Semana de Vela de Ilhabela: confira os resultados gerais do 2º dia

Falta de vento dificultou o trabalho das equipes e gerou cancelamento das regatas nas classes ORC e BRA-RGS nesta terça-feira (22)

23/07/2025

A 52ª edição da Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval (SIVI) segue a todo vapor no litoral norte de São Paulo — embora o vento tenha recusado o convite para a festa. O trabalho duro das equipes e o cancelamento das disputas de duas classes marcaram o segundo dia de regatas, que aconteceu nesta terça-feira (22).

Depois de diversas largadas, as classes C30, RGS Cruiser e Clássicos conseguiram concluir suas regatas — diferentemente das equipes da ORC e da BRA-RGS, que viram as disputas serem canceladas devido as condições do vento.

 


Os barcos da SIVI voltam para a água já nesta quarta-feira (23), às 12h, com regatas para todas as classes. Até lá, confira os resultados gerais acumulados do segundo dia:

Clássicos

  1. Kameha Meha (Xavier Marie Georges) – 34,80 pontos;
  2. Vendetta (Marco Nico D’ippolito) – 32,30 pontos;
  3. Pepa XXI (Manfred Kaufmann Jr) – 31,60 pontos;
  4. Fuga III (Fabiana de Souza Leite) – 31,40 pontos;
  5. Pepa XIX (Carlos Frederico Hackerott) – 30,20 pontos.

RGS Cruiser

  1. Blue Wind (James Bellini) – 67,30 pontos;
  2. BL3 Urca (Clauberto Andrade) – 63,90 pontos;
  3. Invocado (Marco Polo de Mello) – 61,50 pontos;
  4. Spalla (Paulo Sergio Boscarioli) – 37,40 pontos (DNF);
  5. João Das Botas (Paulo Ricardo Donario) – 35,20 pontos (DNF).

C30

  1. Relaxa Building (Tomas Funari Negrão) – 11,70 pontos;
  2. Tonka (Demian Pons) – 11,40;
  3. Bravo C30 (Jorge Berdasco) – 10,50 pontos;
  4. Kaikias EMS (Daniel Hilsdorf) – 9,30 pontos;
  5. Loyalty 06 (Alexandre Leal) – 7,60 pontos.

Agenda da Semana de Vela de Ilhabela 2025

19 de julho (sábado)

  • Das 9h às 22h: Credenciamento (todas as classes);
  • 13h: Regata Vela do Amanhã (todas as classes);
  • 17h: Reunião de Comandantes (todas as classes);
  • 17h30: Coquetel de boas-vindas (todas as classes);
  • 19h: Abertura oficial da SIVI 52.

20 de julho (domingo)

  • Das 8h às 16h: Credenciamento (todas as classes);
  • 10h30: Desfile dos barcos (todas as classes);
  • 11h20: Apresentação da esquadrilha da fumaça (todas as classes);
  • 12h20: Largada da Regata de Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil (classe ORC);
  • 12h30: Largada da Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (classe C30);
  • 12h40: Largada da Regata de Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil (classes RGS A e B);
  • 12h40: Largada da Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (classes BRA-RGS C; RGS CRUISER A, B e C; CLÁSSICOS A, B E C).

21 de julho (segunda-feira)

  • Dia livre.

22 de julho (terça-feira)

  • 12h: Regata Mitsubishi – Eduardo de Souza Ramos (todas as classes);
  • 17h: Premiação da regata do dia.

23 de julho (quarta-feira)

  • 12h: Regatas (todas as classes);
  • 17h: Premiações das Regatas de Alcatrazes, Toque-Toque e do desfile.

24 de julho (quinta-feira)

  • 12h: Regatas (todas as classes);
  • 17h: Confraternizações no Yacht Club de Ilhabela (todas as classes).

25 de julho (sexta-feira)

  • 12h: Regatas (todas as classes);
  • 20h: Premiações do Campeonato Brasileiro de Classes C30;
  • 20h20: Premiação da regata por equipe;
  • 20h30: Premiação da Classe Soto 40.

26 de julho (sábado)

  • 12h: Regatas (todas as classes);
  • 19h: Premiação da SIVI 52.

O evento é apresentado pelo Banco Daycoval e realizado pelo Yacht Club de Ilhabela em parceria com a Prefeitura de Ilhabela. Conta ainda com o apoio da Marinha do Brasil e o patrocínio de empresas privadas.

 

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    Chegou a hora! Garanta o seu ingresso para o São Paulo Boat Show 2025

    Maior salão náutico da América Latina acontece de 18 a 23 de setembro. Leitores de NÁUTICA têm desconto

    De 18 a 23 de setembro, o pavilhão do São Paulo Expo, na zona sul da capital paulista, estará recheado com os principais lançamentos do mercado náutico — e você já pode garantir o seu lugar nesse espetáculo. Isso porque estão abertas as vendas de ingressos para a 28ª edição do São Paulo Boat Show!

    Durante seis dias, os amantes desse universo poderão imergir em um mar de possibilidades — mesmo que em terra firme. O maior salão náutico da América Latina reúne estaleiros de nomes nacionais e internacionais, que escolhem o evento como palco para apresentar suas principais novidades.

     

    Na edição de 2024, mais de 170 embarcações foram expostas, sendo 50 delas lançamentos — e a expectativa para 2025 é superar esses números.

    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

    Não bastassem as embarcações — que vão dos jets e lanchas de pequeno porte até os iates — , o visitante ainda encontra grandes marcas de motores, acessórios, equipamentos e serviços, além de produtos inovadores que chamam atenção logo no primeiro olhar.

    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

    Lancha com aparência de carro, casa flutuante, bicicleta aquática, pranchas de e-foil, veículos off-road, carros esportivos, desfile de moda, sorteio de barco e até um helicóptero são algumas das atrações que já passaram pelo evento.

    Foto: Revista Náutica

    Tudo isso a alguns metros de distância, o que garante uma comparação precisa e qualificada na hora de escolher onde investir, já que o ambiente também garante trocas valiosas com especialistas do setor.

    Adquira o seu ingresso para o São Paulo Boat Show 2025

    Para garantir sua presença no maior salão náutico da América Latina, basta acessar o site oficial de ingressos e selecionar a quantidade e tipo de entradas desejadas. As formas de pagamento aceitas são cartão de crédito (em até 12 vezes) e pix. Crianças de até 1 metro de altura não pagam.

     

    O ingresso para o São Paulo Boat Show 2025 custa R$ 110, mais taxas de serviço. Idosos e pessoas com deficiência (PcD’s) têm direito a meia-entrada, por R$ 55 (mais taxas). Leitores de NÁUTICA têm desconto: usando o cupom NAUTICA30 no site de vendas, a tarifa inteira sai por R$ 77 (mais taxas).


    São Paulo Boat Show 2025

    A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.

     

    Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.

    Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

    Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.

     

    A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.

     

    Anote aí!

    SÃO PAULO BOAT SHOW 2025

    Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025
    Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP)
    Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h.
    Mais informações: no site do evento
    Ingressos: site oficial de vendas

     

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      Inédito: veículo subaquático fotografa minério valioso a quase 6 mil metros de profundidade

      AUV Orpheus Ocean, dispositivo utilizado na missão, pode alcançar até 11 mil metros no fundo do oceano

      22/07/2025

      A tecnologia está nos levando para lugares que, sozinhos, nunca conseguiríamos. Em feito inédito, um veículo subaquático autônomo (AUV) fotografou nódulos de manganês — minério crucial para a transição energética global — numa área nunca antes vista pela ciência: no fundo do oceano, a 5. 645 metros de profundidade.

      O registro aconteceu próximo à Fossa das Marianas — o ponto mais profundo da Terra — ao leste da Comunidade das Ilhas Marianas do Norte. A descoberta é resultado de uma super expedição liderada pelo Instituto Cooperativo de Exploração Oceânica (OECI), com o apoio da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) e outras agências ambientais dos Estados Unidos.

      Nódulos de manganês. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

      A missão visava mapear e entender melhor as áreas remotas das profundezas, se concentrando justamente em ambientes e características geológicas que poderiam conter os nódulos de manganês. Esse pequeno minério — que mede entre 1 e 10 centímetros — encontrado no fundo do oceano possui propriedades geoquímicas únicas, sendo alvo de interesse para cientistas marinhos e gestores de recursos.


      Realizada a bordo do Exploration Vessel Nautilus (da Ocean Exploration Trust – OET), a expedição permitiu as primeiras observações diretas desses locais remotos, validando previsões de especialistas envolvidos no estudo. Andy Gartman, líder do Projeto de Recursos Minerais Globais do Fundo do Mar da United States Geological Survey (USGS), comentou sobre a descoberta.

      A planície abissal visitada nesta missão é uma das áreas menos conhecidas da Terra. Os dados e imagens compilados nos ajudam a refinar mapas de prospectividade do fundo do mar– destacou o pesquisador

      Adam Soule, professor de oceanografia da Escola de Pós-Graduação em Oceanografia da Universidade de Rhode Island e diretor executivo da OECI, destacou a importância da coleta de dados que permitam a compreensão da distribuição de depósitos minerais em águas profundas.

      A maior necessidade atual são os dados de base, que exigem ferramentas altamente especializadas– enfatiza Soule

      Tecnologia inédita

      Desenvolvido entre 2018 e 2024 pela Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI) e pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, o AUV Orpheus, operado pela Orpheus Ocean, veio para contribuir — e muito — com a missão científica de mapear o fundo do oceano.

      AUV Orpheus. Foto: Instagram @orpheusocean/ Reprodução

      O novo veículo subaquático autônomo foi projetado para alcançar as maiores profundidades, chegando a 11 mil metros. Em missões, o dispositivo opera próximo ao fundo do mar — ou até mesmo nele — e realiza levantamentos de sensores de alta resolução.

       

      O sistema ainda conta com coleta de amostras de água do fundo do mar em áreas de interesse com cerca de 1km². Logo, essa tecnologia é crucial para explorar e caracterizar ambientes bentônicos (regiões do fundo de qualquer corpo d’água), devido a sua capacidade de usar cargas úteis personalizáveis e prática autônoma.

       

      Para isso, a Orpheus Ocean prioriza a colaboração com governos, instituições de pesquisa e outros grupos dedicados ao avanço da ciência e conservação. É isso o que defende Aurora Elmore, gerente do programa de Exploração Oceânica da NOAA.

      Para administrar de forma responsável o fundo do mar e seus recursos, precisamos alavancar parcerias público-privadas e tecnologias emergentes para coletar informações básicas críticas– afirma a gerente.

       

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        Estudo mergulha carcaça de vaca no mar para observar comportamento de animais

        Imagens indicaram detalhes sobre tubarões-dorminhocos do Pacífico registrados a 1.629 metros de profundidade

        Por: Nicole Leslie -

        Por mais inusitado que pareça, uma carcaça de vaca foi lançada no fundo do Mar do Sul da China para um experimento científico. O objetivo era observar como a fauna local reagiria ao material, e o resultado revelou um comportamento até então inédito de tubarões-dorminhocos-do-Pacífico (Somniosus pacificus).

        A carcaça foi amarrada a 1.629 metros de profundidade e monitorada por uma câmera subaquática. Durante o experimento, os pesquisadores registraram oito tubarões-dorminhocos se alimentando do material, comportamento até então pouco documentado em regiões fora das águas frias e profundas do hemisfério norte.

         

        As imagens mostraram os tubarões atacando a carcaça e se posicionando em fila durante a alimentação. Além disso, outro padrão curioso foi observado: os tubarões maiores investiam direto e agressivamente, enquanto os menores se aproximavam com cautela, em movimentos circulares antes de morderem o alimento.

        Tubarão dorminhoco de porte pequeno perto da carcaça de vaca. Foto: ​​Ocean-Land-Atmosphere Research 2025 / Reprodução

        Os vídeos revelaram que enquanto um tubarão se alimentava, outros aguardavam por perto, em uma espécie de revezamento. O comportamento foi comparado pelos cientistas ao que já foi observado em grandes carcaças de baleias flutuantes, onde também há uma aparente hierarquia de alimentação entre os tubarões.

         

        Essa dinâmica pode indicar que a prioridade alimentar entre os tubarões segue uma lógica de intensidade competitiva. Mesmo nas profundezas, a ordem e o comportamento “educado” durante a alimentação podem refletir estratégias adaptativas ligadas à sobrevivência desses predadores.

        Tubarão dorminhodo de grande porte se alimentando da carcaça de vaca. Foto: ​​Ocean-Land-Atmosphere Research 2025 / Reprodução

        Durante a análise, também foram observados pequenos parasitas brancos aderidos ao dorso dos tubarões. No entanto, os cientistas não conseguiram identificar as espécies com precisão por falta de imagens comparativas, e levantaram hipóteses sobre sua origem — que podem ser da superfície ou nativos de águas profundas.

         

        Além dos tubarões e parasitas, as imagens revelaram outros habitantes das profundezas, como um peixe-caracol (família Liparidae), isópodes gigantes do gênero Bathynomus e anfípodes coloridos pertencentes à família Hirondelleidae.


        O estudo ressalta que os tubarões-dorminhocos-do-Pacífico eram, até então, documentados principalmente no Pacífico Norte. A aparição nas Ilhas Salomão e Palau já era considerada um avanço, mas o registro no Mar da China Meridional é o mais ao sul já feito.

         

        Essa nova localização indica uma possível expansão para o sudoeste no alcance da espécie. A descoberta amplia a compreensão sobre a distribuição geográfica desse animal e levanta novas questões sobre os fatores ambientais e ecológicos que motivam esse deslocamento.

         

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          Lançado em Mônaco, novo conceito de “SUV do mar” une potência, luxo e versatilidade

          Iate SUY110 é resultado do estaleiro italiano Antonini Navi com design de Fulvio de Simoni; saiba os detalhes

          Por: Nicole Leslie -

          Em terra, os veículos utilitários esportivos — do termo Sport Utility Vehicle, ou simplesmente SUV — são conhecidos por combinar características de carros de passeio e utilitários. Essa tendência vem sendo levada também para as águas, com modelos que unem elementos de diferentes embarcações para criar iates potentes e luxuosos: os chamados “SUVs do mar”.

          Nesse contexto, o estaleiro Antonini Navi se uniu ao renomado estúdio de design Fulvio de Simoni para lançar uma embarcação no melhor estilo crossover que essa nova categoria — se é que pode ser considerada uma — sugere.

           

          O resultado foi o iate SUY110, revelado durante evento em Mônaco neste ano. O próprio nome faz referência à sigla SUV, onde o “V” de Vehicle (veículo) foi substituído por “Y”, de Yacht (iate).

          Foto: Antonini Navi / Reprodução

          A embarcação combina a potência e a autonomia de um barco explorador com o acabamento e o design elegantes cada vez mais valorizados no setor náutico — bem distante do visual robusto que os exploradores costumam apresentar. E ainda é personalizável aos gostos do proprietário.


          “SUV do mar”: saiba as novidades

          Com 109 pés (33,5 metros), o SUY110 foi projetado para acomodar até dez hóspedes em cinco cabines, incluindo uma suíte master com a largura total da boca (7,5 metros). Há também espaço reservado para seis tripulantes.

          Foto: Antonini Navi / Reprodução

          O desempenho prevê velocidade de cruzeiro de 12 nós, máxima de 13 nós e autonomia de 4 mil milhas náuticas a 10 nós — resultado da dupla de motores Caterpillar C18, que variam entre 1.800 e 2.100 rpm.

          Foto: Antonini Navi / Reprodução

          A venda do modelo é realizada pela Moravia Yachting, empresa com mais de 60 anos de atuação no mercado de iates de luxo. Embora o preço não tenha sido divulgado, a corretora afirma que, por já contar com arquitetura totalmente definida, o processo de construção e entrega é mais ágil do que o habitual — com prazo estimado em até dois anos.

          Foto: Antonini Navi / Reprodução

          Mesmo sem unidades prontas, a novidade do estaleiro italiano já rendeu duas vendas. Ambas têm entrega prevista para 2026.

          Por dentro do SUY110

          O iate é distribuído em quatro níveis que prezam pela versatilidade — por isso, o design de interiores é inteiramente personalizável. No primeiro andar, um hangar de 45 m², localizado na popa, permite guardar um bote auxiliar de 5 metros, um bote secundário menor, jets e ainda sobra espaço para outros brinquedos náuticos.

          Foto: Antonini Navi / Reprodução

          Um nível acima, o deque elevado de 60 m² se conecta ao convés principal, formando um espaço flexível entre interior e exterior. Há também uma varanda de 60 m² que pode receber jacuzzi e até um veleiro de pequeno porte, a depender da configuração escolhida.

           

          Por essas e outras, o SUY110 é ideal para quem busca flexibilidade e estilo — seja para passeios de aventura, escapadas em família com requinte ou uma experiência de navegação mais generosa e multifuncional.

           

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            Ictiossauro Fiona: o fóssil grávido de 131 milhões de anos que resistiu ao tempo

            Com dois filhotes no ventre e sinais de uma última refeição, fóssil é peça-chave para entender a vida marinha e os eventos geológicos do Cretáceo

            Há 131 milhões de anos, um animal semelhante a um golfinho navegava pelas águas do que hoje é o Parque Nacional Torres del Paine, no Chile, quando foi atingido por um deslizamento de terra subaquático e morreu. Trata-se de Fiona, um ictiossauro que teve seus ossos encontrados há 16 anos. Além de indicar que a fêmea estava prenhe, o fóssil revela aspectos das mudanças geológicas da Terra naquela época em um novo estudo.

            O fóssil de ictiossauro foi encontrado por Judith Pardo-Pérez, paleontóloga da Universidade de Magallanes, no Chile, em 2009. No ano seguinte, ao retornar ao local, a pesquisadora teve a surpresa: os ossos aparentes — fruto do derretimento das geleiras da região da Patagônia, que vem aumentando nos últimos anos — indicavam a presença de um feto de 15 centímetros de comprimento.

             

            O processo para o estudo do ictiossauro seguiu por anos, até que, em 2022, o fóssil de 3,3 metros de comprimento foi transportado de avião em cinco pedaços, cada um pesando cerca de 180 kg, para o Museu de História Natural Río Seco, em Punta Arenas, no Chile.

            Uma pesquisadora estuda Fiona no Museu de História Natural do Rio Seco. Foto: Irene Viscor / Divulgação

            A partir daí, o animal foi identificado como Myobradypterygius hauthali. A análise foi publicada em fevereiro deste ano na revista Journal of Vertebrate Paleontology. Após a publicação do artigo, uma tomografia computadorizada das partes do fóssil que ainda estão envoltas em rocha revelou outro feto completo preservado dentro de Fiona.

            Revelando a história

            O ictiossauro recebeu o apelido da famosa ogra do filme “Shrek” pela cor esverdeada que os ossos ficaram como reação à cola usada para protegê-los. Mas depois voltaram à coloração natural. Fiona é a única ictiossauro prenhe totalmente preservada e escavada do Chile, e a primeira nessa condição conhecida do Hauteriviano, um período do Cretáceo Inferior.

            Ilustração representa possível aparência de ictiossauros. Foto: Heinrich Harder / Wikimedia Commons / Reprodução

            Sua gravidez trouxe à tona uma curiosidade: embora alguns ictiossauros dessem à luz com a cabeça do filhote saindo primeiro, o posicionamento do primeiro feto de Fiona sugere que ele teria saído do canal de parto com a cauda, como os golfinhos e baleias modernos.

             

            Os restos mortais também permitiram identificar o que teria sido sua última refeição, porque os pesquisadores encontraram pequenas vértebras de peixe na caixa torácica de Fiona. Além disso, os estudiosos observaram sinais de uma lesão cicatrizada em sua barbatana e ossos fundidos — que podem ter sido resultado de uma infecção.

            Razão da morte de Fiona remete a mudanças geológicas da Terra

            As rochas ao redor do fóssil de Fiona ajudam a contar a história de sua morte. Durante o Cretáceo Inferior, a Terra passava por rápidas transformações geológicas.

             

            Segundo o geólogo sedimentar Matt Malkowski, da Universidade do Texas, em Austin (EUA), a separação da América do Sul do supercontinente Gondwana deu origem à bacia oceânica de Roca Verdes, no atual sul do Chile, em um processo que provocou intensa atividade geológica, com terremotos, vulcões e deslizamentos submarinos.

             

            Os pesquisadores acreditam que um desses deslizamentos subaquáticos tenha lançado o ictiossauro para o fundo de um cânion e o soterrado rapidamente — daí a boa conservação de seus restos mortais.


            Seu focinho teria ficado enterrado em cerca de dez centímetros de areia, o que indica que o corpo foi coberto por sedimentos quase imediatamente após a queda. “Esses deslizamentos provavelmente aprisionaram os ictiossauros e os empurraram para o fundo, onde foram cobertos”, explicou Judith Pardo-Pérez ao New York Times.

             

            No mesmo campo glacial onde Fiona foi encontrada, cientistas identificaram outros 87 ictiossauros fossilizados. No entanto, os indícios sugerem que eles não morreram ao mesmo tempo, mas em múltiplos deslizamentos de terra ao longo dos anos.

             

            Para esclarecer o que aconteceu, a equipe realiza atualmente análises geoquímicas que buscam reconstruir o ambiente daquela antiga bacia oceânica. “Estamos tentando entender se tratou de um único evento ou de vários, e quais fatores os desencadearam”, afirma Malkowski.

             

            Outro fato curioso é que os cientistas descobriram na área neonatos e recém-nascidos, o que indica que o local pode ter funcionado como um berçário natural de ictiossauros. Pardo-Pérez acredita que novas expedições podem revelar mais fêmeas grávidas e reforçar essa hipótese.

             

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              Semana de Vela de Ilhabela: confira os resultados do 1º dia de regatas

              Disputa começou no domingo (20) com pouco vento e barcos passando a noite no mar

              A 52ª edição da Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval (SIVI) já tem seus primeiros resultados após as regatas de domingo (20). O primeiro dia de disputa ficou marcado pelo esforço dos velejadores, que precisaram enfrentar as dificuldades do vento que não chegou com força ao litoral norte de São Paulo.

              Depois de um show da Esquadrilha da Fumaça, o Navio-Veleiro Cisne Branco, da Marinha do Brasil, abriu passagem para os mais de 120 barcos que participam da principal competição de vela da América Latina.

               

              Os veleiros das Classes ORC e BRA-RGS fizeram a regata de Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil, enquanto os demais (RGS-Cruiser, Clássicos e C30) encararam o percurso da Ilha de Toque-Toque por Boreste.

              Foto: Esquadrilha da Fumaça / FAB / Divulgação

              Grande parte dos barcos passou a noite no mar — um deles só chegou na segunda-feira (21) de manhã — , o que demonstra a dificuldade enfrentada pelos velejadores logo no primeiro dia de regatas. Confira os resultados do 1º dia da Semana de Vela de Ilhabela:

              Regata Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil

              ORC

              1. Crioula 52 (Eduardo Plass) – 07:19:48 – 24,20 pontos;
              2. Phytoervas (Marcelo Bellotti) – 08:42:46 – 23,10 pontos;
              3. Sandokan (Carlos Belchior) – 08:43:41 – 22,00 pontos;
              4. Saci (Mauro Dottori) – 08:45:27 – 20,90 pontos;
              5. +Bravíssimo (Luciano Secchin) – 11:01:42 – 19,80 pontos.

              BRA-RGS

              1. Catuana Kim (Paulo Cocchi) – 12:00:02 – 12,1 pontos;
              2. Arcafer (Caroline Luciane Broering Dutra) – 12:42:48 – 11 pontos;
              3. Marlim (Gustavo Caitano Oliveira) – 13:46:17 – 9,9 pontos;
              4. Dourado (Paulo Jorge Mendes e Menezes Santos) – 15:47:28 – 8,8 pontos;
              5. Zeus (Paulo Fernando Moura) – 16:11:18 – 7,7 pontos.

              Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil

              RGS-Cruiser

              1. Spalla (Paulo Sergio Boscarioli) – 13:43:59 – 37,40 pontos;
              2. Blue Wind (James Bellini) – 11:28:0 – 36,30 pontos;
              3. João Das Botas (Paulo Ricardo Donario) – 13:30:44 – 35,20 pontos;
              4. Kon-Tiki (Michael Downey) -13:15:5 – 34,10 pontos;
              5. Mamangua (Paulo Fernando Brunozi) – 12:34:12 – 33,00 pontos.

              Clássicos

              1. Aquarius (Jean Roger Peter) – 12:53:55 – 20,90 pontos;
              2. Kameha Meha (Xavier Marie Georges) – 12:48:07 – 19,80 pontos;
              3. Seleto (Fernando Filoni) – 13:58:08 – 18,70 pontos;
              4. Pepa XXI (Manfred Kaufmann Jr) – 13:42:38 – 17,60 pontos;
              5. Brazuca (José Rubens Bueno) – 14:51:26 – 16,50 pontos.

              C30

              1. Relaxa Building (Tomas Funari Negrão) – 7,70 pontos;
              2. Loyalty 06 (Alexandre Leal) – 6,60 pontos;
              3. Bravo C30 (Jorge Berdasco) – 5,50 pontos;
              4. Tonka (Demian Pons) – 4,40 pontos;
              5. Kaikias EMS (Daniel Hilsdorf) – 3,30 pontos.

              Agenda da Semana de Vela de Ilhabela 2025

              19 de julho (sábado)

              • Das 9h às 22h: Credenciamento (todas as classes);
              • 13h: Regata Vela do Amanhã (todas as classes);
              • 17h: Reunião de Comandantes (todas as classes);
              • 17h30: Coquetel de boas-vindas (todas as classes);
              • 19h: Abertura oficial da SIVI 52.

              20 de julho (domingo)

              • Das 8h às 16h: Credenciamento (todas as classes);
              • 10h30: Desfile dos barcos (todas as classes);
              • 11h20: Apresentação da esquadrilha da fumaça (todas as classes);
              • 12h20: Largada da Regata de Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil (classe ORC);
              • 12h30: Largada da Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (classe C30);
              • 12h40: Largada da Regata de Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil (classes RGS A e B);
              • 12h40: Largada da Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (classes BRA-RGS C; RGS CRUISER A, B e C; CLÁSSICOS A, B E C).

              21 de julho (segunda-feira)

              • Dia livre.

              22 de julho (terça-feira)

              • 12h: Regata Mitsubishi – Eduardo de Souza Ramos (todas as classes);
              • 17h: Premiação da regata do dia.

              23 de julho (quarta-feira)

              • 12h: Regatas (todas as classes);
              • 17h: Premiações das Regatas de Alcatrazes, Toque-Toque e do desfile.

              24 de julho (quinta-feira)

              • 12h: Regatas (todas as classes);
              • 17h: Confraternizações no Yacht Club de Ilhabela (todas as classes).

              25 de julho (sexta-feira)

              • 12h: Regatas (todas as classes);
              • 20h: Premiações do Campeonato Brasileiro de Classes C30;
              • 20h20: Premiação da regata por equipe;
              • 20h30: Premiação da Classe Soto 40.

              26 de julho (sábado)

              • 12h: Regatas (todas as classes);
              • 19h: Premiação da SIVI 52.

              O evento é apresentado pelo Banco Daycoval e realizado pelo Yacht Club de Ilhabela em parceria com a Prefeitura de Ilhabela. Conta ainda com o apoio da Marinha do Brasil e o patrocínio de empresas privadas.

               

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                De barco de palete a veleiro de corrida: jovem transformou trabalho escolar em projeto de vida

                Aaron Vinod nunca abandonou o sonho de estar sobre as águas e hoje colhe os frutos de sua persistência

                21/07/2025

                Um palete como casco e um pedaço de pau para remar. Assim Aaron Vinod John, de 17 anos, começou a construir o seu sonho de navegação. Embora criticado e muitas vezes mal compreendido, ele não deixou de lado sua ambição, e hoje colhe os frutos de sua persistência.

                Jogar videogame ou ir para festas não estava nos planos do garoto indiano que, em 2023, se mudou para a Nova Zelândia com a família. Para Aaron, a diversão se escondia em lugares remotos, que ele visitava de bicicleta em busca de solitude e aventura — qualquer semelhança com os amantes do mar, nesse caso, não é mera coincidência.

                Foto: Instagram @aaronvinodjohn / Reprodução

                Eu sofria bullying por ser diferente. Mas eu só precisava estar perto das pessoas certas– relatou ao NZ Herald

                De projeto escolar a projeto de vida

                As águas da bacia de Whangārei, ao norte da Nova Zelândia, testemunharam os primeiros passos desajeitados de Aaron rumo a uma vida no mar. Por lá, ele chegou manobrando um palete que encontrou na rua, com a ajuda de um pedaço de pau.

                 

                Isso porque a turma de marcenaria de sua escola teve a ideia de construir uma jangada — e essa parecia a oportunidade perfeita para o garoto aprender o suficiente para confeccionar seu próprio barco de palete.

                Foto: Instagram @trashmancrew / Reprodução

                A colaboração, contudo, não deu certo, e logo Aaron viu seu pequeno projeto afundar assim que ele pulou a bordo. “Fiquei encharcado” relembrou.

                Um velho marinheiro me avisou para ter cuidado. Eu nem sabia o que estava fazendo, só sabia que queria flutuar– contou

                Entretanto, ele não desanimou. A vontade de estar na água o faria superar qualquer obstáculo — e o próximo já estava à vista. Após ver seu projeto — literalmente — afundar, Aaron o deixou preso ao corrimão do cais durante a noite, não sem pedir a um marinheiro que morava a bordo para que ficasse de olho nele.


                No dia seguinte, contudo, o garoto foi surpreendido com um pedido da marina para que o palete fosse removido do local. Esse foi outro imprevisto logo superado pelo jovem sonhador, mas que, desta vez, veio com um “bônus”.

                 

                Um marinheiro, que observava o seu esforço, não só o incentivou a continuar como lhe deu uma dica valiosa: a área de reciclagem da marina. Por lá, Aaron pôde coletar garrafas plásticas, que ajudariam o barco a flutuar — mesmo que ainda desajeitado.

                Com apoio se vai mais longe

                As investidas de Aaron para estar no mar não passaram despercebidas. Já com um espaço permanente no cais — raso demais para embarcações maiores —, logo ele ficou conhecido por moradores, que registravam os momentos em vídeo. Uma dessas filmagens viralizou nas redes sociais, dando ao garoto um apoio ainda maior.

                Foto: Instagram @aaronvinodjohn / Reprodução

                Não demorou para que seu barco de palete fosse substituído por um caiaque novinho, doado, junto com outros equipamentos para navegação, por duas empresas de Northland.

                Eu estava na água todos os dias depois da escola, mesmo com o tempo ruim. Só deitado no meu caiaque, sorrindo para o céu, sonhando em morar num veleiro– relembrou

                Em março deste ano, esse sonho se tornou realidade. Dos pais, Aaron ganhou um Farr Platu 25, considerado um veleiro de alto desempenho, que foi batizado por ele mesmo de SV Trashman.

                Foto: Instagram @trashmancrew / Reprodução

                Era o que faltava para o garoto começar a viver na água em tempo integral. Seus estudos, inclusive, passaram a ser no barco, para que Aaron dedicasse a vida à vela.

                 

                Aaron Vinod John acredita ser o indiano mais jovem a viver em tempo integral em um veleiro. Seu próximo objetivo é se tornar arquiteto naval, para projetar seu próprio barco e navegar pelo mundo, inclusive por destinos remotos, como a Antártica.

                Quero inspirar outros a buscar a liberdade– destacou

                 

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                  SailGP: Brasil melhora no segundo dia e termina GP do Reino Unido na 9ª colocação

                  Disputada em Portsmouth, na Inglaterra, etapa teve acidente francês, vitória neozelandesa e recorde de público

                  Com voltas emocionantes e desfalques de última hora, o SailGP do Reino Unido teve fortes disputas nas históricas águas de Portsmouth, na Inglaterra. Entre boas regatas e momentos de oscilação, o estreante Mubadala Brazil garantiu um 9º lugar na sétima etapa da “Fórmula 1 da Vela”.

                  O evento, que aconteceu neste último final de semana (19 e 20 de julho), trouxe respostas positivas do time brasileiro, que largou em boas posições em algumas das regatas. Os melhores resultados da equipe verde e amarela consistiram num 5º e 6º lugar em corridas no sábado e domingo, respectivamente.

                  Foto: AT Films/ Mubadala Brazil SailGP Team/ Divulgação

                  Ao todo, a equipe comandada por Martine Grael — bicampeã olímpica e primeira mulher a ser capitã de um barco na história do SailGP — finalizou a etapa de Portsmouth na 9ª colocação, somando 20 pontos. Logo, o Brasil terminou à frente de times como a França (10ª), Alemanha (11ª) e Estados Unidos (12ª).

                  Esta etapa foi marcada por regatas que exigiram muito das equipes, não somente em termos de estratégia, mas também de concentração e técnica– declarou Martine Grael

                  Apesar do resultado inferior ao conquistado na histórica etapa de Nova York — onde o Mubadala ficou apenas a uma posição do pódio e venceu uma regata pela primeira vez na história da equipe no SailGP — , Martine está cada vez mais otimista com o crescimento da equipe.

                  Martine Grael é a primeira mulher a assumir o posto de capitã na história da disputa. Foto: AT Films / Divulgação

                  Foram corridas desafiadoras, mas a cada evento que passa nos sentimos mais preparados e familiarizados com o barco e com a nossa dinâmica enquanto time– finalizou a capitã do Mubadala Brazil

                  A participação do Brasil no GP de Portsmouth não se resumiu a 9ª colocação. O neozelandês Andy Maloney, Flight Controller do time Brasil, esteve entre os atletas de maior precisão (que tomaram as melhores decisões nas regatas) deste último domingo (20), apontados pelo SailGP.

                   

                   

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                  Além do neozelandês e Martine Grael, a equipe Mubadala participou do GP de Portsmouth com Marco Grael — irmão de Martine — , Mateus Isaac e Breno Kneipp (Grinders) e com os britânicos Leigh McMillan (Wing Trimmer) e Paul Goodison (Strategist).

                  Acidentes, surpresas e recordes

                  A etapa de Portsmouth entrou para a história: com mais de 25 mil espectadores assistindo às disputas alucinantes, a corrida se tornou o maior evento de vela com ingressos já realizado no Reino Unido — e o maior evento do SailGP no Hemisfério Norte, segundo a organizadora.

                  Foto: AT Films/ Mubadala Brazil SailGP Team/ Divulgação

                  Por muito pouco, a multidão inglesa não viu o time da casa conquistar a etapa. Em disputa acirrada, o Reino Unido ficou com o 2º lugar geral do GP, atrás apenas da Nova Zelândia, vencedora da etapa. A Suíça fechou o pódio, com Austrália, Itália, Espanha, Dinamarca e Canadá nas posições seguintes.

                  No primeiro dia de regatas, o Brasil terminou as três primeiras disputas em 10°, 11° e 8°, respectivamente. Já no domingo, o desempenho foi melhor: 5º, 9º, 7º e 6º nas quatro corridas finais. Com o resultado obtido na Inglaterra, o Mubadala está na 10ª posição na classificação geral, com 10 pontos.

                  Foto: AT Films/ Mubadala Brazil SailGP Team/ Divulgação

                  Quem esteve em apuros no sábado foi a França, que tem como investidor o jogador de futebol Kylian Mbappé. O time participava do treinamento pré-prova, a 30 minutos da largada, quando a parte superior da vela-asa, de 24 metros, cedeu. Nenhum tripulante se machucou, mas a equipe não participou do primeiro dia de regatas, retornando às disputas no dia seguinte.

                  Foto: Instagram @sailgp/ Reprodução

                  De acordo com o SailGP, uma investigação sobre a causa do acidente já está em andamento. Essa já é a segunda turbulência enfrentada pelos Les Bleus na competição de vela, visto que perderam as duas primeiras etapas pois o F50 — catamarã padrão para todas as equipes — da equipe não ficou pronto a tempo.

                   

                  Reino Unido virou passado. Agora, o foco está na próxima etapa do SailGP, que atracará pela primeira vez na Alemanha, com o Germany Sail. As corridas acontecerão na cidade de Sassnitz, no fim de semana dos dias 16 e 17 de agosto.

                   

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                    Festa no céu e no mar: Esquadrilha da Fumaça abre a 52ª edição da Semana de Vela de Ilhabela

                    Competição protagonizou encontro inédito entre caças e o Veleiro Cisne Branco neste domingo (20)

                    No mar, todos os caminhos levam para as belas águas do litoral norte de São Paulo, onde acontece a 52ª edição da Semana Internacional de Vela de Ilhabela (SIVI). Neste ano, além de ter o multicampeão Robert Scheidt como embaixador, a disputa presta homenagem ao Navio-Veleiro Cisne Branco, da Marinha do Brasil. As regatas foram abertas em grande estilo no domingo (20), com um show da Esquadrilha da Fumaça.

                    Depois do tradicional desfile de barcos abrilhantar as águas da ilha, os olhares foram parar no céu. Ao todo, cinco caças da Esquadrilha da Fumaça deram um show de acrobacias aéreas, para a alegria das milhares de pessoas que acompanhavam o espetáculo no Centro Histórico de Ilhabela.

                    Foto: FOTOP / Reprodução

                    Logo após, foi a vez do Navio-Veleiro Cisne Branco dar a largada aos 120 veleiros da competição para as regatas Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil e Toque-Toque por Boreste. Essa foi a primeira vez na história em que os caças da Força Aérea Brasileira e o Cisne Branco se encontraram em um mesmo evento.

                    Levar nossas manobras a esse cenário único, entre o mar e a serra, certamente marcou não só a nossa equipe, mas também todos que estiveram presentes neste momento tão especial– Capitão Aviador André Nery, do Esquadrão de Demonstração Aérea

                    Mantendo a tradição iniciada há quase duas décadas, a SIVI presta homenagem a um barco histórico a cada edição. Em 2025, o homenageado é o Cisne Branco, veleiro da Marinha que representa o país em eventos internacionais, regatas e visitas protocolares, além de contribuir para a formação dos militares da Força.

                    Navio Veleiro Cisne Branco. Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                    Medalhistas olímpicos e mundiais marcam presença na 52ª Semana de Vela de Ilhabela

                    Grandes nomes nacionais e internacionais do segmento dividem espaço com amadores na maior competição de vela oceânica da América Latina. O destaque é o bicampeão olímpico Robert Scheidt — também embaixador da disputa — que, nesta edição, será tático e timoneiro do Tonka, atual campeão da Classe C30 — que, aliás, concentra o maior número de figuras conhecidas deste esporte.

                    Robert Scheidt é embaixador da 52ª SIVI Daycoval. Foto: Divulgação

                    Além de Scheidt, marcam presença: Alex Kuhl, campeão mundial de Optimist; Geison Mendes, campeão sul-americano da classe 470; Maurício Santa Cruz, bicampeão pan-americano e pentacampeão mundial (Snipe e J24), André Fonseca (Bochecha), participante de três Olimpíadas e três Ocean Race e Fábio Pillar, campeão mundial de Laser Radial.

                     

                    Já na classe ORC — que neste ano promete estar ainda mais competitiva com a entrada de novos Soto 40 — , o experiente Samuel Albrecht comanda o Crioula, em busca do tricampeonato.


                    Olhando para o futuro com a Regata Vela do Amanhã Mauro Dottori

                    No sábado (19), a tradicional Regata Vela do Amanhã teve número recorde de participantes. Ao todo, 183 crianças de 16 projetos de ensino de vela do estado de São Paulo aqueceram as águas para a abertura da 52ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval.

                    Foto: On Board Sports / Reprodução

                    A ação visa incentivar a formação de novos talentos, promovendo inclusão social e educação ambiental. O evento contou com a presença do medalhista olímpico Lars Grael, que conversou com os jovens sobre sua trajetória e a importância da democratização do esporte.

                    Foto: On Board Sports / Reprodução

                    A Regata Vela do Amanhã Mauro Dottori, agora batizada em homenagem ao velejador que ajudou a idealizar o projeto — e multicampeão da SIVI — , proporcionou aos jovens uma experiência a bordo de veleiros de alta performance, ao lado de atletas veteranos e ídolos da modalidade.

                     

                    Barcos consagrados como o Crioula, Boto V e o clássico Morgazek participaram, apoiando a iniciativa, além da Escola de Vela Lars Grael, entre outras instituições de São Paulo e do Rio de Janeiro. A regata é realizada pelo Yacht Club de Ilhabela (YCI), em parceria com a organização da SIVI.

                    Agenda da Semana de Vela de Ilhabela 2025

                    19 de julho (sábado)

                    • Das 9h às 22h: Credenciamento (todas as classes);
                    • 13h: Regata Vela do Amanhã (todas as classes);
                    • 17h: Reunião de Comandantes (todas as classes);
                    • 17h30: Coquetel de boas-vindas (todas as classes);
                    • 19h: Abertura oficial da SIVI 52.

                    20 de julho (domingo)

                    • Das 8h às 16h: Credenciamento (todas as classes);
                    • 10h30: Desfile dos barcos (todas as classes);
                    • 11h20: Apresentação da esquadrilha da fumaça (todas as classes);
                    • 12h20: Largada da Regata de Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil (classe ORC);
                    • 12h30: Largada da Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (classe C30);
                    • 12h40: Largada da Regata de Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil (classes RGS A e B);
                    • 12h40: Largada da Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (classes BRA-RGS C; RGS CRUISER A, B e C; CLÁSSICOS A, B E C).

                    21 de julho (segunda-feira)

                    • Dia livre.

                    22 de julho (terça-feira)

                    • 12h: Regata Mitsubishi – Eduardo de Souza Ramos (todas as classes);
                    • 17h: Premiação da regata do dia.

                    23 de julho (quarta-feira)

                    • 12h: Regatas (todas as classes);
                    • 17h: Premiações das Regatas de Alcatrazes, Toque-Toque e do desfile.

                    24 de julho (quinta-feira)

                    • 12h: Regatas (todas as classes);
                    • 17h: Confraternizações no Yacht Club de Ilhabela (todas as classes).

                    25 de julho (sexta-feira)

                    • 12h: Regatas (todas as classes);
                    • 20h: Premiações do Campeonato Brasileiro de Classes C30;
                    • 20h20: Premiação da regata por equipe;
                    • 20h30: Premiação da Classe Soto 40.

                    26 de julho (sábado)

                    • 12h: Regatas (todas as classes);
                    • 19h: Premiação da SIVI 52.

                    O evento é apresentado pelo Banco Daycoval e realizado pelo Yacht Club de Ilhabela em parceria com a Prefeitura de Ilhabela. Conta ainda com o apoio da Marinha do Brasil e o patrocínio de empresas privadas.

                     

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                      Novo estudo revela que tubarões-azuis podem mudar de cor

                      Pesquisa mostra que espécie altera tonalidade da pele com base na pressão da água, o que pode inspirar novas tecnologias sustentáveis

                      Não bastasse deter uma das colorações mais raras do reino animal, o tubarão-azul (Prionace glauca) ainda consegue mudar sua cor. É o que aponta um estudo da Universidade da Cidade de Hong Kong, que imergiu na curiosa capacidade do animal. A pesquisa foi apresentada em 9 de julho, durante a Conferência Anual da Sociedade de Biologia Experimental, em Antuérpia, na Bélgica.

                      De acordo com os pesquisadores, o segredo por trás da “mágica” está nas nanoestruturas do animal — mais especificamente, nas cavidades pulpares das escamas. Esses dentículos dérmicos, semelhantes a dentes, revestem toda a pele do tubarão-azul.

                       

                      Por lá, cristais de guanina funcionam como refletores azuis, enquanto vesículas com melanina — os melanossomas — absorvem os demais comprimentos de onda.

                      Dentículos dérmicos de um tubarão-azul. Foto: Dra. Viktoriia Kamska / Divulgação

                      Viktoriia Kamska, pesquisadora de pós-doutorado no laboratório do Professor Mason Dean, na Universidade da Cidade de Hong Kong, explica em comunicado que “esses componentes são agrupados em células separadas, que lembram bolsas cheias de espelhos e bolsas com absorvedores pretos, mas mantidos em estreita associação para que funcionem juntos”.

                       

                      Nesse mecanismo, um pigmento (melanina) colabora com um material estruturado (plaquetas de guanina de espessura e espaçamento específicos) para aumentar a saturação da cor.

                      Ao combinar esses materiais, você também cria uma poderosa capacidade de produzir e mudar a cor– esclarece o professor Mason Dean

                      Em busca do segredo do tubarão-azul

                      Para desvendar o segredo dos tubarões-azuis, os pesquisadores combinaram diversas técnicas avançadas de análise. O estudo começou com a coleta de amostras da pele dos animais e seguiu com dissecções minuciosas, que revelaram a estrutura interna dos dentículos dérmicos — as pequenas escamas em forma de dentes que revestem o corpo do tubarão.

                      Foto: TravelSync27 / Envato

                      Em seguida, a equipe utilizou microscopia óptica e eletrônica para observar, em escala nanométrica, a presença de cristais de guanina e melanossomas responsáveis pela produção da cor. Por meio da espectroscopia (método que estuda as interações entre a matéria e a radiação), foram analisadas como essas estruturas interagem com a luz, confirmando que os cristais funcionam como refletores seletivos de cor azul.

                      É desafiador manipular manualmente estruturas em uma escala tão pequena, então essas simulações são incrivelmente úteis para entender a paleta de cores disponível– destacou Kamska

                      Para entender melhor o comportamento dessas nanoestruturas, os cientistas também recorreram a simulações computacionais, que permitiram testar diferentes espaçamentos entre os cristais e seus efeitos sobre a cor refletida.

                       

                      Essas simulações mostraram que pequenas alterações estruturais — como as provocadas por variações de pressão ou umidade — podem alterar a tonalidade da pele do tubarão, sugerindo um mecanismo de camuflagem sensível ao ambiente.


                      Logo, o processo se dá a partir de mudanças nas distâncias relativas entre as camadas de cristais de guanina dentro das cavidades da polpa do dentículo. Por exemplo: espaços mais estreitos entre as camadas resultam em azuis icônicos, mais fortes, enquanto o aumento desse espaço transforma a cor em tons de verde e dourado.

                       

                      Na prática, em águas mais profundas, a pressão forçaria os cristais de guanina, que provavelmente se uniriam e escureceriam a cor do tubarão, para o animal se adaptar melhor ao ambiente.

                      O próximo passo é ver como esse mecanismo realmente funciona em tubarões que vivem em seu ambiente natural– destaca Kamska

                      Descoberta para além do reino animal

                      A descoberta das nanoestruturas responsáveis pela cor azul e pela capacidade de mudança de tonalidade na pele dos tubarões-azuis abre caminho para aplicações inovadoras na engenharia bioinspirada (soluções tecnológicas com base em estruturas, processos e sistemas encontrados na natureza).

                       

                      Essas estruturas podem inspirar o desenvolvimento de materiais inteligentes, capazes de mudar de cor em resposta ao ambiente, sem o uso de pigmentos químicos. Isso pode beneficiar áreas como revestimentos navais sustentáveis, tecnologia têxtil adaptativa e dispositivos de camuflagem.

                       

                      Além disso, como a coloração estrutural não utiliza tintas tóxicas, ela representa uma alternativa mais ecológica para diversas indústrias, contribuindo para a redução da poluição e da toxicidade de materiais, especialmente em ambientes marinhos.

                       

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                        De bike elétrica a lancha de 40 pés: Ventura inaugura nova loja em Goiânia

                        Novo ponto da marca foi inaugurado na última quinta-feira (17), em parceria com a Via Boats

                        Mirando a consolidação das marcas no Centro-Oeste do Brasil, Ventura Experience e Via Boats inauguraram, na última quinta-feira (17), uma nova loja em Goiânia, no estado de Goiás. A novidade faz parte do plano de expansão do grupo Via Boats, que hoje também é concessionário da empresa de powersports em Brasília (DF).

                        Marco Garcia, diretor comercial da Ventura, destacou à NÁUTICA que o estado de Goiás “tem muitos lagos favoráveis ao uso de embarcações”, além de uma ascensão no agro — oportunidade para o uso dos ATVs e UTVs da marca mineira.

                        Marcos Chain, vice-presidente do Grupo Primavia e um dos sócios da Via Boats; Marco Garcia, diretor comercial da Ventura; Carlos Motta, um dos proprietários da Ventura; José Carlos dourado, presidente do grupo Primavia e um dos sócios da Via Boats e João Câmara, operador e sócio da Via Boats. Foto: Ventura / Divulgação

                        No lançamento do evento vendemos 3 embarcações e cerca de 5 ATVs. Foi fora de série– detalhou

                        Além do ponto estratégico no estado, a loja fica bem-posicionada também na cidade de Goiânia, na Avenida 136. Marco explica que trata-se de “uma das mais renomadas da cidade, com um fluxo contínuo que começa logo cedo e vai até a noite”.

                        Foto: Ventura / Divulgação

                        Ainda segundo ele, a nova loja da Ventura vai abranger grande parte do portfólio da marca, com bicicletas elétricas, ATVs, UTVs, jets, lanchas e até pontoons. “Vai ter tudo”, ressaltou.


                        Nossa expectativa é muito favorável para o local, para a parceria em geral. Eu tenho certeza de que vai ser uma grande fonte de negócios– finalizou

                        O novo ponto da Ventura em parceria com a Via Boats fica na Avenida 136, Quadra F47, Setor Sul de Goiânia (GO). A loja já está aberta ao público.

                         

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                          Elegância atemporal supera o futurismo da moda em novo superiate da italiana Baglietto

                          Conceito do Vesta 56 é resultado da colaboração entre o estaleiro de 170 anos e dois estúdios de design renomados

                          Por: Nicole Leslie -

                          Um estaleiro, dois estúdios de design, décadas de experiência e um único propósito. Foi dessa união entre o estaleiro italiano Baglietto, a equipe de design também italiana Enrico Gobbi e o estúdio nova-iorquino Meyer Davis que nasceu o Vesta 56, um superiate que foge do futurismo chamativo e aposta em linhas elegantes e acolhedoras.

                          Com 56 metros (183 pés) de comprimento, o projeto foi desenvolvido para resistir ao tempo. A estrutura e o perfil externo foram criados pelo grupo Gobbi, enquanto o interior leva a assinatura de Meyer Davis, que imprimiu um estilo chique, confortável e orgânico, pensado para quem quer luxo sem abrir mão da sensação de estar em casa.

                          Foto: Estúdio Meyer Davis de Design / Reprodução

                          O próprio nome do modelo remete à figura da mitologia romana Vesta, deusa do lar, da lareira e da família. E são justamente esses valores que norteiam o conceito do superiate: acolhimento, refúgio e familiaridade. Ou seja, nada de ostentação visual gratuita ou linhas excessivamente futuristas.


                          Um dos pontos centrais do projeto é o uso generoso de formas arredondadas, que suavizam a arquitetura e criam harmonia visual. Elas aparecem em diferentes elementos, tanto em ambientes internos quanto externos: pés de cadeiras, mesas, vasos, sofás, lustres, molduras de gesso, tapetes, deques, corrimãos, móveis de apoio e outros detalhes a bordo seguem essa curvatura.

                          Vesta 56 tem muitos acabamentos arredondados. Foto: Estúdio Meyer Davis de Design / Reprodução

                          O Vesta 56 também incorpora soluções comuns em embarcações ainda maiores da Baglietto, como o convés de proa reservado exclusivamente ao proprietário e a piscina de borda infinita integrada à plataforma de popa.

                          Foto: Estúdio Meyer Davis de Design / Reprodução

                          A estrutura externa impressiona pelo jogo de volumes refinados e pelo envidraçamento contínuo ao longo do casco, marca registrada de Enrico Gobbi, que garante leveza ao perfil sem abrir mão da presença.

                          Foto: Estúdio Enrico Gobbi de Design / Reprodução

                          No interior, o estúdio Meyer Davis apostou na suavidade das formas e no uso inteligente de texturas e materiais naturais. Travertino, ráfia, couro em tom conhaque e acabamentos em antracite escuro ajudam a compor uma atmosfera sofisticada e tátil.

                          Foto: Estúdio Meyer Davis de Design / Reprodução

                          Will Meyer, cofundador do estúdio, enfatiza que o objetivo foi criar um barco que envelheça com elegância, que possa ser vivido como uma extensão do lar.

                           

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                            Transatlântico antigo é preparado para ser afundado no mar: entenda esse processo

                            SS United States tem sido cuidadosamente limpo para ser transformado em um enorme recife artificial de corais

                            Por: Nicole Leslie -
                            20/07/2025

                            A prática de afundar embarcações inativas é mais comum do que parece — especialmente quando se trata de gigantes dos mares. É exatamente o que vai acontecer com o transatlântico SS United States, que, com seus 302 metros de comprimento, terá como lar definitivo o fundo do mar, onde será transformado em um imenso recife artificial de corais. Mas, antes disso, precisa passar por um preparo meticuloso.

                            O responsável por liderar esse processo é Tim Mullane, de 54 anos, cuja principal função, desde 2022, é limpar completamente navios destinados a um “descanso eterno” nas profundezas. Embora pareça uma ocupação exótica, o trabalho carrega bastante responsabilidade.

                            Transatlântico que será afundado teve sua viagem inaugural em 1952
                            Foto: Nick Herber / @nickherber / Flickr

                            À National Geographic, Mullane explicou que o trabalho no preparo de cada navio é diferente, mas nem tanto. Isso porque, em linhas gerais, alguns passos criteriosos devem ser seguidos, como:

                            • remoção de todas as pinturas, inclusive das grades;
                            • limpeza completa dos tanques de combustível — no caso do SS United States, são 120 deles;
                            • abertura das vigias (ou escotilhas);
                            • retirada de todos os materiais de isolamento (térmico, acústico ou quaisquer outros).

                            E o mais importante: todo esse processo precisa ser feito de forma que não ofereça riscos nem à equipe, nem ao meio ambiente. Como muitas vezes o preparo ocorre com a embarcação ainda na água, o cuidado com vazamentos e resíduos precisa ser redobrado.

                            A razão de tanto zelo é simples: garantir que o navio não se torne um amontoado de ameaças ecológicas. A ideia é deixá-lo pronto para passar, literalmente, uma eternidade submerso sem causar danos.

                            Somos os agentes funerários do navio, levando-o para seu local de descanso final– resume Mullane

                            Foto: Nick Herber / @nickherber / Flickr

                            Etapas do preparo do navio

                            No caso do SS United States, a equipe já removeu os quatro hélices e a tinta de várias estruturas. Segundo Mullane, agora estão sendo retirados os materiais perigosos. E, em breve, um guindaste de 61 metros será usado para içar os dois funis de 19,8 metros cada, que hoje repousam no fundo da embarcação.

                             

                            Além dos cuidados ambientais, é preciso garantir que o navio não afunde antes da hora. Como o trabalho envolve maquinário pesado e força bruta, qualquer rompimento no casco pode levar ao afundamento precoce — inclusive com a equipe a bordo.


                            Para evitar esse tipo de acidente, engenheiros desenvolveram um modelo virtual do SS United States para entender onde os furos podem — e precisam — ser feitos para que o transatlântico afunde no momento e na direção ideais. Afinal, como o objetivo é transformá-lo em atração de turismo subaquático, o ideal é que o navio não tombe de ponta-cabeça ou inclinado demais.

                             

                            Se tudo correr como planejado, o SS United States será finalmente afundado em novembro deste ano, no Golfo da Flórida. A iniciativa faz parte de um plano do governo do condado de Okaloosa (EUA), que espera atrair milhões de dólares por ano com a nova atração.

                             

                            O governo local pagou US$ 1 milhão pelo navio, que passou três décadas abandonado em um cais na Filadélfia. Agora, após tantos anos de aposentadoria, ele recebe os retoques — ou melhor, os desretoques — finais para finalmente repousar em paz.

                            História do transatlântico SS United States

                            A primeira viagem desse então gigante dos mares foi em 1952. Apesar das proporções grandes já para a época — sendo maior que o Titanic, que tinha 269 metros de comprimento — , o navio conseguiu atingir a velocidade média de 36 nós, o equivalente a mais de 66 km/h, e conquistou o recorde de velocidade transatlântica.

                            SS United States em teste de velocidade. Foto: Charles Anderson / SS United States Conservancy / Reprodução

                            A embarcação levou três dias, 10 horas e 40 minutos para atravessar o Oceano Atlântico, superando o então recordista RMS Queen Mary com uma diferença de 10 horas.

                             

                            Em 1969, o navio passou a ser de reserva (quando está equipado, mas não é necessariamente utilizado) e então transitou por vários proprietários, que apesar do intuito comum de repaginá-lo, acabaram não o fazendo. Por isso, ele ficou décadas no rio Delaware até perder a capacidade de navegar em segurança.

                             

                            Em breve, a história do SS United States será ressignificada mais uma vez, quando ele deixará de ser uma carcaça de navio para viver uma nova etapa como um ecossistema.

                             

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                              Restos de barco do século 18 são encontrados por acidente em cidade de Game of Thrones

                              Descoberta aconteceu em Dubrovnik, Sul da Croácia, enquanto trabalhadores instalavam uma tubulação

                              19/07/2025

                              Enquanto trabalhava em uma obra de encanamento, o construtor subaquático Ivan Bukelic descobriu uma estrutura de madeira parcialmente soterrada. Para sua surpresa, eram restos de um barco de 200 anos. O achado histórico estava no porto da Cidade Velha de Dubrovnik, na Croácia, conhecida por ser o local de filmagem da série Game of Thrones.

                              Embora informações sobre o barco ainda sejam escassas, como suas medidas e qual o tipo de embarcação, a arqueóloga marinha Irena Radić afirma que o achado tem aproximadamente 225 anos, sendo datado do final do século 18.

                               

                              Segundo a especialista, a conclusão foi possível após análises de radiocarbono, uma técnica científica usada para determinar a idade de materiais que contém carbono — recurso essencial na arqueologia e oceanografia, por exemplo.

                              Foto: Visit Dubrovnik/ Divulgação

                              Radić acrescentou que os restos do barco medieval encontrado a 75 centímetros de profundidade estão sendo preservados para análises futuras, que serão lideradas pela cientista. A expectativa é de que a pesquisa continue em parceria com o Ministério da Cultura da Croácia.

                              Precisamos protegê-los para o futuro– destacou Radić

                              Bem-vindo a Game of Thrones

                              As curiosidades que envolvem Dubrovnik vão além do barco medieval. Em Game of Thrones, a cidade foi o palco principal das filmagens da capital dos Sete Reinos, conhecida como Porto Real. Ou seja: grande parte dos cenários icônicos que aparecem na série são, na verdade, pontos turísticos reais.

                              Foto: Visit Dubrovnik/ Divulgação

                              Além de garantir espaço na série ganhadora de 59 Emmys, a cidade, situada no Mar Adriático, teve importância comercial na Idade Média, servindo, à época, como um porto. Atualmente, o local é reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO.

                               

                              Dubrovnik conta com apenas 2,5 mil habitantes e teve seu turismo impulsionado por Game of Thrones. Inclusive, o local enfrentou desafios pela presença em massa dos turistas nos últimos anos — assim como Sardenha, na Itália — , e precisou, em 2017, impor um limite diário de 4 mil visitantes vindos de cruzeiros.

                              Guia demonstra como a Fortaleza de Bokar, em Dubrovnik, aparecia na série produzida pela HBO. Foto: Sail Croatia / Reprodução

                              Antes disso, em dias movimentados, até oito navios ancoravam simultaneamente na cidade. Logo, milhares de turistas desembarcavam de uma vez nas ruas estreitas de Dubrovnik.

                               

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                                Paris verde e amarela: Brasil ganha praia artificial às margens do Rio Sena

                                Evento gratuito faz parte da Temporada Brasil-França, que comemora os 200 anos de relações entre os países

                                18/07/2025

                                Chegou a hora da Europa ficar um pouco mais verde e amarela! Durante o verão europeu, Paris, na França, terá uma praia artificial brasileira gratuita às margens do Rio Sena — antes poluído, mas agora liberado ao público. O local poderá ser visitado até 31 de agosto.

                                Como parte do evento Paris Plages, que transforma as margens do Sena num resort à beira-mar, a iniciativa também engloba a Temporada Brasil-França. Em 2025, são comemorados os 200 anos de relações bilaterais entre os países.

                                Arte oficial do evento Paris Plages 2025. Foto: Paris Plages/ Divulgação

                                Por isso que, durante todo o ano, a França contará com uma série de atividades culturais do nosso país. Como coincidiu com o “ano brasileiro”, o Paris Plages 2025, que acontece anualmente, estará revestido das cores verdes e amarelas, além de atrações que remetem ao Brasil.

                                 

                                O evento se divide em três pontos: Bras Marie, Bras de Grenelle e Quai de Bercy — lugares que dão acesso ao Rio Sena. Na praia artificial brasileira, há atividades disponíveis para crianças e adultos, como natação, esportes aquáticos, oficinas infantis, livros e exposições.


                                A programação do Paris Plages ainda conta com noites de cinema brasileiro ao ar livre às margens do Sena, com exibições de filmes consagrados e premiados internacionalmente, como Central do Brasil (1999) e Barbosa (1998).

                                 

                                 

                                Shows com artistas brasileiros, homenagem a Pelé, sets de DJ, oficinas participativas, barracas de comidas típicas e uma área de vôlei de praia — inaugurada em 12 de julho, que contempla três quadras gratuitas — fecham as diversas atrações que deixarão a França um pouco mais abrasileirada.

                                Um marco histórico no Sena

                                A iniciativa permite visitantes desfrutarem de 130 metros de areia natural na praia brasileira em Paris. Além disso, a programação conta com três exposições fotográficas de artistas do Brasil que retratam temas típicos, como a identidade amazônica e o cotidiano indígena.

                                Paris Plages com temática brasileira. Foto: X (Twitter) @modacitylive/ Reprodução

                                Inclusive, a iniciativa do Paris Plages tem como patrono um nome de peso: o ex-jogador de futebol Raí, ídolo histórico do São Paulo e do Paris Saint-Germain, da França, na década de 1990. O brasileiro — e também parisiense — admite estar empolgado para a temporada verde e amarela na região.

                                Neste verão, mal posso esperar para mergulhar no Sena! É um momento que ficará gravado na minha vida como parisiense, tenho certeza– afirmou Raí

                                A menção de Raí não é em vão. Isso porque é a primeira vez, desde 1923, que as pessoas podem nadar no Rio Sena. Após uma extensa operação de limpeza — tida como um dos legados dos Jogos Olímpicos de 2024 –, as águas finalmente estão acessíveis para o público, desde que sigam as orientações de segurança.

                                 

                                 

                                Até 31 de agosto, onze pontos de natação de verão estarão abertos, incluindo os três no Sena. Caso seja necessário um fechamento excepcional das regiões de banho, os visitantes serão informados diretamente no local ou por meio da plataforma Paris.fr.

                                 

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                                  Empresa de cruzeiros prepara 1º navio movido a hidrogênio

                                  Viking Cruises, companhia com foco em itinerários no Norte da Europa, aposta em navios sustentáveis

                                  Não se deixe enganar pelo nome. O estaleiro Viking Cruises não trabalha com embarcações de cruzeiro na temática dos antigos guerreiros nórdicos. A causa da marca é ainda mais nobre: operar de maneira sustentável e limpa — mesmo que isso lhe custe barcos menores.

                                  Seguindo a guinada em prol do meio ambiente, a empresa suíça de cruzeiros está renovando sua frota para o futuro. Atualmente em construção e com prazo de entrega para 2026, o Viking Libra vem para ser um “divisor de águas” na indústria naval. Afinal, ele será o primeiro navio do gênero movido a hidrogênio.

                                  Foto: Instagram @vikingcruises/ Reprodução

                                  O futuro lançamento do estaleiro italiano ainda armazenará o hidrogênio para utilizar a bordo. Logo, o sistema permitirá que a empresa navegue com zero emissões, o que abre portas para operações em “áreas ambientalmente mais sensíveis”.

                                  O Viking Libra se tornará o primeiro da frota com sistema híbrido, dependendo parcialmente de hidrogênio líquido e células de combustível. A subsidiária da Fincantieri — construtora do navio — contribuiu com um sistema de propulsão de última geração, que promete produzie até seis megawatts.

                                  Foto: Instagram @vikingcruises/ Reprodução

                                  O barco de 784 pés (238 metros de comprimento) é relativamente pequeno e leve para os padrões de cruzeiro — tanto é que a capacidade da embarcação é de “apenas” 998 convidados, segundo o estaleiro. O tamanho, embora reduzido, lhe dá uma vantagem: atracar onde os grandões não conseguem.

                                   

                                  Em 2027, a companhia de cruzeiros pretende expandir o leque e já operar com um segundo navio movido a hidrogênio: o Viking Astrea, já está em construção em Ancona, na Itália.

                                  O futuro é agora

                                  Além de sonhar com o futuro, a empresa de cruzeiros que foca em layouts escandinavos e itinerários no Norte da Europa quer, também, aplicar inovação no presente. Atualmente, a marca conta com dois navios tecnológicos no catálogo: o Viking Vela, construído em 2024, e o recém-lançado Viking Vesta.

                                  Viking Vesta. Foto: Instagram @vikingcruises/ Reprodução

                                  Ambos fazem parte da nova geração de cruzeiros da empresa, que foram projetados para serem modernizados com tecnologias avançadas de emissão zero à medida que os recursos amadurecem. Ou seja: assim que essas inovações estiverem disponíveis, serão implementadas nos navios.

                                   

                                  O Vela tem os mesmos 784 pés do Libra, sendo classificado pela própria empesa como um “pequeno navio” de 499 cabines disponíveis, capaz de acessar áreas mais remotas e exclusivas. Ambos os modelos contam com seis opções de cabines, todas com varanda.

                                   

                                  O plano mais caro corresponde à suíte do proprietário, que ostenta 453 m² e conta com inúmeros benefícios, como reservas prioritárias, coleção de vinhos e biblioteca particular.

                                  Suíte do proprietário. Foto: Instagram @vikingcruises/ Reprodução

                                   

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                                    Quebra-cabeça: superiate Maiora 42 desafia disposições tradicionais de barcos de luxo

                                    Com lançamento previsto para 2027, embarcação dá destaque ao convés superior e tira cabines dos deques inferiores

                                    Pegue todos os seus conhecimentos sobre uma disposição típica de um superiate e jogue fora. O Maiora 42 Exuma — que ficará pronto apenas em 2027 e já conta com uma unidade vendida — chegará ao mercado com um layout que promete ser totalmente diferente do que conhecemos no universo náutico.

                                    O coração do barco, por exemplo, não está mais no salão do convés principal, mas sim no superior, que foi completamente redesenhado para um lounge aberto e projetado para relaxamento e convívio ao ar livre. Além disso, as cabines dos hóspedes não estão mais nos deques inferiores.

                                    Maiora 42 Exuma. Foto: Maiora Yachts/ Divulgação

                                    Fabricada pela construtora naval italiana Maiora Yachts, o modelo de 139 pés (42,3 metros de comprimento) desafia as convenções nos seus quatro “andares”. O superiate esbanja salões centrais reduzidos e espaços generosos, com áreas otimizadas para evitar lugares “subutilizados”, como define a empresa.

                                    Maiora 42 Exuma. Foto: Maiora Yachts/ Divulgação

                                    O design exterior é marcado pelo dinamismo e sofisticação, com superfícies horizontais elegantes e painéis de vidro expansivos e ininterruptos. Como todo superiate de luxo, houve também um trabalho para fundir os limites entre os espaços internos e externos — o que deu muito certo.

                                    Maiora 42 Exuma. Foto: Maiora Yachts/ Divulgação

                                    Sem equipamentos que normalmente são encontrados no convés superior, como posto de comando e áreas técnicas, os projetistas não economizaram no espaço. Logo, veio uma área totalmente envidraçada e abertura por todos os cantos, sem contar com os terraços dobráveis.

                                    O convés superior foi redesenhado como um santuário, livre de desordem técnica e caminhos operacionais– informa o site da Maiora Yachts

                                    Diferente dos iguais

                                    Lá no alto, o espaço interno abriga uma sala de jantar principal, enquanto o convés de popa é equipado com uma elegante piscina de vidro. Próximo à proa tem um inovador solário com controle remoto que pode ser ajustado para aproveitar os raios de sol — mesmo que ele mude de posição durante o dia.

                                    Maiora 42 Exuma. Foto: Maiora Yachts/ Divulgação

                                    O espaço interno também chegará com novidades. Não mais relegadas ao convés inferior, as cabines de hóspedes podem ser encontradas perto do espaço privativo do proprietário, no convés principal — todas com volumes generosos e janelas do chão ao teto.


                                    A suíte máster está situada na proa, para máxima privacidade do dono. O quarto oferece áreas de estar e dormir separadas, dois closets e banheiro particular para homem e mulher, além de um bar privativo. Ao todo, o superiate Maiora 42 acomoda até 12 hóspedes em quatro cabines VIP mais o “mimo” do proprietário.

                                    Maiora 42 Exuma. Foto: Maiora Yachts/ Divulgação

                                    A embarcação ainda ostenta espaço para guardar brinquedos aquáticos e um grande cockpit de dois níveis. Com isso, sobrou mais espaço no convés inferior, que ficou todo dedicado para o trabalho da tripulação — que dispõem de cinco cabines para nove tripulantes.

                                    Maiora 42 Exuma. Foto: Maiora Yachts/ Divulgação

                                    Um espaço multifuncional, que pode ser configurado como academia, sala de massagem, sala de mídia ou até mesmo mais uma cabine, não poderia faltar e também está incluída no projeto.

                                    Nem tudo precisa ser radical

                                    No design de interiores, o tradicional ganha destaque. Com uso de materiais premium, as áreas exalam elegância atemporal. A combinação do mármore com espelhos em tom de bronze claro e madeira tipo teca para o chão deixa o ambiente ainda mais sofisticado.

                                    Maiora 42 Exuma. Foto: Maiora Yachts/ Divulgação

                                    Quando o assunto é motorização, o futuro proprietário tem duas escolhas: dois Volvo Penta IPS 40 de 2 mil hp ou três MTUs de 2,6 mil hp. A opção mais potente pode impulsionar o barco até 30 nós (55 km/h), com uma velocidade de cruzeiro de 26 nós (48 km/h) e alcance de 1.800 milhas náuticas.

                                     

                                    Para Sebastiano Fanizza, CEO do Next Yacht Group que integra o estaleiro Maiora, o modelo marca o início de uma nova era no setor: “quando a experiência a bordo é projetada corretamente, o iate se torna transparente aos olhos dos proprietários”.

                                    Inauguramos uma nova era na vida marítima que supera convenções ultrapassadas para abraçar um conceito que finalmente coloca as pessoas, e não lógicas antigas, no centro do projeto– finaliza o CEO.

                                     

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                                      Por: Nicole Leslie -

                                      Com um verão que promete bater recordes de calor, mares e praias da Europa vêm atraindo multidões — inclusive nomes conhecidos do público. Para alguns famosos, o refúgio perfeito tem sido sobre as águas, a bordo de lanchas e iates que adicionam luxo e conforto ao lazer. Veja quem já entrou no clima:

                                      Oprah Winfrey, Gayle King e Kris Jenner

                                      O trio de amigas embarcou no clima de férias a bordo do superiate Rising Sun, do empresário David Geffen, na costa de Maiorca. A embarcação de 138 metros acomoda até 18 hóspedes e 45 tripulantes — e foi o palco escolhido para curtir o verão com muito estilo desde o último sábado (12).

                                      Oprah Winfrey, Gayle King e Kris Jenner curtindo verão europeu em iate luxuoso. Foto: Instagram @gayleking e @krisjenner / Reprodução

                                      Cristiano Ronaldo

                                      Sem compromissos em campo até setembro, o craque português curtiu dias de folga ao lado da esposa Georgina Rodríguez a bordo de seu próprio iate Azimut Grande 27 Metri. O destino foram as ilhas gregas, com paisagens deslumbrantes.

                                       

                                       

                                      Erling Haaland

                                      O atacante norueguês escolheu Ibiza, na Espanha, para aproveitar o verão com sua namorada Isabel Haugseng Johansen. O casal foi visto relaxando em um iate, entre mergulhos e passeios de jet.

                                      Foto: BackGrid / The Sun / Reprodução

                                      Hailey Bieber

                                      A empresária e influenciadora escolheu a cor amarela como tendência para este verão europeu — e exibiu a paleta vibrante em diversos looks durante uma passagem por Maiorca. Entre os cliques, Hailey apareceu a bordo de um iate, com direito a jet para os momentos de adrenalina.

                                      Foto: Instagram @haileybieber / Reprodução

                                      Kylie Jenner

                                      Também no time das empresárias que apostaram no verão europeu em alto nível, Kylie Jenner compartilhou momentos de lazer nas águas cristalinas da Grécia. Entre calor, mar e iates luxuosos, a socialite mostrou que sabe como aproveitar a estação.

                                      Foto: Instagram @kyliejenner / Reprodução

                                      Dua Lipa

                                      A cantora viveu dias de descanso na costa da Serra de Tramuntana, na Espanha, no início do mês. Em meio a hospedagens sofisticadas e restaurantes renomados, Dua aproveitou para curtir o mar a bordo de iates, registrando o momento nas redes sociais.

                                      Foto: Instagram @dualipa / Reprodução

                                       

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                                        Próxima parada, Grã-Bretanha: Brasil encara nova etapa do SailGP após resultado histórico

                                        Em crescimento na competição, Mubadala disputará Grand Prix em Portsmouth, na Inglaterra, neste fim de semana

                                        Depois de fazer história em Nova York, o Mubadala Brazil já está preparado para o próximo desafio do SailGP, a Fórmula 1 da Vela. Nos dias 19 e 20 de julho, o time liderado por Martine Grael disputará o GP da Grã-Bretanha, na cidade portuária de Portsmouth, na Inglaterra, visando a sequência da boa fase da equipe.

                                        No último Grand Prix, realizado nos Estados Unidos, o time verde e amarelo venceu a sua primeira regata na competição e terminou a apenas uma posição do pódio, em 4º lugar na classificação geral. Este foi o melhor resultado do Brasil em todo o SailGP, tanto em pontuação quanto em colocação.

                                        Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

                                        A velejadora Martine Grael, bicampeã olímpica, líder do Mubadala Brazil e primeira mulher na história do SailGP a ser capitã de uma equipe, destacou que o time está “ganhando experiência e crescendo ao longo do campeonato” e revelou suas expectativas para a disputa na Grã-Bretanha.

                                        Chegaremos em Portsmouth não apenas mais entrosados e preparados, mas mais confiantes de que podemos alcançar outras excelentes posições– declarou Martine

                                        Martine Grael é a primeira mulher a assumir o posto de capitã na história do SailGP. Foto: SailGP / Divulgação

                                        Martine ressalta a oportunidade de correr regatas no Solent (estreito ao sul da Inglaterra que separa a Ilha de Wight da Grã-Bretanha), considerado “um dos berços da vela e uma das raias mais tradicionais do nosso esporte”.

                                        Imagino que serão regatas marcadas por muita velocidade e oportunidades para ultrapassagens, o que irá exigir muito da nossa equipe em termos técnicos e táticos– analisou a capitã

                                        O céu é o limite

                                        Para a etapa de Portsmouth, a equipe brasileira será formada por Martine Grael (Driver), os compatriotas Mateus Isaac e Breno Kneipp (Grinders), o neozelandês Andy Maloney (Flight Controller) e os britânicos Leigh McMillan (Wing Trimmer) e Paul Goodison (Strategist).

                                        Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

                                        A bordo dos catamarãs F50, o Mubadala Brazil disputará o SailGP da Grã-Bretanha na esperança de escalar a tabela. Após a realização de 6 das 12 etapas agendadas para a atual temporada, a equipe brasileira ocupa a 10ª colocação na classificação geral.

                                         

                                        No entanto, caso as águas britânicas sejam palco de igual ou melhor desempenho em comparação ao resultado de Nova York (34 pontos), a equipe pode subir até duas posições no ranking geral. Fora o último GP, a melhor pontuação brasileira havia sido de 24 pontos, em San Francisco, etapa anterior à de NY.

                                        Foto: AT Films/ Mubadala Brazil SailGP Team/ Divulgação

                                        No sábado (19), a Band exibe ao vivo o primeiro dia de regatas a partir das 12h. Já no domingo (20), às 10h, o SporTV 3 apresenta uma reprise das corridas anteriores, seguida da transmissão ao vivo do segundo período de competições, também a partir das 12h. No mesmo fim de semana, a Band exibirá um VT das regatas às 18h45.

                                        Muito mais do que vela

                                        O time brasileiro não está em franco crescimento apenas na disputa da vela. O Mubadala Brazil, em parceria com a organização socioambiental “Nas Marés”, participa da SailGP-Impact League, uma competição paralela que premia as equipes participantes por ações ambientais e iniciativas no esporte.

                                        Clínica de treinamento de embarcações a vela do projeto Velejando Com Sentido. Foto: AT Films/ Mubadala Brazil SailGP Team/ Divulgação

                                        Na corrida em prol de um planeta melhor, o time verde e amarelo também está fazendo história: foi o vencedor da primeira etapa da The Race to Zero Waste (A corrida para o desperdício zero, em português), com um projeto de coleta de mais de 4 toneladas de lixo na Ilha de Pombeba, na Baía de Guanabara (RJ).

                                        Além disso, o Mubadala acaba de conquistar o 4º lugar na segunda fase da Impact League, que teve como tema “Acelerando a inclusão: promovendo a diversidade e a equidade na vela”. Batizada de “Velejando com Sentindo”, a iniciativa tem como objetivo incluir pessoas com deficiência (PCD) ao universo da vela.

                                         

                                        O projeto — que contou com a participação de nomes como Lars Grael e Fernando Fernandes — promoveu encontros virtuais, além de clínicas teóricas e práticas, culminando em uma expedição especial às Ilhas Cagarras, no Rio de Janeiro. A experiência proporcionou momentos multissensoriais de conexão com a natureza aos participantes com deficiência visual e auditiva.

                                         

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                                          Segundo eles, fóssil encontrado no rio Acre pertence à maior tartaruga de água doce já encontrada no mundo

                                          17/07/2025

                                          Algumas descobertas da ciência nos colocam para pensar na imensidão da Terra — e no que ela já foi um dia. É o caso de uma recente descoberta de pesquisadores de três universidades brasileiras, que localizaram no rio Acre, na região da Amazônia, o fóssil da maior tartaruga de água doce já encontrada no mundo, que teria vivido entre 8 e 10 milhões de anos atrás.

                                          Os principais achados incluem um osso do fêmur e fragmentos do antebraço, além do mais impressionante: o casco, com cerca de 2,40 metros de comprimento e 1,80 metro de largura — mesmo incompleto. A descoberta foi feita por cientistas da Universidade Federal do Acre (Ufac), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Campinas (Unicamp).

                                          Foto: Arquivo do Laboratório de Paleontologia da Ufac / Divulgação

                                          “Embora ela esteja fragmentada, é um achado sensacional para a gente, porque nunca tivemos uma tartaruga dessa espécie preservada”, destacou ao Jornal da USP Annie Schmaltz Hsiou, do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da Universidade de São Paulo.

                                          O que a gente encontrou não é nem metade do que seria o tamanho completo da tartaruga– ressaltou a pesquisadora

                                          Uma gigante das águas brasileiras

                                          Segundo os pesquisadores, o fóssil pertence à espécie Stupendemys geographicus, que teria vivido no período Mioceno Superior, entre 10,8 e 8,5 milhões de anos atrás. Os restos mortais foram encontrados inteiros durante uma expedição no leito seco do Rio Acre, em Assis Brasil, interior do estado.

                                          Foto: Arquivo do Laboratório de Paleontologia da Ufac / Divulgação

                                          A região é alvo de pesquisas de paleontólogos desde 1978, e recebeu outras expedições em 1981, 1990, 2002 e 2022. “Por experiência de coletas passadas, a gente não esperava algo tão completo e tão grande como foi essa”, afirmou Carlos D’Apolito Júnior, professor do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza da Ufac e um dos coordenadores da expedição.

                                           

                                          Além de descortinar informações sobre o clima e a geografia, para o pesquisador, o fóssil da tartaruga gigante pode ser um indício de que animais da megafauna brasileira foram capazes de sobreviver por mais tempo do que o imaginado até então. “Temos registros mais antigos desse animal e a gente vai poder comparar com materiais mais antigos da Venezuela, com novos elementos da anatomia do casco”, explicou.


                                          D’Apolito e Annie coordenam o projeto “Novas Fronteiras no Registro Fossilífero da Amazônia Sul-Ocidental”, que, com o apoio da iniciativa Amazônia+10, realiza escavações paleontológicas em áreas remotas de Assis Brasil, no Acre.

                                           

                                          A pesquisa conta com a participação ativa de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, que atuam como parceiros e detentores de saberes locais. Os fósseis descobertos permanecem protegidos no local até que possam ser removidos com apoio logístico da universidade, que enfrenta condições extremas, especialmente pelo difícil acesso.

                                           

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                                            Ibama afirma que a intervenção direta nestes animais deve ser feita por órgãos ambientais competentes e investiga o caso

                                            Imagens aéreas flagraram o momento em que um homem, sobre uma prancha, retira com o remo uma rede de pesca presa em uma baleia-franca-austral. O animal estava acompanhado do filhote, em uma cena comum em Santa Catarina entre junho e novembro, quando acontece o período de reprodução da baleia. O caso aconteceu no último sábado (12), em Palhoça, na Grande Florianópolis.

                                            O vídeo que registrou a ação do homem foi divulgado nas redes sociais e soma mais de 200 mil visualizações, além de ter superado a marca de mil comentários — muitos deles, parabenizando a atitude. Veja:

                                             

                                             

                                            Contudo, embora a iniciativa seja vista popularmente como “heroica”, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) afirma que a intervenção direta nestes animais deve ser feita por órgãos ambientais competentes e, por isso, investiga a conduta.

                                             

                                            A Portaria Conjunta entre Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Ibama e ICMBio nº 3/2024, de 8 de janeiro de 2024, regula a atividade de desenredamento de grandes cetáceos nas águas brasileiras. Nela, são enfatizadas a necessidade de:

                                            • Treinamento específico;
                                            • Uso de equipamentos adequados;
                                            • Autorização formal por parte dos órgãos competentes.

                                            A publicação, feita em colaboração entre três fotógrafos, destaca que o grupo acompanhou a baleia presa à rede por três dias e que a retirada foi “feita com muito cuidado, por uma pessoa com conhecimento e treinamento em resgates, priorizando a segurança de todos envolvidos”.


                                            Quem também observava a baleia-franca-austral (Eubalaena australis) desde o dia 10 de julho era a equipe do ProFRANCA, projeto que monitora esses animais no litoral do estado.

                                             

                                            O grupo estava ciente de que se tratava de uma fêmea com um filhote, em que a rede estava presa de forma superficial nas calosidades da cabeça da mãe — o que, segundo eles, indicava que ela pode ter passado por uma rede maior e parte dela ficou presa ao corpo. Eduardo Renault-Braga, gerente do projeto, relatou ao g1 que a situação acontece com certa recorrência.

                                            É relativamente comum na região e, na maioria dos casos, as baleias conseguem se livrar sozinhas dos resíduos, pois o atrito com as calosidades costuma romper as redes– explicou

                                            Segundo Paulo Maués, superintendente do Ibama em Santa Catarina, uma avaliação técnica apontou que o enrosco era superficial e não afetava o comportamento da baleia. Por isso, a medida considerada mais segura seria aguardar que se desprendesse naturalmente.

                                             

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                                              Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                              Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                              Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                              É hoje! Episódio final da Expedição Antártica mostra teste mais intenso da tripulação

                                              Jornada em parceria com a Yanmar termina com raios, trovões e ondas de mais de 6 metros. Confira!

                                              Depois de mais de 6 mil milhas navegadas, “Endurance 64: o veleiro polar”, série especial de NÁUTICA que documentou a expedição de uma tripulação do Brasil rumo à Antártica, chega ao fim. O episódio final vai ao ar nesta quinta-feira, às 20h, no Canal NÁUTICA no YouTube — e traz o teste mais intenso da tripulação em todo o percurso.

                                              Foram 83 dias de expedição a bordo de um veleiro de alumínio imponente, de 64 pés, motorizado pela Yanmar especialmente para enfrentar a jornada rumo ao continente mais inóspito e gelado do planeta.

                                               

                                               

                                              Nesse período, a tripulação visitou mais de 30 destinos repletos de histórias e particularidades, passando por quatro países: Brasil, Uruguai, Argentina e Chile — além das Ilhas Falkland e, claro, da Antártica. Foi na volta para casa, contudo, que o mar resolveu colocar à prova a “equipe destemida”.

                                              Aventuras também em terra

                                              No último episódio, você viu o documentarista Guilherme Kodja e o meteorologista Giovanni Dolif desembarcarem nas Ilhas Falkland — também conhecidas como Malvinas. Por lá, a dupla partiu sobre quatro rodas para explorar os povoados, paisagens e histórias da região.

                                              Foto: Revista Náutica

                                              Uma das paradas mais impactantes dessa road trip foi em um cemitério de soldados argentinos, construído por uma comissão de familiares dos mortos na chamada Guerra de 82, conflito marcado pela disputa entre Argentina e Reino Unido pelas Ilhas Falkland.

                                              Foto: Revista Náutica

                                              Cruzamos áreas marcadas por crateras, vestígios antigos que parecem ter sido esculpidos por meteoros. Infelizmente, são o resultado de uma guerra de invasão– explicou Kodja

                                              Nesse território, os dois viram a paisagem mudar constantemente. A semelhança entre elas estava nas memórias geológicas e nas particulares surpreendentes — essas, sempre presentes.

                                               

                                              As ilhas carregam uma vida selvagem vibrante, que não passou despercebida pelos dois. Em uma das paradas, a dupla visitou uma colônia de elefantes marinhos, que viviam naquele momento sua troca de pele.

                                              Foto: Revista Náutica

                                              Outra visita especial foi aos pinguins-de-gentoo (Pygoscelis papua), que tem uma das maiores populações do mundo justamente nas Ilhas Falkland. Estima-se que mais de 100 mil casais reprodutores vivam no arquipélago.

                                              Foto: Revista Náutica

                                              Enquanto isso, no mar…

                                              Saindo das paisagens em terra e entrando no horizonte visto sobre o mar, a tripulação do Endurance 64 passa por uma curta janela de bom tempo na reta final da expedição. A volta para casa exigiu paciência e adaptação da tripulação para vencer o cansaço e a ansiedade de atracar em águas brasileiras.

                                              Foto: Revista Náutica

                                              Os ventos anunciam a previsão de uma forte tempestade, e o grupo precisa se preparar para mais um grande desafio, tido por Kodja como “o mais intenso teste de toda a expedição” — que chegou a enfrentar as águas turbulentas da Passagem de Drake.

                                              Foto: Revista Náutica

                                              À noite, um cenário sombrio toma conta do Endurance. Raios, trovões assustadores e ventos na casa dos 50 nós colocam a equipe à prova. Partes do barco, inclusive, não resistem às águas violentas, com ondas de mais de 6 metros de altura.

                                              Teve gente que foi arremessado– relatou Cicero Vieira, líder da expedição

                                              Depois de oito dias de mar intenso, a tripulação enfim cruza a entrada de Punta del Este, no Uruguai, onde uma parada mais que merecida deu descanso à equipe e reparos ao Endurance. A partir daí, a próxima parada é o Guarujá, em São Paulo.

                                              Foto: Revista Náutica

                                              Até as águas brasileiras foram mais cinco dias de viagem. Nesse tempo, a paisagem foi ganhando os ares tropicais do Brasil, com temperaturas mais quentes e um céu cada vez mais azul refletido no mar. A proa, agora, só aponta para um lugar: o lar da tripulação.

                                              Foto: Revista Náutica

                                              “Mais do que uma expedição geográfica, essa foi uma travessia interior. Cada um que embarcou deixou uma marca. Cada lugar visitado nos transformou. O Endurance 64 cumpriu sua missão e nós, a de contar essa história”, definiu Guilherme Kodja.

                                              Ninguém regressa de uma experiência como essa– finalizou o documentarista


                                              Expedição Antártica para maratonar: todos os episódios disponíveis

                                              “Endurance 64: o veleiro polar”, é uma série especial de NÁUTICA. O documentário reúne 13 episódios e você pode ver — ou rever — essa jornada emocionante quando e de onde quiser, através do Canal NÁUTICA no YouTube. Acompanhe desde o início:

                                              Episódio 1

                                               

                                              Episódio 2

                                               

                                              Episódio 3

                                               

                                              Episódio 4

                                               

                                              Episódio 5

                                               

                                              Episódio 6

                                               

                                              Episódio 7

                                               

                                              Episódio 8

                                               

                                              Episódio 9

                                               

                                              Episódio 10

                                               

                                              Episódio 11

                                               

                                              Episódio 12

                                               

                                              Episódio 13

                                               

                                              As máquinas por trás da aventura à Antártica

                                              Com 64 pés de comprimento e casco de alumínio, o veleiro Endurance 64 abrigou por três meses  os navegadores desta expedição à Antártica. Projetado por Thierry Stump, um belga que adotou o Brasil como lar, e totalmente reformado no ano de 2021, o barco homenageia, com seu nome, a lendária embarcação Endurance, de Sir Ernest Shackleton — o mais famoso navegador apaixonado pela Antártica.

                                               

                                              Para garantir a segurança da expedição polar que deu origem à série, o Endurance 64 recebeu o motor 4LHA-STP da Yanmar. Segundo a marca japonesa, o equipamento pode ser utilizado como reversor ou rabeta e ainda serve a alguns barcos de lazer — como lanchas de 36 pés com montagem de parelha.

                                              Para série náutica de expedição à Antártica, o Veleiro Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar
                                              Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal

                                              A parceria da tecnologia da Yanmar somada às expertises dos tripulantes permitiram que a viagem ao continente mais gelado do planeta fosse um sucesso, mesmo com todos os desafios. Confira a saga completa de “Endurance 64: o veleiro polar”!

                                               

                                              Náutica Responde

                                              Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                3ª etapa do Circuito de Regatas Marina Itajaí acontece neste sábado (19)

                                                Com expectativa de 120 velejadores, disputa em Balneário Camboriú ainda tem inscrições abertas

                                                Tida como uma das maiores competições de vela do Sul do país, o Circuito de Regatas Marina Itajaí terá sua 3ª etapa neste sábado (19), a partir das 12h (horário de Brasília), em Balneário Camboriú (SC). O evento, além de valorizar a cultura náutica do estado, também comemora o aniversário de 61 anos da cidade.

                                                A expectativa da organização é reunir cerca de 120 velejadores e 30 veleiros, com regatas abertas às classes ORC, BRA-RGS, RGS Cruzeiro e BICO DE PROA (A e B). Para os competidores que se interessarem em participar, as inscrições ainda estão abertas no formulário oficial.

                                                Foto: Marina Itajaí/ Divulgação

                                                Além das centenas de apaixonados por vela que estarão nas águas, a 3ª etapa do Circuito de Regatas Marina Itajaí espera um bom público, que poderá acompanhar as disputas de vários pontos da orla da Praia Central. Essa, inclusive, é a segunda vez que o munícipio de Balneário Camboriú integra o evento a moradores e turistas.

                                                O circuito já teve a participação de mais de 500 velejadores desde 2023 e a cada edição conquista novos adeptos– destacou Carlos Gayoso, diretor da Marina Itajaí

                                                Confira o cronograma da 3ª etapa

                                                10h

                                                • Reunião entre comandantes e café da manhã.

                                                12h

                                                • Largada na Praia das Cabeçudas, em Itajaí. Velejadores terão percurso que passará pela Praia Brava e seguirá até Balneário Camboriú.

                                                17h

                                                • Premiação na própria Marina Itajaí, com happy hour e entrega de medalha aos campeões.
                                                Foto: Marina Itajaí/ Divulgação

                                                Calendários das próximas regatas

                                                O Circuito de Regatas Marina Itajaí 2025 teve início em fevereiro e segue até setembro. Na última etapa, haverá uma premiação especial para os três primeiros colocados no ranking geral.

                                                23 de agosto

                                                • Etapa Navegantes: Regata em alusão ao aniversário de Navegantes – Navegantes (SC).

                                                27 de setembro

                                                • Etapa Florianópolis a Itajaí: Travessia de Florianópolis – Itajaí (SC).

                                                 

                                                Para mais informações, acesse o site oficial da Marina Itajaí e o formulário de inscrição.

                                                 

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                                                  Encontrada proa de navio dos EUA que navegou de ré por 2,9 mil km após ataque japonês

                                                  O USS New Orleans sobreviveu a bombardeio devastador na 2ª Guerra Mundial e protagonizou travessia improvável

                                                  Um pedaço da história foi encontrado a 675 metros de profundidade, nas Ilhas Salomão, na Oceania. Trata-se da proa do USS New Orleans, navio americano que foi bombardeado pelo Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Embora o ataque tenha gerado uma ampla explosão, o navio não naufragou — e ainda navegou 2,9 mil km de ré até Washington em um movimento heroico da tripulação.

                                                  Segundo a marinha americana, o ataque aconteceu durante a Batalha de Tassafaronga, em 1942, que vitimou mais de 180 dos 900 tripulantes do USS New Orleans. O confronto aconteceu na Ilha Guadalcanal, que integra o arquipélago de Salomão. Foi por lá que, durante 21 dias, a expedição Nautilus Live, da organização de exploração marinha Ocean Exploration Trust, analisou com veículos subaquáticos.

                                                  Jogada de mestre da tripulação

                                                  A ofensiva japonesa atingiu o compartimento de munições do New Orleans, causando uma explosão no navio americano e danificando 20% do barco. A proa, parte frontal da embarcação, foi a mais atingida, mas os tripulantes não se deram por vencidos.

                                                  O USS New Orleans visto em águas inglesas, por volta de junho de 1934. Foto: Marinha dos EUA / Divulgação

                                                  Em meio ao caos, os sobreviventes conseguiram levar o navio até o porto da ilha de Tulagi, onde adentraram a floresta em busca de materiais para reparo. O resultado foi uma proa improvisada feita com toras de coco.

                                                  USS New Orleans em doca seca em Sydney, Austrália, em 3 de fevereiro de 1943, enquanto a tripulação limpa os destroços do ataque japonês. Foto: Marinha dos EUA / Divulgação

                                                  Assim, a tripulação conseguiu navegar, em marcha ré, cerca de 2.900 km pelo Pacífico até a Austrália. À CNN, Carl Schuster, capitão aposentado da Marinha dos EUA, destacou que “a palavra ‘difícil’ não descreve de forma adequada o desafio”.


                                                  Isso porque a proa do barco é a que tem capacidade de cortar as ondas, diferente da popa — parte de trás do navio –, que não foi feita para enfrentar o mar.

                                                  Isso afeta a maneira como o navio responde aos efeitos do mar e do vento e altera a resposta do navio às ações do leme e do hélice– explicou Schuster

                                                  Para o ex-capitão, o comandante do Nova Orleans teve que aprender uma nova forma de navegar, e a engenhosidade da tripulação foi a responsável por salvar o navio.

                                                   

                                                  Já em Washington, o barco passou por reparos e seguiu sendo utilizado para as batalhas decisivas de Saipan e Okinawa, sendo peça fundamental na luta dos EUA contra o Japão Imperial. De acordo com o Museu da Segunda Guerra Mundial, o navio foi premiado com 17 estrelas pelas batalhas que passou.

                                                   

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                                                    1º do mundo: megaiate a vela zero emissões promete armazenar a energia de 88 Teslas

                                                    Embarcação de 70 metros da Vripack ainda busca impulsionar a indústria com projeto 100% em código aberto

                                                    16/07/2025

                                                    Mais um grande lançamento do mercado náutico aponta o leme para a sustentabilidade. Desta vez, quem ganha os holofotes é o “Projeto Zero”, embarcação de 70 metros da holandesa Vripack, que deve ser entregue ainda em 2025 sob o título de primeiro megaiate a vela com zero emissões.

                                                    Já nos estágios finais de produção no estaleiro Vitters, também na Holanda, o barco promete ser um marco no setor ao não utilizar energia fóssil, mas sim eólica, solar e térmica. Seus destaques, contudo, vão além desses recursos. Isso porque o Projeto Zero chega não apenas para se consolidar no meio, mas para impulsioná-lo.

                                                    Foto: Vripack / Divulgação

                                                    Até virar uma ideia possível, o veleiro passou por mais de 60 mil horas de pesquisa e desenvolvimento, em um projeto científico 100% de código aberto (código-fonte totalmente disponível para qualquer pessoa acessar, estudar, modificar e reutilizar), visando acelerar a inovação e o avanço da indústria náutica sustentável por meio da colaboração.

                                                    Nosso objetivo não era apenas provar que um megaiate sem combustíveis fósseis é viável, mas criar um modelo real com o qual outros pudessem aprender– disse Marnix Hoekstra, codiretor criativo da Vripack

                                                    O trabalho, inclusive, vem sendo feito a muitas mãos. A Vripack se uniu à Dykstra Naval Architects, à Vitters e a equipes de programadores e analistas de dados para criar o megaiate. Por fim, ainda teve a colaboração adicional da Foundation Zero, organização sem fins lucrativos de energias renováveis ​​de código aberto.

                                                    Como a embarcação funcionará na prática

                                                    Para navegar com zero emissões, o Projeto Zero produzirá a maior parte de sua energia por meio de geração hidrelétrica enquanto navega. Sua estrutura carregará ainda 100 m² de painéis solares, para aproveitar a energia gerada pelo sol. Outro recurso que será aproveitado é o vento, que poderá gerar cerca de 200 kw à embarcação.

                                                    Foto: Vripack / Divulgação

                                                    De acordo com a Vripack, toda essa energia será armazenada a bordo em baterias gigantes de 5 MWh — que oferecem, aproximadamente, a mesma capacidade de 88 Teslas. Juntas, elas pesam 44 toneladas.

                                                     

                                                    Toda essa potência dará ao Projeto Zero até duas semanas de autonomia energética e alcance praticamente ilimitado, conforme explica a marca, que compara a embarcação aos híbridos, que costumam funcionar por no máximo oito horas com a bateria.


                                                    Para além do conceito ecológico, o megaiate a vela zero emissões promete chamar atenção também pelo design. Para isso, traz em seu exterior, de alumínio, um casco de deslocamento e uma proa um tanto quanto pontiaguda.

                                                     

                                                    Os detalhes internos ainda são rasos, mas o Projeto Zero terá matérias sustentáveis incorporados e deve acomodar até 12 hóspedes — além de nove tripulantes —, em cabines que serão decoradas conforme o destino escolhido.

                                                    Foto: Vripack / Divulgação

                                                    A embarcação será usada para fins particulares e para fretamentos selecionados. Também apoiará estudos sobre tecnologias marinhas renováveis ​​e sustentabilidade oceânica.

                                                     

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                                                      Animais marinhos foram flagrados na região fluminense neste domingo (13); Veja imagens!

                                                      Os banhistas em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, tiveram um enorme privilégio neste último fim de semana. Com direito a “balé” de baleias-jubarte, visita surpresa de 30 arraias perto da areia e uma união entre pinguins e manjubinhas, a praia fluminense foi palco de espetáculos sob as águas.

                                                      Entre as atrações, a que mais chamou atenção foram as gigantes, que deram o ar da graça no domingo (13). Um grupo de dez baleias foi flagrado nadando de forma sincronizada — e até mesmo brincando entre si. O momento de encher os olhos foi registrado pelo fotógrafo Rafael Pacheco e publicado nas redes sociais. Confira!

                                                       

                                                       

                                                      Além das lentes do fotógrafo, o espetáculo pôde ser avistado por meio de lunetas, do alto do Mirante do Pontal do Atalaia. Segundo a ONG Instituto Baleia Jubarte (IBJ), a região do Arraial do Cabo é um dos melhores lugares para apreciar as aparições desses animais no Brasil.

                                                       

                                                      Nesta época do ano, as jubartes estão em rota migratória e costumam aparecer nos mares da Região dos Lagos. Segundo Ronnie Plácido, presidente da Fundação de Meio Ambiente e Tecnologia de Arraial do Cabo (FUNTEC), julho é o período em que mais baleias passam pelo local, com até 30 grupos por dia.

                                                       

                                                      Ainda de acordo com Plácido, a Região dos Lagos já foi apontada como ponto de matança desses animais durante os anos 1970, mas hoje é reconhecido como região de preservação da espécie.


                                                      Arraial do Cabo está na rota de migração das baleias-jubarte, que partem da Antártica para se reproduzirem nas águas quentes do Nordeste brasileiro. A temporada começa em maio e vai até meados de outubro. A espécie pode pesar até 30 toneladas e medir entre 13 e 16 metros de comprimento.

                                                      Um show animal

                                                      Ainda no domingo (13), um cardume de aproximadamente 30 arraias surgiu próximo à faixa de areia — e também foi registrado pelo fotógrafo. No ritmo de uma orquestra sincronizada, os animais chamaram atenção pela leveza que se deslocavam na água.

                                                      Quando o sol nasce em Arraial, tudo se ilumina de magia– escreveu Pacheco

                                                      Como se não bastasse, no mesmo fim de semana o Rio de Janeiro ainda recebeu visitas de pinguins — dois deles, para ser mais exato. Segundo relatos, eles dividiram espaço com um grande cardume de manjubinhas, peixes comuns nas superfícies de rios de águas doces tropicais.

                                                      Foto: @grasimirandaa/ Reprodução

                                                      Apesar de parecer inusitado, os pinguins, assim como as jubartes, são presenças comuns nas praias do Rio em épocas de corrente marítima fria, quando se aproximam do litoral em busca de alimento. Entretanto, momentos de interação com a natureza como esses sempre serão especiais.

                                                       

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                                                        Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                                        Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                                        Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                                        Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                                        Vídeo: praia do Litoral Norte de São Paulo é tomada por caranguejos

                                                        Fenômeno foi registrado no último sábado (28) e chamou atenção dos banhistas em Caraguatatuba. Assista!

                                                        Conheça a EDLit, nova lancha blindada da Marinha que patrulha o litoral brasileiro

                                                        Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                                        Mais de 6 mil milhas navegadas e 30 locais visitados: os números incríveis da Expedição Antártica

                                                        Jornada de 83 dias que virou série passou por surpresas, testou a tripulação em desafios e precisou de muito planejamento

                                                        Sair em expedição do Brasil rumo a Antártica em um veleiro, na teoria, já não parece tarefa fácil — mas um grupo resolveu enfrentar esse desafio na prática. Assim nasceu a série documental “Endurance 64: o veleiro polar”, no Canal NÁUTICA no YouTube. Nesta quinta-feira (17), esse especial chega ao seu último episódio e, para aquecer os motores, compilamos informações impressionantes dessa jornada.

                                                        Os tripulantes zarparam do Porto de Santos, no Brasil, e encararam águas gélidas, frio cortante e a temida Passagem de Drake até pisar na Antártica, em uma viagem que durou 83 dias. Tudo isso a bordo do Endurance 64, um veleiro imponente de 64 pés de comprimento e casco de alumínio, que contou com motorização Yanmar para enfrentar esse desafio.

                                                        Foi Cícero Vieira, proprietário da embarcação, quem escalou o time diverso e habilidoso de navegadores para a expedição. Entre médico, documentarista, meteorologista e velejadores experientes, nove pessoas compuseram a equipe, que recebeu outros três tripulantes ao longo do percurso.

                                                        Expedição rumo a Antártica: milhas repletas de destinos deslumbrantes

                                                        O caminho rumo ao continente mais inóspito do planeta rendeu à tripulação do Endurance 64 cerca de 6,5 mil milhas navegadas, chegando à latitude máxima de 64º 58’.

                                                        Foto: Equipe Endurance 64 / Divulgação

                                                        O percurso envolveu destinos deslumbrantes, repletos de histórias e particularidades. Ao todo, foram 30 locais visitados, passando por quatro países: Brasil, Uruguai, Argentina e Chile — além das Ilhas Falkland e, claro, da Antártica. Veja o panorama:

                                                        Brasil

                                                        • Guarujá (SP);
                                                        • Santos (SP);
                                                        • Rio Grande (RS).

                                                        Uruguai

                                                        • Punta del Este.

                                                        Argentina

                                                        • Estância Haberton;
                                                        • Mar del Plata;
                                                        • Península Valdés;
                                                        • Puerto Madryn;
                                                        • Ushuaia.

                                                        Chile

                                                        • Caleta Brecknock;
                                                        • Caleta Cinco Estrellas;
                                                        • Caleta Morning;
                                                        • Canais da Terra do Fogo;
                                                        • Estreito de Magalhães;
                                                        • Glaciares Pia e Romanche;
                                                        • Isla de Hornos;
                                                        • Puerto Toro;
                                                        • Puerto Williams;
                                                        • Punta Arenas.

                                                        Ilhas Falkland

                                                        • Volunteer’s Point.

                                                        Continente antártico

                                                        • Baía Dorian;
                                                        • Canais (Beagle, Gerlache, Lemaire, Neumeier e Peltier);
                                                        • Ilha Deception;
                                                        • Ilha Enterprise;
                                                        • Ilha Rei George;
                                                        • Port Lockroy.

                                                        Destaques

                                                        Entre tantos lugares, a tripulação chegou, inclusive, no “fim do mundo” ao explorar Ushuaia, na Argentina, e Puerto Williams, no Chile — destinos no pedacinho final das Américas que rendem o apelido.

                                                        Foto: Revista Náutica

                                                        A primeira parada em solo antártico também foi em grande estilo, na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). Trata-se de uma base pertencente ao Brasil e localizada na ilha do Rei George, a 130 quilômetros da Península Antártica, na baía do Almirantado.

                                                        Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). Foto: Revista Náutica

                                                        Ainda no continente gelado, a Deception Island, um dos pontos mais curiosos da Antártica, foi um dos locais visitados pela tripulação. O local é o interior de um antigo vulcão adormecido, em formato circular, acessível apenas por embarcações menores, como veleiros.

                                                        Foto: Revista Náutica

                                                        Desafios do mar

                                                        Quando se trata do mar, os desafios são sempre imprevisíveis — e a tripulação do Endurance 64 não escapou dos problemas a bordo. Dentro do barco ou fora dele, foi preciso manter a calma e contar com o trabalho em equipe para seguir viagem.

                                                         

                                                        Entre reviravoltas meteorológicas e mudanças de cronograma, um problema grave no motor já na primeira pernada rumo à Antártica deixou o grupo em alerta. Após remediações feitas com base em um treinamento oferecido pela Yanmar, a tripulação precisou instalar uma válvula no duto de escapamento do equipamento, para evitar que o motor continuasse a alagar.

                                                        Foto: Equipe Endurance 64 / Divulgação

                                                        Fortes emoções vieram também no caminho rumo à Deception Island, no arquipélago das Shetland do Sul. Além da rota contar com blocos de gelo de tamanhos imprevisíveis, a carta náutica da área é escassa em detalhes, o que obrigou a tripulação a se basear em mapas alternativos, elaborados por tripulações de expedições anteriores.

                                                         

                                                        Como se não bastasse, a navegação passou por momentos de tensão devido a uma séria contaminação no diesel, que fez o motor do veleiro parar. O grupo mudou os planos a tempo de evitar o isolamento forçado, que seria causado por uma forte mudança climática que manteria a tripulação presa por pelo menos três dias em Deception.

                                                        Momento em que a equipe superou o Cabo Horn. Foto: Equipe Endurance 64 / Divulgação

                                                        A Passagem de Drake, conhecida por zonas com as piores condições meteorológicas marítimas do mundo, não mostrou seu potencial no caminho de ida à Antártica — o que não se repetiu na volta. A tripulação precisou enfrentar tempestades, ondas agitadas e altas doses de adrenalina.

                                                        Despesas e planejamento

                                                        Uma expedição como essa não se faz do dia para a noite. Antes de ganhar a Antártica, o próprio Endurance 64 passou por uma reforma, ainda em 2021. A equipe também precisou custear despesas com diesel, manutenções periódicas do motor, alimentação, seguro internacional e internet, via Starlink.

                                                         

                                                        De acordo com o grupo, o planejamento, a gestão de risco e as formalidades incluíram itens como:

                                                        • Matriz com 13 principais riscos e planos de resposta;
                                                        • Contrato assinado por todos os tripulantes, descrevendo os riscos, as funções e as responsabilidades;
                                                        • Autorização da Marinha do Brasil com base em dossiê de 40 páginas sobre o veleiro e os tripulantes;
                                                        • Dotação médica completa, comparável a um navio da Marinha;
                                                        • Drones, câmeras profissionais, câmeras 360, mini hover subaquático e diversos tripulantes captando imagens para documentário.

                                                        A tripulação

                                                        Ao todo, 12 pessoas integraram a tripulação do Endurance 64 ao longo dos 83 dias de expedição. Conheça cada um deles:

                                                        • Cícero Vieira;
                                                        • Nelson Barretta;
                                                        • Marcos Hurodovich;
                                                        • Gabriel de Capitani;
                                                        • Fabio Raimo;
                                                        • Guilherme Kodja;
                                                        • Waldemar Oliveira;
                                                        • Giovanni Dolif;
                                                        • Cesar Mello;
                                                        • Rogério Lira;
                                                        • Eduardo Colombo;
                                                        • Francisco Petrone.

                                                        Uma grande viagem traduzida em livro

                                                        As histórias do mar rompem barreiras e chegam a ouvidos apurados através de conversas, experiências, vídeos, documentários e, claro, por um dos meios mais tradicionais já inventados: os livros.

                                                        Foto: Arquivo Pessoal / Cícero Vieira

                                                        Cícero Vieira, capitão da tripulação do Endurance, foi o responsável por traduzir em palavras toda a jornada do Brasil ao continente gelado no livro “O Veleiro Polar Endurance 64 na Antártica e Outras Histórias Austrais”.

                                                         

                                                        Ele, que foi à Antártica pela primeira vez como alpinista há 31 anos, descreve em cerca de 350 páginas as particularidades do local. O material começa retratando a história da exploração brasileira no continente, com foco nas primeiras pessoas a enfrentarem esse desafio.

                                                        É um material relativamente inédito, contando a história da exploração brasileira na Antártica sob a perspectiva dos pioneiros– explicou ele à NÁUTICA

                                                        Na segunda parte da obra, as páginas traduzem a história da expedição propriamente dita, com todos os processos que envolveram a viagem mesmo antes de ela começar. “Foi um processo super longo e complexo de um ano e meio reformando o veleiro”.


                                                        Cícero passa por detalhes desde como foi escolher a tripulação, o modelo de financiamento da expedição, o gerenciamento de risco dessa empreitada, negociação com patrocinadores e até como foi a escolha do cardápio a bordo. O livro, repleto de fotos da expedição, foi escrito ao longo de um ano, logo após a viagem.

                                                        Foi um processo terapêutico. Você volta de uma expedição dessas com muitas emoções, energia acumulada e histórias na cabeça– descreveu

                                                        A obra em breve será disponibilizada na Amazon. Por ora, quem quiser adquirir um exemplar pode encomendar o livro diretamente com Cícero, através do telefone: (11) 99970-1922 ou do Instagram @veleiro_polar_endurance_64.

                                                        Endurance 64: o veleiro polar — episódio final

                                                        A série que retrata a expedição do Brasil rumo à Antártica tem encantado amantes do mar. O último episódio chega ao Canal NÁUTICA no YouTube nesta quinta-feira (17). Até lá, através da playlist NÁUTICA TRIP, é possível maratonar os 12 episódios disponíveis. Assista desde o começo:

                                                         

                                                         

                                                        Náutica Responde

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                                                          Por: Nicole Leslie -

                                                          A 52ª edição da Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval (SIVI) começa neste sábado (19) e vai até 26 de julho, movimentando as águas do litoral norte de São Paulo com a principal competição de vela da América Latina.

                                                          Mais de 100 equipes estão confirmadas e, segundo a organização, os times vêm de diferentes estados brasileiros e também de outros países. Para 2025, foram convidadas as classes ORC, BRA-RGS, RGS-Cruiser, Clássicos e C30.

                                                          SIVI 2023. Foto: Aline Bassi / Balaio / Reprodução

                                                          A SIVI é conhecida por unir em uma mesma raia velejadores profissionais, medalhistas olímpicos, amadores e cruzeiristas. Este ano, a competição destacou o protagonismo feminino, que vem aumentando a cada edição: o barco Bora Bora competirá com tripulação 100% feminina, sem contar que outras mulheres integram — e comandam — algumas das equipes confirmadas.

                                                           

                                                           

                                                          Mantendo a tradição iniciada há quase duas décadas, a SIVI presta homenagem a um barco histórico a cada edição. Em 2025, o homenageado é o Cisne Branco, da Marinha do Brasil. O veleiro representa o país em eventos internacionais, regatas e visitas protocolares, além de contribuir para a formação dos militares da Força.

                                                          Navio Veleiro Cisne Branco. Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                                                          Agenda da Semana de Vela de Ilhabela 2025

                                                          19 de julho (sábado)

                                                          • Das 9h às 22h: Credenciamento (todas as classes);
                                                          • 13h: Regata Vela do Amanhã (todas as classes);
                                                          • 17h: Reunião de Comandantes (todas as classes);
                                                          • 17h30: Coquetel de boas-vindas (todas as classes);
                                                          • 19h: Abertura oficial da SIVI 52.

                                                          20 de julho (domingo)

                                                          • Das 8h às 16h: Credenciamento (todas as classes);
                                                          • 10h30: Desfile dos barcos (todas as classes);
                                                          • 11h20: Apresentação da esquadrilha da fumaça (todas as classes);
                                                          • 12h20: Largada da Regata de Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil (classe ORC);
                                                          • 12h30: Largada da Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (classe C30);
                                                          • 12h40: Largada da Regata de Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil (classes RGS A e B);
                                                          • 12h40: Largada da Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (classes BRA-RGS C; RGS CRUISER A, B e C; CLÁSSICOS A, B E C).

                                                          21 de julho (segunda-feira)

                                                          • Dia livre.

                                                          22 de julho (terça-feira)

                                                          • 12h: Regata Mitsubishi – Eduardo de Souza Ramos (todas as classes);
                                                          • 17h: Premiação da regata do dia.

                                                          23 de julho (quarta-feira)

                                                          • 12h: Regatas (todas as classes);
                                                          • 17h: Premiações das Regatas de Alcatrazes, Toque-Toque e do desfile.

                                                          24 de julho (quinta-feira)

                                                          • 12h: Regatas (todas as classes);
                                                          • 17h: Confraternizações no Yacht Club de Ilhabela (todas as classes).

                                                          25 de julho (sexta-feira)

                                                          • 12h: Regatas (todas as classes);
                                                          • 20h: Premiações do Campeonato Brasileiro de Classes C30;
                                                          • 20h20: Premiação da regata por equipe;
                                                          • 20h30: Premiação da Classe Soto 40.

                                                          26 de julho (sábado)

                                                          • 12h: Regatas (todas as classes);
                                                          • 19h: Premiação da SIVI 52.

                                                          O evento é apresentado pelo Banco Daycoval e realizado pelo Yacht Club de Ilhabela em parceria com a Prefeitura de Ilhabela. Conta ainda com o apoio da Marinha do Brasil e o patrocínio de empresas privadas.

                                                           

                                                          Náutica Responde

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                                                            Projeções foram feitas com base no cenário mais otimista de aquecimento global. Entenda os impactos

                                                            Por: Nicole Leslie -

                                                            Nos últimos dez anos, a icônica praia de Copacabana perdeu 10% da sua faixa de areia. A estimativa faz parte de um estudo conduzido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que monitora a dinâmica costeira da capital fluminense e alerta para um futuro nada animador: algumas praias da cidade podem perder até 100 metros de areia até o fim do século.

                                                            A análise, divulgada pelo jornal O Globo, acompanhou a elevação do nível do mar em um trecho que vai do Porto até o Leblon. E os números chamam atenção: em Copacabana — cartão-postal mundialmente conhecido — a largura da faixa de areia encolheu 10% em apenas uma década. O estudo considera a distância da calçada até o mar, e não o comprimento total da orla.

                                                            Cem anos, 100 metros

                                                            Com base nas projeções da UFRJ, o cenário para 2100 é o seguinte:

                                                            • Copacabana e Leme podem perder até 100 metros de faixa de areia;
                                                            • Ipanema e Leblon, até 80 metros;
                                                            • Botafogo, cerca de 70 metros.

                                                            O impacto vai além do visual, do turismo ou da diminuição do espaço para os banhistas. Segundo os pesquisadores, essa mudança pode comprometer o escoamento de águas da chuva, impedindo que elas cheguem ao mar. Isso aumenta o risco de inundações em regiões mais baixas. Em outras palavras, inundações que hoje duram horas ou dias podem passar a se estender por semanas ou até meses.


                                                            E o pior: esse é o melhor cenário

                                                            A estimativa, por mais preocupante que pareça, foi feita considerando o cenário mais otimista de aquecimento global. Isso significa que, mesmo que a elevação da temperatura do planeta seja moderada até o fim do século, o avanço do mar seguirá acontecendo.

                                                            Orla de Copacabana. Foto: Envato / diegograndi / Reprodução

                                                            O aumento do nível do mar é causado não só pelo derretimento das calotas polares, mas também pela expansão térmica dos oceanos, que se dilatam conforme a temperatura sobe.

                                                            O aquecimento dos oceanos, a expansão térmica e o aumento do nível do mar são consequências diretas. Isso tudo altera a força das ondas, as marés e acelera a erosão costeira– afirmou o professor e oceanógrafo Luís Assad, ao g1

                                                            Assad, que coordenou o estudo da UFRJ, revelou ao portal que, apesar da urgência, é possível diminuir os impactos do avanço do mar. Para isso, são necessárias ações gerais e locais.

                                                             

                                                            Para as gerais, o principal é a redução de emissão de gases de efeito estufa — como já é sabido por diversos acordos internacionais. Localmente, algumas soluções de engenharia costeira como o aumento artificial da faixa de areia e a instalação de recifes artificiais surgem como possibilidades viáveis.

                                                             

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