Lagunar Marítima: novo transporte aquaviário do Rio promete 8 linhas e tarifa de R$ 4,70

Segundo a prefeitura, o novo sistema deve transportar 85 mil pessoas por dia pelo Complexo Lagunar de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio

06/10/2025

A prefeitura do Rio anunciou, na última quinta-feira (2), um novo sistema de transporte público aquaviário para a cidade, batizado de Lagunar Marítima. O projeto prevê cinco terminais, seis estações e oito linhas integradas ao transporte municipal — inclusive com a mesma tarifa, de R$ 4,70 — no Complexo Lagunar da Zona Sudoeste do Rio, que abrange a Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes.

O trabalhador de Rio das Pedras, Gardênia, Muzema, das comunidades da região e que trabalha nos condomínios e shoppings terá um transporte mais rápido e com conforto– destacou o prefeito do Rio, Eduardo Paes

A iniciativa será viabilizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), sob responsabilidade da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar). O Consórcio Lagunar Marítimo venceu a licitação para a concessão do serviço, com contrato de 25 anos e investimento mínimo de R$ 101,6 milhões. Ao todo, serão oito linhas obrigatórias:

  • Expressa Rio das Pedras x Linha Amarela;
  • Expressa Rio das Pedras x Jardim Oceânico;
  • Expressa Rio das Pedras x Barra Shopping;
  • Expressa Muzema x Jardim Oceânico;
  • Linha Amarela x Muzema x Metrô;
  • Expressa Bosque Marapendi x Jardim Oceânico;
  • Circular Lagoa de Jacarepaguá;
  • Expressa Gardênia x Jardim Oceânico.

O novo sistema deve transportar 85 mil pessoas por dia, de modo a ainda melhorar o tráfego nas principais vias da região, como as avenidas das Américas e Ayrton Senna.

Prefeito Eduardo Paes fala sobre o novo transporte aquaviário do Rio. Foto: Rafael Catarcione / Prefeitura do Rio / Divulgação

Quando o Lagunar Marítima vai entrar em operação?

De acordo com a prefeitura do Rio, a expectativa é que as obras do Lagunar Marítima tenham início no primeiro semestre de 2027.

 

O Consórcio Lagunar Marítimo assinou o contrato do projeto em 17 de agosto, tendo até 30 dias para apresentar o cronograma de trabalho, bem como até 36 meses para construir cinco terminais obrigatórios: Gardênia Azul, Jardim Oceânico/Metrô, Linha Amarela, Muzema e Rio das Pedras.


No mesmo período, são esperadas ainda seis estações/píeres: Arroio Pavuna, Barra Shopping, Bosque Marapendi, Parque Olímpico, Salvador Allende e Vila Militar.

 

A concessionária de água e esgoto da região de influência do programa, Iguá Saneamento, tem por obrigatoriedade contratual investir R$ 250 milhões em desassoreamento e despoluição do complexo até agosto de 2026. O projeto de dragagem, por sua vez, já foi licenciado pelo Inea, órgão ambiental do Governo do Estado, e aprovado em agosto de 2023.

Esse é um passo importante da prefeitura, completando as possibilidades de mobilidade na região– disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima

As embarcações

Os barcos que passarão a operar nas águas do Complexo Lagunar da Zona Sudoeste do Rio precisarão seguir especificações definidas pela prefeitura. Entre elas, estão:

  • Embarcações com capacidade de 42 a 120 passageiros;
  • Frota com identificação visual externa da linha;
  • Especificações de manutenção da Autoridade Marítima;
  • Sistema de alarme, combate a incêndio e de navegação por instrumentos;
  • Cabine de passageiros protegida de chuva e vento;
  • Assentos novos e estofados;
  • Saídas de emergência sinalizadas;
  • Iluminação para navegação noturna e acessibilidade;
  • Fabricação há, no máximo, cinco anos;
  • Consórcio com frota reserva equivalente a 10% da frota operante.

Vale destacar que, segundo a Prefeitura do Rio, a iniciativa vai “funcionar paralelamente à atividade já realizada há décadas por barqueiros da região”. Isso porque o edital prevê a continuidade dos barcos, que não irão atuar nas rotas do transporte público municipal, nem concorrer com o aquaviário em valor de passagem.

 

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    Time brasileiro conquista 1º lugar pela segunda vez no SailGP 2025

    Mubadala Brazil garantiu o topo do pódio na 7ª corrida da etapa em Cádiz, mas finalizou na 9ª colocação geral

    Por: Nicole Leslie -

    A 11ª etapa do SailGP 2025, disputada em Cádiz neste último fim de semana, foi uma “injeção de energia” para o time brasileiro Mubalada Brazil. Isso porque após uma série de percalços, a equipe garantiu o primeiro lugar em uma corrida e finalizou a etapa na 9ª posição.

    Vencer a última regata aqui em Cádiz foi uma injeção de energia para o time. Foi uma corrida muito tática, conseguimos largar bem e manter o barco voando na velocidade que precisávamos– disse Martine Grael, comandante do time

    Martine Grael falou sobre resultados do time brasileiro na etapa do SailGP em Cádiz. Fotos: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

    O Grand Prix de Cádiz movimentou as águas europeias no sábado (4) e domingo (5) com sete regatas, onde o Brasil conquistou o topo do pódio na última, relembrando o feito da primeira regata disputada em Nova York, onde também cruzou a linha de chegada em primeiro lugar.

     

    No domingo, tudo contribuiu para o resultado brasileiro: a estratégia do time, o tempo e os adversários. Não à toa, na última regata da etapa, o F50 do Mubadala Brazil se manteve em segundo lugar com uma velocidade média de 44 km/h, superando o Canadá, que estava em primeiro na corrida, logo antes da linha de chegada. Assista ao momento:

     

     

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    Mais do que provar as habilidades do time brasileiro, o resultado na corrida mostrou que a equipe liderada pela capitã e bicampeã olímpica Martine Grael consegue reverter os aprendizados em bons resultados. Ao todo, o Mubadala Brazil SailGP Team fechou a etapa em Cádiz na 9ª colocação geral.

    Fotos: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

    O topo do pódio foi ocupado por Inglaterra, Nova Zelândia e Alemanha, respectivamente. Na sequência ficaram os times da Dinamarca, Espanha, França, Austrália e Estados Unidos, antes do Brasil. Depois, veio Canadá, Suíça e Itália.


    A próxima etapa é também a última do campeonato, que será disputada em Abu Dhabi nos dias 29 e 30 de novembro. Até lá, o time brasileiro se concentrará nos treinos para chegar ao final com o máximo gás.

    Martine Grael. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

    As disputas deste final de semana encerraram o ciclo europeu do SailGP 2025, com etapas em Portsmouth (Inglaterra), Sassnitz (Alemanha), Saint-Tropez (França), Genebra (Suíça) e agora Cádiz (Andaluzia). O período foi marcado por momentos de adrenalina como o incidente em Sassnitz — que tirou o Mubadala Brazil da competição — e os desafios técnicos em Genebra.

    Tivemos incidentes e dias de muitos desafios ao longo do ciclo europeu, mas fechar com uma vitória como essa comprova que estamos evoluindo e prontos para a etapa final– concluiu Grael

    A formação do Mubadala Brazil SailGP Team inclui, além de Martine Grael como Driver, Mateus Isaac e Breno Kneipp como Grinders, Andy Maloney como Flight Controller, Leigh McMillan como Wing Trimmer e Paul Goodison como Strategist.

     

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      A corrosão atacou o barco? Saiba como tratar

      Confira as dicas da Revista Náutica de como combater o problema da embarcação corroída — inclusive no motor

      Por: Redação -

      Suponhamos que você não tenha seguido as nossas últimas dicas de como proteger o barco da ferrugem e agora sua embarcação esteja sofrendo com a corrosão. Calma! Não se desespere — mesmo que o cenário seja desanimador, ainda há o que ser feito para salvá-la.

      Prepare o sabão, separe uma boa quantidade de água e alguns produtos especiais, porque eles serão essenciais nessa batalha contra a corrosão.

      Como tratar a corrosão do barco

      No aço inox

      Em partes feitas com aço inox (guardamancebos, cunhos, escadinhas e ferragens em geral), use um gel decapante, à base de ácido nítrico, que elimina rapidamente o óxido do inox. Algumas marcas recomendadas são Avesta e Amazônia.

      Foto: wirestock/ Envato

      Primeiro, lave bem a peça com água e sabão. Depois, dilua o gel em um recipiente, com um pouco d’água. Em seguida, aplique a solução e deixe-a agir por cerca de 15 minutos.

       

      Por fim, esfregue com sabão e enxágue com água corrente. Pronto: o metal voltará a brilhar. Mas, para protegê-lo contra futuros pontos de oxidação, use cera náutica polidora com frequência.

      No alumínio

      Em tese, o alumínio naval anodizado, usado em cascos de barcos, só corrói se sofrer avarias ou pancadas. Mas, se isso acontecer, basta polir a área e reaplicar a camada de tinta protetora, encontrada em lojas de tintas convencionais.

      Foto: wirestock/ Envato

      Já os alumínios que não são específicos para barcos, mas bastante usados em mastros, retrancas, vigias e outras peças de convés, devem receber tinta protetora antes de irem para a água. E, se a corrosão aparecer, basta repetir o processo do alumínio naval.

      No bronze

      Por causa do custo mais alto, o uso de bronze nos barcos é raro. Geralmente, limita-se aos hélices e a algumas ferragens nos veleiros, como o corpo de esticadores.

       

      Nos dois casos, para eliminar a corrosão e trazer de volta o aspecto original das peças, basta usar um polidor convencional, como Kaol ou Brasso, ambos feitos à base de querosene e amônia. Hélices são mais vulneráveis, porque, afinal, vivem dentro d’água — e pontos de ferrugem comprometem o seu rendimento.

      Aqui também enferruja

      Tanto o diesel quanto a gasolina contêm substâncias que podem oxidar os bicos injetores dos motores dos barcos que ficam muito tempo parados — e isso poucos donos sabem.

       

      Apesar de soar estranho, o principal responsável pela corrosão nas partes internas de um motor pode ser o próprio combustível usado para acioná-lo. Como é um líquido higroscópico — ou seja, com tendência a absorver a umidade do ar — , ele acolhe naturalmente a água do meio ambiente.

      Foto: Grey_Coast_Media/ Envato

      Nos tanques dos barcos que não navegam com muita frequência, o efeito da mistura do enxofre com a água costuma ser drástico: cria-se um ácido altamente corrosivo, que, como se não bastasse, ainda desenvolve colônias de micro-organismos — a chamada borra — , acelerando ainda mais a oxidação de alguns componentes internos do motor.

       

      É a ferrugem que não se vê. E, por isso mesmo, a pior de todas. Até porque afeta um componente vital nos barcos a motor — o próprio motor! Com a gasolina não é diferente.

      Com um dos maiores percentuais de etanol do mundo (30% desde 2025), a gasolina brasileira é problemática para barcos. O álcool absorve umidade e faz o combustível se degradar mais rápido no tanque, danificando o motor. A gasolina adulterada em alguns postos agrava ainda mais o problema.

       

      O resultado, também neste caso, costuma ser catastrófico, porque as impurezas, tanto no diesel quanto na gasolina, corroem e comprometem os bicos injetores dos motores. E, ao menor sinal de corrosão no corpo cilíndrico das válvulas injetoras e na agulha (responsável pelo controle da vazão do combustível), os sinais negativos serão imediatamente sentidos — sobretudo no bolso do dono do barco.

      Foto: nzooo/ Envato

      Primeiro, haverá consumo excessivo, pois o combustível não queimará de maneira correta. Ao mesmo tempo, o desempenho ficará mais fraco. E, em seguida, a tendência é todos os bicos enferrujarem, obstruindo o fluxo do combustível e impedindo o motor de funcionar.

       

      Felizmente, é possível evitar esse tipo de prejuízo: basta optar por postos de reconhecida qualidade e jamais deixar o combustível parado dentro do tanque do barco por mais de dois meses — ou até quatro, se o combustível usado for a gasolina Poddium ou o diesel Verana, ambos da Petrobras.

      Foto: TDyuvbanova/ Envato

      É que todo tanque tem uma saída de respiro, por onde entra a umidade. Por isso, aconselha-se ligar o motor cerca de uma vez por semana ou, se o barco for ficar parado por algum tempo, esvaziar todo o combustível do tanque e guardá-lo vazio. Vale o esforço, porque ferrugem nos bicos injetores é um problema e tanto.

      Dica NÁUTICA

      Qualquer supermercado tem a solução mais simples para a ferrugem. Para tirar manchas de ferrugem dos cunhos de aço inox, o que deixa qualquer barco com aparência de velho e mal cuidado, a maneira mais simples e fácil é com Semorim, um produto à base de ácido oxálico, encontrado em qualquer supermercado.

      Foto: wirestock/ Envato

      A aplicação não requer nenhuma técnica especial, exceto luvas e óculos. Dá para fazer o serviço em poucos minutos. Pingue algumas gotas e espalhe com uma esponja macia (não use nada áspero, porque pode manchar ou riscar a peça), esfregando até cobrir toda a área a ser limpa. O efeito é imediato.

       

      Em seguida, lave com água e sabão. Pronto! Mas, se a mancha não sair, repita mais uma vez o processo. Com os cunhos já sem ferrugem, use então cera náutica, a mesma usada para polir os cascos, porque ela servirá para conservar o brilho e proteger contra a corrosão.

       

      No lugar do Semorim, pode-se, também, usar limpadores para metais cromados (bem mais caros e só encontrados em lojas náuticas), ou massa de polir número 2, misturada com sabão de coco. Ambos fazem o mesmo efeito. Mas, com Semorim, é mais fácil, rápido e barato.

       

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        Superiate de 53 metros lançado no Monaco Yacht Show tem conveses que parecem flutuar

        Luminea, projeto da britânica Concepthull Studio, chega como uma “arquitetura sobre a água”

        05/10/2025

        Na busca por destaque no mercado, muitas embarcações surgem com recursos futurísticos, que vão de piscinas com fundo de vidro à “sensação de nave espacial”. No caso do Luminea, projeto da britânica Concepthull Studio apresentado no Monaco Yacht Show, em setembro, a ideia é surpreender pelo design, com direito a conveses que parecem flutuar.

        A embarcação é descrita pelo estúdio de design como uma “arquitetura sobre a água”. Aos mais atentos ao universo da construção naval, esse conceito pode ser percebido em diferentes espaços do barco, a exemplo do casco alongado.

         

        A estrutura transmite a imponência de um superiate de 53 metros sem dar a ele um tom “agressivo” ou “bruto” demais. Aqui, méritos aos cortes verticais sutis, que atendem tanto à forma quanto à função, uma vez que ocultam com classe elementos como as escotilhas na proa.

        Foto: Concepthull Studio / Divulgação

        O grande protagonista desse enredo, porém, é o convés — ou melhor, os três conveses. Geralmente vistos “empilhados” em embarcações desse porte, no Luminea as estruturas em madeira parecem flutuar em suave suspensão.

        O espírito do iate é a harmonia. Cada plano, cada intervalo, cada proporção existe em diálogo com o próximo– destaca a Concepthull

        O Luminea poderá acomodar até 12 hóspedes em seis cabines, incluindo uma suíte master que deve ocupar toda a boca do barco. Acomodações para até 12 tripulantes também são previstas.


        Para a embarcação de cerca de 720 toneladas — que ainda é apenas um projeto — o estúdio de design quer entregar um equilíbrio entre desempenho, alcance e conforto. Assim, o superiate será equipado com dois motores Caterpillar, sendo que uma configuração híbrida está em estudo.

        Foto: Concepthull Studio / Divulgação

        Espera-se que o barco atinja uma velocidade de cruzeiro de 14 nós e uma velocidade máxima de 18 nós, com um alcance de aproximadamente 4.800 milhas náuticas.

         

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          Iate da Lamborghini tem mais potência que 7 unidades de famoso carro da marca juntos

          Projetado para ser um supercarro no mar, novo barco promete a sensação de estar ao volante de um superesportivo da montadora italiana

          04/10/2025

          Numa parceria de tirar o fôlego de todos os fãs de adrenalina, a Lamborghini e o The Italian Sea Group uniram forças para lançar um iate que carrega os traços dos supercarros produzidos pela fabricante de automóveis luxuosos: o novíssimo Tecnomar for Lamborghini 101FT.

          O conceito do barco de 101 pés (30 metros de comprimento) foi apresentado durante o Monaco Yacht Show, e revelou uma embarcação projetada para ser uma potência na água. Não à toa, ela foi feita à imagem e semelhança de alguns automóveis da Lamborghini, tanto na parte interna quanto externa.

          Foto: Lamborghini/ Divulgação

          As linhas exteriores, por exemplo, são inspiradas no Lamborghini Fenomeno, superesportivo de edição ultralimitada de 29 carros. Inclusive, o novo iate tem a mesma cor, Giallo Crius, utilizada na pintura de lançamento do Fenomeno — uma espécie de amarelo-limão.

          Foto: Lamborghini/ Divulgação

          As lanternas dianteiras e traseiras, na cor vermelha, são dois elementos que também fazem referência ao supercarro da Lamborgini, que ostenta potentes 1.065 cavalos.

          Foto: Lamborghini/ Divulgação

          Mas os traços da fabricante italiana não param por aí. Quem pilotar o barco conhecerá um posto de comando inspirado no novíssimo Temerario, da linha 2026. Segundo a marca, o objetivo é oferecer “a mesma sensação de estar ao volante de um superesportivo Lamborghini”.

          Posto de comando da Tecnomar for Lamborghini 101FT. Foto: Lamborghini/ Divulgação
          Interiores do iate da Lamborghini. Foto: Lamborghini/ Divulgação

          O interior terá traços clássicos da gigante italiana por meio das cores e costuras dos móveis, incluindo hexágonos e o icônico formato em Y. Stephan Winkelmann, presidente e CEO da Automobili Lamborghini, diz que o modelo não é apenas um iate, mas “uma afirmação da excelência italiana”.

          Lamborghini sem rodas

          O iate está programado para zarpar no final de 2027, data que marca os sete anos da parceria entre a Lamborghini e o The Italian Sea Group, iniciada em 2020 com o lançamento do Tecnomar for Lamborghini 63 — um modelo projetado especificamente para homenagear o ano de fundação da montadora.

          Tecnomar for Lamborghini 63, inspirado no carro Sián FKP 37. Foto: Lamborghini/ Divulgação

          O modelo foi um enorme sucesso entre os entusiastas do mercado de luxo, chegando até a ser adquirido por Conor McGregor, polêmico lutador do UFC. Sendo assim, as empresas italianas continuaram a parceria de sucesso com o 101FT.

          Tecnomar for Lamborghini 63. Foto: Lamborghini/ Divulgação

          Maior e mais potente que seu antecessor, o novo iate da Lamborghini terá três cabines e acomodará até nove hóspedes, o que garante “ambientes espaçosos e confortáveis que tornam até as viagens mais longas agradáveis”, de acordo com a empresa.

          Tecnomar for Lamborghini 101FT. Foto: Lamborghini/ Divulgação
          Área interna da Tecnomar for Lamborghini 101FT. Foto: Lamborghini/ Divulgação

          Quando o assunto é desempenho, o iate deixa o superesportivo no chinelo. O Tecnomar ostenta mais potência do que sete hipercarros Fenomeno, com três motores MTU 16V 200 M96L combinados com três hélices da superfície, que geram uma potência combinada de incríveis 7.600 cavalos — contra 1080 cv do carro.

           

          Já no quesito velocidade é difícil concorrer com o modelo de quatro rodas. Em ritmo de cruzeiro, o barco atingirá 35 nós (quase 65 km/h), enquanto, no máximo, alcançará 45 nós (83,3 km/h). A nível de curiosidade, o Fenomeno bate 200 km/h em apenas 6,7 segundos e chega até a 350 km/h.

           

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            Já considerado extinto, peixe em forma de guitarra surge em praia da África 26 anos depois

            Peixe-serra de quase três metros foi encontrado já sem vida e representa uma possível volta do animal à região

            03/10/2025

            Um peixe-serra de quase três metros foi encontrado na região do Cabo Oriental, na África do Sul, em agosto. Mesmo que sem vida, pesquisadores se empolgaram com a notícia, uma vez que o animal, com formato semelhante ao de uma guitarra, não dava as caras há 26 anos e já era considerado extinto por ali.

            A carcaça foi encontrada com marcas de um possível ataque de predador por um morador local, chamado Mike Vincent. Foi ele quem acionou Kevin Cole, cientista do Museu de East London, que recebeu a notícia com entusiasmo, uma vez que um animal da espécie não era visto na costa sul-africana desde 1999.

            Fiquei sentado ao lado dela por um tempo, refletindo sobre o momento– declarou Cole ao ILF Science

            O primeiro de muitos?

            Embora desaparecidos por quase três décadas, os peixes-serra podem estar voltando às águas — ao menos é que acredita Cole. O cientista afirma ter recebido relatos de peixes como esses em outras praias sul-africanas, como a Praia de Kayser.

            Foto: Kevin Cole / Reprodução

            Para ele, o peixe-serra encontrado sugere que a espécie ainda marca presença ao longo da costa leste da África do Sul, sendo o registro uma forma de conscientizar a população.

            O registro tornará o público mais consciente sobre o peixe-serra, o que poderá revelar registros adicionais no futuro– explicou

            Ainda do seu ponto de vista, pescadores recreativos e banhistas podem agora estar mais atentos a futuros encalhes, potencializando a pesquisa sobre a espécie.

            O peixe-serra é, na verdade, uma raia

            O focinho serrilhado dos peixes-serra pode até lembrar um tubarão-serra (Pristiophoriformes), mas são animais completamente diferentes. Esse peixe em forma de guitarra é, na verdade, pertencente à família das raias.

            peixe-serra registrado no aquário Aqua Park. Foto: Gant223 / Wikimedia Commons / Reprodução

            O focinho, característica mais marcante desse animal, é um apêndice que faz parte do crânio, feito de cartilagem e coberto por pele. Suas duas bordas apresentam, cada uma, uma fileira de dentes rostrais, que conferem a aparência de serra.

             

            A “serra” dispõe de órgãos sensoriais, chamados de ampolas de Lorenzini. Eles ajudam o animal a encontrar suas presas e detectar impulsos elétricos, como os emitidos pelos batimentos cardíacos de outros animais.


            Atualmente, existem cinco espécies de peixe-serra, divididas em dois gêneros: o Pristis, com o peixe-serra de dentes grandes (P. pristis), peixe-serra de dentes pequenos (P. pectinata), peixe-serra anão (P. clavata) e peixe-serra verde (P. zijsron); e o Anoxypristis, com o peixe-serra estreito (A. cuspidata).

             

            Após examinar o animal encontrado na costa da África do Sul, Cole chegou à conclusão de que se tratava de um peixe-serra de dentes grandes e macho, da espécie Pristis pristis.

            Foto: Gant223 / Wikimedia Commons / Reprodução

            “Eu estava relutante em fazer uma chamada imediata sobre a espécie, mas depois de examinar a posição da nadadeira dorsal, logo na frente das nadadeiras pélvicas, e contar os dentes grandes (21 de cada lado, com alguns faltando), entendi que a morfometria deve confirmar que a espécie é um peixe-serra de dentes grandes e macho”, explicou.

             

            Os peixes-serra habitam regiões tropicais e subtropicais em diferentes partes do mundo. Podem ser encontrados em rios, manguezais, estuários e áreas costeiras rasas, com registros no Atlântico — do Caribe ao Brasil e costa da África — e no Indo-Pacífico, incluindo Índia, Sudeste Asiático e norte da Austrália.

             

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              SailGP: time brasileiro vai à Espanha para 11ª etapa da competição neste final de semana

              Disputa é a penúltima da temporada antes da grande final, em Abu Dhabi, nos dias 29 e 30 de novembro

              A temporada de 2025 do SailGP está se aproximando do fim. Neste final de semana, dias 4 e 5 de outubro, o time brasileiro Mubadala Brazil atraca nas águas da Espanha para o Grand Prix de Cádiz, a 11ª etapa da disputa tida como o principal campeonato de velocidade de vela.

              Esse será o penúltimo evento da temporada antes da grande final, em Abu Dhabi, e encerra um ciclo de cinco disputas em sequência na Europa: Portsmouth (Inglaterra), Sassnitz (Alemanha), Saint-Tropez (França) e Genebra (Suíça).

               

              Para a equipe brasileira, comandada por Martine Grael, a disputa é mais uma oportunidade de consolidar os aprendizados das últimas etapas, especialmente após o incidente em Sassnitz — que tirou o Mubadala Brazil SailGP Team da competição — e os desafios técnicos em Genebra, na 10ª etapa.

              Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

              Na ocasião, a colisão com uma boia de sinalização durante a preparação para as corridas do segundo dia causou um furo no catamarã F50, o que impossibilitou o reparo a tempo da competição. A equipe, então, finalizou o evento com a pontuação do primeiro dia de disputas.

               

              A etapa espanhola será crucial para o time brasileiro evidenciar mais uma vez sua capacidade de adaptação e seu espírito competitivo, conforme reforçou Grael, primeira mulher a ocupar o posto principal em uma embarcação na história do SailGP.

              Chegamos aqui com a mentalidade de seguir em frente, usando tudo o que aprendemos nas últimas semanas para garantir os melhores resultados– destacou a capitã do Mubadala Brazil

              Palco das regatas, a Baía de Cádiz dá à disputa o contraste entre a modernidade dos catamarãs — que podem atingir os 100 km/h — com a rica história e arquitetura da cidade, uma das mais antigas da Europa, localizada na região da Andaluzia.


              A formação do Mubadala Brazil SailGP Team inclui, além de Martine Grael como Driver, Mateus Isaac e Breno Kneipp como Grinders, Andy Maloney como Flight Controller, Leigh McMillan como Wing Trimmer e Paul Goodison como Strategist.

               

              As regatas serão transmitidas ao vivo pelo SporTV2 no sábado (4) às 10h30; e SporTV3 no domingo (5), no mesmo horário. O canal BandSports reprisa a etapa de domingo no mesmo dia, às 21h. Após a passagem pela Espanha, o SailGP encerrará a temporada em Abu Dhabi, nos dias 29 e 30 de novembro de 2025.

               

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                Ciência no gelo: navios da Marinha partem do RJ pela 44ª Operação Antártica

                Expedição científica reúne 26 projetos, do clima à arqueologia, e promete descobertas sobre o futuro do planeta

                Por: Nicole Leslie -

                Neste domingo (5), dois navios da Marinha do Brasil deixam o calor carioca da Base Naval da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, e partem em direção ao frio glacial na Antártica. A bordo, parte dos 181 pesquisadores que integram a 44ª Operação Antártica (OPERANTAR), um dos maiores programas científicos do país. Durante mais de seis meses, eles vão enfrentar mares revoltos, ventos cortantes e temperaturas extremas em nome da ciência — e da presença do Brasil no continente branco.

                Criada em 1982, a OPERANTAR garante não apenas a produção científica nacional, mas também o direito de o Brasil participar das decisões globais sobre o futuro da Antártica. Nesta edição, 26 projetos foram aprovados em áreas que vão da biodiversidade à arqueologia, passando por clima, geologia, impactos ambientais e até mudanças socioeconômicas ligadas ao continente.

                Foto: Felipe Sugimoto / Edital MCTI / Divulgação

                A expedição conta com dois navios da Marinha: o Navio Polar Almirante Maximiano (H41), carinhosamente chamado de “Tio Max”, e o Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel (H44), conhecido como “Gigante Vermelho”. Aviões e helicópteros também dão suporte, transportando pesquisadores entre o Brasil, o Chile e a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), a principal base nacional no continente gelado.

                 

                O trajeto tem algumas escalas: do Rio de Janeiro vai até Rio Grande (RS), depois segue para Punta Arenas, no Chile, e enfim corta as águas até a Antártica. Parte dos cientistas permanece embarcada para pesquisar o oceano ao longo do caminho, enquanto outros seguem de avião diretamente ao continente gelado.

                Veteranos e estreantes no gelo

                Entre os cientistas da 44ª OPERANTAR está o biólogo Paulo Camara, pós-doutor em botânica que soma mais de 15 expedições à Antártica. Ele participa do projeto BRYOANTAR, que busca mapear espécies ameaçadas da flora local.

                Ver o projeto aprovado é prova de reconhecimento e produtividade– contou

                Foto: Centro Polar e Climático da UFRGS / Edital MCTI / Divulgação

                Do outro lado da experiência está a pesquisadora Izadora Galera, que pisará pela primeira vez no continente gelado. A bordo do “Tio Max”, ela se surpreendeu com a estrutura da embarcação.

                Participar sempre foi um sonho. É uma experiência de outro mundo, estou animada com o que vem por aí– disse

                Ciência em várias frentes

                A OPERANTAR reúne pesquisas em diferentes áreas. Um deles é o projeto IMANTAR, que estuda a alta atmosfera e os efeitos de fenômenos como tempestades solares. Os equipamentos, instalados na base brasileira, funcionam o ano inteiro e recebem manutenção anual durante a expedição.

                Equipamentos do projeto IMANTAR. Foto: Eduardo Perez Macho / Arquivo pessoal

                Para o pesquisador Eduardo Perez Macho, mesmo após três viagens, a sensação de estar e estudar na Antártica não perde a força — e segue impressionante. “Não é apenas uma oportunidade científica, mas uma vivência transformadora”, confessou.

                 

                Outro destaque é o projeto ArqueoAntar, com três décadas de existência. Nesta edição, a equipe pretende escanear os sítios arqueológicos estudados em detalhes, para criarem um modelo em 3D que revele novidades sobre as primeiras ocupações no continente.

                Luara Stollmeier, do projeto ArqueoAntar, em campo durante edições anteriores da OPERANTAR. Foto: Luara Stollmeier / NUIP-LEACH-UFMG

                Trabalhamos com histórias de grupos pouco visibilizados. Por isso, vamos também registrar um documentário durante a expedição– contou a pesquisadora Luara Stollmeier

                Na linha do clima, o projeto PRO-SAMBA investiga como mudanças hidrográficas e químicas do oceano Austral se relacionam com o ciclo do carbono e o aquecimento global. “Pela primeira vez, vamos monitorar as trocas de gás carbônico durante todo o verão austral, e não apenas em coletas pontuais”, explicou Rodrigo Kerr.


                Já o FRÁGILMAR busca entender como peixes antárticos respondem às variações de temperatura e estresse ambiental. Para Ana Paula Nascimento Corrêa, estar no projeto é mais que ciência:

                Participar da Operantar traz sensação de dever cumprido. É uma oportunidade única de contribuir com a conservação desse ambiente e ainda representar o Brasil– revelou à NÁUTICA

                Ana Paula Nascimento Corrêa, do projeto FRÁGILMAR, na 43ª OPERANTAR. Foto: Ana Paula Nascimento Corrêa / Arquivo pessoal

                Investimento e futuro

                Segundo a Marinha, a 44ª OPERANTAR recebeu R$ 2,25 milhões em recursos públicos destinados à manutenção dos laboratórios e alojamentos na Estação Antártica. O número de pesquisadores apoiados pelos 26 projetos é 32% maior do que na edição de dois anos atrás, o que reforça a ampliação do apoio à ciência brasileira no continente.

                 

                A missão está prevista para retornar com os cientistas às águas cariocas do Rio de Janeiro em 11 de abril de 2026. Até lá, o que se descobrir no gelo poderá ajudar a entender não apenas a Antártica, mas também o futuro do planeta.

                 

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                  Agora é brasileiro! Conheça o novo navio da Marinha que foi adquirido do Reino Unido

                  Embarcação chegará em 2026 e deve ampliar a capacidade da Força em operações militares e ações humanitárias

                  A Marinha do Brasil (MB) agora tem um reforço de peso: são 176 metros de comprimento, deslocamento de 18,5 mil toneladas e capacidade para até 710 combatentes no navio de guerra HMS “Bulwark”. A embarcação, adquirida pelo governo brasileiro da Marinha Real Britânica, é classificada como um doca-multipropósito da Classe “Albion”.

                  O HMS “Bulwark” possui expressiva capacidade de transporte pessoal, de veículos e carga, assim como pode transportar ambulâncias e equipamentos de engenharia voltados à reconstrução de infraestruturas críticas. Logo, trata-se de um navio preparado para operar em cenários de calamidade pública.

                  Informações sobre o navio adquirido pela Marinha do Brasil. Foto: Marinha do Brasil/ Divulgação

                  Além disso, a embarcação suporta oito barcos auxiliares destinados a missões de resgate e ao transporte de pessoal e suprimento em áreas de difícil acesso. O convés é preparado para operar até dois helicópteros de grande porte, característica fundamental para evacuação médica, reconhecimento de áreas impactadas e apoio logístico de emergência.

                  Foto: Agência da Marinha/ Divulgação

                  O navio ainda é apto para realizar o envio rápido de estruturas para hospitais de campanha, mantimentos, medicamentos e outros itens essenciais diretamente às áreas atingidas, especialmente em desastres naturais e missões de assistência humanitária. Ele também será empregado na proteção da Amazônia Azul.

                  É motivo de grande orgulho para o Reino Unido apoiar um aliado tão próximo, promovendo o intercâmbio de conhecimento e fomentando a cooperação entre nossas Marinhas– declarou Stephanie Al-Qaq, embaixadora do Reino Unido no Brasil

                  Na hora certa!

                  Segundo a Agência da Marinha, a compra do HMS “Bulwark” se deu pela necessidade de ampliar a capacidade da Força, o que garante meios modernos e robustos para operação de apoio humanitário e defesa da soberania — e nada melhor que um multipropósito para cumprir todos esses requisitos.

                  Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                  No momento, o novo navio da Marinha encontra-se em Plymouth, na Inglaterra, passando por uma completa revitalização, prevista para acabar em 2026. O processo inclui a modernização dos sistemas de comando e controle, atualização dos equipamentos de comunicação e revisão dos sistemas de propulsão.

                  Esses cuidados prometem estender a vida útil do barco por pelo menos 20 anos, o que garante adequação às demandas atuais e segurança operacional da Marinha. O navio deve ser comissionado e traslado ao Brasil no próximo ano, quando passará a integrar a Esquadra Brasileira com outro nome: Navio-Doca Multipropósito “Oiapoque”.

                   

                  Ele será o quinto do país a ostentar o título que faz alusão ao rio que traça o limite da fronteira norte do país no Amapá. É tradição da Força homenagear as características geomorfológicas brasileiras.

                  Informações técnicas do agora NDM “Oiapoque”. Foto: Agência da Marinha/ Divulgação

                  De acordo com a Agência da MB, o nome simboliza a presença do Estado brasileiro em áreas de interesse marítimo e reflete o compromisso da Marinha com a integração nacional e o apoio a comunidades isoladas, como em ações cívico-sociais e de defesa.

                  União Brasil-Reino Unido

                  Não é de hoje que o Brasil e o Reino Unido navegam lado a lado. Segundo o diretor-geral do Material da Marinha, Almirante de Esquadra Edgar, a relação entre os dois países é histórica. Ele aponta, por exemplo, o Navio Aeródromo Multipropósito (NAM) Atlântico, antigo HMS “Ocean”, tido como o principal da Esquadra Brasileira e que foi adquirido da Inglaterra em 2018.

                  HMS “Bulwark”. Foto: LA(PHOT) Joel Rouse/MOD

                  As aquisições refletem essa parceria estratégica, que envolve não apenas transferência de meios navais, mas também intercâmbio de conhecimentos, treinamento de tripulações e cooperação em áreas de interesse comum– destacou o Almirante de Esquadra

                  A parceria contou também com marinheiros brasileiros indo ao Reino Unido para receber o suporte técnico e contínuo para manutenção especializada, com direito a simulações e exercícios conjuntos focados na plena operacionalidade do meio.

                  O HMS “Bulwark” possui histórico de atuação em missões humanitária. Foto: Defence Imagery/Ministério da Defesa do Reino Unido

                  Enquanto esteve no Reino Unido, o HMS “Bulwark” se consolidou em operações conduzidas pela Marinha Real Britânica.

                  • Em 2006, atuou na evacuação de cerca de 1,3 mil cidadãos britânicos durante o conflito no Líbano;
                  • Em 2010, transportou militares e civis retidos na Islândia em virtude da erupção do vulcão Eyjafjallajökull, que causou paralisação do tráfego aéreo;
                  • Em 2011, participou de missões de combate à pirataria na costa da Somália;
                  • Em 2015, operou na costa da Líbia prestando apoio médico e logístico no resgate de mais de 2,9 mil imigrantes, além de oferecer alimentação e atendimento inicial na embarcação.

                  Este navio, que no passado atuou em evacuações e missões de assistência humanitária, reforça a vocação do Brasil para operações de paz e ações humanitárias– destacou Antonio de Aguia Patriota, embaixador do Brasil no Reino Unido

                   

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                    Fabianne Domingos assinou a decoração de mais de 30 barcos no São Paulo Boat Show

                    De acordo com a marca, 37 embarcações de cinco estaleiros foram decoradas pela yacht designer durante o evento

                    Por: Nicole Leslie -
                    02/10/2025

                    A personalização de interiores marcou presença no São Paulo Boat Show 2025 e boa parte foi assinada pela designer e empresária Fabianne Domingos. Segundo ela, a marca foi responsável pela decoração de 37 embarcações exibidas no evento — cada uma com identidade própria.

                    Com mais de duas décadas no mercado, Fabianne construiu carreira em projetos de alto padrão no setor náutico, aeronáutico e residencial. No salão, apresentou propostas de decorações personalizadas para as lanchas Azov, Armatti, FS Yachts, Real Powerboats e Zath Mariner exibidas no evento.

                     

                    Para os conceitos apresentados, a yacht designer se reuniu com cada estaleiro algumas semanas antes do salão para definir detalhes sobre cada decoração. O resultado pôde ser visto pelos visitantes do São Paulo Expo.

                    Foto: Fabianne Domingos / Divulgação

                    Os projetos levam itens de curadoria que entregam detalhes específicos para cada barco, desde a rouparia de cama, mesa e banho até os uniformes da tripulação.

                    Foto: Fabianne Domingos / Divulgação

                    No São Paulo Boat Show conseguimos compartilhar a nossa paixão pelo design náutico com o público– disse Fabianne

                    A equipe mobilizada para a montagem contou com 16 profissionais, reforçando a dimensão do trabalho. Além do mercado brasileiro, a designer também tem expandido sua atuação para os Estados Unidos, onde inaugurou recentemente um escritório no Design District, em Miami.

                     

                    Confira os detalhes das decorações assinadas por Fabianne Domingos no São Paulo Boat Show 2025:

                    Foto: Fabianne Domingos / Divulgação
                    Foto: Fabianne Domingos / Divulgação
                    Foto: Fabianne Domingos / Divulgação
                    Foto: Fabianne Domingos / Divulgação

                    São Paulo Boat Show 2025

                    A edição de 2025 do São Paulo Boat Show ocupou o São Paulo Expo com mais de 170 embarcações em exposição — e inclusive lançamentos de peso. Cerca de 120 marcas reuniram lanchas de todos os portes, motos aquáticas, motores, equipamentos e acessórios indispensáveis para quem vive — ou sonha viver — no mundo náutico.

                     

                    Por lá o público encontrou pranchas motorizadas, veículos off-road, a inusitada “Kombi Boat” e até o projeto de um barco voador. Na terça-feira (23), último dia de evento, foi sorteada uma lancha Focker 188 Joy equipada com motor de popa Yamaha F90, da qual todos os visitantes tiveram a oportunidade de concorrer.

                    Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                    O NÁUTICA Talks também marcou presença no evento. O circuito de palestras reuniu mais de 50 especialistas ao longo dos seis dias, com histórias inspiradoras e dicas valiosas de gente do mar.

                     

                    Luxo e cultura completaram o pacote. No Espaço dos Desejos, marcas de alto padrão exibiram objetos exclusivos e carrões como Aston Martin, McLaren e Mustang. Duas Lamborghinis também chamaram atenção no evento.

                     

                    Náutica Responde

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                      Novo Chewbacca na área! Coral com aparência inusitada ganhou nome do personagem de Star Wars

                      Iridogorgia chewbacca tem galhos "peludos", pode passar de 1 metro de altura e costuma viver só. Conheça!

                      Por: Nicole Leslie -

                      Uma nova espécie de coral de águas profundas no Pacífico ocidental tropical ganhou um nome digno de Hollywood. Pesquisadores da Universidade do Havaí batizaram o achado de Iridogorgia chewbacca — sim, em homenagem ao Chewbacca, o lendário copiloto peludo da Millennium Falcon. O estudo foi publicado em setembro na revista científica Zootaxa.

                      O apelido não veio à toa. O coral tem galhos longos, flexíveis e brilhantes, com um aspecto “peludo” que lembrou os cientistas do personagem de Star Wars. Solitário e com “postura” ereta, ele virou quase um sósia submarino do fiel parceiro de Han Solo.

                       

                       

                      A espécie pertence ao gênero Iridogorgia, conhecido por habitar águas profundas e formar estruturas longas em espiral. O primeiro registro do novo coral foi em 2006, em Moloka’i (no Havaí), enquanto outro foi visto perto da Fossa das Marianas, em 2016.

                       

                      De acordo com a Universidade do Havaí, o Chewbacca mais antigo media cerca de 1,2 metro de altura; já o encontrado nas Marianas tinha por volta de 50 cm. Em ambos os casos, os galhos podiam chegar a até 38 cm de comprimento.

                      Primeiro “Coral Chewbacca”, visto em 2006. Foto: Universidade do Havaí / Divulgação

                      Para Les Watling, professor emérito da Escola de Ciências Biológicas da universidade e coautor do estudo, a descoberta foi marcante.

                      Seus galhos longos e flexíveis e seu formato me lembraram imediatamente de Chewbacca. Mesmo depois de anos de trabalho em águas profundas, descobertas como esta ainda me fazem parar e prestar atenção– Watling, em comunicado

                      A descrição da nova espécie levou em conta tanto características físicas quanto genéticas. No mesmo estudo, os cientistas também apresentaram outro coral recém-batizado: o Iridogorgia curva.


                      Hoje, segundo o estudo, já são pelo menos dez espécies conhecidas do gênero Iridogorgia no ocidente do Oceano Pacífico. E, apesar da fama de solitário, vale lembrar que um coral nunca está totalmente sozinho. Isso porque cada um é, na verdade, uma colônia formada por milhares de pólipos microscópicos que, juntos, constroem a estrutura maior.

                      Corais são colônias formadas por milhares de pólipos microscópicos. Foto: Universidade do Havaí / Divulgação

                      As novas descobertas reforçam como ainda há muito a explorar nas profundezas, e que lugares capazes de guardar biodiversidade inesperada podem também eventualmente revelar personagens improváveis.

                       

                      Náutica Responde

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                        Entenda como o gerenciamento costeiro pode ser um pilar estratégico para destinos turísticos

                        Para Bianca Colepicolo, um litoral bem gerido impacta diretamente a decisão de viagem de milhões de turistas

                        O gerenciamento costeiro é uma ferramenta essencial para o equilíbrio entre desenvolvimento econômico, preservação ambiental e qualidade de vida das comunidades de zonas costeiras. No Brasil, onde 8.500 km de litoral concentram uma significativa parcela da população e da atividade turística, a adoção de políticas integradas de gestão é decisiva para manter a atratividade dos destinos e evitar a degradação dos ecossistemas.

                        A gestão integrada da zona costeira (GIZC) envolve o planejamento e a regulação de usos do solo, das águas e das atividades produtivas. Ela considera os impactos cumulativos de obras de infraestrutura, ocupação urbana, turismo, pesca, transporte marítimo e mudanças climáticas, propondo soluções que minimizam conflitos e garantem sustentabilidade.

                         

                        Exemplos práticos incluem o ordenamento de praias para evitar superlotação, a definição de áreas para esportes náuticos, zonas de exclusão para proteção de recifes e manguezais, e o monitoramento da balneabilidade da água.

                        Foto: frimufilms / Envato

                        Para o turismo, os benefícios são diretos: um litoral bem gerido significa praias limpas, paisagens preservadas e infraestrutura adequada — fatores que impactam a decisão de viagem de milhões de turistas.

                         

                        Segundo dados do Ministério do Turismo, 44% das viagens domésticas têm o sol e praia como principal motivação. Isso torna indispensável que municípios costeiros implementem planos de gerenciamento que considerem não apenas o presente, mas a resiliência futura diante de eventos extremos, como ressacas e elevação do nível do mar.

                        Foto: ImageSourceCur / Envato

                        Além de preservar o meio ambiente, o gerenciamento costeiro favorece o desenvolvimento econômico local ao organizar usos para atividades náuticas, construir marinas seguras, incentivar investimentos em turismo de experiência e fortalecer a imagem do destino como sustentável.

                         

                        Cidades que adotam modelos de governança costeira participativa — envolvendo comunidade, setor privado e poder público — obtêm melhores resultados na captação de recursos e na certificação de qualidade, como o selo Bandeira Azul.


                        Portanto, o gerenciamento costeiro não é apenas uma questão ambiental: é um pilar estratégico para a competitividade dos destinos turísticos. Municípios que planejam e ordenam suas zonas costeiras se posicionam à frente na atração de visitantes, na geração de emprego e renda e na preservação de seu patrimônio natural e cultural.

                         

                        Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

                         

                        Náutica Responde

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                          Otto Aquino recebe a Medalha Amigo da Marinha do Vice-Almirante Trovão, Comandante do 8º Distrito Naval

                          Honraria reconhece os 20 anos de dedicação do diretor de conteúdo de Náutica à difusão da cultura marítima no Brasil

                          Por: Redação -

                          O diretor de conteúdo da Revista Náutica, Otto Aquino, foi homenageado pela Marinha do Brasil com a Medalha Amigo da Marinha, em cerimônia conduzida pelo Vice-Almirante Marco Antonio Ismael Trovão de Oliveira, Comandante do 8º Distrito Naval — que abrange os estados de São Paulo e Paraná, incluindo suas áreas marítimas e águas interiores, como a bacia hidrográfica do Tietê-Paraná.

                          A honraria Amigo da Marinha, criada em 1966, reconhece personalidades, militares de outras forças, bem como instituições que se tenham distinguido no trabalho de divulgar a mentalidade marítima, no relacionamento com a Marinha, na defesa dos interesses atinentes à Marinha e na divulgação da importância das águas para o país.

                          Vice-Almirante Marco Antonio Ismael Trovão de Oliveira e o jornalista Otto Aquino. Foto: Marcello Souza

                          “São mais de 20 anos dedicados ao mundo náutico, navegando entre histórias, barcos, eventos, pessoas e projetos que ajudaram a fortalecer esse universo no Brasil. Recebo essa distinção com alegria e gratidão, como um reconhecimento que compartilho com todos que caminham ao meu lado nessa trajetória”, destacou o jornalista Otto Aquino, que também é membro da Soamar-SP (Sociedade Amigos da Marinha São Paulo).

                          A medalha Amigo da Marinha, honraria criada em 1966

                          Para Otto, a medalha representa mais que uma homenagem. O diretor de Náutica ressaltou a importância de carregar consigo a mentalidade marítima, que traduz valores como disciplina, coragem, companheirismo e o espírito de sempre olhar para o horizonte em busca de novos desafios.

                          Vice-Almirante Trovão, Otto Aquino, Adilson Gaspar, da BRP; e Mario Simonsen, presidente da Somar SP. Foto: Marcello Souza

                          Otto fez questão de enaltecer o trabalho do Vice-Almirante Trovão e de toda a Marinha do Brasil, lembrando o papel fundamental da instituição na defesa da soberania, na proteção das nossas águas e na promoção da cultura náutica.


                          “O 8º Distrito Naval da Marinha do Brasil, sob a liderança do Vice-Almirante Trovão, exerce um trabalho incansável de integração com a sociedade civil, levando a mentalidade marítima para além dos portos e mares, alcançando também rios, lagos e comunidades. É uma honra poder contribuir, ainda que modestamente, para essa missão”.

                          Marcello Souza, presidente da ABENAU, à esquerda.

                          Durante o discurso, Otto agradeceu especialmente ao Vice-Almirante Trovão pela homenagem; ao presidente da Soamar São Paulo, Mario Wallace Simonsen, e sua diretoria pela indicação à honraria, ao diretor de segurança da navegação da Soamar São Paulo, Marcello Souza, pelo apoio constante; além de Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, e da própria Revista Náutica, que há décadas vêm trabalhando para difundir a cultura náutica no Brasil.

                          Esse reconhecimento é um estímulo para seguir ainda mais comprometido em promover e valorizar a cultura náutica no Brasil– Otto Aquino, diretor de conteúdo da Revista Náutica

                           

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                            Mudança no comando da Azimut Yachts Brasil

                            Grupo italiano anuncia saída de Francesco Caputo, que será substituído por CEO interino

                            Por: Redação -
                            01/10/2025

                            O grupo italiano Azimut Benetti anunciou uma alteração na liderança de sua operação no Brasil. Francesco Caputo, que estava à frente da Azimut Yatchs Brasil desde 2021, comandando a fábrica da marca em Itajaí, Santa Catarina, deixa a posição de CEO. Além dele, Gustavo Hoffmann também deixa sua função comercial na companhia.

                            A partir de 2 de outubro de 2025, Andrea Consolini, atual CFO do estaleiro no Brasil, assume como CEO interino, garantindo a continuidade da gestão e das operações da companhia no país.

                             

                            O grupo destacou que a mudança integra a estratégia de continuidade do crescimento da empresa no mercado brasileiro.

                             

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                              Filme sobre Chorão terá cenas gravadas em icônico prédio de Santos, no litoral de SP

                              Edifício Parque Verde Mar, projetado pelo polêmico Artacho Jurado, é uma das locações para a obra que ganhará as telonas em 2026 com José Loreto

                              Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr., será revivido nas telonas pelo ator José Loreto no filme Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz?, inspirado no livro da viúva do cantor, Graziela Gonçalves. As gravações acontecem em Santos, no litoral de São Paulo, com direito a um cenário icônico da cidade: o Edifício Parque Verde Mar, projetado pelo polêmico Artacho Jurado.

                              São muitos os simbolismos envolvidos nessa trama, a começar pelo personagem principal, Alexandre Magno Abrão, o Chorão.

                               

                              Mesmo após sua morte por overdose, em 2013, a banda — que encerrou suas atividades no mesmo ano — segue fazendo sucesso e tocando de forma especial os corações mais nostálgicos, que viveram o auge do grupo formado ainda pelo baixista Champignon (também falecido em 2013), os guitarristas Marcão Britto e Thiago Castanho e o baterista Renato Pelado.

                              José Loreto nas gravações de “Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz?”. Foto: Instagram @joseloreto / Reprodução

                              Santos, cidade que acolheu Chorão na adolescência, acabou se tornando cenário e inspiração de suas músicas. Por lá ele construiu seu “escritório na praia” e pôde viver de perto a paixão pelo time do coração, o Santos Futebol Clube.

                               


                              Não à toa, o município é o principal palco das gravações do filme. Uma locação em especial, porém, chama atenção: o Edifício Parque Verde Mar. Jurado, arquiteto que nunca se formou em arquitetura, projetou a obra em 1951.

                              Foto: André Gomes / Instagram @andredvco / @prediosecasasdesantos / Reprodução

                              Muito à frente de seu tempo, o Parque Verde Mar foi descrito à época como um “castelo encantado” que se ergueria “na linda praia santista do Boqueirão” — e assim foi feito. Mirando na burguesia paulistana que procurava um lugar à beira mar para relaxar, Jurado projetou uma obra luxuosa para os anos 50, que até hoje atrai olhares na orla santista.

                              Foto: André Gomes / Instagram @andredvco / @prediosecasasdesantos / Reprodução

                              O “teto furadinho” mais famoso de Santos, em formato amebóide, foi uma grande inovação — mas não a única. O prédio traz ainda recursos como sala de leitura, salão de festas e playground coberto, com brinquedos desenhados pelo próprio Jurado. Suas linhas curvas pronunciadas, as varandas de diferentes texturas e padrões e a paleta de cores vibrantes também não passam despercebidas.

                              Foto: André Gomes / Instagram @andredvco / @prediosecasasdesantos / Reprodução

                              O desnível do piso térreo em relação à Avenida Vicente de Carvalho é outro ponto de destaque. Esse “pulo do gato” garante que o térreo do edifício se transforme em uma grande varanda, de onde é possível admirar a praia e os belos jardins da orla santista.


                              A entrega do Edifício Parque Verde Mar, em 1957, teve direito a uma excursão com dois ônibus fretados, que levaram ao Boqueirão colunistas sociais, artistas e socialites de São Paulo para conhecer o edifício.

                              Foto: André Gomes / Instagram @andredvco / @prediosecasasdesantos / Reprodução

                              Considerado um dos maiores ícones da modernização urbana de Santos no pós-guerra, o prédio que dividirá holofotes com Loreto nos cinemas é ainda um patrimônio cultural de Santos, tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio de Santos (Condepasa).

                              Artacho Jurado, o arquiteto que nunca se formou em arquitetura

                              Embora seja o nome por trás de grandes edifícios em São Paulo e em Santos, Artacho Jurado nunca se formou em arquitetura. Filho de um anarquista, ele não pôde frequentar a escola, uma vez que seu pai não o permitia jurar à bandeira — cerimônia obrigatória na época.

                              Foto: André Gomes / Instagram @andredvco / @prediosecasasdesantos / Reprodução

                              Considerado um autodidata, Jurado, então, idealizava suas obras e recorria a profissionais formados para que assinassem os projetos. A solução, ainda que viável, o mantinha constantemente fiscalizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA).

                               

                              As placas de suas obras não podiam destacar seu nome em tamanho maior do que o do engenheiro responsável — imposição frequentemente quebrada por Jurado. Muito por isso, o reconhecimento de suas obras foi tardio. Seu prestígio foi recuperado após sua morte, em 1983, e promete ganhar ainda mais destaque após o lançamento do filme, previsto para 29 de janeiro de 2026.

                               

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                                Vídeo: vazamento de óleo de naufrágio da 2ª Guerra vira emergência ambiental no Pacífico

                                Antiga embarcação japonesa Rio de Janeiro Maru está liberando substâncias tóxicas nas águas e afetando a vida marinha. Assista!

                                A prova de que os resquícios de uma guerra podem ultrapassar gerações está acontecendo agora, na Micronésia (nação insular da Oceania). Por lá, o vazamento de óleo de uma antiga embarcação japonesa naufragada na Segunda Guerra Mundial tem colocado em risco ecossistemas marinhos e a economia pesqueira local.

                                Formada por mais de 600 ilhas da parte leste da Oceania, a nação declarou estado de emergência ambiental em 15 de setembro, devido ao acúmulo do óleo tóxico na região da Lagoa Chuuk. A situação foi descoberta por mergulhadores, que se depararam com o vazamento pouco antes, no dia 11.

                                 

                                 

                                Durante a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) em Nova York, que aconteceu de 23 a 29 de setembro, Wesley Simina, presidente dos Estados Federados da Micronésia, declarou que os remanescentes da guerra agora ameaçam a pesca, as comunidades e os meios de subsistência da nação.

                                A dimensão dessa crise excede em muito a capacidade da Micronésia de enfrentá-la sozinha– alertou Simina na ocasião

                                Assista ao vídeo do vazamento:

                                 

                                 

                                Um dos cemitérios de naufrágios mais conhecidos do mundo

                                Embora leve “lagoa” no nome, a Lagoa Chuuk é muito mais que isso. Área protegida do Pacífico, o local foi responsável por abrigar uma base naval japonesa até 1944. Naquele ano, uma ofensiva aérea dos Estados Unidos, chamada de “Operação Hailstone”, detonou mais de 50 navios da frota japonesa em um ataque considerado como o “troco” pela ofensiva do Japão a Pearl Harbor, em 1941.

                                Foto: Facebook Office of the Governor, State of Chuuk / Reprodução

                                A inteligência japonesa de guerra previu o ataque, retirando do local seus navios maiores (cruzadores pesados e porta-aviões). Ainda assim, cerca de 12 navios de guerra japoneses menores (cruzadores leves, destroieres e auxiliares), 32 navios mercantes e aeronaves foram destruídos e repousam no local. Desse momento da história nasceu outro: um dos cemitérios de naufrágios mais conhecidos do mundo.


                                O destino é cobiçado por mergulhadores, que vão até lá, justamente, para explorar esses registros da história. A poluição local, porém, tem os colocado em risco. Embora os vazamentos sejam constantes, o atual — e mais preocupante — é do navio naufragado Rio de Janeiro Maru, conforme destacou o Pacific Island Times. O barco leva o nome familiar pelo fato de que, quando em atividade, saia do Japão rumo às Américas.

                                Foto: Facebook Office of the Governor, State of Chuuk / Reprodução

                                Vale destacar que, no Pacífico, mais de 1,2 mil naufrágios da Segunda Guerra Mundial, especialmente na Lagoa Chuuk, representam risco de poluição, segundo a Secretaria do Programa Regional do Meio Ambiente do Pacífico (SPREP). Na ONU, o presidente Simina reforçou a urgência de cooperação internacional e científica para enfrentar os impactos da crise climática nas nações insulares, destacando que nenhum país pode agir sozinho.

                                 

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                                  Barco turístico fará passeios gratuitos na Lagoa da Pampulha ainda neste ano

                                  Projeto anunciado pelo governo de Minas é parte das medidas de limpeza e reestruturação previstas no Programa Reviva Pampulha

                                  Um catamarã deve passar a fornecer passeios turísticos gratuitos nas águas da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), já em dezembro deste ano. O projeto, anunciado pelo governo de Minas, é parte de uma série de medidas de limpeza e reestruturação previstas no Programa Reviva Pampulha, iniciativa da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

                                  Parte de um complexo de monumentos arquitetônicos concebidos por Oscar Niemeyer, a Lagoa da Pampulha também é point de encontro para atividades físicas em sua orla. Em contraste, o local sofre com o despejo inadequado de rejeitos e o mau cheiro causado pela poluição.

                                  Por muitos anos o esgoto não foi cuidado. Agora, fazemos um esforço em conjunto com as prefeituras de Contagem e BH para que a população volte a falar com orgulho do nosso cartão-postal– destacou o vice-governador de MG, Mateus Simões

                                  Graças aos trabalhos de despoluição, a qualidade da água da lagoa já permite atividades como navegação e trabalho técnico sem risco de contaminação, segundo o governo estadual. O local estava proibido para passeios de barco desde 1968 por conta do perigo de infecção.


                                  Assim, a embarcação turística deve levar 80 moradores e visitantes — através da construção de um píer de acesso — para conhecer o espaço de uma nova perspectiva, em três saídas diárias.

                                  Revitalização e valorização do patrimônio

                                  O Conjunto Moderno da Pampulha é declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO desde 2016. O complexo arquitetônico, artístico e paisagístico de Belo Horizonte foi projetado por Oscar Niemeyer e outros artistas em 1943.

                                  Casa do Baile e Lagoa da Pampulha. Foto: Carmeladgl / Wikimedia Commons / Reprodução

                                  Entre os atrativos do espaço — que tem ainda paisagismo de Roberto Burle Marx — estão a Igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Museu de Arte da Pampulha (antigo Cassino) e o Iate Tênis Clube, todos articulados em torno da lagoa e que passarão a ser vistos diretamente da água.

                                   

                                  Tudo isso, porém, atualmente é ofuscado pela má preservação do patrimônio. Não à toa, durante a coletiva que anunciou o barco turístico na Pampulha, o governo também apresentou novos investimentos para melhorar as condições na região. Por meio da Copasa, serão investidos R$ 23 milhões na continuidade da despoluição da Lagoa da Pampulha e na revitalização da Avenida Otacílio Negrão de Lima, na orla.

                                  Igreja de São Francisco de Assis. Foto: Portal Lagoa da Pampulha / Reprodução

                                  As obras preveem ainda a revitalização e modernização de duas estações elevatórias de esgoto, responsáveis pelo bombeamento até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Onça, visando promover melhorias operacionais no processo de transporte dos efluentes.

                                   

                                  Além disso, o Estado deve criar 740 novas ligações de esgoto em BH e Contagem, 270 delas na comunidade Guarani Kaiowá; e 11.240 metros de redes coletoras, sendo 10.306 metros em Contagem e 934 metros em BH — obras que devem permitir um alcance de 100% de cobertura na bacia com redes coletoras em BH e 99,5% em Contagem.

                                   

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                                    Superiate dos anos 1990 é vendido por quase R$ 100 milhões

                                    Com 28 anos de vida, embarcação de 177 pés é sucesso em fretamentos e passou por reformas recentemente

                                    Nem tudo que é antigo, necessariamente, é velho. Mesmo construído em 1997, o superiate Starfire continua sendo um verdadeiro poço de dinheiro. Não à toa, o barco foi recentemente vendido por US$ 16 milhões (cerca de R$ 85,1 milhões na conversão de outubro de 2025).

                                    O primeiro dono do Starfire, ainda nos anos 1990, sabia tim-tim por tim-tim o que queria para ter uma verdadeira mansão flutuante dos sonhos. Não por acaso, se envolveu diretamente no processo de construção do barco, feito pelo renomado estaleiro italiano Benetti.

                                    Foto: IYC Yachts/ Divulgação

                                    Um dos pedidos especiais desse magnata — um dos investidores da construtora — foi a produção de um casco que resistisse ao tempo. Além disso, o barco recebeu interiores magníficos, dignos de uma galeria de arte capaz de mesclar o rústico ao moderno já naquela época.

                                    Foto: IYC Yachts/ Divulgação

                                    O superiate Starfire entrega imponência com seus 177 pés (54 m de comprimento), em um design predominantemente branco com linhas da cor creme-marrom.

                                    Mais requisitado do que nunca

                                    Com interiores ao estilo Art Déco, projetados pelo famoso estúdio François Zuretti, o barco é recheado de madeira brilhante, pias douradas, detalhes em ônix e tapetes tecidos à mão. Tudo isso para criar um ambiente puramente requintado, em tons quentes de mel e detalhes em azul.

                                    Foto: IYC Yachts/ Divulgação
                                    Foto: IYC Yachts/ Divulgação

                                    Em 2023, a embarcação passou por uma reforma abrangente que acrescentou dois banheiros na área da tripulação. O ambiente projetado para os trabalhadores do barco também inclui um lounge e uma sala de jantar separados, além de um espaço dedicado para seis mesas individuais.

                                    Foto: IYC Yachts/ Divulgação

                                    Aos hóspedes, uma moderna academia com paredes de vidro, sauna e chuveiro fazem parte da experiência de desfrutar por completo o Starfire. O superiate ainda possui um terraço com jacuzzi, cinema ao ar livre e comporta 14 visitantes (em seis cabines) e 14 tripulantes.

                                    Uma mina de ouro

                                    Nem mesmo quase três décadas de idade deixaram a embarcação cair em desuso. Na verdade, muito pelo contrário. Durante os últimos anos, a Starfire serviu arduamente como um barco fretado, sendo um dos maiores destaques neste setor. Além de ter todas as manutenções necessárias, a embarcação passa constantemente por atualizações periódicas.

                                    Foto: IYC Yachts/ Divulgação
                                    Foto: IYC Yachts/ Divulgação

                                    Logo, o valor pago no superiate, na verdade, é um investimento, visando tanto o uso próprio quanto o fretamento. Quando vendido, esse “brinquedo” ainda conservava parte da herança de seu proprietário, incluindo uma coleção particular de fotografias e um luxuoso bote.

                                     

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                                      Falta um mês! Salvador Boat Show atracará na Baía de Todos-os-Santos em 30 de outubro

                                      Segunda edição do maior salão náutico da Bahia promete novidades, test-drives e experiências culturais em águas baianas

                                      Por: Nicole Leslie -
                                      30/09/2025

                                      E se o mar pudesse contar histórias? É nesse espírito que o Salvador Boat Show 2025 atraca na Baía de Todos-os-Santos daqui a um mês. Após uma estreia de sucesso em 2024, o evento retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia e com data marcada: de 30 de outubro a 2 de novembro.

                                      Pelo segundo ano consecutivo, o evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, a maior do Brasil e segunda maior navegável do mundo, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.

                                      Bahia Marina. Foto: Divulgação

                                      Com realização totalmente na água, o salão oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.

                                       

                                      O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).


                                      Na primeira edição, mais de 20 embarcações foram vendidas durante o evento — resultado que reforçou a importância do setor para a economia local. O impacto foi reconhecido pelo prefeito Bruno Reis, que em 2024 garantiu a permanência do evento na cidade por pelo menos mais quatro edições.

                                      Vamos investir ainda mais porque sabemos da importância do setor náutico para a geração de renda para a nossa cidade– declarou na ocasião

                                      Bahia Marina. Foto: Paul R. Burley / Wikimedia Commons / Reprodução

                                      A Revista Náutica fará a cobertura completa do salão, que também terá atualizações de expositores e venda de ingressos no site oficial do Salvador Boat Show 2025. Não perca!

                                       

                                      Anote aí!

                                      Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025
                                      OndeBahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, Salvador – BA)
                                      Horário
                                      : 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h.
                                      Mais informações: no site do evento
                                      Ingressos: site oficial de vendas

                                       

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                                        Em terra firme! Tamara Klink completa travessia da Passagem Noroeste e faz história

                                        Após dois meses de aventura, navegadora se torna a 1ª pessoa da América Latina a concluir o trajeto em solitário

                                        Depois de dois meses numa aventura congelada, Tamara Klink concluiu a travessia da Passagem Noroeste partindo em solitário da Groenlândia até o Canadá. Com isso, se tornou a 1ª latino-americana a realizar tal feito — além da 2ª mulher e a 14ª pessoa no total.

                                        O Sardinha-2 agora se encontra atracado em segurança em Homer, no Alaska. Entretanto, até chegar ao seu destino da travessia, Tamara e seu veleiro passaram por vários apuros, como tempestades, gelos marinhos, ursos-polares e icebergs.

                                        Foto: Instagram @tamaraklink/ Reprodução

                                        Foi a viagem mais difícil que fiz até hoje, mas foi a navegação que achei mais fácil– conta Tamara em vídeo publicado nas redes sociais

                                        Os últimos dias de viagem, contudo, não facilitaram a jornada — muito pelo contrário. Conforme relatado pela navegadora em seu mais recente “diário de bordo online”, os ventos não deram trégua durante a noite, deixando as velas murchas e as ondas agitadas de dia.

                                        Foto: Instagram @tamaraklink/ Reprodução

                                        Na reta final da passagem, os icebergs deram lugar para outro “vilão”: os troncos de árvores. Tamara conta que muita madeira passou a flutuar na água depois da ventania, por isso teve que usar binóculos para observar os obstáculos e desviar deles a tempo.

                                        “Oi, vovó”

                                        Quem acompanhou toda a travessia pelas redes sociais percebeu que havia uma fiel confidente a acompanhando — mesmo que a incontáveis quilômetros de distância. Os vlogs gravados por Tamara durante a travessia sempre tinham como remetente Anna Francesca Wolf Bandeira, sua querida “vovó”.

                                         

                                         

                                        Uma das maiores encorajadoras da neta, Anna apoiou o sonho da navegadora desde pequena. Além de todo o apoio emocional, foi justamente a avó de Tamara que nomeou os veleiros de “Sardinha” e “Sardinha-2”, que marcaram as travessias inspiradoras.

                                        Minha avó não é navegadora, não me ensinou a dar nós nem a fazer planilhas, mas quando me faltou coragem, ela me apoiou e não me deixou desistir– escreveu na publicação mais recente no Instagram

                                        Foto: Instagram @tamaraklink/ Reprodução

                                        Com a voz embargada, a filha de Amyr Klink dedica a travessia pela Passagem Noroeste à avó. “Eu te agradeço por ter entendido que eu gostava disso [navegar], mesmo se às vezes pensar que eu estivesse correndo perigo te preocupasse. Te agradeço por ter dito que você preferia me apoiar do que pensar que eu passaria o resto da minha vida arrependida de não ter tentado”.

                                        Como diz meu pai: ‘a viagem só acaba quando o último cabo está preso no pontão e o barco finalmente está em segurança e o navegador também’– finaliza

                                        Pitada extra de adrenalina

                                        Além das águas nem sempre tranquilas, outros contratempos colocaram uma pitada de adrenalina — e medo — na travessia da Passagem Noroeste. Um desses episódios aconteceu no último mês de agosto quando, através de um drone, Tamara avistou um urso-polar enquanto fiscalizava uma região para abrigar-se em terra firme.

                                        Foto: Instagram @tamaraklink/ Reprodução

                                        “Enquanto me aproximava do abrigo, vi um ponto branco correndo na montanha verde. A Sardinha avançava e o ponto também. Na teoria, eu queria muito ver um urso. Na prática, eu morro de medo”, contou. Mal sabia ela que esse não seria seu último episódio com o animal.

                                         

                                        Isso porque momentos depois um urso-polar subiu no barco onde Tamara estava sozinha. Entre várias opções consideradas, a navegadora seguiu o conselho da tripulação ao seu redor, ligou o motor do Sardinha 2 e afastou o animal selvagem da embarcação.

                                        Urso-polar fotografado por Tamara. Foto: Instagram @tamaraklink/ Reprodução

                                        Apesar do susto, ninguém saiu ferido. O único prejuízo do urso-polar foram alguns arranhões que as garras afiadas deixaram em algumas boias de segurança, mas nada muito grave.

                                         

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                                          Robert Scheidt brilha em Florianópolis e conquista título do Sul-Brasileiro de Snipe

                                          Com quatro vitórias em seis regatas, campeão olímpico e Anderson Brandão dominaram a competição no Veleiros da Ilha

                                          Por: Nicole Leslie -

                                          O mar de Florianópolis foi palco de mais um feito de Robert Scheidt. Ao lado de Anderson Brandão, o multicampeão olímpico confirmou no domingo (28) a vitória no 54º Campeonato Sul-Brasileiro da Classe Snipe, disputado no Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha.

                                          Foram dois triunfos decisivos nas regatas finais, com ventos constantes de até 16 nós, que garantiram à dupla o título com autoridade: quatro vitórias em seis provas e apenas cinco pontos perdidos.

                                          Foto: Victor Feldmann / Heusi Action / Veleiros da Ilha / Divulgação

                                          O pódio foi completado pelos catarinenses José Irineu e João Marcelo Carlin, que somaram 16 pontos, e pelos argentinos Luciano Pesci e Florencia Galimberti, com 21 pontos.

                                          Florianópolis nunca decepciona. Foram três dias de velejadas intensas, com condições que exigiram muito– revelou Scheidt.

                                          Foto: Victor Feldmann / Heusi Action / Veleiros da Ilha / Divulgação

                                          Apesar dos desafios, a dupla menteve um ritmo intenso mesmo com a intempérie do forte vento — o que fez a diferença no resultado. No fim, ficaram as boas memórias. “Sempre vale a pena velejar neste mar maravilhoso”, celebrou o dono de cinco medalhas olímpicas e 14 títulos mundiais.

                                          Pódios internacionais e novas gerações em destaque

                                          54º Campeonato Sul-Brasileiro da Classe Snipe. Foto: Victor Feldmann / Heusi Action / Veleiros da Ilha / Divulgação

                                          A categoria Mista do campeonato terminou com festa argentina: Pesci e Galimberti confirmaram o título, seguidos pela dupla gaúcha Lucas Mazim e Luciana Figueiredo. Já a categoria Feminina teve vitória catarinense, com Lara Nakamura Candemil e Anne Scampini no topo do pódio.


                                          Entre os mais jovens, Guilherme e Fernando Menezes, do Lagoa Iate Clube, foram destaque na Júnior. E na Master, o domínio foi novamente de Scheidt e Brandão, que confirmaram também o título da divisão.

                                          Robert Scheidt e títulos olímpicos

                                          Scheidt ostentou por mais de dez anos o título de brasileiro com o maior número de medalhas conquistadas durante os Jogos Olímpicos, com cinco títulos (dois ouros, duas pratas e uma bronze). O recorde foi batido pela ginasta Rebeca Andrade, que em 2024 se tornou a atleta com mais medalhas olímpicas do país, com seis no total.

                                          Foto: Victor Feldmann / Heusi Action / Veleiros da Ilha / Divulgação

                                          A conquista de Andrade mostrou que Scheidt nutre como princípio do esporte a torcida e o respeito. Na ocasião, em 2024, o ícone da vela parabenizou publicamente a ginasta pelo novo recorde e mostrou, mais uma vez, que o espírito do esporte é o companheirismo.

                                           

                                          Além de Scheidt, Torben Grael, outro grande nome da vela, também guarda cinco medalhas olímpicas. Ambos têm a mesma quantidade de ouros, mas o fato de Grael ter duas de bronze e uma de prata fez com que Scheidt fosse considerado o líder até o feito de Andrade.

                                           

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                                            Angelo Guedes passa por grandes desafios mas avança na construção da embarcação que será motorizada por Yanmar

                                            Nenhum acidente é capaz de interromper o sonho de Angelo Guedes — nem mesmo um guincho de 300 kg caindo em cima do seu barco! No 9º episódio de “Construção do Veleiro Bravura”, que vai ao ar nesta terça-feira (30), às 20h, no Canal Náutica do YouTube, o construtor amador enfrenta desafios pesados, mas avança mais do que nunca na construção do barco, que será motorizado por Yanmar.

                                            Tudo caminhava bem na produção do barco a vela. Angelo já tinha começado a montar a doghouse (estrutura elevada construída sobre ou imediatamente à frente da entrada da cabine) e cortado as placas de alumínio para o teto do veleiro com todo o cuidado, até que… plaft!

                                             

                                             

                                            Na hora de erguer o barco e testar o sistema de quilha, o guincho despencou lá do alto e caiu em cima do Bravura. Apesar do acidente, ninguém se feriu — nem mesmo a embarcação. O susto também não desanimou o paranaense, que teve ainda grandes avanços no 9º episódio.

                                            Parte da doghouse montada por Angelo Guedes. Foto: Revista Náutica

                                            Entre mais soldagens no casco e montagens das chapas de alumínio — escova, encaixa e escova novamente — , o novo capítulo dessa saga mostra que o convés está cada vez mais perto de ser finalizando. A proa ganha uma casaria (ou 90% dela) e Angelo se empolga com o andamento do projeto.

                                            Teto da casaria do veleiro Bravura. Foto: Revista Náutica

                                            Se você faz as coisas com carinho, fé e determinação, vai dar tudo certo– destacou Guedes

                                            A chegada do bow thruster (um propulsor de manobra que integrará o barco para melhorar significativamente a manobrabilidade) é comemorada e, sem perder tempo, Angelo parte para a soldagem e instalação do tubo deste dispositivo. Um “spray mágico”, porém, acaba revelando poros que deixam nítidos os defeitos da solda — o jeito foi abrir e fazer tudo de novo.

                                            Montagem das placas de alumínio. Foto: Revista Náutica
                                            Tubo do bow thruster encaixado. Foto: Revista Náutica

                                            Depois de muita persistência, o tubo do bow thruster é finalmente encaixado, mas não só isso: a solda do convés interno está praticamente finalizada e o flange (componente mecânico em forma de anel ou disco que serve para unir duas partes de um sistema) do tubo de alumínio fica pronto.

                                            Montagem do flange no tubo de alumínio. Foto: Revista Náutica

                                            Tiveram pessoas negativas que falaram que daria tudo errado. Deu tudo certo, nosso casco está praticamente pronto– comemorou Angelo


                                            Impulsionado pela Yanmar

                                            Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.

                                            3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

                                            O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.

                                             

                                            Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.

                                            3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

                                            De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.

                                             

                                            O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.

                                            Acompanhe tudo no Canal Náutica do YouTube!

                                            Para não perder nenhum episódio dessa épica jornada, inscreva-se no Canal da Náutica no YouTube e ative o sininho. Assim, você sempre será notificado quando um vídeo estrear — não só da “Construção do Veleiro Bravura”, mas também de outras produções NÁUTICA.

                                             

                                            A série terá episódios novos toda terça-feira, às 20h (horário de Brasília). Embarque nessa aventura com a gente!

                                             

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                                              10º troféu Fita Azul veio neste domingo (28), após 17h, 47min e 46s de navegação. Confira mais colocações!

                                              O veleiro pernambucano Adrenalina Pura foi o Fita Azul da 36ª edição da Regata Internacional Recife Fernando de Noronha (Refeno). A embarcação foi a primeira a cruzar o Mirante do Boldró neste domingo (28), às 7h47 (horário de Recife), após 17 horas, 47 minutos e 46 segundos de navegação. O feito rendeu à equipe o 10º troféu da disputa, consolidando o barco como o maior campeão da Refeno.

                                              A 36ª edição desta que é a maior regata oceânica da América Latina começou no sábado (27), com 95 dos 100 barcos inscritos largando do Marco Zero, no Recife, rumo à linha de chegada, no Mirante do Boldró, em Noronha — um percurso de 300 milhas náuticas (560 km).

                                               

                                              O segundo barco a completar a Refeno foi o Maré XX (Marcello de Oliveira Gomes), de Goiás, que completou a prova às 16h do domingo, com o tempo de 26h e 03s. Às 19h12, o Ohana 28 (Roberto Monteiro), do Rio de Janeiro, carimbou o terceiro lugar do pódio, concluindo o percurso em 29h, 12min e 12s. Apenas 21 segundo depois, o baiano Jahú 2 (Luís Muriel) completou a regata, após 29h, 12min e 33s.

                                               

                                               

                                              A madrugada de segunda-feira (29) registrou a chegada da maioria dos barcos que participaram da travessia. Até a última atualização da organização do evento, 40 deles cruzaram o Mirante do Boldró entre 00h e 6h. Mais veleiros completaram o percurso pela manhã.

                                               

                                              A expectativa é que os últimos barcos cheguem até o final da manhã desta terça-feira (30). O resultado completo pode ser consultado através do site oficial da Refeno.


                                              Mais do que campeão: um recordista histórico

                                              Maior campeão da Refeno — agora com 10 títulos — , o Adrenalina Pura já chegou às águas como um dos favoritos ao título da 36ª edição da disputa. Fazendo jus às expectativas, o veleiro não apenas se sagrou como o Fita Azul da regata, como também cravou o quarto melhor tempo da história da Refeno.

                                              Chegada do Adrenalina Pura em 2024. Foto: Tsuey Lan Bizzocchi / Divulgação

                                              O feito ganha contornos ainda mais impressionantes quando se leva em conta que os outros três melhores tempos também pertencem ao Adrenalina Pura, inclusive o recorde, cravado em 2007, com 14h, 34min e 54s.

                                               

                                              São dez participações e em todas o veleiro foi o primeiro a chegar em menor tempo na ilha: 2000, 2001, 2002, 2005, 2006, 2007 e 2008, com a bandeira da Bahia; e três por Pernambuco, em 2023, 2024 e 2025.

                                              Foto: Tsuey Lan Bizzocchi / Divulgação

                                              O barco pertence aos sócios do Cabanga Iate Clube de Pernambuco, Avelar Loureiro, Cecília Peixoto e Humberto Carrilho. A tripulação vitoriosa em 2025 tem, além de Avelar e Cecília, Gustavo Pacheco (Rato), Benedicto Ferreira Neto, Carlos Antônio Filho, Eduardo Henrique de Oliveira, Lucas Sant’anna, Patrick Sena, Pedro João de Almeida, Ted Monteiro e Rafael Monteiro.

                                               

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                                                Por: Nicole Leslie -

                                                Quando é para acontecer, tudo conspira a favor. Foi assim que a arquiteta e empreendedora Sabri Fidelis descreveu a estreia do Projeto Disruptura no São Paulo Boat Show 2025. O maior salão náutico da América Latina recebeu obras de Bia Ferrer e Antonio Peticov, numa mostra que aproximou universos distintos — da arte e da náutica — no mesmo ambiente.

                                                A ideia nasceu às vésperas do evento. Sabri, que também apresenta o podcast Papo com Sabri, recebeu em seu programa a arquiteta especialista em eventos Andreia Amigo, responsável pelo salão náutico. Do diálogo surgiu a oportunidade de dar vida a um desejo antigo: tornar a arte mais próxima e acessível a todos os públicos.

                                                Amostra do Projeto Disruptura estreou no São Paulo Boat Show 2025. Foto: RP / Revista Náutica

                                                Houve pressa, riscos e incertezas no transporte e na exibição das peças. Mas, ao final, o projeto foi exibido e a recepção do público superou as expectativas.

                                                Quando você começa um movimento, as pessoas enxergam e querem participar. Estou muito feliz e realizada– disse Sabri

                                                Sabri Fidelis (à esq.) e Bia Ferrer. Foto: RP / Revista Náutica

                                                O sentido da Disruptura

                                                O gatilho para o projeto veio de uma inquietação em Sabri: apesar de poderosa, a arte ainda não chega a todos. Em visitas a galerias abertas e gratuitas, a arquiteta notou a ausência de público e ouviu que muitas pessoas têm receio de se aproximar da arte. A partir daí, decidiu criar um espaço para aproximar as pessoas da arte, onde a contemplação fosse descomplicada.

                                                Obras de Antonio Peticov na amostra Disruptura. Foto: RP / Revista Náutica

                                                O Projeto Disruptura nasceu desse propósito e sua estreia no Boat Show paulista mostrou que a proposta tem fôlego. Segundo Sabri, novos convites já surgiram durante os dias de exposição, mostrando que o movimento está apenas começando.

                                                Bia Ferrer e suas Insustentáveis

                                                Artista visual multimídia e com forte presença na arte urbana, Bia Ferrer levou ao salão cinco obras iluminadas da série Insustentáveis. A trajetória da série começou nas ruas de São Paulo, em lambe-lambes gigantes que chegavam a 30 metros de comprimento. Com a repercussão, Bia criou versões menores e numeradas, até chegar às peças em formato de luminária.

                                                As Insustentáveis, de Bia Ferrer, na amostra Disruptura. Foto: RP / Revista Náutica
                                                Imagens mostram lambe-lambes das Insustentáveis em São Paulo. Foto: RP / Revista Náutica

                                                As imagens partem de poses de uma acrobata circense e combinam estampas multicoloridas e formas leves, que dialogam com as embarcações expostas no evento. A paleta vibrante, por coincidência, também conversou com a da identidade visual da 28ª edição do Boat Show em SP — o que, para Bia e Sabri, foi mais um sinal de que a presença da obra ali era inevitável.

                                                Alcancei a disruptura que eu queria– concluiu Sabri.

                                                Foto: RP / Revista Náutica

                                                São Paulo Boat Show 2025

                                                A edição de 2025 do São Paulo Boat Show ocupou o São Paulo Expo com mais de 170 embarcações em exposição — e inclusive lançamentos de peso. Cerca de 120 marcas reuniram lanchas de todos os portes, motos aquáticas, motores, equipamentos e acessórios indispensáveis para quem vive — ou sonha viver — no mundo náutico.

                                                 

                                                Por lá o público encontrou pranchas motorizadas, veículos off-road, a inusitada “Kombi Boat” e até o projeto de um barco voador. Na terça-feira (23), último dia de evento, foi sorteada uma lancha Focker 188 Joy equipada com motor de popa Yamaha F90, da qual todos os visitantes tiveram a oportunidade de concorrer.

                                                Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                O NÁUTICA Talks também marcou presença no evento. O circuito de palestras reuniu mais de 50 especialistas ao longo dos seis dias, com histórias inspiradoras e dicas valiosas de gente do mar.

                                                 

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                                                  Por: Nicole Leslie -

                                                  Ver barcos de perto não faz parte da rotina das cerca de 15 crianças atendidas pelo Projeto Virtudes Tênis, mas elas puderam realizar esse sonho no São Paulo Boat Show e viver um dia entre embarcações imponentes. O projeto social, que oferece aulas de tênis gratuitas no bairro do Capão Redondo, na Zona Sul da capital paulista, mostra que esporte, educação e respeito abrem caminhos de sucesso.

                                                  A gente nunca imaginou que ia ver tudo isso, é gigante! Foi muito da hora ver assim de perto– resumiu uma das pequenas, encantada com a magnitude do salão náutico

                                                  Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica

                                                  Criado pelos amigos Philippe Almeida Gonçalves e Juliano Pires Silva, o Virtudes Tênis oferece aulas gratuitas para crianças de 4 a 14 anos. Os encontros são realizados aos domingos em uma quadra adaptada de futebol no Capão Redondo. Além das raquetes e bolinhas, os encontros incluem café da manhã e lições que vão além do esporte.

                                                  O nosso interesse é ver eles praticando esportes. Mas acima de tudo, a gente prega educação, respeito e estudos. Torcemos para que tenham sucesso na vida– disse Philippe

                                                  Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica

                                                  Philippe e Juliano sabem bem como é começar pequeno. Ainda adolescentes, trabalharam como gandulas (jovens que devolvem as bolas para a quadra) ganhando R$ 300 por mês. Hoje, são professores de tênis particular e decidiram estender o conhecimento à comunidade.

                                                  Infelizmente, onde a gente mora, a maioria das oportunidades são para coisas erradas. Através do esporte, mostramos que eles podem vencer na vida, mesmo em um local onde não é tão fácil enxergar pontes para o sucesso– contou Philippe à NÁUTICA

                                                  Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica
                                                  Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica

                                                  O projeto já soma quatro professores voluntários e organiza campeonatos com direito a troféus e muita festa. Para os mais velhos, a dupla ainda busca vagas de jovem aprendiz, especialmente ligadas ao esporte, para ajudar ainda mais em um futuro de sucesso.

                                                  O desafio da “Carreira Solo”

                                                  Apesar do crescimento da iniciativa, o Virtudes Tênis opera de forma independente. “A gente é carreira solo. Tudo o que tem no projeto é bancado por nós, do bolso mesmo. Não é para lucrar, mas para criar oportunidades”, explicou Juliano Pires.

                                                   

                                                   

                                                  A dupla utiliza das redes sociais, como o Instagram, para compartilhar ações e feitos com a criançada, e também recebem doações voluntárias de equipamento, alimento e dinheiro.

                                                  Novos sonhos a bordo

                                                  Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica

                                                  A visita ao São Paulo Boat Show, realizada em 21 de setembro, foi como abrir um portal de possibilidades para os pequenos. Além das selfies e visitas a diferentes embarcações, as crianças puderam interagir com profissionais do setor náutico que compartilharam suas experiências. Entre risadas e momentos marcantes, surgiram novos planos de futuro.

                                                  Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica
                                                  Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica

                                                  São muitas profissões, né? Para cada uma que não der certo eu tenho outra. Penso em ser artista, jornalista ou estilista de moda, além de jogadora de tênis– disse uma das alunas do Projeto Virtudes Tênis

                                                  Vislumbrados por tantos barcos, outros alunos disseram que gostariam de pilotar lanchas ou até mesmo trabalhar no setor náutico. As crianças passearam por todo o salão e visitaram lanchas da Fibrafort, pontoons da Solara e até o estande da Marinha do Brasil.

                                                  Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica

                                                  O dia terminou novamente na Zona Sul, mas a lembrança dos barcos “gigantes” seguiu com cada uma das crianças. E para Philippe e Juliano, é exatamente isso que vale: mostrar que os estudos e o respeito pelos pais podem levar a qualquer lugar.

                                                  Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica

                                                  No Capão Redondo, onde tantas histórias podem seguir para caminhos difíceis, o Virtudes Tênis prova que é possível construir pontes — ainda que seja com uma raquete, educação e respeito.


                                                  São Paulo Boat Show 2025

                                                  A edição de 2025 do São Paulo Boat Show ocupou o São Paulo Expo com mais de 170 embarcações em exposição — e inclusive lançamentos de peso. Cerca de 120 marcas reuniram lanchas de todos os portes, motos aquáticas, motores, equipamentos e acessórios indispensáveis para quem vive — ou sonha viver — no mundo náutico.

                                                   

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                                                  Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

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                                                    O estudo, publicado na revista científica PNAS Nexus em 9 de setembro, mostra que esses resíduos continuam ativos mesmo depois de 50 anos. Em vez de se dissipar, a carga química transformou o entorno dos barris, criando marcas visíveis no solo: os chamados “halos brancos”, resultado da reação entre os resíduos e a água do mar.

                                                    Barril descartado no mar mostra “halo branco” em volta dele. Foto: Schmidt Ocean Institute, via Scripps Institution of Oceanography / Divulgação

                                                    As amostras coletadas nos halos revelaram pH altíssimo, em torno de 12 — muito acima do nível natural do oceano. Esse ambiente extremo endureceu o sedimento em volta dos barris, formando crostas sólidas onde foi identificado o mineral brucita, típico de locais de pH elevado. Essas crostas dificultam até mesmo a coleta de amostras.

                                                     

                                                    A alteração química também reduziu drasticamente a diversidade biológica do local. Nos sedimentos afetados sobrevivem apenas microrganismos especializados em condições extremas, semelhantes aos que vivem em fontes hidrotermais. A fauna do fundo marinho, por sua vez, também mostrou queda de biodiversidade nos arredores dos barris.

                                                    Expedição que que coletou amostras próximas aos barris aconteceu em 2021. Foto: Schmidt Ocean Institute, via Scripps Institution of Oceanography / Divulgação

                                                    Riscos desconhecidos

                                                    Apesar dos avanços, os cientistas ainda não sabem exatamente quais compostos alcalinos estão presentes nos barris. Essa incerteza dificulta avaliar os riscos para organismos maiores e para o ecossistema como um todo.

                                                     

                                                    Outra surpresa é a persistência do problema: esperava-se que resíduos básicos se dissolvessem rapidamente em contato com a água do mar, mas o estudo provou o contrário. Isso porque mesmo décadas depois do despejo, eles seguem alterando o ambiente.

                                                    Imagem ilustrativa. Foto: LightFieldStudios / Envato

                                                    As descobertas mudam a narrativa em torno da poluição no fundo do mar de Los Angeles, antes associada apenas ao pesticida tóxico DDT. Elas mostram que resíduos menos conhecidos, como os alcalinos, também deixam marcas a longo prazo.

                                                     

                                                    Além disso, os halos brancos agora passam a se tornar indicadores visuais de onde há contaminação, como uma pista que pode facilitar o monitoramento de áreas críticas mesmo antes de análises químicas complexas.


                                                    As buscas continuam

                                                    O caso de Los Angeles não é o único exemplo de poluição deixada no fundo do mar. Em junho, teve início a chamada “Missão NODSSUM“, liderada pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS) com apoio de instituições como o Ifremer e a ASNR. A iniciativa busca investigar, em larga escala, o impacto dos barris radioativos que foram deliberadamente afundados no Atlântico Norte durante o século 20.

                                                     

                                                    Na época, a prática era legal e países como Reino Unido e França descartaram mais de 200 mil tambores com material tóxico nas águas profundas. Quase 80 anos depois, os pesquisadores começam a avaliar os efeitos desse legado silencioso.

                                                     

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                                                      Robin Lee Graham: o menino que partiu para volta ao mundo à vela aos 16 anos de idade

                                                      A bordo do Dove, garoto navegou durante cinco anos numa aventura que envolveu casamento, gatos e muitas atribulações

                                                      29/09/2025

                                                      O que você fazia quando tinha 16 anos? Pois foi nessa idade que Robin Lee Graham largou o sul da Califórnia, nos Estados Unidos, para entrar na história: sozinho, apenas com a companhia de alguns gatos, o menino velejou ao redor do mundo, numa história inspiradora digna de um livro de aventura.

                                                      Lenda viva do mundo náutico, Graham é considerado um dos maiores nomes da circum-navegação. À época, sua aventura foi coberta e virou capa na consagrada revista National Geographic três vezes (em 1968, 1969 e 1970). Sua história também virou o livro “Dove” e o filme “The Dove” (1974).

                                                      Capa do livro “Dove”, de 1972. Foto: Dove by Robin Lee Graham/ Facebook/ Reprodução

                                                      O livro, inclusive, virou best-seller, explodiu no mundo todo com milhões de cópias vendidas e impactou imensuráveis jovens navegadores — ou aqueles que só queriam ler uma boa história antes de dormir.

                                                       

                                                      A volta ao mundo foi uma verdadeira epopeia. Cinco anos depois de zarpar, o garoto, que àquela altura já era um homem, retornou ao porto de origem casado e sem três mastros, que se perderam pelo caminho. Todavia, o mais importante se manteve: a memória.

                                                      Início de um sonho…

                                                      Durante o verão de 1965, o menino queria receber de seus pais um “brinquedo” um pouco exótico: um barco. Ele queria viajar até as ilhas do Pacífico Sul, um destino totalmente distante da urbana Los Angeles. Como os pais de Robin não sabiam dizer “não”, ele ganhou um veleiro e, quatro meses depois, embarcou na maior aventura de sua vida.

                                                      Foto: Instagram @robin_lee_graham/ Reprodução

                                                      O barco era um saveiro de 24 pés (7,3 metros de comprimento), robusto e feito de madeira — nada extravagante ou glamoroso. Embora fosse leve para navegar, era simples demais para o objetivo. As ondas balançam violentamente a embarcação, que tinha pouco espaço para mantimentos e equipamentos.

                                                       

                                                      A esse barco ele deu nome Dove. E foi com este modelo sloop (de um único mastro e duas velas principais) que ele desbravou o mundo. Seu primeiro destino, Havaí, lhe custou 23 dias de navegação, mas não apresentou maiores problemas. Robin Lee Graham achou tão fácil que queria mais.

                                                      Veleiro Dove. Foto: Instagram @robin_lee_graham/ Reprodução

                                                      De início, Robin tentou chamar amigos, mas como não são todos os pais que deixam seus filhos saírem numa aventura extremamente perigosa a bordo de um veleiro enxuto, ele não teve tanto sucesso. A ambição, inclusive, não partia apenas dele, mas do seu pai, que só não poderia acompanhá-lo por conta da Segunda Guerra Mundial, problemas de saúde e a criação da família.

                                                       

                                                      Logo, o pai via no filho a oportunidade de realizar um sonho que ele próprio não pôde concretizar. Os dois faziam treinos e melhorias no Dove e eram extremamente unidos. Além de técnico, o pai era agente e assessor de imprensa do menino.

                                                      Robin Lee Graham e seu principal companheiro no Dove. Foto: Dove by Robin Lee Graham/ Facebook/ Reprodução

                                                      Sendo assim, Robin Lee Graham partiu, com apenas 75 dólares no bolso e um sonho. A viagem estava apenas começando.

                                                      Mar calmo não faz bom marinheiro

                                                      Bastaram 14 dias para a Robin Lee Graham chegar nas Ilhas Fanning, um atol que faz parte das Ilhas Line do Oceano Pacífico. O começo pouco turbulento não refletiu na viagem toda, que teve episódios de tempestades violentas, solidão profunda e mortes dos gatos que ele pegava durante o caminho, que viravam sua única companhia em meio à imensidão azul.

                                                      Foto: Dove by Robin Lee Graham/ Facebook/ Reprodução

                                                      Em Samoa, o mundo começou a ficar menos colorido. Por lá, o Dove teve uma pane, ficou alguns dias à deriva e cinco meses parado para conserto — sem contar o tempo estagnado enquanto a temporada de furacões não cessava. Durante esse período, Graham recebeu suplementos da família.

                                                       

                                                      Um dos momentos mais difíceis aconteceu no Oceano Índico. Após uma mudança de rota, um dos seus gatos caiu no mar e morreu. No livro, o episódio é descrito por Robin como um momento de “profunda tristeza”.

                                                      Robin Lee Graham e seu gato. Foto: Dove by Robin Lee Graham/ Facebook/ Reprodução

                                                      Para piorar, a relação com seu pai se estremeceu. Robin era apaixonado por Patti Ratterree, jovem americana inquieta e curiosa que viajava pelo mundo sozinha, parando para trabalhar em vários lugares. Ela se encontrou com o garoto por diversos cantos do planeta durante a navegação.

                                                       

                                                      O pai dele ficou furioso quando soube da presença de Patti em Darwin e, a partir disso, a relação entre os dois ficou tensa. Porém, antes de deixar Darwin, Robin e sua namorada concordaram em se encontrar em Durban, na África do Sul, que serviu como motivação para o garoto não desistir da volta ao mundo.


                                                      O amor sempre vence

                                                      Dito e feito: os dois pombinhos se encontraram no local combinado. Lá, eles ficaram por 9 meses, atracados e só saíram do país casados. Inclusive, Patti e Robin continuam juntos até o dia de hoje, com 56 anos de união.

                                                       

                                                      O trecho final da viagem, portanto, aconteceu na companhia de Patti. Para sorte de ambos, a Perna do Atlântico teve menos imprevistos e permitiu Robin explorar o Caribe. Os próximos destinos seriam a travessia do canal do Panamá e, por fim, a chegada a Long Beach, na Califórnia.

                                                      Patti Ratterree dormindo a bordo do Dove. Foto: Instagram @robin_lee_graham/ Reprodução

                                                      Cinco anos e 53 mil quilômetros depois, o filho retornava para casa — mas por pouco tempo. Já uma celebridade na época, o garoto se mudou para Montana, a oeste dos Estados Unidos, com a esposa para ficar longe dos holofotes da mídia. Por lá, eles construíram uma casa e Robin se tornou marceneiro.

                                                       

                                                      O lugar afastado não fez bem para eles e, principalmente, para Robin. Certa noite, enquanto moravam a bordo do Return of the Dove cercados por fãs, Patti precisou impedir que Robin se matasse.

                                                      Robin Lee Graham, em 2024. Foto: Instagram @sailmagazine/ Reprodução

                                                      Atualmente, os dois vivem uma vida tranquila e longe da mídia. À revista Sail Magazine, Robin comentou, em 2024, sobre uma possível nova viagem à vela. “Fazer viagens longas é passar muito tempo sem fazer nada, e eu não sei onde colocaria minha marcenaria em um barco”, revelou.

                                                       

                                                      Com o mesmo brilho nos olhos de quando velejou o mundo ainda garoto, Robin Lee Graham descobriu que a vida não é sobre quantos mares se atravessa, mas sim sobre encontrar o seu porto seguro. Ele encontrou, e atracou nesse cais.

                                                       

                                                      Náutica Responde

                                                      Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                        De ideias promissoras a artigos de luxo, espaço reuniu diferentes marcas no salão. Confira!

                                                        Por: Nicole Leslie -

                                                        Nem só de barcos vive o lifestyle náutico. Ele também envolve ideias, inovação, exclusividade e, muitas vezes, itens de luxo. Pensando nesse universo, o Espaço dos Desejos — já tradicional no São Paulo Boat Show — voltou a marcar presença na 28ª edição do evento, reunindo marcas que traduzem diferentes facetas desse estilo de vida.

                                                        Foram nove expositores neste ano, mesclando tecnologia, sofisticação e experiências únicas. Veja os destaques:

                                                        Espaço dos Desejos São Paulo Boat Show 2025

                                                        A JAQ Hidrogênio Verde apresentou uma maquete do Explorer H1, embarcação movida a hidrogênio verde com produção de combustível a bordo — um avanço que promete transformar o setor.

                                                        Maquete do Explorer H1. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica

                                                        A poucos passos dali, os olhares se voltaram para a Aston Martin, que levou dois superesportivos que chamaram bastante atenção no evento: o Aston Martin DB12 Volante e o McLaren 750S Coupé.

                                                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                        Ainda no território dos carros de tirar o fôlego, a Ford Mustang exibiu o Dark Horse, tido como o modelo mais potente já vendido no Brasil. Com motor V8 de 507 cv e carroceria em preto intenso, o superesportivo também roubou atenções.

                                                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                        A Car Station marcou presença no Espaço dos Desejos exibindo três veículos do portfólio. Com foco em mobilidade elétrica e sustentável, foram pensados tanto para o trabalho quanto para o lazer.

                                                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                        No universo dos passeios náuticos, a BR Marinas destacou sua atuação como maior operadora de marinas da América Latina em um estande com representantes experientes. A marca administra nove marinas no litoral do Rio de Janeiro.

                                                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                        O luxo também ganhou espaço nos ares: a HBR Aviação levou um Robinson R66 Pilot, helicóptero que traduz o compromisso da marca em se tornar referência em hangaragem e manutenção no Brasil.

                                                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                        No campo da arte, as icônicas armações Miguel Giannini chamaram atenção. Pioneira na estética ótica, a marca é referência internacional e tem nomes famosos entre seus clientes.

                                                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                        O Studio Beco LTDA trouxe autenticidade e exclusividade ao espaço, com peças de design e obras de arte que despertaram desejo e curiosidade. A marca também assina projetos de arquitetura.

                                                        Foto: RP / Revista Náutica

                                                        Encerrando o circuito de luxo, os relógios da Empire reforçaram o brilho do espaço. A marca reúne mais de 250 modelos de alta relojoaria, incluindo nomes como Rolex, Panerai, Omega, TAG Heuer, IWC e U-Boat.

                                                        Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                        São Paulo Boat Show 2025

                                                        A edição de 2025 do São Paulo Boat Show ocupou o São Paulo Expo com mais de 170 embarcações em exposição — e inclusive lançamentos de peso. Cerca de 120 marcas reuniram lanchas de todos os portes, motos aquáticas, motores, equipamentos e acessórios indispensáveis para quem vive — ou sonha viver — no mundo náutico.

                                                         

                                                        Por lá o público encontrou pranchas motorizadas, veículos off-road, a inusitada “Kombi Boat” e até o projeto de um barco voador. Na terça-feira (23), último dia de evento, foi sorteada uma lancha Focker 188 Joy equipada com motor de popa Yamaha F90, da qual todos os visitantes tiveram a oportunidade de concorrer.

                                                        Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                        O NÁUTICA Talks também marcou presença no evento. O circuito de palestras reuniu mais de 50 especialistas ao longo dos seis dias, com histórias inspiradoras e dicas valiosas de gente do mar.

                                                         

                                                        Luxo e cultura completaram o pacote. No Espaço dos Desejos, marcas de alto padrão exibiram objetos exclusivos e carrões como Aston Martin, McLaren e Mustang. Duas Lamborghinis também chamaram atenção no evento.

                                                         

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                                                          Por: Nicole Leslie -

                                                          O Brasil recebeu, neste domingo (28), mais um título no esporte com a vitória de Bruno Fontes, de 46 anos, no Mundial Master de ILCA 7. A regata foi disputada em Formia, na Itália, e reuniu 38 velejadores na categoria.

                                                          A grande final aconteceu no domingo, quando foram realizadas as duas últimas regatas. Mas Bruno já vinha liderando a flotilha desde o início do campeonato: foram seis vitórias, quatro segundos lugares e apenas um terceiro lugar.

                                                          Bruno Fontes durante em regata disputada no campeonato mundial de Master ILCA 7. Foto: Matteo Garrone / Peak Production / Divulgação

                                                          No resultado final, o catarinense somou 14 pontos perdidos, contra 42 do grego e vice-campeão Adonis Bougiouris, seguido do italiano Alessandro Sartorelli, que fechou em terceiro com 51 pontos.

                                                           

                                                          Membro do Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha, Bruno ressaltou que a regularidade foi fundamental para a conquista. O atleta é patrocinado pela Schaefer Yachts.

                                                          Esse título não é só meu, é de todos que estiveram ao meu lado nessa jornada. Agradeço ao Veleiros da Ilha, aos meus patrocinadores e à minha família– Bruno Fontes

                                                           

                                                           

                                                          Mundial de ILCA

                                                          O Mundial Master de ILCA 7 reuniu velejadores de 16 países em 11 regatas. O ILCA é um barco de corrida individual que pode ser disputado por mulheres e homens, em diferentes idades, desde que respeitadas as regras de cada categoria.


                                                          A categoria Master ILCA 7, da qual Bruno participou, é voltada a homens e utiliza um barco a vela simples, adequado a velejadores de diferentes pesos em ventos fracos — mas que, em condições mais fortes, favorece atletas com maior porte físico ou força.

                                                           

                                                          O campeonato de 2025 contou com 13 categorias, do nível aprendiz até os mais experientes. No geral, o desempenho de Bruno também chamou atenção: seus 14 pontos perdidos foram a segunda menor pontuação de todo o evento, ficando a apenas um ponto do britânico Jon Emmett, campeão da categoria Master ILCA 6.

                                                           

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                                                            Alguns carros marcam gerações e seguem criando desejo mesmo após muitos anos, especialmente quando se destacam pela qualidade. No mercado de luxo, um bom exemplo é o Porsche Cayenne, em atividade há mais de duas décadas. Já nos barcos, especialistas concordam que o Westport 112 é um dos que assume esse papel — não à toa, uma unidade do modelo foi vendida em tempo recorde.

                                                            Típica do estaleiro americano Westport, um dos mais tradicionais da América do Norte e que se orgulha em dizer que produz barcos “feitos à mão” desde 1964, a embarcação gabarita os requisitos para uma compra certeira e ganhou um novo dono em menos de 120 dias.

                                                             

                                                            Estamos falando de um casco pioneiro, robusto, confiável e com o bônus de um tamanho administrável: 34 metros. O modelo ainda passa a confiança de quase 15 anos de mercado com poucas alterações, o que facilita sua manutenção. O valor — levando em conta o mercado de luxo — também foi acessível: US$ 6,4 milhões, cerca de R$ 34,8 milhões (conversão de setembro de 2025).

                                                            Foto: Denison Yachting / Divulgação

                                                            Aqui, vale ressaltar que, embora trate-se de um bem de alto valor, o Westport 112 está longe de deter as comodidades extravagantes dos superiates.

                                                            Por dentro do Westport 112 First Light

                                                            Batizado de First Light, o modelo foi entregue em 2011 pela Westport, sendo o 42º casco da popular série Westport 112. O iate protagonizou um papel essencial no mercado, que vai além dos atributos que o fazem popular.

                                                            Foto: Denison Yachting / Divulgação

                                                            Enquanto o Porsche Cayenne marcou a entrada da Porsche no segmento dos SUV’s, em 2002, a embarcação foi, segundo a marca, a primeira entregue nos EUA a apresentar um novo estilo de popa estendida — que caracterizaria todos os cascos construídos posteriormente.

                                                             

                                                            O ajuste da Westport conferiu à embarcação uma boa extensão do convés de popa, que chega aos 5 metros. Com isso, a tripulação de até cinco pessoas recebeu um beliche adicional. O barco, aliás, conta com acomodações para até oito pessoas, em quatro suítes: uma master, duas de casal e uma de solteiro. Ao todo, são cinco camas, incluindo uma king-size, duas queen-size e duas de solteiro.

                                                            Foto: Denison Yachting / Divulgação
                                                            Foto: Denison Yachting / Divulgação

                                                            Os ambientes internos, projetados pela Destry Darr, receberam a partir de uma reforma recente, em 2024, eletrônicos atualizados, novos revestimentos de teto e dois novos refrigeradores.

                                                            Foto: Denison Yachting / Divulgação
                                                            Foto: Denison Yachting / Divulgação

                                                            Embora sem comodidades megalomaníacas, o barco se sai bem quando o assunto é relaxar a bordo, dispondo de uma jacuzzi no convés e brinquedos aquáticos como jets, scooter aquáticas (SeaBobs), equipamentos de pesca, pranchas de stand-up paddle e acessórios de mergulho com snorkel.


                                                            Para navegar, o modelo que revolucionou a linha Westport 112 usa dois motores MTU, que conferem a ele uma navegação de cruzeiro de 18 nós e 24 nós de velocidade máxima, com um alcance de até 2.500 milhas náuticas a 12 nós. Veja mais fotos:

                                                            Foto: Denison Yachting / Divulgação
                                                            Foto: Denison Yachting / Divulgação
                                                            Foto: Denison Yachting / Divulgação
                                                            Foto: Denison Yachting / Divulgação
                                                            Foto: Denison Yachting / Divulgação
                                                            Foto: Denison Yachting / Divulgação
                                                            Foto: Denison Yachting / Divulgação

                                                             

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