Max Verstappen recebe iate avaliado em mais de R$ 70 milhões na Itália

Segundo jornal italiano, embarcação de 33 m do estaleiro Mangusta havia sido encomendada há 2 anos pelo piloto

21/01/2025

O piloto de Fórmula 1 Max Verstappen vai começar o ano de 2025 de barco novo. Trata-se de um iate de 33,3 metros, do estaleiro italiano Mangusta, avaliado em cerca de US$ 12,3 milhões (mais de R$ 74 milhões, na conversão de janeiro de 2025). Segundo o jornal Gazzetta dello Sport, que compartilhou a informação, o piloto havia encomendado o modelo há dois anos.

Ainda segundo o veículo, Verstappen recebeu o iate na região de Viareggio — onde o estaleiro está localizado — junto de um forte esquema de segurança. Quem também o acompanhou foi sua namorada, Kelly Piquet, filha do ex-piloto brasileiro de F1 Nelson Piquet.

Kelly Piquet atualmente espera um filho do tetracampeão de F1. Foto: Instagram @maxverstappen1 / Reprodução

A embarcação escolhida pelo piloto foi uma Mangusta GranSport 33. Para os amantes das pistas, o nome é uma possível referência ao número 33, utilizado pelo holandês na F1 até a conquista do primeiro título mundial, em 2021 — quando pôde usar o número 1 em seu carro.


Como é o iate de Verstappen

Batizado por Verstappen de “Unleash the Lion” (Liberte o Leão, em inglês) — marca já ligada a ele nas pistas — , o iate de 33,3 metros, como o nome sugere, possui um perfil esportivo.

Sendo assim, equipado com quatro motores Volvo Penta D13, o iate de Verstappen chega a 25 nós (46,6 km/h) na velocidade máxima com metade da sua capacidade de carga, ao passo que alcança 21 nós (38,89 km/h) na mesma configuração em velocidade de cruzeiro, cumprindo 300 milhas náuticas (555,6 km) de alcance.

Foto: Mangusta / Divulgação

Quanto às comodidades, chama atenção a piscina de borda infinita na proa. O espaço é ideal para o relaxamento dos hóspedes, que podem aproveitar também para curtir um banho de sol nas espreguiçadeiras ou ainda num amplo sofá.

Foto: Mangusta / Divulgação
Foto: Mangusta / Divulgação
Foto: Mangusta / Divulgação

Na popa, uma plataforma se estende e leva quem estiver a bordo para perto da água — o famoso beach club. Por lá, uma garagem garante o espaço para acomodar um bote de 5,65 m, dois esquis aquáticos e outros brinquedos aquáticos de luxo.

Foto: Mangusta / Divulgação

Quando a ideia for apreciar uma boa refeição no iate, o salão do convés principal é a pedida ideal. O espaço é iluminado por uma luz natural que passa através das superfícies de vidro do teto, duas das quais podem ser abertas para oferecer ventilação natural e vistas deslumbrantes do mar.

Foto: Mangusta / Divulgação

Até 12 pessoas podem desfrutar das comodidades da embarcação, dispostas em cinco cabines. A tripulação, de cinco pessoas, se divide em três.

Foto: Mangusta / Divulgação

Por enquanto, ainda não se sabe se o iate de Verstappen permanecerá atracado em Viareggio ou se o piloto o levará para Mônaco, onde mora. Há ainda a possibilidade de que o barco ancore em alguma marina na Holanda.

 

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    Megaiate grego O’Madeleine tem deque com cinema e beach club com spa

    Projeto da Golden Yachts aposta em áreas de bem-estar dos hóspedes para conquistar o mercado

    Com clientes cada vez mais exigentes e tecnologias que não param de avançar, os estaleiros têm buscado por diferenciais — discretos ou megalomaníacos — para atrair o mercado. Para o megaiate grego O’Madeleine, da Golden Yachts, a aposta foi em comodidades que promovam o bem-estar dos hóspedes, dispostas, principalmente, no beach club e em um dos deques.

    O megaiate de 60 metros (197 pés), por enquanto, é apenas um projeto, que teve imagens 3D reveladas pelo estaleiro de Atenas, na Grécia. A ideia é que a embarcação, parte da renomada série GY60 da marca, seja entregue por volta de junho de 2025.

    Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

    Construído em aço e alumínio, o megaiate grego carrega por fora uma silhueta atemporal, com linhas horizontais e grandes janelas longitudinais, que passam a sensação de que o barco é ainda mais longo. O design foi pensado em colaboração com os estúdios Massari e Vafiadis, já parceiros de longa data da Golden Yachts.

     

    Com 60 metros de comprimento e 11 metros de boca (largura), não é difícil imaginar que são muitas as áreas de lazer disponíveis a bordo. Os espaços de entretenimento e socialização estão espalhados por todo o barco, principalmente por conta do formato em cascata dos deques traseiros.

    Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

    O grande diferencial, porém, está no mais alto dos deques dianteiros, onde o estaleiro preparou um verdadeiro oásis aos hóspedes. Isso porque o espaço conta com nada menos que uma jacuzzi personalizada com vista panorâmica, uma academia com banheiro privativo, um lounge, espreguiçadeiras e um cinema ao ar livre, com direito a projetor.

     

    A área foi ainda pensada com portas niveladas, para que o fluxo interno-externo de pessoas seja feito em segurança, com conforto e sem preocupações.

    Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

    Outro destaque é do megaiate grego é o beach club, que promete ser um ponto forte de entretenimento a bordo. A área, já conhecida por deixar os hóspedes mais perto do mar e em contato direto com a natureza, traz ainda um spa com bar, um lounge e até uma sauna — além, claro, do espaço de armazenamento para brinquedos aquáticos adicionais.

     

    Falando em espaço, o convés dianteiro é grande o suficiente para acomodar dois botes, de 23 pés e 18,3 pés.


    O interior do megaiate grego O’Madeleine

    Grande e luxuoso, o interior do O’Madeleine segue um caminho de elegância e sofisticação aliados ao conforto e ao aconchego. Isso porque o megaiate grego carrega, por dentro, cores neutras e móveis orgânicos, com cantos arredondados, ao passo que a iluminação quase sempre é feita com luzes amarelas.

     

    O objetivo, segundo o estaleiro, era criar um ambiente onde os hóspedes pudessem se sentir confortáveis ​​por longos períodos.

    Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

    O megaiate grego comporta até doze pessoas, em sete camarotes — sendo que quatro cabines estão no convés inferior e o restante no convés superior. O proprietário do O’Madeleine, por sua vez, poderá desfrutar de uma generosa suíte master no convés principal, equipada com closet e detalhes em mármore.

     

    O iate também pode acomodar uma tripulação de 15 pessoas, embora o layout das acomodações não tenha sido revelado.

    Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

    Em termos de propulsão, a Golden Yachts equipará o megaiate O’Madeleine com dois motores Caterpillar de 2.549 hp, que o impulsionarão a uma velocidade máxima de 18 nós (33 km/h) e uma velocidade de cruzeiro de 16 nós (29 km/h).

    Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

    A Golden Yachts atua no setor de construção de iates desde 1996, e conquistou renome por criar verdadeiras maravilhas marítimas, como o Projeto X (287 pés) e o O’Ptasia (278 pés). Tratam-se de embarcações que se destacam por suas linhas sofisticadas, interiores amplos e comodidades de ponta.

    Projeto X. Foto: Golden Yachts / Reprodução
    O’Ptasia. Foto: Golden Yachts / Reprodução

     

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      Navegar para descobrir: oportunidades para o turismo náutico no Brasil

      Especialista no tema, Bianca Colepicolo analisa obstáculos para setor e propõe soluções para crescimento da área

      20/01/2025

      Imagine navegar pelo mundo, explorando diferentes culturas, paisagens e desafios. Parece um sonho distante? Não para milhares de pessoas que, neste exato momento, estão cruzando oceanos a bordo de seus veleiros. O conceito de circum-navegação — dar a volta ao mundo navegando — é mais do que um desafio; é um estilo de vida e uma forma de turismo em crescimento.

      Famílias, amigos, casais e até velejadores solitários escolhem essa jornada, que combina a emoção da aventura com a imersão cultural. Esses viajantes fazem paradas estratégicas para reabastecer suas embarcações, realizar manutenções e, claro, conhecer profundamente os locais por onde passam.

      Foto: nblxer/ Envato

      Trata-se de um perfil de turista que valoriza experiências autênticas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável das comunidades que visitam. Logo, o turismo náutico é fomentado — embora precise de mais oportunidades.

      A costa brasileira: potencial e obstáculos

      Com 8.500 quilômetros de litoral, o Brasil tem um imenso potencial para atrair navegadores do mundo todo. No entanto, algumas barreiras dificultam a plena realização desse potencial.

      Rio de Janeiro. Foto: YuriArcursPeopleimages/ Reprodução

      Por exemplo, enquanto muitos países oferecem estadias prolongadas para turistas náuticos, o Brasil limita o visto a 90 dias, insuficientes para quem percorre distâncias no ritmo de um veleiro. Uma extensão para 270 dias seria mais compatível com o tempo necessário para explorar nossa costa.

      Além disso, a infraestrutura náutica do Brasil ainda precisa avançar. Marinas públicas — verdadeiros “hotéis para barcos” com segurança, água doce e energia elétrica — são raras.

      Marina Itajaí, durante o Marina Itajaí Boat Show. Foto: Revista Náutica

      A ausência de locais adequados para pernoite segura muitas vezes força os navegadores a ancorar em condições precárias ou a buscar alternativas em outros países.

       

      A burocracia também é um desafio. Para entrar no Brasil por mar, é necessário passar por três órgãos distintos — Marinha, Polícia Federal e Receita Federal — cada um com processos próprios.

      Foto: Agência Marinha / Divulgação

      Embora iniciativas como o SAC Náutico de Salvador, que unifica esses serviços em um único ponto, representem avanços importantes, o país ainda carece de oportunidades e soluções integradas e acessíveis a favor do turismo náutico, incluindo atendimento em línguas estrangeiras.

      Exemplos inspiradores e ações necessárias

      Histórias como a de um casal de franceses que, após velejarem pelo Brasil, retornaram em um cruzeiro e, em uma terceira visita, decidiram explorar todo o litoral, mostram o encanto que nossa costa exerce sobre quem a conhece.

      Rio de Janeiro. Foto: Edovideo/ Reprodução

      Entretanto, para transformar visitantes ocasionais em embaixadores de nosso turismo náutico é preciso investir em políticas e oportunidades que facilitem a chegada, permanência e circulação desses viajantes. Isso inclui:

      • Revisão das políticas de visto: ampliar a permanência permitida para velejadores;
      • Investimento em infraestrutura: construir e modernizar marinas públicas e privadas;
      • Simplificação de processos: expandir o modelo do SAC Náutico para outros portos e capacitar servidores em idiomas estrangeiros;
      • Promoção internacional: posicionar o Brasil como destino de excelência para o turismo náutico.

      Oportunidade no turismo náutico para o futuro

      O turismo náutico não é apenas uma oportunidade econômica, mas também uma possibilidade e meio de promover a cultura e a beleza do Brasil de forma sustentável.

       

      Enquanto outros países já reconhecem o valor desses “turistas qualificados”, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para se tornar um destino competitivo.

      Baía de Antonina, litoral do estado do Paraná. Foto: msandrioli/ Envato

      Facilitar a chegada de velejadores é, acima de tudo, abrir as portas para que o mundo descubra o que o Brasil tem de melhor. Nossa costa já encanta — o desafio agora é garantir que todos queiram (e consigam) voltar.

       

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

       

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        2ª etapa da SailGP: Brasil garante melhor posição em uma regata desde estreia na competição

        Comandado pela campeã olímpica Martine Grael, equipe ainda registrou a maior velocidade atingida no 1º dia de regatas em Auckland

        No último final de semana (18 e 19 de janeiro), o Mubadala Brazil SailGP Team garantiu sua melhor posição até agora em uma regata da SailGP, com um 5º lugar no segundo dia das regatas disputadas em Auckland, na Nova Zelândia, pela 2ª etapa da competição. Sobre os comandos da campeã olímpica Martine Grael, a equipe ainda registrou a maior velocidade atingida no primeiro dia de regatas, com 87 km/h.

        A equipe finalizou as quatro regatas de sábado em 10°, 9°, 8° e 11° lugares. Já no domingo, o time começou com uma sétima colocação na quinta corrida da etapa, ficando à frente de grandes nomes da competição, como Dinamarca e Estados Unidos.

        Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

        O melhor resultado veio mesmo na sexta corrida, quando o Mubadala garantiu o quinto lugar ao ultrapassar as equipes de Canadá, Suíça e Estados Unidos, além de Itália e Alemanha, e terminar à frente da potência Nova Zelândia, sexta colocada.

        Nosso desempenho nas águas neste fim de semana mostra a evolução do nosso trabalho enquanto time– declarou Martine Grael

        Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

        A bicampeã olímpica e capitã da equipe brasileira — primeira mulher a assumir esse posto na história da competição — ainda ressaltou que o time está “mais unido e em maior sintonia a bordo, o que sem dúvida impacta diretamente na performance”.

        O trabalho em equipe não tem outra forma de funcionar: quanto mais convivemos e velejamos lado a lado, melhor funcionamos em conjunto– completou

        Martine Grael é bicampeã olímpica e capitã da equipe brasileira na SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

        Dos 12 times que participam da atual temporada do SailGP, 11 velejaram neste fim de semana — a equipe da França ficou de fora devido a um problema na vela-asa da embarcação.


        No ranking final, a equipe brasileira assumiu o 9º lugar. Para Andy Maloney, atleta neozelandês e Flight Controller da equipe brasileira — que até a temporada passada fazia parte do time do seu país — , contar com o carinho do público foi uma agradável surpresa.

        Foi muito bom velejar em casa e seguir fazendo parte do espetáculo que o SailGP proporciona, ainda que em um time diferente neste ano– afirmou o velejador

        “Pude sentir que não só eu, mas o Mubadala Brazil SailGP Team como um todo foi bem recepcionado pelo público, o que é bastante inspirador. Quem ganha é o esporte”, completou Maloney. A próxima etapa do SailGP vai acontecer na cidade de Sidney, na Austrália, nos dias 8 e 9 de fevereiro.

        Resultado final da 2ª etapa da SailGP

        1º – Austrália

        2º – Espanha

        3º – Grã Bretanha

        4º – Nova Zelândia

        5º – Dinamarca

        6º – Itália

        7º – Suíça

        8º – Alemanha

        9º – Brasil

        10º – Canadá

        11º – Estados Unidos

         

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          NX44 Design by Pininfarina ganha o Prêmio Good Design Awards 2024

          Reconhecimento veio na categoria Transportation; premiação é uma das mais prestigiadas e antigas do mundo no design

          O estaleiro pernambucano NX Boats conquistou o Prêmio Good Design Awards 2024 com a lancha NX44 Design by Pininfarina. A marca faturou a premiação — considerada uma das mais prestigiadas e antigas do mundo no design — na categoria Transportation.

          Este prêmio reforça o compromisso da NX Boats em redefinir o conceito de sofisticação e performance no mercado náutico– destacou comenta Jonas Moura, CEO do estaleiro

          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

          O Prêmio Good Design Awards homenageia conquistas anuais dos melhores designs industriais, gráficos e fabricantes do mundo todo. Foi criado em Chicago ainda em 1950, por Edgar Kaufmann Jr., antigo curador do Museum of Modern Art (MoMA), juntamente com outros pioneiros do design moderno, como Charles e Ray Eames, Russel Wright, George Nelson e Eero Saarinen,

           

          O feito chega pouco depois do estaleiro celebrar sua primeira década de atuação. A comemoração aconteceu no NX Summer Day, em novembro de 2024, ao lado de mais de 850 clientes e parceiros do estaleiro na Praia dos Carneiros (PE).

          Os sócios da NX Boats Jonas Moura, Elisabeth Moura e Augusto Lima. Foto: Arquivo Interno / NX Boats

          Por lá a marca comemorou números expressivos alcançados no período, como os 11 modelos de barcos desenvolvidos, mais de 2 mil embarcações na água e um parque fabril com uma área de 60 mil m² — o maior do Brasil. Na ocasião, Jonas Moura ainda revelou uma meta ousada para os próximos 10 anos: entrar para o top cinco do mundo.


          A NX 44 Design by Pininfarina

          Pensada em parceria com a Pininfarina América (estúdio americano da lendária casa de design italiana), empresa que já trabalhou com marcas como Ferrari, Lamborghini e Cadillac, a NX 44 Design by Pininfarina une design e funcionalidade em seus 13,77 metros.

           

           

          O modelo traz integração entre popa e proa, além de um aproveitamento completo da boca de 3,86 metros. Com solário espaçoso, a lancha ainda é capaz de levar 22 pessoas em passeios diurnos e acomodar até cinco no pernoite, graças ao sofá e às duas suítes com pé-direito de até 1,95 metro. Ambos os banheiros contam com box fechado.

          É um barco que entrega, além de todo o design e esportividade, muito conforto a bordo. Usamos todas as tecnologias do que há de mais moderno no mundo– contou Jonas Moura à NÁUTICA durante o Rio Boat Show 2024

           

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            Diamond Binta: conheça o superiate que é uma verdadeira joia sobre as águas

            Obra da italiana Tankoa Yachts foi elaborada a partir de pedidos exclusivos de um cliente já experiente; confira o resultado

            O estaleiro italiano Tankoa Yachts recebeu o pedido de um cliente já experiente. Dentre seus desejos estavam: uma embarcação para cruzeiros de longo alcance, com estilo que refletisse sua personalidade e atendesse às suas necessidades. Nasceu, então, o Diamond Binta, um superiate de 50 metros (190 pés) que mais parece um oásis de conforto e luxo.

            O Diamond Binta fez sua estreia mundial no Monaco Yacht Show, em setembro de 2024. Trata-se da primeira unidade da série T580 do estaleiro baseado em Gênova — e, ao que depender de todo seu charme, a primeira de muitas.

            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

            Este iate é uma celebração da nossa capacidade de misturar engenharia e artesanato, transformando os sonhos de um proprietário em realidade, muitas vezes excedendo suas expectativas– Vincenzo Poerio, CEO da Tankoa Yachts

            Diamond Binta: um “explorador mundial”

            Tido pela Tankoa como um “explorador mundial”, o Diamond Binta foi construído em aço e alumínio, o que confere a ele um perfil capaz de unir elegância e esportividade com maestria. Os responsáveis por essa combinação foram os estúdios de design Francesco Paszkowski Design e Studio Francesco Rogantin.

            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

            De fora, o que se vê é uma estrutura imponente, com linhas horizontais envidraçadas que prometem encher o interior da embarcação de luz natural. Não é preciso embarcar para notar, também, que são muitos os espaços de lazer.

             

            Na popa, o amplo beach club aproxima os hóspedes da água ao passo que se conecta a uma área de relaxamento. Por lá, o espaço é iluminado naturalmente por paredes de vidro e uma claraboia, proveniente do deque principal. Estão dispostos ainda confortáveis assentos, uma sala de spa envidraçada e o principal: terraços laterais dobráveis.

            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação
            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

            Os terraços ampliam a área útil do barco e são um convite aos hóspedes para explorar novas formas de curtir o dia em alto-mar. Por ali, é possível aproveitar um banho de sol, relaxar lendo um bom livro e até se dedicar a um momento de contemplação numa prática de yoga.

            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

            Para os que não deixam a rotina de lado mesmo a bordo de um superiate, uma academia fechada garante o “tá pago” na seção central do Diamond Binta. Durante o cárdio, a tela do celular dá lugar à vista panorâmica do mar ao redor.

            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

            O hóspede que resolver treinar ainda pode escolher: a brisa que invade a academia através das portas de vidro dianteiras e traseiras, quando abertas, ou o ambiente climatizado disponível quando ambas estão fechadas.

            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

            Na proa, um heliporto touch-and-go é capaz de receber um luxuoso Airbus ACH160. O flydeck, logo atrás — além de ser o camarote para apreciação das atividades da aeronave — , dispõe de uma piscina de vidro com borda infinita, uma espaçosa área de estar, um bar e uma área de jantar ao ar livre.

            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

            Um interior de tirar o fôlego

            Se por fora o Diamond Binta impressiona, por dentro, não é diferente. Pensado em conjunto por Francesco Paszkowski e Margherita Casprini, o espaço carrega características contemporâneas, com uma paleta de cores neutras e acabamentos brilhantes. O uso de materiais nobres como carvalho, couro, mármore, metal e vidro, conferem ao superiate uma atmosfera serena, elegante e, claro, luxuosa.

            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

            Colocamos ênfase particular na interação entre formas arquitetônicas, o uso extensivo de madeira e uma paleta de cores neutras, com o objetivo de criar espaços harmoniosos com apelo atemporal– explica Paszkowski

            Ao todo, a embarcação acomoda até 12 hóspedes, dispostos em seis camarotes — incluindo duas cabines VIP. O proprietário, por sua vez, dispõe de uma suíte master na proa do convés principal, equipada com área de estar, escritório e um terraço dobrável particular.

            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação
            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação
            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

            Um corredor central no convés inferior cumpre o papel de integrar os hóspedes tanto ao barco, quanto à atmosfera em alto-mar. É ele o responsável por conectar o beach club às cabines. Tudo isso enquanto ilumina o barco através de suas amplas janelas panorâmicas.

            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

            O Diamond Binta navega com um par de motores CAT, que permitem atingir uma velocidade máxima de 17 nós e uma velocidade de cruzeiro de 15 nós. A potência ainda é suficiente para levar a bordo um tender de nove metros (29,5 pés) e um RIB de sete metros (23 pés). Confira mais fotos:

            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação
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              Banco de Arguim: conheça encontro entre deserto e vida marinha na costa da Mauritânia

              Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, área abriga um dos ecossistemas costeiros mais ricos do mundo

              19/01/2025

              Ao longo dos anos, o Banco de Arguim, na costa da Mauritânia, foi colecionando os mais belos títulos: sítio Ramsar, em 1982; Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, em 1989; e Dádiva à Terra pela WWF, em 2000. Apesar disso, muitos ainda o desconhecem.

              O local, a noroeste da África, é uma das áreas mais importantes do Oceano Atlântico em termos ecológicos. Suas águas, que raramente ultrapassam os 10 metros de profundidade, abrigam uma ampla biodiversidade marinha logo ao lado das remotas condições do deserto, já que está situado na zona de transição entre o Saara e o oceano.

              Foto: União Europeia / Copernicus Sentinel-2 / Wikimedia Commons / Reprodução

              Esse clima singular, diferentemente do que se possa imaginar, faz do Banco de Arguim um dos ecossistemas costeiros mais ricos do mundo, com áreas de reprodução e alimentação para, principalmente, espécies de aves migratórias — do norte da Europa, Sibéria e Groenlândia, incluindo flamingos, maçaricos-de-bico-largo, pelicanos e andorinhas-do-mar — e animais marinhos.

              Foto: Kokopelado / Wikimedia Commons / Reprodução

              Em suas águas vivem peixes, tartarugas e até mamíferos, como os golfinhos, além de recifes de coral únicos e bancos de algas marinhas, cruciais para a saúde do oceano e para espécies comerciais de peixes. Trata-se, também, de um refúgio para espécies ameaçadas, como tartarugas marinhas e peixes-boi.


              As condições climáticas particulares ainda permitem uma mistura contínua de águas frias e ricas em nutrientes, facilitando a proliferação persistente de fitoplâncton — responsáveis por uma série de funções vitais no ecossistema aquático — ao longo do ano.

              Foto: Kokopelado / Wikimedia Commons / Reprodução

              O Banco de Arguim é uma área protegida. Apesar disso, uma comunidade vive por lá: os imraguen — uma palavra berbere que significa “pescador”. Fazendo jus ao significado de seu nome, os imraguen praticam a pesca sustentável e têm uma relação íntima com o ecossistema, que carrega regras rígidas para limitar a pesca industrial, o turismo e outras atividades que possam o impactar negativamente.

               

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                Submarino fora d’água vira estadia completa em camping do Reino Unido

                Estrutura feita originalmente para equipar um navio HMS Destroyer ainda fica próxima a ponto marcante da franquia de Harry Potter

                18/01/2025

                Quando se pensa em um destino para relaxar são muitas as opções que vêm à mente: praias, refúgios no campo, nas montanhas. Mas no País de Gales, no Reino Unido, uma outra opção, bastante fora do comum, também tem atraído olhares. Trata-se de um submarino convertido em uma estadia completa, fora d’água.

                A estadia no submarino fica na área do Apple Camping, um espaço repleto de hospedagens inusitadas.

                 

                Originalmente feito para equipar o o HMS Destroyer, um navio de guerra da Marinha Britânica, o submarino U-96 Sonar agora serve como uma espécie de “Airbnb”.

                Foto: Apple Camping / Divulgação

                A Apple Camping, empresa que administra unidades curiosas, frisa que quis manter a essência histórica da embarcação, “ao mesmo tempo em que fornece todas as comodidades para uma estadia confortável”.

                 

                Por lá estão um sofá-cama triangular — que se converte em mesa de jantar — , uma cozinha equipada com geladeira, torradeira, chaleira e fogão de indução e até um banheiro privativo, tido como um dos pontos altos do submarino por suas características originalmente náuticas.

                Foto: Apple Camping / Divulgação
                Foto: Apple Camping / Divulgação
                Foto: Apple Camping / Divulgação

                Os ambientes são organizados de forma compacta, para que o espaço seja o mais bem aproveitado possível. Duas pessoas podem dormir na cama, além de outras duas em um sofá cada. O acesso a tudo isso é feito por uma escada em espiral.

                Foto: Apple Camping / Divulgação
                Foto: Apple Camping / Divulgação
                Foto: Apple Camping / Divulgação

                Do lado de fora, os hóspedes podem relaxar e curtir um momento de refeição ao ar livre, já que dispõem de mesa com cadeiras para até quatro pessoas e uma espécie de churrasqueira, que traz a frase “depth charge” (em português, “carga de profundidade”, um tipo de arma usada para atacar submarinos).

                Foto: Apple Camping / Divulgação
                Foto: Apple Camping / Divulgação
                Foto: Apple Camping / Divulgação

                As estadias no submarino saem a partir de 149 libras por noite (cerca de R$ 1,1 mil na conversão de janeiro de 2025), ou ainda 199 libras (aproximadamente R$ 1,4 mil) se a ideia for passar apenas uma noite.


                Para os amantes de Harry Potter, a escolha pelo U-96 Sonar como destino de férias é ainda a chance de ficar pertinho de um local marcante para a franquia.

                 

                Isso porque o túmulo de Dobby, o simpático elfo que vira amigo do protagonista do filme, fica a apenas 25 minutos de carro dali, na praia Freshwater West. Nos arredores ainda estão o Tenby Castle — um castelo histórico do século 12 –, o parque Folly Farm e belas praias.

                Praia de Freshwater West. Foto: Mario Sánchez Prada / Wikimedia Commons / Reprodução

                Além do U-96 Sonar, turistas e moradores locais encontram no Apple Camping outras opções de estadias incomuns, como um jato da década de 70, uma espécie de OVNI, um iglu e até um Airbus Etihad A320.

                Foto: Apple Camping / Divulgação
                Foto: Apple Camping / Divulgação
                Foto: Apple Camping / Divulgação
                Foto: Apple Camping / Divulgação

                 

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                  Azov Yachts anuncia nova loja no Novotel Marina, no Recife

                  Prevista para fevereiro, unidade estará às margens do Rio Capibaribe, em complexo com marina de classe internacional

                  17/01/2025

                  A Azov Yachts deu mais um grande passo para alavancar sua marca: o estaleiro vai inaugurar uma nova loja no Recife, no Novotel Marina, sofisticado complexo lançado em 2024. De acordo com a  Azov, a abertura da nova unidade será em breve, no mês de fevereiro.

                  Localizado às margens do Rio Capibaribe, curso d’água que corta a capital pernambucana, o luxuoso complexo possui uma marina de classe internacional, com capacidade para abrigar mais de 200 embarcações. Além disso, conta com três restaurantes e centro de convenções.

                  Foto: Azov/ Divulgação

                  Com a nova loja da Azov Yachts no Recife, o estaleiro firma sua expansão pelo Nordeste brasileiro — já constatada na participação da marca no 1º Salvador Boat Show.

                   

                  Para a Azov, a chegada de sua loja oficial ao Novotel Marina “representa uma oportunidade  imperdível” para os visitantes do hotel, que poderão conhecer de perto os barcos da marca.

                  No local, a Azov Yachts promete um espaço dedicado à apresentação de suas inovações e um atendimento personalizado tanto para potenciais compradores quanto para os já integrantes da “família Azov”, como o estaleiro carinhosamente chama seus clientes.

                  Novotel Marina. Foto: Divulgação

                  O Novotel Marina é um hotel conceitual que se destaca não apenas pela sua arquitetura arrojada e inovadora, mas também pela beleza de suas instalações. Conta também com outras lojas de produtos e serviços náuticos, além de uma estrutura flutuante que garante o acesso às embarcações mesmo durante a maré alta.

                   

                  Segundo a Azov, a abertura da nova loja reafirma o compromisso da marca em “proporcionar experiências excepcionais no mundo náutico, unindo qualidade, inovação e um atendimento personalizado”. Para eles, a novidade também fortalece a cultura náutica na região, “atraindo novos clientes e entusiastas do mar“.

                   

                  Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                   

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                    Concessão de marinas públicas pode impulsionar setor náutico brasileiro

                    Brasil tem defasagem de vagas para barcos em marinas, impactando turismo e empregos

                    O setor náutico brasileiro possui uma grande cadeia produtiva, que engloba desde a indústria de embarcações até serviços de manutenção, apoio de profissionais de marinaria, condutores e uma série de serviços complementares. Essa diversidade caracteriza um setor econômico múltiplo, que impacta diretamente o turismo e a geração de empregos.

                    De acordo com estudo encomendado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo em 2017, por meio do Fórum Náutico Paulista, estima-se que cada embarcação ativa nas águas gera, em média, oito empregos diretos e indiretos — dado que reforça o papel do setor náutico como impulsionador de atividades econômicas no país.

                     

                    Contudo, o estudo também aponta para uma defasagem crítica no número de vagas disponíveis para embarcações em marinas e garagens náuticas, o que gera um aumento nos custos de manutenção para proprietários de embarcações.

                    Foto: CreativeNature_nl / Envato

                    Estrutura e diferenciação das vagas náuticas

                    Antes de mais nada, é fundamental entender as distinções entre os tipos de espaços oferecidos pelo setor náutico para a guarda e apoio de embarcações.

                    Garagens náuticas

                    As garagens náuticas são áreas dedicadas exclusivamente à guarda de embarcações em seco.

                    Marinas

                    Marinas oferecem, além de guarda em seco, vagas molhadas e uma gama de serviços de apoio, que podem incluir abastecimento de combustível, restaurantes e conveniências.

                    Clubes náuticos

                    Já quando destinadas a um público específico e operadas sob modelo de associação, essas marinas configuram-se como clubes náuticos.

                    Foto: Marisap7 / Envato

                    Marinas públicas

                    Marinas abertas ao público em geral e que oferecem serviços avulsos, como pernoite, são denominadas “marinas públicas”. Apesar de seu nome, o termo “marina pública” não implica gratuidade, mas refere-se à acessibilidade a qualquer usuário, em contraste com os clubes restritos.

                     

                    No Brasil, o conceito de marina pública ainda é pouco compreendido pelo público leigo, que muitas vezes interpreta erroneamente o termo como sinônimo de acesso gratuito. Na realidade, marinas públicas funcionam de modo semelhante a hotéis para embarcações, sendo de suma importância para o turismo náutico.

                     

                    As marinas públicas permitem que pessoas viajando em suas próprias embarcações, em barcos alugados ou em excursões turísticas, possam navegar entre destinos utilizando os serviços oferecidos ao longo do trajeto, fomentando a economia e promovendo a interligação de destinos turísticos.


                    Desafios para desenvolvimento de estruturas náuticas

                    A construção de marinas e garagens náuticas no Brasil enfrenta uma série de desafios, que variam desde questões legais até obstáculos econômicos e ambientais. Primeiramente, todas as áreas situadas à beira d’água são de propriedade da União e são concedidas para uso particular mediante o pagamento de laudêmio.

                     

                    Essa regulamentação gera insegurança jurídica para os investidores, uma vez que, mesmo adquirindo o terreno, eles nunca se tornam proprietários definitivos, limitando o potencial de investimentos de longo prazo no setor.

                    Foto: Photology75 / Envato

                    Outro desafio significativo são as exigências ambientais. No Estado de São Paulo, por exemplo, as leis ambientais impõem requisitos de licenciamento para marinas equivalentes aos exigidos para portos, tornando o processo complexo e custoso.

                     

                    Esse cenário é ainda agravado pela falta de clareza nos critérios e pela constante atualização das resoluções, que introduzem novos requisitos sem um marco legal estável.

                     

                    Por fim, o alto valor de mercado dos terrenos à beira-mar, rios, lagos e represas, torna mais atrativo para investidores lotear as áreas, ao invés de empreender no setor náutico — devido aos custos iniciais e à complexidade de obter licenciamentos e concessões.

                    Concessões como alternativa para a expansão do turismo náutico

                    Diante dos desafios apresentados, uma das alternativas propostas para o desenvolvimento do setor é a implementação de concessões públicas para marinas e garagens náuticas.

                    Foto: Nicgorski / Envato

                    As concessões possibilitam que o setor privado invista em infraestrutura de apoio ao turismo náutico, enquanto o poder público se beneficia do pagamento pela concessão do espaço e do impulso econômico gerado pelas atividades relacionadas.

                     

                    Uma parceria público-privada (PPP) nesse setor pode seguir modelos diversos:

                    Concessão simples

                    No caso de uma concessão simples, o concessionário seria remunerado pela atividade gerada no espaço concedido, e a arrecadação pública poderia ser destinada a fundos de turismo ou meio ambiente.

                    Concessão patrocinada

                    Em cenários que demandem investimentos adicionais para atender, por exemplo, comunidades de pescadores locais, pode-se considerar uma PPP em concessão patrocinada, onde o poder público poderia subsidiar parte dos custos operacionais, viabilizando o equilíbrio financeiro da concessão e ampliando o acesso ao serviço.

                    Foto: Nadtochii / Envato

                    Planejamento integrado para áreas navegáveis

                    Para uma gestão territorial mais eficiente, o ideal seria que as áreas navegáveis, tanto de águas doces quanto salgadas, fossem planejadas com uma rede de infraestrutura mínima.

                    Um exemplo seria estabelecer uma marina pública a cada 100 km de área navegável, com infraestrutura básica, como abastecimento e serviços de apoio ao turismo náutico.

                    Esse planejamento integrado permitiria que municípios cadastrassem suas áreas disponíveis para concessão, facilitando o licenciamento e promovendo o desenvolvimento regional em torno do setor náutico.

                     

                    Em conclusão, a estruturação de uma rede de marinas públicas em áreas estratégicas do território nacional promoveria o desenvolvimento sustentável do turismo náutico, favorecendo a economia local e a integração de destinos turísticos.

                     

                    A concessão de áreas públicas, por meio de modelos simplificados ou de PPPs, emerge como uma solução viável para o crescimento desse setor, garantindo geração de empregos, incentivo ao turismo e preservação ambiental, ao mesmo tempo que fortalece a cadeia produtiva e amplia a competitividade do setor náutico no Brasil.

                     

                    Referências:

                    • BRASIL. Fórum Náutico Paulista. Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. 2017;
                    • COSTA e SILVA, M. A cadeia produtiva do setor náutico no Brasil. Revista do Setor Náutico, São Paulo, 2017;
                    • FERNANDEZ, T. O desenvolvimento do turismo náutico e os desafios das concessões no Brasil. Revista de Políticas Públicas e Turismo, 2017;
                    • SILVA, J.; OLIVEIRA, P. O impacto das concessões para o desenvolvimento do turismo náutico. Revista Brasileira de Estudos do Turismo, 2018.

                     

                    Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

                     

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                      Entender o comportamento de procriação dos animais é essencial para os biólogos, mas alguns não facilitam esse processo — como é o caso dos simpáticos tubarões-baleia (Rhincodon typus), o maior peixe do mundo. O mistério sobre as técnicas de “flerte” desses animais já se estende por décadas.

                      Um vídeo gravado durante uma expedição na Austrália Ocidental, contudo, pode ter lançado luz sobre o assunto. O Recife de Ningaloo foi o palco para as investidas de um tubarão-baleia macho a uma fêmea da espécie, através de “mordidinhas”.

                       

                      Pode parecer simples, mas o gesto, que foi acompanhado de perto por uma equipe de pesquisa, é fundamental para entender as “técnicas de cortejo” da espécie — classificada como ameaçada de extinção pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) desde 2016.

                       

                       

                      Além da classificação, a população atual dos tubarões-baleia é majoritariamente formada por machos juvenis. Essa situação faz com que o “conhecimento sobre tubarões-baleia adultos, particularmente sua ecologia reprodutiva e comportamental, sejam derivados apenas de observações casuais”, como explicaram os biólogos em um artigo publicado na revista Frontiers in Marine Science.

                      Foto: Christine Barry Research / Reprodução

                      Encontros raros

                      Embora esses peixes sejam geralmente encontrados nas águas costeiras de áreas quentes e tropicais ao redor de todo o mundo, os relatos de encontros entre eles se resumem a apenas dois locais na natureza: as águas ao redor das Ilhas Santa Helena, no Oceano Atlântico Sul, e no próprio Recife de Ningaloo, onde o vídeo foi gravado.

                       

                      Em Santa Helena, os encontros entre machos e fêmeas foram relatados por pescadores locais. Segundo eles, os machos seguiam as fêmeas e pareciam “cutucar” sua nadadeira caudal, de forma a se posicionar com os lados ventrais para cima, abaixo das fêmeas — provavelmente para introduzir seus clásperes (órgãos copuladores).

                      Foto: Imagesourcecurated / Envato

                      Já em Ningaloo, o primeiro avistamento aconteceu em 2019, feito por uma piloto de um pequeno avião que fazia observação aérea para cientistas de um navio de pesquisa. Ela conta que um macho adulto se aproximou de uma fêmea, menor, que o evitou e fugiu.

                       

                      O encontro mais recente aconteceu em maio de 2024, graças a um piloto que convocou cientistas para observarem uma fêmea de 7 metros de comprimento, localizada por ele mesmo. Na ocasião, um macho de 8,5 metros começou a segui-la até morder sua nadadeira caudal, como em Santa Helena.


                      Como resposta, a fêmea girou rapidamente com as nadadeiras peitorais apontando para baixo. Após uma breve pausa, ela virou-se e desceu depressa para a profundidade, seguida pelo macho — e ambos sumiram de vista.

                      O que esses comportamentos dizem aos pesquisadores

                      Cientistas sugerem que o acasalamento de tubarões-baleia pode ocorrer em águas profundas, fora do alcance dos pesquisadores, como aconteceu no relato mais recente.

                       

                      No entanto, a resistência da fêmea à abordagem violenta do macho indica que essa estratégia não garante sucesso reprodutivo. Outra hipótese é de que a fêmea seja sexualmente imatura, já que adultas geralmente medem entre 10 e 12 metros.

                      Foto: Image-Source / Envato

                      Para os estudiosos, a ecologia local é outro fator que pode influenciar os insucessos reprodutivos, já que, embora a maioria dos tubarões de Ningaloo seja fêmea, elas evitam regiões de agregação, o que pode indicar que estão evitando os machos ativamente.

                       

                      “Esses registros não apenas expandem nossa compreensão dos comportamentos reprodutivos, mas também podem fornecer insights sobre os potenciais impulsionadores da segregação sexual relatados em populações de tubarões-baleia em muitas agregações costeiras”, concluem os autores.

                      Tubarão-baleia é o maior peixe do mundo

                      Considerado o maior peixe do mundo, podendo atingir mais de 20 metros de comprimento e pesar até 21 toneladas, o tubarão-baleia é um “filtrador”, uma vez que se alimenta principalmente de plâncton, pequenos peixes e crustáceos. O animal, inclusive, nada com a boca aberta, de forma a filtrar a água e capturar seu alimento.

                      Foto: Imagesourcecurated / Envato

                      Apesar do tamanho, a espécie que vive em águas tropicais e temperadas quentes surpreende pela tranquilidade e não representa ameaça aos humanos — inclusive, é conhecido por sua curiosidade e interação pacífica com mergulhadores.

                       

                      Náutica Responde

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                        16/01/2025

                        A NX Boats já iniciou o ano de 2025 com o pé direito. O estaleiro pernambucano, que recém completou uma década de vida, atracou quatro de suas lanchas no St. Petersburg Boat Show. O salão náutico começou nesta quinta-feira (16), na Flórida, Estados Unidos.

                        Com quatro dias de duração, o evento em águas norte-americanas recebe o público até domingo (19). Quatro barcos conhecidos do público brasileiro dão as caras no salão: a NX 41 Horizon, a NX 370 HT Sport, a NX 340 Sport Coupé e a NX 290 Exclusive.

                        Estande da NX Boats no St. Petersburg Boat Show. Foto: NX Boats/ Divulgação

                        Não que seja uma novidade para a NX Boats pisar em solo americano. Com escritório nos Estados Unidos, a marca já atracou diversos barcos por lá, como o NX Invictus, maior lancha do estaleiro — que ganhou até festa nas águas de Miami. Sem contar as três participações consecutivas no Fort Lauderdale Boat Show.

                        Barcos da NX Boats no St. Petersburg Boat Show

                        NX 41 Horizon

                        Lançada com exclusividade no São Paulo Boat Show 2024, a lancha chegou para compor a linha Yachts do estaleiro. O modelo de 41 pés destaca-se, principalmente, pela passagem interna para a proa, além de possuir uma popa maior — assim como um espaço de cockpit.

                        NX 41 Horizon. Foto: NX Boats/ Divulgação

                        NX 370 HT Sport

                        A lancha de 37 pés não carrega “sport” no nome à toa. De acordo com a marca, a NX 370 HT Sport proporciona conforto e estabilidade na água, além de ser capaz de aguentar longas temporadas de navegação. Ressalta-se a capacidade para 16 pessoas durante o dia e quatro no pernoite.

                        Foto: NX Boats / Divulgação

                        NX 340 Coupé

                        Este barco da NX presente no St. Petersburg Boat Show também acomoda até 16 pessoas (4 no pernoite). Com opção de motor de popa e centro-rabeta, a NX 340 Sport Coupé é uma daycruiser de 10,15 m de comprimento e 3,15 m de boca. Seu cockpit ainda tem dois grandes sofás em L que, além de bonitos, têm encosto alto.

                        NX 340 Coupé. Foto: NX Boats / Divulgação

                        NX 290 Exclusive

                        Esportividade e luxuosidade resumem bem a NX 290 Exclusive. A lancha de 29 pés oferece, segundo a marca, conforto, novo teto rígido e suporta até 11 passageiros (4 no pernoite) . Seu casco laminado em “V” ajuda na navegação do barco, e ainda torna a embarcação resistente aos mares mais revoltos. A altura da cabine chega aos 1,80 m, e o barco suporta um motor de 300 hp a 380 hp.

                        NX 290 Exclusive. Foto: NX Boats / Divulgação

                         

                        Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                         

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                          Schaefer Yachts participa de dois grandes salões internacionais em janeiro

                          Barcos do estaleiro catarinense estarão em eventos náuticos dos EUA e Alemanha de forma simultânea nos próximos dias

                          O ano de 2025 começou com movimentações importantes para o estaleiro catarinense Schaefer Yachts. Isso porque, já nos próximos dias, as embarcações da marca estarão em dois grandes salões náuticos internacionais: o St. Petersburg Boat Show, na Flórida, nos Estados Unidos, e o Boot Düsseldorf, na Alemanha.

                          O salão nos EUA, inclusive, começou nesta quinta-feira (16) e segue até o próximo domingo (19). Por lá, a Schaefer apresentará quatro embarcações de seu repertório: Schaefer V33 Sport Fish, Schaefer 375, Schaefer V33 e V44.

                          Schaefer 375. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                          Já o evento da Alemanha, por sua vez, começa no sábado (18) e vai até 26 de janeiro. Quem visitar o salão alemão poderá conferir de perto as embarcações Schaefer 450, Schaefer 375, Schaefer V33 e V44.

                           

                          Os cinco modelos que serão apresentados nos salões dos próximos dias são renomados tanto no Brasil, quanto em boa parte do mundo — já que são milhares as embarcações da marca espalhadas pelo globo.


                          Para refrescar sua memória, a equipe de NÁUTICA reuniu a seguir um resumo das lanchas que devem brilhar em território internacional nos próximos dias. Confira:

                          Lanchas Schaefer que estarão em salões internacionais

                          Schaefer 450

                          Maior lancha da Schaefer nos salões internacionais, a Schaefer 450 se destaca, principalmente, por ser um barco de 45 pés com suíte master à meia-nau. E não é qualquer suíte: o local recebeu o mesmo nível de tratamento dos modelos maiores da marca, trazendo equilíbrio entre estética e o design. O ambiente ocupa toda a boca da embarcação e conta com sofá, armários, mesinha, televisão e janelas para ambos os bordos.

                           

                           

                          Sua plataforma de popa, do tipo submergível, tem na área gourmet uma churrasqueira retrátil semelhante à da Schaefer 660, da qual a lancha reproduz também o convés lateral, a boreste, que amplia a área da praça de popa em aproximadamente 20% — detalhe que ajuda a dar a sensação de que o barco é ainda maior.

                          Schaefer 450. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                          Ponto de destaque também para o flybridge, que traz o conforto e a comodidade de uma cabinada de alto requinte. Quanto a motorização, a Schaefer 450 tem três opções: dois Volvo Penta D6-IPS 60 hp, dois Cummins QSC 480 hp V-Drive com bow thruster ou dois centro-rabeta Volvo D6 400 hp.

                           

                          Ao todo, até 14 pessoas conseguem aproveitar todas as comodidades da embarcação da Schaefer, sendo que 5 delas podem curtir um pouco mais ao pernoitar no barco.

                          Schaefer 375

                          A Schaefer 375 incorpora elementos da linha premium do estaleiro, formada pelos barcos maiores (Schaefer 510, 600, 660, 770 e 25M). Dentre suas principais características está o piso nivelado, sem nenhum degrau.

                           

                           

                          Suas varandas laterais retráteis ampliam o espaço na praça de popa em 5,95 metros e se integram ao cockpit, com acomodações para até 14 pessoas. O hard-top, de acionamento elétrico, abre o teto solar (quase 1,5 metro) ao toque de um botão. O acesso à proa é feito por uma passagem interna, a bombordo — garantia de segurança mesmo com o barco em movimento.

                          Schaefer 375. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                          Na cabine, com 1,90m de altura, há duas camas de casal, uma no camarote de proa e outra à meia-nau, além de mesa, cozinha e um grande banheiro. O modelo pode ser equipado com três motores de popa de 300 hp cada ou dois motores de centro Volvo D4-300.

                          Schaefer V33

                          Primeiro barco da linha do estaleiro do tipo walk around (termo inglês usado para identificar lanchas cuja cabine não impede a circulação na proa) com perfil esportivo e elegante, a Schaefer V33 é uma embarcação sofisticada e confortável, digna de um autêntico barco de passeio.

                           

                           

                          Seu pé direito de 1,90 m é um dos destaques da lancha, que, com isso, ganha um banheiro alto. Projetada para ser um modelo global, tem motorização de popa — os Estados Unidos, aliás, são responsáveis por parte considerável das vendas da lancha.

                          Schaefer V33. Foto: Revista Náutica

                          A Schaefer V33 é uma embarcação que privilegia as áreas externas, com proa aberta e amplo espaço na praça de popa. Com 33 pés, o modelo apresentado pela Schaefer em salões internacionais tem cabine para duas pessoas pernoitarem com conforto, além de opção de motor centro rabeta a diesel, ou uma parelha de motores de popa de 300 hp.

                           

                          Na versão Sport Fish, a V33 chega com recursos para pesca. Informaçõs oficiais, porém, ainda não foram divulgadas pelo estaleiro.

                          Schaefer V44

                          Sucessora da V33, a Schaefer V44 foi projetada especialmente para o mercado americano. Com 13,61 m de comprimento (44,8 pés) e 4,17 m de boca, essa walk around dispõe de tripla motorização de popa de 400 hp cada, que pode chegar a uma trinca de 600 hp cada.

                          Schaefer V44. Foto: Ito Cornelsen

                          O modelo ainda oferece recursos extras também para as horas em que o barco fica parado, como a possibilidade do rebatimento de parte das amuradas na popa com a criação de duas varandas laterais (beach clubs ou open decks), que aumentam a largura do cockpit em 1,35 m.

                           

                          Com isso, a boca máxima do barco salta para 5,52 metros, resultando em mais espaços tanto para a circulação como para a colocação de itens adicionais de conforto, como cadeiras de sol. A ideia é garantir um dia perfeito na água, seja um passeio em família, a prática de esportes aquáticos ou uma pescaria.

                           

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                            Não bastasse vencer, ele fez história! Assim pode ser descrito o gigante triunfo do velejador francês Charlie Dalin, que conquistou a 10ª edição da Vendée Globe e estabeleceu um novo recorde na mais tradicional — e desafiadora — competição de circum-navegação a vela, feita em solitário e sem paradas.

                            O navegador de 40 anos de idade deixou outros 39 capitães para trás e completou a volta ao mundo em apenas 64 dias, 19 horas, 22 minutos e 49 segundos, chegando ao destino final na última terça-feira (14).

                             

                            Tal marca é o recorde absoluto da competição, desbancando a façanha de Armel Le Cleac’h, que circum-navegou em 74 dias, na edição de 2016-2017.

                            Foto: Vendée Globe/ Divulgação

                            E a distância percorrida pelos veleiros  é gigantesca: uma rota de 39,1 mil quilômetros, num trajeto que passou pelos lendários cabos de Boa Esperança (África do Sul), Leeuwin (Austrália) e Cabo Horn (Chile). Não à toa, a disputa — que ocorre desde 1989 — é conhecida como o “Everest da vela”.

                            Segundo colocado, o estreante Yoann Richomme também merece os louros, pois chegou um dia e uma hora depois de Dalin, no dia 15 de janeiro. Esta marca seria o suficiente para o velejador ter vencido todas as últimas nove edições do torneio, exceto a atual. De consolação, tornou-se o melhor navegador a não ganhar a Vendée Globe.

                             

                             

                            Vale destacar que a alucinante competição a vela teve início em 11 de novembro de 2024. Nesta quinta-feira (16), ainda há outros 38 velejadores — incluindo seis mulheres — em disputa. É possível acompanhar o trajeto, velocidade e posições dos participantes em tempo real pelo site oficial da competição.

                            O campeão que não venceu

                            Numa corrida, geralmente o primeiro participante a cruzar a linha de chegada é o campeão, mas em uma regata nem sempre é assim. Charlie Dalin teve essa sensação amarga na última Vendeé Globe, de 2020-2021, quando terminou em primeiro lugar, mas não levou o prêmio.

                             

                             

                            O velejador Yannick Bestaven, também francês, apesar de terminar na terceira colocação, ganhou um bônus por ter resgatado o adversário Kevin Escoffier — que teve seu monocasco partido em dois. Assim, o Júri Internacional da regata diminuiu em dez horas a corrida de Bestaven, que “ultrapassou” Dalin nos critérios finais.

                            Por quatro anos, minha equipe e eu temos trabalhado duro e dado tudo o que temos para fazer este super barco. É para isso que vivemos e atingimos nosso objetivo– Charlie Dalin

                            Detalhe: Boris Hermann, segundo colocado de 2020-2021, também ajudou no resgate, mas teve um bônus menor. Inclusive, Hermann chegou perto de ser o primeiro não-francês a vencer a Vendée Globe — desde 1989, só velejadores franceses levaram a melhor na disputa.

                             

                            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                             

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                              Barco movido a hidrogênio promete operar por 1 hora com apenas 500 ml de água

                              Novidade da sul-coreana K Watercraft foi apresentada na CES 2025, uma das maiores feiras de inovação do mundo

                              Um barco não tripulado, ecológico e independente de energia: esse é o WB-UM2, novidade da sul-coreana K Watercraft. Apresentado na Consumer Electronics Show (CES) 2025 — uma das maiores feiras de tecnologia do mundo –, em Las Vegas, o modelo promete operar por 1 hora com apenas 500 ml de água, através do hidrogênio.

                              Para funcionar sem a emissão de poluentes, o projeto de 50 kg possui um sistema de eletrólise, responsável por captar a energia solar e utilizá-la para separar hidrogênio e oxigênio da água.

                               

                               

                              O hidrogênio, então, é convertido em energia elétrica por meio de uma célula a combustível com membrana trocadora de prótons. Essa tecnologia alimenta um motor elétrico com potência de 1,5 kW (equivalente a 2,0 cavalos), que, assim, consegue operar de maneira eficiente. No total, o modelo produz quatro litros de hidrogênio por minuto.

                              Foto: K Watercraft / Divulgação

                              Outra tecnologia presente no barco é um sistema de armazenamento de energia, que possibilita maior flexibilidade na operação: a célula a combustível gera 300 watts de potência, enquanto o processo de eletrólise chega a uma produção de 4 litros de hidrogênio por minuto.

                              Um olhar sustentável

                              Para a K Watercraft, a adoção do hidrogênio como combustível representa um avanço significativo. Isso porque, ao eliminar a necessidade de combustíveis fósseis, a inovação contribui para a redução das emissões de gases que causam o efeito estufa.


                              Além disso, de acordo com a marca, a tecnologia pode ser aplicada em operações de salvamento marítimo, monitoramento ambiental e pesquisas oceânicas, já que o barco foi projetado para operar em diversos tipos de água.

                              Modelo WB-M1, uma versão tripulada da empresa sul-coreana. Foto: K Watercraft / Divulgação

                              O modelo de barco movido a hidrogênio apresentado pela empresa sul-coreana é o primeiro de uma linha que deve ser expandida, para incluir embarcações maiores. Uma delas, apresentada ainda de maneira tímida pela empresa, chega em versão tripulada. O modelo, batizado de WB-M1, pesa 60 vezes mais, com 3.000 kg, ao passo que produz 40 litros de hidrogênio por minuto.

                               

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                                Ameaçadas pela caça ilegal, tartarugas-de-pente ganham suporte de banco de dados genético

                                Ferramenta ajuda a rastrear produtos de luxo feitos a partir da carapaça do animal até seu ponto de origem, auxiliando ações de proteção à espécie

                                15/01/2025

                                Produtos produzidos a partir de animais, apesar de parecerem ultrapassados, ainda existem — e podem ameaçar a existência de algumas espécies, como é o caso da tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata). Isso porque o animal tem sua carapaça usada para a criação de artigos como tigelas, pulseiras e até óculos de luxo.

                                Os belos tons de marrom e cor de mel fazem com que, há milhares de anos, as carapaças da tartaruga-de-pente sejam alvo dos humanos para fins comerciais. Egípcios, gregos e romanos já viam o potencial do “casco”. Apesar do comércio da espécie ter sido proibido internacionalmente em 1977, o mercado clandestino, principalmente no Sudeste Asiático, continua sendo uma ameaça ao animal.

                                Foto: Wirestock / Envato

                                Criar ações de prevenção à caça da tartaruga-de-pente tem sido um desafio para as autoridades, uma vez que os produtos feitos a partir de suas carapaças são confiscados em países diferentes de onde esses animais são caçados de forma ilegal. E é aí que entra o ShellBank, um tipo de banco de dados de rastreabilidade global de tartarugas marinhas.


                                Como o ShellBank pode ajudar as tartaruga-de-pente

                                Criado em 2022 pela World Wide Fund for Nature (WWF), o ShellBank visa usar a análise genética para rastrear produtos de tartarugas marinhas até seus pontos de origem.

                                Foto: Divingbali / Envato

                                Para isso, amostras de tecido de tartarugas marinhas — viventes ou de cascos apreendidos — são coletadas em várias partes do mundo e entram em um banco de dados. São justamente essas informações genéticas que ajudam a identificar a origem geográfica das tartarugas apreendidas no comércio ilegal.

                                 

                                Até agora, o banco de dados contém cerca de 13 mil registros tanto de tartarugas-de-pente, quanto de tartarugas marinhas verdes – sendo que a expectativa é de que mais espécies se juntem à lista.

                                Foto: Imagesourcecurated / Envato

                                De acordo com Christine Madden, diretora e cofundadora do ShellBank, espera-se que os resultados de políticas e conservação aumentem dentro de um ou dois anos. Esse período será crucial para as tartarugas-de-pente que, além de sofrerem com a caça ilegal, veem seus corais cada vez mais ameaçados pelas mudanças climáticas.

                                 

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                                  Naufrágio de 1941 é encontrado por mergulhadores em Salvador

                                  Embarcação Belmonte está a 40 metros de profundidade em frente à ilha de Itaparica, na saída da Baía de Todos os Santos

                                  Um pedaço da história foi encontrado nas profundezas das águas de Salvador, na Bahia. Trata-se do naufrágio do Belmonte, uma embarcação de 36,9 metros fabricada na Alemanha em 1914, que naufragou na Baía de Todos-os-Santos em 1941, após uma forte colisão com um cargueiro chamado Norma.

                                  De acordo com László Mocsári, mergulhador, médico e autor, que descreveu o achado ao Naufrágios do Brasil, o Belmonte atuava na navegação de cabotagem (transporte de cargas entre portos) desde, pelo menos, 1920.

                                  Uma das âncoras encontradas nos destroços do naufrágio do Belmonte. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

                                  Transportava, além de passageiros e malas postais, até 180 toneladas de açúcar, madeira, óleo e cargas diversas– explicou Mocsári

                                  Mocsári explica ainda que o Belmonte era muito utilizado para levar café e cacau até barcos a vapor maiores, que tinham o exterior como destino, mas não podiam atracar em portos pequenos, como os de Belmonte e Ilhéus, ambos no sul da Bahia.

                                  Grande quantidade de garrafas foram encontradas. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

                                  Seu afundamento aconteceu há mais de 80 anos, mais precisamente, na madrugada de 18 de dezembro de 1941, quando navegava rumo a pequenos portos carregado de bebidas e remédios. Já na saída da Baía de Todos-os-Santos, em frente à Ilha de Itaparica, a embarcação de 90 toneladas colidiu com o navio Norma, de 400 toneladas.

                                   

                                   

                                  O Norma saiu ileso da situação, enquanto o Belmonte não resistiu ao enorme rombo que se abriu no seu casco diante do choque. Na ocasião, dez tripulantes e nove passageiros foram resgatados pelo Norma e levados a Salvador.


                                  Embarcação era procurada desde 2018

                                  O processo de encontro do Belmonte, concretizado neste ano pelos mergulhadores László Mocsári, Peter Tofte, Marcelo Rosário, José Manoel Lusquinhos, Roberto Costa Pinto e Fagner Rodrigues, teve início ainda em 2018.

                                  László Mocsári. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

                                  Naquele ano, junto com mais três colegas mergulhadores, Mocsári conseguiu negociar o ponto do naufrágio com pescadores, que o haviam descoberto em 2010, enquanto perseguiam um peixe cioba (Lutjanus analis).

                                   

                                  Em uma primeira visita ao local, um dos pescadores apresentou aos mergulhadores alguns artefatos encontrados por ali. Entre eles, estavam uma garrafa de Fratelli Vita (fábrica de refrigerantes de Salvador fundada em 1902), outra de Elixir Galenogal (vendido até hoje na região) e o principal: um dos telégrafos do navio, que tinha gravado o nome “Belmonte Bahia” — uma primeira pista de que se tratava, de fato, do naufrágio do Belmonte.

                                  Motor do Belmonte. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

                                  Na ocasião, os mergulhadores fizeram os primeiros registros da embarcação, disponíveis no vídeo a seguir.

                                   

                                   

                                  A partir do telégrafo, os mergulhadores começaram a levantar dados sobre o navio. Uma das fontes de pesquisa foi o livro Naufrágios e Afundamentos na Costa Brasileira, de José Góes de Araújo, em que constataram que um navio de mesmo nome havia naufragado em 1941. A garrafa de Fratelli Vita, outra pista, levantou a hipótese do navio ter sido abastecido com o suprimento em Salvador.

                                  Motor do compressor de ar. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

                                  A confirmação final veio quando Mocsári entrou em contato com Maurício Carvalho, biólogo, mergulhador e pesquisador de naufrágios. Através de um trabalho minucioso de pesquisas em jornais da época, Carvalho encontrou outros pontos em comum que confirmavam: tratava-se do naufrágio do Belmonte.

                                  Motor do Belmonte. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

                                  Conforme explica Mocsári, a projeção mais proeminente dos destroçoes é o motor a diesel da embarcação, de três cilindros.

                                  A impressão é que o casco abriu no sentido longitundial, tombando lateralmente– conta

                                  Foram encontradas ainda quatro âncoras: uma na popa, uma ao lado do motor e duas na proa. Para Moacir, isso sugere que elas não foram lançadas ao mar no momento do naufrágio. Completam a lista dois guinchos — ambos encontrados na proa — e muitas garrafas, à meia-nau, além de um outro telégrafo.

                                   

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                                    Novo acesso, próximo à Baía de Babitonga, foi entregue no último sábado (18). Objetivo é ampliar o fluxo de embarcações de pesca e lazer

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                                    Sob os comandos de Martine Grael, time brasileiro se prepara para 2ª etapa da SailGP

                                    Principal competição de barco a vela do mundo acontece nos dias 18 e 19 de janeiro, em Auckland, na Nova Zelândia

                                    Após uma estreia emocionante nas águas de Dubai, o time brasileiro Mubadala Brazil SailGP Team já se prepara para encarar a 2ª etapa da SailGP 2025 — a quinta temporada da principal competição de barco a vela do mundo. O torneiro acontece nos dias 18 e 19 de janeiro, em Auckland, na Nova Zelândia.

                                    A primeira etapa da “Fórmula 1 da vela” foi recheada de desafios. O time brasileiro, liderado pela campeã olímpica Martine Grael — primeira mulher a assumir esse posto na história da competição –, terminou sua estreia na 10ª colocação geral, com o melhor resultado entre os estreantes e o título de manobra mais bonita do evento.

                                    Foto: AT Films / Divulgação

                                    O feito deixou cinco concorrentes para trás, dando ao Mubadala a sexta colocação entre os 11 times presentes naquele momento.

                                     

                                    Os 10 pontos finais — o dobro dos italianos, também estreantes — foi o que deu ao time a “boa impressão” que seguirá na mala para a “cidade das velas”, como Auckland é conhecida.

                                    Foi nossa estreia na competição e nossa primeira vez enquanto time de fato velejando juntos, pra valer– destacou Martine

                                    Foto: Mubadala Brazil SailGP Team / Divulgação

                                    “Agora nos conhecemos melhor como equipe e estamos mais entrosados, o que sem dúvida ajuda e nos dá mais confiança para seguirmos em frente em busca dos melhores resultados em Auckland”, completou.


                                    O Mubadala Brazil SailGP Team

                                    Além de Martine Grael, Driver da equipe, o Mubadala Brazil SailGP Team conta com os Grinders Marco Grael e Mateus Isaac, o Wing Trimmer Leigh McMillan, o Strategist Richard Mason, a Reserve Kahena Kunze e o Flight Controller Andy Maloney.

                                    Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                    Para Maloney, aliás, a etapa de Auckland certamente vai ter um gostinho especial. Atual campeão da America’s Cup, o neozelandês de 34 anos vai competir em casa pelo time brasileiro, ocupando a posição de especialista responsável por controlar a altura do voo do catamarã F50 — que pode atingir cerca de 100 Km/h e até voar sobre as águas.

                                    Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                    Mesmo que eu esteja competindo sob uma bandeira diferente nesta temporada, espero que isso dê aos fãs neozelandeses um novo time para torcer e apoiar com toda a sua paixão– diz o atleta

                                    Após as passagens por Dubai e Auckland, a SailGP passará por Sidney (Austrália), Los Angeles, São Francisco e Nova York (Estados Unidos), Portsmouth (Reino Unido), Sassnitz (Alemanha), Taranto (Itália), Genebra (Suíça), Cádiz (Espanha), Abu Dhabi (Emirados Árabes) e Rio de Janeiro (Brasil).

                                     

                                    O evento em águas brasileiras sagrará a primeira etapa da liga na América do Sul, nos dias 3 e 4 de maio, na Baía de Guanabara — palco também do Rio Boat Show.

                                     

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                                      Turistas são multados por invadir área protegida em Noronha para fazer fotos

                                      Valor das multas pode chegar a R$ 10 mil e foi aplicada pelo ICMBio após denúncia de guia local, que gravou o momento

                                      O Mirante Dois Irmãos, no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, desenha na paisagem um cenário paradisíaco — palco de fotos para os turistas. Trata-se, porém, de um precipício e, portanto, é devidamente cercado. Desafiando a própria vida e ignorando os avisos de um guia local, turistas ultrapassaram a cerca para fazer fotos. A boa notícia é: foram multados.

                                      As ocorrências foram no último sábado (11) e segunda-feira (13). Parte do episódio foi registrado pelo guia Tiberius Oliveira. No vídeo do guia, é possível ver uma delas sentada no precipício.

                                       

                                      É nessa hora que Tiberius orienta o grupo: “Aí não é lugar de a senhora fazer foto, moça. Tem que respeitar o ambiente. Essa área aqui é cercada justamente por causa disso”. O apelo do guia, no entanto, foi ignorado.

                                      Vou encaminhar para o ICMBio para vocês levarem uma chamada– disse Tiberius, após os turistas desprezarem os alertas

                                      Foto: Instagram @icmbionoronha / Reprodução

                                      Dito e feito. Conforme divulgou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ICMBio de Fernando de Noronha, seis turistas que invadiram áreas de acesso proibido no Parque Nacional Marinho foram devidamente multados.

                                       

                                      As cinco mulheres e um homem puderam ser identificados a partir das denúncias. Assista ao registro feito por Tiberius:

                                       

                                      Ainda segundo o órgão, os turistas multados infringiram o artigo 90 da Lei nº 6514, sobre a violação de objetivos e regulamentos da Unidade de Conservação, o que pode render multas de R$ 500 até R$ 10 mil. A concessionária Econoronha também foi acionada para bloquear o ingresso desses turistas ao Parque Nacional Marinho.

                                       

                                      “A partir do momento que elas ultrapassaram a cerca, cometeram uma irregularidade. Nós colhemos as informações, investigamos, localizamos os infratores e aplicamos as multas”, explicou Mário Douglas Fortini, coordenador da Área Temática de Proteção do ICMBio.

                                      Foto: ICMBio / Divulgação

                                      Perigo de morte e risco à unidade de conservação ambiental

                                      O vídeo das fotos feitas pela turista viralizou, e foi compartilhado por diversas páginas nas redes sociais. Em um desses posts, Amanda Rocca, que relata ser guia em Noronha há mais de 20 anos, conta que esse tipo de atitude por parte dos turistas é quase diária no parque. “Esse tipo de turista não precisamos”.

                                      Foto: Canindé Soares / Wikimedia Commons / Reprodução

                                      A ação, além de colocar em risco uma área de conservação ambiental, como é o caso do Mirante Dois Irmãos, traz ainda um risco de morte. “Além de descumprirem as regras do parque, os infratores arriscaram a própria vida ao posar para uma foto em um precipício”, destacou Lilian Hangae, chefe do Núcleo de Gestão Integrada (NGI) do ICMBio.


                                      A geóloga Joana Sanchez, da Universidade Federal de Goiás, detalhou o perigo do local em entrevista ao G1. “Essas rochas, exatamente onde elas [turistas] estavam, são soltas do paredão e podem cair a qualquer momento. A gente optou por não fazer o manejo dessas rochas, porque é um local natural, e o paredão é muito alto”, explicou.

                                      As grades estão ali para salvaguardar a vida das pessoas, e naquele local as rochas estão completamente soltas– destacou a geóloga

                                      De acordo com o ICMBio, para reforçar a segurança durante a alta temporada, será intensificada a presença de monitores na área e a instalação de mais placas informativas.

                                       

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                                        Série “A Europa Como Você Nunca Viu” ganha nova temporada no Canal Náutica

                                        Estreia nesta 5ª feira (16) mais novo roteiro da família a bordo de barco-casa pelos canais holandeses

                                        14/01/2025

                                        Cruzando os canais holandeses em um barco centenário, o casal Beto Toledo e Thaís Cañadó mostra a vida real da família a bordo. A empreitada, que deu origem à produção “A Europa Como Você Nunca Viu“, fez tanto sucesso que a série agora ganha uma segunda temporada. A estreia será dia 16 de janeiro, às 20h, no Canal Náutica do YouTube.

                                        Depois de navegar pelo oeste dos Países Baixos — visitando Amsterdã, Haarlem, Haia e outras cidades –, agora é hora de a família zarpar novamente. Dessa vez, Beto, Thais, o filho Domênico e o cão Google seguem rumo ao norte do país.

                                        Estamos muito felizes com tudo o que tem acontecido nesses sete meses desde que começamos a morar no barco– revelou Thais Canado

                                        Com episódios semanais no Canal da Náutica no Youtube, você acompanha o novo roteiro da família em pleno verão europeu, com dias iluminados até mais tarde.

                                        Passeios por destinos encantadores, manutenção e reformas no barco, é claro, fazem parte da rotina desses marinheiros.

                                         

                                        A navegação pelos charmosos canais holandeses inclui cruzar por baixo de pontes levadiças e eclusas, emoldurados por belas paisagens e moinhos de vento — um dos símbolos do país.

                                        “O nosso próximo destino é Alkmaar, uma cidade próxima daqui. Vai demorar umas 2h30 ou 3h para a gente chegar”, explica Thais, sobre a primeira parada desta jornada.

                                        Embora não estivesse na rota original rumo ao norte, o local entrou na lista de desejos da família — que comanda a página @sawlors no Instagram e o canal Sailing Around the World no Youtube — para um passeio.


                                        O destino final dessa jornada será Frísia (ou Friesland, em holandês), point das férias de verão de muitos holandeses e alemães, que conta com ótima estrutura para barcos.

                                        Para ficar por dentro dos melhores momentos dessa aventura em família, inscreva-se no Canal Náutica do Youtube e acompanhe tudo sobre a segunda temporada de “A Europa Como Você Nunca Viu”.

                                         

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                                          Rebocador de 1961 foi transformado em iate de luxo e vendido por mais de R$ 7,5 milhões

                                          Embarcação reformada do estaleiro italiano Solimano une robutez e potência ao charme e sofisticação de barcos luxuosos

                                          Imagine isto: a potência e robustez de um rebocador da década de 1960 aliadas ao charme e sofisticação de um iate de luxo. Foi o que aconteceu com o Santandrea, embarcação reformada do estaleiro italiano Solimano que teve seu estilo retrô comprado por 1,2 milhão de euros — o equivalente a mais de R$ 7,5 milhões (na cotação de janeiro de 2025).

                                          Este senhor de 1961 passou por várias reformas ao longo de seus mais de 60 anos. O resultado foi um barco de 29 metros (96 pés) que une o luxo ao vintage, com recursos modernos e as características únicas de um potente explorador oceânico.

                                          Foto: YATCO / Divulgação

                                          Essa mistura rara no mercado fez com que o Santandrea fosse rapidamente adquirido. Seu último preço anunciado, de 1,2 milhão de euros, pode parecer alto demais para um barco normalmente usado para puxar e empurrar outras embarcações, mas não traduz o valor desse iate.


                                          Santandrea: potência, luxo e exclusividade

                                          Como um bom rebocador, o Santandrea esbanja um alcance de aproximadamente 12 mil milhas náuticas (22 mil km), com uma velocidade de cruzeiro de 9,5 nós (17,6 km/h). Para isso, é movido por dois motores a diesel Caterpillar.

                                           

                                          Suas características, contudo, não ficam só no campo da potência. O amplo salão principal, com vista privilegiada para o mar, é equipado com uma mesa de oito lugares. Logo ao lado estão dois sofás de três lugares cada e mais duas poltronas que, com o apoio de uma mesa de centro, prometem ser um ponto forte de lazer a bordo.

                                          Foto: YATCO / Divulgação

                                          O espaço, assim como as outras áreas do barco, traz tons em branco, bege e marrom. As cores neutras dão à embarcação, robusta, um especial toque de delicadeza e elegância.

                                           

                                          Já na área interna, uma ampla sala de estar dispõe de sofás e uma grande mesa de madeira. O espaço, diferente dos grandes iates de luxo, deixa as janelas que vão do chão ao teto de lado para dar lugar às gaiutas — característica que remete ao estilo retrô do barco da década de 60. A cozinha, por sua vez, tem estilo industrial, com móveis e eletrodomésticos em inox.

                                          Foto: YATCO / Divulgação
                                          Foto: YATCO / Divulgação
                                          Foto: YATCO / Divulgação

                                          A embarcação acomoda até oito hóspedes mais quatro membros da tripulação, em seis cabines. A suíte máster, localizada no convés principal, dispõe de duas camas de solteiro.

                                           

                                          Duas outras cabines são equipadas com beliches, enquanto a terceira — e maior delas — oferece duas camas de solteiro e um beliche adicional.

                                          Foto: YATCO / Divulgação
                                          Foto: YATCO / Divulgação
                                          Foto: YATCO / Divulgação

                                          As duas cabines da tripulação, por sua vez, podem ser acessadas tanto pelo convés de popa, quanto pela sala de máquinas — nesse caso, através de uma passagem pensada para os dias de mau tempo.

                                          Foto: YATCO / Divulgação

                                          O barco está pronto para explorar mesmo os destinos mais remotos, inclusive com direito a um grande guindaste, responsável por lançar os dois botes da embarcação ao mar.

                                          Foto: YATCO / Divulgação

                                           

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                                            Com sucesso da 1ª edição, NÁUTICA Talks volta ao Rio Boat Show em 2025

                                            Palestras reunirão grandes nomes do mundo náutico para bate-papo interativo durante a 26ª edição do salão, de 26 de abril a 4 de maio

                                            Quem já foi, sabe: o Rio Boat Show é uma grande imersão náutica. Além dos barcos na água, o salão tem vista para o Pão de Açúcar, sob os braços do Cristo Redentor e com a brisa do mar do Rio de Janeiro — um combo mais que especial para os amantes do mar. Neste ano, essa atmosfera ficará ainda melhor, graças à 2ª edição do NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025.

                                            O NÁUTICA Talks reúne grandes nomes do mundo náutico para um ciclo de palestras, que vão desde temas técnicos até as histórias mais curiosas de quem vive no mar. Já tradicional no São Paulo Boat Show — maior evento náutico da América Latina –, o encontro estreou no salão do Rio em 2024, com sucesso de público.

                                            Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                                            As palestras são abertas a quem garante um ingresso para qualquer um dos dias do salão — que em 2025 vai de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória. Para se ter uma ideia, o NÁUTICA Talks no Rio Boat Show de 2024 teve nada menos que 40 grandes nomes passando por seu palco.

                                            Cintia e Lula, da CL Vela, falaram sobre a introdução das crianças no esporte. Foto: Rodrigo Favorito / Revista Náutica

                                            Quem passou por lá teve a oportunidade de ver de pertinho o navegador Amyr Klink, que falou sobre os 40 anos da travessia a remo do Atlântico Sul; Marina Bidoia, que velejou sozinha até Fernando de Noronha; Alvaro de Marichalar, responsável por dar uma volta ao mundo de jet; e Paula Vianna, fotógrafa subaquática que levou ao público os desafios da profissão, entre outros grandes nomes.


                                            Um dos dias, inclusive, foi batizado de “Mergulho Day”, quando os visitantes puderam se aprofundar no assunto e conhecer histórias impressionantes de aventuras submersas.

                                            Paula Vianna bateu um papo sobre os desafios da fotografia subaquática. Foto: Rodrigo Favorito / Revista Náutica

                                            Visitar as palestras do NÁUTICA Talks no Rio Boat Show é a chance de se conectar a amantes do mar que vivem esse lifestyle de forma profissional, em um ambiente aberto ao diálogo, aprendizagem e ao compartilhamento de experiências e informações.

                                             

                                            Para conferir a grade de palestras da edição 2025 e garantir o seu lugar nesse espetáculo, deixe seu nome e e-mail no campo de newsletters do site oficial do Rio Boat Show 2025.

                                             

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                                              Kitesurfista Bruno Lobo salva jovem de afogamento em São Luís; assista

                                              Atleta olímpico fazia teste em suporte de câmera quando avistou a menina em apuros sendo levada para alto mar

                                              13/01/2025

                                              Na última sexta-feira (10), o kitesurfista Bruno Lobo foi o responsável por salvar uma jovem de um afogamento na praia do Olho d’Água, em São Luís. Ele, que também é médico e representou o Brasil nas Olimpíadas de Paris, fazia testes em um equipamento de filmagem quando avistou a adolescente em apuros, sendo levada para alto mar.

                                              O momento foi gravado, justamente, pela câmera de Bruno, como você confere a seguir. Em seu Instagram, o atleta detalhou o ocorrido, destacando que “estava no lugar certo na hora certa”.

                                               

                                               

                                              Ver esta publicação no Instagram

                                               

                                              Uma publicação partilhada por Bruno Lobo (@brunolobo31)


                                              De acordo com Bruno, ele havia entrado no mar para testar um suporte por volta das 17h. Já em terra firme, o atleta resolveu mudar o posicionamento do equipamento para a parte da frente da prancha, o que o fez voltar a água às 17h40 rumo à litorânea — um horário em que ele normalmente não iria para essa direção.

                                              Passei próximo da jovem que estava se afogando, ela já estava bastante no fundo, a maré tinha virado e estava jogando ela para alto mar– descreveu Bruno

                                              Após acalmar a jovem, Bruno Lobo conta que utilizou o equipamento de kitesurf para fazer o resgate do afogamento, tirando a menina da água e a levando para a areia em segurança, onde ela recebeu os primeiros socorros dos guarda-vidas.

                                              Sou muito grato a Deus por ter sido usado para fazer esse salvamento– destacou o atleta

                                              Ainda em vídeo, Bruno mencionou que o ocorrido serve de alerta para todos: “o mar é perigoso”.

                                              Vamos evitar entrar, passar da arrebentação, mesmo que você saiba nadar, porque tem corrente. A maré pode puxar para alto mar assim como aconteceu com essa jovem– ressaltou


                                              Atleta olímpico, médico e herói

                                              Além de ter protagonizado um ato de herói, o maranhense Bruno Lobo ainda é médico e kitesurfista profissional — considerado um dos principais nomes da modalidade no Brasil e nas Américas.

                                              Foto: Miriam Jeske/COB/ Divulgação. Foto: Instagram @brunolobo31/ Reprodução

                                              Em 2024, Bruno disputou as Olimpíadas de Paris, chegando à semifinal. Na ocasião, ele disputou vaga para a final com o italiano Riccardo Pianosi, mas acabou ficando de fora da etapa decisiva ao ficar em terceiro lugar — somente os dois primeiros se classificariam.

                                              No final do mesmo ano, contudo, ele venceu o Prêmio Brasil Olímpico (PBO), como melhor atleta da vela. Bruno ainda é o atual bicampeão pan-americano, hepta brasileiro de Fórmula Kite e ocupa a sétima posição no ranking mundial do kitesurf.

                                               

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                                                Novo estudo revela espécie de baleia que pode viver até 150 anos

                                                Número é duas vezes maior do que se acreditava até então; análise foi feita através de registros fotográficos

                                                As baleias chamam atenção não só pelo tamanho, mas também por serem detentoras do título de animais com maior longevidade do reino animal. Um estudo recente revelou, contudo, que as baleias-francas-do-sul (Eubalaena australis) podem viver até duas vezes mais do que se imaginava, chegando aos 150 anos — e isso ainda pode se estender para a idade de outras baleias.

                                                O estudo, publicado no Science Advances, mostra que, para chegar a esse número, pesquisadores foram por um caminho diferente do usual até então.

                                                 

                                                Ao invés de analisarem um animal recém-falecido, os estudiosos analisaram animais em vida, com base em fotos de baleias fêmeas ao longo das décadas. Aqui, vale destacar que as baleias são identificadas por foto através de características únicas de seus corpos, como o formato da cauda, que funciona como uma “impressão digital”.

                                                Foto: AlbertoCarrera / Envato

                                                No método anterior, as técnicas envolviam contar camadas de cera de ouvido — já que elas aumentam a cada ano — e avaliar a transformação química nas proteínas oculares do animal. Já pelas fotos, os pesquisadores desenvolveram “curvas de sobrevivência”, responsáveis por estimarem a probabilidade de as baleias desaparecerem do registro fotográfico à medida que envelhecem, chegando ao seu número máximo potencial.

                                                 

                                                Assim, descobriu-se que as baleias-francas-do-sul podem viver muito além dos 70-80 anos que se acreditava até então. Para se ter uma ideia, 10% delas podem viver mais de 130 anos, enquanto algumas chegam aos 150 anos de idade, de acordo com a pesquisa.

                                                De junho a novembro, as baleias-franca que saem da Antártica rumo ao Brasil à procura de águas quentes para se reproduzirem são frequentemente vistas em Santa Catarina. Foto: Marcelo Gah / ProFRANCA / Reprodução

                                                Esse é um dado, contudo, que não se repete às baleias-francas-do-atlântico-norte (Eubalaena glacialis), mesmo que as duas sejam muito próximas — há 25 anos, eram consideradas uma única espécie. Essa “diferença gritante”, segundo os pesquisadores, se deve “à mortalidade causada por humanos, principalmente por enredamentos em equipamentos de pesca e colisões com navios”.

                                                Alta expectativa na idade dessas baleias pode se estender a outras espécies

                                                As “curvas de sobrevivência” desenvolvidas pelos pesquisadores é um método que muito se distingue de um caso ocorrido em 2007. Naquele ano, descobriu-se que as baleias-da-groenlândia podiam viver mais de 200 anos.

                                                 

                                                Para chegar a esse número, cientistas, trabalhando com caçadores de baleias indígenas no Ártico, encontraram incrustados na gordura de uma baleia pontas de arpão de pedra que não eram usados desde 1800. O animal havia sido recentemente morto por baleeiros.

                                                Imagem rara de uma baleia-sei. Foto: Cristian Dimitrius/ Divulgação

                                                Assim como as baleias francas, antes dessa análise, acreditava-se que a idade das baleias-da-groenlândia não ultrapassava os 80 anos, dado que se repete nas baleias azuis, fin, sei, jubarte, cinza e cachalotes, em que a idade estimada atualmente é de 90 anos.

                                                 

                                                Essa imprecisão, segundo os pesquisadores, se deve à caça industrial de baleias, que terminou apenas na década de 1960. A prática, que quase levou muitas das espécies anteriormente citadas à extinção, removeu as baleias mais velhas das populações das espécies ao redor do mundo.


                                                Agora, embora muitas populações estejam se recuperando em número, não houve tempo suficiente para que as baleias nascidas após o fim da caça industrial envelhecessem. Por isso, é possível que muitas outras espécies também tenham uma vida muito mais longa do que se imagina.

                                                 

                                                Compreender a longevidade dos animais selvagens é essencial para protegê-los, já que espécies com vida longa tendem a se reproduzirem lentamente, com intervalos grandes entre nascimentos.

                                                 

                                                Náutica Responde

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                                                  O 2º Fórum de Segurança do Navegador Amador (FSNA) já tem data marcada. O encontro acontecerá no dia 8 de fevereiro (sábado), das 9h às 19h, no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP). Neste ano, as palestras e discussões girarão em torno das NORMAM 211 e 212, apresentadas em 2024.

                                                  O Fórum de Segurança do Navegador Amador busca estabelecer um diálogo entre a sociedade civil e a comunidade náutica, com participação ativa da Marinha do Brasil, da Diretoria de Portos e Costas (DPC) e da Sociedade Amigos da Marinha SP (SOAMAR).

                                                   

                                                  Assim, o encontro se faz uma oportunidade única de interação com a Autoridade Marítima, responsável por normatizar e fiscalizar as atividades náuticas no Brasil.

                                                  Foto: Fórum de Segurança do Navegador Amador / Divulgação

                                                  Neste ano, o foco serão as NORMAM 211 (referente a novas regras de habilitação náutica) e 212 (que trata de atualizações nas regras de uso das motos aquáticas no país). Inclusive, já no formulário de inscrição, interessados em participar do encontro podem deixar suas dúvidas e sugestões a respeito das normas, para serem debatidas no FSNA.

                                                   

                                                  Os temas a serem abordados também levarão em conta o interesse do público. Entre os cotados estão atendimento (GAP), boas práticas na formação de condutores, documentação, EAMA (Estabelecimento de Aluguel de Moto Aquática), equipamentos de segurança e salvatagem, fiscalização, habilitação e locação de embarcações.


                                                  Entre debates e palestras, os participantes poderão trocar sugestões práticas, visando, principalmente, o aprimoramento das normas 211 e 212. As inscrições podem ser feitas através do site oficial do FSNA até o dia 7 de fevereiro, às 13h — com taxa R$ 250,00. As credenciais poderão ser retiradas no local, a partir das 8h30.

                                                   

                                                  Vale ressaltar que as vagas são limitadas, e não será possível se inscrever na data/local do evento. O CTMSP, palco do 2º Fórum de Segurança do Navegador Amador, fica na Avenida Professor Lineu Prestes, nº 2468, na Universidade de São Paulo (USP).

                                                   

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                                                    11/01/2025

                                                    A busca dos proprietários de grandes embarcações por mais conexão com a natureza fez o estúdio polonês Opalinski Design House desenvolver uma das mais inovadoras soluções de design dos últimos tempos. Trata-se de uma “popa rotativa” que, ao abrir, revela um mundo de possibilidades para curtir o mar.

                                                    O superiate de 50 metros (164 pés) OPX 024 é resultado da criatividade — ou ousadia — de Lukasz Opalinski. O polonês lançou um olhar atento às demandas do mercado e desenvolveu o conceito de uma estrutura que, quando aberta, promete elevar a diversão a bordo para outro patamar.

                                                    Foto: Opalinski Design House / Divulgação

                                                    O sistema retrátil que viabiliza a extensão da popa do barco, patenteada pelo estúdio de design, funciona graças a anteparas laterais fixadas em suportes de dobradiça, dois deques de extensão horizontais e alguns pequenos motores elétricos.

                                                    Foto: Opalinski Design House / Divulgação

                                                    O resultado é um espaço de infinitas possibilidades, que vão desde os banhos de sol aos esportes aquáticos, pesca, jantares e festas. Além do espaço generoso, a área dispõe de espreguiçadeiras, piscina com área coberta, beach club e, claro, a possibilidade de estar pertinho do mar.


                                                    A ideia, a princípio, deveria ser aplicada ao megaiate Indah, de 120 metros (394), revelado em 2020. Ao conversar com corretores, porém, Opalinski mudou de ideia. “Me disseram que há uma grande demanda no mercado por um 50 metros personalizado que fique abaixo de 500GT”, conta.

                                                    O megaiate Indah. Foto: Opalinski Design House / Divulgação

                                                    Assim nasceu o conceito do superiate OPX 024, tido por ele como “um cruzador rápido e de baixo perfil” com um “painel de popa rotativo original” e ” vários outros recursos inovadores”.

                                                    Foto: Opalinski Design House / Divulgação

                                                    Entre os recursos estão uma piscina na proa, cercada por espreguiçadeiras. O espaço promete ser mais um ponto forte do barco no quesito socialização, já que dispõe ainda de um amplo sofá, com uma mesa de apoio.

                                                    Foto: Opalinski Design House / Divulgação

                                                    Nesse sentido, há ainda um deque, logo acima da popa, que garante uma vista privilegiada tanto do beach club, quanto para o mar. Um detalhe importante é que, para permitir que o convés inferior da popa seja usado exclusivamente para relaxar ao sol, a garagem do tender foi realocada para a proa.

                                                    Foto: Opalinski Design House / Divulgação

                                                    Com uma boca de 9 metros (29,4 pés), a ideia é que o superiate possua seis cabines, incluindo a suíte máster do proprietário na popa, onde há um deque privativo. Além da velocidade de cruzeiro, de 16 nós, nenhum outro detalhe sobre a embarcação foi revelado.

                                                    Foto: Opalinski Design House / Divulgação

                                                     

                                                    Náutica Responde

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                                                      Estimativas apontam que os microplásticos estão desde as nuvens do Monte Fuji, no Japão, até a fossa mais profunda do oceano. Como consequência, um humano médio ingere cerca de 4 mil partículas do material na água anualmente. Para mudar esse cenário, materiais inusitados como algodão e osso de lula foram usados por cientistas para criar uma esponja capaz de absorver 99,9% desse resíduo das águas.

                                                      O resultado animador foi obtido por pesquisadores da Universidade de Wuhan, na China, e empolga também por ser viável financeiramente falando. Isso porque outras soluções, apesar de bem-sucedidas, acabaram estagnadas pelos altos custos.

                                                       

                                                      No estudo, publicado no periódico Science Advance, os autores destacaram que desenvolveram “um adsorvente sustentável e ambientalmente adaptável”.

                                                      Foto: stokkete / Envato

                                                      A esponja que absorve microplásticos

                                                      Feita de quitina extraída de osso de lula e de celulose de algodão — materiais comumente usados para a remediação da poluição –, a esponja foi testada em locais como uma vala de irrigação, um lago, água do mar e uma lagoa. Seu desempenho, para os pesquisadores, foi “notável”. Isso porque a esponja absorveu 99,9% dos microplásticos — de 95% a 98% após cinco ciclos.

                                                      Apresenta um excelente desempenho de adsorção para poliestireno, polimetilmetacrilato, polipropileno e polietileno tereftalato– ressalta a pesquisa

                                                      Outro ponto animador do estudo foi que os equipamentos utilizados para a produção da esponja, como liofilizadores e agitadores mecânicos, são amplamente disponíveis.


                                                      A proposta, se aplicada em larga escala em pesquisas futuras, tem o potencial de transformar o cenário de uma das mais graves crises de saúde pública no mundo. Com resultados positivos, os pesquisadores acreditam ainda ser possível desenvolver um modelo em escala industrial.

                                                       

                                                      Assim, a esponja poderia ser usada em sistemas de filtragem residenciais ou municipais, como em máquinas de lavar roupas, lava-louças e outras fontes de poluição de microplásticos.

                                                      O rastro de destruição dos microplásticos

                                                      A poluição por microplásticos pode conter até 16 mil diferentes produtos químicos plásticos, frequentemente associados a substâncias altamente tóxicas, como PFAS, bisfenol e ftalatos. Esses compostos estão relacionados a problemas graves de saúde, incluindo câncer, neurotoxicidade, alterações hormonais e toxicidade no desenvolvimento.

                                                       

                                                      Para se ter uma ideia, os microplásticos são capazes de atravessar as barreiras do cérebro e da placenta, e pessoas com esses materiais presentes no tecido cardíaco apresentam o dobro de risco de sofrer um ataque cardíaco ou derrame nos anos seguintes.

                                                      Foto: Addictive Dtock / Envato

                                                      Recentemente, um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Barcelona e publicado na Science Direct aponta que, no ambiente marinho, os microplásticos formam uma superfície rapidamente colonizada por microrganismos, criando um biofilme, a plastisfera, tida como um novo tipo de ecossistema potencialmente perigoso.

                                                       

                                                      Uma vez que formada, essa comunidade pode afetar o equilíbrio natural da vida oceânica em nível microscópico e global, já que o plástico permite que patógenos potencialmente prejudiciais se espalhem pelos ambientes marinhos.

                                                       

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                                                        10/01/2025

                                                        Em Copenhague, capital da Dinamarca, uma ilha que permaneceu deserta por mais de 30 anos hoje abriga um moderno condomínio de apartamentos flutuantes feitos em contêineres. Batizado de Urban Rigger, o local chama atenção pelas características de integração da comunidade que ali vive e, principalmente, pela sustentabilidade empregada à beira-mar.

                                                        Projetado pelo renomado arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels, o Urban Rigger foi inaugurado em 2015 como uma opção mais popular, visto que a cidade vivia uma escassez de moradias desse perfil à época.

                                                         

                                                        O condomínio de contêineres empilhados buscou ainda fazer o uso de zonas portuárias não utilizadas, a fim de transformá-las em comunidades prósperas, como é o caso da ilha de Refshaleøen.

                                                         

                                                         

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                                                        O local, que um dia serviu como estaleiro, estava abandonado há mais de 30 anos. Hoje, abriga cerca de 100 moradores de 20 nacionalidades diferentes, em 72 apartamentos flutuantes. As moradias são restritas a estudantes ou pessoas com mais de 50 anos.

                                                        Como alternativa às construções tradicionais em terra, o Urban Rigger explora os benefícios sociais e sustentáveis ​​alcançados pela vida na água– destaca a empresa

                                                        Conheça os apartamentos flutuantes do Urban Rigger

                                                        O condomínio possui seis unidades da Urban Rigger e, em cada uma deles, nove contêineres estão dispostos em círculo, sobre uma plataforma flutuante. Desse modo, ao centro, cria-se um pátio central. A estrutura possui três andares: dois na superfície e um terceiro abaixo do nível do mar.

                                                        Foto: Urban Rigger / Divulgação

                                                        Uma característica importante do projeto é que ele visa integrar seus moradores, que falam inúmeros idiomas diferentes. Assim, o pátio formado ao centro dispõe de bicicletários, cais para caiaques, pranchas de surf, plataforma de banho e churrasqueira.

                                                         

                                                        O espaço ainda dá acesso a duas escadas: uma que leva ao piso inferior e outra que liga os moradores aos apartamentos do segundo andar.

                                                        Foto: Urban Rigger / Divulgação

                                                        São, ao todo, doze residências de estúdio de 23 m² a 30 m². Os maiores apartamentos estão no primeiro andar, formado por três contêineres dispostos em formato triangular, com um imóvel em cada.

                                                         

                                                        No segundo nível ficam os outros nove apartamentos de 23 m², dispostos em grupos de três dentro dos contêineres. Uma escada leva ao terraço, com vista para os canais de Copenhague. Apesar de compactas, as moradias são aconchegantes e equipadas com o essencial.

                                                        Foto: Urban Rigger / Divulgação

                                                        O destaque vai para a vista para o mar, que leva aos moradores os benefícios de se viver perto da água. Em relato, um deles, chamado Mads, mencionou que acorda, liga a máquina de café e vai nadar. “Quando eu termino, o café já está pronto”.

                                                         

                                                        Já para Matilde, uma das estudantes que mora em um dos contêineres, o legal é poder pular na água “diretamente da janela ou do terraço”.

                                                        Foto: Urban Rigger / Divulgação

                                                        O piso inferior, por sua vez, abriga uma sala técnica, depósitos individuais e instalações comuns, como cozinha, sala de estar e lavandaria.

                                                        Sustentabilidade

                                                        Segundo o Urban Rigger, o condomínio de apartamentos flutuantes em contêineres tem um consumo de energia 34% inferior em comparação com os imóveis em terra. Para chegar a esse resultado, algumas soluções foram implementadas ao projeto.

                                                         

                                                        No segundo andar, além do terraço, estão outros dois telhados, voltados a soluções sustentáveis. Um deles é coberto por plantas sedum, um tipo de suculenta resistente e neutra em CO2, que ajuda tanto no isolamento térmico, quanto na proteção do telhado e na redução de ruído.

                                                        Foto: Urban Rigger / Divulgação

                                                        O terceiro terraço carrega um sistema fotovoltaico, responsável por fornecer água quente aos moradores e alimentar as bombas de baixo consumo de energia para o aquecimento dos espaços — tudo conectado às redes de energia, água e esgoto da cidade.

                                                         

                                                        “O Urban Rigger incentiva uma vida consciente. Desde a pequena habitação e consideração de recursos até a gestão de resíduos. Os residentes são incentivados a cuidar do seu entorno e a compreender o seu impacto individual”, destaca a empresa.

                                                        Reduzimos o impacto no meio ambiente e também economizamos dinheiro nas despesas de aquecimento– destaca Adam, um dos moradores

                                                        Os apartamentos ainda dispõem de janelas de três folhas, que visam preservar o calor. Já as paredes são revestidas de bambu, tida como uma madeira de rápido crescimento que usa menos água, pesticidas e fertilizante para crescer.



                                                        De olho no aumento do nível do mar, uma ameaça cada vez mais eminente por conta das mudanças climáticas, o Urban Rigger quer ser uma opção viável para lidar com o problema.

                                                         

                                                        “Em 2050, 90% das cidades do mundo terão de lidar com a subida do nível do mar para proteger as pessoas que vivem perto das margens dos rios e das costas. Não estamos apenas ficando sem espaço, estamos perdendo-o. Ao construir sobre a água, recuperamos espaço”, destaca a empresa.

                                                         

                                                        Náutica Responde

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                                                          Realizado em dezembro, encontro teve ainda autoridades e empresários do setor e foi promovido por Fórum Náutico Paulista e prefeitura

                                                          O ano de 2024 terminou com um encontro do Fórum Náutico Paulista para discutir a regularização de marinas e garagens náuticas em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.

                                                          Parceria entre o Fórum Náutico Paulista e o município, o evento reuniu, em dezembro último, especialistas, autoridades e empresários do setor, para debater os desafios e oportunidades da regularização.

                                                           

                                                          O então prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, destacou a importância do setor náutico para a economia local e o compromisso da prefeitura com o desenvolvimento sustentável.

                                                          Foto: Fórum Náutico Paulista / Divulgação

                                                          “O turismo náutico é um importante gerador de empregos e renda para o município. A regularização das marinas garante a segurança jurídica dos empreendimentos e contribui para a preservação ambiental”, afirmou Augusto.

                                                           

                                                          Especialista em regularização de marinas, o advogado Diogo Levy, diretor do Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário, abordou os aspectos legais da questão, incluindo a demarcação de terrenos de Marinha e a cobrança pelo uso do espelho d’água. Levy também alertou para a necessidade de as empresas do setor se adequarem à legislação ambiental.

                                                           

                                                          O engenheiro Paulo Console, da Marina Supmar, compartilhou sua experiência na regularização do Complexo Industrial Naval do Guarujá.

                                                          Após um longo processo, conseguimos garantir a segurança jurídica da nossa operação. A união do setor é fundamental para superar os desafios da regularização– Paulo Console, da Marina Supmar

                                                          O presidente do Fórum Náutico Paulista, Marco Antonio Castello Branco, ressaltou a importância do diálogo entre o setor público e privado para a construção de soluções eficazes para a regularização de marinas.

                                                          Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista. Foto: Fórum Náutico Paulista / Divulgação

                                                          “O fórum tem atuado como um mediador entre as empresas, poder público e Ministério Público, buscando soluções que garantam o desenvolvimento sustentável do setor náutico”, afirmou Castello Branco.

                                                           

                                                          Eu, que ajudei a organizar o evento, comemorei a presença de mais de 30 pessoas entre empresários, gestores públicos e ONGs, além do público que nos acompanhou pela transmissão ao vivo. Para mim é satisfatória a coragem de encarar assuntos públicos espinhosos com técnica e planejamento para solução.

                                                           

                                                          O Fórum Náutico Paulista se comprometeu a continuar trabalhando pela regularização das marinas e garagens náuticas, promovendo o diálogo e a articulação entre os diferentes atores envolvidos.

                                                          Regularização de Marinas e Garagens Náuticas

                                                          A regularização de marinas e garagens náuticas é um processo crucial para o desenvolvimento sustentável do setor náutico, garantindo a segurança jurídica dos empreendimentos e a preservação ambiental.

                                                          Abaixo, um resumo das informações discutidas no encontro de dezembro do fórum e os principais aspectos da regularização, desde os trâmites legais até as melhores práticas para garantir o sucesso do seu negócio.

                                                          Terrenos de Marinha

                                                          É fundamental compreender a legislação sobre terrenos de marinha, que são áreas sob domínio da União. A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) é responsável por sua gestão e administração.

                                                          Tipos de Regime

                                                          Existem dois regimes para terrenos de marinha: ocupação e aforamento. O regime de ocupação é precário, enquanto o aforamento oferece maior segurança jurídica e acesso a crédito.

                                                          Demarcação

                                                          A SPU realiza a demarcação dos terrenos de marinha para delimitar as áreas de domínio da União. É importante acompanhar os processos de demarcação e apresentar documentos que comprovem a ocupação histórica da área.

                                                          Espelho d’Água

                                                          A cobrança pelo uso do espelho d’água é um tema sensível. A SPU exige licenças e autorizações para o uso da infraestrutura sobre a água, e a falta de regularização pode resultar em multas.

                                                          Legislação Ambiental

                                                          A regularização ambiental é essencial para o funcionamento das marinas e garagens náuticas. É necessário obter licenças e autorizações dos órgãos ambientais competentes, como a CETESB, Secretaria de Meio Ambiente, IBAMA e outros.

                                                          PEC das Praias

                                                          A PEC das Praias propõe a possibilidade de particulares comprarem terrenos de marinha, eliminando a necessidade de pagar foro ou taxa de ocupação.

                                                          Casos de Sucesso

                                                          O Complexo Industrial Naval do Guarujá é um exemplo de sucesso na regularização de marinas. Após um longo processo judicial, as empresas do complexo conseguiram garantir a segurança jurídica de suas operações.

                                                          A Importância da União do Setor

                                                          A união do setor náutico é crucial para fortalecer as reivindicações por melhorias na legislação e garantir a representatividade do setor junto aos órgãos governamentais.

                                                          Conclusões

                                                          A regularização de marinas e garagens náuticas é um processo complexo, mas essencial para o desenvolvimento sustentável do setor.

                                                           

                                                          Ao seguir as diretrizes deste guia e buscar a assessoria de profissionais especializados, você poderá garantir a segurança jurídica do seu empreendimento e contribuir para a preservação do meio ambiente.

                                                          Próximos Passos

                                                          1. Consulte um advogado especialista em direito imobiliário e ambiental para auxiliá-lo no processo de regularização.
                                                          2. Reúna a documentação necessária para comprovar a ocupação histórica da área e o cumprimento da legislação ambiental.
                                                          3. Mantenha-se atualizado sobre as mudanças na legislação e participe de fóruns e debates sobre o tema.

                                                           

                                                          Lembre-se: a regularização é um investimento que garante a segurança jurídica do seu negócio e contribui para o desenvolvimento sustentável do setor náutico.

                                                           

                                                          Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

                                                           

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                                                            O estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Barcelona e publicado na Science Direct aponta que, no ambiente marinho, os microplásticos formam uma superfície rapidamente colonizada por microrganismos, formando um biofilme. Apontada como um novo tipo de ecossistema potencialmente perigoso, ela ganhou o nome de plastisfera.

                                                            Foto: SteveAllenPhoto999 / Envato

                                                            A plastisfera se desenvolve por meio de uma sucessão ecológica típica, tornando-se, por fim, uma comunidade microbiana complexa e especializada.

                                                             

                                                            Uma vez formada, essa comunidade pode afetar o equilíbrio natural da vida oceânica em nível microscópico, já que o plástico permite que patógenos potencialmente prejudiciais se espalhem pelos ambientes marinhos.

                                                             

                                                            Levantamentos apontam que o mundo gera cerca de 360 ​​milhões de toneladas de plásticos por ano, enquanto apenas 7% dele é reciclado. Como o material está espalhado por todos os cantos do mundo, isso significa que até as áreas mais remotas e intocadas são atingidas.

                                                            Como foi feita a pesquisa na Antártica

                                                            Para os pesquisadores Pere Monràs i Riera e Elisenda Ballesté, que participaram do estudo, descortinar os mistérios da plastisfera no Oceano Antártico era fundamental para “desvendar sua dinâmica” e “entender seus impactos em um dos ambientes marinhos mais remotos e vulneráveis do planeta”.

                                                             

                                                            Assim, com as condições extremas do local — que incluem temperaturas congelantes, ventos fortes, icebergs e tempo limitado de trabalho — , os estudiosos optaram por gerenciar a pesquisa com um experimento controlado.

                                                            Foto: Studio_OMG / Envato

                                                            Para isso, montaram aquários cheios de água do mar coletada perto da estação de pesquisa espanhola na Ilha Livingston, nas Shetlands do Sul, e a preencheram com pequenos grânulos arredondados dos três tipos de plástico que mais comumente poluem o mar: polietileno, polipropileno e poliestireno.

                                                             

                                                            Os materiais ficaram em condições ambientais (cerca de 0°C e recebendo de 13 a 18 horas de luz solar) por cinco semanas.


                                                            Ao compararem a colonização dos plásticos com a do vidro — uma superfície inerte –, os estudiosos descobriram um dos principais pontos da pesquisa: o tempo de mudança.

                                                             

                                                            Isso porque os micróbios colonizaram rapidamente o plástico. Em menos de dois dias, bactérias como as do gênero Colwellia já estavam fixadas na superfície, o que indicou uma clara progressão dos colonizadores iniciais para um biofilme maduro e diversificado, incluindo outros gêneros como Sulfitobacter, Glaciecola ou Lewinella.

                                                            Foto: Addictive Dtock / Envato

                                                            Outro ponto de destaque foi que, embora processos semelhantes ocorram em outros oceanos, na Antártida ele parece ser mais lento, por conta das baixas temperaturas.

                                                             

                                                            Por enquanto, os estudos sobre a plastisfera ainda estão no início, mas pesquisadores já preveem que as ações no biofilme podem ir, inclusive, para além das águas, afetando consideravelmente a forma como o oceano absorve carbono e produz gases de efeito estufa — ou seja, um impacto global.

                                                            Uma ponta de esperança

                                                            Em meio ao caos, há ainda uma ponta de esperança. Isso porque os estudiosos identificaram a presença de Oleispira sp. no polipropileno. Trata-se de uma bactéria com capacidade de degradar hidrocarbonetos, o que significa que ela pode decompor petróleo e outros poluentes. Seu papel na plastisfera é animador, uma vez que levanta questões sobre sua capacidade de reduzir os impactos da poluição por plástico.

                                                             

                                                            Se essa habilidade for confirmada, essas bactérias poderiam se tornar uma ferramenta importante para proteger a Antártica e os oceanos. Porém, ainda há muito a ser estudado, principalmente sobre sua eficiência em ambientes extremos. Compreender melhor esses processos pode ainda ajudar a desenvolver soluções para lidar com o problema crescente do lixo plástico nos oceanos.

                                                             

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