membros colados ao tronco e permanece imobilizado, numa camuflagem que aumenta suas chances de passarem despercebidos de ataques.

                                   

                                  Além de encantador, o sapo-galáxia desempenha um papel fundamental no equilíbrio ecológico no ambiente florestal, ao se alimentar de pequenos insetos e outros invertebrados, como formigas e besouros.

                                  Foto: Instagram @hadlee_renjith/ Reprodução

                                  Medindo apenas de 2,4 a 2,8 centímetros, o animal possui um terceiro dedo com o dobro do comprimento dos demais, sendo a quarta unidade bem curta.

                                   

                                  Porém, o fato do animal ser raro já traz um fato preocupante: sua precariedade. O avanço da agricultura, o desmatamento e a construção de estradas têm destruído seu habitat natural. Tanto é que sua área de ocorrência reduziu-se para menos de 5 mil km².

                                  Foto: Instagram @hadlee_renjith/ Reprodução

                                  Nesse sentido, a proteção das florestas úmidas dos Gates Ocidentais é vista como essencial para garantir a sobrevivência do sapo-galáxia — uma criatura biológica que ainda guarda muitos mistérios da natureza e desperta a curiosidade de cientistas e admiradores da natureza.

                                   

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                                    18/12/2025

                                    Navegando na Baía de Guanabara, na região de Niterói (RJ), a equipe da NÁUTICA colocou à prova o desempenho do mais novo motor da japonesa Yanmar, o centro-rabeta 8LV, um V8 a diesel que oferece três versões de potência: 320 hp, 350 hp e 370 hp.

                                    O modelo selecionado para a avaliação foi o mais potente da linha 8LV, um V8 biturbo de 370 hp, que — em uma combinação bastante promissora — equipa a lancha Coral 36 Hard Top.

                                     

                                     

                                    Esta foi a primeira vez que uma embarcação de lazer nacional recebeu essa motorização — aliás, a mesma que equipou o catamarã Leopard, de 46 pés, que trouxe uma tripulação de NÁUTICA da África ao Brasil, em uma travessia épica retratada na série “Uma aventura no Atlântico”. Se o 8LV370 cruzou um oceano, imagine o que pode fazer em águas nacionais…

                                     

                                    A proposta da Yanmar com esse propulsor de 8 cilindros em V é clara: unir, em um só bloco performance, economia e confiabilidade. E a fabricante japonesa parece ter acertado o alvo.

                                    Descrição técnica do motor Yanmar 8LV370. Foto: Revista Náutica

                                    Segundo Danilo Sandrin, especialista da área de motorização marítima da marca, o 8LV é um motor compacto e moderno, de 4,46 litros, com turbina dupla, 3.800 rpm de pico e sistema de injeção Denso Common Rail (de alta pressão que trabalha com um único tubo de distribuição), indicado para embarcações de médio a grande porte, como lanchas e barcos de pesca esportiva.

                                     

                                    Além de aliar muita potência (como o nome já indica, o 8LV370 entrega 370 hp) a um baixo nível de ruído e vibração, o modelo atende às normas ambientais rigorosas da Europa e dos Estados Unidos.

                                    Motor Yanmar 8LV370. Foto: Revista Náutica

                                    A promessa é de oferecer torque elevado mesmo em baixas rotações, o que significa arrancadas fortes ao sair da inércia (o ideal para esportes náuticos ou manobras rápidas) e um controle mais preciso da velocidade, facilitando as manobras mais delicadas, como as atracagens. Hora de pôr tudo isso à prova.

                                    O posto de comando da Coral 36 HT está equipado com um painel digital multifuncional que oferece acesso fácil e intuitivo a informações como rotação, consumo em litros/hora, temperatura, pressão do óleo e carga do motor. Um toque moderno em uma lancha já consagrada pelo seu conforto e pela sua navegação estável.

                                    VD20 Display Night da Yanmar. Foto: Revista Náutica
                                    VC20 Dual Lighted da Yanmar. Foto: Revista Náutica

                                    Outro diferencial técnico digno de nota é o sistema de bypass, que permite controlar o motor mesmo em caso de falha eletrônica nos manetes principais. Raro nesse segmento, o recurso entrega segurança e tranquilidade, especialmente em travessias ou passeios mais longos.

                                     

                                    Mesmo que o sistema eletrônico falhe, é possível engatar marchas, acelerar e desligar o motor por meio do painel auxiliar, o que é um grande diferencial em segurança operacional.

                                    Desempenho à altura do motor Yanmar

                                    Desde os primeiros minutos de navegação, ficou claro que o motor mantém desempenho estável e progressivo desde baixas até altas rotações. Isso significa que o piloto pode ajustar a velocidade com precisão, sem trancos ou “buracos” na resposta do acelerador.

                                    Navegação da Coral 36 HT com o Yanmar 8LV370. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                    É possível ainda navegar em baixa velocidade com controle fino — essencial em marinas, canais estreitos ou quando há obstáculos próximos.

                                     

                                    Empurrada por um único motor Yanmar 8LV370, deslocando cerca de 3,7 toneladas (sem gerador ou ar-condicionado ligados) e com 30% de trimada positiva, a Coral 36 HT atingiu 30,3 nós de velocidade máxima, a 3.800 rpm, com consumo de 74 litros por hora. Em cruzeiro econômico, a 3.100 giros, navegou a 22,8 nós com 48,7 litros/hora. Tudo isso com meio tanque de diesel, meia carga de água e três pessoas a bordo.

                                    Navegação da Coral 36 HT com o Yanmar 8LV370. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                    Na aceleração, o tempo médio para ir da marcha lenta aos 20 nós ficou abaixo dos 13 segundos — resultado notável para uma lancha de 36 pés com apenas um propulsor. É um motor com pulmão! A estabilidade do casco e o centro de gravidade bem distribuído garantiram uma navegação firme, com pouca elevação de proa, mesmo em aceleração plena.

                                     

                                    Confirmando a promessa do fabricante, além do bom rendimento, o Yanmar 8LV370 chamou atenção pelo baixo nível de ruído: apenas 65 dB-A na marcha lenta, praticamente o mesmo produzido por uma conversa tranquila entre duas pessoas.

                                    Motor Yanmar 8LV370 na lancha. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                    Destaca-se também a transmissão ZT370, da própria Yanmar, que garante engates suaves, sem trancos. A maciez no manuseio, para frente e para trás com hélices contrarrotantes e acoplamento hidráulico multidisco, é outro ponto forte nesse conjunto.

                                     

                                    Indicado para lanchas a partir de 30 pés ou mesmo para modelos um pouco maiores, nesse caso em parelha, o propulsor da Yanmar casou muito bem com a Coral 36 HT, oferecendo uma experiência de navegação segura, confortável e empolgante.

                                    Motor Yanmar 8LV370. Foto: Revista Náutica

                                    Em resumo, ao impulsionar a Coral 36 HT, o Yanmar 8LV370 provou que tem tudo para disputar espaço de igual para igual com outras marcas no mercado brasileiro tão competitivo. Um lançamento para ficar de olho – e colocar à prova, como fizemos.

                                    Saiba tudo sobre o motor Yanmar 8LV370

                                     

                                     

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                                      A partir de R$ 41 mil: confira os barcos mais acessíveis na multipropriedade da Flip Boat Club

                                      17/12/2025

                                      Navegar não merece ser uma tarefa complicada — e a Flip Boat Club sabe muito bem disso. Com o conceito de multipropriedade náutica da empresa, o cliente tem a escolha de aproveitar o barco pagando menos e tendo uma realidade mais acessível para o seu bolso.

                                      A marca, especializada em compartilhamento de embarcações, possui um amplo leque de opções para navegar e com preços que atendem a realidade de muitos apaixonados pelo universo náutico. Sendo assim, confira as opções mais acessíveis da Flip.

                                      Delta 26 – Porto Alegre (a partir de R$ 41,9 mil)

                                      Quer um barco ágil, elegante e fácil para velejar? Esse é o Delta 26, localizado na capital do Rio Grande do Sul. Compacto por fora e espaçoso por dentro, ele foi projetado para oferecer experiências intensas de navegação com conforto e praticidade.

                                      Delta 26. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação

                                      O cockpit ergonômico entrega um controle total ao timoneiro, enquanto a cabine proporciona um refúgio ideal após um dia de velejo. Com design moderno e excelente desempenho em todas as condições de vento, o veleiro é perfeito tanto para passeios em família quanto para aventuras esportivas.

                                      Velamar 31 – Paraty (R$ 45 mil)

                                      Para quem deseja uma viagem no tempo, o Velamar, produzido pelo tradicional estaleiro Carbrasmar em 1989, é uma ótima pedida. Localizado em Paraty (RJ), o veleiro de 31 pés é conhecido por seu conforto, que oferece o equilíbrio ideal entre espaço e facilidade de manobra.

                                      Velamar 31. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação

                                      Por dentro, um barco com bastante espaço e bem equipado, com direito a uma cozinha completa, área de convivência e camas para seis pessoas. Do lado de fora, o design elegante — típico do estaleiro — não só o tornam mais bonito, como também aumenta sua eficiência no mar.

                                      Aladin 30 – Ubatuba (a partir de R$ 67 mil)

                                      Projetado por Roberto Barros, consagrado projetista brasileiro, o Aladin 30 cai bem para quem quer um barco acessível. Este modelo foi desenhado a pedido de um cliente que queria um “barco forte e marinheiro”, para uma travessia do Atlântico em solitário.

                                      Aladin 30. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação

                                      Fabricado em 2007, o veleiro foi uma derivação dos projetos Multichine 28 e Samoa 30, já consagrados à época. Por conta das inspirações, a embarcação adotou uma superestrutura de janelas para permitir o monitoramento das velas e a observação do horizonte sem sair da cabine.

                                      Delta 32 – Salvador (a partir de R$ 75 mil)

                                      Reconhecido pela sua excelente navegabilidade e versatilidade, a 32 pés entrega linhas modernas e um casco leve, garantindo ótima performance mesmo em ventos moderados. O interior acomoda até cinco pessoas, com um salão espaçoso, cabine de proa, cabine de popa e banheiro fechado.

                                      Delta 32. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação

                                      De acordo com a Flip, além do barco ser acessível, é perfeito para a costa brasileira — tanto para passeios curtos, travessias ou participação em eventos náuticos. O modelo é do ano de 1998.

                                      Fast 360 – Paraty (a partir de R$ 83 mil)

                                      Eis aqui o último modelo lançado pelo estaleiro Fast Yachts. Projetado pelo renomado projetista argentino German Frers — conhecido por projetas barcos de corrida e com mais de mil embarcações elaboradas — o Fast 360 trouxe um conceito do tamanho ideal para cruzeiros.

                                      Fast 360. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação

                                      De acordo com a Flip Boat Club, o manejo desse veleiro é considerado fácil até mesmo para um tripulante. A embarcação, lançada em 1994, oferece duas cabines — sendo uma delas uma suíte americana — e um banheiro. Localizada em Paraty, o modelo ainda entrega um sistema inteligente acessível, segundo a marca.

                                      Skipper 30 – Itajaí (R$ 95 mil)

                                      Uma ótima combinação entre a comodidade e o bom desempenho. O Skipper 30 é uma opção acessível da Flip Boat Club para quem não abre mão de funcionalidade a bordo. Ideal para viagens longas, o barco recebe até cinco pessoas para pernoite.

                                      Skipper 30. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação

                                      Os camarotes isolados na proa e na popa são tão espaçosos quanto o salão central. As cabines possuem espaçosos armários, onde podem ser alocados roupas e objetos pessoais livres de umidade — recurso mais do que necessário para um barco que promete longas navegadas.

                                      Delta 36 – Itajaí, Ubatuba e Paraty (a partir de R$ 135 mil)

                                      Tido como um dos veleiros oceânicos mais vendidos no Brasil, o barco projetado pelo consagrado projetista argentino, o Delta 36 é um cruzeiro/regata de deslocamento médio elegante, com linhas fluidas, agressivas e modernas.

                                      Delta 36. Foto: Flip Boat Club/ Divulgação

                                      São vários os destaques do Delta 36: boa ergonomia; amplitude de cockpit; armação simples — bom para tripulação pequena — ; duas amplas cabines e comodidade para até seis pessoas pernoite e até oito em passeios diurnos.

                                       

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                                        Um dos navios de cruzeiro mais luxuosos do planeta tem data marcada para partir do Brasil! O extravagante Seven Seas Splendor, da Regent Seven Seas Cruises (RSSC), passará onze noites pela América do Sul e conta com saída no Rio de Janeiro em 17 de dezembro, num itinerário que promete fazer brilhar os olhos.

                                        Não se assuste: são 224 metros de comprimento (773 pés!) e 31 metros de largura. A embarcação está preparada para receber 746 hóspedes, que contarão com uma tripulação de 548 pessoas para atendê-los. Ao todo, o cruzeiro dispõe de 373 suítes separadas por 10 conveses.

                                        Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação

                                        O objetivo de tamanhas proporções é simples: entregar o mais puro luxo que há no mundo. De acordo com a RSSC, o navio foi projetado para proporcionar uma experiência que está “muito distante dos mega cruzeiros tradicionais, sem filas e aglomeração”.

                                        Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação
                                        Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação

                                        Quem embarcar no Splendor poderá desfrutar de 28 passeios terrestres ao longo do cruzeiro em uma viagem que combina belezas naturais e cultura regional. O itinerário inclui seis destinos na costa brasileira e outros dois países da América do Sul. Confira!

                                        • Rio de Janeiro, Brasil – 17/12
                                        • Ilha Grande (RJ), Brasil – 19/12
                                        • Ilhabela (SP), Brasil – 20/12
                                        • Santos (SP), Brasil – 21/12
                                        • Porto Belo (SC), Brasil – 22/12
                                        • Rio Grande (RS), Brasil – 24/12
                                        • Punta del Este, Uruguai – 25/12
                                        • Montevidéu, Uruguai – 26/12
                                        • Buenos Aires, Argentina – 27/12

                                        A viagem acaba no dia 28 de dezembro. Durante ela, os hóspedes a bordo poderão aproveitar a gastronomia requintada, bebidas premium como vinhos e destilados finos, internet ilimitada e uma ampla coleção de confortos enquanto exploram destinos encantadores ao redor do mundo.

                                        Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação

                                        Para o cruzeiro de dezembro, as tarifas variam de uma Penthouse Suite — a partir de R$ 73.709 por pessoa — até R$ 143.999 por pessoa em uma Grand Suite.

                                        Por dentro do cruzeiro Splendor

                                        Os hóspedes não podem esperar nada menos que o mais puro luxo. Ao todo, são 15 categorias de suítes elegantemente projetadas — todas com varanda privativa que somam 4,8 mil metros quadrados, uma das maiores da indústria, segundo a RSSC.

                                        Regent Suite. Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação

                                        Para quem quiser tirar uma alta soma do bolso — ou várias delas — , o Regent Suite é a melhor opção. Com 413 metros quadrados, a área inclui um spa privativo com sauna, sala de vapor e jacuzzi.

                                        Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação

                                        Os hóspedes dessa suíte ainda contam com um mordomo dedicado, bar completo, carro particular com motorista em cada porto e obras originais de Picasso. O preço? R$ 471 mil por pessoa (!) – inclusive, o espaço já se encontra ocupado e sem vagas no momento.

                                        Regent Suite. Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação

                                        A gastronomia também não deixa a desejar, com experiências inclusas em diversos restaurantes de especialidades. Por lá, tem espaços dedicados à culinária francesa, asiática e italiana, além de áreas especializadas em churrasco americano e pratos customizáveis.

                                        Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação

                                        Os hóspedes podem aprimorar suas habilidades culinárias na Culinary Arts Kitchen, com aulas práticas. Além disso, há o Pool Grill para refeições ao ar livre, o La Veranda para café da manhã e almoços, e o Coffee Connection, um ambiente metropolitano chique.

                                        Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação

                                        Quer relaxar? O navio de cruzeiro Splendor dispõe do Serena Spa and Wellness, um local com terapias, centro fitness completo (com pilates, yoga e technogym) e atividades ao ar livre como pista de corrida, piscina de borda infinita e quadra de padel.

                                        Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação
                                        Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação

                                        O entretenimento noturno é completo, com espetáculos teatrais, show de cabaré, cassino e karaokê. A série Enriquecimento Cultural oferece palestras e aulas sobre os destinos visitados.

                                        Foto: Regent Seven Seas/ Divulgação

                                         

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                                          Yanmar lidera transporte fluvial na Amazônia e aposta em inovação

                                          Por: Nicole Leslie -

                                          Especializada na fabricação de motores, a Yanmar Brasil tem redefinido os padrões de propulsão e logística marítima ao combinar alta tecnologia e sustentabilidade. Na Amazônia, executivos detalharam a estratégia adotada para avançar na transição para combustíveis alternativos — como metanol e hidrogênio — e reforçar a liderança dos motores marítimos Yanmar na região Norte do país.

                                          A transição energética se tornou uma necessidade cada vez mais latente, especialmente para grandes indústrias. Nesse contexto, Wagner Santaniello, gerente de Inovação e Marketing da Yanmar Brasil, e Igor Cabral, gerente da filial da empresa em Manaus, afirmaram que a marca tem investido no desenvolvimento de tecnologias que não apenas se adequem, mas também superem as regulamentações internacionais.

                                          Igor Cabral ao lado de motor Yanmar. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

                                          Cabral explica que, embora os motores mecânicos atuais já atendam ao padrão internacional de emissões para motores a diesel marítimos, o IMO Tier 2, a Yanmar conta com modelos em conformidade com o mais rigoroso IMO Tier 3, que impõe regras ainda mais restritivas para a redução das emissões de óxidos de nitrogênio.

                                           

                                          Segundo o gerente, o diferencial dos modelos mecânicos está no sistema SCR, um catalisador de escape. Com essa tecnologia consolidada, outra vertente estratégica ganhou força dentro da companhia, a nível mundial: o desenvolvimento de motores pensados para funcionarem abastecidos de combustíveis alternativos — e menos poluentes.

                                          Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

                                          Embora a maioria dos motores de trabalho da marca já aceite biodiesel como base, ainda existem riscos à vida útil dos equipamentos. Por isso, a Yanmar tem trabalhado para criar soluções que operem de forma eficiente com metanol e também com hidrogênio.

                                           

                                          O metanol está em fase de testes no Japão nos motores de média rotação — hoje entre os mais vendidos globalmente — e a previsão de início da comercialização está entre o fim de 2026 e o começo de 2027. Já a tecnologia baseada em hidrogênio avança por meio de um programa-piloto também no Japão, aplicado a motores de alta rotação que devem chegar ao mercado em 2030.

                                          Wagner Santaniello, gerente de Inovação e Marketing da Yanmar Brasil. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

                                          Santaniello ressalta que parte da expertise da Yanmar está na fabricação de motores desenvolvidos especificamente para diferentes aplicações, seja em uso marítimo ou terrestre, para trabalho ou lazer.

                                           

                                          Essa característica ajuda a explicar o domínio da fabricante japonesa na logística marítima da região amazônica. Segundo os executivos, existe uma diferença significativa entre motores adaptados para o uso marítimo e aqueles projetados desde o início para essa finalidade.

                                          Igor Cabral, gerente da filial Yanmar em Manaus. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

                                          Os projetos marítimos são genuinamente marítimos, desenvolvidos para isso. Não vêm de aplicações automotivas ou industriais que depois são adaptadas. O principal ganho está na durabilidade-afirmou Igor Cabral

                                          No campo da digitalização, o projeto Yanmar Protection, atualmente utilizado em tratores da linha Yanmar Solis, já está em fase de testes em embarcações no Norte do Brasil. O sistema de telemetria usa sensores para monitorar, de forma remota, parâmetros do motor, da localização e da rotação, o que contribui para a manutenção preventiva dos equipamentos.

                                          Miniescavadeiras Yanmar em frente a filial da marca em Manaus. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

                                          Domínio logístico na Amazônia

                                          A operação da Yanmar em Manaus, sob gestão de Cabral, concentra o núcleo dos negócios marítimos da marca no Brasil. O gerente afirma que a empresa ocupa posição de destaque na região amazônica, onde o transporte fluvial é essencial tanto para o escoamento de cargas quanto para o deslocamento de passageiros.

                                          Ferryboat David Oliveira Fernandes, para transporte de cargas em Manaus, equipado com motor Yanmar. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

                                          Com base em dados de importação (NCM) de motores marítimos, a Yanmar atingiu 40% de market share na Amazônia em 2024 e, para 2025, a expectativa é avançar ainda mais. A marca projeta alcançar 61% do mercado regional até dezembro deste ano.


                                          Nesse cenário, Igor Cabral e Wagner Santaniello apontam o baixo consumo de combustível e a durabilidade dos motores como os principais diferenciais competitivos. O pós-venda manauara também aparece como fator estratégico, com serviços rápidos e assistência técnica próxima ao cliente.

                                          Máquinas potentes e versáteis

                                          O portfólio da Yanmar inclui motores de alta e média rotação. Enquanto os primeiros são utilizados em embarcações de lazer, lanchas de passageiros e empurradores de pequeno porte, os motores de média rotação atendem navios de cabotagem e grandes empurradores, que operam quase de forma ininterrupta.

                                          Empurrador da SC Transportes opera com motor Yanmar em Manaus. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

                                          Essa diversidade explica o amplo perfil de clientes atendidos pela marca e ajuda a sustentar sua liderança na região Norte. Entre a clientela local existem empresas desde lanchas de transporte de passageiros, que navegam a cerca de 25 nós, até empurradores que acumulam mais de 5 mil horas de operação por ano em viagens longas pelos rios Negro e Solimões.

                                           

                                          Parte dessa versatilidade está no uso de caixas redutoras — os chamados reversores — que ajustam a rotação do motor à velocidade ideal do hélice. Assim, um mesmo conjunto pode equipar tanto embarcações de lazer quanto barcos destinados a operações de serviço pesado.

                                           

                                          Náutica Responde

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                                            Por: Nicole Leslie -
                                            16/12/2025

                                            Quando se diz que sonhar alto dá o mesmo trabalho que sonhar baixo, o que muitas vezes se ignora é o peso da falta de referências. Em comunidades onde o horizonte parece sempre o mesmo, imaginar outros caminhos pode ser mais difícil do que tentar alcançá-los. Foi a partir desse pensamento que nasceu a Escola Social Náutica da Ilha Grande, criada para apresentar a crianças e jovens caiçaras e de comunidades pesqueiras uma nova relação com o mar — desta vez, por meio da vela.

                                            Idealizado pela Comunidade Náutica da Ilha Grande, o projeto surgiu em um contexto de pouca valorização da cultura local e da necessidade de oferecer proteção e perspectivas a crianças e adolescentes. A resposta veio da própria identidade da região: ocupar o tempo dos pequenos com uma atividade tipicamente náutica, conectada ao local onde vivem e à tradição do lugar.

                                            Foto: Escola Social Náutica da Ilha Grande / Divulgação

                                            Gratuita, a iniciativa se consolidou na Vila do Abraão, em Angra dos Reis, e hoje atende crianças e jovens entre 5 e 17 anos. A vela — seja olímpica ou oceânica — funciona como ferramenta de educação, integração social e formação, indo além da prática esportiva.

                                            Foto: Escola Social Náutica da Ilha Grande / Divulgação

                                            A Escola atua em parceria com iniciativas locais, como o Grupo de Escoteiro Florestal da Ilha Grande e o VAA Ilha Grande, e oferece aulas regulares de vela e canoagem. O aprendizado é complementado por conteúdos de educação ambiental, meteorologia básica e oceanografia costeira, ampliando o repertório dos alunos e fortalecendo a relação entre esporte, natureza e conhecimento.

                                             

                                             

                                            Impacto em números

                                            Segundo levantamento da própria Escola Social Náutica da Ilha Grande, os reflexos do projeto vão além da água. Entre as famílias com crianças atendidas, 94% relataram melhorias nos laços familiares, enquanto 82% perceberam avanços na saúde física dos participantes após o início das atividades com vela ou canoagem.

                                            Foto: Escola Social Náutica da Ilha Grande / Divulgação

                                            A atuação da Escola também busca enfrentar desafios ambientais e sociais da Ilha Grande, como o enfraquecimento das tradições culturais e a atração de jovens para formas precárias de trabalho ligadas ao turismo predatório. Não por acaso, parte das ações do projeto dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Agenda 2030.


                                            Ao combinar capacitação para o mercado náutico com desenvolvimento físico, mental e emocional em ambientes naturais, a Escola reforça seu papel como agente de transformação social e valorização da cultura caiçara. A ideia não é romper com as raízes locais, mas ampliar as possibilidades.

                                            Foto: Escola Social Náutica da Ilha Grande / Divulgação

                                            Reconhecida pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela) e pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), a Escola Social Náutica da Ilha Grande mantém suas atividades de forma totalmente gratuita. O projeto aceita contribuições a partir de serviços e produtos adquiridos online, que vão de ecobags até passeios em veleiros oceânicos, disponíveis para consulta no site oficial da organização.

                                             

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                                              Capri Iate Clube comemora 60 anos e inaugura marina com píeres da SF Marina

                                              Há algo de novo sobre as águas. Na sua festa de 60 anos de história, o Capri Iate Clube, em Santa Catarina, resolveu dar um salto de qualidade e inaugurou, neste último fim de semana, uma nova fase: saem as estruturas antigas de madeira, entram os modernos píeres de concreto da SF Marina, líder mundial no segmento.

                                              O movimento marca uma nova era no clube, que buscou se modernizar e aumentar a durabilidade de suas instalações náuticas. Além de garantir mais estabilidade, segurança e sustentabilidade ao projeto, o local se tornou o segundo no Brasil a receber as estruturas da SF Marina, empresa que conta com mais de 100 anos de história e 150 mil marinas projetadas mundialmente.

                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              Localizado no munícipio de São Francisco do Sul, na famosa Baía de Babitonga, o clube agora conta com o que há de melhor em engenharia náutica no mundo. Além dos píeres, a modernização passou também pela Metalu Brasil, que ficou responsável pelas novas passarelas de alumínio.

                                              Passarelas dos píeres foram feitas pela Metalu Brasil. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              À NÁUTICA, Carlos Alexandre Dohler, comodoro do Capri Iate Clube, explicou que a mudança veio na hora certa, pois o local precisava suportar o crescimento e o aumento do tamanho das embarcações ao longo dos anos.

                                              O clube, com toda sua paisagem idílica, não estava mais conseguindo acompanhar e sustentar o crescimento que vinha acontecendo– lembrou Dohler

                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              Desde então, começou a pesquisa para decidir como seria feita essa reforma. Inicialmente, existia um dilema entre o trapiche de madeira ou de concreto. Mas quando o comodoro conheceu as estruturas da SF Marina, não teve mais dúvidas: era essa que ele queria.

                                              Segundo Dohler, o intuito da modernização do local é fornecer uma infraestrutura ecologicamente inteligente e segura para os sócios e seus barcos. E o público do clube parece ter abraçado a ideia. “As embarcações estão cheias com as suas famílias, fazendo churrasco, com muita felicidade e muita segurança”, enfatizou o comodoro.

                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              Conforme explicou Thiago Borba, diretor de patrimônio do clube e responsável pelo acordo oficial com a empresa de píeres, o projeto final, que combina estruturas de concreto da SF Marina com “fingers” de alumínio da Metalu Brasil, não existe em nenhum lugar do mundo.

                                              O Capri Iate Clube hoje tem uma das melhores estruturas do Brasil– ressaltou Borba

                                              Muito mais que uma reforma

                                              Quem também marcou presença na comemoração foi Adriano Silva, prefeito de Joinville. Frequentador assíduo do mundo náutico, o político demonstrou entusiasmo com a nova fase do local, que trará lazer e otimização de recursos à infraestrutura.

                                              Toda a estrutura náutica é fundamental para que a gente possa curtir mais ainda o nosso barco. Essa estrutura realmente está de parabéns. Nunca vi nada parecido-elogiou Silva

                                              Ele também enfatiza que o desenvolvimento náutico, como os iates clubes e estaleiros, gera negócios e impulsiona o turismo nas cidades vizinhas. Inclusive, o prefeito revela que a SF foi contratada também para construir um novo atracadouro público em Joinville, o que apoiará a via gastronômica local e permitirá o acesso de embarcações de até 100 pés.

                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              Godofredo Gomes Moreira Filho, prefeito de São Francisco do Sul, também não poupou elogios para a modernização do clube. Ele descreve o local como “espetacular” e “único no litoral catarinense”.

                                              Não vai trazer só o desenvolvimento para a estrutura que tem aqui hoje. Mas é o desenvolvimento econômico do município e a geração de empregos– pontuou Godofredo

                                              Sobre São Francisco do Sul, o prefeito afirma ser “a cidade mais azul do Brasil” em relação ao número de praias com a certificação Bandeira Azul. Isso significa que cada um dos locais cumpriu quase 40 critérios para garantir o selo de qualidade.

                                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                              No que depender dele, o Capri Iate Clube será mais um nessa lista que todos querem entrar.

                                              Não tenho dúvida nenhuma que no futuro próximo, quem sabe até o ano que vem, nós possamos incluir o Capri como Bandeira Azul– garantiu o político

                                              Veja as fotos da celebração de 60 anos do Capri Iate Clube!

                                              A celebração de seis décadas do Capri Iate Clube reuniu diversas autoridades do mundo náutico e responsáveis diretos pelo projeto. Confira os melhores cliques do evento!

                                              Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, segura placa de homenagem aos 60 anos do clube. Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
                                              Thiago Borba, diretor de patrimônio do clube; Ernani Paciornik e Gunter Weber, um dos fundadores do Joinville Iate Clube. Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
                                              Carlos Alexandre Dohler, comodoro do clube, discursa durante a cerimônia de abertura. Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
                                              Godofredo Gomes Moreira Filho, prefeito de São Francisco do Sul. Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
                                              Thiago Borba discursou durante cerimônia de abertura. Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
                                              “Marinheiro Jipe” com placa que faz homenagem aos 60 anos do clube. Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
                                              Adriano Silva, prefeito de Joinville (ao centro). Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
                                              Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
                                              Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
                                              Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação
                                              Foto: Cláudio Maia/ Capri Iate Clube/ Divulgação

                                               

                                              Náutica Responde

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                                                Por: Nicole Leslie -

                                                Ao descer para as casas de máquinas de empurradores, ferryboats e lanchas de transporte fluvial, é difícil imaginar qualquer relação com barcos de lazer. O calor, o ruído dos motores e a ideia de toneladas sendo empurradas pela força das máquinas não combinam, à primeira vista, com conforto ou diversão. Visitando algumas embarcações motorizadas pela Yanmar em Manaus, no Amazonas, foi possível desconstruir justamente esse contraste.

                                                Na navegação amazônica os barcos não são hobby, mas parte essencial da infraestrutura. Por lá, os rios Negro e Solimões são usados como vias para conectar cidades, pessoas e mercadorias. Foi nesse contexto que visitamos embarcações de trabalho pesado que dividem o mesmo “coração” com lanchas de lazer: alguns motores capazes de operar dias a fio empurrando cargas pesadas, com outra configuração também encontram espaço na navegação recreativa.

                                                Empurradores de carga

                                                A primeira visita foi à sede da SC Transportes, que atua com empurradores no transporte de cargas. Fundada em 1975 com foco no deslocamento de derivados de petróleo, como o querosene, a companhia hoje opera também nos segmentos de carga geral e grãos — este último apontado pela empresa como o que mais cresce na região.

                                                 

                                                Como a movimentação ocorre em grandes volumes, a frota exige equipamentos robustos e confiáveis. Atualmente, dos 18 empurradores em operação pela SC Transportes, metade utiliza motores Yanmar. Ao todo, 14 equipamentos da fabricante japonesa impulsionam embarcações da SC Transportes e outros dois motores estão em negociação para substituir outras marcas.

                                                Motor 6AYM-WET no empurrador da SC Transportes. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

                                                Em um dos empurradores visitados, o destaque foi o motor 6AYM-WET, de seis cilindros em linha e 829 hp de potência. Em duplas, essas embarcações empurram balsas que podem chegar a 18 mil toneladas. Ainda assim, segundo Guilherme Kodja, consultor técnico da Yanmar, o mesmo modelo também pode equipar lanchas de lazer entre 55 e 65 pés.


                                                A explicação está na aplicação. Em embarcações de recreio, a potência é explorada de forma diferente, com reversores mais leves do que os usados nos empurradores — que operam, neste caso, na reversão de 6:1. Com uma reversão mais leve, o resultado prático é mais força na ponta do eixo e no hélice, o que resulta em um melhor planeio e maiores velocidades.

                                                Lancha rápida de transporte fluvial

                                                A segunda visita foi à “Glória de Deus III”, uma das principais lanchas de transporte fluvial do grupo F de A O dos Reis. Com 27,5 metros de comprimento e capacidade para 95 passageiros, a embarcação opera a tradicional linha entre Manaus e Tabatinga, cidade que fica na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

                                                Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

                                                O trajeto inclui paradas em dez cidades durante o percurso e soma cerca de 36 horas de navegação quase ininterrupta, totalizando aproximadamente mil milhas náuticas somando ida e volta. Iniciado em 2008, o negócio reflete a lógica do transporte regional, que dependente necessariamente do ciclo dos rios, que variam entre cheia e seca. Em períodos de seca severa, como o registrado em 2024, o serviço chegou a ficar paralisado por quase seis meses, fatiando o faturamento do ano pela metade.

                                                Proprietário da F de A O dos Reis. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

                                                A Glória de Deus III opera com dois motores Yanmar 6HYM-WET, de 500 hp cada. A escolha da configuração em parelha, segundo o proprietário, foi para “forçar menos o motor” durante as longas viagens e garantir segurança operacional. Isso porque, caso um dos motores apresente qualquer falha, a embarcação ainda consegue seguir viagem.

                                                Um dos motores 6HYM-WET que impulsionam a lancha Glória de Deus III. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

                                                O conjunto atual da lancha de transporte rápido foi instalado em 2020 e acumula cerca de 7 mil horas de uso (em cada motor), mas o número não assusta o proprietário graças ao histórico: o conjunto de motores anterior, nas mesmas configurações, operou por 30 mil horas (cada), apenas com manutenção preventiva.

                                                Glória de Deus III. Foto: Nicole Leslie / Revista Náutica

                                                Mesmo transportando cerca de 13 toneladas entre passageiros e cargas, a lancha atinge velocidade de cruzeiro de 28 nós contra a correnteza, com consumo médio de 150 litros por hora. A favor das águas, a velocidade sobe para 35 nós, enquanto o consumo cai para cerca de 140 litros por hora, considerando os dois motores mais o grupo gerador.

                                                Foto: Nicole Leslie / Revista Náutica

                                                Segundo Kodja, esse mesmo conjunto pode equipar lanchas de lazer entre 50 e 55 pés, desde que com potências menores. “Esses motores trabalham carregando mais de 13 toneladas, contra correnteza, por longos períodos. Em uma lancha menor e mais leve, o desempenho é ainda mais expressivo”, explicou.

                                                Ferryboat de carga

                                                A terceira visita foi ao mais novo ferryboat do grupo David Oliveira Fernandes. Construída em aço, a embarcação foi projetada especificamente para o transporte de cargas gerais entre Manaus e Tabatinga, com capacidade para até 1,3 mil toneladas.

                                                Ferryboat do grupo David Oliveira Fernandes. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

                                                Assim como o empurrador da SC Transportes, o ferry é impulsionado por um motor Yanmar 6AYM-WET, de 829 hp. A escolha ocorreu após uma experiência negativa com um motor adaptado para uso marítimo, que apresentou problemas recorrentes de manutenção em menos de dois anos.

                                                David Oliveira Fernandes, dono do grupo que leva o nome dele. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

                                                Com a motorização da fabricante japonesa, o proprietário afirma ter reduzido custos de manutenção e tido, inclusive, economia de combustível. O consumo caiu cerca de cerca de 30% em comparação com o equipamento anterior.

                                                Motor 6AYM-WET no ferryboat. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

                                                Empurrador estratégico na região Norte

                                                A última parada foi na sede da Atem, Distribuidora de Combustíveis, cuja operação de logística fluvial é conduzida pela Navemazônia, ambas empresas integrantes do Grupo Atem. A frota soma mais de 90 balsas e 30 empurradores, entre eles o empurrador Manaus, um dos maiores da região, segundo a marca.

                                                 

                                                Enquanto empurradores comuns transportam entre 3 mil e 5 mil toneladas, o Manaus tem capacidade para até 11 mil toneladas. O volume é estratégico para o abastecimento da região, que depende em grande parte do transporte hidroviário de combustíveis.

                                                Balsa que pesa até 11 mil toneladas, que o empurrador Manaus empurra. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

                                                A relação da Navemazônia com a Yanmar começou na década de 1970, quando o patriarca da família Atem utilizava um pequeno motor Yanmar de 4 hp para transportar farinha, frutas e verduras de Janauaca a Manaus. O equipamento, hoje em exposição na base da empresa, simboliza o início dessa trajetória que vem se estendendo graças à confiança nos equipamentos.

                                                Motor Yanmar de 4 hp, em área de “museu improvisado” na base do Grupo Atem em Manaus. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

                                                Para movimentar balsas de grande porte, o empurrador Manaus utiliza uma parelha de motores Yanmar 6EY17W, que somam 1.389 hp. Diferentemente dos outros modelos vistos durante a viagem, essa motorização não é indicada para barcos de lazer.

                                                Motor 6EY17W na sala de máquinas do empurrador Manaus. Foto: Bruno Mello / Yanmar / Divulgação

                                                Trata-se de um motor de média rotação, projetado para operar em baixas rotações constantes, suportando cargas pesadas por longos períodos. Embarcações de lazer, por outro lado, exigem motores de alta rotação para proporcionar aceleração rápida e velocidades maiores.

                                                 

                                                A Amazônia se mostrou mais do que um cenário bonito e tradicional: é onde natureza, trabalho e navegação se cruzam diariamente. Nesse contexto, parte da linha de motores Yanmar se destaca justamente por atender, com a mesma base tecnológica, embarcações de trabalho pesado e barcos de lazer.

                                                 

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                                                  Os animais que vivem no fundo do oceano não podem se dar ao luxo de dispensar apresentações, uma vez que a maioria deles é, no mínimo, estranha perante os humanos. Um deles é o polvo-de-sete-braços (Haliphron atlanticus), também conhecido como polvo-bolha, um dos mais raros — e maiores — do mundo, que foi flagrado apenas pela quarta vez (vivo) em 40 anos de pesquisas, no Pacífico.

                                                  A 700 metros de profundidade, o animal curioso aparece em resolução 4K — graças ao veículo operado remotamente (ROV) que o filmou, batizado de Ventana —, segurando uma água-viva-capacete (Periphylla periphylla). Confira:

                                                   

                                                   

                                                  Os responsáveis por apresentar ao mundo as imagens de um animal tão raro foram os especialistas em oceanos do Aquário e Instituto de Pesquisa da Baía de Monterey (MBARI), que exploravam a região como parte de uma expedição de pesquisa, no mês passado.

                                                  O polvo-de-sete-braços, na verdade, tem oito

                                                  O polvo-de-sete-braços carrega consigo uma particularidade que, inclusive, lhe rendeu esse nome. Embora o nome sugira apenas sete tentáculos, os exemplares geralmente contam com os mesmos oito apresentados por todos os grupos de polvos.

                                                  Foto: MBARI (Monterey Bay Aquarium Research Institute) / Divulgação

                                                  O “apelido” se deu devido um comportamento curioso dos machos. Isso porque, durante o acasalamento, esses animais utilizam um braço especializado, chamado de hectocótilo, para transferir esperma para as fêmeas. Nesse processo, o membro costuma ficar dobrado, oculto sob um dos olhos, dando a impressão de um braço ausente.

                                                   

                                                  Os machos, aliás, diferem consideravelmente das fêmeas em relação ao tamanho. Enquanto elas atingem cerca de 4 metros de comprimento, os seus companheiros dificilmente ultrapassam 21 centímetros.


                                                  O fato do polvo-bolha estar carregando firmemente uma água-viva enquanto nada nas profundezas endossa a tese, publicada na revista Scientific Reports, em 2017, de que o polvo-de-sete-braços se alimenta de organismos gelatinosos e pode até usar os ferrões das presas como ferramenta de caça.

                                                  Este novo avistamento destaca a complexidade das teias alimentares das profundezas marinhas e suas surpreendentes conexões– destacou a MBARI

                                                   

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                                                    Por: Nicole Leslie -
                                                    15/12/2025

                                                    A cerimônia de transmissão de cargo do Comando do 8º Distrito Naval da Marinha do Brasil foi realizada nesta segunda-feira (15), na sede do Distrito, na Zona Sul de São Paulo. Na ocasião, o então comandante Vice-Almirante Marco Antonio Ismael Trovão de Oliveira passou o cargo ao Vice-Almirante Marco Antônio Linhares Soares, que aproveitou para reafirmar seu compromisso com a hidrografia e a expansão marítima do Brasil.

                                                    Em discurso, o Vice-Almirante Linhares celebrou as etapas de sua carreira e expressou gratidão a diversas pessoas, instituições e embarcações que fizeram parte de sua história.

                                                    Foto: Otto Aquino / Revista Náutica

                                                    Ele também afirmou que sua linha de trabalho no comando do 8º Distrito Naval buscará fazer com que os portos de Santos, Paranaguá, Antonina e São Sebastião, hoje estratégicos no país, continuem transbordando eficientemente as riquezas do Brasil, assim como as hidrovias.

                                                    Agradeço ao Almirante Trovão toda a fidalguia e profissionalismo nos meus rumos iniciais […] Muito obrigado e viva à Marinha-afirmou em discurso

                                                    Marco Antônio Linhares Soares. Foto: Agência Marinha / Divulgação

                                                    À Revista Náutica, o Vice-Almirante Linhares relembrou que o 8º Distrito Naval está à frente da maior frota de barcos registrados no país. Também por isso, aproveitou para se colocar como um canal de “portas e escotilhas abertas” às demandas do navegador que usa embarcações de esporte e recreio para descortinar o litoral brasileiro.

                                                    Só é verdadeiramente marinheiro quem vai ao mar […] Que a gente possa trabalhar juntos em prol da segurança da navegação-disse Linhares

                                                    Foto: Otto Aquino / Revista Náutica

                                                    O evento reuniu ex-comandantes da Marinha, membros do Almirantado, representantes da Sociedade Amigos da Marinha e da Comunidade Marítima, além de autoridades militares e civis. A última troca de comando do 8º Distrito Naval ocorreu em abril de 2024, quando o Vice-Almirante Guilherme da Silva Costa passou o cargo para o Vice-Almirante Marco Antonio Ismael Trovão de Oliveira.

                                                    Vice-Almirante Linhares, novo comandante do 8º Distrito Naval

                                                    A trajetória de Marco Antônio Linhares Soares na Marinha do Brasil começou em 1985, aos 15 anos, quando ingressou na Escola Naval, onde se formou em Ciências Navais. Desde então, construiu uma carreira marcada pela atuação direta na área marítima.

                                                    Foto: Otto Aquino / Revista Náutica

                                                    Foi Imediato do navio hidroceanográfico Taurus e do navio de apoio oceanográfico Ary Rongel; Comandante do navio balizador Tenente Boanerges e do navio hidroceanográfico Amorim do Valle; além de ter comandado o Grupamento de Navios Hidroceanográficos no Brasil.


                                                    Linhares também possui MBA em Gestão Empresarial e em Gestão Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e realizou o curso de Política e Estratégia Marítima na Escola de Guerra Naval. Também atuou como Assistente do Conselheiro Militar da Representação do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU), em Washington, D.C., nos Estados Unidos.

                                                    Foto: Otto Aquino / Revista Náutica

                                                    Em 2020, foi promovido ao posto de Contra-Almirante, onde exerceu as funções de Subchefe de Assuntos Marítimos do Estado-Maior da Armada e Diretor da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar. Em 2023, alcançou o posto de Vice-Almirante e, agora, assume o comando do 8º Distrito Naval da Marinha do Brasil.

                                                     

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                                                      A nova diretoria da Azimut Yachts Brasil recebeu, nesta segunda-feira (15), na fábrica de Itajaí, os líderes do Grupo Náutica, representada por Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica e da Boat Show Eventos; e o presidente do Grupo, Ernani Paciornik.

                                                      Quem esteve presente nesse encontro foi Carlo Alberto Sisto, CEO da Azimut Yachts Brasil. Para ele, os Boat Shows do Grupo Náutica servem como uma plataforma estratégica para a marca no país, por reunirem relacionamento, posicionamento e negócios em um único ambiente.

                                                      Carlos Alberto Sisto, novo CEO da Azimut do Brasil. Foto: Divulgação

                                                      “Para uma marca com presença global e DNA italiano, é onde apresentamos a evolução dos produtos e colocamos em contato direto com o mercado, ouvimos o público, estreitamos a relação com clientes e mostramos, na prática, o padrão de inovação e excelência que guia a Azimut”, afirmou o CEO.

                                                      Em 2026, seguiremos avançando com uma estratégia clara de fortalecimento da marca no país-concluiu Sisto

                                                      Durante o encontro, também foi apresentada a nova diretoria do estaleiro no Brasil, que marcará a próxima fase de crescimento e consolidação da marca no país. A cúpula recém-formada é composta por seis membros, incluindo Carlos Alberto Sisto, CEO da empresa.

                                                      Segundo o estaleiro, a nova diretoria reflete a combinação entre expertise internacional, continuidade operacional e visão estratégica, alinhada à diretriz global do grupo.

                                                       

                                                      Os nomes que compõem a nova diretoria da Azimut Yachts Brasil são:

                                                      • Carlos Alberto Sisto, CEO;
                                                      • Andrea Consolini, CFO;
                                                      • Roy Capasso, diretor comercial;
                                                      • Fernanda Gehlen, diretora jurídica e superintendente;
                                                      • Felipe Monteiro, diretor de operações;
                                                      • Giorgio Gallia, membro do Conselho Administrativo.

                                                      “A Azimut Yachts Brasil reafirma, assim, seu compromisso com a inovação, qualidade e liderança global para fortalecer sua estrutura executiva e reforçar sua missão de oferecer experiências náuticas únicas e produtos de classe mundial ao público brasileiro”, declarou a marca em comunicado.

                                                       

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                                                        Enorme rachadura na África pode formar um novo oceano; entenda

                                                        A família de oceanos pode ganhar mais um membro daqui a alguns milhões de anos. Um grupo internacional de cientistas identificou que o calor vindo da Terra está, aos poucos, empurrando as placas tectônicas e esticando o terreno do nordeste da África. Esse fenômeno pode, muito futuramente, resultar em um novo oceano.

                                                        O estudo foi publicado na prestigiada revista científica Nature Geoscience e mostra que o fluxo de material quente, conhecido como manto, não é contínuo, mas ocorre em intervalos cíclicos que se assemelham a “batimentos de um coração geológico” — de maneira lenta e contínua.

                                                        Foto: marylooo/ Envato

                                                        O epicentro dessa transformação ocorre na região de Afar, no nordeste da Etiópia, que está literalmente se abrindo. O local é árido, vulcânico e carrega fissuras que cruzam o chão, funcionando atualmente como um ponto de encontro de três grandes fendas: o Rifte da África Oriental, o Rifte do Mar Vermelho e o Rifte do Golfo de Áden.

                                                        Nessa zona, as placas tectônicas — movidas pelo calor interior da Terra — se afastam gradualmente e geram rachaduras cada vez maiores, além das fissuras que se estendem por longas distâncias. Algumas são tão grandes ao ponto de poderem ser observadas em imagens de satélite.

                                                        Afar, na Etiópia. Foto: A.Savin, Wikipedia/ Wikimedia Commons/ Reprodução

                                                        A comunidade científica já tinha conhecimento que o manto da região vinha pressionando a crosta terrestre e fazendo ela se abrir. Entretanto, o novo estudo jogou uma luz sobre o tema e trouxe detalhes de como esse fenômeno acontece.

                                                        Como pode nascer um novo oceano?

                                                        A principal causa desse evento é o calor que sobe do interior da Terra, que está criando um “coral de magma”. Essa força geológica empurra a placa tectônica lentamente e vai abrindo o solo aos poucos. Portanto, é exatamente essa “abertura” que pode levar à formação de um novo oceano na região.

                                                        O mapa (a) mostra a estrutura fundamental da separação continental na região de Afar. Os mapas (b), (c) e (d) mostram a variação de elementos químicos nas rochas vulcânicas da região. Foto: Emma J. Watts et.al, Nature/ Reprodução

                                                        De acordo com a pesquisa, esse fluxo quente sob Afar não é uniforme. O calor se concentra em canais e pulsa em diferentes intensidades. Logo, é esse desnivelamento que contribui para a forma como o solo está se afastando.

                                                         

                                                        O estudo ainda informa que o afastamento ocorre em proporções diferentes nessas três grandes fendas de Afar.

                                                        • Rifte do Golfo de Áden: o afastamento ocorre a uma taxa de 15,5 mm por ano;
                                                        • Rifte do Mar Vermelho: o afastamento é de 14,5 mm por ano;
                                                        • Rifte da África Oriental: o afastamento é de 5,2 mm por ano.

                                                        Como batimentos cardíacos

                                                        Esses movimentos muito lentos funcionam como uma “respiração” da Terra. O calor sobe, o solo se abre e, com o tempo — muitos anos, na verdade — o continente se separa. Inclusive, essa força interna é a mesma que está por trás de vulcões e terremotos na região.

                                                        O diagrama (a) mostra as fendas na superfície e como o magma que sobe do manto está sendo “canalizado” por essas rachaduras. O diagrama (b) ilustra a ascensão do manto em Afar (o material quente que sobe). O diagrama (c) mostra cortes profundos (seções transversais) do solo nas duas fendas principais. Foto: Emma J. Watts et.al, Nature/ Reprodução

                                                        Em regiões onde as placas se afastam mais rápido, como o Mar Vermelho, essas pulsações viajam de forma mais eficiente e regular, como o sangue passando por uma artéria estreita-afirmou Tom Gernon, coautor do estudo

                                                        O nordeste da África abriga vulcões como o Erta Ale, um dos poucos no mundo com lago permanente de lava e registra tremores com frequência. Tudo por conta das forças internas que remodelam a superfície da Terra.

                                                         

                                                        Segundo a pesquisa, o grupo analisou mais de 130 amostras de rochas vulcânicas coletadas no nordeste da África para o estudo.

                                                        E agora?

                                                        Por mais assustador que possa parecer a ideia de surgir um novo oceano, os cientistas fazem uma ressalva: esse processo é natural e extremamente lento. Não existe um prazo exato para que a separação seja completa, mas os especialistas apontam que pode levar dezenas de milhões de anos.

                                                         

                                                        Entretanto, acompanhar movimentos como esse ajuda a entender como outros oceanos nasceram há centenas de anos. O Atlântico, por exemplo, surgiu da fragmentação da Pangeia, o supercontinente que começou a se romper há cerca de R$ 150 milhões de anos por conta do mesmo movimento das placas tectônicas.

                                                         

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                                                          Por: Nicole Leslie -
                                                          14/12/2025

                                                          Conhecido no setor médico como um empresário bem-sucedido em equipamentos hospitalares de alta performance, Antônio Carlos Witt, o Toni Witt, contou à Revista NÁUTICA que sua relação com o universo estilo de vida náutico não nasceu de um sonho. Nasceu de uma estratégia familiar para manter os quatro filhos sempre por perto.

                                                          Depois de se casar jovem e construir uma família de quatro meninos, Toni levava uma rotina de hobbies simples, como jogar futebol ou receber amigos em casa. Em determinado momento, porém, ele e a esposa temeram que os filhos se distanciassem cedo demais. A primeira solução foi investir todos os recursos em uma casa na praia — ideia que funcionou até certo ponto e levou os amigos dos filhos a também conviverem ali.

                                                           

                                                          Mas foi o primogênito, Gabriel, surfista e apaixonado pelo mar, quem deu o empurrão decisivo para que a família abraçasse a náutica. Hoje, Toni define essa decisão como “uma jogada extremamente certa” para fortalecer os vínculos familiares.

                                                          Estar a bordo de um barco, seja pescando ou em lazer, permite que a família passe um dia inteiro junta, das 8h da manhã até o anoitecer, interagindo e conversando. Isso seria impossível em outra situação-afirmou

                                                          Toni Witt ao lado da nova Ventura V250 da família. Foto: Arquivo Pessoal / Toni Witt

                                                          A rotina no mar acabou se tornando parte essencial da cultura familiar dos Witt. E, junto a ela, veio uma sequência de upgrades na frota, sempre guiada pelo tamanho da família e pelo conforto desejado a bordo.

                                                           

                                                          A evolução começou com uma lancha de 25 pés e chegou a um barco de 50 pés, além de modelos menores de apoio. Ao todo, já foram seis embarcações principais, dois barcos auxiliares e alguns jets.


                                                          Quando comprou o maior barco da família, de 50 pés, Toni também adquiriu uma embarcação de alumínio de 19 pés para pesca em áreas rasas — onde a lancha maior não podia entrar. O plano funcionava até certo ponto, mas o barco menor era desconfortável e não atendia a nova vontade do filho caçula: praticar wakesurf.

                                                           

                                                          A busca por uma embarcação versátil, capaz de atender tanto ao wakesurf quanto à pesca e aos passeios em família, levou Toni a um encontro inesperado. Ao passar em frente a uma loja da Ventura em Curitiba, no Paraná, viu espaço para estacionar e decidiu parar para conhecer.

                                                          Proa da Ventura V250. Foto: Arquivo Pessoal / Toni Witt

                                                          Segundo ele, ainda existe, no Paraná e em Santa Catarina, certo preconceito com estaleiros de Minas Gerais, como a Ventura, pelo estigma de que seriam barcos voltados apenas para água doce. Mas a impressão caiu por terra quando ele conheceu a Ventura V250, que parecia encaixar exatamente no que procurava.

                                                           

                                                          A negociação também ajudou: o vendedor aceitou o barco de alumínio como parte do pagamento e parcelou a diferença. Toni destaca que a Ventura V250 o surpreendeu pelo acabamento e pelo “excelente custo-benefício”, já que vem completa — com som, GPS e até um pequeno banheiro — em seus 20 pés de comprimento. Para ele, é o modelo ideal para wakesurf, pesca leve e lazer com poucas pessoas.

                                                          Ventura V250 é usada para lazer, pesca e prática de wakesurf pela família Witt. Foto: Arquivo Pessoal / Toni Witt

                                                          Adquirida em novembro de 2025, a Ventura V250 já chama atenção na região e, segundo Toni, deve incentivar mais pessoas a abandonarem o preconceito com barcos feitos em Minas. Para o empresário, a náutica não representa luxo, mas investimento em qualidade de vida e, sobretudo, em manter a família unida.

                                                           

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                                                            13/12/2025

                                                            Por mais que o conceito de multipropriedade de embarcações já tenha sido adotado no mundo inteiro, esse mercado segue atraindo dúvidas de interessados que nunca tiveram contato com essa área e que querem entender como a modalidade funciona.

                                                            O modelo de multipropriedade da Flip Boat Club, por exemplo, permite a possibilidade de dividir uma propriedade em várias pessoas e usá-la de forma compartilhada. A empresa já mantém o barco limpo, abastecido e pronto para uso, enquanto os custos são divididos entre os proprietários.

                                                             

                                                            Entretanto, outras dúvidas relacionadas a custos, cotas, localidades e reservas costumam surgir na cabeça dos interessados no compartilhamento de barco. A seguir, confira as perguntas mais comuns sobre a multipropriedade náutica e como funcionam nos planos da Flip.

                                                            Como funciona a multipropriedade náutica na Flip Boat Club?

                                                            Os planos da Flip Boat Club possuem dois, quatro, seis ou oito cotas, e cada multiproprietário poderá ter uma ou até duas cotas na mesma embarcação. Outra opção é ter cotas diversas em vários barcos e distintas localidades.

                                                            Delta 36, uma das embarcações da Flip Boat disponível para cota. Foto: Flip Boat / Divulgação

                                                            Com isso, é possível utilizar um barco em uma determinada localização durante um período e, posteriormente, usar outra embarcação em uma região distinta. Cada cota da marca oferece o uso de 45 a 180 dias por ano.

                                                            Posso usar outros barcos que não sou cotista?

                                                            Não. O cliente Flip só poderá usar barcos em que é cotista. No entanto, existem duas soluções para quem desejar usar mais de uma embarcação no modelo multiproriedade.

                                                             

                                                            Uma delas é ter cotas em locais diferentes, que possibilitará navegar em mais de uma localidade. Outro caminho é adquirir o recente Flip Pass, benefício que garante o direito de uso de 30 dias por ano em vários barcos e diversas regiões.

                                                            Posso navegar com o barco para qualquer localidade?

                                                            Eis uma das maiores dúvidas da multipropriedade náutica. Sim, o cotista poderá navegar para qualquer lugar desde que respeite as regras da sua habilitação, adequação de navegação na documentação e o período de reserva. Na Flip, o importante é que o navegante retorne com o barco em sua base no final do período de reserva.

                                                            Ilha das Botinas, um dos destinos que contemplam a localidade da Flip Boat Club. Foto: Visite Angra/ Divulgação

                                                            Por isso, é importante ir até onde o tempo de retorno seja o suficiente para estar de volta no prazo certo, no lugar certo e com segurança. Atualmente, a Flip Boat Club está presente em nove destinos náuticos: Salvador, Angra dos Reis, Paraty, Ilhabela, Ubatuba, Guarujá, Itajaí, Florianópolis e Porto Alegre.

                                                            Qual capacitação preciso para utilizar o barco?

                                                            É possível utilizar o barco sem precisar de nenhuma habilitação ou capacitação. Entretanto, quem não tiver esses documentos, não poderá conduzir a embarcação e terá que obrigatoriamente contratar um marinheiro credenciado pela Flip.

                                                            Foto: uraneva / Envato

                                                            Para conduzir a embarcação, a pessoa terá que estar habilitada (Arrais, Mestre ou Capitão Amador) e capacitado para aquele barco. Durante o processo estruturado de integração e adaptação de um novo cotista, a pessoa passará por entrevistas e test-drive para que provar que está apto.

                                                            Como são feitas as reservas?

                                                            A Flip Boat Club possui um aplicativo (iOS e Android) para celular com acesso exclusivo aos multiproprietários. Basta acessar a área de reserva na plataforma, consultar as datas disponíveis no calendário e reservar os períodos que deseja utilizar. A confirmação da reserva ocorre de maneira online e imediata.

                                                            Futuramente, posso vender minha cota do barco?

                                                            Sem dúvidas! Mas, primeiramente, o cotista terá que definir o valor que deseja vender a sua cota multipropriedade com ajuda da Flip. Os fatores levados em consideração pela marca são:

                                                            • Valor que a cota foi adquirida;
                                                            • Valor de venda da última cota negociada no barco e em outros barcos similares da Flip Boat Club;
                                                            • Valor atual da embarcação, benfeitorias e equipamentos adquiridos;
                                                            • Estado de conservação do barco;
                                                            • Fundo de reserva no caixa do barco;
                                                            • Tempo esperado para vender a cota.

                                                            Tendo o preço definido, esse cliente terá que, prioritariamente, oferecer a cota aos cotistas do seu barco. Se nenhum deles manifestar interesse, a cota poderá ser colocada no mercado para todos da Flip.

                                                            Posso emprestar ou alugar o barco nos períodos que tenho agendado?

                                                            Não. É proibido emprestar ou alugar as embarcações nos períodos agendados. Segundo a marca, a premissa da Flip é a utilização do barco somente pelos cotistas e seus dependentes — cônjuge e filhos até 24 anos, desde que estejam devidamente habilitados e capacitados ou com marinheiro credenciado.

                                                             

                                                            Para tirar ainda mais dúvidas sobre a modalidade de multipropriedade e conhecer os serviços da empresa, entre em contato com a Flip Boat Club aqui.

                                                             

                                                            Náutica Responde

                                                            Faça uma pergunta para a Náutica

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