Tensão e novos desafios: série com expedição à Antártica estreia 4° episódio

Acompanhe a jornada de "Endurance 64: o veleiro polar", equipado com motor Yanmar, pelo Canal Náutica no YouTube

Por: Nicole Leslie -
15/05/2025

O terceiro episódio da série “Endurance 64: o veleiro polar” mostrou a tensão vivida por uma tripulação que enfrentou seu primeiro desafio no mar, ao enfrentar imprevistos com a embarcação. O próximo capítulo desta jornada você acompanha já nesta quinta-feira (15), a partir das 20h, pelo Canal Náutica no YouTube.

No novo episódio de “Endurance 64: o veleiro polar” a tripulação instalou uma válvula no duto de escapamento para evitar o alagamento do motor. Tudo isso com o objetivo de que a água só passe pela estrutura quando o motor estiver ligado.

Tripulação do Endurance 64 reunida na cabine do barco durante a jornada rumo à Antártica. Foto: Canal NÁUTICA / Reprodução

“Vai navegar, fecha a válvula: assim a água do mar não invade. Vai ligar o motor, abre a válvula. O único procedimento de segurança é lembrar que não pode ligar o motor com a válvula fechada”, orientou o capitão do Endurance 64, Marcos Hurodovich.

 

 

A tripulação aproveitou que estava atracada no Rio Grande do Sul, sem ventos fortes, para fazer ajustes nas velas. Isso porque, durante a primeira “pernada” do barco, a equipe notou que as estruturas já balançavam bastante, mesmo sem ventos tão intensos quanto os previstos.

Assista ao episódio 4 da série. Foto: Canal NÁUTICA / Reprodução

Após mais alguns ajustes, a tripulação passou por diversas trocas de experiências até retomar o principal foco da navegação: estar preparada para quaisquer imprevistos que possam surgir pelo caminho.

 

Para saber o que mais aconteceu no Rio Grande do Sul, qual será a próxima parada e se o episódio termina com o veleiro em alto-mar, assista ao 4º episódio de “Endurance 64: o veleiro polar” no Canal NÁUTICA!

 

Na série “Endurance 64: o veleiro polar”, você pode acompanhar toda a rotina da tripulação a bordo, evidenciando como os membros da equipe se adaptam à vida no mar e colaboram entre si para enfrentar a temida Passagem de Drake, conhecida por suas condições marítimas extremas — que, inclusive, tem potencial para ser um dos maiores desafios da expedição.


As máquinas por trás da aventura à Antártica

Com 64 pés de comprimento e casco de alumínio, o veleiro Endurance 64 abrigou por três meses  os navegadores desta expedição à Antártica.

Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição
Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal

Projetado por Thierry Stump, um belga que adotou o Brasil como lar, e totalmente reformado no ano de 2021, o barco homenageia, com seu nome, a lendária embarcação Endurance, de Sir Ernest Shackleton — o mais famoso navegador apaixonado pela Antártica.

 

Para garantir o sucesso da expedição polar que deu origem à nova série de Náutica, o Endurance 64 recebeu o motor 4LHA-STP da Yanmar.

Para série náutica de expedição à Antártica, o Veleiro Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar
Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal

Segundo a marca japonesa, o equipamento pode ser utilizado como reversor ou rabeta e ainda serve a alguns barcos de lazer — como lanchas de 36 pés com montagem de parelha.

 

A parceria da tecnologia da Yanmar somada às expertises dos tripulantes permitiram que a viagem ao continente mais gelado do planeta fosse um sucesso.

 

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    Conheça o planalto que sofreu danos irreversíveis no fundo do mar

    Extensão localizada no Sudeste dos Estados Unidos sofreu com a extração de minérios e jamais se recuperou do impacto

    No campo da filosofia, o pensador pré-socrático Heráclito defendia a Teoria do Fluxo, em que não se pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois tanto o rio quanto a pessoa não já não seriam os mesmos. Entretanto, no Oceano Atlântico, quem visitar o Planalto Blake, de fato, não verá as mesmas águas de outros anos.

    Localizado na costa da Carolina do Norte, Estados Unidos, a extensão repleta de criaturas brilhantes e curiosas carrega as cicatrizes de um experimento realizado há mais de 50 anos: o primeiro teste-piloto de mineração em alto-mar do mundo — e que não foi bem-sucedido.

    Diagrama do sudeste dos Estados Unidos. Foto: NOAA/ Domínio Público

    Em 1970, a empresa americana Deepsea Ventures usou uma máquina rudimentar — que funcionada no estilo de um aspirador de pó — para realizar a extração dos minérios no fundo do mar, numa região marcada por sulcos profundos (depressões alongadas e estreitas no leito oceânico).

     

    Por um lado, foi um sucesso: a companhia recuperou 60 mil nódulos ricos em minerais — isso é, rochas compostas de níquel, manganês e colbato — que são requisitadas até hoje para aplicações tecnológicas. Por outro, porém, fracassou comercialmente e deixou um impacto ambiental irreversível.

    Caranguejo-dourado, uma das quase 100 espécies de peixes de águas profundas identificadas nos Planalto de Blake. Foto: NOAA Office of Ocean Exploration and Research/ Divulgação

    Em 2022, cientistas voltaram ao Planalto Blake com um veículo operado remotamente no trecho onde a exploração foi realizada. Lá, ao invés de ameaça, encontraram algo mais assustador: o vazio. A área apenas lembrava o que tinha antes da mineração.


    O que encontraram foram rastros surpreendentemente bem preservados na lama, que se estendem por mais de 43 quilômetros. Porém, uma simulação de mineração separada feita em 1989 mostrou que a biodiversidade do local permaneceu reduzida, com a vida microbiana se recuperando apenas parcialmente.

    Só restaram lembranças

    A microbiologista Samantha Joye e outros cientistas alertam que o ocorrido no Planalto Blake, pode servir de lição — no caso, do que não fazer — para regiões que agora são alvo de operações parecidas, como a Zona Clarion-Clipperton, no Oceano Pacífico.

    Nódulos de manganês, objeto do teste piloto da Deepsea Ventures. Foto: NOAA Office of Ocean Exploration and Research/ Divulgação

    Segundo estudo publicado na revista científica Nature neste ano, os efeitos a longo prazo da mineração no fundo do mar são alarmantes na sustentabilidade. Na pesquisa, os cientistas analisaram uma região explorada em 1979 e concluíram que a área sofreu uma perturbação geológica definida como “duradoura”.

     

    Os impactos biológicos são menos confiáveis e mensuráveis, pois alguns locais explorados tiveram recuperação da vida marinha, enquanto outros, não. Logo, esses casos sugerem que a recuperação da fauna de águas profundas é mais imprevisível e lenta do que o estimado.

    Antes e depois do Planalto Blake

    Uma impressionante cordilheira de águas profundas, o Planalto Blake apresenta impressionantes pilares da vida marinha, além de ser a cobertura com o maior habitat de recifes de corais em águas profundas da Terra. Joye, veterana no assunto, descreve o local como um dos mais diversos que já estudou.

     

     

    Durante um mergulho, em 2018, a bordo do submersível de águas profundas, a microbiologista desceu mais de 2 mil metros e diz ter ficado encantada.

    Trabalhei em todos os lugares e fiquei impressionada com o Planalto de Blake. É espetacularmente diverso– disse a cientista à BBC

    Essa área é alimentada pela poderosa Corrente do Golfo e exibe ecossistemas oceânicos dinâmicos de sua superfície ao fundo do mar. Logo, as infiltrações de metano e corais de água profundas sustentam uma ampla diversidade de vida marinha.

    Uma enguia-de-cusco nada no fundo do mar na área onde o Deepsea explorou. Foto: NOAA Office of Ocean Exploration and Research/ Divulgação

    Inclusive, peixes como o Atum, tubarões e outras espécies ameaçadas de extinção dependem de um Planalto Blake saudável. Afinal, as espécies marinhas ainda têm salvação — ao contrário do fundo do mar, totalmente esvaziado de minérios que nunca voltarão.

     

    Enquanto a mineração subaquática ganha força em nome da transição para energia limpa, as cicatrizes — que nunca se fecharão — do Planalto Blake serve para nós como um alerta de que aquilo que tiramos pode nunca se recompor e a natureza pode jamais ser a mesma de antes, como diria Heráclito.

     

    Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

     

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      Solara Yachts exibe linha completa em evento exclusivo no Guarujá (SP)

      Barcos novos e seminovos da marca estarão no encontro, que acontece em dois finais de semana

      Por: Nicole Leslie -
      14/05/2025

      O estaleiro gaúcho Solara Yachts vai exibir toda a sua linha de barcos em um evento exclusivo no Guarujá, litoral de São Paulo. O encontro, batizado de Solara Open Drive, acontecerá em seis dias — nos próximos dois finais de semana — e permitirá que o público conheça as embarcações da Solara em seu habitat natural: a água.

      Barcos novos e seminovos estarão disponíveis para compra e o estaleiro promete experiências exclusivas a bordo dos modelos da marca.

      Solara 380. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

      O encontro será realizado na Marina Guararu, no Guarujá. A programação começa já nesta sexta-feira (16) e se estende por dois finais de semana, de 16 a 18 de maio e de 23 a 25 de maio. O evento é gratuito, com entrada aberta a todos os públicos.

       

      Entre as lanchas presentes no Solara Open Drive, destaque para a Solara 350 GT, a Solara 380 Bowrider (já testada por NÁUTICA), a Solara 410 e a Solara 500 Fly (também testada por NÁUTICA).

      Solara 500 Fly. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

      Destaques de barcos do Solara Open Drive

      Solara 350 GT

      A Solara 350 GT ganhou fama já no primeiro modelo, que trazia espaço útil de barcos maiores. O modele não economiza em tecnologia: tem painel de controle intuitivo e sistema de navegação e comunicação de última geração, para uma viagem segura e tranquila.

      Solara 350. Foto: Revista Náutica

      Especialmente desenvolvido para o público brasileiro, a popa da lancha tem área gourmet bem aproveitada — inclusive com uma churrasqueira completa. Também há uma segunda área gourmet, que vem equipada com um cooler.

      Solara 380 Bowrider

      A primeira versão da Solara 380 Bowrider foi apresentada no São Paulo Boat Show 2023 e já chamou atenção pelo espaço de respeito no cockpit, com capacidade para até 14 pessoas durante o dia, com opção de pernoite para quatro. Ampla, a lancha ainda conta com aberturas laterais na popa, solário triplo e cockpit espaçoso.

       

       

      Ao contrário do que o termo Bowrider sugere, não se trata de uma lancha de proa aberta. O nome é uma referência à proa rebaixada em relação à amurada. Dessa forma, apenas a caixa de âncora e o solário ficam um degrau acima. Formato feito para quem gosta, sobretudo, de tomar um bom banho de sol.

      Solara 410

      Modelo consolidado da marca, a embarcação mais procurada pelo público, segundo o estaleiro, é a Solara 410 (tanto na versão HT quanto na Fly). Embora não seja a menor embarcação, nem a mais barata do estaleiro, a opção é uma boa decisão em termos de custo-benefício.

      Solara 410 HT. Foto: Solara / Divulgação

      A Solara 410 se destaca por seu design original com soluções inteligentes. Alguns pontos fortes deste barco são, por exemplo, ter dois quartos fechados, banheiros com boxes grandes e cozinha em cima — para o cheiro não ir para cabine. Ela também vem com plataforma hidráulica, porta de vidro, pisos de teca, dois aparelhos de ar-condicionado, gerador e quatro TVs.

      Solara 500 Fly

      Maior lancha do estaleiro (junto com sua versão HT), a Solara 500 Fly não é apenas grande: ela se destaca também pelo excelente aproveitamento de espaços. A lancha tem dois camarotes fechados e dois banheiros, além de uma sala no convés inferior, com sofá conversível em uma cama de solteiro. Também é possível que tenha três camarotes.

       

       

      Na popa, que tem plataforma submergível, o barco conta com duas aberturas laterais, enquanto o flybridge oferece nada menos que 20 m² de área útil, onde acomoda, com folga, dez pessoas. Esse modelo tem navegação firme e ágil, além de ótimo aproveitamento de espaços.


      A Solara Yachts esteve presente no Rio Boat Show 2025, evento que abriu o calendário de salões náuticos brasileiros com sucesso. Segundo Celso Antunes, dealer da marca, o estaleiro atingiu uma quantidade marcante de vendas já no início do evento — onde apresentou oito barcos, de 32 a 50 pés.

      Celso Antunes, dealer da Solara Yachts. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

      Horários do Solara Open Drive:

      • Sexta-feira (16 e 23): das 14h às 18h;
      • Sábado (17 e 24): das 9h às 18h;
      • Domingo (18 e 25): das 9h às 14h.

       

       

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        SAC Náutico de Salvador: eficiência e segurança para entrada de estrangeiros embarcados no Brasil

        Bianca Colepicolo comenta sobre as vantagens do serviço oferecido na Bahia e a possibilidade de ampliação

        Salvador, com sua beleza inconfundível e localização estratégica na costa brasileira, deu um passo ousado e inteligente ao implementar o SAC Náutico — um ponto de atendimento unificado que reúne os serviços da Marinha do Brasil, da Receita Federal e da Polícia Federal.

        A iniciativa da Prefeitura, em parceria com órgãos federais, transformou a recepção de embarcações estrangeiras em um processo ágil, seguro e eficiente.

        SAC Náutico. Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS / Divulgação

        Tradicionalmente, a entrada de estrangeiros no Brasil por via náutica exigia uma romaria burocrática: deslocamentos a diferentes órgãos, filas, formulários diversos e muita espera.

         

        Isso impactava negativamente a experiência dos navegadores e limitava o potencial de Salvador como porto de entrada internacional. Entretanto, com o SAC Náutico, essa realidade mudou.


        No novo modelo, o comandante da embarcação estrangeira pode, em um único local, realizar todos os trâmites obrigatórios: o controle migratório com a Polícia Federal, a liberação aduaneira com a Receita Federal e o despacho junto à Marinha.

         

        No SAC Náutico de Salvador, o atendimento é integrado, coordenado e com profissionais capacitados, tornando o processo muito mais fluido.

        SAC Náutico. Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS / Divulgação

        Além da praticidade, o SAC Náutico fortalece a segurança, pois permite o cruzamento instantâneo de dados entre os órgãos envolvidos, facilitando a identificação de irregularidades e garantindo o cumprimento das normas internacionais. É um verdadeiro “porto seguro” jurídico e operacional para quem chega ao país pelo mar.

         

        A experiência tem sido elogiada por comandantes de veleiros e iates de diversas nacionalidades, que se sentem acolhidos e respeitados ao aportar em Salvador. E mais: o modelo também facilita o trabalho de operadores turísticos, marinas e agentes marítimos, que passam a contar com um serviço padronizado e confiável.

        Por que não ampliar?

        Diante dos resultados, é urgente que outros destinos náuticos brasileiros considerem adotar soluções semelhantes. O SAC Náutico de Salvador prova que é possível promover o turismo náutico internacional com qualidade, garantindo controle e hospitalidade.

        SAC Náutico. Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS / Divulgação

        Num país com mais de 7.000 km de litoral, portos como Paraty, Ilhabela, Recife, Fortaleza e Belém podem se beneficiar ao replicar o modelo. Salvador abriu as velas de um novo tempo para o Brasil náutico. Cabe agora aos demais destinos seguir a rota.

         

        Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

         

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          Hidrogênio é o futuro dos barcos? Itaipu Parquetec avalia

          No Estúdio Náutica, Irineu Colombo e Daniel Cantane explicaram como esse combustível pode revolucionar a navegação

          O termo “hidrogênio verde” está em alta. O Brasil, inclusive, é pioneiro no assunto quando o tema envolve barcos — não à toa. Em novembro, será apresentado na COP30 o projeto brasileiro JAQ, iniciativa encabeçada pelo Grupo Náutica e pela Itaipu Parquetec para desenvolver barcos movidos a hidrogênio verde. Mas, afinal, o hidrogênio é o futuro da navegação?

          O tema foi discutido pelo professor Irineu Colombo, diretor-superintendente da Itaipu Parquetec, ao lado de Daniel Cantane, gerente do Centro Hidrogênio Verde Itaipu Parquetec, em entrevista a Marcio Dottori, no Estúdio Náutica.

           

          Está todo mundo atrás do desenvolvimento tecnológico do hidrogênio. Na questão dos barcos, juntos com a NÁUTICA, somos pioneiros– revelou Colombo

          Antes de mergulhar nesse papo que envolve um futuro cada vez mais exigido pelo presente, vale entender por que a dupla tem propriedade para falar do assunto.

          O que é o Itaipu Parquetec

          O Itaipu Parquetec, do qual Colombo e Cantane fazem parte, é o braço tecnológico da Itaipu Binacional, que, por sua vez, destaca-se como a terceira maior usina hidrelétrica do mundo, localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai. Inclusive, como o “binacional” sugere, trata-se de uma empresa regida por dois governos — no caso, brasileiro e paraguaio.

          Foto: Turismo Itaipu / Divulgação

          A usina gera energia limpa e renovável a partir dos recursos hídricos do rio Paraná, sendo uma importante fonte de energia para ambos os países. “É a maior geradora de energia limpa do mundo”, afirmou o professor Colombo.

           

          O Itaipu Parquetec é um parque tecnológico instituído em 2003, para fomentar novas tecnologias e apresentar soluções tanto para a própria Itaipu Binacional quanto para outras empresas — como é o caso da JAQ Hidrogênio Verde, divisão do Grupo Náutica.


          Trata-se, como define Colombo, de um ambiente de inovação com universidade, pesquisadores e centros de inovação, como o Centro Hidrogênio Verde Itaipu Parquetec, gerido por Daniel Cantane.

          Nós desenvolvemos soluções, criamos novas empresas, apresentamos vários projetos– explica Colombo

          O hidrogênio é o futuro dos barcos?

          Cantane detalha que o hidrogênio é um vetor energético versátil, porque pode ser utilizado tanto diretamente como um combustível, quanto como um insumo para a produção de outros da indústria química.

          Ele pode produzir desde outros tipos de combustíveis até a produção de plástico, fertilizante, aço e outros elementos– explica Cantane

          Quando o assunto é o uso do elemento em barcos, Daniel conta que o hidrogênio tem a possibilidade de atuar como combustível para alimentar geradores, para o funcionamento da hotelaria da embarcação e toda sua parte de navegabilidade, e também diretamente nos propulsores do barco.

           

          Colombo complementa explicando que, em cerca de quatro anos, os barcos navegarão sem o barulho dos motores a combustão, graças à propulsão elétrica movida por células a combustível. Nesse sistema, o hidrogênio é processado dentro da célula, que separa os elétrons e gera energia para movimentar o motor elétrico, liberando apenas vapor d’água como subproduto.

          Esse é o nosso sonho. Realizaremos diversos testes tecnológicos e teremos custos — por isso, buscamos parceiros que queiram embarcar conosco nessa jornada de inovação– ressalta o professor

          O Projeto JAQ

          A primeira embarcação movida a hidrogênio verde do Projeto JAQ, que será apresentada na COP30, contará com um sistema híbrido, que combina óleo diesel com a injeção de hidrogênio, conforme detalha Colombo.

           

          Com essa tecnologia, o impacto ambiental será drasticamente reduzido: “estimamos uma emissão de apenas 3% a 7%, em comparação aos 100% gerados pelo uso exclusivo do diesel”.

          Explorer H1, uma das embarcações do Projeto JAQ. Foto: Divulgação

          O resíduo gerado pelo sistema é apenas água, o que contribui para a preservação dos corais e oferece ganhos ambientais significativos. Para Cantane, experimentos tecnológicos como o Projeto JAQ têm como resultado direto ou indireto novas possibilidades.

          Você pode usar parte desse know-how das tecnologias embarcadas para explorar plataformas de petróleo, por exemplo, como a energia eólica offshore– ressalta

          “Com certeza o resultado desse projeto vai trazer novas possibilidades, não só na embarcação, mas fora dali”, complementa. Para Colombo, as alternativas incluem usos na indústria química e automobilística, desde carros até caminhões.

          Nosso objetivo é chamar a atenção de governos e empresas para o potencial desse projeto. Queremos atrair investimentos que tornem essa iniciativa viável e lucrativa– aponta o professor

          Liderado pelo Itaipu Parquetec, referência na produção de combustível sustentável no Brasil, e coordenado por Colombo, o Projeto JAQ conta com a parceria da JAQ Hidrogênio Verde, divisão do Grupo Náutica, e envolve duas embarcações: Explorer H1 e Explorer H2. O projeto conta ainda com o apoio da GWM, empresa chinesa que está fornecendo toda a sua tecnologia para o desenvolvimento do hidrogênio verde.

           

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            Localizado na Yas Island, o Disney Abu Dhabi promete tecnologia inovadora e castelo moderno

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            13/05/2025

            Ao que tudo indica, o lugar onde sonhos se tornam realidade — também conhecido como Disney World — ficará ainda maior. A Disney anunciou o plano de seu mais novo parque temático, em Abu Dhabi, que promete resort à beira-mar, um castelo moderno e tecnologia de ponta.

            O projeto foi divulgado na última semana, em uma parceria entre a The Walt Disney Company e a Miral, principal desenvolvedora de destinos e experiências imersivas de Abu Dhabi. O resort será construído na Yas Island, ilha artificial próxima ao centro de Abu Dhabi e a Dubai.

             

            Essa será a sétima unidade de resorts temáticos da Disney e, pela localização estratégica, visa conectar especialmente os públicos do Oriente Médio, África, Índia, Ásia e Europa, embora preveja estrutura para receber visitantes do mundo todo.

            A Disneyland Abu Dhabi será autenticamente Disney e distintamente Emiradense–  afirmou Robert A. Iger, CEO da The Walt Disney Company

            Disney Abu Dhabi promete inovação em parque que une belezas locais com magia da Disney. Foto: The Walt Disney Company / Divulgação

            No comunicado, o CEO demonstrou entusiasmo com a parceria com a Miral, que ficará responsável pela construção do parque, seguindo o projeto e design elaborados pelo time da Disney. Ainda não há data prevista para inauguração.


            A proposta mistura arquitetura contemporânea com tecnologia avançada para criar experiências profundamente imersivas. A ideia é aproveitar as paisagens e os diferenciais tecnológicos de Abu Dhabi, sem abrir mão da magia tradicional da Disney.

            Abu Dhabi é um lugar onde o patrimônio encontra a inovação. A colaboração com a Disney demonstra excelência criativa– disse Mohamed Khalifa Al Mubarak, presidente da Miral

            O Grupo Disney reforça que os Emirados Árabes Unidos são um polo turístico estratégico, que já atrai milhões de visitantes por ano. Para o CEO da Miral, levar a Disney para a Yas Island representa um marco no posicionamento da região como destino global de entretenimento e lazer.

             

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              Mais de 100 barcos de origami gigantes tomam conta do Parlamento Europeu

              Exposição leva barcos de papel ao Parlamento Europeu para chamar atenção sobre a crise global de refugiados

              Por: Nicole Leslie -

              Uma instalação com dezenas de barcos de papel gigantes e personalizados tem chamado atenção no Parlamento Europeu, em Bruxelas. A iniciativa é da associação alemã AWO Saxônia-Anhalt — um grupo voluntário –, que levou 130 origamis enormes ao pátio da sede política. A exposição busca alertar para o número crescente de refugiados no mundo.

              Intitulada “100 Barcos – 100 Milhões de Pessoas”, a mostra exibe 130 barcos de papel para simbolizar os cerca de 130 milhões de refugiados globais. Cada embarcação tem cinco metros de comprimento, é feita com papelão reciclado e foi personalizada por diferentes grupos. Ao todo, foram mais de 1.500 voluntários envolvidos entre montagem e personalização.

              Foto: AWO Saxônia-Anhalt / Divulgação

              O principal objetivo da iniciativa é chamar atenção para a necessidade de políticas públicas europeias que acolham refugiados, com destaque para a criação de rotas de fuga legais e seguras em diversas regiões do continente.

              Milhares de pessoas fogem da violência, do terror, da pobreza e da falta de perspectivas– Barbara Höckmann, presidente do comitê executivo da AWO

              Barbara Höckmann, Presidente da AWO Saxônia-Anhalt, discursou no evento. Foto: AWO Saxônia-Anhalt / Divulgação

              Ela reforçou que a Europa tem o dever de oferecer proteção, asilo e políticas contra a rejeição de pessoas refugiadas, especialmente daquelas vindas de Estados que ameaçam ou violam direitos humanos fundamentais.


              100 barcos por 100 milhões de pessoas

              A ação da AWO Saxônia-Anhalt começou em Berlim, no último Dia Mundial do Refugiado, em 20 de junho de 2024. Na ocasião, 112 barcos foram expostos, representando os então 112 milhões de refugiados estimados no mundo.

              Exposição em prol de direitos a refugiados reuniu 130 barcos de papel gigantes. Foto: AWO Saxônia-Anhalt / Divulgação

              O grupo agora reivindica ao Parlamento Europeu a adoção de medidas que incluem a adesão rigorosa ao princípio da não repulsão, o apoio aos Estados-membros na integração de refugiados, a implementação de opções legais de entrada e outras ações relacionadas à causa humanitária.

              Centenas de barcos de papel em formato de origami foram personalizados para exposição. Foto: AWO Saxônia-Anhalt / Divulgação

              A exposição atual foi montada nesta segunda-feira (12), em frente ao Parlamento Europeu, e segue até terça (13). O evento conta com a presença de representantes de organizações como AWO, SOS Humanity e Sea-Watch, além de autoridades políticas e apresentações musicais.

              Foto: AWO Saxônia-Anhalt / Divulgação

               

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                Maior navio elétrico do mundo tem energia que equivale a mais de 400 Teslas

                Barco gigantesco tem 426 pés e transportará mais de 2 mil passageiros entre a Argentina e Uruguai, no Rio da Prata

                12/05/2025

                Haja energia! Uma da maiores especialistas do mundo quando o assunto é balsa de catamarã, a Incat anunciou a sua nova menina dos olhos: o colosso China Zorrilla — ou Hull 096, para os íntimos — , que, desde já, pode ser considerado o maior navio elétrico do planeta.

                O gigantesco barco de 426 pés (130 metros de comprimento) está a serviço da Buquebus, operadora de balsas sul-americana. Logo mais, o Hull 096 estará navegando nas águas do Rio da Prata, para ligar Buenos Aires, na Argentina, a vários locais no Uruguai.

                Foto: Instagram @incattas/ Reprodução

                Não bastasse ser o maior navio elétrico, o China Zorrilla vem para quebrar mais recordes: ter o maior espaço para compras entre todas as balsas do mundo, com 2,3 mil metros quadrados —  o equivalente a um pouco mais de cinco quadras poliesportivas.

                Foto: Incat/ Divulgação

                Mesmo acostumada a lançar barcos gigantes há mais de 40 anos, a Incat nunca havia aspirado algo tão grande assim, aponta Robert Clifford, o presidente da companhia. O porta-voz não esconde o orgulho do lançamento, que está sendo construído no estaleiro da empresa, na Tasmânia.

                O Hull 096 é o projeto mais ambicioso, complexo e importante que já entregamos. Este navio muda o jogo– declarou Robert Clifford

                Quando entrar em serviço em águas uruguaia-argentinas, o Hull 096 operará inteiramente com energia 100% elétrica, além de transportar até 2.100 passageiros e 225 veículos pelo Rio da Prata.

                O Hull 096 prova que soluções de transporte em larga escala e com baixas emissões não só são possíveis, como já estão prontas– disse Stephen Casey, CEO da Incat

                Energia para dar e vender

                Nos planos iniciais do estaleiro, o navio deveria ser movido a gás natural liquefeito (também conhecido em sigla como GNL). Entretanto, uma mudança de rumo durante sua construção o fez partir para as baterias elétricas — 250 toneladas delas, para ser mais exato.

                Foto: Instagram @incattas/ Reprodução

                Ao todo, as baterias do maior navio elétrico do mundo podem armazenar um total de 40 megawatts de energia. Para ter uma noção, tal quantidade equivale a 487 carros elétricos da Tesla, além de ser “quatro vezes maior do que qualquer instalação marítima anterior no mundo”, segundo comunicado da fabricante.

                 

                Por sua vez, a energia das baterias alimentará um esquadrão de oitos jatos d’água, o que se imagina ser o bastante para impulsionar o barco a 46 km/h. A distância máxima que o Hull 096 pode percorrer com uma única carga é de 185 km (115 milhas) — mais do que o suficiente para o serviço.

                Foto: Incat/ Divulgação

                Porém, o barco ainda tem detalhes pendentes: o interior ainda não está pronto, tem tarefa a ser feita na instalação da bateria e na integração do sistema de energia. Quando essas etapas estiverem finalizadas, restarão os ajustes finais e os testes no Rio Derwent, na Tasmânia.

                 

                Ainda não se sabe quando o China Zorrilla estará 100% apto, mas uma coisa é certa: o CEO está muito empolgado com o projeto.

                Não estamos apenas construindo um navio — estamos construindo o futuro

                 

                Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                 

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                  Quem vai liderar o inevitável desenvolvimento náutico no Brasil?

                  Bianca Colepicolo, especialista no assunto, questiona protagonismo brasileiro no turismo das águas

                  O Brasil possui uma das maiores extensões costeiras do mundo, com rios navegáveis que atravessam o território e um clima favorável praticamente o ano inteiro. As condições para o desenvolvimento náutico naturais estão postas — e o mercado está crescendo.

                  O desenvolvimento dessa cadeia, incluindo o turismo náutico, é inevitável. A questão é: ele será conduzido com protagonismo brasileiro ou dominado por grandes grupos internacionais?

                  São Paulo Expo durante o São Paulo Boat Show 2024. Foto: Revista Náutica

                  Hoje, vemos o avanço de parcerias público-privadas e concessões que entregam ativos estratégicos da navegação à lógica de mercado de grandes conglomerados estrangeiros. A travessia litorânea de São Paulo é apenas um exemplo de como a náutica pode ser fisgada sem que o Brasil, de fato, se desenvolva com isso.

                   

                  Marinas, estaleiros, rotas de lazer e de transporte seguem crescendo — mas com pouca ou nenhuma articulação com os saberes e os interesses locais.

                  Marina Itajaí Boat Show, em 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                  Ao mesmo tempo, comunidades costeiras, ribeirinhas e pequenos empreendedores brasileiros seguem à margem. Falta acesso a financiamento, formação técnica, regulamentação adequada e inclusão produtiva.

                   

                  A população brasileira está, muitas vezes, impedida de participar desse mercado não por falta de vocação ou de talento, mas por ausência de política pública — e por uma espécie de “apagão estratégico”, que parece proposital.


                  Essa exclusão econômica e simbólica não é nova. Ela atende a uma lógica que interessa a poucos: manter o povo distante dos recursos que possui, limitando sua capacidade de geração de riqueza e inovação. É o que chamo de “emburrecimento econômico” como ferramenta de dominação ideológica.

                   

                  Afinal, quanto menos o cidadão conhece o valor do seu território, mais fácil é entregar esse valor a terceiros.

                  Praia de Castelhanos, em Ilhabela. Foto: Paulo Stefani | Sectur Ilhabela

                  Mas essa história pode (e deve) ser diferente. O Brasil precisa de um plano nacional de desenvolvimento náutico que inclua o turismo, a construção naval, os esportes aquáticos, o transporte, a educação náutica e a infraestrutura costeira e fluvial. Um plano que gere emprego, movimente economias locais e fortaleça nossa soberania no mar e nos rios.

                   

                  O mar está chamando. E não podemos deixar que apenas vozes estrangeiras respondam.

                   

                  Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

                   

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                    Já nas bancas e no app: confira destaques da edição 394 da Revista NÁUTICA

                    Material conta com o teste de 4 lanchas, conteúdos exclusivos e histórias imperdíveis de nomes conhecidos do setor. Veja!

                    A edição 394 da Revista NÁUTICA promete levar seus leitores a uma imersão náutica repleta de histórias impressionantes. O conteúdo chega recheado, com direito a quatro testes detalhados de lanchas, a história de um veleiro “de grife”, detalhes do trabalho do fotógrafo “amigo das baleias” e muito mais.

                    Já disponível nas bancas e no aplicativo de NÁUTICA, a edição 394 está imperdível. Para baixar gratuitamente o app, basta acessar a App Store (iOS) ou o Google Play (Android). Lembrando: por lá, assinantes têm acesso antecipado às matérias e as edições podem ser adquiridas de forma avulsa.

                    Veja os destaques da edição 394 de NÁUTICA

                    Beto e Thaís fora de série

                    Estrelas da série “A Europa como você nunca viu”, do canal de NÁUTICA no YouTube, o casal desliza pelos canais holandeses com a mesma desenvoltura de quem passeia pela Baía de Guanabara, a bordo de um barco centenário. Junto, vão o pequeno Domenico e o cachorro Google.

                    Foto: Revista Náutica

                    O barco voador

                    A bordo de um monocasco da classe IMOCA60, o francês Charlie Dalin demoliu o recorde de velocidade da Vendée Globe, completando a volta ao mundo em 64 dias – dez a menos que a marca anterior.

                    Foto: Revista Náutica

                    O veleiro mais belo do mundo

                    Preciosidade marítima, o quase centenário Creole, com casco de madeira, estava a ponto de virar sucata quando foi comprado e restaurado pelo herdeiro do império da moda Gucci, há 40 anos. E continua navegando, bonito como antigamente

                    Foto: Revista Náutica

                    Brasileiro de coração

                    Na E1 Series — a competição de barcos elétricos –, em meio a uma constelação de estrelas do esporte e das artes (Tom Brady, Rafael Nadal e Will Smith estão entre eles), o boliviano Marcelo Claure rouba a cena como dono da equipe Team Brazil.

                    Foto: Revista Náutica

                    Desbravando o Lago de Itaipu: um guia para navegar e explorar

                    Um manual para orientar os proprietários de barcos a explorar todo o potencial do reservatório da usina hidrelétrica — e na medida para levar a bordo. O guia navega por todas as cidades lindeiras — as que estão às margens do Lago de Itaipu –, indicando o que fazer em cada um dos 16 destinos, que englobam municípios do Paraná e Mato Grosso do Sul.

                    Foto: Revista Náutica

                    Piloto por um dia

                    O passeio Guiado é uma emocionante e divertida opção para quem deseja comandar uma moto aquática sem ainda ter habilitação de motonauta. A reportagem de NÁUTICA se jogou na nova modalidade para conseguir a autorização temporária para pilotar um jet — válida por 30 dias — e acelerou sobre as águas da Represa Billings, em São Paulo.

                    Foto: Revista Náutica

                    Adeus, cracas

                    Respeitado pela inovação, o JRG Group oferece uma linha de produtos exclusiva para impedir a aderência desses bichinhos infernais tanto no fundo do casco como nas superfícies móveis de metais, como hélice, eixo e leme.

                    Foto: Revista Náutica

                    Alma de navegante

                    Theodora Prado era executiva do mercado financeiro, em São Paulo, e dedicava quase todo seu tempo ao trabalho, quando decidiu mudar o rumo da vida. Em apenas quatro anos, começando do zero, está prestes a completar sua terceira travessia do Atlântico!

                    Foto: Revista Náutica

                    O amigo das baleias

                    Há oito anos o fotógrafo Rafael Mesquita Ferreira dedica sua vida a captar o balé de baleias, arraias e outros animais marinhos. Celebrado como “o fotógrafo das baleias”, por suas belas imagens dos cetáceos, ele prefere outra referência: a de “cientista cidadão”.

                    Foto: Revista Náutica

                    Na Bahia, até o rali é uma festa

                    Com roteiro caprichado, emoldurado por alguns dos cartões-postais mais festejados da costa baiana, o Rally dos Mares reúne, todo ano, 100 pilotos de jet. Na edição deste ano, se a disputa foi boa, a comemoração foi melhor ainda.

                    Foto: Revista Náutica

                    O protetor: uma nova esperança para a Guarapiranga

                    Dia 22 de março, Dia Mundial da Água, faz aniversário de 6 anos uma entidade civil, sem fins lucrativos, criada para promover e preservar o manancial que, mesmo tão maltratado, continua a abastecer quase a metade da cidade de São Paulo.

                    Foto: Revista Náutica

                    Conheça a missão da ANGua e descubra quem está por trás desse projeto que combina preservação ambiental, cultura, educação e esporte, mantendo viva a esperança de uma Guarapiranga revitalizada e acessível a todos.

                    Testes Náutica na edição 394

                    Schaefer V33 Sport Fish: Pesca com classe

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                    Equipada com motorização IPS 950 e com design irretocável, a nova Azimut 56 Fly tem três camarotes. Na suíte de meia-nau, que normalmente desafia os projetistas a entregar altura, o pé-direito chega a 1,94 metro! E ainda há um closet de bônus.

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                    Foto: Revista Náutica

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                    Foto: Revista Náutica

                     

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                      Pesquisa aponta que a população global de tartarugas marinhas está aumentando

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                      11/05/2025

                      Uma boa notícia: a população global de tartarugas marinhas vem aumentando. É o que aponta uma pesquisa da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN na sigla em inglês), que levou em conta dados de 150 instituições voltadas à proteção desses animais em 50 países diferentes — duas delas, inclusive, são brasileiras.

                      O Projeto Tamar da Bahia e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia foram as organizações do Brasil que cederam dados ao estudo. O levantamento analisou 48 grupos de tartarugas, de seis espécies, e comparou as informações com registros feitos em 2011. Hoje, 40% dos grupos observados são tidos como pouco ameaçados, enquanto 14 anos atrás esse número não passava de 23%.

                      Esse trabalho demonstra o profundo impacto dos esforços locais de conservação ao redor do mundo– apontou Bryan Wallace, principal autor do estudo, à IUCN


                      O alerta continua ligado para as tartarugas marinhas

                      Embora o estudo traga uma notícia empolgante, ele também chama atenção ao trabalho de conservação, que não pode parar. Isso porque a captura acidental em redes de pesca ainda é a principal ameaça às tartarugas marinhas.

                      Foto: borsattomarcos / Envato

                      Há ainda outros perigos a esses animais, como o desenvolvimento de áreas costeiras, a poluição dos oceanos (especialmente por plástico), as mudanças climáticas e a captura direta de tartarugas e seus ovos.

                       

                      Publicado pelo periódico Endangered Species Research e divulgado na newsletter da revista Nature, a pesquisa aponta que as populações de tartarugas marinhas que vivem no Oceano Atlântico correm menos risco do que as que vivem no Pacífico — enquanto a tartaruga-de-couro (ou tartaruga-gigante), presente no Brasil, tem alta vulnerabilidade.

                      Bombeiros libertam uma targaruga-de-couro de 1,65 m na praia da Barra da Tijuca, em 2006. Foto: Andréa Farias / Wikimedia Commons

                       

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                        “Marolas Não”: um movimento pela convivência respeitosa no mar

                        Criado por navegadores e moradores a bordo, manifesto busca por respeito e segurança em áreas de fundeio

                        10/05/2025

                        Embora comumente associadas a leve ondinhas no mar, as marolas podem ser muito mais do que isso — e causar estragos sem precedentes, principalmente, em áreas de fundeio. Não à toa, nasceu o movimento “Marolas Não”, que visa colher assinaturas de pessoas afetadas pela falta de prudência no mar, em busca de respeito e segurança.

                        Formado por velejadores, moradores a bordo, circunavegadores e amantes do mar, o projeto chama atenção das autoridades e da comunidade náutica para um problema que há muito assola esse grupo de pessoas: os efeitos da imprudência nas águas — especialmente as que geram as famosas marolas.

                        Marolas e suas consequências

                        Geradas principalmente pelo movimento de embarcações, as marolas se formam quando o casco do barco desloca a água, criando ondas que se propagam lateralmente e para trás. Quanto maior e mais rápida a embarcação, mais intensas são as marolas produzidas.

                        Foto: seleznev_photos / Envato

                        Mesmo que em velocidade de cruzeiro, uma embarcação que passa muito próxima a uma ancoragem ou marina, onde há barcos fundeados, tende a causar estragos. O problema vai de pratos, copos e equipamentos se espatifando no chão a pessoas sofrendo acidentes, caindo de escadas, de camas e até de mastros — isso inclui, inclusive, crianças.

                        A sua marola entra como um cavalo desgovernado no salão– aponta o manifesto

                        Segundo a iniciativa, “não se trata de impedir ninguém de navegar. Mas de lembrar que o mar é de todos — e que todos merecem respeito”. Inclusive, a Marinha do Brasil, através da NORMAM-211, já proíbe comportamentos perigosos em áreas de fundeio. Entre eles:

                        • Navegar em alta velocidade próximo a embarcações fundeadas;
                        • Criar marolas que incomodem ou coloquem outras embarcações em risco;
                        • Desrespeitar áreas sinalizadas ou limites estabelecidos pelas capitanias.

                        Apesar disso, o movimento aponta que a fiscalização é limitada. Assim, a ideia do “Marolas Não” é, também, exigir que a lei seja divulgada, cumprida e respeitada.


                        “Somos gente que acredita na vida sobre as águas. Que ama o vento, o silêncio, o movimento e a pausa. Que respeita o espaço alheio. Que entende que uma marola pode ser só uma ondinha para quem a gera — mas um tremor devastador para quem está parado, vivendo, cuidando ou apenas tentando manter o barco em ordem”, ressalta o projeto.

                        Reivindicação e comprometimento

                        Entre as reinvindicações do “Marolas Não”, estão:

                        • Fiscalização efetiva da legislação náutica existente;
                        • Sinalização nítida nas áreas de fundeio;
                        • Educação náutica para condutores de embarcações motorizadas;
                        • Respeito aos moradores a bordo e embarcações fundeadas;
                        • Campanhas permanentes de conscientização sobre marolas.

                        O movimento também se compromete a:

                        • Registrar e denunciar abusos;
                        • Compartilhar informações e dados sobre áreas críticas;
                        • Promover o diálogo entre velejadores, lancheiros e autoridades;
                        • Defender o direito de viver sobre as águas com segurança e dignidade.

                        Veja como participar

                        Atualmente, o movimento “Marolas Não” trabalha com três frentes: um manifesto, em que interessados podem deixar sua assinatura e optar por receber atualizações do projeto; uma enquete, criada para colher relatos de navegadores do Brasil e do mundo sobre os efeitos das marolas em ancoragens; e um canal de denúncias, para quem presenciou ou foi vítima de uma marola causada por embarcação imprudente.

                         

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                          Navios dinamarqueses afundaram em 1710 e, por séculos, foram considerados embarcações piratas. Entenda o caso!

                          Por: Nicole Leslie -
                          09/05/2025

                          Dois navios naufragados na Costa Rica foram identificados como navios negreiros dinamarqueses, desfazendo uma crença que durou séculos de que pertenceram a piratas. Batizados de Fridericus Quartus e Christianus Quintus, eles foram usados no tráfico de pessoas escravizadas durante o século 18.

                          A revelação foi feita pelo Museu Nacional da Dinamarca, após um estudo detalhado dos destroços, que trouxe à tona a verdadeira história dessas embarcações.

                          Arqueólogo marinho Andreas Kallmeyer Bloch, do Museu Nacional da Dinamarca, escava naufrágio na Costa Rica, onde tijolos estão visíveis. Foto: Ana María Arenas Moreno / Museu da Dinamarca / Reprodução

                          Vestígios confirmam a origem

                          O estudo aponta que a madeira usada em um dos navios tem origem na região entre o nordeste da Alemanha, Dinamarca e Escânia, e foi cortada entre 1690 e 1695. O material também apresentava sinais de queima, com fuligem e carbonização — evidência que confirma relatos históricos de que o Fridericus Quartus foi visto em chamas antes de afundar.

                          Arqueólogo marinho e professor pesquisador David Gregory, do Museu Nacional da Dinamarca, em tijolos empilhados no fundo do mar na Costa Rica. Foto: Jakob Olling / Museu da Dinamarca / Reprodução
                          Tijolos amarelos retirados dos destroços em vários estados de preservação. Foto: John Fhær Engedal Nissen / Museu Nacional da Dinamarca / Reprodução

                          Outros itens encontrados também reforçam a origem dinamarquesa: tijolos com características típicas da Dinamarca, especialmente de regiões como Iller Strand ou Egernsund — e possivelmente Blensburg —, além de cachimbos de barro comuns na Holanda, mas frequentemente usados em navios dinamarqueses à época.


                          Esses cachimbos, pelo estilo e formato, foram datados como anteriores ao naufrágio, ocorrido em 1710.

                          História revelada

                          Segundo o Museu Nacional da Dinamarca, o Fridericus Quartus e o Christianus Quintus naufragaram na costa da América Central em 1710. O primeiro foi avistado pegando fogo, enquanto o segundo teve a corda da âncora cortada e afundou em meio às ondas.

                          Arqueólogos escavaram navios naufragados na Costa Rica. Foto: John Fhær Engedal Nissen / Museu Nacional da Dinamarca / Reprodução

                          A escavação subaquática que permitiu essa descoberta aconteceu em 2023, mas os primeiros indícios da origem dinamarquesa surgiram em 2015, quando arqueólogos marinhos norte-americanos encontraram tijolos amarelos nos destroços — do mesmo padrão usado por embarcações da Dinamarca no século 18.

                           

                          A pesquisa foi conduzida pelo Museu Nacional da Costa Rica com o Museu Nacional da Dinamarca, em parceria com o Museu do Navio Viking em Roskilde, a Universidade do Sul da Dinamarca, a Comissão Arqueológica da Costa Rica, o SINAC e o Centro Comunitário de Mergulho Embajadores y Embajadoras del Mar.

                          Dois naufrágios na Costa Rica são identificados como navios negreiros dinamarqueses. Foto: John Fhær Engedal Nissen / Museu Nacional da Dinamarca / Reprodução

                           

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                            Cartão postal “profético” escrito no Titanic é vendido por mais de R$ 2 milhões

                            Mensagem enviada para um parente de Londres revela postura ressabiada de sobrevivente do naufrágio

                            Um cartão postal “profético”, escrito a bordo do Titanic, foi leiloado pela quantia milionária de 300 mil libras, aproximadamente R$ 2,2 milhões na conversão de maio de 2025. A casa de leilões responsável pela venda foi a Henry Aldridge and Son.

                            A mensagem foi escrita por Archibald Gracie, passageiro da primeira classe C51 e um dos sobreviventes do naufrágio. De acordo com a Henry Aldridge and Son, o cartão postal é datado de 10 de abril de 1912, em Southampton, mesmo dia em que o homem embarcou no navio.

                            Foto: Henry Aldridge & Son/Divulgação

                            Para seu tio-avô, que estava em Londres, Archibald Gracie comentou suas primeiras impressões sobre o Titanic — e deu uma leve alfinetada no navio, que viria a naufragar quatro dias depois.

                            É um belo navio, mas esperarei o fim da minha viagem antes de julgá-lo– escreveu Gracie no cartão-postal

                            Em seguida, ele relembra o navio Oceanic, com o qual havia cruzado o Oceano Atlântico no final do século 19, além de compará-lo com o Titanic.

                            Embora não tenha o estilo elaborado e o entretenimento variado deste grande navio, suas qualidades náuticas e a aparência de iate me fazem sentir falta dele– pontuou Gracie

                            Titanic partindo de Southampton em 10 de abril de 1912. Foto: Domínio Público

                            “Foi muita gentileza sua me dar esta gentil despedida, com os melhores votos de sucesso e felicidade, Archibald Gracie”, encerra a mensagem. Não à toa, a casa de leilão classifica a carta como “uma das melhores do gênero”.

                            Não foi escrito apenas por um dos mais importantes passageiros de primeira classe do Titanic, [mas] a carta em si contém o verso mais profético– Andrew Aldridge, leiloeiro do Henry Aldridge and Son

                            Bastidores do desastre

                            Na viagem, Gracie passou grande parte da viagem fazendo companhia a algumas mulheres desacompanhadas, como a escritora Helen Churchill Candee, de 52 anos, e as irmãs Lamson: Charlotte Appleton, Malvina Cornell e Caroline Brown. Todas também sobreviveram ao naufrágio.

                            Titanic atracado no porto de Southampton, na Inglaterra, em 9 de abril de 1912. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Domínio Público

                            No dia em que o Titanic se chocou contra o iceberg, Gracie percebeu que os motores não estavam mais se movendo e ficaram ligeiramente inclinados. Com isso, Archibald ajudou várias pessoas a embarcar em segurança nos botes salva-vidas e também buscou cobertores para as mulheres nos botes.


                            Junto ao amigo J. Clinch Smith, Gracie auxiliou o Segundo Oficial Charles Lightoller a carregar botes com mulheres e crianças. Porém, Archibald foi arrastado para a água quando o convés superior submergiu repentinamente, se salvando ao embarcar num bote virado.

                             

                            Por lá, passou a noite à deriva, antes de ser resgatado pelo RMS Carpathia, o primeiro navio a responder ao pedido de socorro do Titanic. Já Smith desapareceu e seu corpo nunca foi encontrado.

                            A vida depois da tragédia

                            Assim que retornou a Nova York, Gracie começou a trabalhar em seu livro extremamente rico em detalhes sobre o naufrágio do Titanic. Porém, nunca se recuperou do desastre: diabético, sua saúde foi severamente afetada pela hipotermia e lesões sofridas.

                            Archibald Gracie. Foto: Domínio Público

                            Oito meses após o naufrágio, em 4 de dezembro de 1912, Archibald Gracie morreu por complicações da diabetes, antes que pudesse terminar as correções de seu livro, que viria a ser publicado em 1913 sob o título original The Truth about the Titanic (“A verdade sobre o Titanic”, em inglês).

                             

                            Figura conhecida em Washington e Nova York, nos Estados Unidos, Archibald foi descendente do homem que construiu a Mansão Gracie, que foi residência oficial do prefeito de NY na virada do século 19.

                             

                            113 anos depois, seu cartão postal escrito a bordo do navio foi leiloado junto a outros itens relacionados à tragédia, como uma medalha de bronze nunca vendida, concedida a um marinheiro a bordo do Carpathia e arrematada por aproximadamente R$ 150 mil; e o violino utilizado no filme Titanic, vendido por cerca de R$ 412 mil.

                             

                            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                             

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                              Rio Boat Show abre o calendário de salões com 30 mil visitantes e mais de 300 barcos vendidos

                              Evento náutico que aconteceu de 26 de abril a 4 de maio teve resultado acima do esperado

                              O calendário de salões náuticos do Brasil foi aberto em grande estilo com o Rio Boat Show 2025. Durante nove dias — de 26 de abril a 4 de maio — , 30 mil visitantes passaram pela Marina da Glória, palco do evento, para conferir de perto as principais novidades do setor entre barcos, equipamentos, acessórios, serviços e experiências imersivas.

                              Começar o calendário náutico pelo Rio de Janeiro, em um cenário tão emblemático como a Marina da Glória é sempre especial e nos impulsiona para os demais eventos do ano– destacou Thalita Vicentini, diretora da Boat Show Eventos

                              Mais de 300 embarcações foram vendidas, um dos maiores volumes já registrados na história do evento, que acontece desde 1998 — não à toa. O salão reuniu tanto nas águas da Baía de Guanabara quanto na área seca do evento mais de 100 modelos, sendo 15 deles lançamentos, que atenderam a diferentes perfis de consumidores.

                              Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                              O Rio Boat Show foi um sucesso, tanto em volume de negócios quanto em público– reforçou a diretora

                              Nessa que foi a 26ª edição do Rio Boat Show, os visitantes ainda foram convidados a participar de uma verdadeira imersão náutica.

                              Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                              Entre as experiências estavam batismo de mergulho em um tanque de 5 metros, passeio em um veleiro, a oportunidade de uma primeira velejada, painel de palestras com especialistas no NÁUTICA Talks e o famoso Desfile de Barcos, que neste ano contou também com apresentações de flyboard.

                              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                              A cada edição, reforçamos nosso compromisso de mostrar que a náutica pode, e deve, ser para todos– ressaltou Vicentini

                              Entre os estaleiros que comemoraram os resultados no Rio Boat Show 2025, a Schaefer Yachts destacou que superou “os resultados do ano passado” e alcançou “uma meta ambiciosa desde o início”.

                               

                              A NX Boats também celebrou o desempenho, afirmando ter tido “excelentes resultados nesta edição, com o dobro de vendas em relação ao evento do ano passado”. Já a Quadricenter chamou atenção pelas vendas logo no início do salão: “somente no primeiro dia de evento tivemos 10 vendas”.


                              Para a Triton Yachts, a participação no evento “foi estratégica para fortalecer ainda mais a presença na região”. E, segundo a Solara Yachts, “o Rio Boat Show 2025 foi realmente especial, superando as expectativas”.

                              Confira o calendário dos próximos Boat Shows

                              • Marina Itajaí Boat Show: de 3 a 6 de julho;
                              • Brasília Boat Show: de 13 a 17 de agosto;
                              • São Paulo Boat Show: de 18 a 23 de setembro;
                              • Salvador Boat Show: de 30 de outubro a 2 de novembro;
                              • Foz Internacional Boat Show: de 27 a 30 de novembro.

                               

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                                Ross Mariner anuncia nova fábrica em SC e lançamentos para 2025

                                Filial em Palhoça ficará responsável pela produção da nova SR220 Icon. Nova center console chega em julho

                                Quem vê o sucesso da Ross Mariner pode não imaginar que o estaleiro natural Arujá, em São Paulo, tem apenas três anos. Já são nove modelos de barcos diferentes, dos 17 aos 26 pés, sendo que cerca de 450 deles estão na água — desempenho que resultou em uma recente nova fábrica em Nazaré Paulista, São Paulo, e uma filial saindo do forno em Palhoça, Santa Catarina.

                                Em entrevista no estúdio NÁUTICA durante o Rio Boat Show 2025, Marcio Ishikawa, fundador da Ross Mariner, revelou com exclusividade a Pedro Dias (o Pedrinho) que o novo espaço será inaugurado a partir de julho.

                                 

                                 

                                Encontrei lá uma mão de obra muito qualificada, superior a qualquer outro estado do Brasil. Eu não poderia deixar passar a oportunidade de me instalar ali– detalhou Ishikawa

                                O fundador do estaleiro ainda explicou que a fábrica em solo catarinense ficará responsável pela produção da nova SR220 Icon, lancha de 22 pés do estaleiro lançada durante o salão náutico do Rio.

                                Novidades a caminho

                                Nove modelos em três anos parece ser um número que logo ficará para trás. Isso porque, ainda durante a entrevista, Marcio Ishikawa revelou mais uma novidade: um novo barco. No estilo center console, a lancha que terá de 23 a 27 pés chegará “bem esportiva”, com requintes de “algo que o mercado de center console ainda não viu”, como definiu Ishikawa.

                                 

                                A embarcação, desenhada por Marcos Zenas, será lançada durante o Marina Itajaí Boat Show, marcado para acontecer de 3 a 6 de julho. O modelo se somará a outros dois lançados ainda em 2025: a SR170 Viper e a já mencionada SR220 Icon.


                                A contagem, porém, não para por aí: “teremos mais três lançamentos para esse ano na linha center console”, revelou Ishikawa, sem dar mais detalhes dos novos barcos.

                                Receita do sucesso?

                                Sem revendedores e tampouco representantes, o fundador da Ross Mariner aponta que um dos pontos fortes do estaleiro é o contato direto com os clientes, que se sentem acolhidos pelas fábricas. “A gente atende muito ao consumidor final”, ressaltou.

                                Nova fábrica do estaleiro, em Nazaré Paulista (SP), foi inaugurada em abril. Foto: Ross Mariner / Divulgação

                                Essa proximidade com os compradores faz com que a opinião dos clientes, ponto crucial para o estaleiro, esteja sempre sendo ouvida — e, principalmente, levada em conta. “A opinião deles é muito importante”, pontua Ishikawa.

                                Fazer um barco é fácil, quero ver fazer um barco bom com economia, que agrade o gosto e o bolso do cliente– cravou o fundador da Ross

                                Foi esse sucesso de barcos de qualidade com bom custo-benefício que levou a Ross a se expandir em larga escala, como destacou Marcio. Ele explica que o cliente que compra o produto da marca “tem prazer de dirigir o barco e mostra para o amigo, que pergunta onde ele comprou”.

                                Reinvesti em uma fábrica para mais unidades, senão não conseguimos entregar os barcos e vender– detalhou

                                Marcio conta que a Ross está aprendendo com próprio crescimento e com os grandes estaleiros que já existem. Disse, ainda, que o mercado náutico abre uma grande porta à empresa, porque é carente de novos produtos, que o estaleiro dele promete entregar. “A gente veio bem nesse meio, para fazer barco bom”, explicou.

                                Nove produtos hoje, de 17 a 26 pés. Eu muito feliz, não tem como não estar. Esse trabalho é reconhecido pelos clientes– afirmou Marcio Ishikawa

                                 

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                                  08/05/2025

                                  No segundo episódio de “Endurance 64: o veleiro polar”, você viu a tripulação finalmente zarpar do Porto de Santos, no Brasil, rumo ao continente mais inóspito e gélido do planeta, a Antártica. No terceiro capítulo dessa história, que estreia nesta quinta-feira (8), às 20h, no Canal NÁUTICA, o grupo viverá na prática imprevistos no mar.

                                  A tripulação do veleiro vê sua primeira “pernada” até a Antártica chegar carregada de desafios. As águas, ainda com ares de casa, são traiçoeiras e imprevisíveis. Enquanto cada membro do grupo descobre sua função e formas de contribuir, os primeiros sinais do que é estar em alto-mar começam a aparecer.

                                   

                                   

                                  De reviravoltas meteorológicas, encontros inesperados com a vida marinha e as aventuras de cozinhar a bordo, a tripulação se depara com um problema dos grandes, vindo diretamente do motor, que liga o alerta máximo do grupo.

                                  Foto: Canal NÁUTICA / Reprodução

                                  O problema ainda leva a tripulação a se atentar a outros pontos que podem melhorar no veleiro. Nessa hora, a calma, a experiência e o trabalho em grupo são os ingredientes principais para lidar com a situação.

                                  Foto: Canal NÁUTICA / Reprodução

                                  Na série “Endurance 64: o veleiro polar”, você pode acompanhar toda a rotina da tripulação a bordo, evidenciando como os membros da equipe se adaptam à vida no mar e colaboram entre si para enfrentar a temida Passagem de Drake, conhecida por suas condições marítimas extremas — que, inclusive, tem potencial para ser um dos maiores desafios da expedição.


                                  As máquinas por trás da aventura à Antártica

                                  Com 64 pés de comprimento e casco de alumínio, o veleiro Endurance 64 abrigou por três meses  os navegadores desta expedição à Antártica.

                                  Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição
                                  Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal

                                  Projetado por Thierry Stump, um belga que adotou o Brasil como lar, e totalmente reformado no ano de 2021, o barco homenageia, com seu nome, a lendária embarcação Endurance, de Sir Ernest Shackleton — o mais famoso navegador apaixonado pela Antártica.

                                   

                                  Para garantir o sucesso da expedição polar que deu origem à nova série de Náutica, o Endurance 64 recebeu o motor 4LHA-STP da Yanmar.

                                  Para série náutica de expedição à Antártica, o Veleiro Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar
                                  Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal

                                  Segundo a marca japonesa, o equipamento pode ser utilizado como reversor ou rabeta e ainda serve a alguns barcos de lazer — como lanchas de 36 pés com montagem de parelha.

                                   

                                  A parceria da tecnologia da Yanmar somada às expertises dos tripulantes permitiram que a viagem ao continente mais gelado do planeta fosse um sucesso.

                                   

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                                    Figurinha carimbada em todo ano, as baleias-jubartes cumpriram seu “rito” e deram o ar da graça em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo, pela primeira vez em 2025. Na ocasião, três pescadores na região do Bonete flagraram duas baleias — que, segundo os relatos, estavam bem animadas.

                                    Embora avistadas todo ano no litoral paulista, as baleias-jubarte costumam ter suas primeiras aparições em abril e se intensificam em maio, quando se dá início à temporada de baleias. Assista ao vídeo do “flagra” em Ilhabela!

                                     

                                     

                                    É sempre incrível, ainda mais por ser a primeira vez de 2025. Elas estavam exibidas, pulando bastante– Erik Tavares, um dos pescadores, ao g1

                                    Segundo Erik, as baleias-jubarte “flagradas” em Ilhabela estavam a 4km da praia. Ele ainda conta que, quando retornou para a areia, os animais continuaram na mesma região: “Tinha muito alimento ali”, deduziu o pescador.


                                    De acordo com Rafaela Souza, bióloga e coordenadora do Instituto Baleia Jubarte, o comportamento narrado pelo pescador é comum nessa espécie. Ela também afirma que os animais estavam saudáveis e, por não serem tão grandes, é um indicativo de que ainda são jovens.

                                    As jubartes são muito acrobáticas. Elas saltam, batem cauda e batem nadadeiras peitorais– disse a bióloga

                                    A profissional complementa que as acrobacias são um comportamento comum e natural desse animal, “seja por comunicação, para se exercitar ou até para remover parasitas do corpo”.

                                    Sempre bem-vindas!

                                    É sempre bom tratar bem quem vem de longe — principalmente quem atravessou o mundo. Nesse caso, o grupo de baleias-jubarte que passa pelo Litoral Norte de SP saiu da região Antártica, onde se alimenta durante o período do nosso verão, ou seja, do final de dezembro a meados de março.

                                    Foto: Image-Source/ Envato

                                    Feito isso, elas vão em direção ao litoral da Bahia, a fim de se reproduzirem em águas mais quentes. Sendo assim, Ilhabela está no meio do caminho desses animais, que percorrem cerca de 4 mil quilômetros das águas frias da Antártida até o Nordeste brasileiro.

                                     

                                    Inclusive, a passagem desses “turistas” pelo Litoral Norte de SP é um evento à parte. Com junho e julho sendo os meses de pico da passagem das baleias — quando há o maior número de animais na região —, Ilhabela se prepara para o turismo, que é intensificado durante essa época.

                                    Foto: Image-Source/ Envato

                                    O turismo de observação de cetáceos tem crescido no Brasil e Ilhabela desponta como um dos principais destinos dessa modalidade– publica a Prefeitura, em nota

                                    A Administração de Ilhabela ainda destaca que o “arquipélago se destaca pelas ações de conservação ambiental e práticas sustentáveis nesse turismo”.

                                     

                                    Inclusive, no dia 29 de maio, o instituto Baleia Jubarte e a Prefeitura de Ilhabela vão promover uma oficina, no paço municipal, para divulgar orientações em relação ao turismo de baleias.

                                     

                                    Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                     

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                                      Embarcação da Bienal das Amazônias reúne arte, educação e experiências sensoriais. Visitação segue até sábado (10)

                                      Por: Nicole Leslie -

                                      A cidade de Marabá, no Pará, recebe, até sábado (10), uma atração inédita: o barco-obra de arte da Bienal das Amazônias Sobre as Águas. A embarcação está atracada na orla da cidade, próxima à Casa Bandeira, com visitação gratuita.

                                      Projetado pelo artista boliviano Freddy Mamani, o barco é uma verdadeira obra de arte, com traços inspirados na ancestralidade amazônica. Animais, flores, céu estrelado e cores vibrantes compõem um cenário imersivo que remete à cultura paraense.

                                       

                                      De acordo com a organização da Bienal, a reforma que transformou o barco em obra de arte durou cinco meses e envolveu mais de 120 pessoas — arquitetos, engenheiros navais, cenógrafos, produtores, técnicos e pintores, entre outros profissionais. Veja o antes e depois deste trabalho no vídeo abaixo.

                                       

                                       

                                      A embarcação foi desenvolvida para ser tão acolhedora quanto acessível. Com capacidade para 200 pessoas, o espaço conta com rampas, salas e banheiros adaptados para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. As visitações acontecem diariamente, das 10h às 12h e das 14h às 19h.

                                      Programações variadas a bordo do barco-arte

                                      A programação inclui visitas guiadas de 30 minutos, conduzidas por educadores que narram a história do barco e seu conceito artístico. Não é necessário agendamento prévio.

                                       

                                       

                                      Na quinta (8) e sexta-feira (9), acontece a oficina de colagem Recortar e colar com as águas. A ideia é criar peças baseadas nas sensações despertadas pelo barco-arte. A atividade será realizada das 16h às 18h, sem necessidade de inscrição.

                                       

                                      No sábado (10), às 10h, o chef Juan Ben-Hur comanda a oficina Cozinha Criativa, que valoriza os sabores da Amazônia. A participação é gratuita, mediante inscrição pelo site da Bienal.


                                      Aviso a grupos grandes

                                      Professores e responsáveis por grupos escolares, universitários ou de ONGs devem agendar previamente a visita ao barco. Os links estão disponíveis nos canais oficiais da Bienal das Amazônias.

                                      Barco-arte da Bienal das Amazônias tem área com redes de descanso. Foto: Evangelista Rocha / Reprodução

                                       

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                                        Estaleiro trabalha em novo parque industrial para fabricar o modelo, previsto para o São Paulo Boat Show 2026. Veja entrevista

                                        Por: Nicole Leslie -

                                        A NX Boats, apesar de jovem no mercado náutico, vem consolidando sua marca no Brasil e nos Estados Unidos. Com um portfólio de embarcações que vai dos 26 aos 50 pés, o estaleiro se prepara para um novo e ousado passo. Em 2026, no São Paulo Boat Show, será lançada a NX 62 by Pininfarina — uma lancha que promete marcar uma nova fase para a empresa.

                                        Em entrevista a Marcio Dottori no Estúdio NÁUTICA, durante o Rio Boat Show 2025, o presidente do estaleiro, Jonas Moura, revelou em primeira mão à NÁUTICA que um novo parque industrial está sendo construído exclusivamente para a produção do novo modelo, que será 12 pés maior do que a atual maior embarcação da marca, a NX 50 Invictus.

                                         

                                         

                                        Com design assinado pela renomada casa italiana Pininfarina, famosa por sua atuação no setor automotivo de luxo, Jonas garante que o novo modelo vai surpreender.

                                        Vai balançar o mercado. Ele vai trazer elementos que hoje só existem em embarcações acima de 80 pés– afirma Jonas Moura

                                        Ainda não foram revelados detalhes técnicos do projeto, mas o lançamento está confirmado para o São Paulo Boat Show 2026, marcado para acontecer de 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo. Já no salão paulista deste ano, a novidade será a NX 44 design by Pininfarina na versão Sport Fly .

                                        Projeção artística da nova NX44 design by Pininfarina versão Sport Fly. Foto: NX Boats / Divulgação

                                        Estudo e inovação navegam lado a lado

                                        Durante o bate-papo, Jonas também falou sobre o investimento constante em estudos de mercado, que somados às sugestões dos clientes, resultam nas variações oferecidas pela marca — como a possibilidade de motorização tanto de centro quanto de popa em todos os modelos.

                                        Quando a gente faz um barco, queremos um produto global. Por isso, precisamos de versatilidade para estar presentes em todas as regiões– explica Jonas

                                        Essa versatilidade também se reflete na variedade da linha. Apesar do lançamento da lancha de 62 pés, os modelos de entrada da NX, a partir de 26 pés, continuarão em produção. Jonas destaca que muitos clientes começaram com embarcações menores e hoje navegam em lanchas de 50 pés — por isso garante:

                                        A gente não abre mão de ter embarcação de entrada– Jonas Moura, da NX Boats

                                         

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                                          Por: Nicole Leslie -

                                          Imagine embarcar em um iate de luxo para viver uma verdadeira experiência gastronômica em alto-mar. Embora ambicioso, o REI, novo projeto do Viken Group, promete entregar tudo isso — e mais — em uma embarcação que também preza pela sustentabilidade.

                                          O REI foi desenvolvido para o mercado de iates de cruzeiro premium e é resultado de uma parceria entre a empresa e o estúdio de design Tillberg Design of Sweden, com apoio dos escritórios de arquitetura Hot Lab e Thalia Marine.

                                          Iate de luxo promete experiência gastronômica e alto nível. Foto: Viken Group / Reprodução

                                          Além do luxo e dos altos padrões prometidos para o superiate, um dos grandes diferenciais do projeto é o foco na experiência gastronômica. Os cardápios serão sazonais e adaptados de acordo com o destino da embarcação, com a proposta de criar diferentes conexões entre ingredientes, sabores e locais.

                                           

                                          Definida pela Viken como uma experiência exploratória, a proposta gastronômica tem como lema “do mar, à terra, ao céu”. Para ampliar as possibilidades de vivência a bordo, o projeto prevê 10 conveses, além de piscinas, spas e clubes.

                                          Restaurante em alto mar também tem piscinas e SPAs no projeto. Foto: Viken Group / Reprodução

                                          Luxuoso e sustentável

                                          A embarcação terá 196 metros de comprimento e uma boca generosa, de 28 metros, com capacidade para acomodar confortavelmente 112 passageiros e uma tripulação de 125 pessoas. O atendimento a bordo promete ser de alto nível, com atenção aos detalhes e discrição para não invadir o espaço dos hóspedes.

                                          Barco de apoio do super iate será movido a energia sustentável. Foto: Viken Group / Reprodução

                                          Apesar de ainda não ter sua propulsão principal definida, o REI será equipado com tecnologias sustentáveis, incluindo fontes solares, eólicas e hidrogênio. A embarcação também contará com um barco de apoio movido a energia elétrica ou solar, reforçando o compromisso ambiental do projeto.

                                           

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                                            07/05/2025

                                            Um antigo mercado de peixes em Barcelona escondeu, por séculos, um grande barco medieval. Na Espanha, uma equipe de arqueólogos encontrou, durante escavações para um novo centro de biomedicina e biodiversidade, um navio afundado há cerca de 500 ou 600 anos.

                                            A parte recuperada da embarcação tem 10 metros de comprimento e três metros de altura, com mais de 30 estruturas de madeira e ferro — bem ao estilo medieval. Esse tipo de construção já foi encontrado no Mediterrâneo e em toda a Europa a partir do século 15, de acordo com os arqueólogos.

                                            Foto: Cidade de Barcelona/ Divulgação

                                            Para os cientistas, o barco medieval pode ter naufragado durante uma tempestade entre os séculos 15 e 16, quando Barcelona estava debaixo d’água. Não à toa, a madeira do navio está extremamente sensível, após séculos sob os sedimentos e imersa.

                                            Batizado de Ciutadella I, o nome do barco encontrado faz referência ao Parque Ciutadella, próximo ao local da descoberta, onde o navio foi encontrado a cinco metros de profundidade. O local também já revelou outras relíquias, como um abrigo antiaéreo da Guerra Civil Espanhola e vestígios do mercado do século 18.

                                            Sabíamos que poderíamos encontrar algo assim, já que o local fica próximo ao antigo porto e cais da cidade– explicou Santi Palacios, arqueólogo-chefe do projeto, ao The Guardian

                                            Um lugar promissor

                                            Depois de tanto tempo esquecida em Barcelona, a madeira imersa merece uma atenção especial para evitar que se desintegre. De início, o barco medieval foi parcialmente coberto com o solo original, mantendo-os úmidos e cobertos enquanto os cientistas realizam o mapeamento de cada peça.

                                            Foto: Cidade de Barcelona/ Divulgação

                                            Segundo os pesquisadores, os próximos passos são: etiquetagem das peças, coleta de amostras e preparar a estrutura para ser transportada em recipientes cheios de água. Em seguida, será realizada um processo de dessalinização e impregnação da madeira com cera hidrossolúvel — substância que penetra e fortalece a estrutura interna a longo prazo.

                                            Quando transportarmos os restos, teremos que desmontá-los cuidadosamente para análise-disse Delia Eguiluz, restauradora da equipe

                                            Inclusive, a análise da madeira e da resina do barco medieval pode indicar sua origem geográfica. Em 2008, na mesma cidade de Barcelona, foi encontrado o Barceloneta I, outro navio da Idade Média, mas de origem do norte da Espanha, em total contraste com o estilo mediterrâneo do Ciutaedella I.

                                            Foto: Cidade de Barcelona/ Divulgação

                                            Agora temos dois exemplos distintos de construção naval medieval em Barcelona, o que nos permitirá entender melhor a evolução dessas embarcações– ressaltou Santi Palacios

                                            O novo barco medieval “constitui uma fonte única de conhecimento sobre as técnicas de navegação e construção naval utilizadas em Barcelona nos séculos 15 e 16”, segundo comunicado oficial. Além disso, o Ciutadella I pode ajudar a desvendar a história marítima que moldou uma das cidades mais importantes do Mediterrâneo.

                                             

                                            Por fim, os arqueólogos estimam que ainda precisam escavar até 15% do sítio para descobrir outras partes do barco medieval ou encontrar novas evidências do naufrágio.

                                             

                                            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                             

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                                              José Eduardo Cury, presidente do estaleiro, revelou detalhes do modelo inédito no Estúdio Náutica. Confira!

                                              Por: Nicole Leslie -

                                              O Rio Boat Show 2025 abriu o calendário de salões náuticos no Brasil com uma série de novidades — e foi nesse cenário que a Mestra Boats anunciou, com exclusividade à NÁUTICA, seu próximo grande lançamento: uma nova lancha de 27 pés, que fará sua estreia oficial no São Paulo Boat Show, em setembro.

                                              Em entrevista a Marcio Dottori no Estúdio Náutica, José Eduardo Cury (mais conhecido como Zé da Mestra) revelou que a nova Mestra 272 já está em fase de produção. O casco está pronto e o barco aguarda apenas os ajustes finais no convés para o lançamento, explica o presidente do estaleiro.

                                               

                                              Zé adiantou alguns detalhes da nova lancha de 27 pés, que chega para preencher uma lacuna estratégica na linha da marca — entre a Mestra 240 (24 pés) e a Mestra 292 (29 pés).

                                               

                                               

                                              A lancha terá proa aberta com design “lançado”, seguindo o estilo dos barcos maiores do estaleiro. Entre os diferenciais, o modelo contará com passagem lateral, cabine e banheiro fechado. Na popa, Zé promete “muita inovação”, mas faz suspense quanto aos detalhes, que serão revelados no lançamento.

                                               

                                              Outro destaque da nova lancha de 27 pés da Mestra é o costado lateral envidraçado, que promete garantir mais visibilidade e elegância na navegação. Durante a conversa, o presidente destacou a presença da Mestra em todas as regiões do Brasil — de Norte a Sul — com uma base fiel de clientes fora do eixo Sudeste.


                                              Inovação segue como marca registrada da Mestra

                                              Durante a 26ª edição do Rio Boat Show, o estaleiro também apresentou uma inovação no teto estilo T-Top. Agora envidraçado e equipado com placas de energia solar, o modelo utiliza vidros refletivos que bloqueiam o calor, mas captam a luz do sol para gerar energia.

                                              Mestra 322 HT. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica

                                              Zé explica que essa tecnologia reflete o calor do sol, mas absorve a energia solar. “Você pode estar sob um sol de 40 graus o dia inteiro e não vai sentir o calor dentro da lancha”, garante.

                                               

                                              Outro diferencial que o estaleiro oferece aos clientes — como opcional — é o sistema de insubmergibilidade. Embora possa representar um custo adicional de até 18% sobre o valor da embarcação, o serviço torna o barco literalmente inafundável.

                                              Zé da Mestra durante entrevista no Estúdio Náutica, no Rio Boat Show 2025. Foto: Revista Náutica

                                              Para isso, o fundo da embarcação é preenchido com espuma de poliuretano, eliminando o espaço oco comum nos cascos tradicionais. Esse recurso está disponível para modelos entre 18 e 24 pés.

                                               

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                                                Celso Antunes, dealer do estaleiro, revelou novidades que devem chegar em setembro, no São Paulo Boat Show

                                                A Solara Yachts aproveitou o Estúdio Náutica do Rio Boat Show 2025 — que abriu o calendário de salões náuticos do Brasil — para dar um spoiler do que o estaleiro apresentará ao longo do ano. Celso Antunes, dealer exclusivo da marca, revelou com exclusividade à NÁUTICA dois novos barcos: uma lancha de 44 pés e uma Boat House “futurista”.

                                                No estúdio flutuante de NÁUTICA dentro do salão, Celso anunciou as novidades, que devem ficar prontas em setembro, em entrevista a Pedro Dias (o Pedrinho).

                                                 

                                                Segundo ele, em cerca de um mês, o público já poderá conferir mais detalhes da nova lancha de 44 pés da marca, que chega para suprir uma falta entre os barcos de 41 e 50 pés do estaleiro.

                                                As vezes cliente quer mudar de produto e eu não tenho esse intermediário– explicou Celso

                                                 

                                                 

                                                De acordo com o dealer, o barco, que já vem sendo fabricado, está “surpreendente”, com três camarotes, um bom custo-benefício e uma boca maior que a atual 41 pés da marca — de 3,50 metros. “É a mesma versão da 41 em uma proporção maior”, detalhou.

                                                A gente sempre procura entregar o melhor com um custo-benefício legal para o cliente– destacou o representante


                                                Outro lançamento que deve atrair olhares é a nova versão da Solara Boat House, a casa flutuante do estaleiro, que promete chegar ao mercado com uma “pegada futurista”.

                                                 

                                                Entre as características do novo modelo, Celso destaca os dois quartos, sala com lareira, cozinha, banheiro com vaso elétrico e a tecnologia embarcada. “É uma casa toda digital, automatizada, que você tem funções por aplicativo”.

                                                Ela funciona como um cartão de hotel, você coloca e ela liga tudo. Dá para programar a temperatura por app. Uma casa muito legal– ressaltou

                                                NÁUTICA já testou a primeira versão da Solara Boat House. Confira:

                                                 

                                                 

                                                Tanto a nova 44 pés quanto a casa flutuante são prometidas pela Solara para o São Paulo Boat Show, considerado o maior salão náutico da América Latina, marcado para acontecer de 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo.

                                                 

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                                                  De São Paulo a Pernambuco: tartaruga-verde registrada pelo Tamar reaparece após 24 anos

                                                  Animal foi cadastrado em Ubatuba em 2001 e encontrado adulto, desovando em Fernando de Noronha

                                                  Por: Nicole Leslie -

                                                  Uma tartaruga-verde cadastrada pelo Projeto Tamar em janeiro de 2001 apareceu para mostrar que estava tudo bem 24 anos depois. O animal, que havia sido registrado em Ubatuba, no litoral de São Paulo (SP), foi identificado pela equipe do Tamar de Fernando de Noronha, em Pernambuco (PE), nesta sexta-feira (2).

                                                  Segundo o Projeto Tamar, a tartaruga da espécie Chelonia mydas foi capturada acidentalmente por pescadores na Praia do Camburi, em janeiro de 2001, quando sua carapaça media 49 cm. O grupo acionou a equipe do Tamar, que realizou a devolução adequada do animal ao mar.

                                                  Identificação do animal foi feita por peça de aço inox instalada em nadadeira. Foto: Projeto Tamar / Reprodução

                                                  Como parte do protocolo, a tartaruga recebeu peças de aço inox nas nadadeiras anteriores, utilizadas para identificação. A surpresa veio mais de duas décadas depois, quando a mesma tartaruga foi encontrada colocando ovos em uma área de desova na Praia de Quixabinha, já com 103 cm de carapaça.


                                                  “Emocionante reencontro”, pontuou o instituto, que confirmou ter sido a primeira vez, em toda a história do projeto, que uma tartaruga cadastrada ainda jovem foi reencontrada já na fase adulta.

                                                   

                                                  O projeto Tamar não sabe ao certo a idade exata do animal, mas estima-se que ela tenha ao menos 30 anos — idade média para que a espécie atinja a fase reprodutiva. A fundação ainda destacou a durabilidade das peças de aço inox usadas na marcação, que resistiram intactas durante mais de duas décadas no mar.

                                                   

                                                  Náutica Responde

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                                                    Por: Nicole Leslie -
                                                    06/05/2025

                                                    A segunda edição do NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025 foi um verdadeiro sucesso de público. Promovida pela Revista Náutica, a iniciativa reuniu cerca de mil espectadores ao longo dos nove dias de evento, com um ciclo de palestras repleto de temas interessantes.

                                                    Com uma média de quatro palestras diárias, o Náutica Talks no Rio Boat Show 2025 levou diferentes assuntos para discussão no evento. Entre os 40 bate-papos, os visitantes do evento puderam conferir desde curiosidades de apaixonados pelo mar até histórias de superação, passando por assuntos técnicos, profissionais e dicas.

                                                    NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                                                    A variedade de assuntos atraiu o público do salão náutico, gerando um grande fluxo de visitantes.

                                                     

                                                    Um dos diferenciais desta edição do NÁUTICA Talks foi o Seminário “Inovação na transição energética”, que reuniu, em dois painéis, figuras renomadas do setor para falar sobre assuntos latentes.

                                                    Um dos seminários sobre Inovação na transição energética e barcos de hidrogênio no NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                                                    O painel sobre mobilidade náutica sustentável, hidrogênio e o caminho para a descarbonização contou com nomes como Paulo Resende, Gabriel Lassery, Samy Moschovitch, Thiago Sugahara, Vitor Manuel Silva e Fábio Cavalcante, com mediação de Daniel Cantane. Já o seminário sobre transição energética, COP30, desafios e caminhos para um futuro sustentável teve a presença de Ernani Paciornik, Irineu Colombo, Jonhey Lucizani, Mauricio Maciel, Eduardo Colunna e Leonardo Flor, com mediação de Cila Schulman.

                                                    Ian Cosenza, Michele de Boullions e Lucas Chumbo no palco do NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                                                    Outras dezenas de palestras integraram a programação do Náutica Talks nos nove dias de Boat Show no Rio, com grande apelo de público. Um dos exemplos foi o papo comandado por Ian Cosenza e Michele de Boullions — com direito a presença do atleta Lucas Chumbo na plateia e no palco — trazendo os bastidores dos resgates de jet durante as enchentes no Rio Grande do Sul.

                                                     

                                                    Outras palestras que atraíram grande público no evento foram o bate-papo sobre presença feminina no universo náutico, comandada por Elisa Mirow, e o sobre o papel da Marinha na formação e segurança da navegação de esportes e recreio, apresentada pelo Capitão dos Portos do Rio de Janeiro, o Capitão de Mar e Guerra Luciano Calixto de Almeida Junior.

                                                     

                                                    A estrutura para as palestras foi montada no pavilhão do evento, na área seca do Rio Boat Show 2025. Os visitantes do salão náutico tinham livre acesso à arquibancada montada no local, o que favoreceu a participação espontânea.

                                                    Público ocupou, em peso, a platéia do NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                                                    Iniciativa da NÁUTICA dentro do Rio Boat Show, o ciclo de palestras reuniu mais de 40 nomes reconhecidos do setor náutico, que compartilharam suas experiências e conhecimentos durante o evento. Com isso, o NÁUTICA Talks consolidou-se como uma das grandes atrações do Rio Boat Show 2025.


                                                    Veja fotos do NÁUTICA Talks no Rio Boat Show:

                                                    NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                                                    Fred Paim contando a história de veleiro centenário no NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                                                    NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                                                    NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                                                    NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                                                    NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                                                    NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                                                    NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
                                                    NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                                                     

                                                    Náutica Responde

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                                                      Por: Nicole Leslie -

                                                      Já está disponível no Canal NÁUTICA o segundo episódio da emocionante série “Endurance 64: o veleiro polar”. A produção acompanha uma expedição real ao continente gelado a bordo de um veleiro motorizado pela Yanmar.

                                                      Nesta nova etapa, o público acompanha os preparativos finais antes da partida e o grupo zarpando do Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

                                                       

                                                      O segundo episódio destaca os primeiros desafios da viagem, que envolvem desde condições climáticas adversas até decisões estratégicas sobre a navegação em águas desconhecidas.

                                                      Foto: Canal NÁUTICA / Reprodução

                                                      Assista ao segundo episódio:

                                                       

                                                       

                                                      Antes do zarpe, o segundo episódio da série mostra que a tripulação do Endurance 64 foi presenteada com uma verdadeira relíquia, apontada por eles como a “benção de nossos antecessores”. Nada menos do que um documento da primeira expedição brasileira à Antártica, realizada entre 1982 e 1983, pelo Programa Antártico Brasileiro — o ProAntar.

                                                      Documento com assinatura dos tripulantes da primeira expedição brasileira à Antártica. Foto: Canal NÁUTICA / Reprodução

                                                      O impresso, contendo a assinatura de todos que estiveram embarcados no Navio Oceanográfico Prof. Wladimir Besnard na ocasião, foi entregue aos navegadores do Endurance 64 por Douglas, neto de Izaías Gomes de Medeiros — o capitão do navio naquela histórica expedição.

                                                      Marcos Hurodovich, do Endurance 64, recebe uma relíquia de Douglas, neto do comandante da 1ª expedição brasileira à Antártica. Foto: Canal NÁUTICA / Reprodução

                                                      Na série “Endurance 64: o veleiro polar”, você pode acompanhar toda a rotina da tripulação a bordo, evidenciando como os membros da equipe se adaptam à vida no mar e colaboram entre si para enfrentar a temida Passagem de Drake, conhecida por suas condições marítimas extremas, que inclusive tem potencial para ser um dos maiores desafios da expedição.

                                                      Foto: Canal NÁUTICA / Reprodução

                                                      O 3° episódio da série será lançado nesta quinta-feira (8), às 20h. Como spoiler, você pode esperar para assistir desafios mecânicos enfrentados na embarcação durante o trajeto. Acompanhe toda a série no Canal NÁUTICA no YouTube.

                                                      As máquinas por trás da aventura à Antártica

                                                      Com 64 pés de comprimento e casco de alumínio, o veleiro Endurance 64 abrigou por três meses  os navegadores desta expedição à Antártica.

                                                      Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição
                                                      Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal

                                                      Projetado por Thierry Stump, um belga que adotou o Brasil como lar, e totalmente reformado no ano de 2021, o barco homenageia, com seu nome, a lendária embarcação Endurance, de Sir Ernest Shackleton — o mais famoso navegador apaixonado pela Antártica.


                                                      Para garantir o sucesso da expedição polar que deu origem à nova série de Náutica, o Endurance 64 recebeu o motor 4LHA-STP da Yanmar.

                                                      Para série náutica de expedição à Antártica, o Veleiro Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar
                                                      Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal

                                                      Segundo a marca japonesa, o equipamento pode ser utilizado como reversor ou rabeta e ainda serve a alguns barcos de lazer — como lanchas de 36 pés com montagem de parelha.

                                                       

                                                      A parceria da tecnologia da Yanmar somada às expertises dos tripulantes permitiram que a viagem ao continente mais gelado do planeta fosse um sucesso.

                                                       

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                                                        De tudo o que envolve o universo náutico, os rebocadores talvez sejam os que têm menos “charme” — ainda mais quando consideramos os barcos luxuosos. Entretanto, já passou da hora de um dos mais importantes portos do mundo ter uma máquina à sua altura. No caso, um rebocador elétrico.

                                                        Por incrível que pareça, o Porto de Los Angeles ainda não tem um rebocador elétrico. Nesse cenário que a Arc Boats, fabricante de barcos elétricos, pretende levar à Cidade dos Anjos um barco-reboque modernizado ainda neste verão — uma novidade e tanto para quem opera com máquinas velhas.

                                                        Porto de Los Angeles. Foto: Port of Los Angeles/ Divulgação

                                                        O novo projeto da Arc Boats consiste em transformar um barco existente numa moderna usina de energia livre de emissões, que seria projetada especificamente para impulsionar as operações no Porto de Los Angeles. Além de elétrico, ele é transportável, característica primordial para o porto.

                                                        Na Arc, nossa missão sempre foi eletrificar toda a indústria marítima. Os barcos de trabalho representam um grande passo nesse sentido– Mitch Lee, CEO e cofundador da Arc Boats

                                                        Atualmente, de acordo com a empresa, existem cerca de 2 mil rebocadores nos Estados Unidos. A Arc afirma, ainda, que a substituição desses equipamentos poderia resultar numa economia superior a 1,6 milhões de carros, em relação às emissões de gases de efeito estufa, anualmente.

                                                        O futuro é agora

                                                        Não só o Porto de Los Angeles, como o de Long Beach, pretendem fazer a transição para equipamentos de emissão zero até 2030. Também buscam implementar totalmente caminhões ecológicos até 2035. E só a partir daí, os barcos verdes seguirão o mesmo caminho.

                                                        Porto de Los Angeles. Foto: Port of Los Angeles/ Divulgação

                                                        Enquanto o futuro não chega, a Arc Boats nos dá uma amostra. O plano é modernizar um rebocador com o sistema de propulsão elétrica — que inclui dois motores de 600 cavalos — e software da marca, deixando-o muito mais potente.


                                                        O sistema ainda conta com grandes conjuntos de baterias e monitoramento de desempenho em tempo real. Além disso, o barco foi projetado para ser de fácil manutenção. A primeira versão servirá como um protótipo para futuros rebocadores em escala.

                                                        Só faltava você, LA

                                                        Fora dos Estados Unidos, portos da Europa, Nova Zelândia e Japão, já começaram a colocar rebocadores verdes no seu currículo — sejam eles elétricos, híbridos ou movidos a hidrogênio. Afinal, o recurso elimina o custo relativo ao combustível convencional e à manutenção.

                                                        Foto: Crowsley Maritime/ Divulgação

                                                        Em 2023, o Porto de San Diego e a Crowley Maritime acertaram uma parceria para trazer rebocadores elétricos pela primeira vez nos EUA. Batizado de e-Wolf, a máquina promete, nos próximos 10 anos, reduzir centenas de toneladas em emissões tóxicas em comparação a um rebocador convencional.

                                                         

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                                                          Batizado de SeaCURE, iniciativa tem aporte bilionário do Reino Unido, que busca combater mudanças climáticas

                                                          05/05/2025

                                                          Reduzir os gases de efeito estufa é uma das prioridades dos cientistas para conter o aquecimento global. Entretanto, há profissionais acreditam que capturar as emissões já liberadas também seja uma abordagem eficiente para lidar com o excesso de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

                                                          Pensando nisso, um grupo de cientistas lideram um projeto-piloto na Inglaterra, que busca capturar o gás carbônico emitido na queima de combustíveis fósseis e biomassa direto dos oceanos. Batizado de SeaCURE, a iniciativa já conta com uma instalação atrás do Weymouth Sealife e financiamento do governo britânico.

                                                          Foto: shotprime/ Envato

                                                          Ao contrário dos projetos que focam em extrair os gases que aquecem o nosso planeta da atmosfera ou diretamente das fontes de emissão, o SeaCURE pretende retirá-los onde estão em concentrações maiores: na água — acredite, até mais do que na atmosfera.

                                                          A água do mar contém uma grande quantidade de carbono em comparação ao ar, cerca de 150 vezes mais– Paul Halloran, líder do projeto

                                                          Logo, extrair o gás carbônico do oceano pode tornar a ideia mais eficaz. Cientistas, entretanto, estão analisando se, na prática, a remoção do carbono pela água seja uma forma economicamente viável de reduzir a quantidade de CO2, responsável por causar o aquecimento global.


                                                          Com apoio do governo do Reino Unido, a iniciativa faz parte de um esforço mais amplo para desenvolver tecnologias que combatem as mudanças climáticas — com a redução de emissões sendo a principal prioridade.

                                                          Cura às águas

                                                          De maneira simples, o SeaCURE captura a água do mar por meio de um cano que se estende pelo Canal da Mancha e a processa para remover o carbono antes de bombeá-la de volta ao mar. De lá a água absorverá mais CO2 e, assim, reiniciará o processo.

                                                          Foto: melis82/ Envato

                                                          No meio desse processo, parte da água é tratada para ficar mais ácida, facilitando a liberação do CO2 na forma gasosa. Logo, esse gás carbônico é extraído do ar por um sistema que usa carvão ativado feito de casca de coco. Antes de ser devolvida ao oceano, eles neutralizam a água com adição de alcalinos.

                                                           

                                                          Embora promissor, o projeto ainda está engatinhando e traz impactos irrisórios em escala global. Atualmente, o SeaCURE remove cerca de 100 toneladas de gás carbônico do oceano por ano, valor inferior ao emitido por um avião comercial em um voo transatlântico. Os cientistas, porém, vêm potencial na iniciativa.

                                                          Foto: marylooo/ Envato

                                                          A tecnologia pode ser ampliada significativamente para remover 14 bilhões de toneladas de CO2 por ano, se 1% das águas dos oceanos forem processadas. Para que isso seja plausível, todo o processo de remoção de carbono teria que ser alimentado por energia renovável.

                                                           

                                                          “Capturar [carbono] diretamente da água do mar é uma das opções. Capturá-lo diretamente da atmosfera é outra. Há basicamente de 15 a 20 opções e, no fim das contas, a questão de qual usar vai depender do custo”, disse Oliver Geden, especialista em captura de carbono.

                                                          A remoção de gases de efeito estufa da atmosfera é essencial para nos ajudar a alcançar emissões líquidas zero– Kerry McCarthy, ministro de Energia do Reino Unido

                                                          Dinheiros e controvérsias

                                                          No total, o SeaCURE recebeu 3 milhões de euros em financiamento público (aproximadamente R$ 20 milhões em conversão realizada em 5 de maio de 2025), sendo um dos 15 projetos-piloto apoiados pelo governo britânico no combate ao efeito estufa.

                                                          Brewers Quay, na cidade de Weymouth, Inglaterra. Foto: Brewers Quay, Weymouth, Dorset by Christine Matthews/ Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                                          Entretanto, o projeto levanta questões sobre os possíveis prejuízos na vida marinha. Neste caso, a quantidade de água com baixo teor de carbono no ecossistema marinho de Weymouth é pequena, mas os pesquisadores já estudam possíveis efeitos caso o método avance em maior escala.

                                                          Foto: emneemsphotos/ Envato

                                                          Doutorando na Universidade de Exeter, na Inglaterra, Guy Hooper estuda esse possível cenário e aponta alguns problemas, como os organismo marinhos que dependem do carbono para certas atividades.

                                                          O fitoplâncton usa o carbono para fazer fotossíntese, enquanto criaturas como os mexilhões o utilizam para formar suas conchas– explica Hooper

                                                          Ele explica também que os impactos podem ser mitigados com a pré-diluição da água com baixo carbono. “É importante que isso seja incluído desde o início”, destaca o doutorando.

                                                           

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                                                            Submarino com "velocidade de tubarão e hidrodinâmica de golfinho": conheça o novo Super Sub

                                                            Segundo a fabricante holandesa U-Boat Worx, o modelo é o submersível privado mais rápido já construído, capaz de alcançar 300 m de profundidade

                                                            Feriadão na vela: Sudeste Brasileiro da Classe Dingue começa neste sábado (4)

                                                            Evento que ocorrerá no São Paulo Yacht Club, na Represa do Guarapiranga, aceita inscrições até sexta-feira (3). Saiba mais!

                                                            Ferretti Yachts levará linha completa de modelos fabricados no Brasil ao Rio Boat Show 2026

                                                            Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória

                                                            Veja quem passou pelo lounge de NÁUTICA no último dia de Rio Boat Show 2025

                                                            Convidados especiais aproveitaram o espaço da Revista Náutica durante a 26ª edição do salão. Confira fotos

                                                            Por: Redação -

                                                            O Rio Boat Show 2025 já está atracado na Marina da Glória e, até o próximo domingo, 4 de maio, entusiastas do lifestyle náutico podem conferir as principais novidades do setor — com direito a experiências imersivas. Sobre as águas da Baía de Guanabara está ainda o lounge flutuante de NÁUTICA, que recebe grandes personalidades deste universo.

                                                            Quem passa por lá não escapa dos flashes, e aqui você confere os nomes que atracaram no espaço no 9° e último dia de salão. Veja as fotos:

                                                            Último dia de Rio Boat Show 2025: quem passou pelo lounge de NÁUTICA

                                                            Bernardo Fraga e Aline Gallina. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Amanda Santos, Dinez Rezende e Teka Mesquita. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Eduardo Martins, Beatriz Ribeiro, Nivea Ribeiro e Telcino Dias. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Gustavo Amaral e Pedro Dias. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Barbara Valeixo e Caroline Serrat. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Tiago Lacerda e Daisy Anne Lacerda. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Renato Santos e Ericka Netto. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Felipe Freitas e Gisela Pastorino. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Maria Eduarda Meller e Suellen Meller. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Elisa Colepicolo e Lucas Castro. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Ana Claudia Sirio e Erik Matsumoto. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Bernardo Ley, Ana Ley, Renato Ley, Hannah Cabral e Andre Dread. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Larisse Peres e Marislaine Godoi. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Isabella, Marilene e Giovanna Galindo. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Sergio Bonato e Cristiana Bonato. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Marcus de Lima, Dinez Rezende, Fabianne Domingos, Ernani Paciornik e Eduardo Bueno. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Elisa Colepicolo, Johan Negrão, Bianca Colepicolo, Mateus Veneziani, Lucas de Castro e Otto Aquino. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Dinez Rezende e Camila Albano. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica
                                                            Vanessa Borges e Dinez Rezende. Foto: Isa Recchia / Revista Náutica

                                                            Rio Boat Show 2025

                                                            Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show atraca na Marina da Glória e movimenta as águas entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário da Baía de Guanabara, sob os olhares do Cristo Redentor.

                                                            Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                            Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 apresenta uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. O evento reúne mais de 100 embarcações expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

                                                             

                                                            Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento conta com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.


                                                            Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

                                                             

                                                            Anote aí!
                                                            RIO BOAT SHOW 2025

                                                            Quando: De 26 de abril a 4 de maio
                                                            Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
                                                            Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
                                                            Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
                                                            Ingressos: site oficial de vendas

                                                             

                                                            Náutica Responde

                                                            Faça uma pergunta para a Náutica

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