A Sunreef Yachts revelou, no final de setembro, o conceito de um megaiateambicioso que promete ser simplesmente o maior catamarã de luxodo mundo. O 65M Sunreef Explorer carrega alto padrão e tecnologias sustentáveis, para mostrar que requinte e sustentabilidade podem, sim, navegar juntos.
Nos 65 metros de comprimento (213 pés), o conceito do catamarã oferece conforto, eficiência em longas distâncias e autonomia de nível explorador. Em outras palavras, há espaço para quem busca aventura e lazer, ainda pensando no meio ambiente. Os sistemas de recuperação de calor e de ar condicionado a bordo, por exemplo, prometem ser os mais eficientes em termos energéticos do setor, segundo a marca.
Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
Projetado para receber 14 hóspedes, o 65M Sunreef Explorer tem sete cabines duplas, amplos lounges internos e externos, área de beach club com plataformas dobráveis, academia, depósito para brinquedos aquáticos e duas piscinas.
Apesar de tanto espaço para os hóspedes, ainda há acomodações para 22 tripulantes, que garantem serviços de alto nível a bordo. As viagens, por sua vez, são projetadas para atingir velocidade de cruzeiro de 14 nós, com máxima em 18 nós.
Guindaste retrátil em formato de A. Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
Para ampliar ainda mais as aventuras, o catamarã carrega um guindaste retrátil em formato de A, pensado para facilitar operações com barcosou submersíveis de até 45 pés (13,7 metros de comprimento), que podem ser içados diretamente da águapara o principal convés de popa — e vice-versa.
Vista principal da suíte master do 65M Sunreef Explorer. Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
O conceito do maior catamarã de luxo do mundo não poderia deixar de ter requintes em cada detalhe interno. Por isso a suíte master, que domina todo o convés superior, ostenta janelasdo chão ao teto, um lounge privativo à proa, uma banheira para duas pessoas, banheiros separados para cada parte do casal, um closet e um escritório.
Suíte master do novo conceito da Sunreef tem banheira para duas pessoas e closet. Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
Para completar a hospitalidade, o 65M Sunreef Explorer ainda leva duas suítes VIP e outras quatro cabines de hóspedes, todas com conforto e luxo que a embarcação promete. Mas os espaços coletivos não ficam para trás e também são refinados: salas de jantar formais e informais, lounges panorâmicos, um bar em formato de lua e amplos terraços à céu aberto integram o leque.
Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
A área de beach club, na popa, ostenta uma piscina de 6 metros e um bote de 7 metros, enquanto no convés acima uma jacuzzi, também voltada à popa, destaca o estilo de vida ao ar livre a bordo. No geral, todos os espaços da embarcação foram pensados para contemplarem um ambiente aberto — ou ao menos com vistapara fora.
Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
Embora único na linha do estaleiro, o modelo ampliou o estilo e DNA da Sunreef Yachts para maior escala. Proas invertidas maciças (formato típico para cortar as ondas), visual tomado por vidros escurecidos e curvas simples e elegantes se destacam por fora.
Novo, o conceito do 65M Sunreef Explorer foi definido pela marca como uma alma de explorador em um coração de megaiate, que entrega navegaçãoincomparável e estável graças aos cascos duplos de catamarã. Ainda não há data prevista para construção do modelo.
Ted Turner participou da America's Cup com o veleiro Courageous e entrou para a história antes mesmo de fundar o primeiro noticiário 24 horas do planeta
Marco Valle, CEO global do Grupo Azimut Benetti, está no Brasil para conduzir a transição de liderança da Azimut Yachts, em Itajaí, reforçando o papel estratégico do país dentro do grupo
O CEO do Grupo Azimut Benetti, o italiano Marco Valle, está no Brasil para conduzir pessoalmente a transição de liderança da fábrica da Azimut Yachts, em Itajaí, Santa Catarina, após a saída de Francesco Caputo, que ocupava o cargo de CEO desde 2021.
Desde 1996 no grupo italiano, Marco Valle há cinco anos é CEO global do Grupo Azimut Benetti, um dos mais importantes construtores de iates de luxo do mundo.
Com décadas de experiência no setor náutico, Valle comanda as operações internacionais das marcas Azimut e Benetti e foi o responsável por consolidar a expansão global da Azimut Yachts.
Agora, lidera presencialmente a nova fase da fábrica brasileira, em Itajaí — única unidade de produção da Azimut fora da Itália.
Em entrevista exclusiva à Revista Náutica, Marco Valle reforçou o papel estratégico da operação brasileira dentro do grupo global e revelou planos de expansão e novos produtos que serão desenvolvidos no país.
Brasil, um pilar estratégico do grupo Azimut
Em entrevista, Marco Valle reforçou que o Brasil representa um ponto central na estratégia global da Azimut, fruto de três décadas de investimentos e parcerias. Segundo ele, o processo de implantação da marca no país foi longo e desafiador, exigindo persistência e dedicação de todos os envolvidos.
Marco Valle. Foto: Azimut Yachts
“O Brasil é uma base estratégica muito importante dentro do grupo. Não é segredo que estamos investindo há cerca de 30 anos aqui. Foi um processo cheio de desafios. Fomos persistentes ao longo dos anos, porque foram muitos os obstáculos, e as pessoas que estavam aqui durante esses 15 anos foram essenciais.”
Valle explicou que sua vinda ao país neste momento tem dois objetivos principais: garantir uma transição sólida de liderança e reforçar a integração entre as equipes locais e italianas.
Ética, gestão e confiança
A Azimut do Brasil passa por uma transformação importante em sua direção. O grupo italiano Azimut Benetti anunciou a saída do CEO Francesco Caputo, que estava à frente da Azimut Yachts Brasil desde 2021, comandando a fábrica da marca em Itajaí. Além dele, Gustavo Hoffmann também deixou sua função comercial na companhia.
Houve uma perda de confiança devido a algumas ações que não condiziam com nossa política comercial, e, por isso, decidimos encerrar essa relação profissional com certeza de 100% – explica Marco Valle
“A Azimut segue diretrizes éticas muito claras, que devem ser seguidas por todos. Quando essas regras são quebradas, não podemos compactuar com atitudes que demonstrem falta de comprometimento com suas diretrizes e valores. Na próxima semana, receberemos um representante da Azimut no Brasil, um italiano com muitos anos de experiência na indústria náutica, que será responsável por acompanhar todos os nossos clientes e potenciais vendedores, com total transparência e sem riscos.”
Sucessão e fortalecimento da equipe brasileira
Marco Valle ressaltou que a transição da gestão local da Azimut no Brasil é estratégica e envolve o fortalecimento da equipe e a valorização do talento nacional. Segundo ele, o processo atual busca criar um ambiente de criatividade, inovação e colaboração entre as equipes brasileiras e italianas, garantindo que as operações do dia a dia se mantenham sólidas durante a mudança de liderança.
Fábrica da Azimut. Foto: Azimut Yachts
“Neste momento, estamos trabalhando em um ambiente que incentiva a criatividade e a inovação, com processos colaborativos entre as equipes locais e as italianas. Na área financeira, acompanhamos cada passo juntos, desde a elaboração até a execução dos projetos”, revela Valle.
“Temos equipes que mantêm contato constante com os líderes italianos e nossos colaboradores locais. Quando pensamos no futuro CEO, estamos considerando as possibilidades para que ele seja brasileiro. Para nós, é muito importante garantir que as operações do dia a dia não sejam afetadas”, completa.
Andrea Consolini. Foto: Azimut Yachts
Enquanto o novo CEO não é anunciado, Andrea Consolini, atual CFO da Azimut no Brasil, assume um papel de destaque, representando a liderança executiva e garantindo a continuidade dos projetos. “Neste momento, Andrea Consolini é a pessoa responsável e algumas vezes irá representar o CEO. Nossa equipe acredita que o próximo CEO virá do Brasil e terá um papel muito importante, porque nosso objetivo aqui é desenvolver e preparar a equipe local para assumir responsabilidades maiores.”
Para conduzir esta nova etapa, a governança será fortalecida com a chegada de Roy Capasso, executivo de consolidada experiência internacional no setor, que assume como diretor comercial, e com o suporte estratégico de Giorgio Gallia, conselheiro de administração do grupo. Proveniente de uma família com tradição na náutica, Roy Capasso é campeão mundial de offshore, alia a paixão pelo mar a uma carreira executiva de alto nível, com vasta experiência em estratégias comerciais e desenvolvimento de mercados globais em marcas como Club Swan Yachts. Já Giorgio Gallia incorpora a expertise em gestão e operações internacionais, desenvolvida em posições seniores no Grupo Iveco, para garantir o alinhamento estratégico e a excelência operacional.
Do mercado local à referência global
Marco Valle ressaltou como a Azimut evoluiu no Brasil, destacando a transformação da fábrica em um centro de desenvolvimento estratégico dentro do grupo. Segundo ele, o país passou a ter um papel ativo na criação de embarcações que combinam padrões italianos com adaptações brasileiras, abrindo caminho para a produção de modelos inéditos localmente.
Fábrica da Azimut em Itajaí. Foto: Azimut Yachts
“No passado, todos consideravam o mercado brasileiro apenas como um local para vender modelos antigos de iates. Depois, começamos a produzir embarcações que seguiam padrões italianos; então, qualquer produto tinha algumas adaptações brasileiras, mas era o mesmo modelo feito na Itália. Atualmente, estamos desenvolvendo uma estratégia para lançar modelos totalmente novos no Brasil. Esse é um desafio, porém certamente uma oportunidade para o futuro.”
Um dos exemplos é a Azimut Verve 47, originalmente desenvolvido no Brasil para o mercado americano. “A Verve 47 foi desenvolvida aqui para o mercado americano, tendo a produção posteriormente transferida para a Itália. Foram produzidas mais de 200 unidades desse modelo, um enorme sucesso. Pretendemos repetir essa fórmula com outros modelos.”
Novos investimentos e planos de expansão
Marco Valle detalhou os próximos passos da Azimut no Brasil, destacando como o país se tornou um ponto estratégico para o grupo, não apenas como mercado consumidor, mas também como referência em desenvolvimento e exportação. Segundo ele, os investimentos locais visam aumentar a eficiência e explorar novas oportunidades dentro e fora do país.
Fábrica da Azimut em Itajaí. Foto: Azimut Yachts
“Temos o plano aprovado há um ano para melhorar a eficiência e estamos avaliando novas localizações. Também utilizamos a Azimut do Brasil como referência dentro do grupo, especialmente para acabamentos em marcenaria, porque temos aqui os melhores recursos e equipamentos comparados a todas as unidades do grupo.”
O executivo reforçou ainda que o Brasil é um ponto estratégico de exportação e desenvolvimento regional. “Quanto aos desenvolvimentos e oportunidades para a Azimut no mercado latino-americano, o Brasil não é apenas um mercado local, mas um ponto estratégico. Quando vendemos para a América Latina – incluindo países da América do Sul, da Colômbia até a Argentina –, tomamos a Azimut do Brasil como exemplo. Assim, os vendedores da Azimut do Brasil também são responsáveis por desenvolver esses outros mercados.”
Produção local e dois novos modelos
Marco Valle destacou o sucesso de iniciativas recentes da Azimut no Brasil, mostrando como a colaboração entre equipes locais e internacionais tem impulsionado o desenvolvimento de novos produtos. Ele citou como exemplo a Azimut 25 Metri, modelo desenvolvido em parceria entre as equipes italiana e brasileira e lançado mundialmente no Marina Itajaí Boat Show, em julho.
Fábrica da Azimut em Itajaí. Foto: Azimut Yachts
“O lançamento da Azimut 25 Metri foi feito em colaboração entre os departamentos técnicos da Itália e do Brasil, com um gerente de projeto local para acompanhar o desenvolvimento. O CTO — diretor técnico — estará aqui nas próximas semanas para validar o produto. A ideia é que esse modelo não será vendido só no Brasil, mas internacionalmente”, explica.
“A Azimut 25 Metri foi lançado no Marina Itajaí Boat Show e já foram vendidas seis unidades. É um produto muito procurado, até pela equipe de vendas europeia que deseja comercializá-lo.”. E adiantou:
Nos próximos cinco anos, dois novos produtos serão desenvolvidos no Brasil – revela Marco Valle
Um mercado maduro e com grande potencial
Marco Valle observa o mercado náutico brasileiro com otimismo. Para ele, o Brasil combina maturidade do consumidor e oportunidades de crescimento, oferecendo um terreno fértil para expansão da indústria, diferentemente de outros mercados mais consolidados.
Fábrica da Azimut. Foto: Azimut Yachts
“Na minha visão, o mercado brasileiro continuará crescendo. Não vejo a mesma desaceleração que ocorreu em outros países nos últimos anos. Comparando o mercado brasileiro com o europeu, o europeu é muito mais consolidado, ou seja, a base de clientes é grande e estável, e o crescimento de novos compradores é relativamente lento”, destaca Valle.
No Brasil, o mercado ainda está em expansão, com um aumento consistente de clientes que desejam iates, mas a produção local ainda pode crescer para atender a essa demanda. Portanto, é uma boa oportunidade para nós
“Eu penso que o mercado náutico no Brasil está muito desenvolvido. Os clientes usam os iates de forma adequada e extensa, mais do que em muitos outros países. Dizer que o mercado brasileiro é emergente não é verdade; é um mercado maduro, onde o cliente sabe exatamente o que quer”, finaliza.
Uma relação de longa data com o Brasil
Marco Valle aproveitou a entrevista para compartilhar lembranças e reflexões sobre a trajetória da marca no Brasil, um mercado estratégico para a companhia há décadas. Segundo ele, a relação da empresa com clientes e parceiros brasileiros vai além dos negócios: é marcada por experiências pessoais e profissionais intensas, conquistas e amizades duradouras.
“São muitas experiências felizes com os brasileiros. Lembro claramente de 2009, um ano difícil globalmente, mas o mercado brasileiro continuou forte. Na época, visitei muito o Brasil e, em dois anos, vendemos e entregamos 110 unidades. Foi incrível, uma história fantástica. Conheci muitos clientes pessoalmente e tivemos longas noites de trabalho, com jantares até altas horas, algo típico no Brasil”, lembra, descontraído.
“Desde então, o mercado não diminuiu. Embora o câmbio tenha variado (naquela época o dólar estava a R$ 2,5 e agora está a R$ 5,35), investimos e expandimos a produção local, que atualmente supera 40 unidades anuais, muitas das quais são exportadas. Desse período, ainda tenho grandes amigos aqui. Isso é um bom sinal porque, depois de tantos anos de parceria, manter amizades é sinal de sucesso.”
Com um tom firme e otimista, Marco Valle deixa claro que o futuro da Azimut Yachts Brasil está ligado à valorização da equipe local e à consolidação do país como centro de desenvolvimento de novos produtos dentro do grupo italiano. “Investimos no Brasil porque quanto mais forte for a Azimut aqui, mais forte será a marca em todo o mundo – existe uma conexão direta.”
Ted Turner participou da America's Cup com o veleiro Courageous e entrou para a história antes mesmo de fundar o primeiro noticiário 24 horas do planeta
Um estudo inovador revelou detalhes inéditos do comportamentodas tartarugas-de-dorso-chato (Natator depressus) na Austrália. Para isso, pesquisadores recorreram a um método pouco convencional: analisaram dados coletados diretamente pelos próprios animais — ainda que eles não soubessem disso.
A pesquisa foi conduzida na Baía de Roebuck (ou Roebuck Bay, em inglês), próxima ao Parque Marinho Yawuru Nagulagun, uma área marinha protegida na Austrália.
No trabalho, os pesquisadores equiparam tartarugas-de-dorso-chato com GPS, sensores de movimento e até câmeras de vídeo que captavam imagens da rotina sob a própria perspectiva delas. E foi justamente por combinar tecnologias que o trabalho foi descrito pelos cientistas como pioneiro. Assista:
As imagens permitiram observar detalhes dos diferentes momentos do dia das tartarugas. Dessa forma, os pesquisadores descobriram, por exemplo, que esses animais preferem buscar alimento em águas rasas e próximas à costa, especialmente em períodos de maré alta. Já para descansar, optam por águas um pouco mais profundas.
Ao identificar condições exatas que as tartarugas marinhas preferem para diferentes atividades, podemos fornecer uma proteção de habitat mais inteligente e direcionada– explicou Jenna Hounslow, autora principal do estudo
Segundo os pesquisadores, compreender como e por que as tartarugasutilizam diferentes habitats é fundamental para orientar ações de conservação no futuro.
Imagem da perspectiva de uma tartaruga. O topo da cabeça do animal aparece na parte inferior da imagem. Foto: Governo da Austrália Ocidental / DBCA / Divulgação
O Governo da Austrália Ocidental definiu o método como “uma inovação pioneira no mundo”, em comunicado. Logo, o estudo também abre portas para a outros cientistas estudarem comportamentos de animais marinhos — ou até terrestres — com maior riqueza de detalhes. O estudo foi publicado em 12 de setembro na revista científica Ecological Applications.
Ted Turner participou da America's Cup com o veleiro Courageous e entrou para a história antes mesmo de fundar o primeiro noticiário 24 horas do planeta
Soluções para temas complexos sempre passam pela educação, afinal, é impossível desenvolver um segmento ou um país sem considerar investir nela. Dentro das metodologias educacionais, uma linha poderosa é a educação pelo trabalho ou para a cidadania, que traz o conteúdo pedagógico para a prática e desperta no aluno a capacidade de solucionar problemas reais através do conhecimento teórico adquirido (FREIRE, 1996).
Essa abordagem se aproxima da concepção de learning by doing — “aprender fazendo” — de John Dewey, que defendia a aprendizagembaseada na experiência e no desenvolvimento de habilidades práticascomo caminho para uma educação efetiva.
Foto: StockRocketStudio / Envato
No turismo, estamos cada vez mais cientes de que é impossível falar em sustentabilidade sem envolver a educação, para que as pessoas identifiquem patrimônios locais, valorizem a cultura e se envolvam no desenvolvimento de produtos turísticos. Quando fazemos isso, despertamos a atividade econômica através do estudode história, geografia e ciências, conectando o aprendizado à realidade local.
Quando queremos desenvolver o turismo náutico, a fórmula é a mesma — e a prática é ainda mais sólida. Ao ensinar uma criançaa velejar, transmitimos técnicas ancestrais que envolvem física, trigonometria, biologia, geografia, meteorologia — e, naturalmente, facilitamos a compreensão da história do Brasil e do mundo.
Foto: ImageSourceCur / Envato
Levar a náutica para a educação é criar um futuro que respeita o meio ambiente, valoriza a água e transforma o conhecimento teórico em habilidades práticas e compreensão de mundo que serão úteis por toda a vida. Desenvolver o turismo — e o turismo náutico — pode (e deve) ser feito com responsabilidade e sustentabilidade.
Ted Turner participou da America's Cup com o veleiro Courageous e entrou para a história antes mesmo de fundar o primeiro noticiário 24 horas do planeta
Monta, testa, descansa, destrói… A jornada de Angelo Guedes na fabricação do barco próprio continua e ganhará mais um capítulo nesta terça-feira (7), às 20h, no Canal Náutica do YouTube. No 10º episódio de “Construção do Veleiro Bravura”, a futura embarcação que será motorizada por Yanmar passa por uma “avaliação destrutiva” e um pequeno imprevisto que veio de fábrica.
Podemos dizer que Angelo volta mais revigorado para a continuação dessa saga. Depois de dois anos trabalhando na construção do barco, ele conta que tirou três semanas para descansar. Com as baterias recarregadas, o avanço no Bravura foi para lá de notório.
Nem mesmo um imprevisto desanimou o construtor amador. Na hora da montagem dos fuzis (ferragem que conecta os estais e brandais ao convés ou ao casco do barco), ele percebeu que a peça veio errada — e admitiu que o erro partiu dele mesmo.
Angelo recebeu dois fuzis de boreste. Foto: Revista Náutica
Em vez de enviar uma peça para boreste e outra para bombordo, o torneiro mandou as duas para boreste — ou seja, dois fuzis destros, que não se encaixariam no modelo. Com isso, Angelo teve de trabalhar em dobro para refazer as peças. Por ora, ele as deixou apenas encaixadas no veleiro Bravura, faltando apenas a solda.
Angelo martelando a peça para testar a solda. Foto: Revista Náutica
Por falar em solda, parece que o paranaense pegou mesmo o jeito da coisa. Para testar a qualidade do seu trabalho, Angelo retirou uma parte do casco, cortou e a encheu de marteladas para ver se entortava bem na região onde a solda foi feita — e não é que a peça reta acabou virando uma letra U?
Âncora cortada que pertencerá ao veleiro Bravura. Foto: Revista Náutica
O 10º episódio também foi marcado por “presentes”. A âncora do veleiro Bravura chegou, cortada do jeitinho que Angelo imaginou. A dog house, construída no episódio anterior, foi devidamente içada e deixou o barco com mais cara de pronto — embora ainda falte um bocado.
Montagem das placas da seção 6.5. Foto: Revista Náutica
Desperdício não tem vez nessa saga. Dos retalhos, Angelo fez a moldura da gaiuta do camarote de proa(uma escotilha que se abre, instalada no convés do barco). Outra coisa que deu muito certo foi a instalação da seção do centro do mastro, que encaixou perfeitamente — só falta soldar.
Escotilha de acesso ao paiol. Foto: Revista NáuticaTarga do veleiro. Foto: Revista Náutica
O 10º episódio do veleiro Bravura ainda mostra a montagem das escotilhas de acesso ao paiol e da base do sofá (estrutura fixa do assento que, quase sempre, funciona como um paiol), confecção dos suportes de guarda-corpo e a estruturação da targa. E não é que tirar um descanso tornou-o mais produtivo?
Montagem da estrutura do sofá. Foto: Revista Náutica
Impulsionado pela Yanmar
Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.
Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.
O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.
Acompanhe tudo no Canal Náutica do YouTube!
Para não perder nenhum episódio dessa épica jornada, inscreva-se no Canal da Náutica no YouTube e ative o sininho. Assim, você sempre será notificado quando um vídeo estrear — não só da “Construção do Veleiro Bravura”, mas também de outras produções NÁUTICA.
A série terá episódios novos toda terça-feira, às 20h (horário de Brasília). Embarque nessa aventura com a gente!
Ted Turner participou da America's Cup com o veleiro Courageous e entrou para a história antes mesmo de fundar o primeiro noticiário 24 horas do planeta
Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, promulgou na última quinta-feira (2) a Resolução nº 30/2025, que cria oficialmente a Frente Parlamentar para o Desenvolvimento da Navegação Brasileira, iniciativaque busca fortalecer o setor marítimo e hidroviário nacional.
A frente tem como objetivo estimular a melhoria das condições de navegabilidade das hidrovias, incentivar o transporte multimodal e acompanhar políticas e legislações do setor. Além disso, a proposta pretende monitorar a execução do orçamento voltado à navegação em todas as esferas do Brasil.
Porto de Santos. Foto: Porto de Santos/ Divulgação
Assim, o projeto busca integrar esforços entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, com o propósito de alinhar políticas públicas e promover o desenvolvimento sustentável do setor, a fim de modernizar a infraestrutura hidroviária brasileira, reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade comercial do país internacionalmente.
O texto ainda prevê a cooperação com entidades públicas e privadas, universidades, associações civis e especialistas em transporte e economia do mar.
Relator, Jaime Bagattoli apresentou relatório favorável à criação da frente, proposta por Marcos Rogério. Foto: Agência Senado/ Divulgação
O Projeto de Resolução do Senado (PRS) 4/2025é de autoria do senador Marcos Rogério (PL-RO), presidente da Comissão de Infraestrutura. Na justificativa apresentada, ele defendeu a importância do setor aquaviário para a economia nacional, responsável por grande parte do comércio internacional e do transporte interno de cargas e pessoas.
Faço questão de destacar que o Brasil tem um potencial de navegação extraordinário, mas pouco explorado na dimensão total– declarou o autor do projeto
O senador Jaime Bagattoli (PL-RO), relator que deu parecer favorável ao texto, destacou a importância histórica e estratégica da navegação. “Vejo nesse projeto a possibilidade de fortalecer hidrovias e integrá-las à rodovias e ferrovias, garantindo mais competitividade às nossas exportações de grãos, minérios, carnes e outros produtos”, disse.
Quem pode participar da frente parlamentar?
Segundo o texto publicado do Diário Oficial da União, a frente parlamentar será integrada por senadoras e senadores “que manifestarem interesse”, ao passo que “será aberta à participação de parlamentares de todos os partidos políticos e de todo cidadão ou entidade que aceite os seus princípios e tenha interesse de transformar em realidade seus objetivos”.
Navio Veleiro Cisne-Branco, da Marinha do Brasil. Foto: wirestock/ Envato
A ideia é, junto às entidades públicas e privadas e especialistas, estimular o debate técnico e a participação da sociedade civil. A iniciativa visa consolidar um fórum plural e técnico capaz de propor soluções concretas para os desafios da logística aquaviária, da infraestrutura portuária e da sustentabilidade dos recursos hídricos.
Propor simpósios, debates, seminários e audiências públicas de interesse do setor– diz o inciso VII da Resolução, sobre uma das finalidades da frente
Ela será regida por regulamento interno ou, na falta deste, “por decisão da maioria absoluta de seus integrantes, respeitadas as disposições legais e regimentais em vigor”. Ou seja, na ausência do regulamento escrito, as decisões sobre o funcionamento serão tomadas pelo voto da maioria absoluta dos membros. As reuniões podem ocorrer no Senado, mas também em outros locais do Brasil.
O que muda na prática com a frente parlamentar?
A resolução entrou em vigor na data de sua publicação: 2 de outubro de 2025. Por mais que não traga impacto de imediato, a criação reforça o papel estratégico do setor marítimo e hidroviário na economia azul brasileira — conceito que engloba o uso sustentável dos recursos marinhos e fluviais.
Porto de Santos. Foto: Porto de Santos/ Divulgação
A medida é vista como um avanço institucional importante para o setor naval, portuário e de transporte fluvial ao planejamento estratégico do país. Logo, a ideia é que garanta mais segurança, eficiência e sustentabilidade às atividades aquaviárias.
Ted Turner participou da America's Cup com o veleiro Courageous e entrou para a história antes mesmo de fundar o primeiro noticiário 24 horas do planeta
A prefeitura do Rio anunciou, na última quinta-feira (2), um novo sistema de transporte público aquaviáriopara a cidade, batizado de Lagunar Marítima. O projeto prevê cinco terminais, seis estações e oito linhas integradas ao transporte municipal — inclusive com a mesma tarifa, de R$ 4,70 — no Complexo Lagunar da Zona Sudoeste do Rio, que abrange a Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes.
O trabalhador de Rio das Pedras, Gardênia, Muzema, das comunidades da região e que trabalha nos condomínios e shoppings terá um transporte mais rápido e com conforto– destacou o prefeito do Rio, Eduardo Paes
A iniciativa será viabilizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), sob responsabilidade da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar). O Consórcio Lagunar Marítimo venceu a licitação para a concessão do serviço, com contrato de 25 anos e investimento mínimo de R$ 101,6 milhões. Ao todo, serão oito linhas obrigatórias:
Expressa Rio das Pedras x Linha Amarela;
Expressa Rio das Pedras x Jardim Oceânico;
Expressa Rio das Pedras x Barra Shopping;
Expressa Muzema x Jardim Oceânico;
Linha Amarela x Muzema x Metrô;
Expressa Bosque Marapendi x Jardim Oceânico;
Circular Lagoa de Jacarepaguá;
Expressa Gardênia x Jardim Oceânico.
O novo sistema deve transportar 85 mil pessoas por dia, de modo a ainda melhorar o tráfego nas principais vias da região, como as avenidas das Américas e Ayrton Senna.
Prefeito Eduardo Paes fala sobre o novo transporte aquaviário do Rio. Foto: Rafael Catarcione / Prefeitura do Rio / Divulgação
Quando o Lagunar Marítima vai entrar em operação?
De acordo com a prefeitura do Rio, a expectativa é que as obras do Lagunar Marítima tenham início no primeiro semestre de 2027.
O Consórcio Lagunar Marítimo assinou o contrato do projeto em 17 de agosto, tendo até 30 dias para apresentar o cronograma de trabalho, bem como até 36 meses para construircinco terminais obrigatórios: Gardênia Azul, Jardim Oceânico/Metrô, Linha Amarela, Muzema e Rio das Pedras.
No mesmo período, são esperadas ainda seis estações/píeres: Arroio Pavuna, Barra Shopping, Bosque Marapendi, Parque Olímpico, Salvador Allende e Vila Militar.
A concessionária de água e esgoto da região de influência do programa, Iguá Saneamento, tem por obrigatoriedade contratual investir R$ 250 milhões em desassoreamento e despoluiçãodo complexo até agosto de 2026. O projeto de dragagem, por sua vez, já foi licenciado pelo Inea, órgão ambiental do Governo do Estado, e aprovado em agosto de 2023.
Esse é um passo importante da prefeitura, completando as possibilidades de mobilidade na região– disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima
As embarcações
Os barcosque passarão a operar nas águas do Complexo Lagunar da Zona Sudoeste do Rio precisarão seguir especificações definidas pela prefeitura. Entre elas, estão:
Embarcações com capacidade de 42 a 120 passageiros;
Frota com identificação visual externa da linha;
Especificações de manutençãoda Autoridade Marítima;
Sistema de alarme, combate a incêndio e de navegação por instrumentos;
Consórcio com frota reserva equivalente a 10% da frota operante.
Vale destacar que, segundo a Prefeitura do Rio, a iniciativa vai “funcionar paralelamente à atividade já realizada há décadas por barqueiros da região”. Isso porque o edital prevê a continuidade dos barcos, que não irão atuar nas rotas do transporte público municipal, nem concorrer com o aquaviário em valor de passagem.
Ted Turner participou da America's Cup com o veleiro Courageous e entrou para a história antes mesmo de fundar o primeiro noticiário 24 horas do planeta
A 11ª etapa do SailGP 2025, disputada em Cádiz neste último fim de semana, foi uma “injeção de energia” para o time brasileiro Mubalada Brazil. Isso porque após uma série de percalços, a equipe garantiu o primeiro lugar em uma corrida e finalizou a etapa na 9ª posição.
Vencer a última regata aqui em Cádiz foi uma injeção de energia para o time. Foi uma corrida muito tática, conseguimos largar bem e manter o barco voando na velocidade que precisávamos– disse Martine Grael, comandante do time
Martine Grael falou sobre resultados do time brasileiro na etapa do SailGP em Cádiz. Fotos: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução
O Grand Prix de Cádiz movimentou as águas europeias no sábado (4) e domingo (5) com sete regatas, onde o Brasil conquistou o topo do pódio na última, relembrando o feito da primeira regata disputada em Nova York, onde também cruzou a linha de chegada em primeiro lugar.
No domingo, tudo contribuiu para o resultado brasileiro: a estratégia do time, o tempo e os adversários. Não à toa, na última regata da etapa, o F50 do Mubadala Brazil se manteve em segundo lugar com uma velocidade média de 44 km/h, superando o Canadá, que estava em primeiro na corrida, logo antes da linha de chegada. Assista ao momento:
Mais do que provar as habilidades do time brasileiro, o resultado na corrida mostrou que a equipeliderada pela capitã e bicampeã olímpica Martine Grael consegue reverter os aprendizados em bons resultados. Ao todo, o Mubadala Brazil SailGP Team fechou a etapa em Cádiz na 9ª colocação geral.
Fotos: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução
O topo do pódio foi ocupado por Inglaterra, Nova Zelândia e Alemanha, respectivamente. Na sequência ficaram os times da Dinamarca, Espanha, França, Austrália e Estados Unidos, antes do Brasil. Depois, veio Canadá, Suíça e Itália.
A próxima etapa é também a última do campeonato, que será disputada em Abu Dhabi nos dias 29 e 30 de novembro. Até lá, o time brasileiro se concentrará nos treinos para chegar ao final com o máximo gás.
As disputas deste final de semana encerraram o ciclo europeu do SailGP 2025, com etapas em Portsmouth (Inglaterra), Sassnitz (Alemanha), Saint-Tropez (França), Genebra (Suíça) e agora Cádiz (Andaluzia). O período foi marcado por momentos de adrenalina como o incidente em Sassnitz — que tirou o Mubadala Brazil da competição — e os desafios técnicos em Genebra.
Tivemos incidentes e dias de muitos desafios ao longo do ciclo europeu, mas fechar com uma vitória como essa comprova que estamos evoluindo e prontos para a etapa final– concluiu Grael
A formação do Mubadala Brazil SailGP Team inclui, além de Martine Grael como Driver, Mateus Isaac e Breno Kneipp como Grinders, Andy Maloney como Flight Controller, Leigh McMillan como Wing Trimmer e Paul Goodison como Strategist.
Ted Turner participou da America's Cup com o veleiro Courageous e entrou para a história antes mesmo de fundar o primeiro noticiário 24 horas do planeta
Suponhamos que você não tenha seguido as nossas últimas dicas de como proteger o barco da ferrugem e agora sua embarcação esteja sofrendo com a corrosão. Calma! Não se desespere — mesmo que o cenário seja desanimador, ainda há o que ser feito para salvá-la.
Prepare o sabão, separe uma boa quantidade de água e alguns produtos especiais, porque eles serão essenciais nessa batalha contra a corrosão.
Como tratar a corrosão do barco
No aço inox
Em partes feitas com aço inox (guardamancebos, cunhos, escadinhas e ferragens em geral), use um gel decapante, à base de ácido nítrico, que elimina rapidamente o óxido do inox. Algumas marcas recomendadas são Avesta e Amazônia.
Foto: wirestock/ Envato
Primeiro, lave bem a peça com água e sabão. Depois, dilua o gel em um recipiente, com um pouco d’água. Em seguida, aplique a solução e deixe-a agir por cerca de 15 minutos.
Por fim, esfregue com sabão e enxágue com água corrente. Pronto: o metal voltará a brilhar. Mas, para protegê-lo contra futuros pontos de oxidação, use cera náutica polidora com frequência.
No alumínio
Em tese, o alumínio naval anodizado, usado em cascos de barcos, só corrói se sofrer avarias ou pancadas. Mas, se isso acontecer, basta polir a área e reaplicar a camada de tinta protetora, encontrada em lojas de tintas convencionais.
Foto: wirestock/ Envato
Já os alumínios que não são específicos para barcos, mas bastante usados em mastros, retrancas, vigias e outras peças de convés, devem receber tinta protetora antes de irem para a água. E, se a corrosão aparecer, basta repetir o processo do alumínio naval.
No bronze
Por causa do custo mais alto, o uso de bronze nos barcos é raro. Geralmente, limita-se aos hélices e a algumas ferragens nos veleiros, como o corpo de esticadores.
Nos dois casos, para eliminar a corrosão e trazer de volta o aspecto original das peças, basta usar um polidor convencional, como Kaol ou Brasso, ambos feitos à base de querosene e amônia. Hélices são mais vulneráveis, porque, afinal, vivem dentro d’água — e pontos de ferrugem comprometem o seu rendimento.
Aqui também enferruja
Tanto o diesel quanto a gasolina contêm substâncias que podem oxidar os bicos injetores dos motores dos barcos que ficam muito tempo parados — e isso poucos donos sabem.
Apesar de soar estranho, o principal responsável pela corrosão nas partes internas de um motor pode ser o próprio combustível usado para acioná-lo. Como é um líquido higroscópico — ou seja, com tendência a absorver a umidade do ar — , ele acolhe naturalmente a água do meio ambiente.
Foto: Grey_Coast_Media/ Envato
Nos tanques dos barcos que não navegam com muita frequência, o efeito da mistura do enxofre com a água costuma ser drástico: cria-se um ácido altamente corrosivo, que, como se não bastasse, ainda desenvolve colônias de micro-organismos — a chamada borra — , acelerando ainda mais a oxidação de alguns componentes internos do motor.
É a ferrugem que não se vê. E, por isso mesmo, a pior de todas. Até porque afeta um componente vital nos barcos a motor — o próprio motor! Com a gasolina não é diferente.
Com um dos maiores percentuais de etanol do mundo (30% desde 2025), a gasolina brasileira é problemática para barcos. O álcool absorve umidade e faz o combustível se degradar mais rápido no tanque, danificando o motor. A gasolina adulterada em alguns postos agrava ainda mais o problema.
O resultado, também neste caso, costuma ser catastrófico, porque as impurezas, tanto no diesel quanto na gasolina, corroem e comprometem os bicos injetores dos motores. E, ao menor sinal de corrosão no corpo cilíndrico das válvulas injetoras e na agulha (responsável pelo controle da vazão do combustível), os sinais negativos serão imediatamente sentidos — sobretudo no bolso do dono do barco.
Foto: nzooo/ Envato
Primeiro, haverá consumo excessivo, pois o combustível não queimará de maneira correta. Ao mesmo tempo, o desempenho ficará mais fraco. E, em seguida, a tendência é todos os bicos enferrujarem, obstruindo o fluxo do combustível e impedindo o motor de funcionar.
Felizmente, é possível evitar esse tipo de prejuízo: basta optar por postos de reconhecida qualidade e jamais deixar o combustível parado dentro do tanque do barco por mais de dois meses — ou até quatro, se o combustível usado for a gasolina Poddium ou o diesel Verana, ambos da Petrobras.
Foto: TDyuvbanova/ Envato
É que todo tanque tem uma saída de respiro, por onde entra a umidade. Por isso, aconselha-se ligar o motor cerca de uma vez por semana ou, se o barco for ficar parado por algum tempo, esvaziar todo o combustível do tanque e guardá-lo vazio. Vale o esforço, porque ferrugem nos bicos injetores é um problema e tanto.
Dica NÁUTICA
Qualquer supermercado tem a solução mais simples para a ferrugem. Para tirar manchas de ferrugem dos cunhos de aço inox, o que deixa qualquer barco com aparência de velho e mal cuidado, a maneira mais simples e fácil é com Semorim, um produto à base de ácido oxálico, encontrado em qualquer supermercado.
Foto: wirestock/ Envato
A aplicação não requer nenhuma técnica especial, exceto luvas e óculos. Dá para fazer o serviço em poucos minutos. Pingue algumas gotas e espalhe com uma esponja macia (não use nada áspero, porque pode manchar ou riscar a peça), esfregando até cobrir toda a área a ser limpa. O efeito é imediato.
Em seguida, lave com água e sabão. Pronto! Mas, se a mancha não sair, repita mais uma vez o processo. Com os cunhos já sem ferrugem, use então cera náutica, a mesma usada para polir os cascos, porque ela servirá para conservar o brilho e proteger contra a corrosão.
No lugar do Semorim, pode-se, também, usar limpadores para metais cromados (bem mais caros e só encontrados em lojas náuticas), ou massa de polir número 2, misturada com sabão de coco. Ambos fazem o mesmo efeito. Mas, com Semorim, é mais fácil, rápido e barato.
Ted Turner participou da America's Cup com o veleiro Courageous e entrou para a história antes mesmo de fundar o primeiro noticiário 24 horas do planeta
Na busca por destaque no mercado, muitas embarcações surgem com recursos futurísticos, que vão de piscinas com fundo de vidro à “sensação de nave espacial”. No caso do Luminea, projeto da britânica Concepthull Studio apresentado no Monaco Yacht Show, em setembro, a ideia é surpreender pelo design, com direito a conveses que parecem flutuar.
A embarcaçãoé descrita pelo estúdio de design como uma “arquitetura sobre a água”. Aos mais atentos ao universo da construção naval, esse conceito pode ser percebido em diferentes espaços do barco, a exemplo do cascoalongado.
A estrutura transmite a imponência de um superiate de 53 metros sem dar a ele um tom “agressivo” ou “bruto” demais. Aqui, méritos aos cortes verticais sutis, que atendem tanto à forma quanto à função, uma vez que ocultam com classe elementos como as escotilhas na proa.
Foto: Concepthull Studio / Divulgação
O grande protagonista desse enredo, porém, é o convés — ou melhor, os três conveses. Geralmente vistos “empilhados” em embarcações desse porte, no Luminea as estruturas em madeiraparecem flutuar em suave suspensão.
O espírito do iate é a harmonia. Cada plano, cada intervalo, cada proporção existe em diálogo com o próximo– destaca a Concepthull
O Luminea poderá acomodar até 12 hóspedes em seis cabines, incluindo uma suíte master que deve ocupar toda a boca do barco. Acomodações para até 12 tripulantes também são previstas.
Para a embarcação de cerca de 720 toneladas — que ainda é apenas um projeto — o estúdio de design quer entregar um equilíbrio entre desempenho, alcance e conforto. Assim, o superiate será equipadocom dois motoresCaterpillar, sendo que uma configuração híbrida está em estudo.
Foto: Concepthull Studio / Divulgação
Espera-se que o barco atinja uma velocidadede cruzeiro de 14 nós e uma velocidade máxima de 18 nós, com um alcance de aproximadamente 4.800 milhas náuticas.
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Numa parceria de tirar o fôlego de todos os fãs de adrenalina, a Lamborghini e o The Italian Sea Group uniram forças para lançar um iate que carrega os traços dos supercarros produzidos pela fabricante de automóveis luxuosos: o novíssimo Tecnomar for Lamborghini 101FT.
O conceito do barco de 101 pés (30 metros de comprimento) foi apresentado durante o Monaco Yacht Show, e revelou uma embarcação projetada para ser uma potência na água. Não à toa, ela foi feita à imagem e semelhança de alguns automóveis da Lamborghini, tanto na parte interna quanto externa.
Foto: Lamborghini/ Divulgação
As linhas exteriores, por exemplo, são inspiradas no Lamborghini Fenomeno, superesportivo de edição ultralimitada de 29 carros. Inclusive, o novo iate tem a mesma cor, Giallo Crius, utilizada na pintura de lançamento do Fenomeno — uma espécie de amarelo-limão.
Foto: Lamborghini/ Divulgação
As lanternas dianteiras e traseiras, na cor vermelha, são dois elementos que também fazem referência ao supercarro da Lamborgini, que ostenta potentes 1.065 cavalos.
Foto: Lamborghini/ Divulgação
Mas os traços da fabricante italiana não param por aí. Quem pilotar o barco conhecerá um posto de comando inspirado no novíssimo Temerario, da linha 2026. Segundo a marca, o objetivo é oferecer “a mesma sensação de estar ao volante de um superesportivo Lamborghini”.
Posto de comando da Tecnomar for Lamborghini 101FT. Foto: Lamborghini/ DivulgaçãoInteriores do iate da Lamborghini. Foto: Lamborghini/ Divulgação
O interior terá traços clássicos da gigante italiana por meio das cores e costuras dos móveis, incluindo hexágonos e o icônico formato em Y. Stephan Winkelmann, presidente e CEO da Automobili Lamborghini, diz que o modelo não é apenas um iate, mas “uma afirmação da excelência italiana”.
Lamborghini sem rodas
O iate está programado para zarpar no final de 2027, data que marca os sete anos da parceria entre a Lamborghini e o The Italian Sea Group, iniciada em 2020 com o lançamento do Tecnomar for Lamborghini 63 — um modelo projetado especificamente para homenagear o ano de fundação da montadora.
Tecnomar for Lamborghini 63, inspirado no carro Sián FKP 37. Foto: Lamborghini/ Divulgação
O modelo foi um enorme sucesso entre os entusiastas do mercado de luxo, chegando até a ser adquirido por Conor McGregor, polêmico lutador do UFC. Sendo assim, as empresas italianas continuaram a parceria de sucesso com o 101FT.
Tecnomar for Lamborghini 63. Foto: Lamborghini/ Divulgação
Maior e mais potente que seu antecessor, o novo iate da Lamborghini terá três cabines e acomodará até nove hóspedes, o que garante “ambientes espaçosos e confortáveis que tornam até as viagens mais longas agradáveis”, de acordo com a empresa.
Tecnomar for Lamborghini 101FT. Foto: Lamborghini/ DivulgaçãoÁrea interna da Tecnomar for Lamborghini 101FT. Foto: Lamborghini/ Divulgação
Quando o assunto é desempenho, o iate deixa o superesportivo no chinelo. O Tecnomar ostenta mais potência do que sete hipercarros Fenomeno, com três motores MTU 16V 200 M96L combinados com três hélices da superfície, que geram uma potência combinada de incríveis 7.600 cavalos — contra 1080 cv do carro.
Já no quesito velocidade é difícil concorrer com o modelo de quatro rodas. Em ritmo de cruzeiro, o barco atingirá 35 nós (quase 65 km/h), enquanto, no máximo, alcançará 45 nós (83,3 km/h). A nível de curiosidade, o Fenomeno bate 200 km/h em apenas 6,7 segundos e chega até a 350 km/h.
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Um peixe-serra de quase três metros foi encontrado na região do Cabo Oriental, na África do Sul, em agosto. Mesmo que sem vida, pesquisadores se empolgaram com a notícia, uma vez que o animal, com formato semelhante ao de uma guitarra, não dava as caras há 26 anos e já era considerado extinto por ali.
A carcaçafoi encontrada com marcas de um possível ataque de predadorpor um morador local, chamado Mike Vincent. Foi ele quem acionou Kevin Cole, cientista do Museu de East London, que recebeu a notícia com entusiasmo, uma vez que um animal da espécie não era visto na costa sul-africana desde 1999.
Fiquei sentado ao lado dela por um tempo, refletindo sobre o momento– declarou Cole ao ILF Science
O primeiro de muitos?
Embora desaparecidos por quase três décadas, os peixes-serra podem estar voltando às águas — ao menos é que acredita Cole. O cientista afirma ter recebido relatos de peixescomo esses em outras praias sul-africanas, como a Praia de Kayser.
Foto: Kevin Cole / Reprodução
Para ele, o peixe-serra encontrado sugere que a espécie ainda marca presença ao longo da costa leste da África do Sul, sendo o registro uma forma de conscientizar a população.
O registro tornará o público mais consciente sobre o peixe-serra, o que poderá revelar registros adicionais no futuro– explicou
Ainda do seu ponto de vista, pescadores recreativos e banhistas podem agora estar mais atentos a futuros encalhes, potencializando a pesquisasobre a espécie.
O peixe-serra é, na verdade, uma raia
O focinho serrilhado dos peixes-serra pode até lembrar um tubarão-serra (Pristiophoriformes), mas são animais completamente diferentes. Esse peixe em forma de guitarra é, na verdade, pertencente à família das raias.
peixe-serra registrado no aquário Aqua Park. Foto: Gant223 / Wikimedia Commons / Reprodução
O focinho, característica mais marcante desse animal, é um apêndice que faz parte do crânio, feito de cartilagem e coberto por pele. Suas duas bordas apresentam, cada uma, uma fileira de dentes rostrais, que conferem a aparência de serra.
A “serra” dispõe de órgãos sensoriais, chamados de ampolas de Lorenzini. Eles ajudam o animal a encontrar suas presas e detectar impulsos elétricos, como os emitidos pelos batimentos cardíacos de outros animais.
Atualmente, existem cinco espécies de peixe-serra, divididas em dois gêneros: o Pristis, com o peixe-serra de dentes grandes (P. pristis), peixe-serra de dentes pequenos (P. pectinata), peixe-serra anão (P. clavata) e peixe-serra verde (P. zijsron); e o Anoxypristis, com o peixe-serra estreito (A. cuspidata).
Após examinar o animal encontrado na costa da África do Sul, Cole chegou à conclusão de que se tratava de um peixe-serra de dentesgrandes e macho, da espécie Pristis pristis.
Foto: Gant223 / Wikimedia Commons / Reprodução
“Eu estava relutante em fazer uma chamada imediata sobre a espécie, mas depois de examinar a posição da nadadeira dorsal, logo na frente das nadadeiras pélvicas, e contar os dentes grandes (21 de cada lado, com alguns faltando), entendi que a morfometria deve confirmar que a espécie é um peixe-serra de dentes grandes e macho”, explicou.
Os peixes-serra habitam regiões tropicais e subtropicais em diferentes partes do mundo. Podem ser encontrados em rios, manguezais, estuários e áreas costeiras rasas, com registros no Atlântico — do Caribe ao Brasil e costa da África — e no Indo-Pacífico, incluindo Índia, Sudeste Asiático e norte da Austrália.
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A temporada de 2025 do SailGP está se aproximando do fim. Neste final de semana, dias 4 e 5 de outubro, o time brasileiro Mubadala Brazil atraca nas águas da Espanhapara o Grand Prix de Cádiz, a 11ª etapa da disputa tida como o principal campeonato de velocidade de vela.
Esse será o penúltimo eventoda temporada antes da grande final, em Abu Dhabi, e encerra um ciclo de cinco disputas em sequência na Europa: Portsmouth (Inglaterra), Sassnitz (Alemanha), Saint-Tropez (França) e Genebra (Suíça).
Para a equipe brasileira, comandada por Martine Grael, a disputa é mais uma oportunidade de consolidar os aprendizados das últimas etapas, especialmente após o incidente em Sassnitz— que tirou o Mubadala Brazil SailGP Team da competição — e os desafios técnicos em Genebra, na 10ª etapa.
Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução
Na ocasião, a colisão com uma boia de sinalização durante a preparação para as corridas do segundo dia causou um furo no catamarã F50, o que impossibilitou o reparo a tempo da competição. A equipe, então, finalizou o evento com a pontuação do primeiro dia de disputas.
A etapa espanhola será crucial para o time brasileiro evidenciar mais uma vez sua capacidade de adaptação e seu espírito competitivo, conforme reforçou Grael, primeira mulher a ocupar o posto principal em uma embarcaçãona história do SailGP.
Chegamos aqui com a mentalidade de seguir em frente, usando tudo o que aprendemos nas últimas semanas para garantir os melhores resultados– destacou a capitã do Mubadala Brazil
Palco das regatas, a Baía de Cádiz dá à disputa o contraste entre a modernidade dos catamarãs — que podem atingir os 100 km/h — com a rica história e arquiteturada cidade, uma das mais antigas da Europa, localizada na região da Andaluzia.
A formação do Mubadala Brazil SailGP Team inclui, além de Martine Grael como Driver, Mateus Isaac e Breno Kneipp como Grinders, Andy Maloney como Flight Controller, Leigh McMillan como Wing Trimmer e Paul Goodison como Strategist.
As regatas serão transmitidas ao vivo pelo SporTV2 no sábado (4) às 10h30; e SporTV3 no domingo (5), no mesmo horário. O canal BandSports reprisa a etapa de domingo no mesmo dia, às 21h. Após a passagem pela Espanha, o SailGP encerrará a temporada em Abu Dhabi, nos dias 29 e 30 de novembro de 2025.
Ted Turner participou da America's Cup com o veleiro Courageous e entrou para a história antes mesmo de fundar o primeiro noticiário 24 horas do planeta
Neste domingo (5), dois navios da Marinha do Brasil deixam o calor carioca da Base Naval da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, e partem em direção ao frio glacial na Antártica. A bordo, parte dos 181 pesquisadores que integram a 44ª Operação Antártica (OPERANTAR), um dos maiores programas científicos do país. Durante mais de seis meses, eles vão enfrentar mares revoltos, ventos cortantes e temperaturas extremas em nome da ciência — e da presença do Brasil no continente branco.
Criada em 1982, a OPERANTAR garante não apenas a produção científica nacional, mas também o direito de o Brasilparticipar das decisões globais sobre o futuro da Antártica. Nesta edição, 26 projetos foram aprovados em áreas que vão da biodiversidade à arqueologia, passando por clima, geologia, impactos ambientais e até mudanças socioeconômicas ligadas ao continente.
Foto: Felipe Sugimoto / Edital MCTI / Divulgação
A expedição conta com dois navios da Marinha: o Navio Polar Almirante Maximiano (H41), carinhosamente chamado de “Tio Max”, e o Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel (H44), conhecido como “Gigante Vermelho”. Aviõese helicópteros também dão suporte, transportando pesquisadores entre o Brasil, o Chile e a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), a principal base nacional no continente gelado.
O trajeto tem algumas escalas: do Rio de Janeiro vai até Rio Grande (RS), depois segue para Punta Arenas, no Chile, e enfim corta as águas até a Antártica. Parte dos cientistas permanece embarcada para pesquisar o oceanoao longo do caminho, enquanto outros seguem de avião diretamente ao continente gelado.
Veteranos e estreantes no gelo
Entre os cientistas da 44ª OPERANTAR está o biólogo Paulo Camara, pós-doutor em botânica que soma mais de 15 expedições à Antártica. Ele participa do projeto BRYOANTAR, que busca mapear espécies ameaçadas da flora local.
Ver o projeto aprovado é prova de reconhecimento e produtividade– contou
Foto: Centro Polar e Climático da UFRGS / Edital MCTI / Divulgação
Do outro lado da experiência está a pesquisadora Izadora Galera, que pisará pela primeira vez no continente gelado. A bordo do “Tio Max”, ela se surpreendeu com a estrutura da embarcação.
Participar sempre foi um sonho. É uma experiência de outro mundo, estou animada com o que vem por aí– disse
Ciência em várias frentes
A OPERANTAR reúne pesquisas em diferentes áreas. Um deles é o projeto IMANTAR, que estuda a alta atmosfera e os efeitos de fenômenos como tempestadessolares. Os equipamentos, instalados na base brasileira, funcionam o ano inteiro e recebem manutençãoanual durante a expedição.
Equipamentos do projeto IMANTAR. Foto: Eduardo Perez Macho / Arquivo pessoal
Para o pesquisador Eduardo Perez Macho, mesmo após três viagens, a sensação de estar e estudar na Antártica não perde a força — e segue impressionante. “Não é apenas uma oportunidade científica, mas uma vivência transformadora”, confessou.
Outro destaque é o projeto ArqueoAntar, com três décadas de existência. Nesta edição, a equipe pretende escanear os sítios arqueológicos estudados em detalhes, para criarem um modelo em 3D que revele novidades sobre as primeiras ocupações no continente.
Luara Stollmeier, do projeto ArqueoAntar, em campo durante edições anteriores da OPERANTAR. Foto: Luara Stollmeier / NUIP-LEACH-UFMG
Trabalhamos com histórias de grupos pouco visibilizados. Por isso, vamos também registrar um documentário durante a expedição– contou a pesquisadora Luara Stollmeier
Na linha do clima, o projeto PRO-SAMBA investiga como mudanças hidrográficas e químicas do oceano Austral se relacionam com o ciclo do carbono e o aquecimento global. “Pela primeira vez, vamos monitorar as trocas de gás carbônico durante todo o verão austral, e não apenas em coletas pontuais”, explicou Rodrigo Kerr.
Já o FRÁGILMAR busca entender como peixes antárticos respondem às variações de temperatura e estresse ambiental. Para Ana Paula Nascimento Corrêa, estar no projeto é mais que ciência:
Participar da Operantar traz sensação de dever cumprido. É uma oportunidade única de contribuir com a conservação desse ambiente e ainda representar o Brasil– revelou à NÁUTICA
Ana Paula Nascimento Corrêa, do projeto FRÁGILMAR, na 43ª OPERANTAR. Foto: Ana Paula Nascimento Corrêa / Arquivo pessoal
Investimento e futuro
Segundo a Marinha, a 44ª OPERANTAR recebeu R$ 2,25 milhões em recursos públicos destinados à manutenção dos laboratórios e alojamentos na Estação Antártica. O número de pesquisadores apoiados pelos 26 projetos é 32% maior do que na edição de dois anos atrás, o que reforça a ampliação do apoio à ciência brasileira no continente.
A missão está prevista para retornar com os cientistas às águascariocas do Rio de Janeiro em 11 de abril de 2026. Até lá, o que se descobrir no gelopoderá ajudar a entender não apenas a Antártica, mas também o futuro do planeta.
Ted Turner participou da America's Cup com o veleiro Courageous e entrou para a história antes mesmo de fundar o primeiro noticiário 24 horas do planeta
A Marinha do Brasil (MB) agora tem um reforço de peso: são 176 metros de comprimento, deslocamento de 18,5 mil toneladas e capacidade para até 710 combatentes no navio de guerra HMS “Bulwark”. A embarcação, adquirida pelo governo brasileiro da Marinha Real Britânica, é classificada como um doca-multipropósito da Classe “Albion”.
O HMS “Bulwark” possui expressiva capacidade de transporte pessoal, de veículos e carga, assim como pode transportar ambulâncias e equipamentos de engenharia voltados à reconstrução de infraestruturas críticas. Logo, trata-se de um navio preparado para operar em cenários de calamidade pública.
Informações sobre o navio adquirido pela Marinha do Brasil. Foto: Marinha do Brasil/ Divulgação
Além disso, a embarcação suporta oito barcos auxiliares destinados a missões de resgate e ao transporte de pessoal e suprimento em áreas de difícil acesso. O convés é preparado para operar até dois helicópteros de grande porte, característica fundamental para evacuação médica, reconhecimento de áreas impactadas e apoio logístico de emergência.
Foto: Agência da Marinha/ Divulgação
O navio ainda é apto para realizar o envio rápido de estruturas para hospitais de campanha, mantimentos, medicamentos e outros itens essenciais diretamente às áreas atingidas, especialmente em desastres naturais e missões de assistência humanitária. Ele também será empregado na proteção da Amazônia Azul.
É motivo de grande orgulho para o Reino Unido apoiar um aliado tão próximo, promovendo o intercâmbio de conhecimento e fomentando a cooperação entre nossas Marinhas– declarou Stephanie Al-Qaq, embaixadora do Reino Unido no Brasil
Na hora certa!
Segundo a Agência da Marinha, a compra do HMS “Bulwark” se deu pela necessidade de ampliar a capacidade da Força, o que garante meios modernos e robustos para operação de apoio humanitário e defesa da soberania — e nada melhor que um multipropósito para cumprir todos esses requisitos.
No momento, o novo navio da Marinha encontra-se em Plymouth, na Inglaterra, passando por uma completa revitalização, prevista para acabar em 2026. O processo inclui a modernização dos sistemas de comando e controle, atualização dos equipamentos de comunicação e revisão dos sistemas de propulsão.
Esses cuidados prometem estender a vida útil do barco por pelo menos 20 anos, o que garante adequação às demandas atuais e segurança operacional da Marinha. O navio deve ser comissionado e traslado ao Brasil no próximo ano, quando passará a integrar a Esquadra Brasileira com outro nome: Navio-Doca Multipropósito “Oiapoque”.
Ele será o quinto do país a ostentar o título que faz alusão ao rio que traça o limite da fronteira norte do país no Amapá. É tradição da Força homenagear as características geomorfológicas brasileiras.
Informações técnicas do agora NDM “Oiapoque”. Foto: Agência da Marinha/ Divulgação
De acordo com a Agência da MB, o nome simboliza a presença do Estado brasileiro em áreas de interesse marítimo e reflete o compromisso da Marinha com a integração nacional e o apoio a comunidades isoladas, como em ações cívico-sociais e de defesa.
União Brasil-Reino Unido
Não é de hoje que o Brasil e o Reino Unido navegam lado a lado. Segundo o diretor-geral do Material da Marinha, Almirante de Esquadra Edgar, a relação entre os dois países é histórica. Ele aponta, por exemplo, o Navio Aeródromo Multipropósito (NAM) Atlântico, antigo HMS “Ocean”, tido como o principal da Esquadra Brasileira e que foi adquirido da Inglaterra em 2018.
HMS “Bulwark”. Foto: LA(PHOT) Joel Rouse/MOD
As aquisições refletem essa parceria estratégica, que envolve não apenas transferência de meios navais, mas também intercâmbio de conhecimentos, treinamento de tripulações e cooperação em áreas de interesse comum– destacou o Almirante de Esquadra
A parceria contou também com marinheiros brasileiros indo ao Reino Unido para receber o suporte técnico e contínuo para manutenção especializada, com direito a simulações e exercícios conjuntos focados na plena operacionalidade do meio.
O HMS “Bulwark” possui histórico de atuação em missões humanitária. Foto: Defence Imagery/Ministério da Defesa do Reino Unido
Enquanto esteve no Reino Unido, o HMS “Bulwark” se consolidou em operações conduzidas pela Marinha Real Britânica.
Em 2006, atuou na evacuação de cerca de 1,3 mil cidadãos britânicos durante o conflito no Líbano;
Em 2010, transportou militares e civis retidos na Islândia em virtude da erupção do vulcão Eyjafjallajökull, que causou paralisação do tráfego aéreo;
Em 2011, participou de missões de combate à pirataria na costa da Somália;
Em 2015, operou na costa da Líbia prestando apoio médico e logístico no resgate de mais de 2,9 mil imigrantes, além de oferecer alimentação e atendimento inicial na embarcação.
Este navio, que no passado atuou em evacuações e missões de assistência humanitária, reforça a vocação do Brasil para operações de paz e ações humanitárias– destacou Antonio de Aguia Patriota, embaixador do Brasil no Reino Unido
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A personalização de interiores marcou presença no São Paulo Boat Show 2025 e boa parte foi assinada pela designer e empresária Fabianne Domingos. Segundo ela, a marca foi responsável pela decoração de 37 embarcaçõesexibidas no evento — cada uma com identidade própria.
Com mais de duas décadas no mercado, Fabianne construiu carreira em projetos de alto padrão no setor náutico, aeronáutico e residencial. No salão, apresentou propostas de decorações personalizadas para as lanchas Azov, Armatti, FS Yachts, Real Powerboats e Zath Mariner exibidas no evento.
Para os conceitos apresentados, a yacht designer se reuniu com cada estaleiro algumas semanas antes do salão para definir detalhes sobre cada decoração. O resultado pôde ser visto pelos visitantes do São Paulo Expo.
Foto: Fabianne Domingos / Divulgação
Os projetos levam itens de curadoria que entregam detalhes específicos para cada barco, desde a rouparia de cama, mesa e banho até os uniformes da tripulação.
Foto: Fabianne Domingos / Divulgação
No São Paulo Boat Show conseguimos compartilhar a nossa paixão pelo design náutico com o público– disse Fabianne
A equipemobilizada para a montagem contou com 16 profissionais, reforçando a dimensão do trabalho. Além do mercado brasileiro, a designer também tem expandido sua atuação para os Estados Unidos, onde inaugurou recentemente um escritório no Design District, em Miami.
Confira os detalhes das decorações assinadas por Fabianne Domingos no São Paulo Boat Show 2025:
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show ocupou o São Paulo Expo com mais de 170 embarcações em exposição — e inclusive lançamentos de peso. Cerca de 120 marcas reuniram lanchas de todos os portes, motos aquáticas, motores, equipamentos e acessórios indispensáveis para quem vive — ou sonha viver — no mundo náutico.
O NÁUTICA Talks também marcou presença no evento. O circuito de palestras reuniu mais de 50 especialistas ao longo dos seis dias, com histórias inspiradoras e dicas valiosas de gente do mar.
Luxo e cultura completaram o pacote. No Espaço dos Desejos, marcas de alto padrão exibiram objetos exclusivos e carrõescomo Aston Martin, McLaren e Mustang. Duas Lamborghinis também chamaram atenção no evento.
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Uma nova espécie de coral de águas profundas no Pacífico ocidental tropical ganhou um nome digno de Hollywood. Pesquisadores da Universidade do Havaí batizaram o achado de Iridogorgia chewbacca — sim, em homenagem ao Chewbacca, o lendário copiloto peludo da Millennium Falcon. O estudo foi publicado em setembro na revista científica Zootaxa.
O apelido não veio à toa. O coraltem galhos longos, flexíveis e brilhantes, com um aspecto “peludo” que lembrou os cientistas do personagem de Star Wars. Solitário e com “postura” ereta, ele virou quase um sósia submarino do fiel parceiro de Han Solo.
A espécie pertence ao gênero Iridogorgia, conhecido por habitar águas profundas e formar estruturas longas em espiral. O primeiro registro do novo coral foi em 2006, em Moloka’i (no Havaí), enquanto outro foi visto perto da Fossa das Marianas, em 2016.
De acordo com a Universidade do Havaí, o Chewbacca mais antigo media cerca de 1,2 metro de altura; já o encontrado nas Marianas tinha por volta de 50 cm. Em ambos os casos, os galhos podiam chegar a até 38 cm de comprimento.
Primeiro “Coral Chewbacca”, visto em 2006. Foto: Universidade do Havaí / Divulgação
Para Les Watling, professor emérito da Escola de Ciências Biológicas da universidade e coautor do estudo, a descoberta foi marcante.
Seus galhos longos e flexíveis e seu formato me lembraram imediatamente de Chewbacca. Mesmo depois de anos de trabalho em águas profundas, descobertas como esta ainda me fazem parar e prestar atenção– Watling, em comunicado
A descrição da nova espécie levou em conta tanto características físicas quanto genéticas. No mesmo estudo, os cientistastambém apresentaram outro coral recém-batizado: o Iridogorgia curva.
Hoje, segundo o estudo, já são pelo menos dez espécies conhecidas do gênero Iridogorgia no ocidente do Oceano Pacífico. E, apesar da fama de solitário, vale lembrar que um coral nunca está totalmente sozinho. Isso porque cada um é, na verdade, uma colônia formada por milhares de pólipos microscópicos que, juntos, constroem a estrutura maior.
Corais são colônias formadas por milhares de pólipos microscópicos. Foto: Universidade do Havaí / Divulgação
As novas descobertas reforçam como ainda há muito a explorarnas profundezas, e que lugares capazes de guardar biodiversidade inesperada podem também eventualmente revelar personagens improváveis.
Ted Turner participou da America's Cup com o veleiro Courageous e entrou para a história antes mesmo de fundar o primeiro noticiário 24 horas do planeta
O gerenciamento costeiro é uma ferramenta essencial para o equilíbrio entre desenvolvimento econômico, preservação ambiental e qualidade de vida das comunidades de zonas costeiras. No Brasil, onde 8.500 km de litoral concentram uma significativa parcela da população e da atividade turística, a adoção de políticas integradas de gestão é decisiva para manter a atratividade dos destinos e evitar a degradação dos ecossistemas.
A gestão integrada da zona costeira (GIZC) envolve o planejamento e a regulação de usos do solo, das águase das atividades produtivas. Ela considera os impactos cumulativos de obras de infraestrutura, ocupação urbana, turismo, pesca, transporte marítimo e mudanças climáticas, propondo soluções que minimizam conflitos e garantem sustentabilidade.
Exemplos práticos incluem o ordenamento de praiaspara evitar superlotação, a definição de áreas para esportes náuticos, zonas de exclusão para proteção de recifes e manguezais, e o monitoramento da balneabilidade da água.
Foto: frimufilms / Envato
Para o turismo, os benefícios são diretos: um litoral bem gerido significa praias limpas, paisagens preservadas e infraestrutura adequada — fatores que impactam a decisão de viagem de milhões de turistas.
Segundo dados do Ministério do Turismo, 44% das viagens domésticas têm o sol e praia como principal motivação. Isso torna indispensável que municípios costeiros implementem planos de gerenciamento que considerem não apenas o presente, mas a resiliência futura diante de eventos extremos, como ressacas e elevação do nível do mar.
Foto: ImageSourceCur / Envato
Além de preservar o meio ambiente, o gerenciamento costeiro favorece o desenvolvimento econômico local ao organizar usos para atividades náuticas, construir marinasseguras, incentivar investimentos em turismo de experiência e fortalecer a imagem do destino como sustentável.
Cidades que adotam modelos de governança costeira participativa — envolvendo comunidade, setor privado e poder público — obtêm melhores resultados na captação de recursos e na certificação de qualidade, como o selo Bandeira Azul.
Portanto, o gerenciamento costeiro não é apenas uma questão ambiental: é um pilar estratégico para a competitividade dos destinos turísticos. Municípios que planejam e ordenam suas zonas costeiras se posicionam à frente na atração de visitantes, na geração de emprego e renda e na preservação de seu patrimônio natural e cultural.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.
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O diretor de conteúdo da Revista Náutica, Otto Aquino, foi homenageado pela Marinha do Brasil com a Medalha Amigo da Marinha, em cerimônia conduzida pelo Vice-Almirante Marco Antonio Ismael Trovão de Oliveira, Comandante do 8º Distrito Naval — que abrange os estados de São Paulo e Paraná, incluindo suas áreas marítimas e águas interiores, como a bacia hidrográfica do Tietê-Paraná.
A honraria Amigo da Marinha, criada em 1966, reconhece personalidades, militares de outras forças, bem como instituições que se tenham distinguido no trabalho de divulgar a mentalidade marítima, no relacionamento com a Marinha, na defesa dos interesses atinentes à Marinha e na divulgação da importância das águas para o país.
Vice-Almirante Marco Antonio Ismael Trovão de Oliveira e o jornalista Otto Aquino. Foto: Marcello Souza
“São mais de 20 anos dedicados ao mundo náutico, navegando entre histórias, barcos, eventos, pessoas e projetos que ajudaram a fortalecer esse universo no Brasil. Recebo essa distinção com alegria e gratidão, como um reconhecimento que compartilho com todos que caminham ao meu lado nessa trajetória”, destacou o jornalista Otto Aquino, que também é membro da Soamar-SP (Sociedade Amigos da Marinha São Paulo).
A medalha Amigo da Marinha, honraria criada em 1966
Para Otto, a medalha representa mais que uma homenagem. O diretor de Náutica ressaltou a importância de carregar consigo a mentalidade marítima, que traduz valores como disciplina, coragem, companheirismo e o espírito de sempre olhar para o horizonte em busca de novos desafios.
Vice-Almirante Trovão, Otto Aquino, Adilson Gaspar, da BRP; e Mario Simonsen, presidente da Somar SP. Foto: Marcello Souza
Otto fez questão de enaltecer o trabalho do Vice-Almirante Trovão e de toda a Marinha do Brasil, lembrando o papel fundamental da instituição na defesa da soberania, na proteção das nossas águas e na promoção da cultura náutica.
“O 8º Distrito Naval da Marinha do Brasil, sob a liderança do Vice-Almirante Trovão, exerce um trabalho incansável de integração com a sociedade civil, levando a mentalidade marítima para além dos portos e mares, alcançando também rios, lagos e comunidades. É uma honra poder contribuir, ainda que modestamente, para essa missão”.
Marcello Souza, presidente da ABENAU, à esquerda.
Durante o discurso, Otto agradeceu especialmente ao Vice-Almirante Trovão pela homenagem; ao presidente da Soamar São Paulo, Mario Wallace Simonsen, e sua diretoria pela indicação à honraria, ao diretor de segurança da navegação da Soamar São Paulo, Marcello Souza, pelo apoio constante; além de Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, e da própria Revista Náutica, que há décadas vêm trabalhando para difundir a cultura náutica no Brasil.
Esse reconhecimento é um estímulo para seguir ainda mais comprometido em promover e valorizar a cultura náutica no Brasil– Otto Aquino, diretor de conteúdo da Revista Náutica
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O grupo italiano Azimut Benetti anunciou uma alteração na liderança de sua operação no Brasil. Francesco Caputo, que estava à frente da Azimut Yatchs Brasil desde 2021, comandando a fábrica da marca em Itajaí, Santa Catarina, deixa a posição de CEO. Além dele, Gustavo Hoffmann também deixa sua função comercial na companhia.
A partir de 2 de outubro de 2025, Andrea Consolini, atual CFO do estaleiro no Brasil, assume como CEO interino, garantindo a continuidade da gestão e das operações da companhia no país.
O grupo destacou que a mudança integra a estratégia de continuidade do crescimento da empresa no mercadobrasileiro.
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Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr., será revivido nas telonas pelo ator José Loreto no filme Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz?, inspirado no livroda viúva do cantor, Graziela Gonçalves. As gravações acontecem em Santos, no litoral de São Paulo, com direito a um cenário icônico da cidade: o Edifício Parque Verde Mar, projetado pelo polêmico Artacho Jurado.
São muitos os simbolismos envolvidos nessa trama, a começar pelo personagem principal, Alexandre Magno Abrão, o Chorão.
Mesmo após sua morte por overdose, em 2013, a banda — que encerrou suas atividades no mesmo ano — segue fazendo sucesso e tocando de forma especial os corações mais nostálgicos, que viveram o auge do grupo formado ainda pelo baixista Champignon (também falecido em 2013), os guitarristas Marcão Britto e Thiago Castanho e o baterista Renato Pelado.
José Loreto nas gravações de “Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz?”. Foto: Instagram @joseloreto / Reprodução
Santos, cidade que acolheu Chorão na adolescência, acabou se tornando cenário e inspiração de suas músicas. Por lá ele construiu seu “escritório na praia” e pôde viver de perto a paixão pelo time do coração, o Santos Futebol Clube.
Não à toa, o município é o principal palco das gravações do filme. Uma locação em especial, porém, chama atenção: o Edifício Parque Verde Mar. Jurado, arquitetoque nunca se formou em arquitetura, projetou a obra em 1951.
Foto: André Gomes / Instagram @andredvco / @prediosecasasdesantos / Reprodução
Muito à frente de seu tempo, o Parque Verde Mar foi descrito à época como um “castelo encantado” que se ergueria “na linda praia santista do Boqueirão” — e assim foi feito. Mirando na burguesia paulistana que procurava um lugar à beira mar para relaxar, Jurado projetou uma obra luxuosapara os anos 50, que até hoje atrai olhares na orla santista.
Foto: André Gomes / Instagram @andredvco / @prediosecasasdesantos / Reprodução
O “teto furadinho” mais famoso de Santos, em formato amebóide, foi uma grande inovação — mas não a única. O prédio traz ainda recursos como sala de leitura, salão de festas e playground coberto, com brinquedosdesenhados pelo próprio Jurado. Suas linhas curvas pronunciadas, as varandas de diferentes texturas e padrões e a paleta de cores vibrantes também não passam despercebidas.
Foto: André Gomes / Instagram @andredvco / @prediosecasasdesantos / Reprodução
O desnível do piso térreo em relação à Avenida Vicente de Carvalho é outro ponto de destaque. Esse “pulo do gato” garante que o térreo do edifício se transforme em uma grande varanda, de onde é possível admirar a praiae os belos jardins da orla santista.
A entrega do Edifício Parque Verde Mar, em 1957, teve direito a uma excursão com dois ônibus fretados, que levaram ao Boqueirão colunistas sociais, artistas e socialites de São Paulo para conhecer o edifício.
Foto: André Gomes / Instagram @andredvco / @prediosecasasdesantos / Reprodução
Considerado um dos maiores ícones da modernização urbana de Santos no pós-guerra, o prédio que dividirá holofotes com Loreto nos cinemas é ainda um patrimônio cultural de Santos, tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio de Santos (Condepasa).
Artacho Jurado, o arquiteto que nunca se formou em arquitetura
Embora seja o nome por trás de grandes edifícios em São Paulo e em Santos, Artacho Jurado nunca se formou em arquitetura. Filho de um anarquista, ele não pôde frequentar a escola, uma vez que seu pai não o permitia jurar à bandeira— cerimônia obrigatória na época.
Foto: André Gomes / Instagram @andredvco / @prediosecasasdesantos / Reprodução
Considerado um autodidata, Jurado, então, idealizava suas obras e recorria a profissionais formados para que assinassem os projetos. A solução, ainda que viável, o mantinha constantemente fiscalizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA).
As placas de suas obras não podiam destacar seu nome em tamanho maior do que o do engenheiro responsável — imposição frequentemente quebrada por Jurado. Muito por isso, o reconhecimento de suas obras foi tardio. Seu prestígio foi recuperado após sua morte, em 1983, e promete ganhar ainda mais destaque após o lançamento do filme, previsto para 29 de janeiro de 2026.
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A prova de que os resquícios de uma guerrapodem ultrapassar gerações está acontecendo agora, na Micronésia (nação insular da Oceania). Por lá, o vazamento de óleo de uma antiga embarcaçãojaponesa naufragada na Segunda Guerra Mundial tem colocado em risco ecossistemas marinhos e a economia pesqueira local.
Formada por mais de 600 ilhas da parte leste da Oceania, a nação declarou estado de emergência ambiental em 15 de setembro, devido ao acúmulo do óleo tóxico na região da Lagoa Chuuk. A situação foi descoberta por mergulhadores, que se depararam com o vazamento pouco antes, no dia 11.
Durante a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) em Nova York, que aconteceu de 23 a 29 de setembro, Wesley Simina, presidente dos Estados Federados da Micronésia, declarou que os remanescentes da guerra agora ameaçam a pesca, as comunidades e os meios de subsistência da nação.
A dimensão dessa crise excede em muito a capacidade da Micronésia de enfrentá-la sozinha– alertou Simina na ocasião
Assista ao vídeo do vazamento:
Um dos cemitérios de naufrágios mais conhecidos do mundo
Embora leve “lagoa” no nome, a Lagoa Chuuk é muito mais que isso. Área protegida do Pacífico, o local foi responsável por abrigar uma base naval japonesa até 1944. Naquele ano, uma ofensiva aérea dos Estados Unidos, chamada de “Operação Hailstone”, detonou mais de 50 navios da frota japonesa em um ataque considerado como o “troco” pela ofensiva do Japão a Pearl Harbor, em 1941.
Foto: Facebook Office of the Governor, State of Chuuk / Reprodução
A inteligência japonesa de guerra previu o ataque, retirando do local seus navios maiores (cruzadores pesados e porta-aviões). Ainda assim, cerca de 12 navios de guerra japoneses menores (cruzadores leves, destroieres e auxiliares), 32 navios mercantes e aeronaves foram destruídos e repousam no local. Desse momento da história nasceu outro: um dos cemitérios de naufrágios mais conhecidos do mundo.
O destino é cobiçado por mergulhadores, que vão até lá, justamente, para explorar esses registros da história. A poluição local, porém, tem os colocado em risco. Embora os vazamentos sejam constantes, o atual — e mais preocupante — é do navio naufragado Rio de Janeiro Maru, conforme destacou o Pacific Island Times. O barco leva o nome familiar pelo fato de que, quando em atividade, saia do Japão rumo às Américas.
Foto: Facebook Office of the Governor, State of Chuuk / Reprodução
Vale destacar que, no Pacífico, mais de 1,2 mil naufrágios da Segunda Guerra Mundial, especialmente na Lagoa Chuuk, representam risco de poluição, segundo a Secretaria do Programa Regional do Meio Ambiente do Pacífico (SPREP). Na ONU, o presidente Simina reforçou a urgência de cooperação internacional e científica para enfrentar os impactos da crise climática nas nações insulares, destacando que nenhum país pode agir sozinho.
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Um catamarãdeve passar a fornecer passeios turísticos gratuitos nas águas da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), já em dezembro deste ano. O projeto, anunciado pelo governo de Minas, é parte de uma série de medidas de limpeza e reestruturação previstas noPrograma Reviva Pampulha, iniciativa da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).
Parte de um complexo de monumentos arquitetônicos concebidos por Oscar Niemeyer, a Lagoa da Pampulha também é point de encontro para atividades físicas em sua orla. Em contraste, o local sofre com o despejo inadequado de rejeitos e o mau cheiro causado pela poluição.
Por muitos anos o esgoto não foi cuidado. Agora, fazemos um esforço em conjunto com as prefeituras de Contagem e BH para que a população volte a falar com orgulho do nosso cartão-postal– destacou o vice-governador de MG, Mateus Simões
Graças aos trabalhos de despoluição, a qualidade da água da lagoa já permite atividades como navegação e trabalho técnico sem risco de contaminação, segundo o governo estadual. O local estava proibido para passeios de barco desde 1968 por conta do perigo de infecção.
Assim, a embarcação turística deve levar 80 moradores e visitantes — através da construção de um píer de acesso — para conhecer o espaço de uma nova perspectiva, em três saídas diárias.
Revitalização e valorização do patrimônio
O Conjunto Moderno da Pampulha é declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO desde 2016. O complexo arquitetônico, artístico e paisagístico de Belo Horizonte foi projetado por Oscar Niemeyer e outros artistas em 1943.
Casa do Baile e Lagoa da Pampulha. Foto: Carmeladgl / Wikimedia Commons / Reprodução
Entre os atrativos do espaço — que tem ainda paisagismo de Roberto Burle Marx — estão a Igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Museu de Arte da Pampulha (antigo Cassino) e o Iate Tênis Clube, todos articulados em torno da lagoa e que passarão a ser vistos diretamente da água.
Tudo isso, porém, atualmente é ofuscado pela má preservação do patrimônio. Não à toa, durante a coletiva que anunciou o barco turístico na Pampulha, o governo também apresentou novos investimentos para melhorar as condições na região. Por meio da Copasa, serão investidos R$ 23 milhões na continuidade da despoluição da Lagoa da Pampulha e na revitalização da Avenida Otacílio Negrão de Lima, na orla.
Igreja de São Francisco de Assis. Foto: Portal Lagoa da Pampulha / Reprodução
As obras preveem ainda a revitalização e modernização de duas estações elevatórias de esgoto, responsáveis pelo bombeamento até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Onça, visando promover melhorias operacionais no processo de transporte dos efluentes.
Além disso, o Estado deve criar 740 novas ligações de esgoto em BH e Contagem, 270 delas na comunidade Guarani Kaiowá; e 11.240 metros de redes coletoras, sendo 10.306 metros em Contagem e 934 metros em BH — obras que devem permitir um alcance de 100% de cobertura na bacia com redes coletoras em BH e 99,5% em Contagem.
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Nem tudo que é antigo, necessariamente, é velho. Mesmo construído em 1997, o superiate Starfire continua sendo um verdadeiro poço de dinheiro. Não à toa, o barco foi recentemente vendido por US$ 16 milhões (cerca de R$ 85,1 milhões na conversão de outubro de 2025).
O primeiro dono do Starfire, ainda nos anos 1990, sabia tim-tim por tim-tim o que queria para ter uma verdadeira mansão flutuante dos sonhos. Não por acaso, se envolveu diretamente no processo de construção do barco, feito pelo renomado estaleiro italiano Benetti.
Foto: IYC Yachts/ Divulgação
Um dos pedidos especiais desse magnata — um dos investidores da construtora — foi a produção de um casco que resistisse ao tempo. Além disso, o barco recebeu interiores magníficos, dignos de uma galeria de arte capaz de mesclar o rústico ao moderno já naquela época.
Foto: IYC Yachts/ Divulgação
O superiate Starfire entrega imponência com seus 177 pés (54 m de comprimento), em um design predominantemente branco com linhas da cor creme-marrom.
Mais requisitado do que nunca
Com interiores ao estilo Art Déco, projetados pelo famoso estúdio François Zuretti, o barco é recheado de madeira brilhante, pias douradas, detalhes em ônix e tapetes tecidos à mão. Tudo isso para criar um ambiente puramente requintado, em tons quentes de mel e detalhes em azul.
Em 2023, a embarcação passou por uma reforma abrangente que acrescentou dois banheiros na área da tripulação. O ambiente projetado para os trabalhadores do barco também inclui um lounge e uma sala de jantar separados, além de um espaço dedicado para seis mesas individuais.
Foto: IYC Yachts/ Divulgação
Aos hóspedes, uma moderna academia com paredes de vidro, sauna e chuveiro fazem parte da experiência de desfrutar por completo o Starfire. O superiate ainda possui um terraço com jacuzzi, cinema ao ar livre e comporta 14 visitantes (em seis cabines) e 14 tripulantes.
Uma mina de ouro
Nem mesmo quase três décadas de idade deixaram a embarcação cair em desuso. Na verdade, muito pelo contrário. Durante os últimos anos, a Starfire serviu arduamente como um barco fretado, sendo um dos maiores destaques neste setor. Além de ter todas as manutenções necessárias, a embarcação passa constantemente por atualizações periódicas.
Logo, o valor pago no superiate, na verdade, é um investimento, visando tanto o uso próprio quanto o fretamento. Quando vendido, esse “brinquedo” ainda conservava parte da herança de seu proprietário, incluindo uma coleção particular de fotografias e um luxuoso bote.
Ted Turner participou da America's Cup com o veleiro Courageous e entrou para a história antes mesmo de fundar o primeiro noticiário 24 horas do planeta
E se o mar pudesse contar histórias? É nesse espírito que o Salvador Boat Show 2025 atraca na Baía de Todos-os-Santos daqui a um mês. Após uma estreia de sucesso em 2024, o evento retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia e com data marcada: de 30 de outubro a 2 de novembro.
Pelo segundo ano consecutivo, o evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, a maior do Brasile segunda maior navegável do mundo, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.
Bahia Marina. Foto: Divulgação
Com realização totalmente na água, o salão oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcaçõesaté atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.
O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).
Na primeira edição, mais de 20 embarcações foram vendidas durante o evento— resultado que reforçou a importância do setor para a economia local. O impacto foi reconhecido pelo prefeito Bruno Reis, que em 2024 garantiu a permanência do evento na cidade por pelo menos mais quatro edições.
Vamos investir ainda mais porque sabemos da importância do setor náutico para a geração de renda para a nossa cidade– declarou na ocasião
Bahia Marina. Foto: Paul R. Burley / Wikimedia Commons / Reprodução
Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025 Onde: Bahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, Salvador – BA)
Horário: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
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Depois de dois meses numa aventura congelada, Tamara Klink concluiu a travessia da Passagem Noroeste partindo em solitário da Groenlândia até o Canadá. Com isso, se tornou a 1ª latino-americana a realizar tal feito — além da 2ª mulher e a 14ª pessoa no total.
O Sardinha-2 agora se encontra atracado em segurança em Homer, no Alaska. Entretanto, até chegar ao seu destino da travessia, Tamara e seu veleiro passaram por vários apuros, como tempestades, gelos marinhos, ursos-polares e icebergs.
Foto: Instagram @tamaraklink/ Reprodução
Foi a viagem mais difícil que fiz até hoje, mas foi a navegação que achei mais fácil– conta Tamara em vídeo publicado nas redes sociais
Os últimos dias de viagem, contudo, não facilitaram a jornada — muito pelo contrário. Conforme relatado pela navegadora em seu mais recente “diário de bordo online”, os ventos não deram trégua durante a noite, deixando as velas murchas e as ondas agitadas de dia.
Foto: Instagram @tamaraklink/ Reprodução
Na reta final da passagem, os icebergs deram lugar para outro “vilão”: os troncos de árvores. Tamara conta que muita madeira passou a flutuar na água depois da ventania, por isso teve que usar binóculos para observar os obstáculos e desviar deles a tempo.
“Oi, vovó”
Quem acompanhou toda a travessia pelas redes sociais percebeu que havia uma fiel confidente a acompanhando — mesmo que a incontáveis quilômetros de distância. Os vlogs gravados por Tamara durante a travessia sempre tinham como remetente Anna Francesca Wolf Bandeira, sua querida “vovó”.
Uma das maiores encorajadoras da neta, Anna apoiou o sonho da navegadora desde pequena. Além de todo o apoio emocional, foi justamente a avó de Tamara que nomeou os veleiros de “Sardinha” e “Sardinha-2”, que marcaram as travessias inspiradoras.
Minha avó não é navegadora, não me ensinou a dar nós nem a fazer planilhas, mas quando me faltou coragem, ela me apoiou e não me deixou desistir– escreveu na publicação mais recente no Instagram
Foto: Instagram @tamaraklink/ Reprodução
Com a voz embargada, a filha de Amyr Klink dedica a travessia pela Passagem Noroeste à avó. “Eu te agradeço por ter entendido que eu gostava disso [navegar], mesmo se às vezes pensar que eu estivesse correndo perigo te preocupasse. Te agradeço por ter dito que você preferia me apoiar do que pensar que eu passaria o resto da minha vida arrependida de não ter tentado”.
Como diz meu pai: ‘a viagem só acaba quando o último cabo está preso no pontão e o barco finalmente está em segurança e o navegador também’– finaliza
Pitada extra de adrenalina
Além das águas nem sempre tranquilas, outros contratempos colocaram uma pitada de adrenalina — e medo — na travessia da Passagem Noroeste. Um desses episódios aconteceu no último mês de agosto quando, através de um drone, Tamara avistou um urso-polar enquanto fiscalizava uma região para abrigar-se em terra firme.
Foto: Instagram @tamaraklink/ Reprodução
“Enquanto me aproximava do abrigo, vi um ponto branco correndo na montanha verde. A Sardinha avançava e o ponto também. Na teoria, eu queria muito ver um urso. Na prática, eu morro de medo”, contou. Mal sabia ela que esse não seria seu último episódio com o animal.
Isso porque momentos depois um urso-polar subiu no barco onde Tamara estava sozinha. Entre várias opções consideradas, a navegadora seguiu o conselho da tripulação ao seu redor, ligou o motor do Sardinha 2 e afastou o animal selvagem da embarcação.
Urso-polar fotografado por Tamara. Foto: Instagram @tamaraklink/ Reprodução
Apesar do susto, ninguém saiu ferido. O único prejuízo do urso-polar foram alguns arranhões que as garras afiadas deixaram em algumas boias de segurança, mas nada muito grave.
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O marde Florianópolis foi palco de mais um feito de Robert Scheidt. Ao lado de Anderson Brandão, o multicampeão olímpico confirmou no domingo (28) a vitória no 54º Campeonato Sul-Brasileiro da Classe Snipe, disputado no Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha.
Foram dois triunfos decisivos nas regatas finais, com ventos constantes de até 16 nós, que garantiram à dupla o títulocom autoridade: quatro vitórias em seis provas e apenas cinco pontos perdidos.
Foto: Victor Feldmann / Heusi Action / Veleiros da Ilha / Divulgação
O pódio foi completado pelos catarinenses José Irineu e João Marcelo Carlin, que somaram 16 pontos, e pelos argentinos Luciano Pesci e Florencia Galimberti, com 21 pontos.
Florianópolis nunca decepciona. Foram três dias de velejadas intensas, com condições que exigiram muito– revelou Scheidt.
Foto: Victor Feldmann / Heusi Action / Veleiros da Ilha / Divulgação
Apesar dos desafios, a dupla menteve um ritmo intenso mesmo com a intempérie do forte vento — o que fez a diferença no resultado. No fim, ficaram as boas memórias. “Sempre vale a pena velejar neste mar maravilhoso”, celebrou o dono de cinco medalhas olímpicas e 14 títulos mundiais.
Pódios internacionais e novas gerações em destaque
54º Campeonato Sul-Brasileiro da Classe Snipe. Foto: Victor Feldmann / Heusi Action / Veleiros da Ilha / Divulgação
A categoria Mista do campeonatoterminou com festa argentina: Pesci e Galimberti confirmaram o título, seguidos pela dupla gaúcha Lucas Mazim e Luciana Figueiredo. Já a categoria Feminina teve vitória catarinense, com Lara Nakamura Candemil e Anne Scampini no topo do pódio.
Entre os mais jovens, Guilherme e Fernando Menezes, do Lagoa Iate Clube, foram destaque na Júnior. E na Master, o domínio foi novamente de Scheidt e Brandão, que confirmaram também o título da divisão.
Robert Scheidt e títulos olímpicos
Scheidt ostentou por mais de dez anos o título de brasileiro com o maior número de medalhas conquistadas durante os Jogos Olímpicos, com cinco títulos (dois ouros, duas pratas e uma bronze). O recorde foi batido pela ginasta Rebeca Andrade, que em 2024 se tornou a atleta com mais medalhas olímpicas do país, com seis no total.
Foto: Victor Feldmann / Heusi Action / Veleiros da Ilha / Divulgação
A conquista de Andrade mostrou que Scheidt nutre como princípio do esporte a torcida e o respeito. Na ocasião, em 2024, o ícone da vela parabenizou publicamente a ginasta pelo novo recorde e mostrou, mais uma vez, que o espírito do esporte é o companheirismo.
Além de Scheidt, Torben Grael, outro grande nome da vela, também guarda cinco medalhas olímpicas. Ambos têm a mesma quantidade de ouros, mas o fato de Grael ter duas de bronze e uma de prata fez com que Scheidt fosse considerado o líder até o feito de Andrade.
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Nenhum acidente é capaz de interromper o sonho de Angelo Guedes — nem mesmo um guincho de 300 kg caindo em cima do seu barco! No 9º episódio de “Construção do Veleiro Bravura”, que vai ao ar nesta terça-feira (30), às 20h, no Canal Náutica do YouTube, o construtor amador enfrenta desafios pesados, mas avança mais do que nunca na construção do barco, que será motorizado por Yanmar.
Tudo caminhava bem na produção do barco a vela. Angelo já tinha começado a montar a doghouse (estrutura elevada construída sobre ou imediatamente à frente da entrada da cabine) e cortado as placas de alumínio para o teto do veleiro com todo o cuidado, até que… plaft!
Na hora de erguer o barco e testar o sistema de quilha, o guincho despencou lá do alto e caiu em cima do Bravura. Apesar do acidente, ninguém se feriu — nem mesmo a embarcação. O susto também não desanimou o paranaense, que teve ainda grandes avanços no 9º episódio.
Parte da doghouse montada por Angelo Guedes. Foto: Revista Náutica
Entre mais soldagens no casco e montagens das chapas de alumínio — escova, encaixa e escova novamente — , o novo capítulo dessa saga mostra que o convés está cada vez mais perto de ser finalizando. A proa ganha uma casaria (ou 90% dela) e Angelo se empolga com o andamento do projeto.
Teto da casaria do veleiro Bravura. Foto: Revista Náutica
Se você faz as coisas com carinho, fé e determinação, vai dar tudo certo– destacou Guedes
A chegada do bow thruster (um propulsor de manobra que integrará o barco para melhorar significativamente a manobrabilidade) é comemorada e, sem perder tempo, Angelo parte para a soldagem e instalação do tubo deste dispositivo. Um “spray mágico”, porém, acaba revelando poros que deixam nítidos os defeitos da solda — o jeito foi abrir e fazer tudo de novo.
Montagem das placas de alumínio. Foto: Revista NáuticaTubo do bow thruster encaixado. Foto: Revista Náutica
Depois de muita persistência, o tubo do bow thruster é finalmente encaixado, mas não só isso: a solda do convés interno está praticamente finalizada e o flange (componente mecânico em forma de anel ou disco que serve para unir duas partes de um sistema) do tubo de alumínio fica pronto.
Montagem do flange no tubo de alumínio. Foto: Revista Náutica
Tiveram pessoas negativas que falaram que daria tudo errado. Deu tudo certo, nosso casco está praticamente pronto– comemorou Angelo
Impulsionado pela Yanmar
Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.
Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.
O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.
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O veleiro pernambucano Adrenalina Pura foi o Fita Azul da 36ª edição da Regata Internacional Recife Fernando de Noronha (Refeno). A embarcaçãofoi a primeira a cruzar o Mirante do Boldró neste domingo (28), às 7h47 (horário de Recife), após 17 horas, 47 minutos e 46 segundos de navegação. O feito rendeu à equipe o 10º troféu da disputa, consolidando o barco como o maior campeão da Refeno.
A 36ª edição desta que é a maior regata oceânica da América Latina começou no sábado (27), com 95 dos 100 barcos inscritos largando do Marco Zero, no Recife, rumo à linha de chegada, no Mirante do Boldró, em Noronha — um percurso de 300 milhas náuticas (560 km).
O segundo barco a completar a Refeno foi o Maré XX (Marcello de Oliveira Gomes), de Goiás, que completou a prova às 16h do domingo, com o tempo de 26h e 03s. Às 19h12, o Ohana 28 (Roberto Monteiro), do Rio de Janeiro, carimbou o terceiro lugar do pódio, concluindo o percurso em 29h, 12min e 12s. Apenas 21 segundo depois, o baiano Jahú 2 (Luís Muriel) completou a regata, após 29h, 12min e 33s.
A madrugada de segunda-feira (29) registrou a chegada da maioria dos barcos que participaram da travessia. Até a última atualização da organização do evento, 40 deles cruzaram o Mirante do Boldró entre 00h e 6h. Mais veleiroscompletaram o percurso pela manhã.
A expectativa é que os últimos barcos cheguem até o final da manhã desta terça-feira (30). O resultado completo pode ser consultado através do site oficial da Refeno.
Mais do que campeão: um recordista histórico
Maior campeãoda Refeno — agora com 10 títulos — , o Adrenalina Pura já chegou às águascomo um dos favoritos ao título da 36ª edição da disputa. Fazendo jus às expectativas, o veleiro não apenas se sagrou como o Fita Azul da regata, como também cravou o quarto melhor tempo da história da Refeno.
Chegada do Adrenalina Pura em 2024. Foto: Tsuey Lan Bizzocchi / Divulgação
O feito ganha contornos ainda mais impressionantes quando se leva em conta que os outros três melhores tempos também pertencem ao Adrenalina Pura, inclusive o recorde, cravado em 2007, com 14h, 34min e 54s.
São dez participações e em todas o veleiro foi o primeiro a chegar em menor tempo na ilha: 2000, 2001, 2002, 2005, 2006, 2007 e 2008, com a bandeira da Bahia; e três por Pernambuco, em 2023, 2024 e 2025.
Foto: Tsuey Lan Bizzocchi / Divulgação
O barco pertence aos sócios do Cabanga Iate Clube de Pernambuco, Avelar Loureiro, Cecília Peixoto e Humberto Carrilho. A tripulação vitoriosa em 2025 tem, além de Avelar e Cecília, Gustavo Pacheco (Rato), Benedicto Ferreira Neto, Carlos Antônio Filho, Eduardo Henrique de Oliveira, Lucas Sant’anna, Patrick Sena, Pedro João de Almeida, Ted Monteiro e Rafael Monteiro.
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Quando é para acontecer, tudo conspira a favor. Foi assim que a arquiteta e empreendedora Sabri Fidelis descreveu a estreia do Projeto Disruptura no São Paulo Boat Show 2025. O maior salão náutico da América Latina recebeu obras de Bia Ferrer e Antonio Peticov, numa mostra que aproximou universos distintos — da arte e da náutica — no mesmo ambiente.
A ideia nasceu às vésperas do evento. Sabri, que também apresenta o podcast Papo com Sabri, recebeu em seu programa a arquiteta especialista em eventos Andreia Amigo, responsável pelo salão náutico. Do diálogo surgiu a oportunidade de dar vida a um desejo antigo: tornar a arte mais próxima e acessível a todos os públicos.
Amostra do Projeto Disruptura estreou no São Paulo Boat Show 2025. Foto: RP / Revista Náutica
Houve pressa, riscos e incertezas no transporte e na exibição das peças. Mas, ao final, o projeto foi exibido e a recepção do público superou as expectativas.
Quando você começa um movimento, as pessoas enxergam e querem participar. Estou muito feliz e realizada– disse Sabri
Sabri Fidelis (à esq.) e Bia Ferrer. Foto: RP / Revista Náutica
O sentido da Disruptura
O gatilho para o projeto veio de uma inquietação em Sabri: apesar de poderosa, a arteainda não chega a todos. Em visitas a galerias abertas e gratuitas, a arquiteta notou a ausência de público e ouviu que muitas pessoas têm receio de se aproximar da arte. A partir daí, decidiu criar um espaço para aproximar as pessoas da arte, onde a contemplação fosse descomplicada.
Obras de Antonio Peticov na amostra Disruptura. Foto: RP / Revista Náutica
O Projeto Disruptura nasceu desse propósito e sua estreia no Boat Show paulista mostrou que a proposta tem fôlego. Segundo Sabri, novos convites já surgiram durante os dias de exposição, mostrando que o movimento está apenas começando.
Bia Ferrer e suas Insustentáveis
Artista visual multimídia e com forte presença na arte urbana, Bia Ferrer levou ao salão cinco obras iluminadas da série Insustentáveis. A trajetória da série começou nas ruas de São Paulo, em lambe-lambes gigantes que chegavam a 30 metros de comprimento. Com a repercussão, Bia criou versões menores e numeradas, até chegar às peças em formato de luminária.
As Insustentáveis, de Bia Ferrer, na amostra Disruptura. Foto: RP / Revista NáuticaImagens mostram lambe-lambes das Insustentáveis em São Paulo. Foto: RP / Revista Náutica
As imagens partem de poses de uma acrobata circense e combinam estampas multicoloridas e formas leves, que dialogam com as embarcaçõesexpostas no evento. A paleta vibrante, por coincidência, também conversou com a da identidade visual da 28ª edição do Boat Show em SP — o que, para Bia e Sabri, foi mais um sinal de que a presença da obra ali era inevitável.
Alcancei a disruptura que eu queria– concluiu Sabri.
Foto: RP / Revista Náutica
São Paulo Boat Show 2025
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show ocupou o São Paulo Expo com mais de 170 embarcações em exposição — e inclusive lançamentos de peso. Cerca de 120 marcas reuniram lanchas de todos os portes, motos aquáticas, motores, equipamentos e acessórios indispensáveis para quem vive — ou sonha viver — no mundo náutico.
O NÁUTICA Talks também marcou presença no evento. O circuito de palestras reuniu mais de 50 especialistas ao longo dos seis dias, com histórias inspiradoras e dicas valiosas de gente do mar.
Luxo e cultura completaram o pacote. No Espaço dos Desejos, marcas de alto padrão exibiram objetos exclusivos e carrõescomo Aston Martin, McLaren e Mustang. Duas Lamborghinis também chamaram atenção no evento.
Ted Turner participou da America's Cup com o veleiro Courageous e entrou para a história antes mesmo de fundar o primeiro noticiário 24 horas do planeta
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