Conheça o Iate Clube Lago de Itaipu, que sediará 1º Foz Internacional Boat Show

Clube é o único dedicado aos barcos da região que abriga segunda maior hidrelétrica do mundo

16/10/2023

Banhado em águas doces, o Iate Clube Lago de Itaipu (ICLI) é o palco escolhido para receber o primeiro Boat Show internacional em 25 anos de evento. A escolha não é à toa: o espaço paradisíaco é cercado pela natureza e tem capacidade para atender a até 300 embarcações de forma simultânea.

O iate clube oferece diversas atividades nas águas do imenso Lago de Itaipu. De 23 a 26 de novembro, o lugar vai reunir barcos de grandes marcas e cerca de 15 mil visitantes durante os quatro dias do Foz Internacional Boat Show, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Foto: Instagram @iclifoz / Divulgação

O ICLI foi fundado há quase 40 anos, ainda em 1985, e atualmente atende mais de 4 mil pessoas, entre seus sócios e familiares. Está localizado a 15 minutos de carro do centro de Foz do Iguaçu e a cerca de 30 minutos do aeroporto internacional da cidade.

 

Por lá, os associados e seus convidados aproveitam para praticar pesca, iatismo, biribol, vôlei, futebol e outras atividades preparadas pelo ICLI — como o Ranking de Pesca ao Tucunaré, a Pesca de Casais, Pesca das Crianças, Passeio Náutico e o projeto Velejar é Preciso.

Ficamos muito felizes com a escolha do clube para esse grande evento que é o Foz Internacional Boat Show. Vai fomentar o turismo náutico em Foz e região, inclusive na tríplice fronteira – Evandro Ferreira, comodoro do ICLI

A pesca do Tucunaré é uma das principais atividades do ICLI. Já em sua 24ª edição, o campeonato anual reúne cerca de 55 equipes, cada uma composta por 3 pessoas, que podem pescar até cinco peixes. A equipe que pegar os maiores, é a vencedora. Vale ressaltar que a pesca é esportiva, ou seja: os peixes sempre voltam para o lago em segurança.

Foto: Instagram @iclifoz / Divulgação

O Lago de Itaipu e o ICLI

Localizado na fronteira entre Brasil e Paraguai, o Lago de Itaipu foi formado artificialmente em 1982 — três anos antes da criação do ICLI –, no rio Paraná. A formação se deu com o fechamento das comportas do canal de desvio da Usina Hidrelétrica de Itaipu — a segunda maior do mundo, atrás apenas da Usina de Três Gargantas, na China.

Foto: ICLI / Divulgação

O lago ocupa uma área de 1.350 km², sendo que 770 km² estão do lado brasileiro da fronteira e 580 km² do lado paraguaio. Dentro dessa imensidão de águas doces, estão 66 pequenas ilhas — 44 no Brasil e 22 no Paraguai.

Foto: Instagram @iclifoz / Divulgação

Projeto Velejar é Preciso

O Projeto Velejar é Preciso é um dos grandes destaques do clube. Ao todo, 120 crianças com idades entre 9 e 16 anos, moradores do bairro de Três Lagoas e estudantes da rede pública de ensino, participam da iniciativa que oferece apoio técnico, físico e alimentar para a prática da vela, nas classes optmist e laser.

Foto: Gabriel Heusi/Reprodução Instagram @iclifoz

Com o projeto, que tem o apoio da o apoio da Itaipu Binacional, as crianças chegam a disputar campeonatos de nível estadual, nacional e até internacional — sendo que, em competições fora da cidade, os atletas têm sua despesas custeadas pelos organizadores.

Foto: Gabriel Heusi/Reprodução Instagram @iclifoz

Dentre as crianças que passaram pelo projeto está Allan Godoy, que iniciou na vela aos 12 anos, através da iniciativa. A partir daí, o velejador viajou pelo Brasil e pela América Latina através do esporte e, com o passar dos anos, se consagrou como o maior velejador de todos os tempos na América do Sul na classe Laser 4.7, com os títulos de bicampeão sul-americano e bicampeão brasileiro.

Foto: Instagram @allangodoy_ / Divulgação

Assim como Allan, Andrey Godoy também iniciou na vela graças ao Projeto Velejar é Preciso, quando ainda tinha 9 anos. O atleta já conquistou títulos sul-americanos e, em 2016, viajou para o outro lado do mundo e voltou da Europa como o 5º colocado no Mundial de Vela.

Foto: Instagram @andrey_godoy / Divulgação

Recentemente, Andrey conquistou o título Brasileiro de Vela na categoria ILCA 6, ao lado de Gabriella Kidd, no Rio de Janeiro, e foi vice-campeão da Copa Brasil de Vela, em Ilhabela.

Foz Internacional Boat Show 2023

1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

 

A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águas navegáveis do Lago de Itaipu.

Foto: ICLI / Divulgação
Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação

Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.

 

Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).

Como ser um expositor no Boat Show de Foz

Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail  [email protected]  ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.

 

FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW
Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
Saiba mais no site oficial do evento

 

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    Solara exibirá pontoon de 30 pés e lanchas a público internacional em Foz do Iguaçu

    Marca estará no Foz Internacional Boat Show, de 23 a 26 de novembro, no Iate Clube Lago de Itaipu, no Paraná

    Presente em 2023 nos Boat Shows do Rio, Itajaí e São Paulo, a Solara já pode anotar mais um evento em sua lista: o Foz Internacional Boat Show. O novo salão náutico promete novidades para além das fronteiras, de 23 a 26 de novembro, no Iate Clube Lago de Itaipu, no Paraná.

    O estaleiro gaúcho, que tem um parque fabril em Vera Cruz, no Rio Grande do Sul, é um dos principais do país. Ao todo, já são mais de 1.200 barcos da marca navegando pelas águas do Brasil e do mundo, entre lanchas, pontoons e a Solara Boat House — grande novidade da marca, uma casa flutuante que o São Paulo Boat Show exibiu em primeira mão.

    Estaleiro gaúcho esteve presente no Rio Boat Show 2023

    Solara no Foz Internacional Boat Show

    Para o Boat Show de Foz, a marca chega com as lanchas 370, 350 e o Pontoon 300 Targa, modelos já consagrados da empresa que vão atracar pela primeira vez em um evento internacional.

    Pontoon 300 Targa

    O Pontoon 300 Targa, por sua vez, é inspirado no mercado norte-americano. Equipada com motor de popa, a embarcação tem design moderno e amplo espaço, proporcionando boa circulação no convés. O modelo conta com sofás por toda sua extensão, mesa com porta-copos, espaço gourmet e solário.

    Foto: Solara Yachts / Divulgação

    A embarcação da Solara no Foz Internacional Boat Show possui 3 metros de largura e 9,39 metros de comprimento, motorização de 150 a 300 hp e todos os itens necessários para promover conforto, lazer e diversão para as até 24 pessoas que podem navegar a bordo do pontoon.

    Solara 370 HT

    A Solara 370 HT tem como grande destaque seu sistema de carregamento de baterias, que utiliza placas solares integradas ao hardtop — solução moderna e eficiente, além de sustentável. A lancha conta com dois camarotes, banheiro com box, painel de comando moderno com bancos individuais e teto solar elétrico. Até 14 pessoas podem passear no barco, enquanto 6 conseguem aproveitar um pernoite.

    Solara 350 HT

    Lancha cabinada com teto solar elétrico sobre o salão, no lugar do flybridge, a Solara 350 HT tem ambientes internos bem distribuídos. Sua cabine, com 1,90 m de altura, acomoda cinco pessoas em pernoite. Tanto o camarote de proa como o de meia-nau podem ser fechados e o banheiro é completo.

    No cockpit, a 350 tem uma minicozinha gourmet, com refrigerador, micro-ondas e fogão opcional. Na proa, os bancos se convertem em um solário grande, com estofamento alto e encosto reclinável.


    Foz Internacional Boat Show 2023

    1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

     

    A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águas navegáveis do Lago de Itaipu.

    Foto: ICLI / Divulgação
    Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação

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      Cuca Sodré celebra 50 anos de vela à frente de grandes competições de oceano do país

      Ex-velejador, Carlos Eduardo Sodré hoje é responsável técnico da Semana de Ilhabela e da Copa Mitsubishi

      15/10/2023

      Responsável técnico por competições como Semana de Ilhabela e a Copa Mitsubishi, o ex-velejador de monotipo e de oceano Carlos Eduardo Sodré — também conhecido como Cuca –comemora uma vida pela vela em 2023. Já são 50 anos em serviço deste esporte — seja nas águas ou nos bastidores.

      Com 64 anos de idade, o paulistano Cuca Sodré coleciona títulos por todas as classes que passou. Mas tudo começou em 1973, na represa de Guarapiranga, em São Paulo, quando passou a frequentar o Yacht Club Santo Amaro e a velejar de Pinguim, que foi seu barco-escola.

       

      Depois vieram as classes Snipe, Star e Lighthing, seguidas pelos veleiros de oceano, como o Zodíaco — um Velamar 32, com o qual conquistou a Semana de Vela de Ilhabela.

      Velejador desde os 14 anos, virou dirigente a partir dos 30. Em 1989, Cuca Sodré passou a conciliar as atividades de esportista com as de colaborador de comissões organizadores de regatas.

       

      “Meu segundo sogro, Dionysio Sulzbeck, era juiz de regata; eu comecei a viajar com ele e, quando fui ver, já estava no circuito de vela fazendo júri ou cuidando da gestão das provas”, lembra ele.

       

      A partir daí, quando não estava na raia disputando competições como Santos-Rio, Circuito Rio e Semana de Vela de Ilhabela (entre outras), estava nos bastidores, encarregado de executar as largadas, controlar a chegada dos barcos, verificar o correto contorno às boias, autorizar a realização da regata e computar os resultados. Ou integrando o júri das regatas que ajudava a organizar.

      E pegou gosto pela coisa. Daí a se tornar o principal responsável técnico por algumas das principais competições a vela do país foi um pulo.

       

      “Ele é o cara da Copa Mitsubishi”, apontam uns. “E também da Semana de Vela de Ilhabela”, acrescentam outros. Conclusão: Cuca Sodré alcançou como juiz internacional e como organizador de competições o mesmo sucesso que teve como velejador. Ou mais.

      Foto: Aline Bassi / Balaio de Ideias / Acervo SIVI

      Já são 33 edições de Semana de Ilhabela como integrante do time organizador. “No começo, eu era um ajudante da Comissão de Regatas; ajudava a montar raia. Depois, virei juiz. Na sequência, juiz principal. Em seguida, passei a fazer as duas coisas: organizar a parte técnica, junto com a diretoria do clube, e ser juiz das competições. Foi num crescente”, resume Cuca Sodré.

      Durante muito tempo, ele se dividiu entre as competições e o trabalho em sua oficina de automóveis, em São Paulo. Há 15 anos, no entanto, vive exclusivamente da vela e para a vela.

       

      Considerada a maior e a mais importante competição de regularidade do país, a Copa Mitsubishi Circuito Ilhabela é um de seus orgulhos como organizador. Começou no ano 2000, com apoio do velejador e mecenas da vela Eduardo Souza Ramos, até hoje patrocinador da prova e um dos símbolos do esporte no país.


      “Depois da Semana de Vela de Ilhabela, tive a ideia de fazer um torneio anual, de modo a criar um calendário para animar os velejadores”, conta Souza Ramos. No início, eram duas etapas por ano. Depois, a diretoria do Yacht Club de Ilhabela, liderada pelo José Nolasco, adotou o formato atual, com quatro etapas ao longo do ano, que ocorrem em dois fins de semana a cada trimestre, totalizando 30 regatas.

      Foto: Fred Hoffmann

      “O melhor de tudo é que as regatas são realizadas em várias condições de raia, com variações de mar e vento, de calmaria a porradaria”, lembra Cuca Sodré. “Tudo isso intercalado com muita confraternização”, acrescenta.

       

      São competições altamente seletivas do ponto de vista técnico, mas que não excluem os simples competidores de fim de semana. É aí justamente que reside um dos segredos do sucesso de Cuca Sodré como dirigente: permitir que velejadores amadores possam dividir a raia com campeões olímpicos.

       

       

      Enquanto uns competem a bordo de veleiros de alta performance, outros velejam em barcos menos tecnológicos (mas ainda regateiros), uma vez que as regatas são distribuídas por cinco classes: ORC, RGS, C30, HPE 25 e Bico de Proa.

       

      Impossível não ficar impressionado com as dimensões de um evento que nasceu despretensiosamente, 23 anos atrás, e que hoje reúne 75 barcos e cerca de 500 velejadores — nem todos ao mesmo tempo, ressalva-se; muitos comandantes têm os barcos baseados fora de Ilhabela, por isso não cumprem todas as etapas.

       

      Na média, 40 barcos competem por etapa. Por sorte, o regulamento prevê o descarte dos quatro piores resultados obtidos ao longo do campeonato. Assim, quase todos se mantêm na briga até o último fim de semana.

      Em suas jornadas como dirigente, Cuca Sodré nunca está sozinho: tem sempre ao lado sua mulher, a sueca Ann Viebig, com quem desenvolve uma parceria de trabalho há mais de duas décadas.

       

      “A gente monta os campeonatos juntos. Mas, na hora em que a competição vai acontecer, ela organiza a parte administrativa (inscrições, credenciamento, resultados, etc.), enquanto eu vou para o mar. Ela cuida da parte de terra; eu, da parte de água”, resume.

       

      Além do espírito esportivo, cada vez mais a competição é marcada pela confraternização entre as equipes, com muita diversão dentro e fora d’água.

      “Este ano, estamos incentivando ainda mais os eventos sociais. A cada etapa fazemos um coquetel de boas-vindas, um happy hour e um jantar de confraternização entre as equipes, com direito a levar convidados, além da canoa de cervejas e de shows com bandas tocando ao vivo em pelo menos um fim de semana de cada etapa. Com isso, esperamos atrair ainda mais gente”, diz Cuca Sodré.

       

      Para estimular a formação de novos velejadores de oceano, há 18 anos ele criou a figura do “tripulante mirim”, que dá oportunidade para a garotada de até 16 anos (e não mais que 70 quilos) velejar junto com iatistas mais experientes e, assim, ganhar conhecimento e experiência, o que é mais difícil de acontecer com os barcos monotipos.

       

      “Cada barco pode levar um tripulante mirim, que não conta peso para total da tripulação nem paga inscrição. Isso só traz benefício para a equipe. Por outro lado, é um incentivo para que a garotada siga velejando e se interessando pelo esporte”, defende o criador da ideia.

      Fotos: Fred Hoffmann / Divulgação

      O saldo é altamente positivo. Em Ilhabela, são inúmeros os casos de adolescentes que se destacaram depois dessa experiência inicial, como Vicente Monteiro, timoneiro do Ginga, que se sagrou campeão brasileiro de HPE inúmeros vezes; Dudu Bentivi Mateus, também campeão de HPE 25; e Marina de Jesus Santos, aluna da Escola de Vela de Ilhabela, que já dividiu um barco com Lars Grael. Sem contar os próprios filhos dos comandantes dos barcos, que com 10/12 anos já começam a descobrir o prazer de velejar.

       

      Outra iniciativa bem-sucedida foi a de trazer mais mulheres para raia. “Nossa primeira iniciativa foi de tornar gratuita a inscrição delas. Hoje em dia, damos 50% de isenção. Com isso, vários barcos contam com a presença de pelo menos uma mulher. Além disso, neste ano, o Asbar II, um Delta 32 comandado por Valéria Ravani, tem uma tripulação 100% feminina”, comemora ele. Um barco pra lá de empoderado, assim como Cuca Sodré, o poderoso organizador da Copa Mitsubishi.

       

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        Haja braço! Conheça o homem que remou de caiaque do Oiapoque ao Chuí

        Educador físico, atleta e canoísta, Adelson Carneiro Rodrigues percorreu mais de 8 mil km a bordo de um caiaque de 5,5 m

        14/10/2023

        Depois de dar 3.520.315 remadas, o paulista Adelson Carneiro Rodrigues, de 61 anos, concluiu a mais longa aventura a bordo de um caiaque pela costa brasileira. Ao todo, foram 3 anos e 38 dias de adrenalina, sufoco, encanto e aprendizado, em um projeto chamado de “Expedição do Oiapoque ao Chuí”, em referência aos municípios dos extremos Norte e Sul do Brasil.

        Ao desembarcar na Barra do Chuí — onde chegou, em uma remada simbólica, acompanhado de jornalistas e de outros remadores, sendo recebido em terra com festa e merecidos aplausos —, Adelson se tornou o primeiro brasileiro a remar toda a costa navegável do país de caiaque oceânico, um percurso de 8.082 quilômetros, conforme registrou o GPS portátil dele.

        O trajeto de caiaque do Oiapoque ao Chuí inclui ainda entradas na Baía de São Marcos, no Maranhão; na Baía de Todos-os-Santos, na Bahia; e na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro; além da incursão pelo complexo lagunar costeiro do Rio Grande do Sul (uma série de 11 lagoas, entre a Lagoa Itapeva e Capão Porteira, seguida da Lagoa dos Patos e da Lagoa Mirim), na reta de chegada a Chuí.

         

        Foi preciso muita energia para superar as situações difíceis que surgiram no caminho do caiaque do Oiapoque ao Chuí, como navegar em mar aberto com ondulações de até sete metros de altura em alguns trechos, encarar arrebentações, ventos de 20 nós, suportar diversos dias de chuva e (em águas doces) remar em meio a plantas aquáticas.

        E energia é o que não faltou a esse educador físico (ex-preparador de atletas) e esportista, dono de extenso currículo como canoísta e repleto de prêmios em natação, triathlon e escalada — nesta modalidade, entre outros feitos, chegou ao topo do Monte Aconcágua, na Argentina, o ponto mais alto das Américas, com 6.962 metros de altitude.

         

        Dores musculares, desgaste físico? Nada disso. “A minha preparação vem desde criança. Comecei a praticar esportes aos 10 anos de idade. São 51 anos participando de provas diversas, de natação, ciclismo e corrida. Já disputei 44 maratonas, além de três provas de Ironman”, explica o canoísta, que ingeriu entre 4 mil e 5 mil calorias por dia para repor as energias.

        Durante essa expedição, eu não senti problema físico algum. Aliás, não usei um comprimido sequer para a dor – Adelson Carneiro Rodrigues

        A canoagem entrou na vida desse superatleta, sedento por competições, em 2003. Desde então, passou a acalentar o sonho de “um dia” percorrer de caiaque toda a costa brasileira. Decisão finalmente tomada em 2015. 

        Depois de tantos feitos, Adelson iniciou uma pesquisa profunda para a realização do projeto de remar o caiaque do Oiapoque ao Chuí. Com foco máximo na segurança. Remar preparado, com muito conhecimento a bordo do caiaque, é bem mais seguro que muitas atividades do dia a dia, ele acredita.

         

        A expedição de cruzar a caiaque do Oiapoque ao Chuí começou no dia 17 de fevereiro de 2020, partindo da cidade de Oiapoque, Amapá, no extremo Norte do país.

         

        “Subi 70 quilômetros pelo rio Oiapoque até a Baía de Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa, de onde apontei a proa rumo ao Sul pelo Oceano Atlântico, entrando em seguida no Arquipélago do Bailique, na Foz do Rio Amazonas, até sair na Ilha de Marajó”, descreve Adelson.

        De remada em remada, ao todo, o canoísta atravessou 17 estados, a um ritmo que variou entre quatro e oito horas de viagem por dia. Mas encarou picos de mais de dez horas, como quando — na maior perna da viagem — cruzou os 63 quilômetros da Lagoa Mirim em um só fôlego.

         

        “Eu estava preparado para remar até 70 quilômetros sem pausa, em cerca de 13 horas”, garante o canoísta, que ao longo da expedição dormiu em barraca, rede e de bivaque (na natureza, sem o uso de barraca, apenas jogando um plástico por cima, a céu aberto).

        Navegando nessa cadência, Adelson poderia terminar a expedição de caiaque do Oiapoque ao Chuí em muito menos tempo que os 1.135 dias que levou para concluir a expedição. A pressa, porém, não fazia parte de seu vocabulário.

        Não era uma travessia pura e simples. O caiaque foi apenas o meu meio de locomoção. A expedição tinha uma natureza cultural – Adelson Carneiro Rodrigues

        “Eu parava de dois a cinco dias em algumas cidades, às vezes mais, para conhecer as pessoas, a vida dos ribeirinhos, dos caboclos, dos pescadores; a cultura local, enfim. E essa será a essência do livro que eu agora estou começando a escrever, junto com informações de natureza técnica sobre canoagem, como o mapeamento da nossa costa e a avaliação das condições ambientais de cada ponto do litoral brasileiro”, acrescenta.

        Em Salvador, ele permaneceu por longos 20 dias na Baía de Todos-os-Santos e em seu entorno, mas sempre em movimento. Como sua estada na capital baiana coincidiu com uma etapa do Campeonato Brasileiro de Natação, Circuito de Águas Abertas, ele decidiu entrar na competição. “Participei da prova de 1.000 metros e fui vice-campeão”, conta, rindo.

         

        O nosso litoral, segundo ele, é abençoado para a prática da canoagem. Porém, existem alguns macetes para evitar perrengues. Por exemplo: estudar bem os movimentos do mar, considerando a direção e o sentido das correntes marítimas. Se estiver no lugar errado, na hora errada, o canoísta corre o risco de ter de remar contra a corrente e, com isso, acabar andando para trás, em vez de avançar.

         

        “Do Amapá à Foz do Rio Amazonas, a corrente corre no sentido Sul, o que ajuda na remada; já do Maranhão até a Paraíba a força do mar atua contra”, ensina Adelson. Tudo muda novamente a partir do chamado “Cabo Calcanhar” (na Ponta do Seixas, na Paraíba).


        A partir dali a corrente corre do sentido do Nordeste para o Sul. Foi o trecho em que ele navegou com mais tranquilidade. “Até chegar no Cabo de São Tomé, em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, onde entram as fortes correntes vindas do Sul, que costumam pregar peças até nos navegadores experientes”, alerta o canoísta, que — garante — passou sem nenhum aperto por lá.

        “Precisei encontrar o momento exato para passar remando, com a corrente e o vento ajudando”, conta o canoísta, que durante cinco anos estudou a costa brasileira, até se sentir seguro para enfrentar essa empreitada. “Eu estava preparado para essa experiência”, afirma, sem esconder uma ponta de orgulho.

         

        Foram cinco anos de preparação, para que não precisasse arriscar-se feito um aventureiro no desafio de ir de caiaque do Oiapoque ao Chuí. “Eu planejei muito, antes de iniciar essa expedição. Fiz uma pesquisa detalhada”, explica.

         

        “No Maranhão, nós temos oito metros de amplitude de maré, uma coisa absurda, contra uma amplitude de 1,5 metros na Praia do Cassino, no Rio Grande do Sul, por exemplo. Então, é preciso chegar lá já com a lição de casa feita”, diz.

        Ainda assim, sempre sobra espaço para pitadas de perigo e emoção. Na Foz do Rio Amazonas, por exemplo, mais especificamente na Ilha de Marajó, saindo de Soure, uma travessia de 50 quilômetros, ele chegou a pegar ondulações de até 7 metros de altura.

         

        “Saí de lá às 4h da manhã, com orientação de pescadores locais. A maior parte do tempo remei com ondas normais, de 1,5 metro. Mas, em um trecho, as vagas vieram em um volume de água absurdo”, lembra Adelson.

         

        Na costa do Maranhão, chamou atenção a força dos ventos, na faixa dos 20 nós. “Mas isso aconteceu já na hora de eu parar. Encostei e só dei continuidade na remada na manhã do dia seguinte, em condições mais confortáveis”, minimiza.

        Em São João da Barra, no litoral do Rio de Janeiro, um contratempo de verdade: ele precisou pedir ajuda da Marinha para escapar das fortes ondas.

         

        Já na passagem pelo Porto de Suape, em Pernambuco, o caiaque de Adelson foi atingido por um tubarão filhote, sem consequências para ambos. “Ele saiu nadando, eu continuei remando”, ri o canoísta, que foi aprendendo ao longo da expedição detalhes que não observou na pesquisa.

         

        Lição importante: estar atento às mudanças de maré; e não desdenhar da fúria dos ventos. A chegada em hora errada na foz de um rio, por exemplo, pode transformar a aventura em pesadelo.

        Foi o que aconteceu, por exemplo, com a remadora alemã Freya Hoffmeister, primeira pessoa a contornar a América do Sul de caiaque. Ao cruzar o Delta do Amazonas (na foz do Rio Sucuriju, no Amapá), ela foi surpreendida por uma pororoca (avalanche de água que se forma quando a maré sobe, invertendo o fluxo do rio.

         

        Para sobreviver, apontou seu caiaque para a costa, surfando na escuridão, em meio a águas turbulentas, por cerca de 15 minutos, a uma velocidade que chegou aos de 30 km/h. Depois, numa localidade chamada Travosa, nos Lençóis Maranhenses, ela teve de tomar a decisão difícil de desembarcar.

         

        A solução foi viajar de carro para Recife e reverter esse trecho; ou seja, remar de lá até o Maranhão e concluir o trajeto em sentido inverso, pois seria impossível vencer ventos contrários tão fortes.

        Adelson passou por esses mesmos locais, onde a remadora alemã sentiu com mais intensidade as forças da natureza. Como são fenômenos previsíveis – e que têm até hora marcada para acontecerem — ele tinha tudo anotado na ponta do lápis.

         

        Com essas informações, e um mapa adequado, os venceu sem problemas. E ainda teve tempo para contemplar as belezas de cantos remotos ou pouco explorados do país; de mergulhar em locais onde o mar é mais bonito, como Porto Seguro e Arraial do Cabo; e de remar em alguns dos melhores destinos de ecoturismo do nosso litoral, como o arquipélago de Abrolhos.

        “Saindo de Caravelas, na Bahia, fui direto pra lá, um percurso de 60 quilômetros. Era o meu sonho conhecer esse paraíso de águas cristalinas, detentor da maior formação de corais do Atlântico Sul e um dos melhores pontos de mergulho do país”, relembra.

         

        O pacote de viagem, digamos assim, garantiu a Adelson ver de perto tubarões (especialmente no litoral cearense), peixe-boi, arraias, tartarugas gigantes e até cobras sucuri.

         

        “Só não consegui ver baleias, porque não coincidiu o período de avistamento”, lamenta. “Em compensação, chegando em Itajaí, fui cercado por duas famílias de golfinhos, uma de cada lado do caiaque, me acompanhando. Foi incrível. Nessas horas, a gente começa a entender o que realmente importa nessa vida, o que realmente tem valor”, reflete.

        No desembarque, no Chuí, Adelson já anunciou sua próxima expedição: remar 4.000 quilômetros entre Chuí e Ushuaia, a gelada capital da província da Terra do Fogo, no Sul da Argentina, um lugar ao mesmo tempo belo e ameaçador.

         

        “Eu já percorri a costa do Uruguai, analisando com meus próprios olhos todos os lugarzinhos em que poderei parar, o que é fundamental para o sucesso da missão”, explica. Ainda vamos ouvir muito falar sobre ele e seu caiaque marinheiro.

         

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          Histórico porto Barão de Teffé será transformado em moderno complexo turístico

          Projeto quer revitalizar área de 250 mil m² no porto de Antonina, no Paraná, que não é usada há 15 anos

          13/10/2023

          Um projeto prevê a transformação de uma área ociosa de 250 mil m², no porto de Antonina, no Paraná, em um moderno complexo turístico. Esse é o case Porto Barão de Teffé, apresentado por Eduardo Bekin, presidente da Invest Paraná — agência de promoção e atração de investimentos do governo do estado — durante o 8º Congresso Internacional de Náutica, realizado paralelamente ao São Paulo Boat Show 2023.

          Para isso, a Portos do Paraná, empresa que administra os portos de Antonina e Paranaguá, conduz o processo de concessão onerosa da área para a iniciativa privada por um período de 20 por anos.

          “O Estado do Panará acredita demais na indústria do turismo. Por isso, entre outras ações, decidimos pegar um porto que estava adormecido há 15 anos, em Antonina, que é o Barão de Teffé, licenciá-lo, revitalizá-lo e dar vida a um moderno Complexo de Turismo Náutico, a ser administrado pela iniciativa privada”, conta Bekin.

           

          A atividade portuária já foi o principal motor econômico do município de Antonina e, apesar de continuar relevante, ocorre apenas na área do Porto Ponta do Félix.

          Seu conjunto arquitetônico é testemunho de uma fase importante da economia do estado: o ciclo da erva-mate. Histórico, o porto Barão de Teffé foi fechado em 2008, por restrições à navegabilidade.

           

          A ociosidade impactou significativamente a economia do município. A boa notícia é que a reversão desse quadro já está em andamento, após a abertura do processo de licitação.

           

          A cessão desse espaço à iniciativa privada é inspirada nos modelos de revitalização do Cais do Valongo, em Santos, e do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

          O projeto prevê a construção de uma marina, que poderá abrigar embarcações de diferentes tamanhos, com vagas secas e molhadas.

           

          A marina terá posto de combustível náutico, equipe de profissionais especializados em manutenção, loja de conveniência e área de estacionamento.

           

          Nas demais áreas poderão ser desenvolvidas atividades de lazer, cultura, esporte, comércio e serviços. Segundo o presidente da Invest Paraná, a expectativa é transformar Antonina “na Paraty paranaense”.


          Confira os temas do 8º Congresso Internacional Náutica

          Eduardo Bekin: Case Porto Barão de Tefé, Antonina/PR

          Roberto de Lucena: Desenvolvendo o Turismo Náutico no Estado de SP

          Aguilar Junior: Novo molhe de Caraguatatuba

          Carlos Henrique Sobral: Turismo Náutico Brasileiro

          Alessandro Miranda: Turismo Náutico Águas Interiores

          Vinicius Lummertz: Turismo das Águas

          Adriano Silva: Turismo Náutico em Joinville

          Silvia Fernandes: Case da Marina VillaReal

          Rubens José Belão: Turismo Náutico no Interior Paulista

          Paulo Fax: Hidrovia Tietê Paraná 2023

          Noeli Thomé: Píer Turístico de Itapema

          Michele Castilho: Bandeira Azul nas Marinas e Praias

          Pedro Bório: Visão Internacional: Eventos em Turismo Náutico

          Jamille Consulin: Legislação Ambiental

           

           

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            Em harmonia com o meio-ambiente, Casa Península encanta pela arquitetura diferenciada

            Localizado na baiá do Guarujá, construção não altera a paisagem de maneira decisiva

            Uma construção que vive em harmonia com o meio-ambiente e encanta pela arquitetura. Essa é a Casa Península, localizada na baía do Guarujá, projetada pela Bernardes Arquitetura e que não altera de maneira decisiva a bela paisagem do litoral de São Paulo.

            Mistura perfeita entre casa e natureza, para esta construção estar de pé não houve nenhum desmatamento ou terraplanagem. Afinal, ela foi erguida em superfície de declive acentuado, que, no entanto, não sofreu qualquer alteração.

            Foto: Fernando Guerra/Bernardes Arquitetura/Divulgação

            Para não derrubar nenhuma árvore, a Casa Península foi construída uma plataforma sobre o terreno acidentado, de 1.300m², sobre a qual o imóvel se estrutura, coincidindo com a incidência da luz solar e com os ângulos da paisagem ao redor.

            Quando você se coloca em cima desse bloco suspenso, com o mar lá embaixo, parece que está em um navio – disse o arquiteto Thiago Bernardes, um dos autores do projeto

            A construção paira sobre o mar, como um mirante, com aproveitamento máximo de insolação e da vista. Além disso, essa casa é dividida em três partes com diferentes níveis de privacidade — já que é um retiro de férias e fins de semana exclusivo dos proprietários, um casal com filhos de várias idades.

            Foto: Fernando Guerra/Bernardes Arquitetura/Divulgação

            Os 850 m² estão divididos em três níveis: um pavimento retangular básico; o nível intermediário, mais vazado; e o volume triangular suspenso. O acesso principal da Casa Península está no térreo, onde estão o home-theater, a área de serviço e as quatro suítes de hóspedes — que lembram o deque de uma embarcação.

            Foto: Fernando Guerra/Bernardes Arquitetura/Divulgação

            O pavimento intermediário é o espaço de uso social e de lazer, com sala de jantar, living, copa, cozinha varanda e piscina que formam praticamente um só ambiente — excelente ponto de encontro para a família. Já o espaço interno integra-se ao exterior graças às janelas de vidro e às pedras utilizadas no piso.



            Enquanto isso, o terceiro nível — localizado no alto — é um triângulo, com uma diagonal traçado no sentido norte-sul, decorrente do estudo de insolação e da melhor vista do mar, como já mencionado — embora não esteja alinhado com os limites da construção, que provoca um movimento surpreendente.

            Esse volume suspenso possui uma das arestas em um grande balanço de noves metros em direção ao mar, fazendo-nos lembrar, por vezes, um grande barco – Thiago Bernardes

            Foto: Fernando Guerra/Bernardes Arquitetura/Divulgação

            Inclusive, é lá que ficam as suítes do casal e do filho menor. De acordo com o arquiteto, o cobre natural perfurado foi escolhido para a fachada por ser um material que terá boa reação à passagem do tempo: ou seja, que envelhece bem, apesar da ação da maresia.

            Parte interna da Casa Península

            A parte interna, composta por produto de designers renomados, é simples e puro, com poucos materiais, principalmente a madeira  brasileira freijó, que aparece no forro de toda a ala social, nos quartos e nos gabinetes do banheiro da suíte do casal.

            Foto: Fernando Guerra/Bernardes Arquitetura/Divulgação

            Além disso, a mesa da sala de jantar, desenhada pelo mesmo escritório de arquitetura, tem um formato triangular que, além de inusitado, é funcional e acomoda 12 pessoas. Na suíte do casal, cama, banco e poltrona Moleca — criação de Sergio Bernardes, mestre do mobiliário brasileiro.

            Foto: Fernando Guerra/Bernardes Arquitetura/Divulgação

            Este que, por sua vez, é pai de Claudio e avô de Thiago, que com a Casa Península expande o legado da família, uma história que atravessa três gerações. Inclusive, o morador — um empresário que nunca tinha trabalhado com o escritório — havia feito ao arquiteto uma única recomendação: “quero uma coisa diferente”.

             

            Dito e feito, já que ganhou uma casa não apenas diferente, mas também ousada, marcante e que se harmoniza e dialoga com a natureza. A Casa Península se distancia de todas outras construções ao mesmo tempo que está próxima do mar, e arranca suspiros de quem passa pela baía do Guarujá.

             

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              Aumento na utilização do plástico pode extinguir vidro marinho

              Material tem sido cada vez menos utilizado, mesmo podendo ser 100% reciclado

              Talvez muitos não saibam, mas aquelas pedrinhas coloridas na areia da praia — que mais parecem pedras preciosas — são, na verdade, pedaços de vidro marinho. O material, apesar de comum, está perto de se tornar raro.

              Os primeiros registros do vidro datam de e aproximadamente 7 mil anos atrás. Os mercadores fenícios, ao fazerem uma fogueira na areia da praia, se tornaram os responsáveis pela descoberta, já que a junção de fogo com areia e nitrato de sódio resultou em… vidro.

              A partir daí, locais como Egito, Grécia e Roma passaram então a utilizar o material para a produção de janelas, pratos, jarros e copos.

               

              Durante muito tempo, o vidro foi o recipiente preferido de boa parte da população para armazenagem de líquidos e alimentos, como refrigerantes e leites. Após utilizado, o material  é descartado em lixões ao ar livre, expostos à chuva e ao vento e próximos a cursos d’água.


              Dessa forma, após o descarte, o vidro acaba colidindo com outros objetos e se quebrando em vários pedaços menores. Esses pedaços viajam pelos cursos d’água e chegam ao mar, em que a força das ondas faz com que os cacos rolem e deslizem no fundo do oceano, num movimento que arredonda suas bordas e o deixa fosco.

               

              Assim surge o vidro marinho — as famosas pedrinhas coloridas encontradas na praia. Sua coloração é uma das principais responsáveis por fazer com que o vidro marinho seja utilizado na produção de joias, por exemplo.

              Apesar disso, com o aumento do uso do plástico, encontrar pedras coloridas na areia da praia vai ser uma tarefa cada vez mais difícil.

               

              Vale ressaltar que o plástico oferece um impacto ambiental muito mais perigoso ao ambiente marinho, devido à poluição por microplásticos, enquanto o vidro é 100% reciclável. Ativistas ambientais já têm exigido alternativas ao plástico, sugerindo, por exemplo, a reutilização do vidro e do metal, que podem ser reciclados mais facilmente.

               

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                Real Powerboats testará dois motores de popa com 300 hp em embarcação de 40 pés

                Mesmo contra as teorias, Paulo Thadeu, CEO da empresa, está confiante de que experimento vai ser bem-sucedido

                12/10/2023

                Um teste ousado, que contraria o óbvio, mas que tem chance de dar certo. Assim será a experiência prática de Paulo Thadeu — CEO do estaleiro Real Powerboats –, que testará dois motores de popa com 300 hp numa embarcação de 40 pés que, na teoria, seria para três de 300 hp ou dois de 400.

                A ideia deste experimento foi revelada em entrevista realizada no estúdio NÁUTICA. Em bate-papo, Paulo Thadeu disse que este projeto de 40 pés com motores de popa está em andamento, e existe a possibilidade dele ser lançado no São Paulo Boat Show de 2024.

                 

                 

                Vale destacar que todas as embarcações de 40 pés da marca vinham com motores de centro-rabeta ou pé de galinha, até este projeto. Segundo Paulo, a ideia é tentar colocar dois motores de popa 300 hp da Mercury num modelo do mesmo tamanho.

                 

                Entretanto, Paulo acredita que o teste vai ser bem-sucedido, muito por conta do hidrolift, sistema esse que é capaz de reduzir o arrasto do barco, além de permitir o uso de motores menos potentes.

                Hoje o grande diferencial do hidrolift é que ele não te exige motor na decolagem, e decola sem levantar proa

                Segundo o CEO da Real Powerboats, o barco de 40 pés com dois motores de 300 hp oferece 28 nós de velocidade de cruzeiro com 16 pessoas, além de decolar sem levantar proa. Inclusive, este é o grande trunfo para usar um equipamento menor e consumir menos.

                Tem embarcações que colocam um motor menor, mas, quando desacelera, tem que encher a mão de novo para o motor decolar

                De acordo com Paulo, as embarcações de 40 e 35 pés da marca não fazem isso — ou seja, não empopa quando desacelera e retomam a velocidade.

                Por isso, vou fazer esse teste na prática, para ver se conseguimos mais este marco, por mais que todas as teorias digam que não

                 

                Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                 

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                  Você sabe o que cada cor representa na iluminação de navegação noturna?

                  Luzes podem fornecer informações importantes, desde o tipo de barco até situações ou eventos específicos

                  Por: Redação -
                  11/10/2023

                  Não é novidade que a navegação noturna (ou qualquer situação que prejudique a visibilidade total) requer iluminação considerável, garantindo a identificação necessária para cada embarcação. Mas você sabe o que cada cor representa?

                  A diferença entre as cores, a posição e o número de luzes pode indicar desde o tipo de barco passando pelo local — uma lancha, um barco de pesca ou rebocador, por exemplo — a alguma situação determinada ou acontecimento — obstruções, riscos à navegação, acidentes, naufrágios e destroços etc.

                  Portanto, é necessário estar sempre atento à iluminação ao redor do barco, especialmente àquelas que podem indicar que outra embarcação se aproxima.

                   

                  As luzes obrigatórias, a forma de uso e o que elas significam estão devidamente explicadas no Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar (RIPEAM-72), Regras 20 a 31 e seus detalhes técnicos de instalação e funcionalidades no Anexo I do regulamento.

                   

                  É importante ressaltar que é matéria de prova de Mestre Arrais e Capitão Amador as regras do RIPEAM-72 e, nas aulas práticas obrigatórias, elas fazem parte da lista de itens a serem treinadas a bordo.

                  Todas as luzes tem uma função importante, mas as mais relevantes , são as “Luzes de Navegação”, que na verdade tem o nome oficial de “Luzes de Bordo”, as verdes e vermelhas (também chamadas de “encarnadas”). Elas indicam quando um barco está se aproximando ou se afastando. As vermelhas (encarnadas) ficam a bombordo, e as verdes, a boreste.

                   

                  Ou seja, é possível facilmente identificar, pelas luzes de bordo que você avista, se a embarcação está indo ou vindo em relação a sua posição ou direção navegada.

                   

                  Por exemplo, se você olha para o quadrante esquerdo (a bombordo, onde fica sua luz vermelha/encarnada) e avista a luz verde (bordo oposto/boreste), atente-se, pois a embarcação navega em sentido contrário ao seu e, portanto, está se aproximando. Vale dizer que as luzes são constantes, não piscam.

                   

                  Qualquer navio, lancha ou veleiro também é equipado com luzes brancas na popa. Barcos a motor de até 50 metros de comprimento possuem uma única luz branca, situada no mastro ou local mais visível possível (conforme as regras do Anexo I do RIPEAM 72).


                  A do veleiro não precisa ficar, necessariamente, no mastro, ao contrário dos navios com mais de 50 metros de comprimento total, que precisam apresentar duas luzes brancas, sendo uma num mastro da proa (mínimo de 6 metros de altura em relação ao convés), que fica a uma altura mínima de 4,5 metros mais baixa que a do mastro de ré.

                   

                  Como navios são embarcações maiores, essa diferença existe para facilitar sua localização e, em especial, a direção que ela segue.

                   

                  Ainda em relação às cores de cada luz, os rebocadores são uma exceção importante: ao rebocar outro barco, exibem luz amarela na popa, acima da luz branca de alcançado (aquela que fica na popa). Isso significa que existe um cabo de reboque conectando as duas embarcações, impossibilitando o tráfego atrás do rebocador. Esclarecidas as diferenças entre as cores, é importante ressaltar que existe mais de um tipo de iluminação.

                  Além das luzes comuns, as luzes circulares são aquelas que podem ser vistas de qualquer ângulo, ou seja, iluminam os 360 graus ao seu redor, e podem instaladas junto com as luzes de bordo desde que fiquem, neste caso, pelo menos 1 metro abaixo da luz de mastro (também conhecida como luz de fundeio ou ancoragem).

                   

                  Se houver apenas uma luz circular, de cor branca, é para sinalizar barcos a remo, barcos pequenos (de até 23 pés, tanto a motor, quanto a vela), e barcos ancorados. Caso existam três luzes circulares vermelhas, significa que um navio está passando por algum canal pouco profundo e tem restrição de manobra por causa de seu calado.

                   

                  Os barcos da Praticagem, ou seja, guiados por especialistas que organizam a logística do local, são sinalizados por duas luzes circulares, posicionadas na vertical, sendo a superior branca e a inferior vermelha. O hidroavião possui uma única luz circular branca entre as luzes de bordo.

                   

                  Em relação aos barcos de pesca, existem alguns pormenores. Quando em movimento, possuem mais duas luzes circulares além das luzes já citadas, posicionadas verticalmente, em um mastro.

                  Caso essa pesca seja de arrasto, ou seja, com rede no fundo, a luz superior é verde e a inferior é branca. Se não for esse o caso, e o barco for de pesca com redes boiadas ou outro tipo, a luz superior é vermelha e a inferior é branca, devendo ainda exibir uma luz circular branca voltada ao aparelho de pesca se este tiver mais de 150 metros de extensão.

                   

                  Lembre-se: luzes piscantes sinalizam faróis ou sinalizadores de canais. Portanto, é incorreto instalar luzes estroboscópicas ou qualquer tipo de iluminação que não seja contínua em embarcações comuns. Este tipo de luz pode e deve ser usada em aparatos de emergência, para facilitar as buscas no mar.

                   

                  Quanto a regra básica para se evitar colisão, é simples: o barco que estiver navegando pelo seu boreste, ou seja, que você aviste olhando para a direita, com a luz de bordo vermelha, se à noite, tem a preferência de passagem. A única ressalva é em relação aos barcos a vela e de pesca arrastando redes, que possuem a preferência em relação ao motorizados de passeio em qualquer situação.

                   

                  Além de tudo isso, as boias também são marcações muito importantes para a organização e segurança do tráfego marítimo. No Brasil, o padrão é o IALA B, ou seja, ao entrar em um porto, canal ou marina sinalizados, o correto é deixar as boias vermelhas/encarnadas a boreste e as verdes a bombordo.

                   

                  Ao sair, a ordem, obviamente, se inverte. Numa próxima oportunidade vamos falar das boias e marcações de perigo, obstrução e indicativos de passagem segura, em especial as boias cardinais que têm sua representação principal por cores e formas e respectivas luzes indicativas noturnas, bem específicas. Fique atento!

                   

                  Por Naíza Ximenes, sob supervisão do consultor técnico Guilherme Kodja e da jornalista Maristella Pereira.

                   

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                    Em parceria com a alemã Tyde, BMW lança barco elétrico com vista panorâmica

                    Embarcação fez sua estreia durante o 76º Festival Internacional de Cinema de Cannes, no porto da cidade francesa

                    Que a BMW é uma das pioneiras no ramo de veículos de luxo não há dúvidas, afinal, trata-se de uma marca centenária, fundada ainda em 1916. Mas e se a empresa alemã resolvesse se aventurar no universo náutico, será que obteria o mesmo sucesso? O novo The Icon, lancha elétrica em parceria da BMW com a fabricante de iates Tyde, será a chance de descobrir.

                    Lançada mundialmente durante o 76º Festival Internacional de Cinema de Cannes, nas águas do porto da cidade francesa, a embarcação é apresentada pela também alemã Tyde como “uma nova era na mobilidade sustentável na água.”

                    Foto: Tyde / Divulgação

                    A parceria entre BMW e Tyde resultou em uma lancha elétrica que chega, segundo as marcas, para revolucionar o mundo do lazer de luxo, através do uso da tecnologia. Um dos grandes destaques do The Icon é o seu design futurístico, que proporciona visão panorâmica para o mar através de grandes janelas em formato triangular, pensadas pela BMW Designworks.

                    Foto: Instagram @tyde.one / Divulgação

                    A embarcação de 13,15 metros tem capacidade para até oito passageiros, é movida através de dois motores elétricos de 100 kw (134 cavalos) e seis baterias, que fornecem capacidade total de 240 quilowatts-hora ao barco.

                    The Icon teve seu lançamento durante o 76º Festival Internacional de Cinema de Cannes. Foto: Tyde / Divulgação

                    De acordo com a BMW, essas especificações fazem com que a lancha reduza seus requisitos de energia em até 80%. O The Icon pode navegar a 24 nós (45 km/h) e tem velocidade máxima de 30 nós (56 km/h). O alcance máximo entre recargas — que levam pouco mais de 5 horas — é de 50 milhas náuticas (93 quilômetros).

                    Foto: Instagram @tyde.one / Divulgação

                    Na parte traseira das grandes portas de vidro do barco está o acesso a uma área de estar, em que os passageiros podem aproveitar de assentos giratórios de 360 ​​graus, visando um melhor aproveitamento da  visão panorâmica da lancha. Um sistema de infoentretenimento baseado em tablet permite que eles controlem o entretenimento a bordo.


                    Também com acesso através da parte de trás do barco está o espaço de controle da embarcação, feito por uma tela sensível ao toque de 32 polegadas com resolução de 6K, que permite a visualização de informações e interação digital.

                    Foto: Instagram @tyde.one / Divulgação

                    O painel tecnológico possui um sistema de controle de voz, que consegue recuperar informações, ajustar configurações e ativar recursos sem esforço. Atualizações meteorológicas, detalhes da navegação, personalização de controles climáticos, ajustes de iluminação e preferências de áudio são alguns dos comandos feitos através da tela.

                     

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                      Presença assídua nos Boat Shows, Sessa Marine vai atracar também em Foz do Iguaçu

                      Marca passa por processo de unificação e estará de 23 a 26 de novembro, no Iate Clube Lago de Itaipu, no Paraná

                      Os eventos Boat Show reúnem os principais estaleiros do país em um único lugar, levando ao público o que há de melhor e mais novo no universo náutico. Por isso, a Sessa Marine estará presente na primeira edição do Foz Internacional Boat Show, que vai acontecer de 23 a 26 de novembro, no Iate Clube Lago de Itaipu, no Paraná.

                      A Sessa, que, neste ano, marcou presença nos Boat Shows do Rio e, recentemente, em São Paulo — com sua linha completa de lanchas — , chega ao Boat Show de Foz durante seu processo de unificação.

                      Isso porque, em abril, o estaleiro catarinense Intech Boating — até então, o responsável por produzir as embarcações da Sessa Marine no Brasil — , anunciou a aquisição de 100% das ações da marca italiana.

                      Estamos em um processo de sincronia entre as fábricas, de unificação das linhas. Ano que vem vamos produzir na Itália a primeira F5X para o Brasil – Débora Felipe, diretora de marketing da Sessa, durante o SPBS

                      Para auxiliar nessa nova etapa da marca, a Sessa esteve presente com um espaço alternativo (sem barcos) no último Cannes Yachting Festival. Por lá, a marca recebeu cerca de 21 dealers internacionais, de países como México, Polônia, Croácia, Suíça, Espanha, Portugal e China.

                      Pudemos conversar, mostrar os nossos modelos e, a partir daí, entender um pouco o mercado, de que forma vamos unificar a linha – Débora Felipe, diretora de marketing da Sessa, durante o SPBS

                      Além da F5X, a Sessa F48 será uma das lanchas que serão produzidas também na fábrica da marca na Itália. O modelo, inclusive, teve recentemente sua primeira importação para a Europa, atracando na Polônia. Lançada no Rio Boat Show 2022, o estaleiro já vendeu 11 unidades da lancha que é inspirada na versão italiana Sessa F47.


                      Foz Internacional Boat Show 2023

                      1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

                       

                      A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águas navegáveis do Lago de Itaipu.

                      Foto: ICLI / Divulgação
                      Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação

                      Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.

                       

                      Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).

                      Como ser um expositor no Boat Show de Foz

                      Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail  [email protected]  ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.

                       

                      FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW
                      Anote aí!
                      Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
                      Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
                      Horário: 16h às 22h
                      Saiba mais no site oficial do evento

                       

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                        Intermarine 58 Offshore será um dos destaques do Foz Internacional Boat Show

                        Lancha esportiva estará no salão náutico, de 23 a 26 de novembro, no Iate Clube Lago de Itaipu, no Paraná

                        A Intermarine é uma das expositoras confirmadas no 1º Foz Internacional Boat Show. De 23 a 26 de novembro, o público poderá ver de perto a Intermarine 58 Offshore no Boat Show de Foz do Iguaçu, atracada nas águas do Iate Clube Lago de Itaipu.

                        A Intermarine 58 Offshore, que também marcou presença na primeira edição do Marina Itajaí Boat Show, é uma lancha que chama atenção à primeira vista pelo design moderno. O modelo traz elementos inéditos aos barcos offshore, como a ampla faixa em vidro no costado, em sintonia com as outras linhas de produtos da marca.

                        Apresentada pelo estaleiro como “uma legítima Intermarine”, a lancha tem um conjunto de linhas arredondadas ao longo de todo o barco. O cockpit tem assentos minimalistas que trazem um visual poderoso e elegante à embarcação.

                        Intermarine 58 Offshore esteve presente na primeira edição do Marina Itajaí Boat Show, em julho

                        Aliás, muito da elegância da lancha vem do trabalho feito à mão pela equipe de colaboradores da marca, desde a marcenaria, até a costura de estofados.

                        A embarcação de luxo tem ainda uma suíte, lavabo, cozinha, mesa de jantar e pé direito com 2 m, tudo isso com o conforto de um barco cabinado. Potente, a Intermarine 58 Offshore pode ser equipada com dois motores de 1 00 hp Volvo Penta, que, segundo o estaleiro, permitem ao barco alcançar uma velocidade máxima de 55 nós (43 nós em cruzeiro).

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                        Foto: ICLI / Divulgação
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                        Horário: 16h às 22h
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                          Segundo Sílvia Fernandes, gestora dos hotéis Villa Real, o objetivo é incrementar o turismo náutico em São Francisco do Sul

                          10/10/2023

                          Primeira estrutura náutica com serviços de hotel (e vice-versa) em Santa Catarina, a marina-hotel VillaReal — construída estrategicamente em São Francisco do Sul, de frente para a Baía da Babitonga — foi apresentada como um dos maiores cases de sucesso no setor náutico do país durante o 8º Congresso Internacional Náutica — realizado paralelamente ao São Paulo Boat Show 2023.

                          Os convidados ficaram impressionados com a palestra de Silvia Fernandes, gestora dos hotéis VillaReal, do tradicional grupo J. Malucelli, e presidente da Associação Empresarial de São Francisco do Sul. Não é para menos.

                          Foto: Hotel VillaReal/Divulgação

                          Idealizada pelo empresário Joel Malucelli e por seu filho, Cristiano Malucelli, a marina hotel VillaReal alia uma completa estrutura náutica (incluindo posto de abastecimento próprio) aos serviços e confortos de um hotel quatro estrelas, incluindo restaurantes, loja de conveniência e a estrutura de lazer: piscinas, quadras de tênis, academia, salões de jogos, etc.

                           

                          Mesmo antes de começar a operar, já se destacava com uma referência na Baía da Babitonga, em matéria de equipamentos e excelência de serviços.

                           

                           

                          “Tudo foi pensado e executado para que possamos receber os navegadores com segurança e qualidade, contribuindo com o desenvolvimento do turismo náutico na região, uma das mais bonitas de nosso litoral”, diz Silvia Fernandes.

                          Foto: Otto Aquino/Revista Náutica

                          Localizada em um lugar abrigado e muito seguro para deixar o barco, a marina oferece 23 vagas molhadas para embarcações de até 100 pés, sendo 12 vagas de 30 a 100 pés em um flutuante anexo ao píer (feito com fibra de basalto) e 11 vagas em poitas para até 70 pés, em sistema de locação de diárias ou mensalistas.

                           

                          O projeto atende a diversas demandas por parte dos usuários de náutica na região, que passam a contar com água potável, energia elétrica, wi-fi, equipe treinada de apoio e segurança monitorada 24 horas, além de modernos píeres flutuantes, com estrutura de alumínio, como nas melhores marinas do mundo, instalados pela Metalu Brasil.

                           

                          “No total são 1.080 m² de píeres, sendo sete píeres de 12 metros de comprimento por 3 metros de largura, que se conectam com o continente por meio de duas passarelas de 18 metros de comprimento por 1,20 metro de largura interna cada” explica Silvia Fernandes.

                          Foto: Otto Aquino/Revista Náutica

                          Mesmo quem não quiser pernoitar nos quartos do VillaReal (todos com vista para as águas da Baía da Babitonga) pode atracar na marina e desfrutar da estrutura do hotel com o pagamento da chamada hospedagem day use, que se inicia de manhã e se encerra no fim da tarde.

                           

                          A jornada inclui uma experiência gastronômica no restaurante Convés, anexo ao hotel, com pratos tanto caiçaras (inspirados na própria Praia do Paulas, o bairro pesqueiro onde a VillaReal está instalada) quanto internacionais, com destaque para os frutos do mar.


                          Protegida das ondas, com boa profundidade e uma água tão clara que é difícil de acreditar, a Baía da Babitonga é um daqueles lugares dos sonhos para quem gosta de navegar. Tem uma área total de 160 km², quase toda navegável.

                          Faltava, porém, uma estrutura náutica que, além de uma marina completa e segura para guardar o barco, oferecesse também hospedagem e atividades sociais para atrair clientes e desenvolver o turismo náutico na região. Não falta mais.

                          Confira os temas do 8º Congresso Internacional Náutica

                          Eduardo Bekin: Case Porto Barão de Tefé, Antonina/PR

                          Roberto de Lucena: Desenvolvendo o Turismo Náutico no Estado de SP

                          Aguilar Junior: Novo molhe de Caraguatatuba

                          Carlos Henrique Sobral: Turismo Náutico Brasileiro

                          Alessandro Miranda: Turismo Náutico Águas Interiores

                          Vinicius Lummertz: Turismo das Águas

                          Adriano Silva: Turismo Náutico em Joinville

                          Silvia Fernandes: Case da Marina VillaReal

                          Rubens José Belão: Turismo Náutico no Interior Paulista

                          Paulo Fax: Hidrovia Tietê Paraná 2023

                          Noeli Thomé: Píer Turístico de Itapema

                          Michele Castilho: Bandeira Azul nas Marinas e Praias

                          Pedro Bório: Visão Internacional: Eventos em Turismo Náutico

                          Jamille Consulin: Legislação Ambiental

                           

                           

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                            Ter acesso à água potável mais barata é um sonho para muitos. Porém, com a criação de pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussetts), que utiliza energia solar para realizar a dessalinização, este desejo pode se tornar realidade.

                            Em artigo publicado na revista Joule, pelos cientistas e a Universidade Jiao Tong de Xangai, os engenheiros conseguiram desenvolver um novo sistema de dessalinização que absorve água salgada e aquece com luz solar natural de modo mais econômico.

                            Foto: Jintong Gao e Zhenyuan Xu/ Reprodução

                            Vale destacar que a dessalinização é um processo de tratamento que retira o excesso de sais minerais dissolvidos na água salgada, como a do mar — inclusive, isso já existe no Brasil e outros países. Entretanto, essa tecnologia é muito cara e requer um alto gasto energético.

                             

                            Na experiência dos pesquisadores do MIT, o sistema diminuiu significativamente os custos de produção, visto que não precisa de eletricidade para funcionar. Os testes apontam que o sistema poderia dessalinizar o fluido sem acumular sal durante vários anos — e oferecer acesso à água potável mais barata.

                            Entenda como funciona

                            O sistema teve inspiração num processo que já ocorre na natureza: a circulação termohalina dos oceanos. Através de correntes circulares — que parecem com pequenos redemoinhos –, combinada com o calor do sol, o dispositivo faz com que a água evapore e deixe o sal para trás.

                            Foto: Joule/ Reprodução

                            O vapor de água resultante pode então ser condensado e coletado como pura e potável. Afinal, o sal que resta continua a circular através e fora do dispositivo, em vez de acumular e obstruir o sistema.

                            Água potável mais barata e em mais lugares

                            Com o resultado da pesquisa, os cientistas preveem que este sistema, de forma ampliada, poderia produzir água potável suficiente para atender às necessidades de uma família pequena.

                            Além disso, o dispositivo poderia prover comunidades costeiras fora da rede — ou seja, em lugares onde a água do mar é mais acessível. Assim, a equipe estima que o custo global do funcionamento deste sistema seria mais barato do que o custo para produzir água canalizada nos Estados Unidos.

                             

                            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                             

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                              Com 25 temas diferentes, ciclo de palestras com grandes nomes do mundo náutico atraiu mais de mil apaixonados por barcos no São Paulo Boat Show 2023

                              Com 25 palestras, diversos convidados e mais de mil pessoas presentes, a 2ª edição do NÁUTICA Talks foi um sucesso! Realizado no São Paulo Boat Show 2023, o espaço contou com grandes nomes do setor que movimentaram os visitantes da 26ª edição do maior evento náutico da América Latina.

                              No meio de diversas embarcações e novidades no mercado náutico, o público que estava no São Paulo Expo — durante os dias 21 a 26 de setembro — acompanhou diversas histórias de quem ama navegar, além de muitas dicas para barcos, equipamentos e navegação.

                              Com ótima presença de espectadores, as palestras do NÁUTICA Talks foram um sucesso de público. Os bate-papos foram abertos e contaram com assuntos para quem já ama o setor ou para quem ainda está iniciando no universo náutico — com experiências próprias, instruções e destinos.

                               

                               

                              O espaço do NÁUTICA Talks teve ainda grandes nomes do ramo, como Marcio Dottori, Max Fercondini, João Kairalla, Marcelo “Marreco” Giardi e muitos outros apaixonados pelo mundo náutico. Seja com histórias de travessias alucinantes ou curiosidades de expedições, todas atraíram vários interessados no evento.

                               

                               

                              Para quem estava procurando sugestões de barcos, informações de como se tornar um tripulante ou queria saber como ler a previsão do tempo para navegação, o espaço ofereceu palestras mais técnicas nesse sentido — como você pode conferir no vídeo com Giovanni Dolif.

                               

                               

                              Com média de 4 a 5 palestras durante os seis dias de evento e mais de mil espectadores, o NÁUTICA Talks ainda teve histórias incríveis, como a do casal Ramiro e Giorgina. Eles reformaram um histórico veleiro Força Maior e falaram sobre este momento no São Paulo Boat Show.

                               

                               

                              Além disso, a Amstel Ultra, cerveja oficial do evento, disponibilizou totens para recarga das baterias de celular. Foi uma experiência completa de imersão em todas as camadas do mundo náutico. Confira algumas fotos do NÁUTICA Talks e assista todas as palestras na íntegra no Canal NÁUTICA no Youtube.

                               

                              Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                               

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                                Triton Yachts aposta em envolver cliente nos projetos de barcos, conta Allan Cechelero

                                Diretor de marketing empresa explicou os diferenciais na personalização de cada embarcação

                                09/10/2023

                                Se você acha que personalizar um barco é apenas escolher seu piso e revestimento, está muito enganado. No Estúdio NÁUTICA, Allan Cechelero, diretor de marketing da Triton Yachts, revelou que o estaleiro paranaense se aproxima do cliente para discutir desde o tamanho até melhorias de espaço em cada projeto de  barco.

                                “A gente tenta passar essa proposta do cliente se envolver junto no processo”, explica Cechelero. Dependendo da sugestão, é possível até mesmo conseguir que um modelo de embarcação seja futuramente atualizado com a solução que o cliente apontou.

                                 

                                 

                                O diretor ressalta que o objetivo é criar barcos adequados às necessidades de cada cliente. Ele aponta que existe um limite construtivo durante a customização, mas que na maioria das vezes “dá para brincar bastante”.

                                Isso que a gente procura, cada vez mais se aproximar e fazer projetos adequados às necessidades do cliente

                                Por conta da forma como a Triton Yachts personaliza seus modelos, Allan Cechelero acredita que este é um dos diferenciais do estaleiro no mercado náutico.

                                O representante da Triton Yachts, inclusive, revela que boa parte dos retornos e sugestões costumam acontecer durante os Boats Shows. Segundo ele, muitas das questões referente a personalizações e aprimoramentos acontecem durante esses eventos, e a Triton costuma ouvir muito os feedbacks.

                                O porta-voz da Triton ainda destaca que o mercado mudou muito nos últimos tempos, já que os clientes têm demandas diferentes do que tinham há cinco anos. Sendo assim, alinhar as necessidades dos compradores ao que o barco oferece é ideal para a empresa.

                                Com a nossa experiência e a sugestão dos clientes, a gente consegue fazer um produto mais agradável para várias pessoas

                                Com fundação em 1984, o estaleiro é comandado pelo engenheiro José Maria Cechelero Júnior, enquanto o seu filho, Allan Cechelero, é porta-voz e diretor de marketing.

                                 

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                                  Por: Redação -

                                  A equipe de NÁUTICA ouviu algumas histórias inspiradoras que comprovam: quem tem barco é mais feliz. Durante encontro de donos de lanchas Sessa Marine, em Ilhabela, navegadores apaixonados compartilharam suas experiências mar adentro.

                                  No evento, promovido pela Regatta Yachts, os donos de lanchas detalharam desde como entraram neste universo até como chegaram às embarcações da Sessa — um grande sonho para muitos.

                                  É uma libertação. O mar é uma imensidão. Quando você está navegando, se sente liberto. Acho que é como um passarinho voando – Gerson Seccato, proprietário de uma Sessa F42

                                  Klaus e Monica Hasserodt. Foto: Rogério Pallatta/Náutica

                                  Durante as entrevistas, fica nítido o quanto um barco é capaz de melhorar a vida de quem navega. Tanto é que, entre os donos de embarcações Sessa, é quase unanimidade: os momentos mais felizes dentro das lanchas estão associados à família. Confira abaixo!

                                   

                                   

                                  Conversamos com os apaixonados pelas lanchas Sessa: Fabio Neri, Gerson e Vivian Seccato, Hiroshi Ogawa, Klaus e Monica Hasserodt, Michael Asam e Marcelo Galvão Bueno (da Regatta Yachts).

                                  Marcelo Galvão Bueno, da Regatta Yachts, a bordo de uma Sessa C44. Foto: Rogério Pallatta/Náutica
                                  Michael Asam é dono de uma lancha Sessa C36. Foto: Arquivo pessoal. Foto: Arquivo pessoal

                                  Passar tempo de qualidade ao lados da família e amigos é a principal razão pela qual ter um barco faz tanta diferença na vida dos proprietários. Foi dentro de uma Sessa C36 que Michael Asam, por exemplo, avistou baleias jubarte, orcas e golfinhos ao lado da família.

                                  Dois dias no mar, pra mim, são como três meses de férias – Klaus Hasserodt, proprietário de uma Sessa F42

                                  Gerson e Vivian Seccato são donos de uma lancha Sessa F42. Foto: Arquivo pessoal
                                  Fabio Neri curte momentos em família a bordo de sua lancha Sessa F42. Foto: Rogério Pallatta/Náutica

                                  Quando o assunto é trocar de barco, outra coisa fica clara: só se for para uma Sessa maior. Entre os entrevistados, o pós venda do estaleiro se destaca como um dos principais motivos pelo qual ter uma Sessa é sinônimo de felicidade.

                                  Hiroshi Ogawa tem uma Sessa C36. Foto: Arquivo pessoal

                                  Assista ao vídeo completo e conheça as histórias de oito apaixonados pelo mar, que desbravam essa imensidão e colecionam histórias a bordo de uma Sessa Marine.

                                  Michael Asam é dono de uma lancha Sessa C36. Foto: Arquivo pessoal

                                   

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                                    O estaleiro catarinense Schaefer Yachts já tem a previsão de lançamento da tão esperada lancha V44  — que teve seu conceito apresentado no início deste ano, em Miami. No estúdio NÁUTICA, Rodrigo Loureiro, gerente de trade marketing da empresa, contou que o novo barco deve ser conhecido pelo público no próximo Rio Boat Show.

                                    Com 44 pés, o modelo de embarcação deve ir às águas antes do evento náutico no Rio de Janeiro. Mas a expectativa da Schaefer, afirma Loureiro, é sempre prestigiar seus lançamentos nos salões náuticos. Com isso, a empresa almeja levar a irmã maior da série V — o maior produto desta linha — ao Boat Show do Rio.

                                     

                                     

                                    Além disso, o gerente de trade marketing da empresa entregou mais detalhes do barco, como por exemplo, sobre a motorização.

                                    Estamos acreditando que vão ser três Verado 300 hp ou 400 hp. Ou dois motores internos D6-400 ou D6-440 hp – Rodrigo Loureiro, da Schaefer Yachts

                                    A novidade da Schaefer Yachts terá ainda aproximadamente 4,20 metros de boca e duas plataformas laterais (com 2,5 metros cada uma). Além disso, a V44 apresenta um cockpit com beach club em um único nível e acionamento hidráulico.



                                    Como apresentado inicialmente no Miami Boat Show, a nova Schaefer V44 privilegia a área externa da embarcação e conta ainda com plataforma de popa submersível. A lancha tem a capacidade para até quatro pessoas no pernoite.

                                    Sendo assim, o novo walk around da marca tem opção tanto para motorização centro-rabeta quanto com motor de popa.

                                     

                                    Com presença muito forte nos Estados Unidos , esta foi a primeira vez que a empresa anunciou um lançamento primeiro em Miami antes de lançar no Brasil — segundo Rodrigo Loureiro.

                                     

                                    Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                     

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                                      Carro inspirado em barco do século passado é um dos mais caros da história da Rolls-Royce

                                      Totalmente personalizável, o veículo tem inspirações em veleiros dos anos 1920, da America's Cup

                                      07/10/2023

                                      O sonho de ter seu barco próprio também pode se juntar ao desejo de ter seu carro dos sonhos — desde que tenha muito dinheiro. Inspirado em veleiros da America’s Cup — a mais antiga competição à vela do mundo –, a Rolls-Royce possui um dos veículos mais caros do mundo: o Boat Tail.

                                      Como o nome Boat Tail (“rabo de barco”, em tradução literal) já sugere, o carro recebeu esse nome por ser uma reinterpretação do Phantom II Boat Tail, de 1932, automóvel cuja traseira foi inspirada nos J Class, icônicos veleiros que disputavam nos anos 1920 a icônica America’s Cup.

                                      O veículo é um conversível que estabelece o retorno da Rolls-Royce ao segmento dos personalizados. Além disso, o carro custa 20 milhões de libras (mais de R$ 125 milhões, segundo valores convertidos em outubro de 2023). Este é o preço que se paga pela exclusividade, visto que pouquíssimas unidades foram produzidas.

                                       

                                      A primeira unidade do sedã de luxo com jeito de barco foi feita sob encomenda do casal Beyoncé e Jay-Z, que optaram pela cor “azul oceânico infundido com cristais brilhantes” (segundo a Rolls-Royce), que remete à paradisíaca Cote D’Azur, na Riviera Francesa.

                                      Já o segundo Boat Tail foi uma encomenda de um empresário, baseado no Oriente Médio. Este modelo foi apresentado nos jardins do hotel Mandarin Oriental, nas margens do Lago di Como, na Itália. Ele chama atenção pela pintura, que muda de tom de acordo com a luz do sol, passando de branco para bronze.


                                      Exclusividade de luxo

                                      Foram quatro anos de desenvolvimento, com vários ajustes nos detalhes de personalização, até o projeto ficar pronto. Na assinatura do contrato, a marca se comprometeu com os compradores a não produzir mais nenhuma unidade do sedã de luxo além do estipulado (somente três).

                                       

                                      Apesar de todos terem a mesma carroceria e um motor V12 6.75 biturbo de 571 hp, cada exemplar do carro é único, graças ao processo de hiper personalização. Assim, o produto ganha a cara do freguês — junto com o requinte e a personalidade de cada um.

                                      No caso do segundo Boat Tail, por exemplo, o proprietário — cujo pai fez fortuna na indústria de pérolas — exigiu que fossem usadas quatro conchas na decoração do interior. Sem contar o painel interno, que conta com um hipnotizante relógio de madrepérola, enquanto o Spirit of Ecstasy (o tradicional símbolo da marca que vai no capô) é feito de ouro rosa.

                                       

                                      Além do para-choque de inox e nogueira real (Royal Walnut), com riscas de ouro rosa incrustadas, um dos carros mais caros da Rolls-Royce abriga um verdadeiro deque. Ao abrir-se, o porta-malas — que tem o formato de asas — revela um arsenal de itens para um banquete a céu aberto.

                                      O carro conta com itens como um guarda-sol, banquetas de fibra de carbono dobráveis, uma mini geladeira para champanhes, uma adega climatizada, jogo de jantar com pratos de cristal e muito mais. A ideia é proporcionar refeições ao ar livre, como se os ocupantes estivessem na popa de um barco.

                                      Nascido no departamento de personalização da marca inglesa, o modelo chegou a ser o mais caro da Rolls-Royce, batendo o valor do Sweptail, construído em 2017 a pedido de um milionário europeu, ao custo de 12,8 milhões de dólares — preço que hoje chegaria a mais de R$ 66 milhões (valores convertidos em outubro de 2023).

                                      Como diz o diretor executivo da Rolls-Royce, o grande trunfo para permanecer reinando no segmento de produtos exclusivos não está apenas no preço, mas nas características que a consagraram ao longo de seus 118 anos de atividades.

                                       

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                                        06/10/2023

                                        Se entregar ao mundo náutico é uma experiência apaixonante. Prova disso é que Mauricio Giamellaro, CEO do Grupo Heineken Brasil, acumula apenas três anos como navegador, mas já se rendeu totalmente ao universo dos barcos.

                                        Durante um bate-papo com NÁUTICA, Giamellaro contou suas principais experiências pelo mar e como sua relação com os barcos se iniciou. Morador da Praia de Juquehy, ele revela que começou a navegar há pouco tempo, ainda em 2020.

                                        Com tanta proximidade com o mundo náutico — por contas das parcerias com o Boat Show e o Grupo NÁUTICA –, foi apenas questão de tempo até o CEO da Heineken Brasil comprar o seu primeiro barco.

                                        Comprei uma Ventura de 21 pés, comecei a navegar com minha esposa e meus filhos, e me encontrei

                                        Satisfeito com o modelo de porte pequeno — apontado como barco de entrada, indicado justamente para quem está começando a navegar –, Giamellaro acreditava que nunca sairia deste tamanho de embarcação.



                                        No entanto, assim como muitos navegadores, pouco tempo depois o executivo se rendeu e mudou de ideia. Ele então comprou uma Ventura de 30 pés, de cabine fechada e hard-top. No que depender dele, a tendência é adquirir um barco cada vez maior, revelou.

                                        Você sempre acha que está bom, até alguém parar do seu lado com um barco maior — brincou o CEO da Heineken no Brasil

                                        Hoje, Giamellaro diz que já perdeu as contas de quantas viagens já realizou, mas acredita ter entre 150 e 200 horas navegadas. Mesmo iniciante, ele já tem boas histórias para contar sobre seus roteiros a bordo de embarcações.

                                        Uma viagem que o executivo revela ter sido marcante foi uma jornada com sua esposa, navegando de Barra do Una até o Saco do Mamanguá, em comemoração aos 25 anos de casamento dos dois. Realizada no dia do aniversário dela, o roteiro ainda contou com parada em Ubatuba.

                                         

                                        Segundo Giamellaro, a experiência foi maravilhosa, embora ele tenha feito uma manobra errada logo na saída. Ele até pensou em voltar para casa depois da falha, mas contou com o apoio de sua esposa para prosseguir, e a viagem foi um sucesso.

                                        Heineken e o mundo náutico

                                        Na entrevista concedida à apresentadora Jordana Medeiros, Mauricio Giamellaro ressaltou também a importância de não misturar bebida e direção de embarcações, para um passeio com segurança. Quem comanda barco também conta com opções de rótulos não alcoólicos no portfólio da Heineken.

                                        Entre os destaques nesta categoria estão a cerveja Heineken 0.0, o refrigerante Fys — que contém 50% menos açúcar que os refrigerantes comuns — e o lançamento Clash’D — definido pelo CEO da empresa no Brasil como uma “colisão de sabores” –, que é uma bebida fermentada, com adição de frutas, zero açúcar e três sabores.

                                         

                                        Já para quem vai curtir o barco apenas como passageiro, a cerveja Blue Moon — premiada internacionalmente e artesanal — costuma agradar em cheio o público náutico, que adora bebidas premium. Outra opção da empresa é a Amstel Ultra — que foi a cerveja oficial do São Paulo Boat Show –, que tem zero glúten, baixo carboidrato e apenas 71 calorias.

                                         

                                        O Grupo Heineken é parceiro do Grupo NÁUTICA desde 2010 — e há quatro anos seguidos está presente nos Boat Shows. Outra iniciativa recente da empresa de bebidas, o badalado primeiro bar flutuante do mundo, instalado no Rio Pinheiros, em São Paulo, conta com a parceria da Metalu — divisão de infraestrutura do Grupo Náutica.

                                         

                                        Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                         

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                                          Por: Redação -

                                          Os frequentadores do rio Tietê costumam usar um verbo que não existe: “eclusar”. Ou “o ato de atravessar eclusas” — que, para quem nunca esteve na Holanda ou não se lembra dos tempos de escola, são obras de engenharia que permitem aos barcos vencerem desníveis de água com a altura de edifícios, como acontece ao longo de boa parte do Tietê.

                                          De Barra Bonita para baixo, tudo no maior rio de São Paulo gira em torno das eclusas, gigantescos “elevadores” de barcos, onde o que sobe ou desce não são apenas as embarcações, mas também toda a água ao redor deles, feito um colossal tanque móvel.

                                          Foto: Navegação Fluvial Médio Tietê / Divulgação

                                          São as eclusas que permitem o fluxo de água do rio e a sua navegação, além de tornarem o Tietê ainda mais atraente para o turismo, já que esse tipo de recurso é raríssimo no país.

                                           

                                          Entrar com um barco em uma eclusa é uma experiência e tanto, até pelas dimensões da coisa. São colossais caixas de concreto, revestidas de aço, que, vazias, têm a altura de edifícios e, cheias, viram piscinas com centenas de milhões de litros d’água, que sobem e descem junto com o barco.

                                          Foto: Navegação Fluvial Médio Tietê / Divulgação

                                          Em algumas eclusas do Tietê, a diferença entre o sobe e desce do conjunto barco e água chega a 30 metros de altura, o mesmo que um prédio de dez andares.

                                           

                                          Uma vez dentro da eclusa, a visão das paredes, altíssimas, úmidas e escuras é um tanto fantasmagórica — e a certeza de que, do outro lado, existe uma muralha d’água querendo entrar, não é muito reconfortante. Mas a magnitude do sistema é algo extraordinário. Embora bem simples no conceito.

                                          Uma eclusa é como se fosse uma caixa sem tampa (a “câmara”), onde em cada extremidade há uma porta (“comporta”), que sobe e desce feito uma guilhotina e serve tanto para permitir a entrada da água quanto para retê-la lá dentro, quando a caixa já estiver cheia.

                                          Foto: TEM Notícias 1ª Edição – Bauru/Marília / Reprodução

                                          Quando uma porta se abre, a outra tem que estar fechada, para a caixa encher ou esvaziar, através de tubulações. A parte de cima da eclusa chama-se “montante”; a de baixo, “jusante”. O barco (ou “barcos”, já que cabe uma flotilha inteira dentro de uma eclusa), entra por uma porta e sai pela outra, depois que a caixa encher ou esvaziar. Ao sair, ele estará muitos metros acima ou abaixo de quando entrou.

                                          Foto: TEM Notícias 1ª Edição – Bauru/Marília / Reprodução

                                          Sem as eclusas, a navegação no Tietê seria impossível, porque originalmente o rio tinha cachoeiras e vários trechos de corredeira — sem contar que ainda haveria escassez de energia em boa parte do estado de São Paulo, porque a função das barragens é represar a água para fazer girar as turbinas que geram eletricidade para as cidades.

                                           

                                          Mesmo para os mais familiarizados com grandes feitos da engenharia, é uma obra e tanto. No mínimo, algo que não se vê todos os dias. A menos, claro, que você viva no Tietê e esteja pra lá de cansado de “eclusar”.

                                           

                                          Náutica Responde

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                                            Vem aí o Foz Internacional Boat Show, em novembro, no Lago de Itaipu

                                            Foz do Iguaçu, no Paraná, entra para o circuito dos grandes eventos náuticos do país. Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai receber Boat Show de 23 a 26 de novembro

                                            Por: Redação -

                                            Mais uma grande novidade no setor de eventos náuticos do Brasil. Uma nova edição do Boat Show — marca forte e respeitada por empresários e pelo público — está confirmada: o 1º Foz Internacional Boat Show, que acontecerá de 23 a 26 de novembro de 2023 no oeste do Paraná, tendo como palco o Iate Clube Lago de Itaipu e como cenário de fundo as impressionantes Cataratas do Iguaçu.

                                            “A realização deste Boat Show é o passo inicial de um ambicioso projeto de desenvolver o mercado náutico na região e potencializar o uso de barcos de lazer naquele que é um dos principais pontos turísticos do Brasil e do mundo”, conta Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica.

                                            Foto: Secretaria Municipal de Turismo de Foz e Fundo Iguacu / Divulgação

                                            Será um momento náutico histórico em que barcos e nações vão se unir na tríplice fronteira Brasil, Paraguai e Argentina – Ernani Paciornik

                                            O presidente do Grupo Náutica ainda promete uma organização com mesmo padrão dos consagrados São Paulo Boat Show e Rio Boat Show — e do recente, mas já um sucesso, Marina Itajaí Boat Show.

                                             

                                            O Foz Internacional Boat Show, primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo (SETU/Viaje Paraná), a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.

                                            Foto: Secretaria Municipal de Turismo de Foz e Fundo Iguacu / Divulgação
                                            Foto: Secretaria Municipal de Turismo de Foz e Fundo Iguacu / Divulgação

                                            “O turismo náutico é uma das vocações naturais dessa região, com todas as implicações positivas que traz à tona, como geração de renda e de empregos. É uma satisfação ser parceiro de um evento como este”, diz Márcio Nunes, Secretário do Turismo do Paraná, explicando a realização do evento.

                                             

                                            Serão quatro dias de exposição, com a expectativa de reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos de cerca de 40 pés, a maioria disponível para test-drive nas águas navegáveis do Lago de Itaipu.

                                            Por sinal, águas navegáveis é o que não faltam nesse domínio paranaense, abençoado com rios caudalosos, represas generosas e um verdadeiro mar de água doce chamado Lago de Itaipu, formado artificialmente em 1982.

                                             

                                            Paralelo ao Foz Internacional Boat Show será realizado o Congresso Internacional Náutica, que se concentrará na promoção e reconhecimento das potencialidades turísticas do Lago de Itaipu, localizado na fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

                                             

                                            O congresso visa a disseminação de boas práticas na gestão sustentável do turismo náutico e de pesca, a criação de redes de colaboração entre profissionais e empresas do setor, a discussão de desafios e soluções para a preservação e restauração ambiental da região, além de impulsionar o crescimento econômico local por meio do turismo.

                                            Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação

                                            Além disso, reunirá especialistas, empresários, gestores públicos e entusiastas do turismo para compartilhar conhecimentos e experiências que contribuam para o desenvolvimento sustentável do turismo náutico no Lago de Itaipu.

                                             

                                            Para o Diretor de Turismo da Fundação Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Yuri Benites, o turismo náutico é estratégico para o desenvolvimento sustentável da região contígua ao Lago de Itaipu.

                                             

                                            “O setor náutico, que deve crescer cerca de 20% em 2023, gera empregos de qualidade e movimenta outros setores da economia, provocando um movimento virtuoso, que queremos para a nossa região”, diz Benites.

                                            Foto: Secretaria Municipal de Turismo de Foz e Fundo Iguacu / Divulgação

                                            “O Parque Tecnológico Itaipu, com esse olhar para o território e o bem-estar das pessoas, entende que o Lago de Itaipu deve ser aproveitado para impulsionar esse movimento”, acrescenta o diretor de turismo do PTI.

                                             

                                            A Itaipu Binacional também apoia a realização do Foz Internacional Boat Show, por sua importância no desenvolvimento do turismo náutico no Lago de Itaipu, o que inclui atividades de turismo, lazer e a pesca esportiva; esta, uma prática já consolidada na região.

                                             

                                            “É necessário olhar o Lago como oportunidade para os municípios lindeiros na geração de renda e emprego, seja pelo turismo ou pelo incentivo à indústria náutica para que se instale na região”, defende Aline Teigão, gerente de Iniciativas de Turismo da Itaipu Binacional.

                                            Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar o Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação

                                            Pelo lado dos usuários de barcos, Evandro Ferreira, comodoro do Iate Clube Lago de Itaipu (“ICLI”, para os íntimos), diz que a realização do evento terá impacto direto no crescimento das atividades náuticas na região.

                                             

                                            “O Boat Show terá um papel estratégico no desenvolvimento do turismo das águas não apenas em Foz do Iguaçu, mas em todos os municípios que ficam no entorno do Lago, incluindo os da tríplice fronteira”, acredita ele.

                                             

                                            Fortalecer ainda mais o turismo na região é a expectativa também de André Alliana, Secretário de Turismo e Projetos Estratégicos de Foz do Iguaçu. “Nós temos dois rios muito navegáveis, que são o Iguaçu e o Paraná, além do Lago de Itaipu. Explorar esses espaços, ocupá-los com atrativos do turismo náutico, e assim atrair investimentos, é uma decisão estratégica para nós. E a realização do Boat Show chama atenção de todos os players — usuários, investidores, fabricantes e todo mundo que tem relação direta ou indireta com mundo náutico — para o quanto Foz de Iguaçu tem de potencialidade para esse setor”.

                                            Por sua vez, Thalita Vicentini, diretora-geral da Boat Show Eventos, lembra que, além de atrair um grande número de visitantes locais, o Foz Internacional Boat Show terá grande penetração de mídia, graças ao know-how dos mais de 50 Boat Shows já realizados pelo país.

                                             

                                            “Todos juntos no mesmo objetivo: vender bem o turismo de Foz do Iguaçu e potencializando a região como destino náutico. O primeiro Boat Show internacional terá embarcações lado a lado na água, ampla diversidade de produtos, serviços náuticos e muito entretenimento e lazer”, ressalta a diretora da Boat Show Eventos.

                                             

                                            O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).

                                            Foto: Secretaria Municipal de Turismo de Foz e Fundo Iguacu / Divulgação

                                            As Cataratas são a principal atração de Foz do Iguaçu, cidade com fama mundial por suas 275 quedas d’água. Mas estão longe de serem a única. Há ainda o Parque das Aves e o Marco das Três Fronteiras. Sem esquecer a Usina Hidrelétrica de Itaipu, aberta a visitação guiada, cuja barragem — que fica iluminada durante a noite — pode ser admirada desde um mirante.

                                             

                                            Em um país com tantas águas navegáveis, sempre cabe mais um Boat Show. Ainda mais em um estado com vocação náutica, como o Paraná.

                                            Saiba como ser um expositor no Foz Internacional Boat Show

                                            Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.

                                            Sobre o Grupo Náutica

                                            Com mais de 40 anos de mercado, o Grupo Náutica traz soluções em infraestrutura, eventos e comunicação náutica. É formado pela Revista Náutica, pioneira e líder absoluta no setor; o Boat Show Eventos, mais importante organizador de eventos náuticos da América Latina com as edições de São Paulo, Itajaí, Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu; e a Metalu, maior fabricante de píeres e passarelas em alumínio do mundo.

                                             

                                            O grupo também se preocupa com as questões sociais e é detentor das ações “Só Jogue na Água o que Peixe pode Comer”, assinada pelo cartunista Ziraldo, e “Por Uma Cidade Navegável”, que busca a navegação em lugares inimagináveis, assim como desenvolve os principais Guias de Turismo Náutico do país.

                                             

                                            FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW
                                            Anote aí!
                                            Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
                                            Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
                                            Horário: 16h às 22h
                                            Saiba mais no site oficial do evento

                                             

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                                              Público pode escolher, no concurso Comedy Wildlife Photography Awards, quem levará prêmio de R$ 3,2 mil; veja finalistas

                                              A fotografia é capaz de mostrar flagrantes hilários da natureza. Já imaginou uma turma de pinguins de mãos dadas ou ainda ver uma foca posando ao estilo de Kate Winslet, em “Titanic”, ao dizer a célebre frase “Me desenhe como uma das suas garotas francesas”? Pois cenas impensáveis como essas são finalistas de um concurso que vai escolher a foto mais engraçada de animais selvagens.

                                              A Comedy Wildlife Photography Awards é uma competição gratuita, aberta a fotógrafos tanto amadores quanto profissionais, que celebra a hilaridade da natureza enquanto destaca a necessidade de protegê-la. O ganhador será premiado com 500 libras em dinheiro, aproximadamente R$ 3.200 (valores convertidos em outubro de 2023).

                                              Foto: Kawing Chiu / Comedy Wildlife / Divulgação

                                              Liderada pelos fundadores Paul Joynson-Hicks MBE e Tom Sullam, o concurso começou ainda em 2015, como uma competição fotográfica. De lá pra cá, o projeto ganhou força e tornou-se conhecido mundialmente, cativando a visibilidade de milhões de pessoas.

                                              Foto: Dario Podesta / Comedy Wildlife / Divulgação
                                              Foto: Tzahi Finkelstein / Comedy Wildlife / Divulgação

                                              A competição de foto mais engraçada da vida animal teve milhares de envios, gerando um “problema bom” para a organização do concurso, que conseguiu selecionar 41 finalistas. Agora, as fotos vão para voto popular através do site oficial da Comedy Wildlife.

                                              Confira algumas fotos finalistas do Comedy Wildlife

                                              Foto: Brandi Romano / Comedy Wildlife / Divulgação
                                              Foto: Brian Matthews / Comedy Wildlife / Divulgação
                                              Foto: Brigitte Alcalay / Comedy Wildlife / Divulgação
                                              Foto: Adrian Slazok / Comedy Wildlife / Divulgação
                                              Foto: Allen Holmes / Comedy Wildlife / Divulgação

                                              Além de votar no concurso, é possível comprar uma das fotos finalistas, gerando visibilidade e valorizando o trabalho dos participantes da competição.

                                               

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                                                05/10/2023

                                                Na última quarta-feira (27), um grupo de pesquisadores da fauna do estado de Connecticut, nos Estados Unidos, encontrou uma raia gigante com 1,5 metros de largura, 180 kg e cauda venenosa, em meio ao Oceano Atlântico.

                                                Segundo os pesquisadores, apesar da cauda venenosa, o animal — que naturalmente vive no Atlântico norte — costuma ficar longe da costa e, então, não oferece perigo aos humanos.

                                                Foto: Connecticut Fish and Wildlife / Divulgação

                                                Também conhecida como “roughtail” (em tradução livre, cauda áspera), raia-prego-de-cauda-áspera ou Bathytosia Centroura (nome científico), o animal leva esse nome devido às placas espinhosas ao longo do corpo e na base da cauda.

                                                 

                                                Como outras raias dessa espécie, a cauda áspera tem um ou dois espinhos serrilhados e afiados, equipados com glândulas de veneno e cobertos por uma fina camada de pele.


                                                Após a captura, os cientistas fizeram algumas medições e imediatamente devolveram a raia gigante para a água, em segurança.

                                                 

                                                Na foto que registra o momento do encontro com os pesquisadores, o animal está com seu ventre de cor clara (a barriga) virado para cima.

                                                 

                                                *A foto que abre essa matéria foi feita por Filipe Guillaume, e reproduzida de seu perfil no Flickr.

                                                 

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                                                  Criado para celebrar o estilo de vida mediterrâneo, o Projeto MED é um megaiate de 92 metros. Sua estrutura de vidro reflexivo faz com que a embarcação pareça flutuar acima do casco. Para remeter o iate às costas mediterrânicas, Basto traçou linhas exteriores sinuosas e suaves, além de espaços abertos com ligação profunda com o mar.

                                                  A superestrutura de vidro — um dos grandes diferenciais do barco — foi pensada pela Lateral Naval Architects, que trabalhou em parceria com a De Basto Designs no projeto criando um sistema de treliça estrutural com apenas quatro suportes, que mantêm a estrutura “suspensa”, dando a ilusão de que ela flutua sobre o casco.

                                                  Uma vez conectada em pontos mínimos, a estrutura permite que o convés principal do Projeto MED tenha um espaço amplo para ser aproveitado. No caso, a área ganhou um espaço multifuncional ao ar livre, repleto de mesas, cadeiras, sofás, plantas… em que os hóspedes podem se reunir para refeições ou apenas para desfrutar da paisagem.

                                                  Não apenas super futurística, a estrutura de vidro fornece sombra aos passageiros, enquanto, sutilmente, esconde as janelas e aberturas do casco, além de um bônus: reflete o ambiente ao seu redor.

                                                  Queria tirar do perfil tudo o que fosse supérfluo, deixando apenas a quantidade certa de elementos para transmitir o conceito. O volume da superestrutura voadora toca delicadamente o casco, dissolvendo o convés principal em um espaço vazio e deixando o convés aberto – Luiz de Basto, Yacht Designer 

                                                  O megaiate não impressiona só por fora. No interior, os passageiros contam com espaços generosos, ambientes privados e acomodações para até 14 pessoas em sete cabines, sendo que a suíte master do proprietário fica no convés superior. Os hóspedes, por sua vez, têm quatro suítes e duas cabines VIP para escolher.


                                                  Claro que, em uma embarcação como essa, não poderiam faltar comodidades de luxo. O Projeto MED, então, conta com uma enorme piscina na popa, academia, heliporto e uma infinidade de espaços para, apenas… relaxar.

                                                  Falando de potência, os projetistas imaginaram um sistema híbrido diesel-elétrico, que daria ao barco velocidade máxima de cerca de 16,5 nós (14 de cruzeiro). A embarcação futurística inspirada no Mediterrâneo pode até não ser transformada num iate real, mas com certeza vai inspirar modelos para o futuro das embarcações de luxo.

                                                   

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                                                    Joia rara da vela nacional, embarcação dá impressão de nova, mesmo após 36 anos e quase ter sucumbido

                                                    Apaixonado por veleiros em geral e por modelos da Fast Yachts em particular, o casal Ramiro Eli e Giorgina Karolyi Eli mal acreditou quando encontrou um celebrado Fast 500 ano 1986 em estado de quase abandono nas águas de Cabedelo, na Paraíba.

                                                    Ainda mais quando soube que a unidade em questão era nada mais nada menos que a número 1 fabricada pelo memorável estaleiro, que caiu nas graças dos velejadores brasileiros, nos anos 1980, construindo barcos tão bons que mesmo hoje, muito tempo depois de deixarem de ser produzidos, continuam sendo objetos de desejo entre os amantes da vela.

                                                    Foto: Cesar Caldas / Divulgação

                                                    Eu e o Ramiro nos conhecemos velejando ainda na infância, quando nossos pais tinham veleiros. Casamos e continuamos dividindo essa paixão. Foi quando descobrimos o Força Maior, abandonado havia 17 anos em uma poita na Paraíba. – conta Giorgina

                                                    Era a primeira unidade do veleiro de 50 pés construído pelo estaleiro, em 1986, espécie de joia rara da vela nacional. Mal a primeira unidade do Fast 500 ficou pronta, os velejadores alvoroçaram-se. Era o maior veleiro oceânico de construção em série já feito no Brasil. E não era apenas o seu tamanho que chamava a atenção.

                                                     

                                                     

                                                     

                                                    Ele trazia equipamentos sofisticados a bordo, coisa até então rara por aqui. Imagine só: 37 anos atrás, este veleiro já saía de fábrica com micro-ondas, freezer, som completo, gerador, navegador por satélite, vhf e um pré-gps, chamado Navsat. Para navegar, ele trazia três comandos diferentes de leme e velejava macio.

                                                     

                                                    Apesar do grande comprimento, três pessoas conseguiam conduzi-lo com tranquilidade, já que havia catracas elétricas, por exemplo. Foi desenhado por um dos maiores projetistas do mundo, o argentino German Frers, que também fez os famosos Swan, considerados os Rolls Royces do mundo da vela.

                                                    Por coincidência, o Força Maior morava na imaginação de Ramiro desde que a revista Esportes Náutica (que daria origem à NÁUTICA) publicou uma reportagem sobre ele, no mesmo ano. “Eu gostava tanto desse veleiro que, quando era adolescente, tinha um poster do Força Maior na porta de um armário do meu quarto”, garante Ramiro.

                                                    Então, por uma daquelas coisas inexplicáveis da vida, lá estava ele, o nosso sonho unindo mais uma vez a nossa história. Não tivemos dúvida de que era hora de embarcar e mergulhar de cabeça nesse sonho. – conta Ramiro

                                                    Coincidência é pouco. O casal estava à procura de um veleiro para comprar, na região entre Ubatuba e Paraty, quando ficou sabendo da existência do Força Maior. “Foi por meio de uma conversa ocasional com seu próprio dono, o senhor Carlos, de quem fomos ver um outro veleiro, de casco de aço, em Paraty”, recorda Giorgina.

                                                    Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação

                                                    Durante a conversa, surgiu a informação sobre o Fast 500, que estava fora de combate em uma poita na Paraíba. A notícia soou como música (das boas) para o ouvido do casal. Ainda mais quando souberam que se tratava do próprio Força Maior dos sonhos de Ramiro. “Eu não podia perder a oportunidade de comprá-lo”, lembra o velejador.

                                                     

                                                    Os dois não perderam tempo: assim que a agenda permitiu, voaram para a Paraíba, atrás da preciosidade, mesmo sem o barco estar à venda. Encontraram o veleiro detonado, já quase a ponto de virar sucata, num canto da Marina Jacaré. Dava tristeza. Mesmo assim, fecharam negócio, determinados a promover a ressurreição do Força Maior.

                                                     

                                                    “Sabíamos que ele precisaria de uma ampla reforma, para voltar a ser o belíssimo barco que foi em outros tempos e nos nossos sonhos. E decidimos encarar essa missão”, explica Ramiro, que sempre gostou de construção naval e, por um tempo, trabalhou com survey de barcos de grande porte, sua outra paixão.

                                                    “Fizemos a compra oficial, no papel, no dia 21 de janeiro de 2020”, lembra Giorgina. A princípio, o antigo dono não queria vender. Dizia apenas que, se algum dia fosse abrir mão do barco, seria para ela e o Ramiro. Mas acabou vendendo, pois houve uma empatia muito grande entre o trio.

                                                     

                                                    Imediatamente, colocando eles próprios a mão na massa, os dois iniciaram uma meticulosa restauração do velho Fast 500, que teve Nelson de Sampaio Bastos (proprietário da Fast Yacht) como primeiro dono.

                                                    Em plena pandemia, passamos a voar de São Paulo para a Paraíba a cada 15 dias, quando as regras de isolamento social permitiam. E fomos fazendo tudo, passo a passo, atualizando os itens principais e de segurança, junto com um pessoal especializado em marcenaria. – lembra a velejadora

                                                    Nesse processo, da marcenaria à vela, passando pelo motor (que estava fora de combate), tudo foi pacientemente revisado e restaurado. Passaram pela reforma o estaiamento (completamente trocado), o motor, o leme e seu sistema, a parte elétrica (totalmente reinstalada) e até os tanques de diesel.

                                                    Nove meses depois, já com o Força Maior em condições seguras para navegar, com toda a parte de marcenaria concluída, o casal embarcou no velho veleiro rumo a São Paulo, onde a reforma seria concluída.

                                                     

                                                    A viagem entre Cabedelo e Ubatuba demorou oito dias e foi feita quase toda a vela, com poucas horas de motor. “Chegamos a atingir singradura de 212 milhas náuticas nessa travessia, mesmo com o barco em condições precárias e o fundo sujo”, diz Giorgina, sem esconder uma ponta de orgulho.

                                                     

                                                    A segunda fase da reforma, que envolvia o “recheio” do barco e, na fase final, a pintura do casco, foi feita no Iate Clube de Santos, no Guarujá. “Três vezes por semana, descíamos para lá, para acompanhar a obra e colocar a mão na massa”, afirma Ramiro, que mora em São Paulo.

                                                    O veleiro teve todo o seu interior desmontado, com cada item avaliado. Nesse processo, duas anteparas foram trocadas, por estarem comprometidas; e todas as ferragens foram removidas e revisadas, dos trilhos ao mastro.

                                                     

                                                    “Preservamos o layout da distribuição interna como original, com pouquíssimas alterações, apenas o necessário para melhorar conforto da família”, ressalta Georgina, que ao lado de Ramiro e dos filhos, Martin, de 7 anos, e Nicolas, de 5, pretende morar a bordo do Força Maior num futuro próximo.

                                                     

                                                    Mas o trabalho mais relevante mesmo foi a nova pintura, idêntica à original. E que deixou o veleiro com 36 anos de uso novo, de novo, como se tivesse acabado de sair do estaleiro. “Além de ser a cor original do barco, era com esse vermelho que o Força Maior morava na imaginação de Ramiro”, conta a velejadora.

                                                    Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação

                                                    Antes de voltar para o mar, o barco ganhou ainda uma capota com extensão lateral, que permite cobrir tanto o posto de comando quanto a praça de popa, e um balão vermelho, combinando com o casco. E foi assim, impecável como barco de colecionador, que a unidade número 1 do Fast 500 voltou para a água no dia 15 de janeiro de 2022.


                                                    “De lá para cá, navegamos pouco ainda, menos de 1.000 milhas”, explica a comandante do barco, que avalia o resultado do árduo trabalho de restauração em apenas duas palavras: “melhor impossível”.

                                                     

                                                    Ficou mesmo uma beleza, reluzente, como nos velhos tempos. Sem exageros, é um sério candidato ao posto de barco a vela mais bonito do Brasil.

                                                     

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                                                      Por: Redação -

                                                      Há mais de 30 anos no mercado, a Marine Express foi uma das primeiras marcas especializadas em equipamentos náuticos a viabilizar aos estaleiros do Brasil o acesso a itens feitos por marcas de expressão mundial, como Raymarine e Seakeeper. Entre eles, estão os super tecnológicos Radar Raymarine Cyclone e a Câmera Flir, testados na prática em mais um Teste NÁUTICA.

                                                      Guilherme Kodja, consultor técnico de NÁUTICA, foi até a Marina Itajaí — local em que a Marine Express possui uma de suas lojas –, para testar os equipamentos fornecidos pela marca, na prática, a bordo do On Board Test, uma lancha que funciona como barco de testes da empresa.

                                                       

                                                       

                                                       

                                                      Em um dia fechado com respingos de chuva na cidade caterinense, a embarcação saiu da Marina Itajaí já equipada com o Radar Raymarine Cyclone e a Câmera Flir. O objetivo era observar o comportamento dos equipamentos tanto de forma isolada, quanto de forma integrada.

                                                      Logo na saída, o radar já fez o mapeamento de toda área da marina. Com a tecnologia de prevenção de colisões Doppler, o equipamento é capaz de destacar, instantaneamente na tela, os contatos em movimento e os codificar por cores (verde, branco e vermelho), para indicar se estão entrando ou saindo da zona de risco da embarcação, facilitando o discernimento de alvos potencialmente perigosos ao navegar.

                                                      A fim de testar o máximo possível das funções do radar, Kodja evitou se distanciar tanto da marina, parando quase dentro do canal de navegação e aumentando a possibilidade de encontrar possíveis contatos. Nesse momento, o radar girava lentamente, a 20 rotações por minuto (o equipamento vai até 60), com todas as definições em automático.

                                                      De forma quase instantânea, o Doppler do radar já identificou alguns itens passíveis de riscos à navegação, como um barco pesqueiro, que apareceu em vermelho na tela, uma vez que navegava em direção à embarcação de teste. Saindo da rota de colisão utilizando o radar como norte, o pesqueiro logo muda de cor, ficando em verde — sinalizando que o mesmo deixou de oferecer perigo.


                                                      Kodja aumentou as varreduras do radar de 10 para 30, com isso, o equipamento mapeou o local de forma mais rápida. A função Doppler acompanhou, mostrando na tela, mais rapidamente, possíveis obstáculos na navegação e, novamente, os marcando com as cores correspondentes.

                                                      Em resumo, o Raymarine Cyclone faz a varredura do local, a função Doppler identifica o alvo, mostra que o mesmo está em movimento — já que tem consistência de identificação — e o pinta de verde, branco ou vermelho, a depender do risco que oferece.

                                                       

                                                      Vale ressaltar que o radar com Doppler da Raymarine não é uma exclusividade do Cyclone. Os radares digitais dos modelos da marca, como o modelo Quantum, já têm essa função. Inclusive, o radar do Leopard 46 — catamarã que atravessou o Atlântico — é um Quantum de 48 milhas, digital, com função Doppler.

                                                       

                                                      Já para demonstrar a utilização da Câmera Flir, Kodja marcou como alvo, na tela do radar, um dos barcos que se aproximava. Com a função “rastrear com câmera”, a Flir — que antes mostrava em sua tela o cenário à frente da embarcação — passou a buscar o alvo, para mostrá-lo na tela ao piloto através da integração com o radar.

                                                      Com o alvo marcado, a câmera passa a segui-lo, mesmo em movimento. No momento do teste, a visibilidade estava consideravelmente baixa e, mesmo assim, a Flir conseguiu identificar o alvo escondido no nevoeiro. Na tela, era possível ver sua sombra se movimentando no horizonte.

                                                      Ou seja, trabalhando juntos, câmera e radar são muito eficientes na prevenção de acidentes, uma vez que disponibilizam ao piloto, através de imagens, qualquer risco de colisão e qual o melhor caminho para evitá-la.

                                                       

                                                      Consultor técnico: Guilherme Kodja

                                                      Imagens: Victor Santos

                                                       

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                                                        04/10/2023

                                                        “Se alguém, algum dia, o convidar para navegar na Hidrovia Tietê-Paraná, aceite na hora”, diz Paulo Fax, coordenador da Câmara Temática de Navegação e Segurança do Fórum Náutico Paulista (FNP). A dica foi dada durante o 8º Congresso Internacional de Náutica, realizado paralelamente ao São Paulo Boat Show 2023.

                                                        Na ocasião, Paulo apresentou o imprescindível “Guia de Turismo Fluvial da Hidrovia Tietê-Paraná”, idealizado por ele e pelo presidente do FNP, Marco Antônio Castello Branco.

                                                        Com 2,4 mil quilômetros navegáveis, a Hidrovia Tietê-Paraná é usada principalmente para o transporte da produção agrícola até o porto de Santos. No entanto, as embarcações de lazer também têm vez ali.

                                                         

                                                        É comum a presença de lanchas e veleiros, além de grandes barcos de cruzeiro. Um exemplo disso é o NM Homero Krähenbühl, o iate de 47 metros que o jornalista Carlos Nascimento construiu para transportar turistas e operar como uma espécie de centro de convenções flutuante, entre Barra Bonita e Bariri, no interior paulista.

                                                        Conheça destaques do Guia de Turismo Fluvial

                                                        O rio Tietê, que corta o estado de São Paulo de ponta a ponta, no curioso sentido leste-oeste (ou seja, do mar para o interior), é uma prova da força da natureza. Quanto mais se afasta de São Paulo, o curso d’água mais mal falado do país apresenta um lado surpreendente: limpo, puro, transparente.

                                                         

                                                        Em Barra Bonita fica a primeira das seis barragens com eclusas, que permitem que o Tietê seja navegável até o encontro com o Rio Paraná — já repleto de peixes, barcos de recreio, marinas, iates clubes, atracadouros públicos, clubes náuticos, praias e condomínios. Depois, os dois rios juntos formam uma hidrovia de 2.400 quilômetros, que vai desaguar no Rio da Prata e, em seguida, no Atlântico.

                                                        Para quem navega por toda a região não perder nada dessa jornada por destinos capazes de despertar emoções — pela aventura, pela cultura e pelo entretenimento –que a Câmara Temática de Navegação e Segurança do Fórum Náutico Paulista editou o Guia de Turismo Fluvial.

                                                         

                                                        A navegação no Tietê reconvertido em rio limpo não é apenas prazerosa como pra lá de enriquecedora, do ponto de vista da experiência cultural. Percorrendo-o, com tempo e paciência para ouvir histórias, vai-se conhecendo os atrativos turísticos das cidades ribeiras, bem com os costumes dos moradores, folclores, sabores e importância histórica.


                                                        As eclusagens podem ser feitas com qualquer barco e são gratuitas. E até quem não tem embarcação pode experimentar a sensação de subir e descer 26 metros de desnível, entre a parte de cima e a de baixo do rio, a bordo de um dos grandes barcos — lá chamados de “navios”, já que levam mais de 600 pessoas a bordo –, que fazem passeios pelo rio.

                                                         

                                                        As cidades escolhidas para o Guia de Turismo Fluvial tiveram como atribuição obrigatória apresentar acesso por água e pelo menos um ponto de parada e apoio aos navegadores.

                                                         

                                                        Com 46 páginas, o Guia de Turismo Fluvial da Hidrovia Tietê-Paraná, editado com apoio da Sabesp, pode ser baixado, gratuitamente, no site do Fórum Náutico Paulista.

                                                        Confira os temas do 8º Congresso Internacional Náutica

                                                        Eduardo Bekin: Case Porto Barão de Tefé, Antonina/PR

                                                        Roberto de Lucena: Desenvolvendo o Turismo Náutico no Estado de SP

                                                        Aguilar Junior: Novo molhe de Caraguatatuba

                                                        Carlos Henrique Sobral: Turismo Náutico Brasileiro

                                                        Alessandro Miranda: Turismo Náutico Águas Interiores

                                                        Vinicius Lummertz: Turismo das Águas

                                                        Adriano Silva: Turismo Náutico em Joinville

                                                        Silvia Fernandes: Case da Marina VillaReal

                                                        Rubens José Belão: Turismo Náutico no Interior Paulista

                                                        Paulo Fax: Hidrovia Tietê Paraná 2023

                                                        Noeli Thomé: Píer Turístico de Itapema

                                                        Michele Castilho: Bandeira Azul nas Marinas e Praias

                                                        Pedro Bório: Visão Internacional: Eventos em Turismo Náutico

                                                        Jamille Consulin: Legislação Ambiental

                                                         

                                                         

                                                        Náutica Responde

                                                        Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                          São 13 cidades (incluindo Aparecida do Tabuado, já no estado de Mato Grosso do Sul), nove delas banhadas por rios: Mesópolis, Santa Albertina, Santa Fé do Sul, Palmeira D’Oeste, Santa Rita D’Oeste, Santa Clara D’Oeste, Rubinéia, Nova Canaã Paulista e, naturalmente, Três Fronteiras — cidade que recebeu esse nome por fazer divisa com os Estados de Mato Grosso e Minas Gerais, às margens do rio Paraná.

                                                           

                                                          Para o turista que aprecia navegar em meio à natureza, com muita fauna e flora em volta, e esticar a linha para a pesca, este é o destino certo. O lugar contra com uma estrutura náutica pequena, mas crescente, com marinas, garagens náuticas, píeres e deques de embarque e desembarque.

                                                          Três Fronteiras, segundo Rubens José, conta com a maior área de lazer do chamado “Grandes Lagos” (assim mesmo, no plural), formado às margens do marco zero do Rio Paraná, após a confluência entre os rios Paranaíba e Rio Grande, bem na divisa com os estados de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

                                                           

                                                          “Estamos falando de um lugar de rara beleza, e com uma das maiores bacias hidrográficas do centro-sul do país. São 300 quilômetros de orla fluvial. Um verdadeiro paraíso da pesca e do lazer, com um potencial enorme para atrair empreendimentos como condomínios, clubes, praias públicas e resorts”, destaca o prefeito.

                                                          Como gestores públicos, nossa tarefa é dar o impulso, com a entrega da infraestrutura, para atrair o investimento privado e fazer do turismo náutico algo ainda mais eficaz do que já é – Rubens José Belão, prefeito de Três Fronteiras

                                                          Rubens José ainda ressalta que, com apoio do governo de São Paulo, foram investidos cerca de R$ 18 milhões na construção de 13 estruturas náuticas, como píeres, passarelas e rampas públicas.


                                                          “Como reflexo desse investimento, em três anos, praticamente o dobramos o número de embarcações cadastradas na região, saltando de 500 barcos, em 2020, para 900, em 2023”.

                                                           

                                                          Outra iniciativa com potencial para atrair turistas à região, destaca o prefeito de Entre Rios, é o projeto Orla do Sol, que está ganhando forma em Santa Fé do Sul.

                                                          A proposta é a construção de Parque Aquático e um complexo hoteleiro, que seria um divisor de águas na história do turismo da cidade e da região.

                                                           

                                                          Para os aficionados pela pescaria, o peixe típico da região é o tucunaré, farto para a pesca esportiva. Em Santa Fé do Sul existe até um monumento dedicado a ele.

                                                           

                                                          Além disso, a região é rica em espécies como piau, traíra, pacu, corvina, tilápia, barbado, curimbatá, mandi serrote, peixe-cachorro amarelo e branco. Tá nervoso? Vai pescar em Três Fronteiras!

                                                          Confira os temas do 8º Congresso Internacional Náutica

                                                          Eduardo Bekin: Case Porto Barão de Tefé, Antonina/PR

                                                          Roberto de Lucena: Desenvolvendo o Turismo Náutico no Estado de SP

                                                          Aguilar Junior: Novo molhe de Caraguatatuba

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                                                          Alessandro Miranda: Turismo Náutico Águas Interiores

                                                          Vinicius Lummertz: Turismo das Águas

                                                          Adriano Silva: Turismo Náutico em Joinville

                                                          Silvia Fernandes: Case da Marina VillaReal

                                                          Rubens José Belão: Turismo Náutico no Interior Paulista

                                                          Paulo Fax: Hidrovia Tietê Paraná 2023

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                                                            Estrutura já foi utilizada em ações do Comitê Olímpico do Brasil e contou com grandes nomes do vôlei brasileiro

                                                            Natação, vela, wakeboard, surf… são inúmeras as modalidades que podem ser praticadas na água, mas uma ação no Rio Pinheiros conseguiu expandir ainda mais esse leque, levando esportes como vôlei, handebol, tênis e basquete também para este universo. Como? Através da Arena Rio Pinheiros, uma quadra esportiva flutuante, inaugurada em 24 de setembro.

                                                            Em cima de uma balsa, a estrutura provisória — proposta pela Secretaria de Esportes de São Paulo em conjunto com a pasta do Meio Ambiente e a Sabesp e instalada pela empresa Recoma — tem 40 m x 18 m, e fica ao lado da ciclovia do Parque Bruno Covas, na Zona Sul.

                                                            A Arena Rio Pinheiros já recebeu um jogo de lendas do vôlei brasileiro, reunindo nomes como Erika, Sheilla, Maurício, Rodrigão, Murilo, Serginho, Dante e Jackie Silva, no COB Expo, evento do Comitê Olímpico do Brasil, que aconteceu de 24 a 29 de setembro.

                                                            Jogadores prestaram homenagem à Walewska Oliveira, campeã olímpica da modalidade que morreu em setembro

                                                            A ideia é que, a partir de agora, o local receba outras atividades até a Virada Esportiva de São Paulo que, até o momento, está prevista para os dias 28 e 29 de outubro.


                                                            Essa é mais uma ação que visa chamar atenção da população para os processos de revitalização do Rio Pinheiros. Sergio Schildt, presidente da Recoma, informou que o projeto busca a valorização do rio e mostrar para a sociedade que ele está sendo recuperado.

                                                            “Estamos entregando uma ação inédita. Uma experiência única tanto para o praticante como para o fã de esporte”, comentou também Heraldo Evans Neto, líder comercial da agência EA, uma das organizadoras da ação.

                                                            Vela no Rio Pinheiros

                                                            A quadra flutuante, até então, era algo impensável no Rio Pinheiros. Mas até uma coisa que — deveria ser — mais comum marcou essa nova etapa da revitalização do rio: a presença de barcos a vela e remo no local.

                                                            Foto: Instagram @gazelafotos / Reprodução

                                                            A ação contou com embarcações da Rede Náutica Guarapiranga, uma escola que realiza cursos de arrais amador e motonauta na Riviera Paulista, em São Paulo. A atividade, impensável há alguns anos, vem se tornando uma realidade e ressignificando o uso do rio, através do esporte.

                                                             

                                                            Náutica Responde

                                                            Faça uma pergunta para a Náutica

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