Vitrine estratégica: Schaefer Yachts levará quatro lanchas de peso ao Salvador Boat Show

2ª edição do evento terá presença do estaleiro catarinense pela segunda vez. Conheça os modelos!

Por: Nicole Leslie -
13/10/2025

O Salvador Boat Show receberá, pela segunda vez, embarcações da Schaefer Yachts. Nesta edição, que promete reunir mais de 40 barcos na Bahia Marina, o renomado estaleiro catarinense apresentará quatro lanchas de destaque: Schaefer 450, Schaefer 600, Schaefer 660 e Schaefer 770.

Os visitantes poderão conhecer as embarcações de perto e ainda terão a possibilidade de agendar test-drives durante o evento. Conheça um pouco sobre cada barco!

Schaefer 770: o gigante do estande

Schaefer 770, antes da remodelação de interiores. Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

Com 23,54 metros de comprimento, capacidade para até 25 pessoas durante o dia e 11 no pernoite, a Schaefer 770 é o maior modelo que estará no salão náutico baiano. O flybridge espaçoso leva banheira de spa, bar, churrasqueira e sofá para seis pessoas, além do posto de comando.

Schaefer 770 com flybridge remodelado leva banheira com face em vidro. Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

No convés inferior, as varandas laterais e o deque nivelado criam uma integração fluida entre os ambientes internos e externos, conectando sala, cozinha, bar, praça de popa e o mar.

Schaefer 660: conforto e sofisticação

Schaefer 660 no Salvador Boat Show 2024. Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

Já conhecida do público baiano, a Schaefer 660 retorna ao evento após ter sido exibida na primeira edição. Entre seus diferenciais estão o móvel gourmet embutido na popa, plataformas laterais dobráveis, convés principal nivelado, suíte master com entrada independente e três suítes para hóspedes.

Schaefer 600: o lançamento do ano

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Lançada em abril no Rio Boat Show 2025, a Schaefer 600 fará sua estreia no Nordeste durante o salão baiano. O modelo preencheu a lacuna entre as Schaefer 510 e 660, com três suítes bem distribuídas — incluindo a principal à meia-nau — e amplas varandas laterais.

Schaefer 450: estilo em menor escala

Schaefer 450 no Salvador Boat Show 2024. Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

Para completar a seleção, a Schaefer 450 reúne atributos de embarcações maiores, como suíte à meia-nau, varanda lateral, churrasqueira retrátil de popa e flybridge amplo. O modelo combina praticidade com o luxo característico da marca.

Expansão e conexão com novos públicos

Na primeira edição do evento, em 2024, representantes da Schaefer Yachts destacaram a importância de participar do salão baiano para ampliar a base de clientes e fortalecer o relacionamento com marinas locais. O evento no Nordeste também funciona como uma vitrine estratégica para alcançar novos olhares do mercado náutico.

Salvador Boat Show, no Nordeste, também funciona como uma vitrine estratégica para a marca. Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

A confirmação da presença da marca pelo segundo ano consecutivo reforça essa estratégia de consolidação de imagem e expansão de público. No ano passado, a Schaefer levou para a Bahia Marina os modelos Schaefer 510, Schaefer 400, Schaefer 660 e Schaefer 450.


Salvador Boat Show 2025

Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.

Salvador Boat Show, em 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

O salão náutico oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.

 

O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).

 

Anote aí!

Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025
OndeBahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, bairro do Comércio, Salvador-BA)
Horário
: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h.
Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas

 

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    Barcos, jet elétrico e off-roads: saiba o que a Ventura promete para o Salvador Boat Show

    Marca exibirá nada menos que dez produtos no evento, que acontece de 30 de outubro a 2 de novembro

    Por: Nicole Leslie -

    A definição de “experiência completa” cabe bem à Ventura. Além de estaleiro, a marca também aposta em veículos off-road, elétricos e acessórios, compondo um lifestyle próprio. Presença frequente nos principais salões náuticos do país, a empresa estará no Salvador Boat Show 2025 com um estande recheado: serão dez produtos entre lanchas, jet elétrico, bikes e quadriciclos.

    Para os apaixonados por navegação, a Ventura levará três lanchas: duas unidades da V300 Crossover — em versões com motor centro-rabeta e dupla motorização de popa — e a V370 Crossover, recém lançada ao mercado no último São Paulo Boat Show, em setembro.

    Ventura V300 Crossover foi exibida no Salvador Boat Show em 2024. Foto: Gabriel Alencar/ Revista Náutica

    A V370 chama atenção pelos diferenciais dentro e fora da embarcação. Na área externa, a plataforma gourmet foi ampliada para receber mais convidados do que o comum em barcos de 37 pés. Já no interior, duas cabines fechadas com porta oferecem mais privacidade e conforto.

    Nova Ventura V370 por dentro. Foto: RP / Revista Náutica

    As versões da V300, por sua vez, mostram na prática como diferentes configurações de motorização impactam não só o desempenho e consumo, mas também o visual da embarcação — ampliando as possibilidades de personalização para diferentes perfis.

    Ventura V300 Crossover, no Salvador Boat Show 2024. Foto: Gabriel Alencar/ Revista Náutica

    Outro destaque nas águas será o jet 100% elétrico Ventura Orca Performance by Taiga, já testado por NÁUTICA. O modelo dispensa o uso de combustível, não emite ruídos nem odores e oferece uma navegação silenciosa e sustentável.

    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

    Segundo a marca, o Orca atinge velocidade máxima de 100 km/h e entrega até 120 kW de potência de pico (160 cv) e 170 Nm de torque. A bateria tem autonomia para até duas horas de uso e pode ser carregada facilmente em qualquer tomada padrão.


    O catálogo elétrico não para por aí. A Ventura também apresentará duas unidades da Ventura Brat — bike elétrica com suspensão dianteira e traseira, motor de 750 W e freios a disco hidráulicos. Com autonomia de até 112 km e tempo de recarga de cerca de 7 horas, o modelo é oferecido nas cores azul e preto.

     

    Para completar o pacote de experiências, quatro quadriciclos da linha ATV também estarão no estande. Voltados aos aventureiros de terra firme, os modelos prometem atrair visitantes que buscam velocidade e adrenalina fora da água, são eles:

    • Ventura M250
    • Ventura 500 Pro Max
    • Ventura Landforce 550
    • Ventura Landforce 650

    Salvador Boat Show 2025

    Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.

    Salvador Boat Show, em 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

    O salão náutico oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.

     

    O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).

     

    Anote aí!

    Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025
    OndeBahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, bairro do Comércio, Salvador-BA)
    Horário
    : 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h.
    Mais informações: site do evento
    Ingressos: site oficial de vendas

     

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      “Maldivas brasileira”: conheça a Ilha dos Cocos, em Paraty (RJ)

      Com águas cristalinas e cenários paradisíacos, a Ilha dos Cocos tem conquistado turistas. Conheça o destino!

      Por: Nicole Leslie -

      Que tal ir para as Maldivas… sem sair do Brasil? Brincadeiras à parte, uma praia brasileira tem atraído turistas por parecer uma “prima distante” do famoso destino asiático. Trata-se da Ilha dos Cocos, em Paraty, no Rio de Janeiro.

      Com águas cristalinas em tons de azul-turquesa e natureza de tirar o fôlego, o local vem ganhando popularidade sob o apelido de “Maldivas brasileira”. No mar, é possível observar cardumes de peixes e outros animais, cercados por um cenário de vegetação exuberante.

      Foto: Lanchas Kadosh, via Trip Advisor / Divulgação

      O acesso à “Maldivas brasileira” é feito apenas por barco. A ilha fica a cerca de uma hora de navegação para quem parte do cais central de Paraty. Empresas locais oferecem transporte regular, com saídas frequentes ao longo do dia.

      Ilha dos Cocos, Paraty (RJ). Foto: Denise K, via Trip Advisor / Divulgação

      Outra opção é embarcar em passeios de escuna. A rota leva os visitantes até a Ilha dos Cocos e inclui paradas para mergulho e contemplação das paisagens ao redor — um dos momentos mais aguardados.

      Foto: Escuna Vitoria V, via Trip Advisor / Divulgação

      Embora a Ilha dos Cocos só possa ser acessada por água, a cidade-base de Paraty é bem conectada por terra. Localizada a cerca de cinco horas de carro do Rio de Janeiro, a cidade pode ser alcançada de carro, ônibus ou avião até a capital, com trecho final pela estrada.


      Quem parte de São Paulo também não está tão distante: são aproximadamente seis horas de viagem em terra. Para quem vem de fora, é possível voar até a capital paulista e seguir de carro ou ônibus até Paraty.

      Mais fotos da Ilha dos Cocos, em Paraty, a “Maldivas brasileira”

      Ilha dos Cocos guarda águas cristalinas e cenários de tirar o fôlego. Foto: Lancha Cherry Paraty, via Trip Advisor / Divulgação
      Cardume de peixes nas águas da Ilha dos Cocos, em Paraty (RJ). Foto: Juliana Sabino, via Trip Advisor / Divulgação
      Foto: Ocean Vibes Tour, via Trip Advisor / Divulgação
      Foto: Andre Salazar, via Trip Advisor / Divulgação

       

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        É possível restaurar o gelcoat do seu barco? Saiba o passo a passo e os riscos de fazer sozinho

        NÁUTICA conversou com especialistas e traz prós e contras de assumir a restauração por conta própria

        Por: Nicole Leslie -

        Quando os arranhões no casco são pequenos e superficiais, é possível fazer o reparo do gelcoat por conta própria — desde que com atenção e cuidado. A prática, mais comum entre proprietários mais detalhistas, pode devolver brilho e uniformidade à embarcação, mas também traz riscos, especialmente quando feita sem conhecimento técnico.

        Para entender melhor quando vale ou não a pena recorrer ao estilo “faça você mesmo”, a reportagem de NÁUTICA ouviu especialistas com experiência na área. Entre eles, Manuel Messias, profissional com mais de 20 anos em pintura de gelcoat.

        Quando vale fazer sozinho — e quando chamar um profissional

        A restauração por conta própria costuma funcionar bem em casos de riscos leves ou pequenas bolhas superficiais. O custo é menor e, com atenção, o conserto pode ser feito em um único dia. Por outro lado, danos mais profundos, volumosos ou perfurações exigem técnicas de laminação e acabamento mais avançadas — e aí o indicado é recorrer a um especialista.

        Foto: RuslanOmega / Envato

        Entre os prós do reparo caseiro, estão a economia de mão de obra e a agilidade. Já entre os contras, está o risco de desperdício de produto e de um acabamento irregular, caso a mistura do gelcoat com o catalisador não seja feita corretamente. A proporção precisa ser exata.

        Se houver catalisador demais, a massa escurece e resseca. Se faltar catalisador, o produto não seca– alerta Messias

        Antes de aplicar no casco, o ideal é testar a mistura em uma superfície separada — como um pedaço de fibra solta ou papelão — para garantir que o ponto esteja correto.

        Passo a passo para restaurar o gelcoat do barco

        1: Avalie a ranhura

        O primeiro passo é avaliar a profundidade da avaria. Se o risco for raso, basta remover as rebarbas com uma lixa grossa (60 ou 80), tomando cuidado para não nivelar demais a superfície.

        2: Limpe bem o casco

        Em seguida, a limpeza é fundamental: use estopa com acetona para tirar poeira, resíduos e oleosidades que possam comprometer a aderência do produto.

        Foto: Revista Náutica

        3: Prepare a mistura

        Com a área limpa, é hora de preparar a mistura de gelcoat com o catalisador. Essa etapa exige atenção: a proporção recomendada varia de acordo com a marca — e respeitá-la evita retrabalho. Uma aplicação-teste ajuda a prever a cura e a cor.

        4: Aplique o gelcoat

        Depois de pronta, a aplicação deve ser feita com espátula ou lâmina, espalhando o produto de forma uniforme apenas onde necessário e evitando excessos. Quanto mais exagerada a camada, mais trabalho será necessário no lixamento posterior.

        Foto: Revista Náutica

        Atenção: a cura geralmente leva de duas a quatro horas, mas é importante seguir as instruções da embalagem e observar se o gelcoat secou completamente. Por isso o teste prévio é importante.

        5: Lixe a aplicação

        Com a superfície seca, começa o acabamento. Lixe a área com lixa d’água 360 e vá diminuindo gradualmente até 600, para nivelar e dar suavidade. Se notar falhas após esse processo, repita a aplicação e o lixamento nas áreas necessárias.

        6: Encere o gelcoat:

        Para finalizar, encerar é indispensável para um acabamento premium. A cera protege a pintura, evita manchas e ajuda a uniformizar o brilho do casco. Após a aplicação, basta retirar o excesso com estopa.

        Quando o dano é mais grave

        Se o casco sofreu uma batida mais forte a ponto de perfurar a laminação, o conserto deve começar por dentro — com aplicação de manta, tecidos e resina — para devolver a resistência estrutural. Somente depois disso o gelcoat pode ser aplicado na parte externa, seguindo o passo a passo anterior.


        Nesse cenário, tentar “tapar” o buraco apenas por fora é um erro que pode comprometer a integridade do casco e causar problemas ainda maiores no futuro. Por isso, caso os problemas sejam maiores o indicado é deixar nas mãos de especialistas.

        Riscos e cuidados importantes

        Embora simples na aparência, o processo de restaurar o gelcoat do barco exige precisão. Trabalhar com o produto envolve vapores químicos que precisam de manuseio seguro. Por isso, o uso de luvas, máscara e óculos de proteção é indispensável. Também é importante atuar em local ventilado e com temperatura adequada para a cura.

         

        Como resume Messias, “é possível dar um bom acabamento sozinho, desde que se tenha paciência, atenção aos detalhes e consciência de que dificilmente ficará igual ao trabalho profissional”. A escolha final depende do tamanho da avaria, da sua habilidade e da expectativa de resultado.

         

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          Tesouro avaliado em US$ 1 milhão é recuperado na “Costa do Tesouro” da Flórida

          Milhares de moedas foram encontradas no fundo do mar, mas águas prometem revelar ainda mais segredos

          Por: Nicole Leslie -
          12/10/2025

          Mais de mil moedas de prata e cinco de ouro foram recuperadas recentemente na costa da Flórida, em uma das maiores descobertas ligadas à lendária frota espanhola de 1715. O achado, avaliado em cerca de US$ 1 milhão, reacende dúvidas e curiosidade pelo o que acredita-se ser um dos maiores tesouros perdidos das Américas.

          As moedas, conhecidas como reales (de prata) e escudos (de ouro), estavam enterradas sob séculos de areia e sal. Muitas ainda exibem datas e marcas de cunhagem visíveis, o que as torna preciosas para historiadores e colecionadores.

          Foto: 1715 Fleet – Queens Jewels, LLC / Divulgação

          Segundo a 1715 Fleet – Queens Jewels, LLC, empresa responsável pelo achado, a quantidade de moedas encontradas em uma única operação foi a maior dos últimos 35 anos. A equipe, comandada pelo Capitão Levin Shavers a bordo do M/V Just Right, realizou o resgate durante a temporada de verão de 2025 nos Estados Unidos, de 20 de junho a 22 de setembro.

          Encontrar mil moedas em uma única recuperação é raro e extraordinário– disse Sal Guttuso, Diretor de Operações, em comunicado

          Foto: 1715 Fleet – Queens Jewels, LLC / Divulgação

          Um baú perdido no tempo

          O estado de conservação dos objetos sugere que eles pertenciam ao mesmo baú ou carregamento. A região onde o tesouro foi descoberto, chamada de “Costa do Tesouro” pelos mergulhadores, é conhecida justamente por abrigar vestígios da frota espanhola que naufragou há mais de 300 anos.

          Mergulhador Luke (à esq.) e Capitão Levin (À dir.). Foto: 1715 Fleet – Queens Jewels, LLC / Divulgação

          As escavações seguem normas definidas pela 1715 Fleet – Queens Jewels, única empresa licenciada para atuar oficialmente nos destroços. Agora recuperadas, as moedas passarão por um processo de conservação antes de serem exibidas em museus.


          1715 Treasure Fleet

          Em 31 de julho de 1715, uma poderosa tempestade destruiu uma frota espanhola de onze navios que transportava ouro, prata e joias do México, Peru e Bolívia para a Espanha. Estima-se que US$ 400 milhões em riquezas tenham sido perdidos na tragédia, que ficou marcada na história como “1715 Treasure Fleet”, ou a frota do tesouro de 1715.

          Foto: 1715 Fleet – Queens Jewels, LLC / Divulgação

          O episódio transformou o litoral da Flórida em um verdadeiro cemitério de navios e tesouros submersos, batizado de “Costa do Tesouro”. Desde então, mergulhadores e arqueólogos vêm encontrando fragmentos dessa história, que permanece viva sob o fundo do mar.

           

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            Marina Itajaí conquista certificação internacional Bandeira Azul pela 5ª vez consecutiva

            Palco do Boat Show de Itajaí, local recebeu um dos reconhecimentos mais prestigiados de sustentabilidade do mundo

            11/10/2025

            Pela 5ª vez consecutiva, a Marina Itajaí — sede do Boat Show em Itajaí — conquistou a certificação internacional da Bandeira Azul, um dos reconhecimentos mais prestigiados de sustentabilidade no mundo. O certificado atesta o compromisso com práticas rigorosas de gestão ambiental, excelência na qualidade da água, segurança e educação verde.

            Este ano, o júri internacional aprovou dez marinas do país que se encaixavam nos critérios pedidos pela dinamarquesa Foundation for Environmental Education (FEE), entidade responsável pela iniciativa. Coordenado no Brasil pelo Instituto Ambientes em Rede (IAR), o selo avalia 38 critérios, desde a preservação da biodiversidade marinha e segurança náutica até a gestão de resíduos.

            Marina Itajaí, durante o Marina Itajaí Boat Show 2025. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

            Manter a Bandeira Azul é uma prova da dedicação da nossa equipe e do compromisso em oferecer uma experiência ambientalmente responsável aos nossos clientes, aos visitantes e à cidade– destaca Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí

            O complexo náutico adota. desde o início de suas operações. tecnologias limpas e práticas eficientes, segundo a marina. Detentora da certificação ISSO 14001, o local conta com Sistema de Gestão Ambiental (SGA) focado na melhoria contínua e no uso eficiente de recursos naturais.

             

            Entre as iniciativas de destaque estão:

            • Energia limpa: possui módulos fotovoltaicos instalados em uma área de 700 m², além de sistemas de captação e reaproveitamento de água da chuva;
            • Combustível de baixa emissão: disponibiliza o Óleo Diesel Verana, que apresenta um menor nível de emissão de poluentes, além de pontos de carregamento para carros elétricos disponíveis aos clientes;
            • Ações ambientais ativas: é parceira de projetos como “Mares Limpos” da ONU, o mutirão “Baía Limpa” e o “Juntos Pelo Rio”, voltados à preservação dos recursos hídricos;
            • Gestão de água: tem monitoramento contínuo da qualidade da água e tratamento de efluentes, demonstrando a preocupação com o ecossistema local.

            Ao todo, a estrutura da marina conta com capacidade para comportar 355 embarcações em vagas secas e molhadas, modernos equipamentos de transporte e manutenção, posto de combustível náutico, loja de conveniência, área gastronômica e monitoramento 24h.

            Foto: Marina Itajaí/ Divulgação

            Além disso, o local é palco do Marina Itajaí Boat Show, que viveu uma 3ª edição de muito sucesso em 2025. O maior evento náutico do Sul do país teve recorde de público com 22 mil visitantes, lançamentos globais e mais de 70 expositores.

             

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              Estaleiro atracará no salão náutico com novidades deste ano; evento acontecerá de 30 de outubro a 2 de novembro

              10/10/2025

              Mesmo jovem, o estaleiro Ross Mariner, fundado em 2022, atracará no Salvador Boat Show 2025 com muita bagagem e novidades. Confirmada no maior evento náutico da Bahia, a marca exibirá três lanchas de entrada, sendo duas delas lançadas ainda em 2025.

              O evento, que ocorre de 30 de outubro a 2 de novembro, na Bahia Marina, receberá os seguintes modelos da Ross: a SLR260 Fusion, a SR220 Icon e a SR200 Vector — as duas últimas foram lançadas ainda em 2025, em outros eventos organizados pelo Boat Show.

              SLR260 Fusion, que estará no Salvador Boat Show. Foto: Ross Mariner/ Divulgação
              SLR260 Fusion, que estará no Salvador Boat Show. Foto: Ross Mariner/ Divulgação

              A mais recente é a SR200 Vector, lancha de 20 pés que ganhou o mercado no São Paulo Boat Show, em setembro. Considerada a grande aposta do estaleiro, o barco é uma versão melhorada da 190 Pro Series, desenhada do zero pelo projetista Marcos Zenas.

              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

              Em 20 pés (6,1 metros de comprimento), a Ross SR200 Vector combina robustez e proteção contra vento. O design é totalmente inédito para o estaleiro e, por ser rebocável, permite navegar tanto em águas doces quanto salgadas — sejam calmas ou agitadas.

              Lancha feita para perdurar por muitos anos como o primeiro barco de imponência– afirmou Márcio Ishikawa, CEO da Ross, no São Paulo Boat Show 2025

              Outra novidade lançada este ano foi a SR220 Icon — já testada por NÁUTICA —, apresentada pela primeira vez no Rio Boat Show, em abril. Segundo a marca, seus diferenciais estão na navegação segura e flutuabilidade, por conta do casco projetado para enfrentar os mares e o costado alto.

               

               

              A lancha de 22 pés ostenta design esportivo e acomoda até dez pessoas. A motorização fica por conta de um motor de 115 a 200 hp. Quem quiser adquirir esse modelo terá várias opções de personalização: com banheiro fechado; com sanitário elétrico; sem targa; com targa em inox tubular; ou com targa em fibra.

              SR220 Icon. Foto: Ross Mariner/ Divulgação

              Por último, mas não menos importante: a SLR260 Fusion — também testada por NÁUTICA — é outro barco da Ross que estará no Salvador Boat Show 2025. Já um grande sucesso da marca, a 26 pés possui um layout interno espaçoso e o maior banheiro da categoria, segundo a empresa, que é privativo e tem 1,56 metro de pé-direito.

               

               

              O barco possui as versões open ou cabinada e motor de popa ou centro. Em ambas as configurações, a embarcação oferece uma área gourmet com pia, geleira de 30L, lixo em acrílico e bancos laterais com encosto rebatível conversíveis em banco ou solário de proa.

              Salvador Boat Show 2025

              Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.

              Salvador Boat Show, em 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              O salão náutico oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.


              O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).

               

              Anote aí!

              Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025
              OndeBahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, bairro do Comércio, Salvador-BA)
              Horário
              : 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h.
              Mais informações: site do evento
              Ingressos: site oficial de vendas

               

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                Como não desanimar da construção de um barco no meio do caminho?

                Planejou, começou, avançou e... parou? Retome a produção da sua embarcação com essas dicas

                Por: Redação -

                Quem acompanha a série “Construção do Veleiro Bravura“, no Canal Náutica do YouTube, certamente já se perguntou em algum momento: “como ele não desistiu até agora?” A série mostra a jornada de um construtor amador na produção de um barco a vela do zero.

                Assim como na série, quem se propõe a cumprir essa tarefa árdua está disposto a enfrentar desafios em vários sentidos. Afinal, para construir uma embarcação, é preciso de muitos recursos — onde o dinheiro é apenas um deles.

                Angelo Guedes, construtor amador da série “Construção do Veleiro Bravura”. Foto: Revista Náutica

                Tempo, coragem, disposição, preparo… Tudo isso exige demais do construtor, que pode eventualmente desistir do projeto, mesmo com ele já em andamento. Mas, quando a vontade de largar tudo bater, o que fazer?


                O segredo está no planejamento da construção do barco. Primeiro, escolha um bom projeto e pesquise muito bem o assunto, antes de começar a obra. Assim, você evitará dor de cabeça e estará preparado para o que vier pela frente.

                Foto: Pressmaster/ Envato

                Depois, durante a produção, faça alterações no desenho original apenas se o projetista autor da criação for consultado — porque só ele saberá dar alternativas certeiras para o objetivo desejado. Ou seja: sem inventar nada da sua cabeça.

                 

                Por fim, deve-se ter em mente que a parte mais cara da construção amadora de qualquer barco vem só depois de terminado o casco. Portanto, reserve fôlego e bolso para isso.

                 

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                  Estudo inédito diz que capitão do famoso naufrágio de Endurance sabia de riscos da embarcação

                  Pesquisador afirma que algumas falhas já eram conhecidas pela tripulação antes mesmo do veleiro iniciar viagem

                  Por: Nicole Leslie -

                  O famoso navio Endurance, que afundou em meio ao gelo antártico em 1915 sob comando de Sir Ernest Shackleton, já foi alvo de muitos estudos — e agora mais um veio à tona. O professor e pesquisador Jukka Tuhkuri, da Universidade Aalto (Finlândia), publicou um artigo inédito que revela novos bastidores desse caso histórico. Entre eles, a tese de que o capitão sabia dos riscos da embarcação antes mesmo de iniciar a viagem.

                  O Endurance fez parte da famosa expedição de Shackleton à Antártica, que navegou pelo Mar de Weddell em 1915. Por muitos anos, acreditava-se que o navio era extremamente resistente e quase inabalável.

                   

                  O novo estudo, porém, quebra essa ideia. Publicado na revista científica Polar Record em 2025, o artigo reúne análises de documentos oficiais, como diários e cartas, além de uma revisão técnica da estrutura do navio no contexto da época.

                  Professor e pesquisador Jukka Tuhkuri, nome à frente do novo estudo. Foto: Jaakko Kahilaniemi / Universidade Aalto / Divulgação

                  As aparências enganam

                  Entre as conclusões de Jukka Tuhkuri está a de que o Endurance não era o navio mais forte de sua época e possuía pontos fracos já no desenho estrutural. A sala de máquinas, por exemplo, tinha menos vigas de reforço do que o ideal para suportar a pressão do gelo antártico.

                  A popa do Endurance submersa com o nome e a emblemática estrela polar. Foto: Falklands Maritime Heritage Trust / Divulgação

                  Embora o leme tenha sido arrancado durante a destruição do navio, Tuhkuri mostra que ele não foi o principal fator do afundamento. O golpe decisivo pode ter sido o deslocamento da quilha — a estrutura central que dá sustentação ao casco.


                  O estudo também conclui que o navio foi esmagado pelo gelo, que fez pressões laterais tão intensas que provocaram rupturas internas no casco. Tuhkuri ainda comparou o Endurance com outros navios polares contemporâneos e observou que muitos tinham reforços diagonais para resistir melhor às pressões — algo que o Endurance não possuía.

                  Fica evidente que Shackleton estava bem ciente das fraquezas do Endurance, mesmo antes de sua expedição partir para a Antártida– escreveu Tuhkuri

                  O pesquisador ressalta que Shackleton e outros tripulantes sabiam das fragilidades do navio antes mesmo da partida. Em cartas escritas antes da expedição, o comandante expressou preocupação com a força da embarcação — mas não o suficiente para desistir da jornada.

                  Cortes transversais idealizados de antigos navios antárticos. À esquerda, modelo do Endurance. À direita, modelo de outros navios polares da mesma época. As setas representam a pressão causada pelo gelo. Foto: Pesquisa “Por que o Endurance afundou?” / Polar Record / Divulgação

                  História resiste embaixo d’água

                  Depois de 107 anos sob as gélidas águas do Mar de Weddell, o Endurance foi encontrado em março de 2022, a cerca de 3 mil metros de profundidade, por cientistas da missão Endurance22. As imagens subaquáticas da expedição, analisadas por Tuhkuri, são compatíveis com suas hipóteses sobre o deslocamento da quilha.

                  Leme do Endurance na popa. Foto: Falklands Maritime Heritage Trust / Divulgação

                  As fotos também mostram que o leme foi encontrado próximo à popa (parte de trás do navio), confirmando que ele foi arrancado durante o colapso do casco. Mas, embora o estudo esclareça vários pontos, ainda há perguntas em aberto nessa investigação.

                   

                  Algumas partes danificadas podem estar enterradas sob sedimentos, ocultando outros danos estruturais. Tuhkuri também observa que, embora o comandante soubesse da necessidade de reforços, não há registros claros sobre por que o Endurance não recebeu essas melhorias antes de partir rumo à Antártica.

                   

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                    Senado instala Frente Parlamentar da Economia do Mar e inaugura novo capítulo do setor náutico; Entenda

                    Iniciativa marca novo momento político para o setor náutico brasileiro e reúne lideranças do país

                    Por: Nicole Leslie -
                    09/10/2025

                    O Senado Federal instalou, nesta quarta-feira (8), a Frente Parlamentar da Economia do Mar, com a adesão de 29 senadores e presidência do senador Esperidião Amin. O novo grupo tem como objetivo fortalecer a infraestrutura portuária e aquaviária do país e debater políticas públicas voltadas ao setor náutico, transporte marítimo, pesca, turismo e sustentabilidade dos oceanos.

                    A iniciativa foi promulgada na última semana, dia 2 de setembro, pelo presidente do Senato Davi Alcolumbre (União-AP) e instalada em tempo recorde. A expectativa é que, em breve, a iniciativa se torne uma Frente Mista, já que 23 deputados federais também assinaram o termo de adesão.

                    Senador Esperidião Amin. Foto: YouTube TV Senado / Reprodução

                    A criação da Frente representa um marco político para a economia do mar, considerada estratégica tanto para o desenvolvimento econômico quanto para a preservação ambiental. O Almirante de Esquadra Arthur Fernando Bettege, da Marinha do Brasil, destacou a relevância do movimento.

                    Temos a plena convicção de que a economia do mar é um vetor essencial para o desenvolvimento nacional, pois o futuro do Brasil está no mar ou dele depende– afirmou Bettege

                    Entre os parlamentares presentes, o deputado Claudio Cajado (PP-BA) ressaltou que a Frente cria um novo canal de interlocução com a sociedade civil organizada, o que é importante para que os políticos possam ouvir críticas, sugestões e opiniões. Segundo ele, o grupo será essencial para alinhar políticas públicas às demandas e necessidades reais do setor náutico.


                    A secretária do Mar de Salvador, Maria Eduarda Lomanto, também destacou a importância da articulação política e afirmou que o Brasil tem potencial para se tornar um grande expoente da chamada Economia Azul no cenário internacional.

                    Indústria náutica no centro do debate

                    Além de parlamentares e autoridades públicas, representantes de peso da indústria náutica participaram da cerimônia e defenderam políticas que estimulem — e não travem — o crescimento do setor.

                     

                    O presidente da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos (Acobar), Eduardo Colunna, destacou o papel estratégico da indústria náutica tanto na economia quanto no meio ambiente. Ele citou, inclusive, projetos voltados à descarbonização já em desenvolvimento no país, como o Projeto JAQ.

                    Eduardo Colunna, presidente da Acobar. Foto: YouTube TV Senado / Reprodução

                    Segundo Colunna, embora a indústria náutica ainda seja uma das que mais poluem no mundo — mesmo que em menor escala que a automotiva —, iniciativas tecnológicas vêm avançando para mudar esse cenário. Um exemplo é o navio de exploração Explorer H1, do Projeto JAQ, que será apresentado na COP30, em Belém.

                     

                    A embarcação opera com sistemas movidos a hidrogênio, com emissão de carbono reduzida em 80%. Essa inovação marca a primeira etapa de um plano para desenvolver embarcações autossustentáveis que utilizem o hidrogênio extraído da própria água onde navegam.

                     

                    O impacto econômico do setor foi outro destaque do evento, ressaltado pelo presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik. Ele defendeu que políticas públicas bem estruturadas podem impulsionar empregos e produção nacional, enquanto medidas tributárias equivocadas e restritivas podem gerar o efeito oposto, afastando o comprador brasileiro do produto nacional.

                    Por trás de cada barco produzido no país, há dezenas de empregos gerados– destacou Paciornik

                    Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica. Foto: YouTube TV Senado / Reprodução

                    Mobilização histórica do setor

                    A instalação da Frente Parlamentar é vista como uma conquista aguardada há anos pelos representantes da economia do mar. O presidente da Associação Náutica Brasileira (ACATMAR), Leandro Ferrari Lobo — conhecido como Mané Ferrari — fez um agradecimento especial ao Senador Esperidião Amin pelo apoio à iniciativa.

                    Vai ajudar muito nossa economia do mar nos quatro pilares de indústria, comércio, serviço e turismo. O setor náutico pode crescer muito e desenvolver um motor econômico do Brasil– disse Mané

                    Mané Ferrari, presidente da ACATMAR. Foto: YouTube TV Senado / Reprodução

                    Com a criação da Frente Parlamentar da Economia do Mar, o setor náutico ganha um espaço institucionalizado de diálogo com o poder público, abrindo caminho para políticas que fortaleçam a cadeia produtiva, gerem empregos e acelerem a transição para tecnologias mais limpas e sustentáveis no país.

                     

                    Assista à instalação da Frente Parlamentar da Economia do Mar, ocorrida nesta quarta-feira (8):

                     

                     

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                      De 26 a 50 pés: NX atracará no Salvador Boat Show 2025 com cinco lanchas

                      Estaleiro pernambucano levará seu maior barco ao evento, que ocorrerá de 30 de outubro a 2 de novembro, na Bahia Marina

                      Presente nos principais Boat Shows do país, a NX Boats não deixará de atracar na segunda edição do Salvador Boat Show, que ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos. Por lá, a marca exibirá lanchas de diferentes tamanhos, que vão dos 26 aos 50 pés.

                      Os modelos selecionados para o evento são a NX 50 Invictus Fly, a NX 44 by Pininfarina, a NX 41 Horizon, a NX 370 HT e a NX 260 Evolution. O salão náutico movimentará a Bahia Marina de 30 de outubro a 2 de novembro e os destaques da NX Boats poderão ser testados na água mediante agendamento prévio com a marca.

                      NX 44 by Pininfarina. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica

                      A NX 50 Invictus Fly, maior barco já lançado pelo estaleiro (14,98 metros) e inclusive já testado por NÁUTICA ostenta um flybridge amplo (8,5 m²), que conta com um posto de comando com banco duplo, sofás, solário de casal, móvel com pia e icemaker.

                       

                       

                      A proa tem uma verdadeira sala de estar com dois sofás, mesa e solário para quatro pessoas — o que a torna uma área perfeita para socializar aproveitando os dias de sol. Na parte interna, a suíte master ocupa todos os 4,05 metros de boca, oferecendo espaço digno de uma lancha de 60 pés.

                      NX 50 Invictus Fly. Foto: Revista Náutica

                      Mais da NX Boats no Salvador Boat Show 2025

                      NX 44 by Pininfarina

                      Outro barco da NX que promete atrair olhares na Bahia Marina é a NX 44 by Pininfarina — também já testada por NÁUTICA. A lancha de 13,77 metros possui uma conexão contínua entre espaços internos e externos, acomoda até 20 passageiros — com pernoite para quatro — e, entre outros destaques, carrega uma área gourmet completa e solário na proa, numa mistura de design e funcionalidade.

                       

                       

                      NX 41 Horizon

                      Lançada na 27ª edição do São Paulo Boat Show, em 2024, a NX 41 Horizon destaca-se, principalmente, pela passagem interna para a proa. Baseada na NX 400 HT Horizon, a lancha que estará no Salvador Boat Show tem uma popa maior, assim como o espaço do cockpit. O barco é homologado para até 20 passageiros e pernoite para cinco — dispostos em duas cabines.

                      NX 41 Horizon. Foto: NX Boats/ Divulgação

                      NX 370 HT

                      Com acabamento premium e estrutura de teto rígida, a NX 370 HT é ideal para quem busca conforto, segurança e praticidade em suas navegações. O barco de 37 pés (10,95 metros de comprimento) tem capacidade para 16 pessoas, com direito a quatro no pernoite.

                      NX 370 HT. Foto: NX Boats/ Divulgação

                      NX 260 Evolution

                      Mesmo com 26 pés, a NX 260 Evolution oferece um design exclusivo e alta performance digna de lanchas maiores. O modelo apresenta um layout dinâmico com destaque para a targa integrada e a entrada de ar, características do estaleiro. O perfil jovem e esportivo ainda entrega um cockpit elegante, acabamento premium, proporções compactas e interior moderno. Ao todo, o barco comporta até 12 pessoas.

                      NX 260 Evolution. Foto: NX Boats/ Divulgação

                      Salvador Boat Show 2025

                      Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.

                      Salvador Boat Show, em 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      O salão náutico oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.


                      O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).

                       

                      Anote aí!

                      Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025
                      OndeBahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, bairro do Comércio, Salvador-BA)
                      Horário
                      : 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h.
                      Mais informações: site do evento
                      Ingressos: site oficial de vendas

                       

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                        Mesmo abandonado, esse cachorro decidiu praticar a solidariedade — para que ninguém se sentisse sem amparo como ele já ficou. Batizado de Solovino, o cão, que hoje tem dona, ajuda filhotes de tartaruga-marinha a chegarem com segurança no mar na praia de Miramar, no México.

                        Como era de se esperar, as cenas de solidariedade rapidamente ganharam a internet. Feito de maneira espontânea, o ato começou a ser filmado pela tutora de Solovino, que criou perfis para o animal nas redes sociais que somam mais de 30 mil seguidores.

                        Foto: Instagram @solovino_dog/ Reprodução

                        Desovados na areia, os filhotes de tartarugas-marinhas nascem e, logo no começo da vida, já correm grande risco de serem capturados antes mesmo de alcançarem o mar. É nessa etapa, inclusive, que boa parte dos bebês são atacados por predadores.

                         

                        Mas é aí que entra o Solovino. Ele fica ao pé dos ninhos enquanto os ovos eclodem, os toca com o nariz e acompanha gentilmente os filhotes de tartaruga até o mar. Assim, além de impedir que os filhotes sejam devorados pelas gaivotas, ele garante que as tartaruguinhas completem sua primeira jornada com vida.

                         

                         

                        O gesto tocante — e digno de filme infantil — ganhou destaque na imprensa mexicana e serve como um lembrete: mais do que um cachorro, Solovino tornou-se um “guardião”.

                        O melhor amigo das… tartarugas

                        Pode-se dizer que Solovino é, de fato, um cachorro praieiro. Durante suas visitas constantes junto à tutora, ele nada, escava a areia, toma sol, rebola, salta entre as rochas e demonstra curiosidade com diferentes animais, como caranguejos.

                        Foto: Instagram @solovino_dog/ Reprodução

                        O cãozinho tinha uma família, mas foi abandonado entre as dunas. Segundo sua tutora, que frequenta a praia de Miramar, o cachorro começou a segui-la durante uma caminhada à beira-mar e a conexão foi imediata, então a moça decidiu dar-lhe uma nova oportunidade.

                        Foto: Instagram @solovino_dog/ Reprodução

                        Hoje em dia, Solovino tem uma casa confortável e não precisa mais se preocupar com o frio do inverno, tampouco com a triste dor do abandono. Mesmo sem falar uma palavra, seu propósito é quase sonoro: que nenhum animal fique sozinho e deixado à sorte, como ele ficou.

                         

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                          Frequentemente identificada durante as fiscalizações, a situação gera multas e traz risco eminente à vida dos passageiros

                          O verão está chegando e com ele inúmeros barcos passam a navegar nas águas brasileiras. Nesse momento, um risco recorrente — embora evitável — também ganha força: a famosa “pane seca” (ausência de combustível na embarcação). Não à toa, ainda em meio à primavera, a Marinha do Brasil (MB) já chama atenção para o tema com dicas de como evitá-lo.

                          Sair para se divertir com a família e os amigos e não conseguir retornar à costa pode transformar a experiência a bordo em um verdadeiro trauma. Além de um grande percalço, a pane seca traz risco eminente à vida dos passageiros, além de gerar multas.

                          Foto: Capitania dos Portos do Rio de Janeiro / Divulgação

                          Ainda assim, segundo a MB, a ausência de combustível a bordo é recorrente nas atividades de esporte, recreio e turismo náutico, sendo uma das ocorrências mais frequentes identificadas durante as fiscalizações. Tudo isso por uma causa simples: a falta de planejamento.

                          Quem se planeja, se protege

                          Negligenciar o planejamento de uma viagem vai muito além de não cumprir horários ou abandonar o check-list. No caso da pane seca, o condutor costuma se basear exclusivamente nos marcadores de nível de combustível, especialmente aqueles que desconhecem o consumo real dos motores de seu barco ou não levam em conta fatores externos, como correnteza e carga embarcada.

                           

                          Manutenções precárias ou tanques improvisados — o famoso “gato” — também deixam o navegador jogando contra o próprio time.


                          A ​Encarregada da Divisão de Inspeção Naval e Vistorias da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ), Primeiro-Tenente Camilla Marçal do Nascimento, ressalta as orientações previstas nas Normas da Autoridade Marítima (NORMAM), que recomendam a utilização da “regra de um terço” no cálculo do combustível. Ela ressalta que a pane seca é uma ocorrência evitável.

                          Trata-se de uma infração à segurança da navegação e essa negligência pode levar a autuações, multas e na abertura de um inquérito administrativo– destaca

                          Fica a dica!

                          Você já ouviu falar da “regra de um terço”? Essa é uma das orientações previstas nas NORMAM e destacada pela Primeiro-Tenente. Nela, recomenda-se “um terço de combustível para a ida, um terço para a volta e o restante como reserva de segurança.” Orientações adicionais ainda incluem:​

                          • Conhecimento profundo sobre a embarcação: entender o consumo exato do motor;​
                          • Reabastecer antes de sair: não confiar apenas no nível do tanque;​
                          • Levar em conta os fatores externos que afetam diretamente o consumo: vento, maré, correnteza e peso da carga;
                          • Revisão completa: antes de cada saída, verificar todo o sistema de combustível (mangueiras, filtros, conexões), o motor (óleo, correias, refrigeração) e o sistema elétrico.

                          A MB ainda reforça a importância do aplicativo NAVSEG (disponível para Android e IOS), ferramenta oficial da Marinha, para o registro do plano de viagem. O sistema permite à Autoridade Marítima o acesso prévio a informações sobre a rota planejada, o número de pessoas a bordo e o tempo estimado de retorno, o que agiliza o resgate em caso de emergência, como a pane seca.

                          Deu pane seca? Saiba o que fazer

                          Caso as medidas preventivas não sejam tomadas e a embarcação registre pane seca, a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ) orienta que a prioridade seja a segurança da tripulação e dos passageiros a bordo. As principais recomendações são:​

                          • Faça com que todos a bordo coloquem os coletes salva-vidas;
                          • Caso a profundidade no local permita, lance a âncora para evitar que a embarcação fique à deriva;​
                          • Comunique a emergência através da sinalização com luzes e apitos;
                          • Acione a Marinha do Brasil pelo rádio VHF, no canal 16, ou pelo telefone 185, disponível 24 horas;
                          • Se estiver usando o NAVSEG, a Marinha do Brasil terá condições de agilizar o resgate.

                          Enquanto aguarda o resgate, é recomendado ainda economizar bateria, atualizar a posição da embarcação e manter a tripulação e os passageiros calmos. Vale destacar que o uso de galões de combustível extra é desaconselhado pela MB devido aos riscos de manuseio e armazenamento. Apenas tanques portáteis homologados são admitidos em embarcações de esporte e recreio.

                           

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                            Navios naufragados após a Primeira Guerra Mundial tornaram-se um dos ecossistemas artificiais mais ricos do Atlântico

                            Tinha tudo para ser uma tragédia: a empresa americana Western Marine & Salvage, em 1929, incendiou 169 navios a vapor da Primeira Guerra Mundial em Mallows Bay, uma enseada rasa do rio Potomac, nos Estados Unidos. O que eles não esperavam, porém, é que as cinzas virariam fontes de vida marinha — ou melhor dizendo, um santuário ecológico.

                            Batizado de Santuário Marinho Nacional Mallows Bay – Rio Potomac, a região abriga hoje um dos ecossistemas artificiais mais ricos do Atlântico, onde a vida selvagem prospera entre destroços de embarcações calculadamente incendiadas que, à época, provocaram um cenário de destruição.

                            Frota Fantasma de Mallows Bay. Foto: NOAA/ Divulgação

                            A “Frota Fantasma de Mallows Bay”, como ficou conhecida, reúne hoje os destroços de 147 barcos que, no século passado, foram desmanchados após a Primeira Guerra Mundial. Eles pertenciam a chamada “Frota de Emergência”, navios construídos às pressas para cobrir o transporte de suprimentos e tropas.

                            O santuário marinho nacional está localizado no Rio Potomac, um rio de marés. Foto: NOAA/ Divulgação

                            No entanto, com o passar do tempo, as sobras dos barcos condenados começaram a formar um mosaico de biodiversidade. Dos navios enferrujados cresceram algas, que se espalharam entre vigas submersas. Ruínas viraram ninhos e uma espiral positiva tomou conta do local.

                            Uma águia-pesqueira pousa em seu ninho no santuário marinho nacional. Foto: Matt McIntosh/NOAA/ Divulgação

                            “Em muitos sentidos, esse evento foi catastrófico. Mas a vida é tão forte que pega algo assim e transforma em seu próprio habitat”, avalia David Johnston, professor na Universidade de Duke, em entrevista à revista Scientific American.

                             

                            Assim, o que poderia ser um cemitério de escombros tornou-se um laboratório a céu aberto, onde a história e a ecologia se entrelaçam.

                            Uma nova vida em meio ao velho

                            Por mais poético que possa parecer barcos incendiados virando abrigo para a vida na água, essa dinâmica já é bem conhecida pelos especialistas na área. Chamadas de “recifes artificiais”, as estruturas duras e estáveis logo tornam-se abrigos seguros e micro-habitats para espécies aquáticas.

                            Riacho atravessa um pântano de maré em Mallows Bay. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                            Em Mallows Bay, o processo foi intensificado pela dinâmica natural das marés. Acontece que, a cada enchente, os restos dos navios quebram a velocidade da água. Essa desaceleração faz com que a lama fina (silte) e as partículas em suspensão se depositem e acumulem dentro e em torno dos cascos dos barcos.

                            Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                            Com o passar dos anos, o silte acumulado vira um substrato estável e fértil. Logo, a vida terrestre brota com as sementes trazidas por aves e mamíferos. O solo germina e os cascos das embarcações se transformam em ilhas de vegetação no meio do rio — como se fosse um grande vaso de planta.

                            Você cria a estrutura, os animais a utilizam e, nesse processo, trazem sementes que geram ainda mais vida– resume Johnston

                            Isso porque o santuário ecológico, que possui 47 quilômetros quadrados — maior que a cidade de Balneário Camboriú (SC), por exemplo — , poderia ser maior. Afinal, após o desmanche, muitos navios se perderam em deslocamentos fluviais ou foram soterrados por sedimentos.

                            Reconhecimento tardio

                            Tudo o que envolve o santuário ecológico de Mallow Bays é acidental, assim como a sua descoberta. Johnston, que também comanda o Laboratório de Robótica Marinha e Sensoriamento Remoto da Universidade de Duke, notou junto a sua equipe um padrão intrigante nas águas do Potomac, com dezenas de formas semelhantes a cascos de navios.

                            Área protegerá naufrágios e outros artefatos que representam diversas eras da história do EUA. Foto: Matt McIntosh/NOAA/ Divulgação

                            Sem perder tempo, o biólogo mandou três drones para a região: um para mapear a frota, outra para focar em barcos individuais e a última para registrar vídeos em alta resolução. O resultado? Uma série de mapas compostos que entregaram a dimensão exata dos escombros.

                            A área de Mallows Bay é popular entre caiaques e pescadores recreativos. Foto: Matt McIntosh/NOAA/ Divulgação

                            Três anos depois, em 2019, o local foi designado oficialmente pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) e o Departamento de Recursos Naturais do Estado de Maryland como um Santuário Marinho Nacional, após a comprovação de que ele reunia um valor histórico, cultural e ambiental.

                            Esse trabalho nos dá uma linha de base para estudar como cada naufrágio evolui em termos de biodiversidade e função ecológica em meio às mudanças climáticas– explica o cientista

                            O próximo passo é descobrir o que mais essa frota esconde, como, por exemplo, uma variedade de epifauna (comunidade de animais que vivem sobre a superfície de um substrato em ambientes aquáticos) vivendo sobre os destroços dos navios, cenário esse que é bem provável.

                             

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                              Estaleiro reforçará compromisso com o mercado baiano no evento e já espera bons frutos

                              Por: Nicole Leslie -
                              08/10/2025

                              A Triton Yachts confirmou presença no Salvador Boat Show 2025 com três modelos campeões de vendas da marca. De 30 de outubro a 2 de novembro, as águas da Baía de Todos-os-Santos receberão a Triton 300 Sport, a Triton Flyer 34 T-TOP e a Triton Flyer 38 HT.

                              A primeira participação do estaleiro paranaense no salão náutico baiano chega em um momento de crescimento da marca no estado. Isso porque, em fevereiro deste ano, o estaleiro inaugurou sua revenda oficial Ultraboats Bahia — e vem colhendo bons resultados desde os primeiros meses.

                               

                              Com a nova base em Salvador, a Triton alcançou R$ 4,5 milhões em valor de produção e vendeu três embarcações em tempo recorde. “A demanda é tão expressiva que já temos uma fila de espera de seis meses”, disse Allan Cechelero, diretor da Triton Yachts.

                              Allan Cechelero, diretor da Triton Yachts; Foto: RP / Revista Náutica

                              Os números reforçam a potência do turismo náutico na região e a “receptividade acima da média” do mercado baiano, segundo Cechelero. A estratégia, portanto, será apostar em três lanchas consagradas, reconhecidas tanto no Brasil quanto no exterior, para ampliar a presença da marca no Nordeste.

                               

                              A Triton 300 Sport, um dos maiores sucessos da marca, combina navegação esportiva com conforto. Já a Triton Flyer 34 T-TOP se destaca pelo solário de proa com três espreguiçadeiras reclináveis, cockpit central, espaço gourmet integrado e deque lateral que amplia os ambientes externos.

                              Triton 300 Sport. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                              Por fim, a Triton Flyer 38 HT oferece plataforma lateral estilo beach club e layout inteligente que integra os espaços de convivência. Os barcos variam de R$ 650 mil a R$ 1,8 milhão e estarão disponíveis para visitação no evento, com possibilidade de agendamento de test-drives.

                              Salvador Boat Show 2025

                              Após uma estreia de sucesso em 2024, o Salvador Boat Show retorna consolidado como o maior salão náutico da Bahia. O evento ocorrerá na icônica Baía de Todos-os-Santos, cercada pela cultura inconfundível de Salvador e com toda a comodidade da Bahia Marina.

                              Salvador Boat Show, em 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                              O salão náutico oferecerá experiências únicas que vão desde test-drives de embarcações até atrações culturais. O evento promete reunir público qualificado, novidades e oportunidades de negócios para o setor, movimentando o coração náutico do Nordeste.


                              O Salvador Boat Show 2025 tem o Ministério do Turismo/Governo Federal como patrocinador do Turismo Náutico e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).

                               

                              Anote aí!

                              Quando: De 30 de outubro a 2 de novembro de 2025
                              OndeBahia Marina (Av. Lafayete Coutinho, 1010, bairro do Comércio, Salvador-BA)
                              Horário
                              : 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 21h; e no dia 2, das 14h às 20h.
                              Mais informações: site do evento
                              Ingressos: site oficial de vendas

                               

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                                Itaipu Parquetec apresenta barco movido a hidrogênio e aquece os motores para a estreia do JAQ H1 na COP30

                                Pontoon impulsionado por motor de popa alimentado 100% por hidrogênio verde ganhou as águas do Lago de Itaipu, no Paraná, nesta terça-feira (7)

                                Por: Nicole Leslie -

                                O Brasil deu mais um passo rumo à navegação sustentável nesta terça-feira (7), com a apresentação, no reservatório da Itaipu, de um barco totalmente movido a hidrogênio verde. A embarcação é impulsionada por um motor de popa que funciona inteiramente com hidrogênio — e cujo único resíduo é água.

                                O modelo, desenvolvido pela Itaipu Parquetec, é um protótipo experimental, único na América Latina, que marca uma nova fase da pesquisa brasileira sobre combustíveis limpos. O barco, apresentado em evento restrito a convidados da instituição, simboliza a evolução tecnológica que culminará na estreia do JAQ H1, a embarcação de exploração movida a hidrogênio que será revelada ao mundo durante a COP30, em Belém.

                                Foto: William Brisida / Itaipu Binacional

                                A embarcação mostrada nesta terça-feira funciona como uma vitrine tecnológica dos avanços da Itaipu Parquetec. Construído sobre uma base de trimarã de alumínio de 9,5 metros por 3 metros, fabricada pela paranaense Fluvimar, o pontoon é movido por um motor elétrico equivalente a um motor de popa a combustão de 200 hp, mas é alimentado por um sistema desenvolvido inteiramente no laboratório da Itaipu Parquetec.

                                Foto: William Brisida / Itaipu Binacional

                                Segundo o diretor-geral da Itaipu no Brasil, Enio Verri, o projeto une duas vertentes importantes da atuação da empresa: a inovação e a responsabilidade socioambiental.

                                Com esse barco, temos algo que o mundo inteiro está buscando, que é um meio de transporte que não polui e que, em Belém, vai ajudar os trabalhadores e trabalhadoras que atuam com material reciclável– afirmou Verri

                                O único resíduo é a água

                                O combustível é o hidrogênio puro, armazenado em cilindros, e o único subproduto do processo é a própria água. O barco ainda conta com painéis solares integrados, que reforçam a autonomia energética e reduzem ainda mais as emissões.

                                Motor do barco é alimentado por um sistema desenvolvido inteiramente pelo Itaipu Parquetec que utiliza gás hidrogênio armazenado em cilindros. Foto: Revista Náutica

                                Após a COP30, quando será oficialmente lançado, a embarcação será usada em ações de coleta seletiva e educação ambiental na região de Belém, aproximando ciência e comunidade.


                                Uma nova era na navegação

                                O evento em Itaipu reuniu pesquisadores, executivos e convidados ligados ao setor náutico e energético, entre eles Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, que há mais de quatro décadas promove a conexão entre inovação, meio ambiente e navegação no Brasil.

                                Evento no Lago de Itaipu reuniu convidados ligados às iniciativas sustentáveis da Itaipu Parquetec no Brasil. Foto: William Brisida / Itaipu Binacional

                                Estamos apenas no início de uma revolução. O JAQ H1 será o símbolo de um Brasil que une tecnologia, ciência e respeito à natureza. A água, que sempre nos moveu, agora também nos move como energia– afirmou Paciornik

                                A COP30, que acontecerá de 10 a 21 de novembro de 2025, será o palco global para essa transformação — e o JAQ H1, destaque brasileiro dessa nova era.

                                 

                                 

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                                  São Paulo Boat Show 2025 comemora edição histórica com mais de 750 barcos vendidos

                                  Maior salão náutico da América Latina recebeu mais de 40 mil pessoas e teve crescimento de 7,1% em negócios fechados em relação à edição anterior

                                  Por: Nicole Leslie -

                                  A 28ª edição do São Paulo Boat Show provou, mais uma vez, que não é o maior salão náutico da América Latina à toa. Nesta semana, a organização do evento divulgou o balanço em números, com direito, inclusive, a recorde de vendas.

                                  Mais de 40 mil visitantes foram recebidos no São Paulo Expo entre os dias 18 e 23 de setembro para o São Paulo Boat Show. Por lá, 120 marcas exibiram produtos de tudo o que envolve o universo náutico, desde embarcações até motores, equipamentos e acessórios.

                                   

                                  Quase 20% das embarcações eram lançamentos, o que pode ter influenciado nos mais de 750 barcos negociados. O número revela um crescimento de 7,1% em relação à edição anterior, em 2024, que teve mais de 700 negócios fechados.

                                  Foto: RP / Revista Náutica

                                  Segundo a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar), os números refletem o bom momento da chamada Economia do Mar, que contabiliza mais de 1 milhão de barcos registrados no Brasil e gera 150 mil empregos diretos e indiretos com a indústria náutica.

                                  Cada barco novo vendido significa empregos gerados em estaleiros, marinas, fornecedores e serviços associados, além de maior arrecadação de impostos que retornam para a sociedade– disse Thalita Vicentini, diretora do Boat Show Eventos

                                   

                                  Espaço dos Desejos do São Paulo Boat Show 2025. Foto: RP / Revista Náutica

                                  O salão reuniu os maiores estaleiros do país, que também se mostraram contentes com os frutos gerados. Roberta Ramalho, presidente da Intermarine, comentou que o evento é sempre o maior do ano para a marca. Não à toa, nessa edição foi escolhido como palco para o lançamento da Intermarine 25M.

                                   

                                  Para Barbara Martendal, diretora de negócios da Fibrafort, estar no evento é fundamental para vendas, networking e aproximação com clientes. “Uma oportunidade de conversar, ouvir e entender de perto o público”, como disse. Já Pedro Odílio, CEO da Schaefer Yachts, destacou o alcance internacional do salão, que funciona também como vitrine da indústria brasileira para o mercado global.

                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                  O secretário nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimentos no Ministério do Turismo, Carlos Menezes Sobral, avaliou que os resultados do São Paulo Boat Show vão além dos negócios fechados. “O evento promove o desenvolvimento regional de forma sustentável, além de ampliar o fluxo de visitantes nacionais e internacionais”, afirmou.

                                   

                                  Além de muitos barcos novos e o sorteio, pela terceira vez seguida, de uma lancha Fibrafort com motor de popa Yamaha, a edição de 2025 também apresentou motores de última geração, tecnologias sustentáveis, equipamentos, acessórios, veículos off-road e atrações culturais e educativas, como o circuito de palestras NÁUTICA Talks — que contou com mais de 50 palestrantes.

                                  Essa combinação projeta o Brasil como um mercado com enorme potencial e cada vez mais relevante– comentou Thalita Vicentini


                                   

                                  Agora, o calendário de 2025 do Boat Show Eventos segue para o Nordeste do país, com o Salvador Boat Show. De 30 de outubro a 2 de novembro, o salão náutico flutuante movimentará a Bahia Marina, na Baía de Todos-os-Santos, com muita cultura, experiências e novos negócios.

                                   

                                  O Salvador Boat Show 2025 conta com apoio do Ministério do Turismo e patrocínio da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Especial do Mar (SEMAR) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (SEMDEC).

                                   

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                                    Catamarã 65M Sunreef Explorer chega como o projeto mais ambicioso do estaleiro

                                    Com a promessa de ser o maior catamarã de luxo do mundo, megaiate ainda carrega iniciativas sustentáveis

                                    Por: Nicole Leslie -

                                    A Sunreef Yachts revelou, no final de setembro, o conceito de um megaiate ambicioso que promete ser simplesmente o maior catamarã de luxo do mundo. O 65M Sunreef Explorer carrega alto padrão e tecnologias sustentáveis, para mostrar que requinte e sustentabilidade podem, sim, navegar juntos.

                                    Nos 65 metros de comprimento (213 pés), o conceito do catamarã oferece conforto, eficiência em longas distâncias e autonomia de nível explorador. Em outras palavras, há espaço para quem busca aventura e lazer, ainda pensando no meio ambiente. Os sistemas de recuperação de calor e de ar condicionado a bordo, por exemplo, prometem ser os mais eficientes em termos energéticos do setor, segundo a marca.

                                    Foto: Sunreef Yachts / Divulgação

                                    Projetado para receber 14 hóspedes, o 65M Sunreef Explorer tem sete cabines duplas, amplos lounges internos e externos, área de beach club com plataformas dobráveis, academia, depósito para brinquedos aquáticos e duas piscinas.


                                    Apesar de tanto espaço para os hóspedes, ainda há acomodações para 22 tripulantes, que garantem serviços de alto nível a bordo. As viagens, por sua vez, são projetadas para atingir velocidade de cruzeiro de 14 nós, com máxima em 18 nós.

                                    Guindaste retrátil em formato de A. Foto: Sunreef Yachts / Divulgação

                                    Para ampliar ainda mais as aventuras, o catamarã carrega um guindaste retrátil em formato de A, pensado para facilitar operações com barcos ou submersíveis de até 45 pés (13,7 metros de comprimento), que podem ser içados diretamente da água para o principal convés de popa — e vice-versa.

                                    Vista principal da suíte master do 65M Sunreef Explorer. Foto: Sunreef Yachts / Divulgação

                                    O conceito do maior catamarã de luxo do mundo não poderia deixar de ter requintes em cada detalhe interno. Por isso a suíte master, que domina todo o convés superior, ostenta janelas do chão ao teto, um lounge privativo à proa, uma banheira para duas pessoas, banheiros separados para cada parte do casal, um closet e um escritório.

                                    Suíte master do novo conceito da Sunreef tem banheira para duas pessoas e closet. Foto: Sunreef Yachts / Divulgação

                                    Para completar a hospitalidade, o 65M Sunreef Explorer ainda leva duas suítes VIP e outras quatro cabines de hóspedes, todas com conforto e luxo que a embarcação promete. Mas os espaços coletivos não ficam para trás e também são refinados: salas de jantar formais e informais, lounges panorâmicos, um bar em formato de lua e amplos terraços à céu aberto integram o leque.

                                    Foto: Sunreef Yachts / Divulgação

                                    A área de beach club, na popa, ostenta uma piscina de 6 metros e um bote de 7 metros, enquanto no convés acima uma jacuzzi, também voltada à popa, destaca o estilo de vida ao ar livre a bordo. No geral, todos os espaços da embarcação foram pensados para contemplarem um ambiente aberto — ou ao menos com vista para fora.

                                    Foto: Sunreef Yachts / Divulgação

                                    Embora único na linha do estaleiro, o modelo ampliou o estilo e DNA da Sunreef Yachts para maior escala. Proas invertidas maciças (formato típico para cortar as ondas), visual tomado por vidros escurecidos e curvas simples e elegantes se destacam por fora.

                                     

                                     

                                    Novo, o conceito do 65M Sunreef Explorer foi definido pela marca como uma alma de explorador em um coração de megaiate, que entrega navegação incomparável e estável graças aos cascos duplos de catamarã. Ainda não há data prevista para construção do modelo.

                                    Mais imagens do 65M Sunreef Explorer

                                    Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
                                    Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
                                    Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
                                    Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
                                    Foto: Sunreef Yachts / Divulgação

                                     

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                                      Exclusivo: CEO da Azimut Benetti revela nova fase da fábrica brasileira, barcos inéditos e planos de expansão

                                      Marco Valle, CEO global do Grupo Azimut Benetti, está no Brasil para conduzir a transição de liderança da Azimut Yachts, em Itajaí, reforçando o papel estratégico do país dentro do grupo

                                      Por: Otto Aquino -
                                      07/10/2025

                                      O CEO do Grupo Azimut Benetti, o italiano Marco Valle, está no Brasil para conduzir pessoalmente a transição de liderança da fábrica da Azimut Yachts, em Itajaí, Santa Catarina, após a saída de Francesco Caputo, que ocupava o cargo de CEO desde 2021.

                                      Desde 1996 no grupo italiano, Marco Valle há cinco anos é CEO global do Grupo Azimut Benetti, um dos mais importantes construtores de iates de luxo do mundo.

                                       

                                      Com décadas de experiência no setor náutico, Valle comanda as operações internacionais das marcas Azimut e Benetti e foi o responsável por consolidar a expansão global da Azimut Yachts.

                                       

                                      Agora, lidera presencialmente a nova fase da fábrica brasileira, em Itajaí — única unidade de produção da Azimut fora da Itália.

                                       

                                      Em entrevista exclusiva à Revista Náutica, Marco Valle reforçou o papel estratégico da operação brasileira dentro do grupo global e revelou planos de expansão e novos produtos que serão desenvolvidos no país.

                                      Brasil, um pilar estratégico do grupo Azimut

                                      Em entrevista, Marco Valle reforçou que o Brasil representa um ponto central na estratégia global da Azimut, fruto de três décadas de investimentos e parcerias. Segundo ele, o processo de implantação da marca no país foi longo e desafiador, exigindo persistência e dedicação de todos os envolvidos.

                                      Marco Valle. Foto: Azimut Yachts

                                      “O Brasil é uma base estratégica muito importante dentro do grupo. Não é segredo que estamos investindo há cerca de 30 anos aqui. Foi um processo cheio de desafios. Fomos persistentes ao longo dos anos, porque foram muitos os obstáculos, e as pessoas que estavam aqui durante esses 15 anos foram essenciais.”

                                       

                                      Valle explicou que sua vinda ao país neste momento tem dois objetivos principais: garantir uma transição sólida de liderança e reforçar a integração entre as equipes locais e italianas.

                                      Ética, gestão e confiança

                                      A Azimut do Brasil passa por uma transformação importante em sua direção. O grupo italiano Azimut Benetti anunciou a saída do CEO Francesco Caputo, que estava à frente da Azimut Yachts Brasil desde 2021, comandando a fábrica da marca em Itajaí. Além dele, Gustavo Hoffmann também deixou sua função comercial na companhia.

                                      Houve uma perda de confiança devido a algumas ações que não condiziam com nossa política comercial, e, por isso, decidimos encerrar essa relação profissional com certeza de 100% – explica Marco Valle

                                      “A Azimut segue diretrizes éticas muito claras, que devem ser seguidas por todos. Quando essas regras são quebradas, não podemos compactuar com atitudes que demonstrem falta de comprometimento com suas diretrizes e valores. Na próxima semana, receberemos um representante da Azimut no Brasil, um italiano com muitos anos de experiência na indústria náutica, que será responsável por acompanhar todos os nossos clientes e potenciais vendedores, com total transparência e sem riscos.”

                                      Sucessão e fortalecimento da equipe brasileira

                                      Marco Valle ressaltou que a transição da gestão local da Azimut no Brasil é estratégica e envolve o fortalecimento da equipe e a valorização do talento nacional. Segundo ele, o processo atual busca criar um ambiente de criatividade, inovação e colaboração entre as equipes brasileiras e italianas, garantindo que as operações do dia a dia se mantenham sólidas durante a mudança de liderança.

                                      Fábrica da Azimut. Foto: Azimut Yachts

                                      “Neste momento, estamos trabalhando em um ambiente que incentiva a criatividade e a inovação, com processos colaborativos entre as equipes locais e as italianas. Na área financeira, acompanhamos cada passo juntos, desde a elaboração até a execução dos projetos”, revela Valle.

                                       

                                      “Temos equipes que mantêm contato constante com os líderes italianos e nossos colaboradores locais. Quando pensamos no futuro CEO, estamos considerando as possibilidades para que ele seja brasileiro. Para nós, é muito importante garantir que as operações do dia a dia não sejam afetadas”, completa.

                                      Andrea Consolini. Foto: Azimut Yachts

                                      Enquanto o novo CEO não é anunciado, Andrea Consolini, atual CFO da Azimut no Brasil, assume um papel de destaque, representando a liderança executiva e garantindo a continuidade dos projetos. “Neste momento, Andrea Consolini é a pessoa responsável e algumas vezes irá representar o CEO. Nossa equipe acredita que o próximo CEO virá do Brasil e terá um papel muito importante, porque nosso objetivo aqui é desenvolver e preparar a equipe local para assumir responsabilidades maiores.”

                                       

                                      Para conduzir esta nova etapa, a governança será fortalecida com a chegada de Roy Capasso, executivo de consolidada experiência internacional no setor, que assume como diretor comercial, e com o suporte estratégico de Giorgio Gallia, conselheiro de administração do grupo. Proveniente de uma família com tradição na náutica, Roy Capasso é campeão mundial de offshore, alia a paixão pelo mar a uma carreira executiva de alto nível, com vasta experiência em estratégias comerciais e desenvolvimento de mercados globais em marcas como Club Swan Yachts. Já Giorgio Gallia incorpora a expertise em gestão e operações internacionais, desenvolvida em posições seniores no Grupo Iveco, para garantir o alinhamento estratégico e a excelência operacional.

                                       

                                      Do mercado local à referência global

                                      Marco Valle ressaltou como a Azimut evoluiu no Brasil, destacando a transformação da fábrica em um centro de desenvolvimento estratégico dentro do grupo. Segundo ele, o país passou a ter um papel ativo na criação de embarcações que combinam padrões italianos com adaptações brasileiras, abrindo caminho para a produção de modelos inéditos localmente.

                                      Fábrica da Azimut em Itajaí. Foto: Azimut Yachts

                                      “No passado, todos consideravam o mercado brasileiro apenas como um local para vender modelos antigos de iates. Depois, começamos a produzir embarcações que seguiam padrões italianos; então, qualquer produto tinha algumas adaptações brasileiras, mas era o mesmo modelo feito na Itália. Atualmente, estamos desenvolvendo uma estratégia para lançar modelos totalmente novos no Brasil. Esse é um desafio, porém certamente uma oportunidade para o futuro.”

                                       

                                      Um dos exemplos é a Azimut Verve 47, originalmente desenvolvido no Brasil para o mercado americano. “A Verve 47 foi desenvolvida aqui para o mercado americano, tendo a produção posteriormente transferida para a Itália. Foram produzidas mais de 200 unidades desse modelo, um enorme sucesso. Pretendemos repetir essa fórmula com outros modelos.”

                                      Novos investimentos e planos de expansão

                                      Marco Valle detalhou os próximos passos da Azimut no Brasil, destacando como o país se tornou um ponto estratégico para o grupo, não apenas como mercado consumidor, mas também como referência em desenvolvimento e exportação. Segundo ele, os investimentos locais visam aumentar a eficiência e explorar novas oportunidades dentro e fora do país.

                                      Fábrica da Azimut em Itajaí. Foto: Azimut Yachts

                                      “Temos o plano aprovado há um ano para melhorar a eficiência e estamos avaliando novas localizações. Também utilizamos a Azimut do Brasil como referência dentro do grupo, especialmente para acabamentos em marcenaria, porque temos aqui os melhores recursos e equipamentos comparados a todas as unidades do grupo.”

                                       

                                      O executivo reforçou ainda que o Brasil é um ponto estratégico de exportação e desenvolvimento regional. “Quanto aos desenvolvimentos e oportunidades para a Azimut no mercado latino-americano, o Brasil não é apenas um mercado local, mas um ponto estratégico. Quando vendemos para a América Latina – incluindo países da América do Sul, da Colômbia até a Argentina –, tomamos a Azimut do Brasil como exemplo. Assim, os vendedores da Azimut do Brasil também são responsáveis por desenvolver esses outros mercados.”

                                      Produção local e dois novos modelos

                                      Marco Valle destacou o sucesso de iniciativas recentes da Azimut no Brasil, mostrando como a colaboração entre equipes locais e internacionais tem impulsionado o desenvolvimento de novos produtos. Ele citou como exemplo a Azimut 25 Metri, modelo desenvolvido em parceria entre as equipes italiana e brasileira e lançado mundialmente no Marina Itajaí Boat Show, em julho.

                                      Fábrica da Azimut em Itajaí. Foto: Azimut Yachts

                                      “O lançamento da Azimut 25 Metri foi feito em colaboração entre os departamentos técnicos da Itália e do Brasil, com um gerente de projeto local para acompanhar o desenvolvimento. O CTO — diretor técnico — estará aqui nas próximas semanas para validar o produto. A ideia é que esse modelo não será vendido só no Brasil, mas internacionalmente”, explica.

                                       

                                      “A Azimut 25 Metri foi lançado no Marina Itajaí Boat Show e já foram vendidas seis unidades. É um produto muito procurado, até pela equipe de vendas europeia que deseja comercializá-lo.”. E adiantou:

                                      Nos próximos cinco anos, dois novos produtos serão desenvolvidos no Brasil – revela Marco Valle

                                       Um mercado maduro e com grande potencial

                                      Marco Valle observa o mercado náutico brasileiro com otimismo. Para ele, o Brasil combina maturidade do consumidor e oportunidades de crescimento, oferecendo um terreno fértil para expansão da indústria, diferentemente de outros mercados mais consolidados.

                                      Fábrica da Azimut. Foto: Azimut Yachts

                                      “Na minha visão, o mercado brasileiro continuará crescendo. Não vejo a mesma desaceleração que ocorreu em outros países nos últimos anos. Comparando o mercado brasileiro com o europeu, o europeu é muito mais consolidado, ou seja, a base de clientes é grande e estável, e o crescimento de novos compradores é relativamente lento”, destaca Valle.

                                      No Brasil, o mercado ainda está em expansão, com um aumento consistente de clientes que desejam iates, mas a produção local ainda pode crescer para atender a essa demanda. Portanto, é uma boa oportunidade para nós

                                      “Eu penso que o mercado náutico no Brasil está muito desenvolvido. Os clientes usam os iates de forma adequada e extensa, mais do que em muitos outros países. Dizer que o mercado brasileiro é emergente não é verdade; é um mercado maduro, onde o cliente sabe exatamente o que quer”, finaliza.

                                       

                                      Uma relação de longa data com o Brasil

                                      Marco Valle aproveitou a entrevista para compartilhar lembranças e reflexões sobre a trajetória da marca no Brasil, um mercado estratégico para a companhia há décadas. Segundo ele, a relação da empresa com clientes e parceiros brasileiros vai além dos negócios: é marcada por experiências pessoais e profissionais intensas, conquistas e amizades duradouras.

                                       

                                      “São muitas experiências felizes com os brasileiros. Lembro claramente de 2009, um ano difícil globalmente, mas o mercado brasileiro continuou forte. Na época, visitei muito o Brasil e, em dois anos, vendemos e entregamos 110 unidades. Foi incrível, uma história fantástica. Conheci muitos clientes pessoalmente e tivemos longas noites de trabalho, com jantares até altas horas, algo típico no Brasil”, lembra, descontraído.

                                       

                                      “Desde então, o mercado não diminuiu. Embora o câmbio tenha variado (naquela época o dólar estava a R$ 2,5 e agora está a R$ 5,35), investimos e expandimos a produção local, que atualmente supera 40 unidades anuais, muitas das quais são exportadas. Desse período, ainda tenho grandes amigos aqui. Isso é um bom sinal porque, depois de tantos anos de parceria, manter amizades é sinal de sucesso.”

                                       

                                      Com um tom firme e otimista, Marco Valle deixa claro que o futuro da Azimut Yachts Brasil está ligado à valorização da equipe local e à consolidação do país como centro de desenvolvimento de novos produtos dentro do grupo italiano. “Investimos no Brasil porque quanto mais forte for a Azimut aqui, mais forte será a marca em todo o mundo – existe uma conexão direta.”

                                       

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                                        Estudo inédito usou GPS, sensores e imagens registradas "pelos olhos" das tartarugas para mapear comportamento na Austrália

                                        Por: Nicole Leslie -

                                        Um estudo inovador revelou detalhes inéditos do comportamento das tartarugas-de-dorso-chato (Natator depressus) na Austrália. Para isso, pesquisadores recorreram a um método pouco convencional: analisaram dados coletados diretamente pelos próprios animais — ainda que eles não soubessem disso.

                                        A pesquisa foi conduzida na Baía de Roebuck (ou Roebuck Bay, em inglês), próxima ao Parque Marinho Yawuru Nagulagun, uma área marinha protegida na Austrália.

                                         

                                         

                                        No trabalho, os pesquisadores equiparam tartarugas-de-dorso-chato com GPS, sensores de movimento e até câmeras de vídeo que captavam imagens da rotina sob a própria perspectiva delas. E foi justamente por combinar tecnologias que o trabalho foi descrito pelos cientistas como pioneiro. Assista:

                                         

                                         

                                        As imagens permitiram observar detalhes dos diferentes momentos do dia das tartarugas. Dessa forma, os pesquisadores descobriram, por exemplo, que esses animais preferem buscar alimento em águas rasas e próximas à costa, especialmente em períodos de maré alta. Já para descansar, optam por águas um pouco mais profundas.


                                        Ao identificar condições exatas que as tartarugas marinhas preferem para diferentes atividades, podemos fornecer uma proteção de habitat mais inteligente e direcionada– explicou Jenna Hounslow, autora principal do estudo

                                        Segundo os pesquisadores, compreender como e por que as tartarugas utilizam diferentes habitats é fundamental para orientar ações de conservação no futuro.

                                        Imagem da perspectiva de uma tartaruga. O topo da cabeça do animal aparece na parte inferior da imagem. Foto: Governo da Austrália Ocidental / DBCA / Divulgação

                                        O Governo da Austrália Ocidental definiu o método como “uma inovação pioneira no mundo”, em comunicado. Logo, o estudo também abre portas para a outros cientistas estudarem comportamentos de animais marinhos — ou até terrestres — com maior riqueza de detalhes. O estudo foi publicado em 12 de setembro na revista científica Ecological Applications.

                                         

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                                          Turismo náutico e educação precisam andar lado a lado para um futuro sustentável

                                          Especialista no tema, Bianca Colepicolo destaca a importância do conhecimento e de sua aplicação prática no setor

                                          Soluções para temas complexos sempre passam pela educação, afinal, é impossível desenvolver um segmento ou um país sem considerar investir nela. Dentro das metodologias educacionais, uma linha poderosa é a educação pelo trabalho ou para a cidadania, que traz o conteúdo pedagógico para a prática e desperta no aluno a capacidade de solucionar problemas reais através do conhecimento teórico adquirido (FREIRE, 1996).

                                          Essa abordagem se aproxima da concepção de learning by doing — “aprender fazendo” — de John Dewey, que defendia a aprendizagem baseada na experiência e no desenvolvimento de habilidades práticas como caminho para uma educação efetiva.

                                          Foto: StockRocketStudio / Envato

                                          No turismo, estamos cada vez mais cientes de que é impossível falar em sustentabilidade sem envolver a educação, para que as pessoas identifiquem patrimônios locais, valorizem a cultura e se envolvam no desenvolvimento de produtos turísticos. Quando fazemos isso, despertamos a atividade econômica através do estudo de história, geografia e ciências, conectando o aprendizado à realidade local.


                                          Quando queremos desenvolver o turismo náutico, a fórmula é a mesma — e a prática é ainda mais sólida. Ao ensinar uma criança a velejar, transmitimos técnicas ancestrais que envolvem física, trigonometria, biologia, geografia, meteorologia — e, naturalmente, facilitamos a compreensão da história do Brasil e do mundo.

                                          Foto: ImageSourceCur / Envato

                                          Levar a náutica para a educação é criar um futuro que respeita o meio ambiente, valoriza a água e transforma o conhecimento teórico em habilidades práticas e compreensão de mundo que serão úteis por toda a vida. Desenvolver o turismo — e o turismo náutico — pode (e deve) ser feito com responsabilidade e sustentabilidade.

                                           

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                                            No novo capítulo, o barco que será motorizado por Yanmar ganha targa, âncora e escotilha do paiol. Vídeo estreia nesta terça-feira (7)

                                            Monta, testa, descansa, destrói… A jornada de Angelo Guedes na fabricação do barco próprio continua e ganhará mais um capítulo nesta terça-feira (7), às 20h, no Canal Náutica do YouTube. No 10º episódio de “Construção do Veleiro Bravura”, a futura embarcação que será motorizada por Yanmar passa por uma “avaliação destrutiva” e um pequeno imprevisto que veio de fábrica.

                                            Podemos dizer que Angelo volta mais revigorado para a continuação dessa saga. Depois de dois anos trabalhando na construção do barco, ele conta que tirou três semanas para descansar. Com as baterias recarregadas, o avanço no Bravura foi para lá de notório.

                                             

                                             

                                            Nem mesmo um imprevisto desanimou o construtor amador. Na hora da montagem dos fuzis (ferragem que conecta os estais e brandais ao convés ou ao casco do barco), ele percebeu que a peça veio errada — e admitiu que o erro partiu dele mesmo.

                                            Angelo recebeu dois fuzis de boreste. Foto: Revista Náutica

                                            Em vez de enviar uma peça para boreste e outra para bombordo, o torneiro mandou as duas para boreste — ou seja, dois fuzis destros, que não se encaixariam no modelo. Com isso, Angelo teve de trabalhar em dobro para refazer as peças. Por ora, ele as deixou apenas encaixadas no veleiro Bravura, faltando apenas a solda.

                                            Angelo martelando a peça para testar a solda. Foto: Revista Náutica

                                            Por falar em solda, parece que o paranaense pegou mesmo o jeito da coisa. Para testar a qualidade do seu trabalho, Angelo retirou uma parte do casco, cortou e a encheu de marteladas para ver se entortava bem na região onde a solda foi feita — e não é que a peça reta acabou virando uma letra U?

                                            Âncora cortada que pertencerá ao veleiro Bravura. Foto: Revista Náutica

                                            O 10º episódio também foi marcado por “presentes”. A âncora do veleiro Bravura chegou, cortada do jeitinho que Angelo imaginou. A dog house, construída no episódio anterior, foi devidamente içada e deixou o barco com mais cara de pronto — embora ainda falte um bocado.

                                            Montagem das placas da seção 6.5. Foto: Revista Náutica

                                            Desperdício não tem vez nessa saga. Dos retalhos, Angelo fez a moldura da gaiuta do camarote de proa (uma escotilha que se abre, instalada no convés do barco). Outra coisa que deu muito certo foi a instalação da seção do centro do mastro, que encaixou perfeitamente — só falta soldar.

                                            Escotilha de acesso ao paiol. Foto: Revista Náutica
                                            Targa do veleiro. Foto: Revista Náutica

                                            O 10º episódio do veleiro Bravura ainda mostra a montagem das escotilhas de acesso ao paiol e da base do sofá (estrutura fixa do assento que, quase sempre, funciona como um paiol), confecção dos suportes de guarda-corpo e a estruturação da targa. E não é que tirar um descanso tornou-o mais produtivo?

                                            Montagem da estrutura do sofá. Foto: Revista Náutica

                                            Impulsionado pela Yanmar

                                            Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.

                                            3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

                                            O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.

                                             

                                            Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.

                                            3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

                                            De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.

                                             

                                            O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.

                                            Acompanhe tudo no Canal Náutica do YouTube!

                                            Para não perder nenhum episódio dessa épica jornada, inscreva-se no Canal da Náutica no YouTube e ative o sininho. Assim, você sempre será notificado quando um vídeo estrear — não só da “Construção do Veleiro Bravura”, mas também de outras produções NÁUTICA.

                                             

                                            A série terá episódios novos toda terça-feira, às 20h (horário de Brasília). Embarque nessa aventura com a gente!

                                             

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                                              Promulgado no dia 2 de outubro, o projeto visa promover a defesa e o desenvolvimento do setor marítimo brasileiro

                                              06/10/2025

                                              Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, promulgou na última quinta-feira (2) a Resolução nº 30/2025, que cria oficialmente a Frente Parlamentar para o Desenvolvimento da Navegação Brasileira, iniciativa que busca fortalecer o setor marítimo e hidroviário nacional.

                                              A frente tem como objetivo estimular a melhoria das condições de navegabilidade das hidrovias, incentivar o transporte multimodal e acompanhar políticas e legislações do setor. Além disso, a proposta pretende monitorar a execução do orçamento voltado à navegação em todas as esferas do Brasil.

                                              Porto de Santos. Foto: Porto de Santos/ Divulgação

                                              Assim, o projeto busca integrar esforços entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, com o propósito de alinhar políticas públicas e promover o desenvolvimento sustentável do setor, a fim de modernizar a infraestrutura hidroviária brasileira, reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade comercial do país internacionalmente.

                                              O texto ainda prevê a cooperação com entidades públicas e privadas, universidades, associações civis e especialistas em transporte e economia do mar.

                                              Relator, Jaime Bagattoli apresentou relatório favorável à criação da frente, proposta por Marcos Rogério. Foto: Agência Senado/ Divulgação

                                              O Projeto de Resolução do Senado (PRS) 4/2025 é de autoria do senador Marcos Rogério (PL-RO), presidente da Comissão de Infraestrutura. Na justificativa apresentada, ele defendeu a importância do setor aquaviário para a economia nacional, responsável por grande parte do comércio internacional e do transporte interno de cargas e pessoas.

                                              Faço questão de destacar que o Brasil tem um potencial de navegação extraordinário, mas pouco explorado na dimensão total– declarou o autor do projeto

                                              O senador Jaime Bagattoli (PL-RO), relator que deu parecer favorável ao texto, destacou a importância histórica e estratégica da navegação. “Vejo nesse projeto a possibilidade de fortalecer hidrovias e integrá-las à rodovias e ferrovias, garantindo mais competitividade às nossas exportações de grãos, minérios, carnes e outros produtos”, disse.

                                              Quem pode participar da frente parlamentar?

                                              Segundo o texto publicado do Diário Oficial da União, a frente parlamentar será integrada por senadoras e senadores “que manifestarem interesse”, ao passo que “será aberta à participação de parlamentares de todos os partidos políticos e de todo cidadão ou entidade que aceite os seus princípios e tenha interesse de transformar em realidade seus objetivos”.

                                              Navio Veleiro Cisne-Branco, da Marinha do Brasil. Foto: wirestock/ Envato

                                              A ideia é, junto às entidades públicas e privadas e especialistas, estimular o debate técnico e a participação da sociedade civil. A iniciativa visa consolidar um fórum plural e técnico capaz de propor soluções concretas para os desafios da logística aquaviária, da infraestrutura portuária e da sustentabilidade dos recursos hídricos.

                                              Propor simpósios, debates, seminários e audiências públicas de interesse do setor– diz o inciso VII da Resolução, sobre uma das finalidades da frente

                                              Ela será regida por regulamento interno ou, na falta deste, “por decisão da maioria absoluta de seus integrantes, respeitadas as disposições legais e regimentais em vigor”. Ou seja, na ausência do regulamento escrito, as decisões sobre o funcionamento serão tomadas pelo voto da maioria absoluta dos membros. As reuniões podem ocorrer no Senado, mas também em outros locais do Brasil.

                                              O que muda na prática com a frente parlamentar?

                                              A resolução entrou em vigor na data de sua publicação: 2 de outubro de 2025. Por mais que não traga impacto de imediato, a criação reforça o papel estratégico do setor marítimo e hidroviário na economia azul brasileira — conceito que engloba o uso sustentável dos recursos marinhos e fluviais.

                                              Porto de Santos. Foto: Porto de Santos/ Divulgação

                                              A medida é vista como um avanço institucional importante para o setor naval, portuário e de transporte fluvial ao planejamento estratégico do país. Logo, a ideia é que garanta mais segurança, eficiência e sustentabilidade às atividades aquaviárias.

                                               

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                                                Segundo a prefeitura, o novo sistema deve transportar 85 mil pessoas por dia pelo Complexo Lagunar de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio

                                                A prefeitura do Rio anunciou, na última quinta-feira (2), um novo sistema de transporte público aquaviário para a cidade, batizado de Lagunar Marítima. O projeto prevê cinco terminais, seis estações e oito linhas integradas ao transporte municipal — inclusive com a mesma tarifa, de R$ 4,70 — no Complexo Lagunar da Zona Sudoeste do Rio, que abrange a Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes.

                                                O trabalhador de Rio das Pedras, Gardênia, Muzema, das comunidades da região e que trabalha nos condomínios e shoppings terá um transporte mais rápido e com conforto– destacou o prefeito do Rio, Eduardo Paes

                                                A iniciativa será viabilizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), sob responsabilidade da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar). O Consórcio Lagunar Marítimo venceu a licitação para a concessão do serviço, com contrato de 25 anos e investimento mínimo de R$ 101,6 milhões. Ao todo, serão oito linhas obrigatórias:

                                                • Expressa Rio das Pedras x Linha Amarela;
                                                • Expressa Rio das Pedras x Jardim Oceânico;
                                                • Expressa Rio das Pedras x Barra Shopping;
                                                • Expressa Muzema x Jardim Oceânico;
                                                • Linha Amarela x Muzema x Metrô;
                                                • Expressa Bosque Marapendi x Jardim Oceânico;
                                                • Circular Lagoa de Jacarepaguá;
                                                • Expressa Gardênia x Jardim Oceânico.

                                                O novo sistema deve transportar 85 mil pessoas por dia, de modo a ainda melhorar o tráfego nas principais vias da região, como as avenidas das Américas e Ayrton Senna.

                                                Prefeito Eduardo Paes fala sobre o novo transporte aquaviário do Rio. Foto: Rafael Catarcione / Prefeitura do Rio / Divulgação

                                                Quando o Lagunar Marítima vai entrar em operação?

                                                De acordo com a prefeitura do Rio, a expectativa é que as obras do Lagunar Marítima tenham início no primeiro semestre de 2027.

                                                 

                                                O Consórcio Lagunar Marítimo assinou o contrato do projeto em 17 de agosto, tendo até 30 dias para apresentar o cronograma de trabalho, bem como até 36 meses para construir cinco terminais obrigatórios: Gardênia Azul, Jardim Oceânico/Metrô, Linha Amarela, Muzema e Rio das Pedras.


                                                No mesmo período, são esperadas ainda seis estações/píeres: Arroio Pavuna, Barra Shopping, Bosque Marapendi, Parque Olímpico, Salvador Allende e Vila Militar.

                                                 

                                                A concessionária de água e esgoto da região de influência do programa, Iguá Saneamento, tem por obrigatoriedade contratual investir R$ 250 milhões em desassoreamento e despoluição do complexo até agosto de 2026. O projeto de dragagem, por sua vez, já foi licenciado pelo Inea, órgão ambiental do Governo do Estado, e aprovado em agosto de 2023.

                                                Esse é um passo importante da prefeitura, completando as possibilidades de mobilidade na região– disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima

                                                As embarcações

                                                Os barcos que passarão a operar nas águas do Complexo Lagunar da Zona Sudoeste do Rio precisarão seguir especificações definidas pela prefeitura. Entre elas, estão:

                                                • Embarcações com capacidade de 42 a 120 passageiros;
                                                • Frota com identificação visual externa da linha;
                                                • Especificações de manutenção da Autoridade Marítima;
                                                • Sistema de alarme, combate a incêndio e de navegação por instrumentos;
                                                • Cabine de passageiros protegida de chuva e vento;
                                                • Assentos novos e estofados;
                                                • Saídas de emergência sinalizadas;
                                                • Iluminação para navegação noturna e acessibilidade;
                                                • Fabricação há, no máximo, cinco anos;
                                                • Consórcio com frota reserva equivalente a 10% da frota operante.

                                                Vale destacar que, segundo a Prefeitura do Rio, a iniciativa vai “funcionar paralelamente à atividade já realizada há décadas por barqueiros da região”. Isso porque o edital prevê a continuidade dos barcos, que não irão atuar nas rotas do transporte público municipal, nem concorrer com o aquaviário em valor de passagem.

                                                 

                                                Náutica Responde

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                                                  Por: Nicole Leslie -

                                                  A 11ª etapa do SailGP 2025, disputada em Cádiz neste último fim de semana, foi uma “injeção de energia” para o time brasileiro Mubalada Brazil. Isso porque após uma série de percalços, a equipe garantiu o primeiro lugar em uma corrida e finalizou a etapa na 9ª posição.

                                                  Vencer a última regata aqui em Cádiz foi uma injeção de energia para o time. Foi uma corrida muito tática, conseguimos largar bem e manter o barco voando na velocidade que precisávamos– disse Martine Grael, comandante do time

                                                  Martine Grael falou sobre resultados do time brasileiro na etapa do SailGP em Cádiz. Fotos: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                                  O Grand Prix de Cádiz movimentou as águas europeias no sábado (4) e domingo (5) com sete regatas, onde o Brasil conquistou o topo do pódio na última, relembrando o feito da primeira regata disputada em Nova York, onde também cruzou a linha de chegada em primeiro lugar.

                                                   

                                                  No domingo, tudo contribuiu para o resultado brasileiro: a estratégia do time, o tempo e os adversários. Não à toa, na última regata da etapa, o F50 do Mubadala Brazil se manteve em segundo lugar com uma velocidade média de 44 km/h, superando o Canadá, que estava em primeiro na corrida, logo antes da linha de chegada. Assista ao momento:

                                                   

                                                   

                                                  Ver essa foto no Instagram

                                                   

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                                                  Mais do que provar as habilidades do time brasileiro, o resultado na corrida mostrou que a equipe liderada pela capitã e bicampeã olímpica Martine Grael consegue reverter os aprendizados em bons resultados. Ao todo, o Mubadala Brazil SailGP Team fechou a etapa em Cádiz na 9ª colocação geral.

                                                  Fotos: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                                  O topo do pódio foi ocupado por Inglaterra, Nova Zelândia e Alemanha, respectivamente. Na sequência ficaram os times da Dinamarca, Espanha, França, Austrália e Estados Unidos, antes do Brasil. Depois, veio Canadá, Suíça e Itália.


                                                  A próxima etapa é também a última do campeonato, que será disputada em Abu Dhabi nos dias 29 e 30 de novembro. Até lá, o time brasileiro se concentrará nos treinos para chegar ao final com o máximo gás.

                                                  Martine Grael. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                                  As disputas deste final de semana encerraram o ciclo europeu do SailGP 2025, com etapas em Portsmouth (Inglaterra), Sassnitz (Alemanha), Saint-Tropez (França), Genebra (Suíça) e agora Cádiz (Andaluzia). O período foi marcado por momentos de adrenalina como o incidente em Sassnitz — que tirou o Mubadala Brazil da competição — e os desafios técnicos em Genebra.

                                                  Tivemos incidentes e dias de muitos desafios ao longo do ciclo europeu, mas fechar com uma vitória como essa comprova que estamos evoluindo e prontos para a etapa final– concluiu Grael

                                                  A formação do Mubadala Brazil SailGP Team inclui, além de Martine Grael como Driver, Mateus Isaac e Breno Kneipp como Grinders, Andy Maloney como Flight Controller, Leigh McMillan como Wing Trimmer e Paul Goodison como Strategist.

                                                   

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                                                    Confira as dicas da Revista Náutica de como combater o problema da embarcação corroída — inclusive no motor

                                                    Por: Redação -

                                                    Suponhamos que você não tenha seguido as nossas últimas dicas de como proteger o barco da ferrugem e agora sua embarcação esteja sofrendo com a corrosão. Calma! Não se desespere — mesmo que o cenário seja desanimador, ainda há o que ser feito para salvá-la.

                                                    Prepare o sabão, separe uma boa quantidade de água e alguns produtos especiais, porque eles serão essenciais nessa batalha contra a corrosão.

                                                    Como tratar a corrosão do barco

                                                    No aço inox

                                                    Em partes feitas com aço inox (guardamancebos, cunhos, escadinhas e ferragens em geral), use um gel decapante, à base de ácido nítrico, que elimina rapidamente o óxido do inox. Algumas marcas recomendadas são Avesta e Amazônia.

                                                    Foto: wirestock/ Envato

                                                    Primeiro, lave bem a peça com água e sabão. Depois, dilua o gel em um recipiente, com um pouco d’água. Em seguida, aplique a solução e deixe-a agir por cerca de 15 minutos.

                                                     

                                                    Por fim, esfregue com sabão e enxágue com água corrente. Pronto: o metal voltará a brilhar. Mas, para protegê-lo contra futuros pontos de oxidação, use cera náutica polidora com frequência.

                                                    No alumínio

                                                    Em tese, o alumínio naval anodizado, usado em cascos de barcos, só corrói se sofrer avarias ou pancadas. Mas, se isso acontecer, basta polir a área e reaplicar a camada de tinta protetora, encontrada em lojas de tintas convencionais.

                                                    Foto: wirestock/ Envato

                                                    Já os alumínios que não são específicos para barcos, mas bastante usados em mastros, retrancas, vigias e outras peças de convés, devem receber tinta protetora antes de irem para a água. E, se a corrosão aparecer, basta repetir o processo do alumínio naval.

                                                    No bronze

                                                    Por causa do custo mais alto, o uso de bronze nos barcos é raro. Geralmente, limita-se aos hélices e a algumas ferragens nos veleiros, como o corpo de esticadores.

                                                     

                                                    Nos dois casos, para eliminar a corrosão e trazer de volta o aspecto original das peças, basta usar um polidor convencional, como Kaol ou Brasso, ambos feitos à base de querosene e amônia. Hélices são mais vulneráveis, porque, afinal, vivem dentro d’água — e pontos de ferrugem comprometem o seu rendimento.

                                                    Aqui também enferruja

                                                    Tanto o diesel quanto a gasolina contêm substâncias que podem oxidar os bicos injetores dos motores dos barcos que ficam muito tempo parados — e isso poucos donos sabem.

                                                     

                                                    Apesar de soar estranho, o principal responsável pela corrosão nas partes internas de um motor pode ser o próprio combustível usado para acioná-lo. Como é um líquido higroscópico — ou seja, com tendência a absorver a umidade do ar — , ele acolhe naturalmente a água do meio ambiente.

                                                    Foto: Grey_Coast_Media/ Envato

                                                    Nos tanques dos barcos que não navegam com muita frequência, o efeito da mistura do enxofre com a água costuma ser drástico: cria-se um ácido altamente corrosivo, que, como se não bastasse, ainda desenvolve colônias de micro-organismos — a chamada borra — , acelerando ainda mais a oxidação de alguns componentes internos do motor.

                                                     

                                                    É a ferrugem que não se vê. E, por isso mesmo, a pior de todas. Até porque afeta um componente vital nos barcos a motor — o próprio motor! Com a gasolina não é diferente.

                                                    Com um dos maiores percentuais de etanol do mundo (30% desde 2025), a gasolina brasileira é problemática para barcos. O álcool absorve umidade e faz o combustível se degradar mais rápido no tanque, danificando o motor. A gasolina adulterada em alguns postos agrava ainda mais o problema.

                                                     

                                                    O resultado, também neste caso, costuma ser catastrófico, porque as impurezas, tanto no diesel quanto na gasolina, corroem e comprometem os bicos injetores dos motores. E, ao menor sinal de corrosão no corpo cilíndrico das válvulas injetoras e na agulha (responsável pelo controle da vazão do combustível), os sinais negativos serão imediatamente sentidos — sobretudo no bolso do dono do barco.

                                                    Foto: nzooo/ Envato

                                                    Primeiro, haverá consumo excessivo, pois o combustível não queimará de maneira correta. Ao mesmo tempo, o desempenho ficará mais fraco. E, em seguida, a tendência é todos os bicos enferrujarem, obstruindo o fluxo do combustível e impedindo o motor de funcionar.

                                                     

                                                    Felizmente, é possível evitar esse tipo de prejuízo: basta optar por postos de reconhecida qualidade e jamais deixar o combustível parado dentro do tanque do barco por mais de dois meses — ou até quatro, se o combustível usado for a gasolina Poddium ou o diesel Verana, ambos da Petrobras.

                                                    Foto: TDyuvbanova/ Envato

                                                    É que todo tanque tem uma saída de respiro, por onde entra a umidade. Por isso, aconselha-se ligar o motor cerca de uma vez por semana ou, se o barco for ficar parado por algum tempo, esvaziar todo o combustível do tanque e guardá-lo vazio. Vale o esforço, porque ferrugem nos bicos injetores é um problema e tanto.

                                                    Dica NÁUTICA

                                                    Qualquer supermercado tem a solução mais simples para a ferrugem. Para tirar manchas de ferrugem dos cunhos de aço inox, o que deixa qualquer barco com aparência de velho e mal cuidado, a maneira mais simples e fácil é com Semorim, um produto à base de ácido oxálico, encontrado em qualquer supermercado.

                                                    Foto: wirestock/ Envato

                                                    A aplicação não requer nenhuma técnica especial, exceto luvas e óculos. Dá para fazer o serviço em poucos minutos. Pingue algumas gotas e espalhe com uma esponja macia (não use nada áspero, porque pode manchar ou riscar a peça), esfregando até cobrir toda a área a ser limpa. O efeito é imediato.

                                                     

                                                    Em seguida, lave com água e sabão. Pronto! Mas, se a mancha não sair, repita mais uma vez o processo. Com os cunhos já sem ferrugem, use então cera náutica, a mesma usada para polir os cascos, porque ela servirá para conservar o brilho e proteger contra a corrosão.

                                                     

                                                    No lugar do Semorim, pode-se, também, usar limpadores para metais cromados (bem mais caros e só encontrados em lojas náuticas), ou massa de polir número 2, misturada com sabão de coco. Ambos fazem o mesmo efeito. Mas, com Semorim, é mais fácil, rápido e barato.

                                                     

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                                                      05/10/2025

                                                      Na busca por destaque no mercado, muitas embarcações surgem com recursos futurísticos, que vão de piscinas com fundo de vidro à “sensação de nave espacial”. No caso do Luminea, projeto da britânica Concepthull Studio apresentado no Monaco Yacht Show, em setembro, a ideia é surpreender pelo design, com direito a conveses que parecem flutuar.

                                                      A embarcação é descrita pelo estúdio de design como uma “arquitetura sobre a água”. Aos mais atentos ao universo da construção naval, esse conceito pode ser percebido em diferentes espaços do barco, a exemplo do casco alongado.

                                                       

                                                      A estrutura transmite a imponência de um superiate de 53 metros sem dar a ele um tom “agressivo” ou “bruto” demais. Aqui, méritos aos cortes verticais sutis, que atendem tanto à forma quanto à função, uma vez que ocultam com classe elementos como as escotilhas na proa.

                                                      Foto: Concepthull Studio / Divulgação

                                                      O grande protagonista desse enredo, porém, é o convés — ou melhor, os três conveses. Geralmente vistos “empilhados” em embarcações desse porte, no Luminea as estruturas em madeira parecem flutuar em suave suspensão.

                                                      O espírito do iate é a harmonia. Cada plano, cada intervalo, cada proporção existe em diálogo com o próximo– destaca a Concepthull

                                                      O Luminea poderá acomodar até 12 hóspedes em seis cabines, incluindo uma suíte master que deve ocupar toda a boca do barco. Acomodações para até 12 tripulantes também são previstas.


                                                      Para a embarcação de cerca de 720 toneladas — que ainda é apenas um projeto — o estúdio de design quer entregar um equilíbrio entre desempenho, alcance e conforto. Assim, o superiate será equipado com dois motores Caterpillar, sendo que uma configuração híbrida está em estudo.

                                                      Foto: Concepthull Studio / Divulgação

                                                      Espera-se que o barco atinja uma velocidade de cruzeiro de 14 nós e uma velocidade máxima de 18 nós, com um alcance de aproximadamente 4.800 milhas náuticas.

                                                       

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                                                        04/10/2025

                                                        Numa parceria de tirar o fôlego de todos os fãs de adrenalina, a Lamborghini e o The Italian Sea Group uniram forças para lançar um iate que carrega os traços dos supercarros produzidos pela fabricante de automóveis luxuosos: o novíssimo Tecnomar for Lamborghini 101FT.

                                                        O conceito do barco de 101 pés (30 metros de comprimento) foi apresentado durante o Monaco Yacht Show, e revelou uma embarcação projetada para ser uma potência na água. Não à toa, ela foi feita à imagem e semelhança de alguns automóveis da Lamborghini, tanto na parte interna quanto externa.

                                                        Foto: Lamborghini/ Divulgação

                                                        As linhas exteriores, por exemplo, são inspiradas no Lamborghini Fenomeno, superesportivo de edição ultralimitada de 29 carros. Inclusive, o novo iate tem a mesma cor, Giallo Crius, utilizada na pintura de lançamento do Fenomeno — uma espécie de amarelo-limão.

                                                        Foto: Lamborghini/ Divulgação

                                                        As lanternas dianteiras e traseiras, na cor vermelha, são dois elementos que também fazem referência ao supercarro da Lamborgini, que ostenta potentes 1.065 cavalos.

                                                        Foto: Lamborghini/ Divulgação

                                                        Mas os traços da fabricante italiana não param por aí. Quem pilotar o barco conhecerá um posto de comando inspirado no novíssimo Temerario, da linha 2026. Segundo a marca, o objetivo é oferecer “a mesma sensação de estar ao volante de um superesportivo Lamborghini”.

                                                        Posto de comando da Tecnomar for Lamborghini 101FT. Foto: Lamborghini/ Divulgação
                                                        Interiores do iate da Lamborghini. Foto: Lamborghini/ Divulgação

                                                        O interior terá traços clássicos da gigante italiana por meio das cores e costuras dos móveis, incluindo hexágonos e o icônico formato em Y. Stephan Winkelmann, presidente e CEO da Automobili Lamborghini, diz que o modelo não é apenas um iate, mas “uma afirmação da excelência italiana”.

                                                        Lamborghini sem rodas

                                                        O iate está programado para zarpar no final de 2027, data que marca os sete anos da parceria entre a Lamborghini e o The Italian Sea Group, iniciada em 2020 com o lançamento do Tecnomar for Lamborghini 63 — um modelo projetado especificamente para homenagear o ano de fundação da montadora.

                                                        Tecnomar for Lamborghini 63, inspirado no carro Sián FKP 37. Foto: Lamborghini/ Divulgação

                                                        O modelo foi um enorme sucesso entre os entusiastas do mercado de luxo, chegando até a ser adquirido por Conor McGregor, polêmico lutador do UFC. Sendo assim, as empresas italianas continuaram a parceria de sucesso com o 101FT.

                                                        Tecnomar for Lamborghini 63. Foto: Lamborghini/ Divulgação

                                                        Maior e mais potente que seu antecessor, o novo iate da Lamborghini terá três cabines e acomodará até nove hóspedes, o que garante “ambientes espaçosos e confortáveis que tornam até as viagens mais longas agradáveis”, de acordo com a empresa.

                                                        Tecnomar for Lamborghini 101FT. Foto: Lamborghini/ Divulgação
                                                        Área interna da Tecnomar for Lamborghini 101FT. Foto: Lamborghini/ Divulgação

                                                        Quando o assunto é desempenho, o iate deixa o superesportivo no chinelo. O Tecnomar ostenta mais potência do que sete hipercarros Fenomeno, com três motores MTU 16V 200 M96L combinados com três hélices da superfície, que geram uma potência combinada de incríveis 7.600 cavalos — contra 1080 cv do carro.

                                                         

                                                        Já no quesito velocidade é difícil concorrer com o modelo de quatro rodas. Em ritmo de cruzeiro, o barco atingirá 35 nós (quase 65 km/h), enquanto, no máximo, alcançará 45 nós (83,3 km/h). A nível de curiosidade, o Fenomeno bate 200 km/h em apenas 6,7 segundos e chega até a 350 km/h.

                                                         

                                                        Náutica Responde

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                                                          Já considerado extinto, peixe em forma de guitarra surge em praia da África 26 anos depois

                                                          Peixe-serra de quase três metros foi encontrado já sem vida e representa uma possível volta do animal à região

                                                          03/10/2025

                                                          Um peixe-serra de quase três metros foi encontrado na região do Cabo Oriental, na África do Sul, em agosto. Mesmo que sem vida, pesquisadores se empolgaram com a notícia, uma vez que o animal, com formato semelhante ao de uma guitarra, não dava as caras há 26 anos e já era considerado extinto por ali.

                                                          A carcaça foi encontrada com marcas de um possível ataque de predador por um morador local, chamado Mike Vincent. Foi ele quem acionou Kevin Cole, cientista do Museu de East London, que recebeu a notícia com entusiasmo, uma vez que um animal da espécie não era visto na costa sul-africana desde 1999.

                                                          Fiquei sentado ao lado dela por um tempo, refletindo sobre o momento– declarou Cole ao ILF Science

                                                          O primeiro de muitos?

                                                          Embora desaparecidos por quase três décadas, os peixes-serra podem estar voltando às águas — ao menos é que acredita Cole. O cientista afirma ter recebido relatos de peixes como esses em outras praias sul-africanas, como a Praia de Kayser.

                                                          Foto: Kevin Cole / Reprodução

                                                          Para ele, o peixe-serra encontrado sugere que a espécie ainda marca presença ao longo da costa leste da África do Sul, sendo o registro uma forma de conscientizar a população.

                                                          O registro tornará o público mais consciente sobre o peixe-serra, o que poderá revelar registros adicionais no futuro– explicou

                                                          Ainda do seu ponto de vista, pescadores recreativos e banhistas podem agora estar mais atentos a futuros encalhes, potencializando a pesquisa sobre a espécie.

                                                          O peixe-serra é, na verdade, uma raia

                                                          O focinho serrilhado dos peixes-serra pode até lembrar um tubarão-serra (Pristiophoriformes), mas são animais completamente diferentes. Esse peixe em forma de guitarra é, na verdade, pertencente à família das raias.

                                                          peixe-serra registrado no aquário Aqua Park. Foto: Gant223 / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                          O focinho, característica mais marcante desse animal, é um apêndice que faz parte do crânio, feito de cartilagem e coberto por pele. Suas duas bordas apresentam, cada uma, uma fileira de dentes rostrais, que conferem a aparência de serra.

                                                           

                                                          A “serra” dispõe de órgãos sensoriais, chamados de ampolas de Lorenzini. Eles ajudam o animal a encontrar suas presas e detectar impulsos elétricos, como os emitidos pelos batimentos cardíacos de outros animais.


                                                          Atualmente, existem cinco espécies de peixe-serra, divididas em dois gêneros: o Pristis, com o peixe-serra de dentes grandes (P. pristis), peixe-serra de dentes pequenos (P. pectinata), peixe-serra anão (P. clavata) e peixe-serra verde (P. zijsron); e o Anoxypristis, com o peixe-serra estreito (A. cuspidata).

                                                           

                                                          Após examinar o animal encontrado na costa da África do Sul, Cole chegou à conclusão de que se tratava de um peixe-serra de dentes grandes e macho, da espécie Pristis pristis.

                                                          Foto: Gant223 / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                          “Eu estava relutante em fazer uma chamada imediata sobre a espécie, mas depois de examinar a posição da nadadeira dorsal, logo na frente das nadadeiras pélvicas, e contar os dentes grandes (21 de cada lado, com alguns faltando), entendi que a morfometria deve confirmar que a espécie é um peixe-serra de dentes grandes e macho”, explicou.

                                                           

                                                          Os peixes-serra habitam regiões tropicais e subtropicais em diferentes partes do mundo. Podem ser encontrados em rios, manguezais, estuários e áreas costeiras rasas, com registros no Atlântico — do Caribe ao Brasil e costa da África — e no Indo-Pacífico, incluindo Índia, Sudeste Asiático e norte da Austrália.

                                                           

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                                                            Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                                            Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                                            Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

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                                                            SailGP: time brasileiro vai à Espanha para 11ª etapa da competição neste final de semana

                                                            Disputa é a penúltima da temporada antes da grande final, em Abu Dhabi, nos dias 29 e 30 de novembro

                                                            A temporada de 2025 do SailGP está se aproximando do fim. Neste final de semana, dias 4 e 5 de outubro, o time brasileiro Mubadala Brazil atraca nas águas da Espanha para o Grand Prix de Cádiz, a 11ª etapa da disputa tida como o principal campeonato de velocidade de vela.

                                                            Esse será o penúltimo evento da temporada antes da grande final, em Abu Dhabi, e encerra um ciclo de cinco disputas em sequência na Europa: Portsmouth (Inglaterra), Sassnitz (Alemanha), Saint-Tropez (França) e Genebra (Suíça).

                                                             

                                                            Para a equipe brasileira, comandada por Martine Grael, a disputa é mais uma oportunidade de consolidar os aprendizados das últimas etapas, especialmente após o incidente em Sassnitz — que tirou o Mubadala Brazil SailGP Team da competição — e os desafios técnicos em Genebra, na 10ª etapa.

                                                            Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                                            Na ocasião, a colisão com uma boia de sinalização durante a preparação para as corridas do segundo dia causou um furo no catamarã F50, o que impossibilitou o reparo a tempo da competição. A equipe, então, finalizou o evento com a pontuação do primeiro dia de disputas.

                                                             

                                                            A etapa espanhola será crucial para o time brasileiro evidenciar mais uma vez sua capacidade de adaptação e seu espírito competitivo, conforme reforçou Grael, primeira mulher a ocupar o posto principal em uma embarcação na história do SailGP.

                                                            Chegamos aqui com a mentalidade de seguir em frente, usando tudo o que aprendemos nas últimas semanas para garantir os melhores resultados– destacou a capitã do Mubadala Brazil

                                                            Palco das regatas, a Baía de Cádiz dá à disputa o contraste entre a modernidade dos catamarãs — que podem atingir os 100 km/h — com a rica história e arquitetura da cidade, uma das mais antigas da Europa, localizada na região da Andaluzia.


                                                            A formação do Mubadala Brazil SailGP Team inclui, além de Martine Grael como Driver, Mateus Isaac e Breno Kneipp como Grinders, Andy Maloney como Flight Controller, Leigh McMillan como Wing Trimmer e Paul Goodison como Strategist.

                                                             

                                                            As regatas serão transmitidas ao vivo pelo SporTV2 no sábado (4) às 10h30; e SporTV3 no domingo (5), no mesmo horário. O canal BandSports reprisa a etapa de domingo no mesmo dia, às 21h. Após a passagem pela Espanha, o SailGP encerrará a temporada em Abu Dhabi, nos dias 29 e 30 de novembro de 2025.

                                                             

                                                            Náutica Responde

                                                            Faça uma pergunta para a Náutica

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