Piloto de Fórmula 1 comprou um Riva 102' Corsaro Super, marca do Grupo Ferretti. Embarcação foi entregue em 7 de maio e consolidou a 20ª do modelo nas águas
O jovem piloto de Fórmula 1 nascido em Mônaco não esconde o estilo de vida luxuoso. Roupas de grife, joias, carros e barcos de luxo são itens que fazem parte do dia a dia de Charles Leclerc — e a coleção aumentou na última quinta-feira (7), quando o atleta recebeu seu mais novo iate: um Riva 102′ Corsaro Super, entregue em cerimônia exclusiva no estaleiro em La Spezia, na Itália, onde foi construído.
Trata-se da segunda embarcaçãoRiva, marca do Grupo Ferretti, que Leclerc chama de sua. A primeira, ainda em sua posse segundo o estaleiro, foi uma 82′ Diva. Esta agora ganhou uma nova colega, maior e ainda mais luxuosa. O modelo é uma evolução da Riva 100′ Corsaro, que promete espaços ainda mais amplos e performance que enche os olhos até mesmo de quem domina máquinas em altíssima velocidade.
Alexandra Leclerc, esposa do piloto, foi quem batizou o novo barco da família com a tradicionalquebra de champanhe no casco. Ela acompanhou o marido na primeira vez em que viram a nova Riva 102′ Corsaro Super, que de acordo com o estaleiro leva uma série de toques personalizados por Charles.
Charles e Alexandra Leclerc no evento que entregou o iate ao proprietário. Foto: Riva Yachts / Divulgação
Entre os diferenciais escolhidos pelo famoso piloto da Ferrari estão o mobiliário, os tecidosusados na decoração, os mármores dos banheiros, as maçanetas de todos os cômodos e o flybridge, que a pedido de Leclerc foi equipado com bar e churrasqueira grandes e totalmente paramentados.
Foto: Riva Yachts / Divulgação
Embora não chegue nem perto dos mais de 340 km/h já atingidos pelo atleta nas pistas, o novo iate promete desempenho acima da média para a categoria. Segundo o estaleiro, esta Riva 102′ Corsaro Super chega a 28 nós (cerca de 52 km/h), com cruzeiro em 24 nós (44 km/h). Isso graças à dois motoresMTU de 2638 hp cada, que fornecem potência suficiente para mover a embarcação que, abastecida, pesa mais que 110 toneladas.
Novo iate de Charles Leclerc: conheça o modelo
São 30,24 metros de comprimento por 6,7 metros de boca total, ou seja, praticamente 100 x 22 pés de luxosobre as águas. Apesar de tanto espaço, o iate foi desenhado para acomodar 20 pessoas a bordo, já considerando proprietários, convidados e tripulação.
Suíte máster ocupa a boca máxima do iate e conta com diferentes ambientes. Foto: Riva Yachts / Divulgação
Além da suíte máster, que ocupa a boca máxima da embarcação e tem diferentes ambientes dentro do mesmo cômodo, o modelo carrega outras quatro cabines para convidados e três para a tripulação. Ainda há cinco banheiros para convidados e outros dois para tripulantes.
Posto de comando no flybridge. Foto: Riva Yachts / Divulgação
A Riva 102′ Corsaro Super não deixa de entregar nenhum requinte de luxo que poderia lhe caber. No flybridge há um posto de comando, mesas com estofados, espreguiçadeiras à popa e solários de proa em diferentes níveis — tudo com bastante espaço para o máximo conforto a bordo.
Solários de proa em diferentes níveis, no flybridge. Foto: Riva Yachts / DivulgaçãoFlybridge de Rica 102′ Corsaro Super (não a que pertence a Charles Leclerc). Foto: Riva Yachts / Divulgação
No convés principal fica a suíte máster à proa; cozinha, sala de estar e sala de jantar ao centro; e espaços de convivência com solários à popa — onde, inclusive, é possível personalizar e incluir uma escada retrátil que permite entrar e sair do iate com facilidade.
Área de popa do iate é um dos ambientes que pode ser personalizado aos gostos do proprietário, inclusive com diferentes mobílias. Foto: Riva Yachts / Divulgação
Por fim, no convés inferior ficam os cômodos para convidados e tripulantes (acessados por corredores separados), a casa de máquinas e uma garagem para um botede salvamento e um jet— estes usados por segurança, lazer ou para acessar áreas de água rasa, onde o iate não poderia alcançar com o calado de 2,3 metros.
Foto: Riva Yachts / Divulgação
Esta luxuosa embarcação é resultado da parceria da Officina Italiana Design com o Comitê Estratégico de Produto e o Departamento de Engenharia do Grupo Ferretti. Não à toa, carrega um design elegante e atemporal por fora e permite ser personalizado mantendo o mesmo nível de requinte por dentro.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Anote na sua agenda: de 2 a 5 de julho, as águas da Baía Afonso Wippel, em Santa Catarina, receberão a 4ª edição do Marina Itajaí Boat Show, o maior evento náutico do Sul do país. O evento, que teve um sucesso histórico em 2025, acontecerá novamente na tradicional Marina Itajaí — e o ingressos já estão disponíveis no site oficial.
Durante quatro dias, o município de Itajaí, um dos principais polos da indústria náutica brasileira, terá grandes novidades do setor sobre as águas catarinenses. Por lá, o visitante contará com uma ampla exposição de embarcações, motores, acessórios e equipamentos que todo barco precisa.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Não à toa, a quarta edição do Boat Show de Itajaí chega para consolidar a região como uma referência no calendário náutico nacional e internacional — visto que, em 2025, o evento contou com dois lançamentos globais: a Ferretti Yachts FY1000 e a Azimut 25 Grande Metri, ambas fabricadas em Itajaí.
Na Marina Itajaí, o evento acontecerá tanto em áreas secas quanto em áreas molhadas — onde costumam ficar a maioria dos barcos, em seu habitat natural. Já na parte coberta, o público encontrará acessórios e marcas que oferecem serviços para embarcações, além de oportunidades de empreendimento em um encontro que integra negócios, tecnologia, lazer e tendências de um estilo de vida ligado à água.
Atrações dentro e fora d’água
Ao invés de “apenas” ver os barcos, que tal testá-los? Pois saiba que no Marina Itajaí Boat Show 2026 o visitante poderá viver essa experiência. Quem pretende comprar uma embarcação poderá coloca-la à prova na Baía Afonso Wippel — o agendamento do test-drive deve ser marcado diretamente com o estaleiro.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Como de praxe, os expositores aproveitam a alta demanda do público do salão para apresentar condições especiais de venda, ideais tanto para quem deseja adquirir o primeiro barco quanto para quem busca fazer um upgrade.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Contudo, nem só de negócios vive a quarta edição do Boat Show de Itajaí. Por lá, o espaço proporcionará também experiências náuticas interativas que prometem aproximar o público do lifestyle náutico, incluindo atividades na água. O salão ainda reserva um espaço gastronômico sofisticado, com sabores incríveis que complementam a experiência do evento.
Relembre como foi o Marina Itajaí Boat Show em 2025
A 3ª edição do maior evento náutico do Sul do país entregou o que prometeu em 2025: o salão reforçou seu protagonismo entre os principais eventos náuticos do Brasil ao concentrar, em uma edição histórica, o recorde de público do evento — foram 22 mil visitantes — , dois dos maiores lançamentos globais do setor e mais de 70 expositores.
Azimut Grande 25 Metri no Marina Itajaí Boat Show 2025. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Ferretti FY1000 no Marina Itajaí Boat Show 2025. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
“É um grande termômetro do mercado, surpreendendo pela geração de negócios e pelo perfil qualificado do público, que busca desde a primeira embarcação até opções de upgrade”, disse Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica, durante a edição de 2025.
Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica. Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica
Ingressos à venda!
Não perca tempo, pois os ingressos para a 4ª edição do maior evento náutico do Sul do país já estão disponíveis. Para garantir o seu, acesse o site oficial de vendas e selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas. As formas de pagamento aceitas são Pix, cartão de crédito (em até 12x) e boleto bancário.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O ingresso poderá ser adquirido presencialmente na bilheteria do evento. Porém, recomendamos garantir o seu com antecedência, pois as vendas são limitadas e podem esgotar. Também é possível adquirir ingresso online pelo Sympla. Cada tíquete vale para qualquer um dos quatro dias do salão e crianças de até 1 metro não pagam.
Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica
Inclusive, quem for leitor NÁUTICA tem uma condição especial na hora da compra: 30% off. Basta inserir o código promocional NAUTICA30 ao selecionar os ingressos e pronto — o desconto vale apenas para ingresso único e entrada inteira.
Quer ser expositor?
Para garantir sua participação como expositor na quarta edição do Marina Itajaí Boat Show, entre em contato com o Boat Show pelo telefone/WhatsApp (11) 2186-1068 ou pelo e-mail [email protected].
Marina Itajaí Boat Show 2026
Anote aí!
Quando: De 2 a 5 de julho de 2026.
Horário: Quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h; no último dia (5) o evento se encerra às 20h.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Neste final de semana as águas das ilhas Bermudas foram agitadas pelos catamarãs F50 do SailGP, que realizou a 5ª etapa da temporada 2026 nos dias 9 e 10 de maio. A disputaaconteceu no Great Sound e teve novamente a equipe australiana Bonds Flying Roos como vencedora. O time brasileiro Mubadala Brazil, por outro lado, não conquistou o resultado esperado — mas guarda otimismo para a próxima etapa, em Nova York.
A disputa em Bermudas teve ventos constantes e times equilibrados de maneira geral. O Mubadala Brazil conquistou sua melhor colocação em corridas no sábado (9), com o 6º lugar na 3ª disputa do dia. No mais, o time brasileiro terminou as corridas nas posições 11, 9, 6 e 11 no primeiro dia e, no segundo, nas posições 8, 11 e 12.
Foto: AT Films / Divulgação
Apesar do desempenho abaixo do esperado pela equipe, o time que representa o Brasil guarda otimismo para a próxima etapa, que será disputada em Nova York, nos dias 30 e 31 de maio. Isso porque foram naquelas águas que, em 2025, o time conquistou sua primeira vitória em uma regata do SailGP.
Seguimos evoluindo e acumulando experiência. Agora o foco está totalmente voltado para Nova York, um lugar pelo qual temos um carinho muito especial– afirmou Martine Grael, capitã do Mubadala Brazil
F50 do time Mubadala Brasil. Foto: AT Films / Divulgação
SailGP: resultados da etapa em Bermudas
O pódio do Apex Group Bermuda Sail Grand Prix, 5ª etapa da temporada 2026 do SailGP, teve novamente os australianos Bonds Flying Ross no topo, seguidos dos espanhóis Los Gallos e os alemães Germany Deutsche Bank em 3º lugar.
Bonds Flying Roos comemoram vitória na etapa do SailGP disputada em Bermudas. Foto: Jason Ludlow / SailGP / Divulgação
Com estes resultados, o ranking geral passa a exibir o pódio Bonds Flying Ross no topo com 45 pontos, o Emirates Great Britain em 2º lugar (35 pontos) e o Los Gallos em 3º (34 pontos). Já o time brasileiro Mubadala Brazil agora ocupa a 12ª colocação, empatado com os suíços do Explora Journeys Swiss, ambos com 7 pontos. Em último lugar está o Black Foils, com 2 pontos.
Classificação geral após disputa em Bermudas
BONDS Flying Roos (Austrália) – 45 pontos;
Emirates Great Britain (Grã-Bretanha) – 35 pontos;
Los Gallos (Espanha) – 34 pontos;
U.S. SailGP Team (Estados Unidos) – 31 pontos;
DS Automobiles SailGP Team France (França) – 25 pontos;
Germany Deutsche Bank (Alemanha) – 23 pontos;
Artemis (Suécia) – 23 pontos;
Red Bull Italy (Itália) – 18 pontos;
ROCKWOOL Racing (Dinamarca) – 18 pontos;
NorthStar (Canadá) – 12 pontos;
Explora Journeys Swiss (Suíça) – 7 pontos;
Mubadala Brazil SailGP Team (Brasil) – 7 pontos;
Black Foils (Nova Zelândia) – 2 pontos.
Bonds Flying Roos comemoram vitória na etapa do SailGP disputada em Bermudas. Foto: Jason Ludlow / SailGP / Divulgação
SailGP: confira o calendário da temporada 2026
Perth (Austrália): 16 a 18 de janeiro;
Auckland (Nova Zelândia): 13 e 14 de fevereiro;
Sydney (Austrália): 27 de fevereiro a 1º de março;
Rio de Janeiro (Brasil): 11 e 12 de abril;
Bermuda (Bermuda): 9 e 10 de maio;
Nova York (EUA): 30 e 31 de maio;
Halifax (Canadá): 20 e 21 de junho;
Portsmouth (Reino Unido): 25 e 26 de julho;
Sassnitz (Alemanha): 22 e 23 de agosto;
Espanha (Local a definir): data a confirmar;
Saint-Tropez (França): 12 e 13 de setembro;
Dubai (EAU): 21 e 22 de novembro;
Abu Dhabi (EAU): 28 e 29 de novembro (grande final).
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Na costa sudeste de Bangladesh, na região de Cox’s Bazar, um tipo de barconão passa despercebido: o moon boat (barco lunar, na tradução para o português). O nome é inspirado no formato arqueado do casco, que lembra uma lua crescente. Mais que um design atípico, essas embarcações são resultado da adaptação das comunidades locais às condições desafiadoras do Golfo de Bengala.
Localizada na parte nordeste do oceano Índico, essa baía é considerada a maior do mundo, com cerca de 1600 km de largura e uma profundidade média de 2600 metros. Por lá, navegar é um desafio — especialmente perto da costa, onde a combinação de mar agitado, forte zona de arrebentação e alta incidência de ciclones torna as condições pouco favoráveis.
Foto: Mahidul Islam Nakib / Wikimedia Commons / Reprodução
Foi justamente pensando em formas de driblar essas águas que nasceram os moon boats. A curvatura acentuada do casco permite que a embarcação consiga atravessar mais facilmente a faixa de arrebentação, marcada por ondas fortes e bancos de areia— criados, principalmente, pelo volume de sedimentos trazidos por rios como o Ganges e o Brahmaputra.
Foto: Roham1222 / Wikimedia Commons / Reprodução
O trabalho artesanal tem origem associada às populações costeiras do sudeste de Bangladesh, com influência cultural do povo Rakhine, da vizinha região de Arakan (atual Mianmar). Para produzi-los, pescadores aproveitam materiais locais, como madeira, bambu e fibras naturais, e seguem técnicas transmitidas de geração em geração.
Ao longo dos anos, os moon boats passaram a ser incrementados também com motoressimples — sem deixar de lado suas características tradicionais, consideradas parte do patrimônio cultural marítimo da região.
Atualmente, embora ainda sejam utilizados — principalmente nas praias de Cox’s Bazar —, a escala desses barcos vem diminuindo, em consequência da substituição por barcos mais modernos e pelo risco de desaparecimento do conhecimento de construção, transmitido, tradicionalmente, de forma oral.
Foto: Nazmulhlc / Wikimedia Commons / Reprodução
Para evitar esse cenário, a organização sem fins lucrativos Wateverliderou, em 2013, um projeto de documentação e reconstrução de um moon boat, registrando técnicas ancestrais e promovendo sua valorização como patrimônio naval. Assim, desde 2014, a instituição apresenta o barco na Françapara destacar o patrimônio cultural de Bangladesh.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Testamos o maior barco em fibra de vidro produzido em série no Brasil, a Ferretti FY1000 — com cinco suítes e flybridge de 55 m² — fabricada pelo Grupo Okean em Santa Catarina. Uma embarcação que combina conforto, desempenho e a exclusividade de um iate de alto padrão
Fabricada em Santa Catarina pelo Grupo Okean, sob licença da italiana Ferretti Yachts — e testada por NÁUTICA nas águas de Itajaí, onde foi exibida pela primeira vez no Marina Itajaí Boat Show 2025 —, a Ferretti FY1000 está inserida em uma faixa de tamanho (acima dos 80 pés) em que a embarcação deixa de ser chamada de lancha para ser considerada iate. Fiel a esse conceito, é um barco tão grande e exclusivo — do requinte da decoração e do mobiliário ao nível de personalização e conforto a bordo — que se equipara a uma verdadeira mansão flutuante. Ao longo de seus 30 metros de comprimento, a FY1000 reúne cinco suítes completas, design assinado pelo italiano Filippo Salvetti e um flybridge de 55 metros quadrados de área útil — espaço comparável ao de um pequeno apartamento — a área total do barco passa dos 300 metros quadrados.
No embarque, pela plataforma de popa — toda revestida de madeira teca, claro! — chama a atenção a ausência do tradicional espaço gourmet, que na FY1000 se encontra no flybridge. Em barcosdesse porte, isso não é um defeito, mas, sim, uma escolha acertada de projeto. Localizado no alto do iate, o fly é o espaço mais adequado para concentrar a vida social a bordo, já que é ali que as pessoas realmente gostam de se reunir, aproveitando a brisa do mar, o clima descontraído e a vista privilegiada.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Garagem náutica
No local onde normalmente estaria o espaço gourmet, o projetista optou por criar uma garagem fechada, ampla o suficiente para abrigar simultaneamente um bote de apoio de até 4,35 metros e um jet de três lugares, com espaço extra para guardar bicicletas e equipamentos de esportes náuticos, como pranchas de SUP, surfe e wakeboard. Essa garagem foi toda revestida com tinta anticraca, já que este local costuma acumular um pouco de água salgada. Porém, o bote inflável deve ter motor de centro hidrojato, pois não há altura para levar um inflável nacional com motor de popa.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O projetista soube tirar proveito da área da plataforma de popa com um truque inteligente: instalou quatro confortáveis espreguiçadeiras sobre a tampa da garagem. Assim, durante o dia, o espaço funciona como um solário à beira d’água. Mas, com um simples apertar de botão (porque o acionamento é elétrico), toda a estrutura se ergue e dá acesso ao compartimento onde ficam os barcos de apoio. E vale notar: com 6,81 metros de boca e 1,36 metro de comprimento na parte submersível, só a plataforma de popa soma quase 10 m² de área.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Duas entradas laterais, com cerca de 80 centímetros de largura cada, dão acesso direto à praça de popa, que privilegia o conforto e a beleza, mas sem renunciar à segurança. Por trás do conforto, há soluções técnicas comuns em embarcações de grande porte. Nos dois bordos, por exemplo, ao lado de dois cunhos convencionais, a FY1000 conta com um cabrestante (guincho) para puxar ou soltar uma espia — o cabo usado para amarrar o barco ao cais — garantindo um atracamento seguro e prático, mesmo com tripulação reduzida. O sistema fica elegantemente “escondido” sob uma tampa de fibra de vidro, de forma discreta e sofisticada. Nos dois bordos, para facilitar o embarque, foram instaladas portinholas que dão acesso direto ao píer.
Truques de design
Ainda na praça de popa, o designer se valeu de um truque inteligente para aproveitar melhor o espaço e facilitar a circulação: a mesa de centro, feita em madeira teca, é modular e conta com um tampo superior que se abre como um verdadeiro jogo de montar, revelando abas nos quatro lados. Quando é necessário acomodar a capacidade máxima de dez pessoas, basta abrir essas extensões — e a mágica se faz: o espaço se transforma em uma ampla mesa de jantar, sem esforço e com muito estilo.
Foto: Ferretti Yachts/ Divulgação
A bombordo, o capitão dispõe de um terceiro posto de operação, com controle dos motores e dos propulsores de manobra — bow thruster (proa) e stern thruster (popa) —, movidos por motores hidráulicos transversais de 50 cavalos de potência cada. Abaixo do móvel dessa estação, há ainda um ice maker.
Cobertura de luxo
O acesso ao convés superior pode ser feito pelos dois bordos. Sim, são duas escadas, com degraus largos e seguros. Chegando lá, não há como não se impressionar: o flybridge da FY1000 é simplesmente gigantesco. São 55 metros quadrados de área útil — equivalente à planta de um apartamento de dois quartos —, por onde se distribuem áreas de estar, solário, lounge e espaço gourmet, sem nenhum aperto. A vida acontece no alto!
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na parte traseira do fly, de frente para um sofá de dois lugares, o projetista instalou nove poltronas em círculo, arranjo que lembra um lounge, perfeito para uma roda de amigos, conversas descontraídas e momentos de convivência a céu aberto. Se o sol estiver muito agressivo, basta acionar um toldo retrátil com tecido acrílico.
Um segundo ambiente abriga uma mesa de refeições com dez lugares, um bar, o móvel gourmet completo (incluindo ice maker e churrasqueira elétrica) com banquetas. Chama a atenção o vão central da cobertura, no qual uma espécie de persiana de teto controla a incidência de sol e, ao mesmo tempo, ventila o ambiente.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O posto de comando — avante, a boreste — tem duas poltronas com assentos ergonômicos e dobráveis para o capitão e o copiloto e apoio para os pés. A visibilidade é total. No painel, duas telas sensíveis ao toque de 16 polegadas centralizam todos os sistemas de navegação. À sua direita, o piloto conta com uma bem-vinda portinhola, para o caso de precisar se deslocar rapidamente para a proa, sem necessidade de dar a volta pela praça de popa, outra boa sacada do estaleiro. No posto de comando principal há três telas de 24 polegadas (!) cada, para monitorar os motores e a navegação.
A bombordo, paralelas ao posto de pilotagem, duas poltronas reclináveis permitem que os convidados acompanhem a navegação de forma confortável.
Proa panorâmica
O acesso à parte de frente do barco — onde, como era de se esperar, há bem mais que um bom solário — é feito por duas passagens laterais largas e seguras, protegidas por um guarda-mancebo contínuo de aço inox. Diferentemente dos corredores convencionais, esses conveses foram projetados em um nível mais alto, arranjo que permitiu ao projetista ampliar o espaço interno do salão e da suíte principal, sem comprometer a circulação externa.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O convés de proa segue a mesma filosofia dos demais: tem um lounge amplo, quatro confortáveis cadeiras para banhos de sol e duas mesas para refeições ao ar livre, com vista privilegiada do horizonte. No bico de proa, para a amarração, há dois guinchos independentes, em vez de um, como nos barcos de menor porte, e duas âncoras de aço inox de 105 quilos cada, além de duas amarras compostas por correntes com 150 metros de comprimento cada. Completando esse sistema, que transmite segurança ao barco, os dois paióis são muito fundos, tirando proveito da borda livre de 3,5 metros, e contam com escovéns (túneis por onde passam as amarras) equipados com duchas para lavar a corrente e a âncora, retirando a lama e a areia que aderem quando o barco está fundeado.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Aconchego de uma grande casa
Uma vez a bordo, é difícil dizer que se está em um barco. A cabine parece uma casa moderna e de frente para o mar, sensação reforçada pelas (muitas) janelas no casco. A sala, dividida em três ambientes, é tão grande que faz plenamente jus ao jargão “salão”, usado no meio náutico. Ali, poltronas generosas, sofás modulares e uma mesa de jantar para oito pessoas criam um espaço que mais lembra o living de uma cobertura do que o de um barco. O pé-direito de mais de dois metros e as janelas panorâmicas, que vão quase do piso ao teto, inundam o ambiente de luz natural e reforçam a sensação de estar em um mirante sobre o mar. As suítes da FY1000 são um capítulo à parte no que se refere a conforto a bordo. Cada detalhe foi pensado para proporcionar uma experiência de hotel cinco estrelas sobre as águas.
A suíte do proprietário, posicionada na proa, mas no mesmo nível do salão, ocupa uma área exclusiva, separada das cabines de hóspedes. Tem uma cama de 2,00 metros por 1,73 metro (maior que o padrão queen-size), banheiro privativo e um closet que, de tão espaçoso, mais parece outro camarote. Ou seja, oferece conforto absoluto. Os acabamentos em madeira nobre e couro, combinados à iluminação indireta, criam uma atmosfera elegante e acolhedora, perfeita para relaxar em alto-mar.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A suíte máster dispõe ainda de isolamento acústico reforçado, closet, armários, banheiro espaçoso com bidê e sofás de apoio. As demais suítes — duas de casal, equipadas com camas queen-size, e duas com camas de casal, que podem ser convertidas em duas camas de solteiro — têm banheiros privativos e grandes janelas. Todos os banheiros são revestidos com materiais de primeira linha, garantindo conforto e privacidade total. Gavetas, armários e espaços de armazenamento foram distribuídos de forma inteligente, permitindo que cada hóspede tenha seu próprio espaço, reforçando a sensação de estar em um hotel cinco estrelas. Com os motores ligados, ouve-se um pouco do som dos propulsores, principalmente nas suítes mais à ré.
Tripulação com cabine própria
Por sua vez, a tripulação conta com uma cabine exclusiva, com acomodação para cinco pessoas. O cuidado com o planejamento do espaço se reflete também nos corredores e nas áreas de circulação do convés inferior, todos largos, bem iluminados e decorados com texturas suaves, o que faz da FY1000 uma embarcação perfeita para longas viagens (sem serem travessias atlânticas) ou fins de semana prolongados. Além disso, a iluminação em cada um dos ambientes foi cuidadosamente planejada para criar um clima ainda mais acolhedor. Na área externa, à noite, o efeito da iluminação é mágico. As luzes subaquáticas realçam o contorno do casco, criando uma aura elegante ao redor do iate.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A decoração, assinada pelos designers do respeitado estúdio ideaeITALIA, equilibra tradição e inovação, sofisticação e conforto, luxo e funcionalidade. Estofados de couro e tecidos náuticos de alto padrão convivem com painéis de madeira clara, em um ambiente que pode ser inteiramente personalizado pelo futuro proprietário. Não há, portanto, duas FY1000 idênticas — cada uma nasce como peça única, moldada ao estilo de vida de quem a adquire. “Queríamos que cada espaço transmitisse a sensação de estar em casa, mesmo navegando a milhares de milhas da costa”, explica Roberto Paião, CEO do Grupo Okean, o único a deter licença de construção e comercialização das embarcações da Ferretti Yachts fora da Itália. Não por acaso, cada ambiente foi pensado para proporcionar momentos memoráveis, com atenção a detalhes que vão desde a ergonomia do mobiliário até o posicionamento das luminárias.
A cozinha — que ocupa uma área à parte junto ao salão, layout que permite à equipe operar de maneira eficiente sem interferir na experiência dos convidados — segue um conceito residencial de alto padrão. Equipada com fogão de indução, forno elétrico, lava-louças, refrigeradores de grande porte e acesso independente para a tripulação, permite tanto o uso social, integrado ao salão, como a operação mais reservada em cruzeiros longos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O conforto proporcionado pelo ar-condicionado também se sobressai: são 180 mil BTUs distribuídos em 23 evaporadores, que garantem temperatura agradável em todos os ambientes, mesmo em dias de sol forte. Por sua vez, o isolamento acústico foi projetado para que o ruído dos motores e do gerador praticamente não interfira no salão e no flybridge. De fato: o barco é tão silencioso que, no comando superior, só se percebe que os motores estão ligados quando começa a se movimentar.
Tecnologia invisível
Por trás do conforto, há soluções técnicas dignas de embarcações de grande porte. Para garantir estabilidade e conforto em navegação, a FY1000 é equipada com estabilizadores giroscópicos e dinâmicos, que reduzem o balanço tanto em navegação como fundeada. Dispõe também de bomba própria para abastecimento de diesel, guincho interno para movimentação do tender e monitoramento por câmeras espalhadas pela embarcação.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No quesito sustentabilidade, os materiais de acabamento foram escolhidos não apenas pela estética, mas também pela durabilidade e pelo baixo impacto ecológico. Outro ponto alto é a casa das máquinas. Com duas portas de entrada pela praça de popa, o “coração do barco” é acessível, bem ventilado e projetado para manutenção simplificada dos dois sofisticados motores MTU 16V série 2000 M96L, de 2.638 cavalos de potência cada, demonstrando atenção aos detalhes que só um estaleiro com décadas de experiência no mundo consegue entregar.
Assista ao teste no YouTube!
Como ele navega
Mas não é só no design que o FY1000 se destaca. Durante o teste, o barco — equipado com os dois motores MTU — manteve a estabilidade durante todo o tempo. É verdade que, para uma embarcação de grande porte, que pesa cerca de 111 toneladas carregada, não é qualquer mar que põe seu casco à prova. Ondas de meio metro de altura, como no dia deste teste, só fizeram cócegas em sua carena. Para colocá-lo melhor à prova, foi necessário cruzar a suas próprias marolas. Também nesses momentos, o barco praticamente ignorou todas as oscilações.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Com os motores na rotação máxima (2.455 rpm), a FY1000 chegou a 27 nós de velocidade máxima, um bom desempenho para uma embarcação de 30 metros de comprimento e mais de 100 toneladas de deslocamento. Outro ponto notável é a alta velocidade de cruzeiro: 24,1 nós a 2.200 rpm. Nesse regime, é possível navegar 251 milhas, lembrando que a distância por mar entre Santos e Rio de Janeiro é de 200 milhas. No entanto, navegando a 13,2 nós, a 1400 giros, é possível navegar 436 milhas, alcance excelente em relação aos principais pontos de abastecimento na costa brasileira.
Em resumo, mais que um barco de luxo, a Ferretti FY1000 é um iate de respeito: potente, sofisticado e tão exclusivo que transforma cada travessia em uma experiência inesquecível.
Detalhes da navegação
O teste da Ferretti FY1000 foi realizado com 14 pessoas a bordo, tanques com 2.900 litros de diesel e 1.320 litros de água, e, mesmo nessas condições de carga, o iate — equipado com dois motores MTU de 2.638 hp cada — manteve navegação confortável.
Pontos altos
A qualidade construtiva;
O acabamento impecável;
O design italiano.
Pontos baixos
Som dos motores nos camarotes dos passageiros;
Bote de apoio de 4,35 m não pode ter motor de popa;
Acúmulo de um pouco de água salgada na garagem náutica.
Ficha técnica*
Modelo: Ferretti FY1000;
Comprimento máximo: 30,13 m (98,8 pés);
Boca: 6,81 m;
Calado: 2,29 m;
Borda livre proa: 3,49 m;
Borda livre popa: 2,68 m;
Combustível: 9.000 litros;
Água: 1.320 litros;
Pessoas/dia: 20;
Pernoite: 10+5;
Peso**: 98 toneladas.
* Dados fornecidos pelo fabricante, exceto as bordas livres.
** Peso aproximado do barco com equipamentos-padrão, mas com os tanques vazios e sem ninguém a bordo. Carregada, o peso salta para 111 toneladas.
Pés-direitos
Na entrada do salão: 2,05 m;
Comando interno: 1,96 m;
Suíte máster: 2,02 m;
Banheiro da suíte máster: 2,00 m;
Suítes dos passageiros: 2,00 m;
Banheiro das suítes: 2,01 m;
Camarote de boreste: 2,00 m.
Ficha técnica da Ferretti Yachts FY1000. Foto: Revista Náutica/ YouTube
Confira mais detalhes da Ferretti Yachts FY1000!
Foto: Ferretti Yachts/ DivulgaçãoFoto: Ferretti Yachts/ DivulgaçãoFoto: Ferretti Yachts/ DivulgaçãoFoto: Ferretti Yachts/ DivulgaçãoFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Ferretti Yachts/ DivulgaçãoFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
A maior espécie de raia que existe no mundo foi vista em Itanhaém, litoral de São Paulo (SP), e surpreendeu da melhor forma especialistas do Projeto Mantas do Brasil, organização que atua na conservação desse animal há 15 anos. O agrado aconteceu ao final de abril e marcou o início da temporada de avistamentode raias-manta na região.
A nova gigante dos mares catalogada pela equipe soma quase 6 metros de envergadura e foi batizada com o nome “Moana”. Ela deu de encontro com os especialistas do projeto que mergulhavampelo Parcel Dom Pedro no último dia 20.
Moana, a raia-manta catalogada pelo Projeto Mantas do Brasil em abril de 2026. Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução
Paula Romano, coordenadora geral do Projeto Mantas do Brasil, disse, em comunicado, que a sensação de felicidade e de pertencimento em avistar uma raia-manta “no quintal de casa” é indescritível.
Quem sabe essa temporada vai prometer bastante para a gente– anseia ela
A assistente de pesquisa Luiza Gomes explicou que o objetivo da saída de campo foi justamente realizar uma busca ativa para encontrarraias-manta. Entretanto, só não esperavam que a missão fosse cumprida já no primeiro mergulho.
Assim que a gente caiu [na água], demos de cara com ela: uma fêmea da espécie Mobula birostris. Muito gratificante– complementou
Moana, a raia, foi encontrada sem a cauda. Além disso, ela também não tem ferrão — mas isso é uma característica da espécie. O projeto, que tem como uma das frentes a divulgação científica em linguagem acessível, explicou pelas redes sociais essa condição.
Raia-manta (não a Moana). Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução
Raia-manta não tem ferrão
Maior espécie de raia no mundo, a raia-manta não possui venenoe nem ferrão. O Projeto Mantas do Brasil explica que os únicos mecanismos de defesa desse animalsão o tamanho, que intimida predadores, e a velocidade.
Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução
Além da ausência de ferrão, outra curiosidadeé a presença de uma massa calcificada na base da cauda — uma estrutura mais rígida. Isso sugere que, em algum momento da evolução, esse animal tenha tido ferrão, mas por algum motivo o perdeu com o tempo. Sendo assim, a verdade é que as raias-manta são inofensivas para os humanos, desde que não se sintam ameaçadas.
Raias-manta: sua foto pode colaborar com a ciência
O Projeto Mantas do Brasil recebe registros de mergulhadores que tiveram a sorte e o privilégio de se deparar com um desses animais no litoral brasileiro. Essas imagens com detalhes do avistamento podem ajudar no monitoramento e na proteção dessa espécie gigante e gentil.
Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução
O que você precisa saber
Para contribuir com informações, basta enviar as imagens com dados do avistamento, que a equipe receberá o conteúdo de bom grado. Para o contexto, entram dados como data e horário do avistamento; localização ou ponto de referência; condições do mare clima; comportamento observado; e marcas, lesões ou parasitas visíveis na raia.
Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução
Como identificar o sexo da raia-manta
Também é possível identificar o sexo da raia manta de forma descomplicada. Enquanto as fêmeas possuem a região próxima à cauda sem protuberâncias, os machos têm estruturas reprodutivas visíveis próximas à nadadeira pélvica (os chamados clásperes), que apresentam formato de “W”. Essa informação é igualmente importante no contexto do avistamento.
Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução
“Impressão digital” da raia-manta fica na barriga
Outra orientação do Projeto Mantas do Brasil é registrar o animal de baixo para cima, da forma mais nítida possível e com a região ventral (a “barriga”) bem enquadrada. Isso porque é justamente ali que a raia-manta carrega um padrão de manchas único, que serve como sua impressão digital.
Foto: Instagram @mantasdobrasil / Reprodução
Dessa forma, a equipe pode conseguir identificar se a raia-manta já foi catalogada ou mover ações para registrá-la oficialmente. Ou seja, esses registros ajudam a monitorar a trajetória dos animais e auxiliam a equipe a entender as melhores formas de protegê-los.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
O Governo de São Paulo (SP) está prestes a criar o primeiro plano estadual de combate ao lixo no mar e você pode participar. O estado abriu uma consulta pública para uma proposta inédita que busca enfrentar a poluição marinha que atinge SP. O documento foi elaborado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).
Com o nome de Plano Estadual de Combate ao Lixo no Mar, o programa pretende encarar um dos maiores responsáveis pela degradação ambiental e criar soluções contra este problema no litoral paulista. O governo ressalta que a poluição marinha afeta serviços como turismo, pescae navegação, sendo considerada uma das formas mais graves de degradação ao meio ambiente.
O projeto, que conta com o apoio do processo de consulta pública, visa estruturar uma política duradoura. Segundo o Governo de São Paulo, as ações planejadas incluem manter o litoral mais limpo, proteger a saúde pública e valorizar a economia das comunidades costeiras.
Quem pode participar da consulta pública?
Podem se inscrever para enviar contribuições pessoas físicas e jurídicas — incluindo representantes do setor público — , empresas da iniciativa privada, universidades e organizações da sociedade civil. Basta informar dados básicos como nome completo, e-mail, CPF/CNPJ, município e qual setor da sociedade faz parte.
A consulta pública é uma etapa essencial pois permite aprimorar propostas e garantir que ações sejam mais eficazes e aderentes às realidades locais-Cristiano Kenji, Subsecretário de Recursos Hídricos e Saneamento Básico de SP
Por que ajudar?
A poluição marinha não prejudica apenas os seres que vivem nos mares, mas toda uma cadeia que depende deles. Não à toa, segundo a Semil, estudos indicam que cada tonelada de resíduo no oceano reduz cerca de R$ 165 mil dos serviços ecossistêmicos aquáticos.
Imagem ilustrativa. Foto: Ancapital/ Envato
Além disso, segundo a Semil, pesquisas realizadas por universidades paulistas — que, inclusive, embasaram o diagnóstico do novo plano — mostram que resíduos sólidos foram identificados em 100% das praias amostradas no litoral brasileiro, com 91% desse material total sendo plásticos.
Dentro dessa fatia, 60% correspondem a plásticos de uso único, daqueles usados por poucos minutos, mas que levam mais de 400 anos para se decompor. “Os dados mostram que a maior parte do lixo no mar tem origem em atividades realizadas em terra, o que exige uma resposta coordenada e baseada em evidências”, pontuou Kenji.
Além do plano Combate ao Lixo do Mar, a Semil conta com a iniciativa Mar Sem Lixo, criada em 2022, que, segundo a Secretaria, já destinou mais de R$ 1 milhão em investimento público para remunerar os pescadores parceiros e retirou mais de 133 toneladas de lixo do fundo do mar.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Era o lançamento mais esperado de 2025. Desde que o grupo italiano Finice, de propriedade dos irmãos Bartoli, entregou a primeira fase do empreendimento — durante um coquetel ao pôr do sol que reuniu convidados, investidores, autoridades e clientes —, a ansiedade pelo anúncio da nova etapa tomou conta do mercado. E não era para menos. Projetado pelo arquiteto italiano Paolo Santandrea, em parceria com escritórios brasileiros, o Kiaroa Residence & Marina é um condomínio de alto luxo que, além de oferecer todos os recursos esperados em um projeto desse nível, ainda dispõe de uma marina para até 60 embarcações.
Pois bem, o momento chegou. O pré-lançamento do Kiaroa 2 aconteceu junto à segunda edição do Salvador Boat Show, em novembro. Foram disponibilizados lotes residenciais com tamanhos entre 400 e 800 metros quadrados, de frente para o mar, além de uma área reservada para empreendimentos comerciais com serviços voltados exclusivamente aos condôminos. O condomínio ocupa uma área total de 180 mil metros quadrados em Taipu de Dentro, sendo um terço desse território dedicado à preservação ambiental — o que garante privacidade, segurançae contato direto com a natureza.
Foto: Revista Náutica
Conhecida por suas belezas naturais, como praias de areia branca e águas cristalinas, Taipu de Dentro é uma vila tranquila e acolhedora na Baía de Camamu, a terceira maior do Brasil. Com cenário de cinema, fica a poucas milhas náuticas de destinoscomo Barra Grande, Itacaré e Ilha de Boipeba. Ou seja, escolher o Kiaroa Residence & Marina é ter os grandes tesouros do sul da Bahia como vizinhos privilegiados.
Foto: Revista Náutica
Barco na porta de casa
“Para quem chega de barco, é um privilégio: nossa marina oferece total comodidade. Você praticamente atraca na porta da sua casa”, diz a assessoria grupo Finice, fazendo brilhar os olhos de quem sempre sonhou em unir sofisticação, natureza exuberante e estilo de vida náutico em um só lugar. A promessa é transformar a região em uma referência no turismo náutico de luxo no Brasil — e recursos para isso não faltam.
Foto: Revista Náutica
A infraestrutura inclui um clube náutico de 1.500 metros quadrados com píeres flutuantes fornecidos pela Metalu Brasil, referência nacional em píeres e passarelas. Nas proximidades do condomínio, há também um estaleiro que, em caso de necessidade, poderá auxiliar os moradores com reparos e abastecimento das embarcações.
Foto: Revista Náutica
Aviões e helicópteros
Já para quem chega pelo ar, o Kiaroa conta com um heliponto homologado pela agência de aviação civil (ANAC) e está próximo a uma pista de pouso para a aviação executiva, o que facilita o acesso tanto a partir de Salvador como de Ilhéus.
Nesse refúgio exclusivo, os moradores terão à disposição um clube social completo: piscina de borda infinita com 800 metros quadrados, piscina infantil, quadras de tênis, vôlei de praia e beach tennis, academia equipadacom aparelhos Technogym, restaurantes e lounges decorados pela Artefacto (conhecida por seus ambientes sofisticados), rooftop com vista permanente para o mar, além de áreas verdes, lagos ornamentais e trilhas ecológicas. Enfim, trata-se de um condomínio de luxo completo com estrutura náutica, estrategicamente localizado entre o Atlântico e a Baía de Camamu — tudo a ver com quem valoriza o estilo de vida náutico.
Kiaroa Residence & Marina: mais imagens
Da piscina ao píer para 60 barcos, o Kiaroa Residence — projeto do italiano Paolo Santandrea — se consolida um dos maiores refúgios de luxo do Brasil. Foto: Revista NáuticaFoto: Revista NáuticaDa esq. para a dir., Ernani Paciornik, Ferruccio Bonazzi e Enzo Bartoli no coquetel de entrega da primeira fase, que reuniu convidados e investidores. Foto: Revista NáuticaFoto: Revista Náutica
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Nesta quarta-feira (6), a construtora naval Aus Ships e a fabricante de motores Volvo Penta anunciaram uma parceria para construir a primeira balsa de passageiros elétrica da Austrália. A embarcaçãoserá equipada com tecnologias Volvo e promete propulsão 100% elétrica. A previsão é que o barco ganhe as águas no final de 2026 e comece a operar comercialmente ao início de 2027.
A balsa — em construção no estaleiro em Brisbane — segue o modelo de catamarã. São 18 metros de comprimento (cerca de 60 pés) e capacidade para nada menos que 80 passageiros, além da tripulação.
Estrutura da embarcação está em construção no estaleiro em Brisbane, da Aus Ships. Foto: YouTube Volvo Penta / Reprodução
Tecnologias da 1ª balsa de passageiros elétrica da Austrália
A balsa elétrica contará com uma instalação dupla do sistema de propulsão elétrico Volvo Penta IPS450E, que permitirá a entrega de 250 kW por linha de transmissão. O sistema Volvo Penta Electric IPS integra propulsãoe controle em uma plataforma unificada que promete otimizar a manobrabilidade, a eficiência energética e a facilidade em operações.
IPS Volvo Penta. Foto: Volvo Penta / Divulgação
Além disso, o barco terá um pacote de baterias de 460 kWh com painéis solares que, juntos, servirão como um ecossistema energético flexível e eficiente, projetado especialmente para o uso comercial. Por fim, a embarcação incorporará um gerador Volvo Penta D4 de velocidade variável, que, segundo a marca, vai ampliar a autonomia de navegação.
Projeto mostra equipamentos Volvo na embarcação feita em parceria com construtora naval. Foto: Volvo Penta / Divulgação
Parceria promissora
O projeto, pioneiro na Austrália, tem como papel principal mostrar, na prática, como uma embarcação de serviço pode funcionar com propulsão elétrica — ainda que seja um “passo ousado” para a chefe da Volvo Penta Oceania, Philippa Wood.
Estamos combinando desempenho com uma propulsão eficiente e mais silenciosa. Trata-se de validar soluções escaláveis de propulsão elétrica marítima para as vias navegáveis australianas– complementou Philippa
Foto: YouTube Volvo Penta / Reprodução
Do outro lado da parceria, a construtora naval Aus Ships acrescentou que integrar as tecnologias de propulsão e controle da Volvo a uma embarcação comercial de passageiros abre novas possibilidades tanto para a eficiência quanto para a experiência de quem estiver a bordo. Isso sem contar com questões ambientaisque a iniciativa carrega, já que emite menos gases de efeito estufa do que seria com o uso de motores a combustão.
Tommy Ericson, diretor da Aus Ships, afirmou que a parceria está desenvolvendo um modelo escalável de transporte sustentável que pode ser replicado por toda a Austrália.
É um momento decisivo para a indústria marítima australiana. Estamos estabelecendo as bases para uma nova geração de balsas elétricas sustentáveis de passageiros– finalizou Tommy.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Desde recifes de corais até o retorno de um peixe em estado crítico de extinção, as surpresas que hoje ocupam o fundo do mar em Pontal do Sul, no Paraná, são muitas. O ecossistema local foi revitalizado graças a um projeto iniciado há 25 anos — e cujo resultado hoje se mostra mais que satisfatório.
Em 2001, um projeto da Universidade Federal do Paraná (UFPR) afundou 2 mil blocos de concreto vazados compatíveis com o ambiente marinho e uma balsa. Apesar da grandiosidade da ação, o objetivo era simples: repovoar o ecossistema local e evitar a pesca de arrasto — prática que, apesar de proibida, acontecia ilegalmente.
Em 2001, blocos de concreto foram afundados para virarem recife artificial no Paraná. Foto: Jornal Meio-Dia Paraná / TV Globo / Reprodução
No início de 2026, pesquisadores que em 2001 participaram do projeto de repovoar o ecossistema marinho no Paraná retornaram ao local. Além da comprovação de que a iniciativa deu mais que certo, também não faltaram altas doses de emoção naquelas águas.
Os resultados foram excelentes. Praticamente não se vê concreto, vimos vida marinha agregada-disse o oceanógrafo Frederico Brandini ao jornal Meio-Dia Paraná, da TV Globo
Foto: Jornal Nacional / TV Globo / Reprodução
Ao noticiário, Brandini detalhou que a emoção de mergulharnovamente nas águas de Pontal do Sul foi parecida com a sensação que teve em 2001. Ele explicou que, no início, a área afetada pela pesca de arrasto carecia de vida marinha, com pouca fauna e flora. 25 anos depois, o cenário é completamente diferente.
Ideia promissora, resultado visível
Além do repovoamento marinho, outra boa surpresa do projeto da UFPR foi o retorno do peixe Mero (Epinephelus itajara), criticamente ameaçado de extinção, que só fortaleceu a importância do recife artificial para a biodiversidade marinha no Paraná.
Peixes Mero foram vistos no recife artificial no Pontal do Sul. Foto: Jornal Meio-Dia Paraná / TV Globo / Reprodução
O biólogoAriel Scheffer foi outro dos pioneiros que retornaram ao Pontal do Sul após décadas de espera. Ele destacou a importância de o local estar recebendo o peixe ósseo ameaçado de extinção.
Emocionante ver os Meros e tudo que está em volta deles. É muito bonito, eles parecem observar a gente. Fiquei emocionado em ver a quantidade de Meros que vivem lá hoje-detalhou Scheffer ao jornal
Foto: Jornal Meio-Dia Paraná / TV Globo / Reprodução
O chefe de operações Romano Mestre Dalanana não poupou o orgulho de ter feito parte do projeto “desde o começo”.
A gente sabe que deu certo, mas sempre que a gente desce [mergulha] é uma novidade-afirmou Dalanana
Berçário artificial guarda espécie ameaçada de extinção
A presença de peixes Mero no recife artificial instalado em 2001 em Pontal do Sul, no Paraná, é um grande motivo de orgulho para a iniciativa. De acordo com a última portaria do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima que reconhece peixes e invertebrados aquáticos ameaçados de extinção, publicada em 27 de abril, o Mero aparece em estado criticamente perigoso.
Peixe Mero já integra a lista de animais em risco de extinção há mais de 10 anos. Foto: Jornal Meio-Dia Paraná / TV Globo / Reprodução
A classificação significa que a espécie apresenta risco extremamente elevado de desaparecer na natureza, sendo a última etapa antes da extinção definitiva. Entre os critérios são considerados o tamanho da população conhecida, as regiões que o animal ocupa e o número de indivíduos adultos.
Cerca de seis peixes Mero foram vistos no recife artificial do Paraná. Foto: Jornal Nacional / TV Globo / Reprodução
O Mero é um peixe marinho ósseo que pode atingir grandes proporções. Os adultos chegam a pesar entre 250 kg e 400 kg e medir até três metros. No retorno dos pioneiros do projeto da UFPR às águas de Pontal do Sul, a equipe flagrou cerca de seis Meros aproveitando o recife artificial, que agora parece ter virado habitat desses gigantes ocultos.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Ted Turner participou da America's Cup com o veleiro Courageous e entrou para a história antes mesmo de fundar o primeiro noticiário 24 horas do planeta
Nesta quarta-feira (6) morreu, aos 87 anos, o filantropo, empresário e entusiasta do universo náutico Ted Turner, conhecido, entre tantos feitos, por fundar a CNN, primeiro canal de notícias24 horas do mundo. A informação foi confirmada pela Turner Enterprises e repercutida pela própria CNN.
Ted Turner teve seu nome conhecido a nível global antes mesmo de fundar o canal de notícias que não para. Isso aconteceu em 1977, quando venceu a America’s Cup, regata a vela mais famosa do mundo. Estreante na competição, Turner foi o skipper (capitão) do barcoCourageous e levou a melhor da vez mesmo contra as estatísticas. Ele participou pelo New York Yacht Club, que já era o atual detentor do título da regata.
America’s Cup 1977. Foto: America’s Cup / Divulgação
As boas surpresas de Ted Turner à frente do Courageous começaram ainda na fase eliminatória: de 11 corridas, ele perdeu apenas uma e garantiu a vaga de defensor na competição. Esse cargo existe devido à estrutura da America’s Cup, que divide as equipes em dois lados, onde um detém o troféu e o outro tenta conquistá-lo.
Foto: America’s Cup / Divulgação
Nas corridas, Turner encontrou no tático Gary Jobson uma dupla ideal para fazer o veleironão apenas ter um bom desempenho, como superar os adversários que, na época, contavam com mais tecnologias. Assim, Turner focou na supervisão tática e na coordenação da tripulação, enquanto Jobson propunha estratégias para o líder.
Ted Turner e Gary Jobson (de laranja). Foto: America’s Cup / Divulgação
No confronto decisivo contra o principal rival na competição, o barco Austrália liderado por Alan Bond, a equipe do homem que viria a fundar a CNN em poucos anos foi impecável. O resultado? Um placar de 4 a 0, que não deixou dúvidas sobre quem seria o vencedor daquela America’s Cup — e manteria o título pertencendo ao New York Yacht Club.
Foto: America’s Cup / Divulgação
Com o troféu em mãos — o “Auld Mug”, como é conhecido — Turner viu seu nome na boca de todos os povos. Na época, o New York Times intitulou o empresário como superstar. Ele, por sua vez, chegou a definir o verão de 1977 como um dos pontos altos de sua vida, quando participou e venceu a America’s Cup com uma equipejá composta por vencedores.
Ted Turner venceu a America’s Cup aos 38 anos de idade. Foto: America’s Cup / Divulgação
Poucos anos depois dessa vitória, em 1980 Turner fundou a CNN e reforçou, mais uma vez, seu nome na história global.
Ted Turner é o único velejador a ser nomeado Velejador do Ano pela Federação de Vela dos Estados Unidos (US Sailing) quatro vezes. Suas conquistas na água incluem comandar o Courageous à vitória na Copa América de 1977, vencer muitas das grandes regatas oceânicas do mundo, incluindo a Regata Sydney-Hobart e a Fastnet Race de 1979, considerada a regata oceânica mais difícil da história.
Turner fez parte do Conselho de Administração da revista Yachting e foi presidente do Offshore Ocean Racing Club na década de 1970, período em que as regras de classificação por handicap estavam em constante mudança. Ao longo dos anos, Turner foi um generoso apoiador de diversas organizações de vela, incluindo a US Sailing, a Leukemia Cup Regatta Series, o Intercollegiate Racing e inúmeros outros projetos náuticos.
O empresário deixa cinco filhos, 14 netos e dois bisnetos.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Uma ilha, 155 km de mares incertos e quase 100 pilotos de jet. Esses foram os ingredientes da 11ª Volta à Ilha, tradicional evento náutico que movimenta as águas de São Luís, no Maranhão, há mais de uma década. O passeio aconteceu no último sábado (2).
Organizado por Beto Rush e Almir Baldez, a 11ª edição do evento reuniu vários pilotos de moto aquática para o passeio que contorna a Ilha de Upaon-Açu. O itinerário partiu do bairro Penísula ainda de madrugada e deu a volta à ilha sentido leste.
Passeio em São Luís (MA) contorta a Ilha de Upaon-Açu. Foto: @ytaloflydrone e @paulinne_mendes / Divulgação e Beto Rush / Divulgação
O percurso teve uma parada em São José de Ribamar para reabastecimento e hidratação. Beto Rush detalhou que a primeira metade do passeio finalizou em tempo recorde — 5 horas antes do estimado — muito por conta das condições de mar. Ao final, os participantes confraternizaram na Ilha do Curupu.
A gente fez um planejamento junto à Marinha do Brasil para escolher o melhor mês em relação às marés e não ter tanta dificuldade– disse Beto
Oficiais da Marinha acompanharam a 11ª Volta à Ilha, em São Luís, a partir de jets e de embarcações maiores. Foto: @ytaloflydrone e @paulinne_mendes / Divulgação
Assim como nas outras dez edições, a Volta à Ilha de São Luís teve apoio da Marinha, que reforçou o monitoramento e a segurança dos pilotos em todo o trajeto por meio de jetse outras embarcações maiores. O Governo do Estado do Maranhão também apoiou a iniciativa com equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
Mais fotos da 11ª Volta à Ilha, em São Luís (MA)
11ª Volta à Ilha reuniu quase 100 pilotos de jet. Foto: @ytaloflydrone e @paulinne_mendes / DivulgaçãoEquipe da Marinha prestou apoio à 11ª Volta à Ilha em São Luís do Maranhão. Foto: @ytaloflydrone e @paulinne_mendes / DivulgaçãoFoto: @ytaloflydrone e @paulinne_mendes / Divulgação Volta à Ilha de 2026 teve patrulhamento oficial por mar, terra e ar. Foto: Beto Rush / DivulgaçãoFoto: @ytaloflydrone e @paulinne_mendes / DivulgaçãoFoto: @ytaloflydrone e @paulinne_mendes / Divulgação
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
A atriz Anne Hathaway, que hoje estampa milhares de telas de cinemano mundo pelo protagonismo no filme O Diabo Veste Prada 2, também tem ligação com o universo de esportes náuticos. Ainda em 2025, a estrela hollywoodiana se tornou integrante no grupo de investidores de uma equipe do SailGP, regata de alta velocidade conhecida como a Fórmula 1 da vela.
Há um ano, a organização do SailGP anunciavaAnne Hathaway entre os novos investidoresdo time Red Bull Italy SailGP. Um consórcio liderado por Assia Grazioli-Venier e Gian Luca Passi de Preposulo adquiriu o time italiano e, entre os investidores, estava o nome da atriz que interpreta Andrea Sachs — ou Andy Sachs — nas telonas.
Foto: Jason Ludlow / SailGP e Instagram @annehathaway / Reprodução
Segundo a organização do SailGP, a aquisição do Red Bull Italy SailGP Team foi considerada histórica no campeonato de vela mundial, por ter sido o primeiro grupo de proprietários liderado por mulheres na liga. Se considerarmos a presença de Hathaway entre os investidores, o cenário poderia inclusive ser duplamente histórico.
Anne Hathaway, que interpresa Andy Sachs em O Diabo Veste Prada, está entre os investidores do Red Bull Italy SailGP Team, equipe italiana do SailGP. Foto: Instagram @annehathaway / Reprodução
No SailGP, todos os times competem em catamarãsF50 de modelo idêntico que, devido a uma série de tecnologias, permitem ultrapassar os 100 km/h nas águas. Nesse contexto, a equipe italiana tem o australiano Jimmy Spithill, tido como um dos velejadores mais premiados do mundo, como CEO e coproprietário do Red Bull Italy.
Além da atriz hollywoodiana e dos líderes do consórcio, os nomes que completam os investidores do time italiano são MFO Certuity, Yeh Capital, Alexander Gilkes, Evan Yurman, Adam Shulman (marido de Hathaway), Miriam Leone, Julie Eddleman, Heather Karatz, Pete Delgrosso e Jennifer Ashton.
No SailGP, todos os times disputam com catamarãs F50 que podem atingir 100 km/h. Foto: Jason Ludlow / SailGP
Na temporada 2026 do SailGP, que iniciou em janeiro na Austrália e encerrará em novembro nos Emirados Árabes Unidos, o Red Bull Italy ocupa a 9ª colocação da classificação geral, com 15 pontos — contabilizados até a etapa 4. Esta, por sua vez, aconteceu no Rio de Janeiro, nos dias 11 e 12 de abril. A próxima será nas Ilhas Bermudas, nos dias 9 e 10 de maio.
SailGP: confira o calendário da temporada 2026
Perth (Austrália): 16 a 18 de janeiro;
Auckland (Nova Zelândia): 13 e 14 de fevereiro;
Sydney (Austrália): 27 de fevereiro a 1º de março;
Rio de Janeiro (Brasil): 11 e 12 de abril;
Bermuda (Bermuda): 9 e 10 de maio;
Nova York (EUA): 30 e 31 de maio;
Halifax (Canadá): 20 e 21 de junho;
Portsmouth (Reino Unido): 25 e 26 de julho;
Sassnitz (Alemanha): 22 e 23 de agosto;
Espanha (Local a definir): data a confirmar;
Saint-Tropez (França): 12 e 13 de setembro;
Dubai (EAU): 21 e 22 de novembro;
Abu Dhabi (EAU): 28 e 29 de novembro (grande final).
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Atenção, piloto de jet: a partir de agora, é obrigatório o porte do rádio VHF em motos aquáticas nas áreas de jurisdição da Capitania dos Portos de São Paulo e da Delegacia de São Sebastião. Conforme publicado nos últimos dias pela Marinha do Brasil (MB), a novidade se aplica às Áreas de Navegação Interior 2.
Dessa maneira, a exigência que antes valia apenas para as embarcações classificadas para navegação costeira e oceânica — que necessitam de rádios homologados e a obtenção da Licença de Estação Navio junto à Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) — agora se estende de maneira simplificada às motos aquáticas.
Foto: NaturesCharm/Envato
Neste caso, diferentemente da navegação costeira e oceânica, os rádios utilizados nos jets não necessitam de homologação e registro na ANATEL. Segundo a Marinha, basta portar o modelo portátil (VHF) que trabalhe na frequência marítima que já estará dentro da exigência.
A obrigatoriedade desta atualização já está em vigor desde o dia 23 de abril, segundo o documento que pode ser conferido aqui.
O que muda na prática?
De acordo com a atualização das Normas e Procedimentos da Capitania dos Portos (NPCP) de São Paulo, no item 3.3.1, está proibido o tráfego de motos aquáticas na Área de Navegação Interior 2 “sem a devida manutenção de escuta permanente no canal 16 (VHF)”.
Foto: simonapilola/ Envato
Ou seja, quem for pego pilotando o jet com o aparelho a bordo, mas sem a devida escuta ativa no canal 16 (156,8 MHz, canal internacional dedicado à chamada, escuta e espera de emergência), estará infringindo a obrigação. O descumprimento desta norma, segundo o documento, sujeitará o infrator à emissão de Auto de Infração e retirada de tráfego da embarcação.
Caso a pessoa seja reincidente em um período menor a 48 horas, será aplicada, cumulativamente, a penalidade de apreensão da embarcação. Lembrando que essa norma vale para a Capitania do Portos de São Paulo e para a Delegacia de São Sebastião.
Confira na íntegra o trecho que específica o uso do rádio VHF no jet:
“É vedado o tráfego de Motos Aquáticas (MTA) na Área de Navegação Interior 2 sem a devida manutenção de escuta permanente no canal 16 (VHF). O descumprimento desta norma sujeitará o infrator à lavratura de Auto de Infração e retirada de tráfego da embarcação. Em caso de reincidência em período inferior a 48 (quarenta e oito) horas, será aplicada, cumulativamente, a penalidade de apreensão da embarcação. Esta restrição não se aplica às motos aquáticas pertencentes a Estabelecimento de Aluguel de Moto Aquática (EAMA), desde que operando em áreas balizadas ou realizando passeio guiado previamente homologados.”
O que é Área de Navegação Interior 2?
Não é de hoje que a Marinha do Brasil estabelece duas zonas para navegação: a Área de Navegação Interior 1 e a Área de Navegação Interior 2. Nesse contexto, o uso do rádio VHF no jet é obrigatório apenas na Navegação Interior 2.
Segundo esta nova NPCP, a Área 1 contempla áreas abrigadas, como lagos, lagoas, baías, rios e canais “onde normalmente não sejam verificadas ondas com alturas significativas que não apresentem dificuldades ao tráfego de embarcações”, explica o escrito.
Áreas supracitadas na jurisdição da CPSP na Área de Navegação Interior 1. Foto: NPCP de São Paulo 2026/ ReproduçãoContinuação das Áreas de Navegação Interior 1 no CPSP e áreas sob a jurisdição da DelSSebastião. Foto: NPCP de São Paulo 2026/ Reprodução
Já a Área 2 contempla zonas parcialmente abrigadas, onde, segundo o NPCP, “eventualmente sejam observadas ondas com alturas significativas e/ou combinações adversas de agentes ambientais, tais como vento, correnteza ou maré que dificultem o tráfego das embarcações”. Nesse trecho, costumam entrar espaços mais abertos, como regiões costeiras.
O documento diz que, nesta área, a navegação não poderá interferir com o uso de praias, especialmente a menos de 200 metros da linha de base. Além disso, também não deve interferir com qualquer espaço definido pelo Plano Municipal de Gerenciamento Costeiro de cada munícipio, como define o item 1.1.4 da norma.
Foto: akophotography/Envato
Ainda sobre a Área de Navegação Interior 2, o NPCP diz que o afastamento de qualquer ponto da costa não deverá exceder a distância de uma milha náutica, enquanto as condições de visibilidade deverão ser superiores a cerca de 500 metros, ventos inferiores a 20-30 km/h e ondas menores que um metro. Aqui, vale ressaltar que não houve mudança em relação à norma anterior, conforme disse o instrutor de navegação e diretor da Argonauta Escola Náutica, Marcello Souza, em entrevista à NÁUTICA.
Mudanças nos limites da Navegação Interior 2
Embora o que seja definido como Área de Navegação Interior 2 não tenha sofrido alterações, a NPCP ampliou algumas zonas que agora possuem novas áreas dentro dos limites da Navegação Interior 2. Marcello aponta que a Ilha de Búzios, por exemplo, agora está dentro dos limites da Navegação Interior 2 em São Sebastião.
São Sebastião à Ilhabela (agora com a Ilha de Búzios inclusa). Foto: NPCP de São Paulo 2026/ Reprodução
A Ilha da Moela, em Santos, que tem servido como ponto de orientação de navegação para embarcações que adentram ao Porto de Santos, agora está contemplada na área de Navegação Interior 2 entre Praia Grande e Guarujá.
Além disso, o caminho Bertioga-Guaratatuba aumentou cerca de quatro milhas náuticas, segundo Marcello. Por fim, a Ilha Montão de Trigo segue fora do limite de Navegação Interior 2. As demais áreas podem ser conferidas abaixo e no documento oficial (a partir da página 141).
A área de Navegação Interior 2 de Guarujá à Bertioga ganhou quatro milhas náuticas. Foto: NPCP de São Paulo 2026/ ReproduçãoPeruíbe à Praia Grande. Foto: NPCP de São Paulo 2026/ ReproduçãoIlha Comprida à Peruíbe. Foto: NPCP de São Paulo 2026/ ReproduçãoIlhabela à Ilha Anchieta. Foto: NPCP de São Paulo 2026/ ReproduçãoIlha Anchieta à Trindade. Foto: NPCP de São Paulo 2026/ ReproduçãoGuaratatuba à São Sebastião. Foto: NPCP de São Paulo 2026/ ReproduçãoCananéia à Ilha Comprida. Foto: NPCP de São Paulo 2026/ ReproduçãoBertioga à Guaratatuba. Foto: NPCP de São Paulo 2026/ Reprodução
Atenção na velocidade
Outra parte do documento que merece atenção especial é o que diz respeito à velocidade. Segundo a norma, a navegação nos canais dos portos da Baixada Santista e de São Sebastião devem ser feitas em marcha reduzida. Confira o que diz o trecho, situado no item 5.2.1.
“[…] As embarcações comerciais até 20 AB e as embarcações de esporte e recreio, quando transitando no meio do canal de navegação do Complexo do Porto de Santos, deverão conduzir suas embarcações com prudência e velocidade compatível para reagir com segurança às necessidades da navegação.”
Nova atualização reforça a atenção aos limites de velocidade. Foto: wirestock/ Envato
O documento coloca a velocidade máxima permitida para navios no canal do Porto de Santos e no Canal de São Sebastião em 9 nós (cerca de 16 km/h) em relação à superfície da água. Já em Bertioga, o limite é de 6 nós (aproximadamente 10 km/h). Esta é a mesma velocidade permitida em:
área delimitada entre o través do farol “Pedra do Corvo” e a ponte da FEPASA, situada nas proximidades da Base Aérea de Santos (Canal de Bertioga);
Canal de Piaçaguera; e
rio Itanhaém, rio Branco e rio Preto.
Por conta disso, vale o cuidado redobrado para as restrições de velocidade, tendo a verificação na NPCP. Segundo Marcello, a atenção especial aos limites de velocidade reforça a segurança da navegação e salvaguarda da vida humana no mar.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Aconteceu, do dia 30 de abril a 2 de maio, o 15º Torneio de Pesca Esportiva de Três Lagoas, eventoque tem se consolidado cada vez mais no calendário da cidade sul-mato-grossense. Em três dias, a programação contou com música, palestras e artesanato, além, é claro, de muita pesca.
Nessa edição foram distribuídos mais de R$ 300 mil em prêmios e, segundo a APETL, organizadora do evento, o torneio movimentou R$ 5 milhões na economia local. Isso porque, além dos 1208 pescadores inscritos, o público estimado em cada dia foi de 4 mil pessoas.
Foto: APETL / Grupo FZA / Divulgação
No Torneio de Pesca Esportiva de Três Lagoas, cada time apresenta até cinco peixesde, no mínimo, 30 cm para a classificação no ranking geral, que é feita a partir da soma dos comprimentos. Cada animal pescado precisou ser medido nos padrões do regulamento a partir da régua oficial e depois devolvido para a água, com o processo todo gravado em vídeo.
A competiçãode pesca aconteceu no sábado (2), movimentando as águas do Balneário Municipal. Os barcospuderam pescar a partir de 100 metros da margem, evitando apenas as áreas de reserva ambiental.
Foto: APETL / Grupo FZA / Divulgação
Os barcos de pesca do torneio carregavam motoresentre 15 hp e 400 hp. Cada equipe precisava manter a embarcação a uma distância mínima de 50 metros de outros barcos, além de pescar utilizando somente iscas artificiais.
De acordo com a APETL, a equipe campeã geral do torneio foi a VitsBar, com 2,65 metros pescados ao todo (média de 53 cm por peixe). Já o maior fisgado na competição foi um tucunaré de 61 cm. Os 15 primeiros colocados — com pelo menos 2,3 metros pescados — foram premiados com troféus. Além disso, sorteios durante o torneio distribuíram itens como barcos leves, motores, prêmios de R$ 5 mil e um equipamentode sonar.
Foto: APETL / Grupo FZA / Divulgação
Mais fotos do 15º Torneio de Pesca de Três Lagoas
Foto: APETL / Grupo FZA / DivulgaçãoFoto: APETL / Grupo FZA / DivulgaçãoFoto: APETL / Grupo FZA / Divulgação Foto: APETL / Grupo FZA / DivulgaçãoFoto: APETL / Grupo FZA / DivulgaçãoFoto: APETL / Grupo FZA / DivulgaçãoFoto: APETL / Grupo FZA / Divulgação
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
A última semana foi bastante agitada em Goya, cidade argentina que sedia a Fiesta Nacional del Surubí (ou Festa Nacional do Surubim, em português), um tradicional torneio de pescaque neste ano chegou à sua 49ª edição. O evento, que aconteceu de 27 de abril a 3 de maio, reuniu milhares de barcose pessoas em uma programação regada à pescaria e cultura.
Mais do que um concurso de pesca, o eventoreúne famílias, amigos e amantes do universo náutico em uma programação que ultrapassa o torneio de pesca. Durante esta edição da Festa Nacional do Surubim, houve apresentações musicais, de dança e até a eleição da Rainha e das Princesas da festa.
Neste ano, foram 1.400 barcos confirmados no torneiode pesca, que movimentou as águas do Rio Paraná com milhares de pescadores e uma plateia que fez jus à tradição do evento argentino.
Foto: Instagram @marianohormaechea / Reprodução
O regulamento permite que cada pescadorutilize uma vara de pesca com um anzol de qualquer tipo, garantindo um padrão justo entre os participantes. Para pescar, o barco precisa estar ancorado dentro da sua zona de pesca e ficar a, no mínimo, 50 metros a bombordo/estibordo e a mais de 80 metros da proa/popa de outra embarcação, podendo ser desclassificado caso desrespeite os limites.
Foto: Instagram @fiestasurubigoya / Reprodução
No fim, duas equipes foram premiadas: a que somou mais pontos (campeã geral) e a que fisgou o maior peixe da edição (vencedora da peça maior). A equipe campeã, María del Rosario, somou 42,40 pontos com três peixes capturados, de 91 cm, 72 cm e 61 cm. Já a equipe que pescou o maior peixe do concurso, Villaboster, terminou na 9ª posição na classificação geral, mas levou o reconhecimento por um exemplar de 119 cm de comprimento, que lhe rendeu 26,90 pontos.
Foto: Instagram @marianohormaechea / Reprodução
Apesar de tanta pesca, o festival realizou a soltura de 5 mil alevinos de surubim para compensar os peixes adultos capturados no torneio. “A pesca esportivadeve caminhar lado a lado com o cuidado com os recursos naturais”, frisou a organização do evento.
Foto: Fiesta Nacional del Surubi / Divulgação
O surubim, também conhecido como pintado, é um peixe de água doce que pertence à família dos Pimelodídeos. Ele pode atingir grandes proporções e chegar aos 100 kg. Segundo o Portal Gov.br, já foram encontrados no Rio Paraná exemplares machos de 1,36 metro e 36 kg e fêmeas de 1,55 metro e 50,5 kg.
Mais fotos da 49ª Festa Nacional do Surubim, na Argentina
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Controlar o avanço do coral-sol invasor sempre foi uma corrida contra o tempo e contra a própria natureza resiliente da espécie. Agora, um novo estudo brasileiro aponta para uma virada nesse cenário, baseado em uma solução simples que se mostrou comprovadamente eficaz para combater esse tipo de coral: o uso de pistolas de ar comprimido debaixo d’água.
A técnica, testada por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostrou ser capaz de remover praticamente todo o tecido vivo do coral sem precisar arrancá-lo da rocha. Na prática, a estrutura calcária do coral-sol permanece onde já estava, mas o tecido mole que dá vida ao invasor é desprendido da “base” e não consegue voltar à vida, nem que se prenda a outra estrutura.
Invasor se multiplica com facilidade
Originário de outras regiões do planeta, o coral-sol (Tubastraea spp) se espalhou pelo litoral brasileiro desde a década de 1980 e hoje representa uma ameaça concreta à biodiversidade marinha. Esse fator foi o que incentivou pesquisadores brasileiros a buscarem uma forma eficaz e viável de controlar esse tipo de coral, que cresce aos montes.
Coral-sol (Tubastrea sp.), espécie invasora que ameaça a biodiversidade no Atlântico. Foto: Leo Francini
Altamente agressivo, ele compete com espécies nativas, altera o equilíbrio dos ecossistemas e tem uma característica que dificulta ainda mais seu controle: a capacidade de regeneração. Em outras palavras, um pequeno fragmento de coral-sol é suficiente para dar origem a uma nova colônia inteira.
De acordo com o novo estudo, publicado em abril na revista científica Ecological Solutions and Evidence, o controle desse coral invasor é feito, tradicionalmente, por remoção manual, com uso de martelo e ponteira.
Disputa por espaço: o invasor coral-sol avança sobre o coral-cérebro (Mussismilia hispida), espécie que só existe no Atlântico Sul. Foto: Leo Francini
O problema é que, ao quebrar o coral, fragmentos acabam se espalhando pela água, criando novos focos da espécie. Além disso, ainda é um método exaustivo, demorado e cujo processo exige uma logística complexa, que inclui a retirada dos resíduos do fundo do mar que, em muitos casos, alcançam áreas de mais difícil acesso, como fendas e outras estruturas submersas.
Problema no mar, solução no ar
O novo método desenvolvido pelos pesquisadores brasileiros propõe uma abordagem diferente para controlar o coral-sol. Em vez de retirar o coral por inteiro, o objetivo é eliminar seu tecido vivo, ou seja, aquilo que, na prática, o torna uma ameaça.
Colônia de coral-sol. Foto: Leo Francini
A solução foi encontrada na forma de uma pistola de ar comprimido acoplada a um regulador de mergulho. Os pesquisadores aplicaram jatos diretamente sobre as colônias de coral-sol e a alta pressão removeu o tecido mole deles, deixando apenas o esqueleto calcário preso à rocha, conforme explicou Guilherme Pereira-Filho, pesquisador e coautor do estudo. E é justamente aí que está o avanço.
Sem o tecido, o coral não sobrevive. O esqueleto remanescente, por sua vez, passa a ser ocupado por algase outros organismos.
Colônia de coral-sol. Foto: Leo Francini
Pistola de ar comprimido: solução eficaz que não volta atrás
Uma das principais preocupações dos cientistas era o risco de o tecido liberado na águagerar novas colônias de coral-sol, o que tornaria o método inviável. Os testes em laboratório, no entanto, puseram fim a essa preocupação.
Pereira-Filho afirma que o tecido destacado do esqueleto do coral não é capaz de voltar a sobreviver em outra superfície, e nem dar início a um novo coral. Segundo o estudo, o material disperso apresenta capacidade regenerativa insignificante, o que reduz drasticamente o risco de propagação acidental — que é um dos principais problemas das técnicas atuais.
Menos impacto e mais eficiência no manejo
Além de evitar a dispersão de fragmentos, o método também resolve a questão do descarte dos materiais removidos. Isso porque, enquanto o método de remoção manual necessita que os resíduos sejam coletados e descartados fora d’água para evitar uma nova leva de corais-sol, o jateamento com pistola de ar comprimido mantém a estrutura no local e, o que sai dela, não apresenta risco de gerar novas colônias.
Assim, diferente da remoção manual, não há necessidade de recolher grandes volumes de material do fundo do mar. Os testes de campo feitos na pesquisa analisaram que, após 180 dias, as colônias tratadas com pistola de ar comprimido apresentaram redução significativa no número de pólipos e na área total, enquanto corais não tratados continuaram crescendo. O estudo foi realizado no Arquipélago de Alcatrazes, no litoral de São Paulo.
Ilustração indica onde o experimento de campo foi conduzido, no Arquipélago de Alcatrazes, no litoral de São Paulo. Foto: Ecological Solutions and Evidence / Divulgação
Além disso, a pesquisa aponta que cascos de embarcações, píeres, marinas e até plataformas de petróleo funcionam como vetores para a espécie invasora de coral, uma vez que facilitam seu transporte entre diferentes regiões. A solução do jateamento a partir de pistolas de ar comprimido serve, também, para realizar a limpeza nessas estruturas artificiais.
Nesse contexto, o uso do ar comprimido se revelou também uma alternativa prática, com potencial de aplicação rápida e menor impacto ambiental para estas situações também.
Próximo passo: ampliar a escala
Até agora, os testesforam feitos em escala controlada, mas os pesquisadores já pensam em expandir a técnica, que se provou eficaz, para uma escala maior. A ideia é que o próximo passo seja realizar a limpeza do coral invasor em áreas maiores de conservação ou até ilhas inteiras — o que pode representar um avanço significativo no controle do coral-sol no Brasil.
Ideias relativamente simples podem gerar soluções com grande potencial de benefício– resumiu Pereira-Filho
Grandes colônias de coral-sol tomam conta de paredões no Refúgio de Vida Silvestre de Alcatrazes, no litoral de São Paulo. Foto: Leo Francini
Se os resultados se confirmarem em larga escala, a pistola de ar comprimido pode avançar de uma ferramenta experimental para uma aliada estratégica na proteção dos ecossistemas marinhos. A descoberta da nova tecnologia, inclusive, é motivo de orgulho entre os pesquisadores.
Transformar conhecimento ecológico em soluções concretas é uma das formas mais importantes de devolver à sociedade o investimento feito na ciência– disse Pereira-Filho à NÁUTICA
O coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha da Unifesp ainda relembrou que nem sempre as ideias científicas funcionam de imediato, pois muitas vezes exigem anos de pesquisa até que algo novo possa ser considerado seguro. “Esse trabalho é um exemplo de como a ciência produzida nas universidades pode dialogar diretamente com desafios reais e urgentes”, finalizou.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Equipada com motoresde popa, a Focker 370 GTX foi pensada inicialmente para o mercadoexterno, em especial o norte-americano, onde esse tipo de motorização é dominante, enquanto, no Brasil, acima de certo porte, reinavam os centro-rabeta. Mas o cenário mudou. Numa virada surpreendente, iniciada nos últimos anos, os motores de popa — mais usados nas lanchas de pequeno porte e em embarcações de pesca de variados tamanhos — têm sido cada vez mais procurados também por aqui.
Gradual e constante, esse movimento se explica por uma combinação de fatores a favor do motor traseiro: custo mais competitivo, manutençãosimplificada, avanços tecnológicos (que os tornaram mais econômicos, potentes e silenciosos), melhor desempenho em águas rasas (pois pode ser levantado a um nível acima do da quilha da lancha) e até a redução de peso da embarcação, que se reflete em mais velocidade e menor consumo. Com isso, a 37 pés do estaleiro catarinense Fibrafort caiu no gosto dos brasileiros. Motivos para isso não faltam. A Focker 370 GTX reúne muitos atributos, além dos derivados dessa motorização.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Projeto inteligente
Logo na plataforma de popa se percebe a inteligência do projeto. Mesmo com os motores externos, a área resultante para circulação é ampla, com passagens a boreste e bombordo, e o espaço gourmet conta com churrasqueiraa carvão, pia, porta-copos e uma mesa de madeiraque o projetista — tirando proveito de uma solução engenhosa — instalou sobre a área dos motores. Para completar, entre a mesa e o móvel gourmet há duas banquetas removíveis.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Outro destaque na plataforma de popa é uma poltrona, que fica voltada para a água, ao lado do móvel gourmet. A escada de banho, robusta e com pega-mão, garante conforto no mergulho. Há ainda sapateira, paiol para as banquetas e compartimentos bem-sinalizados para equipamentos de segurança. Além disso, um estobag de acionamento manual pode ser aberto para estender a sombra até essa área.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Cockpit versátil e acolhedor
Uma portinhola, com pouco mais de meio metro de largura, dá acesso direto ao cockpit, que privilegia o conforto, com bom espaço para circulação, mas sem prescindir da beleza. Com um sofá em “L” que acomoda até oito pessoas, mesa rebatível, iluminação em LED e um espaço para preparar alimentos, é um dos pontos altos da 370 GTX. O móvel de apoio concentra pia, cooktop, refrigerador, geladeira profunda e até cooler removível.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Os sofás podem ser convertidos em chaise ou virados para trás, criando integração com a plataforma de popa. No hard-top, o teto solar de abertura manual amplia a entrada de luz e ventilação. Nas laterais, janelas com abertura interna facilitam as manobras.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
No posto de comando, com tela multifunção, o painel escuro evita reflexos. O joystick, ligado aos motores de popa, facilita as manobras, enquanto o timão com detalhes cromados dá um tom de esportividade à lancha. Os assentos ajustáveis permitem navegar sentado ou em posição semiereta, sempre com conforto e ergonomia, enquanto o para-brisa protege bem contra os ventos friose os respingos.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
No acesso à proa, a passagem lateral por bombordo é larga e segura, protegida por amuradas de 67 centímetros e por guarda-mancebos altos. O solário rebaixado, com capacidade para três pessoas, transmite uma sensação extra de segurança: mesmo com mar mais bravo, a posição evita a incidência de respingos. A cabeceira do solário é rebatível, há porta-copos e, logo à frente, uma mesinha com balde para bebidas (champanheira).
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
No bico de proa, o acesso ao guincho elétrico é prático e o paiol de âncora, profundo. Já a bombordo, um farol de busca (opcional) bem-posicionado reforça a funcionalidade da área. Enfim, uma proa confortável, segura e bem resolvida.
Cabine aconchegante
Lá dentro, tem mais: uma cabine que começa impressionando pelo pé-direito de até 1,93 metro — algo raroem barcos de 37 pés. Homologada para até 14 pessoas durante o dia, a Focker 370 GTX oferece conforto na medida certa para dois casais pernoitarem a bordo, num sofá de proa que pode ser convertido em cama e em uma segunda cama (essa gigante) à meia-nau, configuração clássica desse tipo de barco.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O pé-direito desse camarote, porém, é muito baixo, dando a sensação de uma toca, embora garanta bastante espaço horizontal para dormir com conforto. Além disso, faltam uma gaiuta e vigias de ventilação nos bordos. Há ainda uma cozinha de apoio com micro-ondas e armários, o que é sempre bem-vindo.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O banheiro, com pé-direito de 1,86 metro, também tem bom tamanho. Conta com ventilação natural, boxe fechado (de vidro) para banho e armário espaçoso, reforçando a proposta de conforto para estadias mais longas. Contudo, a altura no boxe é mais baixa.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Construção certificada
O cuidado na construção é outro diferencial. O CEO da Fibrafort, Márcio Ferreira — também é integrante da diretoria da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos —, aderiu desde o primeiro momento ao Selo Acobar/ABNT, que garante que todos os barcos da marca sejam construídos sob auditoria da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Para o consumidor, esse selo funciona como uma bússola, já que identifica embarcações produzidas dentro de critérios rígidos de qualidade e segurança.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Além disso, a Fibrafort mantém contrato com a Porsche Consulting, divisão de gestão da montadora alemã, responsável por assegurar processos de produção do tipo Classe A. Esse alinhamento com padrões internacionais reforça a imagem da Focker 370 GTX não apenas como uma lancha moderna e cheia de soluções inteligentes, mas também como um barco robusto, certificado e projetado para durar.
Navegação rápida e segura
O testeda Focker 370 GTX foi realizado nas águas de Balneário Camboriú. A 37 pés da Fibrafort estava equipada com dois motores de popa Mercury de 300 cavalos de potência cada, mas também pode vir com uma parelha de 250 ou de 400 hp cada. A ideia era levá-la ao limite, para conhecer seu comportamento em diferentes regimes de rotação. Começando nos 2000 rpm, passando para os 3000, 4000, 4500 e 5000 giros, até chegar à velocidade máxima de 43 nós, a 5300 giros.
Aos 2500 giros, a velocidadeficou em torno de 10,5 nós, com consumo de 42 litros/hora por motor. Foi quando o casco entrou em planeio, mostrando boa resposta. Em 3000 giros, já navegava a 12 nós, ainda com conforto e suavidade. Na faixa dos 4000 rpm, entregava 24 nós de velocidade, com consumo em torno de 56 litros/hora por motor. Aos 4500 giros, a velocidade ficou em 34 nós — nesse ponto, o consumo subiu para cerca de 67 litros/hora por motor.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A 5000 rpm, o GPS marcava 37 nós. Forçando mais, a 5300 giros, a Focker 370 GTX atingiu a velocidade máxima de 43 nós, com consumo de aproximadamente 101 litros/hora por motor. Mesmo nesse regime extremo, o cascomostrou solidez, sem ressonâncias, mantendo boa estabilidade em curvas fortes, tanto a boreste quanto a bombordo. O barco guinou com segurança, sem perda brusca de velocidade ou de controle, transmitindo firmeza ao leme. Na aceleração, foi de zero a 20 nós (37 km/h) em 7,2 segundos.
A boa visibilidade a partir do posto de comando chamou a atenção: o para-brisa não atrapalha e o piloto consegue manter visão ampla, inclusive lateral. A sensação de condução é esportiva, reforçada pelos rápidos motores de popa, mas sem comprometer o conforto de um barco de quase seis toneladas.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Resultado: a Focker 370 GTX mostrou-se uma embarcação robusta, ágil e divertida, que alia desempenho esportivo a um casco sólido, sem vibrações ou ruídos indesejados, mesmo em mar agitado.
Detalhes da navegação
A 5000 rpm, a Focker 370 GTX chegou a 37 nós. Forçando um pouco mais os manetes, a 5300 giros, a lancha atingiu a velocidade máxima de 43 nós, com consumo de aproximadamente de 101 litros/hora por motor. Mesmo nesse regime extremo, o casco mostrou solidez
Pontos altos
Qualidade da construção;
Navegação rápida e segura;
Cockpit espaçoso.
Pontos baixos
Pé-direito no camarote de meia-nau;
Altura no boxe do banheiro;
Faltam gaiuta e vigias de ventilação nos bordos.
Características técnicas
Comprimento: 11,03 m;
Boca: 3,52 m;
Calado: 0,75 m;
Ângulo “V” do casco: 18°;
Motorização de popa: 2 x 250 a 400 hp;
Peso (*): 5.700 kg;
Tanque de combustível: 420 litros;
Tanque de água doce: 160 litros;
Capacidade de passageiros dia/noite: 14/4.
(*) peso vazio com dois motores Mercury de 300 hp cada
Foto: Revista Náutica
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Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Estava precisando de uma boa história de motivação para ir treinar? Pois bem, ela chegou. No Pará, um garoto que vive em Arimum, comunidade ribeirinha às margens do rio Tapajós, no município de Santarém, além de estudar, encara quatro vezes por semana uma viagem de 40 quilômetros em um barco “apenas” para chegar à academia. Faça chuva ou faça sol, o jovem não abre mão do treino.
Essa é a história de Awá Pinho, de 18 anos, que conquistou as redes sociais ao mostrar o seu longuíssimo trajeto diário para se exercitar. Conforme detalhado pelo garoto, o percurso começa com uma viagem de 30 minutos de barco seguida de 10 minutos de caminhada até o ponto de ônibus em Alter do Chão, de onde ele leva mais 1h até chegar ao seu destino.
Fotos: Instagram @awapinho2/ Reprodução
É comum que Pinho chegue a gastar cerca de duas horas neste percurso. Todo esse esforço se deve à busca por uma melhor estrutura para os seus treinamentos, coisa que ele não encontra perto de casa. Segundo o jovem, o trajeto é feito quatro vezes por semana — isso sem contar a volta, que muitas vezes acontece à noite.
Como era de se imaginar, tamanha disposição para pegar um barco e ir treinar fez com que ele ganhasse um apelido quase tão longo quanto o seu percurso. Entre os frequentadores da academia em Santarém, ele é conhecido como “o cara que atravessa o rio de barco”. Bem autodescritivo.
Eu comecei porque estava extremamente magro. Aí eu falei: ‘Eu não quero ficar magro assim’– disse o garoto à BBC Brasil
Tudo pelo “shape”
Além de longa, a viagem até a academia é solitária. Ele parte sozinho de onde mora, pega o seu pequeno barco a motor (chamado regionalmente de “rabeta”) rumo à vila de Alter do Chão, para depois pegar um ônibus. “Um monte de gente mora do lado da academia e não vai”, brincou Awá.
A rotina, por mais cansativa que seja, rende comentários divertidos de seu público nas redes sociais, onde o jovem já soma mais de 18,5 mil seguidores e admiradores famosos no mundo do fisiculturismo. “No treino de perna você já pensou em tirar o motor e ir empurrando?” brincou um seguidor. “Isso sim é vontade de treinar”, reconheceu outro.
Impressionado com a história do garoto, o dono da academia que Pinho frequenta visitou a casa dele e o presenteou com um ano de mensalidade grátis. A fama dentro do nicho fitness ainda lhe rendeu outros convites, como uma viagem com tudo pago para São Paulo para participar do Arnold Sports Festival South America, um dos maiores eventos do segmento da América Latina.
Eles não me chamaram porque eu tenho um shape top, foi porque eles acharam bacana a minha história– garantiu o menino à BBC
Como vive à margem do rio, o barco simples de Awá também é utilizado para outras atividades, como a pesca. O jovem conta, inclusive, que consome peixes que ele mesmo ou seu pai pescam. Esse alimento, aliás, faz parte de sua dieta para ganho de massa muscular — foram 12 kg de massa adquiridos desde que começou a frequentar a academia.
Foto: Instagram @awapinho2/ Reprodução
Antes de enfrentar a jornada de barco, Awá conta que chegava a treinar em casa enchendo garrafas pet para usá-las como peso. Logo, vindo de quem nunca mediu esforço para conquistar o “shape”, o recado não poderia ser mais motivador — ou desafiador, a depender do seu ponto de vista.
Deixa de preguiça e vai treinar! Levanta do sofá e vai treinar. Ando 40 e tantos quilômetros para treinar e você não vai– brincou Awá
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
O nome da “primeira enfermeira do Brasil” vai se tornar, também, o primeiro nome feminino a estampar um naviona história recente da Marinha do Brasil (MB). O Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) “Anna Nery”, que deve entrar em operação já no segundo semestre para atendimento em áreas de difícil acesso, é uma homenagem à profissional que atuou voluntariamente na Guerra do Paraguai (1864-1870).
Atualmente, a embarcação encontra-se em fase de testesno Estaleiro Bibi, em Manaus (AM), onde, segundo a MB, foi construído com tecnologia totalmente nacional e recursos do Fundo Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde.
Anna também ficou conhecida como “Mãe dos Brasileiros” ao atuar como a 1ª enfermeira voluntária do país. Foto: Virgílio Cardoso de Oliveira / Wikimedia Commons / Reprodução
O navio poderá realizar cerca de 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas da Amazônia Oriental, atuando como uma unidade de saúde flutuantecompleta. Sua estrutura contará com seis consultórios médicos e odontológicos; centro cirúrgico para procedimentos de pequena complexidade; equipamentos para exames de imagem como mamografia, raios-X e ultrassonografia; suporte de farmácia, laboratório de análises clínicas e leitos de internação.
Em março deste ano, teve início a instalação do mamógrafo no NAsH “Anna Nery”. Foto: Marinha do Brasil / Divulgação
Espera-se que o novo Navio de Assistência Hospitalar seja incorporado à estrutura operativa da Força no segundo semestre deste ano, quando também está previsto o “batismo oficial” com o nome de Anna Nery, em Belém (PA).
Assim, depois de pronta, a embarcação reforçará as atividades hoje desempenhadas pelo Navio-Auxiliar (NA) “Pará” e pelo NAsH “Sargento Lima”, na área de competência do Comando do 4º Distrito Naval, que compreende os estados do Pará, Amapá, Maranhão e Piauí.
Arte da Marinha mostra as dimensões da embarcação. Foto: Marinha do Brasil / Divulgação
Entre seus diferenciais está o calado menor, o que possibilita ao NAsH “Anna Nery” atuar em regiões onde o leito do rio apresenta profundidade reduzida, ampliando o raio de ação das operações de assistência à saúde.
Segundo o futuro comandante do NAsH “Anna Nery”, Diego Luiz de Sá Rodrigues, a incorporação do novo meio deve ampliar a presença do estado em regiões mais vulneráveis. “Isso se traduz em mais pessoas em condição de vulnerabilidade social, que residem em comunidades ribeirinhas, sendo assistidas”, afirmou à Marinha do Brasil.
Uma homenagem à “primeira enfermeira do Brasil”
Pioneira na enfermagem no Brasil, Anna Justina Ferreira Nery (1814-1850) se destacou pela atuação voluntária durante a Guerra do Paraguai. Natural de Cachoeira (BA), ela pediu autorização ao governo imperial para acompanhar os filhos convocados para o conflito e passou a atuar no cuidado de soldados feridos em hospitais militares, dentro e fora do país.
Nery chegou a perder um filhono conflito e, ao retornar ao Brasil, foi reconhecida pela imprensa da época como “mãe dos brasileiros”. Mesmo sem formação formal — já que a enfermagem ainda não era estruturada como profissão à época —, Anna Nery ganhou reconhecimento pela dedicação e pela contribuição na melhoria das condições de atendimento aos combatentes. Seu trabalho, inclusive, ajudou a consolidar as bases da enfermagem no país.
Solange Nery é trineta da enfermeira. Foto: Sargento Paulo Cesar / Marinha do Brasil / Divulgação
Para Solange Nery, trineta da enfermeira, Anna teria apreciado saber que seu nome batizará um navio de assistência à saúde de populações ribeirinhas, apesar de seu “perfil discreto”.
Esse quesito ‘vaidade’ não existia nela, mas nós, da família, ficamos impactados com a homenagem, de como a trajetória dela coincidiu com o objetivo do navio, que é cuidar, amar– destacou Solange à Marinha do Brasil
Durante o período monárquico, a MB chegou a batizar embarcações em homenagem a mulheres da Casa Imperial, como a corveta “Dona Isabel”, incorporada em 1855 em referência à princesa Isabel. Já na década de 1950, a heroína da Independência Maria Quitéria de Jesus deu nome a uma barca d’água construída no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, posteriormente reclassificada como navio-tanque e rebatizada de “Gastão Moutinho”.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Tido como um dos maiores navios de guerra do mundo, o porta-aviões norte-americano USS Nimitz está prestes a atracar no Brasil. De acordo com a Agência da Marinha do Brasil, a embarcação, que integra a operação Southern Seas 2026 (Mares do Sul, em português), conduzida pela 4ª Frota da Marinha dos Estados Unidos, chegará ao Rio de Janeiro no dia 7 de maio.
Considerado o porta-aviões nuclear mais antigo ainda em operação no mundo, o Nimitz realizará exercícios no mar entre 11 e 14 de maio, no Rio de Janeiro, em colaboração com as Marinhas de ambos os países. A missão também prevê intercâmbio entre especialistas e até a presença de autoridades estrangeiras a bordo para acompanhar de perto como funciona um grupo de ataque de porta-aviões.
Foto: Marinha dos EUA/ Wikimedia Commons/ Reprodução
A passagem da embarcação pela capital fluminense acontecerá durante o percurso pela América do Sul. Além do Brasil, outros países americanos estão envolvidos na operação, como Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Peru, México, El Salvador, Guatemala, Uruguai, Panamá e Jamaica.
Desdobramentos como este demonstram nosso compromisso inabalável em garantir um Hemisfério Ocidental seguro e estável– disse Carlos Sardiello, comandante do Comando Sul das Forças Navais dos EUA
No entanto, engana-se quem pensa que o porta-aviões americano estará sozinho. A missão conta com a escolta do destróier de mísseis guiados USS Gridley e com uma força embarcada que inclui a ala aérea Carrier Air Wing 17, composta por aeronaves de combate, guerra eletrônica, transporte e helicópteros.
Pela parte brasileira, este ano participarão do exercício a Fragata “Independência”, a Fragata “Defensora” e o Submarino “Tikuna”, além de dois helicópteros AH-11B Super Lynx.
Fragata Defensora (F41), da Marinha do Brasil. Foto: Marinha do Brasil/ Wikimedia Commons/ Reprodução
Realizada desde 2007, a operação chega à sua 11ª edição como um dos principais instrumentos de cooperação marítima do hemisfério ocidental, que reúne forças navais da América Latina com foco em fortalecer parcerias e a resposta coordenada a ameaças comuns no ambiente marítimo.
Por que o Brasil?
A participação brasileira se deve à posição estratégica do país no Atlântico Sul, que ocupa uma área relevante para a segurança das rotas marítimas e a proteção de recursos da chamada Amazônia Azul. Vale ressaltar que, no Brasil, a operação ocorrerá exclusivamente no Rio de Janeiro.
Foto: Comando Central das Forças Navais dos EUA/Quinta Frota dos EUA/ Wikimedia Commons/ Reprodução
Segundo a Agência da Marinha, a atividade trata-se de uma prática comum no âmbito da Diplomacia Naval, realizada com pleno conhecimento e coordenação das autoridades brasileiras. Além disso, as missões são planejadas de forma conjunta e a Marinha do Brasil participa ativamente dos exercícios por seus próprios meios navais e aeronavais.
Inclusive, essa não é a primeira vez que ambos os países preparam operações em cooperação. Em 2024, por exemplo, meios navais e aeronavais brasileiros operaram de forma integrada com um grupo-tarefa liderado pelo porta-aviões nuclear USS George Washington, em exercícios realizados no litoral do Sudeste.
Foto: Marinha dos Estados Unidos/ Reprodução
No mesmo ano, Brasil e Estados Unidos fizeram uma operação típica de guerra em apoio à população vítima das enchentes no Rio Grande do Sul (RS). A missão envolveu a transferência de 15 toneladas de doações entre o navio George Washington o Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico”, na costa do estado.
De acordo com a Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ), o monitoramento realizado durante a permanência do navio segue protocolos rigorosos, com foco na prevenção e no controle ambiental.
Conheça o USS Nimitz
Comissionado em 1975, o navio dá nome a uma classe inteira de porta-aviões e permanece como um dos principais vetores de poder naval dos Estados Unidos, sendo capaz de operar dezenas de aeronaves simultaneamente em missões de defesa, ataque e vigilância.
Foto: Marinha dos Estados Unidos/ Wikimedia Commons/ Reprodução
Seu tamanho não deixa mentir: são 332,8 metros de comprimento e um deslocamento de até 104 mil toneladas, que o tornam apto a atuar globalmente em operações simultâneas no mar e no ar. Ele também conta com propulsão nuclear, o que garante autonomia praticamente ilimitada em termos de combustível.
Para navegar, o Nimitz pode atingir velocidade de 56 km/h e contar com cerca de 3,2 mil pessoas na tripulação — isso sem considerar as quase 2,5 mil na ala aérea. Não à toa, a embarcação é considerada o topo da hierarquia de projeção de poder aeronaval.
Depois de 51 anos de atividade, ele quase foi desativado em maio de 2026, mas estendeu o seu serviço até março de 2027. Logo, este será um dos últimos momentos dele ainda ativo nas águas.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Histórica antes mesmo de ser oficialmente incorporada à Marinha do Brasil, a primeira Fragata da classe “Tamandaré” feita no país, a F200, teve sua Cerimônia de Mostra de Armamento, que oficializa a incorporação à Esquadra brasileira, em 24 de abril. A embarcação, construída para cumprir um papel estratégico no monitoramento, proteção e defesa da Amazônia Azul, carrega uma série de sistemas inteligentes e armamentos.
Embora construída 100% no Brasil em um estaleiro em Itajaí (Santa Catarina), a 1ª Fragata Tamandaré combina tecnologia brasileira e alemã para atender a diferentes cenários operacionais. Não à toa, a F200 tem 107,2 metros (351 pés) de comprimento, 15,95 metros (52 pés) de boca e carrega equipamentos, armamentos e sistemas operacionais estratégicos.
Imagem: YouTube / Marinha do Brasil / Reprodução
Por dentro da 1ª Fragata Tamandaré
No casco, à proa, há um sonar de casco que detecta a presença de submarinos. No convés aberto, também à proa, fica o canhão principal (de 76mm) e um sistema de lançamento de mísseis de defesa antiaérea Sea Ceptor.
Seguindo sentido popa, na parte central da Fragata F200 ficam os radares (de busca volumétrica, de superfície e de direção de tiro), as alças optrônicas (que servem para sistemas de vigilância), o sistema de lançamento de mísseis antinavio (dos tipos MANSUP e Exocet), o sistema de lançamento de torpedos e o canhão remoto (de 30mm).
Imagem: YouTube / Marinha do Brasil / Reprodução
Mais à popa, também na área externa, ficam duas metralhadorasde 12,7mm e um heliponto. Ao todo, a embarcação — agora oficialmente da Marinha — ainda carrega os sistemas Mage, Datalink, Combat Management System e o Integrated Platform Management System, além de um sistema de despistamento.
Equipamentos e tecnologias alinhados
Os equipamentos e as tecnologias a bordo dessa embarcação permitem que ela detecte e neutralize ameaças distantes, sejam elas aéreas, terrestres ou submarinas. Além disso, o sistema de gerenciamento de combate ainda integra dados de sensores e armamentos embarcados em tempo real para classificar as ameaças externas e apontar, de forma rápida, a resposta mais adequada para cada situação.
Foto: Primeiro-Sargento Cassiano / Marinha do Brasil / Divulgação
Segundo a Marinha do Brasil, a Fragata Tamandaré F200 conta ainda com um sistema de combate que reúne dados de diversos sensores para detectar embarcações, aeronavese drones a longas distâncias, bem como sistemas que monitoram emissões eletromagnéticas, que também ajudam a identificar ameaças.
Os armamentos da Fragata Tamandaré F200 permitem tanto ataques rápidos de alta precisão, quanto defesa de curto alcance. A embarcação, portanto, une equipamentos e armamentos estratégicos à tecnologias que otimizam decisões rápidas a bordo.
Nova embarcação da Marinha
A Fragata Tamandaré F200 realizou os primeiros testes de mar em agosto de 2025, chegou em águas cariocas em meados de março de 2026 após navegar mais de 750 km — de Itajaí (SC) até o Rio de Janeiro (RJ) —, passou pelos últimos testes de armas em meados de abril e, no final do mês, recebeu sua Cerimônia de Mostra de Armamento.
A F200 é a primeira Fragata da classe Tamandaré a ser entregue para a Força brasileira. Além dela, outras três estão em construçãoem Itajaí: “Jerônimo de Albuquerque” (F201), “Cunha Moreira” (F202) e “Mariz e Barros” (F203).
Fragata Tamandaré (ao centro) ao lado da Fragata Jerônimo de Albuquerque, em Itajaí. Foto: Marinha do Brasil / Divulgação
Segundo a Marinha, a F201 está em estágio mais avançado e deve iniciar os testes de mar no segundo semestre de 2026; a F202 está com o casco em fase final e deve ganhar as águas em junho; e a F203, cuja construção começou em janeiro, tem previsão de batimento de quilha também em 2026. As próximas três Fragatas “Tamandaré” a serem incorporadas pela Marinha do Brasil devem ser entregues até 2029.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
A Mini Transat, uma renomada regata transatlântica em solitário, voltará às águas de Salvadorapós 15 anos de hiato. A competição, que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo oceano Atlântico, sem comunicação externa, terá a capital baiana como destino na edição de 2027.
O lançamento oficial aconteceu nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia, onde se reuniram representantes do trade náutico, autoridades públicas e a imprensa local. Por lá, a novidade foi tida como uma forma de fortalecer a presença de Salvador no cenário internacional da vela oceânica.
Foto: Dávila Kess / Divulgação
Criada na França e realizada a cada dois anos, a Mini Transat conecta a Europa à América do Sul em uma travessia desafiadora em barcosde 6,5 metros (Classe Mini 6.50), que partem de La Rochelle com escala nas Ilhas Canárias.
Mateus Tavares, diretor de vela do Yacht Clube da Bahia; Ricardo Dantas, comodoro do Yacht Clube da Bahia; Antônio Matias, comodoro do Saveiro Clube da Bahia; e Luís Eduardo Pato, gerente geral de esporte do Yatch Clube da Bahia. Foto: Dávila Kess / Divulgação
Espera-se que a competição reúna cerca de 90 velejadores, além de mais de 400 estrangeiros entre equipes, familiares e imprensa, que devem permanecer na cidade por até um mês. Dessa forma, o evento simboliza, também, o início de um novo ciclo para a economia do mar na capital baiana.
José Zacarias, consultor da Mini Transat; e Kan Chuh, velejador da classe. Foto: Dávila Kess / Divulgação
A expectativa é de um impacto econômico estimado em cerca de US$ 4 milhões durante o período — o equivalente a cerca de R$ 20 milhões — em setores como hotelaria, gastronomia, serviços e turismo.
Durante o lançamento, a organização internacional da regata destacou o papel estratégico de Salvador no circuito global. Stephanie Jadaud ressaltou que Salvador reúne condições ideais, tanto geográficas quanto culturais, para integrar o percurso da regata, destacando a forte conexão da cidade com o mar como um diferencial competitivo.
Existe aqui uma relação genuína com o oceano, e isso faz toda a diferença para a Mini Transat– frisou Jadaud
A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, por sua vez, enfatizou o impacto estrutural do eventoe o momento de reposicionamento internacional da cidade, com a economia do mar como um dos principais vetores de desenvolvimento. Segundo ela, a chegada da regata amplia oportunidades em diversos setores e fortalece a presença de Salvador no cenário global.
Receber a Mini Transat é muito mais do que sediar uma regata, é abrir portas para novos negócios, turismo e oportunidades– destacou Matos
Já a Secretária do Mar, Maria Eduarda Lomanto, lançou luz sobre a relação histórica da Bahia com o oceano e o papel estratégico da vela no desenvolvimento econômico do estado, ressaltando que o governo vem estruturando políticas públicas voltadas à economia azul, integrando esporte, turismo e inovação.
A chegada dessa regata é estratégica para posicionar a Bahia como referência no Atlântico Sul, atraindo novos investimentos e fortalecendo o setor náutico– comentou Lomanto.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Embarcação tem previsão de chegada a Salvador na segunda quinzena de maio. Ponte de 12,4 km de extensão é tida como a maior sobre lâmina d’água da América Latina
A ponte Salvador-Itaparica promete modificar a realidade socioeconômica da Bahia, beneficiando 250 municípios a partir da ligação entre a capital baiana e a ilha. Sua construção, tida como a maior sobre lâmina d’água da América Latina, está prevista para começar em junho deste ano. Para isso, um naviocom mais de 800 toneladas de equipamentos já partiu da China com destino a Salvador, com previsão de chegada na segunda quinzena de maio.
A embarcaçãopartiu em 30 de março carregada com 44 contêineres de madeiraabastecidos com materiais que serão utilizados nas primeiras etapas da obra. O projeto, de 12,4 km de extensão, prevê a geração de sete mil empregos e promete que moradores e turistas se desloquem pelo estado com mais agilidade e segurança — de quebra, impulsionando o turismo de diversas cidades.
Materiais a caminho de Salvador. Foto: Instagram @ponte_salvador_itaparica / Reprodução
Outro passo para o início da tão aguardada obra foi dado em meados da metade de abril, quando a concessionária Ponte Salvador-Itaparica, formada pelas estatais China Communications Construction Company (CCCC) e China Railway Construction Corporation (CRCC), pediu os alvarás que autorizam o início dos trabalhos na Baía de Todos-os-Santos.
Segundo a concessionária, os documentos entregues às prefeituras de Salvador e de Vera Cruz — os pontos de partida e chegada da ponte — têm previsão de serem liberados em até 30 dias, ao passo que a ponte tem prazo total de construção estimado em cinco anos, ou seja, em junho de 2031. Na prática, porém, a concessionária vai operar a estrutura por mais 29 anos, chegando aos 35 anos de contrato, prazo que inclui um ano na etapa de licenciamento.
Como será a construção da ponte Salvador-Itaparica
A construção da Ponte Salvador–Itaparica contará com uma tecnologia inédita na América Latina: uma plataforma provisória, de origem chinesa, que será instalada no fundo da Baía de Todos-os-Santos para dar suporte às obras. Essa estrutura servirá para o transporte de trabalhadores, equipamentose insumos, avançando conforme o progresso da ponte e sendo desmontada ao final, com reaproveitamento dos materiais.
Passarela provisória de aço na China usada para apoiar construção de pontes de longa extensão, semelhante à que será construída no Brasil. Foto: Concessionária Ponte Salvador-Itaparica / Divulgação
A montagem, por sua vez, terá início pelo lado de Itaparica, com uma plataforma móvel erguida a partir da orla. Simultaneamente, uma segunda estrutura será instalada na região central da baía, onde ficarão o trecho mais alto e as pilastras principais. Já em Salvador, outra frente de trabalho avançará em direção ao centro da travessia. Segundo a concessionária, o uso dessas plataformas pode reduzir em até 70% a necessidade de embarcações de apoio.
Demonstração digital da ponte Salvador-Itaparica. Foto: Instagram @ponte_salvador_itaparica / Reprodução
A fase de implantação da estrutura já possui licenças ambientais e aguarda alvarás municipais, ao passo que a construção da ponte depende de autorização do Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos). Assim, a etapa mais visível da obra está prevista para começar em 2027. Confira demonstração:
Em um trabalho conjunto, equipamentos especializados, como rebocadores e navios de cravação de estacas, serão enviados da China, enquanto os materiais da obra serão produzidos no Brasil. Ao todo, serão utilizados cerca de 660 mil metros cúbicos de concreto, volume equivalente à construção de 7,5 estádios do Maracanã.
Com 12,4 quilômetros sobre a água, a ponte terá ainda 4,4 quilômetros de acessos viários em Salvador, além de uma via expressa de 22 quilômetros na ilha e a duplicação de trecho da BA-001. Um ponto importante é que a travessia contará com pedágio, com valor estimado próximo ao cobrado atualmente pelo sistema ferry-boat, que custa R$ 64,70 em dias úteis para carros pequenos — podendo chegar a R$ 91,70 aos fins de semana e feriados.
Orçada em cerca de R$ 15 bilhões, a obra deve impactar aproximadamente 10 milhões de pessoas em 250 municípios, o equivalente a 70% da população baiana.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Desde fevereiro, o Irã restringe fortemente o tráfego pelo Estreito de Ormuz, palco de um conflito iniciado neste ano entre o país e uma coalizão liderada pelos Estados Unidos e Israel. Ainda assim, em meio à escalada de tensões, o megaiate Nord, ligado a um bilionário russo, cruzou a região no último sábado (25), sendo uma das raras embarcações a transitar pela rota bloqueada.
A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters e chama atenção por um detalhe: apenas alguns navios, em sua maioria cargueiros, têm cruzado diariamente essa via estratégica na entrada do Golfo — ainda mais no momento em que o cessar fogo entre EUA e Irã está instável. Por isso, não está claro como o megaiate, usado para lazer, obteve autorização para usar o caminho.
Foto: Lürssen Yachts/ Divulgação
Avaliado em mais de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões na conversão de abril de 2026), o Nord partiu de Dubai por volta das 14h GTM (horário universal de Greenwich, cerca de 11h no horário de Brasília) da última sexta-feira (24).
De acordo com a plataforma de monitoramento de embarcações MarineTraffic, o megaiate chegou a Mascate, capital de Omã, no início da manhã de domingo (26), cruzando o temido Estreito de Ormuz. Segundo a última atualização do programa, divulgada no mesmo dia da chegada, a embarcação ainda se encontrava ancorada no Golfo de Omã, com destino correspondente a Al Mouj.
Visão aérea do Estreito de Ormuz. Foto: NASA/ Domínio Público
Além do mistério envolvendo a passagem pelo estreito, o megaiate também possui uma história nebulosa. O barco frequentemente é ligado ao bilionário russo Alexey Mordashov, magnata da indústria do aço. Embora ele não apareça oficialmente como proprietário do Nord, registros corporativos russos de 2025 indicam que o iate foi registrado em 2022 em nome de uma empresa russa que pertence à sua esposa.
Além disso, a empresa está sediada na cidade de Cherepovets, na Rússia, onde também fica registrada a siderúrgica Severstal, de Mordashov. O empresário é considerado próximo de Vladimir Putin e, por conta disso, está entre os russos sancionados pelos Estados Unidos e pela União Europeia após a Rússia invadir a Ucrânia em 2022.
O que o megaiate tem de demais?
A começar pelo seu tamanho, são 141,6 metros de comprimento (464 pés), o que o classifica como um megaiate de peso. Logo, seu intuito é um só: impressionar. Construído e entregue em 2021 pelo estaleiro alemão Lürssen, o modelo, na época do lançamento, entrou para o ranking dos 10 maiores barcos privados do mundo.
Foto: Lürssen Yachts/ Divulgação
A embarcação, que vinha sendo projetada há quatro anos, foi construída em aço e alumínio, possui seis conveses e 19,5 metros de largura, além de hospedar 36 convidados, espalhados por 20 suítes.
Os hóspedes podem desfrutar de uma enorme piscina de 25 metros, além de um convés inferior que conta com um centro dedicado a esportes aquáticos e mergulho. Inclusive, para quem gosta de ficar pertinho do mar, um amplo beach club atende a esse pedido.
Foto: Lürssen Yachts/ Divulgação
O megaiate que cruzou o Estreito de Ormuz possui uma garagem para embarcações auxiliares de até 15 metros de comprimento, isso sem contar o espaço para um submarino e um Veículo Subaquático Operado Remotamente (ROV, na sigla em inglês).
O estúdio de design responsável pelo projeto optou por uma proa nunca vista num megaiate, inspirada em porta-aviões. São dois helipontos, sendo que um deles possui um hangar retrátil que pode ser usado para proteger o veículo aéreo.
Foto: Lürssen Yachts/ Divulgação
O casco diferenciado do iate, classificado como Ice Class, o permite “explorar” regiões de mares congelados com segurança. Isso porque ele foi construído com chapas de aço mais grossas, trazendo um reforço extra para o barco e tornando-o mais resistente.
Foto: Lürssen Yachts/ Divulgação
Segundo o estaleiro, o Nord foi projetado para longas viagens sem escalas. Pensando nisso, as acomodações dão pleno conforto aos passageiros, com direito a um spa com sauna e uma academia.
Este modelo ainda conta com um sistema de pós-tratamento de gases de escape, que combina um silenciador com redução catalítica seletiva na mesma estrutura. De acordo com a construtora, esse recurso é capaz de eliminar até 97% do nitrogênio e reduzir ainda mais o ruído acústico.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Uma espécie invasora (não-nativa) tem dado o que falar no Complexo Estuarino de Paranaguá, no litoral do Paraná. O peixe-sapo do Golfo (Opsanus beta), introduzido provavelmente por meio da água de lastro de navios mercantes, não possui inimigos naturais na região e representa um risco à biodiversidade local. Contudo, uma ideia pode transformar o aparente problema em solução.
A proposta do projeto comandado pelo Instituto Meros do Brasil, com o apoio do Programa Biodiversidade Litoral do Paraná (BLP), engloba entender melhor o impacto dessa espécie no estuário e envolver os pescadores no seu monitoramento — inclusive, para avaliar se o peixe-sapo pode ser transformado em oportunidade, seja como fonte de renda ou como estratégia de controle ambiental.
A espécie impacta todos os setores: por um lado, ela ameaça a biodiversidade local, pois compete por alimento e abrigo com peixes nativos; por outro, ainda não sabe se sua carne é consumível e saudável para o público. Por isso, o projeto tenta arrumar uma solução para que o animal, ao menos, possa contribuir em uma das frentes.
Para isso, pescadores de seis comunidades do estuário participam do monitoramento por meio de armadilhas padronizadas e enviam registros periódicos para análise da equipe técnica. Paralelamente, o Instituto Meros avalia a qualidade da carne do peixe-sapo, com análises laboratoriais para identificar possíveis contaminações químicas.
Conforme explica Matheus Oliveira Freitas, biólogo, coordenador do projeto Gestão Participativa e presidente do Instituto Meros do Brasil, caso os estudos indiquem que o consumo é seguro, “a ideia é estimular a criação de um mercado para essa espécie, com oficinas, desenvolvimento de receitas regionais e o envolvimento de chefs de cozinha”.
É uma forma de transformar um problema ambiental em uma alternativa de renda e de controle populacional– afirma Freitas
Caso o consumo não seja recomendado, a estratégia prevê o abate controlado e a devolução do peixe ao ambiente como fonte de energia para outras espécies, o que contribuiria para o equilíbrio do ecossistema.
Foto: Biodiversidade Litoral do Paraná/ Divulgação
Até o momento, o monitoramento realizado registrou a captura de 85 peixes-sapos em 921 gaiolas de pesca, com maior incidência em áreas próximas ao Porto de Paranaguá e regiões com menor influência de água doce.
A iniciativa conta com a parceria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio – NGI Antonina–Guaraqueçaba), da Associação MarBrasil, da Diretoria de Patrimônio Natural do Instituto Água e Terra do Paraná (IAT) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio do Setor de Ciências da Terra e do Departamento de Geografia.
Um desafio à pesca artesanal
Vale ressaltar que a presença dessa espécie no Paranaguá não é algo novo. Segundo Freitas, ela já está presente no estuário há cerca de 15 anos e “causa impactos relevantes sobre a biodiversidade e a pesca”. Portanto, quem sente isso na pele diariamente são os pescadores.
Na época do meu pai, a gente capturava muito peixe, com muita rapidez. Hoje, você tem que correr muito atrás para tentar pegar, não é fácil como era antigamente– relembrou Gildo Malaquias, pescador artesanal que participa do projeto
Ele contou que, se comparado a antigamente, o fluxo de peixes no canal diminuiu bastante. “Não sei se é a indústria, não sei se é o próprio pescador, alguns que ainda praticam pesca ilegal”, relatou o pescador, que diz ter uma expectativa positiva caso o consumo do peixe-sapo seja aprovado.
Foto: Biodiversidade Litoral do Paraná/ Divulgação
“Se ele for considerado seguro para consumo, a gente vê como fonte de renda. Porque já existe na nossa região, já invadiu bastante. Temos que preservar para que nossos filhos, netos e bisnetos possam tirar sustento dali, sem agredir o meio ambiente”, complementou.
A gente não faz conservação sem as pessoas. Os pescadores são protagonistas, ajudam a gerar dados, entender os impactos e construir soluções que fazem sentido para a realidade local– afirmou Freitas sobre a iniciativa
Com duração de dois anos e investimento de mais de R$ 700 mil, viabilizado por meio de investimento do BLP, o projeto atua em áreas protegidas estratégicas do litoral paranaense, como a APA de Guaratuba, a APA de Guaraqueçaba, o Parque Nacional Marinho das Ilhas dos Currais e o Parque Estadual do Boguaçu.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
O krill, um pequeno crustáceo considerado a base de toda a cadeia alimentar do oceano Antártico, pode estar em risco. Isso porque sua retirada em larga escala vem comprometendo diretamente o equilíbrio do ecossistema marinho. O navio Bandero, símbolo da operação internacional Krill Wars, atua justamente contra esse movimento — e agora pode ser visitado em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo.
A embarcação, da Captain Paul Watson Foundation — uma organização não governamental independente, sem fins lucrativos, cujo objetivo é apoiar, intervir, educar e conscientizar sobre a conservação dos oceanos, inspirada pelos esforços do capitão canadense Paul Watson contra a pesca ilegal e a degradação dos ambientes marinhos —, esteve envolvida recentemente em ações diretas para interromper a pesca industrial de krill na Antártica.
Em comunicado, a Sea Shepherd Brasil, também organização de conservação marinha sem fins lucrativos, fundada pelo próprio Paul Watson em 1999, destacou que, durante a operação, a tripulação do Bandero “atuou para interromper atividades de grandes embarcações pesqueiras”, em um cenário descrito como um “confronto desigual entre uma pequena embarcação de conservação e uma indústria multibilionária”.
Paul Watson, fundador da organização Sea Shepherd. Foto: Sea Shepherd Brasil / Divulgação
Na prática, o krill, alvo dessas operações, é a base alimentar de baleias, pinguins, focas e diversas outras espécies. Logo, sua retirada em larga escala compromete diretamente o equilíbrio do ecossistema marinho, provocando impactos em toda a cadeia alimentar — justamente o que a operação Krill Wars tenta impedir.
Bandero no Brasil: a conexão do que acontece na Antártica e no litoral brasileiro
A presença do Bandero no país levanta um debate sobre como o que acontece no continente gelado pode alcançar o litoral brasileiro. Nathalie Gil, presidente da Sea Shepherd Brasil, destacou que “muitas das baleias que vemos no Brasil percorrem milhares de quilômetros todos os anos após se alimentarem de krill nas águas frias da Antártica”.
Foto: Instituto Baleia Jubarte / Reprodução
Segundo ela, esse pequeno organismo sustenta diretamente essas gigantes do oceano, que chegam ao litoral brasileiro — inclusive em Ilhabela — para se reproduzir e dar continuidade à espécie.
Proteger o krill, portanto, não é apenas preservar um elo da cadeia alimentar, mas garantir a recuperação e sobrevivência dessas baleias e o equilíbrio de todo o ecossistema marinho– explicou Nathalie Gil
Alguns reflexos da retirada em larga escala do krill, inclusive, já puderam ser observados em Ilhabela, de acordo com pesquisas realizadas no arquipélago pela especialista Mia Morete, bióloga e fundadora do VIVA Instituto Verde Azul.
Segundo suas análises, a maioria das baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) avistadas na região são indivíduos juvenis com condição corporal abaixo do esperado, o que pode estar relacionado à menor disponibilidade de alimento nas regiões antárticas de onde migram.
Estamos observando em Ilhabela casos de baleias juvenis mais magras e aparentemente debilitadas– ressaltou Mia
Em 2025, pela primeira vez na história, a frota industrial de pesca de krill encerrou a temporada antes do prazo, batendo a cota anual de 620 mil toneladas de forma prematura — cenário diretamente influenciado pelo vencimento, em 2024, de uma medida de conservação essencial, que distribuía espacialmente as capturas ao longo da temporada.
Foto: Uwe Kils / Wikimedia Commons / Reprodução
Ainda assim, a Noruega, por meio da Aker BioMarine – empresa responsável por 64% das 620 mil toneladas métricas de krill extraídas do Oceano Antártico em 2025 – apresentou à CCAMLR (Convenção para Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos) uma proposta para quase dobrar o limite anual de captura, elevando-o para 1,2 milhão de toneladas.
Apesar disso, a comissão encerrou suas negociações sem acordo para melhorar a gestão da pescanem para criar uma nova área marinha protegida na Península Antártica, mesmo com apoio de mais de 150 estudos científicos.
Nas últimas décadas, a população de krill caiu drasticamente — até 90% em algumas áreas do Oceano Antártico — devido à pesca intensiva e às mudanças climáticas. O cenário levanta preocupações sobre a oferta de alimento e possíveis impactos na recuperação das baleias, com reflexos já observados no litoral brasileiro após o fim da caça comercial.
A pesca de krill é uma bomba-relógio ecológica. Nada justifica explorar uma espécie da qual depende todo um ecossistema. Proteger o krill é proteger baleias, pinguins e a vida no oceano como um todo– Lamya, presidente da Sea Shepherd França e líder da ação
A visitação ao navio Bandero
A visitação ao navio Bandero busca aproximar o público dos impactos da pressão sobre a vida marinha em regiões remotas, mostrando como esses efeitos se propagam pelo oceano e atingem espécies também presentes no Brasil. A experiência também destaca a atuação da Sea Shepherd Brasil, com ações contra a exploração de tubarões vendidos como “cação”, combate ao lixo marinho pela campanha Ondas Limpas e proteção da fauna aquática na Amazônia.
Aberto ao público em Ilhabela e em São Sebastião, o navio recebe desde estudantes até visitantes em geral, oferecendo acesso a áreas da embarcação e informações sobre a pesca de krill, suas consequências para as baleias e o funcionamento das operações no mar.
As visitas, gratuitas, vão até 3 de maio (próximo domingo), com seis visitações por dia, das 9h às 16h, e devem ser agendadas previamente pela plataforma Sympla.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Os tubarões podem ser encontrados na costa de todos os cantos da Terra — e, por muito tempo, acreditou-se que a Antártica era a única exceção. Contudo, um flagra capturado em janeiro de 2025, a uma profundidade de 500 metros, fez questão de mostrar que esses predadores também habitam as águas extremamente gélidas do continente.
Em fevereiro deste ano, cientistas do Centro de Pesquisa Oceânica Minderoo-UWA, em Perth, Austrália, divulgaram imagens de um enorme tubarão-dorminhoco (Somniosus pacificus), que cruza lentamente um fundo marinho árido em um ambiente em que os raios do sol não o atingem mais. Assista ao flagra!
Por muito tempo, as águas da Antártica foram consideradas frias demais para a sobrevivência dos tubarões, conforme lembrou Alan Jamieson, professor da Universidade da Austrália Ocidental e diretor do Minderoo-UWA Deep Research Centre, ao National Geographic.
Todos nós ficamos perplexos, pensando: ‘Acho que não deveria haver tubarões na Antártica’– contou Jamieson
De acordo com os cientistas, o flagra aconteceu perto das Ilhas Shetland do Sul, bem nos limites do temido oceano Austral. Inclusive, os próprios pesquisadores ficaram assustados com o tubarão em plena Antártica. Afinal, definitivamente não é todo dia que se encontra um animal de 2 a 3 metros de comprimento em uma zona quase congelada.
Mais resistente do que parece
Para sobreviver às águas extremamente frias, o tubarão-dorminhoco conta com uma adaptação fisiológica específica. Conforme explicou Dylan White-Kiely, pesquisador assistente da UWA-Minderoo Deep-Sea Research, esses animais “evoluíram para terem uma vida bastante longa“.
Muitos animais das profundezas marinhas têm um metabolismo muito lento, então conseguem ficar muito tempo sem comer, mas distribuem a energia dos alimentos ao longo de um período prolongado– esclareceu White-Kiely
Foto: Inkfish Expeditions/ YouTube/ Reprodução
Na prática, como eles nadam devagar, crescem pouco por ano e gastam pouquíssima energia, o que os ajuda a sobreviver em ambientes gelados, onde há menos alimento. Não à toa, Dave Ebert, pesquisador especializado em tubarões da Universidade Estadual de San José, na Califórnia, Estados Unidos, os descreve como “verdadeiros tubarões polares”.
Jamieson, por sua vez, relatou que, em seus 25 anos de carreira, só tinha visto quatro tubarões-dorminhocos — e nunca no continente gelado. “Existem diferentes tipos de raridade no mundo, e esse tipo é absolutamente astronômico”, contou ele sobre a felicidade de estar na hora e no lugar certo.
Inclusive, a espécie exata deste predador, que possui uma rotina especialmente misteriosa, é desconhecida. Eles são conhecidos por levarem uma vida solitária e, como flagrado, viver a maior parte do tempo em águas profundas.
Segundo o Shark Research Institute, especializado em pesquisa de tubarões, os dorminhocos possuem corpo e barbatanas de cor cinza uniforme, podem atingir até 4,3 metros de comprimento e, além de grandes, são lentos e desajeitados — essa última parte é notável nos registros.
Foto: Inkfish Expeditions/ YouTube/ Reprodução
Pode haver um pequeno corredor de água quente ali que lhes permite penetrar mais ao sul do que normalmente fariam– teoriza Jamieson sobre a sorte de ter filmado o ocorrido
Ainda não se sabe se a passagem deste tubarão foi um acaso ou uma prova real de residência. Porém, a descoberta sugere que, realmente, não há nenhum lugar do oceano onde os tubarões não possam sobreviver.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
Após anos de buscas e mais de 400 quilômetros vasculhados, pesquisadores finalmente encontraram os destroçosdo cargueiro Clough, que afundou em 1868 após uma forte tempestade no Lago Erie — um dos Grandes Lagos da América do Norte entre Estados Unidos e Canadá —, em Ohio, nos EUA.
A descoberta, anunciada em 18 de fevereiro deste ano, foi feita por mergulhadorese pesquisadores da Cleveland Underwater Explorers, uma organização sem fins lucrativos formada ainda por historiadores e arqueólogos, em uma parceria com o Museu Nacional dos Grandes Lagos. A colaboração atua desde 2001 na busca e identificação de embarcaçõesnaufragadas no Lago Erie, de forma a preservar e compartilhar a história marítima da região.
Foto: Jack Papes / Divulgação
A equipe chegou a vasculhar 400 quilômetros do lago com um sonar de varredura lateral — um tipo de equipamentocapaz de detectar e gerar imagens de objetos no fundo do mar, de rios ou até lagos — em busca do Clough, um veleiro de 38 metros de comprimento e 8 metros de largura, que possuía ao menos três mastros.
A busca ganhou um significado ainda maior quando, em junho 2024, um mergulhador morreu no mesmo dia em que faria uma busca em um local considerado promissor para encontrar o navio. David VanZandt, diretor e arqueólogo-chefe da equipe, exploraria o local com Chris Kraska, mas faleceu em um acidente de mergulho. A partir daí, a identificação do Clough passou a ser uma homenagem ao pesquisador.
Veleiro Clough: uma cápsula do tempo submersa
Construído em 1867 às margens do Lago Erie, o veleiro Clough foi criado para transportar pedras de uma pedreira local, como forma de reduzir custos logísticos. Entretanto, ele naufragou apenas um ano após ser lançado ao mar, em 15 de setembro de 1868, durante uma tempestade com fortes rajadas de vento.
Ao que se sabe, o navio inclinou, fazendo seu material deslizar pelo convés, o que permitiu que a água entrasse rapidamente e afundasse a embarcação. Dos oito tripulantes, apenas um sobreviveu: Rush Reid, um oficial do navio.
O veleirofoi encontrado surpreendentemente bem preservado, ainda com sua carga original. Segundo pesquisadores, as águas frias do lago transformaram o Clough em uma espécie de cápsula do tempo submersa, mantendo grande parte de sua estrutura intacta.
Esta descoberta representa um capítulo significativo na história marítima dos Grandes Lagos e uma continuação importante do legado de David VanZandt– Carrie Sowden, diretora de Arqueologia e Pesquisa do museu
Antes de confirmar a identidade do Clough, os pesquisadores fizeram várias visitas ao local, mapearam os destroços e conduziram uma extensa pesquisa histórica. O naufrágio está a cerca de 21 metros de profundidade, a nordeste do Aeroporto Cleveland Burke Lakefront, embora a localização exata não tenha sido divulgada.
Veja abaixo o vídeo da descoberta do Cargueiro Clough:
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Não é só entre os carros que a onda vintage faz sucesso. Entre os barcos, modelos que resgatam a estética clássica do século passado também estão em alta, com o estilo se estendendo ainda aos motores. É nessa pegada que nasce o Tallahassee Automobile Museum, um verdadeiro recanto para os fãs de automóveis — e embarcações — históricos, ao estilo old school.
Localizado na Flórida, nos Estados Unidos, o museu possui o que há mais de mais charmoso e vintage em sua galeria, com um acervo que reúne desde automóveis antigos, carros de pedal e motocicletas, até barcos históricos, artigos de pesca e uma grande coleção de motorespara lá de clássicos.
Na parte náutica do museu, a coleção abrange décadas de inovação em engenharia de motores para barcos e desenvolvimento da indústria manufatureira americana, reunindo mais de 270 motores de popa, com direito a modelos nascidos no começo do século 20.
De acordo com o museu, o motor Amphion é o mais raro da coleção. Acredita-se que existam apenas alguns exemplares desse equipamento de 3 a 4 hp. Ainda segundo a galeria, este exemplar representa um dos primeiros motores de popa de dois cilindros em linha com ignição alternada. Embora não haja uma data certeira, a empresa que o fabricava atuou no mercado entre 1915 e 1919.
Outra raridade presente no Tallahassee é o modelo Sweet de 4 hp, monocilíndrico, com rotação frontal e cilindro horizontal. A exclusividade se deve ao fato de que a fabricante esteve em atividade por apenas dois anos, entre 1914 e 1916.
Waterman Porto, também exposto no museu. Foto: Tallahassee Automobile Museum/ Divulgação
Inclusive, esse motor é muito semelhante a um Waterman Porto da mesma época. Conforme explica o museu, a semelhança sugere alguma ligação entre as duas empresas de Detroit, conhecida como a “Cidade do Motor” e considerada o berço da indústria automobilística mundial.
Foto: Tallahassee Automobile Museum/ Divulgação
Ainda há espaço para um motor de popa Mercury Quincy-Looper de 1960, da Classe C, feito para corridas. Essa versão modificada, movida a álcool, era produzida em quatro tamanhos — o modelo exposto mede 30 polegadas cúbicas e era o segundo maior da linha.
Uma viagem no tempo
O Tallahassee Automobile Museum, apesar de exibir verdadeiros artigos de luxo, é uma organização educacional sem fins lucrativos. Segundo a empresa, a taxa de entrada e quaisquer doações feitas ao museu são utilizadas para custear as despesas diárias de preservação do acervo.
Foto: Tallahassee Automobile Museum/ Divulgação
Além disso, todas as coleções foram doadas por pessoas que não recebem qualquer compensação financeira. Ainda assim, chama atenção a diversidade do acervo, que vai muito além dos motores vintage de barcos.
Barcos feitos à mão também estão expostos no museu. Foto: Tallahassee Automobile Museum/ Divulgação
Ainda no universo náutico, o local mantém em exposição barcos feitos à mão e uma das maiores coleções de iscas de pesca da Flórida, segundo o Tallahassee. A coleção abrange o século 20, com artigos de 1918 até a década de 1990.
Isca para pesca expostos no museu. Foto: Tallahassee Automobile Museum/ Divulgação
Fora d’água, um dos grandes destaques em exposição são os automóveis. A coleção do museu inclui carros raros, como a carruagem funerária puxada por cavalos de Abraham Lincoln e vários batmóveis que apareceram em filmes.
Batmóveis que apareceram em filmes. Foto: Tallahassee Automobile Museum/ DivulgaçãoCarruagem funerária puxada por cavalos de Abraham Lincoln. Foto: Tallahassee Automobile Museum/ Divulgação
A essa altura, já deu para perceber que o local é um prato cheio para quem busca uma viagem charmosa ao século 20. Pintou o interesse? A atração funciona todos os dias da semana, até às 17h, e conta com amplo estacionamento para ônibus de turismo e caravanas. Para mais informações, basta acessar o site oficial.
Embarcação voltada ao público infantil para troca de figurinhas passa a receber visitantes neste sábado (13), das 10h às 12h, no lago do Parque do Paço
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