9 em 1: prancha modular para surf pode revolucionar o mercado

Newave inovou com a criação de peças de fácil montagem que permitem criar diferentes tipos de prancha

Por: Nicole Leslie -
19/02/2026

Imagine você estar planejando uma viagem para um destino paradisíaco e se deparar com o dilema de qual prancha levar: uma longboard para as ondas cheias ou uma lazy fish para os dias de mar menor? A Newave desenvolveu peças que tornam essa dúvida ultrapassada, já que o kit permite montar nove diferentes tipos de prancha de forma rápida e descomplicada.

Elaborada por engenheiros franceses ao longo de mais de dois anos, a primeira prancha modular 9 em 1 do mundo pode revolucionar o mercado e ainda transformar a forma como o lifestyle do surf interage com o oceano e com a poluição atmosférica.

Fotos: Newave / Divulgação

Todas as peças do kit Newave contam com o sistema W-binding, patenteado pela marca, que permite o “encaixe perfeito” dos módulos. Cada um deles, por sua vez, é composto por espuma de poliestireno revestida com fibra de vidro e a parte do famigerado encaixe em formato de “W” é feita de nylon reforçado.

 

A marca afirma que a montagem completa de qualquer modelo de prancha leva menos de um minuto e não exige nenhuma ferramenta. Pinos de travamento manual no encaixe em “W” garantem a fixação das partes que, segundo a Newave, não soltam.

Foto: Newave / Divulgação

Liberdade e sustentabilidade

A prancha 9 em 1 promete atender principalmente os surfistas que enfrentam quaisquer ondas. As peças do kit cabem em uma bolsa compacta e feita sob medida que pode ser transportada dentro de carros, ônibus ou aviões.

Foto: Newave / Divulgação

Além da conveniência, a marca reforça o apelo ecológico. Segundo a Newave, cerca de 90% das emissões de carbono envolvidas na prática do surf estão relacionadas ao tipo de transporte até as ondas. Com as peças modulares, é possível chegar ao destino utilizando transporte público, o que ajuda a reduzir a pegada de carbono do surfista.

 

As peças da Newave permitem criar nove tipos de prancha. São eles:

  • Lazy Fish: 5’10” (5 pés e 10 polegadas);
  • All Round Fish: 6’6”;
  • Long Fish: 6’7”;
  • Mini Malibu: 7’6”;
  • Mid Lenght: 8’0”;
  • Malibu: 8’2”;
  • Egg: 8’2”;
  • Gun: 8’10”
  • Longboard: 9’0”.
Foto: Newave / Divulgação

As maiores, além de enfrentarem ondas grandes, também são indicadas para a prática de stand up paddle — o famoso stand up —, onde se faz uso de um remo para passear sobre a água. Neste caso, os módulos seriam uma boa pedida até para quem quer aumentar o leque de brinquedos aquáticos na embarcação, por ocupar menos espaço a bordo do que uma prancha convencional.

Fotos: Newave / Divulgação

Prós e contras da prancha 9 em 1

Entre os prós, se destacam a versatilidade, a facilidade no transporte, a durabilidade prometida pela marca e a velocidade de montagem, com sistema intuitivo.

Foto: Newave / Divulgação

Por outro lado, a performance dessa prancha modular, por enquanto, não é certa, já que ainda não há unidades antigas e desgastadas. Da mesma forma, existe a possibilidade da vedação entre as peças ser impactada com o tempo, afetando, por exemplo, sua flutuabilidade.


O preço é outro fator decisivo — que pode, inclusive, ser considerado alto para quem está acostumado com pranchas de entrada. Segundo a Newave, o investimento começa na casa de 840 euros (cerca de R$ 5,2 mil reais, na cotação de fevereiro de 2026).

 

Apesar do valor, a Newave esgotou os dois primeiros lotes da prancha modular e atualmente aceita inscrições para o terceiro deles no site oficial. Se, mesmo com o passar do tempo, as peças seguirem com a performance nas águas conforme prometido, essa tecnologia pode revolucionar o mercado do surf.

 

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    “Fórmula 1 da Vela” teve fim de semana com fortes ventos e incidente que feriu dois atletas; assista ao vídeo

    18/02/2026

    Intensidade. Essa palavra resume muito bem a etapa de Auckland do SailGP, que terminou neste domingo (15). A disputa foi marcada por ventos fortes e pelo acidente chocante entre os catamarãs da Nova Zelândia (anfitriã) e da França. O Mubadala Brazil SailGP Team, por sua vez, terminou o circuito neozelandês na 11ª colocação.

    A segunda etapa da temporada 2026 realmente não foi nada tranquila: logo no primeiro dia de disputas, os times da Nova Zelândia (Black Foils) e da França (DS Team France) entraram em colisão em alta velocidade, o que causou danos severos aos barcos e deixou dois atletas feridos. Os competidores foram prontamente atendidos e encaminhados para avaliação médica. Veja o momento:

     

     

    No vídeo, é possível notar que barco francês passou por cima do veleiro da equipe da casa, causando danos graves em ambas as embarcações, que ficaram presas uma a outra — uma imagem realmente assustadora. Em comunicado oficial, a organização do SailGP informou que os dois países não participarão da próxima etapa, marcada para o próximo fim de semana (27 de fevereiro a 1º de março), em Sydney, na Austrália.

    Momento exato do acidente entre os barcos da Nova Zelândia e da França. Foto: SailGP/ Divulgação

    A equipe neozelandesa informou que Louis Sinclair, grinder da Nova Zelândia, recebeu tratamento para fraturas expostas em ambas as pernas, mas segue estável, já em casa. Já Manon Audinet, marinheira francesa, sofreu uma contusão abdominal e permanece em observação médica por precaução. Ela está se recuperando bem, segundo o mesmo comunicado.

    Condições de vento extremas

    Mesmo na segunda etapa da temporada, já dá para afirmar que Auckland não sairá tão cedo da memória dos competidores, sendo marcada como uma das mais intensas do SailGP — não apenas pelo acidente. Os ventos com rajadas a 55 km/h e velocidades ultrapassando os 100 km/h na água são prova disso.

    Mubadala Brazil ficou em 11º na etapa da Nova Zelândia no SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

    Sob condições extremas, foi mais difícil domar o catamarã F50, veleiro padrão da competição. A vitória ficou com a Austrália (BONDS Flying Roos), seguida pela Emirates Great Britain (Grã-Bretanha) e pela equipe espanhola Los Gallos. Já o Mudabala Brazil ficou na 11ª posição, à frente apenas dos times suíço e italiano. Na colocação geral, a flotilha verde e amarela está em penúltimo lugar (12º).

    Em uma raia técnica e com ventos intensos, o time liderado pela bicampeã olímpica Martine Grael evoluiu ao longo das regatas. No primeiro dia, o Brasil conquistou a 7ª colocação na primeira corrida e encerrou o segundo circuito na 11ª posição, enfrentando condições desafiadoras.

    Barco brasileiro em Auckland. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

    No segundo dia, disputado sob ventos ainda mais fortes e com a introdução do novo formato de flotilha dividida (“split fleet”), o Mubadala Brazil SailGP Team apresentou um desempenho sólido, terminando ambas as regatas em 5º lugar em seu grupo.

    Foi um fim de semana muito intenso em todos os sentidos– declarou Martine Grael

    Martine Grael durante etapa na Nova Zelândia do SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

    “Primeiro, ficamos muito sensibilizados com o acidente e torcendo pela rápida recuperação de todos os envolvidos. Dentro d’água, tivemos condições bastante desafiadoras, mas conseguimos dar passos importantes na evolução do time”, apontou a capitã da equipe brasileira.

    Os resultados do segundo dia mostram que estamos no caminho certo, ganhando mais consistência e confiança– completou a brasileira

    A etapa marcou também a presença da paulista Marina Arndt como atleta reserva, somando mais uma brasileira ao time.

    Próxima parada: Austrália!

    Com exceção da França e da Nova Zelândia, todas as equipes têm um próximo destino relativamente próximo no SailGP: Sydney, cidade da Austrália. A etapa ocorrerá entre os dias 27 de fevereiro e 1º de março, no último GP da perna da Oceania.

    Opção mais tradicional de ingressos para a etapa Rio do SailGP 2026 é a Waterfront Grandstands. Foto: Gary Oakley / SailGP

    Na sequência, o campeonato desembarca no Rio de Janeiro, no Brasil, para um momento histórico: o Enel Rio Sail Grand Prix, que será disputado nos dias 11 e 12 de abril, na Baía de Guanabara. Essa será a estreia do SailGP na América do Sul e a primeira vez que o time brasileiro competirá em casa diante de sua torcida. Os ingressos já estão disponíveis.

     

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      Teste Ventura V300 Crossover: diversão garantida

      Maior do que parece, a nova V300 Crossover é uma lancha que entrega muito em cada detalhe

      Por: Redação -

      Seis anos depois, a Ventura V300 Crossover volta a ser testada por NÁUTICA. Desta vez, em sua nova versão, com motores de popa, que promete agradar quem busca ainda mais praticidade na manutenção, melhor aproveitamento do espaço interno e uma navegação ainda mais empolgante. A Ventura V300 Crossover é um dos barcos-chefes da Ventura Marine.

      Com acomodações, conforto e espaço para toda a família (pode levar até 16 pessoas a bordo em passeios diurnos), a 30 pés da Ventura é uma lancha com proa aberta e, ao mesmo tempo, uma cabine. O aproveitamento inteligente do espaço externo, sem renunciar à cabine, é o seu grande diferencial.

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      Com dois sofás com assentos (e encosto com apoios para cabeça) para seis pessoas, uma mesa de centro removível, seis porta-copos laterais (há outros oito distribuídos pelo cockpit) e sistema de som com dois alto-falantes, a proa da V300 parece um pequeno e aconchegante lounge. O acesso a essa área, por uma passagem a bombordo, é simples e seguro — as amuradas, com cerca de 90 centímetros de altura, reforçam ainda mais a sensação de segurança. Dá para permanecer sentado nos sofás de proa mesmo com a lancha em movimento, desde que em velocidade reduzida. Para isso, o projetista instalou dois pega-mãos extensos (verdadeiros corrimãos para segurar durante a navegação), que, por serem longos e contínuos, também fazem o papel de guarda-mancebo.

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      No bico de proa, o paiol da âncora é espaçoso e profundo. O guincho elétrico (opcional, mas muito recomendável) tem trava de segurança, como deve ser. Além disso, um suporte de âncora avança à frente do barco, impedindo que a corrente esbarre e danifique o casco.

      Se a proa é um lugar perfeito para relaxar, por outro lado, na plataforma de popa — com cerca de 1 metro de comprimento — também sobra espaço para as pessoas celebrarem a arte da convivência, apesar dos berços dos dois motores outboard.

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      Dá para três pessoas se concentrarem facilmente à frente do móvel gourmet, enquanto as outras se distribuem pelo cockpit. A estrutura ali conta com churrasqueira a carvão, pia com torneira rebatível, geleira, porta-copos, lixeira com tampa de madeira e um armário. A churrasqueira elétrica é opcional, mas o estaleiro, claro, mantém um lugar reservado para ela.

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      Completando os itens de conforto nessa espécie de varanda, uma escada de quatro degraus, a bombordo, facilita o acesso à água e o regresso dos banhos de mar. Porém, essa escada não dispõe de um mecanismo de embutir, importante para manter a plataforma de popa livre quando não está em uso. E ainda há um chuveirinho de água doce, dois cunhos de amarração, tomada de cais e dois corrimãos em forma de arco firmemente fixados (um em cada bordo), que, além de oferecerem segurança, acrescentam um toque de estilo, tornando o perfil do casco mais elegante.

      Cockpit bem resolvido

      Um pequeno degrau separa a plataforma de popa do cockipt, que, por sua vez, é um dos pontos fortes dessa 30 pés, devido à inteligente distribuição dos sofás — as pessoas não ficam batendo as pernas umas nas outras enquanto estão sentadas. Além dos sofás da proa, há três outros na área social, todos com paiol sob o assento e servidos por porta-copos, para que ninguém derrame bebida nos estofados. Ao lado do posto de comando há mais um sofá, este para duas pessoas, com porta-copos ao lado e — atenção para o detalhe — uma vigia de ventilação embaixo. E ainda sobra um espaço generoso para a circulação das pessoas, devido ao arranjo bem-bolado.

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      A targa conta com uma pequena cobertura (de fibra) para o piloto e a capota de lona que se estende sobre ela — item opcional, mas que todo mundo deve pedir — cobre toda a área de convivência, o que é importante nos dias de sol mais escaldante ou de chuva.

       

      No posto de comando, que fica em uma posição mais elevada, a boreste, com banco duplo, a visibilidade é total. Mesmo que uma pessoa muito alta se acomode nos sofás da proa, o piloto não tem a visão obstruída. O encosto do banco de pilotagem é rebatível, o que significa mais conforto nas viagens mais longas, e o para-brisa fecha parcialmente, para que o vento não incomode quem estiver nas partes central e traseira do cockpit. Porém, a distância entre o assento e o volante pode ser apertada, dependendo da altura do piloto.

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      O painel de instrumentos tem espaço para um eletrônico de 9 polegadas. Está bem-posicionado, assim como a bússola, centralizada em relação ao comandante, que também tem boa visão dos relógios do motor, facilitada ainda mais pelo tom escuro do painel, que evita reflexos nos olhos do piloto. E não faltam aqueles toques de praticidade, como lugar para guardar o celular, a carteira e pequenos objetos, além de tomada USB e um ótimo apoio para os pés revestido de EVA.

       

      No de porão da Ventura 300 Crossover versão popa, na ausência do motor de centro, sobra espaço para o armazenamento de uma infinidade de coisas. Ou seja, é um senhor paiol! O tanque de combustível, de inox, tem capacidade de 270 litros. Já o de água comporta 100 litros, o que não é muito — o ideal seria que fosse de pelo menos 150 litros.

      Cabine funcional

      Na cabine, com pé-direito de 1,93 metro na entrada (bem alto até para o padrão americano que pretende atender, já que esta lancha também será exportada para os EUA), o acesso é facilitado pela escada com degraus largos. Lá dentro, o banheiro (com 1,83 m de altura e ventilação natural) é completo e a cozinha tem uma bancada com pia, armário, espelho e espaço para uma geladeira elétrica (item opcional). E ainda há um quarto de meia-nau (com vigia e duas janelas) para dois adultos e uma criança dormirem, em uma cama de casal que mede 1,57 m x 2,00 m, o equivalente a uma similar doméstica. O acesso a esse cômodo exige certo esforço, uma vez que o pé-direito é baixo. Já as janelas laterais favorecem a iluminação natural. Porém, para a ventilação, seria melhor se houvesse mais duas vigias, uma em cada bordo. O fato de não ter camarote de proa joga o centro de gravidade mais para baixo, favorecendo a navegação, como se verá adiante.

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      Como navega

      Embarcamos na Ventura V300 Crossover em dia lindo de sol, de mar calmo e sem vento, na Baía de Guanabara. A lancha estava equipada com dois motores Yamaha de 200 hp cada. A bordo havia duas pessoas, 100 litros de água e mais da metade da capacidade do tanque de combustível.

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      Ágil e forte, em poucos segundos, os motores alcançam 23 nós, a 3.500 giros, que foi a sua velocidade de cruzeiro baixo, com consumo de 45 litros/hora. Com 4.000 rpm, a lancha corta as águas a 29 nós. Um pouco mais de manetes e ela alcança 33 nós, a 4.500 rpm, que foi a sua velocidade de cruzeiro alta, com o consumo de 85 litros/hora. Sem aliviar os manetes, a 6.000 giros, os dois Yamaha de 200 hp cada levaram a V300 à velocidade máxima, que foi 42 nós, com o consumo de 128 litros/hora. Nada mal para uma lancha de uso diário, que tem como principal objetivo os passeios diurnos em família ao longo da costa. O melhor de tudo é que, durante todo tempo, o barco se manteve seguro e confortável, mesmo com ondulações.

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

      Com o tanque cheio e motor em cruzeiro econômico, dá para sair do Guarujá e chegar a Ilhabela, ou do Rio a Angra, com sobra de combustível. Quer se aventurar ainda mais longe? Vale pensar em um tanque extra. No fim das contas, depois de tudo isso, qual propulsão combina melhor com a Ventura 300 Crossover? Cada sistema tem seus prós e contras, e a escolha segue no campo da preferência — com a certeza de que, seja qual for, a satisfação do dono está garantida.

      Características técnicas

      • Velocidade máxima: 42 nós (a 6 000 rpm);
      • Cruzeiro econômico: 23 nós (a 3 500 rpm);
      • Aceleração: 10 segundos (até 20 nós);
      • Autonomia: 124 milhas (a 3 500 rpm) ;
      • Potência: 2 x motor de popa de 200 hp.

      Preço

      A partir de R$ 599 mil, com um motor de centro-rabeta de 300 hp.

      Pontos Altos

      • Cockpit bem aproveitado;
      • Área de proa aconchegante;
      • Navegação ágil e macia.

      Pontos Baixos

      • Pé-direito na área da cama central;
      • Tanque de água poderia ser maior;
      • Escadinha de popa sem tampa de proteção.

      Como ela é

      • Comprimento total: 9,25 metros;
      • Boca: 2,83 m;
      • Borda livre na proa: 1,22 m;
      • Borda livre na popa: 1,22 m;
      • Pé-direito na cabine: 1,93 m;
      • Altura no banheiro: 1,83 m;
      • Ângulo do V na popa: 18 graus;
      • Tanque de combustível: 270 litros;
      • Tanque de água: 100 litros;
      • Capacidade dia: 16 pessoas;
      • Pernoite: dois adultos e uma criança;
      • Motorização: 2 x 200 a 250 hp, de popa.

      Detalhes da navegação

      A 3.500 giros, a V300 Crossover encontra seu ritmo de cruzeiro baixo, atingindo 23 nós com estabilidade e conforto. Com dois motores Yamaha de 200 hp cada, a lancha mostra agilidade impressionante, acelerando rapidamente sem sacrificar a suavidade da navegação.

      Desempenho técnico da Ventura V300 Crossover. Foto: Revista Náutica

      Detalhe por detalhe: confira mais fotos!

      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
      Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
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        This Is It: conheça o maior catamarã a motor disponível para charter no mercado

        Embarcação de visual marcante ao longo de seus 143 pés está livre para charter a partir de 350 mil euros por semana

        Por: Nicole Leslie -

        “É isso.” Simples assim, a tradução livre do nome do maior catamarã a motor disponível para charter no mercado — segundo a International Yacht Company (IYC) — não revela a magnitude do This Is It. São 143 pés (43,5 metros) de comprimento carregados de personalidade, desde o formato côncavo no exterior até os interiores inspirados no design de carros de luxo.

        Sob gestão da IYC, o iate pode ser alugado a partir de 350 mil euros por semana (cerca de R$ 2,2 milhões, na cotação de fevereiro de 2026) ou arrematado por 46 milhões de euros (aproximadamente R$ 282,3 milhões).

        This Is It, maior catamarã a motor disponível em charter no mercado, segundo a IYC. Foto: IYC / Divulgação

        À primeira vista, o This Is It pode ser descrito como inovador, assimétrico e provocador. Longe do desenho tradicional, que remete aos navios de luxo, o catamarã chama atenção pelo perfil arredondado nas laterais e pela proposta arquitetônica totalmente fora do padrão.

         

        Na popa, a assimetria é o que mais se destaca: uma escada em recorte diagonal, piscina descentralizada e área de refeições com vista para fora — mas posicionada em um ângulo igualmente “desalinhado” — reforçam a proposta de romper padrões.

        Visual da popa do This Is It é uma das mais inconfundíveis na embarcação. Foto: IYC / Divulgação

        Embora a própria configuração de catamarã já amplie o volume interno, o This Is It consegue ir além. Com quase 48 pés (14,5 metros) de boca, entrega nada menos que 758 GT de volume interno e áreas externas generosas. A embarcação atinge 17 nós de velocidade, com cruzeiro em 15 nós, graças a dois motores de 2636 hp (cada) movidos a diesel.


        Apesar da imponência, a homologação é para 12 hóspedes, atendidos por uma tripulação de 16 pessoas. As laterais, quase totalmente envidraçadas, somam mais de 600 m² de superfície em vidro, permitindo conexão constante com o exterior, independente de onde estiver a bordo.

        Laterais do catamarã This Is It são quase que totalmente em vidro. Foto: IYC / Divulgação

        São cinco suítes para convidados e uma suíte master que mais parece uma residência privativa em dois níveis, com terraço panorâmico, closet e pé-direito de 3,3 metros. A privacidade garantida no maior cômodo, por sua vez, é comum em todos os ambientes — o que, segundo a IYC, faz parte do conceito da embarcação.

        Suíte master. Foto: IYC / Divulgação

        As áreas comuns reforçam essa proposta: spa, cinema, lounges, bares, academia e amplos espaços de convivência poderiam acomodar todos os convidados ao mesmo tempo sem sequer parecerem lotados. À noite, o projeto de luzes transforma o iate em um espetáculo à parte, com refletores e LEDs azuis que realçam a silhueta futurista.

        Luzes azuis abrilhantam o visual externo do This Is It à noite. Foto: IYC / Divulgação

        Em tanto espaço, o arsenal de brinquedos aquáticos do This Is It acompanha a grandiosidade. A lista conta com uma imponente lancha de apoio Technohull Alpha 50, dois jets, quatro Seabob F5, duas pranchas de wakeboard Jobe Vanity, um eFoil, um Jobe Seascooter e um caiaque inflável para duas pessoas.

        Estruturas aquáticas expandem a experiência a bordo do catamarã. Foto: IYC / Divulgação

        Além dos brinquedos, ainda há estruturas que expandem a experiência sobre a água, como doca dupla para jets, piscina marítima salgada de quase 20 m² e plataforma com rede suspensa.

         

        No fim, tantos detalhes e um visual impossível de ignorar só confirmam o próprio nome do catamarã: This Is It.

        Veja mais detalhes do This Is It:

        Assimetria está entre os grandes diferenciais do This Is It. Na foto, a proa da embarcação vista de cima. Foto: IYC / Divulgação
        Áreas comuns do This Is It são amplas, podendo receber todos os 12 convidados ao mesmo tempo. Foto: IYC / Divulgação
        Área de refeições voltada à popa do catamarã. Foto: IYC / Divulgação
        Bar externo no This Is It. Foto: IYC / Divulgação
        Área interna de socialização. Foto: IYC / Divulgação
        Toalete da suíte master. Foto: IYC / Divulgação
        Lounge com espreguiçadeiras ao ar livre. Foto: IYC / Divulgação
        Luzes do catamarã criam ambiente ainda mais sofisticado à noite. Foto: IYC / Divulgação
        Barco de apoio do This Is It é um Technohull Alpha 50, de 50 pés. Foto: IYC / Divulgação
        Todas as cabines para convidados têm banheiro privativo. Foto: IYC / Divulgação
        Cabine para hóspedes no This Is It. Foto: IYC / Divulgação
        Área de spa. Foto: IYC / Divulgação
        Academia. Foto: IYC / Divulgação

         

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          Vapor Catalão: praia de Santa Catarina “esconde” navio naufragado há mais de 115 anos

          Embarcação que transportava pessoas e animais afundou próximo à praia do Farol de Santa Marta, em março de 1911

          17/02/2026

          No Farol de Santa Marta, em Santa Catarina, estão escondidos os destroços de um barco que se perdeu no tempo e foi carcomido pela maresia. Há quase 115 anos, o navio Vapor Catalão se encontra afundado próximo à praia da região, onde ainda é possível ver o que sobrou do naufrágio e conhecer um pouco de sua origem.

          Se engana quem pensa que esse “segredo” está num destino escondido — longe disso. Localizada em Laguna, no sul de Santa Catarina, a praia reúne milhares de turistas durante o verão. Poucos deles, porém, chegam a avistar os escombros do navio.

          Destroços do Vapor Catalão, afundado em Santa Catarina. Foto: João Baiuka/ YouTube/ Reprodução

          Tudo começou — ou melhor, terminou — na madrugada de 13 de março de 1911, quando os moradores foram surpreendidos com uma notícia: um navio havia naufragado em Laguna. O acidente ocorreu por volta das 2h da manhã, quando o barco encalhou ao sul do Farol de Santa Marta.

           

          Segundo Vlamir Guedes, jornalista e historiador que investiga naufrágios reais na região, as informações colhidas à época identificaram o navio como o Vapor Catalão, de 4 mil toneladas, que havia pertencido à Companhia Transatlântica Argentina, mas que fazia a sua primeira viagem com a bandeira brasileira. Partindo de Buenos Aires, o barco tinha como destino os estados do Rio de Janeiro, Bahia e Pará.

           

          A embarcação era um paquete (navio de passageiros e correio com rotas fixas) de 100 metros de comprimento e 12 metros de largura, construído pelo estaleiro inglês Stephenson Robert & Co. Hebbun-On-Tyne, em 1889 — um tipo de barco que havia se tornado popular no século 19.

          Como aconteceu o naufrágio de Laguna

          A tripulação era composta por 50 pessoas, enquanto o comandante do navio foi Lúcio Duarte Valente. De acordo com o documento oficial feito pelo capitão, o naufrágio ocorreu por condições climáticas, causadas pela “correnteza oceânica e a cerração que havia naquela fatídica noite”.

          Desenho ilustrativo de um paquete a vapor do século 19. Foto: Blog do Vlamir Guedes/ Reprodução

          Valente teria se perdido em meio ao clima hostil, a ponto que nem mesmo o navio a vapor (isso é, que utiliza a pressão do vapor d’água para propulsão) conseguiu impedir o naufrágio. Assim, antes mesmo de chegar ao seu destino, o barco encalhou na Praia de Cigana e Cardoso, em frente ao Ilhote do Cardoso.

           

          Felizmente, segundo o historiador Vlamir Guedes, toda a tripulação humana teria sido resgatada com vida e levada até o Centro de Laguna, ficando por lá durante 17 dias até partir para o Rio de Janeiro — o último destino da viagem –, no dia 31 de março.

          Por outro lado, a embarcação não carregava apenas humanos. Segundo registros da época, o Catalão transportava 800 carneiros e 190 bois em seus porões. “Alguns desses animais de pura raça, como uma vaca holandesa e uma égua de puro sangue”, destacou o jornalista.

          Peixes entre os escombros do navio. Foto: Instagram @joaobaiukafarol/ Reprodução

          A maioria dos animais foi salva e desembarcou ali mesmo, em Laguna, local do naufrágio, permanecendo na praia ou solta nos campos vizinhos. Porém, muitos não tiveram a mesma sorte e morreram antes de serem socorridos.

           

          Em publicação do jornal O Albor, no dia 31 de março daquele ano, foi anunciada a partida do navio “Oceano” rumo ao Rio de Janeiro, que zarpou de Laguna com o que tinha sido recuperado do naufrágio, os tripulantes e os oficiais da embarcação. Entretanto, o periódico não informou se todos os animais salvos seguiram nos porões ou se parte deles permaneceu na praia — sendo provavelmente negociados por lá.

          Corpo embalsamado e marinheiros “esquecidos”

          Além de humanos e animais, o navio carregava consigo histórias — e uma delas bem triste. A bordo do Vapor Catalão vinha também um corpo embalsamado da filha de um coronel de sobrenome Fragoso, que havia integrado a Casa Militar do ex-presidente do Brasil, Afonso Pena.

           

          Falecendo em terra estrangeira, a criança estava sendo levada para ser sepultada no seu país natal. A mesma edição do periódico O Albor não informou o nome e nem a causa da morte da menina. Já o jornal O Dia, de Florianópolis, edição do dia 18, trouxe mais informações.

          Farol de Santa Marta. Foto: Prefeitura de Laguna/ Divulgação

          “O caixãozinho deu à praia no lugar do sinistro. Sabendo da ocorrência o governador do estado telegrafou ao superintendente municipal da Laguna, Oscar Pinho, solicitando que o caixão fosse recolhido e posto à disposição dos parentes da criancinha”, noticiou o jornal.

           

          Não há informações de jornais da época se o caixão teria seguido sua viagem com o restante da tripulação até o Rio de Janeiro. “Imaginemos que também seguiu viagem em busca da paz do seu campo final de repouso, em sua terra natal”, disse o jornalista Vlamir Guedes.

           

          Outra história envolve o “abandono” de três marinheiros. De acordo com o jornal O Dia, na edição de 2 de abril de 1911, três tripulantes do naufrágio em Laguna tinham se apresentado na Capitania dos Portos da Capital. Eles foram deixados no munícipio catarinense pelo comandante “em abandono e sem pagar-lhe as soldadas (salários)”. O trio seguiu ao Rio de Janeiro pelo paquete “Sírio”.

          O passado ensina

          O naufrágio de Laguna trouxe lições para as autoridades. No mesmo ano do ocorrido, o Capitão de Fragata Tito Alves de Brito, dos Portos de Santa Catarina, solicitou ao Governo Federal a instalação de uma linha telefônica ligando o Farol de Santa Marta à Estação Telegráfica do centro da cidade.

          Naufrágio do Vapor Catalão filmado de cima. Foto: Instagram @joaobaiukafarol/ Reprodução

          “O Farol, de tamanha importância para segurança marítima, ficava isolado. Todo e qualquer acidente, principalmente naufrágios, uma constante naquela região, dependia de comunicação via terrestre ou marítima pelo Rio Tubarão e Lagoa até ao centro da cidade. Ou a cavalo, por caminhos quase sempre tomados por cômoros de areia”, explicou Guedes.

           

          Em 16 de julho daquele ano, o telégrafo foi anunciado. Em 1937, já com o equipamento instalado, outro barco afundou perto daquela região, próximo ao Farol de Santa Marta.

           

          Atualmente, restaram apenas os destroços do Catalão. Mas sua história segue viva, por mais que muito bem escondida e rodeada por peixes nas águas de Santa Catarina.

           

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            Espaço ficará na polêmica "marina falsa" do circuito, com direito a culinária francesa e vista privilegiada das curvas 5 e 9

            16/02/2026

            Além da alta velocidade em uma disputa de tirar o fôlego, a Fórmula 1 também é sinônimo de luxo e exclusividade — e no GP de Miami, em 3 de maio, nos Estados Unidos, essa fama promete ganhar ainda mais força. Por lá, os visitantes mais afortunados poderão assistir à corrida de dentro de um “superiate” realista construído dentro da “marina falsa” do circuito, com visão privilegiada e ingressos custando até R$ 500 mil.

            Desde que estreou no circuito, em 2022, o GP de Miami tomou as manchetes não só pelos astros que pilotam algumas das máquinas mais rápidas do mundo, mas também pela tal “marina falsa” — que sequer tem água de verdade. Em 2024, embora os iates atracados por ali fossem reais, eles “flutuavam” em água artificial, criada a partir de uma placa de madeira revestida com vinil azul.

            Foto: Formula 1 Miami Grand Prix / Divulgação

            Dando de ombros para as piadas acerca do assunto, neste ano, a organização do evento foi ainda mais além. Entre as curvas 5 e 9 do circuito, que estão entre os trechos mais requisitados da disputa, estará instalado um “superiate” realista com 80,4 metros de comprimento, 29,2 m de largura e até 15,2 m de altura, elaborado pela MSC, uma das patrocinadoras da corrida.

            Foto: Formula 1 Miami Grand Prix / Divulgação

            A embarcação soma 2.972 m², distribuídos em cinco níveis, cada um com atrações diferentes. O mais “premium” deles promete ser o que a organização classificou como “cabanas privativas”. Por lá, os visitantes poderão desfrutar de uma experiência de jantar inspirada na culinária francesa enquanto assistem à corrida com visão de 360º da pista no ponto mais alto da “embarcação”.

            Visitantes do espaço contarão, inclusive, com uma piscina. Foto: Formula 1 Miami Grand Prix / Divulgação

            O espaço é comercializado em um lote de até 20 ingressos, cada um custando US$ 4,75 mil, cerca de R$ 25 mil na cotação de fevereiro de 2025 — quando somados, o valor chega aos US$ 95 mil, quase R$ 499,1 mil. Vale destacar que foram colocadas à venda nove cabanas deste tipo.


            Já os ingressos para as demais áreas desse superiate da Fórmula 1 são vendidos individualmente, com preços que variam entre US$ 3,9 mil (R$ 20,4 mil) e US$ 4,7 mil (R$ 24,6 mil). Também é possível assistir à prova no trecho da marina sem estar dentro do barco: qualquer portador de ingresso terá acesso a uma área elevada na parte interna da curva 7 do circuito.

            Foto: Formula 1 Miami Grand Prix / Divulgação

            O GP de Miami marcará a 6ª corrida da temporada de 2026, que começa em março, na Austrália, passando por China, Japão, Bahrein e Arábia Saudita antes de atracar nos EUA. Neste ano, a prova chega à quinta edição, tendo como maior vencedor o holandês Max Verstappen, com dois triunfos.

             

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              Mario Kart da vida real? Resort em Marrocos oferece corrida de “kart aquático”

              Projetado para se assemelhar a um carro de corrida, o barco foi montado sobre uma estrutura flutuante com motor de jet

              15/02/2026

              Quem nunca sonhou em disputar uma corrida de Mario Kart na vida real? Pois bem, na cidade de Marrakech, em Marrocos, é possível fazer esse sonho sair das telas de videogame. Isso graças ao “waterkarting”, uma espécie de “kart aquático” do N.A.R. Complexe Sportif, um resort completo para os amantes de adrenalina.

              É como dirigir um kart na água. Montado sobre uma estrutura flutuante com motor de jet, o “carro aquático” foi projetado para ser parecido com um carro de corrida, com direito a um “volante” digno de Fórmula 1. Os modelos são da marca Waterkart, feitos para navegarem ao mesmo tempo que garantem uma boa estabilidade — e, claro, velocidade.

               

               

              O N.A.R. disponibiliza coletes salva-vidas e capacetes para que a corrida seja ainda mais segura. O waterkarting permite até dois passageiros ao mesmo tempo (um piloto e um passageiro com idade mínima de 5 anos).

              Pista aquática do waterkarting. Foto: Rents.MA/ Reprodução

              A pilotagem é simples e a pista oferece curvas que não exigem habilidades tão complexas — e, diferente do Mario Kart, não há o risco de rodopiar numa casca de banana. Apesar da ótima velocidade, a ideia não é que a atividade seja competitiva, mas, sim, casual.

              Os preços costumam variar a depender do pacote escolhido com as agências de turismo. Quando fechado de forma isolada, por “kart”, os valores são:

              • Sessão de 10 minutos: 400 dirham marroquinos (MAD) – aproximadamente R$ 227;
              • Sessão de 20 minutos: 700 dirham marroquinos (MAD) – aproximadamente R$ 400;
              • Sessão de 30 minutos: 900 dirham marroquinos (MAD) – aproximadamente R$ 512.

              Além do waterkarting, o N.A.R. tem outras atrações que envolvem adrenalina, como paintball, corrida de kart — esse de verdade, fora da água — , e passeios alucinantes em quadriciclos.

              Foto: N.A.R. Complexe Sportif/ Divulgação

              O resort fica aberto todos os dias da semana, das 9h às 22h, sem necessidade de reserva. A localização exata é no Centre Commune Bourrous, Marraquexe 40000, na zona da Palmeraie/Route de Casablanca. Basta chegar, pagar e se divertir.

               

              *Os valores foram informados pelo site oficial e consideram a conversão de fevereiro de 2026.

               

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                Iceboat: veleiro de madeira encanta a internet deslizando no gelo

                Barco de 1969 foi flagrado por Michael Busch sobre uma lagoa congelada em Nova York. Conheça outros modelos de "iceboats"

                14/02/2026

                Barcos deslizando sobre as águas não são uma novidade. Mas e no gelo? Parando para analisar, “deslizar” faz até mais sentido nesse contexto, e é o que chamou atenção em um vídeo que vem ganhando força na internet. As imagens mostram um típico “iceboat”, justamente, deslizando sobre uma lagoa congelada entre as margens de Long Island e Fire Island, em Nova York, nos Estados Unidos.

                Esse barquinho, flagrado por Michael Busch, é a Miss Clella, um veleiro de madeira construído ainda em 1969 que segue esbanjando muita classe na região da baía de Great South. Assim como outros iceboats, esse modelo se aproveita do vento e da superfície lisa para ganhar velocidade com seus “patins” de aço. Veja em ação:

                 

                 

                Ver essa foto no Instagram

                 

                Um post compartilhado por AccuWeather (@accuweather)


                Sim, tal qual um patins, os iceboats têm o casco montado sobre patins de aço (geralmente dois na frente e um atrás), que reduzem o atrito e permitem velocidades altíssimas — eles podem atingir de 100 a 140 km/h, dependendo do modelo e das condições do gelo.

                Foto: Michael Busch / Great South Bay Images / Reprodução

                Embora pouco populares no Brasil — por motivos óbvios — os iceboats surgiram no século 17, principalmente nos Países Baixos, onde os canais congelados eram comuns no inverno. Por lá, eles foram primeiramente usados ​​para o comércio, mas logo evoluíram para embarcações de recreio.


                Com o tempo, a prática foi se espalhando pela região da Escandinávia e por países como Alemanha e Rússia. Mais tarde, alcançou os Estados Unidos e o Canadá.

                Tipos e classes de iceboats

                Existem diferentes classes de iceboats, com regras específicas de tamanho e construção.

                Ice Optimist

                Essa é uma classe juvenil, inspirada no Optimist da vela tradicional. Não à toa, usa o mesmo mastro e vela do Optimist Internacional e é igualmente pensada para a formação de jovens velejadores.

                Foto: Four Lakes Ice Yacht Club / Divulgação

                DN Internacional

                A “classe mais popular do mundo”, presente na América do Norte, Europa e Ásia. É um iceboat monoposto, com cerca de 3,6 metros de comprimento, mastro de quase 5 metros e vela de 60 pés².

                Foto: Gretchen Dorian / US Sailing / Divulgação

                Monotipo XV

                A Monotipo XV é uma classe europeia tradicional, baseada em um projeto de 1932. Pode ser navegada por uma ou duas pessoas e segue regras rígidas de construção, praticamente inalteradas desde os anos 1930.

                Foto: Pataki Attila István / Wikimedia Commons / Reprodução

                Nite

                Aqui o iceboat é um monotipo com fuselagem de fibra de vidro, dois assentos lado a lado e vela de 67 pés², também construído segundo especificações rigorosas. É conhecido pela uniformidade entre as embarcações, o que valoriza a habilidade do piloto.

                Foto: Four Lakes Ice Yacht Club / Divulgação

                Renegade

                Classe caseira, criada em 1947 nos Estados Unidos, com foco em praticidade e transporte — o projeto original podia ser levado sobre o teto de um carro. Usa vela de 67 pés² e mastro aerodinâmico flexível.

                Foto: Silver Fox Viz / Four Lakes Ice Yacht Club / Divulgação

                Skeeter

                A Skeeter é uma classe de alto desempenho, dividida nas subclasses A, B e C, todas limitadas a 75 pés² de área vélica.

                • Classe A: pode ter um ou dois tripulantes, com mastro mais alto e uso de materiais avançados, como fibra de carbono;
                • Classe B: dois tripulantes sentados lado a lado;
                • Classe C: versões menores, com mastro mais baixo e configuração para um ou dois tripulantes.
                Foto: Four Lakes Ice Yacht Club / Divulgação

                De forma geral, em um iceboat o velejador normalmente fica muito próximo ao gelo, sentado ou deitado parcialmente para reduzir a resistência ao vento. O controle é feito através de um leme traseiro e ajustes finos de vela.

                 

                A navegação exige leitura constante do gelo, já que rachaduras, áreas finas ou neve acumulada representam risco. Até por isso, pilotar um desses requer uma camada de gelo espesso e homogêneo (normalmente acima de 12 a 15 cm) e o uso de capacete, óculos, roupas térmicas e equipamentos de flutuação.

                 

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                  Por: Nicole Leslie -
                  13/02/2026

                  O portfólio de embarcações entre 17 e 26 pés da Ross Mariner está prestes a ganhar uma nova companhia de peso. Dentro de alguns meses, o estaleiro pretende lançar a SLR340 Legend, lancha de 34 pés que inaugura uma nova categoria no catálogo da marca e promete unir sofisticação, estética marcante e bom aproveitamento de espaços, sem abrir mão de um toque esportivo.

                  Com apenas três anos de atuação, a Ross Mariner vem movimentando o mercado náutico como prova de que novos estaleiros podem, sim, inovar. Mesmo jovem quando comparada a outras fabricantes brasileiras, a marca já consolidou sete modelos em linha e agora se prepara para ampliar sua atuação com um projeto mais robusto — e ainda atingir novos públicos.


                  Ross SLR340 Legend: o que esperar?

                  A nova Ross SLR340 Legend representa um objetivo antigo de Márcio Ishikawa, CEO do estaleiro: consolidar a presença da marca no segmento de lanchas acima de 30 pés. Segundo a Ross Mariner, o modelo chega com “uma proposta de tamanho inigualável” e tem lançamento oficial previsto para abril, durante o Rio Boat Show 2026.

                  Detalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução

                  As imagens do projeto, assinadas pelo designer Marcos Zenas e divulgadas no Instagram do estaleiro, revelam uma lancha com T-top, solário de proa, sofás em L com detalhes em vermelho — já característicos da marca —, cabine para até quatro pessoas, banheiro e motorização de popa.

                  Detalhes da cabine da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução

                  Além do que já foi adiantado publicamente, a Ross Mariner revelou à NÁUTICA, com exclusividade, outros detalhes da SLR340 Legend. Entre os principais diferenciais do modelo, estão:

                  • Proa com solário para até três pessoas e corredor frontal para facilitar o acesso à âncora;
                  • Corredor de acesso à proa com escada de degraus largos;
                  • Piso totalmente nivelado no cockpit, sem degraus;
                  • Painel do piloto moderno e clean, com banco para até duas pessoas;
                  • Plataforma de popa equipada com espaço gourmet, churrasqueira e geleira.
                  Painel do piloto com banco para até duas pessoas na SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução
                  Sofás em L com detalhes em vermelho na SLR340 Legend, em piso nivelado do cockpit. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução

                  O design da cabine também reforça apostas da marca para se diferenciar no mercado. Nesse ambiente, se destacam:

                  • Área total de 16 m², com pé-direito de 1,92 m;
                  • Quatro ambientes bem definidos: cama de proa fixa, área de estar, cama à meia-nau e banheiro;
                  • Banheiro com box, sanitário e bancada com pia em ambientes separados, além de 1,85 m de pé-direito.
                  Área de estar na SLR340 Legend, com cama de proa ao fundo da imagem. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução
                  Detalhes da cabine na SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução
                  Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução
                  Detalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução

                  Com a SLR340 Legend, a Ross Mariner amplia seu alcance e inaugura uma nova fase, mirando um público que busca embarcações maiores sem abrir mão da identidade, conforto e personalidade característicos do estaleiro.

                  Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução

                   

                  Náutica Responde

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                    Espécie costuma formar grandes cardumes e tem como característica sua agressividade territorial

                    Um peixe nativo do Indo-Pacífico, a um oceano de distância, já está se reproduzindo e se adaptando ao litoral paulista, o que soa como um alerta para o ecossistema marinho. Trata-se da donzela-real (Neopomacentrus cyanomos), espécie invasora que vive em corais e é conhecida pela sua agressividade territorial e formação de grandes cardumes.

                    O animal não é exatamente uma novidade para os cientistas, já que foi descrito pela primeira vez ainda em 1865 pelo especialista holandês Pieter Bleeker. Porém, em águas brasileiras, a espécie só veio a ser registrada em 2023 — relativamente recente em termos científicos. Agora, está se sentindo mais à vontade.

                    Donzela-real. Foto: Creative Commons/ Wikimedia Commons/ Reprodução

                    Segundo pesquisadores, as donzelas-reais foram confirmadas em ilhas costeiras como a Ilha da Queimada Grande, o Parque Estadual Marinho da Laje de Santos e a Estação Ecológica Tupinambás, no Arquipélago de Alcatrazes. E quanto mais espaço elas têm, mais perigoso fica o ambiente marinho.

                     

                    Isso porque, por natureza, a espécie possui um comportamento totalmente territorial e agressivo, conforme explicou ao g1 o biólogo e mergulhador Eric Cormin. Segundo ele, o peixe “defende o local de desova de uma forma feroz contra quaisquer outras espécies”. Por consequência, acabam disputando espaço com seres nativos.

                    A descoberta ainda é recente, e os especialistas notaram, por enquanto, apenas pequenos cardumes, com impactos no ecossistema marinho ainda em avaliação. Entretanto, a principal preocupação segue sendo a competição por recursos.

                    Eles estão sim se reproduzindo com sucesso, porém é preciso que haja um monitoramento contínuo para ver se a espécie na nossa região está se estabelecendo com sucesso– afirmou Comin ao veículo

                    O biólogo defende ainda que se faz necessário um levantamento amplo para mensurar o impacto dessa invasão ao longo dos anos. Mas fato é que, ao se estabelecer em recifes de coral — como vem acontecendo — , ela pode alterar a dinâmica populacional do local.

                    Um problema real

                    Um lugar onde esse peixe já está estabelecido é o Golfo do México, com direito a cardumes de alta densidade formados. Muito mais que uma inquilina, a donzela-real é avistada por lá desde 2013. Para um certo alívio, contudo, os estudiosos não conseguem afirmar que a espécie levou danos significativos ao ecossistema, mesmo que há mais de uma década nessas águas.

                    Foto: Instagram @familiamergulho e @terradagente / Reprodução

                    Segundo um artigo publicado na Bulletin of Marine Science, houve sim uma queda no número de espécies nativas no Golfo do México, mas não por conta da invasão da donzela-real. Para os autores da pesquisa, a causa dessa diminuição é a crescente degradação do habitat dos recifes.

                    Foto: Wikimedia Commons/ AravindManoj/ Reprodução

                    O estudo sugere que a donzela-real, sendo muito resistente, consegue prosperar em ambientes degradados e em estruturas artificiais (como plataformas de petróleo), enquanto os peixes nativos não aguentam a barra. Logo, ela é mais uma consequência do declínio do que a causa.

                     

                    Outros estudos também sugerem que o impacto imediato sobre peixes nativos planctívoros (que se alimentam de plâncton) poderia ser limitado, embora o potencial de invasão e a rápida colonização de novas áreas ainda sirva como um alerta para os recifes brasileiros.

                    Como eles chegaram aqui?

                    A resposta para essa pergunta ainda não é certeira, mas sim uma hipótese. A principal delas, segundo os pesquisadores, é de que chegaram pela chamada água de lastro — aquela que os navios colocam em tanques internos para garantir equilíbrio e estabilidade durante a navegação. Nessa teoria, as embarcações teriam vindo do Caribe.

                    Exemplo de como funciona as águas de lastros nas embarcações. Foto: Observatório de Justiça e Conservação/ Reprodução

                    Por serem capturadas no mar, as águas de lastro têm seu descarte geralmente feito nos portos de destino. Ou seja, tudo o que foi capturado é despejado no local de chegada, transferindo microrganismos e espécies exóticas para o ambiente local, o que causa desiquilíbrio biológico e riscos sanitários.

                     

                    Não à toa, a distribuição desse animal não é exclusiva. No Oceano Índico, vai desde a África Ocidental, Mar Vermelho e Golfo Pérsico até o Oceano Pacífico, incluindo Filipinas, Malásia, Indonésia, sul do Japão, norte da Austrália e Nova Caledônia. Agora, chegou a vez dela no Atlântico Sul.

                    Como ela é?

                    O peixe mede, em média, 10 centímetros, cabendo tranquilamente na palma da mão. Eles apresentam um corpo alongado com coloração que varia do azul-escuro para o preto, com uma mancha branca próxima da barbatana dorsal.

                    Foto: Wikimedia Commons/ Serge Planes/ Reprodução

                    Quando jovens, apresentam barbatanas amarelas que tendem a escurecer conforme chegam à fase adulta. A donzela-real se alimenta principalmente de zooplâncton (composto de animais que flutuam ou nadam fracamente, que dependem de correntes para se deslocar a grandes distâncias). De acordo com os estudos, o animal é encontrado entre 5 e 30 metros de profundidade.

                     

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                      Seguro DPEM, documentos digitais e mais: veja as principais mudanças das normas 211 e 212

                      Atualizações foram divulgadas pela Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha do Brasil (MB) ao final de janeiro

                      A Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha do Brasil (MB) divulgou, ao final de janeiro, as atualizações das Normas de Autoridade Marítimas (Normam) 211 e 212. Visando esclarecer de forma prática os principais pontos de mudança, NÁUTICA conversou com Marcello Souza, instrutor de navegação da escola Argonauta e especialista no assunto.

                      Enquanto a norma 211 trata das atividades de esporte e recreio no tráfego aquaviário, a 212 regula as motos aquáticas e os motonautas. Na prática, elas se completam em alguns pontos, como você pode conferir a seguir.

                      Atualização nas normas 211 e 212: principais mudanças

                      Flexibilização na regulamentação de documentos

                      Até então, para fazer a inscrição, renovação ou transferência da embarcação, o condutor precisava comparecer a uma capitania, delegacia ou agência onde tivesse domicílio. A partir da atualização da norma 211, o proprietário passa a contar com esses serviços em qualquer um desses estabelecimentos, mesmo que fora de sua localidade.

                       

                      A nova tratativa vale tanto para condutores de embarcações de esporte e recreio quanto para proprietários de motos aquáticas.

                      Documentos digitalizados

                      Uma grande demanda dos usuários de embarcações foi atendida — ainda que com ressalvas: a Marinha passa a aceitar documentações de forma digitalizada. Contudo, conforme reforçou Marcello, “o usuário deve procurar informações detalhadas na Organização Militar (OM) onde está dando entrada”.

                       

                      Isso porque cada uma das quase 60 unidades (capitanias, delegacias e agências) pode trabalhar de um jeito diferente no aceite. Um exemplo dessa variação são os documentos assinados pelo Gov.br, que, por vezes, precisam ser verificados ou materializados em cartório, visando garantir a autenticidade.

                      Obrigatoriedade do seguro DPEM

                      O Seguro DPEM (Danos Pessoais Causados por Embarcações ou por suas Cargas), que estava suspenso desde 2016, foi retomado pela seguradora Akad. Ele funciona tal qual ao DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), atuando na indenização de vítimas de acidentes náuticos.

                       

                      Proprietários de embarcações de esporte e recreio e motos aquáticas deverão portar o documento de forma obrigatória, preferencialmente impresso. O valor para ambos é de R$ 22,22 ao ano. A multa, no caso da falta do documento em uma abordagem, varia de R$ 40 a R$ 800.


                      EPIRB obrigatório

                      Outra mudança diz respeito ao EPIRB (Emergency Position-Indicating Radio Beacon, em inglês, ou rádio-baliza indicadora de posição de emergência, em português). O equipamento, obrigatório para navegação oceânica, deve ser cadastrado no sistema INFOSAR através do site oficial.

                      Atestados de treinamento náutico reconhecidos em firma

                      Os atestados de treinamento náutico (tanto para Arrais-Amador quanto para Motonauta) agora precisam de reconhecimento de firma (em cartório ou via digital, pelo Gov.br) do proprietário da escola, instrutores e também do aluno.

                      Acessibilidade nas escolas

                      As escolas náuticas passam a ser obrigadas a disponibilizar um intérprete de Libras para alunos com deficiência auditiva que manifestem essa necessidade.

                      EAMAs

                      As EAMAs (estabelecimentos de aluguel de moto aquática) agora podem optar, no cadastramento, por oferecer passeios guiados em rotas autorizadas, navegação em área restrita ou ambas as modalidades.

                       

                      Todas os detalhes das atualizações podem ser conferidos nos documentos completos, disponíveis no site oficial da Diretoria de Portos e Costas.

                       

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                        Competição ocorrerá nas águas de Auckland, na Nova Zelândia, nos dias 13 e 14 de fevereiro; brasileira Marina Arndt se juntará ao time

                        12/02/2026

                        A temporada de 2026 do SailGP já está a todo vapor — e a equipe brasileira na disputa também. Neste final de semana, nos dias 13 e 14 de fevereiro, o Mubadala Brazil SailGP Team embarca em mais um grande desafio, desta vez em Auckland, na Nova Zelândia, no ITM New Zealand Sail Grand Prix.

                        O time atualmente ocupa a 10ª posição no ranking do campeonato, com um ponto conquistado na estreia, em Perth, na Austrália, onde finalizou também na 10ª colocação geral. Em águas neozelandesas, o objetivo é ganhar consistência e transformar o aprendizado da abertura da temporada em performance.

                        Foto: AT Films / Divulgação

                        A etapa marca a sequência de um início de temporada intenso na Oceania, que ainda inclui Sydney, na Austrália, antes da tão aguardada passagem pelo Rio de Janeiro, no Brasil, nos dias 11 e 12 de abril — ao todo, serão 13 etapas ao redor do mundo em 2026.

                        Estamos contando os dias para velejar no Rio. É algo que esperamos há muito tempo […] Correr em casa, com amigos, família e torcida, e ainda fazer parte da primeira etapa do SailGP na América do Sul, é muito especial– destacou Martine Grael, capitã do Mubadala Brazil SailGP Team

                        Foto: SailGP / Divulgação

                        Antes disso, porém, muita água vai rolar. Focando no presente, o time contará com uma novidade em seu elenco para a etapa que se aproxima: a brasileira Marina Arndt, que completa a equipe como atleta reserva.

                         

                        A paulista começou na vela aos sete anos e construiu uma carreira sólida, com campanhas olímpicas e participação nos Jogos de Paris 2024. Em 2025, teve seu primeiro contato com o SailGP em uma clínica de foil do projeto Breaking Boundaries e agora integra a equipe brasileira, reforçando o compromisso do time com a presença feminina de alto nível na competição.


                        Ainda sobre a equipe, vale ressaltar que novos nomes da temporada estrearam oficialmente na primeira etapa do SailGP 2026: Rasmus Køstner (Flight Controller), Pietro Sibello (Wing Trimmer) e o novo coach Paul Brotherton.

                        Em Auckland, queremos colocar em prática tudo o que conseguimos evoluir a partir dos estudos e análises realizados entre as etapas– afirmou Grael

                        As regatas do ITM New Zealand Sail Grand Prix | Auckland terão transmissão para o Brasil pelos canais SporTV e BandSports. No SporTV3, o dia 1 será exibido em formato de VT na segunda-feira (16/02), às 13h, enquanto o dia 2 será transmitido ao vivo no domingo (15/02), às 00h. Já a BandSports exibirá as regatas ao vivo nos dois dias, com transmissões a partir de 23h55 de sexta-feira (13) e sábado (14).

                        SailGP: calendário 2026

                        A famosa regata de alta velocidade estreará quatro novos locais em 2026: Halifax (Canadá), Rio de Janeiro (Brasil), Perth (Austrália) e Bermuda. O campeonato tem início na Oceania, que recebe os três primeiros eventos da temporada, e finaliza nos Emirados Árabes Unidos (EAU), com as duas últimas etapas. Confira o calendário completo:

                        • Perth (Austrália): 16 a 18 de janeiro;
                        • Auckland (Nova Zelândia): 13 e 14 de fevereiro;
                        • Sydney (Austrália): 27 de fevereiro a 1º de março;
                        • Rio de Janeiro (Brasil): 11 e 12 de abril;
                        • Bermuda (Bermuda): 9 e 10 de maio;
                        • Nova York (EUA): 30 e 31 de maio;
                        • Halifax (Canadá): 20 e 21 de junho;
                        • Portsmouth (Reino Unido): 25 e 26 de julho;
                        • Sassnitz (Alemanha): 22 e 23 de agosto;
                        • Espanha (Local a definir): data a confirmar;
                        • Saint-Tropez (França): 12 e 13 de setembro;
                        • Dubai (EAU): 21 e 22 de novembro;
                        • Abu Dhabi (EAU): 28 e 29 de novembro (grande final).

                         

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                          Feriado famoso por festas e euforia em terra também pode ser aproveitado sobre as águas — confira dicas!

                          Por: Nicole Leslie -

                          Para quem prefere trocar a folia intensa em terra firme por dias de descanso sobre as águas, o Carnaval também pode ser sinônimo de calmaria. O Brasil reúne destinos náuticos ideais para aproveitar o feriado longe dos grandes centros urbanos, com mares mais tranquilos e infraestrutura voltada ao lazer náutico.

                          Esta seleção reúne destinos que, de alguma forma, têm relação com o Grupo Náutica, sem a pretensão de excluir as diversas outras possibilidades existentes no país.

                          Ilha Botinas, Angra dos Reis, Rio de Janeiro

                          A Ilha Botinas é o tipo de destino que parece ter saído de um desenho animado. Pequenos pedaços de terra envoltos de águas cristalinas e a falta de civilização local tornam a região ideal para aproveitar dias tranquilos a bordo — especialmente se o barco permitir pernoitar.

                           

                           

                          O destino fica a cerca de 9,5 milhas náuticas (17 km) da Marinas do Atlântico, polo náutico que inaugurou em 2025 junto ao primeiro Salão de Usados Náutica. O trajeto da marina até a Ilha Botinas pode variar de 30 minutos a duas horas, dependendo da velocidade média da embarcação.

                          Praia do Dentista, Angra dos Reis

                          Praticamente vizinha à Ilha Botinas fica a Praia do Dentista, também em Angra, que diferente da primeira, é conhecida justamente por ser movimentada — e bela. Esse destino fica a 3,5 milhas (6,5 km) da Botinas, sendo possível navegar de uma a outra em 15 minutos, a 15 nós.

                           

                           

                          Nos dias mais movimentados, a Praia do Dentista já chegou a receber mais de 300 lanchas — volume típico dos destinos apreciados por quem gosta de ver e ser visto. Por isso, é indicado deixar as amarras mais soltas que o habitual na ancoragem, já que os ventos costumam mudar e essa folga pode ser decisiva para evitar choques com outros barcos.

                          Ilha do Arvoredo, Santa Catarina

                          A Ilha do Arvoredo é uma reserva biológica em grande parte de sua área. Ainda assim, as águas ao redor atraem quem aprecia o mergulho, com visibilidade que pode chegar a 15 metros. No local, é possível observar diversas espécies marinhas — como peixes, ouriços e polvos — e o fundeio de embarcações é permitido no lado sul da ilha, respeitando as regras ambientais.

                          Ilha do Arvoredo. Foto: Tdperez/ Domínio Público

                          Próxima a Florianópolis, a Ilha do Arvoredo fica a cerca de 28 milhas náuticas (51 km) da Marina Itajaí, onde ocorre o Marina Itajaí Boat Show. O trajeto pode durar aproximadamente 1h20, considerando uma velocidade média de 20 nós (37 km/h).

                          Caixa d’Aço, Santa Catarina

                          O nome incomum desse destino já diz muito sobre o que se pode esperar de lá. A enseada de Caixa d’Aço, em SC, foi sem querer nomeada por um navegador português que escondeu seu navio de uma frota inimiga, tendo aguardado o perigo passar nessa região. Segundo ele, o local era tão calmo e seguro quanto uma “caixa de aço” — e assim o nome ficou.

                           

                           

                          Esse destino fica no que parece ser um recorte da baía de Porto Belo, cercado por terra em três faces. Por isso, guarda águas calmas que ganham movimento apenas pela quantidade de barcos que as cruzam. Entre os lugares mais certeiros para quando se quer aproveitar a vida náutica cercado por outras embarcações, o Caixa d’Aço fica ainda mais próximo da Marina Itajaí, a cerca de 18 milhas náuticas (33 km).


                          Ilha dos Frades, Bahia

                          Mesmo em Salvador, conhecida pela intensa programação carnavalesca, é possível encontrar destinos náuticos mais tranquilos mesmo durante o feriado. Localizada praticamente no centro da Baía de Todos-os-Santos — a maior baía do Brasil e a segunda maior do mundo — a Ilha dos Frades reúne paisagens naturais e pontos de ancoragem mais sossegados.

                           

                           

                          Embora a ilha não seja inteiramente calma, a Praia da Viração costuma atrair menos embarcações e se destaca pelas águas de tom verde intenso. A praia fica a cerca de 12 milhas náuticas (22 km) da Bahia Marina, onde acontece o Salvador Boat Show. O trajeto leva aproximadamente 35 minutos, considerando uma velocidade média de 20 nós.

                          Baía de Todos-os-Santos, Salvador, Bahia

                          A própria Baía de Todos-os-Santos, por sua vez, também é um destino bem-vindo — especialmente em época de Carnaval. A baía guarda fundeadouros que permitem vislumbrar cenários incríveis.

                          Baía de Todos-os-Santos. Foto: Fernando Antonio @fernandoantoniofotos / via Instagram @baiadetodosossantosoficial

                          Nos ancoradouros mais remotos, é possível aproveitar noites com céu e mar estrelados. Isso porque, na falta da Lua, as águas calmas se transformam num tapete de estrelas, permitindo apreciar a constelação olhando para cima ou para baixo. Experiências que talvez só destinos regados a Axé permitiriam.

                          Represa de Jurumirim, São Paulo

                          Procurado em qualquer época do ano por quem busca lazer a bordo e um ambiente mais calmo, o destino também é uma boa pedida para aproveitar o Carnaval longe da agitação. Localizada no interior de São Paulo — estado onde acontece o maior salão náutico da América Latina, o São Paulo Boat Show — a represa reúne águas tranquilas e paisagens que alternam fazendas, colinas e áreas rurais.

                           

                           

                          Entre as atividades mais apreciadas na Represa de Jurumirim está o pôr do sol, que, dependendo do ponto de observação, parece “mergulhar” na água e lembrar o horizonte do litoral, mesmo a mais de 220 km da praia mais próxima.

                          Represa Jurumirim. Foto: Lauana Fogaca de Almeida / Licença Creative Commons

                          Outros destinos náuticos para aproveitar o Carnaval

                          Praia d’As Ilhas, São Sebastião, São Paulo

                          A praia d’As Ilhas, em São Sebastião, fica próxima à praia da Barra do Sahy, no continente, estando a cerca de 1,5 km (menos de uma milha náutica) de distância. Embora próxima da civilização e podendo ser visitada até mesmo a remo, esse destino não tem moradores locais e guarda cenários de areia branca e água cristalina.

                          Praia d’As Ilhas, em São Sebastião. Foto: Monique Renne / via Melhores Destinos / Divulgação

                          Há quem diga que o nome da praia seja porque, no passado, eram duas ilhas, com um filete de água as separando. Fato é que, já há alguns anos, a água não corta estes pedaços de terra. Mas mantém a beleza no mesmo nível.

                          Rio Paraná, em Porto Rico, Paraná

                          Nem só de praias se faz essa lista e o Rio Paraná chega como prova de que uma boa pedida de destino para se visitar durante o Carnaval pode, sim, ser um rio. 28 km desse corpo d’água cruzam a cidade de Porto Rico, no Paraná, e a distância entre as margens é de, em média, 1,5 km.

                          Rio Paraná corta a cidade de Porto Rico por 28 km. Foto: Secretaria de Turismo do Paraná / Divulgação

                          Às margens de Porto Rico, é possível aproveitar o Rio Paraná de diferentes formas: mergulho, pesca, surf e até áreas de praia — como a famosa Prainha — com areia, água e muito sol. Segundo a Secretaria de Turismo do Paraná, a cidade tem 2,5 mil habitantes, mas chega a conviver com 10 mil pessoas em períodos de alta temporada.

                          Capitólio, Minas Gerais

                          Popularmente conhecido como o destino que guarda o “Mar de Minas” — que não tem acesso ao litoral — , esse lugar fica às margens do Lago de Furnas e oferece “um oceano” de possibilidades náuticas, que envolvem desde passeios de lancha até visita a cachoeiras e atrações remotas.

                          Escarpas do Lago, em Capitólio (MG). Foto: Ana Di Tullio / Licença Creative Commons

                          Entre as possibilidades, um dos destinos tidos como imperdíveis em Capitólio é a cachoeira Escarpas do Lago, um dos tantos lugares apenas acessados por água. Por lá, não faltam cenários deslumbrantes. Mas, durante alta temporada, como no Carnaval, a concorrência para conseguir vagas é grande — é indicado garantir as reservas com antecedência.

                          Coroa do Avião, Pernambuco

                          Uma ilhota improvável se consolidou próximo ao litoral de Igarassu, em Pernambuco, e se tornou o principal cartão-postal da cidade. Estamos falando da Coroa do Avião, que apesar da pequena área (aproximadamente 560 m de extensão e 80 m de largura), guarda cenários lindos que qualquer barco que ancore por perto pode apreciar.

                          Ilhota Coroa do Avião em Igarassu (PE). Foto: Prefeitura de Igarassu / via Ministério do Turismo / Divulgação

                          Segundo o Ministério do Turismo, a ilhota surgiu como um banco de areia na década de 1970 e, ao longo do tempo, o acúmulo constante de areia movimentada pelo mar permitiu que uma vegetação se formasse e, assim, surgisse uma pequena ilha. O destino recebeu R$ 5,6 milhões em investimentos do MTur para revitalização e segue como principal destino turístico de quem busca aproveitar o universo náutico em Igarassu.

                           

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                            Marcos Soares Pereira comanda o Aries III, um clássico de 1970 que terá “tripulação eclética” para a disputa que acontece desde 1947

                            Uma das regatas mais emblemáticas da América Latina, a tradicional Buenos Aires-Rio começa neste sábado (14). As cores brasileiras serão representadas por uma única embarcação, que, ironicamente, é argentina. Trata-se do Aries III, um clássico German Frers de 1970. Junto a uma “tripulação eclética”, comandada por Marcos Soares Pereira, a missão é uma só: concluir a regata.

                            O percurso desafiador de 1.200 milhas náuticas (quase 2 mil km), entre as cidades de Buenos Aires, na Argentina, e Rio de Janeiro, no Brasil, acontece a cada três anos desde 1947, em uma conexão entre o Yacht Club Argentino e o Iate Clube do Rio de Janeiro. Nesse tempo, a disputa que chega em 2026 a sua 28ª edição já foi a pedra no sapato do capitão Marcos outras duas vezes.

                            Marcos Soares, comandante do Aries III, estará na 3ª tentativa de finalizar a regata. Foto: Marcos Soares / Arquivo Pessoal

                            Muitas pessoas me perguntam por que correr uma Buenos Aires-Rio. É uma regata muito dura, normalmente com ventos contras, correntes contras, mar contra […] mas é a realização de um sonho de criança– detalhou o comandante à NÁUTICA

                            É justamente esse sonho, moldado ainda na infância de um garoto que velejava a bordo de um Optimist enquanto admirava os barcos de regata internacionais — tal qual a própria Buenos Aires-Rio e a Cape2Rio —, que hoje impulsiona o Aries III para sua segunda tentativa de concluir a disputa (a terceira de Marcos Soares).

                            Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                            A primeira tentativa [a bordo do Viva, um One Off 48] foi uma regata de vento muito duro, contrário, em que as duas velas grandes que tínhamos a bordo se rasgaram sem chance de conserto. Acabamos arribando em Rio Grande (RS)– relembrou Marcos

                            Já a segunda tentativa, agora com o Aires, em 2023, foi frustrada pela quebra inesperada de um fuzil, que inviabilizou a continuidade da equipe na competição. O destino, outra vez, não foi o Rio de Janeiro (RJ), mas o Rio Grande (RS).

                            A mistura perfeita: barco clássico e tripulação multigeracional

                            O Aries III disputará a Buenos Aires-Rio na classe ORC. O barco foi construído na Argentina, onde originalmente foi batizado como Recruta 2. Embora tenha passado por diversas modificações, ele se destaca por preservar linhas clássicas e um design orgânico que não passam despercebidos.

                            Foto: Marcos Soares / Arquivo Pessoal

                            É como estar em um Cadillac. Tem que passar marcha, não é automático. Mas dá um prazer muito grande– explica o capitão

                            O barco pesa 12 toneladas, o que representa mais do que o dobro do peso de embarcações de mesmo porte mais modernas. Por outro lado, Marcos enfatiza que trata-se de uma embarcação “de alma”, que carrega a história e o espectro de seus antigos comandantes.

                            Parte do interior do Aries III. Foto: Marcos Soares / Arquivo Pessoal

                            A teoria se reforça pela lenda de que sua construção foi finalizada dentro de um navio, que seguia para a disputa de uma Admiral’s Cup, prestigiada regata internacional frequentemente considerada o “campeonato mundial não oficial” de vela de oceano.

                            Foto: Marcos Soares / Arquivo Pessoal

                            É em meio a esse cenário que a tripulação seguirá para a missão de completar a tão sonhada regata. A equipe é composta por cinco homens, número abaixo do padrão, mas que, para Marcos — capitão e cozinheiro do time — , representa a melhor escolha em termos de conforto.

                            Vinícius Melo, à esquerda, e Miguel Pimentel dos Anjos, à direita. Foto: Marcos Soares / Arquivo Pessoal

                            Além dele, completam o grupo o português — vindo diretamente da Austrália — Miguel Pimentel dos Anjos, seu “parceiro sexagenário”, como ele diz; Vinícius Melo, um navegador iniciante, vindo dos esportes radicais; José Guilherme, de 30 anos, experiente e dono de outro barco clássico, um Arpège; e Breno Osthoff, conhecido como Pavarotti, o mais jovem a bordo.

                            [Osthoff] será o nosso “proeiro”. Jovem a gente manda para a proa, onde é mais molhado, onde estão as forças maiores a serem executadas, mais agilidade necessária. Mas aqui todos são ecléticos, conseguem fazer de tudo– explicou Marcos Soares


                            A expectativa da equipe, de forma conservadora, é concluir a disputa entre 10 e 12 dias de navegação. “Esperamos correr bem a regata. Na realidade, a intenção é completar mais do que qualquer outra coisa, sem ninguém machucado, sem barco quebrado”, destacou o comandante.

                            Queremos chegar bem no Rio de Janeiro, fazendo o melhor que pudermos, sempre colocando o barco para andar na sua melhor condição– exaltou Marcos Soares

                             

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                              NX Boats nos EUA: estaleiro exibe oito lanchas no Miami Boat Show

                              Marca brasileira reforça sua expansão global no salão náutico internacional, com modelos de 29 a 50 pés

                              Por: Nicole Leslie -
                              11/02/2026

                              A pernambucana NX Boats exibe oito lanchas no Miami International Boat Show, nos Estados Unidos, desta quarta-feira (11) até domingo (15). A participação no evento reforça a estratégia do estaleiro de ampliar sua presença no mercado global, apresentando modelos que representam o portfólio atual da marca e evidenciam a evolução do design e da sofisticação.

                              Reconhecido por lançar tendências do mercado náutico em escala mundial, o Miami Boat Show é considerado estratégico para a NX Boats. Por isso que Jonas Moura, CEO do estaleiro, faz questão de levar embarcações “da casa” ao evento. No Brasil, a NX também marca presença nos principais salões náuticos, cuja temporada começa em abril, com o Rio Boat Show.

                               

                              Jonas destaca que participar do evento em Miami é uma oportunidade fundamental para fortalecer a atuação internacional da marca — um dos objetivos centrais do estaleiro —, além de evidenciar o compromisso em oferecer experiências exclusivas a potenciais clientes do mundo todo.

                               

                              A seleção de embarcações vai da NX290 Exclusive Edition à NX50 Invictus, passando por modelos já consagrados, como a NX44 Design by Pininfarina. Conheça os barcos!

                              Destaques da NX Boats no Miami Boat Show 2026

                              NX290 Exclusive Edition

                              A menor embarcação da marca exposta no salão náutico internacional mostra que tamanho não limita proposta. Com 29 pés de comprimento, a NX290 Exclusive Edition foi concebida para equilibrar potência, elegância, conforto e segurança.

                              NX290 Exclusive Edition. Foto: NX Boats / Divulgação

                              O modelo aceita diferentes configurações de motorização: um motor de 320 ou 350 hp, ou ainda dois motores de 200 ou 225 hp cada, todos na configuração de centro-rabeta.

                              NX340 Sport Coupé

                              Com design marcante e acabamento refinado, a NX340 Sport Coupé alia esportividade à navegabilidade e ao conforto. A lancha acomoda até 15 pessoas durante o dia e permite pernoite para dois casais.

                              NX340 Sport Coupé. Foto: NX Boats / Divulgação

                              Em seus 34 pés, o modelo aposta em materiais luxuosos e acabamentos premium, entregando conforto de proa a popa, mesmo com um visual externo esportivo.

                              NX350 Máximus

                              Pensada para quem valoriza o entretenimento a bordo, a NX350 Máximus combina performance com equipamentos que elevam a experiência, como cooler de 80 litros, estrutura para alto-falantes na proa e no teto rígido e acabamentos em inox.

                              NX350 Máximus. Foto: NX Boats / Divulgação

                              Com 35 pés de comprimento, capacidade para até 15 pessoas durante o dia e quatro no pernoite, o modelo se destaca também pelo calado de apenas 50 centímetros, que facilita o acesso a áreas costeiras rasas.

                              NX360 Sport Coupé

                              Entre os principais destaques da NX360 Sport Coupé estão o solário de proa king-size, o teto rígido e a ampla área gourmet, descrita pelo estaleiro como incomparável.

                              NX360 Sport Coupé. Foto: NX Boats / Divulgação

                              Com 36 pés, a lancha mescla luxo e esportividade em um projeto de personalidade forte. O cockpit amplo facilita a circulação da popa à proa e dá acesso a uma cabine completa. O modelo é homologado para até 15 pessoas durante o dia, com pernoite para quatro.


                              NX370 HT

                              Descrita pela própria marca como “elegante como um genuíno hardtop”, a NX370 HT é a maior embarcação da NX na faixa dos 30 pés. O modelo reúne tecnologia, inovação e qualidade, sem abrir mão do DNA esportivo do estaleiro.

                              NX370 HT. Foto: NX Boats / Divulgação

                              Além do visual sofisticado, o interior chama atenção pelos detalhes customizados. Na popa, uma ampla área de convivência se destaca. A embarcação recebe até 16 pessoas durante o dia e quatro na pernoite.

                              NX41 Horizon

                              Com visual impactante logo à primeira vista, a NX41 Horizon aposta em tons de cinza e preto, além de detalhes em neon. Desenvolvida com foco em navegabilidade, a lancha tem linhas aerodinâmicas que prometem maior eficiência.

                              NX41 Horizon. Foto: NX Boats / Divulgação

                              Com 41 pés, o modelo oferece ambientes internos confortáveis e acabamentos alinhados ao padrão da marca. O cockpit é um dos diferenciais, pensado tanto para lazer quanto para momentos de relaxamento. Durante o dia comporta até 18 pessoas, com pernoite para seis.

                              NX44 Design by Pininfarina

                              Já conhecida nos boat shows brasileiros, a NX44 Design by Pininfarina também integra a seleção exibida em Miami. O modelo une o design italiano assinado pela Pininfarina ao estilo característico da NX Boats, que não deixa a navegabilidade de lado.

                              NX44 Design by Pininfarina. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                              Além do visual externo marcante, o interior privilegia a integração entre ambientes internos e externos. Em seus 44 pés, a lancha acomoda até 20 pessoas durante o dia e permite pernoite para até sete.

                              NX50 Invictus

                              Com 50 pés de comprimento, a NX50 Invictus representa o topo do portfólio exibido no evento. Segundo a marca, o modelo aposta em um design futurista e combina luxo, esportividade e alto desempenho.

                              NX50 Invictus. Foto: NX Boats / Divulgação

                              A bordo, os detalhes sofisticados se destacam: assentos e revestimentos em couro natural, piso e mesas em madeira teca, mármores italianos e itens de aço inox presentes em todos os ambientes — da cozinha aos porta-copos, todos projetados exclusivamente para a embarcação.

                               

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                                Licenciamento ambiental e alvará de construção do Parque Urbano e Marina Beira-Mar são assinados em Florianópolis

                                Empreendimento promete gerar empregos e renda na capital catarinense. Documentos foram assinados nesta segunda-feira (9)

                                Por: Nicole Leslie -

                                Quatro dias após ter o início das obras autorizado pelo órgão ambiental de Santa Catarina, o Parque Urbano e Marina Beira-Mar de Florianópolis avançou mais uma etapa decisiva. Nesta segunda-feira (9), foram assinados o alvará de construção e a licença ambiental do empreendimento, em cerimônia que reuniu autoridades diretamente ligadas à iniciativa e apresentou as primeiras expectativas sobre o parque público.

                                O evento ocorreu no Trapiche da Beira-Mar, na capital catarinense, e contou com a presença do prefeito Topázio Neto, do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, do presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, e de um dos líderes da JL Construtora, João Luiz Felix.

                                 

                                A licença ambiental, emitida pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), corresponde à segunda das três etapas do licenciamento ambiental exigidas para o empreendimento, que prevê investimento aproximado de R$ 350 milhões. Vale lembrar que a iniciativa será totalmente custeada pela iniciativa privada, por meio de uma concessão que permitirá a empresa responsável a explorar a área em troca da construção e manutenção de toda a estrutura do Parque Urbano e Marina Beira-Mar.

                                Autoridades marcaram presença

                                Durante a cerimônia, o prefeito Topázio Neto afirmou que a previsão é que todo o complexo — incluindo parque urbano, marinas (pública e privada) e shopping — esteja concluído em até quatro anos. Ainda assim, ele se mostrou otimista quanto ao avanço do cronograma.

                                Espero que no réveillon de 2027 a gente já possa usar parte do parque para incorporar no Ano Novo-disse em entrevista à Jovem Pan local

                                Foto: NTV e ARK7 Arquitetos / Divulgação

                                Topázio também destacou a dimensão do Parque Urbano e Marina Beira-Mar, que terá cerca de 140 mil m² — o equivalente a 14 campos de futebol enfileirados. “Tudo para utilização pública e gratuita de todos que moram na cidade”, complementou.

                                 

                                Segundo o prefeito, a iniciativa, aguardada há décadas, recoloca Florianópolis no mapa do mercado náutico, com impacto direto na movimentação de embarcações e no fortalecimento da economia ligada ao mar.

                                Foto: NTV e ARK7 Arquitetos / Divulgação

                                João Luiz Felix, da JL Construtora, revelou à imprensa local que as obras devem começar muito em breve. De acordo com ele, logo após o Carnaval já será iniciada a contratação de mão de obra especializada.

                                Vamos começar pelo parque público, depois fazer o shopping gastronômico e, por fim, a marina-adiantou

                                Em suas redes sociais, o governador Jorginho Mello afirmou que o projeto, além de transformar o lazer e o turismo em Florianópolis, deverá gerar empregos e renda para a cidade. A expectativa é que 2 mil pessoas sejam contratadas durante as obras. A tese foi reforçada por Júlio Garcia, que acredita que o empreendimento irá elevar a capital a um novo patamar de desenvolvimento.

                                Que bom que superamos todas as burocracias e agora vamos ter finalmente uma marina em uma ilha marítima maravilhosa que não tinha uma estrutura condizente com a sua história-afirmou à Jovem Pan local

                                Florianópolis recebe autorização para o Parque Marina Beira-Mar sair do papel. Foto: NTV e ARK7 Arquitetos / Divulgação (imagem ilustrativa)

                                Licença ambiental liberada

                                Embora a liberação da licença ambiental possa soar como um passo natural após a autorização para o início das obras, o documento envolve uma série de exigências técnicas e responsabilidades.

                                 

                                O biólogo Emerilson Emerin explicou, à Jovem Pan, que a concessão confirma a análise e aprovação de todos os estudos ambientais necessários para a execução do projeto.


                                Segundo ele, o empreendimento envolve três áreas distintas de impacto ambiental: o espaço destinado à construção das marinas, a área onde serão depositados os resíduos retirados do local e a região de onde virão novas matérias orgânicas para a formação do parque.

                                 

                                Emerin destacou ainda que, na fase inicial, a área de obras deverá ser isolada para garantir a segurança das etapas do processo, especialmente por se tratar de uma região com intenso fluxo urbano.

                                Parque Urbano e Marina Beira-Mar

                                O Parque Urbano e Marina Beira-Mar será um complexo de lazer multiuso, com acesso livre e gratuito à população. O espaço contará com quadras de areia e basquete, skate park, academia ao ar livre, pet place e playgrounds, além de estruturas voltadas à atividade náutica.

                                 

                                O projeto prevê ainda áreas destinadas a eventos e shows, espaços para contemplação e uma rede de ciclovias que interligará os diferentes setores do parque.

                                Foto: NTV e ARK7 Arquitetos / Divulgação

                                Na vertente náutica, o empreendimento inclui a construção de duas marinas: uma pública e outra privada. A marina privada terá capacidade para cerca de 470 embarcações, enquanto a marina pública poderá receber até 30 barcos.

                                 

                                A área marítima do parque também contará com píer público, posto de abastecimento e uma estrutura projetada para apoiar, no futuro, a implementação do transporte marítimo de passageiros em Florianópolis. No aspecto urbanístico, o complexo será organizado em setores que incluem prédios voltados à gastronomia, comércio e serviços, além de áreas de estacionamento e apoio náutico.

                                 

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                                  Nada mais digno do que um merecido descanso após percorrer mais de 24 mil milhas náuticas ao longo de 300 dias de vento e muito mar. Onze veleiros da Classe 5,80 da Mini Globe Race, regata de volta ao mundo solitária realizada em barcos pequenos, atracaram em Pernambuco, na Recife Marina, para uma pausa de sete dias durante o Carnaval pernambucano.

                                  A marina é a última parada dos navegantes, que construíram seus próprios barcos para participar da disputa. Os velejadores embarcaram nessa aventura no dia 23 de fevereiro de 2025, partindo da região das ilhas Antígua e Barbuda, cada um a bordo de barquinhos artesanais que medem simplesmente 5,80 metros de comprimento.

                                  Pilar Pasanau, competidora da Mini Globe Race, e seu veleiro Peter Punk na Recife Marina. Foto: Instagram @recifemarina/ Reprodução

                                  A regata cobre mais de 28 mil milhas náuticas em um percurso de 400 dias de circunavegação. O itinerário passa pelo Canal do Panamá, Oceano Pacífico, Oceano Ártico e outros destinos que prometem desafiar a habilidade do grupo de velejadores — composto por nove homens e duas mulheres.

                                   

                                  O que impressiona, além do enorme trajeto, é a velocidade desses poderosos minibarcos. Eles percorrem uma média de 134 milhas náuticas por dia em 5,5 nós (cerca de 10 km/h) durante toda a travessia. São ótimos números para barcos de madeira compensada construídos manualmente.

                                  Ninguém falou que seria fácil

                                  Não que a missão como um todo seja fácil, mas a reta final da competição tem sido acompanhada por turbulências. Antes de atracar em Pernambuco, o grupo havia parado na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, há aproximadamente 1.800 milhas náuticas da Recife Marina. Esse trecho até o Brasil não foi tão problemático, mas o pós, por sua vez, sim.

                                  Jasmine Harrison na ilha de Santa Helena. Foto: Eric Marsh / MGR2025 / Reprodução

                                  Os desafios surgiram logo na largada rumo a Santa Helena, saindo da Cidade do Cabo, na África do Sul. O britânico Keri Harri, a bordo do barco Origami, foi o único dos velejadores a não usar o motor elétrico, permitido pela regata para escapar da falta de vento. O resultado? Ficou dois dias preso na calmaria de Robben Island e caiu para a última posição.

                                   

                                  Para trazer ainda mais dificuldades, algas gigantes se prenderam na quilha dos barcos de Jasmine Harrison (Numbatou) e Christian Sauer (Argo), o que exigiu manobras arriscadas de mergulho em alto-mar para limpeza. A mulher, inclusive, foi obrigada a passar horas exaustivas no leme manual, após o automático quebrar.

                                  Nem mesmo a hora de atracar foi livre de apuros. A ilha de Santa Helena é famosa por ter um fundo marinho difícil para ancorar e, por conta disso, pelo menos dois barcos da frota tiveram que garrear (arrastar a âncora) por quase um quilômetro enquanto os skippers estavam em terra. Eric Marsh ancorou em águas profundas de tal forma que foi necessário auxílio de mergulhadores pra libertar o veleiro.

                                  A linha de chegada da Mini Globe Race

                                  Falta pouquíssimo para os velejadores escreverem os nomes na história da circunavegação. A Recife Marina é a última parada antes de um sprint final de 4.000 milhas náuticas até a linha de chegada, na Academia Nacional de Vela, em Antígua e Barbuda (mesmo lugar de onde partiram).

                                  Velejadores da Mini Globe Race reunidos em Santa Helena. Foto: Adam Waugh / MGR2025 / Reprodução

                                  Por agora, todos os 11 comandantes fazem parte da longa lista de grandes circunavegadores que chegaram a esta remota costa de Santa Helena, tendo navegado por todos os 360 meridianos de longitude.

                                   

                                  Tão pertinho do fim, o primeiro lugar ainda é prioridade para alguns. Mas, para o velejador Dan Turner, dono do barquinho Immortal Game, que está nas cabeças da Mini Globe Race, a reta final e o desgaste trouxeram uma postura mais filosófica. Nesse momento, ele se concentra em aproveitar o caminho e, posteriormente, escrever um livro sobre a sua jornada.

                                  Perdi meu espírito competitivo-declarou Tuner

                                  A maratona ainda não acabou, mas nunca esteve tão próxima do fim. Próximo destino: Antígua e Barbuda — onde tudo começou e terminará!

                                   

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                                    Famoso salão náutico dos EUA terá quatro lanchas da brasileira Triton Yachts

                                    Estaleiro paranaense atracará no Miami Boat Show de 11 e 15 de fevereiro através de sua representante internacional, a Hanover

                                    10/02/2026

                                    A indústria náutica brasileira não passará em branco dentro do Miami Boat Show 2026, um dos maiores salões náuticos do mundo. Por lá, de 11 e 15 de fevereiro, a paranaense Triton Yachts apresentará quatro de seus modelos por meio da representante Hanover. São eles: Hanover 305, Hanover 387, Hanover 415 e Hanover 447.

                                    Essa será a quarta vez da Triton no evento — que, por sua vez, celebrará a incrível marca de 85 edições. O salão náutico promete reunir mais de mil expositores em três áreas integradas entre píeres, marinas e espaços de exposição.

                                     

                                    Para Allan Cechelero, diretor da Triton Yachts, a feira de Miami cumpre um papel estratégico para a expansão da marca, possibilitando aprofundar o relacionamento da empresa com os clientes e ampliar a presença no mercado norte-americano.

                                    Os Estados Unidos concentram cerca de 85% das nossas exportações. A expectativa é expandir essa atuação e reafirmar a excelência construtiva e a competitividade da indústria náutica brasileira no exterior– destacou Cechelero


                                    Confira as lanchas da Triton no Miami Boat Show 2026

                                    Hanover 305

                                    Modelo de entrada da Triton, a lancha de 30 pés que estará no Miami Boat Show 2026 tem capacidade para até 12 pessoas com foco em lazer. O projeto privilegia áreas externas, com espaços integrados, solário de proa e layout funcional para passeios diurnos.

                                    Foto: Triton Yachts / Divulgação

                                    Segundo a marca, a embarcação se destaca pela condução ágil, fácil operação e soluções práticas, atributos tidos como valorizados pelo público norte-americano em barcos dessa categoria.

                                    Hanover 387

                                    Um dos modelos mais vendidos da marca no Brasil e no exterior, a lancha de 38 pés da Triton combina desempenho com soluções voltadas ao conforto a bordo. A embarcação conta com uma cabine fechada, com quarto de casal e banheiro completo.

                                    Foto: Triton Yachts / Divulgação

                                    No convés, o projeto prioriza a convivência, com hard top, áreas integradas, espaço gourmet e plataformas laterais rebatíveis, que ampliam a área útil junto ao mar e facilitam o acesso para banhos e lazer. A lancha é homologada para até 14 pessoas e traz a opção da motorização de popa, a preferida do público dos EUA.

                                    Hanover 415

                                    Inspirada no projeto da Triton 410 HT, a lancha de 41 pés possui cabine com altura de 2,05 metros. São dois camarotes: um fechado na proa, com cama de casal na entrada, e outro na meia-nau, com cama para duas pessoas, com fechamento opcional.

                                    Foto: Triton Yachts / Divulgação

                                    No convés, o layout privilegia a união entre popa, praça de comando e área gourmet para circulação contínua. A embarcação tem capacidade para até 14 pessoas.

                                    Hanover 447

                                    A Hanover 447 é a maior embarcação da marca e conta com três dormitórios, sendo duas suítes, além de lounges na proa e na popa, equipados com sofá, mesa e área dedicada à convivência.

                                    Foto: Triton Yachts / Divulgação

                                    Conforme destaca a marca, o projeto prioriza os espaços sociais, com boa distribuição interna e soluções voltadas à estabilidade e à performance.

                                     

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                                      O Brasil é um dos países com o maior número de animais de estimação no mundo — e muitos deles frequentam o mar. Veja dicas para levá-los em segurança

                                      Navegar solo é uma aventura, mas em companhia o prazer de estar na água é compartilhado — e não necessariamente só entre humanos. Não é de hoje que os pets fazem parte das famílias e que o sinônimo de companheirismo de cães e gatos vai além das paredes de um lar. O mar também pode ser o quintal desses animais e uma coisa é certa: a companhia deles não se compara a nenhuma outra.

                                      O Brasil constantemente aparece entre os países com o maior número de animais de estimação em todo o mundo. Embora os dados variem por fontes ou métodos de cálculo, estimativas recentes apontam que o país soma mais de 150 milhões de animais, atrás apenas da China e dos Estados Unidos, respectivamente.

                                      Foto: spencerpa440 / Envato

                                      Desse número, não se sabe quantos pets frequentam barcos, mas levando em conta o apego dos brasileiros pelos animais, essa é certamente uma cifra que não para de subir.

                                      Os benefícios de ter um pet no barco

                                      Além da companhia de um amigo fiel — seja ele cão ou gato —, ter um animalzinho a bordo pode trazer outros benefícios para tutores viajantes. Um bom exemplo se aplica aos cachorros, que naturalmente atuam também como verdadeiros seguranças noturnos.

                                      Foto: Nattanartp / Envato

                                      Estudos apontam ainda que a convivência com animais reduz o estresse, a ansiedade e até a pressão arterial. A bordo, onde o isolamento pode ser maior, o pet ajuda a regular o humor, aliviar a tensão e manter o bem-estar psicológico do dono, especialmente em longas travessias.

                                       

                                      Além disso, os pets ajudam a criar e manter rotinas dentro do barco. Os passeios, a alimentação, as brincadeiras e até os processos de higiene acabam sendo partes de uma estrutura diária, o que deixa tudo mais organizado — além de servir como um convite para se movimentar.

                                      Ter um pet a bordo é bom — e com cuidados, é melhor ainda

                                      Apesar dos benefícios, ter um pet a bordo é também uma grande responsabilidade. Trata-se de mais uma vida, que depende dos cuidados do seu responsável para ter tanto passeios curtos quanto viagens longas seguras. Por isso, NÁUTICA separou, a seguir, algumas dicas importantes e valiosas sobre os cuidados necessários para levar o seu bichinho no barco. Confira:

                                      Antes da partida

                                      Para não pôr o animal em risco, algumas medidas precisam ser tomadas antes mesmo de embarcar. Uma delas é verificar se o bicho enjoa ou se gosta de água. Convém, também, comprar um colete salva-vidas apropriado para o pet e equipar o barco com alguns acessórios de segurança, como telas nos guarda-mancebos e piso antiderrapante no convés.

                                      Foto: Farknot / Envato

                                      Cachorros de pele clara, como alguns das raças bull terrier, vão precisar de protetor solar nas partes com pouco ou nenhum pelo, como ponta das orelhas, focinho e barriga. Gatos brancos de pelagem curta, também. Existem produtos específicos para animais em pet shops, mas um bom protetor para uso humano, com pouco ou nenhum perfume, resolve.

                                       

                                      Ensinar o animal a voltar a bordo sozinho também é essencial e fará total diferença caso ele caia na água — o que nos leva à próxima dica.

                                      Cuidado com a água

                                      Evitar que o animal caia na água é fundamental, ainda que ele saiba nadar. Segundo a veterinária Cibele Nahas, inclusive, tanto cães quanto gatos detém essa habilidade, embora nem todos gostem.

                                      Foto: esindeniz / Envato

                                      Gatos, por exemplo, geralmente detestam se molhar. Já entre os cachorros, há raças que têm ótima relação com o mar (como labradores e goldens) e outras que nadam apenas por pura necessidade.

                                      Medidas de higiene vão muito além da limpeza

                                      Antes de colocar um pet no barco, um dos cuidados básicos é checar se as unhas estão aparadas. Isso vai evitar que o animal — seja ele cão ou gato — se enrosque nos cabos soltos no convés e, eventualmente, venha a cair na água por causa disso. O corte também ajuda a evitar riscos no barco.

                                      Foto: cynoclub / Envato

                                      Procure checar se o animal não tem machucados, porque qualquer ferimento pode piorar em contato com a água salgada do mar. Outro cuidado essencial é com as orelhas, já que cães são muito sujeitos a otites (inflamações que afetam o ouvido). Antes de entrar na água com eles, não é má ideia proteger os ouvidos com algodão.

                                       

                                      Aliás, depois do banho de mar, é fundamental banhar o animal novamente com água doce e, de preferência, com xampu neutro. Os gatos exigem cuidados mais simples nesse sentido: basta escová-los a cada dois dias e cortar suas unhas com frequência.

                                      Seu barco está preparado?

                                      Assim como os passageiros humanos, os animais também precisam ter um canto só para eles dentro do barco. Uma área externa com sombra, de preferência no mesmo local onde ficará a água de beber do animal (que deve ser bem fresca) é essencial.

                                       

                                      Procure preparar ainda uma área protegida dos respingos, do vento e do frio, para o caso de mau tempo ou de travessias mais longas. Um cantinho confortável e tranquilo dentro da cabine também é bem-vindo. Gatos precisam de uma caixa com areia para suas necessidades. Cães, no mínimo, de um jornal ou tapete higiênico especial.

                                      Cachorro ou gato?

                                      Escolher entre um cão ou gato para ter a bordo de um barco segue a mesma lógica da terra firme: depende apenas da afinidade do dono com um bicho ou outro, já que ambos se adaptam bem à rotina náutica.

                                       

                                      Em linhas gerais, contudo, os cães são mais fáceis de serem treinados e educados sobre os procedimentos a bordo. Por outro lado, exigem mais atenção, fazem mais sujeira e podem dar trabalho, dependendo do tamanho — tanto do bicho quanto da embarcação.


                                      Já os gatos são mais limpos, higiênicos, bem mais silenciosos e se adaptam bem em qualquer espaço, mesmo os pequenos. Em contrapartida, não gostam de água e podem se perder facilmente nos desembarques, uma vez que precisam de referência fixa para se situar e achar o caminho de volta para casa.

                                       

                                      Seja lá qual for a sua escolha, saiba que ter um pet no barco terá ônus e bônus, e é responsabilidade do tutor garantir que o animal tenha a melhor experiência a bordo.

                                       

                                      Náutica Responde

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                                        37º Circuito Oceânico Veleiros da Ilha define campeões; confira os resultados

                                        Regatas finais aconteceram neste domingo (8) com vento sul firme e recorde de participação

                                        09/02/2026

                                        Após quatro dias de disputas, chegou ao fim o 37º Circuito Oceânico Veleiros da Ilha Hantei, que embelezou as águas de Jurerê, em Florianópolis (SC), de 5 a 8 de fevereiro. As regatas finais empolgaram tanto competidores quanto entusiastas da vela, em um espetáculo com direito a vento sul firme, variando entre 12 e 15 nós.

                                        Além do alto nível técnico, com belas disputas na raia, a 37ª edição do evento registrou, segundo a organização, o maior circuito oceânico já realizado pelo Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha (ICSC), reunindo um número recorde de embarcações — 54 no total —, atletas e clubes de diferentes regiões do país.

                                        Foto: Caio Graca / Heusi Action / Divulgação Veleiros da Ilha

                                        O comodoro do ICSC, Ildefonso Witoslawski Júnior, destacou que o evento superou todas as expectativas. “Foram quatro dias intensos, que uniram esporte de alto rendimento, confraternização e momentos muito especiais em terra, fortalecendo ainda mais a vela oceânica e o papel do nosso clube como referência nacional”.

                                        Encerramos o maior Circuito Oceânico da história do Veleiros da Ilha com altíssimo nível técnico nas regatas, condições de vento excelentes e uma presença muito expressiva do público-enfatizou Witoslawski


                                        Confira a classificação final do 37º Circuito Oceânico Veleiros da Ilha

                                        ORC Geral

                                        • 1º: Conquista, de Reinaldo Bernardes, do Veleiros do Sul;
                                        • 2º: Inaê Transbrasa, de Bayard Neto, da Marina P27;
                                        • 3º: Terroso, de Carlos Augusto de Mattos, do Veleiros da Ilha.

                                        Super Series 30

                                        • 1º: Zeus Team, de Inácio Vandresen, do Veleiros da Ilha;
                                        • 2º: Ponta Firme, de Adriano Santos, do Veleiros do Sul;
                                        • 3º: Bravo C30, de Lorenzo Mizurelli, da Marina Itajaí.

                                        RGS Cruzeiro Geral

                                        • 1º: Bruxo de Luiz Carlos Schaefer, do Veleiros da Ilha;
                                        • 2º: Neon III, de Maurity Borges Jr., do Veleiros da Ilha;
                                        • 3º: Terra Firme, de Felipe Koefender, do Veleiros da Ilha.

                                        RGS Cruiser Geral

                                        • 1º: Cavalo Loko, de Alex Lessa, do Clube dos Jangadeiros;
                                        • 2º: Sextante, de Ricardo Michel, do Veleiros da Ilha;
                                        • 3º: Rock and Roll, de Charles Schroeder, do Veleiros da Ilha.

                                        RGS Geral

                                        • 1º: Gaivota 12, de Márcio Coutinho, do Veleiros do Sul;
                                        • 2º: Pangea, de Jorge Carneiro, do Veleiros da Ilha;
                                        • 3º: Homo Erectus, de Luciano Moureira, do Veleiros da Ilha.

                                        Para mais informações, acesse o site oficial.

                                         

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                                          Brasileira Schaefer Yachts terá 7 lanchas em salão náutico internacional

                                          Estaleiro catarinense apresentará modelos de sucesso no Miami Boat Show, de 11 a 15 de fevereiro

                                          De 11 a 15 de fevereiro, as águas badaladas de Miami, nos Estados Unidos, serão o palco para a exposição de sete lanchas da Schaefer Yachts. Isso porque o estaleiro catarinense está confirmado no consagrado Miami Boat Show 2026, onde apresentará os modelos Schaefer V33 Sport Fish, V34, 380, V44, 450, 510GT e a famosa Schaefer 660.

                                          O evento, considerado um dos maiores do mundo no setor, é também visto como uma vitrine global para lançamentos, tendências e produtos da indústria náutica. Nesse cenário, a Schaefer estará “em casa”.

                                          Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                                          Isso porque a marca desponta como um verdadeiro global player, ocupando posição de destaque na construção de embarcações de lazer com tecnologia, qualidade e inovação reconhecidas internacionalmente.

                                           

                                          Para se ter uma ideia, já são mais de quatro mil lanchas e iates da marca navegando, incluindo inúmeras unidades vendidas para o exterior. Conheça mais sobre os barcos da Schaefer que estarão no Miami Boat Show 2026.


                                          Schaefer no Miami Boat Show 2026

                                          Schaefer V33 Sport Fish

                                          O sucesso do modelo original de 33 pés, a Schaefer V33 (na verdade, 33,9 pés, já que tem 10,33 metros de comprimento), motivou o estaleiro a criar uma versão dedicada aos amantes da pesca: a Schaefer V33 Sport Fish.

                                           

                                          O modelo chega igualmente com comando central, cockpit desimpedido, praça de popa gigante, proa aberta e uma pequena cabine ao mesmo tempo, além do casco marinheiro estável e cortador de ondas, com quase 20° de V na popa.

                                           

                                           

                                          A diferença entre elas, como há de se supor, está no estilo de acabamento e no pacote de equipamentos. A versão Sport Fish — lançada no segundo semestre de 2024 — é mais clean e, como não poderia ser diferente, vem com vários itens imprescindíveis para quem gosta de pescar: de viveiros para iscas vivas a duas dezenas de porta-varas, passando por muitos atributos pesqueiros.

                                          Schaefer V34

                                          A Schaefer V33 também foi inspiração para a Schaefer V34, lançada no São Paulo Boat Show 2025. Em comparação à “irmã”, a lancha apresenta novidades no hard-top, no layout, nos bancos de pilotagem e no sistema de cozinha — com balcão gourmet, churrasqueira elétrica, pia e geleira.

                                          Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

                                          No convés inferior, a V34 mantém a mesma estrutura de cabine da V33, com cama, banheiro completo, pia e armários. Na proa, um solário acomoda bem até mesmo durante a navegação. Já no posto de comando, a V34 tem dois bancos individuais, enquanto a V33 tem um banco inteiro para duas pessoas.

                                          Schaefer 380

                                          A Schaefer 380 se destaca por atributos como duas varandas retráteis, praça de popa totalmente integrada ao cockpit, interior aconchegante com 1,90m de pé direito e passagem interna com acesso à proa da embarcação, que soma 11,80 metros de comprimento (3,69 metros de largura).

                                          Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

                                          O tamanho garante que até 14 pessoas possam aproveitar o barco com conforto durante o dia, enquanto quatro podem pernoitar.

                                          Schaefer V44

                                          Conhecida por ser o barco de Gisele Bündchen, a Schaefer V44 foi projetada especialmente para o mercado americano, cujos usuários apreciam lanchas de passeio estilo retrô, com proa reta, console de pilotagem central e motores de popa — a potência, aliás, pode chegar a uma trinca de 600 hp cada.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          A lancha tem 13,61 m de comprimento e 4,17 m de boca, além de recursos extras como a criação de duas varandas laterais que aumentam a largura do cockpit em 1,35 m — a boca máxima do barco salta para 5,52 metros, resultando em mais espaços tanto para a circulação como para a colocação de itens adicionais de conforto, como cadeiras de sol.

                                           

                                           

                                          A V44 conta com uma cozinha completa a bombordo da cabine. Na proa, há o clássico sofá em V conversível em uma cama de casal. À meia-nau, debaixo do cockpit, fica o segundo camarote aberto, com duas boas camas de solteiro.

                                          Schaefer 450

                                          O projeto da Schaefer 450 incorpora tecnologia e soluções de arquitetura e engenharia presentes nos modelos maiores e mais sofisticados da Schaefer Yachts — a sensação, inclusive, é de estar numa lancha maior do que uma 45 pés, devido ao maior volume. São 13,66 metros de comprimento e 4,26 metros de largura no total.

                                           

                                           

                                          A cozinha, deslocada para ré, a bombordo, conta com porta de vidro de três folhas que, quando aberta, integra totalmente o cockpit e o salão, que pode acomodar até oito pessoas sem apertos. O piso todo nivelado é destaque, já que deixa a passagem sempre livre de qualquer degrau ou saliência. Menção especial também ao pé-direito, que chega a quase dois metros.

                                          Schaefer 510 GT

                                          A Schaefer 510 GT traz uma elegante combinação dos espaços internos, sofisticação e design. A marca se preocupou em apresentar espaço extra na cabine principal e na suíte master, o que, segundo o estaleiro, torna o barco mais confortável ainda. Nesse sentido, a Schaefer ressalta ainda que o modelo é o único da categoria que dispõe de três suítes.

                                          Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

                                          Seus 15,82 metros de comprimento e 4,36 de largura estão disponíveis em três opções de layout. A bordo, também há “recursos normalmente possíveis em embarcações maiores”, como destaca a marca. Ao todo, 16 pessoas podem navegar durante o dia, enquanto o pernoite é possível para seis convidados (mais um tripulante).

                                          Schaefer 660

                                          Maior lancha da Schaefer no Miami Boat Show 2026, a Schaefer 660 tem entre seus diferenciais um móvel gourmet embutido na popa, plataformas laterais dobráveis (que trazem um aumento de 25% da praça de popa), convés principal nivelado, suíte master com entrada independente e três suítes para hóspedes.

                                           

                                           

                                          No fly ficam uma estação de comando, churrasqueira, um amplo solário e sofá com mesa expansível para atender seis pessoas confortavelmente. São 20,08 metros de comprimento e 5,05 metros de largura — espaço para 20 pessoas durante o dia e oito no pernoite (mais dois tripulantes).

                                           

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                                            Considerado o “ar-condicionado” do planeta, o Oceano Ártico é fundamental para o equilíbrio climático global. A região ainda é alvo de tensões geopolíticas, já que detém alto valor em recursos naturais. Nesse cenário, organizações que buscam levar ao mundo sua importância para a vida na Terra são essenciais. É o caso da francesa Tara Ocean Foundation, que neste ano poderá contar com a Estação Polar Tara para ajudar nessa missão.

                                            Esse laboratório flutuante de 416 toneladas, capaz de sobreviver às temperaturas congelantes do Ártico, pode levar até 18 pessoas em seus mais de 400 m² — são 26 metros de comprimento e 16 metros de largura.

                                            Foto: Maeva Bardy / Tara Ocean Foundation / Divulgação

                                            Apesar disso, a tripulação é selecionada, limitada a climatologistas, biólogos, físicos, glaciologistas, oceanógrafos, médicos e jornalistas de todo o mundo. Afinal, a ideia é clara: acelerar a pesquisa sobre clima e biodiversidade, uma vez que o Ártico, assim como a Amazônia, está perigosamente próximo do ponto de não retorno — ou seja, o limite crítico, quando o ecossistema sofre danos irreversíveis.

                                            A tripulação da Estação Polar Tara durante o primeiro teste da embarcação. Foto: Maeva Bardy / Tara Ocean Foundation / Divulgação

                                            Para isso, esses especialistas terão a tranquilidade de permear pelo ambiente gélido em um casco de alumínio reforçado, resistente ao gelo e à abrasão. A estrutura é capaz de enfrentar pressões extremas — já que passará 90% do tempo presa no gelo, avançando aproximadamente 10 km por dia —, como temperaturas de até –52 °C.

                                            Foto: Maeva Bardy / Tara Ocean Foundation / Divulgação

                                            São 130m³ de combustível HVO e uma autonomia de 500 dias, um dos grandes destaques da embarcação. Ao National Geographic, Martin Vancoppenolle, diretor de pesquisa do CNRS, explicou que “a estação Tara poderá permanecer no mesmo local por pelo menos um ano inteiro”, a um custo muito menor do que outros navios que operam na região.

                                            Isso nos permitirá repetir os ciclos sazonais de estudo da evolução do gelo marinho por dez, vinte, talvez mais, trinta anos– acrescentou Vancoppenolle

                                            Outro grande ponto forte da embarcação é o “poço lunar”, um tubo de 1,60 metro de diâmetro que permite que os instrumentos sejam implantados diretamente do navio na água — ou no gelo.

                                            Infográfico detalha a estrutura da Estação Polar Tara, projetada para missões científicas em condições extremas. Foto: Tara Ocean Foundation / Divulgação

                                            De acordo com a fundação, a estação pretende levar cientistas do mundo todo em várias expedições sucessivas, com duração de 14 meses cada. A embarcação passou recentemente por diversos testes de deriva no Ártico, em preparação para sua primeira expedição oficial, agendada para o verão de 2026. Vale ressaltar que trata-se de um projeto em parceria com o arquiteto francês Olivier Petit e a empresa de engenharia Mauric.

                                            O sucessor de um projeto antigo

                                            Essa base científica flutuante é mais um passo de um projeto que começou muito antes, em 2003, com o veleiro Tara. A embarcação foi idealizada por Jean-Louis Etienne e, posteriormente, passou pelas mãos do velejador Peter Blake, assassinado no Amapá em 2001, enquanto fazia uma expedição pela Amazônia.

                                            O veleiro Tara. Foto: Tara Ocean Foundation / Divulgação

                                            Pensando em dar continuidade ao trabalho de Blake em prol da proteção dos oceanos, a associação projetou o Tara para navegar em regiões polares. Sua primeira aventura no gelo foi em 2004, com uma expedição à Groenlândia. O barco ainda visitou o Ártico em 2006.

                                             

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                                              Empresa italiana “imprime” catamarã em 160 horas com impressora 3D

                                              Segundo a marca Caracol, o barco de 6 metros foi projetado para navegar em mar aberto. Assista ao processo!

                                              08/02/2026

                                              A cada ano, novos e mais potentes modelos de impressoras 3D surgem — e com elas, também, novas possibilidades. Mais do que itens de decoração, esse equipamento, quando em nível industrial, pode construir de peças para carros a componentes de turbinas. A empresa italiana Caracol, contudo, foi além, e acaba de anunciar um catamarã produzido por impressora 3D.

                                              A marca é uma fabricante de impressoras 3D industriais, com sedes na Itália e nos Estados Unidos. Assim, o caminho estava aberto para o desenvolvimento do que chama de “primeiro catamarã monolítico funcional”. Em outras palavras, trata-se de um catamarã projetado como um único conjunto integrado, sem emendas, em que todas as partes do barco trabalham juntas.

                                              Foto: Caracol / Divulgação

                                              A embarcação de 6 metros de comprimento foi produzida em 160 horas (quase 7 dias) e, segundo a empresa, é pensada para navegar em mar aberto. A marca afirma ainda ter utilizado polipropileno reciclado (rPP) na composição do barco, além de 30% de fibra de vidro misturada ao plástico.

                                               

                                               

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                                              As famosas “rebarbas” deixadas pela impressora, por sua vez, tiveram acabamento em CNC (Comando Numérico Computadorizado), ou seja, por máquinas controladas por computador.

                                              Foto: Caracol / Divulgação

                                              Segundo a Caracol, as fases de projeto e fatiamento exigiram tempo extra “devido ao tamanho considerável e à geometria complexa do barco”. Por outro lado, muitas dessas etapas preparatórias são realizadas apenas uma vez por modelo de embarcação. Assim, uma vez estabelecidas, podem ser replicadas em várias impressões, “reduzindo significativamente o tempo de preparação para as construções subsequentes”, como explica a marca.


                                              Essa conquista não apenas demonstra a viabilidade da manufatura aditiva robótica de grande formato, mas também estabelece as bases para uma nova era na fabricação de barcos e componentes náuticos– destaca a Caracol

                                              O projeto foi desenvolvido em colaboração com o Grupo V2, uma empresa espanhola especializada no design, engenharia e produção de embarcações de lazer, que utiliza uma plataforma de manufatura aditiva de grande formato (em inglês Large Format Additive Manufacturing, ou LFAM) da Caracol para aplicações náuticas e navais. Juntas, as empresas pretendem industrializar e ampliar a produção do barco.

                                               

                                              Náutica Responde

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                                                A disputa vai reunir amantes da vela de 25 a 27 de fevereiro do ano que vem — e a expectativa é de muita festa. Confira os resultados da 29ª edição

                                                07/02/2026

                                                A Regata Salvador–Ilhéus, uma das mais tradicionais do Brasil, celebrará 30 anos em 2027 — e a promessa é de uma grande festa para celebrar esse marco. O evento vai reunir amantes da vela de todos os cantos de 25 a 27 de fevereiro, em um encontro regado à tradição.

                                                Tida como a quarta maior regata oceânica do país, a disputa começa em Salvador e termina em Ilhéus, no sul da Bahia. O percurso soma cerca de 110 milhas náuticas (aproximadamente 204 km). Mais do que uma competição, contudo, a regata é uma verdadeira celebração da vela em águas — e ventos — nordestinos, e promove uma integração entre esporte, turismo e pessoas das mais variadas idades e localidades.

                                                Ventania Oceanis 55, de Lúcio Bahia, foi o Fita Azul da 29ª edição da regata. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                                Agatha Wicks, diretora executiva e sócia da Ellas Produções e Eventos (uma das organizadoras da Regata Salvador–Ilhéus), ainda prefere manter sigilo sobre a programação dos 30 anos da disputa, mas garante:

                                                A regata se encerrará com uma grande festa de premiação, pensada para marcar essa edição como inesquecível

                                                Já neste ano, a Regata Salvador–Ilhéus reuniu 30 embarcações e 130 velejadores, que largaram da capital baiana dia 29 de janeiro e participaram da premiação no dia 31. O Fita Azul e vencedor da competição foi o Ventania Oceanis 55, comandado por Lúcio Bahia, que completou o percurso em 19h30m54s.

                                                Troféu do Artista plástico Kennedy Bahia. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                                Além da competição no mar, a programação da regata promoveu uma verdadeira imersão dos velejadores na história e na cultura da “cidade princesa” do sul da Bahia, onde puderam conhecer os principais pontos turísticos e o Porto de Ilhéus.

                                                Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                                A edição também foi marcada pela participação feminina, com 12 mulheres inscritas. O troféu Izabel Pimentel, em homenagem à primeira mulher da América Latina a dar uma volta ao mundo sozinha em um veleiro, simbolizou uma homenagem a elas. Confira os pódios e destaques da premiação!


                                                Premiação – Regata Salvador-Ilhéus 2026

                                                Fita azul

                                                • Ventania Oceanis 55;
                                                • Comandante: Lúcio Bahia;
                                                • Tempo: 19:30:54.
                                                Equipe Ventania, Fita Azul da Regata Salvador–Ilhéus. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                                Multicasco aberta

                                                • Maré XX VIK 92;
                                                • Comandante: Marcello de Oliveira Gomes;
                                                • Tempo: 20:06:47.
                                                Equipe Maré XX. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                                Monocasco aberta

                                                • Ventania Oceanis 55;
                                                • Comandante: Lúcio Bahia;
                                                • Tempo: 19:30:54.

                                                RGS Cruiser

                                                • Stella Solaris First 40.7;
                                                • Comandante: Marcos Saraiva;
                                                • Tempo: 26:13:15.

                                                RGS B

                                                • Artemiss Velamar 33;
                                                • Comandante: José Eduardo R Ferreira;
                                                • Tempo: 23:20:52.

                                                RGS A

                                                1º Piaba Main 34:

                                                • Comandante: Massimo Alfredo Allegro;
                                                • Tempo: 24:43:15.
                                                Equipe Piaba. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                                2º Spirogyro Delta 41:

                                                • Comandante: Arnaldo Pimenta;
                                                • Tempo: 26:48:28.
                                                Equipe do Spirogyro. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                                VPRS

                                                1º Marujo’s TCM Capital | BTG Pactual – FARR 42

                                                • Comandante: Wallace Wicks;
                                                • Tempo: 21:50:55.
                                                Equipe Marujo’s. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                                2º Papa Léguas FARR 42:

                                                • Comandante: Mauricio Sacchi;
                                                • Tempo: 22:22:37;
                                                Equipe Papa Léguas. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                                RGS Geral

                                                1º Artemiss Velamar 33:

                                                • Comandante: José Eduardo Ferreira;
                                                • Tempo: 23:20:52.
                                                Equipe Velamar. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                                2º Piaba Main 34:

                                                • Comandante: Massimo Alfredo Allegro;
                                                • Tempo: 24:43:15.

                                                3º Stella Solaris First 40.7:

                                                • Comandante: Marcos Saraiva;
                                                • Tempo: 26:13:15.

                                                 

                                                Náutica Responde

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                                                  Evento une o espetáculo do futebol americano à tradição náutica local. Final ocorrerá nesse domingo (8), em Santa Clara

                                                  06/02/2026

                                                  Em 60 edições, nunca a National Football League (NFL) teve um Super Bowl tão náutico quanto terá em 2026. O maior evento esportivo do planeta acontecerá nesse domingo (8) em Santa Clara, na Califórnia, no estádio Levi’s Stadium, tendo como plano de fundo um dos destinos marítimos mais importantes do mundo: a Baía de San Francisco.

                                                  O palco da grande final da NFL — que também receberá Bad Bunny para o show do intervalo — , é a casa do San Francisco 49ers, franquia que carrega o nome da cidade. O evento marca o confronto entre o Seattle Seahawks e New England Patriots, com horário marcado para às 20h30 (horário de Brasília). Mas, para quem faz questão de aproveitar a famosa baía, a festa começa antes e não tem hora para acabar.

                                                  Levi’s Stadium, estádio do Super Bowl LX. Foto: Instagram @49ers/ Reprodução

                                                  A arte oficial do Super Bowl LX (60) não deixa mentir: a cultura náutica de San Francisco, representada na imagem da Golden Gate, é uma das principais atrações. A cidade carrega uma tradição marítima de anos, já tendo sediado uma edição da America’s Cup, abrigando várias casas flutuantes (houseboats) e um sistema de ferry referência para o mundo inteiro.

                                                  Foto: NFL/ Divulgação

                                                  Inclusive, o próprio logotipo deste ano (o L e o X) foi desenhado para evocar as curvas da Ponte Golden Gate e o reflexo das águas da baía.

                                                   

                                                  Não à toa, a expectativa é que San Francisco receba cerca de um milhão de pessoas para o evento, segundo o Governo da Califórnia. Nem todos ficarão apenas em terra firme e não faltam opções para misturar a bola oval com um passeio de alto padrão na baía. Afinal, por que não assistir o Super Bowl num iate?

                                                  Um Super Bowl flutuante

                                                  Com um “match” tão perfeito, está ocorrendo um boom de eventos oficiais e privados sobre as águas da cidade californiana — o que chamamos de “yacht culture”. As festividades, que acontecem antes, durante e depois do Super Bowl, prometem entregar muita música e, claro, futebol americano.

                                                  New England Patriots é um dos finalistas do Super Bowl LX. Foto: Instagram @drakemaye/ Reprodução

                                                  Uma das opções mais badalas é o iate SF Spirit, que funciona como um verdadeiro clube flutuante. Batizado de “BIG GAME LX”, a embarcação possui três deques — cada um com atrações musicais diferentes, que vão do hip-hop ao reggaeton.

                                                  Cartaz do BIG GAME LX. Foto: Event Brite/ Divulgação

                                                  A balada flutuante desfilará na icônica baía e oferecerá vistas deslumbrantes e privilegiadas do horizonte de San Francisco e da orla marítima. A bordo, ainda terá espaço para três grandes pistas de dança e a presença ilustre de jogadores da NFL e outros convidados especiais. A festa náutica irá começar às 13h e terminar às 18h (horário local).

                                                   

                                                  Para quem deseja algo mais privativo, a frota da Luixe Cruises pode atender esse pedido. A empresa está organizando charters privados para assistir ao Super Bowl ao vivo, a bordo de iates. Os telões, um pôr do sol indescritível e um show de comodidades prometem elevar o evento a outra categoria.

                                                  Ilha de Alcatraz. Foto: San Francisco Travel/ Reprodução

                                                  Toda as opções da companhia possuem grandes telas para acompanhar o jogo ao vivo e uma gastronomia requintada. Os destinos podem ser personalizados de acordo com as preferências do cliente, com opções como a Ponte Golden Gate, a Ilha de Alcatraz e do horizonte do centro de San Francisco.

                                                  O melhor atalho

                                                  Por lá, a baía funciona como um anfiteatro natural. Diferente de cidades costeiras nas quais a única vista possível é o horizonte aberto, em San Francisco essa visão é cercada por pontos de referência como a Angel Island, a Ponte Bay Bridge e a Ilha de Alcatraz.

                                                  Ponte Golden Gate Foto: San Francisco Travel/ Reprodução

                                                  Devido à distância entre as festividades em San Francisco e o estádio de Santa Clara, o sistema de ferries tornou-se a “autoestrada oficial” para quem quer evitar o trânsito — ainda mais na alta de visitantes causada pelo Super Bowl. Ou seja, muito mais que um meio de transporte, é uma marca local.

                                                   

                                                  Para o dia do jogo, o SF Bay Ferry (zona portuária pública de San Francisco) preparou uma logística especial para quem quer evitar o trânsito. Por meio do “The Ferry Way”, o serviço incentiva os adeptos a atravessarem a baía de ferry até o centro de San Francisco, conectando depois com um metrô que leva até o Levi’s Stadium.

                                                  Além disso, o icônico Ferry Building terá um espetáculo visual chamado “60 Years of Super Bowl” (“60 Anos de Super Bowl”, em português), uma projeção interativa que transforma a fachada do edifício em uma “máquina do tempo”, que percorrerá todas as seis décadas de história do Super Bowl.

                                                  Ferry Building. Foto: SF Bay Area Super Bowl/ Divulgação

                                                  Entre as apresentações, haverá um elemento interativo que medirá a paixão dos fãs em tempo real, permitindo que votem em seu time favorito para conquistar o cobiçado Troféu Vince Lombardi, prêmio dado ao campeão da NFL.

                                                   

                                                  Vários eventos para fãs estão localizados próximos a baía, para facilitar o acesso e incentivar o uso dos ferries.

                                                  Uma cidade náutica

                                                  Além das águas, a cidade que recebe a final da NFL tem uma infraestrutura de ponta. Existem marinas de classe mundial (como a St. Francis Yacht Club e a San Francisco Yacht Club, ambas em Belvedere) que atraem os iates mais caros do planeta, especialmente durante eventos como o Super Bowl.

                                                  Ponte Golden Gate Foto: San Francisco Travel/ Reprodução

                                                  Por lá, os passeios de balsa tomam conta da baía, mesmo que as águas não sejam das mais convidativas. Por conta da corrente da Califórnia, ela é fria e pode ser tomada por densos nevoeiros em minutos. Logo, não é um lugar tão recomendado para navegação casual. Embora tenha espaços para balsas recreativas, o que domina a região são os navios porta-contentores, ferries rápidos e petroleiros.

                                                  Píer 3 de San Francisco. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                                  Os ventos podem passar de 0 a 30 nós em minutos, enquanto mudanças bruscas de temperatura acontecem com frequência num curto espaço de tempo e pequenas distâncias. Entretanto, para este fim de semana, a previsão é de condições favoráveis, mas com chuva na região norte da baía.

                                                   

                                                  Com ou sem chuva, o Super Bowl mais náutico de todos os tempos ensinará ao mundo o que os navegantes sabem há tempos: os bons ventos sempre levam ao caminho da vitória.

                                                   

                                                  Náutica Responde

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                                                    Por: Redação -

                                                    O calendário náutico brasileiro já tem seu ponto de partida definido. O Rio Boat Show 2026, maior evento náutico outdoor da América Latina, será realizado de 11 a 19 de abril, na tradicional Marina da Glória, no Rio de Janeiro. A nova data reposiciona o salão como o grande marco de abertura do setor, reunindo estaleiros, especialistas e apaixonados pelo universo náutico em um dos cenários mais emblemáticos do mundo.

                                                    Realizado às margens da Baía de Guanabara e cercado por paisagens icônicas, o evento se consolida como vitrine estratégica para lançamentos e negócios. Durante nove dias, visitantes terão acesso a uma ampla exposição de embarcações, como iates, lanchas, veleiros, jets, infláveis, pontoons, motores, além de acessórios e equipamentos, reforçando o papel do Rio Boat Show como principal palco de novidades do mercado náutico brasileiro.

                                                    Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                    Entre as experiências mais aguardadas estão os agendamentos de test drives de barcos, que permitem ao público sentir na prática o desempenho das embarcações. Essa proximidade com os produtos transforma o salão em uma oportunidade única tanto para quem deseja comprar quanto para quem busca conhecer melhor as tendências da navegação de lazer.

                                                    Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                    A programação também inclui o Náutica Talks, circuito de palestras com especialistas e personalidades do setor, que debatem temas relevantes do mundo náutico. Outro destaque é a disposição dos barcos lado a lado na água, permitindo comparação direta entre modelos e marcas. Em 2026, esse espetáculo promete ser ainda mais grandioso, reforçando a atmosfera única que transforma o Boat Show em um verdadeiro evento-experiência.

                                                     

                                                    À noite, o espetáculo continua com o tradicional desfile noturno de barcos, quando o show de luzes transforma o salão em uma verdadeira passarela sobre as águas — um dos momentos mais fotografados e aguardados pelo público.

                                                    Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                    O evento ainda terá experiências náuticas interativas, como batismo de mergulho e aulas de vela, aproximando novos públicos do universo da navegação. Somam-se a isso os elegantes estandes flutuantes, que criam um ambiente sofisticado e imersivo, integrando negócios, lazer e lifestyle à beira-mar.

                                                    Para quem pretende visitar o salão e deseja se programar com antecedência, o hotel oficial do evento será o Intercity Porto Maravilha, oferecendo praticidade de hospedagem, fácil acesso à Marina da Glória e condições especiais para participantes do Rio Boat Show 2026.

                                                    Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                    Com nova data em abril e uma programação completa, o Rio Boat Show 2026 reafirma sua posição como o principal encontro da náutica na América Latina e o início oficial da temporada de salões do setor no Brasil. Para os visitantes, é a chance de viver o melhor da cultura náutica em um único lugar. Para o mercado, é o momento de definir o rumo do ano que começa sobre as águas.

                                                     

                                                    Para garantir sua participação como expositor na próxima edição do Rio Boat Show, entre em contato com o Boat Show pelo telefone (11) 2186-1068 ou pelo e-mail [email protected].

                                                     

                                                    Náutica Responde

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                                                      Por: Nicole Leslie -

                                                      Após conquistar a temida Passagem Nordeste — rota que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico pelo Ártico russo —, o veleiro-escola Fraternidade atracou em Ilhabela (SP) no dia 30 de janeiro. Nesta quarta-feira (4), a embarcação partiu da ilha rumo ao Rio de Janeiro em uma cena simbólica: escoltada pelo veleiro Cisne Branco, da Marinha do Brasil, durante todo o percurso.

                                                      Sob o comando do navegador Aleixo Belov, de 83 anos, o Fraternidade entra na reta final de uma circunavegação histórica iniciada em Salvador (BA), em 12 de abril de 2025. A parada em Ilhabela foi estratégica para abastecimento e também para viabilizar o encontro entre os dois veleiros, celebrado pela comunidade náutica local.

                                                      Veleiros Fraternidade (à esq.) e Cisne Branco (à dir.) em encontro histórico no litoral de SP, com navio de cruzeiro ao fundo. Foto: Paulo Stefani / Secretaria de Turismo de Ilhabela

                                                      O momento foi presenciado pelo fotógrafo e cinegrafista da expedição, Ádamo Mello, que não poupou elogios para a cena:

                                                      Sensação incrível ver o nosso barco lado a lado, rompendo o amanhecer e navegando junto ao Cisne Branco-disse em entrevista à NÁUTICA

                                                      Segundo Ádamo, o Fraternidade participará de uma solenidade com a Marinha do Brasil no próximo dia 11, quando Aleixo Belov e a tripulação serão oficialmente reconhecidos pela conquista da Passagem Nordeste. O feito tornou o veleiro a primeira embarcação de bandeira brasileira a completar a travessia pelo topo da Rússia.

                                                      Foto: Fundação Aleixo Belov / Reprodução

                                                      Aleixo é um ser imenso no mundo náutico. A forma como a Marinha o trata, desde quando se tornou o primeiro brasileiro a dar a volta ao mundo em solitário até hoje, demonstra muita honraria-afirmou

                                                      “Experiência inacreditável”

                                                      A circunavegação por rotas extremas será concluída na mesma cidade onde teve início. A chegada do Fraternidade a Salvador está prevista para o dia 28 de fevereiro, trazendo na bagagem histórias marcadas por longos períodos no mar, desafios técnicos e experiências culturais inesperadas.

                                                      Veleiro-escola Fraternidade agora é o 1º das Américas a ter realizado o percurso. Foto: Adamo Mello / Reprodução

                                                      “Foi uma experiência inacreditável”, resume Ádamo. Segundo ele, o impacto da viagem vai além da navegação em si e inclui desde a complexidade burocrática para cruzar águas controladas pelos russos até o contato com comunidades locais ao longo do percurso.

                                                      A gente tinha a impressão de que o povo russo era frio e fechado, mas foi justamente o contrário. Eles são muito calorosos — apesar do frio — e se assemelham bastante aos brasileiros. Fomos muito bem recebidos em cada porto por onde passamos-contou

                                                      De acordo com o fotógrafo, em diversas cidades a tripulação foi recebida com roupas, comidas típicas, apresentações culturais e músicas regionais. “Conhecer um povo tão distante do Brasil foi inacreditável, principalmente para mim, que tive a missão de documentar a viagem”, disse Mello, que adiantou:

                                                      Veleiro Cisne Branco, da Marinha do Brasil, escoltou o veleiro Fraternidade do litoral de SP ao RJ. Foto: Ádamo Mello via Instagram @mello.adamo

                                                      Consegui um material riquíssimo-Ádamo Mello

                                                      Foi após a passagem pela Rússia que a tripulação enfrentou o trecho mais desafiador da expedição: a temida Passagem Nordeste, descrita pelo próprio Belov como o maior desafio de sua vida. O percurso exigiu enfrentamento de gelo, ventos extremos e janelas de degelo extremamente curtas, sem contar com as restrições impostas por áreas militarmente controladas.

                                                      Foto: Adamo Mello / Reprodução

                                                      Superada essa etapa, a viagem seguiu para águas mais calmas. Na Polinésia, último destino antes do retorno ao Brasil, Ádamo relata ter se encantado com a cultura e as paisagens de um povo ainda pouco influenciado por outras civilizações. A jornada será transformada em um documentário e o fotógrafo também pretende reunir as melhores imagens em um livro ou exposição.

                                                      O legado de Aleixo Belov

                                                      Radicado na Bahia, o ucraniano Aleixo Belov tornou-se um dos grandes nomes da história náutica. Além de ser o primeiro brasileiro a completar uma volta ao mundo em solitário, ele também conquistou a Passagem Noroeste aos 79 anos.


                                                      Seu trabalho de educação marítima segue ativo por meio do Museu do Mar Aleixo Belov, em Salvador, que preserva o acervo de décadas dedicadas à navegação oceânica.

                                                      Veleiro-escola Fraternidade. Foto: Fundação Aleixo Belov / Reprodução

                                                      Aos 83 anos, esta expedição pode marcar a última grande jornada de Belov em mar aberto — embora, para quem o acompanha de perto, a possibilidade de novos desafios nunca esteja completamente descartada.

                                                       

                                                      A expectativa é que, nos próximos dias, o Fraternidade encerre mais uma circunavegação histórica de Belov, consolidando o legado do navegador e de sua tripulação na história da exploração polar.

                                                       

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                                                        Um vídeo que circula nas redes sociais tem chamado atenção ao mostrar uma aproximação incomum entre orcas e um atum gigante. Nas imagens, o que à primeira vista parece uma cena de “brincadeira” entre os animais não corresponde a um comportamento natural, e pode estar relacionado à interferência humana, com o uso de linha de pesca.

                                                        Embora a autenticidade do vídeo ainda não tenha sido confirmada, o conteúdo foi amplamente compartilhado e já ultrapassa 2,3 milhões de visualizações. Assista:

                                                         

                                                         

                                                        As imagens mostram um atum enorme — de aproximadamente 200 kg — nadando muito próximo a um grupo de orcas, sem apresentar reações típicas de fuga. A cena levantou questionamentos sobre a veracidade do registro e sobre as circunstâncias em que teria ocorrido.

                                                         

                                                        Após analisar o vídeo, o biólogo marinho Eric Comin afirmou que as imagens podem, sim, ser reais — ainda que não representem o comportamento natural nem das orcas e muito menos do atum. O especialista também não descarta a possibilidade de o conteúdo ter sido gerado por inteligência artificial.

                                                        Fotos: Instagram @mattwatson_thefishingguy / Reprodução

                                                        Segundo Comin, a hipótese mais plausível é que o atum tenha sido fisgado por pescadores e, durante o processo de captura, uma das orcas tenha segurado a linha presa ao peixe. Nesse contexto, o vídeo teria registrado o momento em que a orca nadava com o atum ainda preso à linha de pesca.

                                                        No fim, as orcas devem ter se alimentado do peixe-avalia o biólogo

                                                        Nas redes sociais, há comentários levantando a hipótese das orcas estarem aprendendo a aproveitar a pesca realizada por humanos em benefício próprio — o que há de se pensar, afinal, cientistas já levantaram a possibilidade desses animais estarem até tentando  socializar com humanos.

                                                        Baleia orca. Foto: wirestock / Envato

                                                        O comportamento desses animais já foi alvo de diversos estudos científicos que buscam entender a lógica por trás de ações tidas como não racionais. Na Noruega, por exemplo, um estudo revelou que as orcas caçam em duplas para comer mais e em menos tempo.

                                                         

                                                        Casos como o desse vídeo mostram como imagens impactantes podem ganhar grande alcance mesmo sem confirmação de autenticidade. Por isso, é importante analisar contexto, origem e probabilidade antes de confiar em conteúdos que circulam nas redes sociais. A equipe de NÁUTICA tentou contato com o autor das imagens, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

                                                         

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                                                          Era o final de 2024 quando Izabel começou a vislumbrar os caminhos mais estratégicos para levar o então enfraquecido Zvezda da Espanha para a Rússia — mas, sem querer dar spoilers, esse já é o começo do fim dessa história. Antes disso, duas guerras, alguns saques e o abandono cruzaram o caminho dessa embarcação quase centenária.

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                                                          O veleiro Zvezda começou sua história nesse mundo já rodeado por desafios que iam muito além de um mar agitado. Nascido em 1934, no estaleiro alemão Abeking & Rasmussen, ele não só precedeu a Segunda Guerra Mundial como foi pensado para ela.

                                                          Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                          O barco foi projetado por Hermann Wilhem Göring, militar alemão, político, líder do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP) e fundador da Gestapo (polícia secreta oficial da Alemanha Nazista). A bordo, militares alemães treinavam navegação sobre as águas do Mar do Norte.

                                                           

                                                          Ao final na Guerra, em 1945, quando as forças alemãs ruíram, o Zvezda foi transferido junto de outros barcos para a então União Soviética, como um meio de reparação. Por lá, o veleiro encontrou seu novo refúgio no St. Petersburg River Yacht Club of Trade Unions, hoje conhecido apenas como St. Pettesburg River Yacht Club.

                                                          Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                          Daí em diante, o barco que leva no nome o significado de “estrela”, em russo, mostrou que faria de tudo para não deixar de brilhar. Seu casco de aço e o convés de madeira suportaram reformas, reparos e o desgaste natural do tempo.

                                                           

                                                          Deixou de ser um Sloop (um mastro), passando a navegar como Cat (dois mastros). Assim, chegou a representar a Rússia em regatas internacionais. Em junho de 2019, contudo, seu declínio chegou mais perto do que nunca.

                                                           

                                                          Uma falha no motor levou o Zvezda direto para as rochas das Ilhas Canárias, na Espanha. O barco chegou a ser rebocado para um porto de pesca, mas uma sequência de fatores o tirou, por tempo indeterminado, de rota. A embarcação acabou abandonada pela tripulação, que por questões com o visto, precisou voltar para a Rússia. Logo após, a pandemia de Covid-19 fechou as fronteiras.

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                                                          O velejador brasileiro Juliano Leal reparava seu barco no Porto de Fuerteventura, na Espanha, quando o inconfundível casco de aço do Zvezda lhe chamou a atenção.

                                                          Me impressionei com o tamanho da quilha do barco. Uma quilha corrida gigante. O barco todo de ferro. Me apaixonei por ele e pela estrutura dele. Dava para perceber que não era uma embarcação normal-destacou Juliano sobre as primeiras impressões do Zvezda

                                                          Um ano antes, ele havia trabalhado no transporte de um barco da Inglaterra ao Brasil, o que lhe colocava no radar de Alexey Semenov. Empresário e velejador responsável pela reparação do Zvezda à distância, o russo procurava, à época, uma tripulação que pudesse levar o veleiro de volta ao lar.

                                                          Juliano Leal já a bordo do Zvezda na jornada rumo a Rússia. Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                          Com Semenov custeando os reparos do barco, Juliano, junto de outros dois amigos, conseguiu o levar até Vigo, na Espanha.

                                                          Nunca imaginei que um dia poderia navegar nesse barco, e mais do que isso: levá-lo para casa, que na época eu sequer sabia onde era-relembrou o velejador

                                                          Essa alegria, contudo, não durou muito. Não bastassem as limitações da pandemia que assolava o mundo, em fevereiro de 2022 a Rússia invadiu a Ucrânia. Começava, ali, outra guerra — e outra saga par o Zvezda.

                                                          Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                          A embarcação ficaria parada por mais três anos, já que o conflito trouxe também sanções internacionais e o fechamento de portos. As mãos do tempo não o pouparam das consequências da inércia, com um toque a mais de deteriorações.

                                                           

                                                          O alento veio em setembro de 2024, quando novas mãos, dessa vez humanas, voltaram a tocar o icônico casco. Lutando mais uma vez para não deixar de brilhar, o Zvezda foi retirado da água e passou a receber cuidados com o apoio da dupla russa Semenov e Sergey Alekseev, sob orientação de Izabel e Juliano.

                                                          Izabel Pimentel assume o comando

                                                          Amiga de longa data de Juliano, Izabel Pimentel, como de praxe, fazia mais uma de suas constantes ligações para o rapaz que, para ela, “é quase um filho”. Desta vez, contudo, ela contou ter notado algo de diferente pairando no ar. Foi quando Juliano revelou que estava se preparando para navegar no Zvezda mais uma vez.

                                                          Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                          O plano, em teoria, era simples: levar o barco de volta à Rússia pelo Mediterrâneo. Acontece que essas águas estavam fechadas e o Mar Negro havia sido tomado pela guerra.

                                                          Quando me dei conta do que estava acontecendo, falei como que de brincadeira: ‘e se a gente fosse pelo Norte, pela Sibéria?’-relembrou Izabel

                                                          De bate pronto, Juliano convidou a velejadora para ser a capitã dessa jornada, que chegaria carregada dos desafios de um mar imprevisível, raso e perigoso; e de uma embarcação com histórico de reparos. De quebra, a travessia seria feita sem escalas, com o risco de o barco ser apreendido. “Mesmo assim eu aceitei”, contou Izabel.

                                                           

                                                          Além de Izabel, como capitã; e Juliano, como marinheiro e contador; o Zvezda teria a bordo o espanhol Toni Cruz, que falava russo e ficou encarregado de cuidar das burocracias da jornada.

                                                          Velejando num barco de quase 100 anos

                                                          Com a tripulação ajustada e o barco revisado, o veleiro partiu rumo a São Petersburgo, na Rússia, com 520 litros de diesel a bordo. Não demorou, claro, para que os primeiros problemas começassem a aparecer.

                                                          O início foi assim. Quebra, concerta, quebra, concerta… Até o barco estabilizar-disse a velejadora

                                                          Depois de alguns dias seguindo para o norte, a capitã decidiu orçar para oeste — a contragosto da tripulação. Mas como bem relembrou Izabel, “nem sempre todo mundo vai estar de acordo. Mas quando você entra em uma embarcação, precisa saber que a última palavra é do capitão. Sempre”.

                                                          Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                          Esse obstáculo, contudo, logo foi substituído por outro. A costa oeste da Irlanda trouxe correntes violentas e ventos dominantes de oeste. Segundo Izabel, se o barco mantivesse o rumo sul do país, acabaria com “vento na cara” ou empurrado para a costa — onde a visita de uma embarcação russa em meio à guerra não seria lá muito bem-vinda.

                                                           

                                                          Os refrescos vieram entre as ilhas de Zetland e Shetland, no Reino Unido. “Nunca escurecia de verdade. Chegava à noite, vinha o crepúsculo e depois mantinha-se a luz, como se o sol estivesse sempre ali por perto”, contou Izabel.

                                                          Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                          Mas, fazendo jus ao ditado “antes da tempestade sempre vem a calmaria”, a tripulação do Zvezda já esperava pelo que vinha à frente. Uma conexão rápida com a internet mostrou que uma tempestade chegaria em poucas horas. Sem mais detalhes, o sinal se esvaiu.

                                                          Entraram duas depressões que formaram um monstro. Ia ser por tudo. Ou a gente seguia, ou desistia. E navegando pelos mares do sul eu descobri uma coisa: os seres humanos são adaptáveis-relatou Izabel

                                                          Ela conta ter ouvido sons que se assemelhavam com vozes durante a navegação — e que durante aquele dia ficaram ainda mais intensos. O mar subia como uma muralha. O vento uivando. Um único golpe do mar levou as cartas e apagou o computador da tripulação.

                                                          Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                          “Esse barco se navegava com uma tripulação de nove pessoas. Não tínhamos o enrolador de vela, cada vez que mudava o vento tínhamos que subir e descer as velas estando apenas em dois. O barco não tinha uma estrutura para estar dentro, foi uma navegação muito molhada. Fazia bastante frio”, relembrou Juliano.

                                                          Muitos momentos de medo, de tensão. Muitas noites sem dormir. Mas tudo isso recompensado pela aventura e satisfação de poder realizar algo pessoal-complementou o velejador

                                                          Izabel conta da sensação de sentir o barco se agarrando na água “como se tivesse raízes”. O senhor de quase 100 anos, que tanto viveu, mostrava ali que era diferente dos outros. “Uma estabilidade absurda. Foi feito para sobreviver à guerra”, relembra.

                                                          Naquele momento eu entendi que não éramos nós segurando o barco. Era ele que segurava a gente-pontuou Izabel

                                                          Cortando esse momento de reflexão, um barco da guarda costeira se aproximou e tripulantes suecos subiram a bordo. Toni, então, entrou em ação. Seu papel foi bem desempenhado — ele conseguiu conversar com os rapazes, mas trouxe para a capitã um recado: seria necessário sair da rota dos navios.

                                                           

                                                          Izabel, embora não contente, seguiu a orientação, mas o Mar do Norte logo mostrou porque é tão temido. O Zvezda, de repente, viu a profundidade sob o casco desaparecer. “Demos ré e saímos. Fiquei furiosa comigo mesma. Por pouco não morremos na praia”, contou.

                                                          Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                          De volta à rota dos navios, a tripulação viu pintar no horizonte uma ponte. Era a Ponte de Øresund, que liga a Suécia a Copenhague, na Dinamarca. Ali, as correntes que ligam o Mar Báltico ao Mar do Norte também revelaram o seu poder — e Juliano, no leme, mostrou que estava preparado.

                                                           

                                                          Foram 22 dias até a chegada em São Petersburgo. Barco entregue.

                                                          Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                          O mini documentário “Entre duas Guerras”, compartilhado por Izabel Pimentel, retrata essa grande história (disponível abaixo). Alexey Semenov conta que tanto ele quanto todas as pessoas que se importam com o Zvezda “olhavam o rastreamento todos os dias”.

                                                          A alegria pelo retorno e as emoções que sentimos foram indescritíveis-destacou o russo

                                                           

                                                           

                                                          Próxima parada: Antártica

                                                          Não bastasse a aventura rumo à Rússia, Izabel Pimentel ainda colocará outro grande feito na lista que precede os seus 60 anos. As seis décadas serão comemoradas em alto-mar, em uma jornada até a Antártica. “Eu completo 60 anos em 11 de fevereiro e estarei em plena passagem do Drake”, disse ela já rumo ao continente gelado, em entrevista à NÁUTICA durante breve acesso à internet.

                                                          Vou completar meus 60 anos na latitude 60º. Vou dar um pulinho lá para ver os pinguins como presente de aniversário-brincou a velejadora

                                                           

                                                          Náutica Responde

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                                                            05/02/2026

                                                            O órgão ambiental de Santa Catarina autorizou, nesta quinta-feira (5), o início das obras do Parque Marina Beira-Mar, que será o maior parque urbano e público de Florianópolis. O empreendimento será viabilizado por meio de uma concessão à iniciativa privada que permitirá a empresa vencedora a explorar a área em troca da construção e manutenção de toda a estrutura. Ou seja: investimento público zero.

                                                            Pensado para reconectar Florianópolis à vida marítima, o Parque Marina Beira-Mar tem potencial para projetar a cidade no cenário nacional como um dos principais polos urbanos e náuticos do Brasil.

                                                            Foto: NTV e ARK7 Arquitetos / Divulgação (imagem ilustrativa)

                                                            O parque será construído na Avenida Beira-Mar Norte, no trecho entre o Trapiche e o Bolsão da Casan, em uma área que soma 144 mil metros quadrados. A proposta avançou após estudos de viabilidade técnica e um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) realizado pela Prefeitura, que confirmou a aptidão da área para receber tal infraestrutura.

                                                             

                                                            Além de ampliar as opções de lazer na região, a iniciativa irá gerar empregos, atrair investimentos e fortalecer o turismo náutico. Historicamente, a região já foi povoada por barcos e trapiches — e o novo parque pretende resgatar essa relação da cidade com o mar.

                                                            Esse é o tipo de empreendimento que vai mudar a história da nossa cidade e do turismo também-disse Topazio Neto, prefeito de Florianópolis, em vídeo publicado nas redes sociais

                                                            Foto: NTV e ARK7 Arquitetos / Divulgação (imagem ilustrativa)

                                                            Topazio ainda reforçou a importância da iniciativa não envolver gastos dos cofres públicos. “O maior projeto urbano, público e de turismo da história da nossa cidade está vindo aí“, finalizou.

                                                            Projeto do Parque Marina Beira-Mar

                                                            Basicamente, o parque consiste em um complexo de lazer multiuso com acesso livre e gratuito à população. O espaço terá quadras de areia e basquete, skate park, academia, pet place e playgrounds, além de estruturas náuticas. O parque contará também com espaços destinados a eventos e shows, além de áreas para simples contemplação, interligados por ciclovias.

                                                            Área de arquibancada beira-mar prevista no parque. Foto: NTV e ARK7 Arquitetos / Divulgação (imagem ilustrativa)

                                                            A vertente náutica do projeto envolve a construção de duas marinas, uma pública e uma privada. A marina privada do Parque Marina Beira-Mar terá capacidade para cerca de 470 embarcações, enquanto a pública será destinada a até 30 barcos.


                                                            A área marítima do parque incluirá píer público, posto de abastecimento e uma estrutura especificamente desenhada para apoiar a futura implementação do transporte marítimo de passageiros na cidade.

                                                             

                                                            No aspecto urbanístico, o complexo será dividido em setores que incluem prédios para gastronomia, comércio e serviços, além de áreas de estacionamento e apoio náutico.

                                                             

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