Criaturas fascinantes se escondem nas profundezas do mar, despertando o fascínio de quem se interessa pelo universo que existe debaixo d’água. É o caso de uma “água-viva fantasma” que, apesar de ter sido descoberta ainda em 1899, só foi avistada cerca de 120 vezes. Como se fosse uma obrigatoriedade dos animais que habitam essas águas, a criatura carrega consigo características, no mínimo, curiosas.
Seus traços diferentões começam já no nome: geleia fantasma gigante (Stygiomedusagigantea). Mas não estão nem perto de parar por aí.
Seu “sino”, de 1 metro de largura, é acompanhado por quatro tentáculos em forma de fita que crescem até 10 metros — tornando o animal um dos maiores predadores invertebrados do oceano. Aliás, a espécie está presente em todos eles, exceto no Ártico.
Foto: Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI) / Divulgação
Ao contrário de outras águas-vivas, essas gigantes não têm tentáculos urticantes para capturar presas. Para se alimentar, elas envolvem seus braços em volta da comida— geralmente plâncton ou peixes pequenos — e os içam para dentro de suas bocas.
Outra característica particular desse animal em comparação a outros da espécie é que ele é vivíparo, ou seja, não expele seus ovos no meio externo. Ao invés disso, os filhotes se desenvolvem dentro da mãe e, quando se desprendem de dentro do capuz, nadam para fora através da boca da água-viva fantasma.
Quando expostas à luz visível, essas criaturas gigantes emitem um brilho sutil em tons de laranja e vermelho, graças à bioluminescência— um fenômeno em que produzem luz por meio de reações químicas naturais.
A razão exata desse brilho ainda é desconhecida, mas cientistassugerem que ele pode servir para comunicação, defesa contra predadores, atração de presas ou parceiros. No entanto, como habitam as profundezas do oceano, onde a luz vermelha não se propaga bem, sua bioluminescência permanece discreta, o que provavelmente as ajuda, também, a se camuflar.
Foto: Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI) / Divulgação
Apesar do tamanho, essa água-viva fantasma quase nunca é vista pelos humanos. Isso porque a espécie geralmente vive em até 6,7 mil metros abaixo da superfície. Em 2022, contudo, pesquisadores as observaram em três ocasiões distintas durante expedições submersíveis na Antártica, em profundidades relativamente rasas, entre 80 e 280 metros.
Em um estudorelatando os avistamentos, os pesquisadores explicaram que é provável que as águas-vivas vivam mais perto da superfície em altas latitudes ao sul, porque variações sazonais na luz solar podem levar as presas para mais perto da superfície.
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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O time de futebol espanhol Real Bétis, lançou nesta quinta-feira (6), um novo uniforme especial e, acima de tudo, ecológico. Em parceria com a fornecedora Hummel e a organização ambiental sem fins lucrativos Parley for the Oceans, a camisa foi confeccionada com plástico retirados do mar, polpa de madeira e algas recebidas da Ásia.
A apresentação do novo uniforme do Bétis aconteceu pela parte da manhã, em um barco nas águas de Tarifa, cidade espanhola onde uma equipe de mergulhadores, de maneira simbólica, tirou o kit do fundo do mar. Confira o vídeo de apresentação abaixo.
Porém, a equipe de Sevilha não lançou o uniforme em vão. Atualmente, a Espanha enfrenta uma invasão de algas asiáticas nas costas de Andaluzia, e o influxo maciço deste tipo de organismo está deslocando espécies nativas e alterando o equilíbrio natural dos ecossistemas aquáticos.
Fomos informados de que uma alga asiática invasora estava causando muitos problemas em diversos setores da região, então decidimos aproveitar essa situação para destacar a importância de cuidar dos nossos oceanos–Rafael Muela, gerente da Fundação Real Betis
De tom predominantemente verde-água — cor presente na gola redonda, ombros e mangas — , a camisa tem o escudo, logo e patrocínios na cor branca com um material luminescente. O uniforme utilizado pelos goleiros terá os mesmos adornos e desenhos dos jogadores de linha, mas na cor azul.
Foto: Real Bétis/ DivulgaçãoFoto: Real Bétis/ Divulgação
Inclusive, a serigrafia luminescente — ou seja, que produz luz quando submetida a algum estímulo — tem como objetivo “fazer referência à beleza dos ambientes marinhos, como as águas-vivas e outros animais semelhantes que brilham no escuro”, segundo o clube.
Foto: Real Bétis/ DivulgaçãoFoto: Real Bétis/ Divulgação
O novo uniforme fará sua estreia na equipe profissional masculina no jogo “Forever Green 2025”, dia 16 de fevereiro, contra a Real Sociedad, pela 24ª rodada do campeonato espanhol. As camisas já se encontram disponíveis na loja oficial do Real Bétis por 63,96 euros (cerca de R$ 380, em conversão realizada em fevereiro de 2025).
“Sem azul não há verde”
A partir desta iniciativa, o Real Bétis busca atrair mais olhares para os efeitos das mudanças climáticas que afetam as regiões costeiras de Andaluzia. De acordo com Muela, Tarifa foi escolhida por ser uma das áreas mais afetadas pela invasão das algas vindas da Ásia.
Foto: Instagram @realbetisbalompie/ Reprodução
Nos últimos anos, a Espanha está sob forte ameaça ambiental e econômica por conta da alga invasora chamada Ruhulopteryx okamurae. A espécie desembarcou primeira na cidade espanhola de Ceuta, em 2015, e acredita-se que a disseminação ocorreu por meio das águas de um lastro de um navio.
De 11 anos para cá, a alga invasora espalhou-se por vários locais mediterrânicos, como Barcelona (Espanha), Marselha (França), Palermo (Itália), Mar Adriático e pelo País Basco (comunidade autônoma ao norte da Espanha). Em Tarifa, foi formado um grande aterro temporário de 40 mil toneladas dessas pragas.
Como informa o Bétis em comunicado, elas não afetam apenas o meio ambiente, mas servem como um “alerta para a estabilidade econômicas dos munícipios da região, já que as algas também cobrem o fundo do mar, colocando em sério risco espécies nativas e atividades importantes como a pesca”.
O lançamento do uniforme também foi parte da campanha “Sem azul não há verde” e teve parceria da Forever Green, plataforma de sustentabilidade ambiental que busca envolver o mundo do futebol na luta contra as mudanças por meio do esporte.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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Em 2025, o Rio de Janeiro completa 460 anos. Por isso, a 26ª edição do Rio Boat Show promete, além de embarcaçõese experiências deslumbrantes, recordar o legado e o futuro da Cidade Maravilhosa. Para não perder a chance de vivenciar essa experiência, visitantes do salão náutico têm 20% de desconto no hotel oficial do evento, o Pestana Rio Atlântica.
Localizado na primeira linha da praia de Copacabana, o hotel reserva uma vista privilegiada de um dos pontos mais icônicos da cidade. Assim, quem atracar no evento, de 26 de abril a 4 de maio, pode garantir que o espetáculo visual siga para além dos portões da Marina da Glória, palco do salão.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Um grande evento pede uma hospedagem completa
O rooftop com piscina do Pestana Rio Atlântica é um dos pontos altos do hotel oficial do Rio Boat Show, mas suas comodidades não param por aí. A acomodação ainda está a poucos minutos de pontos turísticos como o Corcovado, Pão de Açúcar, Lagoa, Jardim Botânico, Ipanema e Leblon.
Foto: Pestana Rio Atlântica / Divulgação
O hotel dispõe de 247 quartos modernos e com bastante luz natural. As “suítes oceânicas” (de frente para o mar) prometem um nascer do sol de tirar o fôlego.
Foto: Pestana Rio Atlântica / Divulgação
Os hóspedes têm à disposição uma academia com equipamentosmodernos e ambiente climatizado, restaurantes e bares completos e espaços confortáveis para realização de eventos corporativos ou sociais.
Foto: Pestana Rio Atlântica / DivulgaçãoFoto: Pestana Rio Atlântica / Divulgação
Desconto de 20% no hotel oficial do Rio Boat Show
Para garantir todas as comodidades do hotel oficial do Rio Boat Show com 20% desconto, no momento da reserva, os visitantes do salão devem aplicar o código promocional RBSVIS25. Vale destacar que o desconto é válido para reservas de 26 de abril de 2025 a 4 de maio de 2025.
O Pestana Rio Atlântica fica na Avenida Atlântica, 2964, em Copacabana. Para mais informações, acesso o site oficial ou entre em contato através do telefone (21) 3816-8500.
Foto: Pestana Rio Atlântica / Divulgação
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show Ingressos: site oficial de vendas
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias
A NX44 Design by Pininfarina, um dos grandes sucessos da NX Boats, está prestes a fazer sua estreia nas águas do principal mercado náutico do mundo: os Estados Unidos. A lancha é uma das cinco do estaleiro pernambucano que vão atracar no Miami Internacional Boat Show, um dos mais consolidados salões náuticos do planeta.
O evento acontece em breve, de 12 a 16 de fevereiro. Por lá, além da NX44, entusiastas da náutica do mundo todo poderão ver de perto todos os detalhes da recém-lançada NX 41 Horizon, NX 370 HT, NX 340 Sport Coupé e NX 290 Exclusive Edition.
A NX44, segundo a marca, já tem unidades negociadas nos EUA, e levará na bagagem para o Boat Show de Miami um prêmio conquistado recentemente: o Good Design Awards 2024, na categoria Transportation. A premiação é considerada uma das mais prestigiadas e antigas do mundo no design.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
NX44 Design by Pininfarina em Miami
Pensada em parceria com a Pininfarina América (estúdio americano da lendária casa de design italiana), empresa que já trabalhou com marcas como Ferrari, Lamborghini e Cadillac, a NX 44 Design by Pininfarina une design e funcionalidade em seus 13,77 metros.
A lancha NX 44 Design by Pininfarina já foi testada pelo time da Revista Náutica, como você pode conferir no vídeo abaixo:
O modelo traz integração entre popa e proa, além de um aproveitamento completo da boca de 3,86 metros.
Com solário espaçoso, a lancha ainda é capaz de levar 22 pessoas em passeios diurnos e acomodar até cinco no pernoite, graças ao sofá e às duas suítes com pé-direito de até 1,95 metro. Ambos os banheiros contam com box fechado.
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias
“Como uma toalha sendo puxada de uma mesa”. Foi assim que um grupo de cientistas exemplificou uma recém-descoberta deformação geológica que acontece com placas tectônicas no fundo do mar. Segundo a pesquisa, publicada na revista Geophysical Research Letters, elas não são tão rígidas como se pensava.
O artigo, desenvolvido por uma equipe de geocientistas da Universidade de Toronto, no Canadá, desafia a ideia de que as placas tectônicas sofrem deformação apenas nas zonas de subducção — ou seja, nas áreas onde elas deslizam uma sob a outra, processo este que pode causar terremotos e formação de vulcões.
Isso porque, segundo os pesquisadores, as placas do Oceano Pacífico — o maior do planeta — possuem grandes falhas submarinas, pois estão se deformando muito antes de chegarem a esse estágio.
Encontro de placas tectônicas no Parque Nacional Thingvellir, Islândia. Foto: Visual__Production/ Envato
Durante a pesquisa, foram analisados quatro grandes platôs submarinos: Ontong Java, Shatsky, Hess e Manihki, que registraram rachaduras, falhas e sinais de que estavam se “esticando” há milhões de anos na viagem pelo oceano. Na prática, é como se uma força os puxassem a milhares de metros de profundidade — e aqui entra a analogia da “toalha sendo puxada de uma mesa”.
Conforme é esticada para baixo do manto da Terra, a borda ocidental arrasta o restante da placa tectônica consigo. Até o momento da pesquisa, porém, se acreditava que as placas oceânicas permaneciam rígidas conforme se deslocavam pelo manto, não se deformando como suas bordas.
Sabíamos que as deformações geológicas, como as falhas, ocorrem no interior das placas continentais, longe dos limites das placas– Erkan Gün, líder da pesquisa, em comunicado
Um novo sentido
Para explicar o que acontece com os platôs submarinos, os cientistas fizeram outra analogia, e compararam a situação a um “pedaço de tecido mais propenso a rasgar”. Mesmo a milhares de quilômetros de distância, eles ainda compartilham características deformacionais e magmáticas.
Foto: _Tempus_/ Envato
Há evidências de que o vulcanismo ocorreu nesses locais no passado como resultado desse tipo de dano à placa, talvez de forma episódica ou contínua, mas não está claro se isso está acontecendo agora– disse Gün
De acordo com a pesquisa, acreditava-se que, pelo fato dos platôs suboceânicos serem mais espessos, seriam mais fortes. Mas a descoberta sobre o “esticamento” das placas tectônicas mostrou exatamente o contrário.
Vale ressaltar que o fundo do mar é formado por trincheiras e cadeias montanhosas, que se formam quando há uma colisão entre duas placas tectônicas, causando uma dobra na crosta terrestre. Outro caminho para elas “nascerem” é o momento em que uma placa “mergulha” sob a outra e a joga para cima.
Costa do Oceano Pacífico. Foto: voaimages/ Envato
Já sob a água, as montanhas se formam quando duas placas tectônicas se afastam, em um movimento chamado “divergente”, e o magma é expelido.
Cientistas acreditam que a pesquisa ajuda a refinar os estudos sobre o funcionamento do planeta, e esperam que o estudo fisgue mais atenção sobre o assunto, para que mais informações sobre os platôs sejam coletadas.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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A rede de concessionárias Casarini, revendedora dos veículos BRP, sofreu um baque na madrugada da última quarta-feira (5). A Casarini Airport, loja na Av. dos Bandeirantes, teve três jets Sea-Doo furtados de seu estacionamento.
Nas redes sociais da Casarini, a empresa divulgou os chassis das embarcações levadas e disponibilizou um contato para receber informações. Deninho Casarini, CEO da marca, informou à NÁUTICA que os trâmites policiais já foram feitos.
Agora, a ideia é difundir os números de identificação dos jets furtados o máximo possível, explica o comandante da Casarini, para auxiliar na busca por sua localização.
Foto: Instagram @casarinibrp/ Reprodução
Confira o número dos chassis dos jets furtados da Casarini:
YDV13278I425
YDV18740J425
YDV17689J425
Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro das motos aquáticas levadas, a Casarini pede para entrar em contato pelo número (11) 97338-9678.
Há mais de 20 anos, a rede de concessionárias Casarini opera no Brasil como principal revendedora da BRP. Além da loja na Avenida dos Bandeirantes, eles contam com outras duas lojas na capital paulista, nos bairros do Bom Retiro e Pacaembu, e uma unidade no litoral, localizada no Guarujá.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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Mesmo sendo um local relativamente remoto do restante do mundo, a Antártica não está livre dos males humanos. De acordo com um estudo liderado por cientistas do Instituto Oceanográfico (IO), da Universidade de São Paulo (USP), há pelo menos 40 anos os animais da região estão ingerindo microplásticos.
A pesquisa analisou o conteúdo gastrointestinal de centenas de organismos marinhos coletados entre os anos de 1986 e 2016, e o resultado é preocupante. Foram encontrados microdetritos (fragmentos muito pequenos de diversos materiais, inclusive plástico) em quase um terço dos animais.
Foto: ShaneFreer/ Envato
Entre os microdetritos, o que apareceu em maior número foi a fibra de plásticos, como poliamida, poliéster e polietileno. Inclusive, o registro mais antigo ocorreu em 1986, quando foi encontrado, dentro de um crustáceo, um material que se acredita ter como origem uma estação de pesquisa no continente gelado.
O estudo reforça um aspecto importante: apesar da sua localização remota, a Antártica não está imune à poluição humana. Tanto é que o estudo relevou que as concentrações de microplásticos encontradas são equivalentes às áreas com maior densidade populacional.
É uma preocupação muito grande porque a gente esperava que a Antártica fosse um ambiente um pouco mais livre desse tipo de contaminação, mas não é– Gabriel Stefanelli Silva, biólogo que participou da pesquisa, ao Jornal da USP
Segundo a pesquisa, todos os organismos analisados no estudo foram coletados abaixo de 200 metros de profundidade — considerado “mar profundo” tecnicamente. Isso se deu durante oito expedições, realizadas entre 1986 e 2016, nos arredores da Península Antártica, e mantidos em preservação.
Para encontrar essa quantidade preocupante de microplásticos, os cientistas analisaram 169 organismos bentônicos — que vivem no substrato marinho — de 15 espécies marinhas das mais diversas — que vão de estrela-do-mar a poliquetas (vermes). Na Antártica, foram encontrados microdetritos em 53 animais, totalizando 85 microfibras.
Detalhe de um misidáceo. Foto: Marcos Santos/USP Imagens/ Divulgação
Essas fibras podem ser feitas de materiais orgânicos (lã, seda ou algodão), sintéticos (plásticos) ou semissintéticos (celulose). De 85, apenas sete fragmentos foram definidos como sintéticos pela espectroscopia. Porém, o equipamento tem suas limitações, o que significa que pode ter mais plásticos nas outras 78 amostras.
É totalmente possível que haja mais plásticos nas amostras. O que apresentamos no trabalho é uma estimativa bem conservadora– Gabriel Stefanelli Silva
Os organismos com maior quantidade de microfibras foram os pepinos-do-mar e os ofiuroides. Porém, ambos se alimentam tanto do sedimento quanto da água. Por conta disso, os pesquisadores sugerem que esses organismos podem ser usados como indicadores da presença de microdetritos em mares profundos.
Vale ressaltar que pesquisas anteriores já detectaram microplásticos na Antártica, em animais como pinguins, focas, peixes e moluscos.
Tudo tem uma origem
Não há como cravar uma única origem para os microplásticos que aparecem na Antártica. Segundo o estudo, as fontes podem ser diversas, e incluem atividades turísticas e, infelizmente, até os centros de pesquisa científicas na região. Afinal, muitas das bases não têm um sistema próprio para tratamento de efluentes.
No momento, há mais de 70 estações de pesquisa na Antártica, coordenadas por dezenas de países. A ocupação local chega a 5 mil pessoas no verão. De todas as estações, apenas metade possui tratamento de esgoto, conforme estudo publicado na revista Marine Pollution Bulletin.
Como profissionais que têm a sorte de trabalhar no campo de investigação polar, devemos humildemente considerar como a nossa própria pegada ecológica impacta o ecossistema antártico– apontam pesquisadores brasileiros do estudo
Além disso, os microplásticos podem ser transportados por longas distâncias através de correntes oceânicas e atmosféricas. Inclusive, por conta da baixa temperatura e alta densidade das águas, a Antártica cria uma espécie de barreira conhecida como Convergência Antártica, ou Frente Polar Antártica.
Essa barreira da Antártica dificulta a entrada de organismos e detritos flutuantes de outras áreas do oceano. Porém, ao que tudo indica, esta proteção não é efetiva para combater a chegada dos microdetritos e seus microplásticos, que podem passar por cima ou debaixo desta zona.
Alerta vermelho
A poluição plástica é um problema que deve demorar a desaparecer. Por mais que todos os objetos de plásticos se decomponham com o passar dos anos, eles acabam se fragmentando em partes cada vez menores — microplásticos, quando menores que 5 milímetros, e nanoplásticos, quando se tornam microscópicos.
Microplásticos (fibra de poliamida) encontrados em pepinos-do-mar coletados no ano 2000 a oeste da Ilha Anvers, região da Península Antártica. Foto: Gilberto Bergamo/ Divulgação
Porém, esses detritos plásticos não são biodegradáveis e permanecem por séculos no ambiente. Logo, eles podem contaminar alimentos, serem ingeridos por animais e seres humanos, além de liberar substâncias tóxicas. Não à toa, os microplásticos já foram encontrados no corpo humano, como no sangue, cérebro (bulbo olfativo) e placenta.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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Em Nova Orleans, no estado da Louisiana, todos os caminhos levam ao Super Bowl LIX! A grande decisão da NFL — maior liga de futebol americano do mundo — tem data e hora marcada, e os bilionários já estão garantindo um lugar privilegiado nas águas, com seus superiates atracados no Rio Mississippi.
Até agora, o segundo maior rio dos Estados Unidos conta com dois brinquedos gigantescos: o Whisper (ex-Kismet), de 400 pés (cerca de 122 metros), e o DreAMBoat, de 295 pés (89 metros). Ambos têm como proprietários donos de times da NFL.
Nice flex by Jags owner Shahid Khan, take the six-deck $360 million yacht to New Orleans for the Super Bowl pic.twitter.com/5xHNNuJe2O
Maior entre os superiates em NOLA (como a cidade de Nova Orleans também é chamada), o Whisper ganha em comprimento até mesmo do campo em que será disputado o Super Bowl LIX, o Caesar Superdome, que tem quase 110 metros — medida padrão da liga.
Atualmente, o barco pertence ao paquistanês-americano Shan Khan, dono do Jacksonville Jaguars, franquia da NFL.
Whisper. Foto: Lurssen/ Divulgação
Apenas para a manutenção anual, o barco Whisper tem custo de US$ 36 milhões (aproximadamente R$ 208 milhões, em conversão realizada em fevereiro de 2025). Sua aquisição, em 2024, custou US$ 360 milhões (cerca de R$ 2 bilhões). Mas para quem tem uma fortuna de US$ 13 bilhões (R$ 75 bilhões), é pechincha.
Whisper. Foto: Lurssen/ Divulgação
O Whisper é um daqueles superiates que esbanjam espaço, com nove cabines para até 12 pessoas — além do capitão e 36 membros de tripulação.
Prontinha para acompanhar o Super Bowl, a embarcação tem quatro lareiras, três piscinas, uma quadra de basquete, câmara de crioterapia (tratamento que utiliza baixas temperaturas para tratar lesões, inflamações e dores), heliporto e outras comodidades.
Com suntuosos seis andares, o superiate rouba a cena no Woldenberg Park, próximo do French Quarter, onde está atracado. Além do Whisper e do Jacksonville Jaguars, Shan Khan é proprietário da empresa automotiva Flex-N-Gate — origem da sua fortuna — e do Fulham, time de futebol inglês da Premier League.
Mais um superiate no Super Bowl
O magnata paquistanês não está sozinho no Rio Mississipi. Quem também atracou em Nova Orleans, com o superiate DreAMBoat, foi o bilionário Arthur M. Blank, dono do time de futebol americano Atlanta Falcons, da NFL, e co-fundador da famosa rede varejista Home Depot.
DreAMBoat. Foto: Oceanco/ Divulgação
Ligeiramente mais modesto do que o barco de seu colega, o DreAMBoat não fica para trás em luxo, conforto e espaço. Construído pela Oceanco, a embarcação foi comprada por US$ 180 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão).
O modelo carrega toda pompa de uma arquitetura naval assinada por Espen Øino, estrelado designer de superiates. O DreAMBoat possui seis cabines — sendo uma delas para crianças — , um lounge para o proprietário no convés superior e uma suíte VIP.
Por lá, todos os hóspedes podem aproveitar duas piscinas e um belo spa. Segundo informações da Yacht Harbour, esta embarcação pode acomodar até 27 convidados e mais 27 tripulantes. Dono também do time de futebol Atlanta United, Arthur M. Blank possui suas iniciais (AMB) em destaque no nome do barco.
DreAMBoat. Foto: Oceanco/ Divulgação
O dinheiro pode comprar muita coisa, mas uma delas nenhum destes dois ultrarricos têm: o Super Bowl. O maior troféu das ligas americanas será disputado neste domingo (9), em Nova Orleans, às 20h (no horário de Brasília), entre os times Philadelphia Eagles e Kansas City Chiefs, e deve atrair mais endinheirados ao estado de Louisiana.
Mas, convenhamos: com superiates confortáveis, extravagantes e completos como estes, Shan Khan e Arthur M. Blank não devem dormir tão tristes na falta de um Super Bowl.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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Sonho de consumo, as lanchas com flybridge, como a Solara 500 Fly, oferecem uma série de vantagens sobre outros modelos. Entre eles, o posto de comando alto e aberto, que favorece a visão do piloto durante a navegação. A Revista Náutica fez o teste da Solara 500 Fly e agora você acompanha tudo sobre a avaliação do modelo.
Outra vantagem das lanchas com flybridge é permitir, aos ocupantes, gostosos banhos de sol e a possibilidade de se espalharem com mais privacidade pelo barco. Principalmente em dias quentes, é bom ter uma área a mais e aberta no topo do barco, com uma visão panorâmica, além de ganhar um salão fechado no convés inferior.
Por outro lado, no flybridge a sensação de balanço é maior. E ainda há um possível risco de instabilidade do casco, caso o centro de gravidade da embarcação ficar muito alto.
No caso da Solara 500 Fly, que tem 4,05 metros de boca e um V de casco muito profundo na popa, de 19,6 graus, uma análise visual apressada poderia sugerir que a lancha pudesse apresentar esse problema. Mas isso está longe de ser verdade neste modelo.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O estaleiro gaúcho Solara Yachts — que soma 15 anos de atividades e mais 1.200 embarcações entregues — ocupa posição de destaque entre os fabricantes nacionais por, entre outros motivos, sempre apresentar soluções inovadoras. Todos os seus barcos são construídos pelo processo de laminação por infusão, que resulta em cascos mais leves e resistentes.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, as lanchas da marca, cada vez mais, apresentam um nível de sofisticação apurado. De sua fábrica, no município de Vera Cruz, saem seis modelos de lanchas, das elegantes Solara 330 Targa e Solara 380 Bowrider às imponentes Solara 500 HT e Solara 500 Fly.
Isso sem contar a linha de pontoon boats, com modelos de 30 e 32 pés, e o inovador Solara Boat House, que tem todo o conforto de uma casa tradicional, com a vantagem deslizar sobre as águas.
Teste da Solara 500 Fly
Maior lancha do estaleiro (junto com sua versão HT), a Solara 500 Fly não é apenas grande: ela também se destaca pelo excelente aproveitamento de espaços, como comprovou o teste da Revista Náutica.
Do lado interno, por exemplo, a lancha tem dois camarotes fechados e dois banheiros, além de uma sala no convés inferior, com sofá conversível em uma cama de solteiro. Alternativamente, pode ter três camarotes.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na popa, que tem plataforma do tipo submergível, o barco conta com duas aberturas laterais, que ampliam a área de convivência em aproximadamente 20%.
Já no flybridge da Solara 500 Fly — aquele agradabilíssimo espaço na parte mais desejada pelos usuários –, oferece nada menos que 20 m² de área útil, onde acomoda, com folga, dez pessoas.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
Outro ponto que merece ser destacado nesta lancha de comando duplo (um na cabine, outro no flybridge) é que, apesar de seus 15,10 metros de comprimento, ela pode usar motores de centro-rabeta, com a exigência de menos cavalos.
A Solara 500 Fly testada por NÁUTICA estava equipada com dois motores Volvo D6 centro-rabeta de 440 hp cada. Mas o modelo ainda pode receber dois D6 de 400 hp cada.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Um ponto delicado é que o acesso ao fly pela praça de popa precisa ser melhorado, pois a escada é muito íngreme. Lá em cima, o flybridge conta com capotas de lona, que têm base de inox e são divididas em dois segmentos: duas partes distintas, feito duas targas, que não atrapalham em nada a movimentação das pessoas, embora o pé-direito seja de 1,75 metro.
Na parte da frente do fly há um mini solário, um lugar aconchegante para se sentar e bater papo com quem está pilotando, protegido pelo quebra-vento que contorna todo o convés.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No posto de comando, a poltrona é ergonômica, com assento e encosto de boa densidade. É um material um pouco mais mole, mas que dá uma abraçadinha no piloto.
O painel, um pouco mais baixo que o convencional, com uma inclinação boa, tem duas telas de 12 polegadas Glass Cockpit Garmin, com o Volvo Penta Glass Cockpit System integrado. Esse último coleta e exibe todas as informações para o piloto (dados da navegação e dos motores) em um só lugar.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
Como o painel tem uma inclinação para frente, o piloto consegue esticar um pouquinho mais as pernas e, assim, ficar mais relaxado. A posição do volante escamoteável Volvo Penta é muito boa, centralizada, e tanto os manetes quanto as botoeiras estão à mão.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Embaixo do painel, temos saída 12V e saída dupla USB. O rádio VHF está em excelente lugar, porém o mic está baixo demais. É necessário dar uma abaixadinha para operá-lo. Dá para o estaleiro arrumar um melhor lugar para ele facilmente. Outro ponto baixo: falta um lugar para colocar o celular.
Por outro lado, o projetista teve o cuidado de instalar um chuveirinho ao lado do banco do piloto, que permite refrescar todo mundo, além do piso de teca natural.
Ponto positivo também para o móvel de apoio, que tem uma geleira com tampa de madeira e pia com água fria, além de pega-mão em todo seu entorno. Embaixo, ficam uma lixeira e um pequeno armário.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A boreste, a mesa de refeições (ou aperitivo) tem regulagem de altura e uma característica distinta: móvel, ela se desloca pelo fly. O ponto negativo é que ela fica solta e, embora seja mais ou menos pesada, pode chacoalhar e até deslizar pelo ambiente durante a navegação. Já a ré, o fly é ocupado por sofás e solários.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na praça de popa, as aberturas laterais — que aumentam a área de convivência a bordo e já viraram tendência — poderiam ficar ainda melhor se, a boreste, não houvesse uma extensão da casaria. Por ali, o projetista concentrou o terceiro comando com joystick de manobra, os controles da plataforma de popa, da iluminação dos deques laterais (em cujos botões, aliás, faltam travas) e as chaves das baterias.
Essa estrutura atrapalha a circulação das pessoas. Nas próximas unidades, o estaleiro prometeu que vai retirar esse nicho e a abertura ficará livre. A bombordo há outra extensão, que não é estrutural e também será removida, ampliando a área de convivência.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No centro da praça de popa, há um sofá em J (quase em U) que tanto pode ser usado formalmente, na hora das refeições, como se transformar em uma chaise, em que é possível deitar ou sentar com as pernas esticadas — um convite para o relaxamento.
A mesa de madeira, com base de inox, é móvel, assim como a do fly. O pé-direito é excelente nessa área, inclusive na passagem para o salão.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Descendo-se dois pequenos degraus tem-se acesso à plataforma de popa, onde fica o espaço gourmet com tudo que se pode esperar de uma estação como essa: churrasqueira, tábua de corte, geleira e pia com água quente e fria (um diferencial).
O tampo, com pistões hidráulicos, tem uma área refratária sobre a churrasqueira. Mas falta o corta-corrente, importante quando se fecha o móvel após o uso, caso alguém esqueça a grelha elétrica ligada. Esse é um item de segurança muito importante.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A plataforma mede 4,05 m por cerca de dois metros, com uma área submergível. No caso de sol intenso, um toldo retrátil com tecido acrílico do tipo stobag pode ser acionado, oferecendo excelente conforto térmico.
O acesso à água é feito por uma escada de quatro degraus, com dois pega-mãos do tipo de piscina, o que ajuda bastante na hora de retornar dos mergulhos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Por outro lado, o acesso à proa é feito por uma passagem lateral estreita, cujo primeiro degrau é um pouco alto. Para ajudar na transição, há um pega-mão contínuo. Os cunhos estão bem localizados em ambos os bordos: não tem perigo de alguém chutá-los.
O guarda-mancebo, de boa altura e levemente lançado para fora do barco, é seguro. Os porta-defensas são giratórios.
Ladeado por estofados, o solário ocupa quase toda a área de proa. Livres, sobram apenas a gaiuta tradicional, a área operacional (com um desejado chuveirinho na caixa de âncora) e os bancos de madeira em V, com porta-copos, no bico de proa.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
O para-brisa, de folha única, é grande e alto, e a superestrutura, não tão lançada, é um pouco mais alta, o que eleva o centro de gravidade do barco; daí a instalação do Seakeeper 3 ser recomendada.
Lá dentro, tem mais: um enorme salão, além de dois camarotes (uma suíte), onde o pé-direito passa dos 2 m, para manter aquela sensação de espaço.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na transição da praça de popa para o salão há uma porta bem robusta de três folhas (duas delas móveis). A cozinha fica logo na entrada do salão, a bombordo, com área de apoio em frente, a boreste, com dois armários e duas gavetas.
Ao lado, há tomadas de energia elétrica e os botões de comando do ar-condicionado. Mas faltam os interruptores para acendimento das luzes, que só podem ser acessas no posto de comando.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A cozinha conta com pia com cuba e torneira móvel, dois queimadores por indução com travas para as panelas, como deve ser. O tampo, bonito, tem acabamento em pedra. Na parte de baixo, há uma geladeira de 80 litros, um freezer, um armário grande, onde se pode guardar a lixeira, e um micro-ondas.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na meia-nau, a boreste, fica a mesa de refeições. Atrás do posto de comando, foi instalada uma TV de lift, que se eleva ou vai para a posição embutida, acionada ao aperto de botão.
A bombordo, o sofá pode ser convertido em uma cama ou em uma chaise, de acordo com as necessidades e o estilo de vida dos usuários. No posto de comando, há duas poltronas bem gostosas e apoio para os pés do piloto.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
A janela lateral tem abertura, como deve ser, pois facilita a comunicação na hora das manobras de atracação, além de permitir a ventilação natural. O volante é ajustável e a visão de pilotagem, boa para os dois bordos. Os manetes, o joystick e o rádio estão bem-posicionados.
O barco testado estava com sistema de flaps Zipwake, que melhora a atitude do barco e ajuda a economizar combustível, e — assim como no comando do flybridge — com duas telas de 12 polegadas da Garmin, com o Volvo Penta Glass Cockpit System integrado, que coleta e exibe todas as informações para o piloto (dados da navegação e dos motores) em um só lugar. A botoeira, personalizada, é excelente.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
O para-brisa bem alto, de folha única, oferece excelente visão. Os dois limpadores têm braços duplos, o que é importante nos dias de vento forte. Entre os equipamentos de segurança, destaque para o sistema de extinção de incêndio de acionamento manual, caso ocorra um alarme de incêndio.
O dispositivo de som permite reproduzir músicas a partir de um pen drive. Há ainda tomadas de 12 volts e saída USB, mas falta um nicho para colocar o telefone celular.
Já no convés inferior, na chamada área íntima, chama atenção a entrada de luz pelo para-brisa, que atua como uma claraboia gigante. O acesso se dá por uma escada de madeira de quatro degraus, com pega-mão revestido de couro.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O pé-direito, acima de 2 m, só diminui na porta de entrada do camarote de proa, ainda assim ficando em 1,85 m. A sala conta com armários e com um sofá extenso, conversível em uma cama de solteiro, com uma TV na cabeceira. O painel elétrico fica a boreste.
Todas as anteparas são revestidas com madeira e camurça, nada de fibra aparente. A iluminação, direta e indireta, conta com lâmpadas e com uma faixinha de LED. A janela, bem estreita, tem vigia com entrada de ar.
O camarote VIP, na proa, tem vários armários e gaveteiro embaixo da cama, que é bem larga, embora um pouco curta (1,90 m). Tem iluminação de LED, indireta, e a entrada de luz natural pela gaiuta. A TV está colocada no costado do banheiro e há uma tomada e outra saída USB.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O revestimento de madeira resulta em um ambiente mais aconchegante. No banheiro, com vaso, pia com misturador de água, vigia com entrada de ar, armários e box fechado, o pé-direito é de 1,95 m.
Mesmo na suíte de meia-nau, a dos proprietários, o pé-direito na lateral da cama chega a 1,92m. A área de apoio, a bombordo, tem um sofá, dois armários, janela com vigia, saída USB, tomada de luz e lugar para porta-objetos. A cama é gigantesca, com uma TV à frente.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A iluminação é direta, com fitas de LED, sobre a cama, e indireta no corredor. O acabamento, mais uma vez, é caprichado, com o uso de madeira e camurçados. O banheiro fica logo na entrada da suíte, descendo um degrau, à direita.
Como é de se esperar de uma embarcação desse nível, tem box fechado, vaso elétrico, pia de apoio completa e decoração caprichada.
Mas, e os motores? O acesso rápido à casa de máquinas da Solara 500 Fly se dá por uma porta na praça de popa. A área lá embaixo é enorme. Existe espaço para a plena manutenção de tudo. O estabilizador Seakeeper fica centralizado, na frente dos dois motores Volvo Penta D6 440, que estão acoplados com sistema de rabetas.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Toda a fiação elétrica passa por canaletas e não se mistura com a hidráulica, o que é importante. As lanchas Solara usam sistemas elétricos com certificação pelas normas internacionais. Para maior qualidade e segurança, nenhum cabo possui emenda, todos são estanhados e codificados por anilhas.
O revestimento acústico cobre o teto, as anteparas laterais e todo o entorno da casa de máquinas, exceto no espelho de popa. Em resumo, há muito espaço para a manutenção.
Navegação da Solara 500 Fly
Hora de navegar! Saindo da Marina da Glória, localizada nas águas tranquilas da Baía de Guanabara, o teste da Solara 500 Fly foi realizado em um dia ensolarado, com pouco vento. Seguimos rumo à barra, mantendo 3.200 rpm, no cruzeiro econômico.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Os dois motores Volvo Penta D6, de 440 cv cada, consomem 124 litros por hora. À nossa frente, apenas uma leve ondulação. A 3.500 rpm, atingimos 26,9 nós, com consumo de 149 litros por hora.
Apesar do casco com 19,6 graus de V de popa, típico de barcos de pesca, combinado com os 4,05 metros de boca e o flybridge, a Solara 500 Fly navega suavemente. Realizamos uma curva acentuada a boreste com 11° de leme, que a Solara executou com facilidade e uma adernada controlada.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Em seguida, viramos o leme para bombordo, a 10°, como um pêndulo. A lancha, sensível ao comando, responde com precisão, oferecendo ao piloto o controle desejado.
No balanço geral, o Solara 500 Fly surpreendeu positivamente com seu desempenho. Com dois motores Volvo Penta D6 440, a velocidade máxima da Solara 500 Fly foi de 31,6 nós, com consumo de 179 litros por hora.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Indicado para passeios em família, a Solara 500 Fly não é uma lancha esportiva, mas oferece uma navegação segura e confortável, graças à excelente distribuição de peso projetada pelo estaleiro.
É claro que uma lancha flybridge de 50 pés, com centro de gravidade elevado e pesando mais de 17 toneladas, não terá a mesma agilidade de uma lancha hard top ou de comando aberto do mesmo porte. No entanto, esse modelo de 50 pés do estaleiro Solara Yachts navegou bem pelo mar e adernou de forma equilibrada, proporcionando uma navegação segura e prazerosa.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Nos testes realizados por NÁUTICA, submetemos a lancha às curvas acentuadas e o casco se comportou muito bem, comprovando que o conjunto é adequado para o que se propõe.
A Solara 500 Fly demonstrou ter um equilíbrio para um barco desse porte e características, entregando uma experiência de navegação segura e bem ajustada para quem busca um passeio tranquilo e eficiente no mar.
Saiba tudo sobre a Solara 500 Fly
Pontos altos
Bom custo-benefício
Navegação firme e ágil
Casa de máquinas espaçosa
Pontos baixos
Escada de acesso ao flybridge muito íngreme
Passagem lateral de acesso a proa estreita
Posição de acionamento das luzes internas ruim
Características técnicas
Comprimento: 15,10 m (49,5 pés)
Boca: 4,05 m
Peso: 14,5 toneladas
Tanque de combustível: 1.000 litros
Tanque de água: 300 litros
Capacidade (dia): 16 pessoas
Capacidade (noite): 6 pessoas
Motorização: centro-rabeta
Potência: 2 x 400 a 440hp
Com dois motores centro-rabeta de 440 hp cada a diesel. Foto: Revista Náutica
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias
Como você aproveita as 24 horas do seu dia? Para os machos da espécie de peixe medaka (Oryzias latipes), este meio-tempo é mais do que suficiente para acasalar, em média, até 19 vezes. No entanto, eles não são uma máquina e tendem a ir “perdendo o fôlego” a cada uma de suas “borbulhas de amor”.
O impressionante apetite sexual deste peixinho — que tem cerca de 4cm de comprimento — foi descoberto por cientistas da Universidade Metropolitana de Osaka, no Japão, e publicado no Royal Society Open Science.
Na ocasião, os pesquisadores investigaram como cópulas sucessivas afetam a quantidade de espermatozoides, fertilização e o comportamento desta espécie.
O resultado da análise revelou que nem a escassez de esperma após múltiplos acasalamentos desanima esse peixe garanhão.
Entretanto, como a qualidade do sêmen do animal também cai ao longo das cópulas sucessivas, os peixinhos medaka machos reduzem, a cada acasalamento, sua capacidade de fertilizar os óvulos das fêmeas.
Vale destacar que elas não acompanham o ritmo dos garanhões: as fêmeas produzem óvulos só uma vez ao dia, liberando todos eles ao copular. Focada em aumentar sua prole, as fêmeas, então, se tornam cada vez mais seletivas na hora de escolher o parceiro.
Isso porque, se acasalar com machos “cansados“, que já liberaram todo ou a maior parte do gameta masculino, muitos dos preciosos óvulos seriam desperdiçados.
Estes machos que já estão “nas cordas”, perdem muito ou 100% da sua capacidade reprodutiva e, quando se relacionam com as fêmeas que ainda têm ovos a ser fecundados, a chance deste processo falhar aumenta significativamente — podendo causar, até mesmo, a não fertilização.
De acordo com a pesquisa, há queda não apenas no desempenho dos peixes medakas machos, mas também no cortejo — isso é, no processo de atração e preparação para o acasalamento. O declínio neste esforço na paquera e na duração do coito, provavelmente, são resultado da fatiga após a maratona amorosa do animal.
O curioso é que o sêmen do animal só começa a dar sinais de cansaço após a 10ª cópula, pelo que aponta a pesquisa. Embora a taxa de fertilização seja de quase 100% nos primeiros acasalamentos, o sucesso da fecundação cai significativamente após dez relações.
E motivo para isso tem: os medakas “gastam” mais da metade de sua produção diária nos primeiros três encontros amorosos. Sendo assim, mesmo com a escassez de esperma a cada coito, esses bichinhos “dão um jeito” e continuam a acasalar.
Para espécies com o acasalamento sucessivo frequente, essas descobertas destacam a necessidade de reconsiderar estratégias reprodutivas e seu impacto na seleção natural– diz a pesquisa
Por fim, o estudo sugere que pode haver pressões evolutivas sobre medakas machos e fêmeas para otimizar as estratégias de acasalamento. Para tristeza dos machos, isso poderia resultar em menos tentativas de cópula, para acasalar de acordo com a quantidade de espermatozoide liberados.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias
Depois de lançar as imagens da nova Schaefer 600durante o São Paulo Boat Show 2024, está chegando a hora de ver este lançamento ao vivo, no Rio Boat Show 2025. O salão náutico, em sua 26ª edição, será o palco da apresentação do novo barco, diante de uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno.
Sob os braços do Cristo Redentor, os visitantes do Rio Boat Show poderão conferir, em primeira mão, a novidade no estande da Schaefer Yachts. Por lá, a obra-prima do estaleiro catarinense ganhará as águaspela primeira vez.
O modelo tido como “irmã menor da Schaefer 660” — um grande sucesso do estaleiro catarinense — estará exposto de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
O modelo enche o mercadode expectativas, não só pela inspiração na já consolidada Schaefer 660, mas por chegar como um intermediário entre ela e a Schaefer 510, visando preencher um espaço que estava em aberto na linha de barcos da marca.
O nível de acabamento será como a da Schaefer 660, que já virou uma queridinha no mundo náutico– revelou o projetista e CEO Marcio Schaefer à NÁUTICA
Assim, fazendo jus ao modelo que abriu o caminho das águas à Schaefer 600, a nova lanchapromete agradar quem busca por espaços amplos e acabamentos superiores.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
São quase 5 metros de boca e espaço suficiente para abrigar três suítes, cozinha integrada à praça de popa, um flybridge amplo e cheio de estilo, varandas laterais e uma plataforma de popa do tipo que convida os hóspedes para um banho de mar.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
Amplas janelas em curva enchem o barco de luz natural, enquanto cadeiras móveis no lugar dos sofás fixos, tanto no flybridge quanto na praça de popa, dão aos passageiros a liberdade de transformar o ambiente ao próprio gosto.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
A Schaefer 600 ainda oferece um lounge na proacom sofás, caixas de som, porta-copos, torres de led, solário e até uma tenda, para quando o sol estiver generoso demais. Para levar tudo isso, o barco chega equipado com motoresVolvo IPS 950 — além de um casco que promete navegar com elegância, independentemente das condições do mar.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show Ingressos: site oficial de vendas
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O Fórum de Segurança do Navegador Amador (FSNA) chega à 2ª edição neste sábado (8), no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP). O encontro deste ano terá seis temas de palestras, voltados, principalmente, para as NORMAM 211 e NORMAM 212, apresentadas em 2024.
Os debates, que acontecerão das 9h às 19h, serão comandados por importantes nomes do setor, a partir de temas de interesse da sociedade civil e da comunidade náutica, com participação ativa da Marinha do Brasil, da Diretoria de Portos e Costas (DPC) e da Sociedade Amigos da Marinha SP (SOAMAR).
Foto: FSNA / Divulgação
Confira a programação do 2º Fórum de Segurança do Navegador Amador
8h15 às 8h50: credenciamento;
9h: cerimônia de abertura;
9h50 às 10h10: coffee break;
10h10 às 12h30: palestras com o CMG (RM1) Costa Moura, a partir dos temas Panorama da Navegação Amadora e Procedimentos na Formação de Amadores e Responsabilidades das ETN;
12h30 às 13h45: almoço de confraternização no complexo do CTMSP;
13h45 às 16h: palestras com CF. Pedro Marcon e CC (AA) Gonzaga, a partir dos temas Como o Binômio Amador-Embarcação pode constribuir para uma navegação segura e EAMA – Passeios Náuticos / Locação de Motos Aquáticas;
16h às 16h30: coffee break;
16h30 às 19h: palestras com CC (T) Claudia Diniz e CA (RM1) Falcão, a partir dos temas: Minha Embarcação de esporte e Recreio é Segura e Agendamentos / Atendimento ao Público – GAP.
Foto: FSNA / Divulgação
Ao final de todas as palestras, o público presente poderá participar de uma rodada de debates e perguntas. As inscrições podem ser feitas através do site oficial do FSNA até o dia 7 de fevereiro, às 13h — com taxa de R$ 250. As credenciais poderão ser retiradas no local, a partir das 8h15.
As vagas para o 2º FSNA são limitadas, e não será possível se inscrever na data e local do evento. O CTMSP, palco do encontro, fica na Avenida Professor Lineu Prestes, 2.468, na Universidade de São Paulo (USP).
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias
A atualização da NORMAM-212pela Marinhado Brasil representa muito mais do que uma simples mudança de regramento. Ao autorizar estabelecimentos de aluguel de moto aquática (EAMA) a oferecer passeios guiados, essa nova norma inaugura uma fase promissora para o turismo náutico no Brasil.
Trata-se de uma oportunidade estratégica que amplia o acesso à navegação, atrai novos públicos e fomenta o desenvolvimento econômico em regiões litorâneas e lacustres (ou seja, à beira de lagos).
Foto: King_satriaru/ Envato
Até então, a condução de motos aquáticas era restrita a proprietários ou locadores que, individualmente, precisavam obter habilitação náutica e se responsabilizar pelo uso da embarcação.
Com a nova regra, pessoas habilitadas como Motonautas (MTA) ou Motonautas Especiais (MTA-E) poderão vivenciar passeios organizados por empresas especializadas, com rotas pré-definidas e acompanhamento de guias.
Essa mudança não apenas democratiza o contato com a navegação, mas também cria uma experiência turística diferenciada, permitindo que visitantes explorem águas antes inacessíveis com segurança e orientação.
Mais turismo, mais empregos, mais renda
A introdução dos passeios guiados de moto aquática abre um novo nicho de mercado para empresas do setor náutico e turístico. Locadoras de embarcações, operadores de turismo e marinas podem agora estruturar roteiros e pacotes específicos para turistas em busca de aventura, conectando-se com a crescente demanda por experiências personalizadas ao ar livre.
Foto: nutthasethw/ Envato
Além do impacto direto no turismo, a nova regulamentação impulsiona a geração de empregos. Profissionais qualificados como guias de moto aquática, instrutores de navegação e equipes de suporte técnico terão novas oportunidades de atuação.
Empresas também poderão investir em treinamentos e certificações para seus funcionários, profissionalizando ainda mais o setor.
Foto: cookelma/ Envato
Outro ponto positivo é a atração de novos adeptos para a navegação recreativa. Muitos turistasque experimentarem a condução guiada podem se interessar em obter sua própria habilitação náutica, movimentando ainda mais a economia do setor.
Escolas náuticas, fabricantes de motos aquáticas e fornecedores de equipamentos de segurança tendem a se beneficiar do aumento da demanda.
Segurança e organização como prioridade
A NORMAM-212 também estabelece diretrizes importantes para garantir a segurança dos passeios. Cada grupo de até três motos aquáticas deve ser liderado por um guia experiente, enquanto grupos maiores, de quatro a seis veículos, precisam de um segundo guia para dar suporte na retaguarda. Essa estrutura minimiza riscos e assegura que os participantes aproveitem a experiência com tranquilidade.
Foto: Beachbumledford/ Envato
Além disso, há exigências claras quanto ao uso de equipamentos de segurança, como coletes salva-vidas homologados, chave de segurança atada ao condutor e a recomendação de acessórios adicionais, como óculos protetores e luvas.
Isso reforça o compromisso do setor com a segurança e ajuda a consolidar os passeios guiados como uma atividade confiável e bem-organizada.
Oportunidade para investimentos e desenvolvimento regional
Com a regulamentação estabelecida, o desafio agora é difundir a informação e estimular que empresas invistam nesse novo formato de turismo náutico. A criação de roteiros exclusivos, a capacitação de profissionais e a adaptação das infraestruturas existentes podem transformar essa modalidade em uma forte alavanca para o desenvolvimento de destinos turísticos.
Foto: wirestock/ Envato
Regiões com águas navegáveis, como litorais, lagos e represas, têm agora uma excelente oportunidade para ampliar suas ofertas turísticas. Municípios podem se beneficiar ao promover esse tipo de passeio em seus planos estratégicos de turismo, atraindo visitantes e aumentando o tempo de permanência dos turistas.
Dessa forma, a mudança na NORMAM-212 não é apenas um ajuste regulatório, mas um marco que expande as possibilidades do turismo náutico no Brasil. Ao abrir portas para novas experiências, essa regulamentação fortalece a economia do setor, gera empregos e estimula um contato mais acessível e seguro com as águas brasileiras.
Para os empresários, a hora de investir é agora. Para os turistas, uma nova aventura está à vista.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias
Em mais uma edição que destaca líderes e inovações no setor econômico, o renomado jornal Valor Econômico entrevistou o presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik. A reportagem, que virou capa da edição de segunda-feira (3), aborda o Projeto JAQ, uma ambiciosa iniciativa de desenvolvimento de embarcaçõesmovidas a hidrogênio verde, que promete revolucionar o transporte marítimo no mundo e reduzir significativamente as emissões de gases poluentes.
O projeto, liderado pela Itaipu Parquetec, referência na produção de combustível sustentável no Brasil, e coordenado por Irineu Mário Colombo, mais conhecido como Professor Colombo, diretor-superintendente do Itaipu Parquetec, conta com a parceria da JAQ Apoio Marítimo, divisão do Grupo Náutica, e envolve duas embarcações: Explorer H1 e Explorer H2. O projeto conta ainda com o apoio da GWM, empresa chinesa que está fornecendo toda a sua tecnologia para o desenvolvimento do hidrogênio verde.
Foto: capa do Valor Econômico do dia 3 de fevereiro de 2025/ Reprodução
A embarcação Explorer H1, com 36 metros de comprimento, está equipada com sistema de hidrojatos (adequado também para navegação em águasrasas) e será apresentada na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), em novembro, em Belém (PA). Atualmente, encontra-se no estaleiro Inace, em Fortaleza (CE).
Explorer H1. Foto: Divulgação
Já a Explorer H2, com 50 metros de comprimento, está em desenvolvimento no Estaleiro Arpoador, no Guarujá(SP), e será destinada ao apoio de operações de mergulho e coleta de dados hidrográficos e oceanográficos. Esta embarcação vai usar um motor fabricado pela marca MAN, importado da Alemanha, que funciona tanto com diesel quanto hidrogênio. Ao usar apenas 20% de hidrogênio, essa embarcação já vai conseguir reduzir suas emissões em 80%. Após a apresentação da Explorer H1, a segunda fase do projeto focará na finalização e entrega da Explorer H2.
Foto: Valor Econômico do dia 3 de fevereiro de 2025/ Reprodução
Essa vai ser uma solução para o nosso país, que já fez os carros movidos a álcool há 30 anos. O etanol é mais limpo que a própria bateria e é coisa do Brasil– afirmou Paciornik ao Valor Econômico
Ele enfatizou também a importância de iniciativas como essa para a educação, já que, após o desenvolvimento, ambas as embarcações serão transformadas em laboratórios flutuantes, salas de aula e plataformas tecnológicas para fomentar a pesquisa, a educação ambientale a preservação dos biomas brasileiros. Os recursos do Explorer H2, inclusive, também será utilizado por NÁUTICA.
Documento que firmou a parceria entre o JAQ e o Itaipu Parquetec foi assinado na abertura do Boat Show de Foz, em novembro de 2024. Foto: Descio Oliveira/ Revista Náutica
Essa não é a primeira vez que o presidente do Grupo NÁUTICA reafirma seu compromisso com iniciativas sustentáveis. Nos anos 1980, Ernani desempenhou um papel fundamental na criação da Fundação SOS Mata Atlântica, tendo sido signatário dos seus estatutos. “Contribuímos para semear a preservação ambiental por meio da publicação de uma coluna mensal dedicada à ecologia”, explica.
Desde os anos 1990, ele, em parceria com o cartunista Ziraldo, vem promovendo a campanha “Só jogue na água o que o peixe epode comer“, ressaltando a importância de cuidar do nosso bem mais precioso — o meio ambiente — em diversos pontos do litoral brasileiro. Além de manter o projeto ativo, foi realizada uma homenagem à trajetória do desenhista após sua morte, em 2024, por meio dos Boat Show — os maiores da América Latina –, com a primeira homenagem realizada no Rio Boat Show.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Já em 2006, Paciornik mostrou ao mundo o potencial navegável da cidade de São Paulo, quando o Grupo Náutica, por meio do São Paulo Boat Show, parou as ruas e avenidas da capital paulista e as águas da Represa de Guarapiranga com o desfile do mais moderno carro-anfíbio do mundo à época.
Foto: Revista Náutica
Desde 2019, quando se engajou no Programa Novo Rio Pinheiros, o presidente do Grupo Náutica é aliado à soma de esforços entre as esferas pública e privada em busca da melhoria da qualidade de vida das pessoas com novas opções de lazer e convívio na região.
Foto: Revista Náutica
O Grupo Náutica prosseguiu chamando atenção da opinião pública sobre os benefícios de se recuperar os rios urbanos por meio da campanha “Por uma cidade navegável”. No ano de 2011, por exemplo, promoveu uma surpreendente disputa entre três lanchas(que navegaram por um percurso de 13 quilômetros, em linha reta, pelo Rio Tietê) contra um carro (que enfrentou a Marginal em horário de pico de trânsito na cidade).
Foto: Revista Náutica
A iniciativa se desdobrou em outras inúmeras ações sobre as águas da capital paulista, sempre muito bem articuladas pelo olhar de Ernani Paciornik e chamando atenção para o potencial das águas. O Projeto JAQ é mais uma de suas muitas ações neste mercado, responsável por alta movimentação econômica e geração de empregos.
Apenas nos Estados Unidos, para se ter uma ideia, só a náutica de lazer gera mais de 820 mil postos de trabalho, segundo dados da National Marine Manufacturers Association (NMMA). Há também um grande potencial no Brasil a ser explorado, sem contar com inovações tecnológicas e sustentáveis, como é o caso do novo projeto de exploração do “hidrogênio verde” do Grupo.
Sua liderança é um exemplo de como a indústria náutica pode se desenvolver e buscar soluções diferenciadas.
Representada no Brasil pela YB Nautic Group, marca apresentará dois grandes barcos de seu portfólio, incluindo um iate. Evento acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias
As baixas temperaturas do inverno na cidade de Holts Summit, no estado do Missouri, nos Estados Unidos, não poupam os lagos da região. Um deles, o Dogwood Acres, congelou e deixou um cachorropreso. O animal foi resgatado por uma mulher a bordo de um caiaque— que posteriormente precisou de resgate por ter ficado presa no gelo.
Nos próximos dias, para se ter ideia, a temperatura na pacata cidade de pouco mais de quatro mil habitantes (segundo o censo de 2022 do Departamento do Censo dos Estados Unidos) deve bater os -4°C.
Mas isso não foi motivo para que, na última quarta-feira (29), uma moça abandonasse um cachorro preso no gelo. Em seu caiaque, ela garantiu que o animal chegasse em segurança à terra firme. Ela mesma, no entanto, acabou presa na água congelada.
Foto: Google Maps / Reprodução
Foi nesse momento que os policiais do Departamento de Polícia de Holts Summit entraram em ação. Os profissionais, inicialmente, atendiam ao chamado do resgate do cachorro preso no gelo, mas encontraram a mulher em apuros.
A vista do lago em dias ensolarados. Foto: Google Maps / Reprodução
“Pensando rapidamente, nossos policiais estenderam uma bolsa de resgate aquático e trabalharam juntos para puxar o indivíduo de volta à terra com segurança”, explica um comunicado postado no perfil do Facebook da polícia local.
Felizmente, tanto o cachorro quanto a mulher saíram ilesos– destacaram
Para a instituição, a lição que fica é a de que deve-se sempre “ter cuidado perto de corpos d’água congelados”, já que “as condições do gelo podem ser imprevisíveis”.
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Considerada a maior operadora de transporte de balsas e turismo da Nova Zelândia, a Fullers360 tem como meta se tornar 100% operada eletricamente ou por hidrogênio até 2040. Quem chega para auxiliar esse processo é a VS-9, obra-prima da neozelandesa Vessev e considerada a primeira balsa turística de hidrofólio do mundoem operação.
Ao embarcar no “Electric Hydrofoil Experience”, até oito turistas imergem em uma viagem de 40 minutos pelo Golfo de Hauraki, começando no Viaduto de Auckland.
Graças à tecnologia de hidrofólio, a sensação é a de voar acima da água — sem desconforto associado ao ruído e vibração de balsas padrão — a uma velocidade de serviço de 25 nós (46 km/h), com um alcance de 50 milhas náuticas (92 km).
Tudo isso de modo totalmente elétricoe sem emissões, por um custo de 195 dólares neozelandeses (cerca de R$ 634, na conversão de fevereiro de 2025) para cada passageiro que se aventurar na balsa turística.
Foto: Instagram @fullers360 / Reprodução
O modelo, segundo a Vessev, usa tecnologias inspiradas na America’s Cup. Por isso, dispõe de um sistema de alto desempenho, capaz de lidar com ventos mais fortes e águas desafiadoras. Em termos de construção, a balsa foi feita com laminados de fibra de carbono, para maior resistência.
O projeto ganhou vida em um ano, sendo que os testes começaram por volta de junho de 2024. A primeira viagem oficial, por sua vez, aconteceu em janeiro de 2025.
A embarcaçãopode ser recarregada na infraestrutura atual de recarregamento e, no futuro, adotará uma tecnologia mais rápida, conhecida como DC, usada em veículos e embarcações elétricos. Confira mais fotos:
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Em novembro de 2024, o Governo de São Paulo anunciou o Programa de Turismo Náutico, que destinará R$ 50 milhões ao setor. Uma das vertentes da iniciativa lança olhar para o potencial dos centros de visitação subaquáticos no estado. Especialistas já começaram as visitas técnicas para dar início ao projeto, que agora chegam a mais três cidades do interior: Presidente Epitácio, Itapura e Rifaina.
O objetivo da iniciativa, que já passou pelas cidades de Guarujá e de Ilhabela, é valorizar o patrimônio ambiental e cultural desses cinco municípios do litoral e do interior de São Paulo, neste caso, por meio da prática do mergulho.
Assim, nos dias 3, 4 e 5 de fevereiro, em parceria com a Secretaria de Turismo e Viagens de São Paulo (Setur-SP), reuniões e visitas técnicas serão realizadas para dar início à implantação dos centros de visitação subaquáticos.
Equipe se reuniu em Ilhabela para viabilizar o centro de visitação subaquático. Foto: SETUR / Divulgação
Os municípios que receberão as visitas já são conhecidos pela biodiversidade de suas praias de água de doce, embarcações naufragadas e cidades submersas. Desse modo, ao lado de representantes das respectivas prefeituras, especialistas coletarão dados para apresentar um estudo de viabilidade para cada um dos destinos.
O trabalho prevê um mapeamento da biodiversidadelocal, das correntes aquáticas e da necessidade de investimentos em infraestrutura para o mergulho autônomo, flutuação ou cilindro. A entrega final está prevista para abril.
Foto: Prefeitura Presidente Epitácio / Divulgação
Para o secretário de Turismo e Viagens, Roberto de Lucena, “os centros de visitação subaquáticos são modelos de turismo sustentável que atraem turistas e contribuem de maneira significativa para a valorização dos oceanos, rios e represas”.
São Paulo tem 4.200 km de rios navegáveis, dezenas de represas e lagos e pelo menos 120 cidades com potencial para se tornarem paraísos do turismo náutico.
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Se engana quem pensa que impressoras 3Dse limitam à produção de utilitários domésticos e bonecos decorativos. Em Dubai, a Inoventive 3D, empresa especialista nesse tipo de impressão, desenvolveu nada menos que uma embarcação. Sim, é isso mesmo: o barco foi totalmente impresso em 3D, a partir do plástico reciclado de resíduos oceânicos.
A lancha impressiona não só por ter nascido de uma impressora, mas também pelo tempo que levou para ficar pronta: apenas seis dias e nove horas. Batizado de Cyberfin, o modelo ainda carrega a aparência de um tubarão em seus 10 metros de comprimento, 2,1 metros de largura e 2,7 metros de altura.
Ao todo, a embarcação comporta 10 pessoas e navega com um motorde popa de 200 hp.
O feito é tido como “um marco significativo não apenas para a Inoventive 3D, mas para toda a indústria marítima”, como ressalta M. Ali, sócio-gerente da marca. Não à toa.
O barco impresso em 3D supera com folga o tempo de fabricação de embarcações tradicionais — que gira em torno de três a quatro meses, segundo M. Ali.
Foto: Inoventive 3D / Divulgação
Com essa inovação, podemos fabricar de 6 a 7 barcos por mês, transformando Dubai em um centro de soluções marítimas impressas em 3D– destaca o sócio-gerente
Além disso, a marca ressalta que o custo de um barco impresso em 3D como o Cyberfin é de aproximadamente um terço, quando comparado a uma lancha convencional. Assim, a novidade teria potencial para se tornar um divisor de águaspara compradores preocupados com valores.
Foto: Inoventive 3D / Divulgação
Para a empresa, a produção a partir de materiais reciclados vem da busca por minimizar o impacto ambiental, ao passo que visa estabelecer um novo padrão em design marítimo inovador.
O Cyberfin se consolida como o primeiro barco totalmente impresso em 3D pela Inoventive, mas não é o único a nascer da impressora da marca. Antes dele, quem inaugurou esse processo foi o Blue Falcon, uma lancha de estilo offshore também produzida a partir de materiais reciclados. Confira:
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O “iceberg que se recusa a morrer” está de volta. Desde que se desprendeu da Antártida, em 1986, o A23a tem protagonizado alguns feitos na natureza. O mais recente deles está acontecendo neste momento: a plataforma saiu do continente gelado e está em rota de colisão com uma ilha, na Geórgia do Sul, onde pode colocar em risco a vida de animais como pinguinse focas.
Tido como o maior iceberg do mundo, o A23a tem cerca de 4 mil km², o que equivale a quase três vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Toda essa estrutura está agora girando para o norte, rumo à ilha do território britânico — um refúgio de vida selvagem— , onde ele pode encalhar, se despedaçar, e interferir diretamente no ecossistema local.
Foto: MODIS / Divulgação
Atualizações recentes do satélite GOES East, da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) dos Estados Unidos, mostram o iceberg a 173 milhas (280 km) de distância da ilha. Especialistas observam a movimentação com atenção, uma vez que sua chegada ao local pode barrar as águas ao redor da ilha, essenciais para alimentação e reprodução dos animais que lá vivem.
A experiência já foi vivida quando icebergs menores encalharam na região no passado, deixando taxas de mortalidade significativas entre filhotes de pinguins e focas.
Foto: USNIC / Divulgação
De acordo com Andrew Meijers, especialista do instituto British Antarctic Survey, ouvido pela agência AFP, o iceberg está atualmente se movendo para nordeste, mas as correntes predominantes sugerem que ele pode atingir a plataforma continental rasa ao redor da Geórgia do Sul em duas a quatro semanas.
O passado do iceberg que se recusa a morrer
O maior iceberg do mundo se desprendeu da Antártida em 1986 e quase que imediatamente ficou preso no fundo do Mar de Weddel, tornando-se uma ilha de gelo estática por 30 anos.
O cenário mudou em 2020, quando o bloco seguiu na direção de oceanos mais quentes — onde a comunidade científica acreditava que ele iria, finalmente, derreter. O percurso, no entanto, foi interrompido. Em agosto de 2024, o A23a caiu em uma espécie de armadilha no meio do mar, onde ficou girando em círculos por meses, até se libertar, em dezembro.
Isso porque as águas mais quentes ao norte da Antártida estão derretendo e enfraquecendo suas margens, que chegam aos 400 metros de altura. As últimas imagens de satélite do maior iceberg do mundo mostram ainda que ele está diminuindo lentamente: agora tem cerca de 3.500 km².
De acordo com os estudiosos, o A23a pode se dividir em grandes segmentos a qualquer momento, que podem permanecer na água por anos como “cidades flutuantes de gelo” navegando pela Geórgia do Sul. Por outro lado, alguns cálculos sugerem que o iceberg pode derivar para águas abertas, ignorando completamente a ilha.
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Uma linha tênue divide as belezas e os perigos do fundo do mar. Por isso, para os mais desavisados — sejam eles humanos ou animais –, qualquer descuido pode ser mortal. Exemplo disso é a “banheira da morte”, localizada próximo ao Golfo do México.
Essa piscina submarina funciona como uma grande armadilha, que não hesita em aniquilar qualquer um que invada suas dependências.
Tamanha letalidade vem da composição da águaque enche a “banheira” de 30 metros de diâmetro e 3,6 metros de profundidade. O líquido é quatro vezes mais salgado do que o resto do marao seu redor, com direito a uma pitada de metano e sulfeto de hidrogênio — dois gases tóxicos.
Foto: YouTube EVNautilus / Reprodução
Tudo isso, além de resultar em uma mistura mortal por si só, ainda deixa a água mais densa, o que dificulta o nado das criaturas marinhas que vão parar ali.
Ou seja, sem conseguir fugir e imersos em meio a gases tóxicos, os animais acabam dando à “banheira da morte” a chance de exercer o seu papel nas profundezas do oceano.
Foto: YouTube EVNautilus / Reprodução
Essa zona circular foi descoberta a mais de mil metros de profundidade em 2015, por cientistas a bordo do E/V Nautilus, com o auxílio de um robô submarino do tipo ROV (sigla em inglês para “veículo operado remotamente”), batizado de Hercules.
Segundo os pesquisadores, tanto essa quanto outras piscinas de salmoura são causadas pela dissolução de depósitos de sal enterrados, criados durante um período em que o Golfo secou. É o movimento do sal que esculpe o fundo do mar, criando habitats únicos.
Foto: YouTube EVNautilus / Reprodução
Segundo os estudiosos, alguns organismos se adaptaram ao ambiente extremo. É o caso de mexilhões e vermes tubulares, que transformam os gases de infiltração e produtos químicos em energia.
Em um vídeo do canal do YouTube do EVNautilus, o pesquisador Erik Cordes, da Temple University, afirmou que esse lago submarino é uma das coisas mais incríveis que existem no fundo do mar. Confira:
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A francesa Victoria Dauberville já protagonizou grandes performances em sua carreira — com participação, inclusive, nas Olimpíadas de Paris 2024. Mas a mais recente delas é de longe a que mais impressiona. Isso porque a bailarina levou os movimentos clássicos para o bulbo de um navio na Antártica, em meio ao mar congelado — tudo isso usando apenas collant, meia-calça e sapatilhas.
O vídeo foi publicado em seu Instagram, e já soma mais de nove milhões de visualizações. Em entrevista ao Bored Panda, ela revelou que “depois de anos inserida em um mundo tão competitivo como o do esporte”, sentiu a necessidade de se “reconectar com a criatividade pura e com a natureza”.
A Antártida representou uma reinicialização, uma página em branco em todos os sentidos– disse Dauberville
O momento marcante foi registrado pelo namorado de Dauberville, Mathieu Forget. Os dois tiveram a ideia ousada após receberem o convite para fazer um cruzeiropela Antártica a bordo do navioPonant. “Sabíamos que as condições seriam desafiadoras, mas também que se conseguíssemos, seria espetacular”, lembrou Forget.
Bailarina em navio na Antártica: por trás das câmeras
Uma vez no barco, o casalentrou em contato com o capitão e sua equipe, que lhes deram abertura sobre a oportunidade de acessar o bulbo do navio — um lugar normalmente proibido.
Os testescomeçaram na Geórgia do Sul e, na chegada à Antártica, a tripulação posicionou o navio para viabilizar a performance. “Comecei a tirar fotos e vídeos, e então Victoria se apresentou. Ficou claro que o contraste entre seu movimento, seu tutu e o ambiente dramático era muito mais impressionante do que qualquer outra coisa que tínhamos imaginado”, disse Forget.
Dauberville compartilhou em seu perfil parte dos bastidores do momento. No vídeo — que já soma quase 52 milhões de visualizações –, é possível ver que ela chegou ao bulbo, devidamente paramentada, em um bote. Posteriormente ela tira o casaco e as botas para dar lugar à típica roupa de balé. Confira:
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Para conter uma ameaça que pode impactar diretamente a vida marinha da Baía de Todos-os-Santos, a Marinha do Brasil — em parceria com pescadores, universidades e órgãos públicos — está na luta contra um coral invasor, o octocoral Chromonephthea braziliensis.
Avistados na região pela primeira vez há cerca de um ano, o coral invasor pode ganhar território pela sua capacidade reprodutiva. Com rápida proliferação e resistente a predadores nativos — como os peixes — , ele ameaça espécies locais e impacta os modos de subsistência da comunidade local.
Bahia Marina. Foto: Paul R. Burley / Wikimedia Commons / Reprodução
Embora não tenha sido encontrada em praias da capital baiana, o octocoral já foi avistado por pescadores na Ilha de Itaparica, localizada na Baía de-Todos-os-Santos. Desde então, militares da Marinha, a Capitania dos Portos da Bahia (CPBA) e parceiros têm fornecido apoio e orientação contra a invasão.
Caracterizado por sua estrutura de esqueleto macio e flexível e possuir tons avermelhados ou brancos, o octoral Chromonephthea braziliensis também é conhecido como “coral mole”. Originário do Indo-Pacífico, a espécie foi registrada inicialmente nos anos 1990, no munícipio de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro.
Foto: Tiago Dantas/ ASCOM/ Divulgação
A curto prazo, o coral “disputa” espaço com as espécies nativas, como o baba-de-boi, coral-de-fogo e coral-casca-de-jaca. Além disso, este ser vivo libera metabólitos que causam necrose em octocorais e dificultam a predação do ecossistema.
Já no longo prazo, o invasor pode causar a perda da biodiversidade marinha e comprometer a estrutura ecológica do ecossistema de recifes e serviços ecossistêmicos — como a manutenção de habitats pesqueiros e proteção costeira. Logo, essa questão é uma necessidade ambiental e econômica.
Todos contra o coral invasor
Além de proteger a Baía de Todos-os-Santos, a ação em conjunto também procura evitar que o coral invasor seja encontrado em Salvador, onde fica o Parque Natural Municipal Marinho da Barra. O local é uma área de proteção integral e um dos maiores destinos turísticos da Bahia.
Foto: Tiago Dantas/ ASCOM/ Divulgação
Porém, no momento, a remoção está concentrada na segunda maior baía navegável do mundo. E, por lá, a operação enfrenta desafios, como a complexidade de remover as colônias sem estimular a reprodução. No entanto, a detecção precoce da espécie é vista como um ponto fundamental no processo.
As estratégias de longo prazo incluem maior controle de embarcações que chegam à região e ações educativas de conscientização sobre as espécies invasoras. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), a operação acontecerá até fevereiro.
Foto: Tiago Dantas/ ASCOM/ Divulgação
Além do suporte da Marinha e da CPBA, a operação tem o apoio da Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA), universidades federais da Bahia e Alagoas, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Senai/ Cimatec e da organização socioambiental Pró-Mar.
A luta é longa
Tatiane Aguiar, bióloga da Universidade Federal da Bahia (UFBA), contou que três substâncias químicas foram utilizadas: sal azedo, água doce e vinagre. Ela também explicou o método físico, que se dá por meio da remoção manual da espécie com uma espátula.
Foto: Tiago Dantas/ ASCOM/ Divulgação
O objetivo foi avaliar a eficácia dos métodos aplicados no manejo e controle do coral invasor, que chegou de região distantes (Oceano Índico) e está afetando a área de Itaparica– Tatiane Aguiar
De acordo com a oceanógrafa Alice Reis, da Sema, as espécies invasoras empurram as nativas para fora do ambiente que ocupam. E, quando se trata dos corais, o espaço é crucial por servirem como base para outras formas de vida e comprometer “a complexa teia de relações do ecossistema”.
Foto: Tiago Dantas/ ASCOM/ Divulgação
Mesmo que os efeitos possam variar em intensidade, sabemos que ela compete com as nativas e altera a estrutura dos recifes de coral, que são fundamentais para proteger a zona costeira– Alice Reis
Alice ainda destacou que a espécie invasora já está estabelecida no Rio de Janeiro e que, por conta disso, é possível realizar um comparativo para entender os possíveis impactos deste coral na Baía de Todos-os-Santos.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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Depois de 20 anos sem visitar a praia, Brenda Gonçalves, de 29 anos, estava empolgada para curtir dias de sole mar no balneário Shangri-lá, em Pontal do Paraná, no litoral paranaense. A alegria, contudo, logo virou um grande pesadelo. Isso porque a jovem foi queimada gravemente por uma caravela-portuguesa.
“Eu não parava de gritar de dor”, relatou a jovem em um vídeo, postado em seu perfil no TikTok. As enormes cicatrizes que agora desenham as pernas e as mãos de Brenda não a deixam mentir. Naquele dia, ela precisou de quatro injeções para aliviar a dor, que tomou proporções ainda maiores por conta de uma atitude bem-intencionada, mas equivocada.
Moradora de Londrina, no norte do Paraná, Brenda tinha ido com a família ao litoral para visitar uma amiga e passear, em novembro de 2024. O pesadelo aconteceu logo no segundo dia de viagem, quando ela e a cunhada aproveitavam o marem sua parte mais rasa.
Eu estava muito feliz e ansiosa de ir para a praia, mas tudo isso foi um pesadelo– relatou ela ao G1
Ao veículo, a jovem lembrou que ambas observaram o animalcom curiosidade “olha que bonito, o que é aquilo?”. Foi a cunhada quem notou o perigo ao perceber que “estava queimando”, mas, para Brenda, já era tarde demais. Sua cunhada correu e ela tentou acompanhar, mas “já estava na mira da caravela”.
As caravelas-portuguesas flutuam na água, deixando à vista somente uma pequena parte de si, de cor púrpura ou avermelhada — justamente o que chamou atenção de Brenda. Debaixo d’água, contudo, ficam seus perigosos tentáculos, repletos de toxinas, que podem atingir até 50 metros de comprimento.
Eu tentei sair, mas me enrosquei e tropecei. Depois eu comecei a gritar de desespero– relatou ao G1
Em meio ao desespero, tanto Brenda quanto sua mãe e o irmão tentaram retirar os tentáculos da caravela com as próprias mãos — e todos tiveram queimaduras nos dedos. Já na faixa de areia, para onde foi levada, a jovem recebeu ajuda de pessoas que estavam na praia.
Parecia que eu estava com um ferro quente nas duas pernas, queimava, ardia e latejava– relembrou
Foi neste momento que outra ação equivocada piorou sua situação: um homem, na intenção de ajudá-la, despejou sobre suas pernas um galão de água gelada. “Na hora amenizou um pouco, mas depois a dor ficou muito pior”, explicou Brenda.
Já quebrei meu dedo, já tive cortes feios, queimei minha mão com ferro, mas nada se assemelha a dor que foi a toxina desse animal. Não desejo para ninguém– afirmou Brenda
Após o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) ser acionado, Brenda foi encaminhada a uma unidade de saúde. Ainda na ambulância, ela tomou quatro injeções de analgésico e antialérgico, recebeu um curativo com pomada para queimadura e teve a perna enfaixada. Depois de receber orientações, foi liberada.
Problemas não pararam por aí
A queimadura da caravela-portuguesa fez com que Brenda precisasse passar vários dias sem poder vestir roupas que encostassem nos ferimentos. Isso afetou, inclusive, o seu trabalho, que precisou passar a ser feito no regime home office.
Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução
Uma semana depois do ocorrido ela ainda precisou recorrer a ajuda médica, uma vez que a área afetada passou a coçar e apresentar bolinhas vermelhas — como em uma reação alérgica.
Eu tive que tomar mais injeções com antialérgico e soro com corticoide. Só assim fui começando a melhorar– contou
Agora, dois meses depois do ocorrido, a lembrança fica por conta das cicatrizes causadas pela caravela-portuguesa, que a fazem ter cautela com a exposição ao sol e ainda afetam sua autoestima.
No Paraná, os acidentes com águas-vivas e caravelas aumentaram de 1.689, no verão 2023/2024, para 17.648, nesta temporada. O número corresponde ao período de 14 de dezembro de 2024 a 28 de janeiro de 2025, segundo o balanço da Operação Verão Maior do Corpo de Bombeiros paranaense.
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Enquanto alguns pensam em fugir das grandes cidades e buscar refúgio na paz do campo, o empresário cubano Mario Salcedo decidiu ir por outro caminho: o das águas. Ele gostou tanto da ideia de morar em cruzeiros que completou nada menos que mil viagens a bordo. Já são 25 anos fazendo de navios o seu lar.
Sua fama nos cruzeiros é tanta que ele ganhou até um apelido: “Super Mário”. Mas será que é preciso ter tantas moedas como o personagemda Nintendo para bancar esse estilo de vida? Salcedo revelou a resposta do mistério.
Foto: Facebook / Royal Caribbean & Anchor Society / Reprodução
Ao site All Things Cruise, ele explicou que se encantou com a experiência em alto-mar ainda em 1997, quando realizou sua primeira viagem, e optou por esse estilo de vida depois de “cansar-se do mundo dos negócios de terno e gravata e dos longos voos para clientes internacionais”.
Quando decidiu que seu novo lar seriam as gigantescas embarcações— que chegam a se assemelhar a cidades flutuantes — , o Super Mário das águas testou algumas companhias marítimas, até que chegou em uma para chamar de sua: a Royal Caribbean.
O cruzeiro nunca envelhece. Estou tão acostumado a estar em navios que me sinto mais confortável do que estar em terra firme– destaca
De 2000 para cá, o maior período que ele passou em terra foi 1 ano e 3 meses, durante a pandemia de Covid-19. Seu tempo nos navios é tão grande que, em alguns, a tripulação criou até escritórios improvisados para ele no convés, com os dizeres “Escritório do Super Mario”.
É em locais como esse que ele passa por volta de cinco horas por dia trabalhando com gestão de investimentos — no resto do tempo, Salcedo se dedica à diversão. “O melhor estilo de vida que posso encontrar”, ressalta.
Foto: Facebook / Royal Caribbean & Anchor Society / Reprodução
Afinal, quanto custa morar em cruzeiros?
Mario Salcedo revelou que seus gastos giram em cerca de US$ 100 mil (R$ 585 mil, na conversão de janeiro de 2025) por ano em cruzeiros, em uma cabine com varanda.
Foto: Kees Torn / Wikimedia Commons / Reprodução
Seu milésimo cruzeiro foi no Explorer of the Seas, um navio com capacidade para 3.286 passageiros, que partiu de Miami em 5 de janeiro para uma viagem de 11 noites ao Panamá e ao sul do Caribe. E você, encararia uma jornada como a do Super Mário dos mares?
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Novas lanchasblindadas da Marinha do Brasil estão reforçando a defesa das fronteiras fluviais brasileiras. Construídas pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), as embarcações já estão a postos para operações ribeirinhas em áreas estratégicas, como Guaíra e Foz do Iguaçu, no Paraná, conforme a entidade anunciou, na última segunda-feira (27).
A primeira das quatro lanchas encomendadas pelo Exército foi entregue em dezembro, ao Centro de Embarcações do Comando Militar da Amazônia, em Manaus (AM).
Trata-se de um modelo robusto, construído em alumínio de alta resistência, equipadocom proteção balística, metralhadoras 50mm e MAG 7,62mm, capazes de disparar de 600 a mil tiros por minuto.
Foto: Exército Brasileiro / Divulgação
As lanchas blindadas ainda são potentes, graças aos motoresde 320 hp. Os equipamentos permitem que o barco chegue a uma velocidademáxima de 35 nós (cerca de 65 km/h), com 17 pessoas a bordo. A capacidade do tanque, por sua vez, garante uma autonomia de 13 horas na velocidade de cruzeiro.
Outro fator que contribui para a alta velocidade da lancha é o emprego de máquina de corte CNC (do inglês Computer Numeric Control), controlada por computador e capaz de produzir peças em série com precisão.
Foto: Marinha do Brasil / Divulgação
O gerente de Construção de Embarcações até 200 Toneladas do AMRJ, Servidor Civil André Patrocínio de Castro, explica que o projeto da lancha blindada é semiautomatizado. Assim, através de uma versão em 3D, o AMRJ consegue “fazer modificações de forma antecipada à construção, na fase de projeto”.
Com isso, conseguimos mitigar qualquer tipo de problema e visualizar futuras melhorias, além de reduzir custo e acelerar a produção– explica
Já em relação à montagem da chapa de proteção balística, Castro ressalta que “o corpo técnico do Arsenal desenvolveu um sistema de montagem” que garantiu “que qualquer erro dimensional na construção da lancha não seria suficiente para impedir a montagem da proteção, nem seria necessário qualquer serviço adicional”.
Lanchas blindadas da Marinha são evolução de outros modelos
Quem ditou os passos das novas lanchas produzidas pelo AMRJ foi uma outra classe, a “Excalibur”, projetada e construída pela Base Fluvial de Ladário, no Mato Grosso do Sul. O modelo, batizado de “Cuiabá”, foi entregue ao Grupo de Embarcações de Operações Ribeirinhas do Mato Grosso (GrEOPRibMT) em julho de 2021.
Esta e outras três lanchas similares que pertencem ao Grupo atuam na contenção de incêndios, nos levantamentos hidrográficos e no treinamento militar, conforme explica o Encarregado da Divisão de Manutenção e Reparos do GrEOPRibMT, Primeiro-Tenente Marcus Bezerra.
A gente opera, por exemplo, no combate aos incêndios florestais, transportando equipe de bombeiros, brigadistas, materiais, combustível para uso de outras embarcações em lugares mais remotos– conta
A partir da lancha blindada de operações ribeirinhas “Cuiabá”, o Arsenal projetou a “Sinop”, entregue à Delegacia Fluvial de Guaíra, em maio de 2022, e a “São Félix do Araguaia”, em agosto do mesmo ano, à Capitania Fluvial do Rio Paraná. Em setembro de 2023, foi assinado o Termo de Execução Descentralizada (TED) para a construção de quatro unidades, como parte do Projeto de Obtenção de Embarcações Blindadas do Exército Brasileiro.
Operação Fronteira
Recentemente, NÁUTICA acompanhou uma operação da Polícia Federal no Lago de Itaipu, um dos maiores lagos artificiais do mundo, na fronteira entre Brasil e Paraguai. Na região, os agentes combatem o contrabando, o tráfico e outros crimes que atravessam essas águas estratégicas. Confira:
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Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias
Em Sydney, capital da Austrália, autoridades locais estão investigando o motivo da aparição de centenas de bolinhas misteriosas nas praias da cidade. Ao todo, nove praias chegaram a ser fechadas por segurança, e orientação das autoridades é que banhistas não toquem no material em nenhuma hipótese.
A determinação para o fechamento das praias de modo temporário veio do Conselho de Northern Beaches, e incluiu até mesmo as mais famosas, como Manly e Bondi — que recebem uma alta quantidade de visitantes nesta época do ano. Dois dias depois, porém, a medida foi revogada, uma vez que a maioria delas “voltou ao normal” — Dee Why foi a última a reabrir ao público.
Mysterious balls are attacking Australian beaches again – Sydney authorities have already closed 9 of them.
However, the “aliens” have changed their strategy – they have become smaller and whiter.
At the end of last year, I wrote ⌨️ about mysterious black balls being found on… pic.twitter.com/8LeIjnebDn
Os objetos se assemelham ao mármore, com cores entre o branco e o cinza. Estudos realizados nas bolinhas indicaram a presença de bactérias presentes nas fezes de animais e humanos, além de ácidos graxos saturados (um tipo de gordura). Anteriormente, hidrocarbonetos também haviam sido identificados.
Foram encontradas ainda bactérias coliformes fecais (presentes em grandes quantidades no intestino de humanos e animais de sangue quente), além de fragmentos de rochas vulcânicas, como pedra-pomes, e a bactéria Escherichia coli, conhecida por causar diarreia.
Ainda não há, contudo, nada que comprove de onde veio o objeto misterioso. Para isso, será feita uma segunda análise de outras amostras, que deve reforçar mais informações sobre as bolinhas. A expectativa é que os novos estudos ajudem a rastrear a origem e como elas foram parar nas praias.
Em comunicado, a Northern Beaches Council disse ter sido alertada sobre novos detritos pela Agência de Proteção Ambiental de Nova Gales do Sul (EPA). Além disso, a população foi orientada a entrar em contato com as autoridades caso avistasse as “bolas de gude”.
A terra do mistério
Não é de hoje que a Austrália enfrenta uma onda de objetos misteriosos. Em outubro de 2024, oito praias foram fechadas por vários dias e uma limpeza em massa foi ordenada depois que milhares de depósitos pretos começaram a aparecer na costa.
Na ocasião, os testes autorizados pelas autoridades determinaram que as bolinhas provavelmente eram resultado de um vazamento de esgoto. Tal objeto continha desde moléculas de óleo de cozinha e espuma de sabão até medicamentos para pressão arterial, cabelo e até metanfetamina.
Porém, a Sydney Water (agência que fornece água para a capital da Austrália e arredores) declarou que não havia problemas conhecidos com os sistemas de resíduos da cidade. Logo, as autoridades ainda não sabem a origem do objeto misterioso e, na falta de um, agora as praias têm dois mistérios.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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Uma lancha encalhada na areia chamou atenção nos últimos dias em Bertioga (SP). Com o nome de “Abençoada IV”, a embarcação foi filmada por quem passava pelo Canto do Indaiá. Publicado no Instagram de NÁUTICA, o vídeo teve mais de 1,1 milhão de visualizações. O time de reportagem de Náutica encontrou o dono do barco, que explicou o contexto do incidente.
A lancha de luxo de 52 pés foi filmada no último domingo (26). Seu proprietário é Carlos Pires, de 55 anos, que tem a companhia da “Abençoada IV” pelos mareshá pelo menos oito anos. No sábado (25), no entanto, ela lhe deu um verdadeiro susto.
Naquele dia, Carlos, acompanhado de mais três pessoas, saiu da Marina Del Rey, na estrada Guarujá-Bertioga, rumo ao Indaiá, para um encontro de embarcações.
Tinha acabado de fazer a revisão dos motores e um teste rápido em um canal, no dia anterior– conta o dono da Abençoada IV
A Intermarine “Abençoada”. Foto: Arquivo Pessoal
A lancha seguiu caminho sem problemas, como o esperado, até chegar ao destino. Lá, porém, um dos motores “morreu”, fazendo com que Carlos precisasse manobrar o barco com apenas um dos dois equipamentos. Pouco tempo depois, porém, o segundo motor também parou de funcionar.
Liguei para o mecânico, que sugeriu um ‘sangramento’, por suspeitar de uma entrada de ar– explica
A atitude, conhecida como “sangria”, refere-se à remoção de ar do sistema de combustível— e deu certo. Os motores estavam funcionando. Mais tarde, porém, Carlos resolveu ligar a embarcação novamente para testar, e foi aí que percebeu que um dos motores tinha parado mais uma vez.
Na dúvida sobre como agir, o proprietário aceitou a ajudade colegas presentes, que se ofereceram para “puxá-lo” quando fossem embora. O problema, segundo ele, é que com a espera pelos colegas acabou se estendendo e o clima começou a mudar.
O mau tempo fez com que muitos barcos fossem embora ao mesmo tempo. Carlos considerou que não seria prudente fazer o mesmo com um motor só.
Priorizando a segurança, sua ideia foi deixar a lancha onde estava, para, no dia seguinte, buscá-la cedo para levar de volta à marina num reboque. E assim foi feito. O barco lá ficou, com um marinheiroa bordo.
O dia seguinte
A chuva, que se aproximava enquanto Carlos ainda estava no encontro, realmente veio. E com força. “Houve uma grande ventania, acompanhada de uma tempestade”, recorda o proprietário, que ressalta que o marinheiro passa bem.
O barco foi arrastado com corrente e tudo para a areia. Graças a Deus não bateu em ninguém, não foi para as pedras e o marinheiro ficou bem– conta
“No dia seguinte fomos lá olhar, para tentar tirar o barco. Fomos inclusive bem atendidos por um cabo da Marinhachamado Daniel”, relata. A tentativa acabou não dando certo. A alternativa, então, foi esperar por uma maré mais alta na segunda-feira (27).
A maré veio e, com o auxílio de um trator, que fez uma piscina ao redor do barco, a lancha flutuou, possibilitando sua retirada. “Só subimos o barco no dia 28”, conta Carlos.
Parece até um milagre, eu fiquei espantado. Não tirou absolutamente nada do barco, nem o eixo– ressalta o proprietário
As lições que ficam do incidente
Apesar do ocorrido ter sido “uma fatalidade” e Carlos reconhecer que “não sabia que os colegas ficariam até mais tarde nem tinha como prever que o clima viraria tão rápido”, algumas lições ficam.
A medida correta que eu tomei foi não arriscar sair à noite com o barco em risco, ainda mais com todo mundo correndo por causa da tempestade– destaca
Para o proprietário, se ele tivesse arriscado, não seria possível “segurar o barco sendo rebocado”. Ele explica que a lancha “ia bater nas pedras do canal ou ainda nos barcos de Bertioga”.
Foto: Arquivo Pessoal
Ela foi abençoada mesmo. Eu, quando vi o barco na areia, pensei ‘arrebentou tudo’. E não teve nada– comemora
Para Carlos, vale ressaltar a diferença de um barco bem-feito, como ele considera sua lancha. “Aguentou, não deu problema de nada. Impressionante”, ressalta. Ele, contudo, não deixa de destacar que “as manutençõesestavam todas feitas”.
Por enquanto, a suspeita para o incidente que deixou a lancha encalhada em Bertioga, segundo Carlos, gira em torno de uma possível entrada de ar no motor, ou, ainda, um problema de diesel.
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Esse é mais um texto sobre megaiatesrevelados na Itália, o berço da náutica mundial. Mas no caso deste, um detalhe, em especial, chama atenção: o modelo lançado pela CRN Yachts — parte do Ferretti Group — carrega um nome em português. Trata-se do “Amor à Vida”, um megaiate de 67,6 metros repleto de tecnologia.
A partir do nome, o que se imagina é que o proprietário possa ser brasileiro— ou português, quem sabe. Mas a verdade é que, seguindo a cartilha de compras milionárias como essa, o nome do dono foi mantido em sigilo.
Megaiate Amor à Vida durante testes em 2023. Foto: CRN / Divulgação
Até agora, especulações apontam para um gestor de fundos de hedge, baseado em Nova York, que, antes do megaiate Amor à Vida, possuía uma embarcaçãomenor, de 46 metros, vendida ao final de 2024 — e, antes dessa, uma Azimutainda mais enxuta.
Conforme informações da CRN, o proprietário ainda é um entusiasta de ações sustentáveis. Isso porque um dos pontos-chave para que ele adquirisse a embarcação foi o fato do projeto refletir o comprometimento do estaleiro com a sustentabilidade, já que sua intenção era “incorporar salvaguardas ambientais ao design”.
Afinal, como é o megaiate Amor à Vida?
Lançado em Ancona, na Itália, o megaiate Amor à Vida chegou a receber outro nome: Projeto Maranello. Nessa época, inclusive, a embarcação foi vista navegando “nua” por aí. A vista pouco agradável do barco aconteceu em 2023, durante alguns testesrealizados pelo estaleiro– mas isso são águas passadas.
Agora, já como Amor à Vida, a embarcação luxuosachega como o primeiro de quatro iates da CRN totalmente personalizados — os outros são o CRN 144, de 85 metros; o Project Thunderball, de 70 metros, e o CRN 146, de 67,6 metros.
Foto: CRN / Divulgação
Construído em aço e alumínio com casco de deslocamento, o Amor à Vida foi pensado em conjunto pela CRN e pelo estúdio de design Nuvolari Lenard, que assina tanto o estilo exterior quanto o interior do barco.
No exterior, inclusive, a Nuvolari apostou nas janelas alongadas, que, segundo os designers, “abraçam totalmente os requisitos específicos do proprietário enquanto incorporam sua visão e estilo de vida“.
Em termos de navegação, o megaiate corta ondascom um sistema de propulsão híbrido, capaz de aumentar a eficiência de combustível dos motores principais e dos geradores, ao passo que garante conforto aos hóspedes durante a navegação.
Foto: CRN / Divulgação
O Amor à Vida conta ainda com um sistema de recuperação de calor para “otimizar o gerenciamento de águaquente para as piscinas e sistema de encanamento, reduzindo o impacto energético e os custos, ao mesmo tempo em que garante um serviço rápido e eficiente”, como explica a CRN.
Embora detalhes mais específicos sobre o megaiate Amor à Vida ainda não tenham sido revelados, já se sabe que a embarcação acomoda 12 hóspedes e nada menos que uma equipe de 17 tripulantes. O proprietário misterioso do barco deve recebê-lo ao final deste ano.
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Nomes científicos de animais são difíceis de memorizar, mas talvez o deste isópode recém-descoberto pela ciência permaneça na sua lembrança: Bathynomus vaderi. O batismo faz referência ao vilão mais famoso das galáxias, Darth Vader, pela semelhança entre o formato da cabeça desse gigante inseto do mare o capacete icônico do personagem de Star Wars.
São muitas as camadas por trás desse inseto marinho, que já era considerado iguaria culinária no Vietnã — país em que foi encontrado sendo comercializado em um mercado de frutos-do-mar — antes de ser descoberto. A semelhança com o vilão segue em níveis de grandeza: enquanto Vader é um gigante das telonas, o isópode é o maioral dos mares — ao menos dentro de seu gênero.
Foto: Nguyen Thanh Son / Divulgação
O animal, que pode chegar a 32,5 centímetros de comprimento e pesar mais de um quilo, normalmente habita profundidades oceânicas que variam de 170 m a 2.500 m — o que ainda lhe dá o poder de sobreviver em regiões com baixa luminosidade. Seu lar, contudo, é ainda pouco explorado pela ciência.
Por lá, o inseto é considerado “o rei dos mares” e uma iguaria culinária considerada mais saborosa, inclusive, do que a lagosta.
Dois desses exemplares foram enviados para análise no Museu de História Natural Lee Kong Chian, da Universidade Nacional de Singapura. O tamanho incomum dos animais despertou o interesse dos cientistas, que, após um ano de estudos, identificaram a espécie como desconhecida até então.
Foto: Peter Ng / Divulgação
“A descoberta de um ser tão peculiar quanto o Bathynomus vaderi no Vietnã ressalta o quanto ainda sabemos pouco sobre as profundezas marinhas”, afirmaram os pesquisadores em comunicado.
O fato de uma espécie tão grande ter permanecido oculta por tanto tempo mostra o quanto ainda precisamos explorar as águas do Sudeste Asiático– ressaltaram os cientistas
Até o momento, o inseto marinho de nome inspirado em Darth Vader foi encontrado em águas profundas de Biển Đông — região vietnamita do Mar da China Meridional — e ao longo da costa das províncias do centro-sul do Vietnã.
Pesquisas futuras buscarão verificar sua presença em outras áreas próximas. Apesar dos desafios técnicos, a exploração de águas profundas avança, impulsionada principalmente pela pesca e pela extração de petróleo.
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A paixão por navegar atravessou a trajetória do biomédico Moacir Netto de forma inesperada. Mas quando ele uniu esse universo ao seu dom de ensinar, descobriu um novo propósito: ajudar mais pessoas a também conseguir sua habilitação náutica, agora como Capitão Netto.
Mas a história de Netto com o mundo náutico não surgiu da infância. Ele já cursava a faculdade de biomedicina, nos anos 90, quando um amigo o chamou para navegar. Foi amor à primeira vista ao universo dos barcos. “Desde então, a água salgada ‘entrou’ na minha veia”, brinca o capitão.
Foto: Arquivo Pessoal
A bordo do barco da família deste amigo, Netto teve a oportunidade de realizar diversas navegações e ainda fazer muitas amizades no mar. Mas, já nos anos 2000, em início de carreira profissional, o tempo sobre as águas passou a ser cada vez mais escasso.
Em 2005, Netto assumiu outro leme: o da sala de aula, ministrando cursos voltados à área da saúde e na graduação.
Meu tempo acabou, o máximo que conseguia fazer era sair de caiaque pelo mar de Santos e Guarujá nos pouquíssimos finais de semana que tinha– Capitão Netto
Foto: Arquivo Pessoal
A vocação de Netto para ensinar era nítida. Assim, em 2012, ele se dedicou ao mestrado acadêmico em biomedicina e virou professor de pós-graduação na área da saúde — onde atua até hoje.
A volta ao mar
Foi a partir de 2020, com a pandemia, que o professor Netto traçou uma nova rota. Trabalhando na área da saúde, ele chegou emocionalmente ao seu limite de saúde mental, devido ao receio de contaminar a si e a sua família nas várias ondas de Covid.
Todos nós, da área de saúde, sentimos o peso e o medo de um vírus desconhecido e que tínhamos que ser fortes psicologicamente– Capitão Netto
Foto: Arquivo Pessoal
Em 2022, para escapar dos traumas da pandemia, Netto decidiu se dedicar aos estudos de um tema fora da área da saúde.
Lembrei dos meus velhos tempos de navegação e resolvi estudar para tirar habilitação náutica. Entrei de cabeça!
Desde então, ele não parou de estudar. Primeiramente, tirou as habilitações de arrais amador e motonauta. Ainda em 2022, virou mestre amador e, em 2023, foi habilitado como capitão amador.
Educação no DNA
Carregando em seu DNA o talento para ensinar, Netto estendeu a vocação ao mundo náutico. Nada de guardar os conhecimentos para si: ele passou a dividir, nas redes sociais, dicas para as provas de habilitação náutica.
Foto: Arquivo Pessoal
Com mais de 17 mil seguidores em seu perfil no Instagram, o Capitão Netto agora faz parte do time Influenciadores NÁUTICA, para dividir ainda mais conhecimento sobre o mundo náutico. Seja bem-vindo, capitão!
Foto: Arquivo Pessoal
Você também quer fazer parte do time de Influenciadores NÁUTICA? Envie um e-mail para [email protected] ou um direct para @revistanautica no Instagram.
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