Caixão com formato de barco? Conheça prática curiosa da cultura Xiaohe

Durante a Idade do Bronze, povo enigmático povoou a Bacia do Tarim, na China, e se destacava pelas práticas funerárias

Por: Nicole Leslie -
19/06/2025

Um recente estudo publicado na revista Asian Archaeology revelou novidades sobre a cultura Xiaohe, que viveu na Idade do Bronze — entre 3.300 a.C. e 1.200 a.C. O povo se diferencia na história pelas práticas funerárias bastante elaboradas, que resultaram em uma preservação tida como “extraordinária” pela ciência. Entre elas está o uso de um caixão em formato de barco.

A pesquisa foi assinada pelo arqueólogo suíço Gino Caspari. No artigo, ele contextualiza que as populações Xiaohe tinham hábitos de pastoreio, por isso o gado desempenhou um papel central na história deles.

Cemitério de Xiaohe. Foto: Wenying Li, Xinjiang Institute of Cultural Relics and Archaeolog / Reprodução

Essa importância se mostrou presente nos ritos funerários dos Xiaohe, onde peles de gado eram usadas para cobrir caixões em formato de barco e crânios bovinos pintados marcavam as cerimônias dos enterros. Mas outros detalhes também chamam atenção.

Caixão em forma de barco cruzavam mundos

Entre os achados mais fascinantes estão os chamados “barcos funerários”. Os corpos dos Xiaohe eram enterrados em caixões com formato de barcos pequenos, cuidadosamente posicionados de forma vertical.

Ilustração de um típico enterro em barco da cultura Xiaohe, com postes cerimoniais distintos fixados aos caixões. Foto: Anja Schorneck / Revista Asian Archaeology / Reprodução

Cada caixão em formato de barco era envolto em peles de gado e coberto com estacas de madeira pontiagudas — que chegavam a quase dois metros de altura. Para os pesquisadores, a simbologia sugere que os mortos embarcavam em uma jornada espiritual através de um rio ou lago metafórico.

 

A ideia de viagem para a vida após a morte revela uma dimensão cosmológica da cultura Xiaohe, que via a travessia como parte do processo de morte.

Bens funerários escavados no cemitério de Xiaohe. A: escultura de madeira escavada na camada superior de caixão Xiahoe. B: remo colocado em frente a sepultamento masculino. C: poste de madeira colocado em frente a sepultamento feminino. D: sepultamento que ilustra características típicas da cultura. E: vista lateral do cemitério Xiaohe, com marcadores de túmulos e cercas. Foto: Artigo As origens genômicas das múmias da Bacia do Tarim da Idade do Bronze / Nature / Reprodução

O cemitério no coração do deserto

O cemitério desse povo foi descoberto no início dos anos 1900 e, até hoje, cerca de 170 túmulos foram revelados. A região se assemelha a um monte que se espalha por 74 metros de comprimento e 35 de largura, atingindo sete metros de altura.


A combinação do clima árido e da construção meticulosa dos túmulos resultou em uma preservação impressionante dos corpos e dos objetos funerários. Ou seja: os tecidos, ossadas e elementos orgânicos se mantiveram bastante intactos.

Mistérios no deserto da Ásia Central

Apesar dos avanços nas escavações, muitos aspectos da origem e da identidade dos Xiaohe seguem desconhecidos. Os pesquisadores ainda não conseguem definir a genealogia desse povo, que aparenta ter sido relativamente isolado no contexto da Ásia Central pré-histórica.

Mapa dos túmulos escavados no setor sul do sítio Xiaohe; em vermelho, os enterros analisados no novo estudo. Foto: Revista Asian Archaeology / Reprodução

Caspari explica que a cultura Xiaohe representa um raro vislumbre das formas como grupos humanos reagiram às condições ambientais extremas com soluções culturais singulares, o que a torna uma peça única do quebra-cabeça arqueológico.

 

A riqueza simbólica dos túmulos somadas à preservação praticamente incomparável, alimentam debates entre arqueólogos e historiadores. Afinal, não é todo dia que se descobre um povo que transformava a morte em um ritual de travessia celeste, com caixões imitando barcos e bois como “guias”.

 

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    Tripulação do Endurance 64 encara o pior momento da viagem no 9º episódio da série

    Nas águas geladas da Antártica, saga em parceria com a Yanmar passa por contaminação no diesel, cratera vulcânica e mudança de rota

    Por: Nicole Leslie -
    18/06/2025

    O 9° episódio da série especial “Endurance 64: o veleiro polar” guarda o pior momento da viagem. Com estreia nesta quinta-feira (19), às 20h, no canal da NÁUTICA no YouTube, o episódio mostra fortes emoções da aventura registrada em solo (e mar) antártico, como a contaminação no diesel do motor, alterações de rota e a visita a uma cratera vulcânica inativa.

    Depois de finalmente atracarem na Antártica, a tripulação do veleiro Endurance 64 logo se viu diante de novos desafios. Ao deixarem a Estação Antártica Comandante Ferraz — a base brasileira no continente — o plano era seguir rumo à Deception Island (ou Ilha Decepção, em português), uma impressionante cratera vulcânica no arquipélago das Shetland do Sul.

    Um dos blocos de gelo desviados pelo Endurance 64 na navegação Antártica. Foto: Revista Náutica

    Mas no mar polar, o destino nunca é garantido. O trajeto é recheado de vida marinha e blocos de gelo de tamanhos imprevisíveis — motivo, inclusive, pelo qual o proeiro deve estar em alerta permanente para evitar colisões com animais ou obstáculos congelados.

     

     

    A Deception Island é um dos pontos mais curiosos da Antártica: é o interior de um antigo vulcão adormecido, em formato circular, acessível apenas por embarcações menores, como veleiros. Por isso a carta náutica da área é escassa em detalhes. Isso fez com que a tripulação se baseasse em mapas alternativos elaborados por tripulações de expedições anteriores para navegar por lá.

    Foto: Revista Náutica

    Apesar de conseguirem atracar na ilha, a navegação passou por momentos de tensão devido a uma séria contaminação no diesel, que fez o motor do veleiro parar. O problema envolveu muita tensão e exigiu respostas rápidas da equipe, que precisou de colaboração total.

    Contaminação no diesel do motor Yanmar fez tripulação alterar rotas para resolver o problema. Foto: Revista Náutica

    Com a situação controlada, o grupo mudou os planos e logo seguiu para a Base Melchior, estação de pesquisa argentina na Antártica. A troca de rota aconteceu a tempo de evitar o isolamento forçado, que seria causado por uma forte mudança climática que manteria a tripulação presa por pelo menos três dias em Deception.

    Equipe retirou várias garrafas de diesel do motor, até que fosse recolhido apenas o líquido descontaminado de água. Foto: Revista Náutica
    Garrafas com diesel contaminado foram armazenadas corretamente para descarte adequado. Foto: Revista Náutica

    O novo episódio mostra como cada decisão importa em uma expedição polar — e como o imprevisível também faz parte da jornada.


    As máquinas por trás da aventura à Antártica

    Com 64 pés de comprimento e casco de alumínio, o veleiro Endurance 64 abrigou por três meses  os navegadores desta expedição à Antártica, exibida na série do Canal Náutica.

    Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição
    Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal

    Projetado por Thierry Stump, um belga que adotou o Brasil como lar, e totalmente reformado no ano de 2021, o barco homenageia, com seu nome, a lendária embarcação Endurance, de Sir Ernest Shackleton — o mais famoso navegador apaixonado pela Antártica.

     

    Para garantir o sucesso da expedição polar que deu origem à nova série de NÁUTICA, o Endurance 64 recebeu o motor 4LHA-STP da Yanmar.

    Para série náutica de expedição à Antártica, o Veleiro Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar
    Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal

    Segundo a marca japonesa, o equipamento pode ser utilizado como reversor ou rabeta e ainda serve a alguns barcos de lazer — como lanchas de 36 pés com montagem de parelha.

     

    A parceria da tecnologia da Yanmar somada às expertises dos tripulantes permitiram que a viagem ao continente mais gelado do planeta fosse um sucesso. Você confere a saga completa de “Endurance 64: o veleiro polar” no Canal Náutica do YouTube. Inscreva-se e ative o sininho para não perder nenhum capítulo dessa emocionante expedição.

     

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      Distribuidora de nomes náuticos internacionais, Master Marine estará no Boat Show de Itajaí

      De 3 a 6 de julho, marca apresentará vasto leque de opções em sua loja, dentro do evento

      Embora o mercado náutico brasileiro esteja em constante expansão, o cenário internacional do setor ainda enche os olhos de muitos dos amantes da náutica — e a Master Marine, confirmada no Marina Itajaí Boat Show 2025, é uma das grandes responsáveis por atender essa demanda no Brasil.

      De 3 a 6 de julho, dentro do maior salão náutico do Sul do país, a empresa vai apresentar seu extenso portfólio como distribuidora de várias das mais importantes marcas do mundo náutico internacional, como Malibu Boats, Axis Wake, Grand Soleil, Fountane Pajot, Jeanneau, Dufour, Boston Whaler, Bavaria Yachts, Leopard, JBoats e Solaris.

      Estaremos com a nossa loja aberta para apresentar para cada um sua marca de interesse, de veleiros, barcos de wakeboard, Seabob…Vai ser uma grande festa!– destacou Jorge Camasmie, sócio-proprietário da Master Marine, à NÁUTICA

      Além de viabilizar o acesso aos barcos internacionais, a Master Marine afirma se preocupar em “prestar uma consultoria náutica e entender os reais anseios e necessidades dos clientes, para assim definir o produto ideal antes, durante e no pós-venda”.

      Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica

      Vale ressaltar que na edição de 2024 do Marina Itajaí Boat Show, a Master Marine possibilitou aos visitantes do evento a chance de conferir de perto o Modelo 170 Montauk, da norte-americana Boston Whaler, ao lado de brinquedos Seabob — embora ainda não tenha revelado o repertório deste ano.

      Marina Itajaí Boat Show 2025

      O maior evento náutico do Sul do Brasil está mais do que preparado para a sua terceira edição! Em Santa Catarina, o Marina Itajaí Boat Show 2025 promete reunir grandes marcas, as principais novidades em barcos, motores e equipamentos, além de muitas opções de entretenimento aos visitantes.

      Foto: Victor Santos/Revista Náutica

      Na edição de 2024, o Boat Show de Itajaí reuniu 70 marcas e contou com mais de 70 barcos em exposição — 50 deles atracados nas águas. De embarcações de entrada a iates de luxo, o evento ofereceu ampla diversidade de produtos e foi sucesso entre os visitantes, recebendo cerca de 20 mil pessoas.

       

      Anote aí!

      Quando: De 3 a 6 de julho de 2025
      Horário: Quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado, das 11h às 21h; domingo, das 11h às 20h.
      Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
      Mais informações: site do evento
      Ingressos: site oficial de vendas

       

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        Água doce no oceano: Cientistas partem para expedição internacional em busca de respostas

        Pesquisadores querem entender detalhes sobre aquíferos de água doce encontrados sob o mar

        Por: Nicole Leslie -

        Por mais improvável que pareça, há água doce dentro do oceano. A descoberta feita nos anos 1960 ainda intriga cientistas ao redor do mundo. E é justamente para desvendar os mistérios por trás desse fenômeno que uma nova expedição internacional partiu do porto de Bridgeport, nos Estados Unidos.

        A missão é liderada pelo Centro de Ciências Ambientais Marinhas da Universidade de Bremen, na Alemanha.

         

        A bordo do navio elevatório L/B Robert, a equipe de 41 pesquisadores de 13 nacionalidades zarpou, ainda em maio, com um objetivo claro: coletar amostras para testar diferentes hipóteses sobre a origem da água doce armazenada em aquíferos subterrâneos — tanto os da superfície quanto os que estão no fundo do mar.

        Foto: Nigentili / Envato

        Hipóteses em análise

        A pesquisa pretende confirmar ou refutar teorias que tentam explicar a presença da água doce no subsolo marinho. Entre elas, está a hipótese de que essas reservas foram carregadas por chuvas em períodos geológicos em que o nível do mar era cerca de 100 metros mais baixo do que é hoje. Outra teoria sugere que, durante eras glaciais, a água do degelo teria penetrado no solo e se alojado nos aquíferos hoje submersos.

         

        Apesar de esses depósitos estarem espalhados por diversas regiões do planeta — e alguns se estenderem por quilômetros da costa —, os cientistas afirmam que eles ainda são pouco explorados.


        O que os cientistas querem saber?

        A expedição marca apenas o início de um estudo de longo prazo. A previsão é que os pesquisadores retornem à terra firme em agosto deste ano e iniciem as análises laboratoriais a partir de janeiro de 2026, com previsão de duração de um ano. Entre as principais perguntas que o grupo espera responder estão:

        • Qual é a idade da água subterrânea encontrada e quando ela foi depositada?
        • Quanta água doce está armazenada nesses aquíferos?
        • Como ocorre a interação entre a água doce e a água salgada?
        • Que comunidades microbianas vivem nesses ambientes?
        • Quais fontes de carbono esses microrganismos utilizam?
        • Qual é o ciclo de nutrientes e energia nos sedimentos da plataforma continental?
        • E, por fim, como essas reservas podem influenciar as concentrações de carbono, metais e nutrientes nos oceanos?

        A missão científica pode não apenas revelar segredos do passado geológico da Terra, como também abrir caminhos para uma nova fronteira no conhecimento sobre os oceanos e os recursos hídricos do planeta.

         

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          Peixes dormem? Saiba o que diz a ciência

          Símbolos de cansaço também estão no fundo do mar — e a ciência está de olho neles

          Por: Nicole Leslie -

          Uma dúvida frequente — não apenas entre as crianças — é se os peixes dormem. Indo direto ao ponto: sim, eles dormem. Não exatamente da mesma forma que os mamíferos, mas também têm momentos de descanso. E há muitos outros aspectos interessantes sobre esse tema, que reunimos nesta reportagem.

          A verdade é que a ciência já não debate tanto se os peixes dormem, pois o consenso atual é que de fato eles repousam. As dúvidas agora giram em torno dos detalhes desse processo: como eles dormem, quais são as características do sono e que benefícios o descanso traz para esses animais.

          Peixe-zebra. Foto: Animalia / Reprodução

          Um estudo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, divulgado em 2019, mapeou o sono do peixe-zebra (Danio rerio) com uma técnica não invasiva. Os cientistas descobriram que esses animais apresentam dois tipos principais de sono, semelhantes aos observados em mamíferos — onde os seres humanos estão inclusos.

           

          A equipe identificou algo similar ao movimento rápido dos olhos que ocorre durante o sono humano. O REM — como é chamada a movimentação — é caracterizado por movimentos oculares rápidos e aleatórios com as pálpebras fechadas, quando há baixa atividade muscular e alta atividade cerebral.

           

          Além disso, os pesquisadores observaram outro tipo de sono, chamado de “sono de ondas propagantes”, influenciado pelo concentrador de melanina, um hormônio associado ao sono em mamíferos. Ou seja, os peixes podem ter muito mais em comum com nosso padrão de sono do que se imaginava.

          Foto: Licença Creative Commons / Igor Cristino Silva Cruz / Reprodução

          Outro estudo, também da Universidade de Stanford, conduzido pelo Departamento de Psiquiatria e Ciências Comportamentais, analisou o sono de diferentes espécies — incluindo vermes, moscas, peixes, pássaros e humanos — e concluiu que todos esses animais alternam entre sono e estado de vigília ao longo da vida.


          Em todos os casos estudados, dois fatores principais mostraram regular esse ciclo: o relógio biológico, que organiza o sono ao longo do dia, e a pressão do sono, que aumenta conforme o tempo acordado. Além disso, necessidades como fome, reprodução ou o risco de predadores também influenciam esse equilíbrio.

           

          A conclusão foi que os animais — onde os peixes estão inclusos — podem ajustar o sono dormindo menos ou de forma mais leve. A qualidade do sono, por sua vez, foi o foco de uma outra pesquisa, agora da Universidade Metropolitana de Osaka, no Japão.

          Peixe limpador (Labroidis dimidiatus). Foto: Licença Creative Commons / Karelj / Reprodução

          Nessa pesquisa, cientistas analisaram os efeitos da privação de sono em peixes limpadores, avaliando como isso afetaria a capacidade de aprendizado e memória. Nesse estudo, um grupo de peixes teve o sono interrompido com luz durante a noite, enquanto o outro pôde dormir normalmente.

           

          O estudo, publicado em março deste ano, avaliou que os peixes que dormiram mal tiveram mais dificuldade para aprender uma nova tarefa: demoraram mais e cometeram mais erros ao tentar encontrar comida.

          Foto: Envato / Kateryna_Maksymenko / Reprodução

          No entanto, quando todos os peixes voltaram a dormir normalmente e foram testados dias depois, ambos os grupos se saíram igualmente bem na tarefa — o que indica que a memória não foi tão afetada quanto o aprendizado inicial.

           

          Logo, o resultado concluiu que a falta de sono compromete o aprendizado em peixes. Os cientistas sugerem ainda que a relação entre sono e funções mentais pode ser antiga e comum a muitos vertebrados.

           

          A ciência continua investigando os detalhes, processos e curiosidades sobre o sono dos peixes e de outros animais. Mas, por enquanto, sabemos que apesar de tão diferentes, eles podem ter muito mais em comum conosco do que imaginamos.

           

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            Evolve Yachts apresentará nova lancha com flybridge no Boat Show de Itajaí

            Embarcação de 15,25 metros de comprimento chega como a maior do estaleiro. Evento acontece de 3 a 6 de julho

            17/06/2025

            Mais em casa do que nunca, a Evolve Yachts levará uma novidade fresquinha ao Marina Itajaí Boat Show 2025: a nova Evolve Titanium, lançamento do estaleiro catarinense.

            Segundo Ricardo Wilges, presidente da marca, a lancha chega como o maior barco da empresa, com 15,25 metros de comprimento (50 pés). De 3 a 6 de julho, o modelo poderá ser conferido de perto durante o salão náutico, em um ambiente totalmente integrado as águas.

            Evolve Titanium. Foto: Evolve Boats/ Divulgação

            A Evolve Titanium ostenta um flybridge com posto de comando, linhas esportivas, um convés de popa espaçoso com varandas laterais e uma cozinha integrada ao espaço gourmet. Logo, a lancha oferece uma ampla área para o convívio entre família e amigos.

            Evolve Titanium. Foto: Evolve Boats/ Divulgação

            A embarcação também conta com uma plataforma de popa submersível, dois banheiros e três cabines, sendo uma máster, localizada à meia-nau — que, segundo a Evolve, “aproveita ao máximo a boca do barco”. O modelo comporta até 16 passageiros durante o dia e seis no pernoite.

            Evolve Titanium. Foto: Evolve Boats/ Divulgação

            Em velocidade de cruzeiro, a embarcação alcança até 26 nós (aproximadamente 48 km/h) e chega, no máximo, a 33 nós (cerca de 61 km/h). O barco vem motorizado com dois motores de centro-rabeta de 480 hp.

            Evolve Titanium. Foto: Evolve Boats/ Divulgação

            Outro chamariz da Evolve é o poder de personalização do cliente, que permite aos proprietários maior autonomia na escolha de cores, detalhes e opções exclusivas.


            Marina Itajaí Boat Show 2025

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            Foto: Victor Santos/Revista Náutica

            Na edição de 2024, o Boat Show de Itajaí reuniu 70 marcas e contou com mais de 70 barcos em exposição — 50 deles atracados nas águas. De embarcações de entrada a iates de luxo, o evento ofereceu ampla diversidade de produtos e foi sucesso entre os visitantes, recebendo cerca de 20 mil pessoas.

             

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            Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
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            Ingressos: site oficial de vendas

             

            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

             

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              Polvo ganha “9º braço” após disputa; estudo mostra como novo membro toma consciência

              Pesquisa analisou o processo de adaptação do animal a partir da captura de 24 vídeos e quase 6 mil fotos

              Os polvos têm uma conhecida capacidade de regeneração de seus tentáculos, que “nascem” novamente após serem feridos. Contudo, por vezes esses membros se partem em dois, dando ao animal um “9° braço”. Nesses casos, ainda era um mistério para os cientistas como o novo tentáculo ganha consciência e como o animal se adapta a ele — mas um novo estudo parece ter desvendado esse enigma.

              Um polvo-comum (Octopus vulgaris) jovem, que vive na ilha de Ibiza, na Espanha, sofreu ferimentos em seus tentáculos após uma provável disputa contra um predador. Como o esperado, os “braços” se regeneraram. Um deles, contudo, acabou se partindo ao meio nesse processo, dando ao animal dois novos tentáculos menores.

               

              Para estudar como esses novos órgãos tomam consciência e como o polvo se adapta a eles, pesquisadores observaram o animal em detalhes, a partir da captura de 24 vídeos e quase 6 mil fotos. Os resultados foram compartilhados na revista Animals.

              Imagem do estudo mostra a terminologia dos tentáculos, com os novos membros destacados em laranja. Foto: Reprodução

              A princípio, os estudiosos observaram que o polvo não fazia o uso dos novos tentáculos, especialmente em situações de risco, provavelmente como uma resposta pós-traumática à lembrança da dor. Ao invés disso, o animal optava por enrolar os membros sob o corpo, ou realizar outros comportamentos não agressivos.

               

              Aqui, vale ressaltar que os tentáculos dos polvos podem tomar decisões de forma independente do cérebro, atuando como sistemas nervosos descentralizados. É como se cada tentáculo possuísse seu próprio conjunto de neurônios e sensores, permitindo reações naturais a estímulos ambientais, sem um comando direto do cérebro.


              Com o passar do tempo, os especialistas puderam notar que os braços divididos foram assumindo tarefas mais perigosas ao passo que ficavam mais fortes, como sondar e envolver objetos, ou até mesmo atacar presas.

               

              Esse processo revela que as ações independentes dos tentáculos se estendem também aos braços bipartidos, que vão tomando forma conforme o animal vai se recuperando das lesões sofridas, atribuindo ao “novo braço”, também, novas funções.

               

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                Passeio grátis de barco e mais! Dinamarca dá “mimos” a turistas sustentáveis

                Programa de recompensas CopenPay tem benefícios como tour em barco elétrico e desconto em safári de focas

                Em Copenhague, capital da Dinamarca, turistas com ações ecologicamente sustentáveis — como chegar a um destino de bicicleta — conseguem garantir uma série de benefícios, que vão desde entradas gratuitas em museus até descontos para um “safári de observação de focas”. As recompensas são da iniciativa “CopenPay”, que começa em 17 de junho e segue até 17 de agosto.

                Conhecida como a “cidade mais feliz do mundo”, Copenhague é um destino vibrante dentro da Dinamarca, onde seus habitantes trabalham menos e socializam mais. Além de requisitada, a cidade oferece bons projetos a quem a escolhe como destino, a exemplo do CopenPay, que visa recompensar os visitantes por fazerem escolhas mais conscientes.

                Foto: Medialensking / Envato

                Chegar no canal de Nyhavn de bicicleta, por exemplo, resulta em uma programação que inclui mergulho, música e café grátis — tudo pelo hotel Kanalhuset, que soma 4,8 de 5 estrelas nas avaliações do Google Maps. Mas esse ainda está longe de ser o ponto alto dos benefícios por ações sustentáveis em Copenhague.

                 

                Quem for até o aquário de Øresundsakvariet de transporte público garante 20% de desconto na entrada da atração, ou 10% OFF em safáris para observar botos e focas — basta apresentar a passagem de trem ou ônibus.

                Foto: CopenPay / Divulgação

                As idas até a agência de viagens Stromma Danmark a pé, de bicicleta ou de transporte público resultam em um passeio gratuito de 70 minutos em um dos canais da cidade, a bordo de um barco movido a energia elétrica. O passeio conta com guias em inglês e dinamarquês, sendo que a oferta é válida para a partida às 10h15 nos dias 16, 23 e 30 de julho.

                Foto: CopenPay / Divulgação

                Bebidas, sobremesas, almoços, excursões, experiências culturais e até minutos grátis em alugueis de bicicleta — meio de locomoção tradicional em Copenhague — são algumas outras recompensas oferecidas pelo CopenPay. As ações sustentáveis incluem ainda ajudar na manutenção da cidade, trabalhar em uma horta urbana, trocar o avião pelo trem e passar mais de quatro dias no destino.


                A ideia da iniciativa, criada pela Wonderful Copenhague (organização oficial de turismo de Copenhague) é “inspirar e incentivar os viajantes, além de conscientizar sobre as escolhas que fazemos ao viajar”.

                Queremos recompensar os visitantes por fazerem escolhas mais conscientes ao viajar– destaca o CopenPay

                A comprovação das ações que geram benefícios são, de forma geral, baseadas na confiança, em linha com a cultura da Dinamarca — conforme observado pela PEW Research. Para algumas delas, no entanto, como no caso do uso de transporte público para locomoção, as passagens podem ser apresentadas como comprovante.

                 

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                  Armatti & Fishing reserva dois lançamentos para o Boat Show de Itajaí; conheça os modelos

                  Novidades terão condições especiais para negociações fechadas no evento, que acontece de 3 a 6 de julho

                  Por: Nicole Leslie -

                  O grupo Armatti & Fishing marcará presença no Marina Itajaí Boat Show 2025 com quatro embarcações, sendo duas delas lançamentos. Os modelos apresentados têm 31, 34, 35 e 40 pés — e os estreantes contarão com condições especiais para negociações fechadas durante o evento. O salão náutico acontece de 3 a 6 de julho, em Santa Catarina.

                  Esses lançamentos acompanham o início do verão no hemisfério norte, período estratégico para o mercado global– destaca Fernando Assinato, CEO da Armatti Yachts

                  O primeiro lançamento é a Armatti 400 Sport Coupé, desenvolvida para unir conforto, espaço e sofisticação. Com 40 pés e 3,25 metros de largura, a lancha impressiona pela integração entre os ambientes e pelas duas cabines totalmente fechadas, incluindo uma demi-suíte (banheiro com duas portas que permite o acesso a partir de dois quartos diferentes) posicionada na meia-nau.

                  Armatti 400 Sport Coupé. Foto: Armatti Yachts / Divulgação

                  O layout interno do barco contempla sala de estar, banheiro com box fechado e um quarto privativo com sofá, baú lateral, cama espaçosa e pé-direito próximo a dois metros. Especialmente durante o Boat Show de Itajaí, a Armatti 400 Sport Coupé será oferecida a partir de R$ 2 milhões.

                   

                  Como se um lançamento já não bastasse, a marca também apresenta a nova Armatti 310 Spyder, agora com 31 pés — um pé a mais que o modelo anterior da linha. O crescimento segue uma tendência de mercado observada pelo estaleiro, que tem boa parte dos seus clientes residindo no exterior.


                  Apesar das melhorias em funcionalidade e espaço em todos os ambientes, a lancha preserva características marcantes da versão anterior, como o espaço gourmet na popa, mobiliário em materiais nobres e banheiro com privada elétrica. Ainda não foram divulgadas imagens deste lançamento, mas o estaleiro confirmou que o modelo 310 Spyder será vendido a partir de R$ 1 milhão durante o salão náutico.

                   

                  O mesmo estaleiro também levará ao evento a Armatti 340 Solarium, lançada em 2024. Embora já conhecida, essa será sua estreia oficial no Sul do Brasil. O destaque do modelo está na arquitetura inteligente, que privilegia a circulação fluida, soluções de armazenamento e áreas versáteis para lazer e descanso a bordo.

                  Armatti 340 Solarium. Foto: Armatti Yachts / Divulgação

                  Por fim, a lancha Fishing 350 Saint Tropez chega para completar o portfólio do grupo. Com 35 pés, o modelo se apresenta como a “opção ideal” para quem é apaixonado por esportes aquáticos, mas não abre mão do conforto na navegação — e de convidados a bordo.

                  Fishing 350 Saint Tropez. Foto: Fishing Raptor / Reprodução

                  A embarcação cabinada acomoda até 12 pessoas durante o dia, com espaços ideais para banhos de sol no solário e refeições ao ar livre, tanto na praça de popa quanto na área central de comando. Para pernoite, o barco oferece acomodação para até quatro passageiros.

                   

                  Na parte interna, a Fishing 350 Saint Tropez conta com uma cabine à meia-nau equipada com cama de casal e sofá, que pode ser convertido em mais uma cama de casal. O espaço interno abriga ainda uma cozinha funcional e um banheiro fechado.

                  Marina Itajaí Boat Show 2025

                  O maior evento náutico do Sul do Brasil está mais do que preparado para a sua terceira edição! Em Santa Catarina, o Marina Itajaí Boat Show 2025 promete reunir grandes marcas, as principais novidades em barcos, motores e equipamentos, além de muitas opções de entretenimento aos visitantes.

                  Foto: Victor Santos/Revista Náutica

                  Na edição de 2024, o Boat Show de Itajaí reuniu 70 marcas e contou com mais de 70 barcos em exposição — 50 deles atracados nas águas. De embarcações de entrada a iates de luxo, o evento ofereceu ampla diversidade de produtos e foi sucesso entre os visitantes, recebendo cerca de 20 mil pessoas.

                   

                  Anote aí!

                  Quando: De 3 a 6 de julho de 2025
                  Horário: Quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado, das 11h às 21h; domingo, das 11h às 20h.
                  Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
                  Mais informações: site do evento
                  Ingressos: site oficial de vendas

                   

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                    Barco compartilhado: Flip Boat Club agora tem cotas de lanchas em seu portfólio

                    Já consolidada com veleiros, empresa agora oferece lanchas da Sessa Marine e Mestra Boats. Confira benefícios da modalidade

                    16/06/2025

                    “Viabilizar a experiência náutica para todos e torná-la ainda mais fascinante”. Essa é a premissa da Flip Boat Club, que há três anos leva ao mercado um conceito já difundido mundialmente: a multipropriedade de barcos. Já consolidada no setor com veleiros, a modalidade na Flip Boat passou a atender também quem prefere as lanchas, graças a parcerias com a Mestra Boats e a Regatta Yachts — dealer da Sessa Marine.

                    Na multipropriedade da Flip, quatro, seis ou até oito pessoas — a depender do tipo de embarcação — compartilham a posse e o uso de um mesmo barco, dividindo custos como manutenção, marina e seguro.

                     

                    “É um formato inteligente de se ter uma embarcação, tendo em vista os elevados custos e a ociosidade que o sistema tradicional de se ter um barco gera”, explicou Othon Barcellos, CEO da empresa, em entrevista à NÁUTICA.

                    As pessoas acabam usando o barco muito menos do que a possibilidade que a embarcação permite– ressaltou Barcellos

                    O baixo uso, somado aos custos que um barco traz, faz com que muitos desistam de entrar no universo náutico.

                     

                    Por outro lado, quem embarca no sistema de compartilhamento da Flip Boat Club conta com uma estrutura que cuida de tudo: limpeza, abastecimento, documentação e suporte técnico — ou seja, a experiência de um barco próprio, sem as preocupações da propriedade tradicional.

                    Mestra 352 HT é um dos modelos da Mestra Boats já disponíveis par cota. Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica

                    Atualmente, a Flip já soma mais de 160 cotistas, além de bases em Salvador (BA), Angra dos Reis (RJ), Paraty (RJ), Ubatuba (SP), Guarujá (SP), Itajaí (SC) e Florianópolis (SC). Tudo isso em três anos, tempo em que a empresa consolidou seus processos, inclusive com agentes regionais em todas as bases.

                    Tudo isso nos preparou para entrar no mercado de barcos a motor– revelou Othon em entrevista no Estúdio NÁUTICA

                    Expansão para as lanchas tem parceiros de peso

                    A expansão da multipropriedade da Flip para as lanchas foi inevitável. Além do pedido de clientes, o mercado atualmente tem uma maior procura pelas lanchas do que pelos veleiros.

                    Marcello Galvão Bueno, da Regatta Yachts, e Othon Barcellos, CEO da Flip Boat Club, em entrevista durante o Rio Boat Show 2025. Foto: Revista Náutica

                    Sendo assim, já com bases estruturadas e um sistema consolidado, a marca apostou em nomes de ponta do setor para expandir o seu conceito de compartilhamento aos barcos a motor: Marcello Galvão Bueno, da Regatta Yachts, master dealer da Sessa Marine; José Eduardo Cury, o Zé da Mestra, presidente da Mestra Boats; e Guilherme Kodja, consultor náutico.

                    Temos barcos muito completos, porque a Mestra tem embarcações de 19 a 35 pés e a Sessa, de 36 até 60 pés”. São barcos para todas as situações– destacou Othon

                    Entre os modelos de lanchas já disponíveis na plataforma da Flip Boat Club estão: Sessa F48, Sessa C40, Sessa C36, Mestra 352 HT, Mestra 322 e Mestra 292.

                    Conheça os benefícios da multipropriedade com a Flip Boat Club

                    Cotas

                    Os barcos da Flip Boat Club são divididos em quatro cotas, para lanchas da Sessa Marine; seis cotas, para lanchas da Mestra Boats; ou oito cotas, no caso dos veleiros. O uso entre os proprietários, por sua vez, fica dividido entre 45, 60 ou 90 dias por ano. Cada proprietário pode ter até duas cotas no mesmo barco ou ainda cotas diversas em várias embarcações, de variadas localidades.

                     

                    Assim, de acordo com a empresa, o cotista pode navegar em diferentes regiões onde é a base dos barcos em que possui cotas.

                    Sessa F48 é uma das opções oferecidas em cotas na Flip Boat Club. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                    Economia na aquisição e na manutenção do barco

                    Todos os custos, como seguro, manutenção, marina e o valor do próprio barco, são pagos de forma proporcional à quantidade de uso de cada cotista.

                    Propriedade compartilhada, uso exclusivo

                    Apesar da propriedade ser compartilhada, durante o período vigente do multiproprietário o uso é 100% exclusivo daquele cotista.

                    Barco pronto para sair

                    Na data escolhida para usar a embarcação, o multiproprietário encontra o barco limpo, de enxoval montado e revisado por uma equipe de especialistas experientes para a viagem.

                    Reservas facilitadas por app

                    A Flip Boat Club possui um aplicativo com acesso exclusivo aos cotistas. Através dele, é possível consultar datas disponíveis para reservas e realizá-las de forma online, na hora.

                    Possibilidade de venda da cota

                    Assim como qualquer patrimônio, na Flip o multiproprietário pode, a qualquer momento, vender sua cota, contando com o apoio da empresa para a realização de trâmites como definição do valor e oferta aos cotistas/mercado.

                    Troca do barco

                    No caso das lanchas, nova modalidade da Flip Boat Club, os cotistas adquirem barcos novos, com garantia dos estaleiros. Assim, o grupo pode fazer a renovação da embarcação, pagando a diferença do custo do barco, de acordo com a tabela das fabricantes.

                     

                    Essa troca parte de tempos mínimos de uso da embarcação atual: 3 anos em lanchas da Mestra e 500 horas em embarcações da Sessa.

                    Mais que um serviço, uma comunidade

                    Uma das premissas da Flip Boat Club é inserir seus clientes em uma comunidade — que, inclusive, é carinhosamente chamada de “Flipers”.

                    Foto: Flip Boat Club / Divulgação

                    Os multiproprietários participam de viagens para o avistamento de baleias, expedições internacionais, marcam presença em regatas importantes — como a Semana de Vela de Ilhabela e Refeno — e têm acesso a clínicas de navegação.

                     

                     

                    “Não é só oferecer a cota de um barco, mas trazer as pessoas para uma comunidade, que oferece experiências e a oportunidade de fazer parte de um grupo”, destacou o CEO.

                    Foto: Flip Boat Club / Divulgação

                     

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                      Teste Triton 410 HT: cabinada versátil na motorização traz tendências que agradam

                      Embarcação carrega estilo atraente e preza pelo conforto em família, com direito a teto solar e dois camarotes

                      Estar atento às tendências do mercado é uma das tarefas que um estaleiro deve manter para não ficar para trás. E nisso a paranaense Triton Yatchs não dá margem para comentários. Foi incentivado pelas principais tendências que o estaleiro lançou, durante o São Paulo Boat Show 2023, a Triton 410 HT, uma lancha que logo caiu no gosto dos clientes.

                      Motivos para já começar popular não faltaram: a lancha tem 12,60 m de comprimento (41,3 pés), um bom padrão de laminação, estilo atraente e interior amplo e bem iluminado. Ideal para quem busca uma cabinada com teto solar para dois casais mais um solteiro em pernoite.

                       

                      Com o modelo, o estaleiro ampliou sua linha de lanchas de 23 a 52 pés — números que o colocam em destaque entre os fabricantes nacionais. Assista ao Teste NÁUTICA:

                       

                       

                       

                      Antes de embarcar, a Triton 410 HT chama atenção pelo design: suas linhas impressionam positivamente mesmo quem não têm familiaridade com lanchas cabinadas. Tudo parece harmônico e equilibrado. A superestrutura é compacta e tem entradas de ar para os motores quem lembram guelras de tubarão — o que agrega pontos ao visual elegante.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      Grandes janelas laterais de vidro, um igualmente amplo para-brisa e o teto solar elétrico (daí a sigla HT, abreviatura do inglês hard-top) marcam a casaria dessa que é a quarta maior lancha do estaleiro. Como era de se imaginar, o barco oferece uma generosa iluminação natural para os ocupantes no salão.

                       

                      Acima da 410 HT estão: Triton 44 Flyer e as vesões flybridge e hard-top dos modelos Triton 470 e Triton 52.

                      Teste da Triton 410 HT

                      Um dos destaques está na proa que, apesar de lançada, é larga junto ao convés, o que resulta em aumento do volume interno. Uma das novidades nessa área foi a instalação de um sofá de dois lugares na frente do solário (que é duplo, com encostos reclináveis).

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      Há também um banco de madeira sextavado no bico de proa. Com tudo isso, a área se transforma em um pequeno lounge, onde até seis pessoas podem se acomodar e interagir de uma maneira relaxada, protegidas por um guarda-mancebo de bom tamanho, feito de aço inox.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      No cockpit, a bombordo, paralelo ao caprichado posto de comando com banco duplo, foi instalado sobre um grande móvel de fibra uma espécie espreguiçadeira. Embora ocupe um bom espaço no salão e destoe um pouco do arranjo geral do ambiente, ele serve para aumentar o pé-direito do único banheiro da lancha, no convés inferior, que chega a 1,89 m de altura na entrada.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      No salão, a altura varia entre 1,79 m junto à porta entrada e 1,90 m. Tem um sofá em L a boreste para três ou quatro pessoas, com mesa de centro e outro sofá menor a bombordo, este para duas pessoas. Opcional no salão, o ar-condicionado é uma boa pedida para os dias quentes do verão.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      O posto de comando, com 1,70 m de pé-direito, está equipado com poltronas individuais para o condutor e um acompanhante. Um monitor multifunção de 12 polegadas com GPS e sonda ocupa o centro do painel, mas há espaço para outro monitor do mesmo porte, se o proprietário optar por instrumentação totalmente digital. Timão, manetes e botões de controle da parte elétrica estão à mão do condutor.

                       

                      A visibilidade do piloto para a proa é boa, desde que os encostos dos solários estejam abaixados e que nenhuma defensa esteja em pé nos respectivos suportes embutidos no guarda-mancebo na proa. O guarda-mancebo, junto as bochechas da lancha, é um lugar prático para deixar as defensas — mas não com o barco navegando.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      Entre o salão e a parte traseira da lancha há uma porta dobradiça de vidro com estrutura de inox, com lâminas distribuídas para os dois bordos, para não prejudicar o equilíbrio do casco.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      Na praça de popa, com 1,20 m de comprimento, o sofá em L com mesa no centro acomoda até quatro pessoas nas refeições ao ar livre. Um armário do tipo cristaleira para guardar copos e taças e outro para proteger a chave geral e a tomada de cais completam o ambiente.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      A plataforma de popa, com 1,81 m de comprimento e espaço gourmet, é fixa. Na unidade testada por NÁUTICA, estava revestida com EVA (item opcional, mas altamente recomendado tanto pela estética quanto pela praticidade que oferece, pois evita escorregões e é fácil de manter). No espaço gourmet, a churrasqueira a carvão é opcional, assim como a churrasqueira elétrica.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      Homologado para até 14 pessoas, o convés superior não é tão grande, embora seja fluido e bastante confortável. Em compensação, o convés interior da Triton 410 HT é espaçoso, encaixando-se como uma luva nas necessidades de uma família que procura uma lancha propícia a viagens curtas de fim de semana, com pernoites confortáveis para até cinco pessoas.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      A cabine, com altura máxima de 2,05 metros, tem um camarote fechado na proa, com 1,74 m de pé-direito na entrada e cama de casal a boreste. Também há outro camarote aberto (com fechamento opcional) na meia-nau, com cama para acomodar duas pessoas e, claro, com pé-direito menor (apenas 0,85 m), já que este ambiente fica debaixo do convés do salão.

                       

                      Na sala, o sofá longo para quatro pessoas pode ser convertido em uma cama de solteiro. Com isso, cinco pessoas podem dormir a bordo.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      O banheiro tem box fechado (0,84 m x 1,05 m) independente com 1,78 m de altura e vigia com abertura para entrada de ar. O acabamento, porém, é um pouco simples, ao menos na unidade testada por NÁUTICA, na qual o proprietário optou por deixar o piso na fibra, em vez de revesti-lo com EVA.

                       

                      Na cozinha, há gavetas e armários para guardar utensílios e mantimentos, um fogão elétrico por indução de duas bocas (na unidade testada por NÁUTICA faltaram as travas para as panelas não saírem do lugar devido ao balanço natural do barco na água), um micro-ondas de 28 litros e uma geladeira náutica de 12 V e 70 litros da Elber, equipamento resistente e durável, ideal para ser usado a bordo.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      A cabine vem de fábrica com ar-condicionado de 16 mil BTU, bem como sensor de monóxido de carbono. A luz natural ilumina o ambiente tanto pelo para-brisa quanto pelas janelas laterais. Ainda assim, sentimos falta de vigias nos camarotes e na sala.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      No compartimento dos motores, também conhecido como “casa das máquinas”, o pé-direito é de 0,67 m. Aprovamos o espaço para fazer a manutenção de rotina nos motores e a qualidade geral da montagem, com cabeamento elétrico e a rede hidráulica bem organizados. Uma manta acústica ajudaria a reduzir o nível de ruído, que não chegou a ser alto neste barco.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      Extintor de incêndio com acionamento manual é item de série. Os tanques de combustível, porém, poderiam ser de metal, alumínio ou aço inox, em vez de polietileno, como é o caso. Não que seja proibido usar tanques de plásticos apropriados à gasolina em lanchas no Brasil, mas os tanques metálicos são mais resistentes e podem ser certificados.

                      Navegação da Triton 410 HT

                      Hora de acelerar? Sim! Mas antes, é necessário ressaltar a versatilidade dessa lancha na motorização, que pode ser diesel ou gasolina, de popa ou centro-rabeta.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      Entre as várias versões, a Triton 410 HT pode ser equipada com dois motores a gasolina V8 da Mercury de 380 hp cada, configuração que agrada quem deseja economizar um pouco no custo final e não faz questão de longa autonomia — foi essa a versão utilizada na unidade testada por NÁUTICA.

                       

                      Especialmente para navegar em grandes represas, proprietários de lanchas procuram cada vez mais embarcações movidas à gasolina, mesmo na faixa dos 40 pés de comprimento. No mar, para este tamanho de barco, a maioria ainda prefere os motores diesel, embora os a gasolina estejam cada vez mais presentes em água salgada.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      Navegamos com a 410 HT no grande reservatório de Promissão, perto da cidade de Sales, no noroeste de São Paulo. Na manhã do dia do teste, ventos com rajadas na casa dos 18 km/h (10 nós) geraram ondas baixas e curtas, na superfície geralmente tranquila dessa represa, o que nos obrigou a reduzir um pouco a velocidade.

                       

                      Mas nada que comprometesse a capacidade do casco de cortar ondas, mesmo quando encaramos as vagas de proa. Para sorte do teste, logo os ventos amainaram. Foi quando fizemos as medições a cada 500 rpm, a partir de 2500 rpm, regime no qual a lancha com os dois musculosos motores de centro-rabeta V8 a gasolina de 380 hp cada já estava planando.


                      A faixa ideal para navegar com este conjunto casco-motor, em termos de autonomia, é entre 3.500 e 4.000 rpm, com velocidades entre 21,7 e 28,5 nós e alcance de até 184 milhas (341 km) em águas calmas, sem vento, com os tanques cheios e com a lancha à meia carga.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      A 5100 giros, a velocidade máxima foi de 38,5 nós, com aceleração até os 20 nós de 10 segundos — números que agradam tratando-se de uma lancha de passeio cabinada na faixa dos 40 pés, e que permitem desempenho com certa esportividade.

                       

                      Vale saber que neste conjunto é preciso manter as rabetas sempre abaixadas e usar bastante os flapes, 100% do curso até os 4.000 rpm, para abaixar mais a proa e, assim, obter o melhor rendimento. Alguns barcos precisam mais dos flapes que outros, lembrando que esses dispositivos são itens de série nesta lancha — o que é bom.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      Com boa entrega em relação ao preço de venda, a partir de R$ 2,2 milhões, a Triton Yachts é um estaleiro que costuma cativar seus clientes. Por isso é comum ver proprietários de lanchas mudando de um modelo menor para um maior, para não sair da marca.

                       

                      Na versão testada por NÁUTICA (com motorização a gasolina e vários equipamentos opcionais), o preço estimado é de R$ 2,5 milhões. A avaliação foi feita com dois motores de centro-rabeta a gasolina Mercury 8.2 Mag de 380 hp cada, ar-condicionado 16 mil BTU e gerador Netuno 6,2kVA.

                      Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                      Enfim, é uma lancha bonita, moderna e desejada, que atesta a evolução contínua do estaleiro paranaense, fundado em 1984, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, que já conta com cerca de 2 mil lanchas entregues. A dica é: acostume-se com a Triton 410 HT, pois ela se tornará frequente em nossas águas.

                      Saiba tudo sobre a Triton 410 HT

                      Pontos altos

                      Preço atraente;
                      Estilo atraente;
                      Veloz com motor a gasolina;

                      Pontos baixos

                      Tanques de combustível de plástico;
                      Ausência de trava para panelas no fogão;
                      Faltam vigias nos camarotes.

                      Características técnicas

                      • Comprimento máximo: 12,60 m (41,3 pés);
                      • Boca: 3,70 m;
                      • Calado com propulsão: 1,10 m;
                      • Ângulo do V na popa: 17 graus;
                      • Borda-livre na proa: 1,39 m;
                      • Borda-livre na popa: 1,00 m;
                      • Peso: 9.500 kg;
                      • Tanques de combustível: 1050 litros;
                      • Tanque de água: 450 litros;
                      • Capacidade (dia): 14 pessoas;
                      • Capacidade (noite): 5 pessoas;
                      • Motorização: popa ou centro-rabeta;
                      • Potência: 2x 320 a 400 hp (centro-rabeta) / 2 x popa de 400 hp cada ou 3 x popa 300 hp cada.
                      Foto: Revista Náutica

                       

                       

                      Náutica Responde

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                        Vinagre nas praias da Austrália? Entenda o motivo por trás da estratégia

                        Governo australiano mantém postos com vinagre espalhados pelas praias para uso emergencial

                        Por: Nicole Leslie -

                        Um fator inusitado — ao menos para nós, brasileiros — que acontece na Austrália tem chamado atenção na internet. O governo local mantém postos com vinagre espalhados pelas praias como uma estratégia de saúde para uso emergencial.

                        Embora pareça um tanto exótico, o motivo por trás da medida é simples: oferecer um método de primeiros socorros para casos de queimaduras causadas por animais marinhos.

                        Carukia barnesi, popularmente conhecida como irukandji ou vespa-marinha, tem tentáculos que chegam a 75 cm de comprimento. Foto: Licença Creative Commons / Animalia / Reprodução

                        De acordo com o conselho de saúde australiano, os principais causadores desses acidentes são águas-vivas. Algumas espécies extremamente venenosas, como a vespa-do-mar (Chironex fleckeri) e a irukandji (Carukia barnesi), são comuns na costa norte do país.

                         

                        Os postos com vinagre, portanto, servem para socorrer vítimas desses animais, já que o líquido contém ácido acético, que é capaz de neutralizar o veneno — potencialmente fatal — desses organismos.

                        Ponto com vinagre em Trinity Park, na Austrália. Foto: Kerry Raymond / Wikimedia Commons / Reprodução

                        Ao ter contato com uma água-viva ou medusa-do-mar — seja na Austrália ou em qualquer outro lugar —, a orientação é retirar os tentáculos da pele e despejar vinagre sobre a área afetada por pelo menos 30 segundos. Caso não haja fácil acesso ao produto, o indicado é lavar com água do mar.

                         

                        As autoridades alertam sobre a importância de não utilizar álcool, água doce ou quaisquer outras substâncias, que podem intensificar a dor e agravar a reação. Entenda mais sobre o que fazer em caso de queimadura por água-viva.


                        Entre os sintomas mais comuns estão dor intensa no local da picada, nas costas, cabeça, músculos, peito e/ou abdômen, convulsões, dificuldades respiratórias, parada cardíaca, sudorese, náuseas e ansiedade. Por isso, é fundamental acionar os serviços de emergência. Na Austrália, o telefone é 000; no Brasil, o Corpo de Bombeiros pode ser chamado pelo 193.

                        Austrália e animais perigosos

                        Conhecida mundialmente por sua fauna tão exótica quanto perigosa, a Austrália investe fortemente na conscientização da população sobre primeiros socorros em casos de acidentes com animais marinhos.

                         

                        No portal do Conselho de Saúde Australiano, é possível encontrar um glossário com as principais orientações para esse tipo de situação. Além das águas-vivas, há instruções específicas para acidentes com polvos, cobras, peixes, conchas, ouriços e esponjas.

                         

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                          Estudo aponta que cordilheira subterrânea pode ter surgido há mais de 500 milhões de anos, durante a formação do supercontinente Gondwana

                          Por: Nicole Leslie -

                          Por baixo de todo o gelo, a Antártica esconde montanhas, vales, colinas, cordilheiras e planícies. Muitas dessas formações seguem como grandes mistérios para a ciência, que busca compreender como surgiram. Nesse contexto, um estudo publicado na revista Earth and Planetary Science Letters avançou ao propor uma origem para uma cadeia de montanhas oculta sob o gelo antártico, formada há mais de 500 milhões de anos.

                          Mas antes dos resultados, é importante entender o cenário geológico. O estudo destaca que a Antártica possui diversas estruturas rochosas abaixo de quilômetros de gelo, que não podem ser explicadas por colisões entre as placas tectônicas atualmente conhecidas. Isso porque a Antártica Oriental permanece em uma região tectonicamente estável há milhões de anos

                           

                          Ainda assim, os pesquisadores sugerem que a cadeia montanhosa subterrânea se originou a partir da colisão das placas que formaram o supercontinente Gondwana, há mais de 700 milhões de anos. As montanhas Gamburtsev, consideradas um dos maiores enigmas geológicos do continente, são um exemplo marcante. Essa cordilheira permanece oculta sob a mais espessa camada de gelo da Antártica Oriental.

                          Imagem de radar mostra a cordilheira Gamburtsev sob camadas de gelo. Foto: Universidade da Tasmânia / Reprodução

                          A explicação científica

                          Segundo o estudo, as montanhas Gamburtsev teriam se formado durante a união das placas tectônicas que deram origem a Gondwana — supercontinente que incluía as atuais África, América do Sul, Austrália, Índia e Antártica.

                          Formação de montanhas faz com que rochas profundas da crosta se deformem, dobrem e derretam parcialmente. Foto: Jacqueline Halpin / Universidade da Tasmânia / Reprodução

                          Os cientistas explicam que o impacto tectônico foi tão intenso que gerou um fluxo significativo de rochas quentes e derretidas nas profundezas da crosta. Com o espessamento e aquecimento dessa crosta, ela começou a ceder sob seu próprio peso.

                           

                          Esse processo desencadeou o chamado espalhamento gravitacional, em que rochas quentes fluem lateralmente, como pasta de dente sendo espremida de um tubo. Esse movimento causou o colapso parcial das montanhas e formou uma espessa “raiz” da crosta que se estendeu para dentro do manto terrestre — estrutura que hoje repousa sob quilômetros de gelo.


                          A pesquisa foi realizada por cientistas da Escola de Ciências Naturais da Universidade Macquarie, em colaboração com o Instituto de Estudos Marinhos e Antárticos e o Centro Australiano de Excelência em Ciência Antártica, ambos vinculados à Universidade da Tasmânia.

                          Como a pesquisa foi feita?

                          Uma publicação da Universidade da Tasmânia detalha que a equipe reconstruiu a história da formação das montanhas com base na análise de zircões — minerais que funcionam como pequenos “relógios geológicos”.

                          Estudo revela como se formaram montanhas escondidas sob o gelo da Antártica. Foto: Envato / Mint_Images

                          Esses cristais contêm traços de urânio que se transformam lentamente em chumbo a uma taxa conhecida, permitindo determinar com precisão a idade das amostras. Com base nessas análises, os pesquisadores identificaram eventos que moldaram a crosta terrestre, considerando tanto a localização quanto a idade dos zircões.

                          Mapa da topografia (a) e da elevação da superfície (b) da Antártica, medido em metros acima do nível do mar; (c) mostra a espessura do gelo em metros. Foto: Universidade da Tasmânia / Reprodução

                          O estudo divide a crosta da Antártica em duas camadas principais: infraestrutura e superestrutura. A infraestrutura é mais profunda, quente e deformada; a superestrutura, mais superficial, fria e rígida.

                           

                          A pesquisa aponta que as montanhas Gamburtsev começaram a crescer há cerca de 650 milhões de anos, atingiram altitudes semelhantes às do Himalaia por volta de 580 milhões de anos atrás e passaram por um colapso térmico que terminou há cerca de 500 milhões de anos.

                           

                          Embora muitos segredos da geologia antártica ainda permaneçam, o estudo mostra que alguns dos mistérios mais profundos começam, enfim, a ser revelados.

                           

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                            Navegar não precisa ser difícil — e para facilitar a vida a bordo, a Volvo Penta conta com um amplo portfólio de produtos tecnológicos. Alguns deles serão apresentados no Marina Itajaí Boat Show 2025, maior salão náutico do Sul do país, que acontece de 3 a 6 de julho, em Santa Catarina.

                            Especialista em soluções para energia, com motores, propulsores e outros equipamentos tecnológicos para embarcações, a Volvo Penta se destaca pela filosofia “easy boating“, que busca tornar a navegação mais acessível e agradável por meio de uma tecnologia inovadora, de designs intuitivos. Os recursos e sistemas visam simplificar o manuseio, a navegação e a operação geral do barco.

                            Motor IPS da Volvo Penta, no estande da empresa no Marina Itajaí Boat Show 2025. Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica

                            Essa cultura pode ser vista em produtos como o Volvo Penta IPS, lançado pela primeira vez no setor em 2005. O Inboard Performance System (IPS) é um conjunto de tecnologias que inclui motores, hélices e controles eletrônicos integrados para proporcionar uma experiência de navegação otimizada, principalmente no consumo do barco.

                            Simulador de atracação da Volvo, durante o Marina Itajaí Boat Show 2024. Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica

                            Para dar um gostinho de como seus produtos facilitam a vida a bordo, a Volvo costuma apresentar nos salões náuticos em que participa um simulador de atracação interativo, em que os visitantes podem experimentar um dos sistemas da marca — vale ressaltar, portanto, que a empresa ainda não revelou o que apresentará no Boat Show de Itajaí.

                             

                            De qualquer forma, por lá, os visitantes do estande poderão tirar suas dúvidas sobre os equipamentos da marca e conhecer de perto o catálogo da empresa, ao lado de especialistas da Volvo Penta.


                            Marina Itajaí Boat Show 2025

                            O maior evento náutico do Sul do Brasil está mais do que preparado para a sua terceira edição! Em Santa Catarina, o Marina Itajaí Boat Show 2025 promete reunir grandes marcas, as principais novidades em barcos, motores e equipamentos, além de muitas opções de entretenimento aos visitantes.

                            Foto: Victor Santos/Revista Náutica

                            Na edição de 2024, o Boat Show de Itajaí reuniu 70 marcas e contou com mais de 70 barcos em exposição — 50 deles atracados nas águas. De embarcações de entrada a iates de luxo, o evento ofereceu ampla diversidade de produtos e foi sucesso entre os visitantes, recebendo cerca de 20 mil pessoas.

                             

                            Anote aí!

                            Quando: De 3 a 6 de julho de 2025
                            Horário: Quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado, das 11h às 21h; domingo, das 11h às 20h.
                            Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
                            Mais informações: site do evento
                            Ingressos: site oficial de vendas

                             

                            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                             

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                              Maior suíte de cruzeiro do mundo, com tudo incluso, tem diárias a partir de R$ 145 mil

                              Espaço luxuoso fica a bordo do navio Seven Seas Prestige, que estreia cruzeiro em dezembro de 2026

                              Por: Nicole Leslie -

                              A disputa pelo trono do luxo em alto-mar está cada vez mais acirrada. Na categoria de maior suíte em cruzeiro com tudo incluso, o título pertence ao Seven Seas Prestige, navio que terá diárias a partir de R$ 145 mil na suíte Skyview Regent.

                              A maior suíte com tudo incluído já construída em um cruzeiro de ultra luxo foi resultado de um projeto da Regent Seven Seas Cruises, que dedicou impressionantes 817 m², distribuídos em dois andares, para estabelecer um novo patamar de sofisticação sobre as águas.

                              Foto: Regent Seven Seas Cruises / Reprodução

                              O Seven Seas Prestige, navio que abriga essa joia flutuante e deveras luxuosa, fará sua estreia em dezembro de 2026.

                              Um novo capítulo para suítes de luxo nos mares

                              Com tarifas a partir de R$ 145 mil por noite, a suíte Skyview Regent oferece uma experiência inigualável — e nem poderia ser diferente. A suíte acomoda até seis hóspedes com exclusividade, combinando design refinado, conforto extremo e uma gama de serviços personalizados que transformam a estadia em um retiro sobre o oceano.

                              Foto: Regent Seven Seas Cruises / Reprodução

                              Logo na entrada, os hóspedes são recebidos por um foyer com elementos esculturais. No piso inferior, destacam-se a ampla sala de jantar com biblioteca integrada e um bar com vista para o mar. No andar superior, a suíte principal exibe uma cama com vista panorâmica do oceano, um closet no maior estilo boutique e um banheiro inspirado em spas, com direito a banheira esculpida à mão, pias duplas, chuveiro espaçoso e sauna privativa.

                              Foto: Regent Seven Seas Cruises / Reprodução
                              Foto: Regent Seven Seas Cruises / Reprodução

                              O espaço ainda inclui uma varanda de 344 m², outros dois quartos com dois banheiros, lavabo, sala de estar com bar integrado, sala de jantar, academia privativa, sala de massagem e até mesmo um elevador interno. Um verdadeiro imóvel de luxo flutuante, com design pensado pelo Studio DADO, que apostou em tons neutros e detalhes artesanais para um toque elegante.

                              Foto: Regent Seven Seas Cruises / Reprodução

                              A experiência na maior suíte de luxo com tudo incluso em cruzeiro é elevada por um mordomo exclusivo, artigos de banho de grife, cardápio de travesseiros e toalhas, serviço de engraxate, lavanderia e consumo ilimitado de champagne Dom Pérignon, conhaque Louis XIII e caviar. Veja prévia da suíte Skyview Regent:

                               

                               

                              Para completar, os hóspedes têm acesso ao restaurante The Study, com espaço exclusivo de até 12 convidados. E em cada porto, contam com carro privativo, motorista e guia para experiências personalizadas em terra firme.

                              Foto: Regent Seven Seas Cruises / Reprodução

                              Um navio de nova geração

                              O Seven Seas Prestige é o primeiro navio de uma nova classe da Regent em dez anos. Com 77 mil toneladas e capacidade para 822 passageiros, a embarcação oferece uma das maiores proporções de espaço e tripulação por hóspede do setor: são 630 tripulantes, o que equivale a um membro da equipe para cada 1,31 viajante.

                              Todas as doze categorias de suítes do navio contam com varanda privativa. Os espaços públicos incluem ambientes sofisticados como o Starlight Atrium e o Galileo’s Bar, além de Wi-Fi via Starlink, entretenimento ao vivo e lavanderia com serviço de entrega.

                              Viagem inaugural à altura do requinte

                              O cruzeiro inaugural do Seven Seas Prestige parte de Barcelona, no dia 13 de dezembro de 2026, com destino a Miami após duas semanas de navegação. O itinerário inclui paradas em Málaga, Madeira, Tortola e nas Ilhas Virgens Britânicas, além de até 38 passeios em terra incluídos.

                              Vista do pátio central do navio. Foto: Regent Seven Seas Cruises / Reprodução

                              A temporada inaugural contempla 13 cruzeiros pelo Caribe e Europa, com viagens de 10 a 15 noites. Entre os destaques, estão travessias pelo Canal do Panamá, pernoites em Lisboa, Londres e Bordeaux, e escalas em paraísos como Aruba, Curaçao, Bonaire, Santa Lúcia e St. Maarten. Para enfatizar a imersão cultural, os roteiros incluem ampla variedade de atividades guiadas em terra firme.

                               

                              As reservas para a temporada inaugural do Seven Seas Prestige estarão disponíveis a partir de 25 de junho, pelo site oficial da empresa. Com a chegada desse gigante do luxo, a Regent reafirma sua posição de liderança em um mercado onde o requinte não é apenas um detalhe — é a essência da viagem.

                               

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                                Mergulhadora fez raro registro do acasalamento de cavalos-marinhos-barrigudos, quando a fêmea transfere seus óvulos para o macho. Assista!

                                15/06/2025

                                Muito se fala sobre a “gravidez” masculina dos cavalos-marinhos — mas pouco sobre como ela se dá. Essa explicação recentemente viralizou na internet, com direito a um raro registro feito pela mergulhadora Emily May, sob o Píer Rye, na Austrália. No vídeo, o que parece um beijo apaixonado é, na verdade, o processo de acasalamento que resultará no início da “gravidez” de um macho.

                                O “beijo” é protagonizado por dois cavalos-marinhos-barrigudos (Hippocampus abdominalis), uma fêmea e um macho, que vivem um verdadeiro “flerte” antes da consolidação do acasalamento. Veja:

                                 

                                 

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                                Uma publicação partilhada por Emily May (@emilymaydive)

                                Isso porque a fêmea parece fugir enquanto o macho infla sua barriga para conquistá-la. Quando os dois finalmente se encontram, o resultado é o tão esperado “beijo”. Contudo, o que realmente acontece é muito mais complexo do que parece.

                                Foi o momento mais lindo que eu vi debaixo d’água– destacou a mergulhadora

                                Quando os corpos dos cavalos-marinhos se alinham, o que de fato ocorre é a transferência de óvulos da fêmea para a bolsa incubadora o macho. Ainda no vídeo, é possível perceber que o animal se debate após recebê-los. Trata-se do processo feito para estimular a fecundação a partir do contato dos gametas femininos recém-introduzidos com os espermatozoides masculinos.


                                Daí em diante, os embriões se desenvolvem no interior da bolsa incubadora do macho, por um período de aproximadamente 30 dias. Os cavalos-marinhos caracterizam-se por serem os únicos animais conhecidos com uma “gravidez” masculina, conforme especialistas da Universidade de Sydney.

                                O cavalo-marinho-barrigudo

                                Os cavalos-marinhos-barrigudos têm como principal característica o abdômen saliente, que torna o nome autoexplicativo. A espécie é uma das maiores em meio aos cavalos-marinhos, podendo atingir até 35 centímetros de comprimento. Típicos da Austrália e da Nova Zelândia, esses animais são bons nadadores, capazes de viajar por longas distâncias.

                                Foto: Flickr / John Turnbull / Reprodução

                                Após receber os ovos na bolsa abdominal, o macho os fecunda e os protege até depois do nascimento. Diferente de outras espécies, é ele quem cuida dos filhotes, mantendo-os na bolsa até que estejam suficientemente desenvolvidos para desbravarem o mundo — ou as águas.

                                 

                                A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) detalha que as ninhadas costumam ser compostas por cerca de 240 a pouco menos de 300 indivíduos – embora relatos indiquem que, em cativeiro, os “partos” podem expelir mais de mil animaizinhos.

                                 

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                                  200 mil barris radioativos afundados no oceano ao longo de 40 anos serão analisados

                                  Missão NODSSUM será a 1ª investigação científica em larga escala a estudar efeitos dos dejetos lançados ao mar

                                  14/06/2025

                                  Em meio à crise climática atual, seria impensável escolher o oceano como o melhor lugar para descartar barris carregados de materiais radioativos. Mas entre 1946 e 1990, o raciocínio foi outro. Países europeus como Reino Unido e França escolheram as águas do Atlântico Norte para afundar, deliberadamente, mais de 200 mil tambores do material que, agora, quase 80 anos depois, será analisado.

                                  A “Missão NODSSUM”, liderada pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS) e parceiros como Ifremer e a Nuclear Safety and Radiation Protection Authority (ASNR), será a primeira investigação científica em larga escala a estudar os efeitos do afundamento radioativo. O estudo está previsto para começar neste sábado (15).

                                  Por que barris radioativos foram despejados no oceano?

                                  Até que mudanças normativas — incluindo a Convenção de Londres — fossem instauradas e proibissem a prática, por volta de 1990, despejar materiais radioativos nas águas do Atlântico Norte era comum entre países europeus, como França, Reino Unido e Bélgica.

                                   

                                  Isso porque, naquela época, acreditava-se que os planaltos abissais eram regiões “sem vida” e isoladas. Logo, seriam ideais para o descarte de “lixo perigoso sem risco aparente”. Foi assim que, ao longo de quase 80 anos, materiais de laboratório, luvas e amostras contaminadas foram alocados em barris e despejados deliberadamente no fundo do mar.

                                  Imagem meramente ilustrativa de barris com material radioativo. Foto: Envato / maxxyustas / Reprodução

                                  Quais os riscos desses materiais

                                  Estima-se que os barris radioativos resultaram em cerca de 36 petabecqueréis (PBq) de radioatividade — menos de 1% da radiação liberada no desastre de Chernobyl, por exemplo, que liberou cerca de 5.200 PBq.

                                   

                                  A maioria dos isótopos (variações de um mesmo elemento químico) de meia-vida curta já decaiu, embora elementos persistentes (como plutônio e trítio), que podem permanecer por décadas ou séculos, ainda existam.


                                  Por isso, os principais pontos de atenção são a corrosão dos barris, que podem potencializar vazamentos; o acúmulo de radionuclídeos em sedimentos e organismos; e a possível contaminação da cadeia alimentar marinha, que pode afetar a pesca e ecossistemas profundos.

                                   

                                  É aí que entra a missão NODSSUM. Atualmente a mais de 4 mil metros de profundidade, os barris radioativos, inicialmente, não devem ser trazidos à superfície. Ao invés disso, o submarino robótico UlyX, capaz de operar a 6 mil metros de profundidade, vai sobrevoar os materiais a partir de um sonar e câmeras, visando captar imagens e mapear o terreno.

                                   

                                  Amostras de água, sedimento e vida marinha também serão coletados para analisar os possíveis impactos dos resíduos. Uma segunda expedição, prevista para 2026, planeja usar veículos tripulados ou robôs com braços mecânicos para examinar os barris radioativos mais de perto.

                                   

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                                    Brasil prevê alta na exportação de barcos em 2025, com EUA como principal destino

                                    Dados da Receita Federal e do ComexStat ainda apontam crescimento nas exportações para países como Austrália e França

                                    13/06/2025

                                    No primeiro semestre de 2025, o Brasil já exportou 559 barcos, o que equivale a cerca de 50% do total exportado em todo o ano de 2024. O número aponta para uma estabilidade no mercado, embora a expectativa seja de uma crescente no segundo semestre, fruto da qualidade da indústria náutica brasileira, que tem despertado, cada vez mais, a aprovação do público internacional.

                                    É o que sugere Eduardo Colunna, presidente da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar). Para ele, os outros países vêm, sistematicamente, demonstrando confiança nos produtos produzidos em solo nacional.

                                    O percentual de exportação da produção nacional vem crescendo nos últimos anos. Alguns estaleiros já possuem um significativo percentual exportado e o potencial de crescimento vem se confirmando– detalhou Colunna

                                    Foto: Sandsun / Envato

                                    É o caso do estaleiro catarinense Schaefer Yachts, que tem nos Estados Unidos o seu principal mercado fora do Brasil. Em entrevista exclusiva à NÁUTICA no mês de maio, Pedro Odílio, CEO do estaleiro, revelou que a Schaefer está cada vez mais expandindo suas vendas a “nível mundo”.

                                     

                                    “Estamos bastante centrados nos EUA, Equador, Porto Rico, Paraguai, Uruguai, Caribe e até a Austrália é uma grande consumidora dos nossos barcos”, detalhou Odílio.

                                    Fechamos o ano de 2024 com 40% do nosso valor de venda exportado– Pedro Odílio, CEO da Schaefer Yachts

                                    As exportações para os Estados Unidos têm um grande peso para o Brasil, uma vez que o país protagoniza o papel de principal comprador de barcos fabricados em solo brasileiro.

                                     

                                    Os dados da Receita Federal e do Comex Stat revelam que, em todo o ano de 2024, mais de 1.110 barcos brasileiros foram exportados, sendo as águas norte-americanas as responsáveis por 60,10% do valor total arrecadado. Já no primeiro semestre deste ano, os EUA somam 68,01% da totalidade.


                                    A Itália chega logo na sequência tanto em 2024, quanto em 2025 — com 20,82% e 7,99%, respectivamente.

                                     

                                    Países como Austrália e França, por outro lado, vêm numa crescente. As águas francesas, que não somaram valor significativo em exportações brasileiras em 2024, neste ano já somam 6,85% do total arrecadado, enquanto na Austrália o número saltou de 1,05% para 6,03%.

                                    A Austrália provavelmente está desenvolvendo um novo mercado, pois tem um número de unidades que deve crescer– explicou Colunna

                                    Enquanto os EUA se sobressaem em valor exportado, o Uruguai desponta como o país que mais importou barcos fabricados no Brasil em 2024, com 364 unidades (31,69% do total) — para os EUA foram 157 unidades (14,6%).

                                     

                                    De janeiro a junho de 2025 quem assume esse papel é a Grécia, com 190 unidades. Apesar disso, o número soma apenas 0,01% do valor total arrecadado, o que, assim como no caso do Uruguai, mostra a diferença no perfil das embarcações adquiridas, uma vez que nesta conta entram também modelos menos refinados, como as canoas.

                                    Ranking dos 10 países que mais importaram barcos brasileiros em 2024

                                      1. Uruguai, com 354;
                                      2. Chile, com 184;
                                      3. Estados Unidos, com 157;
                                      4. Espanha, com 133;
                                      5. Reino Unido, com 58;
                                      6. Guiana, com 48;
                                      7. Paraguai, com 41;
                                      8. Argentina, com 31;
                                      9. Colômbia, com 30;
                                      10. Portugal, com 17.

                                     

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                                      Conheça a história do Rio Finke, considerado o mais antigo do mundo

                                      Rio intermitente fica na Austrália e pode ter entre 350 e 400 milhões de anos

                                      Por: Nicole Leslie -

                                      Mais antigo do que muitas formações geológicas do planeta, o Rio Finke, na Austrália, possui uma história estimada entre 350 e 400 milhões de anos. Por isso — e por não haver registros de um rio mais antigo até o momento — ele é considerado o sistema fluvial mais antigo do mundo.

                                      Atualmente, a nascente do Finke fica nas Montanhas MacDonnell, ao norte australiano, e o rio traça um curso de aproximadamente 640 km até o Lago Eyre, no sul do país.

                                      Mapa mostra rio Finke (à esq) terminando próximo ao Lago Eyke (Lake Eyre), ao sul da Austrália. Foto: Kmusser / Wikimedia Commons / Reprodução

                                      Apesar do trajeto mapeado, o Finke é um rio intermitente: durante boa parte do ano, permanece seco, com leito de cascalho e areia visíveis. No entanto, quando chove, ele volta temporariamente à vida.

                                      Imagem do Rio Finker em trecho seco. Foto: Menphrad / Wikimedia Commons / GFDL / Reprodução

                                      A origem exata do Rio Finke ainda não é cientificamente determinada, mas há uma lenda indígena que ajuda a explicar seu surgimento. Segundo a mitologia, o rio teria sido formado pelo movimento da Serpente Arco-Íris — figura mítica da cultura local — , que partiu do Lago Eyre em direção ao norte, traçando o curso do Finke.


                                      Como se define a idade de um rio?

                                      A idade de um rio, ou sistema fluvial, não costuma ser exata, mas estimada com base em indícios geológicos. Entre os principais critérios estão o tipo e a composição das rochas do leito, os níveis de erosão presentes ao longo do curso, a profundidade das escavações naturais e os registros sedimentares.

                                       

                                      Estudos indicam que o Rio Finke já existia antes mesmo do levantamento das montanhas que hoje o cercam, o que reforça sua antiguidade. Outros rios antigos também disputam o título de mais antigos do mundo, como o rio Meuse, na Europa, datado de cerca de 320 milhões de anos, e o New River, nos Estados Unidos, estimado em 300 milhões de anos.

                                       

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                                        Kate Middleton se desculpa após vencer Princípe William em regata e vídeo viraliza; veja

                                        Evento que resultou em desculpas reais aconteceu em 2014, mas voltou a ganhar espaço na internet mais de uma década depois

                                        Por: Nicole Leslie -

                                        Um vídeo que mostra Kate Middleton se desculpando — com bom humor — ao Príncipe William voltou a circular com força nas redes sociais. A cena aconteceu em 11 de abril de 2014, depois que Kate venceu o marido em uma regata disputada na Nova Zelândia.

                                        O registro tem sido amplamente compartilhado por perfis nas redes e já soma centenas de milhares de visualizações. Nas imagens, é possível ver Kate se aproximando de William e dizendo, com tom irônico, “I’m sorry” (“me desculpe”, em inglês). Assista:

                                         

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                                        O episódio ocorreu na Bacia do Viaduto, em Auckland, durante a visita oficial do casal ao país. Na ocasião, Kate e William competiram em veleiros rivais da America’s Cup, acompanhados por atletas profissionais do Team New Zealand.

                                         

                                        Apesar de o Príncipe William ter mais experiência em navegação, foi Kate quem cruzou a linha de chegada primeiro — ultrapassando, inclusive, o próprio marido.

                                        Família Real e a paixão pelo mar

                                        Foi a bordo do veleiro Bloodhound que Philip, avô de William, desenvolveu ainda mais a sua paixão pelo mar. Ao lado do projetista e velejador Uffa Fox, ele chegou até mesmo a participar da Cowes Week, uma das maiores e mais antigas regatas do mundo, em agosto de 1962.

                                        Príncipe Philip e tripulação, em junho de 1966. Foto: Magnussen, Friedrich / Wikimedia Commons / Reprodução

                                        O veleiro Bloodhound ainda serviu de escola para outros jovens membros da realeza, como o Príncipe Charles e a Princesa Anne.

                                         

                                        Já a Rainha Elizabeth, quem viabilizou a “brincadeira”, pouco aproveitou esse veleiro real. O que se escuta é que ela navegou apenas uma vez, porque ficava mais à vontade, mesmo, era convés do Britannia, outro veleiro da família, adquirido em 1954 — e que permaneceu com ela por 40 anos.


                                        Ao longo dos anos, o casal William e Kate se enfrentou em várias disputas realizadas em eventos oficiais da Coroa, inclusive de categorias diferentes, como dragon boat — barcos em forma de dragão, originários da China.

                                        Foto: Royal.Uk/ Divulgação

                                        Kate Middleton chegou a remar com a tripulação de um barco do Round The World Challenge (desafio ao redor do mundo, na tradução livre para o português) durante o ano sabático entre o ensino médio e a faculdade. Além disso, ela não desperdiçou as oportunidades que teve para mostrar suas habilidades à frente das embarcações.

                                         

                                        Em 2022, Kate embarcou em um dos veleiros da equipe do Reino Unido durante a etapa de Plymouth (na Inglaterra) do SailGP, competição cheia de adrenalina em que veleiros com hidrofólio parecem voar sobre as águas.

                                         

                                         

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                                          Oceano global escureceu 21% nos últimos 20 anos, aponta estudo

                                          Animais que precisam de luz disputam recursos; escoamento agrícola e grandes volumes de chuvas estão entre as causas

                                          Mais de 75 milhões de km² do oceano global escureceram nas últimas duas décadas. O número, que corresponde a 21% da água salgada que cobre quase toda a Terra, foi levantado em um estudo conduzido pela Universidade de Plymouth, na Inglaterra, publicado no final de maio na revista Global Change Biology.

                                          Conforme explica a pesquisa, o escurecimento do oceano está ligado a mudanças nas propriedades ópticas da água, que reduzem a zona fótica, camada onde vive 90% da vida marinha e que varia conforme a área do oceano.

                                           

                                          Essa região é mais superficial justamente para permitir a entrada de luz solar ou lunar para que processos biológicos que são guiados por essa iluminação possam acontecer, a exemplo da fotossíntese.

                                           

                                          A falta de luz afeta diretamente a sobrevivência dos animais que dela dependem, como os copépodes Calanus (pequenos crustáceos marinhos do oceano Atlântico, importantes na cadeia alimentar) que, na falta de iluminação, têm de migrar para camadas mais superficiais e, assim, passam a disputar recursos.

                                          O oceano global escureceu. E qual é a causa?

                                          Entre os principais motivos apontados pelo estudo da Universidade de Plymouth para o escurecimento do oceano estão o escoamento agrícola, o aumento das chuvas e as mudanças na temperatura da superfície do mar.

                                           

                                          Tratam-se de fatores que contribuem para o acúmulo de nutrientes, sedimentos e matéria orgânica nas águas costeiras, o que interfere na penetração da luz solar e lunar.

                                          Mapa-múndi mostra mudanças nas zonas fóticas globais entre 2003 e 2022. Os vermelhos indicam regiões onde os oceanos estão ficando mais escuros, enquanto os azuis mostram regiões onde os oceanos estão ficando mais claros. Brancos apontam onde não houve mudança significativa no período. Foto: Universidade de Plymouth / Divulgação

                                          Já em áreas de mar aberto, o aumento da temperatura da água altera a dinâmica do plâncton e da proliferação de algas, o que também reduz a clareza da água e, consequentemente, a profundidade da zona fótica.

                                           

                                          Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores combinaram dados de satélite com modelagem numérica, além de informações do Ocean Colour Web, da NASA — uma plataforma que mede a cor do oceano em pixels de 9 km. Um algoritmo específico ainda pôde estimar a profundidade da zona fótica ao longo do tempo.


                                          O estudo contou também com modelos de irradiação solar e lunar, responsáveis por permitir avaliar como a entrada de luz no oceano mudou nas últimas duas décadas, tanto de dia quanto à noite.

                                           

                                          Para se ter uma ideia, uma área com mais de 32 milhões km², representando 9% do oceano, teve uma redução de mais de 50 metros da zona fótica. Ao mesmo tempo, em 2,6% da área oceânica ocorreu a diminuição da camada superficial em mais de 100 metros.

                                           

                                          Por outro lado, parte das águas têm ficado mais claras nos últimos 20 anos: cerca de 10%, o que corresponde a mais de 37 milhões de km².

                                           

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                                            Do que se alimentavam os megalodontes? Estudo inédito aponta nova descoberta

                                            A partir do dente do animal, pesquisa indica que dieta de mais de 100 mil kcal não se baseava apenas em grandes baleias

                                            Há cerca de 20 milhões de anos, um tubarão que podia atingir até 24 metros de comprimento, com dentes do tamanho de mãos humanas, habitava os oceanos da Terra. Conhecido como megalodonte (Otodus megalodon), essa figura que já protagonizou filmes no cinema era também o principal predador dos mares. Seus hábitos alimentares foram alvo de um estudo inédito, que trouxe revelações.

                                            No topo da cadeia alimentar daquela época, acreditava-se que o megalodonte se alimentava majoritariamente de baleias para manter a dieta de nada menos que 100 mil kcal por dia. Os dados de um artigo publicado na revista científica Earth and Planetary Science Letters, contudo, revelam que o cardápio era mais diversificado do que se imaginava.

                                            Análise partiu dos dentes do animal

                                            Uma vez que sua estrutura esquelética cartilaginosa não tenha favorecido a preservação ao longo do tempo, quase tudo o que se sabe sobre os megalodontes foi a partir das análises de sua dentição — e nesse estudo não foi diferente.

                                            Jeremy McCormack, coautor do estudo, com um dente fossilizado de megalodonte. Foto: Uwe Dettmar para a Universidade Goethe / Reprodução

                                            Dentes de depósitos fósseis nas cidades de Sigmaringen e Passau, ambas na Alemanha, foram estudados a partir de um método diferente: com base no conteúdo mineral, levando em conta a proporção de isótopos de zinco (Zn-66 e Zn-64) na dentição do megalodonte.

                                             

                                            Isso porque pesquisas anteriores já haviam mostrado que animais que comem mais carne absorvem mais do isótopo zinco-64 do que do zinco-66. Assim, quanto mais alto um animal está na cadeia alimentar, menor é a proporção de zinco-66 em relação ao zinco-64 nos seus dentes. Essa relação permite estimar o quão carnívoro um animal é e, portanto, sua posição na cadeia alimentar.

                                            Foto: Uwe Dettmar para a Universidade Goethe / Reprodução

                                            “Como não sabemos qual era a proporção dos dois isótopos de zinco na base da pirâmide alimentar naquela época, comparamos os dentes de várias espécies de tubarão pré-históricas e atuais entre si e com outras espécies animais”, explicou Jeremy McCormack, coautor do estudo, em comunicado.

                                            Isso nos permitiu ter uma ideia da relação predador-presa há 18 milhões de anos– destacou

                                            Como esperado, essa análise colocou o megalodonte no topo da cadeia alimentar, mas com uma surpresa: os dados mostraram que a espécie também se alimentava de animais de níveis mais baixos da cadeia, já que não houveram grandes diferenças entre o gigante e os animais abaixo dele.


                                            Isso indica um comportamento alimentar generalista, similar ao do tubarão-branco moderno, que tem na dieta qualquer animal que esteja disponível no ambiente — indo de outros peixes até alguns mamíferos.

                                             

                                            “Acreditamos que o megalodonte era flexível o suficiente para se alimentar de mamíferos marinhos e peixes grandes, tanto do topo da pirâmide alimentar quanto dos níveis mais baixos, dependendo da disponibilidade”, explica McCormack. Essa descoberta lança luz sobre a ideia de que os grandes tubarões se concentravam em mamíferos marinhos — que, agora, precisa ser revista.

                                            Isso nos oferece percepções importantes sobre como as comunidades marinhas mudaram ao longo do tempo geológico, mas, mais importante, o fato de que mesmo os ‘supercarnívoros’ não estão imunes à extinção– ressaltou Kenshu Shimada, coautor da descoberta

                                             

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                                              Yanmar destacará três motores no Marina Itajaí Boat Show 2025; conheça

                                              Modelos da marca atendem a diferentes objetivos, como lazer, trabalho e geração de energia. Evento acontece de 3 a 6 de julho

                                              Por: Nicole Leslie -

                                              A fabricante de motores marítimos Yanmar estará presente no Marina Itajaí Boat Show 2025 para apresentar sua linha completa de propulsores náuticos. Em seu estande, contudo, a marca destacará três modelos com diferentes tecnologias e propósitos: o 8LV370Z, o 6LPA-STP e o 3YM20.

                                              Com uma linha consolidada no mercado, os motores Yanmar atendem a diversos usos, como lazer, aplicações profissionais e geração de energia. De 3 a 6 de julho, o público do salão náutico catarinense poderá conferir os detalhes dos modelos expostos e tirar dúvidas sobre toda a linha da fabricante.

                                              Yanmar destaca três motores no Marina Itajaí Boat Show 2025. Foto: Yanmar / Divulgação

                                              É a chance, inclusive, de saber mais sobre motor 4LHA-STP, que impulsionou o veleiro Endurance 64 em uma jornada de ida e volta à Antártica — feita a partir do Brasil —, documentada na série disponível no YouTube do Canal NÁUTICA.

                                               

                                              Destaques da Yanmar no Boat Show de Itajaí

                                              O primeiro destaque da marca no Marina Itajaí Boat Show 2025 é o motor 8LV370Z com rabeta ZT370, conhecido pelo baixo consumo de combustível, nível reduzido de ruído, facilidade de manutenção e conforto na navegação.

                                              Motor 8LV370Z com rabeta ZT370. Foto: Yanmar / Divulgação

                                              Já o motor 6LPA-STP traz seis cilindros e se destaca pela alta disponibilidade de torque, mesmo em baixas rotações. O modelo também impressiona pelo baixo consumo e pela robustez do sistema de bombas injetoras Denso, que facilita a manutenção. O 6LPA-STP pode ser utilizado com a rabeta Yanmar ZT370 ou com caixa reversora.

                                              Motor 6LPA-STP. Foto: Yanmar / Divulgação

                                              Por fim, o terceiro destaque da Yanmar no evento é o motor 3YM20, ideal para veleiros. Movido a diesel, o modelo tem 21 hp de potência, três cilindros e é reconhecido pelo baixo nível de ruído. Pode ser utilizado com a rabeta SD25, também desenvolvida pela Yanmar.

                                              Motor 3YM20. Foto: Yanmar / Divulgação

                                              Marina Itajaí Boat Show 2025

                                              O maior evento náutico do Sul do Brasil está mais do que preparado para a sua terceira edição! Em Santa Catarina, o Marina Itajaí Boat Show 2025 promete reunir grandes marcas, as principais novidades em barcos, motores e equipamentos, além de muitas opções de entretenimento aos visitantes.

                                              Foto: Victor Santos/Revista Náutica

                                              Na edição de 2024, o Boat Show de Itajaí reuniu 70 marcas e contou com mais de 70 barcos em exposição — 50 deles atracados nas águas. De embarcações de entrada a iates de luxo, o evento ofereceu ampla diversidade de produtos e foi sucesso entre os visitantes, recebendo cerca de 20 mil pessoas.

                                               

                                              Anote aí!

                                              Quando: De 3 a 6 de julho de 2025
                                              Horário: Quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado, das 11h às 21h; domingo, das 11h às 20h.
                                              Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
                                              Mais informações: site do evento
                                              Ingressos: site oficial de vendas

                                               

                                              Náutica Responde

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                                                12/06/2025

                                                A cidade de Miami Gardens, na região de Miami, recebe neste sábado (14) a estreia da Copa do Mundo de Clubes da FIFA. A primeira partida do torneio será no Hard Rock Stadium, entre Al Ahly e Inter Miami. Essa região da Flórida, além de requisitada quando o assunto são os esportes, também é uma ótima aposta para passeios sobre as águas.

                                                Reconhecida como um dos principais destinos náuticos do mundo, a região do sul da Flórida é banhada pelo oceano Atlântico e tem fácil acesso ao mar do Caribe e às Bahamas. Miami ainda dispõe de um clima tropical durante todo o ano — quase um chamado para a navegação.

                                                Foto: bilanol / Envato

                                                Como se não bastasse, a região de Miami ainda é referência em infraestrutura náutica, com centenas de marinas, píeres e docas bem equipadas — não à toa, muitos estaleiros e outras empresas do mercado náutico têm sede ou representantes no local.

                                                Miami: um destino náutico de tirar o fôlego

                                                São muitas as opções em Miami e região para aproveitar a cidade da perspectiva mais charmosa: a do mar. Mas aqui vai uma lista de cinco das principais delas, para sentir um gostinho do que essas águas podem oferecer em um misto de calmaria, agito, beleza urbana e gastronomia.

                                                Biscayne Bay

                                                Tida como o “coração náutico de Miami”, a Biscayne Bay (Baía de Biscayne) é, na verdade, uma laguna, com 56 km de extensão e uma área total de 1.110 km². Ela banha Miami, Miami Beach e outras localidades.

                                                Foto: kiko_jimenez / Envato

                                                A região proporciona passeios de barco em águas calmas e cristalinas, com vista para os modernos skylines de Brickell e Downtown. Vale também a visita a ilhas artificiais, como Venetian Islands, Star Island e Palm Island. Se a ideia for ancorar, próximo ao Museum Park o fim de tarde promete um pôr do sol memorável.

                                                Haulover Sandbar

                                                Ideal para encontrar outros amantes da náutica e se inteirar à comunidade de loucos por barcos em Miami Beach, o Haulover Sandbar é um banco de areia no meio da Intracoastal Waterway — hidrovia de 4.800km que permite navegar pela costa leste dos EUA, sem precisar entrar no Oceano Atlântico.

                                                Foto: Brian Pengelly / Reprodução

                                                O local, que surge na maré baixa, é famoso pelas festas náuticas e se sagrou como um ponto de encontro de embarcações e jets. Aos fins de semana, inclusive, uma “party vibe” tem barcos lado a lado, música e até food boats (barcos que vendem comida).

                                                No Name Harbor, em Key Biscayne

                                                Para quem prefere passar um pernoite a bordo, o No Name Harbor, na cidade de Key Biscayne, é o refúgio natural ideal na região de Miami.

                                                Foto: Tamanoeconomico / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                Dentro do Bill Baggs State Park, o local é protegido para ancoragem e fornece boas opções para refeições. Ao fim do dia, a dica é caminhar até o farol histórico Cape Florida Lighthouse.

                                                Miami River

                                                Imperdível, o Miami River é um rio urbano que corta o centro de Miami conectando a Baía de Biscayne a bairros como Brickell e Little Havana. Suas águas charmosas se encontram com vários restaurantes com píer, o que faz dele uma ótima pedida para um passeio que garante a mistura de paisagem natural, urbana e cultural.

                                                Foto: Daniel Christensen / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                Oleta River State Park

                                                Fechando a lista da região de Miami como destino náutico, a cidade de North Miami Beach abriga o Oleta River State Park, próximo a Sunny Isles e Haulover Inlet. Este é o maior parque urbano da Flórida.

                                                Foto: Daniel Di Palma / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                Seus rios e manguezais navegáveis o fazem ideal para explorar de caiaque, stand-up paddle ou em um barco pequeno. Cercado por uma natureza preservada e rica em fauna, por lá é comum ver peixes-boi e aves aquáticas.


                                                Região de Miami no centro dos esportes

                                                A 1ª Copa do Mundo de Clubes da FIFA será disputada nos Estados Unidos, em Miami Gardens e  em mais 10 cidades, reunindo 32 dos principais times de futebol do planeta. Com moldes semelhantes ao torneio mundial de seleções, o campeonato acontecerá a cada quatro anos.

                                                 

                                                Além do torneio inédito, a região de Miami tem sido requisitada para outras modalidades de esportes, que acabam levando mais pessoas a conhecer, também, o seu potencial como destino náutico.

                                                Miami é o tipo de destino náutico que se integra à vida urbana. Foto: foremankelly / Envato

                                                Em 2022, a cidade de Miami Gardens também recebeu pela primeira vez um GP de Fórmula 1 e, desde então, o evento ocorre anualmente no início de maio.

                                                 

                                                Entre 2023 e 2024, grandes nomes do futebol levaram os holofotes da modalidade à região de Miami: Messi e Luís Suárez — que, inclusive, estarão na inédita competição da FIFA. Ainda falando em futebol, o grande destaque é a Copa do Mundo de 2026, em que Miami será uma das 16 cidades‑sede do torneio.

                                                 

                                                Miami também brilha em outros grandes eventos de diversas modalidades, como UFC, tênis, futebol americano e basquete, com a NBA.

                                                 

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                                                  A Câmara dos Deputados aprovou, no último dia 2, um Projeto de Lei (PL) que altera a Lei do Saneamento Básico para permitir o uso de fontes alternativas de água — como a chuva ou a água do mar — em prédios localizados em cidades litorâneas. A proposta agora segue para análise no Senado Federal.

                                                  De autoria do deputado Hildo Rocha (MDB-MA), o PL 7.108/2017 autoriza o uso dessas fontes ainda não convencionais, desde que haja legislação estadual ou municipal que permita essa prática.

                                                  Foto: Envato / ADDICTIVE_STOCK / Reprodução

                                                  Atualmente, a Lei do Saneamento Básico proíbe o uso de água da chuva ou do mar para abastecimento predial. O projeto propõe mudar essa regra, permitindo que edifícios possam contar com sistemas próprios para reutilizar água da chuva ou dessalinizar água do mar, por exemplo.

                                                   

                                                  A Câmara avaliou positivamente a proposta, destacando que ela responde à crescente demanda por água em áreas urbanas e estimula o reaproveitamento de águas pluviais e o reúso de efluentes — práticas cada vez mais necessárias diante dos desafios ambientais.


                                                  O texto também inclui como diretriz da Política Nacional de Saneamento Básico o estímulo a projetos de abastecimento com fontes alternativas, incluindo o reúso e a dessalinização de águas marinhas e salobras.

                                                   

                                                  Aprovada pela Câmara, a proposta seguirá agora para o Senado na forma do texto final aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), sob relatoria do deputado Baleia Rossi (MDB-SP).

                                                   

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                                                    Novo capítulo da saga em parceria com a Yanmar traz blocos de gelo, baleias, pinguins e paisagens de tirar o fôlego

                                                    Depois de 43 dias no mar, a tripulação do Endurance 64 finalmente vai conhecer a sensação de atracar na Antártica, o continente mais inóspito do planeta. Você confere esse aguardado momento no 8º episódio da série especial de NÁUTICA em parceria com a Yanmar, que estreia nesta quinta-feira (12), às 20h, no Canal Náutica no YouTube.

                                                    Neste novo capítulo da saga, você vai conferir como foram as últimas velejadas da equipe no Drake, rumo à base brasileira no continente: a Estação Antártica Comandante Ferraz.

                                                     

                                                    A tão temida Passagem de Drake, aguardada ansiosamente pela tripulação do Endurance 64, acabou sendo uma agradável surpresa, que rendeu até um apelido: “lake Drake” (lago Drake, em português). Embora suas águas tenham acolhido o veleiro polar, as surpresas não deixaram de aparecer — afinal, o mar nunca deixa de ser imprevisível.

                                                     

                                                     

                                                    No radar do Endurance 64, uma “chuva” de icebergs. Fora da cabine, um nevoeiro pairando no céu. O frio, já constante, desafiava os membros da equipe, que enxergavam poucos metros à frente. Por outro lado, as baleias não mentem: o “fim do mundo” não é mais uma ideia distante.

                                                    Foto: Revista Náutica

                                                    Aos poucos, a natureza começa a cercar o Endurance 64 de formas novas. Blocos de gelo, baleias, pinguins e cada detalhe do novo ambiente confirmam: o destino tão esperado está mais próximo do que nunca — até as nuvens no céu se desenham de maneiras diferentes.

                                                    Foto: Revista Náutica
                                                    Foto: Revista Náutica

                                                    A primeira parada em solo antártico é a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), a base pertencente ao Brasil e localizada na ilha do Rei George, a 130 quilômetros da Península Antártica, na baía do Almirantado.

                                                    Foto: Revista Náutica

                                                    Por lá, a tripulação foi recebida com céu aberto e o dourado do sol pairando sobre a imensidão esbranquiçada.

                                                     

                                                    É hora de tirar as vestes de frio, se alimentar e contemplar a vista privilegiada da base brasileira no gelo — não antes de conhecer sua estrutura e serviços para, enfim, sair em um tour pela tão esperada Antártica. O 8º episódio da série está imperdível! Ative o sininho no YouTube da NÁUTICA para não perder essa estreia.

                                                    Foto: Revista Náutica

                                                    As máquinas por trás da aventura à Antártica

                                                    Com 64 pés de comprimento e casco de alumínio, o veleiro Endurance 64 abrigou por três meses  os navegadores desta expedição à Antártica, exibida na série do Canal Náutica.

                                                    Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição
                                                    Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal

                                                    Projetado por Thierry Stump, um belga que adotou o Brasil como lar, e totalmente reformado no ano de 2021, o barco homenageia, com seu nome, a lendária embarcação Endurance, de Sir Ernest Shackleton — o mais famoso navegador apaixonado pela Antártica.

                                                     

                                                    Para garantir o sucesso da expedição polar que deu origem à nova série de NÁUTICA, o Endurance 64 recebeu o motor 4LHA-STP da Yanmar.

                                                    Para série náutica de expedição à Antártica, o Veleiro Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar
                                                    Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal

                                                    Segundo a marca japonesa, o equipamento pode ser utilizado como reversor ou rabeta e ainda serve a alguns barcos de lazer — como lanchas de 36 pés com montagem de parelha.

                                                     

                                                    A parceria da tecnologia da Yanmar somada às expertises dos tripulantes permitiram que a viagem ao continente mais gelado do planeta fosse um sucesso. Você confere a saga completa de “Endurance 64: o veleiro polar” no Canal Náutica do YouTube. Inscreva-se e ative o sininho para não perder nenhum capítulo dessa emocionante expedição.

                                                     

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                                                      11/06/2025

                                                      Na culinária italiana, um tempero não pode faltar: o manjericão. A iguaria é utilizada para fazer o famoso pesto e dar sabor a tantos outros pratos típicos. Na região da costa de Noli, a sudoeste de Gênova, contudo, ele é produzido de uma maneira nada convencional: debaixo d’água. Trata-se do Nemo’s Garden (Jardim do Nemo), uma espécie de “fazenda subaquática”, tida como a primeira do tipo no mundo.

                                                      No fundo do mar, um ecossistema autossustentável acontece dentro das chamadas “biosferas”, para que as mudas de manjericão se desenvolvam. Essas “estufas”, presas ao leito marinho, contêm cerca de 2 mil litros de ar e podem flutuar a uma profundidade de 6 a 11 metros abaixo da superfície.

                                                      Foto: Instagram @nemos_garden_official / Reprodução

                                                      A temperatura da água mantém o ar interno constante, evitando grandes variações térmicas e condições climáticas adversas, típicas da superfície. No sistema, a luz solar aquece o ar dentro das esferas, levando à evaporação interna e à condensação nas paredes.

                                                      Foto: Instagram @nemos_garden_official / Reprodução

                                                      Essa água é coletada, enriquecida com nutrientes e usada na irrigação hidropônica — sem gastar água potável. Os manjericões crescem sem solo, apoiados por sistemas de tubos em espiral e nutrientes dissolvidos na água.

                                                      Praticamos engenharia natural — uma abordagem que trabalha com a natureza, não para esgotá-la– afirma a Nemo’s Garden

                                                      A ideia de produzir manjericão debaixo d’água surgiu em 2012, pela mente de Sergio Gamberini que, além de ser o fundador da Ocean Reef Group — uma empresa de equipamentos de mergulho–, é também um grande amante da jardinagem. Ele viu na fazenda subaquática a oportunidade de unir suas duas grandes paixões.


                                                      “A missão desta tecnologia é mudar a agricultura, dando a ela uma possibilidade adicional de cultivar produtos em enormes extensões costeiras da Terra, de forma sustentável e sem afetar o meio ambiente”, disse o cofundador da empresa, Luca Gamberini, à CNN.

                                                      Em terra, a plantação é constantemente monitorada por câmeras e sensores, assim, quando necessário, ajustes podem ser feitos de forma remota. A colheita é feita por mergulhadores, que cortam a vegetação e a levam à superfície em sacos.

                                                      Foto: Instagram @nemos_garden_official / Reprodução

                                                      Por enquanto, o cultivo de plantas maiores, como milho ou trigo, são inviáveis, devido ao pouco espaço da biosfera. Por outro lado, de 70 a 100 plantas menores, que vão além do manjericão, ganham vida nas estufas: morangos, tomates, feijões e outras ervas já estão crescendo no fundo do mar.

                                                       

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                                                        Um novo estudo encomendado pelo Greenpeace Alemanha lança luz sobre os impactos silenciosos, persistentes e globais dos testes nucleares realizados pelos Estados Unidos (EUA) nas Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, entre 1946 e 1958.

                                                        Divulgado em 27 de maio de 2025, o relatório do Instituto de Pesquisa Energética e Ambiental (IEER) revela que todos os 24 atóis — ilhas em formato de anel — do arquipélago sofreram contaminação radioativa; e não apenas os mais próximos aos epicentros dos testes.

                                                         

                                                        O estudo aponta que apenas três atóis habitados passaram por exames médicos específicos para detecção de câncer, embora dados oficiais mostrem que todo o país foi afetado por precipitação radioativa ao longo dos anos.

                                                        Explosão “Baker”, parte da Operação Crossroads, teste de arma nuclear feito pelos militares dos EUA no Atol, em 25 de julho de 1946. Foto: Departamento de Defesa dos Estados Unidos / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                        A bomba Castle Bravo, maior teste nuclear já realizado pelos EUA, deixou marcas profundas. Embora a capital Majuro tenha sido classificada como área de “exposição muito baixa”, registros apontam níveis de radiação até 300 vezes superiores à radiação de fundo natural.

                                                         

                                                        O levantamento também identificou pontos críticos de radiação em locais distantes, como Sri Lanka e Cidade do México, indicando que a contaminação extrapolou fronteiras e se espalhou globalmente, afetando populações muito além do arquipélago.

                                                         

                                                        A força explosiva total liberada nas Ilhas Marshall foi de 108 megatons — o equivalente a uma bomba de Hiroshima sendo detonada todos os dias por 20 anos. Estima-se que as explosões tenham causado até 100 mil mortes por câncer em excesso ao redor do mundo.


                                                        Mesmo diante de alertas internos, desde 1948, sobre a inadequação climática da região para testes atômicos, os Estados Unidos seguiram com o programa nuclear, ignorando riscos já identificados à saúde humana e ao meio ambiente local.

                                                         

                                                        O relatório também denuncia falhas estruturais graves no Runit Dome, repositório de resíduos nucleares construído pelos EUA. Rachaduras na estrutura e a elevação do nível do mar ameaçam liberar material radioativo diretamente no oceano.

                                                         

                                                        Para o Greenpeace, os testes refletem uma “política imperial desumana” que ignorou vidas humanas e culturas do Pacífico, como as dos povos de Rongelap e Bikini — deslocados e impedidos de retornar às suas terras e tradições.

                                                        Navio Rainbow Warrior, do Greenpeace. Foto: openDemocracy from London / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                        Em março e abril, a organização completou uma missão a bordo do navio Rainbow Warrior, levando especialistas em radiação e outros cientistas para estudos nos atóis. O objetivo foi apoiar o governo das Ilhas Marshall na luta contínua por justiça nuclear e compensação — uma batalha que já dura mais de 70 anos.

                                                         

                                                        Por fim, os autores do estudo reiteram a necessidade de que os EUA reconheçam a extensão total dos danos, ofereçam reparações proporcionais e assumam sua responsabilidade histórica. Segundo o relatório, os efeitos dos testes nucleares seguem vivos — e perigosos — até hoje.

                                                         

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                                                          Uma visita inusitada deu o que falar no Chile: um lobo-marinho foi flagrado caminhando no meio do Parque Nacional Torres del Paine, a impressionantes 50 km da costa. As autoridades locais foram acionadas e devolveram o animal ao seu habitat natural.

                                                          O registro aconteceu em 7 de maio, quando turistas que passeavam pelo parque avistaram o lobo-marinho — posteriormente identificado como da espécie Arctophoca australis — circulando sozinho, longe de qualquer fonte de água. Assista:

                                                           

                                                           

                                                          Os vídeos compartilhados nas redes sociais chamaram atenção pelo aspecto cômico da cena, mas as autoridades chilenas aproveitaram o episódio para fazer um alerta importante.

                                                          Isso reflete como os animais podem percorrer grandes distâncias em busca de alimento– publicou o Ministério da Economia, Fomento e Turismo

                                                          Ainda não se sabe ao certo o que motivou o deslocamento do lobo-marinho para tão longe de seu habitat natural. As autoridades reforçam a importância da proteção à vida selvagem, especialmente em áreas de preservação ambiental.


                                                          Sobre o lobo-marinho-do-sul

                                                          O lobo-marinho-do-sul (Arctophoca australis) habita regiões costeiras e tem hábitos diurnos. Embora se pareçam com os leões-marinhos, se distinguem pelo porte menor, focinho alongado e pelagem macia.

                                                          Foto: Chucao / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                          De acordo com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o animal é carnívoro, pode atingir até 150 kg e costuma viver em áreas de águas profundas, de onde caça suas presas.

                                                           

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                                                            Por: Nicole Leslie -

                                                            Imagine navegar por quilômetros em mar aberto até um dos lugares mais inóspitos do planeta. A Ilha da Queimada Grande, em Itanhaém (SP), é palco de diversas expedições científicas por abrigar uma das maiores concentrações de serpentes do mundo. Não à toa, ganhou o apelido de Ilha das Cobras. Uma equipe do Instituto Butantan esteve recentemente no local e compartilhou detalhes da experiência. Confira!

                                                            A expedição aconteceu no último mês de maio. Na ocasião, os pesquisadores partiram da Marina Maitá a bordo da embarcação Comandante Paschoal, rumo a um dos cenários mais misteriosos do litoral brasileiro.

                                                            Equipe do Instituto Butantan se aproximando da Ilha das Cobras. Foto: Marília Ruberti / Butantan / Reprodução

                                                            Com uma impressionante densidade de serpentes, a Ilha das Cobras perde apenas para a Ilha de Shedao, na China, no ranking de cobras por metro quadrado. O que os cientistas não esperavam era lidar com dias de calor extremo, terreno acidentado e o risco constante de picadas — fatores que tornaram a rotina de trabalho bastante exaustiva.

                                                             

                                                            Segundo a equipe do Butantan, estima-se que a ilha, com seus 430 mil m², abrigue cerca de 3 mil serpentes. Para se ter ideia, isso equivale a 55 cobras por cada área do tamanho de um campo de futebol.

                                                            Jararaca-ilhoa (Bothrops insularis) em copa de árvore na Ilha das Cobras. Foto: Marília Ruberti / Butantan / Reprodução

                                                            O objetivo da missão era estudar a jararaca-ilhoa (Bothrops insularis), uma espécie endêmica que só existe ali, e que os cientistas queriam observar durante a transição de estação — período em que suas presas favoritas ainda cruzam os céus da ilha rumo ao sul.

                                                             

                                                            De corpo amarelado, olhos atentos e hábitos arborícolas — que passam boa parte do tempo na copa das árvores –, a jararaca-ilhoa é uma presença onipresente e imprevisível. Espalhadas pelo solo entre pedras e vegetação, muitas serpentes também se escondem nas copas das árvores — literalmente sobre a cabeça dos pesquisadores.

                                                            Equipe do Instituto Butantan em expedição na Ilha das Cobras. Foto: Marília Ruberti / Butantan / Reprodução

                                                            Avançar pela ilha exige um misto de atenção extrema, preparo físico e quase um respeito ritualístico pela natureza. Cada passo demanda olhar cuidadoso, movimentos contidos e plena consciência do ambiente, porque qualquer distração pode se transformar em risco.


                                                            Uma ilha, uma serpente e o peso da exclusividade

                                                            A jararaca-ilhoa é o tipo de espécie que justifica sozinha uma expedição científica. Exclusiva da Ilha das Cobras, ela representa um dos casos mais extremos de isolamento evolutivo do mundo.

                                                            Jararaca-ilhoa na Ilha das Cobras. Foto: Marília Ruberti / Butantan / Reprodução

                                                            Sem predadores naturais e com uma dieta baseada quase exclusivamente em aves migratórias, a serpente desenvolveu características únicas. Mas, como nem tudo são flores — ou pássaros —, sua sobrevivência é frágil: limitada a uma única ilha e vulnerável a mudanças climáticas, perturbações humanas e alterações no ciclo migratório de suas presas.

                                                             

                                                            Seria fácil romantizar uma expedição científica — até o momento em que se pisa em um terreno como o da Ilha das Cobras. Ao contrário da imagem de cientistas em laboratórios climatizados, o trabalho de campo exige preparo físico, emocional e uma boa dose de coragem.

                                                            Pesquisadores tiveram trajeto a bordo de lancha para ida e volta da Ilha das Cobras. Foto: Marília Ruberti / Butantan / Reprodução

                                                            De volta à Marina Maitá, os pesquisadores desembarcaram com mochilas cheias de dados valiosos — e mentes marcadas pela intensidade de um lugar onde o tempo parece ter congelado. Entre rochas escaldantes e vegetação cerrada, a Ilha das Cobras permanece como um enigma pulsante, tão ameaçador quanto fascinante.

                                                             

                                                            Náutica Responde

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                                                              Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                                              Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                                              Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                                              Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                                              Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                                              Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                                              Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                                              Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!