Náutica, história e café: museu nos EUA reúne capitães para reviver passado náutico

Bate-papos fazem parte do "Coffe Chats", programação do Finger Lakes Boating Museum, no interior do estado de Nova York

24/01/2025

No interior do estado de Nova York, em Hammondsport, nos Estados Unidos, uma programação especial do museu náutico Finger Lakes Boating Museum promete encantar quem não dispensa uma boa história do universo náutico — especialmente se ela vier acompanhada de um cafézinho. Trata-se do “Coffe Chats”, um bate-papo com capitães sobre o que está por trás da herança marítima da região.

Quem passa por lá entra em uma verdadeira imersão na história náutica local, comandada por voluntários e capitães do Finger Lakes Boating.

 

A ideia é levar ao público palestras descontraídas sobre a expertise dos capitões, banhadas à curiosidades sobre a vida náutica e, claro, sobre a história de barcos clássicos da região.

 

Quem deu o pontapé inicial nos bate-papos foi o capitão Dave Rockwell, que falou sobre seu trabalho a bordo do William Scandling, construído em 1954, em Nova Jersey.

 

A embarcação — rebatizada com esse nome em 2002 — serviu a Marinha dos Estados Unidos de 1954 a 1974, e hoje é um navio de pesquisa, servindo como um laboratório flutuante no Seneca Lake.

William Scandling.
William Scandling. Foto: Hobart and William Smith/ Divulgação

Outro barco que ditou a palestra de Rockwell foi o Pat II. A embarcação funcionou como um barco de turismo nas Thousand Islands, no Canadá, de 1924 a 1956, e teve a mesma função em Skaneateles Lake, já no estado de Nova York, até 1991 — quando ficou fora de serviço até 2014.

 

Naquele ano, o Finger Lakes Boating adquiriu a relíquia e lhe garantiu uma restauração completa, concluída em 2021.

Pat II. Foto: Instagram @flbmny/ Reprodução

Os históricos barcos voltarão a ser tema nas próximas edições do Coffe Chats. No dia 13 de fevereiro, o capitão Rob Whitcomb detalhará a restauração do centenário barco Patt II; enquanto Doug Vittum, um mês depois, falará sobre a Taylor Wine Company (uma vinícola australiana) e a história do transporte de vinho espumante no Lago Keuka.

Pat II. Foto: Instagram @flbmny/ Reprodução

Museu náutico oferece cruzeiros pelo Lago Keuka

A Pat II, embarcação tema das palestras, é também a protagonista dos cruzeiros realizados pelo Finger Lakes Boating Museum no Lago Keuka. No verão do Hemisfério Norte, o barco sai do Depot Park, em Hammondsport, e navega pela região.


O passeio é como uma extensão das palestras — mas sobre as águas. No cruzeiro, os capitães compartilham seu conhecimento sobre a história da navegação no Lago Keuka, com uma pitada de informações sobre a tradição do lago, conhecido no passado como “Lago Torto”, por seu formato de Y.

 

A restauração do Pat II incluiu uma atualização para um motor totalmente elétrico, assim, os passeios são tranquilos, silenciosos e limpos.

 

Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

 

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    Quer empreender em turismo náutico? Saiba por onde começar!

    As águas do setor são promissoras, mas exigem um bom plano de negócios quando a intenção é aproveitá-las para empreender

    O mercado de turismo náutico está em franca expansão e tem atraído cada vez mais empreendedores de olho em suas oportunidades. Se você é um dos que sonham em navegar por essas águas promissoras, aqui vamos desbravar os passos essenciais para transformar seu sonho em realidade, desde o planejamento inicial até a regularização da sua embarcação e operação para empreender no turismo náutico.

    Não é de hoje que o turismo náutico vem ganhando destaque. Dados comprovam essa tendência: segundo a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (ACOBAR), o setor náutico brasileiro faturou cerca de R$ 2 bilhões em 2022, com expectativa de crescimento para os próximos anos.

    Foto: Biletskiy / Envato

    A Organização Mundial do Turismo (OMT) também aponta o turismo náutico como um dos segmentos com maior potencial de crescimento no pós-pandemia, impulsionado pela busca por experiências ao ar livre e contato com a natureza.

     

    De acordo com o Ministério do Turismo, o Brasil possui mais de 8,5 mil km de costa navegável e 35 mil km de águas interiores — um verdadeiro oceano de oportunidades para quem deseja empreender no setor. Além disso, o crescimento da renda e o aumento do interesse por atividades de lazer aquáticas impulsionam ainda mais a demanda por passeios de barco, aluguel de embarcações e outras experiências náuticas.

    Plano de negócios: a bússola do seu sucesso

    Antes de zarpar, é fundamental traçar uma rota clara e bem definida. Como qualquer outro negócio, o turismo náutico exige um plano de negócios robusto. Este documento será a sua bússola, guiando suas decisões e garantindo a sustentabilidade do seu empreendimento. Alguns pontos cruciais, são:

    Foto: Netfalls / Envato
    • Estudo de demanda: quem é seu público-alvo? Quais são suas expectativas e necessidades? Quantas pessoas estão dispostas a pagar pelo tipo de experiência que você quer oferecer?
    • Planejamento do trajeto e atividades: quais roteiros você vai oferecer? Quais atividades serão disponibilizadas (mergulho, pesca, observação de fauna, etc.)? Defina itinerários atrativos e seguros;
    • Estudo do trajeto de navegação: analise as condições de navegação (correntes, ventos, profundidade), a distância entre os pontos de interesse e o tempo de deslocamento;
    • Capacidade da embarcação vs. demanda: qual o tamanho ideal da embarcação para atender à demanda projetada? Calcule o custo médio por passageiro para determinar a viabilidade econômica do negócio;
    • Análise financeira: projeção de receitas, custos fixos e variáveis, ponto de equilíbrio, fluxo de caixa e retorno sobre o investimento.

    Logística: onde ancorar seu sonho

    Além do planejamento estratégico, a logística é um fator determinante para o sucesso no turismo náutico. Você precisará definir:

    • Local de embarque e desembarque: onde seus clientes irão embarcar e desembarcar? É necessário ter boa infraestrutura, acesso facilitado e segurança;
    • Local de fundeio: onde a embarcação ficará ancorada durante os passeios? O local deve ser seguro, abrigado de ventos e correntes, e ter profundidade adequada;
    • Local de guarda: onde a embarcação ficará guardada quando não estiver em uso? É importante garantir a segurança contra roubos, vandalismo e intempéries.
    Foto: MarinaNov / Envato

    Parcerias e autorizações

    • Parcerias com empreendimentos: considere a possibilidade de firmar parcerias com marinas, clubes náuticos, hotéis ou resorts à beira d’água. Isso pode facilitar o acesso à infraestrutura necessária e atrair mais clientes;
    • Píeres públicos: em alguns casos, é possível obter autorizações especiais para utilizar píeres públicos para embarque e desembarque. Consulte a prefeitura local e a Capitania dos Portos para verificar as regras e procedimentos.
    Foto: Givaga / Envato

    Navegando em águas legais: a regularização da sua embarcação

    Para operar legalmente no turismo náutico, sua embarcação precisa estar devidamente registrada na Marinha do Brasil. O documento essencial é o Título de Inscrição de Embarcação (TIE), emitido pelas Capitanias dos Portos, Delegacias e Agências (CP/DL/AG).

    Foto: Rawf8 / Envato

    Passo a Passo para Obter o TIE

    • Pagamento da GRU: emita e pague a Guia de Recolhimento da União (GRU) referente ao serviço de inscrição da embarcação;
    • Reúna a Documentação: prepare todos os documentos necessários (veja a lista abaixo);
    • Protocolo na CP/DL/AG: dirija-se à CP/DL/AG da sua jurisdição para protocolar o pedido de inscrição e entregar a documentação;
    • Retirada do TIE: após a análise da documentação, retorne à CP/DL/AG para retirar o TIE;
    • Validade do TIE: o TIE tem validade de cinco anos e precisa ser renovado após esse período.

    Embarcações dispensadas de inscrição

    • Dispositivos flutuantes sem propulsão, destinados a serem rebocados, com até 10 metros de comprimento;
    • Embarcações a remo com comprimento até 12 metros;
    • Canoas havaianas e “skiffs”;
    • Embarcações miúdas sem propulsão a motor (até 6 metros).

    Documentos necessários para registrar a embarcação

    • Requerimento do interessado;
    • Documento de identificação com foto;
    • CPF ou CNPJ;
    • Comprovante de residência;
    • Boletim Simplificado de Atualização de Embarcações (BSADE) preenchido;
    • Prova de propriedade da embarcação (nota fiscal ou outro documento legal);
    • Prova de propriedade do motor (nota fiscal ou outro documento legal);
    • Catálogo, manual ou declaração do fabricante/construtor contendo as características principais da embarcação (comprimento, boca, pontal, calado, contorno, material do casco, fabricante, modelo, nº de série, passageiros, tripulantes, potência, nº do motor, etc.);
    • Apólice de seguro de responsabilidade de danos pessoais causados pela embarcação ou por sua carga (DPEM) – obrigatório;
    • Título de aquisição e comprovante de regularização junto à Receita Federal do Brasil (para embarcações importadas).

    Capitão habilitado: segurança em 1º lugar

    Além da regularização da embarcação, é fundamental que o condutor seja habilitado. No caso de embarcações utilizadas em turismo náutico, é necessário possuir a habilitação de MAC (Mestre Amador Costeiro) ou MOC (Mestre Amador Oceânico), dependendo da área de navegação. Essas habilitações comprovam que o condutor possui os conhecimentos e habilidades necessários para operar a embarcação com segurança.

    Foto: Maciejbledowski / Envato

    Além disso, é obrigatório que o condutor tenha concluído o curso de ESEP (Estágio de Segurança e Sobrevivência Pessoal). Este curso aborda temas essenciais como prevenção e combate a incêndio, primeiros socorros, sobrevivência no mar e uso de equipamentos de salvatagem, garantindo que o condutor esteja preparado para lidar com situações de emergência.

    CNPJ e CADASTUR: profissionalismo e segurança para o turista

    Para operar seu negócio de turismo náutico de forma profissional e segura, é essencial possuir um CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) e estar cadastrado no CADASTUR (Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos) do Ministério do Turismo.

     

    O CNPJ formaliza sua empresa, permitindo a emissão de notas fiscais e o cumprimento das obrigações tributárias. Já o CADASTUR é um sistema de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor do turismo, garantindo ao turista que a empresa segue as normas de segurança e qualidade estabelecidas pelo Ministério do Turismo.


    Além disso, o CADASTUR facilita a divulgação do seu negócio e o acesso a linhas de crédito e programas de incentivo ao turismo.

     

    Empreender no turismo náutico é uma jornada desafiadora, mas repleta de recompensas. Com planejamento, dedicação e o cumprimento das exigências legais, você estará pronto para navegar em direção ao sucesso.

     

    Lembre-se: a chave está em oferecer experiências seguras, de qualidade e inesquecíveis aos seus clientes, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do turismo náutico no Brasil. Prepare seu plano de negócios, regularize sua embarcação e bons ventos!

     

    Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

     

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      Simulador de barco com IA permite que usuário pilote embarcação em lago de montanha

      Novidade foi apresentada pela Brunswick no Consumer Electronics Show; tecnologia deve ser implementada em 2026

      23/01/2025

      Não demorou para que a inteligência artificial chegasse ao universo náutico. Na Consumer Electronics Show, feira de tecnologia realizada em Las Vegas, a Brusnwick Corp. — controladora da Boston Whaler, Mercury Marine e outras marcas do ramo — apresentou um simulador com tecnologia IA para pilotar barcos num lago montanhoso.

      Ao portal Robb Report, o CEO da Brunswick, David Foulkes, explicou que o simulador “replica a experiência de pilotar um 370 Sea Ray Sundancer”, embarcação da Sea Ray — outra marca pertencente ao grupo.

       

      Apesar de simuladores não serem novidade para a empresa, este se superou, na visão da Brunswick, no quesito tecnologia.

      Foto: Instagram @brunswickcorporation/ Reprodução

      Tem uma tela muito mais imersiva com uma visão de 200 graus dos arredores e feedback de voz. É um cenário muito realista sobre como a nova tecnologia opera– destacou David Foulkes

      No simulador, a IA pode atuar até mesmo como “co-capitão”, já que a tecnologia é incorporada à eletrônica do console do leme. A inteligência artificial, neste caso, oferece uma experiência interativa a quem deseja uma navegação mais assistida.

      Foto: Brunswick Corp./ Divulgação

      Além disso, a IA entrega um monitoramento de segurança e manobras autônomas. O CEO da Brunswick, não à toa, o compara com um assistente personalizado, que pode fornecer informações, orientar o piloto e até mesmo “assumir o controle em certas ocasiões”.

      Você verá como ele rastreia a água no piloto automático, avisa sobre objetos e até mesmo se aproxima automaticamente do lado de outro barco– explica David Foulkes

      Para Foulkes, o maior desafio do produto foi “tornar o sistema previsível em um ambiente altamente desestruturado, como um lago ou oceano”. “Temos parceiros militares e de drones que enfrentam desafios semelhantes com o vento e adotamos algumas dessas tecnologias”, detalhou.

      De olho no futuro

      O simulador de barco com IA foi um dos produtos apresentados pela Brunswick no Consumer Eletronics Show (CES) de 2025, que aconteceu no início de janeiro. A participação da marca no evento foi também um esforço em conjunto para que a companhia seja vista pelo público e pelo mercado financeiro como uma empresa de tecnologia — e não uma fabricante de barcos e motores.

      Foto: Instagram @brunswickcorporation/ Reprodução

      Como prova disso, a marca aumentou suas ofertas na área de tecnologia e investiu em inteligência artificial. Além disso, a Brunswick é uma das poucas empresas de barco na região de Las Vegas, nos Estados Unidos. Mas a guinada rumo ao futuro parece bem clara.

      Projetos não faltam: motores de popa elétricos, substituições de geradores a gás e este “leme do futuro”, alimentado por IA. Há também o simulador Fliteboard eFoil que, segundo a marca, replica a experiência de andar em uma prancha de foil elétrica.

       

      No CES deste ano, além do simulador, a empresa também expôs um grande motor elétrico marítimo para um pontoon virtual. A peça central do estande era um Boston Whaler 405 Conquest — este sim, de verdade.

      Foto: Brunswick Corp./ Divulgação

      De acordo com a marca — que já está com a cabeça em 2026 — , a exibição do ano que vem terá uma tecnologia de atracação automática, além do leme do futuro disponível em um Boston Whaler 405 Conquest.

       

      Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

       

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        Geleira na Áustria tem passeio de barco por águas congelantes e “palácio” de gelo em caverna

        Num canto remoto dos Alpes, a Geleira Hintertux conta ainda com gigantesca pista de esqui e um dos teleféricos mais altos do planeta

        Para quem ama — ou sonha em conhecer — a neve, a prática de esqui e tudo o que envolva atrações glaciais, a Geleira Hintertux, na Áustria, promete ser a parada dos sonhos. O local é um dos únicos nesse estilo que opera o ano inteiro, com direito a passeio de barco, um “palácio” de gelo e uma família de teleféricos capaz de transportar milhares de pessoas por dia.

        Esse recanto gelado fica, mais precisamente, num canto remoto dos Alpes, no estado do Tirol, nos glaciares de Gefrorene-Wand-Kees — também chamados de Tuxer Ferner. Por lá, milhares de visitantes se aventuram num resort de esqui que não para nem mesmo no verão.

        Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

        O esqui, alías, é o carro-chefe da Geleira Hintertux. Inúmeros quilômetros formam a pista para praticar a atividade, sobre uma camada de gelo de até 90 metros de espessura. Graças as escolas de esqui, tem esporte para todos os níveis, do iniciante ao avançado.

        Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

        Enquanto a maioria dos resorts fecham em maio, o Hintertux continua oferecendo descidas em neve profunda mesmo fora de época. Logo, a atração tem sua alta em setembro, mas se mantém durante o ano todo — com exceção de 2024, quando o serviço foi interrompido durante o verão devido à baixa demanda.

        Entrando numa fria

        Se a gigantesca pista tem suas temporadas de baixa, o mesmo não se pode dizer da área a 30 metros debaixo dela. Por lá, a Geleira Hintertux reserva uma caverna de mármore, passeios de barco e até um “palácio de gelo”, o Nature’s Ice Palace.

        Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

        Com 640 metros de comprimento, o palácio de gelo é um sistema de cavernas escavado na geleira a mais de 3.200 metros acima do nível do mar, que pode ser explorado em tours guiados. É justamente nele que se esconde um lago glacial, onde os visitantes podem conhecer a câmara de gelo e passear de barco por 1h e 10 minutos — sempre na temperatura de 0°C.

        Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

        Os visitantes mais ousados podem ir para a água, desde que apresentem um atestado médico. Isso porque as condições são adversas: a temperatura da água no lago é de -0,6ºC, conforme explica o guia turístico Thomas Kurz.

        Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

        Outra atração é a Caverna Spannagel. Segundo a Geleira Hintertux, trata-se da caverna de acesso público mais alta da Europa, como maior sistema de cavernas rochosas dos Alpes Centrais. Há três tipos de tours para aproveitar por lá, todos guiados e com diferentes níveis de dificuldade.

        Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

        Entre cristais de gelo brilhantes e cachoeiras congeladas, há ainda um terraço localizado a 3.250 metros acima do nível do mar. Nas alturas, onde já aconteceram pedidos de casamento, é comum que as pessoas levem cadeados para “fixar uma amizade ou o amor eterno”.

        Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

        Frio nas alturas

        Além de todas as atrações no solo — e na água –, a Geleira Hintertux conta com o teleférico Gletscherbus 3. Esse bondinho bidirecional de duas cabines, que se movem em direções opostas, é tido como o mais alto do mundo nessa categoria, com um  terminal superior a 3.250 metros. Segundo a Hintertux, cerca de 39 mil pessoas podem ser transportadas por hora no local.

        Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

        O paraíso gelado ainda tem eventos ao vivo, que vão desde música a brincadeiras com crianças em datas especiais, como a Páscoa. Para isso, cerca de 170 funcionários trabalham para a estação durante o inverno, e existem 14 máquinas de preparação diariamente para aprontar até 60 km de pistas.

        Um destino turístico ameaçado

        Apesar do sucesso durante os 365 dias do ano, a gigantesca Hintertux pode estar com os dias contados — afinal, a Terra passa por mudanças climáticas cada vez mais brutas. O guia turístico Kurz já foi questionado sobre quanto tempo ele pensa que a geleira aguentará de pé. Ele respondeu com outra pergunta: “você sabe como estará o clima em 2034?”.

        Foto: Geleira Hintertux/ Divulgação

        Segundo o especialista, há mais de 10 mil anos, a geleira ainda descia mais para baixo no vale. Devido a atividade humana, o recuo, que já aconteceria naturalmente, está sendo acelerado. Por isso, Kurz carrega um discurso realista, porém esperançoso, sobre o futuro do local.

        Não podemos evitar que ela desapareça, mas podemos fazer o melhor para preservar a natureza, caso ela queira voltar em algum momento– diz

         

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          V33 Sport Fish: conheça a primeira Schaefer Yachts voltada para a pesca

          Lançada no 2º semestre de 2024, embarcação chega como uma complementação da Schaefer V33, lancha brasileira mais vendida nos EUA

          22/01/2025

          Os amantes da pesca esportiva têm agora um novo objeto de desejo: a Schaefer V33 Sport Fish. A embarcação é a primeira do estaleiro catarinense Schaefer Yachts voltada para a atividade, e chega como uma complementação da Schaefer V33, um dos grandes sucessos da marca — que, inclusive, se consolidou como a lancha brasileira mais vendida nos Estados Unidos.

          Já comercializada no Brasil, a nova embarcação de 10,33 metros, lançada no segundo semestre de 2024, promete fazer brilhar os olhos de pescadores do mundo todo. Isso porque o barco vem de um caminho já consolidado, construído tanto pelos mais de 30 anos de mercado da Schaefer, quanto pelo retrocesso da linha V do estaleiro catarinense.

          Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

          A Schaefer V33, que deu início à linha — composta também pela Schaefer V44 — foi a primeira do estaleiro a carregar o estilo walk aroud (expressão que denota embarcações cuja cabine não impede a circulação na proa).

           

           

          A característica, somada ao design esportivo e contemporâneo, pensado especialmente para os mercados norte-americano e europeu, fez da lancha a brasileira mais vendida nos EUA — atualmente são mais de 100 dessas nas águas ao redor do globo. Todo esse potencial ganha agora novos horizontes com a Schaefer V33 Sport Fish.

           

           

          Schaefer V33 Sport Fish: a primeira lancha de pesca da Schaefer

          A Schaefer V33 Sport Fish aposta na versatilidade para atender às demandas dos entusiastas da pesca, sem deixar de lado o conforto para os passeios em família — graças às características herdadas da Schaefer V33.

          Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

          Ideal para pescarias em mar aberto, a lancha projetada por Marcio Schaefer conta com bancos retráteis que aumentam o cockpit, caixas para iscas e peixes e inúmeros suportes de varas espalhados pelo barco.


          Para garantir as saídas, a lancha que navega com dois motores de popa de 300 hp cada leva até 150 litros de água doce e 700 litros de combustível.

          Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
          Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
          Foto: Schaefer Yachts / Divulgação

          Até 10 pessoas podem aproveitar todos os recursos da embarcação durante o dia, enquanto duas podem passar a noite no barco com todo conforto e requinte que a V33 já oferecia, ou seja: em uma cabine de 1,90 metro, com banheiro fechado e sofá em V que se converte em cama de casal.

           

          Em vídeo publicado no Instagram da Schaefer dos Estados Unidos é possível conferir a lancha em ação. Confira:

           

           

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            SailGP: venda de ingressos para etapa no Rio abrem nesta quinta-feira (23)

            “Fórmula 1” da vela atracará pela primeira vez na América Latina nos dias 3 e 4 de maio; Martine Grael comanda equipe brasileira

            Falta pouco para as incônicas águas da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, testemunharem toda a potência dos veleiros supervelozes da SailGP, a principal competição de barco a vela do mundo. A venda de ingressos para a 6ª etapa da competição, que atracará na Cidade Maravilhosa nos dias 3 e 4 de maio, começa nesta quinta-feira (23).

            Essa será a primeira vez que a disputa, também conhecida como “Fórmula 1” da vela, atracará na América do Sul. A equipe brasileira, batizada de Mubadala Brazil SailGP Team, é liderada por ninguém menos que a bicampeã olímpica Martine Grael — primeira mulher a assumir um posto como esse na história da SailGP.

            Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

            Os ingressos para a etapa brasileira da SailGP serão comercializados através da plataforma Eventim, com preços que variam de R$ 313 a R$ 940 — e que incluem também opções de pacotes promocionais.


            SailGP: a disputa até aqui para a equipe brasileira

            A etapa brasileira da SailGP no Rio será a 6ª da temporada 2025, que neste ano passará por cinco continentes. As regatas começaram em Dubai (Emirados Árabes Unidos) — onde a equipe brasileira fez sua estreia — e já passaram também por Auckland, na Nova Zelândia. Antes de chegar ao Brasil, a competição atracará ainda em Sidney (Austrália), Los Angeles e San Francisco (ambos nos Estados Unidos).

            Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

            O Brasil, estreante, vem mostrando sua evolução a cada regata disputada. Em Dubai, o time brasileiro terminou sua estreia na 10ª colocação geral, com o melhor resultado entre os estreantes e o título de manobra mais bonita do evento.

             

            Em Auckland, por sua vez, a equipe garantiu sua melhor posição em uma regata até então, com um 5º lugar, além de ter registrado a maior velocidade atingida no primeiro dia de regatas, com 87 km/h. No resultado final, o Brasil ficou com a 9ª colocação.

             

             

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            A etapa brasileira da SailGP

            Em maio, a SailGP e seus entusiastas conhecerão as belezas do Rio de Janeiro. A Baía de Guanabara, palco também do Rio Boat Show, forma um cenário de tirar o fôlego: tem o Pão de Açúcar — um dos principais cartões postais da cidade — como pano de fundo e fica ainda sob os braços do Cristo Redentor, uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

            Sei que sou suspeita ao afirmar que é um dos lugares mais bonitos do planeta, mas não tenho como dizer nada diferente– destacou Martine Grael

            A Driver da equipe brasileira ainda ressaltou que é capaz de “deixar rivalidade de lado” e convidar “todos os velejadores que vão correr ao nosso lado a se encantarem também” com as belezas da Cidade Maravilhosa.

            Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

            Entre eles estarão as equipes da Alemanha, Austrália, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Nova Zelândia, Suíça e Itália — este último também estreante na competição. Todos eles a bordo dos catamarãs F50 (modelo padrão do SailGP), com capacidade de atingir até 100 Km/h.

            Para mim, essa etapa vai ter um gosto muito especial de poder mais uma vez representar meu país em casa, desta vez na Baía de Guanabara– enfatizou Martine

            Além de Martine Grael como Driver e capitã, a equipe conta ainda com os brasileiros Marco Grael (irmão de Martine), Mateus Isaac e Kahena Kunze (bicampeã olímpica), nas posições de Grinders e de Reserve, respectivamente. Já o neozelandês Andy Maloney ocupa o posto de Flight Controller, enquanto os britânicos Leigh McMillan e Richard Mason atuam como Wing Trimmer e Strategist da equipe.

             

            A próxima etapa da competição acontecerá em Sidney, na Austrália, nos dias 8 e 9 de fevereiro. Veja abaixo o calendário completo das próximas etapas da SailGP 2025:

            • Sidney, Austrália: 8 e 9 de favereiro;
            • Los Angeles, EUA: 15 e 16 de março;
            • São Francisco, EUA: 22 e 23 de março;
            • Rio de Janeiro, Brasil: 3 e 4 de maio;
            • Nova York, EUA: 7 e 8 de junho;
            • Portsmouth, Inglaterra: 19 e 20 de julho;
            • Sassnitz, Alemanha: 16 e 17 de agosto;
            • Taranto, Itália: 6 e 7 de setembro;
            • Genebra, Suíça: 20 e 21 de setembro;
            • Cádiz, Espanha: 4 e 5 de outubro;
            • (Cidade Pendente), Oriente Médio: 7 e 8 de novembro;
            • Abu Dhabi, Emirados Árabes: 29 e 30 de novembro.

             

            Náutica Responde

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              Tubarão-bronze preso em barreira de proteção é atingido por um arpão

              Flagra aconteceu numa praia na cidade de Perth, na Austrália; o animal é considerado raro pelas autoridades e sobreviveu

              Não é todo dia que um tubarão-bronze (Carcharhinus brachyurus) aparece na praia de Cottesloe, na cidade de Perth, na Austrália. Tão incomum quanto é o animal ser atingido por um arpão em uma de suas aparições. Mas tudo isso aconteceu no início do mês de janeiro, quando o tubarão rompeu uma barreira de proteção e acabou por ficar em uma área reservada aos banhistas.

              O animal de quase dois metros foi atingido no dia seguinte após a quebra da barreira, por um morador desconhecido e ainda não identificado. Segundo o veículo local “PerthNow”, o ato criminoso se deu cerca de 20 minutos depois que os banhistas foram instruídos a sair da água, enquanto as autoridades tentavam retirar o tubarão da área.

              Tubarão-baleeiro-de-cobre visto por cima. Foto: ABC News (Austrália)/ Reprodução

              O flagra foi capturado por um drone, operado pelo salva-vidas local Clifford Ford. De acordo com ele, o animal estava tentando sair da área antes de ser atingido. Com o ferimento causado pelo arpão, porém, o tubarão começou a nadar no meio do recinto em vez de procurar uma escapatória.

              De repente, vi um tubarão tentando fugir de algo. Ele começou a se debater freneticamente. Foi bastante chocante, senti pena dele– disse Clifford Ford, ao PerthNow

              Apesar de tudo, o tubarão sobreviveu ao ataque e conseguiu sair da área protegida 24 horas depois de ficar preso — embora o autor do crime tenha saído da praia sem ser interrogado, conforme contou Ford ao veículo.

              Dois crimes em um

              O Departamento de Pesca local iniciou uma investigação à parte após o ataque ao tubarão-bronze. Segundo relatos, o nadador vestia uma roupa de mergulho com uma bandeira camuflada e, de fato, atingiu o animal com um arpão.

              Zona de proteção, onde estava o tubarão. Foto: ABC News (Austrália)/ Reprodução

              No dia 15 de janeiro, as autoridades afirmaram que o caçador estava infringindo as leis de pesca da Austrália Ocidental, assim como confirmaram que o recinto instalado para manter os tubarões longe dos nadadores faz parte da Área de Proteção do Habitat do Recife de Cottesloe, onde é crime usar um arpão.

              Placa de “proibido nadar”, na praia de Perth. Foto: ABC News/ Reprodução

              Além disso, o nadador que atingiu o tubarão sequer devia estar na água, pois o alarme foi acionado. O presidente-executivo da cidade de Cottesloe, Matthew Scott, disse que a rede nunca teve uma violação como essa em seus cinco anos de história.

              Praia de Perth, na Austrália. Foto: Creative Commons/ Reprodução

               

              Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

               

              Náutica Responde

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                Edição 392 da Revista Náutica já está disponível nas bancas e no app

                Através do aplicativo de NÁUTICA é possível fazer o download do material; confira os principais destaques da edição

                21/01/2025

                Folhear as páginas de uma Revista Náutica é como ancorar os pensamentos em um lugar seguro: você pode ficar em paz e apenas apreciar a brisa que só o universo náutico oferece. Melhor que isso é ainda ter a opção de levá-la para qualquer lugar através do aplicativo de NÁUTICA. Independentemente da escolha, fica a dica: a edição 392 da Revista Náutica é uma boa pedida.

                Já disponível nas bancas e para assinantes do aplicativo de NÁUTICA (disponível para download gratuito na App Store e no Google Play), a edição está recheada de boas histórias, curiosidades do setor, suas inovações mais recentes e, claro, os testes de embarcações de grandes estaleiros nacionais.

                 

                Quem assina Náutica ainda pode conferir as novas edições antes mesmo de chegarem às bancas. Para quem não é assinante, há a facilidade de comprar a edição de forma avulsa, diretamente pelo app.

                Destaques da edição 392 da Revista Náutica

                Nasce a RGS Cruiser

                A edição 392 trata de forma simplificada e envolvente a mudança de nome de uma das mais tradicionais classes das competições de vela: a Bico de Proa. Agora batizada de RGS Cruiser, a categoria presente na Copa Mitsubishi de Vela ganhou regras mais robustas, que prometem revolucionar o cenário das disputas.

                Foto: Revista Náutica

                Nova estrela da Schaefer

                Um dos principais estaleiros do Brasil, a Schaefer Yachts tem um lançamento previsto já para o Rio Boat Show 2025 — que acontece de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória. Trata-se da nova Schaefer 600, uma espécie de “irmã menor” da Schaefer 660, embarcação já consolidada do estaleiro catarinense.

                Foto: Revista Náutica

                São Paulo Boat Show 2024

                A edição 392 da Revista Náutica traz todos os detalhes do 27º São Paulo Boat Show, maior salão náutico da América Latina, que bateu recorde de vendas de barcos em 2024.

                Foto: Revista Náutica

                Teste Ventura Orca

                O especialista Marcio Dottori testou o primeiro jet elétrico do mundo, o Ventura Orca by Taiga, e traz todos os detalhes dessa embarcação que esbanja tecnologia e adrenalina com emissão zero.

                Foto: Revista Náutica

                Teste NX 44 Pininfarina

                Fazendo jus à capa da edição 392, Dottori comandou também o teste da estrela da NX Boats: a NX44 Design by Pininfarina. O modelo, que já recebeu até um reconhecimento internacional, tem o projeto assinado por um dos maiores estúdios de design do mundo.

                Foto: Revista Náutica

                Solara 500 Fly

                Ainda na onda dos testes, a Solara 500 Fly passou pelas mãos de ninguém menos que Guilherme Kodja. Na revista, você confere o que faz deste modelo de 50 pés uma das grandes apostas da Solara.

                Foto: Revista Náutica

                9ª edição do Congresso Internacional Náutica

                Com palestra do Governador do Paraná, a 9ª edição do Congresso Internacional Náutica discutiu estratégias e soluções para o desenvolvimento sustentável do turismo náutico durante a 27ª edição do São Paulo Boat Show.

                Foto: Revista Náutica

                Isso e muito mais você confere na edição 392 da Revista Náutica, a mais importante publicação náutica do Brasil. Confira todos os planos de assinatura da Náutica.

                 

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                  Max Verstappen recebe iate avaliado em mais de R$ 70 milhões na Itália

                  Segundo jornal italiano, embarcação de 33 m do estaleiro Mangusta havia sido encomendada há 2 anos pelo piloto

                  O piloto de Fórmula 1 Max Verstappen vai começar o ano de 2025 de barco novo. Trata-se de um iate de 33,3 metros, do estaleiro italiano Mangusta, avaliado em cerca de US$ 12,3 milhões (mais de R$ 74 milhões, na conversão de janeiro de 2025). Segundo o jornal Gazzetta dello Sport, que compartilhou a informação, o piloto havia encomendado o modelo há dois anos.

                  Ainda segundo o veículo, Verstappen recebeu o iate na região de Viareggio — onde o estaleiro está localizado — junto de um forte esquema de segurança. Quem também o acompanhou foi sua namorada, Kelly Piquet, filha do ex-piloto brasileiro de F1 Nelson Piquet.

                  Kelly Piquet atualmente espera um filho do tetracampeão de F1. Foto: Instagram @maxverstappen1 / Reprodução

                  A embarcação escolhida pelo piloto foi uma Mangusta GranSport 33. Para os amantes das pistas, o nome é uma possível referência ao número 33, utilizado pelo holandês na F1 até a conquista do primeiro título mundial, em 2021 — quando pôde usar o número 1 em seu carro.


                  Como é o iate de Verstappen

                  Batizado por Verstappen de “Unleash the Lion” (Liberte o Leão, em inglês) — marca já ligada a ele nas pistas — , o iate de 33,3 metros, como o nome sugere, possui um perfil esportivo.

                  Sendo assim, equipado com quatro motores Volvo Penta D13, o iate de Verstappen chega a 25 nós (46,6 km/h) na velocidade máxima com metade da sua capacidade de carga, ao passo que alcança 21 nós (38,89 km/h) na mesma configuração em velocidade de cruzeiro, cumprindo 300 milhas náuticas (555,6 km) de alcance.

                  Foto: Mangusta / Divulgação

                  Quanto às comodidades, chama atenção a piscina de borda infinita na proa. O espaço é ideal para o relaxamento dos hóspedes, que podem aproveitar também para curtir um banho de sol nas espreguiçadeiras ou ainda num amplo sofá.

                  Foto: Mangusta / Divulgação
                  Foto: Mangusta / Divulgação
                  Foto: Mangusta / Divulgação

                  Na popa, uma plataforma se estende e leva quem estiver a bordo para perto da água — o famoso beach club. Por lá, uma garagem garante o espaço para acomodar um bote de 5,65 m, dois esquis aquáticos e outros brinquedos aquáticos de luxo.

                  Foto: Mangusta / Divulgação

                  Quando a ideia for apreciar uma boa refeição no iate, o salão do convés principal é a pedida ideal. O espaço é iluminado por uma luz natural que passa através das superfícies de vidro do teto, duas das quais podem ser abertas para oferecer ventilação natural e vistas deslumbrantes do mar.

                  Foto: Mangusta / Divulgação

                  Até 12 pessoas podem desfrutar das comodidades da embarcação, dispostas em cinco cabines. A tripulação, de cinco pessoas, se divide em três.

                  Foto: Mangusta / Divulgação

                  Por enquanto, ainda não se sabe se o iate de Verstappen permanecerá atracado em Viareggio ou se o piloto o levará para Mônaco, onde mora. Há ainda a possibilidade de que o barco ancore em alguma marina na Holanda.

                   

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                    Megaiate grego O’Madeleine tem deque com cinema e beach club com spa

                    Projeto da Golden Yachts aposta em áreas de bem-estar dos hóspedes para conquistar o mercado

                    Com clientes cada vez mais exigentes e tecnologias que não param de avançar, os estaleiros têm buscado por diferenciais — discretos ou megalomaníacos — para atrair o mercado. Para o megaiate grego O’Madeleine, da Golden Yachts, a aposta foi em comodidades que promovam o bem-estar dos hóspedes, dispostas, principalmente, no beach club e em um dos deques.

                    O megaiate de 60 metros (197 pés), por enquanto, é apenas um projeto, que teve imagens 3D reveladas pelo estaleiro de Atenas, na Grécia. A ideia é que a embarcação, parte da renomada série GY60 da marca, seja entregue por volta de junho de 2025.

                    Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

                    Construído em aço e alumínio, o megaiate grego carrega por fora uma silhueta atemporal, com linhas horizontais e grandes janelas longitudinais, que passam a sensação de que o barco é ainda mais longo. O design foi pensado em colaboração com os estúdios Massari e Vafiadis, já parceiros de longa data da Golden Yachts.

                     

                    Com 60 metros de comprimento e 11 metros de boca (largura), não é difícil imaginar que são muitas as áreas de lazer disponíveis a bordo. Os espaços de entretenimento e socialização estão espalhados por todo o barco, principalmente por conta do formato em cascata dos deques traseiros.

                    Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

                    O grande diferencial, porém, está no mais alto dos deques dianteiros, onde o estaleiro preparou um verdadeiro oásis aos hóspedes. Isso porque o espaço conta com nada menos que uma jacuzzi personalizada com vista panorâmica, uma academia com banheiro privativo, um lounge, espreguiçadeiras e um cinema ao ar livre, com direito a projetor.

                     

                    A área foi ainda pensada com portas niveladas, para que o fluxo interno-externo de pessoas seja feito em segurança, com conforto e sem preocupações.

                    Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

                    Outro destaque é do megaiate grego é o beach club, que promete ser um ponto forte de entretenimento a bordo. A área, já conhecida por deixar os hóspedes mais perto do mar e em contato direto com a natureza, traz ainda um spa com bar, um lounge e até uma sauna — além, claro, do espaço de armazenamento para brinquedos aquáticos adicionais.

                     

                    Falando em espaço, o convés dianteiro é grande o suficiente para acomodar dois botes, de 23 pés e 18,3 pés.


                    O interior do megaiate grego O’Madeleine

                    Grande e luxuoso, o interior do O’Madeleine segue um caminho de elegância e sofisticação aliados ao conforto e ao aconchego. Isso porque o megaiate grego carrega, por dentro, cores neutras e móveis orgânicos, com cantos arredondados, ao passo que a iluminação quase sempre é feita com luzes amarelas.

                     

                    O objetivo, segundo o estaleiro, era criar um ambiente onde os hóspedes pudessem se sentir confortáveis ​​por longos períodos.

                    Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

                    O megaiate grego comporta até doze pessoas, em sete camarotes — sendo que quatro cabines estão no convés inferior e o restante no convés superior. O proprietário do O’Madeleine, por sua vez, poderá desfrutar de uma generosa suíte master no convés principal, equipada com closet e detalhes em mármore.

                     

                    O iate também pode acomodar uma tripulação de 15 pessoas, embora o layout das acomodações não tenha sido revelado.

                    Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

                    Em termos de propulsão, a Golden Yachts equipará o megaiate O’Madeleine com dois motores Caterpillar de 2.549 hp, que o impulsionarão a uma velocidade máxima de 18 nós (33 km/h) e uma velocidade de cruzeiro de 16 nós (29 km/h).

                    Foto: Instagram @goldenyachts / Reprodução

                    A Golden Yachts atua no setor de construção de iates desde 1996, e conquistou renome por criar verdadeiras maravilhas marítimas, como o Projeto X (287 pés) e o O’Ptasia (278 pés). Tratam-se de embarcações que se destacam por suas linhas sofisticadas, interiores amplos e comodidades de ponta.

                    Projeto X. Foto: Golden Yachts / Reprodução
                    O’Ptasia. Foto: Golden Yachts / Reprodução

                     

                    Náutica Responde

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                      Navegar para descobrir: oportunidades para o turismo náutico no Brasil

                      Especialista no tema, Bianca Colepicolo analisa obstáculos para setor e propõe soluções para crescimento da área

                      20/01/2025

                      Imagine navegar pelo mundo, explorando diferentes culturas, paisagens e desafios. Parece um sonho distante? Não para milhares de pessoas que, neste exato momento, estão cruzando oceanos a bordo de seus veleiros. O conceito de circum-navegação — dar a volta ao mundo navegando — é mais do que um desafio; é um estilo de vida e uma forma de turismo em crescimento.

                      Famílias, amigos, casais e até velejadores solitários escolhem essa jornada, que combina a emoção da aventura com a imersão cultural. Esses viajantes fazem paradas estratégicas para reabastecer suas embarcações, realizar manutenções e, claro, conhecer profundamente os locais por onde passam.

                      Foto: nblxer/ Envato

                      Trata-se de um perfil de turista que valoriza experiências autênticas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável das comunidades que visitam. Logo, o turismo náutico é fomentado — embora precise de mais oportunidades.

                      A costa brasileira: potencial e obstáculos

                      Com 8.500 quilômetros de litoral, o Brasil tem um imenso potencial para atrair navegadores do mundo todo. No entanto, algumas barreiras dificultam a plena realização desse potencial.

                      Rio de Janeiro. Foto: YuriArcursPeopleimages/ Reprodução

                      Por exemplo, enquanto muitos países oferecem estadias prolongadas para turistas náuticos, o Brasil limita o visto a 90 dias, insuficientes para quem percorre distâncias no ritmo de um veleiro. Uma extensão para 270 dias seria mais compatível com o tempo necessário para explorar nossa costa.

                      Além disso, a infraestrutura náutica do Brasil ainda precisa avançar. Marinas públicas — verdadeiros “hotéis para barcos” com segurança, água doce e energia elétrica — são raras.

                      Marina Itajaí, durante o Marina Itajaí Boat Show. Foto: Revista Náutica

                      A ausência de locais adequados para pernoite segura muitas vezes força os navegadores a ancorar em condições precárias ou a buscar alternativas em outros países.

                       

                      A burocracia também é um desafio. Para entrar no Brasil por mar, é necessário passar por três órgãos distintos — Marinha, Polícia Federal e Receita Federal — cada um com processos próprios.

                      Foto: Agência Marinha / Divulgação

                      Embora iniciativas como o SAC Náutico de Salvador, que unifica esses serviços em um único ponto, representem avanços importantes, o país ainda carece de oportunidades e soluções integradas e acessíveis a favor do turismo náutico, incluindo atendimento em línguas estrangeiras.

                      Exemplos inspiradores e ações necessárias

                      Histórias como a de um casal de franceses que, após velejarem pelo Brasil, retornaram em um cruzeiro e, em uma terceira visita, decidiram explorar todo o litoral, mostram o encanto que nossa costa exerce sobre quem a conhece.

                      Rio de Janeiro. Foto: Edovideo/ Reprodução

                      Entretanto, para transformar visitantes ocasionais em embaixadores de nosso turismo náutico é preciso investir em políticas e oportunidades que facilitem a chegada, permanência e circulação desses viajantes. Isso inclui:

                      • Revisão das políticas de visto: ampliar a permanência permitida para velejadores;
                      • Investimento em infraestrutura: construir e modernizar marinas públicas e privadas;
                      • Simplificação de processos: expandir o modelo do SAC Náutico para outros portos e capacitar servidores em idiomas estrangeiros;
                      • Promoção internacional: posicionar o Brasil como destino de excelência para o turismo náutico.

                      Oportunidade no turismo náutico para o futuro

                      O turismo náutico não é apenas uma oportunidade econômica, mas também uma possibilidade e meio de promover a cultura e a beleza do Brasil de forma sustentável.

                       

                      Enquanto outros países já reconhecem o valor desses “turistas qualificados”, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para se tornar um destino competitivo.

                      Baía de Antonina, litoral do estado do Paraná. Foto: msandrioli/ Envato

                      Facilitar a chegada de velejadores é, acima de tudo, abrir as portas para que o mundo descubra o que o Brasil tem de melhor. Nossa costa já encanta — o desafio agora é garantir que todos queiram (e consigam) voltar.

                       

                      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

                       

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                        2ª etapa da SailGP: Brasil garante melhor posição em uma regata desde estreia na competição

                        Comandado pela campeã olímpica Martine Grael, equipe ainda registrou a maior velocidade atingida no 1º dia de regatas em Auckland

                        No último final de semana (18 e 19 de janeiro), o Mubadala Brazil SailGP Team garantiu sua melhor posição até agora em uma regata da SailGP, com um 5º lugar no segundo dia das regatas disputadas em Auckland, na Nova Zelândia, pela 2ª etapa da competição. Sobre os comandos da campeã olímpica Martine Grael, a equipe ainda registrou a maior velocidade atingida no primeiro dia de regatas, com 87 km/h.

                        A equipe finalizou as quatro regatas de sábado em 10°, 9°, 8° e 11° lugares. Já no domingo, o time começou com uma sétima colocação na quinta corrida da etapa, ficando à frente de grandes nomes da competição, como Dinamarca e Estados Unidos.

                        Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                        O melhor resultado veio mesmo na sexta corrida, quando o Mubadala garantiu o quinto lugar ao ultrapassar as equipes de Canadá, Suíça e Estados Unidos, além de Itália e Alemanha, e terminar à frente da potência Nova Zelândia, sexta colocada.

                        Nosso desempenho nas águas neste fim de semana mostra a evolução do nosso trabalho enquanto time– declarou Martine Grael

                        Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                        A bicampeã olímpica e capitã da equipe brasileira — primeira mulher a assumir esse posto na história da competição — ainda ressaltou que o time está “mais unido e em maior sintonia a bordo, o que sem dúvida impacta diretamente na performance”.

                        O trabalho em equipe não tem outra forma de funcionar: quanto mais convivemos e velejamos lado a lado, melhor funcionamos em conjunto– completou

                        Martine Grael é bicampeã olímpica e capitã da equipe brasileira na SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                        Dos 12 times que participam da atual temporada do SailGP, 11 velejaram neste fim de semana — a equipe da França ficou de fora devido a um problema na vela-asa da embarcação.


                        No ranking final, a equipe brasileira assumiu o 9º lugar. Para Andy Maloney, atleta neozelandês e Flight Controller da equipe brasileira — que até a temporada passada fazia parte do time do seu país — , contar com o carinho do público foi uma agradável surpresa.

                        Foi muito bom velejar em casa e seguir fazendo parte do espetáculo que o SailGP proporciona, ainda que em um time diferente neste ano– afirmou o velejador

                        “Pude sentir que não só eu, mas o Mubadala Brazil SailGP Team como um todo foi bem recepcionado pelo público, o que é bastante inspirador. Quem ganha é o esporte”, completou Maloney. A próxima etapa do SailGP vai acontecer na cidade de Sidney, na Austrália, nos dias 8 e 9 de fevereiro.

                        Resultado final da 2ª etapa da SailGP

                        1º – Austrália

                        2º – Espanha

                        3º – Grã Bretanha

                        4º – Nova Zelândia

                        5º – Dinamarca

                        6º – Itália

                        7º – Suíça

                        8º – Alemanha

                        9º – Brasil

                        10º – Canadá

                        11º – Estados Unidos

                         

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                          NX44 Design by Pininfarina ganha o Prêmio Good Design Awards 2024

                          Reconhecimento veio na categoria Transportation; premiação é uma das mais prestigiadas e antigas do mundo no design

                          O estaleiro pernambucano NX Boats conquistou o Prêmio Good Design Awards 2024 com a lancha NX44 Design by Pininfarina. A marca faturou a premiação — considerada uma das mais prestigiadas e antigas do mundo no design — na categoria Transportation.

                          Este prêmio reforça o compromisso da NX Boats em redefinir o conceito de sofisticação e performance no mercado náutico– destacou comenta Jonas Moura, CEO do estaleiro

                          Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                          O Prêmio Good Design Awards homenageia conquistas anuais dos melhores designs industriais, gráficos e fabricantes do mundo todo. Foi criado em Chicago ainda em 1950, por Edgar Kaufmann Jr., antigo curador do Museum of Modern Art (MoMA), juntamente com outros pioneiros do design moderno, como Charles e Ray Eames, Russel Wright, George Nelson e Eero Saarinen,

                           

                          O feito chega pouco depois do estaleiro celebrar sua primeira década de atuação. A comemoração aconteceu no NX Summer Day, em novembro de 2024, ao lado de mais de 850 clientes e parceiros do estaleiro na Praia dos Carneiros (PE).

                          Os sócios da NX Boats Jonas Moura, Elisabeth Moura e Augusto Lima. Foto: Arquivo Interno / NX Boats

                          Por lá a marca comemorou números expressivos alcançados no período, como os 11 modelos de barcos desenvolvidos, mais de 2 mil embarcações na água e um parque fabril com uma área de 60 mil m² — o maior do Brasil. Na ocasião, Jonas Moura ainda revelou uma meta ousada para os próximos 10 anos: entrar para o top cinco do mundo.


                          A NX 44 Design by Pininfarina

                          Pensada em parceria com a Pininfarina América (estúdio americano da lendária casa de design italiana), empresa que já trabalhou com marcas como Ferrari, Lamborghini e Cadillac, a NX 44 Design by Pininfarina une design e funcionalidade em seus 13,77 metros.

                           

                           

                          O modelo traz integração entre popa e proa, além de um aproveitamento completo da boca de 3,86 metros. Com solário espaçoso, a lancha ainda é capaz de levar 22 pessoas em passeios diurnos e acomodar até cinco no pernoite, graças ao sofá e às duas suítes com pé-direito de até 1,95 metro. Ambos os banheiros contam com box fechado.

                          É um barco que entrega, além de todo o design e esportividade, muito conforto a bordo. Usamos todas as tecnologias do que há de mais moderno no mundo– contou Jonas Moura à NÁUTICA durante o Rio Boat Show 2024

                           

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                            Diamond Binta: conheça o superiate que é uma verdadeira joia sobre as águas

                            Obra da italiana Tankoa Yachts foi elaborada a partir de pedidos exclusivos de um cliente já experiente; confira o resultado

                            O estaleiro italiano Tankoa Yachts recebeu o pedido de um cliente já experiente. Dentre seus desejos estavam: uma embarcação para cruzeiros de longo alcance, com estilo que refletisse sua personalidade e atendesse às suas necessidades. Nasceu, então, o Diamond Binta, um superiate de 50 metros (190 pés) que mais parece um oásis de conforto e luxo.

                            O Diamond Binta fez sua estreia mundial no Monaco Yacht Show, em setembro de 2024. Trata-se da primeira unidade da série T580 do estaleiro baseado em Gênova — e, ao que depender de todo seu charme, a primeira de muitas.

                            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                            Este iate é uma celebração da nossa capacidade de misturar engenharia e artesanato, transformando os sonhos de um proprietário em realidade, muitas vezes excedendo suas expectativas– Vincenzo Poerio, CEO da Tankoa Yachts

                            Diamond Binta: um “explorador mundial”

                            Tido pela Tankoa como um “explorador mundial”, o Diamond Binta foi construído em aço e alumínio, o que confere a ele um perfil capaz de unir elegância e esportividade com maestria. Os responsáveis por essa combinação foram os estúdios de design Francesco Paszkowski Design e Studio Francesco Rogantin.

                            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                            De fora, o que se vê é uma estrutura imponente, com linhas horizontais envidraçadas que prometem encher o interior da embarcação de luz natural. Não é preciso embarcar para notar, também, que são muitos os espaços de lazer.

                             

                            Na popa, o amplo beach club aproxima os hóspedes da água ao passo que se conecta a uma área de relaxamento. Por lá, o espaço é iluminado naturalmente por paredes de vidro e uma claraboia, proveniente do deque principal. Estão dispostos ainda confortáveis assentos, uma sala de spa envidraçada e o principal: terraços laterais dobráveis.

                            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação
                            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                            Os terraços ampliam a área útil do barco e são um convite aos hóspedes para explorar novas formas de curtir o dia em alto-mar. Por ali, é possível aproveitar um banho de sol, relaxar lendo um bom livro e até se dedicar a um momento de contemplação numa prática de yoga.

                            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                            Para os que não deixam a rotina de lado mesmo a bordo de um superiate, uma academia fechada garante o “tá pago” na seção central do Diamond Binta. Durante o cárdio, a tela do celular dá lugar à vista panorâmica do mar ao redor.

                            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                            O hóspede que resolver treinar ainda pode escolher: a brisa que invade a academia através das portas de vidro dianteiras e traseiras, quando abertas, ou o ambiente climatizado disponível quando ambas estão fechadas.

                            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                            Na proa, um heliporto touch-and-go é capaz de receber um luxuoso Airbus ACH160. O flydeck, logo atrás — além de ser o camarote para apreciação das atividades da aeronave — , dispõe de uma piscina de vidro com borda infinita, uma espaçosa área de estar, um bar e uma área de jantar ao ar livre.

                            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                            Um interior de tirar o fôlego

                            Se por fora o Diamond Binta impressiona, por dentro, não é diferente. Pensado em conjunto por Francesco Paszkowski e Margherita Casprini, o espaço carrega características contemporâneas, com uma paleta de cores neutras e acabamentos brilhantes. O uso de materiais nobres como carvalho, couro, mármore, metal e vidro, conferem ao superiate uma atmosfera serena, elegante e, claro, luxuosa.

                            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                            Colocamos ênfase particular na interação entre formas arquitetônicas, o uso extensivo de madeira e uma paleta de cores neutras, com o objetivo de criar espaços harmoniosos com apelo atemporal– explica Paszkowski

                            Ao todo, a embarcação acomoda até 12 hóspedes, dispostos em seis camarotes — incluindo duas cabines VIP. O proprietário, por sua vez, dispõe de uma suíte master na proa do convés principal, equipada com área de estar, escritório e um terraço dobrável particular.

                            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação
                            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação
                            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                            Um corredor central no convés inferior cumpre o papel de integrar os hóspedes tanto ao barco, quanto à atmosfera em alto-mar. É ele o responsável por conectar o beach club às cabines. Tudo isso enquanto ilumina o barco através de suas amplas janelas panorâmicas.

                            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                            O Diamond Binta navega com um par de motores CAT, que permitem atingir uma velocidade máxima de 17 nós e uma velocidade de cruzeiro de 15 nós. A potência ainda é suficiente para levar a bordo um tender de nove metros (29,5 pés) e um RIB de sete metros (23 pés). Confira mais fotos:

                            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação
                            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação
                            Foto: Tankoa Yachts / Divulgação

                             

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                              19/01/2025

                              Ao longo dos anos, o Banco de Arguim, na costa da Mauritânia, foi colecionando os mais belos títulos: sítio Ramsar, em 1982; Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, em 1989; e Dádiva à Terra pela WWF, em 2000. Apesar disso, muitos ainda o desconhecem.

                              O local, a noroeste da África, é uma das áreas mais importantes do Oceano Atlântico em termos ecológicos. Suas águas, que raramente ultrapassam os 10 metros de profundidade, abrigam uma ampla biodiversidade marinha logo ao lado das remotas condições do deserto, já que está situado na zona de transição entre o Saara e o oceano.

                              Foto: União Europeia / Copernicus Sentinel-2 / Wikimedia Commons / Reprodução

                              Esse clima singular, diferentemente do que se possa imaginar, faz do Banco de Arguim um dos ecossistemas costeiros mais ricos do mundo, com áreas de reprodução e alimentação para, principalmente, espécies de aves migratórias — do norte da Europa, Sibéria e Groenlândia, incluindo flamingos, maçaricos-de-bico-largo, pelicanos e andorinhas-do-mar — e animais marinhos.

                              Foto: Kokopelado / Wikimedia Commons / Reprodução

                              Em suas águas vivem peixes, tartarugas e até mamíferos, como os golfinhos, além de recifes de coral únicos e bancos de algas marinhas, cruciais para a saúde do oceano e para espécies comerciais de peixes. Trata-se, também, de um refúgio para espécies ameaçadas, como tartarugas marinhas e peixes-boi.


                              As condições climáticas particulares ainda permitem uma mistura contínua de águas frias e ricas em nutrientes, facilitando a proliferação persistente de fitoplâncton — responsáveis por uma série de funções vitais no ecossistema aquático — ao longo do ano.

                              Foto: Kokopelado / Wikimedia Commons / Reprodução

                              O Banco de Arguim é uma área protegida. Apesar disso, uma comunidade vive por lá: os imraguen — uma palavra berbere que significa “pescador”. Fazendo jus ao significado de seu nome, os imraguen praticam a pesca sustentável e têm uma relação íntima com o ecossistema, que carrega regras rígidas para limitar a pesca industrial, o turismo e outras atividades que possam o impactar negativamente.

                               

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                                Submarino fora d’água vira estadia completa em camping do Reino Unido

                                Estrutura feita originalmente para equipar um navio HMS Destroyer ainda fica próxima a ponto marcante da franquia de Harry Potter

                                18/01/2025

                                Quando se pensa em um destino para relaxar são muitas as opções que vêm à mente: praias, refúgios no campo, nas montanhas. Mas no País de Gales, no Reino Unido, uma outra opção, bastante fora do comum, também tem atraído olhares. Trata-se de um submarino convertido em uma estadia completa, fora d’água.

                                A estadia no submarino fica na área do Apple Camping, um espaço repleto de hospedagens inusitadas.

                                 

                                Originalmente feito para equipar o o HMS Destroyer, um navio de guerra da Marinha Britânica, o submarino U-96 Sonar agora serve como uma espécie de “Airbnb”.

                                Foto: Apple Camping / Divulgação

                                A Apple Camping, empresa que administra unidades curiosas, frisa que quis manter a essência histórica da embarcação, “ao mesmo tempo em que fornece todas as comodidades para uma estadia confortável”.

                                 

                                Por lá estão um sofá-cama triangular — que se converte em mesa de jantar — , uma cozinha equipada com geladeira, torradeira, chaleira e fogão de indução e até um banheiro privativo, tido como um dos pontos altos do submarino por suas características originalmente náuticas.

                                Foto: Apple Camping / Divulgação
                                Foto: Apple Camping / Divulgação
                                Foto: Apple Camping / Divulgação

                                Os ambientes são organizados de forma compacta, para que o espaço seja o mais bem aproveitado possível. Duas pessoas podem dormir na cama, além de outras duas em um sofá cada. O acesso a tudo isso é feito por uma escada em espiral.

                                Foto: Apple Camping / Divulgação
                                Foto: Apple Camping / Divulgação
                                Foto: Apple Camping / Divulgação

                                Do lado de fora, os hóspedes podem relaxar e curtir um momento de refeição ao ar livre, já que dispõem de mesa com cadeiras para até quatro pessoas e uma espécie de churrasqueira, que traz a frase “depth charge” (em português, “carga de profundidade”, um tipo de arma usada para atacar submarinos).

                                Foto: Apple Camping / Divulgação
                                Foto: Apple Camping / Divulgação
                                Foto: Apple Camping / Divulgação

                                As estadias no submarino saem a partir de 149 libras por noite (cerca de R$ 1,1 mil na conversão de janeiro de 2025), ou ainda 199 libras (aproximadamente R$ 1,4 mil) se a ideia for passar apenas uma noite.


                                Para os amantes de Harry Potter, a escolha pelo U-96 Sonar como destino de férias é ainda a chance de ficar pertinho de um local marcante para a franquia.

                                 

                                Isso porque o túmulo de Dobby, o simpático elfo que vira amigo do protagonista do filme, fica a apenas 25 minutos de carro dali, na praia Freshwater West. Nos arredores ainda estão o Tenby Castle — um castelo histórico do século 12 –, o parque Folly Farm e belas praias.

                                Praia de Freshwater West. Foto: Mario Sánchez Prada / Wikimedia Commons / Reprodução

                                Além do U-96 Sonar, turistas e moradores locais encontram no Apple Camping outras opções de estadias incomuns, como um jato da década de 70, uma espécie de OVNI, um iglu e até um Airbus Etihad A320.

                                Foto: Apple Camping / Divulgação
                                Foto: Apple Camping / Divulgação
                                Foto: Apple Camping / Divulgação
                                Foto: Apple Camping / Divulgação

                                 

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                                  Azov Yachts anuncia nova loja no Novotel Marina, no Recife

                                  Prevista para fevereiro, unidade estará às margens do Rio Capibaribe, em complexo com marina de classe internacional

                                  17/01/2025

                                  A Azov Yachts deu mais um grande passo para alavancar sua marca: o estaleiro vai inaugurar uma nova loja no Recife, no Novotel Marina, sofisticado complexo lançado em 2024. De acordo com a  Azov, a abertura da nova unidade será em breve, no mês de fevereiro.

                                  Localizado às margens do Rio Capibaribe, curso d’água que corta a capital pernambucana, o luxuoso complexo possui uma marina de classe internacional, com capacidade para abrigar mais de 200 embarcações. Além disso, conta com três restaurantes e centro de convenções.

                                  Foto: Azov/ Divulgação

                                  Com a nova loja da Azov Yachts no Recife, o estaleiro firma sua expansão pelo Nordeste brasileiro — já constatada na participação da marca no 1º Salvador Boat Show.

                                   

                                  Para a Azov, a chegada de sua loja oficial ao Novotel Marina “representa uma oportunidade  imperdível” para os visitantes do hotel, que poderão conhecer de perto os barcos da marca.

                                  No local, a Azov Yachts promete um espaço dedicado à apresentação de suas inovações e um atendimento personalizado tanto para potenciais compradores quanto para os já integrantes da “família Azov”, como o estaleiro carinhosamente chama seus clientes.

                                  Novotel Marina. Foto: Divulgação

                                  O Novotel Marina é um hotel conceitual que se destaca não apenas pela sua arquitetura arrojada e inovadora, mas também pela beleza de suas instalações. Conta também com outras lojas de produtos e serviços náuticos, além de uma estrutura flutuante que garante o acesso às embarcações mesmo durante a maré alta.

                                   

                                  Segundo a Azov, a abertura da nova loja reafirma o compromisso da marca em “proporcionar experiências excepcionais no mundo náutico, unindo qualidade, inovação e um atendimento personalizado”. Para eles, a novidade também fortalece a cultura náutica na região, “atraindo novos clientes e entusiastas do mar“.

                                   

                                  Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                   

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                                    Concessão de marinas públicas pode impulsionar setor náutico brasileiro

                                    Brasil tem defasagem de vagas para barcos em marinas, impactando turismo e empregos

                                    O setor náutico brasileiro possui uma grande cadeia produtiva, que engloba desde a indústria de embarcações até serviços de manutenção, apoio de profissionais de marinaria, condutores e uma série de serviços complementares. Essa diversidade caracteriza um setor econômico múltiplo, que impacta diretamente o turismo e a geração de empregos.

                                    De acordo com estudo encomendado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo em 2017, por meio do Fórum Náutico Paulista, estima-se que cada embarcação ativa nas águas gera, em média, oito empregos diretos e indiretos — dado que reforça o papel do setor náutico como impulsionador de atividades econômicas no país.

                                     

                                    Contudo, o estudo também aponta para uma defasagem crítica no número de vagas disponíveis para embarcações em marinas e garagens náuticas, o que gera um aumento nos custos de manutenção para proprietários de embarcações.

                                    Foto: CreativeNature_nl / Envato

                                    Estrutura e diferenciação das vagas náuticas

                                    Antes de mais nada, é fundamental entender as distinções entre os tipos de espaços oferecidos pelo setor náutico para a guarda e apoio de embarcações.

                                    Garagens náuticas

                                    As garagens náuticas são áreas dedicadas exclusivamente à guarda de embarcações em seco.

                                    Marinas

                                    Marinas oferecem, além de guarda em seco, vagas molhadas e uma gama de serviços de apoio, que podem incluir abastecimento de combustível, restaurantes e conveniências.

                                    Clubes náuticos

                                    Já quando destinadas a um público específico e operadas sob modelo de associação, essas marinas configuram-se como clubes náuticos.

                                    Foto: Marisap7 / Envato

                                    Marinas públicas

                                    Marinas abertas ao público em geral e que oferecem serviços avulsos, como pernoite, são denominadas “marinas públicas”. Apesar de seu nome, o termo “marina pública” não implica gratuidade, mas refere-se à acessibilidade a qualquer usuário, em contraste com os clubes restritos.

                                     

                                    No Brasil, o conceito de marina pública ainda é pouco compreendido pelo público leigo, que muitas vezes interpreta erroneamente o termo como sinônimo de acesso gratuito. Na realidade, marinas públicas funcionam de modo semelhante a hotéis para embarcações, sendo de suma importância para o turismo náutico.

                                     

                                    As marinas públicas permitem que pessoas viajando em suas próprias embarcações, em barcos alugados ou em excursões turísticas, possam navegar entre destinos utilizando os serviços oferecidos ao longo do trajeto, fomentando a economia e promovendo a interligação de destinos turísticos.


                                    Desafios para desenvolvimento de estruturas náuticas

                                    A construção de marinas e garagens náuticas no Brasil enfrenta uma série de desafios, que variam desde questões legais até obstáculos econômicos e ambientais. Primeiramente, todas as áreas situadas à beira d’água são de propriedade da União e são concedidas para uso particular mediante o pagamento de laudêmio.

                                     

                                    Essa regulamentação gera insegurança jurídica para os investidores, uma vez que, mesmo adquirindo o terreno, eles nunca se tornam proprietários definitivos, limitando o potencial de investimentos de longo prazo no setor.

                                    Foto: Photology75 / Envato

                                    Outro desafio significativo são as exigências ambientais. No Estado de São Paulo, por exemplo, as leis ambientais impõem requisitos de licenciamento para marinas equivalentes aos exigidos para portos, tornando o processo complexo e custoso.

                                     

                                    Esse cenário é ainda agravado pela falta de clareza nos critérios e pela constante atualização das resoluções, que introduzem novos requisitos sem um marco legal estável.

                                     

                                    Por fim, o alto valor de mercado dos terrenos à beira-mar, rios, lagos e represas, torna mais atrativo para investidores lotear as áreas, ao invés de empreender no setor náutico — devido aos custos iniciais e à complexidade de obter licenciamentos e concessões.

                                    Concessões como alternativa para a expansão do turismo náutico

                                    Diante dos desafios apresentados, uma das alternativas propostas para o desenvolvimento do setor é a implementação de concessões públicas para marinas e garagens náuticas.

                                    Foto: Nicgorski / Envato

                                    As concessões possibilitam que o setor privado invista em infraestrutura de apoio ao turismo náutico, enquanto o poder público se beneficia do pagamento pela concessão do espaço e do impulso econômico gerado pelas atividades relacionadas.

                                     

                                    Uma parceria público-privada (PPP) nesse setor pode seguir modelos diversos:

                                    Concessão simples

                                    No caso de uma concessão simples, o concessionário seria remunerado pela atividade gerada no espaço concedido, e a arrecadação pública poderia ser destinada a fundos de turismo ou meio ambiente.

                                    Concessão patrocinada

                                    Em cenários que demandem investimentos adicionais para atender, por exemplo, comunidades de pescadores locais, pode-se considerar uma PPP em concessão patrocinada, onde o poder público poderia subsidiar parte dos custos operacionais, viabilizando o equilíbrio financeiro da concessão e ampliando o acesso ao serviço.

                                    Foto: Nadtochii / Envato

                                    Planejamento integrado para áreas navegáveis

                                    Para uma gestão territorial mais eficiente, o ideal seria que as áreas navegáveis, tanto de águas doces quanto salgadas, fossem planejadas com uma rede de infraestrutura mínima.

                                    Um exemplo seria estabelecer uma marina pública a cada 100 km de área navegável, com infraestrutura básica, como abastecimento e serviços de apoio ao turismo náutico.

                                    Esse planejamento integrado permitiria que municípios cadastrassem suas áreas disponíveis para concessão, facilitando o licenciamento e promovendo o desenvolvimento regional em torno do setor náutico.

                                     

                                    Em conclusão, a estruturação de uma rede de marinas públicas em áreas estratégicas do território nacional promoveria o desenvolvimento sustentável do turismo náutico, favorecendo a economia local e a integração de destinos turísticos.

                                     

                                    A concessão de áreas públicas, por meio de modelos simplificados ou de PPPs, emerge como uma solução viável para o crescimento desse setor, garantindo geração de empregos, incentivo ao turismo e preservação ambiental, ao mesmo tempo que fortalece a cadeia produtiva e amplia a competitividade do setor náutico no Brasil.

                                     

                                    Referências:

                                    • BRASIL. Fórum Náutico Paulista. Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. 2017;
                                    • COSTA e SILVA, M. A cadeia produtiva do setor náutico no Brasil. Revista do Setor Náutico, São Paulo, 2017;
                                    • FERNANDEZ, T. O desenvolvimento do turismo náutico e os desafios das concessões no Brasil. Revista de Políticas Públicas e Turismo, 2017;
                                    • SILVA, J.; OLIVEIRA, P. O impacto das concessões para o desenvolvimento do turismo náutico. Revista Brasileira de Estudos do Turismo, 2018.

                                     

                                    Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

                                     

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                                      Entender o comportamento de procriação dos animais é essencial para os biólogos, mas alguns não facilitam esse processo — como é o caso dos simpáticos tubarões-baleia (Rhincodon typus), o maior peixe do mundo. O mistério sobre as técnicas de “flerte” desses animais já se estende por décadas.

                                      Um vídeo gravado durante uma expedição na Austrália Ocidental, contudo, pode ter lançado luz sobre o assunto. O Recife de Ningaloo foi o palco para as investidas de um tubarão-baleia macho a uma fêmea da espécie, através de “mordidinhas”.

                                       

                                      Pode parecer simples, mas o gesto, que foi acompanhado de perto por uma equipe de pesquisa, é fundamental para entender as “técnicas de cortejo” da espécie — classificada como ameaçada de extinção pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) desde 2016.

                                       

                                       

                                      Além da classificação, a população atual dos tubarões-baleia é majoritariamente formada por machos juvenis. Essa situação faz com que o “conhecimento sobre tubarões-baleia adultos, particularmente sua ecologia reprodutiva e comportamental, sejam derivados apenas de observações casuais”, como explicaram os biólogos em um artigo publicado na revista Frontiers in Marine Science.

                                      Foto: Christine Barry Research / Reprodução

                                      Encontros raros

                                      Embora esses peixes sejam geralmente encontrados nas águas costeiras de áreas quentes e tropicais ao redor de todo o mundo, os relatos de encontros entre eles se resumem a apenas dois locais na natureza: as águas ao redor das Ilhas Santa Helena, no Oceano Atlântico Sul, e no próprio Recife de Ningaloo, onde o vídeo foi gravado.

                                       

                                      Em Santa Helena, os encontros entre machos e fêmeas foram relatados por pescadores locais. Segundo eles, os machos seguiam as fêmeas e pareciam “cutucar” sua nadadeira caudal, de forma a se posicionar com os lados ventrais para cima, abaixo das fêmeas — provavelmente para introduzir seus clásperes (órgãos copuladores).

                                      Foto: Imagesourcecurated / Envato

                                      Já em Ningaloo, o primeiro avistamento aconteceu em 2019, feito por uma piloto de um pequeno avião que fazia observação aérea para cientistas de um navio de pesquisa. Ela conta que um macho adulto se aproximou de uma fêmea, menor, que o evitou e fugiu.

                                       

                                      O encontro mais recente aconteceu em maio de 2024, graças a um piloto que convocou cientistas para observarem uma fêmea de 7 metros de comprimento, localizada por ele mesmo. Na ocasião, um macho de 8,5 metros começou a segui-la até morder sua nadadeira caudal, como em Santa Helena.


                                      Como resposta, a fêmea girou rapidamente com as nadadeiras peitorais apontando para baixo. Após uma breve pausa, ela virou-se e desceu depressa para a profundidade, seguida pelo macho — e ambos sumiram de vista.

                                      O que esses comportamentos dizem aos pesquisadores

                                      Cientistas sugerem que o acasalamento de tubarões-baleia pode ocorrer em águas profundas, fora do alcance dos pesquisadores, como aconteceu no relato mais recente.

                                       

                                      No entanto, a resistência da fêmea à abordagem violenta do macho indica que essa estratégia não garante sucesso reprodutivo. Outra hipótese é de que a fêmea seja sexualmente imatura, já que adultas geralmente medem entre 10 e 12 metros.

                                      Foto: Image-Source / Envato

                                      Para os estudiosos, a ecologia local é outro fator que pode influenciar os insucessos reprodutivos, já que, embora a maioria dos tubarões de Ningaloo seja fêmea, elas evitam regiões de agregação, o que pode indicar que estão evitando os machos ativamente.

                                       

                                      “Esses registros não apenas expandem nossa compreensão dos comportamentos reprodutivos, mas também podem fornecer insights sobre os potenciais impulsionadores da segregação sexual relatados em populações de tubarões-baleia em muitas agregações costeiras”, concluem os autores.

                                      Tubarão-baleia é o maior peixe do mundo

                                      Considerado o maior peixe do mundo, podendo atingir mais de 20 metros de comprimento e pesar até 21 toneladas, o tubarão-baleia é um “filtrador”, uma vez que se alimenta principalmente de plâncton, pequenos peixes e crustáceos. O animal, inclusive, nada com a boca aberta, de forma a filtrar a água e capturar seu alimento.

                                      Foto: Imagesourcecurated / Envato

                                      Apesar do tamanho, a espécie que vive em águas tropicais e temperadas quentes surpreende pela tranquilidade e não representa ameaça aos humanos — inclusive, é conhecido por sua curiosidade e interação pacífica com mergulhadores.

                                       

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                                        St. Petersburg Boat Show 2025 estreia nesta quinta-feira (16), nos Estados Unidos, com estaleiro pernambucano

                                        16/01/2025

                                        A NX Boats já iniciou o ano de 2025 com o pé direito. O estaleiro pernambucano, que recém completou uma década de vida, atracou quatro de suas lanchas no St. Petersburg Boat Show. O salão náutico começou nesta quinta-feira (16), na Flórida, Estados Unidos.

                                        Com quatro dias de duração, o evento em águas norte-americanas recebe o público até domingo (19). Quatro barcos conhecidos do público brasileiro dão as caras no salão: a NX 41 Horizon, a NX 370 HT Sport, a NX 340 Sport Coupé e a NX 290 Exclusive.

                                        Estande da NX Boats no St. Petersburg Boat Show. Foto: NX Boats/ Divulgação

                                        Não que seja uma novidade para a NX Boats pisar em solo americano. Com escritório nos Estados Unidos, a marca já atracou diversos barcos por lá, como o NX Invictus, maior lancha do estaleiro — que ganhou até festa nas águas de Miami. Sem contar as três participações consecutivas no Fort Lauderdale Boat Show.

                                        Barcos da NX Boats no St. Petersburg Boat Show

                                        NX 41 Horizon

                                        Lançada com exclusividade no São Paulo Boat Show 2024, a lancha chegou para compor a linha Yachts do estaleiro. O modelo de 41 pés destaca-se, principalmente, pela passagem interna para a proa, além de possuir uma popa maior — assim como um espaço de cockpit.

                                        NX 41 Horizon. Foto: NX Boats/ Divulgação

                                        NX 370 HT Sport

                                        A lancha de 37 pés não carrega “sport” no nome à toa. De acordo com a marca, a NX 370 HT Sport proporciona conforto e estabilidade na água, além de ser capaz de aguentar longas temporadas de navegação. Ressalta-se a capacidade para 16 pessoas durante o dia e quatro no pernoite.

                                        Foto: NX Boats / Divulgação

                                        NX 340 Coupé

                                        Este barco da NX presente no St. Petersburg Boat Show também acomoda até 16 pessoas (4 no pernoite). Com opção de motor de popa e centro-rabeta, a NX 340 Sport Coupé é uma daycruiser de 10,15 m de comprimento e 3,15 m de boca. Seu cockpit ainda tem dois grandes sofás em L que, além de bonitos, têm encosto alto.

                                        NX 340 Coupé. Foto: NX Boats / Divulgação

                                        NX 290 Exclusive

                                        Esportividade e luxuosidade resumem bem a NX 290 Exclusive. A lancha de 29 pés oferece, segundo a marca, conforto, novo teto rígido e suporta até 11 passageiros (4 no pernoite) . Seu casco laminado em “V” ajuda na navegação do barco, e ainda torna a embarcação resistente aos mares mais revoltos. A altura da cabine chega aos 1,80 m, e o barco suporta um motor de 300 hp a 380 hp.

                                        NX 290 Exclusive. Foto: NX Boats / Divulgação

                                         

                                        Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                         

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                                          Schaefer Yachts participa de dois grandes salões internacionais em janeiro

                                          Barcos do estaleiro catarinense estarão em eventos náuticos dos EUA e Alemanha de forma simultânea nos próximos dias

                                          O ano de 2025 começou com movimentações importantes para o estaleiro catarinense Schaefer Yachts. Isso porque, já nos próximos dias, as embarcações da marca estarão em dois grandes salões náuticos internacionais: o St. Petersburg Boat Show, na Flórida, nos Estados Unidos, e o Boot Düsseldorf, na Alemanha.

                                          O salão nos EUA, inclusive, começou nesta quinta-feira (16) e segue até o próximo domingo (19). Por lá, a Schaefer apresentará quatro embarcações de seu repertório: Schaefer V33 Sport Fish, Schaefer 375, Schaefer V33 e V44.

                                          Schaefer 375. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                          Já o evento da Alemanha, por sua vez, começa no sábado (18) e vai até 26 de janeiro. Quem visitar o salão alemão poderá conferir de perto as embarcações Schaefer 450, Schaefer 375, Schaefer V33 e V44.

                                           

                                          Os cinco modelos que serão apresentados nos salões dos próximos dias são renomados tanto no Brasil, quanto em boa parte do mundo — já que são milhares as embarcações da marca espalhadas pelo globo.


                                          Para refrescar sua memória, a equipe de NÁUTICA reuniu a seguir um resumo das lanchas que devem brilhar em território internacional nos próximos dias. Confira:

                                          Lanchas Schaefer que estarão em salões internacionais

                                          Schaefer 450

                                          Maior lancha da Schaefer nos salões internacionais, a Schaefer 450 se destaca, principalmente, por ser um barco de 45 pés com suíte master à meia-nau. E não é qualquer suíte: o local recebeu o mesmo nível de tratamento dos modelos maiores da marca, trazendo equilíbrio entre estética e o design. O ambiente ocupa toda a boca da embarcação e conta com sofá, armários, mesinha, televisão e janelas para ambos os bordos.

                                           

                                           

                                          Sua plataforma de popa, do tipo submergível, tem na área gourmet uma churrasqueira retrátil semelhante à da Schaefer 660, da qual a lancha reproduz também o convés lateral, a boreste, que amplia a área da praça de popa em aproximadamente 20% — detalhe que ajuda a dar a sensação de que o barco é ainda maior.

                                          Schaefer 450. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                          Ponto de destaque também para o flybridge, que traz o conforto e a comodidade de uma cabinada de alto requinte. Quanto a motorização, a Schaefer 450 tem três opções: dois Volvo Penta D6-IPS 60 hp, dois Cummins QSC 480 hp V-Drive com bow thruster ou dois centro-rabeta Volvo D6 400 hp.

                                           

                                          Ao todo, até 14 pessoas conseguem aproveitar todas as comodidades da embarcação da Schaefer, sendo que 5 delas podem curtir um pouco mais ao pernoitar no barco.

                                          Schaefer 375

                                          A Schaefer 375 incorpora elementos da linha premium do estaleiro, formada pelos barcos maiores (Schaefer 510, 600, 660, 770 e 25M). Dentre suas principais características está o piso nivelado, sem nenhum degrau.

                                           

                                           

                                          Suas varandas laterais retráteis ampliam o espaço na praça de popa em 5,95 metros e se integram ao cockpit, com acomodações para até 14 pessoas. O hard-top, de acionamento elétrico, abre o teto solar (quase 1,5 metro) ao toque de um botão. O acesso à proa é feito por uma passagem interna, a bombordo — garantia de segurança mesmo com o barco em movimento.

                                          Schaefer 375. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                                          Na cabine, com 1,90m de altura, há duas camas de casal, uma no camarote de proa e outra à meia-nau, além de mesa, cozinha e um grande banheiro. O modelo pode ser equipado com três motores de popa de 300 hp cada ou dois motores de centro Volvo D4-300.

                                          Schaefer V33

                                          Primeiro barco da linha do estaleiro do tipo walk around (termo inglês usado para identificar lanchas cuja cabine não impede a circulação na proa) com perfil esportivo e elegante, a Schaefer V33 é uma embarcação sofisticada e confortável, digna de um autêntico barco de passeio.

                                           

                                           

                                          Seu pé direito de 1,90 m é um dos destaques da lancha, que, com isso, ganha um banheiro alto. Projetada para ser um modelo global, tem motorização de popa — os Estados Unidos, aliás, são responsáveis por parte considerável das vendas da lancha.

                                          Schaefer V33. Foto: Revista Náutica

                                          A Schaefer V33 é uma embarcação que privilegia as áreas externas, com proa aberta e amplo espaço na praça de popa. Com 33 pés, o modelo apresentado pela Schaefer em salões internacionais tem cabine para duas pessoas pernoitarem com conforto, além de opção de motor centro rabeta a diesel, ou uma parelha de motores de popa de 300 hp.

                                           

                                          Na versão Sport Fish, a V33 chega com recursos para pesca. Informaçõs oficiais, porém, ainda não foram divulgadas pelo estaleiro.

                                          Schaefer V44

                                          Sucessora da V33, a Schaefer V44 foi projetada especialmente para o mercado americano. Com 13,61 m de comprimento (44,8 pés) e 4,17 m de boca, essa walk around dispõe de tripla motorização de popa de 400 hp cada, que pode chegar a uma trinca de 600 hp cada.

                                          Schaefer V44. Foto: Ito Cornelsen

                                          O modelo ainda oferece recursos extras também para as horas em que o barco fica parado, como a possibilidade do rebatimento de parte das amuradas na popa com a criação de duas varandas laterais (beach clubs ou open decks), que aumentam a largura do cockpit em 1,35 m.

                                           

                                          Com isso, a boca máxima do barco salta para 5,52 metros, resultando em mais espaços tanto para a circulação como para a colocação de itens adicionais de conforto, como cadeiras de sol. A ideia é garantir um dia perfeito na água, seja um passeio em família, a prática de esportes aquáticos ou uma pescaria.

                                           

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                                            O navegador de 40 anos de idade deixou outros 39 capitães para trás e completou a volta ao mundo em apenas 64 dias, 19 horas, 22 minutos e 49 segundos, chegando ao destino final na última terça-feira (14).

                                             

                                            Tal marca é o recorde absoluto da competição, desbancando a façanha de Armel Le Cleac’h, que circum-navegou em 74 dias, na edição de 2016-2017.

                                            Foto: Vendée Globe/ Divulgação

                                            E a distância percorrida pelos veleiros  é gigantesca: uma rota de 39,1 mil quilômetros, num trajeto que passou pelos lendários cabos de Boa Esperança (África do Sul), Leeuwin (Austrália) e Cabo Horn (Chile). Não à toa, a disputa — que ocorre desde 1989 — é conhecida como o “Everest da vela”.

                                            Segundo colocado, o estreante Yoann Richomme também merece os louros, pois chegou um dia e uma hora depois de Dalin, no dia 15 de janeiro. Esta marca seria o suficiente para o velejador ter vencido todas as últimas nove edições do torneio, exceto a atual. De consolação, tornou-se o melhor navegador a não ganhar a Vendée Globe.

                                             

                                             

                                            Vale destacar que a alucinante competição a vela teve início em 11 de novembro de 2024. Nesta quinta-feira (16), ainda há outros 38 velejadores — incluindo seis mulheres — em disputa. É possível acompanhar o trajeto, velocidade e posições dos participantes em tempo real pelo site oficial da competição.

                                            O campeão que não venceu

                                            Numa corrida, geralmente o primeiro participante a cruzar a linha de chegada é o campeão, mas em uma regata nem sempre é assim. Charlie Dalin teve essa sensação amarga na última Vendeé Globe, de 2020-2021, quando terminou em primeiro lugar, mas não levou o prêmio.

                                             

                                             

                                            O velejador Yannick Bestaven, também francês, apesar de terminar na terceira colocação, ganhou um bônus por ter resgatado o adversário Kevin Escoffier — que teve seu monocasco partido em dois. Assim, o Júri Internacional da regata diminuiu em dez horas a corrida de Bestaven, que “ultrapassou” Dalin nos critérios finais.

                                            Por quatro anos, minha equipe e eu temos trabalhado duro e dado tudo o que temos para fazer este super barco. É para isso que vivemos e atingimos nosso objetivo– Charlie Dalin

                                            Detalhe: Boris Hermann, segundo colocado de 2020-2021, também ajudou no resgate, mas teve um bônus menor. Inclusive, Hermann chegou perto de ser o primeiro não-francês a vencer a Vendée Globe — desde 1989, só velejadores franceses levaram a melhor na disputa.

                                             

                                            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                             

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                                              Barco movido a hidrogênio promete operar por 1 hora com apenas 500 ml de água

                                              Novidade da sul-coreana K Watercraft foi apresentada na CES 2025, uma das maiores feiras de inovação do mundo

                                              Um barco não tripulado, ecológico e independente de energia: esse é o WB-UM2, novidade da sul-coreana K Watercraft. Apresentado na Consumer Electronics Show (CES) 2025 — uma das maiores feiras de tecnologia do mundo –, em Las Vegas, o modelo promete operar por 1 hora com apenas 500 ml de água, através do hidrogênio.

                                              Para funcionar sem a emissão de poluentes, o projeto de 50 kg possui um sistema de eletrólise, responsável por captar a energia solar e utilizá-la para separar hidrogênio e oxigênio da água.

                                               

                                               

                                              O hidrogênio, então, é convertido em energia elétrica por meio de uma célula a combustível com membrana trocadora de prótons. Essa tecnologia alimenta um motor elétrico com potência de 1,5 kW (equivalente a 2,0 cavalos), que, assim, consegue operar de maneira eficiente. No total, o modelo produz quatro litros de hidrogênio por minuto.

                                              Foto: K Watercraft / Divulgação

                                              Outra tecnologia presente no barco é um sistema de armazenamento de energia, que possibilita maior flexibilidade na operação: a célula a combustível gera 300 watts de potência, enquanto o processo de eletrólise chega a uma produção de 4 litros de hidrogênio por minuto.

                                              Um olhar sustentável

                                              Para a K Watercraft, a adoção do hidrogênio como combustível representa um avanço significativo. Isso porque, ao eliminar a necessidade de combustíveis fósseis, a inovação contribui para a redução das emissões de gases que causam o efeito estufa.


                                              Além disso, de acordo com a marca, a tecnologia pode ser aplicada em operações de salvamento marítimo, monitoramento ambiental e pesquisas oceânicas, já que o barco foi projetado para operar em diversos tipos de água.

                                              Modelo WB-M1, uma versão tripulada da empresa sul-coreana. Foto: K Watercraft / Divulgação

                                              O modelo de barco movido a hidrogênio apresentado pela empresa sul-coreana é o primeiro de uma linha que deve ser expandida, para incluir embarcações maiores. Uma delas, apresentada ainda de maneira tímida pela empresa, chega em versão tripulada. O modelo, batizado de WB-M1, pesa 60 vezes mais, com 3.000 kg, ao passo que produz 40 litros de hidrogênio por minuto.

                                               

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                                                Ameaçadas pela caça ilegal, tartarugas-de-pente ganham suporte de banco de dados genético

                                                Ferramenta ajuda a rastrear produtos de luxo feitos a partir da carapaça do animal até seu ponto de origem, auxiliando ações de proteção à espécie

                                                15/01/2025

                                                Produtos produzidos a partir de animais, apesar de parecerem ultrapassados, ainda existem — e podem ameaçar a existência de algumas espécies, como é o caso da tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata). Isso porque o animal tem sua carapaça usada para a criação de artigos como tigelas, pulseiras e até óculos de luxo.

                                                Os belos tons de marrom e cor de mel fazem com que, há milhares de anos, as carapaças da tartaruga-de-pente sejam alvo dos humanos para fins comerciais. Egípcios, gregos e romanos já viam o potencial do “casco”. Apesar do comércio da espécie ter sido proibido internacionalmente em 1977, o mercado clandestino, principalmente no Sudeste Asiático, continua sendo uma ameaça ao animal.

                                                Foto: Wirestock / Envato

                                                Criar ações de prevenção à caça da tartaruga-de-pente tem sido um desafio para as autoridades, uma vez que os produtos feitos a partir de suas carapaças são confiscados em países diferentes de onde esses animais são caçados de forma ilegal. E é aí que entra o ShellBank, um tipo de banco de dados de rastreabilidade global de tartarugas marinhas.


                                                Como o ShellBank pode ajudar as tartaruga-de-pente

                                                Criado em 2022 pela World Wide Fund for Nature (WWF), o ShellBank visa usar a análise genética para rastrear produtos de tartarugas marinhas até seus pontos de origem.

                                                Foto: Divingbali / Envato

                                                Para isso, amostras de tecido de tartarugas marinhas — viventes ou de cascos apreendidos — são coletadas em várias partes do mundo e entram em um banco de dados. São justamente essas informações genéticas que ajudam a identificar a origem geográfica das tartarugas apreendidas no comércio ilegal.

                                                 

                                                Até agora, o banco de dados contém cerca de 13 mil registros tanto de tartarugas-de-pente, quanto de tartarugas marinhas verdes – sendo que a expectativa é de que mais espécies se juntem à lista.

                                                Foto: Imagesourcecurated / Envato

                                                De acordo com Christine Madden, diretora e cofundadora do ShellBank, espera-se que os resultados de políticas e conservação aumentem dentro de um ou dois anos. Esse período será crucial para as tartarugas-de-pente que, além de sofrerem com a caça ilegal, veem seus corais cada vez mais ameaçados pelas mudanças climáticas.

                                                 

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                                                  Embarcação Belmonte está a 40 metros de profundidade em frente à ilha de Itaparica, na saída da Baía de Todos os Santos

                                                  Um pedaço da história foi encontrado nas profundezas das águas de Salvador, na Bahia. Trata-se do naufrágio do Belmonte, uma embarcação de 36,9 metros fabricada na Alemanha em 1914, que naufragou na Baía de Todos-os-Santos em 1941, após uma forte colisão com um cargueiro chamado Norma.

                                                  De acordo com László Mocsári, mergulhador, médico e autor, que descreveu o achado ao Naufrágios do Brasil, o Belmonte atuava na navegação de cabotagem (transporte de cargas entre portos) desde, pelo menos, 1920.

                                                  Uma das âncoras encontradas nos destroços do naufrágio do Belmonte. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

                                                  Transportava, além de passageiros e malas postais, até 180 toneladas de açúcar, madeira, óleo e cargas diversas– explicou Mocsári

                                                  Mocsári explica ainda que o Belmonte era muito utilizado para levar café e cacau até barcos a vapor maiores, que tinham o exterior como destino, mas não podiam atracar em portos pequenos, como os de Belmonte e Ilhéus, ambos no sul da Bahia.

                                                  Grande quantidade de garrafas foram encontradas. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

                                                  Seu afundamento aconteceu há mais de 80 anos, mais precisamente, na madrugada de 18 de dezembro de 1941, quando navegava rumo a pequenos portos carregado de bebidas e remédios. Já na saída da Baía de Todos-os-Santos, em frente à Ilha de Itaparica, a embarcação de 90 toneladas colidiu com o navio Norma, de 400 toneladas.

                                                   

                                                   

                                                  O Norma saiu ileso da situação, enquanto o Belmonte não resistiu ao enorme rombo que se abriu no seu casco diante do choque. Na ocasião, dez tripulantes e nove passageiros foram resgatados pelo Norma e levados a Salvador.


                                                  Embarcação era procurada desde 2018

                                                  O processo de encontro do Belmonte, concretizado neste ano pelos mergulhadores László Mocsári, Peter Tofte, Marcelo Rosário, José Manoel Lusquinhos, Roberto Costa Pinto e Fagner Rodrigues, teve início ainda em 2018.

                                                  László Mocsári. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

                                                  Naquele ano, junto com mais três colegas mergulhadores, Mocsári conseguiu negociar o ponto do naufrágio com pescadores, que o haviam descoberto em 2010, enquanto perseguiam um peixe cioba (Lutjanus analis).

                                                   

                                                  Em uma primeira visita ao local, um dos pescadores apresentou aos mergulhadores alguns artefatos encontrados por ali. Entre eles, estavam uma garrafa de Fratelli Vita (fábrica de refrigerantes de Salvador fundada em 1902), outra de Elixir Galenogal (vendido até hoje na região) e o principal: um dos telégrafos do navio, que tinha gravado o nome “Belmonte Bahia” — uma primeira pista de que se tratava, de fato, do naufrágio do Belmonte.

                                                  Motor do Belmonte. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

                                                  Na ocasião, os mergulhadores fizeram os primeiros registros da embarcação, disponíveis no vídeo a seguir.

                                                   

                                                   

                                                  A partir do telégrafo, os mergulhadores começaram a levantar dados sobre o navio. Uma das fontes de pesquisa foi o livro Naufrágios e Afundamentos na Costa Brasileira, de José Góes de Araújo, em que constataram que um navio de mesmo nome havia naufragado em 1941. A garrafa de Fratelli Vita, outra pista, levantou a hipótese do navio ter sido abastecido com o suprimento em Salvador.

                                                  Motor do compressor de ar. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

                                                  A confirmação final veio quando Mocsári entrou em contato com Maurício Carvalho, biólogo, mergulhador e pesquisador de naufrágios. Através de um trabalho minucioso de pesquisas em jornais da época, Carvalho encontrou outros pontos em comum que confirmavam: tratava-se do naufrágio do Belmonte.

                                                  Motor do Belmonte. Foto: Instagram @robertocostapinto / Reprodução

                                                  Conforme explica Mocsári, a projeção mais proeminente dos destroçoes é o motor a diesel da embarcação, de três cilindros.

                                                  A impressão é que o casco abriu no sentido longitundial, tombando lateralmente– conta

                                                  Foram encontradas ainda quatro âncoras: uma na popa, uma ao lado do motor e duas na proa. Para Moacir, isso sugere que elas não foram lançadas ao mar no momento do naufrágio. Completam a lista dois guinchos — ambos encontrados na proa — e muitas garrafas, à meia-nau, além de um outro telégrafo.

                                                   

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                                                    Sob os comandos de Martine Grael, time brasileiro se prepara para 2ª etapa da SailGP

                                                    Principal competição de barco a vela do mundo acontece nos dias 18 e 19 de janeiro, em Auckland, na Nova Zelândia

                                                    Após uma estreia emocionante nas águas de Dubai, o time brasileiro Mubadala Brazil SailGP Team já se prepara para encarar a 2ª etapa da SailGP 2025 — a quinta temporada da principal competição de barco a vela do mundo. O torneiro acontece nos dias 18 e 19 de janeiro, em Auckland, na Nova Zelândia.

                                                    A primeira etapa da “Fórmula 1 da vela” foi recheada de desafios. O time brasileiro, liderado pela campeã olímpica Martine Grael — primeira mulher a assumir esse posto na história da competição –, terminou sua estreia na 10ª colocação geral, com o melhor resultado entre os estreantes e o título de manobra mais bonita do evento.

                                                    Foto: AT Films / Divulgação

                                                    O feito deixou cinco concorrentes para trás, dando ao Mubadala a sexta colocação entre os 11 times presentes naquele momento.

                                                     

                                                    Os 10 pontos finais — o dobro dos italianos, também estreantes — foi o que deu ao time a “boa impressão” que seguirá na mala para a “cidade das velas”, como Auckland é conhecida.

                                                    Foi nossa estreia na competição e nossa primeira vez enquanto time de fato velejando juntos, pra valer– destacou Martine

                                                    Foto: Mubadala Brazil SailGP Team / Divulgação

                                                    “Agora nos conhecemos melhor como equipe e estamos mais entrosados, o que sem dúvida ajuda e nos dá mais confiança para seguirmos em frente em busca dos melhores resultados em Auckland”, completou.


                                                    O Mubadala Brazil SailGP Team

                                                    Além de Martine Grael, Driver da equipe, o Mubadala Brazil SailGP Team conta com os Grinders Marco Grael e Mateus Isaac, o Wing Trimmer Leigh McMillan, o Strategist Richard Mason, a Reserve Kahena Kunze e o Flight Controller Andy Maloney.

                                                    Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                                    Para Maloney, aliás, a etapa de Auckland certamente vai ter um gostinho especial. Atual campeão da America’s Cup, o neozelandês de 34 anos vai competir em casa pelo time brasileiro, ocupando a posição de especialista responsável por controlar a altura do voo do catamarã F50 — que pode atingir cerca de 100 Km/h e até voar sobre as águas.

                                                    Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                                    Mesmo que eu esteja competindo sob uma bandeira diferente nesta temporada, espero que isso dê aos fãs neozelandeses um novo time para torcer e apoiar com toda a sua paixão– diz o atleta

                                                    Após as passagens por Dubai e Auckland, a SailGP passará por Sidney (Austrália), Los Angeles, São Francisco e Nova York (Estados Unidos), Portsmouth (Reino Unido), Sassnitz (Alemanha), Taranto (Itália), Genebra (Suíça), Cádiz (Espanha), Abu Dhabi (Emirados Árabes) e Rio de Janeiro (Brasil).

                                                     

                                                    O evento em águas brasileiras sagrará a primeira etapa da liga na América do Sul, nos dias 3 e 4 de maio, na Baía de Guanabara — palco também do Rio Boat Show.

                                                     

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                                                      Turistas são multados por invadir área protegida em Noronha para fazer fotos

                                                      Valor das multas pode chegar a R$ 10 mil e foi aplicada pelo ICMBio após denúncia de guia local, que gravou o momento

                                                      O Mirante Dois Irmãos, no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, desenha na paisagem um cenário paradisíaco — palco de fotos para os turistas. Trata-se, porém, de um precipício e, portanto, é devidamente cercado. Desafiando a própria vida e ignorando os avisos de um guia local, turistas ultrapassaram a cerca para fazer fotos. A boa notícia é: foram multados.

                                                      As ocorrências foram no último sábado (11) e segunda-feira (13). Parte do episódio foi registrado pelo guia Tiberius Oliveira. No vídeo do guia, é possível ver uma delas sentada no precipício.

                                                       

                                                      É nessa hora que Tiberius orienta o grupo: “Aí não é lugar de a senhora fazer foto, moça. Tem que respeitar o ambiente. Essa área aqui é cercada justamente por causa disso”. O apelo do guia, no entanto, foi ignorado.

                                                      Vou encaminhar para o ICMBio para vocês levarem uma chamada– disse Tiberius, após os turistas desprezarem os alertas

                                                      Foto: Instagram @icmbionoronha / Reprodução

                                                      Dito e feito. Conforme divulgou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ICMBio de Fernando de Noronha, seis turistas que invadiram áreas de acesso proibido no Parque Nacional Marinho foram devidamente multados.

                                                       

                                                      As cinco mulheres e um homem puderam ser identificados a partir das denúncias. Assista ao registro feito por Tiberius:

                                                       

                                                      Ainda segundo o órgão, os turistas multados infringiram o artigo 90 da Lei nº 6514, sobre a violação de objetivos e regulamentos da Unidade de Conservação, o que pode render multas de R$ 500 até R$ 10 mil. A concessionária Econoronha também foi acionada para bloquear o ingresso desses turistas ao Parque Nacional Marinho.

                                                       

                                                      “A partir do momento que elas ultrapassaram a cerca, cometeram uma irregularidade. Nós colhemos as informações, investigamos, localizamos os infratores e aplicamos as multas”, explicou Mário Douglas Fortini, coordenador da Área Temática de Proteção do ICMBio.

                                                      Foto: ICMBio / Divulgação

                                                      Perigo de morte e risco à unidade de conservação ambiental

                                                      O vídeo das fotos feitas pela turista viralizou, e foi compartilhado por diversas páginas nas redes sociais. Em um desses posts, Amanda Rocca, que relata ser guia em Noronha há mais de 20 anos, conta que esse tipo de atitude por parte dos turistas é quase diária no parque. “Esse tipo de turista não precisamos”.

                                                      Foto: Canindé Soares / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                      A ação, além de colocar em risco uma área de conservação ambiental, como é o caso do Mirante Dois Irmãos, traz ainda um risco de morte. “Além de descumprirem as regras do parque, os infratores arriscaram a própria vida ao posar para uma foto em um precipício”, destacou Lilian Hangae, chefe do Núcleo de Gestão Integrada (NGI) do ICMBio.


                                                      A geóloga Joana Sanchez, da Universidade Federal de Goiás, detalhou o perigo do local em entrevista ao G1. “Essas rochas, exatamente onde elas [turistas] estavam, são soltas do paredão e podem cair a qualquer momento. A gente optou por não fazer o manejo dessas rochas, porque é um local natural, e o paredão é muito alto”, explicou.

                                                      As grades estão ali para salvaguardar a vida das pessoas, e naquele local as rochas estão completamente soltas– destacou a geóloga

                                                      De acordo com o ICMBio, para reforçar a segurança durante a alta temporada, será intensificada a presença de monitores na área e a instalação de mais placas informativas.

                                                       

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                                                        Série “A Europa Como Você Nunca Viu” ganha nova temporada no Canal Náutica

                                                        Estreia nesta 5ª feira (16) mais novo roteiro da família a bordo de barco-casa pelos canais holandeses

                                                        14/01/2025

                                                        Cruzando os canais holandeses em um barco centenário, o casal Beto Toledo e Thaís Cañadó mostra a vida real da família a bordo. A empreitada, que deu origem à produção “A Europa Como Você Nunca Viu“, fez tanto sucesso que a série agora ganha uma segunda temporada. A estreia será dia 16 de janeiro, às 20h, no Canal Náutica do YouTube.

                                                        Depois de navegar pelo oeste dos Países Baixos — visitando Amsterdã, Haarlem, Haia e outras cidades –, agora é hora de a família zarpar novamente. Dessa vez, Beto, Thais, o filho Domênico e o cão Google seguem rumo ao norte do país.

                                                        Estamos muito felizes com tudo o que tem acontecido nesses sete meses desde que começamos a morar no barco– revelou Thais Canado

                                                        Com episódios semanais no Canal da Náutica no Youtube, você acompanha o novo roteiro da família em pleno verão europeu, com dias iluminados até mais tarde.

                                                        Passeios por destinos encantadores, manutenção e reformas no barco, é claro, fazem parte da rotina desses marinheiros.

                                                         

                                                        A navegação pelos charmosos canais holandeses inclui cruzar por baixo de pontes levadiças e eclusas, emoldurados por belas paisagens e moinhos de vento — um dos símbolos do país.

                                                        “O nosso próximo destino é Alkmaar, uma cidade próxima daqui. Vai demorar umas 2h30 ou 3h para a gente chegar”, explica Thais, sobre a primeira parada desta jornada.

                                                        Embora não estivesse na rota original rumo ao norte, o local entrou na lista de desejos da família — que comanda a página @sawlors no Instagram e o canal Sailing Around the World no Youtube — para um passeio.


                                                        O destino final dessa jornada será Frísia (ou Friesland, em holandês), point das férias de verão de muitos holandeses e alemães, que conta com ótima estrutura para barcos.

                                                        Para ficar por dentro dos melhores momentos dessa aventura em família, inscreva-se no Canal Náutica do Youtube e acompanhe tudo sobre a segunda temporada de “A Europa Como Você Nunca Viu”.

                                                         

                                                        Náutica Responde

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                                                          Imagine isto: a potência e robustez de um rebocador da década de 1960 aliadas ao charme e sofisticação de um iate de luxo. Foi o que aconteceu com o Santandrea, embarcação reformada do estaleiro italiano Solimano que teve seu estilo retrô comprado por 1,2 milhão de euros — o equivalente a mais de R$ 7,5 milhões (na cotação de janeiro de 2025).

                                                          Este senhor de 1961 passou por várias reformas ao longo de seus mais de 60 anos. O resultado foi um barco de 29 metros (96 pés) que une o luxo ao vintage, com recursos modernos e as características únicas de um potente explorador oceânico.

                                                          Foto: YATCO / Divulgação

                                                          Essa mistura rara no mercado fez com que o Santandrea fosse rapidamente adquirido. Seu último preço anunciado, de 1,2 milhão de euros, pode parecer alto demais para um barco normalmente usado para puxar e empurrar outras embarcações, mas não traduz o valor desse iate.


                                                          Santandrea: potência, luxo e exclusividade

                                                          Como um bom rebocador, o Santandrea esbanja um alcance de aproximadamente 12 mil milhas náuticas (22 mil km), com uma velocidade de cruzeiro de 9,5 nós (17,6 km/h). Para isso, é movido por dois motores a diesel Caterpillar.

                                                           

                                                          Suas características, contudo, não ficam só no campo da potência. O amplo salão principal, com vista privilegiada para o mar, é equipado com uma mesa de oito lugares. Logo ao lado estão dois sofás de três lugares cada e mais duas poltronas que, com o apoio de uma mesa de centro, prometem ser um ponto forte de lazer a bordo.

                                                          Foto: YATCO / Divulgação

                                                          O espaço, assim como as outras áreas do barco, traz tons em branco, bege e marrom. As cores neutras dão à embarcação, robusta, um especial toque de delicadeza e elegância.

                                                           

                                                          Já na área interna, uma ampla sala de estar dispõe de sofás e uma grande mesa de madeira. O espaço, diferente dos grandes iates de luxo, deixa as janelas que vão do chão ao teto de lado para dar lugar às gaiutas — característica que remete ao estilo retrô do barco da década de 60. A cozinha, por sua vez, tem estilo industrial, com móveis e eletrodomésticos em inox.

                                                          Foto: YATCO / Divulgação
                                                          Foto: YATCO / Divulgação
                                                          Foto: YATCO / Divulgação

                                                          A embarcação acomoda até oito hóspedes mais quatro membros da tripulação, em seis cabines. A suíte máster, localizada no convés principal, dispõe de duas camas de solteiro.

                                                           

                                                          Duas outras cabines são equipadas com beliches, enquanto a terceira — e maior delas — oferece duas camas de solteiro e um beliche adicional.

                                                          Foto: YATCO / Divulgação
                                                          Foto: YATCO / Divulgação
                                                          Foto: YATCO / Divulgação

                                                          As duas cabines da tripulação, por sua vez, podem ser acessadas tanto pelo convés de popa, quanto pela sala de máquinas — nesse caso, através de uma passagem pensada para os dias de mau tempo.

                                                          Foto: YATCO / Divulgação

                                                          O barco está pronto para explorar mesmo os destinos mais remotos, inclusive com direito a um grande guindaste, responsável por lançar os dois botes da embarcação ao mar.

                                                          Foto: YATCO / Divulgação

                                                           

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                                                            Palestras reunirão grandes nomes do mundo náutico para bate-papo interativo durante a 26ª edição do salão, de 26 de abril a 4 de maio

                                                            Quem já foi, sabe: o Rio Boat Show é uma grande imersão náutica. Além dos barcos na água, o salão tem vista para o Pão de Açúcar, sob os braços do Cristo Redentor e com a brisa do mar do Rio de Janeiro — um combo mais que especial para os amantes do mar. Neste ano, essa atmosfera ficará ainda melhor, graças à 2ª edição do NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025.

                                                            O NÁUTICA Talks reúne grandes nomes do mundo náutico para um ciclo de palestras, que vão desde temas técnicos até as histórias mais curiosas de quem vive no mar. Já tradicional no São Paulo Boat Show — maior evento náutico da América Latina –, o encontro estreou no salão do Rio em 2024, com sucesso de público.

                                                            Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica

                                                            As palestras são abertas a quem garante um ingresso para qualquer um dos dias do salão — que em 2025 vai de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória. Para se ter uma ideia, o NÁUTICA Talks no Rio Boat Show de 2024 teve nada menos que 40 grandes nomes passando por seu palco.

                                                            Cintia e Lula, da CL Vela, falaram sobre a introdução das crianças no esporte. Foto: Rodrigo Favorito / Revista Náutica

                                                            Quem passou por lá teve a oportunidade de ver de pertinho o navegador Amyr Klink, que falou sobre os 40 anos da travessia a remo do Atlântico Sul; Marina Bidoia, que velejou sozinha até Fernando de Noronha; Alvaro de Marichalar, responsável por dar uma volta ao mundo de jet; e Paula Vianna, fotógrafa subaquática que levou ao público os desafios da profissão, entre outros grandes nomes.


                                                            Um dos dias, inclusive, foi batizado de “Mergulho Day”, quando os visitantes puderam se aprofundar no assunto e conhecer histórias impressionantes de aventuras submersas.

                                                            Paula Vianna bateu um papo sobre os desafios da fotografia subaquática. Foto: Rodrigo Favorito / Revista Náutica

                                                            Visitar as palestras do NÁUTICA Talks no Rio Boat Show é a chance de se conectar a amantes do mar que vivem esse lifestyle de forma profissional, em um ambiente aberto ao diálogo, aprendizagem e ao compartilhamento de experiências e informações.

                                                             

                                                            Para conferir a grade de palestras da edição 2025 e garantir o seu lugar nesse espetáculo, deixe seu nome e e-mail no campo de newsletters do site oficial do Rio Boat Show 2025.

                                                             

                                                            Náutica Responde

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