A zona sul de São Paulo será transformada em um refúgio de lazer e esportes ao ar livre por um final de semana inteiro. Isso porque nos dias 20 e 21 de setembro, a Represa de Guarapiranga será palco da Virada Náutica 2025, eventoque integra a 18ª edição da Virada Esportiva, realizada pela Prefeitura de São Paulo.
Durante os dois dias, seis pontos estratégicos da represa receberão atrações para todas as idades, que vão de passeios náuticos e oficinas esportivas até recreação infantil e bungee jump. Embora a maioria das experiências seja aberta ao público, algumas exigem inscrição prévia.
Foto: Virada Náutica / Divulgação
No sábado (20), o Encontro Paulista de Jets — exclusivo para quem possui embarcação— começa às 10h na Marina Fibramar (Rua Valentim Ramos Delano, 111), mediante inscrição pelo site oficial. Já no domingo (21), também às 10h na Marina Fibramar, acontece o passeio náutico de embarcações, reunindo proprietários que desejam explorar a represa em grupo (e que também realizarem a inscrição com antecedência).
Banana boat. Foto: Virada Náutica / Divulgação
No mais, a programação geral acontece das 9h às 17h, com diferentes atividades espalhadas pela região:
Parque Praia do Sol (Av. Atlântica, 3540): bungee jump, espaço infantil, área de praia, passeios de jet (como garupa), oficinas de esportes náuticos e passeios turísticos de barco;
Clube Náutico Guarapiranga (Av. dos Funcionários Públicos, 2501): banana boat, oficinas esportivas, bungee jump e recreação para crianças;
Marina Riviera (R. Durval Soares da Silva, 464): área de praia, passeios de jet e atividades infantis;
Marina Pera Náutica (R. Valentim Ramos Delano, 151): oficinas e workshops de iatismo e vela.
Mais do que um festival de esportes, a Virada Náutica 2025 se firma como uma oportunidade para viver a represa de forma inédita, seja em família, com amigos ou até mesmo a bordo da própria embarcação.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Quem já visitou o São Paulo Boat Show, sabe: a Fibrafortnão economiza nos modelos expostos — e neste ano não será diferente. A marca prepara nada menos que 12 lanchaspara o evento, que vão estrear renovadas na linha Chrome. Entre elas estará um lançamento exclusivo, ainda mantido em sigilo.
Cada detalhe dos barcos, que vão dos 21 aos 42 pés, poderão ser vistos de perto de 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo.
É o maior evento náutico do Brasil. É onde a gente lança nossas tendências– destaca Bárbara Martendal, diretora de negócios da Fibrafort
Foi justamente no São Paulo Boat Show que o estaleiro lançou, em 2024, sua primeira lancha da linha Chrome, a Focker 262 GTO.
Focker 262 GTO, lançada durante o São Paulo Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O modelo, que segue tendências mundiais, apresenta interiores que combinam nuances da cor principal (neste caso, o cinza) com azul, buscando uma harmonização que envolve desde o EVA do piso até o estofamento.
Interior da Focker 262 GTO, com detalhes exclusivos. Foto: Revista Náutica
A linha, aliás, se destaca pelo acabamento diferenciado e estofamento de design exclusivo — características que, agora, estarão nos demais barcosdo amplo portfólio do estaleiro catarinense.
Foto: Revista NáuticaFoto: Revista Náutica
A Focker 262 GTO Chrome é apenas um dos modelos confirmados para a 28ª edição do São Paulo Boat Show. Ao lado dela estarão as lanchas 212 Chrome, 242 GTO Chrome, 272 GTC, 272 GTO, 300 GTS, 333 Chrome, 366 GTS, 370 GTX, 388 Gran Turismo, F 420 Gran Coupé e um outro lançamento misterioso.
A marca, em colaboração com a Yamaha, ainda vai sortear uma Focker 188 Joy equipada com motor de popa no último dia do São Paulo Boat Show. Confira:
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A Wellcraft promete movimentar o São Paulo Boat Show 2025 com embarcações que unem DNA de pesca, lazer e design inteligente. Ao todo, serão quatro modelos: dois lançamentos e uma mesma lancha em duas versões distintas — uma verdadeira vitrine da versatilidade que se tornou marca registrada do estaleiro.
As novidades são as novas Wellcraft 200 e Wellcraft 280. Ao lado delas, estarão duas unidades da Wellcraft 320, equipadas com motorizações diferentes, para mostrar aos visitantes como o mesmo barco pode entregar experiências distintas na água.
Wellcraft 280 tem detalhes pensados para a pesca. Foto: Wellcraft / Divulgação
Nascida no segmento fishing, a Wellcraft conquistou espaço justamente por manter o center-console como identidade. Mas, como explica Fabio Bisolatto — o “Fabinho”, sócio-diretor da marca —, a tendência atual pede barcos que sejam tão funcionais para a pesca quanto para passeios em família.
Wellcraft 200
Com 6,1 metros (20 pés), a Wellcraft 200 chega como a menor da linha, mas não abre mão de robustez. O casco laminado em Hand Lay-Up e o espelho de popa, com garantia vitalícia, permitem instalar motoresde 150 a 200 hp.
O barco aposta na versatilidade: cabe bem tanto em um dia de pesca quanto em passeios e esportes aquáticos. O banco do piloto tem encosto escamoteável, que pode virar para a popa, onde fica um sofá amplo. A proa tem sofá em “U” que privilegia a pesca. O barco também oferece conforto com chuveirinho de água doce, porta-luvas e armários.
Wellcraft 280
Destaque do estaleiro no salão, a Wellcraft 280 (8,55 metros) mira um nicho específico: o pescador exigente que também busca conforto. O casco é construído por infusão a vácuo, que garante leveza, resistência e maior durabilidade. O espelho de popa também tem garantia vitalícia.
Wellcraft 280. Foto: Wellcraft / Divulgação
O convés amplo foi pensado para equilibrar pesca e lazer, com banheiro equipado (vaso elétrico, pia e torneira com água doce) e mais de 50 acessórios de série. Para enfrentar as ondas, a motorização recomendada é dupla, entre 200 e 300 hp.
Estrutura da Wellcraft 280 em construção. Foto: Wellcraft / Divulgação
Wellcraft 320
Com 9,85 metros (32 pés), a Wellcraft 320 é a maior da família e combina espaço com tecnologia. O casco segue o mesmo padrão construtivo da 280 e foi projetado para oferecer estabilidade e fácil acesso às áreas estratégicas para pesca.
Wellcraft 320. Foto: Wellcraft / Divulgação
O modelo chega ao salão náuticopaulista em duas versões: uma com parelha de 300 hp, outra com trinca de 300 hp. Assim, o visitante poderá ver, na prática, como diferentes propulsores transformam a experiência e também o visual da embarcação.
São Paulo Boat Show 2025
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
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SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Um achado recente no Oceano Pacífico pode mudar a forma como entendemos o potencial energético do planeta. A cerca de 4.300 metros de profundidade, pesquisadores chineses descobriram um campo hidrotermal colossal próximo à Fossa de Mussau e o nomearam de Kunlun. O local chamou a atenção por liberar grandes quantidades de hidrogênio.
O que viria a se tornar a primeira parte do estudo foi publicada em agosto na revista Science Advances. Na ocasião, a pesquisa feita por cientistas do Instituto de Oceanologia da Academia Chinesa de Ciências (IOCAS) apresentou esse sistema inédito encontrado nas profundezas do Pacífico.
(A) Locais de enxame de tubos hidrotermais (caixa amarela). (B) 20 tubos hidrotermais identificados em um planalto de 50 a 80 km da Fossa Mussau (círculos brancos). (C) Mapa de tubo oval de 1 km de comprimento e 600 metros de largura. Foto: Revista Science Advances / Divulgação
São 20 enormes crateras circulares ou ovais, com até 1,8 km de diâmetro e 130 metros de profundidade, que lembram tubos de kimberlito — formações geológicas de origem vulcânica e fonte primária de diamantes. Nesse caso, porém, o destaque é o hidrogênio resultante e não o minério.
Movidos pela curiosidadepor trás dessa formação, os cientistas mergulharamcom o Veículo Operado Remotamente (ROV) Fendouzhe novamente para um novo estudo, este publicado em 5 de setembro na mesma revista científica.
(D) Poços pequenos encontrados nas profundezas dos tubos maiores. (E) Imagem aponta de onde fluido hidrotermal era ventilado a partir de crateras. (F) Imagem ao redor de tubo observado no estudo, com vários organismos vivos. Foto: Revista Science Advances / Divulgação
A pesquisa revelou altas concentrações de gás hidrogênio em fluidos que jorram dos tubos de Kunlun. O processo que explica esse fenômeno é a serpentinização: quando a água do mar se infiltra em fraturas da crosta terrestre e reage com rochas do manto, formando novos mineraise liberando hidrogênio.
Os cientistas calcularam que o Kunlun corresponde, sozinho, por cerca de 5% do hidrogênio liberado anualmente nos oceanos do mundo. Isso o torna o maior campo hidrotermal desse tipo já identificado no planeta.
Ilustração representa ecossistema observado em localidades próximas dos tubos de Kunlun. Foto: Revista Science Advances / Divulgação
Além da dimensão energética, o local também chama atenção pelo ecossistema ativo próximo a ele, apesar da distância da luz. Por lá foram observados camarões, lagostas, anêmonas, peixese até vermestubícolas, que se aproveitam das fontes de calor e nutrientes que emergem na região.
A segunda parte da pesquisa também revelou como essas estruturasse formaram. Os cientistas concluíram que bilhões de toneladas de hidrogênio foram produzidos por serpentinização e ficaram aprisionados em fraturas profundas, seladas por lama e carbonato, e que parte desse gás acabou se misturando ao oxigênio da água do mar que circula pelo subsolo.
Ilustração representa processo que leva a explosões de hidrogênio nos tubos de Kunlun. (A e B) Água com alto teor de oxigênio afunda na litosfera e é aquecida, liberando oxigênio molecular devido à diminuição da solubilidade. (C e D) O hidrogênio formado nas profundezas do manto migra para cima e se mistura com o oxigênio. (E e F) Explosões ocorrem mais provavelmente ao longo da frente de mistura quando a pressão e temperatura atingem o ponto crítico. Foto: Revista Science Advances / Divulgação
O resultado é explosivo — e comparável a um barrilde pólvora submarino. Quando a pressão se torna grande demais, a mistura de gases explode com uma energia equivalente a bilhões de toneladas de TNT, abrindo crateras gigantes no leito oceânico. Sismômetros instalados na região registraram mais de 800 pequenos tremores em apenas 28 dias, sinais de que o processo segue ativo até hoje.
Os cientistas destacam que o Kunlun amplia o conhecimento sobre os processos geológicos do planeta e pode ajudar a entender o potencial energético e os riscos ligados a reservas naturais de hidrogênio escondidas no fundo do mar.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Melhor do que uma, só duas novidades! É o que a Azov Yachts prepara para o São Paulo Boat Show 2025 com o lançamento oficial da lancha Z290, que terá direito a coquetel de apresentação e um brinde especial: a projeção da Z420HT, próximo debute da marca.
O estaleiro afirma que a Z290 chega com um “projeto ousado, com design esportivo e um exímio acabamento” — detalhes que poderão ser conferidos de perto no salão de 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo.
Azov Z290. Foto: Azov/ Divulgação
Através das redes sociais, Carlos Avelar, CEO da empresa, revelouque, além da cabinada, o modelo terá uma versão open, ambas com 9 metros de comprimento e 3,8 metros de boca. “Extremamente expressiva”, como definiu Avelar, a largura do barco deve entregar estabilidade, segurança, conforto e navegabilidade.
Ela realmente ficou muito diferente do que o mercado hoje entrega– detalhou Carlos Avelar
Parte interna da lancha Azov Z290. Foto: Azov/ Divulgação
O coquetel de apresentação da Z290 acontecerá no estande da Azov, em 19 de setembro, segundo dia do São Paulo Boat Show 2025. Na mesma data, o público poderá conferir em primeira mão a projeção virtual da Z420HT, próximo lançamento da marca.
Azov Z420HT, projeto que será apresentado virtualmente no São Paulo Boat Show 2025. Foto: Azov/ Divulgação
Além das duas novidades, outras três lanchas da Azov estarão no evento: Z380 Open, Z260 Open e Z480HT — as duas últimas, ja testadas por NÁUTICA.
São Paulo Boat Show 2025
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
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SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Ter um membro da embarcação na água, certamente, é uma situação grave e aflitiva, embora não aconteça com tanta frequência. Mas, quando ocorre de um tripulante cair do barco, o processo correto pode significar a diferença entre resgatá-lo ou perdê-lo. Nesse cenário, o mais importante é a rapidez.
O ser humano pode sobreviver na água fria por pouco tempo, devido aos efeitos da hipotermia. Por sorte, no Brasil as águas não são extremamente geladas. Mas, localizar uma pessoa na imensidão do oceanonem sempre é fácil, especialmente à noite.
Segundo estatísticas da Guarda Costeira Americana, cerca de 70% das pessoas que caem de um barco no mare não são resgatadas na primeira tentativa não costumam serem encontradas com vida. Por isso, é de extrema importância saber o passo a passo correto do que fazer ao ouvir alguém gritar “homem ao mar!”
Quatro passos para resgatar um tripulante no mar
1° Localização
A pessoa que perceber o acidente deve gritar, imediatamente, para alertar a tripulaçãoe parar o barco. Ao mesmo tempo, deve grudar os olhos na vítima, não desgrudando dela, enquanto pede que alguém forneça algo flutuante para ser lançado em sua direção (defensa ou boia, por exemplo).
Deve-se, também, acionar o botão MOB (Man Overboard) do GPS, para gravar o ponto exato da queda. Nunca se deve perder o náufrago de vista.
Foto: Envato / rawf8
2° Retorno
Evite que a embarcação se afaste do local da queda. Pare o barco, mude o rumo e se aproxime da vítima. Num barco a motor, isso deve ser feito com uma curva de 180° no sentido oposto. Nunca engate a ré, por causa dos hélices na vítima.
Em um veleiro, guine rapidamente para barlavento (lado exposto ao vento), cambe e volte ao local da queda, manobrando para se aproximar do náufrago numa orça apertada, para poder controlar a velocidadeda embarcação.
3° Aproximação
Posicione o barco a barlavento da vítima, deixando-a a sotavento (lado protegido do vento). Isso irá protegê-la dos ventos e das ondas e evitará que o barco derive na direção oposta.
Quando estiver perto, folgue as velas ou desengate o motor, e lance um longo cabo flutuante para a vítima o agarrar e, assim, ser puxada para a embarcação. Caso isso não seja possível, deixe que os próprios ventos e a correnteza façam o barco derivar lentamente na direção desejada.
4° Resgate
Com a vítima no costado, puxe-a para bordo. Se ela não conseguir usar a escadinha, use um cabo com nós intercalados, que imitem uma. Use também o bote de apoio como plataforma ou, se estiver num veleiro, uma adriça com um lais de guia na ponta, no qual a vítima poderá encaixar o pé para ser içada por alguém nas catracas.
Importante: só pule na água (com colete salva-vidas e amarrado ao barco) se a vítima estiver ferida, desmaiada ou se afogando.
Cuidados para não cair na água:
Nunca fique em pé ou trabalhe no convés sem segurar em algo fixo. Lembre-se do ditado náutico que diz: “Uma mão para mim, outra para o barco”.
Atenção redobrada nas manobras mais bruscas, como curvas acentuadas ou jibes. O timoneiro deve sempre avisar a tripulação quando for realizar uma manobra desse tipo.
Evite fazer xixi na borda do casco ou na plataforma de popa, porque qualquer movimento mais brusco pode derrubá-lo na água. Isso é válido para todos, inclusive para os homens, que devem preferir sempre usar o vaso sanitário.
Navegando com mau tempo, à noite, ou em solitário, ninguém a bordo deve ficar no convés sem colete salva-vidas ligado a um cabo que vá da proa à popa, ou sem estar amarrado ao barco.
Tenha ao alcance das mãos, no convés, itensque possam ajudar caso alguém caia na água: boia salva-vidas, lanternas, cabos flutuantes e boias especiais com bandeiras ou luzes para marcar o local de uma queda.
Faça periodicamente a manutençãodas grades de proteção, do guarda-mancebo e do piso antiderrapante do seu barco.
Com estas dicas em mente, você estará preparado para agir e pensar de forma correta e rápida em situações de homem na água.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Espaço, elegância e ousadia são os pilares do novo modelo revelado pela Extra Yachts: o X145 Global. Com 144 pés (44 metros de comprimento), o superiatefoi concebido para otimizar cada metro quadrado, rompendo com os padrões tradicionais de distribuição de ambientes em embarcações de luxo.
Apresentado pelo estaleiro italiano que integra o grupo Palumbo Superyachts na última quinta-feira (4), o modelo impressiona já pelo exterior: cinco deques estrategicamente divididos compõem sua silhueta robusta e ao mesmo tempo sofisticada.
Foto: Extra Yachts / Divulgação
No convés principal, onde em outros superiates costuma reinar a área social, o X145 Global inova ao reservar o espaço para as cinco cabines de hóspedes. O espaço aproveita toda a boca da embarcação(9,1 metros), garantindo conforto e privacidade incomuns.
Suíte máster. Foto: Extra Yachts / DivulgaçãoÁrea de banheiro da suíte privativa. Foto: Extra Yachts / Divulgação
O proprietário que chamar um X145 Global de seu desfrutará de ainda mais exclusividade. Isso porque a suíte máster ocupa o segundo deque mais alto, com quarto, banheiro, closet e até um terraço particular a poucos passos.
Mesa para refeições. Foto: Extra Yachts / DivulgaçãoDeque do lounge tem espaços para lazer equipado com sofás e poltronas. Foto: Extra Yachts / Divulgação
No topo, o deque panorâmico se transforma em um grande lounge de convivência, pensado para refeições e lazer, com vista livre de 360°.
Ao topo, deque de área comum. Abaixo, “andar” privativo do proprietário. Foto: Extra Yachts / Divulgação
Já no nível do mar, está um dos pontos fortes do projeto: o beach-club de 80 m², equipadocom plataformas dobráveis que ampliam o espaço e conectam os convidados diretamente à água.
Foto: Extra Yachts / Divulgação
O deque inferior foi desenhado com foco na tripulaçãode até oito pessoas. São quatro cabines duplas com banheiros privativos, além de uma cozinha profissional. A planta ainda permite incluir uma academia, que vem como cômodo opcional.
Na popa do convés principal, uma garagem permite abrigar um bote de 8,5 metros, barco de resgate, dois jetse uma coleção de brinquedos náuticos.
Foto: Extra Yachts / Divulgação
A assinatura do design externo vem do italiano Agon Studio, que combinou uma proa vertical imponente com um casco de aço de linhas limpas e amuradas baixas. Já os interiores foram desenhados pelo Hot Lab, de Milão, que apostou em paredes de vidro, layout aberto e geometrias suaves para um visual mais clean. O resultado são espaços banhados de luz natural, que convidam a contemplar o mar sem esforço.
Foto: Extra Yachts / Divulgação
Apesar de todo o estilo, o X145 Global foi desenhado para ser um iate explorador. Seu tanque de 50 mil litros garante autonomia de 4 mil milhas náuticas (aproximadamente 7,4 mil km) a 10 nós (cerca de 18 km/h), permitindo travessias oceânicas sem escalas.
Para movimentar tudo isso, o modelo vem equipado com dois motores Caterpillar C32 ACERT, capazes de levar o superiate a cruzeiros longos com segurança e desempenho. Veja mais fotos!
Foto: Extra Yachts / DivulgaçãoFoto: Extra Yachts / DivulgaçãoFoto: Extra Yachts / DivulgaçãoFoto: Extra Yachts / DivulgaçãoFoto: Extra Yachts / DivulgaçãoFoto: Extra Yachts / Divulgação
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A Real Powerboats é mais um grande estaleiro confirmado no São Paulo Boat Show 2025, maior salão náutico da América Latina. Para o evento, a marca reservou oito lanchas, que vão dos 27 aos 42 pés. Nesse cardápio, os destaques são a nova Real 37, que será revelada com exclusividade, e a Real 42 Cabriolet, lançada em abril deste ano.
A 28ª edição do São Paulo Boat Show acontece de 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo, e será o primeiro grande palco da Real 37, lançamento da Real Powerboats. Embora ainda sem informações divulgadas, a lancha chega como mais uma opção no extenso portfólio da marca.
Pequeno spoiler da Real 37 divulgado pelo estaleiro. Foto: Instagram @realpowerboatsoficial / Reprodução
Além da nova 37, outro modelo que promete atrair olhares durante o São Paulo Boat Show 2025 é a Real 42 Cabriolet, lançada no Rio Boat Show deste ano. Também chamada de Real 42 C, a lancha tem como principal atributo um solário para três pessoas na popa, posicionado estrategicamente acima dos motorespara não roubar o espaço de convivência nesta área do barco.
A Real 42 Cabriolet foi lançada durante o Rio Boat Show 2025, que aconteceu em abril. Foto: Real Powerboats / Divulgação
Nas palavras de Paulo Thadeu, presidente do estaleiro, a sacada garante ao proprietário o “melhor dos dois mundos”, uma vez que a lancha não perde espaço e ganha um motor bastante vantajoso, uma vez que a motorização de popa gera um consumo cerca de 30% menor do que a de centro — além de ter uma manutençãomais barata.
Solário acima da motorização de popa visa aproveitar a área de convivência na embarcação. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
No estande da Real no São Paulo Boat Show 2025 juntam-se às novidades os modelos Real 40 Luxury, Real 35 Cabriolet, Real 34 Cabriolet, Real 285 Special Deck e Real 270.
São Paulo Boat Show 2025
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
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SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Listada globalmente como ameaçada de extinção, uma raia-manta foi capturada por um grupo de cinco homens nas águas da Flórida, nos Estados Unidos, e o momento foi gravado. Por lá, embora a espécie seja protegida por lei, uma licença especial foi concedida para que o SeaWorld Abu Dhabi tivesse a posse do animal. O ocorrido gerou revolta entre ambientalistas e culminou numa coalizão bipartidária de legisladores por mudanças.
O momento em que a raia-manta (Mobula birostris) é retirada de seu habitat por uma rede e içada para dentro da embarcaçãodo grupo foi registrado por Denis Richard, fundador e CEO da Water Planet USA (empresa que oferece passeios de observação de golfinhos), em julho. Durante o vídeo, é possível ouvi-lo dizer “deixem-na ir” e “vocês deveriam ter vergonha na cara.” Veja:
Segundo informações do Tampa Bay Times, que repercutiu o fato na última terça-feira (2), a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida (FWC, na sigla em inglês) confirmou que emitiu uma licença especial para capturar a raia para o SeaWorld Abu Dhabi, que se intitula como “o maior parque temático de vida marinha coberto do mundo”.
A revolta perante a captura não é à toa. Além de estarem na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), as raias-manta têm um processo de reprodução caracterizado como lento. Para se ter uma ideia, o animal vive cerca de 45 anos e pode ter entre quatro e sete filhos ao longo da jornada.
Uma raia-manta pode atingir até 9 metros de comprimento. Foto: Haveseen / Envato
A baixa taxa de reprodução, por si só, torna a espécie extremamente vulnerável. Somado a isso, a sobrepesca, as mudanças no ambiente marinho e acidentes com redes de pesca e hélices de barcos agravam ainda mais o cenário.
Coalizão bipartidária exige mudanças
Frente a esse cenário, uma coalizão bipartidária de legisladores estaduais e federais da Flórida está agora pedindo por mudanças. Conforme divulgou o Tampa Bay Times, membros do Congresso, da Câmara e do Senado da Flórida pediram uma ação abrangente da FWC, que concedeu a licença.
Os legisladores afirmaram que a Flóridaé o único estado que permite a remoção de animais vivos listados na Lei Federal de Espécies Ameaçadas de Extinção para fins comerciais e de entretenimento. Por isso, eles querem suspender quaisquer futuras “licenças de atividades marinhas especiais”.
Também pedem que a agência se envolva com cientistasindependentes para avaliar a saúde das espécies marinhas protegidas do estado e se comprometa a criar regras para proibir a captura de espécies ameaçadas de extinção.
“É particularmente preocupante que esta licença tenha sido concedida sem a participação do público e de uma maneira inconsistente com o próprio legado de conservação marinha da Flórida”, escreveram os legisladores republicanos e democratas na carta de duas páginas que pede a suspensão da licença.
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A essa altura do campeonato, não é qualquer imprevisto que fará Angelo Guedes desistir de produzir o seu sonhado barco. Agora, o construtor amador precisa, mais do que nunca, contornar problemas — e você acompanha tudo no 6º episódio de “Construção do Veleiro Bravura” , que estreia nesta terça (09), às 20h, no Canal Náutica do YouTube.
Máquinas começam a quebrar, os materiais precisam ser adaptados, mas o projeto deixar de ser embrionário para ganhar mais cara de barco.
Mas como não é só de perrengues que se vive, Angelo também consegue dar longos passos a caminho do lançamento do barco a vela, que será motorizado por Yanmar. O novo episódio dessa jornada deixa nítido os avanços na produção do Bravura — que reproduzirá o modelo Kiribati 36.
O maior exemplo deste avanço é o casco, cada vez mais fechado. Num processo incansável de colocar a placa de alumínio, envergar e soldar (e assim sucessivamente, várias vezes), uma das partes mais nobres do Bravura ganha corpo. Detalhe: a solda tem que ser feita tanto do lado interno quanto externo da embarcação.
Soldagem interna do casco. Foto: Revista Náutica
Em meio a placas de alumínio gigantes e correntes pesadas, dessa vez foi um pequeno material que tirou o sono de Angelo: um prego. Durante a montagem do suporte de quilha, o corretor notou que não tinha o haste do tamanho necessário para o projeto. Qual será que foi a solução?
Pregos utilizados durante a montagem do suporte de quilha. Foto: Revista Náutica
Como nada é desperdiçado, uma viga encontrada na sucata vira um pilar para um momento crucial da construção do barco: a virada do casco. Conforme explica o construtor amador, a viga será fincada num buraco de 1 metro de profundidade, altura ideal para içar a proa.
Skeg do veleiro Bravura. Foto: Revista Náutica
O skeg do leme já está montado e um dos moldes da quilha estão preenchidos com chumbo. Nem mesmo uma queda de energia e um problema na máquina de solda parou Angelo. Ao que tudo indica, a saga pelo veleiro Bravura só vai terminar sobre a água.
Impulsionado pela Yanmar
Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.
Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.
O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.
Acompanhe tudo no Canal Náutica do YouTube!
Para não perder nenhum episódio dessa épica jornada, inscreva-se no Canal da Náutica no YouTube e ative o sininho. Assim, você sempre será notificado quando um vídeo estrear — não só da “Construção do Veleiro Bravura”, mas também de outras produções NÁUTICA.
A série terá episódios novos toda terça-feira, às 20h (horário de Brasília). Embarque nessa aventura com a gente!
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O motoré como o coração de um barco, logo, mantê-lo com os cuidados em dia é também manter a embarcaçãosaudável — e isso passa por saber identificar os seus sinais, como a coloração da fumaça.
Existem três tipos de fumaça que podem sair do motor: a branca, a cinza e a preta. Destas, apenas uma é inofensiva: a branca. Isso porque ela aparece quando há acúmulo de águano sistema de escapamento, sendo mais frequente no inverno, por causa do frio e da maior umidade.
Foto: Envato / lzf
Já a cinza (que na verdade é meio azulada), aparece quando o carburador dos motores a gasolina não está bem regulado. Com isso, o desempenhocai e o consumo pode aumentar. Nos motores a diesel, indica que os anéis de vedação do cilindro estão gastos.
Mas é a fumaça preta que exige mais atenção. Nos motores de quatro tempos a gasolina, ela reflete alguma deficiência ou falha na vedação do cilindro, queimando o óleo lubrificante. Já nos motores a diesel, aparece quando o aparelho está desregulado ou os bicos injetores, desajustados.
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Não é apenas uma casa em formato de barco: é uma casa em formato de barco projetada por Frank Lloyd Wright, eleito o maior arquiteto americano de todos os tempos pelo Instituto Americano de Arquitetos. O projeto, tombado, é chamado de Spring House (ou “Casa Primavera”, em português) e está à venda por R$ 11,4 milhões — embora precise de uma boa reforma.
Construída em 1954, a casa de 180 m² fica em Tallahassee, capital da Flórida, nos Estados Unidos. Seu design curvo é tido por historiadores da arquitetura como uma das fases estilísticas finais e mais raras do emblemático arquiteto estadunidense, que faleceu em 1959, aos 92 anos.
Foto: Nancy O’Brien Sunlight / NAI TALCOR / Divulgação
Não à toa, a obraque foge do comum lhe rendeu um lugar no Registro Nacional de Lugares Históricos em 1979, apenas 25 anos depois de sua construção — fato que agrega ainda mais valor ao imóvel.
Por dentro da casa
A proaevidente e as janelas em forma de escotilhas renderam à casa em formato de barco o apelido de “navio na floresta”, já que também está cercada pela natureza.
Foto: Nancy O’Brien Sunlight / NAI TALCOR / Divulgação
Os espaços são divididos em dois andares, com direito a três quartos. Destaque para a cozinha, banheiros e móveis planejados, incluindo um longo banco da sala de estar e uma mesa de jantar, que são originais.
Foto: Nancy O’Brien Sunlight / NAI TALCOR / Divulgação
Wright ficou conhecido por criar projetos individuais, construídos de acordo com a localização e finalidade. Assim, não surpreende o fato de a Spring House ser rodeada de grandes janelas que agregam ao ambiente uma ampla entrada de iluminação natural.
Foto: Nancy O’Brien Sunlight / NAI TALCOR / Divulgação
A casa é uma verdadeira imersão na floresta — outro atributo forte dos traços de Wright. Isso porque o arquiteto foi uma figura-chave da arquitetura orgânica, que busca promover a harmonia entre a habitação humana e a natureza. Essa pitada especial também está presente nas cores da casa, com tons quentes de amarelo e vermelho.
Uma obra da década de 1950
A Spring House nasceu de um pedido do casal Clifton Lewis e George Lewis II (presidente do Lewis State Bank, o banco mais antigo da Flórida desde 1856), ainda em 1950. Ao que se sabe, a dupla esclareceu que tinha “muitos filhos e pouco dinheiro”.
Assim, embora Wright tenha concordado em realizar o projeto, ele construiu algo muito menor do que estava acostumado. Afinal, ele assinou projetos icônicos como a Fallingwater e o Monona Terrace Community and Convention Center.
A Fallingwater, ou “Casa da Cascata”, é um museu-casa localizado em Stewart, Pensilvânia (EUA). Foto: Carol M. Highsmith / Wikimedia Commons / ReproduçãoMonona Terrace é um centro de convenções às margens do Lago Monona, em Madison, Wisconsin (EUA). Foto: Emery / Wikimedia Commons / Reprodução
Desde que foi entregue, em 1954, a casa em formato de barco permanece na família Lewis, que não parece ter dado à residência os devidos cuidados. Em 2014 o imóvel foi adicionado à lista dos lugares históricos mais ameaçados do país pelo National Trust for Historic Places.
Foto: Nancy O’Brien Sunlight / NAI TALCOR / DivulgaçãoFoto: Nancy O’Brien Sunlight / NAI TALCOR / Divulgação
Também por isso, o agente imobiliário Brian Proctor, responsável pela venda na NAI Global, não esconde: o próximo proprietário da Spring House terá que lidar com manutenções que foram adiadas, desde pequenos problemas estruturais até uma reformaexterna.
Assim, apesar do atual anúncio de venda, que parte dos US$ 2,1 milhões (cerca de R$ 11,4 milhões na conversão de setembro de 2025), o próximo dono deste imóvel histórico poderá desembolsar valores ainda mais altos.
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Mais um passo rumo à construção do tão esperado túnel Santos-Guarujá foi dado. Na última sexta-feira (5), a empresa portuguesa Mota-Engil venceu o leilão que disputou o direito de construir e operar o primeiro túnel imerso da América Latina por 30 anos. A obra tem investimento estimado em R$ 6,8 milhões, com aporte público e privado.
O leilão aconteceu na sede da B3, na capital paulista, onde duas empresas com propostas consideradas regulares participaram: a Acciona Concesiones, da Espanha, e a Mota-Engil, de Portugal. A empresa portuguesa foi a vencedora do leilão, com a melhor proposta sobre a contrapartida do poder público para o projeto.
Foto: Governo do Estado de São Paulo / Divulgação
A Mota-Engil Latam Portugal ficará responsável pela construção, operação e manutençãodo túnel ao longo de 30 anos de concessão. Segundo Silvio Costa Filho, Ministro de Portos e Artoportos, o canteiro de obras deve ser iniciado já em dezembro.
Dos R$ 6,8 bilhões estimados para a obra, R$ 5,1 são esperados de recursos públicos e outros R$ 1,7 bilhão da concessionária. Segundo o edital, a construção do túnel Santos-Guarujá deve ser concluída até 2030, para então passar por obras de acesso e entrar em operação.
Silvio Costa Filho posa ao lado de maquete do túnel Santos-Guarujá. Foto: Eduardo Oliveira / Ministério dos Portos e Aeroportos / Divulgação
De acordo com o Ministério dos Portos e Aeroportos, a Mota-Engil tem participação de 32,4% da China Communications Construction Company (CCCC). A empresa chinesa tem expertise na construção de obras submersas, a exemplo do túnel Taihu, considerado o maior da China, que se estende por nada menos que 10,8 km.
Balsa que realiza travessia de veículos entre Santos e Guarujá. Foto: Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística / Divulgação
Atualmente, o trajeto pode ser feito por estrada ou por balsa. Por terra, o veículo enfrenta mais de 40 km de estrada num percurso que leva pelo menos 50 minutos. Com a balsa, que atravessa o Canal do Porto de Santos, o tempo médio é de 18 minutos quando não há congestionamento. Com trânsito, o tempo de espera pode ultrapassar duas horas.
Ilustração projeta imagem do túnel Santos-Guarujá. Foto: Ministério de Portos e Aeroportos / YouTube / Reprodução
Com o túnel Santos-Guarujá, o esperado é que veículos cruzem de uma cidade a outra em simplesmente dois minutos.
Iniciativa resultará em ligação que promete ser rápida e eficaz entre as cidades de Santos e Guarujá, no litoral paulista. Foto: Ministério de Portos e Aeroportos / YouTube / Reprodução
O projeto conta com 1,5 km de extensão, dos quais 870 metros devem ser debaixo d’água. A planta considera ligar a Rua José do Patrocínio, no Macuco, em Santos, à Avenida Santos Dumont, em Vicente de Carvalho, em Guarujá.
Tecnologia inédita no Brasil
Apesar da ideia centenária, a construção não será nada arcaica. A obra contará com uma tecnologiaainda inédita no Brasil já presente em obras internacionais na Ásia e na Europa, que utiliza peças pré-moldadas em docas secas.
Ilustração representa processo dos moldes sendo colocados na posição final, no Canal do Porto de Santos. Foto: Ministério de Portos e Aeroportos / YouTube / Reprodução
Basicamente, o túnel será feito a partir de módulos de concreto construídos em terra que, após um protocolo de testes, serão rebocados pelo Canal do Porto de Santos e afundados diretamente no local onde deverão ficar.
Projeto do túnel Santos-Guarujá considera trecho por baixo do Canal do Porto de Santos, por onde os navios passam para acessar o Porto de Santos. Foto: Ministério de Portos e Aeroportos / YouTube / Reprodução
Com o uso de bombas que tiram a águados módulos, as peças serão fixadas debaixo d’água. Acima delas, virá uma camada de pedras que evitará impactos da movimentação dos navios diretamente na estrutura.
Como será o túnel?
O túnel Santos-Guarujá contará com três faixas de tráfego sentido ida e outras três sentido volta, ciclovia, passagem de pedestres e um espaço reservado para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) — um tipo de transporte público que promete ser implementado no futuro.
O espaço também será equipadocom sistemas de monitoramento em tempo real, mecanismos de segurançae controle inteligente de tráfego. Além de otimizar a mobilidade urbana entre as cidades, a iniciativa também prevê ampliar a eficiência logística do Porto de Santos.
Agora mais distante do papel, o túnel Santos-Guarujá se torna cada vez mais real. Conforme pontuado pelo Ministro de Portos e Aeroportos, a última sexta-feira (5) marcou “o fim de uma espera de 100 anos”.
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O comércio fluvial teve papel fundamental na consolidação de Belém (PA). Parte dessa história pôde ser revisitada no final de agosto, quando o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizou uma visitação guiada ao barco do século 19 encontrado soterrado durante as obras da COP30 — Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas que será realizada na cidade em novembro.
Descoberta em agosto de 2024, no Parque Linear da Nova Doca, a embarcação apresentava um avançado estado de corrosão, agora contornado por especialistas através de um restauro. A visitação integrou a programação do Mês do Patrimônio, que neste ano teve como tema “Participação Social, Territórios e Sustentabilidade”.
Foto: Tainá Arruda / Divulgação
Assim, a ação levou ao público a oportunidade de conhecer de perto um dos achados arqueológicos mais significativos da região, por meio de especialistas em arqueologia, profissionais em arquitetura, de restauro e técnicos do Iphan, que mediaram a visitação.
Eles foram explicando para a população o processo de como foi achado, de retirada, de manutenção, de conservação do bem, até o momento que a gente está hoje– comentou Augusto Miranda, arqueólogo do Iphan no Pará
Para a superintendente do Iphan no Pará, Cristina Vasconcelos, a embarcação é uma peçade extrema importância para a história da cidade. Segundo ela, o barco“possui um grande conteúdo arqueológico”, uma vez que Belém tem ligação direta através dos rios com os períodos de início da invasão e colonização.
Do achado à visitação
Até poder ser visto de perto pela população, o barco de quase 30 metros precisou passar por processos cuidadosos de restauro, que começaram em fevereiro deste ano. O metal que compõe a estrutura da embarcação apresentava altos níveis de corrosão, uma vez que ficou anos soterrado, exposto a todo tipo de produto químico.
Após o resgate nas obras da COP30, embarcação apresentava sinais de deteorização. Foto: Leonardo Macêdo/Ascom Seop / Agência Pará / Divulgação
Para ganhar vida novamente, especialistas atuaram na limpeza, estabilização e aplicação de produtos específicos para desacelerar o processo de deterioração e garantir a preservação futura. Veja o antes e depois compartilhado pelo Iphan:
Tainá Arruda, arquiteta e restauradora da empresa contratada para realizar o trabalho de restauro, explica que “foi feito inicialmente um tratamento de limpeza mecânica, com muito cuidado na remoção dos sedimentos, e depois uma limpeza com águade baixa pressão”.
Segundo ela, todas as etapas foram parte de um cuidado progressivo, que também buscou compreender o estado da estrutura metálica do barco.
Importância histórica
Encontrado a partir de escavações arqueológicas nas obras da COP30, em contextos de licenciamento para obras públicas no Centro Histórico de Belém, o barco é considerado único, uma vez que ainda não se tinha notíciassobre achados do gênero na região.
As pesquisas sobre a embarcação seguem sendo atualizadas, mas pesquisadores já conseguem afirmar que se trata de um barco de pelo menos 100 anos. Sua estrutura é composta por ferro, embora existam suspeitas de que pedaços de madeirapodem também ter feito parte do barco.
O local em que a embarcação foi encontrada, conhecido como antigo córrego das Almas, funcionava como um entreposto econômico e portuário — que depois foi transformado em um bairro comercial de forma abrupta.
O fato tem levado os estudiosos a acreditarem que o achado pode estar relacionado com o tráfego de mercadorias e pessoas. Pesquisas posteriores ainda devem indicar outras características, como se o barco funcionava a vapor ou se tinha operações mais modernas.
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Se fosse possível dividir o planeta em três partes, uma delas seria a área aproximada do Oceano Pacífico — claro que com ressalvas. Com cerca de 160 milhões de km², ele é o maior corpo d’águado mundo e ocupa mais de um terço da superfície terrestre.
Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA), este macroecossistema guarda mais da metade da água livre do planeta e tem espaço suficiente para acomodar todos os continentes ao mesmo tempo.
A história dessa imensidão azul vem desde o supercontinente Pangeia (quando todos eram um só), que era cercado pelo Panthalassa, o único oceano da Terra na época. O Pacífico é o que restou desse ancestral, de acordo com estudo publicado na revista ScienceAdvances.
O documento pontua que por volta de 200 milhões de anos atrás, durante o período Jurássico Inferior, a Placa do Pacífico nasceu em um ponto de junção entre três placas pré-existentes: Izanagi, Farallon e Phoenix. Foi um eventotectônico enigmático, onde a placa surgiu “do nada”, em vez de resultar da fragmentação de outras.
Foto: Fama Clamosa / Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0
Dimensões absurdas guardam mistérios abissais
As proporções do Oceano Pacífico são, por si só, gigantescas. Além de ser o maior, ele tem quase o dobro do volume do Oceano Atlântico, o segundo da lista.
Oceano Pacífico fica entre a Ásia e a Austrália (a oeste) e o continente Americano (a leste). Foto: UserStrebe / Wikimedia Commons
Ele também detém o título de mais profundo, com uma profundidade média de 4 mil metros. Inclusive, é por lá que se encontra o maior ponto abissal do planeta, o Challenger Deep, localizado na Fossa das Marianas, com impressionantes 11 mil metros abaixo do nível do mar.
A gigante estrutura d’água ainda guarda um grande fenômeno: a Bacia do Pacífico (também chamada de “Anel de Fogo”). Conhecida por ser a região mais sismicamente ativa do mundo, esta é a maior depressão oceânica da Terra e contém a maior quantidade de água do planeta, além de abrigar atividades tectônicas, eventos climáticos e formações geográficas.
Imagem ilustrativa. Foto: leungchopan/ Envato
Esse fenômeno ocorre em zonas de subducção, onde uma placa tectônica mergulha sob a outra, derretendo no manto e realimentando a atividade vulcânica. É um ciclo constante de destruição e criação, que resulta em variações no volume do corpo d’água ao longo de milhares de anos.
Apesar de toda atividade geológica, o nome do oceano sugere calma. Isso porque ele foi batizado pelo explorador português Fernão de Magalhães, em 1520, que encontrou águas tranquilas ao navegar. Ficou, então, Oceano Pacífico para a história, apesar de toda a movimentação que ele envolve.
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Um oligarca colocou o seu “humilde” megaiate à venda, mas não etiquetou um preço muito convidativo: algo perto de US$ 100 milhões (cerca de R$ 540 milhões na cotação de setembro de 2025). Porém, um outro endinheirado tão rico quanto não se assustou com os valores e agora chama o “Amaryllis” de seu, num dos maiores negócios de megaiates usados realizados em 2025.
O famosíssimo barco de 237 pés (78 metros de comprimento), construído em 2011 pelo estaleiro alemão Abeking & Rasmussen, mudou de mãos pela primeira vez. Segundo o Superyacht Fan, a embarcação pertenceu durante 14 anos ao oligarca russo Andrey Borodin, CEO do Banco de Moscou e que mora no Reino Unido.
Foto: Moravia Yachting/ Reprodução
O megaiate de Borodin era relativamente “acessível” — com muitas aspas. Até o momento da venda, o modelo estava disponível para fretamento semanal a partir de US$ 800 mil (aproximadamente R$ 4,3 milhões), na contramão de proprietários que preferem deixar suas embarcações totalmente privadas.
Mas tudo chega ao fim. Depois de uma década, o multibilionário estava decidido a vender o Amaryllis de vez. Para a sorte dele, um outro super-rico — cuja identidade não foi revelada — embarcou nessa aventura e adquiriu este pedaço de luxo flutuante, apesar do preço proibitivo de pouco menos de US$ 100 milhões.
Foto: Moravia Yachting/ Divulgação
Além do valor de compra, esta obra-prima dos mares exige mais de US$ 10 milhões (cerca de R$ 54 milhões) só para manutenções anuais. Também por isso, o barco carrega um forte apelo entre o mundo exclusivo dos bilionários.
Atemporal
Nem mesmo os mais de 14 anos de uso deixaram esse megaiate menos encantador. Com forte toque artístico, o Amaryllis tem tudo para atrair ricaços: fama, tamanho, exuberância e um design de tirar o fôlego.
Foto: Moravia Yachting/ Divulgação
O estúdio alemão Abeking & Rasmussen, um dos construtoresde megaiates mais antigos e prestigiados do mundo, teve como inspiração estética a Belle Époque, período da história francesa e europeia que enfatiza a liberdade criativa e desenvolve uma aparência altamente decorativa.
Quem também trabalhou na construção foi o estúdio britânico Reymond Langton, que colaborou com o construtor naval alemão em vários outros projetos — sendo este um dos maiores.
Foto: Moravia Yachting/ Divulgação
Distribuídas por cinco deques, o barco de luxo oferece diversas áreas de estar e jantar ao ar livre, além de um espaçoso beach-club com uma generosa plataforma de natação e uma variedade de brinquedos que se conectam diretamente à popa.
Ainda no deque de popa, destaque para uma piscina de cinco metros com iluminação subaquática, espreguiçadeiras e um bar. Por dentro, um elevador luminoso de vidro e uma escada em espiral permitem fácil acesso entre os deques e uma integração perfeita entre o interior e o exterior.
Foto: Moravia Yachting/ Divulgação
A suíte máster, localizada no terraço privativo, entrega ao proprietário vistas panorâmicas de brilhar os olhos. Por lá, ele tem à sua disposição um spa asiático que inclui piscina de imersão, sauna, sala de massagem a vapor e academia, além de uma jacuzzi espaçosa.
Foto: Moravia Yachting/ Divulgação
Há, ainda, detalhes típicos dos mais afortunados, como um piano de cauda Schimmel Pegasus de edição limitada; peças de mobiliário personalizadas da premiada marca de design Silverlining; ou o bote de madeira personalizado Graf Ipanema, de quase 10 metros.
Foto: Moravia Yachting/ Divulgação
O megaiate Amaryllis foi projetado para acomodar até 12 hóspedes em seis cabines deslumbrantes, enquanto suporta uma tripulação grandiosa de 23 pessoas.
Composto por um casco de aço e uma superestrutura de alumínio, o barco utiliza dois motores Caterpillar e alcança uma velocidade de cruzeiro de até 14 nós (quase 26km/h), com velocidade máxima de 17 nós (31 km/h).
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Nada menos que nove embarcaçõesvão compor o estande da Mestra Boats durante o São Paulo Boat Show2025. Como de costume, a marca ainda vai aproveitar o maior salão náutico da América Latina para lançar um novo modelo. Desta vez, estamos falando da nova Mestra 272, lanchade proa aberta que chega ao portfólio de maneira estratégica.
De 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo, a novidade vai estrear ao lado de modelos que atendem aos mais diversos gostos. São eles: Mestra 190, Mestra 200, Mestra 212, Mestra 240 MO, Mestra 240 MC, Mestra 292, Mestra 322 e Mestra 352 HT.
A nova embarcação, de 27 pés, chega para preencher uma lacuna estratégica na linha da marca — entre a Mestra 240 (24 pés) e a Mestra 292 (29 pés) —, como revelou o presidente do estaleiro, José Eduardo Cury (ou apenas Zé da Mestra), em entrevista ao Estúdio Náutica. Ele também deu um spoiler do barco. Veja:
Segundo Zé, a lancha terá proacom design “lançado”, seguindo o estilo dos barcos maiores do estaleiro. Como diferenciais, o modelo apresenta cabine e banheiro fechados, além de passagem lateral. Na popa, Zé promete “muita inovação”, mas faz suspense quanto aos detalhes, que serão revelados no lançamento.
Por outro lado, Zé revelou que o costado lateral envidraçadopromete garantir mais visibilidade e elegância na navegação.
Mais novidades da Mestra atracarão em São Paulo
Embora o grande destaque da Mestra no São Paulo Boat Show desta vez seja a nova Mestra 272, os demais modelos chegam cheios de recursos para atender aos gostos mais variados.
Bom exemplo disso é o novo teto solar rígido que não transfere calor, apresentado no Rio Boat Show deste ano, na Mestra 322. Envidraçado e equipado com placas de energia solar, o modelo utiliza vidros refletivos que bloqueiam o calor, mas captam a luz do sol para gerar energia.
Mestra 322 com novo teto rígido que não transfere calor. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
Já para quem está começando a contar as primeiras milhas no mar, a Mestra 190, menor barco da marca no salão, promete ser uma ótima pedida. O barco, lançado no mesmo evento em 2024, traz um costado lateral oriundo de modelos maiores da marca — como as 29, 32 e 35 pés — que evita os famosos respingos a bordo.
Mestra 190. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Outro recurso que dá um toque especial à lancha é o tamanho da boca (largura), que chega com 2,35 metros, “extremamente larga para uma 19 pés”, como ressalta o presidente. No comprimento, são 5,80 metros, tamanho que confere espaço para até nove pessoas a bordo.
Mestra 352 HT. Foto: Rivo Biehl / Revista Náutica
Em contraste ao modelo de 19 pés, o estaleiro apresenta também a Mestra 352 HT. Maior embarcação já construída pela empresa e a primeira a contar com hardtop, a lancha de 35 pés traz teto solar em fibra com abertura elétrica, plataforma submergível capaz de aguentar 500 kg de carga e espaço para cinco pessoas pernoitarem.
São Paulo Boat Show 2025
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
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O arquipélagode Abrolhos, apesar de lindo, não têm fonte de água doce. Ainda assim, cabras deixadas lá há mais de 200 anos se moldaram para sobreviver no ambiente atípico e escasso, contrariando todas as expectativas. Agora, pesquisadores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) investigam se esse isolamento pode ter dado origem a uma nova espécie.
Em uma operação da Marinha do Brasil com o ICMBio, 21 cabras foram retiradas da ilha no início do ano e levadas para o campus Itapetinga (BA) da Uesb. Depois de tantos anos isoladas, as cabrinhas foram mantidas em quarentena e sem contato com outros animais, para que sejam observadas de perto e a pesquisa siga sem interferências.
Operação comandada pela Marinha levou cabras de Abrolhos para a Bahia. Foto: Jessyca Teixeira / ICMBio Abrolhos / Divulgação
Segundo o professor Ronaldo Vasconcelos, da Uesb, a confirmação de uma nova espécie exige tempo e análises detalhadas, que vão da aparência física ao DNA. Mas alguns sinais das cabras de Abrolhos já chamam atenção: porte reduzido, variações anatômicas e uma impressionantecapacidade reprodutiva.
Foto: YouTube / UescOficial / Reprodução
O que já se sabe
Os pesquisadores identificaram cinco tipos de pelagem, duas variações de chifre, três de úbere (a mama da fêmea) e duas de perfil cranial. O tamanho reduzido pode ser reflexo da vida em um território limitado e da disputa constante por alimento.
Foto: YouTube / UescOficial / Reprodução
A resistência reprodutiva surpreende ainda mais. Algumas fêmeas estavam prenhes quando chegaram à Bahiae mantiveram a gestação saudável apesar de todas as mudanças. Para Vasconcelos, trata-se de uma “habilidade materna espetacular”, rara entre as espécies já conhecidas.
Um legado de 200 anos
Segundo a Universidade, as 21 cabras descendem diretamente dos animais deixados no Arquipélago de Abrolhos durante o período colonial, há mais de dois séculos. O fato de terem sobrevivido de geração em geração em um ambienteárido e cercado pelo marfaz delas um verdadeiro “tesouro genético”.
Foto: Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia / Divulgação
Se for confirmada uma nova espécie, a descoberta pode ter impacto além da biologia. O material genético desses animais resistentes pode contribuir para a zootecnia nacional, ajudando na criação de cabras em regiões semiáridas e inspirando novas estratégias para a pecuária.
Registro da operação que buscou as 21 cabras do Arquipélago de Abrolhos. Foto: Jessyca Teixeira / ICMBio Abrolhos / Divulgação
Mais do que um estudo, essas cabrinhas são um lembrete vivo de como a naturezaencontra caminhos para persistir, mesmo nos cenários mais improváveis.
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Todo mundo sabe que barco foi feito para a água, portanto nada mais natural que sofra as consequências do meio em que ele vive. Nesse cenário, um dos maiores pesadelos é a ferrugem. E como todas as embarcações contêm metais — mesmo as com casco em fibra de vidro —, nenhuma está inume aos riscos.
Quando se trata da água do mar, a situação é mais grave. O sal potencializa o processo de corrosão, que se manifesta até nos ambientes onde o barco não tem contato direto com a água — bastam os efeitos da maresia ou da falta de neutralização da corrosão nas partes submersas do casco.
Foto: linux87/ Envato
Logo, nem sempre é desleixo do dono da embarcação. A oxidação em ferragens de aço inox pode aparecer até mesmo em barcos extremamente bem cuidados. Quando a ferrugem se manifesta por fora é porque já está bem mais adiantada por dentro dos componentes.
Na maioria das ferragens de convés, a corrosão é apenas um inconveniente estético. Mas, quando em motoresou propulsores, a ferrugem pode provocar estragos maiores e mais sérios.
Corrosão e ferrugem são a mesma coisa?
Para essa pergunta, a resposta é: não! Corrosão é um processo que provoca desgaste de uma liga metálica. Já ferrugem nada mais é do que um caso particular de corrosão no ferro. A rigor, portanto, barcos nem deveriam usar a expressão “ferrugem”, mas sim “oxidação”, porque ferro mesmo é o que eles menos têm.
Foto: wirestock/ Envato
Mesmo assim, seja ferrugem ou oxidação, o fato é que ambos são um problemão. Mas há como se prevenir do problema se alastrar. Num barco, vale tudo para tentar ganhar esta guerra contra um inimigo que corrói tudo — inclusive a paciência dos donos.
Sendo assim, a Revista Náutica reuniu as principais dúvidas sobre a ferrugem no barco — e, claro, suas devidas respostas. Confira abaixo!
Dúvidas mais comuns sobre ferrugem no barco
Corrosão e oxidação são a mesma coisa?
Não. Oxidação é uma reação química, na qual um material ou elemento se une ao oxigênio, formando um novo composto: um óxido. Nem toda oxidação de metal gera corrosão, pois ela só ocorre quando esta reação química provoca a perda de material de uma das partes envolvidas.
A ferrugem ataca mais no mar?
A reposta é sim. Além do sal, o mar também tem cloro natural que acelera a corrosão, porque transforma a água em um eletrólito mais eficiente, aumentando sua condutividade elétrica — e eletricidade acentua a corrosão. Isso faz com que a ferrugem apareça no barco e avance bem mais depressa do que na água doce.
Onde a corrosão costuma atacar mais?
Nas ferragens do convés, especialmente nos guarda-mancebo, âncora e escadinha de popa. Mas partes metálicas submersas (como eixos, rabetas, hélices e lemes) também estão sujeitas à corrosão, embora com menos intensidade, já que anodos de sacrifício protegem bem estas peças.
Aço inoxidável também enferruja?
Sim, dependendo da qualidade do aço e dos cuidados do dono do barco. Alguns fabricantes usam ligas mais baratas que resistem menos à corrosão. Há, também, o cloro (presente na água salgada), e que é até capaz de perfurar a camada protetora do aço convencional.
Por isso, os mais recomendados são os aços com especificação ABNT 316, que têm alto teor de cromo e suportam bem o cloro do mar. Mas — atenção! — estes não resistem aos cloros químicos nem à água sanitária. Portanto, nada disso na limpeza do barco!
Foto: MatthewWilliams-Ellis/ Envato
Se o inox for riscado ou lixado ele pode enferrujar?
Não. A camada de óxidos de cromo que revestem os aços inox volta a se formar automaticamente — e muito rapidamente — quando em contato com o ar. Mas é preciso cuidado com os serviços de soldagem em peças de inox: eles podem alterar a quantidade de cromo no local onde houve a fusão do material e provocar corrosão.
Por que aço inox em contato com alumínio gera corrosão?
A resposta está na corrosão galvânica. Ela ocorre sempre que dois metais diferentes entram em contato em qualquer meio que possa transmitir eletricidade. Como o alumínio é menos nobre que o inox, ele será corroído.
Isso vale também para os parafusos no aço inox — o que é bem comum nos guarda-mancebos, onde a peça é de aço e as abraçadeiras de alumínio. Evite, portanto, colocar dois metais diferentes em contato direto. Se tiver que fazê-lo, coloque um isolante no meio.
Além da água, o que mais pode causar corrosão acentuada num barco?
A fuga de corrente elétrica para uma parte metálica submersa ou desprotegida de anodo de sacrifício. A energia pode dissolver qualquer metal em questão de dias!
Foto: flotsom/ Envato
Existe receita caseira para prevenir a corrosão?
Sim. Lavar bem as ferragens com água doce e sabão depois dos passeios — tanto no mar quanto em água doce. O polimento com cera náutica também blinda bem contra a corrosão.
Em qual estágio a ferrugem ainda tem cura?
Sem dúvidas, bem antes de perfurar as partes do barco. Em cascos de aço, se for descoberta ainda cedo, o jateamento seguido de pintura resolve o problema. Mas se a ferrugem atacar eixos e propulsores, é bem provável que o funcionamento destes componentes já esteja comprometido — portanto, tarde demais.
Na grande maioria das peças de aço inox, basta um simples polimento para resolver o problema. Por outro lado, parafusos enferrujados precisam ser trocados por novos, porque não vale a pena tentar salvá-los.
Mais dúvidas? Extras para evitar a ferrugem no barco:
Lavou o barco? Seque cada cantinho. Especialmente os parafusos, que corroem facilmente;
Não use vinagre para limpar o aço inox. Ele deixa a superfície mais aderente ao sal do mar.
Depois disso, não restam mais dúvidas: basta seguir as dicas de NÁUTICA e ser o inimigo número 1 da ferrugem no barco. Assim, seu pesadelo estará com os dias contados.
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Por mais que possa parecer, este animal não saiu de um filme de ficção. O peixe de cabeça transparente e olhos giratórios existe e vive a cerca de 600 metros de profundidade no oceano. Em tempo, ele é resultado de uma das adaptações mais incríveis da escuridão inóspita deste ecossistema.
Conhecido como peixe-olhos-de-barril (Macropinna micróstoma), essa pequena criatura de 15 centímetros adotou uma solução prática para sobreviver onde há pouquíssima luz: uma cabeça translúcida e olhos tubulares que se viram para cima — como se enxergassem através de um teto solar.
Peixe-olho-de-barril. Foto: MBARI/ Divulgação
Os olhos deste peixe não são esferas, mas tubos grossos. Eles conectam uma lente grande a uma área da retina, o que proporciona a sensibilidade de um olho grande sem o custo metabólico e a necessidade de espaço. Ou seja, os “buraquinhos” que aparecem onde seria o “rosto” do peixe são, na verdade, as narinas dele.
Peixe-olho-de-barril. Foto: MBARI/ Divulgação
Os verdadeiros olhos, por sua vez, são envoltos por cristais verdes e quase sempre mirados para cima, num escudo transparente cheio de líquido que cobre o topo da cabeça e protege a vista de qualquer criatura que o possa confundir com uma presa.
Além disso, os pigmentos verdes dos olhos bloqueiam qualquer mínima luz que consiga chegar da superfície, numa espécie de filtro. Isso também torna mais detectável o brilho bioluminescente de águas-vivas e outros pequenos animais que flutuam acima dele.
Essa habilidade ajuda a espécie a caçar em águas extremamente escuras, já que a 600 metros de profundidade, o cenário é quase um completo breu. Conforme estudo publicado na Current Biology, a 850 metros a visibilidade se assemelha ao que veríamos numa noite nublada sem lua, o que é considerado o limite da visão humana.
Olhos que podem girar
O peixe-olho-de-barril foi descrito pela primeira vez em 1939 por Wilbert Chapman, um oceanógrafo que trabalhou para a instituição que mais tarde se tornou o Serviço de Pesca dos EUA. Os próximos avanços só surgiram em 2009, quando pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey (MBARI) capturaram um exemplar vivo.
Peixe-olho-de-barril. Foto: MBARI/ Divulgação
O peixe que sobreviveu algumas horas em um aquário permitiu que os pesquisadores descobrissem que os olhos do animal também giram para a frente, derrubando a tese de que ele observava apenas o que estava acima dele.
Os estudos anteriores falharam em registrá-lo em vida porque o animal colapsava ao ser “puxado” para a superfície. Por isso, o que se fazia na época era uma “biologia forense”, na qual os cientistas tentavam compreender a vida do peixe mesmo sem nunca ter o observado em vida.
Peixe-olho-de-barril. Foto: MBARI/ Divulgação
O estudo e as imagens capturadas da cabeça transparente deste peixe foram feitos com ajuda de um Veículo Operado Remotamente (ROV), entre os anos de 2008 e 2021, em profundidades que variavam de 600 a 800 metros.
Inclusive, a pesquisa feita há quatro anos foi a mais completa sobre o animal. Desta vez, foram realizadas mais de 5 mil operações com o ROV e quase 30 mil horas de vídeo — só faltou combinar com os peixes, que apareceram apenas nove vezes.
Peixe-olho-de-barril. Foto: MBARI/ Divulgação
Esse animal se alimenta de minúsculos crustáceos e outras criaturas que ficam presas nos tentáculos das águas-vivas. Ainda pouco se sabe sobre a sua distribuição, mas a maioria dos casos documentados vieram do Pacífico Norte, em trechos do Mar de Bering até o Japão e Baixa Califórnia.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A Evolve Yachts levará sua joia mais recente ao maior salão náutico da América Latina: a Evolve Titanium Flybridge, uma lancha de 15,25 metros (50 pés). O modelo que estreou nas águas do Marina Itajaí Boat Show, em julho, já havia conquistado compradores mesmo antes de ser revelada oficialmente, com o projeto apenas no papel.
A expectativa é que seja um divisor de águas para a empresa– Ricardo Wilges, representante da Evolve Yachts
Desenvolvida ao longo de dois anos e meio, a embarcaçãocombina imponência e sofisticação. Durante o dia, recebe até 16 pessoas, das quais oito podem passar a noite. Mesmo em sua capacidade máxima, a lanchachega a 30 nós de velocidade graças aos dois motoresVolvo D6 IPS 650, de 480 hp cada.
Entre os destaques estão o flybridge de mais de 12 m², o open deck no cockpit em ambos os bordos e nada menos que três camarotes fechados, incluindo uma suíte máster à meia-nau. Também há outro banheiro no convés inferior para uso compartilhado — fora da suíte.
Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica
Mesmo com 50 pés de comprimento, os detalhes não passaram batidos na configuração do barco. O acabamento é refinado, com móveis laqueados sem fibra aparente e interiores que misturam texturas de madeira, tecidos e metais.
No São Paulo Boat Show 2025, a Titanium Flybridge dividirá espaço com outro modelo do estaleiro: a Evolve 360 HT. Menor, com 11 metros de comprimento (36 pés), recebe até 13 pessoas durante o dia e seis no pernoite, mostrando a versatilidade do catálogo da marca.
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O que faz uma embarcação custar quase R$ 397 milhões? O tamanho certamente agrega valor e, no caso do Somnium, superiate da Feadshipque acaba de entrar no mercado de corretagem, são nada menos que 55,2 metros — mas não só isso. O barcocarrega consigo um troféu Neptune, entregue aos vencedores do World Superyacht Awards, um dos prêmios mais prestigiados do setor. O que mais teria rendido a coroação?
Esse é um barco relativamente novo, que conheceu as águaspela primeira vez em 2021. Não demorou para que o superiatepassasse a atrair os olhares mais apurados — tanto é que o Neptune veio logo em seguida, em 2022. Isso porque a embarcação mostra a que veio logo de cara.
Foto: Feadship / Divulgação
Seu exterior refinado foi feito totalmente em alumínio pelo Studio De Voogt, parceiro das construções da holandesa Feadship que, por sua vez, comandou a arquitetura navaldo Somnium.
Já o design interior ficou por conta do estúdio de design italiano FM – Architettura, que idealizou detalhes inspirados na natureza selvagem das Ilhas Galápagos, um arquipélago vulcânico no Oceano Pacífico.
Foto: Feadship / Divulgação
Embora a fonte de inspiração tenha vindo de um dos principais berços da vida selvagem no mundo, as instalações desse superiate são tidas como “tranquilas”, com ambientes aconchegantes e acomodações espaçosas.
Foto: Camper & Nicholsons / Divulgação
Aqui, vale destacar a suíte principal, que ocupa toda a largura da boca do barco (9,8 metros). No cômodo, o futuro proprietário encontrará um espaço que vai muito além da hora de dormir. O ambiente dispõe de área de estar, varanda privativa e um escritório com vista panorâmica para o oceano.
Foto: Camper & Nicholsons / Divulgação
As cabines de hóspedes, por outro lado, não ficam para trás. Uma delas, aliás, faz jus a um barco pensado para a família e chega equipadacom beliches. A decoração, por sua vez, é mais sóbria para que ainda faça sentido quando as criançascrescerem.
Ao todo, cinco cabines garantem noites confortáveis para até 11 convidados. Existem, ainda, acomodações adicionais para uma tripulaçãode 13 pessoas.
Ainda no interior, toques modernos e vintagesse mesclam a tons quentes para criar um ambiente que busca personificar o relaxamento. O toque da Ilha de Galápagos fica evidente em móveis e obras de arte têxteis que remetem aos padrões da natureza.
Foto: Camper & Nicholsons / Divulgação
Já nos espaços de convivência o grande destaque é uma piscina de 9 mil litros com vista para a popa do convés. Além de garantir um momento relaxante com seus jatoscontracorrentes, ela pode ser elevada até o nível do convés, ampliando o espaço e transformando-o em uma espécie de lounge.
Foto: Camper & Nicholsons / Divulgação
A piscina, com fundo de vidro, ainda ilumina a academia presente no deque abaixo, onde também fica uma garagem para botes. O espaço conta com plataforma dobrável que se estende da academia para criar um terraço ao nível do mar.
Foto: Feadship / Divulgação
O Somnium está sendo anunciado por 62,5 milhões de euros pela Camper & Nicholsons, o equivalente a quase R$ 397 milhões na cotação de setembro de 2025. Veja mais fotos!
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Projeções do futurofeitas décadas atrás podem ser uma das maneiras mais eficientes de prever o que ainda está por vir. Embora a mistura de períodos pareça confusa, ela faz sentido. Um estudo publicado no último mês de agosto revelou que modelos climáticos da década de 1990 foram certeiros na previsão da elevação do nível do marentre 1993 e 2023.
A análise, feita por pesquisadores da Universidade de Tulane, em Nova Orleans, e disponível na Earth’s Future, faz uma comparação entre os dados obtidos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) no relatório de 1995/1996 (IPCC-SAR), com as medições reais, obtidas por satéliteno período de 1993 a 2023.
Foto: Lightitup_now / Envato
Os modelos climáticos de quase 30 anos atrás previram uma elevação global média entre 6 e 7 centímetros para o intervalo de tempo. O resultado real, por sua vez, passou muito perto ao contabilizar 8 centímetros. A pequena diferença, segundo o estudo, pode ser explicada pelo derretimento do gelo na Groenlândiae na Antártica.
Atualmente, sabe-se que as regiões contribuíram com cerca de 25% da elevação do nível do mar, mas esse era um assunto subestimado na época. Ainda assim, a previsão foi bastante precisa e revela que dados futuros provavelmente também estarão, especialmente levando em conta a tecnologiaenvolvida nos processos de pesquisa, que a cada dia evolui um pouco mais.
Torbjörn E. Törnqvist, um dos pesquisadoresenvolvidos, destacou que o resultado surpreendeu a equipepela qualidade das projeções iniciais. Para ele, “isso é uma das melhores provas de que entendemos, há décadas, o que está acontecendo e de que podemos fazer projeções confiáveis.”
Enquanto isso, projeções ao redor do mundomostram que cada vez mais cidades — e até países — entram para a lista das que serão afetadas pelo aumento do nível do mar. Recentemente, um estudo conduzido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) alertou para um futuro nada animador: algumas praias da cidade podem perder até 100 metros de areia até o fim do século.
Em maio de 2025, o Governo do Estado de São Paulo divulgou uma atualização do mapa de risco à erosão costeira nas praias do estado. O levantamento avaliou 109 praias, das quais 61 foram classificadas com risco alto ou muito alto de erosão — o que representa mais da metade das áreas analisadas.
Tuvalu deve se tornar inabitável em até 80 anos. Foto: UNDP/ ONU/ Reprodução
Já em Tuvalu, na Oceania, os moradores estão recorrendo a “vistos climáticos” cedidos pela Austrália para deixarem o país, que deve se tornar o primeiro do mundo a ficar inabitável por conta das mudanças climáticas.
Não à toa, os pesquisadores da Tulane reforçam que o aumento do nível do mar não é linear, embora siga uma tendência de aceleração que coloca em risco eminente as cidades costeiras. Estas, inclusive, devem registrar inundaçõescada vez mais frequentes.
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O salão náutico do São Paulo Boat Show sempre é palco das principais novidades e tendências do universo náutico. Presente em mais uma edição, a japonesa Yamaha exibirá o que há de melhor no seu catálogo: motores atualizados e as motos aquáticas WaveRunner da linha 2025.
O maior salão náutico da América Latina — que chega à 28ª edição em 2025 — acontecerá de 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo. Por lá, os visitantes poderão conferir, por exemplo, o motor de popa Yamaha F60 com um design atualizado, que será apresentado pela primeira vez ao público.
Motores apresentados pela Yamaha no São Paulo Boat Show 2024. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Vale destacar que os motores de popa são a especialidade da marca, portanto, outros modelos da Yamaha são esperados no salão paulista, embora a empresa ainda não tenha revelado mais detalhes.
Motores apresentados pela Yamaha no São Paulo Boat Show 2024. Foto: Revista Náutica
Outros destaques da Yamaha no São Paulo Boat Show serão os jets. A marca atracará no seu estande quatro modelos de WaveRunners, todos da linha 2025: o VX Cruiser HO, o FX Cruiser SVHO, o GP SVHO e o SuperJet.
VX Cruiser HO. Foto: Yamaha / Divulgação
De acordo com a marca, os produtos da Yamaha que estarão no São Paulo Boat Show 2025 têm preços que variam de R$ 30 mil a R$ 300 mil. Além disso, o estande da empresa terá ativações para os visitantes, como a distribuição de brindes e sorteios.
São Paulo Boat Show 2025
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
São muitas as possibilidades quando R$ 88,2 milhões estão à disposição — uma delas, inclusive, é comprar um superiate. Embora uma regalia para poucos, o mercadotransborda opções. Uma delas está sendo anunciada pela Maël Fiolet, da Camper & Nicholsons: trata-se do Berco Voyager, uma embarcação luxuosae cheia de atributos entregue pela britânica Sunseeker, em 2018.
Parte da série Sunseeker 131, o Berco chegou às mãos de um proprietário exigente e, não à toa, esbanja sofisticação em seus três andares luxuosos. Não bastassem os acabamentos primorosos do estaleiro de 1969, o afortunado fez questão de manter o requinte da embarcaçãoao longo dos anos e ainda atualizá-la.
Foto: Camper & Nicholsons / Divulgação
Assim, passeando pelos seus 40,05 metros de comprimento (131,3 pés), os olhos mais apurados logo encontram detalhes em Wengué (rara madeiranobre africana) e mármores premium, como Mystery White (elegante pedra natural) e Carrara Gioia (mármore italiano). Combinados, os materiais dão ao interior do barco a classe que um superiate de 13,9 milhões de euros merece.
O conjunto ganha ares ainda mais sofisticados quando a belezado que está do lado de fora vai ao seu encontro. Isso porque a embarcação foi pensada para receber luz natural em abundância, especialmente no salão principal. Por lá, grandes janelas do chão ao teto garantem que o Berco Voyager se funda à imensidão do mar.
Foto: Camper & Nicholsons / Divulgação
A sensaçãonão vem apenas pelo que se vê ao olhar para fora, mas também pela forma como a luz se comporta a bordo: reflete na marcenaria refinada, no mármore escolhido a dedo e nos estofados que ganham ainda mais conforto quando encontram com o dourado do sol.
Foto: Camper & Nicholsons / Divulgação
Até 12 hóspedes podem aproveitar os recursos do superiate em cinco luxuosas cabines, entre elas, uma suíte máster com largura total da boca no convés principal (cerca de 8,9 metros). O espaço está equipadocom TV 55 polegadas, closet, frigobar, penteadeira e banheiro revestido com o mármore italiano Statuario.
Foto: Camper & Nicholsons / Divulgação
As demais ficam no convés inferior e abrigam duas cabines de casal e duas camas de solteiro conversíveis. Há ainda alojamentos para uma tripulação de até oito pessoas.
Foto: Camper & Nicholsons / Divulgação
Se por dentro o Berco Voyager impressiona, por fora, claro, não é diferente. Um dos grandes destaques fica por conta da jacuzzino convés superior, bem no ponto mais alto do barco. Além da vista privilegiada, o espaço ainda leva um bar totalmente equipado, toldo retrátil, espreguiçadeiras e uma mesa de jantar circular.
Mais abaixo, o deque superior na popa se beneficia de uma grande mesa de jantarfeita em madeira do tipo teca, que comporta até 10 pessoas confortavelmente. Há ainda inúmeros espaços feitos para servir de áreas de estar, por isso não faltam espreguiçadeiras, poltronas, mesas ou luz solar.
Para que os passeios fiquem ainda mais interessantes, um sistema de áudio por zonas em todos os deques garante que não falte a música para criar o cenário cinematográfico ideal.
O Berco Voyager está equipado com dois motoresMTU de 181 cavalos de potência. O barco navega a 18 nós em cruzeiro e atinge uma velocidade máxima de 24 nós. Para navegarno modelo é necessário desembolsar 13,9 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 88,2 milhões na cotação de setembro de 2025. Veja mais fotos:
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Após mais de um século navegando pelos mares, o navio de passageiros MV Doulos foi aposentado de forma criativa: em vez de ir para o desmanche, sua estrutura se tornou um hotel de luxoà beira-mar, o Doulos Phos The Ship Hotel, que fica na Indonésia.
A embarcaçãoiniciou sua jornada em 1914, no Reino Unido, como SS Medina, transportando produtos. Anos depois, já como SS Roma e, em seguida, MS Franca C, ele se transformou em um navio de passageiros e cruzeiros. Sua fase final — e talvez a mais notável — foi a de navio missionário e biblioteca flutuante, quando passou a se chamar MV Doulos e percorreu mais de 100 países.
Depois de tanta história, o gigante dos mares foi aposentado. O projeto de transformá-lo em um hotel, no entanto, não foi simples e nem barato. Segundo a CNN, a iniciativa custou cerca de US$ 18 milhões (quase R$ 100 milhões na cotação de agosto de 2025) e levou anos para ser concluída.
O nome à frente da ideia improvável é Eric Saw, um empresário de Singapura que assumiu o navio em 2010. Naquela época, a embarcação já não era considerada segura para navegare os custos para mantê-la nos mares seriam ainda maiores.
Foto: Bintan Resorts / Divulgação
Foi a partir dali que surgiu a ideia de utilizar a estrutura para um hotel em terra firme. As obras começaram em 2014, com equipamentossendo desligados e removidos.
Em 2015, o navio foi finalmente aposentado e posicionado em uma enorme plataforma de concreto, projetada para suportar seu peso. Para isso, a CNN conta que ele foi empurrado por bolsas de ar e guinchos em um processo frustrante e mais demorado que o previsto, que se estendeu por sete semanas.
Foto: Bintan Resorts / Divulgação
Já em terra firme, era hora de transformar aquilo tudo em um hotel. Saw revelou ao veículo que, inicialmente, as cabines eram muito pequenas, o que exigiu um reajuste de diferentes estruturas internas para que os quartos pudessem ser ampliados e tivessem as dimensões de um hotel de luxo.
Foto: Bintan Resorts / Divulgação
Após a reforma, o Doulos Phos The Ship Hotel oferece quartos de 20m² a 31m², além da suíte máster — ou Cabine do Capitão — com mais de 100m². As diárias variam entre R$ 572 e R$ 1.278.
Além do serviço de hotelaria, a construção oferece pacotes de experiências para quem quer aproveitar o espaço sem necessariamente pernoitar.
É possível, por exemplo, fazer um tour pelo navio, com acesso à casa de máquinase pontos “instagramáveis”, com uma bebida cortesia por R$ 33 por pessoa. Há também um pacote que permite o uso diário da piscina, com toalha e uma refeição simples, por um valor entre R$ 49 e R$ 58 por pessoa (a depender do dia da semana).
Foto: Bintan Resorts / Divulgação
Para quem busca experiências gastronômicas, o hotel oferece diversas opções. O Stardust Dinner é um jantar ao pôr do sol com sopa, entrada, prato principal e sobremesa, a partir de R$ 107 por pessoa. Também há o fondue oriental, servido em um caldo, por R$ 143 por casal, e as experiências Rijsttafel ou Nasi Liwet, que exploram a gastronomia típica da Indonésia, custando cerca de R$ 139 e R$ 111 por pessoa, respectivamente.
Foto: Bintan Resorts / Divulgação
Apesar de toda a mudança, algumas características foram propositalmente preservadas para manter o ambientenostálgico. Rebites originais foram incorporados aos acabamentos, a casa de máquinas seguiu intacta e o eixo do hélice foi mantido, assim como os botessalva-vidas.
À CNN, Saw contou que, apesar do grande investimento, o projeto não é movido pelo lucro. Como prova disso, o empresário afirma receber um salário simbólico que não chega a R$ 6 por ano, já que o valor arrecadado pelo hotel é destinado a causas cristãs.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O mundo da moda e do design perde hoje, 4 de setembro, um de seus maiores nomes: Giorgio Armani. O estilista italiano morreu aos 91 anos, deixando um legado inestimável de elegância e sofisticação. Reconhecido como um mestre do universo fashion, Armani também levou seu estilo inconfundível para o mar, ao assinar o design de barcos de luxo.
Apaixonado pelo universo náutico, o criador da grife que leva seu nome desenvolveu projetos náuticos que uniam luxo, inovação e a estética minimalista que sempre marcou sua obra. Seus iates e interiores refletiam a mesma busca por linhas puras e atemporais que conquistaram o mundo da moda.
Foto: Giorgio Armani/Divulgação
Entre os destaques, estão projetos de interiores náuticos desenvolvidos em parceria com estaleiros renomados, que levaram a assinatura Armani para dentro de algumas das embarcações mais sofisticadas já lançadas. Para homenagear seu legado, a Revista Náutica relembra projetos grandiosos que Giorgio Armani produziu como designer de iates.
Conheça os barcos feitos por Giorgio Armani
Main
A embarcação de 65 metros foi inteiramente projetada pelo estilista — do casco ao interior. Construído pelo estaleiro italiano Codecasa, o megaiate tem como destaque a cor verde-escura, escolhida para camuflá-lo nas águas.
Foto: Codecasa/ Divulgação
O desenho deste barco, segundo o próprio Giorgio Armani, teve como objetivo garantir a aparência forte e compacta da embarcação, mas também permitir que o proprietário tivesse a impressão de que o Main não possui paredes. Para isso, janelas correm em linha contígua ao longo de toda a estrutura.
Armani escolheu para o convés um piso que permite conectar o salão inferior ao superior, criando um efeito de ampla sala de estar, além de decorações com madeira, mármore e vidro acetinado. O megaiate conta com cinema, piscina aquecida e seis suítes.
Foto: Codecasa/ Divulgação
S-Force Silver Star
O estaleiro Admiral Yachts recebeu todo o cuidado de Armani nos interiores deste iate de 55 metros, incluindo móveis feitos sob medida.
Foto: Admiral Yachts/ Divulgação
A escolha para a decoração abrange materiais nobres, como mármore bluette, jacarandá, ônix marfim, madeira tamo e tecidos feitos em Veneza, na Itália. Há também detalhes de metal em tom champanhe, que contrastam com os tons escuros em espaços monocromáticos.
Capaz de acomodar 12 hóspedes, esse barco feito por Giorgio Armani oferece jacuzzi, bar, beach club e heliponto.
Foto: Admiral Yachts/ Divulgação
GA 72M
A mais recente parceria com a Admiral Yachts resultou em dois megaiate de 72 metros. O primeiro deles foi lançado em maio de 2025. Ambos os barcos foram desenhados por Armani e contam com casco com linhas geométricas e formas curvilíneas.
Foto: Admiral Yachts/ Divulgação
Nos interiores, o piso de mármore reflete detalhes em ouro, ao passo que os tons neutros da decoração conferem um ar minimalista e sofisticado aos ambientes.
Com casco ‘classe de gelo’, a embarcação foi projetada para enfrentar condições extremas de mares gelados, enquanto oferece o melhor do luxo aos hóspedes. Além de uma ampla plataforma de popa com piscina, os convidados podem aproveitar outras regalias, como spa privativo e heliponto.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Barcos, motores, acessórios, palestras e… bebida geladinha! Para refrescar a 28ª edição do São Paulo Boat Show, a Sol marca presença como cerveja oficial do evento!
O salão náutico, tido como o maior do setor na América Latina, acontece de 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo. Por lá, a cerveja entra como forte aliada para deixar ainda mais deliciosa a experiência de ver de perto as principais embarcaçõesdo setor.
Foto: Revista Náutica
Já são mais de 120 anos de mercado coroando momentos especiais. Não à toa, a cerveja de origem mexicana também refrescou o público náutico no São Paulo Boat Show 2024 e no Rio Boat Show desse ano.
Desde 2020, a bebida dourada — que faz parte do portfólio do Grupo Heineken — é feita de forma sustentável, por meio de fontes de energia solar nas fábricas da Sol. Segundo a empresa, os ingredientes são água, malte, milho e lúpulo — além de conter glúten.
A nossa conexão com o Sol vai muito além do nome– destaca o Grupo Heineken
São Paulo Boat Show 2025
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
As mordidas cheias de dentes afiados dos tubarõespodem não ser eternas. Um novo estudo indica que, no futuro, esses predadores podem perder parte do seu temido poder de ataque graças à acidificação das águas, que tornaria as arcadas dentárias desses animais cada vez mais frágeis.
Publicado em 26 de agosto de 2025 na revista científica Frontiers in Marine Science, o trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade Heinrich Heine de Düsseldorf, na Alemanha, em parceria com institutos locais. O foco foi avaliar os efeitos da acidificação das águas sobre os dentes de tubarões-réquiem.
Dentes de tubarão; imagem ilustrativa. Foto: Envato / alessandrozocc
Para isso, a pesquisa coletou dentes caídos naturalmente que pertenciam ao tubarão-de-pontas-pretas-do-recife (Carcharhinus melanopterus). Durante o teste, foi realizada uma simulação de como essas estruturas reagiriam em um oceano mais ácido, como o previsto para o ano 2300 — e o que os cientistas encontraram é motivo de alerta.
A fim de testar esse cenário, os pesquisadores montaram tanques em laboratório com essa acidez prevista e compararam os dentes mergulhados ali com outros mantidos em água de pH normal. O resultado veio rápido: em apenas oito semanas, as estruturas expostas à água mais ácida apresentavam sinais de desgaste. As raízes, as serrilhas e até a coroa mostraram corrosão significativa.
Dentes de tubarão; imagem ilustrativa. Foto: Envato / AFGreen
As análises em microscópio revelaram rachaduras no esmalte e pequenos orifícios na dentina, o que deixa a estrutura mais frágil e vulnerável a quebras. Até mesmo os detalhes finos das serrilhas — fundamentais para cortar e segurar as presas — desapareceram parcialmente.
Outro efeito notado foi o aumento da circunferência dos dentes incubados no pH mais ácido. Segundo os autores, no entanto, esse “crescimento” não significa que o dente ficou maior ou mais robusto. Na prática, foi resultado de irregularidades e deformações nas bordas, fruto da corrosão.
Oceanos cada vez mais ácidos
O estudo lembra que a acidificação dos oceanos é também consequência das atividades humanas que aumentam a emissão de gás carbônico (CO₂). Dissolvido na água, esse excesso de carbono reduz o pH do mar. Hoje, ele gira em torno de 8,1, mas projeções indicam que pode chegar a 7,3 até 2300 — quase 10 vezes mais ácidos do que atualmente.
Tubarão com dentes à mostra; imagem ilustrativa. Foto: Envato / byrdyak
Vale destacar que os tubarões conseguem regenerar os dentes continuamente. Porém, mesmo com essa habilidade a seu favor, o aumento da acidificação pode exigir substituições mais frequentes, o que dificultaria a mineralização e faria com que o animal gastasse mais energia.
A conclusão dos pesquisadores é que, diante de um oceano mais ácido, até estruturas altamente resistentes como os dentes de tubarão podem se degradar. Essa fragilidade pode comprometer a eficiência predatória, o equilíbrio energético e, a longo prazo, a sobrevivência de espécies que hoje estão no topo da cadeia alimentar marinha.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Como tudo que é bom pede bis, a Zath Mariner está confirmada para o São Paulo Boat Show2025 pela segunda vez na história do jovem estaleiro. Mais do que marcar presença, a empresa chegará com dois lançamentos ao salão náutico: a Zath 348 Outboard e a Zath 298 Aurion.
A 348 Outboard, maior das novidades, será revelada logo no primeiro dia de evento — que acontece de 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo. De acordo com o estaleiro carioca, o modelo de 34 pés terá motorização de popa da Mercury com potência de 225 hp.
Zath 328 HT. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Outra novidade no estande da marca será a pré-venda da Zath 298 Aurion, que terá o projeto lançado no evento (ou seja, não estará fisicamente no salão). Segundo a empresa, a embarcação de 29 pés será motorizada com o Mercruiser de 300 hp.
Além dos lançamentos, a Zath 328 HT também estará no estande da marca. O modelo, equipado com o motor Mercruiser de 350 hp e recheado de acessórios, brilhou no salão náutico paulista em 2024 e, segundo o estaleiro, chamou atenção do público.
São Paulo Boat Show 2025
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
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SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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