Cientistas acham ilhas naufragadas que teriam inspirado lenda de Atlântida
Nas Ilhas Canárias, localizadas ao norte na Espanha, pesquisadores descobriram ilhas perdidas que afundaram no oceano há milhões de anos, com algumas delas ainda tendo praias intactas. Coincidentemente — ou não — , as características desses montes submarinos se assemelham à lendária civilização de Atlântida, descrita pelo histórico filósofo Platão.
Casa Branca flutuante: antigo iate presidencial dos EUA está disponível para aluguel
Oceanógrafos descobrem montes submarinos maior que 10 torres Eiffel empilhadas
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
Uma equipe de investigação coordenada pelo Instituo Geológico e Mineiro de Espanha (IGME-CSIC), foi responsável por descobrir três novos vulcões subaquáticos — com cerca de 31 quilômetros de diâmetro — agora inativos, com a base 2,3 km abaixo das superfície do oceano.


Os pesquisadores encontraram os vulcões em um monte submarino, que foi apelidado de Monte Los Atlantes, em homenagem à lendária civilização de Platão. Assim como na história do filósofo, este achado também já foi uma ilha antes de naufragar, e segue afundando até hoje.
Esta pode ser a origem da lenda de Atlântida– Luis Somoza, professor e pesquisador do IGME, á Live Science por e-mail
Segundo a lenda, Atlântida era uma sociedade muito avançada que existiu há cerca de 9 mil anos antes de Platão. Porém, pela imoralidade dos seus cidadãos, os deuses a castigaram com catástrofes e foi condenada a ficar para sempre submergida no oceano.
Entre a realidade e a ficção
As ilhas que podem ter inspirado a lenda de Atlântida foram encontradas enquanto os cientistas exploravam o leito marinho da costa leste de Lanzarote, a mais oriental das Ilhas Canárias. Com ajuda de um veículo operado remotamente (ROV), foi possível ter registros do monte, que estava entre 100m e 2.500m de profundidade.


De acordo com pesquisas anteriores, Los Atlantes teria sido uma série de ilhas durante o Eoceno (56 milhões a 34 milhões de anos atrás). Já que os vulcões pararam de entrar em erupção, a lava se solidificou e tornou a terra mais densa, fazendo com que elas afundassem no oceano — como em Atlântida.
Porém, algumas características permanecem, como as praias, falésias e dunas de areia — que ainda podem ser identificadas no cume plano do monte submarino, como disse Somoza à Live Science. Ele ainda acrescenta que a areia que agora cobre a rocha vulcânica teria sido depositada quando as ilhas estavam afundando ativamente.


Algumas das praias ficam a apenas 60 metros abaixo da superfície. Os vulcões hoje inativos teriam se tornado ilhas novamente durante a última Era Glacial, quando os níveis do mar eram muito mais baixos do que são hoje. Entretanto, quando ocorreu a elevação ao fim deste período, as “ilhas de Atlântida” afundaram novamente.
Essas ilhas poderiam, então, ser usadas para habitar a vida selvagem– Luis Somoza
O mergulho fez parte do projeto Atlantis do IGME-CSIC, que busca entender melhor a atividade vulcânica e hidrotermal subaquática na região. Agora, a equipe analisará as amostras coletadas do Monte Los Atlantes para datar as rochas vulcânicas.
Além disso, os cientistas visam identificar quando as ilhas começaram a afundar, segundo Somoza. Por fim, eles planejam retornar aos vulcões submarinos das Ilhas Canárias numa futura expedição em 2025.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Incorporada à Força em 24 de abril, embarcação carrega sistemas inteligentes, misseis, canhões e outros armamentos
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
Embarcação tem previsão de chegada a Salvador na segunda quinzena de maio. Ponte de 12,4 km de extensão é tida como a maior sobre lâmina d’água da América Latina
Embarcação de 464 pés atravessou rota bloqueada pelo Irã mesmo não sendo um navio cargueiro. Veja mais detalhes do barco!
Novo projeto pretende avaliar se a carne do animal é boa para consumo e envolver os pescadores no monitoramento dessa espécie

































































































































