Ao longo dos anos, o Banco de Arguim, na costa da Mauritânia, foi colecionando os mais belos títulos: sítio Ramsar, em 1982; Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, em 1989; e Dádiva à Terra pela WWF, em 2000. Apesar disso, muitos ainda o desconhecem.
O local, a noroeste da África, é uma das áreas mais importantes do Oceano Atlântico em termos ecológicos. Suas águas, que raramente ultrapassam os 10 metros de profundidade, abrigam uma ampla biodiversidade marinha logo ao lado das remotas condições do deserto, já que está situado na zona de transição entre o Saara e o oceano.
Esse clima singular, diferentemente do que se possa imaginar, faz do Banco de Arguim um dos ecossistemascosteiros mais ricos do mundo, com áreas de reprodução e alimentação para, principalmente, espécies de aves migratórias — do norte da Europa, Sibéria e Groenlândia, incluindo flamingos, maçaricos-de-bico-largo, pelicanos e andorinhas-do-mar — e animais marinhos.
Foto: Kokopelado / Wikimedia Commons / Reprodução
Em suas águas vivem peixes, tartarugas e até mamíferos, como os golfinhos, além de recifes de coral únicos e bancos de algas marinhas, cruciais para a saúde do oceanoe para espécies comerciais de peixes. Trata-se, também, de um refúgio para espécies ameaçadas, como tartarugas marinhas e peixes-boi.
As condições climáticas particulares ainda permitem uma mistura contínua de águas frias e ricas em nutrientes, facilitando a proliferação persistente de fitoplâncton — responsáveis por uma série de funções vitais no ecossistema aquático — ao longo do ano.
Foto: Kokopelado / Wikimedia Commons / Reprodução
O Banco de Arguim é uma área protegida. Apesar disso, uma comunidade vive por lá: os imraguen — uma palavra berbere que significa “pescador”. Fazendo jus ao significado de seu nome, os imraguen praticam a pescasustentável e têm uma relação íntima com o ecossistema, que carrega regras rígidas para limitar a pesca industrial, o turismo e outras atividades que possam o impactar negativamente.
Quando se pensa em um destinopara relaxar são muitas as opções que vêm à mente: praias, refúgios no campo, nas montanhas. Mas no País de Gales, no Reino Unido, uma outra opção, bastante fora do comum, também tem atraído olhares. Trata-se de um submarino convertido em uma estadia completa, fora d’água.
A estadia no submarino fica na área do Apple Camping, um espaço repleto de hospedagens inusitadas.
Originalmente feito para equipar o o HMS Destroyer, um naviode guerra da Marinha Britânica, o submarino U-96 Sonar agora serve como uma espécie de “Airbnb”.
Foto: Apple Camping / Divulgação
A Apple Camping, empresa que administra unidades curiosas, frisa que quis manter a essência histórica da embarcação, “ao mesmo tempo em que fornece todas as comodidades para uma estadia confortável”.
Por lá estão um sofá-cama triangular — que se converte em mesa de jantar — , uma cozinha equipadacom geladeira, torradeira, chaleira e fogão de indução e até um banheiro privativo, tido como um dos pontos altos do submarino por suas características originalmente náuticas.
Foto: Apple Camping / DivulgaçãoFoto: Apple Camping / DivulgaçãoFoto: Apple Camping / Divulgação
Os ambientes são organizados de forma compacta, para que o espaço seja o mais bem aproveitado possível. Duas pessoas podem dormir na cama, além de outras duas em um sofá cada. O acesso a tudo isso é feito por uma escada em espiral.
Foto: Apple Camping / DivulgaçãoFoto: Apple Camping / DivulgaçãoFoto: Apple Camping / Divulgação
Do lado de fora, os hóspedes podem relaxar e curtir um momento de refeição ao ar livre, já que dispõem de mesa com cadeiras para até quatro pessoas e uma espécie de churrasqueira, que traz a frase “depth charge” (em português, “carga de profundidade”, um tipo de arma usada para atacar submarinos).
Foto: Apple Camping / DivulgaçãoFoto: Apple Camping / DivulgaçãoFoto: Apple Camping / Divulgação
As estadias no submarino saem a partir de 149 libras por noite (cerca de R$ 1,1 mil na conversão de janeiro de 2025), ou ainda 199 libras (aproximadamente R$ 1,4 mil) se a ideia for passar apenas uma noite.
Para os amantes de Harry Potter, a escolha pelo U-96 Sonar como destino de férias é ainda a chance de ficar pertinho de um local marcante para a franquia.
Isso porque o túmulo de Dobby, o simpático elfo que vira amigo do protagonista do filme, fica a apenas 25 minutos de carro dali, na praia Freshwater West. Nos arredores ainda estão o Tenby Castle — um castelo histórico do século 12 –, o parque Folly Farm e belas praias.
Praia de Freshwater West. Foto: Mario Sánchez Prada / Wikimedia Commons / Reprodução
Além do U-96 Sonar, turistas e moradores locais encontram no Apple Camping outras opções de estadias incomuns, como um jato da década de 70, uma espécie de OVNI, um iglu e até um Airbus Etihad A320.
Foto: Apple Camping / DivulgaçãoFoto: Apple Camping / DivulgaçãoFoto: Apple Camping / DivulgaçãoFoto: Apple Camping / Divulgação
A Azov Yachts deu mais um grande passo para alavancar sua marca: o estaleiro vai inaugurar uma nova loja no Recife, no Novotel Marina, sofisticado complexo lançado em 2024. De acordo com a Azov, a abertura da nova unidade será em breve, no mês de fevereiro.
Localizado às margens do Rio Capibaribe, curso d’água que corta a capital pernambucana, o luxuoso complexo possui uma marina de classe internacional, com capacidade para abrigar mais de 200 embarcações. Além disso, conta com três restaurantes e centro de convenções.
Foto: Azov/ Divulgação
Com a nova loja da Azov Yachts no Recife, o estaleiro firma sua expansão pelo Nordeste brasileiro — já constatada na participação da marca no 1º Salvador Boat Show.
Para a Azov, a chegada de sua loja oficial ao Novotel Marina “representa uma oportunidade imperdível” para os visitantes do hotel, que poderão conhecer de perto os barcos da marca.
No local, a Azov Yachts promete um espaço dedicado à apresentação de suas inovações e um atendimento personalizado tanto para potenciais compradores quanto para os já integrantes da “família Azov”, como o estaleiro carinhosamente chama seus clientes.
Novotel Marina. Foto: Divulgação
O Novotel Marina é um hotel conceitual que se destaca não apenas pela sua arquitetura arrojada e inovadora, mas também pela beleza de suas instalações. Conta também com outras lojas de produtos e serviços náuticos, além de uma estrutura flutuante que garante o acesso às embarcações mesmo durante a maré alta.
Segundo a Azov, a abertura da nova loja reafirma o compromisso da marca em “proporcionar experiências excepcionais no mundo náutico, unindo qualidade, inovação e um atendimento personalizado”. Para eles, a novidade também fortalece a cultura náutica na região, “atraindo novos clientes e entusiastas do mar“.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O setor náutico brasileiro possui uma grande cadeia produtiva, que engloba desde a indústria de embarcações até serviçosde manutenção, apoio de profissionais de marinaria, condutores e uma série de serviços complementares. Essa diversidade caracteriza um setor econômico múltiplo, que impacta diretamente o turismoe a geração de empregos.
De acordo com estudo encomendado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo em 2017, por meio do Fórum Náutico Paulista, estima-se que cada embarcação ativa nas águasgera, em média, oito empregos diretos e indiretos — dado que reforça o papel do setor náutico como impulsionador de atividades econômicas no país.
Contudo, o estudo também aponta para uma defasagem crítica no número de vagas disponíveis para embarcações em marinas e garagens náuticas, o que gera um aumento nos custos de manutençãopara proprietários de embarcações.
Foto: CreativeNature_nl / Envato
Estrutura e diferenciação das vagas náuticas
Antes de mais nada, é fundamental entender as distinções entre os tipos de espaços oferecidos pelo setor náutico para a guarda e apoio de embarcações.
Garagens náuticas
As garagens náuticas são áreas dedicadas exclusivamente à guarda de embarcações em seco.
Marinas
Marinas oferecem, além de guarda em seco, vagas molhadas e uma gama de serviços de apoio, que podem incluir abastecimento de combustível, restaurantes e conveniências.
Clubes náuticos
Já quando destinadas a um público específico e operadas sob modelo de associação, essas marinas configuram-se como clubes náuticos.
Foto: Marisap7 / Envato
Marinas públicas
Marinas abertas ao público em geral e que oferecem serviços avulsos, como pernoite, são denominadas “marinas públicas”. Apesar de seu nome, o termo “marina pública” não implica gratuidade, mas refere-se à acessibilidadea qualquer usuário, em contraste com os clubes restritos.
No Brasil, o conceito de marina pública ainda é pouco compreendido pelo público leigo, que muitas vezes interpreta erroneamente o termo como sinônimo de acesso gratuito. Na realidade, marinas públicas funcionam de modo semelhante a hotéispara embarcações, sendo de suma importância para o turismo náutico.
As marinas públicas permitem que pessoas viajando em suas próprias embarcações, em barcos alugados ou em excursões turísticas, possam navegar entre destinos utilizando os serviços oferecidos ao longo do trajeto, fomentando a economia e promovendo a interligação de destinos turísticos.
Desafios para desenvolvimento de estruturas náuticas
A construção de marinas e garagens náuticas no Brasilenfrenta uma série de desafios, que variam desde questões legais até obstáculos econômicos e ambientais. Primeiramente, todas as áreas situadas à beira d’água são de propriedade da União e são concedidas para uso particular mediante o pagamento de laudêmio.
Essa regulamentação gera insegurança jurídica para os investidores, uma vez que, mesmo adquirindo o terreno, eles nunca se tornam proprietários definitivos, limitando o potencial de investimentos de longo prazo no setor.
Foto: Photology75 / Envato
Outro desafio significativo são as exigências ambientais. No Estado de São Paulo, por exemplo, as leis ambientais impõem requisitos de licenciamento para marinas equivalentes aos exigidos para portos, tornando o processo complexo e custoso.
Esse cenário é ainda agravado pela falta de clareza nos critérios e pela constante atualização das resoluções, que introduzem novos requisitos sem um marco legal estável.
Por fim, o alto valor de mercadodos terrenos à beira-mar, rios, lagose represas, torna mais atrativo para investidores lotear as áreas, ao invés de empreender no setor náutico — devido aos custos iniciais e à complexidade de obter licenciamentos e concessões.
Concessões como alternativa para a expansão do turismo náutico
Diante dos desafios apresentados, uma das alternativas propostas para o desenvolvimento do setor é a implementação de concessões públicas para marinas e garagens náuticas.
Foto: Nicgorski / Envato
As concessões possibilitam que o setor privado invista em infraestrutura de apoio ao turismo náutico, enquanto o poder público se beneficia do pagamento pela concessão do espaço e do impulso econômico gerado pelas atividades relacionadas.
Uma parceria público-privada (PPP) nesse setor pode seguir modelos diversos:
Concessão simples
No caso de uma concessão simples, o concessionário seria remunerado pela atividade gerada no espaço concedido, e a arrecadação pública poderia ser destinada a fundos de turismo ou meio ambiente.
Concessão patrocinada
Em cenários que demandem investimentos adicionais para atender, por exemplo, comunidades de pescadoreslocais, pode-se considerar uma PPP em concessão patrocinada, onde o poder público poderia subsidiar parte dos custos operacionais, viabilizando o equilíbrio financeiro da concessão e ampliando o acesso ao serviço.
Foto: Nadtochii / Envato
Planejamento integrado para áreas navegáveis
Para uma gestão territorial mais eficiente, o ideal seria que as áreas navegáveis, tanto de águas doces quanto salgadas, fossem planejadas com uma rede de infraestrutura mínima.
Um exemplo seria estabelecer uma marina pública a cada 100 km de área navegável, com infraestrutura básica, como abastecimento e serviços de apoio ao turismo náutico.
Esse planejamento integrado permitiria que municípios cadastrassem suas áreas disponíveis para concessão, facilitando o licenciamento e promovendo o desenvolvimento regional em torno do setor náutico.
Em conclusão, a estruturação de uma rede de marinas públicas em áreas estratégicas do território nacional promoveria o desenvolvimento sustentável do turismo náutico, favorecendo a economia local e a integração de destinos turísticos.
A concessão de áreas públicas, por meio de modelos simplificados ou de PPPs, emerge como uma solução viável para o crescimento desse setor, garantindo geração de empregos, incentivo ao turismo e preservação ambiental, ao mesmo tempo que fortalece a cadeia produtiva e amplia a competitividade do setor náutico no Brasil.
Referências:
BRASIL. Fórum Náutico Paulista. Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. 2017;
COSTA e SILVA, M. A cadeia produtiva do setor náutico no Brasil. Revista do Setor Náutico, São Paulo, 2017;
FERNANDEZ, T. O desenvolvimento do turismo náutico e os desafios das concessões no Brasil. Revista de Políticas Públicas e Turismo, 2017;
SILVA, J.; OLIVEIRA, P. O impacto das concessões para o desenvolvimento do turismo náutico. Revista Brasileira de Estudos do Turismo, 2018.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.
Entender o comportamento de procriação dos animais é essencial para os biólogos, mas alguns não facilitam esse processo — como é o caso dos simpáticos tubarões-baleia (Rhincodon typus), o maior peixe do mundo. O mistério sobre as técnicas de “flerte” desses animais já se estende por décadas.
Um vídeo gravado durante uma expedição na Austrália Ocidental, contudo, pode ter lançado luz sobre o assunto. O Recife de Ningaloo foi o palco para as investidas de um tubarão-baleia macho a uma fêmea da espécie, através de “mordidinhas”.
Pode parecer simples, mas o gesto, que foi acompanhado de perto por uma equipe de pesquisa, é fundamental para entender as “técnicas de cortejo” da espécie — classificada como ameaçada de extinção pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) desde 2016.
Além da classificação, a população atual dos tubarões-baleia é majoritariamente formada por machos juvenis. Essa situação faz com que o “conhecimento sobre tubarões-baleia adultos, particularmente sua ecologia reprodutiva e comportamental, sejam derivados apenas de observações casuais”, como explicaram os biólogos em um artigo publicado na revista Frontiers in Marine Science.
Foto: Christine Barry Research / Reprodução
Encontros raros
Embora esses peixes sejam geralmente encontrados nas águas costeiras de áreas quentes e tropicais ao redor de todo o mundo, os relatos de encontros entre eles se resumem a apenas dois locais na natureza: as águas ao redor das Ilhas Santa Helena, no Oceano Atlântico Sul, e no próprio Recife de Ningaloo, onde o vídeo foi gravado.
Em Santa Helena, os encontros entre machos e fêmeas foram relatados por pescadoreslocais. Segundo eles, os machos seguiam as fêmeas e pareciam “cutucar” sua nadadeira caudal, de forma a se posicionar com os lados ventrais para cima, abaixo das fêmeas — provavelmente para introduzir seus clásperes (órgãos copuladores).
Foto: Imagesourcecurated / Envato
Já em Ningaloo, o primeiro avistamento aconteceu em 2019, feito por uma piloto de um pequeno avião que fazia observação aérea para cientistas de um navio de pesquisa. Ela conta que um macho adulto se aproximou de uma fêmea, menor, que o evitou e fugiu.
O encontro mais recente aconteceu em maio de 2024, graças a um piloto que convocou cientistas para observarem uma fêmea de 7 metros de comprimento, localizada por ele mesmo. Na ocasião, um macho de 8,5 metros começou a segui-la até morder sua nadadeira caudal, como em Santa Helena.
Como resposta, a fêmea girou rapidamente com as nadadeiras peitorais apontando para baixo. Após uma breve pausa, ela virou-se e desceu depressa para a profundidade, seguida pelo macho — e ambos sumiram de vista.
O que esses comportamentos dizem aos pesquisadores
Cientistas sugerem que o acasalamentode tubarões-baleia pode ocorrer em águas profundas, fora do alcance dos pesquisadores, como aconteceu no relato mais recente.
No entanto, a resistência da fêmea à abordagem violenta do macho indica que essa estratégia não garante sucesso reprodutivo. Outra hipótese é de que a fêmea seja sexualmente imatura, já que adultas geralmente medem entre 10 e 12 metros.
Foto: Image-Source / Envato
Para os estudiosos, a ecologia local é outro fator que pode influenciar os insucessos reprodutivos, já que, embora a maioria dos tubarões de Ningaloo seja fêmea, elas evitam regiões de agregação, o que pode indicar que estão evitando os machos ativamente.
“Esses registros não apenas expandem nossa compreensão dos comportamentos reprodutivos, mas também podem fornecer insights sobre os potenciais impulsionadores da segregação sexual relatados em populações de tubarões-baleia em muitas agregações costeiras”, concluem os autores.
Tubarão-baleia é o maior peixe do mundo
Considerado o maior peixe do mundo, podendo atingir mais de 20 metros de comprimento e pesar até 21 toneladas, o tubarão-baleia é um “filtrador”, uma vez que se alimenta principalmente de plâncton, pequenos peixese crustáceos. O animal, inclusive, nada com a boca aberta, de forma a filtrar a água e capturar seu alimento.
Foto: Imagesourcecurated / Envato
Apesar do tamanho, a espécie que vive em águas tropicais e temperadas quentes surpreende pela tranquilidade e não representa ameaça aos humanos — inclusive, é conhecido por sua curiosidade e interação pacífica com mergulhadores.
A NX Boats já iniciou o ano de 2025 com o pé direito. O estaleiro pernambucano, que recém completou uma década de vida, atracou quatro de suas lanchas no St. Petersburg Boat Show. O salão náutico começou nesta quinta-feira (16), na Flórida, Estados Unidos.
Com quatro dias de duração, o evento em águas norte-americanas recebe o público até domingo (19). Quatro barcos conhecidos do público brasileiro dão as caras no salão: a NX 41 Horizon, a NX 370 HT Sport, a NX 340 Sport Coupé e a NX 290 Exclusive.
Estande da NX Boats no St. Petersburg Boat Show. Foto: NX Boats/ Divulgação
Não que seja uma novidade para a NX Boats pisar em solo americano. Com escritório nos Estados Unidos, a marca já atracou diversos barcos por lá, como o NX Invictus, maior lancha do estaleiro — que ganhou até festa nas águas de Miami. Sem contar as três participações consecutivas no Fort Lauderdale Boat Show.
Barcos da NX Boats no St. Petersburg Boat Show
NX 41 Horizon
Lançada com exclusividade no São Paulo Boat Show 2024, a lancha chegou para compor a linha Yachts do estaleiro. O modelo de 41 pés destaca-se, principalmente, pela passagem interna para a proa, além de possuir uma popa maior — assim como um espaço de cockpit.
NX 41 Horizon. Foto: NX Boats/ Divulgação
NX 370 HT Sport
A lancha de 37 pés não carrega “sport” no nome à toa. De acordo com a marca, a NX 370 HT Sport proporciona conforto e estabilidade na água, além de ser capaz de aguentar longas temporadas de navegação. Ressalta-se a capacidade para 16 pessoas durante o dia e quatro no pernoite.
Foto: NX Boats / Divulgação
NX 340 Coupé
Este barco da NX presente no St. Petersburg Boat Show também acomoda até 16 pessoas (4 no pernoite). Com opção de motorde popa e centro-rabeta, a NX 340 Sport Coupé é uma daycruiser de 10,15 m de comprimento e 3,15 m de boca. Seu cockpit ainda tem dois grandes sofás em L que, além de bonitos, têm encosto alto.
NX 340 Coupé. Foto: NX Boats / Divulgação
NX 290 Exclusive
Esportividade e luxuosidade resumem bem a NX 290 Exclusive. A lancha de 29 pés oferece, segundo a marca, conforto, novo teto rígido e suporta até 11 passageiros (4 no pernoite) . Seu casco laminado em “V” ajuda na navegação do barco, e ainda torna a embarcação resistente aos mares mais revoltos. A altura da cabine chega aos 1,80 m, e o barco suporta um motor de 300 hp a 380 hp.
NX 290 Exclusive. Foto: NX Boats / Divulgação
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O ano de 2025 começou com movimentações importantes para o estaleiro catarinense Schaefer Yachts. Isso porque, já nos próximos dias, as embarcações da marca estarão em dois grandes salões náuticos internacionais: o St. Petersburg Boat Show, na Flórida, nos Estados Unidos, e o Boot Düsseldorf, na Alemanha.
O salão nos EUA, inclusive, começou nesta quinta-feira (16) e segue até o próximo domingo (19). Por lá, a Schaefer apresentará quatro embarcações de seu repertório: Schaefer V33 Sport Fish, Schaefer 375, Schaefer V33 e V44.
Schaefer 375. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Já o evento da Alemanha, por sua vez, começa no sábado (18) e vai até 26 de janeiro. Quem visitar o salão alemão poderá conferir de perto as embarcações Schaefer 450, Schaefer 375, Schaefer V33 e V44.
Os cinco modelos que serão apresentados nos salões dos próximos dias são renomados tanto no Brasil, quanto em boa parte do mundo — já que são milhares as embarcações da marca espalhadas pelo globo.
Para refrescar sua memória, a equipe de NÁUTICA reuniu a seguir um resumo das lanchas que devem brilhar em território internacional nos próximos dias. Confira:
Lanchas Schaefer que estarão em salões internacionais
Schaefer 450
Maior lancha da Schaefer nos salões internacionais, a Schaefer 450 se destaca, principalmente, por ser um barco de 45 pés com suíte master à meia-nau. E não é qualquer suíte: o local recebeu o mesmo nível de tratamento dos modelos maiores da marca, trazendo equilíbrio entre estética e o design. O ambiente ocupa toda a boca da embarcação e conta com sofá, armários, mesinha, televisão e janelas para ambos os bordos.
Sua plataforma de popa, do tipo submergível, tem na área gourmet uma churrasqueiraretrátil semelhante à da Schaefer 660, da qual a lancha reproduz também o convés lateral, a boreste, que amplia a área da praça de popa em aproximadamente 20% — detalhe que ajuda a dar a sensação de que o barco é ainda maior.
Schaefer 450. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Ponto de destaque também para o flybridge, que traz o conforto e a comodidade de uma cabinada de alto requinte. Quanto a motorização, a Schaefer 450 tem três opções: dois Volvo Penta D6-IPS 60 hp, dois Cummins QSC 480 hp V-Drive com bow thruster ou dois centro-rabeta Volvo D6 400 hp.
Ao todo, até 14 pessoas conseguem aproveitar todas as comodidades da embarcação da Schaefer, sendo que 5 delas podem curtir um pouco mais ao pernoitar no barco.
Schaefer 375
A Schaefer 375 incorpora elementos da linha premium do estaleiro, formada pelos barcos maiores (Schaefer 510, 600, 660, 770e 25M). Dentre suas principais características está o piso nivelado, sem nenhum degrau.
Suas varandas laterais retráteis ampliam o espaço na praça de popa em 5,95 metros e se integram ao cockpit, com acomodações para até 14 pessoas. O hard-top, de acionamento elétrico, abre o teto solar (quase 1,5 metro) ao toque de um botão. O acesso à proa é feito por uma passagem interna, a bombordo — garantia de segurança mesmo com o barco em movimento.
Schaefer 375. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na cabine, com 1,90m de altura, há duas camas de casal, uma no camarote de proa e outra à meia-nau, além de mesa, cozinha e um grande banheiro. O modelo pode ser equipado com três motores de popa de 300 hp cada ou dois motores de centro Volvo D4-300.
Schaefer V33
Primeiro barco da linha do estaleiro do tipo walk around (termo inglês usado para identificar lanchas cuja cabine não impede a circulação na proa) com perfil esportivo e elegante, a Schaefer V33 é uma embarcação sofisticada e confortável, digna de um autêntico barco de passeio.
Seu pé direito de 1,90 m é um dos destaques da lancha, que, com isso, ganha um banheiro alto. Projetada para ser um modelo global, tem motorização de popa — os Estados Unidos, aliás, são responsáveis por parte considerável das vendas da lancha.
Schaefer V33. Foto: Revista Náutica
A Schaefer V33 é uma embarcação que privilegia as áreas externas, com proa aberta e amplo espaço na praça de popa. Com 33 pés, o modelo apresentado pela Schaefer em salões internacionais tem cabine para duas pessoas pernoitarem com conforto, além de opção de motor centro rabeta a diesel, ou uma parelha de motores de popa de 300 hp.
Na versão Sport Fish, a V33 chega com recursos para pesca. Informaçõs oficiais, porém, ainda não foram divulgadas pelo estaleiro.
Schaefer V44
Sucessora da V33, a Schaefer V44 foi projetada especialmente para o mercado americano. Com 13,61 m de comprimento (44,8 pés) e 4,17 m de boca, essa walk around dispõe de tripla motorização de popa de 400 hp cada, que pode chegar a uma trinca de 600 hp cada.
Schaefer V44. Foto: Ito Cornelsen
O modelo ainda oferece recursos extras também para as horas em que o barco fica parado, como a possibilidade do rebatimento de parte das amuradas na popa com a criação de duas varandas laterais (beach clubs ou open decks), que aumentam a largura do cockpit em 1,35 m.
Com isso, a boca máxima do barco salta para 5,52 metros, resultando em mais espaços tanto para a circulação como para a colocação de itens adicionais de conforto, como cadeiras de sol. A ideia é garantir um dia perfeito na água, seja um passeio em família, a prática de esportes aquáticos ou uma pescaria.
Não bastasse vencer, ele fez história! Assim pode ser descrito o gigante triunfo do velejador francês Charlie Dalin, que conquistou a 10ª edição da Vendée Globe e estabeleceu um novo recorde na mais tradicional — e desafiadora — competição de circum-navegação a vela, feita em solitário e sem paradas.
O navegador de 40 anos de idade deixou outros 39 capitães para trás e completou a volta ao mundo em apenas 64 dias, 19 horas, 22 minutos e 49 segundos, chegando ao destino final na última terça-feira (14).
Tal marca é o recorde absoluto da competição, desbancando a façanha de Armel Le Cleac’h, que circum-navegou em 74 dias, na edição de 2016-2017.
Foto: Vendée Globe/ Divulgação
E a distância percorrida pelos veleiros é gigantesca: uma rota de 39,1 mil quilômetros, num trajeto que passou pelos lendários cabos de Boa Esperança (África do Sul), Leeuwin (Austrália) e Cabo Horn (Chile). Não à toa, a disputa — que ocorre desde 1989 — é conhecida como o “Everest da vela”.
Segundo colocado, o estreante Yoann Richomme também merece os louros, pois chegou um dia e uma hora depois de Dalin, no dia 15 de janeiro. Esta marca seria o suficiente para o velejador ter vencido todas as últimas nove edições do torneio, exceto a atual. De consolação, tornou-se o melhor navegador a não ganhar a Vendée Globe.
Charlie Dalin est bien arrivé sur le quai du Vendée Globe et a pu profiter de l’acclamation de la foule avant de recevoir son trophée.
Vale destacar que a alucinante competição a vela teve início em 11 de novembro de 2024. Nesta quinta-feira (16), ainda há outros 38 velejadores — incluindo seis mulheres — em disputa. É possível acompanhar o trajeto, velocidade e posições dos participantes em tempo real pelo site oficial da competição.
O campeão que não venceu
Numa corrida, geralmente o primeiro participante a cruzar a linha de chegada é o campeão, mas em uma regata nem sempre é assim. Charlie Dalin teve essa sensação amarga na última Vendeé Globe, de 2020-2021, quando terminou em primeiro lugar, mas não levou o prêmio.
Charlie Dalin pulvérise le record détenu par Armel Le Cléac’h (édition 2016/17) de 9 jours, 8 heures, 12 minutes et 57 secondes !
O velejador Yannick Bestaven, também francês, apesar de terminar na terceira colocação, ganhou um bônus por ter resgatado o adversário Kevin Escoffier — que teve seu monocasco partido em dois. Assim, o Júri Internacional da regata diminuiu em dez horas a corrida de Bestaven, que “ultrapassou” Dalin nos critérios finais.
Por quatro anos, minha equipe e eu temos trabalhado duro e dado tudo o que temos para fazer este super barco. É para isso que vivemos e atingimos nosso objetivo– Charlie Dalin
Detalhe: Boris Hermann, segundo colocado de 2020-2021, também ajudou no resgate, mas teve um bônus menor. Inclusive, Hermann chegou perto de ser o primeiro não-francês a vencer a Vendée Globe — desde 1989, só velejadores franceses levaram a melhor na disputa.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Um barconão tripulado, ecológico e independente de energia: esse é o WB-UM2, novidade da sul-coreana K Watercraft. Apresentado na Consumer Electronics Show (CES) 2025 — uma das maiores feiras de tecnologia do mundo –, em Las Vegas, o modelo promete operar por 1 hora com apenas 500 ml de água, através do hidrogênio.
Para funcionar sem a emissão de poluentes, o projeto de 50 kg possui um sistema de eletrólise, responsável por captar a energia solar e utilizá-la para separar hidrogênio e oxigênio da água.
O hidrogênio, então, é convertido em energia elétrica por meio de uma célula a combustível com membrana trocadora de prótons. Essa tecnologiaalimenta um motorelétrico com potência de 1,5 kW (equivalente a 2,0 cavalos), que, assim, consegue operar de maneira eficiente. No total, o modelo produz quatro litros de hidrogênio por minuto.
Foto: K Watercraft / Divulgação
Outra tecnologia presente no barco é um sistema de armazenamento de energia, que possibilita maior flexibilidade na operação: a célula a combustívelgera 300 watts de potência, enquanto o processo de eletrólise chega a uma produção de 4 litros de hidrogênio por minuto.
Um olhar sustentável
Para a K Watercraft, a adoção do hidrogênio como combustível representa um avanço significativo. Isso porque, ao eliminar a necessidade de combustíveis fósseis, a inovação contribui para a redução das emissões de gases que causam o efeito estufa.
Além disso, de acordo com a marca, a tecnologia pode ser aplicada em operações de salvamento marítimo, monitoramento ambiental e pesquisasoceânicas, já que o barco foi projetado para operar em diversos tipos de água.
Modelo WB-M1, uma versão tripulada da empresa sul-coreana. Foto: K Watercraft / Divulgação
O modelo de barco movido a hidrogênio apresentado pela empresa sul-coreana é o primeiro de uma linha que deve ser expandida, para incluir embarcações maiores. Uma delas, apresentada ainda de maneira tímida pela empresa, chega em versão tripulada. O modelo, batizado de WB-M1, pesa 60 vezes mais, com 3.000 kg, ao passo que produz 40 litros de hidrogênio por minuto.
Produtos produzidos a partir de animais, apesar de parecerem ultrapassados, ainda existem — e podem ameaçar a existência de algumas espécies, como é o caso da tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata). Isso porque o animal tem sua carapaça usada para a criação de artigos como tigelas, pulseiras e até óculos de luxo.
Os belos tons de marrom e cor de mel fazem com que, há milhares de anos, as carapaças da tartaruga-de-pente sejam alvo dos humanos para fins comerciais. Egípcios, gregos e romanos já viam o potencial do “casco”. Apesar do comércio da espécie ter sido proibido internacionalmente em 1977, o mercado clandestino, principalmente no Sudeste Asiático, continua sendo uma ameaça ao animal.
Foto: Wirestock / Envato
Criar ações de prevenção à caça da tartaruga-de-pente tem sido um desafio para as autoridades, uma vez que os produtos feitos a partir de suas carapaças são confiscados em países diferentes de onde esses animais são caçados de forma ilegal. E é aí que entra o ShellBank, um tipo de banco de dados de rastreabilidade global de tartarugas marinhas.
Como o ShellBank pode ajudar as tartaruga-de-pente
Criado em 2022 pela World Wide Fund for Nature (WWF), o ShellBank visa usar a análise genética para rastrear produtos de tartarugas marinhas até seus pontos de origem.
Foto: Divingbali / Envato
Para isso, amostras de tecido de tartarugas marinhas — viventes ou de cascos apreendidos — são coletadas em várias partes do mundoe entram em um banco de dados. São justamente essas informações genéticas que ajudam a identificar a origem geográfica das tartarugas apreendidas no comércio ilegal.
Até agora, o banco de dados contém cerca de 13 mil registros tanto de tartarugas-de-pente, quanto de tartarugas marinhas verdes – sendo que a expectativa é de que mais espécies se juntem à lista.
Foto: Imagesourcecurated / Envato
De acordo com Christine Madden, diretora e cofundadora do ShellBank, espera-se que os resultados de políticas e conservação aumentem dentro de um ou dois anos. Esse período será crucial para as tartarugas-de-pente que, além de sofrerem com a caça ilegal, veem seus corais cada vez mais ameaçados pelas mudanças climáticas.
Um pedaço da história foi encontrado nas profundezas das águasde Salvador, na Bahia. Trata-se do naufrágio do Belmonte, uma embarcaçãode 36,9 metros fabricada na Alemanha em 1914, que naufragou na Baía de Todos-os-Santosem 1941, após uma forte colisão com um cargueiro chamado Norma.
De acordo com László Mocsári, mergulhador, médico e autor, que descreveu o achado ao Naufrágios do Brasil, o Belmonte atuava na navegação de cabotagem (transporte de cargas entre portos) desde, pelo menos, 1920.
Uma das âncoras encontradas nos destroços do naufrágio do Belmonte. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução
Transportava, além de passageiros e malas postais, até 180 toneladas de açúcar, madeira, óleo e cargas diversas– explicou Mocsári
Mocsári explica ainda que o Belmonte era muito utilizado para levar cafée cacau até barcos a vapor maiores, que tinham o exterior como destino, mas não podiam atracar em portos pequenos, como os de Belmonte e Ilhéus, ambos no sul da Bahia.
Grande quantidade de garrafas foram encontradas. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução
Seu afundamento aconteceu há mais de 80 anos, mais precisamente, na madrugada de 18 de dezembro de 1941, quando navegava rumo a pequenos portos carregado de bebidas e remédios. Já na saída da Baía de Todos-os-Santos, em frente à Ilha de Itaparica, a embarcação de 90 toneladas colidiu com o navio Norma, de 400 toneladas.
O Norma saiu ileso da situação, enquanto o Belmonte não resistiu ao enorme rombo que se abriu no seu casco diante do choque. Na ocasião, dez tripulantes e nove passageiros foram resgatados pelo Norma e levados a Salvador.
Embarcação era procurada desde 2018
O processo de encontro do Belmonte, concretizado neste ano pelos mergulhadores László Mocsári, Peter Tofte, Marcelo Rosário, José Manoel Lusquinhos, Roberto Costa Pinto e Fagner Rodrigues, teve início ainda em 2018.
László Mocsári. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução
Naquele ano, junto com mais três colegas mergulhadores, Mocsári conseguiu negociar o ponto do naufrágiocom pescadores, que o haviam descoberto em 2010, enquanto perseguiam um peixe cioba (Lutjanus analis).
Em uma primeira visita ao local, um dos pescadoresapresentou aos mergulhadores alguns artefatos encontrados por ali. Entre eles, estavam uma garrafa de Fratelli Vita (fábrica de refrigerantes de Salvador fundada em 1902), outra de Elixir Galenogal (vendido até hoje na região) e o principal: um dos telégrafos do navio, que tinha gravado o nome “Belmonte Bahia” — uma primeira pista de que se tratava, de fato, do naufrágio do Belmonte.
Motor do Belmonte. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução
Na ocasião, os mergulhadores fizeram os primeiros registros da embarcação, disponíveis no vídeo a seguir.
A partir do telégrafo, os mergulhadores começaram a levantar dados sobre o navio. Uma das fontes de pesquisa foi o livro Naufrágios e Afundamentos na Costa Brasileira, de José Góes de Araújo, em que constataram que um navio de mesmo nome havia naufragado em 1941. A garrafa de Fratelli Vita, outra pista, levantou a hipótese do navio ter sido abastecido com o suprimento em Salvador.
Motor do compressor de ar. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução
A confirmação final veio quando Mocsári entrou em contato com Maurício Carvalho, biólogo, mergulhador e pesquisador de naufrágios. Através de um trabalho minucioso de pesquisasem jornais da época, Carvalho encontrou outros pontos em comum que confirmavam: tratava-se do naufrágio do Belmonte.
Motor do Belmonte. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução
Conforme explica Mocsári, a projeção mais proeminente dos destroçoes é o motora diesel da embarcação, de três cilindros.
A impressão é que o casco abriu no sentido longitundial, tombando lateralmente– conta
Foram encontradas ainda quatro âncoras: uma na popa, uma ao lado do motor e duas na proa. Para Moacir, isso sugere que elas não foram lançadas ao mar no momento do naufrágio. Completam a lista dois guinchos — ambos encontrados na proa — e muitas garrafas, à meia-nau, além de um outro telégrafo.
Após uma estreia emocionante nas águas de Dubai, o time brasileiro Mubadala Brazil SailGP Team já se prepara para encarar a 2ª etapa da SailGP 2025 — a quinta temporada da principal competição de barco a vela do mundo. O torneiro acontece nos dias 18 e 19 de janeiro, em Auckland, na Nova Zelândia.
A primeira etapa da “Fórmula 1 da vela” foi recheada de desafios. O time brasileiro, liderado pela campeã olímpica Martine Grael — primeira mulher a assumir esse posto na história da competição –, terminou sua estreia na 10ª colocação geral, com o melhor resultado entre os estreantes e o título de manobra mais bonita do evento.
Foto: AT Films / Divulgação
O feito deixou cinco concorrentes para trás, dando ao Mubadala a sexta colocação entre os 11 times presentes naquele momento.
Os 10 pontos finais — o dobro dos italianos, também estreantes — foi o que deu ao time a “boa impressão” que seguirá na mala para a “cidade das velas”, como Auckland é conhecida.
Foi nossa estreia na competição e nossa primeira vez enquanto time de fato velejando juntos, pra valer– destacou Martine
Foto: Mubadala Brazil SailGP Team / Divulgação
“Agora nos conhecemos melhor como equipe e estamos mais entrosados, o que sem dúvida ajuda e nos dá mais confiança para seguirmos em frente em busca dos melhores resultados em Auckland”, completou.
O Mubadala Brazil SailGP Team
Além de Martine Grael, Driver da equipe, o Mubadala Brazil SailGP Team conta com os Grinders Marco Grael e Mateus Isaac, o Wing Trimmer Leigh McMillan, o Strategist Richard Mason, a Reserve Kahena Kunze e o Flight Controller Andy Maloney.
Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução
Para Maloney, aliás, a etapa de Auckland certamente vai ter um gostinho especial. Atual campeão da America’s Cup, o neozelandês de 34 anos vai competir em casapelo time brasileiro, ocupando a posição de especialista responsável por controlar a altura do voo do catamarã F50 — que pode atingir cerca de 100 Km/h e até voar sobre as águas.
Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução
Mesmo que eu esteja competindo sob uma bandeira diferente nesta temporada, espero que isso dê aos fãs neozelandeses um novo time para torcer e apoiar com toda a sua paixão– diz o atleta
Após as passagens por Dubai e Auckland, a SailGP passará por Sidney (Austrália), Los Angeles, São Francisco e Nova York (Estados Unidos), Portsmouth (Reino Unido), Sassnitz (Alemanha), Taranto (Itália), Genebra (Suíça), Cádiz (Espanha), Abu Dhabi (Emirados Árabes) e Rio de Janeiro (Brasil).
O evento em águas brasileiras sagrará a primeira etapa da liga na América do Sul, nos dias 3 e 4 de maio, na Baía de Guanabara — palco também do Rio Boat Show.
O Mirante Dois Irmãos, no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, desenha na paisagem um cenário paradisíaco — palco de fotos para os turistas. Trata-se, porém, de um precipício e, portanto, é devidamente cercado. Desafiando a própria vida e ignorando os avisos de um guia local, turistasultrapassaram a cerca para fazer fotos. A boa notícia é: foram multados.
As ocorrências foram no último sábado (11) e segunda-feira (13). Parte do episódio foi registrado pelo guia Tiberius Oliveira. No vídeo do guia, é possível ver uma delas sentada no precipício.
É nessa hora que Tiberius orienta o grupo: “Aí não é lugar de a senhora fazer foto, moça. Tem que respeitar o ambiente. Essa área aqui é cercada justamente por causa disso”. O apelo do guia, no entanto, foi ignorado.
Vou encaminhar para o ICMBio para vocês levarem uma chamada– disse Tiberius, após os turistas desprezarem os alertas
Foto: Instagram @icmbionoronha / Reprodução
Dito e feito. Conforme divulgou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ICMBio de Fernando de Noronha, seis turistas que invadiram áreas de acesso proibido no Parque Nacional Marinho foram devidamente multados.
As cinco mulheres e um homem puderam ser identificados a partir das denúncias. Assista ao registro feito por Tiberius:
Ainda segundo o órgão, os turistas multados infringiram o artigo 90 da Lei nº 6514, sobre a violação de objetivos e regulamentos da Unidade de Conservação, o que pode render multas de R$ 500 até R$ 10 mil. A concessionária Econoronha também foi acionada para bloquear o ingresso desses turistas ao Parque Nacional Marinho.
“A partir do momento que elas ultrapassaram a cerca, cometeram uma irregularidade. Nós colhemos as informações, investigamos, localizamos os infratores e aplicamos as multas”, explicou Mário Douglas Fortini, coordenador da Área Temática de Proteção do ICMBio.
Foto: ICMBio / Divulgação
Perigo de morte e risco à unidade de conservação ambiental
O vídeo das fotos feitas pela turista viralizou, e foi compartilhado por diversas páginas nas redes sociais. Em um desses posts, Amanda Rocca, que relata ser guia em Noronha há mais de 20 anos, conta que esse tipo de atitude por parte dos turistas é quase diária no parque. “Esse tipo de turista não precisamos”.
A ação, além de colocar em risco uma área de conservação ambiental, como é o caso do Mirante Dois Irmãos, traz ainda um risco de morte. “Além de descumprirem as regras do parque, os infratores arriscaram a própria vida ao posar para uma foto em um precipício”, destacou Lilian Hangae, chefe do Núcleo de Gestão Integrada (NGI) do ICMBio.
A geóloga Joana Sanchez, da Universidade Federal de Goiás, detalhou o perigo do local em entrevista ao G1. “Essas rochas, exatamente onde elas [turistas] estavam, são soltas do paredão e podem cair a qualquer momento. A gente optou por não fazer o manejo dessas rochas, porque é um local natural, e o paredão é muito alto”, explicou.
As grades estão ali para salvaguardar a vida das pessoas, e naquele local as rochas estão completamente soltas– destacou a geóloga
De acordo com o ICMBio, para reforçar a segurança durante a alta temporada, será intensificada a presença de monitores na área e a instalação de mais placas informativas.
Cruzando os canais holandeses em um barco centenário, o casal Beto Toledo e Thaís Cañadó mostra a vida real da família a bordo. A empreitada, que deu origem à produção “A Europa Como Você Nunca Viu“, fez tanto sucesso que a série agora ganha uma segunda temporada. A estreia será dia 16 de janeiro, às 20h, no Canal Náutica do YouTube.
Depois de navegar pelo oeste dos Países Baixos — visitando Amsterdã, Haarlem, Haia e outras cidades –, agora é hora de a família zarpar novamente. Dessa vez, Beto, Thais, o filho Domênico e o cão Google seguem rumo ao norte do país.
Estamos muito felizes com tudo o que tem acontecido nesses sete meses desde que começamos a morar no barco– revelou Thais Canado
Com episódios semanais no Canal da Náutica no Youtube, você acompanha o novo roteiro da família em pleno verão europeu, com dias iluminados até mais tarde.
Passeios por destinos encantadores, manutenção e reformas no barco, é claro, fazem parte da rotina desses marinheiros.
A navegação pelos charmosos canais holandeses inclui cruzar por baixo de pontes levadiças e eclusas, emoldurados por belas paisagens e moinhos de vento — um dos símbolos do país.
“O nosso próximo destino é Alkmaar, uma cidade próxima daqui. Vai demorar umas 2h30 ou 3h para a gente chegar”, explica Thais, sobre a primeira parada desta jornada.
Embora não estivesse na rota original rumo ao norte, o local entrou na lista de desejos da família — que comanda a página @sawlors no Instagram e o canal Sailing Around the World no Youtube — para um passeio.
O destino final dessa jornada será Frísia (ou Friesland, em holandês), point das férias de verão de muitos holandeses e alemães, que conta com ótima estrutura para barcos.
Para ficar por dentro dos melhores momentos dessa aventura em família, inscreva-se no Canal Náutica do Youtube e acompanhe tudo sobre a segunda temporada de “A Europa Como Você Nunca Viu”.
Imagine isto: a potênciae robustez de um rebocador da década de 1960 aliadas ao charme e sofisticação de um iate de luxo. Foi o que aconteceu com o Santandrea, embarcaçãoreformada do estaleiro italiano Solimano que teve seu estilo retrô comprado por 1,2 milhão de euros — o equivalente a mais de R$ 7,5 milhões (na cotação de janeiro de 2025).
Este senhor de 1961 passou por várias reformas ao longo de seus mais de 60 anos. O resultado foi um barcode 29 metros (96 pés) que une o luxo ao vintage, com recursos modernos e as características únicas de um potente explorador oceânico.
Foto: YATCO / Divulgação
Essa mistura rara no mercadofez com que o Santandrea fosse rapidamente adquirido. Seu último preço anunciado, de 1,2 milhão de euros, pode parecer alto demais para um barco normalmente usado para puxar e empurrar outras embarcações, mas não traduz o valor desse iate.
Santandrea: potência, luxo e exclusividade
Como um bom rebocador, o Santandrea esbanja um alcance de aproximadamente 12 mil milhas náuticas (22 mil km), com uma velocidadede cruzeiro de 9,5 nós (17,6 km/h). Para isso, é movido por dois motoresa diesel Caterpillar.
Suas características, contudo, não ficam só no campo da potência. O amplo salão principal, com vista privilegiada para o mar, é equipado com uma mesa de oito lugares. Logo ao lado estão dois sofás de três lugares cada e mais duas poltronas que, com o apoio de uma mesa de centro, prometem ser um ponto forte de lazer a bordo.
Foto: YATCO / Divulgação
O espaço, assim como as outras áreas do barco, traz tons em branco, bege e marrom. As cores neutras dão à embarcação, robusta, um especial toque de delicadeza e elegância.
Já na área interna, uma ampla sala de estar dispõe de sofás e uma grande mesa de madeira. O espaço, diferente dos grandes iates de luxo, deixa as janelas que vão do chão ao teto de lado para dar lugar às gaiutas — característica que remete ao estilo retrô do barco da década de 60. A cozinha, por sua vez, tem estilo industrial, com móveis e eletrodomésticos em inox.
A embarcação acomoda até oito hóspedes mais quatro membros da tripulação, em seis cabines. A suíte máster, localizada no convés principal, dispõe de duas camas de solteiro.
Duas outras cabines são equipadas com beliches, enquanto a terceira — e maior delas — oferece duas camas de solteiro e um beliche adicional.
As duas cabines da tripulação, por sua vez, podem ser acessadas tanto pelo convés de popa, quanto pela sala de máquinas — nesse caso, através de uma passagem pensada para os dias de mau tempo.
Foto: YATCO / Divulgação
O barco está pronto para explorar mesmo os destinos mais remotos, inclusive com direito a um grande guindaste, responsável por lançar os dois botesda embarcação ao mar.
Quem já foi, sabe: o Rio Boat Show é uma grande imersão náutica. Além dos barcos na água, o salão tem vista para o Pão de Açúcar, sob os braços do Cristo Redentor e com a brisa do mar do Rio de Janeiro — um combo mais que especial para os amantes do mar. Neste ano, essa atmosfera ficará ainda melhor, graças à 2ª edição do NÁUTICA Talksno Rio Boat Show 2025.
O NÁUTICA Talks reúne grandes nomes do mundonáutico para um ciclo de palestras, que vão desde temas técnicos até as histórias mais curiosas de quem vive no mar. Já tradicional no São Paulo Boat Show — maior evento náutico da América Latina –, o encontro estreou no salão do Rio em 2024, com sucesso de público.
Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
As palestras são abertas a quem garante um ingresso para qualquer um dos dias do salão — que em 2025 vai de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória. Para se ter uma ideia, o NÁUTICA Talks no Rio Boat Show de 2024 teve nada menos que 40 grandes nomes passando por seu palco.
Cintia e Lula, da CL Vela, falaram sobre a introdução das crianças no esporte. Foto: Rodrigo Favorito / Revista Náutica
Quem passou por lá teve a oportunidade de ver de pertinho o navegador Amyr Klink, que falou sobre os 40 anos da travessia a remo do Atlântico Sul; Marina Bidoia, que velejou sozinha até Fernando de Noronha; Alvaro de Marichalar, responsável por dar uma volta ao mundo de jet; e Paula Vianna, fotógrafa subaquática que levou ao público os desafios da profissão, entre outros grandes nomes.
Um dos dias, inclusive, foi batizado de “Mergulho Day”, quando os visitantes puderam se aprofundar no assunto e conhecer histórias impressionantes de aventuras submersas.
Paula Vianna bateu um papo sobre os desafios da fotografia subaquática. Foto: Rodrigo Favorito / Revista Náutica
Visitar as palestras do NÁUTICA Talks no Rio Boat Show é a chance de se conectar a amantes do mar que vivem esse lifestyle de forma profissional, em um ambiente aberto ao diálogo, aprendizagem e ao compartilhamento de experiências e informações.
Para conferir a grade de palestras da edição 2025 e garantir o seu lugar nesse espetáculo, deixe seu nome e e-mail no campo de newsletters do site oficial do Rio Boat Show 2025.
Na última sexta-feira (10), o kitesurfista Bruno Lobo foi o responsável por salvar uma jovem de um afogamento na praia do Olho d’Água, em São Luís. Ele, que também é médico e representou o Brasilnas Olimpíadas de Paris, fazia testes em um equipamento de filmagem quando avistou a adolescente em apuros, sendo levada para alto mar.
O momento foi gravado, justamente, pela câmera de Bruno, como você confere a seguir. Em seu Instagram, o atleta detalhou o ocorrido, destacando que “estava no lugar certo na hora certa”.
De acordo com Bruno, ele havia entrado no marpara testar um suporte por volta das 17h. Já em terra firme, o atleta resolveu mudar o posicionamento do equipamentopara a parte da frente da prancha, o que o fez voltar a água às 17h40 rumo à litorânea — um horário em que ele normalmente não iria para essa direção.
Passei próximo da jovem que estava se afogando, ela já estava bastante no fundo, a maré tinha virado e estava jogando ela para alto mar– descreveu Bruno
Após acalmar a jovem, Bruno Lobo conta que utilizou o equipamento de kitesurf para fazer o resgate do afogamento, tirando a menina da água e a levando para a areia em segurança, onde ela recebeu os primeiros socorros dos guarda-vidas.
Sou muito grato a Deus por ter sido usado para fazer esse salvamento– destacou o atleta
Ainda em vídeo, Bruno mencionou que o ocorrido serve de alerta para todos: “o mar é perigoso”.
Vamos evitar entrar, passar da arrebentação, mesmo que você saiba nadar, porque tem corrente. A maré pode puxar para alto mar assim como aconteceu com essa jovem– ressaltou
Atleta olímpico, médico e herói
Além de ter protagonizado um ato de herói, o maranhense Bruno Lobo ainda é médico e kitesurfista profissional — considerado um dos principais nomes da modalidade no Brasil e nas Américas.
Em 2024, Bruno disputou as Olimpíadas de Paris, chegando à semifinal. Na ocasião, ele disputou vaga para a final com o italiano Riccardo Pianosi, mas acabou ficando de fora da etapa decisiva ao ficar em terceiro lugar — somente os dois primeiros se classificariam.
No final do mesmo ano, contudo, ele venceu o Prêmio Brasil Olímpico (PBO), como melhor atleta da vela. Bruno ainda é o atual bicampeão pan-americano, hepta brasileiro de Fórmula Kite e ocupa a sétima posição no ranking mundial do kitesurf.
As baleiaschamam atenção não só pelo tamanho, mas também por serem detentoras do título de animais com maior longevidade do reino animal. Um estudo recente revelou, contudo, que as baleias-francas-do-sul (Eubalaena australis) podem viver até duas vezes mais do que se imaginava, chegando aos 150 anos — e isso ainda pode se estender para a idade de outras baleias.
O estudo, publicado no Science Advances, mostra que, para chegar a esse número, pesquisadores foram por um caminho diferente do usual até então.
Ao invés de analisarem um animal recém-falecido, os estudiosos analisaram animais em vida, com base em fotosde baleias fêmeas ao longo das décadas. Aqui, vale destacar que as baleias são identificadas por foto através de características únicas de seus corpos, como o formato da cauda, que funciona como uma “impressão digital”.
Foto: AlbertoCarrera / Envato
No método anterior, as técnicas envolviam contar camadas de cera de ouvido — já que elas aumentam a cada ano — e avaliar a transformação química nas proteínas oculares do animal. Já pelas fotos, os pesquisadores desenvolveram “curvas de sobrevivência”, responsáveis por estimarem a probabilidade de as baleias desaparecerem do registro fotográfico à medida que envelhecem, chegando ao seu número máximo potencial.
Assim, descobriu-se que as baleias-francas-do-sul podem viver muito além dos 70-80 anos que se acreditava até então. Para se ter uma ideia, 10% delas podem viver mais de 130 anos, enquanto algumas chegam aos 150 anos de idade, de acordo com a pesquisa.
De junho a novembro, as baleias-franca que saem da Antártica rumo ao Brasil à procura de águas quentes para se reproduzirem são frequentemente vistas em Santa Catarina. Foto: Marcelo Gah / ProFRANCA / Reprodução
Esse é um dado, contudo, que não se repete às baleias-francas-do-atlântico-norte (Eubalaena glacialis), mesmo que as duas sejam muito próximas — há 25 anos, eram consideradas uma única espécie. Essa “diferença gritante”, segundo os pesquisadores, se deve “à mortalidade causada por humanos, principalmente por enredamentos em equipamentosde pesca e colisões com navios”.
Alta expectativa na idade dessas baleias pode se estender a outras espécies
As “curvas de sobrevivência” desenvolvidas pelos pesquisadores é um método que muito se distingue de um caso ocorrido em 2007. Naquele ano, descobriu-se que as baleias-da-groenlândia podiam viver mais de 200 anos.
Para chegar a esse número, cientistas, trabalhando com caçadores de baleias indígenas no Ártico, encontraram incrustados na gordura de uma baleia pontas de arpão de pedraque não eram usados desde 1800. O animal havia sido recentemente morto por baleeiros.
Imagem rara de uma baleia-sei. Foto: Cristian Dimitrius/ Divulgação
Assim como as baleias francas, antes dessa análise, acreditava-se que a idade das baleias-da-groenlândia não ultrapassava os 80 anos, dado que se repete nas baleias azuis, fin, sei, jubarte, cinza e cachalotes, em que a idade estimada atualmente é de 90 anos.
Essa imprecisão, segundo os pesquisadores, se deve à caça industrial de baleias, que terminou apenas na década de 1960. A prática, que quase levou muitas das espécies anteriormente citadas à extinção, removeu as baleias mais velhas das populações das espécies ao redor do mundo.
Agora, embora muitas populações estejam se recuperando em número, não houve tempo suficiente para que as baleias nascidas após o fim da caça industrial envelhecessem. Por isso, é possível que muitas outras espécies também tenham uma vida muito mais longa do que se imagina.
Compreender a longevidade dos animais selvagens é essencial para protegê-los, já que espécies com vida longa tendem a se reproduzirem lentamente, com intervalos grandes entre nascimentos.
O 2º Fórum de Segurança do Navegador Amador (FSNA) já tem data marcada. O encontro acontecerá no dia 8 de fevereiro (sábado), das 9h às 19h, no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP). Neste ano, as palestras e discussões girarão em torno das NORMAM 211 e 212, apresentadas em 2024.
O Fórum de Segurança do Navegador Amador busca estabelecer um diálogo entre a sociedade civil e a comunidade náutica, com participação ativa da Marinha do Brasil, da Diretoria de Portos e Costas (DPC) e da Sociedade Amigos da Marinha SP (SOAMAR).
Assim, o encontro se faz uma oportunidade única de interação com a Autoridade Marítima, responsável por normatizar e fiscalizar as atividades náuticas no Brasil.
Foto: Fórum de Segurança do Navegador Amador / Divulgação
Neste ano, o foco serão as NORMAM 211 (referente a novas regras de habilitação náutica) e 212 (que trata de atualizações nas regras de uso das motos aquáticas no país). Inclusive, já no formulário de inscrição, interessados em participar do encontro podem deixar suas dúvidas e sugestões a respeito das normas, para serem debatidas no FSNA.
Os temas a serem abordados também levarão em conta o interesse do público. Entre os cotados estão atendimento (GAP), boas práticas na formação de condutores, documentação, EAMA (Estabelecimento de Aluguel de Moto Aquática), equipamentosde segurança e salvatagem, fiscalização, habilitação e locação de embarcações.
Entre debates e palestras, os participantes poderão trocar sugestões práticas, visando, principalmente, o aprimoramento das normas 211 e 212. As inscrições podem ser feitas através do site oficial do FSNA até o dia 7 de fevereiro, às 13h — com taxa R$ 250,00. As credenciais poderão ser retiradas no local, a partir das 8h30.
Vale ressaltar que as vagas são limitadas, e não será possível se inscrever na data/local do evento. O CTMSP, palco do 2º Fórum de Segurança do Navegador Amador, fica na Avenida Professor Lineu Prestes, nº 2468, na Universidade de São Paulo (USP).
A busca dos proprietários de grandes embarcações por mais conexão com a natureza fez o estúdio polonês Opalinski Design House desenvolver uma das mais inovadoras soluções de design dos últimos tempos. Trata-se de uma “popa rotativa” que, ao abrir, revela um mundode possibilidades para curtir o mar.
O superiate de 50 metros (164 pés) OPX 024 é resultado da criatividade — ou ousadia — de Lukasz Opalinski. O polonês lançou um olhar atento às demandas do mercadoe desenvolveu o conceito de uma estrutura que, quando aberta, promete elevar a diversão a bordo para outro patamar.
Foto: Opalinski Design House / Divulgação
O sistema retrátil que viabiliza a extensão da popa do barco, patenteada pelo estúdio de design, funciona graças a anteparas laterais fixadas em suportes de dobradiça, dois deques de extensão horizontais e alguns pequenos motoreselétricos.
Foto: Opalinski Design House / Divulgação
O resultado é um espaço de infinitas possibilidades, que vão desde os banhos de sol aos esportesaquáticos, pesca, jantares e festas. Além do espaço generoso, a área dispõe de espreguiçadeiras, piscina com área coberta, beach club e, claro, a possibilidade de estar pertinho do mar.
A ideia, a princípio, deveria ser aplicada ao megaiate Indah, de 120 metros (394), revelado em 2020. Ao conversar com corretores, porém, Opalinski mudou de ideia. “Me disseram que há uma grande demanda no mercado por um 50 metros personalizado que fique abaixo de 500GT”, conta.
O megaiate Indah. Foto: Opalinski Design House / Divulgação
Assim nasceu o conceito do superiate OPX 024, tido por ele como “um cruzador rápido e de baixo perfil” com um “painel de popa rotativo original” e ” vários outros recursos inovadores”.
Foto: Opalinski Design House / Divulgação
Entre os recursos estão uma piscina na proa, cercada por espreguiçadeiras. O espaço promete ser mais um ponto forte do barco no quesito socialização, já que dispõe ainda de um amplo sofá, com uma mesa de apoio.
Foto: Opalinski Design House / Divulgação
Nesse sentido, há ainda um deque, logo acima da popa, que garante uma vista privilegiada tanto do beach club, quanto para o mar. Um detalhe importante é que, para permitir que o convés inferior da popa seja usado exclusivamente para relaxar ao sol, a garagem do tender foi realocada para a proa.
Foto: Opalinski Design House / Divulgação
Com uma boca de 9 metros (29,4 pés), a ideia é que o superiate possua seis cabines, incluindo a suíte máster do proprietário na popa, onde há um deque privativo. Além da velocidadede cruzeiro, de 16 nós, nenhum outro detalhe sobre a embarcação foi revelado.
Estimativas apontam que os microplásticos estão desde as nuvens do Monte Fuji, no Japão, até a fossa mais profunda do oceano. Como consequência, um humano médio ingere cerca de 4 mil partículas do material na águaanualmente. Para mudar esse cenário, materiais inusitados como algodão e osso de lula foram usados por cientistas para criar uma esponja capaz de absorver 99,9% desse resíduo das águas.
O resultado animador foi obtido por pesquisadores da Universidade de Wuhan, na China, e empolga também por ser viável financeiramente falando. Isso porque outras soluções, apesar de bem-sucedidas, acabaram estagnadas pelos altos custos.
Feita de quitina extraída de osso de lula e de celulose de algodão — materiais comumente usados para a remediação da poluição –, a esponja foi testada em locais como uma vala de irrigação, um lago, água do mare uma lagoa. Seu desempenho, para os pesquisadores, foi “notável”. Isso porque a esponja absorveu 99,9% dos microplásticos — de 95% a 98% após cinco ciclos.
Apresenta um excelente desempenho de adsorção para poliestireno, polimetilmetacrilato, polipropileno e polietileno tereftalato– ressalta a pesquisa
Outro ponto animador do estudo foi que os equipamentosutilizados para a produção da esponja, como liofilizadores e agitadores mecânicos, são amplamente disponíveis.
A proposta, se aplicada em larga escala em pesquisas futuras, tem o potencial de transformar o cenário de uma das mais graves crises de saúde pública no mundo. Com resultados positivos, os pesquisadores acreditam ainda ser possível desenvolver um modelo em escala industrial.
Assim, a esponja poderia ser usada em sistemas de filtragem residenciais ou municipais, como em máquinas de lavar roupas, lava-louças e outras fontes de poluição de microplásticos.
O rastro de destruição dos microplásticos
A poluição por microplásticos pode conter até 16 mil diferentes produtos químicos plásticos, frequentemente associados a substâncias altamente tóxicas, como PFAS, bisfenol e ftalatos. Esses compostos estão relacionados a problemas graves de saúde, incluindo câncer, neurotoxicidade, alterações hormonais e toxicidade no desenvolvimento.
Para se ter uma ideia, os microplásticos são capazes de atravessar as barreiras do cérebro e da placenta, e pessoas com esses materiais presentes no tecido cardíaco apresentam o dobro de risco de sofrer um ataque cardíaco ou derrame nos anos seguintes.
Foto: Addictive Dtock / Envato
Recentemente, um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Barcelona e publicado na Science Direct aponta que, no ambiente marinho, os microplásticos formam uma superfície rapidamente colonizada por microrganismos, criando um biofilme, a plastisfera, tida como um novo tipo de ecossistema potencialmente perigoso.
Uma vez que formada, essa comunidade pode afetar o equilíbrio natural da vida oceânica em nível microscópico e global, já que o plástico permite que patógenos potencialmente prejudiciais se espalhem pelos ambientes marinhos.
Em Copenhague, capital da Dinamarca, uma ilhaque permaneceu deserta por mais de 30 anos hoje abriga um moderno condomínio de apartamentos flutuantes feitos em contêineres. Batizado de Urban Rigger, o local chama atenção pelas características de integração da comunidade que ali vive e, principalmente, pela sustentabilidade empregada à beira-mar.
Projetado pelo renomado arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels, o Urban Rigger foi inaugurado em 2015 como uma opção mais popular, visto que a cidade vivia uma escassez de moradias desse perfil à época.
O condomínio de contêineresempilhados buscou ainda fazer o uso de zonas portuárias não utilizadas, a fim de transformá-las em comunidades prósperas, como é o caso da ilha de Refshaleøen.
O local, que um dia serviu como estaleiro, estava abandonado há mais de 30 anos. Hoje, abriga cerca de 100 moradores de 20 nacionalidades diferentes, em 72 apartamentos flutuantes. As moradias são restritas a estudantes ou pessoas com mais de 50 anos.
Como alternativa às construções tradicionais em terra, o Urban Rigger explora os benefícios sociais e sustentáveis alcançados pela vida na água– destaca a empresa
Conheça os apartamentos flutuantes do Urban Rigger
O condomínio possui seis unidades da Urban Rigger e, em cada uma deles, nove contêineres estão dispostos em círculo, sobre uma plataforma flutuante. Desse modo, ao centro, cria-se um pátio central. A estrutura possui três andares: dois na superfície e um terceiro abaixo do nível do mar.
Foto: Urban Rigger / Divulgação
Uma característica importante do projeto é que ele visa integrar seus moradores, que falam inúmeros idiomas diferentes. Assim, o pátio formado ao centro dispõe de bicicletários, cais para caiaques, pranchas de surf, plataforma de banho e churrasqueira.
O espaço ainda dá acesso a duas escadas: uma que leva ao piso inferior e outra que liga os moradores aos apartamentos do segundo andar.
Foto: Urban Rigger / Divulgação
São, ao todo, doze residências de estúdio de 23 m² a 30 m². Os maiores apartamentos estão no primeiro andar, formado por três contêineres dispostos em formato triangular, com um imóvel em cada.
No segundo nível ficam os outros nove apartamentos de 23 m², dispostos em grupos de três dentro dos contêineres. Uma escada leva ao terraço, com vista para os canais de Copenhague. Apesar de compactas, as moradias são aconchegantes e equipadascom o essencial.
Foto: Urban Rigger / Divulgação
O destaque vai para a vista para o mar, que leva aos moradores os benefícios de se viver perto da água. Em relato, um deles, chamado Mads, mencionou que acorda, liga a máquina de cafée vai nadar. “Quando eu termino, o café já está pronto”.
Já para Matilde, uma das estudantes que mora em um dos contêineres, o legal é poder pular na água “diretamente da janela ou do terraço”.
Foto: Urban Rigger / Divulgação
O piso inferior, por sua vez, abriga uma sala técnica, depósitos individuais e instalações comuns, como cozinha, sala de estar e lavandaria.
Sustentabilidade
Segundo o Urban Rigger, o condomínio de apartamentos flutuantes em contêineres tem um consumo de energia 34% inferior em comparação com os imóveis em terra. Para chegar a esse resultado, algumas soluções foram implementadas ao projeto.
No segundo andar, além do terraço, estão outros dois telhados, voltados a soluções sustentáveis. Um deles é coberto por plantas sedum, um tipo de suculenta resistente e neutra em CO2, que ajuda tanto no isolamento térmico, quanto na proteção do telhado e na redução de ruído.
Foto: Urban Rigger / Divulgação
O terceiro terraço carrega um sistema fotovoltaico, responsável por fornecer águaquente aos moradores e alimentar as bombas de baixo consumo de energia para o aquecimento dos espaços — tudo conectado às redes de energia, água e esgoto da cidade.
“O Urban Rigger incentiva uma vida consciente. Desde a pequena habitação e consideração de recursos até a gestão de resíduos. Os residentes são incentivados a cuidar do seu entorno e a compreender o seu impacto individual”, destaca a empresa.
Reduzimos o impacto no meio ambiente e também economizamos dinheiro nas despesas de aquecimento– destaca Adam, um dos moradores
Os apartamentos ainda dispõem de janelas de três folhas, que visam preservar o calor. Já as paredes são revestidas de bambu, tida como uma madeira de rápido crescimento que usa menos água, pesticidas e fertilizante para crescer.
De olho no aumento do nível do mar, uma ameaça cada vez mais eminente por conta das mudanças climáticas, o Urban Rigger quer ser uma opção viável para lidar com o problema.
“Em 2050, 90% das cidades do mundoterão de lidar com a subida do nível do mar para proteger as pessoas que vivem perto das margens dos rios e das costas. Não estamos apenas ficando sem espaço, estamos perdendo-o. Ao construir sobre a água, recuperamos espaço”, destaca a empresa.
Parceria entre o Fórum Náutico Paulista e o município, o evento reuniu, em dezembro último, especialistas, autoridades e empresários do setor, para debater os desafios e oportunidades da regularização.
O então prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, destacou a importância do setor náutico para a economia local e o compromisso da prefeitura com o desenvolvimento sustentável.
Foto: Fórum Náutico Paulista / Divulgação
“O turismo náutico é um importante gerador de empregos e renda para o município. A regularização das marinas garante a segurança jurídica dos empreendimentos e contribui para a preservação ambiental”, afirmou Augusto.
Especialista em regularização de marinas, o advogado Diogo Levy, diretor do Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário, abordou os aspectos legais da questão, incluindo a demarcação de terrenos de Marinha e a cobrança pelo uso do espelho d’água. Levy também alertou para a necessidade de as empresas do setor se adequarem à legislação ambiental.
O engenheiro Paulo Console, da Marina Supmar, compartilhou sua experiência na regularização do Complexo Industrial Naval do Guarujá.
Após um longo processo, conseguimos garantir a segurança jurídica da nossa operação. A união do setor é fundamental para superar os desafios da regularização– Paulo Console, da Marina Supmar
O presidente do Fórum Náutico Paulista, Marco Antonio Castello Branco, ressaltou a importância do diálogo entre o setor público e privado para a construção de soluções eficazes para a regularização de marinas.
Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista. Foto: Fórum Náutico Paulista / Divulgação
“O fórum tem atuado como um mediador entre as empresas, poder público e Ministério Público, buscando soluções que garantam o desenvolvimento sustentável do setor náutico”, afirmou Castello Branco.
Eu, que ajudei a organizar o evento, comemorei a presença de mais de 30 pessoas entre empresários, gestores públicos e ONGs, além do público que nos acompanhou pela transmissão ao vivo. Para mim é satisfatória a coragem de encarar assuntos públicos espinhosos com técnica e planejamento para solução.
O Fórum Náutico Paulista se comprometeu a continuar trabalhando pela regularização das marinas e garagens náuticas, promovendo o diálogo e a articulação entre os diferentes atores envolvidos.
Regularização de Marinas e Garagens Náuticas
A regularização de marinas e garagens náuticas é um processo crucial para o desenvolvimento sustentável do setor náutico, garantindo a segurança jurídica dos empreendimentos e a preservação ambiental.
Abaixo, um resumo das informações discutidas no encontro de dezembro do fórum e os principais aspectos da regularização, desde os trâmites legais até as melhores práticas para garantir o sucesso do seu negócio.
Terrenos de Marinha
É fundamental compreender a legislação sobre terrenos de marinha, que são áreas sob domínio da União. A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) é responsável por sua gestão e administração.
Tipos de Regime
Existem dois regimes para terrenos de marinha: ocupação e aforamento. O regime de ocupação é precário, enquanto o aforamento oferece maior segurança jurídica e acesso a crédito.
Demarcação
A SPU realiza a demarcação dos terrenos de marinha para delimitar as áreas de domínio da União. É importante acompanhar os processos de demarcação e apresentar documentos que comprovem a ocupação histórica da área.
Espelho d’Água
A cobrança pelo uso do espelho d’água é um tema sensível. A SPU exige licenças e autorizações para o uso da infraestrutura sobre a água, e a falta de regularização pode resultar em multas.
Legislação Ambiental
A regularização ambiental é essencial para o funcionamento das marinas e garagens náuticas. É necessário obter licenças e autorizações dos órgãos ambientais competentes, como a CETESB, Secretaria de Meio Ambiente, IBAMA e outros.
PEC das Praias
A PEC das Praias propõe a possibilidade de particulares comprarem terrenos de marinha, eliminando a necessidade de pagar foro ou taxa de ocupação.
Casos de Sucesso
O Complexo Industrial Naval do Guarujá é um exemplo de sucesso na regularização de marinas. Após um longo processo judicial, as empresas do complexo conseguiram garantir a segurança jurídica de suas operações.
A Importância da União do Setor
A união do setor náutico é crucial para fortalecer as reivindicações por melhorias na legislação e garantir a representatividade do setor junto aos órgãos governamentais.
Conclusões
A regularização de marinas e garagens náuticas é um processo complexo, mas essencial para o desenvolvimento sustentável do setor.
Ao seguir as diretrizes deste guia e buscar a assessoria de profissionais especializados, você poderá garantir a segurança jurídica do seu empreendimento e contribuir para a preservação do meio ambiente.
Próximos Passos
Consulte um advogado especialista em direito imobiliário e ambiental para auxiliá-lo no processo de regularização.
Reúna a documentação necessária para comprovar a ocupação histórica da área e o cumprimento da legislação ambiental.
Mantenha-se atualizado sobre as mudanças na legislação e participe de fóruns e debates sobre o tema.
Lembre-se: a regularização é um investimento que garante a segurança jurídica do seu negócio e contribui para o desenvolvimento sustentável do setor náutico.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.
A poluição plástica tem atingido níveis estratosféricos. Até mesmo os lugares mais remotos do planeta sofrem com a contaminação. Prova disso é que, na Antártica, cientistas estudam um novo fenômeno: a plastisfera.
O estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Barcelona e publicado na Science Direct aponta que, no ambiente marinho, os microplásticos formam uma superfície rapidamente colonizada por microrganismos, formando um biofilme. Apontada como um novo tipo de ecossistema potencialmente perigoso, ela ganhou o nome de plastisfera.
Foto: SteveAllenPhoto999 / Envato
A plastisfera se desenvolve por meio de uma sucessão ecológica típica, tornando-se, por fim, uma comunidade microbiana complexa e especializada.
Uma vez formada, essa comunidade pode afetar o equilíbrio natural da vida oceânica em nível microscópico, já que o plástico permite que patógenos potencialmente prejudiciais se espalhem pelos ambientes marinhos.
Levantamentos apontam que o mundogera cerca de 360 milhões de toneladas de plásticos por ano, enquanto apenas 7% dele é reciclado. Como o material está espalhado por todos os cantos do mundo, isso significa que até as áreas mais remotas e intocadas são atingidas.
Como foi feita a pesquisa na Antártica
Para os pesquisadores Pere Monràs i Riera e Elisenda Ballesté, que participaram do estudo, descortinar os mistérios da plastisfera no Oceano Antártico era fundamental para “desvendar sua dinâmica” e “entender seus impactos em um dos ambientes marinhos mais remotos e vulneráveis do planeta”.
Assim, com as condições extremas do local — que incluem temperaturas congelantes, ventos fortes, icebergs e tempo limitado de trabalho — , os estudiosos optaram por gerenciar a pesquisa com um experimento controlado.
Foto: Studio_OMG / Envato
Para isso, montaram aquários cheios de água do marcoletada perto da estação de pesquisa espanhola na Ilha Livingston, nas Shetlands do Sul, e a preencheram com pequenos grânulos arredondados dos três tipos de plásticoque mais comumente poluem o mar: polietileno, polipropileno e poliestireno.
Os materiais ficaram em condições ambientais (cerca de 0°C e recebendo de 13 a 18 horas de luz solar) por cinco semanas.
Ao compararem a colonização dos plásticos com a do vidro— uma superfície inerte –, os estudiosos descobriram um dos principais pontos da pesquisa: o tempo de mudança.
Isso porque os micróbios colonizaram rapidamente o plástico. Em menos de dois dias, bactériascomo as do gênero Colwellia já estavam fixadas na superfície, o que indicou uma clara progressão dos colonizadores iniciais para um biofilme maduro e diversificado, incluindo outros gêneros como Sulfitobacter, Glaciecola ou Lewinella.
Foto: Addictive Dtock / Envato
Outro ponto de destaque foi que, embora processos semelhantes ocorram em outros oceanos, na Antártida ele parece ser mais lento, por conta das baixas temperaturas.
Por enquanto, os estudos sobre a plastisfera ainda estão no início, mas pesquisadores já preveem que as ações no biofilme podem ir, inclusive, para além das águas, afetando consideravelmente a forma como o oceano absorve carbono e produz gases de efeito estufa — ou seja, um impacto global.
Uma ponta de esperança
Em meio ao caos, há ainda uma ponta de esperança. Isso porque os estudiosos identificaram a presença de Oleispira sp. no polipropileno. Trata-se de uma bactéria com capacidade de degradar hidrocarbonetos, o que significa que ela pode decompor petróleo e outros poluentes. Seu papel na plastisfera é animador, uma vez que levanta questões sobre sua capacidade de reduzir os impactos da poluição por plástico.
Se essa habilidade for confirmada, essas bactérias poderiam se tornar uma ferramenta importante para proteger a Antártica e os oceanos. Porém, ainda há muito a ser estudado, principalmente sobre sua eficiência em ambientes extremos. Compreender melhor esses processos pode ainda ajudar a desenvolver soluções para lidar com o problema crescente do lixo plástico nos oceanos.
A jornada do superiate “El Leon” (“O Leão”), que ficou seis anos sob posse do milionário italiano Massimo Zanetti, ganhou um novo capítulo. O monumental barcode 54 m de comprimento (177 pés) foi vendido pela “bagatela” de 27,7 milhões de euros (mais de R$ 173 milhões, em conversão realizada em janeiro de 2025).
Não é apenas sua virtuosa estrutura, tamanho e funções que o fazem ser tão valioso. Quando era propriedade do magnata italiano, o barco navegou ao redor do mundo “com facilidade” — segundo a construtora — e foi o primeiro modelo Mangusta a cruzar o Atlântico.
Foto: Royal Yacht International / Divulgação
Construído pela Overmarine, o El Leon foi palco de uma turnê mundial de seis anos desde seu lançamento, em 2018. Logo, quem adquiriu esse brinquedo — talvez um pouco extravagante — , pegou também um superiate que é capaz de navegar enormes quantidades de milhas.
E se engana quem pensa que, por aguentar muitas milhas, a embarcação é lenta. Afinal, este “brinquedo” é capaz de atingir 30 nós em velocidade de cruzeiro, acima da média para um navegador deste calibre. No entanto, é pouco provável que este iate repita essa jornada nas mãos do novo dono.
Foto: Royal Yacht International/ Divulgação
Além da travessia — que já alcançou 50 mil milhas, navegando para o Alasca, Oceano Pacífico e Índico — ele carrega outra pompa: é o maior iate já construído pela Overmarine Group. Sob outro proprietário, que o adquiriu após sua exposição no Mônaco Boat Show 2024, sua história será reescrita, mas não apagada.
Mais italiano possível
“Estaleiro italiano, proprietário italiano, capitão italiano”. É assim que a Overmarine descreve, em resumo, esta belezura. A silhueta, aerodinâmica, desempenho e luxo no interior e exterior da embarcação… tudo carrega um quê charmoso. Incluindo a parte de dentro, feito por Alberto Mancini — italiano também.
Foto: Royal Yacht International / Divulgação
Espaço não é o problema neste barco. Ele ostenta quase 280 m² de espaço ao ar livre, e recebe até 11 hóspedes em cinco belas suítes. Entre as comodidades mais suntuosas, possui uma enorme piscina com piso de vidro, que se torna uma claraboia para o banheiro da suíte máster.
Foto: Royal Yacht International / DivulgaçãoFoto: Royal Yacht International / Divulgação
No superiate El Leon, a piscina com piso de vidro também, de certa forma, serve como um terraço de 70 metros quadrados e um beach club que se abre não em dois, mas em três lados. Além disso, a maioria dos móveis são altamente personalizados, sendo complementadas por papel de parede Hermes e Rubelli.
Foto: Royal Yacht International / Divulgação
E, como mencionado, sua velocidade não deixa a desejar. Não é todo superiate que navega suavemente a 20 nós (37 km/h) e atinge confortavelmente 29 (53 km/h) a 30 nós (55 km/h), alimentado por motores MTU quádruplos.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Na última segunda-feira (6), Helena, a filha mais nova do apresentador Rodrigo Faro, protagonizou um ato heroico em uma praia do Rio de Janeiro. Usando uma scooter aquática Seabob, a menina socorreu uma banhista que não conseguia voltar a sua embarcação, por conta da forte correnteza.
A bordo, Faro e a família aproveitavam um dia de sol nas Ilhas Botinas, na baía da Ilha Grande, no Rio de Janeiro. O apresentador notou que uma banhista apresentava dificuldades para voltar ao barco devido a correnteza, e avisou a filha, que curtia as águasem um Seabob, mais conhecido como um brinquedo aquático.
Helena, a filha caçula de Rodrigo Faro e Vera Viel. Fotos: Instagram @helenavielfaroo / Reprodução
Eu peguei o Seabob e fui salvar ela– descreveu Helena, em vídeo compartilhado pelo pai
Sem hesitar, Helena partiu em alta velocidade para socorrer a mulher e ajudá-la a voltar para a embarcação. “Ela pegou o Seabob e foi até o meio do canal. Só tinha a Helena e essa banhista que estava sozinha ali”, contou o apresentador.
Em um vídeo no Instagram, Rodrigo Faro relatou o ocorrido e mostrou um trecho do resgate feito por Helena. Confira:
Nos comentários, não faltaram elogios para a atitude da menina. Por lá, fãs e admiradores do feito fizeram questão de exaltar a coragem de Helena: “um gesto lindo de amor ao próximo”, “que lindo exemplo”, “lindo gesto de amor”.
Helena é a filha mais nova de Rodrigo Faro e Vera Viel. Suas irmãs são Clara e Maria, de 19 e 16 anos, respectivamente.
Scooters aquáticas também são usadas em resgate
O resgate protagonizado pela filha de Rodrigo Faro mostra a versatilidade das scooters aquáticas, como o Seabob. Muito utilizada para diversão no mar, o equipamento é também uma ferramenta que pode salvar vidas.
Foto: Seabob / Divulgação
De acordo com a fabricante do Seabob, o modelo indicado para esse fim é o Seabob Rescue. A empresa explica que a embarcação é recomendada para águas costeiras e para o mar aberto, fazendo com que “os mergulhadores de resgate economizem ar e energia, fatores essenciais para o sucesso nas operações de salvamento”.
As formas orgânicas têm ganhado cada vez mais espaço no universo do design. Ao contrário das geométricas, elas remetem com mais facilidade ao conforto, à natureza e até às águas. Essa foi a aposta da novata britânica Brythonic Yachts para criar a Cloud 9, uma embarcaçãoque foge dos padrões convencionais, a começar pelo flybridge oval do iate.
As formas arredondadas e o costado alto do iate de 26,4 metros (86,6 pés) chamam atenção ao primeiro olhar. A aparência, que pode ser considerada extravagante demais, é também um convite para olhar mais de perto as características do barco.
Foto: Brythonic Yachts / Divulgação
Amplas áreas de lazervão da popa à proa, com direito a espaços convidativos para banhos de sol e convivência conjunta.
No cockpit, o sofá de quatro lugares com o apoio de uma mesa se conecta ao salão principal por uma porta de vidro deslizante. Já na proa, a espreguiçadeira redonda tem tecido removível, para que se abra uma claraboia na suíte do proprietário.
Foto: Brythonic Yachts / Divulgação
O flybridge se destaca pelo formato oval e por carregar consigo uma piscina de hidromassagem no ponto mais alto do barco — característica que remete a embarcações muito maiores, como os grandes superiates de luxo.
Foto: Brythonic Yachts / Divulgação
Se por fora o Cloud 9 divide opiniões, por dentro, o trabalho dos arquitetos e designers Nour Mouawad, Cristiano Mariani e Gian Paolo Nari promete agradar a todos os gostos.
Moderno, o espaço nasceu com o objetivo de “abraçar linhas suaves e fluidas, sem ângulos agudos, convidando o cliente a um mundo suave e borbulhante, onde cada detalhe parece leve, fluido e sereno”, como descreve a marca.
Foto: Brythonic Yachts / Divulgação
Assim, mesas, cadeiras e sofás seguem a linha orgânica do barco, com materiais de primeira linha, como tecidos premium, ônix bege, carpete de pelúcia e superfícies reflexivas. Os tons neutros, aliados à luz que vem de fora, dão à embarcação o toque de conforto que os móveis arredondados parecem pedir.
A ideia da Brythonic Yachts é que o iate de flybridge oval apresente um layout de quatro cabines, incluindo a suíte do proprietário. Dessa forma, o Cloud 9 acomodaria até oito hóspedes — mais dois membros da tripulação.
De acordo com o estaleiro, o barco deve ser construído em compósito ou alumínio e navegar equipado com motoresa diesel convencionais ou motores elétricos híbridos.
Foto: Brythonic Yachts / Divulgação
Fundada em 2020 em Brecon, uma comuna no País de Gales, a Brythonic Yachts se propõe a produzir designs exclusivos e personalizados, em estreita colaboração com seus clientes, designers e arquitetos navais.
Visto de fora, o Atol de Bikini é como um daqueles lugares paradisíacos, de águas cristalinas, extremamente convidativo para as férias de verão. Já, de dentro, o cenário é outro: o local é um dos mais radioativos do planeta. Tanto é que, por lá, um humano não deve passar mais do que três horas.
Para entender essa discrepância é necessário voltar ao passado, quase 80 anos atrás. Era ainda 1946 quando o Atol de Bikini, membro das Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, foi escolhido pelos Estados Unidos para ser o palco de seus testes nucleares durante a Guerra Fria.
Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução
Convidadas a se retirar, as 167 pessoas que ali residiam viram seu antigo lar receber um total de 23 explosões devastadoras até 1958. Entre eles, o maior teste nuclear já conduzido pelos EUA, em 1954. Na ocasião, a arma termonuclear Castle Bravo produziu 15 megatons de TNT. Em outras palavras, foram 15 milhões de toneladas do explosivo.
Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução
De forma geral, estima-se que o Atol de Bikini e um outro, vizinho, receberam o equivalente a 210 megatons de TNT no período — mais de 7 mil vezes a força usada em Hiroshima, em agosto de 1945, segundo o G1.
No fim da década de 1960, após a finalização dos testes, os EUA reintegraram os antigos habitantes ao Atol. Mas durou apenas cerca de três anos, após aparecerem sinais de que o local não era mais seguro para a vida humana.
Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução
Um aumento no número de abortos espontâneos, anormalidades genéticas e natimortos foram associados por cientistasà radioatividade presente na ilha. Processado pelos habitantes do local, o governo estadunidense precisou pagar uma indenização de US$ 75 milhões, enquanto outros US$ 90 milhões foram destinados à limpeza da radiação na área.
Atol de Bikini nos dias atuais
A visita de humanos ao Atol, apesar de perigosa, pode acontecer — desde que respeitado o prazo máximo de três horas de permanência na ilha. O influenciador norte-americano conhecido como The Vagabond Artist no Tiktokfoi um dos que enfrentou esse desafio e documentou sua jornada, claro, com vídeos na rede social.
Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução
A ilha parece comum, embora não seja seguro beber ou comer nada por lá. As casas dos antigos habitantes seguem de pé e, de acordo com o vídeo, estão conforme os moradores as deixaram ao saber que teriam que deixar o Atol. Assim, mobílias, panelas e objetos seguem espalhados nos imóveis, como se ainda fossem usados diariamente.
Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução
Também chama atenção o abrigo nuclear construído no local para uso dos cientistas durante o teste da bomba Castle Bravo. Confira o vídeo principal do americano, que já ultrapassou 2 milhões de visualizações:
Logo nas primeiras explosões nucleares, quase todas as formas de vida que habitavam o Atol de Bikini foram aniquiladas. Por volta de 1970, algumas delas começaram a prosperar novamente, com vegetações e animais marinhos voltando ao local.
Já a vida humana não teve essa chance, uma vez que a poluição no local por isótopos radioativos — especialmente o Césio-137, o mesmo do acidente de Goiânia, em 1987 — permanece em níveis perigosos até hoje.
Foto: UNESCO / Ron Van Oers / Wikimedia Commons / Reprodução
Estima-se que esse isótopo leve 30 anos para ter sua massa reduzida à metade. Depois, são mais 30 anos para chegar a ¼, e assim por diante.
O cenário pouco atraente aos humanos, por outro lado, faz a fauna e flora locais prosperarem mais do que nunca. Suas águas agora abrigam uma espécie de “santuário acidental”, já que por lá a pescanão é permitida há quase sete décadas.
O comportamento de uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) em busca de sexo foi tão fora do comum que fez pesquisadoresacreditarem de que se tratava de um erro. Não à toa: o animal cruzou três oceanos, navegou mais de 13 mil km e desafiou os costumes de sua espécie — quebrando até um recorde.
Trajeto percorrido pela baleia. Foto: Happywhale / Divulgação
Considerando a distância de grande círculo (medida usada para apontar o menor percurso entre dois pontos na superfície da Terra) entre os dois avistamentos, essa foi a maior distância percorrida pela espécie de que se tem registro.
A cauda da baleia foi reconhecida pelos estudiosos através de fotosrealizadas entre 2013 e 2022. As imagens identificaram essa jubarte nos anos de 2013 e 2017 no litoral da Colômbia, no Oceano Pacífico. Já em 2022, o animal foi flagrado no arquipélago de Zanzibar, no Oceano Índico, na Tanzânia.
Apesar de a rota exata da baleia entre esses pontos ser desconhecida, especialistas indicam que o animal “potencialmente visitou populações de jubarte no Atlântico”. Em toda caso, uma coisa é certa: a situação vai contra os padrões de migração consistentes da espécie.
Isso porque as jubartes costumam navegar em rotas no sentido norte-sul: quando estão em busca de alimento, são vistas entre as águasfrias, perto dos polos; e, quando buscam acasalar, as baleias ficam próximas dos trópicos. O animal em questão, por sua vez, fez uma rota leste-oeste.
Foto: Kalashnikova / Divulgação
“Esta foi uma descoberta muito emocionante, o tipo de achado que nos faz acreditar primeiramente se tratar de algum erro”, disse Ted Cheeseman, coautor do projeto, ao Live Science.
Para Cheeseman, além da longa jornada percorrida pelo animal — quase o dobro da migração típica — , chama atenção também o fato de que, no percurso, a baleia teve contato com inúmeras outras populações de baleias-jubarte, “explorando mais longe do que qualquer outra”, o que é considerado raro entre a espécie.
Quando ele apareceu, foi tipo, ‘Oooh, estrangeiro sexy com um sotaque legal’?”– brincou Ted Cheeseman, em entrevista ao The Guardian
O que explica maratona da baleia em busca de sexo?
Ekaterina Kalashnikova, principal pesquisadora da iniciativa, destaca que a jornada da baleia-jubarte revela que suas migrações podem ser mais flexíveis do que se acreditava.
Conseguimos documentar um novo comportamento que fornece informações importantes sobre a ecologia [das baleias-jubarte]– conta
Os cientistas acreditam ainda que o macho percorreu a longa distância para aumentar suas chances de conseguir acasalar, movendo-se entre áreas onde as baleias costumam procriar. Mas mudanças climáticas, competição entre machos e alterações na disponibilidade de alimentos também podem ter influenciado a migração incomum.
Todas as imagens utilizadas pelos pesquisadores para a identificação do animal estão em um banco de dados sobre baleias chamado Happywhale, que é alimentado tanto por cientistas quanto pela sociedade.
No Rio de Janeiro, uma obra-prima da natureza e outra do homem dividem as atenções desde o fim de 2024: o icônico Pão de Açúcar e o imponente Lady Christine, o megaiateconsiderado um dos mais valiosos do mundo.
Atracada na Marina da Glória, palco do Rio Boat Show, a embarcação de 68 metros chama atenção não só pelo tamanho, mas por um outro “pequeno” detalhe. Assim como na primeira vez em que veio ao Brasil, em 2012, um helicóptero acompanha o iate entre voos e pousos em seu heliponto.
Foto: Feadship/ Divulgação
Além da Cidade Maravilhosa, registros apontam que o barco — propriedade do bilionário escocês Irvine Laidlaw e construído pelo renomado estaleiro holandês Feadship— também atracou em Búzios no primeiro final de semana de 2025. Já em novembro, o iate foi flagrado em Porto Seguro (BA). Não há a confirmação de que o bilionário esteja a bordo.
João Kossmann, sócio-diretor da Brazil Yacht Services (empresa que recepcionou o Lady Christine nas duas passagens pelo Brasil) e presidente da Associação Brasileira de Superiates, disse ao O Globo que o país vive uma retomada na demanda de iates de luxopós-pandemia.
No pré-Natal chegamos a ter três iates de porte parecido com o Lady Christine– contou Kossmann ao veículo
Com patrimônio de 741 milhões de libras (cerca de R$ 5,6 bilhões, na conversão de janeiro de 2025), de acordo com o TheSunday Times Rich List, Irvine Laidlaw é a 225ª pessoa mais rica do Reino Unido. Mas, considerando apenas a Escócia, ele ocupa a 10ª posição no ranking dos mais abastados.
Aos 82 anos, o ex-membro da Câmara dos Lordes e fundador do Institute for International Research Ltd — que ele vendeu em 2005 por US$ 1,4 bilhão — desfruta de uma coleção de iates, carrose helicópteros.
Foto: Irvine Laidlaw / Divulgação
Os luxos do bilionário ainda incluem propriedades em Mônaco, França, Sardenha e África do Sul. Sua paixão por navegar, por sua vez, o levou a regatas como a Admiral’s Cup e a participar ativamente da construção do Lady Christine, lançado em 2010.
Foto: Feadship/ Divulgação
Conheça o Lady Christine
O megaiate Lady Christine, que leva o nome da esposa de Laidlaw, contou com a participação do empresário em sua construção. Com projeto da De Voogt Naval Architects, o iate ainda teve seu interior pensado pelo designer britânico Rodney Black.
Estávamos no estaleiro dois dias por mês. Eu assinei mais de 3 mil desenhos– destacou Laidlaw em entrevista a Boat International
Movéis sofisticados e grandiosos fazem do Lady Christine uma verdadeira joia sobre as águas. Uma monumental escadaria dá o toque de arte junto aos quadros, o piano, esculturas e pinturas dispostas por todo o iate.
Seus tons de marrom e os detalhes que o enfeitam em madeiradão o tom do luxo que resiste ao tempo.
Foto: Feadship/ Divulgação
O megaiate Lady Christine comporta até dez hóspedes e 20 tripulantes. Os que chegam a passeio se acomodam em cinco cabines com banheiros privativos.
Já a suíte principal é uma joia à parte, com cama king size e poltronas que, ao lado de janelas que vão do chão ao teto, são um convite para contemplar a beleza — das paisagens e do próprio barco.
Foto: Feadship/ Divulgação
Como já é de se imaginar em uma embarcação desse porte, as comodidades a bordo dos três deques do iate incluem ar-condicionado, churrasqueira, academia, jacuzzi, estabilizadores, e heliponto. Para a diversão, uma sala de cinema e caiaques ficam à disposição dos hóspedes.
Foto: Feadship/ Divulgação
O barco de 68 metros alcança até 16 nós de velocidade, movido por dois motoresMTU 12V 4000 M60, cada um entregando 1.320 kW de potência a 1.800 rpm.
Os sofás e poltronas são espaçosos; os armários, robustos. No posto de comando, o piloto se sente em uma nave — mesmo que o barco já some bons anos de mar.
Foto: Feadship/ Divulgação
O iate, avaliado em aproximadamente US$ 70 milhões, cerca de R$ 425,3 milhões (conversão realizada em janeiro de 2025), ainda é detentor de importantes prêmios internacionais, como o World Superyacht Awards 2011, na categoria Melhor Iate a Motor de Deslocamento de 1.300 GT a 2.999 GT, e o ShowBoats Design Awards 2011, na categoria Layout Interior.
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