NX Boats atraca em salão náutico da Flórida com quatro lanchas

16/01/2025

A NX Boats já iniciou o ano de 2025 com o pé direito. O estaleiro pernambucano, que recém completou uma década de vida, atracou quatro de suas lanchas no St. Petersburg Boat Show. O salão náutico começou nesta quinta-feira (16), na Flórida, Estados Unidos.

Com quatro dias de duração, o evento em águas norte-americanas recebe o público até domingo (19). Quatro barcos conhecidos do público brasileiro dão as caras no salão: a NX 41 Horizon, a NX 370 HT Sport, a NX 340 Sport Coupé e a NX 290 Exclusive.

Estande da NX Boats no St. Petersburg Boat Show. Foto: NX Boats/ Divulgação

Não que seja uma novidade para a NX Boats pisar em solo americano. Com escritório nos Estados Unidos, a marca já atracou diversos barcos por lá, como o NX Invictus, maior lancha do estaleiro — que ganhou até festa nas águas de Miami. Sem contar as três participações consecutivas no Fort Lauderdale Boat Show.

Barcos da NX Boats no St. Petersburg Boat Show

NX 41 Horizon

Lançada com exclusividade no São Paulo Boat Show 2024, a lancha chegou para compor a linha Yachts do estaleiro. O modelo de 41 pés destaca-se, principalmente, pela passagem interna para a proa, além de possuir uma popa maior — assim como um espaço de cockpit.

NX 41 Horizon. Foto: NX Boats/ Divulgação

NX 370 HT Sport

A lancha de 37 pés não carrega “sport” no nome à toa. De acordo com a marca, a NX 370 HT Sport proporciona conforto e estabilidade na água, além de ser capaz de aguentar longas temporadas de navegação. Ressalta-se a capacidade para 16 pessoas durante o dia e quatro no pernoite.

Foto: NX Boats / Divulgação

NX 340 Coupé

Este barco da NX presente no St. Petersburg Boat Show também acomoda até 16 pessoas (4 no pernoite). Com opção de motor de popa e centro-rabeta, a NX 340 Sport Coupé é uma daycruiser de 10,15 m de comprimento e 3,15 m de boca. Seu cockpit ainda tem dois grandes sofás em L que, além de bonitos, têm encosto alto.

NX 340 Coupé. Foto: NX Boats / Divulgação

NX 290 Exclusive

Esportividade e luxuosidade resumem bem a NX 290 Exclusive. A lancha de 29 pés oferece, segundo a marca, conforto, novo teto rígido e suporta até 11 passageiros (4 no pernoite) . Seu casco laminado em “V” ajuda na navegação do barco, e ainda torna a embarcação resistente aos mares mais revoltos. A altura da cabine chega aos 1,80 m, e o barco suporta um motor de 300 hp a 380 hp.

NX 290 Exclusive. Foto: NX Boats / Divulgação

 

Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

 

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    Schaefer Yachts participa de dois grandes salões internacionais em janeiro

    O ano de 2025 começou com movimentações importantes para o estaleiro catarinense Schaefer Yachts. Isso porque, já nos próximos dias, as embarcações da marca estarão em dois grandes salões náuticos internacionais: o St. Petersburg Boat Show, na Flórida, nos Estados Unidos, e o Boot Düsseldorf, na Alemanha.

    O salão nos EUA, inclusive, começou nesta quinta-feira (16) e segue até o próximo domingo (19). Por lá, a Schaefer apresentará quatro embarcações de seu repertório: Schaefer V33 Sport Fish, Schaefer 375, Schaefer V33 e V44.

    Schaefer 375. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

    Já o evento da Alemanha, por sua vez, começa no sábado (18) e vai até 26 de janeiro. Quem visitar o salão alemão poderá conferir de perto as embarcações Schaefer 450, Schaefer 375, Schaefer V33 e V44.

     

    Os cinco modelos que serão apresentados nos salões dos próximos dias são renomados tanto no Brasil, quanto em boa parte do mundo — já que são milhares as embarcações da marca espalhadas pelo globo.


    Para refrescar sua memória, a equipe de NÁUTICA reuniu a seguir um resumo das lanchas que devem brilhar em território internacional nos próximos dias. Confira:

    Lanchas Schaefer que estarão em salões internacionais

    Schaefer 450

    Maior lancha da Schaefer nos salões internacionais, a Schaefer 450 se destaca, principalmente, por ser um barco de 45 pés com suíte master à meia-nau. E não é qualquer suíte: o local recebeu o mesmo nível de tratamento dos modelos maiores da marca, trazendo equilíbrio entre estética e o design. O ambiente ocupa toda a boca da embarcação e conta com sofá, armários, mesinha, televisão e janelas para ambos os bordos.

     

     

    Sua plataforma de popa, do tipo submergível, tem na área gourmet uma churrasqueira retrátil semelhante à da Schaefer 660, da qual a lancha reproduz também o convés lateral, a boreste, que amplia a área da praça de popa em aproximadamente 20% — detalhe que ajuda a dar a sensação de que o barco é ainda maior.

    Schaefer 450. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

    Ponto de destaque também para o flybridge, que traz o conforto e a comodidade de uma cabinada de alto requinte. Quanto a motorização, a Schaefer 450 tem três opções: dois Volvo Penta D6-IPS 60 hp, dois Cummins QSC 480 hp V-Drive com bow thruster ou dois centro-rabeta Volvo D6 400 hp.

     

    Ao todo, até 14 pessoas conseguem aproveitar todas as comodidades da embarcação da Schaefer, sendo que 5 delas podem curtir um pouco mais ao pernoitar no barco.

    Schaefer 375

    A Schaefer 375 incorpora elementos da linha premium do estaleiro, formada pelos barcos maiores (Schaefer 510, 600, 660, 770 e 25M). Dentre suas principais características está o piso nivelado, sem nenhum degrau.

     

     

    Suas varandas laterais retráteis ampliam o espaço na praça de popa em 5,95 metros e se integram ao cockpit, com acomodações para até 14 pessoas. O hard-top, de acionamento elétrico, abre o teto solar (quase 1,5 metro) ao toque de um botão. O acesso à proa é feito por uma passagem interna, a bombordo — garantia de segurança mesmo com o barco em movimento.

    Schaefer 375. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

    Na cabine, com 1,90m de altura, há duas camas de casal, uma no camarote de proa e outra à meia-nau, além de mesa, cozinha e um grande banheiro. O modelo pode ser equipado com três motores de popa de 300 hp cada ou dois motores de centro Volvo D4-300.

    Schaefer V33

    Primeiro barco da linha do estaleiro do tipo walk around (termo inglês usado para identificar lanchas cuja cabine não impede a circulação na proa) com perfil esportivo e elegante, a Schaefer V33 é uma embarcação sofisticada e confortável, digna de um autêntico barco de passeio.

     

     

    Seu pé direito de 1,90 m é um dos destaques da lancha, que, com isso, ganha um banheiro alto. Projetada para ser um modelo global, tem motorização de popa — os Estados Unidos, aliás, são responsáveis por parte considerável das vendas da lancha.

    Schaefer V33. Foto: Revista Náutica

    A Schaefer V33 é uma embarcação que privilegia as áreas externas, com proa aberta e amplo espaço na praça de popa. Com 33 pés, o modelo apresentado pela Schaefer em salões internacionais tem cabine para duas pessoas pernoitarem com conforto, além de opção de motor centro rabeta a diesel, ou uma parelha de motores de popa de 300 hp.

     

    Na versão Sport Fish, a V33 chega com recursos para pesca. Informaçõs oficiais, porém, ainda não foram divulgadas pelo estaleiro.

    Schaefer V44

    Sucessora da V33, a Schaefer V44 foi projetada especialmente para o mercado americano. Com 13,61 m de comprimento (44,8 pés) e 4,17 m de boca, essa walk around dispõe de tripla motorização de popa de 400 hp cada, que pode chegar a uma trinca de 600 hp cada.

    Schaefer V44. Foto: Ito Cornelsen

    O modelo ainda oferece recursos extras também para as horas em que o barco fica parado, como a possibilidade do rebatimento de parte das amuradas na popa com a criação de duas varandas laterais (beach clubs ou open decks), que aumentam a largura do cockpit em 1,35 m.

     

    Com isso, a boca máxima do barco salta para 5,52 metros, resultando em mais espaços tanto para a circulação como para a colocação de itens adicionais de conforto, como cadeiras de sol. A ideia é garantir um dia perfeito na água, seja um passeio em família, a prática de esportes aquáticos ou uma pescaria.

     

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      Com tempo recorde, francês vence a regata de volta ao mundo Vendée Globe

      Não bastasse vencer, ele fez história! Assim pode ser descrito o gigante triunfo do velejador francês Charlie Dalin, que conquistou a 10ª edição da Vendée Globe e estabeleceu um novo recorde na mais tradicional — e desafiadora — competição de circum-navegação a vela, feita em solitário e sem paradas.

      O navegador de 40 anos de idade deixou outros 39 capitães para trás e completou a volta ao mundo em apenas 64 dias, 19 horas, 22 minutos e 49 segundos, chegando ao destino final na última terça-feira (14).

       

      Tal marca é o recorde absoluto da competição, desbancando a façanha de Armel Le Cleac’h, que circum-navegou em 74 dias, na edição de 2016-2017.

      Foto: Vendée Globe/ Divulgação

      E a distância percorrida pelos veleiros  é gigantesca: uma rota de 39,1 mil quilômetros, num trajeto que passou pelos lendários cabos de Boa Esperança (África do Sul), Leeuwin (Austrália) e Cabo Horn (Chile). Não à toa, a disputa — que ocorre desde 1989 — é conhecida como o “Everest da vela”.

      Segundo colocado, o estreante Yoann Richomme também merece os louros, pois chegou um dia e uma hora depois de Dalin, no dia 15 de janeiro. Esta marca seria o suficiente para o velejador ter vencido todas as últimas nove edições do torneio, exceto a atual. De consolação, tornou-se o melhor navegador a não ganhar a Vendée Globe.

       

       

      Vale destacar que a alucinante competição a vela teve início em 11 de novembro de 2024. Nesta quinta-feira (16), ainda há outros 38 velejadores — incluindo seis mulheres — em disputa. É possível acompanhar o trajeto, velocidade e posições dos participantes em tempo real pelo site oficial da competição.

      O campeão que não venceu

      Numa corrida, geralmente o primeiro participante a cruzar a linha de chegada é o campeão, mas em uma regata nem sempre é assim. Charlie Dalin teve essa sensação amarga na última Vendeé Globe, de 2020-2021, quando terminou em primeiro lugar, mas não levou o prêmio.

       

       

      O velejador Yannick Bestaven, também francês, apesar de terminar na terceira colocação, ganhou um bônus por ter resgatado o adversário Kevin Escoffier — que teve seu monocasco partido em dois. Assim, o Júri Internacional da regata diminuiu em dez horas a corrida de Bestaven, que “ultrapassou” Dalin nos critérios finais.

      Por quatro anos, minha equipe e eu temos trabalhado duro e dado tudo o que temos para fazer este super barco. É para isso que vivemos e atingimos nosso objetivo– Charlie Dalin

      Detalhe: Boris Hermann, segundo colocado de 2020-2021, também ajudou no resgate, mas teve um bônus menor. Inclusive, Hermann chegou perto de ser o primeiro não-francês a vencer a Vendée Globe — desde 1989, só velejadores franceses levaram a melhor na disputa.

       

      Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

       

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        Barco movido a hidrogênio promete operar por 1 hora com apenas 500 ml de água

        Um barco não tripulado, ecológico e independente de energia: esse é o WB-UM2, novidade da sul-coreana K Watercraft. Apresentado na Consumer Electronics Show (CES) 2025 — uma das maiores feiras de tecnologia do mundo –, em Las Vegas, o modelo promete operar por 1 hora com apenas 500 ml de água, através do hidrogênio.

        Para funcionar sem a emissão de poluentes, o projeto de 50 kg possui um sistema de eletrólise, responsável por captar a energia solar e utilizá-la para separar hidrogênio e oxigênio da água.

         

         

        O hidrogênio, então, é convertido em energia elétrica por meio de uma célula a combustível com membrana trocadora de prótons. Essa tecnologia alimenta um motor elétrico com potência de 1,5 kW (equivalente a 2,0 cavalos), que, assim, consegue operar de maneira eficiente. No total, o modelo produz quatro litros de hidrogênio por minuto.

        Foto: K Watercraft / Divulgação

        Outra tecnologia presente no barco é um sistema de armazenamento de energia, que possibilita maior flexibilidade na operação: a célula a combustível gera 300 watts de potência, enquanto o processo de eletrólise chega a uma produção de 4 litros de hidrogênio por minuto.

        Um olhar sustentável

        Para a K Watercraft, a adoção do hidrogênio como combustível representa um avanço significativo. Isso porque, ao eliminar a necessidade de combustíveis fósseis, a inovação contribui para a redução das emissões de gases que causam o efeito estufa.


        Além disso, de acordo com a marca, a tecnologia pode ser aplicada em operações de salvamento marítimo, monitoramento ambiental e pesquisas oceânicas, já que o barco foi projetado para operar em diversos tipos de água.

        Modelo WB-M1, uma versão tripulada da empresa sul-coreana. Foto: K Watercraft / Divulgação

        O modelo de barco movido a hidrogênio apresentado pela empresa sul-coreana é o primeiro de uma linha que deve ser expandida, para incluir embarcações maiores. Uma delas, apresentada ainda de maneira tímida pela empresa, chega em versão tripulada. O modelo, batizado de WB-M1, pesa 60 vezes mais, com 3.000 kg, ao passo que produz 40 litros de hidrogênio por minuto.

         

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          Ameaçadas pela caça ilegal, tartarugas-de-pente ganham suporte de banco de dados genético

          15/01/2025

          Produtos produzidos a partir de animais, apesar de parecerem ultrapassados, ainda existem — e podem ameaçar a existência de algumas espécies, como é o caso da tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata). Isso porque o animal tem sua carapaça usada para a criação de artigos como tigelas, pulseiras e até óculos de luxo.

          Os belos tons de marrom e cor de mel fazem com que, há milhares de anos, as carapaças da tartaruga-de-pente sejam alvo dos humanos para fins comerciais. Egípcios, gregos e romanos já viam o potencial do “casco”. Apesar do comércio da espécie ter sido proibido internacionalmente em 1977, o mercado clandestino, principalmente no Sudeste Asiático, continua sendo uma ameaça ao animal.

          Foto: Wirestock / Envato

          Criar ações de prevenção à caça da tartaruga-de-pente tem sido um desafio para as autoridades, uma vez que os produtos feitos a partir de suas carapaças são confiscados em países diferentes de onde esses animais são caçados de forma ilegal. E é aí que entra o ShellBank, um tipo de banco de dados de rastreabilidade global de tartarugas marinhas.


          Como o ShellBank pode ajudar as tartaruga-de-pente

          Criado em 2022 pela World Wide Fund for Nature (WWF), o ShellBank visa usar a análise genética para rastrear produtos de tartarugas marinhas até seus pontos de origem.

          Foto: Divingbali / Envato

          Para isso, amostras de tecido de tartarugas marinhas — viventes ou de cascos apreendidos — são coletadas em várias partes do mundo e entram em um banco de dados. São justamente essas informações genéticas que ajudam a identificar a origem geográfica das tartarugas apreendidas no comércio ilegal.

           

          Até agora, o banco de dados contém cerca de 13 mil registros tanto de tartarugas-de-pente, quanto de tartarugas marinhas verdes – sendo que a expectativa é de que mais espécies se juntem à lista.

          Foto: Imagesourcecurated / Envato

          De acordo com Christine Madden, diretora e cofundadora do ShellBank, espera-se que os resultados de políticas e conservação aumentem dentro de um ou dois anos. Esse período será crucial para as tartarugas-de-pente que, além de sofrerem com a caça ilegal, veem seus corais cada vez mais ameaçados pelas mudanças climáticas.

           

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            Naufrágio de 1941 é encontrado por mergulhadores em Salvador

            Um pedaço da história foi encontrado nas profundezas das águas de Salvador, na Bahia. Trata-se do naufrágio do Belmonte, uma embarcação de 36,9 metros fabricada na Alemanha em 1914, que naufragou na Baía de Todos-os-Santos em 1941, após uma forte colisão com um cargueiro chamado Norma.

            De acordo com László Mocsári, mergulhador, médico e autor, que descreveu o achado ao Naufrágios do Brasil, o Belmonte atuava na navegação de cabotagem (transporte de cargas entre portos) desde, pelo menos, 1920.

            Uma das âncoras encontradas nos destroços do naufrágio do Belmonte. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

            Transportava, além de passageiros e malas postais, até 180 toneladas de açúcar, madeira, óleo e cargas diversas– explicou Mocsári

            Mocsári explica ainda que o Belmonte era muito utilizado para levar café e cacau até barcos a vapor maiores, que tinham o exterior como destino, mas não podiam atracar em portos pequenos, como os de Belmonte e Ilhéus, ambos no sul da Bahia.

            Grande quantidade de garrafas foram encontradas. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

            Seu afundamento aconteceu há mais de 80 anos, mais precisamente, na madrugada de 18 de dezembro de 1941, quando navegava rumo a pequenos portos carregado de bebidas e remédios. Já na saída da Baía de Todos-os-Santos, em frente à Ilha de Itaparica, a embarcação de 90 toneladas colidiu com o navio Norma, de 400 toneladas.

             

             

            O Norma saiu ileso da situação, enquanto o Belmonte não resistiu ao enorme rombo que se abriu no seu casco diante do choque. Na ocasião, dez tripulantes e nove passageiros foram resgatados pelo Norma e levados a Salvador.


            Embarcação era procurada desde 2018

            O processo de encontro do Belmonte, concretizado neste ano pelos mergulhadores László Mocsári, Peter Tofte, Marcelo Rosário, José Manoel Lusquinhos, Roberto Costa Pinto e Fagner Rodrigues, teve início ainda em 2018.

            László Mocsári. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

            Naquele ano, junto com mais três colegas mergulhadores, Mocsári conseguiu negociar o ponto do naufrágio com pescadores, que o haviam descoberto em 2010, enquanto perseguiam um peixe cioba (Lutjanus analis).

             

            Em uma primeira visita ao local, um dos pescadores apresentou aos mergulhadores alguns artefatos encontrados por ali. Entre eles, estavam uma garrafa de Fratelli Vita (fábrica de refrigerantes de Salvador fundada em 1902), outra de Elixir Galenogal (vendido até hoje na região) e o principal: um dos telégrafos do navio, que tinha gravado o nome “Belmonte Bahia” — uma primeira pista de que se tratava, de fato, do naufrágio do Belmonte.

            Motor do Belmonte. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

            Na ocasião, os mergulhadores fizeram os primeiros registros da embarcação, disponíveis no vídeo a seguir.

             

             

            A partir do telégrafo, os mergulhadores começaram a levantar dados sobre o navio. Uma das fontes de pesquisa foi o livro Naufrágios e Afundamentos na Costa Brasileira, de José Góes de Araújo, em que constataram que um navio de mesmo nome havia naufragado em 1941. A garrafa de Fratelli Vita, outra pista, levantou a hipótese do navio ter sido abastecido com o suprimento em Salvador.

            Motor do compressor de ar. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

            A confirmação final veio quando Mocsári entrou em contato com Maurício Carvalho, biólogo, mergulhador e pesquisador de naufrágios. Através de um trabalho minucioso de pesquisas em jornais da época, Carvalho encontrou outros pontos em comum que confirmavam: tratava-se do naufrágio do Belmonte.

            Motor do Belmonte. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

            Conforme explica Mocsári, a projeção mais proeminente dos destroçoes é o motor a diesel da embarcação, de três cilindros.

            A impressão é que o casco abriu no sentido longitundial, tombando lateralmente– conta

            Foram encontradas ainda quatro âncoras: uma na popa, uma ao lado do motor e duas na proa. Para Moacir, isso sugere que elas não foram lançadas ao mar no momento do naufrágio. Completam a lista dois guinchos — ambos encontrados na proa — e muitas garrafas, à meia-nau, além de um outro telégrafo.

             

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              Sob os comandos de Martine Grael, time brasileiro se prepara para 2ª etapa da SailGP

              Após uma estreia emocionante nas águas de Dubai, o time brasileiro Mubadala Brazil SailGP Team já se prepara para encarar a 2ª etapa da SailGP 2025 — a quinta temporada da principal competição de barco a vela do mundo. O torneiro acontece nos dias 18 e 19 de janeiro, em Auckland, na Nova Zelândia.

              A primeira etapa da “Fórmula 1 da vela” foi recheada de desafios. O time brasileiro, liderado pela campeã olímpica Martine Grael — primeira mulher a assumir esse posto na história da competição –, terminou sua estreia na 10ª colocação geral, com o melhor resultado entre os estreantes e o título de manobra mais bonita do evento.

              Foto: AT Films / Divulgação

              O feito deixou cinco concorrentes para trás, dando ao Mubadala a sexta colocação entre os 11 times presentes naquele momento.

               

              Os 10 pontos finais — o dobro dos italianos, também estreantes — foi o que deu ao time a “boa impressão” que seguirá na mala para a “cidade das velas”, como Auckland é conhecida.

              Foi nossa estreia na competição e nossa primeira vez enquanto time de fato velejando juntos, pra valer– destacou Martine

              Foto: Mubadala Brazil SailGP Team / Divulgação

              “Agora nos conhecemos melhor como equipe e estamos mais entrosados, o que sem dúvida ajuda e nos dá mais confiança para seguirmos em frente em busca dos melhores resultados em Auckland”, completou.


              O Mubadala Brazil SailGP Team

              Além de Martine Grael, Driver da equipe, o Mubadala Brazil SailGP Team conta com os Grinders Marco Grael e Mateus Isaac, o Wing Trimmer Leigh McMillan, o Strategist Richard Mason, a Reserve Kahena Kunze e o Flight Controller Andy Maloney.

              Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

              Para Maloney, aliás, a etapa de Auckland certamente vai ter um gostinho especial. Atual campeão da America’s Cup, o neozelandês de 34 anos vai competir em casa pelo time brasileiro, ocupando a posição de especialista responsável por controlar a altura do voo do catamarã F50 — que pode atingir cerca de 100 Km/h e até voar sobre as águas.

              Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

              Mesmo que eu esteja competindo sob uma bandeira diferente nesta temporada, espero que isso dê aos fãs neozelandeses um novo time para torcer e apoiar com toda a sua paixão– diz o atleta

              Após as passagens por Dubai e Auckland, a SailGP passará por Sidney (Austrália), Los Angeles, São Francisco e Nova York (Estados Unidos), Portsmouth (Reino Unido), Sassnitz (Alemanha), Taranto (Itália), Genebra (Suíça), Cádiz (Espanha), Abu Dhabi (Emirados Árabes) e Rio de Janeiro (Brasil).

               

              O evento em águas brasileiras sagrará a primeira etapa da liga na América do Sul, nos dias 3 e 4 de maio, na Baía de Guanabara — palco também do Rio Boat Show.

               

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                Turistas são multados por invadir área protegida em Noronha para fazer fotos

                O Mirante Dois Irmãos, no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, desenha na paisagem um cenário paradisíaco — palco de fotos para os turistas. Trata-se, porém, de um precipício e, portanto, é devidamente cercado. Desafiando a própria vida e ignorando os avisos de um guia local, turistas ultrapassaram a cerca para fazer fotos. A boa notícia é: foram multados.

                As ocorrências foram no último sábado (11) e segunda-feira (13). Parte do episódio foi registrado pelo guia Tiberius Oliveira. No vídeo do guia, é possível ver uma delas sentada no precipício.

                 

                É nessa hora que Tiberius orienta o grupo: “Aí não é lugar de a senhora fazer foto, moça. Tem que respeitar o ambiente. Essa área aqui é cercada justamente por causa disso”. O apelo do guia, no entanto, foi ignorado.

                Vou encaminhar para o ICMBio para vocês levarem uma chamada– disse Tiberius, após os turistas desprezarem os alertas

                Foto: Instagram @icmbionoronha / Reprodução

                Dito e feito. Conforme divulgou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ICMBio de Fernando de Noronha, seis turistas que invadiram áreas de acesso proibido no Parque Nacional Marinho foram devidamente multados.

                 

                As cinco mulheres e um homem puderam ser identificados a partir das denúncias. Assista ao registro feito por Tiberius:

                 

                Ainda segundo o órgão, os turistas multados infringiram o artigo 90 da Lei nº 6514, sobre a violação de objetivos e regulamentos da Unidade de Conservação, o que pode render multas de R$ 500 até R$ 10 mil. A concessionária Econoronha também foi acionada para bloquear o ingresso desses turistas ao Parque Nacional Marinho.

                 

                “A partir do momento que elas ultrapassaram a cerca, cometeram uma irregularidade. Nós colhemos as informações, investigamos, localizamos os infratores e aplicamos as multas”, explicou Mário Douglas Fortini, coordenador da Área Temática de Proteção do ICMBio.

                Foto: ICMBio / Divulgação

                Perigo de morte e risco à unidade de conservação ambiental

                O vídeo das fotos feitas pela turista viralizou, e foi compartilhado por diversas páginas nas redes sociais. Em um desses posts, Amanda Rocca, que relata ser guia em Noronha há mais de 20 anos, conta que esse tipo de atitude por parte dos turistas é quase diária no parque. “Esse tipo de turista não precisamos”.

                Foto: Canindé Soares / Wikimedia Commons / Reprodução

                A ação, além de colocar em risco uma área de conservação ambiental, como é o caso do Mirante Dois Irmãos, traz ainda um risco de morte. “Além de descumprirem as regras do parque, os infratores arriscaram a própria vida ao posar para uma foto em um precipício”, destacou Lilian Hangae, chefe do Núcleo de Gestão Integrada (NGI) do ICMBio.


                A geóloga Joana Sanchez, da Universidade Federal de Goiás, detalhou o perigo do local em entrevista ao G1. “Essas rochas, exatamente onde elas [turistas] estavam, são soltas do paredão e podem cair a qualquer momento. A gente optou por não fazer o manejo dessas rochas, porque é um local natural, e o paredão é muito alto”, explicou.

                As grades estão ali para salvaguardar a vida das pessoas, e naquele local as rochas estão completamente soltas– destacou a geóloga

                De acordo com o ICMBio, para reforçar a segurança durante a alta temporada, será intensificada a presença de monitores na área e a instalação de mais placas informativas.

                 

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                  Série “A Europa Como Você Nunca Viu” ganha nova temporada no Canal Náutica

                  14/01/2025

                  Cruzando os canais holandeses em um barco centenário, o casal Beto Toledo e Thaís Cañadó mostra a vida real da família a bordo. A empreitada, que deu origem à produção “A Europa Como Você Nunca Viu“, fez tanto sucesso que a série agora ganha uma segunda temporada. A estreia será dia 16 de janeiro, às 20h, no Canal Náutica do YouTube.

                  Depois de navegar pelo oeste dos Países Baixos — visitando Amsterdã, Haarlem, Haia e outras cidades –, agora é hora de a família zarpar novamente. Dessa vez, Beto, Thais, o filho Domênico e o cão Google seguem rumo ao norte do país.

                  Estamos muito felizes com tudo o que tem acontecido nesses sete meses desde que começamos a morar no barco– revelou Thais Canado

                  Com episódios semanais no Canal da Náutica no Youtube, você acompanha o novo roteiro da família em pleno verão europeu, com dias iluminados até mais tarde.

                  Passeios por destinos encantadores, manutenção e reformas no barco, é claro, fazem parte da rotina desses marinheiros.

                   

                  A navegação pelos charmosos canais holandeses inclui cruzar por baixo de pontes levadiças e eclusas, emoldurados por belas paisagens e moinhos de vento — um dos símbolos do país.

                  “O nosso próximo destino é Alkmaar, uma cidade próxima daqui. Vai demorar umas 2h30 ou 3h para a gente chegar”, explica Thais, sobre a primeira parada desta jornada.

                  Embora não estivesse na rota original rumo ao norte, o local entrou na lista de desejos da família — que comanda a página @sawlors no Instagram e o canal Sailing Around the World no Youtube — para um passeio.


                  O destino final dessa jornada será Frísia (ou Friesland, em holandês), point das férias de verão de muitos holandeses e alemães, que conta com ótima estrutura para barcos.

                  Para ficar por dentro dos melhores momentos dessa aventura em família, inscreva-se no Canal Náutica do Youtube e acompanhe tudo sobre a segunda temporada de “A Europa Como Você Nunca Viu”.

                   

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                    Rebocador de 1961 foi transformado em iate de luxo e vendido por mais de R$ 7,5 milhões

                    Imagine isto: a potência e robustez de um rebocador da década de 1960 aliadas ao charme e sofisticação de um iate de luxo. Foi o que aconteceu com o Santandrea, embarcação reformada do estaleiro italiano Solimano que teve seu estilo retrô comprado por 1,2 milhão de euros — o equivalente a mais de R$ 7,5 milhões (na cotação de janeiro de 2025).

                    Este senhor de 1961 passou por várias reformas ao longo de seus mais de 60 anos. O resultado foi um barco de 29 metros (96 pés) que une o luxo ao vintage, com recursos modernos e as características únicas de um potente explorador oceânico.

                    Foto: YATCO / Divulgação

                    Essa mistura rara no mercado fez com que o Santandrea fosse rapidamente adquirido. Seu último preço anunciado, de 1,2 milhão de euros, pode parecer alto demais para um barco normalmente usado para puxar e empurrar outras embarcações, mas não traduz o valor desse iate.


                    Santandrea: potência, luxo e exclusividade

                    Como um bom rebocador, o Santandrea esbanja um alcance de aproximadamente 12 mil milhas náuticas (22 mil km), com uma velocidade de cruzeiro de 9,5 nós (17,6 km/h). Para isso, é movido por dois motores a diesel Caterpillar.

                     

                    Suas características, contudo, não ficam só no campo da potência. O amplo salão principal, com vista privilegiada para o mar, é equipado com uma mesa de oito lugares. Logo ao lado estão dois sofás de três lugares cada e mais duas poltronas que, com o apoio de uma mesa de centro, prometem ser um ponto forte de lazer a bordo.

                    Foto: YATCO / Divulgação

                    O espaço, assim como as outras áreas do barco, traz tons em branco, bege e marrom. As cores neutras dão à embarcação, robusta, um especial toque de delicadeza e elegância.

                     

                    Já na área interna, uma ampla sala de estar dispõe de sofás e uma grande mesa de madeira. O espaço, diferente dos grandes iates de luxo, deixa as janelas que vão do chão ao teto de lado para dar lugar às gaiutas — característica que remete ao estilo retrô do barco da década de 60. A cozinha, por sua vez, tem estilo industrial, com móveis e eletrodomésticos em inox.

                    Foto: YATCO / Divulgação
                    Foto: YATCO / Divulgação
                    Foto: YATCO / Divulgação

                    A embarcação acomoda até oito hóspedes mais quatro membros da tripulação, em seis cabines. A suíte máster, localizada no convés principal, dispõe de duas camas de solteiro.

                     

                    Duas outras cabines são equipadas com beliches, enquanto a terceira — e maior delas — oferece duas camas de solteiro e um beliche adicional.

                    Foto: YATCO / Divulgação
                    Foto: YATCO / Divulgação
                    Foto: YATCO / Divulgação

                    As duas cabines da tripulação, por sua vez, podem ser acessadas tanto pelo convés de popa, quanto pela sala de máquinas — nesse caso, através de uma passagem pensada para os dias de mau tempo.

                    Foto: YATCO / Divulgação

                    O barco está pronto para explorar mesmo os destinos mais remotos, inclusive com direito a um grande guindaste, responsável por lançar os dois botes da embarcação ao mar.

                    Foto: YATCO / Divulgação

                     

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                      Com sucesso da 1ª edição, NÁUTICA Talks volta ao Rio Boat Show em 2025

                      Quem já foi, sabe: o Rio Boat Show é uma grande imersão náutica. Além dos barcos na água, o salão tem vista para o Pão de Açúcar, sob os braços do Cristo Redentor e com a brisa do mar do Rio de Janeiro — um combo mais que especial para os amantes do mar. Neste ano, essa atmosfera ficará ainda melhor, graças à 2ª edição do NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025.

                      O NÁUTICA Talks reúne grandes nomes do mundo náutico para um ciclo de palestras, que vão desde temas técnicos até as histórias mais curiosas de quem vive no mar. Já tradicional no São Paulo Boat Show — maior evento náutico da América Latina –, o encontro estreou no salão do Rio em 2024, com sucesso de público.

                      Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                      As palestras são abertas a quem garante um ingresso para qualquer um dos dias do salão — que em 2025 vai de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória. Para se ter uma ideia, o NÁUTICA Talks no Rio Boat Show de 2024 teve nada menos que 40 grandes nomes passando por seu palco.

                      Cintia e Lula, da CL Vela, falaram sobre a introdução das crianças no esporte. Foto: Rodrigo Favorito / Revista Náutica

                      Quem passou por lá teve a oportunidade de ver de pertinho o navegador Amyr Klink, que falou sobre os 40 anos da travessia a remo do Atlântico Sul; Marina Bidoia, que velejou sozinha até Fernando de Noronha; Alvaro de Marichalar, responsável por dar uma volta ao mundo de jet; e Paula Vianna, fotógrafa subaquática que levou ao público os desafios da profissão, entre outros grandes nomes.


                      Um dos dias, inclusive, foi batizado de “Mergulho Day”, quando os visitantes puderam se aprofundar no assunto e conhecer histórias impressionantes de aventuras submersas.

                      Paula Vianna bateu um papo sobre os desafios da fotografia subaquática. Foto: Rodrigo Favorito / Revista Náutica

                      Visitar as palestras do NÁUTICA Talks no Rio Boat Show é a chance de se conectar a amantes do mar que vivem esse lifestyle de forma profissional, em um ambiente aberto ao diálogo, aprendizagem e ao compartilhamento de experiências e informações.

                       

                      Para conferir a grade de palestras da edição 2025 e garantir o seu lugar nesse espetáculo, deixe seu nome e e-mail no campo de newsletters do site oficial do Rio Boat Show 2025.

                       

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                        Kitesurfista Bruno Lobo salva jovem de afogamento em São Luís; assista

                        13/01/2025

                        Na última sexta-feira (10), o kitesurfista Bruno Lobo foi o responsável por salvar uma jovem de um afogamento na praia do Olho d’Água, em São Luís. Ele, que também é médico e representou o Brasil nas Olimpíadas de Paris, fazia testes em um equipamento de filmagem quando avistou a adolescente em apuros, sendo levada para alto mar.

                        O momento foi gravado, justamente, pela câmera de Bruno, como você confere a seguir. Em seu Instagram, o atleta detalhou o ocorrido, destacando que “estava no lugar certo na hora certa”.

                         

                         

                        Ver esta publicação no Instagram

                         

                        Uma publicação partilhada por Bruno Lobo (@brunolobo31)


                        De acordo com Bruno, ele havia entrado no mar para testar um suporte por volta das 17h. Já em terra firme, o atleta resolveu mudar o posicionamento do equipamento para a parte da frente da prancha, o que o fez voltar a água às 17h40 rumo à litorânea — um horário em que ele normalmente não iria para essa direção.

                        Passei próximo da jovem que estava se afogando, ela já estava bastante no fundo, a maré tinha virado e estava jogando ela para alto mar– descreveu Bruno

                        Após acalmar a jovem, Bruno Lobo conta que utilizou o equipamento de kitesurf para fazer o resgate do afogamento, tirando a menina da água e a levando para a areia em segurança, onde ela recebeu os primeiros socorros dos guarda-vidas.

                        Sou muito grato a Deus por ter sido usado para fazer esse salvamento– destacou o atleta

                        Ainda em vídeo, Bruno mencionou que o ocorrido serve de alerta para todos: “o mar é perigoso”.

                        Vamos evitar entrar, passar da arrebentação, mesmo que você saiba nadar, porque tem corrente. A maré pode puxar para alto mar assim como aconteceu com essa jovem– ressaltou


                        Atleta olímpico, médico e herói

                        Além de ter protagonizado um ato de herói, o maranhense Bruno Lobo ainda é médico e kitesurfista profissional — considerado um dos principais nomes da modalidade no Brasil e nas Américas.

                        Foto: Miriam Jeske/COB/ Divulgação. Foto: Instagram @brunolobo31/ Reprodução

                        Em 2024, Bruno disputou as Olimpíadas de Paris, chegando à semifinal. Na ocasião, ele disputou vaga para a final com o italiano Riccardo Pianosi, mas acabou ficando de fora da etapa decisiva ao ficar em terceiro lugar — somente os dois primeiros se classificariam.

                        No final do mesmo ano, contudo, ele venceu o Prêmio Brasil Olímpico (PBO), como melhor atleta da vela. Bruno ainda é o atual bicampeão pan-americano, hepta brasileiro de Fórmula Kite e ocupa a sétima posição no ranking mundial do kitesurf.

                         

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                          As baleias chamam atenção não só pelo tamanho, mas também por serem detentoras do título de animais com maior longevidade do reino animal. Um estudo recente revelou, contudo, que as baleias-francas-do-sul (Eubalaena australis) podem viver até duas vezes mais do que se imaginava, chegando aos 150 anos — e isso ainda pode se estender para a idade de outras baleias.

                          O estudo, publicado no Science Advances, mostra que, para chegar a esse número, pesquisadores foram por um caminho diferente do usual até então.

                           

                          Ao invés de analisarem um animal recém-falecido, os estudiosos analisaram animais em vida, com base em fotos de baleias fêmeas ao longo das décadas. Aqui, vale destacar que as baleias são identificadas por foto através de características únicas de seus corpos, como o formato da cauda, que funciona como uma “impressão digital”.

                          Foto: AlbertoCarrera / Envato

                          No método anterior, as técnicas envolviam contar camadas de cera de ouvido — já que elas aumentam a cada ano — e avaliar a transformação química nas proteínas oculares do animal. Já pelas fotos, os pesquisadores desenvolveram “curvas de sobrevivência”, responsáveis por estimarem a probabilidade de as baleias desaparecerem do registro fotográfico à medida que envelhecem, chegando ao seu número máximo potencial.

                           

                          Assim, descobriu-se que as baleias-francas-do-sul podem viver muito além dos 70-80 anos que se acreditava até então. Para se ter uma ideia, 10% delas podem viver mais de 130 anos, enquanto algumas chegam aos 150 anos de idade, de acordo com a pesquisa.

                          De junho a novembro, as baleias-franca que saem da Antártica rumo ao Brasil à procura de águas quentes para se reproduzirem são frequentemente vistas em Santa Catarina. Foto: Marcelo Gah / ProFRANCA / Reprodução

                          Esse é um dado, contudo, que não se repete às baleias-francas-do-atlântico-norte (Eubalaena glacialis), mesmo que as duas sejam muito próximas — há 25 anos, eram consideradas uma única espécie. Essa “diferença gritante”, segundo os pesquisadores, se deve “à mortalidade causada por humanos, principalmente por enredamentos em equipamentos de pesca e colisões com navios”.

                          Alta expectativa na idade dessas baleias pode se estender a outras espécies

                          As “curvas de sobrevivência” desenvolvidas pelos pesquisadores é um método que muito se distingue de um caso ocorrido em 2007. Naquele ano, descobriu-se que as baleias-da-groenlândia podiam viver mais de 200 anos.

                           

                          Para chegar a esse número, cientistas, trabalhando com caçadores de baleias indígenas no Ártico, encontraram incrustados na gordura de uma baleia pontas de arpão de pedra que não eram usados desde 1800. O animal havia sido recentemente morto por baleeiros.

                          Imagem rara de uma baleia-sei. Foto: Cristian Dimitrius/ Divulgação

                          Assim como as baleias francas, antes dessa análise, acreditava-se que a idade das baleias-da-groenlândia não ultrapassava os 80 anos, dado que se repete nas baleias azuis, fin, sei, jubarte, cinza e cachalotes, em que a idade estimada atualmente é de 90 anos.

                           

                          Essa imprecisão, segundo os pesquisadores, se deve à caça industrial de baleias, que terminou apenas na década de 1960. A prática, que quase levou muitas das espécies anteriormente citadas à extinção, removeu as baleias mais velhas das populações das espécies ao redor do mundo.


                          Agora, embora muitas populações estejam se recuperando em número, não houve tempo suficiente para que as baleias nascidas após o fim da caça industrial envelhecessem. Por isso, é possível que muitas outras espécies também tenham uma vida muito mais longa do que se imagina.

                           

                          Compreender a longevidade dos animais selvagens é essencial para protegê-los, já que espécies com vida longa tendem a se reproduzirem lentamente, com intervalos grandes entre nascimentos.

                           

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                            Estão abertas as inscrições para o 2º Fórum de Segurança do Navegador Amador

                            O 2º Fórum de Segurança do Navegador Amador (FSNA) já tem data marcada. O encontro acontecerá no dia 8 de fevereiro (sábado), das 9h às 19h, no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP). Neste ano, as palestras e discussões girarão em torno das NORMAM 211 e 212, apresentadas em 2024.

                            O Fórum de Segurança do Navegador Amador busca estabelecer um diálogo entre a sociedade civil e a comunidade náutica, com participação ativa da Marinha do Brasil, da Diretoria de Portos e Costas (DPC) e da Sociedade Amigos da Marinha SP (SOAMAR).

                             

                            Assim, o encontro se faz uma oportunidade única de interação com a Autoridade Marítima, responsável por normatizar e fiscalizar as atividades náuticas no Brasil.

                            Foto: Fórum de Segurança do Navegador Amador / Divulgação

                            Neste ano, o foco serão as NORMAM 211 (referente a novas regras de habilitação náutica) e 212 (que trata de atualizações nas regras de uso das motos aquáticas no país). Inclusive, já no formulário de inscrição, interessados em participar do encontro podem deixar suas dúvidas e sugestões a respeito das normas, para serem debatidas no FSNA.

                             

                            Os temas a serem abordados também levarão em conta o interesse do público. Entre os cotados estão atendimento (GAP), boas práticas na formação de condutores, documentação, EAMA (Estabelecimento de Aluguel de Moto Aquática), equipamentos de segurança e salvatagem, fiscalização, habilitação e locação de embarcações.


                            Entre debates e palestras, os participantes poderão trocar sugestões práticas, visando, principalmente, o aprimoramento das normas 211 e 212. As inscrições podem ser feitas através do site oficial do FSNA até o dia 7 de fevereiro, às 13h — com taxa R$ 250,00. As credenciais poderão ser retiradas no local, a partir das 8h30.

                             

                            Vale ressaltar que as vagas são limitadas, e não será possível se inscrever na data/local do evento. O CTMSP, palco do 2º Fórum de Segurança do Navegador Amador, fica na Avenida Professor Lineu Prestes, nº 2468, na Universidade de São Paulo (USP).

                             

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                              Superiate de estúdio polonês aposta em “popa rotativa” para conquistar o mercado

                              11/01/2025

                              A busca dos proprietários de grandes embarcações por mais conexão com a natureza fez o estúdio polonês Opalinski Design House desenvolver uma das mais inovadoras soluções de design dos últimos tempos. Trata-se de uma “popa rotativa” que, ao abrir, revela um mundo de possibilidades para curtir o mar.

                              O superiate de 50 metros (164 pés) OPX 024 é resultado da criatividade — ou ousadia — de Lukasz Opalinski. O polonês lançou um olhar atento às demandas do mercado e desenvolveu o conceito de uma estrutura que, quando aberta, promete elevar a diversão a bordo para outro patamar.

                              Foto: Opalinski Design House / Divulgação

                              O sistema retrátil que viabiliza a extensão da popa do barco, patenteada pelo estúdio de design, funciona graças a anteparas laterais fixadas em suportes de dobradiça, dois deques de extensão horizontais e alguns pequenos motores elétricos.

                              Foto: Opalinski Design House / Divulgação

                              O resultado é um espaço de infinitas possibilidades, que vão desde os banhos de sol aos esportes aquáticos, pesca, jantares e festas. Além do espaço generoso, a área dispõe de espreguiçadeiras, piscina com área coberta, beach club e, claro, a possibilidade de estar pertinho do mar.


                              A ideia, a princípio, deveria ser aplicada ao megaiate Indah, de 120 metros (394), revelado em 2020. Ao conversar com corretores, porém, Opalinski mudou de ideia. “Me disseram que há uma grande demanda no mercado por um 50 metros personalizado que fique abaixo de 500GT”, conta.

                              O megaiate Indah. Foto: Opalinski Design House / Divulgação

                              Assim nasceu o conceito do superiate OPX 024, tido por ele como “um cruzador rápido e de baixo perfil” com um “painel de popa rotativo original” e ” vários outros recursos inovadores”.

                              Foto: Opalinski Design House / Divulgação

                              Entre os recursos estão uma piscina na proa, cercada por espreguiçadeiras. O espaço promete ser mais um ponto forte do barco no quesito socialização, já que dispõe ainda de um amplo sofá, com uma mesa de apoio.

                              Foto: Opalinski Design House / Divulgação

                              Nesse sentido, há ainda um deque, logo acima da popa, que garante uma vista privilegiada tanto do beach club, quanto para o mar. Um detalhe importante é que, para permitir que o convés inferior da popa seja usado exclusivamente para relaxar ao sol, a garagem do tender foi realocada para a proa.

                              Foto: Opalinski Design House / Divulgação

                              Com uma boca de 9 metros (29,4 pés), a ideia é que o superiate possua seis cabines, incluindo a suíte máster do proprietário na popa, onde há um deque privativo. Além da velocidade de cruzeiro, de 16 nós, nenhum outro detalhe sobre a embarcação foi revelado.

                              Foto: Opalinski Design House / Divulgação

                               

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                                Esponja feita de algodão e osso de lula pode absorver 99,9% de microplásticos nas águas

                                Estimativas apontam que os microplásticos estão desde as nuvens do Monte Fuji, no Japão, até a fossa mais profunda do oceano. Como consequência, um humano médio ingere cerca de 4 mil partículas do material na água anualmente. Para mudar esse cenário, materiais inusitados como algodão e osso de lula foram usados por cientistas para criar uma esponja capaz de absorver 99,9% desse resíduo das águas.

                                O resultado animador foi obtido por pesquisadores da Universidade de Wuhan, na China, e empolga também por ser viável financeiramente falando. Isso porque outras soluções, apesar de bem-sucedidas, acabaram estagnadas pelos altos custos.

                                 

                                No estudo, publicado no periódico Science Advance, os autores destacaram que desenvolveram “um adsorvente sustentável e ambientalmente adaptável”.

                                Foto: stokkete / Envato

                                A esponja que absorve microplásticos

                                Feita de quitina extraída de osso de lula e de celulose de algodão — materiais comumente usados para a remediação da poluição –, a esponja foi testada em locais como uma vala de irrigação, um lago, água do mar e uma lagoa. Seu desempenho, para os pesquisadores, foi “notável”. Isso porque a esponja absorveu 99,9% dos microplásticos — de 95% a 98% após cinco ciclos.

                                Apresenta um excelente desempenho de adsorção para poliestireno, polimetilmetacrilato, polipropileno e polietileno tereftalato– ressalta a pesquisa

                                Outro ponto animador do estudo foi que os equipamentos utilizados para a produção da esponja, como liofilizadores e agitadores mecânicos, são amplamente disponíveis.


                                A proposta, se aplicada em larga escala em pesquisas futuras, tem o potencial de transformar o cenário de uma das mais graves crises de saúde pública no mundo. Com resultados positivos, os pesquisadores acreditam ainda ser possível desenvolver um modelo em escala industrial.

                                 

                                Assim, a esponja poderia ser usada em sistemas de filtragem residenciais ou municipais, como em máquinas de lavar roupas, lava-louças e outras fontes de poluição de microplásticos.

                                O rastro de destruição dos microplásticos

                                A poluição por microplásticos pode conter até 16 mil diferentes produtos químicos plásticos, frequentemente associados a substâncias altamente tóxicas, como PFAS, bisfenol e ftalatos. Esses compostos estão relacionados a problemas graves de saúde, incluindo câncer, neurotoxicidade, alterações hormonais e toxicidade no desenvolvimento.

                                 

                                Para se ter uma ideia, os microplásticos são capazes de atravessar as barreiras do cérebro e da placenta, e pessoas com esses materiais presentes no tecido cardíaco apresentam o dobro de risco de sofrer um ataque cardíaco ou derrame nos anos seguintes.

                                Foto: Addictive Dtock / Envato

                                Recentemente, um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Barcelona e publicado na Science Direct aponta que, no ambiente marinho, os microplásticos formam uma superfície rapidamente colonizada por microrganismos, criando um biofilme, a plastisfera, tida como um novo tipo de ecossistema potencialmente perigoso.

                                 

                                Uma vez que formada, essa comunidade pode afetar o equilíbrio natural da vida oceânica em nível microscópico e global, já que o plástico permite que patógenos potencialmente prejudiciais se espalhem pelos ambientes marinhos.

                                 

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                                  10/01/2025

                                  Em Copenhague, capital da Dinamarca, uma ilha que permaneceu deserta por mais de 30 anos hoje abriga um moderno condomínio de apartamentos flutuantes feitos em contêineres. Batizado de Urban Rigger, o local chama atenção pelas características de integração da comunidade que ali vive e, principalmente, pela sustentabilidade empregada à beira-mar.

                                  Projetado pelo renomado arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels, o Urban Rigger foi inaugurado em 2015 como uma opção mais popular, visto que a cidade vivia uma escassez de moradias desse perfil à época.

                                   

                                  O condomínio de contêineres empilhados buscou ainda fazer o uso de zonas portuárias não utilizadas, a fim de transformá-las em comunidades prósperas, como é o caso da ilha de Refshaleøen.

                                   

                                   

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                                  O local, que um dia serviu como estaleiro, estava abandonado há mais de 30 anos. Hoje, abriga cerca de 100 moradores de 20 nacionalidades diferentes, em 72 apartamentos flutuantes. As moradias são restritas a estudantes ou pessoas com mais de 50 anos.

                                  Como alternativa às construções tradicionais em terra, o Urban Rigger explora os benefícios sociais e sustentáveis ​​alcançados pela vida na água– destaca a empresa

                                  Conheça os apartamentos flutuantes do Urban Rigger

                                  O condomínio possui seis unidades da Urban Rigger e, em cada uma deles, nove contêineres estão dispostos em círculo, sobre uma plataforma flutuante. Desse modo, ao centro, cria-se um pátio central. A estrutura possui três andares: dois na superfície e um terceiro abaixo do nível do mar.

                                  Foto: Urban Rigger / Divulgação

                                  Uma característica importante do projeto é que ele visa integrar seus moradores, que falam inúmeros idiomas diferentes. Assim, o pátio formado ao centro dispõe de bicicletários, cais para caiaques, pranchas de surf, plataforma de banho e churrasqueira.

                                   

                                  O espaço ainda dá acesso a duas escadas: uma que leva ao piso inferior e outra que liga os moradores aos apartamentos do segundo andar.

                                  Foto: Urban Rigger / Divulgação

                                  São, ao todo, doze residências de estúdio de 23 m² a 30 m². Os maiores apartamentos estão no primeiro andar, formado por três contêineres dispostos em formato triangular, com um imóvel em cada.

                                   

                                  No segundo nível ficam os outros nove apartamentos de 23 m², dispostos em grupos de três dentro dos contêineres. Uma escada leva ao terraço, com vista para os canais de Copenhague. Apesar de compactas, as moradias são aconchegantes e equipadas com o essencial.

                                  Foto: Urban Rigger / Divulgação

                                  O destaque vai para a vista para o mar, que leva aos moradores os benefícios de se viver perto da água. Em relato, um deles, chamado Mads, mencionou que acorda, liga a máquina de café e vai nadar. “Quando eu termino, o café já está pronto”.

                                   

                                  Já para Matilde, uma das estudantes que mora em um dos contêineres, o legal é poder pular na água “diretamente da janela ou do terraço”.

                                  Foto: Urban Rigger / Divulgação

                                  O piso inferior, por sua vez, abriga uma sala técnica, depósitos individuais e instalações comuns, como cozinha, sala de estar e lavandaria.

                                  Sustentabilidade

                                  Segundo o Urban Rigger, o condomínio de apartamentos flutuantes em contêineres tem um consumo de energia 34% inferior em comparação com os imóveis em terra. Para chegar a esse resultado, algumas soluções foram implementadas ao projeto.

                                   

                                  No segundo andar, além do terraço, estão outros dois telhados, voltados a soluções sustentáveis. Um deles é coberto por plantas sedum, um tipo de suculenta resistente e neutra em CO2, que ajuda tanto no isolamento térmico, quanto na proteção do telhado e na redução de ruído.

                                  Foto: Urban Rigger / Divulgação

                                  O terceiro terraço carrega um sistema fotovoltaico, responsável por fornecer água quente aos moradores e alimentar as bombas de baixo consumo de energia para o aquecimento dos espaços — tudo conectado às redes de energia, água e esgoto da cidade.

                                   

                                  “O Urban Rigger incentiva uma vida consciente. Desde a pequena habitação e consideração de recursos até a gestão de resíduos. Os residentes são incentivados a cuidar do seu entorno e a compreender o seu impacto individual”, destaca a empresa.

                                  Reduzimos o impacto no meio ambiente e também economizamos dinheiro nas despesas de aquecimento– destaca Adam, um dos moradores

                                  Os apartamentos ainda dispõem de janelas de três folhas, que visam preservar o calor. Já as paredes são revestidas de bambu, tida como uma madeira de rápido crescimento que usa menos água, pesticidas e fertilizante para crescer.



                                  De olho no aumento do nível do mar, uma ameaça cada vez mais eminente por conta das mudanças climáticas, o Urban Rigger quer ser uma opção viável para lidar com o problema.

                                   

                                  “Em 2050, 90% das cidades do mundo terão de lidar com a subida do nível do mar para proteger as pessoas que vivem perto das margens dos rios e das costas. Não estamos apenas ficando sem espaço, estamos perdendo-o. Ao construir sobre a água, recuperamos espaço”, destaca a empresa.

                                   

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                                    Realizado em dezembro, encontro teve ainda autoridades e empresários do setor e foi promovido por Fórum Náutico Paulista e prefeitura

                                    O ano de 2024 terminou com um encontro do Fórum Náutico Paulista para discutir a regularização de marinas e garagens náuticas em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.

                                    Parceria entre o Fórum Náutico Paulista e o município, o evento reuniu, em dezembro último, especialistas, autoridades e empresários do setor, para debater os desafios e oportunidades da regularização.

                                     

                                    O então prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, destacou a importância do setor náutico para a economia local e o compromisso da prefeitura com o desenvolvimento sustentável.

                                    Foto: Fórum Náutico Paulista / Divulgação

                                    “O turismo náutico é um importante gerador de empregos e renda para o município. A regularização das marinas garante a segurança jurídica dos empreendimentos e contribui para a preservação ambiental”, afirmou Augusto.

                                     

                                    Especialista em regularização de marinas, o advogado Diogo Levy, diretor do Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário, abordou os aspectos legais da questão, incluindo a demarcação de terrenos de Marinha e a cobrança pelo uso do espelho d’água. Levy também alertou para a necessidade de as empresas do setor se adequarem à legislação ambiental.

                                     

                                    O engenheiro Paulo Console, da Marina Supmar, compartilhou sua experiência na regularização do Complexo Industrial Naval do Guarujá.

                                    Após um longo processo, conseguimos garantir a segurança jurídica da nossa operação. A união do setor é fundamental para superar os desafios da regularização– Paulo Console, da Marina Supmar

                                    O presidente do Fórum Náutico Paulista, Marco Antonio Castello Branco, ressaltou a importância do diálogo entre o setor público e privado para a construção de soluções eficazes para a regularização de marinas.

                                    Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista. Foto: Fórum Náutico Paulista / Divulgação

                                    “O fórum tem atuado como um mediador entre as empresas, poder público e Ministério Público, buscando soluções que garantam o desenvolvimento sustentável do setor náutico”, afirmou Castello Branco.

                                     

                                    Eu, que ajudei a organizar o evento, comemorei a presença de mais de 30 pessoas entre empresários, gestores públicos e ONGs, além do público que nos acompanhou pela transmissão ao vivo. Para mim é satisfatória a coragem de encarar assuntos públicos espinhosos com técnica e planejamento para solução.

                                     

                                    O Fórum Náutico Paulista se comprometeu a continuar trabalhando pela regularização das marinas e garagens náuticas, promovendo o diálogo e a articulação entre os diferentes atores envolvidos.

                                    Regularização de Marinas e Garagens Náuticas

                                    A regularização de marinas e garagens náuticas é um processo crucial para o desenvolvimento sustentável do setor náutico, garantindo a segurança jurídica dos empreendimentos e a preservação ambiental.

                                    Abaixo, um resumo das informações discutidas no encontro de dezembro do fórum e os principais aspectos da regularização, desde os trâmites legais até as melhores práticas para garantir o sucesso do seu negócio.

                                    Terrenos de Marinha

                                    É fundamental compreender a legislação sobre terrenos de marinha, que são áreas sob domínio da União. A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) é responsável por sua gestão e administração.

                                    Tipos de Regime

                                    Existem dois regimes para terrenos de marinha: ocupação e aforamento. O regime de ocupação é precário, enquanto o aforamento oferece maior segurança jurídica e acesso a crédito.

                                    Demarcação

                                    A SPU realiza a demarcação dos terrenos de marinha para delimitar as áreas de domínio da União. É importante acompanhar os processos de demarcação e apresentar documentos que comprovem a ocupação histórica da área.

                                    Espelho d’Água

                                    A cobrança pelo uso do espelho d’água é um tema sensível. A SPU exige licenças e autorizações para o uso da infraestrutura sobre a água, e a falta de regularização pode resultar em multas.

                                    Legislação Ambiental

                                    A regularização ambiental é essencial para o funcionamento das marinas e garagens náuticas. É necessário obter licenças e autorizações dos órgãos ambientais competentes, como a CETESB, Secretaria de Meio Ambiente, IBAMA e outros.

                                    PEC das Praias

                                    A PEC das Praias propõe a possibilidade de particulares comprarem terrenos de marinha, eliminando a necessidade de pagar foro ou taxa de ocupação.

                                    Casos de Sucesso

                                    O Complexo Industrial Naval do Guarujá é um exemplo de sucesso na regularização de marinas. Após um longo processo judicial, as empresas do complexo conseguiram garantir a segurança jurídica de suas operações.

                                    A Importância da União do Setor

                                    A união do setor náutico é crucial para fortalecer as reivindicações por melhorias na legislação e garantir a representatividade do setor junto aos órgãos governamentais.

                                    Conclusões

                                    A regularização de marinas e garagens náuticas é um processo complexo, mas essencial para o desenvolvimento sustentável do setor.

                                     

                                    Ao seguir as diretrizes deste guia e buscar a assessoria de profissionais especializados, você poderá garantir a segurança jurídica do seu empreendimento e contribuir para a preservação do meio ambiente.

                                    Próximos Passos

                                    1. Consulte um advogado especialista em direito imobiliário e ambiental para auxiliá-lo no processo de regularização.
                                    2. Reúna a documentação necessária para comprovar a ocupação histórica da área e o cumprimento da legislação ambiental.
                                    3. Mantenha-se atualizado sobre as mudanças na legislação e participe de fóruns e debates sobre o tema.

                                     

                                    Lembre-se: a regularização é um investimento que garante a segurança jurídica do seu negócio e contribui para o desenvolvimento sustentável do setor náutico.

                                     

                                    Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

                                     

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                                      Plastisfera: poluição plástica nos oceanos gerou novo ecossistema potencialmente perigoso

                                      A poluição plástica tem atingido níveis estratosféricos. Até mesmo os lugares mais remotos do planeta sofrem com a contaminação. Prova disso é que, na Antártica, cientistas estudam um novo fenômeno: a plastisfera.

                                      O estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Barcelona e publicado na Science Direct aponta que, no ambiente marinho, os microplásticos formam uma superfície rapidamente colonizada por microrganismos, formando um biofilme. Apontada como um novo tipo de ecossistema potencialmente perigoso, ela ganhou o nome de plastisfera.

                                      Foto: SteveAllenPhoto999 / Envato

                                      A plastisfera se desenvolve por meio de uma sucessão ecológica típica, tornando-se, por fim, uma comunidade microbiana complexa e especializada.

                                       

                                      Uma vez formada, essa comunidade pode afetar o equilíbrio natural da vida oceânica em nível microscópico, já que o plástico permite que patógenos potencialmente prejudiciais se espalhem pelos ambientes marinhos.

                                       

                                      Levantamentos apontam que o mundo gera cerca de 360 ​​milhões de toneladas de plásticos por ano, enquanto apenas 7% dele é reciclado. Como o material está espalhado por todos os cantos do mundo, isso significa que até as áreas mais remotas e intocadas são atingidas.

                                      Como foi feita a pesquisa na Antártica

                                      Para os pesquisadores Pere Monràs i Riera e Elisenda Ballesté, que participaram do estudo, descortinar os mistérios da plastisfera no Oceano Antártico era fundamental para “desvendar sua dinâmica” e “entender seus impactos em um dos ambientes marinhos mais remotos e vulneráveis do planeta”.

                                       

                                      Assim, com as condições extremas do local — que incluem temperaturas congelantes, ventos fortes, icebergs e tempo limitado de trabalho — , os estudiosos optaram por gerenciar a pesquisa com um experimento controlado.

                                      Foto: Studio_OMG / Envato

                                      Para isso, montaram aquários cheios de água do mar coletada perto da estação de pesquisa espanhola na Ilha Livingston, nas Shetlands do Sul, e a preencheram com pequenos grânulos arredondados dos três tipos de plástico que mais comumente poluem o mar: polietileno, polipropileno e poliestireno.

                                       

                                      Os materiais ficaram em condições ambientais (cerca de 0°C e recebendo de 13 a 18 horas de luz solar) por cinco semanas.


                                      Ao compararem a colonização dos plásticos com a do vidro — uma superfície inerte –, os estudiosos descobriram um dos principais pontos da pesquisa: o tempo de mudança.

                                       

                                      Isso porque os micróbios colonizaram rapidamente o plástico. Em menos de dois dias, bactérias como as do gênero Colwellia já estavam fixadas na superfície, o que indicou uma clara progressão dos colonizadores iniciais para um biofilme maduro e diversificado, incluindo outros gêneros como Sulfitobacter, Glaciecola ou Lewinella.

                                      Foto: Addictive Dtock / Envato

                                      Outro ponto de destaque foi que, embora processos semelhantes ocorram em outros oceanos, na Antártida ele parece ser mais lento, por conta das baixas temperaturas.

                                       

                                      Por enquanto, os estudos sobre a plastisfera ainda estão no início, mas pesquisadores já preveem que as ações no biofilme podem ir, inclusive, para além das águas, afetando consideravelmente a forma como o oceano absorve carbono e produz gases de efeito estufa — ou seja, um impacto global.

                                      Uma ponta de esperança

                                      Em meio ao caos, há ainda uma ponta de esperança. Isso porque os estudiosos identificaram a presença de Oleispira sp. no polipropileno. Trata-se de uma bactéria com capacidade de degradar hidrocarbonetos, o que significa que ela pode decompor petróleo e outros poluentes. Seu papel na plastisfera é animador, uma vez que levanta questões sobre sua capacidade de reduzir os impactos da poluição por plástico.

                                       

                                      Se essa habilidade for confirmada, essas bactérias poderiam se tornar uma ferramenta importante para proteger a Antártica e os oceanos. Porém, ainda há muito a ser estudado, principalmente sobre sua eficiência em ambientes extremos. Compreender melhor esses processos pode ainda ajudar a desenvolver soluções para lidar com o problema crescente do lixo plástico nos oceanos.

                                       

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                                        A jornada do superiate “El Leon” (“O Leão”), que ficou seis anos sob posse do milionário italiano Massimo Zanetti, ganhou um novo capítulo. O monumental barco de 54 m de comprimento (177 pés) foi vendido pela “bagatela” de 27,7 milhões de euros (mais de R$ 173 milhões, em conversão realizada em janeiro de 2025).

                                        Não é apenas sua virtuosa estrutura, tamanho e funções que o fazem ser tão valioso. Quando era propriedade do magnata italiano, o barco navegou ao redor do mundo “com facilidade” — segundo a construtora — e foi o primeiro modelo Mangusta a cruzar o Atlântico.

                                        Foto: Royal Yacht International / Divulgação

                                        Construído pela Overmarine, o El Leon foi palco de uma turnê mundial de seis anos desde seu lançamento, em 2018. Logo, quem adquiriu esse brinquedo — talvez um pouco extravagante — , pegou também um superiate que é capaz de navegar enormes quantidades de milhas.

                                        E se engana quem pensa que, por aguentar muitas milhas, a embarcação é lenta. Afinal, este “brinquedo” é capaz de atingir 30 nós em velocidade de cruzeiro, acima da média para um navegador deste calibre. No entanto, é pouco provável que este iate repita essa jornada nas mãos do novo dono.

                                        Foto: Royal Yacht International/ Divulgação

                                        Além da travessia — que já alcançou 50 mil milhas, navegando para o Alasca, Oceano Pacífico e Índico — ele carrega outra pompa: é o maior iate já construído pela Overmarine Group. Sob outro proprietário, que o adquiriu após sua exposição no Mônaco Boat Show 2024, sua história será reescrita, mas não apagada.

                                        Mais italiano possível

                                        “Estaleiro italiano, proprietário italiano, capitão italiano”. É assim que a Overmarine descreve, em resumo, esta belezura. A silhueta, aerodinâmica, desempenho e luxo no interior e exterior da embarcação… tudo carrega um quê charmoso. Incluindo a parte de dentro, feito por Alberto Mancini — italiano também.

                                        Foto: Royal Yacht International / Divulgação

                                        Espaço não é o problema neste barco.  Ele ostenta quase 280 m² de espaço ao ar livre, e recebe até 11 hóspedes em cinco belas suítes. Entre as comodidades mais suntuosas, possui uma enorme piscina com piso de vidro, que se torna uma claraboia para o banheiro da suíte máster.

                                        Foto: Royal Yacht International / Divulgação
                                        Foto: Royal Yacht International / Divulgação

                                        No superiate El Leon, a piscina com piso de vidro também, de certa forma, serve como um terraço de 70 metros quadrados e um beach club que se abre não em dois, mas em três lados. Além disso, a maioria dos móveis são altamente personalizados, sendo complementadas por papel de parede Hermes e Rubelli.

                                        Foto: Royal Yacht International / Divulgação

                                        E, como mencionado, sua velocidade não deixa a desejar. Não é todo superiate que navega suavemente a 20 nós (37 km/h) e atinge confortavelmente 29 (53 km/h) a 30 nós (55 km/h), alimentado por motores MTU quádruplos.

                                         

                                        Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                         

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                                          Filha de Rodrigo Faro resgata mulher no mar: “peguei o Seabob e fui salvar ela”

                                          09/01/2025

                                          Na última segunda-feira (6), Helena, a filha mais nova do apresentador Rodrigo Faro, protagonizou um ato heroico em uma praia do Rio de Janeiro. Usando uma scooter aquática Seabob, a menina socorreu uma banhista que não conseguia voltar a sua embarcação, por conta da forte correnteza.

                                          A bordo, Faro e a família aproveitavam um dia de sol nas Ilhas Botinas, na baía da Ilha Grande, no Rio de Janeiro. O apresentador notou que uma banhista apresentava dificuldades para voltar ao barco devido a correnteza, e avisou a filha, que curtia as águas em um Seabob, mais conhecido como um brinquedo aquático.

                                          Helena, a filha caçula de Rodrigo Faro e Vera Viel. Fotos: Instagram @helenavielfaroo / Reprodução

                                          Eu peguei o Seabob e fui salvar ela– descreveu Helena, em vídeo compartilhado pelo pai

                                          Sem hesitar, Helena partiu em alta velocidade para socorrer a mulher e ajudá-la a voltar para a embarcação. “Ela pegou o Seabob e foi até o meio do canal. Só tinha a Helena e essa banhista que estava sozinha ali”, contou o apresentador.

                                           

                                          Em um vídeo no Instagram, Rodrigo Faro relatou o ocorrido e mostrou um trecho do resgate feito por Helena. Confira:

                                           

                                           

                                          Ver esta publicação no Instagram

                                           

                                          Uma publicação partilhada por Rodrigo Faro (@rodrigofaro)


                                          Nos comentários, não faltaram elogios para a atitude da menina. Por lá, fãs e admiradores do feito fizeram questão de exaltar a coragem de Helena: “um gesto lindo de amor ao próximo”, “que lindo exemplo”, “lindo gesto de amor”.

                                           

                                          Helena é a filha mais nova de Rodrigo Faro e Vera Viel. Suas irmãs são Clara e Maria, de 19 e 16 anos, respectivamente.


                                          Scooters aquáticas também são usadas em resgate

                                          O resgate protagonizado pela filha de Rodrigo Faro mostra a versatilidade das scooters aquáticas, como o Seabob. Muito utilizada para diversão no mar, o equipamento é também uma ferramenta que pode salvar vidas.

                                          Foto: Seabob / Divulgação

                                          De acordo com a fabricante do Seabob, o modelo indicado para esse fim é o Seabob Rescue. A empresa explica que a embarcação é recomendada para águas costeiras e para o mar aberto, fazendo com que “os mergulhadores de resgate economizem ar e energia, fatores essenciais para o sucesso nas operações de salvamento”.

                                           

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                                            As formas orgânicas têm ganhado cada vez mais espaço no universo do design. Ao contrário das geométricas, elas remetem com mais facilidade ao conforto, à natureza e até às águas. Essa foi a aposta da novata britânica Brythonic Yachts para criar a Cloud 9, uma embarcação que foge dos padrões convencionais, a começar pelo flybridge oval do iate.

                                            As formas arredondadas e o costado alto do iate de 26,4 metros (86,6 pés) chamam atenção ao primeiro olhar. A aparência, que pode ser considerada extravagante demais, é também um convite para olhar mais de perto as características do barco.

                                            Foto: Brythonic Yachts / Divulgação

                                            Amplas áreas de lazer vão da popa à proa, com direito a espaços convidativos para banhos de sol e convivência conjunta.

                                             

                                            No cockpit, o sofá de quatro lugares com o apoio de uma mesa se conecta ao salão principal por uma porta de vidro deslizante. Já na proa, a espreguiçadeira redonda tem tecido removível, para que se abra uma claraboia na suíte do proprietário.

                                            Foto: Brythonic Yachts / Divulgação

                                            O flybridge se destaca pelo formato oval e por carregar consigo uma piscina de hidromassagem no ponto mais alto do barco — característica que remete a embarcações muito maiores, como os grandes superiates de luxo.

                                            Foto: Brythonic Yachts / Divulgação

                                            Se por fora o Cloud 9 divide opiniões, por dentro, o trabalho dos arquitetos e designers Nour Mouawad, Cristiano Mariani e Gian Paolo Nari promete agradar a todos os gostos.

                                             

                                            Moderno, o espaço nasceu com o objetivo de “abraçar linhas suaves e fluidas, sem ângulos agudos, convidando o cliente a um mundo suave e borbulhante, onde cada detalhe parece leve, fluido e sereno”, como descreve a marca.

                                            Foto: Brythonic Yachts / Divulgação

                                            Assim, mesas, cadeiras e sofás seguem a linha orgânica do barco, com materiais de primeira linha, como tecidos premium, ônix bege, carpete de pelúcia e superfícies reflexivas. Os tons neutros, aliados à luz que vem de fora, dão à embarcação o toque de conforto que os móveis arredondados parecem pedir.



                                            A ideia da Brythonic Yachts é que o iate de flybridge oval apresente um layout de quatro cabines, incluindo a suíte do proprietário. Dessa forma, o Cloud 9 acomodaria até oito hóspedes — mais dois membros da tripulação.

                                             

                                            De acordo com o estaleiro, o barco deve ser construído em compósito ou alumínio e navegar equipado com motores a diesel convencionais ou motores elétricos híbridos.

                                            Foto: Brythonic Yachts / Divulgação

                                            Fundada em 2020 em Brecon, uma comuna no País de Gales, a Brythonic Yachts se propõe a produzir designs exclusivos e personalizados, em estreita colaboração com seus clientes, designers e arquitetos navais.

                                             

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                                              08/01/2025

                                              Visto de fora, o Atol de Bikini é como um daqueles lugares paradisíacos, de águas cristalinas, extremamente convidativo para as férias de verão. Já, de dentro, o cenário é outro: o local é um dos mais radioativos do planeta. Tanto é que, por lá, um humano não deve passar mais do que três horas.

                                              Para entender essa discrepância é necessário voltar ao passado, quase 80 anos atrás. Era ainda 1946 quando o Atol de Bikini, membro das Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, foi escolhido pelos Estados Unidos para ser o palco de seus testes nucleares durante a Guerra Fria.

                                              Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução

                                              Convidadas a se retirar, as 167 pessoas que ali residiam viram seu antigo lar receber um total de 23 explosões devastadoras até 1958. Entre eles, o maior teste nuclear já conduzido pelos EUA, em 1954. Na ocasião, a arma termonuclear Castle Bravo produziu 15 megatons de TNT. Em outras palavras, foram 15 milhões de toneladas do explosivo.

                                              Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução

                                              De forma geral, estima-se que o Atol de Bikini e um outro, vizinho, receberam o equivalente a 210 megatons de TNT no período — mais de 7 mil vezes a força usada em Hiroshima, em agosto de 1945, segundo o G1.

                                               

                                              No fim da década de 1960, após a finalização dos testes, os EUA reintegraram os antigos habitantes ao Atol. Mas durou apenas cerca de três anos, após aparecerem sinais de que o local não era mais seguro para a vida humana.

                                              Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução

                                              Um aumento no número de abortos espontâneos, anormalidades genéticas e natimortos foram associados por cientistas à radioatividade presente na ilha. Processado pelos habitantes do local, o governo estadunidense precisou pagar uma indenização de US$ 75 milhões, enquanto outros US$ 90 milhões foram destinados à limpeza da radiação na área.


                                              Atol de Bikini nos dias atuais

                                              A visita de humanos ao Atol, apesar de perigosa, pode acontecer — desde que respeitado o prazo máximo de três horas de permanência na ilha. O influenciador norte-americano conhecido como The Vagabond Artist no Tiktok foi um dos que enfrentou esse desafio e documentou sua jornada, claro, com vídeos na rede social.

                                              Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução

                                              A ilha parece comum, embora não seja seguro beber ou comer nada por lá. As casas dos antigos habitantes seguem de pé e, de acordo com o vídeo, estão conforme os moradores as deixaram ao saber que teriam que deixar o Atol. Assim, mobílias, panelas e objetos seguem espalhados nos imóveis, como se ainda fossem usados diariamente.

                                              Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução

                                              Também chama atenção o abrigo nuclear construído no local para uso dos cientistas durante o teste da bomba Castle Bravo. Confira o vídeo principal do americano, que já ultrapassou 2 milhões de visualizações:

                                               

                                              @vagabondartist #bikini #bikiniisland #war #test #science #stem #discovery #island #islandlife #bikiniatoll #evacuate #evacuation #history #historytok #truehistory #coconuts #birthdefects #radiation #beach #ocean #peace ♬ original sound – Traveling Artist Island Life


                                              Logo nas primeiras explosões nucleares, quase todas as formas de vida que habitavam o Atol de Bikini foram aniquiladas. Por volta de 1970, algumas delas começaram a prosperar novamente, com vegetações e animais marinhos voltando ao local.

                                               

                                              Já a vida humana não teve essa chance, uma vez que a poluição no local por isótopos radioativos — especialmente o Césio-137, o mesmo do acidente de Goiânia, em 1987 — permanece em níveis perigosos até hoje.

                                              Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução

                                              Estima-se que esse isótopo leve 30 anos para ter sua massa reduzida à metade. Depois, são mais 30 anos para chegar a ¼, e assim por diante.

                                               

                                              O cenário pouco atraente aos humanos, por outro lado, faz a fauna e flora locais prosperarem mais do que nunca. Suas águas agora abrigam uma espécie de “santuário acidental”, já que por lá a pesca não é permitida há quase sete décadas.

                                               

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                                                O comportamento de uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) em busca de sexo foi tão fora do comum que fez pesquisadores acreditarem de que se tratava de um erro. Não à toa: o animal cruzou três oceanos, navegou mais de 13 mil km e desafiou os costumes de sua espécie — quebrando até um recorde.

                                                Enquanto fazia sua jornada heróica por acasalamento, a baleia-jubarte do sexo masculino deixava no caminho um precioso material de pesquisa.

                                                 

                                                Sem perder tempo, pesquisadores da Southern Cross University, na Austrália, traçaram um estudo que resultou em um artigo publicado na revista Royal Society Open Science.

                                                Trajeto percorrido pela baleia. Foto: Happywhale / Divulgação

                                                Considerando a distância de grande círculo (medida usada para apontar o menor percurso entre dois pontos na superfície da Terra) entre os dois avistamentos, essa foi a maior distância percorrida pela espécie de que se tem registro.

                                                 

                                                A cauda da baleia foi reconhecida pelos estudiosos através de fotos realizadas entre 2013 e 2022. As imagens identificaram essa jubarte nos anos de 2013 e 2017 no litoral da Colômbia, no Oceano Pacífico. Já em 2022, o animal foi flagrado no arquipélago de Zanzibar, no Oceano Índico, na Tanzânia.

                                                 

                                                Apesar de a rota exata da baleia entre esses pontos ser desconhecida, especialistas indicam que o animal “potencialmente visitou populações de jubarte no Atlântico”. Em toda caso, uma coisa é certa: a situação vai contra os padrões de migração consistentes da espécie.

                                                 

                                                Isso porque as jubartes costumam navegar em rotas no sentido norte-sul: quando estão em busca de alimento, são vistas entre as águas frias, perto dos polos; e, quando buscam acasalar, as baleias ficam próximas dos trópicos. O animal em questão, por sua vez, fez uma rota leste-oeste.

                                                Foto: Kalashnikova / Divulgação

                                                “Esta foi uma descoberta muito emocionante, o tipo de achado que nos faz acreditar primeiramente se tratar de algum erro”, disse Ted Cheeseman, coautor do projeto, ao Live Science.

                                                 

                                                Para Cheeseman, além da longa jornada percorrida pelo animal — quase o dobro da migração típica — , chama atenção também o fato de que, no percurso, a baleia teve contato com inúmeras outras populações de baleias-jubarte, “explorando mais longe do que qualquer outra”, o que é considerado raro entre a espécie.

                                                Quando ele apareceu, foi tipo, ‘Oooh, estrangeiro sexy com um sotaque legal’?”– brincou Ted Cheeseman, em entrevista ao The Guardian


                                                O que explica maratona da baleia em busca de sexo?

                                                Ekaterina Kalashnikova, principal pesquisadora da iniciativa, destaca que a jornada da baleia-jubarte revela que suas migrações podem ser mais flexíveis do que se acreditava.

                                                Conseguimos documentar um novo comportamento que fornece informações importantes sobre a ecologia [das baleias-jubarte]– conta

                                                Os cientistas acreditam ainda que o macho percorreu a longa distância para aumentar suas chances de conseguir acasalar, movendo-se entre áreas onde as baleias costumam procriar. Mas mudanças climáticas, competição entre machos e alterações na disponibilidade de alimentos também podem ter influenciado a migração incomum.

                                                 

                                                Todas as imagens utilizadas pelos pesquisadores para a identificação do animal estão em um banco de dados sobre baleias chamado Happywhale, que é alimentado tanto por cientistas quanto pela sociedade.

                                                 

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                                                  Lady Christine, um dos megaiates mais valiosos do mundo, está atracado no Rio

                                                  07/01/2025

                                                  No Rio de Janeiro, uma obra-prima da natureza e outra do homem dividem as atenções desde o fim de 2024: o icônico Pão de Açúcar e o imponente Lady Christine, o megaiate considerado um dos mais valiosos do mundo.

                                                  Atracada na Marina da Glória, palco do Rio Boat Show, a embarcação de 68 metros chama atenção não só pelo tamanho, mas por um outro “pequeno” detalhe. Assim como na primeira vez em que veio ao Brasil, em 2012, um helicóptero acompanha o iate entre voos e pousos em seu heliponto.

                                                  Foto: Feadship/ Divulgação

                                                  Além da Cidade Maravilhosa, registros apontam que o barco — propriedade do bilionário escocês Irvine Laidlaw e construído pelo renomado estaleiro holandês Feadship — também atracou em Búzios no primeiro final de semana de 2025. Já em novembro, o iate foi flagrado em Porto Seguro (BA). Não há a confirmação de que o bilionário esteja a bordo.

                                                   

                                                   

                                                  João Kossmann, sócio-diretor da Brazil Yacht Services (empresa que recepcionou o Lady Christine nas duas passagens pelo Brasil) e presidente da Associação Brasileira de Superiates, disse ao O Globo que o país vive uma retomada na demanda de iates de luxo pós-pandemia.

                                                  No pré-Natal chegamos a ter três iates de porte parecido com o Lady Christine– contou Kossmann ao veículo

                                                   

                                                  Com patrimônio de 741 milhões de libras (cerca de R$ 5,6 bilhões, na conversão de janeiro de 2025), de acordo com o The Sunday Times Rich List, Irvine Laidlaw é a 225ª pessoa mais rica do Reino Unido. Mas, considerando apenas a Escócia, ele ocupa a 10ª posição no ranking dos mais abastados.

                                                   

                                                  Aos 82 anos, o ex-membro da Câmara dos Lordes e fundador do Institute for International Research Ltd —  que ele vendeu em 2005 por US$ 1,4 bilhão — desfruta de uma coleção de iates, carros e helicópteros.

                                                  Foto: Irvine Laidlaw / Divulgação

                                                  Os luxos do bilionário ainda incluem propriedades em Mônaco, França, Sardenha e África do Sul. Sua paixão por navegar, por sua vez, o levou a regatas como a Admiral’s Cup e a participar ativamente da construção do Lady Christine, lançado em 2010.

                                                  Foto: Feadship/ Divulgação

                                                  Conheça o Lady Christine

                                                  O megaiate Lady Christine, que leva o nome da esposa de Laidlaw, contou com a participação do empresário em sua construção. Com projeto da De Voogt Naval Architects, o iate ainda teve seu interior pensado pelo designer britânico Rodney Black.

                                                  Estávamos no estaleiro dois dias por mês. Eu assinei mais de 3 mil desenhos– destacou Laidlaw em entrevista a Boat International

                                                  Movéis sofisticados e grandiosos fazem do Lady Christine uma verdadeira joia sobre as águas. Uma monumental escadaria dá o toque de arte junto aos quadros, o piano, esculturas e pinturas dispostas por todo o iate.

                                                   

                                                  Seus tons de marrom e os detalhes que o enfeitam em madeira dão o tom do luxo que resiste ao tempo.

                                                  Foto: Feadship/ Divulgação

                                                  O megaiate Lady Christine comporta até dez hóspedes e 20 tripulantes. Os que chegam a passeio se acomodam em cinco cabines com banheiros privativos.

                                                   

                                                  Já a suíte principal é uma joia à parte, com cama king size e poltronas que, ao lado de janelas que vão do chão ao teto, são um convite para contemplar a beleza — das paisagens e do próprio barco.

                                                  Foto: Feadship/ Divulgação

                                                  Como já é de se imaginar em uma embarcação desse porte, as comodidades a bordo dos três deques do iate incluem ar-condicionado, churrasqueira, academia, jacuzzi, estabilizadores, e heliponto. Para a diversão, uma sala de cinema e caiaques ficam à disposição dos hóspedes.

                                                  Foto: Feadship/ Divulgação

                                                  O barco de 68 metros alcança até 16 nós de velocidade, movido por dois motores MTU 12V 4000 M60, cada um entregando 1.320 kW de potência a 1.800 rpm.

                                                  Foto: Feadship/ Divulgação
                                                  Foto: Feadship/ Divulgação
                                                  Foto: Feadship/ Divulgação

                                                  Os sofás e poltronas são espaçosos; os armários, robustos. No posto de comando, o piloto se sente em uma nave — mesmo que o barco já some bons anos de mar.

                                                  Foto: Feadship/ Divulgação

                                                  O iate, avaliado em aproximadamente US$ 70 milhões, cerca de R$ 425,3 milhões (conversão realizada em janeiro de 2025), ainda é detentor de importantes prêmios internacionais, como o World Superyacht Awards 2011, na categoria Melhor Iate a Motor de Deslocamento de 1.300 GT a 2.999 GT, e o ShowBoats Design Awards 2011, na categoria Layout Interior.

                                                   

                                                  Veja mais fotos do megaiate Lady Christine.

                                                  Foto: Feadship/ Divulgação
                                                  Foto: Feadship/ Divulgação
                                                  Foto: Feadship/ Divulgação
                                                  Foto: Feadship/ Divulgação
                                                  Foto: Feadship/ Divulgação

                                                   

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                                                    A alta temporada da navegação é o momento em que a Marinha do Brasil intensifica suas ações no litoral brasileiro. Conhecida anteriormente como “Operação Verão”, a campanha ganhou um novo nome: Navegue Seguro. O objetivo, no entanto, segue o mesmo: promover a segurança na navegação e incentivar boas práticas nas águas.

                                                    Nesta temporada, as ações da campanha começaram em 20 de dezembro e seguem até 15 de março, após o Carnaval. Esse é um período caracterizado pelo aumento das atividades no litoral e nas águas interiores do país, muito por conta do verão e do período de férias escolares.

                                                     

                                                    A Navegue Seguro 2025 traz como mote a mensagem: “Fique ligado, você é o Capitão! Navegar com segurança é a sua melhor opção!”.

                                                    Foto: Agência Marinha / Divulgação

                                                    As atividades abrangem não só revistas e patrulhamento nas águas, como também campanhas de conscientização em clubes náuticos, marinas, entidades desportivas e até colônias de pescadores, sempre enfatizando a segurança da navegação.

                                                     

                                                    Segundo levantamento da Marinha do Brasil, as infrações mais comuns registradas na Operação Verão de 2024 foram:

                                                    • falta de habilitação dos condutores;
                                                    • documentação da embarcação incompleta ou vencida;
                                                    • falta de material de salvatagem (coletes, boias, extintores de incêndio entre outros);
                                                    • desrespeito ao limite de lotação da embarcação;
                                                    • consumo de bebida alcoólica durante a condução;
                                                    • más condições de navegabilidade das embarcações.

                                                    Boas expectativas para o Navegue Seguro 2025

                                                    Dados da Marinha do Brasil apontam que, de 2023 para 2024, o número de apreensões de embarcações caiu quase 33% na operação, indo de 814 para 546.

                                                    Foto: Agência Marinha / Divulgação

                                                    Enquanto o número de apreensões diminuiu, o de inspeções aumenta desde 2021. Em 2024, foram 133.784 inspeções, o patamar mais alto dentro do período — e a expectativa da Marinha é seguir nessa crescente.

                                                    O principal objetivo é a criação de uma mentalidade de segurança nos navegadores. Tornar uma rotina o cumprimento das normas– Diretor de Portos e Costas, Vice-Almirante André Macedo

                                                    Para Macedo, é assim que se evitam os acidentes e garante-se “um lazer de qualidade.”


                                                    Além das inspeções navais, a campanha ainda engloba ações de conscientização para evitar o descarte de lixo em rios e mares, em um trabalho conjunto das Capitanias, Agências e Delegacias.

                                                     

                                                    Por conta das particularidades climáticas das regiões Norte e Centro-Oeste, a Operação “Navegue Seguro” da Marinha ocorrerá em outro período nas capitanias dessas áreas. A previsão da Marinha é de que o aumento da fiscalização nestas regiões comece em junho de 2025.

                                                    Foto: Agência Marinha / Divulgação

                                                    Dicas de segurança ao navegar

                                                    Manter uma navegação segura é essencial para fazer do mar, a casa de quem ama navegar, um espaço de lazer saudável e acolhedor. Por isso, não permita pessoas que na água se aproximem do barco com o motor em funcionamento. No caso de mergulhos, só ligue o motor após a última pessoa subir a bordo. Para conferir mais dicas de navegação, veja 15 mandamentos básicos de segurança no mar.

                                                     

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                                                      Por: Otto Aquino -

                                                      Na imensidão da Amazônia, onde os rios desenham estradas no coração do Brasil, uma figura se destacou não apenas pelo amor à navegação, mas pela arte de inspirar. Leonel Amador de Pinho, nascido em 16 de junho de 1948, partiu na madrugada desta terça-feira (7), deixando para trás um legado tão profundo quanto os rios que ele explorava.

                                                       

                                                      Leonel era mais que um empresário náutico. Ele era um visionário, um incentivador de aventuras de barcos e um embaixador das águas amazônicas. À frente da Direct Jet, concessionária náutica referência no Norte do país, ele não apenas comercializou embarcações e motos aquáticas — ele transformou sonhos em realidade.

                                                      Foto: Otto Aquino

                                                      Belém, sua eterna morada, foi testemunha de suas jornadas. Não eram apenas passeios ou expedições; eram experiências que conectavam pessoas à natureza e à grandiosidade dos rios. Quem participou dos passeios náuticos organizados pela Direct Jet sabe que Leonel tinha o dom de unir adrenalina e contemplação.

                                                       

                                                      Ele mostrava que navegar não era apenas deslocar-se sobre a água, mas fluir com ela, respeitá-la e entendê-la.


                                                       

                                                      Em cada conversa, Leonel exalava paixão. Falar de barcos era falar de vida, e a vida para ele era feita de desafios e conquistas. Organizava eventos com dezenas de motos aquáticas, cruzando rios caudalosos, enfrentando correntes e, acima de tudo, celebrando o amor pelos rios da Amazônia.

                                                       

                                                      Seu carisma era tão grande quanto sua ousadia. Ele acreditava no potencial do Pará como polo náutico e trabalhou incansavelmente para que a região fosse reconhecida. Leonel fazia mais do que vender equipamentos; ele vendia o conceito de liberdade. Era como se, ao adquirir uma moto aquática, o cliente recebesse também o convite para explorar o mundo sob outra perspectiva: aquela que só as águas podem oferecer.

                                                      Foto: Otto Aquino

                                                      Ao lado de seu filho Marcelo Pinho, Leonel ampliou horizontes. Juntos, pai e filho criaram não apenas eventos, mas laços. A relação deles era um reflexo da filosofia de Leonel: estar próximo, compartilhar experiências, construir memórias.

                                                       

                                                      Hoje, as águas estão ainda mais silenciosas. O rugido das motos aquáticas ecoará com saudade, mas também com a certeza de que Leonel vive em cada passeio, em cada rio, em cada história que ele ajudou a escrever.

                                                      Leonel Pinho e o filho, Marcelo Pinho. Foto: Otto Aquino

                                                      Leonel Pinho não era apenas um empresário náutico; ele era um navegante de sonhos. Seu legado estará para sempre ancorado nos corações daqueles que tiveram a sorte de cruzar seu caminho. E, assim como os rios nunca param de correr, sua inspiração continuará fluindo.

                                                       

                                                      Bon voyage, Leonel. Que as águas que agora te recebem sejam tão grandiosas quanto as que você tanto amou.

                                                       

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                                                        Por: Redação -

                                                        Navegar é bom, mas em segurança é melhor ainda! O mar e a sua imensidão são quase irresistíveis, especialmente para quem tem uma embarcação prontinha para navegar. Passar um dia a bordo é uma experiência à parte, mas não é tão simples assim. Segurança no mar é primordial!

                                                        Por isso, a equipe de NÁUTICA separou 15 dicas essenciais para que a navegação seja sempre feita de forma segura, para que os passageiros a bordo vivam apenas bons momentos, livres de grandes preocupações.

                                                        Seguindo esses 15 mandamentos básicos, dificilmente você terá dores de cabeça quando decidir sair para navegar. Portanto, anote tudo o que vem a seguir!

                                                        15 dicas para manter a segurança no mar

                                                        • Jamais exceda a capacidade de pessoas a bordo nem os limites de peso e navegação do seu barco, porque, navegando fora das condições para as quais foi projetado, ele ficará muito vulnerável, especialmente às mudanças do tempo;
                                                        • Ao partir, calcule quantos litros de combustível irá precisar para ir e voltar, acrescentando, pelo menos, mais 1/3 de reserva. Mas, lembre-se que, quanto mais peso a bordo ou quanto mais agitada estiver a água, maior também será o consumo;
                                                        • Nunca deixe de checar a carga nas baterias, porque tudo o que é essencial em um barco depende de energia para funcionar — especialmente a partida dos motores;
                                                        • Se não conhecer a região, informe-se bem sobre onde irá navegar, além de consultar cartas náuticas e verificar a tábua de marés — no caso de ser no mar. Senão, você corre o risco de não conseguir voltar e, ainda por cima, encalhar;
                                                        • Nunca — jamais — parta sem consultar a previsão do tempo. O ideal é acompanhá-la desde pelo menos dois dias antes, para não ter de mudar os planos em cima da hora;

                                                        • Além do material de salvatagem — exigido pela Marinha e prescrito pela Capitania — e de um estojo de primeiros socorros, com medicamentos e curativos, tenha sempre a bordo uma caixa de ferramentas, com, pelo menos, chave de fenda, chave philips, alicate, abraçadeiras, chave para a porca do hélice, fusíveis, fita isolante e um pedaço de câmara de pneu, arame e massa epóxi. Nenhum deles é exagero;
                                                        • Ao sair, informe à marina o seu destino e o horário previsto de retorno, mesmo se for ficar por perto. Para facilitar esse processo, use o app NavSeg. Através do aplicativo, o condutor informa o plano de viagem da embarcação (aviso de saída), sem a necessidade do envio de papéis. Assim, permite o monitoramento do barco, facilitando o serviço de resgate, caso seja necessário.
                                                        • Quem sai para navegar deve ter sempre um rádio VHF ou, pelo menos, um celular a bordo. De preferência, ambos;
                                                        • Antes de acelerar qualquer lancha, mande todos a bordo se sentarem, para evitar tombos e quedas n’água. Além disso, proíba as pessoas de ficarem no solário ou na borda do barco durante a navegação;
                                                        • Não deixe ninguém que esteja na água se aproximar do barco quando o motor estiver em funcionamento, mesmo que esteja desengatado. No caso de mergulhos, só ligue o motor depois que a última pessoa subir a bordo;

                                                        • Nunca aproxime o barco a menos de 200 metros das praias, exceto para embarcar ou desembarcar alguém. E, nestes casos, tenha extremo cuidado com banhistas e aproxime-se bem devagar, quando disponível, pela raia delimitada para tal;
                                                        • Se alguém cair acidentalmente na água, mande imediatamente outra pessoa ficar olhando fixamente para a vítima, sem desviar os olhos dela. Na água, especialmente nas mais agitadas, não é nada fácil localizar alguém na superfície;

                                                        • Sob mau tempo, mantenha sempre o motor do barco ligado e engatado, mesmo que esteja parado. Com o motor funcionando, o controle do barco aumenta bastante;
                                                        • Para uma ancoragem realmente segura, use de cinco a dez vezes mais metros de amarra do que a profundidade do local onde irá ancorar. E, em caso de tempo ruim, solte o dobro deste comprimento;
                                                        • Se o barco parar com uma pane, não o deixe à deriva. Ancore de frente para as ondas, porque barco solto pode ser perigoso.
                                                        • Como um bônus, vale sempre lembrar: se beber, seja prudente e passe o timão para alguém habilitado.

                                                         

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                                                          06/01/2025

                                                          Viajar mais costuma ser um dos principais desejos a cada virada de ano. Com inúmeros destinos paradisíacos, o Brasil se destacou em uma pesquisa da Booking.com — uma das mais conhecidas plataformas de viagem do mundo. A belíssima João Pessoa, na Paraíba, garantiu a vaga brasileira na lista de tendências de viagens para 2025.

                                                          Reconhecida no mundo todo por suas belezas naturais, a capital paraibana é apontada como 3º principal destino de interesse no relatório Booking.com Previsões de Viagem para 2025.

                                                           

                                                          Descrita como “Porta do Sol” das Américas — já que a cidade é a primeira do continente a receber os raios solares –, João Pessoa figurou ao lado de destinos disputados internacionalmente, como Willemstad, em Curaçao; Tromsø, na Noruega; e Trieste, na Itália.

                                                          Praia do Seixas. Foto: Rafael Passos / Prefeitura de João Pessoa / Divulgação

                                                          Não é para menos: João Pessoa oferece opções de sobra para apreciar. Entre elas, destacam-se praias como do Jacaré e Seixas, as piscinas naturais do Picãozinho, o Jardim Botânico, o Centro Histórico e o tradicional Mercado de Tambaú, com artesanato local.

                                                          Foto: Prefeitura de João Pessoa / Divulgação

                                                          “Celebrada por paisagens verdejantes e rica herança cultural. Suas belas praias, parques naturais e locais históricos fazem dela um destino maravilhoso para viagens multigeracionais. As famílias podem se reunir para aproveitar atividades ao ar livre e criar memórias duradouras em um ambiente vibrante e culturalmente rico”, destaca a avaliação.

                                                           

                                                          O levantamento da Booking.com coletou respostas de mais de 25 mil pessoas ao redor do mundo. A plataforma consultou, entre julho e agosto de 2024, adultos que planejam viajar a lazer ou a negócios nos próximos 12 a 24 meses. No total, 27.713 pessoas de 33 países participaram da pesquisa.


                                                          Destinos em alta para 2025, segundo a Booking.com

                                                          1. Sanya, China;
                                                          2. Trieste, Itália;
                                                          3. João Pessoa, Brasil;
                                                          4. Tromsø, Noruega;
                                                          5. Willemstad, Curaçao;
                                                          6. Tignes, França;
                                                          7. San Pedro de Atacama, Chile;
                                                          8. Naha, Japão;
                                                          9. Villajoyosa, Espanha;
                                                          10. Houston, Estados Unidos.

                                                           

                                                          Náutica Responde

                                                          Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                            Em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, turistas agora pagam mais caro para usar o transporte público. Os valores foram reajustados no primeiro dia do ano, em meio a alta temporada de turismo. As tarifas passaram a custar até 10 vezes mais no caso do Aquabus, transporte aquaviário do arquipélago.

                                                            A medida foi oficializada por meio de decretos no penúltimo dia de 2024. Na prática, o valor da tarifa para turistas passou de R$ 5 para R$ 50 no Aquabus, enquanto nos ônibus foi de R$ 5 para R$ 10.

                                                             

                                                            Vale destacar que o arquipélago — conhecido como Capital da Vela, por sua vocação náutica — é um dos destinos mais procurados pelos paulistanos para aproveitar o verão.

                                                            Foto: Aline Bassi/ Balaio / Divulgação

                                                            Moradores de Ilhabela, por sua vez, têm direito ao cartão eletrônico recarregável e seguem pagando a mesma tarifa nos ônibus e Aquabus: R$ 2,10 — ou R$ 1 aos domingos e feriados.

                                                             

                                                            Em nota, a Prefeitura de Ilhabela justificou o reajuste com base em uma “avaliação da Administração Municipal” que levou em conta “o elevado custo de manutenção do serviço, embarcações e a análise do número de usuários”.

                                                            Manter a tarifa reduzida para os usuários do Bilhete Eletrônico Recarregável é uma forma de valorizar nossa população e facilitar a mobilidade local– destacou o prefeito Toninho Colucci


                                                            Aquabus, o transporte aquaviário de Ilhabela

                                                            Implementados em maio de 2024, os Aquabus transportaram cerca de 44 mil pessoas até o início de dezembro, conforme explica a prefeitura do arquipélago.

                                                             

                                                            Atualmente, o serviço opera com três embarcações (Elpídio Sampaio, Edgar Lúcio e Zé de Alício) — duas durante a semana e três aos fins de semana e feriados. Cada uma delas comporta até 60 passageiros e é equipada com ar-condicionado, TVs e GPS.

                                                            Píer da Praia Grande. Foto: Prefeitura de Ilhabela / Divulgação

                                                            O transporte funciona em quatro pontos estratégicos da ilha, com píeres na Praia Grande, Perequê, Engenho D’Água e Vila, conectando os principais destinos da cidade. O serviço começa às 7h30 na Praia Grande e se estende até às 17h30 na Vila, com paradas intermediárias no Perequê e Engenho D’Água.

                                                             

                                                            Já em obras, um novo píer surgirá também na Ponta Azeda, para “atender às necessidades da população e dos turistas, especialmente na alta temporada, quando o movimento na cidade cresce significativamente”, como explica a prefeitura.

                                                             

                                                            Náutica Responde

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