Um fenômeno curioso foi registrado por remadores nas águas de Florianópolis, em Santa Catarina. As algas no mar criaram uma luz neon em tom azulado, que iluminaram a água e causaram um exótico efeito na Baía Norte.
O fenômeno de Florianópolis foi registrado pelos remadores de um clube de canoagem, às 6h15 da última quarta-feira (26), em Sambaqui. Este efeito faz parte bioluminescência, como é conhecido, causado por microalgas fitoplanctônicas.
Segundo Débora Machado Dutra, uma das proprietárias do clube de canoagem Kanoa Sambaqui, o fenômeno em Florianópolis não é tão incomum quanto se imagina.
Todos os anos nós temos o prazer de presenciar essas luzes azuis neon. Somente nesta semana, vimos três vezes, segunda, terça e quarta. – disse Débora
No entanto, embora tenha visto esse efeito algumas vezes, Débora conta que toda experiência é única. Ela rema há mais de 10 anos e já ouviu relatos do fenômeno em diversos locais da Ilha de Santa Catarina, como Praia da Daniela, Lagoinha do Leste e Barra da Lagoa.
Muitas vezes, não temos motivação para acordar às 5h e ir às 6h para o mar, quase sempre com frio. Mas a natureza sempre nos recompensa, e por isso procuramos cuidar bem do mar – diz a remadora
Como funciona esse fenômeno?
Como mostrado no vídeo, a luz se torna mais intensa conforme aumenta a quantidade de plâncton bioluminescente — produção de luz por organismos vivos. Desse jeito, as criaturas marinhas microscópicas acabam por gerar luz como mecanismo próprio de sobrevivência.
De acordo com Alessandra Larissa D’Oliveira Fonseca, coordenadora do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a bioluminescência geralmente ocorre em águas protegidas e quentes.
Embora aconteça em diversas épocas do ano, esse fenômeno é mais comum após o inverno e o início da primavera. O aquecimento das águas, fatores meteorológicos e interferências causadas pela atividade humana também ocasionam esse efeito.
O perfil do Instagram Sea You Under Water, de Sabrina Signer, foi o responsável por compartilhar com milhões de pessoas o vídeo que mostra uma raríssima espécie de estrela-de-penas no oceano. O registro impressionante do animal flutuando na imensidão azul foi feito pela equipe de mergulhadores da qual Sabrina faz parte e já foi visto por mais de 34 milhões de pessoas.
Sabrina, que conta com mais de 120 mil seguidores nas redes sociais, postou o exótico vídeo em sua conta e, desde então, além do impressionante número de visualizações, o conteúdo acumula mais de 2 milhões de curtidas, dezenas de compartilhamentos e milhares de comentários em diversas plataformas.
O vídeo viral, que tem duração de apenas oito segundos, mostra bem de perto o raro animal nadando no oceano, com um texto que pergunta “você já viu uma estrela-de-penas andando?”.
Na legenda da publicação, o perfil explica um pouco sobre o animal, contando que “as estrelas-de-penas são consideradas uma das criaturas marinhas mais legais porque se parecem com plantas.”
Elas têm lindos tentáculos de penas que podem parecer estranhos e impressionantes ao mesmo tempo – publicou o perfil Sea You Under Water.
Com a publicação do raro animal em alta, Sabrina postou um segundo vídeo em suas redes sociais, mostrando outra espécieda mesma classe: os crinoides. Como a própria legenda explica, as estrelas-de-penas “não tem coração, nem olhos ou cérebro”.
Esse animal, que parece com uma samambaia ambulante, é considerado uma equinoderma — o mesmo filo de estrelas, ouriços e pepinos-do-mar — que costumam ficar fixos no solo.
Mas vale lembrar, que algumas espécies da estrela-de-penas se soltam apenas na idade adulta – ou seja, mais raro que o próprio animal, é o registro deles em movimento. Embora a criatura tenha a capacidade de se mover, presumia-se que elas se mexiam de forma extremamente lenta.
Entretanto, como o próprio vídeo mostra, as estrelas-de-penas podem nadar mais rápido do que se imaginava. Segundo foi registrado por cientistas em 2005, o animal chegou a registrar a velocidade de até 5 centímetros/segundo.
O mais recente lançamento da Real Powerboats e alguns dos barcosde sucesso do estaleiro carioca serão expostos no São Paulo Boat Show 2023. Ao todo, oito modelos da marca estarão no maior evento náutico da América Latina: Real 40 Cabriolet (mais recente lançamento do marca), Real 40 Fly, Real 40 HT, Real 365, Real 350, Real 330, Real 280 e Real 275.
Com 37 anos e quase 13 mil barcos na água, a Real Powerboats não poderia deixar de marcar sua presença na 26ª edição do São Paulo Boat Show, que acontece de 21 a 26 de setembro, no São Paulo Expo. Confira, a seguir, todos os modelos do estaleiro que estarão no evento.
Barcos da Real Powerboats no São Paulo Boat Show 2023
Real 40 Cabriolet
A Real 40 Cabrioleté o grande lançamento do estaleiro em 2023. Parte da linha Luxury, a proposta do barco é unir design esportivo com sofisticação. Segundo a marca, a lancha tem como ponto forte o amplo espaço interno. A embarcação também permite que o condutor da lancha navegue em pé, para uma visão mais ampla do lado externo.
Foto: Real Powerboats / Divulgação
Real 40 Fly
Com amplo cockpit e conforto em seus espaços internos, a Real 40 Fly possui uma cabine com 2 m de pé-direito e inclui dois camarotes. A lancha acomoda seis pessoas no pernoite e leva até 18 pessoas para um confortável passeio. O barco tem opção de solário ou dois bancos com mesa na popa, à escolha do cliente, além de opcional de porta fechando o cockpit.
Foto: Real Powerboats / Divulgação
Real 40 HT
Versão da 40 pés com hardtop, a Real 40 HT conta com um camarote na proa, que abriga cama de casal king size, enquanto a cabine à meia-nau tem uma cama de casal e uma cama de solteiro. No salão, uma mesa pode virar mais uma cama. Na proa, o solário tem encosto reclinável e comporta duas pessoas. A popa tem móvel gourmet com pia, geleira e até uma churrasqueira (com opção elétrica ou a carvão).
Real 365
A Real 365 se destaca, principalmente, pela navegação macia em mares agitados. Com espaço suficiente para até 16 pessoas, a lancha garante boa iluminação natural graças as várias janelas distribuídas no costado em ambos os bordos. Tanto na área externa quanto na interna o acabamento é simples, porém, funcional.
Foto: Real Powerboats / Divulgação
Real 35 SD
Com um projeto bem pensado, a Real 35 SD concilia o uso de motores de popa — camuflados sob o espaço gourmet — com um bom aproveitamento da plataforma. A lancha possui uma grande área livre no cockpit que pode acomodar até 16 passageiros. Em dias frios ou chuvosos, o cockpit pode ser quase totalmente fechado por uma capota de lona (apenas a proa fica livre).
Real 330
Dentre os pontos fortes da Real 330 estão o grande e bem aproveitado cockpit (com dois solários e plataforma de popa com 1,40 m de comprimento) e o casco veloz. A embarcação acomoda 14 pessoas, sendo quatro em pernoite em uma cabine com uma cama de casal na proa, conversível em sofá, e outra cama à meia-nau, além de banheiro fechado.
Foto: Real Powerboats / Divulgação
Real 280
Um dos grandes diferenciais da Real 280 é ser um barco com motor de popa sem desperdiçar o espaço da plataforma. Para isso, foi instalado uma plataforma de popa que circunda o motor e que, além de garantir a utilização do local, ainda o protege. A estrutura permite a adição de um móvel gourmet sobre o próprio motor, proporcionando aos passageiros a porção posterior do barco, com uma mesa para quatro convidados.
Real 275
Com design inspirado na versão Real 525, a Real 275 conta com solário e espaço gourmet na popa. O barco tem capacidade para 13 passageiros durante o dia, sendo que dois podem aproveitar o pernoite. A embarcação pode ser impulsionada por um motor de centro-rabeta de 170 a 350 hp.
Foto: Real Powerboats / Divulgação
São Paulo Boat Show 2023
O maior e mais importante evento náutico da América Latina está chegando! Após o sucesso histórico do São Paulo Boat Show do ano passado, a 26ª edição será ainda maior e melhor, reunindo os principais players do mercado náutico e quem ama o mundo da navegação em um só lugar.
Com mais de 100 embarcações expostas — de todos os modelos, preços e tamanhos — o São Paulo Boat Show 2023 contará com os principais lançamentos do setor náutico para 2023 e 2024, incluindo jets, motores, equipamentos, brinquedos náuticos, acessórios e serviços para barcos.
O evento receberá ainda as novidades de grandes marcas de luxo no Espaço dos Desejos e vai apresentar atrações de turismo náutico de destinos incríveis pelo Brasil.
Anote aí!
Quando: De 21 a 26 de setembro de 2023 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – Vila Água Funda, São Paulo – SP, 04329-900) Horário: Dia 21 das 15h às 22h e de 22 a 26 de setembro das 13h às 22h (no último dia, o evento encerrará às 21h) Mais informações: no site do evento
Navios naufragados sempre despertam interesse por seus possíveis segredos escondidos, ainda mais quando se trata de uma embarcação de quase 300 anos atrás. Naufragado desde 1740, o navio Rooswijk tinha mais do que segredos: portava cerca de 2.500 artefatos, como centenas de lâminas de sabre e milhares de moedas.
Antes deteriorados por crustáceos, os itens antigos revelaram desenhos e detalhes impressionantes para a época. Vale ressaltar que a embarcação acabou presa na areia, sendo despedaçada pela força do mar ao passar do tempo.
Foto: The Historic England Archive / Reprodução
Descoberto em 2005 por um mergulhador, o navio Rooswijk é pertencente à Companhia Holandesa das Índias Orientais e está há cerca de 25 metros de profundidade do mar, na costa de Kent, na Inglaterra. Tamanha profundidade fez com que Martijn Manders, líder do projeto na Agência de Patrimônio da Holanda, exaltasse a operação.
O naufrágio de Rooswijk está a aproximadamente 25 metros de profundidade em um ambiente altamente dinâmico. É preciso muito esforço para escavar um naufrágio nessas condições – Martijn Manders.
Um dos cinco baús resgatados do mar continha cerca de 100 lâminas de sabre. Além disso, quase 2 mil moedas de prata foram recuperadas por equipes britânicas e holandesas entre 2017 e 2018. Acredita-se que metade do dinheiro a bordo era contrabandeado da Cidade do México.
Foto: The Historic England Archive / Reprodução
O processo de recuperação está sendo feito pelo Historic England’s Research Facility, no Reino Unido. Com ferramentas de alta tecnologia, os especialistas em conservação removeram as grossas camadas de conchas e pedras que se acumularam nas peças ao longo dos séculos.
Após o trabalho de limpeza, as lâminas das armas revelaram gravuras como lua, sol, estrelas e até mesmo cobras. Além disso, os sabres estavam sem punho, sendo difícil saber se seriam usados por soldados ou vendidos.
Tem sido fascinante revelar lentamente os muitos segredos escondidos por centenas de anos dentro dos objetos encontrados dentro do local do naufrágio de Rooswijk – Angela Middleton, conservadora arqueológica sênior da Historic England.
Foto: The Historic England Archive / Reprodução
História do Rooswijk
Pertencente a Companhia Holandesa das Índias Orientais, o navio Rooswijk naufragou em 1740, quando viajava de Texel, na Holanda, rumo a Jacarta, da Indonésia. Na ocasião, a embarcação acabou presa na areia de Goodwin Sands, na Inglaterra, sendo despedaçada pela força do mar.
Foto: Fries Scheepvaartmuseum/ Reprodução
O desastre matou todos os 237 tripulantes a bordo, incluindo o capitão Daniel Ronzieres, Gerrit Hendrick Huffelman, responsável pela prestação de cuidados médicos e Pieter Calmer, um marinheiro que já havia sobrevivido ao naufrágio de Westerwijk.
Até então, o navio Rooswijk estava em sua segunda viagem para o leste, afundando cerca de 8km do continente britânico. O naufrágio ocorreu em 9 de janeiro de 1740, mas só veio a ser descoberto em 2004, por um mergulhador armador, no extremo nordeste de Kellett Gut, Reino Unido.
Alcançando uma marca histórica de 50 edições, a Semana Internacional de Vela de Ilhabela (SIVI) chegou ao fim após sete dias de competição. Quabrando muitos recordes, a 50ª edição da SIVI foi concluída com uma regata ao sul da ilha, envolvendo os 130 barcosinscritos nesta que é a principal competição de vela oceânica do continente.
A SIVI teve início com a ação social Vela do Amanhã, um dia antes das competições, no dia 22. Na regata, 160 crianças foram levadas para navegar ao lado de velejadores experientes, como o medalhista de bronze pan-americano Samuel Albrecht.
Vela do Amanhã teve recorde de 46 barcos na água. Foto: Matias Capizzano / Divulgação
Nesta edição, o evento recebeu ainda uma tripulação composta 100% por mulheres e provas especiais, como os 100 anos do Atrevida Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil e as regatas Eduardo Souza Ramos e Mitsubishi, além da primeira edição da Regata dos Bairros, iniciativa do diretor técnico da SIVI, Cuca Sodré.
Equipe 100% feminina do Velas Sailing Team. Foto: Instagram @velas_sailing_team / Divulgação
Apesar de ter tido um início com ventos fracos etemperaturas altas, a Semana Internacional de Vela tomou outros rumos em sua reta final, com dias gelados e chuvosos. Para Cuca Sodré, ”foi uma competição de alto nível em todas as classes. Os velejadores puderam correr em diferentes tipos de vento e condições, bem como em percursos de média e longa duração.”
O que mais chamou a atenção foi o clima de amizade neste que é o grande encontro da vela da América do Sul’ – Cuca Sodré, diretor técnico da SIVI.
Resultados da 50ª edição da SIVI
Repetindo o resultado de 2022, o gaúcho Crioulagarantiu o título de campeão geral da competição com seu TP52. A equipe se sagrou vencedora na Alcatrazes por Boreste, Regata Eduardo Souza Ramos e Mitsubishi.
O Madrugada, barco histórico que já foi homenageado pela SIVI, garantiu o título de campeão geral do RGS e dos Clássicos. “Deu tudo certo, tripulação entrosada e um projeto de barco vencedor. Estamos contentes”, comentou Niels Rump, líder do Madrugada.
Dentre os 130 barcos presentes na SIVI, 12 vieram da argentina e apenas um deles se sagrou campeão, o Odoya, na Bico de Proa. Já na C30, que teve recorde de participações com oito barcos, o Loyalt 06 venceu a prova e contou com uma combinação de resultados para deixar o Tonka com a medalha de prata.
Nos monotipos da HPE25, a comissão realizou cinco regatas e o vencedor foi o Crazy Phoenix, seguido por Espetáculo e Ginga. Entre os multicascos, o Mente Sã foi o campeão de 2023 superando o Savage.
Foto: Matias Capizzano / Divulgação
No Campeonato por Equipes, a competição reuniu 12 trios de veleirose somou as pontuações de cada um nas classes ORC, Bico de Proa e RGS. O trio RISC 2023, formado por Phoenix, Pangea Speed Max Racing e Invocado ficou com o ouro com 33 pontos. Em segundo, ficou o Porto Alegre, com os veleiros Almadia, Kamikaze e Madrugada, com 93 pontos. O terceiro foi o Vela Top de Kaupê, Sossegado e Phytoervas.
A primeira edição da Regata dos Bairros teve o HPE 25 Ginga como barco vencedor representando a Escola Municipal Carolina Moraes Silva, localizada no Centro Histórico de Ilhabela.
Classificação geral
ORC GERAL
1º – Crioula – 6 pontos
2º – Phoenix 44 – 19 pontos
3º – Phytoervas – 21 pontos
ORC A
1º – Crioula – 6 pontos
2º – Phoenix 44 – 17 pontos
3º – Sandokan – 21 pontos
ORC B
1º – Kamikaze – 12 pontos
2º -+Bravíssimo – 12 pontos
3º – Asbar IV – 17 pontos
Multicascos
1º – Mente Sã – 4 pontos
2º – Savage – 10 pontos
C30
1º – Loyalty 06 – 18 pontos
2º – Tonka – 19 pontos
3º – Katana – 20 pontos pontos
HPE25
1º – Crazy Phoenix – 5 pontos
2º – Espetáculo – 9 pontos
3º – Ginga – 13 pontos
Campeonato por Equipes
1º – RISC 2023 – 33 pontos
2º – Porto Alegre – 93 pontos
3º – Vela Top – 121 pontos
Super 40
1º – Phytoervas – 5 pontos
2º – Argos – 9 pontos
3º – Inaê Transbrasa – 17 pontos
Clássicos
1º – Madrugada – 4 pontos
2º – Pepa XXI- 9 pontos
3º – Kameha Meha – 10 pontos
Clássicos A
1º – Pepa XXI- 5 pontos
2º – Atrevida – 11 pontos
RGS Geral
1º – Madrugada – 7 pontos
2º – Pangea Speed Max Racing – 8 pontos
3º – Dona Marina – 8 pontos
RGS A
1º – Pangea Speed Max Racing – 6 pontos
2º – Dona Marina – 6 pontos
3º – Zeus – 14 pontos
RGS B
1º – Azimute – 5 pontos
2º – Orion – 8 pontos
3º – Tanuki – 15 pontos
RGS C
1º – Plancton – 5 pontos
2º – Rainha – 8 pontos
3º – Comanda – 10 pontos
Bico de Proa A
1º – Blue Wind – 7 pontos
2º – Invocado – 7 pontos
3º – Inaê 50 – 26 pontos
Bico de Proa B
1º – Odoya – 7 pontos
2º – Sirocco – 10 pontos
3º – Tuchaua – 11 pontos
Bico de Proa C
1º – Cambada I – 5 pontos
2º – Helios II – 14 pontos
3º – Almadia – 14 pontos
Ilhabela: Capital da Vela é repleta de belezas naturais
Lindas praias, recortadas por vegetação abundante e um mar de verde intenso são alguns dos cenários de Ilhabela, um dos refúgios mais belos do litoral norte de São Paulo. A cidade abriga mais de 50 praias, metade delas ainda praticamente virgens, e cachoeiras abundantes.
A equipe de NÁUTICA preparou uma seleção especial de passeios por Ilhabela para quem for visitar a Capital da Vela durante a 50ª edição da competição. São, ao todo, mais de 20 dicas para curtir a ilha. Confira nosso roteiro completo por Ilhabela.
50ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela
Para a edição de 2023 da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, estão convidadas as classes HPE30, ORC, Clássicos, C30, BRA-RGS, Bico de Broa, Multicascos, HPE25 e VPRS. Os mais de 100 barcos esperados participarão de regatas em percursos variados ao longo da semana.
Além das competições, a Semana Internacional de Vela de Ilhabela também oferece uma série de atividades culturais e sociais dentro e fora do Yacht Club de Ilhabela, como shows, exposições e palestras.
A organização fará, ao longo da semana, regatas de acordo com as condições de mar e vento, podendo ser no Canal de São Sebastião ou nas raias mais ao norte e ao sul da ilha.
O governo de Portugal está interessado em hospedar um novo cabo submarino de alta capacidade, que ligaria o país aos Estados Unidos. O objetivo do projeto é melhorar a conectividade de internet entre o continente europeu e os norte-americanos.
A ideia foi revelada à agência de notícia Reuters pelo secretário de Estado da Digitalização de Portugal, Mário Campolargo. Entretanto, não há maiores detalhes ou informações sobre o projeto até o momento.
Grande investidor em tecnologia, Portugal já tem outros dois cabos submarinos de alta capacidade, que conectam o país a outros continentes. Inclusive, um deles liga a cidade portuguesa de Sines ao Brasil, através do cabo EllaLink, enquanto o Equiano, da Google, vai até a África do Sul via outros países africanos.
O nosso objetivo é melhorar a conectividade entre a Europa e os EUA, o que implica que o Sines se torne mais uma porta de entrada – Mário Campolargo, secretário de Estado da Digitalização de Portugal
Vale ressaltar, que o governo português já tem investimentos alinhados para a cidade de Sines. Ambos pretendem produzir energia renovável e hidrogênio verde para alimentar a indústria e data centers, com o uso intensivo de energia.
Além disso, Portugal destinou 3,7 milhões de euros dos fundos de recuperação da pandemia da União Europeia para projetos de transição digital e inovação. Assim, o país europeu espera uma elevada taxa de retorno do investimento, através do efeito cascata na economia.
Cabos submarinos
Utilizados atualmente para possibilitar a conexão entre pessoas de praticamente qualquer lugar do planeta, os cabos submarinos surgiram mais de um século antes das primeiras conexões de internet.
Responsáveis por transportar cerca de 99% do tráfego global de dados, os cabos submarinos alcançam distâncias continentais e conectam todos os continentes, com exceção da Antártida.
Com velocidade extremamente alta, o serviço garante que uma mensagem enviada do Brasil chegue ao Japão de forma praticamente imediata. Além disso, os cabos podem durar cerca de 15 a 20 anos e transportar totais de 160 a 200 terabtits por segundo.
A CBVela – Confederação Brasileira de Vela, já pensando nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, preparou um concurso cultural para os amantes de esporteterem a chance de navegarao lado do bicampeão olímpico — e um dos maiores atletas da história da vela — Torben Grael.
A velejada deve acontecer na Marina da Glória, no Rio de Janeiro e, para concorrer, os interessados deverão realizar um cadastro no site da CBVelae responder à pergunta: o que você faria para velejar com o Torben Grael?
Torben Grael já conquistou cinco medalhas olímpicas. Foto: Caio Souza | On Board Sports / Divulgação
As inscrições já estão abertas e vão até 26 de agosto. As melhores respostas vão ganhar a velejada memorável com o medalhista olímpico, além de alguns itens da própria confederação.
Essa é uma ação que segue nossa missão de difundir a vela no âmbito nacional. Estamos abrindo as portas para que qualquer pessoa possa vivenciar a incrível experiência de velejar ao lado de um campeão mundial e olímpico – Luiz Guilherme Monteiro Pereira, head de marketing da CBVela.
Ao todo, o Brasilsoma 19 medalhas olímpicas na vela. De todas elas, cinco foram conquistadas por Torben Grael, que participou de seis edições dos Jogos Olímpicos, levando duas medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze.
Nas duas últimas edições das Olimpíadas (Rio 2016 e Tóquio 2020), a dupla Martine Grael e Kahena Kunze faturou o ouro na classe 49er FX.
Os navios são embarcações imensas, verdadeiros monumentos no mar. Mas, sendo tão grandes, você já imaginou como esses barcosvão parar na água pela primeira vez? Um vídeo mostrando esse processo viralizou na internet e já soma mais de 1 milhão de visualizações.
O vídeo, compartilhado por Leonardo Miranda — que é professor de geografia e usa seu perfil para compartilhar conteúdos desse universo — mostra duas técnicas utilizadas para lançar naviosao mar: a de “flutuação” e a de “lançamento”, sendo que esta última é a mais utilizada.
Na flutuação, o navio já é construído em uma doca seca, ficando pronto em uma espécie de “buraco portuário”, que fica abaixo do nível do mar. Dessa forma, após a construção, o portão da doca é aberto, permitindo que a águaentre e deixe a embarcação livre para transitar.
Já o lançamento consiste em colocar o navio sobre uma rampa inclinada, com a intenção de permitir que o barco deslize até a água. Para isso, o navio fica preso a cabos de aço, que o seguram até serem cortados, o liberando para deslizar. Nessa técnica, objetos deslizantes também são utilizados para facilitar o processo.
E aí, você já tinha visto um navio ser lançado ao mar?
A onda de calor que atinge a Europa e os Estados Unidos ganhou mais um episódio nessa semana, no estado americano da Flórida. Segundo medição, a temperatura da superfície do oceanona região subiu para níveis similares a banheiras de hidromassagem.
O governo americano registrou uma boia de temperatura da água, dentro do Parque de Everglades, com máxima de 38,44ºC nas águas de Manatee Bay. De acordo com outras medições feitas pelo governo dos EUA durante esta onda de calor, mais boias atingiram 38°C e 32°C.
Este é um recorde em potencial – George Rizzuto, metereologista.
Vale lembrar que os cientistas deixaram tom de incerteza sob o resultado das temperaturas. Entretanto, a mesma boia na noite anterior, também na Flórida, registrou máxima de 37,9°C, próximo do que foi levantado no dia seguinte na mesma região.
Segundo a Agência Natural Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) publicou nas descobertas do Centro Nacional de Informações de Boias, a média da água para a área durante esta época do ano deveria estar entre 23°C e 31ºC.
Caso esse resultado seja consenso, os 38,44°C de Manatee Bay quebraria o recorde e superaria as águas mais quentes já medidas até hoje. Atualmente, a maior temperatura já registrada foi no mar de Kuwait, no Oriente Médio, que atingiu 37,6°C no ano de 2020.
Os efeitos devastadores da onda de calor nas águas se refletem ao redor da Flórida, com branqueamento e até a morte de corais, no que foi um dos recifes mais resistentes do estado americano, o Cheeca Rocks.
Temperaturas fora de controle
Não é apenas a superfície do mar que está quebrando recorde de temperaturas altas. A onda de calor que os Estados Unidos e alguns países da Europa estão vivendo é sintomática do processo global de mudanças climáticas causado pelo homem, dizem especialistas.
No início deste mês de julho, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) das Nações Unidas afirmou que as temperaturas globais do mar têm atingidos recordes mensais desde maio. Segundo profissionais da área, a atual onda de calor deve persistir até agosto.
De acordo com estudos do cientista alemão Karsten Haustein, da Universidade de Leipzig, o mês de julho já está registrado como o mais quente da história. Em algumas partes de Sicília, na Itália, chegou a registrar 47ºC, enquanto o Vale da Morte, Estados Unidos e o noroeste da China já atingiram 50°C.
Durante a convenção anual da Lagoon Américas, realizada em Miami, no último dia 19, o Grupo Sailing recebeu o prêmio de Best Customer Service 2022, ficando à frente de países como Estados Unidos, Canadá e México.
O Grupo Sailing foi fundado em 1987 por Marcos Soares — campeão olímpico de vela em 1980 — , que continua à frente da companhia atendendo desde estaleiros a revendedores e clientes finais.
Marcos Soares, fundador do Grupo Sailing.
Quero parabenizar a equipe do Grupo Sailing, que tem trabalhado muito em busca da excelência em serviços, colocando a satisfação dos nossos clientes como objetivo principal – Marcos Soares, fundador do Grupo Sailing.
Na década de 1990, a empresa de Marcos se tornou distribuidora exclusiva dos veleirosBeneteau e catamarãs Lagoon no Brasil, marcas reconhecidas mundialmente.
O anfíbio avião Catalina, ícone da Segunda Guerra Mundial, pode retornar nos próximos anos. Pelo menos, é isso que a empresa estadunidense Catalina Aircraft, detentora dos Certificados de Tipo do clássico Consolidated PBY Catalina, mais conhecido como “barco voador”, planeja até o final desta década.
Anunciado durante a Oshkosh 2023, maior feira de aeronaves do mundo, a versão moderna do Catalina tem planos de divulgar a reinicialização em 25 de julho, no show aéreo de AirVenture Oshkosh, em Wiscosin (EUA).
Na feira, a empresa sediada na Flóridadivulgou o novo nome da nova embarcação, que será chamada de Catalina II Amphibious Turboprop. Inclusive, a versão modernizada da aeronave já está preparada para receber pré-encomendas, segundo a empresa.
Lawrence Reece, presidente da Catalina, se mostrou entusiasmado com o novo barco, ressaltando a importância que sua aeronave moderna oferecerá em missões e diversos segmentos do mercado.
O interesse no renascimento deste lendário anfíbio tem sido extraordinário – Lawrence Reece, presidente da Catalina
Segundo Reece, o novo modelo contará com motorese aviônicos modernos, que darão à embarcação “capacidades que nenhum outro anfíbio pode fornecer hoje.” O barco voador ainda será maior, mais rápido, terá maior alcance e capacidade de carga em relação ao antigo Catalina.
A empresa americana, responsável pela nova versão do barco, afirma que seu novo lançamento poderá operar em pistas pavimentadas, de grama, terra, em rios e baías, além de lagos e em mares abertos, sendo capaz de enfrentar ondulações de até três metros.
Em seu retorno ao mercado, a Catalina pretende atender operadores civis e militares, com diferenças técnicas entre cada uma. A variante civil, por exemplo, terá peso máximo de decolagem de 14.515kg, com capacidade para 34 passageiros ou 5.443kg de carga.
Enquanto isso, a versão militar terá um peso máximo de decolagem maior, alcançando até 18.143kg. Em ambos os modelos, o barco voador será impulsionado por motores turboélices e a aeronave será construída com materiais modernos e resistentes, segundo a empresa.
História do Catalina
Foto: U.S. Naval History and Heritage Command / Divulgação
O Catalina foi criado para ser um avião de patrulha a ataque antissubmarino, e cumpriu sua missão. A aeronave fez seu primeiro voo em 1935, sendo fabricado até 1945 com 4 mil unidades entregues ao redor do mundo.
Realizando missões de bombardeio, escolta marítima, busca e salvamento de transporte, o Catalina teve um papel muito importante durante a Segunda Guerra Mundial. Com muita praticidade de pousar tanto nas águas quanto no solo, o avião ainda voava longas distâncias.
A FAB (Força Aérea Brasileira) possui dois Catalinas tombados pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Um está localizado no Memorial da FAB na Amazônia, na Base Aérea de Belém (PA), e o outro está no Musal (Museu Aeroespacial), no Rio de Janeiro.
Antecedendo a abertura do São Paulo Boat Show 2023 em 20 de setembro e se estendendo até o dia 21, no São Paulo Expo, o 8º Congresso Internacional Náutica vai discutir como o turismo náutico pode ser estratégico para o setor econômico nas mais diversas regiões do país, a partir do tema: “O Turismo Náutico Impulsionando o Turismo Brasileiro. Como a sua região pode se tornar um grande polo do turismo nacional?”
Para enriquecer as discussões, o evento já teve participações de ministros e reúne prefeitos, secretários estaduais e municipais de Turismo, da Fazenda e do Meio Ambiente, além de outros agentes do setor náutico. Juntos, os profissionais fomentam o debate e compartilham ideias e estratégias sobre as possibilidades do turismo náutico, através de palestras, conversas e mesas-redondas.
No ano passado, em sua 7ª edição, foram discutidos temas como “Economia Brasileira e o Setor Náutico”, “Parceria Público-Privada no Turismo das Águas” e “Estratégias de Captação de Recursos e Investimentos para as Cidades”, assim como cases de sucesso apresentados aos participantes, que também acompanharam um painel de consultoria técnica com o tema “Passos para Implantar o Turismo Náutico nas Cidades Brasileiras.”
Principal ponto de encontro sobre turismo náutico, o Congresso Internacional Náutica já reuniu mais de 100 palestrantes, com mais de 50 cases apresentados ao longo de oito edições.
Congresso Internacional Náutica em números
Chegando à sua oitava edição, o Congresso Internacional Náutica já reuniu, ao longo dos anos, mais de 700 participantes, que puderam acompanhar debates enriquecedores sobre as mais diversas possibilidades que o turismo pelas águasdo Brasilpode proporcionar.
Ao todo, mais de 100 palestrantes já passaram pelo evento, levantando temas importantes não só para o setor náutico, como para a sociedade de forma geral, como o Programa Novo Rio Pinheiros — que busca revitalizar um dos mais importantes símbolos da cidade de São Paulo — , e a retomada do turismo pós a pandemia de Covid-19, que assolou o mundo todo.
Com representantes de todo Brasil e participações internacionais, o Congresso já soma mais de 50 cases que, ao longo das edições, mostraram aos participantes, na prática, como o turismo náutico é capaz de transformar diversas regiões do país, mesmo aquelas em que essa possibilidade não é tão evidente.
O Congresso Internacional Náutica é um evento desenvolvido para prefeitos, secretários de turismo e agentes do setor. Para mais informações, basta entrar em contato através do e-mail: [email protected].
São Paulo Boat Show 2023
O maior e mais importante evento náutico da América Latina está chegando! Após o sucesso histórico do São Paulo Boat Show do ano passado, a 26ª edição será ainda maior e melhor, reunindo os principais players do mercado náutico e quem ama o mundo da navegação em um só lugar.
Com mais de 100 embarcações expostas — de todos os modelos, preços e tamanhos — o São Paulo Boat Show 2023 contará com os principais lançamentos do setor náutico para 2023 e 2024, incluindo jets, motores, equipamentos, brinquedos náuticos, acessórios e serviços para barcos.
O evento receberá ainda as novidades de grandes marcas de luxo no Espaço dos Desejos e vai apresentar atrações de turismo náutico de destinos incríveis pelo Brasil.
Anote aí!
Quando: De 21 a 26 de setembro de 2023 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – Vila Água Funda, São Paulo – SP, 04329-900) Horário: Dia 21 das 15h às 22h e de 22 a 26 de setembro das 13h às 22h (no último dia, o evento encerrará às 21h) Mais informações: no site do evento
Inaugurado em 2021, o Hotel Villa d´Ozio, exclusivo para casais e adultos, leva à Praia Brava de Itajaíum modelo que mescla características da hotelaria de “charme” e “boutique”, com foco em privacidade e descanso. Com produtos e serviços exclusivos, ambientes de design à beira-mar e atendimento personalizado, o hotel agrada proprietários de embarcações, celebridadese público ligado à náutica.
A Praia Brava é um dos destaques da cidade de Itajaí. Em poucos anos, junto ao desenvolvimento do mercado náutico na região, o local deu saltos de crescimento tanto em atrativos turísticos no comércio local, quanto no setor imobiliário — sem deixar de preservar suas características naturais e atrair grandes nomes do surfe do Brasile do exterior.
Levando o potencial da região em consideração, o empresário e empreendedor Ronaldo Jansson inaugurou o Hotel Villa d´Ozio, para atender a demanda do público exigente — considerando o crescimento local do mercado náutico de luxo.
O hotel, único da região com características que mesclam conceitos de hospedagem de “charme” com “boutique”, tem apenas 25 apartamentos e é exclusivo para casais e adultos que buscam descanso, privacidade e conforto, dentro de um ambiente intimista, como uma “elegante casa de praia”.
Detalhes como peças de design de artistas brasileiros, lounges para leitura, “mimos” constantes da gerência, comida feita no local 100% artesanal, drinques e vinhos exclusivos são alguns dos itens que encantam os hóspedes, sem falar dos eventos privativos constantes, como apresentações de jazz, mostras de moda, arte e cultura.
O diretor do Villa d’Ozio, Ronaldo Jansson Júnior, considera que o hotel tem “toda a estrutura que um hotel privativo de luxo oferece” mas, para ele “para grandes executivos, celebridades, pessoas ligadas à náutica ou casais em geral que desejam fugir do agito do trabalho e investir em seu descanso, é necessário ter muito mais. Trazer nos detalhes a atmosfera de aconchego que resulte em ótimos e inesquecíveis momentos.”
Para quem não tem embarcação, mas busca por essa experiência, o Hotel Villa D’Ozio ainda oferece o serviço de concierge, por meio de parcerias, como: preparo de comidas a bordo assinadas por chefs e até aluguel de lanchase iates, que podem chegar a mais de 80 pés.
“O litoral de Santa Catarina é repleto de belezas naturais e possui orlas banhadas por águascalmas, perfeitas para praticar esportescomo stand up paddle, por exemplo. Próximo ao hotel temos destinos cobiçados como as praias de Balneário Camboriú e Bombinhas, onde muitos clientes gostam de ancorar”, afirma Ronaldo.
Na contramão de modelos de negócios de luxo que buscam realçar grifes internacionais, o Villa d´Ozio também foi além, por meio da valorização de Santa Catarina, incluindo tanto a colonização europeia, como a italiana, alusiva ao nome do estabelecimento.
“Pessoas que costumam viajar pelo mundo já têm acesso a grandes marcas, elas, na verdade, buscam conhecer o que o destinotem de melhor. É exatamente isso que oferecemos, o melhor da essência catarinense, por meio de muitas pesquisas, viagens e estudos constantes para entender o comportamento do nosso cliente que é bem exigente e diferenciado”, comenta o diretor.
Apesar do estereótipo de que a vela é um esportemasculino, oito mulheres colocaram esse tabu de lado e, pela segunda vez, compõem um time 100% feminino na Semana Internacional de Vela de Ilhabela (SIVI), principal competição de vela oceânica do continente.
Em parceria com a Decathlon, o V’Elas Sailing Team surgiu a partir da vontade das oito amigas: Daniela Sanchez, Isabela Malpighi, Andrea Grael, Andrea Ruschman, Catarina Robert, Nivea Teixeira, Kathiana Zednik e Nicole Voelker. Com pouco mais de um ano de existência e mesmo sem barcopróprio para competir, elas decidiram se inscrever na SIVI e acabaram conquistando o quarto lugar na sua categoria.
As integrantes já haviam sido tripulantes de outros barcos, mas, em 2022, se uniram para compor um time 100% feminino. Atualmente, a equipe é formada por oito pessoas, com idades de 15 a 59 anos e diferentes profissões.
Se por um lado ainda existe estigma e preconceito, por outro já existe muito mais abertura do que houve antes. As confederações organizadoras têm um poder enorme nas mãos e podem, por meio de novas regras, aumentar a participação feminina em regatas – Daniela Sanchez, tripulante do V’Elas.
“Foi isso que fez, por exemplo, a classe lightning para os Jogos Pan Americanos deste ano (formações de duas mulheres e um homem)”, completou a velejadora, que também é advogada, mãe e professora.
A ideia das mulheres é consolidar uma equipe feminina com um denominador comum: velejar bem em equipe e com muita alegria de espírito, mostrando que é possível reduzir o impacto ambiental e preservar o amor pela natureza.
“Com o apoio de uma grande marca como a Decathlon, conseguimos perseverar nossos sonhos e inspirar mais mulheres a virem para a raia. Essa parceria amplifica nossa voz evidenciando que o esporte é para todos, não importando o sexo, a idade ou outras características”, afirma Daniela.
Ilhabela: Capital da Vela é repleta de belezas naturais
Lindas praias, recortadas por vegetação abundante e um mar de verde intenso são alguns dos cenários de Ilhabela, um dos refúgios mais belos do litoral norte de São Paulo. A cidade abriga mais de 50 praias, metade delas ainda praticamente virgens, e cachoeiras abundantes.
A equipe de NÁUTICA preparou uma seleção especial de passeios por Ilhabela para quem for visitar a Capital da Vela durante a 50ª edição da competição. São, ao todo, mais de 20 dicas para curtir a ilha. Confira nosso roteiro completo por Ilhabela.
50ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela
Para a edição de 2023 da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, estão convidadas as classes HPE30, ORC, Clássicos, C30, BRA-RGS, Bico de Broa, Multicascos, HPE25 e VPRS. Os mais de 100 barcos esperados participarão de regatas em percursos variados ao longo da semana.
Além das competições, a Semana Internacional de Vela de Ilhabela também oferece uma série de atividades culturais e sociais dentro e fora do Yacht Club de Ilhabela, como shows, exposições e palestras.
A organização fará, ao longo da semana, regatas de acordo com as condições de mar e vento, podendo ser no Canal de São Sebastião ou nas raias mais ao norte e ao sul da ilha.
Conhecida como “Terra do Canguru”, a Austráliaoferece muito mais que parques e florestas ecológicas. Sede da Copa do Mundo Feminina junto a Nova Zelândia, o país reserva várias maravilhas para conhecer, como um lago cor-de-rosa e uma águaque promete a juventude.
Sendo assim, conheça a seguir cinco maravilhas da Austrália que prometem surpreender — por sua exoticidade ou pela beleza natural.
Ilhas Whitsunday
Localizada no arquipélago ao largo da costa de Queensland, no nordeste da Austrália, as ilhas de Whitsunday são um dos destinosturísticos mais populares do país. A região atrai centenas de milhares de visitantes todos os anos, que mergulhamnas águas azul-turquesa do Mar de Coral.
Não faltam opções turísticas nessas ilhas, que vão desde um passeio de barcoa vela em alto mar, a nadar nas águas cristalinas e conhecer as dunas de areia debaixo d’água, alguns dos planos mais famosos dos turistas que conhecem Whitsunday.
Grande Barreira de Corais
Foto: Instagram @viajemnow / Reprodução
Um dos patrimônios do país, a Grande Barreira de Corais é uma das maravilhas da Austrália mais conhecidas mundo a fora. Essa imensa faixa situada na área litorânea do estado de Queensland abriga corais no fundo do oceano, que podem aparecer na superfície do mar.
As colônias de corais são bastante coloridas e se alimentam de outros pequenos seres vivos, como peixese zooplânctons. Por conta dos recifesde grandes dimensões que são formados, a colônia presente na Austrália representa o maior coral do mundo, visível até mesmo do espaço.
Para ter uma imersão no local, é possível mergulhar com as tartarugas, peixes e outras criaturas marinhas que habitam no mar. Outra possibilidade é através de um passeio de helicóptero, vendo a Grande Barreira de Corais do alto.
Natural Bridge
Também localizado em Queensland, a Natural Bridge fica no parque nacional de Springbrook. Com um arco rochoso que resulta numa bela caverna e uma queda d’água de cor esmeralda, o lugar paradisíaco chama atenção dos turistaspela beleza e encanto que o ambiente proporciona.
Os vaga-lumes iluminam o interior do ambiente e transformam a parte de dentro da caverna em um céu estrelado durante a noite. O local é considerado um patrimônio mundial australiano e não é permitido nadar no riacho, principalmente para evitar situações de perigo.
Fraser Island
A Fraser Island é a maior ilha de areia do mundo, situada na região leste australiana, o local pode ser considerado um paraíso. Antes tido como desconhecido, o local é uma das maravilhas da Austrália que está caindo cada vez mais no gosto dos turistas e possui muitas opções de visitas.
Para circular pelo local é necessário estar com um 4×4, ou aproveitar o voo cênico que decola da própria praia e sobrevoa a região. Sua principal atração é o Lake McKenzie, um lindo lago cor turquesa em que, segundo a lenda, tem águas com o poder de rejuvenescer.
Além desse lago, há outras opções como Lake Wabby, composto por águas verdes; Navio Maheno, um antigo navio naufragado e Champagne Pools, uma piscina repleta de espumas em meio ao mar.
Pink Lake
Parece ter saído do filme da Barbie, mas — por incrível que pareça — , realmente existe mais de um lago cor-de-rosa pelo mundo, com um deles localizado entre Melbourne e Adelaide, no sul da Austrália. O Pink Lake possui essa cor devido a um pigmentado secretado por algas microscópicas.
O exótico lago tem uma intensidade da coloração rosa que costuma variar de acordo com a quantidade de água. Quando ele está mais seco, mais luz é refletida a partir do sal cristalizado branco, reduzindo o impacto rosa.
Vale lembrar que existem outros quatro lagos cor-de-rosa na Austrália: Field of Pink Lakes, Hutt Lagoon, Lake Hillier e Quairading Pink Lake, todos na província ocidental do país.
Aconteceu nesta terça (25) o segundo dia de regatas da 50ª edição da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, com a realização da regata que leva o nome do atleta olímpico e um dos maiores incentivadores da modalidade no Brasil, Eduardo Souza Ramos.
O velejador se aposentou da modalidade ainda nesta temporada, aos 79 anos. Maior campeão da Semana de Vela com 11 conquistas, Eduardo esteve presente no evento e acompanhou de perto a disputa da regata que o homenageou.
Flotilha. Foto: Matias Capizzano / Divulgação
Agradeço a homenagem ser feita em vida, uma regata em meu nome. Minha última Semana de Vela foi no ano passado, com uma disputa acirrada com o Crioula – Eduardo Souza Ramos, ex-velejador olímpico.
Responsável direto pelo desenvolvimento técnico e evolução da modalidade oceano na América do Sul, Eduardo foi porta-bandeira do Brasil nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984, e acumula bons resultados em várias classes olímpicas e de oceano, como Star, Snipe, Hpe 25 e S40.
Phoenix. Foto: Matias Capizzano / Divulgação
Seu último projeto foi o Botin 44, batizado de Phoenix, considerado um dos mais modernos veleirosde performance da vela oceânica, atualmente comandado por Fábio Cotrim e Mauro Dottori, além de atletas olímpicos como Jorge Zarif e André Fonseca Bochecha na equipe.
Nessas 50 edições, uma das que mais me marcou foi a primeira, quando corri de Snipe e, claro, a última, em 2022. Para as próximas regatas espero que o número de barcos aumente e que com eles venham novos veleiros de ponta – Eduardo Souza Ramos, ex-velejador olímpico.
O também atleta olímpico Jorge Zarif, que participa da Semana de Vela a bordo do Phoenix, reconhece a importância de Eduardo para o esporte. Para ele, “Eduardo Souza Ramos ajudou de todas as formas possíveis, sendo velejador de oceano, olímpico e dirigente. É o maior incentivador da vela brasileira.”
Foto: Matias Capizzano / Divulgação
A Semana Internacional de Vela de Ilhabela tem o Crioulaem primeiro lugar na classe ORC com 100% de aproveitamento em três provas. A tabela segue com Sandokan, da Argentina, Phoenix e Phytoervas, na sequência. As provas de terça-feira (25) foram de barla-sota, ou seja, entre boias.
Ilhabela: Capital da Vela é repleta de belezas naturais
Lindas praias, recortadas por vegetação abundante e um mar de verde intenso são alguns dos cenários de Ilhabela, um dos refúgios mais belos do litoral norte de São Paulo. A cidade abriga mais de 50 praias, metade delas ainda praticamente virgens, e cachoeiras abundantes.
A equipe de NÁUTICA preparou uma seleção especial de passeios por Ilhabela para quem for visitar a Capital da Vela durante a 50ª edição da competição. São, ao todo, mais de 20 dicas para curtir a ilha. Confira nosso roteiro completo por Ilhabela.
50ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela
Para a edição de 2023 da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, estão convidadas as classes HPE30, ORC, Clássicos, C30, BRA-RGS, Bico de Broa, Multicascos, HPE25 e VPRS. Os mais de 100 barcos esperados participarão de regatas em percursos variados ao longo da semana.
Além das competições, a Semana Internacional de Vela de Ilhabela também oferece uma série de atividades culturais e sociais dentro e fora do Yacht Club de Ilhabela, como shows, exposições e palestras.
A organização fará, ao longo da semana, regatas de acordo com as condições de mar e vento, podendo ser no Canal de São Sebastião ou nas raias mais ao norte e ao sul da ilha.
A Boatlux Florianópolis realizou, no último dia 15, na Marina Pier 33, uma capacitação com produtos ecoeficientes de limpeza náutica, em parceria com a Nautispecial, empresa especialista na fabricação e criação de produtos eficientes para limpeza e conservação de lanchas, iates, veleirose motos aquáticas.
Foram abordados temas como sustentabilidade, uso racional da águae utilização correta de produtos de limpeza e conservação ecoeficientes para as embarcações, além de cuidados pessoais e uma apresentação sobre segurança da navegação e uso de forma correta de eletrônicos.
Flávio Mark, do Navegantes do Sul; Moacir Costódio, proprietário da Boatlux Florianópolis e Marcelo Huertas, da Nautispecial.
O treinamento foi desenvolvido com o propósito de capacitar toda a tripulação da Boatlux para dar suporte aos clientes nas embarcações, uma vez que a empresa atua há mais de 10 anos no sistema de compartilhamento de lanchas e jets e, atualmente, conta com mais de 370 cotistas na região Sul do país.
A Nautispecial, por sua vez, está há quase 30 anos no mercado de produtos biodegradáveis para limpeza de embarcações.
Parece difícil de acreditar que um barcoafundado seja uma boa notícia, mas, desta vez, é. Isso porque, na Flórida (EUA), um iatede 1980 foi afundado de propósito para virar um recife artificial de coraisque, no futuro, vai ajudar a criar um novo habitat para vidas marinhas.
O barco é um M/Y Time, construído pelo estaleiro Palmer Johnson Yachts há 36 anos, ainda em 1987. Agora, já a 48 metros de profundidade, a embarcação ganhou um novo nome, passando a se chamar A.A. Hendry Artificial Reef.
A ação partiu da organização sem fins lucrativos Marine Cleanup Initiative, em parceria em com a McCulley Marine Services e o St. Lucie County Artificial Reef Program. Essa não é a primeira vez que a entidade afunda um barco. Ao todo, já são cinco embarcações no fundo do oceano. O intuito é sempre o mesmo: criar um habitat no mar para peixese outras formas de vida aquática.
A expectativa é que o iate acumule esporos de Oculina varicosa (também conhecido como coral do arbusto de marfim) com o passar do tempo. Por serem ricos em plâncton (importantes para o ecossistema aquático, sendo fundamentais na cadeia alimentar), os barcos conseguem atrair pequenos animais e acumular corais incrustados e esponjas, colaborando para o florescimento da vida marinha.
“Se as teorias se mostrarem corretas, em 50 anos ela (a embarcação) será agraciada com Oculina varicosa fora dos bancos de Oculina”, afirmou a organização, que pretende atingir sua meta de recuperar os recifes de corais danificados pela atividade humana ou por fatores naturais, que afetam os oceanos e os recursos hídricos.
Segundo a Marine Cleanup Initiative, mergulhadores nadarão ao redor e dentro do recife artificial nas próximas semanas para verificar o progresso do iate afundado.
Sete vezes campeão do Super Bowl e aposentado da NFL, Tom Bradyse tornou dono de uma equipe da E1 World Championship Series, a primeira competição de corrida de barcos elétricos. O anúncio foi feito pelo próprio ex-atleta, que terá concorrentes de peso na disputa.
A liga conta com nomes estrelados, como o do tenista Rafael Nadal, do piloto de Fórmula 1 Sergio Pérez e do ex-jogador de futebol Didier Drogba. No entanto, se depender do espírito competitivo de Tom Brady na E1, seus concorrentes não terão chance de vitória.
Minha mensagem para a nossa competição é: esteja preparado para o segundo lugar porque estamos buscando o topo – Tom Brady
Tom Brady disse estar empolgado com o fato de a liga ser mais ecológica do que outros esportes de velocidade. A E1 Series conta com todos os RaceBirds 100% elétricos, sendo a primeira competição de corrida de barcos sustentáveis do mundo.
Foto: Reprodução Instagram @e1series
Quinta equipe a entrar na liga, o barco de Brady estará no Campeonato Mundial E1, que está programado para estrear no próximo ano em Jedah, Arábia Saudita. A disputa terá 10 times no total, com 20 pilotos mistos, segundo a Reuters.
Tom é um vencedor e trará seu incrível espírito para nossas corridas. Ao lado de Rafael Nadal, Didier Drogba, Sergio Pérez e outros grandes nomes que anunciaremos em breve, ele lutará pela vitória em todas as corridas – Alejandro Agag, co-fundador e presidente do Campeonato Mundial E1
Em entrevista à CNN dos Estados Unidos, o ex-marido de Gisele Bündchen disse que se apaixonou pela cultura náutica após sua mudança para Flórida em 2020, quando jogava pelo Tampa Bay Buccanners, time que defendeu até sua aposentadoria, em fevereiro de 2023.
Eu terminei minha carreira no futebol e queria continuar muito envolvido em esportes competitivos. Estando neste clima incrível aqui na Flórida, entrei na cultura náutica e sempre adorei corridas – Tom Brady
Foto: Reprodução/ @tombrady
A temporada inaugural terá disputas em Veneza, na Itália, em Mônaco e na cidade de Roterdã, na Holanda, com mais locais e novos proprietários de alto nível a serem anunciados posteriormente. Há planos de realizar uma corrida nos Estados Unidos, mas só depois de 2025.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Enquanto viajava do México para a Polinésia Francesa acompanhado de sua cachorrinha Bella, Tim Shaddock teve seu barcoatingido por uma tempestade que o deixaria à deriva por dois meses no Oceano Pacífico. O marinheiro resgatado conseguiu sobreviver e passa bem, mas traz a questão: quanto tempo é possível sobreviver sem água?
Tim é um australiano de 51 anos que conseguiu sobreviver no oceanoà base de água da chuva e peixecru — que ele mesmo pescou utilizando o equipamento de pesca de seu barco, um catamarã, que também o ajudou a evitar os danos dos raios de sol.
“Passei por uma provação muito difícil no mar. Só estou precisando de descanso e comida boa porque estou sozinho no mar há muito tempo. Fora isso, estou com uma saúde muito boa”, afirmou o marinheiro resgatado ao 9News.
A dupla foi avistada no mar por um helicóptero, o que possibilitou que uma traineira realizasse o resgate dos dois. Segundo a BBC News, Tim estava mais magro do que o normal, mas saudável e se recuperando bem.
MOMENTO EXACTO EN DONDE RESCATAN AL NAUFRAGO/ "Gracias, gracias", así fue el momento exacto en el que una embarcación de @Grupomar rescató al ciudadano australiano Tim Shaddock y a su perrita "Bella", quienes habían permanecido tres meses a la deriva pic.twitter.com/bKiHkeA1jK
Afinal, por quanto tempo é possível sobreviver sem água?
Essa é uma resposta um tanto quanto complexa. Experimentos do tipo são difíceis de realizar, já que a restrição de água pode ser mortal. Para tentar driblar essa impossibilidade, pesquisadores alemães analisaram relatos da mídia de pessoas que tinham enfrentado períodos sem hidratação.
A pesquisa deu origem a um artigo científico, localizado pelo site IFLScience, que aponta parecer “possível sobreviver sem comida e bebida por um período de tempo de 8 a 21 dias”. Caso a pessoa tenha água, mas não comida, esse tempo poderia alcançar até dois meses, diz o estudo.
Mas esses números são variáveis, uma vez que as condições físicas, idade e a temperatura são cruciais e podem interferir na resistência do corpo humano. Por conta disso, os profissionais de saúde hoje apontam que uma pessoa média só poderia ficar de dois a três dias sem água.
Uma prova dessa indefinição de tempo é um caso que aconteceu na Alemanha, em 1979. Na ocasião, o preso Andreas Mihavecz, de 18 anos, foi esquecido em sua cela após um acidente e ficou sem comida nem água. Somente 18 dias depois ele foi encontrado — ainda vivo, mesmo após perder muito peso.
Em 1944, dois cientistas, um de 28 e o outro de 33 anos, realizaram um dos poucos experimentos sobre o assunto. Ambos se privaram de água e comeram apenas uma dieta de alimentos secos — um deles por 3 e o outro por 4 dias.
“Seus rostos ficaram um pouco contraídos e pálidos e havia uma sugestão de cianose em seus lábios. Essa aparência geral de mal-estar desapareceu em poucas horas após a restauração do líquido, e os sintomas de desidratação passaram muito antes da reidratação fisiológica estar completa”, concluiu um estudo da Universidade de Cambridge sobre o caso.
Era pra ser só mais um dia comum na vida — pouco comum — de Matt Cuddihy, um surfista australiano profissional que também é guarda florestal. Até que Matt encontrou um relógio Rolex no fundo do oceano, enquanto mergulhavade snorkel na costa de Noosa, em Queensland (Austrália).
O objetivo dele era resgatar nadadeiras de pranchas de surfe do fundo do mar — um perigo plástico para a vida marinha. Durante o mergulho, o surfista se deparou com o relógio que, para a surpresa de Matt, ainda estava funcionando. Tratava-se de um Rolex Submariner ref. 5513, que estava no fundo do marhá mais de quatro anos.
O modelo parou de ser fabricado em 1989 e, por isso, é muito desejado, podendo custar até R$ 160 mil.
Foto: Instagram @mattcuddihy / Divulgação
O raro e valioso relógio foi devolvido ao seu dono, um morador da região australiana de Sunshine Coast, de 69 anos, identificado apenas como Ric. Mas uma longa história se desenvolveu até que Ric fosse de fato encontrado.
Ao perceber que havia uma inscrição na parte de trás do relógio, Matt entendeu que o Rolex poderia ter sido um presente especial para alguém. Foi então que o surfista decidiu postar uma imagem do relógio em suas redes sociais, na esperança de encontrar o dono.
Foto: Instagram @mattcuddihy / Reprodução
Matt recebeu mais de 200 mensagens e a história do Rolex encontrado no fundo do oceanocomeçou a ser divulgada na mídia. O surfista recebeu propostas tentadoras de colecionadores para comprar o relógio, mas sua vontade genuína era a de devolver o objeto ao verdadeiro dono.
Até que uma mensagem simples chamou a atenção do surfista, dizendo: “Ei, Matt! Se esse relógio tiver uma inscrição especial na parte de trás, é meu. Entrei em contato com a polícia depois que o perdi para ver se ele foi encontrado e limpo. Talvez eu consiga recuperá-lo porque tem memórias muito especiais para mim. Ric.”
Ric foi o primeiro a mencionar a inscrição na parte de trás do relógio — fato que não havia sido divulgado por Matt. O relógio começava, então, a encontrar seu caminho de volta para casa, após longos quatro anos no fundo do mar.
A inscrição no Rolex achado no fundo do mar
Na parte de trás do Rolex, uma inscrição dizia “apresentado em 1971”. A mensagem simples era o detalhe que faria toda diferença. O relógio em questão foi dado de presente a Ric por seu pai ainda em 1971, quando ele tinha apenas 18 anos, por vencer uma regatalocal.
Desde então, Ric não tirou mais o relógio, que o acompanhou por muitas aventuras até ser perdido no mar em 2019, enquanto ele surfava em Noosa, também na Austrália. O Rolex era uma conexão entre Ric e seu falecido pai, que havia servido na Marinha Real Australiana e também era marinheiro.
Ric, aliás, só chegou à postagem de Matt porque um amigo lhe mostrou, uma vez que ele mesmo não faz uso das redes. “Minha filha encontrou o Instagram de Matt e começou a me ajudar a enviar mensagens para ele por vários dias”, explicou.
Ao se deparar com as mensagens, Matt perguntou ao homem e sua filha qual era o número de série do Rolex. Quando as informações bateram, Ric se emocionou muito.
Eu desabei completamente. Isso é algo que teve tantas aventuras na minha vida (…) eu não conseguia nem sentar com minha filha e minha esposa enquanto jantávamos. Levantei, saí, encostei em um poste da casa e apenas chorei – Ric, o dono do relógio
Foto: Reprodução
No final das contas, Ric e Matt se conheceram pessoalmente, em Noosa, e descobriram que estão a apenas 50 quilômetros um do outro. “É tudo incrível. Ainda existem pessoas excelentes no mundo”, disse Ric.
Neste domingo (23), os monotipos Carabelli 30 (C30) participaram de sua primeira prova na Semana de Vela de Ilhabela (SIVI), com a regata Ilha de Toque-Toque por Boreste. Ao todo, oito embarcaçõesparticiparam da disputa que teve o barco Kairós como vencedor, após concluir 20 milhas náuticas em quase seis horas.
A disputa na classe C30 da SIVI teve início no Canal de São Sebastião, às 12h20 e, até o veleiro do comandante Alessandro Penido atravessar a linha de chegada, os oito barcos participantes (recorde da competição) se revezaram na liderança.
Foram várias regatas numa só, com muitos barcos se aproximando. Apostamos numa estratégia de esperar o vento leste entrar e continuamos até dar certo. Revertemos uma situação e chegamos em primeiro – Alessandro Penido, comandante do Kairós
O Kairós completou o percurso seguido pelo Loyalty 06 (de Alexandre Leal) e Bravo (de Jorge Berdasco), que cruzaram a linha de chegada quase empatados.
A Semana Internacional de Vela de Ilhabela vale pontos para a segunda etapa do Campeonato Brasileiro de C30. A próxima disputa para os Carabelli 30 na SIVI será nesta terça-feira (25), com a Regata Eduardo Souza Ramos.
Ilhabela: Capital da Vela é repleta de belezas naturais
Lindas praias, recortadas por vegetação abundante e um mar de verde intenso são alguns dos cenários de Ilhabela, um dos refúgios mais belos do litoral norte de São Paulo. A cidade abriga mais de 50 praias, metade delas ainda praticamente virgens, e cachoeiras abundantes.
A equipe de NÁUTICA preparou uma seleção especial de passeios por Ilhabela para quem for visitar a Capital da Vela durante a 50ª edição da competição. São, ao todo, mais de 20 dicas para curtir a ilha. Confira nosso roteiro completo por Ilhabela.
50ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela
Para a edição de 2023 da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, estão convidadas as classes HPE30, ORC, Clássicos, C30, BRA-RGS, Bico de Broa, Multicascos, HPE25 e VPRS. Os mais de 100 barcos esperados participarão de regatas em percursos variados ao longo da semana.
Além das competições, a Semana Internacional de Vela de Ilhabela também oferece uma série de atividades culturais e sociais dentro e fora do Yacht Club de Ilhabela, como shows, exposições e palestras.
A organização fará, ao longo da semana, regatas de acordo com as condições de mar e vento, podendo ser no Canal de São Sebastião ou nas raias mais ao norte e ao sul da ilha.
O estaleiro pernambucano NX Boats acaba de atracar com a NX 50 Invictus HT, seu maior modelo, em Manaus. A marca, que em menos de dez anos de operações já colocou mais de 1.400 barcosna água, fará agora sua estreia no Rio Negro, um dos mais importantes do país.
A lanchafoi entregue no último dia 15 de julho ao novo proprietário, Ricardo Costa, que, no mesmo dia, aproveitou para passar a noite a bordo do barco em uma ilha local.
Segundo a marca, “o cliente optou pela embarcação por ter um design moderno e arrojado, bem diferente dos barcos de Manaus, que são americanos e com cabines muito grandes, não contemplando os espaços externos.”
Conheça a NX 50 Invictus
A NX 50 Invictus HT é o primeiro modelo da linha Yacht do estaleiro pernambucano. A embarcação traz linhas de design marcantes e pode ter até três suítes. Sua passagem lateral foi eliminada, então o acesso à proa é feito por dentro do barco, promovendo mais conforto e segurança.
A lancha tem boca (largura) de 4,05 metros e aproveitamento de todos os bordos, proporcionando mais uso interno da embarcação. Com design moderno, o barco traz amplo uso de vidro para proporcionar maior contato entre interior e exterior, o que também melhora o aproveitamento da luminosidade natural.
Trata-se de uma lancha com boa altura tanto na cabine, quanto no banheiro: 2,90 m e 2,20 m, respectivamente. A embarcação oferece ainda três opções de propulsão (IPS, Rabeta e Hélice de Superfície (MON-DRIVE) e é equipada com dois motoresde 440 hp a 600 hp.
Na abertura da Semana de Vela de Ilhabela, o Crioula (veleiro TP52), do atleta olímpico Samuel Albrecht, foi o Fita-Azul da tradicional Regata 100 anos – Atrevidapor Boreste – Marinha do Brasil. Realizada neste domingo (23), a prova soma 50 milhas náuticas ao redor da ilha de Alcatrazes e marca o início da SIVI, que acontece até dia 29.
Apesar de ser a primeira a cruzar a linha de chegada, às 23h12 — após quase 11 horas de prova –, a equipe gaúcha não teve vida fácil e, assim como os outros barcos, precisou vencer a variação de vento que já partiu da largada, em São Sebastião. Em alguns pontos da travessia, os barcos da classe ORC ficaram praticamente parados.
Vale ressaltar que, em 2018, o Crioula bateu o recorde da regata, concluindo o percurso em 6 horas, 1 minuto e 42 segundos, quebrando a marca anterior do Camiranga (com a mesma tripulação do Crioula), um Soto65, que completou em 6 horas, 4 minutos e 3 segundos, em 2015.
Além da falta de vento, a tripulação do Crioula (atual campeã da SIVI) também precisou superar os argentinos do Sandokan para vencer a prova de abertura da Semana de Vela. Isso foi alcançado no retorno para o Yacht Club de Ilhabela, quando os gaúchos conseguiram aproveitar as características do TP52 e assumir a liderança.
“Foi uma regata dura, de paciência e com pouco vento! Tomamos muitas decisões táticas para escolher o melhor caminho. A segunda parte foi uma boa velejada e, por sorte, a gente chegou”, disse Samuel Albrecht, que quer também disputar uma medalha olímpica em Paris 2024, na NACRA 17.
O segundo barco a cruzar a linha de chegada na prova de abertura da Semana de Vela foi o Phoenix, de Mauro Dottori e Fábio Cotrin, seguido pelo argentino Sandokan. A próxima disputa da SIVI acontece nesta terça-feira (25), com a Regata Eduardo Souza Ramos.
O que é Fita-Azul?
A denominação Fita-Azul é dada ao barco que cruza a linha de chegada em primeiro lugar, independentemente da categoria ou tipo de barco. Após a chegada do último veleiro da categoria, a Semana de Vela de Ilhabela divulgará quem venceu no tempo corrigido.
Em uma competição de vela oceânica existe uma fórmula para calcular os resultados quando os barcos são de diferentes tamanhos e áreas vélicas.
Ilhabela: Capital da Vela é repleta de belezas naturais
Lindas praias, recortadas por vegetação abundante e um mar de verde intenso são alguns dos cenários de Ilhabela, um dos refúgios mais belos do litoral norte de São Paulo. A cidade abriga mais de 50 praias, metade delas ainda praticamente virgens, e cachoeiras abundantes.
A equipe de NÁUTICA preparou uma seleção especial de passeios por Ilhabela para quem for visitar a Capital da Vela durante a 50ª edição da competição. São, ao todo, mais de 20 dicas para curtir a ilha. Confira nosso roteiro completo por Ilhabela.
50ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela
Para a edição de 2023 da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, estão convidadas as classes HPE30, ORC, Clássicos, C30, BRA-RGS, Bico de Broa, Multicascos, HPE25 e VPRS. Os mais de 100 barcos esperados participarão de regatas em percursos variados ao longo da semana.
Além das competições, a Semana Internacional de Vela de Ilhabela também oferece uma série de atividades culturais e sociais dentro e fora do Yacht Club de Ilhabela, como shows, exposições e palestras.
A organização fará, ao longo da semana, regatas de acordo com as condições de mar e vento, podendo ser no Canal de São Sebastião ou nas raias mais ao norte e ao sul da ilha.
A Regata Vela do Amanhã, que antecede a Semana Internacional de Vela de Ilhabela (SIVI), quebrou recorde de participantes — e de barcos— nesta edição 2023. No último sábado (22), 160 crianças de 15 projetos de ensino de vela de São Paulo e Rio de Janeiro navegaram nas águasdo litoral norte paulista.
A ação social que leva as crianças para navegaré idealizada pelo Yacht Club de Ilhabela (YCI) e a comissão organizadora da SIVI. A Vela do Amanhã, este ano com 46 barcos, deu aos velejadores mirins uma experiência única a bordo dos veleirosda competição — que começou, oficialmente, no domingo (23) e vai até dia 29.
Entre os participantes da Regata Vela do Amanhã 2023 estavam representantes de Mairiporã (SP), Paraibuna (SP), Praia Grande (SP), São Vicente (SP), Guarujá (SP), Santos (SP), São Sebastião (SP), Caraguatatuba (SP), Ilhabela (SP), Ubatuba (SP), Paraty (RJ), Angra dos Reis (RJ) e São Paulo (SP).
Enriquecendo ainda mais a experiência dos jovens, até as tripulações argentinas levaram crianças a bordo de suas embarcações.
O barco ‘Fita Azul’ da regata foi o Crioula 52, comandado pelo medalhista de bronze pan-americano Samuel Albrecht, enquanto o segundo colocado foi o Phoenix, com o Caiçara em terceiro.
“Foi muito legal. A gente aprendeu bastante sobre o barco, inclusive a tirar o balão” contou a velejadora mirim Alexia Sofia, 11 anos, aluna de uma escola de vela de Praia Grande (SP), que velejou com a tripulação do Pangea.
Proporcionar para as crianças uma atividade dessas é indescritível. Eles nunca vão viver algo assim em outro lugar – Wladimir Vieira Gomes, professor de vela
Premiação da Regata Vela do Amanhã 2023
A Regata Vela do Amanhã tem como um de seus objetivos principais apresentar para as crianças os barcos de oceano e a vela como esporte. Assim, todas são presenteadas com medalhas de participação.
Com a presença de autoridades como o prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci, e o secretário de esportes da ilha (e medalhista olímpico), Bruno Prada, as crianças receberam as medalhas na cerimônia de premiação da Regata Vela do Amanhã 2023.
Toninho mencionou a importância do evento para a cidade, o descrevendo como “o maior patrimônio de Ilhabela”. O secretário de esportes, por sua vez, destacou a importância da participação das crianças quando disse que “a base é a coisa mais importante do esporte. Sem a base, você não tem todo o resto.”
Quem sabe, dessas 160 crianças, vinte ou trinta acabam virando tripulantes ou timoneiros de oceano – Toninho Colucci, medalhista olímpico e secretário de esportes de Ilhabela.
Ilhabela: Capital da Vela é repleta de belezas naturais
Lindas praias, recortadas por vegetação abundante e um mar de verde intenso são alguns dos cenários de Ilhabela, um dos refúgios mais belos do litoral norte de São Paulo. A cidade abriga mais de 50 praias, metade delas ainda praticamente virgens, e cachoeiras abundantes.
A equipe de NÁUTICA preparou uma seleção especial de passeios por Ilhabela para quem for visitar a Capital da Vela durante a 50ª edição da competição. São, ao todo, mais de 20 dicas para curtir a ilha. Confira nosso roteiro completo por Ilhabela.
50ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela
Para a edição de 2023 da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, estão convidadas as classes HPE30, ORC, Clássicos, C30, BRA-RGS, Bico de Broa, Multicascos, HPE25 e VPRS. Os mais de 100 barcos esperados participarão de regatas em percursos variados ao longo da semana.
Além das competições, a Semana Internacional de Vela de Ilhabela também oferece uma série de atividades culturais e sociais dentro e fora do Yacht Club de Ilhabela, como shows, exposições e palestras.
A organização fará, ao longo da semana, regatas de acordo com as condições de mar e vento, podendo ser no Canal de São Sebastião ou nas raias mais ao norte e ao sul da ilha.
A histórica 50ª edição da Semana Internacional de Vela de Ilhabela (SIVI) começa neste domingo (23)! Até o dia 29 de julho, mais de 130 barcosvão participar da principal competição de vela oceânica do continente. Quem estiver na Capital da Vela poderá acompanhar um evento de números recordes, além de grandes atrações.
Os veleiros que vão navegar pelas águascristalinas de Ilhabela estarão divididos em oito classes: HPE30, ORC, Clássicos, C30, BRA-RGS, Bico de Proa, Multicascos e HPE25. A C30 terá oito barcos na água, enquanto a BRA-RGS terá o recorde histórico de 47 veleiros de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pará, Bahia e Argentina.
O barco vencedor da classe BRA-RGS leva ainda o título do Campeonato Brasileiro. “Estamos muito felizes com o recorde de barcos na 50ª SIVI, mostra a força da flotilha. Teremos uma disputa muito interessante no Canal de São Sebastião”, destacou Alexandre Martinho, presidente da classe RGS.
Kairós. Foto: Aline Bassi / Balaio de Ideias
Serão 54 clubes e marinas diferentes em Ilhabela, representando todas as regiões do país. Além disso, a SIVI terá embarcações estrangeiras, com 12 barcos argentinos.
Destacando ainda mais a importância da competição, atletas olímpicos e pan-americanos como Torben Grael, Robert Scheidt e Samuel Albrecht marcarão presença na 50ª edição da Semana de Vela.
100 anos do Veleiro Atrevida
A 50ª edição da Semana Internacional de Vela de Ilhabela abre neste domingo, 23 de julho, com a tradicional Regata 100 anos – Atrevida por Boreste – Marinha do Brasil. A travessia, que celebra o centenário do veleiro, totaliza mais de 50 milhas náuticas, contornando toda a ilha.
Fotos: MCP Yachts / Divulgação
Indo do luxo ao lixo e depois renascendo das cinzas, o veleiro Atrevida, concebido por Nataniel Herreshoff — um dos arquitetos navais mais famosos do final do século 19 — ainda em 1923, tem uma história para lá de interessante, contada em matéria no site de NÁUTICA.
Regata Vela do Amanhã
A Regata Vela do Amanhã também marcou um novo recorde nesta 50ª edição da SIVI, totalizando mais de 150 crianças inscritas no projeto social. A ação, que antecede a competição, aconteceu no sábado (22). As crianças das escolas de vela puderam conhecer os barcos de oceano e tiveram a chance de velejar ao lado de navegadores experientes, no intuito de incentivar os jovens a seguirem no esporte.
Fotos: Fred Hoffmann / Divulgação
Passeios guiados gratuitos
Até o dia 30 de julho, visando integrar a programação da SIVI, a Prefeitura de Ilhabela vai fornecer passeios guiados gratuitos, tanto para moradores quanto para turistas, partindo do Centro Histórico da cidade. São oito roteiros diferentes, em passeios feitos em jipes e com acompanhamento de guias de turismo ou monitores ambientais.
Foto: Paulo Stefan – Sectur / Divulgação
Para participar dos passeios guiados gratuitos as inscrições devem ser feitas presencialmente no estande da Secretaria de Turismo, que abrem sempre dois dias antes da saída dos passeios. É possível conferir a programação completa dos destinos no site oficial da Prefeitura.
Temporada de baleias em Ilhabela
Vivendo sua temporada de baleias— que teve início em junho e vai até agosto — cerca de 405 animais já passaram pela região, sendo esse mais um motivo para visitar a Capital de Vela durante a 50ª edição da SIVI.
Foto: Acervo/Sectur / Divulgação
Esse é um dos mais espetaculares fenômenos naturais do Brasil, protagonizado, principalmente, pelas baleias jubarte, que atraem turistas do mundo todo para Ilhabela.
Ilhabela: Capital da Vela é repleta de belezas naturais
Lindas praias, recortadas por vegetação abundante e um mar de verde intenso são alguns dos cenários de Ilhabela, um dos refúgios mais belos do litoral norte de São Paulo. A cidade abriga mais de 50 praias, metade delas ainda praticamente virgens, e cachoeiras abundantes.
A equipe de NÁUTICA preparou uma seleção especial de passeios por Ilhabela para quem for visitar a Capital da Vela durante a 50ª edição da competição. São, ao todo, mais de 20 dicas para curtir a ilha. Confira nosso roteiro completo por Ilhabela.
50ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela
Para a edição de 2023 da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, estão convidadas as classes HPE30, ORC, Clássicos, C30, BRA-RGS, Bico de Broa, Multicascos, HPE25 e VPRS. Os mais de 100 barcos esperados participarão de regatas em percursos variados ao longo da semana.
Além das competições, a Semana Internacional de Vela de Ilhabela também oferece uma série de atividades culturais e sociais dentro e fora do Yacht Club de Ilhabela, como shows, exposições e palestras.
A organização fará, ao longo da semana, regatas de acordo com as condições de mar e vento, podendo ser no Canal de São Sebastião ou nas raias mais ao norte e ao sul da ilha.
A Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, foi palco de mais um Teste NÁUTICA, desta vez, a bordo do Beneteau Oceanis 46.1, veleiro de cruzeiro ideal para longas travessias ou apenas para velejadas domésticas em baías.
Conduzido por Guilherme Kodja, consultor técnico de NÁUTICA, o teste do Oceanis 46.1 foi feito na companhia de Chico Fragoso. O vídeo com a análise completa estreia neste domingo (23), às 21h, no Canal Náutica.
Com um casco quinado e desenho sofisticado, o veleiropossui diversas formas de personalização e proporciona conforto nos ambientes internos. A arquitetura do Beneteau Oceanis 46.1 foi desenhada por Finot-Conq e permite o uso total do cockpit.
O monocasco foi apresentado no Rio Boat Show 2023 pela Aloha Náutica, representante no Brasilda francesa Beneteau. Na ocasião, os visitantes que compareceram ao evento puderam ver de perto a embarcaçãode 14,60 metros de comprimento e 4,50 metros de boca.
Internamente, os ambientes foram projetados pela Nauta Design, com texturas de carvalho claro escovado. Ao todo, já estão nas águasquase 500 unidades do modelo, que foi lançado em 2019 e, desde então, vem sendo atualizado.
Quer acompanhar os melhores vídeos sobre o mundo náutico? Inscreva-se no Canal Náutica no Youtube e fique por dentro do nosso conteúdo.
O navio Bibby Stockholm, que tem aparência de um bloco de apartamentos, tem sido chamado de “prisão flutuante” e causado polêmica entre os britânicos. Com capacidade para 506 pessoas, a embarcaçãodeve ser destinada aos homens que cruzarem o Canal da Mancha de forma irregular.
O barco está atracado no porto da ilha de Portland, na costa sul da Inglaterra. Nas próximas semanas, são esperados 50 migrantes na cidade de Dorset, onde fica a ilha, para embarcarem no navio, de propriedade da empresa Bibby Marine Ltda.
O governo britânico pretende manter os “moradores” no barco por um período que pode variar entre três e seis meses — sendo que o porto de Portland já tem um ano e meio de contrato de atracação do navio.
Conheça o Bibby Stockholm
Ao todo, o Bibby Stockholm tem 222 quartos duplos, que contam com banheiro, chuveiro, janela para o exterior, televisão e armários. Segundo o governo britânico, os homens terão garantido o direito de ir e vir — o Ministério do Interior preparou um serviço de ônibus para isso. Contudo, todos deverão assinar um livro de registro, tanto para entrar quanto para sair da embarcação.
Segundo a empresa hospedeira, o Bibby Stockholm dispõe de serviço Wi-Fi, refeitório, ginásio, lavandaria e uma sala multiconfessional, para orações. O custo estimado é de 23 mil euros por dia com segurança, saúde e alimentação, garantidos pelo governo.
Críticas ao governo de Rishi Sunak
Organizações humanitárias têm criticado a medida de Rishi Sunak, primeiro-ministro do Reino Unido. Para elas, a embarcação é como uma prisão flutuante. O governo, por sua vez, segue ignorando as críticas sobre o assunto — que divide opiniões.
O fato é que a chegada da embarcação foi regada a protestos de manifestantes, que levantavam cartazes com os dizeres “não à prisão flutuante” e defendiam os direitos dos refugiados. Por outro lado, alguns protestavam contra a chegada de migrantes na cidade. Porém, havia uma unanimidade: ambos os lados querem que a prisão flutuante vá embora.
Hoje, no Reino Unido, mais de 160 mil pessoas aguardam o processamento de pedidos de asilo. O governo tem mantido parte dessas pessoas (51 mil) em hotéis no país, somando um custo que ultrapassa os 6 milhões de euros por dia.
A 50ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela (SIVI), principal competição de vela oceânica do continente, reunirá oito barcosda Classe C30 a partir de domingo (23), número recorde para a categoria no evento. Ao todo, mais de 130 embarcações estão inscritas para navegar pelas águas da Capital da Vela de 22 a 29 de julho, inclusive vindas da Argentina e Austrália.
A Classe C30 estará entre as mais competitivas da SIVI, sendo ainda a mais numerosa entre as classes one design — que reúnem barcos idênticos a partir do mesmo molde do casco. Isso garante equilíbrio e competitividade nas regatas, como em uma disputa entre monotipos.
Tonka. Foto: Aline Bassi / Balaio de Ideias
Entre os oito barcos, estão inscritos cinco do litoral paulista: Bravo, Caiçara KAT Technologies, Kaikias EMS, Kairós e Tonka; dois de Florianópolis: Katana Portobello e Zeus Team, além do Loyalty, com sedes em Porto Alegre e Rio de Janeiro.
Nos dois últimos anos, a C30 reuniu cinco barcos em Ilhabela a cada edição, com domínio do Caballo Loco (atual Tonka), tricampeão brasileiro consecutivo e vencedor da Semana de Vela em 2022. O Kaikias faturou o título em 2021.
Kaikias EMS. Foto: Aline Bassi / Balaio de Ideias
A nova tripulação do Tonka estreou na C30 na 2ª Etapa da Copa Mitsubishi, em junho, no chamado Warm UP para a Semana de Vela, e fez prevalecer o DNA vencedor do barco. O Caiçara KAT Technologies venceu a 1ª Etapa da Copa Mitsubishi, em março, e lidera o Circuito Ilhabela de Oceano de 2023 após 14 regatas.
Por sua vez, o Katana venceu a 1ª Etapa do Brasileiro em fevereiro, em Florianópolis — seguido por Caballo Loco e Zeus Team. O campeonato nacional de C30 será concluído em 28 de julho, simultaneamente à Semana de Vela.
“Com oito barcos na raia, a nossa expectativa aumenta. Todas as tripulações estão muito bem treinadas e não será fácil para ninguém”, afirma o comandante do Caiçara KAT Technologies, Marcos Cesar. Em 2018, além do título brasileiro, o Caiçara conquistou o bicampeonato da Semana de Vela.
Estreantes, porém, experientes — assim como Tonka e Kaikias EMS — a tripulação do Bravo (ex-Corta Vento) também abriu a temporada de 2023 na Classe C30. “Estamos muito empolgados para a edição 50 da Semana de Vela. O nível técnico estará muito elevado e nossa perspectiva é de crescermos durante a competição”, projeta o comandante do Bravo, Jorge Berdasco.
O Loyalty está de volta à C30 após conquistar resultados expressivos em outras classes. “Teremos um recorde com a flotilha da C30 em peso na raia. Será ainda mais difícil brigar pela ponta em relação à estratégia. Nossa vantagem é que velejamos juntos há dois anos, o que nos ajudará no entrosamento”, enaltece o comandante Alexandre Leal.
100 anos do veleiro Atrevida
A 50ª Semana de Vela de Ilhabela vai comemorar os 100 anos do lendário barco Atrevida, construído nos Estados Unidos e atualmente com sede no Yacht Club Ilhabela (YCI). O Atrevida agregará seu nome à regata de abertura Alcatrazes – Marinha do Brasil, no domingo, às 12h10, após o Desfile de Barcos em frente ao Pier da Vila.
50ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela
Para a edição de 2023 da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, estão convidadas as classes HPE30, ORC, Clássicos, C30, BRA-RGS, Bico de Broa, Multicascos, HPE25 e VPRS. Os mais de 100 barcos esperados participarão de regatas em percursos variados ao longo da semana.
Além das competições, a Semana Internacional de Vela de Ilhabela também oferece uma série de atividades culturais e sociais dentro e fora do Yacht Club de Ilhabela, como shows, exposições e palestras.
A competição abre no domingo, 23 de julho, com a tradicional Regata 100 anos – Atrevida por Boreste – Marinha do Brasil. A travessia tem mais de 50 milhas náuticas e contorna a icônica ilha do litoral norte paulista.
A organização fará, ao longo da semana, regatas de acordo com as condições de mar e vento, podendo ser no Canal de São Sebastião ou nas raias mais ao norte e ao sul da ilha. As inscrições estão abertas no site oficial do evento.
Saco da Capela. Foto: Paulo Stefani/Sectur Ilhabela
Ilhabela: Capital da Vela é repleta de belezas naturais
Lindas praias, recortadas por vegetação abundante e um mar de verde intenso são alguns dos cenários de Ilhabela, um dos refúgios mais belos do litoral norte de São Paulo. A cidade abriga mais de 50 praias, metade delas ainda praticamente virgens, e cachoeiras abundantes.
A equipe de NÁUTICA preparou uma seleção especial de passeios por Ilhabela para quem for visitar a Capital da Vela durante a 50ª edição da competição. São, ao todo, mais de 20 dicas para curtir a ilha. Confira nosso roteiro completo por Ilhabela.
Construído especialmente para o famoso estilista Roberto Cavalli, o Rock 13, um superiate que muda de cor, está a procura de um novo dono. Com mais de 40 metros de comprimento, a embarcaçãoainda reflete as inovações extravagantes feitas para o estilista.
O grande charme do modelo é que seu casco depende somente da luz para mudar de cor. De acordo com a ilumunação que incide, o superiate luxuoso e potente pode sair do roxo e ir para o verde e até atingir um tom de azul escuro.
Foto: Rock 13 Yacht/ Worth Avenue Yachts/ Reprodução
A embarcação passou por uma reforma mas, antes dela, os ambientes ostentavam símbolos fortes, como estampas em animal print, peles, cores vibrantes e objetos pesados. Aliás, estes espaços contavam com a assinatura do Studio Giliardi. Já o desenho exterior do superiate que muda de cor foi elaborado por Tommaso Spadolini.
Foto: Rock 13 Yacht/ Worth Avenue Yachts/ Reprodução
Além do casco de alumínio que muda de cor, o desempenho do barco também impressiona. O Rock 13 é equipado com dois motoresMTU, que juntos produzem até sete mil hp de potência. Com isso, a velocidade máxima da embarcação alcança os 28 nós. Outra inovação é o elaborado sistema de estabilização, que mantém a navegação suave e elimina o rolamento quando ele se encontra ancorado.
Foto: Rock 13 Yacht/ Worth Avenue Yachts/ Reprodução
Superiate que muda de cor já passou por reforma
Depois de passar um bom tempo sob os cuidados de Roberto, a embarcação foi comprada e submetida a uma profunda reforma. Elaborada pelo estúdio grego Ira PetromanoIaki Yacht Design, a revitalização foi concluída pouco antes do verãode 2020.
Foto: Rock 13 Yacht/ Worth Avenue Yachts/ Reprodução
Agora, o modelo já não tem mais os ambientes extravagantes do antigo dono. Dessa forma, os ambientes hoje contam com ares minimalistas e sofisticados. O salão principal — que já era espaçoso — agora acomoda confortavelmente os convidados em um jantar.
Foto: Rock 13 Yacht/ Worth Avenue Yachts/ Reprodução
Para o lazerdos passageiros, há ainda um cinema no deque superior, um teatro particular, uma jacuzzi no convés pincipal e diversos espaços ao ar livre. A capacidade do superiate que muda de cor é de até dez passageiros. Seus 135 pés acomodam ainda uma suíte principal, dois camarotes vip (os três com banheiros privativos e banheiras), três camarotes duplos e mais um de solteiro.
Foto: Rock 13 Yacht/ Worth Avenue Yachts/ Reprodução
Por fim, o superiate que muda de cor também sofreu com a variação do dólar, tanto é que seu preço já caiu e agora parte de US$ 9,7 milhões, cerca de R$ 46,5 milhões de reais (valores convertidos em julho de 2023).
Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
A NÁUTICA usa cookies para proporcionar a melhor experiência possível em nosso portal. Ao utilizar o nautica.com.br você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para mais informações sobre como isso funciona, clique em "Política de privacidade".OkPolítica de Privacidade