Quando se pensa em um “iate de descobertas”, é fácil logo imaginar uma embarcaçãoque exerce atividades de pesquisae exploração da natureza. O Eclipse I, contudo, vai muito além disso. Luxuoso, o primeiro iate de descobertas do mundotem desde helicóptero até submarino.
Criado em 2019 pela Scenic Group, o Eclipse I está no meio de seu itinerário, que começou na cidade de Lisboa, em Portugal, e vai até Montevidéu, no Uruguai. Nesse caminho, a embarcação passará por águasbrasileiras. No último dia 24, inclusive, o iate levou seus tripulantes para conhecerem os ares baianos, em Salvador.
Antes do destino final, no dia 4 de novembro, os passageiros farão um roteiro pelas cidades de Búzios, Angra dos Reis e Paraty, todas no Rio de Janeiro, além de Ilhabela, em São Paulo. Com capacidade para 228 passageiros, o iate de descobertas é, realmente, voltado para pesquisas, mas, ao mesmo tempo, proporciona — a quem pode pagar — aventuras banhadas a luxo.
Conheça o primeiro iate de descobertas do mundo
O Eclipse I é um megaiate de 551 pés, com capacidade para 228 passageiros em seus 10 andares, compostos por 114 suítes muito bem equipadas. Os quartos dispõem até mesmo de binóculos Olympus de observação da vida marinha, que chegam a custar US$ 180 (cerca de R$ 900 em valores convertidos em outubro de 2023) e secadores Dyson, que custam US$ 450 (quase R$ 2.250).
Foto: Scenic Luxury Cruises & Tours / Divulgação
Os hóspedes do iate de descobertas tem ainda 10 opções gastronômicas a bordo da embarcação, além de serviço de mordomo para todas as cabines — que atendem apenas duas pessoas cada.
Foto: Scenic Luxury Cruises & Tours / Divulgação
O iate é capaz de navegar em regiões polares e, por restrições específicas dos roteiros do Árticoe da Antártida, o número máximo de passageiros nessas situações cai para 192 pessoas. A embarcação possui a chamada classificação Polar Classe 6 — um sistema de propulsão eletrônico azipod e estabilizadoressuperdimensionados, que possibilitam maior estabilidade em naviosmaiores.
Entre os grandes destaques da embarcação está o submarino da U-Boat, modelo Worx Cruise Submersibles 7. Com capacidade para até seis pessoas e um piloto, o Scenic Neptune, como é chamado, faz até oito mergulhospor dia e desce até 300 m de profundidade.
Foto: Scenic Luxury Cruises & Tours / Divulgação
Mas não é “só” isso. O Eclipse I também leva consigo dois helicópteros Airbus H130, que chegam a custar 3 milhões de euros (aproximadamente R$ 16 milhões). Cada um deles leva até seis passageiros e um piloto em uma velocidade de 22k/h.
Foto: Scenic Luxury Cruises & Tours / Divulgação
Quanto custa navegar a bordo do Eclipse I
Para realizar um roteiro como o da primeira passagem do iate pelo Brasil— que saiu de Portugal rumo ao Uruguai — é necessário desembolsar entre US$ 9 mil e US$ 28 mil (de R$ 45 mil a R$ 140 mil).
Foto: Scenic Luxury Cruises & Tours / Divulgação
Os pacotes para o itinerário incluem serviços gerais, como passeios terrestres diários, apresentações artísticas e regionais, transferências de aeroporto, três refeições diárias, estação de chá e café, mini bar nas cabines, bebidas alcoólicas, taxas portuárias e gorjetas.
Vale ressaltar que os passeios de helicóptero e submarino não estão incluídos nessa quantia. Sendo assim, se a ideia for visitar o fundo do mar com o submarino ou sobrevoar áreas paradisíacas com o helicóptero, será necessário pagar valores à parte.
Foto: Scenic Luxury Cruises & Tours / Divulgação
Neste ano, o primeiro iate de descobertas do mundo ganhou um irmão, o Eclipse II. Lançado pela Scenic Luxury Cruises e Tours, ele realizará os mesmos percursos do irmão mais velho, que atravessa Américas, Antártica, Mediterrâneo, Ártico e Fiordes, Ásia, Japão, Austrália e Ilhas do Pacífico, em períodos diferentes.
O percurso mais em conta entre os novos oferecidos pela Scenic Luxury Cruises & Tours para a temporada 2024/2025 é o de 12 dias ao longo da costa leste da Austrália, e sai por US$ 10,6 mil (cerca de R$ 53 mil). Nele, os turistas começam conhecendo a cidade de Auckland, na Nova Zelândia, e terminam em Cairns, na Austrália.
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
É possível aprender mesmo sem cérebro? Águas-vivas indicam que sim! Segundo indica um artigo publicado por pesquisadores na Current Biology, a espécie de cubomedusa Tripedalia cystophora tem habilidade de aprendizado mesmo sem essa estrutura, através de uma rede distribuída de neurônios.
Para descobrir isso, os cientistas precisaram determinar o comportamento desses animais, para que assim, pudessem ser treinados em laboratório. Entretanto, encontrar ações padrões nas cubomedusas que pudessem ser replicadas nos testes foi uma missão complicada.
Foto: Nature/ Jan Bielecki/ Reprodução
Afinal, como a linhagem das cubomedusas se separou das demais águas-vivas no início da história evolutiva, os pesquisadores acreditam que entender suas habilidades cognitivas poderia ajudar a rastrear a evolução da aprendizagem. Por isso, a estratégia foi apostar numa rápida mudança de direção.
A equipe de cientistas decidiu focar na modificação de rota que as águas-vivas sem cérebro geralmente executam quando estão prestes a colidir em uma raiz de mangue. O contraste causado entre o obstáculo e a água traria a questão: como elas conseguem saber quando estão prestes a se chocar?
A hipótese é que elas precisam aprender isso. Quando elas voltam para esses habitats, têm que aprender: como está a qualidade da água hoje? Como o contraste está mudando hoje?– Anders Garm, biólogo da Universidade de Copenhague e autor do artigo
Assim, foi reproduzida no laboratório imagens de listras alternadas escuras e claras — que representavam as raízes de mangue e água –, e as usaram para revestir a parte interna dos baldes. Com ótima clareza do ambiente, as cubomedusas nunca chegavam perto das paredes do balde.
Entretanto, quando encontrava menos contrastes nas listras, as águas-vivas sem cérebro começava a colidir com o obstáculo de imediato. Mas, segundo os cientistas, as cubomedusas mudaram o comportamento oito minutos depois — e após algumas colisões, claro.
Logo, elas começaram a nadar a uma distância 50% maior do padrão nas paredes e quase duplicaram o número de vezes que realizaram sua manobra de meia-volta. Sendo assim, os cientistas foram além e removeram neurônios visuais deste animal e os estudaram em uma placa.
Foto: Jan Bielecki/ Reprodução
As células foram expostas a imagens listradas enquanto recebiam um pequeno pulso elétrico, que representava a colisão. Em cerca de cinco minutos, o sinal que faria uma cubomedusa inteira se virar era enviado pelas células do animal.
Com o experimento feito, os resultados sugerem que a água-viva possui algum nível de memória a curto prazo, muito pelo fato de poder mudar seu comportamento com base em experiências já vividas.
Em trabalhos futuros, os cientistas esperam identificar quais células específicas controlam as capacidades das cubomedusas de aprender com experiências. Assim, deve ser possível explicar o motivo delas estarem aqui até hoje.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Já pensou em como seria morar em uma casa submersa no mar? Se viver perto — até demais — da águate interessa, talvez você goste da ideia da Kinocean, uma empresa chinesa que desenvolveu minicasas que possuem uma parte de sua estrutura submersana água.
A Kinocean, na verdade, é uma empresa especializada em embarcações. A marca, inclusive, tem em seu portfólio pontoons, lanchase até uma espécie de catamarã submarino. Levando esse último em conta, a ideia da marca de produzir as casas submersas fica até mais compreensível.
Foto: Kinocean / Divulgação
A estrutura das minicasas é composta por dois andares. No de cima, fica a entrada, uma sala de estar com vista para o mar e uma cozinha anexada, equipada com um pequeno bar. Portas deslizantes dão acesso a uma área ao ar livre, com uma escada de mergulho. Na parte de trás há um banheiro simples, mas completo: tem vaso sanitário, pia e chuveiro.
Foto: Kinocean / Divulgação
Já no andar de baixo está a grande atração da minicasa: um quarto submerso. Ele fica, literalmente, debaixo d’água. Para quem gosta de apreciar a vida marinha, certamente será uma boa pedida. Talvez o difícil seja acostumar com a ideia de acordar todos os dias no meio de uma imensidão azul.
Quanto custa
Apesar de as imagens da casa submersa disponibilizadas pela Kinocean serem apenas do projeto em 3D, o modelo já está disponível para venda, saindo pelo valor de US$ 12.300, cerca de R$ 61 mil (valores convertidos em outubro de 2023).
Para muitos, o valor parece atrativo e, pensando nisso, a partir de oito unidades, o preço cai para US$ 10.999, cerca de R$ 55 mil. Depois das 12 unidades, cai mais ainda, indo para US$ 10 mil, o equivalente a R$ 49,5 mil.
Com tanto desconto, talvez a Kinocean espere que, em breve, um condomínio de suas minicasas submersas seja visto por aí. E você, moraria em uma dessas?
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Por lá, a marca terá três de seus barcos na água: o pontoon P-25 e as lanchas V300 Day Cruiser e V195 Crossover. Aliás, o evento em Foz será o primeiro com a chancela Boat Show a acontecer em águasdoces.
Embarcações da Ventura estiveram nas águas da Marina da Glória, no Rio Boat Show 2023
Vale mencionar que, em setembro, a Ventura marcou presença no São Paulo Boat Show 2023. Na ocasião, a marca apresentou seu novo pontoon, o P-32, e ainda expôs outros grandes modelos da marca, entre embarcações e sua linha de veículos off-road.
Barcos da Ventura no Foz Internacional Boat Show
V300 Day Cruiser
A V300 se destaca pelo maior pé-direito da categoria, com 1,95 m. A lancha tem ainda plataforma de popa espaçosa, com bom espaço gourmet. Ao todo, até 12 pessoas conseguem aproveitar todos os recursos da embarcaçãodurante o dia, enquanto duas delas podem passar a noiteno barco.
Foto: Ventura Marine / Divulgação
Equipada com motorde 300 a 430 hp, a lanchadispõe de um banheiro, uma cabine e cozinha interna que comporta instalação de geladeira, micro-ondas, fogão elétrico e adega de vinhos.
Pontoon P-25
Com 25 pés e muitos recursos, o P-25 tem 7,50 metros de comprimento e capacidade para levar até 16 pessoas em lagos, represas, rios e (com tempo bom) até em mares abrigados. A área do convés da embarcação é bem aproveitada, com muitos sofás e bastante espaço para a circulação, afinal, são quase 19 metros quadrados de área útil.
Na popa, há dois solários, porta-copos e alto-falantes no entorno, além de bons paióis sob os assentos. À meia-nau, ao lado do posto de comando, destaque para o móvel gourmet de primeira categoria. O barco pode ser equipado com um motor de popa de 155 a 200 hp.
V195 Crossover
A V195 Crossover é uma lancha de 6,04 metros de comprimento por 2,26 m de boca, que chama atenção, principalmente, por estar equipada com um banheiro embutido, no centro do barco, colado ao posto de comando.
O atrativo tem 1,25 m de altura e 0,65 m de largura. É pequeno, mas suficiente para um adulto abaixado. Para as crianças, contudo, tem o tamanho ideal.
Na proa, os sofás se transformam em solário, ou em espreguiçadeira para duas pessoas. Com bom aproveitamento de espaços, a lancha acomoda até oito pessoas, o que significa levar a família inteira para um passeio — principalmente com um banheiro à disposição. Quanto à motorização, a lancha é equipada com um motor de 90 a 150 hp.
Foz Internacional Boat Show 2023
O 1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águasnavegáveis do Lago de Itaipu.
Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação
Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
Como ser um expositor no Boat Show de Foz
Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
Saiba mais no site oficial do evento
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Pesquisadores descobriram, no fundo do mar Mediterrâneo, uma série de tesouros escondidos datados do século 5 a.C., na cidade submersa de Thonis-Heracleion. No local, que hoje se encontra a seis quilômetros da costa, havia um templo dedicado ao deus egípcio Amon e um santuário à deusa grega Afrodite.
A cidade submersa foi descoberta em 2000, por pesquisadores do Instituto Europeu de Arqueologia Subaquática (IEASM), os mesmos que conduziram a recente exploração ao local, juntamente ao Departamento de Arqueologia Subaquática do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito.
Foto: Christoph Gerigk/ Franck Goddio/Fundação Hilti/ Reprodução
Para os arqueólogos do IEASM, o templo de adoração ao deus Amon tinha tanta importância que os faraós costumavam usá-lo em cerimônias para receber títulos de poder. Mas, por conta de desastres naturais que aconteceram em diferentes períodos, ocorreu um colapso de enormes blocos de pedra do local, que soterrou suas riquezas.
Concentrada no canal sul da antiga cidade, as escavações subaquáticas recentes revelaram uma riqueza de objetos preciosos e tesouros escondidos do templo, como instrumentos de prata usados em rituais, joias de ouro e recipientes de alabastro, usados para armazenar perfumes e pomadas.
Foto: Christoph Gerigk/ Franck Goddio/Fundação Hilti/ Reprodução
Há mais de mil anos, a estrutura hoje submersa desabou parcialmente após diferentes catástrofes naturais. Antes disso, fazia parte da antiga cidade portuária de Thonis-Heracleion, até desaparecer por volta de 8 d.C., graças a uma combinação de fatores, como o aumento do nível do mar, tsunamis e terremotos.
É extremamente comovente descobrir objetos tão delicados, que sobreviveram intactos, apesar da violência e da magnitude das catástrofes– Franck Goddio, arqueólogo marinho e presidente do IEASM
A missão também descobriu, além de tesouros escondidos, estruturas subterrâneas bem preservadas sob o templo de adoração ao deus Amon, “sustentadas por postes e vigas de madeiras em um estado surpreendentemente bem preservado, datando do século 5 a.C.”.
Foto: Christoph Gerigk/ Franck Goddio/Fundação Hilti/ Reprodução
Além disso, o santuário para a deusa Afrodite, que abrigava vários objetos de bronze e cerâmica, sugere a presença de gregos no local na época dos faraós da dinastia Saíta. Assim, eles tinham seus próprios santuários para adorar os seus deuses, segundo o instituto.
Para realizar as descobertas, os pesquisadores usaram tecnologias inovadoras de prospecção geofísica, que têm a capacidade de identificar cavidades e objetos enterrados, mesmo sob camadas de argila de vários metros de espessura.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Em concreto armado, a estrutura do trampolim de NIterói foi idealizada para ter o formato de um pássaro com asas abertas e possuía plataformas de saltos em três diferentes alturas, além de tobogãs voltados para o lado da areia. Durante 28 anos (entre 1937 e 1965), divertiu muitos banhistas.
Além disso, tornou-se referência para os moradores da cidade e um ponto de encontro de várias gerações. Então, vieram os homens da Marinha com as dinamites. A prefeitura mandou derrubar.
Com cinco cargas de dinamite, detonadas em duas horas, técnicos em explosivos da Marinha do Brasil derrubaram o velho trampolim de 12 metros de altura, na Praia de Icaraí, em Niterói, no dia 18 de maio de 1965. A curiosa estrutura foi pelos ares por oferecer perigo aos banhistas, comprometida que estava por fortes ressacas.
O episódio foi lembrado no Facebook por um ilustre niteroiense: o engenheiro florestal Axel Grael, primo de Torben e de Lars Grael e filho do saudoso Axel Schmidt, outra lenda da velabrasileira.
Segundo ele, que na época em que o trampolim foi demolido tinha 7 anos de idade, a velha estrutura — que atingia mais de 20 metros de altura, somada a parte submersa — atraia banhistas de toda a região e teria sido construída em 1936, pela prefeitura de Niterói.
Na verdade, o projeto só ganhou forma um ano depois. Mas, isso é uma velha história. O grande sonho dos sócios do Icarahy Praia Clube era a construção de um trampolim dentro do mar. Havia tempo que eles tentavam construí-lo, porém a prefeitura de Niterói nem chegava a discutir o assunto.
Até que o prefeito Francisco Brandão Júnior, que tomou posse em 4 de dezembro de 1935, decidiu ouvir a proposta dos sócios do Icaraí, na qual a prefeitura não gastaria um tostão sequer com a obra, que seria bancada pelos moradores do bairro.
Praia de Icaraí no anos 50. Foto: Manoel Fonseca / Acervo DDP-FAN / Divulgação
Assim, dois anos mais tarde, o trampolim — projetado pelo arquiteto italiano Luiz Fossati — estava pronto. Ficava na altura da Rua Lopes Trovão, a cerca de 30 metros da areia, e foi um dos cartões-postais de Niterói. No entanto, nem sempre pôde ser usado com tranquilidade pelos banhistas, pois o tempo destruiu o concreto armado, expondo pontas de ferros.
Além disso, durante aquela que os jornais classificaram como a maior ressaca da história da cidade, em 1963, a violência das ondas cavou a areia por baixo do trampolim, inclinando-o para um lado em 10 graus. Ficou parecendo a Torre de Pisa.
O que deixou o trampolim vulnerável foi o fato de ele ter sido construído fora — em Ponta d’Areia, 90 m³ de pedras foram colocados dentro de um tanque de seis metros quadrados e 5 m de altura — e depois levado para o mar. Apenas as plataformas de mergulho foram construídas no local. Ou seja, não teve fundação escavada, o que acabou sendo um erro fatal.
Quando o trabalho estava terminando, muitas críticas foram feitas ao encarregado de obras, que se recusou a reforçar a base do trampolim. Mas o engenheiro argumentou que o aumento da estrutura poderia provocar mortes de banhistas, caso mergulhassem muito próximos da base.
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Navegar muitas e muitas milhas para ter a experiência de pescar no meio do oceano exige preparo, paciência e equipamento adequado. Com todos esses atributos à mão, o time da Victory Yachts revelou no Estúdio Náutica os bastidores de viagens de pesca oceânica que já fizeram.
Eduardo Granda, proprietário do estaleiro, e Marcelo de Agostini, gerente comercial da Victory Yachts, acumulam muitas milhas navegadas. A dupla contou suas experiências a bordo e deu detalhes de como funcionam seus roteiros de pescas oceânica.
Por exemplo, chernes, lírio e namorado são alguns dos tipos de peixes encontrados na pesca no meio do oceano. “Cada profundidade tem um tipo de pescado-alvo”, explicou Marcelo de Agostini.
Marcelo, que está no mundo náutico desde os seis anos, explicou que as viagens de pescaria oceânica deles na região do pré-sal têm como destino os arredores das plataformas de petróleo existentes — embora tenha algumas pescarias antes, na quebra das plataformas continentais.
A mais próxima das plataformas de petróleo, segundo ele, fica a 86 milhas náuticas da costa, enquanto a mais distante está a 127 milhas. Assim, a pescaria funciona como um circuito.
Primeiramente ocorre a pesca de fundo na quebra da plataforma continental. Em seguida, os entusiastas desse tipo de pesca vão até a região da primeira plataforma de petróleo e tentam achar peixes. Depois, seguem mar adentro — inclusive passando a noite pescando — e seguem na busca por peixes até o meio da manhã, quando finalmente voltam rumo à plataforma continental, encerrando a atividade.
A distância total navegada é de mais de 300 milhas e Marcelo aponta que a lancha Victory 398, escolhida por eles para isso, encara muito bem essa jornada. De acordo com o gerente comercial, a embarcação oferece um conforto ímpar para pesca oceânica e, hoje, seria “o único barco do Brasil com total autonomia para se deslocar”.
Vale destacar que esse barco da Victory Yachts tem velocidade de cruzeiro entre 24 e 27 nós — rápido para pescaria oceânica — e capacidade de 1.500 litros de combustível no tanque. Eduardo Granda explica que este não é o ponto mais importante para o pescador, mas sim o consumo médio por hora, que também é econômico na Victory 398, segundo o empresário.
“A autonomia do barco não está apenas atrelada a quantidade de combustível. É o projeto e como ele foi concebido para ter um consumo baixo numa velocidade de cruzeiro alta”, disse o dono do estaleiro Victory Yachts.
Tem que levar em consideração não o consumo de cruzeiro, mas o consumo do motor. Não esquece que um trio de motores, você tem um consumo de 3 ou 4 litros/hora, num regime de mil giros– Eduardo Granda
O dono do estaleiro ainda lembrou casos em que a pessoa pernoita no barco de pesca, que pode chegar até 24 horas com o motor ligado, sem encerramento.
A dupla da Victory conta que os barcos da marca também foram criados pensando no conforto e na funcionalidade para a pesca — o que inclui grande capacidade de bagagem e urnas de gelo eficientes.
Eduardo reflete que o aumento na confiabilidade dos motores de popa foi importante para a tendência da pesca oceânica chegar ao Brasil. Ele conta que, antigamente, esta atividade era praxe nos Estados Unidos, a bordo de uma center console, tendo como destino de pesca o Golfo do México e as Bahamas.
Ficou mais inclusivo pro pescador de menos recurso poder pescar num barco menor na pescaria de oceano– Eduardo Granda
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
O estaleiro de Pederneiras (SP) terá dois barcos nas águasdoces do Lago de Itaipu: os modelos Mestra 322 e Mestra 292.
Recentemente, José Eduardo Cury, presidente da Mestra, esteve presente no Estúdio NÁUTICA, durante o São Paulo Boat Show 2023. Por lá, o empresário contou bastidores do estaleiro e como a empresa tem conseguido manter seu ritmo de produção.
Lanchas da Mestra no Foz Internacional Boat Show
Mestra 322
Com ambientes espaçosos e bom desempenho, a Mestra 322 é um modelo cabinado de 32 pés. Um de seus principais destaques fica por conta do pé-direito, que chega a 1,90 m na cabine (1,85 m no banheiro). A lancha dispõe de acomodações na proa e à meia-nau, bem como cozinha, banheiro e espaço gourmet.
O modelo, equipado com motorcentro-rabeta de 380 à 250 hp, tem capacidade para até 15 pessoas curtirem um passeio a bordo, enquanto quatro delas podem aproveitar um pernoite no barco.
Mestra 292
Lançada no Rio Boat Show 2023, em maio, a Mestra 292 é mais um modelo cabinado do estaleiro, de 29,5 pés. Um dos diferenciais do barco é sua passagem lateral a bombordo, que garante acesso seguro e confortável ao solário de proa — particularidade considerada rara em modelos desse tamanho.
A lancha da Mestra que estará no Foz Internacional Boat Show consegue levar até 13 pessoas a bordo, sendo que dessas, quatro conseguem passar a noite na embarcação. Com altura de 1,78 m na cabine e 1,85 m no banheiro, a 292 navega equipada com um motor centro-rabeta de 300 a 380 hp.
Foz Internacional Boat Show 2023
O 1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águasnavegáveis do Lago de Itaipu.
Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação
Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
Como ser um expositor no Boat Show de Foz
Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
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Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Para o salão náutico que vai acontecer no oeste do Paraná, de 23 a 26 de novembro, o barco escolhido pelo estaleiro é uma lanchade 37 pés.
Trata-se da Grand Ocean 37, de visual arrojado, que chama atenção logo ao primeiro olhar. O modelo tem comando central, 3,26 metros de boca máxima e espaços otimizados. Com isso, a embarcação proporciona conforto e praticidade aos passageiros, sem prejudicar a modernidade e a tecnologiado barco.
Um dos destaques da embarcação que será exibida pela Grand Ocean Boats no Foz Internacional Boat Show é o tamanho do seu pé direito, de 1,85 metros. No banheiro, inclusive, a altura chega a 1,90 metros. Quanto a motorização, a lancha dispõe de dois motores centro-rabeta de 300 hp, da Mercury.
O barco tem capacidade para até 12 passageiros em passeios, enquanto quatro adultos e uma criança conseguem fazer o pernoite na lancha.
Foz Internacional Boat Show 2023
O 1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águasnavegáveis do Lago de Itaipu.
Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação
Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
Como ser um expositor no Boat Show de Foz
Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
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Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Um condomínio de luxo em meio à natureza, com um toque aconchegante, muita segurança, bons serviçose inúmeras opções de lazer ao ar livre para desligar da rotina e desintoxicar a mente — quem já não sonhou com um refúgio assim? E se, para melhorar a receita, esse condomínio estiver integrado a uma grande represa e oferecer uma infraestrutura completa para navegare guardar o barco?
Pois essa alternativa existe, em São Paulo. Chama-se Portofino — nome inspirado em uma vila de inabalável vocação náutica na Itália(destino de celebridades que buscam um refúgio maravilhoso, a bordo de seus barcos cinco estrelas) — e que se aplica como uma luva ao empreendimento, localizado em Piedade, a 1h20 da capital paulista.
Perspectiva ilustrada
Com 1,86 milhão de metros quadrados, o condomínio conta, por exemplo, com campo de golfe assinado pelo expert no assunto, Dan Blankenship. Tem também um clube de lazer idealizado pelo arquiteto Gui Mattos.
Perspectiva ilustrada
A atração principal, para quem ama navegar, fica por conta da Represa de Itupararanga (ou Ibiúna, como é mais conhecida). O Portofinoocupa 3,6 km da margem do local, e o projeto conta com uma marina privativa com píer flutuantepara embarcações de até 23 pés.
O Portofino é um condomínio residencial de campo onde a natureza é protagonista e a represa de Itupararanga ocupa o centro do palco. Um projeto único, com centro náutico, campo de golf e paisagismo do Escritório Burle Marx
Uma marinade verdade, com estrutura completa: energia e água, bons equipamentos para mover os barcos, área de abastecimento e serviços exclusivos para desfrutar do estilo de vida náutico. “Inicialmente, será construída uma estrutura com 100 vagas secas. No total serão 404 vagas”, garante João Sampaio Neto, sócio-diretor da Eco Lotes, responsável pelo projeto.
O Portofino é um condomínio de campo que tem a natureza como protagonista e a represa de Itupararanga no centro do palco– João Sampaio Neto, da Eco Lotes
Por sua vez, o paisagismo leva a assinatura do premiado escritório Burle Marx, que cria e desenvolve projetos com assinatura exclusiva, valorizando o uso de espéciesnativas de cores fortes e vivas. De grande porte, o Portofino possibilitou a criação de diversas paisagens diferentes, que contrastam e se harmonizam.
“É uma oportunidade para navegar de lancha, acelerar o jet, praticar esportesnáuticos, como wakeboard e esqui aquático, e velejar de windsurf, porque aqui bate uma brisa constante. Tudo isso sem precisar ir à praianem percorrer grandes distâncias, graças à localização privilegiada do condomínio”, destaca o sócio-diretor da Eco Lotes.
Com 3,6 km de margem, Portofino oferece garagem privativa para embarcações de até 23 pés, píer flutuante, área de abastecimento e serviços exclusivos para desfrutar do estilo de vida náuticoLocalizado na Área de Proteção Ambiental (APA) de Itupararanga, possui 494 mil m² de área verde, sendo 186 mil m² preservados de Mata Atlântica, com o reflorestamento de 61 mil mudas de espécies nativas
Tamanho família, a represa que serve de palco para o condomínio Portofino é resultado da barragem que segurou os rios Sorocabuçu e Sorocamirim para formar a Usina Hidrelétrica de Itupararanga.
Perspectiva ilustrada
Para quem tem barco, é garantia de passeios o ano inteiro. Em suas margens alinham-se pequenas praias de areia, muitas das quais só se acessa navegando.
O entorno desse marzão de água limpa é formado por 494 mil m² de área verde, sendo 186 mil m² de preservação de Mata Atlântica. Em meio a esse cenário exuberante, é intensa a presença de gente que pratica windsurfe e esqui aquático, entre outros esportes náuticos. Ou apenas singram de lancha aquelas águas limpas.
A maior parte dos barcos que navegam na represa tem entre 18 e 23 pés e o programa preferido de seus donos é explorar os braços da represa e encontrar uma prainha selvagem.
Perspectiva ilustrada
Mas não importa o tamanho do barco, navegar é sempre uma diversão garantida. Se for em uma represa como a de Itupararanga, melhor ainda. Tendo como ponto de apoio um condomínio como o Portofino, então, nem se fala.
Empreendimento terá quatro quadras de tênis, duas poliesportivas, quatro de beach tennis e um campo de futebol society. Também tem conjunto aquático com piscinas social, infantil e raia de 25 metros, spa com piscina aquecida, saunas e salas de massagem
A primeira fase do projeto do Condomínio Portofino foi 100% concluída, já com clube social, spa, academia, restaurante e um campo de golfe de nove buracos com vista para a lâmina d’água.
A segunda está em implantação, com lotes entre 1,12 mil e 3,5 mil metros quadrados, perfeitos para a construção de uma linda casa, que pode ser de veraneio ou mesmo a residência principal, por conta do conforto e da estrutura que o Condomínio Portofino oferece. Para saber mais sobre o empreendimento, visite o site oficial da empresa.
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Não é de hoje que a indústria náutica brasileira está em crescimento pelo mundo. O fato de o Brasil ocupar as principais posições internacionalmente neste setor é o que muitos não sabem — embora não surpreenda os especialistas na área.
Este assunto foi abordado no Estúdio Náutica, em entrevista com Davide Breviglieri, CEO da Sessa Marine, e José Galizio Neto, presidente da marca. Segundo a visão dos executivos do estaleiro, está se iniciando uma nova fase para o Brasil no mercado náutico.
Para Davide, um dos motivos que colaboraram para o crescimento da indústria náutica brasileira é a maturidade. Inclusive, o CEO do estaleiro afirma que, entre as principais atividades de promoção da marca no mundo, está o São Paulo Boat Show, como um pilar de fortalecimento da empresa.
Nos últimos dez anos de história, o que aconteceu de fato é resultante de algo extraordinário que o Brasil conseguiu fazer, que é uma cadeia de valor e de construção– Davide Breviglieri
Segundo José Galizio Neto, presidente da Sessa Marine, o mercado náutico do Brasil alcançou um nível de excelência que o mundo já está enxergando, por conta dos níveis da qualidade dos produtos nacionais.
A gente vê um futuro de uma porta do mundo se abrindo para a indústria náutica brasileira. Acho que é um caminho sem volta– José Galizio Neto
Davide comparou a indústria náutica brasileira com a italiana, onde nasceu a Sessa Marine. De acordo com o CEO, embora lá tenha o design mais contemporâneo e materiais de “excelência absoluta”, o Brasil ainda tem a seu favor a força construtiva e a mão de obra.
Em nível de visão, o Brasil está dando um show de como realmente interpretar a modelagem de estaleiros– Davide Breviglieri
José Galizio Neto aponta que o nível de maturidade, citado por Davide, se dá por muitos estaleiros já estarem exportando seus barcos — inclusive a Sessa, que tem aumentado sua atuação internacional. Além disso, Neto ressaltou que a qualidade das produções tem aumentado, desde a última década.
Somando, vamos realmente agregar valores e nisso, o Brasil é parte importante deste jogo– Davide Breviglieri
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Empreendimentos voltados ao turismonáutico e pesqueiro do Paraná contarão com um programa para fortalecer esses setores no estado. Com o nome de Fomento Turismo, Pesca e Náutica, a linha de crédito foi anunciada no último sábado (21), em Guaíra, no noroeste paranaense.
O lançamento aconteceu durante o Torneio Internacional de Pesca Esportiva de Guaíra, evento que reuniu 158 equipes de pescas do Paraná, Mato Grosso do Sul e Paraguai.
O novo programa, desenvolvido pela Fomento Paraná, em parceria com a Superintendência de Pesca e Bacias idrográficas da Sedest, Secretaria do Turismo (Setu) e Federação Paranaense de Pesca Esportiva (Fepap), vai utilizar recursos da nova linha do Fungetur/Ministério do Turismo e Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE).
Iate Clube Lago de Itaipu sediará o Foz Internacional Boat Show, em novembro. Foto: Instagram @iclifoz / Divulgação
A linha de crédito vai ajudar a financiar barcos para quem atua com turismo, bem como fabricantes de embarcações de alumínio, de acordo com Carlos Massa Ratinho Junior, governador do Paraná. Ele ainda ressaltou que a nova linha de crédito “vai para toda a cadeia produtiva da pesca, para quem quer comprar seu barcoa juros subsidiados para trabalhar.”
Saiba como funciona o programa Fomento Turismo, Pesca e Náutica
O programa Fomento Turismo, Pesca e Náutica é composto por duas linhas de crédito distintas, com taxa de juros de 0,65% ao mês (referência de outubro de 2023).
A primeira tem crédito de até R$ 30 mil e prazo de pagamento de até 60 meses (incluindo carência). É destinada a apoiar pescadores profissionais, artesanais e barqueiros independentes, que atuam em atividades como a condução de turistasou guias de pesca.
Foto: Gilson Abreu/AEN / Divulgação
Os recursos podem ser usados para aquisição de pequenas embarcações, motores, implementos e capital de giro para a atividade.
A segunda linha conta com recursos do Fundo Geral do Turismo (Fungetur) e dispõe de créditos de até R$ 500 mil para investimentos fixos e aquisição de bens, incluindo embarcações e capital de giro puro ou associado.
Podem ser atendidas empresas de micro, pequeno ou médio porte sediadas no Paraná e com atividade cadastrada no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), do Ministério do Turismo, como hotéis e pousadas do turismo náutico, marinas, estaleiros, entre outras.
Os prazos variam conforme o tipo de investimento, podendo ser de até 72 meses para capital de giro puro ou até 120 meses para projetos que envolvem investimento fixo, podendo incluir no prazo total até 18 meses de carência.
Foto: Gilson Abreu/AEN / Divulgação
Potencial hídrico da região impulsionou o programa
Segundo o diretor-presidente da Fomento Paraná, Heraldo Neves, com o grande potencial hídrico do Paraná, que tem grandes rios— como Iguaçu, Piquiri e Ivaí — , é possível incrementar o turismo a partir da nova linha de crédito da instituição.
De acordo com a Fepap, até o momento, em 2023, foram promovidos 48 eventos de pesca esportiva no Paraná, todos federados e cumprindo as exigências legais de liberação para realização, com regulamento oficial.
Em breve, o estado também vai sediar o 1º Foz Internacional Boat Show, em Foz do Iguaçu (a cerca de 200 km de Guaíra). O salão náutico, marcado para os dias 23 a 26 de novembro, vai reunir barcos de grandes marcas e cerca de 15 mil visitantes nas águasdo imenso Lago de Itaipu.
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
A cada participação nos Boat Shows — e só neste ano já foram três –, mais fãs de carrões se reúnem para ver de perto os modelos de embarcações da Seacar Company. Agora, o estaleiro se prepara para atracar em mais um deles: o Foz Internacional Boat Show.
A marca vai até o Iate Clube Lago de Itaipu, no Paraná, de 23 a 26 de novembro, com o Seacar Vehigh, um de seus modelos de barcosinspirados em carros de luxo.
Para o evento em águasdoces, a marca vai levar duas unidades da lanchacom aparência de veículoesportivo. Na motorização do barco fabricado em fibra e grafeno — um dos materiais mais fortes e resistentes do mundo — está um motorde 200 hp de potência.
A embarcação, que tem capacidade para levar até duas pessoas a bordo para um passeio, custa cerca de R$ 385 mil. Durante o Boat Show de Foz, os clientes que tiverem interesse em fechar negócio com a Seacar poderão fazer um test-drive da lancha.
No estande da Seacar no Foz Internacional Boat Show os visitantes poderão ver de perto todos os detalhes da embarcação, assim como conversar com os responsáveis pela marca tanto sobre o barco, quanto sobre novos projetos.
Durante o São Paulo Boat Show 2023, em setembro, a Seacar revelou que vai lançar uma nova embarcação em 2024. A novidade terá 8 lugares e design interior assinado pela equipe da yacht designer Wendy Frota.
Foz Internacional Boat Show 2023
O 1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águasnavegáveis do Lago de Itaipu.
Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação
Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
Como ser um expositor no Boat Show de Foz
Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
Saiba mais no site oficial do evento
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Um animalminúsculo, com mini olhos pretos quase que colados um ao outro, tentáculos compridos que lembram orelhas, estruturas verdes chamadas ceratas e um poder: fazer fotossíntese. Parece a descrição de um personagem de Pokémon, mas, na verdade, essa é a ovelha-de-folha, uma espécie de lesma-do-mar.
O mini animal, que recentemente chamou atenção dos internautas em uma publicação do Greenpeace Canadá, foi descoberto ainda em 1993, segundo o NCBI-NLM (Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia da Biblioteca Nacional de Medicina) dos Estados Unidos. Mesmo assim, poucas pessoas conhecem a ovelha-de-folha.
Com nome científico de Costasiella kuroshimae, o animal costuma viver em climas tropicais. Seus dois rinóforos no topo da cabeça se parecem com duas orelhas e, uma assimilação à orelhas de ovelha, fez surgir o nome “ovelha-de-folha.” A espécie tem tamanho que vai de 5 milímetros a apenas 1 centímetro de comprimento.
Encontrada em águaspróximas ao Japão, Filipinas e Indonésia, o animal foi visto pela primeira vez na ilha japonesa de Kuroshima. Amplamente distribuído pela Ásia, ele já foi avistado em Singapura, Tailândia e no Triângulo de Coral, área considerada o berço mundial da biodiversidade marinha, que pega águas da Indonésia, Malásia, Filipinas, Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão e Timor-Leste.
Esse é um dos únicos animais no mundo capazes de realizar fotossíntese, ainda que de maneira indireta. Ao se alimentar das algas Avravillea — também o local onde esses animais vivem — , a ovelha-de-folha “rouba” os cloroplastos (organelas nas quais o processo de fotossíntese é realizado) e os incorporam em seu próprio organismo, num processo raro chamado cleptoplastia.
Indispensável à transformação de energia solar em química, o cloropasto ingerido pelo animal faz com que a ovelha-de-folha consiga complementar sua dieta através da fotossíntese, que geralmente só é feita pelas plantas.
Imagine que você comeu uma salada e manteve o cloroplasto em seu sistema digestivo, então você só precisa se colocar no sol para fazer alimento. É conveniente para a sobrevivência – Miguel Azcuna, professor assistente da Universidade Estadual de Batangas
A pesca ilegal e o acúmulo de plástico nos oceanos tem colocado em risco a vida das ovelhas-de-folha. Apesar de ainda de não aparecer na lista de animais em extinção, esse pequeno ser tem sofrido as consequências também das alterações climáticas causadas pelo aquecimento global, que causam tempestades e tufões capazes de arruinar as algas que servem como sua moradia.
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
O litoral norte catarinense recebeu, no último sábado (21), a 4ª Regata Marina Itajaí Marejada, que encerrou o 1º Circuito de Regatas Marina Itajaí. Os vencedores da competição — que reuniu 30 barcose mais de 150 velejadores— receberam uma premiação no valor de R$ 30 mil, além de troféus e medalhas.
Com partida em Florianópolise chegada em Itajaí, a Regata Marina Itajaí Marejada tem cerca de 34 milhas náuticas de percurso. Ela foi a última etapa do circuito que começou ainda em junho deste ano.
Foto: Edgar Ramos / Divulgação
Ao todo, o 1º Circuito de Regatas Marina Itajaí teve três competições: Praia Brava, em celebração ao 163º aniversário de Itajaí, em junho; regata na cidade de Navegantes, em agosto e, agora, a 4ª Regata Marina Itajaí Marejada, que encerrou a competição.
Sabemos que este percurso (de Florianópolis até Itajaí) é mais complexo e longo. Para nós, é motivo de orgulho encerrar o Circuito Marina Itajaí com esta tradicional regata– Carlos Gayoso Oliveira, diretor da Marina Itajaí
“A ideia para 2024 é ampliar para cinco competições no ano com o intuito de incentivar ainda mais a cultura da vela na região”, revela o diretor da marina.
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
A primeira edição do Foz Internacional Boat Show vai acontecer de 23 a 26 de setembro, no Iate Clube Lago de Itaipu, no Paraná. Para tornar a experiência de visitar o evento ainda mais especial, a Loumar Turismo, com mais de 30 anos de experiência em viagens para a região de Foz do Iguaçu, será a agência de turismo oficial do Boat Show.
Com a parceria, os visitantes do salão náutico garantem parcelamento em até 6x sem juros através do link de pagamento online, ingressos integrados aos sistema dos atrativos — sem necessidade de pegar filas — e passeios pela região de Fozacompanhados de guias especialistas no roteiro.
Além disso, a Loumar faz a reserva de hotéis e de passagens, ou seja, oferece o serviço completo para o público do Foz Internacional Boat Show curtir a região durante o evento. Para ter acesso às condições especiais, o visitante deve utilizar o código Boat Show na hora do contato (válido até 26/11, último dia de evento).
A equipe da Loumar reúne profissionais de turismo capacitados e atualizados sobre as melhores opções de lazer, gastronomiae entretenimento em Foz do Iguaçu e região da tríplice fronteira, para que o visitante possa aproveitar ao máximo a estadia durante o Boat Show.
Para fazer uma reserva ou conhecer mais sobre os serviços fornecidos pela empresa, o interessado deve entrar em contato com a Loumar pelos emails [email protected] e [email protected] ou pelos telefones (45) 3521-4035, (45) 3521-4053 e (45) 3026-4098 (WhatsApp).
Foz Internacional Boat Show 2023
O 1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águasnavegáveis do Lago de Itaipu.
Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação
Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
Como ser um expositor no Boat Show de Foz
Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
Saiba mais no site oficial do evento
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
O Lago de Huron, um dos cinco Grandes Lagos localizados entre os Estados Unidos e o Canadá, era o foco do casal Yvonne Drebert e Zach Melnick para um estudo sobre mexilhões. Mas a pesquisa acabou levando os dois a uma outra descoberta: o possível navio África, naufragado há quase 130 anos, ainda intacto em 85 metros de profundidade.
Segundo estudiosos, o navio África desapareceu ainda em 1895, após uma tempestade. Na época, a embarcação, que levava 11 marinheiros, estava na região para fazer o reboque de outro barco, o Severn. Nenhum dos tripulantes sobreviveu.
Foto: Inspired Planet Productions / Divulgação
Com a ajuda de um historiador e um arqueólogo marinho, o casal utilizou um veículo operado de forma remota para conseguiu medir a embarcação e obter mais detalhes sobre ela. Os destroçoscorresponderam às medidas do navioÁfrica, além de o barco encontrado estar carregado com carvão, a mesma carga da embarcação desaparecida em 1895.
#TrebekInitiative Grantee @YvonneDrebert and @ZachMelnick set out to make a documentary about invasive quagga mussels in the Great Lakes. Along the way, they found the wreck of what is likely the steamship Africa, last seen in October 1895.
Melnick conta que o casal recebeu “uma informação de pessoas que fizeram um levantamento de peixese notaram uma anomalia na leitura do sonar, basicamente uma ocorrência incomum no leito de um lago plano.”
Drebert e Melnick logo após a descoberta. Foto: Esme Batten / Divulgação
Com a localização da anomalia encontrada pelos cientistas pesqueiros, empacotamos nosso robô, pegamos alguns amigos e seu cachorro e partimos para o que pensamos que seria um passeio de barco no sábado –Drebert, produtora do Inspired Planet Productions
Segundo o casal, o navio estava incrustado de mexilhões invasores, que se multiplicaram pelos lagos da região, danificando a área. Aliás, antes da descoberta do África, o trabalho do casal centrou-se nos impactos ecológicos dos mexilhões — que devastaram a pescaà volta dos Lagos.
Não pensamos no efeito que poderia ter no nosso patrimônio cultural. Os mexilhões realmente mudaram tudo nas águas profundas dos Grandes Lagos– Melnick, diretor de fotografia do Inspired Planet Productions
Foto: Esme Batten / Divulgação
Agora, as imagens da descoberta vão incrementar um novo documentário do casal junto a equipe do Inspired Planet Productions. Juntos, eles já criaram mais de 40 horas de documentários sobre natureza e história nos últimos 20 anos, como o documentário “All Too Clear”, que estuda o impacto que os mexilhões têm na região.
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Com 25 anos de mercado, FS Yachts está pronta para explorar novas terras — ou melhor, novas águas. Mesmo durante a pandemia, o estaleiro continuou em crescimento nas vendas e no número de funcionários e, se depender de José Thiburcio, diretor da empresa, o próximo passo será crescer no mercado náutico dos Estados Unidos.
Em entrevista no Estúdio NÁUTICA, José e Almiro Thiburcio revelaram alguns planos da FS Yachts e como a marca está investindo no mercado externo. Com a expertise de 25 anos em construção naval, a dupla acredita na qualidade do seu produto e que são boas as chances de fortalecer a marca fora do país.
Pré-lançada no último São Paulo Boat Show, a lancha 355 — ainda em desenvolvimento e sem nome definido — é exemplo da estratégia da FS Yachts. Com motorização de popa, ela já nasceu pensada para agradar ao público dos Estados Unidos.
A dupla que comanda o estaleiro não quer parar por aí. Outro projeto focado no mercado americano envolve uma parceria da marca com a Mercury Marine. Segundo José Thiburcio, as empresas adotarão um sistema em que o estaleiro recebe o motor no Brasil, permitindo que o barco seja exportado já 100% pronto.
Nosso estaleiro ficou muito voltado a entregar o produto completo, inclusive para distribuidores etc. Na Europa, inclusive, a gente entrega o barco já montado– Almiro Thiburcio
Por fim, José Thiburcio revelou que uma nova embarcação de 40 pés está nos planos da FS Yachts. O barco também virá com o propósito de explorar o mercado americano, que “dará muito mais condições de crescimento e estabilidade” para a empresa, segundo os executivos.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
O piloto espanhol de Fórmula 1 Fernando Alonso enfim recebeu seu catamarã elétrico 60 Sunreef Power Eco, do estaleiro polonês Sunreef. A embarcaçãohavia sido adquirida pelo automobilista em setembro de 2021 e, assim que chegou, o piloto logo a colocou para navegar em alto mar.
Acostumado com grandes velocidades e o ronco dos motores, Alonso já aproveitou férias com a família a bordo do catamarã, que, diferentemente de um carro de Fórmula 1, navega de forma suave, silenciosa e o melhor: sem emissões. Aliás, a sustentabilidade foi um dos fatores decisivos para Alonso na hora de fechar o acordo com a Sunreef.
Foto: X (antigo Twitter) @Sunreef Yachts / Divulgação
Assistimos a mudanças importantes nos últimos anos na mobilidade global e para mim faz todo o sentido optar por um catamarã elétrico– Fernando Alonso
Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
Alonso, a propósito, é um dos embaixadores do estaleiro polonês, que tem ainda em sua cartela de clientes outras celebridades, como Rafael Nadal, Nico Rosberg e o aventureiro Mike Horn. Aliás, Nadal e Rosberg influenciaram a compra de Alonso, mesmo o compromisso com a sustentabilidade tendo sido o ponto crucial do acordo.
Foto: Instagram @fernandoalo_oficial / Divulgação
Veja os detalhes do barco de Fernando Alonso
O barco de Fernando Alonso tem 18,3 metros e conta com motores elétricoscom bancos de baterias ultraleves, responsáveis por um cruzeirosilencioso e livre de vibrações.
A filosofia ecológica do barco não fica apenas nos painéis solares ou nos motores elétricos. Seu interior, que acomoda até 12 pessoas (mais 4 tripulantes), também possui acabamento em materiais sustentáveis.
O catamarã foi projetado com um sistema de energiavia painéis solares que cobrem até 68,6 metros quadrados da superfície da embarcação, permitindo a geração de até 13kWp de energia verde. Sua capacidade de combustível vai de 3 mil a 6 mil litros, e há no barco um par de tanques de águade 800 litros cada.
Um dos lugares favoritos de Alonso no catamarã é a plataforma de popa, que, em embarcações desse tipo, fornecem ainda mais espaço e estabilidade. “Você pode chegar mais perto da costa em comparação com um monocasco”, comenta o piloto.
O barco conta ainda com um vasto cockpit, beach club e garagem de popa, além de um generoso flybridge, atendendo a uma expectativa de Alonso que já vinha desde antes do recebimento do barco.
“Meu dia perfeito no mar não começaria tão cedo. Seria um dia de folga, começando pelo café da manhã a bordo com amigos e familiares, seguido por natação e alguns esportes aquáticos”, comentou ele à Sunreef, em 2022.
“Estamos muito orgulhosos de receber Fernando Alonso em nossa família. Começamos uma grande jornada juntos ao iniciarmos um novo projeto elétrico 60 Sunreef Power Eco. Damos mais um grande passo em direção a uma experiência de iate mais sustentável e estamos entusiasmados em fazê-lo junto com um embaixador notável e inspirador a bordo”, comentou o fundador e presidente da Sunreef, Francis Lapp.
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Diretamente de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, a NX Boatsé mais uma marca que vai atracar no Foz Internacional Boat Show, de 23 a 26 de novembro, no Iate Clube Lago de Itaipu, no Paraná. A marca, que tem menos de 10 anos, já soma mais de 1.400 barcos navegando pelas águas do Brasil e do mundo.
Dos 10 modelos já fabricados pela NX Boats, três deles estarão nas águasdoces do Lago de Itaipu: NX 370 HT Sport, NX 340 Sport Coupé e NX 290 Exclusive. Durante o Boat Show de Foz, os visitantes poderão ver de perto todos os detalhes das embarcações. A equipe de NÁUTICA mostra, a seguir, alguns deles.
As lanchas da NX Boats marcaram presença nas águas da Marina do Glória (RJ), durante o Rio Boat Show 2023
Lanchas da NX Boats no Foz Internacional Boat Show
NX 370 HT Sport
Segundo o estaleiro, a NX 370 HT Sport proporciona conforto e estabilidade na água, além de ser capaz de aguentar longas temporadas de navegação. Com estrutura de teto rígida, a lancha tem 10,95 m de comprimento e 3,22 m de boca. Um dos destaques do barco que acomoda 16 pessoas durante o dia e quatro no pernoite é a altura do banheiro, que chega a 1,85 m.
Foto: NX Boats / Divulgação
NX 340 Sport Coupé
Com opção de motorde popa e centro-rabeta, a NX 340 Sport Coupé é uma daycruiser de 10,15 m de comprimento e 3,15 m de boca. O barco acomoda até 16 pessoas (4 no pernoite). Seu cockpit tem boa distribuição, com dois grandes sofás em L que, além de bonitos, têm encosto alto.
Foto: NX Boats / Divulgação
O espaço gourmet é bem equipado e a plataforma de popa fornece um ambiente espaçoso e confortável. Ou seja: uma lancha ideal para passeios com a família e amigos.
NX 290 Exclusive
O sistema de fabricação da NX 290 Exclusive conta com casco, convés e longarina laminados, que tornam a embarcação mais resistente aos maresmais revoltos. São 8,84 m de comprimento e 2,78 m de boca na embarcação que atende até 11 passageiros (4 no pernoite). A altura da cabine chega aos 1,80 m na lancha, que suporta um motor de 300 hp a 380 hp.
Foto: NX Boats / Divulgação
Foz Internacional Boat Show 2023
O 1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águasnavegáveis do Lago de Itaipu.
Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação
Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
Como ser um expositor no Boat Show de Foz
Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
Saiba mais no site oficial do evento
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Uma lancha em fibra de vidro que, já equipada com motor e itens de série, custa menos de R$ 100 mil. A SPrint 16 é a novidade que o Fórum Náutico Paulista (FNP) apresentou na manhã desta sexta-feira (20), na Represa de Guarapiranga, em São Paulo. O modelo faz parte do projeto Meu Primeiro Barco, que busca alavancar a indústria náutica paulista.
Graças à iniciativa, o barco de 16 pés pode ser comprado a partir de R$ 98,8 mil, para os primeiros modelos vendidos, já pronto para navegar. O projeto, idealizado por Benedito Prado Neto e Marcio Dottori, e realizado pela Câmara da Indústria Náutica do Fórum Náutico Paulista surgiu em 2016, ainda dentro da Revista Náutica, onde ocorriam as reuniões das Câmaras.
É um filho de toda a indústria náutica paulista. Batalhamos muito por ele e conseguimos implantar o projeto– Marcio Dottori, um dos fundadores do FNP, sobre a SPrint 16
O objetivo do Meu Primeiro Barco é lançar barcosde diferentes categorias, como lanchas, veleiros ou infláveis, a preços atrativos para atrair novos navegadores, ao mesmo tempo que impulsiona o mercado náutico do estado de São Paulo.
Para atingir a finalidade do programa, a embarcação deve atender a alguns requisitos: ser muito segura, insubmersível, ter capacidade para pelo menos cinco pessoas, ser multiuso (passeio, esqui/wake, pescae mergulho, no caso de lanchas) e estar totalmente pronta para navegar, incluindo até mesmo o material de salvatagem e a carreta rodoviária.
Além disso, o conjunto barco-carreta não pode ultrapassar 750 kg — para facilitar o reboque por uma camionete ou SUV — e os componentes, sempre que possível, devem ser fornecidos pela indústria náutica paulista. Entre os parâmetros do projeto está o preço: deve ficar na casa dos R$ 100 mil.
A SPrint 16, apresentada no Clube de Campo do Castelo, atende a todas essas demandas com maestria. A lancha, produzida pela Kuarup Náutica em parceria com a Yamaha, Arielteke a Korg Carretas, foi totalmente fabricada com itens do mercado náutico paulista, com exceção do motor. Ainda assim, é um barco 100% nacional, privilegiando a indústria náutica do nosso país.
Não há nem um parafuso nesse barco que não tenha sido produzido no Brasil– Marco Antônio Castello Branco, presidente do FNP
Marco Antônio Castello Branco, presidente do FNP, Walter Baère, sócio diretor da Kuarup, e Dóris Miller, diretora comercial da Kuarup.
Com 16 pés (5 m de comprimento e 2 m de boca), a embarcação em fibra de vidro é equipada com um motor de popa Yamaha de 60 hp (4 tempos). Até 5 pessoas podem navegar no barco, seja para passear, pescar, mergulhar ou até mesmo praticar esportes aquáticos, como wakeboard.
Nós transformamos o convés em um convés versátil, tanto para utilização quanto na hora de guardar, já que ela pode ser rebocada. Você pode tê-la em uma marina ou levar para vários lugares– Dóris Miller, diretora comercial da Kuarup Náutica
O estaleiro, a propósito, já laminou barcos para as marcas Fishing e Laleman — de onde saiu o casco da SPrint 16.
“Vamos divulgar [o barco] para todas as marinas do estado de São Paulo, temos mais de 400 marinas e garagens náuticas. Dois terços delas estão no interior do estado, navegando em lagos, represas, rios. Justamente o perfil desta embarcação”, conta Paulo Cossa, coordenador da câmara da indústria náutica no FNP.
Outras embarcações do Projeto Meu Primeiro Barco
A SPrint 16, contudo, não é a primeira embarcação desenvolvida a partir do Projeto Meu Primeiro Barco. Já foram criados, como protótipos ou já navegando, três modelos: uma lancha de alumínio, da Levefort (Malibu 16 Sport), um veleiro de fibra, da Veleiros Flash Craftec (Flash 170) e, claro, a lancha de fibra da Kuarup Náutica (SPrint 16).
Malibu 16 Sport, da Levefort
A Malibu 16 Sport, primeira lancha do projeto a sair do papel, foi, inclusive, testada por Marcio Dottori, que, na época, atuava como diretor técnico do Grupo Náutica. O modelo ainda foi exposto em 2017 em uma Feipesca, que aconteceu junto com o São Paulo Boat Show daquele ano, no São Paulo Expo.
Veleiro Flash 170, da Veleiros Flash Craftec
Vale mencionar que uma primeira versão da SPrint 16 surgiu ainda em 2019. O modelo, que também chegou a ser exposto no São Paulo Boat Show daquele ano, foi novamente produzido pela Kuarup Náutica, em uma parceria com a Ford.
Na época, a fabricante trabalhou em parceria com a engenharia do estaleiro de Caçapava para desenvolver um motor de hidrojato, que equipou a embarcação. Por fim, com a chegada da pandemia, a Ford encerrou suas atividades no Brasil e, com isso, a continuidade do barco foi inviabilizada.
Projeto nasceu dentro do Fórum Náutico Paulista
O Fórum Náutico Paulista existe, oficialmente, desde 2016, embora tenha começado, ainda nas primeiras braçadas, em 2013, com a participação da Revista Náutica, do São Paulo Boat Show, Governo do Estado de São Paulo e Acobar.
Paulo Cossa, coordenador da câmara da indústria náutica no FNP; Adrian Meusburger, da Vivant SP; Marco Antônio Castello Branco, presidente do FNP; Walter Baère, sócio diretor da Kuarup; Dóris Miller, diretora comercial da Kuarup; Eduardo Colunna, presidente da Acobar; Fernando Bonini, velejador; Marcio Dottori, engenheiro civil; e Mário Bandeira, CT Marinas e Meio-Ambiente do FNP.
Em 2016 começaram as primeiras reuniões do FNP na Revista Náutica, que na época, tinha sua sede na Faria Lima — hoje em dia, o escritório funciona no Itaim Bibi. Marcio Dottori, inclusive, que atuou como consultor e diretor técnico do Grupo Náutica de 1992 a 2018, foi um dos fundadores do FNP em 2016, trabalhando no Fórum como coordenador das Câmaras de Turismo, Navegação e Segurança, de 2016 a 2022.
O Fórum Náutico Paulista é dividido em quatro câmaras: Câmara de Marinas e Meio Ambiente, Câmara Temática de Turismo, Câmara Temática da Indústria Náutica (cujo nome inicial era Câmara de Motores) e Câmara de Navegação e Segurança. Até 2022, o FNP estava sediado na Secretaria de Desenvolvimento Econômico de São Paulo e, neste ano, passou para a Secretaria de Turismo.
“Vale agradecer o presidente do FNP, Marco Antonio Castello Branco, o presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik. Ambos apoiaram muito o desenvolvimento da indústria náutica paulista em uma série de ações que culminaram na criação do Fórum e suas realizações. Prova disto é que, atualmente, o setor náutico paulista está inserido no turismo oficial do Estado de São Paulo, dada sua importância econômica e fomentadora de renda e empregos”, comentou Marcio Dottori.
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Um conjunto de cerca de 275 quedas de água forma uma das mais belas paisagens encontradas no Brasil: as Cataratas do Iguaçu. A impressionante força das águas do rio Iguaçu (parte da bacia hidrográfica do rio Paraná) atrai turistas de todo o mundo para o oeste do Paraná, no Sul do país, que ficam admirados com os passeios pelas Cataratas do Iguaçu.
A porta de entrada para visitar esse cenário imperdível é a cidade de Foz do Iguaçu — mesmo município que receberá o Foz Internacional Boat Show. O evento, marcado para acontecer entre 23 e 26 de novembro, será o primeiro salão náutico na região conhecida como Tríplice Fronteira, pela proximidade das nossas terras com Argentina e Paraguai.
Já apontadas entre as Maravilhas Naturais do Mundo, segundo votação popular online, as Cataratas são parada obrigatória no roteiro de viagem por Foz do Iguaçu — ainda mais pelo fato de permitir, em uma só trip, aproveitar três países.
As Cataratas do Iguaçu ficam na fronteira entre Brasil e Argentina, dividindo-se entre o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, e o Parque Nacional Iguazú, em Misiones. Ambas as reservas naturais são declaradas Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.
Foto: Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu / Divulgação
Quem visita a região tem opção de sobra de atrações. Para se ter ideia, a área total de ambos os parques corresponde a 250 mil hectares de floresta subtropical.
Para não ficar perdido entre tantas opções de passeios pelas Cataratas do Iguaçu, NÁUTICA preparou um guia rápido de viagem para você aproveitar o melhor desse destino — tanto pelo lado brasileiro, quanto do argentino. Além disso, entregamos as dicas mais quentes para sua visita à região ser inesquecível.
Passeios do lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu
Os passeios pelas Cataratas do Iguaçu no lado brasileiro da fronteira são feitos por ônibus, que saem a todo momento do Centro de Visitantes, na entrada do parque. É possível ainda entrar de táxi ou van de excursão, mas não de carroparticular. Confira os destaques do destino!
Garganta do Diabo
A Garganta do Diabo é uma das mais impressionantes quedas d’água das Cataratas do Iguaçu, com o maior salto do conjunto de quedas. Desaguando em formato de U, o local tem mais de 80 metros de altura e 150 metros de largura, na divisa entre Brasil e Argentina.
Foto: Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu / Divulgação
Por lá, é impossível não se surpreender com o volume e velocidade da água. Para conferir mais de perto, os visitantes podem descer por uma passarela até pertinho da Catarata.
Macuco Safari
Um dos passeios mais procurados do parque, o Macuco Safari leva os turistas através de um botepelo leito do rio Iguaçu, até próximo às quedas dos Três Mosqueteiros. Chegando lá, é hora de escolher: com ou sem emoção. Na primeira opção, o bote chega mais perto das Cataratas e todos se molham, enquanto que na segunda ele fica a certa distância, mantendo os turistas secos.
Foto: Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu / Divulgação
Essa, no entanto, é só a parte final do Safari. Primeiro, há um passeio de 2 km pela selva do Parque Nacional do Iguaçu, em veículos ecológicos movidos a eletricidade. Depois, guias bilíngues conduzem uma caminhada pela mata, trazendo informações e curiosidades sobre a fauna e flora local com bastante contato com a natureza. O bote vem por último, para fechar com chave de ouro.
Parque das Aves
Com mais de 900 mil visitantes por ano, o Parque das Aves fornece aos turistas uma experiência de conexão com a Mata Atlântica e suas espécies. São cinco viveiros de imersão, para ver bem de perto aves como a jacutinga, mutum-de-alagoas, tucanos e araras (quase 100 delas voando acima dos visitantes).
Foto: Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu / Divulgação
Considerado um dos maiores viveiros da América Latina, o Parque das Aves tem ainda quase 300 periquitos, um borboletário, harpias, corujas, papagaios e até répteis, como jacarés, sucuris e jiboias. Vale ressaltar que no parque são acolhidas aves resgatadas, que sofreram com o tráfico e maus tratos e não possuem mais condições de retornar ao seu habitat natural.
Espaço Naipi
Em um lugar como as Cataratas do Iguaçu, não poderia faltar um mirante. O Espaço Naipi proporciona uma vista de todo o cânion das Cataratas, em uma estrutura que abriga três plataformas de contemplação e dois elevadores panorâmicos — que conduzem até a parte mais alta.
Foto: Instagram @fotoequipecataratas. Equipe: Bebyana Siqueira, Jonathan Avalos e Marco Antônio / Divulgação
Localizado no fim da trilha das Cataratas, no espaço há ainda um deque, que avança cerca de cinco metros rio adentro. Os visitantes também têm acesso à passarela da Garganta do Diabo, além de uma loja de lembranças e infraestrutura de apoio, como banheiros e lanchonete.
Amanhecer nas Cataratas
Com início no primeiro mirante, em frente ao Hotel das Cataratas e fim no Porto Canoas — com café da manhã servido das 7h30 às 9h30 –, o Amanhecer nas Cataratas proporciona a experiência de ver o sol nascer em meio ao mundaréu de água, antes da abertura do parque.
Foto: Instagram @fotoequipecataratas / Divulgação
O trecho até a Passarela das Cataratas, onde fica a Garganta do Diabo, é percorrido a partir dos elevadores panorâmicos. O passeio é realizado todas as terças, quintas e sábados, às 6h. Devido ao horário, é importante chegar ainda “à noite”.
Passeios do lado argentino das Cataratas do Iguaçu
O lado argentino das Cataratas é considerado mais “selvagem”. Por lá, os visitantes ficam o tempo todo na mata e chegam muito perto de várias quedas. Há quem diga que o parque brasileiro tem mais beleza, enquanto o lado dos hermanos, mais adrenalina.
Outra diferença está no transporte: no parque argentino não há ônibus saindo a todo momento, como no Brasil. Os argentinos usam como meio de transporte o trem, que faz menos viagens e gera filas de 20 a 30 minutos nas estações de embarque. Que fique claro: ainda assim, o passeio vale a pena!
Garganta Del Diablo
O passeio à Garganta Del Diablo começa justamente a bordo do trem, que tem vagões ao ar livre para respirar o ambiente da selva e apreciar a paisagem de selva e rio.
Foto: Iguazú Argentina / Divulgação
Conforme o trem se aproxima da Garganta Del Diablo, os turistas já começam a ouvir o estrondo de uma queda d’água de mais de 82 metros de altura, com vazão média de 1.800 m³ por segundo (o suficiente para encher 36 piscinas olímpicas em 1 minuto!).
Paseo Inferior
O Paseo Inferior (ou passeio inferior) leva os visitantes para vivenciarem a natureza de perto, por meio de passarelas no meio da selva. Pelo caminho, é possível encontrar com espécies de borboletas, pássaros e quatis, que fazem companhia no trajeto até algumas cachoeiras.
Foto: Iguazú Argentina / Divulgação
Paseo Superior
Como o próprio nome sugere, o Paseo Superior (ou passeio superior), traz a vista de cima das Cataratas. As borboletas seguem acompanhando o caminho, mas dessa vez acompanhadas de aves como andorinhões e tucanos. No passeio, é possível ver do alto as cachoeiras Mbiguá, Adão e Eva ou Bossetti, além de uma das mais impressionantes: a Cachoeira San Martín.
Foto: Iguazú Argentina / Divulgação
Sendero Verde
O Sendero Verde (ou trilha verde) é um passeio mais tranquilo. Trata-se de uma caminhada pela selva que conecta os turistas à natureza, através do contato com animais como as gralhas-de-crista-negra, tucanos, macacos, quatis e até jacarés — que costumam aparecer para tomar um sol.
Foto: Iguazú Argentina / Divulgação
Além dos animais, na trilha há uma variedade de espécies da flora nativa, como árvores, lianas, arbustos e aguapés.
Paseo de Luna Llena
Nos dias de lua cheia no céu, o parque argentino oferece o passeio noturno Luna Llena. A caminhada sob o luar começa na estação central. Após as boas-vindas dos guardas-florestais e guias do parque, os visitantes vão até a Garganta del Diablo de trem, para iniciar uma caminhada ao mirante da cachoeira, que ganha um toque especial com a luz da lua.
Foto: Iguazú Argentina / Divulgação
Gran Aventura
O Gran Aventura é a versão argentina do Macuco Safari. Ou seja, inclui um passeio de bote, no leito do rio Iguaçu, até as quedas d’água. Contudo, o passeio argentino é mais radical: não há a opções “sem emoção”. Os botes andam mais rápido, fazem duas paradas em cascatas diferentes e chegam muito mais perto da cascata. A idade mínima para participar da aventura é 12 anos.
Foto: Tour Cataratas / Reprodução
Melhor período para visitar as Cataratas do Iguaçu
A melhor época para visitar as Cataratas do Iguaçu é durante os meses quentes de outubro a março, quando há mais chuva e o nível de água aumenta. Sorte de quem estará por lá durante o Foz Internacional Boat Show, em novembro!
É também nesse período que o local recebe um grande número de turistas, ou seja: alta temporada. Portanto, é aconselhável visitar o parque pela manhã para desfrutar de uma paisagem mais tranquila.
Por outro lado, os meses de maio a setembro fazem parte da estação seca, com menor volume de água e temperaturas mais baixas. Mesmo assim, as Cataratas ainda impressionam com sua grandiosidade e poder.
Qual o preço dos passeios pelas Cataratas do Iguaçu?
No Brasil, os ingressos para visitar o Parque Nacional do Iguaçu custam a partir R$ 78 e crianças com até 6 anos não pagam (preços pesquisados em outubro de 2023 e sujeitos a alteração).
Por outro lado, as entradas para o parque argentino custam a partir de 20 mil pesos (R$ 288, em valores convertidos em outubro de 2023) para maiores de 17 anos e 5 mil pesos (R$ 72) para pessoas de 6 a 16 anos.
Alguns dos passeios pelas Cataratas (como a navegação) cobra ingressos à parte. Verifique o site oficial do parque brasileiro e do parque argentino.
Vale ressaltar que, além dos passeios mais procurados, ainda é possível praticar outras atividades, como trekking pela mata, rafting no Rio Iguaçu, trilhas com bicicletas, passeios de barco, caiaque e cachoeirismo.
Dicas para curtir os passeios pelas Cataratas do Iguaçu
Leve capa de chuva;
Se você gosta de registrar tudo, invista em uma capinha de celular à prova d’água;
Caso escolha navegar perto das Cataratas, como nos passeios Gran Aventura ou Macuco Safári, vale levar uma troca de roupa na mochila;
Chegar cedo é sempre a melhor opção, principalmente do lado argentino, onde os trens podem demorar;
Ambos os lados das Cataratas do Iguaçu podem ser visitados de maneira satisfatória em um único dia. Mas, para curtir tudo com calma e não deixar nada por fazer, vale separar dois dias para curtir;
Se a ideia for fazer uma viagem mais econômica, leve lanches para comer durante o dia;
Hidrate-se!
Foz Internacional Boat Show 2023
O 1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águasnavegáveis do Lago de Itaipu.
Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação
Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
Como ser um expositor no Boat Show de Foz
Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
Saiba mais no site oficial do evento
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Realizar o lançamento de cinco embarcações no espaço de um ano não é uma tarefa fácil. Mas foi isso que o estaleiro comandado por José Eduardo Cury, presidente da Mestra Boats, conseguiu efetuar desde o São Paulo Boat Show de 2022. E, no que depender do empresário — mais conhecido como Zé da Mestra –, ainda mais novidades podem chegar em breve.
Convidado para o Estúdio NÁUTICA, José Eduardo Cury comemorou a chegada da nova linha 240 da Mestra e o lançamento da Mestra 352 HT, atualmente, o maior barco do estaleiro e o primeiro com hard-top.
Além dos dois lançamentos, o espaço da marca no São Paulo Boat Show deste ano exibiu ainda a Mestra 322 (lançada um ano atrás), a Mestra 292 (apresentada em primeira mão em abril, no Rio Boat Show 2023), a tradicional 212, a Mestra 200, a Mestra 198 e a 160 Fishing.
O empresário contou que, para o ritmo de produção e lançamento da Mestra se manter alto, como tem acontecido, a equipe de funcionários por trás das produções dos barcos teve que praticamente dobrar. Além disso, a fábrica agora opera em dois períodos a partir de outubro e novembro.
Fruto de muito trabalho intenso e dedicação da equipe, que começou com 12 pessoas e aumentou para 18, para realmente desenvolver um grande produto– Zé da Mestra
Além disso, Zé da Mestra destacou a quantidade de empregos que o mercado náutico gera, seja de maneira direta ou indireta, como nos serviços terceirizados. O presidente do estaleiro citou os para-brisas, estofamentos e inox que vêm de fora e criam empregos em outras fábricas, além da Mestra.
Com a preocupação de estimular também a mão de obra local, o estaleiro localizado em Pederneiras (munícipio com cerca de 44 mil pessoas, segundo o censo do IBGE de 2022) se empenha a contratar jovens da própria cidade a cada vez que um profissional de fora é chamado para integrar a equipe.
Quantos começaram comigo em outra atividade que eu tinha anteriormente e que viraram excelentes homens de caráter e excelentes profissionais, começando menino?
Segundo José Eduardo Cury, a inclusão dos jovens dentro das fábricas da Mestra oferece condições dos moradores locais melhorarem de vida e crescerem como profissionais. Inclusive, o presidente da empresa diz que há casos em que certos trabalhadores novatos são mais bem remunerados do que seus próprios pais.
Mesmo com cinco lançamentos em um ano, o estaleiro não planeja segurar o freio. Segundo Zé da Mestra, já estão em produção dois novos modelos de barco, enquanto outros dois estão em fase de planejamento.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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A Tritoné mais uma marca confirmada na primeira edição do Foz Internacional Boat Show e, para o evento, o estaleiro paranaense separou três de suas embarcações: a recém-lançada Triton Flyer 34 T-Top, a Triton 300 Sport e ainda a Triton 250 Open.
O primeiro Boat Show internacional vai acontecer de 23 a 26 de novembro, no Iate Clube Lago de Itaipu (ICLI), em Foz do Iguaçu, no Paraná. Por lá, cerca de 30 marcas são esperadas para expor nas águas doces da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
Embarcações da Triton estiveram nas águas da Marina da Glória durante o Rio Boat Show 2022
Lanchas da Triton no Foz Internacional Boat Show
Triton Flyer 34 T-Top
Lançada no último São Paulo Boat Show, a Triton Flyer 34 T-Top é uma lancha que tem como ponto alto a plataforma lateral (a boreste) que, quando aberta, aumenta consideravelmente a área “útil” e social do barco, formando, com a plataforma de popa, o chamado beach club.
Para ampliar ainda mais a área de popa, o móvel gourmet foi descolado para bombordo, abrindo espaço para um sofá voltado para a popa (conversível em solário). Assim, permitindo a interação dos ocupantes do cockpit com quem está na água. A embarcação tem capacidade para até 14 pessoas durante o dia e 4 no pernoite.
Triton 300 Sport
A Triton 300 Sport atende quem gosta de lanchas esportivas mas não abre mão de confortos dignos de um barco de cruzeiro. Seu cockpit tem capacidade para até 10 pessoas, enquanto duas cabines (na proa e no centro do casco) garantem pernoite para quatro.
A lancha tem ainda uma cozinha pequena com forno micro-ondas e espaço para uma caixa de gelo. No banheiro, a altura de 1,36 m permite banho apenas sentado. Em compensação, há outros confortos, como vaso sanitário elétrico de série, vigia que oferece iluminação e ventilação naturais, pia, chuveirinho e iluminação de LED.
Triton 250 Open
Menor lancha da Triton no Foz Internacional Boat Show, a Triton 250 Open tem capacidade para até 12 pessoas. A embarcação traz cockpit espaçoso, amplo solário de popa e motorizaçãode 250 a 300 hp.
Dentre os itens de série do barco, destacam-se o revestimento acústico na casa de máquinas, estofamento interno e externo (curvim ou tecido), o púlpito de proa em aço inox e a porta de acesso ao deque em acrílico.
Foz Internacional Boat Show 2023
O 1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águasnavegáveis do Lago de Itaipu.
Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação
Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
Como ser um expositor no Boat Show de Foz
Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
Saiba mais no site oficial do evento
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Projetado pelo estaleiro holandês Royal Husiman, o Projeto 406, também conhecido como o maior iate de pesca do mundo, assusta pelo seu tamanho: 52 metros de comprimento (171 pés). Ele foi criado para combinar as características de uma embarcação de luxo com as de um barco de pesca esportiva.
Desenhado pela Vripack Yacht Design Studio, a embarcação surpreende já na popa — é nessa região que se distribui uma enorme quantidade de varas de pescar. Além disso, seu cockpit traseiro fica próximo da água, enquanto sua torre alta oferece vista privilegiada do mar — perfeita para avistar cardumes de peixes.
Foto: Tom van Oossanen/ Royal Huisman/ Reprodução
Chamado de Projeto 406 enquanto ainda não é lançado, o barco foi projetado para ser entregue até o final de 2023. Além disso, segundo o estaleiro, será o maior e mais luxuosoiate de pesca do mundo.
Construído sob encomenda de um apaixonado por pesca esportiva e que prefere não se identificar — representado pela empresa Aqua Marine Crew Limited, com sede em Malta — a embarcação será capaz de cruzar oceanos em busca dos melhores pontos para pescaria.
Foto: Tom van Oossanen/ Royal Huisman/ Reprodução
O objetivo do maior iate de pesca do mundo é navegar por longas distâncias, conciliando recreação, acomodações de luxo e pescaria em alto mar, sem ter de recorrer a intermediários. O barco conta com casco e superestrutura de alumínio, além da projeção para chegar a 499 toneladas brutas.
O comandante e sua tripulação poderão chegar a áreas remotas por conta própria — Bart Bouwhuis, diretor criativo da Vripack
Equipado com motores diesel-elétricos, o Projeto 406 poderá alcançar 30 nós de velocidade final, com estimados 21 nós na velocidade de cruzeiro. Seu design harmoniza uma proa longa com amuradas altas a um cockpit de popa baixo e aberto, reservado às brigas com os peixões.
Por sua vez, a torre alta — com nada menos que seis deques — oferece vistas deslumbrantes do mar, com um ângulo descendente na água, o que é essencial para esse tipo de pesca.
Grande por fora e por dentro
O interior do iate oferece todas as comodidades e luxos que se espera de um barco de alto padrão. Elegante e moderna, a decoração terá acabamentos em madeira clara e tons neutros. Haverá acomodações para até 10 hóspedes em cinco cabines, incluindo uma suíte máster com vista para o mar.
Mas é nas áreas que combinam lazer e pesca que ele se destaca. O maior iate de pesca do mundo apresenta um convés com espaço suficiente para os pescadores se movimentarem confortavelmente durante a pesca, além de estabilizadores e um conjunto de equipamentos de pesca de alta tecnologia.
Foto: Tom van Oossanen/ Royal Huisman/ Reprodução
Esses equipamentos incluem sonares, radares, GPS e outros dispositivos eletrônicos que ajudam a localizar os peixes no oceano — além de um sistema de armazenamento adequado.
Terá também plataforma de popa retrátil, garagem para um bote de apoio, cadeiras/arnês e uma ampla gama de tralhas de pesca. Sem contar uma capacidade de “rápido à ré”, para minimizar os problemas dos peixes que passam por baixo do casco.
Novidades a bordo
Entre outras inovações, o iate contará ainda com iluminação a laser para iluminar a área externa. Em vez de usar luzes convencionais, o laser produzirá um efeito mais nítido e brilhante, com cores vivas e intensas. Além disso, é mais eficiente em termos de energia; ou seja, consome menos que as luzes convencionais.
Por sua vez, a torre de observação, depois de atuar como tuna tower nas atividades de pesca durante o dia, transforma-se em área de jantar e em um Sky Lounge durante a noite, oferecendo uma atmosfera relaxante com vistas da lua e do céu estrelado.
Foto: Tom van Oossanen/ Royal Huisman/ Reprodução
Até pouco tempo atrás, a construção de um iate de pesca esportiva para puxar peixes de bico gigantes era inimaginável, envolvendo desafios significativos no projeto. Mas a cada ano que passa os pescadores, ansiosos por viagens por conta própria para áreas remotas, esticavam a corda.
Assim, se tornou realidade a construção de um superyacht sportfish como este 171 pés. Por enquanto, o dono do título de “maior iate de pesca esportiva do mundo” pertence ao Projeto 406 — ou ao nome que terá quando lançado.
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Já foram, até este momento do ano, 10 importantes salões náuticos para a conta da Schaefer, entre feiras nacionais e internacionais. O São Paulo Boat Show, maior evento náutico da América Latina, foi, inclusive, o mais recente. Por lá, entre os dias 21 e 26 de setembro, a marca teve como um de seus destaques a New Schaefer 375.
New Schaefer 375 estará no Fort Lauderdale International Boat Show
Para o Fort Lauderdale International Boat Show, o estaleiro separou sete grandes embarcaçõesde seu repertório: Schaefer 660, Schaefer 510 GT Pininfarina, Schaefer 450, Schaefer 400, New Schaefer 375 e duas unidades da Schaefer V33.
A Schaefer V33 é o modelo de lancha brasileira mais vendida nos EUA
Entre os modelos, a Schaefer 660 se destaca pela inovação, design e sofisticação. A lancha traz amplas varandas laterais, que garantem um ótimo aproveitamento de espaço na praça de popa. O barco conta com quatro camarotes de entrada independente para a suíte master, que proporcionam muito conforto para todos os convidados.
Schaefer 660. Foto: Norton/SC / Divulgação
Um dos grandes diferenciais da Schaefer 660 é o seu deque principal, feito em um único nível. Segundo a marca, novas configurações de cores para o interior da lancha, desenvolvidas especialmente para o mercado americano, estarão disponíveis no evento.
Presente no São Paulo Boat Show, a New Schaefer 375 é outro barco para os visitantes do Fort Lauderdale International Boat Show ficarem de olho. Estreando no evento na Flórida, a embarcação dispõe de soluções de tecnologia e inovações que chamam a atenção.
Seu interior se destaca pelo pé-direito de 1,96 m, além das já tradicionais varandas laterais retráteis, que ampliam o espaço na praça de popa, totalmente integrada ao cockpit.
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Com sede na Dinamarca, a ONG Foundation for Environmental Education (FEE), responsável há mais de 15 anos por emitir o selo Bandeira Azul, premiou 31 praias brasileiras consideradas de alta qualidade ambiental. Na lista, estão os estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, Alagoas e São Paulo.
Para a escolha, que levou em conta a temporada de verão2023/2024, um júri internacional considerou requisitos como gestão e educação ambiental, qualidade da água, segurança, turismo sustentável e responsabilidade social.
Praia da Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, em Salvador, recebeu o selo Bandeira Azul. Foto: Fábio Marconi / Reprodução
Entre as 31 praias brasileiras selecionadas, o grande destaque foi para Santa Catarina, que lidera o ranking com 15 praias, seguida pelo Rio de Janeiro, com nove, e pela Bahia, com quatro. Ceará, Alagoas e São Paulo entraram para a lista com um certificado cada.
A praia de Itá (SC) foi reconhecida como a única fluvial certificada nas Américas. Além disso, as praias de Lagoa Salgada, Pedras de Sapiatiba e Ubás, na região dos Lagos (RJ), foram as primeiras praias brasileiras desse tipo a receberem o selo internacional de certificação.
Praia de Itá. Foto: Prefeitura do Município de Itá / Divulgação
Vale ressaltar que a premiação tem como seu principal foco a promoção da conscientização sobre a importância de proteger o ambiente marinho e costeiro. No Brasil, o programa é coordenado pelo Instituto Ambientes em Rede (IAR) que, desde 1998, atua na área ambiental e sustentável, através da execução de projetos nacionais e representação de programas internacionais.
Confira as 31 praias brasileiras reconhecidas com o selo Bandeira Azul
Santa Catarina
Praia da Ponta do Jacques, em Balneário Piçarras;
Prainha de Itá, em Itá;
Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú;
Praia do Estaleirinho, em Balneário Camboriú;
Praia de Taquaras, em Balneário Camboriú;
Praia de Piçarras, em Balneário Piçarras;
Praia de Quatro Ilhas, em Bombinhas;
Praia de Mariscal, em Bombinhas;
Praia da Conceição, em Bombinhas;
Lagoa do Peri, em Florianópolis;
Praia Grande, em Governador Celso Ramos;
Praia do Ervino, em São Francisco do Sul;
Praia do Forte, em São Francisco do Sul;
Praia Grande, em São Francisco do Sul;
Praia da Saudade, em São Francisco do Sul.
Rio de Janeiro
Praia Azeda e Azedinha, em Armação de Búzios;
Praia de Ubás, em Iguaba Grande;
Praia das Pedras de Sapiatiba, em São Pedro da Aldeia;
Prainha, no Rio de Janeiro;
Praia da Reserva, no Rio de Janeiro;
Praia do Forno, em Armação de Búzios;
Praia do Peró, em Cabo Frio;
Praia do Sossego, em Niterói;
Praia das Pedras de Itaúna, em Saquarema.
Bahia
Praia da Viração, em Salvador;
Praia de Paraíso, em Guarajuba;
Praia da Espera, em Itacimirim;
Praia da Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, em Salvador.
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Com mais de sete mil quilômetros de litoral, diversas belezas naturais e a maioria da população do país vivendo próximo às regiões costeiras, o Brasil tem tudo para ser um dos principais destinos de turismo náutico do mundo. Quem aponta isso entende do assunto: um time de peso de executivos da Sea-Doo, a marca de motos aquáticas da canadense BRP.
O gigante potencial do Brasil para o mercado de turismo náutico foi consenso entre Steve Palletier, Roberto Bruder e Fernando Alves — respectivamente, head global da Sea-Doo, head da marca na América Latina e Caribe, e head da Sea-Doo no Brasil. Os executivos compartilharam suas visões sobre o assunto durante entrevista no Estúdio NÁUTICA.
Steve Palletier disse que o Brasil é uma parte significativa no mercado internacional e que percebe que o potencial do país está em expansão, mas que tem muito mais a crescer.
Mais do que fornecer produtos, oferecemos experiências. E qual é o melhor lugar para oferecer essa experiência (de turismo náutico) do que o Brasil?– Steve Palletier
O head global da marca contou ainda que ficou encantado com a região amazônica de Belém (PA), onde esteve no ano passado. E entregou que ainda pretende navegar por destinos do Paraná, como Foz do Iguaçu e Maringá.
Para Roberto Bruder, o turismo náutico e as maravilhas do país podem atrair ainda mais pessoas interessadas para este mercado.
Temos um país maravilhoso, com belezas naturais incríveis, que é bem pouco explorado pelo turismo– Roberto Bruder
“Imagina quantas pessoas a gente poderia trazer para o Brasil através do turismo náutico, pelas belezas que a gente tem no país”, aponta Bruder.
Steve Palletier também destacou a enorme área navegável do Brasil e que enxerga diversas possibilidades de entregar experiências náuticas de forma sustentável, reforçando a preocupação da empresa no cuidado com a natureza.
Já Fernando Alves, responsável pela Sea-Doo no Brasil, destaca a capacidade de desenvolvimento econômico através do turismo das águas, inclusive em regiões menos favorecidas economicamente do país.
A sociedade náutica do país está convergindo para o mesmo objetivo. Esse momento é muito importante, temos que mobilizar esses interessados e promover realmente um projeto público-privado muito grande, que a gente vai deixar um legado muito importante para o Brasil– Fernando Alves
Outra presença da Sea-Doo no Estúdio Náutica foi a de Henrique Rosa, gerente de marketing da marca para a América Latina. Além de comentar sobre os lançamentos da BRP no Boat Show 2023, Henrique destacou a presença da marca no Brasil, que é o maior mercado da empresa fora da América do Norte.
A marca aposta nas experiências felizes que os clientes tem na água com a Sea-Doo para fisgar ainda mais do mercado brasileiro. Referência no setor, a empresa atrai pessoas que gostam de brincar na água, e Henrique brinca: “Nunca vi ninguém triste em cima de um Sea-Doo”.
O brasileiro adora água e tem uma cultura de água muito forte– Henrique Rosa
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
A sustentabilidade tem sido um dos grandes pontos de partida de novas embarcaçõesna indústria naval. Barcos movidos por fontes sustentáveisde energia já não são novidade e, cada vez mais, parecem ser o futuro da navegação. Seguindo essa linha, o ONYX H2-BO 85, da italiana MASK Architects, chega como o primeiro megaiate do mundo movido por sua própria produção de hidrogênio.
A embarcação luxuosae minimalista combina eletrólise — utilizando águado mar — com turbinas hidrelétricas, para fornecer uma solução de energia sustentável para curtas distâncias de cruzeiro. Com essa tecnologia, o barco não emite gases nocivos, minimizando impactos ambientais — quase que inevitáveis em grande parte das embarcações ao redor do mundo.
Foto: MASK Architects / Divulgação
Segundo o portal DesignBoom, os geradores convencionais são superados graças às turbinas hidrelétricas do ONYX H2-BO 85, que são capazes de capturar a energia cinética da água circundante, permitindo assim a geração e o armazenamento de hidrogênio a bordo, o que elimina a necessidade de grandes reservas de combustível.
Foto: MASK Architects / Divulgação
Ou seja, a embarcação deixa de depender de combustíveis fósseis (recursos naturais não-renováveis), já que a tecnologia utilizada é capaz de fornecer energia facilmente acessível durante a navegação ou ancoragem em baixa velocidade.
Este notável navio não só anuncia uma nova era de sustentabilidade na indústria náutica, mas também estabelece novos padrões de luxo e consciência ecológica – MASK Architects em postagem no Instagram
O ONYX H2-BO 85 se destaca não somente por ser um megaiate sustentável, mas também por seu visual. A embarcação de 85 metros de comprimento tem um exterior refinado e, por dentro, é repleta de elegância e muito luxo.
Segundo a MASK Architects, o visual do barco se deu graças aos designers de interiores renomados que trabalharam juntos em cada detalhe do barco. Os profissionais buscaram combinar materiais refinados com tecnologia de ponta a elementos sustentáveis, para que, assim, a embarcação tivesse um ambiente convidativo e ainda ecologicamente correto.
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
Muitas pessoas passam anos se planejando para conhecer um único local especial em algum lugar da Terra. Mas e como seria ver de perto as 7 Maravilhas do Mundo Moderno em uma única viagem? Ou melhor, quanto custaria essa essa experiência?
A expedição Azamara World Tour, operada pela empresa Azamara, vai proporcionar um cruzeiro de luxoa bordo do navioAzamara Onward. A embarcaçãodará uma volta ao mundo em 2026 durante 155 dias, passando por 36 países e, claro, pelas 7 Maravilhas do Mundo Moderno.
Foto: Azamara / Divulgação
Partindo de Miami (EUA) e terminando em Barcelona (Espanha), o cruzeiro passará por Chichén Itzá (México), Cristo Redentor (Brasil), Taj Mahal (Índia), Machu Picchu (Peru), Coliseu de Roma (Itália), Grande Muralha (China) e Petra (Jordânia).
Os hóspedes terão ainda a oportunidade de conhecer lugares como a Ilha de Páscoa, Polinésia Francesa, Nova Zelândia, Austrália, Vietnã, Tailândia, Grécia e Mônaco.
O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, é uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno
Inaugurado em maio de 2022, o navio Azamara Onward conta com 278 cabines, que acomodam até 684 passageiros. A embarcação dispõe de sete restaurantes, cafés e lounges, além de piscina e um spa. Os viajantes terão acesso a um concierge em cada destino, para ajudar no planejamento de experiências.
Foto: Azamara / Divulgação
Carol Cabezas, presidente da Azamara, disse em comunicado à imprensa que “nosso cruzeiro mundial 2026 oferece aos hóspedes a oportunidade única de descobrir uma nova perspectiva sobre uma ampla variedade de culturas e visitar todas as 7 Maravilhas do Mundo, enquanto desfrutam de alguns dos eventos mais exclusivos e com curadoria especial ao longo deste itinerário emocionante”, finalizou.
Foto: Azamara / Divulgação
A expedição para conhecer as 7 maravilhas ao redor do mundo será apenas a terceira do navio, uma vez que outras duas viagens vão acontecer em 2024 e 2025.
Foto: Azamara / Divulgação
Mas quanto um interessado no cruzeiro de luxo vai precisar desembolsar para viver essa experiência? Os preços podem chegar a US$ 157 mil (aproximadamente R$ 800 mil em valores convertidos em outubro de 2023) na suíte mais luxuosa e US$ 39 mil (quase R$ 200 mil) na cabine mais simples, sem janela, por pessoa.
Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico
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