É hoje! Episódio final da Expedição Antártica mostra teste mais intenso da tripulação

Jornada em parceria com a Yanmar termina com raios, trovões e ondas de mais de 6 metros. Confira!

17/07/2025

Depois de mais de 6 mil milhas navegadas, “Endurance 64: o veleiro polar”, série especial de NÁUTICA que documentou a expedição de uma tripulação do Brasil rumo à Antártica, chega ao fim. O episódio final vai ao ar nesta quinta-feira, às 20h, no Canal NÁUTICA no YouTube — e traz o teste mais intenso da tripulação em todo o percurso.

Foram 83 dias de expedição a bordo de um veleiro de alumínio imponente, de 64 pés, motorizado pela Yanmar especialmente para enfrentar a jornada rumo ao continente mais inóspito e gelado do planeta.

 

 

Nesse período, a tripulação visitou mais de 30 destinos repletos de histórias e particularidades, passando por quatro países: Brasil, Uruguai, Argentina e Chile — além das Ilhas Falkland e, claro, da Antártica. Foi na volta para casa, contudo, que o mar resolveu colocar à prova a “equipe destemida”.

Aventuras também em terra

No último episódio, você viu o documentarista Guilherme Kodja e o meteorologista Giovanni Dolif desembarcarem nas Ilhas Falkland — também conhecidas como Malvinas. Por lá, a dupla partiu sobre quatro rodas para explorar os povoados, paisagens e histórias da região.

Foto: Revista Náutica

Uma das paradas mais impactantes dessa road trip foi em um cemitério de soldados argentinos, construído por uma comissão de familiares dos mortos na chamada Guerra de 82, conflito marcado pela disputa entre Argentina e Reino Unido pelas Ilhas Falkland.

Foto: Revista Náutica

Cruzamos áreas marcadas por crateras, vestígios antigos que parecem ter sido esculpidos por meteoros. Infelizmente, são o resultado de uma guerra de invasão– explicou Kodja

Nesse território, os dois viram a paisagem mudar constantemente. A semelhança entre elas estava nas memórias geológicas e nas particulares surpreendentes — essas, sempre presentes.

 

As ilhas carregam uma vida selvagem vibrante, que não passou despercebida pelos dois. Em uma das paradas, a dupla visitou uma colônia de elefantes marinhos, que viviam naquele momento sua troca de pele.

Foto: Revista Náutica

Outra visita especial foi aos pinguins-de-gentoo (Pygoscelis papua), que tem uma das maiores populações do mundo justamente nas Ilhas Falkland. Estima-se que mais de 100 mil casais reprodutores vivam no arquipélago.

Foto: Revista Náutica

Enquanto isso, no mar…

Saindo das paisagens em terra e entrando no horizonte visto sobre o mar, a tripulação do Endurance 64 passa por uma curta janela de bom tempo na reta final da expedição. A volta para casa exigiu paciência e adaptação da tripulação para vencer o cansaço e a ansiedade de atracar em águas brasileiras.

Foto: Revista Náutica

Os ventos anunciam a previsão de uma forte tempestade, e o grupo precisa se preparar para mais um grande desafio, tido por Kodja como “o mais intenso teste de toda a expedição” — que chegou a enfrentar as águas turbulentas da Passagem de Drake.

Foto: Revista Náutica

À noite, um cenário sombrio toma conta do Endurance. Raios, trovões assustadores e ventos na casa dos 50 nós colocam a equipe à prova. Partes do barco, inclusive, não resistem às águas violentas, com ondas de mais de 6 metros de altura.

Teve gente que foi arremessado– relatou Cicero Vieira, líder da expedição

Depois de oito dias de mar intenso, a tripulação enfim cruza a entrada de Punta del Este, no Uruguai, onde uma parada mais que merecida deu descanso à equipe e reparos ao Endurance. A partir daí, a próxima parada é o Guarujá, em São Paulo.

Foto: Revista Náutica

Até as águas brasileiras foram mais cinco dias de viagem. Nesse tempo, a paisagem foi ganhando os ares tropicais do Brasil, com temperaturas mais quentes e um céu cada vez mais azul refletido no mar. A proa, agora, só aponta para um lugar: o lar da tripulação.

Foto: Revista Náutica

“Mais do que uma expedição geográfica, essa foi uma travessia interior. Cada um que embarcou deixou uma marca. Cada lugar visitado nos transformou. O Endurance 64 cumpriu sua missão e nós, a de contar essa história”, definiu Guilherme Kodja.

Ninguém regressa de uma experiência como essa– finalizou o documentarista


Expedição Antártica para maratonar: todos os episódios disponíveis

“Endurance 64: o veleiro polar”, é uma série especial de NÁUTICA. O documentário reúne 13 episódios e você pode ver — ou rever — essa jornada emocionante quando e de onde quiser, através do Canal NÁUTICA no YouTube. Acompanhe desde o início:

Episódio 1

 

Episódio 2

 

Episódio 3

 

Episódio 4

 

Episódio 5

 

Episódio 6

 

Episódio 7

 

Episódio 8

 

Episódio 9

 

Episódio 10

 

Episódio 11

 

Episódio 12

 

Episódio 13

 

As máquinas por trás da aventura à Antártica

Com 64 pés de comprimento e casco de alumínio, o veleiro Endurance 64 abrigou por três meses  os navegadores desta expedição à Antártica. Projetado por Thierry Stump, um belga que adotou o Brasil como lar, e totalmente reformado no ano de 2021, o barco homenageia, com seu nome, a lendária embarcação Endurance, de Sir Ernest Shackleton — o mais famoso navegador apaixonado pela Antártica.

 

Para garantir a segurança da expedição polar que deu origem à série, o Endurance 64 recebeu o motor 4LHA-STP da Yanmar. Segundo a marca japonesa, o equipamento pode ser utilizado como reversor ou rabeta e ainda serve a alguns barcos de lazer — como lanchas de 36 pés com montagem de parelha.

Para série náutica de expedição à Antártica, o Veleiro Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar
Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal

A parceria da tecnologia da Yanmar somada às expertises dos tripulantes permitiram que a viagem ao continente mais gelado do planeta fosse um sucesso, mesmo com todos os desafios. Confira a saga completa de “Endurance 64: o veleiro polar”!

 

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    3ª etapa do Circuito de Regatas Marina Itajaí acontece neste sábado (19)

    Com expectativa de 120 velejadores, disputa em Balneário Camboriú ainda tem inscrições abertas

    Tida como uma das maiores competições de vela do Sul do país, o Circuito de Regatas Marina Itajaí terá sua 3ª etapa neste sábado (19), a partir das 12h (horário de Brasília), em Balneário Camboriú (SC). O evento, além de valorizar a cultura náutica do estado, também comemora o aniversário de 61 anos da cidade.

    A expectativa da organização é reunir cerca de 120 velejadores e 30 veleiros, com regatas abertas às classes ORC, BRA-RGS, RGS Cruzeiro e BICO DE PROA (A e B). Para os competidores que se interessarem em participar, as inscrições ainda estão abertas no formulário oficial.

    Foto: Marina Itajaí/ Divulgação

    Além das centenas de apaixonados por vela que estarão nas águas, a 3ª etapa do Circuito de Regatas Marina Itajaí espera um bom público, que poderá acompanhar as disputas de vários pontos da orla da Praia Central. Essa, inclusive, é a segunda vez que o munícipio de Balneário Camboriú integra o evento a moradores e turistas.

    O circuito já teve a participação de mais de 500 velejadores desde 2023 e a cada edição conquista novos adeptos– destacou Carlos Gayoso, diretor da Marina Itajaí

    Confira o cronograma da 3ª etapa

    10h

    • Reunião entre comandantes e café da manhã.

    12h

    • Largada na Praia das Cabeçudas, em Itajaí. Velejadores terão percurso que passará pela Praia Brava e seguirá até Balneário Camboriú.

    17h

    • Premiação na própria Marina Itajaí, com happy hour e entrega de medalha aos campeões.
    Foto: Marina Itajaí/ Divulgação

    Calendários das próximas regatas

    O Circuito de Regatas Marina Itajaí 2025 teve início em fevereiro e segue até setembro. Na última etapa, haverá uma premiação especial para os três primeiros colocados no ranking geral.

    23 de agosto

    • Etapa Navegantes: Regata em alusão ao aniversário de Navegantes – Navegantes (SC).

    27 de setembro

    • Etapa Florianópolis a Itajaí: Travessia de Florianópolis – Itajaí (SC).

     

    Para mais informações, acesse o site oficial da Marina Itajaí e o formulário de inscrição.

     

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      Encontrada proa de navio dos EUA que navegou de ré por 2,9 mil km após ataque japonês

      O USS New Orleans sobreviveu a bombardeio devastador na 2ª Guerra Mundial e protagonizou travessia improvável

      Um pedaço da história foi encontrado a 675 metros de profundidade, nas Ilhas Salomão, na Oceania. Trata-se da proa do USS New Orleans, navio americano que foi bombardeado pelo Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Embora o ataque tenha gerado uma ampla explosão, o navio não naufragou — e ainda navegou 2,9 mil km de ré até Washington em um movimento heroico da tripulação.

      Segundo a marinha americana, o ataque aconteceu durante a Batalha de Tassafaronga, em 1942, que vitimou mais de 180 dos 900 tripulantes do USS New Orleans. O confronto aconteceu na Ilha Guadalcanal, que integra o arquipélago de Salomão. Foi por lá que, durante 21 dias, a expedição Nautilus Live, da organização de exploração marinha Ocean Exploration Trust, analisou com veículos subaquáticos.

      Jogada de mestre da tripulação

      A ofensiva japonesa atingiu o compartimento de munições do New Orleans, causando uma explosão no navio americano e danificando 20% do barco. A proa, parte frontal da embarcação, foi a mais atingida, mas os tripulantes não se deram por vencidos.

      O USS New Orleans visto em águas inglesas, por volta de junho de 1934. Foto: Marinha dos EUA / Divulgação

      Em meio ao caos, os sobreviventes conseguiram levar o navio até o porto da ilha de Tulagi, onde adentraram a floresta em busca de materiais para reparo. O resultado foi uma proa improvisada feita com toras de coco.

      USS New Orleans em doca seca em Sydney, Austrália, em 3 de fevereiro de 1943, enquanto a tripulação limpa os destroços do ataque japonês. Foto: Marinha dos EUA / Divulgação

      Assim, a tripulação conseguiu navegar, em marcha ré, cerca de 2.900 km pelo Pacífico até a Austrália. À CNN, Carl Schuster, capitão aposentado da Marinha dos EUA, destacou que “a palavra ‘difícil’ não descreve de forma adequada o desafio”.


      Isso porque a proa do barco é a que tem capacidade de cortar as ondas, diferente da popa — parte de trás do navio –, que não foi feita para enfrentar o mar.

      Isso afeta a maneira como o navio responde aos efeitos do mar e do vento e altera a resposta do navio às ações do leme e do hélice– explicou Schuster

      Para o ex-capitão, o comandante do Nova Orleans teve que aprender uma nova forma de navegar, e a engenhosidade da tripulação foi a responsável por salvar o navio.

       

      Já em Washington, o barco passou por reparos e seguiu sendo utilizado para as batalhas decisivas de Saipan e Okinawa, sendo peça fundamental na luta dos EUA contra o Japão Imperial. De acordo com o Museu da Segunda Guerra Mundial, o navio foi premiado com 17 estrelas pelas batalhas que passou.

       

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        1º do mundo: megaiate a vela zero emissões promete armazenar a energia de 88 Teslas

        Embarcação de 70 metros da Vripack ainda busca impulsionar a indústria com projeto 100% em código aberto

        16/07/2025

        Mais um grande lançamento do mercado náutico aponta o leme para a sustentabilidade. Desta vez, quem ganha os holofotes é o “Projeto Zero”, embarcação de 70 metros da holandesa Vripack, que deve ser entregue ainda em 2025 sob o título de primeiro megaiate a vela com zero emissões.

        Já nos estágios finais de produção no estaleiro Vitters, também na Holanda, o barco promete ser um marco no setor ao não utilizar energia fóssil, mas sim eólica, solar e térmica. Seus destaques, contudo, vão além desses recursos. Isso porque o Projeto Zero chega não apenas para se consolidar no meio, mas para impulsioná-lo.

        Foto: Vripack / Divulgação

        Até virar uma ideia possível, o veleiro passou por mais de 60 mil horas de pesquisa e desenvolvimento, em um projeto científico 100% de código aberto (código-fonte totalmente disponível para qualquer pessoa acessar, estudar, modificar e reutilizar), visando acelerar a inovação e o avanço da indústria náutica sustentável por meio da colaboração.

        Nosso objetivo não era apenas provar que um megaiate sem combustíveis fósseis é viável, mas criar um modelo real com o qual outros pudessem aprender– disse Marnix Hoekstra, codiretor criativo da Vripack

        O trabalho, inclusive, vem sendo feito a muitas mãos. A Vripack se uniu à Dykstra Naval Architects, à Vitters e a equipes de programadores e analistas de dados para criar o megaiate. Por fim, ainda teve a colaboração adicional da Foundation Zero, organização sem fins lucrativos de energias renováveis ​​de código aberto.

        Como a embarcação funcionará na prática

        Para navegar com zero emissões, o Projeto Zero produzirá a maior parte de sua energia por meio de geração hidrelétrica enquanto navega. Sua estrutura carregará ainda 100 m² de painéis solares, para aproveitar a energia gerada pelo sol. Outro recurso que será aproveitado é o vento, que poderá gerar cerca de 200 kw à embarcação.

        Foto: Vripack / Divulgação

        De acordo com a Vripack, toda essa energia será armazenada a bordo em baterias gigantes de 5 MWh — que oferecem, aproximadamente, a mesma capacidade de 88 Teslas. Juntas, elas pesam 44 toneladas.

         

        Toda essa potência dará ao Projeto Zero até duas semanas de autonomia energética e alcance praticamente ilimitado, conforme explica a marca, que compara a embarcação aos híbridos, que costumam funcionar por no máximo oito horas com a bateria.


        Para além do conceito ecológico, o megaiate a vela zero emissões promete chamar atenção também pelo design. Para isso, traz em seu exterior, de alumínio, um casco de deslocamento e uma proa um tanto quanto pontiaguda.

         

        Os detalhes internos ainda são rasos, mas o Projeto Zero terá matérias sustentáveis incorporados e deve acomodar até 12 hóspedes — além de nove tripulantes —, em cabines que serão decoradas conforme o destino escolhido.

        Foto: Vripack / Divulgação

        A embarcação será usada para fins particulares e para fretamentos selecionados. Também apoiará estudos sobre tecnologias marinhas renováveis ​​e sustentabilidade oceânica.

         

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          Jubartes, arraias e pinguins: fim de semana em Arraial do Cabo (RJ) é marcado por avistamentos

          Animais marinhos foram flagrados na região fluminense neste domingo (13); Veja imagens!

          Os banhistas em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, tiveram um enorme privilégio neste último fim de semana. Com direito a “balé” de baleias-jubarte, visita surpresa de 30 arraias perto da areia e uma união entre pinguins e manjubinhas, a praia fluminense foi palco de espetáculos sob as águas.

          Entre as atrações, a que mais chamou atenção foram as gigantes, que deram o ar da graça no domingo (13). Um grupo de dez baleias foi flagrado nadando de forma sincronizada — e até mesmo brincando entre si. O momento de encher os olhos foi registrado pelo fotógrafo Rafael Pacheco e publicado nas redes sociais. Confira!

           

           

          Além das lentes do fotógrafo, o espetáculo pôde ser avistado por meio de lunetas, do alto do Mirante do Pontal do Atalaia. Segundo a ONG Instituto Baleia Jubarte (IBJ), a região do Arraial do Cabo é um dos melhores lugares para apreciar as aparições desses animais no Brasil.

           

          Nesta época do ano, as jubartes estão em rota migratória e costumam aparecer nos mares da Região dos Lagos. Segundo Ronnie Plácido, presidente da Fundação de Meio Ambiente e Tecnologia de Arraial do Cabo (FUNTEC), julho é o período em que mais baleias passam pelo local, com até 30 grupos por dia.

           

          Ainda de acordo com Plácido, a Região dos Lagos já foi apontada como ponto de matança desses animais durante os anos 1970, mas hoje é reconhecido como região de preservação da espécie.


          Arraial do Cabo está na rota de migração das baleias-jubarte, que partem da Antártica para se reproduzirem nas águas quentes do Nordeste brasileiro. A temporada começa em maio e vai até meados de outubro. A espécie pode pesar até 30 toneladas e medir entre 13 e 16 metros de comprimento.

          Um show animal

          Ainda no domingo (13), um cardume de aproximadamente 30 arraias surgiu próximo à faixa de areia — e também foi registrado pelo fotógrafo. No ritmo de uma orquestra sincronizada, os animais chamaram atenção pela leveza que se deslocavam na água.

          Quando o sol nasce em Arraial, tudo se ilumina de magia– escreveu Pacheco

          Como se não bastasse, no mesmo fim de semana o Rio de Janeiro ainda recebeu visitas de pinguins — dois deles, para ser mais exato. Segundo relatos, eles dividiram espaço com um grande cardume de manjubinhas, peixes comuns nas superfícies de rios de águas doces tropicais.

          Foto: @grasimirandaa/ Reprodução

          Apesar de parecer inusitado, os pinguins, assim como as jubartes, são presenças comuns nas praias do Rio em épocas de corrente marítima fria, quando se aproximam do litoral em busca de alimento. Entretanto, momentos de interação com a natureza como esses sempre serão especiais.

           

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            Mais de 6 mil milhas navegadas e 30 locais visitados: os números incríveis da Expedição Antártica

            Jornada de 83 dias que virou série passou por surpresas, testou a tripulação em desafios e precisou de muito planejamento

            Sair em expedição do Brasil rumo a Antártica em um veleiro, na teoria, já não parece tarefa fácil — mas um grupo resolveu enfrentar esse desafio na prática. Assim nasceu a série documental “Endurance 64: o veleiro polar”, no Canal NÁUTICA no YouTube. Nesta quinta-feira (17), esse especial chega ao seu último episódio e, para aquecer os motores, compilamos informações impressionantes dessa jornada.

            Os tripulantes zarparam do Porto de Santos, no Brasil, e encararam águas gélidas, frio cortante e a temida Passagem de Drake até pisar na Antártica, em uma viagem que durou 83 dias. Tudo isso a bordo do Endurance 64, um veleiro imponente de 64 pés de comprimento e casco de alumínio, que contou com motorização Yanmar para enfrentar esse desafio.

            Foi Cícero Vieira, proprietário da embarcação, quem escalou o time diverso e habilidoso de navegadores para a expedição. Entre médico, documentarista, meteorologista e velejadores experientes, nove pessoas compuseram a equipe, que recebeu outros três tripulantes ao longo do percurso.

            Expedição rumo a Antártica: milhas repletas de destinos deslumbrantes

            O caminho rumo ao continente mais inóspito do planeta rendeu à tripulação do Endurance 64 cerca de 6,5 mil milhas navegadas, chegando à latitude máxima de 64º 58’.

            Foto: Equipe Endurance 64 / Divulgação

            O percurso envolveu destinos deslumbrantes, repletos de histórias e particularidades. Ao todo, foram 30 locais visitados, passando por quatro países: Brasil, Uruguai, Argentina e Chile — além das Ilhas Falkland e, claro, da Antártica. Veja o panorama:

            Brasil

            • Guarujá (SP);
            • Santos (SP);
            • Rio Grande (RS).

            Uruguai

            • Punta del Este.

            Argentina

            • Estância Haberton;
            • Mar del Plata;
            • Península Valdés;
            • Puerto Madryn;
            • Ushuaia.

            Chile

            • Caleta Brecknock;
            • Caleta Cinco Estrellas;
            • Caleta Morning;
            • Canais da Terra do Fogo;
            • Estreito de Magalhães;
            • Glaciares Pia e Romanche;
            • Isla de Hornos;
            • Puerto Toro;
            • Puerto Williams;
            • Punta Arenas.

            Ilhas Falkland

            • Volunteer’s Point.

            Continente antártico

            • Baía Dorian;
            • Canais (Beagle, Gerlache, Lemaire, Neumeier e Peltier);
            • Ilha Deception;
            • Ilha Enterprise;
            • Ilha Rei George;
            • Port Lockroy.

            Destaques

            Entre tantos lugares, a tripulação chegou, inclusive, no “fim do mundo” ao explorar Ushuaia, na Argentina, e Puerto Williams, no Chile — destinos no pedacinho final das Américas que rendem o apelido.

            Foto: Revista Náutica

            A primeira parada em solo antártico também foi em grande estilo, na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). Trata-se de uma base pertencente ao Brasil e localizada na ilha do Rei George, a 130 quilômetros da Península Antártica, na baía do Almirantado.

            Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). Foto: Revista Náutica

            Ainda no continente gelado, a Deception Island, um dos pontos mais curiosos da Antártica, foi um dos locais visitados pela tripulação. O local é o interior de um antigo vulcão adormecido, em formato circular, acessível apenas por embarcações menores, como veleiros.

            Foto: Revista Náutica

            Desafios do mar

            Quando se trata do mar, os desafios são sempre imprevisíveis — e a tripulação do Endurance 64 não escapou dos problemas a bordo. Dentro do barco ou fora dele, foi preciso manter a calma e contar com o trabalho em equipe para seguir viagem.

             

            Entre reviravoltas meteorológicas e mudanças de cronograma, um problema grave no motor já na primeira pernada rumo à Antártica deixou o grupo em alerta. Após remediações feitas com base em um treinamento oferecido pela Yanmar, a tripulação precisou instalar uma válvula no duto de escapamento do equipamento, para evitar que o motor continuasse a alagar.

            Foto: Equipe Endurance 64 / Divulgação

            Fortes emoções vieram também no caminho rumo à Deception Island, no arquipélago das Shetland do Sul. Além da rota contar com blocos de gelo de tamanhos imprevisíveis, a carta náutica da área é escassa em detalhes, o que obrigou a tripulação a se basear em mapas alternativos, elaborados por tripulações de expedições anteriores.

             

            Como se não bastasse, a navegação passou por momentos de tensão devido a uma séria contaminação no diesel, que fez o motor do veleiro parar. O grupo mudou os planos a tempo de evitar o isolamento forçado, que seria causado por uma forte mudança climática que manteria a tripulação presa por pelo menos três dias em Deception.

            Momento em que a equipe superou o Cabo Horn. Foto: Equipe Endurance 64 / Divulgação

            A Passagem de Drake, conhecida por zonas com as piores condições meteorológicas marítimas do mundo, não mostrou seu potencial no caminho de ida à Antártica — o que não se repetiu na volta. A tripulação precisou enfrentar tempestades, ondas agitadas e altas doses de adrenalina.

            Despesas e planejamento

            Uma expedição como essa não se faz do dia para a noite. Antes de ganhar a Antártica, o próprio Endurance 64 passou por uma reforma, ainda em 2021. A equipe também precisou custear despesas com diesel, manutenções periódicas do motor, alimentação, seguro internacional e internet, via Starlink.

             

            De acordo com o grupo, o planejamento, a gestão de risco e as formalidades incluíram itens como:

            • Matriz com 13 principais riscos e planos de resposta;
            • Contrato assinado por todos os tripulantes, descrevendo os riscos, as funções e as responsabilidades;
            • Autorização da Marinha do Brasil com base em dossiê de 40 páginas sobre o veleiro e os tripulantes;
            • Dotação médica completa, comparável a um navio da Marinha;
            • Drones, câmeras profissionais, câmeras 360, mini hover subaquático e diversos tripulantes captando imagens para documentário.

            A tripulação

            Ao todo, 12 pessoas integraram a tripulação do Endurance 64 ao longo dos 83 dias de expedição. Conheça cada um deles:

            • Cícero Vieira;
            • Nelson Barretta;
            • Marcos Hurodovich;
            • Gabriel de Capitani;
            • Fabio Raimo;
            • Guilherme Kodja;
            • Waldemar Oliveira;
            • Giovanni Dolif;
            • Cesar Mello;
            • Rogério Lira;
            • Eduardo Colombo;
            • Francisco Petrone.

            Uma grande viagem traduzida em livro

            As histórias do mar rompem barreiras e chegam a ouvidos apurados através de conversas, experiências, vídeos, documentários e, claro, por um dos meios mais tradicionais já inventados: os livros.

            Foto: Arquivo Pessoal / Cícero Vieira

            Cícero Vieira, capitão da tripulação do Endurance, foi o responsável por traduzir em palavras toda a jornada do Brasil ao continente gelado no livro “O Veleiro Polar Endurance 64 na Antártica e Outras Histórias Austrais”.

             

            Ele, que foi à Antártica pela primeira vez como alpinista há 31 anos, descreve em cerca de 350 páginas as particularidades do local. O material começa retratando a história da exploração brasileira no continente, com foco nas primeiras pessoas a enfrentarem esse desafio.

            É um material relativamente inédito, contando a história da exploração brasileira na Antártica sob a perspectiva dos pioneiros– explicou ele à NÁUTICA

            Na segunda parte da obra, as páginas traduzem a história da expedição propriamente dita, com todos os processos que envolveram a viagem mesmo antes de ela começar. “Foi um processo super longo e complexo de um ano e meio reformando o veleiro”.


            Cícero passa por detalhes desde como foi escolher a tripulação, o modelo de financiamento da expedição, o gerenciamento de risco dessa empreitada, negociação com patrocinadores e até como foi a escolha do cardápio a bordo. O livro, repleto de fotos da expedição, foi escrito ao longo de um ano, logo após a viagem.

            Foi um processo terapêutico. Você volta de uma expedição dessas com muitas emoções, energia acumulada e histórias na cabeça– descreveu

            A obra em breve será disponibilizada na Amazon. Por ora, quem quiser adquirir um exemplar pode encomendar o livro diretamente com Cícero, através do telefone: (11) 99970-1922 ou do Instagram @veleiro_polar_endurance_64.

            Endurance 64: o veleiro polar — episódio final

            A série que retrata a expedição do Brasil rumo à Antártica tem encantado amantes do mar. O último episódio chega ao Canal NÁUTICA no YouTube nesta quinta-feira (17). Até lá, através da playlist NÁUTICA TRIP, é possível maratonar os 12 episódios disponíveis. Assista desde o começo:

             

             

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              Semana de Vela de Ilhabela 2025: saiba detalhes e programação

              Competição reúne atletas profissionais, medalhistas olímpicos, amadores e cruzeiristas de 19 a 26 de julho

              Por: Nicole Leslie -

              A 52ª edição da Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval (SIVI) começa neste sábado (19) e vai até 26 de julho, movimentando as águas do litoral norte de São Paulo com a principal competição de vela da América Latina.

              Mais de 100 equipes estão confirmadas e, segundo a organização, os times vêm de diferentes estados brasileiros e também de outros países. Para 2025, foram convidadas as classes ORC, BRA-RGS, RGS-Cruiser, Clássicos e C30.

              SIVI 2023. Foto: Aline Bassi / Balaio / Reprodução

              A SIVI é conhecida por unir em uma mesma raia velejadores profissionais, medalhistas olímpicos, amadores e cruzeiristas. Este ano, a competição destacou o protagonismo feminino, que vem aumentando a cada edição: o barco Bora Bora competirá com tripulação 100% feminina, sem contar que outras mulheres integram — e comandam — algumas das equipes confirmadas.

               

               

              Mantendo a tradição iniciada há quase duas décadas, a SIVI presta homenagem a um barco histórico a cada edição. Em 2025, o homenageado é o Cisne Branco, da Marinha do Brasil. O veleiro representa o país em eventos internacionais, regatas e visitas protocolares, além de contribuir para a formação dos militares da Força.

              Navio Veleiro Cisne Branco. Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

              Agenda da Semana de Vela de Ilhabela 2025

              19 de julho (sábado)

              • Das 9h às 22h: Credenciamento (todas as classes);
              • 13h: Regata Vela do Amanhã (todas as classes);
              • 17h: Reunião de Comandantes (todas as classes);
              • 17h30: Coquetel de boas-vindas (todas as classes);
              • 19h: Abertura oficial da SIVI 52.

              20 de julho (domingo)

              • Das 8h às 16h: Credenciamento (todas as classes);
              • 10h30: Desfile dos barcos (todas as classes);
              • 11h20: Apresentação da esquadrilha da fumaça (todas as classes);
              • 12h20: Largada da Regata de Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil (classe ORC);
              • 12h30: Largada da Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (classe C30);
              • 12h40: Largada da Regata de Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil (classes RGS A e B);
              • 12h40: Largada da Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste (classes BRA-RGS C; RGS CRUISER A, B e C; CLÁSSICOS A, B E C).

              21 de julho (segunda-feira)

              • Dia livre.

              22 de julho (terça-feira)

              • 12h: Regata Mitsubishi – Eduardo de Souza Ramos (todas as classes);
              • 17h: Premiação da regata do dia.

              23 de julho (quarta-feira)

              • 12h: Regatas (todas as classes);
              • 17h: Premiações das Regatas de Alcatrazes, Toque-Toque e do desfile.

              24 de julho (quinta-feira)

              • 12h: Regatas (todas as classes);
              • 17h: Confraternizações no Yacht Club de Ilhabela (todas as classes).

              25 de julho (sexta-feira)

              • 12h: Regatas (todas as classes);
              • 20h: Premiações do Campeonato Brasileiro de Classes C30;
              • 20h20: Premiação da regata por equipe;
              • 20h30: Premiação da Classe Soto 40.

              26 de julho (sábado)

              • 12h: Regatas (todas as classes);
              • 19h: Premiação da SIVI 52.

              O evento é apresentado pelo Banco Daycoval e realizado pelo Yacht Club de Ilhabela em parceria com a Prefeitura de Ilhabela. Conta ainda com o apoio da Marinha do Brasil e o patrocínio de empresas privadas.

               

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                100 metros em cem anos: estudo prevê encolhimento das faixas de areia no Rio de Janeiro

                Projeções foram feitas com base no cenário mais otimista de aquecimento global. Entenda os impactos

                Por: Nicole Leslie -

                Nos últimos dez anos, a icônica praia de Copacabana perdeu 10% da sua faixa de areia. A estimativa faz parte de um estudo conduzido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que monitora a dinâmica costeira da capital fluminense e alerta para um futuro nada animador: algumas praias da cidade podem perder até 100 metros de areia até o fim do século.

                A análise, divulgada pelo jornal O Globo, acompanhou a elevação do nível do mar em um trecho que vai do Porto até o Leblon. E os números chamam atenção: em Copacabana — cartão-postal mundialmente conhecido — a largura da faixa de areia encolheu 10% em apenas uma década. O estudo considera a distância da calçada até o mar, e não o comprimento total da orla.

                Cem anos, 100 metros

                Com base nas projeções da UFRJ, o cenário para 2100 é o seguinte:

                • Copacabana e Leme podem perder até 100 metros de faixa de areia;
                • Ipanema e Leblon, até 80 metros;
                • Botafogo, cerca de 70 metros.

                O impacto vai além do visual, do turismo ou da diminuição do espaço para os banhistas. Segundo os pesquisadores, essa mudança pode comprometer o escoamento de águas da chuva, impedindo que elas cheguem ao mar. Isso aumenta o risco de inundações em regiões mais baixas. Em outras palavras, inundações que hoje duram horas ou dias podem passar a se estender por semanas ou até meses.


                E o pior: esse é o melhor cenário

                A estimativa, por mais preocupante que pareça, foi feita considerando o cenário mais otimista de aquecimento global. Isso significa que, mesmo que a elevação da temperatura do planeta seja moderada até o fim do século, o avanço do mar seguirá acontecendo.

                Orla de Copacabana. Foto: Envato / diegograndi / Reprodução

                O aumento do nível do mar é causado não só pelo derretimento das calotas polares, mas também pela expansão térmica dos oceanos, que se dilatam conforme a temperatura sobe.

                O aquecimento dos oceanos, a expansão térmica e o aumento do nível do mar são consequências diretas. Isso tudo altera a força das ondas, as marés e acelera a erosão costeira– afirmou o professor e oceanógrafo Luís Assad, ao g1

                Assad, que coordenou o estudo da UFRJ, revelou ao portal que, apesar da urgência, é possível diminuir os impactos do avanço do mar. Para isso, são necessárias ações gerais e locais.

                 

                Para as gerais, o principal é a redução de emissão de gases de efeito estufa — como já é sabido por diversos acordos internacionais. Localmente, algumas soluções de engenharia costeira como o aumento artificial da faixa de areia e a instalação de recifes artificiais surgem como possibilidades viáveis.

                 

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                  Passeios de barco na Europa: veja quais as cidades mais procuradas para a atividade

                  Estudo da TUI Musement analisou milhões de buscas no Google. Amsterdã, Bruges e Paris lideram a lista

                  Por: Nicole Leslie -
                  15/07/2025

                  Turistas que buscam uma pausa do caos urbano têm os passeios de barco como destino preferido. Segundo uma nova pesquisa da TUI Musement, publicada na última quarta-feira (9), 85% das pessoas que querem fugir da agitação das cidades escolhem esse tipo de atividade náutica como primeira opção.

                  Com base nesse comportamento, a TUI analisou o volume de buscas no Google entre maio de 2024 e abril de 2025. Ao todo, mais de mil cidades europeias com rios ou canais navegáveis ​​foram buscadas. O ranking elenca as dez mais procuradas. Confira!

                  Destinos mais populares para passeios de barco na Europa

                  10. Praga, República Checa

                  A cidade de Praga garante seu lugar no ranking com passeios de barco pelo Rio Moldava, que proporcionam vistas ao Castelo de Praga, à Ponte Carlos e ao estreito Canal do Diabo.

                  Passeio de barco em Praga. Foto: TUI Musement / Reprodução

                  9. Veneza, Itália

                  Curiosamente fora do topo da lista de buscas por passeios de barco na Europa, a cidade onde se navega por necessidade ainda encanta com seus passeios de gôndola e táxis aquáticos, que transformam simples deslocamentos em experiências inesquecíveis.

                  Tradicional passeio de barco em Veneza. Foto: TUI Musement / Reprodução

                  8. Estocolmo, Suécia

                  Espalhada por 14 ilhas, Estocolmo tem nos cruzeiros uma forma natural de locomoção. Os roteiros exploram áreas verdes, centros históricos e a atmosfera escandinava única.

                  Passeio de barco em Estolcomo. Foto: TUI Musement / Reprodução

                  7. Berlim, Alemanha

                  O Rio Spree conduz os visitantes para passeios de barco que atravessam a cidade e passam por cartões-postais como a Catedral de Berlim, a Ilha dos Museus e a Torre de TV.

                  Vista de passeio de barco em Berlim. Foto: TUI Musement / Reprodução

                  6. Budapeste, Hungria

                  Os passeios pelo Danúbio mostram a dualidade de Buda e Peste, com vistas para o Parlamento, a Ponte das Correntes e a Citadella. Entre os principais destinos náuticos por lá estão os cruzeiros noturnos com música ao vivo e jantar.

                  Paisagem de rio em Budapeste, que é palco de passeios de barco. Foto: TUI Musement / Reprodução

                  5. Copenhague, Dinamarca

                  Os canais dinamarqueses serpenteiam por áreas históricas e bairros modernos, com destaque para Nyhavn. Copenhague entra no top 5 com seus roteiros cênicos e atmosfera acolhedora.

                  Passeio de barco em Copenhage. Foto: TUI Musement / Reprodução

                  4. Londres, Inglaterra

                  O Rio Tâmisa oferece duas experiências: o tradicional cruzeiro panorâmico e as opções radicais de alta velocidade. Seja qual for a escolha, ícones como o Big Ben, a Tower Bridge e a London Eye farão parte do cenário.

                  Passeio de barco em Londres. Foto: TUI Musement / Reprodução

                  3. Paris, França

                  Abrindo o top 3 do ranking, o cenário de tantos filmes românticos não poderia ficar de fora, com os passeios de barco pelo Rio Sena. O pedido é um clássico entre casais que desejam explorar a Cidade Luz com um toque de charme à francesa e um quê de romance.

                  Passeio de barco em Paris, com vista para o maior cartão-postal da cidade. Foto: TUI Musement / Reprodução

                  2. Bruges, Bélgica

                  Conhecida como “Veneza do Norte”, Bruges encanta com sua arquitetura medieval e canais românticos. Os barcos cruzam becos escondidos e fachadas centenárias, dando aos viajantes a sensação de estarem viajando no tempo.

                  Passeio de barco em Bruges. Foto: TUI Musement / Reprodução

                  1. Amsterdã, Holanda

                  Os canais históricos da capital holandesa são Patrimônio Mundial da UNESCO e oferecem passeios por pontos emblemáticos como o Canal Rokin, a Magere Brug e a Praça Dam. O charme da cidade é potencializado quando visto das águas — e as buscas refletem a popularidade.

                  Passeio de barco em Amsterdã. Foto: TUI Musement / Reprodução

                  Volume de buscas no Google

                  A pesquisa sobre destinos para passeios de barco na Europa, realizada pela Appinio para a TUI Musement, somou milhões de buscas. A cidade que lidera o ranking (Amsterdã) teve mais de 250 mil buscas no período, enquanto a última (Praga) foi buscada 60 mil vezes. Veja o ranking completo com os números:

                  • Amsterdã: 257.200 buscas
                  • Bruges: 175.400
                  • Paris: 112.300
                  • Londres: 98.000
                  • Copenhague: 81.200
                  • Budapeste: 77.700
                  • Berlim: 75.800
                  • Estocolmo: 69.100
                  • Veneza: 67.200
                  • Praga: 60.100

                   

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                    Uma marina pública é uma infraestrutura náutica instalada em área sob domínio público — geralmente terrenos de marinha ou áreas da União, como espelhos d’água e orlas marítimas ou fluviais — que oferece serviços de apoio ao turismo e à navegação de forma acessível, regulada e sustentável.

                    Diferentemente de empreendimentos privados exclusivos, as marinas públicas são planejadas para democratizar o acesso à navegação, impulsionar a economia local e ordenar o uso múltiplo das águas.

                    Bahia Marina. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                    Ao contrário do que o nome “pública” possa sugerir, os serviços oferecidos pela marina não são gratuitos. Trata-se de um equipamento público com gestão regulada, que cobra pelas vagas, manutenção, abastecimento e demais serviços — assim como ocorre em aeroportos ou terminais rodoviários.

                    Marina da Glória. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                    A marina pública funciona, na prática, como um “hotel” para embarcações de turistas, com estrutura para acolher com segurança e conforto os navegadores em trânsito ou ancoragem temporária.

                    Serviços Oferecidos por uma Marina Pública

                    As marinas públicas podem ser multiescalas, com diferentes portes e complexidades, mas em geral oferecem:

                    • Vagas molhadas e secas para embarcações de pequeno e médio porte;
                    • Rampa pública de acesso ao mar (ou rio);
                    • Abastecimento de combustível e água potável;
                    • Coleta seletiva de resíduos e descarte de efluentes (sistema de pump out);
                    • Oficinas e serviços de manutenção;
                    • Guarda e vigilância;
                    • Lojas de conveniência náutica;
                    • Sanitários, vestiários e duchas;
                    • Espaço para atividades esportivas e educacionais (vela, remo, canoa, etc.);
                    • Atendimento turístico e agendamento de passeios náuticos regulados.

                    Em modelos mais avançados, pode incluir também escolas náuticas, coworkings e pontos de embarque integrados a rotas turísticas.

                    Instalação de Marina Pública: PMI e PPP

                    Para viabilizar a instalação de marinas públicas com padrão de excelência e sustentabilidade, o poder público pode recorrer a dois instrumentos fundamentais:

                    PMI – Procedimento de Manifestação de Interesse

                    Permite que empresas apresentem estudos técnicos, econômicos e jurídicos para a implantação da marina em área pública. A partir desses estudos, o município ou Estado estrutura uma futura concessão, mantendo o domínio público da área e atraindo investimento privado com base em viabilidade comprovada.

                    PPP – Parceria Público-Privada

                    A PPP, nos moldes da Lei Federal nº 11.079/2004, possibilita a delegação da construção, operação e manutenção da marina ao setor privado, com prazos entre 10 e 35 anos. A remuneração pode vir exclusivamente da exploração da infraestrutura (concessão comum) ou ser complementada com contraprestação pública (concessão administrativa), dependendo da política pública e do retorno esperado.

                    Vantagens para o Turismo e Desenvolvimento Local

                    • Ordenamento do uso náutico: evita a ocupação desorganizada de orlas e espelhos d’água;
                    • Democratização do acesso ao mar: com rampas públicas, vagas acessíveis e serviços para embarcações de passeio;
                    • Geração de emprego e renda: oficinas, restaurantes, guias náuticos, instrutores, comércio de peças e equipamentos;
                    • Estímulo ao turismo náutico: passeios regulares, roteiros integrados, eventos e esportes aquáticos;
                    • Valorização imobiliária e urbanística: requalificação de áreas portuárias e subutilizadas;
                    • Integração regional: conectando marinas por rotas náuticas e aumentando a permanência do turista na região.
                    Foto: sam741002/ Envato

                    Marinas públicas bem planejadas são instrumentos potentes de política urbana, ambiental e turística. Ao atrair investimentos via PMI e PPP, os municípios brasileiros podem transformar suas orlas em polos de desenvolvimento sustentável, com acesso regulado, uso múltiplo das águas e respeito à vocação local.

                     

                    Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

                     

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                      Mais de 40 cruzeiros afetados: Norwegian Cruise anuncia cancelamento de viagens

                      Mudança de roteiros causou suspensão de 4 meses de cruzeiros da temporada 2026/2027 nos Estados Unidos

                      Por: Nicole Leslie -

                      Quem planejava férias a bordo de um cruzeiro da Norwegian Cruise Line entre o fim de 2026 e o começo de 2027 pode ter sido surpreendido por um balde de água fria. A companhia cancelou os itinerários de dois de seus navios — o Norwegian Prima e o Norwegian Breakaway — entre 8 de novembro de 2026 e 28 de março de 2027.

                      O cancelamento de 41 cruzeiros da empresa corresponde a mais de quatro meses de viagens. A decisão foi comunicada diretamente aos passageiros por meio de cartas, no último dia 7.

                       

                      No texto, divulgado pelo USA Today, a companhia pede desculpas e informa que todos os afetados receberão reembolso total das tarifas pagas, além de um desconto de 10% para uso em cruzeiros futuros.

                      Imagem aérea do Norwegian Prima. Foto: Norwegian Cruise Line / Reprodução

                      A decisão, segundo a empresa, tem relação com uma “redistribuição de frota”, que na prática significa uma troca de rotas entre os dois navios.

                       

                      Assim, o Norwegian Prima assumirá os itinerários originalmente planejados para o Breakaway, com partidas de Porto Rico rumo ao Sul do Caribe. Já o Breakaway fará os trajetos que seriam do Prima, saindo de Nova Orleans para o Caribe Ocidental.

                      Imagem do deque superior do Norwegian Breakaway. Foto: Norwegian Cruise Line / Divulgação

                      Quem havia reservado viagens no Norwegian Prima teve cruzeiros cancelados entre 15 de novembro de 2026 e 28 de março de 2027. Já os passageiros com reservas no Norwegian Breakaway foram impactados em um período ligeiramente maior, de 8 de novembro de 2026 a 28 de março de 2027.

                       

                      Os novos itinerários para ambos os navios serão disponibilizados para reserva a partir de 8 de agosto.


                      Conheça os navios afetados pelos cancelamentos

                      Norwegian Prima

                      Norwegian Prima. Foto: Norwegian Cruise Line / Reprodução

                      Com capacidade para 3.099 hóspedes, o Norwegian Prima oferece experiências que vão desde corridas de kart e toboáguas para as crianças até spas, lounges e piscinas exclusivas para adultos. O navio tem internet via Starlink e sete opções de cabine — das compactas, em forma de studio, às luxuosas, que mais lembram apartamentos.

                      Norwegian Breakaway

                      Norwegian Breakaway. Foto: Norwegian Cruise Line / Divulgação

                      Construído em 2013 e reformado em 2025, o Breakaway é um dos maiores navios da frota da Norwegian. Para até 3.903 passageiros, o barco reúne lazer e oferece variado, incluindo de opções de relaxamento a atividades de adrenalina. A embarcação também conta com internet via Starlink. Um dos destaques a bordo é o The Waterfront, um calçadão quase quilométrico ao ar livre com vista para o mar.

                       

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                        Mar de plástico: alta concentração de microplástico ameaça corais no Mediterrâneo

                        Estudo revela concentração "excepcionalmente alta" de resíduos em recifes de ilhas espanholas, onde o formato dos corais age como armadilha

                        14/07/2025

                        Nem mesmo os recifes protegidos escapam da contaminação por resíduos plásticos. Um novo estudo publicado na revista científica Marine Pollution identificou uma concentração “excepcionalmente alta” de microplástico e microborracha em corais nas ilhas espanholas no Mar Mediterrâneo. A estrutura dos recifes, segundo os pesquisadores, favorece o acúmulo dessas partículas, criando um verdadeiro efeito armadilha no fundo do mar.

                        O Mare Nostrum (Mar Mediterrâneo) está se tornando um mar de plástico, mesmo nos ecossistemas mais protegidos– comunicado do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC)

                        No caso, a espécie de coral que está sofrendo com a poluição por microplásticos é a Cladocora caespitosa, a única com capacidade de formar recifes no Mar Mediterrâneo. Nas amostras colhidas na reserva marinha da Ilhas Columbretes, foram identificadas 1.514 partículas de microplástico para cada quilo de corais, em média.

                        Foto: macher78/ Envato

                        O número pode ser considerado preocupante, pois é muito superior aos obtidos em outras partes do Mar Mediterrâneo. Segundo o estudo, as taxas variam de 41 a 6.345 partículas de microplástico e microborracha por quilo de sedimento seco.

                        Encontramos microplásticos em todas as amostras, mas as maiores concentrações estavam dentro das estruturas dos corais– revela Diego Kersting, pesquisador do CSISC, que participou do estudo

                        Os microplásticos são pequenos resíduos plásticos com menos de cinco milímetros que podem vir de diversas fontes, como a degradação de plásticos maiores ou produtos cosméticos. Logo, não é uma surpresa que esses materiais acabem nas profundezas das águas.


                        Efeito armadilha

                        O estudo aponta um fator que explica a disparidade entre a quantidade de partículas de microplástico: o efeito armadilha. Isso se dá pelo formato dos recifes de coral, que contribui para o acúmulo dos materiais nocivos, que ficam presos nas estruturas.

                        Cladocora caespitosa. Foto: Creative Commons/ Wikimedia Commons/ Reprodução

                        Em Columbretes, o formato em ‘C’ da Baía de Illa Grossa também favorece o acúmulo de poluentes– afirma o pesquisadores Lars Reuning, coautor do estudo

                        O transporte de plástico por longas distâncias por meio das correntes Norte e Nordeste também contribui para a contaminação dos recifes de corais. Os fragmentos de borracha, por sua vez, são resultado, na maioria das vezes, do desgaste dos pneus em terra, que param no mar através dos rios.

                        Foto: EwaStudio/ Envato

                        De qualquer forma, é paradoxal que encontraremos essas concentrações de microplásticos em dois locais tão protegidos– lamenta Lars Reuning

                        Falsa segurança

                        Segundo o artigo, estima-se que 80% dos plásticos que chegam aos oceanos sejam provenientes de fontes terrestres. “Esse é um bom exemplo de que o lixo acaba em todos os lugares, da globalização da poluição plástica”, resumiu Kersting.

                        Cladocora caespitosa. Foto: Creative Commons/ Wikimedia Commons/ Reprodução

                        No momento, sabe-se que que os efeitos de 540 partículas por quilo seco de sedimento podem causar efeitos adversos à saúde dos corais — sendo que as concentrações de microplástico encontrado no Mediterrâneo são bem maiores. Porém, as reais consequências que o acúmulo pode causar são desconhecidos.

                         

                        Além disso, o CSIC já detectou que o aquecimento do Mediterrâneo causa estresse neste coral, o que reduz seu crescimento e pode levá-lo à morte.

                         

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                          O céu é o limite: concurso premia fotos aéreas da natureza; vida marinha é destaque

                          1ª edição do Fotógrafo Aéreo Internacional do Ano teve americana no topo do pódio com imagens impressionantes. Confira

                          Algumas imagens só podem ser vistas do alto — ou ficam ainda mais impressionantes lá de cima. Por isso, a 1ª edição do International Aerial Photographer of the Year (Fotógrafo Aéreo Internacional do Ano, em português) premiou fotógrafos que posicionam suas lentes sobre o que acontece no mar, no gelo e até em chamas.

                          A premiação foi organizada pela equipe por trás do International Landscape Photographer of the Year (Fotógrafo Internacional de Paisagem do Ano, em português), um dos prêmios mais prestigiados do mundo nesse nicho. Logo na estreia, o concurso ultrapassou mais de 1,5 mil inscrições.

                           

                          Os candidatos precisaram enviar fotos aéreas produzidas a partir de 1º de janeiro de 2020, por meio de drones, aviões, balões, prédios altos ou montanhas — nada de conteúdo gerado por IA. Entre tantos talentos estava a americana Joanna Steidle, vencedora da categoria “Fotógrafo do Ano”, a principal da premiação.

                          Joanna Steidle costuma fotografar na região de Nova York. Foto: Instagram @joannasteidle / Reprodução

                          Steidle é pilota profissional de drones e registrou com suas lentes cenas impactantes da vida marinha. Em uma delas (em destaque na matéria), um tubarão-rotador (Carcharhinus brevipinna) se impõe ao caçar em meio a um enorme cardume de peixes-menhaden (Brevoortia tyrannus), no Atlântico Norte.

                          Foto: Instagram @joannasteidle / Reprodução

                          Em outra, uma encantadora baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) corta as águas em meio a superfície do oceano. A foto já tinha sido premiada como a melhor nas categorias “Fotografia de Natureza” e “Melhor da Exposição” no Thunderbird Drone Festival, em 2024.

                          Foto: Instagram @joannasteidle / Reprodução

                          As arraias nariz-de-vaca (Myliobatis freminvillei) também não escaparam do olhar de Joanna Steidle. A fotógrafa fez o registro desses animais se aproximando de peixes-isca-de-menhaden ao largo da costa de Nova York, nos Estados Unidos, conforme conta em seu Instagram.

                          O sol estava brilhante e os céus estavam limpos, o que permitiu que os raios de luz se difundissem através da água e iluminassem as nuvens de areia explodindo abaixo– explicou Steidle

                          Foto: Instagram @joannasteidle / Reprodução

                          As condições não podiam ter sido mais perfeitas. Com a minha cadeira de praia e guarda-sol, fui preparada para filmar o dia todo– detalhou


                          Premiações e reconhecimentos de fotos aéreas

                          Os registros de Joanna Steidle renderam a ela um prêmio no valor de US$ 5 mil (cerca de R$ 27,8 mil na conversão de julho de 2025), além de um troféu e um livro de fotografias. A americana dividiu o pódio com o espanhol Daniel Viñé Garcia e seu conterrâneo, David Swindler.

                          Vulcão Fagradalsfjall, na Islândia, próximo de nova erupção em registro de Daniel Viñé Garcia, 2º lugar na categoria Fotógrafo do Ano. Foto: Instagram @danielvgphoto / Reprodução

                          Outros participantes também foram premiados em categorias como “Fotografia do Ano”, “Escolha do Presidente” e “Prêmios Especiais” — essa última levou em conta, por exemplo, fotos em preto e branco e melhor foto abstrata.

                           

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                            Considerada uma das maiores fabricantes de barcos infláveis do Brasil, a marca celebrou suas mais de três décadas na sexta-feira (11)

                            Por: Redação -

                            Quando o assunto é barco inflável a Flexboat domina o segmento no Brasil. Não apenas por ser um dos fabricantes mais longevos, mas também pela ampla variedade. Na última sexta-feira (11), a marca comemorou 35 anos no mercado com o marco de 22,5 mil embarcações produzidas.

                            Com modelos que vão de 2 a 11 metros, a Flexboat é conhecida no meio civil e militar pela forte presença na Marinha, no Corpo de Bombeiros e na Polícia Militar Ambiental. Parte da popularidade se dá pela versatilidade e robustez das embarcações.

                            Foto: Marcio Dottori / Revista Náutica

                            O estaleiro foi o responsável por tornar o barco inflável um objeto de desejo entre os amantes de barcos a motor. Isso se deu graças à equipe dedicada e à obsessão do proprietário e administrador Jaime Alves, que não abre mão de qualidade e inovação.

                            Jaime Alves, proprietário da Flexboat. Foto: Marcio Dottori / Revista Náutica

                            A Flexboat tem mais de 30 modelos de embarcações infláveis, que atendem a diferentes objetivos. Há barcos com fundo rígido e flexíveis, que prometem ser ideais para os segmentos de lazer, de serviços e também o militar.


                            Para comemorar os 35 anos no mercado, a marca reuniu amigos, convidados e clientes na sexta-feira (11), em um evento no próprio estaleiro em Atibaia, interior de São Paulo. Na ocasião, a Flexboat aproveitou para reforçar a parceria com os clientes dando um conjunto de som para todos os infláveis da linha LX, do modelo F12 até o Flex 1100.

                            Foto: Marcio Dottori / Revista Náutica

                             

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                              Por: Nicole Leslie -

                              Uma nova linha de iates da Sunreef Yachts vem acompanhada de um lema excêntrico que promete representar a nova geração da “perfeição” nas águas — prezando não só a beleza, mas também pelo meio ambiente. Batizada de Sunreef Next, o conceito chega repaginando soluções de design inteligente, sustentabilidade e mais personalização do que nunca, aos já conhecidos barcos de luxo do estaleiro.

                              Além do visual arrojado e promessa excêntrica, o principal diferencial da linha Sunreef Next é a inovação ecológica. Nela, as embarcações de luxo da marca serão equipadas com a tecnologia Solar Skin 3.0, desenvolvida pela própria Sunreef.

                               

                              A tecnologia consiste em um painel solar formado por células de silício que, com o auxílio da IA, distribuem a energia da maneira mais otimizada, para evitar problemas causados pela sombra, por exemplo. Cada célula funciona como uma unidade inteligente e suporta temperaturas acima de 100°C e até 20 mil ciclos de carga.

                              Lançamento do Sunreef Yachts promete otimizar rendimento de energia solar em barcos com IA
                              Lançamento do Sunreef Yachts promete otimizar rendimento de energia solar em barcos com IA. Foto: Sunreef Yachts / Divulgação

                              Outro destaque da nova linha é a versatilidade que passa a ser oferecida nos barcos. O flybridge, por exemplo, é totalmente personalizável e pode assumir quatro configurações distintas: de espaço gourmet ao ar livre a um verdadeiro spa flutuante com jacuzzi e espreguiçadeiras. A ideia é adaptar cada detalhe ao estilo de vida do proprietário.

                              Nova linha permite que iates sejam personalizados. Foto: Sunreef Yachts / Reprodução

                              O salão principal também recebe mudanças, agora com recortes laterais no casco que ampliam a entrada de luz natural e criam uma conexão mais intensa com o mar — além de uma vista panorâmica ainda mais deslumbrante.


                              E na área externa a personalização também tem vez, onde o proprietário pode escolher detalhes que melhor se encaixem aos próprios gostos, como trampolins ou espreguiçadeiras de luxo para curtir momentos no sol.

                              Foto: Sunreef Yachts / Reprodução

                              A linha Sunreef Next ainda conta com garagem para jet integrada com sofá e plataformas dobráveis que transformam espaços em refúgios com vista para o mar, mudança descrita como “uma combinação incomparável de versatilidade e e elegância” pelo próprio estaleiro.

                              Foto: Sunreef Yachts / Reprodução
                              Lançamento do Sunreef Yachts promete otimizar rendimento de energia solar em barcos com IA
                              Lançamento do Sunreef Yachts promete otimizar rendimento de energia solar em barcos com IA. Foto: Sunreef Yachts / Divulgação

                              A linha Sunreef Next surge como a combinação entre sofisticação, tecnologia e sustentabilidade que lança luz para um futuro da navegação onde o luxo pode — e deve — ser inteligente e responsável, para ficar ainda mais belo.

                               

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                                Brasil reivindica ilha submersa no Atlântico rica em minerais e do tamanho da Espanha

                                A mais de 1.000 km da costa do RS, região abriga elementos como cobalto, manganês, níquel e telúrio

                                Uma ilha submersa do tamanho da Espanha pode se tornar parte do território brasileiro. O Brasil solicitou à Organização das Nações Unidas (ONU) o reconhecimento da Elevação do Rio Grande — que contém “terras raras” e minérios cobiçados no mundo todo — como parte de sua plataforma continental.

                                Localizada a 5 mil metros de profundidade no Oceano Atlântico, a cerca de 1,2 mil km da costa do Rio Grande do Sul, a área que pode um dia ter sido parte do território que hoje forma o Brasil tem 500 mil km², segundo estudos da Universidade de São Paulo (USP).

                                Elevação do Rio Grande. Foto: USP/ YouTube/ Reprodução

                                A análise ainda apontou que a região abriga elementos essenciais para a transição energética, como cobalto, manganês, níquel e telúrio. O local ainda tem basalto (rocha vulcânica), camadas de argila vermelha — provas de que já foi uma ilha vulcânica tropical — e as chamadas “terras raras”.

                                 

                                Esse “status” se dá pela dificuldade em separar sua forma pura dos minerais onde se acumulam. Entre os 17 elementos químicos desse grupo, estão inclusos o ítrio, escândio e os lantanídeos.

                                 

                                De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), o Brasil tem a segunda maior reserva de “terras raras” do mundo, apenas atrás da China. Entretanto, o país não domina plenamente a tecnologia para extrair esses minerais — logo, os exporta, em boa parte, como commodities brutas, sem agregar valor.

                                Um  pedacinho do Brasil

                                Depois de duas expedições à ilha submersa — uma liderada pelo Instituto Oceanográfico (IO) da USP e outra com um navio britânico — , foi possível colher evidências de que o solo dessa área é idêntico ao do interior de São Paulo, com terra vermelha.

                                Elevação do Rio Grande. Foto: USP/ YouTube/ Reprodução

                                Além disso, a Elevação do Rio Grande tem picos que ultrapassam 4 mil metros de altura — mais alto que o Pico da Montanha, a mais elevada do Brasil, que tem menos de 3 mil metros. O topo dessa ilha submersa está situado entre 700 e 2 mil metros abaixo do nível do mar.

                                 

                                Forte em riqueza natural, a região reúne montes submarinos, platôs, cânions, canais e um gigantesco rift (grande fenda tectônica) chamado oficialmente de Rifte Cruzeiro Sul.

                                ROV (veículo não tripulado) registra imagens do Rifte Cruzeiro do Sul, um cânion que corta a Elevação do Rio Grande. Foto: Luigi Jovane/ Reprodução

                                Análises de zircões (um tipo de mineral) trouxeram mais evidências de que a Elevação Rio Grande é um fragmento da crosta continental, o que fortalece o pedido brasileiro à ONU. As rochas pertencentes datam entre 540 milhões e 2 bilhões de anos — bem anteriores à separação entre América do Sul e a África.

                                 

                                De acordo com os estudos, a ilha submersa, na verdade, já foi emersa, sendo considerado uma ilha tropical no meio do Atlântico. As pesquisam também indicam que a área era recoberta de florestas e rodeadas de recifes. Porém, com o tempo, a formação foi sendo naturalmente erodida por diversos fenômenos.

                                A ilha submersa fará parte do Brasil?

                                A luta para que a Elevação do Rio Grande faça parte do território brasileiro é antiga. O Brasil reivindica soberania sobre a área desde 2018, quando apresentou o pedido à Comissão de Limites da ONU (CLPC). Em 2025, a solicitação foi reforçada com novos estudos geológicos e geofísicos.

                                Elevação do Rio Grande. Foto: LEPLAC-DHN/ Marinha do Brasil/ Reprodução

                                Como informa a Marinha do Brasil, a ilha submersa fica numa região conhecida como Margem Oriental-Meridional, sendo uma das três áreas que são reivindicadas pelo governo brasileiro em águas internacionais: Região Sul e Margem Equatorial são as outras duas.

                                A Margem Oriental-Meriodional tem 1,5 milhão de km², localizada mais ao Sul. Contudo, assim como as outras duas áreas, está fora da Zona Econômica Exclusiva do Brasil (ZEE), que define como pertencente ao governo brasileiro o território marítimo que abrange uma faixa de 200 milhas náuticas (cerca de 370 km) a partir do litoral. Fora disso, é considerado patrimônio da humanidade.

                                 

                                Atualmente, pesquisadores da USP e de outras universidades buscam estudar questões como legislação internacional, impactos ambientais, biologia, geologia e outros aspectos da ilha submersa. Sendo assim, resta ao Brasil apenas esperar a definição da ONU. Não há prazo para resposta.

                                Mais responsabilidade ambiental

                                O reconhecimento do território teria grande importância para o Brasil em inúmeros sentidos. Os minérios encontrados nas “terras raras” têm várias utilidades na indústria, como na produção de televisores de tela plana, tela de smartphones, lâmpadas LED, equipamentos de raio-X e tomografia e mísseis teleguiados.

                                Cobalto, um dos materiais encontrados na ilha submersa. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                Além disso, os materiais também possuem aplicação em energia limpa, como em turbinas eólicas e ímãs de motores elétricos. Mas vale ressaltar que as consequências da exploração do local e os efeitos sobre a fauna ainda são incertas, segundo os pesquisadores.

                                 

                                Para o professor Luigi Jovane, especialista em geofísica marinha e paleomagnetismo que coordena as pesquisas sobre a Elevação do Rio Grande, o reconhecimento tem apelo estratégico e científico.

                                É muito importante para o desenvolvimento do Brasil e para ampliar estudos nessa região, que é estratégica, mas ainda muito desconhecida– afirmou Jovane ao UOL

                                Caso reconhecido, o Brasil ampliará a área de influência e terá total responsabilidade global sobre a conservação e o monitoramento ambiental do Atlântico Sul.

                                 

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                                  Por: Nicole Leslie -
                                  13/07/2025

                                  Já pensou em ganhar um “presente” de uma baleia assassina? Em linhas bem gerais é o que um novo estudo publicado no Journal of Comparative Psychology sugere. Pesquisadores observaram um comportamento incomum entre orcas, que ofereceram presas caçadas para humanos, como quem tenta iniciar uma amizade.

                                  O padrão foi observado em diferentes oceanos e contextos, sempre envolvendo orcas em ambiente selvagem. Segundo os cientistas, a atitude lembra a de um cão que entrega um brinquedo ao tutor, ou de um gato que presenteia o dono com um passarinho semi-devorado. No caso das orcas, porém, o gesto pode carregar implicações ainda mais profundas.

                                   

                                  Os pesquisadores levantam a hipótese de que esse comportamento possa representar um dos primeiros relatos de um predador selvagem utilizando intencionalmente objetos ou presas para interagir com humanos. Isso indicaria uma convergência evolutiva entre o intelecto de golfinhos, primatas superiores — e, talvez, o nosso.

                                   

                                  O estudo envolveu especialistas do México, Canadá e Nova Zelândia, que analisaram 34 interações espontâneas de orcas com pessoas. As baleias eram de ambos os sexos, tinham diferentes idades e estavam em contextos diversos — todas livres, sem treinamentos ou interferência humana direta.

                                  (A) Orca juvenil oferece um pedaço de fígado de arraia-águia; (B) Orca entrega uma arraia-mobula inteira a um humano em um barco; (C) Orca fêmea juvenil solitária prestes a recuperar uma foca-comum inteira após oferecê-la; (D) Orca fêmea adulta recupera a maior parte de uma arraia-águia após a oferta. Foto: Steve Hathaway, Lucía Corral, Jared R. Towers, Brian Skerry / Journal of Comparative Psychology / Reprodução

                                  Em 21 dos episódios, os humanos estavam em barcos; Em onze nadavam no mar; E em dois estavam na praia. Em todas as ocasiões, as orcas se aproximaram e largaram um item ou animal morto diante das pessoas — e em quase todos os casos, esperaram algum tipo de reação. Em sete situações, inclusive, as baleias tentaram oferecer o “presente” mais de uma vez, mesmo após os humanos recusarem inicialmente.


                                  Segundo os pesquisadores, isso faz sentido quando se leva em conta que orcas são animais extremamente inteligentes e sociais. O compartilhamento de comida é comum entre elas, funcionando como um mecanismo para fortalecer vínculos dentro do grupo.

                                   

                                  Oferecer presas a humanos pode, portanto, ter várias funções: praticar comportamentos aprendidos, explorar o ambiente, brincar, manipular objetos ou até criar laços com as pessoas. Considerando a cognição avançada da espécie e seu histórico de cooperação, todas essas hipóteses — ou a soma delas — são consideradas plausíveis.

                                   

                                  Logo, a pergunta que fica é: será que as orcas estão tentando, de alguma forma, nos incluir no grupo delas?

                                   

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                                    12/07/2025

                                    Morar a bordo é certamente uma das formas mais fáceis de se manter em meio ao mar — mas não a única. O americano Rich Cucé, por exemplo, fez um investimento alto para comprar nada menos que o Farol da Ilha Hooper, em Maryland, nos Estados Unidos. O local de mais de 100 anos agora ganha por suas mãos o requinte de um lar — mas o objetivo maior vai muito além de acordar olhando para o oceano.

                                    Cucé vem do estado da Pensilvânia e é dono da empresa Blastco, que atua no ramo da limpeza e pintura industrial. Em 2022, com a vida já bem estabelecida, ele decidiu realizar um antigo sonho: restaurar um farol.

                                     

                                    Para isso, ainda naquele ano, ele vendeu algumas de suas propriedades e arrematou o centenário Farol da Ilha Hooper, na Baía de Chesapeake, em dos leilões da Guarda Costeira dos EUA pelo equivalente a R$1,2 milhões.

                                    Rich Cucé. Foto: Instagram @the_lighthouse_centers / Reprodução

                                    Os faróis servem principalmente para orientar a navegação marítima, garantindo a segurança de embarcações especialmente à noite ou em condições de baixa visibilidade. Com o avanço da tecnologia (como GPS), eles perderam um pouco da função prática, mas muitos ainda são usados e têm grande valor histórico, cultural e simbólico.

                                     

                                    O farol adquirido por Cucé está no Registro Nacional de Locais Históricos dos EUA, uma vez que foi construído em 1902 e desabitado em 1961. O americano o encontrou em mau estado de conservação — cenário desafiador, mas perfeito para o seu projeto.

                                    O projeto do Farol da Ilha Hooper

                                    Através de seu Instagram, Cucé compartilha uma espécie de “diário de obra”, para que os seguidores engajados com a proposta possam acompanhar a evolução da reforma do farol.

                                    Foto: Instagram @the_lighthouse_centers / Reprodução

                                    A princípio, o grande objetivo foi construir um banheiro e estadias mais confortáveis para quem trabalha na restauração, para viabilizar a permanência no local por períodos mais longos. Dessa forma, a obra poderia avançar com mais eficiência.

                                    Foto: Instagram @the_lighthouse_centers / Reprodução

                                    De 2022 até agora, o americano já conseguiu dar outra cara ao farol, sem modificar seu perfil histórico — que conta, inclusive, com escotilhas originais de mais de 120 anos.

                                     

                                    O espaço conta com seis níveis, sendo que o último será, literalmente, o ponto alto do projeto. Por lá, a ideia é construir um espaço de observação, onde visitantes possam comer, beber e, principalmente, observar os espetáculos da natureza lá do alto.

                                    Foto: Instagram @the_lighthouse_centers / Reprodução

                                    O processo, contudo, é longo e demorado. Em um barco médio, a chegada ao local leva cerca de 25 minutos, sem contar que tudo o que vai a bordo precisa ser içado para dentro do farol. O custo total do projeto é estimado em R$ 7 milhões e envolve uso de energia renovável, como painéis solares.


                                    Mais faróis à vista!

                                    Logo após adquirir seu primeiro farol, Cucé, criou a The Lighthouse Centers, organização que atualmente trabalha na restauração de três faróis: além da Ilha Hooper, o Craighill Channel Lower Range Front Light, no porto de Baltimore, e o Wolf Trap Lighthouse, na porção inferior da baía de Chesapeake, já no estado de Virgínia.

                                    Nosso objetivo é restaurar esses faróis e dar a eles um novo propósito, transformá-los em centros educativos e ambientais– explicou Cucé em entrevista à Record

                                    Aliado a isso, o americano, que se declara um ambientalista, mira na recuperação da Baía de Chesapeake, o maior estuário dos EUA. Ele conta com o apoio da comunidade local e, como dono do farol, é obrigado a manter sua operação em cooperação com a Guarda Costeira e preservar seu valor histórico.

                                     

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                                      Menino de 11 anos tem ganhado a internet com dança viral na proa de barco

                                      Movimentos de Rayyan Arkan Dikha já receberam até uma nova expressão nas redes, a "aura farming". Conheça

                                      11/07/2025

                                      A Pacu Jalur, tradicional corrida de barcos da Indonésia, não poderia estar mais em alta — e graças a um garoto de apenas 11 anos, que certamente já apareceu na tela do seu celular. Rayyan Arkan Dikha tem encantado a internet com sua dança cheia de estilo à frente de uma comprida embarcação, em um movimento que tem ganhado o mundo como “aura farming” (algo como “cultivar uma aura”, em português).

                                      A disputa que hoje também compete por cliques nas redes sociais acontece anualmente no rio Batang Kuantan, na província de Riau. Tudo começou no século 17, quando as típicas longas embarcações (Jalur), feitas de troncos únicos e ricamente decorados, ainda eram usadas como forma de transporte.

                                       

                                      Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Indonésia desde 2014, a competição reúne dezenas de equipes com até 60 remadores frenéticos por barco.

                                       

                                      @lensa.rams AKSI BOCIL PACU JALUR #pacujalur #viral #tradisi #budaya #fyp #tiktok #Indonesia ♬ suara asli – Amii15❤️‍❤️‍


                                      Ao dançar na proa desses barcos, Dikha não quer apenas envolver olhares com seus movimentos. Ali, ele exerce o papel fundamental de “Togak Luan” à equipe, um tipo de dançarino que dita o ritmo e energiza os remadores, que são impulsionados, ainda, pelo som de tambores.

                                       

                                      O ponto é que o garoto pratica o “aura farming” (expressão criada na internet quando os vídeos começaram a viralizar) como ninguém. Embora seu corpo siga movimentos sincronizados e precisos, Dikha se mantém concentrado, quase sem expressão facial — sem deixar de lado o carisma que distribui a quem assiste à disputa.

                                      Eu mesmo criei a dança. Foi simplesmente espontâneo– disse ele à BBC Indonésia

                                      Dança na proa do barco é sucesso no mundo inteiro

                                      Fora das águas, Rayyan Arkan Dikha é aluno do 5º ano em uma vila na Regência de Kuantan Singingi. Mas quando veste seu tradicional Teluk Belanga, com um turbante de Riau malai e óculos escuros, ele alcança o mundo.

                                      Foto: TikTok @rayyanarkandikha / Reprodução

                                      Não à toa, sua coreografia já foi replicada por grandes astros, como Travis Kelce, jogador da NFL e namorado de Taylor Swift, Neymar e parte do elenco do Paris Saint-Germain — que, neste domingo, disputa a final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Isso sem falar nos incontáveis “meros mortais” que imitam Dikha em seus perfis pessoais.

                                       

                                      @psg His aura made it all the way to Paris ✨ #psg #indonesia #aurafarming ♬ original sound –


                                      Manter o equilíbrio como dançarino não é tarefa simples, e esse talvez seja um dos motivos para que crianças ocupem esse espaço com mais frequência que adultos na Pacu Jalur.

                                       

                                      A habilidade de Dikha foi reconhecida até mesmo por Fadli Zon, ministro da cultura da Indonésia, quando relatou a repórteres que “dançar na ponta do barco não é fácil”. Quem concorda com a afirmação é Rani Ridawati, mãe do garoto.


                                      À BBC, ela contou que “a principal preocupação é que ele possa cair”, embora Dikha seja, segundo ela, um bom nadador — e uma equipe de resgates esteja sempre a postos durante as competições.

                                       

                                      Mesmo que essa febre passe — como acontece com tudo na internet —, Rayyan já ajudou a levar a cultura de seu país para o mundo.

                                       

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                                        Evento acontecerá neste sábado (12), nos EUA, com músicos debaixo d'água e mensagem sobre a proteção de corais

                                        Uma experiência para lá de imersiva aguarda os amantes das águas na Flórida, nos Estados Unidos: um mágico show subaquático, com direito a Beatles e trilha sonora de Pequena Sereia. O espetáculo acontecerá neste sábado (12), no arquipélago de ilhas tropicais Lower Florida Keys.

                                        Essa será a 41ª edição do Festival Anual de Música Subaquática de Lower Keys, que convida mergulhadores, navegantes e praticantes de snorkel para uma experiência mágica. Por lá, os visitantes terão um show de melodias marinhas e mensagens sobre conservação dentro do Oceano Atlântico.

                                        Festival Anual de Música Subaquática de Lower Keys. Foto: FloridaKeys TV/ YouTube/ Reprodução

                                        Das 10h às 14h no horário local, os visitantes poderão escutar músicas tropicais transmitidas debaixo d’água, por meio de alto-falantes suspensos nos barcos. Canções como “Octopu’s Garden”, dos Beatles, e a trilha sonora de Pequena Sereia são algumas das favoritas da rádio US1 104.1 FM, que apresentará o show.

                                         

                                        Enquanto aproveitam o espetáculo e toda a magia marinha, os participantes podem nadar entre formações de corais coloridos e os peixes do recife — quem sabe eles também não estarão dançando no “anfiteatro aquático”?

                                        Para deixar a experiência ainda mais surreal, o festival debaixo d’água terá sereias fantasiadas, criaturas marinhas e músicos submersos, que dançarão no ritmo excêntrico da jam session — ou seja, na base do improviso, sem saber o que vem pela frente.

                                        Muito mais que um show

                                        Aproveite para dançar, cantar (se possível), mas também para se conscientizar. Afinal, o show subaquático traz, ao longo da transmissão, dicas de mergulho ecologicamente corretas e maneiras de evitar danos aos recifes de corais — e o motivo desses pontos serem tão importante para o ecossistema.

                                        Festival Anual de Música Subaquática de Lower Keys. Foto: FloridaKeys TV/ YouTube/ Reprodução

                                        Este festival é pura diversão subaquática em Florida Keys, respeitando, protegendo e aproveitando nossos recifes – disse Steve Miller, diretor executivo da Câmara de Comércio de Lower Keys

                                        Nesta sexta-feira (11), o público já pode sentir um gostinho do que vem pela frente. As comemorações se iniciam com uma festa de boas-vindas às 20h locais, no Centro Internacional Elizabeth Moore de Pesquisa e Restauração de Recifes de Coral, em Summerland Key.

                                         

                                        No local, os visitantes conhecerão as instalações e aprenderão sobre os esforços de cultivo de corais e restauração de recifes da Flórida — tudo isso com especialistas lado a lado. Logo, as dinâmicas de sustentabilidade serão reforçadas no show subaquático do dia seguinte.

                                        Festival Anual de Música Subaquática de Lower Keys. Foto: FloridaKeys TV/ YouTube/ Reprodução

                                        O espetáculo marinho será realizado no Recife Looe Key, parte do Santuário Marinho Nacional de Florida Keys — que protege as águas que circundam todo o arquipélago de Florida Keys, incluindo a única barreira de corais dos Estados Unidos.

                                         

                                        Para participar, o interessado terá que reservar um assento em barcos locais de mergulho e snorkel — ou ir com a sua própria embarcação nas rampas e marinas da região.

                                         

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                                          Tal como na famosa cena de Titanic, a proa da embarcação foi o local escolhido para viver o momento. Quando Ilieg menos esperava, Mirtha deu início ao tão aguardado pedido — que fez a ficha da namorada demorar para cair. Confira:

                                           

                                          @ilieg05 Respuesta a @samy #parati #fyp #️‍ #viral ♬ sonido original – ilieg


                                          Ilieg parece ligar os pontos somente ao olhar para trás e ver estendida pelas amigas a faixa com os dizeres “will you marry me?” (“quer casar comigo?”, em português). Nessa hora, tudo fez sentido, afinal, “coincidentemente”, todas a bordo vestiam uma peça na cor branca.

                                          Foto: Facebook Ilieg González / Reprodução

                                          O momento foi celebrado por todos os presentes, com direito a muitas fotos das mais novas noivas de Cuba. O vídeo do pedido foi postado à época — cerca de um ano atrás — nas redes sociais, e voltou a ganhar os holofotes recentemente.

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                                          Ver esta publicação no Instagram

                                           

                                          Uma publicação partilhada por ⚓ (@todelancha.floripa)


                                          Fora do barco, mas pertinho do mar, outro casal teve o pedido interrompido, desta vez, pela presença de um enorme lagarto. O caso aconteceu na praia dos Ingleses, em Florianópolis, com o animal roubando a cena. Veja:

                                           

                                          @kamilaibaldoo pedido de casamento mais caótico que voces vao ver hoje! #foryoupage #praia #casamento ♬ som original – Kamila Gonçalves

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                                            Registro foi feito próxima à Ilha Rasa, na zona sul do munícipio do Rio; temporada de avistamentos já começou

                                            Já começou a temporada de avistamentos de baleias-jubarte no litoral do Brasil! Depois de ter sido avistada em Ilhabela, outro animal da espécie foi flagrado nadando tranquilamente e descontraído nas águas de Ipanema, próximo à Ilha Rasa, na Zona Sul do munícipio do Rio de Janeiro.

                                            Nas imagens capturadas por Gabriel Klabin na primeira semana de julho — com uso de drone — , é possível ver o animal “acenando” com a nadadeira. Nas redes sociais, o vídeo já passou de 30 mil visualizações. Confira!

                                             

                                             

                                            No vídeo feito em Ipanema, é possível ver que a jubarte bate as nadadeiras na água. Segundo diversos estudos, essa é uma forma dela de se comunicar — seja com outras baleias ou conosco. O significado costuma depender do contexto, mas tende a ser para chamar a atenção, alertar sobre perigos próximos ou coordenar o grupo.

                                             

                                            Os machos podem usar esse recurso também como uma forma de cortejo para impressionar as fêmeas, principalmente durante a época de reprodução. As fêmeas, por sua vez, também podem bater as nadadeiras para atrair o sexo oposto. Logo, não é simples deduzir o que exatamente o “aceno” quer dizer — mas seja lá o que for, ela estava bem à vontade.

                                            Embora não tenha sido revelado mais informações sobre a jubarte flagrada em Ipanema, a espécie pode chegar a 16 metros de comprimento e pesar até 40 toneladas. Além do tamanho, a aparição da baleia atrai turistas e pesquisadores pelos seus comportamentos curiosos.

                                            Temporada de jubartes

                                            Figurinhas carimbadas, a temporada de passagens das baleias-jubarte no litoral brasileiro é tradição. Geralmente, o início dos avistamentos acontece em maio ou final de abril, com o pico sendo entre junho e julho — ou seja, agora.

                                            Baleia-jubarte avistada em Ipanema, no Rio de Janeiro. Foto: Instagram @gabriel2584/ Reprodução

                                            Numa das maiores migrações do reino animal — e que ocorre anualmente — , a espécie deixa as águas geladas da Antártica, onde se alimentam, e viajam para as águas quentes e protegidas do litoral brasileiro, com o intuito de se reproduzir e criar seus filhotes.

                                             

                                            Logo, o Rio de Janeiro é uma das rotas dessa jornada. Afinal, as águas quentes do Brasil são propícias para as fêmeas darem à luz e amamentarem os seus filhotes — visto que os pequenos nascem com pouca gordura corporal e precisam do calor. Além disso, os machos competem e acasalam nessa época.

                                             

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                                              Por: Nicole Leslie -

                                              Depois de 16 anos de buscas, arqueólogos acreditam ter desvendado o paradeiro de um navio português capturado por piratas em 1721. Os destroços foram localizados na costa nordeste de Madagascar, submersos em um porto natural da ilha de Nosy Boraha — ponto estratégico durante a chamada “Era de Ouro da Pirataria”.

                                              A descoberta foi feita por uma equipe do Centro de Preservação de Naufrágios Históricos dos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, as evidências apontam que se trata do Nossa Senhora do Cabo, uma embarcação que transportava cargas valiosas da Índia para Portugal e que foi interceptada por ninguém menos que o infame pirata Olivier “The Buzzard” Levasseur.

                                              Estatueta de marfim de Cristo in situ nos destroços do Nossa Senhora do Cabo. Foto: Centro de Preservação de Naufrágios Históricos dos EUA / Reprodução

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                                              Placa de marfim com as letras “INRI” e estatueta de Maria, itens encontrados no paradeiro do navio português. Foto: Centro de Preservação de Naufrágios Históricos dos EUA / Reprodução

                                              A análise dos restos do casco, somada aos documentos históricos e aos itens resgatados, fortalece a identificação do naufrágio. “Temos múltiplas linhas de evidência”, disse Brandon Clifford, diretor de pesquisa do centro, à Live Science.

                                               

                                              De acordo com registros, o navio deixou Goa no início de 1721 rumo a Lisboa. A bordo, seguiam o vice-rei português e o arcebispo de Goa. Mas a viagem foi interrompida brutalmente em 8 de abril, nas proximidades da ilha francesa de La Réunion.


                                              A embarcação havia enfrentado uma tempestade violenta pouco antes do ataque e, para sobreviver ao mau tempo, teria descartado parte dos canhões. Por isso a resistência aos ataques dos piratas foi quase mínima.

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                                              Os piratas encontraram o que os arqueólogos descrevem como “um tesouro exorbitante”. A carga incluía lingotes de ouro, joias e baús cheios de pérolas. Os itens, hoje, valeriam cerca de US$ 138 milhões, algo em torno de R$ 760 milhões na cotação de julho de 2025.

                                              Fragmentos de cerâmica recuperados do local. Foto: Centro de Preservação de Naufrágios Históricos dos EUA / Reprodução

                                              Os cientistas acreditam que, após o ataque, os piratas teriam levado o navio até Madagascar, a cerca de 650 quilômetros de La Réunion. A ilha Sainte-Marie foi escolhida como esconderijo estratégico, graças à ausência de domínio colonial e à proximidade com rotas comerciais importantes.

                                               

                                              Na época, o local já era conhecido como base para piratas e aventureiros. A divisão do saque teria acontecido ali, longe dos olhos europeus.

                                              Escavações continuam: o que ainda está escondido?

                                              Área de pesquisa arqueológica. Foto: Centro de Preservação de Naufrágios Históricos dos EUA / Reprodução

                                              Segundo o arqueólogo Mark Agostini, da Universidade Brown, as camadas de lodo e areia dificultam os trabalhos no fundo do mar. “Futuros trabalhos de campo devem permitir uma análise ainda mais profunda dos naufrágios”, disse à Live Science.

                                               

                                              Enquanto isso, a história desse navio saqueado há mais de três séculos segue emergindo — peça por peça — das profundezas do oceano.

                                              Imagem revela estrutura interior do casco do navio. Foto: Centro de Preservação de Naufrágios Históricos dos EUA / Reprodução

                                               

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                                                10/07/2025

                                                As edições do Navegar Experience em Caraguatatuba estão consolidando um modelo inovador de evento náutico no Brasil: gratuito, aberto à população e com foco em vivência prática dos esportes aquáticos.

                                                Mais do que uma programação recreativa, o projeto está abrindo portas para o fortalecimento da cultura náutica nas cidades costeiras e criando pontes reais para novos negócios, práticas esportivas e experiências de vida.

                                                Navegar Experience. Foto: Prefeitura Municipal de Caraguatatuba/ Divulgação

                                                Em um país com mais de 8 mil quilômetros de costa e milhares de rios navegáveis, ainda são poucos os brasileiros que têm acesso ao mar como espaço de lazer, prática esportiva ou trabalho. Entretanto, o Navegar Experience nasceu para virar essa maré.

                                                 

                                                Promovido pela Prefeitura de Caraguatatuba, com curadoria técnica e cultural, o evento oferece atividades gratuitas como vela, canoa havaiana, caiaque e stand up paddle, todas acompanhadas por profissionais qualificados. Nas duas primeiras edições de 2025, mais de 600 pessoas participaram — muitas delas subindo pela primeira vez em uma embarcação.

                                                Navegar Experience. Foto: Prefeitura Municipal de Caraguatatuba/ Divulgação

                                                Mas a proposta vai além da emoção de navegar. Cada edição do Navegar Experience inclui também uma programação cultural com música ao vivo, DJs, gastronomia com food-trucks locais e um luau à beira-mar. A ocupação do espaço público — na areia da Praia do Centro — é intencional: levar a náutica ao centro da cidade e da vida das pessoas, com inclusão e segurança.

                                                Esse modelo reforça a ideia de que a cultura náutica deve ser popular, acessível e permanente. Afinal, quando uma criança experimenta remar ou velejar pela primeira vez, ela não está apenas se divertindo — ela está despertando um novo olhar para o território em que vive e talvez enxergando uma futura profissão.

                                                Um ponto de partida

                                                O setor náutico, ainda elitizado, precisa urgentemente de renovação: mais instrutores, marinheiros, empreendedores locais, designers de experiência, guias ambientais e negócios sustentáveis que integrem mar, rio, cultura e economia.

                                                Navegar Experience. Foto: Prefeitura Municipal de Caraguatatuba/ Divulgação

                                                Em Caraguatatuba, o Navegar Experience já impulsiona esse movimento. Desde a primeira edição, a Secretaria de Turismo tem registrado aumento no número de empresas turísticas formalizadas no CADASTUR, reflexo direto das ações de estímulo ao turismo náutico.

                                                 

                                                A repercussão nas redes sociais e na imprensa especializada também reforça o evento como referência nacional — um caso replicável para outros municípios costeiros e fluviais.

                                                Navegar Experience. Foto: Prefeitura Municipal de Caraguatatuba/ Divulgação

                                                A construção de uma cidade náutica exige muito mais do que infraestrutura: requer formação, fomento, visibilidade e pertencimento. O Navegar Experience entrega tudo isso de forma integrada. As próximas edições, que ocorrerão nos últimos domingos de cada mês até novembro e semanalmente na temporada de verão, devem ampliar ainda mais o alcance do projeto.

                                                 

                                                É hora de navegar, preservar e prosperar. O Brasil tem mar, tem rio e tem talento. Falta apenas dar acesso. O resto, como mostram os olhos brilhando de quem navega pela primeira vez, vem com o vento.

                                                 

                                                Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

                                                 

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                                                  Estudo aponta que organismo retirou até 42% de antibiótico de águas residuais

                                                  Por: Nicole Leslie -

                                                  O futuro da água está sob ameaça por diversos fatores, como escassez, poluição e contaminação por substâncias químicas. Em meio a esse cenário, um estudo brasileiro recente aponta uma possível solução natural: pesquisadores identificaram uma microalga capaz de remover resíduos de antibióticos da água, tendo reduzido em até 42% a concentração dessas substâncias.

                                                  A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do ABC (UFABC), e publicada em maio deste ano na revista científica Biochemical Engineering Journal.

                                                   

                                                  O estudo investigou o potencial da microalga Monoraphidium contortum para remover os antibióticos sulfametoxazol e trimetoprima da água residual. Em testes laboratoriais, o organismo conseguiu eliminar até 42,3% do sulfametoxazol e 28,6% da trimetoprima quando os compostos foram aplicados separadamente.

                                                  Microalga (Monoraphidium contortum). Foto: Marcelo Chuei Matsudo / Reprodução

                                                  No entanto, quando os dois antibióticos foram adicionados simultaneamente à água, a capacidade de remoção do sulfametoxazol caiu para 7%, indicando uma possível competição entre as substâncias ou um efeito inibidor na atividade da microalga.

                                                   

                                                  Outro dado relevante da pesquisa é que a biomassa gerada após o processo de biorremediação manteve um perfil bioquímico estável, com teor lipídico adequado à produção de biodiesel — o que reforça a viabilidade do uso da alga em uma cadeia sustentável de bioenergia.

                                                  Imagem ilustra processo analisado na pesquisa. Foto: ScienceDirect / Reprodução

                                                  No processo, as microalgas adicionadas na água contaminada utilizam luz solar e dióxido de carbono para realizar a biorremediação, reduzindo a carga de antibióticos. O sistema gera dois subprodutos: um efluente tratado e uma biomassa rica, que pode ser aproveitada comercialmente.

                                                  Redução dos riscos de contaminação

                                                  Os antibióticos analisados no estudo estão entre os dez mais consumidos no Brasil, englobando tratamentos médicos e uso na agropecuária. Como o corpo humano não metaboliza integralmente essas substâncias, parte delas é excretada por meio da urina e fezes, chegando às estações de tratamento de esgoto.

                                                   

                                                  O problema, segundo os autores, é que as Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) convencionais não são projetadas para remover resíduos de antibióticos, permitindo que essas substâncias permaneçam nas águas residuais e se espalhem para o meio ambiente. Isso pode acarretar impactos severos tanto para os ecossistemas quanto para a saúde humana, ao favorecer, por exemplo, a proliferação de bactérias resistentes a medicamentos.


                                                  Diante desse cenário, o estudo defende a urgência na adoção de tecnologias eficazes e seguras para remover esses micropoluentes da água — e destaca o uso de microalgas como uma alternativa viável, acessível e de baixo risco, ao contrário de alguns métodos convencionais que geram subprodutos perigosos.

                                                   

                                                  “A biorremediação baseada em microalgas surgiu como uma abordagem promissora para o tratamento terciário de esgoto e águas residuais industriais. Esse método oferece múltiplos benefícios, incluindo biofixação de dióxido de carbono, bioassimilação de nutrientes, remoção de contaminantes emergentes e produção de biomassa potencialmente valiosa”, conclui o estudo.

                                                   

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                                                    12º episódio da série Antártica passa pelo Estreito de Magalhães e Ilhas Falkland

                                                    Parte da tripulação se despede, enquanto novos integrantes embarcam na saga, em parceria com a Yanmar

                                                    Por: Nicole Leslie -

                                                    O 12º episódio da série documental “Endurance 64: o veleiro polar” vai ao ar nesta quinta-feira (10), às 20h, no canal NÁUTICA no YouTube. O capítulo marca o início da reta final da expedição antártica em parceria com a Yanmar.

                                                    Neste trecho da jornada, a tripulação atravessa o emblemático Estreito de Magalhães, no Chile, e encara águas agitadas até chegar às Ilhas Falkland, também conhecidas como Malvinas. Mas não é só o cenário que muda. Este episódio também marca despedidas e novos começos: dois tripulantes deixam o Endurance 64 e três novos integrantes assumem seus postos para a etapa final da travessia, de volta ao Brasil.

                                                     

                                                     

                                                    A navegação pelo Estreito de Magalhães atravessou ventos de popa intensos, que fizeram o veleiro balançar como um pêndulo — movimento descrito como desconfortável pelos próprios tripulantes. Por isso a atenção redobrada foi essencial.

                                                    Tripulação enfrentou mar agitado. Foto: Revista Náutica

                                                    Depois da travessia turbulenta, o grupo recebeu autorização para passar até três dias nas Ilhas Falkland. A pausa veio como um alívio com direito a uma experiência única. Em terra firme, a equipe visitou Port Stanley, Volunteers Point e a maior colônia de pinguins-rei já catalogada.

                                                    Foto: Revista Náutica

                                                    As imagens impressionam. Centenas de pinguins se exibiam em bandos e os tripulantes puderam caminhar próximos a eles, respeitando os limites definidos por pedras enfileiradas. A palavra que define a experiência, segundo eles, não poderia ser outra senão “indescritível”.

                                                    Pedras brancas constroem limite de até onde os visitantes podem se aproximar dos pinguins. Foto: Revista Náutica
                                                    Foto: Revista Náutica

                                                    Antes de zarpar novamente, os novos tripulantes receberam instruções detalhadas sobre rotina, turnos e responsabilidades a bordo. Afinal, depois de todo o percurso ficou mais do que definido que as regras que garantem a harmonia e segurança em alto-mar.

                                                    Novos tripulantes do veleiro Endurance 64. Foto: Revista Náutica
                                                    Abraço coletivo de despedida aos integrantes da tripulação que deixaram o Endurance 64. Foto: Revista Náutica

                                                    Com o meteorologista e o documentarista se despedindo da jornada, o Endurance 64 aponta agora para casa. A próxima parada é o Guarujá, em São Paulo. Assista o episódio no YouTube da NÁUTICA!

                                                    Veleiro Endurance 64 agora segue rumo ao Brasil. Foto: Revista Náutica

                                                    As máquinas por trás da aventura à Antártica

                                                    Com 64 pés de comprimento e casco de alumínio, o veleiro Endurance 64 abrigou por três meses  os navegadores desta expedição à Antártica, exibida na série do Canal Náutica.

                                                    Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição
                                                    Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal

                                                    Projetado por Thierry Stump, um belga que adotou o Brasil como lar, e totalmente reformado no ano de 2021, o barco homenageia, com seu nome, a lendária embarcação Endurance, de Sir Ernest Shackleton — o mais famoso navegador apaixonado pela Antártica.

                                                     

                                                    Para garantir o sucesso da expedição polar que deu origem à nova série de NÁUTICA, o Endurance 64 recebeu o motor 4LHA-STP da Yanmar.

                                                    Para série náutica de expedição à Antártica, o Veleiro Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar
                                                    Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal

                                                    Segundo a marca japonesa, o equipamento pode ser utilizado como reversor ou rabeta e ainda serve a alguns barcos de lazer — como lanchas de 36 pés com montagem de parelha.

                                                     

                                                    A parceria da tecnologia da Yanmar somada às expertises dos tripulantes permitiram que a viagem ao continente mais gelado do planeta fosse um sucesso. Você confere a saga completa de “Endurance 64: o veleiro polar” no Canal Náutica do YouTube. Inscreva-se e ative o sininho para não perder nenhum capítulo dessa emocionante expedição.

                                                     

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                                                      Embora a imagem do Vietnã ainda carregue estigmas históricos, o país atualmente detém um notável desenvolvimento no cenário econômico, que o coloca na mira de grandes empresas internacionais. Entre elas, estão as fabricantes de iates de luxo, que podem começar a vislumbrar no Sudeste Asiático um novo polo náutico.

                                                      Desde as reformas Đổi Mới, iniciadas em 1986, o Vietnã deixou de ser uma economia pobre e isolada para se transformar em uma potência industrial emergente — sendo, inclusive, uma alternativa à China na cadeia de produção global.

                                                       

                                                      Além disso, o país detém mais de 3 mil km de costa, com cenários deslumbrantes que incluem pontos como a Baía de Ha Long (Patrimônio Mundial da UNESCO) e as Ilhas Con Dao, Phu Quoc e Cat Ba.

                                                      A Baía de Ha Long promete ser um ponto forte para o Vietnã em seu desenvolvimento náutico. Foto: antonpetrus / Envato

                                                      Sendo assim, já não é incomum observar empresas investindo valores estratosféricos no país vislumbrando seu potencial turístico para além dos “mochilões”, tão tradicionais na região.

                                                       

                                                      Em maio deste ano, a Trump Organization anunciou a construção de um novo resort de luxo de US$ 1,5 bilhão no Vietnã, cerca de R$ 8,2 bilhões na conversão de junho de 2025. No mesmo mês, foi inaugurada a Ana Marina Nha Trang (VNANA), a primeira marina internacional do país, com capacidade para até 220 embarcações — incluindo superiates –, projetada pela consagrada Camper & Nicholsons.

                                                       

                                                      Há ainda projetos em desenvolvimento em Da Nang, Phu Quoc, Vung Tau e Ha Long, com planos do governo de construir ou renovar 38 marinas até 2030 — aqui, vale destacar que o Vietnã é menor que o estado de Minas Gerais, por exemplo.

                                                       

                                                      Enquanto isso, o número de resorts cinco estrelas e clubes náuticos privados cresce rapidamente, com empresas como Marriott, Nobu e Four Seasons investindo em infraestruturas costeiras.


                                                      No início deste ano, segundo informou a Bloomberg Línea, o empresário Pham Van Toan — que fez fortuna na mineração de carvão — adquiriu um superiate da italiana Azimut, caracterizado por ser o primeiro do tipo novo com mais de 30 metros a ser vendido no Vietnã. Pham, de 59 anos, planeja agora construir uma marina de luxo no coração da Baía de Ha Long e disponibilizar o iate para fretamentos privados.

                                                      A indústria de iates do Vietnã ainda está em seus estágios iniciais, mas o potencial é imenso– disse o empresário

                                                      Entre 2013 e 2023, o número de milionários no Vietnã quase dobrou, chegando a cerca de 19.400 pessoas com mais de US$ 1 milhão, segundo dados da New World Wealth e da Henley & Partners.

                                                       

                                                      Entre natureza preservada, marinas modernas e investimentos de peso, o Vietnã é, sem dúvidas, uma figurinha dourada no álbum de turistas de alto padrão e marcas internacionais — embora sua tradição nos mochilões prometa seguir firme sustentando as raízes dessa história.

                                                       

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                                                        União improvável entre pontoon e carro deu origem a uma embarcação cheia de estilo e bom humor. Veja fotos!

                                                        Por: Nicole Leslie -

                                                        Quem disse que a Kombi nasceu para ficar só na estrada? Em um encontro inusitado, o tradicional veículo foi parar — literalmente — na água. Mais precisamente, sobre um pontoon estilizado que mistura engenharia náutica com o charme retrô da famosa “corujinha” — como ficou conhecida a primeira geração da Volkswagen Kombi, fabricada entre 1957 e 1975.

                                                        Batizada de Kombi Boat, a embarcação é fruto de uma parceria entre a Procopio Luxury Vehicles, especializada na customização de veículos, e a Fluvimar, estaleiro paranaense que tem apostado na produção de barcos do tipo pontoon.

                                                        Foto: Procopio Luxury Vehicles / Divulgação
                                                        Foto: Procopio Luxury Vehicles / Divulgação

                                                        A ideia, segundo os responsáveis, foi unir o melhor da navegação com o estilo icônico da Kombi.

                                                        Uma inovação que mistura o que existe de mais moderno na navegação com o estilo retrô da Kombi corujinha– publicou a Procopio em suas redes

                                                        A réplica do veículo — que reproduz fielmente um modelo 1974 da Kombi Corujinha — foi feita em fibra de vidro.

                                                        Foto: Procopio Luxury Vehicles / Divulgação
                                                        Foto: Procopio Luxury Vehicles / Divulgação

                                                        É claro que a Kombi Boat não passa despercebida. Com uma pintura vibrante em verde claro,  ela chama atenção não só pela estética, mas também pelo tobogã instalado no deque superior do barco. Assim, os passageiros do barco podem escorregar desde o teto do veículo até as águas onde o pontoon estiver atracado.

                                                         

                                                         

                                                        Como é a Kombi Boat

                                                        A estrutura da Kombi Boat foi montada sobre uma plataforma de pontoon, que é um tipo de barco de convés retangular plano, montado sobre cascos flutuadores de alumínio — geralmente com dois ou três cascos. É uma boa pedida para passear em represas, rios e lagoas e oferece navegação suave e estável.

                                                        Foto: Procopio Luxury Vehicles / Divulgação

                                                        No caso da Kombi Boat, a plataforma de pontoon da Fluvimar tem três cascos flutuadores e um motor de popa Mercury V6 200 hp. O barco ainda conta com banheiro, churrasqueira, espaço para bebidas, sistema de som, sombreiro removível, chuveiro externo e até uma mesa para DJ.


                                                        Com 6,40 m de comprimento, a Kombi Boat acomoda até 20 pessoas, incluindo o tripulante. O primeiro modelo foi apresentado em maio, mas a partir de setembro ele poderá ser encomendado por interessados.

                                                         

                                                        A expectativa dos idealizadores é produzir até duas unidades por ano, sob encomenda. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o preço estimado para este barco é de R$ 790 mil.

                                                        Foto: Procopio Luxury Vehicles / Divulgação
                                                        Foto: Procopio Luxury Vehicles / Divulgação

                                                        Se a proposta era unir irreverência, lazer e estilo em uma única embarcação, parece que a missão foi cumprida com louvor — e muito bom humor.

                                                        Foto: Procopio Luxury Vehicles / Divulgação

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                                                          Por: Nicole Leslie -
                                                          09/07/2025

                                                          Em meio aos trabalhos de restauração após a passagem do furacão Helene nos Estados Unidos, uma descoberta surpreendente emergiu das águas do lago de Lake Lure, na Carolina do Norte. São os restos de um antigo barco batizado de Pooh Bear — nome que remete ao personagem Ursinho Pooh, em inglês.

                                                          Construída por volta da década de 1930, a embarcação centenária veio à tona após a redução do nível do lago, provocada por obras de limpeza e revitalização da represa local.

                                                           

                                                          Essas intervenções ocorreram depois da passagem do furacão Helene, que causou devastação massiva na Carolina do Norte, em 2024. Com mais de 230 mortes, ele é considerado o segundo furacão mais mortal dos EUA nos últimos 50 anos.

                                                          Embarcação ‘Ursinho Pooh’ tem 9,7 metros de comprimento. Foto: Lake Lure Dock Company / Reprodução

                                                          A operação faz parte de uma série de ações para reparar os danos deixados pela tempestade, que afetou severamente a infraestrutura da região. Durante esse processo, o leito do lago revelou desde pequenos objetos, como vasos e ferramentas, até relíquias maiores, incluindo uma caminhonete em ruínas.

                                                          Caminhonete em ruínas encontrada no leito do lago. Foto: Lake Lure Dock Company / Reprodução

                                                          Foi em meados de junho que o Pooh Bear, desaparecido há décadas e quase caindo no esquecimento, ressurgiu. Com o nome ainda legível no casco, o barco foi rapidamente identificado por moradores locais. De acordo com o jorna local WLOS, o barco fazia parte de um sistema informal de transporte no lago nos anos 1930, quando o acesso por terra era limitado.

                                                          Lago de Lake Lure. Foto: Lake Lure Dock Company / Reprodução

                                                          Segundo o noticiário, a embarcação era essencial naquela época para conectar famílias que viviam às margens do lago, pois não havia ponte ou outros meios para atravessá-lo.


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                                                          A redescoberta da embarcação quase centenária só foi possível graças ao esvaziamento parcial do lago, uma medida técnica necessária para viabilizar os trabalhos de recuperação pós-furacão.

                                                          Embarcação Pooh Bear. Foto: Lake Lure Dock Company / Reprodução

                                                          Além do barco, surgiram outras peças que remontam ao início do século passado, como a carcaça de um antigo Ford Modelo T e objetos metálicos da década de 1920.

                                                           

                                                          Mais do que uma relíquia náutica, o Pooh Bear ressurge como uma cápsula do tempo, reacendendo memórias afetivas de gerações que viveram às margens do lago de Lake Lure. Seu reaparecimento, envolto em lama e história, é um lembrete de que o passado, às vezes, está apenas esperando a maré baixar.

                                                           

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                                                            Projeto Secret, da Tankoa, combina sofisticação italiana, espaços abertos e performance de alto nível

                                                            Por: Nicole Leslie -

                                                            O que seria a casa de praia dos sonhos para quem ama o mar acaba de ganhar forma — e flutua. O estaleiro italiano Tankoa Yachts revelou o projeto “Secret”, um superiate de 51,5 metros que promete redefinir o conceito de viver com conforto e exclusividade em alto-mar.

                                                            A embarcação está sendo oferecida por cerca de 42 milhões de euros — mais de R$ 260 milhões (valores convertidos em julho de 2025) — e tem entrega prevista para 2026.

                                                             

                                                            O design exterior leva a assinatura do renomado arquiteto naval Philippe Briand, enquanto o interior é assinado pelo estúdio FM Architettura, famoso por unir elegância a soluções funcionais. Juntos, eles criaram uma experiência náutica que simula o aconchego de uma casa de praia moderna, só que sobre as ondas.

                                                            Foto: Tankoa Yachts / Reprodução

                                                            Entre os diferenciais do Secret está a fluidez entre os ambientes internos e externos, com espaços integrados pensados para oferecer vistas panorâmicas e conexão com o mar. O projeto inclui painéis retráteis para refeições à beira d’água, lounge com laterais abertas e uma piscina que reforça a proposta de imersão total no estilo de vida náutico.

                                                            Foto: Tankoa Yachts / Reprodução

                                                            Embora seu tamanho permita ainda mais acomodações, o iate foi desenhado para receber até 12 hóspedes em seis suítes, com espaço também para nove tripulantes. O objetivo não é apenas o espaço, mas o luxo. Cada ambiente privilegia amplitude e materiais nobres, como alumínio e teca, um dos tipos de madeira mais valorizados para uso em barcos.

                                                            Foto: Tankoa Yachts / Reprodução

                                                            O convés principal abriga áreas como spa com hidromassagem, academia equipada, jacuzzi externa e um exclusivo beach club, além de um bar e áreas de relaxamento com espreguiçadeiras. O grande terraço oferece a vista perfeita — seja ancorado em uma baía do Mediterrâneo ou navegando por águas tropicais.

                                                            Foto: Tankoa Yachts / Reprodução

                                                            Movido por dois motores MAN a diesel de 1.449 hp cada, o Secret pode atingir até 18 nós de velocidade máxima, com cruzeiro confortável a 15 nós. O iate também impressiona pela autonomia: são 48.600 litros de combustível e até 15.000 litros de água doce a bordo, seguindo os padrões da Lloyd’s Register.


                                                            Combinando desempenho, estética e funcionalidade de alto padrão, o Secret reflete a nova geração de superiates da Tankoa — voltada para clientes exigentes que não abrem mão de viver o luxo com liberdade, espaço e vista para o mar.

                                                            Foto: Tankoa Yachts / Reprodução
                                                            Foto: Tankoa Yachts / Reprodução

                                                             

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