No início do segundo semestre deste ano, 80 barcos e navios abandonados em Niterói e em determinados pontos dos municípios de Rio de Janeiro e São Gonçalo começam a ser removidos. É o que anunciou a secretaria estadual de Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro.
Foi aprovada uma verba de R$ 25 milhões para a operação, prevista para durar 36 meses (a partir de julho), de acordo com o planejamento feito pelos envolvidos na empreitada. A quantia em questão sairá do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam).
Embarcações abandonadas na Baía de Guanabara. Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
Por que remover esses barcos e navios?
Com a iniciativa da retirada das embarcações abandonadas, parte do Canal de São Lourenço e dos arredores da Ilha da Conceição serão liberados, o que tende a movimentar de maneira muito positiva a economia da região.
A Baía de Guanabara tem todas as qualidades para se tornar o maior atrativo empresarial nos próximos anos– Bernardo Rossi, secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade
Espera-se, ainda, que os trabalhos favoreçam a biodiversidade e melhorem a qualidade da água devido à redução da poluição no Canal de Lourenço — atividades relacionadas à pesca, realizadas por cerca de 5 mil pessoas, são influenciadas de alguma maneira por esse trecho da baía.
Os primeiros passos do projeto envolvem diagnósticos e mapeamentos feitos pela Comissão Técnica de Acompanhamento e Avaliação (CTAA) em conjunto com equipes técnicas de órgãos estaduais, a Capitania dos Portos, o Ibama, a secretaria de Economia do Mar e as prefeituras de cidades próximas.
Já a retirada das embarcações em si será executada por técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), tendo como base um mapeamento feito pela Capitania dos Portos do Rio.
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Ágil, belo e sustentável. Três adjetivos que descrevem perfeitamente uma novidade, apresentada na Suécia, que vai movimentar o mundo náutico. Trata-se do primeiro catamarã de grande porte movido a hidrogênio, que será produzido pela Gotslandbolaget, empresa sueca de transporte marítimo.
Batizada de Gotland Horizon X, a embarcação foi projetada para levar tanto pessoas quanto cargas. Além disso, contará com um sistema de propulsão multicombustível e casco construído com material mais ecológico.
Foto: Gotlandsbolaget/ Divulgação
Esse catamarã é o segundo modelo da série Horizon e diferencia-se pelas turbinas a gás alimentadas por hidrogênio. Assim, o Gotland Horizon X já é um grande passo em uma missão de anos da Gotlandsbolaget: reduzir o impacto climático e modernizar a frota.
Foto: Gotlandsbolaget/ Reprodução
Mas ser mais amigável ao meio ambiente não é o único destaque desse barco. Com velocidade máxima de 35 nós (64km/h), ele promete transportar os passageiros da Gotlândia (ilha) ao leste da Suécia (e vice-versa) em menos tempo. Atualmente, essa travessia dura cerca de 2h50.
Um catamarã de respeito
O Gotland Horizon X, com 426 pés (130 metros de comprimento), tem capacidade para receber até 1.650 pessoas ao mesmo tempo e, de novo, deve encurtar trajetos pelo sistema de propulsão.
Foto: Gotlandsbolaget/ Reprodução
O “segredo” está no motor de ciclo combinado, fabricado a fim de “reaproveitar o que sai do escapamento para a propulsão e, assim, diminuir a emissão de poluentes. De acordo com a Gotlandsbolaget, é a primeira vez que esse tipo de turbina integra uma embarcação de alta velocidade.
No Gotland Horizon X, até mesmo o casco “para frente” foi pensado nos mínimos detalhes, para melhorar o desempenho e ainda economizar combustível.
Foto: Gotlandsbolaget/ Reprodução
Essa parte da embarcação, inclusive, será construída com o chamado “alumínio verde”, produzido de forma mais sustentável, com processos de eficiência energética que utilizam menos carbono.
Agora, é só esperar
Em comparação ao primeiro lançamento da mesma série, um ROPAX que saiu em 2021, esse modelo levará um tempo maior para chegar ao mercado. A previsão é que a embarcação estará entre nós em meados de 2028.
Foto: Gotlandsbolaget/ Reprodução
No início do ano passado, para o Gotland Horizon X, a Gotlandsbolaget assinou uma carta de intenção com a construtora naval Austal. A versão final do documento, digamos assim, ficou pronta no início deste mês.
Estima-se que o contrato em questão valha cerca de US$ 172 milhões (quase R$ 980 milhões, em valores convertidos em fevereiro de 2025), o que faz desse catamarã o maior barco feito pela Austal até o momento.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Em alto mar e em grande estilo. Definido pela marca de moda italiana Moorwins como “a expressão máxima do hedonismo”, o iateMoorwins Hyper-cat realmente tem tudo para oferecer uma experiência diferenciada até aos que já estão habituados a aproveitar o melhor da vida.
Para isso, o estúdio italiano Camber Yatch Design buscou inspiração na identidade visual e no conceito da etiqueta e projetou a embarcação, de 88 metros de comprimento, com formas geométricas, tons neutros e ambientes que referenciam o universo fashionista e o mercado de luxo em geral.
Mas vamos do começo: o Moorwins é um catamarã. Ou seja, possui dois cascos paralelos, proporcionando mais estabilidade — e conforto — a bordo mesmo em altas velocidades. Aliás, essas embarcações já viraram tendência no segmento náutico voltado ao público AAA e estima-se que sejam até 20% mais velozes em comparação às monocasco.
Iate da Moorwins Foto: reprodução/Instagram/@moorwins
Ainda sobre design, o amplo mirante no topo do mastro central é literalmente um dos pontos altos desse iate. Para chegar até lá, a cerca de 70 metros de altura (230 pés), há um elevador panorâmico que parte do salão principal.
Iate da Moorwins Foto: reprodução/Instagram/@moorwins
Perfeita como solário, essa área do Moorwins foi pensada para ser um lugar de relaxamento e apreciação da paisagem sob uma perspectiva única.
Não que seja difícil deixar as preocupações de lado nas piscinas da embarcação, por exemplo. A maior das três, inclusive, é de águasalgada e transborda direto para o mar, formando uma bela cascata.
Foto: Camber Yatch Design / DivulgaçãoIate da Moorwins Foto: reprodução/Instagram/@moorwins
A embarcação ainda possui uma garagem externa hexagonal com heliporto suspenso, uma espécie de loja para conhecer as coleções mais recentes da marca e oito suítes que, ao todo, acomodam 16 pessoas — aqui, a suíte master é destaque não somente pelo espaço, mas pela vista privilegiada.
Foto: Camber Yatch Design / Divulgação
Mais detalhes, como previsão de início para a construção e o prazo de entrega, estão sendo revelados na apresentação oficial do Moorwins, no Dubai International Boat Show, que começou nesta quarta-feira (19) e termina no domingo (23).
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O tubarão branco (Carcharodon carcharias) é comumente colocado no papel de um grande vilão — seus dentes enormes e a aparência de predador nato contribuem para isso. Seu papel na natureza, contudo, é essencial para o equilíbrio dos ecossistemasmarinhos. Por isso, as mortes desses animais por uma “doença misteriosa” têm preocupado pesquisadores.
Para se ter uma ideia, quatro animaisda espécie foram encontrados já sem vida em praias do Canadáno período de um ano. O número pode até parecer baixo, mas fica alarmante quando se leva em conta que, em 30 anos de monitoramento pelas agências de vida selvagem no país, nunca um tubarão branco havia sido encontrado morto.
Foto: Wirestock / Envato
Tubarões que morrem da doença misteriosa não têm um arranhão
É natural pensar que os tubarões brancos, talvez, tenham encontrado um oponente a altura — mas esse não é o caso. Os animais foram encontrados sem nenhum ferimento, tampouco sinais de fome. A causa, na verdade, é bem mais delicada.
A partir de testes microscópicos, pesquisadoresidentificaram uma inflamação no tecido cerebral do animal, chamada de meningoencefalite. Nos humanos, ela causa sintomas como febre, dor de cabeça, náuseas e até dificuldade para falar. Já nos tubarões, a inflamação traz incapacidade de se alimentar e nadar adequadamente, o que resulta, por exemplo, em encalhes na areia.
Foto: ImageSourceCur / Envato
Segundo Harley Newton, cientista-chefe e veterinária da Ocearch(organização global sem fins lucrativos que conduz pesquisas sobre animais marinhos), a meningoencefalite é um sintoma, mas não a causa da doença — ainda não identificada — que tem matado os tubarões brancos.
A inflamação acende um grande alerta em meio à comunidade científica, já que, além de a espécie estar classificada como ameaçada de extinção pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), trata-se de um predador de topo da cadeia alimentar.
A posição dos tubarões brancos os coloca em um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas marinhos, já que, entre outras coisas, a espécie mantém as populações de presas sob controle, ajuda a manter o equilíbrio populacional de mamíferos marinhos, contribui para a saúde dos oceanos e ainda ajuda a controlar a proliferação de espécies invasoras.
Para descobrir a causa da doença, Newton enviou tecido cerebral de um tubarão encontrado na Carolina do Sul (Estados Unidos), nas mesmas condições que os do Canadá, ao Laboratório de Diagnósticos de Doenças Animais de Washington para sequenciamento genético.
A cientista ressaltou ao IFL Science que não espera “saber a causa em breve”, mas que “amostras adicionais de tubarões encalhados frescos sempre são úteis”. Para ela, o melhor cenário “é deixar as pessoas saberem que os tubarões encalhados podem estar morrendo de doenças”.
“Esperamos que isso incentive as pessoas a gastar algum tempo e recursos para avaliar e amostrar esses animais, para que possamos nos tornar mais bem informados sobre doenças naturais em tubarões e qual impacto elas podem ter nas populações”, destacou.
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Utilizado por mais de 2 bilhões de pessoas desde que foi lançado, o Google Maps celebra 20 anos no ar com um levantamento dos locais mais populares e bem-avaliados na plataforma. Entre os pontos turísticos mais fotografados do Brasil, por exemplo, o Farol da Barra garantiu uma posição de destaque.
Em conjunto com o Museu Náutico da Bahia, o famoso cartão postal de Salvador ficou atrás apenas do Cristo Redentor, localizado no Rio de Janeiro. A Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais e a Praia dos Carneiros, em Pernambuco, também aparecem no top 10, em terceiro e décimo lugar, respectivamente.
Praia dos Carneiros, em Pernambuco. Foto: Antonino Visalli Neto / Wikimedia Commons / Reprodução
Para o estudo em questão, o Google Maps analisou os lugares que geraram mais engajamento no país ao longo dos últimos 15 anos, considerando dados registrados até janeiro de 2025.
“O reconhecimento do Farol da Barra como uma das principais atrações do Brasil reforça sua importância cultural e turística, atraindo visitantes de todo o mundo que desejam registrar momentos inesquecíveis”, diz parte de um texto publicado pela Marinha a respeito da conquista.
Praias e atrações turísticas mais fotografadas do Brasil, de acordo com o Google Maps
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Muitos lançamentos do mercado náutico vão atracar na Marina da Glória durante o Rio Boat Show 2025. Entre eles está uma novidade da Triton Yachts, que ainda levará outro de seus grandes sucessos para o salão náutico mais charmoso da América Latina.
De 26 de abril a 4 de maio, duas lanchasdo estaleiro atracarão nas águas da Baía de Guanabara. Enquanto o lançamento em questão ainda é mantido em segredo pela marca, a segunda embarcaçãojá é bastante conhecida pelos amantes do setor: a Triton Flyer 38 HT.
Foto: Triton Yachts / Divulgação
O modelo, que recentemente marcou presença no Miami Boat Show, tem 11,60 m de comprimento e 3,35 m de boca. A Triton Flyer 38 HT traz amplos ambientes de convivência, começando pela popa, onde uma plataforma submergível facilita os banhos de mar.
Foto: Triton Yachts / Divulgação
O espaço gourmet, equipado com churrasqueirae sofá com encosto rebatível, é um convite para momentos de lazer. Esse ambiente pode ser ampliado por uma plataforma lateral, formando um verdadeiro beach club sobre as águas.
Foto: Triton Yachts / Divulgação
A embarcação que estará no estande da Triton no Rio Boat Show 2025 tem capacidade para 14 pessoas durante o dia, e cinco no pernoite. No cockpit, os hóspedes podem aproveitar amplos sofás com mesa para refeições, ao passo que o solário triplo na proa oferece encostos reclináveis e porta-copos integrados.
Foto: Triton Yachts / Divulgação
A cabine, por sua vez, com 1,90 metro de altura, tem dois quartos abertos: o primeiro na proae o segundo à meia-nau, com uma cama de casal e sofá. A cozinha conta com espaço para frigobar e micro-ondas. Há ainda um banheiro com chuveiro.
Para navegar, a Triton Flyer 38 HT usa dois motoresde 300 hp a 380 hp a gasolina ou dois motores de 270 hp a 320 hp no diesel.
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show Ingressos: site oficial de vendas
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Noticiado pela imprensa local em janeiro de 1927, o túnel subaquático Santos-Guarujá, inicialmente projeto do engenheiro Enéas Marini, nunca esteve tão perto de sair do papel. É que, na tarde desta terça-feira (18), Tarcísio de Freitas garantiu que o leilão das obras acontecerá em 1º de agosto.
O anúncio veio após uma reunião fora de agenda entre o governador de São Paulo e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Uma concessão, prevista para o dia 27 deste mês, adiantou o edital, que poderia ser publicado em meados do segundo semestre deste ano.
Túnel subaquático Santos-Guarujá será o primeiro do tipo na América Latina Foto: Secretaria de Logística e Transportes de SP / Divulgação
Nesse encontro, que aconteceu na manhã da última quarta-feira (12), no Palácio do Planalto, foi definido que o Governo de SP será o poder concedente da obra, estimada em R$ 6 bilhões. O aporte público, aliás, será igualmente dividido com o Governo Federal.
Por que a construção do túnel subaquático Santos-Guarujá é histórica
Para além da espera, já que o projeto passou por inúmeras reformulações até ser inserido no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), essa ligação entre as duas cidades vai favorecer muito quem mora ou passa frequentemente pela região.
Com uma extensão de 1,5 quilômetro e parte submersa (870 metros), o túnel terá ciclovia, passagem para pedestres e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e promete reduzir o tempo de trajeto (quase 1 hora) para cerca de dois minutos para os que usam carro.
A expectativa também é desafogar a Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-055) e liberar o canal do Porto de Santos para uso prioritário de navios de carga e de passageiros.
Fila para travessia de balsas entre Santos e Guarujá. Foto: Dersa / Divulgação
Atualmente, balsas que vão de Santos para o Guarujá e vice-versa custam R$ 13,80 (para veículos de passeio em dias úteis) e não há cobrança para pedestres. Ao final da empreitada, um pedágio deve ser colocado, mas acredita-se pedestres e ciclistas serão isentos.
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Conhecida como a maior festa popular do mundo, o Carnaval leva milhões de foliões para as ruas de todo Brasil. Contudo, há quem prefira aproveitar os dias livres que chegam com o feriado para descansar. Para inspirar você que quer viajar e ficar em contato com o mar, NÁUTICA selecionou algumas ilhas brasileiras disponíveis para curtir o Carnaval ainda em 2025.
Todas as opções estão anunciadas na plataforma de aluguel de hospedagens Airbnb, e vão desde destinos cheios de luxoaté refúgios mais econômicos, para quem prefere uma pegada mais rústica e aventureira. Confira a seguir!
*Todos os preços mencionados abaixo foram consultados em fevereiro/2025, considerando o período de 28/02 a 05/03 no valor total, e estão sujeitos a alteração
Ilhas brasileiras para passar o Carnaval 2025
Ilha em Paraty, Rio de Janeiro
Uma das grandes opções dessa lista fica em Paraty, na famosa Costa Verde do Rio de Janeiro. A região é famosa por suas belas praias, ilhas, enseadas e, principalmente, uma natureza exuberante.
Foto: AirConcierge / Airbnb / Divulgação
Ao alugar esta ilha para o Carnaval 2025, o hóspede encontra uma acomodação que dispõe de piscina com água do mar, sempre aquecida pelo efeito do sol sobre as pedras. Para os mais aventureiros, uma trilha permite percorrer todo o espaço, cercado pela Mata Atlântica.
A casa, ampla, arejada e bem iluminada, é contemplada por cinco dormitórios — sendo três suítes — que acomodam até 12 pessoas. Um gerador 24 horas garante energia durante todos os dias. Para chegar, é necessário ir de helicóptero ou barco.
Foto: AirConcierge / Airbnb / Divulgação
Ficar hospedado nesse paraíso requer um investimento de R$ 22 mil por noite, segundo o anúncio. Levando em conta o período do Carnaval (28/02 a 05/03), o valor total é de R$ 110,3 mil (com taxas). Assim, num grupo de 12 pessoas, as diárias saem a R$ 9.161 por pessoa.
Ilha de Boipeba, Bahia
Ir para a Bahia no Carnaval e não pisar em um bloco de rua é quase impensável. Mas essa ilha em Boipeba, na região de Moreré, promete justificar bem a escolha. Trata-se de um refúgio com um ar “rústico de luxo”, completamente cercado pela natureza.
Por lá, os hóspedes se deparam com uma areia branquinha, uma imensidão azul, piscinas naturais, a boca de um rio e uma imensidão de coqueirais enfeitando a paisagem. A diversão fica garantida com stand-up paddle, fat bike e passeios de lancha.
A casa conta com seis quartos que, juntos, acomodam até 12 pessoas. O espaço, por si só, é um charme à parte, com móveis em madeira, amplas janelas e agradáveis espaços de convivência. Aproveitar todo esse luxo não sai por menos que R$ 21 mil por noite, de acordo com o anúncio.
Levando em conta o período do Carnaval, o valor total é de R$ 120.610 (com taxas). Ou seja, as diárias saem a pouco mais de R$ 10 mil por pessoa no período, com um grupo de 12 turistas.
Ilha das Couves, São Paulo
Se os valores até aqui te assustaram, calma. Dá para curtir uma ilha sem gastar tudo isso. Em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, está a famosa Ilha das Couves. Passar uma noite por lá custa a partir de R$ 80, em uma pegada mais rústica.
Foto: Maria / Airbnb / Divulgação
Ideal para os mais aventureiros, a estadia fica em um camping com vistas para o mar e o continente — e promete um indescritível pôr do sol. Nessa opção, os hóspedes fazem uma verdadeira imersão na natureza, com direito a dormir com o som das ondase acordar com o canto dos pássaros.
Foto: Maria / Airbnb / Divulgação
A Ilha das Couves é uma propriedade privada que faz parte da Mata Atlântica. Assim, esbanja uma diversificada fauna e flora. O anúncio dessa hospedagem explica que o visitante precisa levar sua própria barraca, e pagar R$ 80 por noite acampado — no pacote de Carnaval, o total é de R$ 458, já com taxas, para uma pessoa.
Foto: Maria / Airbnb / Divulgação
As áreas da Ilha são compartilhadas, com direito a acesso à trilha para caminhada, mergulho com snorkel, aluguel de caiaque, pescaria, espaço para yoga e meditação — ainda é possível realizar visitas às outras ilhas do arquipélago.
Ilhabela, São Paulo
Se o assunto é ilha, a Capital da Vela não poderia ficar de fora. Ilhabelareserva uma “casa na floresta” não somente de frente para o mar, mas ainda 30 metros acima dele.
Foto: Henri Paul / Airbnb / Divulgação
O espaço garante cenários incríveis por todos os lados, com o mar sempre à vista. O grande protagonista da estadia ainda contam com uma praia particular.
Foto: Henri Paul / Airbnb / DivulgaçãoFoto: Henri Paul / Airbnb / Divulgação
A casa, equipada, mobiliada e decorada, chama atenção pelo design rústico e aconchegante, em uma mescla do luxo da paisagem com a simplicidade do lugar.
Foto: Henri Paul / Airbnb / DivulgaçãoFoto: Henri Paul / Airbnb / Divulgação
Recebendo quatro pessoas, a casa, segundo o anúncio, custa R$ 1.100 por noite — R$ 275 por hóspede. O valor total para o período do Carnaval é de R$ 6.391 mil (com taxas).
Ilha na Lagoa Mundaú, Alagoas
Para fechar essa lista, saímos das águas salgadas para as doces. Em Alagoas, a Lagoa Mundaú traz uma casa em uma ilha com área de 1.700m², com piscina, ducha externa, quiosque e dois lavabos. Uma embarcação média garante o traslado dos hóspedes, que podem aproveitar uma acomodação inteiramente cercada pela natureza.
Amplos espaços de convivência garantem o refúgio ideal para reunir familiares e amigos. A casa, aliás, parece feita para os momentos de reunião, já que conta com amplas mesas, bancos, redes e sofás por todos os lados.
Ao todo, até oito hóspedes são comportados, com diárias custando R$ 2,5 mil, segundo o anúncio. Para o período do Carnaval, o valor total é de R$ 14.317, já com taxas — , pouco menos de R$ 1.800 por pessoa, num grupo de oito pessoas.
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Mesmo em meio à folia do Carnaval, o corpo pede uma pausa para relaxar. A boa notícia é que, quem estiver em Angra dos Reis (RJ) em meio à maior festa popular do mundo, pode fazer essa parada no restaurante Gruta das Estrelas — sem deixar de lado a exuberância do lugar.
Localizado no coração do Saco do Céu, na Ilha Grande, o restaurante atrai visitantes tanto pelo paladar, quanto pelas experiências. A especialidade da casasão os frutos do mar, que ganham um carinho especial de Ilsa Santos da Costa na preparação. Ela, que fundou o estabelecimento familiar, hoje segue à frente da cozinha ao lado dos filhos.
Foto: Gruta das Estrelas / Divulgação
Assim, quem passa por lá tem a chance de experimentar uma famosa moqueca de frutos do mar, preparada em uma tradicional panela de barro. Mas não para por aí. Do café da manhã ao jantar, o visitante encontra diversas opções de lazer.
A famosa moqueca do restaurante promete fazer ainda mais sucesso neste Carnaval em Angra. Foto: Gruta das Estrelas / Divulgação
Uma delas é a piscina natural de águadoce — com direito até a cascata. O Gruta das Estrelas tem ainda um deque para mergulhos, para os que preferem se refrescar em águas salgadas. Seja qual for a escolha, uma ducha no chuveiro do restaurante garante a comodidade de aproveitar sem preocupações.
Falando em facilidades, já pensou em acordar com o café da manhã no barco? No Gruta das Estrelas, é possível. Isso porque as águas do Saco do Céu são tranquilas durante a noite e o local é bem abrigado, fazendo da área do restaurante uma ótima opção para pernoitar.
Foto: Gruta das Estrelas / Divulgação
Ao todo, 12 poitas para embarcações de grande porte garantem a estadia, com direito a cais para desembarque, uma poita que faz abastecimento de apoio de água doce para as lanchase o melhor: comida do restaurante no barco. Nessa modalidade, um bote de apoio ajuda a levar a refeição a bordo.
Foto: Gruta das Estrelas / Divulgação
Tudo isso pode ser apreciado em meio ao cenário paradisíaco de Angra dos Reis, que garantem, além da conexão com a natureza, os registros mais belos para as conexões nas redes.
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Manchas vistas no sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em meados de janeiro, não deixam dúvida: um fenômeno conhecido como “maré vermelha” está acontecendo no litoral norte de São Paulo, mais precisamente em Ilhabela e São Sebastião.
Isso porque, ao longo das estações mais quentes do ano, águas bem frias trazidas das profundezas por ventos e correntes estimulam o crescimento de determinadas microalgas — plantas que aumentam a concentração de Mesodinium rubrum e alteram a coloração do mar em alguns pontos.
“Maré vermelha” registrada pelo Inpe (Foto: reprodução)
Os riscos da “maré vermelha”
Por mais que esse protozoário não seja tóxico aos seres humanos, serve de alimento para outros micro-organismos que são, os dinoflagelados do gênero Dinophysis. Uma possível consequência disso é a suspensão do consumo de frutos do mar da região. Outro ponto crítico dessa dinâmica é que ela atrai camarões e outros animais que, por sua vez, atraem cetáceos e tubarões.
O Inpe ainda ressalta que, por fazer fotossíntese, o Mesodinium rubrum contribui para a redução de oxigênio na água, o que ameaça a vida marinha e todos os grupos que dependem direta ou indiretamente desse ecossistema.
A boa notícia é que, de janeiro para cá, a “maré vermelha” diminuiu significativamente. Ou seja, acredita-se que até o final deste verão não teremos consequências mais sérias relacionadas a esse evento natural.
Mesmo assim, tanto Ilhabela quanto São Sebastião continuarão a ser acompanhadas de perto por especialistas. De acordo com o Inpe, esse monitoramento está sendo realizado pelo Laboratório de Instrumentação de Sistemas Aquáticos (LabISA) da Divisão de Observação da Terra e Geoinformática (DIOTG).
Como parceiros, o instituto tem o Centro de Biologia Marinha da USP (CEBIMar) e o Geospatial Computing for Environmental Research Lab (GCER), da Mississippi State University, além da colaboração de instituições como o ICMBio e o Parque Estadual da Ilhabela.
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Um peixe que está preparado para a guerra! Mentira, ele não está, mas sua “pintura facial” fez com que os pesquisadores chineses batizassem esta nova espécie, encontrada no Mar da China Meridional, em homenagem a protagonista da clássica animação japonesa Princesa Mononoke, do consagrado Studio Ghibli.
Na ocasião, a homenageada é San, conhecida como “Princesa dos Lobos” e personagem principal do filme. O peixe encontrado carrega uma pintura na bochecha parecida com a da protagonista do desenho e, por isso, o animal foi batizado pelos cientistas de Branchiostegus sanae.
San, de Princesa Mononoke. Foto: Instagram @ghibliusa/ Reprodução.
E as referências não param por aí: a alcunha “popular” do animal, também escolhido pelos pesquisadores, ficou peixe-azulejo Mononoke — palavra presente no nome do filme. Em japonês, o termo mononoke significa “espírito vingativo” ou “raivoso”, que se refere a aparição de seres sobrenaturais.
No filme, San se vê como parte da floresta e luta para protegê-la. A história traz uma mensagem sobre o equilíbrio entre humanos e natureza, algo que queremos destacar ao nomear este peixe– Haochen Huang, autor principal do estudo
Pelos pescadores locais, a nova espécie é chamada por algo como “peixe-cabeça-de-cavalo-fantasma”, que também tem relação com o espírito do folclore japonês.
Branchiostegus sanae, encontrado pelos pesquisadores chineses. Foto: Huang et al/ Divulgação.
A pesquisa, que contou com profissionais do Instituto de Oceanologia do Mar do Sul, Academia Chinesa de Ciências, da Universidade de Zhejiang e da Universidade Oceânica da China, foi publicada no periódico científico de zoologia ZooKeys.
“Algo raro e especial”
De acordo com os cientistas, essa nova espécie de peixe foi descoberta quando eles encontraram exemplares com padrões incomuns na cabeça em mercados de frutos do mar online. Logo, realizaram análises genéticas para ter certeza se era realmente era algo novo — e era.
Branchiostegus sanae, encontrado pelos pesquisadores chineses. Foto: Huang et al/ Divulgação.
Pertencente a uma família de pequenos peixes marinhos, esta nova espécie é diferente de outros peixes-azulejo, principalmente pela marca na bochecha e por ser o único do Mar da China Meridional com listras verticais em seu corpo. Ele também tem uma coloração cinza e um corpo alongado.
Os peixes-azulejos, família do Branchiostegus sanae, vivem em águas profundas e são difíceis de encontrar. Os animais desta linhagem vivem em áreas de clima tropical e subtropical, em profundidades entre 20 a 200 metros e preferem fundos arenosos e lamacentos.
Encontrar uma nova espécie desse grupo é algo raro e especial, ainda mais uma tão única como o Branchiostegus sanae– Haochen Huang
Espécies do gênero Branchiostegus em águas chinesas. Foto: Huang et al/ Divulgação.
Estes peixes são importantes para a pesca comercial e são frequentemente encontrados em mercados do leste e sudeste asiático. Porém, eles são poucos diversificados, tendo apenas 31 espécies do gênero Branchiostegidae e 19 da família Branchiostegus — apenas três delas sendo descritas desde 1990.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
O lançamento de uma lancha e um vasto catálogo para todos os gostos é o que promete a NX Boats para o Rio Boat Show 2025. Na 26ª edição do salão náutico mais charmoso da América Latina, o estaleiro atracará nas águas da Baía de Guanabara com oito barcos no total.
Quem visitar o estande da NX Boats no Rio Boat Show 2025 encontrará embarcações de perfis variados, com tamanhos de 29 a 50 pés.
O lançamento do estaleiro pernambucano ainda é mantido em segredo. Ele será revelado na Marina da Glória, palco do evento, que acontecerá de 26 de abril a 4 de maio, na Cidade Maravilhosa.
NX44 Design by Pininfarina. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Enquanto a marca não revela spoilers da novidade, a seleção de barcos atracados no Rio Boat Show tem outros belos destaques. A começar pela NX44 Design by Pininfarina, também conhecida como a “menina dos olhos” da NX até então, e que conheceu as águas pela primeira vez na última edição do Rio Boat Show, em 2024.
Fruto de uma parceria da NX Boats com a Pininfarina América — estúdio americano da lendária casa de design italiana — , o modelo de 13,77 metros atrai pelo design e funcionalidade, e conta com área gourmet completa e solário de proa. Ela acomoda até 20 passageiros, com pernoite para quatro.
Os visitantes do Rio Boat Show 2025 ainda poderão ver de pertinho a recém-lançada NX41 Horizon, que traz passagem interna para a proa e espaços ampliados. As duas maiores lanchas da empresa, NX50 Invictus HT e NX50 Invictus Fly, também estão confirmadas pelo estaleiro no salão carioca.
Por fim, para completar o time de oito barcos — contando com o lançamento — , nas águas da Baía de Guanabara estarão as NX290 Exclusive Edition, NX340 Sport Coupé e a NX370 HT.
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show Ingressos: site oficial de vendas
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Bebê a bordo! Kelly Piquet fez, na tarde do último domingo (16), um chá de bebê para celebrar a chegada do primeiro filho com o tetracampeão de Fórmula 1, Max Verstappen. O local? Uma luxuosa lancha, que atracou em um porto de Miami, nos Estados Unidos, para receber a modelo e as amigas.
Aos 35 anos, a filha de Nelson Piquet é mãe da pequena Penélope, de 5, fruto de um relacionamento anterior, com o piloto russo Daniil Kvyat. Embora a gestação tenha sido anunciada no final do ano passado, o sexo do segundo bebê de Kelly (e o primeiro de Verstappen) ainda não foi confirmado.
Kelly Piquet atualmente espera um filho do tetra campeão de F1. Foto: Instagram @maxverstappen1 / Reprodução
“Mini Verstappen-Piquet a caminho! Não podíamos estar mais felizes com o nosso pequeno milagre”, escreveu o casal, na primeira semana de dezembro, em uma postagem feita em conjunto no Instagram.
Chá de bebê de Kelly Piquet. Foto: Instagram @kellypiquet / Reprodução
Aliás, foi pela rede social que a modelo e influenciadora compartilhou detalhes e alguns dos melhores momentos da festa. O enxoval e a decoração, especialmente uma boiabranca e rosa, dão a entender que uma menina vem aí.
Nas imagens publicadas e repostadas por Kelly, é possível ver a estrutura grandiosa da embarcação, que conta com bar, poltronas, um amplo sofá e uma mesa para cerca de doze pessoas. Na área externa, chama atenção uma espaçosa piscina, na qual as criançasque estavam presentes puderam se divertir.
Chá de bebê de Kelly Piquet. Foto: Instagram @kellypiquet / ReproduçãoLancha do chá de bebê de Kelly Piquet. Foto: Instagram @kellypiquet / ReproduçãoLancha do chá de bebê de Kelly Piquet. Foto: Instagram @kellypiquet / ReproduçãoChá de bebê de Kelly Piquet. Foto: Instagram @kellypiquet / Reprodução
Entre as convidadas, estavam nomes de peso, como a influenciadora e empresária brasileira Camila Coelho, a modelo e criadora de conteúdo russa Valeria Lipovetsky e uma das hairstylists mais requisitadas de Hollywood, a também brasileira Dafne Evangelista, que já trabalhou para Selena Gomez e Jessica Alba.
Kelly Piquet e amigas em chá de bebê Foto: Instagram @kellypiquet / Reprodução
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Quem vive em São Paulo sabe que mesmo os trajetos mais curtos podem levar horas para serem concluídos. Visando ajudar a melhorar esse cenário, foi inaugurado em maio de 2024 o primeiro transporte hidroviário da cidade, o Aquático-SP. Segundo a prefeitura, o sistema, que reduziu um trajeto de 1h20 para 17 minutos, chegou à marca de 350 mil pessoas transportadas.
A viagem em questão é feita através da Represa Billings, partindo do Cantinho do Céu até o Parque Mar Paulista, ambos na Zona Sul da capital. Para chegar ao número expressivo, o sistema dispõe de cinco embarcações, que operam das 5h às 21h.
Aquático SP. Foto: Edson Lopes Jr / SECOM / Divulgação
Além do percurso mais rápido e facilitado, ao chegarem no Terminal Hidroviário Mar Paulista, os passageiros do Aquático-SP embarcam em ônibus elétricos a bateria, que levam para o Terminal Santo Amaro, atendido por 62 linhas de ônibus e com conexão ao sistema sobre trilhos. Outra linha dos ônibus elétricos também circula no Cantinho do Céu.
PlanHidro SP
Em 30 anos, transportes aquáticos não devem ser novidade em São Paulo. Isso porque o Plano Municipal Hidroviário (PlanHidro SP), uma iniciativa de R$ 8,5 bilhões, prevê que nas próximas três décadas 180 km de hidrovias urbanas, incluindo rios e reservatórios como Billings, Guarapiranga, Pinheiros e Tietê, sejam contempladas com iniciativas semelhantes.
Aquático SP. Foto: Edson Lopes Jr / SECOM / Divulgação
Previsto no Plano Diretor de 2023, o projeto visa integrar transporte aquático, lazer, ecoturismo e educação ambiental para promover o desenvolvimento sustentável. Na prática, o plano prevê a instalação de 40 ecoportos pelos cursos d’água da capital paulista.
Aquático SP. Foto: Edson Lopes Jr / SECOM / Divulgação
A expectativa é de que 71 barcos de passageiros circulem pelas hidrovias, promovendo embarque e desembarque, principalmente nas proximidades de grandes estações de trem e metrô.
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Aos poucos, a Praia de Jurujuba, em Niterói(RJ), tem se tornado um cemitério de embarcações. Submersos ou encalhados na faixa de areia, destroços do que já foi um bote e barcos de pequeno porte preocupam moradores há anos, especialmente os que têm filhos.
De acordo com informações publicadas pelo O Globo, em meados de 2024, uma menina de 8 anos pisou em um prego que estava nos destroços e teve que ficar de licença médica durante seis dias, além de ter corrido o risco de contrair tétano.
Ao jornal, a mãe contou que precisou faltar ao trabalho para cuidar da pequena e acabou recebendo um desconto salarial de aproximadamente R$ 800.
“Jurujuba não é considerado um bairro nobre como São Francisco ou Icaraí. Jamais, em tempo algum, seria permitido depositarem essas embarcações nesses bairros. Porém, aqui é um jogo de empurra entre prefeitura e União”, disse ela, que preferiu não se identificar.
Segundo a moradora, as embarcações já estavam lá quando ela se mudou para o local, há quase 9 anos. Nesse e em outros pontos da orla, é comum encontrar criançasbrincando com pedaços de madeira e em cascos emborcados que, vale ressaltar, muitas vezes servem como abrigo de ratos.
Se necessário, poder público de Niterói deve cuidar do caso
Também para a publicação, Manoel Luiz Fernandez, responsável pelo Jurujuba Iate Clube, demonstrou interesse para que a situação seja resolvida. Segundo ele, o perigo está também debaixo d’água, onde há destroçosde pelo menos três embarcações. “Trazem muito risco às pessoas que vão nadar ali. Deveriam não só remover as que estão na areia, mas as que estão afundadas”, alertou.
Nunca foi agradável ter aquele pedaço de embarcação ali. Tentamos de todas as formas retirá-lo, mas parece que precisa vir do poder público– declarou
Já o secretário de Administração Regional de Jurujuba, Augusto Torres, afirmou que encaminhou um ofício solicitando a retirada de uma das embarcações pelo proprietário. Caso não haja resposta, órgãos que possam fazer a remoção serão acionados.
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
A plataforma Google Maps, que facilita a localização de mais de dois bilhões de viajantes pelo mundo, completou 20 anos no começo de fevereiro. Em homenagem, o Google divulgou uma lista das praias que geraram grande engajamento no Brasil de 2010 a 2025, com predominância de Santa Catarina.
A gigante da tecnologia fez dois rankings com 10 praias cada: as mais avaliadas e as mais fotografadas no país. Em ambos, a primeira colocada é a mesma: Praia das Laranjeiras, na região agreste de Balneário Camboriú. Ao todo, são mais de 56 mil fotos e nota média de 4,7 estrelas — o máximo é cinco.
Praia de Laranjeiras, Santa Catarina. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
Outras três praias catarinenses aparecem nas listas. Nas mais avaliadas estão as praias Guardo do Embaú, em Palhoça e Praia Barra da Lagoa, em Florianópolis. Já a praia de Ponta das Canas, também em “Floripa”, entra na lista das mais fotografadas.
O estado do Rio de Janeiro é outro que está bem representado, com três praias nas listas: Praia do Forte, em Cabo Frio; Praia do Leme, na cidade do Rio de Janeiro — apenas na lista de mais bem avaliadas — ; e a Orla Brigitte Bardot, em Armação de Búzios.
Praia do Forte, Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Foto: Frenz / Wikimedia Commons / Reprodução
Bahia, São Paulo, Rio Grande do Norte, Alagoas e Pará são outros estados mencionadas na lista feita pelo Google. A classificação foi elaborada com base nas avaliações e média de notas — de 1 a 5 estrelas — , enquanto o ranking de fotos levou em conta o número de fotografias atribuídas a um mesmo local.
Confira as listas completas
Praias mais bem avaliadas do Brasil (segundo o Google)
Praias mais fotografadas do Brasil (segundo o Google)
Praia das Laranjeiras, Balneário Camboriú (SC)
Praia Guarda do Embaú, Palhoça (SC)
Praia Martim de Sá, Caraguatatuba (SP)
Praia do Forte, Cabo Frio (RJ)
Orla Brigitte Bardot, Armação de Búzios (RJ)
Praia Ponta das Canas, Florianópolis (SC)
Praia de Coroa Vermelha, Santa Cruz Cabrália (BA)
Praia Barra da Lagoa, Santa Catarina (SC)
Pontal do Maragogi, Maragogi (AL)
Praia do Atalaia, Salinópolis (PA)
Segue a líder!
Primeira colocada nos dois tópicos, a Praia das Laranjeiras é a mais agitada das praias do agreste de Balneário Camboriú. Ela é uma das paradas do passeio de teleférico do parque Unipraias, além de ser uma das mais procuradas do litoral de Santa Catarina.
Teleférico do Parque Unipraias. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
Sua curta extensão, de apenas 750 metros, é rodeada pela Mata Atlântica e o Oceano Atlântico. Seu tamanho não impede que ela seja a segunda principal praia do município — atrás apenas da Praia Central.
Praia de Laranjeiras, Santa Catarina. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
Laranjeiras ainda conta com um forte comércio local, que no auge da temporada, se transforma quase em um shopping center a céu aberto. A região também atrai muitas famílias pelo seu mar calmo e boa infraestrutura para alimentação. Por fim, não há nenhum ponto impróprio para banho desde março de 2021, segundo o Instituto de Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Esse é do tipo de história que só dá para acreditar porque alguém filmou! Um homem foi engolido por uma baleia jubarte(Megaptera novaeangliae) e cuspido de volta, enquanto navegava de caiaque.
O caso impressionante aconteceu com Adrián Simancas, de 23 anos, que, ao lado do pai, tentava realizar uma travessia perto de Punta Arenas, no extremo sul do Chile, a bordo de um barcoinflável.
Os dois saíram da baía de El Aguila, 70 km ao sul de Punta Arenas, e planejavam ir até a ilhade Nassau. “Tivemos que cancelar a viagem por causa do encontro com a baleia, já que perdi meu remo”, contou Adrián ao jornal La Prensa Austral.
Em menos de um segundo, senti aquele impacto tão forte que soube que não poderia ser uma onda, porque seria um tsunami ou algo estranho– relembrou ao veículo
No vídeo, registrado pelo pai, é possível observar Adrián a bordo do caiaque em meio a um marrelativamente agitado, já que chovia. Pouco depois, a baleia emerge da águajá com a boca aberta, como costuma fazer para se alimentar dos cardumes de peixes.
Quem vai para dentro, contudo, é Adrián.
Senti como se algo estivesse roçando meu rosto. É como uma cor entre azul e branco, que estava vindo de cima, de ambos os lados e me afundando– contou
Poucos segundos depois de ser engolido pela baleia, o homem é cuspido de volta pela jubarte. No vídeo, é possível ouvir seu pai o orientando a ter calma e se agarrar ao caiaque.
Foto: Image-Source / Envato
Adrián relatou ao jornal chileno que subiu na embarcação do pai e amarrou um caiaque ao outro, para ser rebocado até a costa. Segundo ele, o maior medo era que o animal acabasse derrubando também seu pai, impossibilitando a volta à terra firme.
O que as baleias-jubartes comem?
Apesar do susto vivido por Adrián, vale ressaltar que as baleias jubarte não se alimentam de humanos. Sua dieta é constituída, principalmente, por krill (um pequeno crustáceo semelhante ao camarão) e pequenos peixes, como sardinhas e anchovas.
Foto: drewsulock / Envato
Para se alimentar, as baleias emergem da água já com a boca aberta, assim, conseguem pegar, de uma única vez, uma boa quantidade de peixes.
Junto com os animais, claro, essas gigantes acabam engolindo, também, muita água. Por isso, elas abrem a boca novamente para a água sair, de forma que os peixes ficam presos em suas barbatanas dentro da boca.
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Uma atualização surpreendente sobre a implosão do submarino Titan foi revelada pela Guarda Costeira dos Estados Unidos. Trata-se do possível áudio do momento em que a embarcação da Ocean Gate colapsou devido à pressão do fundo do mar, enquanto tentava chegar aos destroços do Titanic, submersos a quase 4 mil metros de profundidade.
A captação foi feita por uma base localizada a mais de 1.400 km do ponto em que a tragédia aconteceu. Tudo que é possível ouvir no registro é o som das águase um forte estrondo, semelhante a um trovão.
Na última quarta-feira (12), a Guarda Costeira norte-americana ainda informou que mais informações serão divulgadas em breve. Um relatório completo deve ser publicado após a finalização das investigações.
NOAA has released audio of the deadly Titan submersible implosion by a recorder stationed 900 miles away. All five people on board the submersible were killed. pic.twitter.com/uE7TKI4hq6
Realizada em junho de 2023, a expedição tinha o objetivo de chegar ao icônico Titanic. Os destroços do navio, que afundou em 1912, estão no Oceano Atlântico, a aproximadamente 4 mil metros de profundidade.
Destroços do Titanic. Foto: NOAA/Institute for Exploration/University of Rhode Island/ Wikimedia Commons/ Reprodução
A bordo, estavam Stockton Rush (diretor-executivo da empresa e piloto do submersível), Shahzada Dawood (empresário paquistanês), Suleman Dawood (filho de Shahzada), Hamish Harding (bilionário e explorador britânico) e Paul-Henry Nargeolet (pesquisador francês). Nenhum deles sobreviveu.
A reviravolta
Um depoimento de Don Kramer, do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB, em inglês), trouxe à tona que o Titan já dava sinais de alerta um ano antes da implosão. Às autoridades, ele contou, por exemplo, que a fibra do casco de pressão da embarcação possuía rugas e porosidade.
Outra evidência de que houve negligência são as declarações dadas por David Lochridge, ex-diretor de operações da OceanGate. Ele afirma que os responsáveis pela empresa sabiam, desde 2018, que a fibra de carbono, material do casco do submersível, “sofre deformações” em grandes profundidades.
Diante disso, a família de Nargeolet recorreu à justiça e pediu uma indenização de US$ 50 milhões, o equivalente a R$ 286,1 milhões (conversão realizada em fevereiro de 2025). A ação foi iniciada com uma acusação de homicídio culposo (quando, apesar não ter intenção de matar, o indivíduo assume esse risco).
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Uma das mais importantes competições de vela do país, a Copa Mitsubishi está prestes a comemorar 25 anos! Desde 2001, o tradicional torneio reúne dezenas de barcose centenas de velejadoresna paradisíaca Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, para quatro etapas que se estendem ao longo do ano todo, passando por todas as estações.
A história de mais de duas décadas nasceu de uma necessidade: uma competição de vela em São Paulocom calendário fixo, para as pessoas se programarem para velejar o ano todo. Quem colocou o plano em prática foi um ícone da modalidade, o atleta olímpico — e um dos maiores incentivadores da vela no Brasil — Eduardo Souza Ramos.
Foto: Aline Bassi/ Balaio / Divulgação
O velejador se encantou com a beleza e o charme de Ilhabeladesde a primeira vez que velejou no canal de São Sebastião, em 1973. “Corri alguns campeonatos lá e, depois da Semana de Vela de Ilhabela, tive a ideia de fazer um torneio anual, de modo a criar um calendáriopara animar os velejadores”, contou à NÁUTICA. “Assim nasceu o acordo com o Yacht Club de Ilhabela para fazer as quatro etapas”, complementou.
Desde então, seja no outono, inverno, primavera ou verão, velejadores de todo o país — e até de países vizinhos — se apresentam nas cristalinas águas da Capital da Vela para quatro etapas, cada uma realizada em dois finais de semana.
Foto: Aline Bassi/ Balaio / Divulgação
O torneio, que começou somente com a classe ORC, agregou outras e excluiu algumas ao longo de sua trajetória, evoluindo junto com o esporte. Atualmente, participam embarcações das classes ORC, C30, HPE25, BRA-RGS, BRA-RGS Clássicos e RGS Cruiser (antiga Bico de Proa).
Competição, tradição e diversão
Velejadores olímpicos e campeões, como Torben e Lars Grael, Bochecha, Maurício Santa Cruz, Samuel Albrecht, Martine Grael, Bruno Prada, Robert Scheidt, entre tantos outros — bem como velejadores novatos — já marcaram presença na Copa Mitsubishi de Vela.
Foto: Aline Bassi/ Balaio / Divulgação
Não à toa: o torneio é consolidado como uma das competições mais importantes da modalidade no país, responsável, inclusive, por treinar e formar velejadores. Tudo isso em meio a um clima amistoso, que promove agradáveis eventos sociais e serve como treino para outra grande competição: a Semana de Vela de Ilhabela.
“O objetivo do evento foi atingido, porque a ideia era preencher a vela paulista com um evento organizado, com data fixa”, explicou à NÁUTICA Cuca Sodré, juiz de regata e organizador do evento.
Além disso, mantém a vela ativa e o mercado náutico aquecido– completou
Muita coisa evoluiu ao longo dos anos, mas a essência da competição permanece a mesma. O evento segue atraindo um público fiel, com participantes assíduos desde a primeira edição — em 2020, as regatas foram interrompidas pela pandemia de Covid-19.
Inscrições par a 1ª etapa já estão abertas
As inscrições para a regata de 25 anos da Copa Mitsubishi de Vela já estão abertas! Equipes e velejadores podem acessar o aviso de regata e o formulário de inscrição no site oficial do evento. Neste ano, a classe RGS Cruiser terá divisões A e B, e participará de regatas nos dois finais de semana. “Vocês pediram e nós atendemos”, disse a organização da competição.
Calendário da Copa Mitsubishi 25 anos
As datas das próximas quatro etapas da Copa Mitsubishi de Vela foram divulgadas no final de 2024. Confira:
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Com uma aparência, digamos, exótica, o peixe-diabo negro (Melanocetus johnsonii) foi encontrado pela primeira vez próximo à superfície do mar. A espécie ficou mais conhecida após aparecer na animação “Procurando Nemo”. Mas o flagra recente fez as redes sociais perceberem que, na verdade, o bicho não é tão grande quanto muitos imaginavam.
O peixe-diabo negro foi encontrado à luz do dia por pesquisadores da ONG Condrik Tenerife — dedicada à pesquisa e à preservação de tubarões e raias nas Ilhas Canárias, na Espanha.
Não é todo dia que apreciamos uma criatura abissal — isso é, que vive nas profundezas do oceano — quase que na superfície, tampouco um peixe que mal se tem registro. A descoberta atiçou os curiosos, e nas redes sociais, o vídeo já conta com mais de 13 milhões de visualizações.
Mas, a aparência intimidadora mostrada na animação da Pixar — e que povoa o imaginário popular há mais de 20 anos –, estava um pouco distorcida, graças a fotos extremamente ampliadas. Na realidade, os machos não ultrapassam os 3 cm de comprimento, enquanto as fêmeas podem chegar a 20 cm.
O peixe-diabo negro vive em mares tropicais e subtropicais de todo o mundo, habitando profundezas que variam de 200 e dois mil metros. Logo, gera incerteza o motivo deste anima ter sido encontrado em águas tão rasas.
Pode ser devido a uma doença, uma corrente de ar ascendente, fuga de um predador etc.-David Jara, fotógrafo de fauna marinha
O peixe-diabo registrado morreu poucas horas depois do avistamento, o que deixa a última hipótese mais provável.
Foto: Instagram @condrik_tenerife/ Reprodução
Vale ressaltar que este contato com o animal é extremamente incomum até mesmo para os especialistas. Até então, haviam apenas registros feitos com submarinos, espécies adultas já mortas ou larvas do animal.
Em uma das raras aparições, um espécime deste peixinho foi avistado nos Estados Unidos, em 2014, a uma profundidade de 600 metros, no cânion submarino de Monterrey, na Califórnia.
Um peixe lendário que poucas pessoas terão o privilégio de observar vivo– relatou um dos fotógrafos na legenda do post
De acordo com o jornal Tenerife Weekly, o animal foi capturado pelos pesquisadores após a equipe confirmar sua morte, e o espécime foi recolhido e transferido para o Museu de Natureza e Arqueologia (MUNA), de Santa Cruz de Tenerife.
Predador das profundezas
Conhecido como um verdadeiro predador das profundezas, o animal pertence ao gênero “Melanocetus”, que, literalmente, significa “monstro marinho negro”. Ele utiliza as bactérias bioluminescentes na cabeça como isca para atrair vítimas.
Foto: MBARI/ Divulgação
Mesmo que escape da mordida do animal, a presa é afetada por uma neurotoxina diluída que o peixe-diabo negro libera na pele. No caso de uma abocanhada certeira, ele ainda pode injetar essa toxina com os dentes.
Outra curiosidade sobre este animal é que os peixes-diabo negro machos, literalmente, não vivem sem as fêmeas. Isso porque o sistema digestivo dos “meninos” se degenera conforme eles amadurecem. Com isso, eles precisam “parasitar” — ou seja, morder a pele — de uma fêmea, ou morrerá de fome.
Por conta de uma reação química, o sistema circulatório dos dois se conecta, e vira um só. Assim, o macho garante nutrição e as fêmeas ganham um macho sempre disposto para a fecundação.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Referência em navegação à vela e um exemplo de vida, Aleixo Belov, de 82 anos, está prestes a partir em uma nova missão. No dia 12 de abril, o engenheiro, escritor e navegador deixa o Porto de Salvador, na Bahia, com destino às águas gélidas da Sibéria.
A bordo do VeleiroEscola Fraternidade, Belov seguirá a Rota Marítima do Norte acompanhado por oito pessoas, entre brasileiros e russos. Aliás, o russo Serguei Shcherbakov, especialista em navegação polar, ocupará o posto de capitão.
De acordo com informações de uma publicação russa, o trajeto não foi escolhido por acaso. A ideia é comemorar o aniversário de 20 anos do Brics, grupo formado pelo Brasile pela Rússia, além de países como Índia, China e África do Sul.
Aleixo Belov a bordo do Fraternidade. Foto: YouTube Leonardo Papin / Reprodução
“É uma aliança muito forte de vários países grandes, incluindo o Brasil e a Rússia. E esses países vêm agora desempenhando um papel importante no cenário mundial, declarou Belov.
Essa expedição não é apenas um teste técnico de navegação, mas uma grande oportunidade de intercâmbio cultural e científico entre nossos países– emendou Shcherbakov
Características do Fraternidade, barco de Aleixo Belov
Com 21,5 metros de comprimento, dois motoresde 300 cavalos de força e partes feitas de aço, o Veleiro Escola Fraternidade tem como missão oferecer educação marítima, ensinando de navegaçãoa preservação do meio ambiente, ao passo que desbrava mares do mundotodo. Foi a bordo dessa embarcação que Aleixo realizou suas mais recentes viagens: ao Alaska e à Passagem Noroeste.
Em expedições, o veleiro se transforma em uma sala de aula flutuante, onde os participantes aprendem na prática sobre o mare a vela. A equipe acredita que o Fraternidade tem o que é preciso e mais para encarar as adversidades climáticas e territoriais do Ártico. Por outro lado, a tripulação ainda está em fase de preparação de suprimentos e documentação.
Nascido na Ucrânia, Belov foi radicado na Bahia, onde estudou e formou-se em engenharia civil. Lá, ele também ficou conhecido por dar aulas de matemática — inclusive para os filhos de pessoas influentes na região — e realizar diversas viagens de volta ao mundo.
A paixão pelo mar começou no final da década de 1950, quando aprendeu a mergulhar. Como velejador, ele recebeu da Marinha do Brasil o título de “primeiro brasileiro a fazer sozinho uma viagem de circunavegação da Terra”.
Aos 79 anos, Belov percorreu mais de 20 mil milhas náuticas, cruzando a Passagem Noroeste, junto de uma equipe de mais cinco pessoas. Essa foi a primeira tripulação com bandeira do Brasil a fazer a travessia completa pela região, serpenteando por estreitos acima do Círculo Polar Ártico e navegando por lugares considerados extremamente difíceis, como o estreito de Bering.
Foto: Jeferson Peixoto/Divulgação
Em 2021, foi inaugurado em Salvador o Museu do Mar Aleixo Belov, um espaço cultural dedicado à navegação e à vida marítima, fundado pelo próprio navegador. O espaço é ainda um testemunho das aventuras de Belov, e contém patrimônios materiais e imateriais, como o veleiro Três Marias, também utilizado pelo navegador em suas viagens ao redor do mundo.
Foto: Instagram @guiademuseusbaianos e @museudomar.aleixobelov / Reprodução
O visitante do museu encontra em exposição uma miniatura do Veleiro Escola Fraternidade, que representa a paixão de Aleixo por navegação e sua missão de ensinar e inspirar as próximas gerações.
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Cerca de 3.600 milhas náuticas (o equivalente a mais de 6.500 quilômetros) separavam Zara Lachlan de um objetivo: remarsozinha da Europa à América do Sul. E foram 97 dias no maraté que ela, que partiu de Lagos, no Algarve português, em 27 de outubro do ano passado, chegasse à Guiana Francesa.
No barco, além da ambição de cruzar o Oceano Atlântico, a estudante levou 800 quilos de suplementos, o suficiente para seguir uma dieta de aproximadamente 5.500 calorias por dia. “A princípio, o pior para mim era mergulhar e fazer a limpeza do casco. Não sou uma ótima nadadora”, relembra.
Foto: Instagram @atlantic_solo_zara / Reprodução
Com o passar do tempo, a tarefa até tornou-se prazerosa, mas outros desafios emergiram. Zara teve que lidar, por exemplo, com cortes e fraturas — ela chegou a quebrar um dedo — , um clima tão ruim que foi capaz de virar a embarcação, a presença de tubarões e orcas, alucinações e equipamentosquebrados.
“O momento mais difícil foi passar pelas Ilhas Canárias. Parecia que o vento estava contra mim. Eu remava intensamente por 21 horas todos os dias e só avançava 11 milhas [mais ou menos 17 quilômetros]. Era psicologicamente devastador”, relata.
Eu queria desistir, mas nunca quis parar de verdade. Você não pode simplesmente parar algo porque era difícil– destacou a navegadora em entrevista à BBC
Todo esse esforço valeu a pena. Agora, a britânica pode dizer que é a primeira mulher — e talvez a pessoa mais jovem — a concluir individualmente tal expedição.
Além de oficializar o feito e ser eternizada em uma edição do Guinness, o icônico Livro dos Recordes, Lara tem duas novas metas: tornar-se uma militar e arrecadar fundos para duas instituições que apoiam esportistas e atletas, principalmente mulheres.
Foto: Instagram @atlantic_solo_zara / Reprodução
Neste momento, o financiamento coletivo promovido por ela já conta com mais de 150 apoiadores e 7 mil libras (mais de 50 mil reais, na conversão de fevereiro de 2025).
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Em um mundo cada vez mais afetado pelas mudanças climáticas, já está claro para a indústria náutica que um planetamais verde passa, também, por águas mais azuis. É o caso do estaleiro italiano Baglietto. A marca aplicou em um de seus superiates um sistema de propulsão híbrido, que promete reduzir as emissões de CO2 em até 90%.
O modelo, batizado de “L’Instant”, tem nada menos que 134 pés (40,9 metros), e é mais um da série DOM 133 da marca, que já inclui outros iatesnotáveis. O que o torna especial em meio aos barcosde sucesso, claro, é justamente o seu sistema de propulsão, que inclui componentes certificados pelo Lloyd’s Register (uma sociedade classificadora britânica).
Foto: Baglietto / Divulgação
A tecnologia, desenvolvida pela Siemens Energy em cooperação com a Stromag e a Lucchi Motori, permite que o superiate híbrido navegue em quatro modos: diesel, geração de eixo diesel (sem os geradores), elétrico-diesel (apenas com os geradores) e totalmente elétrico.
Tantas possibilidades vêm de um motorendotérmico a diesel Caterpillar C32 ACERT e uma unidade híbrida ultracompacta, equipada com um motor elétrico, este instalado entre o motor principal e a caixa de engrenagens. Tudo isso gera compatibilidade com biocombustíveis HVO (óleo vegetal tratado com hidrogênio), solução que, para a Baglietto, reduzirá as emissões de CO2 em até 90%.
Foto: Baglietto / Divulgação
Quando em modo totalmente elétrico, a embarcação chegará a velocidadesde até 10 nós (18,5 km/h), com até nove horas de operação silenciosa e emissão zero ancorado. Já no modo diesel, o superiate híbrido atingirá uma velocidade máxima de 17 nós (31 km/h).
Superiate híbrido traz soluções sustentáveis também em seu interior
Apesar de nenhuma imagem do interior do L’Instant ter sido divulgada, o estaleiro não escondeu que o sistema híbrido não é o único elemento voltado à sustentabilidade a bordo. Isso porque o barco leva em sua parte interna, estilizada por Leonardo Santi, carpetes e tecidos selecionados, feitos de plásticos oceânicos recicladose resíduos industriais regenerados.
Foto: Baglietto / Divulgação
O layout do barco também sofreu alterações devo à tecnologia híbrida embarcada, uma vez que o sistema de propulsão ocupa mais espaço técnico a bordo. Assim, a cozinha foi realocada do convés principal para o convés inferior, e seu lugar foi ocupado por uma cabine VIP acessível pelo saguão central — o espaço, assim como a suíte master, dispõe de janelas automatizadas para ventilação e circulação de ar.
Foto: Baglietto / Divulgação
Além disso, a área da piscina no convés de popa foi substituída por uma academia ao ar livre, feita para o estilo de vida do proprietário. Para agilizar o acesso ao iate, o estaleiro conectou todos os conveses por meio de escadas internas. Um bote de 19 pés (5,8 metros) e dois jetsforam alojados no convés superior, onde um guindaste garante fácil transporte e lançamento.
Em termos de design, o exterior do L’Instant foi desenhado por Stefano Vafiadis, enquanto os engenheiros da Baglietto cuidaram da arquitetura naval.
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
O alto volume de chuvas do verão de São Paulo não poupa os moradores de desastres naturais. Em fevereiro de 2024, o litoral norte do estado recebeu chuvas recordes, com 600 mm em 24h. São Sebastião, a cidade mais atingida, totalizou 65 mortos, além de casas e rodovias destruídas. Agora, para prevenir desastres como esse, pesquisadores da Unesp desenvolveram IA para mapear áreas de risco de deslizamento.
O estudo, que usa algoritmos de aprendizado de máquina para gerar mapas com as principais zonas de risco de deslizamentos de terra em São Sebastião, foi desenvolvido por esquisadores da Unesp de São José dos Campos e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Rodovia Rio Santos. Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil / Divulgação
Quase ano depois da tragédia, a cidade do litoral segue sob ameaça de novos deslizamentos. O objetivo, então, era criar uma ferramentaque pudesse ser aplicada para auxiliar na tomada de decisão, no planejamento urbano e na gestão de riscos. Além do mapa de zonas suscetíveis a deslizamentos, a pesquisa também identificou os principais fatores que impactam na estabilidade do solo.
Escolhendo o algoritmo
Uma primeira etapa da pesquisa testou cinco dos algoritmos mais utilizados em trabalhos de previsão de desastres, para conseguir identificar o com melhor precisão. Para isso, o grupo alimentou os modeloscom informações de clima, tipo de solo, tipo de vegetação, relevos da região, acidentes anteriores e ocupação de terra.
O conjunto de algoritmos selecionados passou por um treinamento, no qual aprenderam a identificar as combinações de fatores que levaram a deslizamentos, tendo como base eventos passados. Por fim, foram testados realizando novas previsões de áreas de risco.
Barra do Sahy. Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil / Divulgação
Enner Alcântara, docente do Instituto de Ciência e Tecnologia da Unesp e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Desastres Naturais, criado em parceria entre Unesp e Cemaden, explica que as técnicas tradicionais envolvem a necessidade de informações precisas e de dados de alta resolução, que nem sempre estão disponíveis
É justamente nessas lacunas que as técnicas de aprendizado de máquina prosperam– ressalta Alcântara
Nos testes comparativos, o modelo Gradient Boosting (GB) se destacou. Na escala AUC-ROC, utilizada para medir a performance geral dos algoritmos, o GB alcançou um desempenho de 0.963, sendo que a pontuação máxima que pode ser atingida é 1. Além disso, chegou a 99,6% de precisão, enquanto o segundo colocado, o Random Forest, obteve 90.2% no mesmo teste.
Mapeando áreas de risco de deslizamento
O mapa gerado pelo GB apresenta todo o território de São Sebastião, destacando, a partir de diferentes cores, o grau de risco de diferentes regiões. Foi possível observar que a maior parte do município tem um risco baixo de deslizamento de terra, representado pela cor verde — informação que contrasta com as demais classificações, que indicam áreas de risco moderado, alto e muito alto de deslizamento.
Os estudiosos identificaram também as principais características que influenciam a ocorrência de deslizamentos: inclinação do terreno, umidade do solo e dissecação do terreno (que indica o grau de fragmentação de uma paisagempor conta da erosão).
Para os pesquisadores, a umidade do solo como um dos fatores centrais “aponta que o monitoramento em tempo real dessa variável pode melhorar significativamente os sistemas de alerta precoce na região”.
Barra do Sahy. Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil / Divulgação
Isso porque trata-se de um indicador que informa com mais certeza qual o grau de saturação em que o solo se encontra. Ou seja, se o solo estiver pouco úmido, mesmo com muita chuva, as chances de deslizamento diminuem porque a terra consegue absorver mais água. Do contrário, um solo muito úmido e saturado pode ceder mesmo com chuvas menos intensas.
A importância de entender como o solo tem sido habitado
As atividades humanas, como desmatamento e urbanização, afetam a estabilidade do solo e aumentam o risco de deslizamentos. Comparando imagens de 1985 e 2021, pesquisadores identificaram crescimento tanto da área florestal quanto urbana, com redução de zonas de restinga e agricultura.
Barra do Sahy. Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil / Divulgação
As florestas atualmente cobrem 90,5% das áreas de baixo risco na região, e ajudam a estabilizar o solo, diminuindo consideravelmente as chances de um deslizamento. As raízes funcionam como um suporte, ao passo que contribuem para reduzir a umidade do terreno que, como foi visto na pesquisa, é um dos principais fatores que impactam no risco de deslizamentos.
Por outro lado, as áreas urbanizadas e com pastagens, próximas a centros urbanos, apresentam maior suscetibilidade a deslizamentos, exigindo atenção no planejamento territorial.
Alcântaca explica que “a expansão urbana, especialmente em uma região costeira e montanhosa como São Sebastião, frequentemente envolve construções em encostas íngremes, alterações nos padrões naturais de drenagem e o aumento de superfícies impermeáveis, o que pode agravar o risco de deslizamentos”.
Nós queremos explorar a aplicabilidade do modelo em outras regiões do Brasil, para ampliar o impacto do estudo– diz Alcântara
O pesquisador afirma que a análise das mudançasno uso e na cobertura do solo, aliada à informação sobre os fatores e regiões de risco podem fornecer informações valiosas para o planejamento urbano e para a gestão de risco. Pensando nisso, a equipe já está trabalhando em maneiras de aprimorar a utilização do modelo e torná-lo acessível.
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Todo o potencial da náutica brasileira já está em um dos mais importantes salões náuticos do mundo: o Miami International Boat Show. O evento reúne nada menos que dez marcas do nosso país, que vão exibir suas lanchas, iates e serviços náuticos. Mais de 30 barcosfabricados no Brasil estão atracados no evento, nos Estados Unidos.
O salão náutico começa nesta quarta-feira (12) e vai até o próximo domingo (16), em seis endereços na Flórida. Confira os destaques brasileiros que vão brilhar nas águas do Miami Boat Show 2025.
Schaefer Yachts
Entre tantos barcos nacionais em Miami, oito serão da Schaefer Yachts. O estaleiro catarinense apostou em quase todo seu portfólio, e terá lanchas de 33 a 66 pés nos píeres de Miami. Destaque para a nova Schaefer V33 Sport Fish. Apresentada no 2º semestre de 2024, esta é a primeira embarcação da marca voltada a pesca— e já é comercializada também no Brasil.
Schaefer V33 Sport Fish. Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
Outro modelo da Schaefer que promete chamar atenção em Miami é a Schaefer 375. Lançada no Rio Boat Show de 2023, para comemorar os 30 anos de experiência do estaleiro, a lancha é uma das favoritas do público norte-americano. Com varandas laterais retráteis na praça de popa, a lancha ainda incorpora outros elementos da linha premium da Schaefer Yachts, de barcos maiores, inclusive com piso nivelado em seu cockpit.
Além dela, o estaleiro levará a recém-lançada NX 41 Horizon, que destaca-se, principalmente, pela passagem interna para a proa. A lancha dispõe de duas cabines, que garantem pernoite para cinco pessoas, sendo que o barco é homologado para até 20 passageiros. Destaque também para o banheiro, com mais de 1,90 metro de altura e box fechado.
NX41 Horizon. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
As NX 370 HT, NX 340 Sport Coupé e NX 290 Exclusive Edition completam a lista de embarcações na NX Boats no Miami Boat Show 2025.
Ventura Marine
Conhecida pelo amplo repertório, a Ventura estará com quatro lanchas conhecidas do seu público em Miami: V300 Crossover, V250 Comfort, V195 Crossover e a V300 Day Cruiser — esta última, o grande destaque da marca no evento.
Ventura 300 Day Cruiser. Foto: Ventura/ Divulgação
A V300 Day Cruiser, conhecida no Brasilcomo uma lancha que leva motorizaçãocentro-rabeta, atracará em Miami com motores de popa, os queridinhos dos norte-americanos. A embarcação tem 9,25 m de comprimento e 2,83 m de boca, espaço suficiente para levar 12 pessoas em passeios diurnos e dois no pernoite.
Ventura 300 Day Cruiser. Foto: Ventura/ Divulgação
O modelo ainda conta com cozinha interna que comporta instalação de geladeira, micro-ondas, fogão elétrico e adega de vinhos, além de uma cabine com 1,95 metro de altura.
Okean Yachts
O Miami Boat Show 2025 será o palco da estreia internacional da nova versão da OKEAN 57. O barco, desenvolvido no Brasil para um cliente americano, traz como principal destaque uma piscinade água salgada na proa, para até oito pessoas.
Foto: Grupo OKEAN / DivulgaçãoFoto: Grupo OKEAN / Divulgação
Outro modelo exposto no salão é a OKEAN 52, com mais de 15 metros de comprimento, tem abertura de deques laterais e grandes janelas e portas de vidro para integrar o interior ao exterior.
Azimut Yachts
A italiana Azimut, que tem fábrica no Brasil, apresentará em Miami alguns de seus iates produzidos na Itália. Destaque para o Azimut Grande 36M, um modelo de alto luxocom 36 metros de comprimento e sky lounge panorâmico, e o Magellano 30M, “desenvolvido para longas viagens em destinos inexplorados”, segundo a marca. A Azimut levará ainda três outros iates ao evento.
Azimut Grande 36M. Foto: Azimut / Divulgação
Triton Yachts
Há mais de dois anos representada nos EUA pela Hanover, a brasileira Triton Yachts já entregou cerca de 50 embarcações em águas norte-americanas, que foram, principalmente, para o estado da Flórida.
No salão de Miami, a marca apresentará quatro lanchas, sendo que o destaque fica por conta da Triton 38 Flyer — que nos EUA atende por Hanover 387. Os outros modelos do estaleiro paranaense no evento são as Hanover 305, Hanover 255 e a Hanover 415.
Hanover 387. Foto: Triton Yachts / Divulgação
De acordo com o estaleiro, seu último lancamento, a Triton 44 Flyer — apresentada no São Paulo Boat Show 2024 — também chegará aos Estados Unidos em breve.
Armatti & Fishing
O Grupo Armatti & Fishing vai a Miami com o seu mais recente lançamento: a Armatti 340 Solarium. O modelo de 34 pés acomoda até 14 passageiros e tem opções de motorização dupla de popa e interior com pé-direito de 1,95 metro. Além dela, estarão no evento as Armatti 370 Solarium, Fishing 350 Solarium e a Fishing 410 Solarium.
Armatti 340 Solarium durante o São Paulo Boat Show 2024. Foto: Victor Santos/Revista Náutica
NHD
Três lanchas na faixa dos 30 pés estarão no estande da NHD no Miami International Boat Show 2025. Os modelos NHD 365 HT, NHD 325 All Space e NHD 355 All Space foram os escolhidos.
NHD 365. Foto: NHD / Divulgação
Maior lancha das três, a NHD 365 é, para o estaleiro, “ideal para quem busca conforto e a opção de pernoitar a bordo”. O modelo de 37 pés tem capacidade para 15 pessoas durante o dia e quatro no pernoite.
Sedna
A brasileira Sedna vai exibir dois barcos de seu portfólio no Miami Boat Show 2025. Com foco na pesca, o estaleiro elegeu os modelos XF 320 e CAT 370. Para este último, o estaleiro exibiu, nas redes sociais, uma versão equipada com quatro motores de popa Honda — o modelo BF350, primeiro motor V8 da marca.
Lançado oficialmente em 2024, o BF350 dá à embarcação ainda mais velocidade com menos ruído e vibração. Disponível nas versões Prata Aquamarine e Branco Grand Prix, o modelo ainda chama atenção pelo design moderno e acabamento sofisticado. Destaque também para as características inteligentes, que favorecem, por exemplo, a economia de combustível e uma navegação suave e/ou superpotente.
Wind Charter
Há mais de 10 anos no mercado náutico, a Wind Charter atua na locação de barcos, tendo em seu catálogo 17 embarcações, entre veleiros, monocascos e catamarãs. Com sede em Paraty, no Rio de Janeiro, a empresa oferece fretamento personalizado durante os 365 dias do ano, com direito a experiências exclusivas que envolvem natureza, cultura e gastronomia.
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Micro-organismos desenvolvidos por cientistas brasileiros, a partir de amostras de solo contaminado por plástico, representam um grande avanço na busca por alternativas mais eficientes ao uso desse tipo de material.
Destaque do estudo, a bactéria catalogada como BR4 consegue decompor o tereftalato de polietileno (PET) — um dos plásticos mais reciclados no mundo — e, de quebra, produzir um bioplástico de alta qualidade, o polihidroxibutirato (PHB).
Combinado a unidades de hidroxivalerato (HV), esse material ganha ainda mais flexibilidade e resistência e seria uma ótima opção para a fabricação de embalagens que sejam, de fato, sustentáveis.
Foto: melis82/Envato
“De modo geral, [o plástico reciclado] atualmente tem propriedades e aplicações inferiores e são descartados após a utilização”, explica Fábio Squina, professor da Universidade de Sorocaba (Uniso) e coordenador da pesquisa.
Além de bioplásticos, esses microrganismos podem ser aproveitados para a produção de outros compostos químicos com aplicações na agricultura, em cosméticos e na indústria alimentícia– destaca Squina
“Para chegar a esse e outros resultados, nós sequenciamos os genomas e avaliamos o potencial genético de 80 bactérias, entre novas e já descritas e associadas à degradação de polímeros plásticos”, completa o pesquisador.
Divulgado e apoiado por meio de 13 projetos da FAPESP, o trabalho envolveu colaboradores das universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e Federal do ABC (UFABC).
O impacto do lixo plástico no meio ambiente
De acordo com um levantamento feito pelo banco Credit Suisse e publicado pela revista Exame, anualmente, cerca de 350 milhões de toneladas de plástico tornam-se resíduos que ameaçam a vida marinha, por exemplo.
Foto: Studio_OMG / Envato
Aliás, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) estima que 85% dos resíduos que chegam aos oceanossão oriundos do uso de plásticos e que o total que levou a esse índice deve triplicar até 2040.
É importante destacar que o equilíbrio fora d’água também está em risco nesse cenário, já que aves, mamíferos e outros grupos dependem direta ou indiretamente desse ecossistema.
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Realizada em Sydney, na Austrália, no último fim de semana, a terceira etapa do SailGP 2025 foi especialmente desafiadora para os integrantes do Mubadala Brazil SailGP Team, time que representa o Brasil na competição.
Na sexta-feira (7), durante a corrida de treino, uma colisão com o barcodos atletas da Alemanhadanificou a proa do F50 dos brasileiros e impactou a pontuação de ambos os países — a equipe alemã perdeu 12 pontos na classificação geral e 12 pontos na temporada, enquanto a equipe brasileira perdeu 8 pontos na etapa e 4 pontos na classificação.
Equipe brasileira no SailGP, em Sydney
Pelo perfil oficial do Mubadala Brazil SailGP Team no Instagram, a capitã, Martine Grael, comentou o ocorrido. “Teve um vento bastante forte dentro da baía, que é parecida com a Baía de Guanabara, muito rondada e de percurso estreito”, disse a bicampeã olímpica.
Como a gente tinha direito de passagem, não estávamos focados nos barcos que não tinham, porque eles devem sair do caminho. Quando eu os vi [vindo em nossa direção], já era tarde– explicou Grael
“Não havia muito o que pudesse ser feito e parece que eles nunca tentaram evitar a colisão, que foi relativamente pequena em comparação ao que poderia ter sido”, completou.
Saldo do Brasil no SailGP é positivo
Ao final dessa etapa do SailGP, o primeiro lugar ficou com a Grã Bretanha, seguida pelo Canadáe pela Austrália, respectivamente. A equipe brasileira, por sua vez, alcançou a 10ª colocação entre os 12 países participantes do evento.
Equipe brasileira no SailGP, em Sydney
“Apesar dos desafios, estamos ganhando entrosamento e confiança, e isso se reflete na água. O nível da competição é altíssimo, mas temos trabalhado duro para sermos cada vez mais competitivos. Essa é apenas nossa primeira temporada, e seguimos construindo um time forte para os desafios que virão”, declarou Grael por meio de um comunicado.
Agora, o Mubadala Brazil SailGP Team se prepara para a próxima etapa do SailGP, que acontece entre 15 e 16 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Em maio, a “Fórmula 1” da vela atracará pela primeira vez na América Latina, no Rio de Janeiro.
Confira as próximas etapas do SailGP
Los Angeles, EUA: 15 e 16 de março;
São Francisco, EUA: 22 e 23 de março;
Rio de Janeiro, Brasil: 3 e 4 de maio;
Nova York, EUA: 7 e 8 de junho;
Portsmouth, Inglaterra: 19 e 20 de julho;
Sassnitz, Alemanha: 16 e 17 de agosto;
Taranto, Itália: 6 e 7 de setembro;
Genebra, Suíça: 20 e 21 de setembro;
Cádiz, Espanha: 4 e 5 de outubro;
(Cidade Pendente), Oriente Médio: 7 e 8 de novembro;
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Cansados da vida atribulada em uma grande metrópole, Tatiana Zanardi e Alcides Falanghe ajustaram o leme há quase 15 anos, em busca de uma virada de chave. Apaixonado pelo mar, o casal deixou para trás a cidade de São Paulo, onde “todos os dias pareciam iguais”, e hoje vive a bordo de um catamarã a vela no Caribe.
Novos influenciadores de NÁUTICA, Tatiana e Alcides atualmente navegam pelos destinos mais paradisíacos do mundo. Essa história, contudo, começou muito antes, e vai muito além das milhas no mar— que já passam de 15 mil.
Foto: Arquivo Pessoal
Ainda na infância, tanto Tatiana quanto Alcides tiveram uma relação íntima com a água. Ele viu o pai construir uma lanchana garagem de casa, ela era fascinada em observar o mar. Não é de se surpreender que as ondas dessa paixão em comum levaram os dois para perto.
Até essa maré chegar, Alcides já tinha pegado gosto por velejar, se mudado para Maceió — onde abriu uma agência de turismo — , voltado para São Paulo — onde abriu outra empresa de viagens especializada em turismo subaquático, que perdurou por mais de 15 anos — e até se tornado diretor da extinta Revista Mergulho, no Grupo Náutica.
Foto: Arquivo Pessoal
Tatiana, por sua vez, havia experienciado alguns batismos de mergulho que a levaram a se apaixonar pelo fundo do mar e sua vida exuberante. Fascinada por esse universo, ela se especializou na atividade e buscou um curso de fotografia subaquática, onde conheceu Alcides.
Foto: Arquivo Pessoal
Daí em diante, as viagens do casal sempre foram ditadas por lugares com pontos de mergulho. Ao longo dos anos, eles passaram por destinos magníficos, como o Mar Vermelho, Maldivas, África do Sul, Galápagos, Revillagigedo, Austrália, Ilhas Salomão, Ilhas Fiji, Seychelles, Polinésia Francesa, Tailândia, Myanmar, Caribe, Bahamas e, claro, todo o litoral brasileiro.
Foto: Arquivo Pessoal
A coragem para mudar de vida
A vida no mar já fazia parte do casal, que queria manter o estilo de vida para além dos dias limitados, com datas marcadas de chegada e partida.
Foto: Arquivo Pessoal
Era como se nos dessem um vislumbre do paraíso por alguns dias e nos jogassem de volta para o inferno por um tempo que parecia ser uma eternidade– contam, sobre voltar para São Paulo
Era preciso mudar essa relação. Para isso, um sonho de Alcides começou a ser colocado em prática: o sonho de viver a bordo de um veleiro. “Aos poucos fomos nos convencendo que esta seria a melhor forma de acabar com esse nosso dilema”, conta Tatiana.
Foto: Arquivo Pessoal
Estávamos cansados da rotina infindável do dia a dia de uma cidade como SP, que fazia com que todos os dias parecessem iguais e que a vida estava escorrendo pelas nossas mãos– explica Tatiana
De quebra, morar em um barcoseria ideal para botar outro plano em ação, já que o casal sempre teve a “vontade de conhecer e mergulhar em todos os lugares do mundo”, como contam. “A melhor forma de fazer isso seria certamente morando em um barco”.
O empurrão final veio em 2009, após uma viagem de 20 dias embarcados para mergulhar na Austrália e nas Ilhas Salomão. “Planejamos a mudança durante quase dois anos, desde o processo de pesquisa do barco, cursos de capitão amador e inúmeros livros sobre navegação que devoramos antes de partir”, relembra Tatiana.
Foto: Arquivo Pessoal
Os aprendizados ainda incluíram cursos em áreas diversas, como gastronomia, gestão ambiental e edição de vídeo. “Mal sabíamos que todos seriam extremamente úteis na nossa nova vida”.
Foto: Arquivo Pessoal
Em março de 2011, os dois se mudaram para o Ocean Eyes, um catamarã a vela da marca Voyage, sul-africano, de 43 pés, que compraram nas Ilhas Virgens Britânicas, a leste de Porto Rico. Lá começava, então, uma vida no mar, que já dura 14 anos.
Foto: Arquivo Pessoal
Durante este período, foram mais de 15 mil milhas náuticas navegadas, indo de norte a sul no Mar do Caribe, produzindo imagens e conteúdo para promover a necessidade da conservação dos oceanos. Juntos eles conheceram todas as ilhas do Caribe do Leste, e se encantaram com Saba, Dominica, Guadaloupe e Martinica.
Foto: Arquivo Pessoal
O casal também tirou todas as licenças necessárias para que pudessem trabalhar com Yacht Charter e receber hóspedes a bordo. “Com o passar dos anos, passamos a tripular barcos de companhias de Yacht Charters para atender grupos maiores que a capacidade do nosso barco, ou para poder oferecer outras opções de destinos no Caribe”.
Foto: Arquivo Pessoal
“Nestes 10 anos dedicados ao Yacht Charter, recebemos mais de 100 grupos em roteiros de sete noites com todas as refeições incluídas em catamarãs de 40 a 60 pés em diversas localidades ao redor do mundo, como Croácia, Sardenha/Córsega, Belize, St.Marteen/St.Barths e Polinésia Francesa, além das Ilhas Virgens que ainda continua sendo nosso roteiro principal”.
Depois de rodar todo o Caribe, em 2014, o casal elegeu as Ilhas Virgens Britânicas como lar entre dezembro e junho. Na temporada de furacões, eles velejam para o sul e permanecem entre as ilhas de Bonaire e Curaçao.
Foto: Arquivo Pessoal
Em seu perfil no Instagram, o casal divide suas dicas e experiências por ilhas e paisagens deslumbrantes. Agora, como parte do time Influenciadores NÁUTICA, você também acompanhará esses registros nas redes da Revista Náutica.
Você também quer fazer parte do time de Influenciadores NÁUTICA? Envie um e-mail para [email protected] ou um direct para @revistanautica no Instagram.
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
Pela segunda vez, a Ventura Marine atraca no Miami Internacional Boat Show, um dos mais importantes eventos náuticos do mundo. Na edição de 2025, o estaleiro mineiro leva às águas da Flórida, nos Estados Unidos, quatro lanchas conhecidas no Brasil para desbravar o continente norte-americano.
As embarcações escolhidas pela Ventura para estar no Miami Boat Show 2025 foram V195 Crossover, V300 Day Cruiser, V300 Crossover, V250 Comfort. As lanchas estarão disponíveis para o público conhecer no evento, que começa nesta quarta-feira (12) e vai até domingo (16).
Ventura 300 Day Cruiser. Foto: Ventura/ Divulgação
No estande da Ventura no Miami Boat Show 2025 estarão dois modelos de 30 pés: as “gêmeas” V300 Day Cruiser e a V300 Crossover. Ambas possuem espaço gourmet na popa e suportam motorização de 300 hp a 430 hp.
Enquanto a Day Cruiser leva até 12 passageiros para passeios diurnos, a versão Cross comporta até 16 pessoas.
Ventura 300 Crossover. Foto: Ventura/ Divulgação
Outro modelo da Ventura em Miami é a V250 Comfort, que acomoda até 11 passageiros e capacidade de motorização de 225 hp a 350 de hp.
Ventura 295 Comfort. Foto: Ventura/ Divulgação
Completando o portfólio da Ventura no Miami Boat Show 2025 estará a V195 Crossover. Lançada em 2018, no Rio Boat Show, a lancha de 19 pés tem capacidade para até 8 pessoas e motorização de 90 a 150 hp.
Ventura 195 Crossover. Foto: Ventura/ Divulgação
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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Nos últimos anos, tem-se falado muito sobre o turismo de base comunitária, especialmente no que se refere a comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e caiçaras. Essas populações possuem, por tradição, uma relação íntima com a navegação e, naturalmente, estão inseridas no turismo náutico.
No entanto, há uma lacuna perceptível entre a regularização exigida pela Marinha do Brasil e a atividade turística desenvolvida nessas comunidades. Além disso, há um medo generalizado por parte dos pescadores de não estarem em conformidade com a legislação, o que, muitas vezes, impede o crescimento desse segmento.
Foto: jacksonnick/ Envato
Regularização e segurança: o papel da Marinha do Brasil
O turismo no Brasil ainda está em processo de estruturação, pois envolve diversas cadeias produtivas e setores econômicos que precisam ser organizados e regulamentados. No setor náutico, esse desafio é ainda maior, pois a navegação exige regras específicas para garantir a segurança da operação e a proteção dos passageiros.
A regularização junto à Marinha do Brasil, contudo, não deve ser vista apenas como uma obrigação burocrática, mas como uma garantia essencial para a segurança da navegação e dos turistas.
Foto: wirestock/ Envato
Há um mito recorrente de que não seria possível regularizar o transporte de passageiros em embarcações de pesca artesanal, mas isso não é verdade. Para esclarecer essa questão, consultei diretamente o Comandante Silvio Proença, da Capitania dos Portos de São Sebastião, parte do 8º Distrito Naval.
A boa notícia é que os pescadores artesanais que possuem a habilitação POP (Pescador Profissional) podem realizar o curso de segurança ESEP (Especial para Tripulação de Embarcações de Passageiros). Com essa certificação, eles ficam legalmente aptos para conduzir embarcações com transporte de passageiros.
Além disso, a Marinha compreende que os pescadores enfrentam períodos de defeso, quando a pesca é proibida para garantir a reprodução das espécies. Durante esses períodos, é fundamental que essas comunidades tenham alternativas de renda.
Para isso, há uma solução viável: a embarcação pode ser registrada tanto na categoria de pesca quanto na de transporte aquaviário, permitindo que o pescador utilize seu barco para ambas as atividades.
Os desafios jurídicos e as possibilidades de solução
A regulamentação do transporte aquaviário é um passo essencial, mas ainda existem desafios jurídicos relacionados à formalização dos pescadores como prestadores de serviço turístico. Muitas vezes, ao abrirem um CNPJ e se cadastrarem no Cadastur (registro de prestadores de serviços turísticos), esses trabalhadores correm o risco de perder benefícios sociais vinculados ao seu status de pescador artesanal.
Foto: ssumetha/ Envato
Para contornar esse problema, algumas alternativas estão sendo discutidas:
Mudanças na legislação: assim como ocorre no turismo rural, é possível propor projetos de lei que permitam aos pescadores atuarem no turismo sem perderem seu registro de pescador artesanal;
Uso de CNPJs de associações ou agências: em vez de cada pescador abrir uma empresa individualmente, o serviço pode ser operado por meio de associações comunitárias ou agências de turismo parceiras, que fariam o cadastramento e a intermediação da atividade.
Conclusão sobre o turismo de base comunitária
O turismo náutico de base comunitária representa uma grande oportunidade para fortalecer a economia das comunidades tradicionais e ampliar o acesso a experiências autênticas para os turistas. No entanto, para que essa atividade cresça de maneira ordenada e segura, é essencial que os pescadores saibam que a regularização junto à Marinha do Brasil é não apenas possível, mas necessária.
Foto: flotsom/ Envato
A informação correta sobre esse processo precisa ser amplamente divulgada para que o turismo comunitário náutico deixe de operar à margem da legalidade e possa se consolidar como um setor estruturado, seguro e economicamente sustentável.
A capacitação dos pescadores e o desenvolvimento de soluções jurídicas adequadas são os próximos passos para que esse segmento alcance seu verdadeiro potencial.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.
Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas
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