Rebocador Laurindo Pitta retoma famoso passeio marítimo pela Baía de Guanabara após reparos
Único navio brasileiro remanescente da Primeira Guerra Mundial leva visitantes para roteiro com quase 20 pontos turísticos. Saiba como participar!
Uma das atrações mais procuradas do Espaço Cultural da Marinha no Rio de Janeiro está de volta! Após um período de reparos, o rebocador Laurindo Pitta voltou a receber visitantes para o famoso passeio marítimo pela Baía de Guanabara, que percorre quase 20 pontos turísticos.
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O barco, construído na Inglaterra em 1910, é o único navio brasileiro remanescente da Primeira Guerra Mundial — da qual participou em tarefas de apoio, em 1918, integrado à Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG). É justamente nesse pedaço da história que os visitantes conhecem outra: a do Brasil.


O roteiro tem duração de aproximadamente 1h30 e conta com um guia turístico responsável por compartilhar curiosidades e histórias dos 18 locais visitados. Veja quais são:
- Espaço Cultural da Marinha;
- Estação das Barcas;
- Aeroporto Santos-Dumont;
- Escola Naval;
- Aterro do Flamengo;
- Pão de Açúcar;
- Fortaleza de São João;
- Ilha da Laje;
- Fortaleza de Santa Cruz;
- Museu de Arte Contemporânea;
- Ilha de Boa Viagem;
- Niterói;
- Diretoria de Hidrografia e Navegação;
- Ponte Rio-Niterói;
- Museu do Amanhã;
- Ilha das Cobras;
- Ilha Fiscal;
- Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.
O tour acontece de quinta a domingo — incluindo feriados — , às 13h15 e às 15h. Especialmente em janeiro, os passeios ganham novas datas: de terça a domingo. Os ingressos variam de R$ 30 (meia entrada) a R$ 60 (inteira) e podem ser adquiridos pelo site da Ingresso com Desconto.


Depois de adquirir a entrada, é necessário ir até o Espaço Cultural da Marinha (na Orla Conde, Boulevard Olímpico, entre o Largo da Candelária e a Praça XV), onde acontece a validação do ingresso e o embarque. Além do Passeio Marítimo, o visitante recebe de cortesia o ingresso para visitar o Espaço Cultural da Marinha.
O passeio tem um papel duplo, hoje em dia: ele educa não somente sobre a história da Marinha do Brasil, mas também sobre a importância dos oceanos– destacou o diretor do DPHDM, Vice-Almirante Gilberto Santos Kerr
O rebocador Laurindo Pitta
O rebocador “Laurindo Pitta” recebe esse nome em homenagem ao deputado Laurindo Pitta de Castro, um dos principais defensores do Programa de Reaparelhamento Naval de 1904, que buscava modernizar a Marinha do Brasil. Construído na Inglaterra, o navio simboliza um período de profunda transformação da Força Naval, marcado pela incorporação de novos meios e pela busca de maior projeção internacional.
Durante a Primeira Guerra Mundial, o rebocador integrou a Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG), atuando em missões de apoio logístico ao esforço aliado. Após o conflito, seguiu em serviço em tempos de paz e, na Segunda Guerra Mundial, teve papel estratégico na defesa do Porto do Rio de Janeiro, uma área sensível do litoral brasileiro naquele contexto.
Em 1997, o “Laurindo Pitta” foi restaurado e transformado em navio-museu. Hoje, sob responsabilidade da Marinha, abriga uma exposição permanente sobre a participação brasileira na Primeira Guerra Mundial, preservando a memória dos desafios enfrentados pelo país e o processo de consolidação de uma Marinha moderna.
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