Um relógio de bolso que pertenceu a uma das vítimas do Titanic, que naufragou há 113 anos, vai a leilão no próximo dia 26 e pode ser arrematado por até R$ 385 mil. O objeto pertenceu ao dinamarquês Hans Christensen Givard, que tinha 27 anos quando o navioafundou após colidir com um iceberg.
A peça não funciona devido às baixíssimas temperaturas a qual foi submetida, por isso, inclusive, parece estar congelada no tempo. A venda foi anunciada pela casa de leilões Henry Aldridge and Son, no Reino Unido, que marcou o leilão ao vivo para este sábado, 26 de abril.
Embora o lance inicial seja de 18 mil libras, cerca de R$ 135,7 mil (conversão realizada em abril de 2025), a estimativa da casa é que a peçaseja arrematada entre 30 mil e 50 mil libras, que equivalem a valores que vão de R$ 226 mil a R$ 377 mil.
Henry Aldridge and Son. Foto: Henry Aldridge and Son / Divulgação
A casa descreve o item como um relógio de bolso aberto, parcialmente dourado, feito em prata e latão, com a caixa decorada com pombas. Tem pinos cravejados e mostrador com algarismos romanos e arábicos.
O item foi recuperado entre os pertences de Hans, que viajou na segunda classe da embarcação, cujo corpo foi encontrado no Atlântico Norte. No objeto, é possível observar marcas da corrosão causadas pela água do mar — que serve como mais uma lembrança sutil e silenciosa do episódio que marcou a história.
O dinamarquês foi encontrado com outros itens, como chaves, carteira, uma caderneta onde anotava poupanças, outro relógio e uma bússola. Tudo foi entregue à família que, mais de um século depois, decidiu colocar um dos itens à venda.
Casa de leilões divulgou imagem do dinamarquês Hans Christensen Givard, que tinha 27 anos quando Titanic afundou. Foto: Henry Aldridge and Son / Divulgação
O naufrágio do Titanic
Considerado o mais moderno e luxuosonavio de sua época, o Titanic foi construído pela companhia White Star Line, e partiu em sua viagem inaugural no dia 10 de abril de 1912, saindo de Southampton (Inglaterra) rumo a Nova York (Estados Unidos).
Na noite de 14 de abril, o navio colidiu com um iceberg no meio do oceano Atlântico. Os danos à embarcação fizeram com que ela começasse a afundar. Estima-se que às 2h20 da madrugada do dia 15 de abril o barco naufragou completamente.
Havia cerca de 2,2 mil pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes. Aproximadamente 1,5 mil pessoas morreram, principalmente por hipotermia, nas águas geladas do oceano.
Quem passar pelo estande da Sessa Marine durante o Rio Boat Show 2025 vai poder conferir de perto um modelo inédito nas Américas: a recém-lançada F60. O barco, grande destaque do estaleiro no evento, ainda estará acompanhado de outras lanchas que chegam com novidades: Sessa KL40, Sessa F48,Sessa F42 e Sessa C40.
O salão que começa já neste sábado (26) e segue até 4 de maio, na Marina da Glória, é a oportunidade ideal para conhecer de perto o mais novo modelo da Sessa, lançado no último Cannes Yachting Festival, no final de 2024.
De acordo com a marca, a F60 chega ao Brasilcomo um dos modelos mais sofisticados já desenvolvidos pelo estaleiro italiano, unindo elegância, desempenho e conforto em 60 pés, “pensados para aqueles que buscam experiências exclusivas no mar”.
Foto: Sessa Marine / Divulgação
Ainda segundo a marca, a lanchafoi projetada para cruzeiros de médio e longo alcance, e oferece três amplas suítes, com destaque para a cabine do proprietário, que dispõe de sofá e closet, ocupando toda a largura da embarcação.
No convés principal, o design prioriza integração e bem-estar: o salão recebe luz natural por grandes janelas, enquanto a cozinha se conecta diretamente à área externa, promovendo uma convivência fluida.
Já o flybridge, que abriga o segundo posto de comando, possui sofá em “L”, mesa e móvel gourmet, e funciona como uma varanda sobre o mar, ideal para relaxar e socializar com vista privilegiada.
Outras novidades da Sessa Marine no Rio Boat Show 2025
Sessa KL40
A KL40, da linha Key Largo, estreará no Rio durante o salão após seu lançamento no São Paulo Boat Show 2024. Produzida agora no Brasil, na mesma planta da consagrada KL27, a KL40 combina um layout versátil e esportivo com alto desempenho, conforto e uso inteligente dos espaços.
Foto: Sessa Marine / Divulgação
Sessa F48 T-Top
Versão atualizada da clássica F48, agora com teto rígido (T-Top), a F48 chega ao salão carioca com um interior totalmente redesenhado, com novos acabamentos, acessórios modernos e ambientação premium, refletindo o novo posicionamento da linha FlyBridge da Sessa.
Foto: Sessa Marine / Divulgação
Sessa F42
Uma das favoritas do público brasileiro, a F42 estará no evento com linhas externas renovadas e melhorias tanto no layout interno quanto em seus acabamentos, de modo a manter seu destaque no portfólio da marca.
Foto: Sessa Marine / Divulgação
Sessa C40
Embarcação de maior sucesso da Sessa no Brasil, ostentando o título de líder absoluta no mercado middle size desde seu lançamento, em 2011, conforme ressalta a marca, a Sessa C40 também atracará no salão do Rio.
Foto: Sessa Marine / Divulgação
O modelo se destaca pela elegância esportiva, otimização de espaços e uma navegação estável. Seu interior otimizado acomoda duas cabines e um espaçoso banheiro com ducha separada e box de acrílico. Confira mais detalhes da lancha no Teste Náutica:
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
Ingressos: site oficial de vendas
Imagine um plástico que simplesmente desaparece ao cair no mar. Parece ficção científica, mas é ciência pura. Cientistas desenvolveram um novo plástico 100% solúvel, que não deixa resíduos como microplásticos. O composto, que pode substituir o plástico comum em diferentes texturas, forças e resistências, é totalmente solúvel na água do mar.
A descoberta foi feita por pesquisadores do Centro de Ciência da Matéria Emergente (CEMS) do RIKEN, no Japão. O instituto afirma que embora já existam plásticos biodegradáveis, como o PLA, todos — até então — apresentam o mesmo problema ao chegarem no oceano: são insolúveis em água. Por isso, acabam sendo transformados em microplástico.
Criamos uma nova família de plásticos fortes, estáveis, recicláveis e, o mais importante, que não geram microplásticos— Takuzo Aida, líder de pesquisa do CEMS
Microplásticos têm entrado na cadeia alimentar a partir de animais marinhos. Foto: deeangelo60141735 / Envato
Os micro pedaços de plástico vêm prejudicando toda a cadeia alimentar. Por terem menos de 5 mm, acabam sendo ingeridos por animais marinhos, que eventualmente são consumidos pelos seres humanos. E a não dissolução em água faz com que esses resíduos raramente sejam dissolvidos, resultando em cada vez mais acúmulo.
Como o novo plástico se dissolve na água?
Sabendo que o principal problema dos plásticos biodegradáveis de hoje é, no final das contas, não dissolver na água do mar, os cientistas foram em busca de resolver esse impasse a partir de plásticos supramoleculares.
Embora se acreditasse que a natureza reversível das ligações em plásticos supramoleculares os tornasse fracos e instáveis, nossos novos materiais são exatamente o oposto— explica Takuzo Aida
O material do novo plástico é formado por pontes salinas quase irreversíveis. “Quase” porque basta serem expostas a eletrólitos como os encontrados nas águas do mar, que as ligações são desfeitas — até o plástico literalmente desaparecer.
Novo plástico pode substituir o convencional de diferentes formas. Foto: RIKEN / Divulgação
A equipe de pesquisa apontou, ainda, que a dissolução do desse material em água salgada é fácil e eficiente, mas no solo também não decepciona. As folhas do novo plástico se degradam completamente em 10 dias, fornecendo fósforo e nitrogênio ao solo, como se fosse um fertilizante.
Do plástico ao pó e além
Nos testes de laboratório para averiguar a qualidade do material, cientistas descobriram que ele pode ter diferentes texturas, forças e resistências. Ao mesmo tempo em que a equipe gerou plásticos duros e rígidos, a mesma base resultou em plásticos semelhantes à borracha e ao silicone. Além dessa ampla variedade, o novo composto é atóxico e não inflamável.
E mais: a pesquisa também deu origem a uma versão de plástico feita com polissacarídeos, ideal para impressoras 3D. Isso significa que objetos criados em máquinas como essas poderão um dia desaparecer completamente no mar, se essa tecnologia for utilizada.
Embarcar em um veleiro rumo ao continente mais inóspito — e gelado — do planeta, certamente, não é missão para qualquer um. A bordo de um barco motorizado pela Yanmar, uma tripulação de apaixonados pelo mar topou o desafio — e essa saga agora chega ao Canal Náutica. A partir desta quinta-feira (24), você vai acompanhar a jornada à Antártica na série “Endurance 64: o veleiro polar”.
Foi Cícero Vieira, o proprietário do Endurance 64, quem escalou o time diverso e habilidoso de navegadores para a expedição. Juntos, os tripulantes zarparam do Porto de Santos, no Brasil, e encararam águas gélidas, frio cortante e a temida Passagem de Drake até pisar na Antártica.
Tripulação do Veleiro Endurance 64, o veleiro polar que foi até a Antártica. Foto: Marcos Hurodovich / Arquivo pessoal
O primeiro episódio de “Endurance 64: o veleiro polar” estreia dia 24, às 20 horas — mas você já sentir um gostinho dessa aventura com o trailer da série. Veja abaixo!
O documentário mostrará desde as belezas da terra gelada, com paisagens quase intocadas e locais onde a natureza se impõe, até os desafios enfrentados pela tripulação. Até porque, em uma expedição como essa, erros podem custar caro e belezas podem ser tão brutais quanto majestosas.
É uma experiência única: o frio cortante nos desafia, a paisagem gelada estarrece nossos sentidos- revelaram os tripulantes da expedição
Equipado com motor pensado para águas frias, veleiro foi navegado até a Antártica. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal
Com imagens fascinantes e o relato de toda a aventura, a série rumo à Antártica terá novos episódios a cada semana no Canal do YouTube da Revista Náutica. Já ativa o sininho para não perder!
As máquinas por trás da aventura à Antártica
Com 64 pés de comprimento e casco de alumínio, o veleiro Endurance 64 abrigou por três meses os navegadores desta expedição à Antártica.
Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal
Projetado por Thierry Stump, um belga que adotou o Brasil como lar, e totalmente reformado no ano de 2021, o barco homenageia, com seu nome, a lendária embarcação Endurance, de Sir Ernest Shackleton — o mais famoso navegador apaixonado pela Antártica.
Para garantir o sucesso da expedição polar que deu origem à nova série de Náutica, o Endurance 64 recebeu o motor 4LHA-STP da Yanmar.
Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal
Segundo a marca japonesa, o equipamento pode ser utilizado como reversor ou rabeta e ainda serve a alguns barcos de lazer — como lanchas de 36 pés com montagem de parelha.
A parceria da tecnologia da Yanmar somada às expertises dos tripulantes permitiram que a viagem ao continente mais gelado do planeta fosse um sucesso.
Episódio 1: Endurance 64 rumo ao fim do mundo
O primeiro episódio da série “Endurance 64: o veleiro polar” mostra desde a primeira reunião da tripulação. Treinamentos, discussões técnicas, planejamento e decisão de detalhes sobre a navegação e logística foram feitos em diferentes oportunidades com a equipe reunida.
Além de aulas teóricas e discussões sobre tempo, qualidade e expectativa para a viagem, a tripulação passou por testes práticos onde aprendeu a manejar possíveis intercorrências na embarcação, tanto no motor quanto na própria estrutura do veleiro.
Documentário mostra encantos e desafios de tripulação em expedição à Antártica. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal
Um pedaço dessa aventura náutica ao continente gelado vai atracar no Rio de Janeiro nos próximos dias. Isso porque os bastidores da série “Endurance 64: o veleiro polar” serão tema de palestra do Náutica Talks, dentro do Rio Boat Show 2025.
No dia 30 de abril, às 20h, o palco do Náutica Talks vai receber Danilo Sandrin, coordenador de vendas da Yanmar, e Guilherme Kodja, um dos tripulantes do Endurance 64, na palestra “Expedição Polar: a jornada do veleiro Endurance”.
Após o sucesso de sua estreia em 2024 no Rio Boat Show, o NÁUTICA Talks volta à Cidade Maravilhosa em 2025 com mais de 40 palestras. Grandes nomes do setor levarão dicas, histórias do mar e os mais variados temas ao público da 26ª edição do evento, que poderá conferir tudo de pertinho em um palco recheado de craques.
O salão começa já neste final de semana, em 26 de abril, e segue até 4 de maio, na Marina da Glória. As palestras, por sua vez, acontecerão ao longo dos nove dias de evento, com horários que variam das 16h às 20h, sempre abertas ao público que garantiu ingresso — ou seja, é possível assistir a mais de um bate-papo por dia!
Amyr Klink palestrou durante a estreia do NÁUTICA Talks no Rio Boat Show. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Ficou interessado em conhecer as histórias de tanta gente do mar? Confira, a seguir, a programação — e se prepare para não perder nada.
Programação NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025
Dia 26/04, sábado
Marcio Dottori. Foto: Minuto Náutico/ Divulgação
17h | Marcio Dottori
Primeiro barco: tudo o que você precisa saber antes de decidir e fechar negócio;
18h | Capitão dos Portos do Rio de Janeiro, Capitão de Mar e Guerra Luciano Calixto de Almeida Junior
O papel da Marinha na formação e segurança da navegação de esportes e recreio.
Estabelecimento de aluguel de moto aquática: como transformar sua paixão por jets em um negócio;
18h | Elisa Mirow
Presença feminina no universo náutico: entre desafios e conquistas, descobrimos que navegar é para todos;
19h | Marcello Augusto
Mapa da pesca: onde, como e qual tipo de barco usar em pescarias esportivas no Rio de Janeiro;
20h | Theodora Prado
Do mercado financeiro às travessias do Atlântico: a virada radical de uma vida.
Dia 28/04, segunda-feira
Márcio e Lorraine Almeida. Foto: Instagram @mineirosdoveleiro/ Reprodução
16h | Flávio Sobral
De Itacuruçá a Ubatuba: 350 km de jet pelo paraíso do litoral brasileiro;
17h | Luiz Fernando e Hitomi Nishimura
O casal que descobriu a vela no Japão, mudou-se para um veleiro no Brasil e agora se prepara para visitar a família japonesa em sua volta ao mundo;
18h | Marcio e Lorrane Almeida
Do cerrado ao mar: os mineiros que largaram tudo para viver a bordo e se preparar para a volta do mundo;
19h | Ricardo Blu Lobato
O que você precisa saber sobre as novas regras de regatas 2025-2028;
20h | Danilo Iakimoff
Resgate dos barcos clássicos: como a paixão virou negócio e fez história com a lancha do Ayrton Senna.
Danilo Iakimoff. Foto: Arquivo Pessoal
Dia 29/04, terça-feira
16h | Painelistas: Paulo José Pereira de Resende (Inovação e Pesquisa – FINEP); Gabriel Lassery (Superintendente ABH2 – Associação Brasileira de Hidrogênio); Samy Kopit Moschovitch (analista de Produtividade e Inovação da Unidade de Nova Economia e Indústria Verde da ABDI); Thiago Sugahara (gerente ESG & Steakholders GWM); Vitor Manuel do Espírito Santo Silva (EPE – Empresa de Pesquisa Energética) e Fábio Cavalcante (Coordenador de Relações com o Mercado – Embrapii). Mediação de Daniel Cantane (Gerente Centro de Tecnologias de Hidrogênio Itaipu Parquetec.
JAQ – Seminário “Inovação na transição energética” – Mobilidade náutica sustentável: hidrogênio e o caminho para a descarbonização;
17h | Painelistas: Ernani Paciornik (Chairman JAQ Hidrogênio Verde e presidente do Grupo Náutica); Irineu Mário Colombo (Diretoria de Superintendencia do Itaipu); Jonhey Nazario Lucizani (Gerente do Centro de Negócios do Itaipu Parquetec); Mauricio Bernhardt Maciel (engenheiro do Dep. de Energia Elétrica do BNDES); Eduardo Colunna (presidente da ACOBAR) e Leonardo FLor (CEO da Inctus). Mediação de Cila Schulman (CEO JAQ Hidrogênio Verde).
JAQ – Seminário “Inovação na transição energética – Transição energética e COP30: desafios e caminhos para um futuro sustentável;
18h | Marco Ferrari
Navegar com segurança: o segredo está antes da partida. O que você precisa saber antes de sair para o mar;
19h | Hugo José Chaves
Profissão Marinheiro Particular: tudo o que você precisa saber (e fazer) para trabalhar com barcos de lazer;
20h | Gustavo Gomes
Pintura de fundo do casco: mitos, verdades e boas práticas.
Dia 30/04, quarta-feira
Danilo Sandrin. Foto: Revista Náutica
16h | Salvatore Siciliano
Baleias: uma incrível história de recuperação e reocupação da costa brasileira;
17h | Marcelo Giardi
Wake perfeito: o que você precisa saber antes de investir em uma lancha de wake;
18h | José Spinelli Neto (Tio Spinelli)
Navegar é aprender: lições do mar e vela oceânica com Tio Spinelli;
19h | Roberto Birkeland
Rumo a novos horizontes: desvendando a habilitação de Mestre Amador;
20h | Guilherme Kodja e Danilo Sandrin
Expedição Polar: a jornada do veleiro Endurance de Santos até a Antártica.
Dia 1º de maio, quinta-feira
Michele de Boullions e Ian Cosenza. Foto: Instagram @iancosenza/ Reprodução
16h | Sergio Machado Correa
Motores de veleiros: dicas práticas para evitar e resolver problemas;
17h | João Kairalla
Muito além do jet: o mar como plataforma de conexão humana;
18h | Fernando Moraes
Descobertas no MONA Cagarras após 200 mergulhos científicos do Projeto de Monitoramento de Ilhas Costeiras
19h | Larissa Cunha
Guardiãs dos costões: a vida das aves marinhas nas ilhas no litoral do Rio e São Paulo;
20h | Ian Cosenza e Michele de Boullions
O outro lado do jet: trabalho em equipe, operações de alto risco e os bastidores dos resgates no Rio Grande do Sul.
Dia 2 de maio, sexta-feira
Foto: Instagram @marinabidoia / Reprodução
16h | Murillo Novaes
Oceano como escritório: as lições de um skipper após milhares de milhas e travessias do Atlântico;
17h | Marina Bidoia
Ela na Vela: multiplicando um sonho. Do primeiro vento à travessia dos mares;
18h | André Homem de Mello
Desafiando o Oceano Austral: como é velejar nos mares mais imprevisíveis do planeta;
19h | Fred Paim
Veleiro Chancegger: a história do clássico da America’s Cup, agora com bandeira brasileira;
20h | Ricardo Rinaldi
Da prancheta à água: os segredos para desenhar um barco perfeito.
Dia 3 de maio, sábado
Foto: Instagram @hashtag.ceu/ Reprodução
16h | Ricardo Paragon
Como evitar pane no mar: os segredos para uma navegação sem surpresas;
17h | Pedro Rodrigues
Energia a bordo: como conquistar autonomia elétrica e elevar o conforto do seu barco;
18h | Angelita Rumor, Jackson Alves e Kurt Dali
Primeiro veleiro: tudo o que você precisa saber antes de comprar;
19h | Giovanni Dolif
Decifrando o céu: o poder da meteorologia náutica para segurança, conforto e economia.
Rota França – Brasil: a vida de um skipper delivery profissional na travessia oceânica mais clássica do mundo.
17h | Rogerio Piccinin
O mar como norte: o passo-a-passo de quem deixou a vida em terra para morar a bordo de um veleiro;
18h | Ricardo Bahia
Apneia: dicas e técnicas para dominar o corpo e a mente debaixo d’água;
19h | Paulo de Tharso
Mergulho com tubarões no Caribe: experiências reais e os segredos dos dive resorts.
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
Ingressos: site oficial de vendas
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Rio Boat Show reserva em sua 26ª edição uma série de atividades para levar seus visitantes a uma verdadeira imersão náutica. Entre elas está um charmoso passeio de veleiro, que partirá das águas do salão, na Baía de Guanabara, rumo a um dos principais cartões-postais da Cidade Maravilhosa: o Pão de Açúcar.
O salão acontece muito em breve, de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória. O passeio, por sua vez, ficará reservado aos dias 26 e 27 de abril e 1º de maio, com vagas limitadas.
Foto: CL Vela / Divulgação
Os visitantes que participarem da atividade farão o passeio rumo ao Pão de Açúcar em grupos de oito pessoas, a bordo do veleiro oceânico Archangel, de 36 pés. Cada um dos dias terá diferentes horários de partida. Confira:
26/04 (sábado): 15h e 16h;
27/04 (domingo): 14h, 15h e 16h;
01/05 (quinta-feira) – 14h, 15h e 16h.
Essa promete ser a oportunidade perfeita para sentir a verdadeira essência da navegaçãoa vela, dentro de um dos principais palcos do mundo náutico na América Latina. Para se inscrever, basta preencher o formulário oficialcom seus dados e escolher a melhor data e horário para participar.
Foto: CL Vela / Divulgação
O passeio de veleiro no Rio Boat Show será realizado pela CL Vela, escola náutica que desde 1990 difunde atividades náuticas no Rio de Janeiro e forma velejadores de ponta, como a bicampeã olímpica Kahena Kunze.
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
Ingressos: site oficial de vendas
Estruturar e fomentar o fluxo de visitantes a partir da qualificação da atividade náutica. Essas são algumas das premissas do Programa de Turismo Náutico do Governo de São Paulo, que acaba de contemplar mais uma cidade: Araçatuba.
A estrutura, de uso público, foi entregue no último dia 12, na presença do secretário de Turismo e Viagens, Roberto de Lucena. A obra inclui um píer flutuante Metalu, uma rampa de acesso, quatro deques, um mirante e quatro novos quiosques públicos, que se somam a outros sete já existentes.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A entrega faz parte de um plano de desenvolvimento para fomentar o turismo náutico, por meio do incentivo à parada de barcose motos aquáticas, facilitando o embarque e desembarque de passageiros — de quebra, colaborando também com o turismo local.
Estamos avançando com o plano de desenvolvimento regional. Nosso estado é diverso, tem potencial e queremos transformar isso em potência: náutica, rural, ferroviária– afirmou Roberto de Lucena
De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Agroindústria e Turismo, a cidade de Araçatuba recebe anualmente cerca de 530 mil visitantes. Desse total, mais de 47 mil pessoas são atraídas por atividades náuticas — número que deve crescer com a requalificação do parque e os novos equipamentospúblicos.
Este investimento do Governo do Estado impulsiona não só o lazer, mas também a economia e o empreendedorismo local– destacou o prefeito Lucas Zanatta
Araçatuba se destaca como destinode pesca no Rio Tietê, além de ser conhecida por sua rica gastronomia, com pratos como o tradicional Cupim Casqueirado. Tida como Capital do Boi Gordo, a cidade ainda combina natureza, culinária e tradição, oferecendo uma ampla experiência turística.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O Programa de Turismo Náutico é voltado a 13 municípios do interior paulista. Já foram inauguradas, além de Araçatuba, estruturas em Pederneiras, Timburi, Avaré, Pereira Barreto, Rubinéia, Três Fronteiras e Piraju. As outras cinco cidades incluídas no programa são Fartura, Mira Estrela, Presidente Epitácio, Rosana e Sales.
Vale ressaltar que o estado de São Paulo é privilegiado por mais de 4,2 mil quilômetros de rios navegáveis, mais de 50 represas e lagos cercados por vegetação, além de 880 quilômetros de costa marítima.
Embarcações sustentáveis que navegam com energia solar tem tudo para ser o caminho do futuro. Nesse sentido, o estaleiro polonês Sunreef Yachts lançou a tecnologia Solar Skin 3.0, que promete otimizar o rendimento de energia solar em alto mar pelo uso de inteligência artificial (IA).
A tecnologia consiste em um painel solar formado por células de silício, que trabalham individualmente e, com o auxílio da IA, distribuem a energia da maneira mais otimizada para o barco. Cada célula suporta temperaturas acima de 100°C e até 20 mil ciclos de carga.
Células solares levam silício na composição e suportam mais de 100°C. Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
O CTO da empresa, Nicolas Lapp, disse à Electrek que o lançamento veio como um aprimoramento da última tecnologia desenvolvida, o Solar Skin 2.0. Ele explicou que, com base nos algorirmos e dados das embarcações que navegaram com a tecnologia 2.0 foi possível otimizar o rendimento energético, que resultou no Solar Skin 3.0.
Cada célula do painel funciona como uma unidade inteligente, que ajusta dinamicamente sua saída elétrica com auxílio de IA, para mitigar os efeitos de sombreamento das velas e da própria estrutura. Segundo Lapp, esse avanço “aumenta significativamente a eficiência do sistema, mesmo durante os meses de inverno”.
O Solar Skin 3.0 poderá ser integrado às embarcações dos novos proprietários do Sunreef que desejarem a tecnologia.
Marca, potência, número de cilindros, ronco, torque. O motorestá sempre no centro dos debates náuticos — não à toa, já que se trata do “coração” dos barcos. Por outro lado, pouco se fala do hélice. Apesar de ficar quase escondida, essa peçaé o “ponto de contato entre tudo o que o motor entrega”, ressalta a Hélices Person, especialista no tema.
A verdade é que, na navegação, não basta um motor forte — é o hélice certo quem transforma potência em experiência. Inclusive, a falta de conhecimento sobre essa ferramenta faz com que muitos navegadores percam desempenho, prazer e, claro, dinheiro.
É aí, para evitar tudo isso, que a Hélices Person entra, desenvolvendo hélices sob medida para cada tipo de embarcação. A marca explica que adota como filosofia a máxima: “nenhum barco é igual. Então por que o hélice deveria ser?”
Foto: Hélices Person / Divulgação
Hélice: o tradutor do motor
Para entender melhor a importância do hélice, a Hélices Person usa uma analogia simples: imagine um carroem movimento engatado com a marcha errada — o motor gira, mas o desempenho não vem. No barco, o hélice é essa engrenagem crítica. Ele decide:
se você vai sair rápido da água (ou ficar patinando no planeio);
se você vai ouvir o som do vento… ou do hélice cavitando.
E é por isso, explica a marca, que hélice não se escolhe por catálogo, mas, sim, por cálculo, projeto, escuta, e, principalmente, com experiência técnica — o que a Person tem de sobra, já que atua no setor náutico há mais de um século.
Foto: Hélices Person / Divulgação
Para a marca, “a boa navegação não vem só da força, mas da harmonia”. Na prática, isso se traduz em produtos que, antes mesmo de serem fabricado, passaram por estudotécnico personalizado, medições, análises e simulações. O hélice é usinado, balanceado, testadoe “entregue com nome e sobrenome”, explica a Person.
Motor, hélice, casco e mar precisam conversar. A Person faz essa conversa acontecer. E quando ela flui, a diferença é imediata– destaca a Hélices Person
Uma lula colossal finalmente foi registrada — viva — e em seu habitatnatural, mais de um século depois de sua descoberta. O animal, um filhotede apenas 30 cm, foi filmado a 600 metros de profundidade por um veículo operado remotamente (ROV). Quando adultas, as lulas colossais podem chegar a 7 metros de comprimento e pesarem 500 kg, o que rende a elas o título de invertebrado mais pesado do planeta.
O registro aconteceu no início de março, nas águas das Ilhas Sandwich do Sul, no Oceano Atlântico Sul. As imagens foram obtidas por uma equipe de Cientistas a bordo do navio de pesquisa Falkor, do Schmidt Ocean Institute.
O vídeo foi gravado justamente no centenário da identificação do animal, registrado em 1925, quando restos da espécie foram encontrados no estômago de uma baleia cachalote (Physeter macrocephalus). Um século depois, a ciência finalmente pôde observá-la em vida, mesmo que ainda filhote.
Em um comunicado, a Dra. Kat Bolstad, bióloga de cefalópodes da Universidade de Tecnologia de Auckland, que consultou a equipe de Falkor e ajudou a verificar a espécie, destacou o feito. “Por 100 anos, nós os encontramos principalmente como restos de presas em estômagos de baleiase aves marinhas”, complementou. Confira o vídeo:
Os especialistas Dr. Bolstad e Dr. Aaron Evans conseguiram confirmar que se tratava de uma lula colossal após notarem a presença de ganchos no meio de seus oito braços. Segundo eles, essa é uma característica notável que ajuda a distingui-las de outras lulas mais comuns.
Um registro de peso
As lulas-colossais (Mesonychoteuthis hamiltoni) são membros da família das lulas-de-vidro (Cranchiidae), o que explica o corpo transparente — apesar de os cientistas acreditarem que, à medida que amadurecem, seus corpos escurecem gradualmente. Seu comportamento é um grande mistério, dada a raridade do encontro com o animal, que costuma viver entre 1.000 e 2.000 mil metros de profundidade.
Foto: Foto: Schmidt Ocean Institute / Divulgação
Apesar disso, sabe-se que a espécie detém um “bico” muito afiado, usado para cortar a carne de animais de grande porte — seu principal predador, aliás, são as baleias cachalotes. O corpo das lulas colossais é mais robusto que o da lula-gigante (Architeuthis dux) que, apesar de maior, chegando a 13 metros, atinge cerca de metade do peso.
Em 2013, um animal da espécie foi capturado, já sem vida, no Mar Adriático. Após uma necropsia na Nova Zelândia, foi constatado que a lula de 350 kg e 3,5 metros de comprimento tinha três corações e olhos de 35 cm de diâmetro. A fêmea chegou a ser mantida em perfeito estado em uma câmara fria do museu Te Papa, de Wellington, depois de ser capturada.
Sendo assim, a Dra. Kat Bolstad não escondeu que o registro inédito não era o que muitos dos cientistas imaginariam ver pela primeira vez em uma lula colossal. “Sabemos o quão grande a espécie pode crescer. Sabemos que é o invertebrado mais pesado do planeta”, relatou, embora reconheça que “é um ótimo exemplo da beleza de muitos animais das profundezas marinhas, em contraste com os títulos sensacionalistas” que os animais costumam receber.
De 26 de abril a 4 de maio, o público que atracar na Marina da Glória para o Rio Boat Show 2025 vai viver uma verdadeira imersão náutica — que vai muito além dos pelo menos 100 barcosesperados para o salão. Uma série de atrativos e experiências gratuitas estarão à disposição do público, como o batismo de mergulho.
A atividade é considerada o primeiro passo para quem sonha em mergulhar de forma profissional, e será realizada no salão de maneira totalmente segura. O visitante estará respaldado por todo equipamentode SCUBA, e será guiado por profissionais experientes da Operadora de Mergulho e Cursos Náuticos Mar do Rio, responsável pela atividade.
Foto: Mar do Rio / Divulgação
O mergulho será feito em um tanque de água que simula o mergulho no mar, em uma profundidadede quase 5 metros. A atração terá duração de 10 minutos por participante e até quatro pessoas por sessão. Os mergulhos acontecerão das 16h às 21h, com intervalos de 1h.
Ao final, todos os participantes receberão um certificado especial, além de um desconto de 10% no curso de mergulho ou batismo no mar para aprofundar a experiência. A iniciativa promete engajar a busca por essa atividade, que traz benefícios para o corpo e a mente — além da possibilidade de conhecer destinosinesquecíveis.
Ao O Globo, a médica Pérez Pelliser destacou que o mergulho fortalece o corpo e aumenta e resistência muscular; melhora a concentração; reduz o estresse e estimula aspectos sociais e cognitivos.
Esta atividade não só permite explorar as maravilhas do mar, mas também oferece uma experiência transformadora que melhora a saúde física e emocional– explicou
Além disso, o mergulho abre as portas de profissões como guia, instrutor de mergulho e até fotografia subaquática. O Rio Boat Show 2025 terá outras grandes experiências gratuitas para que o público possa imergir no lifestyle náutico. Fique de olho nos canais de NÁUTICA para saber mais!
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
Ingressos: site oficial de vendas
Imagine-se deitado ao sol, sentindo o vento e o balanço suave da água. Para quem adora lanchasde proa aberta, a Azov Z260 Open é amor à primeira vista. Uma joia náutica desenhada para quem busca prazer ao ar livre, perfeita tanto para novatos quanto para veteranos na navegação.
Com seus 8,42 metros de comprimento (o equivalente a 27,6 pés) e 2,80 metros de largura, ela não é apenas um barco: é um convite ao prazer da navegação.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O estaleiro Azov Yachts, jovem, mas já cheio de credenciais no mercado, apresenta aqui um dos quatro modelos que vêm ganhando as águas: além da Z260, estão no portfólio as lanchas Z380 Open, Z380C e a Z480 HT. Um estaleiro que sabe falar com quem quer navegar. E a Z260 faz isso com simplicidade, modernidade e eficiência.
Por fora, linhas modernas e limpas. A proaalongada, quase afiada, promove uma navegação suave, cortando as ondascom leveza. E ela cumpre: navegamos com uma Z260 Open na Baía de Guanabara, no Rio, equipada com um motorMercury de 250 cv, e depois na represa de Ibiúna, em São Paulo, com um Yamaha de mesma potência.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Resultado? Surpresa positiva em ambos os cenários. Aliás, essa lancha foi projetada para rodar com motores de popa entre 250 e 300 cv, sempre com um só propulsor.
Já a plataforma de popa é um show à parte. Apesar de contar com o espaço reservado ao motor e um módulo gourmet completo, a circulação flui sem esforço. Cunhos retráteis são garantias de amarrações seguras, mas sentimos falta de cunhos extras à meia-nau. E atenção aos detalhes: a escada para água tem quatro degraus e pega-mãos no estilo piscina — garantia para quem vem da água.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O espaço gourmet, equipado com pia, geleira e uma charmosa churrasqueiraa carvão, é protegido por um refratário de metal sem tampo de acrílico, para evitar acidentes. E se o sol for inclemente, não tem problema: uma tenda pode ser inserida no piso e no T-top para proteger a turma.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
No cockpit, a Z260 acomoda até 14 pessoas (embora oito sejam o ideal para conforto máximo). Movimentação sem obstáculos e o convés autodrenante são detalhes que fazem a diferença. Aliás, o tanque de combustívelfica centralizado para distribuir bem o peso — mais uma prova de que aqui cada detalhe foi pensado para entregar equilíbrio.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Quer curtir um aperitivo? A mesa de madeira traz quatro porta-copos e fica ao lado de sofás amplos: um em L para quatro pessoas e outro, a bombordo, para mais três. Sob os assentos, há paióis generosos, e um deles acomoda até um cooler.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Na proa, a mágicacontinua: um sofá em V (quase U) pode ser transformado em um grande solário. O resultado? Uma área de relaxamento perfeita, com direito a porta-copos de inox em cada canto. A proa é acessada pela abertura do para-brisa, sem degrau, mas cuidado: pontas vivas podem arranhar. Nada que o estaleiro não possa corrigir rapidamente.
Foto: Victor Santos / Revista NáuticaFoto: Victor Santos / Revista Náutica
No posto de comando, o piloto tem visibilidade limpa, e o volante, mesmo não escamoteável, está bem posicionado. O painel revestido em couro evita reflexos e acomoda instrumentos específicos, incluindo um eletrônico de 7 ou 9 polegadas. Há também porta-copos duplos, perfeitos para apoiar o celular e até uma saída USB, porque conforto é também prático.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Sob o console, o banheiro é uma surpresa agradável: completo e bem equipado, oferece vaso sanitário, pia, armário, ducha higiênica e até um espelho, luzes led e ventilação. Tudo para que ninguém precise encurtar o passeio por falta de comodidade.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Seja para dias de sol na costa ou para águas tranquilas no interior, o Azov Z260 Open se apresenta como uma lancha que conquista pelo equilíbrio entre esportividade e conforto. Navegar com ela é como ouvir uma música que faz tudo parecer mais leve. Não precisa pensar muito: experimente uma Z260.
Navegação da Azov Z260 Open
Agora vamos ao que interessa: como ela navega? Com o motor Yamaha de 250 cv, a Azov Z260 entrou em aviãocom apenas 11,5 nós. Em segundos, a velocidadede cruzeiro bateu 28,3 nós com o motor a 4500 rpm. E, com um toque no trim, alcançamos 36,5 nós a 5280 rpm , sem necessidade de flaps e sem caturro — um feito e tanto para uma lancha desse porte.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Nas curvas fechadas, a lancha impressiona: perdeu só 3 nós e manteve uma estabilidade invejável, quase sem adernar. Tentamos manobras bruscas e desvios rápidos. O volante, firme e confiável, responde com precisão, bem diferente do que se encontra em barcos com centro-rabeta, que costuma ter direção mais solta. E na arrancada? Do zero aos 20 nós em 7,7 segundos — números que fazem jus ao espírito esportivo da Z260.
Com 200 litros de combustível, a autonomia é de 108 milhas — um pouco justa para os mais aventureiros. Talvez um tanque de 50 litros a mais trouxesse mais liberdade. Em compensação, os 100 litros de água doce são um intervalo para quem gosta de estender o passeio, garantindo banhos refrescantes e pia sempre funcional.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
E se a ideia é curtir sem complicações, a Azov Z260 Open entrega o pacote completo. Equilíbrio, estabilidade e desempenho surpreendente fazem dela uma escolha perfeita para quem quer explorar águas abertas ou navegar por represas e baías.
Um recente episódiodo podcast Joe Rogan Experience, do comediante e apresentador americano Joe Rogan, trouxe à tona as teorias sobre uma misteriosa pirâmide subaquática do Japão, a Yonaguni. Isso porque existe um debate sobre a estrutura de 27 metros de altura ter sido construída há 12 mil anos — e por mãos humanas.
Essa teoria, se confirmada, colocaria em xeque o que a humanidade atualmente sabe sobre as sociedades antigas, uma vez que a Yonaguni seria milhares de anos mais velha do que a maioria das outras estruturas antigas conhecidas, como as pirâmides egípcias e o monumento britânico Stonehenge.
Foto: Vincent Lou / Wikimedia Commons / Reprodução
É o que defende Graham Hancock, um autor focado em civilizações perdidas que participou do podcast. Para ele, os arcos da pirâmide mostram claramente que ela foi esculpida por humanos. O arqueólogo Flint Dibble, por outro lado, também esteve no episódio e não admite que qualquer uma das estruturas poderia ter sido feita por pessoas.
A pirâmide subaquática Yonaguni
A 25 metros abaixo do nível do mar, perto das Ilhas Ryukyu, no Japão, a pirâmide Yonaguni foi descoberta por pesquisadoresainda em 1986. A estrutura gigante debaixo d’água parece ser formada inteiramente por pedras.
Foto: Vincent Lou / Wikimedia Commons / Reprodução
Inclusive, suas “escadas” em ângulos agudos formam alguns dos detalhes que levam parte da comunidade científica a crer que ela tenha sido construída por mãos humanas. O “ponto crítico” do caso é que testesfeitos em sua estrutura mostraram que a pirâmide tem mais de 10 mil anos.
Ou seja, se de fato humanos a construíram, isso foi antes que a região, próxima a Taiwan, afundasse — o que ocorreu há mais de 12 mil anos. Para se ter uma ideia, estudiosos acreditam, atualmente, que a capacidade dos humanos antigos de construir grandes estruturas evoluiu junto ao desenvolvimento da agricultura, justamente há 12 mil anos.
Essa teoria mudaria os livros de história como conhecemos, assim como revelaria um novo agrupamento de humanos, capazes de construir monumentos muito antes da época estimada por pesquisadores.
Foto: Vincent Lou / Wikimedia Commons / Reprodução
Os cientistas mais céticos, contudo, defendem que a prirâmide Yonaguni compartilha características com outras formações geológicas próximas, além de ficar em uma região propensa a terremotos— o que poderia ter dado o formato do monumento ao passo que as rochas de arenito se quebravam.
Segundo análise da NASA, a taxa de elevação do nível do mar atingiu 0,59 centímetro, bem acima da projeção inicial, de 0,43 centímetro. Além disso, o levantamento indicou uma alteração importante no padrão dos fatores que contribuem para esse aumento.
Foto: NASA/ Divulgação
A agência explica que, geralmente, cerca de 66% do aumento do nível do mar são atribuídos ao acréscimo de água proveniente do derretimento de geleiras terrestres, enquanto apenas 25% vêm da expansão térmica das águas — quando a água do mar aumenta de volume devido ao aumento da temperatura.
Dessa vez, porém, foi diferente. Segundo a NASA, dois terços (o que equivale a 66%) da elevação do nível dos mares foram causados pela expansão térmicas das águas em 2024. Este efeito acontece ao mesmo tempo em que as temperaturas do planeta alcançaram as maiores marcas em três décadas de monitoramento. Não é coincidência.
Conforme as temperaturas aumentam, os oceanos absorvem grande parte do excesso de calor da atmosfera, o que agrava e acelera o aquecimento da água e a expansão térmica. As emissões de gases de efeito estufa só aceleram o processo para o lado negativo.
Embora existam variações anuais naturais, a tendência geral é inequívoca: os oceanos estão subindo e a velocidade desse processo está se acelerando progressivamente– Josh Willis, pesquisador da NASA
Dias quentes, águas quentes
Em comunicado, a NASA explicou que a transferência de calor para os oceanos — responsável pela expansão térmica da água — acontece por meio de diversos mecanismos.
Foto: Envato/ rozum
Em condições normais, a água marinha se organiza em camadas determinadas pela temperatura e densidade. Dessa forma, as mais quentes se sobressaem às camadas mais frias e densas. Na maioria dos casos, o calor da superfície atravessa essas camadas lentamente, até chegar nas profundezas dos oceanos.
Entretanto, essas camadas podem sofrer agitação suficiente para uma mistura mais acelerada, como em regiões onde os ventos são intensos. Além disso, as grandes correntes marítimas provocam a inclinação desses níveis e facilitam o deslocamento das águas superficiais para regiões mais profundas.
Gráfico que mostra o nível médio global do mar (em azul) desde 1993, medido por uma série de cinco satélites. A linha vermelha sólida indica a trajetória desse aumento, que mais que dobrou nas últimas três décadas. A linha vermelha pontilhada projeta o aumento futuro do nível do mar. Foto: NASA/JPL-Caltech/ Divulgação
No Pacífico, o fenômeno El Niño ajuda a explicar o aquecimento dos mares, que consequentemente, contribui com a elevação do nível do mar apontada pela NASA. O mesmo não vale, porém, para regiões em que ondas de calor marinhas são definidas como “potencialmente devastadoras” pelo Copernicus, serviço climático da União Europeia.
É preciso dar um jeito
A taxa anual de elevação do nível do mar mais do que dobrou desde 1993, quando teve início a medição via satélites de observação. Ao todo, o nível global dos oceanos subiu cerca de 10 cm no acumulado do período.
Foto: Envato/ haveseen
Atualmente, o monitoramento é realizado pelo Sentinel-6, lançado em 2020. Este é o primeiro de dois satélites idênticos, que também serão responsáveis por acompanharem a evolução deste problema ao longo da próxima década.
O estudo da NASA somado à outras pesquisas sobre o tema reforça a preocupação da comunidade científica em relação à elevação do nível do mar, especialmente em comunidades costeiras que já enfrentam inundações frequentes durante os períodos de maré-alta.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Se em 2025 você esperava que os céus estariam repletos de carros voadores, se enganou. Por outro lado, a tecnologiaavançou a ponto de humanos conseguirem se comunicar com golfinhos. Ao menos é o que promete o DolphinGemma, novo modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido pelo Google DeepMind, braço de pesquisaavançada em IA do Google.
A nova IA foi treinada com dadosreais de golfinhos-pintados-do-Atlântico (Stenella frontalis), fornecidos por uma ONG chamada Wild Dolphin Project (WDP), que há décadas estuda o comportamento e os sons desses animais em seu habitat natural.
As informações incluem desde a vocalização real dos golfinhos, até dados sobre o contexto em que os sons foram emitidos, como em situações de interações sociais, caça ou navegação, por exemplo.
Foto: Image-Source / Envato
Assim, a nova IA do Google promete ser capaz de reconhecer e analisar os sons emitidos por golfinhos; gerar vocalizações sintéticas semelhantes, baseadas nos padrões aprendidos; e “conversar” com os animais, testandose eles respondem aos sons artificiais. De modo geral, é como se o modelo estivesse tentando aprender para reproduzir a “língua” dos golfinhos.
Natureza e tecnologia andam juntas no DolphinGemma
O DolphinGemma deve fazer parte de modelos de IA abertos e leves, como outros desenvolvidos pelo Google para rodar em dispositivos com poucos recursos, como celulares. Com isso, a ideia é permitir que o recurso seja utilizado com facilidade em campo por biólogose cientistas, ao lado dos golfinhos, sem que eles dependam de grandes equipamentos.
Foto: Image-Source / Envato
O Wild Dolphin Project, por sua vez, planeja, ainda em 2025, usar um Google Pixel 9 (celular do Google) já com o DolphinGemma para criar sons artificiaisde golfinhos, de modo a emiti-los em tempo real e analisar se os animais vão ter a reação de responder, como se estivessem interagindo com outro da espécie.
A ideia é que a nova IA do Google abra portas para uma compreensão real da comunicação entre golfinhos, de modo a ajudar na conservaçãodas espécies, entendendo melhor suas necessidades e interações. Tudo isso além de, claro, ser um passo inicial para interações mais diretas entre humanos e animais por meio de IA.
Apesar do DolphinGemma já ter sido anunciado oficialmente pelo Google DeepMind, ele ainda não está disponível ao público. A previsão é que o modelo seja lançado como open source (código aberto) entre junho e agosto de 2025, permitindo que pesquisadores e desenvolvedores interessados possam acessar e utilizar a IA em seus próprios estudos sobre comunicação animal.
Nunca é tarde para recomeçar — especialmente quando se carrega mais de um século de história. Após uma década afastado das águas, o tradicional vapor Benjamim Guimarães prepara seu retorno ao Rio São Francisco. A previsão é que o barco volte a cortar o “Velho Chico” no próximo dia 28, retomando as travessias entre Pirapora, em Minas Gerais, e Juazeiro, na Bahia.
A restauração foi assumida pela Eletrobras e, segundo a Prefeitura de Pirapora, demandou um investimento total de R$ 5,8 milhões. O projeto, inicialmente previsto para ser custeado pelo município, foi repassado à estatal após acordo com o Ministério de Minas e Energia.
Tradicional vapor Benjamim Guimarães deve voltar a navegar no Velho Chico no próximo dia 28. Foto: Iepha-MG / Reprodução
Construído em 1913 pelo estaleiro norte-americano James Rees & Sons, o Benjamim Guimarães estreou suas viagensno Rio Amazonas antes de ser transferido, em 1920, para o São Francisco, onde transportava passageiros e cargas entre Pirapora e Juazeiro.
Tombado desde 1985 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), o vapor carrega dimensões respeitáveis: são 43,85 metros de comprimento por 7,96 de largura. Movido a lenha, a embarcação abriga uma máquina a vapor de 60 CV de potência, que impulsiona o barco a velocidades de até 6,5 nós, que correspondem a cerca de 12 km/h.
Visão frontal do barco a vapor (à esq.) e mastro (à dir.). Foto: Iepha-MG / Reprodução
Com capacidade para receber até 140 passageiros e armazenar 28 toneladas de combustível, o Benjamim Guimarães volta a navegar como um verdadeiro sobrevivente do tempo. Durante a Segunda Guerra Mundial, a embarcação transportou tropas do Exército Brasileiro responsáveis pelo patrulhamento da costa do Nordeste.
Agora restaurado, o barco está pronto para reescrever novas histórias em sua longa travessia pelo Velho Chico.
Foto: Ronan Rocha / Marinha do Brasil / Divulgação
O Brasil é um país de águas. São mais de 8 mil quilômetros de costa e uma imensidão de rios, lagos e represas navegáveis que se espalham por todo o território nacional.
No entanto, o turismo náutico — essa potente engrenagem de desenvolvimento sustentável, lazerqualificado e geração de empregos — ainda é frequentemente esquecido nos instrumentos que definem o futuro das cidades e regiões: os Planos Plurianuais (PPA), os Planos Diretores e os Planos Municipais de Turismo.
Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Foto: petero31/ Envato
Essa ausência estratégica compromete o avanço do setor e impede que o Brasil aproveite plenamente seu potencial náutico. É hora de mudar isso.
Planejamento é prioridade
O PPA estabelece as metas e prioridades da administração pública para um ciclo de quatro anos. Quando o turismo náutico não está previsto como uma política ou linha de ação, torna-se praticamente impossível captar recursos públicos, firmar parcerias ou executar projetos estruturantes. Sem estar no PPA, o turismo náutico não existe institucionalmente.
Foto: micens/ Envato
Já o Plano Diretor orienta o uso e a ocupação do solo urbano. A inclusão da náutica nesse plano é essencial para garantir áreas destinadas à construção de marinas, píeres públicos, rampas de acesso, clubes náuticos e trilhas aquáticas.
Sem previsão legal, esses empreendimentos enfrentam insegurança jurídica, demora em licenciamentos e até resistência social. Planejar a infraestrutura é cuidar do ordenamento territorial, da segurança da navegação e da conservação ambiental.
Nos Planos Municipais de Turismo, a náutica deve aparecer não apenas como um atrativo eventual, mas como eixo estruturante para a criação de roteiros integrados, capacitação de mão de obra, promoção do destino e fortalecimento de uma cadeia produtiva que inclui desde embarcações e combustíveis até hospedagem, gastronomiae experiências culturais.
Infraestrutura e marketing: dois pilares do sucesso
Nenhum destino náutico se consolida sem infraestrutura mínima. Píeres seguros, sinalização náutica, áreas de apoio para barcos e serviçospara turistas são fundamentais.
Bahia Marina, palco do Salvador Boat Show 2024. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Mas a infraestrutura precisa vir acompanhada de uma estratégia de marketing territorial bem desenhada: quem é o turista náutico ideal para o seu território? Como atraí-lo? Que experiências únicas você oferece?
A resposta para essas perguntas precisa estar conectada a um plano, com metas, cronograma e investimento. E isso só acontece quando o turismo náutico é levado a sério nas esferas de planejamento público.
Oportunidade de desenvolvimento sustentável
Investir no turismo náutico é apostar em um desenvolvimento sustentável público que valoriza a identidade local, fomenta a economia azul e amplia a consciência sobre o uso responsável das águas.
Foto: joaquincorbalan/ Envato
Quando o poder público assume essa pauta, cria oportunidades para pequenos empreendedores, promove inclusão e oferece novas experiências para moradores e visitantes por meio do turismo náutico.
É hora de colocar o setor náutico no centro do planejamento. Integrá-lo ao PPA, ao Plano Diretor e ao Plano de Turismo não é apenas uma boa prática — é uma necessidade para quem enxerga o futuro com olhos de navegante: atentos às marés, mas com rumo claro e decidido.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.
Um megaiate de 66 metros não foi suficiente para satisfazer os desejos de um proprietário exigente. Em pleno andamento da construção, o dono do JAS, barcoda Admiral Yacht — parte do The Italian Sea Group —, decidiu que o projeto precisava de algo a mais: um novo convés.
O pedido aconteceu durante a construção da embarcação e teria tudo para abalar estruturas. No entanto, o desafiofoi aceito pelo estaleiro italiano, que incorporou o novo convés ao topo do megaiate, agora apelidado de “deck de observação”.
A mudança não apenas alterou as proporções do JAS, como o aproximou visualmente do seu “irmão” Life Saga II, também da Admiral Yacht, entregue em 2019. Este último, porém, com proporções ligeiramente diferentes.
Personalização a todo vapor
A adição do deck não foi o único capricho do proprietário. Outra exigência foi incluir uma segunda cabine principal — algo menos incomum — , que fez com que o JAS passasse a oferecer oito cabines no total. O design interior foi pensado pelo estúdio de Mark Berryman, que criou uma atmosfera elegante ao integrar o charme rústico com requintes contemporâneos.
Cabine principal do JAS apresenta amplitude e luxo. Foto: Giuliano Sargentini / The Italian Sea Group / Reprodução
A conexão entre áreas internas e externas foi outro ponto alto do projeto. Com grandes painéis de vidro, o salão principal se estende para o espaço de entretenimento ao ar livre, criando um fluxo natural que se repete no deck superior, onde uma área de jantar circular pode ser fechada ou integrada ao ambiente externo, a dependendo da ocasião.
Para Giovanni Costantino, CEO do The Italian Sea Group, a ousadia do cliente não foi problema. Ele diz que quando clientes os escolhem, não é apenas pela capacidade técnica, mas pela extrema flexibilidade que a empresa tem em aceitar diferentes desafios que resultam em iates super exclusivos.
Admiral JAS: estilo imponente com assinatura italiana
O JAS foi apresentado oficialmente ao mercadodurante o Monaco Yacht Show de 2024, chamando atenção pelo equilíbrio entre imponência e elegância. Originalmente, o barco contava com cinco conveses.
Segundo o estaleiro, o JAS representa a síntese da abordagem customizada da Admiral, reforçando a capacidade de adaptar projetos em tempo real e atender aos desejos mais inusitados de seus clientes. O iate é registrado sob a bandeira das Ilhas Cayman.
Os gregos seguiram bem o próprio ditado que diz que “a necessidade é a mãe da invenção” quando fizeram uma ponte móvel para ligar a Ilha Lefkada ao continente. O principal objetivo é permitir trânsitos terrestres e aquáticos em harmonia, sem que um impeça o outro.
A solução de mobilidade foi possível graças à parte central da via, que é flutuante e funciona como uma balsa. Dessa forma, ela se move para abrir caminho ao tráfego aquático e retorna para a posição de ponte, que cruza o canal, permitindo o trânsito terrestre. Assista:
Há semáforos para tráfego em terra e também sobre as águas. Para que os barcos cruzem o canal, a ponte levanta as plataformas — parecidas com rampas — das duas extremidades e é manobrada em 90°, para que o fluxo siga nas águas. Depois, ela volta para a posição de ponte e abaixa as “asas”, para que o trânsito terrestre retome.
Conhecida como Santa Maura, a ponte móvel na Ilha Lefkada não tem custo para carros e funciona desde 1986. Antes dela, o acesso à ilha na costa Oeste da Grécia era possível por voos, embarcações, pelo túnel submarino ou pela ponte Rio-Antirio.
Foto: Igor_Tichonow / Envato
Segundo o Governo da Ilha de Lefkada, ainda não há pontes que permitam o acesso terrestre às ilhas vizinhas. No entanto, há rotas diárias de ferry-boat para Meganisi, Kefalonia e Ithaca, além de pequenos barcos turísticos que fazem excursões para ilhas e praias vizinhas.
Um homem de 69 anos foi condenado após admitir, em julgamento, ter importado e vendido ilegalmente partes de baleia cachalote (Physeter macrocephalus) nos Estados Unidos. De acordo com o Departamento de Justiça da cidade de Charleston, onde o réu foi julgado na última quinta-feira (10), o juiz aceitou a confissão de culpa, mas a pena ainda será definida.
O idoso foi condenado por dois crimes: o de importar e o de vender animais ilegalmente. Nos EUA, a Lei Lacey é a lei de proteção à vida selvagem que torna crime a venda de qualquer animal importado ilegalmente. Já a Lei de Proteção aos Mamíferos Marinhos (MMPA) proíbe a importação desses animais, salvo raras exceções.
Esqueleto de baleia cachalote. Foto: Jorge Íñiguez Yarza / Flickr
Segundo a justiça, o homem recebeu ao menos 30 remessas de membros da espécie — considerada o maior predador com dentes do mundo— vindas da Austrália, Letônia, Noruega e Ucrânia. Informaram, ainda, que o então suspeito instruía os fornecedores a rotularem os pacotes como itens de plástico, para que não fossem apreendidos pela Alfândega. O idoso importou peças por três anos, tendo recebido pacotes entre setembro de 2021 e setembro de 2024.
As vendas aconteceram de julho de 2022 a setembro de 2024 através de uma plataforma de comércio online. Com elas, o homem faturou US$ 18 mil na venda de 85 itens, o equivalente a pouco mais de R$ 106 mil (na conversão de abril de 2025). De acordo com as autoridades, na casa dele foram apreendidas mais partes de cachalotes, avaliadas em US$ 20 mil (mais de R$ 117 mil).
Com a confissão, o então suspeito terá que responder por dois crimes e duas penas. Pela Lei Lacey ele enfrenta uma pena máxima de cinco anos de prisão e uma multa de US$ 250 mil (cerca de R$ 1,4 milhão), enquanto que pela violação da MMPA ele encara uma pena máxima de um ano de prisão.
“Negócio global multibilionário”
Segundo o procurador-geral interino do Distrito da Carolina do Sul, Brook Andrews, o tráfico ilegal de animais selvagens é “um negócio global multibilionário que coloca em risco animais protegidos e alimenta o crime organizado”.
A autoridade explica que esse tipo de negócio ilegal faz com que espécies vulneráveis sejam mortas apenas pela finalidade de serem vendidas em partes. Por isso, há um reforço para que as leis envolvidas nesse caso sejam cada vez mais aplicadas nos EUA.
O caso fez parte da Operação Raw Deal, que reprime o comércio ilegal de partes de baleia. A investigação se deu pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos e pelo Escritório de Aplicação da Lei da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional.
Sobre a baleia cachalote
A baleia cachalote, espécie importada e vendida em pedaços pelo idoso agora condenado nos EUA, é a maior baleia com dentes no mundo, considerada ainda o maior predador com dentes que existe no planeta. Apesar disso, está ameaçada de extinção e uma das causas pode ser o comércio ilegal que busca por animais exóticos.
Foto: westend61 / Envato
A espécie pode pesar até 45 toneladas, apesar do tamanho médio ser 16 metros de comprimento. Diferente da maioria das baleias, a cachalote consegue mergulhar por mais de uma hora, enquanto as outras passam, em média, 30 minutos debaixo d’água.
Nas últimas semanas, milhares de criaturas marinhas de aparência inusitada começaram a aparecer em grande quantidade nas praias da Califórnia, nos Estados Unidos. Conhecidos como velejadores-do-vento, os animais de nome científico Velella velella chamam atenção pela coloração azul vibrante e textura gelatinosa. O fenômeno começou a ser registrado no último dia 30 e tem ganhado a atenção de internautas.
Esses organismos, apesar de aparentes semelhanças com águas-vivas, pertencem a um grupo mais próximo das caravelas-portuguesas (Physalia physalis). Podem medir até 10 cm e, na verdade, cada um não é um animal, mas uma colônia composta por centenas de pequenos organismos que executam funções específicas.
Pelas imagens é possível observar uma estrutura em formato de vela em “S” que fica na superfície da água. Ela é usada para que os animais se desloquem com mais facilidade, já que dependem totalmente do vento para se locomoverem. Os tentáculos ficam submersos e servem para capturar pequenas presas.
Como a forma de locomoção depende totalmente dos ventos e correntes marítimas, esses velejadores podem ser facilmente levados até praias a partir de mudanças climáticas, o que resulta em grandes aglomerações dessa criatura nas faixas de areia — como tem ocorrido na Califórnia.
Aparecimento de criaturas Velella velella não são incomuns
Esse fenômeno costuma coincidir com o início da temporada de ressurgência, período marcado por alterações nas correntes e ventos. A chegada dos velejadores-do-vento, inclusive, é vista por especialistas como indicativo de que essas mudanças climáticas estão acontecendo.
O aparecimento dessas criaturas no Hemisfério Norte costuma acontecer entre a primavera e o início do verão. Como não possuem capacidade de movimento próprio, elas ficam nas praias até que a maré as devolva para alto mar ou, eventualmente, elas morram.
Mas atenção: apesar da beleza, é importante ter cuidado ao se aproximar desse tipo de animal. Embora a picada seja razoavelmente leve, pode causar irritações, especialmente na região dos olhos ou em peles sensíveis.
Ainda não é possível prever o futuro com exatidão, mas a ciência, aliada aos recursos da natureza, é capaz de especular o que a humanidade pode enfrentar nos próximos anos. Foi assim que, ao “perfurar” o Grande Buraco Azul (Great Blue Hole), na costa de Belize, no Caribe, pesquisadores descobriram que tempestades violentas podem atingir a região nos próximos anos.
Com 300 metros de diâmetro, o Grande Buraco Azul surgiu antes da última era glacial, resultado do teto de uma cavernaque desmoronou e foi inundada pela elevação do nível do mar.
Por lá, sedimentos vem se acumulando há pelo menos 20 mil anos. No “olho do furacão”, esse acúmulo em camadas funciona como um registro natural de eventos climáticos extremos dos últimos 5,7 mil anos.
Foto: LovingOop / Wikimedia Commons / Reprodução
Devido às condições ambientais únicas […] sedimentos marinhos finos puderam se depositar em grande parte sem perturbações no Grande Buraco Azul– contou Dominik Schmitt, primeiro autor do artigo, em comunicado
Foram justamente essas informações que revelaram, em um estudoconduzido por pesquisadores da Universidade de Frankfurt, na Alemanha, uma tendência de aumento na frequência de fenômenos naturais extremos na região, influenciados, em grande parte, pelo deslocamento da Zona de Convergência Intertropical — uma região essencial para a formação de tempestades.
Nossos resultados sugerem que cerca de 45 tempestades tropicais e furacões podem passar por esta região somente em nosso século– alertou Schmitt
Vale destacar que a temporada de tempestades na região em 2024 registrou 18 tempestades, das quais 11 evoluíram para furacões, incluindo cinco de grande intensidade. O número de tormentas tropicais foi 130% superior à média histórica do período, com destaque para o furacão Beryl, que atingiu a região do Caribe no final de junho sob categoria 5 — o furacão mais intenso na área desde 1875.
Pouco se sabe sobre as profundezas do oceano, mas o conhecimento, mesmo que escasso, já é muito preocupante. No Calypso Deep, por exemplo, região mais profunda do mar Mediterrâneo, foram encontrados 167 objetos no leito marinho, sendo 148 deles considerados lixo — majoritariamente plástico, vidro, metal e papel.
O acúmulo de lixo foi encontrado a uma profundidade de 5 mil metros, em grande parte, vindo de resíduos humanos. De acordo com a pesquisa, feita por pesquisadores da Universidade de Barcelona e publicada na Marine Pollution Bulletin, 88% do material identificado é plástico — sem contar as mais altas taxas de entulho já registradas no fundo do mar.
Imagem de satélite do mar Mediterrâneo. Foto: Wikimedia Commons/ Domínio Público/ NASA/ Reprodução
E, sim, a culpa é toda nossa: segundo o estudo, não foram encontradas interações entre o lixo e as raras formas de vida identificadas até agora no fundo do Mar Jônico — um braço do Mediterrâneo, ao sul do Adriático.
Encontramos indícios claros de descarte intencional de sacos de lixo por embarcações, como mostra o acúmulo de resíduos– Miguel Canals, diretor da Economia Azul Sustentável da universidade
Com ajuda do submersível tripulado Limiting Factor, foi possível registrar imagens em alta profundidade, incluindo de áreas remotas e quase que inacessíveis. Além da pesca e navegação, o lixo marinho que assola o Mediterrâneo vem principalmente da terra, por meio de rios e esgoto.
Cada vez mais sujo
Como se não bastasse a influencia humana nos lixos, há ainda outros elementos da natureza que “colaboram” com a poluição no fundo do Mediterrâneo. As correntes oceânicas, por exemplo, transportam os resíduos, que podem afundar devido à degradação e ao acúmulo de organismos.
Imagem ilustrativa. Foto: xlswellcom/ Envato
Há ainda as bacias de águas profundas, que atuam como depósitos de “tralha”, que prejudicam ecossistemas sensíveis. Não à toa, o lixo marinho está espalhado nas profundezas do Mediterrâneo de maneira relativamente uniforme, segundo a pesquisa.
Por lá, a concentração de lixo é de 26.715 itens por quilômetro quadrado. De acordo com os cientistas que participaram do estudo, esse é um dos valores mais altos já registrados em águas profundas.
Infelizmente, não seria exagero dizer que não há mais nenhum ponto limpo no Mediterrâneo– Miguel Canals
Estima-se que exista mais plásticos no fundo do oceano do que na superfície. Até porque, a maioria dos estudos se concentram nas regiões costeiras, com poucas pesquisa em águas ultra profundas. Porém, os dados disponíveis já mostram números preocupantes.
Pôr do sol no mar Mediterrâneo, Beirute, Líbano. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
A pesquisa ainda ressalta que, com a falta de padronização nas metodologias de estudo, a comparação global da poluição em águas profundas é dificultada. Exemplo disso seria o fato de nenhum lixo ter sido relatado nas profundezas da Antártica, provavelmente por conta da falta de exploração — que é difícil e cara.
Problema bem maior
Além do mar Mediterrâneo, outras regiões mediterrâneas são afetadas pela poluição. Os resíduos encontrados no Estreito de Messina, entre a Itália e a Sicília, colocou a área como a de maior densidade de lixo marinho do planeta.
Imagem ilustrativa. Foto: Ancapital/ Envato
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 11 milhões de toneladas de plástico entram nos oceanos todos os anos — quantidade essa que pode triplicar até 2040. Por isso, o monitoramento e a avaliação devem incluir as áreas de águas profundas — e não só analisar, como limpar essas regiões.
Precisamos de políticas globais mais rígidas para reduzir a geração de lixo e limitar o descarte no ambiente marinho -Miguel Canals
Logo, seria necessário mudanças práticas de consumo, incentivo à economia circular e educação ambiental. Como concluiu Canals, a conservação das profundezas oceânicas é uma luta desconhecida “para grande parte da sociedade”, e essa visão “precisa mudar”.
“Nossas descobertas fornecem um forte argumento a favor da implementação urgente, em escala global, de ações políticas para reduzir o lixo oceânico, facilitando assim a conservação de habitats marinhos únicos, incluindo os mais profundos da Terra”, disse o estudo.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
As montanhas submarinas da Cadeia Vitória-Trindade (CVT) são ricas de uma biodiversidadeainda pouco conhecida. Por isso, uma expedição pretende explorá-las no segundo semestre de 2025, no que será a primeira atividade deste perfil no mar profundo do litoral brasileiro — com direito a um Veículo Operado Remotamente (ROV) e um submarinorobótico.
Esse alinhamento de relevos submarinos tem origem vulcânica e se estende por 1,2 mil quilômetros no oceano de Vitória, no Espírito Santo, até a ilha de Trindade — um bem federal administrado pela Marinha do Brasil desde 1957. As montanhas submarinas chegam a 3 mil metros de profundidade, com topos de montes a cerca de 40 metros abaixo do nível do mar, que se estendem por 700 km da costa brasileira.
Arquipélago de Trindade e Martim Vaz. Foto: Edson Faria Júnior / Wikimedia Commons / Reprodução
Objetivos da expedição
De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos, até o momento a ciência mapeou somente 20% do fundo do mar. Desse modo, ao explorar regiões como as montanhas submarinas CVT, os pesquisadores podem encontrar materiais e bioprodutos ainda desconhecidos, que podem servir para aplicação na medicina ou na agricultura, por exemplo.
Segen Estefen, diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), responsável pela expedição, comentou à Galileu que “por serem um espaço ainda inexplorado, [os oceanos] também são onde as espécies se adaptaram ao longo de milhões de anos.”
Você pode encontrar nesses organismos biomoléculas ou compostos que poderão resolver problemas da humanidade– afirmou ao veículo
Para se ter uma ideia, é justamente na Cadeia Vitória-Trindade que está o Monte Davis, local onde pesquisadores descobriram um ambiente marinho diverso, habitado por espécies de corais, batizado de Colinas Coralinas em 2022.
Como pesquisadores vão explorar o mar profundo do litoral brasileiro?
Para chegar ao fundo do mar, a expedição vai contar com o apoio de um Veículo Operado Remotamente (ROV, na sigla em inglês para Remotely Operated Vehicle) e um submarino robótico não-tripulado, controlado a partir de um navio de pesquisa, que poderá filmar e colher amostras do ambiente.
Arquipélago de Trindade e Martim Vaz. Foto: Marinha do Brasil / Wikimedia Commons / Reprodução
Segundo Estefen, “os navios que vão operar durante essas expedições devem possuir laboratórios para análise das amostras — tanto de fauna, quanto de flora e da biodiversidade em geral”, uma vez que expedições em mar profundo “exigem logística sofisticada”.
Além de revelar matérias úteis para a vida humana, expedições como essa, quando realizadas periodicamente, podem mostrar a evolução da biodiversidade ao longo do tempo, assim como os efeitos das mudanças climáticas. Por isso, outra região litorânea de interesse para expedições desse tipo é a Elevação do Rio Grande (ERG), onde estudos já indicaram a existência de depósitos de minerais nobres, como a platina, além de cobalto, níquel, manganês, entre outros.
Vivendo nas águas, existe um animal que nasce fêmea e se torna macho: a enguia-dos-pântanos-asiática (Monopetrus albus), único peixe hermafrodita protogínico de água doce. Em outras palavras, o animal muda do sexo feminino para o masculino ao longo da vida. O mecanismo por trás dessa reversão sexual era um mistério — mas agora a ciência pode ter descoberto mais detalhes.
Um novo estudo publicado por pesquisadores chineses na Water Biology and Security relatou um mecanismo de mudança sexual, que seria induzido por alterações na temperatura da espécie.
Anteriormente, as pesquisas apontavam que a inversão dessas enguias acontecia devido às alterações nos níveis de hormônios sexuais e na expressão dos genes de determinação do sexo. Agora, entretanto, cientistas descobriram que o processo de reversão envolve fatores genéticos e também condições externas.
Yuhua Sun, um dos autores do estudo, disse em comunicado que a pesquisa revela “que a temperatura quente induz a expressão de genes de determinação do sexo masculino em tecidos ovarianos”. Sun, ainda, conta que a “regulação positiva de genes masculinos induzida pela temperatura depende da Trpv4”.
Descrita por Sun como “uma proteína de canal catiônico que controla o fluxo de cálcio em uma célula”, a Trpv4 faz parte de um grupo de canais iônicos chamados “receptores transitórios potenciais”. Eles, portanto, têm a função de permitir ou bloquear a entrada de cálcio nas células, a depender da temperatura.
Além do calor, a nova pesquisa aponta que outros fatores ambientais também podem influenciar diretamente o início da reversão de sexo da enguia, como a luz e o pH (medida que indica quão ácida ou básica uma solução é).
Tudo é um processo
O DNA da enguia-dos-pântanos-asiática está metilado (ou seja, modificado quimicamente). Logo, a forma como essa metilação ocorre através da ativação ou desativação dos genes é o que determina o sexo durante o processo de reversão, que é dinâmico e influenciado por fatores ambientais.
De maneira geral, acredita-se que a interação gene-ambiente impulsiona a reversão de sexo dessa enguia. Para Sun, o que acontece é que o estímulo ambiental desencadeia na mudança do estado epigenético do genoma animal — isso é, que mudanças químicas influenciam como os genes se comportam.
Embora isso seja interessante e razoável, é amplamente descritivo e carece de suporte experimental– Yuhua Sun
Sun ressalta que, apesar da explicação fazer sentido, a ciência ainda carece de provas experimentais e sólidas, pois essa teoria partiu de observações. Ainda não se sabe, por exemplo, qual fator ambiental é o mais importante para a reversão do sexo, nem como os sinais ambientais são transformados em mensagens biológicas para a determinação sexual.
Além disso, a identificação e caracterização da Trpv4 são importantes, pois preenchem a lacuna entre a temperatura e as cascatas de determinação do sexo.
Isso torna o potencial de reprodução desse peixe de aquicultura economicamente importante, já que as temperaturas podem ser controladas de forma fácil e conveniente, além de ser uma forma ecologicamente correta– Yuhua Sun
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Com o recente cancelamento da etapa no Rio de Janeiro do SailGP, a expectativa dos amantes brasileiros da velaera de uma nova data para a corrida na Cidade Maravilhosa. Ainda sem detalhes específicos, o campeonato revelou que voltará ao Brasil— embora sem citar que seja neste ano.
Uma prévia das informações da temporada 2026, divulgadas nesta quarta-feira (16) pela organização do evento, informa que o Rio de Janeiro compõe a lista de destinos pela qual o Rolex SailGP Championship deve passar no ano que vem.
A seleção ainda inclui paradas em Sydney, Bermudas, Halifax, Saint-Tropez e Portsmouth, além da estreia de um novo evento na cidade de Perth, na Austrália, que marcará o início da próxima temporada. A previsão é que o campeonato dure 11 meses, com início em janeiro de 2026.
Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução
A ideia é que os catamarãs foilers de alta tecnologia, que alcançam velocidadessuperiores às do vento, chegando a 100 km/h, naveguem pelas águas de cinco continentes, da Austrália a Abu Dhabi.
Tivemos um interesse sem precedentes por parte de cidades ao redor do mundo. O SailGP está empolgado em divulgar uma prévia do que os fãs podem esperar em 2026– destacou Sir Russell Coutts, CEO do SailGP
A promessa do evento é proporcionar ao público “competiçõesemocionantes e experiências inesquecíveis” para os fãs em cada uma das etapas. Após as corridas na Austrália, a disputa deve passar pelas Américas do Norte e do Sul, especialmente para uma “parada muito aguardada no Rio de Janeiro”.
Segundo Coutts, “o retorno a cidades-sede”, como Nova York e Saint-Tropez, “é um aspecto fundamental da expansão global contínua do SailGP”. Ele explica que “os acordos de longo prazo com as cidades-sede permitem ao SailGP construir um legado duradouro […] fazendo das etapas eventos centrais no calendário esportivo local”.
Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução
Na atual temporada, o SailGP recebeu uma frota recorde de 12 equipes internacionais, incluindo duas novas adições à linha de largada: o time brasileiro Mubadala Brazil SailGP Team e o italiano, Red Bull Italy SailGP Team. Para 2026, a expectativa é que outras duas novas equipes entrem para a lista.
Confira as etapas confirmadas do SailGP em 2026
Perth Sail Grand Prix;
Sydney Sail Grand Prix;
Enel Rio Sail Grand Prix;
Apex Group Bermuda Sail Grand Prix;
Mubadala New York Sail Grand Prix;
Canada Sail Grand Prix | Halifax;
Emirates Great Britain Sail Grand Prix | Portsmouth;
Rockwool France Sail Grand Prix | Saint Tropez;
Emirates Dubai Sail Grand Prix, apresentado por P&O Marinas;
Mubadala Abu Dhabi Sail Grand Prix 2026 — Grande Final da Temporada, apresentado pelo Conselho de Esportes de Abu Dhabi.
O calendário completo da temporada 2026 do SailGP, com datas e locais, será divulgado em breve.
O pesquisador argentino Abel Basti é um grande defensor da tese de que, ao final da 2ª Guerra Mundial, uma fuga em massa teria levado oficiais nazistas pelo mar à costa Argentina — incluindo Adolf Hitler. Assim, quando ele soube que barcosde metal haviam sido encontrados abandonados em uma praia da região de Camarones, na província de Chubut, na Patagônia argentina, não pensou duas vezes para ir averiguar.
Espalhados pela costa estavam cinco embarcações semelhantes entre si: casco de metal com quatro metros de comprimento e fundo liso e chato. As características são típicas de barcos feitos para encalhar na areiae desembarcar cargas e pessoas.
Segundo o pesquisador, as embarcações estão “desfiguradas”, uma vez que foram usadas por anos pelos pescadoresda região, antes de serem abandonadas. “Em qualquer país que preze a história, estes botes já estariam em museus”, afirma.
Foto: Abel Basti / Reprodução
Para ter a certeza de que os barcos encontrados foram os mesmos que deram apoio aos nazistas na fuga em massa, Basti coletou fragmentos dos cascos e enviou para laboratórios na Europa, que estão analisando e comparando as ligas metálicas com os materiais utilizados pelos alemães à época.
Embora os resultados ainda não tenham sido revelados, ele afirma que “esses botes foram barcos de apoio dos submarinosnazistas e eram transportados dentro deles, como comprovam as plantas daquelas naves de guerra que eu tenho em meus arquivos. Tenho certeza que o resultado será positivo”. Vale ressaltar que Basti é autor de 12 livros sobre o assunto.
Teremos a confirmação oficial disso em breve, porque o governo argentino acaba de ‘desclassificar’, ou seja, deixar de tornar secretos, documentos que estavam guardados desde aquela época– garante Basti
Uma nova história?
Se a tese de Basti se confirmar, a históriado nazismo como conhecemos deve ganhar novos rumos. Isso porque acredita-se que Hitler teria se suicidado em 30 de abril de 1945, em Berlim. Para o pesquisador, contudo, o ditador morreu 28 anos depois, em 1973, aos 84 anos de idade, de morte natural, em uma localidade do Paraguai.
Basti afirma ter documentos soviéticos que indicam a participação de até 15 submarinos no comboio da fuga em massa, apesar de o governo argentino reconhecer oficialmente apenas dois, que se renderam em agosto de 1945 em um episódioum tanto quanto mal explicado.
Segundo o pesquisador, esses dois submarinos serviram como distração para encobrir a chegada dos demais, que teriam sido afundadospara apagar provas — de acordo com Basti, um deles está localizado próximo ao porto de Quequén.
Além disso, outros episódios envolvendo submarinos misteriosos ocorreram nas décadas seguintes. Em 1958, um deles, desconhecido, invadiu um exercício militar argentino. Em 1960, outro permaneceu por 17 dias sendo perseguido por forças argentinas, sem jamais ser identificado — situações possivelmente ligadas à Guerra Fria.
Não é preciso muita coisa para que a família real vire manchete ao redor do mundo. Nos últimos dias, porém, isso aconteceu por conta de um barco: o veleiro Bloodhound. A embarcação, que pertenceu à Rainha Elizabeth II e ao Príncipe Philip, levou os nomes reais aos noticiários após emitir um pedido de resgate na costa de Norfolk, no Reino Unido, no início de abril.
O veleirode 19,2 metros, datado de 1936, precisou ser rebocado pela equipe do Caister Lifeboat, a pedido da Guarda Costeira de Humber, após apresentar possíveis danos estruturais.
Embora o motivo exato para o pedido de resgate não tenha sido revelado, as bombas d’água levadas pela equipe de resgate indicam que o barco apresentou entrada de águano casco. Após o susto, o veleiro foi rebocado em segurança para o Porto de Great Yarmouth.
Aliás, foi a bordo do barco que Philip desenvolveu ainda mais a sua paixão pelo mar. Ao lado do projetista e velejador Uffa Fox, ele chegou até mesmo a participar da Cowes Week, uma das maiores e mais antigas regatasdo mundo, em agosto de 1962. O veleiro Bloodhound ainda serviu de escola para outros jovens membros da realeza, como o Príncipe Charles e a Princesa Anne.
Príncipe Philip e tripulação, em junho de 1966. Foto: Magnussen, Friedrich / Wikimedia Commons / Reprodução
Já a Rainha Elizabeth, quem viabilizou a “brincadeira”, pouco aproveitou esse veleiro real. O que se escuta é que ela navegou apenas uma vez, porque ficava mais à vontade, mesmo, era convés do Britannia, outro veleiro da família, adquirido em 1954 — e que permaneceu com ela por 40 anos.
Após muito navegar pelas águas da Escócia, especialmente durante os verões em Balmoral, o veleiro Bloodhound foi vendido, em 1969. Ao longo das décadas, o barco passou por vários donos e chegou a entrar em estado de deterioração.
Foto: Magnussen, Friedrich / Wikimedia Commons / Reprodução
Em 2002, ele foi resgatado e restaurado por um novo proprietário. Atualmente, o Bloodhound está novamente em boas condições e navegando com frequência, inclusive participando de eventos náuticos clássicos. Há quem tenha a sorte de encontrá-lo, de vez em quando, atracado ao lado do Britannia, em Edimburgo.
Foto: Magnussen, Friedrich / Wikimedia Commons / Reprodução
O Rio Boat Show é conhecido como um dos principais palcos da América Latina para ficar por dentro o que há de mais novo no mercado náutico — e isso não inclui apenas barcos. Exemplo disso é a Maqdiesel Mecânica, empresa especializada em manutençãode equipamentosque estará no salão náutico.
De 26 de abril a 4 de maio, a marca será uma das muitas a atracar na Marina da Glória para o evento. Por lá, a representante oficial da Steyr Motors no Brasile em toda a América do Sul vai mostrar sua atuação em vendas e manutenção de motorese peças de embarcações.
Motor SE 6 cilindros, da Steyer Motors, que a Maqdiesel apresentará no salão. Foto: Maqdiesel / Divulgação
Quem passar pelo estande da Maqdiesel no Rio Boat Show ainda poderá conferir de perto um motor SE 6 cilindros, da Steyer Motors. Vale destacar que a marca também oferece cursos destinados a compreensão básica dos princípios e práticas da mecânica, com foco em máquinas pesadas.
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
Ingressos: site oficial de vendas
Não é todo dia que um animal exoticamente lindo é encontrado no litoral brasileiro. Na praia de Peruíbe, cidade localizada na Baixada Santista, a bióloga e pesquisadora Gemany Caetano flagrou e fotografou uma rara espécie de lesma do mar, chamada de dragão azul (Glaucus atlanticus).
Encontrado na faixa de areia da praia, o animal de apenas 1 cm já estava morto no momento do registro. Até porque, trata-se de um molusco pelágico, que vive em mar aberto e costuma aparecer em regiões costeiras por conta de fenômenos climáticos. Logo, ele não tem qualquer adaptação para o ambiente terrestre.
Sendo assim, o dragão azul não consegue retornar ao mar quando é levado até a areia por ondas mais fortes, e acaba morrendo. Inclusive, esse fator é um dos motivos para sua aparição ser tão rara, principalmente em praias brasileiras — seu habitat natural são as águas temperadas e tropicais de todos os oceanos.
Quando ele encalha na areia, sofre a ação direta dos raios solares e ventos que contribuem com o processo de perda de água, o que causa a desidratação do animal– explicou Gemany Caetano
A bióloga, orientada pelo Prof. Dr. Luiz Ricardo Lopez de Simone, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), complementa dizendo que o animal aparece nas praias quando o vento e as correntes marinhas estão direcionadas para a costa.
Dragões “ladrões” de veneno
Por mais que a alcunha possa assustar, os dragões azuis não tem o tamanho que o nome sugere. Eles raramente ultrapassam os 4 centímetros e pertencem à ordem Nudibranchia, com características e comportamentos únicos — como, por exemplo, viver com a barriga para cima.
Sua coloração azulada intensa corresponde à região ventral do corpo. Além disso, a espécie armazena oxigênio no estômago, recurso esse que permite que ele flutue na superfície do mar. Quando essa lesma ocasionalmente flutua em grupo, ela forma, ao lado dos outros, um fenômeno chamado de “frota azul”.
Ele é um alienígena, morfologicamente falando– brincou Gemany Caetano
Os detalhes fofos acabam por aí, pois o dragão azul contém células urticantes altamente venenosas, usadas tanto para caça quanto autodefesa, e se alimentam de animais venenosos, como a caravela-portuguesa. Tantas células venenosas fazem com que o macho e a fêmea tomem cuidado na hora do acasalamento.
Entretanto, o mais curioso neste processo é que os dragões-azuis não criam o próprio veneno, mas sim roubam de outros seres. Como se alimentam de cnidários venenosos, eles armazenam as células urticantes dessas presas e “guardam” em seus tentáculos numa dosagem mais concentrada.
Logo, eles podem tornar sua picada mais potente que a da presa original. Não à toa, os moluscos do grupo dos nudibrânquios, ao qual eles pertencem, são estudados por seu potencial na pesquisa de novos fármacos e em estudos neurológicos.
Gemany Caetano, responsável pelo flagra do dragão azul, conduz um estudo sobre esse grupo de moluscos na USP. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o papel desses organismos no oceano, mas os resultados ainda não foram divulgados.
Tamanho não é documento
Mesmo pequeninos, os dragões azuis possuem uma ferrada violenta, que podem paralisar vítimas 300 vezes maiores que o seu tamanho. Porém, esse animal tem uma expectativa de vida curta, com cerca de um ano e, mesmo morto, um encontro com essa lesma pode resultar em picadas.
Dragão azul registrado em Peruíbe. Foto: Gemany Caetano
O fato do animal ser minúsculo em medida e difícil de ser avistado faz com que ele seja pouco conhecido, mesmo que exista há pelo menos 2 milhões de anos. Para a bióloga, o dragão azul desempenha um papel importante na manutenção e equilíbrio do meio ambiente, como tantas outras espécies.
Deve ser preservado para que as futuras gerações tenham a oportunidade de conhecer e de se encantar com esses animais– Gemany Caetano
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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