A bússola da vida sempre apontou para uma única direção na trajetória de Vinnícius Martins: o mar. Nascido em Búzios (RJ), o “waterman” desafia os limites dos esportes náuticos ao mesmo tempo em que atua na vanguarda de vários deles, ajudando no desenvolvimento.
Desde o primeiro contato com os esportes de vento, aos 7 anos, o carioca não parou mais: conheceu surfe, stand-up paddle (SUP, aos mais íntimos), windsurf, wing foil e por aí vai. Nem mesmo as modalidades aquáticas mais embrionárias fugiram das pranchas de Vinnícius.
Foto: Instagram @vinmartins/ Reprodução
Mais do que praticar os esportes, Vinnícius os desbrava. Sempre antenado nas novidades, o multi-atleta desenvolve equipamentos, participa ativamente na criação de regras e projeta melhorias para que a cadeia de watersports (ou “esportes aquáticos”, em inglês) cresça cada vez mais.
Foto: romantsovaphoto/ Wing Foil World Tour/ Divulgação
À NÁUTICA, Vinnícius contou sobre o seu pioneirismo. Inquieto, trabalha ativamente no desenvolvimento de acessórios para esportes de vela como um “piloto de teste”. Ou seja, o competidor de 29 anos põe a mão na massa — ou melhor, na prancha — para avaliar os protótipos e entregar suas sugestões de melhoria aos fabricantes.
Nos primeiros anos do wing foil os equipamentos tinham pouquíssima rigidez. Hoje, o material já está muito bom– relembra Martins
Mais do que um competidor, Vinnícius Martins tem como motivação estar na vanguarda desses esportes. “Uma das coisas que eu mais gosto é ter a chance de brincar e ajudar a desenvolver o equipamento, depois vê-lo chegando ao mercado”, afirma.
Este costume de participar não vem de hoje. Seu tio, Marcos Vinícius Martins, foi um dos pioneiros do windsurf no Brasil. Por volta de 2019, inclusive, Vinnícius chegou a ir em várias fábricas que produziam a maior parte das pranchas de stand-up paddle no país.
Vinnícius Martins nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019, quando foi medalhista de prata em stand-up paddle. Foto: Arquivo Pessoal
Nesta onda de explorar esportes pouco conhecidos, a nova “brincadeira” dele se chama parawing, uma mistura entre o parapente e wing foil. Em vez da tradicional asa inflável, a novidade utiliza uma feita em tecido ultraleve para levantar a prancha e, ainda assim, poder ser guardada logo após o uso. O esporte é embrionário no Brasil, mas está crescendo em países como França, Alemanha e Havaí.
É muito recente e ainda tem muitos problemas, mas é dessa parte que eu gosto– ressalta
Compartilhar a paixão
O currículo impressiona: campeão mundial de stand-up paddle em 2019, dono de títulos sul-americano e brasileiro de wing foil e vencedor do Carabete Wing Fest, na República Dominicana, em julho deste ano. Um histórico que marcaria qualquer trajetória. Mas, além dos troféus, o atleta busca compartilhar conhecimento e inspirara nova geração.
Vinnícius Martins após título mundial de stand-up paddle, em 2019. Foto: Instagram @vinmartins/ Reprodução
Para levar seu conhecimento para mais gente e ajudar no fomento dessas práticas, o carioca organiza os Wing Camps. A iniciativa busca atingir o público que leva a atividade como hobby, mas quer aperfeiçoar as técnicas para, quem sabe, também entrar no cenário competitivo.
No Wing Camps, são realizadas até duas sessões práticas por dia, seguidas de análises em vídeo para que os participantes possam se observar de fora e ter melhor percepção dos movimentos.
Wing Camps realizados por Vinnícius Martins. Foto: NeilPride/ Divulgação
A iniciativa já passou por diversos lugares encantadores, como Grécia, Egito e Caribe. Este ano, chega ao Brasil, pela primeira vez, no local tido por Vinnícius como um dos “melhores lugares do mundo para velejar”: a praia do Preá, no Ceará.
É um caminho para eu continuar dentro da água durante muitos anos, até quando eu não estiver competindo profissionalmente– ressalta Vinnícius
Wing Camps realizados por Vinnícius Martins. Foto: NeilPride/ Divulgação
Esportes que não acabam mais
A nova menina dos olhos deste esportista de mão cheia é o wing foil — também conhecido como wingsurf — que se destaca por permitir que o atleta “voe” sobre a água em cima uma prancha com foil, enquanto segura uma asa inflável que capta o vento e gera a propulsão necessária para se mover.
Foto: romantsovaphoto/ Wing Foil World Tour/ Divulgação
Vinnícius explica que o wing foil tem quatro modalidades, com diferentes complexidades:
Wing Wave: similar ao surfe, os competidores têm um tempo determinado para pegar as duas melhores ondas. A pontuação mais alta nessas duas ondas define o vencedor;
Wing Foil Freestyle: focado em manobras em águas calmas e sem ondas, busca as três melhores manobras, como saltos, giros 360° e outras acrobacias;
Wing Slalom: corrida de velocidade e técnica, com foco nas habilidades em curvas;
Wing Race: é a modalidade de corrida. Considerada a mais estratégica, é comparada à vela olímpica.
Segundo o atleta, caso o wing foil se torne um esporte olímpico, seria justamente nessa última categoria. Países como França e Estados Unidos já estão investindo na modalidade através das respectivas federações de vela nacionais. “Se eles estão investindo nisso, não é à toa”, sugere Vinnícius, que acredita ver o esporte nas Olimpíadas ainda nos próximos 10 anos.
Manobras feitas no wing foil. Foto: romantsovaphoto/ Wing Foil World Tour/ Divulgação
Em Portugal, o atleta alcançou outra façanha que foge do escopo dos títulos mundiais ao se tornar a primeira pessoa, com registro, a encarar as ondas gigantes de Nazaré com um wing foil. O local é conhecido pelas ondas abissais e atrai surfistas do mundo todo.
Foto: Arquivo Pessoal.
À NÁUTICA, Vinnícius Martins revelou que o feito não aconteceu na primeira, mas na terceira tentativa. Ele conta que, além das ondas gigantes, nesse caso também precisou do vento na direção certa. A marca serve para ele como um símbolo do avanço dessa modalidade.
Tem espaço para todos
A essa altura do campeonato, já deve ter dado para entender que todas as modalidades aquáticas que envolvem surf têm espaço no coração de Vinnícius. Ao mesmo tempo que pretende entrar nas ondas gigantes — que costumam receber atletas de até 50 anos — o carioca ainda almeja ganhar uma etapa mundial de wing foil.
Vinnícius Martins e outros competidores durante o Wing Foil World Tour. Foto: romantsovaphoto/ Wing Foil World Tour/ Divulgação
Eu amo esporte de vento e pretendo fazer isso o resto da minha vida– afirma o esportista
Viver nas águas foi a vida que escolheu. Essa paixão, segundo Vinnícius, se retroalimenta: os treinamentos em alto nível permitem que se mantenha no âmbito competitivo, o que garante mais horas no mar, e vice-versa.
Foto: Arquivo Pessoal
No final das contas, a motivação que fez o “waterman” começar nesse universo é o mesmo que o incentiva a continuar. No que depender desse apaixonado, enquanto houver alguma prancha e o mínimo de onda, é onde ele quer estar.
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A Wasaline acaba de fazer história na navegaçãoverde. A companhia de transporte marítimo sueco-finlandesa se tornou a primeira a operar com neutralidade de carbono no Mar Báltico — anos antes da meta original, que buscava o marco até 2030. O feito foi alcançado com o barcoAurora Botnia, uma balsa híbrida que agora se torna a pioneira no embarque ecológico de cargas e passageiros na região.
Essa conquista foi resultado de uma parceria estratégica entre a Wasaline, a Gasum (fornecedora de gás e especialista em energiaecológica) e a Stena Line (especializada em operações de ferries), divulgada em 11 de agosto.
Foto: Wasaline / Divulgação
Com a Gasum, a Wasaline assinou um contrato de biogás. Já com a Stena Line, foi firmado um acordo de pooling de emissões, o que permite que a Aurora Botnia utilize apenas biocombustíveis e, assim, opere sem emissões de carbono.
Primeiro corredor marítimo verde do Mar Báltico
Com a mudança, a rotaVaasa (Finlândia) – Umeå (Suécia) se estabelece como o primeiro corredor marítimo internacional em operação a funcionar totalmente com energia limpa, segundo a Wasaline.
Para o diretor geral Peter Ståhlberg, a colaboração reflete a preferência da Wasaline em focar nas possibilidades de reduzir sua pegada de carbono. “Encaramos as novas regrascomo uma oportunidade para o nosso tráfego”, complementou.
Wasaline afirma que capacidade energética da Aurora Botnia será aumentada até janeiro de 2026. Foto: Wasaline / Divulgação
Essa abordagem inovadora se estende à tecnologiado próprio navio. Isso porque a Aurora Botnia já é equipada com baterias e motoresbicombustíveis, mas a capacidade energética será ampliada de 10,4 MWh para 12,6 MWh em janeiro de 2026.
Com essa melhoria, a Wasaline afirma que a embarcação híbrida se tornará o navio do tipo RO-PAX (que transporta passageiros e cargas ao mesmo tempo) com a maior capacidade de bateriado mundo.
Além de passageiros, embarcação da Wasaline pode transportar veículos e cargas simultaneamente. Foto: Wasaline / Divulgação
O acordo permite que a Wasaline ofereça um serviço de transporte totalmente sustentável, sem adicionar custos extras para os clientes. Assim, passageirose cargas que viajam com a companhia já são neutros em carbono, consolidando a empresa como pioneira no futuro da navegação sustentável.
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O que uma viagemprecisa para ser inesquecível? A empresa de cruzeiros Royal Caribbean aposta em variadas piscinas, restaurantes, banheiras de hidromassagem e incontáveis tobogãs. Recursos como esses — e muitos outros — estão a bordo do mais novo navio da frota, o Star of the Seas, “irmão” quase gêmeo do Icon of the Seas, tido como o maior navio de cruzeiros do mundo.
Nesse “quase”, porém, cabem atributos que a transformam o Star em destinotambém para casais e grupos de amigos, uma vez que o Icon é famoso por atrair, principalmente, famílias. Foi o que revelou Michael Bayley, presidente e CEO da Royal Caribbean, à Panrotas.
No Icon, vimos que as áreas para famílias foram um grande sucesso, e no Star nós pegamos todo esse aprendizado e elevamos o nível– afirmou Bayley ao veículo
Assim como o Icon, o Star tem cerca de 365 metros de comprimento, tamanho o suficiente para uma infinidade de atrações. Não à toa, a embarcaçãoé dividida em “bairros”, cada um com sua própria temática e atributos:
Surfside: ideal para quem viaja com crianças, já que conta com espaços aquáticos infantis e restaurantes para todas as idades;
Thrill Island: contrastando com o anterior, esse é o espaço mais “radical” do navio, com parque aquático Category 6, de seis toboáguas, simulador de surfe, parede de escalada e a atração Crown’s Edge, que coloca o visitante em uma passarela suspensa a 47 metros de altura;
Chill Island: como o “chill” sugere (em português, relaxar), a área foi feita para garantir o descanso das férias. O espaço é dividido em três deques e conta com quatro piscinas, incluindo a Royal Bay, tida como a maior em um navio de cruzeiros com mais de 150 mil litros;
The Hideaway: “point” dos adultos, essa área reserva uma piscina infinita suspensa e um belo bar molhado;
Aquadome: para garantir refeições variadas a bordo, o espaço abriga um complexo de restaurantes e bares, além do Aquatheater, teatro que recebe apresentações acrobáticas e aquáticas;
Central Park: aqui os adultos encontram uma espécie de parque interno de cinco andares, cobertos por plantas e árvores, além de restaurantesde especialidade;
Royal Promenade: fazendo jus ao termo “cidade flutuante” dessas embarcações colossais, esse espaço fica em um corredor central e concentra bares, restaurantes, lojas e a escultura cinética The Pearl, famosa por uma escada iluminada que conecta os deques 5 e 6;
Suite Neighborhood: por fim, o maior ‘bairro’ da embarcação chega como uma área exclusiva para hóspedes das suítes mais luxuosas, ocupando os deques 16 a 19.
São, ao todo, 26 restaurantes e lanchonetes, 18 bares e lounges, sete piscinas e nove banheiras de hidromassagem dispostas em 20 andares. As quase 10 mil pessoas que a embarcação acomoda (9950, incluindo tripulantes), por sua vez, ficam hospedadas em 2.805 cabines.
Uma das suítes panorâmicas do navio. Foto: Royal Caribbean / Divulgação
Atrações especiais
Não bastassem os atributos tradicionais do navio, o Star of the Seas ainda reúne atrações especiais em entretenimento e gastronomia. Um dos grandes espetáculos a bordo fica por conta do musical Back to the Future, uma adaptação vinda da Broadway e apresentada no Royal Theatre.
O Aquatheater do Star of the Seas. Foto: Royal Caribbean / Divulgação
Ainda por lá, a apresentação Create, que conta a história do robôKR-8, embala os olhares apurados. Já no Aquatheater, as atrações Torque e Pirates & Mermaids trazem a combinação eufórica de acrobacias aéreas e coreografias aquáticas.
Na Absolute Zero — pista de patinação no gelo que se transforma em pista de dança — , o espetáculo Sol chega para animar os visitantes com atletas que garantem simpatia e velocidadeem saltos e giros ousados que ganham ainda mais emoção em um ambiente imersivo.
Espaço Absolute Zero. Foto: Royal Caribbean / Divulgação
O Star of the Seas ainda eleva a experiência gastronômica em alto-mar com mais de 40 opções entre bares e restaurantes, que vão desde buffets descontraídos até jantares sofisticados.
Entre os destaques inclusos na tarifa estão o Main Dining Room, com menus refinados, o Windjammer Marketplace, famoso pelo buffet variado, e o AquaDome Market, um food hall com cinco estações de culinárias diferentes, incluindo pratos asiáticos, sul-americanos e churrascodefumado.
Foto: Royal Caribbean / Divulgação
Para refeições rápidas, o navio conta com opções como El Loco Fresh (comida mexicana), Sorrento’s (pizzas), Pearl Café (aberto 24h) e Basecamp, que serve petiscos para quem busca algo prático.
Já para quem deseja experiências exclusivas, há restaurantes premium como o Lincoln Park Supper Club, com jantar elegante e jazz ao vivo, o Chops Grille, especializado em cortes nobres, o Giovanni’s Italian Kitchen, com clássicos italianos, e o Izumi Hibachi & Sushi, que combina culinária japonesa com um show teppanyaki.
Foto: Royal Caribbean / Divulgação
Amantes de frutos do mar podem desfrutar do Hooked Seafood, enquanto o Celebration Table oferece um espaço privativo para ocasiões especiais.
Itinerários e estadias no Star of the Seas
O Star of the Seas zarpou em 16 de agosto para sua viagem inaugural, partindo do Port Canaveral, na Flórida, Estados Unidos. De lá, o barco navega principalmente pelo Caribe Oriental e Ocidental, passando por Cozumel (México), Roatán (Honduras), St. Thomas (Ilhas Virgens Americanas), San Juan (Porto Rico) e Philipsburg (St. Maarten, pertencente a Holanda).
Foto: Royal Caribbean / Divulgação
Quase todos os roteiros incluem uma parada no Perfect Day at CocoCay, a ilha privativa da companhia nas Bahamas. Além disso, o navio visita alguns dos destinos mais famosos e paradisíacos da região, alternando os itinerários entre praiasde águas cristalinas, recifes de corais e cidades históricas.
Os itinerários são definidos de formas variadas, levando em conta, principalmente, o tempo de estadia, que varia de 3, 7 e 11 noites. Os valores partem dos R$ 5.986 por pessoa e alcançam os R$ 11.419 por pessoa (valores sujeitos a alteração sem prévio aviso).
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Em 1748, a cidade de Brunswick, na Carolina do Norte (EUA), era uma colônia britânica. Por lá, dois navios espanhóis ancoraram para um ataque à cidade inglesa, que não deixou barato. Uma das embarcações, conhecida como La Fortuna, explodiu em meio à retaliação e afundou. Agora, 277 anos depois, arqueólogos afirmam ter encontrado os destroços do navio.
A descoberta aconteceu por acaso por estudantes de pós-graduação e arqueólogos da East Carolina University (ECU), nas águasdo Rio Cape Fear, durante um programa de estudos marítimos na região — considerada uma próspera colônia britânica e o maior porto da Carolina do Norte antes da Guerra Revolucionária.
Mais de 40 pedaços de madeira foram encontrados pelos arqueólogos. Foto: Programa de Estudos Marítimos da ECU / Divulgação
Me deparei com várias armações de madeira mal saindo da lama de argila com evidências de tábuas quase invisíveis na superfície– contou relatou Cory van Hees, um dos estudantes
Os destroços, encontrados a cerca de 19 quilômetros ao sul da atual Wilmington, somaram mais de 40 fragmentos de madeira. Análises revelaram que o material é composto por cipreste de Monterey e cipreste de mexicano, espécies originárias do sul da Califórnia e da América Central — o que indica que os construtores usaram materiais das colônias espanholas da época.
Uma aduela de barril com os algarismos romanos IIIIV inscritos. Foto: Programa de Estudos Marítimos da ECU / Divulgação
Jeremy Borrelli, arqueólogo e um dos líderes do projeto, afirmou ao Live Science que entre os vestígios estavam também “cacos de cerâmica, garrafasde vidro, cachimbos de barro para tabaco, uma enxó de tanoeiro (ferramenta de corte), cabeças e aduelas de barril, pano de vela, sapatos de couro, possíveis fragmentos de roupas e ossos de animais massacrados”.
Ferramenta de corte de tanoeiro, conhecida como enxó. Foto: Programa de Estudos Marítimos da ECU / Divulgação
Tudo isso, somado a dois fragmentos de cerâmicahispano-americana do século 18, são pistas que sustentam a identificação preliminar do La Fortuna, conforme apontou Borrelli.
Outros três naufrágios foram encontrados
Além do La Fortuna, outros três naufrágios foram encontrados na região — mas seguem como um mistério. Embora os vestígios carreguem detalhes que remontam ao século 18, a erosão costeira impactou drasticamente o sítio arqueológico.
É altamente improvável que qualquer um dos outros naufrágios encontrados em Brunswick Town sejam embarcações espanholas, mas não podemos descartar nada no momento– afirmou Borrelli
O La Fortuna
O La Fortuna foi um navio espanhol de guerraque entrou para a história da Carolina do Norte em 1748. Durante a Guerra do Rei Jorge (1744 – 1748), ele e outro navio, chamado de La Loretta, atacaram e saquearam Brunswick Town, um importante porto britânico no rio Cape Fear.
A população local fugiu, mas uma milícia formada por pouco mais de 60 homens conseguiu reagir e obrigou os espanhóis a recuar. Na retirada, o La Fortuna sofreu uma explosão provavelmente vinda do paiol de pólvora do barco, que matou seu capitão, oficiais e grande parte da tripulação.
Após o desastre, os colonos recuperaram armas e âncoras. Os recursos obtidos com o saque, aliás, ajudaram a financiar a construção de duas igrejas locais: a St. Phillips, em Brunswick, e a St. James, em Wilmington.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Para cada problema, uma solução. O 4º episódio de “Construção do Veleiro Bravura” chega marcado por correções e aprendizados de Angelo Guedes, que os poucos aprende novos “macetes” para driblar as dificuldades de construir um barco a vela em casa. O novo capítulo rumo à embarcação que será motorizada pela Yanmar estreia nesta terça-feira (26), às 20h, no Canal Náutica do YouTube.
Desde o último espisódio, o Bravura tem recebido avanços significativos. Angelo trabalha em reforços estruturais, especialmente ao realizar o corte dos vaus que sustentam o convés. Ele também monta e solda as chapas do fundodo casco, além de dar uma atenção especial às emendas, antes desniveladas.
Para tudo isso e muito mais, uma ferramenta é essencial: a serra circular. Entretanto, com tantas serragens, o equipamento começa a dar sinais de que precisa de reparos. Para evitar o pior, Angelo tira da cartola um truque inusitado: o uso da acetona.
Acessível e fácil de ser adquirido, o produto se mostra uma excelente alternativa aos óleos lubrificantes, e impede que a serra circular “embuche” (ou, melhor dizendo, trave). É a velha e boa acetona salvando o dia.
Spray de acetona, que lubrifica o interior da serra circular e impede que ela trave. Foto: Revista Náutica
Mas esse não é o único “macete” que Angelo revela no 4º episódio de Construção do Veleiro Bravura. Spoiler: mais uma vez, um item usado para fazer as unhas é utilizado como recurso pelo construtor, agora, visando evitar o mau funcionamento da fresa da serra circular.
Manutenção da fresa da serra circular. Foto: Revista Náutica
O desalinhamento de duas seções do barco, embora tidas como normais por profissionais consultados por Angelo, faz com que ele produza uma famosa “gambiarra” — que deu certo.
Marcado por correções e aprendizados, o 4º episódio do Veleiro Bravura ainda mostra a montagem das longarinas de bote e revela problemas que só um especialista conseguiu arrumar. O profissional, inclusive, corrige Angelo em alguns procedimentos — e ele não desanima.
“Gambiarra” feita por Angelo Guedes para alinhar as peças que ficaram tortas. Foto: Revista Náutica
Me senti mais seguro no que estou fazendo. Eu vi que estou no caminho certo– contou o construtor
Impulsionado pela Yanmar
Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.
Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.
O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.
Acompanhe tudo no Canal Náutica do YouTube!
Para não perder nenhum episódio dessa épica jornada, inscreva-se no Canal da Náutica no YouTube e ative o sininho. Assim, você sempre será notificado quando um vídeo estrear — não só da “Construção do Veleiro Bravura”, mas de outras produções NÁUTICA.
A série terá episódios novos toda terça-feira, às 20h (horário de Brasília). Embarque nessa aventura com a gente!
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Não é de hoje que cientistas e até navegantes casuais se deparam com criaturas bizarras nas águas. Porém, dessa vez, o que surpreendeu não foi exatamente o animal encontrado, mas sim a sua cor: de forma inédita, um tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum) foi registrado no Caribe com uma coloração laranja.
A descoberta aconteceu durante uma pescaria esportiva perto do Parque Nacional Tortuguero, na Costa Rica, e teve seus detalhes descritos em um artigo publicado na revista Marine Biodiversity, no início de agosto. O estudo envolveu dois pesquisadores venezuelanos e um costa-riquenho.
Foto: Parismina Domus Dei/ Facebook/ Reprodução
Conforme relata a pesquisa, o tubarão laranja foi capturado a 37 metros de profundidade, em temperatura de água a 31,2 °C. Posteriormente solto, o animal de 2 metros de comprimento exibia uma intensa pigmentação amarelo-alaranjada e olhos brancos, sem as íris visíveis.
Os traços peculiares indicam uma condição conhecida como albino-xantocromismo, caso ainda mais raro caracterizado pelo excesso de pigmentos amarelados na pele. O achado é considerado o primeiro registro de xantismo total em tubarões-lixa e em qualquer espécie cartilaginosa. Até então, também não havia documentação de xantismo — parcial ou total — em animais em todo o Oceano Pacífico da Costa Rica.
Um ponto laranja no meio do azul
A causa do xantocromismo, que atinge a pele, pelos ou pelagem dos animais — semelhantes ao melanismo ou leucismo –, é considerada genética e pode atingir uma ampla variedade de espécies.
Foto: Parismina Domus Dei/ Facebook/ Reprodução
Até então, acreditava-se que a condição poderia deixar os animais vulneráveis e expostos aos predadores. No caso do tubarão laranja, por exemplo, ele ficaria ainda mais em destaque em meio ao oceano azul.
Entretanto, a pesquisa sugere que o xantismo não impediu a sobrevivência desta espécie. Pelo seu tamanho, estima-se que o indivíduo capturado está na fase adulta, sendo esse um indicativo de uma certa longevidade do animal — somado ao fato de se tratar de um predador intermediário, que se alimenta de peixes menores, moluscos e crustáceos.
Foto: Parismina Domus Dei/ Facebook/ Reprodução
Também não está descartada a possibilidade de que a cor alaranjada tenha sido causada por outros fatores, o que reforça a necessidade de pesquisas adicionais sobre a variabilidade genética natural dos tubarões-lixa e sobre as influências ambientaisno norte do Caribe.
Fatores como endogamia, estresse ambiental, temperaturas elevadas e desequilíbrios hormonais também podem influenciar a pigmentação– explica o estudo
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Chegando à sua 28ª edição em 2025, o São Paulo Boat Show, maior salão náutico da América Latina, receberá duas grandes embarcações da Intermarine. O estaleiro, que há mais de 50 anos produz embarcações de luxo no Brasil, escolheu para o evento modelos de tirar o fôlego: a Intermarine 70 e a Intermarine 60, que poderãos ser vistas de perto 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo.
Como os nomes sugerem, os barcos têm 70 e 60 pés, respectivamente — espaço suficiente para comodidades inovadoras e requintes nos mínimos detalhes. Conheça, a seguir, mais das embarcações da Intermarine no São Paulo Boat Show.
Intermarine no São Paulo Boat Show 2025
Intermarine 60
Uma das lanchas mais icônicas da marca, a Intermarine 60 chega totalmente renovada. Apresentada na edição de 2024 do evento, o modelo traz uma atualização completa de um dos grandes clássicos do estaleiro.
Intermarine 60. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A remodelação começa pela proa, que foi completamente redesenhada, passando pelas linhas modernas do hardtop e pelo inovador teto de vidro, que reforçam o visual sofisticado da embarcação. A Intermarine 60 prioriza as amplas áreas de convivência e a integração com a natureza, sem abrir mão do acabamento premium — marca registrada da empresa.
Intermarine 60. Foto: Intermarine/ Divulgação
Entre os destaques estão o lounge na proa e os móveis flutuantes com iluminação em LED em tons amarelados, que criam uma atmosfera charmosa e elegante. Já o salão, completamente novo, impressiona pelo ganho de espaço, pelas janelas com vão livre e pelo mobiliário redesenhado.
Foto: Revista Náutica
No fly, o teto de vidro não só amplia a entrada de luz natural como reflete o mar, recurso que busca trazer para dentro do ambiente a paisagem externa. A área conta ainda com um espaço de convivência equipado com sofás rebatíveis, que facilitam a comunicação entre os passageiros.
Intermarine 70
As linhas elegantes da Intermarine 70 não passam despercebidas. O modelo carrega uma grande praça de popa, potencializada pela área de lazer com beach club automatizado. O salão, todo envidraçado, se integra totalmente a esse espaço, aumentando a percepção de grandeza do barco de 21,55 metros.
Intermarine 70. Foto: Intemrarine/ Divulgação
O barco se destaca pela atenção aos detalhes, a exemplo do “Day Bed”. Localizado na praça de popa, o recurso permite que o encosto do sofá dê vez a um enorme solário, proporcionando maior integração com a área de lazer — além de entregar uma vista privilegiada para o mar.
Intermarine 70. Foto: Intermarine/ Divulgação
Se sobressaem também as colunas de vidro fumê em ambos os bordos do flybridge, que chega equipado com uma área gourmet para até 15 pessoas. A Intermarine 70, que estará no São Paulo Boat Show 2025, tem capacidade para 23 passageiros durante o dia e oito no pernoite.
Intermarine 70. Foto: Intermarine/ Divulgação
São Paulo Boat Show 2025
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
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Pesquisadoresbrasileiros descobriram uma nova espécie de peixe pré-histórico na Antártica, que foi conterrâneo de dinossauros como o T-Rex. O fóssil, encontrado em 2019, teve a espécie revelada em uma publicação feita na revista Scientific Reports, do grupo Nature, no dia 11 de agosto de 2025.
A nova espécie foi nomeada Antarctichthys longipectoralis. Estima-se que ela tenha vivido em regiões costeiras, próximas a abismos oceânicos profundos, durante o período Cretáceo (entre 145 e 66 milhões de anos atrás).
Fóssil encontrado na Antártica tem aproximadamente 6 cm. Foto: TV Globo / Reprodução / Via g1
O novo peixe pré-histórico foi identificado a partir do estudo de um pequeno fóssil de 6 cm. Para evitar danos ao material, os cientistasusaram uma técnica de microtomografia para reconstituir o animal em 3D.
Ilustração projeta como seria o Antarctichthys longipectoralis em vida. Obra de Maurilio Oliveira (2024). Foto: Revista Scientific Reports / Reprodução
A microtomografia é semelhante a uma tomografia comum, mas utiliza raios-X em menor escala. A técnica é ideal para não danificar o material delicado, o que permitiu aos cientistas examinarem as estruturas internas do fóssil, cuja preservaçãoé tida como rara para achados tão antigos.
Imagem reúne dados sobre o fóssil encontrado na Antártica em detalhes. Foto: Revista Scientific Reports / Reprodução
A descoberta foi resultado de um trabalho conjunto entre pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A expediçãofez parte do Projeto Paleontar, vinculado ao Programa Antártico Brasileiro, que busca fósseis com potencial de relação com a América do Sul.
A bióloga Valéria Gallo, da Uerj, disse à revista Veja que o estudo sugere que a Península Antártica poderia ter um clima mais quente e maior biodiversidadedo que a ciência conhece hoje. Ou seja, estudos de fósseis podem abrir portas sobre a evolução da vida no hemisfério sul.
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O mercado de embarcações não para de inovar, e muitas dessas inovações têm como destino o São Paulo Boat Show, maior salão náutico da América Latina. Bom exemplo disso é a Kombi Boat, um simpático barco que atrai olhares por onde passa por unir uma Volkswagen Kombi “corujinha” a uma plataforma ao estilo pontoon da Fluvimar.
De 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo, visitantes poderão conhecer de perto a mistura inusitada, resultado de uma parceria entre a Procopio Luxury Vehicles, especializada na customização de veículos, e a Fluvimar, uma das grandes fabricantes de barcos do tipo pontoon no Brasil — mas as atrações não param por aí.
Embora a Kombi Boat prometa atrair olhares, ela não será a única estrela no estande da Fluvimar no Boat Show. O estaleiro ainda terá outras embarcações de peso expostas — incluindo um lançamento. Estamos falando dos modelos F Boat 9500 Duplo Deck, F Boat 9500 Teto Rígido, Yankee Fishing 195 e F Boat X 9500 Black Edition — esse último, um lançamento.
Modelos da Fluvimar no São Paulo Boat Show
Kombi Boat
Segundo as marcas, a ideia por trás da embarcação foi unir o melhor da navegação com o estilo único da Kombi que fez sucesso entre 1957 e 1975 — e segue sendo icônica até os dias atuais.
Foto: Procopio Luxury Vehicles / Divulgação
Feito em fibra de vidro, o veículode 6,40 metros replica o modelo de 1974 da Kombi, estilizado em tons de branco e verde claro. Para desfilar sobre as águas, a estrutura que leva até 20 pessoas foi montada sobre uma plataforma de pontoon da Fluvimar, caracterizada pelo convés retangular plano, montado sobre cascos flutuadores de alumínio.
Foto: Procopio Luxury Vehicles / Divulgação
No caso da Kombi Boat, a plataforma tem três cascos flutuadores e um motor de popa Mercury V6 200 hp, que proporcionam ao modelo uma navegação suave e estável, tradicionalmente ideal para passear em represas, rios e lagoas. A Kombi Boat ainda dispõe de banheiro, churrasqueira, espaço para bebidas, sistema de som, sombreiro removível, chuveiro externo, mesa para DJ e a cereja do bolo: um tobogã.
O equipamentofoi instalado no deque superior do barco e garante um encontro divertido com a água — seja para adultos ou crianças.
F Boat 9500 Duplo Deck
O pontoon F Boat 9500 DD é construído em duralumínio naval e possui 9,5 m de comprimento por 3 m de largura. O trimarã fornece opções de acesso pela proa, bombordo e popa. Além disso, um escorregador parte do deque superior do barco, levando diversão extra aos até 26 passageiros que comporta.
F Boat 9500 DD. Foto: Fluvimar / Divulgação
A embarcação possui um banheiro químico e, na área gourmet, destacam-se a churrasqueiraem inox a gás, a chopeira e bancada de alumínio com tampa em teca. Quanto a motorização, o usuário pode escolher entre motores de 200 hp a 400 hp.
F Boat 9500 Teto Rígido
Como o nome sugere, o F Boat 9500 Teto Rígido chega estruturado para proteção contra chuva e sol — mas vai muito além. A estrutura carrega painéis solares, responsáveis por garantir que o barco produza sua própria energia. Através dela, funcionam equipamentos como televisão, gerador, geladeira e fogão.
F Boat 9500 Teto Rígido. Foto: Fluvimar / Divulgação
Yankee Fishing 195
A Yankee Fishing 195 tem 19,5 pés de comprimento, 2,15m de boca e capacidade para até 7 pessoas. De acordo com a marca, a lancha foi projetada para quem não abre mão de tecnologia, sofisticação e desempenho. O modelo é ideal para pescariasem pé, já que oferece boa estabilidade ao pescador.
Yankee Fishing 195. Foto: Fluvimar / Divulgação
F Boat X 9500 Black Edition
Construído em duralumínio naval, com costado e convés feitos em fibra, o F Boat X 9500 promete boa durabilidade, amplo espaço de utilização, segurança, acessibilidade e estabilidade para até 26 passageiros. Segundo a marca, o F Boat X 9500, que utiliza motorização de 200 a 400 hp, é o primeiro nesse conceito fabricado no Brasil.
As imagens do novo modelo da Fluvimar, que chega ao São Paulo Boat Show na versão “black edition”, ainda não foram divulgadas.
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
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Líder no segmento das pequenas lanchas de fibra de vidro, a Fibrafort vem investindo, há alguns anos, em barcos maiores. Sua linha de produção é composta por 18 embarcações, de 18 a 42 pés, chamadas de Focker no Brasil e Granfort nos Estados Unidos. A Focker 300 GranTurismo (ou GTS), que compõe a linha Cruiser, foi testada por NÁUTICA nas águas de Itajaí.
Fundada em 1990, a Fibrafort construiu, ao longo de 35 anos, uma reputação sólida de qualidade e confiabilidade. Com sede em Itajaí, Santa Catarina, o estaleiro é considerado o maior fabricante de lanchas de fibra de pequeno e médio portes da América do Sul em unidades produzidas. Essa percepção positiva da marca se comprova nas quase 19 mil unidades vendidas, em cerca de 40 países.
Um dos fatores cruciais para isso está na qualidade superior da construção dos seus cascos, considerando-se o nível médio dos mercados nacional e internacional. Outro motivo é a parceria com fornecedores exclusivos de matéria-prima de alto padrão.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, a Fibrafort — que, recentemente, inaugurou uma nova e moderna planta em Itajaí, chamada de P2 — conta com o apoio da Porsche Consulting no aperfeiçoamento do processo de produção, com foco em produtividade, qualidade e segurança.
Investimos em tudo que é necessário para entregar aos nossos clientes embarcações seguras, confiáveis, duráveis e com alto desempenho, garantindo uma experiência de navegação excepcional– conta Bárbara Martendal, gerente comercial e de marketing do estaleiro
As primeiras impressões da Focker 300 GTS
Com 9,10 metros de comprimento (29,9 pés) e 2,80 metros de boca, ela fica, no portfólio da empresa, entre a Focker 272 e a Focker 330, uma das faixas mais concorridas do mercado. Desde seu lançamento, em 2023, já vendeu 95 unidades.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Desenhada pela equipe de projetistas da própria Fibrafort, essa lancha usa exclusivamente um motor de centro-rabeta a gasolina, de 300 hp a 380 hp. Para quem prefere motorização de popa, o estaleiro oferece a versão Focker 300 GTX, com dois motores de 200 hp a 300 hp cada.
Segura, muito bem-feita e fácil de pilotar, a Focker 300 GTS pode acomodar até 12 pessoas em um excelente cockpit, equipadocom pia, armários, sofás grandes, solário de proae de popa, divã e móvel gourmet com churrasqueira.
Foto: Fibrafort/ Divulgação
A cabine, com 1,76 metro de altura na entrada, oferece pernoite para um casal e duas crianças, ou ainda um casal e um adulto. Para isso, conta com uma boa cama de casal (medindo 1,16 metro x 2,23 metros) no camarote à meia-nau, e com uma cama menor na proa, conversível em sofá (e vice-versa), com formato de trapézio (0,70 metro e 1,64 metro nas cabeceiras e 1,15 metro de distância entre elas).
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No camarote sob o cockpit, é claro que não dá para ficar em pé junto à cama. Mas, a bombordo, há espaço para levantar a cabeça sem bater no teto, para quem estiver deitado.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Já no camarote de proa, o projetista instalou um pequeno nicho de madeira a bombordo, com forno de micro-ondas de 20 litros (item opcional), armário e quadro elétrico de disjuntores.
Foto: Fibrafort/ Divulgação
Por sua vez, o banheiro é fechado, com ventilação forçada por exaustor. Apesar da pouca altura (1,58 metro), cumpre bem sua função, com vaso sanitário elétrico e pia com torneira/ducha, que pode ser usada também para banho. Para isso, a lancha pode vir com aquecedor de água de 25 litros (boiler). É um item opcional, mas bem-vindo.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O acabamento geral tanto nos camarotes quanto no banheiro é bom, característica das lanchas da Fibrafort. No entanto, a ventilação natural, feita apenas por uma pequena janela de correr na entrada da cabine, deixa a desejar, obrigando os usuários a instalar um gerador Panda de 5 kVA e um aparelho de ar-condicionado de 12.000 BTU para pernoitar a bordo em dias quentes.
Isso poderia ser resolvido com a instalação de uma escotilha em L na proa, junto à parte dianteira do solário, além de duas vigias no costado, garantindo a boa ventilação natural.
Conforto a bordo: da plataforma de popa ao cockpit
É na área externa que essa 30 pés da Fibrafort mostra a que veio — começando pela plataforma de popa, que tem 1,35 metro de comprimento. Lá, é possível montar duas banquetas de frente para o móvel gourmet, com churrasqueiraa carvão, pia e bancada.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Um suporte para fixar o balde de gelo, onde se pode resfriar uma garrafa de vinho branco, por exemplo, ou um bom espumante, completa o ambiente. Um balde semelhante (de aço inox) pode ser montado tanto cockpit (à meia-nau) como na proa. Para guardar as banquetas, há um paiol específico e prático, localizado acima do motor.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Já para a volta dos mergulhos no mar, há uma escada de quatro degraus e alças móveis para apoio das mãos, além de chuveirinho para uma ducha de água doce.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No cockpit, a disposição dos móveis de fibra e dos sofás é a convencional, porém bastante funcional, com a entrada a boreste protegida por uma portinhola giratória de aço inox.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A bombordo, fica um sofá em L para três ou quatro pessoas, que também é uma espreguiçadeira (chaise) individual. À frente está uma mesa de madeira removível, que pode ser guardada dentro de um dos paióis.
Nessa caixa, vale destacar o mecanismo de abertura, com dobradiças maciças de aço inox, com amplitude de 90 graus (ou seja, a tampa fica na vertical), uma boa sacada da engenharia da Fibrafort.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A chave geral está inserida dentro de um pequeno compartimento (com tampa e identificado), em um móvel contíguo ao sofá — uma boa localização, por ser fácil de ser acessada e estar protegida da água. Coletes salva-vidas também têm compartimento próprio, a bombordo.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A boreste, atrás do posto de pilotagem, há um cantinho aconchegante, batizado pelo estaleiro de cockpit bar, formado por uma poltrona individual acolchoada, mesa de centro com porta-copos e geladeira elétrica da Elber de 52 litros, feita para barco, além de pia e placa de refrigeração.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Posto de comando: funcionalidade e tecnologia
No posto de comando, o encosto do banco duplo é fixo — como na maioria das lanchas de passeio desse porte — , mas o assento é basculante, o que facilita a pilotagem em pé, permitindo apoiar o corpo no assento rebatido. A bússola está centralizada — como deve ser — , o piloto conta com suporte para apoiar os pés e a visibilidade é boa em todas as direções.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No painel, há espaço para até dois monitores de nove polegadas cada, mas, se os eletrônicos forem instalados, não sobra lugar para os instrumentos analógicos. Como a tendência é ter somente telas digitais, com toda a instrumentação do motor, o espaço disponível é mais que suficiente.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na unidade testada por NÁUTICA, a lancha estava equipada com o pacote Dynamic, com um monitor Simrad de 9 polegadas para GPS e sonda. No entanto, gostaríamos que o plano que fixa o monitor fosse mais inclinado, o que facilitaria a visão do piloto quando sentado.
O timão, o comando do acelerador e os botões de acionamento das funções elétricas também estão bem localizados, mas o rádio VHF fica um pouco escondido, exigindo que o piloto tenha de se contorcer um pouco para visualizar sua tela. Suporte para o celular, item que toda lancha deveria ter, vem de série em qualquer versão da Focker 300, e já com carregador por indução.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Abaixo do manete do acelerador, o piloto encontra o dispositivo para acionamento manual do extintor de incêndio. O sistema de som, composto por seis alto-falantes importados, também é item de série.
Uma targa de fibra (lançada para a frente) suporta a boa capota de lona, fabricada pela Bailly. Para proteger a parte de trás do cockpit contra o sol escaldante, há uma extensão móvel da cobertura, que, entretanto, não chega até a plataforma de popa.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Para manter a segurança do barco (e a higiene a bordo), um sistema de drenagem no cockpit impede que a água de chuva ou respingos da navegação invadam o porão, escoando tudo para fora do barco, por gravidade. Ou seja, o porão se mantém sempre sequinho.
A passagem para a proa é feita por um corredor, a bombordo, com a abertura de parte do para-brisa (em cima) e de uma portinhola (embaixo) — um dos pontos fortes dessa lancha. A passagem é segura (claro, em boas condições de mar) e fácil de ser transposta mesmo com o barco em movimento. Ainda tem o guarda-mancebo a bombordo.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Mesmo sendo uma lancha cabinada, a Focker 300 GTS conta com uma proa rebaixada, que oferece maior liberdade para navegar. O solário, para duas pessoas, tem encosto para a cabeça, suporte para o balde de geloe vários porta-copos ao lado.
Foto: Fibrafort/ Divulgação
Aliás, lugar para acomodar copos e garrafas é o que não falta nessa 30 pés. Há vários espalhados pelo cockpit, sendo quatro deles da Arieltek, equipados com iluminação em LED. Também não faltam luzes de cortesia, item que aumenta a segurança, principalmente com a lancha parada à noite.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No púlpito de proa, o guincho para a âncoraconta com 40 metros de corrente. Na lancha avaliada por NÁUTICA, porém, não havia a trava para a corrente da âncora. Também sentimos falta de dois cunhos à meia-nau, importantes nas atracações.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Nessa versão, chamada Dynamic, a lancha vem de fábrica com farol de busca na proa. Um patamar ligando os dois lados do púlpito de proa facilita o desembarque pela frente do barco.
Motorização e segurança: atenção aos detalhes
O cuidado com a montagem e a instalação do motor merece ser destacado. O Mercruiser 6.2 DTS — um V8 a gasolinade 6,2 litros de 350 hp, equipado com rabeta Bravo 3, de hélices contrarrotantes — pode ser alcançado sem muito esforço, graças à tampa de acionamento elétrico, o que facilita a inspeção da vareta do nível de óleo, das correias e dos filtros.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
É nítida, também, a atenção com a fixação das baterias, com a instalação da rede hidráulica (feita por conexões de engate rápido) e com a escolha do tanque de combustível, de 380 litros, que é de alumínio e certificado.
O cuidado com a segurança se repete na instalação das três bombas de porão, Johnson, duas de 1.500 GPH e outra de 500 GPH. Todas estão bem distribuídas, e o sistema ainda conta com alarme de alagamento, item padrão.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Ainda para proteger a vida a bordo, vale mencionar o superdimensionamento do sistema de ventilação dos gases do porão. São nada menos que quatro exaustores (blowers), de acionamento automático, promovendo a troca constante de ar no porão. Segundo o estaleiro, esse aparato excede em 150% o padrão exigido pelas normasde segurança.
Para quem deseja ainda mais segurança, a Fibrafort oferece um conjunto de itens opcionais chamados de certificação ABYC (a mais completa disponível), composto por dispositivos como válvulas para saída de casco antissifão, extintor de porão com acionamento automático e manual, detector de monóxido de carbono (CO) na cabine e válvula de fechamento de combustível.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A tomada para carregador de cais é padrão americano da ABYC, outro item importante para a segurança. Em síntese, a Focker 300 GTS excede o padrão de segurança, considerando-se grande parte das lanchas desse porte construídas no Brasil.
Desempenho na água: como a Focker 300 GTS navega?
Agora, vamos falar do desempenho do casco com 21 graus de V na popa, empurrado por um motor V8 a gasolina de centro-rabeta de 6,2 litros e 350 hp da Mercury. A bordo, quatro pessoas e o tanque com 60% da sua capacidade, de 380 litros.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No dia do teste, feito fora da barra do porto de Itajaí, as águasnão estavam muito tranquilas, com ondas de proa de 80 centímetros a um metro e ventos de nordeste. Nessas condições, logo na saída, fomos obrigados a navegar mais devagar. Mas já deu para sentir a capacidade de amortecimento do casco.
Saindo do canal, guinamos 90 graus para boreste para explorar as qualidades do casco na enseada que veio a seguir e que também recebia ondasde nordeste. Cruzamos sucessivas vezes essa enseada, enfrentando as ondas tanto pela proa como pelas bochechas (a 45 graus) e alhetas (a 135 graus).
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Navegando quase a favor das ondas e a favor dos ventos, a velocidademáxima foi de 28 nós, sem pancadas fortes do casco contra as vagas. No sentido contrário, a velocidade caiu para a casa dos 23 nós, mas ainda sem bater duro.
Em um teste como este, costumamos forçar um pouco mais a navegação, com o cuidado de não comprometer a segurança nem exigir da lancha mais do que sua capacidade. Se estivéssemos apenas passeando, navegaríamos 20% mais lentos, a 23 nós a favor do mar e 18 nós contra. Não usamos os flapes, ajustando apenas o trim (ângulo de inclinação longitudinal da lancha) através da rabeta.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Satisfeitos com a boa capacidade de amortecimento do casco, em se tratando de uma lancha de cruzeiro, voltamos secos para a entrada da barra, onde surfamos por pouco tempo algumas ondas, com total controle sobre a lancha.
A Focker 300 GTS não estava equipada com gerador nem ar-condicionado, o que mudaria o comportamento na navegação, provavelmente obrigando o piloto a usar os flapes. Assim, com meio peso, o desempenho nos agradou, com a 30 pés da Fibrafort mostrando agilidade e estabilidade.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Para quem não abre mão do gerador e do ar-condicionado, a dica é pegar a lancha com o maior motor disponível, um V8 a gasolina de 8,2 litros e 380 hp, também da Mercury.
Para fazer as medições, ingressamos nas águas calmas de dentro do canal do porto, procurando manter distância das muitas embarcações de pescade grande porte que lotam as margens do rio Itajaí.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Navegando contra e a favor da correnteza, aferimos 34,9 nós (65 km/h) de velocidade máxima a 5.400 rpm — dessa vez, com cinco pessoas a bordo e um pouco menos de gasolina no tanque.
A velocidade de cruzeiro ideal foi de 28,4 nós (53 km/h) a 4.500 rpm, com autonomia de 139 milhas (257 km), suficiente para o propósito de navegação desse barco, que são os passeiosdiurnos de duas horas de distância do porto — ou quatro horas ida e volta — , com uma boa reserva no tanque.
Da marcha lenta aos 20 nós, gastamos 9,6 segundos, valor normal para o conjunto casco motor, considerando que essa lancha de 30 pés pesa 3.410 kg vazia e, durante o teste, estava com mais de 4 toneladas.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Manobras em curvas foram feitas com precisão, sem nenhuma saída da popa (em comparação à saída de traseira dos automóveis) nem qualquer outro comportamento estranhodo casco.
Em resumo, navegando em mar aberto, a Focker 300 GTS é uma lancha fácil de pilotar, macia, estável e relativamente rápida, levando em conta o porte do casco e a potência do motor. Se ela for seu primeiro barco, você não terá dificuldade na pilotagem.
Foto: Fibrafort/ Divulgação
Para quem procura uma lancha com acabamento de primeira, excelente aproveitamento do espaço no cockpit e muitos recursos de segurança na concorrida faixa dos 30 pés, a Focker 300 GTS se apresenta como uma excelente escolha.
Pontos altos
Construção e acabamento;
Passagem lateral para a proa;
Arranjo do cockpit.
Pontos baixos
Faltam dois cunhos à meia-nau;
Painel de instrumentos deveria estar mais inclinado;
Falta ventilação natural na proa.
Como ela é
Focker 300 Gran Turismo;
Comprimento máximo: 9,10 metros (29,9 pés);
Boca: 2,80 metros;
Calado com propulsão: 1,05 metro;
Ângulo do V na popa: 21 graus;
Borda-livre na proa: 1,03 metro;
Borda-livre na popa: 1,24 metro;
Peso: 3.410 kg*;
Tanques de combustível: 380 litros;
Água: 55 litros;
Pessoas/dia/noite: 12/4;
Motorização: um motor de centro-rabeta a gasolina de 300 hp a 380 hp.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
*Peso aproximado da lancha com um motor de centro-rabeta a gasolina Mercury Mercruiser 6.2 DTS V8 de 350 hp e equipamentos padrão, mas com os tanques vazios e sem ninguém a bordo.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Um veleiro de encantar os olhos e com uma “velocidade emocionante”. Essas são algumas das premissas do Project Tavolara, barco de 100 pés (30 metros de comprimento) do estaleiro italiano Mask Architects que foi projetado para revolucionar o conceito dos saveiros tradicionais.
O projeto carrega toda as características clássicas de um saveiro, embarcação a vela conhecida, principalmente, por possuir um fundo chato e proa em bico. Além dos atributos de costume, contudo, o Tavolara foi adaptado para ser um barco de cruzeiro, próprio para viagens de lazer e de longa distância, sobretudo com velocidade.
Aqui, vale ressaltar que os saveiros não costumam ser velozes. Daí entra o pulo do gato da Mask. Mesmo sendo um barco de cruzeiro, a marca afirma que o veleiro Tavolara chegará a incríveis 18 nós (cerca de 33km/h), graças ao seu casco avançado, que será construído com um composto de fibra de carbono.
A fabricação será ao estilo “sanduíche”. Ou seja, com camadas diferentes para criar uma estrutura leve e extremamente forte.
Em construções nesse estilo, o núcleo (neste caso, o material que fica entre as duas camadas) é o que forma o efeito “sanduíche” e, no barco, ele poderá ser de espuma ou balsa — materiais ultraleves. A combinação é fundamental para atingir a máxima rigidez estrutural, que resulta num veleiro leve e rápido.
“Estamos canalizando nossa expertise em cada detalhe, garantindo que o Tavolara não seja apenas um triunfo da engenharia, mas também uma obra-prima flutuante que redefine a experiência de navegação”, comentou Oznur Pinar Cer e Danilo Petta, fundadores do estaleiro.
Nossa visão para este saveiro de cruzeiro rápido de 30 metros é criar uma mistura harmoniosa de tecnologia de ponta, eficiência aerodinâmica e elegância sofisticada– declararam
Olhe para o alto
Os avanços de engenharia não ficam apenas no casco. O aparelhamento do veleiro Tavolara será igualmente avançado, com um mastro de Carbono de Alto Módulo, material premium escolhido a dedo para reduzir o peso em altura.
A redução do peso melhora diretamente a estabilidade geral e aprimora o desempenho de navegação do saveiro, que aproveitará a energia eólica de forma mais eficaz. O plano de vela incluirá modelos 3D de última geração da North Sails, feitas de Dyneema e fibras de carbono Technora.
Além disso, o veleiro foi projetado para elevar tanto a autonomia quanto a experiência do usuário. O Tavolara possui guinchos elétricos ou hidráulicos, que deixarão o manuseio das velas semi-automatizado. Destaque também para o sistema de propulsão híbrido, que aprimora os recursos de regeneração de energia a bordo.
Olhe para tudo
Com toque minimalista de linhas curvas simples e suaves, o design exterior ganha ainda mais requinte com acabamento em teca natural. Na mesma pegada estão os espaços de convivência, que terão estilo que incorpora painéis compostos leves, madeiras nobres aligeiradas e estrutura de favo para controle de peso.
De acordo com a marca, o tema fibra de carbono será mantido nos “detalhes estéticos” do projeto, criando assim uma “atmosfera interior contemporânea de alta tecnologia”.
A leveza faz parte também da área interna, que entrega luxo sem renunciar à eficiência. Por lá estarão painéis compostos leves, materiais alveolares (que possuem uma estrutura interna vazia) e mais madeira aligeirada.
Segundo o estúdio, esse modelo foi desenvolvido para uma marca de iates a vela de luxo, com sede em Udine, na Itália, descrita em comunicado à imprensa como um “estimado” e “exigente” cliente. Ou seja, o veleiro Tavolara parece ter cumprido sua missão.
O Tavolara não é apenas um iate; ele é concebido como uma expressão flutuante de inovação, elegância e maestria em engenharia– finalizou a Mask
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Um dia, o Porto de Hamburgo terá todas as frotas de barcos com emissões zero. A ideia é que seja antes de 2040, entretanto, modernizar todas as embarcações pode levar mais tempo. Nesse cenário, o combustível sustentável surge como uma alternativa para driblar o tempo e trazer resultados imediatos.
Na busca pela neutralidade climática a longo prazo, a Flotte Hamburg, startup de transporte marítimo e subsidiária do Porto de Hamburgo, iniciou um período de testes, em que três dos seus navios foram abastecidos com o “combustível verde”.
Foto: Porto de Hamburgo/ Divulgação
Definido como um dos principais pilares do negócio, a “estratégia ambiental consistente” da Flotte integra a missão da empresa na busca por uma navegação mais limpa.
Esse novo combustível é compatível com os motoresa diesel atualmente utilizados nos navios. Por isso, não é preciso fazer nenhuma modificação nos equipamentos, o que permite que a empresa reduza consideravelmente os níveis de emissões sem a necessidade de novos barcos.
O combustível, inclusive, promete um bom desempenho de partida no frio, o que permite que seja usado com eficiência até mesmo em condições climáticas mais amenas.
Testes de combustível sustentável
Segundo o Porto de Hamburgo, três navios não elétricos estão testando o combustível sustentável. As embarcações são o Hafenkapitän, o Deepenschriewer III e o Neßsand. No final dos testes, o esperado é uma redução de pelo menos 80% nas emissões de gases de efeito estufa.
Flotte Hamburg/ Andreas Schmidt-Wiethoff/ Reprodução
O porto ainda explica que o HVO 100 (Óleo Vegetal Hidrotratado), produzido pela Shell, é feito a partir de resíduos alimentares e é totalmente isento de óleo de palma, o que atende aos critérios de sustentabilidade estabelecidos na diretiva RED II da União Europeia.
Foto: Instagram @portofhamburg/ Hamburger Port Authority/ Reprodução
A intensidade de emissões declarada deste combustível sustentável sugere uma redução de gases de efeito estufa (GEE) de pelo menos 80% — e 90% em comparação com o diesel B7, considerado o ciclo de vida da substância. Nada de componentes nocivos, como aromáticos, metais e enxofre.
Para embarcações de navegação interior, o HVO 100 representa atualmente a solução provisória mais pragmática– Karsten Schönewald, diretor executivo da Flotte Hamburg
Caso o resultado deste teste piloto seja positivo, o combustível sustentável poderá ser distribuído por toda a frota de Hamburgo, que já utiliza o combustível sintético de baixa emissão GTL (gás para líquido).
Foto: Flotte Hamburg/ Andreas Schmidt-Wiethoff/ Reprodução
Apesar do empenho, vale ressaltar que o foco da Flotte Hamburg ainda é eletrificar os barcos e os sistemas de propulsão. Para isso, a empresa já encomendou seus dois primeiros navios — ambos de 52 pés — totalmente elétricos no verão de 2024. Eles estão em construção no estaleiro Hermann Barthel.
Enquanto isso, a empresa batizou recentemente dois barcos policiais híbridos equipados com propulsão híbrida plug-in, que podem ser recarregados a partir de uma fonte externa ou pelo próprio motor. Eles navegam numa velocidade de cruzeiro de sete nós (quase 13 km/h), com autonomia de duas horas.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A velejadora Tamara Klink passou por apuros nesta quinta-feira (21), ao perceber que um urso-polar subiu no barcoonde ela estava sozinha. Apesar do perigo, o final foi feliz: nem ela nem o animal saíram com ferimentos, e ainda serviu como um grande aprendizado à jovem navegadora de 28 anos.
Conforme ela relatou em suas redes sociais nessa sexta-feira (22), o susto começou às 2h30 da madrugada desta quinta, quando foi acordada pelo veleiro Turnstone com um alerta: “Sardinha 2! Sardinha 2! Tem um urso se aproximando do seu barco”, anunciaram pelo rádio VHF.
Urso-polar subiu com ajuda de um degrau próximo à água que o barco Sardinha tem. Foto: Instagram @tamaraklink / Reprodução
Tamara acordou no susto e procurou o animal selvagem pela janela, mas não o viu. O urso-polar já estava no próprio barco, num degrau que dá acesso ao veleiro. Ela, que sempre achou a plataforma muito prática, se deparou com um novo problema: o carnívoro também achava o mesmo.
É perfeita para mim e para os ursos-polares: uma perfeita escada de piscina para eles subirem depois de uma bela natação– brincou Tamara
Em meio a adrenalina, a velejadora disse ter pensado em opções para sair viva da situação, mas não conseguiu confiar em nenhuma delas. O último caso era usar a arma que carrega a bordo — opção que menos queria. A alternativa, além de não a alegrar, deixaria um corpo enorme no barco, que seria outro problema para o pós.
Klink pensou em fazer barulhos por conta própria, mas logo imaginou que o urso não fosse nem ligar. Depois pensou em fotografá-lo, mas lembrou que o olfato desse animal é tão apurado, que ele poderia sentir o cheiro dela e querer se aproximar — o que, definitivamente, não seria uma boa opção.
Ela então conversou com a tripulaçãodos dois barcos próximos pelo rádio e encontrou o melhor caminho: ligar o motordo barco, que não a colocaria em risco, tampouco o urso-polar. Felizmente, a solução deu certo.
Foto: Instagram @tamaraklink / Reprodução
No relato que compartilhou nas redes, Tamara disse que naquele momento o urso pareceu ter se assustado, deixado o barco dela e nadadoem direção a outro vizinho. Aí sim ela conseguiu registrar o animal.
Deu tudo certo!– exclamou a velejadora, aliviada
O único prejuízo do urso-polar foram alguns arranhões que as garras afiadas deixaram em algumas boias de segurança, mas nada muito grave.
Estrutura de tecido que guardava boias foi rasgado pelo urso-polar. Foto: Instagram @tamaraklink / Reprodução
O ocorrido é um lembrete de que, mesmo os mais experientes em navegação, ainda estão sujeitos a surpresas — e muita adrenalina — a bordo. Águas agitadas, tempestades ou ataques de animais selvagens podem acontecer quando se decide navegar para destinos longínquos.
Espero que não aconteça de novo. Agora vou ficar um pouco mais atenta e pelo menos já sei que alguns ursos se assustam com o barulho do motor– confessou
Tremenda coincidência (ou premonição?)
Não bastasse o susto de receber um urso-polar no próprio barco, Tamara havia compartilhado no Instagram poucos antes dias o medo que tem do animal. A velejadora que partiu da Groenlândia em julho de 2023 rumo a Nunavut, no Canadá, procurou abrigo em terra firme no último dia 13, a fim de driblar ventos fortes. Mas antes fiscalizou a região por imagens de drone e foi surpreendida.
Urso-polar avistado por Tamara pelo drone. Foto: Instagram @tamaraklink / Reprodução
“Enquanto me aproximava do abrigo, vi um ponto branco correndo na montanha verde. A Sardinha avançava e o ponto também. Na teoria, eu queria muito ver um urso. Na prática, eu morro de medo”, contou.
Urso-polar avistado por Tamara pelo drone. Foto: Instagram @tamaraklink / Reprodução
Na ocasião, ela não só decidiu não se arriscar indo ao local, como dormiu no Sardinha cercada de utensílios de segurança, como panela, fogo de emergência e fuzil. Ao menos o susto que viria dias depois serviu de aprendizado.
A desbravadora do Ártico
Não é de hoje que Tamara Klink enfrenta adversidades a bordo do seu veleiro Sardinha. Aos 26 anos, a navegadora completou a travessia do Círculo Polar Ártico absolutamente sozinha, conquistando o título de a primeira brasileira — e a mais jovem navegadora do país — a concluir o feito. Ela ainda alcançou, na mesma viagem, mais um marco: o primeiro registro feminino de uma invernagem em solitário no local.
Foto: Tamara Klink / Divulgação
Sua mais recente façanha aconteceu no ano passado, quando desbravou, também sozinha, o inverno congelante do Ártico. Foram três meses sem ver o sol, quatro sem ver humanos e um semestre inteira presa no gelo, com temperaturas na casa dos -40°C. Tudo isso com um propósito: mudar o imaginário do que uma mulher é capaz — e realmente tem navegado muito para isso.
Discursos protetores muitas vezes dificultam, limitam, criam empecilhos para que as mulheres naveguem. Não há nada no corpo de uma mulher que a impeça de velejar, de navegar– contou à época em entrevista à NÁUTICA
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Uma embarcação para quem é fanático por ficção, gosta de chamar a atenção e tem um bom dinheiro guardado acaba de ser anunciada. Inspirado na cápsula de James Bond, o pequeno barcosuporta uma pessoa por vez e foi colocado à venda pela Bond Lifestyle por nada menos que R$ 556,8 mil.
A embarcação de luxo foi inspirada na cena final de “007 – O Espião que me Amava”. No filme, James Bond e Anya Amasova escapam da base subaquática Atlantis em uma cápsula de fuga.
O responsável pelo design semelhante ao veículo improvável do filme foi o artista holandês Stef van der Byl. Ele construiu a mini cápsula flutuante com as próprias mãos, garantindo um toque artesanal à peça de luxo.
Apesar do tamanho reduzido, o barco tem detalhes que tornam os passeiossolitários mais confortáveis. O centro de comando é feito por um joystick e o passageiro — que também é o piloto — tem auxílio de câmeras dianteiras e traseiras para a navegação, com imagens exibidas em pequenas telas no painel.
Por dentro do veículo— que mais parece um disco voador, só que aquático — os estofados são de couro conhaque e os detalhes em alumínio polido.
A cúpula que cobre a embarcação é transparente, feita em policarbonato, e atende a comandos por controle remoto. Com motorelétrico, a embarcação não precisa de combustível e os espaços internos foram bem aproveitados.
Mini espaço de frigobar na “Cápsula de James Bond”. Foto: Instagram / @jamesbondlifestyle / Reprodução
Há uma pequena área de frigobar, porta-sapatos, porta-copos e suporte para celular. A cápsula ainda conta com um compartimento de armazenamento para cordas, propulsor reserva, âncora e extintor de incêndio.
Para completar a experiência, o pequeno espaço é climatizado com ar-condicionado e possui iluminação em LED que garante o toque final moderno.
A embarcação improvável foi anunciada no dia 13 de agosto por 89 mil euros, valor que equivale a R$ 556,8 mil na conversão atual. Embora o preço possa comprar lanchasde luxo de tamanho comum, não se compara à experiência de pilotar a cápsula de James Bond. Os interessados devem entrar em contato com a Bond Lifestyle pelo Instagram oficial.
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Quase um ano depois de ser lançada pela Marinha do Brasil, a primeira fragata da Classe Tamandaré passou por seus primeiros testesno mar. O navio de guerra, que vai substituir embarcações com mais de 40 anos de operação, navegou em Itajaí, Santa Catarina (SC), com 130 pessoas a bordo, entre civis e militares.
Os testes aconteceram do dia 12 a 19 de agosto, com a embarcaçãopartindo do Estaleiro Brasil Sul, da empresa TKMS. O objetivo era conferir o funcionamento de sistemas internos, como propulsão, automação, geração de energia, segurançae quadros elétricos. Assista a trechos do teste:
À Náutica, a Marinha do Brasil informou que todos os parâmetros avaliados foram atendidos ou superados e que o navio consegue atingir velocidades superiores a 25 nós. A próxima etapa envolve treinamento prático com a tripulaçãoe novos testes de mar, que devem acontecer no 4º trimestre deste ano. A previsão é que a Fragata seja entregue em plenas condições de operação até dezembro de 2025.
Foto: Agência Marinha / Reprodução
O vice-almirante Marcelo da Silva Gomes destacou à Agência Marinha a importância dos testes para avaliar, na prática, todos os parâmetros do projeto. Isso permite que sistemas e equipamentossejam otimizados para evitar falhas quando a embarcação entrar em operação.
A conclusão será marcada pela emissão de certificados e documentos oficiais, que atestam a aptidão do navio para operar conforme as normas técnicas e legais– disse ao veículo
Programa Fragatas Classe Tamandaré
O Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT) foi inserido no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (o Novo PAC), que integra o eixo de inovação para a indústria de Defesa. Ao todo, quatro fragatas “Tamandaré” substituirão navios de guerra brasileiroscom mais de 40 anos de operação.
Foto: Agência Marinha / Reprodução
De acordo com a Marinha, a principal função dessas embarcações tecnológicas equipadas para combate será monitorare proteger os 5,7 milhões de km² da Amazônia Azul.
Foto: Agência Marinha / Reprodução
Além da ajuda ao meio ambiente, a iniciativa movimenta a economia. Só na construção da primeira Fragata, 2 mil profissionais atuaram diretamente, 6 mil indiretamente e 15 mil novos postos de trabalho foram criados. O cenário foi adiantado pelo presidente Lula já na cerimônia de lançamento, em 2024, quando disse que o projeto geraria empregos e aumentaria a arrecadação fiscal, além de fortalecer o núcleo do poder naval.
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Um estudoliderado pela Universidade do Havaí revelou que fungos marinhos podem digerir poliuretano, um dos plásticos mais comuns e resistentes da atualidade. A descoberta é vista como uma alternativa promissora e ecológica para o combate à poluição plástica nos oceanos.
Já não é segredo que resíduos do material se acumulam, cada vez mais, no mar. Bom exemplo disso pode ser observado no Giro do Pacífico Norte, ao norte do Oceano Pacífico, onde instaurou-se um “novo continente” feito de uma imensa ilha de lixo.
A partir de acúmulos como esse, os plásticos se fragmentam, eventualmente se transformando em microplásticos que, por sua vez, são incorporados às cadeias alimentares e aos ecossistemas. Nesse ciclo, o material acaba no organismo de animais marinhos — muitos deles, consumidos por humanos.
Ilha de Lixo do Pacífico. Foto: The Ocean Cleanup/ Divulgação
Enquanto a humanidade parece não dar a devida atenção ao problema, os fungos capazes de digerir poliuretano mostram que a naturezapode estar desenvolvendo sua própria solução.
Resultados animadores
É importante frisar que, sim, os fungos também estão nos oceanos— embora assim como fora dele, grande parte da vida fúngica dos mares seja desconhecida pela ciência. Para se ter uma ideia, estima-se que menos de 7% do total de fungos são conhecidos.
Uma pequena virada de chave nesse sentido veio pelo estudo da “plastisfera”. Trata-se de uma comunidade microbiana composta por bactérias, algas e fungos, que formam biofilmes sobre o plástico flutuante das águas, em um movimento de adaptação para a sobrevivência no habitat sintético.
Foto: melis82/Envato
Partindo da ideia de adaptabilidade desses organismos, os pesquisadores coletaram amostras de ecossistemas costeiros ao redor da ilha de O’ahu e isolaram 68 cepas de fungos diversos.
Alguns deles eram pertencentes a grupos que evoluíram para decompor materiais naturais resistentes, como a lignina, um composto de plantas que compartilha algumas propriedades químicas com plásticos. A ideia era testara capacidade de cada cepa em digerir poliuretano em um ambiente controlado.
Os resultados foram animadores: mais de 60% dos isolados apresentaram algum grau de degradação do poliuretano. Inclusive, ao todo, 42 cepas mostraram capacidade de usar o poliuretano como fonte de carbono.
Vale destacar que esses fungos não foram geneticamente modificados — são nativose já adaptados ao ambiente poluído. Sendo assim, o estudo representa a primeira demonstração em larga escala de que fungos marinhos podem decompor poliuretano.
Não satisfeitos com o resultado, uma equipe de microbiologistas liderada pelo Dr. Anthony Amend decidiu testar se esses fungos seriam capazes de trabalhar em ritmo acelerado, em um processo conhecido como “condicionamento”. Nele, os objetos de estudo são expostos a concentrações maiores de um material específico — neste caso, o poliuretano — ao longo do tempo, visando estimular a sua adaptação natural.
Fungos marinhos isolados ao redor de O’ahu “comendo” plástico de poliuretano. Os halos translúcidos ao redor dos tampões mostram as áreas de degradação do plástico. Foto: Ronja Steinbach / Reprodução
Nove das cepas de melhor desempenho foram expostas gradualmente a maiores concentrações de poliuretano. Após três meses, três delas degradaram o plástico 15% mais rapidamente — em um processo natural, sem engenharia genética, comparável a um “treinamento biológico”.
Um modelo natural, replicável e esperançoso
Os fungos usam enzimas para quebrar materiais complexos da mesma forma que decompõem madeira, folhas e outras matérias orgânicas ao longo de milênios. Essas mesmas enzimas, especialmente as capazes de decompor a lignina, podem atingir polímeros sintéticos, como o poliuretano.
É justamente essa conexão que faz dos fungos organismos preciosos na micorremediação, uma técnica que os utiliza para degradar ou transformar poluentes em substâncias menos nocivas, como dióxido de carbono e água. Trata-se de um processo de baixo custo, sustentávele escalável, ao contrário da reciclagemindustrial tradicional. Há, porém, desafios e limitações.
Escalar o uso desses fungos requer cautela ecológica, já que o crescimento descontrolado pode impactar outros organismos. Fatores como temperatura, salinidade e pH ainda podem afetar a eficácia desses organismos no processo de degradação do plástico. Além disso, até agora, os fungos foram estudados em atuações apenas sobre poliuretano — outros tipos de plástico seguem sendo um desafio.
De qualquer forma, o estudo serve como modelo replicável: outras regiões costeiras podem mapear fungos locais e treiná-los para lidar com plásticos predominantes em seus mares, sem o uso de organismos geneticamente modificados e respeitando a lógica dos ecossistemasnaturais.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A Ross Mariner entrou no mercadoem 2015 com o objetivo de produzir lanchasde entrada com motorização de popa. O sucesso dos modelos fez com que o estaleiro avançasse de faixa, investindo em barcosmaiores. Assim nasceu a Ross SLR260 Fusion, de 26 pés, que integra a linha Sport Luxo Ross — daí as letras que a embarcação carrega em seu nome.
Levamos a Ross SLR260 Fusion de proa aberta, que se tornou um dos sucessos da marca, para navegarem um dia de marnão muito calmo no Canal de São Sebastião, em Ilhabela.
Já no embarque, chama atenção a generosidade da plataforma de popa, de 1,10 metro de comprimento, com muito espaço livre para movimentação, em consequência da motorizaçãode centro-rabeta.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Embora não tenha um móvel gourmet — como acontece nas lanchas de porte maior — , o modelo já vem com base de inox no piso para fixação do suporte de churrasqueira a carvão removível (item opcional) e com um chuveirinho bem à mão.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A escada para quem volta da água, fixada a boreste, tem quatro degraus, como deve ser. E ainda há um sofá de três lugares na entrada do cockpit voltado para o mar, com encosto móvel, conversível em solário. A estrutura se soma à plataforma de popa, tornando o espaço ainda mais agradável.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em tempo, a flexibilidade na configuração tem tudo a ver com o jeito brasileirode curtir a vida a bordo ao ar livre quando o barco está parado: tomando banho de sol e aproveitando a água.
O projetista caprichou também na distribuição de espaço no cockpit. Os 2,60 metros de largura refletem na possibilidade de acomodar até 11 pessoas durante o dia, embora o ideal sejam 8. Ou seja, é possível levar a famíliainteira para passear.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A área de convivência conta com um grande sofá em L, a bombordo, e outro menor a boreste – ambos com assentos profundos e encostos bem estofados. Sob os bancos, sobram paióis para guardar cabos, defensas e até uma caixa térmica (mas esta, em um lugar fixo).
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
No centro, a mesa de madeira com três porta-copos tem o tampo chanfrado e sem cantos vivos, evitando acidentes e facilitando a circulação. O piso de EVA — característico em lanchas de pequeno e médio porte — é nivelado de proa a popa, o que ajuda na sensação de conforto ao se acomodar no cockpit.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O tanque de combustível tem capacidade para 230 litros e fica no centro, praticamente sob a mesa. Contudo, falta uma tampa de acesso ou um tipo de janelinha que permita visualizá-lo sem a remoção do piso.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Na unidade testada por NÁUTICA, a lancha estava equipada com um capota de lona fixada na targa de fibra, que, por sua vez, tem várias caixas de som e luzes de LED, que produzem uma iluminação confortável.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Outros itens de série são um pequeno móvel com pia, porta-copos, geleira, lixeira e móvel do tipo cristaleira, com espaço para muitas taças e meia dúzia de garrafas. Os pega-mão, curvados e em inox, têm fitas de LED ao redor. Embora em bom número, ainda caberiam mais dois na passagem entre o banheiro e a proa.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A propósito, o acesso à parte da frente do barco feita por uma passagem lateral a bombordo e com luzes de cortesia, é outro ponto de destaque. Não há degraus nem portinholas para vencer, o que torna a circulação muito fácil. Basta apenas levantar parte do para-brisa para passar.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Conforto em todos os detalhes
Na proa, a amurada alta — ou altura dos bordos — garante uma navegação muito mais seca e segura, mesmo em mar aberto. E ainda há guardas-mancebos robustos em inox com dois porta-varas, para quem desejar alternar passeioscom pescarias.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A caixa de âncora está equipadacom guincho elétrico (item opcional, mas não muito comum em lanchas desse porte), que facilita muito a vida na hora de fundear. Ao lado, ainda dentro dessa caixa, fica o bocal para entrada de água doce no tanque de 140 litros. Os cunhos de amarração são de aço inox.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Os sofás têm um desenho inteligente, com ótimo apoio para as costas independente do lado que o passageiro estiver. Tudo isso cercado de itens de conforto, como porta-copos (distribuídos por toda parte, com iluminação em volta), luzes de cortesia e dois alto-falantes opcionais.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O projeto é feliz também no posto de comando. O assento do banco de pilotagem vem com rebatimento, oferecendo uma visibilidade muito boa, tanto para os lados quanto para o painel de instrumentos e a bússola. O para-brisa, de vidro temperado escurecido e alumínio anodizado, protege o piloto e não atrapalha a visão. O volante é retrátil.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Os interruptores estão à mão e as telas digitais tornam a navegação mais intuitiva. A chave-geral do barco fica a boreste, abaixo do manete do acelerador, quase na altura do pé do piloto. O que falta é uma tampa — talvez de acrílico — para protegê-la da água.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Agora no que se trata de itens de conforto, há um aparelho de som potente, bons apoios para os pés, porta-trecos e saída USB para recarregar celulares.
Ao lado do posto de comando, fica o banheiro embutido. Acima dele fica um aparador de fibra com porta-copos vazados. O banheiro tem pé-direito de 1,54 metro, vaso sanitário elétrico, guarda-objetos, espelho, lixeira, iluminação em LED, vigia com abertura para ventilação e, para finalizar, pia com torneira e ducha com água pressurizada.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A porta de entrada do toalete é feita em acrílico, no estilo de correr, e tem puxador e fechadura. Quanto ao acabamento interno, em vez da fibra aparente o espaço vem com revestimento em tom de cimento queimado, com toques de linho italiano. Nem parece o banheiro de uma lancha de 26 pés de proa aberta.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Na caixa de luz, que fica na parte interna, é nítido o bom nível das instalações elétricas, com fios codificados, o que é um ponto positivo, no entanto seria ainda melhor se os cabos elétricosfossem estanhados e certificados.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Debaixo do sofá de popa fica o compartimento do motor. A tampa do espaço tem manta térmica e é bem macia no manuseio, graças a um conjunto de amortecedores. Há bastante espaço para a manutenção do motor de centro-rabeta Mercury, que pode ser V6 de 250 hp ou V8 de 300 hp.
Design inteligente, navegação prazerosa
No testede mar, a Ross SLR260 Fusion estava equipada com um motor de centro-rabeta a gasolina Mercury 4.5 V6 de 250 hp, acoplado a rabeta de hélices contra-rotantes Bravo 3, com relação de transmissão de 2,2:1 e hélices passo 22,5”. A bordo estavam 4 pessoas, 230 litros de combustível e 140 de água. Ainda assim, a lancha impressionou positivamente.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Motor engatado, com 2.500 rpm ela começa a planar. Com 3.000 rpm, chega a quase 19 nós. Um pouco mais de motor, aos 3.500 giros, navegamos a 25 nós. Aos 4.000 rpm, 29 nós, sem caturrar. Isso demonstra que o barco foi, de fato, bem construído.
Vamos então ao extremo: 4.590 rpm. Nesse regime de rotação, alcançamos 34,6 nós de máxima, na média, uma boa marca para o conjunto casco-motor. Ficou a sensação de que a velocidade final poderia ser ainda um pouco maior, se não fossem as condições adversas do mar.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Na aceleração, a Ross SLR260 Fusion foi da marcha lenta aos 20 nós (37 km/h) em 7,3 segundos, performance padrão para um barco desse porte com motorização de centro-rabeta. Não bastasse a rápida aceleração, fez curvas acima de 30 nós com boa agilidade e sem derrapar nadinha, perdendo apenas 1,5 nós.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Além disso, o casco se mostrou estável com os 2,57 metros de boca, não tendo causado qualquer grande impacto, nem respingado. O cockpit se manteve sempre seco — qualidades que contam muitos pontos em uma lancha de passeio.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O estaleiro oferece a opção de um motor V8, também a gasolina, de 300 hp. A potência maior, porém, só é recomendada para quem faz questão de muita velocidade.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Saiba tudo sobre a Ross Marine 260 Fusion
Características técnicas
Comprimento máximo: 8,08 metros (26,5 pés);
Boca: 2,57 metros;
Calado com propulsão: 0,95 metro;
Ângulo do V na popa: 21°;
Borda-livre na proa: 0,96 metro;
Borda-livre na popa: 0,96 metro;
Peso: 1.800 kg*;
Tanques de combustível: 240 litros;
Capacidade de água: 140 litros;
Pessoas/dia: 11;
Motorização: um motor de centro-rabeta a gasolina de 200 hp a 300 hp.
*Peso aproximado da lancha com um motor a gasolina de centro-rabeta Mercury 4.5 V6 de 250 hp e equipamentos padrão, considerando tanques vazios e ninguém a bordo.
Quanto custa
R$ 329 mil, com motor 4.5 V6 com rabeta Alpha I;
R$ 339 mil, com rabeta Bravo 3.
Pontos altos
Casco corta bem as ondas;
Bom arranjo do cockpit;
Plataforma de popa grande.
Pontos baixos
Chave-geral sem proteção;
Acesso ao tanque de combustível limitado;
Faltam pegadores no cockpit.
Tabela de desempenho da Ross SLR260 Fusion testada por Náutica. Foto: Revista Náutica
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No maior salão náuticoda América Latina, em meio a centenas de barcos, será lançado no mercado uma nova forma de “voar” sobre as águas. Quem traz a novidade é a Rise eFoil, que lançará no São Paulo Boat Show 2025 o Rise Speed, novo modelo que promete mais agilidade e permite manobras mais radicais.
Os eFoils são pranchas de surf elétricas com hidrofólio e controle manual, que permitem que o piloto flutue acima da superfície da água, dando a sensação de estar voando. Atualmente a Rise oferece o modelo RiseONE, mas o portifólio será aumentado no evento com o lançamento do Rise Speed, marcando o segundo ano consecutivo da empresa no Boat Show paulista.
Modelo RiseONE nas cores verde e azul. Foto: Rise eFoil / Reprodução
Ambos os modelos são oferecidos a partir de R$ 89,9 mil. Enquanto o RiseONE atinge 35km/h, o Rise Speed chega a 40km/h, o que, segundo a marca, permite mais ousadia nas manobras. A novidade será disponível nas cores branco, verde, azul e prata, podendo ainda ser customizada.
Além do novo eFoil, a marca apresentará no evento a nova bateria Endurance, que aumenta em R$ 8 mil o valor da prancha e poderá ser instalada em ambos os modelos. Em comparação com a bateria comum da marca, que tem autonomia de 1h30 e leva 2h para recarregar, a nova funciona por mais de 2h, com 3h para recarga.
Outro diferencial da bateria Endurance é o fato de ser removível e ficar em um compartimento seco da prancha. Por isso o modelo permite ser compartilhado entre diferentes eFoils no mesmo dia, aumentando o leque de diversão para mais pessoas.
São Paulo Boat Show 2025
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Se você completasse 45 anos de casamento, como gostaria de celebrar? O astro do cinema Samuel L. Jackson levou sua amada para curtir em grande estilo as bodas de rubi: em um megaiate na Riviera Francesa. Jackson e LaTanya Richardson subiram a bordo do Titania, um verdadeiro parque aquático flutuante, e navegaram por Cannes.
Foi nesse mesmo destino que Jackson conquistou, em 1991, o primeiro prêmiode Melhor Atuação Coadjuvante já concedido pelo consagrado Festival de Cannes. Aproveitando o cenário romântico do lugar, o casal hollywoodiano publicou nas redes sociais, no último dia 18 de agosto, as imagens da comemoração da duradoura união.
Ao que tudo indica, o casal estava a bordo do Titania, um megaiate de 73 metros construído pelo estaleiro alemão Lurssen, em 2006. O que sustenta essa tese foi uma pista deixada por LaTanya, que registrou, dois dias depois, um momento com seu “Clube do Livro Iate de LaTanya”, em que uma das fotos publicadas é, justamente, do Titania.
Foto: Titania / Divulgação
Celebrando 45 anos de amor em Cannes! Seguimos o caminho de Deus juntos e recebemos bênçãos transbordantes– escreveram em publicação conjunta
45 anos de amor: tudo sobre o casamento de Samuel L Jackson
Samuel L. Jackson e LaTanya Richardson se conheceram quando ainda estavam na faculdade, em Atlanta, na Geórgia (EUA). Eles começaram a namorar e chegaram a se apresentar juntos em um grupo de teatro da universidadeantes de se casarem, em 1980. Inclusive, os dois entraram para trend do momento e compartilharam os anos juntos. Veja:
Em 2023, o casal aproveitou as férias com nomes como Michael Jordan e Magic Johnson em um megaiate de R$ 600 milhões. Logo, a celebração das mais de quatro décadas de união merecia uma embarcação à altura — e o Titania parece ter cumprido bem o seu papel nesse romance. Afinal, como define a marca, o megaiate é um “conto de fadas moderno”.
Foto: Titania / Divulgação
O título se deve ao projeto da embarcação, que volta olhares a um estilo de vida tranquilo, sustentado por amplos espaços de entretenimento, acomodações que abraçam e comodidades de última geração.
No exterior, os deques proporcionam vistas panorâmicas, assentos elevados para banhos de sol, uma academia completa e o conforto necessário para curtir dias ensolarados das mais variadas formas.
Um desses espaços, aliás, é um verdadeiro oásis. O “pool deck” dispõe de spa com direito a terapeutas qualificados, que oferecem de massagens a tratamentos capilares. Há ainda piscina, bar molhado, amplo espaço para o preparo de refeições e mesa para até 14 convidados.
Na popa, o beach club traz sauna, bar e área de estar relaxante. À noite, o mesmo espaço se transforma em uma espécie de boate, com luzes e sistema de som de última geração. A diversão também está mais do que garantida com os brinquedos aquáticos disponíveis a bordo, que transformam o barco em um verdadeiro parque aquático.
Foto: Titania / Divulgação
Se prepare para a lista: são dois veleiros, três jets, dois caiaques, dois submersíveis SeaBob, equipamento de mergulho, pranchas de stand up paddle, wakeboards, esquis aquáticos, reboques infláveis, flyboard, wingfoil, wakesurf, duas bicicletas de surf e até um dronepara registrar a diversão — mas ainda não acabou.
Foto: Titania / Divulgação
O Titania dispõe de um toboágua inflável de 12,7 m e um amplo parque aquático completo, com direito a cama elástica e estrutura de escalada.
Foto: Titania / Divulgação
Depois de aproveitar um dia de diversão nas áreas externas do megaiate, os hóspedes podem relaxar no interior do barco, que não deixa a desejar. São inúmeras as áreas de estar, todas com estofados confortáveis dispostos em ambientes com detalhespensados milimetricamente.
Ao todo, são sete cabines, que acomodam até 12 hóspedes (a tripulação total é de 21 pessoas). Nesse total estão duas suítes master: uma no convés principal, na proa, com 130 m² e banheira de hidromassagem; e outra no convés superior, também à proa, com vista privilegiada para o horizonte.
Foto: Titania / Divulgação
Uma cabine vip fica no convés principal do barco, enquanto outras quatro cabines duplas estão no convés inferior, com camas king size.
Foto: Titania / Divulgação
Toda essa estrutura é movida por dois motoresCaterpillar 3512B Dita, de 1850 hp cada. Juntos, eles proporcionam uma velocidade de cruzeiro de 12 nós (22 km/h), além de 16 nós (29 km/h) de máxima e alcance de 5 mil milhas náuticas.
O mesmo Titania alugado por Samuel L. Jackson está disponível para charter pela operadora Breeze Yachts. De acordo com a empresa, o custo semanal do barco é de 525 mil euros semanais, o equivalente a mais de R$ 3,3 milhões na conversão de agosto de 2025.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A Armatti Yachts entende que os consumidores do segmento náutico no Sudeste do Brasil prezam pela qualidade de vida e pelo tempo de qualidade. Por isso, o estaleiro decidiu levar cinco lanchas de sua linha premium ao São Paulo Boat Show 2025, com modelos que vão dos 31 aos 42 pés.
Lançamentos recentes da marca que marcaram presença no Marina Itajaí Boat Show em julho serão expostos no salão náutico paulista. Os modelos variam entre R$ 900 mil e R$ 3 milhões e prometem luxo, performance e conforto.
Lanchas Armatti no São Paulo Boat Show
Armatti 420 Sport Coupé
O maior barcoque o estaleiro apresentará nesta edição do São Paulo Boat Show é a Armatti 420 Sport Coupé. O modelo tem cockpit fechado por porta de vidro, o que cria um ambiente interno climatizado e integrado à área gourmet externa.
Armatti 420 Sport Coupé. Foto: Armatti Yachts / Reprodução
A suíte principal fica na meia-nau. O espaço traz cama central e janelas panorâmicas, seguindo uma tendência de mercadona Europa e nos Estados Unidos. A capacidade do barco é de 16 pessoas durante o dia — seis no pernoite. O modelo parte de R$ 3 milhões.
Armatti 400 Sport Coupé
A recém-lançada Armatti 400 Sport Coupé também estará no eventoe exibirá um dos maiores cockpits da categoria, segundo a marca. A lanchaintegra ambientes internos e externos, tem duas cabines fechadas com pé-direito de 2 metros e suíte principal na meia-nau.
Armatti 400 Sport Coupé. Foto: Armatti Yachts / Reprodução
Para complementar, o modelo dispõe de hard top elétrico e sala de estar com banheiro. Produzida em Santa Catarina, a Armatti 400 Sport Coupé custa a partir de R$ 2,5 milhões.
Armatti 370 Solarium
Com 37 pés de comprimento e reconhecida entre os clientes do estaleiro pelo interior espaçoso com soluções voltadas ao lazer sofisticado, a Armatti 370 Solarium carrega suíte principal espaçosa que pode receber uma cama king size.
Na proa, um solário com três espreguiçadeiras é integrado ao cockpit com teto solar elétrico. Do outro lado, a popa vem com espaço gourmet com grill, pia e opções de plataforma submergível. A capacidade é de 14 pessoas durante o dia e até quatro no pernoite. O modelo parte de R$ 1,8 milhão.
Armatti 340 Solarium
A Armatti 340 Solarium privilegia o conforto interno e a integração com as áreas externas. O cockpit comporta até 14 pessoas e integra o posto de comando ao espaço gourmet na popa, que vem equipado com pia, churrasqueira e geleira. A lancha é oferecida a partir de R$ 1,2 milhão.
Para arrematar o portifólio da Armatti no São Paulo Boat Show, a Armatti 310 Spyder, evolução da consagrada linha Spyder, combina a esportividade de um conversível com o conforto de um mini iate. O modelo oferece dois ambientes de pernoite com pé-direito generosos, espaço gourmet na popa e cockpit ideal para convivência. O modelo custa a partir de R$ 900 mil.
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
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Mal-humorado, narigudo e com lábios volumosos, um peixe de aparência no mínimo curiosa foi flagrado durante uma exploração oceânica na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, e não demorou para viralizar. A expedição foi transmitida ao vivo pela equipe do navio de exploração Nautilus e o animal caricato logo caiu no gosto dos cientistase do público, acumulando mais de 780 mil visualizações nas redes sociais oficiais.
Identificado como o peixe-ganso-de-dois-espinhos-do-atlântico (Sladenia shaefersi), que pertence a família do peixe-pescador (ou anglerfish, em inglês), o animaltem uma aparência, digamos, marcante.
Comparado aos humanos, esse peixe tem uma “boca” curvada para baixo, “narinas” quase bufantes e olhos arregalados. Para completar a rispidez, espinhospontudos, que mais parecem fios de cabelo arrepiados, cobrem o corpo do animal.
Navio de exploração Nautilus. Foto: Ocean Exploration Trust / Reprodução
O peixe-ganso-de-dois-espinhos-do-atlântico estava repousando a 1.002 metros de profundidade, quando foi avistado pelo grupo de pesquisadores. No vídeo que ganhou a internet, a equipe não esconde a felicidade ao encontrá-lo em meio a um cenário quase desértico: “É um peixinho precioso”, diz um deles.
Alguns comentários sobre a aparência caricata foram feitos pela equipe, mas quem brilhou na criatividade foram os internautas que, além de ressaltar características do peixe, foram contagiados pela alegria dos cientistas. Assista ao momento!
Os peixes Sladenia shaefersi são comumente encontrados em fundos rochosos profundos, entre 700 e 1.200 metros, justamente onde o animalzinho que ganhou fama foi avistado. Lá, a espécie usa sua aparência e coloração para se camuflarno ambiente. Embora a criatura flagrada na expedição não seja grande, a espécie pode ultrapassar 1 metro de comprimento.
Sladenia shaefersi fotografado durante expedição à encosta profunda, em 2007. Foto: Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos / Domínio público / Wikimedia Commons / Reprodução
As curiosidades desse animal vão além da aparência: as barbatanas peitorais dele foram modificadas ao longo da evolução e ficam na parte inferior do corpo, permitindo que ele se mova como se estivesse “andando” no fundo do mar.
Segundo o perfil da Ocean Exploration Trust, a aparência cômica do peixe esconde, na verdade, um predador eficiente das águas profundas. Sua dieta é composta de peixes menores e crustáceos, como camarões, que são capturados com precisão.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Engana-se quem pensa que a história do Titanicacabou após o naufrágio, em 1912. Não à toa, uma exposição imersiva no legado do barco mais famoso do mundochegará a São Paulo após atracar em diversas cidades ao redor do globo. “Titanic: Uma Viagem Imersiva” promete aproximar os fãs da história de artefatos originais e recriações épicas.
Disputados, os ingressos começam a ser vendidos em 26 de agosto, às 9h. Fãs mais assíduos já podem entrar na lista de espera para garantir com antecedência a entrada. A estreia do evento será em outubro, no Shopping Eldorado, região oeste da capital paulista.
Um mergulho na história do Titanic
A exposição imersiva leva à metrópole paulista mais de 300 artefatos do navio, que vão desde itens da tripulação e objetos da época até bilhetes autênticos da White Star Line (companhia dona da embarcação).
Foto: Divulgação
Os itens ganham ainda mais vida ao lado de recriações de ambientes icônicos do barco, como a famosa escadaria central, um dos grandes símbolos do Titanic. Para isso, a mostra aposta em paisagens 3D, animações em vídeo e um tour guiado por áudio — tudo feito com tecnologia de ponta para você se sentir dentro do navio.
Foto: Divulgação
“Titanic: uma viagem imersiva” promete mostrar a história completa do navio, desde sua construção até a colisão com o iceberg, passando por detalhes dos passageiros, tripulantes e personagens que se destacaram em meio ao trágico acidente, a exemplo do navio Carpathia, que resgatou mais de 700 sobreviventes; e o Californian, que não respondeu aos pedidos de socorro.
Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação
É a chance também de conhecer mais dos “navios-irmãos” do Titanic: o RMS Olympic e o HMHS Britannic — esse último, com outro destino trágico — e garantir uma lembrança da experiência na loja de produtos inspirados no Titanic.
Para quem quiser aproveitar a oportunidade ao máximo, uma atividade envolvendo realidade virtual levará os visitantes para explorar os naufrágiosdo navio de forma detalhada. Essa atração, porém, é cobrada à parte.
O naufrágio do Titanic
Considerado o mais moderno e luxuosonavio de sua época, o Titanic foi construído pela companhia White Star Line, e partiu em sua viagem inaugural no dia 10 de abril de 1912, saindo de Southampton (Inglaterra) rumo a Nova York (Estados Unidos).
Atualmente, o Titanic se encontra a 3,8 mil metros de profundidade no oceano Atlântico. Foto: Atlantic Productions / Magellan / Reprodução
Na noite de 14 de abril, o navio colidiu com um iceberg no meio do oceano Atlântico. Os danos à embarcação fizeram com que ela começasse a afundar. Estima-se que às 2h20 da madrugada do dia 15 de abril o barco naufragou completamente.
Havia cerca de 2,2 mil pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes. Aproximadamente 1,5 mil pessoas morreram, principalmente por hipotermia, nas águasgeladas do oceano.
Exposição Titanic: uma viagem imersiva
Quando: a partir de outubro de 2025
Onde: Shopping Eldorado. Avenida Rebouças, 3970 – Pinheiros, São Paulo-SP Duração: De 60 a 90 minutos Idade: livre Preço: a partir de R$ 45 Ingressos / lista de espera: site oficial de vendas.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No fundo do mar não chega luz solar e um mistério que já intrigou muitos cientistas é: de onde criaturas das profundezas do oceano conseguem tirar energia? A resposta veio recentemente: pesquisadores descobriram ecossistemas completos que, em vez de fotossíntese, fazem quimiossíntese, alimentando-se de energia química.
A descoberta, realizada por pesquisadores do Instituto de Ciência e Engenharia do Mar Profundo da Academia Chinesa de Ciências por meio do submersível Fendouzhe — capaz de explorar profundidades maiores de 10 km por várias horas seguidas — , foi publicada na revista científica Nature, em 30 de julho.
Cotton Field, a uma profundidade de 9.332 metros, com muitos poliquetas brancos (M. grandicirra) que vivem entre os grupos de vermes tubulares (siboglinídeos frenulados). Foto: Xiaotong Peng, Mengran Du et al./ Nature/ Reprodução
No fundo das fossas oceânicas Curilas Kamchatka e Aleutas, no noroeste do Oceano Pacífico, foram localizadas comunidades prósperas repletas de vermes tubulares, moluscos e criaturas brancas espinhosas. Isso tudo a 9.500 metros de profundidade — o local mais fundo onde já foi encontrada formas de vida que se utilizam da quimiossíntese.
Em Blue Marsh e Icy River, foram encontrados vermes tubulares finos e grossos misturados. Foto: Xiaotong Peng, Mengran Du et al./ Nature/ Reprodução
A equipe de pesquisa explorou e descobriu que essas criaturas estão espalhadas nas profundezas do oceano numa área de 2.500 km de comprimento.
Segundo o estudo, a chave para a sobrevivência desses seres são os vazamentos frios — que funcionam como nascentes do fundo do mar responsáveis por liberarem fluidos ricos em metano e sulfeto de hidrogênio.
Em Clam Bed, a 5.743 metros de profundidade, há muitos moluscos bivalves grandes (até 23 cm) que servem de abrigo para anêmonas-do-mar. Foto: Xiaotong Peng, Mengran Du et al./ Nature/ Reprodução
As análises mostraram que o metano é produzido por micróbios em camadas de sedimentos profundas. Esses micróbios, por sua vez, se alimentam da matéria orgânica que desceu da superfície.
Logo, os cientistas envolvidos na pesquisa sugerem que essa forma de vida pode ser mais disseminada em outras fossas oceânicas do que se pensava anteriormente, de acordo com uma declaração divulgada pela editora da revista Springer Nature.
É emocionante — especialmente para um cientista de águas profundas — ir a um lugar que os seres humanos ainda não exploraram– disse Xiaotong Peng , um dos principais autores do estudo, à BBC
Não há dúvidas
Há muito tempo os pesquisadores propõem que as criaturas das profundezas do oceano se alimentam de reações químicas dependentes de sulfeto de hidrogênio e metano, produzidas no fundo do mar. Assim, o estudo quebra um paradigma: elas não dependem apenas da comida que cai da superfície.
Uma grande quantidade de moluscos bivalves chamados I. fossajaponicum (com até 3 cm) foram encontrados junto com vermes tubulares (Anobothrus sp.) em uma área de sedimentos pretos a 6.928 metros de profundidade. Foto: Xiaotong Peng, Mengran Du et al./ Nature/ Reprodução
Até então, essas espécies raramente eram documentadas, de acordo com o estudo. Em pesquisas futuras, eles esperam descobrir como os corpos dessas criaturas quimiossintéticas convertem esses produtos químicos em energia.
Além disso, o metano encontrado nessas profundezas pode ser uma forma importante de armazenar carbono. O que também chama atenção da comunidade científica é como essas criaturas sobrevivem em condições extremas, suportando enormes quantidades de pressão na escuridão total.
De acordo com o estudo, as fossas oceânicas não são um deserto de vida. Pelo contrário: é uma região muito ativa geologicamente, responsável por abrigar vários sítios com atividade vulcânica e sísmica. Por mais hostil que seja o ambiente, as criaturas estão prosperando em grandes profundidades.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Em 2026, a Yamaha celebra os 40 anos da linha WaveRunner. E para comemorar o feito em grande estilo, a marca anunciou o lançamento mundial de uma moto aquática que promete inaugurar uma nova categoria nos jets: a novíssima CrossWave.
De acordo com a empresa, o novo modelo tem “a plataforma mais adaptável que a Yamaha já lançou”. Isso porque o novo jet oferece amplo espaço de armazenamento, acesso fácil ao convés e a maior capacidade de combustívelda categoria. Tudo isso para abraçar dos pescadores e aventureiros aos pilotos mais discretos.
Foto: Yamaha WaveRunners/ Divulgação
São quase 4 metros de comprimento e 1,65 metro de largura, tamanho que torna o CrossWave significativamente maior do que um WaveRunner tradicional — quase 60 centímetros mais longo e 45 centímetros mais largo do que a série FX. A novidade estará disponível nas concessionárias Yamaha no primeiro semestre de 2026, com os preços a serem anunciados.
Mais detalhes sobre o CrossWave da Yamaha
O novo CrossWave apresenta o primeiro convés completo walk around da indústria, segundo a empresa. A área oferece quase 4 metros de espaço plano, com acabamento em tapete marítimo da proa à popa. O design ainda permite uma mobilidade de 360 graus e drenagem para os pés.
Construído sobre a plataforma mais longa e larga da Yamaha e com deque antiderrapante, o lançamento da fabricante japonesa é equipado com um motor de quatro tempos 1899 cc, considerado pela empresa como o equipamento de maior cilindrada do setor de motos aquáticas. O tanque de combustível, por sua vez, tem capacidade para 100 litros.
Essa nova geração de potência equilibra alto desempenho, economia, consciência ambiental e a confiabilidade pela qual a Yamaha é famosa– diz a marca
Preparada para a família, a embarcação foi projetada desde o começo para transportar até quatro pessoas. Apesar disso, tanto o terceiro quanto o quarto assentos são removíveis, ajuste que transforma a popa em um amplo espaço no convés, ideal para guardar coolers, equipamentos de pesca e, claro, relaxar.
No quesito armazenamento, o CrossWave ostenta impressionantes 311 litros de capacidade, com um compartimento dedicado para âncoras na proa e dois adicionais na popa. Dispensando preocupações em longas viagens, o jet vem de fábrica com um cooler de 52 litros, que pode ser montado na proa ou no terceiro e quarto assentos, casos sejam removidos.
Graças à porta de limpeza patenteada pela empresa — e encontrada somente no CrossWave — , o passageiro pode limpar os detritos da turbina sem precisar entrar na água. No leme, as telas duplas Connext e Simrad de 7 polegadas colocam a navegação, a monitorização do sistema e os controles de entretenimento na ponta dos dedos do condutor — tudo touchscreen.
Os condutores podem personalizar ainda mais o convés utilizando o sistema de montagem integrado T-track da Yamaha, que suporta acessórios modulares para pesca, arrumação, descanso e muito mais.
Produzido com tecnologia de última geração, o CrossWave vem preparado, por baixo do convés, para receber uma bateria náutica de ciclo profundo do Grupo 24. Segundo a Yamaha, o recurso faz do jet o primeiro capaz de suportar motores de arrasto, sistemas de iluminação e outros componentes eletrônicos de alto consumo.
Por fim, um reboque Yamaha personalizado e uma geleira premium são fornecidos em série. Não à toa, Bryan Seti, diretor geral da Yamaha WaterCraft, define o novo CrossWave como o “início de uma categoria inteiramente nova de WaveRunner”.
Ela incorpora o nosso compromisso com a inovação, a usabilidade e a diversão, ao mesmo tempo que honra o legado que começou em 1986 com a primeira WaveRunner– conclui Seti
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Que tal visitar o maior salão náutico da América Latina e ainda concorrer a uma lancha Fibrafortmotorizada pela Yamaha? Pode parecer bom demais para ser verdade, mas esse é o cenário do São Paulo Boat Show 2025, que acontece de 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo.
Ao garantir a presença no salão náutico — o maior do tipo realizado na América Latina — , o visitante automaticamente tem a chance de participar do sorteio de uma Focker 188 Joy novinha, equipada com um motorde popa de 4 tempos, o Yamaha F90.
Como participar do sorteio no São Paulo Boat Show 2025
Concorrer a uma lancha no sorteio do São Paulo Boat Show 2025 é simples. Basta preencher o cupom que será entregue logo na chegada ao salão, com dados pessoais mais a resposta para a pergunta: qual o nome do evento que realiza o sorteio da lancha Focker 188 Joy com motor de popa F90 Yamaha?
Focker 188 já com motor Yamaha F90. Foto: Revista Náutica
Depois, é só depositar o cupom na urna localizada na entrada do evento. Mas atenção ao prazo: você precisa inserir seu bilhete das 15h do dia 18/09 às 20h do dia 23/09. A partir daí, é só cruzar os dedos!
O sorteio será realizado no próprio salão náutico, no dia 23 (último dia de evento), às 20h30, com livre acesso ao público e transmissão ao vivo pelo YouTubee Instagramda NÁUTICA. Na data, 1 cupom da urna será sorteado entre todos, de forma manual e aleatória.
O selecionado será considerado ganhador apenas se o papel estiver devidamente preenchido, atendendo aos requisitos da promoção. O prêmio ficará disponível até 24 horas depois do sorteio, no mesmo local de realização, para a retirada do ganhador.
Conheça a Focker 188 Joy
Lançada em 2020, a Focker 188 Joy é o modelo de entrada da Fibrafort, tida pela marca como uma lanchaideal tanto para iniciantes na náutica quanto para quem pesca e pratica esportes aquáticos.
Foto: Fibrafort / Divulgação
O barco foi planejado para oferecer espaço e funcionalidade, facilitando a circulação e a integração dos até sete passageiros que comporta em seus 5,50 m de comprimento e 2,10 m de boca.
Segundo a marca, a embarcação que leva motorização de popa (1x 75 hp a 140 hp) pode ser transportada facilmente por um veículo SUV.
Saiba mais do motor Yamaha F90C
O motor de popa F90C da Yamaha faz parte da nova geração dos equipamentosde 4 tempos da marca e apresenta diversos pontos de evolução em comparação a seu antecessor, o Yamaha F90B.
Motor Yamaha F90 vai equipar a lancha sorteada no salão náutico. Foto: Yamaha / Divulgação
São 16 válvulas de 1.832 cilindradas e eixo de comando único, sendo 4 válvulas por cilindro. Além do bloco do motor ser completamente novo, utiliza a rabeta do F115, o que proporciona muito mais resistência, força e economia.
Foto: Yamaha / Divulgação
No visual, destaque para o sistema no capô, que facilita a drenagem de águaenquanto o motor estiver em operação. Já na usabilidade, vale destacar a tranquilidade na manutenção.
O sorteio que acontecerá no São Paulo Boat Show 2025 é fruto de uma parceria entre Fibrafort, a Yamaha e a Boat Show Eventos.
CERTIFICADO DE AUTORIZAÇÃO SPA/ME Nº 06.043758/2025
São Paulo Boat Show 2025
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No 3º episódio da série “Construção do Veleiro Bravura“, o barco começa a ganhar uma nova cara — mesmo que nem tudo tenha saído como o planejado. Angelo Guedes recalcula a rota de seu cronograma, testa novos estilos de solda e instala as longarinas da embarcação, que será motorizada por Yanmar. Tudo isso você confere nesta terça-feira (19), às 20h, no Canal Náutica do YouTube.
Nem mesmo o melhor dos planejamentos está imune a adversidades. No caso de Angelo, seu cronograma de etapas foi afetado por algo totalmente fora de seu controle: a alta do dólar, em 2020.
Ele viu o preço do alumínio, material essencial do veleiro, aumentar. Logo, o processo de chapear o casco, virar o barco e soldar a parte interna, inicialmente estruturados para aquele ano, precisou esperar mais um pouco para sair do papel.
Por outro lado, sua solução foi simples: antecipar as produções de 2021. Sem perder tempo, ele busca por peças de alumínio em uma cidade distante de sua “fábrica”, prepara os cunhos (utilizados para prender cabos com segurança) e avança na construção do casco.
Decidi construir o barco porque não tinha dinheiro para comprar um. Espero que no máximo em 4 anos fique pronto– planejou Angelo Guedes em vídeo gravado em 2020
Com o sistema de quilha e leme bem adiantados, é hora de instalar as longarinas, processo que vem acompanhado de um fiel escudeiro: o guincho talha. Inclusive, o suporte para essa máquina que auxilia Angelo no encaixe das peças foi construído por ele mesmo no 3º episódio do Veleiro Bravura.
Angelo utilizando o sistema de tralha para encaixar as longarinas do barco. Foto: Revista Náutica
O novo capítulo revela como Guedes consegue desenvergar chapas — processo difícil quando feito apenas com a força humana — , e o objeto utilizado surpreende por ser um tanto quanto… inusitado.
Casco do Bravura começa a ganhar forma. Foto: Revista Náutica
O construtor ainda testa outro estilo de soldagem, desta vez, com auxílio de cerâmica, sem chanfro — ou seja, sem cortes em ângulo. Um problema com o “spray revelador” deixa a experiência pouco agradável, embora seu teste tenha dado vida a uma nova peça — afinal, na construção do Bravura o desperdício não tem vez.
Um alumínio a menos que eu preciso comprar– brincou
Impulsionado pela Yanmar
Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.
Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.
O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.
Acompanhe tudo no Canal Náutica do YouTube!
Para não perder nenhum episódio dessa épica jornada, inscreva-se no Canal da Náutica no YouTube e ative o sininho. Assim, você sempre será notificado quando um vídeo estrear — não só da “Construção do Veleiro Bravura”, mas de outras produções NÁUTICA.
A série terá episódios novos toda terça-feira, às 20h (horário de Brasília). Embarque nessa aventura com a gente!
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No coração de Paris, uma praia deliciosamente macabra que troca o verde e amarelo pelo roxo cadavérico está dando o que falar. Essa é a Wednesday Beach, um espaço gratuito dedicado aos fãs do universo gótico de Wandinha, protagonista da série homônima que estreou recentemente a sua 2ª temporada na Netflix.
Estrelada por Jenna Ortega, a série explora o universo sádico de Wandinha (ou Mercredi, na versão francesa), filha mais velha da estranha Família Addams. Com fascínio pelo mórbido, a praia se baseia na mesma estética da personagem: sombria e fúnebre — mesmo que o sol do verão deixe tudo mais alegre.
Wednesday Beach, no Paris Plages. Foto: Instagram @netflixfr/ Reprodução
Organizada pela Prefeitura de Paris em parceria com a Netflix, a área oferece tudo que uma praia normal poderia ter: banhos de sol em espreguiçadeiras, vôlei, pingue-pongue e, claro, areia. Mas essa definitivamente não é uma praia comum, logo, os destaques ficam por conta da dominância dos tons de roxo, das cabines fotográficas sombrias e dos caixões abertos instagramáveis.
A imersiva Wedsneyday Beach ocupa mil metros quadrados da Promenade Édouard Glissant, ao pé do Museu d’Orsay. Por lá, inclusive, os visitantes terão um lugar na primeira fila para admirar a pira olímpica subindo mais uma vez no céu de Paris — sede dos Jogos Olímpicos de 2024.
Um verão sombrio
Inaugurada em 31 de julho, a praia gótica continuará disponível para todos os públicos até o dia 31 de agosto. Como era de se imaginar, o ambiente lúdico foi concebido para, além de chamar atenção pela estética, promover a 2ª temporada de Wandinha, um sucesso de audiência e de público da Netflix.
Foto: Instagram @netflixfr/ Reprodução
Há quem diga que a noite mais mórbida do verão parisiense foi durante o lançamento da Wednesday Beach, local que também foi palco para as estrelas da produção da Netflix. Na praia apareceram o diretor da série, Tim Burton, e a cereja do bolo (ou melhor, o último prego do caixão) Jenna Ortega, protagonista que interpreta Wandinha.
No dia 6 de agosto, o retiro gótico deu espaço para a estreia do primeiro episódio da nova temporada, que foi exibido num telão às 20h do horário local de Paris — com pé na areia e uma mãozinha na pipoca.
Num cenário que carrega traços do colégio de Nunca Mais, escola onde estuda a protagonista, o ambiente já recebeu shows de violoncelo — à lá Wandinha — , meditação guiada e sessão de acupressão, tanto de dia quanto de noite.
Foto: Instagram @netflixfr/ Reprodução
Um verão cheio de emoções e totalmente macabro aguarda os fãs da Família Addams — ou qualquer curioso que passar pelo local. Enfim, um bom lugar para descansar em paz.
Confira a programação da praia de Wandinha Addams
20 de agosto de 2025
16h/ 17h/ 18h/ 20h: concerto de violoncelo (com duração de 20 minutos).
27 de agosto de 2025
15h – 16h: Bingo Drag Wednesday;
18h: concurso de cosplay organizado por uma drag queen e animação fotográfica.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
As novidades da aguardada linha 2026 da Sea-Doo foram finalmente reveladas pela fabricante BRP (Bombardier Recreational Products) no último domingo (17), durante um evento global em Boston, nos Estados Unidos. Os destaques ficaram por conta da tela de sucesso do GTX Limited 325, que agora chega a mais modelos, e dos novos e mais potentes pontoons Switch — embora estes ainda sem previsão de lançamento no Brasil.
O portador das boas notícias foi James Hines, diretor de Estratégias de Produto da marca canadense. Segundo ele, “a linha de 2026 deve dar continuidade a uma história épica, que já dura mais de meio século e fez da Sea-Doo a marca número 1 em motos aquáticas no mundo”.
Tela intuitiva do GTX Limited 325 estará em mais modelos
De acordo com Hines, pesquisas da Sea-Doo mostraram que até 65% das viagens de clientes da marca envolvem o uso de um smartphone. Por outro lado, o levantamento apontou que os usuários gostariam de não precisar pegar o celular durante o trajeto para escolher músicas, consultar mapas ou localizar amigos.
Por isso, uma das grandes inovações da marca para a linha de 2026 é a expansão da tela intuitiva — que fez sucesso no GTX Limited 325 — como padrão para os modelos RXT-X, FishPro Trophy, Wake Pro e Explorer Pro. A tecnologia ainda poderá entrar como opcional no modelo RXP-X.
Tela de sucesso do GTX Limited 325 agora chega a mais modelos. Foto: BRP / Reprodução
Sensível ao toque, o dispositivo de 10,25 polegadas traz funções de conectividade inteligentes, projetadas especificamente para os pilotos da Sea-Doo, com funções como estatísticas de direção, música, mapas e muito mais.
Há também recursos exclusivos para modelos específicos. No FishPro Trophy, por exemplo, os pescadores podem seguir um mapa de navegaçãomarítima detalhado na tela principal, usando o aplicativomóvel BRP GO! e, em seguida, usar o GPS Garmin exclusivamente no modo localizador de peixes, para aumentar as chances de captura.
GTX Limited 325 com a tela intuitiva foi apresentado em primeira mão no São Paulo Boat Show 2024. Foto: Revista Náutica
A linha 2026 de jets Sea-Doo ainda aterá mais modelos ostentando recursos populares, como o amortecedor de direção hidráulica, que agora será oferecido no FishPro Trophy; e o sistema inteligente sem detritos, que será padrão no GTI SE.
Como de praxe, as motos aquáticas ganharão um novo leque de cores. Durante o evento, um RXP-X 2026 foi apresentado na nova cor azul Gulfstream. Veja:
Em 2022, a Sea-Doo entrou no mercado de pontoons com o Switch, que visa ser moderno, adaptável, acessível e divertido para toda a família. Mas, mais do que isso: a marca acredita que “o Switch pode e deve ser o pontoon número 1 do mercado”, como afirmou Hines.
Para chegar a esse objetivo, alguns pedidos dos fiéis clientes da marca foram atendidos para a linha 2026. O principal deles gira em torno da potência dessas embarcações, que contarão com um motor Rotax Ace 1630 com 300 hp de potência. Os barcos mais potentes também oferecerão 60% mais capacidade de combustível, com 176 litros.
Novos modelos Switch Cruise Limited 300 hp e Switch Fish Compact 170 hp são novidades para a linha 2026. Foto: BRP / Reprodução
Há boas notícias também para o sistema de som, especialmente em alguns modelos Cruise e Sport, que virão equipadoscom um novo pacote de tecnologia padrão de fábrica. Trata-se de um sistema de áudio premium BRP, com duas mesas de canto, cada uma delas com dois alto-falantes — um deles com amplificador e subwoofer.
Esses modelos ainda virão pré-cabeados para duas mesas de canto adicionais, possibilitando até oito alto-falantes a bordo. O pacote de tecnologia também inclui tela intuitiva de fábrica, abrangendo os mesmos recursos do display presente na linha 2026 de motos aquáticas.
Outra função muito aguardada que também chega na linha 2026 da Sea-Doo é o detector de profundidade.
O público ainda pode esperar, segundo a marca, portas de canto traseiras no pacote Cruise, um guidão ajustável em todos os modelos de 230 e 300 hp, um novo bímini duplo e um inovadorsistema de amortecedor a gás, que torna a abertura e o armazenamento da capota mais fáceis e rápidos.
Novas portas traseiras na linha Cruise. Foto: BRP / Reprodução
Ainda nos pontoons, dois novos modelos chegam para agregar ao portfólio da marca: o Switch Cruise Limited, de 18 pés e 300 hp de potência; e o Switch Fish Compact, de 13 pés e 170 hp de potência. Os modelos poderão ser personalizados com uma linha de acessórios projetada para atender às mais diversas necessidades. Entre eles, destaca-se a opção de mesa de churrasco.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A Hidea Motores escolheu o São Paulo Boat Show 2025 como palco para o início de uma nova fase, marcada por um portfólio mais amplo e diverso. No evento, a empresa lançará três motores de popa que prometem, acima de tudo, potência nas águas: os modelos têm 150 hp, 175 hp e 200 hp.
As três novidades serão apresentadas ao mercado no salão náutico paulista, mas só estarão disponíveis para venda a partir de 2026, por isso a marca ainda não divulgou os valores. No entanto, agora os modelos poderão vir na cor branca, atendendo a um pedido frequente dos consumidores da marca no Brasil.
Três novidades da Hidea Motores que serão lançadas no Boat Show em SP têm 150 hp, 175 hp e 200 hp. Foto: Hidea Motores / Reprodução
Além do trio de lançamentos, a Hidea levará máquinas lançadas recentemente ao estande, como o motor de popa de 6 hp 4 tempos com partida elétrica, revelado no Rio Boat Show, em abril, e os modelos de 15 hp e 20 hp, também de popa e disponíveis com partida elétrica, que estiveram no Marina Itajaí Boat Show em julho.
Novo motor Hidea 200 hp. Foto: Hidea Motores / Reprodução
Para fechar o leque da marca no evento, serão expostos motores de popa de 2 e 4 tempos, além do motor Turbo Jet, que vem sem hélice para ter um bom desempenhoem águas rasas.
São Paulo Boat Show 2025
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
No início de maio deste ano, pescadores flagraram o que seria a primeira aparição de uma baleia-jubarte em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo. Mal sabiam eles que, neste ano, a região bateria um recorde de avistamentos do animal: ao menos 695 foram vistas desde então.
A temporada de baleias no Brasilcostuma abranger o período de junho a novembro, quando esses cetáceos deixam as águas geladas da Antárticapara se reproduzirem nas águas quentinhas do país. Confira um dos muitos registros desses animais, feito pelo fotógrafo Rafael Mesquita:
O Litoral Norte de São Paulo tem sido uma parada obrigatória dessas gigantes, especialmente de jubartes (Megaptera novaeangliae). Mas nem sempre foi assim — mesmo a nível nacional.
Da quase extinção ao recorde de avistamentos
Há pouco mais de 20 anos, um dos primeiros censos para monitorar a presença de baleias-jubarte em águas brasileiras registrou o número alarmante de 3360 animais. Para se ter uma ideia, especialistasda época diziam que entre 27 e 30 mil desses mamíferos costumavam ser vistos nas águas do país durante a temporada de reprodução da espécie.
Foto: wirestock / Envato
A devastação dessas baleias era fruto da caçaindiscriminada em busca de seu óleo — usado para iluminação, lubrificação e fabricação de diversos produtos. No Brasil, ganhou força nos idos de 1602, especialmente na região do Recôncavo Baiano, com a chegada dos baleeiros bascos e depois das armações baleeiras, estabelecidas entre os estados de Bahia e Santa Catarina.
Incontáveis jubartes foram sistematicamente atacadas, principalmente entre Bahia e São Paulo. A caça de baleias só foi legalmente proibida no Brasil em 1987, com a Lei nº 7.643, que proíbe a pescade cetáceos nas águas jurisdicionais brasileiras e estabelece punições para quem desrespeitar a proibição, incluindo prisão e multas.
De lá para cá, a população de jubartes no país segue em constante evolução. Sérgio Cipolotti, coordenador nacional do Projeto Baleia Jubarte, que atua no litoral paulista, revelou ao g1 que o número que não passava dos 4 mil, hoje já mais do que triplicou.
O projeto tem um censo aéreo desde 2001 […] e hoje a gente passa dos 25 mil na costa brasileira– contou Cipolotti ao veículo
Regras na hora de avistar baleias no Brasil
Embora as baleias estejam cada vez mais à vontade em águas brasileiras, existem regras para avistá-las de maneira saudável.
A atividade de Turismo de Observação de Baleias no país é normatizada pela Lei Federal 7.643 de 1988, que proíbe o molestamento intencional de qualquer espécie de cetáceo, e pela Portaria IBAMA 117 de 1996, que define normas específicas para a atividade.
Aproximar-se de qualquer espécie de baleia com o motorligado a menos de 100 metros de distância do animal mais próximo;
Religar o motor antes de avistar claramente as baleias na superfície ou a uma distância de no mínimo 50 metros da embarcação;
Perseguir, com motor ligado, qualquer baleia por mais de 30 metros, ainda que respeitadas as distâncias estipuladas acima;
Interromper o curso de deslocamento de cetáceo de qualquer espécie ou penetrar intencionalmente em algum grupo, os dividindo ou dispersando;
Produzir ruídos excessivos, como música, percussão de qualquer tipo ou aqueles gerados pela operação normal da embarcação, a menos de 500 metros de qualquer cetáceo;
Despejar qualquer tipo de detrito, substância ou material a menos de 500 m de qualquer cetáceo;
É proibida a prática de mergulhoou natação, com ou sem o auxílio de equipamentos, a uma distância inferior a 50 metros de baleia de qualquer espécie.
Vale destacar que as baleias chegam ao Brasil em ciclo de reprodução — um período sensível, que faz das regras ainda mais essenciais para um avistamento saudável. Procure projetos voltados a esses mamíferos, que levam turistas para vê-los de pertinho por meio de operadoras de turismo confiáveis, que seguem as Normas de Avistagem no Brasil.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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