Futuro verde: como os interiores dos barcos podem contribuir para uma navegação sustentável

Do couro de cogumelo ao bambu, materiais ecológicos aplicados na parte interna das embarcações também contribuem para emissões zero

13/03/2026

O mercado náutico segue em constante evolução e, mais do que nunca, navega rumo a um futuro sustentável. Se antes a madeira nobre e o couro exótico eram prioridades na hora de decorar a parte interna de qualquer barco, hoje a tendência aponta para materiais recicláveis e de baixo impacto ambiental, cada vez mais utilizados não só no Brasil, mas também no mundo.

Conforme revelou a plataforma The Luxury Playbook, focada no mercado de alto padrão, a sustentabilidade emergiu como um pilar fundamental do design de interiores de embarcações e já virou tendência em iates. Aos poucos, os designers estão optando por madeiras de origem responsável, metais reciclados e tecidos sustentáveis para criar interiores elegantes.

Como o interior do barco pode ser mais sustentável?

Um material que tem ganhado cada vez mais relevância é o bambu, presente em diversas embarcações ao redor do globo. Essa alternativa, tida como renovável e de rápido crescimento, tem sido utilizada em pisos e armários devido à sua durabilidade e apelo estético.

Famoso megaiate Nirvana é composto de materiais sustentáveis, como bambu e calcário. Foto: Oceanco/ Divulgação

Outro recurso que vem crescendo no mercado, principalmente nos iates de luxo, é o couro ecológico (também chamado de “couro biodegradável”), que oferece boa durabilidade com menor impacto ambiental. Juntam-se a ele outros materiais que vêm ganhando força, como:

  • Couro de cogumelo: cultivado em laboratório a partir de fungos, parecido com couro animal, mas 100% biodegradável;
  • Couro de abacaxi: feito das fibras das folhas do abacaxi e aplicado em estofados de luxo;
  • Couro de cacto: altamente resistente à abrasão e aos raios UV, algo essencial no ambiente marítimo;
  • Couro de maçã ou uva: feito com as sobras da indústria de sucos e vinhos.

Embora materiais como o famoso mármore natural, o granito e o quartzo sejam amplamente admirados por sua estética e durabilidade, outras opções mais sustentáveis já estão sendo implementadas e consomem menos energia, como é o caso das pedras artificiais de vidro reciclado e compósitos de resina.

Couro de cacto utilizado nos interiores de embarcações. Foto: Desserto/ Divulgação

Quando se fala em sustentabilidade, até os mínimos detalhes fazem a diferença. O algodão orgânico, por exemplo, é macio, respirável e suave ao toque, ideal para roupas de cama, cortinas e estofados do barco. Isso porque as fibras naturais promovem a circulação do ar, responsável por manter as cabines frescas.

O algodão orgânico (como o da imagem) é uma boa pedida para um interior mais sustentável. Foto: Sea Imporium/ Divulgação

Um material antigo que voltou à cena é o cânhamo. Além da boa durabilidade, ele oferece uma estética texturizada, sendo uma ótima alternativa para capas de assento, tapetes ou detalhes decorativos. Tanto o cânhamo quanto o algodão não carregam produtos químicos agressivos, o que reduz as toxinas no meio ambiente.

Cânhamo costuma ser aplicado nos projetos da Greenboats, que produz barcos totalmente sustentáveis. Foto: Greenboats/ Divulgação

Impacto positivo e carbono negativo

Mais do que só neutralizar o carbono, algumas alternativas ainda o eliminam da equação. Nesse caso, os produtos utilizados emitem quantidades negativas de carbono e compensam emissões em vez de adicioná-las. Isso já pode ser visto, por exemplo, em soluções para piso, que trocam a tradicional teca por cortiça reciclada, o próprio bambu ou PVC reciclado.

 

Esse é o caso da DUE Brasil, representante da Bolon no Brasil, empresa que revestiu o piso do JAQ H1 — embarcação movida a hidrogênio verde apresentada na COP30, em Belém (PA). Para revestir os interiores do barco, a marca aplicou 250 m² de material sustentável e que não agride o meio ambiente.

Revestimentos da Bolon aplicados no JAQ H1. Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica

De acordo com a empresa, o revestimento instalado corresponde a um impacto climático de -50 kg de CO2e (dióxido de carbono equivalente). Isso significa que os 250 m² aplicados no JAQ H1 retiram 50 kg de CO2 da atmosfera. Em termos simples, o resultado equivale a evitar as emissões de um carro rodando de São Paulo ao Rio de Janeiro ou ao carbono que duas árvores adultas absorvem em um ano.

Embarcação JAQ H1 Explorer, do Grupo Náutica, foi anunciada na COP30. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

Os pisos Bolon são produzidos na Suécia com PVC reciclado e de origem biológica, matérias-primas de zero impacto climático. Todo o processo de produção utiliza 100% de energia renovável e garante que os produtos tenham, em média, um impacto de -0,2 kg CO2e/m², conforme explica a marca.

 

Além disso, o produto se destaca por ser versátil, visto que pode ser utilizado em vários espaços de uma embarcação, como cabine de comando, quartos e até mesmo na parede — isso sem contar as incontáveis paginações possíveis.

Revestimento da Bolon no JAQ H1. Foto: Geovani Pantoja / Revista Náutica

A participação no JAQ H1 não é um case isolado da empresa na colaboração por um mundo mais sustentável. Essa, na verdade, já é uma tradição da marca. Isso porque a Bolon vem transformando resíduos em design desde 1949, com pisos tecidos a partir de material descartado e desenvolvidos com base na Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) completa.

“Now Copper” foi utilizado na cabine de comando do JAQ H1. Foto: Bolon/ Divulgação

Tudo isso, claro, alinhado à estética, com mais de 100 modelos em linha de diferentes propostas e estilos impactantes. São designs com cores e texturas variadas, com direito a parcerias com designers famosos, como Patrícia Urquiola e Rosita Missoni. Na prática, a sustentabilidade agrega impacto ao barco — sem abrir mão da beleza.

 

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    Quase 25 metros de altura: brasileira pode quebrar recorde mundial no surf de ondas gigantes

    Em Nazaré, durante etapa da WSL Wave Challenge, Michelle des Bouillons encarou uma onda do tamanho de um prédio de sete andares. Assista!

    12/03/2026

    Quando a surfista Michelle des Bouillons entrou e saiu intacta de uma onda gigantesca, em Nazaré, no dia 13 de dezembro de 2025, ela não fazia ideia do feito que tinha acabado de realizar. Naquele instante, a brasileira rascunhou seu nome na história, ao surfar o que pode ter sido a maior onda já dominada por uma mulher na história do esporte.

    A façanha aconteceu durante a disputa do TUDOR Nazaré Tow Challenge, que aconteceu na mítica Praia do Norte, em Portugal. A etapa faz parte do WSL Big Wave Challenge, evento que dura o ano inteiro e premia os maiores feitos do surfe de ondas gigantes durante toda a temporada ao redor do mundo — e é nesse contexto que a atleta pode entrar para a história.

     

    Para isso, ela precisará superar o atual recorde feminino, estabelecido em 2020 pela também brasileira Maya Gabeira, com uma marca de 22,4 metros (73,5 pés), na mesma Nazaré. Um primeiro estudo técnico encomendado por Michelle, no entanto, aponta que a onda surfada por ela em dezembro teria 24,99 metros — do tamanho de um prédio de sete andares –, o que superaria com sobra o marco de Gabeira.

     

     

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    Um post compartilhado por World Surf League (@wsl)

     

    A oficialização do recorde, contudo, é um processo longo e rigoroso. A marca de Michelle, aliás, não depende mais da WSL. Neste momento, a chancela técnica está nas mãos do jornalista Bill Sharp, criador do Big Wave Challeng Award, considerado o “Oscar” do surfe de ondas gigantes.

    Foto: Instagram @mibouillons/ Reprodução

    Depois de passar pelo crivo de Sharp, o feito vai para o Guinness World Records, o Livro dos Recordes. Tudo isso só acontecerá, porém, após o final da temporada, que termina oficialmente em abril. A partir daí, a equipe técnica dará início a análises minuciosas, que consistem em três etapas:

    • Análise quadro a quadro de vídeo frontal;
    • Identificação do momento de maior expressão vertical (quando o lip encontra a base);
    • Uso de uma unidade proporcional baseada na própria surfista.

    Nesse caso, utiliza-se a canela da surfista como régua: a medida é replicada até alcançar o topo e a base da onda.

    Por dentro das ondas

    A “ficha” do possível recorde mundial não caiu de primeira — na verdade, esse sequer era o objetivo da atleta. A estratégia de Michelle des Bouillons era buscar a maior onda do evento e vencer o campeonato. Assim, quando avistou a onda perfeita, ela não pensou duas vezes, conforme revelou ao GLOBO.

    Eu senti que era algo especial, mas o mais legal foi não ter hesitado, ter feito uma linha radical para dentro. Isso mostrou que eu estava preparada – revelou a surfista ao jornal

    Em Nazaré, há duas leituras possíveis: ondas que quebram muito do lado de fora, que são grandes, mas menos energéticas; e ondas que seguram a energia e concentram tudo na primeira explosão, como foi o caso da onda surfada pela brasileira. Michelle completou o drop, surfando a parte mais crítica e saindo limpa.

    Foto: Instagram @mibouillons e @rennanchaves_/ Reprodução

    Depois do feito, ela conta que nomes consolidados do big surf, como Lucas Chumbo e Rodrigo Koxa (recordista mundial de ondas gigantes até 2020) a incentivaram a buscar o reconhecimento do recorde. Foi só então que a ficha começou a cair.

    Nunca entrei no mar querendo bater recorde. Sempre quis ser reconhecida pela performance. Deixo Nazaré me escolher. Mas naquele dia eu tinha certeza de que estava preparada– reforçou ao portal

    Foto: Instagram @mibouillons/ Reprodução

    Por mais irônico que possa parecer, Michelle não venceu essa etapa de Nazaré. A bateria teve que ser interrompida por questões técnicas e o título ficou com a equipe von Rupp/Roseyro. Mas nada que abalasse a surfista brasileira.

    Eu peguei a maior onda da minha vida. Isso vale mais que qualquer troféu– finalizou ela

    Nascida em família surfista, Michelle surfa desde os seis anos e foi a primeira mulher a dominar as ondas de Desert Point, na Indonésia, conhecida por suas grandes ondas em tubo. Ela também já conquistou o Biggest Wave of the Year de 2024, que premia o atleta que pegou a maior onda no ano (na categoria feminina); e foi campeã do 1º campeonato brasileiro de surf de ondas grandes, realizado em 2024 pela CBSurf (Confederação Brasileira de Surf).

     

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      Ventura lança linha de pesca: barco de estreia estará no Rio Boat Show 2026

      Modelo ao estilo “semichato” é uma das grandes novidades do estaleiro, que apresentará ainda outras 8 embarcações no evento

      A Ventura Experience acaba de estender ainda mais seu já amplo leque de produtos: a marca agora terá uma linha de barcos de pesca. O primeiro modelo, ao estilo “semichato”, foi lançado nesta quinta-feira (12) e já é presença confirmada no Rio Boat Show 2026, que acontece de 11 a 19 e abril, na Marina da Glória.

      O novo Sportman 60, que abre em grande estilo a nova categoria da marca, integrará a linha Ventura Adventure, junto de quadriciclos e UTVs — outro dos pontos fortes da empresa mineira.

      Marca conta ainda com as linhas Electric e Marine. Foto: Ventura / Divulgação

      O modelo se assemelha em design aos famosos “bass boats”, especialmente pelas bordas baixas e plataformas amplas na proa e popa. A espessura do casco, aliás, é de 2,5 milímetros, segundo a marca.

      Foto: Ventura / Divulgação

      O barco, que deve ganhar um “irmão” em junho, tem 6 metros de comprimento e 1,86 metro de boca, espaço que garante capacidade para até seis pessoas aproveitarem uma pescaria, com direito a uma caixa de peixes de 100 litros. Na potência, é possível optar por um motor de popa de 60 a 115 hp.

      Foto: Ventura / Divulgação

      A novidade estará exposta na área seca do evento, no pavilhão da Marina da Glória, junto de outras lanchas já consagradas e ideais para quem busca por modelos menores: V195, V205, V250 e V300 Crossover — essa última, aliás, agora com motor de popa.

      V370 Crossover, lançamento da Ventura no São Paulo Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

      Já no estande flutuante da Ventura no Rio Boat Show 2026, sobre as águas da Baía de Guanabara, estarão as V300 Day Cruiser, V400 Crossover, V550 Crossover e a estreante V370 Crossover, lançada durante o São Paulo Boat Show 2025.


      Rio Boat Show 2026

      O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

      Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

      Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

       

      É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

      Garanta seu ingresso com desconto!

      Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

      Anote aí!

      RIO BOAT SHOW 2026

      Quando: de 11 a 19 de abril;

      Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

      Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

      Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

      Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

       

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        Aos 72 anos, velejador completa volta ao mundo sozinho em barco de 5 metros feito em casa

        O australiano Eric Marsh é o participante mais velho da Mini Globe Race, regata que teve parada em Recife, no Brasil, em fevereiro

        Que tal embarcar em um barco caseiro, feito de madeira compensada, e partir para uma volta ao mundo em solitário? Foi o que fez, aos 72 anos, o australiano Eric Marsh, competidor mais velho da Mini Globe Race (MGR), a 1ª edição de uma regata de circum-navegação do globo em que os competidores navegam em veleiros de apenas 5,80 metros de comprimento (19 pés) construídos em casa.

        Para concretizar o feito e colocar seu nome na história da competição — como o mais velho a completá-la —, Eric navegou 24 mil milhas em 192 dias. Tanto ele quanto os demais 14 competidores partiram de Antígua, ilha no Mar do Caribe, em 23 de fevereiro de 2025, rumo ao contorno do mundo, que terminaria ali mesmo, em uma jornada rumo a Oeste.

        Foto: Mini Globe Race / Divulgação

        Foram, ao todo, seis etapas:

        • De Antígua ao Panamá, do Atlântico para o Pacífico;
        • Do Panamá ao arquipélago das Ilhas Marquesas, na Polinésia Francesa;
        • Das Marquesas a Tonga, pelo Pacífico Sul;
        • De Tonga à Cidade do Cabo, na África do Sul, onde os barcos deixam o Pacífico, contornam o sul da Austrália e atravessam o Oceano Índico;
        • Da Cidade do Cabo a Recife, no Brasil, subindo o Oceano Atlântico;
        • De Recife a Antígua, cruzando novamente o Atlântico tropical.
        O mapa da Mini Globe Race. Foto: Mini Globe Race / Divulgação

        Confira o momento da chegada de Eric:

         

        O sonho de uma vida

        Eric começou a desbravar o mundo da vela ainda aos 18 anos, na companhia do irmão. Conforme crescia e amadurecia, suas embarcações também. Dos pequenos barcos ele passou a assumir o comando de máquinas maiores, como catamarãs e veleiros rebocáveis.

        Foto: Mini Globe Race / Divulgação

        Ele foi acumulando experiências, inclusive, em regatas oceânicas, como as Melbourne-Hobart e Sydney-Hobart, a regata Melbourne-Vanuatu, em 2010, e a Copa Osaka de iates para duplas, em 2013. Navegar ao redor do mundo, contudo, era o seu maior sonho, e a Mini Globe Race, embora desafiadora, apareceu como a oportunidade ideal para quem já viu de tudo nesse mundo.

         

        Seu barco, o ‘Sunbear‘ (79), foi construído e comandado pelo americano Michael Moyer, um navegador experiente, com 74 mil milhas náuticas no currículo. Eric Marsh, aliás, correu a Globe 5.80 Transat 2023 com o Sunbear, disputa que também envolve esses minibarcos, mas em uma maratona solitária menor, através do Atlântico.

        Um susto no meio do caminho: homem ao mar!

        Na madrugada de 17 de outubro, já há quase 8 meses no mar, Eric passou por um grande susto, quando caiu na água ainda sob o céu escuro. Conforme relatou ele mesmo à organização da disputa, o incidente se deu enquanto ele recolhia o spinnaker, na proa do barco, quando uma onda enorme atingiu a embarcação.

        No instante seguinte eu estava na água, sendo arrastado pelo meu cabo de segurança. Sinceramente, achei que tudo tinha acabado para mim – detalhou Marsh

        Ainda conforme o relato, depois de inúmeras tentativas, Eric finalmente voltou ao barco, “molhado, abalado, mas muito grato por estar bem”. Na sequência, ele conseguiu entrar em contato com sua equipe de segurança.

        Foto: Mini Globe Race / Divulgação

        Os resultados até aqui

        De acordo com as últimas atualizações da Mini Globe Race, Eric ocupava a 8ª colocação geral da disputa, tendo concluído o feito nesta terça-feira (11). No topo do pódio está o suíço Renaud Stitelmann, que venceu todas as etapas da regata e cravou o recorde inaugural da disputa: 180 dias, 11 horas, 25 minutos e 57 segundos.


        Em segundo lugar aparece o australiano Dan Turner, que completou a prova em 184 dias, 1 hora, 20 minutos e 42 segundos, seguido do britânico Keri Harris, que cruzou a linha de chegada após 190 dias, 21 horas, 4 minutos e 45 segundos. Dos 15 velejadores que se inscreveram na competição, 11 já completaram a disputa, conforme a classificação parcial. Confira:

        1. Renaud Stitelmann, da Suíça – 164D 03H 24M 30S;
        2. Dan Turner, da Austrália – 167D 05H 23M 19S;
        3. Keri Harris, do Reino Unido – 173D 14H 45M 52S;
        4. Pilar Pasanau, da Espanha – 175D 01H 13M 21S;
        5. Adam Waugh, do Reino Unido – 182D 03H 40M 18S;
        6. Jakub Ziemkiewicz, da Irlanda – 183D 05H 32M 26S;
        7. Christian Sauer, da Alemanha – 183D 14H 13M 21S;
        8. Eric Marsh, da Austrália – 192D 06H 42M 09S;
        9. Jasmine Harrison, do Reino Unido – 195D 02H 47M 33S;
        10. Ertan Beskardes, do Reino Unido – 198D 16H 49M 40S;
        11. Joshua Kali, dos Estados Unidos – 203D 04H 45M 52S.

        Inscrições abertas para 2029

        A próxima edição da Mini Globe Race está marcada para acontecer em 2029. Conforme explica a organização, para participar, é necessário adquirir um conjunto de plantas do Globe 5.80 e comprovar pelo menos 2 mil milhas náuticas de experiência em navegação oceânica em qualquer embarcação.

         

        O participante deverá ter posse do barco pelo menos 12 meses antes do início da MGR, bem como navegar com ele para manter sua vaga. A taxa de inscrição para “construtores” chega a 8,5 mil euros, o equivalente a R$ 50,7 mil na cotação de março de 2026.

         

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          De Noronha para o mundo: Projeto Golfinho Rotador vence prêmio internacional de turismo sustentável

          Iniciativa de conservação que soma mais de 35 anos recebeu a honraria no ITB Earth Award, uma das premiações mais prestigiadas do setor

          11/03/2026

          Uma nobre iniciativa brasileira recebeu um reconhecimento inédito na Europa. Na última semana, o Projeto Golfinho Rotador, que atua há mais de 35 anos na conservação marinha em Fernando de Noronha (PE), venceu o ITB Earth Award, um dos mais prestigiados prêmios internacionais de turismo sustentável do mundo. A cerimônia de premiação ocorreu durante a Internationale Tourismus-Borsë (ITB), em Berlim, na Alemanha.

          Segundo a organização, essa é a primeira vez que um programa brasileiro conquista o prêmio, que existe desde 2011 e reconhece destinos e iniciativas com gestão excepcional, práticas inovadoras no enfrentamento das mudanças climáticas e compromisso com a conservação ambiental.

          Foto: Projeto Golfinho Rotador/ Divulgação

          Patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o projeto monitora diariamente a população de golfinhos-rotadores que utiliza o arquipélago de Fernando de Noronha como área de descanso e socialização. Além disso, eles desenvolvem pesquisas científicas contínuas sobre comportamento, dinâmica populacional e conservação marinha.

           

          Em 2025, o Centro Golfinho Rotador, instituição que executa o programa, foi certificado pela Green Destinations com o Selo Ouro, alcançando 95% de conformidade e tornando-se a primeira ONG da América Latina a atingir esse nível de certificação.

          Projeto Golfinho Rotador com o certificado Green Destinations com o Selo Ouro. Foto: Projeto Golfinho Rotador/ Divulgação

          Ao subir ao palco, a coordenadora de Educomunicação Ambiental e Sustentabilidade do projeto, Cynthia Gerling, destacou o significado da conquista e ressaltou a importância de proteger a biodiversidade ao mesmo tempo em que promove um “turismo consciente e responsável”.

          A ciência e o desenvolvimento sustentável são ferramentas poderosas de transformação, não só para Noronha, mas como inspiração para outros destinos no Brasil e no mundo– declarou Cynthia Gerling

          Para José Martins, coordenador do programa, o que os motiva é buscar cada vez mais a implementação de boas práticas de gestão e atrair ecoturistas para Fernando de Noronha. “Ganhar este prêmio entre tantas iniciativas de turismo sustentável no mundo nos mostra que o Projeto Golfinho Rotador está no caminho certo, que é a construção com os ilhéus de um turismo de base comunitária”, disse ele.

          Reconhecimento merecido

          Fundada em 1990, a ONG já soma 7,1 mil dias e 65,7 mil horas de observação na Baía dos Golfinhos, em Fernando de Noronha, e quase 3 mil dias e mais de 20 mil horas no Forte de Nossa Senhora dos Remédios, também no arquipélago.

          Golfinho-rotador. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

          De acordo com o projeto, os resultados da equipe já foram publicados em 12 livros, seis teses de doutorado e 12 dissertações de mestrado. Isso sem contar os imensuráveis benefícios que os estudos trouxeram à vida marinha da região.

           

          Além das pesquisas, o Projeto Golfinho Rotador promove oficinas culturais, incentiva a prática do surf entre jovens e realiza atividades educativas nas escolas da ilha. Como parte estratégica de sua atuação, a iniciativa estrutura também programas voltados especialmente ao fortalecimento do turismo responsável em Fernando de Noronha.

          Exemplo disso é o guia “Vida na Água – Gestão Sustentável à Beira Mar”, programa que oferece cursos, oficinais e consultorias ao trade turístico local, orientando empreendedores sobre como implementar práticas de gestão sustentável em seus negócios. O foco é que os empresários apliquem soluções que reduzam impactos ambientais, usem conscientemente os recursos naturais e valorizem a biodiversidade como ativo econômico e social.

           

          Distribuído gratuitamente a pousadas, sedes de empresas, bares e restaurantes, barracas de praia, empresas de passeios de barco, operadoras de mergulho e condutores de visitantes, o guia amplia o alcance das ações educativas e fortalece um modelo de turismo comprometido com a conservação marinha, o desenvolvimento local e a governança responsável.

           

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            Sentir para criar: barco que será lançado no Rio Boat Show foi desenvolvido por pessoa cega

            Pedro Bittencourt, dono do estaleiro Pointter Mar, embora totalmente cego, participou de cada etapa da contrução da nova Pointter 155 Easy Ride. Salão será de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

            Além de ser palco para os principais barcos do mercado náutico, o Rio Boat Show reúne também um mar de histórias incríveis que só as águas podem nos contar — e uma delas é a de Pedro Bittencourt, dono do estaleiro Pointter Mar. Embora totalmente cego, sua plena noção técnica e sensorial o permite se envolver totalmente nos projetos da marca. Não à toa, ele foi o responsável por projetar a novíssima Pointter Mar 155 Easy Ride, que será lançada no evento.

            Bittencourt participou de cada etapa da fabricação da lancha. No vídeo abaixo, publicado pelo estaleiro, ele aparece testando a posição real de pilotagem, enquanto os engenheiros conferem a ergonomia. O salão náutico ocorre de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória, onde os visitantes poderão ver de perto o resultado desse trabalho minucioso.

             

            Eu sou cego. Mas nunca deixei de enxergar o que queria construir– escreveu Pedro em seu Instagram

            Ciente do que é necessário para projetar um barco seguro, confortável e moderno, Pedro elabora o projeto por escrito e entrega ao engenheiro naval responsável pela parte técnica. Segundo a marca, a nova lancha, projetada por ele, mantém viva a essência criada por Marcos Bittencourt, pai falecido de Pedro, quando produziu a Pointer 470, em 1987.

             

            À época, o barco foi um sucesso de vendas, chegando a ser utilizado pelas corporações do Corpo de Bombeiros e cravando até figuração em novela da TV Globo, em 1995

            Marcos Bittencourt projetando a Pointer 470 nos anos 1980. Foto: Instagram @pointtermar/ Reprodução

            “Lembrei das medidas dos barcos do passado, desenhei tudo na minha mente, escrevi cada detalhe e passei para o engenheiro. E hoje eu entro aqui, passo a mão na estrutura e sinto exatamente o que imaginei”, contou Pedro sobre o lançamento em postagem feita no Instagram da Pointter Mar.

            Isso não é só um barco. É a prova de que limites não definem destino– afirmou o dono do estaleiro

            Conheça o lançamento da Pointter Mar no Rio Boat Show

            Com raízes na antiga — porém clássica — Pointer 470, a Pointter Mar 155 Easy Ride é tida pela marca como uma lancha insubmergível, confiável e feita para durar. Para isso, a embarcação acomoda um sistema autoesgotável, além de carregar em sua estrutura uma espuma expansiva náutica (material bicomponente projetado especificamente para resistir às condições severas do ambiente marinho) e bolhas de ar.

            Projeção do barco que será lançado no Rio Boat Show 2026. Foto: Pointter Mar/ Divulgação

            O modelo conta com bananas (acabamentos laterais internos no costado do barco que, nessa lancha, estará nos conformes da Normam) funcionais, com porta-copos e porta-varas integrados. O barco ainda possui cunhos retráteis, banco de proa com caixa de âncora integrada e puxadores em inox.

             

            O baú debaixo do banco foi transformado em um guarda-volumes do barco. E não para por aí: a embarcação já vem com painel instalado, preparado para receber todos os comandos — isso sem esquecer da escada embutida e a caixa de iscas vivas pronta.

            Escada embutida é um dos destaques da Pointter Mar 155 Easy Ride. Foto: Instagram @pointtermar/ Reprodução
            Foto: Pointter Mar/ Divulgação
            Foto: Pointter Mar/ Divulgação

            A ideia, de acordo com a marca, é que a circulação pelo barco seja fluida, intuitiva e, acima de tudo, segura. Ainda segundo a Pointter Mar, a 155 Easy Ride é versátil e atende a diferentes necessidades, como o esporte, lazer, mergulho, apoio a surfistas, uso familiar e também operações de resgate e salvamento — assim como sua irmã mais velha.

             

            Durante o salão náutico, a embarcação versão light terá valores a partir de R$ 42,8 mil.

            Pointer 470 nas águas, durante o seu auge. Foto: Instagram @pointtermar/ Reprodução

            Rio Boat Show 2026

            O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

            Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

            Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

             

            É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

            Garanta seu ingresso com desconto!

            Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

            Anote aí!

            RIO BOAT SHOW 2026

            Quando: de 11 a 19 de abril;

            Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

            Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

            Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

            Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

             

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              Maior navio elétrico do mundo está próximo de operar na América do Sul

              China Zorrilla custou cerca de US$ 200 milhões e ligará Argentina ao Uruguai ainda no primeiro semestre de 2026

              Anunciado em maio de 2025, o China Zorrilla, considerado o maior navio elétrico do mundo, deve entrar em operação ainda no primeiro semestre de 2026. A serviço da operadora de balsa sul-americana Buquebus, a proposta é que a embarcação atue na América do Sul ligando Buenos Aires, na Argentina, a Colonia del Sacramento, no Uruguai, até maio deste ano.

              Conforme apuração da Forbes, o ferry, construído pela australiana Incat, sairá do estaleiro na Tasmânia — sede da empresa e onde foi produzido — , entre 15 e 25 de março. Espera-se que a viagem até a América do Sul leve entre 30 e 32 dias, logo, a previsão é de que o barco chegue ao Rio da Prata, no Uruguai, até o fim de abril, para que pouco tempo depois já comece a operar.

              China Zorrilla durante fase de testes. Foto: Incat/ Divulgação

              Dona de incríveis 462 pés (140 metros) de comprimento, a embarcação encerrou com êxito a fase de ensaios há apenas duas semanas, após dois meses e meio de testes intensivos, como descreveu Pablo Francisco López, gerente da Buquebus Colonia, à Forbes.

              Não é liberado se não estiver 100% perfeito– explicou López ao veículo

              Como era de se imaginar, uma obra desse tamanho não passaria ilesa aos cofres. Ao todo, o investimento para que o China Zorrilla chegasse a esse estágio girou em torno de US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1,05 bilhão em valores convertidos em março de 2026).

              O que falta para o China Zorrilla entrar em ação?

              Trazer um barco como esse para águas latinas não é tão simples, principalmente por conta do seu tamanho. Para realizar essa tarefa, foi contratado um navio especializado em heavy lift, uma categoria de barcos de transporte pesado capaz de mover estruturas desse porte, dos quais existem menos de 10 unidades no mundo. O frete custou em torno de US$ 6 mil (cerca de R$ 31 mil).

              Foto: Incat/ Divulgação

              Assim que chegar ao seu destino, no Rio da Prata, e ser liberado para atuar nas águas, a embarcação ainda passará por um processo que deve durar cerca de seis dias para que a operação, de fato, comece. Embora nesse estágio o Zorrilla já seja considerado tecnicamente funcional, ele precisará ser carregado de mercadorias, a exemplo do alto volume itens de free shop e cafeterias.

               

              Além do barco em si, a infraestrutura para recebê-lo está praticamente concluída. Os capitães que comandarão o ferry, inclusive, já passam por treinamento. Caso o cronograma seja cumprido, o maior navio elétrico do mundo poderá começar a operar no eixo Buenos Aires-Colonia nos primeiros dias de maio de 2026.

              O futuro é elétrico

              O barco foi nomeado em homenagem à atriz uruguaia China Zorrilla (1922-2014), que desenvolveu carreira no teatro e no cinema tanto na Argentina, quanto no Uruguai, atuando como representante da cultura rioplatense. À altura desse legado cultural, a embarcação que leva seu nome não impressiona apenas pelo simbolismo, mas também pela engenharia.

              Robert Clifford, presidente da Incat, durante o primeiro teste do China Zorrilla. Foto: Incat/ Divulgação

              Não bastasse ser o maior navio elétrico do mundo, o China Zorrilla vem para quebrar mais recordes: ter o maior espaço para compras entre todas as balsas do mundo, com 2,3 mil metros quadrados — ao todo, serão 3 mil metros quadrados de lazer. Ele também será responsável por transportar até 2.100 passageiros e 225 veículos.

               

              A singularidade técnica do projeto ficou perceptível nos rígidos testes comandados pela Buquebus. Uma das particularidades está na parte da motorização, que não corresponde ao padrão e utiliza o sistema de armazenamento de energia especialmente projetado para otimizar o desempenho em condições de frio.

              Foto: Incat/ Divulgação

              Adaptado especialmente para o Rio da Plata, a perda de densidade energética do Zorrilla foi reduzida de 30% para apenas 2% em temperaturas abaixo dos 7 ºC. Além disso, o ferry possui um calado de apenas 2,75 metros e pode navegar tranquilamente mesmo em águas rasas.

              Nos planos iniciais do estaleiro, o navio deveria ser movido a gás natural liquefeito (também conhecido em sigla como GNL). Porém, uma mudança de rumo durante sua construção o fez partir para as baterias elétricas — 250 toneladas delas, para ser mais exato.

              Foto: Incat/ Divulgação

              Ao todo, as baterias do maior navio elétrico do mundo podem armazenar um total de 40 megawatts-hora (MWh) de energia. Para ter uma noção, tal quantidade equivale a 487 carros elétricos da Tesla, além de ser “quatro vezes maior do que qualquer instalação marítima anterior no mundo”, segundo comunicado da fabricante na época do lançamento.

               

              Por sua vez, a energia das baterias alimentará um esquadrão de oitos jatos d’água, o que se imagina ser o bastante para impulsionar o barco a 46 km/h. A distância máxima que o China Zorrilla pode percorrer com uma única carga é de 185 km (115 milhas) — mais do que o suficiente para o serviço.

               

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                CBVela lança guia sobre convivência com baleias no litoral paulista; confira

                Documento foi apresentado durante a Regata Volta da Ilha das Cabras, no Guarujá, no último sábado (7)

                10/03/2026

                Para navegar em harmonia com as águas, é necessário, acima de tudo, saber conviver com quem mora nelas. Pensando nisso, foi lançado neste sábado (7), durante a Regata Volta da Ilha das Cabras, o Guia Velas e Baleias no Litoral Paulista, documento que reúne, em linguagem acessível, as normas brasileiras e as diretrizes internacionais sobre a convivência responsável entre embarcações e cetáceos no Estado de São Paulo.

                O anúncio do lançamento ocorreu durante a regata organizada pelo Iate Clube de Santos (ICS), no Guarujá. O arquivo tem 22 páginas e aborda vários assuntos sobre a convivência entre baleias e barcos na água, divididos nos pontos que podem ser observados na imagem a seguir:

                12 tópicos são abordados no guia. Foto: Vela e Baleias no litoral paulista/ CBVela/ Reprodução

                O guia consolida as normas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além das diretrizes da World Sailing e do Grupo Consultivo de Mamíferos Marinhos (Marine Mammal Advisory Group).

                 

                Por meio da colaboração com o Instituto Gremar, são apresentadas também as boas práticas de velejadores e organizadores de regatas ao encontrar um animal marinho na região que contempla Bertioga, Guarujá, Santos e São Vicente. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Confederação Brasileira de Vela (CBVela), o VIVA Instituto Verde Azul e o ICS.

                Capa do guia produzido pela CBVela. Foto: Vela e Baleias no litoral paulista/ CBVela/ Reprodução

                Por dentro do guia

                Conforme mencionado, o guia abrange tanto normas gerais de convivência com baleias quanto regras específicas para velejadores em competições de regata. Algumas das normas, por sua vez, servem para todos os tipos de barcos, sejam motorizados ou não:

                • Não devem se aproximar até menos de 100 metros dos animais e, quando houver motor, ele deve estar desengatado;
                • Quando duas embarcações estiverem se aproximando simultaneamente de um animal, não é recomendada a aproximação de uma terceira;
                • A terceira embarcação que pretende se aproximar dos cetáceos deve aguardar a uma distância de 300 metros das outras até que uma delas se afaste mais de 300 metros do animal;
                • Não navegar a uma velocidade superior a cinco nós (aproximadamente 10 km/h), nem fazer mudanças bruscas de direção ou velocidade na presença de cetáceos que estejam a menos de 300 metros da embarcação;
                • Não acompanhar cetáceos por mais de 30 minutos.

                O documento ainda agrega à legislação brasileira as diretrizes emitidas pela World Sailing sobre o tema, esses sim direcionados especificamente para velejadores e organizadores de regatas.

                Há uma conexão total entre as normas brasileiras e as diretrizes da World Sailing. A prioridade absoluta é manter o afastamento entre barcos e animais, para a segurança de todos– resume Sandra Di Croce Patricio, Gerente de Sustentabilidade da CBVela

                Foto: AltrendoImages/ Envato

                As diretrizes no documento, por sua vez, abrangem regatas costeiras e oceânicas e trazem pontos importantes para a harmonia entre o animal e embarcações à vela. Confira alguns:

                • Em ambos os casos (regatas costeiras ou oceânicas), caso haja avistamento de animais da megafauna marinha antes do início da regata, a orientação é atrasar a competição para 20 minutos após o último avistamento, ou alterar seu percurso;
                • Para regatas costeiras, caso sejam avistados animais durante a competição, é sugerido que interrompa a prova para adotar medidas de prevenção de colisões e retomar a competição somente após 20 minutos do último avistamento;
                • No caso das regatas oceânicas, a prática não precisa ser interrompida, porém medidas importantes devem ser adotadas (como ajustar a velocidade e a trajetória do barco) a fim de manter o afastamento dos animais.

                O guia oficial já está disponibilizado no site da CBVela e pode ser conferido aqui.


                Chegou em boa hora

                O tempo para a publicação do guia não poderia ser mais oportuno. Acontece que no dia 18 de março, a World Sailing, instituição responsável pela modalidade da vela em nível global, realizará uma palestra virtual ao vivo sobre normas de segurança para a interação de embarcações com a megafauna marinha.

                O mar é a nossa raia, mas, acima de tudo, é um ecossistema vivo e compartilhado– afirmou Daniel Azevedo, presidente da CBVela

                Foto: WildMediaSK/ Envato

                Mia Morete, pesquisadora e fundadora do VIVA, explica que o litoral paulista concentra 32 espécies de cetáceos, entre eles a baleia-jubarte, a baleia-de-bryde e a baleia-franca-austral — esta última ameaçada de extinção. “Quem está no mar ou no oceano pode contribuir efetivamente para a conservação da vida marinha ao simplesmente seguir as orientação baseadas na ciência e na pesquisa”, defendeu a cientista.

                 

                Vale ressaltar que o Brasil será a sede da próxima edição do mundial da World Sailing, que ocorrerá em Fortaleza, capital do Ceará, em 2027. As categorias selecionadas para a disputa são: Fórmula Kite, IQFoil, ILCA (Laser) e vela paralímpica.

                 

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                  Lançamento: lancha nivelada será destaque da Mestra Boats no Rio Boat Show 2026

                  Homologada para até 14 passageiros, nova Mestra 282 será anunciada durante o salão náutico que acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                  Por: Nicole Leslie -

                  Um dos principais estaleiros do país, a Mestra Boats está confirmada para o Rio Boat Show 2026 e guarda um lançamento estratégico para o evento: a nova Mestra 282, que chega para completar a lacuna entre as Mestras 272 e 292. Além da novidade, a marca promete exibir outros oito modelos no salão náutico que acontece de 11 a 19 de abril na Cidade Maravilhosa.

                  O diretor do estaleiro, José Eduardo Cury — conhecido no mercado como Zé da Mestra —, revelou à NÁUTICA alguns detalhes do lançamento guardado para o evento que abre o calendário de salões náuticos no Brasil. O principal destaque da Mestra 282, segundo Zé, é o convés principal totalmente nivelado, sem degraus.

                   

                  A promessa é de maior mobilidade na embarcação que tem 8,5 metros de comprimento e 2,8 metros de boca. Homologada para até 14 passageiros, o design da proa aberta permite que seis pessoas aproveitem o espaço, que pode ser acessado por uma passagem lateral.

                   

                  Outros destaques da nova Mestra 282, de acordo com Zé, são o solário de popa e cozinha completa, além da cabine e banheiro amplos e um T-top em fibra. Além desse barco, a Mestra Boats promete chamar atenção dos visitantes do Rio Boat Show 2026 com outras oito lanchas. Saiba o que esperar!

                  Mestra 190

                  Mestra 190. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  Barco de entrada popular da marca, a Mestra 190 foi um dos primeiros modelos lançados pelo estaleiro e revitalizado há alguns anos para um layout otimizado. A proa lançada e o costado lateral foram inspirados em embarcações maiores da marca. O modelo performa em água doce ou salgada e é homologado para nove pessoas a bordo.

                  Mestra 212

                  Mestra 212. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                  Também da 2ª geração, a Mestra 212 leva targa encontrada em modelos maiores da marca, como na Mestra 240. Definida como versátil pelo estaleiro, a lancha promete alta performance nas águas graças ao layout inteligente e aos acabamentos refinados.

                  Mestra 240 MO e Mestra 240 MC

                  Mestra 240 MO. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                  Mestra 240 MC. Foto: Instagram @mestraboats / Reprodução

                  No leque de embarcações da Mestra há dois modelos de 24 pés: as Mestras 240 MO e 240 MC. Enquanto a Mestra 240 MO tem proa aberta e leva motorização de popa, a Mestra 240 MC é cabinada e tem motor centro-rabeta.

                  Mestra 272

                  Mestra 272. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica

                  Lançada em setembro de 2025 durante o São Paulo Boat Show, a Mestra 272 tem cabine fechada com banheiro, proa com solário amplo acessível por passagem lateral e sofás no convés principal do centro da embarcação até a popa, ideal para receber convidados durante o dia.

                  Mestra 292

                  Mestra 292. Foto: Revista Náutica

                  Uma lancha de 29 pés com porte de até 32 pés de comprimento, segundo Zé. A Mestra 292 tem plataforma de popa ampla com espaço gourmet completo que leva madeira teca e, assim como a nova Mestra 282, a 292 também é totalmente nivelada e não leva degraus no convés principal. Este, por sua vez, tem 1,95 m de pé direito, é recheado de sofás e leva mesa versátil com espaços para apoiar copos e taças em segurança.

                  Mestra 322

                  Mestra 322. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  Com a mesma proposta de nivelamento no convés principal, a Mestra 322 — testada por NÁUTICA — abre a categoria de barcos acima dos 30 pés do estaleiro no salão náutico carioca. Entre os destaques, o estaleiro chama atenção para o open deck lateral, o lift de TV integrado e o T-top com vidro que permite maior luminosidade e sofisticação a bordo.

                  Mestra 352 HT

                  Mestra 352 HT. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                  A maior lancha do estaleiro no salão náutico carioca é a Mestra 352 HT, que tem na área de popa um espaço generoso de lazer que leva plataforma submergível, espaço gourmet com acabamento em madeira teca e uma plataforma retrátil que amplia o espaço à boreste.


                  Rio Boat Show 2026

                  O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

                  Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

                   

                  É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

                  Garanta seu ingresso com desconto!

                  Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

                  Anote aí!

                  RIO BOAT SHOW 2026

                  Quando: de 11 a 19 de abril;

                  Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

                  Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

                  Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

                  Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

                   

                  Náutica Responde

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                    1 milhão de hectares: Parque Nacional Marinho do Albardão é criado e se torna o maior do Brasil

                    Unidade de conservação em Santa Vitória do Palmar (RS) foi anunciada na última sexta-feira (6) e será gerida pelo ICMBio

                    Proteger a biodiversidade se faz cada vez mais urgente. Não à toa, na última sexta-feira (6), o governo federal oficializou a criação de duas novas unidades de conservação (UCs): o Parque Nacional Marinho do Albardão e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, ambas no município de Santa Vitória do Palmar, no sul do Rio Grande do Sul — uma das regiões mais importantes para a manutenção da biodiversidade do Atlântico Sul.

                    As duas novas unidades de conservação foram anunciadas por meio de um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicado em edição extra do Diário Oficial da União. A soma total de área do conjunto resulta em 1.618.488 hectares, o que garante ao Parque Nacional do Albardão o título de maior parque marinho do Brasil. Tudo isso será gerido pelo Instituto Chico Mendes de conservação da Biodiversidade (ICMBio).

                    Criar essas unidades mostra que proteger o meio ambiente não é obstáculo, mas solução– destacou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva

                    Um berço da vida marinha

                    As UCs são protegidas por Lei, com o objetivo de garantir a preservação da biodiversidade — que não é pouca no Albardão. Por lá estão ecossistemas marinhos e costeiros de grande relevância ecológica. Para se ter uma ideia, a região atua como uma área de alimentação, reprodução e crescimento para diversas espécies ameaçadas, entre elas, a toninha (Pontoporia blainvillei), a espécie de golfinho mais ameaçada do Atlântico Sul Ocidental.

                    Foto: Acervo NEMA

                    Isso sem falar de tartarugas marinhas, tubarões, raias, aves marinhas migratórias e outros mamíferos que utilizam a região ao longo de seus ciclos de vida. Por isso, como destaca o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, “a proteção desses habitats é considerada estratégica para reduzir a mortalidade da fauna e assegurar a manutenção de processos ecológicos essenciais nos ambientes marinhos”.

                    Mapa mostra a proposta de criação das unidades. Foto: Doc /ICMBio / MMA / Divulgação

                    Em paralelo a isso, as UCs também buscam valorizar o potencial de desenvolvimento de atividades turísticas sustentáveis. Nesse cenário, a APA do Albardão, com cerca de 56 mil hectares do total, foi criada para ordenar o uso sustentável do território costeiro, conciliando a conservação ambiental com atividades tradicionais, especialmente a pesca artesanal.

                     

                    A unidade também busca incentivar atividades econômicas sustentáveis, como o ecoturismo na faixa de areia de 250 km — considerada a praia mais longa do mundo —, que corresponde à parte mais isolada e preservada do litoral brasileiro.

                    Falhas na vigilância do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos

                    A oficialização do Parque Nacional Marinho do Albardão e da Área de Proteção Ambiental do Albardão chega num momento em que denúncias apontam falhas na vigilância do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, conforme repercutiu a NÁUTICA em reportagem.

                     

                    O local, criado em 1993, tem como objetivo proteger uma área considerada de “extraordinária diversidade e abundância de vida marinha”. São cerca de 5 mil hectares de proteção integral, sendo essa uma unidade classificada como Parque Estadual dentro do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), categoria composta por áreas de posse e domínio públicos, cuja visitação está sujeita às normas estabelecidas no Plano de Manejo e pelo órgão gestor.


                    Entre as regras, está claro que qualquer ato tendente à pesca é proibido na área: a simples posse de equipamentos como varas, iscas e anzóis já pode configurar infração, sendo passível de autuação nos termos da legislação ambiental vigente.

                     

                    Ainda assim, monitores ambientais e oceanógrafos que atuam na região acreditam que a área tem sido alvo recorrente de pescas ilegais e que o parque carece de fiscalização mais eficaz. Inclusive, no último dia 15 de fevereiro, uma operadora de mergulho autorizada a atuar na unidade flagrou um barco de pesca dentro da área de proteção.

                     

                    A administração do PEMLS, por sua vez, afirma que o monitoramento é contínuo. Confira todos os detalhes na reportagem da repórter Nicole Leslie.

                     

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                      Fartura, no interior de SP, recebe estrutura náutica de uso público

                      Píeres e passarelas construídos pela Metalu integram o Programa de Turismo Náutico do estado

                      Por: Nicole Leslie -
                      09/03/2026

                      A cidade de Fartura, no interior de São Paulo (SP), acaba de ficar mais farta de estruturas que potencializam o turismo náutico. Na última quinta-feira (5), foi inaugurada na cidade uma nova estrutura náutica de uso público por meio do Programa de Turismo Náutico do estado, que busca implementar pontos de acesso à água em regiões com potencial para atividades náuticas.

                      As obras incluem estruturas fixas e flutuantes, como píeres e passarelas, projetadas para facilitar o acesso de embarcações e visitantes a rios, lagos e represas. A proposta é ampliar a infraestrutura disponível para quem navega e estimular o desenvolvimento turístico em cidades banhadas por águas interiores.

                      Foto: Éric Ribeiro / Secretaria de Turismo de SP

                      Fartura é uma das cidades contempladas pelo programa estadual, que já entregou mais de dez estruturas náuticas e prevê a assinatura de outras 21 obras ainda este ano. Segundo o Secretário de Turismo de São Paulo, Roberto de Lucena, a iniciativa deve mobilizar cerca de R$ 50 milhões em investimentos e prevê a implantação de mais de 60 estruturas náuticas até 2032.

                      Estrutura náutica de uso público foi inaugurada em Fartura, interior de SP, em 5 de março de 2026. Foto: Éric Ribeiro / Secretaria de Turismo de SP

                      Responsável pela construção da estrutura, a Metalu é especializada no desenvolvimento, fabricação e instalação de soluções em alumínio para píeres e passarelas há mais de 45 anos. A empresa também participou da implantação de outras estruturas náuticas de uso público no estado, como em Presidente Epitácio, Pereira Barreto, Três Fronteiras e Rubinéia.

                       

                      A marca também assina as estruturas flutuantes dos mais importantes salões náuticos molhados do país, como o Rio Boat Show, que acontecerá de 11 a 19 de abril, o Marina Itajaí Boat Show e o Salvador Boat Show.


                      Mais fotos da nova estrutura náutica de uso público em Fartura (SP):

                      Foto: Éric Ribeiro / Secretaria de Turismo de SP
                      Foto: Éric Ribeiro / Secretaria de Turismo de SP
                      Foto: Éric Ribeiro / Secretaria de Turismo de SP
                      Foto: Éric Ribeiro / Secretaria de Turismo de SP
                      Foto: Éric Ribeiro / Secretaria de Turismo de SP

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                        10 barcos: NX Boats prepara seu “maior estande da história” para o Rio Boat Show 2026

                        Entre os destaques estão as lanchas NX310 Impact e NX44 Design by Pininfarina Fly, estreantes no salão náutico carioca, que ocorre de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                        A pernambucana NX Boats promete agradar aos mais diversos públicos durante o Rio Boat Show 2026. Isso porque a marca prepara seu “maior estande da história”, com nada menos que 10 embarcações para o evento que acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória.

                        As lanchas vão dos 29 aos 50 pés, passando por diversos perfis de usuários. Entre tantas opções, estão dois modelos estreantes: as NX310 Impact e NX44 Design by Pininfarina Fly. Essa será a primeira vez que o público poderá ver tais embarcações em um Boat Show diretamente na água.

                        NX Boats no Rio Boat Show 2026: os modelos em destaque

                        NX44 Design by Pininfarina Fly

                        A versão Fly da NX44 by Pininfarina, modelo desenvolvido em parceria com o renomado estúdio de design italiano, amplia o espaço a bordo oferecendo um flybridge para aproveitar a navegação de um ponto privilegiado — seja pilotando ou apenas relaxando.

                        Foto: NX Boats / Divulgação

                        Ao todo, são 12,10 metros de comprimento total, espaço suficiente para até 18 pessoas durante o dia. Já à noite, até seis passageiros podem pernoitar, graças a duas cabines espaçosas com direito a banheiros privativos.

                        NX310 Impact

                        Para o estaleiro, a NX310 Impact tem “a medida certa entre esportividade e conforto”. São 9,16 metros de comprimento, além de 2,78 metros de largura, que comportam até 14 pessoas durante o dia e quatro para uma noite a bordo.

                        Foto: NX Boats / Divulgação

                        Nesse modelo, o cliente pode optar pela motorização de popa ou centro-rabeta.

                        Outras lanchas de sucesso

                        Além das estreantes, a marca terá um time de peso no salão náutico mais charmoso da América Latina, composto pelos modelos:

                        NX290 Exclusive Edition

                        Foto: NX Boats / Divulgação
                        • Comprimento total: 8,84m;
                        • Boca: 2,78m;
                        • Altura cabine: 1,80m;
                        • Altura banheiro: 1,67m;
                        • Passageiros: 11 (dia) / 4 (noite);
                        • Motorização centro-rabeta: 1x 300 hp a 380 hp;
                        • Motorização popa: 1x 300 hp a 350 hp.

                        NX340 Sport Coupé

                        Foto: NX Boats / Divulgação
                        • Comprimento total: 10,15m;
                        • Boca: 3,15m;
                        • Altura cabine: 1,83m;
                        • Altura banheiro: 1,78m;
                        • Passageiros: 15 (dia) / 4 (noite);
                        • Motorização centro-rabeta: 2x 250 hp a 350 hp;
                        • Motorização popa: 2x 225 hp a 400 hp;
                        • Esse é um modelo já testado por NÁUTICA. Veja:

                         

                         

                        NX350 Máximus

                        Foto: NX Boats / Divulgação
                        • Comprimento total: 10,15m;
                        • Boca: 3,15m;
                        • Altura cabine: 2m;
                        • Altura banheiro: 1,90m;
                        • Passageiros: 15 (dia) / 4 (noite);
                        • Motorização centro-rabeta: 2x 250 hp a 350 hp;
                        • Motorização popa: 2x 225 hp a 400 hp.

                        NX370 HT

                        Foto: NX Boats / Divulgação
                        • Comprimento total: 10,95m;
                        • Boca: 3,22m;
                        • Altura da cabine: 1,92m;
                        • Altura banheiro: 1,85m;
                        • Passageiros: 16 (dia) / 4 (noite);
                        • Motorização centro-rabeta: 2x 250 hp a 350 hp;
                        • Motorização popa: 2x 250 hp a 400 hp.

                        NX41 Horizon

                        Foto: NX Boats / Divulgação
                        • Comprimento total: 12,10 metros;
                        • Capacidade de passageiros: 18 (dia) / 6 (noite);
                        • Motorização centro-rabeta: 2x 300 hp a 380 hp;
                        • Motorização popa: 2x 400 hp a 600 hp.

                        NX44 Design by Pininfarina

                        Foto: NX Boats / Divulgação
                        • Comprimento total: 13,77m;
                        • Boca: 3,86m;
                        • Passageiros: 20 (dia) / 4 (noite);
                        • Motorização centro-rabeta: 2x 380 hp a 440 hp;
                        • Esse é um modelo já testado por NÁUTICA. Veja:

                         

                         

                        NX50 Invictus

                        Foto: NX Boats / Divulgação
                        • Comprimento total: 14,98m;
                        • Boca: 4,05m;
                        • Altura cabine: 2,90m;
                        • Altura banheiro: 2,20m;
                        • Passageiros: 24 (dia) / 7 (noite);
                        • Motorização centro-rabeta: 2x 440 hp a 600 hp ou 3x 440 hp.

                        NX50 Invictus Fly

                        Foto: NX Boats / Divulgação
                        • Comprimento total: 14,98m;
                        • Boca: 4,05m;
                        • Altura cabine 2,90m;
                        • Altura banheiro: 2,20m;
                        • Passageiros: 24 (dia) / 7 (noite);
                        • Motorização centro-rabeta: 2x 440 hp a 600 hp ou 3x 440 hp;
                        • Esse é um modelo já testado por NÁUTICA. Veja:

                         

                         


                        Rio Boat Show 2026

                        O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

                        Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                        Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

                         

                        É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

                        Garanta seu ingresso com desconto!

                        Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

                        Anote aí!

                        RIO BOAT SHOW 2026

                        Quando: de 11 a 19 de abril;

                        Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

                        Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

                        Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

                        Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

                         

                        Náutica Responde

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                          Peixe-boi-marinho “participa” de passeio de jangada em São Miguel dos Milagres; assista!

                          Animal resolveu se agarrar à embarcação durante passeio pelas piscinas naturais da região. Espécie está ameaçada de extinção no Brasil

                          Um passeio pelas águas translúcidas das piscinas naturais de São Miguel dos Milagres (AL), por si só, já é um momento mágico. Mas Thaís Miranda, que visitava o local no final de dezembro de 2025, ganhou um “bônus” mais do que especial para a jornada. Um peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) que passava por ali resolveu se agarrar à jangada em que a jovem estava, protagonizando uma cena inesquecível.

                          Ela, claro, não deixou de registrar o momento único, e a cena já acumula mais de 160 mil visualizações em seu perfil no TikTok. Confira:

                           

                          @thaiscmiranda07 Passeio de jangada pelas piscinas naturais de São Miguel dos Milagres, mas o que eu não sabia é que ganharia de presente a companhia de um exemplar de peixe-boi de vida livre O ICMBio atua na região com ações de monitoramento e proteção dos habitats naturais, garantindo a preservação dos peixes-boi. Além disso, existem associações, como o Projeto Peixe-Boi, que desenvolvem iniciativas de conscientização, educação ambiental e até mesmo resgate e reabilitação dos animais, promovendo o equilíbrio entre o desenvolvimento turístico e a conservação da fauna local. #peixeboi #jangadapeixeboi #peixeboialagoas #saomigueldosmilagresalagoas ♬ som original – Trechos Brasil Oficial

                          Ao fazer o passeio, Thaís destacou que “não sabia que ganharia de presente a companhia de um exemplar de peixe-boi de vida livre”, conforme destacou em sua publicação. O post, aliás, acumula mais de 500 comentários, tais quais o de Ingrid Oliveira, que ressaltou: “Não tem bicho aquático mais fofo e amável que o peixe-boi”.

                          Um símbolo da natureza local ameaçado de extinção

                          Apesar da surpresa, a presença do peixe-boi-marinho é um elemento real da natureza dessa região — ainda que ameaçado de extinção no Brasil, especialmente pela caça, captura acidental em redes de pesca, perda de habitats e ocupação costeira desordenada.

                          Foto: Thaís Miranda / TikTok @thaiscmiranda07 / Reprodução

                          Segundo estimativas, existem aproximadamente 130 mil animais da espécie no mundo todo, embora o número caia para cerca de 1,1 mil indivíduos na área compreendida de Alagoas até o Piauí, conforme dados da Fundação Mamíferos Aquáticos, da Universidade Federal de Pernambuco e da Universidade Federal do Rio Grande.

                           

                          O número coloca o peixe-boi-marinho entre um dos mamíferos aquáticos mais ameaçados de extinção em território nacional. Não à toa, São Miguel dos Milagres faz parte da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC), gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

                          Foto: Associação Peixe-Boi / Divulgação

                          O registro feito por Thaís reforça a importância do trabalho de preservação na região, a exemplo, também, da Associação Peixe-Boi, uma organização comunitária sem fins lucrativos formada por moradores de Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres, no litoral norte de Alagoas, que atua na conservação do peixe-boi-marinho por meio do turismo ecológico de base comunitária.

                           

                          A entidade organiza passeios controlados de observação no Rio Tatuamunha, como o feito por Thaís, seguindo normas ambientais para proteger a espécie e seu habitat, ao mesmo tempo em que gera renda para a comunidade e promove educação ambiental e valorização cultural na região.

                          Como ele é

                          Embora possam chegar aos 4 metros de comprimento e pesar até 1.000 kg, os peixes-bois-marinhos são considerados criaturas dóceis e cativantes, de cara arredondada, olhos pequenos e o tradicional corpo roliço.

                          Foto: Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho / Divulgação

                          Segundo o Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho, que também atua em frentes como conservação e pesquisa para evitar a extinção do animal, o nome “peixe-boi” se deu pela alimentação da espécie, que consome, principalmente, uma planta chamada capim-agulha.

                           

                          Esse herbívoro de pele rugosa (cinza ou marrom-acinzentada) também se alimenta de algas marinhas e folhas de mangue — quando adulto, é capaz de consumir até 60 kg de plantas aquáticas por dia.

                           


                          Os pelos no focinho, chamados de vibrissas, são sensíveis. As narinas ficam na parte superior e, apesar de não ter orelhas, pequenos orifícios auditivos atrás dos olhos garantem boa audição. Para nadar, o animal usa a nadadeira caudal para impulsão e as peitorais, com unhas, para direção — apesar do peso, eles são bastante ágeis na água.


                          A gestação do peixe-boi-marinho dura cerca de 12 meses e, como a amamentação pode se estender por até dois anos, o intervalo entre partos é de três a quatro anos. A espécie, aliás, se comunica por vocalizações, essenciais para o vínculo entre mãe e filhote.

                           

                          Uma curiosidade é que, quando em atividade, os peixes-bois-marinhos podem ficar de 1 a 5 minutos debaixo d’água, sem respirar — depois, precisam subir à superfície para recuperar o fôlego. Já quando em repouso, eles podem permanecer até 20 minutos submersos.

                           

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                            Formação de quase 4 mil m² ocupa parte da Grande Barreira de Corais da Austrália e, segundo cientistas locais, trata-se da maior colônia já mapeada

                            Por: Nicole Leslie -
                            08/03/2026

                            Uma descoberta recente revelou o que cientistas acreditam ser a maior colônia de corais já documentada e mapeada no mundo. Essa formação fica na Grande Barreira de Corais, na Austrália, e é composta por corais pétreos da espécie Pavona clavus. Tão incomum quanto suas proporções, que cobrem uma área de aproximadamente 4 mil m², foi a maneira como esse gigante dos mares foi descoberto: por uma mãe e sua filha.

                            As responsáveis pela descoberta foram Jan Pope e sua filha, Sophie Kalkowski-Pope. Elas realizavam um levantamento de recifes a partir da embarcação da família — para integrar o projeto Great Reef Census, coordenado pela Citizens of the Reef — quando se depararam com o grande achado.

                            Mãe, Jan Pope (à esq.), e filha, Sophie Kalkowski-Pope (à dir.), estavam realizando um levantamento de recifes quando fizeram a descoberta. Foto: Richard Fitzpatrick e Harry Vincent / Biopixel / Divulgação

                            Nunca tinha visto corais crescendo assim. Parecia que não parava de crescer-disse Jan, a mãe, que mergulha na região há 35 anos

                            Após o avistamento inicial de mãe e filha, uma equipe técnica utilizou métodos mais avançados para verificar as dimensões daquela estrutura de corais. Foi a partir da combinação de medições manuais subaquáticas, fotogrametria de superfície e modelagem espacial 3D de alta resolução que cientistas concluíram a famigerada proporção: quase 4 mil m².

                            Medições 3D mapearam proporção do que cientistas acreditam se tratar da maior colônia de corais do mundo. Foto: Citizens of the Reef / Divulgação

                            Segundo a Citizens of the Reef, as maiores colônias desta espécie já documentadas internacionalmente costumam medir entre 30 e 35 metros de comprimento. Já o achado australiano soma 111 m de comprimento, com largura máxima de quase 60 m (conforme projeção acima).


                            De acordo com o grupo de pesquisadores, cientistas agora trabalham em testes genéticos para confirmar se a formação é uma única colônia originada de um único pólipo (pequeno organismo individual que forma a base das colônias de corais) ou uma fusão de múltiplas colônias que cresceram juntas.

                            Foto: Richard Fitzpatrick e Harry Vincent / Biopixel / Divulgação

                            Alerta ambiental

                            Apesar do entusiasmo com a descoberta, cientistas alertam que essa colônia de corais gigante não deve ser diretamente atrelada a um sinal positivo. Isso porque o tamanho da formação pode estar relacionado a pressões climáticas ou outros fatores específicos, que justificariam um crescimento desenfreado, por exemplo. Também por isso que a organização irá unir esforços para entender o que justificaria tamanha amplitude.

                            Foto: Richard Fitzpatrick e Harry Vincent / Biopixel / Divulgação

                            A colônia está localizada em uma área de fortes correntes marítimas e baixo índice de ondas de ciclones, o que também será estudado para entender como a estrutura persistiu por tanto tempo.

                             

                            O Great Reef Census já pesquisou cerca de 25% da Grande Barreira de Corais da Austrália desde 2020 — ecossistema tão grande que pode ser visto a olho nu da Estação Espacial Internacional. “Descobertas como esta são significativas porque o recife ainda guarda muitas incógnitas. Isso demonstra por que os esforços de conservação da Grande Barreira de Corais são tão importantes”, declarou a filha, Sophie, em comunicado da organização.

                             

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                              Teste Ross SR 220 Icon: uma 22 pés que agrada

                              A nova Ross SR 220 Icon navega bem e oferece boa relação custo-benefício, bom espaço a bordo e até banheiro fechado

                              Por: Redação -
                              07/03/2026

                              Desde que nasceu, em 2022, a Ross Mariner só cresceu — e o tamanho de suas lanchas também. Lançada em maio, durante o Rio Boat Show 2025, a Ross SR 220 Icon é nada menos que o 9º modelo do estaleiro, que tem sede em Nazaré Paulista (SP) e filial em Palhoça (SC). Até aqui, já foram cerca de 400 embarcações na água, em tamanhos que variam de 17 a 26 pés — em breve, chegará uma acima de 30 pés. Tudo isso reforça a boa aceitação da marca no mercado nacional, que exige barcos acessíveis e de qualidade nessa faixa de entrada.

                              A SR 220 Icon chegou para preencher uma lacuna no portfólio da empresa, que saltava da 19 para a 24 pés. É um porte perfeito para quem quer começar a navegar, e se destaca de suas irmãs menores por ter um banheiro fechado, além de não fazer feio mesmo se for usada (desde que com limites e bom senso) no mar, embora sua vocação natural seja navegar em águas abrigadas de rios, represas e baías. Outro diferencial é a targa tubular de inox, que permite puxar esqui, wake e outros brinquedos náuticos — embora o comprador possa optar também por targa de fibra ou mesmo sem targa.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Com 6,72 metros de comprimento e 2,38 metros de boca, a SR 220 Icon foi homologada para levar até nove passageiros, mais o piloto. Entre seus atributos estão o costado alto, o para-brisa e, sobretudo, o peso do casco (938 quilos) — o que permite rebocá-la facilmente em carreta por uma caminhonete, dispensando vaga fixa em marina. Para o diretor e fundador do estaleiro, Marcio Ishikawa, tais recursos fazem dela um verdadeiro produto de entrada premium.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Neste teste, realizado entre as águas do mar de Itajaí e Balneário Camboriú, em Santa Catarina, a 22 pés de proa aberta confirmou o que a marca brasileira promete: entregar uma lancha de entrada robusta, espaçosa e confiável, sem renunciar ao conforto. A boca ampla e o costado alto conferem maior segurança e estabilidade, transmitindo a sensação de estar em um barco maior. Na plataforma de popa, há espaço generoso para um barco desse porte. Escada de quatro degraus, chuveirinho de água doce e cunhos rebatíveis demonstram atenção aos detalhes. O tanque de combustível, de 130 litros, fica centralizado para melhor equilíbrio. Escada de quatro degraus, chuveirinho de água doce e cunhos rebatíveis demonstram atenção aos detalhes. O tanque de combustível, de 130 litros, fica centralizado para melhor equilíbrio.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Proa ampla e segura

                              O aproveitamento da proa é um dos diferenciais do modelo. A boca larga e o costado elevado proporcionam conforto e segurança aos ocupantes, com sofás estofados em “U”, porta-copos, alto-falantes e guarda-mancebos para apoio. Embaixo dos bancos todo o paiol é contínuo, espaço perfeito para armazenar equipamentos de bordo. Opcionalmente, pode receber guincho elétrico para a âncora — item recomendado.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              O cockpit, com arranjo clássico, é muito bem resolvido. Tem ainda cristaleira em acrílico, espaço para cooler, pia pressurizada e lixeira. Na unidade testada, porém, não havia uma mesa de apoio. Tirando proveito de um truque inteligente, o grande sofá em “L”, a bombordo, tem encosto rebatível a ré, desliza para frente, permitindo que o ocupante sente voltado para a plataforma popa. A targa pode ser esportiva — ideal para a prática de esportes aquáticos como wake e esqui — ou em fibra, herdando o design da Ross 260. Porém, na unidade testada, o estofamento estava enrugado, destoando do conjunto.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Banheiro a bordo

                              Um dos destaques da 22 pés é o banheiro fechado, com pia, chuveirinho e vaso elétrico. A altura, no entanto, é de apenas 1,30 m — algo normal para um barco desse porte, afinal, não há milagre. No modelo testado, o acabamento era em fibra, mas as próximas unidades serão revestidas, o que promete aumentar o conforto em passeios familiares. No posto de comando, o painel é bem resolvido, com instrumentos analógicos, espaço para instalação de gps e sonorização náutica. O volante poderia ser ajustável ou mais recuado, mas, no geral, a ergonomia atende bem. O banco do piloto é fixo e confortável, embora um assento rebatível seja uma melhoria desejável. Por sua vez, o para-brisa tem boa altura e protege bem tanto do vento como de possíveis respingos.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Navegação e desempenho

                              A Ross 220 Icon pode ser equipada com motores de popa de 115 a 200 hp. No teste, foi avaliada a versão intermediária, com 150 hp, potência que respondeu com um desempenho bastante convincente. Navegando pelas águas de Balneário Camboriú, apresentou boas marcas para uma lancha cujo objetivo são os simples passeios em família, chegando a surpreendentes 36,7 nós de velocidade final, a 5.190 rpm. A velocidade de cruzeiro foi de 28,6 nós, a 4.000 giros. Em relação ao consumo, sua melhor autonomia (150 milhas) foi obtida com o motor a 3.000 rpm e velocidade de 19,1 nós, com consumo de apenas 14,9 litros/hora.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              O casco, com “V” moderado na proa, é rápido e equilibrado. Feito para águas com ondas baixas, navegou de maneira equilibrada, sem bater nem respingar. Nas curvas, mesmo nas fechadas, manteve estabilidade e mostrou firmeza ao enfrentar ondulações, sem respingos no cockpit. As manobras foram feitas com facilidade e sem que a lancha derrapasse, mesmo em velocidades mais altas, como mostramos no vídeo do Canal Náutica. O mesmo aconteceu quando cortou as próprias marolas, o que comprova as virtudes navegadoras do casco. A combinação da boca larga com o costado alto transmite segurança, reforçando a vocação da lancha como opção confiável para famílias e iniciantes no mundo náutico.

                              Com preço inicial a partir de R$ 219 mil (neste caso, equipada com motor de 115 hp e acompanhada dos principais itens de série), a Ross SR 220 Icon se destaca como uma ótima opção no mercado de lanchas de entrada.

                              Características técnicas

                              • Velocidade máxima: 36,7 nós (a 5.590 rpm);
                              • Cruzeiro econômico: 19,1 nós (a 3.000 rpm);
                              • Aceleração: 5 segundos (até 20 nós);
                              • Autonomia: 150 milhas (a 3 000 rpm);
                              • Potência: 1 x popa de 150 hp.

                              Preço

                              A partir de R$ 229 mil, com um motor de popa de 115 hp.

                              Pontos altos

                              • Navegação ágil, equilibrada e segura;
                              • Banheiro fechado;
                              • Boa relação custo-benefício.

                              Pontos baixos

                              • Estofamento da unidade testada com acabamento irregular;
                              • Abertura do Para-brisa com acabamento irregular;
                              • Volante e banco do piloto sem ajustes de ergonomia.

                              Como ela é

                              • Comprimento máximo: 6,72 metros;
                              • Boca: 2,38 m;
                              • Peso: 938 kg;
                              • Capacidade: 10 pessoas;
                              • Tanque de combustível: 170 litros;
                              • Tanque de água: 85 litros;
                              • Ângulo de V na popa: 18 graus;
                              • Motorização: de popa (1 x 115 a 200 hp).

                              Detalhes da navegação

                              A 3.000 rpm, a Ross 220 Icon, com um motor de popa de 150 hp, mostrou seu melhor equilíbrio entre economia e autonomia, navegando a confortáveis 19,1 nós com consumo de apenas 14,9 litros por hora e 150 milhas de alcance.

                              Desempenho da Ross 220 Icon. Foto: Revista Náutica

                              Confira mais fotos da Ross SR 220 Icon!

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                               

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                                06/03/2026

                                O fundo do mar esconde mistérios que vão além da vida marinha desconhecida pela ciência. Suas profundezas também são berço de vidas humanas perdidas — embora jamais esquecidas. E é em prol delas que uma iniciativa ambiciosa quer usar DNA ambiental (eDNA) para encontrar, especialmente, soldados perdidos no mar.

                                O ponto de partida para essa busca é o Grumman TBF Avenger, um avião de guerra que repousa desde 1944 no fundo do porto de Saipan, nas Ilhas Marianas do Norte. Estima-se que a aeronave, agora já coberta de corais e parte do ecossistema marinho, tenha caído após a Batalha de Saipan, confronto decisivo da Segunda Guerra Mundial no Pacífico.

                                Um Grumman TBF Avenger (1942). Foto: Governo dos EUA/ Wikimedia Commons / Reprodução

                                O avião levava três tripulantes, dos quais apenas um sobreviveu à queda. Os restos mortais dos outros dois nunca foram recuperados, como é o caso de centenas de outros soldados que ainda não puderam encerrar o ciclo da vida nas memórias dos entes queridos.

                                 

                                Por outro lado, o local onde habitam agora atua como uma espécie campo de testes de uma tecnologia que pode transformar a busca por militares desaparecidos no mar. Isso porque a Agência de Contabilização de POW/MIA da Defesa dos EUA (DPAA) tem a missão de localizar mais de 40 mil soldados americanos presumidamente perdidos no oceano desde a Segunda Guerra Mundial.

                                 

                                E, para enfrentar um dos ambientes mais desafiadores do planeta, que não cansa de desafiar a ciência, como é o fundo do mar, a agência aposta no chamado DNA ambiental, ou eDNA.

                                Uma busca pelo invisível

                                O eDNA nada mais é do que o material genético que organismos vivos — ou mortos — liberam no ambiente. Logo, ele pode ser encontrado na água, no solo ou em sedimentos, sem a necessidade da recuperação física de ossos ou objetos pessoais.

                                Imagem ilustrativa. Foto: wirestock / Envato

                                A técnica já é utilizada em pesquisas de conservação desde 2008, quando identificou uma espécie invasora de rã-touro (Lithobates catesbeianus) na França, depois que métodos tradicionais falharam. Em terra, também ajudou arqueólogos a extrair DNA humano de sedimentos com dezenas de milhares de anos, sobretudo em cavernas.

                                 

                                No oceano, porém, o cenário é outro. Variáveis como correntes, temperatura, profundidade e a própria movimentação da água tornam a preservação do DNA muito mais incerta.

                                O projeto-piloto

                                Em parceria com o Instituto Oceanográfico Woods Hole e o Centro de Biotecnologia da Universidade de Wisconsin, a DPAA conduziu um estudo entre 2022 e 2023 em 12 naufrágios — sete aeronaves abatidas e cinco navios — em três ambientes distintos:

                                • águas rasas e profundas de Saipan (Pacífico ocidental);
                                • Lago Huron, na fronteira entre EUA e Canadá;
                                • costa de Palermo, na Itália.

                                Os locais incluíam tanto pontos de interesse militar quanto naufrágios comerciais. A coleta, por sua vez, envolveu amostras de água e de sedimentos do fundo do mar — essa última, a etapa mais difícil, especialmente em áreas de recife rochoso, como no Avenger.

                                 

                                A equipe teve o próprio DNA catalogado e utilizou equipamentos de proteção durante o trabalho, para evitar que o ambiente fosse “contaminado” com o DNA deles mesmos.

                                Imagem ilustrativa. Foto: Image-Source / Envato

                                Entre 2023 e 2024, o material foi analisado por meio de metagenômica, técnica que sequencia todo o DNA presente na amostra, seja ele humano ou não. O principal desafio desta etapa foi distinguir DNA humano antigo, possivelmente ligado a restos mortais de décadas atrás, de material recente, deixado por mergulhadores ou nadadores, por exemplo.

                                 

                                Para driblar esse obstáculo, os pesquisadores levaram em conta que, após a morte, o DNA se fragmenta. Assim, sequências com menos de 150 pares de bases são consideradas degradadas, enquanto fragmentos ainda menores, com cerca de 40 pares de bases, sugerem material mais antigo. Com o método, os estudiosos conseguiram detectar e diferenciar DNA humano degradado de sequências contemporâneas.


                                Em sedimentos de duas aeronaves (na lagoa de Saipan e na Itália), foram encontradas altas concentrações de fragmentos curtos, justamente em áreas onde se suspeita da presença de restos humanos. Em cada caso, uma amostra apresentou abundância significativamente maior que as demais, indicando possível capacidade de apontar áreas específicas de interesse.

                                 

                                Como era de se esperar, as amostras de sedimento se mostraram mais informativas que as de água, já que o fundo marinho é menos sujeito à dispersão que a coluna d’água. De qualquer forma, para os pesquisadores, trata-se de uma “prova de conceito”: é possível recuperar DNA humano degradado e diferenciá-lo do recente em ambiente subaquático.

                                Perguntas em aberto

                                O estudo, porém, não recuperou restos mortais nos locais analisados. Sem escavações direcionadas às áreas onde houve maior concentração de DNA antigo, não foi possível confirmar se os sinais estão, de fato, associados a ossos humanos. O relatório final, inclusive, recomenda novas escavações, mas ainda não há decisão sobre a continuidade.

                                Imagem ilustrativa. Foto: Image-Source / Envato

                                Por outro lado, os dados também trouxeram um resultado inesperado. Em águas frias e profundas (em Saipan e no Lago Huron), amostras de controle, coletadas em áreas sem suspeita de restos humanos, apresentaram maior concentração de fragmentos antigos de DNA humano do que os próprios pontos investigados.

                                 

                                A hipótese é que o material genético possa se acumular devido a esgoto, chuva ou ao fato de que humanos estão presentes em praticamente todos os ambientes, liberando constantemente traços de DNA, especialmente em águas frias, onde esse material pode se conservar por mais tempo.

                                 

                                A análise também identificou microrganismos possivelmente ligados à decomposição e genes associados a moléculas presentes em pele, cartilagem e vasos sanguíneos, mas a relação direta com restos humanos ainda precisa ser comprovada.

                                O que pode mudar

                                Hoje, a DPAA depende de escavações subaquáticas longas e caras, que podem durar meses. O eDNA não identifica indivíduos nem substitui exames forenses tradicionais, mas pode funcionar como ferramenta preliminar para indicar presença ou ausência de material humano antes de uma operação complexa.

                                 

                                A agência avalia os resultados com cautela e também aguarda dados de outro projeto piloto que utiliza drones submarinos e aprendizado de máquina. Para os pesquisadores, o método ainda está no “reino do possível”. Para as famílias dos desaparecidos, ele não representa uma solução imediata — mas pode, no futuro, tornar mais precisa e eficiente a busca por aqueles que jamais voltaram do mar.

                                 

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                                  O Raptor Boat é fabricado pela Edy Jet's Náutica, que detém parque fabril próprio em Magé (RJ). Evento acontece de 11 a 19 de abril

                                  “Transformar sua moto aquática em uma verdadeira embarcação de lazer”. Essa é a proposta do Raptor Boat, um tipo de casco expansor que ganha ares de lancha ao acoplar um jet como propulsão. O modelo inovador poderá ser visto de perto durante o Rio Boat Show 2026, que acontece de 11 a 19 de abril na Marina da Glória.

                                  A ideia de aproveitar a potência do jet de modo a oferecer mais espaço e conforto foi da Edy Jet’s Náutica, que se inspirou em um modelo do tipo já existente, da francesa Sealver. O Raptor Boat, contudo, foi redesenhado com engenharia própria para atender às demandas do mercado brasileiro, tudo isso em um parque fabril próprio no município de Magé, na Baixada Fluminense (RJ).

                                  Foto: Edy Jet’s Náutica / Divulgação

                                  Segundo a fabricante, o projeto teve início em 2020 e, após dois anos de desenvolvimento técnico e testes rigorosos, a primeira unidade foi comercializada em 2022. De lá para cá, já são 15 unidades na água.

                                  A recepção foi extremamente positiva, com ampla aceitação do público e reconhecimento do mercado náutico como uma solução inovadora e versátil– destacou a Edy Jet’s à NÁUTICA

                                  Como é o Raptor Boat

                                  Esse casco expansor que estará no Rio Boat Show 2026 faz com que o jet consiga transportar até sete pessoas em 5 metros de comprimento e 2,30 metros de largura.

                                  Foto: Edy Jet’s Náutica / Divulgação

                                  Conforme destacou a Edy Jet’s, o Raptor Boat é compatível com diversos modelos de moto aquática (exceto SeaDoo Spark e Yamaha VX 1100), embora, para melhor desempenho na navegação, seja recomendado o uso de jets acima de 130 hp.

                                  Foto: Edy Jet’s Náutica / Divulgação

                                  O proprietário tem à disposição itens como luzes de navegação, âncora manual, som bluetooth marinizado, tanque de água doce, mesa, churrasqueira, guarda-mancebo em inox, toldo e ombrelone.

                                   

                                  Comercializado exclusivamente no Brasil, o casco custa a partir de R$ 70 mil. Interessados em mais informações podem entrar em contato através do WhatsApp pelo número (21) 96453-1792 e conferir o produto pessoalmente durante o Rio Boat Show 2026.


                                  Rio Boat Show 2026

                                  O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

                                  Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                  Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

                                   

                                  É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

                                  Garanta seu ingresso com desconto!

                                  Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

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                                  RIO BOAT SHOW 2026

                                  Quando: de 11 a 19 de abril;

                                  Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

                                  Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

                                  Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

                                  Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

                                   

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                                    Filhote de tubarão gravemente ameaçado de extinção nasce em aquário no Paraná

                                    Tubarão-galha-branca-oceânico nasceu ao final de janeiro de 2026 no recém-inaugurado AquaFoz, em Foz do Iguaçu

                                    Uma espécie criticamente ameaçada de extinção ganhou um pequeno respiro de vida dentro de um aquário. Trata-se de um filhote de tubarão-galha-branca-oceânico (Carcharhinus longimanus), que nasceu em Foz do Iguaçu, no Paraná — mais precisamente, nas dependências do recém-inaugurado AquaFoz.

                                    O tubarão, classificado pela lista vermelha da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) como criticamente ameaçado de extinção em escala global, nasceu no final de janeiro de 2026 com 1 kg e 60 centímetros de comprimento, conforme comunicado divulgado pelo aquário.

                                    Foto: OldakQuill / English Wikipedia / Wikipedia Commons / Reprodução

                                    Esse foi o primeiro animal a nascer no AquaFoz, inaugurado em novembro de 2025. A instituição afirmou que irá manter o tubarão fora do circuito de visitação do público, sob acompanhamento diário de biólogos e veterinários.

                                    Vídeo mostra filhote em aquário isolado / Reprodução

                                    A mãe do filhote, batizada de Carol, também passa bem. Ela, aliás, já morava em um aquário antes mesmo da inauguração, tendo sido transferida do AquaRio (aquário no Rio de Janeiro) em um tipo de intercâmbio, que visa fortalecer práticas de manejo, pesquisa e conservação.

                                    O filhote está super bem, ativo e se alimentando normalmente-Rafael Santos, um dos integrantes da equipe, em nota

                                    Conforme detalhou o comunicado, o protocolo de cuidados do predador inclui monitoramento comportamental, controle alimentar e avaliações clínicas periódicas.

                                    Conheça a espécie

                                    Característico de águas tropicais e subtropicais dos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico, o tubarão-galha-branca-oceânico é facilmente reconhecido pelo corpo robusto e pelas longas barbatanas com pontas claras (brancas), especialmente a dorsal e as peitorais, que lhe dão o nome comum.

                                    Foto: Cvf-ps / WikimediaCommons / Reprodução

                                    A espécie, que pode atingir até 3,9 metros de comprimento e pesar 170 kg — embora a maioria dos indivíduos registrados meça entre 2,5 e 3 metros na fase adulta —, vive predominantemente em mar aberto, longe de zonas costeiras rasas, circulando da superfície até cerca de 150 metros de profundidade. Apesar da natação lenta, trata-se de um predador oportunista, que pode nadar grandes distâncias em busca de alimento.

                                     

                                    O animal, aliás, é um predador de topo: sua dieta inclui principalmente peixes ósseos pelágicos (como atuns, cavalas e mahi-mahi), lulas e outros cefalópodes. Ele também pode consumir stingrays, tartarugas marinhas, aves e moluscos.


                                    Na reprodução, a gestação dura de 10 a 12 meses e pode render até 15 filhotes. Contudo, as fêmeas atingem a maturidade sexual apenas entre seis e nove anos. Além disso, o ciclo reprodutivo tende a ser bienal, o que limita a capacidade de reposição populacional.

                                     

                                    Esse fato corrobora para que a espécie, que já foi considerada uma das mais abundantes nos oceanos tropicais, sofra declínios drásticos de população, especialmente devido à captura acidental e à pesca comercial, esta principalmente pela alta demanda por suas barbatanas.

                                    A reprodução em aquários ajuda?

                                    Em instituições sob cuidados humanos, como nos aquários, a chamada conservação ex situ (fora do local, no caso, o habitat natural do animal) permite acompanhar de perto etapas raramente observadas na natureza, como acasalamento, gestação e parto, o que contribui para pesquisas sobre biologia, comportamento e manejo.

                                    Foto: Peterkoelbl / WikimediaCommons / Reprodução

                                    Especialistas em conservação, contudo, ponderam que iniciativas ex situ não substituem medidas in situ. A recuperação populacional do galha-branca-oceânico depende, sobretudo, de proteção efetiva dos habitats naturais e de regulação rigorosa da pesca em alto-mar — principais fatores por trás do declínio da espécie.

                                     

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                                      Novidade: Grupo OKEAN passa a produzir a recém-lançada Ferretti Yachts 940 no Brasil

                                      Iate de 28,97m é tido como o 2ª maior barco em fibra de vidro produzido em série no país. Modelo será desenvolvido na fábrica da OKEAN em Itajaí (SC)

                                      05/03/2026

                                      Na noite desta quinta-feira (5), o mercado náutico brasileiro ganhou mais uma grande estrela. Trata-se da Ferretti Yachts 940, último modelo lançado pela marca italiana globalmente, que agora passará a ser produzido em solo brasileiro pelo estaleiro OKEAN — o único do mundo autorizado a fabricar os barcos da Ferretti Yachts fora da Itália, com fábrica própria em Itajaí, em Santa Catarina.

                                      O anúncio, feito em uma cerimônia na sede de São Paulo do Iate Clube de Santos, coloca o Brasil mais uma vez em evidência como polo relevante da indústria náutica internacional. Não à toa, para Roberto Paião, CEO do Grupo OKEAN, a chegada do iate ao país “simboliza um novo momento para o mercado náutico nacional”.

                                      Produzi-lo no país, como o único estaleiro autorizado da marca fora da Itália, reforça não apenas a maturidade do consumidor brasileiro, mas a excelência industrial do Grupo OKEAN e sua relevância no cenário náutico global– destacou em comunicado

                                      Giordano Pellacani, CCO Ferretti Group; Roberto Paião, CEO do Grupo Okean; e Nercio Fernandes, fundador do Grupo Okean. Foto: Revista Náutica

                                      Conheça a Ferretti Yachts 940

                                      A Ferretti Yachts 940 é agora a segunda maior embarcação em fibra de vidro produzida em série no Brasil, de acordo com a marca, estando atrás apenas da FY 1000, também construída pelo estaleiro OKEAN e já testada por NÁUTICA. São 28,97 metros (95 pés) de comprimento total e 6,76 metros (22 pés) de boca máxima, ou largura. A título de curiosidade: a FY 1000 soma 30,13 metros de largura e 6,81 metros de boca.

                                      Foto: Ferretti Yachts / Divulgação

                                      O novo modelo adota o conceito widebody em sua categoria, isto é, quando a superestrutura da embarcação ocupa praticamente toda a largura do casco, sem deixar passagens laterais externas, ampliando a volumetria interna. A cabine master, aliás, está posicionada no convés principal, em largura total. Para a Ferretti, a solução prioriza privacidade e iluminação natural.

                                      Foto: Ferretti Yachts / Divulgação

                                      A integração entre interior e exterior é reforçada por amplas superfícies envidraçadas, incluindo janela de altura total na área de jantar. O salão principal, com quase 30m², conecta-se ao cockpit por meio de uma porta deslizante em vidro, ampliando a área social.

                                      É um modelo que combina arquitetura sofisticada, engenharia de alto desempenho e o padrão construtivo que consagrou a marca internacionalmente– detalhou Paião em comunicado

                                      Já no flybridge, com cerca de 50m², o layout contempla lounge, mesa para refeições e cozinha gourmet, com opção de hard top fixo ou lâminas móveis. Na proa, o solário e o lounge em formato de “C” complementam os espaços de convivência.

                                      Foto: Ferretti Yachts / Divulgação
                                      Foto: Ferretti Yachts / Divulgação

                                      As linhas externas, por sua vez, assinadas pelo designer italiano Filippo Salvetti, buscam destacar a horizontalidade do projeto, enquanto os interiores, desenvolvidos pelo estúdio IdeaeItalia, apresentam duas propostas (clássica e contemporânea) com foco em materiais e acabamentos alinhados ao padrão da fabricante.

                                      Foto: Ferretti Yachts / Divulgação
                                      Foto: Ferretti Yachts / Divulgação

                                      Equipado com dois motores MAN V12 de 2200 hp cada, o modelo alcança até 27 nós de velocidade máxima, conforme detalha a marca. Ainda segundo a Ferretti, com certificação CE Classe A, o projeto atende aos mais altos padrões de segurança e navegação em mar aberto.

                                      Foto: Ferretti Yachts / Divulgação

                                      FY 1000: o maior barco em fibra de vidro produzido em série no Brasil

                                      Com quase 100 pés, a Ferretti Yachts 1000 — ou simplesmente FY 1000 — já é produzida na fábrica em Itajaí. O modelo impressiona de ponta a ponta, com nada menos que cinco suítes refinadas, acabamentos de altíssimo padrão e um flybridge de brilhar os olhos, com acesso direto à proa.

                                       

                                       

                                      Essa verdadeira casa flutuante estampa a edição 397 da Revista Náutica, em que os apaixonados por esse universo podem conferir cada detalhe do iate em mais um grande teste NÁUTICA feito pelo especialista Márcio Dottori.

                                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                      Para conferir, basta ir até a banca mais próxima ou acessar gratuitamente o app de NÁUTICA na loja de aplicativos do seu celular — App Store (iOS) ou o Google Play (Android). Pelo app, assinantes têm acesso antecipado às matérias e as edições podem ser adquiridas de forma avulsa.

                                       

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                                        No ambiente terrestre, já estamos cansados de saber que as florestas são essenciais para mitigar a crise climática. O que poucos sabem é que algo semelhante acontece nos oceanos, com as chamadas florestas marinhas — estas, formadas por algas, especialmente pelo sargaço. De qualquer forma, o importante aqui é: nenhuma das duas têm conseguido escapar dos efeitos do aquecimento global.

                                        A situação das florestas marinhas, contudo, é ainda mais delicada. Isso porque quando pensamos nos impactos das mudanças climáticas no oceano, não são bem elas que veem à mente. O mais comum é imaginar corais embranquecendo, o nível do mar subindo ou espécies marinhas em risco de extinção — o que, de fato, também acontece, claro.

                                         

                                        Mas esse negligenciamento perante a um grupo de organismos fundamentais para o equilíbrio dos oceanos pode custar ainda mais caro.

                                        Mas afinal, o que são sargaços?

                                        Os sargaços são macroalgas marrons do gênero Sargassum. Suas florestas marinhas, assim como as florestas em terra firme, exercem “mil e uma funções” essenciais para a vida — até por isso o nome semelhante.

                                        Foto: Image-Source / Envato

                                        Isso porque essas algas conseguem criar habitats muito produtivos, com direito a estruturas complexas. “Florestas marinhas” foi o nome dado justamente a esse ambiente, que costuma crescer sobre fundos rochosos próximos ao litoral de modo vertical, dada a procura por luz.

                                         

                                        Essa floresta subaquática ajuda a sustentar múltiplas cadeias alimentares, sendo de suma importância ecológica e econômica nos ecossistemas costeiros. Existem ainda espécies de sargaço flutuantes (Sargassum natans e Sargassum fluitans), que formam um tipo de “ilha” em mar aberto — falamos deles e de seus impactos aqui.

                                        Alga da espécie Sargassum fluitans. Foto: Susan K. Jackson / via Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos

                                        Em ambos os casos, estamos falando de uma estrutura que fornece refúgio, alimento e áreas de recrutamento para uma grande variedade de peixes, tartarugas, invertebrados e até outras algas — com uma pitada especial.

                                         

                                        O sargaço também ajuda a combater a crise climática, uma vez que cresce rápido, acumulando biomassa e aumentando o estoque de carbono azul — carbono (CO2) retirado da atmosfera e armazenado em ambientes marinhos. Parte desse CO2 ainda se deposita no fundo do oceano, contribuindo para o sequestro a longo prazo. Ou seja, ele atua diretamente na remoção do excesso de carbono do ambiente.

                                        Como as florestas marinhas estão sendo “desmatadas”

                                        O vilão dessa trama não poderia ser outro: o aquecimento global. E a máscara desse personagem tão presente na história foi revelada por um estudo publicado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade de Pisa.

                                        Foto: glmory / iNaturalist / Reprodução

                                        Segundo a análise, o avanço do aquecimento global pode colocar as florestas de Sargassum em risco de desaparecimento. A explicação está, justamente, na projeção do aumento da temperatura nas próximas décadas. Com isso, essas macroalgas devem passar a crescer menos, realizando, assim, menos fotossíntese e tendo sua capacidade de fixar carbono reduzida. Isso, aliás, já está acontecendo.

                                         

                                        Observações mostraram que as florestas marinhas vêm diminuindo significativamente em regiões tropicais e subtropicais — e podem encolher mais com o aquecimento global —, ainda que algumas espécies consigam migrar para áreas mais frias.


                                        O estudo destaca que, embora esses ecossistemas sejam altamente vulneráveis, eles seguem amplamente negligenciados em políticas de conservação, pesquisa e monitoramento, especialmente nas regiões onde sofrem os impactos mais intensos do aumento de temperatura. Isso ficou claro, por exemplo, na COP30.

                                         

                                        Durante a conferência em Belém, o Brasil apresentou o chamado Pacote Azul, parte da Agenda de Ação no “Eixo 2 – Florestas, Biodiversidade e Oceano”, ligado à Meta 7, que trata da preservação e recuperação dos ecossistemas marinhos e costeiros. Essa iniciativa reúne cinco ocean breakthroughs: Conservação Marinha, Energia Renovável Oceânica, Transporte, Alimentos do Mar e Turismo Costeiro, e prevê investimentos de ao menos US$ 72 bilhões até 2030 para proteger, restaurar e conservar 30% do oceano.

                                        Foto: kent_miller / iNaturalist / Reprodução

                                        O documento, que destaca ecossistemas considerados estratégicos para a resiliência climática e a biodiversidade, como recifes de corais, manguezais, florestas de kelps, marismas e gramas marinhas, não abrange as florestas de sargaço, ainda que sua relevância ecológica e climática seja comprovada.

                                         

                                        Esse acontecimento, diante dos olhos do mundo, comprova que os oceanos ainda não têm sua relevância para o bem-estar do planeta devidamente considerada. Quem perde, é a Terra.

                                         

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                                          Estaleiro pernambucano aposta em barcos de 26, 29 e 38 pés para o evento, que ocorre de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                          De 11 a 19 de abril, o Rio Boat Show 2026 promete reunir barcos para todos os gostos na Marina da Glória, sobre as águas da icônica Baía de Guanabara. Entre eles, estarão três lanchas de 26 a 38 pés da pernambucana Azov Yachts, que prometem abraçar desde quem busca por uma lancha de entrada até o público que almeja dar o próximo passo.

                                          Entre os barcos confirmados pela empresa está a nova Z290C. Lançada no São Paulo Boat Show 2025, a lancha atracará pela primeira vez no salão carioca. Além dela, a Z380 Open e a Z260 Open são outros modelos garantidos no salão náutico mais charmoso da América Latina.

                                          Conheça mais dos barcos da Azov Yachts no Rio Boat Show 2026

                                          Azov Z290C

                                          Mais recente novidade do estaleiro pernambucano, chegou a vez da nova Z290C estrear no Rio Boat Show. Ao todo, são 9 metros de comprimento e 3,11 metros de boca (largura), em uma lancha cabinada que oferece conforto, layout inteligente e sensação de amplitude. O barco acomoda até 14 pessoas a bordo, sendo 4 para pernoite.

                                           

                                           

                                          Segundo a marca, a lancha garante uma navegabilidade segura mesmo fora do mar calmo, ao mesmo tempo em que carrega, na parte interna, um espaço social amplo, ideal para bons momentos de socialização. Na motorização (de popa) são três opções: um motor de 300 hp, um de 350 hp ou dois de 200 hp cada.

                                          Azov Z260 Open

                                          Menor barco da marca no evento, a Z260 Open não deve em nada aos maiores. Com 8,40 metros de comprimento e boca máxima de 2,80 metros, a 26 pés é capaz de acomodar até 14 pessoas durante o dia, ao passo que entrega uma popa totalmente aproveitável, com espaço livre para lazer.

                                           

                                           

                                          A lancha tem até três opções de motorização: um motor de 250 hp, um de 300 hp ou dois motores de 200 hp cada (novidade da marca). Tudo isso em um barco pensado para facilitar a condução e entregar estabilidade, conforme destaca a Azov.

                                          Azov Z380 Open

                                          Com 12,15 metros de comprimento, essa 38 pés será a maior embarcação da Azov no Rio Boat Show 2026. O barco tem capacidade para até 16 pessoas em passeios — uma no pernoite — , um amplo solário de proa, área compatível com uma lancha de day use e um cockpit que permite relaxar durante a navegação, segundo o estaleiro.

                                          Azov Z380 Open será o maior barco do estaleiro no Rio Boat Show 2026. Foto: Azov/ Divulgação

                                          Por falar em navegação, esse modelo, como destaca a marca, tem boa navegabilidade em águas abertas, com alta performance e conforto. O barco pode ser equipado com até dois motores de 200 hp cada; um motor de 300 hp ou até um modelo de 350 hp — tudo a gosto do cliente.

                                          Rio Boat Show 2026

                                          O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

                                          Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

                                           

                                          É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

                                          Garanta seu ingresso com desconto!

                                          Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

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                                          RIO BOAT SHOW 2026

                                          Quando: de 11 a 19 de abril;

                                          Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

                                          Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

                                          Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

                                          Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

                                           

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                                            WaterCar EV chega a 56 km/h com motor Mercury e 40 km/h através de propulsão elétrica. Modelo ainda pode ser rebocado "sem reboque"

                                            Estender o uso de um barco para além das águas, alcançando o asfalto, foi por muito tempo uma grande utopia. A norte-americana WaterCar, porém, agora mostra que essa é a mais pura realidade, com o que chama de “primeiro veículo anfíbio do mundo legalizado para circular em vias públicas”, o WaterCar EV.

                                            A lancha de 19 pés, construída artesanalmente no sul da Califórnia, nos Estados Unidos, promete se transformar em um tipo de “carro” elétrico de baixa velocidade “com o simples toque de um botão”. Veja em ação:

                                             

                                             

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                                            Modo barco

                                            Para se aventurar sobre as águas, o WaterCar EV conta com a potência de um motor de popa Mercury Pro XS de 115 hp, capaz de alcançar até 56 km/h. Até por isso, a marca considera que trata-se de um modelo esportivo.

                                            Foto: WaterCar / Divulgação

                                            O casco, por sua vez, chega em uma peça única de alumínio revestida com epóxi, preenchida com espuma. O fundo em V, conforme detalha a empresa, permite que a embarcação plane rapidamente, mantendo um ângulo de trimagem sólido ao passo que corta as ondas com facilidade.

                                            Foto: WaterCar / Divulgação

                                            Diferentemente da maioria das embarcações de esporte e recreio tradicionais, a estrutura não é feita em fibra de vidro, mas sim com ligas de grau marítimo e aeroespacial, soldadas interna e externamente com tecnologia de arco pulsado, além de ferragens e sistema hidráulico em aço inoxidável. A tecnologia, de acordo com a WaterCar, não flexiona o casco, bem como não o deixa rachar ou absorver água.

                                             

                                            A embarcação transporta até quatro pessoas. Como era de se esperar em um barco desse porte, não há cabines ou banheiro.

                                            Modo “carro”

                                            Pilotar a embarcação na estrada promete ser uma experiência semelhante a de dirigir um carro comum. Isso porque o WaterCar tem sua dirigibilidade auxiliada por uma suspensão independente, com molas helicoidais, além de direção elétrica assistida.

                                            Foto: WaterCar / Divulgação

                                            Na propulsão do asfalto, o barco conta com um sistema selado, certificado para uso marítimo e à prova d’água, com bateria de 48 volts que garante até 40 km/h — 32 km de autonomia.

                                             

                                            O carregamento, segundo a marca, pode ser feito em uma tomada doméstica padrão de 110V, para uma carga completa de 6 a 8 horas.

                                            Reboque sem reboque

                                            Embora possa circular em vias públicas, alguns destinos vão exigir que o WaterCar seja rebocado. Para isso, a marca promete um “reboque sem reboque”. Na prática, a embarcação de 6 metros de comprimento (1,98 metro de largura) pode se conectar a um veículo de reboque usando um engate já incluso.

                                            Foto: WaterCar / Divulgação

                                            Funciona assim: depois de conectar o barco ao veículo, basta acionar um botão que levantará as rodas dianteiras. A partir do movimento do carro, a embarcação automaticamente deslizará suavemente sobre suas próprias rodas traseiras. A marca garante que a carroceria foi projetada para “suportar milhares de quilômetros de reboque”, ainda que de uma maneira prática e compacta.

                                            Quanto custa?

                                            Ter um WaterCar EV para chamar de seu passa por três passos. No primeiro deles, o interessado deve escolher a configuração desejada. São duas: uma sem motor de popa ou componentes náuticos, e outra totalmente equipada.

                                            Foto: WaterCar / Divulgação

                                            Depois é preciso “começar a projetar”, como define a fabricante. Nessa etapa, o cliente escolhe uma entre as duas opções de layout: a série Signature Design, uma coleção limitada de cores exclusivas, criadas pela equipe de design interna da marca (e tida como recomendada); ou um design de cores personalizado, em que o interessado seleciona as opções para o exterior e o estofamento.

                                            Foto: WaterCar / Divulgação

                                            Por fim, o pedido pode ser feito a partir de um depósito reembolsável de US$ 5 mil (cerca de R$ 25,6 mil na conversão de fevereiro de 2026), que garante um lugar na fila de produção. Segundo a marca, independentemente das escolhas, os preços dos modelos começam em US$ 140 mil, aproximadamente R$ 717 mil.

                                            Especialidade da casa

                                            Embora o WaterCar EV seja tido pela marca como o primeiro veículo anfíbio legalizado para circular em vias públicas, esse não é um dado oficial. O modelo recebe esse título porque não é só um veículo que consegue andar na rua e na água, mas sim por ter sido projetado e homologado desde o inicio para cumprir as normas legais de circulação terrestre e de navegação.

                                            Foto: WaterCar / Divulgação

                                            De qualquer forma, a WaterCar já soma anos de experiência quando o assunto é levar veículos da terra para as águas. Fundada em 1999, a marca se consolidou como referência global no desenvolvimento de carros e barcos híbridos, mantendo um forte legado de engenharia própria e desempenho comprovado — já são mais de 27 patentes tecnológicas e vários recordes reconhecidos, incluindo registros no Guinness World Records.

                                            Foto: WaterCar / Divulgação

                                            Todos os veículos são construídos à mão na instalação da empresa no sul da Califórnia. Inclusive, a excelência artesanal é um grande pilar da WaterCar, sendo uma forte filosofia da marca.


                                            Veículos anfíbios no Brasil

                                            No Brasil, para rodar em ruas e estradas, o veículo anfíbio precisa ser homologado para uso rodoviário (atender normas técnicas de segurança, iluminação, freios etc.); ter registro, licenciamento e placa conforme as regras do Conselho Nacional de Trânsito; e ainda ser conduzido por motorista com habilitação válida.

                                             

                                            Além disso, para navegar na água, também deve cumprir as exigências da Marinha do Brasil, como registro da embarcação e habilitação náutica adequada (dependendo do modelo e do uso).

                                             

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                                              Por: Nicole Leslie -
                                              04/03/2026

                                              Com a aceleração das mudanças climáticas e da acidificação dos oceanos, a busca por estratégias eficazes para mitigar o aquecimento global tem sido intensificada. Pesquisas recentes identificaram em ostras e vieiras (tipos de moluscos bivalves) uma capacidade notável de atuar como sumidouros de carbono por simplesmente removerem dióxido de carbono (CO₂ ou gás carbônico) da água e, dessa forma, ajudar a estabilizar as temperaturas do planeta, onde esse gás é um dos grandes vilões.

                                              Um estudo publicado no Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia dos EUA, em setembro de 2025, posiciona a ostreicultura como uma solução inteligente e natural para diminuir o gás carbônico da atmosfera.

                                              Fazenda de criação de ostras no mar. Foto: leungchopan / Envato

                                              A pesquisa observou que fazendas de ostras-do-pacífico (Crassostrea gigas) aceleram a bomba biológica marinha. O processo, segundo o próprio estudo, sequestra o carbono da atmosfera para o oceano através do aumento da produção de matéria orgânica e sua posterior deposição em sedimentos.

                                               

                                              Em outras palavras, é como se as ostras fossem filtros que limpam o excesso de carbono da água, transformando um gás que esquenta o planeta e acidifica o mar em matéria sólida (corpo e concha) e em sedimentos que ficam guardados no fundo do oceano.

                                              Ostras. Foto: Tania232323 / Envato

                                              Outro dado revelado pelo estudo é que o carbono líquido sequestrado pelas ostras é 2,39 vezes maior do que o carbono armazenado em suas conchas. Além da ajuda no combate ao aquecimento global, a prática fortalece a segurança alimentar ao oferecer uma fonte de proteína de baixo impacto ambiental.


                                              Complementando essa visão, uma análise global publicada na revista científica iScience, em fevereiro de 2026, revela o crescimento robusto desse setor. Entre 2010 e 2022, a produção global de moluscos bivalves cultivados aumentou 53%, o que gerou um salto de 42% na remoção líquida de carbono do oceano, atingindo 1,29 milhão de toneladas anuais.

                                               

                                              Nesse cenário, as vieiras e ostras foram apontadas como os tipos de bivalves com o maior potencial de remoção de gás carbônico da atmosfera. Diferente do mexilhão-canivete, por exemplo, que gera bastante carbono devido à alta respiração.

                                              Vieira aberta. Foto: picturepartners / Envato

                                              A eficiência da “tecnologia natural” que ostras e vieiras carregam é comparável ao sequestro de carbono de 0,28 a 0,32 milhão de hectares de reflorestamento anual, segundo a análise. O valor desse serviço ambiental é estimado em aproximadamente US$ 493 milhões por ano, com base em mercados de créditos de carbono, também de acordo com a própria pesquisa.

                                               

                                              Apesar dos benefícios, os pesquisadores ressaltam que a gestão das conchas desses bivalves precisa ser estudada para maximizar os benefícios de sequestro de carbono. Isso porque a incineração delas libera muito carbono para a atmosfera — e por isso o aconselhado é evitar a queima.

                                              Vieiras. Foto: Sun-Shock / Envato

                                              A solução seria reutilizar as conchas como suplementos agrícolas, na construção civil ou no tratamento de água. Dessa forma, o material seria aproveitado sem impactar a atmosfera negativamente com gases de efeito estufa.

                                               

                                              Por fim, o estudo também sugere que, no futuro, as ostras e vieiras passem por um processo de melhoramento genético a fim de liberar ainda menos CO₂ durante sua vida útil, sem impactar a eficiência alimentar.

                                              Ostras abertas. Foto: azgek / Envato

                                              São por estudos como estes que a criação de bivalves como ostras tem se mostrado uma estratégia inteligente para preservar recursos naturais, produzir alimentos e, de quebra, ainda mitigar os impactos do aquecimento global contra um dos principais gases de efeito estufa: o gás carbônico.

                                               

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                                                Estaleiro já confirmou dois modelos da linha no evento que acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                                O Rio Boat Show tradicionalmente reúne dezenas de barcos das principais marcas do Brasil — e até do mundo — sobre as águas da Baía de Guanabara. Se destacar entre tantas opções pode ser um desafio, por isso, a Triton Yachts apostará no sucesso de sua linha Flyer para atrair olhares durante o salão.

                                                O evento, que acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória, já tem dois modelos do estaleiro paranaense confirmados. São eles: Triton Flyer 44 e Triton Flyer 38 HT.

                                                 

                                                Conforme revelou à NÁUTICA Allan Cechelero, diretor de marketing da marca, as lanchas da linha (que vão dos 34 aos 44 pés) “têm inspiração na Europa e apresentam elementos como uma proa mais robusta e otimização dos espaços”. Conheça mais a seguir.

                                                Lanchas da Triton Yachts no Rio Boat Show 2026

                                                Triton Flyer 44

                                                Já testada por NÁUTICA, a Triton Flyer 44 se destaca por carregar recursos geralmente vistos em embarcações maiores, a exemplo da área de popa, contemplada com um grande solário que ganha um aspecto ainda maior graças às duas plataformas laterais (beach club). Quando abertas, a largura do barco, de 4 metros, salta para 7 metros, sendo que a lancha tem 13,80 metros de comprimento total.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                O modelo, ao estilo walk around, permite que tanto a popa quanto a proa sejam acessadas pelos dois bordos da embarcação. Na proa, aliás, um solário equipado com sofá e mesa dá aos passageiros a opção de curtir o espaço para além dos banhos de sol.

                                                 

                                                 

                                                No cair da noite, até cinco dos 18 passageiros que o barco comporta conseguem descansar com tranquilidade em três cabines. As acomodações têm dois metros de pé-direito e são equipadas com dois banheiros de 1,95 metro de altura, ambos com box.

                                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                A maior lancha da Triton no Rio Boat Show 2026 pode levar motorização tanto de centro, quanto de popa. Na primeira opção, são dois motores de 380 hp a gasolina ou dois de 400/440 hp no diesel. Já se a ideia for navegar com motores de popa, é possível equipar o barco com uma trinca de 300 hp a 400 hp.

                                                Triton Flyer 38 HT

                                                Outro sucesso da marca, com unidades navegando no Brasil e no exterior, a Triton Flyer 38 HT chega com 11,60 metros de comprimento (3,30 metros de largura). O modelo combina desempenho com soluções voltadas ao conforto a bordo, como uma cabine fechada com cama de casal e banheiro completo.

                                                Foto: Triton Yachts / Divulgação

                                                No convés, o projeto prioriza a convivência, com hard top, áreas integradas, espaço gourmet e plataformas laterais rebatíveis, que ampliam a área útil junto ao mar e facilitam o acesso para banhos e lazer. A lancha é homologada para até 14 pessoas durante o dia e cinco no pernoite. Na motorização, as opções a gasolina são dois motores de 300 a 380 hp, enquanto no diesel é possível optar por uma dupla de 270 a 320 hp.

                                                Foto: Triton Yachts / Divulgação
                                                Foto: Triton Yachts / Divulgação

                                                Triton 32 Flyer

                                                Além dos modelos da Triton já confirmados para o Rio Boat Show 2026, a marca ainda estuda apresentar um lançamento recente em águas cariocas: a Triton 32 Flyer. Lançada no São Paulo Boat Show 2025, a lancha cabinada de 32 pés (9,90 metros de comprimento e 2,90 metros de largura) se destaca pela abertura lateral a boreste, que mede 2 metros de comprimento por 1 metro.

                                                Foto: Triton Yachts / Divulgação

                                                A plataforma de popa, desimpedida — com motorização de centro-rabeta — garante bons recursos para um day use confortável, com espaços generosos para convivência. No cockpit, aliás, um sofá em L, a bombordo, com encosto rebatido, colabora para a formação de um segundo solário (o outro fica na proa).

                                                Foto: Triton Yachts / Divulgação
                                                Foto: Triton Yachts / Divulgação

                                                Chama atenção também o pé-direito na cabine, de 1,98 metro. No banheiro, com box fechado, a altura cai para 1,80 metro, mas ainda assim é possível tomar banho em pé. Na motorização, as opções são:

                                                • 1x 350 hp a 1x 380 hp (Gasolina);
                                                • 2x 250 hp a 2x 350 hp (Gasolina);
                                                • 2x 220 hp a 2x 300 hp (Diesel);
                                                • 2x 250 hp a 2x 350 hp (Popa).

                                                Rio Boat Show 2026

                                                O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

                                                Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

                                                 

                                                É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

                                                Garanta seu ingresso com desconto!

                                                Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

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                                                RIO BOAT SHOW 2026

                                                Quando: de 11 a 19 de abril;

                                                Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

                                                Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

                                                Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

                                                Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

                                                 

                                                Náutica Responde

                                                Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                  Denúncias apontam falhas na vigilância do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos. Administração afirma que monitoramento é contínuo e integrado

                                                  Por: Nicole Leslie -

                                                  O Parque Estadual Marinho da Laje de Santos (PEMLS), localizado a cerca de 40 km da cidade de Santos (SP), foi criado em 1993 com o objetivo de proteger uma área considerada de “extraordinária diversidade e abundância de vida marinha“. Com cerca de 5 mil hectares de proteção integral, a unidade é classificada como Parque Estadual dentro do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), categoria composta por áreas de posse e domínio públicos, cuja visitação está sujeita às normas estabelecidas no Plano de Manejo e pelo órgão gestor.

                                                  Ainda assim, monitores ambientais e oceanógrafos que atuam na região acreditam que a área tem sido alvo recorrente de pescas ilegais e que o parque carece de fiscalização mais eficaz. A administração do PEMLS, por sua vez, afirma que o monitoramento é contínuo.

                                                   

                                                  O debate ganhou novo fôlego no último dia 15 de fevereiro, quando uma operadora de mergulho autorizada a atuar na unidade flagrou um barco de pesca dentro da área de proteção. No vídeo, que ultrapassa 15 mil visualizações, integrantes da operadora Pé de Pato alertam a embarcação de que a prática não é permitida no local. Após a abordagem verbal, o barco aparenta deixar a área.

                                                  Parque Estadual Marinho da Laje de Santos. Imagens: Virgilio Kbça @virgiliokbca via @pedepato_lajedesantos

                                                  Não houve autuação no caso específico, já que a embarcação não foi flagrada pela lancha oficial de fiscalização do parque. No entanto, de acordo com o Plano de Manejo do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, qualquer ato tendente à pesca é proibido na área. Isso significa que a simples posse de equipamentos como varas, iscas e anzóis já pode configurar infração, sendo passível de autuação nos termos da legislação ambiental vigente.

                                                   

                                                  Segundo a operadora de mergulho, o barco flagrado era de médio porte e tinha estruturas fixas voltadas à atividade pesqueira. A embarcação pôde ser identificada pela equipe que registrou o vídeo, mas detalhes não foram divulgados publicamente.

                                                   

                                                  Nas redes sociais, o episódio serviu como catalisador para que internautas relatassem já ter presenciado atividades semelhantes na região do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos em outras ocasiões, também envolvendo pesca ilegal. Sendo assim, tanto a operadora quanto usuários cobraram maior rigor na fiscalização da unidade.


                                                  Denúncias sobre a fiscalização

                                                  A NÁUTICA ouviu João Paulo Scola, proprietário da operadora Pé de Pato e monitor ambiental do PEMLS desde 1993. Para ele, um dos principais entraves da fiscalização está na logística da embarcação oficial destinada a isso.

                                                   

                                                  Atualmente, o barco utilizado nas ações de monitoramento está guardado no Iate Clube de Santos, sem custos para o Estado. Segundo Scola, o fato de a embarcação ficar visível em vaga seca ou molhada pode permitir que terceiros deduzam se haverá saída para fiscalização. “Se o barco está no seco, os pescadores sabem que não vai ter fiscalização”, disse. Isso porque a operação de colocar a lancha na água exige manobras específicas e tempo de preparo.

                                                   

                                                  Outro ponto levantado pelo monitor é a ausência de um sistema permanente de monitoramento remoto. Ele defende a instalação de câmeras com transmissão via satélite, que permitiriam vigilância 24 horas por dia e funcionariam como fator inibidor para que barcos de pesca entrem na área de preservação, uma vez que haveria provas concretas da navegação tendente à pesca em área de proteção ambiental.

                                                  Peixe na área do PEMLS. Foto: João Paulo Scola

                                                  Segundo Scola, o investimento seria viável diante da arrecadação do parque, que permite visitas turísticas mediante pagamento de taxa de R$ 19 por visitante, sempre acompanhados por empresas credenciadas.

                                                   

                                                  Ele também afirma que as fiscalizações tendem a seguir horário comercial, o que levaria pescadores a buscarem aproximação da Laje de Santos à noite. “Muitas vezes eles utilizam até radar para detectar movimentação de embarcações oficiais”, diz.

                                                   

                                                  Ao longo das décadas de atuação na região, Scola relata já ter presenciado denúncias que, segundo ele, não resultaram em punições efetivas. Seu papel enquanto monitor ambiental é informar as situações à administração do PEMLS. Não há dados públicos consolidados sobre o número de autuações ou apreensões recentes relacionadas à pesca ilegal no interior do parque.

                                                  Riscos ambientais

                                                  Para o biólogo marinho Eric Comin, também monitor ambiental do PEMLS, ainda há falta de conscientização sobre a importância de preservar uma unidade de conservação de proteção integral.

                                                  Cena submersa do PEMLS. Foto: Eric Comin

                                                  De acordo com o decreto que criou o Parque Estadual, a região exerce papel ecológico estratégico como área de refúgio, alimentação, reprodução e crescimento de diversas espécies marinhas. Além disso, abriga paisagens submarinas que tornam o ponto de mergulho “comparável aos melhores do mundo”, segundo o próprio documento.

                                                   

                                                  À NÁUTICA, Comin explicou que, embora a visitação pública seja permitida na unidade, a atividade ocorre sob regras rígidas para evitar impactos à fauna marinha e às aves que utilizam a laje como área de descanso e reprodução. Segundo ele, algumas espécies podem ser afetadas até mesmo pela simples perturbação do ambiente.

                                                   

                                                  “No caso de perturbação no local, algumas aves podem abandonar os ninhos e os filhotes ficarem expostos ao sol e a predadores”, afirmou. O biólogo também destacou a importância da biodiversidade marinha presente na área de proteção, que pode ser diretamente impactada por atividades de pesca — inclusive na modalidade “pesque e solte”, igualmente proibida na região.

                                                  Foto: João Paulo Scola

                                                  Apesar de sua área relativamente pequena quando comparada a outras unidades de preservação ao longo da costa brasileira, a ictiofauna da Laje de Santos (o conjunto de peixes locais) é composta por mais de 200 espécies, distribuídas em mais de 70 famílias.

                                                   

                                                  Segundo Comin, a presença geográfica da laje favorece a ocorrência de peixes oceânicos, tartarugas, baleias, golfinhos, raias e diversos outros vertebrados marinhos que utilizam daquele espaço como habitat durante rotas de migração.

                                                  Foto: Eric Comin

                                                  Essa abundância de vida, segundo especialistas, é o que também pode tornar a área alvo de pesca ilegal, seja por não se ter conhecimento sobre a importância dessa biodiversidade ou por simplesmente ignorá-la. “Pescar na Laje de Santos é uma covardia”, resumiu Comin.

                                                   

                                                  “A Laje de Santos funciona como fonte de ovos e larvas para a recolonização tanto do próprio local quanto de áreas degradadas pela exploração. É uma luta diária trabalhar com preservação e conservação marinha”, finalizou o biólogo.

                                                  Foto: João Paulo Scola

                                                  O que dizem as autoridades

                                                  A Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), é o órgão responsável pela administração do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos.

                                                   

                                                  Em nota à NÁUTICA, a Fundação informou que o monitoramento da unidade é realizado de forma contínua e integrada, com uso de ferramentas de sensoriamento remoto e monitoramento via satélite, embora não tenha detalhado o sistema adotado. As ações de fiscalização, segundo o órgão, são realizadas rotineiramente por meio da embarcação oficial e em articulação com órgãos parceiros.

                                                   

                                                  A administração informou ainda que estudos técnicos para implementação de um novo sistema de vigilância por câmeras estão em desenvolvimento, com previsão de implantação no segundo semestre de 2026.

                                                  Parte de terra no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos. Foto: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo / Divulgação

                                                  Sobre a logística da embarcação, a Fundação afirmou que a guarda no Iate Clube de Santos não compromete o sigilo ou a eficácia das ações. “As missões de fiscalização são planejadas sob rigorosos protocolos de discrição e executadas de maneira estratégica”, declarou o órgão, que acrescentou que as denúncias recebidas são registradas, apuradas e incorporadas ao Plano de Fiscalização da unidade.

                                                   

                                                  A reportagem também questionou o Ministério Público de São Paulo (MPSP) sobre eventuais investigações envolvendo o parque. Em resposta, o órgão informou que um procedimento que tratava de problemas na fiscalização do PEMLS “principalmente no que se refere às atividades de pesca clandestina e dos problemas relacionados à gestão do parque” foi arquivado em junho de 2023 pelo Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente da Baixada Santista.

                                                   

                                                  A Revista Náutica também perguntou à Polícia Militar Ambiental quanto a autuações realizadas na área de proteção ambiental, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

                                                  Veja mais imagens da biodiversidade marinha no PEMLS

                                                  Foto: João Paulo Scola
                                                  Foto: João Paulo Scola
                                                  Naufrágio na área do parque estadual da Laje de Santos, que também serve como habitat para diversa espécies marinhas. Fotos: Eric Comin
                                                  Foto: João Paulo Scola

                                                   

                                                  Náutica Responde

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                                                    O programa contemplará 11 bolsistas, que receberão subsídio mensal para estudar presencialmente na sede das Nações Unidas, em Nova York

                                                    03/03/2026

                                                    Atenção, amantes do oceano: a Organização das Nações Unidas (ONU) abriu convocatória para a edição de 2026 do Programa de Bolsas de Estudos sobre Oceano e Direito do Mar, que oferece quatro meses de treinamento presencial na sede da organização, em Nova York. O prazo para inscrições vai até o dia 22 de março.

                                                    O programa, organizado com apoio da Fundação Nippon, do Japão, é aberto a funcionários governamentais de países em desenvolvimento (como é o caso do Brasil) que estão envolvidos diretamente em assuntos relacionados ao direito do mar, incluindo a implementação do novo Tratado do Alto Mar.

                                                    Foto: ONU/ World Ocean Days/ Dani Escayola/ Divulgação

                                                    Além do treinamento presencial nos Estados Unidos, o programa oferecerá discussões em grupo, cursos e seminários online. Esse período de imersão em solo estadunidense está previsto para começar em setembro, estendendo-se até meados de dezembro de 2026.

                                                     

                                                    Para esse ano, o programa selecionará onze bolsistas, que contarão com subsídio mensal, seguro médico e passagens aéreas de ida e volta em classe econômica. Mais informações sobre o projeto podem ser consultadas no site oficial.

                                                    Qual é o propósito?

                                                    O Programa de Bolsa de Estudos busca apoiar os países em desenvolvimento a abordar questões críticas e urgentes sobre temas oceânicos e direito do mar. O foco é tratar dos assuntos com base na Implementação da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS) de 1982, incluindo o Tratado do Alto Mar; e nas metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14: Vida na Água.

                                                    Foto: GreensandBlues/ Envato

                                                    A bolsa da ONU visa, acima de tudo, o desenvolvimento dos países menos avançados, os pequenos Estados insulares em desenvolvimento e os países sem litoral. A ideia é capacitar líderes nacionais com experiência limitada em assuntos oceânicos e direito do mar para que, assim, eles implementem o aprendizado do programa em seus países.

                                                     

                                                    De acordo com a ONU, o programa busca atingir um equilíbrio de gênero (50/50) e diversidade geográfica entre os participantes. Pensando nisso, candidaturas de mulheres são fortemente incentivadas — acomodações adequadas podem ser oferecidas, mediante solicitação, para pessoas com deficiência.

                                                    Quem pode se inscrever?

                                                    Segundo a ONU, as pessoas interessadas na bolsa devem ter entre 25 e 45 anos de idade, ensino superior completo e ser funcionário(a) público(a) de um país em desenvolvimento, em qualquer nível de governo. Além disso, devem lidar diretamente com questões críticas relacionadas a:

                                                    • Implementação da UNCLOS e de instrumentos correlatos;
                                                    • Implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 14: Vida na Água;
                                                    • Estabelecimento de zonas marítimas e delimitação de fronteiras marítimas;
                                                    • Políticas oceânicas nacionais e/ou regionais;
                                                    • Gestão da zona costeira;
                                                    • Conservação e gestão de recursos marinhos vivos;
                                                    • Transporte e navegação marítima;
                                                    • Segurança marítima;
                                                    • Proteção e preservação do meio ambiente marinho;
                                                    • Oceano e mudança climática;
                                                    • Ciências marinhas.

                                                    O programa deve contribuir, diretamente, para a formulação e/ou implementação, pelo Estado, de políticas e programas relativos a assuntos oceânicos e ao direito do mar. Além disso, o bolsista precisa estar livre de todas as obrigações que não sejam de membro durante todo o período de treinamento. Como as aulas são ministradas em inglês, é necessário ter domínio oral e escrito do idioma.

                                                    Como se inscrever?

                                                    Os interessados em se inscrever devem preencher os três formulários disponíveis na seção “APPLY NOW” da página do programa. São eles:

                                                    • Formulário de candidatura para o programa de estudo/pesquisa proposto, incluindo histórico pessoal e proposta;
                                                    • Formulário de nomeação;
                                                    • Formulário online.

                                                    Feito isso, é necessário enviar os três formulários preenchidos, juntamente à copia da página de identificação do passaporte, para o e-mail [email protected], com o assunto “2026 UNNF Small Island Developing States (SIDS) and Strategic Needs Fellowships.” O prazo para inscrição vai até 22 de março de 2026.

                                                    Os resultados serão comunicados individualmente aos candidatos selecionados e, posteriormente, publicados na seção de notícias da página do programa até o final de maio de 2026. Para mais detalhes sobre a bolsa de estudos, acesse o site oficial da ONU.

                                                     

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                                                      São quase 49 pés (14,90 metros), espaço suficiente para até 16 pessoas durante o dia e seis no pernoite, distribuídas em três camarotes e dois banheiros. Entre os destaques está ainda um flybridge de 20 m², com teto rígido e opção de toldo elétrico. A propulsão leva dois motores Volvo Penta IPS 700 de 550 hp.

                                                      Sessa F42

                                                      Ainda na linha fly, a Sessa F42 também promete atrair olhares no Rio Boat Show 2026. O modelo integra cockpit, salão e popa em um ambiente fluido e acolhedor. São 13,20 metros de comprimento (4 metros de largura), que permitem a 14 pessoas curtirem comodidades como cozinha completa e uma aconchegante sala durante o dia, além de quatro no pernoite, em duas cabines.

                                                       

                                                       

                                                      Na motorização, as opções são dois Volvo Penta D6 IPS 600 ou dois Volvo Penta D6 440 hp rabeta.

                                                      Sessa C44

                                                      Já para quem prefere o conforto do hardtop, a Sessa C44 chega como uma boa opção. A lancha de 13,85 metros (4 metros de largura) leva até 14 passageiros — quatro no pernoite, em dois camarotes. Nesse espaço, o proprietário pode escolher entre duas configurações de cockpit: com solário e garagem para bote; ou duplo cockpit, com duas mesas que acomodam até 12 pessoas.

                                                       

                                                       

                                                      A navegação, por sua vez, se dá por dois Volvo Penta D6 IPS 600 ou ainda dois Volvo Penta D6 440 hp rabeta.

                                                      Sessa C40

                                                      Uma das 40 pés com hard-top mais desejadas da Sessa Marine, a C40 é uma lancha que sempre se renova — e isso vem desde 2011, quanfo foi lançadano Rio Boat Show daquele ano. São 12,30 metros de comprimento e dois motores Volvo Penta D4 de 320 hp cada, que prometem uma experiência de pilotagem segura, prazerosa e divertida.

                                                       

                                                       

                                                      Por conta da boca máxima generosa (3,80 metros de largura), sobra espaço livre para circulação. A cabine, com altura de 2 metros na entrada (depois reduz-se para 1,90 metro) acomoda quatro adultos em pernoite. São dois camarotes fechados e uma pequena sala com a cozinha integrada, a boreste, equipada com armários profundos, geladeira, fogão de duas bocas, micro-ondas, pia, bancada e lixeira — todos os móveis são de laca.


                                                      Rio Boat Show 2026

                                                      O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

                                                      Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                      Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

                                                       

                                                      É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

                                                      Garanta seu ingresso com desconto!

                                                      Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

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                                                      RIO BOAT SHOW 2026

                                                      Quando: de 11 a 19 de abril;

                                                      Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

                                                      Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

                                                      Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

                                                      Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

                                                       

                                                      Náutica Responde

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                                                        Desde 2017, a CCG tem parceria com a Hike Metal Custom Boats Manufactures, estaleiro localizado em Ontário que fabrica toda a frota de barcos da Classe Bay, categoria composta por embarcações de resgate projetadas para condições hostis. Cada modelo dessa classe é definido como “um bote salva-vidas que se auto-endireita”. Para entender melhor, veja com os próprios olhos o barco girar 360° e não afundar:

                                                         

                                                         

                                                        Segundo o estaleiro, todas as embarcações da categoria (dez ao total) medem 19 metros (63 pés) de comprimento e pesam 75 toneladas, com capacidade de operação a até 120 milhas náuticas da costa (222 km). Ainda de acordo com a Hike, a classe tem capacidade de suportar ondas de até 12 metros e condições de força 12 na escala Beaufort (definição meteorológica para um furacão).

                                                         

                                                        Além de resistirem a condições agressivas, como visibilidade zero e ondas gigantes, essas embarcações podem atingir velocidades de até 25 nós (cerca de 46 km/h) e acomodar uma tripulação de até quatro pessoas.

                                                        CCGS Mira Bay. Foto: Hike Metal Products/ Divulgação

                                                        Conforme emitido em comunicado pelo Governo do Canadá, os barcos são devidamente posicionados para um estado de prontidão em 30 minutos. Ou seja, assim que o alerta for acionado, haverá uma tripulação preparada para responder de maneira quase que imediata.

                                                        Prontas para a ação

                                                        Muito mais que um bote salva-vidas, os barcos “contorcionistas” do Canadá fornecem, além do salvamento imediato, buscas na água, operações de resposta ambiental e assistência a embarcações avariadas (isso é, um barco que sofreu um dano físico ou falha técnica que compromete o seu funcionamento).

                                                        Treinamento de busca e salvamento com o CCGS Pennant Bay. Foto: Hike Metal Products/ Divulgação

                                                        Ao todo, o catálogo de dez embarcações faz parte do chamado “Projeto SAR” (sigla para Search and Rescue), um programa de renovação em massa da frota de barcos de busca e salvamento da Guarda Costeira Canadense.

                                                        Segundo levantamento oficial, o projeto contribui para mais de 6 mil chamadas de assistência marítima anualmente, com média de 19 ocorrências de busca e salvamento por dia. O governo canadense ainda aponta que, em média, 13 pessoas são salvas diariamente.

                                                        CGCS McIntyre Bay. Foto: Wikimedia Commons/ Licença Creative Commons/ Reprodução

                                                        Confira a lista completa de embarcações auto-endireitáveis produzidas em parceria com o governo canadense (e quando foram entregues oficialmente).

                                                        • CCGS Pennant Bay – dezembro de 2017;
                                                        • CCGS McIntyre Bay – setembro de 2018;
                                                        • CCGS Sacred Bay – junho de 2019;
                                                        • CCGS Florencia Bay – outubro de 2020;
                                                        • CCGS La Poile Bay – agosto de 2021;
                                                        • CCGS Shediac Bay – maio de 2022;
                                                        • CCGS Gabarus Bay – dezembro de 2022;
                                                        • CCGS Barrington Bay– outubro de 2023;
                                                        • CCGS Groswater Bay – agosto de 2024;
                                                        • CCGS Mira Bay – setembro de 2025.

                                                        Para o Canadá, essa é uma iniciativa de sucesso. Segundo o governo, o projeto ajuda a reconstruir a indústria marítima do país, além de gerar empregos sustentáveis e, acima de tudo, “defender a soberania nacional e proteger os seus interesses no país e no exterior”.

                                                         

                                                        No entanto, eles não estão sozinhos com essa tecnologia: países como Reino Unido, França e Estados Unidos também possuem frotas composta por barcos auto-endireitáveis. Porém, nenhum deles ostentam um grupo tão novo quanto o do Canadá.

                                                         

                                                        Náutica Responde

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                                                          O Mubadala Brazil, time brasileiro no SailGP, chegará mais embalado do que nunca para a etapa histórica no Rio de Janeiro. A equipe verde e amarela encerrou neste domingo (1º) sua participação no KPMG Sydney Sail Grand Prix com o melhor desempenho da temporada 2026 até aqui, conquistando a 7ª colocação geral.

                                                          Nessa que foi a terceira etapa da temporada — a segunda na Austrália –, o Brasil conseguiu driblar os ventos leves, instáveis e altamente técnicos para conquistar bons resultados nas regatas e subir para a 11ª posição geral na classificação do campeonato.

                                                          Pouco vento, muita técnica

                                                          No sábado (28), sob cerca de 15 km/h de vento, o destaque ficou para a terceira regata do dia. Em uma chegada eletrizante, o Mubadala protagonizou uma ultrapassagem decisiva sobre o time britânico (Emirates Great Britain) nos momentos finais, garantindo a 4ª colocação — um dos melhores resultados da temporada até aqui. Nas demais corridas do dia, o time brasileiro terminou as regatas em 9º (regata 1), 6º (regata 2) e 9º (regata 4).

                                                          Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

                                                          Já no domingo (1º), com o vento ainda mais fraco — a cerca de 8 km/h — e barcos configurados para condições de pouco sopros, a equipe entregou seu desempenho mais sólido da etapa: foram dois 5º lugares nas regatas 5 e 6, com direito a uma ultrapassagem nos segundos finais contra o time australiano (Bonds Flying Roos). No entanto, o melhor resultado do dia veio na regata 7, com mais um 4º lugar.

                                                           

                                                           

                                                          Ver essa foto no Instagram

                                                           

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                                                          Tamanhas dificuldades — principalmente pela falta de vento — fizeram com que Martine Grael, capitã do Mudabala Brazil SailGP e primeira mulher a liderar um time na liga, ressaltasse o nível técnico da etapa de Sydney que, segundo ela, exigiu “muita paciência e leitura de raia”.

                                                          Conseguimos fazer boas largadas, evoluir ao longo das regatas e disputar posições importantes até o final. Essa foi nossa etapa mais consistente da temporada até aqui, e isso nos dá confiança para o que vem pela frente– afirmou Martine

                                                          Além de Martine no comando, o time conta ainda com os brasileiros Marco Grael, Mateus Isaac e Breno Kneipp como Grinders, o dinamarquês Rasmus Køstner como Flight Controller, o italiano Pietro Sibello como Wing Trimmer e os britânicos Paul Goodison (Estrategista), Richard Mason (Reserva) e Paul Brotherton (Coach).

                                                          Martine Grael lidera time brasileiro no SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

                                                          A vitória na etapa de Sydney ficou com os Estados Unidos (United States SailGP Team). A Grã-Bretanha (Emirates Great Britain) terminou na segunda colocação, enquanto a Espanha (Los Gallos) completou o pódio. Na tabela geral, a equipe britânica está em 1º, a australiana em 2º e a estadunidense em 3º.

                                                          Próximo destino: Rio de Janeiro!

                                                          Em ascensão após o 7º lugar na etapa de Sydney, melhor resultado do Mudabala Brazil em 2026 até o momento, a equipe brasileira chega embalada para o compromisso mais importante da temporada: o Enel Rio Sail Grande Prix, que está marcado para os dias 11 e 12 de abril, na Baía de Guanabara.

                                                          Foto: Gary Oakley / SailGP

                                                          A etapa, antes mesmo de começar, já pode ser considerada histórica. Afinal, essa será estreia do SailGP na América do Sul e a primeira vez que o Mudabala Brazil competirá em casa, diante de sua torcida e sob os braços do Cristo Redentor. Vale lembrar ainda que a etapa brasileira era para ter acontecido na temporada passada, mas foi cancelada.

                                                           

                                                          Os ingressos para o Enel Rio Sail Grand Prix já estão disponíveis.

                                                           

                                                          Náutica Responde

                                                          Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                            “Não espalha para não viralizar”. Em tempos digitais, essa frase é comum quando um destino remoto é divulgado nas redes sociais. Apesar disso, algo semelhante aconteceu ainda nos anos 2000, quando as redes sequer tinham essa importância. Foi através de um filme estrelado por Leonardo DiCaprio que a praia de Maya Bay, na ilha de Phi Phi Leh, no sul da Tailândia, viralizou — e nunca mais foi a mesma.

                                                            O cenário paradisíaco foi o escolhido para o filme A Praia (2000), baseado no livro homônimo de Alex Garland, que conta a história da busca de um mochileiro por uma praia secreta intocada pelo turismo, tal qual, fora das telas, era Maya Bay. Veja bem: era.

                                                            Leonardo DiCaprio em ‘A Praia’ (2000). Foto: 20th Century Fox / Reprodução

                                                            Depois do filme, o local passou a receber até mais de 3 mil turistas por dia, todos em busca do cenário deslumbrante de águas transparentes cercadas por enormes paredões de calcários e areias finas e branquinhas que viram nas telonas.

                                                             

                                                            Para se ter uma ideia, em 2008, cerca de 171 pessoas visitavam Maya Bay diariamente. Em 2017, esse número saltou para 3.520, tudo isso em cerca de 300 metros de faixa de areia.

                                                            Foto: Mumemories / Envato

                                                            No mar, os barcos eram tantos que precisavam fazer filas para ancorar nas águas azul-turquesa. O local foi de um destino remoto para um ponto extremamente badalado, onde relaxar era quase impossível. O resultado não podia ser outro: a natureza pediu socorro. A parte boa, é que as autoridades ouviram.

                                                             

                                                            Os recifes de corais presentes por ali foram os principais atingidos. Em 2018, estima-se que só as âncoras dos barcos tenham destruído 50% deles. Assim, o Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas da Tailândia convocou uma reunião de gestão de crise, que culminou no fechamento de Maya Bay para o turismo no mesmo ano.

                                                            Foto: NaturesCharm / Envato

                                                            Inicialmente, a ideia era que a praia ficasse fechada por apenas quatro meses, com restrições na água para a aproximação de embarcações — que só podiam ancorar a 300 metros de distância — e também na areia. Os danos, porém, eram maiores do que se imaginava, e a praia só foi reaberta novamente em 2022.

                                                             

                                                            Naquele ano, registros de câmeras subaquáticas mostraram que os animais voltaram a povoar a região: além de peixes e caranguejos, os cientistas registraram ainda a presença de uma população de cem tubarões-de-ponta-preta (Carcharhinus melanopterus), que eram apenas seis em meados de 2018.


                                                            Desde então, a praia passa por fechamentos temporários constantes, que visam, justamente, preservar a beleza natural e a vida marinha presente na praia paradisíaca. As interdições costumam acontecer normalmente em agosto e setembro, quando o volume de visitações aumenta — mas podem variar.

                                                            Foto: fokkebok / Envato

                                                            Nas redes sociais, turistas que visitaram o local recentemente relatam que existem restrições na ancoragem dos barcos, bem como um limite para entrar no mar, que geralmente considera a água até o joelho. Sendo assim, se Maya Bay, na ilha de Phi Phi Leh, estiver na sua lista de destinos para conhecer no mundo, procure saber, com antecedência, se ela estará aberta durante o seu período de visitação.

                                                             

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