Quantos segredos escondem os barcos solares que foram escondidos sob a icônica Grande Pirâmide de Gizé, no Egito? Mais de um século após a descoberta, feita em 1954 pelo arqueólogo Kamal el-Mallakh, alguns deles foram revelados — e mostram a engenhosidade da época.
Conhecidos como “Barcos de Quéops”, essas embarcaçõesde 43 metros de comprimento foram escondidas em poços selados com blocos de calcário logo abaixo da imponente construção.
Acredita-se que elas faziam parte do ritual funerário do faraó Quéops, enterrado sob Gizé, e estavam lá para que, quando o governante renascesse, pudesse passar pelo processo de pesagem do seu coraçãoe transformação no Deus do Sol Rá.
Foto: Jon Bodsworth / Wikimedia Commons / Reprodução
Essas estruturas foram alvo de um estudo, publicado na revista Applied Sciences. De acordo com a análise, os barcos foram construídos a partir de madeirade cedro libanês importada, material que pode ter sido escolhido pelas “boas propriedades mecânicas, durabilidade aprimorada e características hidrofóbicas”, como aponta a análise. Mas não para por aí.
A engenhosidade por trás dos barcos solares
Os barcos solares foram desmontados na época da descoberta de el-Mallakh. Para se ter uma ideia, levou mais de um ano e meio para remover todas as 1.224 peçasdo primeiro deles — o segundo foi mais difícil de recuperar, por isso permaneceu selado em seu poço original até 2009.
Foto: Patrick Di Maio / Wikimedia Commons / Reprodução
A estrutura do primeiro barco foi reconstruída e colocada em exposição no Museu do Barco Solar em Gizé, antes de ser realocado para o Grande Museu Egípcio, em 2021. Atualmente, ambas as embarcações já foram remontadas, o que conferiu aos estudiosos novas descobertas, principalmente, sobre a engenhosidade da época.
A mais impressionante delas é que os barcos não levavam pregos em sua estrutura. Os pesquisadores notaram que as enormes tábuas de madeira foram meticulosamente trabalhadas para se encaixarem umas às outras, como peças de um quebra-cabeças. Uma extensa rede de amarrações é a responsável por ajudar a unir os componentes — além de manter a vedação.
Foto: Ovedc / Wikimedia Commons / Reprodução
Apesar de terem sido construídas há cerca de 4.500 anos, durante o reinado de Quéops, os barcos solares egípcios impressionam pela sofisticação. Feitos com ferramentas simples de cobre e sílex, essas embarcações são as mais antigas do mundoe, segundo os especialistas, poderiam navegar mesmo nos dias atuais — embora não se saiba se foram realmente usadas em rios ou apenas para fins simbólicos.
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Esqueça os barcos luxuosos que esbanjam inúmeros detalhes minuciosos para serem apreciados tim-tim por tim-tim. Projetado pelo talentoso designer naval Jay Aberdoni, o superiate Elacca chega para romper esse paradigma e apresentar um barco extravagante, porém, minimalista.
Jay Aberdoni gosta do simples, mas muito bem feito. Dentro da filosofia do “minimalismo dominante”, o Elacca cria um ambiente calmo para seus passageiros por meio de sua decoração simplificada — que não é sinônimo de pouca ambição. Para o designer, o luxo do superiate não está apenas no físico, mas também na experiência.
A embarcação de 164 pés (50 metros) foi inspirada nos cruzeiros do Mediterrâneo, priorizando a conexão com a natureza por meio de amplos espaços abertos, baluartes baixos e muito vidro. Com três deques e visual moderno, o barco se destaca pela proa vertical e a silhueta aerodinâmica — uma estética rara e atemporal.
Foto: Instagram @jayaberdoni / Reprodução
[Elacca] se afasta de visuais excessivamente projetados para revelar um mundo de espaço, luz e uma conexão perfeita com o mar– destacaAberdoni
Na parte externa, são vastos 470 metros quadrados de lazer, com terraços ao ar livre, piscina de proa cercada por espreguiçadeiras e assentos casuais. Para quem não abre mão dos momentos de leitura e relaxamento, a embarcação tem um espaço só para isso, que conta com vistas deslumbrantes.
Foto: Instagram @jayaberdoni / Reprodução
No convés superior há uma grande área ao ar livre com um lounge parcialmente sombreado pelo hard-top, um bar e outra piscina. Além disso, mais uma área aberta de relaxamento está no deque principal, equipada com várias opções de assentos — inclusive, todos os móveis ficam soltos em cada convés, o que permite maior personalização.
Com cinco cabines, o Elacca é capaz de acomodar até dez hóspedes, e o proprietário pode ostentar uma suíte suntuosa no convés principal. Claro, não podia faltar uma sacada privativa para o dono.
Foto: Instagram @jayaberdoni / Reprodução
Do casco ao design de interiores, o barco mantém a pegada minimalista em cada palmo da embarcação. Na parte interna, o superiate dispõe de espaços de estar claros e arejados com peças de mobiliário de baixo perfil — ou seja, mais próximos do chão — , cortinas de musselina e tons quentes de madeira.
O Elacca não busca impressionar à primeira vista, mas sim mergulhar no conforto, na liberdade e no luxo sem esforço do próprio espaço– Jay Aberdoni
O Elacca, como todo superiate de luxo, tem consigo uma garagem de tender, que fica na proa e abriga um barco de apoio. Porém, com o tender acionado, essa área se transforma em mais um terraço, dedicado à cabine do proprietário.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Passar tanto tempo no mar não é para qualquer um. O mergulhador Bruno Viana dos Santos comemorou 3 mil dias no mar em Breves, no Pará (PA), e o marco foi celebrado pelo Suboficial da Marinha do Brasil a bordo, onde recebeu cumprimentos oficiais.
Segundo a Diretoria geral do pessoal da Marinha, é considerado “dia de mar” todos os períodos que durarem entre 12 e 24 horas a bordo de embarcações . O marco alcançado pelo mergulhador foi resultado de seus 27 anos de carreira.
Foto: Bruno Viana dos Santos / Arquivo pessoal / Via agência marinha
Natural do Rio de Janeiro, o Suboficial ingressou na Força Naval em 1997, no Espírito Santo, e desde então sua rotina tem passado por diferentes marés.
Bruno revelou à Agência Marinha de Notícias que sua memória guarda em um lugar especial duas passagens: as experiências nos Navios de Assistência Hospitalar da Marinha e as atividades no continente gelado, Antártica — que inclusive foi bastante desafiadora.
Foto: Bruno Viana dos Santos / Arquivo pessoal / Via agência marinha
Cercado por gelo e água gelada, os mergulhos antárticos foram mais complexos devido às baixíssimas temperaturas, conta o mergulhador. Na ocasião, ele coletou materiais para pesquisa e guardou embarcações, enquanto outros colegas mergulhavam.
Se fosse sem pausas, o tempo de mar de Bruno corresponderia a mais de 8 anos. Para ele, o sentimento é de missão cumprida, apesar de toda dificuldade. Além dos desafios a bordo, ele pontua que a família também precisa se adequar à rotina incerta e que a compreensão dos parentes é um pilar muito importante.
A marca de 3 mil dias no mar representa uma jornada repleta de aprendizados, obstáculos superados e laços de amizade construídos ao longo do caminho. Mesmo diante das adversidades da rotina a bordo, o mergulhador é categórico ao afirmar que viveria tudo novamente.
Foto: Bruno Viana dos Santos / Arquivo pessoal / Via agência marinha
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
A etapa Rio do SailGP 2025 foi cancelada. A competição estava marcada para os próximos dias 3 e 4 de maio, quando faria sua estreia não apenas no Brasil, mas na América do Sul. A organização do evento tomou a decisão depois de identificar um defeito nas Velas Asas (wingsails) de catamarãs F50, que sofreram acidente recentemente.
Na última competição, realizada no último dia 23, em San Francisco, nos Estados Unidos, a vela da equipe australiana se rompeu logo após a largada e quase atingiu outras tripulações. Por acontecer em alto-mar e em alta velocidade, o susto foi grande — apesar de ninguém ter sido ferido. Na ocasião, a Austrália não competiu a regata final daquela etapa.
Segundo a SailGP informou nesta quinta-feira (10), o acidente motivou uma análise mais detalhada sobre as wingsails. O estudo identificou um defeito com a adesão do material no núcleo do painel da alma de cisalhamento de algumas das asas rígidas — o que pode comprometer a integridade estrutural dessas peças.
Foto: Simon Bruty / SailGP
Sabemos que essa notícia será extremamente decepcionante, mas a segurança de nossos atletas é nossa prioridade máxima– Russell Coutts, CEO do SailGP
O CEO do SailGP, Russell Coutts, disse que cancelar a etapa Rio do campeonato, neste momento, foi uma ação necessária. O evento foi suspenso, segundo o comunicado, para garantir tempo suficiente para a conclusão de estudos e reparos dos veleiros antes da próxima etapa do campeonato, em Nova York, marcada para junho.
Agradecemos aos fãs apaixonados do Brasil pelo apoio contínuo ao SailGP e à equipe brasileira, assim como aos nossos parceiros no país e ao redor do mundo– Russell Coutts, CEO do SailGP
Em nota, a organização do evento informou que avalia opções para remarcar a etapa do Rio de Janeiro. Além disso, afirma que as primeiras informações sobre a temporada 2026 serão divulgadas nos próximos dias — incluindo o retorno ao Rio.
Reembolso e nova estreia no Brasil
A organização do SailGP informou que todos que compraram ingressos para esta etapa serão reembolsados integralmente nos próximos dias. O site pontua que apenas os compradores originais dos ingressos têm direito a receber o valor, não se responsabilizando por revendas.
Criada em 2018, a liga SailGP faria sua estreia na América do Sul durante a competição no Rio de Janeiro. Os ingressos eram ofertados em diferentes categorias, com preços de ingressos individuais entre R$ 313 e R$ 937.
Acidente no SailGP em San Francisco
O susto em San Francisco aconteceu logo após a largada da competição no último dia 23. Em poucos segundos, a vela de 24 metros da embarcação australiana colapsou e caiu, quase atingindo tripulações próximas. O barco era comandado por Tom Slingsby.
Foto: Felix Diemer / SailGP
No momento do acidente, a Baía de San Francisco registrava ventos de 10 a 15 nós e a causa do acidente envolvendo a estrutura do veleiro ainda é desconhecida. No entanto, foi constatado que o colapso aconteceu logo após uma manobra abrupta feita pela equipe australiana, que tentou evitar uma colisão com e equipe italiana.
O SailGP é conhecido como a Fórmula 1 do mar, onde catamarãs de alto desempenho competem em alta velocidade, podendo ultrapassar 100 km/h. O campeonato reúne representantes de diversos países e intercala etapas em diferentes mares.
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
O Governo do Estado de São Paulo (SP) anunciou, na última segunda-feira (7), a construção de uma barreira física para conter o avanço do mar na Barra do Una, em Peruíbe. A proteção terá 200 metros de extensão e será construída com blocos de pedra de até 3 metros de altura.
Segundo a pasta, a iniciativa busca proteger moradores e a estrada, já que o avanço do mar provoca impactos na cidade e sociedade, apesar de ser um fenômeno natural. Entre as mudanças estão a perda de áreas praianas, o impacto na vegetação de restinga e a ameaça a moradias próximas.
Foto: Governo do Estado de SP / Divulgação
A construção da muralha será feita pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), por meio da SP Águas. Não foram divulgados prazos para a conclusão da obra.
O Governo de SP também informou que são estudadas medidas para restaurar o escoamento natural do Rio Una, que foi alterado por mudanças climáticas, também responsáveis pelo avanço do mar. A busca tem recebido apoio da Fundação Florestal, que será responsável por replantar a vegetação de restinga ao longo do rio assim que o fluxo natural for retomado.
A administração pública informou que a obra integra o Plano de Adaptação e Resiliência Climática da Semil, que prevê ações voltadas à proteção de zonas costeiras. Divulgou também que a Defesa Civil vai monitorar o caso, inclusive ouvindo queixas da população.
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Se você não tem um superiate particular para assistir ao Grande Prêmio de Mônaco a bordo de uma embarcação luxuosa, não fique triste: um dos maiores barcos a vela do mundo oferece um cruzeiro dos sonhos aos amantes de Fórmula 1, com direito a ingressos para as corridas.
Por trás desse passeio extravagante está a WindStar Cruises, empresa especializada em viagens de cruzeiro. Para essa missão em Mônaco, a companhia mandou o que há de melhor no seu arsenal: o badalado Wind Surf, veleiro que levará seus passageiros de Roma, na Itália, até Barcelona, na Espanha.
Foto: WindStar Cruises/ Divulgação
Durante o itinerário, o cruzeiro terá uma parada especial em Monte Carlo, para acesso exclusivo ao final de semana do GP de Mônaco, nos dias 24 e 25 de maio.
Para completar, um especialista da competição apresentará o evento como um palestrante. Os convidados, por sua vez, participarão de um coquetel e jantar especial temático da corrida — tudo a bordo do Wind Surf.
Porto de Monte Carlo durante os dias de Fórmula 1. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
Durante os dois dias do GP, os passageiros poderão aproveitar os assentos da Seção K — que são mais altos –, tanto para os testes, no sábado, quanto para a final, no domingo.
Para completar, cada hóspede receberá um pacote de presente temático, que inclui binóculos de alta definição, protetores de ouvido, bonés e almofada.
Itinerário do Wind Surf. Foto: WindStar Cruises/ Divulgação
Ao todo, além do pernoite em Monte Carlo, em Mônaco, o itinerário do cruzeiro — que começa em 20 de maio e dura oito dias — passará por Barcelona e Palamos (Espanha), Sanary-Sur-Mer e Cannes (França), Portoferraio e, por fim, Roma (Itália).
Segundo a WindCruises, os preços para aproveitar esse sonho automobilístico saem a partir de US$ 10,2 mil, quase R$ 58 mil (conversão realizada em abril de 2025).
A bordo do paraíso
Como se não bastasse a comodidade de acompanhar a Fórmula 1 direto de Mônaco, o cruzeiro Wind Surf, carro-chefe da WindStar, proporciona tudo do bom e do melhor para os passageiros a bordo.
Foto: WindStar Cruises/ Divulgação
O barco a vela pode acomodar até 342 hóspedes em 150 suítes de luxo, com direito a vista para o mar. De acordo com a empresa, todas as cabines possuem camas queen size e TV de tela plana — a suíte do proprietário inclui uma área de estar.
Foto: WindStar Cruises/ Divulgação
Com toda a pompa dos cruzeiros luxuosos, o Wind Surf oferece dois restaurantes: um com culinária gourmet, prato por prato, à noite; e outro de buffet casual e serviço completo para café da manhã e almoço. O barco ainda conta com spa, plataforma de esportes aquáticos, lounge, piscina e banheira de hidromassagem.
Foto: WindStar Cruises/ Divulgação
Esse gigante tem nada menos do que 162 metros de comprimento (535 pés), e está entre os maiores barcos a vela do mundo. Além disso, a embarcação ostenta cinco enormes mastros de 67,5 metros de altura, com sete velas modernas — auto-enroláveis e operadas por computador.
Segundo a WindCruises, o enorme barco a vela é equipado com quatro grupos geradores de diesel-elétricos, além de dois motores também elétricos. Logo, o cruzeiro pode atingir até 12 nós (22 km/h), ou 15 nós (27 km/h) quando combina energia eólica com assistência de motor.
Foto: WindStar Cruises/ Divulgação
Vale ressaltar que o Wind Surf foi atualizado recentemente sob a iniciativa Setting Sails. Por conta disso, a embarcação apresenta áreas comuns redesenhadas, como no restaurante principal e no deque da piscina/bar, além de ter ganhado uma nova sala de vinhos. O redesenho completo será concluído em 2026.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
O navio SS United States, inaugurado em 1952, será aposentado no Golfo da Flórida, nos Estados Unidos da América (EUA). O transatlântico será afundado para virar um enorme recife de corais — com potencial para ser um dos maiores do mundo. A viagem de despedida foi iniciada em fevereiro e o processo de limpeza, transporte e afundamento é estimado entre um e dois anos.
Com 302 metros de comprimento, a embarcação esteve atracada no rio Delaware, a sul da Filadélfia (EUA), por quase 30 anos, tempo em que foi consideravelmente deterioradapelo clima. Depois de perder condições para navegar, a associação que tutela o navio e o proprietário dele resolveram que o melhor fim seria a submersão.
Foto: Nick Herber / @nickherber / Flickr
No último mês de fevereiro, a carcaça do SS United States iniciou o trajeto de despedida sendo rebocada para a cidade de Mobile, no estado de Alabama (EUA), onde será limpa e preparada para a submersão. Depois, será levada ao ponto final, no Golfo da Flórida, e finalmente afundada.
A expectativa das autoridades do condado de Okaloosa, região onde será criado o recife, é que a atração gere milhõesde dólares anuais. Além de mergulhos turísticos para visitar o transatlântico afundado, as receitas também englobam custos de barcos e hotéis utilizados para a atividade.
Conheça mais sobre o transatlântico SS United States
Terminada sua construção em meados do século 20, a primeira viagem desse então gigante dos mares foi em 1952. Apesar das proporções grandes já para a época — sendo maior que o Titanic, que tinha 269 metros de comprimento — o navio conseguiu atingir a velocidademédia de 36 nós, o equivalente a mais de 66 km/h, e conquistou o recorde de velocidade transatlântica.
Foto: biblioteca estadual de queensland
A embarcação levou três dias, 10 horas e 40 minutos para atravessar o Oceano Atlântico, superando o então recordista RMS Queen Mary com uma diferença de 10 horas.
Em 1969, o navio passou a ser de reserva (quando está equipado, mas não é necessariamente utilizado) e então passou por vários proprietários, que apesar do intuito comum de repaginá-lo, acabaram não o fazendo. Por isso, ele ficou décadas no rio Delaware até perder a capacidade de navegarem segurança.
Ressignificados: de carcaça de navio a ecossistema
A ação de afundar navios, lanchas, iates e demais embarcações é mais comum do que pode parecer. Ao perderem estrutura suficiente para não poderem mais navegar com segurança, esses objetos muitas vezes são naufragadospropositalmente.
Além de recifes de corais, as estruturas submersas viram parte do ecossistemamarinho e contribuem para diferentes formações naturais, além de atrair vida marinha.
Em alguns meses, o SS United States será mais um transatlântico afundado que contribuirá para a diversificação dos ecossistemas no mar do Golfo da Flórida (EUA).
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Cachorros latem, gatos miam e galinhas cacarejam. Mas qual som um tubarão faz? Um estudo conseguiu responder essa questão, e revelou uma espécie do predador que é capaz de produzir ruídos semelhantes ao clique de um mouse.
A pesquisa foi publicada na revista Royal Society Open Science, por uma equipe de estudiosos da Nova Zelândia. Os cientistas registraram evidências do cação-pintado-de-estuário (Mustelus lenticulatus) “clicando” seus dentes. Ouça o som produzido pelo animal:
O estudo revela uma nova forma de comunicação entre os tubarões, que carregam a fama de “assassinos silenciosos”. Isso porque esses predadores carecem de órgãos produtores de som, facilmente encontrados em outros peixes, que grunhem, gemem e até latem.
Ao contrário da maioria dos peixes, que dependem de uma bexiga natatória (órgão cheio de gás que os ajuda a manter a flutuabilidade, além de produzir e detectar sons), os tubarões não possuem essa característica. Assim, a produção de barulho se torna improvável.
Imagem ilustrativa. Foto: Image-Source/ Envato
Segundo o portal Science, o primeiro registro de ruído detectado em peixes cartilaginosos (que inclui tubarões, raias e quimeras) aconteceu em 1970, quando pesquisadores relataram estalos enquanto cutucavam uma arraia-focinho de-vaca (Rhinoptera bonasus) em cativeiro.
Desde então, os estudos que “caçam” sons em tubarões tiveram poucos avanços. Por muito tempo, acreditava-se que o silêncio poderia ser uma adaptação evolutiva que tornava o predador ainda mais habilidoso, sem chamar a atenção das presas.
De acordo com Neil Hammerschlag, presidente da Atlantic Shark Expeditions e diretor-executivo da Shark Research Foundation — que não participou da pesquisa — , até este estudo, a comunicação dos tubarões se dava principalmente através da linguagem corporal e possíveis sinais químicos.
O tubarão cação-pintado-de-estuário, em específico, mede de 0,7 a 1,5 metro, e costuma habitar a costa da Nova Zelândia, onde se alimenta, principalmente, de caranguejos e outros crustáceos.
Eles sabem “falar”
O estudo foi liderado por Carolin Nieder, investigadora pós-doutoral no Instituto Oceanográfico Woods Hole, em Massachussetts, e envolveu 10 cações-pintados-de-estuário juvenis — cinco machos e cinco fêmeas — capturados na costa da Nova Zelândia.
Durante a pesquisa, quando os tubarões eram movidos de um tanque de laboratório marinho para outro, ou quando os cientistas os seguravam, os animais começaram a emitir o som de clique, que teve uma duração extremamente curta, de 48 milissegundos — mais rápido que um piscar de olhos humano.
Inclusive, os cientistas não têm certeza se os tubarões conseguem ouvir o seu próprio som, já que a frequência principal está na faixa de 2.400 a 18.500 hertz — bem acima da média de audição deste animal, de 150 a 800 hertz. Porém, o pulso inicial baixo permite que a espécie consiga detectar o barulho.
Segundo Nieder, conforme os animais se habituavam ao protocolo experimental diário, eles paravam de fazer os estalos, “como se tivessem se acostumado ao cativeiro e à rotina experimental”. Foi nesse momento que ela percebeu que estava observando, de fato, um novo som.
De acordo com a pesquisa, cerca de 70% dos cliques ocorriam quando o tubarão balançava lentamente de lado a lado. Outros 25% aconteciam em movimentos explosivos, enquanto 5% vinham quando o animal não estava movendo seu corpo — pelo menos, não de maneira óbvia.
Imagem ilustrativa. Foto: Image-Source/ Envato
Os ruídos foram gravados em ambiente laboratorial controlado, e agora os pesquisadores querem descobrir se os cações-pintados-de-estuário produzem esses barulhos na natureza — e em quais condições. Também ainda não está claro se outros tubarões emitem som, embora Nieder acredite que sim.
Embora não saibamos realmente se o som produzido pelos cações-pintados-de-estuário foi simplesmente um subproduto do manuseio, isso abre algumas novas questões, possibilidades e caminhos para pesquisas futuras– Carolin Nieder
Tubarão, que som é esse?
Já que não há órgãos especializados em produzir som nesses animais, os cientistas confiam que os cliques, na verdade, vêm de seus dentes fortes e interligados, batendo um nos outros. Logo, o caso foi documentado como o primeiro de um tubarão fazendo sons deliberadamente debaixo d’água.
Detalhes da dentição de um tubarão-cação-pintado-de-estuário masculino juvenil, em fotografias tiradas da mandíbula superior. Foto: Nieder et al./ Divulgação
O padrão consistente e a frequência dos cliques sugerem que os sons são intencionais, em vez de acidentais, segundo Carolin. Porém, ainda não se sabe o motivo exato para que os tubarões dessa espécie emitam esses cliques.
Há a possibilidade de que esse barulho sirva como um sinal de angústia, em reação ao manuseio do experimento. Se eles não estão usando suas capacidades vocais para se comunicar entre si, os estalos podem ser um sinal de alerta ou forma de agressão em torno de presas perigosas, segundo os pesquisadores.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Fazer uma aula de natação contemplando a estrutura e os vitrais de uma igreja datada de 1893 é possível no Repton Park, no bairro de Redbridge, em Londres. O local, que foi o hospital psiquiátrico Claybury Hospital até 1997, se transformou em um conjunto de apartamentos de luxoque atrai até atletas da elite do futebol inglês.
A piscina, de 24 metros, é um dos pontos fortes do complexo, onde a Virgin Active implantou uma academia em meio ao cenário vitoriano da época. Os alunos treinam cercados por enormes arcos, vitrais e o teto, com um clássico formato abobadado.
Foto: Virgin Active/Divulgação
A antiga capela do hospital psiquiátrico foi transformada. Hoje, uma saunatoma o espaço do que antes foi um confessionário. Há ainda chuveiros, uma banheira de hidromassagem e uma sala de musculação, onde as janelas chegam aos 5 metros de altura. O teto arqueado, com detalhes em tons de dourado e azul-claro, levam quem passa por ali a um passado que se faz presente nos detalhes.
O complexo do antigo Claybury Hospital. Foto: Jeroen Komen / Wikimedia Commons / Reprodução
Há quem diga que o Repton Park é um condomínio popular entre celebridades. O que se escuta é que Jeremy Clarkson, Lily Allen, Kate Moss, Patsy Palmer e Simon Webbe viveram lá em algum momento. A propriedade também é famosa por ser a escolha de jogadores de times consagrados do futebol inglês, como o Arsenal.
Foto: Virgin Active/Divulgação
O antigo Claybury Hospital
O que hoje é um condomínio luxuoso antes foi um hospital psiquiátrico, o primeiro construído pelo London County Council e projetado por George Thomas Hine, renomado arquiteto especializado em instituições psiquiátricas.
Foto: Hunt Property Services Ltd. / Divulgação
O local era considerado um modelo moderno para a época, uma vez que incorporava inovações no tratamento de doenças mentais, como espaços arejados, jardins terapêuticos e separação por gênero. Durante décadas, o hospital abrigou milhares de pacientes e seguiu as mudanças nas abordagens psiquiátricas do século 20, passando da custódia para tratamentos com medicamentos e terapias.
Com a crescente adoção da desinstitucionalização no Reino Unido, nas décadas de 1980 e 1990, que priorizava o tratamento comunitário, o Claybury Hospital entrou em declínio, sendo oficialmente fechado em 1997, quando se transformou no Repton Park, que preserva elementos históricos da arquitetura original.
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Além de inúmeros lançamentos, os visitantes do Rio Boat Show 2025 poderão conferir barcos internacionais atracando no Brasilpela primeira vez. É o caso dos modelos das marcas francesas Fountaine Pajot e Jeanneau, representadas no salão pela GB Yachts.
O catamarã Fountaine Pajot Astréa 42 e o veleiroJeanneau Sun Odyssey 490 estarão atracados nas águas da Baía de Guanabara para o evento, de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória.
Para a Fountaine Pajot, o Astréa 42 é “um símbolo de navegaçãoversátil e elegante”. O catamarã foi projetado para os desafios da navegação oceânica e “as explorações mais ousadas”, como explica a marca francesa.
Foto: Fountaine Pajot / Divulgação
O modelo, de 42 pés, tem uma área de vela de 70 m², além de cabines espaçosas, salão com ampla entrada de luz e áreas exteriores ideais para relaxar. A cozinha, em formato de U, se destaca pela facilidade de uso. Os espaços são conectados à estação do leme, grande o suficiente para acomodar duas pessoas com segurançae boa visão do plano de vela.
Jeanneau Sun Odyssey 490
Carro-chefe da linha Sun Odyssey, o veleiro de 49 pés se destaca pelos amplos espaços. A cabine dianteira, aliás, dispõe de beliche de 1,60 m por 2 m, amplo armazenamento, televisão integrada e acesso privativo a um banheiro com chuveiro, pia e sanitários separados. Destaque também para o salão espaçoso e a cozinha, totalmente equipada.
Foto: Jeanneau / Divulgação
O cockpit se transforma em uma área de estar para relaxarquando o barco está ancorado, com deck, beach club e um refrigerador. Além das comodidades, o catamarã foi projetado para travessias mais longas, logo, é estável, de alto desempenho e seguro, conforme destaca a marca francesa.
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; 01 e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
Ingressos: site oficial de vendas
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Desde os 10 anos, quando navegava pelas águas do rio Juruá — que nasce no Peru e banha os estados do Acre e Amazonas –, Valdemar Negreiro sonhava em morar em um barco. Agora, mais de 70 anos depois, esse desejo está mais do que realizado. Junto com a esposa, ele divide uma casa em forma de barco projetada por ele mesmo, que atrai olhares no município de Mâncio Lima, no interior do Acre.
Feita toda em madeira, a casa começou a ser construída em meados de 2019. Naquela época, o “Lago Verde”, onde está “ancorada” a casa, na verdade, nem existia — tampouco levava esse nome. O olho d’água ganhou a forma que tem hoje pelas mãos de Valdemar.
Foto: Arquivo Pessoal
“Era um chavascal. O pessoal fazia dali um lixão. Jogavam carro velho, pneu velho e até cabeça de gado”, explica Lucimar Gomes (67), esposa de Valdemar, que completa: “tiramos o lixo com um tripó. Pegávamos com um carrinho de mão para levar mais adiante. Ele conseguiu com a ajuda de Deus e de toda família”. O casal, aliás, tem 11 filhos, 23 netos e três bisnetos.
Enquanto estava construindo ouvia que era doido, depois que ficou pronta vieram atrás de comprar– revela o dono da casa-barco
O próprio Valdemar fez a planta da residência, que soma 25 metros de comprimento por 5 metros de largura. Ao todo, ele ressalta que são 10 janelas, um banheiro, dois quartos, cozinha e áreas de lazer tanto na proa, quanto na popa. A casa também já chegou a receber 40 pessoas em uma visita de alunos de uma faculdade, curiosos com a estrutura.
Foto: Arquivo Pessoal
Na proa, onde tudo começa, há uma pia com água que vem de um poço, pensado por Valdemar para funcionar sem a necessidade de bombas e motores. “Cavei dois metros de profundidade, coloquei um cano e aterrei, sem precisar de bomba, de motor.”
A água vem do poço, natural, sem precisar de equipamentos – ele destaca
Foto: Arquivo Pessoal
Da proa se tem acesso a sala, tipicamente brasileira: um sofá de frente para uma TV, com o aconchego de um lar familiar. Logo após, um grande corredor vai ligando os outros cômodos da “casa-barco”. Quartos, banheiro, cozinha… a longa passarela, com janelas que a acompanham do começo ao fim, dá acesso a tudo, com detalhes da família que fazem da casa, um lar.
Foto: Arquivo PessoalFoto: Arquivo Pessoal
Lucimar Gomes conta que, para ela, a melhor parte da casa é o quarto, mas não esconde que é da cozinha que “saem as melhores coisas”. Entre elas estão os peixesque, em ocasiões especiais, são pescados na Lagoa Verde. “É um mercado para nós. Quando a gente quer comer um ‘peixinho’, pegamos uma garrafa, um anzol e fazemos uma pescaria”.
O lago tem várias espécies, como curimatã, traíra, tilápia, matrinxã e o pirarucu– conta Valdemar
Valdemar, a esquerda, e Lucimar, sua esposa, na ponta direita. Foto: Arquivo Pessoal
Firme e forte
Apesar da forma de barco, a casa de Valdemar não tem motor, tampouco navegapelo Lago Verde. Trata-se de uma estrutura fixa, pensada por ele mesmo para ser firme e estável.
Foto: Arquivo Pessoal
Até por isso, Valdemar conta que a parte mais difícil de toda a construção de seu sonho de infância “foi fazer a estrutura de baixo” da casa, onde ela fica “ancorada”, uma vez que “vários caminhões de barro” foram necessários para cercar a Lagoa Verde.
Foto: Arquivo Pessoal
Embora a estrutura não saia do lugar, Valdemar não se distanciou de suas origens. “Construí família sempre andando de barco, vendendo minhas mercadorias”, ele relembra. Assim, ao lado da casa, está atracada uma pequena embarcação para até seis pessoas, que ele usa para desbravar o rio Moa, na serra do Divisor, na fronteira Brasil–Peru.
No Moa eu levava merenda para as comunidades, as escolas, levava turista para passear. Eu parei de viajar, mas tenho esse barco para passear, subir a serra, pegar peixe– conta
Através de uma ponte — ou trapiche, como Valdemar prefere chamar –, é possível sair das dependências do Lago Verde e vice-versa, para ter acesso a outras partes do terreno, como à plantação de temperos, criação de patos e galinhas e a oficina em que Valdemar prepara, com as próprias mãos, novos móveis para a casa-barco.
Isso porque a ideia é aumentar as dimensões da estrutura, com toques especiais de Valdemar, que espera equipar os cômodos “tudo em modelo de barco”, como ele explica. Uma mesa com formato de embarcação, inclusive, já saiu de suas mãos.
Foto: Arquivo PessoalFoto: Arquivo Pessoal
A verdade é que, em seu grande sonho materializado, as reformas prometem seguir acontecendo enquanto sua imaginação puder pensar e realizar.
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Quanto vale um conteúdo viral? Para um digital influencer, custou a liberdade. O ucraniano Mykhailo Viktorovych Polyakov, de 24 anos, foi preso na última quinta-feira (4) depois de ir até a Ilha Sentinela do Norte, na Índia, para tentar contato com os sentineleses, que vivem isolados da sociedade. A aproximação desse povo foi oficialmente proibida em 1957, quando a ilha onde vivem foi declarada reserva tribal.
O influencer utilizou um bote motorizado para se aproximar da ilha e, segundo as autoridades, filmou o trajeto para que virasse conteúdos para suas redes. Além de ir até a Ilha Sentinela — o que já é proibido — , ele tentou chamar atenção dos nativos com apitos persistentes e deixou uma lata de Coca-Cola e cocos como oferenda a eles.
Os sentineleses são considerados o povo ‘mais isolado do mundo’. Foto: Survival Internacional / Divulgação
Mykhailo navegou 40 km até o local e não conseguiu contato com os nativos, que têm o histórico de matar quem se aproxima de suas terras. No entanto, o ato de ir até a Ilha Sentinela do Norte, onde vive o povo mais isolado do mundo, configura crime e, por isso, o influenciador digital foi preso.
Em 2018, o missionário estadunidense Allen Chau foi morto por esse povo após desembarcar na ilha com o objetivo de evangelizá-los. O corpo do americano não foi recuperado, mas pescadoresque o deixaram próximo ao local acreditam ter o visto sendo enterrado pelos nativos.
Quem são os sentineleses?
Os sentileneses vivem isolados da sociedade a pelo menos 60 mil anos, por isso estão entre os povos mais isolados do mundo. Não se sabe muito sobre a vida e cultura deles, mas a estimativa é que o grupo tenha entre 35 e 500 membros.
Em 1956, o governo da Índia declarou a Ilha Sentinela do Norte, habitat desse povo, uma reserva tribal. A ação proibiu viagens a menos de 5,6 km do local e também tornou ilegal o registro de imagens deles.
Além dos riscos a quem ousa se aproximar do povo Sentinelês, por viverem completamente isolados a aproximação de pessoas que vivem em sociedade pode torná-los vulneráveis a doenças. Isso acontece pelo potencial risco de levar microrganismos que os sentineleses não estão acostumados através de aproximação física ou de objetos, como latas de refrigerante.
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Para agitar ainda mais o Rio Boat Show 2025, a Hidea promete uma novidade no salão náutico carioca: um novo motor com partida elétrica. Além do lançamento, outros dois equipamentos já conhecidos pelo público vão compor o leque de opções da marca durante o evento.
De 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória, o público que atracar no salão náutico mais charmoso da América Latina poderá conferir de perto os detalhes dos equipamentos, ao lado de especialistas da marca. Destaque para o lançamento: o motor de popa de 6 hp, quatro tempos e partida elétrica — uma atração para a categoria de motores portáteis do universo náutico.
Novo motor de popa 6 hp de quatro tempos. Foto: Hidea/ Divulgação
De acordo com a Hidea, o motor se sobressai pela eficiência e praticidade. O equipamento conta com bateria de lítio que se recarrega automaticamente durante o uso, além de vir acompanhado de um carregador externo para maior conveniência e sistema de alimentação carburado, responsável pelo bom desempenho e manutenção simplificada do motor, conforme explica a marca.
Fácil de transportar, o equipamento ainda possui alça ergonômica e está disponível em duas versões: 30,5 kg com rabeta de 15 polegadas e 31,5 kg na versão com rabeta de 20 polegadas.
Para a marca, o novo motor que será lançado no Rio Boat Show 2025 é ideal para caiaques, veleiros, botes de apoio e outros barcos de pequeno porte. Segundo a Hidea, o equipamento de 6 hp sairá a partir de R$ 10 mil durante o salão.
Outras atrações da Hidea no Rio Boat Show 2025
A fabricante chinesa atracará no Rio Boat Show 2025 com outros dois motores de popa de quatro tempos: o 130 hp e o 60 hp. O primeiro deles oferece maior torque, tecnologia e desempenho na navegação — seja ela de lazer ou profissional.
Foto: Instagram @hideamotores/ Reprodução
O equipamento possui quatro válvulas por cilindro (16 no total), sistema de comando duplo no cabeçote (DOHC) — que otimiza a entrada de ar — , injeção eletrônica inteligente e tacômetro integrado, além de Power Trim e outras funções que o visitante do salão náutico poderá conhecer de pertinho.
O 60 hp, or sua vez, é um dos campeões de venda da marca no Brasil, segundo a própria Hidea. Equipado com EFI (injeção eletrônica de combustível) e quatro cilindros, ele tem um funcionamento mais silencioso e sistema de alerta inteligente.
Foto: Instagram @hideamotores/ Reprodução
Segundo a fabricante, este 60 hp entrega uma aceleração poderosa — logo, maior manobrabilidade e controle do barco — e economia de 20% de combustível na velocidade de cruzeiro. Nas palavras da Hidea, esse é o motor ideal para embarcações de médio porte.
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
Ingressos: site oficial de vendas
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Maior rede de marinas da América Latina, a BR Marinas recebeu do Governo do Estado do Rio de Janeiro o selo Empresa Amiga da Mulher – edição 2024/2025. O reconhecimento celebra as iniciativas das companhias que atuam pela construção de ambientes de trabalho mais seguros, inclusivos e igualitários para mulheres.
A atuação do grupo em suas nove unidades foi reconhecida durante cerimônia realizada no fim do mês de março, no Hotel Fairmont, em Copacabana. O selo foi conferido pelas Secretarias da Mulher; Desenvolvimento Econômico; Indústria e Comércio; e Serviços.
Marina da Glória, no Rio de Janeiro, uma das marinas que pertencem ao porfólio da BR Marinas. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Para Gabriela Lobato Marins, CEO da BR Marinas, receber esses selo é um reconhecimento do compromisso diário de “fazer da empresa um ambiente em que todas as pessoas, especialmente as mulheres, possam trabalhar com segurança, respeito e oportunidades reais de crescimento”.
Acreditamos que transformações consistentes começam com escuta ativa e ações concretas de apoio– Gabriela Lobato Marins
De acordo com a BR Marinas, a empresa tem investido em ações voltadas à escuta, proteção e desenvolvimento de suas colaboradoras nas suas nove unidades, espalhadas ao longo do litoral do Rio de Janeiro.
Karime Pavan, gerente de Recursos Humanos, e Gabriela Lobato Marins, CEO da BR Marinas. Foto: Foto: LinkedIn/ BR Marinas/ Reprodução
Entre as práticas reconhecidas pelo selo estão a criação de um Comitê de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), e a realização de rodas de conversa com o RH nas unidades da rede, por meio do programa “RH quer ouvir você” — que serve como apoio direto a colaboradoras em situação de violência doméstica.
Além disso, a BR Marinas também oferta bolsas de estudo para mulheres em busca de qualificação profissional. Por isso, para Karime Pavan, gerente de Recursos Humanos, o selo é um sinal de que a empresa está cumprindo seu papel na integração feminina no trabalho.
É um sinal de que estamos no caminho certo e um lembrete de que cuidar de pessoas é, também, cuidar do futuro que queremos construir– Karime Pavan
Tudo pela igualdade
Nesta edição, 64 empresas foram certificadas, o dobro do número alcançado no ciclo anterior, o que consolidada o Rio de Janeiro como o estado com maior número de organizações reconhecidas no país por ações voltadas à promoção dos direitos das mulheres.
Marina da Glória, no Rio de Janeiro, uma das marinas que pertencem ao porfólio da BR Marinas. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O edital da certificação “Empresa Amiga da Mulher” estabelece 12 critérios para avaliação, considerando aspectos como a promoção da saúde, integridade física e emocional das trabalhadoras e da garantia de um ambiente digno e seguro.
Na premiação que deu o selo à BR Marinas, acessibilidade e condições adequadas para mulheres com deficiência também foram pontos avaliados.
Foto: LinkedIn/ BR Marinas/ Reprodução
Durante o processo, as empresas precisaram comprovar que divulgam, interna e externamente, ações afirmativas e informativas sobre temas voltados aos direitos da mulher, principalmente sobre a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006) e demais dispositivos legais que tratem do enfrentamento à violência doméstica.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Atualmente, São Paulo busca revitalizar e integrar suas hidrovias ao sistema de transporte público urbano. Moscou, na Rússia, por sua vez, é expert na operação de transportes hidroviários. É justamente essa troca que promete levar à capital paulista um reforço na infraestrutura do Aquático-SP, com a integração de barcoselétricos ao sistema.
O Aquático SP, que liga o Cantinho do Céu ao Parque Mar Paulista, no bairro Pedreira, através da Represa Billings, dispõe de cinco embarcações. A estrutura, inaugurada em maio de 2024, reduziu um trajeto de 1h20 para 17 minutos e já levou mais de 350 mil pessoas.
Aquático SP. Foto: Prefeitura de São Paulo / Divulgação
A cooperação com Moscou prevê a integração de um modelo elétrico a esse sistema, visando otimizar sua infraestrutura aproveitando cases de sucesso da capital russa, como a modernização do transporte fluvial no rio Moscou. A eletrificação dos barcos ainda quer reduzir as emissõesde gases do efeito estufa, contribuindo para compromissos climáticos de ambas as cidades.
O primeiro passo para essa parceria foi dado em 27 de março, através de um Memorando de Entendimento, acordado entre a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Relações Internacionais (SMRI), da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e do Governo de Moscou.
A próxima etapa consiste no encaminhamento do Memorando de Entendimento à SMRI/GAB para a adoção de medidas subsequentes. Nesta quarta-feira (2), a delegação brasileira formada por representantes da SMRI e da SMTU, e que está em missão em Moscou, participou do último dia do Curso de Sistemas de Transportes Inteligentes.
Dentro da agenda, aconteceu uma visita ao transporte aquático que liga a capital do país a diversos pontos da região metropolitana moscovita. Confira fotos:
A rota fluvial elétrica no rio Moscou foi a primeira do mundo a operar exclusivamente com embarcações elétricas, sendo que o sistema foi lançado em junho de 2023. A rota conta com seis paradas e oito embarcações para 50 passageiros, cada uma delas com o nome de outros rios de Moscou: Sinichka, Setun, Presnya, Filka, Skhodnya, Ramenka, Yauza e Neglinkacada.
Os barcos são equipados com painéis informativos, carregadores USB e espaços para bicicletas e scooters. A passagem pode ser paga com o cartão de transporte público Troika ou via cartão bancário, e passageiros com planos de transporte de 90 ou 365 dias podem utilizá-lo gratuitamente.
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Sentir o gostinho de navegar será possível no estande da Marinha do Brasil durante o Rio Boat Show 2025. Isso porque a entidade levará ao salão náutico mais charmoso da América Latina o SIMBOAT, um simulador de barcosde recreio. Além disso, a presença da Força Armada no evento visa conscientizar quem ama navegar.
A Autoridade Marítima brasileira, por meio da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ), atracará no salão, de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória, com um tema principal: a segurança da navegação de esporte e recreio.
Por isso, o estande da Marinha terá à disposição do público um simulador de navegação, que permite aos visitantes a experiência de comandar uma embarcação de esporte e recreio. Além disso, a CPRJ levará o seu Grupo de Atendimento ao Público (GAP) ao salão náutico.
Foto: Marinha do Brasil / Divulgação
Através do serviço, os visitantes poderão realizar as inscrições de embarcações adquiridas no evento e a Renovação da Carteira de Habilitação de Arraias Amador. Para isto, será necessária a apresentação dos documentos previstos nas Normas da Autoridade Marítima (NORMAM) 211/212, disponíveis no site Marinha do Brasil.
A entidade também contará com uma equipe capacitada, que irá abordar junto ao público temas como: segurança da navegação, salvaguarda da vida humana no mar e prevenção da poluição hídrica provenientes de embarcações, a fim de conscientizar os navegadores, uma vez que o evento reunirá milhares de aficcionados pelo mar.
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
Ingressos: site oficial de vendas
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Passando perrengue? Sim! Mas em alto-mar — e em uma embarcação de luxo. Foi mais ou menos esse o cenário que os passageiros do navio Ocean Explorer enfrentaram durante a Passagem de Drake, que recebeu o barcocom ondas de mais de 12 metros durante sua volta de uma viagem à Antártica.
Também conhecido como “Estreito de Drake”, esse trecho de 960 km entre a Antártica e o extremo sul da América do Sul é conhecido por apavorar mesmo os navegadores mais experientes. Isso porque a zona carrega uma das piores condições meteorológicas marítimas do mundo, graças à confluência de águas do Atlântico e do Pacífico, que cria uma espécie de “efeito de máquina de lavar”.
“Imagine se você se inscrevesse para uma montanha-russa de 48 horas”, brincou a influencer de viagens Lesley Anne Murphy, que estava a bordo e gravou o momento em que as ondas gigantes — equivalentes a prédios de quatro andares — atingiram o navio, em 26 de março. Assista:
Apesar do susto, o Ocean Explorer, da Quark Expeditions, foi construído especificamente para exploração polar. O barco, de quase 105 metros, tem entre suas principais características uma proainvertida que, segundo a marca, “garante uma experiência de navegação confortável e suave”.
Foto: Quark Expeditions / Divulgação
O navio que enfrentou as ondas gigantes da Passagem de Drake dispõe de uma biblioteca de dois andares na proa, cabines espaçosas de design escandinavo moderno — quase todas com varandas — academia espaçosa, sauna com janelas grandes e duas jacuzzis ao ar livre.
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Em janeiro deste ano, um icebergdo tamanho da cidade de Chicago, nos Estados Unidos, se desprendeu da plataforma de gelo George VI, a segunda maior da Península Antártica. Contudo, o que os cientistas não esperavam, era que “escondido” debaixo dessa enorme camada existia um novo ecossistema antártico nunca explorado — e que pode ter centenas de anos.
A descoberta do novo ecossistema da Antártica foi realizada pelos cientistas da Schmidt Ocean Institute, que estavam trabalhando no Mar de Bellingshausen. Imediatamente, eles mudaram seus planos iniciais e fizeram o que seria o primeiro estudo detalhado de uma área tão grande, antes coberta por gelo.
O navio de pesquisa Falkor, no Mar de Bellingshausen, na Antártica. Foto: Alex Ingle/ Schmidt Ocean Institute/ Divulgação
Por lá, os pesquisadores ficaram oito dias estudando o lugar e encontraram de tudo: vida próspera, criaturas marinhas típicas e um ecossistema diversificado. Essas características são incomuns em regiões de mar profundo, como a área estudada, que chega a 1.300 metros de profundidade.
Com ajuda a de veículos operados remotamente (ROV), a equipe encontrou sistemas florescentes, grandes corais e esponjas que sustentam uma variedade de vida animal, como os peixes-gelo, aranhas-do-mar gigantes e polvos. Inclusive, os especialistas ficaram impressionados com o tamanho de algumas criaturas encontradas.
Com base no tamanho dos animais, as comunidades que observamos estão lá há décadas, talvez até centenas de anos– Dra. Patricia Esquete, cientista co-chefe da expedição
Cientista examina um ofiuroide no microscópio, dentro do laboratório úmido do navio de pesquisa Folker. Foto: Alex Ingle/ Schmidt Ocean Institute/ Divulgação
Não só Patricia, mas todos os pesquisadores envolvidos na exploração do novo ecossistema na Antártica ficaram surpresos com a biomassa e biodiversidade significativa do local. Além disso, eles ainda suspeitam ter descoberto várias novas espécies.
Não esperávamos encontrar um ecossistema tão bonito e próspero– Dra. Patricia Esquete
Como isso pode ter acontecido?
Normalmente, os ecossistemas de águas profundas dependem de nutrientes da superfície, que lentamente “chovem” para o fundo do mar. Porém, este novo encontrado da Antártica ficou coberto por um gelo de 150 metros de espessura durante séculos, completamente isolado de alimentos.
Água-viva fantasma gigante encontrada no novo ecossistema na Antártica. Foto: ROV SuBastian/ Schmidt Ocean Institute/ Divulgação
Neste caso, o gelo que se desprendeu do iceberg A-84 tinha aproximadamente 510 km quilômetros quadrados, com uma área equivalente de fundo do mar. Sendo assim, como esse ecossistema sobrevive a tantos anos?
Cientistas cogitam que as correntes oceânicas podem transportar da superfície os nutrientes necessários para o local. Assim, a vida na região tão profunda do mar teria sido sustentada por séculos, mesmo abaixo da camada de gelo. Entretanto, esse mecanismo ainda não é compreendido.
Polvo repousa no fundo do mar a 1.150 metros de profundidade, no Mar de Bellingshausen. Foto: Foto: ROV SuBastian/ Schmidt Ocean Institute/ Divulgação
O estudo, além de revelar um novo ecossistema marinho na Antártica, fez com que a equipe reunisse dados sobre o comportamento passado da camada de gelo da região — justamente quando o local está sofrendo sérios impactos com o derretimento das geleiras.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
O que você faria caso encontrasse uma garrafa de vidro no fundo do mar? A bióloga Hanna Koch não hesitou em recolher o objeto para descartá-lo corretamente. Mas, ao olhar com calma para o recipiente, ela teve uma grata surpresa: ali morava uma família de polvos pigmeus (Octopus joubini).
O caso aconteceu nas águas cristalinas de Florida Keys, nos Estados Unidos. Por lá, mergulhando, a bióloga fazia o trabalho de buscar locais adequados para instalar recifes artificiais.
Foto: Hanna Koch / Divulgação
Como uma grande ironia do destino, a mãe polvo pigmeu escolheu a garrafa como refúgio tanto para si, quanto para seus filhotes. “Havia algo me encarando”, disse Hanna ao site The Dodo.
Você podia ver os olhos deles, os tentáculos… eles estavam completamente formados– detalhou ela ao veículo
Os animais, junto à garrafa, foram devolvidos cuidadosamente ao mar por outro biólogo, amigo de Hanna.
Foto: Hanna Koch / Divulgação
Uma cena que reflete um problema maior
Embora a natureza encontre formas de se adaptar à poluição dos mares e as mudanças climáticas, a cena dos polvos pigmeus na garrafa reflete um grande problema: a degradação dos habitats naturais.
Atualmente, ao redor do mundo todo, os recifes de corais enfrentam um baque sem precedentes. No caso da Flórida, essas espécies têm passado por um verdadeiro colapso — o que explica a presença de Hanna no fundo do mar.
Peixes vivendo em embalagem de pasta de dente. Foto: Reprodução / Instagram @alexmustard1
De acordo com um estudo da Vox, atualizado em fevereiro deste ano, os corais que formam a base do ecossistema marinho local não estão mais se reproduzindo — e os que conseguem desovar, não são capazes de fertilizar os ovos, uma vez que estão muito distantes dos outros.
Essa queda na natalidade ameaça o futuro de um recife que já está em dificuldades– aponta o estudo
Soluções artificiais
A bióloga Hanna Koch não encontrou a família de polvos pigmeus por acaso. Como já mencionado, ela estava no fundo do mar enfrentando o colapso dos corais através da instalação de recifes artificiais feitos de concreto, que visam oferecer novos habitats para peixes, lagostas e outras espécies marinhas.
Eu estava ali exatamente para criar um habitat melhor para ele — algo que ninguém pode pegar e jogar fora– destacou
A bióloga é diretora de um programa de recifes artificiais, que pretende implantar até 10 deles no Golfo do México, entre 5 e 15 milhas da costa, em profundidades de 40 a 60 pés.
O projeto visa benefícios ambientais e econômicos, como novas oportunidades de pescae mergulho, além de criar habitats para a vida marinha e pontos de passagem para peixes migratórios. A iniciativa, que teve início em 2023, prevê múltiplas estruturas em cada local para maximizar a biodiversidade e dispersar a pressão da pesca, reduzindo conflitos e protegendo recifes naturais.
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Está se aproximando o tão aguardado Grand Prix da SailGP no Rio de Janeiro! Nos dias 3 e 4 de maio, a cidade carioca receberá nas águas da Baía de Guanabara os velozes barcos da “Fórmula 1” da vela, no que será a primeira passagem da liga pela América do Sul. Para aquecer os corações dos apaixonados pelo esporte, a SailGP “desembarcou” no Shopping Leblon para uma exposição de fotos.
A atração começará neste sábado, dia 5 de abril, e contará com experiências imersivas para celebrar a chegada da corrida ao Brasil. Localizada no Piso 1, a exposição terá visitação gratuita e será aberta ao público durante o horário de funcionamento do shopping — das 10h às 22h.
Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução
Como será a exposição do SailGP no Shopping Leblon?
A um mês do GP do Rio, a mostra vai trazer imagens e vídeos inéditos da SailGP. De acordo com a organizadora, a atração visa convidar o público a conhecer de perto uma das competições globais mais emocionantes sobre as águas.
Foto: SailGP/ Divulgação
O espaço destacará, sobretudo, a histórica participação do Mubadala Brazil SailGP Team, primeira equipe brasileira — e sul-americana — a competir na história da liga. O time verde e amarelo é comandado pela bicampeã olímpica Martine Grael, que se consolidou como a primeira atleta mulher à frente desse posto na história do campeonato.
O F50, catamarã padrão do SailGP — que pode atingir cerca de 100 Km/h e até voar sobre as águas — também poderá ser visto de perto pelos visitantes, através de um modelo em miniatura que estará exposto no shopping.
A exposição será apresentada num layout circular, que proporciona uma experiência dinâmica e envolvente para o público. O evento ainda exibirá registros impressionante da competição — que já passou por locais e paisagens icônicas, como Dubai, Auckland, Los Angeles e San Francisco.
Cada vez mais nosso!
A exposição é uma oportunidade e tanto para os fãs de esportes e do universo náutico se aproximarem ainda mais da SailGP. Porém, para ter, de fato, uma imersão na disputa e conhecer tudo de pertinho, existe um outro caminho: comprar os ingressos para assistir a corrida ao vivo, com uma visão privilegiada, próxima à raia em que toda emoção acontece.
Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução
Para quem preferir assistir do conforto de casa, a corrida histórica do Mubadala Brazil SailGP diante da sua torcida será transmitida nos canais SporTV 3 e Band.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Todas as características de um posto terrestre, só que flutuante. É exatamente esse o serviço da Posto Golfinho, que estará no Rio Boat Show 2025 para apresentar as vantagens que uma estrutura como essa nas águas oferece aos navegantes. O salão náutico acontece de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória.
A Posto Golfinho, que trabalha sobre uma balsa flutuante, é bandeirada pela Shell, e fornece combustíveis como diesel marítimo e gasolina comum. Dessa forma, as embarcações não precisam ter o trabalho de sair da água para encher o tanque.
Além disso, a rede dispõe de tudo que um posto terrestre possui, como uma loja de conveniência, batizada de WayPoint. O estabelecimento também oferece um “mercado náutico”, que comercializa lubrificantes e aditivos e presta atendimento aos barcos.
Foto: Posto Golfinho/ Divulgação
Embarcações de todos os portes podem usufruir dos serviços do posto, desde jets e barcos de pesca a lanchas e iates. Atualmente, a Posto Golfinho conta com duas unidades: uma localizada em Angra dos Reis e outra em Niterói, ambas no Rio de Janeiro.
Foto: Posto Golfinho/ Divulgação
De acordo com a marca, durante o Rio Boat Show 2025, os clientes do posto podem esperar brindes e coquetel no estande da empresa.
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show Ingressos: site oficial de vendas
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Um mutirão de limpeza mobilizou os moradores e autoridades de Balneário Camboriú e Camboriú, em Santa Catarina, que em conjunto, retiraram duas toneladas de lixo do rio que corta a cidade. O movimento aconteceu durante o Dia Mundial da Água e se concentrou na divisa entre as duas cidades, na rua Dom Afonso, no bairro Vila Real.
O coletivo contou com cerca de 1.700 voluntários da região, funcionários das prefeituras e entidades municipais e estaduais, além de Gustavo Ortiz, representando o Grupo Náutica.
Leonel Pavan, prefeito de Camboriú, e Gustavo Ortiz, representando o Grupo Náutica. Foto: Divulgação
A intenção foi limpar toda a extensão do rio, que tem 33,23 quilômetros de comprimento. Com apoio dos voluntários, a ação durou quatro horas e foi realizada nas duas margens, a pé e de barco — inclusive, o mutirão contou com 25 embarcações.
O movimento tem sido possível graças à colaboração entre a Fundação do Meio Ambiente de Camboriú e a Secretaria do Meio Ambiente de Balneário Camboriú.
Foto: Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú/ Divulgação
Apenas o primeiro passo
Segundo os organizadores, a ação de limpeza no Rio Camboriú deverá contar com outras edições ao longo do ano, além do monitoramento da situação das águas. As autoridades presentes no evento destacaram que a necessidade de medidas concretas é urgente.
Foto: Divulgação
Com nascente em Camboriú, o rio deságua no Oceano Atlântico, no sul da Praia Central de Balneário Camboriú. Esse recurso natural é fundamental para a região, entre outros motivos, por ser a principal fonte de captação e tratamento de água para o abastecimento da população local e cidades vizinhas.
Foto: Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú/ Divulgação
Anfitrião do evento, o prefeito de Camboriú, Leonel Pavan, destacou a urgência de despoluição do rio e a importância do engajamento de todos na ação.
Entre os esforços apontados por Pavan, está a necessidade de realizar a dragagem do rio — processo de remoção de sedimentos acumulados no leito, como areia, lodo e detritos. O prefeito conta que a iniciativa já está em fase de planejamento e irá combater o assoreamento em pontos críticos.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Levantar dados sobre o fundo do mar é uma tarefa difícil, mesmo com as tecnologiasatuais. A atividade, contudo, é essencial para uma série de ações marítimas. A boa notícia é que um grupo apoiado pela NASA conseguiu um dos mapeamentos mais detalhados das profundezas do oceanofeitos até agora, graças a uma ferramenta chamada SWOT.
A missão Surface Water and Ocean Topography (SWOT) foi lançada em 2022, com o objetivo principal de fazer o primeiro levantamento global da água da superfície da Terra. O equipamento é resultado de um trabalho da NASA com a agência espacial francesa (CNES), além da parceria com a Agência Espacial Canadense (CSA) e a Agência Espacial do Reino Unido (UKSA).
Foto: YouTube NASA Scientific Visualization Studio / Reprodução
Embora mapear o fundo do mar não seja a principal função da missão SWOT, o instrumento demonstrou ser eficiente para tal, uma vez que é capaz de medir a altura da águaem quase toda a superfície da Terra. Dessa habilidade, os pesquisadoresextraíram dados sobre as diferenças de altura, para criar uma espécie de mapa topográfico. O estudo foi publicado em um artigo na revista Science.
Com ele em mãos, é possível, por exemplo, avaliar as mudanças no gelo marinho ou rastrear como as enchentes progridem. O ponto de destaque, contudo, é outro: analisar correntes do fundo do mar e os processos geológicos do planeta.
Nadya Vinogradova Shiffer, chefe de programas de oceanografia da NASA, explicou em comunicado que “é essencial mapear o fundo do mar tanto para oportunidades econômicas estabelecidas quanto emergentes.”
Isso inclui, por exemplo, a mineração de minerais raros no fundo do mar, a otimização de rotas de navegação e a detecção de riscos e operações de guerra no fundo do mar– detalhou
Para se ter uma ideia, montes submarinos e colinas abissais, que podem agora ser mapeadas, influenciam o movimento de calor e nutrientes nas profundezas do oceano, podendo atrair vida.
A análise com a missão SWOT
Para mapear o fundo do mar, os cientistas apostaram no fato de que montanhas e outras formações submersas são mais densas do que a água ao redor, logo, exercem uma força gravitacional maior, criando pequenas elevações na superfície do oceano. Assim, ao medir essas variações, foi possível identificar detalhes da paisagem submarina.
Foto: YouTube NASA Scientific Visualization Studio / Reprodução
O satélite SWOT, que cobre cerca de 90% do planeta a cada 21 dias, conseguiu registrar essas diferenças com uma precisão notável, captando até mesmo mudanças de poucos centímetros na altura da água. Com isso, os pesquisadores descobriram 100 mil montanhas submarinas espalhadas pelos oceanos.
Veja abaixo uma animação que mostra as características do fundo do mar em regiões do México, América do Sul e Península Antártica:
O estudo ainda revelou mais sobre a história geológica da Terra. Pequenas colinas no fundo do mar, que cobrem cerca de 70% do oceano, indicam como as placas tectônicas se movimentaram ao longo do tempo. Essas formações também afetam correntes oceânicas e marés, algo que os cientistas seguem explorando.
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Quem busca por um jetou um motorde popa encontrará um grande leque de opções no estande da Yamaha no Rio Boat Show 2025, Para o evento, a marca ainda promete dois lançamentos e produtos já consagrados de seu amplo portfólio.
De 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória, a marca levará ao público nada menos que quatro opções de motores de popa, dos 25 aos 350 hp: F25GMH, F40FEH, F150L e F350B — esse último, um lançamento.
F350B. Foto: Yamaha / Divulgação
Segundo a marca, o novo equipamento, com Sistema de Direção Elétrica (SDI), abre mais espaço para armazenamento, conforto e segurançana navegação, uma vez que é conectado digitalmente a caixa de direção do motor, dispensando a necessidade de cabos aparentes e bombas externas, o que oferece um controle responsivo, com direção estável, segura, tecnológica e produtiva.
Foto: Yamaha / Divulgação
Outra novidade será a Chave de Presença EKS, um novo componente do sistema Helm Master EX que oferece mais segurança e praticidade. Com ela, é possível travar/destravar o sistema e controlar a alimentação elétrica da embarcaçãoà distância. Junto com a botoeira start/stop, o equipamento permite dar partida sem a necessidade de uma chave mecânica.
Foto: Yamaha / Divulgação
Além dos equipamentos, claro, três modelos dos WaveRunners Yamaha estarão no Rio Boat Show 2025: FX Cruiser HO, FX Cruiser SVHO e o SuperJet. O SuperJet, modelo de pilotagem em pé, será a moto aquática mais em conta da marca no salão, com valor abaixo de R$ 100 mil. Já entre os motores, o modelo mais acessível em exposição será o F25GMH, a partir de R$ 28,7 mil.
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show Ingressos: site oficial de vendas
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
A Kapazi, empresa referência em pisos para embarcações há 45 anos, atracará no Rio Boat Show 2025 com uma ampla gama de revestimentos, além de tapetes internos, coolers térmicos e a famosa cadeira flutuante, um dos grandes sucessos da marca. Todo esse portfólio poderá ser conferido de perto de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória.
O Kap Float (cadeira flutuante da imagem em destaque) promete fazer a alegria da criançada — e dos adultos também, já que suporta até 120 kg. O produto, ajustável, foi feito para boiar tanto na piscina e no mar quanto nos lagos, além de ser fácil de transportar.
Foto: Cassiano Correia/ Divulgação
Os pisos náuticos, carro-chefe da Kapazi, não poderiam ficar de fora do Rio Boat Show 2025. As linhas Thermo Deck e EVA Soft Tech Premium, que funcionam para todos os tipos e tamanhos de embarcações, estarão à disposição do público náutico carioca.
Foto: Cassiano Correia/ Divulgação
Produtos tradicionais da marca, como os tapetes internos, coolers e copos térmicos também estarão no estande da Kapazi. Segundo a empresa, os acessórios náuticos sairão a partir de R$ 90,00, enquanto os pisos terão valores a partir de R$ 269,00.
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
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RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show Ingressos: site oficial de vendas
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Fazer flexões na barra já não é lá tarefa fácil, mas o egípcio Ramy Abdelhamid, de 36 anos, conseguiu levar esse desafio a outro patamar. A nove metros de profundidade, nas águas do Mar Vermelho, o mergulhador realizou nada menos que 33 repetições do exercício sem respirar — e entrou para o Guinness Book, o Livro dos Recordes.
Em um comunicado, Abdelhamid comentou que “muitas pessoas pensam que é fácil”, uma vez que “você está se puxando para cima debaixo d’água”, o que ele não nega ser verdade. Porém, como conta ele mesmo, “o desafio foi realmente me empurrar de volta para baixo”.
Foto: YouTube Guinness World Records / Reprodução
Porque estou resistindo à água e estou fazendo isso com uma única respiração a uma profundidade de nove metros– destacou
Ramy Abdelhamid é um mergulhador livre, ou seja, realiza a atividade sem o auxílio de equipamentosde respiração, como cilindro de ar comprimido, por exemplo. No máximo, atinge as profundezas do mar munido de máscara de mergulho, nadadeira e snorkel. Assista ao vídeo:
Para cravar seu nome no Livro dos Recordes, o mergulhador Abdelhamid foi até a cidade de Dahab, no Egito em agosto do ano passado — o vídeo, por sua vez, foi divulgado neste ano. Ramy nadou até a barra guiando-se por uma corda presa ao fundo do mar. Ele foi acompanhado por pessoas que o filmavam e vigiavam, já que havia chances de que passasse mal durante o exercício.
“É uma sensação indescritível. Sou uma das pessoas que estão nos [livros] de história agora, isso é grande demais para meu cérebro absorver”, afirmou.
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Navegar pela Holanda é uma experiência única, repleta de paisagens e culturas encantadoras — como é possível conferir na série de NÁUTICA. Recentemente, porém, a paisagem local foi ofuscada: um megaiate nos canais holandeses praticamente “se espremeu” para não levar junto consigo tudo o que vinha pelo caminho.
O barco em questão, do estaleiro holandês Feadship, tem quase 80 metros (262 pés) e é o mais novo brinquedo de Lawrence Stroll, um dos proprietários da fabricante de carros esportivos de luxo Aston Martin e da equipe de Fórmula 1Aston Martin F1 Team.
Na ocasião, o megaiate fazia sua singela viagem de testes pelos canais holandeses, de Aalsmeer para Rotterdam. Confira:
Na filmagem, o barco de 13,57 metros de boca (largura) causa verdadeiros momentos de tensão ao passar por espaços minúsculos em relação ao seu tamanho. Quando próximo as casas que rodeiam o canal, a embarcação nem parece de verdade, dada sua imponência em comparação a elas.
Batizado de Project 714, esse megaiate, por incrível que pareça, representa um “downgrade” — ao menos em tamanho — para Stroll. Isso porque seu barco anterior, o Faith (agora rebatizado de Sophia) tinha impressionantes 317 pés, cerca de 96 metros de comprimento. A título de curiosidade, segundo a Forbes, o executivo tem um patrimônio estimado em US$ 3,8 bilhões — cerca de R$ 21,6 bilhões (conversão realizada em abril de 2025).
Foto: Feadship / Divulgação
O megaiate que passeou pelos canais holandeses tem casco de aço e superestrutura de alumínio e deve ser entregue ao bilionário no final do ano, já como Faith. Nesta quarta-feira (2), inclusive, a Feadship revelou que os testesda embarcação foram concluídos com sucesso no mar — depois do sufoco para passar pelos canais. Veja:
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
O Rio Tietê atravessa praticamente todo o estado de São Pauloe seu curso d’água não se resume a poluição. Em vários pontos, fora da capital, suas águas límpidas são fonte de renda para pescadorese operadores de turismo náutico. Esse trabalho, contudo, tem sido ameaçado pelos aguapés, espécie de planta aquática que tem transformado trechos do rio em “campos de futebol”.
Especialmente na região de Barra Bonita, o tom azul da água, que costuma atrair cerca de 3 mil pessoas de diversas regiões por semana em barcosturísticos, tem dado lugar ao verde. Em alguns trechos, as plantas chegam a cobrir 6 km do rio.
Nos roteiros turísticos, o ponto alto é quando as embarcações passam pelas eclusas, verdadeiros “elevadores” gigantes de barcos. Porém, após as comportas se fecharem e a câmara se encher de água, para levar o barco a um nível mais alto do rio, a paisagem esperada tem dado lugar a um imenso “matagal”.
Imagem de arquivo mostra o rio Tietê coberto por plantas aquáticas na cidade de Barra Bonita / Foto: Prefeitura de Barra Bonita / Divulgação
O jornalista e empresário Carlos Nascimento, proprietário do Navio Homero Krähenbühl, que realiza cruzeiros e eventosno Rio Tietê, conta que atualmente só é possível definir se a viagem com eclusa será realizada no momento do passeio. “Os clientes não gostam disso, eles querem a certeza de que vão fazer a viagem completa”.
Isso causa prejuízo. Na última semana, por exemplo, um grupo de 45 pessoas cancelou a viagem nos últimos momentos porque não tinha a certeza se haveria a passagem pela eclusa ou não– conta Carlos Nascimento
Segundo ele, quando não dá para passar, o barco entra na eclusa, sobe, mas não sai do outro lado, uma vez que a porta fica fechada. Mas os problemas vão muito além disso.
Carlos Nascimento atualmente é proprietário da embarcação turística NM Homero Krähenbühl. Foto: Divulgação
Toda uma cadeia afetada pelos aguapés no Rio Tietê
O excesso de aguapés no rio Tietê tem afetado diretamente a locomoção dos barcos, principalmente os de menor porte. As plantas podem se enroscar no eixo, no hélice, ou ainda serem aspiradas pelo motor, comprometendo a navegação e com risco de danificar as embarcações.
Foto: Rosi Pereira / Arquivo Pessoal
A Capitania Fluvial do Tietê-Paraná, aliás, tem um dos maiores números de embarcações de esporte e recreio registrados entre todas as capitanias. Ou seja, a maior parte das embarcações desse tipo está no rio.
Já para as embarcações de turismo — atualmente cinco empresas trabalham na área, com 10 embarcações de grande porte em média — , além dos riscos mencionados, o aguapé entope a canalização de refrigeração do ar. “Os filtros ficam lotados de pedaços da planta”, explica Nascimento.
Circulando pelo Tietê há ainda comboios de cargaque, apesar da maior facilidade em enfrentar as plantas, também sofrem com os prejuízos da navegação. Hoje, essas embarcações transportam, principalmente, grãos.
Os aguapés que cobriram o rio Tietê também têm causado prejuízos a produtores de peixese a pescadores. No primeiro caso, na cidade de Arealva, também no interior de São Paulo, os ventos arrastaram as plantas aquáticas para dentro dos tanques de tilápias de uma fazenda de piscicultura, dificultando a alimentação dos animais, devido à falta de oxigênio.
Ao mesmo tempo, pescadores têm visto a renda cair devido às dificuldades de sair com o barco, além dos obstáculos encontrados no uso dos próprios equipamentosde trabalho, como o anzol, que acaba agarrando sujeira.
Foto: Rosi Pereira / Arquivo Pessoal
Como se não bastasse, o meio ambiente, claro, também sofre. Um grupo de pesquisadores liderado pelo biólogo Marcelo Oliveira, de Araçatuba, divulgou através do Instagram um “alerta ambiental no Rio Tietê”, chamando atenção para o risco das algas no rio, que têm causado a proliferação das cianobactérias.
Identificamos a presença massiva da cianobactéria Microcystis aeruginosa nas águas esverdeadas. Essa espécie é altamente tóxica e representa sério risco ambiental e à saúde humana– alerta o texto
Além disso, o Grupo de Trabalho “GT Macrófitas” concluiu um estudo, com professores da Universidade Estadual Paulista (UNESP), que aponta para o risco de que, a médio prazo, a hidrovia Tietê-Paraná pode perder suas características de via navegável e se tornar um pântano, com impactos severos para o meio ambiente e a população ribeirinha — são cerca de 60 municípios na região.
A proliferação dos aguapés no rio Tietê, agravada por esgotos e fertilizantes, já ocupa uma extensão de mais de 300 quilômetros do curso d’água, de Conchas a Araçatuba, atingindo também as eclusas de Bariri e Ibitinga.
Foto: Rosi Pereira / Arquivo Pessoal
Como os aguapés se formam
Os aguapés nada mais são do que plantas aquáticas flutuantes, que têm preferência por rios de fluxo lento ou lagoas de água doce. Elas se reproduzem rapidamente — especialmente no calor— , o que representa perigo, já que são consideradas uma das piores espécies invasoras.
Por se tratar de uma planta flutuante, os aguapés são levados pela correnteza. Assim, com o passar do tempo, vão se encontrando sobre as águas e formando espécies de ilhas, como tem acontecido em Barra Bonita.
Apesar de a espécie exercer também um bom papel ambiental, já que realiza a filtragem da água, em excesso, pode causar danos. Jozrael Rezende, professor de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, explicou ao G1 que os aguapés “ocupam um espaço impedindo, inclusive, a fotossíntese no meio aquático”.
Foto: Rosi Pereira / Arquivo Pessoal
Além disso, o problema vai para além de onde os olhos podem ver. Isso porque, em alguns casos, as raízes dessas plantas podem ter mais de um metro de comprimento. Debaixo d’água, elas se entrelaçam, formando uma espécie de parede, o que dificulta a navegação.
O que tem sido feito para resolver os aguapés no Rio Tietê?
Um plano de controle foi apresentado pelo governo de São Paulo durante o Fórum de Integração das Ações de Recuperação do Rio Tietê, no último dia 25. A ideia é que uma barreira com boiasseja instalada para conter os aguapés que ameaçam fechar o Rio Tietê na região de Barra Bonita.
A barreira flutuante, de 2 km, será ancoradaperto da barragem da Usina Hidrelétrica de Barra Bonita, com previsão de instalação em até 120 dias. Além disso, uma equipe embarcada deve ficar à disposição para realizar a remoção dos aguapés que eventualmente ultrapassarem a contenção.
Outras ações incluem um grupo de fiscalização para identificar fontes de poluição e a instalação de sondas para monitorar a qualidade da água. O governo avalia também a remoção mecânica das plantas. Operadores turísticos, porém, alertam para a necessidade de medidas mais imediatas.
Foto: Instagram @naviohomero / Reprodução
Para Carlos Nascimento, a medida é importante, apesar de ser “uma providência de emergência”. “O ideal é que a gente consiga conter os aguapés muito antes de chegarem à eclusa, e eles precisam ser retirados da água”, avalia.
O ideal seriam máquinas anfíbias que fizessem a retirada dos aguapés, os colocassem em uma balsa, que iria para a margem, como aponta o estudo da UNESP– explica
O jornalista ressalta ainda a necessidade de se melhorar a qualidade da água, “porque o aguapé que aparece na hidrovia Tietê-Paraná vem principalmente da Grande São Paulo. Ele se forma no trajeto inicial de 300 km até a Usina da Barra, que é a 1ª grande hidrelétrica no médio Tietê”.
Além do plano de controle, o governo de São Paulo instituiu, nesta terça-feira, 1º de abril, o Grupo de Fiscalização Integrada das Águas do Rio Tietê (GFI-Tietê), para monitorar e combater a poluição do rio. O grupo reúne órgãos ambientais estaduais, prefeituras e comitês de bacias hidrográficas, promovendo fiscalização integrada e compartilhamento de informações.
Coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL), o GFI-Tietê atuará em unidades de gerenciamento de recursos hídricos do Alto ao Baixo Tietê. Suas ações incluem monitoramento via satélite, aplicação de sanções ambientais e parcerias com instituições acadêmicas e sociedade civil.
Para dar força a esse movimento, há ainda a campanha “Por um Tietê Limpo e sem Aguapés”, que tem Nascimento como um de seus principais percursores, e pretende mobilizar a sociedade e chamar atenção para as consequências dos aguapés. Veja:
O jornalista conta que a campanha teve adesão das companhias de navegação e das emissoras de televisão regionais. “Cada um foi dando um ‘pitaco’ e construímos o que hoje é a campanha Por um Tietê Limpo e sem Aguapés”. Segundo ele, a iniciativa ganhou ainda mais força com a presença das cianobactérias nas águas.
Esses dois motivos chamaram a atenção dos frequentadores do rio. A campanha pretende mobilizar a sociedade, porque quem usa o rio já sabe de todos esses problemas– conta
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Nem só de barcos vive o Rio Boat Show 2025. Palco das principais novidades do mercado náutico, o evento traz ainda aquele que é o coração das embarcações: os motores. No estande da Mercury Marine no Rio Boat Show, por exemplo, estarão expostos cinco modelos de motorização, que vão de 50 hp a 400 hp.
De 26 de abril a 4 de maio, o salão mais charmoso da América Latina terá sistemas de propulsão marítima para atender às necessidade de qualquer navegação. O destaque da Mercury para o Rio Boat Show 2025 é um motor já conhecido pelo público, mas com novo visual.
Foto: Mercury/ Divulgação
Já consagrado, o Mercury Fourstroke 150 hp estará no Rio Boat Show 2025 como lançamento na cor branca. Projetado para barcos de médio e grande porte, o motor de popa conta com rabeta Command Thrust e injeção eletrônica, além de pesar 206 kg e possuir o sistema Power Trim. O preço sugerido do produto fica em torno de R$ 108 mil.
Foto: Mercury/ Divulgação
Na linha Fourstroke, a empresa ainda levará o motor de popa 50 HP EFI Mid Tiller, definido pela marca como o melhor custo-benefício da categoria. O produto possui o manche Mid Tiller e Power Trim, além de contar com partida elétrica e controle de corrico.
Primeiro motor de popa V10 do mercado, o Verado 400 hp é outro produto que estará no estande da Mercury no Rio Boat Show 2025.
Foto: Instagram @mercurymarinebrasil/ Reprodução
Segundo a marca, o equipamento é “excepcionalmente suave, silencioso e refinado”, além de possuir a tecnologia SmartCraft e controles digitais avançados que ajudam na navegação. Mais potente entre os modelos da Mercury no Rio Boat Show, o V10 tem o valor sugerido de R$ 312,6 mil.
Foto: Descio Oliveira/ Revista Náutica
Ainda na linha Verado, a fabricante atracará na Marina da Glória com o V8 de 300 hp, com Advanced MidSection (AMS) exclusivo da Mercury e gerenciamento de ruído; e o V6 SeaPro 200 hp, feito para aplicação comercial e “enfrentar os maiores trabalhos, mesmo nas condições mais difíceis”, segundo a empresa.
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show Ingressos: site oficial de vendas
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Tallahassee Automobile Museum abriga um acervo náutico “old school” com barcos históricos, itens de pesca e motores raros que remontam ao início do século 20
Com o auxílio de imagens de satélite e inteligência artificial (IA), pesquisadores descobriram que os oceanos da Terra estão repletos de “navios fantasmas”. Longe de serem lendas urbanas, esses barcosnão só são reais como representam um desafio tanto para a proteção, quanto para a gestão de recursos naturais.
O estudo, realizado pela Global Fishing Watch, juntamente com especialistas da Universidade de Wisconsin-Madison, da Universidade de Duke, da UC Santa Bárbara e da SkyTruth, revelou um número impressionante: 75% dos naviospesqueiros industriais do mundo estão ocultos a olho nu.
Foto: wirestock / Envato
Para chegar a esse dado, os estudiosos analisaram cerca de 2 milhões de gigabytes de imagens de satélite, capturadas entre 2017 e 2021. O resultado, segundo especialistas, é o primeiro mapa global do tráfego de grandes embarcações e infraestruturas em alto-mar.
As consequências dos “navios fantasma”
O objetivo principal do estudo era detectar embarcações e infraestruturas marítimas em águascosteiras de seis continentes, onde se concentram mais de três quartos da atividade industrial.
Foto: Global Fishing Watch / Divulgação
A análise mostrou que grande parte dos navios pesqueiros industriais opera sem registro público e atua principalmente na África e no sul da Ásia. Além disso, revelou que mais de 25% das embarcações de transporte e energianão são detectadas pelos sistemas públicos de rastreamento.
Vale ressaltar que nem todas as embarcações são obrigadas a transmitir sua localização. Inclusive, as que não aparecem nesses sistemas costumam ser chamadas de “frotas fantasmas” — e representam um desafio tanto para a proteção, quanto para a gestão de recursos naturais.
Isso porque, de acordo com os pesquisadores, existe um número alto de navios pesqueiros ocultos em muitas áreas marinhas que são protegidas, além de uma grande concentração de embarcações em águas de países onde, anteriormente, não havia registros de atividade nos sistemas públicos.
O problema fica ainda maior quando se leva em conta a discrepância gerada a partir disso em relação a dados oficiais. Os números apontam, por exemplo, que Ásia e Europa possuem volumes similares de pescaem suas fronteiras.
A pesquisa revelou, contudo, que a Ásia, na verdade, domina essa atividade: a cada 10 barcos pesqueiros em operação, sete estão na Ásia e apenas um na Europa. Para os especialistas, o dado evidencia como a pesca industrial global está realmente distribuída.
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