Histórico! Aleixo Belov conclui travessia da Passagem Nordeste: “maior desafio da minha vida”

Navegador de 82 anos partiu de Salvador rumo à Rússia, em abril, para uma das travessias mais difíceis do mundo

02/09/2025

Aos 82 anos, o navegador Aleixo Belov acaba de alcançar mais um marco histórico em sua carreira. A bordo do veleiro-escola Fraternidade e acompanhado por uma tripulação internacional, ele concluiu a travessia da Passagem Nordeste, rota que liga o Atlântico ao Pacífico através do Ártico Siberiano. A navegação rumo à Rússia é considerada uma das mais difíceis do planeta — mesmo para ele, que realizou mais de 5 voltas ao mundo.

A notícia, aguardada desde que o barco partiu de Salvador, em 12 de abril, foi anunciada neste 1º de setembro, 142 dias depois. As boas novas vieram assim que o Fraternidade completou o cruzamento do estreito de Bering, chegando ao Oceano Pacífico.

Veleiro-escola Fraternidade agora é o 1º das Américas a ter realizado o percurso. Foto: Adamo Mello / Reprodução

Belov, aliás, não foi o único a fazer história. Com o feito, o Fraternidade, que atua na educação marítima, nos ensinamentos da navegação e na preservação do meio ambiente — ao passo que desbrava mares do mundo todo —, se tornou o primeiro veleiro das Américas a completar o percurso.

Esse foi o maior desafio da minha vida. Tivemos que vencer o gelo, as intempéries e lidar com a burocracia da região. Mas conseguimos– declarou Belov

Para completar mais essa jornada, Belov contou com o apoio do capitão russo Sergei Shcherbakov e outros dez tripulantes. Juntos, eles enfrentaram condições extremas, como temperaturas negativas e curtas janelas de degelo, além das complicações de zonas militarmente controladas da Rússia.

Quem é Aleixo Belov

Nascido na Ucrânia, Belov foi radicado na Bahia, onde estudou e formou-se em engenharia civil. Lá, ele também ficou conhecido por dar aulas de matemática — inclusive para os filhos de pessoas influentes na região — e realizar diversas viagens de volta ao mundo.

Foto: Adamo Mello / Reprodução

A paixão pelo mar começou no final da década de 1950, quando aprendeu a mergulhar. Como velejador, ele recebeu da Marinha do Brasil o título de “primeiro brasileiro a fazer sozinho uma viagem de circunavegação da Terra”.

 

Aos 79 anos, Belov percorreu mais de 20 mil milhas náuticas, cruzando a Passagem Noroeste, junto de uma equipe de mais cinco pessoas. Essa foi a primeira tripulação com bandeira do Brasil a fazer a travessia completa pela região, serpenteando por estreitos acima do Círculo Polar Ártico e navegando por lugares considerados extremamente difíceis, como o estreito de Bering.


Em 2021, foi inaugurado em Salvador o Museu do Mar Aleixo Belov, um espaço cultural dedicado à navegação e à vida marítima, fundado pelo próprio navegador. O espaço é também um testemunho das aventuras de Belov, com patrimônios materiais e imateriais de sua trajetória. Um exemplos é o veleiro Três Marias, utilizado pelo navegador em viagens ao redor do mundo.

Foto: Instagram @guiademuseusbaianos e @museudomar.aleixobelov / Reprodução

O visitante do museu encontra em exposição uma miniatura do veleiro-escola Fraternidade, que representa a paixão de Aleixo por navegação e sua missão de ensinar e inspirar as próximas gerações.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

    Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

    Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

    Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

    Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

    Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

    Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

    Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

    Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

    Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

    Recorde: trio de irmãos atravessa o Pacífico em barco a remo em 139 dias

    Ewan, Jamie e Lachlan Maclean remaram quase 15 mil km e superaram marca anterior por 20 dias de diferença

    No último sábado (30), três irmãos escoceses fizeram história ao completar a travessia mais rápida, sem apoio e sem escalas, do Oceano Pacífico — o maior oceano do mundo — em um barco a remo. O recorde anterior, de 159 dias, foi “varrido” pelo trio, que finalizou a viagem em apenas 139 dias.

    Ewan, Jamie e Lachlan Maclean remaram 14.500 km do Peru até a Austrália, tornando-se também a primeira equipe registrada a remar com sucesso partindo da América do Sul.

    Foto: Instagram themacleanbrothers/ Reprodução

    O retorno à terra firme, em Cairns, foi triunfante. Os irmãos chegaram tocando gaitas de fole e tremulando as bandeiras da Escócia, Austrália e Reino Unido. Em seguida, foram recebidos por familiares emocionados, incluindo a mãe, Sheila.

    Ainda estamos nos acostumando com o mar, então, para ser sincero, estamos cambaleando por todo lado, mas muito felizes por estarmos em terra– disse Ewan à ABC

    Depois de quatro meses e meio apenas remando, os irmãos só pensavam em uma coisa ao finalizar a travessia: comer e beber. “Você tem pizza e cerveja? Repito, você tem pizza e cerveja? Câmbio”, perguntou Ewan à marina de Cains, momentos antes de completar a viagem.

    Foto: Instagram themacleanbrothers/ Reprodução

    O feito histórico foi realizado a bordo do Rose Emily, nome dado em homenagem à irmã do trio, que morreu durante a gravidez. O barco, feito em fibra de carbono, foi construído por eles mesmos em parceira com o velejador Mark Slats. Inspirado na Fórmula 1, o modelo é tido como a embarcação a remo oceânica mais rápida e leve já produzida.

    Escassez e quase morte

    Não foram poucos os desafios enfrentados pelos três. Para bater duas marcas de uma só vez, tiveram que sobreviver a base de peixe fresco e refeições liofilizadas (alimentos que foram desidratados a frio, por isso, quase sem água), além de superar enjoo, escassez de comida e tempestades tropicais.

    Foto: Instagram themacleanbrothers/ Reprodução

    A jornada começou em Lima, capital peruana, em meados de abril, com o objetivo de chegar à Sydney em 2 de agosto. O mau tempo, porém, redirecionou o trio para Cairns. “Nossas expectativas foram frustradas quando pensamos que iríamos chegar e, de repente, fomos atingidos por tempestade após tempestade, sendo simplesmente jogados para trás, para o norte” contou Jamie à ABC.

     

    Inclusive, o momento mais tenso de toda a travessia foi quando um dos irmãos, Lachlan, foi arrastado para o mar por uma onda enorme durante a noite. Ele foi resgatado por Ewan.

    Foto: Instagram themacleanbrothers/ Reprodução

    Para Jamie, o irmão do meio, os últimos dias foram os mais desafiadores. Ele revela a apreensão de ficar sem comida e conta que, mesmo exaustos, tiveram que acelerar o ritmo para os suprimentos não acabarem antes da hora.

    Foto: Instagram themacleanbrothers/ Reprodução

    Entretanto, apesar das dificuldades, o vínculo familiar foi o principal pilar para completarem a missão. Os irmãos conseguiram se manter positivos e encontrar momentos de alegria mesmo nos dias mais duros da travessia.

    Conseguimos falar muito diretamente um com o outro. Uma boa comunicação tem sido fundamental nesta jornada– relatou Jamie à CNN

    Assim, o antigo recorde foi superado. A marca pertencia ao russo Fedor Konyukhov, que remou sozinho do Chile até a Austrália em 2014, em 159 dias, 16 horas e 58 minutos. Os três irmãos quebraram o recorde com 20 dias de diferença.

    Água limpa para todos

    Além do recorde mundial, o trio navegou de ponta a ponta com um outro objetivo nobre: arrecadar 1 milhão de libras (cerca de R$ 7,3 milhões, conforme conversão feita em setembro de 2025) para financiar projetos de água limpa em Madagascar.

    Poços artesianos construídos em Madagascar através da arrecadação. Foto: Instagram themacleanbrothers/ Reprodução

    A travessia do Pacífico visa conscientizar e arrecadar fundos para a construção de poços artesianos em todo o município de Ambohimanarina, em Madagascar, onde atualmente apenas 14% da população tem acesso a água potável segura e limpa. O objetivo dos irmãos é ajudar mais de 40 mil pessoas.

     

    Até o momento, foram arrecadadas mais de 800 mil libras (aproximadamente R$ 5,9 milhões). Em 2020, para apoiar instituições de caridade que lutam por água potável, eles tornaram-se o primeiro trio de irmãos a remar qualquer oceano juntos e o trio mais jovem e rápido a cruzar das Ilhas Canárias até Antígua.

     

    Náutica Responde

    Faça uma pergunta para a Náutica

      Relacionadas

      Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

      Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

      Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

      Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

      Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

      Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

      Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

      Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

      Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

      Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

      Veleiro Bravura: tanques de combustível e quilha desafiam construção

      Verdadeiros quebra-cabeças são montados no 5º episódio da série, que mostra produção do barco motorizado pela Yanmar

      Vai ao ar nesta terça-feira (2), às 20h, o 5º episódio da saga de Angelo Guedes na Construção do Veleiro Bravura. No quintal de casa, ele abriga uma verdadeira fábrica, de onde nascerá uma embarcação motorizada pela Yanmar. O capítulo inédito traz novos quebra-cabeças driblados pelo construtor nessa jornada, que você acompanha no Canal Náutica no YouTube.

      São muitas as etapas para que, de dentro de um barracão, saia um veleiro imponente. Enquanto algumas delas foram antecipadas por Angelo, outras ficaram pelo caminho — e esse é o caso da caixa de quilha do barco.

      Foto: Revista Náutica

      Embora já com os mancais montados, essa parte da embarcação ainda apresentava desafios para Angelo, que não se sentia preparado o suficiente para trabalhar em sua soldagem. Contudo, no 5º episódio da Construção do Veleiro Bravura, o construtor mostra que essa é uma roupa que não lhe cabe mais.

       

       

      Mais confiante e preparado, ele dá continuidade à montagem, não sem reconhecer que trata-se de um “tremendo quebra-cabeças, como ele mesmo define.

      Foto: Revista Náutica

      Quem também começou a ganhar forma no novo capítulo foram os tanques de combustível — dois deles. O olhar calibrado de Angelo logo desvendou as minúcias do equipamento, que passou pelo teste de vedação do construtor.

      Angelo trabalha na construção dos tanques de combustível. Foto: Revista Náutica

      Já a montagem do skeg do hélice do barco, que protege o hélice da embarcação, teve direito à bucha Duramax Marine, material importado dos Estados Unidos. A escolha da peça, que não é de metal, visa evitar corrosão galvânica e seguir o projeto original do Bravura, processo essencial para Angelo.

      Foto: Revista Náutica
      Bucha Duramax Marine. Foto: Revista Náutica

      Como nem tudo são flores, durante a instalação dos pinos da trava da quilha, um deslize de percurso faz com que a broca da furadeira quebre! Mas o trabalho não para: Angelo usa a criatividade para contornar o problema e dar continuidade à construção do veleiro Bravura no 5º episódio.

      Momentos antes da broca da furadeira quebrar. Foto: Revista Náutica

      Impulsionado pela Yanmar

      Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.

      3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

      O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.

       

      Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.

      3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação

      De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.

       

      O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.

      Acompanhe tudo no Canal Náutica do YouTube!

      Para não perder nenhum episódio dessa épica jornada, inscreva-se no Canal da Náutica no YouTube e ative o sininho. Assim, você sempre será notificado quando um vídeo estrear — não só da “Construção do Veleiro Bravura”, mas também de outras produções NÁUTICA.

       

      A série terá episódios novos toda terça-feira, às 20h (horário de Brasília). Embarque nessa aventura com a gente!

       

      Náutica Responde

      Faça uma pergunta para a Náutica

        Relacionadas

        Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

        Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

        Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

        Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

        Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

        Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

        Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

        Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

        Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

        Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

        Marinha do Brasil realiza exercícios navais com força japonesa no RJ

        Treinamento que envolveu embarcações e aeronaves busca qualificar futuros oficiais japoneses e fortalecer relações diplomáticas

        No último dia 29 de agosto, as águas próximas a Cabo Frio, no litoral do Rio de Janeiro (RJ), foram palco de exercícios navais operativos entre a Marinha do Brasil (MB) e a Força Marítima de Autodefesa do Japão. A escala dos japoneses no país faz parte de um cruzeiro de treinamento, que visa qualificar os futuros oficiais e fortalecer as relações diplomáticas.

        Para a missão, a MB convocou as Fragatas “Defensora” e “União”, além das aeronaves AH-11B “SuperLynx” (embarcada na Defensora) e AF-1 “Skyhawk”, do 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque, que decolou da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, no RJ.

        Fragata “União” (F45) e JS “Shimakaze” durante o exercício de manobras táticas. Foto: Terceiro-Sargento (Eletrônico) Fontenelle / Marinha do Brasil / Divulgação

        Já a Esquadra de Treinamento japonesa, sob o comando do Contra-Almirante Hiroshi Watanabe, foi formada pelo navio-escola JS “Kashima” e pelo destroyer JS “Shimakaze”, da Classe “Hatakaze”, adaptado para treinamento.

         

        Nas águas, os navios protagonizaram uma série de exercícios operativos, especialmente através de manobras táticas. Uma delas incluiu a AF-1 “Skyhawk”, que simulou uma ameaça inimiga.

        Aeronave AH-11B “SuperLynx” pousando no JS “Kashima”. Foto: Terceiro-Sargento (Eletrônico) Fontenelle / Marinha do Brasil / Divulgação

        Por outro lado, a aeronave AH-11B “SuperLynx” ficou encarregada de conduzir um exercício ao estilo Helo Cross Deck. Nele, um helicóptero pousa no convés de voo de uma embarcação — no caso, a JS “Kashima” — pertencente a outro país ou a uma parte diferente de uma marinha, normalmente para operações conjuntas.

         

        Segundo a MB, as atividades contribuíram para o adestramento das tripulações e o aprimoramento das operações aéreas embarcadas.

        Para além dos exercícios navais

        Os exercícios operativos entre as instituições vai muito além da “ação”. Neles, as entidades realizam um intercâmbio entre militares, que os permitem trocar experiências profissionais e culturais.

        Oficiais japoneses a bordo da Fragata “União”. Foto: Marinheiro Macedo / Marinha do Brasil / Divulgação

        O Comandante do 1° Esquadrão de Escolta e do Grupo-Tarefa brasileiro, Capitão de Mar e Guerra Caetano Quinaia Silveira, destacou que “a Marinha do Brasil tem vasto histórico de operações desse tipo”. Segundo ele, isso qualifica a instituição para integrar e comandar Forças-Tarefa marítimas internacionais.


        Ao todo, aproximadamente 580 tripulantes participaram da ação no RJ, entre eles cerca de 190 Guardas-Marinha recém-formados como Aspirantes a Oficial, na academia militar. A visita ao Brasil, além de proporcionar treinamento aos jovens oficiais japoneses, marca os 130 anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre os dois países.

         

        Náutica Responde

        Faça uma pergunta para a Náutica

          Relacionadas

          Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

          Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

          Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

          Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

          Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

          Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

          Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

          Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

          Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

          Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

          Lançamento: nova Victory 348 OpenSea fará estreia no São Paulo Boat Show

          Estaleiro apresentará o modelo com exclusividade no evento, ao lado de outras duas lanchas. Salão acontece de 18 a 23 de setembro

          Os amantes da pesca esportiva terão uma parada obrigatória durante o São Paulo Boat Show 2025: o estande da Victory Yachts. O estaleiro, famoso pelas lanchas de pesca que não afundam, lançará exclusivamente no evento a nova Victory 348 OpenSea.

          De 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo, será possível conhecer de perto a nova estrela da marca paranaense, que chega como o 5º modelo da linha OpenSea, voltada para a pesca oceânica. Além dela, estarão as Victory 300 Sport e Victory 398 OpenSea, já testada por NÁUTICA.

          Conheça a nova Victory 348 OpenSea

          Embora o estaleiro ainda não tenha divulgado imagens do novo modelo, a ficha técnica — essa já disponível — dá alguns spoilers do que vem por aí, a começar pelo tamanho: 10,82 metros de comprimento e 3,31 metros de boca.

          Projeção artística da nova Victory 348 OpenSea. Foto: Victory Yachts / Divulgação

          A motorização máxima pode atingir até 800 hp, sendo que a mínima parte dos 400 hp. Ao todo, até 14 pessoas navegam confortavelmente na lancha, que dispõe de cabine e banheiro com boa altura: 1,87 metro cada.

           

          Na cabine, aliás, há um sofá em U reversível para cama de casal, espaço para micro-ondas, compartimentos inteligentes para armazenamento e iluminação embutida. O toalete é completo, com pia, chuveiro, torneira e ducha higiênica.

          Projeção artística da nova Victory 348 OpenSea. Foto: Victory Yachts / Divulgação

          O convés, por sua vez, dispõe de paiol de âncora completo, sofás em U na proa para até seis pessoas, banco tipo espreguiçadeira com apoio de braço e vários compartimentos térmicos, totalizando mais de 1,3 mil litros para armazenar peixes, gelo e bebidas.

           

          Seguindo um grande padrão de qualidade da marca, casco, convés, longarinas e tampas são laminados pelo sistema de infusão a vácuo — o que garante maior resistência e leveza. O convés é auto esgotante, facilitando a drenagem da água.


          Segundo a empresa, a nova Victory 348 OpenSea partirá dos R$ 1,4 milhões no evento, equipada com parelha de 300 hp Verado com kit JPO. Veja o anúncio do barco:

           

           

          Ver esta publicação no Instagram

           

          Uma publicação partilhada por Victory Yachts (@victoryyachts)

           

          Victory 300 Sport e Victory 398 OpenSea

          Além do lançamento, outros dois modelos prometem atrair olhares no estande da Victory: a Victory 300 Sport e Victory 398 OpenSea.

           

          O modelo Sport carrega os atributos de uma linha voltada à pesca e à família. O barco tem 9,15 metros de comprimento, 2,96 metros de boca e comporta até 12 pessoas. A motorização pode ser de 300 a 600 hp.

          Victory 300 Sport. Foto: Victory Yachts / Divulgação

          Para maior conforto, há um sofá em U na proa, duas geleiras térmicas e móvel de pesca disponível em duas versões, para que o cliente escolha a que melhor atenda sua necessidade. Durante o salão náutico, o modelo será comercializado a partir de R$ 701.620,00, equipado com uma parelha de 150 hp da Mercury.

           

          Já a Victory 398 apresenta 12,10 metros de comprimento, 3,82 metros de boca e motorização mais potente, que vai dos 600 aos 1200 hp. O barco também comporta mais pessoas: até 18 aproveitam durante o dia e duas delas podem pernoitar. Para isso, há uma cabine de 1,97 metro de altura — no banheiro, são 1,85 metro. Confira o teste NÁUTICA do modelo:

           

           

          A lancha terá valores a partir de R$ 2,4 milhões durante o evento, com trinca de 300 hp Verado e kit JPO.

          Victory Lab

          Não bastassem as embarcações de peso selecionadas para o maior salão náutico da América Latina, a Victory ainda terá um espaço interativo durante o evento. Por lá, a marca promete um ambiente didático, onde os visitantes poderão conferir como é construída uma embarcação Victory com o processo de 100% infusão a vácuo.

           

          Para uma experiência completa, a marca apresentará diferentes peças dos barcos para que o público possa tocar e interagir diretamente.

          São Paulo Boat Show 2025

          A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.

           

          Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.

          Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

          Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.

           

          A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.

           

          Anote aí!

          SÃO PAULO BOAT SHOW 2025

          Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025
          Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP)
          Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h.
          Mais informações: no site do evento
          Ingressos: site oficial de vendas

           

          Náutica Responde

          Faça uma pergunta para a Náutica

            Relacionadas

            Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

            Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

            Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

            Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

            Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

            Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

            Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

            Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

            Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

            Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

            Mistério de 137 anos resolvido: velejador encontra naufrágio desaparecido nos EUA

            Explorador encontrou navio Frank D. Barker por acaso. Embarcação se perdeu em uma neblina em 1887

            Por: Nicole Leslie -

            O destino acaba de provar, novamente, sua imprevisibilidade — desta vez, com a descoberta de um naufrágio centenário que vinha sendo um mistério para a comunidade histórica e científica dos Estados Unidos (EUA). O navio Frank D. Barker, que desapareceu em 1887, foi localizado por acaso por um velejador que passava pelo Lago Michigan. A novidade foi divulgada pelas autoridades locais no último mês de agosto.

            O responsável por localizar o naufrágio foi o velejador Matt Olson, que trabalha com passeios turísticos no Condado de Door, em Wisconsin. Durante uma navegação em busca de locais para levar seus clientes, Matt avistou uma estrutura misteriosa, que logo observou se tratar dos destroços de uma embarcação.

            Foto: Matt Olson / Wisconsin Shipwrecks / Divulgação

            O barqueiro, então, relatou a descoberta ao Escritório de Preservação Histórica do Estado, que encaminhou arqueólogos marítimos da Sociedade Histórica de Wisconsin para atuar no local. Não demorou muito para cravarem que se tratava do navio Frank D. Barker, que afundou em 1887 após colidir com um afloramento de calcário em meio à neblina intensa.

            Arte retrata Frank D. Barker enfrentando mau tempo no Lago Michigan. Foto: Wisconsin Shipwrecks / Divulgação

            O Frank D. Barker era uma embarcação robusta: com 42 metros de comprimento, 8 metros de largura e dois mastros, a escuna a vela foi construída em madeira em 1867, em Nova York. Sua característica mais notável era o casco, projetado para maximizar o volume de carga, o que a tornava ideal para o transporte de grãos.


            Conforme a Sociedade Histórica de Wisconsin, a última viagem do Frank D. Barker ocorreu em 1º de outubro de 1887. O navio encontrou um afloramento de calcário perto da Baía de Rowley, na Península do Condado de Door, e não pôde desviar a tempo devido à forte neblina.

            Foto: Matt Olson / Wisconsin Shipwrecks / Divulgação

            Documentos da época revelam que, no dia seguinte, um rebocador foi enviado para o local, mas já era tarde. Não foi encontrado nenhum vestígio do Frank D. Barker, que permaneceu um mistério por mais 137 anos — até agora.

             

            Hoje, as autoridades de Wisconsin afirmam que o naufrágio centenário pode ser visto a partir de 7,3 metros de profundidade. Agora, a equipe de arqueologia marítima local busca fundos seguir com o projeto de pesquisa arqueológica em 2026, a fim de registrar e documentar o naufrágio cientificamente.

            Foto: Sociedade Histórica de Wisconsin / Cortesia / Reprodução

            Quando assim acontecer, as informações serão adicionadas ao Wisconsin Shipwrecks, site oficial que documenta os naufrágios locais. Até lá, as autoridades afirmam que o local onde o Frank D. Barker foi encontrado está protegido por Lei, proibindo que quaisquer artefatos de lá sejam removidos, deslocados ou destruídos.

             

            Náutica Responde

            Faça uma pergunta para a Náutica

              Relacionadas

              Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

              Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

              Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

              Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

              Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

              Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

              Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

              Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

              Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

              Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

              Megaiate Blue: conheça o barco de 160m de Sheik Mansour, que custa R$ 3,2 bilhões

              Vista recentemente no Mediterrâneo, embarcação do dono do Manchester City impressiona pelas proporções gigantes

              Por: Nicole Leslie -
              01/09/2025

              Nada menos que 160 metros de comprimento — ou impressionantes 525 pés. Esses são os atributos do megaiate Blue, propriedade do bilionário Sheik Mansour bin Zayed Al Nahyan, vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos e dono do Manchester City. Esse gigante dos mares chama atenção por sua grandiosidade e foi visto, recentemente, navegando pelo Mar Mediterrâneo.

              A embarcação, construída pelo estaleiro alemão Lürssen Yachts e entregue em 2022, é avaliada em US$ 600 milhões, o que corresponde a R$ 3,2 bilhões (na conversão de setembro de 2025).

               

              De acordo com o sistema de rastreamento VesselFinder, o Blue está em cruzeiro desde 11 de julho, quando partiu do Porto di Golfo Aranci, na Itália. No dia 18 de agosto ele foi registrado navegando pela costa de Kalamata, na Grécia. Os últimos registros disponíveis de ancoragem do megaiate Blue são de 28 de agosto, no mesmo destino grego.

              Foto: Lürssen Yachts / Reprodução

              A embarcação está entre os maiores megaiates particulares do mundo, tendo apenas 20 metros a menos do que o Azzam, considerado o maior de todos, também construído pela Lürssen.

              Luxo e tecnologia a bordo do Blue

              O Blue foi projetado para oferecer uma experiência de altíssimo padrão. Com volume de 14.785 toneladas, a embarcação pode acomodar até 48 hóspedes, com uma equipe de 80 tripulantes. A construção iniciou em 2019. Assista o processo!

               

               

              Os designs interior e exterior, assinados pela Terence Disdale Design, combinam luxo e soluções ecológicas, como um moderno sistema de propulsão híbrido diesel-elétrico e uma estação de tratamento de águas residuais que descarta a água tratada de forma segura.

              Foto: Lürssen Yachts / Reprodução

              A bordo, o megaiate carrega uma série de comodidades, como suítes, jacuzzis, academia e não apenas um, mas dois helipontos. Os milhões que têm no valor se estendem aos custos de manutenção que, em um ano, giram em torno de US$ 50 milhões (cerca de R$ 271 milhões).


              O dono: Sheik Mansour e o Manchester City

              A fortuna do dono do megaiate Blue é estimada em US$ 30 bilhões (cerca de R$ 146 bilhões). Mansour bin Zayed Al Nahyan é o nome à frente do grupo de investimentos Abu Dhabi United Group, que em 2008 comprou o Manchester City.

              Foto: Lürssen Yachts / Reprodução

              Sob sua liderança, o clube inglês se transformou em uma das maiores potências do futebol, conquistando múltiplos títulos e valorizando seu elenco em mais de 1,3 bilhão de euros. Mansour é filho do Sheik Zayed bin Sultan Al Nahyan, que foi o primeiro presidente e fundador dos Emirados Árabes Unidos.

               

              Náutica Responde

              Faça uma pergunta para a Náutica

                Relacionadas

                Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                Jetco levará quadriciclos de alta potência e robustez ao Boat Show em SP

                Modelos custam entre R$ 56,9 mil e R$ 113 mil e marca promete facilidades de pagamento no evento

                Por: Nicole Leslie -

                A Jetco marca presença no São Paulo Boat Show com dois de seus principais quadriciclos, que prometem unir a adrenalina da água à aventura em terra firme. Conhecido por reunir os maiores players do mercado náutico da América Latina, o evento ganha um toque de velocidade off-road com os modelos da Segway Powersports, que chegam com a promessa de facilidade de pagamento.

                O destaque da Jetco no evento é o Snarler AT10 W Premium, veículo recém-lançado no mercado e que promete redefinir a experiência off-road. Ele acelera de 0 a 100 km/h em 8 segundos, alcança 125 km/h e é capaz de enfrentar subidas com inclinação de até 38°.

                Snarler AT10 W Premium. Foto: Jetco / Segway Powersports / Divulgação

                O modelo é equipado com um motor potente de 999 cilindradas, do tipo quatro tempos e com um sistema avançado de comando de válvulas no cabeçote, que otimiza seu desempenho.

                 

                O quadriciclo conta ainda com uma tela de comando inteligente que dá acesso à Segway Powersports Cloud Platform, uma plataforma que integra gerenciamento de dados, comunicação na nuvem e sistemas de operação.

                 

                O Snarler AT10 W Premium está disponível a partir de R$ 113 mil, com condições especiais de pagamento durante o evento.

                Snarler AT5 Standard. Foto: Jetco / Segway Powersports / Divulgação

                Considerado um dos principais veículos da categoria segundo a marca, o Snarler AT5 Standard leva um motor de 499 cilindradas, 39 hp e quatro tempos, que permite acelerar de 0 a 60 km/h em 4,6 segundos e alcançar até 100 km/h. Sua tração nas quatro rodas é projetada para enfrentar inclinações de até 39°.

                 

                Versátil, o AT5 também é ideal para o transporte de cargas, podendo levar até 100 kg em seu rack e rebocar até 600 kg. O modelo tem preço inicial de R$ 56,9 mil e também poderá ser adquirido com facilidades de pagamento no São Paulo Boat Show 2025.


                São Paulo Boat Show 2025

                A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.

                 

                Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.

                Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.

                 

                A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.

                 

                Anote aí!

                SÃO PAULO BOAT SHOW 2025

                Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025
                Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP)
                Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h.
                Mais informações: no site do evento
                Ingressos: site oficial de vendas

                 

                Náutica Responde

                Faça uma pergunta para a Náutica

                  Relacionadas

                  Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                  Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                  Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                  Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                  Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                  Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                  Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                  Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                  Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                  Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                  Puro luxo: conheça o iate de 120 pés que leva teca de Mianmar em áreas externas

                  Facheris é um embarcação de luxo de 36 m que combina tecnologia americana e elegância italiana para levar até 12 hóspedes

                  Por: Nicole Leslie -

                  Uma fusão de estilos. O estaleiro americano Hargrave Custom Yachts, conhecido por projetos sob medida, revelou um iate que se diferencia pelo design totalmente assinado pelo italiano Patrizio Facheris. Uma colaboração que foge da tradição, já que a Hargrave costuma criar seus próprios designs.

                  Batizado com o nome do designer, o Facheris, de 120 pés, é uma verdadeira obra de arte flutuante. A embarcação foi projetada para acomodar 12 hóspedes com o máximo de conforto e luxo, além de uma tripulação de até sete pessoas.

                  Foto: Hargrave Custom Yacht / Divulgação

                  O grande destaque do iate é a casa do piloto elevada, uma característica atípica para os modelos do estaleiro, que confere linhas alongadas e elegantes ao conjunto.

                   

                  Cada detalhe a bordo foi pensado para o lazer. A embarcação conta com um espaço de convivência sofisticado, equipado com sistemas de entretenimento da Concorde Marine, climatização da Cruise Air e iluminação automatizada da Lutron. A cozinha, por sua vez, é equipada com geladeiras e freezers Sub-Zero, de alta performance.

                  Foto: Hargrave Custom Yacht / Divulgação

                  Para curtir ao ar livre, o modelo oferece uma piscina no deque com espreguiçadeiras, ideal para aproveitar o sol. As passarelas e deques externos são finalizados com teca de Mianmar — uma das madeiras mais valorizadas para uso em iates. O material, ressalta a marca, é aplicado à mão,  para garantir beleza e durabilidade. O iate ainda conta com um guindaste para estacionar jets.


                  Em termos de engenharia, o Facheris atende aos rigorosos padrões de segurança RINA Pleasure. Construído com casco e superestrutura em epóxi de vidro tipo E reforçado com carbono, o modelo leva acabamentos que prometem qualidade e durabilidade, a exemplo da tinta AWLGRIP.

                  Foto: Hargrave Custom Yacht / Divulgação

                  Para uma navegação suave e estável, o iate é equipado com estabilizadores NAIAD At Rest. O alcance de cruzeiro é de 945 milhas náuticas, impulsionado por dois motores Caterpillar C32 de 1.900 hp cada, que possibilitam uma velocidade máxima de 21,5 nós.

                   

                  Para a segurança dos passageiros e tripulação, o Facheris carrega dois botes salva-vidas Viking, com capacidade para 16 pessoas cada. A embarcação é a prova de que a visão italiana e a engenharia americana podem criar algo verdadeiramente espetacular.

                   

                  Náutica Responde

                  Faça uma pergunta para a Náutica

                    Relacionadas

                    Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                    Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                    Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                    Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                    Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                    Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                    Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                    Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                    Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                    Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                    Estudo estima que estátuas de moai na Ilha de Páscoa sejam inundadas antes do que se imaginava

                    Patrimônios da humanidade pela Unesco podem ser tomados pelo mar antes de 2100. Entenda

                    Por: Nicole Leslie -

                    Um novo estudo avaliou os riscos do avanço do mar na Ilha de Páscoa e trouxe um dado alarmante: a inundação das estátuas de moai pode acontecer décadas antes do que se previa. Liderada pela Universidade do Havaí, a pesquisa estima que as estátuas e o Complexo Tongariki — patrimônios da humanidade pela Unesco — podem ser atingidos pelas ondas já em 2080.

                    A pesquisa se concentrou especificamente no Complexo Tongariki, que inclui centenas de bens culturais na Ilha de Páscoa. O aumento do nível do mar já não é surpresa para a ciência, que considera o fator como uma ameaça concreta para todas as regiões costeiras do mundo.

                     

                    O estudo, porém, mostrou que o risco é mais imediato do que se pensava no local que, além de patrimônio cultural, é o principal motor da economia da Ilha de Páscoa.

                    A questão não era se o local seria impactado, mas sim em quanto tempo e com que gravidade-disse Noah Paoa, principal autor do estudo

                    Por que 2080?

                    O prazo de 2080 não é uma suposição, foi o resultado de uma simulação baseada em um cenário específico de elevação do nível do mar e na frequência das ondas. A pesquisa considerou um aumento de 1,2 metro na média global do nível do mar. Já nessa condição, o icônico Ahu Tongariki seria atingido por ondas sazonais, que ocorrem aproximadamente a cada ano.

                    Foto: Kallerna / Wikimedia Commons / Reprodução

                    O estudo demonstra que, mesmo em um cenário mais brando, o número de bens culturais que podem ser impactados pela inundação pode triplicar com uma elevação de apenas 1,2 metro no nível do mar. Ou seja, o risco já existe e será intensificado significativamente nas próximas décadas.

                    Prevendo o futuro

                    Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores combinaram tecnologia com análises de campo. Inicialmente, criaram um mapa 3D detalhado do Complexo Tongariki usando imagens de drones que capturaram a topografia da terra. Em seguida, sensores de pressão foram instalados no fundo do mar, na baía em frente ao complexo, para registrar o comportamento das ondas.

                    Foto: Yasna sunflower / Wikimedia Commons / Reprodução

                    A partir daí foi possível calibrar o modelo de simulação e garantir que as projeções fossem precisas. Com as ferramentas posicionadas, os cientistas utilizaram o modelo XBeach para simular o avanço das ondas em diferentes cenários futuros, como se estivessem testando a resistência do local em um ambiente virtual controlado.


                    O modelo permitiu aos pesquisadores visualizarem, com precisão, a área que seria inundada na Ilha de Páscoa, inclusive identificando quais estruturas estariam sob maior peirgo.

                    Mudanças são necessárias

                    Além de soar o alarme, o estudo aponta para a urgência de ação e sugere que avaliações semelhantes sejam feitas em outros sítios culturais próximos à costa da Ilha de Páscoa. “Nossa pesquisa serve como um modelo. Ao desenvolver e aplicar esses métodos, esperamos poder ajudar a proteger o que é precioso para o povo do Havaí“, complementa Paoa.

                    Foto: Mike W. / Wikimedia Commons / Reprodução

                    No fim das contas, o principal o objetivo do estudo foi fornecer dados científicos concretos para que as autoridades possam se preparar para o inevitável avanço do mar, protegendo seu patrimônio para as futuras gerações. Os detalhes foram publicados na revista científica Journal of Cultural Heritage no mês de agosto.

                     

                    Náutica Responde

                    Faça uma pergunta para a Náutica

                      Relacionadas

                      Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                      Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                      Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                      Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                      Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                      Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                      Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                      Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                      Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                      Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                      Arqueólogo recriou itinerários ocultos da Era Viking em 26 viagens

                      Greer Jarrett refez rotas em barco semelhante aos usados pelo povo medieval e descobriu novidades sobre o comportamento deles

                      31/08/2025

                      Embora já reconhecidos, os grandes feitos da Era Viking (800-1050 d.C.) na mobilidade marítima acabam de ganhar uma nova perspectiva. Isso porque o arqueólogo Greer Jarrett embarcou em 26 viagens para refazer, na prática, as rotas do povo famoso pelo domínio do mar. Nessa jornada, ele descobriu que os itinerários eram bem mais complexos do que se sabia até então.

                      Jarrett é pesquisador e doutorando na Universidade de Lund, na Suécia. A experiência, por sua vez, faz parte de um estudo publicado na Journal of Archaeological Method and Theory, em maio de 2025.

                       

                      A análise buscou reconstruir os itinerários marítimos da Era Viking combinando métodos experimentais e digitais, de modo a superar as limitações das evidências tradicionais. Isso porque, até então, acreditava-se que aquele povo navegava apenas por sítios costeiros — afirmação que nunca convenceu Jarrett.

                      Muitas vezes, só conhecemos os pontos de partida e chegada do comércio que ocorria durante a Era Viking (…) O que me interessa é o que acontecia nas viagens entre esses grandes centros comerciais– disse o pesquisador à Universidade de Lund

                      Mão na massa e descobertas

                      Para confirmar sua tese, o pesquisador conduziu expedições ao longo da costa oeste da Península Escandinava, conhecida em nórdico antigo como Norðvegr, em barcos construídos na tradição de Åfjord, com direito a casco de tábuas sobrepostas (clinker) e vela quadrada, semelhantes aos usados há mais de mil anos.

                      Península Escandinava, por onde Jarrett navegou. Foto: Artigo de Greer Jarrett / Reprodução

                      Assim, ele pôde observar na prática como a tripulação lidava com correntes, ventos de fiordes e mar aberto, além de identificar os locais mais adequados para abrigo, descanso e reparos.

                       

                      Um dos pontos que chamou a atenção de Jarett foi o de que os locais de parada ideais dos vikings muitas vezes não eram grandes portos, mas sim ilhas menores e promontórios costeiros, capazes de oferecer abrigo e acesso seguro em trajetos longos.

                      Minha hipótese é que essa rede descentralizada de portos, localizada em pequenas ilhas e penínsulas, foi fundamental para tornar o comércio eficiente durante a Era Viking– explicou Jarett

                      A afirmação é baseada em reconstruções digitais de topografia, parte da tecnologia que acompanhou o estudo. A ferramenta consegue ajustar o relevo atual às condições de cerca de 800 d.C., considerando variações do nível do mar e o chamado rebote isostático (elevação gradual da crosta terrestre após a última era glacial).

                      Barco ao estilo “fyring” construído na tradição de Åfjord foi utilizado para realizar a pesquisa. Foto: Artigo de Greer Jarrett / Tora Heide / Reprodução

                      O método ainda ajudou o pesquisador a identificar quatro possíveis “havens” (abrigos usados por navegadores vikings na costa norueguesa) — todos inéditos para a arqueologia. Espalhados por ilhas e penínsulas remotas, os havens funcionariam como paradas informais e estratégicas para marinheiros que navegavam entre centros conhecidos como Ribe (Dinamarca), Bergen (Noruega) e Dublin (Irlanda).

                       

                      Para Jarrett, esses pontos indicam que a rede de navegação era descentralizada, formada por diversos “nós” menores distribuídos pelo litoral — o que contrasta com a ideia de que apenas grandes portos concentravam o tráfego marítimo. Na prática, os vikings eram estratégicos e se apoiavam em paradas intermediárias, criando um sistema flexível e eficiente de mobilidade.


                      Por outro lado, o estudo também mostra que, com o passar do tempo, essa rede mudou. Fatores naturais, como o assoreamento e a variação do nível do mar, somados aos avanços na construção naval e às políticas de centralização patrocinadas por reis escandinavos, resultaram em uma malha reduzida e concentrada de portos no final da Idade Média.

                      Surpresas pelo caminho

                      Embora um dos grandes pilares do estudo seja o uso da tecnologia, o saber popular não passou batido pelo pesquisador. Para identificar rotas vikings específicas, Jarrett também entrevistou marinheiros e pescadores sobre as rotas tradicionalmente usadas no século 19 e no início do século 20, quando barcos a vela sem motor ainda eram comuns na Noruega.

                      Usei a experiência das minhas próprias viagens e o conhecimento tradicional dos marinheiros para reconstruir possíveis rotas de navegação da Era Viking– destacou o arqueólogo

                      Parte desse conhecimento ainda vive especialmente porque os vikings não navegavam usando mapas, bússolas ou sextantes, mas sim “mapas mentais”, baseados em memórias e experiências.

                       

                      Dessa forma, mitos ligados a diversos pontos de referência costeiros foram ganhando força e espaço entre os marinheiros ao longo dos anos, principalmente quando envolviam alertas sobre perigos e marcos de navegação.

                      Equipe em uma viagem de teste do barco rumo a Lofoten. Foto: Artigo de Greer Jarrett / Reprodução

                      Perigos, inclusive, também foram enfrentados também por Jarret. Em um dos episódios da saga de 26 viagens, a verga da vela quebrou em alto-mar e precisou ser concertada em um improviso da equipe, composta, principalmente, por estudantes e voluntários.

                      Tivemos que amarrar dois remos para segurar a vela e esperar que ela aguentasse– relembrou Jarred

                      A aproximação inesperada de uma baleia-de-minke também foi um dos pontos altos da pesquisa. “Ela subitamente emergiu e bateu sua enorme barbatana caudal a poucos metros do barco”, conta.

                       

                      Por meio de uma abordagem inovadora, que uniu prática, tecnologia e memória, Greer Jarrett conseguiu reforçar a ideia de que a Era Viking não dependia apenas de grandes centros, mas de uma rede dinâmica, descentralizada e adaptada à geografia costeira.

                       

                      Náutica Responde

                      Faça uma pergunta para a Náutica

                        Relacionadas

                        Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                        Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                        Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                        Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                        Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                        Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                        Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                        Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                        Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                        Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                        Quanto dura um anodo? Saiba o momento de trocar o anodo de sacrifício

                        Teoricamente é possível calcular a vida útil do objeto, mas na prática é diferente. Entenda!

                        Por: Redação -

                        O anodo é uma peça de zinco que serve para evitar a corrosão eletrolítica de algum objetos metálicos do barco, como motores, rabetas e cascos. Ele basicamente é corroído no lugar do outro objeto, a fim de preservá-lo. Teoricamente, é possível calcular a vida útil de um anodo. Porém, na prática, antever o momento exato da troca é mais difícil.

                        O cálculo matemático é o que os fabricantes de motores de popa ou de centro-rabeta fazem para estimar o número e o tamanho do anodo que o motor deve ter. São diversos fatores a serem analisados, como a liga, o tipo de material do anodo, a área exposta, a espessura, o tempo que o objeto ficará submerso, se a água é doce ou salgada e muitos outros.

                         

                        A verdade é que a melhor forma de saber a hora de trocar o anodo de sacrifício é com a inspeção visual. Quando a corrosão atingir cerca de 50% do tamanho do anodo, sua capacidade de proteção começará a diminuir rapidamente, ou seja, já é um sinal de alerta.

                        Anodo deve ser trocado assim que atingir 50% da sua capacidade de corrosão. Foto: Springnuts / Wikimedia Commons / Reprodução

                        O recomendado é trocar o anodo quando a corrosão atingir, no máximo, 60% do metal. No entanto, ele deve ser verificado a cada seis meses e trocado, no máximo, uma vez por ano. Uma boa dica para manter esta peça funcionando com a máxima capacidade é, em toda vez que o barco estiver fora d’água, passar uma escova de aço nela, eliminando a camada superficial já oxidada.

                         

                        Ao eliminar o óxido formado sobre o anodo, ele volta a funcionar normalmente. Vale lembrar que, para enfrentar o mar, o zinco ou liga de zinco com magnésio e alumínio são os melhores materiais. Já para barcos que navegam em água doce, a matéria-prima mais recomendada para o anodo é a liga de magnésio.

                        Anodo de sacrifício: pontos de atenção específicos

                        Embarcações com motores de popa com power trim exigem atenção especial quanto ao anodo, porque mesmo que apenas a ponta da rabeta permaneça em contato com a água salgada, haverá corrosão do anodo do mesmo jeito, ainda que ele fique acima dela.

                         

                        Outro fator que interfere no tempo de vida de um anodo é o aterramento elétrico. É preciso ficar de olho nas tomadas elétricas dos píeres, que devem estar bem aterradas. Caso contrário, quem irá fazer a função de fio-terra será o próprio barco. Se esse for o caso, o anodo será consumido em questão de horas.


                        O mesmo vale para barcos com casco de alumínio: se as tomadas do cais ou as baterias do barco não estiverem bem aterradas, o próprio casco será consumido.

                         

                        É preciso tomar cuidado também com a proximidade com outros barcos na água, pois uma lancha ou veleiro com instalação elétrica malfeita pode descarregar eletricidade na água, provocando desgaste prematuro dos anodos.

                         

                        Por último, mas não menos importante, o anodo nunca deve ser pintado, para não ser protegido contra a corrosão, afinal, a função dele é ser corroído antes de outros equipamentos. É importante ter em mente as orientações gerais, mas seguir com inspeções visuais frequentes, para saber o momento certo de trocar o anodo de sacrifício.

                         

                        Você também tem uma dúvida técnica sobre o mundo náutico? Envie sua pergunta para nossa equipe no formulário do Náutica Responde, que você encontra nesta página, logo abaixo.

                         

                        Náutica Responde

                        Faça uma pergunta para a Náutica

                          Relacionadas

                          Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                          Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                          Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                          Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                          Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                          Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                          Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                          Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                          Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                          Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                          Descoberta na Austrália revela estilo “rock’n’roll” de nova baleia pré-histórica

                          Fóssil de 25 milhões de anos indica a existência de espécie com dentes afiados e crânio adaptado para morder e dilacerar

                          Por: Nicole Leslie -
                          30/08/2025

                          Muitos milhões de anos atrás, os oceanos australianos eram o lar de uma variedade de baleias incomuns e fascinantes, muito diferentes das gigantes sem dentes que conhecemos hoje. Um estudo publicado neste mês de agosto revelou mais uma espécie, batizada de Janjucetus dullardi, que guarda traços de um predador nato.

                          A nova espécie faz parte de um grupo de baleias com dentes conhecido como mamalodontídeos — as chamadas baleias-de-barbatana que, curiosamente, não tinham barbatana. Elas não passam de 3 metros de comprimento, têm olhos grandes e mandíbulas curtas.

                          Ilustração representa como seria rosto da nova espécie. Foto: Arte de Ruairidh Duncan, via Museu Victoria / Reprodução

                          Diferente de outras espécies do mesmo grupo, como a Mammalodon colliveri — que se alimentava sugando o fundo do mar e tinha dentes gastos —, o Janjucetus dullardi tinha uma abordagem alimentar muito mais agressiva, segundo os pesquisadores.

                          Dentes e partes do crânio do fóssil de Janjucetus dullardi. Foto: Tom Breakwell, via Museu Victoria / Reprodução

                          O artigo científico foi publicado no último dia 12 no Zoological Journal of the Linnean Society e assinado por pesquisadores com passagem pela Universidade Monash, em Melbourne, na Austrália. Foi por lá, inclusive, que a ossada que revelaria as Janjucetus dullardi estava.


                          Praia de Jan Juc, na Austrália. Foto: John Broomfield, via Museu Victoria / Reprodução

                          O fóssil foi encontrado em 2019 na costa de Jan Juc, em Victoria, na Austrália, por Ross Dullard. Ele doou o material ao Museu Victoria para que pudesse ser melhor estudado. A partir de análises do crânio, dentes e ossos do ouvido, pesquisadores descreveram o animal como uma nova espécie do grupo Janjucetus, que morreu possivelmente antes de chegar à fase adulta.

                          Partes do crânio e dentes de Janjucetus dullardi. Foto: Tom Breakwell, via Museu Victoria / Reprodução

                          Esses cetáceos foram descritos pelos cientistas do Museu Victoria como pertencentes ao grupo com crânio mais “heavy metal” que uma baleia poderia ter. Enquanto outros cetáceos mamalodontídeos carregavam crânios aparentemente inofensivos, as Janjucetus ostentavam um perfil de mordedoras e dilaceradoras, no maior estilo “rock’n’roll”.

                          Imagem mostra crânios de mamalodontídeos. Partindo da esquerda: Mammalodon colliveri; Janjucetus dullardi (reconstruído); Janjucetus hunderi. Foto: Tom Breakwell, via Museu Victoria / Reprodução

                          Entre as principais características estão o focinho robusto, dentes afiados e músculos fortíssimos na mandíbula. Agora com uma nova espécie revelada, os pesquisadores buscam entender melhor sobre o surgimento desses animais.

                           

                          Náutica Responde

                          Faça uma pergunta para a Náutica

                            Relacionadas

                            Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                            Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                            Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                            Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                            Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                            Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                            Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                            Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                            Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                            Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                            Veleiro encalhado nos EUA tem dono com mandado de prisão

                            Autoridades ainda não encontraram soluções para retirar a embarcação e não contam com ajuda do proprietário

                            29/08/2025

                            Um veleiro encalhado na Carolina do Norte, nos Estados Unidos (EUA), esconde uma história curiosa e digna de filme de ação. Presa na praia de Outer Banks desde julho, a embarcação — ou o que sobrou dela — está abandonada pelo seu dono por um motivo peculiar. As autoridades, por sua vez, não encontram solução para removê-la do local.

                            Encalhado na reserva nacional Cabo Hatteras National Seashore (ou apenas Seashore), aproximadamente a 1 km ao sul da Rampa de Acesso à Praia 38, o barco a vela de 32 pés carrega o nome Pure Life (Pura Vida, em português) e tem como dono Domink Tarzia — que foi detido após o encalhe.

                            Veleiro encalhado na praia em Outer Banks. Foto: WTKR News/ Reprodução

                            De acordo com o National Park Service, que administra a reserva nacional do Cabo Hatteras, o único tripulante a bordo da embarcação no momento do acidente era Tarzia. Ele não ficou ferido quando chegou à costa, por volta das 4 da manhã de 21 de julho.

                             

                            Mike Barber, especialista em relações públicas do Cabo Hatteras, afirmou ao portal The Outer Banks Voices que a administração local “solicitou que o proprietário desenvolvesse um plano de remoção e, depois da aprovação oficial, o removesse imediatamente”. Entretanto, o dono do veleiro encalhado sumiu.


                            As autoridades do Seashore não conseguiram entrar em contato com Tarzia e tiveram que considerar outros planos para a remoção do barco, já que não tinham a colaboração do proprietário. Posteriormente, foi descoberto o motivo do sumiço: o homem tinha um mandado de prisão do Condado de Carteret por furto qualificado e posse de bens roubados.

                             

                            A informação foi confirmada pelo Dare County Sheriff’s Office, delegacia de polícia responsável pelo caso localizada na Carolina do Norte. No momento do encalhe do veleiro, ele foi detido pelo mesmo departamento por um “assunto não relacionado”.

                            Problemas com a lei

                            Levado sob custódia após o veleiro ficar encalhado, Tarzia é esperado no Tribunal Distrital de Carteret em 5 de setembro, segundo o site Island Free Press. O comparecimento seria para responder contra os seus processos em andamento.

                            Foto do veleiro “Pure Life” na manhã de 21 de julho de 2025. Foto: National Park Service/ Divulgação

                            Enquanto isso, Mike Barber conta que o Pure Life passará por um processo de contratação para ser removido da praia. Sendo assim, as autoridades de Seashore e a Guarda Costeira dos Estados Unidos continuam buscando uma solução viável para tirar o que sobrou da embarcação, sem qualquer amparo do dono.

                             

                            Náutica Responde

                            Faça uma pergunta para a Náutica

                              Relacionadas

                              Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                              Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                              Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                              Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                              Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                              Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                              Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                              Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                              Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                              Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                              Praia de Santa Catarina terá muro subterrâneo para conter avanço do mar

                              Praia Central de Balneário Camboriú terá estrutura "invisível" que se estenderá durante os 6 km da orla; entenda

                              Um “muro invisível” pode ser a solução para evitar o avanço do mar na Praia Central de Balneário Camboriú (SC). Por lá, uma estrutura subterrânea na faixa de areia está em construção para proteger a costa. O objetivo é que ela funcione como uma contensão contra a erosão.

                              Segundo o município, a estrutura de concreto armado terá mais de dois metros de profundidade, outros dois de largura e 1,5 km de extensão — e o trecho é apenas um dos 24 previstos. O pontapé inicial da obra foi na Rua 3920 e irá até o molhe da Barra Sul, um dos pontos turísticos da cidade.

                               

                              De acordo com a prefeitura, o muro será feito de concreto armado (barras de aço com concreto) e base de pedra do tipo rachão (fragmentos de granito, gnaisse ou basalto). O muro funcionará como uma proteção costeira para evitar a formação e acúmulos de água na praia.

                              Piscinas naturais formadas por acúmulo de água na Praia Central, em outubro de 2024. Foto: Prefeitura de Balneário Camboriú/ Divulgação

                              Depois da megaobra de alargamento, realizada em 2021, que aumentou a faixa de areia central para 70 metros, passaram a surgir poças de água — semelhantes à piscinas naturais — em períodos de maré alta. O problema chamou a atenção dos moradores e gerou dúvidas sobre a nova obra.


                              Segundo a Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, a reurbanização da orla — que inclui também o muro subterrâneo — já era prevista na época da ampliação. O planejamento é que a estrutura “invisível” acompanhe toda a faixa de 6 km da orla. Ainda não há prazo definido para a conclusão.

                              Mais do que uma correção

                              O “muro invisível” da Praia Central faz parte do projeto de reurbanização da orla, estimado em mais de R$ 31 milhões e que prevê a construção de pista de passeio para pedestres, ciclovia, quiosques, espaço para exercícios físicos e também o plantio de uma área de restinga na orla.

                              Praia Central, de Balneário Camboriú. Foto: Prefeitura de Balneário Camboriú/ Divulgação

                              Para isso, foi construído um canteiro de obras na praia ainda no começo de agosto. Por lá estão tapumes e as ligações provisórias de energia, água e esgoto necessárias para a execução dos serviços.

                              O objetivo é assegurar a proteção da área e, ao mesmo tempo, possibilitar que moradores e visitantes acompanhem o andamento dos trabalhos– disse Carlos Humberto Silva, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano

                              Para a realização da obra, foi necessário o fornecimento de uma licença ambiental pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e a autorização da Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Margeada pela Avenida Atlântica, a orla concentra alguns dos arranha-céus mais altos e luxuosos de Balneário Camboriú — que, por sua vez, possui o metro quadrado mais caro do Brasil.

                               

                              Náutica Responde

                              Faça uma pergunta para a Náutica

                                Relacionadas

                                Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                                Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                                Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                Barreira invisível: corrente submarina isola populações de água-viva no fundo do mar

                                Pesquisa revela o papel das correntes profundas do Oceano Atlântico na distribuição de uma espécie

                                Por: Nicole Leslie -

                                Nas profundezas do oceano, uma espécie de água-viva esconde um segredo que tem intrigado cientistas: a criatura marinha se apresenta em duas formas morfológicas distintas. Mas enquanto uma delas é encontrada em todos os oceanos, a outra parece respeitar uma fronteira invisível.

                                A curiosidade motivou um estudo publicado na revista Deep Sea Research Part I: Oceanographic Research Papers. Nele, cientistas mergulharam na distribuição das águas-vivas da espécie Botrynema brucei, que tem o subgênero Botrynema brucei ellinorae, utilizando dados genéticos e registros históricos.

                                 

                                Embora parecidas, a B. brucei tem uma protuberância no topo, que a pesquisa chama de “botão apical”. Essas criaturas podem ser encontradas em todos os oceanos e latitudes. Já as B. brucei ellinorae, que não possuem o botão, são encontradas apenas nas águas frias do Ártico e do Subártico.

                                Ilustração mostra, em verde, águas-vivas B. brucei e, em vermelho, as B. brucei ellinorae. Foto: Deep Sea Research Part I: Oceanographic Research Papers / Reprodução

                                A pesquisa aponta que essa divisão geográfica é tão delimitada que é como se uma “barreira invisível” impedisse a água-viva sem o volume extra de se dispersar para outras regiões. O estudo sugere que o obstáculo não seja físico, mas sim a Corrente do Atlântico Norte, especificamente a Corrente de Limite Ocidental Profunda (DWBC, na sigla em inglês), que atua como um “corredor” subaquático.

                                Imagem mostra diferenças morfológicas entre espécie e subespécie da água-viva. Foto: Deep Sea Research Part I: Oceanographic Research Papers / Reprodução

                                Essa corrente funciona como uma divisória mesopelágica — uma fronteira natural que restringe o movimento de animais de águas profundas. A descoberta mostra que, mesmo em um ambiente aparentemente sem barreiras como o fundo do mar, grandes correntes podem moldar a distribuição de espécies.


                                Em um cenário de mudanças climáticas a níveis globais, entender melhor o fluxo das correntes oceânicas se torna ainda mais importante. Dessa forma, a ciência pode monitorar e proteger comunidades marinhas.

                                 

                                Náutica Responde

                                Faça uma pergunta para a Náutica

                                  Relacionadas

                                  Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                                  Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                                  Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                  Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                  Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                  Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                  Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                  Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                  Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                  Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                  Como lavar o jet? Confira dicas para cuidar da sua moto aquática

                                  Adoçar a moto aquática é essencial depois de cada passeio, mesmo que curtos ou em rios e represas

                                  Por: Redação -

                                  Para que sua moto aquática tenha vida longa, não tem segredo: é fundamental lavar o jet depois de cada passeio, independentemente do estado da embarcação. Mesmo que a navegação tenha durado menos de cinco minutos ou que a moto aquática esteja mais do que molhada.

                                  Para ser mais exato, o ideal é sempre adoçar o jet — ou seja, lavar com água doce — mesmo que ele não tenha sido usado no mar. Guardá-lo sem, no mínimo, uma mangueirada de água limpa é pedir para que a moto aquática dure pouco.

                                   

                                  Entre outros malefícios, a sujeira tornará o casco do jet encardido e a maresia, no caso do uso na água salgada, se encarregará de corroer rapidamente todos os metais da sua moto aquática.

                                  Foto: nutthasethw/ Envato

                                  Caso o piloto queira usar a moto aquática no dia seguinte depois de ter navegado em águas doces e limpas, uma boa mangueirada já resolve. Porém, se o plano é guardar o jet por um bom tempo, é preciso tomar muitos outros cuidados na hora de lavar, como o uso de xampus e lubrificantes.


                                  O motor do jet, por sua vez, merece atenção especial. É necessário adoçá-lo para limpar o sistema de refrigeração e evitar que a transmissão trave e crie ferrugem nos componentes internos.

                                   

                                  Para facilitar a vida dos jeteiros de plantão, a Revista Náutica preparou um manual para você cuidar do seu jet de forma fácil e rápida — o passo a passo completo não leva nem uma hora. Confira!

                                  Passo a passo de como lavar o seu jet!

                                  1. Procure um lugar abrigado do sol e use um suporte para inclinar o jet cerca de 20 graus, para que a água do porão escorra para o fundo;
                                  2. Enquanto prepara uma solução de água com sabão, abra o bujão para que toda a água concentrada no fundo do porão escorra para fora;
                                  3. Com uma mangueira de alta pressão e água em abundância, dê um longo banho no casco do jet para tirar todo o excesso de areia e água salgada. Use água com fartura;
                                  4. Hora de adoçar o motor! Para isso, use o encaixe para mangueira que há nos jets. É importante que a água tenha pressão para que “lave” toda a transmissão e retire as impurezas e resíduos da maresia;
                                  5. Na sequência, ligue o motor e deixe ele funcionando por cinco minutos, com a mangueira atada nele. Não é necessário acelerar;
                                  6. Enquanto isso, aproveite para tirar o excesso de areia na saída da turbina. Engate também a ré, para limpar por trás dela. Depois, desligue o motor;
                                  7. Para ensaboar, use uma esponja de espuma, já que é o único material que não agride a pintura do casco. Não economize no sabão ou xampu;
                                  8. Enquanto a espuma faz efeito, retire o banco e, com uma mangueira sem pressão, enxágue o motor, mas não deixe que entre água no filtro de ar;
                                  9. Com a mesma esponja, esfregue o motor e tudo o que estiver ao seu redor, principalmente os cantinhos e o fundo do porão. Enxágue novamente;
                                  10. A secagem é fundamental. Qualquer gotinha esquecida no porão pode deixar seu jet mofado por dentro. Para evitar isso, use panos, aspirador de água e até, se for o caso, bombas de ar comprimido;
                                  11. Com uma pequena bomba manual, aplique silicone líquido para lubrificar e proteger todas as partes mecânicas, principalmente o motor e a turbina;
                                  12. Para manter o brilho e prolongar a aparência de jet novo, encere o casco. Faça isso todo mês. Só cubra o jet depois de o banco secar completamente, para não mofar.

                                   

                                  Pronto! Com esse passo a passo para lavar o jet, você garante que a embarcação tenha maior durabilidade e, ainda por cima, permaneça sempre brilhante. Afinal, seu investimento merece!

                                   

                                  Você também tem uma dúvida técnica sobre o mundo náutico? Envie sua pergunta para nossa equipe no formulário do Náutica Responde, que você encontra nesta página, logo abaixo.

                                   

                                  Náutica Responde

                                  Faça uma pergunta para a Náutica

                                    Relacionadas

                                    Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                                    Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                                    Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                    Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                    Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                    Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                    Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                    Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                    Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                    Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                    6 jets da linha 2026 da Sea-Doo estarão no Boat Show em SP; modelos 2025 terão desconto

                                    Motos aquáticas atracarão no evento com novas cores e tecnologias ao lado de embaixadores e parceiros da marca

                                    Tradicionalmente palco dos mais recentes lançamentos do mercado náutico, o São Paulo Boat Show recebe, neste ano, a nova linha da Sea-Doo para 2026, anunciada neste mês. Ao todo, seis modelos de jet atracarão no evento, que acontece de 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo, com novas cores e tecnologias.

                                    A fabricante BRP (Bombardier Recreational Products) revelou as novidades da linha no dia 17 de agosto, em um evento global realizado em Boston, nos Estados Unidos.

                                     

                                    Entre os destaques estavam as tradicionais novas cores dos jets e a tela touchscreen de 10,25 polegadas, agora presente como acessório de série em modelos como FishPro Trophy, Wake Pro, RXP-X 325 e RXT-X 325 — os dois últimos, confirmados para o salão náutico.

                                    Foto: Instagram @seadoo / Reprodução

                                    A dupla, aliás, promete ser bastante requisitada durante o maior salão náutico da América Latina. Os modelos chegam com uma nova cor, batizada de Azul Gulfstream Premium, e com o motor mais potente da Sea-Doo. O RXP-X, contudo, terá valor mais em conta, saindo a partir de R$ 184.990 no evento.

                                     

                                    Nele, navegam até duas pessoas que curtem adrenalina sobre as águas com ergonomia focada em corrida. A nova tela intuitiva, por sua vez, integra funções como estatísticas de pilotagem, bússola, navegação marítima via aplicativo BRP GO! e reprodução de música, além do Launch Mode controlado pelo dispositivo para largadas de alta performance.

                                    Foto: Instagram @seadoo / Reprodução

                                    Já o RXT-X, que custará a partir de R$ 189.990 no evento, apresenta estabilidade e controle líderes do setor, conforme afirma a Sea-Doo. O modelo comporta até três passageiros e dispõe de amortecedor hidráulico de direção com três posições para controlar rapidamente a rigidez.

                                     

                                    Para 2026, os modelos GTI chegam com sistema iDF (Bomba Inteligente Livre de Detritos), já presente em outros modelos, como o GTX Limited. Com ele, o condutor pode limpar a entrada de água entupida em segundos, sem sair do assento, a partir de um simples apertar de botão que inverte o fluxo da bomba, eliminando detritos sem esforço.

                                    Sea-Doo GTI SE 2026. Foto: Instagram @seadoo / Reprodução

                                    A tecnologia poderá ser vista de perto no GTI SE 170, modelo que estará no evento nas cores Verde Laguna e Preto Eclipse. A lista completa das motos aquáticas que estarão no salão você confere a seguir:

                                    • RXT-X 325 em nova cor: Azul Gulfstream Premium;
                                    • RXP-X 325 em nova cor: Azul Gulfstream Premium;
                                    • GTX Limited 325: Branco Pérola;
                                    • SPARK TRIXX 3UP e SPARK TRIXX 1 UP: Azul Gulfstream e Laranja Crush;
                                    • GTI SE 170: Verde Laguna e Preto Eclipse.
                                    Spark Trixx 2026. Foto: Instagram @seadoo / Reprodução

                                    Além da linha 2026, a Sea-Doo terá no São Paulo Boat Show 2025 um pontoon Switch Sport modelo 2024 e alguns jets da linha 2025, que estarão com desconto — embora modelos e valores não tenham sido divulgados.

                                    Embaixadores, parceiros e ativações

                                    Sempre bastante movimentado, o estande da Sea-Doo para a 28ª edição do salão náutico promete encantar os amantes da náutica. A marca terá a presença de embaixadores e parceiros, como Maria Dias Neiva, Ana Paula Paz, Breno Bezinelli, Vicky S, Caio Ibelli, Ian Cosenza, Michelle Des Bouillons, Fabio Beltrão e Nina Anhaia.

                                    Estande da Sea-Doo durante o São Paulo Boat Show 2024. Foto: Revista Náutica

                                    Além disso, visitantes poderão participar de ativações interativas, como a chance de simular a emoção de pilotar um jet Sea-Doo em cenários icônicos do Brasil. De lembrança, o participante leva uma foto feita e entregue na hora em formato digital.


                                    São Paulo Boat Show 2025

                                    A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.

                                     

                                    Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.

                                    Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                    Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.

                                     

                                    A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.

                                     

                                    Anote aí!

                                    SÃO PAULO BOAT SHOW 2025

                                    Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025
                                    Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP)
                                    Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h.
                                    Mais informações: no site do evento
                                    Ingressos: site oficial de vendas

                                     

                                    Náutica Responde

                                    Faça uma pergunta para a Náutica

                                      Relacionadas

                                      Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                                      Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                                      Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                      Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                      Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                      Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                      Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                      Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                      Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                      Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                      Imagens inéditas de expedição no cânion de Mar del Plata podem revelar 40 novas espécies

                                      A bordo de um navio e com o apoio de um robô de alta tecnologia, pesquisadores fizeram descobertas promissoras do fundo do mar

                                      Por: Nicole Leslie -

                                      O que os olhos não veem, a ciência não estuda. Justamente para iluminar o que estava oculto, uma expedição do Instituto Schmidt Ocean mergulhou nas profundezas do cânion submarino de Mar del Plata, na costa da Argentina. A bordo de um navio e guiando um robô de alta tecnologia, cientistas exploraram um mundo nunca antes visto e, agora, acreditam ter amostras que podem representar até 40 novas espécies ainda não catalogadas.

                                      O trabalho em campo aconteceu entre 23 de julho e 10 de agosto deste ano, com a grande estrela da expedição: o veículo operado remotamente (ROV) SuBastian.

                                       

                                      Equipado com tecnologia de ponta, o robô permitiu aos pesquisadores desbravar ambientes até então inexplorados e capturar amostras de um mundo nunca antes visto — e, de quebra, ainda gerou imagens do ballet da vida submarina em alta-definição. O desafio, agora, é transferir a empolgação do fundo do mar para os laboratórios e confirmar as descobertas.

                                      Garra do ROV SuBastian capturando amostra do fundo do mar. Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação

                                      Essas imagens não ficaram restritas ao navio. Elas foram transmitidas ao vivo no YouTube do instituto e atraíram milhares de espectadores. Muitos animais e organismos foram flagrados pelas lentes do SuBastian e alguns deles, inclusive, ganharam fama na superfície. Foi o caso do “Patrick Estrela da vida real“, filmado em 26 de julho, que viralizou por seu “bumbum” protuberante.

                                      Do presente para o futuro

                                      Segundo o Schmidt Ocean, a última expedição na região dos cânions em Mar del Plata havia acontecido em 2012 e 2013, quando cientistas utilizaram redes de pesca e de arrasto para coletar amostras.

                                      Imagens da expedição mostram vida marinha em detalhes. Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação

                                      Apesar das ferramentas precárias e tecnologia quase inexistente, o trabalho forneceu evidências de jardins de corais e esponjas de água fria, descobriu novas espécies e ainda gerou mais de 60 artigos científicos.


                                      Já o trabalho recente do Instituto Schmidt Ocean, com tecnologia de ponta, observou as profundezas até então desconhecidas não apenas em alta qualidade, mas em profundidade — algumas amostras foram coletadas a milhares de metros abaixo do nível do mar.

                                      Polvo flagrado durante a expedição, visto em detalhes. Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação

                                      O principal objetivo da expedição era fornecer uma base sólida para pesquisas dessa e de próximas gerações, com imagens e amostras de um dos maiores cânions de águas profundas da Argentina.

                                      Celebrando as profundezas

                                      Ao final do trabalho, o cientista que liderou a expedição, Daniel Lauretta, celebrou os números conquistados pelo estudo. Em entrevista divulgada pelo próprio instituto, ele disse acreditar que as amostras coletadas do fundo do mar possam pertencer a até 40 novas espécies ainda não catalogadas pela ciência.

                                      Paredes de rocha cobertas por corais coloridos no fundo do mar. Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação

                                      As buscas nas profundezas da costa argentina revelaram um cenário de tirar o fôlego: paredes de rocha cobertas por corais de múltiplas cores, uma imensa área de fundo macio repleta de “octocorais” e até mesmo recifes de um tipo de coral endurecido, da espécie Desmophyllum candidum, rara de se encontrar em águas mais rasas.

                                      Recife de corais endurecidos vistos durante a expedição. Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação

                                      A pesquisadora Brenda Dotti, que também trabalhou na expedição, destacou a importância de entender as espécies e ecossistemas do fundo do mar, para que detalhes sobre a superfície terrestre também venham à tona.

                                      O oceano não é um ambiente exilado, tudo está conectado. É importante entender quais espécies habitam, como se distribuem e quais papéis ocupam-afirma

                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação

                                      No fim das contas, a equipe da expedição acredita ter conseguido materiais suficientes para contribuir com a ciência desta e de futuras gerações. Os conteúdos compartilhados nas redes sociais, inclusive, têm como objetivo atingir também os mais novos, para que se interessem pela carreira acadêmica de pesquisa científica e queiram continuar com os estudos.

                                      Imagens inéditas capturadas na expedição:

                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação
                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação
                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação
                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação
                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação
                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação
                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação
                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação
                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação
                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação
                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação
                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação
                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação
                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação
                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação
                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação
                                      Foto: Instituto Schmidt Ocean / YouTube / Divulgação

                                       

                                      Náutica Responde

                                      Faça uma pergunta para a Náutica

                                        Relacionadas

                                        Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                                        Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                                        Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                        Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                        Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                        Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                        Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                        Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                        Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                        Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                        Muitos barcos de pesca, incluindo modelos de alta performance, vão atracar no Boat Show

                                        Atividade tem ganhado força no Brasil e movimenta cerca de R$ 1 bilhão por ano. Evento acontece de 18 a 23 de setembro

                                        Por: Redação -
                                        28/08/2025

                                        A pescaria esportiva vive um momento de expansão no Brasil, movimentando cerca de R$ 1 bilhão por ano, de acordo com o Sebrae. Uma pesquisa recente da Meta ainda indica que 1 em cada 10 brasileiros têm interesse na atividade. E o destino ideal para todos os fãs da prática é o São Paulo Boat Show 2025: com diversos modelos de barcos de pesca expostos, os visitantes poderão ver de perto todas as novidades.

                                        Vale destacar que o Sebrae ainda aponta que a pesca esportiva tende a crescer com o avanço de políticas públicas e investimentos em infraestrutura. Além disso, a atividade atrai investimentos em tecnologia e inovação para o país. Esse cenário estará representado no maior salão náutico da América Latina a partir de sete barcos — incluindo modelos de alta performance.

                                         

                                        “No São Paulo Boat Show, buscamos mostrar como a náutica vai além da diversão: ela é um verdadeiro impulsionador econômico e um elo poderoso entre as pessoas e o meio ambiente“, afirma Thalita Vicentini, diretora da Boat Show Eventos.

                                        Barcos de pesca esportiva no São Paulo Boat Show

                                        Mestra 212

                                        Mestra 212. Foto: Mestra Boats / Divulgação

                                        Já consagrada no mercado, a Mestra 212 foi projetada para represas e mar. O modelo alia conforto e funcionalidade para navegantes exigentes, com amplo espaço interno, altura ampliada por uma targa em fibra e banheiro integrado. O modelo mais vendido da Mestra promete ser ideal para quem busca performance, espaço e design moderno.

                                        Ross Mariner C190 Versatile

                                        C190 Versátile na cor azul. Foto: Ross Mariner / Reprodução

                                        O modelo da Ross Mariner que atende a pesca esportiva e estará no salão náutico paulista é a C190 Versatile, que tem como principal diferencial a versatilidade. Além de pesca, ela atende bem pasa passeios ou lazer em alto-mar. A lancha de 19 pés recebe até 7 passageiros durante o dia, além do tripulante, e tem capacidade para 120 L de combustível. Com design minimalista, o modelo combina desempenho, segurança e conforto.

                                        Victory 348

                                        A Victory Yachts levará a nova Victory 348, modelo de 10,84 metros de comprimento (35 pés) que combina espaço, autonomia e navegabilidade e será lançada no evento. Com capacidade para 13 passageiros durante o dia, a embarcação tem cabine de casal, banheiro e cozinha. O modelo tem autonomia estimada entre 350 e 400 milhas náuticas.

                                        Flórida 340 XL

                                        Projeto da Flórida 340 XL. Foto: Florida Marine / Divulgação

                                        A aposta da Florida Marine para a pesca esportiva no evento será a nova Florida 340 XL. Com 10,40 metros de comprimento (34 pés), dois motores de 300 hp na popa e cabine com pé-direito de 2 metros, o modelo promete passeios confortáveis e seguros, ideais para quem curte pescar em água salgada. Comporta até 12 pessoas durante o dia.

                                        Fluvimar Yankee Fishing 220

                                        Yankee Fishing 220. Foto: Fluvimar / Divulgação

                                        A Fluvimar levará ao Boat Show de São Paulo uma embarcação de 22 pés fabricada em duralumínio naval e desenvolvida para pescarias em pé. O modelo Yankee Fishing 220 tem boca de 2,30 metros e capacidade para até 7 pessoas durante o dia. Segundo a marca, a lancha se destaca pela durabilidade e desempenho.

                                        Fishing 440 Raptor

                                        Fishing 440 Raptor. Foto: Fishing Raptor / Divulgação

                                        A Fishing Raptor estreará no salão náutico com o barco Fishing 440 Raptor, que promete alta performance e velocidade de até 100 km/h. Com teto inspirado no design europeu, para-brisa inteiriço e portas laterais hidráulicas, o modelo foi pensado para quem ama adrenalina e esportes náuticos. Pode receber até três motores de popa de 400 hp ou dois centro-rabeta de 350 hp.

                                        Wellcraft 280

                                        Projeto do Wellcraft 280. Foto: Wellcraft / Divulgação

                                        A Wellcraft 280, lançamento da marca, combina elegância, performance e funcionalidade, projetada tanto para pesca como para o lazer. Com 8,5 metros de comprimento e amplo convés, oferece espaço generoso para entretenimento e fácil acesso a áreas estratégicas de pesca. A lancha vem com vaso sanitário elétrico, pia e torneira com água doce, além de mais de 50 acessórios de série.


                                        São Paulo Boat Show 2025

                                        A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.

                                         

                                        Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.

                                        Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                        Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.

                                         

                                        A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.

                                         

                                        Anote aí!

                                        SÃO PAULO BOAT SHOW 2025

                                        Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025
                                        Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP)
                                        Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h.
                                        Mais informações: no site do evento
                                        Ingressos: site oficial de vendas

                                         

                                        Náutica Responde

                                        Faça uma pergunta para a Náutica

                                          Relacionadas

                                          Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                                          Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                                          Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                          Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                          Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                          Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                          Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                          Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                          Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                          Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                          Teste Schaefer V33 Sport Fish: uma lancha para pescar com classe

                                          Modelo oferece recursos de sobra para encarar pescarias até 20 milhas distantes da costa — e com ótimo desempenho

                                          Cada novo lançamento da Schaefer Yachts é aguardado com ansiedade pelos fãs da marca. E o estaleiro catarinense — um dos maiores fabricantes nacionais e que está se transformando em marca global, com forte presença nos Estados Unidos — nunca decepcionou seus quase quatro mil clientes. Com a Schaefer V33 Sport Fish, não seria diferente.

                                          Desde que foi apresentada no São Paulo Boat Show 2020 e, na sequência, no salão náutico de Fort Lauderdale, em 2021, a Schaefer V33 (até então, apenas na versão passeio) caiu nas graças dos consumidores tanto no Brasil quanto — e sobretudo — nos EUA, onde vende bastante. NÁUTICA já testou esse modelo. Veja:

                                           

                                           

                                          Concebida por Marcinho Schaefer, filho do comandante do estaleiro, a Schaefer V33 chamou atenção por lembrar uma embarcação de pesca, com seu console central. Porém, trata-se de uma walk around esportiva refinada, feita para paladares mais apurados — assim como a V44, segunda integrante da família e que também já passou por um teste NÁUTICA:

                                           

                                           

                                          O sucesso do modelo original de 33 pés (na verdade, 33,9 pés, já que tem 10,33 metros de comprimento) motivou o estaleiro a criar uma versão dedicada aos amantes da pesca: a Schaefer V33 Sport Fish, igualmente com comando central, cockpit desimpedido, praça de popa gigante, proa aberta e uma pequena cabine ao mesmo tempo, além do casco marinheiro estável e cortador de ondas, com quase 20° de V na popa.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          A diferença entre elas, como há de se supor, está no estilo de acabamento e no pacote de equipamentos. A versão Sport Fish — lançada no segundo semestre de 2024 — é mais clean e, como não poderia ser diferente, vem equipada com vários itens imprescindíveis para quem gosta de pescar: de viveiros para iscas vivas a duas dezenas de porta-varas, passando por muitos atributos pesqueiros.

                                           

                                           

                                          Se mesmo na versão original a V33 já podia ser usada em pescarias mais leves, agora, na versão Sport Fish, a lancha oferece aos aficionados pelo esporte uma experiência ainda mais pura — e faz isso sem perder a característica de barco multiuso.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Isso porque a lancha preserva recursos de sobra para os passeios com a família (como um solário na proa e dois bancos retráteis na popa) e pode ser usada para mergulhos, principalmente pela área de quase 5 metros quadrados no cockpit.

                                           

                                          Para ver se a nova proa aberta do estaleiro atende mesmo ao que se espera de um barco de pesca desse nível, levamos a Schaefer V33 Sport Fish para as águas da baía norte de Florianópolis, em um dia de vento nordeste com rajadas de 13 a 14 nós. Estava equipada com dois motores de popa Mercury V8 de 300 hp cada — por sinal, um bom conjunto mecânico para esse casco.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Antes de revelar como essa center console navega, vamos apresentá-la em todos os detalhes.

                                          Schaefer V33 Sport Fish: pensada para a pesca e o lazer

                                          Por fora, a característica mais marcante da Schaefer V33 Sport Fish é a simplicidade das linhas, que são retas, com ângulos quase vivos, no lugar das tradicionais curvas suaves dos cascos que estamos acostumados a ver.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          O acesso ao barco é feito por duas portinholas, uma em cada bordo, entre a plataforma de popa e o convés. A praça de popa tem 2,72 metros por 1,75 metro, ou 4,85 metros quadrados, espaço mais que apropriado para a briga com os peixes.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Atrás do posto de comando central há um móvel com amortecedores robustos de aço inox no tampo (do tipo gourmet, mas sem churrasqueira). Tem pia, armários e lixeira, mas faltam uma tábua para o corte de iscas vivas e um gaveteiro para guardar as iscas artificiais, já que a proposta é entregar tudo que uma lancha de pesca exige.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          A ré, entre a plataforma e a praça de popa, fica um móvel com duas caixas de iscas vivas, equipadas com aerador e circulador de ar, que refrescam o ambiente e preservam as iscas.

                                           

                                          Entre esse móvel e a plataforma, a circulação é de 360°, apesar da motorização de popa. Isso é muito bom se a briga com um peixe fisgado vier para a extremidade da popa.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Sob o piso do convés, ficam duas caixas de peixe — uma de tamanho médio e outra, gigante. O interessante é que elas drenam diretamente para fora do barco através de outra caixa com bomba de transferência, evitando que água com sangue de peixe vá para o porão, uma grande vantagem para manter o ambiente limpo e sem odores.

                                           

                                          A abertura da tampa de acesso a elas é feita por um mecanismo de acionamento elétrico. Tudo muito fácil e rápido.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Na plataforma de popa há uma escada de acesso ao mar de quatro degraus, com apoio para as mãos, e uma barra de aço inox (do tipo santo-antônio) para puxar esqui e wakeboard.

                                           

                                          Na proa, a caixa de âncora tem uma divisória que permite o armazenamento das defensas ao lado do nicho do ferro. Profundo, esse paiol permite que a corrente desça livremente, sem travar o guincho de âncora e o braço móvel de lançamento do ferro, facilitando o processo da ancoragem.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Por sua vez, o solário na proa da Schaefer V33 Sport Fish, para duas pessoas, tem encostos reclináveis e braços com porta-copos ao lado, reforçando o perfil multiuso do barco.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Funcionalidade e segurança a bordo da Schaefer V33 Sport Fish

                                          O convés da Schaefer V33 Sport Fish tem amuradas com 0,60 metro de altura em média, acolchoadas, o que é fundamental para o pescador circular pela lancha sem ralar a parte de cima das pernas na hora da briga com os peixes.

                                           

                                          Além disso, nos dois bordos da grande área do cockpit, o projetista instalou encaixes para os pés junto ao piso, importante para o pescador não desequilibrar e cair no mar na hora de retirar o peixe da água.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          A planta do convés, simples e organizada, facilita muito a movimentação a bordo. Sem contar que não há degraus ao longo de todo o espaço: o piso (de EVA ou teca, de acordo com o gosto e o bolso do cliente) é todo nivelado, de proa à popa, formato importante para evitar quedas e tropeços.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Na parte interna da amurada, distribuem-se diversos paióis, alguns para guardar pertences pessoais — como croques (hastes metálicas com um gancho na ponta) — , outros específicos para bicheiros e demais utensílios para pesca. E tudo fica no lugar, firme, travado por elásticos. Por sua vez, os grandes cunhos, retráteis, não atrapalham o vai-e-vem das linhas de pesca.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Vale destacar a qualidade da construção, essencial para um barco que vai longe. A Schaefer V33 Sport Fish foi homologada para pesca costeira, podendo sair até 20 milhas da orla, o que exige um casco muito bom de mar e muita robustez (leia-se: resistência às condições mais severas) para não sofrer trincas nem rompimentos, o que seria trágico.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Também vital para a segurança, o cockpit foi projetado para evitar que a água se acumule na sua área interna. Se uma onda inundar o convés, a água vai embora rapidamente pelas portinholas que se abrem nos dois bordos. Esse arranjo é excelente para aumentar a segurança quando se navega com mar agitado e com ventos acima dos 16 nós (30 km/h).

                                           

                                          No posto de comando, o painel de instrumentos tem espaço para dois eletrônicos de 12 polegadas cada (um bom tamanho). Para uma lancha de pesca, isso é mais importante do que para um barco de passeio, já que o pescador precisa de sonda, radar, GPS e etc.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Outros detalhes importantes para o piloto: a bússola está bem centralizada em relação a ele; e os manetes, os botões de acionamento dos dispositivos elétricos, como luzes, e o volante estão posicionados adequadamente, assim como os flapes — que não foram usados neste teste, devido ao bom equilíbrio do conjunto casco-motores e ao estado do mar, com ondas não muito altas.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Somado a isso, o painel escuro facilita a navegação — por não produzir reflexos do sol no para-brisa — , a posição de pilotagem é boa, e o para-brisa dispõe de limpador completo, com braço de aço inox. Para complementar, não faltam para os tripulantes aqueles itens de conforto mais modernos, como porta-celular, entrada USB e tomada de 12 volts.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Versatilidade, conforto e inovação a bordo da Schaefer V33 Sport Fish

                                          A V33 Spot Fish possui, opcionalmente, o sistema Skyhook, recurso da Mercury Marine integrado ao joystick. Com ele, é possível “ancorar” o barco sem o uso da âncora, travar a proa, definir e manter a posição e o rumo do barco, usando os motores. E ainda pode vir com bow thruster, propulsor lateral de manobra de proa, item opcional que ajuda nas fainas de atracação.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Na unidade que testamos, o teto da capota T-Top retrátil (item opcional) permite que o pé-direito de 1,94 metro na área de comando possa ser reduzido (baixado, por mecanismo elétrico) em cerca de 20 centímetros, especificidade importante na hora de passar embaixo de uma ponte, por exemplo.

                                           

                                          No barco avaliado (de teste do estaleiro), faltaram pontos de ligação para as carretilhas elétricas, dispositivos extremamente úteis para quem pratica pescaria em águas profundas. Em uma lancha como essa, deveria haver pelo menos um ponto de conexão, positivo e negativo 12 V, em cada bordo.


                                          Além disso, as tampas dos dois viveiros para iscas vivas não são translúcidas, como seria desejado, e a pintura das partes verticais poderia ter sido azul, mais próximo do natural. Em compensação, os dois viveiros são isolados termicamente.

                                           

                                          Mas, com um convés limpo e desimpedido, como conciliar a pesca com a navegação de lazer? A família fica confinada no solário na proa? Nada disso!

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          O pulo do gato para acomodar os convidados por todo o convés está em dois sofás, rebatíveis, que ficam completamente camuflados na praça de popa: um, embaixo do “móvel gourmet”, atrás do posto de comando; o outro, sob as caixas de iscas vivas. Na hora do lazer, basta puxá-los lá debaixo, como se faz com os sofás-camas. A ideia é que sejam funcionais, oferecendo à praça de popa um toque versátil.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Apesar de privilegiar as áreas externas, a Schaefer V33 Sport Fish tem uma pequena cabine, com 1,86 metro de altura, com pernoite para duas pessoas em um sofá que se converte em uma cama trapezoidal, com 1,90 metro na parte maior e 1,70 metro na mais estreita. O acesso à cabine é feito por uma porta deslizante a bombordo do posto de pilotagem, com trava de segurança. A escada tem degraus fundos e largos, e ainda conta com o conforto e a segurança de um pega-mão.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Ainda na cabine, a bombordo, há uma bancada com pia, gavetas e armários. O espaço não chega a ser uma cozinha, embora possibilite a instalação de uma geladeira de 12 volts. O banheiro, a boreste, conta com vaso elétrico, ducha, pia, espelho, porta-toalha, armário, vigia com ventilação e luz de LED.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica
                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Por exigência da lei norte-americana, a cabine da V33 Sport Fish (projetada para ser um modelo global) conta com detector de monóxido de carbono (CO) — gás incolor, inodoro e, dependendo da dose, mortal, pois impede o sangue de absorver oxigênio — e outros recursos de segurança e certificações, especialmente da NMMA, órgão regulador da segurança em embarcações nos Estados Unidos. Por sua vez, os cabos elétricos são todos da Ocean Brazil, com certificação internacional UL e feitos para uso marítimo.

                                          Navegação da Schaefer V33 Sport Fish

                                          Navegamos com a Schaefer V33 Sport Fish pela baía norte de Florianópolis. A bordo, três pessoas, 450 litros de combustível nos tanques (que têm capacidade de 700 litros) e tanque de água quase cheio (cerca de 120 litros, 30 litros abaixo do volume máximo). Equipada com dois motores de popa Mercury V8 de 300 hp cada, a lancha foi de 0 a 20 nós em 8 segundos, tempo coerente para um barco que, vazio, pesa quase 5 toneladas.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          Acelerando fundo, com os motores a 5.800 rpm, a Schaefer V33 Sport Fish chegou confortavelmente a 42,7 nós (79 km/h) de velocidade final, com o consumo total de 196 litros de gasolina por hora, valor compatível com os 600 cavalos na popa. A todo momento, o barco respondeu bem aos comandos, manteve-se estável e seco, mesmo com mar um pouco mais agitado e com ventos Força 4 na escala Beaufort.

                                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                          No entanto, o que realmente chamou atenção nesse teste foi a velocidade de cruzeiro ideal (ou econômica) de 30,3 nós, a 4.500 rpm, com consumo de 101 litros por hora. Isso significa que é possível navegar rápido sem gastar muito combustível, em função da potência da motorização.

                                           

                                          A autonomia, nesse regime, chega a 189 milhas (350 quilômetros), e pode ser avaliada como boa, desde que, é claro, os pontos de pesca não estejam muito distantes da costa.

                                          Saiba tudo sobre a Schaefer V33 Sport Fish

                                          Pontos altos

                                          • Convés sem degraus e autodrenante;
                                          • Painel de instrumentos muito espaçoso;
                                          • Ampla praça de popa.

                                          Pontos baixos

                                          • Falta tábua para cortar iscas naturais;
                                          • Faltam pontos para conectar carretilhas elétricas;
                                          • Faltam caixas para guardar iscas artificiais.

                                          Características técnicas

                                          • Comprimento máximo: 10,33 metros (33,9 pés);
                                          • Boca: 3,35 metros;
                                          • Calado com propulsão: 0,95 metro;
                                          • Ângulo do V na popa: 18,9 graus;
                                          • Borda-livre na proa: 1,27 metro;
                                          • Borda-livre na popa: 0,97 metro;
                                          • Peso*: 4.950 kg;
                                          • Tanques de combustível: 700 litros;
                                          • Água: 150 litros;
                                          • Pessoas/dia/noite: 10/2;
                                          • Motorização: dois motores de popa Mercury V8 de 300 hp cada.

                                          *Peso aproximado da lancha com dois motores Mercury V8 de 300 hp cada e equipamentos padrão, mas com os tanques vazios e sem ninguém a bordo.

                                          Navegação da Schaefer V33 Sport Fish com dois motores de popa de 300 hp cada. Foto: Revista Náutica

                                           

                                          Náutica Responde

                                          Faça uma pergunta para a Náutica

                                            Relacionadas

                                            Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                                            Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                                            Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                            Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                            Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                            Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                            Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                            Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                            Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                            Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                            Boat Show: prancha motorizada 2 em 1 e foils elétricos serão destaques da JetSurf Brasil

                                            Marca apresentará produtos da tcheca JetSurf, da porto-riquenha Lift da australiana Flite. Conheça!

                                            Os amantes de adrenalina terão no São Paulo Boat Show opções tentadoras para se aventurar sobre as águas — algumas delas, no estande da JetSurf Brasil. De 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo, a marca apresentará um tipo de jet que se transforma em prancha motorizada, além de duas opções de foils elétricos.

                                            O Jetsurf Ski, grande destaque da empresa tcheca, promete ir de um jet ao estilo pilotagem de pé a uma prancha motorizada “em questão de minutos”, apenas com a retirada do guidão.

                                            Foto: Instagram @jetsurf_official / Reprodução

                                            O equipamento, de apenas 24,9 kg, alcança até 62 km/h, proporcionando manobras radicais aos mais aventureiros. Um mini alternador garante passeios de 45 a 60 minutos, sendo que o modelo ainda cabe na maioria dos porta-malas de carros, facilitando o seu transporte. Veja o modelo em ação:

                                             

                                             

                                            Ver esta publicação no Instagram

                                             

                                            Uma publicação partilhada por JETSURF® (@jetsurf_official)


                                            Além do “jet 2 em 1”, a JetSurf Brasil apresentará no Boat Show dois modelos de foils elétricos: um da porto-riquenha Lift e outro da australiana Flite.

                                             

                                            O Lift5 se destaca pela bateria drop-in, equipamento selado e sem fio que se encaixa à prancha. Uma conexão sem cabos conecta tudo instantaneamente e fornece até 90 minutos de diversão — sendo que o aparelho carrega até 80% em uma hora.

                                            Foto: Lift / Divulgação

                                            Já o Flitescooter dispõe de um guidão — removível — , que facilita sua usabilidade e o torna acessível tanto para usuários experientes, quanto para os iniciantes. Nele, a brincadeira pode durar até pouco mais de 1 hora, sendo que uma chave de segurança sem fio usa tecnologia bluetooth para reconhecer quando a prancha não está em uso, desligando sua energia automaticamente.

                                            Foto: Flite / Divulgação

                                            A velocidade é controlada através de um acelerador de polegar e os dados do percurso aparecem no Flite Controller — integrado ao guidão.

                                             

                                            De acordo com a JetSurf Brasil, os modelos terão, no evento, valores partindo dos R$ 70 mil.

                                            São Paulo Boat Show 2025

                                            A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.

                                             

                                            Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.

                                            Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                            Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.

                                             

                                            A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.

                                             

                                            Anote aí!

                                            SÃO PAULO BOAT SHOW 2025

                                            Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025
                                            Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP)
                                            Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h.
                                            Mais informações: no site do evento
                                            Ingressos: site oficial de vendas

                                             

                                            Náutica Responde

                                            Faça uma pergunta para a Náutica

                                              Relacionadas

                                              Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                                              Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                                              Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                              Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                              Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                              Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                              Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                              Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                              Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                              Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                              Cidade submersa no Egito: grandes peças retiradas do Mar Mediterrâneo revelam mistérios

                                              Estátuas de quartzo, granito e mármore branco resgatadas indicam continuidade histórica de diferentes períodos

                                              Por: Nicole Leslie -
                                              27/08/2025

                                              Uma cidade submersa escondida no Mar Mediterrâneo há milhares de anos pode ter começado a revelar seus segredos no Egito. Em Abu Qir, província de Alexandria, três grandes estátuas em materiais nobres foram retiradas do fundo do mar durante atividades do programa “Patrimônio Cultural Subaquático”, conduzido pelo Conselho Supremo de Antiguidades.

                                              As três principais peças arqueológicas içadas do fundo do mar foram uma grande estátua de quartzo em forma de esfinge com o cartucho do rei Ramsés II, uma estátua de granito de um personagem desconhecido do final do período ptolomaico — quebrada no pescoço e nos joelhos — e uma estátua de mármore branco representando um homem romano da nobreza.

                                               

                                              O resgate foi acompanhado por diversas autoridades egípcias no último dia 21 de agosto. Entre elas, estavam o Ministro do Turismo e Antiguidades, o Governador de Alexandria, o Comandante da Marinha e o Comandante da Região Militar do Norte.

                                              Histórias preservadas no fundo do mar

                                              As estátuas foram as primeiras retiradas do Mediterrâneo em 25 anos, desde a última operação semelhante realizada no país. Desde 2001, o Egito é signatário da Convenção da UNESCO para proteção do patrimônio cultural subaquático.

                                              Foto: Facebook / Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito / Divulgação

                                              Segundo Mohamed Ismail Khaled, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, o resgate integra um projeto nacional de desenvolvimento da Baía de Abu Qir. Ele explicou que inspetores do conselho trabalham no local e já identificaram construções submersas ao longo dos séculos — resultado, possivelmente, de mudanças geológicas ou de terremotos que fizeram a região afundar no Mediterrâneo.


                                              Para o general Ahmed Khaled Hassan Said, a descoberta arqueológica em Abu Qir não é apenas o resgate de peças raras, mas a recuperação de parte da grande história do Egito e uma valiosa adição ao seu legado civilizacional.

                                              Mais mistérios estão por vir

                                              De acordo com o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, a área do resgate é considerada um dos sítios arqueológicos mais importantes de Abu Qir. Pesquisas anteriores apontam que a região pode corresponder a uma cidade portuária completa, com edifícios, templos, cisternas, tanques de peixes, porto e cais, provavelmente uma extensão da cidade de Canopo.

                                               

                                              As evidências revelam ainda uma continuidade histórica rara, abrangendo períodos do Egito faraônico, ptolomaico, romano, bizantino e islâmico.

                                              Foto: Facebook / Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito / Divulgação

                                              Além das três grandes estátuas, foram encontrados outros vestígios no Mar Mediterrâneo: estátuas reais e de esfinge, restos de um navio comercial carregado de nozes e amêndoas com uma balança de bronze, ânforas com selos de mercadorias, âncoras de pedra, estátuas de ushabtis (figuras funerárias do Egito Antigo), moedas de diferentes períodos e utensílios cerâmicos, como pratos e tanques de peixes.

                                               

                                              O Ministério reforça que as pesquisas em Abu Qir continuam em andamento. Para além das peças já resgatadas, a expectativa é que o mar revele ainda mais capítulos ocultos dessa “civilização afundada do Egito”, mantendo viva a promessa de descobertas que podem reescrever — ou ao menos incrementar — a história da região.

                                               

                                              Náutica Responde

                                              Faça uma pergunta para a Náutica

                                                Relacionadas

                                                Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                                                Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                                                Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                                Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                                Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                                Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                                Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                                Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                                Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                                Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                                A Mulher na Cabine 10: megaiate é cenário de novo suspense psicológico da Netflix

                                                Keira Knightley protagoniza a investigação de um assassinato rodeado de mistérios a bordo do "Aurora". Veja o trailer!

                                                A Netflix acaba de divulgar o trailer oficial de seu mais novo suspense psicológico, que se passa dentro de um megaiate. “A Mulher na Cabine 10”, uma adaptação do romance homônimo — e best-seller de 2016 — de Ruth Weir, faz a protagonista Laura “Lo” Blacklock, estrelada por Keira Knightley, questionar a realidade após ver o corpo de uma mulher cair no mar.

                                                Jornalista de viagens, Laura é convidada a participar da viagem inaugural do Aurora, um megaiate de luxo repleto de personagens que esbanjam alto poder aquisitivo. Em certa noite, o som do mar é cortado por gritos e ela testemunha, com os próprios olhos, uma mulher ser jogada ao mar.

                                                Laura “Lo” Blacklock, personagem principal, é estrelada por Keira Knightley. Foto: Parisa Taghizadeh/Netflix / Divulgação

                                                O que ela ouve, contudo, é que não falta ninguém — todos os passageiros estão a bordo. Desacreditada, Lo, que já enfrentava problemas pessoais antes de embarcar, passa a ter dificuldades em distinguir o que de fato é real enquanto investiga o caso a bordo do Aurora, onde está confinada em meio ao oceano. Assista ao trailer:

                                                 

                                                 

                                                O filme, que mistura gêneros como investigação e suspense psicológico, promete ir além do desenrolar do mistério e levantar pontos complexos, como gaslighting, machismo e desigualdade social. A Mulher na Cabine 10 será lançado na Netflix em 10 de outubro.

                                                Savannah, o “Aurora” da vida real

                                                Ao que tudo indica, quem interpreta o Aurora, embarcação onde se passa a história do livro de Ruth Weir, é o Savannah, megaiate de 83,5 metros da holandesa Feadship. De acordo com a Boat International, a embarcação foi vista durante as filmagens no Porto de Portland, em Dorset, no sudoeste da Inglaterra.

                                                Foto: Feadship / Divulgação

                                                Entregue em 2015, o modelo é tido pelo estaleiro como o primeiro megaiate híbrido do mundo e o primeiro a ser totalmente pintado de metal. Para chegar ao feito, a marca precisou desenvolver uma técnica especial de pulverização, em que a pintura fosse feita de uma só vez para evitar qualquer discrepância de cor.

                                                Foto: Feadship / Divulgação

                                                O convés principal de popa começa já na água. Uma sucessão de degraus leva ao espaçoso beach club e às áreas de estar.

                                                Foto: Feadship / Divulgação

                                                A piscina, em que Lo chega a ser empurrada em uma das cenas do trailer, tem 10 metros e exibe um mosaico de vidro colorido ao fundo, feito pela artista Cecily Brown.

                                                Foto: Netflix e Feadship / Divulgação
                                                Foto: Netflix e Feadship / Divulgação

                                                Há ainda um Nemo Lounge a bordo, um tipo de sala semi-submersa com assentos ao estilo arquibancada, que permite aos hóspedes observarem a vida marinha acima e abaixo das ondas. O espaço ainda pode ser convertido em cinema, equipado com uma tela retrátil que cobre a parede de vidro.

                                                Foto: Feadship / Divulgação

                                                O barco, construído sobre um convés de teca, casco de aço e uma superestrutura de alumínio, teve o interior projetado pela Cristina Gherardi Design. Ao todo, até 12 hóspedes se acomodam confortavelmente em 6 cabines, e contam com os serviços de 26 tripulantes.

                                                Foto: Feadship / Divulgação

                                                Premiado, o Savannah ostenta o World Superyacht Award em sua categoria e o cobiçado prêmio de Iate a Motor do Ano. Veja mais fotos:

                                                Foto: Feadship / Divulgação
                                                Foto: Feadship / Divulgação
                                                Foto: Feadship / Divulgação
                                                Foto: Feadship / Divulgação

                                                Foto: Feadship / Divulgação
                                                Foto: Feadship / Divulgação
                                                Foto: Feadship / Divulgação
                                                Foto: Feadship / Divulgação

                                                 

                                                Náutica Responde

                                                Faça uma pergunta para a Náutica

                                                  Relacionadas

                                                  Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                                                  Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                                                  Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                                  Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                                  Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                                  Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                                  Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                                  Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                                  Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                                  Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                                  Vídeo de cadela resgatando tartaruga em SC viraliza e autoridades reforçam alerta

                                                  Embora celebrada como "heroína", cadela levantou discussão sobre riscos da interação com animais marinhos

                                                  Por: Nicole Leslie -

                                                  Um resgate inusitado ganhou a internet e também serviu de alerta. Na última sexta-feira (22), uma cadela retirou uma tartaruga visivelmente machucada do mar da Praia da Armação, em Penha (SC), que foi encaminhada para cuidados veterinários. Embora tenha viralizado pelo “ato heróico”, autoridades aproveitaram para reforçar o alerta sobre os cuidados que devemos ter com animais marinhos, ainda que feridos.

                                                  A cadela em questão é a Bibi, que tem conteúdos publicados nas redes sociais pelo tutor Rafael Mar. Ele passeava com Bibi e a filha dela, Jade, pela orla de Penha quando os pets avistaram a tartaruga boiando. Segundo Rafael, o animal apresentava visível dificuldade em nadar — o que ele acredita ter despertado o instinto das cadelas em ajudá-la. Assista ao momento:

                                                   

                                                   

                                                  Com a tartaruga na areia, o tutor acionou o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali). A equipe encaminhou a tartaruga à Unidade de Estabilização de Animais Marinhos em Penha, para avaliação clínica.

                                                   

                                                  A Univali confirmou que se tratava de uma tartaruga-verde (Chelonia mydas), que apresentava baixo estado nutricional e dificuldade para afundar. Também informaram que o animal marinho não apresentou ferimentos que pudessem ter sido causados pela Bibi, ainda que não intencionalmente.

                                                  Foto: Instagram @bibidapenha / Reprodução e Instagram @univali.penha / Reprodução

                                                  Em nota, o PMP-BS reforçou que a interação entre cães e animais selvagens pode gerar riscos para ambos. “O contato pode causar ferimentos físicos nas tartarugas, transmitir doenças e colocar o próprio animal doméstico em perigo”, destacou em publicação nesta segunda-feira (25).


                                                  A orientação é acionar grupos de resgate ao avistar animais marinhos debilitados, sem tocá-los, alimentá-los ou interferir neles de qualquer forma. Em caso de dúvidas, o Corpo de Bombeiros pode indicar o canal correto pelo telefone 193.

                                                   

                                                  A tartaruga seguirá em tratamento até estar apta a retornar ao mar. Já Bibi, que virou “heroína canina” na internet, deverá inspirar mais cuidado nos próximos passeios à beira-mar.

                                                   

                                                  Náutica Responde

                                                  Faça uma pergunta para a Náutica

                                                    Relacionadas

                                                    Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                                                    Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                                                    Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                                    Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                                    Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                                    Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                                    Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                                    Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                                    Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                                    Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                                    Red Bull transforma barco de luxo em academia flutuante no Rio Chicago

                                                    Evento fitness trouxe aulas de spinning a bordo do First Lady Cruises, que realizou um tour arquitetônico pela cidade

                                                    Um passeio para lá de inusitado levou dezenas de pessoas a pedalarem enquanto navegavam na icônica cidade de Chicago, nos Estados Unidos. Chamado de Red Bull Sweat the Deck, o evento organizado pela marca de energético trouxe aulas de spinning a bordo do luxuoso First Lady Cruise.

                                                    A paisagem ribeirinha do Rio Chicago e seus enormes arranha-céus serviram como plano de fundo para um tour eletrizante com direito a suor escorrido no deque principal do barco. Com diversos instrutores locais, a embarcação recebeu 12 aulas no último final de semana (23 e 24 de agosto).

                                                    Foto: Ryan Taylor / Red Bull Content Pool / Divulgação

                                                    Se engana quem pensa que os treinamentos foram apenas recreativos. A bordo do First Lady Cruise, cada sessão foi programada para combinar com a paisagem urbana. Nessa linha, quanto mais alto era determinado prédio, mais intenso era o exercício e mais difícil a subida no spinning flutuante.

                                                    Foto: Grant Moxley / Red Bull Content Pool / Divulgação

                                                    Bryyn Zorilla, uma participante local, embarcou nessa experiência e contou à Red Bull que o momento mais pesado foi quando o barco passou pela Willis Tower, a torre mais alta de Chicago, que mede incríveis 442 metros de altura. “É incrível como as pernas podem cansar rápido”, disse.

                                                    Não estou muito acostumada com aulas de ciclismo, então isso me fez entrar na atmosfera ao meu redor– completou Zorilla

                                                    Um passeio alto-astral

                                                    Quem foi, não reclamou — apesar do enorme cansaço. Mesmo debaixo de um sol de 30°C, os participantes rasgaram elogios ao evento, que reuniu música, muita animação e aplausos de moradores locais.

                                                    A energia no convés foi eletrizante! É incrível estar no rio com este horizonte incrível– Sayre Masters, instrutora que ministrou aulas no sábado

                                                    Foto: Grant Moxley / Red Bull Content Pool / Divulgação

                                                    O spinning flutuante não apenas trouxe mais saúde, como levou aos participantes a oportunidade de ver a cidade de uma forma única. “Encontrar maneiras de se manter ativo e em forma junto é muito divertido, incrível poder se conectar com algo assim”, disse Zorilla.

                                                    Eu não sabia o que esperar de pedalar no Skyline, mas definitivamente superou todas as minhas expectativas– destacou a participante

                                                    Foto: Grant Moxley / Red Bull Content Pool / Divulgação

                                                    Além de unir a comunidade fitness ao público mais casual, a empolgação não se limitou ao deque da embarcação. Do lado de fora, milhares de moradores locais — a maioria desavisada — ficaram surpresas com o evento no Rio Chicago e acompanharam o passeio direto da orla.

                                                    A bordo do First Lady Cruises

                                                    O spinning flutuante da Red Bull foi realizado em parceria com o First Lady Cruise, empresa que opera barcos de passeios com o mesmo nome. Conhecidos pelo seu design elegante e funcional, os modelos dessa frota têm um deque superior ao ar livre que proporciona vistas panorâmicas 360°.

                                                    Foto: Ryan Taylor / Red Bull Content Pool / Divulgação

                                                    Já a parte interna do barco, no deque inferior, é climatizada e conta com grandes janelas, que também permitem que o visitante aprecie a vista — independentemente do clima. Ainda há banheiros bem equipados disponíveis em todos os modelos.

                                                    First Lady Cruises em tour arquitetônico por Chicago. Foto: First Lady Cruiser/ Divulgação

                                                    Eleito um dos dez melhores passeios de barco dos Estados Unidos pelo USA Today, o First Lady é considerado o número 1 da categoria no TripAdvisor. O carro-chefe da empresa são os tours arquitetônicos em Chicago, realizados por docentes voluntários especialistas da Chicago Architecture Center.


                                                    Além de levar muitos turistas para conhecer a cidade, a embarcação oferece passeios noturnos, cruzeiros com fogos de artifício, eventos privados e até mesmo uma navegação onde os visitantes podem levar cães de estimação a bordo.

                                                     

                                                    Náutica Responde

                                                    Faça uma pergunta para a Náutica

                                                      Relacionadas

                                                      Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                                                      Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                                                      Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                                      Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                                      Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                                      Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                                      Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                                      Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                                      Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                                      Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                                      Peixes sabem escalar? Vídeo flagra espécie rara subindo rochas de cachoeira no MS

                                                      Momento foi registrado por policiais ambientais e atraiu pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

                                                      Os pássaros voam, os cavalos andam, as cobras rastejam e os peixes… escalam? É o que sugere um flagra feito por policiais ambientais no Mato Grosso do Sul, que registraram um tipo de “peixe escalador” subindo as rochas da Cachoeira do Sossego, em Corguinho.

                                                      O animal em questão é o bagre-abelha (Rhyacoglanis paranensis), espécie rara e de biologia ainda pouco conhecida. Apesar disso, a filmagem feita no rio Aquidauana mostra centenas desses peixes, que escalam paredes rochosas com mais de 4 metros de altura. Assista!

                                                       

                                                       

                                                      O comportamento inédito chamou a atenção de especialistas, que começaram a examinar o caso. Uma semana depois do registro, pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) foram até o local, e o resultado do estudo foi publicado no Journal of Fish Biology.

                                                       

                                                      De acordo com os estudiosos, essa foi a primeira vez que eles relataram uma aglomeração em massa e o comportamento migratório e de escalada entre peixes da família Pseudopimelodidae. Além de Corguinho, o mesmo fenômeno foi observado na Cachoeira Diamantes, em Rochedo (MS).

                                                      Como esse peixe consegue escalar?

                                                      Para estudar como os peixes escaladores fazem tal peripécia, os especialistas contaram com a autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SisBio) para selecionar um dos 439 peixes para análise.

                                                      Foto: Instagram @ecologiaeacao/ Reprodução

                                                      Além da análise individual do espécime capturado, os cientistas observaram o comportamento em grupo de centenas desses peixes durante a pesquisa. Eles observaram que, ao longo do dia, vários bagres-abelhas se mantinham escondidos sob rochas e em áreas com sombra.

                                                       

                                                      Já à noite, centenas deles começavam a subir as pedras — inclusive sozinhos — , desde as mais íngremes até as de superfícies verticais com água corrente. Em determinadas rochas, a concentração dos animais chegava a formar verdadeiras “paredes de peixes”, com um em cima do outro. Inclusive, alguns chegaram a escalar rachaduras e objetos artificiais — teve até escalada de cabeça para baixo!

                                                      Conforme publicado no artigo, essas criaturas criam impulso por meio das nadadeiras abertas, a cauda e movimentos laterais. Inclusive, o estudo aponta que os bagres dessa espécie parecem formar uma cavidade entre o corpo e a rocha, responsável por criar uma pressão negativa que permite aos peixes se fixarem mesmo em superfícies íngremes ou verticais — habilidade parecida com animais como lagartixas e lulas, por exemplo.

                                                       

                                                      Outras espécies que vivem em rios com forte correnteza também têm comportamento próximo, mas a musculatura usada pelo peixe escalador ainda não foi totalmente entendida.

                                                      O que se sabe sobre os peixes escaladores?

                                                      O comportamento e as características do Rhyacoglanis paranensi ainda não são muito claras para a ciência. Até o momento, se sabe que eles costumam medir até 9 centímetros e possuem uma aparência peculiar, com manchas escuras sobre o corpo claro e nas nadadeiras.

                                                      Rhyacoglanis paranensis. Foto: Oscar Akio Shibatta & Richard P. Vari et.al/ CC BY-NC 4.0/ Reprodução

                                                      Esses peixes vivem em rios de correnteza forte e fundo rochoso e, assim como vários, precisam migrar para se reproduzirem. Ainda não se sabe como funciona o seu acasalamento, mas acredita-se que a migração em massa — como é observada no vídeo — , logo no início das chuvas, tenha ligação com a desova.

                                                       

                                                      Em outro momento do estudo, os cientistas da UFMS analisaram 14 peixes (quatro fêmeas adultas, cinco machos e cinco jovens), e revelaram que os bagres-abelhas não se alimentam durante a migração e vivem na bacia do rio Paraguai-Paraná, uma das mais estudadas do Brasil — o que pode explicar a concentração registrada no Aquidauana.

                                                       

                                                      Segundo os pesquisadores, o fenômeno destaca a importância das observações em campo para compreender o papel ecológico e a conservação de pequenos peixes migratórios.

                                                       

                                                      Náutica Responde

                                                      Faça uma pergunta para a Náutica

                                                        Relacionadas

                                                        Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                                                        Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                                                        Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                                        Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                                        Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                                        Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                                        Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                                        Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                                        Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                                        Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                                        Safári silencioso e exclusivo na África: conheça a casa flutuante que explora o rio Chobe

                                                        Trimarã Pangolin Voyager une luxo, sustentabilidade e tecnologia em uma jornada inesquecível

                                                        Por: Nicole Leslie -

                                                        Imagine deslizar silenciosamente pelas águas do rio Chobe, na África, a bordo de uma casa flutuante de luxo. Essa é a experiência oferecida pelo Pangolin Voyager, um trimarã sustentável que combina engenharia ecológica com a aventura de um safári exclusivo. Construída na Namíbia, a embarcação é um refúgio de tranquilidade para quem busca capturar a vida selvagem em sua forma mais pura.

                                                        Feito principalmente em alumínio, o navio multicasco com três cascos carrega tecnologias sustentáveis para navegar pelas margens do Parque Nacional Chobe sem emissões e com pouco ou nenhum ruído. O resultado são experiências marcantes a bordo de uma verdadeira casa flutuante.

                                                        Trimarã Pangolin Voyager navega pelo rio Chobe, na África. Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução

                                                        Esse safári silencioso é oferecido pela Pangolin Photo Safaris, que disponibiliza a embarcação para o serviço de cruzeiro particular. As viagens acontecem por no mínimo três dias e aceitam até 8 hóspedes, além da tripulação e de um guia e um fotógrafo profissional, que podem ser contratados à parte.

                                                        Serviço de fotografia profissional garante imagens impressionantes do safári. Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução

                                                        O barco pode ser reservado durante todo o ano, mas os valores não são divulgados pela empresa. Interessados devem entrar em contato pelo formulário do site oficial para obter informações sobre as diárias e pacotes disponíveis. Eles adiantam, porém, que os valores variam conforme a quantidade de hóspedes.

                                                        Luxo e vida selvagem lado a lado

                                                        Os hóspedes podem se maravilhar com a vida selvagem sem abrir mão do conforto. Isso porque o barco conta com cinco cabines, que podem ser equipadas com camas de casal ou de solteiro, todas com ar-condicionado e banheiro privativo. Apesar de caberem mais pessoas que 8 pessoas a bordo, os grupos são limitados devido às áreas comuns.

                                                        Suítes podem ser equipadas com uma cama de casal ou até duas de solteiro, à preferência do contratante. Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução

                                                        Nas manhãs, é possível ver hipopótamos, crocodilos, diversas espécies de pássaros e grandes mamíferos, como búfalos e elefantes. À tarde, é comum avistar manadas de elefantes se aproximando do rio e, no final da tarde, grandes felinos iniciando os preparos para a caçada noturna, um verdadeiro espetáculo da natureza.

                                                        Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução

                                                        O Pangolin Voyager tem áreas comuns no convés superior que incluem salas de estar e jantar cobertas, além de lounges ao ar livre na proa. As janelas de vidro deslizantes garantem vistas panorâmicas, ideais para observar a vida selvagem e permitir ar fresco à vontade.

                                                        Ambos os andares do barco são rodeados por janelas de vidro. Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução

                                                        A tripulação trabalha para garantir uma experiência impecável. Nesse safári, os hóspedes desfrutam de café da manhã desde antes do nascer do sol, almoço, chá da tarde, jantar e lanches com bebidas inclusas e disponíveis a qualquer momento.

                                                        Sustentabilidade do Pangolin Voyager

                                                        A aventura é conduzida de forma totalmente sustentável. Grandes painéis solares no teto do Pangolin Voyager geram toda a energia necessária, alimentando os quatro motores elétricos RAD 40. Graças a essa tecnologia de ponta, a navegação é silenciosa e livre de emissões, permitindo que o barco se aproxime da vida selvagem sem perturbar o ambiente.

                                                        Painéis solares do trimarã ocupam todo o teto da embarcação. Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução

                                                        Dois dos motores ficam na popa e outros dois na proa, cada um localizado entre os três cascos do trimarã. A tecnologia fabricada no Reino Unido permite que o barco navegue a uma velocidade média de 4 a 5 km/h, ideal para um passeio tranquilo e perfeito para apreciar cada detalhe da paisagem.


                                                        A embarcação utiliza gás apenas para a cozinha e para aquecer a água dos chuveiros. No entanto, sua navegação é livre de ruídos, o que permite aos hóspedes se aproximarem da fauna sem incomodar os animais.

                                                        Memórias em fotografias

                                                        A bordo, há uma sala de edição com ar-condicionado, onde os hóspedes podem baixar, revisar e editar as fotos do dia. Para garantir a melhor qualidade, a Pangolin Photo Safaris oferece o adicional de um fotógrafo a bordo, para acompanhar a viagem.

                                                        Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução

                                                        É possível, ainda, contratar um guia turístico especializado na região, que saberá onde, quando e em qual direção os animais estarão em cada momento do dia. Mais do que uma viagem, o Pangolin Voyager oferece a oportunidade de criar memórias e fotografias inesquecíveis.

                                                        Detalhes do safári no Pangolin Voyager em fotos:

                                                        Hóspedes do trimarã têm oportunidade de apreciar belezas da fauna e flora africana de forma única. Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução
                                                        Barco tem salas de estar e jantar com amplas janelas de vidro em volta. Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução
                                                        Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução
                                                        Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução

                                                         

                                                        Náutica Responde

                                                        Faça uma pergunta para a Náutica

                                                          Relacionadas

                                                          Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                                                          Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                                                          Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                                          Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                                          Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                                          Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                                          Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                                          Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                                          Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                                          Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                                          Oásis flutuante: novo conceito do megaiate Neptune 60m combina elegância e poder

                                                          Com quase 200 pés, embarcação foi pensada para carregar lancha de 31 pés, 2 jets e heliponto versátil

                                                          Por: Nicole Leslie -

                                                          Difícil seria não chamar a atenção com um megaiate de quase 200 pés de comprimento. Além de imponente, o novo conceito da Turquoise Yachts, Neptune 60m, foi projetado para evocar equilíbrio, elegância e poder em alto-mar. Como se não bastasse, a embarcação ainda carrega uma lancha de 31 pés, dois jets e um bote de resgate para maior comodidade dos convidados.

                                                          Com casco de aço e superestrutura de alumínio, o estúdio de design Hot Lab escolheu o grafite como tom-base para a parte de fora, ressaltando a elegância com linhas fluidas. O contorno do barco tem vidros em quase toda a extensão, garantindo vistas panorâmicas de diversos ângulos.

                                                          Foto: Turquoise Yachts / Reprodução

                                                          O Neptune 60m nasceu do trabalho conjunto entre Azure Yacht Design e Naval Architecture, que reinterpretaram um conceito de 2021. O resultado, divulgado neste mês de agosto, foi um gigante dos mares com linhas externas tão ousadas quanto delicadas, mesmo com um volume de 1.300 GT.

                                                           

                                                          “Queríamos que os hóspedes se impressionassem com suas linhas elegantes e esculturais, com a harmonia de proporções que cria uma sensação de equilíbrio e poder discreto”, disse Enrico Lumini, sócio e diretor de design da Hot Lab. “Projetar Neptune foi criar conexões emocionais”, complementou.

                                                          Espaços para reunir amigos

                                                          Entre os destaques do Neptune 60m está o heliponto dianteiro, pensado para ser versátil e ir além do óbvio. Quando vazio, o espaço pode servir como lounge ou até mesmo garagem para barcos auxiliares.

                                                          Foto: Turquoise Yachts / Reprodução

                                                          Outro ponto que chama a atenção está um piso acima, pensado para ser o centro social da embarcação. Mais próximo à proa fica uma jacuzzi com paredes de vidro, envolta por espreguiçadeiras. Na popa, um cinema ao ar livre com um sofá amplo garantem entretenimento. Ao centro, um bar coberto atende aos dois ambientes.

                                                          Foto: Turquoise Yachts / Reprodução

                                                          Espaços para refeições e relaxamento não faltam nesse megaiate. Na extrema popa e próximo à linha d’água fica a área de beach club, com uma piscina de 6 metros de largura, espreguiçadeiras e uma escada que leva à plataforma de natação. De lá, os hóspedes têm acesso direto a uma parte coberta do clube de praia e a uma academia.

                                                          Foto: Turquoise Yachts / Reprodução

                                                          Acomodações confortáveis

                                                          Embora tenha quase 200 pés, o Neptune 60m foi desenvolvido para receber 12 convidados com muito conforto. No convés principal ficam quatro cabines VIP, todas com banheiro privativo, e a suíte máster para os proprietários. No convés superior, há outra cabine VIP para convidados. O responsável pelo design de interiores ainda não foi definido.


                                                          Os espaços para a tripulação de até 14 membros também garantem uma boa estadia: são seis cabines duplas e duas individuais, sendo uma delas para uso exclusivo do capitão. O megaiate ainda conta com um escritório e refeitório para a equipe.

                                                          Foto: Turquoise Yachts / Reprodução

                                                          Para mover esse gigante dos mares, o motor Caterpillar 3512C promete dar conta do recado, alcançando uma velocidade máxima de 16 nós. Ele produz até 2012 bhp (1500 kW) de potência, é movido a diesel e refrigerado a água.

                                                           

                                                          Náutica Responde

                                                          Faça uma pergunta para a Náutica

                                                            Relacionadas

                                                            Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                                                            Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                                                            Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                                            Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                                            Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                                            Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                                            Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                                            Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                                            Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                                            Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                                            Ross promete estrear nova lancha de entrada no São Paulo Boat Show 2025

                                                            Modelo SR 200 Vector estreará com condições especiais durante o evento, ao lado de outros seis barcos Ross

                                                            Por: Nicole Leslie -

                                                            A Ross Mariner, conhecida no mercado náutico pelas lanchas de entrada, lançará um novo modelo no São Paulo Boat Show 2025: a SR 200 Vector, que promete potência e conforto na navegação. Além dela, o estaleiro levará outros seis barcos ao salão náutico, que vão dos 17 aos 26 pés.

                                                            O novo modelo de entrada da Ross poderá ser visto em detalhes no evento. Por hora, a marca adianta que o barco promete ser um sucesso por redefinir o conceito da categoria, com design inteligente. Embora o valor não tenha sigo divulgado, a Ross promete condições especiais para quem fechar negócio no salão náutico.


                                                            O lançamento da Ross estará cercado por outros seis barcos, que vão dos 17 aos 26 pés. A caçula, em tamanho, é a SR 170 Viper, que segue o objetivo de ser prática, sem abrir mão do design. O modelo esportivo tem comando center console.

                                                            SR 170 Viper. Foto: Ross Mariner / Reprodução

                                                            Na sequência vem a C190 Versátile, de 19 pés, que tem como principal diferencial a versatilidade. Segundo a Ross é um barco navegador com comando central ideal para quem curte pescar ou fazer esportes náuticos no mar.

                                                            C190 Versátile na cor azul. Foto: Ross Mariner / Reprodução

                                                            Ainda nos 19 pés de comprimento, será exibido no salão o modelo mais vendido do estaleiro: a Ross 190 Pro Series. O design inteligente da lancha permite funcionalidades antes encontradas apenas em barcos maiores e, como toque final, os acabamentos premium ganham destaque.

                                                            Ross 190 Pro Series. Foto: Ross Mariner / Reprodução

                                                            Avançando em comprimento chega a SR 220 Icon, de 22 pés, lançada no Rio Boat Show em abril. Os destaques vão para o banheiro fechado com vaso sanitário elétrico, bordos altos que permitem mais conforto e segurança na navegação, e espaço de convivência amplo. O modelo ainda pode vir sem targa, com targa em inox ou com targa em fibra.

                                                            SR 220 Icon. Foto: Ross Mariner / Reprodução

                                                            Também estará no São Paulo Boat Show 2025 a SLR 245 Gênesis, de 24 pés, com motor de popa. O modelo pode vir com proa aberta ou cabinada, sem abrir mão do banheiro fechado. Ideal para quem quer receber visitas, o modelo tem espaço de convivência amplo que acomoda até 12 pessoas.

                                                            SLR 245 Gênesis. Foto: Ross Mariner / Reprodução

                                                            Por fim, completando o leque da Ross Mariner no maios salão náutico da América Latina, está a SLR 260 Fusion. Bastante parecida com a SLR 245 Gênesis, segundo a marca, o modelo leva motor de centro-rabeta, o que resulta em um espaço ainda mais amplo na popa e o comprimento final de 26 pés.

                                                            SLR 260 Fusion. Foto: Ross Mariner / Reprodução

                                                            São Paulo Boat Show 2025

                                                            A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.

                                                             

                                                            Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.

                                                            Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                                            Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.

                                                             

                                                            A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.

                                                             

                                                            Anote aí!

                                                            SÃO PAULO BOAT SHOW 2025

                                                            Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025
                                                            Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP)
                                                            Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h.
                                                            Mais informações: no site do evento
                                                            Ingressos: site oficial de vendas

                                                             

                                                            Náutica Responde

                                                            Faça uma pergunta para a Náutica

                                                              Relacionadas

                                                              Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                                                              Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                                                              Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                                              Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                                              Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                                              Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                                              Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                                              Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                                              Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                                              Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!