Festival de Vela de Cabo Frio: evento inédito acontece em agosto com inscrições gratuitas

Encontro reunirá diversas classes da modalidade de 8 a 10 de agosto na Praia das Palmeiras, com direito a programação cultural

31/07/2025

As águas da Praia das Palmeiras, em Cabo Frio (RJ), já se preparam para um encontro inédito: de 8 a 10 de agosto, o local será o palco do 1º Festival de Vela de Cabo Frio. Com inscrições gratuitas, o evento vai reunir diversas classes da modalidade em um espetáculo que promete unir esporte, turismo, cultura e inclusão social em um dos cenários mais encantadores da Região dos Lagos.

Organizado pela Prefeitura Municipal de Cabo Frio, em parceria com o Conselho Municipal de Turismo e a Confederação Brasileira de Vela (CBVela), além do apoio da Federação de Vela do Estado do Rio de Janeiro (FEVERJ) e AVELA, o festival foi pensado para movimentar o turismo local em agosto, de forma a gerar um novo fluxo de visitantes na cidade.

Foto: Gabriel Heusi / CBVela / Divulgação

Para isso, o evento promete a presença de atletas renomados, velejadores amadores, jovens promessas e representantes de projetos sociais de vela de diferentes cidades — incluindo sete iniciativas voltadas à formação de novos talentos no esporte.

Trata-se de uma ação concreta que une esporte, educação, turismo e cidadania em um dos cenários mais encantadores do Brasil– Daniel Azevedo, presidente da Confederação Brasileira de Vela (CBVela)

Velejadores das classes Snipe, ILCA, Dingue, Optimist, Rádio Controle “M”, Bico de Proa, Windsurf, Hobie Cat 14, Hobie Cat 16 e Tiki 21 já podem se inscrever de forma gratuita através do formulário oficial.


1º Festival de Vela de Cabo Frio terá programação completa

A 1ª edição do encontro vai muito além das regatas nas águas da apaixonante Praia das Palmeiras. O festival aposta em uma programação completa tanto para quem já está imerso no mundo da vela quanto para quem ainda esboça as primeiras milhas no mar.

Palestras técnicas e culturais

Segundo a organização do evento, todos os dias, durante as manhãs, haverá palestras técnicas e culturais para atletas e treinadores, conduzidas por profissionais da CBVela. O objetivo é fortalecer a base do esporte, promover capacitação e aproximar o público da modalidade.

Aulas de vela gratuitas

Outro destaque são as aulas de vela gratuitas, que acontecerão na sexta, sábado e domingo, das 10h às 16h, com barcos disponíveis e instrutores capacitados — grande oportunidade para moradores e turistas se aventurarem nas águas da laguna e conhecerem de perto a prática esportiva.

Feira cultural

O festival ainda contará com uma feira cultural reunindo artesãos locais, música ao vivo, gastronomia e exposições. A ideia é criar uma atmosfera vibrante, que celebre não apenas o esporte, mas também a identidade cultural de Cabo Frio.

É um convite democrático para que moradores e visitantes descubram o encanto de velejar, ampliando o acesso à vela e a cultura do mar– Anderson Wilnes, Diretor da Vela Social da CBVela

Inscrições

O 1º Festival de Vela de Cabo Frio tem participação gratuita. Velejadores que se interessarem em participar das regatas podem se inscrever, também de graça, através do formulário oficial até 8 de agosto, durante o primeiro dia do evento.

 

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    Ver o mar de São Paulo? Bairro ao extremo sul da cidade guarda vista privilegiada

    Bairro Engenheiro Marsilac fica na Zona Sul da capital paulista e permite avistar o oceano — se o céu limpo contribuir

    Por: Nicole Leslie -

    Na cidade de concreto seria, no mínimo, incomum pensar em olhar para o oceano. Mas, isso é possível no bairro mais ao sul de São Paulo — pelo menos se o céu limpo também contribuir. Estamos falando do bairro Engenheiro Marsilac, que fica no distrito de Marsilac, no extremo sul da metrópole.

    Uma das poucas áreas da cidade onde o verde ainda predomina, Engenheiro Marsilac fica mais próximo do litoral do que o próprio Centro de São Paulo. No mapa, em linha reta, apenas 15 km separam o bairro do oceano Atlântico — contra 53 km de distância até o Marco Zero, na Sé.

    Orla paulista vista de Engenheiro Marsilac, em São Paulo. Foto: Google Maps / Luiz Gelatti / Reprodução

    O nome do bairro homenageia o engenheiro José Alfredo Montes de Marsillac, que desenvolveu diversas técnicas para a construção de estradas e túneis. O local, inclusive, só é acessado por rodovia e, de lá, é possível visitar gratuitamente o Parque Estadual da Serra do Mar — de onde é possível avistar o litoral.


    A chance rara de ver o oceano a partir da capital se dá pela altitude e pela localização geográfica: Marsilac está em um dos pontos mais elevados da Serra do Mar, e o relevo permite visões panorâmicas surpreendentes. Em dias claros, é possível enxergar trechos da Baixada Santista, como praias de Itanhaém e Peruíbe.

    Mar visto a partir do bairro Engenheiro Marsilac, em São Paulo. Foto: Parque Estadual Serra do Mar / Reprodução

    Mesmo sendo parte da maior metrópole do país, o bairro vive quase isolado da urbanização. Suas paisagens são dominadas por mata atlântica preservada, sítios, rios e cachoeiras. Boa parte da população vive em áreas rurais — um contraste gritante com o restante da cidade.

    Oceano pode ser visto em meio à mata em Engenheiro Marsilac, em São Paulo. Foto: Google Maps / Renato Eloi / Reprodução

    Com baixa densidade populacional, Marsilac é também um dos distritos com menor infraestrutura urbana de São Paulo. Por um lado, isso favorece a preservação ambiental: a região integra a Área de Proteção Ambiental Capivari-Monos, importante reserva ecológica da cidade.

     

    Para quem deseja experimentar a São Paulo menos conhecida, trilhas guiadas, esportes radicais e visitas ao Parque Estadual são boas opções. É possível chegar à região de carro, pela rodovia, ou pelo trem da CPTM (linha 9-Esmeralda até a estação Grajaú, depois com o ônibus 6L01-10). Embora o mar não esteja ao alcance dos pés, está, sim, ao alcance dos olhos — basta saber onde olhar.

     

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      As águas ricas em nutrientes do Mar Báltico protagonizaram um fenômeno que as deixou em tons de verde-brilhante — com o toque de traços que lembram os de Van Gogh. A pintura da natureza foi resultado de populações de fitoplâncton, que se desenvolvem em peso especialmente nos verões do Hemisfério Norte.

      O espetáculo pôde ser visto de camarote da órbita da Terra pelas lentes do instrumento Operational Land Imager (OLI-2), a bordo do satélite Landsat 9, enquanto sobrevoava o mar ao sul da ilha sueca de Gotland e a sudeste da capital Estocolmo, no último dia 20.

      Foto: Earth Observatory / NASA / Divulgação

      O equipamento emoldurou a cena natural que acontece quando esses minúsculos organismos, semelhantes às plantas, se acumulam. As manchas em variados tons de verde ganharam o “toque de Van Gogh”, com redemoinhos que lembraram as pinceladas rápidas e intensas do artista, vistas em obras como ‘Noite Estrelada’. Nesse caso, no lugar do pincel foram o vento, as embarcações e as correntes que marcaram as águas.

      O papel do fitoplâncton, responsável pelo fenômeno

      O fitoplâncton é um conjunto de organismos microscópicos (como algas unicelulares) que vive suspenso na água — em oceanos, rios ou lagos. Ele é parecido com as plantas porque faz fotossíntese, logo, usa a luz do sol para produzir energia. Nesse processo, o fitoplâncton absorve gás carbônico (CO₂) da atmosfera, ajudando a reduzir o efeito estufa e a aquecer menos o planeta.

       

      Um de seus papéis mais fundamentais está na produção de oxigênio, uma vez que é responsável por cerca de metade do O₂ existente na atmosfera. Além disso, o fitoplâncton também serve de alimento para animais aquáticos como o zooplâncton, que alimentam peixes, que por sua vez alimentam animais maiores.

      Foto: Earth Observatory / NASA / Divulgação

      O fitoplâncton ainda participa dos ciclos naturais de elementos como carbono, nitrogênio e fósforo, essenciais para a vida no planeta.

       

      No caso das imagens de satélite, não é possível identificar com precisão o tipo de fitoplâncton em proliferação. No entanto, especialistas do Instituto Meteorológico e Hidrológico Sueco (SMHI) confirmaram a presença de cianobactérias nas águas superficiais do Mar Báltico.

       

      Essas bactérias fotossintetizantes costumam aparecer entre o fim de junho e meados de julho, especialmente em águas quentes, estratificadas e ricas em fósforo. Sedimentos e pólen podem ter intensificado a coloração amarela-esverdeada observada.


      As cianobactérias desempenham papel importante no ciclo do nitrogênio e na cadeia alimentar marinha, mas também estão associadas à redução de oxigênio nas camadas mais profundas, já que sua decomposição consome o gás. O fitoplâncton também pode ser nocivo. Em algumas condições — como no excesso de nutrientes na água (geralmente por poluição) e altas temperaturas — ele pode se multiplicar rapidamente, formando florescimentos algais.

       

      Alguns desses organismos produzem toxinas que prejudicam peixes, mamíferos marinhos e até humanos. Essas florações ainda podem causar a morte de peixes por diminuir o oxigênio na água.

       

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        Espírito de explorador e alma de resort: conheça o 40MXP, novo iate da Numarine

        Modelo Mediterranean Explorer combina alto volume, baixa manutenção e longo alcance

        Por: Nicole Leslie -

        Reconhecida por seus iates exploradores robustos e sofisticados, a construtora turca Numarine apresentou, em julho, seu mais novo modelo: o 40MXP. A embarcação chega como uma evolução do já popular 37XP, trazendo melhorias de design e dimensões ampliadas — com a promessa de unir espírito aventureiro e conforto digno de resort.

        O 40MXP mantém nosso espírito de alto volume, baixa manutenção e longo alcance, ao mesmo tempo em que oferece uma série de novos recursos de design– afirmou Ömer Malaz, presidente da Numarine

        Foto: Numarine / Reprodução

        Com alcance de até 6 mil milhas náuticas a uma velocidade de cruzeiro de 8 nós, o modelo — com tonelagem bruta de aproximadamente 365 GT — já despertou o interesse de compradores e movimenta o mercado. O estaleiro, inclusive, afirma que duas unidades da nova embarcação estão em produção.

        Foto: Numarine / Reprodução

        A sigla MXP vem do termo “Mediterranean Explorer”, ou “Explorador Mediterrâneo”, que reforça a proposta de um iate explorador pensado para navegar por destinos como o Mar Mediterrâneo, sem abrir mão de um estilo sofisticado e ambientes inspirados em resorts e beach clubs.

        Primeira embarcação do novo modelo 40MXP recebeu nome “Miouch”. Foto: Numarine / Reprodução

        Por dentro do explorador mediterrâneo

        Com 39,42 metros de comprimento (129 pés), o 40MXP preserva elementos que consagraram o 37XP, como o flybridge expansivo e o convés principal superior generoso e convidativo.

        Foto: Numarine / Reprodução

        A arquitetura naval foi desenhada por Umberto Tagliavini, com design internos e externos de Can Yalman. Este último inclui áreas personalizáveis aos gostos do proprietário.

        Foto: Numarine / Reprodução
        Foto: Numarine / Reprodução

        A garagem espaçosa acomoda um bote de até 9 metros, três jets de tamanho padrão e ainda sobra espaço para outros brinquedos aquáticos. A bordo, o 40MXP acomoda até 12 hóspedes em seis suítes — incluindo uma suíte máster no convés principal, com largura total da boca (8 metros) e closet privativo.

        Suíte máster do Numarine 40MXP. Foto: Numarine / Reprodução
        Cozinha do iate vem totalmente equipada e ocupa local discreto na embarcação. Foto: Numarine / Reprodução

        A tripulação pode ser composta por até nove profissionais, com alojamentos próprios a bordo para garantir conforto e operação eficiente.


        Entre os destaques estão duas piscinas em níveis diferentes, sala de estar fechada e lounges com sofás, mesas e balcões, além de uma cozinha totalmente equipada, planejada de forma discreta para não interferir na circulação a bordo.

        Iate conta com piscinas em deques de diferentes níveis. Foto: Numarine / Reprodução
        Salas têm espaço para refeição e descanso. Foto: Numarine / Reprodução
        Lounges têm sofás, mesas e balcões. Foto: Numarine / Reprodução

        A motorização padrão inclui dois motores MAN de 800 hp, com opção de upgrade para dois motores MAN de 900 hp compatíveis com o Nível III. Assista a embarcação na água:

         

         

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          Iate vintage por R$ 22,3 milhões: Black Pepper, um clássico de meio século

          Embarcação do extinto estaleiro italiano Cantieri di Lavagna passou por reformas e está disponível por 3,5 milhões de euros

          30/07/2025

          O setor de embarcações apresenta modelos cada vez mais modernos e futuristas. Apesar disso, os barcos ao melhor estilo vintage seguem tendo o seu valor — e um bom exemplo disso é o clássico iate Black Pepper, que está disponível no mercado.

          Construído em 1975, o barco ainda faz brilhar os olhos dos grandes amantes da náutica e está à venda por 3,5 milhões de euros — cerca de R$ 22,3 milhões (valores convertidos em julho/2025).

           

          O valor histórico do Black Pepper começa já em sua origem. O barco nasceu há 50 anos, no extinto estaleiro italiano Cantieri di Lavagna. A construtora, lançada em 1950 na cidade de Lavagna, na Ligúria (Itália), começou sua produção com barcos de madeira. Mais tarde, em 1966, o estaleiro lançou a marca Admiral, que logo se tornaria sinônimo de iates de luxo de alto desempenho.

          Foto: Northrop & Johnson / Divulgação

          Não à toa, toda a tradição italiana está impressa em cada detalhe do Black Pepper, que, mesmo construído há meio século, carrega uma elegância atemporal que resistiu ao teste do tempo.

          Um pedaço da história

          De cara, esse iate de 24,3 metros chama atenção pelo equilíbrio entre robustez e classe. Isso porque, embora tenha quase todo seu espaço preenchido, o barco traz a delicadeza de linhas graciosas, um casco arredondado e popa ao estilo “canoa”.

          Foto: Northrop & Johnson / Divulgação

          Seus tons neutros claros — resultado de uma reforma, ocorrida entre 2022 e 2024 — conversam perfeitamente entre si. Sobressaem as cores branco, bege e marrom — esta última, especialmente presente em artigos de madeira, como móveis e revestimentos.

          Foto: Northrop & Johnson / Divulgação

          Enquanto iates modernos abusam dos deques para fornecer cada vez mais áreas de lazer, o Black Pepper aposta na versatilidade. Seus 5,27 metros de boca garantem amplo espaço no convés.

           

          O deque de popa dispõe de lounge e área de jantar à sombra, enquanto os laterais permitem a circulação. Já no superior, com toldo, os hóspedes encontram uma área para banho de sol e bar com churrasqueira.

          Foto: Northrop & Johnson / Divulgação
          Foto: Northrop & Johnson / Divulgação

          O interior, por sua vez, é aconchegante e convidativo. O salão principal leva em seu comprimento um sofá de cor neutra, algumas cadeiras de madeira e um sistema de entretenimento completo. A cozinha, abaixo do convés, foi bastante contemplada pela reforma, e hoje dispõe de equipamentos totalmente novos para ser funcional e moderna.

          Foto: Northrop & Johnson / Divulgação
          Foto: Northrop & Johnson / Divulgação

          Já a cabine do proprietário, na proa do barco, oferece amplas vistas externas. O iate, aliás, tem quatro cabines, para um total de oito hóspedes a bordo — duas delas com cama de casal.

          Foto: Northrop & Johnson / Divulgação

          Tradição e modernidade

          Embora um clássico inegável, o Black Pepper passou por uma reforma entre 2022 e 2024. Nesse período, o iate recebeu atualizações, principalmente em aspectos técnicos, para mais confiabilidade e conforto.

          Foto: Northrop & Johnson / Divulgação

          As melhorias incluíram novas chapas e armações do casco, tanques, fiação, encanamentos totalmente novos, repintura externa completa, estabilizadores Humphree, um novo gerador e maior capacidade da bateria CC.


          Em termos de desempenho, a embarcação é equipada com dois motores Detroit Diesel, que lhe conferem uma velocidade de cruzeiro de nove nós, com um alcance de 1.000 milhas náuticas.

          Foto: Northrop & Johnson / Divulgação

          Atualmente, o Black Pepper está no mercado com Jaap Havenga, da Northrop & Johnson, em Palma de Maiorca, na Espanha.

           

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            Grandes hotéis de SP oferecem descontos exclusivos para o São Paulo Boat Show 2025

            Staybridge Suites e InterContinental terão tarifas especiais para visitantes e expositores. Salão náutico acontece de 18 a 23 de setembro

            As últimas tendências do universo náutico estarão reunidas no São Paulo Boat Show 2025 de 18 a 23 de setembro. Maior evento do setor na América Latina, o salão chega à sua 28ª edição, reunindo expositores e visitantes de todo o Brasil. E, para entregar a melhor experiência a todos, o São Paulo Boat Show oferece descontos exclusivos nos hotéis oficiais do evento.

            Quem atracar em São Paulo para embarcar nessa imersão náutica poderá contar com preços especiais para se hospedar nos hotéis Staybridge e InterContinental entre os dias 15 e 24 de setembro.

             

            Com a parceria exclusiva da Boat Show Eventos, os expositores do São Paulo Boat Show têm 15% de desconto nas tarifas dos hotéis oficiais, enquanto visitantes garantem 10% off na hospedagem.

             

            Independentemente da escolha, as acomodações garantem lazer, comodidades e muito conforto em regiões estratégicas da metrópole — para também curtir a cidade para além do evento.

            Garanta descontos exclusivos nos hotéis oficiais do São Paulo Boat Show

            Staybridge Suites

            Endereço: Rua Bandeira Paulista, 555 – Itaim Bibi;
            Contato: (11) 3706-6600;
            DESCONTO VISITANTES: Link para reservar com desconto
            DESCONTO EXPOSITORES: Link para reservar com desconto

            Foto: Staybridge Suites / Divulgação

            Intercontinental

            Endereço: Alameda Santos, 1123 – Jardim Paulista;
            Contato: telefone (11) 3179-2600 ou e-mail [email protected];
            DESCONTO VISITANTES: Link para reservar com desconto
            DESCONTO EXPOSITORES: Link para reservar com desconto

            Foto: Intercontinental São Paulo / Divulgação

            São Paulo Boat Show 2025

            A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.

             

            Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.

            Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

            Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.

             

            A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.

             

            Anote aí!

            SÃO PAULO BOAT SHOW 2025

            Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025
            Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP)
            Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h.
            Mais informações: no site do evento
            Ingressos: site oficial de vendas

             

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              Novo continente? Ilha de lixo três vezes maior que a França abriga 1,8 trilhão de resíduos plásticos

              Com cerca de 160 mil km², enorme "sopa espessa" situada no Pacífico coloca vida marinha em risco

              Desde cedo, aprendemos que o planeta tem seis grandes extensões de terra: América, África, Ásia, Europa, Oceania e Antártica. Entretanto, o ser humano conseguiu, de maneira perturbadora, formar um “novo continente” que nada mais é do que uma imensa ilha de lixo.

              Trata-se da Ilha de Lixo do Pacífico (ou Grande Mancha de Lixo do Pacífico), um local que não possui terra firme e nem abriga qualquer forma de vida humana. Por lá, só é possível encontrar resíduos de plástico flutuantes, sendo esse um dos fenômenos mais alarmantes dos oceanos.

              Foto: The Ocean Cleanup/ YouTube/ Reprodução

              A mancha de lixo fica localizada entre a Califórnia e o Havaí, com cerca de 160 mil km². Estima-se que a região reúna aproximadamente 1,8 trilhão de pedaços de plásticos — com a maioria bem invisível na superfície. Para se ter ideia do tamanho do problema, o local é três vezes maior que a França.

              Mapa da Mancha de Lixo do Pacífico. Foto: NOAA/ Domínio Público

              A comparação com países, no entanto, é em vão. Apesar de possuir dimensões comparáveis, a ilha de lixo não permite ser pisada, além de ter uma composição extremamente perigosa. A densidade desse “continente” mais parece uma sopa espessa formada por resíduos inutilizados.


              Não à toa, o material representa uma grave ameaça à vida marinha, sendo responsável — direta e indiretamente — pela morte de inúmeros animais entre a Califórnia e o Havaí. Entre as vítimas, estão tartarugas, aves marinhas, peixes, mamíferos marinhos e outros.

              Como se formou a ilha de lixo?

              De acordo com levantamento da BBC, 94% dos 1,8 trilhão de fragmentos presentes nesta região do Pacífico são microplásticos, definidas como partículas minúsculas de plástico, com menos de cinco milímetros. Elas podem vir de diversas fontes, como a degradação de plásticos maiores ou produtos cosméticos.

               

              Os microplásticos não se agrupam e nem flutuam de maneira uniforme, logo, não formam uma unidade de terra firme. Além disso, esses pedaços são invisíveis a olho nu e representam muito perigo à vida marinha — não são raros os casos que animais confundem o material com alimento e os consomem.

              Imagem ilustrativa. NAudigie/ Envato

              Só na ilha de lixo, os pesquisadores estimam que há 80 mil toneladas de fragmentos plásticos. Logo, o crescimento da região tem mobilizado cientistas e ambientalistas ao redor do mundo — e não é de hoje, já que seu primeiro registro ocorreu em 1997, feito pelo renomado oceanógrafo Charles Moore.

               

              Para piorar, o material não se decompõe naturalmente, o que o torna uma fonte de poluição permanente. Devido às correntes marítimas, os detritos acabam se concentrando em determinadas regiões do oceano, onde o Pacífico Norte se destaca.

              Capa de Nintendo Gameboy, produzida em 1995, encontrada na Grande Mancha. Foto: The Ocean Cleanup/ Divulgação

              Na ilha de lixo, há substâncias provenientes dos anos 1980 e 1990, o que comprova a longevidade desse tipo de poluição.

              O começo do fim?

              A Grande Mancha é espaço para os mais variados objetos. Porém, os mais comuns são redes de nylon e armadilhas de pesca abandonadas. De tão poluído, 46 espécies de invertebrados já colonizaram a área, numa espécie de “ecossistema distópico”, que é artificial e tóxico.

               

               

              No entanto, há iniciativas que pretendem, se não limpar totalmente, amenizar o lixo acumulado no Pacífico. A principal delas é a The Ocean Cleanup, que planeja remover todos os entulhos em até 10 anos, a um custo total de US$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 41, 7 bilhões na conversão de julho de 2025).

               

              Atualmente, o projeto conta com progressos significativos. Após a implantação de frotas de sistemas em cada giro oceânico, combinadas com a redução na fonte, a Ocean Cleanup projeta ser capaz de remover 90% do plástico flutuante do oceano até 2040.

               

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                Maior iate crossover da italiana Sanlorenzo é revelado

                Embarcação é tida como a primeira de material composto a estar equipada com o sistema IPS da Volvo Penta

                O melhor dos mundos em um único barco. A italiana Sanlorenzo Yacht apostou na versatilidade para apresentar o SX120, seu maior iate crossover de todos os tempos. O modelo de 36,6 metros ainda promete se sagrar como o primeiro de material composto a apresentar o sistema IPS da Volvo Penta.

                O termo “crossover” no mercado náutico foi inspirado pelo mundo automotivo — no caso da Sanlorenzo, especialmente nos modelos de sucesso da BMW. Essas embarcações trazem características de diferentes tipos de barcos em um único modelo, oferecendo versatilidade para variados usos, como esporte, pesca e lazer.

                Foto: Sanlorenzo Yacht / Divulgação

                Esse conceito fica claro já ao embarcar no SX120. Isso porque a área de popa do iate, de 40 m², pode chegar aos 70 m² quando as plataformas laterais são acionadas. Esse recurso também é amplamente usado em embarcações fabricadas no Brasil, e dá ao barco mais espaço dedicado ao lazer a bordo.

                Foto: Sanlorenzo Yacht / Divulgação

                O beach club do modelo italiano ainda abriga uma piscina ao estilo pop-up, que pode ser coberta ou descoberta a depender do uso, através de um mecanismo de elevação e deslizamento do deck.

                O SX120 representa a evolução natural de uma linha que mudou a maneira como o iatismo é concebido e redefiniu a experiência de viver a bordo, introduzindo uma nova ideia de espaço, habitabilidade e conexão com o mar– Tommaso Vincenzi, CEO da Sanlorenzo

                Todo o conceito do barco, pensado para equilibrar características exteriores e interiores, vem da colaboração do estaleiro italiano com o design da Zuccon International Project e Piero Lissoni, que não poupou esforços.

                 

                No convés principal, um amplo salão se abre como uma continuidade da paisagem do lado de fora, graças a luz natural que invade o ambiente por grandes janelas. O espaço comporta até 14 convidados, que podem relaxar e socializar em sofás que parecem flutuar.

                Foto: Sanlorenzo Yacht / Divulgação

                Por ali, chama atenção também uma escada de madeira revestida externamente em aço, assinada pelo arquiteto italiano Piero Lissoni. Além de agregar valor ao ambiente, ela leva ao convés superior, que surpreende pela vista de 360° para o horizonte.

                Foto: Sanlorenzo Yacht / Divulgação

                O espaço pode ser usado ao gosto do proprietário, como sala de jantar ou de jogos, por exemplo. Seja qual for a escolha, por ali é possível apreciar uma vista privilegiada para a imensidão do oceano — que pode ficar ainda melhor.


                Essa área conecta o hóspede, via escada, a uma das inovações mais originais do SX120: o flybridge que se transforma em Sun Deck. Por lá, a Sanlorenzo instalou o sistema Smart Island de assentos modulares, que permite moldar espaços aos gostos do proprietário.

                Foto: Sanlorenzo Yacht / Divulgação

                A novidade da Sanlorenzo fará sua estreia pública no Festival de Iates de Cannes, em setembro. Segundo a marca, esse será o primeiro iate de material composto a apresentar a o sistema IPS (Inboard Performance System), da Volvo Penta — um conjunto de tecnologias que inclui motores, hélices e controles eletrônicos integrados para proporcionar uma experiência de navegação otimizada, principalmente no consumo do barco.

                 

                Assim, o SX120 chegará com quatro motores Volvo Penta D13 IPS 1350 (IMO III), que juntos entregam 4.000 hp de potência (1.000 hp cada). Toda essa força vai render à embarcação uma velocidade máxima aproximada 23 nós.

                 

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                  Navio afundado na Primeira Guerra Mundial é encontrado mais de um século depois

                  Atingido por três torpedos alemães, cruzador de 437 pés da Marinha Britânica foi naufragado em agosto de 1916

                  29/07/2025

                  Há 109 anos, o navio HMS Nottingham, pertencente à Marinha Real Britânica durante a Primeira Guerra Mundial, foi afundado por três torpedos alemães e, desde então, ficou esquecido no fundo do mar. Entretanto, mais de um século depois, uma equipe de mergulhadores internacionais finalmente localizou os restos do barco naufragado.

                  Em expedição realizada pela ProjetctXplore (iniciativa que localiza naufrágios históricos no Reino Unido), os destroços da embarcação foram encontrados no Mar do Norte, a cerca de 100 km de distância da costa da Escócia, numa profundidade de 82 metros.

                  Foto: Steffen Scholz/ Divulgação

                  As buscas pelo navio começaram ainda em setembro de 2024, com o apoio de diários de bordo, telegramas e cartas náuticas da época. No entanto, apenas em abril de 2025 os pesquisadores conseguiram delimitar a possível área do conflito — ou seja, onde era mais provável do barco estar.

                   

                  Após exames feitos com câmeras de sonar (tecnologia que utiliza ondas sonoras para “enxergar” em ambientes com pouca luz), a ProjectXplore encontrou evidências de um naufrágio com características e até posicionamento semelhantes ao do HMS Nottingham.

                  Foto: Steffen Scholz/ Divulgação

                  Com isso, os mergulhadores foram até lá para examinar o local e encontrar o suposto naufrágio. Dito e feito: o carimbo de identificação, dimensões, equipamentos a bordo e as ruínas da embarcação batiam exatamente com o navio afundado da Marinha Britânica.

                   

                  Outra evidência de que o navio se tratava do HMS Nottingham, naufragado na Primeira Guerra Mundial, estava nos pratos brancos, que levavam o emblema da coroa azul da Marinha Real, além da escrita “Nottingham” em relevo na parte superior da popa.

                  Embora mais estudos no local do naufrágio sejam necessários, os mergulhadores estão confiantes que identificaram uma ruptura à frente da ponte, ao lado de uma porta. Essa descoberta corresponde aos relatos de que houveram duas explosões naquela área do barco.

                  Vítima da Guerra

                  Definitivamente, o HMS Nottingham não merecia ter ficado esquecido no fundo das águas por tanto tempo. Afinal, segundo informações da Sky News, o navio é um cruzador de guerra leve da classe Town, com 457 pés (quase 140 metros de comprimento).

                  Foto: Steffen Scholz/ Divulgação

                  Os cruzadores da classe Town tinham como objetivo proteger a navegação mercante britânica de ataques de cruzadores inimigos, e segundo registros, o HMS possuía nove canhões BL 6, considerados grandes e destrutivos para as embarcações adversárias.

                   

                  No entanto, seu fim não demorou para chegar. Com pouco mais de três anos na ativa, o barco foi atingido por três torpedos alemães a bombordo, afundando em 19 de agosto de 1916. O bombardeio foi feito pelo submarino U-52, parte da frota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial.

                  Foto: Steffen Scholz/ Divulgação

                  O capitão, 20 oficiais e 357 tripulantes foram resgatados por dois destroyers (navio de guerra que escolta barcos maiores) da Marinha Real e sobrevieram. Porém, outros 38 soldados britânicos perderam a vida — sendo que, entre os mortos, alguns eram apenas adolescentes.

                  Relativamente bem

                  Por incrível que pareça, mesmo sendo bombardeado três vezes, o HMS Nottingham segue sendo considerado o cruzador da classe Town mais bem preservado do mundo. Isso acontece devido ao estado das outras embarcações que, em grande maioria, foram vendidas para desmantelamento entre 1920 e 1940.

                  Foto: Steffen Scholz/ Divulgação

                  Os pesquisadores que realizaram a expedição até o local relatam que grande parte da superestrutura do naufrágio ainda está no lugar acima do navio — que pode estar de 8 a 10 metros de altura elevado no fundo do mar.

                   

                  Mesmo com inúmeras tentativas ao longo do século passado para localizar o HMS Nottingham, o seu destino continuava um mistério. Até essa descoberta, este era o último cruzador desaparecido da Marina Real da Primeira Guerra Mundial. Não é mais.

                   

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                    Após sucesso nos EUA, Flórida Marine aposta no Brasil com lanchas para pescadores

                    Com modelos produzidos em velocidade impressionante, estaleiro traz ao país resultados de 2 anos no mercado norte-americano

                    Durante dois anos, o estaleiro Flórida Marine dedicou sua produção de barcos de pesca à exportação para os Estados Unidos. Agora, após conquistar a validação de um dos mercados mais exigentes do mundo, a marca volta seus ao olhares ao Brasil. É o que Gabriel e Marcos Okamoto, nomes à frente da marca, explicaram em entrevista exclusiva ao Estúdio Náutica.

                    A vivência no mercado norte-americano funcionou como uma espécie de “intercâmbio” para o estaleiro, fundado ainda em 2009 — e sob a gestão da dupla e sua equipe desde 2022. “A aceitação dos nossos barcos nos EUA foi bastante surpreendente. Estamos tendo um resultado fantástico, um crescimento em nível América bastante satisfatório”, contou Marcos Okamoto.

                     

                     

                    Com barcos center console pensados para longas pescarias — sem renunciar ao conforto a bordo para demais atividades de lazer —, a marca aposta em performance, segurança e economia de navegação para atender um pescador que precisa ir cada vez mais longe.

                    Nossos principais pilares são segurança e a durabilidade. Investimos muito em tecnologia, buscamos novidades todos os anos nos EUA, Europa, Japão– explicou Gabriel Okamoto

                    Manutenção facilitada e produção acelerada

                    Atualmente, a Flórida Marine conta com sete lanchas em seu portfólio: Flórida 230 BAY, Flórida 240, Flórida 240 SF, Flórida 290 CC, Flórida 290XL e Flórida 340 — esta última, com cabine com cama de casal, cama de solteiro à meia nau, dois porões e 2 metros de pé direito.

                    Flórida 240. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                    O sétimo barco da lista chegou recentemente, em maio, e se sagrou como um grande sucesso. Trata-se do Zion, um bass boat (modelo de performance projetado para a pesca) que, inicialmente, foi pensado por Marcos, um grande amante da pesca, para ser seu próprio barco.

                    Não era para entrar no portfólio da empresa, era um barco que eu queria fazer para mim, mas se tornou um sucesso– relembrou

                    Sendo assim, projetado do zero, o Zion abrange recursos para pesca vindos das mãos de quem tem a experiência de uso, com “todas as necessidades do pescador”, como explica Marcos.

                    É um barco feito por um pescador para os pescadores– destacou

                     

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                    A dupla destaca ainda que os barcos da Flórida Marine são pensados para facilitar a manutenção do proprietário, com itens que garantem uma troca sem complicações — cuidado que visa evitar dores de cabeça futuras e tem refletido em um histórico praticamente livre de pós-venda.

                    A gente valoriza o tempo do cliente. Não faz sentido alguém reservar um dia para navegar e descobrir que o barco não está funcionando– frisa Gabriel


                    Na parte técnica, a marca conta com parceria da Flórida Modelação, especializada em engenharia e moldes automobilísticos e aeronáuticos de alta precisão. Segundo Gabriel, todas as peças são usinadas em máquinas CNC que atendem marcas como Volkswagen e Mercedes, o que garante um acabamento de excelência.

                    O grande segredo desse mercado é o molde. Temos o privilégio de tê-los como parceiros– ressaltou

                    Essa qualidade permite um ritmo de produção impressionante. “Conseguimos fazer uma lancha de 34 pés em 70 dias, uma 29 em 60, já entregamos uma 29 em 45 dias e uma 24 em apenas três semanas”, relatou a dupla.

                     

                    A Flórida Marine estreou sua participação em um Boat Show durante o salão náutico de Itajaí, que aconteceu em julho. Essa foi a primeira investida da marca para conquistar o público brasileiro, em um dos principais polos náuticos do país.

                     

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                      Técnica inovadora revela que maior desova de tartarugas do mundo fica na Amazônia

                      Mais de 40 mil tartarugas-da-amazônia foram identificadas no Rio Guaporé, entre a Bolívia e o Brasil

                      Ações para proteger animais em risco de extinção passam diretamente pela contagem dos indivíduos de uma mesma espécie. Por isso, um recente estudo publicado na revista científica Journal of Applied Ecology, que identificou o local de maior desova de tartarugas-da-amazônia (Podocnemis expansa) do mundo, promete revolucionar a conservação desses répteis atualmente ameaçados.

                      Encontrada no rio Amazonas e seus afluentes, a espécie de grande porte — com animais ultrapassando os 90 cm de comprimento e os 59 kg — sofre, principalmente, devido à perda de habitat, poluição, construção de represas e caça, uma vez que sua carne e seus ovos são vendidos.

                      Tartaruga-da-amazônia. Foto: Bernard DUPONT / Wikimedia Commons / Reprodução

                      A pesquisa, liderada pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, em parceria com pesquisadores do Brasil e da Bolívia, usou uma técnica inovadora com drones para mapear o número desses animais no Rio Guaporé, na região da Amazônia, entre a Bolívia e o Brasil. O resultado, segundo o estudo, confere ao local o título de “maior desova de tartarugas do mundo”.

                      Drones, ortomosaico e… tinta branca

                      Desde 2024, a equipe de pesquisadores da Universidade da Flórida utiliza drones para mapear e contabilizar a quantidade de tartarugas no estado. Aliado ao equipamento está, também, uma técnica inovadora, chamada ortomosaico.

                       

                      Nesse processo, as centenas de imagens aéreas capturadas pelo drone em alta resolução são sobrepostas, o que ajuda a estimar a quantidade de animais no ambiente. Ismael Brack, ecologista da Universidade, explica que o método usado para contar tartarugas “também pode ser aplicado a outras espécies”.

                      Tartaruga-da-amazônia, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. Foto: Whaldener Endo / Wikimedia Commons / Reprodução

                      Embora eficiente, essa técnica sozinha ainda demonstrava certa defasagem. Isso porque o processo não conseguia desconsiderar a movimentação dos animais, o que resultava na contagem de uma mesma tartaruga mais de uma vez.

                       

                      A solução, então, foi buscar por algo mais simples, mas bastante eficiente: a tinta branca. Os pesquisadores marcaram os cascos de 1.187 das tartarugas-da-amazônia com o material não tóxico e, por 12 dias, um drone sobrevoou o Rio Guaporé, fazendo quatro viagens diárias de ida e volta.


                      Nesse processo, o veículo aéreo tirou 1,5 mil fotos em cada um dos dias. Logo, a partir de um software e modelos estatísticos, os estudiosos puderam analisar mais precisamente as imagens, de modo a identificar comportamentos e movimentações.

                       

                      Inicialmente, as contagens variavam entre 16 mil e 79 mil indivíduos, mas os métodos da equipe apontaram uma estimativa mais precisa: cerca de 41 mil tartarugas. Agora, os cientistas pretendem expandir os estudos para outros países da América do Sul e aprimorar o uso de drones no monitoramento.

                      Se os cientistas não conseguirem estabelecer uma contagem precisa dos indivíduos de uma espécie, como saberão se a população está em declínio ou se os esforços para protegê-la estão sendo bem-sucedidos?– ressaltou Brack

                       

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                        Que tal já começar a se planejar para 2026? A Costa Cruzeiros anunciou um novo itinerário de “volta ao mundo” para a próxima temporada, a bordo do suntuoso navio Costa Serena. A partida está prevista para 18 de outubro do ano que vem, num roteiro que percorrerá três continentes, 15 países e 26 destinos.

                        Há mais de 70 anos no mercado, a empresa italiana oferece a quem embarcar nessa aventura uma viagem luxuosa, que começará em Tóquio, no Japão, e terá seu desembarque em 22 de dezembro, na cidade de Buenos Aires, na Argentina — totalizando 66 dias a bordo.

                        Costa Serena. Foto: Costa Cruzeiros/ Divulgação

                        Embora tenha recebido o título de “volta ao mundo”, o itinerário do Costa Serena não inclui paradas na Europa, África ou América do Norte. Apesar disso — além de Japão e Argentina — os destinos do cruzeiro incluem países como China, Filipinas, Austrália, Reino Unido (território das Ilhas Pitcairn) e Chile. Confira, em ordem, as paradas previstas:

                        • Japão: Tóquio;
                        • Taiwan: Keelung e Taipei;
                        • China: Hong Kong;
                        • Filipinas: Baía de Subic, Boracay e Puerto Princesa Palawan;
                        • Indonésia: Benoa (Bali);
                        • Austrália: Darwin, Cairns, Brisbane e Sydney;
                        • Nova Caledônia: Nouméa e Lifou;
                        • Fiji: Suva;
                        • Tonga: Nucualofa;
                        • Ilhas Cook: Rarotonga;
                        • Polinésia Francesa: Papeete;
                        • Reino Unido (território ultramarino): Ilhas Pitcairn;
                        • Chile: Ilha de Páscoa, San Antonio / Santiago, Puerto Montt, Chacabuco e Punta Arenas;
                        • Argentina: Ushuaia, Puerto Madryn e Buenos Aires.

                        Entre os destaques do roteiro estão visitações a 14 ilhas, observação de baleias e pinguins na Patagônia e a exploração da Terra do Fogo (um arquipélago situado na extremidade sul da América do Sul).

                        Este itinerário representa um convite para vivenciar as maravilhas do mundo de forma profunda e autêntica– afirma Luigi Stefanelli, vice-presidente de Vendas Mundiais da Costa Cruzeiros

                        Itinerário do Costa Serena em “volta ao mundo” para 2026. Foto: Costa Cruzeiros/ Divulgação

                        Os preços, claro, são altos. O valor para o itinerário completo sai a partir de R$ 55, 7 mil por pessoa em cabine dupla, podendo chegar a R$ 81 mil.

                         

                        Quem fizer a reserva até 31 de julho de 2025 recebe até R$ 6 mil de crédito para gastar a bordo por pessoa (ou R$ 12 mil por cabine). Em roteiros menores, esse valor varia entre R$ 3 mil e R$ 9 mil por cabine. As vendas estão abertas no site oficial.

                        Melhor se preparar

                        Enquanto os futuros passageiros da “volta ao mundo” preparam os bolsos, o próprio Costa Serena se apronta antes de iniciar a longa jornada. O barco passará por algumas reformas até o começo do itinerário, ficando ainda maior e mais luxuoso.

                        Costa Serena. Foto: Costa Cruzeiros/ Divulgação

                        De acordo com a companhia, o navio vai dispor de 557 cabines com varandas, 10 bares, oito piscinas com hidromassagens e oito restaurantes. Além disso, o Costa Serena terá deques panorâmicos inspirados nas constelações mais famosas, com design sofisticado e elegante.

                        A embarcação ainda contará com spa, espaço para apresentações teatrais, sala de jogos, tobogãs e áreas de lazer ao ar livre. Os restaurantes a bordo terão uma enorme variedade, servindo culinária italiana e internacional para uma verdadeira viagem de sabores.

                         

                        Construído pelo estaleiro Fincantieri, na Itália, o Costa Serena foi entregue em agosto de 2006. Desde então, ficou quase 10 anos navegando pelo hemisfério ocidental, foi transferido para a Ásia e retornará ao Ocidente no final de 2026, com temporadas na América do Sul e Mediterrâneo.

                         

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                          Por: Nicole Leslie -
                          28/07/2025

                          Em 2015, uma caminhada rotineira em Blue Beach, no Canadá, acabou levando à descoberta de um fóssil que passou anos sem identificação. A confirmação só veio quase uma década depois: trata-se de uma nova espécie de peixe predador batizada de Sphyragnathus tyche, que viveu há cerca de 350 milhões de anos e se destaca pelo formato incomum da mandíbula.

                          O estudo que descreve oficialmente a criatura marinha foi publicado em 18 de junho no Journal of Vertebrate Paleontology. Assinado por pesquisadores das universidades de Carleton e Calgary, no Canadá, e do Museu de Fósseis de Blue Beach, o artigo detalha como essa arcada dentária única representa um marco evolutivo entre os peixes pré-históricos.

                          Foto e ilustração da arcada dentária do fóssil encontrado em Blue Beach. Foto: Journal of Vertebrate Paleontology / Reprodução

                          A nova espécie foi definida como um predador da Era Paleozoica (entre 542 milhões e 251 milhões de anos atrás), cuja mandíbula possuía dentes longos e curvados na frente, ideais para agarrar presas, e dentes robustos atrás, usados para esmagar. Essa combinação sugere um caçador sofisticado, capaz de devorar presas com cascos ou ossos duros — um avanço e tanto para os peixes da época.

                           

                          A Blue Beach, lugar onde a mandíbula foi encontrada, é descrita por Conrad Wilson, um dos pesquisadores do caso, como uma área que preserva fósseis raros da transição entre os períodos Devoniano e Carbonífero — momento crítico da evolução animal, que aconteceu logo após uma grande extinção em massa.

                          Dentes grandes e curvos de de actinopterígeos encontrados em Blue Beach. Foto: Journal of Vertebrate Paleontology / Reprodução

                          O mais surpreendente é que o peixe predador não era um gigante. Mesmo com menos de um metro de comprimento, já apresentava sinais de comportamento predatório complexo, antes vistos apenas em espécies maiores ou mais recentes, de acordo com o estudo.


                          Segundo os cientistas, a adaptação dentária para novas dietas ocorreu antes mesmo das mudanças no modo de nadar. Isso inverte a ordem evolutiva esperada nos peixes ósseos e reforça a ideia de que a diversidade biológica pode ter florescido logo após grandes extinções.

                          Arcadas dentárias de diferentes espécies mostram como fóssil estudado não pertencia aos mesmos grupos. Foto: Journal of Vertebrate Paleontology / Reprodução

                          A descoberta ainda sugere que algumas linhagens antigas, como a do Sphyragnathus, não apenas sobreviveram ao colapso do fim do Devoniano, como também se reinventaram rapidamente para ocupar novos nichos ecológicos.

                           

                          O fóssil permaneceu guardado no acervo do Museu de Fósseis de Blue Beach por anos, até que análises mais recentes revelaram seu valor evolutivo. A arcada dentária, inicialmente coletada por voluntários, tornou-se peça-chave para entender os hábitos alimentares desses antigos predadores ósseos.

                           

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                            Por: Nicole Leslie -

                            A China deu mais um passo estratégico na corrida tecnológica dos mares. Em 13 de julho, foi entregue em Xangai o primeiro navio inteligente de pesquisa oceânica do país. Batizado de Tongji, a embarcação foi projetada e construída em território chinês para funcionar como o campus flutuante de uma universidade, combinando inovação sustentável, inteligência artificial e estrutura de ponta.

                            Construído pela China State Shipbuilding Corporation (CSSC), por meio da Huangpu Wenchong Shipbuilding Company, o Tongji é uma iniciativa da Universidade de Tongji e tem números robustos: são 82 metros de comprimento, 15 metros de boca e autonomia para navegar até 8 mil milhas náuticas.

                            Foto: Youtube / Televisão Central da China (CCTV) / Reprodução

                            A bordo, a embarcação acomoda até 45 pessoas — sendo 15 tripulantes e 30 pesquisadores — e será usada tanto para pesquisas científicas quanto para o treinamento de engenheiros em alto-mar.

                            Foto: Youtube / Televisão Central da China (CCTV) / Reprodução

                            O engenheiro-chefe do projeto, Li Zhenghua, disse à CSSC que o Tongji está equipado com um sistema de comunicação avançado, capaz de integrar diferentes ambientes e realizar conexões entre navios, costa, drones e até robôs submarinos.

                            Ele é capaz de navegar de forma autônoma em águas abertas, com planejamento inteligente de rotas voltado para a eficiência energética– explicou Li Zhenghua


                            O interior da embarcação abriga laboratórios de pesquisa, salas de reunião, academia, áreas de lazer, refeitório, cozinha, cabines e banheiros.

                            Foto: Youtube / Televisão Central da China (CCTV) / Reprodução

                            Um dos destaques do novo navio de pesquisa chinês é o amplo convés de operações, com 460 m², que permite o transporte de contêineres para diferentes missões. O espaço também pode ser adaptado para operações de instalação e manutenção de cabos submarinos.

                             

                            O Tongji reforça a presença da China na pesquisa oceânica global, mostrando o investimento em soluções tecnológicas que unem ciência, sustentabilidade e capacitação em alto-mar.

                             

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                              Lançamento: Ventura anuncia lancha de 37 pés para o São Paulo Boat Show 2025

                              Nova linha de alumínio também está no radar do estaleiro para este ano, conforme revelou Marco Garcia em entrevista no Estúdio Náutica

                              A próxima novidade da Ventura Marine já tem data marcada para chegar ao mercado. De 18 a 23 de setembro, durante o São Paulo Boat Show 2025, o estaleiro lançará a Ventura 370 Premium — a 37 que faltava entre os barcos de 30 e 40 pés da marca.

                              O anúncio foi feito por Marco Garcia, diretor comercial do estaleiro, em entrevista no Estúdio Náutica. Durante o bate-papo, ele deu mais detalhes sobre o lançamento e revelou outros planos da Ventura no mundo náutico.

                               

                               

                              Segundo o diretor, a lancha que será apresentada no maior salão náutico da América Latina é um produto crossover, que oferece várias alternativas de entretenimento a bordo. Entre as opções, estão cabines com portas privativas, um solário e a possibilidade de uma porta com fechamento traseiro.

                               

                              Diferentemente dos últimos lançamentos, a V370 Premium chega ao mercado com opções de motorização de popa ou centro-rabeta, sem precisar de um facelift (atualização técnica do produto), como foi o caso nos modelos V300 do estaleiro.

                              Para Marco, a nova 37 pés da Ventura “já nasce com o DNA americano e brasileiro”, levando em conta a alta demanda estadunidense por embarcações com motor de popa. Inclusive, a lancha, depois do salão náutico de São Paulo, embarcará rumo ao renomado Fort Lauderdale International Boat Show, nos Estados Unidos.

                              É uma lancha que vai criar tendência e marcar uma época– destacou Garcia

                              V400 Crossover, V300 Day Cruiser, V400 Crossover e V300 Crossover, durante o Marina Itajaí Boat Show 2025. Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica

                              Novidades para os pescadores

                              Os projetos da Ventura não param por aí. Conforme anunciado no Estúdio Náutica, o estaleiro prepara uma nova linha de barcos de alumínio ainda para 2025, no segundo semestre. A novidade tem como objetivo atender às demandas dos pescadores brasileiros.

                              Em breve, o pescador vai ser atendido por produtos da Ventura de muita qualidade, com modelos incríveis-prometeu Marco

                              Nova loja da Ventura Experience, em Goiânia. Foto: Ventura / Divulgação

                              Embora não tenha revelado maiores detalhes sobre os produtos da linha de alumínio, Marco Garcia soltou mais novidades que envolvem a marca, como uma nova loja da Ventura Experience em Itacuruçá, no Rio de Janeiro, e a unidade de Goiânia (GO), inaugurada em 17 de julho.


                              São Paulo Boat Show 2025

                              A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.

                               

                              Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.

                              Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                              Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.

                               

                              A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.

                               

                              Anote aí!

                              SÃO PAULO BOAT SHOW 2025

                              Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025
                              Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP)
                              Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h.
                              Mais informações: no site do evento
                              Ingressos: site oficial de vendas

                               

                              Náutica Responde

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                                27/07/2025

                                Desde cedo, aprendemos nos desenhos que heróis costumam surgir no momento em que mais se precisa deles — seja pelo ar ou por terra. No entanto, enquanto as enchentes assolavam o Rio Grande do Sul, em 2024, um homem surgiu das águas para ajudar quem mais precisava: Neni e o seu barco, a “Sucuri do Lami”.

                                Nas mesmas águas que destruíam o estado gaúcho, o pescador Lauri Goettems (45), mais conhecido como Neni, navegava com o seu barquinho entregando alimentos, remédios e líquidos para moradores ilhados dos bairros Lami e Belém Novo, no extremo-sul de Porto Alegre.

                                Lauri Goettems, o “Neni”. Foto: Lauri Goettems/ Arquivo Pessoal

                                Construído pelo próprio Lauri, o barco com o qual ele estima ter salvado 16 pessoas mede cinco metros e tem capacidade para transportar ao menos seis pessoas — além de levar o nome inspirado no personagem Velho do Rio, da novela Pantanal. Na época da cheia, a lancha estava equipada com um motor de 50 hp, que não resistiu.

                                Ficamos um mês andando aqui, sem a água baixar. De tanto bater na grade e trabalhar com o motor muito quente, o bloco bateu no ferro e rachou– relatou à NÁUTICA

                                Mesmo assim, ele não parou de ajudar. Com o equipamento quebrado, Neni pegou um motor de 25 hp emprestado de seu irmão e continuou a entregar alimentos, remédios e o que mais fosse preciso para as vítimas ilhadas. Dois meses depois, as águas baixaram, o equipamento foi devolvido e o barco estava até agora parado.

                                Foto: Lauri Goettems/ Arquivo Pessoal

                                À época, Lauri também perdeu sua casa para as enchentes e passou a morar na caçamba do caminhão de um amigo, onde improvisou uma barraca de lona.

                                Não há chuva que dure para sempre

                                Atualmente, o pescador reconstruiu seu lar e recebeu outra boa notícia: a doação de um novo motor para seu heroico barco Sucuri do Lami, vinda de uma pessoa que não quis se identificar.

                                Foto: Lauri Goettems/ Arquivo Pessoal

                                O motor é muito bom, novo, tem nota fiscal e tudo– avaliou o pescador

                                “Fiquei um ano sem motor, agora que estou começando a me recuperar”, conta ele, que está pagando o equipamento quebrado durante as enchentes até hoje.

                                 

                                A conhecida Sucuri do Lami, enfim, voltará a navegar. O motor doado é um Mercury 15 Super, de 15 hp, que permite ao pescador retomar suas atividades e passear pelas águas — embora não seja suficiente para enfrentar situações mais exigentes, como nas enchentes.

                                Foto: Lauri Goettems/ Arquivo Pessoal

                                Lauri conta que o ideal para o barco seria um motor de 40 hp, tanto para a Sucuri do Lami suportar mais pessoas quanto para aguentar águas mais violentas. Entretanto, o novo equipamento já supre uma necessidade que há tempos ele sentia: a de colocar o barco nas águas.

                                Já estou feliz com este– contou Neni à NAÚTICA

                                Sem motor? Sem problemas!

                                Apaixonado pelas águas, era de se esperar que o pescador não ficaria todo esse tempo sem navegar. Durante a ausência do motor, Lauri usava a lancha do irmão para visitar lugares mais afastados.

                                Vista ao Morro da Formiga (RS). Foto: Lauri Goettems/ Arquivo Pessoal

                                Foi assim que, no último mês de maio, ele navegou até o Morro da Formiga (RS), que sofria com alagamentos há 20 dias. Neni conta que, por conta das árvores caídas, o local não tinha acesso terrestre. Logo, graças a um telefone que carrega por energia solar, ele recebeu o chamado.

                                Não tinha como o pessoal se alimentar. Como eu já conhecia eles, peguei minha lancha e fui lá– relembrou

                                Num trajeto que envolveu muita correnteza, o pescador conseguiu chegar até o destino e entregar medicamentos, água e alimentos. Neni conta que encontrou casos alarmantes, como o de um idoso que sofria com problemas no coração e estava sem remédios há uma semana — além de pessoas que não recebiam comida há 20 dias.

                                Levei os alimentos e fui duas vezes lá com essa lancha, porque os barcos de grande tamanho não tinham pressão para passar na correnteza. Fui e voltei duas vezes, com ondas de ‘levar tudo embora’– lembra

                                Solidariedade fora das águas

                                O homem ainda conta com um galpão chamado “Barracão Amigos do Lami”, na estrada Otaviano José Pinto, montado no dia da enchente. Até hoje o local atende pessoas necessitadas dos bairros do Lami, Restinga, Ponta Grossa e Belém Novo, além de Itapuã, distrito do município de Viamão — todos na zona sul.

                                Galpão solidário organizado por Neni durante as enchentes, em 2024. Foto: Lauri Goettems/ Arquivo Pessoal

                                Não sou da zona sul, mas tenho meu galpão ali. Também temos ajuda de alimentos, cobertores, muleta, remédio e outras coisas mais– explicou

                                Durante a cheia, por oito meses, o local serviu aproximadamente 750 almoços diários e recebeu doações de caminhões de água mineral para distribuição no Lami. Neni também criou um grupo de ajuda humanitária no WhatsApp com mais de 480 pessoas da região.

                                Galpão solidário organizado por Neni durante as enchentes, em 2024. Foto: Lauri Goettems/ Arquivo Pessoal

                                Não ganho nada para isso, faço porque gosto. O pessoal me ajuda e um ajuda o outro– ressalta

                                Porém, vale lembrar que Lauri também teve perdas durante a cheia do ano passado, como o motor e, principalmente, sua casa. O pescador se endividou na reconstrução do novo lar e pede, para quem quiser e puder ajudá-lo financeiramente, que entre em contato. Para isso, basta chamá-lo direto no telefone: (51) 99564-5834.

                                 

                                Mecânico náutico, Neni aceita também doações de motores que necessitem de reparos para potencializar a Sucuri do Lami.

                                 

                                Náutica Responde

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                                  26/07/2025

                                  Na tarde deste sábado (26), a 52ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval (SIVI) revelou, enfim, seus campeões. Ao longo de 7 dias, mais de 120 veleiros enfrentaram dias intensos e disputas acirradas na Capital da Vela. Confira, aqui, a classificação final.

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                                  ORC Geral

                                  1. Crioula 52 (Eduardo Plass)
                                  2. +Bravíssimo (Luciano Secchin)
                                  3. America Del Sur (Pablo Maffei)

                                  ORC Performance

                                  1. Crioula 52 (Eduardo Plass)
                                  2. Phytoervas (Marcelo Bellotti)
                                  3. Sandokan (Carlos Belchior)

                                  ORC Cruiser

                                  1. +Bravíssimo (Luciano Secchin)
                                  2. America Del Sur (Pablo Maffei)
                                  3. Xamã (Sérgio Keplacz)

                                  Bra-RGS Geral

                                  1. Kia Kaha II (Fábio Harkot)
                                  2. Zeus (Paulo Moura)
                                  3. My Boy (Lars Muller)

                                  Bra-RGS A

                                  1. Catuana Kim (Paulo Cocchi)
                                  2. Zeus (Paulo Moura)
                                  3. Marlim (Gustavo Oliveira)

                                  Bra-RGS B

                                  1. Kia Kaha II (Fábio Harkot)
                                  2. My Boy (Lars Muller)
                                  3. Kaluanã (Leonardo Soldon)

                                  Bra-RGS C

                                  1. Cosa Nostra III (Luciano Gubert)
                                  2. Comanda (Sebastian Menendez)
                                  3. Mais Rabugento (Pedro dos Santos)

                                  RGS-Cruiser Geral

                                  1. Blue Wind (James Bellini)
                                  2. Mandachuva (Mário Garcia)
                                  3. Invocado (Marco Lopes)

                                  RGS-Cruiser A

                                  1. Blue Wind (James Bellini)
                                  2. Invocado (Marco Lopes)
                                  3. Mandachuva (Mário Garcia)

                                  RGS-Cruiser B

                                  1. Kon-Tiki (Michael Downey)
                                  2. Lila CL Vela (Luiz Evangelista)
                                  3. BL3 Mangalô (Pedro Rodrigues)
                                  4. Bossa Nova (Valéria Ravani)
                                  5. Kaupê (Pedro Macedo)

                                  RGS-Cruiser C

                                  1. BL3 Urca (Clauberto Andrade)
                                  2. Spalla (Paulo Boscarioli)
                                  3. Cambada 1 (Luiz Giovanninni)

                                  Clássicos Geral

                                  1. Kameha Meha (Xavier Stump)
                                  2. Fuga III (Fabiana Leite)
                                  3. Chancegger (Frederico Vieira)
                                  4. Vendetta (Marco D’Ippolito)
                                  5. Pepa XIX (Carlos Hackerott)

                                  Clássicos A

                                  1. Kameha Meha (Xavier Stump)
                                  2. Chancegger (Frederico Paim)
                                  3. Pepa XXI (Manfred Kauffmann)
                                  4. Morgazek (Michelle D’Ippolito)
                                  5. Atrevida (Alexandre Ferrari)

                                  Clássicos B

                                  1. Vendetta (Marco D’Ippolito)
                                  2. Fuga III (Fabiana Leite)
                                  3. Pepa XIX (Carlos Hackerott)
                                  4. Blue Ray (Dilmar Gonçalves)
                                  5. Neptunus (José Prado)

                                  Clássicos C

                                  1. Seleto (Fernando Filoni)
                                  2. Angatu (André Rovaroto)
                                  3. Brazuca (José Rubens Bueno)
                                  4. Fiel (Antônio Abude)
                                  5. A Valente (Adriana Merino)

                                  C30

                                  1. Kaikias EMS (Daniel Hilsdorf)
                                  2. Tonka (Demian Pons)
                                  3. Relaxa Building (Tomás Mangabeira)
                                  4. Bravo C30 (Jorge Berdasco)
                                  5. Zeus Team (Felipe Linhares)

                                  Brasileiro de C30

                                  1. Kaikias EMS (Daniel Hilsdorf)
                                  2. Tonka (Demian Pons)
                                  3. Bravo C30 (Jorge Berdasco)
                                  4. Relaxa Building (Tomás Mangabeira)
                                  5. Zeus Team (Felipe Linhares)

                                  Soto40 Super Series

                                  1. Phytoervas (Marcelo Bellotti)
                                  2. Saci (Mauro Dottori/Fábio Cotrim)
                                  3. Inaê Soto Transbrasa (Bayard Neto)

                                  Troféu por Equipes

                                  1. 3 VENTOS (+Bravissimo/Zeus/Invocado)
                                  2. REMAX PINDÁ BL3 (Lucky Alphorria/Avohai/BL3 Mangalô)
                                  3. OZZY’S (Phytoervas/Cosa Nostra/Kon-Tiki)

                                   

                                  A classificação completa com as respectivas pontuações pode ser conferida no site de resultados oficial.

                                   

                                  Náutica Responde

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                                    Regatas desta sexta-feira (25) foram marcadas por más condições de vento. Últimas disputas acontecem neste sábado (26)

                                    Em mais um dia marcado pela falta de vento, aconteceram nesta sexta-feira (25) as regatas do 5º dia da 52ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval (SIVI). As disputas definiram os vencedores das classes C30 (Campeonato Brasileiro) e Soto 40. Confira abaixo os resultados gerais.

                                    Semana de Vela de Ilhabela: confira os resultados acumulados do 5º dia

                                    C30 (campeonato brasileiro)

                                    1. Kaikias EMS (Daniel Hilsdorf) – campeão;
                                    2. Tonka (Demian Pons);
                                    3. Bravo C30 (Jorge Berdasco).

                                    C30

                                    1. Kaikias EMS (Daniel Hilsdorf);
                                    2. Bravo C30 (Jorge Berdasco);
                                    3. Tonka (Demian Pons).

                                    Soto 40 Super Series

                                    1. Phytoervas (Marcelo Augusto Bellotti) – campeão;
                                    2. Saci (Mauro Dottori);
                                    3. Inaê Soto Transbrasa (Bayard Freitas Umbuzeiro).

                                    ORC

                                    1. Crioula 52 (Eduardo Plass) – 112,20 pontos;
                                    2. +Bravíssimo (Luciano Secchin) – 100,30 pontos;
                                    3. Phytoervas (Marcelo Augusto Bellotti) – 90,10 pontos;
                                    4. America del Sur (Pablo Maffei) – 90,10 pontos.
                                    5. Sandokan (Carlos Alfredo Belchior) – 89 pontos.

                                    BRA-RGS

                                    1. Kia Kaha II (Fabio Kohler Harkot) – 137 pontos;
                                    2. Zeus (Paulo Fernando Moura) – 134 pontos;
                                    3. My Boy (Lars Andreas Muller) – 128,5 pontos;
                                    4. Kaluanã (Leonardo Soldon) – 123 pontos;
                                    5. Catuana Kim (Paulo Cocchi) – 122 pontos.

                                    Clássicos

                                    1. Kameha Meha (Xavier Marie Georges) – 73,8 pontos;
                                    2. Chancegger (Frederico Paim Vieira) – 69 pontos;
                                    3. Fuga III (Fabiana de Souza Leite) – 68,40 pontos;
                                    4. Vendetta (Marco Nico D’ippolito) – 66 pontos;
                                    5. Pepa XXI (Manfred Kaufmann Jr.) – 61,60 pontos;

                                    RGS Cruiser

                                    1. Blue Wind (James Bellini) – 133,30 pontos;
                                    2. Mandachuva (Mario Sorensen Garcia) – 129 pontos;
                                    3. Invocado (Marco Polo de Mello Lopes) – 126,50 pontos;
                                    4. Kon-Tiki (Michael Downey) – 120,10 pontos;
                                    5. Inaê (Bayard Freitas Umbuzeiro Filho) – 119,70 pontos.

                                    Equipes

                                    1. 3 Ventos (+Bravíssimos – ORC, Zeus – BRA-RGS, Invocado – Cruiser) – 235 pontos;
                                    2. Remax Pindá BL3 (Lucky Alphorria – ORC, Avohai – BRA-RGS, BL3 Mangalô – Cruiser) – 212 pontos;
                                    3. Ozzy’s (Phytoervas – ORC, Cosa Nostra – BRA RGS, Kon-Tiki – Cruiser) – 200 pontos;
                                    4. King Bl3 Kameha (King – ORC, BL3 Urca – BRA RGS CRUISER, Kameha Meha – CLÁSSICOS) – 164 pontos;
                                    5. Caiçara (Xamã – ORC, Bora Bora – BRA-RGS, Bossa Nova – Cruiser) – 157 pontos.

                                    Agenda da Semana de Vela de Ilhabela 2025

                                    19 de julho (sábado)

                                    • Das 9h às 22h: Credenciamento (todas as classes);
                                    • 13h: Regata Vela do Amanhã (todas as classes);
                                    • 17h: Reunião de Comandantes (todas as classes);
                                    • 17h30: Coquetel de boas-vindas (todas as classes);
                                    • 19h: Abertura oficial da SIVI 52.

                                    20 de julho (domingo)

                                    • Das 8h às 16h: Credenciamento (todas as classes);
                                    • 10h30: Desfile dos barcos (todas as classes);
                                    • 11h20: Apresentação da esquadrilha da fumaça (todas as classes);
                                    • 12h20: Largada da Regata de Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil (classe ORC);
                                    • 12h30: Largada da Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (classe C30);
                                    • 12h40: Largada da Regata de Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil (classes RGS A e B);
                                    • 12h40: Largada da Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (classes BRA-RGS C; RGS CRUISER A, B e C; CLÁSSICOS A, B E C).

                                    21 de julho (segunda-feira)

                                    • Dia livre.

                                    22 de julho (terça-feira)

                                    • 12h: Regata Mitsubishi – Eduardo de Souza Ramos (todas as classes);
                                    • 17h: Premiação da regata do dia.

                                    23 de julho (quarta-feira)

                                    • 12h: Regatas (todas as classes);
                                    • 17h: Premiações das Regatas de Alcatrazes, Toque-Toque e do desfile.

                                    24 de julho (quinta-feira)

                                    • 12h: Regatas (todas as classes);
                                    • 17h: Confraternizações no Yacht Club de Ilhabela (todas as classes).

                                    25 de julho (sexta-feira)

                                    • 12h: Regatas (todas as classes);
                                    • 20h: Premiações do Campeonato Brasileiro de Classes C30;
                                    • 20h20: Premiação da regata por equipe;
                                    • 20h30: Premiação da Classe Soto 40.

                                    26 de julho (sábado)

                                    • 12h: Regatas (todas as classes);
                                    • 19h: Premiação da SIVI 52.

                                    evento é apresentado pelo Banco Daycoval e realizado pelo Yacht Club de Ilhabela em parceria com a Prefeitura de Ilhabela. Conta ainda com o apoio da Marinha do Brasil e o patrocínio de empresas privadas.

                                     

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                                      Por: Nicole Leslie -

                                      Nas margens tranquilas dos rios tailandeses, seria natural imaginar embarcações deslizando lentamente sob as águas para pesca ou até mesmo transporte local. Mas as redes sociais de Wuttiphong Chombanphaeo revelam outro cenário: canoas turbinadas equipadas com motores tão potentes que fazem a água parecer uma pista de corrida.

                                      As cenas registradas e compartilhadas por Wuttiphong revelam as chamadas “corridas de canoa”, eventos culturais, esportivos e bastante populares na Tailândia. As embarcações utilizadas são longas, leves e extremamente estreitas, com motores expostos na parte traseira que permitem atingir velocidades impressionantes — em alguns casos, próximas de 100 km/h.

                                       

                                       

                                      As publicações têm ganhado destaque não apenas entre os tailandeses que acompanham as regatas, mas também entre internautas de outros países, impressionados com a potência e velocidade dessas embarcações.

                                      Foto: Instagram @wuttiphong_ch / Reprodução

                                      Mais do que exibir as canoas em ação, Wuttiphong utiliza seus perfis como vitrine para divulgar o próprio trabalho. Ele fabrica essas embarcações de forma artesanal com outros colaboradores, em uma oficina simples e aberta a encomendas.

                                      Foto: Facebook Wutthiphong Chombanphaeo / Reprodução

                                      Embora não divulgue detalhes técnicos dos barcos, em diversas postagens ele convida o público a entrar em contato para encomendas, sugerindo que o negócio é, de fato, ativo.

                                      Foto: Instagram @wuttiphong_ch / Reprodução

                                      Canoas turbinadas da Tailândia

                                      Projetadas para serem leves, ágeis e extremamente rápidas, as canoas utilizadas nessas corridas sacrificam estabilidade, segurança e conforto em troca de pura performance. A estrutura é reduzida ao essencial, resultando em um casco extremamente fino e leve.

                                       

                                       

                                      Para alcançar tamanha potência, os motores utilizados costumam ser adaptados de outros veículos — sejam motocicletas ou embarcações maiores — aproveitando motores de alta cilindrada. Vale tudo para maximizar o desempenho.

                                      Foto: Instagram @wuttiphong_ch / Reprodução

                                      Nas redes, Wuttiphong mostra essas adaptações com frequência. O resultado são embarcações que, ao acelerar, chegam a levantar a proa com facilidade, tamanha a força do motor em relação ao peso da estrutura.

                                      Foto: Instagram @wuttiphong_ch / Reprodução

                                      Seja pela curiosidade ou pela habilidade artesanal, os posts de Wuttiphong têm despertado atenção até de fora da Ásia. Brasileiros, norte-americanos e venezuelanos já apareceram nos comentários interessados em adquirir os barcos turbinados — quem sabe, uma oportunidade do produtor local se tornar um pequeno polo exportador de canoas turbinadas de alta velocidade.

                                       

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                                        Vistos climáticos? 80% da população de país que pode desaparecer solicitou documento à Austrália

                                        Acordo inédito prevê que moradores de Tuvalu encontrem no país residência permanente, além do direito de viver, trabalhar e estudar

                                        25/07/2025

                                        Vistos climáticos. Essa foi a inédita solução dada pela Austrália aos moradores de Tuvalu, um pequeno país da Oceania que deve se tornar o primeiro do mundo a ficar inabitável por conta das mudanças climáticas. Neste ano, mais de 80% da população do arquipélago solicitou o documento.

                                        Dois dos nove atóis (ilhas oceânicas em forma de anel) que compõe Tuvalu já desapareceram pelo aumento do nível do mar. Menor que o município de Diadema (SP) e com pico máximo de apenas 5 metros de altura, o arquipélago deve se tornar inabitável em torno de 80 anos, de acordo com cientistas climáticos.

                                        Tuvalu e seus nove atóis vistos no globo. Foto: TUBS / Wikimedia Commons / Reprodução

                                        Por isso o acordo com a Austrália, firmado em 2023, prevê que os moradores tuvaluanos encontrem no país residência permanente, além do direito de viver, trabalhar e estudar. Há, porém, um número limite de vistos cedidos por ano: cerca de 280 solicitações — 8.470 a menos que o número de pedidos feitos até agora.

                                        Foto: UNDP/ ONU/ Reprodução

                                        O dado foi revelado pela comissão australiana que gerencia essas solicitações. De acordo com o documento, 8.750 pedidos foram feitos — cerca de 82% da população de Tuvalu, que, segundo o censo de 2022, era de 10.643 habitantes.


                                        Apesar disso, em 2026, outras 280 solicitações serão aceitas novamente — e assim por diante. A ideia é conceder o visto climático a centenas de tuvaluanos todos os anos, permitindo a migração de 4% dos moradores anualmente. Ou seja: a expectativa é que 40% da população já tenha deixado a ilha dentro de uma década.

                                         

                                        O acordo não estabelece um prazo final para as solicitações, embora estime funcionar até que o arquipélago desapareça de vez no mar.

                                        Mais do que vizinhos

                                        Reconhecida como União Falepili — uma palavra tuvaluana que se refere à boa vizinhança, cuidado e respeito mútuo — , a relação entre Austrália e Tuvalu também abrange outros acordos e parceria entre os dois países.

                                        Foto: Timeless Tuvalu/ Divulgação

                                        Por exemplo: os militares australianos podem ter acesso e presença em Tuvalu caso necessário, para prestar a assistência solicitada pelo país. Além disso, o acordo ajuda a compensar as críticas do Pacífico sobre as emissões australianas, visto que o país está cooperando com uma causa ambiental.

                                         

                                        E, obviamente, o acordo histórico também tem seu lado geopolítico. O pacto é visto como uma vitória estratégica para a Austrália, que compete com a China pela consolidação de influência na região do Pacífico — justamente onde está Tuvalu.

                                         

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                                          Schaefer Yachts vai à França com 3 lanchas para o Cannes Yachting Festival

                                          Prestigiado evento náutico acontecerá de 9 a 14 de setembro. Confira os modelos

                                          Próximo destino: França! Com direito a três barcos emblemáticos, a Schaefer Yachts atracará no prestigiado Cannes Yachting Festival, um dos eventos náuticos mais tradicionais e influentes do mercado. Em sua 48ª edição, o festival acontecerá de 9 a 14 de setembro, nas águas da Côte d’Azur.

                                          A participação em Cannes é estratégica para a marca, que busca consolidar a sua imagem globalmente. Por lá, o estaleiro brasileiro apresentará os modelos Schaefer V44, Schaefer V33 e a Schaefer 375 — barcos cuidadosamente escolhidos para atender às expectativas de um público exigente.

                                          Schaefer V44. Foto: Ito Cornelsen / Divulgação

                                          A Schaefer já marca presença no Boot Düsseldorf, na Alemanha, e agora amplia sua atuação no salão náutico de Cannes– conta Igor Phelippe, gerente de exportação da Schaefer, ao NSC Total

                                          Em águas francesas, o estaleiro deseja se posicionar entre outros gigantes do mundo náutico, enquanto leva um toque de brasilidade ao Vieux Port e ao Port Canto, em Cannes, como prova de que a excelência brasileira conquistou seu espaço globalmente.

                                          Os barcos da Schaefer são desenvolvidos com padrão internacional, mas preservam características únicas que refletem o perfil brasileiro, conquistando regiões como Caribe, Flórida e Mediterrâneo– explica o gerente

                                          “As generosas áreas externas voltadas à convivência, como praças de popa amplas, espaços gourmet completos e varandas laterais retráteis são elementos que proporcionam maior integração com o mar, o que é muito valorizado e desejado pelo público europeu”, completa.

                                          Barcos da Schaefer em Cannes

                                          Schaefer V44

                                          Projetada para o mercado americano, a Schaefer V44 atracará em Cannes com tudo para cair no gosto dos franceses. Com 13,61 m de comprimento (44,8 pés) e 4,17 m de boca, a walk around nasceu com os avanços da indústria náutica de ponta do mundo, começando pela tripla motorização de popa de 400 hp cada — que pode chegar a uma trinca de 600 hp cada.

                                          Schaefer V44. Foto: Ito Cornelsen / Divulgação

                                          O modelo ainda apresenta um cockpit com beach club em um único nível, duas amplas varandas de 2,40 m de comprimento, acionamento elétrico e plataforma de popa submersível, privilegiando a área externa da embarcação. Durante o dia, a V44 acomoda até 14 pessoas — quatro no pernoite.

                                           

                                           

                                          O barco, já testado por NÁUTICA, é também o queridinho da modelo brasileira Gisele Bündchen. A V44 foi adquirida ainda este ano por Joaquim Valente, namorado da top model, a tempo de celebrar a chegada do primeiro filho do casal (e terceiro da modelo), River.

                                          Schaefer V33

                                          Lançada em 2020 no São Paulo Boat Show, a Schaefer V33 é uma walk around contemporânea, esportiva, versátil e, ao mesmo tempo, clássica, que pode servir tanto para pesca quanto para passeio. O barco de 33 pés apresenta um interior completo, com sofá e cama para duas pessoas.

                                          Schaefer V33 durante navegação em Bahamas. Foto: Revista Náutica

                                          Além disso, a lancha da Schaefer que estará em Cannes pode ser motorizada de diferentes maneiras, conforme a opção do cliente: com uma parelha de motores de popa de 200 a 300 hp; uma parelha de centro-rabeta a diesel de 220 hp ou um motor de centro-rabeta acima de 320 hp.

                                           

                                           

                                          Também já testada por NÁUTICA, a Schaefer V33 privilegia as áreas externas com sua proa aberta e um amplo espaço na praça de popa. Tudo isso sem perder o aconchego de uma cabine para duas pessoas pernoitarem, enquanto acomoda até 10 passageiros durante o dia.

                                          Schaefer 375

                                          A Schaefer 375 atracará em Cannes pronta para repetir o sucesso que teve em águas brasileiras. O modelo conta com duas varandas retráteis, uma praça de popa ampla e totalmente integrada ao cockpit, interior com 1,90m de pé direito e exclusiva passagem interna — com acesso à proa do barco.

                                          Schaefer 375. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                          A lancha de 38 pés chama atenção pelas varandas laterais retráteis, que ampliam o espaço na praça de popa para 5,95 metros. Além disso, traz motorização de popa — do jeito que o mercado internacional gosta e que tem agradado cada vez mais, também, os brasileiros. Há ainda a opção de dois motores de centro-rabeta, a diesel ou a gasolina.

                                           

                                           

                                          Testada por NÁUTICA, a Schaefer 375 oferece seis possibilidades de configuração do cockpit, em qualquer uma delas com acomodações para até 14 pessoas nos passeios durante o dia.

                                           

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                                            A 52ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval (SIVI) chegou ao seu 4º dia de disputas nesta quinta-feira (24). Desta vez, embora tenha demorado a chegar, o vento deu as caras no meio da tarde. Com a entrada de rajadas mais fortes de leste, oito regatas puderam ser realizadas — e mexeram na classificação.

                                            Na classe ORC, o Crioula, de Eduardo Plass, segue na liderança mesmo após um quarto lugar na primeira regata do dia. O +Bravíssimo, de Luciano Secchin, venceu uma prova e ficou em segundo na outra, assumindo a vice-liderança, seguido pelo Phytoervas, de Marcelo Bellotti.

                                            Foto: Neto Ilhabela / FOTOP / Reprodução

                                            Já na BRA-RGS — classe mais numerosa dessa SIVI, com 35 veleiros — , o Kia Kaha, de Fábio Kohler, venceu as duas regatas do dia e assumiu a liderança geral e na divisão B. Estreante na competição, o barco também é a casa de seu comandante, que o está testando para travessias futuras.

                                             

                                            Na RGS-Cruiser, o Blue Wind, de James Bellini, ampliou a liderança com um primeiro e um terceiro lugar, seguido pelo Invocado e BL3 Urca. Entre os Clássicos, o Kameha Meha manteve a ponta com um primeiro e um segundo lugar, abrindo seis pontos sobre o Vendetta. O Fuga III aparece em terceiro.

                                             

                                             

                                            O dia ainda contou com o início das regatas Soto 40 Super Series. Até o momento, a liderança da categoria pertence ao Phytoervas, que está na frente do Saci, de Mauro Dottori, por 0,1 ponto. O Inaê Soto Transbrasa fecha o pódio momentâneo.

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                                            RGS Cruiser

                                            1. Blue Wind (James Bellini) – 133,30 pontos;
                                            2. Invocado (Marco Polo de Mello Lopes) – 126,50 pontos;
                                            3. BL3 Urca (Clauberto Andrade) – 106,90 pontos;
                                            4. Mandachuva (Mario Sorensen Garcia) – 95 pontos;
                                            5. Kon-Tiki (Michael Downey) – 94,10 pontos.

                                            ORC

                                            1. Crioula 52 (Eduardo Plass) – 90,20 pontos;
                                            2. +Bravíssimo (Luciano Secchin) – 82,8 pontos;
                                            3. Phytoervas (Marcelo Augusto Bellotti) – 73,10 pontos;
                                            4. Saci (Mauro Dottori) – 70,90 pontos;
                                            5. America del Sur (Pablo Maffei) – 70,10 pontos.

                                            C30

                                            1. Kaikias EMS (Daniel Hilsdorf) – 46,10 pontos;
                                            2. Bravo C30 (Jorge Berdasco) – 37,50 pontos;
                                            3. Tonka (Demian Pons) – 36,40 pontos;
                                            4. Relaxa Building (Thomas Funari Negrão) – 34,70 pontos;
                                            5. Zeus Team (Inácio Vandresen) – 27,20 pontos.

                                            Clássicos

                                            1. Kameha Meha (Xavier Marie Georges) – 71,80 pontos;
                                            2. Vendetta (Marco Nico D’ippolito) – 65,30 pontos;
                                            3. Fuga III (Fabiana de Souza Leite) – 64,40 pontos;
                                            4. Pepa XXI (Manfred Kaufmann Jr.) – 61,60 pontos;
                                            5. Pepa XIX (Carlos Frederico Hackerott) – 59,20 pontos.

                                            BRA-RGS

                                            1. Kia Kaha II (Fabio Kohler Harkot) – 137 pontos;
                                            2. Zeus (Paulo Fernando Moura) – 134 pontos;
                                            3. Cosa Nostra (Luciano Gubert) – 118 pontos;
                                            4. My Boy (Lars Andreas Muller) – 116,5 pontos;
                                            5. Comanda (Sebastian Menendez) – 116 pontos.

                                            Equipes

                                            1. 3 Ventos (+Bravíssimos – ORC, Zeus – BRA-RGS, Invocado – Cruiser) – 175 pontos;
                                            2. Remax Pindá BL3 (Lucky Alphorria – ORC, Avohai – BRA-RGS, BL3 Mangalô – Cruiser) – 143 pontos;
                                            3. Ozzy’s (Phytoervas – ORC, Cosa Nostra – BRA RGS, Kon-Tiki – Cruiser) – 138 pontos;
                                            4. Apoena (Saci – ORC, Marlim – BRA-RGS, João das Botas – Cruiser) – 123 pontos;
                                            5. Caiçara (Xamã – ORC, Bora Bora – BRA-RGS, Bossa Nova – Cruiser) – 122 pontos.

                                            Soto 40 Super Series

                                            1. Phytoervas (Marcelo Augusto Bellotti) – 18,5 pontos;
                                            2. Saci (Mauro Dottori) – 18,4 pontos;
                                            3. Inaê Soto Transbrasa (Bayard Freitas Umbuzeiro) – 14 pontos;
                                            4. Vesper IV (Joao Marcos De Faro) – 9,3 pontos;
                                            5. King II (Marcelo Navarro Soares) – 9 pontos.

                                             

                                            A principal competição de vela da América Latina volta as águas já nesta sexta-feira (25), às 12h, com regatas para todas as classes e premiações na C30, Equipes e Soto 40. Todos os resultados oficiais e atualizados de cada categoria podem ser conferidos aqui.

                                            Agenda da Semana de Vela de Ilhabela 2025

                                            19 de julho (sábado)

                                            • Das 9h às 22h: Credenciamento (todas as classes);
                                            • 13h: Regata Vela do Amanhã (todas as classes);
                                            • 17h: Reunião de Comandantes (todas as classes);
                                            • 17h30: Coquetel de boas-vindas (todas as classes);
                                            • 19h: Abertura oficial da SIVI 52.

                                            20 de julho (domingo)

                                            • Das 8h às 16h: Credenciamento (todas as classes);
                                            • 10h30: Desfile dos barcos (todas as classes);
                                            • 11h20: Apresentação da esquadrilha da fumaça (todas as classes);
                                            • 12h20: Largada da Regata de Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil (classe ORC);
                                            • 12h30: Largada da Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (classe C30);
                                            • 12h40: Largada da Regata de Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil (classes RGS A e B);
                                            • 12h40: Largada da Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (classes BRA-RGS C; RGS CRUISER A, B e C; CLÁSSICOS A, B E C).

                                            21 de julho (segunda-feira)

                                            • Dia livre.

                                            22 de julho (terça-feira)

                                            • 12h: Regata Mitsubishi – Eduardo de Souza Ramos (todas as classes);
                                            • 17h: Premiação da regata do dia.

                                            23 de julho (quarta-feira)

                                            • 12h: Regatas (todas as classes);
                                            • 17h: Premiações das Regatas de Alcatrazes, Toque-Toque e do desfile.

                                            24 de julho (quinta-feira)

                                            • 12h: Regatas (todas as classes);
                                            • 17h: Confraternizações no Yacht Club de Ilhabela (todas as classes).

                                            25 de julho (sexta-feira)

                                            • 12h: Regatas (todas as classes);
                                            • 20h: Premiações do Campeonato Brasileiro de Classes C30;
                                            • 20h20: Premiação da regata por equipe;
                                            • 20h30: Premiação da Classe Soto 40.

                                            26 de julho (sábado)

                                            • 12h: Regatas (todas as classes);
                                            • 19h: Premiação da SIVI 52.

                                            evento é apresentado pelo Banco Daycoval e realizado pelo Yacht Club de Ilhabela em parceria com a Prefeitura de Ilhabela. Conta ainda com o apoio da Marinha do Brasil e o patrocínio de empresas privadas.

                                             

                                            Náutica Responde

                                            Faça uma pergunta para a Náutica

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                                              Leandro Barbosa, head de Operação Marítima da marca, contou detalhes do lançamento em entrevista no Estúdio Náutica

                                              Há 19 anos no mercado e com mais de 40 mil unidades mundo afora, o sistema IPS da Volvo Penta já é consolidado entre estaleiros e consumidores. Ainda assim, a marca sueca lançou seu olhar para o futuro e acaba de revelar o produto na versão elétrica — que deve chegar ao Brasil ainda em 2025.

                                              É o que afirma Leandro Barbosa, head de Operação Marítima da Volvo Penta. Em entrevista ao Estúdio Náutica, ele revelou que embora leve “elétrico” no nome de forma global, trata-se de um equipamento híbrido, que não deixa de viabilizar o uso do motor a combustão.

                                              Você tem um motor elétrico, que atua no IPS, mas tem um setup híbrido, que viabiliza o uso tanto do motor a combustão, quanto do elétrico– explicou

                                               

                                              O Inboard Performance System (IPS) é um conjunto de tecnologias que inclui motores, hélices e controles eletrônicos integrados para proporcionar uma experiência de navegação otimizada, principalmente no consumo do barco. Nesse sentido, Leandro detalha que a nova tecnologia vai funcionar de forma semelhante ao que acontece no mercado automotivo.

                                              Sistema IPS da Volvo esteve no Marina Itajaí Boat Show 2025. Foto: Rivo Biehl/ Revista Náutica

                                              O motor a combustão não será acoplado diretamente ao IPS, mas, sim, o elétrico, tocado por baterias. Elas, por sua vez, serão carregadas, justamente, pelo motor a combustão — tudo automatizado, ao melhor estilo “easy boating” da Volvo Penta.

                                              Esse processo traz uma situação de eficiência muito mais atrativa– destacou

                                              Além das vantagens técnicas, o equipamento híbrido promete dar ao usuário uma experiência de navegação que encanta pelo silêncio. “Dá a impressão de que o vento está te levando. Você escuta a água, a natureza. Essa possibilidade é muito bacana e muito atrativa”, relatou o head da marca.


                                              Testado e aprovado

                                              Barbosa destaca que a Volvo Penta preza pela responsabilidade quando o assunto são lançamentos. Por isso, segundo ele, antes de ganhar esse título, o novo IPS elétrico passou por testes em situações severas por mais de 3 mil horas.

                                              Toda solução que chega ao mercado náutico de lazer é colocada antes em parceiros de aplicação comercial. Já está testado e comprovado– ressalta o head

                                               

                                              O novo produto chegará ao mercado como IPS 900 Elétrico, o equivalente, em termos de performance, a um IPS 900 hp a combustão — ideal para barcos de 56 a 60 pés. Para a marca, esse é um projeto que vai se consolidar primeiro em mercados maduros, como o europeu, embora já exista uma demanda considerável de grandes estaleiros nacionais.

                                              Eu acredito que é questão de muito pouco tempo para essa realidade estar implementada nas águas do nosso país– enfatizou Barbosa

                                              De acordo com Barbosa, o IPS elétrico da Volvo Penta já está disponível para a fábrica e começa a ser entregue a partir do último trimestre de 2025.

                                               

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                                                Por: Nicole Leslie -

                                                Imagine passar uma semana a bordo de um superiate feito sob medida para a prática de esportes? Agora é possível — desde que o investimento de 390 mil euros por semana — cerca de R$ 2,5 milhões na cotação de julho de 2025 — não seja um obstáculo. Trata-se do Limerence, embarcação de 52,5 metros (172,2 pés) entregue em 2025 pelo estaleiro Alia Yachts, e que agora integra a frota de fretamento da Christie Yachts.

                                                Neste verão europeu (que vai até setembro), o Limerence navega pelo Mediterrâneo Ocidental. Os planos envolvem cruzar o Atlântico no final do ano para passar a temporada de inverno no Caribe e nas Bahamas (entre dezembro de 2025 e março de 2026).

                                                Foto: Christie Yachts / Reprodução

                                                Arsenal esportivo a bordo

                                                O grande diferencial do Limerence é sua vocação esportiva. Além de uma academia completa, o iate conta com um centro de mergulho de última geração com itens para mergulho autônomo, livre e pesca submarina.

                                                Foto: Christie Yachts / Reprodução

                                                O arsenal a bordo ainda inclui jets, caiaques, catamarãs a vela, pranchas de wakesurf e wakeboard, bolas para diversas modalidades, tacos com bolas biodegradáveis de golfe e outros brinquedos aquáticos.

                                                Foto: Christie Yachts / Reprodução

                                                Outro destaque é o heliponto de classificação comercial e de reabastecimento, que pode ser transformado em uma verdadeira arena poliesportiva. A bordo, há redes, cercas, tobogãs e tapetes que adaptam o espaço para diferentes jogos e atividades.

                                                Foto: Christie Yachts / Reprodução

                                                Como se não bastasse, o Limerence ainda vem com uma plataforma inflável flutuante, equipada com escorregador, trapézio, parede de escalada, docas para jet e pódios de gladiadores — ideal para batalhas aquáticas — que garantem ainda mais diversão.

                                                Foto: Christie Yachts / Reprodução

                                                Luxo não fica de fora

                                                Apesar do espírito aventureiro, o Limerence ainda é um superiate luxuoso. À noite, o ambiente pode receber festas com DJs, karaokê, globo de discoteca e jogos de luzes. Mas, para quem prefere algo mais tranquilo, também pode ser palco para jantares à luz de velas, cinema ao ar livre ou tempo de qualidade, relaxando em espreguiçadeiras sob as estrelas.

                                                Foto: Christie Yachts / Reprodução

                                                O layout acomoda até seis hóspedes em três cabines, incluindo uma suíte máster com espaço adicional para duas crianças. Também há espaços fixos para descanso, como na extremidade do heliponto (ou quadra poliesportiva).

                                                Foto: Christie Yachts / Reprodução

                                                Foto: Christie Yachts / Reprodução

                                                O valor do fretamento é válido tanto para a alta quanto para a baixa temporada. O preço, no entanto, não inclui despesas extras, como alimentação, bebidas, taxas de atracação, pilotos ou impostos locais (IVA), que são cobradas à parte conforme os padrões internacionais de charter.

                                                Foto: Christie Yachts / Reprodução

                                                 

                                                Náutica Responde

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                                                  Teste NX44 Pininfarina: uma lancha à altura do estúdio de design italiano

                                                  Desenhada pela Pininfarina e construída pela NX Boats, a embarcação navega com dois motores de 440 hp cada

                                                  24/07/2025

                                                  Fundada em 2014, a pernambucana NX Boats, comandada por Jonas Moura, chama atenção pelo rápido crescimento, impulsionado por investimentos em inovação e lançamentos que atraem e retém clientes. Em dez anos, o estaleiro ocupa um lugar de destaque em seu segmento. De sua fábrica, onde ocupa uma área construída de 12 mil m², já saíram quase 2 mil barcos — incluindo a NX44 Design by Pininfarina.

                                                  Atualmente, o estaleiro produz 11 modelos de lanchas, de 26 a 50 pés, que são distribuídas por boa parte do país e até no exterior. São embarcações únicas e com projetos exclusivos, que estão sendo certificadas internacionalmente — o que abriu para o estaleiro a possibilidade de exportação para os Estados Unidos — , já que o objetivo da NX Boats é ser uma empresa global.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Para enfrentar a concorrência, seu mais recente trunfo foi firmar uma parceria com um dos mais importantes estúdios de design do mundo, o italiano Pininfarina, famoso por ter desenhado quase todas as Ferraris, entre outros carros de luxo, como Alfa Romeo, Lamborghini e Maserati. Nasceu, assim, a NX44 design by Pininfarina.

                                                   

                                                  A lancha de passeio rápido — não é uma esportiva — foi totalmente criada pelo estúdio insular. “A NX44 é o primeiro barco 100% desenhado pela Pininfarina”, afirma Jonas Moura. Lançada no Rio Boat Show 2024, o barco logo caiu no gosto dos fãs da marca.

                                                   

                                                   

                                                  O casamento Brasil-Itália — ou NX-Pininfarina — resultou em muitos detalhes interessantes que uma avaliação detalhada da NX44 revela. Começando pelas linhas esportivas da superestrutura, harmônica e rica em detalhes, com curvas salientes na targa incorporada à casaria.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Feliz, também, foi a combinação de cores, com o emprego de preto, cinza, bege e frisos vermelhos nos estofados. Por sua vez, os seis grandes cunhos de amarração de embutir, de 25 cm cada, vieram diretamente da Itália, estampados com o símbolo da NX Boats. E o que dizer do reluzente guarda-mancebo de inox na proa, que mais parece uma escultura metálica criada por algum artista do país de Michelangelo.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  A plataforma de popa de 1,61 m de comprimento por 3,38 m de largura chama atenção. Ela serve de apoio para quem estiver pilotando a área gourmet, composta por tábua de cortar, pia, caixa térmica e grelha elétrica equipada com corta-corrente, para cortar a energia caso a tampa desta grelha seja abaixada sem se desligar o botão de acionamento do equipamento.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Na unidade testada por NÁUTICA, a primeira da série Pininfarina, o estaleiro instalou uma plataforma de mergulho, apelidada de fun dive, com acionamento hidráulico elétrico abaixo da parte fixa de popa. Este arranjo resulta na formação de uma prainha particular na popa. Porém, pode-se encomendar a lancha com a tradicional plataforma submersível hidráulica.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Na passagem para o cockpit, uma elegante portinhola de correr — embutida no móvel do sofá de popa quando aberta — é mais um exemplo da criatividade emprestada pelo estúdio italiano à embarcação brasileira — geralmente, nossas lanchas usam portas articuladas.

                                                   

                                                  Uma ducha de padrão internacional, com água quente e fria, fica estrategicamente posicionada próxima a essa portinhola, assim como a lixeira.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  A praça de popa, com convés revestido por madeira teca e convenientemente protegido por um toldo elétrico (itens de série), tem um sofá em L a bombordo, com assentos para cinco adultos, e outro menor a boreste, para duas pessoas.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  A mesa de centro — decorada com as cores do barco — oferece regulagem de altura com acionamento elétrico. Com um simples toque de botão, o tampo oscila da altura normal de uma mesa de refeições para uma posição mais baixa, indicada para beber um bom vinho, por exemplo, e vice-versa.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Outra solução interessante adotada pelo estaleiro são as portas de entrada do cockpit, que podem ser deslocadas para um bordo ou outro, facilitando a circulação. Com isso, a cozinha, posicionada à bombordo do salão, pode ficar totalmente integrada à praça de popa, com as folhas da porta de correr à boreste. Se houver necessidade de proteção contra o vento, basta voltá-las à posição normal.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  O pé-direito na entrada no salão é de 2,12 m. Apenas na passagem pela porta que a altura cai para 1,93 m. Uma TV de 32 polegadas fica embutida — por acionamento elétrico — atrás do móvel do posto de comando, voltada para quem estiver na praça de popa.

                                                   

                                                  E para iluminar todo o ambiente com luz natural, os projetistas instalaram grandes janelas de vidro e um igualmente generoso para-brisas, além do teto solar elétrico.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  A cozinha vem de fábrica com fogão elétrico por indução de duas bocas — na unidade testada, porém, faltou a grelha de proteção, para evitar que as panelas saiam do lugar — , forno, caixa térmica, pia e uma pequena geladeira com uma prática porta de correr. Tudo a ver com a simplicidade e a beleza atemporal típicas dos designs by Pininfarina.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Gavetas e armários junto à bancada da cozinha oferecem bom espaço para guardar mantimentos e utensílios como louças e panelas. Para os copos e taças, há uma cristaleira. Porém, para quem navega com um número grande de convidados a bordo, vale a pena colocar uma placa de refrigeração na caixa térmica da bancada da cozinha, já que a geladeira elétrica não é lá muito grande.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  No posto de comando, o piloto conta com um banco fixo duplo — duas pessoas se sentam com folga — , cuja parte dianteira do assento pode ser rebatida para que o condutor fique sentado em uma posição mais alta. Usamos este recurso durante a fase de navegação deste teste.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Um suporte para os pés do piloto, útil para cruzeiros mais longos, também está presente. No painel, há dois monitores de 12 polegadas da Garmin, com gps e sonda, que são itens de série, assim como sistema de som, o ar-condicionado e o gerador Onan de 9 kVA.

                                                   

                                                  Todos os instrumentos, assim como o timão, os manetes, aceleradores, o joystick e os botões de acionamento dos flaps, estão bem-posicionados. As exceções ficam com o rádio VHF, fixado muito baixo, obrigando o piloto a se abaixar para visualizar o canal em uso no visor deste aparelho.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Merecem elogios também o revestimento escuro na parte superior do painel, o que evita reflexos no para-brisa, e a visibilidade do piloto, muito boa, com poucos pontos cegos — como nas colunas de sustentação do teto solar. O quadro elétrico dos disjuntores está instalado no móvel do banco do piloto, com acesso fácil e protegido com porta, o que dificulta o acesso de crianças.

                                                   

                                                  O acesso à proa é fácil e seguro: basta transpor uma portinhola e, em seguida, uma porta maior, a bombordo, com amortecedor hidráulico, o que facilita a abertura e o fechamento — a abertura dessa porta promove uma ventilação natural abundante dentro do cockpit, dispensando o ar-condicionado.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  O corredor até a proa é largo e protegido por um elegante guarda-macebo de inox. Lá na frente, há um grande solário para três adultos, além de um pequeno sofá para duas pessoas na frente, formando uma espécie de lounge.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  O acesso ao guincho da âncora é muito bom. Um chuveiro de água doce permite tanto lavar a corrente da âncora como refrescar quem estiver tomando sol. Porém, falta uma trava para a corrente, recurso que impede a descida acidental do ferro, além de evitar danos à coroa do guincho elétrico, que “sofre” com os trancos causados pelas marolas de outras lanchas.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Uma escada com degraus dá acesso à cabine, em que cinco podem pernoitar a bordo, em duas suítes e um sofá na sala conversível em cama. A escada, com um degrau individual para cada pé, é elegante, mas muito íngreme — provavelmente o estaleiro modificará essa inclinação nas próximas unidades.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  O sofá do pequeno salão do convés inferior, à bombordo, tem 1,90 m de comprimento, daí poder ser usado como uma cama individual. Embaixo dele há gavetas, úteis para guardar alguns pertences — durante este teste, a equipe de NÁUTICA deixou ali suas bolsas e mochilas. Uma janela à bombordo deixa passar luz natural, assim como o próprio para-brisas. O pé-direito é de 1,89 m.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Na proa, fica o camarote para os convidados, com 1,87 m de altura na entrada e cama de casal medindo 1,81 m x 1,42 m, ladeada por vários armários e gavetas e com uma TV de 32 polegadas na frente. Janelas e vigias nos dois bordos garantem boa iluminação e ventilação natural ao ambiente, que tem luzes individuais de leitura e, claro, pode ser climatizado.

                                                   

                                                  Um banheiro pequeno, mas completo, com pé-direito de 1,87 m e vigia para ventilação natural, serve tanto este camarote na proa como para a área social durante os passeios diurnos, já que tem duas portas, uma voltada para o camarote e outra, para a sala.


                                                  A maior surpresa fica por conta da suíte principal, à meia-nau, com aproveitamento completo da boca do barco, que é de 3,83 metros. Normalmente acanhado, já que fica embaixo do salão, esse cômodo neste barco é bem amplo, com 1,75 m de pé-direito junto à cama — a altura só fica mais baixa à bombordo.

                                                   

                                                  A entrada da suíte de meia-nau é muito bem iluminada por duas janelas laterais, ambas equipadas com vigias para ventilação livre do ar-condicionado, o que é muito bom.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  A entrada de luz natural amplia a sensação de espaço, colaborada pelo sofá, à boreste, e por um móvel grande a bombordo, equipado com vários nichos. Armários e uma TV de 32 polegadas completam este ambiente, cuja cama de casal mede 1,93 m x 1,40 m, um bom tamanho para o porte desta lancha. O banheiro dessa suíte é exclusivo e conta com box separado para banho, com 1,16 m por 0,49 m.

                                                  Navegação da NX44 Design by Pininfarina

                                                  Se rouba a cena quando parada, seus encantos não se resumem a formas atraentes. No desempenho, a expectativa é de uma lancha de passeio rápido — lembrando que ela não é uma esportiva — , embora com bom fôlego nos motores. Para avaliar se sua performance corresponde ao DNA, levamos a NX44 Design by Pininfarina para as águas fora da barra de Itajaí, em Santa Catarina.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Após a transição do Rio Itajaí-Açu para o Atlântico, as águas não costumam ser tranquilas. Mas, nos dois dias pelos quais se estendeu este teste, não havia ondas significativas e os ventos estavam na casa dos 9 nós.

                                                   

                                                  Nessas condições, não ideais para pôr à prova toda a capacidade do casco, cruzamos as marolas produzidas pelo próprio barco, além de outras embarcações que cruzaram a nossa proa. Naturalmente, reduzindo a velocidade e aproando o casco contra as ondulações.

                                                   

                                                  O resultado? Gostamos da agilidade deste conjunto, com os dois motores a diesel de centro-rabeta D6/440 da Volvo Penta de 440 hp cada.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  A aceleração até os 20 nós (37 km/h), condição onde toda lancha está planando, foi de 11,1 segundos, tempo coerente com o porte e a categoria desse barco, que pesa 12,8 toneladas quando vazio e 16,5 toneladas totalmente carregado, de acordo com o que informa o fabricante. Durante o teste, o peso estimado era cerca de 14,5 toneladas. A bordo havia quatro adultos, 630 litros de diesel e 400 litros de água doce.

                                                   

                                                  Nas manobras na velocidade de cruzeiro econômico, que foi de 28,8 nós — sim, quase 30 nós, o que mostra a eficiência do conjunto casco-motores — , importantes para desviar de um objeto flutuante, como os troncos que costumam boiar próximo a barras ou a ligações de rios ou canais com o mar, como em Itajaí, não tivemos nenhuma surpresa preocupante.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Em todos os zigue-zagues intencionais, a lancha se comportou de maneira previsível, sem afundar demasiadamente a proa na água nem fazer o piloto perder o leme. E quando o joystick entra em operação, manobrar esta lancha passa a parecer brincadeira de criança.

                                                   

                                                  Tanto as manobras quanto as medições foram feitas com as rabetas totalmente abaixadas (marcação menos cinco no painel de instrumentos) e sem o acionamento dos flapes. Manter as rabetas totalmente baixas é normal na navegação com esse tipo de barco. Já os flapes costumam ser indispensáveis — não na NX44 Design by Pininfarina, que tem um ângulo de V na popa de 14,3 graus.

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Barcos de lazer deste porte e categoria costumam ter um ângulo de V na popa entre 13 e 17 graus. É claro que, se houvesse ondas, provavelmente, deixaríamos os flapes atuantes. Mas, navegando em mar calmo, essa lancha não precisa deles, o que reforça o equilíbrio perfeito entre o casco e a motorização.

                                                   

                                                  A velocidade máxima, de 37,3 nós (69 km/h), também é compatível com o peso e a potência dessa lancha, e cerca de 20% maior que a média das lanchas com flybridge deste porte. Durante os dois dias deste teste, o convés permaneceu seco na proa, sinal que o desenho do fundo do casco é eficiente, não deixando os respingos subirem além do verdugo (linha de união do casco e com o convés, marcada por um friso de borracha com metal).

                                                  Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                  Ao desembarcar, veio a certeza de que a NX44 Design by Pininfarina atende bem tanto quem navega no mar quanto quem pretende usá-la em água doce. Nesta condição, a alta capacidade de carga (ela está homologada para 20 pessoas nos passeios diurnos) é um diferencial e tanto, assim como o bom aproveitamento de espaço na proa e na popa, onde a plataforma de mergulho serve de trampolim para as crianças.

                                                   

                                                  Em resumo, uma lancha que faz jus ao nome Pininfarina estampado no casco.

                                                  Saiba tudo sobre a NX44 Design by Pininfarina

                                                  Pontos altos

                                                  • Design exclusivo e atraente;
                                                  • Guarda-mancebo e cunhos bem-feitos;
                                                  • Tamanho da suíte à meia-nau;

                                                  Pontos baixos

                                                  • Escada de acesso à cabine muito íngreme;
                                                  • Geladeira na cozinha é pequena;
                                                  • Faltam drenos na canaleta da tampa de acesso aos motores;

                                                  Características técnicas

                                                  • Comprimento máximo: 13,75 m (45 pés);
                                                  • Comprimento do casco na linha d’água: 11,50 m;
                                                  • Boca (largura máxima do casco): 3,83 m;
                                                  • Calado propulsão/casco: 1,10 m/0,75 m;
                                                  • Ângulo do V na popa: 14,3 graus;
                                                  • Borda-livre proa: 1,67 m;
                                                  • Borda-livre popa: 1,57 m;
                                                  • Peso sem motores: 12.800 kg;
                                                  • Tanque de combustível: 1000 litros;
                                                  • Tanque de água: 400 litros;
                                                  • Capacidade (dia): 20 pessoas;
                                                  • Capacidade (noite): 4/5 pessoas;
                                                  • Motorização: popa ou centro-rabeta;
                                                  • Potência: 2 x 380 e 600 hp cada.
                                                  Navegação da NX44 Design by Pininfarina com 2 motores centro-rabeta a diesel de 440 hp cada.

                                                  Equipamentos de série (itens principais)

                                                  Teto solar elétrico, para-brisa de vidro com limpador de aço inox, âncora tipo bruce com corrente, guincho elétrico para âncora, churrasqueira elétrica na popa, fogão elétrico de duas bocas, geladeira elétrica, micro-ondas, ar condicionado, gerador Onan de 9 kVA, carregador de bateria, duas bombas de porão de 2000 GPH com acionamento automático, seis baterias de 150 Ah cada para motores e serviço, vasos sanitários elétricos, sistema de água pressurizada quente e fria, tanque para águas servidas, flaps elétricos, dois exaustores na sala de máquinas e seis cunhos de embutir de aço inox de 25 cm cada.

                                                  Equipamentos opcionais (itens principais)

                                                  Estabilizador de movimento do barco, sistema de flaps automáticos, radar, piloto automático, AIS (sistema de identificação da embarcação por rádio), luzes subaquáticas.

                                                   

                                                  Preço estimado da NX44 Design by Pininfarina: R$ 4,05 milhões — valor apurado em julho de 2024, com dois motores de centro-rabeta a diesel Volvo Penta D6/440, de 440 hp cada, ar-condicionado, gerador Onan 9kVA, instrumentos eletrônicos para navegação (exceto radar e piloto automático), som e totalmente pronta para ir para a água.

                                                   

                                                  Náutica Responde

                                                  Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                    Nunca existiu: estudo nega presença de grande plataforma de gelo que cobria o Ártico

                                                    Segundo pesquisa, enorme massa de água se manteve aberta o tempo todo mesmo durante o pico de eras glaciais

                                                    Por muito tempo, perpetuou-se um debate sobre a existência de uma imensa camada de gelo que cobria completamente o Oceano Ártico. Agora, um novo novo estudo promete colocar um fim nessa discussão. Segundo a pesquisa, a enorme plataforma gelada nunca esteve lá — nem em lugar nenhum.

                                                    De acordo com o artigo, publicado na Science Advance, a plataforma continental de mais de 14 milhões de km² não ficou completamente coberta de gelo em nenhum momento dos últimos 750 mil anos — período que engloba as duas últimas eras glaciais. Ou seja, as águas do Ártico estiveram abertas o tempo todo.

                                                    Foto: Image-Source/ Envato

                                                    Pesquisadores da Into the Blue (i2B) analisaram a bioprodutividade da superfície da água, para estudar a quantidade de vida marinha presente na região. Afinal, se uma plataforma de gelo gigante pairasse por ali, o local seria pouco próspero — ou até inabitável — para as espécies aquáticas.

                                                     

                                                    Os resultados surpreenderam: em vez de gigantes camadas geladas contínuas, houve, na verdade, gelo marinho sazonal (que se forma e derrete em diferentes épocas do ano). Além disso, os pesquisadores detectaram floração de fitoplâncton, tanto em períodos glaciais quanto interglaciais.

                                                    Foto: kiraliffe/ Envato

                                                    Por meio de um biomarcador químico, os estudiosos ainda identificaram a presença contínua de gelo marinho sazonal nos últimos 750 mil anos. Logo, mesmo durante as eras glaciais “recentes”, houveram períodos de águas abertas, que permitiam a prosperidade da vida marinha.

                                                    Pode ter havido plataformas de gelo de curta duração em algumas regiões do Ártico durante fases de frio especialmente intenso– Jochen Knies, autor do estudo, ao site da Universidade Ártica da Noruega

                                                    Porém, há uma exceção: durante o Estágio Isotópico Marinho (MIS) 16 — por volta de 676 mil a 621 mil anos — , os níveis de gelo marinho e fitoplâncton foram extremamente baixos, o que sugere condições particularmente severas. Logo, especula-se que existiu plataformas maiores ou de curta duração.

                                                    Estava ali o tempo todo

                                                    Para a pesquisa, os cientistas usaram o Modelo do Sistema Terrestre (AWI-ESM2), que simulou as condições climáticas do Ártico em alta resolução. Também foram analisados núcleos de sedimentos coletados no fundo do mar, que possuem minúsculas químicas de algas que viveram no oceano há milhares de anos.

                                                    Foto: Image-Source/ Envato

                                                    Segundo o estudo, a massa de água levava gelo marinho o ano todo, até mesmo durante o auge glacial dos últimos 750 mil anos. Inclusive, os Mares Nórdicos, que também foram analisados no artigo, apresentavam gelo marinho sazonal por conta da persistência de águas quentes do Atlântico.

                                                    Mesmo nessas glaciações extremas, a água quente do Atlântico ainda fluía para o Ártico. Isso ajudou a evitar que partes do oceano congelassem completamente– afirmou Knies

                                                    “Isso nos diz que deve ter havido luz e água aberta na superfície. Você não veria isso se todo o Ártico estivesse coberto por uma camada de gelo com um quilômetro de espessura”, completou o principal autor do estudo.

                                                    Para entender a complexidade do clima ártico há milhares de anos, a pesquisa enfatiza a diferença entre plataformas de gelo e gelo marinho: a primeira é composta por grandes massas de gelo flutuantes conectadas a geleiras, enquanto a outra é uma formação que se dá pela congelação da água do mar.

                                                     

                                                    Contudo, Jochen Knies é categórico sobre a existência de uma enorme plataforma de gelo no Ártico, conforme se debatia: “não encontramos evidências de uma única plataforma de gelo maciça que cobrisse toda a região por milhares de anos”, e ponto final.

                                                     

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                                                      Christine Kesteloo compartilha seu estilo de vida e as limitações desse privilégio nas redes sociais

                                                      Casamentos costumam vir acompanhados de ônus e bônus comuns da convivência diária. Mas no caso de Christine Kesteloo, decidir partilhar a vida com seu marido lhe trouxe um novo modo de viver. Graças a ele, que é engenheiro-chefe da tripulação de um navio de cruzeiro, ela trocou sua casa em terra firme para morar de graça a bordo — e agora compartilha essa realidade nas redes sociais.

                                                      Conhecida no TikTok como “American Girl”, Christine soma 1 milhão de seguidores na plataforma, onde produz conteúdos sobre o seu cotidiano pouco comum. O que mais chama a atenção do público, claro, são as regalias de morar nesses navios, famosos pela estrutura completa — quase como uma cidade flutuante.

                                                      Foto: Instagram @christinekesteloo / Reprodução

                                                      Em cruzeiros, Christine tem acesso a uma série de vantagens. Além de acomodação, comida e bebidas gratuitas, a “esposa a bordo” pode frequentar a piscina, o espaço de spa e a academia da embarcação sempre que quiser — isso sem contar que esse estilo de vida já a fez visitar quase 110 países ao redor do mundo.

                                                       

                                                      No entanto, embora possa desfrutar de muitas mordomias, a American Girl é tida como uma “convidada da tripulação” — o que implica a ela algumas regras. Em um de seus vídeos mais viralizados, Christine lista, também, os pontos negativos de viver a bordo de cruzeiros. Confira abaixo!

                                                       

                                                      @dutchworld_americangirl I go through four things I can, and cannot do it while living on the cruise ship with my husband #weliveonacruiseship #4things #alaskacruise #cruiseship #cruiseshiplife #cruise #alaska #caribbeancruise #cruiselife #livingstsea #getreadywithme ♬ Chill in a good mood, calm and fun(1263486) – zukisuzuki


                                                      Um deles está no cassino: ”Não tenho permissão para ficar sentada em frente a uma máquina caça-níqueis e jogar com todas as minhas forças até ganhar, porque pareceria um pouco estranho se eu, como esposa do engenheiro-chefe, ganhasse um grande prêmio”, explica.

                                                       

                                                      Sua circulação a bordo, embora livre tanto nas áreas dos hóspedes como nas da tripulação, tem regras. Christine é obrigada, por exemplo, a usar um crachá nos andares dos funcionários, para não ser confundida com um passageiro perdido.


                                                      Já nas paradas — quando o navio chega a um de seus destinos —, a estadunidense precisa aguardar todos os hóspedes desembarcarem para, então, descer também, o que pode levar até 1h.

                                                       

                                                      Há ainda mais restrições: Christine precisa ceder seu lugar aos hóspedes quando as áreas de lazer, como piscina e spa, estão cheias. Além disso, ela tem que portar, obrigatoriamente, um seguro de viagem internacional válido.

                                                      Foto: Instagram @christinekesteloo / Reprodução

                                                      Para muitos internautas, contudo, nada disso é problema. “Nota para mim mesmo: casar com alguém que trabalhe em um navio de cruzeiro”, escreveu um. “Por favor, me indique um homem a bordo”, complementou um segundo. “Não vejo nada negativo aqui!”, observou outro.

                                                       

                                                      Embora a vida a bordo seja a grande atração dos perfis de Christine nas redes sociais, quando em terra, ela também compartilha seu trabalho como “diretora de cruzeiros”, organizando cruzeiros em grupos.

                                                       

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                                                        Quarta-feira (23) contou com ventos favoráveis e tarde de premiações aos vencedores de Alcatrazes e Toque-Toque

                                                        Dessa vez, o vento não recusou o convite para participar do 3º dia da 52ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval. Com direito a tarde de premiações das regatas Alcatrazes e Toque-Toque — que aconteceram no primeiro dia de regatas –, o evento teve uma tarde cheia de disputas nesta quarta-feira (23).

                                                        O Crioula, de Eduardo Plass, subiu duas vezes ao palco do Yacht Club de Ilhabela, realizador do evento, para receber os troféus das classes ORC Geral e da divisão ORC Performance. A equipe gaúcha também recebeu a honraria Fita Azul, dada ao primeiro velejador a cruzar a linha de chegada.

                                                         

                                                         

                                                        Além das premiações, a 52ª Semana de Vela de Ilhabela entrou no 3º dia de disputas — desta vez, com ventos mais favoráveis. Com sol forte e sopros sul-sudoeste com rajadas de até 20 nós (aproximadamente 37km/h), os 120 velejadores largaram dentro do canal de São Sebastião. Confira os resultados acumulados do 3º dia de Semana de Vela de Ilhabela:

                                                        ORC

                                                        1. Crioula 52 (Eduardo Plass) – 68,20 pontos;
                                                        2. +Bravíssimo (Luciano Secchin) – 57,30 pontos;
                                                        3. America del Sur (Pablo Maffei) – 56,10;
                                                        4. Xamã (Sergio Klepacz) – 52,10;
                                                        5. Phytoervas (Marcelo Augusto Bellotti) – 51,10.

                                                        BRA-RGS

                                                        1. Zeus (Paulo Fernando Moura) – 68 pontos;
                                                        2. Catuana Kim (Paulo Cocchi) – 68 pontos;
                                                        3. Kia Kaha II (Fabio Kohler Harkot) – 67 pontos;
                                                        4. Comanda (Sebastian Menendez) – 59 pontos;
                                                        5. Cosa Nostra (Luciano Gubert) – 58 pontos.

                                                        RGS-Cruiser

                                                        1. Blue Wind (James Bellini) – 101,30 pontos;
                                                        2. Invocado (Marco Polo de Mello Lopes) – 92,50 pontos;
                                                        3. BL3 Urca (Clauberto Andrade) – 88,90 pontos;
                                                        4. Mandachuva (Mario Sorensen Garcia) – 66,00 pontos;
                                                        5. Kon-Tiki (Michael Downey) – 63,10 pontos.

                                                        Clássicos

                                                        1. Kameha Meha (Xavier Marie Georges) – 53,80 pontos;
                                                        2. Vendetta (Marco Nico D’ippolito) – 49,30;
                                                        3. Chancegger (Fred Paim) – 45,80;
                                                        4. Fuga III (Fabiana de Souza Leite) – 45,40;
                                                        5. Pepa XIX (Carlos Frederico Hackerott) – 45,20.

                                                        C30

                                                        1. Kaikias EMS (Daniel Hilsdorf) – 29,30 pontos;
                                                        2. Relaxa Building (Thomas Funari Negrão) – 24,70 pontos;
                                                        3. Bravo C30 (Jorge Berdasco) – 24,50 pontos;
                                                        4. Tonka (Demian Pons) – 23,40 pontos;
                                                        5. Loyalty 06 (Alexandre Leal) – 16,60 pontos.

                                                        Equipes

                                                        1. 3 Ventos (+Bravíssimos – ORC, Zeus – BRA-RGS, Invocado – Cruiser) – 86 pontos;
                                                        2. Remax Pindá BL3 (Lucky Alphorria – ORC, Avohai – BRA-RGS, BL3 Mangalô – Cruiser) – 74 pontos;
                                                        3. Apoena (Saci – ORC, Marlim – BRA-RGS, João das Botas – Cruiser) – 63 pontos;
                                                        4. Manguaças (Boto V – ORC, Mais Rabugento – BRA-RGS, Mamanguá – Cruiser) – 44 pontos;
                                                        5. Caiçara (Xamã – ORC, Bora Bora – BRA-RGS, Bossa Nova – Cruiser) 43 pontos.

                                                         

                                                        A principal competição de vela da América Latina volta as águas já nesta quinta-feira (24), às 12h, com regata para todas as classes. Todos os resultados oficiais e atualizados de cada categoria podem ser conferidos aqui.

                                                        Agenda da Semana de Vela de Ilhabela 2025

                                                        19 de julho (sábado)

                                                        • Das 9h às 22h: Credenciamento (todas as classes);
                                                        • 13h: Regata Vela do Amanhã (todas as classes);
                                                        • 17h: Reunião de Comandantes (todas as classes);
                                                        • 17h30: Coquetel de boas-vindas (todas as classes);
                                                        • 19h: Abertura oficial da SIVI 52.

                                                        20 de julho (domingo)

                                                        • Das 8h às 16h: Credenciamento (todas as classes);
                                                        • 10h30: Desfile dos barcos (todas as classes);
                                                        • 11h20: Apresentação da esquadrilha da fumaça (todas as classes);
                                                        • 12h20: Largada da Regata de Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil (classe ORC);
                                                        • 12h30: Largada da Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (classe C30);
                                                        • 12h40: Largada da Regata de Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil (classes RGS A e B);
                                                        • 12h40: Largada da Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (classes BRA-RGS C; RGS CRUISER A, B e C; CLÁSSICOS A, B E C).

                                                        21 de julho (segunda-feira)

                                                        • Dia livre.

                                                        22 de julho (terça-feira)

                                                        • 12h: Regata Mitsubishi – Eduardo de Souza Ramos (todas as classes);
                                                        • 17h: Premiação da regata do dia.

                                                        23 de julho (quarta-feira)

                                                        • 12h: Regatas (todas as classes);
                                                        • 17h: Premiações das Regatas de Alcatrazes, Toque-Toque e do desfile.

                                                        24 de julho (quinta-feira)

                                                        • 12h: Regatas (todas as classes);
                                                        • 17h: Confraternizações no Yacht Club de Ilhabela (todas as classes).

                                                        25 de julho (sexta-feira)

                                                        • 12h: Regatas (todas as classes);
                                                        • 20h: Premiações do Campeonato Brasileiro de Classes C30;
                                                        • 20h20: Premiação da regata por equipe;
                                                        • 20h30: Premiação da Classe Soto 40.

                                                        26 de julho (sábado)

                                                        • 12h: Regatas (todas as classes);
                                                        • 19h: Premiação da SIVI 52.

                                                        evento é apresentado pelo Banco Daycoval e realizado pelo Yacht Club de Ilhabela em parceria com a Prefeitura de Ilhabela. Conta ainda com o apoio da Marinha do Brasil e o patrocínio de empresas privadas.

                                                         

                                                        Náutica Responde

                                                        Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                          Exclusivo: Lanchas da Fibrafort serão assinadas por Tony Castro, ícone do design naval

                                                          Bárbara Martendal, diretora de negócios da marca, relevou detalhes do acordo em entrevista no Estúdio Náutica

                                                          Está selada uma parceria que promete catapultar ainda mais o sucesso da Fibrafort — e, de quebra, o mercado náutico brasileiro. As lanchas Focker agora serão assinadas com exclusividade pelo renomado e multipremiado Tony Castro, um dos maiores designers de barcos do mundo.

                                                          O acordo foi revelado com exclusividade à NÁUTICA por Bárbara Martendal, diretora de negócios da Fibrafort. Em entrevista a Pedro Dias, no Estúdio Náutica, ela contou mais detalhes sobre a parceria e anunciou os próximos planos do estaleiro a longo prazo.

                                                           

                                                           

                                                          A partir do São Paulo Boat Show 2025 — que acontece de 18 a 23 de setembro — , os próximos barcos da Fibrafort serão desenhados pelo estúdio britânico Tony Castro Yacht Design, que tem no portfólio centenas de embarcações lançadas e diversos prêmios internacionais.

                                                          Escolhemos o estúdio por conhecer e entender o produto, o que o consumidor gosta, a funcionalidade do barco — algo que sempre nos preocupamos muito. Avançamos justamente pela experiência dele no segmento– apontou Martendal durante a entrevista

                                                          Português nascido em Lisboa, Tony Castro começou a carreira projetando barcos de regata, incluindo veleiros de alta performance para competições de prestígio, como a America’s Cup e a Admiral’s Cup. Ao longo de sua trajetória profissional, o designer já desenhou mais de 500 projetos, desde as lanchas até os superiates, passando por marcas como Princess Yachts, Sunseeker, Dufour, Jeanneau, Bavaria e, agora, a Fibrafort.

                                                          A gente já começou a ver o esboço de alguns desenhos dos nossos próximos produtos. É de ficar impressionada com a habilidades que eles têm– destaca a diretora

                                                          Barcos da Fibrafort no Marina Itajaí Boat Show 2025. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                          De acordo com Bárbara, os barcos Fibrafort assinados por Tony Castro devem começar a ser lançados depois do São Paulo Boat Show 2025. A Fibrafort está confirmada no evento e, mais do que isso, nas palavras da diretora, promete um “lançamento incrível” durante o salão náutico, considerado o maior da América Latina.

                                                          Fabricação de excelência

                                                          Durante a entrevista, a diretora de negócios também comentou sobre a qualidade das lanchas produzidas pelo estaleiro. Um dos motivos, segundo ela, se deve à participação ferrenha de Márcio Ferreira, CEO da Fibrafort, em cada projeto da empresa.

                                                           

                                                           

                                                          “A disciplina que ele traz cascateia para o time todo: disciplina com a qualidade, com os projetos, com a implantação de processos. Tem instrução de trabalho por toda a fábrica”, explica Martendal.

                                                          Há uma série de dinâmicas para garantir a qualidade. Esse é o nosso principal foco: qualidade e confiabilidade na marca– destaca

                                                          NÁUTICA mostra a nova fábrica da Fibrafort. Foto: Revista Náutica

                                                          Como parte do cuidado na hora da fabricação, Bárbara pontua a liquidez dos barcos produzidos pela Fibrafort, que possuem 10 anos de garantia estrutural. Segundo ela, os clientes que compram as embarcações da marca, daqui dois anos, vendem pelo mesmo preço.

                                                          São 200 horas de stress test.Os barcos só são entregues após essas sessões. Temos esses cuidados para entregar um produto que gere segurança ao consumidor final– detalha Bárbara

                                                           

                                                          Náutica Responde

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                                                            Por: Nicole Leslie -
                                                            23/07/2025

                                                            Surpresas históricas podem emergir dos lugares mais improváveis — como o leito do Rio Fox, em Wisconsin, nos Estados Unidos. Arqueólogos navegavam pela região em busca de potenciais sítios culturais quando o sonar de alta resolução revelou os destroços de um barco de 90 pés. Acredita-se que a embarcação seja o vapor LW Crane, que afundou em 1880 após um incêndio.

                                                            A descoberta foi anunciada no início de julho pela Sociedade Histórica de Wisconsin (WHS). O achado aconteceu em 12 de abril, durante uma expedição do Programa de Preservação Marítima, em parceria com a Associação de Arqueologia Subaquática de Wisconsin (WUAA).

                                                            Equipe do Projeto Sonar do Rio Fox. Foto: Associação de Arqueologia Subaquática de Wisconsin / Reprodução

                                                            A equipe esperava encontrar vestígios do vapor Berlin City, naufragado em 1870, ou identificar potenciais sítios culturais, como os arqueológicos. Mas o que surgiu no radar foi algo inesperado: uma carcaça retangular a 26 pés (cerca de 8 metros) de profundidade, que media 90 pés (27,4 metros) de comprimento e 23 pés (7 metros) de largura — dimensões não correspondentes às do Berlin City.

                                                            Imagem do sonar do naufrágio no rio Fox. Foto: Associação de Arqueologia Subaquática de Wisconsin / Reprodução

                                                            Após novas análises, os arqueólogos passaram a acreditar que os destroços pertenciam ao LW Crane, construído em 1865 na cidade de Berlin, em Wisconsin. O vapor transportava passageiros e cargas entre Green Bay e Oconto, navegando justamente pelo Rio Fox. Mais tarde, também operou também nos rios Illinois e Wisconsin, após ser comprado por outras empresas.

                                                            Registro do LW Crane, antes do naufrágio. Foto: Wisconsin Shipwrecks / Reprodução

                                                            O fim trágico veio em 1880, quando o barco pegou fogo atracado na doca da ferrovia St. Paul, em Oshkosh, Wisconsin. O incêndio consumiu a embarcação até a linha d’água e o que sobrou afundou nas águas.


                                                            Embora os estudos ainda estejam em andamento, tudo indica que os restos encontrados pertençam ao LW Crane, um naufrágio que permaneceu fora do radar por quase um século e meio.

                                                            Mapa da área escaneada do Rio Fox em 12 de abril de 2025. Foto: Associação de Arqueologia Subaquática de Wisconsin / Reprodução

                                                            Mais do que uma peça rara da história náutica americana, a descoberta reforça o caráter dinâmico da arqueologia. Afinal, a ciência estuda o passado, mas também pode ser surpreendida pelo presente.

                                                             

                                                            Náutica Responde

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