Ilhabela recebe reconhecimento por projeto Cidade Amiga das Baleias; conheça a iniciativa

Programa da Prefeitura de Ilhabela (SP) ficou em 2º lugar no estado na 13ª edição do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora

25/03/2026

Não é de hoje que as baleias se sentem à vontade em Ilhabela — e nada melhor que um prêmio para comprovar isso. Em anúncio realizado na última terça-feira (17), o município foi reconhecido na 13ª edição do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora (PSPE) pelo projeto “Cidade Amiga das Baleias: Turismo de Observação de Cetáceos”. A iniciativa qualifica operadoras turísticas e embarcações para seguir boas práticas de segurança, respeitar a vida marinha e ter responsabilidade ambiental.

Ao todo, 283 projetos de 219 prefeituras foram inscritos na premiação. A iniciativa valoriza ideias inovadoras protagonizadas por governos municipais que têm como objetivo proporcionar melhorias no ambiente de negócios e no desenvolvimento territorial.

Foto: Paulo Stefani | Sectur Ilhabela

O prêmio contou com nove categorias e reuniu projetos de diferentes áreas, não apenas as ligadas ao turismo. Na classificação, Ilhabela ficou em segundo lugar no estado (apenas o primeiro colocado de cada estado avança para a fase nacional). Porém, acima de tudo, o reconhecimento reforça o impacto do projeto no turismo de observação de cetáceos (baleias) — que já é marca registrada da cidade.

Segurança acima de tudo

Dentre muitas ações de estruturação do turismo de observação de cetáceos, o selo Cidade Amiga das Baleias — criado por meio do Decreto Municipal nº 10.450/2024 — é concedido às operadoras que participaram da capacitação da Prefeitura, garantindo que conheçam e apliquem corretamente as normas de observação de cetáceos.

Foto: Prefeitura de Ilhabela/ Divulgação

O projeto tem como intuito valorizar as agências de turismo e prestadores de serviço que operam passeios embarcados para observação de cetáceos, tornando mais fácil localizar as empresas que participam dos treinamentos anuais — que, por sua vez, promovem experiências seguras para turistas e maior proteção aos animais. Em maio de 2026, inclusive, já será realizada a capacitação da nova temporada.

 

Conforme estabelecido pela Portaria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nº 117/1996, algumas das normas para observação segura de baleias em território brasileiro são:

  • Não persiga o animal e mantenha a rota de navegação da baleia livre;
  • Mantenha 100 metros de distância;
  • Não separe os animais de um grupo;
  • Não encurrale as baleias, sempre se posicione ao lado da praia ou região costeira;
  • Não faça barulho;
  • Não jogue objetos na água;
  • Não é permitido tocar ou mergulhar com as baleias;
  • Permanecer até, no máximo, duas embarcações por vez;
  • Manter o motor em neutro.

Amigas do turismo

Apesar do reconhecimento, o melhor ainda está por vir: a temporada de avistamento de baleias em Ilhabela começa em maio e vai até agosto, com pico entre junho e julho — período em que as baleias-jubarte migram da Antártida rumo às águas mais quentes do Brasil para reprodução.

Foto: Paulo Stefani | Sectur Ilhabela

Durante essa rota, o litoral norte paulista, especialmente Ilhabela, vira uma espécie de “corredor natural” onde as baleias descasam e diferentes espécies de cetáceos também aparecem, como golfinhos. Esse evento anual atrai visitantes de todas as partes do mundo para a região e beneficia a economia local.

2025 foi um ano de grandes recordes para Ilhabela, com o maior número de avistamentos de baleias-jubarte e de operadoras certificadas com o selo Cidade Amiga das Baleias– destacou Harry Finger, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo


Quem também ficou feliz com a conquista foi o prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci. “A cidade oferece infraestrutura completa e segurança para os turistas, sempre respeitando a preservação ambiental” ressaltou o político, que destacou também o selo Cidade Amiga das Baleias.

É gratificante ver que o selo Cidade Amiga das Baleias faz a diferença na prática, tornando nosso turismo mais responsável e atrativo– concluiu Colucci

 

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    1ª Fragata Tamandaré navegou de SC ao RJ para incorporação à Marinha do Brasil

    Embarcação percorreu mais de 750 km entre Itajaí e Rio de Janeiro, onde será oficializada no dia 24 de abril

    Por: Nicole Leslie -

    A Fragata Tamandaré (F200), primeira embarcação da nova classe de fragatas da Marinha do Brasil, navegou de Itajaí (SC) até o Rio de Janeiro (RJ) para sua incorporação oficial à Força. A cerimônia está prevista para o dia 24 de abril.

    Após realizar os primeiros testes de mar em agosto de 2025, a embarcação percorreu cerca de 765 km desde o estaleiro onde foi construída até a capital fluminense. A chegada às águas cariocas ocorreu no último dia 16. Agora, a fragata passa pelos preparativos finais para a Cerimônia de Mostra de Armamento, etapa que oficializa sua entrada na operação da Marinha.

    Fragata Tamandaré foi escoltada pela Fragata Defensora na Baía de Guanabara, no RJ. Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

    Fragata Tamandaré: a primeira da classe no Brasil

    Construída desde 2022, a viagem até o Rio de Janeiro simboliza a conclusão de um dos principais projetos de renovação da esquadra brasileira. A nova classe Tamandaré foi desenvolvida para substituir navios com mais de 40 anos de operação, ampliando a capacidade de defesa e monitoramento do país.

    Imagens: YouTube / Marinha do Brasil / Reprodução

    A chegada da F200 foi destacada pelo Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Eduardo Machado Vazquez, que resumiu o momento como simplesmente histórico.

    Estamos renovando o Poder Naval e isso é marcante, uma conquista para todos que amamos a nossa pátria. A Tamandaré chega para mudar a história da Marinha-afirmou à Agência Marinha de Notícias

    Fragata Tamandaré F200 com o icônico Pão de Açúcar ao fundo. Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

    O comandante da embarcação, Capitão de Fragata Gustavo Cabral Thomé, reforçou o papel estratégico da nova geração de navios.

    As fragatas serão essenciais para o monitoramento e controle do espaço marítimo, defesa de ilhas oceânicas, proteção de estruturas críticas e salvaguarda das comunicações marítimas de interesse nacional– disse à mesma agência

    Tecnologias da Fragata Tamandaré e nova geração da Marinha

    Totalmente construída no Brasil, no TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, a Fragata Tamandaré (F200) é a primeira entrega do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) do Governo Federal à Marinha.

    Imagens: YouTube / Marinha do Brasil / Reprodução

    Ao todo, estão previstas quatro embarcações da classe Tamandaré, que substituirão navios com mais de 40 anos de operação na Força. Todas serão equipadas com sistemas de tecnologia avançados, como radar de busca volumétrica e sensores de guerra eletrônica. Entre os principais destaques está o Sistema de Gerenciamento de Combate (CMS), desenvolvido em parceria entre empresas do Brasil e da Alemanha.


    O sistema integra dados de sensores e armamentos, consolidando informações em tempo real para ampliar a assertividade do uso, quando necessário. Através de algoritmos, o CMS identifica e classifica ameaças e ainda indica a melhor combinação de sensores e armas para resposta.

    Fragata Tamandaré partiu de SC rumo ao RJ para ser oficialmente incorporada à Marinha. Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

    Fragatas Tamandaré: em que etapa estão os outros navios

    Além da F200, outras três fragatas da classe estão em construção no estaleiro de Itajaí: “Jerônimo de Albuquerque” (F201), “Cunha Moreira” (F202) e “Mariz e Barros” (F203).

    Fragata Tamandaré (ao centro) ao lado da Fragata Jerônimo de Albuquerque, em Itajaí. Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

    Segundo a Marinha, a F201 está em estágio mais avançado e deve iniciar os testes de mar no segundo semestre de 2026; a F202 está com o casco em fase final e deve ganhar as águas ainda neste ano; e a F203, cuja construção começou em janeiro, tem previsão de batimento de quilha também em 2026.

     

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      Azimut Grande 25 Metri fará sua estreia em águas cariocas no Rio Boat Show 2026

      Modelo estará ao lado das imponentes Azimut 58 Fly e Azimut 62 Fly. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

      Por: Nicole Leslie -
      24/03/2026

      O Rio Boat Show, salão náutico que abre o calendário de 2026 no Brasil, movimentará as águas da Marina da Glória de 11 a 19 de abril. O evento reúne os maiores players do mercado náutico no país, tal qual a Azimut Yachts, que promete marcar presença com um trio imponente: duas lanchas luxuosas e um iate.

      As escolhidas pela marca italiana são as Azimut 58 Fly, Azimut 62 Fly e Grande 25 Metri. Esta última teve sua estreia durante o Boat Show em Itajaí em julho de 2025, após ter sido fabricada na mesma cidade. Agora, ela vai debutar em águas cariocas sob os braços do Cristo Redentor e com o icônico Pão de Açúcar como plano de fundo.

      Azimut no Rio Boat Show 2026

      Azimut Grande 25 Metri

      Os 25 metros (ou 84 pés) desse iate prometem requintes de luxo em cada detalhe. Entre os principais destaques da Azimut na Grande 25 Metri está o terraço suspenso retrátil. Localizado no convés principal, o espaço cria um ambiente de convivência com vista privilegiada, no que a fabricante chama de “janela para o infinito”.

      Terraço suspenso retrátil na Grande 25 Metri. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

      São quatro cabines para oito hóspedes e outras duas para três membros da tripulação. O iate é construído principalmente em fibra de carbono e fibra de vidro, materiais que contribuem para a dupla de motores MAN CR V12, de 1800 hp cada, navegarem num cruzeiro de 27 nós, com máxima de 29 nós.

      Foto: Azimut Yachts / Divulgação

      Apesar do visual imponente e elegante por fora, a Azimut também destaca os layouts internos, pensados para serem contemporâneos e aconchegantes. A marca ainda se orgulha da disposição dos móveis em alguns ambientes, que passam a oferecer uma experiência diferente do habitual, como na praça de popa.

      Praça de popa da Azimut 25 Metri. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

      A Azimut Grande 25 Metri tem três pavimentos. No inferior, ficam as cabines para proprietário, hóspedes e tripulação. A suíte master ocupa toda a boca da embarcação (6 metros, ou 19 pés) e conta com banheiros separados e sofás laterais.

      Suíte master da Azimut 25 Metri tem banheiro com pias, cubas e sanitários separados. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

      No convés principal fica a cozinha, praças de proa e popa e uma área comum central que pode ser configurada na versão lounge ou na versão jantar. Independentemente da escolha, o espaço é o que permite acesso ao terraço suspenso retrátil.

       

      O flybridge, último piso, leva um posto de comando e sofás, mas também pode ser personalizado em duas versões. A versão lounge dispõe de mais estofados e mesas, enquanto na versão piscina o espaço recebe uma em formato circular.

      Foto: Azimut Yachts / Divulgação

      Azimut 62 Fly

      O modelo, já testado por Náutica, ostenta ambientes espaçosos para 16 pessoas, sendo que 6 convidados podem passar a noite a bordo, além de dois tripulantes. São 62 pés de comprimento (18,75 m) e boca de 17 pés (5,05 m).

      Azimut 62 Fly. Foto: Azimut / Divulgação

      Ao todo, a Azimut 62 Fly tem três cabines para convidados e uma para tripulação, todas no convés inferior. Por lá, a parte central é ocupada por uma suíte master que aproveita a boca máxima da embarcação e, mais à proa, ficam as outras duas cabines para convidados e demais banheiros.


      Ainda no convés inferior, da suíte master para a popa ficam a sala de máquinas e a cabine para dois tripulantes, esta acessada diretamente pela plataforma de beach club na popa.

      Foto: Azimut / Divulgação
      Cozinha da Azimut 62 Fly. Foto: Azimut / Divulgação

      O convés principal é tomado por espaços de lazer. Da popa à proa, fica uma área de beach club com área gourmet e sofá, cozinha, sala de estar, posto de comando e, mais à proa, os solários, estes acessados por corredores laterais conectados diretamente da plataforma de popa.

      Solário de proa da Azimut 62. Foto: Azimut / Divulgação

      No pavimento mais alto, o flybridge, fica outro posto de comando, sofás e espaços para convivência e banhos de sol. A lancha de luxo atinge máxima de 32 nós e navega em cruzeiro a 26 nós, graças à dupla motorização Volvo D13, de 1000 hp cada. O tanque, com capacidade para 3,2 mil litros, permite uma autonomia de 11 horas em cruzeiro.

      Azimut 62. Foto: Azimut / Divulgação

      Azimut 58 Fly

      Com 58 pés (17,75 metros) de comprimento, a lancha também testada por Náutica foi desenvolvida para interiores amplos e visual elegante por fora. Para isso, a fabricante italiana afirma ter pensado em cada detalhe a bordo.

      Azimut 58 Fly. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

      Exemplos disso estão no flybridge, envolto em uma faixa negativa de vidro que se alarga em direção à popa. Dessa forma, a sensação, segundo a Azimut, é a de que o fly “pareça decolar sozinho”.

      Flybridge da Azimut 58 Fly. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

      Outros detalhes marcantes do fly estão nos estofados que circundam o posto de comando. As espreguiçadeiras levam encostos reclináveis que permitem serem adaptadas para poltronas, sem atrapalhar o campo de visão do piloto e, assim, aumentando as propostas de interação no espaço.

      Posto de comando superior da Azimut 58 Fly tem estofados ao redor para maior socialização. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

      Assim como a Azimut Grande 25 Metri, a Azimut Fly 58 também tem três pavimentos, dois além do fly. No deque principal, quase totalmente nivelado, fica outro posto de comando, áreas de lounge, cozinha e praças de proa e popa.

      Detalhe do banco do posto de comando no convés principal da Azimut 58 Fly. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

      No deque inferior, as três cabines para hóspedes são acessadas por uma escada central, próxima ao posto de comando do convés principal. A lancha recebe 14 pessoas durante o dia e 12 no pernoite. Também há uma cabine do marinheiro, esta acessada diretamente pela área de popa.

      Proa da Azimut 58 Fly. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

      A embarcação navega em cruzeiro de 26 nós, com velocidade máxima de 31 nós. Para isso, recebe uma dupla motorização Volvo D11 IPA 950, de 725 hp cada.

      Rio Boat Show 2026

      O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

      Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

      Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

       

      É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

      Garanta seu ingresso com desconto!

      Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

      Anote aí!

      RIO BOAT SHOW 2026

      Quando: de 11 a 19 de abril;

      Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

      Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

      Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

      Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

       

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        Cena gravada no Pantanal brasileiro volta a viralizar pela beleza encantadora

        Registro foi feito na sub-região da Nhecolândia, uma das maiores do Pantanal no Brasil. Saiba mais sobre o local!

        Por: Nicole Leslie -

        Talvez você tenha se deparado, nos últimos dias, com um vídeo do Pantanal brasileiro que revelou um cenário digno de filme — ou até de obra de arte. A cena foi gravada na sub-região da Nhecolândia, uma das maiores divisões da área pantaneira no Brasil. Aqui, resumimos algumas características desse destino que guarda belezas naturais de tirar o fôlego. Conheça!

        O vídeo viral foi gravado por Luiz Felipe Mendes, biólogo que encontrou na fotografia outra paixão. Por isso, além de captar cenas, ele consegue explicar alguns dos fenômenos registrados. No post original, de meados de 2025, ele explicou que as águas ficam mais cristalinas — como na cena viral — em épocas de vazante, que ocorrem logo após as chuvas. O período, porém, não costuma ser regular.

         

         

        As imagens foram gravadas na Vazante do Castelo, um dos tantos rios no Mato Grosso do Sul que formam um visual icônico nos períodos de cheia, com vegetação moldada pela água translúcida, reflexos perfeitos e uma imensidão que impressiona.

        Nhecolândia: cenários impressionantes no Pantanal

        A região da Nhecolândia tem área aproximada de 26,8 mil km². Ela fica entre os rios Negro e Taquari e ocupa principalmente a cidade de Corumbá, embora também tenha partes no município de Rio Verde de Mato Grosso.

        Área da Nhecolândia. Foto: Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal / Divulgação

        Segundo um estudo feito em parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e a Embrapa, essa sub-região se destaca justamente pela vegetação exuberante e pela estrutura fundiária dominada por fazendas de criação de gado.

        Gado no Pantanal brasileiro. Foto: Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal / Divulgação

        A paisagem da Nhecolândia é fragmentada. Por lá, extensas áreas de campo, baías e salinas recebem contorno de florestas. Assim, durante as vazantes dos rios, muitas áreas de mata são tomadas pela água. Por outro lado, nos períodos de seca a falta dela é tanta que a região se torna propícia a incêndios.

        Pantanal brasileiro. Foto: Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal / Divulgação

        Os períodos de seca e cheia, de acordo com o estudo, não são bem delimitados. No entanto, historicamente o pico da seca acontece em agosto e setembro, enquanto o máximo das inundações ocorre de abril a junho.

        Imagens: Instagram @luiz4mendesreserva / Reprodução

        A sub-região do Pantanal possui forte ecoturismo imersivo, onde é possível realizar safáris fotográficos, passeios de barco e a cavalo, caminhadas e trilhas em um cenário que não poupa belezas naturais.

        Gado no Pantanal brasileiro. Foto: YouTube luizfellipemendes / Reprodução

        Conforme o Instituto SOS Pantanal, o nome dessa região pantaneira deriva do apelido do filho do barão que estabeleceu a primeira fazenda de gado no local. Joaquim Eugênio Gomes da Silva, filho do Barão de Vila Maria, era apelidado de “Nheco”, e dali foi nomeada a Nhecolândia.


        Cada uma das 11 sub-regiões do Pantanal brasileiro são separadas por divisões geopolíticas, diferenças no regime de inundação, tipos de solos, relevo e formações vegetais. Ao todo são quase 140 mil km² de área, sendo que a Nhecolândia corresponde a cerca de 20%, logo, é considerada a segunda maior sub-região, pouco menor que a de Paiaguás (a maior delas), que tem cerca de 200 km² de área a mais que Nhecolândia.

        Mais imagens da Nhecolândia, no Pantanal brasileiro

        Paisagem do Pantanal brasileiro. Foto: Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal / Divulgação
        Gado no Pantanal brasileiro. Foto: YouTube luizfellipemendes / Reprodução
        Paisagem pantaneira. Foto: Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal / Divulgação

         

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          Guardiãs do Mar: liderado por mulheres, projeto de combate a poluição plástica é retomado

          Iniciativa retorna com ações em São Paulo e em Pernambuco. Saiba como ajudar!

          Quem acompanha o noticiário ambiental, sabe: o momento nunca foi tão crítico para os oceanos — e toda ajuda é válida. Pensando nisso, o projeto Guardiãs do Mar, iniciativa liderada por mulheres que atua na proteção dos mares contra os resíduos, anunciou sua retomada no primeiro semestre de 2026 com uma nova etapa de ações focadas em sustentabilidade, economia circular e educação ambiental.

          O projeto, que integra arte e impacto social, acontecerá, a princípio, em dois estados brasileiros: São Paulo, com pontos de coleta na cidade homônima e em Santos, e Pernambuco. Essa etapa busca mobilizar para conscientização, coleta e transformação de plásticos com práticas criativas de reuso.

          Foto: Guardiãs do Mar/ Divulgação

          Na cidade de São Paulo, o Centro Universitário Belas Artes será um ponto de coleta cujo objetivo é alcançar volume expressivo de plástico reciclável. Para isso, o projeto busca mobilizar estudantes, famílias, professores, catadores e cooperativas do entorno, além do público em geral.


          A iniciativa também será estendida a escolas públicas, comunidades e instituições parceiras na cidade de Santos, no litoral paulista, e no estado de Pernambuco, a fim de ampliar o alcance e o impacto social do projeto.

          Um fim para o plástico

          As Guardiãs do Mar não apenas colhem os plásticos que podem poluir as águas, como dão a eles um novo propósito. Dessa forma, após a etapa de mobilização e coleta, o programa destinará parte do PET coletado para a Reciclagem Industrial — que transforma resíduos de grande escala em novas matérias-primas ou produtos, com auxílio de um maquinário específico e processos químicos.

          Foto: melis82/ Envato

          Em paralelo, o material restante será a matéria-prima para uma oficina prática promovida pelas Guardiãs do Mar, que culminará na transformação dos plásticos coletados em uma obra de arte e em um instrumento musical — para, acima de tudo, reforçar os princípios de economia circular e a valorização criativa dos resíduos.

           

          Toda a jornada será documentada por registros fotográficos e audiovisuais, que resultará em um documentário sobre o impacto ambiental, educacional e cultural gerado pela iniciativa. Patricia Almeida, fundadora do Guardiãs do Mar, explica que o programa nasceu da urgência de “repensar a nossa relação integrada com os oceanos”, explicitando, por exemplo, a situação de Santos, que enfrenta altos índices de contaminação por resíduos plásticos.

          Patricia Almeida, fundadora do Guardiãs do Mar. Foto: Guardiãs do Mar/ Divulgação

          O lixo não respeita fronteiras – ele é distribuído globalmente pelas correntes marítimas. Nosso propósito é transformar informação em atitude e resíduos em educação, arte e impacto positivo– afirmou Patricia

          Com apoio institucional da Belas Artes e patrocínio da Indorama, o projeto é retomado na hora certa. Afinal, sempre há tempo para mudar o futuro por meio de boas práticas onde cultura, educação, reciclagem e meio ambiente caminham juntos.

           

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            Guarujá, no litoral de SP, terá o 1º centro de visitação subaquático da América Latina

            A praia do Guaiúba recebeu 15 esculturas do artista plástico Adelio Sarro, que formarão uma espécie de “museu” debaixo d’água

            23/03/2026

            O primeiro centro de visitação subaquático da América Latina já tem endereço: a praia do Guaiúba, no Guarujá, litoral de São Paulo. Neste final de semana, o local recebeu o afundamento de 15 esculturas do artista plástico Adelio Sarro, que formarão uma espécie de “museu” debaixo d’água. A ideia é explorar o turismo náutico de mergulho com viés ambiental, uma vez que as obras vão atuar como recifes artificiais para as espécies da região.

            A instalação está estrategicamente próxima à Ilha do Mato, a cerca de 500 metros da praia do Gauiúba. O local, que pode ser acessado por barco, caiaque ou a nado — para os mais esportistas —, é considerado por muitos como um paraíso para apreciar a natureza.

            Foto: Instagram @sergiozagarino / Reprodução

            O acervo presta homenagem a figuras históricas e regionais, incluindo representações de Santos Dumont, estivadores e elementos folclóricos, como sereias. A iniciativa promete atrair mergulhadores e entusiastas da preservação marinha, de modo a consolidar a região da Baixada Santista como um destino de destaque para o turismo náutico nacional.

            Foto: Instagram @sergiozagarino / Reprodução

            Conforme apuração do Diário do Litoral, o espaço ainda passará por etapas finais antes da abertura oficial ao público, que deve ocorrer em breve.

            Mais um recife artificial

            Embora novidade no quesito “museu subaquático”, essa não é a primeira vez que estruturas são afundadas propositalmente no país mirando o turismo de mergulho e a conservação da vida marinha.

            Foto: Internacional Travessias/ Divulgação

            Em 2025, também no mês de março, o ferry-boat Juracy Magalhães teve como destino o fundo do mar. Após realizar a travessia Salvador-Itaparica por mais de 45 anos e passar outros 7 anos “aposentado”, o barco recebeu uma nova missão: ajudar a restaurar recifes marinhos e estimular o turismo subaquático na Baía de Todos-os-Santos.

             

            À época, a Secretaria de Turismo de Salvador destacou que o afundamento do navio colaboraria com o surgimento e recifes artificiais, que se transformam em novos habitats marinhos.

            Ferry-boat Agenor Gordilho, afundado em 2019, hoje é refúgio para a vida marinha. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

            Na prática, eles beneficiam a vida marinha ao criar estruturas onde antes não havia abrigo, oferecendo proteção contra predadores e superfície para a fixação de algas, corais e outros organismos. Isso aumenta a disponibilidade de alimento e atrai diferentes espécies, promovendo a biodiversidade e contribuindo para a recuperação de ecossistemas degradados.


            Saindo do Brasil e indo para águas internacionais — ou melhor, orientais —, encontramos um exemplo ainda mais recente, desta vez, no Japão. Em outubro de 2025, uma obra de 5,5 metros de largura e peso de 45 toneladas ganhou as águas da Ilha de Tokunoshima.

            Escultura Ocean Gaia. Foto: YouTube Jason Taylor / Reprodução

            Batizada de Ocean Gaia, a obra do escultor premiado Jason deCaires representa uma gestante repousando com semblante calmo. A iniciativa também carrega propósito ambiental ao utilizar materiais de baixo carbono e pH neutro, projetados para serem colonizados pela vida marinha e transformados em um recife artificial.

             

            O artista, aliás, tem outras dezenas de esculturas feitas e entregues com o mesmo propósito, e costuma compartilhar o “antes e depois” após suas obras atingirem o objetivo, como retrata o exemplo a seguir.

            Escultura da obra “Silent Evolution” (Evolução Silenciosa), de Jason deCaires, já colonizada pela vida marinha. Foto: MUSA / Jason deCaires / Divulgação

             

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              Vacas de Berchida: animais aproveitam praia paradisíada de Sardenha, na Itália

              Registro feito pelo fotógrafo Gianluca Nonnis, que mostra fenômeno natural na região, já soma 4,3 milhões de visualizações

              Não, você não caiu em mais um conteúdo de IA da internet. Essas vaquinhas relaxando em uma praia paradisíaca da Itália são mais do que reais. Conhecidas como vacas de Berchida, elas provam que inteligência artificial alguma supera a beleza da natureza. Não dá para negar, porém, que o fato é curioso.

              O fotógrafo Gianluca Nonnis foi quem levou o registro a mais de 4,3 milhões de pessoas em seu Instagram, onde ele compartilha as belezas da italiana Sardenha, no Mar Mediterrâneo. As vaquinhas foram flagradas aproveitando as belezas da praia de Berchida, de quem herdaram o nome para o fenômeno de sua visitação. Assista:

               


              Apesar de curioso, por lá, esse é um momento esperado. Isso porque a praia atua como uma barreira para o rio Berchida, criando um lago homônimo, esse, ricamente povoado por espécies animais provenientes da região montanhosa de Montiferru.

              Foto: Luigisanna72 / Wikimedia Commons / Reprodução

              Há quem diga que a visitação das vacas de Berchida vem de uma tradição de séculos atrás, como parte integrante da cultura e da vida rural da Sardenha. A história conta que com a troca de estação, os pastores da região se preparam para conduzir o rebanho da montanha até a costa por um caminho especial, que segue antigas trilhas que conectam as terras altas com o litoral.


              Por outro lado, há quem diga que trata-se de um movimento natural dos meses mais frios, quando esses animais descem à praia em busca de água e pastagens mais nutritivas.

               

              Seja qual for a história real, as vacas de Berchida simbolizam que mesmo os lugares mais paradisíacos ainda pertencem à vida animal, e são de suma importância para sua qualidade de vida na Terra.

               

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                Interiores náuticos sustentáveis: como novos materiais transformam o design de barcos

                Uso de revestimentos vinílicos adesivos e práticas de economia circular ganham espaço na indústria náutica; JAQ H1 é exemplo da tendência

                Por: Nicole Leslie -

                A busca por soluções ambientalmente responsáveis tem impactado a indústria náutica em diferentes frentes, desde a propulsão até a materiais para acabamentos internos. Durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), realizada em Belém, no Pará, o lançamento do JAQ H1 — primeiro barco-escola movido a hidrogênio do mundo — reforçou que a sustentabilidade começou a transformar o design de interiores das embarcações.

                Apresentada no evento, a embarcação chamou atenção pela proposta de gerar energia limpa a partir de moléculas de hidrogênio, sem emissão direta de poluentes durante a navegação. Mas a inovação não se limitou ao sistema de propulsão: o interior do JAQ H1 também foi desenvolvido com foco na redução de impacto ambiental, substituindo parte de materiais tradicionalmente empregados no design náutico, como madeira maciça, pedras e laminados.

                JAQ H1. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a economia circular é um dos pilares das estratégias nacionais para reduzir impactos ambientais, ao priorizar o reaproveitamento de insumos e a diminuição de resíduos. O conceito vem sendo incorporado gradualmente por diferentes setores industriais — e tem ganhado espaço inclusive na indústria náutica.

                Foto: Alltak

                No JAQ H1, parte da madeira natural prevista para o interior do barco-escola foi substituída por Revestimento Vinílico Adesivo (RVA), em um material que reproduz texturas e padrões da madeira. No ambiente marítimo, esse tipo de solução ainda representa redução de peso, aplicação mais ágil e facilidade de manutenção — o que é relevante tanto para embarcações de serviço quanto de lazer.

                Revestimento Vinílico Adesivo da Alltak substituiu madeira em alguns ambientes do JAQ H1. Foto: Alltak

                Cerca de 300 m² de superfícies internas foram envelopadas com RVA fornecido pela Alltak, empresa brasileira do segmento de revestimentos vinílicos autoadesivos. O material foi aplicado em tetos, paredes, portas, móveis e no painel de comando da embarcação, em um processo executado por apenas dois profissionais ao longo de dez dias.

                 

                Os revestimentos vinílicos adesivos que imitam textura de madeira utilizados no JAQ H1 foram da linha Decor Freijó Astúrias. Além dele, também foram aplicados o Kroma Forma Falésia, o Decor Tramatto Bege, o Laka Acetinado Preto Modena e o Brushed Black em diferentes ambientes do barco-escola.

                Foto: Uirá Dantas / Projeto JAQ Hidrogênio

                Também com viés sustentável, a fabricante mantém uma usina própria de reciclagem voltada ao reaproveitamento de resíduos gerados na produção. O resultado? Mais de 1.800 toneladas de insumos poupados da natureza a cada ano. O material recuperado retorna como matéria-prima em um modelo específico de revestimento.

                Foto: Uirá Dantas / Projeto JAQ Hidrogênio

                Outro ponto que a Alltak destaca é o uso de tecnologias à base d’água em parte da produção, que reduz a emissão de compostos orgânicos voláteis durante o processo industrial. Embora não eliminem completamente os impactos ambientais associados a materiais sintéticos, medidas desse tipo indicam uma adaptação às exigências regulatórias e às novas demandas do mercado.


                No setor náutico, a adoção de RVAs também permite renovar a estética de ambientes sem a substituição estrutural de mobiliário, o que pode prolongar a vida útil dos interiores e reduzir o descarte — além de ser bastante útil em refits e modernizações.

                Foto: Alltak

                Se antes a inovação sustentável na indústria náutica era limitada aos motores e sistemas energéticos, agora ela começa a alcançar o design interior de embarcações. Assim a transformação passa a unir estética, desempenho e ciclo de vida dos materiais.

                 

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                  Veleiro Lelei: a história do andarilho que construiu a própria casa flutuante

                  Vanderlei Becker precisou de cinco anos e muitos sacrifícios para tirar do papel um barco de alumínio de 36 pés

                  22/03/2026

                  Perto dos 50 anos de idade, o gaúcho Vanderlei Becker descobriu que nunca é tarde para começar a viver um sonho. Ele, que passou boa parte da vida trabalhando em terra, deixou os ventos soprarem seu destino e tirou do papel um projeto que parecia grande demais para uma pessoa: construir, do zero e sozinho, um veleiro oceânico de 36 pés.

                  Tudo isso veio de um desejo ainda mais antigo, como um verdadeiro projeto de vida. Inspirado por famosas séries de TV dos anos 1970, como Kung Fu e O Incrível Hulk, Vanderlei sempre quis, desde garoto, viver como um andarilho, sem destino certo.

                  Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                  Logo, se a ideia era ser um nômade, por que não explorar o mundo a bordo de sua própria casa? O raciocínio foi certeiro, mas, até que uma boa alma lhe aconselhasse a adquirir um veleiro, Becker teve que enfrentar os percalços da vida adulta e deixar o sonho de criança na gaveta — contudo, nunca esquecido.

                  Um desejo de liberdade

                  Crescido em Taquari (RS), dentro de uma família humilde, a infância de Becker foi um alicerce primordial para sua alma de construtor, alimentada por seu desejo de liberdade. Não era apenas um espírito aventureiro e sem rumo que corria no seu sangue, mas um tipo de “loucura de querer fazer as coisas”.

                  Anos depois, o caiaque viraria inspiração para a construção do veleiro. Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                  Um certo dia, o pequeno Vanderlei e seu irmão resolveram construir um caiaque. Para isso, os dois juntaram madeiras velhas e as reaproveitaram para montar a base da embarcação. Para vedar — ou tentar vedar — as frestas do barco, utilizaram latas metálicas de azeite abertas, devidamente pregadas na madeira. Resultado: o barquinho afundou assim que foi colocado na Lagoa Armênia, em Taquari.

                   

                  Embora tecnicamente a experiência não tenha sido das melhores, ali, naquele momento, algo muito maior aconteceu: uma sementinha, que germinaria no coração de Becker décadas depois, foi plantada. Sem saber, aquele foi o último barco construído por ele que afundaria assim que colocado na água.

                  Alma itinerante, coração ancorado

                  À NÁUTICA, Vanderlei contou que saiu de casa muito jovem, aos 13 anos, com um desejo claro: virar um nômade. Sem um lugar fixo, o garoto passou por diversos destinos, trabalhou e aprendeu diferentes ofícios, até se casar, aos 21 anos, e dar uma enorme pausa na rotina andarilha.

                  Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                  Sua vida foi seguindo o script esperado: ele se casou, teve filhos, criou uma família e dedicou dezenas de horas de seus dias ao trabalho como mecânico e eletricista. Mais tarde, veio a separação, um novo relacionamento e outras responsabilidades — contudo, o desejo de voltar a ser nômade continuava engavetado, pronto para ser reaberto.

                   

                  A sensação era a de que só faltava um estalo para que Vanderlei vivesse o que sempre sonhou — e ele veio. Veio da forma mais traumática possível. Em um terrível incidente com gasolina, enquanto trabalhava, Becker sofreu um acidente de extrema gravidade que mudou completamente a sua vida — especialmente sua forma de enxergá-la.

                  As queimaduras tomaram grande parte do seu corpo. As lesões eram tão intensas que fizeram com que ele passasse 16 dias internado sob efeito de morfina. Por outro lado, depois de ver a morte diante dos próprios olhos, Becker teve uma epifania.

                  Eu não quero isso para a minha vida. Eu não quero morrer dentro de uma oficina– pensou Vanderlei, ainda deitado no leito do hospital

                  À época, sua rotina praticamente não comportava uma vida social — era só trabalho e casa. Ele conta que chegou a trabalhar de 18 a 20 horas por dia antes do acidente, em um cotidiano completamente exaustivo. Por isso, ao sobreviver às queimaduras, Becker deu um basta. A patir dali, seu tempo fora da profissão passaria a ser dedicado a projetos que lhe davam prazer, como marcenaria e construções em seu sítio.

                  “Por que você não compra um veleiro?”

                  O estopim soou como um alerta na cabeça de Becker, que traçou um objetivo: trabalharia intensamente até os 55 anos para, então, tirar o sonho itinerante da gaveta. “Se eu tivesse grana ou não tivesse, não interessava. Eu pararia para aproveitar o resto de vitalidade que eu tivesse para viajar”, prometeu a si mesmo.

                  Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                  Apesar disso, um barco não foi a primeira opção que lhe veio à mente para viver esse sonho. Afinal, quando se fala em viagens, o comum é mirar em carros, motos e aviões — e com ele não foi diferente. Acontece que os valores o assustaram e nenhuma opção o convenceu 100%. Em meio à falta de ideias, um antigo cliente lhe fez uma pergunta que mudaria para sempre sua história.

                  Por que você não compra um veleiro?– indagou

                  Vanderlei admitiu que nunca havia pensado nessa hipótese. “Interessante, uma casa flutuante”, respondeu o mecânico. A partir dessa rápida conversa, uma curiosidade genuína surgiu na cabeça de Becker, que passou a pesquisar valores, modelos e como seria, na prática, velejar.

                  Vanderlei aprendeu a velejar enquanto construía o barco. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                  Na verdade, ele sequer sabia se realmente gostava de navegar — mas só havia um jeito de descobrir. Sem pensar duas vezes, matriculou-se em um curso de vela e foi amor à primeira vista. Quando os motores do veleiro desligaram e só restaram ele, o mar e o vento soprando, teve certeza do que queria: era hora de a terra ser o seu apoio, e a água, o seu lar.

                  É isso aqui mesmo!– afirmou à época

                  Porém, querer é diferente de poder. Logo de cara, ele percebeu que precisaria tirar alguns escorpiões do bolso para comprar um barco, mesmo que fosse o mais simples. Como se não bastasse, Vanderlei notou que ainda teria que reformar a embarcação num nível em que construir uma do zero valeria mais a pena. Dito e feito.

                  O nascimento do veleiro Lelei

                  Para construir um barco sozinho, mais importante do que estar disposto a colocar a mão na massa é saber planejar cada detalhe do processo. Não à toa, Vanderlei passou anos preparando o terreno para que o veleiro oceânico saísse do papel. O nome, ao menos, ele já tinha: Lelei, à sua imagem e semelhança.

                  Veleiro Lelei enquanto estava sendo construído na oficina de Vanderlei. Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                  Construir um barco com base apenas na própria imaginação, claro, não era uma opção. Assim, Becker escolheu e comprou o design do Kiribati 36 — o mesmo utilizado Angelo Guedes, que também construiu uma embarcação, conforme mostra uma série especial no Canal NÁUTICA. Robusto e valente, esse veleiro de alumínio de 10 metros de comprimento foi pensado para navegar o mundo.

                  Kiribati 36. Foto: B&G Yacht Design/ Divulgação

                  Completamente novato no assunto, Vanderlei estudou e entrou de cabeça no universo náutico. As aulas de vela, aliás, o ajudaram no processo de construção — foi como aprender a dirigir com o carro em movimento.

                  Cabine de popa em construção. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                  Nascia, assim, em 2016, o canal Veleiro Lelei. A proposta era que, ao mesmo tempo em que ele aprendia a construir um barco sozinho, seu público o ajudasse e também aprendesse junto. Afinal, naquela época, eram raros conteúdos como esse não só no YouTube, mas na internet como um todo.

                   

                  Seu “estaleiro” foi montado em seu próprio sítio, em Santa Cruz do Sul (RS), onde a antiga marcenaria deu lugar a um grande galpão com todas as ferramentas necessárias para a fabricação de uma embarcação de alumínio, com direito a ponte rolante e equipamentos de solda. “Era um estaleiro completo”, destacou Becker.

                  Oficina onde foi produzido o Lelei. Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                  Um ponto crucial do projeto foi a recusa de Vanderlei em comprar o kit pré-cortado em CNC. “Comprei só o projeto de obra para estudar e depois pedi um detalhamento.” A fabricante até tentou oferecer o pacote completo, com todo o alumínio já cortado, mas a resposta dele foi categórica.

                  Eu não quero montar um Lego, eu quero construir um barco– brincou Vanderlei

                  Ele queria desenhar e cortar cada peça para que o barco fosse 100% de sua autoria — e assim seguiu durante os cinco anos de construção do Lelei.

                  O dia a dia na construção

                  Um projeto desses exige muita dedicação. No caso de Vanderlei, ainda foi preciso conciliar o trabalho em sua oficina mecânica com a construção do barco durante cinco anos. A rotina era pesada: seu trabalho na oficina terminava às 18h e, após o expediente, ele gastava cerca de 20 minutos para chegar ao sítio onde trabalhava na construção do Lelei.

                  Vanderlei Becker a bordo do Lelei. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                  Além disso, todos os finais de semana e feriados eram dedicados exclusivamente à obra. No início do projeto ele costumava trabalhar até as 3, 4 ou 5 horas da manhã.

                  Eu trabalhei para esse barco umas 5 mil horas– calculou o construtor

                  Grupo de veterinários que receberam palestra motivacional de Vanderlei, com foco na construção do barco. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                  Esse ritmo alucinante foi levemente reduzido quando sua ex-esposa passou a frequentar o sítio após se aposentar. Como ela chegava por volta das 22h, pedia para que ele parasse com o barulho, fazendo com que o progresso noturno diminuísse.

                  Só tirava 15 dias no final do ano para umas férias, uma viagem, e o resto trabalhei direto no barco– relembrou Vanderlei

                  Todavia, o ponto de virada na conciliação das atividades ocorreu durante a pandemia, quando ele precisou fechar a oficina e, assim, acelerar significativamente a execução da obra.

                  Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                  Como um todo, a construção do barco em si (a parte do alumínio) levou cerca de dois anos, ao passo que a marcenaria interna, descrita como a parte mais difícil e rica em detalhes, consumiu outros três.

                  Tu tem que dedicar muito do teu tempo e vai deixar de curtir a família– disse Becker

                  Nesse meio-tempo, visando ganhar experiência, ele tomou uma decisão ousada: comprou um barco de aço de 36 pés, na Bahia, sem vê-lo pessoalmente, confiando na indicação de um amigo. Entretanto, a embarcação estava em péssimas condições.

                  O barco estava podre: casco podre, motor fazia mais de anos que não funcionava, banheiro estava um horror. Tudo um horror, nada funcionava– detalhou Vanderlei

                  Para piorar, a viagem para levar a embarcação ao Rio Grande do Sul, que deveria durar 15 dias, levou 40. Foi uma experiência traumática, mas que serviu como uma escola prática de manutenção, mecânica e navegação oceânica antes do construtor finalizar o próprio barco. Além disso, a mastreação, as catracas e o painel elétrico dessa embarcação foram reaproveitados no Lelei.

                  O sonho navegou

                  De acordo com Becker, o valor gasto para construir o veleiro de 36 pés ultrapassou R$ 1 milhão apenas em materiais, sem contar a mão de obra. Além do dinheiro, ele enfrentou desafios técnicos e físicos severos, como machucar a coluna ao tentar cortar chumbo para o lastro com um machado — a solução foi usar uma motosserra para concluir a tarefa.

                  Veleiro sendo levado até a água para navegar pela primeira vez. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                  Apesar de todos os obstáculos, o sonhado Lelei ficou pronto em 2022, do jeitinho que o dono queria. Contudo, colocá-lo na água não foi nada simples: a embarcação pesava 10 toneladas e precisou ser içada por um guindaste que a elevou a quase 20 metros de altura, passando por cima da mata e da rede elétrica.

                  Guindaste teve que passar por cima de fios elétricos. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                  No fim, deu tudo certo. Após o transporte, o Lelei foi colocado no Rio Jacuí, e Vanderlei navegou até Porto Alegre. Depois das primeiras velejadas, ele passou um ano e meio no Rio Guaíba e na Lagoa dos Patos, ambos no Rio Grande do Sul, testando tim-tim por tim-tim da obra e aprendendo a velejar na sua criação.

                  A sensação é indescritível. Eu não tenho como explicar isso. É mais do que eu posso– contou à NÁUTICA sobre o lançamento do Lelei

                  O barco de 36 pés de comprimento (3,85 metros de largura) possui uma quilha retrátil (estilo canivete) com 2,30 metros de calado. Construtor de mão cheia, Vanderlei realizou diversas mudanças no projeto original para torná-lo mais funcional e independente.

                  Ilha da Cotia, em Paraty. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                  Ele modificou profundamente o Kiribati 36, incluindo a dog house, a popa, o banheiro (para acomodar seus 1,90 m de altura) e os sistemas de propulsão. Além disso, foram colocadas baterias de lítio e um boiler elétrico.

                  Banheiro foi adaptado para a altura de 1,90 de Vanderlei. Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                  Ele também alterou os lemes para obter melhor resposta nas manobras e instalou um bow thruster (propulsor de proa) para facilitar a atracação. Boa parte das mudanças foram realizada na parte interna, principalmente na disposição dos ambientes.

                  Comodidade é um dos pontos fortes do projeto. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal

                  Uma delas ocorreu na mesa de navegação, que foi posicionada voltada para a proa, ao contrário do projeto original. O interior funciona como uma moradia contínua, com foco em detalhes de alta qualidade e recursos como sistema de home theater e TV de 32 polegadas.

                  Televisão de 32 polegadas no veleiro. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal
                  A parte da cozinha foi caprichosamente revestida por Vanderlei. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal
                  O barco se destaca por ser bem equipado e confortável em todas as áreas. Foto: Vanderlei Becker/ Arquivo Pessoal
                  O painel é um dos dispositivos que Vanderlei mudou de lugar em comparação ao projeto original. Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                  Uma característica única é a existência de uma oficina completa, com bancada em um dos lados da popa, permitindo que ele realize reparos e manutenções durante as viagens. O veleiro, por sua vez, possui apenas um quarto fechado (o do comandante, na popa).

                  Tudo que tem no barco eu tenho peça sobressalente. Tudo. Se precisar de qualquer coisa, eu tenho uma peça para substituir– garantiu Becker

                  Seu maior companheiro

                  Segundo Vanderlei, o Lelei é um “tanque de guerra”. Não faltam aventuras a bordo do bravo veleiro, como o dia em que ficou encalhado por 17 horas na areia, ou quando enfrentou ondas de 4 metros de altura e ventos de 45 nós na Lagoa dos Patos. Isso sem contar os temporais em Paraty (RJ), Antonina (PR) e São Francisco do Sul (SC).

                  Embarcação chegando em Ilhabela (SP). Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                  Mesmo diante de adversidades extremas, o veleiro Lelei não arredou o pé e segue firme e forte, segundo o dono. Para garantir autonomia como nômade, o Lelei foi equipado para longas travessias, carregando 500 litros de diesel e aproximadamente 700 litros de água potável.

                  Viagem feita para Paraty (RJ). Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                  A confiança no projeto é tanta que o velejador conta que nunca se desesperou, nem mesmo quando perdeu dois dedos do pé após um acidente na plataforma de popa — tudo isso parece pouco para quem encontrou uma nova forma de viver.

                  Quando eu entro no barco, o meu semblante muda. É realmente a minha casa, é o meu mundo– revelou Vanderlei

                  Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                  Inclusive, ele conta que nem consegue mais se acostumar com a vida fora do barco. “Eu não consigo ficar em terra. A vida em terra, para mim, é complicada. Eu me sinto mal.” No mar, Becker fez amigos que levará para a vida toda e encontrou uma calmaria que não teve durante quase cinco décadas. Todo aquele esforço de cinco anos compensou.

                  Vale a pena porque a satisfação de ter feito o teu barco e tu navegar com uma coisa que tu fez, que tu construiu, não tem explicação– afirmou à NÁUTICA

                  Mastreação do barco “podre” serviu para o Lelei. Foto: Instagram @veleirolelei/ Reprodução

                  É como se ele tivesse construído, com as próprias mãos, o seu melhor amigo. Muito mais que um veleiro de alumínio, o Lelei promete ser o legado de quem batalhou dias e noites para que seu sonho pudesse navegar. Aquele menino que sonhava em ser andarilho hoje navega o mundo a bordo da própria casa.

                  O veleiro Lelei foi a obra da minha vida– concluiu Vanderlei Becker

                   

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                    Conheça parques estaduais e naturais de SP com atrativos náuticos

                    Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo elencou os principais destinos da categoria. Aqui destacamos as opções mais atrativas para nossos leitores. Confira!

                    Por: Nicole Leslie -
                    21/03/2026

                    Os quase 250 mil km² do estado de São Paulo guardam inúmeros destinos capazes de atender a todos os tipos de turistas. Para ajudar nas escolhas, recentemente a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo elencou alguns dos principais parques estaduais e naturais na região paulistana. A partir desse recorte, a Revista Náutica selecionou aqueles que guardam atrativos ligados à água — e que podem ser boas pedidas para nossos leitores que apreciam o universo náutico. Conheça os destinos!

                    Parques estaduais e naturais de SP com atrativos náuticos

                    Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR)

                    O primeiro destino da lista está entre os parques estaduais mais famosos de São Paulo, conhecido pelas cavernas e trilhas em meio à Mata Atlântica. Criado em 1958, o PETAR tem mais de 35 mil hectares e fica ao sul do estado. A visitação ocorre pela cidade de Iporanga, com entrada pelo km 156 da Rodovia SP-165, e custa R$ 19 por pessoa, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

                    Trilha e Cachoeria Andorinhas, PETAR. Foto: Evandro Monteiro via Semil / Divulgação

                    O PETAR guarda cachoeiras, grutas, rios e lagos, embora não seja permitido navegar nessas águas. Ainda assim, o ambiente aquático marca a paisagem do parque. Por lá, os visitantes podem percorrer trilhas que levam às cachoeiras Maximiliano, Sete Reis e do Couto, além de conhecer mirantes, cavernas e observar animais da fauna preservada da região.

                    Trilha e Caverna Santana, PETAR. Foto: Evandro Monteiro via Semil / Divulgação

                    Parque Estadual da Ilha do Cardoso

                    Cercado por água em todas as direções, o Parque Estadual Ilha do Cardoso guarda, além de belas paisagens, praias, cachoeiras e outros atrativos ligados ao ambiente náutico. De acordo com o Semil, a visitação é gratuita, mas o agendamento prévio é indicado em caso de excursões ou grupos grandes. O acesso ocorre por Cananéia, com entrada pela Av. Professor Wladimir Besnard, s/n.

                    Parque Estadual da Ilha do Cardoso. Foto: Evandro Monteiro via Semil / Divulgação

                    No local, os visitantes podem realizar roteiros náuticos para observar cetáceos — especialmente baleias e golfinhos —, passear em embarcações não motorizadas, como caiaque e stand up paddle, ou simplesmente explorar diferentes paisagens do parque deslizando sobre as águas. Além disso, a trilha da Cachoeira Grande permite contemplar não apenas a queda d’água, como um aquário natural preservado.


                    Parque Estadual Caverna do Diabo

                    Cavernas com formações rochosas imponentes estão entre os principais cartões-postais do Parque Estadual Caverna do Diabo, que abriga, além da caverna que dá nome ao destino, rios e quedas-d’água para contemplação. O acesso ocorre por Eldorado, pelo km 111 da Estrada da Caverna (SP-165), seguido por mais 5 km pela Rodovia Benedito Paschoal de França. A entrada custa R$ 19 por pessoa.

                    Parque Estadual Caverna do Diabo. Foto: Semil / Divulgação
                    Parque Estadual Caverna do Diabo. Foto: Semil / Divulgação

                    No parque é permitido nadar, observar a fauna e a flora preservadas, visitar grutas, cavernas e cachoeiras, além de fazer trilhas ou passeios de bicicleta. Na própria Caverna do Diabo, o passeio com guia turístico dura cerca de 1h30 e permite observar de perto estalactites e estalagmites em segurança, em um roteiro indicado para toda a família, segundo a Semil.

                    Parque Estadual Caverna do Diabo. Foto: Semil / Divulgação
                    Parque Estadual Caverna do Diabo. Foto: Semil / Divulgação

                    Parque Estadual da Serra do Mar (Núcleo Santa Virgínia)

                    Localizado no Parque Estadual da Serra do Mar, o Núcleo Santa Virgínia foi criado em 1989 e abrange uma área de cerca de 17,5 mil hectares. O destino protege um dos principais formadores do Rio Paraíba do Sul, o Rio Paraibuna, e também reúne cachoeiras, corredeiras, rios e lagos que reforçam seu potencial para o turismo náutico.

                    Trilha do Poço do Pito no Parque Estadual Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia. Foto: Semil / DIvulgação

                    A visitação também custa R$ 19 por pessoa e o acesso ocorre por São Luís do Paraitinga, pelo km 78 da Rodovia Oswaldo Cruz. No parque há trilhas que levam a poços, rios, cachoeiras e mirantes, que permitem observar árvores centenárias de perto e avistar animais em seu habitat natural.

                    Parque Estadual Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia; Foto Semil / Divulgação
                    Trilha do Rio Ipiranga no Parque Estadual Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia. Foto: Semil / DIvulgação

                    É na área destinada ao Parque Estadual da Serra do Mar, inclusive, que fica o distrito de Marsilac, de onde é possível ver o mar diretamente de São Paulo. O cenário improvável é possível graças à altura de um mirante que, com o céu claro, permite observar parte da Baixada Santista e do Oceano Atlântico mesmo a tantos quilômetros de distância.

                    Com céu limpo, mar pode ser visto a partir de Engenheiro Marsilac, em São Paulo. Foto: Google Maps / Ricardo Rocha / Reprodução

                    Parque Estadual Alberto Löfgren (Horto Florestal)

                    O Parque Estadual Alberto Löfgren — conhecido como Horto Florestal — é o destino da lista mais próximo do ambiente urbano. Diferentemente dos demais parques, que ficam afastados e são acessados principalmente por rodovias, ele está localizado dentro da cidade de São Paulo, na Rua do Horto, 931. A visitação é gratuita.

                    Parque Estadual Alberto Löfgren, o Horto Florestal de São Paulo. Foto: Semil / Divulgação

                    O principal atrativo náutico do Horto Florestal é seu lago para contemplação. O local, tombado desde 1983, ocupa a área onde funcionou o antigo Engenho Pedra Branca. Hoje, o parque abriga rica biodiversidade de fauna e flora, permitindo o avistamento de aves e outros animais.

                    Parque Estadual Alberto Löfgren, o Horto Florestal de São Paulo. Foto: Semil / Divulgação

                    Parque Estadual Itinguçu

                    Oficializado em 2013, o Parque Estadual Itinguçu é formado pelos núcleos Itinguçu e Arpoador. O destino reúne diversos atrativos ligados à água principalmente por estar situado na bacia hidrográfica da Baixada Santista.

                    Parque Estadual Itinguçu. Foto: Semil / Divulgação

                    O parque reúne praias, trilhas, cachoeiras, rios, aquário natural e costões rochosos. Esse conjunto permite a prática de atividades como montanhismo, canoagem, surf e natação — praticamente um arsenal de opções para quem aprecia o universo náutico. O acesso ocorre pela Estrada do Guaraú, nº 4164, com ingresso a R$ 19 por pessoa.

                    Parque Estadual Itinguçu. Foto: Semil / Divulgação

                     

                    Náutica Responde

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                      Estudo revela que pequenos crustáceos estão levando microplásticos ao fundo do oceano

                      Pesquisa mostra, em tempo real, como os copépodes ingerem e expelem os resíduos, enfraquecendo a capacidade do mar de absorver carbono

                      20/03/2026

                      O que aconteceria se um dos principais elos biológicos do ecossistema marinho se tornasse um “distribuidor” de poluentes? Segundo uma nova pesquisa, esse cenário já é realidade: os copépodes (pequenos crustáceos), considerados o zooplâncton mais abundante dos oceanos, podem estar transportando centenas de partículas de microplástico pelas águas.

                      O estudo, publicado no Journal of Hazardous Materials, mostra, pela primeira vez em tempo real, a velocidade com que os copépodes ingerem e expelem microplásticos. Em média, o poluente fica 40 minutos no trato digestivo desse grupo antes de ser eliminado em pelotas fecais. O artigo ainda fornece uma das imagens mais claras de como os microplásticos vão parar no zooplâncton. Assista:

                       

                       

                      Ao ser expelido dentro dessa pelota (densa e pesada), o microplástico ganha uma “passagem só de ida” para o fundo do oceano — e é aí que mora o problema. Mesmo que, de certa forma, os copépodes acabem limpando a superfície, eles poluem o leito marinho e os sedimentos profundos, onde a luz não chega e a remoção desse lixo é praticamente impossível.

                       

                      Além disso, as fezes são uma fonte de alimento vital para muitos outros animais, como larvas de peixes e organismos do fundo do mar. Contudo, com a presença do microplástico, elas deixam de ser nutritivas para se tornarem prejudiciais, já que os seres não só consomem esse plástico como realimentam toda uma teia alimentar com o poluente.

                      Copépode Boeckella gracilis observado em microscopia de campo escuro com rastreamento de foco. Foto: Brandon Antonio Segura Torres & Priscilla Vieto Bonilla / Wikimedia Commons/ Reprodução

                      Essa transformação é crítica justamente porque os copépodes ocupam a base da cadeia alimentar marinha. Consequentemente, ao se tornarem vetores de plástico, eles amplificam a exposição de toda a fauna oceânica ao material, dos pequenos peixes aos grandes predadores.

                      Levando em conta a enorme quantidade deles no Canal da Mancha — onde são conhecidos como “insetos dos mares” dada tamanha abundância — , os cientistas estimam que esses organismos transportem cerca de 271 partículas de microplástico por metro cúbico de água por dia, tudo para as camadas mais profundas do oceano.

                       

                      De acordo com os pesquisadores, esse mecanismo ajuda a explicar a presença de microplásticos em sedimentos profundos e até em regiões remotas do planeta.

                      Nossa pesquisa mostrou que o zooplâncton ingere microplásticos facilmente, 24 horas por dia, 7 dias por semana– afirmou Valentina Fagiano, coautora do estudo

                      O buraco é mais embaixo

                      Por mais problemática que seja, a situação ainda vai além da poluição física. Este mesmo estudo indica que os microplásticos estão interferindo no processo pelo qual o oceano retira CO₂ da atmosfera e o armazena em águas profundas, chamado de “bomba biológica de carbono”, crucial para regular a temperatura da Terra.

                      Foto: ADDICTIVE_STOCK/ Envato

                      Afinal, segundo a pesquisa, os resíduos afetam a produtividade do fitoplâncton e o metabolismo do zooplâncton, o que enfraquece a eficiência desse sistema natural de sequestro de carbono. Os microplásticos interrompem esse mecanismo e, de acordo com o Dr. Ihsanullah Obaidullah, professor da Universidade de Sharjah, podem trazer outras consequências.

                       

                      “Com o tempo, essas mudanças podem levar ao aquecimento dos oceanos, à acidificação e à perda de biodiversidade, ameaçando a segurança alimentar e as comunidades costeiras em todo o mundo”, revelou Obaidullah à Oceanographic Magazine.

                      O oceano é o maior sumidouro de carbono do planeta, e os microplásticos estão comprometendo esse escudo natural contra as mudanças climáticas– concluiu o professor

                      Foto: EwaStudio/ Envato

                      Outro gargalo são as comunidades microbianas que se desenvolvem sobre partículas plásticas, chamadas de “plastisfera”. À medida que os plásticos se degradam, também podem emitir gases de efeito estufa, adicionando mais uma via pela qual os microplásticos podem agravar as mudanças climáticas.

                       

                      Por um lado, para Fagiano, a pesquisa significa que agora é possível “prever melhor onde os microplásticos vão parar, quais espécies são mais expostas e como essa poluição interage com outras pressões sobre os ecossistemas marinhos”. Por outro, o artigo nos ensina que até mesmo pequenas ações de animais individuais podem, coletivamente, provocar mudanças em nível ecossistêmico.

                       

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                        “Hall da fama”: SailGP terá 27 medalhistas olímpicos durante etapa inédita no RJ

                        Ao todo, atletas somam 40 medalhas em Jogos Olímpicos. Entre eles estão as bicampeãs Martine Grael e Kahena Kunze

                        “Hall da fama flutuante da vela mundial”. Assim a organização do SailGP descreve parte do que será a estreia da competição na América do Sul — mais especificamente, no Rio de Janeiro. Ao atracar pela primeira vez em águas latinas, a também conhecida como “Fórmula 1 da vela” terá nada menos que 27 medalhistas olímpicos desbravando as águas da Baía de Guanabara.

                        A inédita etapa brasileira, que chegou a ser cancelada em 2025, está marcada para acontecer nos dias 11 e 12 de abril. Além da chance de ver de perto os famosos catamarãs F50, que podem ultrapassar os 100 km/h, os fãs da disputa dividirão espaço com atletas que, juntos, somam 40 medalhas nos Jogos Olímpicos.

                        Foto: SailGP / Divulgação

                        Dos 27 medalhistas, alguns terão um “gostinho a mais” ao desembarcar na Cidade Maravilhosa. Isso porque 14 deles subiram ao pódio durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, exatamente no mesmo cenário onde agora disputarão a quarta etapa da temporada.

                        Martine Grael é a primeira mulher a comandar uma equipe na história do SailGP. Foto: Mubadala Brazil SailGP Team / Divulgação

                        Entre eles está a dupla brasileira Martine Grael (Mubadala Brazil) e Kahena Kunze (ROCKWOOL Racing), campeãs olímpicas no Rio e em Tóquio (2020). Além delas, juntam-se à lista:

                        • A britânica Hannah Mills (Emirates Great Britain);
                        • A norueguesa Anne-Marie Rindom (ROCKWOOL Racing);
                        • O britânico Giles Scott, (NorthStar);
                        • O australiano Nathan Outteridge (Artemis);
                        • O neozelandês Sam Meech (Artemis);
                        • O australiano Iain Jensen (BONDS Flying Roos);
                        • O australiano Jason Waterhouse (BONDS Flying Roos);
                        • O alemão Erik Heil (Germany by Deutsche Bank);
                        • O australiano Tom Burton (Red Bull Italy);
                        • O australiano Will Ryan (Red Bull Italy);
                        • O britânico Matt Gotrel (Switzerland);
                        • A neozelandesa Jo Aleh (Switzerland).

                        A etapa do SailGP no Rio, batizada Enel Rio Sail Grand Prix, já tem ingressos à venda. Saiba como garantir o seu.

                         

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                          Inclusão e diversão: projeto Praia Para Todos leva pessoas com deficiência às águas

                          Programa gratuito oferece atividades de lazer e esporte e está espalhado por cinco praias no Rio de Janeiro

                          Embora as praias sejam públicas, o acesso nem sempre é universal. Pessoas com deficiência, por exemplo, enfrentam barreiras de locomoção que dificultam o lazer à beira-mar. Para transformar essa realidade, o projeto Praia Para Todos atua desde 2008 promovendo atividades inclusivas para que todos possam aproveitar o ambiente com igualdade e, acima de tudo, alegria.

                          A iniciativa gratuita atua no Rio de Janeiro, nas praias Barra da Tijuca, Copacabana, Ipanema, Recreio dos Bandeirantes e Flamengo. Por lá, é oferecido lazer e esporte para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, para que desfrutem do oceano com segurança e acessibilidade.

                          Foto: Praia Para Todos/ Divulgação

                          O projeto oferece uma infraestrutura mínima composta por vagas reservadas nas vias de acesso à praia, rampas de acesso, esteira na areia para passagem de cadeira de rodas, piso tátil e sinalização sonora para pessoas com deficiência visual e auditiva. Também há sanitários acessíveis e outros itens adaptados, como em cadeiras e tendas.

                          Foto: Projeto Para Todos/ Divulgação

                          Uma nova chance

                          Quem avistar uma tenda amarela em uma dessas 5 praias já sabe: ali tem o Praia Para Todos. Além da oportunidade de aproveitar um banho de sol e de mar com ajuda de instrutores do projeto, a iniciativa proporciona atividades físicas e desportivas, como:

                          • Vôlei sentado;
                          • Piscina infantil;
                          • Surf adaptado;
                          • Frescobol adaptado;
                          • Stand up adaptado;
                          • Handbike;
                          Stand up sentado proporcionado pelo projeto Praia Para Todos. Foto: Praia Para Todos/ Divulgação

                          Por meio dessas atividades, pessoas como a Alice Olívia, que foi beneficiada pelo projeto, podem voltar a ir à praia mesmo com a mobilidade reduzida. Em reportagem da emissora Canção Nova, ela contou que sofreu um acidente que a impedia de visitar o local. Graças à iniciativa, a mulher pôde voltar ao ambiente que mais gostava.

                          Antes do acidente eu vivia na praia, depois eu fiquei um ano sem praia. Primeira vez que eu vim, eu chorei. É muito bom, muito bom mesmo– declarou Alice

                          Foto: Praia Para Todos/ Divulgação

                          Assim como Alice, quem também já pôde ser ajudado pelo programa é o famoso dançarino e coreógrafo Carlinhos de Jesus, que se recupera de uma doença crônica e utiliza cadeira de rodas para se locomover, embora consiga dar alguns passos — e, como bom dançarino, bailar um pouquinho. Com suporte dos instrutores, ele foi levado até a água e, com o uso de boias, flutuou (como mostra o vídeo abaixo).

                          Liberdade, possibilidade, acessibilidade, empatia, carinho e essa água maravilhosa. Muito bom– resumiu Carlinhos

                           

                           


                          Porque todos merecem

                          O Instituto Novo Ser é a instituição criadora e promotora do Praia Para Todos. Ela não tem fins lucrativos. Segundo o projeto, são atendidos, em média, 50 pessoas por dia em cada local, com mais de 3.500 atendimentos diretos desde 2008.

                          Foto: Praia Para Todos/ Divulgação

                          “É fundamental reconhecer a ideia de que as pessoas com deficiência apresentam limitações de ordem física, sensorial ou intelectual, mas não em sua capacidade, talento e personalidade, os quais devem ser valorizados”, diz o site oficial do programa.

                          Foto: Praia Para Todos/ Divulgação

                          No mesmo site, inclusive, é possível se candidatar para ser voluntário do projeto, podendo atuar tanto na ajuda com as pessoas quanto como fotógrafo ou em outras iniciativas do Novo Ser. O instituto também aceita doações, com direito a brindes a partir de certo valor.

                           

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                            Azimut anuncia investimento de R$ 120 milhões no Brasil e produção de iate de 30 metros em Itajaí

                            A italiana Giovanna Vitelli, presidente do Grupo Azimut Benetti, veio ao Brasil para anunciar a ampliação da fábrica em Itajaí, que quase dobrará de tamanho, e a produção do modelo 30 Metri

                            Por: Otto Aquino -
                            19/03/2026

                            O Brasil entrou de vez na rota da náutica mundial. E não como espectador, mas como protagonista. Foi essa sensação que ficou ao atravessar os galpões da fábrica da Azimut Yachts, em Itajaí, Santa Catarina, onde acompanhamos de perto um anúncio que reposiciona o país no mapa global da náutica de luxo. Para apresentar as novidades, a presidente do Grupo Azimut Benetti, Giovanna Vitelli, veio pessoalmente da Itália ao Brasil. Ali, entre muitos barcos em construção e o som constante da produção, ela confirmou um investimento de R$ 120 milhões no país e revelou que a marca passará a produzir o iate Azimut 30 Metri, um dos modelos mais emblemáticos da linha Grande e, até então, restrito à produção europeia.

                            Mas antes da estratégia, veio a emoção. “É um momento muito importante e estou muito feliz. Primeiro, por chegar ao outro lado do mundo e ver todos esses Azimuts. Meu pai foi um visionário que chegou aqui há 25 anos, ou até antes, já nos anos 1990, e continuar essa tradição de construção de barcos no Brasil e pensar que se abre este novo capítulo, no qual não apenas continuamos, mas crescemos ainda mais, é uma grande emoção”, afirmou Giovanna, ao relembrar o pai, fundador do grupo, Paolo Vitelli, falecido em 31 de dezembro de 2024.

                            Giovanna Vitelli, presidente do Grupo Azimut Benetti, e Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica. Foto: Revista Náutica

                            O reencontro com a equipe brasileira reforçou esse sentimento. “Esta manhã falamos com os nossos 600 colaboradores, pois fazia muito tempo que eu não visitava a fábrica, e houve uma emoção coletiva que me deixou muito feliz, muito feliz mesmo”, afirmou. A visita ao Brasil não foi simbólica, foi estratégica.

                            Estou aqui com grande orgulho para anunciar um investimento forte no Brasil: 120 milhões de reais para este estaleiro, onde queremos crescer ainda mais– destacou Giovanna Vitelli

                            Jordana Medeiros (influenciadora NÁUTICA), Giovanna Vitelli (presidente do Grupo Azimut Benetti), Carlo Sisto (CEO Azimut Yachts Brasil) e Otto Aquino (diretor de conteúdo NÁUTICA). Foto: Matheus Petter (Rotas Comunicação)

                            Um novo capítulo para a Azimut no Brasil

                            A fala vem acompanhada de um diagnóstico claro. O Brasil deixou de ser apenas uma operação relevante e passou a ser peça central dentro do grupo. “A Azimut é forte no Brasil. Meu pai trouxe a marca nos anos 1990 e abrimos este estaleiro em 2010, mas agora abre-se um novo capítulo porque produziremos aqui não apenas novos modelos, mas um modelo ainda maior”, explicou. Esse “modelo maior” é o ponto de virada.

                            Anunciamos hoje a chegada da produção em série da Azimut 30 Metri– anunciou Giovanna

                            A Azimut 30 Metri, que será produzida em série na fábrica da marca em Itajaí, a única fora da Itália. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                            Para que isso aconteça, a transformação é estrutural. “Precisamos investir em tecnologia, no escritório técnico e, sobretudo, na infraestrutura. Vamos ampliar e modernizar este local para construir o novo 30 metros”, explicou. Esse novo ciclo de crescimento também se materializa no espaço físico. A Azimut vai praticamente dobrar o tamanho da operação em Itajaí. A planta, que hoje tem cerca de 38 mil m², será ampliada para 65 mil m², um salto de 27 mil m² que reposiciona a unidade brasileira (única fora da Itália) em outro patamar industrial.

                            Detalhes do iate de 30 metros, considerado por Giovanna como “um dos mais belos do mercado global”. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                            Mais do que metragem, essa expansão traduz capacidade. É o tipo de estrutura necessária para viabilizar a construção de embarcações maiores, mais complexas e com padrão global. E é nesse ponto que a dimensão do movimento brasileiro ganha ainda mais força. A segunda principal fábrica da Azimut no mundo, em Viareggio, na Itália, tem cerca de 98 mil metros quadrados. Com a ampliação em Itajaí, a unidade brasileira passa a operar com 65 mil m², um salto que a coloca em outro patamar dentro do grupo. Não se trata de comparar tamanhos, mas de entender direção. O Brasil deixa de ser uma operação periférica para se aproximar, em escala e relevância, do coração industrial da marca.

                            Entrada na “Série A” dos grandes iates

                            Produzir um iate desse porte em território brasileiro não é apenas uma expansão. Trata-se de uma mudança de categoria. “Com um barco deste tamanho, entramos no ‘campeonato da Série A’. É preciso competência, qualidade manual e engenharia. Poucos estaleiros no Brasil hoje conseguem vencer esse desafio”, ressaltou Vitelli. A confiança vem da experiência global.

                            Sendo o primeiro produtor mundial de megaiates, temos a experiência e a competência para fazer isso bem no Brasil– destacou a presidente do Grupo Azimut Benetti

                            Mas há um ponto que explica por que esse movimento acontece agora. O cliente brasileiro evoluiu. “O Brasil é um mercado muito importante e este estaleiro não é apenas uma unidade brasileira, é parte do grupo Azimut Benetti. É um mercado que vem crescendo e onde a qualidade da nossa marca é muito percebida.” E mais: “é um mercado maduro para acolher um barco maior. O cliente brasileiro da Azimut é fiel e temos muitos que já compraram vários barcos conosco. A chegada da 30 Metri é uma resposta a esses clientes que querem crescer”, detalhou. Ao mesmo tempo, o novo modelo amplia o alcance da marca. “Este barco é um dos mais belos do mercado global e atrairá novos clientes”, acredita Giovanna.

                            A atual fábrica da Azimut em Itajaí. Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                            Apesar do DNA italiano, o barco nasce com identidade brasileira. “Eu diria que é um barco com DNA italiano no design e arquitetura, mas com alma brasileira”, analisou. Essa adaptação é cultural. “Ele é adaptado à cultura específica deste país, voltado para a grande socialidade e vida externa”. E ganha conceito próprio. “O conceito é o ‘Barefoot Luxury’: um modo de viver rico em detalhes e arquitetura, mas de forma relaxada com a família e amigos”, explicou. Isso se traduz em escolhas concretas. “Adicionamos o estilo de vida local com mais espaço para churrasco, festas, música e terraços para dançar. É a combinação perfeita de Itália e Brasil”, definiu Giovanna.

                            Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                            Ao caminhar pela fábrica, fica evidente que o Brasil já não ocupa um papel periférico dentro do grupo. “Esta é, para todos os efeitos, Azimut Benetti. Esta fábrica está cada vez mais integrada com a Itália. Temos trocas contínuas de pessoas que daqui vão para a Itália e da Itália vêm para cá, além de uma troca produtiva e tecnológica”, explicou. Em alguns casos, o fluxo se inverte. “Agora equipes italianas estão vindo para estudar o modelo brasileiro para levá-lo à Itália”. A marcenaria brasileira virou referência global dentro da própria Azimut.

                            Do Brasil para o mundo

                            Essa evolução também passa por pessoas. “Vamos aumentar o número de colaboradores de 600 para 800 pessoas”, anunciou. “Exceto pelos moldes e engenharia básica que vêm da Itália, toda a execução e as modificações de engenharia para adaptação local serão feitas aqui. E toda a produção de móveis é feita internamente pela Azimut Brasil”. Mas há um desafio claro.

                            Um dos desafios é desenvolver uma cadeia de fornecedores de altíssimo nível no país para superiates– pontuou

                            No mar, a evolução é tecnológica. “A Azimut é a marca com a gama de produtos mais sustentável do mundo, os chamados ‘Low Emission Yachts’, que consomem de 20% a 25% menos que a concorrência”. Isso começa pela estrutura. “A superestrutura é produzida em carbono para tornar o barco mais leve, permitindo motores menores e menor consumo”. Passa pelo desenho do casco. “Este barco possui uma carena patenteada com um bulbo frontal que o torna 20% mais eficiente que barcos similares”. E chega à experiência a bordo: “Enquanto o barco navega, ele armazena energia em baterias. Quando está parado na baía fazendo churrasco ou nadando, o sistema alimenta o ar-condicionado e geladeiras sem ruído ou odor de gerador, como em um barco a vela”. O futuro já está em teste. “Estamos inclusive testando na Itália o primeiro sistema IPS híbrido”, revelou.

                            Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                            O Brasil também ganha relevância como base regional. “O mercado brasileiro já é grande por si só, mas daqui exportamos cerca de 10% da produção para mercados vizinhos como Colômbia, Argentina e Uruguai”. E há razões estruturais para isso. “Este país tem duas características importantes: vocês são um povo de navegadores, com uma cultura náutica avançada e competência em design e tecnologia”. E um diferencial que chama atenção dentro do grupo:

                            Há uma competência artesanal única no trabalho com madeira, a melhor de todo o nosso grupo– garantiu Giovanna sobre a produção brasileira

                            Mas o crescimento encontra limites fora do estaleiro. “O único problema é a infraestrutura: se os barcos crescem, as marinas também precisam crescer”. A questão é estrutural. “As que existem são de boa qualidade, mas as vagas para barcos grandes são poucas”. E o impacto é maior do que parece. “O turismo náutico gera o mais alto multiplicador econômico e de empregos; não é apenas sobre quem compra o barco, mas sobre os milhares de empregos em serviços, marinas, restaurantes e shoppings.” Sem estrutura, o país perde. “Precisamos de marinas que acolham barcos cada vez maiores para que os brasileiros não levem seus barcos para a Flórida, por exemplo”.

                            Foto: Azimut Yachts / Divulgação

                            Nesse cenário, os eventos ganham importância. “Acredito muito nos Boat Shows para mostrar o que o estaleiro faz, mas acredito ainda mais na criação de uma comunidade”. A lógica é emocional. “Criamos uma grande família de apaixonados que se tornam amigos. O Boat Show de Itajaí é um dos mais belos, com muita vivacidade e cultura náutica dinâmica”.


                            Em um mundo instável, Giovanna vê oportunidade na região. “Devido às incertezas mundiais, a América Latina é uma região onde prevejo crescimento, pois é um lugar onde se pode desfrutar do barco com tranquilidade”. Para o Brasil avançar ainda mais, há caminhos claros. “É necessário melhorar a cadeia de suprimentos e investir no treinamento das tripulações. Porque o produto evolui e o serviço precisa acompanhar. À medida que o barco cresce, o serviço também deve se tornar de luxo”, avaliou.

                            O próximo passo já começou

                            No fim, a pergunta inevitável é sobre o futuro. E a resposta vem sem rodeios. “Nós somos líderes do mercado brasileiro e eu espero e lutarei para manter essa liderança no Brasil também no futuro”. O caminho está definido. “Estamos investindo muito nos produtos, na qualidade e nas pessoas.” E o horizonte é claro.

                            Espero que ainda sejamos número um deste mercado, com cada vez mais barcos e barcos maiores, trazendo exatamente toda a cultura que o grupo tem no mundo, concentrada aqui– defendeu Vitelli

                            A fala projeta um caminho claro. A chegada da 30 Metri não é um ponto final, mas um começo. Dentro da linha Grande da Azimut, existem modelos ainda maiores, como a 36 Metri, a Trideck de 38 metros e a 44 Metri. Diante do ritmo de investimentos e da evolução da operação brasileira, a pergunta deixa de ser “se” e passa a ser “quando” esses próximos passos podem acontecer.

                            Jordana Medeiros e Giovanna Vitelli. Foto: Matheus Petter (Rotas Comunicação)

                            Talvez seja isso que estava no ar na fábrica em Itajaí. Não era apenas o anúncio de um barco de 30 metros. Era a confirmação de que o Brasil mudou de lugar. E, desta vez, não como espectador, mas como protagonista.

                             

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                              José Guilherme Caldas e Luiz Bolina descreveram a pernada como a mais tensa da competição até agora. Eles cruzaram a linha de chegada nesta quinta-feira (19)

                              Por: Nicole Leslie -

                              De volta ao lar! Única embarcação brasileira na regata de volta ao mundo Globe 40 2025/2026, o Barco Brasil finalmente atracou em terras nativas nesta quinta-feira (19). O veleiro finalizou a 5ª etapa da regata, que partiu de Valparaíso, no Chile, após 28 dias, 16 horas e 56 minutos de navegação e muitos desafios.

                              Embora tenham sido o último barco dos sete que participaram da etapa a cruzar a linha de chegada em Recife, litoral de Pernambuco, no Brasil, o Barco Brasil segue na liderança da categoria Sharp (barcos de ponta fina). Isso graças a excelentes resultados conquistados em etapas anteriores.

                              Chegada do Barco Brasil a Recife, na 5ª etapa da Globe 40Foto: Instagram @marionemacario / Reprodução

                              A disputa permite até quatro pessoas por veleiro durante cada pernada, mas o Barco Brasil foi comandado apenas pela dupla dinâmica José Guilherme Caldas e Luiz Bolina em todas elas. Eles concluíram a 5ª pernada basicamente três dias após o primeiro colocado da vez — mas seguem com números otimistas na competição.

                              Bolina (à esq.) e Zé (à dir.). Foto: Instagram @barcobrasil / Reprodução

                              A dupla lidera o ranking da categoria Sharp com 22 pontos. O segundo colocado da categoria, o veleiro austríaco Wilsons Around the World, soma 26,5 pontos. Na classificação geral, o Barco Brasil aparece no pódio, em 3º lugar (47,5 pontos). Antes dele, estão empatados com 19 pontos os barcos Crédit Mutuel (francês) e Belgium Ocean Racing – Curium (alemão), acirrados para a primeira colocação do ranking geral (números da Agência On Board 360°).

                              Barco Brasil chegando em Recife, nesta quinta-feira (19). Imagens: Instagram @marionemacario / Reprodução

                              A próxima — e última — etapa da Globe 40 parte de Recife rumo a Lorient, na França, completando o percurso de volta ao mundo. A pernada inicia em 29 de março, com previsão dos competidores começarem a chegar no dia 17 de abril.


                              Barco Brasil: desafios em alto-mar

                              A dupla à frente do Barco Brasil resumiu a etapa de Valparaíso a Recife em duas etapas: a primeira até o Cabo Horn e a segunda até Recife. Na primeira parte, a equipe conseguiu manter uma boa navegação e se manteve à frente dos veleiros Sharp. Na segunda parte, porém, o barco foi acometido por problemas devido à condições adversas do clima — e ali também surgiram pressões físicas e psicológicas aos skippers.

                               

                              Ondas grandes e rajadas de vento de 40 nós (74 km/h) causaram sérios problemas no barco. Sendo assim, a dupla precisou gerir a crise para arrumar, ainda que provisoriamente, a embarcação, ao mesmo tempo em que buscava manter uma boa posição na competição e em segurança.

                              Foto: Instagram @marionemacario / Reprodução

                              Entre os desafios técnicos, a dupla citou problemas no cabo bobstay, na Genoa 1, em tanques de ballast (vazamentos), no piloto automático, na vela J2 (rasgo), na catraca do mastro (perdida por desgaste), no cabo do enrolador da J2 (rompimento), no sistemas de carregamento de baterias (pane durante forte ventania), no sistema do leme (entrou água) e no rádio VHF (queda da antena). Como se não bastasse, a quilha ainda bateu em algo “bastante duro”, mas seguiram viagem pois a vistoria implicaria em parar o Barco Brasil.

                              Recepção do Barco Brasil em Recife. Foto: Instagram @marionemacario / Reprodução

                              Apesar de todos — e tantos — desafios, a dupla conseguiu “maquiar” os problemas que surgiram na embarcação e recuperar o prejuízo de tempo de prova. Não à toa, chegaram apenas 5 horas depois do penúltimo colocado (o veleiro inglês Jandaga Racing). Agora atracado no Brasil, o barco poderá ser preparado para a 6ª e última etapa da competição. Caso consigam uma boa colocação, o Barco Brasil pode finalizar a Globe 40 2025/2026 na liderança da categoria Sharp.

                               

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                                Empresa canadense por trás da embarcação desenvolveu sistema de controle de voo que realiza 250 ajustes automáticos de asa por segundo

                                Até quatro vezes o desempenho da propulsão elétrica comum para barcos: é isso o que promete o ENVGO NV1, tido como o primeiro barco de hidrofólio elétrico de alto desempenho do mundo.

                                A fabricante canadense, ENVGO, foi fundada recentemente, em 2021 por engenheiros de robótica e aeroespaciais. Segundo a marca, a lancha de 7,6 metros (25 pés) atinge 80 km/h, com uma autonomia de 100 km — tudo isso com uma única carga. Veja em ação:

                                 


                                Quem ajuda no desempenho do barco, claro, é o hidrofólio — essa espécie de “asa” que fica debaixo do casco. O equipamento é o responsável por elevar a lancha acima da água, reduzindo, assim, o arrasto. Além de mais veloz, a embarcação proporciona uma navegação mais suave e, principalmente, silenciosa, já que não possui motores a combustão.

                                Foto: ENVGO / Divulgação

                                “Voar” sobre as águas, contudo, pode não ser uma experiência fácil. Para driblar essa dificuldade, a canadense apostou em um sistema de controle de voo patenteado, desenvolvido por uma equipe com quase duas décadas de experiência em tecnologias aeroespaciais e de drones governamentais.


                                Esse “sistema de aviônica autoestabilizador”, como define a ENVGO, se integra aos hidrofólios para automatizar operações mais complexas, tirando do comandante essa responsabilidade. Para se ter uma ideia, a tecnologia realiza 250 ajustes automáticos de asa por segundo. Não à toa, segundo a marca, não é necessário ter uma licença de piloto para navegar.

                                O resultado é uma experiência suave e intuitiva que torna a maravilha de voar simples para todos– destaca a ENVGO

                                Por outro lado, em velocidades mais baixas ou condições adversas de mar, a ENVGO garante que o NV1 se comporta “como uma embarcação de deslocamento convencional”. As quilhas do barco, aliás, são totalmente retráteis, o que permite que o modelo seja facilmente rebocado. A facilidade ainda viabiliza a proteção dos equipamentos quando não estiverem em uso.

                                Foto: ENVGO / Divulgação

                                O NV1 leva até seis pessoas. Para carregar, utiliza o padrão de carregamento norte-americano (NACS). Com adaptadores, também é compatível com plugues CCS e J1772. Ainda é possível carregar em uma tomada padrão (Nível 1), em um carregador doméstico típico para veículos elétricos (Nível 2) ou em um carregador rápido de corrente contínua (CC).

                                 

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                                  Conheça a história do navio Professor Wladimir Besnard, que afundou em Santos

                                  Histórica embarcação oceanográfica foi a primeira a carregar a bandeira brasileira até o continente antártico e operou por mais de 40 anos, até virar atração turística. Saiba quais os próximos passos agora

                                  Por: Nicole Leslie -

                                  Toda história tem começo, meio e fim — e o enredo do navio oceanográfico Professor Wladimir Besnard parece ter começado a caminhar para a fase final. A histórica embarcação, que foi a primeira brasileira a navegar até o continente antártico, começou a afundar em Santos, no litoral de São Paulo, no último dia 13 de março. Neste contexto de fim de linha, resumimos aqui os principais pontos da trajetória desse navio e o que se pode esperar do futuro.

                                  A adernada da embarcação lançou luz sobre denúncias que defendem que o navio estava abandonado por autoridades e que, por isso, a deterioração já era previsível. Por outro lado, a Autoridade Portuária de Santos informou que moverá ações para que a embarcação seja recuperada, a fim de mantê-la como símbolo da história viva da pesquisa oceanográfica brasileira.

                                  História do navio oceanográfico Professor Wladimir Besnard

                                  Construído na Noruega especialmente para servir como um imponente laboratório flutuante do Instituto Oceanográfico (IO) da Universidade de São Paulo (USP), a embarcação chegou ao Brasil em 1967 a todo vapor para realizar expedições científicas — e assim o fez por mais de 40 anos.

                                  Foto: Francisco Vicentini, IO-USP / Divulgação

                                  Segundo o IO-USP, entre 1967 e 2008, o navio Professor Wladimir Besnard realizou mais de 260 cruzeiros oceanográficos, que permitiram acumular um enorme banco de dados para as ciências do mar no Brasil, além de “um valor histórico imensurável para a USP”.

                                   

                                  A embarcação estudou diferentes pontos do Oceano Atlântico (Norte, Sul, Leste, Oeste e Sudeste), além da Antártica e diversas localidades do litoral brasileiro, como os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, Pará, Amazonas e Pernambuco.

                                   

                                  No Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), seis expedições utilizaram o Besnard para desbravar a ciência no continente gelado. A atuação da embarcação por lá, todavia, precisou ser interrompida em 1988, após o eixo do hélice do navio se partir durante a temida Passagem de Drake. Isso porque, apesar de tantos atributos, não se tratava de um navio quebra-gelo.

                                  Navio Professor Wladimir Besnard retornando da 1ª expedição à Antártica. Foto: IO-USP / Divulgação

                                  Ainda assim, o navio oceanográfico Professor Wladimir Besnard seguiu realizando diversas expedições científicas, só não mais rumando ao continente gelado. A embarcação apenas parou de circular em nome da ciência em 2008, quando um incêndio acometeu a popa e o sistema de leme do navio.

                                   

                                  Naquela ocasião, o IO-USP afirmou não possuir verba suficiente para reparar o navio e modernizar os equipamentos necessários. Assim, o laboratório flutuante foi levado ao Porto de Santos, sem condições de voltar a navegar, e entregue ao Instituto do Mar, organização sem fins lucrativos.


                                  Denúncias ganham força: de histórico a abandonado?

                                  No contexto do navio afundando, denúncias ganharam força quanto à responsabilidade das autoridades já ligadas ao navio Professor Wladimir Besnard. O próprio Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP) foi um órgão que se posicionou contra as decisões tomadas em relação à embarcação histórica.

                                   

                                  O grupo defende que, desde o fatídico incêndio, em 2008, o abandono tomou conta da embarcação, que, segundo eles, deveria ter sido tratada para “a destinação mais óbvia”: ser transformada em um Museu Oceanográfico flutuante.

                                  Foto: Instagram @thiagogomesfotografia / Reprodução

                                  “Após quinze anos de abandono, no dia 13 de março de 2026 o navio afundou parcialmente, adernando e ficando inclinado no cais de Santos”, descreve a denúncia, que se assemelha à do jornalista João Lara Mesquita, publicada no Mar Sem Fim. “Já havia denunciado o abandono do navio oceanográfico e registrado a tentativa de salvá-lo como navio-museu. O episódio de agora enterrou de vez a esperança de um destino digno”, escreveu Mesquita.

                                   

                                  O jornalista descreveu o caso como o desfecho de uma degradação “longa, pública e vergonhosa”, e não como um acidente. Ele defende que o navio “ficou anos entregue à omissão, às promessas e ao improviso”, por ter acompanhado tentativas de restaurar a embarcação, que, apesar dos esforços, não tiveram resultados (ao menos não a tempo).

                                  Importância virou atração turística

                                  Apesar de, segundo as denúncias, o navio necessitar de cuidado específico, o Professor Wladimir Besnard chegou a virar atração turística em Santos, como um dos atrativos no novo Parque Valongo. Para isso, a estrutura foi revitalizada com cuidado para manter as tintas originais e o visual externo próximo ao de quando a embarcação ainda funcionava — trabalho realizado por voluntários do Instituto do Mar.

                                  Embarcação histórica chegou a ser atração turística no Parque Valongo, em Santos. Foto: Raimundo Rosa / Prefeitura de Santos / Divulgação

                                  Atracado no Porto de Santos às margens do parque, a embarcação histórica podia ser observada de perto por quem visitasse o local, embora já não fosse permitido embarcar no navio. Ainda em dezembro, por exemplo, 50 alunos da rede pública santista visitaram a atração para aprender sobre a história dela a partir de relatos de profissionais que já trabalharam no Prof. W. Besnard.

                                  Embora afundando, ainda há esperanças

                                  Apesar das denúncias e de o navio estar, aos poucos, sumindo para baixo d’água no Porto de Santos, o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, afirmou que estão trabalhando para que o navio histórico seja finalmente restaurado.

                                  Foto: Instagram @portodesantosbr / Reprodução

                                  Pomini reforçou que a propriedade do navio pertence ao Instituto do Mar, uma associação sem fins lucrativos que, mesmo sem recursos suficientes, se dedica há anos para a recuperação da embarcação. “Agora, independentemente da propriedade, todos nós precisamos agir e nós já começamos”, afirmou o presidente da APS.

                                   

                                  Anderson explicou que, para a segurança do canal de navegação do Porto de Santos, o plano é que o navio Prof. W. Besnard seja retirado e levado a um estaleiro. Lá, caso as condições permitam, ele será recuperado com apoio da APS junto a outras empresas. Por outro lado, caso não seja possível recuperá-lo, parte da embarcação será preservada no Parque Valongo.

                                  Foto: Instagram @thiagogomesfotografia / Reprodução

                                  Segundo Pomini, diferentes empresas precisam unir esforços para que o navio histórico possa ser restaurado, afinal o valor necessário para a reforma é alto para ser arcado por uma só empresa que, legalmente, não é a responsável pelo navio. Nesse sentido, o engenheiro e voluntário no projeto de restauração da embarcação, Antônio Carlos da Mata Barreto, revelou ao jornal A Tribuna que, apesar da tristeza em vê-la afundando, ainda nutre esperanças de que isso possa acelerar a recuperação do navio.

                                   

                                  Barreto explicou que, antes do Prof. W. Besnard adernar, já vinham acontecendo negociações sobre a restauração definitiva da embarcação. Dessa forma, o ocorrido pode servir como combustível para acelerar as burocracias, tendo em vista a urgência do caso.

                                   

                                  No mais, nos basta torcer para que as autoridades consigam se unir a tempo de recuperar um navio histórico com tanta importância para a pesquisa oceanográfica brasileira.

                                   

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                                    18/03/2026

                                    De tijolinho em tijolinho, uma histórica região do Brasil fica cada vez mais moderna. A Marinha do Brasil e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) iniciaram as obras da nova Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP), na costa de Natal, no Rio Grande do Norte, a fim de atualizar uma estrutura que não recebe uma grande reforma desde 2008.

                                    Esta será a terceira versão da estação científica instalada no arquipélago — e gerida pela Marinha há mais de 20 anos. A região é o ponto do Brasil mais próximo da África (estando a apenas 1.820 quilômetros de Guiné Bissau) e sofre com condições climáticas únicas que dificultam a execução de novos projetos.

                                    Atual estrutura da Estação Científica apresenta sinais de desgaste. Foto: Agência da Marinha/ Reprodução

                                    Para modernizar a infraestrutura, serão investidos cerca de R$ 7 milhões do Fundo de Compensação Ambiental, o que promete ser suficiente para dar uma nova cara a uma das áreas mais remotas e estratégicas do território brasileiro. A obra teve início em dezembro de 2025 e tem previsão para ser entregue até o final de 2026.

                                    O que terá de novidade?

                                    Desde que começou a ser construída, a nova Estação Científica do arquipélago já ganhou uma passarela que liga o ponto mais baixo ao mais alto da Ilha Belmonte. Por lá serão erguidas edificações que integram o projeto arquitetônico, conforme informa a Agência da Marinha.

                                     

                                    A nova passarela, por sua vez, ainda reduzirá o contato entre os visitantes e colônias de aves que habitam a região, atendendo a uma importante questão ambiental no que se refere à preservação da biodiversidade. Vale ressaltar que o local abriga uma das aves marinhas mais isoladas e peculiares do mundo, servindo como um ponto vital de repouso e reprodução.

                                    Ave marinha no Arquipélago de São Pedro e São Paulo. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                    O projeto incorpora soluções modernas de arquitetura, onde o uso de materiais altamente resistentes à corrosão e um sistema de montagem por encaixe que reduz o uso de parafusos se destacam. Além disso, a estrutura otimizará significativamente a capacidade de apoio às pesquisas.

                                     

                                    O novo espaço envolve um acordo de cooperação técnica com outras instituições. São elas o ICMBio, a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST) e a Marinha, representada pela Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM), coordenadora do Programa de Pesquisas Científicas no ASPSP (PROARQUIPELAGO).

                                    Mãos à obra!

                                    A princípio, este trabalho promete algumas dificuldades. Isso porque a organização da Estação Científica é complexa e envolve a operação de diversos sistemas adjacentes, como o de geração de energia, o de captação e dessalinização de água do mar e o de comunicações. Ou seja: a garantia de operacionalidade dessa estrutura envolve a necessidade de missões frequentes para o local.

                                    Foto: Agência da Marinha/ Reprodução

                                    Outro problema é a distância da costa — cerca de mil quilômetros do litoral brasileiro. Tanto é que, para avançar na obra e “driblar” o enorme afastamento, a operação contou com o apoio do Navio Patrulha Oceânico “Araguari”, já que todo o transporte de pessoal e material envolvido no processo de construção é realizado pela Força.

                                     

                                    A região cercada por água do mar possui cerca de 17 mil m² e é frequentemente abalada por pequenos terremotos, registrados praticamente todas as semanas. Isso acontece porque o arquipélago fica sobre a chamada Falha Transformante de São Paulo — uma das maiores do planeta.


                                    Por todas essas dificuldades, o desenvolvimento da nova estação requer um planejamento criterioso, de acordo com o Coordenador do Programa de Pesquisas Científicas em Ilhas Oceânicas (PROILHAS), o Capitão de Mar e Guerra Marco Antonio Carvalho de Souza.

                                    Tanto a tripulação do navio quanto a equipe técnica da Base Naval de Natal devem ser detentoras de perícia elevada– explicou o Capitão

                                    Sobre o Arquipélago de São Pedro e São Paulo

                                    O Arquipélago de São Pedro e São Paulo é o pico de uma cadeia de montanhas que se ergue de profundidades próximas a 4 mil metros, com uma dimensão que equivale a aproximadamente um campo de futebol, onde o ponto mais elevado está a apenas 16 metros do nível do mar.

                                     

                                    Por conta das baixas altitudes do Arquipélago de São Pedro e São Paulo, o entorno é perigoso para navegação justamente por ser difícil enxergar as ilhas a olho nu, principalmente em condições adversas de luz e de tempo — o que já provocou alguns naufrágios ao longo da história.

                                    Farol instalado pela Marinha do Brasil no Arquipélago de São Pedro e São Paulo. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                    Inclusive, a Marinha acredita que o nome do local deriva do primeiro naufrágio que aconteceu ali, em 1511, quando os portugueses tomaram conhecimento da região. Conforme a crença, a embarcação que afundou se chamava São Pedro e os sobreviventes foram resgatados por outra nomeada São Paulo.

                                     

                                    Além de uma natureza singular, a região já recebeu convidados ilustres, como o ambientalista inglês Charles Darwin, conhecido mundialmente pela teoria da evolução, que conheceu o arquipélago em 1823; e Ernest Henry Shackleton, um dos maiores navegadores da história, que visitou o local em 1921, meses antes de morrer.

                                     

                                    O local guarda as seguintes características:

                                    • Clima quente e úmido;
                                    • Solo rochoso com rochas pontiagudas e escuras;
                                    • Ausência de praias;
                                    • Ausência de vegetação de médio ou grande porte;
                                    • Relativa violência do mar no entorno;
                                    • Grande possibilidade de ocorrência de abalos sísmicos;
                                    • Biodiversidade rica.

                                    Não à toa, a região é considerada uma Área de Proteção Ambiental (APA) e um Monumento Natural (MONA). Tanto a Marinha quanto o ICMBio são responsáveis pela gestão desse conjunto de ilhas.

                                     

                                    Náutica Responde

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                                      Por: Nicole Leslie -

                                      A Volvo Penta, uma das principais marcas de motores marítimos no Brasil e no mundo, está confirmada para a 27ª edição do Rio Boat Show, que acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória. Figura já conhecida no evento, a marca sueca terá como principais destaques um motor centro-rabeta a gasolina que promete entregar 350 hp de potência e um sistema EVC que permite otimizar a conectividade a bordo.

                                      Motor Volvo Penta V8-350

                                      O motor escolhido para ser exibido no maior salão náutico outdoor da América Latina é o Volvo Penta V8-350. A promessa é atingir 350 hp de potência, com respostas rápidas e torque consistente em baixas rotações. De acordo com a marca, o modelo une estrutura robusta à eficiência, sendo ideal para aplicações náuticas que exigem confiança, aceleração eficiente e “excelente comportamento com carga”.

                                      Quando combinado às soluções Aquamatic Sterndrive, o motor proporciona maior eficiência hidrodinâmica e estabilidade em manobras-adiantou a Volvo Penta à NÁUTICA

                                      Motor Volvo Penta V8-350. Foto: Grupo Volvo

                                      Conforme explicaram, a integração entre o motor e a rabeta favorece a distribuição de peso, maior controle em baixas e médias rotações e resposta mais imediata ao comando do acelerador. O V8-350 promete atender bem a embarcações esportivas e de lazer, com uso recreativo.

                                       

                                      O sistema de injeção direta do motor reduz o desperdício de combustível, enquanto a integração com sistemas eletrônicos embarcados permite um controle mais preciso do equipamento. “É um motor a gasolina de alto desempenho para embarcações modernas”, resumiu a fabricante.

                                      Sistema EVC Upgrade

                                      No mercado náutico, o desejo por carregar as últimas novidades e melhorias a bordo é comum entre muitos. No entanto, nem sempre é possível trocar de embarcação no ritmo do avanço das tecnologias. Pensando nisso, a Volvo Penta desenvolveu o sistema EVC, que permite otimizar as tecnologias a bordo sem trocar de barco.

                                      Sistema EVC Upgrade. Foto: Grupo Volvo

                                      No Rio Boat Show 2026, a empresa apresentará o sistema EVC (Electronic Vessel Control) Upgrade, que integra motor, transmissão e instrumentação em uma plataforma digital inteligente. A proposta é permitir ter embarcações modernas que acompanham as últimas novidades tecnológicas, sem a necessidade de substituir o conjunto motriz por completo.

                                      O sistema amplia a segurança operacional, melhora a gestão de dados da embarcação e proporciona uma experiência de navegação mais intuitiva e tecnológica-detalha a Volvo Penta

                                      Além do upgrade geral, a tecnologia do sistema EVC ainda promete contribuir para prever quando haverá necessidade de manutenção em diferentes setores da embarcação, além de aumentar o valor do patrimônio náutico. Por fim, a Volvo Penta deve apresentar ainda outros itens de sua linha de roupas e acessórios, como de praxe nos eventos anteriores.


                                      Rio Boat Show 2026

                                      O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

                                      Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                      Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

                                       

                                      É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

                                      Garanta seu ingresso com desconto!

                                      Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

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                                      RIO BOAT SHOW 2026

                                      Quando: de 11 a 19 de abril;

                                      Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

                                      Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

                                      Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

                                      Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

                                       

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                                        Não é novidade que, na vasta Região Amazônica, muitas comunidades ribeirinhas e indígenas vivem afastadas dos grandes centros e não têm acesso a muitos serviços básicos de saúde. Pensando nisso, a Marinha do Brasil realiza a Operação Acre por meio do “navio da esperança”, que busca levar acolhimento, saúde e dignidade às populações remotas que necessitam de cuidados.

                                        Para as pessoas que enfrentam no isolamento um desafio diário, as Forças Armadas enviam anualmente o Navio de Assistência Hospitalar Doutor Montenegro, subordinado ao Comando da Flotilha do Amazonas. Na missão, ele é o único navio responsável por percorrer o Vale do Juruá e oferecer atendimentos médicos, farmacêuticos, odontológicos e até mesmo cirúrgicos aos ribeirinhos.

                                        Foto: Marinha do Brasil/ Divulgação

                                        De acordo com a Marinha, no recorte de 12 de janeiro a 12 de fevereiro, foram atendidos 1.313 ribeirinhos no que abrange os Estados do Acre e do Amazonas. A meta, segundo a Força, é que o navio atenda cerca de 20 mil pessoas em 2026.


                                        Entre tantas pessoas atendidas, a história de uma grávida de sete meses comoveu a tripulação. A bordo do Doutor Montenegro, atracado no Rio Juruá, ela realizou o seu primeiro pré-natal e teve um chá revelação improvisado pelos militares. “Entre sorrisos e olhos marejados, descobrimos que vem aí um menino”, contou o Capitão de Corveta Marcelo Camerino da Silva de Souza.

                                        Ela já escolheu o nome: Marinho — em homenagem à nossa instituição. Um gesto simples, mas que diz tudo. Um nome que agora carrega cuidado, presença e esperança– afirmou Camerino

                                        Grávida de sete meses realizou seu primeiro pré-natal durante a passagem do navio pela comunidade de Xibauá, no Rio Juruá. Foto: Marinha do Brasil/ Divulgação

                                        Em parceria com o Ministério da Saúde, a Operação também realiza vacinações a bordo do navio com o suporte da Prefeitura de Cruzeiro do Sul, que fornece as vacinas e dois profissionais de saúde.

                                        Foto: Marinha do Brasil/ Flickr/ Divulgação

                                        Outra parceria importante é com a ONG Américas Amigas, que possui representantes a bordo durante toda a jornada para contribuir com a rápida entrega das biópsias das mamografias. Para superar as dificuldades geográficas da região, a Operação envolve outras quatro lanchas de apoio rápidas, suporte dos fuzileiros navais e comunicações via satélite, fundamentais para o atendimento em áreas de acesso limitado.

                                         

                                        A missão continuará até o dia 19 de maio, período no qual serão atendidas as populações de outras comunidades isoladas na Região Amazônica.

                                        Números da Operação Acre em 2026:

                                        • 1.347 procedimentos médicos;
                                        • 6.593 procedimentos odontológicos;
                                        • 6.347 procedimentos de enfermagem;
                                        • 1.222 procedimentos laboratoriais;
                                        • 96 intervenções cirúrgicas;
                                        • 216 mamografias;
                                        • 56.132 medicamentos distribuídos;
                                        • 2.412 itens odontológicos doados.

                                        Doutor Montenegro: o “navio da esperança”

                                        Lançado ao mar em setembro de 1996 e entregue em 1997, o Navio de Assistência Hospitalar Doutor Montenegro – U16 carrega este nome em homenagem ao histórico médico acreano Dr. Manoel Braga Montenegro (1927-2020), que exerceu a profissão por décadas na cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre.

                                        Foto: Marinha do Brasil/ Flickr/ Divulgação

                                        O barco, entretanto, só foi incorporado pela Marinha do Brasil em 2000, após articulação entre o Ministério da Saúde, o Governo do Acre e a Força Naval. Para integrar a Força, o navio precisou passar por obras de adaptações, entre elas a modificação dos lemes — que deixavam o navio com muito calado.

                                        Foto: Marinha do Brasil/ Divulgação

                                        Atualmente, ele é equipado com consultórios médicos e odontológicos, laboratório, sala de trauma, enfermaria, farmácia e salas equipadas com mamógrafo e raios-X. O espaço também possui consultórios, UTI e rede de computadores para cadastramento dos pacientes atendidos.

                                        Foto: Naval.com.br/ Reprodução

                                        Para atender à população, a tripulação conta com 82 militares, incluindo médicos, dentistas, farmacêuticos e técnicos de enfermagem, radiologia e higiene dental.

                                         

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                                          17/03/2026

                                          Aos 28 anos, Tamara Klink carrega grandes feitos como velejadora. Sozinha, ela já atravessou o Atlântico, cruzou a Passagem Noroeste e passou o inverno no Ártico. Todos esses feitos, repletos de detalhes ainda mais impressionantes, renderam a ela o prêmio Young Voyager Award, concedido pelo Cruising Club of America (CCA), tradicional clube náutico dos Estados Unidos, fundado há mais de cem anos, em 1922.

                                          A honraria internacional (ou “Prêmio Jovem Viajante”, em tradução livre), entregue a Tamara no charmoso New York Yacht Club em 6 de março, reconhece jovens velejadores que tenham realizado uma ou mais viagens excepcionais, demonstrando suas habilidades e, principalmente, sua coragem — atributos que, de fato, não faltam à velejadora.

                                          Prêmio foi entregue em cerimônia no New York Yacht Club. Foto: Instagram @tamaraklink / Reprodução

                                          Em 2020, aos 23 anos, ela navegou sozinha cerca de mil milhas entre a Noruega e a França, a bordo do pequeno Sardinha, seu veleiro de 7,9 metros de comprimento. A viagem, além de ter sido a inspiração para seu primeiro livro, Mil milhas, ainda mostrou sua ousadia e coragem para construir a própria trajetória na vela.

                                          Sardinha, o veleiro em que Tamara Klink concluiu sua travessia em solitário do Atlântico. Foto: Instagram @tamaraklink / Reprodução

                                          Isso porque a jovem é filha de ninguém menos que Amyr Klink, grande velejador e escritor brasileiro conhecido, entre outros feitos, por ter sido a primeira pessoa a fazer a travessia do Atlântico Sul a remo, em 1984.

                                           

                                          Aos 24 anos, em 2021, Tamara, novamente só, cruzou o Oceano Atlântico da Noruega ao Brasil. Ela concluiu a viagem de mais de 11,2 mil quilômetros em 90 dias e a experiência virou o livro Nós: o Atlântico em solitário. No mesmo ano, Um mundo em poucas linhas, sua terceira obra literária, ganhou vida com poemas e textos sobre suas viagens e experiências de crescimento pessoal desde a adolescência.


                                          Já em 2023, a jovem navegou da França à Groenlândia no Sardinha-2, veleiro pouco maior que o anterior, com 10,4 metros. Seu objetivo? Passar o inverno sozinha no gelo marinho.

                                          Foto: Tamara Klink / Divulgação

                                          Foram três meses sem ver o sol, quatro meses sem ver humanos e um semestre inteiro presa no gelo, com temperaturas na casa dos -40ºC. Com o feito, ela se tornou a primeira mulher velejadora a passar o inverno sozinha no Ártico, além de ter se tornado a primeira latino-americana a navegar sozinha pela Passagem Noroeste.

                                          Foto: Tamara Klink / Divulgação

                                          Navegar é sempre um esforço coletivo, especialmente em solitário– disse Tamara ao ser informada da homenagem

                                          Sua invernagem, claro, também virou livro. Bom dia, inverno foi anunciado por ela mesma em seu Instagram recentemente. São nas próprias redes sociais, inclusive, que Tamara acumula cada vez mais seguidores — ou melhor, inspira cada vez mais pessoas: já são 665 mil followers.

                                          CCA Awards

                                          O Cruising Club of America reúne velejadores experientes de cruzeiro há mais de 100 anos para promover a cultura da navegação “com responsabilidade, conhecimento e boas práticas no mar”. O clube não possui sede física: suas atividades acontecem onde os associados se reúnem, muitas vezes organizados em estações regionais em áreas de forte tradição náutica.

                                          Foto: Instagram @tamaraklink / Reprodução

                                          Entre suas iniciativas mais conhecidas estão a organização da regata Newport Bermuda Race e a concessão de prêmios importantes da vela de cruzeiro, como a Blue Water Medal, além de distinções mais recentes como o próprio Young Voyager Award, o Rod Stephens Trophy e o Diana Russell Award for Innovation. O clube também publica livros, guias de cruzeiro e a coletânea anual Voyages, com relatos e artigos de seus membros.

                                           

                                          O prêmio de Tamara Klink corresponde ao ano de 2025, em que outras cinco categorias foram contempladas:

                                          Medalha Blue Water — Pete Hill

                                          A Blue Water Medal, principal honraria do Cruising Club of America, reconhece “habilidades náuticas excepcionais e espírito aventureiro na vela oceânica”. Em 2025, o prêmio foi concedido ao velejador britânico Pete Hill por mais de 50 anos de viagens de longa distância pelos oceanos do mundo, marcadas por uma filosofia minimalista: ele constrói ou adapta seus próprios barcos para o simples mastro de junco e prova sua navegabilidade em expedições reais, inspirando uma comunidade de velejadores que valorizam projetos simples e autonomia no mar.

                                          Troféu Rod Stephens de Marinharia — Greg Velez

                                          O Rod Stephens Trophy homenageia atos de habilidade náutica que contribuam de forma decisiva para a segurança de pessoas ou embarcações no mar. Em 2025, o prêmio foi entregue a Philip ‘Greg’ Velez, que liderou o resgate de um velejador que havia caído ao mar durante a Bayview Mackinac Race. Após quase uma hora de buscas em vento forte e mar agitado, ele e sua tripulação localizaram e retiraram a vítima da água a bordo do veleiro Amante 2.

                                          Prêmio Diana Russell — Peter Willauer

                                          O Diana Russell Award for Innovation reconhece membros que se destacam por inovação no design de barcos, educação náutica, segurança ou uso aventureiro do mar. Em 2025, o homenageado foi Peter Willauer, educador que teve papel fundamental na criação e no desenvolvimento da Hurricane Island Outward Bound School, iniciativa que integrou navegação, ciência e formação de liderança ambiental, influenciando gerações de marinheiros e estudantes.

                                          Prêmio Far Horizons — Christopher e Molly Barnes

                                          O Far Horizons Award é concedido a navegadores que realizam cruzeiros de grande alcance que representem o espírito aventureiro do clube. Em 2025, os vencedores foram Christopher Barnes e Molly Barnes, que entre 2013 e 2016 realizaram uma viagem familiar de três anos e cerca de 36 mil milhas náuticas, incluindo a circunavegação da América do Sul, a passagem pelo Cabo Horn e escalas em regiões remotas como a Ilha de Páscoa e a Ilha Geórgia do Sul, com os dois filhos a bordo.

                                          Troféu Richard S. Nye — Doug e Dale Bruce

                                          O Richard S. Nye Trophy homenageia membros que contribuíram de forma marcante para o clube e para a vela oceânica, seja por serviços prestados, navegação ou liderança no setor. Em 2025, o prêmio foi entregue a Doug Bruce e Dale Bruce, reconhecidos por anos de trabalho voluntário no CCA, incluindo a atualização de guias de cruzeiro para navegadores, a edição da publicação anual Voyages e o desenvolvimento de recursos de navegação que ampliaram o acesso a informações náuticas para a comunidade velejadora.

                                           

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                                            Dos 26 aos 42 pés: saiba quais barcos a Lanchas Coral levará ao Rio Boat Show 2026

                                            Marca exibirá cinco embarcações no salão náutico carioca, que acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                            Por: Nicole Leslie -

                                            Entre tantos modelos, a Lanchas Coral selecionou cinco embarcações para serem exibidas no Rio Boat Show 2026, salão náutico que abre o calendário brasileiro e acontece na Marina da Glória de 11 a 19 de abril. As lanchas escolhidas variam dos 26 aos 42 pés de comprimento.

                                            Marca já carimbada entre os estaleiros presentes no evento, a Lanchas Coral exibirá desde barcos de entrada até embarcações pensadas para servirem como a segunda casa de proprietários já acostumados com o universo náutico. Os modelos são: Coral 26 Aberta, Coral 32 Sea Breeze, Coral 36 Aberta, Coral 40 Sea Breeze e Coral 42.

                                            Barcos da Lanchas Coral no Rio Boat Show 2026

                                            Coral 26 Aberta

                                            A Coral 26 Aberta é o modelo de entrada escolhido pelo estaleiro para quem busca iniciar a vida náutica com estilo. Com capacidade para levar até 12 pessoas em passeios, a marca destaca o aproveitamento de espaços internos (são 7,93 metros de comprimento) e uma cabine acessível pelo banco localizado na proa do barco.

                                            Coral 26 Aberta. Foto: Divulgação

                                            Coral 32 Sea Breeze

                                            A Coral 32 Sea Breeze permite que a brisa marítima invada a embarcação a partir de um teto rígido deslizante, que transforma a lancha em uma Hard Top. A estrutura, por sua vez, leva teto solar que carrega as baterias e um sistema que reaproveita água da chuva, reforçando o papel sustentável do barco que também é um pilar estrutural do estaleiro.

                                            Coral 32 Sea Breeze. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                            Coral 36 Aberta

                                            A Coral 36 Aberta é como uma “irmã mais velha” da versão de 26 pés. Diferente da disposição tradicional das cabines em lanchas desta categoria, que são acessadas por escadas na região central do cockpit, o modelo carrega o diferencial de acessar a cabine diretamente pelo banco à proa, que serve de solário na área frontal do barco.

                                            Coral 36 Aberta. Foto: Instagram @lanchas.coral.oficial / Reprodução

                                            Coral 40 Sea Breeze

                                            Segundo o estaleiro, a Coral 40 Sea Breeze é mais leve e resistente do que outros barcos da mesma categoria devido à estrutura que leva várias longarinas (vigas estruturais fixadas no fundo do casco). Outro diferencial do modelo é um espaço gourmet equipado à popa. “O casco oferece desempenho seguro, estabilidade em curvas e suavidade mesmo em mar agitado”, descreveu o estaleiro.

                                            Coral 40 Sea Breeze. Foto: Instagram @lanchas.coral.oficial / Reprodução

                                            Coral 42

                                            Maior embarcação da Lanchas Coral no Rio Boat Show 2026, a Coral 42 tem três quartos, dois banheiros e é personalizável, para cumprir com o objetivo do estaleiro de funcionar como uma extensão da casa de seus proprietários.

                                            Coral 42. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                            Rio Boat Show 2026

                                            O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

                                            Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                            Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

                                             

                                            É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

                                            Garanta seu ingresso com desconto!

                                            Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

                                            Anote aí!

                                            RIO BOAT SHOW 2026

                                            Quando: de 11 a 19 de abril;

                                            Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

                                            Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

                                            Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

                                            Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

                                             

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                                              O Senado confirmou, na última quarta-feira (11), a adesão do Brasil à Convenção Internacional sobre a Remoção de Destroços, que define regras para evitar riscos à navegação e ao meio ambiente marinho. O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 269/2024, que trata sobre o tema, foi aprovado em sessão plenária e vai à promulgação.

                                              O acordo, adotado em 2007 pela Organização Marítima Internacional, fornece a base legal para que os Estados removam, ou mandem remover, naufrágios que possam afetar negativamente a segurança de vida, bens e propriedades no mar, bem como o ecossistema marinho.

                                              Foto: kira1232677/ Envato

                                              Como um todo, o objetivo é estabelecer regras e procedimentos internacionais uniformes e o pagamento de compensação pelos custos envolvidos nas operações. Entre os deveres dos países que assinaram o documento, estão:

                                              • Informar sobre destroços identificados, com suas características e profundidade da água;
                                              • Marcar o local dos destroços com um sistema de sinais;
                                              • Contratar seguro obrigatório para navio de 300 toneladas brutas ou mais.

                                              O texto já havia sido aprovado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE), com parecer favorável do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O decreto legislativo permitirá à Presidência da República ratificar a adesão do Brasil ao acordo e internalizá-lo na legislação federal. No momento, falta ser promulgado (publicação oficial da nova lei, decreto ou norma).

                                              O que muda na prática?

                                              A Convenção, acima de tudo, estabelece diretrizes sobre como lidar com perigos no mar. Entre os pontos centrais, estão a avaliação de riscos à navegação e ao meio ambiente causados por embarcações à deriva, plataformas ou objetos perdidos. O texto também padroniza como esses destroços devem ser reportados e a marcação com sinais internacionais para evitar novas colisões.

                                              Foto: edgar_rood/ Envato

                                              A Convenção define “naufrágio”, após um acidente marítimo, como:

                                              • um navio afundado ou encalhado;
                                              • qualquer parte de um navio afundado ou encalhado, incluindo qualquer objeto que esteja ou tenha estado a bordo de tal navio;
                                              • qualquer objeto de um navio que se perca no mar e que fique encalhado, afundado ou à deriva;
                                              • um navio que está prestes a afundar ou encalhar, ou que se pode razoavelmente esperar que afunde ou encalhe, quando não estejam sendo tomadas medidas eficazes para auxiliar o navio ou qualquer propriedade em perigo.

                                              Além disso, o texto do acordo atribui ao proprietário do navio a responsabilidade pela remoção, exige seguro ou garantia financeira para as embarcações de grande porte e estimula a cooperação entre os Estados-membros. As exceções são para os navios de guerra e estatais em serviço não comerciais.


                                              Na prática, com a nova Convenção, a responsabilidade financeira pela remoção recai integralmente sobre o proprietário do navio. O mecanismo de seguro obrigatório e a possibilidade de cobrança direta das seguradoras conferem ao Brasil o respaldo necessário para evitar que o Estado tenha que arcar com os custos de operações de limpeza em sua costa.

                                               

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                                                Pesquisa brasileira revela que semente de planta comum no país pode extrair microplásticos da água

                                                Estudo da Unesp apontou a semente da acácia-branca como uma alternativa sustentável e eficiente para limpar alguns tipos de microplástico da água

                                                Por: Nicole Leslie -
                                                16/03/2026

                                                Em meio a tantas notícias sobre poluição das águas por microplásticos, pesquisadores do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (ITC-UNESP) descobriram que a semente de uma planta comum no Brasil pode extrair alguns destes pequenos fragmentos da água. A planta em questão é a acácia-branca (Moringa oleífera), bastante comum no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do país.

                                                No estudo, pesquisadores investigaram a eficiência da remoção de microplásticos de policloreto de vinila (PVC) envelhecidos da água potável, comparando o desempenho de dois coagulantes: um composto extraído das sementes da acácia-branca e sulfato de alumínio, já comprovadamente utilizado para remover pedaços microscópicos de plástico da água.

                                                Acácia-branca. Foto: Salil Kumar Mukherjee / Licença Wikimedia Commons

                                                A escolha de estudar o potencial da planta para remoção de PVC não foi aleatória. De acordo com os cientistas da Unesp, o material está entre os mais perigosos devido ao seu potencial cancerígeno. Por isso, para tornar os testes mais realistas, os pesquisadores submeteram o PVC a um envelhecimento artificial com radiação UV por 720 horas.

                                                 

                                                O processo, conforme explicam, simulou o desgaste que o plástico sofreria na natureza, alterando as propriedades físicas e o tornando um desafio ainda maior para os sistemas de limpeza de água potável.


                                                Diferentes testes

                                                Para comparar o desempenho dos coagulantes, foram testados métodos de filtração direta (coagulação-floculação-filtração) e de filtração em linha (coagulação-filtração). Os melhores resultados da planta conseguiram eliminar 98% do microplástico da água — praticamente uma solução natural.

                                                 

                                                Conforme o estudo explica, a limpeza de micropartículas da água ocorre principalmente através da coagulação, um processo em que partículas se juntam e formam pedaços maiores — ainda que, neste caso, minúsculos. Nesse cenário, o microplástico e a matéria orgânica na água poluída possuem carga elétrica negativa, o que faz com que se repelam como ímãs de mesmo polo.

                                                Foto: Gabrielle Batista via @agenciafapesp / Reprodução

                                                As proteínas presentes na semente da acácia-branca possuem carga positiva. Ou seja: quando o extrato é adicionado na água, ele neutraliza as cargas das partículas de plástico, permitindo que elas se unam em pequenos aglomerados que ficam presos no fundo do filtro. Dessa forma, o extrato da planta serve como um “ímã natural”, ao fazer o microplástico se afastar dos demais componentes.

                                                Outras vantagens da planta

                                                Um dos pontos altos revelados na pesquisa foi o desempenho da planta em diferentes níveis de acidez (pH) da água, enquanto o sulfato de alumínio perdeu quase toda a sua eficiência em águas mais alcalinas (pH 8,0). Segundo a pesquisa, isso acontece porque o produto químico tradicional depende de condições muito específicas para agir, enquanto as proteínas da planta se mantêm ativas em uma faixa de pH mais ampla, tornando o tratamento viável em diferentes cenários.

                                                Foto: Mateusbotanica2020 / Licença Wikimedia Commons

                                                Nos estudos ainda foi possível identificar que, em águas mais claras (com menor turbidez), o processo de limpeza não precisa do passo da “floculação”, que envolve agitar a água até que se formem flocos grandes. A filtração em linha, que pula essa etapa e vai direto para o filtro após uma mistura rápida, apresentou resultados igualmente eficientes na remoção de mais de 98% dos microplásticos. Essa descoberta permite simplificar o desenho das estações de tratamento, economizando energia e espaço.

                                                O extrato salino das sementes tem uma performance parecida ao do sulfato de alumínio e, em águas mais alcalinas, teve um desempenho até melhor do que o produto químico-Gabrielle Batista, primeira autora do estudo, à Agência Fapesp

                                                Como resultado, a pesquisa concluiu a viabilidade da acácia-branca como uma alternativa sustentável para a remoção de microplásticos advindos de PVC envelhecido no tratamento de água potável, especialmente por meio de filtração em linha, ainda que a semente traga o efeito colateral de aumentar a quantidade de carbono orgânico dissolvido na água.

                                                 

                                                Náutica Responde

                                                Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                  Por: Nicole Leslie -

                                                  Em 2026, a Real Powerboats comemora 40 anos de história e decidiu celebrar o feito exibindo oito embarcações no Rio Boat Show, que acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória. O destaque vai para a Real 37 Cabriolet (ou simplesmente 37C), lançada com exclusividade no São Paulo Boat Show 2025 e que se prepara para estrear em águas cariocas.

                                                  Além da Real 37C, outras sete lanchas da Real Powerboats prometem atrair olhares no salão náutico, com modelos que variam de 27 a 42 pés. São eles: Real 270, Real 285 SD, Real 34C, Real 35C, Real 40 Fly, Real 42 HT e Real 42C. Saiba o que esperar!

                                                  Barcos da Real Powerboats no Rio Boat Show 2026

                                                  Real 270

                                                  A menor lancha que a Real Powerboats exibirá no Rio Boat Show acomoda 12 passageiros. Com 8,16 metros (27 pés) de comprimento, a Real 270 tem proa aberta com sofá em “U” que acomoda até 5 pessoas, cockpit central com sofá em “L” para outros 7 e um banheiro com “excelente pé-direito”, segundo a marca.

                                                  Real 270. Foto: Real Powerboats / Divulgação

                                                  Real 285 Special Deck

                                                  Como o próprio nome diz, a Real 285 Special Deck (SD) tem um cockpit especial. Nessa área, um grande sofá em “L” acomoda até 11 pessoas, que têm mesa de centro, geladeira, área de bar e pia disponíveis para uso nessa região. Embora um pouco mais comprida que o modelo anterior (8,49 metros), esta lancha, segundo a Real, comporta até 11 passageiros.

                                                  Real 285 SD. Foto: Real Powerboats / Divulgação

                                                  Real 34 Cabriolet

                                                  Na sequência vem a Real 34 Cabriolet, com 11,2 metros de comprimento (34 pés), homologada para até 14 passageiros durante o dia e quatro pessoas no pernoite. A embarcação conta com motor centro-rabeta, solário de popa e uma ampla plataforma na área molhada do deque (à popa).

                                                  Real 34 Cabriolet. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Real 35 Cabriolet

                                                  Seguindo por ordem de tamanho, a Real 35 Cabriolet mantém estrutura semelhante ao modelo anterior, mas adota motorização de popa. Com isso, o layout muda: no lugar do solário surge um móvel gourmet, que promete melhorar o aproveitamento dos espaços no cockpit.

                                                  Real 35 Cabriolet. Foto: Revista Náutica

                                                  Real 37 Cabriolet

                                                  Inspirada em sugestões de clientes do estaleiro, a Real 37 Cabriolet foi projetada com base nas preferências mais recorrentes do público da marca e lançada no São Paulo Boat Show 2025.

                                                  Real 37 Cabriolet. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Entre os destaques estão o sofá com encosto rebatível no cockpit, o móvel gourmet equipado com churrasqueira, geleira, tábua de corte e cristaleira e a targa ajustável no posto de comando. O detalhe permite pilotar com um campo de visão semelhante ao de uma lancha com flybridge, ainda que o barco pertença a outra categoria.

                                                  Real 40 Fly

                                                  Abrindo a categoria de 40 pés exibida pela marca no evento, a Real 40 Fly é homologada para até 18 convidados durante o dia e seis pessoas no pernoite.

                                                  Real 40 Fly. Foto: Real Powerboats / Divulgação

                                                  Além do flybridge, o modelo se destaca pelo cockpit e pelos espaços internos amplos. A plataforma de popa também pode ser personalizada, com a opção de receber um solário ou dois bancos com mesa.

                                                  Real 42 Cabriolet

                                                  A maior categoria de lancha que a Real Powerboats levará ao evento, a Real 42 Cabriolet chama atenção pela solução adotada na popa, que esconde a motorização de popa sob uma estrutura de solário para três pessoas.

                                                  Real 42 Cabriolet. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                                                  Segundo Paulo Thadeu, CEO do estaleiro, a proposta do barco é reunir “o melhor dos dois mundos“, combinando uma motorização vantajosa para o cliente com bom aproveitamento de espaço a bordo.

                                                  Real 42 HT

                                                  Com passagem por dentro do cockpit, o modelo chega ao Rio com 12,76 metros (42 pés) de comprimento e 3,70 metros de boca (largura). Até 16 passageiros são comportados na lancha, que leva motorização mínima de 540 hp e máxima de 800 hp.

                                                  Real 42 HT. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Com design que mistura luxo e esportividade, a Real 42 Hard Top (HT) também leva a solução que otimiza espaço a bordo para cobrir a motorização de popa. Neste barco, contudo, a sensação é de estar dirigindo um carro graças à visibilidade, segundo o CEO.


                                                  Rio Boat Show 2026

                                                  O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

                                                  Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

                                                   

                                                  É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

                                                  Garanta seu ingresso com desconto!

                                                  Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

                                                  Anote aí!

                                                  RIO BOAT SHOW 2026

                                                  Quando: de 11 a 19 de abril;

                                                  Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

                                                  Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

                                                  Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

                                                  Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

                                                   

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                                                    Segundo a Whale and Dolphin Conservation, uma das principais organizações globais dedicadas à proteção de baleias e golfinhos, existem cerca de 50 espécies de golfinhos e botos catalogados. Foi nesse contexto que um pesquisador americano teve a sorte de flagrar uma das mais raras do grupo, os chamados “golfinhos-panda”, na costa das Ilhas Malvinas, uma das poucas regiões onde eles habitam.

                                                    O felizardo foi Rich Brand, que viu de perto os animais preto-e-branco brincando bem próximos a ele durante uma expedição científica nas Ilhas Malvinas, em janeiro deste ano. Trata-se de golfinhos-de-commerson (Cephalorhynchus commersonii), uma das menores espécies de golfinhos no mundo.

                                                     

                                                    A cena ganhou repercussão justamente pelo visual incomum dos golfinhos, que têm coloração bastante evidente nos adultos que lembra a dos pandas. Conforme explicado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), as nadadeiras peitorais, a calda e a cabeça são pretas, diferente do restante do corpo, que é branco.

                                                    Imagem: Rich Brand via swns / Divulgação

                                                    O visual registrado por Brand é típico de adultos, já que os filhotes são pretos e com manchas acinzentadas que clareiam com o passar do tempo. Além disso, os golfinhos-panda são um dos menores cetáceos conhecidos pela ciência e não costumam passar de 1,7 m de comprimento — enquanto outras variam de 2 a 3 metros, em média.

                                                    Foto: Sebastián Saiter V. / Licença Creative Commons

                                                    Ainda de acordo com a UFRGS, os golfinhos-panda habitam apenas duas regiões do planeta: o sul da América do Sul, no Oceano Atlântico (onde ficam as Ilhas Malvinas), e as Ilhas Kerguelen, no meio do Oceano Índico. A ciência ainda não sabe explicar o que justificaria essa espécie ser encontrada em pontos tão distantes, até porque os grupos têm no máximo 100 indivíduos, mas geralmente são vistos em menos, como no registro de Rich, que estavam em quatro.


                                                    Inclusive, a separação entre os grupos desse golfinho fez com que os animais desenvolvessem subespécies. Assim, no Oceano Atlântico vivem os Cephalorhynchus commersonii commersonii, enquanto que no Índico são encontrados os Cephalorhynchus commersonii kerguelenensis.

                                                    Golfinhos-panda não têm rostro definido. Foto: Miyuki Meinaka / Licença Creative Commons

                                                    Outra curiosidade a respeito dos golfinhos-de-commerson é que eles não têm rostro definido (estrutura tipo focinho ou “bico”), diferente da maioria das espécies. Além disso, segundo a UFRGS, eles costumam ter algas no estômago como estratégia de proteção contra bicos de animais que integram sua cadeia alimentar, como peixes, lulas e invertebrados do fundo do mar.

                                                    Foto: Jan Kneschke / Licença Creative Commons

                                                    Apesar da raridade, os golfinhos-panda não estão em ameaça de extinção conforme a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que considera a espécie em cenário pouco preocupante. A caça e a pesca, por sua vez, são os maiores fatores de risco.

                                                     

                                                    Náutica Responde

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                                                      15/03/2026

                                                      Há momentos em que a moda fica pequena demais para se resumir às passarelas. Nessas horas, os principais estilistas dos últimos tempos expandiram seus horizontes para levar seus traços icônicos para os mais luxuosos iates do planeta, numa grande expressão de estilo pessoal.

                                                      Assim, de Coco Chanel a Gucci, conheça os iates que pertencem — ou pertenceram — aos estilistas mais balados do universo fashion, que revelam o mar como uma extensão da arte, independência e luxo de seus proprietários.

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                                                      O saudoso Giorgio Armani, falecido em setembro de 2025, deixou um legado não apenas no mundo da moda, mas também no náutico. Sinônimo de elegância e sofisticação, o estilista transpareceu seu estilo de vida no Main, megaiate de 65 metros (213 pés) de comprimento inteiramente projetado pelo estilista, do casco ao interior.

                                                      Foto: Codecasa/ Divulgação

                                                      Construído pelo estaleiro italiano Codecasa e entregue em 2008, o megaiate tem como destaque a cor verde-escura, escolhida para camuflá-lo nas águas. O desenho do barco, segundo o próprio Armani, tem como objetivo garantir a aparência forte e compacta da embarcação, ao passo que dá ao proprietário a impressão de que o Main não possui paredes.

                                                      Foto: Codecasa/ Divulgação

                                                      Mas se engana quem pensa que o Main foi o único iate de Armani. Você pode conferir mais detalhes de outros barcos de um dos principais ícones da moda na matéria completa.

                                                      Gucci

                                                      Não tem como falar de iate e de moda sem falar do Creole. Lançado em 1927 pela Camper & Nicholsons, o barco quase centenário segue sendo o maior veleiro de madeira clássico do mundo. Ele foi parar nas mãos da família Gucci em 1983, quando Maurizio Gucci, ex-diretor da grife e neto do fundador da empresa, comprou a embarcação e iniciou uma restauração pesada.

                                                      Creole, veleiro que pertence à família Gucci. Foto: Trayex / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                      O designer Toto Russo precisou recriar o interior do veleiro, que teve o seu original destruído. Para isso, voltou seu olhar para os anos 1920, instalando obras de arte de época nos seis camarotes de hóspedes do barco da família Gucci. Seu casco também voltou à ganhar vida quando retomou o tom de preto como a noite.

                                                      Foto: Liliane Paingaud / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                      Hoje o Creole está sob os cuidados de Allegra, filha mais nova do falecido Maurizio. Para saber mais detalhes dessa herança flutuante, leia aqui!

                                                      Tommy Hilfiger

                                                      O megaiate sofisticado de Tommy Hilfiger somou histórias para contar sob o comando do bilionário. Batizado de Feadship Flag quando foi adquirido, em 2017, a embarcação de 62 metros (203 pés) de comprimento tornou-se uma extensão da marca.

                                                      Feadship Flag, que pertenceu ao Tommy Hilfiger. Foto: Burgess Yachts/ Divulgação

                                                      Remodelado com a ajuda do diretor criativo da Ralph Lauren, o Flag combina o artesanato clássico da Feadship com um luxo moderno e descontraído: mogno rico, brancos nítidos e referências náuticas em meio a arte contemporânea e estofados sob medida.

                                                      Hilfiger supervisionou pessoalmente todos os detalhes, desde os interiores até os botes e brinquedos náuticos, tudo para que as cores combinassem com o visual do iate — não era de se esperar menos de um fanático por moda desse calibre. O barco foi vendido em 2024 e renomeado para Fos.

                                                      Coco Chanel

                                                      A estilista pouco convencional na moda não era muito adepta aos iates, mas foi convertida ao universo náutico. Na década de 1920, Chanel tornou-se uma figura constante na alta sociedade náutica da Riviera Francesa por conta do seu romance de dez anos com o Duque de Westminster, Hugh Grosvenor, no qual boa parte se passou em uma escuna de quatro mastros e 86 metros de comprimento (282 pés), a Flying Cloud.

                                                      Nadine (antigo Mathilde), que pertenceu a Coco Chanel. Foto: Yacht Chater Fleet/ Reprodução

                                                      Depois, Coco partiu para outro rumo e comprou, na década de 1940, o Mathilde, um iate holandês de 37 metros (121 pés) de comprimento com casco de aço, um refinamento ímpar e proporções sóbrias. Em 1971, após a morte de Chanel, o barco foi renomeado de Nadine e enfrentou poucas e boas.

                                                       

                                                      Nas mãos de Jordan Belfort, ex-corretor da bolsa de valores — que deu origem ao personagem de Leonardo DiCaprio no filme “O Lobo de Wall Street” — , a embarcação afundou após uma navegação em condições severas, por insistência do milionário. Todos a bordo sobreviveram, menos o próprio Nadine, que foi afundado.

                                                      Roberto Cavalli

                                                      Jennifer Lopez, Elizabeth Hurley, Madonna e Catherine Zeta-Jones. Essas foram algumas das celebridades vestidas pelo estilista Roberto Cavalli, conhecido por criar peças ousadas, cheias de cores vibrantes. Logo, seu catálogo de embarcações também não deixa a desejar.

                                                      Aquila (RC) que pertenceu a Roberto Cavalli. Foto: Yacht Buyer/ Reprodução

                                                      Ao longo dos anos, Cavalli possuiu e projetou diversos iates, cada um refletindo uma faceta diferente de sua personalidade. O Aquali, antigo RC (133 pés) e o projeto mais famoso, serviu como um salão flutuante durante o Festival de Cinema de Cannes, acolhendo festas lendárias na Riviera Francesa — frequentadas pela nata de Hollywood e até membros da realeza.

                                                      Fredoom, que também pertenceu a Roberto Cavalli. Foto: Yacht Buyer/ Reprodução

                                                      Antes de falecer, em 2024, aos 83 anos, o artista ainda deixou a sua marca no Oceanfast Thunder, de 49,8 metros (163 pés) de comprimento, com interiores repletos de detalhes dourados; e com o Freedom, de 27 metros (88 pés), entregue em 2018 e inspirado no Batman — esse construído pela Cerri Cantieri Navali. Com exceção do mais recente, todos estão à venda.

                                                      Stefano Gabbana

                                                      Esse megaiate à venda pode ser seu! Basta pagar um valor a partir de 54 milhões de euros (R$ 322 milhões na conversão de fevereiro de 2026). Estamos falando do Condecasa Regina d’Italia, de 65 metros (213 pés) de comprimento, projetado por Stefano Gabbana em parceria com o estúdio M2 Atelier.

                                                      Foto: Ocean Independence/ Divulgação

                                                      Diferente dos iguais, a proposta aqui não é o espetáculo exagerado. O megaiate adota uma forma de expressão controlada, quase arquitetônica. Os interiores azuis, com madeiras escuras e mármore brasileiro, trazem sobriedade em meio à extravagância.

                                                       

                                                      Detalhes personalizados e características como uma suíte master que ocupa toda a vigia do edifício, uma academia exclusiva e uma piscina de borda infinita revestida de mármore operam como uma extensão da identidade da Dolce & Gabbana.

                                                       

                                                      Náutica Responde

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                                                        Under, na comuna de Lindesnes, na Noruega, oferece alta gastronomia sob as águas do Mar do Norte em uma estrutura impressionante

                                                        14/03/2026

                                                        “Um portal visual para o oceano” não é o tipo de descrição que se espera de um restaurante, mas é justamente o que oferece o Under, na Noruega. Por lá, a alta gastronomia se encontra a cinco metros de profundidade nas temidas águas do Mar do Norte, em uma jornada rumo ao desconhecido.

                                                        Por fora, a estrutura de concreto na diagonal lembra um naufrágio, parte em terra, parte submersa. Debaixo d’água, porém, o que se encontra, mesmo, é vida — seja ela dos animais marinhos que por ali navegam, seja pela experiência gastronômica que está prestes a começar.

                                                        Foto: Mike Kelley / Under / Divulgação

                                                        Lindesnes, onde está instalado o Under, é uma comuna norueguesa conhecida por suas condições climáticas extremas. Na prática, o clima pode ir de calmaria para tempestades repentinamente. Seja qual for a previsão, ao entrar no restaurante, “a instabilidade externa se dissipará rapidamente”, como explica o Under.

                                                        Foto: Instagram @underlindesnes / Reprodução

                                                        O ambiente, embora sofisticado, é acolhedor e convidativo. Logo no hall, o visitante se depara com painéis de carvalho, com o teto revestido em tecido.

                                                        Foto: Mike Kelley / Under / Divulgação

                                                        A estrutura, assinada pelo escritório Snøhetta, conta com grossas paredes de concreto, pensadas para resistir à pressão e ao impacto das condições marítimas, ao passo que se torna parte do ambiente como um recife artificial.

                                                        Foto: Mike Kelley / Under / Divulgação

                                                        Amplas janelas de vidro trazem para dentro as belezas de um ecossistema rico e diversificado. Os animais marinhos, que podem ser vistos de perto, viram parte de uma experiência que promete surpreender ainda mais no paladar.


                                                        A gastronomia do Mar do Norte

                                                        À frente da cozinha do Under está o chef Bernt Sætre, responsável por dar vida a pratos em que os protagonistas são ingredientes “hiperlocais”, sazonais e muitas vezes esquecidos, como algas marinhas selvagens, mariscos nórdicos e partes menos nobres dos peixes.

                                                        O chef Bernt Sætre. Foto: Mike Kelley / Under / Divulgação

                                                        Apesar do foco nos “melhores frutos do mar da Noruega”, como destaca o restaurante, o visitante também tem à disposição pratos com ingredientes da terra, como carnes e vegetais. Um sommelier ainda garante ao menos duas cartas de vinhos distintas para complementar a experiência gastronômica — que pode ter menu vegetariano, mas não vegano.

                                                        Algumas das algas são encontradas logo na porta do restaurante. Foto: Instagram @underlindesnes / Reprodução

                                                        O menu fixo é composto de 10 a 12 pratos — alguns alterados de acordo com a estação e a disponibilidade dos ingredientes. Sendo assim, são necessárias ao menos três horas e meia para desfrutar plenamente das refeições.

                                                        Foto: Instagram @underlindesnes / Reprodução

                                                        Nessa modalidade, o jantar sai por 2.450 coroas norueguesas por pessoa, cerca de R$ 1.330 na conversão de fevereiro de 2026. Já no almoço, o menu fixo de cinco a seis pratos custa 1650 coroas norueguesas (R$ 890 aproximadamente).

                                                         

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                                                          Quase toda a linha do estaleiro preencheu o novo e estratégico espaço da empresa em sua inauguração, nesta quinta-feira (12)

                                                          Por: Nicole Leslie -
                                                          13/03/2026

                                                          “Dia muito especial e histórico.” Foi assim que Jonas Moura, CEO do estaleiro pernambucano NX Boats, definiu esta quinta-feira (12), data que marcou a inauguração da primeira Concept Store da marca, estrategicamente situada em Maringá, no Paraná. O evento inaugural reuniu 200 convidados e, nesta sexta-feira (13), o espaço foi aberto ao público.

                                                          A NX Boats é o primeiro estaleiro do Brasil a ter uma loja de fábrica-afirmou Jonas Moura durante a inauguração do espaço

                                                          Foto: Instagram @du_nxboats / Reprodução

                                                          A loja conceito traduz uma estratégia da marca de se aproximar do cliente final ao funcionar como uma loja de fábrica, onde as lanchas exibidas ficam disponíveis à pronta entrega — e a iniciativa já surtiu efeito. Segundo a NX, negócios foram fechados já no primeiro dia de funcionamento da Concept Store em Maringá.

                                                          Foto: Jhon Goulart / NX Boats / Divulgação

                                                          A cidade no interior do Paraná também foi escolhida estrategicamente pelo estaleiro, que identificou na região uma oportunidade de aproveitar a qualidade de vida local e a crescente aproximação dos maringaenses com o lifestyle náutico. A região também serve como um centro de distribuição estratégico para a região Sul do país e mercados vizinhos, como na Argentina e no Paraguai.


                                                          A Concept Store da NX Boats foi inaugurada exibindo quase toda a linha de embarcações da marca, com oito lanchas. Entre elas a NX 50 Invictus — maior modelo do estaleiro até que a NX 62 Design by Pininfarina seja lançada — , e a NX 310 Impact, último lançamento da marca que, segundo Jonas Moura, já é um “sucesso absoluto”, com fila de espera e entregas previstas para a partir de setembro. Ainda assim, a unidade exibida na loja também estava disponível à pronta entrega.

                                                          Foto: Augusto Barros / NX Boats / Divulgação

                                                          As lanchas que marcaram presença na inauguração do novo espaço da NX Boats em Maringá variam dos 26 aos 50 pés de comprimento. São elas:

                                                          • NX 260 Evolution;
                                                          • NX 270 Challenger;
                                                          • NX 280 Xtreme;
                                                          • NX 290 Exclusive Edition;
                                                          • NX 310 Impact;
                                                          • NX 350 Máximus;
                                                          • NX 370 HT;
                                                          • NX 50 Invictus.
                                                          Foto: Augusto Barros / NX Boats / Divulgação

                                                          Para reforçar o início da nova fase do estaleiro, a noite também contou com condições especiais de inauguração. Dulcino Bongiorno, diretor executivo da NX Boats no Paraná e responsável pela Concept Store, afirmou em suas redes sociais que o público que visitar o espaço nesta sexta-feira também terá condições diferenciadas para fechar negócio com a marca, além de “boas surpresas”.

                                                           

                                                          A Concept Store da NX Boats em Maringá tem quase 2 mil m² de área total e fica situada na Avenida Carlos Correa Borges, 2648, bairro Jardim Atami.

                                                          Veja fotos da inauguração da primeira Concept Store da NX Boats

                                                          Foto: Instagram @du_nxboats / Reprodução
                                                          Foto: Augusto Barros / NX Boats / Divulgação
                                                          Foto: Jhon Goulart / NX Boats / Divulgação
                                                          Foto: Augusto Barros / NX Boats / Divulgação
                                                          Foto: Jhon Goulart via Instagram @du_nxboats / Reprodução
                                                          Dulcino (à esq.) e Jonas (à dir.). Foto: Jhon Goulart / NX Boats / Divulgação
                                                          Foto: Jhon Goulart / NX Boats / Divulgação
                                                          Foto: Jhon Goulart / NX Boats / Divulgação
                                                          Foto: Jhon Goulart / NX Boats / Divulgação
                                                          Foto: Jhon Goulart / NX Boats / Divulgação
                                                          Foto: Jhon Goulart / NX Boats / Divulgação
                                                          Foto: Instagram @du_nxboats / Reprodução
                                                          Foto: Jhon Goulart / NX Boats / Divulgação
                                                          Foto: Augusto Barros / NX Boats / Divulgação

                                                           

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                                                            O estaleiro Ross Mariner, embora recente (são apenas três anos de atuação), não para de crescer, e o Rio Boat Show 2026 promete consolidar essa ascensão. Durante o evento, que abre o calendário de salões náuticos no Brasil de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória, a marca apresentará nada menos que seis embarcações, com direito a três lançamentos — um deles, o maior da história do estaleiro.

                                                            Entre as novidades está a S190 Hype, a versão 2026 da 190 Pro Series, lancha mais vendida da marca. De acordo com o estaleiro, essa 19 pés passou por mudanças que visam garantir ainda mais conforto e navegação.

                                                            Projeção 3D da nova S190 Hype. Foto: Ross Mariner / Divulgação

                                                            Subindo alguns pés — mais precisamente para os 24 —, chegamos na SR240 Aventus, outro lançamento preparado pela marca para o salão náutico carioca. Cabinada, a lancha atende, principalmente, quem busca um barco para day use sem renunciar ao conforto de uma cabine.

                                                            Projeção 3D da nova SR 240 Aventus. Foto: Ross Mariner / Divulgação

                                                            O lançamento mais aguardado, porém, é o da SLR340 Legend, que chegará como o maior barco já produzido pela Ross Mariner — um marco para o estaleiro natural de Arujá, na região metropolitana de São Paulo, que começou sua já rica trajetória com lanchas de 19 pés.

                                                            Detalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução

                                                            Com a novidade, a marca passa a explorar a categoria acima de 30 pés — um objetivo antigo de Márcio Ishikawa, CEO do estaleiro. As imagens do projeto, assinadas pelo designer Marcos Zenas, revelam uma lancha com T-top, solário de proa, sofás em L com detalhes em vermelho — já característicos da marca —, cabine para até quatro pessoas, banheiro e motorização de popa.

                                                            Detalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução

                                                            A Ross Mariner revelou à NÁUTICA, com exclusividade, outros detalhes da SLR340 Legend. Entre os principais diferenciais do modelo, estão:

                                                            • Proa com solário para até três pessoas e corredor frontal para facilitar o acesso à âncora;
                                                            • Corredor de acesso à proa com escada de degraus largos;
                                                            • Piso totalmente nivelado no cockpit, sem degraus;
                                                            • Painel do piloto moderno e clean, com banco para até duas pessoas;
                                                            • Plataforma de popa equipada com espaço gourmet, churrasqueira e geleira.
                                                            • Cabine com área total de 16 m², com pé-direito de 1,92 m;
                                                            • Quatro ambientes bem definidos: cama de proa fixa, área de estar, cama à meia-nau e banheiro;
                                                            • Banheiro com box, sanitário e bancada com pia em ambientes separados, além de 1,85 m de pé-direito.

                                                            Para o estaleiro, trata-se de um barco de “design esportivo e atemporal”, com, ainda, 3,28 metros de boca (largura). Veja mais fotos:

                                                            Detalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução
                                                            Detalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução
                                                            Detalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução
                                                            Detalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução
                                                            Detalhes da Ross SLR340 Legend. Foto: Instagram @rossmariner / Reprodução

                                                            Indo além dos lançamentos, outros modelos poderão ser conferidos de perto no estande da Ross Mariner no Rio Boat Show 2026. São eles: SR200 Vector, lançada no último São Paulo Boat Show; SR220 Icon, modelo de 22 pés que pode ser personalizado ao gosto do cliente nas versões com ou sem banheiro; e a SLR260 Fusion, lancha de 26 pés com mais de 90 unidades entregues em um ano de lançamento, conforme destaca o estaleiro.

                                                            Rio Boat Show 2026

                                                            O salão náutico que abre o calendário de Boat Shows no Brasil chega à sua 27ª edição em 2026. O Rio Boat Show movimenta as águas da Baía de Guanabara desde 1998, sempre sob os olhares do Cristo Redentor e com o Pão de Açúcar no horizonte.

                                                            Vista aérea do Rio Boat Show 2025. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                            Durante os nove dias de evento (de 11 a 19 de abril), os visitantes podem conferir embarcações na água lado a lado, além de equipamentos, acessórios e serviços das principais marcas do mercado.

                                                             

                                                            É possível ainda imergir no lifestyle náutico através de test-drives e experiências marcantes, como a ação “Minha Primeira Velejada”, batismo de mergulho, o já tradicional Desfile de Barcos noturno e a série de palestras do NÁUTICA Talks.

                                                            Garanta seu ingresso com desconto!

                                                            Os ingressos para a 27ª edição do Rio Boat Show já estão disponíveis — e leitores de NÁUTICA têm 30% off. Para garantir o desconto, acesse o site oficial de vendas, selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas e insira o código promocional NAUTICA30 na aba “inserir cupom de desconto”.

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                                                            RIO BOAT SHOW 2026

                                                            Quando: de 11 a 19 de abril;

                                                            Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro);

                                                            Horário: de segunda a sexta-feira das 15h às 22h; sábados e domingos das 13h às 22h; no primeiro dia o evento abre às 15h e, no último, encerra às 21h;

                                                            Mais informações: site oficial do Rio Boat Show;

                                                            Ingressos: site oficial de vendas (leitores NÁUTICA têm 30% off com o código promocional NAUTICA30).

                                                             

                                                            Náutica Responde

                                                            Faça uma pergunta para a Náutica

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