Peixe-leão que pode ser o maior do mundo foi capturado em Fernando de Noronha

Animal foi encontrado por mergulhadores do ICMBio. Espécie é venenosa e representa ameaça

20/03/2025

Invasor, venenoso, ameaça aos seres humanos e ao meio ambiente. Assim é descrito o peixe-leão (Pterois volitans), espécie que pode ter tido o maior dos seus encontrado por mergulhadores em Fernando de Noronha, durante um mergulho técnico a 29 metros de profundidade.

Era 27 de fevereiro quando os profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) capturaram o que pode ser o maior peixe-leão do mundo, com 49 centímetros. “Nós entramos em contato com algumas instituições, principalmente do Caribe, e não existe nenhum registro de peixes-leão com mais de 47 centímetros”, disse o biólogo Maicon Messias.

Peixe-leão de 49 cm pode ser o maio do mundo e foi encontrado no Brasil. Foto: Sea Paradise/Divulgação

Especialistas do Parque Nacional de Bonaire, no Caribe, visitaram Fernando de Noronha em outubro de 2021 para ajudar no combate à proliferação do peixe-leão. Além do animal de 49 centímetros, outros 61 da espécie foram recolhidos pelos mergulhadores.


Por que o peixe-leão é perigoso

Apesar de não ter dentes ferozes como o rei da savana, o peixe-leão tem espinhos com uma toxina que pode causar febre, vermelhidão e até convulsões nos seres humanos.

Foto: Duallogic / Envato

Trata-se ainda de um peixe predador, que pode consumir espécies endêmicas (que só existem em uma determinada região geográfica), causando um desequilíbrio ecológico.

Esse é um indicativo que o peixe-leão se estabeleceu em Noronha e não encontra dificuldade na ilha, não tem predador. O tamanho mostra que ele está tomando conta da área– explicou Messias

Foto: Sea Paradise/Divulgação

Os mais de 60 peixes foram capturados na área do Parque Nacional Marinho e, ainda de acordo com o biólogo, “estavam numa região fora dos pontos tradicionais de mergulho”. Os animais recolhidos foram destinados ao ICMBio para pesquisa, sendo que o órgão envia os animais para estudo nas seguintes instituições:

  • Projeto Conservação Recifal;
  • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE);
  • Universidade Federal Fluminense (UFF);
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN);
  • Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

 

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    Mestra vai com modelo recém-lançado e mais 5 lanchas ao Rio Boat Show 2025

    Embarcações dos 19 aos mais de 30 pés estarão nas águas da Marina da Glória de 26 de abril a 4 de maio

    19/03/2025

    A Mestra Boats promete agradar desde o navegador iniciante até o mais experiente durante o Rio Boat Show 2025. Isso porque o estaleiro de Pederneiras, no interior de São Paulo, reservou nada menos que seis lanchas para o salão, com modelos dos 19 aos mais de 30 pés.

    De 26 de abril a 4 de maio, todos os detalhes das Mestra 190, Mestra 212, Mestra 240 MO, Mestra 292, Mestra 322 e Mestra 352 HT poderão ser vistos de perto na Marina da Glória, sobre as águas da Baía de Guanabara.

    Lancha de entrada da Mestra estará no Rio Boat Show 2025

    Entre tantas opções está uma ideal para quem busca começar a contar as primeiras milhas no mar: a Mestra 190, lançada no São Paulo Boat Show 2024. Embora seja pequena em comprimento, com 19 pés (5,8 metros), a lancha se destaca pela boca (largura), de 2,35 metros.

    Foto: Victor Santos/Revista Náutica

    Outro ponto que chama atenção é o costado lateral, oriundo de modelos maiores da marca, como as 29, 32 e 35 pés, que colabora para evitar respingos no interior do barco.

    Foto: Victor Santos/Revista Náutica

    Até nove pessoas conseguem aproveitar a embarcação. Todas elas podem entrar na lancha sem precisar pisar no estofamento — algo pouco comum em barcos desse tamanho. Para navegar, a Mestra 190 utiliza um motor de popa de 100 hp a 115 hp.

    As mais vendidas do estaleiro

    Além do modelo de entrada, outras duas embarcações prometem atrair olhares durante o salão náutico: a Mestra 322 e a Mestra 292. Isso porque a dupla corresponde aos barcos mais vendidos pelo estaleiro.

    Mestra 322. Foto: Victor Santos/Revista Náutica

    Mais do que boa navegação, as lanchas fazem sucesso por alguns pontos fortes, como a passagem lateral e o grande espaço interno.

     

     

    A Mestra 292, inclusive, é tida pelo estaleiro como “ideal para o day use”, já que dispõe de um cockpit grande, sem degrau na parte do convés, e capacidade para 12 pessoas (4 no pernoite).

    Mestra 292. Foto: Victor Santos/Revista Náutica

    A Mestra 322, por sua vez, já é um clássico do estaleiro. Lançada em 2022, a lancha cabinada de 32 pés chama atenção pelo pé-direito, de confortáveis 1,90 metro na cabine (1,85 metro no banheiro). A embarcação ainda possui acomodações na proa e à meia-nau, bem como cozinha, banheiro e espaço gourmet.


    Rio Boat Show 2025

    Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

    Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

    Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

     

    Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

    Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

    Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

     

    Anote aí!
    RIO BOAT SHOW 2025

    Quando: De 26 de abril a 4 de maio
    Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
    Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
    Mais informações: site oficial do Rio Boat Show

    Ingressos: site oficial de vendas

     

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      Fabricante dos motores Renault anuncia motor híbrido-flex para barcos de lazer

      Horse Powertrain estreia no setor de barcos de lazer com a brasileira Hybdor, adaptando motor do Renault Duster para versão híbrida e flex (gasolina e etanol)

      O melhor da potência de um motor a combustão com a autonomia da propulsão elétrica. É isso o que promete o novo Hybdor Duotech 200E, o primeiro motor híbrido para barcos do Brasil. A novidade é fruto de uma parceria entre a Horse Powertrain, fabricante dos motores Renault e Geely, e da Hybdor, parte do paranaense Grupo Espadarte.

      Na prática, a Horse, fornecedora global de soluções inovadoras de propulsão, entra no projeto justamente como a fornecedora dos motores para o sistema de propulsão do Hybdor Duotech 200E. O equipamento escolhido para adaptação náutica foi o motor que equipa carros como Duster e Oroch, ambos Renaut. Trata-se do ‘HR13’, um Turbo Flex Fuel de 1.3 litro e 4 cilindros, já produzido em alta escala pela Horse.

      HR13. Foto: Rodolfo Buhrer / Divulgação

      Em entrevista à NÁUTICA, Matias Giannini, CEO da Horse Powertrain, explicou que a empresa “investe muito na parte de motores, de tecnologia, e foi aí que veio a conversa com a Hybdor: ‘será que a gente consegue pegar um dos motores supereficientes que temos e adaptar para ser colocado no barco?’”.

      Matias Giannini, brasileiro CEO da Horse Powertrain. Foto: Divulgação

      A resposta, claro, foi sim. Dessa forma, o Hybdor Duotech 200E chega utilizando um sistema de propulsão híbrido plug-in pioneiro, projetado para uso em embarcações de Classe 2 (de 25 a 40 pés de comprimento). A tecnologia promete melhorar o alcance dos barcos, ao passo que deve reduzir o consumo de combustível e as emissões. Outros destaques incluem redução de vibração e ruído.

      O desenvolvimento de motores no setor marítimo não está no nível em que estamos nos veículos a passeio. A ideia foi: vamos pegar algo que é a última tecnologia, já com alto volume, e colocar no setor– destacou Giannini 

      Os primeiros testes do equipamento foram realizados nem uma lancha do estaleiro paranaense Triton Yachts. Foto: Hybdor / Divulgação

      Nasce um motor híbrido e a combustão flex

      Produzido localmente na planta da Horse no Paraná, o HR13 pode entregar uma potência de pico de 163PS (120W) e um torque máximo de 250Nm a 1.600rpm. Os motores elétricos do Hybdor Duotech 200E complementarão essa força com 25PS (18kW) de potência de pico e 60Nm de torque máximo.

      Foto: Hybdor / Divulgação

      O sistema completo de propulsão, da motorização até o hélice, passando pela rabeta, é de fabricação nacional, com elevados critérios de engenharia garantidos pela Espadarte Group, para uma manutenção simples e rápida – Thiago Sielski Marquardt, CTO do Grupo Espadarte

      A promessa é que o barco equipado com o novo motor seja capaz de operar tanto à combustão quanto 100% à eletricidade. Na combustão, o equipamento funciona com combustíveis flex (gasolina e etanol), o que o torna um dos primeiros sistemas de propulsão marítima comercial do mundo projetados para operar com combustíveis comercialmente vendidos — além de também ser compatível com etanol puro.


      A bateria do sistema de propulsão, por sua vez, pode ser carregada enquanto a embarcação se move no modo a combustão. Outra opção de carregamento é via uma tomada elétrica — quando conectado, o motor pode ser completamente carregado em apenas 1 hora e 30 minutos.

       

      Há ainda o modo “boost”, que combina as potências elétrica e a combustão para fornecer maior potência contínua. Segundo a Hybdor, esse sistema “aumenta consideravelmente a autonomia do barco, pois permite combinar a capacidade do tanque de combustível com a autonomia das exclusivas baterias a lítio WEG”.

      É o único no mercado brasileiro que o seu motor a combustão é flex, o que permite estar melhor adaptado ao combustível vendido no Brasil, em que a gasolina possui até 35% de presença de etanol na composição– destaca a marca

      Confira imagens do equipamento sendo testado na lancha da Triton Yachts:

       

      Manutenção garantida

      No mercado náutico, uma das maiores preocupações dos consumidores é a manutenção. Nesse sentido, Giannini garante que “o HR13 é de alta qualidade, tem baixa manutenção e, quando tem, é normal, super fácil, com componentes de baixo custo”.

      São componentes que se encontram em qualquer oficina do mercado automotivo. A rede de distribuição já é estabelecida. É muito simples estendê-la ao mercado náutico também– afirma Matias 

      Um dos motivos para essa facilidade é que a base para o Hybdor Duotech 200E , o HR13 da Horse, “é produzido em altas quantidades”, segundo Giannini. Além de facilitar a manutenção, a alta escala de produção promete também apresentar um valor final atraente aos consumidores.

      Uma transição sustentável

      Estimativas endossadas por Giannini apontam que, em 2040, metade da indústria [automotiva] vai ser convertida para veículos 100% elétricos. Assim, a junção do uso do etanol, que é um combustível limpo, com a eletrificação, torna o Hybdor Duotech 200E uma alternativa muito atrativa.

      Do ponto de vista econômico, de performance, de benefício pro ambiente, é só ‘plus’. Não vejo por que essa ideia não ser abraçada em alto no setor– opina Giannini

      O CEO ainda revelou que mais modelos podem surgir em breve. “Se você olhar o portfólio de produtos da Horse hoje, temos desde 1.0 de 3 cilindros até motores de altíssima performance, 2.0 de 4 cilindros, utilizados até no mercado de corridas.”

      Acreditamos muito nessa transição para uma mobilidade sustentável– destaca

      Quanto a garantias, Giannini aponta que o recurso é dado pela Horse à Hybdor, que estende isso ao consumidor, como parte da garantia do barco como um todo.

       

      De acordo com Jeanne Botelho, diretora de marketing do Grupo Espadarte, o novo motor estará disponível ainda este semestre. “Já estamos com uma lista de espera para as primeiras unidades”, conta.

       

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        1º cruzeiro fluvial 5 estrelas da Austrália esconde máquina a vapor de 1907

        Ainda em construção, embarcação combina luxo ao vintage e já está quase totalmente reservada para passeios em 2026

        PS Australian Star: esse é o nome do primeiro navio de cruzeiro fluvial cinco estrelas da Austrália. Não fossem as fotos, tais características praticamente esconderiam detalhes fascinantes da embarcação, que tem atraído cada vez mais turistas antes mesmo de ficar pronta.

        Seu contraste entre luxo e requintes vintage praticamente esgotou as reservas para a temporada de 2026, quando o barco navegará pelo Rio Murray, o maior da Austrália e o quarto mais longo do mundo.

         

        Aparentemente, as pessoas estão bastante interessadas na experiência de navegar a bordo do único navio a vapor do mundo a combinar acomodações cinco estrelas com uma máquina a lenha. Sim, é isso mesmo: embora o navio seja novo, o motor a vapor em seu coração remonta à década de 1900.

        Foto: Murray River Cruises / Divulgação

        O equipamento de 1907 é da Richard Garrett and Sons, marca fundada ainda em 1778. O motor, claro, passou por uma reforma e agora faz parte de um sistema de propulsão híbrido moderno, que combina diesel com vapor para melhor eficiência energética. Sendo assim, estará funcionando — a todo vapor — quando o barco sair para sua viagem inaugural, prevista para junho deste ano.

        Foto: Murray River Cruises / Divulgação

        Como se não bastasse, a embarcação que se consolida como a maior a vapor de todo o Hemisfério Sul traz 19 cabines elegantes e espaçosas, com acesso privativo ao convés. Os hóspedes poderão desfrutar de refeições gourmet, Wi-Fi, roupas de cama de primeira e áreas externas luxuosas, com visão privilegiada das paisagens de tirar o fôlego do Rio Murray.


        Foto: Murray River Cruises / Divulgação

        O Australian Star será operado pela Murray River Cruises. O preço para o mais passeio mais curto, de três noites, tem valores a partir de 2,5 mil dólares australianos, cerca de R$ 9,1 mil na conversão de março de 2025. Já o mais longo, de sete noites, começa em 6,3 mil dólares australianos, o equivalente a R$ 23 mil.

         

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          Copa Mitsubishi 2025: 1ª etapa começa com recorde e regatas canceladas por falta de vento

          São 44 veleiros inscritos na disputa, que começou no sábado (15). Etapa segue no próximo final de semana

          18/03/2025

          A primeira etapa da Copa Mitsubishi – Circuito de Vela Oceânica 2025 teve início no último sábado (15), com recorde de participantes: são 44 veleiros no total. Por outro lado, no domingo, após 3h de espera, a falta de vento levou ao cancelamento das regatas.

          A histórica 25ª edição do torneio acontece em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. O arquipélago é conhecido como a Capital da Vela — que, apesar disso, não está imune a falta de vento. Embora as regatas de domingo tenham sido canceladas, no sábado, elas aconteceram. Confira os resultados a seguir.

          Resultados do 1º dia da Copa Mitsubishi 2025

          A abertura da competição teve o vento variando entre 8 e 10 nós, o que permitiu a realização de uma regata de percurso para as classes ORC, BRA-RGS, Clássicos e RGS Cruiser, além de regatas barla-sota para as classes C30 e HPE25.

          Disputa acirrada na HPE25

          Na Classe HPE25, duas regatas foram realizadas. Na primeira, vitória do Zoom, de Juan de La Fuente, seguido pelo Crazy Phoenix, de Mario Lindenhayn. O Ginga, de Breno Chvaicer, ficou em terceiro, com Inaê Jr., de Bayard Umbuzeiro Neto, e o Sibarita, de Octavio Faria, completando o top 5.

          Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação

          Na segunda prova, o Crazy Phoenix levou a melhor, com o Ginga em segundo e o Inaê Jr. em terceiro. O Zoom e o Sibarita vieram logo atrás. Com esses resultados, o Crazy Phoenix encerrou o dia na liderança, seguido pelo Zoom e pelo Ginga.

          Primeira vitória do ano na C30

          Na classe C30, Daniel Hilsdorf e a equipe do Kaikias conquistaram a primeira vitória do ano. Em segundo lugar ficou o Relaxa Building, de Tomas Mangabeira, seguido pelo Bravo, de Jorge Berdasco, Tonka, de Demian Pons e Caiçara Cat Technologies, de Marco de Oliveira Cesar.

          Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação

          Na segunda regata o Caiçara venceu, com o Relaxa em segundo, Tonka em terceiro e Bravo em quarto. Assim, o Relaxa terminou o dia na liderança, com Caiçara, Kaikias, Tonka e Bravo ocupando as demais colocações.


          A comissão de regatas tentou realizar uma terceira prova, mas a queda na intensidade do vento ao final da tarde forçou o cancelamento da disputa.

          Regata de percurso para demais classes

          Enquanto isso, as classes ORC, BRA-RGS, Clássicos e RGS Cruiser participaram de uma regata de percurso, com largada e chegada nas proximidades do Yacht Club de Ilhabela, após contornarem o Farol dos Moleques, ao sul do Canal de São Sebastião. Confira os resultados:

          ORC

          • Rudá, de Mario Martinez (vitória no tempo corrigido);
          • Xamã, de Sérgio Klepacz;
          • Argos, de Mauro Dottori (primeiro a cruzar a linha, mas terceiro no tempo corrigido).

          RGS A

          • Bl3 Urca, de Clauberto Andrade;
          • Bijupirá, de Christian Guedes;
          • Sossegado, de Marco Hidalgo.

          RGS B

          • My Boy, de Lars Muller;
          • Kaluanã, de Leonardo Soldon;
          • Malagueta, de Fabio Tenório.

          Clássicos

          • Morgazek, de Michele D’Ippolito;
          • Tango, de Átila Bohm;
          • Fuga III, de Robinson Leite;
          • A Valente, de Adriana Merino.

          RGS Cruiser

          • Helios, de Marcos Gama Lobo;
          • Cambada, de Luis Fernando Giovannini;
          • Bossa Nova, de Valéria Ravani;
          • Santosha, de Silvio Pina.

          A primeira etapa da Copa Mitsubishi prossegue no próximo final de semana, nos dias 22 e 23 de março.

           

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            Homem que sobreviveu a naufrágio em 1871 embarcou no Titanic 40 anos depois do trauma

            Uruguaio Ramon Artagaveytia apostou nas tecnologias avançadas da icônica embarcação para superar o medo de navegar

            As histórias de destino não costumam ser trágicas. Na verdade, elas geralmente vem acompanhadas de finais felizes, principalmente no âmbito romântico. Não foi o que aconteceu com o uruguaio Ramon Artagaveytia que, como em uma ironia do destino, vivenciou o mesmo trauma duas vezes — na segunda, de forma fatal.

            Sua história daria um filme, daqueles bem dramáticos, em que os acontecimentos são revelados através de cartas perdidas no tempo.

             

            Nesta trama, o uruguaio, figura principal do enredo, ganha um trauma que parecia ser eterno, quando o navio em que ele navegava naufraga, resultando na morte de mais de 100 pessoas — incluindo seus amigos.

            Titanic em 1912. Foto: Wikimedia Commons/ Reprodução

            Cerca de 40 anos depois, quando o trauma parecia superado, ele resolve enfrentar seus medos e navegar mais uma vez. A embarcação que protagoniza essa retomada foi escolhida a dedo por ele mesmo, que levou em conta suas avançadas tecnologias de segurança para se manter a salvo caso algo acontecesse. Tratava-se, contudo, do Titanic.

             

            O caso viralizou nas redes sociais recentemente através de um vídeo sobre a história do uruguaio. Confira:

             

             

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            Ramon Artagaveytia e as ironias do destino

            Ramon Artagaveytia nasceu em Montevidéu, na capital do Uruguai, em 1840. Durante muitos anos ele atuou como gerente da fazenda de sua família, localizada na Argentina. No mais, vivia um estilo de vida “pacífico”.

             

            Artagaveytia já tinha 31 anos quando passou por um grande trauma nas águas. Era véspera do Natal de 1871 quando o barco em que ele estava, o navio a vapor America, naufragou.


            O acidente aconteceu em meio a uma corrida contra outro navio no porto de Montevidéu. Acredita-se que o excesso de pressão nas caldeiras resultou em um incêndio fatal, que afundou rapidamente a embarcação. Dos 164 passageiros, apenas 65 sobreviveram, sendo que muitos ficaram gravemente feridos.

            Titanic no fundo do mar, revelado por imagens em 3D. Foto: Atlantic Productions / Magellan / Divulgação

            O uruguaio se safou pulando na água antes de ser atingido pelas chamas. Em seguida, foi resgatado. O acontecimento, porém, lhe deixou cicatrizes emocionais bastante profundas, principalmente por perder tantos colegas.

             

            Em cartas acessadas pelo Oceanliner Designs & Illustration, o homem relatou que os pesadelos com o acidente o atormentavam constantemente. “Mesmo nas viagens mais tranquilas, acordo no meio da noite com pesadelos terríveis e sempre ouvindo a mesma palavra fatídica: Fogo! Fogo! Fogo”, escreveu ele.

            Titanic no fundo do mar, revelado por imagens em 3D. Foto: Atlantic Productions / Magellan / Divulgação

            Foi somente em 1912, 41 anos depois do naufrágio do América, que Artagaveytia decidiu enfrentar seus medos novamente e viajar, de navio, para visitar a família. O barco escolhido? O Titanic.

             

            “Quando o América afundou, bem em frente a Montevidéu, ninguém respondeu às luzes pedindo ajuda. Os que nos viram do navio Villa del Salto, não responderam aos nossos sinais luminosos. Agora, com um telefone a bordo, isso não acontecerá novamente. Podemos nos comunicar instantaneamente com o mundo inteiro”, registrou o uruguaio, em uma carta, sobre a segurança da embarcação.

            Titanic no fundo do mar, revelado por imagens em 3D. Foto: Atlantic Productions / Magellan / Divulgação

            Quando rumores de problemas no Titanic começaram a se espalhar, Artagaveytia e seus colegas foram vistos no convés próximos aos barcos de emergência por Elmer Taylor, passageiro da primeira classe. Taylor descreveu, também em carta, que o uruguaio e um companheiro aparentavam estar “mais mortos do que vivos” na ocasião.

             

            Uma semana depois do naufrágio, o corpo de Ramon Artagaveytia foi recuperado pelo navio Mackay-Bennett e levado a Montevidéu para o sepultamento.

             

            Náutica Responde

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              Dos 21 aos 42 pés: Lanchas Coral terá 7 barcos no Rio Boat Show 2025

              Modelo de destaque tem recursos personalizáveis e sustentáveis; salão acontece na Marina da Glória de 26 de abril a 4 de maio

              O estande da Lanchas Coral promete opções para todos os gostos durante o Rio Boat Show 2025. Por lá, o visitante do salão náutico mais charmoso da América Latina encontrará nada menos que sete opções de lanchas, dos 21 aos 42 pés.

              De 26 de abril a 4 de maio, os modelos Coral 21, Coral 26, Coral 32 Targa, Coral 32 Sea Breeze, Coral 36, Coral 40 Sea Breeze e Coral 42 deixarão ainda mais encantadoras as águas da Baía de Guanabara, sob os braços do Cristo Redentor.

              Coral 32 Sea Breeze, apresentda no São Paulo Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Entre os modelos da Coral no Rio Boat Show 2025, destaque para a Coral 32 Sea Breeze, lançada no São Paulo Boat Show 2024. A lancha imprime o DNA do estaleiro com recursos personalizáveis e sustentáveis, que vão do uso de placa solar até o reaproveitamento da água da chuva.

               

              O conceito Sea Breeze trata-se de uma sacada inteligente do estalairo para “transformar” o barco em HT, a partir de um teto rígido deslizante — que substitui o toldo de lona — e a instalação de vidros laterais.


              A função já vai incorporada com uma placa solar, que gera energia para carregar o banco de baterias da embarcação. No caso da 32, a placa é de 575 watts. Nos barcos acima dos 40 pés, “são duas placas solares de 575 watts”, conforme explicou Leonardo Chiavazzolli, CEO da Lanchas Coral, durante o salão náutico de São Paulo.

              Foto: Revista Náutica

              A lancha de 32 pés é movida por dois motores de popa de 200 hp, que ficam cobertos, criando uma espécie de mesa que, com um banco de apoio, dá ao barco uma boa área de convivência.

              Foto: Revista Náutica

              Os passageiros contam com duas salas, uma cabine à meia-nau — com 1,80 de pé-direito — , e uma cama na proa, além de um banheiro, com box. Na proa, dois solários reclináveis com três regulagens de altura garantem o banho de sol.

              Foto: Revista Náutica

              Rio Boat Show 2025

              Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

              Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

               

              Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

              Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

               

              Anote aí!
              RIO BOAT SHOW 2025

              Quando: De 26 de abril a 4 de maio
              Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
              Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
              Mais informações: site oficial do Rio Boat Show

              Ingressos: site oficial de vendas

               

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                Com 2º lugar em Los Angeles, Brasil garante sua melhor regata do SailGP

                Em etapa nos Estados Unidos, equipe comandada por Martine Grael superou o recorde alcançado na Austrália

                17/03/2025

                Disputada em Los Angeles, nos Estados Unidos, a quarta etapa do SailGP trouxe motivos para o Mubadala Brazil comemorar como nunca na competição. O time comandado por Martine Grael alcançou sua melhor posição numa regata desde o início da disputa, com um belíssimo segundo lugar.

                O Grand Prix aconteceu no icônico Porto de Los Angeles neste último final de semana, dias 15 e 16 de março. Nas duas primeiras regatas, disputadas no sábado, o time brasileiro terminou em 11º e 10º lugares, respectivamente. Porém, o ponto alto viria na corrida seguinte.

                Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

                Sob os ventos californianos, o Mubadala Brazil terminou a terceira regata na 2ª colocação — a melhor da equipe verde e amarela até aqui na “Fórmula 1” da vela. O time brasileiro só ficou atrás da Austrália, que garantiu o topo do pódio na reta final por apenas um segundo de diferença.

                Até então, a melhor posição dos comandados de Martine Grael — primeira mulher a ser capitã de uma equipe na história do SailGP — tinha sido a 5ª colocação, na segunda etapa do campeonato, realizada em Auckland, na Austrália. A marca pode ser encarada como uma conquista, principalmente para um time estreante.

                 

                Na quarta e última regata do dia, o Brasil ficou com a 9ª posição, o que resultou, no ranking da etapa, em um 10º lugar para a equipe — à frente de equipes bastante experientes, como Suíça e Dinamarca.

                O vento não ajudou

                No segundo dia do SailGP de Los Angeles, o Mubadala Brazil repetiu os bons momentos de sábado ao longo das corridas, mas o vento fraco e rondado e a raia com muita diferença de pressão não ajudaram. O Brasil terminou em 9º lugar na primeira etapa e 10º nas duas regatas seguintes.

                Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

                Sendo assim, a equipe verde e amarela encerrou o fim de semana com a 11ª posição — à frente da Dinamarca, que saiu da etapa após uma colisão no sábado e terminou com pontuação negativa. Canadá, Nova Zelândia e Austrália, respectivamente, garantiram o top-3 do Grand Prix.

                 

                “Foi uma etapa intensa, com condições bastante exigentes, mas conseguimos nos manter focados para alcançarmos o melhor desempenho. Quase ganhamos uma regata e agora, nosso objetivo é analisar os pontos a serem ajustados e chegar ainda mais preparados para San Francisco”, comentou Martine sobre a etapa.

                Martine Grael. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

                Agora, o Mubadala Brazil vai virar a chavinha e se preparar para a próxima disputa: o SailGP de San Francisco, nos Estados Unidos, nos dias 22 e 23 de março — que será televisionado pelos canais SporTV 3 e Bandeirantes, parceiros de transmissão do campeonato do Brasil.

                Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

                O evento no estado da Califórnia será o último compromisso de Martine Grael e comandados antes do tão esperado e inédito SailGP no Brasil, que acontecerá no Rio de Janeiro, nos dias 3 e 4 de maio. A etapa será também a primeira passagem da liga internacional pela América do Sul.

                Confira as próximas etapas do SailGP

                • São Francisco, EUA: 22 e 23 de março;
                • Rio de Janeiro, Brasil: 3 e 4 de maio;
                • Nova York, EUA: 7 e 8 de junho;
                • Portsmouth, Inglaterra: 19 e 20 de julho;
                • Sassnitz, Alemanha: 16 e 17 de agosto;
                • Taranto, Itália: 6 e 7 de setembro;
                • Genebra, Suíça: 20 e 21 de setembro;
                • Cádiz, Espanha: 4 e 5 de outubro;
                • (Cidade Pendente), Oriente Médio: 7 e 8 de novembro;
                • Abu Dhabi, Emirados Árabes: 29 e 30 de novembro.

                 

                Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                 

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                  Bicho-preguiça é resgatado à deriva no mar do Guarujá; veja o vídeo

                  O animal, avistado entre as praias do Sangava e Cheira Limão, foi recuperado por agentes da patrulha marítima

                  No calor do verão, não há nada melhor do que se refrescar no mar e deixar a vida te levar. O problema é que um bicho-preguiça levou isso ao pé da letra e acabou à deriva no mar do Guarujá, litoral de São Paulo, até ser resgatado por agentes do Grupamento de Defesa Ambiental (GDA).

                  O animal foi avistado por duas pessoas que navegavam em uma moto aquática e acionaram os guardas — naquele momento, eles realizavam um patrulhamento de rotina, por volta das 15h. Trata-se de um macho-adulto da espécie preguiça-comum (Bradypus variegatus). O caso aconteceu no início do mês.

                   

                   

                  Após o chamado, a embarcação da GDA seguiu para a direção indicada. Alguns minutos depois, a equipe encontrou o animal já afastado da costa, entre as praias do Sangava e Cheira Limão. Totalmente isolado da terra firme, o bicho-preguiça foi resgatado com sucesso pelos agentes.

                   

                  No vídeo, é possível ver que um dos profissionais se debruça no barco e espera o momento certo para pegá-lo. Porém, o bicho-preguiça parecia debilitado, e como não se sabia há quanto tempo ele estava no mar, os guardas o levaram até o Instituto Gremar, que lida com a gestão de fauna, educação ambiental e projetos de pesquisa.

                  Foto: Instagram @gcmambientalgja/ Reprodução

                  No instituto, ele foi recebido pela equipe veterinária para reabilitação e solto na natureza, em um remanescente de Mata Atlântica no Forte dos Andradas. Conforme a Gremar informou ao G1, o bicho-preguiça estava bem, sem nenhuma alteração clínica.

                  Sem preguiça de nadar

                  Por incrível que pareça, o bicho-preguiça é um exímio nadador! Utilizando seus longos braços para se impulsionar e suas garras para se apoiar em galhos submersos, o animal nada até seis vezes mais rápido do que anda em terra. A espécie alcança até 13 metros por minuto na água, enquanto percorre 2 metros no solo no mesmo período.

                  Foto: Instagram @gcmambientalgja/ Reprodução

                  Segundo o biólogo marinho Eric Comin, a maioria dos mamíferos tem por instinto boiar e nadar, então não afundam — como no caso do bicho-preguiça resgatado. Sendo assim, eles podem entrar em rios e mares para evitar os parasitas do corpo. No entanto, não foi informada uma hipótese para o animal em questão ter ficado à deriva tão distante das praias.

                   

                  A versatilidade do preguiça não acaba por aí. De acordo com o biólogo, eles têm a capacidade de diminuir a frequência cardíaca para um terço da taxa normal, além de conseguirem prender a respiração debaixo d’água por 40 minutos. Tais habilidades são cruciais para seu habitat natural, nas florestas tropicais úmidas.

                  Bicho-preguiça à deriva, avistado pelos guardas. Foto: Instagram @gcmambientalgja/ Reprodução

                  Segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), os preguiça-de-garganta-marrom (Bradypus variegatus) estão com a população da espécie decrescente, embora a situação seja considerada “pouco preocupante”, conforme a última avaliação realizada em 2012.

                   

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                    Maior unidade de conservação do Brasil perdeu 80% dos corais por branqueamento

                    Barreira que possui mais de 130 km de extensão e abriga milhares de espécies está sendo afetada pelo aquecimento global

                    A maior unidade de conservação marinha do Brasil está em sério perigo. Segundo pesquisadores, a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, no litoral norte de Alagoas e no sul de Pernambuco, enfrenta a morte de 80% dos seus corais em áreas de recifes rasos, por conta do branqueamento — uma ameaça que afeta diretamente a biodiversidade, a pesca e o turismo na região.

                    A barreira de corais de Alagoas não só é a maior do Brasil, como a segunda maior do mundo — atrás apenas da Austrália. A brasileira possui mais de 130 km de extensão por Tamandaré (PE) e Maceió (AL), abriga milhares de espécies marinhas e é fundamental para a economia local.

                    Costa dos Corais. Foto: ICMBio/ Divulgação

                    Logo, se os corais estão passando por um processo de branqueamento, a vida marinha e as atividades humanas ao seu redor também são afetadas, como a pesca artesanal, que depende de recifes saudáveis para existir.

                    Costa dos Corais. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                    De acordo com Robson Santos, coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação (Ecoa) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o impacto do branqueamento dos corais deve atingir a vida marinha como um todo, a população e toda a cadeia do turismo.

                    [Alagoas] tem um ponto forte no turismo devido aos recifes de corais, várias pessoas dependem diretamente disso e extraem seus recursos de subsistência dos recifes– ressalta Robson Santos

                    Aqui vale um adendo: o fato de os corais estarem enfrentando um branqueamento não os mata imediatamente, embora a poluição e o turismo desordenado acelerem essa degradação. No entanto, estes organismos vivos, quando brancos, se tornam mais fracos e sensíveis, podendo morrer se o estresse persistir.

                    Costa dos Corais. Foto: ICMBio/ Divulgação

                    O motivo disso tudo não é uma surpresa: o aquecimento global. Apesar de não ser a única razão para o branqueamento, o fenômeno climático é um dos principais responsáveis por esquentar as águas do oceano — o que colabora diretamente para morte dos corais.

                    Costa dos Corais. Foto: ICMBio/ Divulgação

                    Os dados foram coletados durante monitoramento feito entre setembro de 2023 e novembro de 2024 pelo Ecoa em parceria com o Projeto Conservação Recifal.

                    O que está sendo feito?

                    Por lei, a atividade turística na APA dos corais pode ser realizada, desde que seja regulamentada. Inclusive, a área está protegida por decreto federal e fica sob gestão e fiscalização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

                    Costa dos Corais. Foto: ICMBio/ Divulgação

                    Para que tudo ocorra bem, o ordenamento do turismo deve seguir as seguintes normas: fiscalização eficiente; infraestrutura sustentável e limites de carga para visitação. Porém, ainda assim, há situações conflitantes e ações confusas sobre o turismo na região.

                     

                    Na Lagoa Azul, uma piscina natural de Maragogi, em Alagoas, a atividade turística foi proibida após o Ministério Público Federal (MPF) alegar que a pressão humana comprometia o ecossistema. O município diz que realiza fiscalizações no local, que a visitação não traz danos ao meio ambiente e que recorrerá da decisão.

                    Costa dos Corais. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                    Como diz Robson Santos, “as atividades de turismo, se não reguladas, geram impactos diretos aos recifes, como o pisoteio e quebra de corais, poluição das águas por resíduos de combustível das embarcações, plástico, resíduos de protetores solares, bronzeadores e outros cosméticos”.

                     

                    Além das medidas que já existem, são necessárias ações de enfrentamento globais e locais, como o controle da poluição, monitoramento da temperatura da água e a criação de áreas marinhas protegidas. Como parte disso, os pesquisadores fazem o monitoramento e mapeamento constante na APA da Costa dos Corais.

                    Costa dos Corais. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                    Em Maragogi, a gente usa o mergulho científico como técnica. Usa fotografia de alta definição para fazer análise do tecido desses corais e comparar se eles estão vivos, doentes ou se estão mortos– Ricardo Miranda, da Ufal

                    Mesmo que a batalha seja difícil, ela ainda não está perdida. Os cientistas acreditam que a recuperação dos recifes é possível se a temperatura dos oceanos voltar a esfriar.

                    Pedro Pereira, pesquisador do ICMBio, ressalta que os corais que sofreram o branqueamento podem retornar com saúde, mas é “importante que um monitoramento seja feito de forma efetiva”.

                    O estrago foi muito grande, não basta somente depender da recuperação natural. A gente vai depender também de um movimento mais ativo, de melhorias das condições ambientais, associadas a iniciativas de recuperação dos próprios recifes– Robson Santos

                    Uma saída seria o turismo sustentável, que impulsionaria a economia da região sem comprometer a preservação da Costa dos Corais, a exemplo do que faz a Associação Peixe-Boi, em Porto de Pedras (AL).

                     

                    Por lá, a associação promove o turismo de observação do peixe-boi marinho de forma comunitária e organizada. Além dos passeios de jangada, turistas e comunidade são sensibilizados para a conservação ambiental.

                    Costa dos Corais. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                    As atividades de turismo sustentável são necessárias para que não coloquemos tudo a perder– aponta Robson Santos

                    Como um todo, a situação exige ações urgentes e coordenadas entre órgãos de fiscalização, pesquisadores, comunidade local e turistas, para combater, de cabeça erguida, o branqueamento de corais.

                     

                    Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                     

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                      Os traços marcantes desta embarcação, batizada de So Fong (chinês para “Linda Garota”), contudo, não ficam só no campo dos acontecimentos históricos. Afinal, trata-se de um veleiro construído na China ainda em 1937, que carrega consigo um charme digno de um barco de época.

                      Foto: Flensburger Yacht Services / Divulgação

                      So Fong: um veleiro de guerra, cruzeiros e regatas

                      Com 21,4 metros de comprimento (70 pés), o So Fong foi encomendado por um banqueiro de Nova Jersey que queria navegar pelo mundo junto de seus filhos. Quem ficou a cargo dessa missão foi ninguém menos que a Olin Stephens da Sparkman & Stephens, uma lendária empresa de arquitetura naval de Nova York.

                      Foto: Flensburger Yacht Services / Divulgação

                      A Olin se encarregou do projeto do barco, pensado para cruzeiros de lazer e regatas — em 2006, inclusive, o veleiro conquistou o Troféu Rolex. Quem o construiu, contudo, foi a Ah King Slipway, na China, que deu ao barco esculturas intrincadas de seus artesãos, uma das características mais distintas da embarcação até hoje.

                      Foto: Flensburger Yacht Services / Divulgação

                      Na época, sua quilha de 13.608 kg era a maior já fundida em Hong Kong. Os mastros, por sua vez, foram feitos de abeto Sitka oco enviado do estaleiro alemão Abeking & Rasmussen.


                      Poucos anos depois, o veleiro serviu na Guarda Costeira dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial e, na década de 1980, foi capturado no Vietnã sob suspeita de ser um navio espião. Posteriormente, foi abandonado.

                      Foto: Flensburger Yacht Services / Divulgação

                      Quase uma década depois, o barco foi redescoberto e restaurado. Sua maior reforma foi em 2002 e, desde então, o veleiro segue sendo constantemente atualizado. Atualmente, a embarcação dispõe de acomodações aconchegantes para seus hóspedes, incluindo elegantes camarotes para até 12 pessoas.

                      Foto: Flensburger Yacht Services / Divulgação

                      Uma cozinha totalmente equipada garante o preparo das refeições a bordo, enquanto um espaçoso salão com chaminé e banheira é o ponto de encontro para relaxar. O valeiro navega, além das velas, com um único motor Perkins de 190 hp.

                       

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                        16/03/2025

                        Naufrágios são encontrados ao redor do mundo todo com certa frequência. Recentemente, porém, pesquisadores do Museu dos Naufrágios (Vrak), na Suécia, descobriram um que chama atenção por uma particularidade em especial. O navio, chamado de “Naufrágio 05”, foi construído entre 1460 e 1480 e é o mais antigo da região feito com a técnica carvel.

                        O método, que usa tábuas justapostas para formar um casco liso e resistente, contraria a ideia de que, na época, a construção naval no Mar Báltico utilizava apenas a técnica clinker, com tábuas sobrepostas. O mais interessante desse contexto histórico é que, através do site Sketchfab, é possível conferir todos os detalhes do naufrágio por uma animação 3D.

                        O Naufrágio 05

                        O Naufrágio 05 foi encontrado ao sul de Estocolmo, nas águas de Häringe e Landfjärden. Seus destroços já eram conhecidos desde o século 19, e sua origem foi por muito tempo permeada por uma história cheia de crenças.

                         

                        Acreditava-se que os restos da embarcação eram parte de navios vikings afundados em batalha. A crença ganhou ares ainda mais verdadeiros quando Anders Franzén, famoso arqueólogo conhecido por encontrar o lendário navio Vasa (navio de guerra da Marinha Sueca que afundou durante sua viagem inaugural em 1628), sugeriu que as dimenções do Naufrágio 05 coincidiam com embarcações vikings.

                        O Naufrágio 05 em 3D. Foto: Sketchfab / Divulgação

                        No entanto, análises feitas posteriormente com equipamentos mais tecnológicos revelaram que os naufrágios da área não pertencem à era viking, mas sim a períodos posteriores.

                         

                        Dada a idade do navio, que ultrapassa os 500 anos, seu estado de conservação é considerado bom. O barco tem 33 metros de comprimento, casco de carvalho, leme intacto e parte do mastro ainda no lugar.


                        A descoberta traz à tona a importância da técnica carvel na construção de embarcações no passado, uma vez que tecnologia permitiu a fabricação de barcos maiores e mais robustos. Esse é o caso, por exemplo, do Naufrágio 05, que foi construído com madeira trazida da região sul da Suécia. Vale destacar, porém, que ao longo dos anos a embarcação passou por reparos.

                         

                        Arqueólogos do Museu dos Naufrágios pretendem transformar o “Naufrágio 5” em um projeto de pesquisa independente e buscam financiamento para escavar e estudar a embarcação em detalhes. Segundo o curador Håkan Altrock, o navio pode fornecer informações valiosas sobre a transição entre a construção naval medieval e moderna.

                         

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                          Animais transgênicos podem ser solução para eliminar metilmercúrio das águas

                          Cientistas modificaram geneticamente dois espécimes para que consumissem a substância e depois a eliminassem

                          15/03/2025

                          Para conter o perigo do metilmercúrio nas águas, pesquisadores da Universidade de Macquarie, na Austrália, partiram para um plano ousado: modificar geneticamente algumas espécies que absorvem a substância tóxica. A ideia era transformá-las, sem causar danos, em um tipo de “filtro biológico”, impedindo que o poluente chegasse aos humanos — e deu certo!

                          O experimento foi realizado num peixe-zebra e em moscas de fruta. No teste, os cientistas inseriram genes da bactéria E. coli no DNA desses animais, permitindo que produzissem mais enzimas capazes de converter o metilmercúrio em mercúrio elementar — uma forma muito menos prejudicial.

                          Peixe-zebra transgênico em forma larval, que tem um marcador de seleção de proteína fluorescente ciano em seus olhos. Foto: Universidade Macquarie/ Divulgação

                          Os animais geneticamente modificados não apenas acumularam menos mercúrio em seus tecidos, como toleraram níveis mais altos de exposição ao metilmercúrio. Além disso, a maior proporção da substância presente nos corpos dos transgênicos estava na forma inorgânica, menos biodisponível e, logo, menos danosa.

                          Dr. Kate Tepper e Prof. Maciej Maselko, cientistas líderes da pesquisa. Foto: Universidade de Macquarie/ Divulgação

                          O ponto de destaque da pesquisa foi que a maior parte do mercúrio elementar — que era metilmercúrio antes da modificação genética — evapora do corpo dos animais, como se fosse gás. Esse cenário, por sua vez, quase não causa riscos ao meio ambiente, como explica Kate Tepper, uma das autoras do estudo.

                          O gás de mercúrio pode ser um problema em certos ambientes, onde pode atingir um nível mais alto, mas em ambientes livres está muito diluído em nossa atmosfera para agir como uma toxina- Dra. Kate Tepper, em entrevista ao New Atlas

                          Como o metilmercúrio afeta os seres humanos?

                          O metilmercúrio é a forma mais tóxica do mercúrio, sendo esse um composto orgânico tóxico que pode causar graves danos à saúde humana e ao meio ambiente. Seus efeitos nocivos vão desde a diminuição das funções cognitivas até transtornos psíquicos, malformações fetais, insuficiência renal e até mesmo a morte.

                          Ilustração que exibe como o mercúrio se alastra na cadeia alimentar dos animais. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                          A substância entra em contato com a natureza por meio de rejeitos químicos criados a partir de atividades como a queima do carvão, por exemplo, e atinge rios e lagos. Daí, é questão de tempo até o metilmercúrio parar dentro dos peixes e o problema começa a ficar pior.

                           

                          Geralmente, a substância passa pelas paredes do trato digestivo desses animais e vai parar nos músculos, onde se acumulam ao longo de suas vidas. Logo, conforme a cadeia alimentar se desenvolve, a contaminação vai se alastrando até chegar aos humanos.

                          Por isso, a estratégia dos cientistas é justamente fazer com que a modificação genética nos animais elimine ou minimize o perigo logo no começo da cadeia alimentar. Assim, o metilmercúrio não chegaria aos humanos, seria inofensivo ao meio ambiente e não afetaria os animais envolvidos.

                           

                          Embora a pesquisa ainda esteja em seus estágios iniciais, os resultados indicam que a engenharia genética de animais pode ser uma estratégia promissora para a biorremediação de ecossistemas contaminados por mercúrio. A técnica, inclusive, também poderia ser aplicada no tratamento de resíduos orgânicos contaminados, como lodo de esgoto.

                          Mosca das frutas (Drosophila melanogaster). Foto: Wikimedia Commons; Creative Commons/ Reprodução

                          Liberar animais modificados que estão próximos da base das cadeias alimentares pode ajudar a proteger muitos outros animais no ecossistema-Dra. Kate Tepper

                          De acordo com a especialista, a pesquisa ainda poder ser parte importante na criação de insetos geneticamente modificados, que consigam processar lixo orgânico em escala industrial.

                           

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                            Veja: cinegrafista de NÁUTICA flagra raia “albina” em meio a cardume

                            Animal foi visto no Saco do Céu, em Angra dos Reis (RJ), e pode ser o mesmo avistado em Ubatuba no início do ano

                            14/03/2025

                            O cinegrafista de NÁUTICA, Victor Santos, está acostumado a fazer belos registros de embarcações e paisagens. Ele não esperava, porém, que durante um de seus trabalhos iria se deparar com um enorme cardume de raias-ticonha (Rhinoptera brasiliensis). E o mais surpreendente: em meio a centenas delas, uma se destacava pela possibilidade se ser albina.

                            O flagra aconteceu no Saco do Céu, em Ilha Grande, no dia 3 de março. O cinegrafista conta que fazia imagens de drone quando, de repente, as arraias se aproximaram do barco em que estava. Assista:

                             

                             

                            Ver esta publicação no Instagram

                             

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                            “Eram três cardumes muito grandes, com mais de 100 delas, talvez. Foi muito emocionante e gostoso, eu sempre estou no mar e sei o quanto é difícil ver esses animais”, conta Victor.

                            Me senti privilegiado e sortudo por ver tantas raias juntas, inclusive uma albina, que não é fácil de encontrar– Victor Santos, cinegrafista de NÁUTICA

                            A arraia é mesmo albina?

                            A coloração esbranquiçada da arraia em questão levanta a hipótese de que ela seja albina. Contudo, há uma outra condição da natureza que precisa ser levada em conta: o leucismo.

                            1º tubarão Oxynotus Centrina identificado com leucismo, na costa da Albânia. Foto: Andrej Gajić / Sharklab ADRIA / Divulgação

                            Ambas as condições são anomalias genéticas que afetam a produção de pigmentação em animais e humanos. O albinismo, porém, é caracterizado pela ausência total de melanina, enquanto o leucismo causa falta de pigmentação parcial ou geral.

                            Pinguim com provável leucismo flagrado em colônia de ilha no Atlântico Sul. Foto: Instagram @yves_adams / Reprodução

                            Geralmente, indivíduos albinos apresentam olhos vermelhos ou rosados e tem maior suscetibilidade a queimaduras e tumores de pele. Já os animais leucísticos podem ter os olhos azuis ou de coloração natural, e não são excessivamente fotossensíveis — pelo contrário, podem ser mais resistentes ao calor, já que a cor branca permite maior reflexão da radiação, reduzindo a absorção térmica.


                            Outra questão é que animais nessas condições podem ter dificuldades no meio selvagem, pois a sua coloração pode afastar ou atrair presas e predadores. Quem explica essas diferenças é o fotógrafo especializado em vida marinha, Frank Santos, que pode ter registrado a mesma raia em janeiro.

                            Raia “albina” foi vista em Ubatuba em janeiro

                            Frank Santos também fez o registro de uma raia-ticonha “albina”, desta vez, no sul de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, em janeiro deste ano. veja:

                             


                            À época, ele foi ao local em busca de um tubarão-baleia (Rhincodon typus), que havia sido avistado próximo àquela região.

                             

                            “Infelizmente não achamos o tubarão-baleia, mas além de vários cardumes de raias-ticonha, vimos também algumas raias-mobulas (Mobula birostris), e muitas toninhas (Pontoporia blainvillei) no caminho”, escreveu ele na ocasião, em seu perfil no Instagram.

                            Tubarã-baleia. Foto: Pcowell / Envato

                            “Não podemos afirmar que é a mesma, já que não fizemos nenhum tipo de identificação que comprove isso”, explicou ele à NÁUTICA. “O ideal é que seja realizado um teste genético para termos um diagnóstico preciso”.

                            Mas as chances de avistarmos animais na natureza com essas condições são baixíssimas, aumentando a probabilidade de ser a mesma, ainda mais pela distância– destacou

                            Frank ressalta que o mergulho com esses animais não é proibido, “mas é necessário bom senso ao entrar na água, para não interferirmos no comportamento do animal. Geralmente, elas não permitem que cheguemos tão perto quando estão em cardumes e nadando próximo a superfície”.

                             

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                              Iate transoceânico de apenas 87 pés tem comodidades de “gente grande”

                              Mako Shark foi inspirado nos tubarões-mako e entrega conforto e lazer sem deixar de lado as características exploradoras

                              O conceito de “barco transoceânico” costuma remeter a embarcações enormes, brutas e desbravadoras. Todos esses padrões são quebrados pelo Mako Shark, um iate explorador de apenas 87 pés (26,5 metros de comprimento) com funções de gente grande.

                              Quem olha a embarcação de longe nem suspeita que esse barco compacto é capaz de realizar viagens transoceânicas. Entretanto, a criatividade de Riza Tansu — um renomado designer náutico — provou não ter limites. Junto ao estaleiro Tufan and Brother, ele criou um iate com pedigree de super.

                              Foto: Instagram @tufanandbrothers/ Reprodução

                              De “caráter feroz, mas refinado”, como descreve a marca, o novo brinquedo pertence à classe Tiger Shark entre as criações de Riza Tansu. Inclusive, o designer é o mesmo responsável pelo Projeto Obsidian Blade, que será construído pela Aegan Yachts e já foi comprado através de criptomoedas.

                               

                              O Mako Shark segue a tendência de iates exploradores “de bolso” que, através de projetos bem-pensados, são capazes de realizar trajetos transoceânicos. Não à toa barco atende muito bem o que se propõe a fazer: navegar longas distâncias sem abrir mão do conforto. Inclusive, a Tufan and Brothers garante que a força do iate foi inspirada nas “jornadas poderosas e agilidades dos tubarões-mako”.

                              Assim como o Obsidian Blade, o Mako também tem inspiração em navios militares. Além disso, o novo projeto segue a filosofia Tansu de criar modelos funcionais e focados em utilidades — na contramão do “quanto maior, melhor”.

                               

                              Totalmente equipado, o barco entrega a união perfeita entre arte e engenharia: uma proa alta, linhas afiadas, convés de proa protegido e tons de cinza marinho. No casco, destaque para as vigias circulares, figurinha carimbada nos designs de Riza Tansu.

                              O resultado é um iate explorador que não é muito grande, mas totalmente equipado e capaz de navegar em todas as condições de mar– Tufan Avsar, fundador da Tufan and Brothers.

                              Um pequeno gigante

                              Construído com um casco de aço e superestrutura de alumínio, o Mako Shark permite que todos a bordo aproveitem uma viagem tranquila, que resistirá até mesmo às condições mais exigentes. De acordo com o estaleiro, o iate é feito para o mar aberto e capacitado para “suportar as condições mais difíceis, mantendo sua presença graciosa”.

                              Foto: Instagram @tufanandbrothers/ Reprodução

                              No entanto, construir um barco transoceânico de médio porte com comodidades para 10 hóspedes e cinco camarotes com tanto conforto carrega um desafio. Para o designer Tansu, a maior dificuldade foi “alcançar as proporções ideais e criar espaços de convivência confortáveis”.

                              Foto: Instagram @tufanandbrothers/ Reprodução

                              A solução, então, foi criar dois layouts: um para operação da tripulação e outro para o proprietário. A parte do dono prioriza o espaço de lazer, com a cabine do capitão no convés superior sendo trocada por uma área de estar.

                               

                              Por sua vez, a suíte máster está no convés principal e contará com um espaço de escritório separado, um sofá, banheiro privativo e as clássicas janelas de vigia para maximizar a luz natural. Os hóspedes, por sua vez, têm cabines no “andar” inferior, com três camas de casal e uma de solteiro.

                              Foto: Instagram @tufanandbrothers/ Reprodução

                              Para todos se sentirem bem-vindos, o salão principal oferece uma elegante área de estar, com sofás em tom de cinza suave, pisos de madeira escura e janelas do chão ao teto que prometem fazer a alegria dos que não dispensam banhos de sol. Além disso, o ambiente conta com uma mesa de jantar ao ar livre e um lounge de proa.

                               

                              Por falar em sol, o convés superior é uma ótima pedida! A área tem várias espreguiçadeiras e um solário que abriga uma estação de leme secundária. O ambiente ainda conta com um espaço de descanso na popa, com direito a vistas deslumbrantes do oceano.

                               

                              Alimentado por dois motores Cummins, o iate transoceânico atinge uma velocidade máxima de cruzeiro de 11 nós (cerca de 20km/h), que chega no máximo a 13,5 nós (25km/h). O alcance é estimado de 3.500 milhas náuticas a nove nós.

                               

                              Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                               

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                                Três lanchas da Azov Yachts estarão no Rio Boat Show 2025

                                Maior embarcação e barco de entrada do estaleiro estão entre os modelos; salão acontece de 26 de abril a 4 de maio

                                O Rio Boat Show 2025 tem mais um grande estaleiro confirmado: a Azov Yachts. Diretamente de Pernambuco, a marca promete três de seus sucessos na Marina da Glória. São eles: Azov Z480 HT, Azov Z380 Open e Azov Z260 Open.

                                De 26 de abril a 4 de maio, os amantes do universo náutico poderão conferir de perto todos os diferenciais das embarcações Azov, que têm feito sucesso por onde passam. Os modelos estarão expostos em seu habitat natural: o mar! Mais precisamente, sobre as águas da icônica Baía de Guanabara, um dos pontos mais importantes do Rio.

                                Conheça mais das lanchas Azov no Rio Boat Show 2025

                                Azov Z480 HT

                                Maior barco do estaleiro, a Azov Z480 HT já foi testada por NÁUTICA. São 15,30 m de comprimento, 3,98 m de boca e capacidade para 20 passageiros durante o dia, enquanto cinco deles podem passar a noite no barco

                                 

                                 

                                Trata-se de uma lancha muito bem iluminada pelas grandes janelas no costado. O modelo dispõe ainda de deques com vista para o mar — um charme à parte — e uma agradável praça de popa. No interior, possui salão, cozinha, uma suíte máster e um quarto à meia-nau. Para navegar, a lancha é equipada com dois motores de 440 hp cada.

                                Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                Z380 Open

                                Com proa aberta, bom espaço interior e opções de personalização, a Azov Z380 Open é, segundo a marca, sinônimo de esportividade e aventura. O painel digital da embarcação oferece boa visibilidade inclusive durante o dia, com informações que facilitam a navegabilidade.

                                Foto: Azov Yachts / Divulgação

                                A lancha tem 12,15 m de comprimento e 2,98 de boca, com capacidade para até 16 pessoas em um passeio, e é equipada com dois motores de 200 hp a 300 hp.

                                Azov Z260 Open

                                Menor lancha da Azov no Rio Boat Show 2025 e barco de entrada do estaleiro, a Z260 Open tem 26 pés — 8,40 m de comprimento e 2,70 m de boca. Apesar de mais enxuta, a embarcação traz banheiro e comporta até 14 passageiros. NÁUTICA já testou a embarcação, confira:

                                 

                                 

                                Quem embarca na Z260 pode aproveitar uma boa área gourmet e de lazer para curtir com familiares e amigos. Na motorização, um motor de 250 hp a 300 hp dá conta do recado.

                                Foto: Azov Yachts / Divulgação

                                Rio Boat Show 2025

                                Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

                                Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

                                 

                                Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

                                Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

                                 

                                Anote aí!
                                RIO BOAT SHOW 2025

                                Quando: De 26 de abril a 4 de maio
                                Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
                                Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
                                Mais informações: site oficial do Rio Boat Show

                                Ingressos: site oficial de vendas

                                 

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                                  Terra perdeu 273 bilhões de toneladas de gelo por ano desde 2000

                                  Volume de geleiras derretidas é capaz de encher quase 300 mil piscinas olímpicas por dia

                                  13/03/2025

                                  Um estudo liderado pela Universidade de Zurique trouxe vários dados preocupantes sobre o derretimento das geleiras a nível global. Segundo a pesquisa, as grandes massas de gelo perderam cerca de 5% de seu volume total desde 2000, com algumas regiões da Europa Central perdendo até 39%.

                                  Numa avaliação global sem precedentes, os cientistas concluíram que, ao todo, as perdas equivalem a 273 bilhões de toneladas de gelo por ano, de 2000 a 2023. Além disso, houve um aumento de 36% na taxa de derretimento em comparação à última década (2000 até 2011).

                                  Foto: Galyna_Andrushko/ Envato

                                  Portanto, há diferenças na quantidade de gelo derretida. Na Antártica aconteceu uma redução de “apenas” 2%, enquanto nos Alpes a diminuição na massa de gelo chegou a 40%. Logo, as regiões com geleiras menores estão perdendo-as mais rapidamente — e muitas nem sequer sobreviverão até 2100.

                                   

                                  Toda essa perda global ao longo deste século é o equivalente ao consumo de água da população mundial pelos próximos 30 anos.

                                  Situação alarmante

                                  Importantes reguladores climáticos, as geleiras fornecem água doce a bilhões de pessoas. Além disso, elas são consideradas indicadores das mudanças climáticas em andamento, e dessa vez não é diferente. Estes números são reflexos do aumento das temperaturas globais ligadas às emissões de gases de efeito estufa.

                                  Foto: Galyna_Andrushko/ Envato

                                  Logo, o derretimento acelerado das geleiras pelo mundo causa preocupações sobre o aumento do nível do mar em nível exponencial — e mais rápido que o esperado — somado ao potencial esgotamento de fontes cruciais de água doce para bilhões de pessoas, principalmente durante as estações secas.

                                  Além disso, a pesquisa traz outro número nada bom: por conta do aumento do derretimento de geleiras, o nível do mar subiu 1,8 cm desde 2000. E, de acordo com estudos recentes, o degelo poderá acelerar até o final do século, o que reforça a necessidade urgente de medidas.

                                  Foto: estivillml/ Envato

                                  Atualmente, a perda de massas das geleiras é cerca de 18% maior do que a diminuição da camada de gelo da Groenlândia, e mais do que o dobro da camada de gelo da Antártica.

                                   

                                  O estudo foi realizado com uma equipe internacional de pesquisadores por meio do projeto GlamBIE, que permitiu uma compreensão mais precisa das tendências regionais e da variabilidade anual do derretimento. A pesquisa está publicada na revista científica Nature.

                                  Chocado sim, surpreso não

                                  Michael Zemp, coautor do artigo e professor da Universidade de Zurique, descreveu as descobertas como “chocantes”, apesar dos números não lhe causarem surpresa, principalmente ao considerar o aumento contínuo das temperaturas globais.

                                  Imagem das geleiras nas Montanhas Chugach do Alasca, registrada pelo satélite Sentinel 2 em outubro de 2017. Foto: Copernicus Sentinel 2017/ Reprodução

                                  Inclusive, o derretimento das geleiras é agora o segundo maior fator para o aumento do nível do mar, perdendo apenas para a expansão térmica da água do mar à medida que ela esquenta.

                                   

                                  Pode parecer pouco, mas o 1,8 cm de elevação da água já foi suficiente para colocar quase quatro milhões de pessoas em risco de inundações em regiões costeiras. Para Zemp, a perda de gelo terá implicações significativas para o suprimento de água doce, particularmente em regiões dos Andes Centrais e Ásia Central.

                                  Uma frota de satélites utilizados para monitorar geleiras. Foto: ESA, NASA e Planetary Visions/ Divulgação

                                  Segundo Martin Siegert, professor da Universidade de Exeter — que não participou do estudo — , o crescente degelo está acontecendo seis vezes mais rápido do que há 30 anos. Dessa forma, quando as camadas começarem a mudar, o impacto no nível do mar poderia ser medido em metros, e não mais em centímetros.

                                   

                                  A esperança é conseguirmos frear o fenômeno com os avanços na tecnologia — essa mesma que hoje possibilitou, com ajuda dos satélites, rastrear mudanças de 275 mil geleiras no mundo.

                                   

                                  Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                   

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                                    25ª edição da Copa Mitsubishi de Vela começa neste sábado (15)

                                    Tradicional disputa comemorará 25 anos; inscrições para a 1ª etapa seguirão abertas até o dia do evento

                                    Anote na agenda: no próximo sábado (15), todos os ventos soprarão para as águas de Ilhabela, litoral norte de São Paulo. Isso porque o arquipélago será o palco da histórica 25ª edição da Copa Mitsubishi – Circuito de Vela Oceânica, uma das mais tradicionais e disputadas competições de barco a vela do Brasil, que celebra 25 anos em 2025.

                                    A 1ª etapa da Copa Mitsubishi 2025 acontecerá, além de sábado, nos dias 16, 22 e 23 de março. As inscrições para participar da regata estão abertas no site oficial do evento, com uma taxa de R$ 185 por tripulante — que pode ser paga até o dia 15.

                                    Foto: Aline Bassi/ Divulgação

                                    Promovida desde o início da competição, em 2001, pelo tradicional Yacht Club de Ilhabela, a disputa conta com participantes que se dividem nas classes ORC, BRA-RGS, RGS Cruiser (antiga Bico de Proa), Clássicos, C30 e HPE25.

                                    Todos em pé de igualdade

                                    A vela, como esporte, se divide em “classes”, nas quais é possível agrupar veleiros com características diferentes para que possam competir em condições de igualdade entre si.

                                    Foto: Aline Bassi/ Divulgação

                                    Para compensar diferenças de projeto, mastreação, tipos de velas e equipamentos, fazendo com que veleiros diferentes possam competir em condições de igualdade, as classes da Copa Mitsubishi realizam as chamadas medições.

                                     

                                    Neste caso, um medidor oficial confere as características dos veleiros e, de acordo com a regra, estabelece um rating. Este rating é um número que baliza o tempo ideal em que um veleiro com as características medidas deve velejar em um determinado tempo de regata.

                                    Ao final da regata, o tempo real de chegada é multiplicado por este rating, determinando o tempo corrigido daquele veleiro. Isso faz com que uma grande embarcação de competição, equipada com as mais novas tecnologias, possa correr junto de um veleiro menor, mais antigo e menos equipado. Cada um deles tem o seu próprio rating e condições iguais de vencer a regata.

                                    Saiba mais sobre as classes da Copa Mitsubishi 2025

                                    Classe ORC

                                    São veleiros oceânicos estritamente de competição, desenhados para regata e dotados dos mais modernos equipamentos, não necessariamente iguais entre si. São medidos na mais técnica e detalhada regra da vela mundial.

                                    Classe BRA-RGS

                                    A BRA-RGS contempla veleiros oceânicos com características de cruzeiro. Não é raro que possuam comodidades como cozinha completa, suítes e ar-condicionado. Em resumo, são veleiros de pessoas que gostam de competir com conforto.

                                    RGS Cruiser

                                    Na RGS Cruiser estão os veleiros com as mesmas características da RGS, com a diferença de que não estão medidos em nenhuma regra. Seus proprietários e equipes são, geralmente, cruzeiristas que esporadicamente disputam regatas.

                                    Classe Clássicos

                                    São veleiros fabricados até o ano de 1980. Geralmente embarcações muito bem cuidadas, com mastreação e casco de madeira, velas originais, equipamentos e características da época de sua construção.

                                    Classe C30 e Classe HPE25

                                    Ambas as classes agregam veleiros de competição rigorosamente iguais entre si (em cada classe). Usam os mesmos equipamentos e velas. Por isso não tem rating. Aqui o “pega” é mesmo para terminar a regata em primeiro lugar.

                                    De geração em geração

                                    No aniversário de 25 anos, não faltam histórias maravilhosas que envolvem a “Copa Mit”. Como é aberta para competidores de todas as idades, a competição reúne gerações da mesma família a bordo de um só barco, como no caso dos irmãos Mário Sérgio e Nilton César de Jesus, que hoje disputam regatas juntos de seus filhos e netos.

                                    Foto: Aline Bassi/ Divulgação

                                    Além disso, velejadores olímpicos e campeões, como Torben e Lars Grael, Bochecha, Maurício Santa Cruz, Samuel Albrecth, Martine Grael, Bruno Prada e Robert Scheidt já marcaram presenças na Copa Mitsubishi ao longo da história de 25 anos de uma das mais tradicionais regatas do país.

                                     

                                    Para o diretor técnico da competição, Carlos Eduardo Sodré, o “Cuca”, o sucesso da Copa é fundamentado em aspectos como um trabalho consistente e persistente de todos os envolvidos na organização. Ele também ressalta os processos que envolvem a organização da longa disputa.

                                    São quatro etapas durante um ano, e é preciso criar condições para que uma equipe se sinta incentivada a participar de todas, a fim de ter a chance de conquistar a vitória ao final da temporada– Carlos Eduardo Sodré

                                     

                                    Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                     

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                                      Salvador cria Secretaria Especial do Mar para fortalecer e impulsionar economia náutica

                                      Anúncio foi feito na última segunda-feira (10), pelo prefeito Bruno Reis. Pasta será comandada por Andrea Mendonça

                                      Abrigando a segunda maior baía do mundo — a Baía de Todos-os-Santos — Salvador acaba de ganhar a Secretaria Especial do Mar, com o objetivo de impulsionar a economia náutica na região. Vale destacar que a cidade que recebe o Salvador Boat Show ainda detém a orla mais extensa entre as capitais do Brasil, com 64 km.

                                      O anúncio foi feito por Bruno Reis, prefeito da capital baiana, na última segunda-feira (10). Andrea Mendonça, que já foi secretária de Cultura e Turismo do estado, estará à frente da pasta.

                                       

                                      “Uma das primeiras medidas que ela sugeriu que nós implantássemos [ainda à frente da Secult] foi o Comitê Náutico, que aprovou uma série de ações de infraestrutura turística”, ressaltou o prefeito.

                                      Foto: Valter Pontes/ Secom PMS / Divulgação

                                      O mar não é apenas um símbolo da cultura e do turismo soteropolitanos. Ele é, acima de tudo, uma fonte inesgotável de oportunidades, gerador de empregos e de  receitas– destacou Andrea Mendonça

                                      A pasta abre espaço para que a capital baiana planeje e execute ações de desenvolvimento no setor. Para isso, Andrea Mendonça afirmou que uma de suas iniciativas será ampliar o número de eventos internacionais náuticos na cidade.


                                      Em 2024, a capital recebeu a 1ª edição do Salvador Boat Show. O evento, que durou 5 dias na Bahia Marina, sobre as águas da Baía de Todos-os-Santos, se consolidou como o maior do Nordeste, vendeu mais de 20 embarcações, atraiu público qualificado e gerou negócios significativos para o setor.

                                      1º Salvador Boat Show. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                      Já em 2023, Salvador inaugurou o Serviço de Atendimento ao Capitão, conhecido como SAC Náutico. Trata-se de um serviço pensado para centralizar e agilizar processos burocráticos que envolvem embarcações e atividades náuticas na região. A iniciativa foi uma das destacadas por Bruno Reis durante a cerimônia.

                                      Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS / Divulgação

                                      Para ele, o serviço “facilitou a vida de todos que trabalham nesse segmento, em especial das diversas embarcações que chegam a Salvador”

                                      Nós entendemos que podemos mais, podemos ir além. Na nossa cidade, o setor de serviços é o principal empregador e, dentro do setor de serviços, é o turismo– explicou o prefeito

                                      A titular da Secretaria Especial do Mar ainda prometeu uma atuação transversal, com grande interlocução tanto com outras pastas quanto com outros municípios da Baía de Todos os Santos, como a prefeitura de Vera Cruz, com a qual o diálogo já foi iniciado.

                                       

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                                        Catamarã Saona 47, da Fountaine Pajot: único na revenda no Brasil

                                        Modelo, que já foi eleito barco do ano e teve um único dono, está à venda quase 50% mais barato que um novo

                                        Considerada uma das principais marcas de catamarãs do mundo, a francesa Fountaine Pajot enche os olhos de quem ama esse universo com seus barcos de primeira linha. Assim, ter um desses para chamar de seu é o grande sonho de muitos navegadores — e pode estar prestes a se realizar para um deles. Isso porque a GB Yachts anunciou a venda de um modelo premiado da marca, o Saona 47, por um preço imperdível.

                                        Para se ter uma ideia, um barco como esse, novo, sai por volta de 1,8 milhões de euros, cerca de R$ 11,4 milhões (na conversão de março de 2025). Na promoção do catamarã pela GB Yachts, o modelo que passou por um único dono tem preço de R$ 5,9 milhões — ou seja, uma economia de R$ 5,5 milhões, ou mais de 48% de desconto percentual.

                                        A plataforma de popa do modelo promete ser o ambiente ideal para reunir familiares e amigos em uma “praia particular”. Foto: GB Yachts / Divulgação

                                        Além da Fountaine Pajot, a GB Yachts representa no Brasil outras duas marcas de renome: a também francesa Jeanneau e a alemã Bavaria, para as quais presta consultoria especializada. De acordo com a empresa, o modelo de 14 metros de comprimento e 7,7 metros de boca (largura) à venda teve pouco uso e está completo, “com todos os opcionais possíveis”.

                                        Catamarãs como o Saona 47 são conhecidos por proporcionar maior estabilidade, segurança, conforto e velocidade. Foto: GB Yachts / Divulgação

                                        Um catamarã premiado em promoção

                                        Lançado em 2017, em Cannes, o catamarã Saona 47, que agora protagoniza a grande promoção da GB Yachts, une modernidade, conforto e excelente desempenho com amplos espaços e soluções inteligentes — graças a um layout interior que inclui amplas janelas de visão 360° do exterior.

                                         

                                         

                                        Entre os destaques do barco estão o mastro de carbono e as velas Hiranet, além de uma mesa de jantar interna expansível, com altura controlada via controle remoto.

                                        Tecnológico, o Saona 47 dispõe de mesa de jantar interna expansível, controlada via controle remoto. Foto: GB Yachts / Divulgação

                                        Quem se tornar o novo proprietário deste catamarã ainda poderá curtir com seus convidados uma plataforma de popa que cria uma praia particular aos hóspedes, além de um amplo cockpit, lounge para banhos de sol e um lounge deck superior.

                                        O modelo Saona 47 é conhecido ao redor do mundo pela combinação ideal entre desempenho e conforto. Foto: GB Yachts / Divulgação

                                        Falando nos hóspedes, há espaço de sobra para até 14 deles (oito no pernoite, além de um tripulante). Confortável, a cabine chega aos 2,2 metros de altura. A suíte principal conta com amplo banheiro com box e área que pode ser usada como escritório, além de televisão escamoteável.

                                        Viver a bordo de um barco como esse é como estar em uma casa flutuante. Foto: GB Yachts / Divulgação
                                        O espaço para escritório garante que lazer e trabalho naveguem juntos quando necessário. Foto: GB Yachts / Divulgação
                                        No Saona 47, todos os até 8 hóspedes do pernoite dormem com conforto. Foto: GB Yachts / Divulgação

                                        O marinheiro não fica de fora do conforto, e pode aproveitar uma acomodação completa com direito a ar-condicionado e banheiro privativo com chuveiro.

                                         

                                        No salão, o amplo espaço dá lugar a uma cozinha completa e à sala de estar, onde um sofá pode transformar-se em mais uma cama de casal para pernoite.

                                        Forno, fogão, cafeteira e outros utensílios prometem simplificar as estadias no barco. Foto: GB Yachts / Divulgação
                                        A ampla cozinha tem vistas privilegiadas. Foto: GB Yachts / Divulgação

                                        A união de todas essas características rendeu à embarcação o título de “barco do ano” em 2018, na França. Na promoção da GB Yachts, o catamarã, que atualmente ocupa uma vaga na BR Marinas Piratas, em Angra dos Reis (RJ), chega pronto para uso. Para efeito de comparação, um novo, atualmente, só seria entregue ao proprietário por volta de fevereiro de 2026.


                                        Interessados na promoção do catamarã podem tirar dúvidas e até marcar uma visita à embarcação. Para isso, basta entrar em contato com a representante pelo telefone (21) 97106-2020 ou pelo site oficial GB Yachts. Confira mais fotos do barco:

                                        Espaços amplos e agradáveis garantem que o fluxo ao redor do barco funcione plenamente. Foto: GB Yachts / Divulgação
                                        Uma escada de 4 degraus na popa garante fácil acesso aos banhos de mar. Foto: GB Yachts / Divulgação
                                        Um dos pontos fortes do catamarã são as áreas de convivência e lazer, sempre muito bem pensadas e equipadas. Foto: GB Yachts / Divulgação
                                        As zonas para relaxar incluem espreguiçadeiras no convés principal e superior. Foto: GB Yachts / Divulgação
                                        Os espaços ao ar livre são ideais para banhos de sol, leitura e, claro, para socializar. Foto: GB Yachts / Divulgação
                                        Os espaços ao ar livre são ideais para banhos de sol, leitura e, claro, para socializar. Foto: GB Yachts / Divulgação
                                        O modelo tem mastro de carbono, estaiamento em Kevlar e está totalmente completo em equipamentos. Foto: GB Yachts / Divulgação
                                        O posto de comando promete encantar quem ama navegar. Foto: GB Yachts / Divulgação
                                        O barco fica ainda mais charmoso em meio às paisagens paradisíacas do Brasil e do mundo. Foto: GB Yachts / Divulgação
                                        Não falta nada neste barco para que cada passeio seja inesquecível. Foto: GB Yachts / Divulgação
                                        Um bote de apoio garante que as paradas em terra sejam confortáveis para todos a bordo. Foto: GB Yachts / Divulgação

                                         

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                                          Essa é uma das menores espécies de golfinho do mundo; registro foi feito durante busca de tubarão-baleia

                                          12/03/2025

                                          Ao saírem em busca de um tubarão-baleia fêmea (rhincodon typus) avistado no início do mês, em Ilhabela, as equipes dos projetos Baleia à Vista e Toninhas de Ilhabela encontraram, na verdade, outros animais fascinantes do mar: as toninhas (Pontoporia blainvillei).

                                          Ao todo, três grupos desses golfinhos (cerca de nove indivíduos), considerados um dos menores do mundo, foram avistados em Toque Toque, já nas águas de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. O belo registro ficou por conta de Frank Santos, fotógrafo famoso por suas fotos impressionantes da vida marinha.

                                           


                                          O vídeo fica ainda mais especial quando se leva em conta que esses cetáceos estão ameaçados de extinção, principalmente por viverem muito próximos da costa — logo, próximos das atividades humanas.

                                          É uma espécie única e endêmica da costa sudeste do Brasil, Uruguai e Argentina, pois só existem aqui– Júlio Cardoso, fotógrafo e pesquisador do Baleia à Vista

                                          Tubarão-baleia nadou ao lado de mergulhador no início do mês

                                          O encontro com as toninhas se deu a partir da busca de um tubarão-baleia fêmea, avistado no início do mês — e que não foi encontrado novamente. O animal marcou outro registro impressionante, desta vez, de Marcos Cará, quando nadou ao lado do mergulhador Thiago Veras, também do Projeto Baleia à vista.

                                           


                                          Segundo Cardoso, o tubarão-baleia foi visto no lado sul do arquipélago, em uma região conhecida como ponto fixo 2. A fêmea tem entre 9 e 10 metros e cerca de 30 anos — a idade de reprodução da espécie. Ainda segundo o pesquisador, o animal é jovem, já que a espécie chega até os 100 anos de idade.

                                           

                                          Vale destacar que nadar com cetáceos não é permitido pela legislação brasileira. O tubarão-baleia, por sua vez, é um peixe — na verdade, o maior peixe do mundo.

                                           

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                                            Príncipe Harry e Meghan Markle são criticados após filha aparecer em barco sem colete

                                            Foto divulgada no Instagram levantou debate sobre a importância do equipamento; entenda as regras de cada país

                                            Uma homenagem ao Dia Internacional das Mulheres no Instagram de Meghan Markle, esposa do príncipe Harry, acabou virando o epicentro de uma discussão sobre o uso do colete salva-vidas em crianças. Isso porque, em uma das fotos, a filha do casal, Lilibet Diana, aparece no colo do pai em um barco sem o equipamento de segurança.

                                            Os comentários, agora desativados, enfatizavam a importância de medidas preventivas em ambientes aquáticos e, principalmente, o papel do casal como exemplo, já que são figuras influentes — mesmo após o afastamento da Corte, em 2020. Confira a publicação:

                                             

                                            O que dizem as regras dos Estados Unidos?

                                            O casal mora em Montecito, na Califórnia, EUA. Sendo assim, vale entender como funcionam as regras de segurança no mar para crianças no país. De acordo com a Guarda Costeira dos EUA (USCG), as indicações para o uso de coletes salva-vidas nos pequenos variam conforme a jurisdição estadual. Apesar disso, existem diretrizes gerais obrigatórias em nível federal.

                                            Foto: Image-Source / Envato

                                            As regras apontam que crianças menores de 13 anos devem usar um colete salva-vidas aprovado pela USCG enquanto estiverem a bordo de uma embarcação em movimento — exceto se dentro de uma cabine fechada ou em áreas específicas onde o estado permite isenções.


                                            A instituição recomenda coletes do Tipo I, II ou III, devidamente ajustados aos pequenos e com a certificação adequada. Os equipamentos ainda devem oferecer suporte ideal à cabeça da criança, para evitar que o rosto venha a ficar submerso quando na água. Por fim, os coletes infantis devem ser armazenados separados dos de adultos e devidamente identificados, para evitar confusão no momento do uso​.

                                             

                                            Na Califórnia, onde mora a família, a lei segue como no âmbito federal.

                                            As regras brasileiras

                                            As regras gerais da Marinha do Brasil apontam que o uso do colete salva-vidas é obrigatório para todos os passageiros durante a navegação. De acordo com a instituição, a dotação de coletes deve ser, pelo menos, igual ao número total de pessoas a bordo, devendo haver coletes de tamanho pequeno para as crianças.

                                            Foto: Image-Source / Envato

                                            Todos os coletes-salva vidas devem ser homologados pela Marinha do Brasil. Essa certificação garante que o equipamento em questão passou por testes rígidos de segurança, que envolvem não só a água, mas o fogo e a resistência, por exemplo.

                                             

                                            A instituição ressalta que os coletes devem ser armazenados de modo a serem prontamente acessíveis, com localização clara. No Brasil, há ainda categorias de coletes definidas pelo tipo de navegação (interior, costeira ou oceânica). Confira:

                                            • Embarcações de Navegação Oceânica: coletes salva-vidas Classe I;
                                            • Embarcações de Navegação Costeira: coletes salva-vidas Classe II;
                                            • Embarcações de Navegação Interior: coletes salva-vidas classe V e as de grande porte ou iates, de equipamentos Classe III.
                                            • Embarcações Miúdas: coletes salva-vidas Classe V.

                                             

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                                              Aloha Náutica apresentará veleiro e catamarã franceses no Rio Boat Show 2025

                                              Embarcações da Beneteau e Excess estarão nas águas da Baía de Guanabara durante o evento, de 26 de abril a 4 de maio

                                              O evento náutico mais charmoso da América Latina não poderia levar esse título sem a presença de veleiros e catamarãs, grandes ícones dos mares. Sendo assim, a Aloha Náutica garantirá a presença dos modelos com duas embarcações bastante renomadas no Rio Boat Show 2025.

                                              Estamos falando do veleiro Beneteau Oceanis 46.1 e do catamarã Excess 14, ambos de marcas francesas. Esses e outros barcos poderão ser vistos de perto no Boat Show do Rio de Janeiro, que acontece na Marina da Glória, de 26 de abril a 4 de maio.

                                              Estande da Aloha Náutica durante o Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                              A Aloha Náutica é a distribuidora exclusiva no Brasil dos catamarãs Excess e dos veleiros, lanchas e trawlers Beneteau — ambas do Grupo Beneteau, da França. Além das embarcações, a marca promete apresentar no evento mais detalhes das lanchas motorboats que pretendem trazer ao Brasil — a representante, inclusive, já fechou contrato com a fábrica em Fort Lauderdale, na Flórida, Estados Unidos.

                                               

                                              “É um momento muito especial conseguir trazer essa linha, que é vendida no mundo todo e conhecida mundialmente”, ressaltou Chico Fragoso, sócio da Aloha Náutica, durante o Salvador Boat Show 2024.


                                              Conheça mais das embarcações Aloha Náutica no Rio Boat Show 2025

                                              Veleiro Beneteau Oceanis 46.1

                                              Com 14,60 metros de comprimento e boca de 4,50 metros, o Beneteau Oceanis 46.1 possui casco quinado, com desenho sofisticado. Além disso, abrange diversas formas de personalização e também proporciona conforto nos ambientes internos. Tem ainda mastro enrolador e genoa autocambante.

                                              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                              Sua arquitetura, desenhada por Finot-Conq, permite o uso total do cockpit. Internamente, os ambientes foram projetados pela Nauta Design, com textura de carvalho claro escovado. O valeiro já foi testado por NÁUTICA, assista:

                                               

                                               

                                              Catamarã Excess 14

                                              Com duas rodas de leme, o Excess 14 é um multicasco de arquitetura inovadora, com grande apelo junto aos velejadores. Durante o Rio Boat Show 2024, Chico Fragoso destacou que “é um catamarã que traz maior prazer para velejar”.

                                              Foto: Excess / Divulgação

                                              As duas rodas de leme possibilitam melhor visibilidade. Quando velejando, você sente o vento no leme, além do interior com acabamento de luxo e muito conforto– ressaltou à época

                                              Ainda de acordo com o diretor, o catamarã pode ter três ou quatro suítes, e é “mais veloz que os catamarãs comuns. Seu salão é espaçoso e muito iluminado, além de ter cabines confortáveis.”

                                              Rio Boat Show 2025

                                              Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

                                              Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                              Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

                                               

                                              Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

                                              Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                              Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

                                               

                                              Anote aí!
                                              RIO BOAT SHOW 2025

                                              Quando: De 26 de abril a 4 de maio
                                              Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
                                              Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
                                              Mais informações: site oficial do Rio Boat Show

                                              Ingressos: site oficial de vendas

                                               

                                              Náutica Responde

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                                                Desde criança, nos acostumamos a desenhar o planeta Terra como um enorme globo azul e seus continentes. Mas como nem tudo que conhecemos hoje sempre foi assim, pesquisadores da Universidade de Nagoya, no Japão, concluíram que há bilhões de anos os oceanos, na verdade, eram verdes!

                                                Por mais utópico que um planeta esverdeado possa parecer, essa já foi a realidade da Terra, muito antes dos seres humanos pisarem por aqui. Antes de explicar como os estudiosos chegaram a essa conclusão, porém, é importante sabermos o motivo do nosso lar, atualmente, ter esse tom azul.

                                                Foto: NASA no The Commons @ Flickr Commons/ Wikimedia Commons/ Reprodução

                                                A coloração atual se deve a dois fatores. O primeiro deles é a água, que cobre 70% da superfície absorvendo a luz vermelha e refletindo a azul. O segundo fator envolve a atmosfera, que contém gases e partículas que dispersam a luz solar, com as azuis sendo mais dispersadas do que as outras cores.

                                                 

                                                Ou seja, a disseminação da luz do Sol na atmosfera somada à vastidão dos oceanos são os principais responsáveis pela cor azul da Terra vista do espaço. Sabendo disso, fica ainda mais intrigante o fato de todo esse globo, um dia, já ter tido outra cor.

                                                O mundo há bilhões de anos

                                                Na história, grande parte dos seres precisaram evoluir para se adaptar às mudanças do planeta. Atualmente, os organismos vegetais utilizam a clorofila (pigmento que absorve as luzes azul e vermelha e reflete a verde) para realizar a fotossíntese.

                                                Foto: ESA/ Wikimedia Commons/ Creative Commons

                                                Entretanto, antes da clorofila, as cianobactérias evoluíram para utilizarem um pigmento adicional chamado ficobilina, responsável por absorver as luzes vermelha e verde — o que não é eficiente nas condições climáticas atuais.

                                                 

                                                Logo, pintou a dúvida nos cientistas: se hoje essa habilidade não ajuda muito, em algum momento deve ter ajudado, certo? A partir daí, a ideia dos oceanos nem sempre terem a mesma cor ficou mais real. Afinal, como as cianobactérias evoluíram para usar este pigmento?

                                                 

                                                Pensando nisso, o novo estudo, liderado por Taro Matsuo, astrofísico da Universidade de Nagoya, no Japão, sugeriu que essa característica particular das cianobactérias fazia sentido há 3 bilhões de anos, quando os oceanos, de fato, tinham uma cor diferente do azul.

                                                Como os oceanos ficaram verdes?

                                                Há cerca de 3,85 bilhões de anos, no período Arqueano, a atmosfera do planeta era dominada por vapor d’água e dióxido de carbono. Essa mistura criava um ambiente ácido, que acelerava o intemperismo e a erosão das terras ainda áridas.

                                                Floração de cianobactérias nas águas. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                                Logo, essa combinação de elementos fazia com que grandes quantidades de ferro fossem transportadas para os oceanos que, dependendo da carga iônica, sofria variações de cor — indo do marrom ao cinza e ao verde.

                                                No estudo, os pesquisadores simularam as condições da Terra primitiva nessas determinadas condições e, com isso, analisaram como o ambiente da época afetava a cor dos oceanos. Segundo a simulação, o ferro com carga tripla, provavelmente, era o mais abundante nas águas, que resultava nos oceanos verdes.

                                                 

                                                Neste cenário, a evolução dos pigmentos fazia sentido. Afinal, as cianobactérias conseguem absorver a luz verde, assim, podiam captar a energia luminosa que não era absorvida pela água esverdeada — e, então, prosperavam mesmo em meio ao ambiente ácido.

                                                Como os oceanos saíram do verde para o azul?

                                                Segundo o estudo, as águas esverdeadas existiram há 3 bilhões de anos e perduraram por aproximadamente outros 2,5 bilhões. Durante esse período, as cianobactérias utilizaram a energia solar para dividir moléculas de água em hidrogênio e oxigênio.

                                                Ilustração da Terra com oceanos verdes e do planeta atualmente. Foto: Ming Tang/UMD

                                                Muito tempo depois, entre 2,4 bilhões e 400 milhões de anos atrás, o oxigênio livre começou a se acumular na atmosfera. Assim, esse elemento passou a reagir com o ferro dissolvido, formando depósitos de ferro sedimentar.

                                                 

                                                Porém, por ser insolúvel, este ferro foi sendo constantemente removido dos oceanos, indo parar no fundo do mar. Logo, a coloração do planeta foi se alterando gradualmente, até ficar azul como hoje, o que favoreceu o crescimento de algas que usam clorofila e à evolução das plantas verdes.

                                                Floração de cianobactérias nas águas. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                                A descoberta dos oceanos verdes e como a cor da luz dos oceanos influenciou na transformação do mundo ajuda a entender como a vida na Terra se desenvolveu e, além disso, como a coloração de um planeta pode indicar a presença de vida.

                                                 

                                                Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                 

                                                Náutica Responde

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                                                  11/03/2025

                                                  Após algumas postergações, a Marinha do Brasil voltou atrás da alteração na Normam 211 que previa a obrigatoriedade da compatibilidade da Carteira de Habilitação do Amador (CHA) com a classificação da embarcação. A decisão foi publicada nesta terça-feira (11).

                                                  Até então, a discussão era de que o condutor da embarcação precisaria apresentar uma habilitação compatível com a classificação do seu barco, independentemente de onde estivesse navegando (águas interiores, costeiras ou em navegação oceânica).

                                                  Foto: vanenunes / Envato

                                                  Com a revisão da norma, as coisas “voltam a ser como eram antes”. Ou seja: o condutor do barco deve estar munido de documentação compatível com a área em que está navegando, e não do seu barco.

                                                   

                                                  Vale destacar que, desde junho de 2024, os equipamentos de salvatagem da embarcação precisam estar de acordo com a classificação do barco. Assim, mesmo que o proprietário de uma embarcação oceânica navegue na costeira ou no interior, por exemplo, ele precisará ter a bordo a salvatagem compatível com a classificação do seu barco. Esses detalhes podem ser conferidos na Normam 211.


                                                  Normam 211: qual documento vale para cada área de navegação?

                                                  Para que não restem dúvidas quanto à documentação necessária para navegar, confira a seguir qual documento vale para cada área de navegação:

                                                  Arrais amador

                                                  Poderá conduzir embarcações em áreas de navegação interior;

                                                  Mestre amador

                                                  Poderá conduzir embarcações em áreas de navegação costeira;

                                                  Capitão amador

                                                  Poderá conduzir embarcações em áreas de navegação oceânica;

                                                  Motonauta

                                                  O motonauta está habilitado para pilotar única e exclusivamente motos aquáticas em áreas de navegação interior.

                                                   

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                                                    Que as praias de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, têm um “brilho” especial, não é segredo — na última sexta-feira (7), inclusive, o mar da região brilhou no escuro. A cena, claro, não é comum, e trata-se de um fenômeno raro, conhecido por bioluminescência.

                                                    O espetáculo azul encantou moradores e turistas que passavam pela Praia de Itamambuca. Um deles, o influenciador digital Leonardo da Costa Dantas, fez questão de registrar o momento. Confira:

                                                     


                                                    Ao G1, Leonardo comentou que a bioluminescência, às vezes, também “aparece na Praia Vermelha do Centro ou na Ilha Anchieta”, mas não de forma tão abundante.


                                                    O que é a bioluminescência registrada em Ubatuba

                                                    A bioluminescência, que deu o tom de azul fluorescente ao mar de Itamambuca, é gerada por bilhões de algas unicelulares chamadas cientificamente de Noctiluca scintillans, que brilham devido a uma reação química, conforme explicou o biólogo José Ataliba, também ao G1.

                                                    Foto: Instagram @vidacaicara.uba / Reprodução

                                                    Segundo ele, “isso ocorre principalmente no verão, porque o aumento da temperatura da água e a maior concentração de nutrientes — às vezes trazidos pela chuva — estimulam a proliferação dessas algas”.

                                                    O brilho acontece quando um pigmento chamado luciferina, presente nesses organismos [e também em vaga-lumes e alguns peixes], entra em contato com o oxigênio– conta

                                                    A bioluminescência não necessariamente significa que as águas estão poluídas. Isso porque, apesar de ser possível que o fenômeno esteja relacionado à presença de nitrogênio na água — que pode vir de esgotos e dejetos de animais –, muitas vezes ela acontece também em águas extremamente limpas, conforme conta o oceanógrafo Hugo Gallo.

                                                     

                                                    Vale destacar, porém, que a Praia de Itamambuca está parcialmente imprópria para banho, segundo o último boletim da Cetesb, divulgado na última terça-feira (4). O documento é válido até o dia 13 de março.

                                                     

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                                                      Novidade descrita como "enxame" de peixes-robôs auxiliará cientistas no monitoramento dos ecossistemas marinhos

                                                      O “futuro da vigilância submarina” chegou! Pelo menos assim são descritos os novos “enxames” de drones AUVs (sigla para Veículo Autônomo Subaquático), que prometem revolucionar a maneira como os cientistas observam os recifes artificiais construídos e projetados em impressão 3D. A novidade foi apresentada numa demonstração ao vivo na Marina de Ayia Napa, no Chipre.

                                                      Os equipamentos serão equipados com sensores e câmeras de alta definição, que darão aos cientistas do Instituto Marinho e Marítimo de Chipre (CMMI) uma imagem clara da eficácia dos recifes artificiais. A tecnologia também auxiliará as autoridades na restauração e proteção de áreas marinhas protegidas.

                                                      Foto: CMMI/ Divulgação

                                                      Para isso, estes pequeninos AUVs terão estações de acoplamento nos recifes artificiais, capazes de recarregar e transmitir continuamente os dados recolhidos do ecossistema aos pesquisadores. O aparelho também deve proteger os recifes, já que emitirão alertas a partir de qualquer perturbação em águas protegidas da pesca ilegal e barcos invasores.

                                                      Um mergulho no futuro

                                                      Os “enxames” em forma de drone da Arkeocean são capazes de transportar até 5kg de sensores e outros equipamentos, além de operararem a uma profundidade de 300 metros — embora as novas versões tenham capacidade para até 3 mil metros.

                                                      Foto: CMMI/ Divulgação

                                                      Os equipamentos recebem comandos através de uma antena acústica acoplada, sendo possível identificar a sua localização. Esses AUVs têm a capacidade de utilizar as correntes submarinas para se deslocarem — melhor para a bateria do aparelho –, e ainda operam de qualquer parte do mundo com a antena satélite Iridium.

                                                       

                                                      De acordo com Tamara Brizard, presidente da Arkeocean, os propulsores alimentados por bateria tornam os drones que protegerão os recifes artificiais “quase indetectáveis”. Tal habilidade os tornaria extremamente úteis para fins de defesa, como a vigilância em águas restritas.

                                                      Foto: CMMI/ Divulgação

                                                      O nosso objetivo é criar um sistema em que seis dos nossos mini-drones possam fazer o mesmo trabalho pelo preço de um drone convencional– explica Tamara Brizard

                                                      Os novos “brinquedos” carregam a vantagem de ter um desconto significativo em comparação aos submersíveis amarrados, segundo Brizard, e podem permanecer debaixo d’água até um mês. Os equipamentos podem ser utilizados também para detectar a atividade sísmica para a exploração de gás e petróleo, além de encontrar áreas adequadas para a construção de parques eólicos e solares, conforme conta Brizard.

                                                      Tudo tem um propósito

                                                      Os “drones” subaquáticos são, na verdade, o primeiro passo para uma solução totalmente autônoma, chamada EONIOS. O projeto busca proteger e monitorar os ecossistemas marinhos. Para isso, a iniciativa multinacional conta com equipamentos tecnológicos e representa um grande avanço no uso da tecnologia para a conservação dos oceanos.

                                                      Foto: Arkeocean/ Divulgação

                                                      Futuramente, o projeto deverá ser comercializado para outros países que, segundo Zakarias Siokouros, CEO da CMMI (uma das parceiras do projeto), queiram aumentar as suas populações de peixes utilizando recifes artificiais.

                                                      Foto: CMMI/ Divulgação

                                                      Entre os planos dos cientistas está colocar esse recifes nas águas ao largo da cidade costeira de Limassol, no sul do Chipre. Para a luz solar chegar ao fundo do mar — para a captação de imagens claras — , a tecnologia seria instalada a 20 metros de profundidade.

                                                      Os recifes atraem tudo, desde vegetação a peixes grandes e, nas águas ao largo do Chipre, onde não há comida suficiente para os peixes, o nosso objetivo é criar o ambiente adequado para levar esses peixes para lá– Zakarias Siokouros

                                                      Além da CMMI, o programa ENIOS tem parceria com a companhia cipriota de tecnologia SignalGeneriX; a consultoria francesa Lanego e a fabricante dos drones Arkeocean.

                                                       

                                                      Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                       

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                                                        10/03/2025

                                                        Alien, vilão da animação Megamente, Voldemort de Harry Potter… são muitos os apelidos dados a mais uma das criaturas bizarras encontradas pelo pescador e fotógrafo russo Roman Fedortsov.

                                                        Ele, que fez fama nas redes como um “caçador” de bichos estranhos do fundo do mar, adicionou mais um animal ao seu portfólio: um Aptocyclus ventricosus. Também conhecida como peixe-lapa liso, a espécie vive a cerca de 1,7 mil metros de profundidade no oceano Pacífico norte.

                                                         


                                                        Embora as águas profundas sejam seu lar habitual, o peixe ocasionalmente aparece mais próximo da superfície, a até 5 metros. Esse, inclusive, parece ter sido o caso do animal encontrado por Fedortsov. Conforme explicou ao jornal britânico Daily Mail, o “peixe alien” estaria inchado por ter sido encontrado próximo à superfície — o que justifica, em partes, sua aparência de assustar.

                                                        O modo de vida do “peixe-alien”

                                                        Documentado pela primeira vez em 1769, o peixe-lapa liso costuma viver na bacia das Aleutas do Norte, na costa norte da península do Alasca, entre Estados Unidos, Rússia e Japão.

                                                        Foto: Facebook Kant Kárlov / Reprodução

                                                        O peixe-alien tem no cardápio animais gelatinosos, como águas-vivas e geleias-de-pente, como informa a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA). Ele, por sua vez, é presa de algumas espécies de peixes, mamíferos marinhos e pássaros.


                                                        A espécie se reproduz perto de rochas, onde deposita seus ovos próximo à superfície. No passado, acreditava-se que todas as fêmeas morriam após a reprodução, mas hoje se sabe que algumas sobrevivem, enquanto muitos machos morrem protegendo os ninhos.

                                                         

                                                        Os peixes adultos medem entre 25 cm e 44 cm, pesando até 4,2 kg. Já os mais jovens têm cerca de 5 cm e 50 g. Apesar de não ter espinha dorsal ou anal, trata-se de um vertebrado com nadadeiras raiadas embutidas na pele lisa e sem escamas.

                                                         

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                                                          O maior iate do mundo tem uma missão: a busca por “um oceano saudável”. Para viabilizar a iniciativa, porém, a embarcação de 194,9 metros, batizada de REV Ocean, passará 25% de seu tempo em fretamento — e tem chamado atenção pelas comodidades que oferece nessa modalidade.

                                                          Com lançamento previsto para 2027, o megaiate destinará 75% de suas viagens à pesquisa científica, com até 34 cientistas atuando em projetos. Nos 25% restantes, a embarcação entrará no “modo expedição”, com fretamento disponibilizado pela britânica Burgess.

                                                          Foto: REV Ocean / Divulgação

                                                          Nessa modalidade, os hóspedes poderão participar de projetos científicos com recursos de ponta. Entre os atrativos estão um submersível de acrílico para mergulhos profundos, um veículo operado remotamente com capacidade para 6 mil metros, dois helipontos e um centro de mergulho totalmente equipado, para os mais diversos locais e condições.

                                                          Foto: REV Ocean / Divulgação

                                                          Tratando-se de uma embarcação de luxo, claro que comodidades mais “comuns” também não ficariam de fora. Os hóspedes ficarão acomodados em 18 cabines espaçosas, e terão acesso a jacuzzis com fundo de vidro, auditório exclusivo para apresentações imersivas, ambientes relaxantes e vistas de tirar o fôlego.

                                                          Ao integrar a pesquisa com expedições, ele define um novo padrão de como o iatismo pode transformar a experiência do hóspede– Ben Harwood, diretor de vendas e fretamento da Burgess

                                                          Foto: REV Ocean / Divulgação
                                                          Foto: REV Ocean / Divulgação

                                                          O projeto REV Ocean começou sua jornada de construção pelo estaleiro norueguês Vard há mais de oito anos. Proprietário e empresário, o também norueguês Kjell Inge Røkke explicou que o barco “será uma plataforma para reunir conhecimento”, e que “pesquisadores, grupos ambientais e outras instituições” são bem-vindos a bordo para adquirir novas habilidades.

                                                          Foto: REV Ocean / Divulgação
                                                          Foto: REV Ocean / Divulgação

                                                          Para isso, a embarcação detém equipamentos avançados de oceanografia, que permitem explorar áreas marinhas, correntes, o fundo do mar, peixes, animais e a vida vegetal. Há ainda espaço para um hangar de submarinos, um sistema HiPAP para rastrear equipamentos submersos e um laboratório científico adicional.


                                                          Uma instalação de impressão 3D e uma oficina de metal a bordo prometem que a equipe seja relativamente autossuficiente, criando peças de reposição durante as missões.

                                                           

                                                          Tamanha tecnologia não deve passar batida aos olhos do mundo, assim, o REV Ocean também está equipado com uma sala para conduzir podcasts e transmissões ao vivo — com a equipe já em contato com documentaristas de Netflix e Disney.

                                                          Se houver alguém que você acha super empolgante, pode ter certeza de que essa pessoa será convidada a embarcar– Nina Jensen, CEO da REV Ocean

                                                          Foto: REV Ocean / Divulgação

                                                          Pensado para criar soluções para o oceano, o maior iate do mundo também faz sua parte, e foi projetado para ser o mais eficiente possível em termos de combustível, com um sistema de leme de recuperação de energia, motores de velocidade média, propulsão diesel-elétrica e um sistema de limpeza de exaustão.

                                                          Foto: REV Ocean / Divulgação

                                                          Programado para ser entregue em 2027, a embarcação partiu no da Noruega no começo de março e atracou na Holanda no último dia 8, na cidade de Vlissingen. Neste destino, o REV Ocean passará de 15 a 18 meses sendo equipado no estaleiro Damen Shiprepair Vlissingen.

                                                           

                                                          Para a viagem inaugural do REV Ocean, em 2027, os planos incluem uma viagem ao Ártico pela costa norueguesa, depois a viagem seguirá para o Oceano Antártico, na costa dos Estados Unidos e da América do Sul.

                                                           

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                                                            Era ainda 1986 quando o A23a, maior iceberg do mundo, se desprendeu da Antártica. Desde então, a plataforma de gelo com cerca de duas vezes o tamanho da cidade de São Paulo tem protagonizado momentos marcantes na natureza. No mais recente deles, o iceberg encalhou após quase colidir com uma ilha da Geórgia do Sul.

                                                            No início de fevereiro, a movimentação do A23a preocupava cientistas e pesquisadores por colocar em risco a fauna de uma remota ilha da Geórgia do Sul, pertencente ao Reino Unido. Isso porque, caso o iceberg atingisse o local, colocaria seriamente em risco a vida de milhões de animais, como pinguins e focas que por lá vivem.

                                                            Foto: British Antarctic Survey / Divulgação

                                                            Contrariando algumas estatísticas, o enorme bloco de gelo acabou, na verdade, encalhando a cerca de 73 quilômetros da ilha no dia 1º de março, conforme apontou um comunicado do British Antarctic Survey (BAS).

                                                            O que isso significa para a vida da ilha da Geórgia do Sul?

                                                            Até então, a chegada do iceberg poderia barrar as águas ao redor da ilha, essenciais para alimentação e reprodução dos animais. Com o encalhe, porém, o cenário é outro. Segundo Andrew Meijers, oceanógrafo do BAS, se o iceberg permanecer encalhado não é esperado que ele “afete significativamente a vida selvagem local”.

                                                            Nutrientes levantados pelo encalhe e pelo derretimento do iceberg podem aumentar a disponibilidade de alimentos para todo o ecossistema regional– explicou Meijers

                                                            Por outro lado, pescadores locais temem ser obrigados a enfrentar grandes pedaços de gelo. O ecologista Mark Belchier, que assessora o governo da Geórgia do Sul, endossou a tese, reforçando que, caso o iceberg se fragmente, vai “representar uma ameaça para as embarcações”.


                                                            O passado do iceberg que se recusa a morrer

                                                            O maior iceberg do mundo se desprendeu da Antártica em 1986 e quase que imediatamente ficou preso no fundo do Mar de Weddel, tornando-se uma ilha de gelo estática por 30 anos.

                                                            Foto: MODIS / Divulgação

                                                            O cenário mudou em 2020, quando o bloco seguiu na direção de oceanos mais quentes — onde a comunidade científica acreditava que ele iria, finalmente, derreter. O percurso, no entanto, foi interrompido. Em agosto de 2024, o A23a caiu em uma espécie de armadilha no meio do mar, onde ficou girando em círculos por meses, até se libertar, em dezembro.

                                                             

                                                            Isso porque as águas mais quentes ao norte da Antártica estão derretendo e enfraquecendo suas margens, que chegam aos 400 metros de altura. As últimas imagens de satélite do maior iceberg do mundo mostram ainda que ele está diminuindo lentamente: agora tem cerca de 3.234 km², sendo que já abrangeu uma área de 3.900 km².

                                                             

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