GP de Miami da Fórmula 1 terá “superiate” como “arquibancada”; ingressos chegam a R$ 500 mil

Espaço ficará na polêmica "marina falsa" do circuito, com direito a culinária francesa e vista privilegiada das curvas 5 e 9

16/02/2026

Além da alta velocidade em uma disputa de tirar o fôlego, a Fórmula 1 também é sinônimo de luxo e exclusividade — e no GP de Miami, em 3 de maio, nos Estados Unidos, essa fama promete ganhar ainda mais força. Por lá, os visitantes mais afortunados poderão assistir à corrida de dentro de um “superiate” realista construído dentro da “marina falsa” do circuito, com visão privilegiada e ingressos custando até R$ 500 mil.

Desde que estreou no circuito, em 2022, o GP de Miami tomou as manchetes não só pelos astros que pilotam algumas das máquinas mais rápidas do mundo, mas também pela tal “marina falsa” — que sequer tem água de verdade. Em 2024, embora os iates atracados por ali fossem reais, eles “flutuavam” em água artificial, criada a partir de uma placa de madeira revestida com vinil azul.

Foto: Formula 1 Miami Grand Prix / Divulgação

Dando de ombros para as piadas acerca do assunto, neste ano, a organização do evento foi ainda mais além. Entre as curvas 5 e 9 do circuito, que estão entre os trechos mais requisitados da disputa, estará instalado um “superiate” realista com 80,4 metros de comprimento, 29,2 m de largura e até 15,2 m de altura, elaborado pela MSC, uma das patrocinadoras da corrida.

Foto: Formula 1 Miami Grand Prix / Divulgação

A embarcação soma 2.972 m², distribuídos em cinco níveis, cada um com atrações diferentes. O mais “premium” deles promete ser o que a organização classificou como “cabanas privativas”. Por lá, os visitantes poderão desfrutar de uma experiência de jantar inspirada na culinária francesa enquanto assistem à corrida com visão de 360º da pista no ponto mais alto da “embarcação”.

Visitantes do espaço contarão, inclusive, com uma piscina. Foto: Formula 1 Miami Grand Prix / Divulgação

O espaço é comercializado em um lote de até 20 ingressos, cada um custando US$ 4,75 mil, cerca de R$ 25 mil na cotação de fevereiro de 2025 — quando somados, o valor chega aos US$ 95 mil, quase R$ 499,1 mil. Vale destacar que foram colocadas à venda nove cabanas deste tipo.


Já os ingressos para as demais áreas desse superiate da Fórmula 1 são vendidos individualmente, com preços que variam entre US$ 3,9 mil (R$ 20,4 mil) e US$ 4,7 mil (R$ 24,6 mil). Também é possível assistir à prova no trecho da marina sem estar dentro do barco: qualquer portador de ingresso terá acesso a uma área elevada na parte interna da curva 7 do circuito.

Foto: Formula 1 Miami Grand Prix / Divulgação

O GP de Miami marcará a 6ª corrida da temporada de 2026, que começa em março, na Austrália, passando por China, Japão, Bahrein e Arábia Saudita antes de atracar nos EUA. Neste ano, a prova chega à quinta edição, tendo como maior vencedor o holandês Max Verstappen, com dois triunfos.

 

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    Mario Kart da vida real? Resort em Marrocos oferece corrida de “kart aquático”

    Projetado para se assemelhar a um carro de corrida, o barco foi montado sobre uma estrutura flutuante com motor de jet

    15/02/2026

    Quem nunca sonhou em disputar uma corrida de Mario Kart na vida real? Pois bem, na cidade de Marrakech, em Marrocos, é possível fazer esse sonho sair das telas de videogame. Isso graças ao “waterkarting”, uma espécie de “kart aquático” do N.A.R. Complexe Sportif, um resort completo para os amantes de adrenalina.

    É como dirigir um kart na água. Montado sobre uma estrutura flutuante com motor de jet, o “carro aquático” foi projetado para ser parecido com um carro de corrida, com direito a um “volante” digno de Fórmula 1. Os modelos são da marca Waterkart, feitos para navegarem ao mesmo tempo que garantem uma boa estabilidade — e, claro, velocidade.

     

     

    O N.A.R. disponibiliza coletes salva-vidas e capacetes para que a corrida seja ainda mais segura. O waterkarting permite até dois passageiros ao mesmo tempo (um piloto e um passageiro com idade mínima de 5 anos).

    Pista aquática do waterkarting. Foto: Rents.MA/ Reprodução

    A pilotagem é simples e a pista oferece curvas que não exigem habilidades tão complexas — e, diferente do Mario Kart, não há o risco de rodopiar numa casca de banana. Apesar da ótima velocidade, a ideia não é que a atividade seja competitiva, mas, sim, casual.

    Os preços costumam variar a depender do pacote escolhido com as agências de turismo. Quando fechado de forma isolada, por “kart”, os valores são:

    • Sessão de 10 minutos: 400 dirham marroquinos (MAD) – aproximadamente R$ 227;
    • Sessão de 20 minutos: 700 dirham marroquinos (MAD) – aproximadamente R$ 400;
    • Sessão de 30 minutos: 900 dirham marroquinos (MAD) – aproximadamente R$ 512.

    Além do waterkarting, o N.A.R. tem outras atrações que envolvem adrenalina, como paintball, corrida de kart — esse de verdade, fora da água — , e passeios alucinantes em quadriciclos.

    Foto: N.A.R. Complexe Sportif/ Divulgação

    O resort fica aberto todos os dias da semana, das 9h às 22h, sem necessidade de reserva. A localização exata é no Centre Commune Bourrous, Marraquexe 40000, na zona da Palmeraie/Route de Casablanca. Basta chegar, pagar e se divertir.

     

    *Os valores foram informados pelo site oficial e consideram a conversão de fevereiro de 2026.

     

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      Iceboat: veleiro de madeira encanta a internet deslizando no gelo

      Barco de 1969 foi flagrado por Michael Busch sobre uma lagoa congelada em Nova York. Conheça outros modelos de "iceboats"

      14/02/2026

      Barcos deslizando sobre as águas não são uma novidade. Mas e no gelo? Parando para analisar, “deslizar” faz até mais sentido nesse contexto, e é o que chamou atenção em um vídeo que vem ganhando força na internet. As imagens mostram um típico “iceboat”, justamente, deslizando sobre uma lagoa congelada entre as margens de Long Island e Fire Island, em Nova York, nos Estados Unidos.

      Esse barquinho, flagrado por Michael Busch, é a Miss Clella, um veleiro de madeira construído ainda em 1969 que segue esbanjando muita classe na região da baía de Great South. Assim como outros iceboats, esse modelo se aproveita do vento e da superfície lisa para ganhar velocidade com seus “patins” de aço. Veja em ação:

       

       

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      Um post compartilhado por AccuWeather (@accuweather)


      Sim, tal qual um patins, os iceboats têm o casco montado sobre patins de aço (geralmente dois na frente e um atrás), que reduzem o atrito e permitem velocidades altíssimas — eles podem atingir de 100 a 140 km/h, dependendo do modelo e das condições do gelo.

      Foto: Michael Busch / Great South Bay Images / Reprodução

      Embora pouco populares no Brasil — por motivos óbvios — os iceboats surgiram no século 17, principalmente nos Países Baixos, onde os canais congelados eram comuns no inverno. Por lá, eles foram primeiramente usados ​​para o comércio, mas logo evoluíram para embarcações de recreio.


      Com o tempo, a prática foi se espalhando pela região da Escandinávia e por países como Alemanha e Rússia. Mais tarde, alcançou os Estados Unidos e o Canadá.

      Tipos e classes de iceboats

      Existem diferentes classes de iceboats, com regras específicas de tamanho e construção.

      Ice Optimist

      Essa é uma classe juvenil, inspirada no Optimist da vela tradicional. Não à toa, usa o mesmo mastro e vela do Optimist Internacional e é igualmente pensada para a formação de jovens velejadores.

      Foto: Four Lakes Ice Yacht Club / Divulgação

      DN Internacional

      A “classe mais popular do mundo”, presente na América do Norte, Europa e Ásia. É um iceboat monoposto, com cerca de 3,6 metros de comprimento, mastro de quase 5 metros e vela de 60 pés².

      Foto: Gretchen Dorian / US Sailing / Divulgação

      Monotipo XV

      A Monotipo XV é uma classe europeia tradicional, baseada em um projeto de 1932. Pode ser navegada por uma ou duas pessoas e segue regras rígidas de construção, praticamente inalteradas desde os anos 1930.

      Foto: Pataki Attila István / Wikimedia Commons / Reprodução

      Nite

      Aqui o iceboat é um monotipo com fuselagem de fibra de vidro, dois assentos lado a lado e vela de 67 pés², também construído segundo especificações rigorosas. É conhecido pela uniformidade entre as embarcações, o que valoriza a habilidade do piloto.

      Foto: Four Lakes Ice Yacht Club / Divulgação

      Renegade

      Classe caseira, criada em 1947 nos Estados Unidos, com foco em praticidade e transporte — o projeto original podia ser levado sobre o teto de um carro. Usa vela de 67 pés² e mastro aerodinâmico flexível.

      Foto: Silver Fox Viz / Four Lakes Ice Yacht Club / Divulgação

      Skeeter

      A Skeeter é uma classe de alto desempenho, dividida nas subclasses A, B e C, todas limitadas a 75 pés² de área vélica.

      • Classe A: pode ter um ou dois tripulantes, com mastro mais alto e uso de materiais avançados, como fibra de carbono;
      • Classe B: dois tripulantes sentados lado a lado;
      • Classe C: versões menores, com mastro mais baixo e configuração para um ou dois tripulantes.
      Foto: Four Lakes Ice Yacht Club / Divulgação

      De forma geral, em um iceboat o velejador normalmente fica muito próximo ao gelo, sentado ou deitado parcialmente para reduzir a resistência ao vento. O controle é feito através de um leme traseiro e ajustes finos de vela.

       

      A navegação exige leitura constante do gelo, já que rachaduras, áreas finas ou neve acumulada representam risco. Até por isso, pilotar um desses requer uma camada de gelo espesso e homogêneo (normalmente acima de 12 a 15 cm) e o uso de capacete, óculos, roupas térmicas e equipamentos de flutuação.

       

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        Vem aí! Ross Mariner revela detalhes da nova SLR340 Legend à NÁUTICA

        Modelo de 34 pés estreia nova categoria no portfólio do estaleiro e aposta em sofisticação com DNA esportivo

        Por: Nicole Leslie -
        13/02/2026

        O portfólio de embarcações entre 17 e 26 pés da Ross Mariner está prestes a ganhar uma nova companhia de peso. Dentro de alguns meses, o estaleiro pretende lançar a SLR340 Legend, lancha de 34 pés que inaugura uma nova categoria no catálogo da marca e promete unir sofisticação, estética marcante e bom aproveitamento de espaços, sem abrir mão de um toque esportivo.

        Com apenas três anos de atuação, a Ross Mariner vem movimentando o mercado náutico como prova de que novos estaleiros podem, sim, inovar. Mesmo jovem quando comparada a outras fabricantes brasileiras, a marca já consolidou sete modelos em linha e agora se prepara para ampliar sua atuação com um projeto mais robusto — e ainda atingir novos públicos.


        Ross SLR340 Legend: o que esperar?

        A nova Ross SLR340 Legend representa um objetivo antigo de Márcio Ishikawa, CEO do estaleiro: consolidar a presença da marca no segmento de lanchas acima de 30 pés. Segundo a Ross Mariner, o modelo chega com “uma proposta de tamanho inigualável” e tem lançamento oficial previsto para abril, durante o Rio Boat Show 2026.

        Detalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução

        As imagens do projeto, assinadas pelo designer Marcos Zenas e divulgadas no Instagram do estaleiro, revelam uma lancha com T-top, solário de proa, sofás em L com detalhes em vermelho — já característicos da marca —, cabine para até quatro pessoas, banheiro e motorização de popa.

        Detalhes da cabine da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução

        Além do que já foi adiantado publicamente, a Ross Mariner revelou à NÁUTICA, com exclusividade, outros detalhes da SLR340 Legend. Entre os principais diferenciais do modelo, estão:

        • Proa com solário para até três pessoas e corredor frontal para facilitar o acesso à âncora;
        • Corredor de acesso à proa com escada de degraus largos;
        • Piso totalmente nivelado no cockpit, sem degraus;
        • Painel do piloto moderno e clean, com banco para até duas pessoas;
        • Plataforma de popa equipada com espaço gourmet, churrasqueira e geleira.
        Painel do piloto com banco para até duas pessoas na SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução
        Sofás em L com detalhes em vermelho na SLR340 Legend, em piso nivelado do cockpit. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução

        O design da cabine também reforça apostas da marca para se diferenciar no mercado. Nesse ambiente, se destacam:

        • Área total de 16 m², com pé-direito de 1,92 m;
        • Quatro ambientes bem definidos: cama de proa fixa, área de estar, cama à meia-nau e banheiro;
        • Banheiro com box, sanitário e bancada com pia em ambientes separados, além de 1,85 m de pé-direito.
        Área de estar na SLR340 Legend, com cama de proa ao fundo da imagem. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução
        Detalhes da cabine na SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução
        Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução
        Detalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução

        Com a SLR340 Legend, a Ross Mariner amplia seu alcance e inaugura uma nova fase, mirando um público que busca embarcações maiores sem abrir mão da identidade, conforto e personalidade característicos do estaleiro.

        Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução

         

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          Donzela-real: peixe invasor chega ao litoral paulista e ameaça espécies nativas

          Espécie costuma formar grandes cardumes e tem como característica sua agressividade territorial

          Um peixe nativo do Indo-Pacífico, a um oceano de distância, já está se reproduzindo e se adaptando ao litoral paulista, o que soa como um alerta para o ecossistema marinho. Trata-se da donzela-real (Neopomacentrus cyanomos), espécie invasora que vive em corais e é conhecida pela sua agressividade territorial e formação de grandes cardumes.

          O animal não é exatamente uma novidade para os cientistas, já que foi descrito pela primeira vez ainda em 1865 pelo especialista holandês Pieter Bleeker. Porém, em águas brasileiras, a espécie só veio a ser registrada em 2023 — relativamente recente em termos científicos. Agora, está se sentindo mais à vontade.

          Donzela-real. Foto: Creative Commons/ Wikimedia Commons/ Reprodução

          Segundo pesquisadores, as donzelas-reais foram confirmadas em ilhas costeiras como a Ilha da Queimada Grande, o Parque Estadual Marinho da Laje de Santos e a Estação Ecológica Tupinambás, no Arquipélago de Alcatrazes. E quanto mais espaço elas têm, mais perigoso fica o ambiente marinho.

           

          Isso porque, por natureza, a espécie possui um comportamento totalmente territorial e agressivo, conforme explicou ao g1 o biólogo e mergulhador Eric Cormin. Segundo ele, o peixe “defende o local de desova de uma forma feroz contra quaisquer outras espécies”. Por consequência, acabam disputando espaço com seres nativos.

          A descoberta ainda é recente, e os especialistas notaram, por enquanto, apenas pequenos cardumes, com impactos no ecossistema marinho ainda em avaliação. Entretanto, a principal preocupação segue sendo a competição por recursos.

          Eles estão sim se reproduzindo com sucesso, porém é preciso que haja um monitoramento contínuo para ver se a espécie na nossa região está se estabelecendo com sucesso– afirmou Comin ao veículo

          O biólogo defende ainda que se faz necessário um levantamento amplo para mensurar o impacto dessa invasão ao longo dos anos. Mas fato é que, ao se estabelecer em recifes de coral — como vem acontecendo — , ela pode alterar a dinâmica populacional do local.

          Um problema real

          Um lugar onde esse peixe já está estabelecido é o Golfo do México, com direito a cardumes de alta densidade formados. Muito mais que uma inquilina, a donzela-real é avistada por lá desde 2013. Para um certo alívio, contudo, os estudiosos não conseguem afirmar que a espécie levou danos significativos ao ecossistema, mesmo que há mais de uma década nessas águas.

          Foto: Instagram @familiamergulho e @terradagente / Reprodução

          Segundo um artigo publicado na Bulletin of Marine Science, houve sim uma queda no número de espécies nativas no Golfo do México, mas não por conta da invasão da donzela-real. Para os autores da pesquisa, a causa dessa diminuição é a crescente degradação do habitat dos recifes.

          Foto: Wikimedia Commons/ AravindManoj/ Reprodução

          O estudo sugere que a donzela-real, sendo muito resistente, consegue prosperar em ambientes degradados e em estruturas artificiais (como plataformas de petróleo), enquanto os peixes nativos não aguentam a barra. Logo, ela é mais uma consequência do declínio do que a causa.

           

          Outros estudos também sugerem que o impacto imediato sobre peixes nativos planctívoros (que se alimentam de plâncton) poderia ser limitado, embora o potencial de invasão e a rápida colonização de novas áreas ainda sirva como um alerta para os recifes brasileiros.

          Como eles chegaram aqui?

          A resposta para essa pergunta ainda não é certeira, mas sim uma hipótese. A principal delas, segundo os pesquisadores, é de que chegaram pela chamada água de lastro — aquela que os navios colocam em tanques internos para garantir equilíbrio e estabilidade durante a navegação. Nessa teoria, as embarcações teriam vindo do Caribe.

          Exemplo de como funciona as águas de lastros nas embarcações. Foto: Observatório de Justiça e Conservação/ Reprodução

          Por serem capturadas no mar, as águas de lastro têm seu descarte geralmente feito nos portos de destino. Ou seja, tudo o que foi capturado é despejado no local de chegada, transferindo microrganismos e espécies exóticas para o ambiente local, o que causa desiquilíbrio biológico e riscos sanitários.

           

          Não à toa, a distribuição desse animal não é exclusiva. No Oceano Índico, vai desde a África Ocidental, Mar Vermelho e Golfo Pérsico até o Oceano Pacífico, incluindo Filipinas, Malásia, Indonésia, sul do Japão, norte da Austrália e Nova Caledônia. Agora, chegou a vez dela no Atlântico Sul.

          Como ela é?

          O peixe mede, em média, 10 centímetros, cabendo tranquilamente na palma da mão. Eles apresentam um corpo alongado com coloração que varia do azul-escuro para o preto, com uma mancha branca próxima da barbatana dorsal.

          Foto: Wikimedia Commons/ Serge Planes/ Reprodução

          Quando jovens, apresentam barbatanas amarelas que tendem a escurecer conforme chegam à fase adulta. A donzela-real se alimenta principalmente de zooplâncton (composto de animais que flutuam ou nadam fracamente, que dependem de correntes para se deslocar a grandes distâncias). De acordo com os estudos, o animal é encontrado entre 5 e 30 metros de profundidade.

           

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            Seguro DPEM, documentos digitais e mais: veja as principais mudanças das normas 211 e 212

            Atualizações foram divulgadas pela Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha do Brasil (MB) ao final de janeiro

            A Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha do Brasil (MB) divulgou, ao final de janeiro, as atualizações das Normas de Autoridade Marítimas (Normam) 211 e 212. Visando esclarecer de forma prática os principais pontos de mudança, NÁUTICA conversou com Marcello Souza, instrutor de navegação da escola Argonauta e especialista no assunto.

            Enquanto a norma 211 trata das atividades de esporte e recreio no tráfego aquaviário, a 212 regula as motos aquáticas e os motonautas. Na prática, elas se completam em alguns pontos, como você pode conferir a seguir.

            Atualização nas normas 211 e 212: principais mudanças

            Flexibilização na regulamentação de documentos

            Até então, para fazer a inscrição, renovação ou transferência da embarcação, o condutor precisava comparecer a uma capitania, delegacia ou agência onde tivesse domicílio. A partir da atualização da norma 211, o proprietário passa a contar com esses serviços em qualquer um desses estabelecimentos, mesmo que fora de sua localidade.

             

            A nova tratativa vale tanto para condutores de embarcações de esporte e recreio quanto para proprietários de motos aquáticas.

            Documentos digitalizados

            Uma grande demanda dos usuários de embarcações foi atendida — ainda que com ressalvas: a Marinha passa a aceitar documentações de forma digitalizada. Contudo, conforme reforçou Marcello, “o usuário deve procurar informações detalhadas na Organização Militar (OM) onde está dando entrada”.

             

            Isso porque cada uma das quase 60 unidades (capitanias, delegacias e agências) pode trabalhar de um jeito diferente no aceite. Um exemplo dessa variação são os documentos assinados pelo Gov.br, que, por vezes, precisam ser verificados ou materializados em cartório, visando garantir a autenticidade.

            Obrigatoriedade do seguro DPEM

            O Seguro DPEM (Danos Pessoais Causados por Embarcações ou por suas Cargas), que estava suspenso desde 2016, foi retomado pela seguradora Akad. Ele funciona tal qual ao DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), atuando na indenização de vítimas de acidentes náuticos.

             

            Proprietários de embarcações de esporte e recreio e motos aquáticas deverão portar o documento de forma obrigatória, preferencialmente impresso. O valor para ambos é de R$ 22,22 ao ano. A multa, no caso da falta do documento em uma abordagem, varia de R$ 40 a R$ 800.


            EPIRB obrigatório

            Outra mudança diz respeito ao EPIRB (Emergency Position-Indicating Radio Beacon, em inglês, ou rádio-baliza indicadora de posição de emergência, em português). O equipamento, obrigatório para navegação oceânica, deve ser cadastrado no sistema INFOSAR através do site oficial.

            Atestados de treinamento náutico reconhecidos em firma

            Os atestados de treinamento náutico (tanto para Arrais-Amador quanto para Motonauta) agora precisam de reconhecimento de firma (em cartório ou via digital, pelo Gov.br) do proprietário da escola, instrutores e também do aluno.

            Acessibilidade nas escolas

            As escolas náuticas passam a ser obrigadas a disponibilizar um intérprete de Libras para alunos com deficiência auditiva que manifestem essa necessidade.

            EAMAs

            As EAMAs (estabelecimentos de aluguel de moto aquática) agora podem optar, no cadastramento, por oferecer passeios guiados em rotas autorizadas, navegação em área restrita ou ambas as modalidades.

             

            Todas os detalhes das atualizações podem ser conferidos nos documentos completos, disponíveis no site oficial da Diretoria de Portos e Costas.

             

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              SailGP 2026: time brasileiro disputa segunda etapa neste final de semana

              Competição ocorrerá nas águas de Auckland, na Nova Zelândia, nos dias 13 e 14 de fevereiro; brasileira Marina Arndt se juntará ao time

              12/02/2026

              A temporada de 2026 do SailGP já está a todo vapor — e a equipe brasileira na disputa também. Neste final de semana, nos dias 13 e 14 de fevereiro, o Mubadala Brazil SailGP Team embarca em mais um grande desafio, desta vez em Auckland, na Nova Zelândia, no ITM New Zealand Sail Grand Prix.

              O time atualmente ocupa a 10ª posição no ranking do campeonato, com um ponto conquistado na estreia, em Perth, na Austrália, onde finalizou também na 10ª colocação geral. Em águas neozelandesas, o objetivo é ganhar consistência e transformar o aprendizado da abertura da temporada em performance.

              Foto: AT Films / Divulgação

              A etapa marca a sequência de um início de temporada intenso na Oceania, que ainda inclui Sydney, na Austrália, antes da tão aguardada passagem pelo Rio de Janeiro, no Brasil, nos dias 11 e 12 de abril — ao todo, serão 13 etapas ao redor do mundo em 2026.

              Estamos contando os dias para velejar no Rio. É algo que esperamos há muito tempo […] Correr em casa, com amigos, família e torcida, e ainda fazer parte da primeira etapa do SailGP na América do Sul, é muito especial– destacou Martine Grael, capitã do Mubadala Brazil SailGP Team

              Foto: SailGP / Divulgação

              Antes disso, porém, muita água vai rolar. Focando no presente, o time contará com uma novidade em seu elenco para a etapa que se aproxima: a brasileira Marina Arndt, que completa a equipe como atleta reserva.

               

              A paulista começou na vela aos sete anos e construiu uma carreira sólida, com campanhas olímpicas e participação nos Jogos de Paris 2024. Em 2025, teve seu primeiro contato com o SailGP em uma clínica de foil do projeto Breaking Boundaries e agora integra a equipe brasileira, reforçando o compromisso do time com a presença feminina de alto nível na competição.


              Ainda sobre a equipe, vale ressaltar que novos nomes da temporada estrearam oficialmente na primeira etapa do SailGP 2026: Rasmus Køstner (Flight Controller), Pietro Sibello (Wing Trimmer) e o novo coach Paul Brotherton.

              Em Auckland, queremos colocar em prática tudo o que conseguimos evoluir a partir dos estudos e análises realizados entre as etapas– afirmou Grael

              As regatas do ITM New Zealand Sail Grand Prix | Auckland terão transmissão para o Brasil pelos canais SporTV e BandSports. No SporTV3, o dia 1 será exibido em formato de VT na segunda-feira (16/02), às 13h, enquanto o dia 2 será transmitido ao vivo no domingo (15/02), às 00h. Já a BandSports exibirá as regatas ao vivo nos dois dias, com transmissões a partir de 23h55 de sexta-feira (13) e sábado (14).

              SailGP: calendário 2026

              A famosa regata de alta velocidade estreará quatro novos locais em 2026: Halifax (Canadá), Rio de Janeiro (Brasil), Perth (Austrália) e Bermuda. O campeonato tem início na Oceania, que recebe os três primeiros eventos da temporada, e finaliza nos Emirados Árabes Unidos (EAU), com as duas últimas etapas. Confira o calendário completo:

              • Perth (Austrália): 16 a 18 de janeiro;
              • Auckland (Nova Zelândia): 13 e 14 de fevereiro;
              • Sydney (Austrália): 27 de fevereiro a 1º de março;
              • Rio de Janeiro (Brasil): 11 e 12 de abril;
              • Bermuda (Bermuda): 9 e 10 de maio;
              • Nova York (EUA): 30 e 31 de maio;
              • Halifax (Canadá): 20 e 21 de junho;
              • Portsmouth (Reino Unido): 25 e 26 de julho;
              • Sassnitz (Alemanha): 22 e 23 de agosto;
              • Espanha (Local a definir): data a confirmar;
              • Saint-Tropez (França): 12 e 13 de setembro;
              • Dubai (EAU): 21 e 22 de novembro;
              • Abu Dhabi (EAU): 28 e 29 de novembro (grande final).

               

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                Conheça destinos náuticos para aproveitar o Carnaval no Brasil

                Feriado famoso por festas e euforia em terra também pode ser aproveitado sobre as águas — confira dicas!

                Por: Nicole Leslie -

                Para quem prefere trocar a folia intensa em terra firme por dias de descanso sobre as águas, o Carnaval também pode ser sinônimo de calmaria. O Brasil reúne destinos náuticos ideais para aproveitar o feriado longe dos grandes centros urbanos, com mares mais tranquilos e infraestrutura voltada ao lazer náutico.

                Esta seleção reúne destinos que, de alguma forma, têm relação com o Grupo Náutica, sem a pretensão de excluir as diversas outras possibilidades existentes no país.

                Ilha Botinas, Angra dos Reis, Rio de Janeiro

                A Ilha Botinas é o tipo de destino que parece ter saído de um desenho animado. Pequenos pedaços de terra envoltos de águas cristalinas e a falta de civilização local tornam a região ideal para aproveitar dias tranquilos a bordo — especialmente se o barco permitir pernoitar.

                 

                 

                O destino fica a cerca de 9,5 milhas náuticas (17 km) da Marinas do Atlântico, polo náutico que inaugurou em 2025 junto ao primeiro Salão de Usados Náutica. O trajeto da marina até a Ilha Botinas pode variar de 30 minutos a duas horas, dependendo da velocidade média da embarcação.

                Praia do Dentista, Angra dos Reis

                Praticamente vizinha à Ilha Botinas fica a Praia do Dentista, também em Angra, que diferente da primeira, é conhecida justamente por ser movimentada — e bela. Esse destino fica a 3,5 milhas (6,5 km) da Botinas, sendo possível navegar de uma a outra em 15 minutos, a 15 nós.

                 

                 

                Nos dias mais movimentados, a Praia do Dentista já chegou a receber mais de 300 lanchas — volume típico dos destinos apreciados por quem gosta de ver e ser visto. Por isso, é indicado deixar as amarras mais soltas que o habitual na ancoragem, já que os ventos costumam mudar e essa folga pode ser decisiva para evitar choques com outros barcos.

                Ilha do Arvoredo, Santa Catarina

                A Ilha do Arvoredo é uma reserva biológica em grande parte de sua área. Ainda assim, as águas ao redor atraem quem aprecia o mergulho, com visibilidade que pode chegar a 15 metros. No local, é possível observar diversas espécies marinhas — como peixes, ouriços e polvos — e o fundeio de embarcações é permitido no lado sul da ilha, respeitando as regras ambientais.

                Ilha do Arvoredo. Foto: Tdperez/ Domínio Público

                Próxima a Florianópolis, a Ilha do Arvoredo fica a cerca de 28 milhas náuticas (51 km) da Marina Itajaí, onde ocorre o Marina Itajaí Boat Show. O trajeto pode durar aproximadamente 1h20, considerando uma velocidade média de 20 nós (37 km/h).

                Caixa d’Aço, Santa Catarina

                O nome incomum desse destino já diz muito sobre o que se pode esperar de lá. A enseada de Caixa d’Aço, em SC, foi sem querer nomeada por um navegador português que escondeu seu navio de uma frota inimiga, tendo aguardado o perigo passar nessa região. Segundo ele, o local era tão calmo e seguro quanto uma “caixa de aço” — e assim o nome ficou.

                 

                 

                Esse destino fica no que parece ser um recorte da baía de Porto Belo, cercado por terra em três faces. Por isso, guarda águas calmas que ganham movimento apenas pela quantidade de barcos que as cruzam. Entre os lugares mais certeiros para quando se quer aproveitar a vida náutica cercado por outras embarcações, o Caixa d’Aço fica ainda mais próximo da Marina Itajaí, a cerca de 18 milhas náuticas (33 km).


                Ilha dos Frades, Bahia

                Mesmo em Salvador, conhecida pela intensa programação carnavalesca, é possível encontrar destinos náuticos mais tranquilos mesmo durante o feriado. Localizada praticamente no centro da Baía de Todos-os-Santos — a maior baía do Brasil e a segunda maior do mundo — a Ilha dos Frades reúne paisagens naturais e pontos de ancoragem mais sossegados.

                 

                 

                Embora a ilha não seja inteiramente calma, a Praia da Viração costuma atrair menos embarcações e se destaca pelas águas de tom verde intenso. A praia fica a cerca de 12 milhas náuticas (22 km) da Bahia Marina, onde acontece o Salvador Boat Show. O trajeto leva aproximadamente 35 minutos, considerando uma velocidade média de 20 nós.

                Baía de Todos-os-Santos, Salvador, Bahia

                A própria Baía de Todos-os-Santos, por sua vez, também é um destino bem-vindo — especialmente em época de Carnaval. A baía guarda fundeadouros que permitem vislumbrar cenários incríveis.

                Baía de Todos-os-Santos. Foto: Fernando Antonio @fernandoantoniofotos / via Instagram @baiadetodosossantosoficial

                Nos ancoradouros mais remotos, é possível aproveitar noites com céu e mar estrelados. Isso porque, na falta da Lua, as águas calmas se transformam num tapete de estrelas, permitindo apreciar a constelação olhando para cima ou para baixo. Experiências que talvez só destinos regados a Axé permitiriam.

                Represa de Jurumirim, São Paulo

                Procurado em qualquer época do ano por quem busca lazer a bordo e um ambiente mais calmo, o destino também é uma boa pedida para aproveitar o Carnaval longe da agitação. Localizada no interior de São Paulo — estado onde acontece o maior salão náutico da América Latina, o São Paulo Boat Show — a represa reúne águas tranquilas e paisagens que alternam fazendas, colinas e áreas rurais.

                 

                 

                Entre as atividades mais apreciadas na Represa de Jurumirim está o pôr do sol, que, dependendo do ponto de observação, parece “mergulhar” na água e lembrar o horizonte do litoral, mesmo a mais de 220 km da praia mais próxima.

                Represa Jurumirim. Foto: Lauana Fogaca de Almeida / Licença Creative Commons

                Outros destinos náuticos para aproveitar o Carnaval

                Praia d’As Ilhas, São Sebastião, São Paulo

                A praia d’As Ilhas, em São Sebastião, fica próxima à praia da Barra do Sahy, no continente, estando a cerca de 1,5 km (menos de uma milha náutica) de distância. Embora próxima da civilização e podendo ser visitada até mesmo a remo, esse destino não tem moradores locais e guarda cenários de areia branca e água cristalina.

                Praia d’As Ilhas, em São Sebastião. Foto: Monique Renne / via Melhores Destinos / Divulgação

                Há quem diga que o nome da praia seja porque, no passado, eram duas ilhas, com um filete de água as separando. Fato é que, já há alguns anos, a água não corta estes pedaços de terra. Mas mantém a beleza no mesmo nível.

                Rio Paraná, em Porto Rico, Paraná

                Nem só de praias se faz essa lista e o Rio Paraná chega como prova de que uma boa pedida de destino para se visitar durante o Carnaval pode, sim, ser um rio. 28 km desse corpo d’água cruzam a cidade de Porto Rico, no Paraná, e a distância entre as margens é de, em média, 1,5 km.

                Rio Paraná corta a cidade de Porto Rico por 28 km. Foto: Secretaria de Turismo do Paraná / Divulgação

                Às margens de Porto Rico, é possível aproveitar o Rio Paraná de diferentes formas: mergulho, pesca, surf e até áreas de praia — como a famosa Prainha — com areia, água e muito sol. Segundo a Secretaria de Turismo do Paraná, a cidade tem 2,5 mil habitantes, mas chega a conviver com 10 mil pessoas em períodos de alta temporada.

                Capitólio, Minas Gerais

                Popularmente conhecido como o destino que guarda o “Mar de Minas” — que não tem acesso ao litoral — , esse lugar fica às margens do Lago de Furnas e oferece “um oceano” de possibilidades náuticas, que envolvem desde passeios de lancha até visita a cachoeiras e atrações remotas.

                Escarpas do Lago, em Capitólio (MG). Foto: Ana Di Tullio / Licença Creative Commons

                Entre as possibilidades, um dos destinos tidos como imperdíveis em Capitólio é a cachoeira Escarpas do Lago, um dos tantos lugares apenas acessados por água. Por lá, não faltam cenários deslumbrantes. Mas, durante alta temporada, como no Carnaval, a concorrência para conseguir vagas é grande — é indicado garantir as reservas com antecedência.

                Coroa do Avião, Pernambuco

                Uma ilhota improvável se consolidou próximo ao litoral de Igarassu, em Pernambuco, e se tornou o principal cartão-postal da cidade. Estamos falando da Coroa do Avião, que apesar da pequena área (aproximadamente 560 m de extensão e 80 m de largura), guarda cenários lindos que qualquer barco que ancore por perto pode apreciar.

                Ilhota Coroa do Avião em Igarassu (PE). Foto: Prefeitura de Igarassu / via Ministério do Turismo / Divulgação

                Segundo o Ministério do Turismo, a ilhota surgiu como um banco de areia na década de 1970 e, ao longo do tempo, o acúmulo constante de areia movimentada pelo mar permitiu que uma vegetação se formasse e, assim, surgisse uma pequena ilha. O destino recebeu R$ 5,6 milhões em investimentos do MTur para revitalização e segue como principal destino turístico de quem busca aproveitar o universo náutico em Igarassu.

                 

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                  Tradicional regata Buenos Aires-Rio começa neste sábado (14) com apenas um barco brasileiro

                  Marcos Soares Pereira comanda o Aries III, um clássico de 1970 que terá “tripulação eclética” para a disputa que acontece desde 1947

                  Uma das regatas mais emblemáticas da América Latina, a tradicional Buenos Aires-Rio começa neste sábado (14). As cores brasileiras serão representadas por uma única embarcação, que, ironicamente, é argentina. Trata-se do Aries III, um clássico German Frers de 1970. Junto a uma “tripulação eclética”, comandada por Marcos Soares Pereira, a missão é uma só: concluir a regata.

                  O percurso desafiador de 1.200 milhas náuticas (quase 2 mil km), entre as cidades de Buenos Aires, na Argentina, e Rio de Janeiro, no Brasil, acontece a cada três anos desde 1947, em uma conexão entre o Yacht Club Argentino e o Iate Clube do Rio de Janeiro. Nesse tempo, a disputa que chega em 2026 a sua 28ª edição já foi a pedra no sapato do capitão Marcos outras duas vezes.

                  Marcos Soares, comandante do Aries III, estará na 3ª tentativa de finalizar a regata. Foto: Marcos Soares / Arquivo Pessoal

                  Muitas pessoas me perguntam por que correr uma Buenos Aires-Rio. É uma regata muito dura, normalmente com ventos contras, correntes contras, mar contra […] mas é a realização de um sonho de criança– detalhou o comandante à NÁUTICA

                  É justamente esse sonho, moldado ainda na infância de um garoto que velejava a bordo de um Optimist enquanto admirava os barcos de regata internacionais — tal qual a própria Buenos Aires-Rio e a Cape2Rio —, que hoje impulsiona o Aries III para sua segunda tentativa de concluir a disputa (a terceira de Marcos Soares).

                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  A primeira tentativa [a bordo do Viva, um One Off 48] foi uma regata de vento muito duro, contrário, em que as duas velas grandes que tínhamos a bordo se rasgaram sem chance de conserto. Acabamos arribando em Rio Grande (RS)– relembrou Marcos

                  Já a segunda tentativa, agora com o Aires, em 2023, foi frustrada pela quebra inesperada de um fuzil, que inviabilizou a continuidade da equipe na competição. O destino, outra vez, não foi o Rio de Janeiro (RJ), mas o Rio Grande (RS).

                  A mistura perfeita: barco clássico e tripulação multigeracional

                  O Aries III disputará a Buenos Aires-Rio na classe ORC. O barco foi construído na Argentina, onde originalmente foi batizado como Recruta 2. Embora tenha passado por diversas modificações, ele se destaca por preservar linhas clássicas e um design orgânico que não passam despercebidos.

                  Foto: Marcos Soares / Arquivo Pessoal

                  É como estar em um Cadillac. Tem que passar marcha, não é automático. Mas dá um prazer muito grande– explica o capitão

                  O barco pesa 12 toneladas, o que representa mais do que o dobro do peso de embarcações de mesmo porte mais modernas. Por outro lado, Marcos enfatiza que trata-se de uma embarcação “de alma”, que carrega a história e o espectro de seus antigos comandantes.

                  Parte do interior do Aries III. Foto: Marcos Soares / Arquivo Pessoal

                  A teoria se reforça pela lenda de que sua construção foi finalizada dentro de um navio, que seguia para a disputa de uma Admiral’s Cup, prestigiada regata internacional frequentemente considerada o “campeonato mundial não oficial” de vela de oceano.

                  Foto: Marcos Soares / Arquivo Pessoal

                  É em meio a esse cenário que a tripulação seguirá para a missão de completar a tão sonhada regata. A equipe é composta por cinco homens, número abaixo do padrão, mas que, para Marcos — capitão e cozinheiro do time — , representa a melhor escolha em termos de conforto.

                  Vinícius Melo, à esquerda, e Miguel Pimentel dos Anjos, à direita. Foto: Marcos Soares / Arquivo Pessoal

                  Além dele, completam o grupo o português — vindo diretamente da Austrália — Miguel Pimentel dos Anjos, seu “parceiro sexagenário”, como ele diz; Vinícius Melo, um navegador iniciante, vindo dos esportes radicais; José Guilherme, de 30 anos, experiente e dono de outro barco clássico, um Arpège; e Breno Osthoff, conhecido como Pavarotti, o mais jovem a bordo.

                  [Osthoff] será o nosso “proeiro”. Jovem a gente manda para a proa, onde é mais molhado, onde estão as forças maiores a serem executadas, mais agilidade necessária. Mas aqui todos são ecléticos, conseguem fazer de tudo– explicou Marcos Soares


                  A expectativa da equipe, de forma conservadora, é concluir a disputa entre 10 e 12 dias de navegação. “Esperamos correr bem a regata. Na realidade, a intenção é completar mais do que qualquer outra coisa, sem ninguém machucado, sem barco quebrado”, destacou o comandante.

                  Queremos chegar bem no Rio de Janeiro, fazendo o melhor que pudermos, sempre colocando o barco para andar na sua melhor condição– exaltou Marcos Soares

                   

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                    Marca brasileira reforça sua expansão global no salão náutico internacional, com modelos de 29 a 50 pés

                    Por: Nicole Leslie -
                    11/02/2026

                    A pernambucana NX Boats exibe oito lanchas no Miami International Boat Show, nos Estados Unidos, desta quarta-feira (11) até domingo (15). A participação no evento reforça a estratégia do estaleiro de ampliar sua presença no mercado global, apresentando modelos que representam o portfólio atual da marca e evidenciam a evolução do design e da sofisticação.

                    Reconhecido por lançar tendências do mercado náutico em escala mundial, o Miami Boat Show é considerado estratégico para a NX Boats. Por isso que Jonas Moura, CEO do estaleiro, faz questão de levar embarcações “da casa” ao evento. No Brasil, a NX também marca presença nos principais salões náuticos, cuja temporada começa em abril, com o Rio Boat Show.

                     

                    Jonas destaca que participar do evento em Miami é uma oportunidade fundamental para fortalecer a atuação internacional da marca — um dos objetivos centrais do estaleiro —, além de evidenciar o compromisso em oferecer experiências exclusivas a potenciais clientes do mundo todo.

                     

                    A seleção de embarcações vai da NX290 Exclusive Edition à NX50 Invictus, passando por modelos já consagrados, como a NX44 Design by Pininfarina. Conheça os barcos!

                    Destaques da NX Boats no Miami Boat Show 2026

                    NX290 Exclusive Edition

                    A menor embarcação da marca exposta no salão náutico internacional mostra que tamanho não limita proposta. Com 29 pés de comprimento, a NX290 Exclusive Edition foi concebida para equilibrar potência, elegância, conforto e segurança.

                    NX290 Exclusive Edition. Foto: NX Boats / Divulgação

                    O modelo aceita diferentes configurações de motorização: um motor de 320 ou 350 hp, ou ainda dois motores de 200 ou 225 hp cada, todos na configuração de centro-rabeta.

                    NX340 Sport Coupé

                    Com design marcante e acabamento refinado, a NX340 Sport Coupé alia esportividade à navegabilidade e ao conforto. A lancha acomoda até 15 pessoas durante o dia e permite pernoite para dois casais.

                    NX340 Sport Coupé. Foto: NX Boats / Divulgação

                    Em seus 34 pés, o modelo aposta em materiais luxuosos e acabamentos premium, entregando conforto de proa a popa, mesmo com um visual externo esportivo.

                    NX350 Máximus

                    Pensada para quem valoriza o entretenimento a bordo, a NX350 Máximus combina performance com equipamentos que elevam a experiência, como cooler de 80 litros, estrutura para alto-falantes na proa e no teto rígido e acabamentos em inox.

                    NX350 Máximus. Foto: NX Boats / Divulgação

                    Com 35 pés de comprimento, capacidade para até 15 pessoas durante o dia e quatro no pernoite, o modelo se destaca também pelo calado de apenas 50 centímetros, que facilita o acesso a áreas costeiras rasas.

                    NX360 Sport Coupé

                    Entre os principais destaques da NX360 Sport Coupé estão o solário de proa king-size, o teto rígido e a ampla área gourmet, descrita pelo estaleiro como incomparável.

                    NX360 Sport Coupé. Foto: NX Boats / Divulgação

                    Com 36 pés, a lancha mescla luxo e esportividade em um projeto de personalidade forte. O cockpit amplo facilita a circulação da popa à proa e dá acesso a uma cabine completa. O modelo é homologado para até 15 pessoas durante o dia, com pernoite para quatro.


                    NX370 HT

                    Descrita pela própria marca como “elegante como um genuíno hardtop”, a NX370 HT é a maior embarcação da NX na faixa dos 30 pés. O modelo reúne tecnologia, inovação e qualidade, sem abrir mão do DNA esportivo do estaleiro.

                    NX370 HT. Foto: NX Boats / Divulgação

                    Além do visual sofisticado, o interior chama atenção pelos detalhes customizados. Na popa, uma ampla área de convivência se destaca. A embarcação recebe até 16 pessoas durante o dia e quatro na pernoite.

                    NX41 Horizon

                    Com visual impactante logo à primeira vista, a NX41 Horizon aposta em tons de cinza e preto, além de detalhes em neon. Desenvolvida com foco em navegabilidade, a lancha tem linhas aerodinâmicas que prometem maior eficiência.

                    NX41 Horizon. Foto: NX Boats / Divulgação

                    Com 41 pés, o modelo oferece ambientes internos confortáveis e acabamentos alinhados ao padrão da marca. O cockpit é um dos diferenciais, pensado tanto para lazer quanto para momentos de relaxamento. Durante o dia comporta até 18 pessoas, com pernoite para seis.

                    NX44 Design by Pininfarina

                    Já conhecida nos boat shows brasileiros, a NX44 Design by Pininfarina também integra a seleção exibida em Miami. O modelo une o design italiano assinado pela Pininfarina ao estilo característico da NX Boats, que não deixa a navegabilidade de lado.

                    NX44 Design by Pininfarina. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Além do visual externo marcante, o interior privilegia a integração entre ambientes internos e externos. Em seus 44 pés, a lancha acomoda até 20 pessoas durante o dia e permite pernoite para até sete.

                    NX50 Invictus

                    Com 50 pés de comprimento, a NX50 Invictus representa o topo do portfólio exibido no evento. Segundo a marca, o modelo aposta em um design futurista e combina luxo, esportividade e alto desempenho.

                    NX50 Invictus. Foto: NX Boats / Divulgação

                    A bordo, os detalhes sofisticados se destacam: assentos e revestimentos em couro natural, piso e mesas em madeira teca, mármores italianos e itens de aço inox presentes em todos os ambientes — da cozinha aos porta-copos, todos projetados exclusivamente para a embarcação.

                     

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                      Licenciamento ambiental e alvará de construção do Parque Urbano e Marina Beira-Mar são assinados em Florianópolis

                      Empreendimento promete gerar empregos e renda na capital catarinense. Documentos foram assinados nesta segunda-feira (9)

                      Por: Nicole Leslie -

                      Quatro dias após ter o início das obras autorizado pelo órgão ambiental de Santa Catarina, o Parque Urbano e Marina Beira-Mar de Florianópolis avançou mais uma etapa decisiva. Nesta segunda-feira (9), foram assinados o alvará de construção e a licença ambiental do empreendimento, em cerimônia que reuniu autoridades diretamente ligadas à iniciativa e apresentou as primeiras expectativas sobre o parque público.

                      O evento ocorreu no Trapiche da Beira-Mar, na capital catarinense, e contou com a presença do prefeito Topázio Neto, do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, do presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, e de um dos líderes da JL Construtora, João Luiz Felix.

                       

                      A licença ambiental, emitida pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), corresponde à segunda das três etapas do licenciamento ambiental exigidas para o empreendimento, que prevê investimento aproximado de R$ 350 milhões. Vale lembrar que a iniciativa será totalmente custeada pela iniciativa privada, por meio de uma concessão que permitirá a empresa responsável a explorar a área em troca da construção e manutenção de toda a estrutura do Parque Urbano e Marina Beira-Mar.

                      Autoridades marcaram presença

                      Durante a cerimônia, o prefeito Topázio Neto afirmou que a previsão é que todo o complexo — incluindo parque urbano, marinas (pública e privada) e shopping — esteja concluído em até quatro anos. Ainda assim, ele se mostrou otimista quanto ao avanço do cronograma.

                      Espero que no réveillon de 2027 a gente já possa usar parte do parque para incorporar no Ano Novo-disse em entrevista à Jovem Pan local

                      Foto: NTV e ARK7 Arquitetos / Divulgação

                      Topázio também destacou a dimensão do Parque Urbano e Marina Beira-Mar, que terá cerca de 140 mil m² — o equivalente a 14 campos de futebol enfileirados. “Tudo para utilização pública e gratuita de todos que moram na cidade”, complementou.

                       

                      Segundo o prefeito, a iniciativa, aguardada há décadas, recoloca Florianópolis no mapa do mercado náutico, com impacto direto na movimentação de embarcações e no fortalecimento da economia ligada ao mar.

                      Foto: NTV e ARK7 Arquitetos / Divulgação

                      João Luiz Felix, da JL Construtora, revelou à imprensa local que as obras devem começar muito em breve. De acordo com ele, logo após o Carnaval já será iniciada a contratação de mão de obra especializada.

                      Vamos começar pelo parque público, depois fazer o shopping gastronômico e, por fim, a marina-adiantou

                      Em suas redes sociais, o governador Jorginho Mello afirmou que o projeto, além de transformar o lazer e o turismo em Florianópolis, deverá gerar empregos e renda para a cidade. A expectativa é que 2 mil pessoas sejam contratadas durante as obras. A tese foi reforçada por Júlio Garcia, que acredita que o empreendimento irá elevar a capital a um novo patamar de desenvolvimento.

                      Que bom que superamos todas as burocracias e agora vamos ter finalmente uma marina em uma ilha marítima maravilhosa que não tinha uma estrutura condizente com a sua história-afirmou à Jovem Pan local

                      Florianópolis recebe autorização para o Parque Marina Beira-Mar sair do papel. Foto: NTV e ARK7 Arquitetos / Divulgação (imagem ilustrativa)

                      Licença ambiental liberada

                      Embora a liberação da licença ambiental possa soar como um passo natural após a autorização para o início das obras, o documento envolve uma série de exigências técnicas e responsabilidades.

                       

                      O biólogo Emerilson Emerin explicou, à Jovem Pan, que a concessão confirma a análise e aprovação de todos os estudos ambientais necessários para a execução do projeto.


                      Segundo ele, o empreendimento envolve três áreas distintas de impacto ambiental: o espaço destinado à construção das marinas, a área onde serão depositados os resíduos retirados do local e a região de onde virão novas matérias orgânicas para a formação do parque.

                       

                      Emerin destacou ainda que, na fase inicial, a área de obras deverá ser isolada para garantir a segurança das etapas do processo, especialmente por se tratar de uma região com intenso fluxo urbano.

                      Parque Urbano e Marina Beira-Mar

                      O Parque Urbano e Marina Beira-Mar será um complexo de lazer multiuso, com acesso livre e gratuito à população. O espaço contará com quadras de areia e basquete, skate park, academia ao ar livre, pet place e playgrounds, além de estruturas voltadas à atividade náutica.

                       

                      O projeto prevê ainda áreas destinadas a eventos e shows, espaços para contemplação e uma rede de ciclovias que interligará os diferentes setores do parque.

                      Foto: NTV e ARK7 Arquitetos / Divulgação

                      Na vertente náutica, o empreendimento inclui a construção de duas marinas: uma pública e outra privada. A marina privada terá capacidade para cerca de 470 embarcações, enquanto a marina pública poderá receber até 30 barcos.

                       

                      A área marítima do parque também contará com píer público, posto de abastecimento e uma estrutura projetada para apoiar, no futuro, a implementação do transporte marítimo de passageiros em Florianópolis. No aspecto urbanístico, o complexo será organizado em setores que incluem prédios voltados à gastronomia, comércio e serviços, além de áreas de estacionamento e apoio náutico.

                       

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                        Velejadores da Mini Globe Race atracam em Recife; comandantes construíram os próprios barcos

                        Competidores já percorreram mais de 24 mil milhas náuticas em solitário e se preparam para a reta final da circunavegação

                        Nada mais digno do que um merecido descanso após percorrer mais de 24 mil milhas náuticas ao longo de 300 dias de vento e muito mar. Onze veleiros da Classe 5,80 da Mini Globe Race, regata de volta ao mundo solitária realizada em barcos pequenos, atracaram em Pernambuco, na Recife Marina, para uma pausa de sete dias durante o Carnaval pernambucano.

                        A marina é a última parada dos navegantes, que construíram seus próprios barcos para participar da disputa. Os velejadores embarcaram nessa aventura no dia 23 de fevereiro de 2025, partindo da região das ilhas Antígua e Barbuda, cada um a bordo de barquinhos artesanais que medem simplesmente 5,80 metros de comprimento.

                        Pilar Pasanau, competidora da Mini Globe Race, e seu veleiro Peter Punk na Recife Marina. Foto: Instagram @recifemarina/ Reprodução

                        A regata cobre mais de 28 mil milhas náuticas em um percurso de 400 dias de circunavegação. O itinerário passa pelo Canal do Panamá, Oceano Pacífico, Oceano Ártico e outros destinos que prometem desafiar a habilidade do grupo de velejadores — composto por nove homens e duas mulheres.

                         

                        O que impressiona, além do enorme trajeto, é a velocidade desses poderosos minibarcos. Eles percorrem uma média de 134 milhas náuticas por dia em 5,5 nós (cerca de 10 km/h) durante toda a travessia. São ótimos números para barcos de madeira compensada construídos manualmente.

                        Ninguém falou que seria fácil

                        Não que a missão como um todo seja fácil, mas a reta final da competição tem sido acompanhada por turbulências. Antes de atracar em Pernambuco, o grupo havia parado na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, há aproximadamente 1.800 milhas náuticas da Recife Marina. Esse trecho até o Brasil não foi tão problemático, mas o pós, por sua vez, sim.

                        Jasmine Harrison na ilha de Santa Helena. Foto: Eric Marsh / MGR2025 / Reprodução

                        Os desafios surgiram logo na largada rumo a Santa Helena, saindo da Cidade do Cabo, na África do Sul. O britânico Keri Harri, a bordo do barco Origami, foi o único dos velejadores a não usar o motor elétrico, permitido pela regata para escapar da falta de vento. O resultado? Ficou dois dias preso na calmaria de Robben Island e caiu para a última posição.

                         

                        Para trazer ainda mais dificuldades, algas gigantes se prenderam na quilha dos barcos de Jasmine Harrison (Numbatou) e Christian Sauer (Argo), o que exigiu manobras arriscadas de mergulho em alto-mar para limpeza. A mulher, inclusive, foi obrigada a passar horas exaustivas no leme manual, após o automático quebrar.

                        Nem mesmo a hora de atracar foi livre de apuros. A ilha de Santa Helena é famosa por ter um fundo marinho difícil para ancorar e, por conta disso, pelo menos dois barcos da frota tiveram que garrear (arrastar a âncora) por quase um quilômetro enquanto os skippers estavam em terra. Eric Marsh ancorou em águas profundas de tal forma que foi necessário auxílio de mergulhadores pra libertar o veleiro.

                        A linha de chegada da Mini Globe Race

                        Falta pouquíssimo para os velejadores escreverem os nomes na história da circunavegação. A Recife Marina é a última parada antes de um sprint final de 4.000 milhas náuticas até a linha de chegada, na Academia Nacional de Vela, em Antígua e Barbuda (mesmo lugar de onde partiram).

                        Velejadores da Mini Globe Race reunidos em Santa Helena. Foto: Adam Waugh / MGR2025 / Reprodução

                        Por agora, todos os 11 comandantes fazem parte da longa lista de grandes circunavegadores que chegaram a esta remota costa de Santa Helena, tendo navegado por todos os 360 meridianos de longitude.

                         

                        Tão pertinho do fim, o primeiro lugar ainda é prioridade para alguns. Mas, para o velejador Dan Turner, dono do barquinho Immortal Game, que está nas cabeças da Mini Globe Race, a reta final e o desgaste trouxeram uma postura mais filosófica. Nesse momento, ele se concentra em aproveitar o caminho e, posteriormente, escrever um livro sobre a sua jornada.

                        Perdi meu espírito competitivo-declarou Tuner

                        A maratona ainda não acabou, mas nunca esteve tão próxima do fim. Próximo destino: Antígua e Barbuda — onde tudo começou e terminará!

                         

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                          Famoso salão náutico dos EUA terá quatro lanchas da brasileira Triton Yachts

                          Estaleiro paranaense atracará no Miami Boat Show de 11 e 15 de fevereiro através de sua representante internacional, a Hanover

                          10/02/2026

                          A indústria náutica brasileira não passará em branco dentro do Miami Boat Show 2026, um dos maiores salões náuticos do mundo. Por lá, de 11 e 15 de fevereiro, a paranaense Triton Yachts apresentará quatro de seus modelos por meio da representante Hanover. São eles: Hanover 305, Hanover 387, Hanover 415 e Hanover 447.

                          Essa será a quarta vez da Triton no evento — que, por sua vez, celebrará a incrível marca de 85 edições. O salão náutico promete reunir mais de mil expositores em três áreas integradas entre píeres, marinas e espaços de exposição.

                           

                          Para Allan Cechelero, diretor da Triton Yachts, a feira de Miami cumpre um papel estratégico para a expansão da marca, possibilitando aprofundar o relacionamento da empresa com os clientes e ampliar a presença no mercado norte-americano.

                          Os Estados Unidos concentram cerca de 85% das nossas exportações. A expectativa é expandir essa atuação e reafirmar a excelência construtiva e a competitividade da indústria náutica brasileira no exterior– destacou Cechelero


                          Confira as lanchas da Triton no Miami Boat Show 2026

                          Hanover 305

                          Modelo de entrada da Triton, a lancha de 30 pés que estará no Miami Boat Show 2026 tem capacidade para até 12 pessoas com foco em lazer. O projeto privilegia áreas externas, com espaços integrados, solário de proa e layout funcional para passeios diurnos.

                          Foto: Triton Yachts / Divulgação

                          Segundo a marca, a embarcação se destaca pela condução ágil, fácil operação e soluções práticas, atributos tidos como valorizados pelo público norte-americano em barcos dessa categoria.

                          Hanover 387

                          Um dos modelos mais vendidos da marca no Brasil e no exterior, a lancha de 38 pés da Triton combina desempenho com soluções voltadas ao conforto a bordo. A embarcação conta com uma cabine fechada, com quarto de casal e banheiro completo.

                          Foto: Triton Yachts / Divulgação

                          No convés, o projeto prioriza a convivência, com hard top, áreas integradas, espaço gourmet e plataformas laterais rebatíveis, que ampliam a área útil junto ao mar e facilitam o acesso para banhos e lazer. A lancha é homologada para até 14 pessoas e traz a opção da motorização de popa, a preferida do público dos EUA.

                          Hanover 415

                          Inspirada no projeto da Triton 410 HT, a lancha de 41 pés possui cabine com altura de 2,05 metros. São dois camarotes: um fechado na proa, com cama de casal na entrada, e outro na meia-nau, com cama para duas pessoas, com fechamento opcional.

                          Foto: Triton Yachts / Divulgação

                          No convés, o layout privilegia a união entre popa, praça de comando e área gourmet para circulação contínua. A embarcação tem capacidade para até 14 pessoas.

                          Hanover 447

                          A Hanover 447 é a maior embarcação da marca e conta com três dormitórios, sendo duas suítes, além de lounges na proa e na popa, equipados com sofá, mesa e área dedicada à convivência.

                          Foto: Triton Yachts / Divulgação

                          Conforme destaca a marca, o projeto prioriza os espaços sociais, com boa distribuição interna e soluções voltadas à estabilidade e à performance.

                           

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                            Pet a bordo? Levar os animais para o barco é possível, mas exige cuidados

                            O Brasil é um dos países com o maior número de animais de estimação no mundo — e muitos deles frequentam o mar. Veja dicas para levá-los em segurança

                            Navegar solo é uma aventura, mas em companhia o prazer de estar na água é compartilhado — e não necessariamente só entre humanos. Não é de hoje que os pets fazem parte das famílias e que o sinônimo de companheirismo de cães e gatos vai além das paredes de um lar. O mar também pode ser o quintal desses animais e uma coisa é certa: a companhia deles não se compara a nenhuma outra.

                            O Brasil constantemente aparece entre os países com o maior número de animais de estimação em todo o mundo. Embora os dados variem por fontes ou métodos de cálculo, estimativas recentes apontam que o país soma mais de 150 milhões de animais, atrás apenas da China e dos Estados Unidos, respectivamente.

                            Foto: spencerpa440 / Envato

                            Desse número, não se sabe quantos pets frequentam barcos, mas levando em conta o apego dos brasileiros pelos animais, essa é certamente uma cifra que não para de subir.

                            Os benefícios de ter um pet no barco

                            Além da companhia de um amigo fiel — seja ele cão ou gato —, ter um animalzinho a bordo pode trazer outros benefícios para tutores viajantes. Um bom exemplo se aplica aos cachorros, que naturalmente atuam também como verdadeiros seguranças noturnos.

                            Foto: Nattanartp / Envato

                            Estudos apontam ainda que a convivência com animais reduz o estresse, a ansiedade e até a pressão arterial. A bordo, onde o isolamento pode ser maior, o pet ajuda a regular o humor, aliviar a tensão e manter o bem-estar psicológico do dono, especialmente em longas travessias.

                             

                            Além disso, os pets ajudam a criar e manter rotinas dentro do barco. Os passeios, a alimentação, as brincadeiras e até os processos de higiene acabam sendo partes de uma estrutura diária, o que deixa tudo mais organizado — além de servir como um convite para se movimentar.

                            Ter um pet a bordo é bom — e com cuidados, é melhor ainda

                            Apesar dos benefícios, ter um pet a bordo é também uma grande responsabilidade. Trata-se de mais uma vida, que depende dos cuidados do seu responsável para ter tanto passeios curtos quanto viagens longas seguras. Por isso, NÁUTICA separou, a seguir, algumas dicas importantes e valiosas sobre os cuidados necessários para levar o seu bichinho no barco. Confira:

                            Antes da partida

                            Para não pôr o animal em risco, algumas medidas precisam ser tomadas antes mesmo de embarcar. Uma delas é verificar se o bicho enjoa ou se gosta de água. Convém, também, comprar um colete salva-vidas apropriado para o pet e equipar o barco com alguns acessórios de segurança, como telas nos guarda-mancebos e piso antiderrapante no convés.

                            Foto: Farknot / Envato

                            Cachorros de pele clara, como alguns das raças bull terrier, vão precisar de protetor solar nas partes com pouco ou nenhum pelo, como ponta das orelhas, focinho e barriga. Gatos brancos de pelagem curta, também. Existem produtos específicos para animais em pet shops, mas um bom protetor para uso humano, com pouco ou nenhum perfume, resolve.

                             

                            Ensinar o animal a voltar a bordo sozinho também é essencial e fará total diferença caso ele caia na água — o que nos leva à próxima dica.

                            Cuidado com a água

                            Evitar que o animal caia na água é fundamental, ainda que ele saiba nadar. Segundo a veterinária Cibele Nahas, inclusive, tanto cães quanto gatos detém essa habilidade, embora nem todos gostem.

                            Foto: esindeniz / Envato

                            Gatos, por exemplo, geralmente detestam se molhar. Já entre os cachorros, há raças que têm ótima relação com o mar (como labradores e goldens) e outras que nadam apenas por pura necessidade.

                            Medidas de higiene vão muito além da limpeza

                            Antes de colocar um pet no barco, um dos cuidados básicos é checar se as unhas estão aparadas. Isso vai evitar que o animal — seja ele cão ou gato — se enrosque nos cabos soltos no convés e, eventualmente, venha a cair na água por causa disso. O corte também ajuda a evitar riscos no barco.

                            Foto: cynoclub / Envato

                            Procure checar se o animal não tem machucados, porque qualquer ferimento pode piorar em contato com a água salgada do mar. Outro cuidado essencial é com as orelhas, já que cães são muito sujeitos a otites (inflamações que afetam o ouvido). Antes de entrar na água com eles, não é má ideia proteger os ouvidos com algodão.

                             

                            Aliás, depois do banho de mar, é fundamental banhar o animal novamente com água doce e, de preferência, com xampu neutro. Os gatos exigem cuidados mais simples nesse sentido: basta escová-los a cada dois dias e cortar suas unhas com frequência.

                            Seu barco está preparado?

                            Assim como os passageiros humanos, os animais também precisam ter um canto só para eles dentro do barco. Uma área externa com sombra, de preferência no mesmo local onde ficará a água de beber do animal (que deve ser bem fresca) é essencial.

                             

                            Procure preparar ainda uma área protegida dos respingos, do vento e do frio, para o caso de mau tempo ou de travessias mais longas. Um cantinho confortável e tranquilo dentro da cabine também é bem-vindo. Gatos precisam de uma caixa com areia para suas necessidades. Cães, no mínimo, de um jornal ou tapete higiênico especial.

                            Cachorro ou gato?

                            Escolher entre um cão ou gato para ter a bordo de um barco segue a mesma lógica da terra firme: depende apenas da afinidade do dono com um bicho ou outro, já que ambos se adaptam bem à rotina náutica.

                             

                            Em linhas gerais, contudo, os cães são mais fáceis de serem treinados e educados sobre os procedimentos a bordo. Por outro lado, exigem mais atenção, fazem mais sujeira e podem dar trabalho, dependendo do tamanho — tanto do bicho quanto da embarcação.


                            Já os gatos são mais limpos, higiênicos, bem mais silenciosos e se adaptam bem em qualquer espaço, mesmo os pequenos. Em contrapartida, não gostam de água e podem se perder facilmente nos desembarques, uma vez que precisam de referência fixa para se situar e achar o caminho de volta para casa.

                             

                            Seja lá qual for a sua escolha, saiba que ter um pet no barco terá ônus e bônus, e é responsabilidade do tutor garantir que o animal tenha a melhor experiência a bordo.

                             

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                              37º Circuito Oceânico Veleiros da Ilha define campeões; confira os resultados

                              Regatas finais aconteceram neste domingo (8) com vento sul firme e recorde de participação

                              09/02/2026

                              Após quatro dias de disputas, chegou ao fim o 37º Circuito Oceânico Veleiros da Ilha Hantei, que embelezou as águas de Jurerê, em Florianópolis (SC), de 5 a 8 de fevereiro. As regatas finais empolgaram tanto competidores quanto entusiastas da vela, em um espetáculo com direito a vento sul firme, variando entre 12 e 15 nós.

                              Além do alto nível técnico, com belas disputas na raia, a 37ª edição do evento registrou, segundo a organização, o maior circuito oceânico já realizado pelo Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha (ICSC), reunindo um número recorde de embarcações — 54 no total —, atletas e clubes de diferentes regiões do país.

                              Foto: Caio Graca / Heusi Action / Divulgação Veleiros da Ilha

                              O comodoro do ICSC, Ildefonso Witoslawski Júnior, destacou que o evento superou todas as expectativas. “Foram quatro dias intensos, que uniram esporte de alto rendimento, confraternização e momentos muito especiais em terra, fortalecendo ainda mais a vela oceânica e o papel do nosso clube como referência nacional”.

                              Encerramos o maior Circuito Oceânico da história do Veleiros da Ilha com altíssimo nível técnico nas regatas, condições de vento excelentes e uma presença muito expressiva do público-enfatizou Witoslawski


                              Confira a classificação final do 37º Circuito Oceânico Veleiros da Ilha

                              ORC Geral

                              • 1º: Conquista, de Reinaldo Bernardes, do Veleiros do Sul;
                              • 2º: Inaê Transbrasa, de Bayard Neto, da Marina P27;
                              • 3º: Terroso, de Carlos Augusto de Mattos, do Veleiros da Ilha.

                              Super Series 30

                              • 1º: Zeus Team, de Inácio Vandresen, do Veleiros da Ilha;
                              • 2º: Ponta Firme, de Adriano Santos, do Veleiros do Sul;
                              • 3º: Bravo C30, de Lorenzo Mizurelli, da Marina Itajaí.

                              RGS Cruzeiro Geral

                              • 1º: Bruxo de Luiz Carlos Schaefer, do Veleiros da Ilha;
                              • 2º: Neon III, de Maurity Borges Jr., do Veleiros da Ilha;
                              • 3º: Terra Firme, de Felipe Koefender, do Veleiros da Ilha.

                              RGS Cruiser Geral

                              • 1º: Cavalo Loko, de Alex Lessa, do Clube dos Jangadeiros;
                              • 2º: Sextante, de Ricardo Michel, do Veleiros da Ilha;
                              • 3º: Rock and Roll, de Charles Schroeder, do Veleiros da Ilha.

                              RGS Geral

                              • 1º: Gaivota 12, de Márcio Coutinho, do Veleiros do Sul;
                              • 2º: Pangea, de Jorge Carneiro, do Veleiros da Ilha;
                              • 3º: Homo Erectus, de Luciano Moureira, do Veleiros da Ilha.

                              Para mais informações, acesse o site oficial.

                               

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                                Brasileira Schaefer Yachts terá 7 lanchas em salão náutico internacional

                                Estaleiro catarinense apresentará modelos de sucesso no Miami Boat Show, de 11 a 15 de fevereiro

                                De 11 a 15 de fevereiro, as águas badaladas de Miami, nos Estados Unidos, serão o palco para a exposição de sete lanchas da Schaefer Yachts. Isso porque o estaleiro catarinense está confirmado no consagrado Miami Boat Show 2026, onde apresentará os modelos Schaefer V33 Sport Fish, V34, 380, V44, 450, 510GT e a famosa Schaefer 660.

                                O evento, considerado um dos maiores do mundo no setor, é também visto como uma vitrine global para lançamentos, tendências e produtos da indústria náutica. Nesse cenário, a Schaefer estará “em casa”.

                                Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica

                                Isso porque a marca desponta como um verdadeiro global player, ocupando posição de destaque na construção de embarcações de lazer com tecnologia, qualidade e inovação reconhecidas internacionalmente.

                                 

                                Para se ter uma ideia, já são mais de quatro mil lanchas e iates da marca navegando, incluindo inúmeras unidades vendidas para o exterior. Conheça mais sobre os barcos da Schaefer que estarão no Miami Boat Show 2026.


                                Schaefer no Miami Boat Show 2026

                                Schaefer V33 Sport Fish

                                O sucesso do modelo original de 33 pés, a Schaefer V33 (na verdade, 33,9 pés, já que tem 10,33 metros de comprimento), motivou o estaleiro a criar uma versão dedicada aos amantes da pesca: a Schaefer V33 Sport Fish.

                                 

                                O modelo chega igualmente com comando central, cockpit desimpedido, praça de popa gigante, proa aberta e uma pequena cabine ao mesmo tempo, além do casco marinheiro estável e cortador de ondas, com quase 20° de V na popa.

                                 

                                 

                                A diferença entre elas, como há de se supor, está no estilo de acabamento e no pacote de equipamentos. A versão Sport Fish — lançada no segundo semestre de 2024 — é mais clean e, como não poderia ser diferente, vem com vários itens imprescindíveis para quem gosta de pescar: de viveiros para iscas vivas a duas dezenas de porta-varas, passando por muitos atributos pesqueiros.

                                Schaefer V34

                                A Schaefer V33 também foi inspiração para a Schaefer V34, lançada no São Paulo Boat Show 2025. Em comparação à “irmã”, a lancha apresenta novidades no hard-top, no layout, nos bancos de pilotagem e no sistema de cozinha — com balcão gourmet, churrasqueira elétrica, pia e geleira.

                                Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

                                No convés inferior, a V34 mantém a mesma estrutura de cabine da V33, com cama, banheiro completo, pia e armários. Na proa, um solário acomoda bem até mesmo durante a navegação. Já no posto de comando, a V34 tem dois bancos individuais, enquanto a V33 tem um banco inteiro para duas pessoas.

                                Schaefer 380

                                A Schaefer 380 se destaca por atributos como duas varandas retráteis, praça de popa totalmente integrada ao cockpit, interior aconchegante com 1,90m de pé direito e passagem interna com acesso à proa da embarcação, que soma 11,80 metros de comprimento (3,69 metros de largura).

                                Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

                                O tamanho garante que até 14 pessoas possam aproveitar o barco com conforto durante o dia, enquanto quatro podem pernoitar.

                                Schaefer V44

                                Conhecida por ser o barco de Gisele Bündchen, a Schaefer V44 foi projetada especialmente para o mercado americano, cujos usuários apreciam lanchas de passeio estilo retrô, com proa reta, console de pilotagem central e motores de popa — a potência, aliás, pode chegar a uma trinca de 600 hp cada.

                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                A lancha tem 13,61 m de comprimento e 4,17 m de boca, além de recursos extras como a criação de duas varandas laterais que aumentam a largura do cockpit em 1,35 m — a boca máxima do barco salta para 5,52 metros, resultando em mais espaços tanto para a circulação como para a colocação de itens adicionais de conforto, como cadeiras de sol.

                                 

                                 

                                A V44 conta com uma cozinha completa a bombordo da cabine. Na proa, há o clássico sofá em V conversível em uma cama de casal. À meia-nau, debaixo do cockpit, fica o segundo camarote aberto, com duas boas camas de solteiro.

                                Schaefer 450

                                O projeto da Schaefer 450 incorpora tecnologia e soluções de arquitetura e engenharia presentes nos modelos maiores e mais sofisticados da Schaefer Yachts — a sensação, inclusive, é de estar numa lancha maior do que uma 45 pés, devido ao maior volume. São 13,66 metros de comprimento e 4,26 metros de largura no total.

                                 

                                 

                                A cozinha, deslocada para ré, a bombordo, conta com porta de vidro de três folhas que, quando aberta, integra totalmente o cockpit e o salão, que pode acomodar até oito pessoas sem apertos. O piso todo nivelado é destaque, já que deixa a passagem sempre livre de qualquer degrau ou saliência. Menção especial também ao pé-direito, que chega a quase dois metros.

                                Schaefer 510 GT

                                A Schaefer 510 GT traz uma elegante combinação dos espaços internos, sofisticação e design. A marca se preocupou em apresentar espaço extra na cabine principal e na suíte master, o que, segundo o estaleiro, torna o barco mais confortável ainda. Nesse sentido, a Schaefer ressalta ainda que o modelo é o único da categoria que dispõe de três suítes.

                                Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

                                Seus 15,82 metros de comprimento e 4,36 de largura estão disponíveis em três opções de layout. A bordo, também há “recursos normalmente possíveis em embarcações maiores”, como destaca a marca. Ao todo, 16 pessoas podem navegar durante o dia, enquanto o pernoite é possível para seis convidados (mais um tripulante).

                                Schaefer 660

                                Maior lancha da Schaefer no Miami Boat Show 2026, a Schaefer 660 tem entre seus diferenciais um móvel gourmet embutido na popa, plataformas laterais dobráveis (que trazem um aumento de 25% da praça de popa), convés principal nivelado, suíte master com entrada independente e três suítes para hóspedes.

                                 

                                 

                                No fly ficam uma estação de comando, churrasqueira, um amplo solário e sofá com mesa expansível para atender seis pessoas confortavelmente. São 20,08 metros de comprimento e 5,05 metros de largura — espaço para 20 pessoas durante o dia e oito no pernoite (mais dois tripulantes).

                                 

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                                  Considerado o “ar-condicionado” do planeta, o Oceano Ártico é fundamental para o equilíbrio climático global. A região ainda é alvo de tensões geopolíticas, já que detém alto valor em recursos naturais. Nesse cenário, organizações que buscam levar ao mundo sua importância para a vida na Terra são essenciais. É o caso da francesa Tara Ocean Foundation, que neste ano poderá contar com a Estação Polar Tara para ajudar nessa missão.

                                  Esse laboratório flutuante de 416 toneladas, capaz de sobreviver às temperaturas congelantes do Ártico, pode levar até 18 pessoas em seus mais de 400 m² — são 26 metros de comprimento e 16 metros de largura.

                                  Foto: Maeva Bardy / Tara Ocean Foundation / Divulgação

                                  Apesar disso, a tripulação é selecionada, limitada a climatologistas, biólogos, físicos, glaciologistas, oceanógrafos, médicos e jornalistas de todo o mundo. Afinal, a ideia é clara: acelerar a pesquisa sobre clima e biodiversidade, uma vez que o Ártico, assim como a Amazônia, está perigosamente próximo do ponto de não retorno — ou seja, o limite crítico, quando o ecossistema sofre danos irreversíveis.

                                  A tripulação da Estação Polar Tara durante o primeiro teste da embarcação. Foto: Maeva Bardy / Tara Ocean Foundation / Divulgação

                                  Para isso, esses especialistas terão a tranquilidade de permear pelo ambiente gélido em um casco de alumínio reforçado, resistente ao gelo e à abrasão. A estrutura é capaz de enfrentar pressões extremas — já que passará 90% do tempo presa no gelo, avançando aproximadamente 10 km por dia —, como temperaturas de até –52 °C.

                                  Foto: Maeva Bardy / Tara Ocean Foundation / Divulgação

                                  São 130m³ de combustível HVO e uma autonomia de 500 dias, um dos grandes destaques da embarcação. Ao National Geographic, Martin Vancoppenolle, diretor de pesquisa do CNRS, explicou que “a estação Tara poderá permanecer no mesmo local por pelo menos um ano inteiro”, a um custo muito menor do que outros navios que operam na região.

                                  Isso nos permitirá repetir os ciclos sazonais de estudo da evolução do gelo marinho por dez, vinte, talvez mais, trinta anos– acrescentou Vancoppenolle

                                  Outro grande ponto forte da embarcação é o “poço lunar”, um tubo de 1,60 metro de diâmetro que permite que os instrumentos sejam implantados diretamente do navio na água — ou no gelo.

                                  Infográfico detalha a estrutura da Estação Polar Tara, projetada para missões científicas em condições extremas. Foto: Tara Ocean Foundation / Divulgação

                                  De acordo com a fundação, a estação pretende levar cientistas do mundo todo em várias expedições sucessivas, com duração de 14 meses cada. A embarcação passou recentemente por diversos testes de deriva no Ártico, em preparação para sua primeira expedição oficial, agendada para o verão de 2026. Vale ressaltar que trata-se de um projeto em parceria com o arquiteto francês Olivier Petit e a empresa de engenharia Mauric.

                                  O sucessor de um projeto antigo

                                  Essa base científica flutuante é mais um passo de um projeto que começou muito antes, em 2003, com o veleiro Tara. A embarcação foi idealizada por Jean-Louis Etienne e, posteriormente, passou pelas mãos do velejador Peter Blake, assassinado no Amapá em 2001, enquanto fazia uma expedição pela Amazônia.

                                  O veleiro Tara. Foto: Tara Ocean Foundation / Divulgação

                                  Pensando em dar continuidade ao trabalho de Blake em prol da proteção dos oceanos, a associação projetou o Tara para navegar em regiões polares. Sua primeira aventura no gelo foi em 2004, com uma expedição à Groenlândia. O barco ainda visitou o Ártico em 2006.

                                   

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                                    Segundo a marca Caracol, o barco de 6 metros foi projetado para navegar em mar aberto. Assista ao processo!

                                    08/02/2026

                                    A cada ano, novos e mais potentes modelos de impressoras 3D surgem — e com elas, também, novas possibilidades. Mais do que itens de decoração, esse equipamento, quando em nível industrial, pode construir de peças para carros a componentes de turbinas. A empresa italiana Caracol, contudo, foi além, e acaba de anunciar um catamarã produzido por impressora 3D.

                                    A marca é uma fabricante de impressoras 3D industriais, com sedes na Itália e nos Estados Unidos. Assim, o caminho estava aberto para o desenvolvimento do que chama de “primeiro catamarã monolítico funcional”. Em outras palavras, trata-se de um catamarã projetado como um único conjunto integrado, sem emendas, em que todas as partes do barco trabalham juntas.

                                    Foto: Caracol / Divulgação

                                    A embarcação de 6 metros de comprimento foi produzida em 160 horas (quase 7 dias) e, segundo a empresa, é pensada para navegar em mar aberto. A marca afirma ainda ter utilizado polipropileno reciclado (rPP) na composição do barco, além de 30% de fibra de vidro misturada ao plástico.

                                     

                                     

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                                    Uma publicação partilhada por Caracol (@caracol_am)


                                    As famosas “rebarbas” deixadas pela impressora, por sua vez, tiveram acabamento em CNC (Comando Numérico Computadorizado), ou seja, por máquinas controladas por computador.

                                    Foto: Caracol / Divulgação

                                    Segundo a Caracol, as fases de projeto e fatiamento exigiram tempo extra “devido ao tamanho considerável e à geometria complexa do barco”. Por outro lado, muitas dessas etapas preparatórias são realizadas apenas uma vez por modelo de embarcação. Assim, uma vez estabelecidas, podem ser replicadas em várias impressões, “reduzindo significativamente o tempo de preparação para as construções subsequentes”, como explica a marca.


                                    Essa conquista não apenas demonstra a viabilidade da manufatura aditiva robótica de grande formato, mas também estabelece as bases para uma nova era na fabricação de barcos e componentes náuticos– destaca a Caracol

                                    O projeto foi desenvolvido em colaboração com o Grupo V2, uma empresa espanhola especializada no design, engenharia e produção de embarcações de lazer, que utiliza uma plataforma de manufatura aditiva de grande formato (em inglês Large Format Additive Manufacturing, ou LFAM) da Caracol para aplicações náuticas e navais. Juntas, as empresas pretendem industrializar e ampliar a produção do barco.

                                     

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                                      Tradicional Regata Salvador–Ilhéus completará 30 anos em 2027

                                      A disputa vai reunir amantes da vela de 25 a 27 de fevereiro do ano que vem — e a expectativa é de muita festa. Confira os resultados da 29ª edição

                                      07/02/2026

                                      A Regata Salvador–Ilhéus, uma das mais tradicionais do Brasil, celebrará 30 anos em 2027 — e a promessa é de uma grande festa para celebrar esse marco. O evento vai reunir amantes da vela de todos os cantos de 25 a 27 de fevereiro, em um encontro regado à tradição.

                                      Tida como a quarta maior regata oceânica do país, a disputa começa em Salvador e termina em Ilhéus, no sul da Bahia. O percurso soma cerca de 110 milhas náuticas (aproximadamente 204 km). Mais do que uma competição, contudo, a regata é uma verdadeira celebração da vela em águas — e ventos — nordestinos, e promove uma integração entre esporte, turismo e pessoas das mais variadas idades e localidades.

                                      Ventania Oceanis 55, de Lúcio Bahia, foi o Fita Azul da 29ª edição da regata. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                      Agatha Wicks, diretora executiva e sócia da Ellas Produções e Eventos (uma das organizadoras da Regata Salvador–Ilhéus), ainda prefere manter sigilo sobre a programação dos 30 anos da disputa, mas garante:

                                      A regata se encerrará com uma grande festa de premiação, pensada para marcar essa edição como inesquecível

                                      Já neste ano, a Regata Salvador–Ilhéus reuniu 30 embarcações e 130 velejadores, que largaram da capital baiana dia 29 de janeiro e participaram da premiação no dia 31. O Fita Azul e vencedor da competição foi o Ventania Oceanis 55, comandado por Lúcio Bahia, que completou o percurso em 19h30m54s.

                                      Troféu do Artista plástico Kennedy Bahia. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                      Além da competição no mar, a programação da regata promoveu uma verdadeira imersão dos velejadores na história e na cultura da “cidade princesa” do sul da Bahia, onde puderam conhecer os principais pontos turísticos e o Porto de Ilhéus.

                                      Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                      A edição também foi marcada pela participação feminina, com 12 mulheres inscritas. O troféu Izabel Pimentel, em homenagem à primeira mulher da América Latina a dar uma volta ao mundo sozinha em um veleiro, simbolizou uma homenagem a elas. Confira os pódios e destaques da premiação!


                                      Premiação – Regata Salvador-Ilhéus 2026

                                      Fita azul

                                      • Ventania Oceanis 55;
                                      • Comandante: Lúcio Bahia;
                                      • Tempo: 19:30:54.
                                      Equipe Ventania, Fita Azul da Regata Salvador–Ilhéus. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                      Multicasco aberta

                                      • Maré XX VIK 92;
                                      • Comandante: Marcello de Oliveira Gomes;
                                      • Tempo: 20:06:47.
                                      Equipe Maré XX. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                      Monocasco aberta

                                      • Ventania Oceanis 55;
                                      • Comandante: Lúcio Bahia;
                                      • Tempo: 19:30:54.

                                      RGS Cruiser

                                      • Stella Solaris First 40.7;
                                      • Comandante: Marcos Saraiva;
                                      • Tempo: 26:13:15.

                                      RGS B

                                      • Artemiss Velamar 33;
                                      • Comandante: José Eduardo R Ferreira;
                                      • Tempo: 23:20:52.

                                      RGS A

                                      1º Piaba Main 34:

                                      • Comandante: Massimo Alfredo Allegro;
                                      • Tempo: 24:43:15.
                                      Equipe Piaba. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                      2º Spirogyro Delta 41:

                                      • Comandante: Arnaldo Pimenta;
                                      • Tempo: 26:48:28.
                                      Equipe do Spirogyro. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                      VPRS

                                      1º Marujo’s TCM Capital | BTG Pactual – FARR 42

                                      • Comandante: Wallace Wicks;
                                      • Tempo: 21:50:55.
                                      Equipe Marujo’s. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                      2º Papa Léguas FARR 42:

                                      • Comandante: Mauricio Sacchi;
                                      • Tempo: 22:22:37;
                                      Equipe Papa Léguas. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                      RGS Geral

                                      1º Artemiss Velamar 33:

                                      • Comandante: José Eduardo Ferreira;
                                      • Tempo: 23:20:52.
                                      Equipe Velamar. Foto: André Luiz Sá Gomes / Divulgação

                                      2º Piaba Main 34:

                                      • Comandante: Massimo Alfredo Allegro;
                                      • Tempo: 24:43:15.

                                      3º Stella Solaris First 40.7:

                                      • Comandante: Marcos Saraiva;
                                      • Tempo: 26:13:15.

                                       

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                                        Evento une o espetáculo do futebol americano à tradição náutica local. Final ocorrerá nesse domingo (8), em Santa Clara

                                        06/02/2026

                                        Em 60 edições, nunca a National Football League (NFL) teve um Super Bowl tão náutico quanto terá em 2026. O maior evento esportivo do planeta acontecerá nesse domingo (8) em Santa Clara, na Califórnia, no estádio Levi’s Stadium, tendo como plano de fundo um dos destinos marítimos mais importantes do mundo: a Baía de San Francisco.

                                        O palco da grande final da NFL — que também receberá Bad Bunny para o show do intervalo — , é a casa do San Francisco 49ers, franquia que carrega o nome da cidade. O evento marca o confronto entre o Seattle Seahawks e New England Patriots, com horário marcado para às 20h30 (horário de Brasília). Mas, para quem faz questão de aproveitar a famosa baía, a festa começa antes e não tem hora para acabar.

                                        Levi’s Stadium, estádio do Super Bowl LX. Foto: Instagram @49ers/ Reprodução

                                        A arte oficial do Super Bowl LX (60) não deixa mentir: a cultura náutica de San Francisco, representada na imagem da Golden Gate, é uma das principais atrações. A cidade carrega uma tradição marítima de anos, já tendo sediado uma edição da America’s Cup, abrigando várias casas flutuantes (houseboats) e um sistema de ferry referência para o mundo inteiro.

                                        Foto: NFL/ Divulgação

                                        Inclusive, o próprio logotipo deste ano (o L e o X) foi desenhado para evocar as curvas da Ponte Golden Gate e o reflexo das águas da baía.

                                         

                                        Não à toa, a expectativa é que San Francisco receba cerca de um milhão de pessoas para o evento, segundo o Governo da Califórnia. Nem todos ficarão apenas em terra firme e não faltam opções para misturar a bola oval com um passeio de alto padrão na baía. Afinal, por que não assistir o Super Bowl num iate?

                                        Um Super Bowl flutuante

                                        Com um “match” tão perfeito, está ocorrendo um boom de eventos oficiais e privados sobre as águas da cidade californiana — o que chamamos de “yacht culture”. As festividades, que acontecem antes, durante e depois do Super Bowl, prometem entregar muita música e, claro, futebol americano.

                                        New England Patriots é um dos finalistas do Super Bowl LX. Foto: Instagram @drakemaye/ Reprodução

                                        Uma das opções mais badalas é o iate SF Spirit, que funciona como um verdadeiro clube flutuante. Batizado de “BIG GAME LX”, a embarcação possui três deques — cada um com atrações musicais diferentes, que vão do hip-hop ao reggaeton.

                                        Cartaz do BIG GAME LX. Foto: Event Brite/ Divulgação

                                        A balada flutuante desfilará na icônica baía e oferecerá vistas deslumbrantes e privilegiadas do horizonte de San Francisco e da orla marítima. A bordo, ainda terá espaço para três grandes pistas de dança e a presença ilustre de jogadores da NFL e outros convidados especiais. A festa náutica irá começar às 13h e terminar às 18h (horário local).

                                         

                                        Para quem deseja algo mais privativo, a frota da Luixe Cruises pode atender esse pedido. A empresa está organizando charters privados para assistir ao Super Bowl ao vivo, a bordo de iates. Os telões, um pôr do sol indescritível e um show de comodidades prometem elevar o evento a outra categoria.

                                        Ilha de Alcatraz. Foto: San Francisco Travel/ Reprodução

                                        Toda as opções da companhia possuem grandes telas para acompanhar o jogo ao vivo e uma gastronomia requintada. Os destinos podem ser personalizados de acordo com as preferências do cliente, com opções como a Ponte Golden Gate, a Ilha de Alcatraz e do horizonte do centro de San Francisco.

                                        O melhor atalho

                                        Por lá, a baía funciona como um anfiteatro natural. Diferente de cidades costeiras nas quais a única vista possível é o horizonte aberto, em San Francisco essa visão é cercada por pontos de referência como a Angel Island, a Ponte Bay Bridge e a Ilha de Alcatraz.

                                        Ponte Golden Gate Foto: San Francisco Travel/ Reprodução

                                        Devido à distância entre as festividades em San Francisco e o estádio de Santa Clara, o sistema de ferries tornou-se a “autoestrada oficial” para quem quer evitar o trânsito — ainda mais na alta de visitantes causada pelo Super Bowl. Ou seja, muito mais que um meio de transporte, é uma marca local.

                                         

                                        Para o dia do jogo, o SF Bay Ferry (zona portuária pública de San Francisco) preparou uma logística especial para quem quer evitar o trânsito. Por meio do “The Ferry Way”, o serviço incentiva os adeptos a atravessarem a baía de ferry até o centro de San Francisco, conectando depois com um metrô que leva até o Levi’s Stadium.

                                        Além disso, o icônico Ferry Building terá um espetáculo visual chamado “60 Years of Super Bowl” (“60 Anos de Super Bowl”, em português), uma projeção interativa que transforma a fachada do edifício em uma “máquina do tempo”, que percorrerá todas as seis décadas de história do Super Bowl.

                                        Ferry Building. Foto: SF Bay Area Super Bowl/ Divulgação

                                        Entre as apresentações, haverá um elemento interativo que medirá a paixão dos fãs em tempo real, permitindo que votem em seu time favorito para conquistar o cobiçado Troféu Vince Lombardi, prêmio dado ao campeão da NFL.

                                         

                                        Vários eventos para fãs estão localizados próximos a baía, para facilitar o acesso e incentivar o uso dos ferries.

                                        Uma cidade náutica

                                        Além das águas, a cidade que recebe a final da NFL tem uma infraestrutura de ponta. Existem marinas de classe mundial (como a St. Francis Yacht Club e a San Francisco Yacht Club, ambas em Belvedere) que atraem os iates mais caros do planeta, especialmente durante eventos como o Super Bowl.

                                        Ponte Golden Gate Foto: San Francisco Travel/ Reprodução

                                        Por lá, os passeios de balsa tomam conta da baía, mesmo que as águas não sejam das mais convidativas. Por conta da corrente da Califórnia, ela é fria e pode ser tomada por densos nevoeiros em minutos. Logo, não é um lugar tão recomendado para navegação casual. Embora tenha espaços para balsas recreativas, o que domina a região são os navios porta-contentores, ferries rápidos e petroleiros.

                                        Píer 3 de San Francisco. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                        Os ventos podem passar de 0 a 30 nós em minutos, enquanto mudanças bruscas de temperatura acontecem com frequência num curto espaço de tempo e pequenas distâncias. Entretanto, para este fim de semana, a previsão é de condições favoráveis, mas com chuva na região norte da baía.

                                         

                                        Com ou sem chuva, o Super Bowl mais náutico de todos os tempos ensinará ao mundo o que os navegantes sabem há tempos: os bons ventos sempre levam ao caminho da vitória.

                                         

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                                          Maior evento náutico outdoor da América Latina será realizado de 11 a 19 de abril, na tradicional Marina da Glória

                                          Por: Redação -

                                          O calendário náutico brasileiro já tem seu ponto de partida definido. O Rio Boat Show 2026, maior evento náutico outdoor da América Latina, será realizado de 11 a 19 de abril, na tradicional Marina da Glória, no Rio de Janeiro. A nova data reposiciona o salão como o grande marco de abertura do setor, reunindo estaleiros, especialistas e apaixonados pelo universo náutico em um dos cenários mais emblemáticos do mundo.

                                          Realizado às margens da Baía de Guanabara e cercado por paisagens icônicas, o evento se consolida como vitrine estratégica para lançamentos e negócios. Durante nove dias, visitantes terão acesso a uma ampla exposição de embarcações, como iates, lanchas, veleiros, jets, infláveis, pontoons, motores, além de acessórios e equipamentos, reforçando o papel do Rio Boat Show como principal palco de novidades do mercado náutico brasileiro.

                                          Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                          Entre as experiências mais aguardadas estão os agendamentos de test drives de barcos, que permitem ao público sentir na prática o desempenho das embarcações. Essa proximidade com os produtos transforma o salão em uma oportunidade única tanto para quem deseja comprar quanto para quem busca conhecer melhor as tendências da navegação de lazer.

                                          Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                          A programação também inclui o Náutica Talks, circuito de palestras com especialistas e personalidades do setor, que debatem temas relevantes do mundo náutico. Outro destaque é a disposição dos barcos lado a lado na água, permitindo comparação direta entre modelos e marcas. Em 2026, esse espetáculo promete ser ainda mais grandioso, reforçando a atmosfera única que transforma o Boat Show em um verdadeiro evento-experiência.

                                           

                                          À noite, o espetáculo continua com o tradicional desfile noturno de barcos, quando o show de luzes transforma o salão em uma verdadeira passarela sobre as águas — um dos momentos mais fotografados e aguardados pelo público.

                                          Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                          O evento ainda terá experiências náuticas interativas, como batismo de mergulho e aulas de vela, aproximando novos públicos do universo da navegação. Somam-se a isso os elegantes estandes flutuantes, que criam um ambiente sofisticado e imersivo, integrando negócios, lazer e lifestyle à beira-mar.

                                          Para quem pretende visitar o salão e deseja se programar com antecedência, o hotel oficial do evento será o Intercity Porto Maravilha, oferecendo praticidade de hospedagem, fácil acesso à Marina da Glória e condições especiais para participantes do Rio Boat Show 2026.

                                          Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                          Com nova data em abril e uma programação completa, o Rio Boat Show 2026 reafirma sua posição como o principal encontro da náutica na América Latina e o início oficial da temporada de salões do setor no Brasil. Para os visitantes, é a chance de viver o melhor da cultura náutica em um único lugar. Para o mercado, é o momento de definir o rumo do ano que começa sobre as águas.

                                           

                                          Para garantir sua participação como expositor na próxima edição do Rio Boat Show, entre em contato com o Boat Show pelo telefone (11) 2186-1068 ou pelo e-mail [email protected].

                                           

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                                            Por: Nicole Leslie -

                                            Após conquistar a temida Passagem Nordeste — rota que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico pelo Ártico russo —, o veleiro-escola Fraternidade atracou em Ilhabela (SP) no dia 30 de janeiro. Nesta quarta-feira (4), a embarcação partiu da ilha rumo ao Rio de Janeiro em uma cena simbólica: escoltada pelo veleiro Cisne Branco, da Marinha do Brasil, durante todo o percurso.

                                            Sob o comando do navegador Aleixo Belov, de 83 anos, o Fraternidade entra na reta final de uma circunavegação histórica iniciada em Salvador (BA), em 12 de abril de 2025. A parada em Ilhabela foi estratégica para abastecimento e também para viabilizar o encontro entre os dois veleiros, celebrado pela comunidade náutica local.

                                            Veleiros Fraternidade (à esq.) e Cisne Branco (à dir.) em encontro histórico no litoral de SP, com navio de cruzeiro ao fundo. Foto: Paulo Stefani / Secretaria de Turismo de Ilhabela

                                            O momento foi presenciado pelo fotógrafo e cinegrafista da expedição, Ádamo Mello, que não poupou elogios para a cena:

                                            Sensação incrível ver o nosso barco lado a lado, rompendo o amanhecer e navegando junto ao Cisne Branco-disse em entrevista à NÁUTICA

                                            Segundo Ádamo, o Fraternidade participará de uma solenidade com a Marinha do Brasil no próximo dia 11, quando Aleixo Belov e a tripulação serão oficialmente reconhecidos pela conquista da Passagem Nordeste. O feito tornou o veleiro a primeira embarcação de bandeira brasileira a completar a travessia pelo topo da Rússia.

                                            Foto: Fundação Aleixo Belov / Reprodução

                                            Aleixo é um ser imenso no mundo náutico. A forma como a Marinha o trata, desde quando se tornou o primeiro brasileiro a dar a volta ao mundo em solitário até hoje, demonstra muita honraria-afirmou

                                            “Experiência inacreditável”

                                            A circunavegação por rotas extremas será concluída na mesma cidade onde teve início. A chegada do Fraternidade a Salvador está prevista para o dia 28 de fevereiro, trazendo na bagagem histórias marcadas por longos períodos no mar, desafios técnicos e experiências culturais inesperadas.

                                            Veleiro-escola Fraternidade agora é o 1º das Américas a ter realizado o percurso. Foto: Adamo Mello / Reprodução

                                            “Foi uma experiência inacreditável”, resume Ádamo. Segundo ele, o impacto da viagem vai além da navegação em si e inclui desde a complexidade burocrática para cruzar águas controladas pelos russos até o contato com comunidades locais ao longo do percurso.

                                            A gente tinha a impressão de que o povo russo era frio e fechado, mas foi justamente o contrário. Eles são muito calorosos — apesar do frio — e se assemelham bastante aos brasileiros. Fomos muito bem recebidos em cada porto por onde passamos-contou

                                            De acordo com o fotógrafo, em diversas cidades a tripulação foi recebida com roupas, comidas típicas, apresentações culturais e músicas regionais. “Conhecer um povo tão distante do Brasil foi inacreditável, principalmente para mim, que tive a missão de documentar a viagem”, disse Mello, que adiantou:

                                            Veleiro Cisne Branco, da Marinha do Brasil, escoltou o veleiro Fraternidade do litoral de SP ao RJ. Foto: Ádamo Mello via Instagram @mello.adamo

                                            Consegui um material riquíssimo-Ádamo Mello

                                            Foi após a passagem pela Rússia que a tripulação enfrentou o trecho mais desafiador da expedição: a temida Passagem Nordeste, descrita pelo próprio Belov como o maior desafio de sua vida. O percurso exigiu enfrentamento de gelo, ventos extremos e janelas de degelo extremamente curtas, sem contar com as restrições impostas por áreas militarmente controladas.

                                            Foto: Adamo Mello / Reprodução

                                            Superada essa etapa, a viagem seguiu para águas mais calmas. Na Polinésia, último destino antes do retorno ao Brasil, Ádamo relata ter se encantado com a cultura e as paisagens de um povo ainda pouco influenciado por outras civilizações. A jornada será transformada em um documentário e o fotógrafo também pretende reunir as melhores imagens em um livro ou exposição.

                                            O legado de Aleixo Belov

                                            Radicado na Bahia, o ucraniano Aleixo Belov tornou-se um dos grandes nomes da história náutica. Além de ser o primeiro brasileiro a completar uma volta ao mundo em solitário, ele também conquistou a Passagem Noroeste aos 79 anos.


                                            Seu trabalho de educação marítima segue ativo por meio do Museu do Mar Aleixo Belov, em Salvador, que preserva o acervo de décadas dedicadas à navegação oceânica.

                                            Veleiro-escola Fraternidade. Foto: Fundação Aleixo Belov / Reprodução

                                            Aos 83 anos, esta expedição pode marcar a última grande jornada de Belov em mar aberto — embora, para quem o acompanha de perto, a possibilidade de novos desafios nunca esteja completamente descartada.

                                             

                                            A expectativa é que, nos próximos dias, o Fraternidade encerre mais uma circunavegação histórica de Belov, consolidando o legado do navegador e de sua tripulação na história da exploração polar.

                                             

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                                              Por: Nicole Leslie -

                                              Um vídeo que circula nas redes sociais tem chamado atenção ao mostrar uma aproximação incomum entre orcas e um atum gigante. Nas imagens, o que à primeira vista parece uma cena de “brincadeira” entre os animais não corresponde a um comportamento natural, e pode estar relacionado à interferência humana, com o uso de linha de pesca.

                                              Embora a autenticidade do vídeo ainda não tenha sido confirmada, o conteúdo foi amplamente compartilhado e já ultrapassa 2,3 milhões de visualizações. Assista:

                                               

                                               

                                              As imagens mostram um atum enorme — de aproximadamente 200 kg — nadando muito próximo a um grupo de orcas, sem apresentar reações típicas de fuga. A cena levantou questionamentos sobre a veracidade do registro e sobre as circunstâncias em que teria ocorrido.

                                               

                                              Após analisar o vídeo, o biólogo marinho Eric Comin afirmou que as imagens podem, sim, ser reais — ainda que não representem o comportamento natural nem das orcas e muito menos do atum. O especialista também não descarta a possibilidade de o conteúdo ter sido gerado por inteligência artificial.

                                              Fotos: Instagram @mattwatson_thefishingguy / Reprodução

                                              Segundo Comin, a hipótese mais plausível é que o atum tenha sido fisgado por pescadores e, durante o processo de captura, uma das orcas tenha segurado a linha presa ao peixe. Nesse contexto, o vídeo teria registrado o momento em que a orca nadava com o atum ainda preso à linha de pesca.

                                              No fim, as orcas devem ter se alimentado do peixe-avalia o biólogo

                                              Nas redes sociais, há comentários levantando a hipótese das orcas estarem aprendendo a aproveitar a pesca realizada por humanos em benefício próprio — o que há de se pensar, afinal, cientistas já levantaram a possibilidade desses animais estarem até tentando  socializar com humanos.

                                              Baleia orca. Foto: wirestock / Envato

                                              O comportamento desses animais já foi alvo de diversos estudos científicos que buscam entender a lógica por trás de ações tidas como não racionais. Na Noruega, por exemplo, um estudo revelou que as orcas caçam em duplas para comer mais e em menos tempo.

                                               

                                              Casos como o desse vídeo mostram como imagens impactantes podem ganhar grande alcance mesmo sem confirmação de autenticidade. Por isso, é importante analisar contexto, origem e probabilidade antes de confiar em conteúdos que circulam nas redes sociais. A equipe de NÁUTICA tentou contato com o autor das imagens, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

                                               

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                                                Era o final de 2024 quando Izabel começou a vislumbrar os caminhos mais estratégicos para levar o então enfraquecido Zvezda da Espanha para a Rússia — mas, sem querer dar spoilers, esse já é o começo do fim dessa história. Antes disso, duas guerras, alguns saques e o abandono cruzaram o caminho dessa embarcação quase centenária.

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                                                Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                O barco foi projetado por Hermann Wilhem Göring, militar alemão, político, líder do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP) e fundador da Gestapo (polícia secreta oficial da Alemanha Nazista). A bordo, militares alemães treinavam navegação sobre as águas do Mar do Norte.

                                                 

                                                Ao final na Guerra, em 1945, quando as forças alemãs ruíram, o Zvezda foi transferido junto de outros barcos para a então União Soviética, como um meio de reparação. Por lá, o veleiro encontrou seu novo refúgio no St. Petersburg River Yacht Club of Trade Unions, hoje conhecido apenas como St. Pettesburg River Yacht Club.

                                                Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                Daí em diante, o barco que leva no nome o significado de “estrela”, em russo, mostrou que faria de tudo para não deixar de brilhar. Seu casco de aço e o convés de madeira suportaram reformas, reparos e o desgaste natural do tempo.

                                                 

                                                Deixou de ser um Sloop (um mastro), passando a navegar como Cat (dois mastros). Assim, chegou a representar a Rússia em regatas internacionais. Em junho de 2019, contudo, seu declínio chegou mais perto do que nunca.

                                                 

                                                Uma falha no motor levou o Zvezda direto para as rochas das Ilhas Canárias, na Espanha. O barco chegou a ser rebocado para um porto de pesca, mas uma sequência de fatores o tirou, por tempo indeterminado, de rota. A embarcação acabou abandonada pela tripulação, que por questões com o visto, precisou voltar para a Rússia. Logo após, a pandemia de Covid-19 fechou as fronteiras.

                                                Um brasileiro entra em cena

                                                O velejador brasileiro Juliano Leal reparava seu barco no Porto de Fuerteventura, na Espanha, quando o inconfundível casco de aço do Zvezda lhe chamou a atenção.

                                                Me impressionei com o tamanho da quilha do barco. Uma quilha corrida gigante. O barco todo de ferro. Me apaixonei por ele e pela estrutura dele. Dava para perceber que não era uma embarcação normal-destacou Juliano sobre as primeiras impressões do Zvezda

                                                Um ano antes, ele havia trabalhado no transporte de um barco da Inglaterra ao Brasil, o que lhe colocava no radar de Alexey Semenov. Empresário e velejador responsável pela reparação do Zvezda à distância, o russo procurava, à época, uma tripulação que pudesse levar o veleiro de volta ao lar.

                                                Juliano Leal já a bordo do Zvezda na jornada rumo a Rússia. Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                Com Semenov custeando os reparos do barco, Juliano, junto de outros dois amigos, conseguiu o levar até Vigo, na Espanha.

                                                Nunca imaginei que um dia poderia navegar nesse barco, e mais do que isso: levá-lo para casa, que na época eu sequer sabia onde era-relembrou o velejador

                                                Essa alegria, contudo, não durou muito. Não bastassem as limitações da pandemia que assolava o mundo, em fevereiro de 2022 a Rússia invadiu a Ucrânia. Começava, ali, outra guerra — e outra saga par o Zvezda.

                                                Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                A embarcação ficaria parada por mais três anos, já que o conflito trouxe também sanções internacionais e o fechamento de portos. As mãos do tempo não o pouparam das consequências da inércia, com um toque a mais de deteriorações.

                                                 

                                                O alento veio em setembro de 2024, quando novas mãos, dessa vez humanas, voltaram a tocar o icônico casco. Lutando mais uma vez para não deixar de brilhar, o Zvezda foi retirado da água e passou a receber cuidados com o apoio da dupla russa Semenov e Sergey Alekseev, sob orientação de Izabel e Juliano.

                                                Izabel Pimentel assume o comando

                                                Amiga de longa data de Juliano, Izabel Pimentel, como de praxe, fazia mais uma de suas constantes ligações para o rapaz que, para ela, “é quase um filho”. Desta vez, contudo, ela contou ter notado algo de diferente pairando no ar. Foi quando Juliano revelou que estava se preparando para navegar no Zvezda mais uma vez.

                                                Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                O plano, em teoria, era simples: levar o barco de volta à Rússia pelo Mediterrâneo. Acontece que essas águas estavam fechadas e o Mar Negro havia sido tomado pela guerra.

                                                Quando me dei conta do que estava acontecendo, falei como que de brincadeira: ‘e se a gente fosse pelo Norte, pela Sibéria?’-relembrou Izabel

                                                De bate pronto, Juliano convidou a velejadora para ser a capitã dessa jornada, que chegaria carregada dos desafios de um mar imprevisível, raso e perigoso; e de uma embarcação com histórico de reparos. De quebra, a travessia seria feita sem escalas, com o risco de o barco ser apreendido. “Mesmo assim eu aceitei”, contou Izabel.

                                                 

                                                Além de Izabel, como capitã; e Juliano, como marinheiro e contador; o Zvezda teria a bordo o espanhol Toni Cruz, que falava russo e ficou encarregado de cuidar das burocracias da jornada.

                                                Velejando num barco de quase 100 anos

                                                Com a tripulação ajustada e o barco revisado, o veleiro partiu rumo a São Petersburgo, na Rússia, com 520 litros de diesel a bordo. Não demorou, claro, para que os primeiros problemas começassem a aparecer.

                                                O início foi assim. Quebra, concerta, quebra, concerta… Até o barco estabilizar-disse a velejadora

                                                Depois de alguns dias seguindo para o norte, a capitã decidiu orçar para oeste — a contragosto da tripulação. Mas como bem relembrou Izabel, “nem sempre todo mundo vai estar de acordo. Mas quando você entra em uma embarcação, precisa saber que a última palavra é do capitão. Sempre”.

                                                Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                Esse obstáculo, contudo, logo foi substituído por outro. A costa oeste da Irlanda trouxe correntes violentas e ventos dominantes de oeste. Segundo Izabel, se o barco mantivesse o rumo sul do país, acabaria com “vento na cara” ou empurrado para a costa — onde a visita de uma embarcação russa em meio à guerra não seria lá muito bem-vinda.

                                                 

                                                Os refrescos vieram entre as ilhas de Zetland e Shetland, no Reino Unido. “Nunca escurecia de verdade. Chegava à noite, vinha o crepúsculo e depois mantinha-se a luz, como se o sol estivesse sempre ali por perto”, contou Izabel.

                                                Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                Mas, fazendo jus ao ditado “antes da tempestade sempre vem a calmaria”, a tripulação do Zvezda já esperava pelo que vinha à frente. Uma conexão rápida com a internet mostrou que uma tempestade chegaria em poucas horas. Sem mais detalhes, o sinal se esvaiu.

                                                Entraram duas depressões que formaram um monstro. Ia ser por tudo. Ou a gente seguia, ou desistia. E navegando pelos mares do sul eu descobri uma coisa: os seres humanos são adaptáveis-relatou Izabel

                                                Ela conta ter ouvido sons que se assemelhavam com vozes durante a navegação — e que durante aquele dia ficaram ainda mais intensos. O mar subia como uma muralha. O vento uivando. Um único golpe do mar levou as cartas e apagou o computador da tripulação.

                                                Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                “Esse barco se navegava com uma tripulação de nove pessoas. Não tínhamos o enrolador de vela, cada vez que mudava o vento tínhamos que subir e descer as velas estando apenas em dois. O barco não tinha uma estrutura para estar dentro, foi uma navegação muito molhada. Fazia bastante frio”, relembrou Juliano.

                                                Muitos momentos de medo, de tensão. Muitas noites sem dormir. Mas tudo isso recompensado pela aventura e satisfação de poder realizar algo pessoal-complementou o velejador

                                                Izabel conta da sensação de sentir o barco se agarrando na água “como se tivesse raízes”. O senhor de quase 100 anos, que tanto viveu, mostrava ali que era diferente dos outros. “Uma estabilidade absurda. Foi feito para sobreviver à guerra”, relembra.

                                                Naquele momento eu entendi que não éramos nós segurando o barco. Era ele que segurava a gente-pontuou Izabel

                                                Cortando esse momento de reflexão, um barco da guarda costeira se aproximou e tripulantes suecos subiram a bordo. Toni, então, entrou em ação. Seu papel foi bem desempenhado — ele conseguiu conversar com os rapazes, mas trouxe para a capitã um recado: seria necessário sair da rota dos navios.

                                                 

                                                Izabel, embora não contente, seguiu a orientação, mas o Mar do Norte logo mostrou porque é tão temido. O Zvezda, de repente, viu a profundidade sob o casco desaparecer. “Demos ré e saímos. Fiquei furiosa comigo mesma. Por pouco não morremos na praia”, contou.

                                                Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                De volta à rota dos navios, a tripulação viu pintar no horizonte uma ponte. Era a Ponte de Øresund, que liga a Suécia a Copenhague, na Dinamarca. Ali, as correntes que ligam o Mar Báltico ao Mar do Norte também revelaram o seu poder — e Juliano, no leme, mostrou que estava preparado.

                                                 

                                                Foram 22 dias até a chegada em São Petersburgo. Barco entregue.

                                                Foto: Izabel Pimentel / Juliano Leal / Arquivo Pessoal

                                                O mini documentário “Entre duas Guerras”, compartilhado por Izabel Pimentel, retrata essa grande história (disponível abaixo). Alexey Semenov conta que tanto ele quanto todas as pessoas que se importam com o Zvezda “olhavam o rastreamento todos os dias”.

                                                A alegria pelo retorno e as emoções que sentimos foram indescritíveis-destacou o russo

                                                 

                                                 

                                                Próxima parada: Antártica

                                                Não bastasse a aventura rumo à Rússia, Izabel Pimentel ainda colocará outro grande feito na lista que precede os seus 60 anos. As seis décadas serão comemoradas em alto-mar, em uma jornada até a Antártica. “Eu completo 60 anos em 11 de fevereiro e estarei em plena passagem do Drake”, disse ela já rumo ao continente gelado, em entrevista à NÁUTICA durante breve acesso à internet.

                                                Vou completar meus 60 anos na latitude 60º. Vou dar um pulinho lá para ver os pinguins como presente de aniversário-brincou a velejadora

                                                 

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                                                  Iniciativa totalmente custeada pela iniciativa privada se tornará o maior parque urbano público da cidade

                                                  Por: Nicole Leslie -
                                                  05/02/2026

                                                  O órgão ambiental de Santa Catarina autorizou, nesta quinta-feira (5), o início das obras do Parque Marina Beira-Mar, que será o maior parque urbano e público de Florianópolis. O empreendimento será viabilizado por meio de uma concessão à iniciativa privada que permitirá a empresa vencedora a explorar a área em troca da construção e manutenção de toda a estrutura. Ou seja: investimento público zero.

                                                  Pensado para reconectar Florianópolis à vida marítima, o Parque Marina Beira-Mar tem potencial para projetar a cidade no cenário nacional como um dos principais polos urbanos e náuticos do Brasil.

                                                  Foto: NTV e ARK7 Arquitetos / Divulgação (imagem ilustrativa)

                                                  O parque será construído na Avenida Beira-Mar Norte, no trecho entre o Trapiche e o Bolsão da Casan, em uma área que soma 144 mil metros quadrados. A proposta avançou após estudos de viabilidade técnica e um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) realizado pela Prefeitura, que confirmou a aptidão da área para receber tal infraestrutura.

                                                   

                                                  Além de ampliar as opções de lazer na região, a iniciativa irá gerar empregos, atrair investimentos e fortalecer o turismo náutico. Historicamente, a região já foi povoada por barcos e trapiches — e o novo parque pretende resgatar essa relação da cidade com o mar.

                                                  Esse é o tipo de empreendimento que vai mudar a história da nossa cidade e do turismo também-disse Topazio Neto, prefeito de Florianópolis, em vídeo publicado nas redes sociais

                                                  Foto: NTV e ARK7 Arquitetos / Divulgação (imagem ilustrativa)

                                                  Topazio ainda reforçou a importância da iniciativa não envolver gastos dos cofres públicos. “O maior projeto urbano, público e de turismo da história da nossa cidade está vindo aí“, finalizou.

                                                  Projeto do Parque Marina Beira-Mar

                                                  Basicamente, o parque consiste em um complexo de lazer multiuso com acesso livre e gratuito à população. O espaço terá quadras de areia e basquete, skate park, academia, pet place e playgrounds, além de estruturas náuticas. O parque contará também com espaços destinados a eventos e shows, além de áreas para simples contemplação, interligados por ciclovias.

                                                  Área de arquibancada beira-mar prevista no parque. Foto: NTV e ARK7 Arquitetos / Divulgação (imagem ilustrativa)

                                                  A vertente náutica do projeto envolve a construção de duas marinas, uma pública e uma privada. A marina privada do Parque Marina Beira-Mar terá capacidade para cerca de 470 embarcações, enquanto a pública será destinada a até 30 barcos.


                                                  A área marítima do parque incluirá píer público, posto de abastecimento e uma estrutura especificamente desenhada para apoiar a futura implementação do transporte marítimo de passageiros na cidade.

                                                   

                                                  No aspecto urbanístico, o complexo será dividido em setores que incluem prédios para gastronomia, comércio e serviços, além de áreas de estacionamento e apoio náutico.

                                                   

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                                                    Conhecida por seus carros esportivos de luxo, a Porsche acaba de mostrar que também quer estreitar seus laços com os mares. Durante o alemão Boot Düsseldorf 2026, um dos maiores salões náuticos do mundo, a marca lançou a Frauscher x Porsche 790 Spectre, uma lancha totalmente elétrica inspirada em um dos principais astros da montadora, o também elétrico Porsche Macan Turbo EV.

                                                    O modelo, desenvolvido em parceria com o estaleiro austríaco Frauscher, foi “construído inteiramente em torno da bateria de alta voltagem, do motor do eixo traseiro e da eletrônica de controle do Macan Turbo”, conforme destacou a Porsche. Na prática, a lancha de 7,97 metros (cerca de 26 pés) de comprimento é equipada com uma bateria de 100 kWh e um motor elétrico PSM de 400 kW.

                                                    Lancha da Porsche foi apresentada durante o Boot Düsseldorf 2026. Foto: Porsche / Divulgação

                                                    A ideia, segundo a montadora, foi reunir um conjunto de tecnologias que priorizasse leveza, agilidade e eficiência — assim como em seus veículos elétricos. Desse modo, a marca espera conseguir levar para a água conceitos já aplicados na estrada.

                                                    A nova embarcação não só é movida a motor Porsche, como também carrega o mesmo DNA de design da marca em diversos detalhes– afirmou a Porsche em comunicado

                                                    Nesse sentido, destacam-se o botão de partida à esquerda do volante — tal qual nos carros — , bancos esportivos com o brasão da marca nos encostos de cabeça e um painel com cinco instrumentos circulares que remetem aos modelos clássicos da fabricante.

                                                    Foto: Porsche / Divulgação

                                                    O volante não fica para trás e chega revestido em couro sintético original da Porsche — o mesmo padrão adotado no Macan. A pintura, embora personalizável, atraiu olhares no tom Darkteal Metallic.

                                                    Foto: Porsche / Divulgação

                                                    A lancha da Porche está disponível para encomenda, embora, por enquanto, somente na Europa. Por lá, quem quiser navegar nesse “barco esportivo” vai precisar desembolsar pouco mais de 500 mil euros (sem impostos). Na conversão de janeiro de 2026, esse valor chega à casa dos R$ 3,1 milhões.


                                                    Macan Turbo Concept Lago: o esportivo inspirado na lancha

                                                    Para quem quiser fazer o caminho contrário e levar o conceito da água para acelerar em terra firme, a montadora apresentou no mesmo evento o Macan Turbo Concept Lago.

                                                    Foto: Porsche / Divulgação

                                                    O esportivo, em versão SUV, traz detalhes inspirados na lancha, como a mesma pintura metálica e acabamentos em madeira nos compartimentos de bagagem e em áreas internas. Os tecidos também foram replicados e buscam remeter ao convés do barco.

                                                    Foto: Porsche / Divulgação
                                                    Foto: Porsche / Divulgação

                                                    Diferentemente da lancha, porém, o carro segue como conceito e não tem preço definido.

                                                     

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                                                      Após 82 anos do naufrágio, mergulhadores encontraram o cargueiro Tutoya entre as cidades de Peruíbe e Iguape, a 21 metros de profundidade

                                                      Um pedaço da Segunda Guerra Mundial foi encontrado nas profundezas do litoral de São Paulo — na verdade, nem tão fundo assim. O navio Tutoya, afundado por um submarino alemão durante os conflitos em julho de 1943, foi descoberto a 21 metros de profundidade, entre as cidades de Peruíbe e Iguape.

                                                      No entanto, se engana quem pensa que esse achado aconteceu por acaso. Após conhecer a história do navio, Tatiana Mello, instrutora de mergulho, turismóloga e especialista em naufrágios, acionou um grupo de mergulhadores para a missão de caçar o Tutoya — mas ainda faltavam várias informações.

                                                       

                                                      Pensando nisso, Mello entrou em contato com o marinheiro Clayton Aloise para saber mais dados sobre o navio. Ele, então, conversou com pescadores, colheu algumas informações e, junto à equipe de Tatiana, partiu da Serra do Guaraú, em Peruíbe, para desvendar esse mistério.

                                                      Localização atual do navio, entre Peruíbe e Iguape. Foto: Naufrágios do Brasil/ Reprodução

                                                      O começo da busca exigiu resiliência. Foram mais de duas horas sem qualquer novidade no sonar (tecnologia utilizada para detectar objetos debaixo d’água pelo som). As coordenadas citadas pelos pescadores não levavam até o navio, mas um relevo diferente no fundo do mar chamou atenção, fazendo brotar a semente da esperança.

                                                       

                                                      Segundo a equipe, o relevo parecia “uma marca, uma imagem bem grande”. Com informações técnicas o suficiente sobre o barco e equipamentos para captar imagens, eles mergulharam. Aos poucos, todas as informações foram batendo.

                                                      Quando a gente saiu da água pudemos compartilhar com eles: ‘Gente, tudo bateu’. As medidas bateram, a pesquisa bateu, a gente está mergulhando no Tutoya, é emocionante– comemorou Tatiana à TV Globo

                                                      Destroços do Tutoya. Foto: Tatiana Mello/ Naufrágios do Brasil/ Reprodução

                                                      A confirmação veio como um presente de Natal levemente atrasado, no dia 26 de dezembro de 2025. O Tutoya foi encontrado a 21 metros de profundidade — relativamente raso. Mergulhos abaixo dos 40 metros precisam de mais técnica e restringem o número de pessoas. Nas condições atuais, o navio pode ser contemplado por mais mergulhadores.

                                                      Foto: Tatiana Mello/ Naufrágios do Brasil/ Reprodução

                                                      Para a surpresa dos pesquisadores, o navio é como um “museu congelado”, pois segue com boa parte intacta desde o naufrágio. Nada foi retirado do fundo, segundo Mello, o que transforma o achado em uma pequena viagem ao tempo, na Segunda Guerra Mundial.

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                                                      Antes de se chamar Tutoya (em homenagem a Tutóia, cidade do Maranhão), o barco foi batizado de Mitcham, ainda em 1913, ano de sua construção na Inglaterra. Dez anos depois, foi vendido para o Lloyde Brasileiro, companhia estatal de navegação brasileira, e rebatizado de Uno. O nome que conhecemos hoje só foi dado em 1929.

                                                      Foto: Naufrágios do Brasil/ Reprodução

                                                      Até ser afundado, o navio, do tipo cargueiro de aço, possuía 67,2 metros (220 pés) de comprimento, era movido por duas máquinas a vapor de tripla expansão e carregava cerca de 750 toneladas de produtos como carne salgada, café, batata, chá-mate e madeira — tudo isso se desmantelou no fatídico 1º de julho de 1943.

                                                       

                                                      Naquele ano, o Brasil já tinha declarado guerra às potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão), justamente por conta de uma série de ataques alemães a navios mercantes brasileiros em 1942. Antes do naufrágio, 28 embarcações brasileiras já tinham sido afundadas pela marinha de Hitler.

                                                      Navegar pela costa brasileira nesse período era extremamente perigoso, pois submarinos alemães (U-boats) ficavam à espreita, prontos para afundar qualquer embarcação e cortar as linhas de suprimentos dos Aliados. Detalhe: o Tutoya não carregava matéria prima para os países aliados, apenas produtos para consumo no Brasil.

                                                       

                                                      Para evitar um bombardeio, os barcos, inclusive o Tutoya, navegavam no escuro e próximos do litoral. A estratégia fazia sentido, mas sucumbiu quando o comandante recebeu um pedido para que a embarcação acendesse as luzes e desacelerasse a marcha. Pensando se tratar de um navio de patrulha, a ordem foi atendida. Era tudo que os alemães queriam.

                                                      Ilustração do Tutoya no fundo do mar feita por Maurício Carvalho. Foto: Naufrágios do Brasil/ Reprodução

                                                      Em questão de poucos minutos, um torpedo vindo do submarino U-513 atingiu o Tutoya, partindo-o em dois e o fazendo afundar pouco tempo depois. O capitão, Comandante Acacio, seu imediato e outras cinco pessoas não tiveram tempo de escapar e morreram.

                                                       

                                                      As vítimas desse ataque nunca tiveram um funeral, tampouco os destroços do Tutoya tinham sido encontrados até dezembro de 2025. Por isso, muito mais que uma descoberta, o naufrágio encontrado representa um desfecho simbólico para as famílias dos militares mortos.

                                                      Esses homens deram a vida para manter o comércio e abastecimento de uma país, que na época do conflito, sequer tinha condições de se defender sozinho das agressões da poderosa marinha de Hitler– declarou a equipe de mergulhadores envolvidos no estudo

                                                      Monumento dos Pracinhas, no Rio de Janeiro, com o nome de todas as embarcações atacadas pelo Eixo na Segunda Guerra Mundial. Foto: Naufrágios do Brasil/ Reprodução

                                                      Atualmente, o naufrágio do Tutoya só pode ser contemplado. O barco é protegido pelas leis brasileiras, nada pode ser retirado dele. Sendo assim, de uma história rica e valente, sobraram apenas as duas partes do casco e um memorial silencioso aos marinheiros que perderam a vida em questão de segundos.

                                                       

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                                                        Essa já é a 8ª edição do projeto, lançado ainda em 2025, que chega com um toque especial: os “caminhos do mar”. Não à toa, o fotógrafo canadense Dave Humphreys foi convidado a explorar o litoral de São Paulo de norte a sul, passando por destinos como Ubatuba, Ilhabela, Guarujá e Santos.

                                                        Foto: Vinicius Garcia / Dave Humphreys / Divulgação

                                                        No caminho, seu olhar capturou desde a cultura nativa até esportes aquáticos e a gastronomia brasileira dessas regiões. Ele ressaltou que um dos momentos mais marcantes da experiência foi fotografar a tribo Aldeia Paranapuã, no Parque Estadual Xixová-Japuí. “Passar tempo com eles, sentado na selva e caminhando pela praia aberta, são lembranças que jamais vou esquecer”, ressaltou.

                                                        A cultura brasileira, a comida, as bebidas, o clima quente e as pessoas tão acolhedoras deixaram uma impressão duradoura em mim. Estou ansioso para voltar em breve– destacou Humphreys 

                                                        Já em território canadense, as lentes que registraram a essência do projeto são do fotógrafo brasileiro Vinicius Garcia, que visitou a Columbia Britânica, na região de Vancouver, passando por Boweland, Gambier Island, Anvil Island e Squamish.

                                                        Acredito que o projeto exemplifica perfeitamente como a fotografia pode ser uma poderosa ferramenta de conexão entre mundos tão distintos, mas ao mesmo tempo tão próximos em suas semelhanças humanas– pontuou Garcia

                                                        O livro tem curadoria de Ricardo Giovanelli, responsável por integrar as fotografias em páginas duplas, de forma que conversassem entre si — algumas, inclusive, parecem continuidades uma das outras, ainda que em locais completamente distintos.

                                                        Foto: Vinicius Garcia / Dave Humphreys / Divulgação

                                                        Para ele, buscar a integração cultural por meio da fotografia é “um estímulo muito grande”, uma vez que “a intenção é unir, em uma obra, trabalhos de pessoas de backgrouds completamente diferentes, vindo de culturas e com experiências diferentes”.

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                                                        O livro Olhares Cruzados – Imagens de Duas Culturas foi lançado ainda em 2025, quando o turismo náutico em águas brasileiras ganhava força com a regulamentação da Normam 212, que permite a utilização de motos aquáticas para passeios guiados, inclusive para pessoas sem habilitação permanente — que, neste caso, podem adquirir uma versão temporária num único dia, como a equipe de NÁUTICA mostrou de perto:

                                                         

                                                         

                                                        O projeto, que navegou pelas águas de São Paulo, destaca o potencial do estado nesse sentido, uma vez que soma 4,2 mil km de rios navegáveis e 880 km de litoral. Além disso, a região detém um ecossistema diversificado para quem busca aproveitar as águas, com direito a atividades como mergulho, esportes aquáticos, pesca esportiva, observação da vida marinha e muito mais.


                                                        Somando a isso, o Programa de Turismo Náutico do estado de São Paulo apresenta ações estruturantes como a expansão de terminais náuticos, a criação de circuitos turísticos e o fortalecimento de destinos litorâneos e fluviais.

                                                         

                                                        O projeto Olhares Cruzados teve o apoio de NÁUTICA e da Boat Show eventos, além de patrocínio da BRP. É possível acessá-lo de forma online através do site oficial.

                                                         

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                                                          04/02/2026

                                                          Nem mesmo um dos pontos mais isolados do Brasil, a Ilha da Trindade, que pertence ao Espírito Santo (ES), está imune à poluição humana. De acordo com o estudo publicado no Marine Pollution Bulletin, realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), foi encontrado na região um “novo tipo de rocha” feita de plástico — e as tartarugas influenciam esse processo de maneira involuntária.

                                                          Para a pesquisa, os cientistas estudaram as chamadas “plastistones” (rochas de plástico). Elas se formam quando resíduos de plástico — neste caso, principalmente redes e cordas de pesca de polietileno (HDPE) — sofrem algum tipo de aquecimento, como queima ou calor extremo, e se fundem aos sedimentos naturais da ilha (areia, conchas e rochas vulcânicas).

                                                          Ilha da Trindade, no Espírito Santo. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                                          No Brasil, esse material foi detectado pela primeira vez no Parcel das Tartarugas, uma das praias da Ilha da Trindade. Para se ter uma noção, a ilha é tão distante que fica a 1,1 mil quilômetro da costa do Espírito Santo. De barco, a travessia leva cerca de 3 a 4 dias partindo do Rio de Janeiro ou Vitória. Sequer existe uma população civil residente, hotéis ou comércios na área.

                                                           

                                                          Mesmo sem pessoas, o lixo chega à Ilha de duas maneiras: pelas correntes marítimas, que funcionam como um funil que transporta os resíduos até o local; e pelas atividades pesqueiras, que descartam ou perdem redes velhas no mar.

                                                          Como as tartarugas-verdes influenciam?

                                                          Além das formas já conhecidas de como o lixo chega à Ilha da Trindade, o artigo relatou uma outra preocupação: as tartarugas-verdes (Chelonia mydas). Acontece que os ninhos dessa espécie, que habita a região, são especialmente propícios para o plástico se acumular.

                                                          Tartarugas-verde acabam sendo “cúmplices” inovuntárias da proliferação de rochas plásticas. Imagem ilustrativa. Foto: yurakrasil/ Envato

                                                          As tartarugas-verdes que desovam lá passam a maior parte da vida migrando por todo o litoral brasileiro, que também enfrenta o cenário de poluição. Logo, elas podem carregar detritos presos aos corpos ou, como o estudo mostrou, ao cavar seus ninhos, acabam por desenterrar e reenterrar o plástico que trouxeram, misturando o lixo humano com a geologia da ilha.

                                                           

                                                          Com isso, aumentam as chances dos plásticos permanecerem nas “raízes” da ilha, além de comprometer a conservação da espécie. Inclusive, o resíduo já apresenta sinais de “interação geológica” (enriquecimento por cálcio). Ou seja, o lixo está literalmente se tornando parte da história das rochas do local para os próximos milhares de anos.

                                                          Foto: FAPESP/ Fernando Avelar Santos

                                                          O mais preocupante é que, ainda em 2019, uma área de 12m² estava coberta por essas rochas plásticas e, com o tempo, as ondas quebraram essa mistura homogênea em pedaços menores, se espalhando por outras seis praias (até o momento). A erosão ainda faz com que elas liberem uma quantidade enorme de microfibras e microfragmentos tóxicos na areia.


                                                          Ainda segundo o estudo, a maioria do macro e microplástico se acumula justamente nas depressões em que as tartarugas enterram os ovos de ciclo em ciclo, o que ocorre anualmente. A ilha faz parte do Monumento Nacional das Ilhas de Trindade e Martim Vaz e do Monte Columbia, categoria de unidade de conservação integral.

                                                          Local em que tartarugas-verdes depositam os ovos são especialmente sensíveis ao acúmulo e sedimentação do plástico. Foto: FAPESP/ Fernando Avelar Santos

                                                          “Um dos requisitos para o Antropoceno ser considerado uma nova época geológica, algo ainda em debate, é justamente a existência de materiais produzidos por humanos soterrados no sedimento”, explica Fernanda Avelar Santos, primeira autora do estudo, sobre a consequência das rochas plásticas na geologia local.

                                                          Fora o impacto visível no ambiente, podemos presumir que há ingestão desse plástico pela fauna, não apenas as tartarugas, mas peixes, aves e caranguejos– destaca a pesquisadora

                                                          Segundo os cientistas envolvidos no estudo, os resultados reforçam a necessidade de políticas públicas para gerenciar os resíduos plásticos, além de ações coordenadas para a limpeza de praias, priorizando as que abrigam vida selvagem e que são diretamente afetadas pela poluição.

                                                           

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                                                            Tem sido cada vez menos incomum o assunto “grande faixa de sargaço” voltar à tona. Isso porque, apesar de existir desde 2011, o crescimento acelerado dessa mancha marrom no Oceano Atlântico tem chamado atenção e impressionado até a comunidade científica.

                                                            A grande faixa de sargaço, também conhecida como cinturão de sargaço do Atlântico, ocupa parte central do Oceano Atlântico, se estendendo da costa oeste africana até o Golfo do México.

                                                             

                                                            Com os primeiros registros datados de 2011, esse conglomerado de algas marinhas do gênero Sargassum (daí o apelido “sargaço”) costuma ser comentado de ano em ano, devido ao seu crescimento. No geral, são duas espécies da planta: Sargassum natans e Sargassum fluitans.

                                                            Alga da espécie Sargassum fluitans. Foto: Susan K. Jackson / via Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos

                                                            Embora comum em regiões tropicais, o sargaço que cria a famosa faixa marrom do Atlântico tem apresentado crescimento tão acelerado que até a comunidade científica se mostra surpresa.


                                                            Prós e contras do sargaço

                                                            A NASA explica que o sargaço pode causar mais benefícios que uma alga comum — que se resume a liberar gás oxigênio na atmosfera pela fotossíntese — porque fornece habitat para tartarugas, peixes e outros animais marinhos, desde que em quantidades reduzidas.

                                                            Imagem ilustrativa. Foto: Galyna_Andrushko / Envato

                                                            O excesso dessa alga marrom, no entanto, traz uma série de problemas a curto e longo prazo que, segundo a agência espacial, incluem:

                                                            • Dificultar a locomoção e respiração de certas espécies;
                                                            • Sufocar corais e ervas marinhas ao afundar aos montes;
                                                            • Liberar odor de ovo podre (gás sulfeto de hidrogênio) durante o processo de decomposição.

                                                            O processo de decomposição, por sinal, costuma acontecer mais próximo a regiões litorâneas, impactando até o turismo local.

                                                            Água do mar tomada por sargaço. Foto: Marcial Gonzalez / Shutterstock.com / via Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos

                                                            Crescimento desenfreado

                                                            A faixa de sargaço do Atlântico já foi citada em diversos estudos científicos — como na Universidade do Sul da Flórida, na Fundação Nacional de Ciências (dos EUA) e na Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos — e um assunto que paira todos eles é o que justificaria seu crescimento desenfreado.

                                                            Ilustrações representam aumento e a densidade da faixa de sargaço do Atlântico de 2011 a 2018. Foto: NASA / Divulgação

                                                            Um dos estudos sugere que o início da mancha tenha sido uma descarga do Rio Amazonas nos anos anteriores a 2011, mas que o crescimento estaria relacionado a outros fatores.

                                                             

                                                            Já outra fonte conta que o conglomerado de sargaço teve a biomassa estimada em 20 milhões de toneladas em 2018, e que a quantidade foi suficiente para inundar centenas de praias da Guiana Francesa até a Flórida com a alga marrom em algumas horas. Em 2022, a biomassa já era estimada em 22 milhões de toneladas — e os índices só aumentam.

                                                            Praia em Porto Rico empestada de sargaço, em 2021. Foto: G. Edward Johnson / Creative Commons

                                                            A NASA explica que, embora a causa exata do crescimento da faixa de sargaço ainda não tenha sido definida, pesquisadores descobriram que nutrientes que vêm de fertilizantes e mudanças na temperatura dos oceanos e mares podem contribuir para o aumento da alga marrom, que é sensível a variações.

                                                            O que deve acontecer

                                                            O laboratório de oceanografia óptica da Universidade do Sul da Flórida realiza boletins mensais sobre a grande faixa de sargaço desde janeiro de 2018. Os levantamentos apontam para um padrão onde a faixa marrom do Atlântico cresce mais de fevereiro a outubro, se dispersando um pouco de novembro a janeiro.

                                                            Imagens mostram evolução da faixa de sargaço do atlântico nos meses de janeiro de 2011 a 2024. Cores mais quentes indicam maior quantidade da alga. Foto: Laboratório de Oceanografia Óptica da Faculdade de Ciências Marinhas da Universidade do Sul da Flórida / Reprodução

                                                            Ainda assim, no boletim de janeiro de 2026 consta um crescimento contínuo de sargaço desde novembro de 2025, fazendo com que os índices da alga no último mês já apresentassem níveis nunca antes registrados.

                                                             

                                                            Dessa forma, a expectativa da universidade é que 2026 seja mais um ano de grande ocorrência de sargaço no cinturão, com volumes que podem superar os atuais recordes em 75%.

                                                            Prevenção é o caminho

                                                            A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos pontua que, apesar do monitoramento via satélite ilustrar a expansão da faixa de sargaço no Atlântico, a inundação em praias e baías pode acontecer repentinamente. Por isso, a equipe alerta para alguns métodos de prevenção.

                                                            Ilustração mostra densidade da faixa de sargaço do Atlântico em março de 2023, onde cores mais quentes indicam maior quantidade da alga. Foto: NASA / Divulgação

                                                            Um desses métodos é impedir que o sargaço chegue à costa com a instalação de redes ou barreiras flutuantes. Dessa forma, é possível recolher as algas antes que elas entrem em decomposição ou afundem. O material, segundo a agência, pode até ser utilizado na fabricação de fertilizantes, bioplásticos e rações, entre outros.

                                                             

                                                            Outra alternativa é desviar os tapetes de sargaço das praias com o uso de barreiras de contenção que forcem as algas a seguirem de volta ao mar aberto. Qualquer uma das decisões, porém, precisa estar em conformidade com as legislações locais.

                                                             

                                                            Náutica Responde

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