O litoral norte catarinense recebeu, no último sábado (21), a 4ª Regata Marina Itajaí Marejada, que encerrou o 1º Circuito de Regatas Marina Itajaí. Os vencedores da competição — que reuniu 30 barcose mais de 150 velejadores— receberam uma premiação no valor de R$ 30 mil, além de troféus e medalhas.
Com partida em Florianópolise chegada em Itajaí, a Regata Marina Itajaí Marejada tem cerca de 34 milhas náuticas de percurso. Ela foi a última etapa do circuito que começou ainda em junho deste ano.
Foto: Edgar Ramos / Divulgação
Ao todo, o 1º Circuito de Regatas Marina Itajaí teve três competições: Praia Brava, em celebração ao 163º aniversário de Itajaí, em junho; regata na cidade de Navegantes, em agosto e, agora, a 4ª Regata Marina Itajaí Marejada, que encerrou a competição.
Sabemos que este percurso (de Florianópolis até Itajaí) é mais complexo e longo. Para nós, é motivo de orgulho encerrar o Circuito Marina Itajaí com esta tradicional regata– Carlos Gayoso Oliveira, diretor da Marina Itajaí
“A ideia para 2024 é ampliar para cinco competições no ano com o intuito de incentivar ainda mais a cultura da vela na região”, revela o diretor da marina.
A primeira edição do Foz Internacional Boat Show vai acontecer de 23 a 26 de setembro, no Iate Clube Lago de Itaipu, no Paraná. Para tornar a experiência de visitar o evento ainda mais especial, a Loumar Turismo, com mais de 30 anos de experiência em viagens para a região de Foz do Iguaçu, será a agência de turismo oficial do Boat Show.
Com a parceria, os visitantes do salão náutico garantem parcelamento em até 6x sem juros através do link de pagamento online, ingressos integrados aos sistema dos atrativos — sem necessidade de pegar filas — e passeios pela região de Fozacompanhados de guias especialistas no roteiro.
Além disso, a Loumar faz a reserva de hotéis e de passagens, ou seja, oferece o serviço completo para o público do Foz Internacional Boat Show curtir a região durante o evento. Para ter acesso às condições especiais, o visitante deve utilizar o código Boat Show na hora do contato (válido até 26/11, último dia de evento).
A equipe da Loumar reúne profissionais de turismo capacitados e atualizados sobre as melhores opções de lazer, gastronomiae entretenimento em Foz do Iguaçu e região da tríplice fronteira, para que o visitante possa aproveitar ao máximo a estadia durante o Boat Show.
Para fazer uma reserva ou conhecer mais sobre os serviços fornecidos pela empresa, o interessado deve entrar em contato com a Loumar pelos emails [email protected] e [email protected] ou pelos telefones (45) 3521-4035, (45) 3521-4053 e (45) 3026-4098 (WhatsApp).
Foz Internacional Boat Show 2023
O 1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águasnavegáveis do Lago de Itaipu.
Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação
Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
Como ser um expositor no Boat Show de Foz
Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
Saiba mais no site oficial do evento
O Lago de Huron, um dos cinco Grandes Lagos localizados entre os Estados Unidos e o Canadá, era o foco do casal Yvonne Drebert e Zach Melnick para um estudo sobre mexilhões. Mas a pesquisa acabou levando os dois a uma outra descoberta: o possível navio África, naufragado há quase 130 anos, ainda intacto em 85 metros de profundidade.
Segundo estudiosos, o navio África desapareceu ainda em 1895, após uma tempestade. Na época, a embarcação, que levava 11 marinheiros, estava na região para fazer o reboque de outro barco, o Severn. Nenhum dos tripulantes sobreviveu.
Foto: Inspired Planet Productions / Divulgação
Com a ajuda de um historiador e um arqueólogo marinho, o casal utilizou um veículo operado de forma remota para conseguiu medir a embarcação e obter mais detalhes sobre ela. Os destroçoscorresponderam às medidas do navioÁfrica, além de o barco encontrado estar carregado com carvão, a mesma carga da embarcação desaparecida em 1895.
#TrebekInitiative Grantee @YvonneDrebert and @ZachMelnick set out to make a documentary about invasive quagga mussels in the Great Lakes. Along the way, they found the wreck of what is likely the steamship Africa, last seen in October 1895.
Melnick conta que o casal recebeu “uma informação de pessoas que fizeram um levantamento de peixese notaram uma anomalia na leitura do sonar, basicamente uma ocorrência incomum no leito de um lago plano.”
Drebert e Melnick logo após a descoberta. Foto: Esme Batten / Divulgação
Com a localização da anomalia encontrada pelos cientistas pesqueiros, empacotamos nosso robô, pegamos alguns amigos e seu cachorro e partimos para o que pensamos que seria um passeio de barco no sábado –Drebert, produtora do Inspired Planet Productions
Segundo o casal, o navio estava incrustado de mexilhões invasores, que se multiplicaram pelos lagos da região, danificando a área. Aliás, antes da descoberta do África, o trabalho do casal centrou-se nos impactos ecológicos dos mexilhões — que devastaram a pescaà volta dos Lagos.
Não pensamos no efeito que poderia ter no nosso patrimônio cultural. Os mexilhões realmente mudaram tudo nas águas profundas dos Grandes Lagos– Melnick, diretor de fotografia do Inspired Planet Productions
Foto: Esme Batten / Divulgação
Agora, as imagens da descoberta vão incrementar um novo documentário do casal junto a equipe do Inspired Planet Productions. Juntos, eles já criaram mais de 40 horas de documentários sobre natureza e história nos últimos 20 anos, como o documentário “All Too Clear”, que estuda o impacto que os mexilhões têm na região.
Com 25 anos de mercado, FS Yachts está pronta para explorar novas terras — ou melhor, novas águas. Mesmo durante a pandemia, o estaleiro continuou em crescimento nas vendas e no número de funcionários e, se depender de José Thiburcio, diretor da empresa, o próximo passo será crescer no mercado náutico dos Estados Unidos.
Em entrevista no Estúdio NÁUTICA, José e Almiro Thiburcio revelaram alguns planos da FS Yachts e como a marca está investindo no mercado externo. Com a expertise de 25 anos em construção naval, a dupla acredita na qualidade do seu produto e que são boas as chances de fortalecer a marca fora do país.
Pré-lançada no último São Paulo Boat Show, a lancha 355 — ainda em desenvolvimento e sem nome definido — é exemplo da estratégia da FS Yachts. Com motorização de popa, ela já nasceu pensada para agradar ao público dos Estados Unidos.
A dupla que comanda o estaleiro não quer parar por aí. Outro projeto focado no mercado americano envolve uma parceria da marca com a Mercury Marine. Segundo José Thiburcio, as empresas adotarão um sistema em que o estaleiro recebe o motor no Brasil, permitindo que o barco seja exportado já 100% pronto.
Nosso estaleiro ficou muito voltado a entregar o produto completo, inclusive para distribuidores etc. Na Europa, inclusive, a gente entrega o barco já montado– Almiro Thiburcio
Por fim, José Thiburcio revelou que uma nova embarcação de 40 pés está nos planos da FS Yachts. O barco também virá com o propósito de explorar o mercado americano, que “dará muito mais condições de crescimento e estabilidade” para a empresa, segundo os executivos.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O piloto espanhol de Fórmula 1 Fernando Alonso enfim recebeu seu catamarã elétrico 60 Sunreef Power Eco, do estaleiro polonês Sunreef. A embarcaçãohavia sido adquirida pelo automobilista em setembro de 2021 e, assim que chegou, o piloto logo a colocou para navegar em alto mar.
Acostumado com grandes velocidades e o ronco dos motores, Alonso já aproveitou férias com a família a bordo do catamarã, que, diferentemente de um carro de Fórmula 1, navega de forma suave, silenciosa e o melhor: sem emissões. Aliás, a sustentabilidade foi um dos fatores decisivos para Alonso na hora de fechar o acordo com a Sunreef.
Foto: X (antigo Twitter) @Sunreef Yachts / Divulgação
Assistimos a mudanças importantes nos últimos anos na mobilidade global e para mim faz todo o sentido optar por um catamarã elétrico– Fernando Alonso
Foto: Sunreef Yachts / Divulgação
Alonso, a propósito, é um dos embaixadores do estaleiro polonês, que tem ainda em sua cartela de clientes outras celebridades, como Rafael Nadal, Nico Rosberg e o aventureiro Mike Horn. Aliás, Nadal e Rosberg influenciaram a compra de Alonso, mesmo o compromisso com a sustentabilidade tendo sido o ponto crucial do acordo.
Foto: Instagram @fernandoalo_oficial / Divulgação
Veja os detalhes do barco de Fernando Alonso
O barco de Fernando Alonso tem 18,3 metros e conta com motores elétricoscom bancos de baterias ultraleves, responsáveis por um cruzeirosilencioso e livre de vibrações.
A filosofia ecológica do barco não fica apenas nos painéis solares ou nos motores elétricos. Seu interior, que acomoda até 12 pessoas (mais 4 tripulantes), também possui acabamento em materiais sustentáveis.
O catamarã foi projetado com um sistema de energiavia painéis solares que cobrem até 68,6 metros quadrados da superfície da embarcação, permitindo a geração de até 13kWp de energia verde. Sua capacidade de combustível vai de 3 mil a 6 mil litros, e há no barco um par de tanques de águade 800 litros cada.
Um dos lugares favoritos de Alonso no catamarã é a plataforma de popa, que, em embarcações desse tipo, fornecem ainda mais espaço e estabilidade. “Você pode chegar mais perto da costa em comparação com um monocasco”, comenta o piloto.
O barco conta ainda com um vasto cockpit, beach club e garagem de popa, além de um generoso flybridge, atendendo a uma expectativa de Alonso que já vinha desde antes do recebimento do barco.
“Meu dia perfeito no mar não começaria tão cedo. Seria um dia de folga, começando pelo café da manhã a bordo com amigos e familiares, seguido por natação e alguns esportes aquáticos”, comentou ele à Sunreef, em 2022.
“Estamos muito orgulhosos de receber Fernando Alonso em nossa família. Começamos uma grande jornada juntos ao iniciarmos um novo projeto elétrico 60 Sunreef Power Eco. Damos mais um grande passo em direção a uma experiência de iate mais sustentável e estamos entusiasmados em fazê-lo junto com um embaixador notável e inspirador a bordo”, comentou o fundador e presidente da Sunreef, Francis Lapp.
Diretamente de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, a NX Boatsé mais uma marca que vai atracar no Foz Internacional Boat Show, de 23 a 26 de novembro, no Iate Clube Lago de Itaipu, no Paraná. A marca, que tem menos de 10 anos, já soma mais de 1.400 barcos navegando pelas águas do Brasil e do mundo.
Dos 10 modelos já fabricados pela NX Boats, três deles estarão nas águasdoces do Lago de Itaipu: NX 370 HT Sport, NX 340 Sport Coupé e NX 290 Exclusive. Durante o Boat Show de Foz, os visitantes poderão ver de perto todos os detalhes das embarcações. A equipe de NÁUTICA mostra, a seguir, alguns deles.
As lanchas da NX Boats marcaram presença nas águas da Marina do Glória (RJ), durante o Rio Boat Show 2023
Lanchas da NX Boats no Foz Internacional Boat Show
NX 370 HT Sport
Segundo o estaleiro, a NX 370 HT Sport proporciona conforto e estabilidade na água, além de ser capaz de aguentar longas temporadas de navegação. Com estrutura de teto rígida, a lancha tem 10,95 m de comprimento e 3,22 m de boca. Um dos destaques do barco que acomoda 16 pessoas durante o dia e quatro no pernoite é a altura do banheiro, que chega a 1,85 m.
Foto: NX Boats / Divulgação
NX 340 Sport Coupé
Com opção de motorde popa e centro-rabeta, a NX 340 Sport Coupé é uma daycruiser de 10,15 m de comprimento e 3,15 m de boca. O barco acomoda até 16 pessoas (4 no pernoite). Seu cockpit tem boa distribuição, com dois grandes sofás em L que, além de bonitos, têm encosto alto.
Foto: NX Boats / Divulgação
O espaço gourmet é bem equipado e a plataforma de popa fornece um ambiente espaçoso e confortável. Ou seja: uma lancha ideal para passeios com a família e amigos.
NX 290 Exclusive
O sistema de fabricação da NX 290 Exclusive conta com casco, convés e longarina laminados, que tornam a embarcação mais resistente aos maresmais revoltos. São 8,84 m de comprimento e 2,78 m de boca na embarcação que atende até 11 passageiros (4 no pernoite). A altura da cabine chega aos 1,80 m na lancha, que suporta um motor de 300 hp a 380 hp.
Foto: NX Boats / Divulgação
Foz Internacional Boat Show 2023
O 1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águasnavegáveis do Lago de Itaipu.
Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação
Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
Como ser um expositor no Boat Show de Foz
Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
Saiba mais no site oficial do evento
Uma lancha em fibra de vidro que, já equipada com motor e itens de série, custa menos de R$ 100 mil. A SPrint 16 é a novidade que o Fórum Náutico Paulista (FNP) apresentou na manhã desta sexta-feira (20), na Represa de Guarapiranga, em São Paulo. O modelo faz parte do projeto Meu Primeiro Barco, que busca alavancar a indústria náutica paulista.
Graças à iniciativa, o barco de 16 pés pode ser comprado a partir de R$ 98,8 mil, para os primeiros modelos vendidos, já pronto para navegar. O projeto, idealizado por Benedito Prado Neto e Marcio Dottori, e realizado pela Câmara da Indústria Náutica do Fórum Náutico Paulista surgiu em 2016, ainda dentro da Revista Náutica, onde ocorriam as reuniões das Câmaras.
É um filho de toda a indústria náutica paulista. Batalhamos muito por ele e conseguimos implantar o projeto– Marcio Dottori, um dos fundadores do FNP, sobre a SPrint 16
O objetivo do Meu Primeiro Barco é lançar barcosde diferentes categorias, como lanchas, veleiros ou infláveis, a preços atrativos para atrair novos navegadores, ao mesmo tempo que impulsiona o mercado náutico do estado de São Paulo.
Para atingir a finalidade do programa, a embarcação deve atender a alguns requisitos: ser muito segura, insubmersível, ter capacidade para pelo menos cinco pessoas, ser multiuso (passeio, esqui/wake, pescae mergulho, no caso de lanchas) e estar totalmente pronta para navegar, incluindo até mesmo o material de salvatagem e a carreta rodoviária.
Além disso, o conjunto barco-carreta não pode ultrapassar 750 kg — para facilitar o reboque por uma camionete ou SUV — e os componentes, sempre que possível, devem ser fornecidos pela indústria náutica paulista. Entre os parâmetros do projeto está o preço: deve ficar na casa dos R$ 100 mil.
A SPrint 16, apresentada no Clube de Campo do Castelo, atende a todas essas demandas com maestria. A lancha, produzida pela Kuarup Náutica em parceria com a Yamaha, Arielteke a Korg Carretas, foi totalmente fabricada com itens do mercado náutico paulista, com exceção do motor. Ainda assim, é um barco 100% nacional, privilegiando a indústria náutica do nosso país.
Não há nem um parafuso nesse barco que não tenha sido produzido no Brasil– Marco Antônio Castello Branco, presidente do FNP
Marco Antônio Castello Branco, presidente do FNP, Walter Baère, sócio diretor da Kuarup, e Dóris Miller, diretora comercial da Kuarup.
Com 16 pés (5 m de comprimento e 2 m de boca), a embarcação em fibra de vidro é equipada com um motor de popa Yamaha de 60 hp (4 tempos). Até 5 pessoas podem navegar no barco, seja para passear, pescar, mergulhar ou até mesmo praticar esportes aquáticos, como wakeboard.
Nós transformamos o convés em um convés versátil, tanto para utilização quanto na hora de guardar, já que ela pode ser rebocada. Você pode tê-la em uma marina ou levar para vários lugares– Dóris Miller, diretora comercial da Kuarup Náutica
O estaleiro, a propósito, já laminou barcos para as marcas Fishing e Laleman — de onde saiu o casco da SPrint 16.
“Vamos divulgar [o barco] para todas as marinas do estado de São Paulo, temos mais de 400 marinas e garagens náuticas. Dois terços delas estão no interior do estado, navegando em lagos, represas, rios. Justamente o perfil desta embarcação”, conta Paulo Cossa, coordenador da câmara da indústria náutica no FNP.
Outras embarcações do Projeto Meu Primeiro Barco
A SPrint 16, contudo, não é a primeira embarcação desenvolvida a partir do Projeto Meu Primeiro Barco. Já foram criados, como protótipos ou já navegando, três modelos: uma lancha de alumínio, da Levefort (Malibu 16 Sport), um veleiro de fibra, da Veleiros Flash Craftec (Flash 170) e, claro, a lancha de fibra da Kuarup Náutica (SPrint 16).
Malibu 16 Sport, da Levefort
A Malibu 16 Sport, primeira lancha do projeto a sair do papel, foi, inclusive, testada por Marcio Dottori, que, na época, atuava como diretor técnico do Grupo Náutica. O modelo ainda foi exposto em 2017 em uma Feipesca, que aconteceu junto com o São Paulo Boat Show daquele ano, no São Paulo Expo.
Veleiro Flash 170, da Veleiros Flash Craftec
Vale mencionar que uma primeira versão da SPrint 16 surgiu ainda em 2019. O modelo, que também chegou a ser exposto no São Paulo Boat Show daquele ano, foi novamente produzido pela Kuarup Náutica, em uma parceria com a Ford.
Na época, a fabricante trabalhou em parceria com a engenharia do estaleiro de Caçapava para desenvolver um motor de hidrojato, que equipou a embarcação. Por fim, com a chegada da pandemia, a Ford encerrou suas atividades no Brasil e, com isso, a continuidade do barco foi inviabilizada.
Projeto nasceu dentro do Fórum Náutico Paulista
O Fórum Náutico Paulista existe, oficialmente, desde 2016, embora tenha começado, ainda nas primeiras braçadas, em 2013, com a participação da Revista Náutica, do São Paulo Boat Show, Governo do Estado de São Paulo e Acobar.
Paulo Cossa, coordenador da câmara da indústria náutica no FNP; Adrian Meusburger, da Vivant SP; Marco Antônio Castello Branco, presidente do FNP; Walter Baère, sócio diretor da Kuarup; Dóris Miller, diretora comercial da Kuarup; Eduardo Colunna, presidente da Acobar; Fernando Bonini, velejador; Marcio Dottori, engenheiro civil; e Mário Bandeira, CT Marinas e Meio-Ambiente do FNP.
Em 2016 começaram as primeiras reuniões do FNP na Revista Náutica, que na época, tinha sua sede na Faria Lima — hoje em dia, o escritório funciona no Itaim Bibi. Marcio Dottori, inclusive, que atuou como consultor e diretor técnico do Grupo Náutica de 1992 a 2018, foi um dos fundadores do FNP em 2016, trabalhando no Fórum como coordenador das Câmaras de Turismo, Navegação e Segurança, de 2016 a 2022.
O Fórum Náutico Paulista é dividido em quatro câmaras: Câmara de Marinas e Meio Ambiente, Câmara Temática de Turismo, Câmara Temática da Indústria Náutica (cujo nome inicial era Câmara de Motores) e Câmara de Navegação e Segurança. Até 2022, o FNP estava sediado na Secretaria de Desenvolvimento Econômico de São Paulo e, neste ano, passou para a Secretaria de Turismo.
“Vale agradecer o presidente do FNP, Marco Antonio Castello Branco, o presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik. Ambos apoiaram muito o desenvolvimento da indústria náutica paulista em uma série de ações que culminaram na criação do Fórum e suas realizações. Prova disto é que, atualmente, o setor náutico paulista está inserido no turismo oficial do Estado de São Paulo, dada sua importância econômica e fomentadora de renda e empregos”, comentou Marcio Dottori.
Um conjunto de cerca de 275 quedas de água forma uma das mais belas paisagens encontradas no Brasil: as Cataratas do Iguaçu. A impressionante força das águas do rio Iguaçu (parte da bacia hidrográfica do rio Paraná) atrai turistas de todo o mundo para o oeste do Paraná, no Sul do país, que ficam admirados com os passeios pelas Cataratas do Iguaçu.
A porta de entrada para visitar esse cenário imperdível é a cidade de Foz do Iguaçu — mesmo município que receberá o Foz Internacional Boat Show. O evento, marcado para acontecer entre 23 e 26 de novembro, será o primeiro salão náutico na região conhecida como Tríplice Fronteira, pela proximidade das nossas terras com Argentina e Paraguai.
Já apontadas entre as Maravilhas Naturais do Mundo, segundo votação popular online, as Cataratas são parada obrigatória no roteiro de viagem por Foz do Iguaçu — ainda mais pelo fato de permitir, em uma só trip, aproveitar três países.
As Cataratas do Iguaçu ficam na fronteira entre Brasil e Argentina, dividindo-se entre o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, e o Parque Nacional Iguazú, em Misiones. Ambas as reservas naturais são declaradas Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.
Foto: Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu / Divulgação
Quem visita a região tem opção de sobra de atrações. Para se ter ideia, a área total de ambos os parques corresponde a 250 mil hectares de floresta subtropical.
Para não ficar perdido entre tantas opções de passeios pelas Cataratas do Iguaçu, NÁUTICA preparou um guia rápido de viagem para você aproveitar o melhor desse destino — tanto pelo lado brasileiro, quanto do argentino. Além disso, entregamos as dicas mais quentes para sua visita à região ser inesquecível.
Passeios do lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu
Os passeios pelas Cataratas do Iguaçu no lado brasileiro da fronteira são feitos por ônibus, que saem a todo momento do Centro de Visitantes, na entrada do parque. É possível ainda entrar de táxi ou van de excursão, mas não de carroparticular. Confira os destaques do destino!
Garganta do Diabo
A Garganta do Diabo é uma das mais impressionantes quedas d’água das Cataratas do Iguaçu, com o maior salto do conjunto de quedas. Desaguando em formato de U, o local tem mais de 80 metros de altura e 150 metros de largura, na divisa entre Brasil e Argentina.
Foto: Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu / Divulgação
Por lá, é impossível não se surpreender com o volume e velocidade da água. Para conferir mais de perto, os visitantes podem descer por uma passarela até pertinho da Catarata.
Macuco Safari
Um dos passeios mais procurados do parque, o Macuco Safari leva os turistas através de um botepelo leito do rio Iguaçu, até próximo às quedas dos Três Mosqueteiros. Chegando lá, é hora de escolher: com ou sem emoção. Na primeira opção, o bote chega mais perto das Cataratas e todos se molham, enquanto que na segunda ele fica a certa distância, mantendo os turistas secos.
Foto: Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu / Divulgação
Essa, no entanto, é só a parte final do Safari. Primeiro, há um passeio de 2 km pela selva do Parque Nacional do Iguaçu, em veículos ecológicos movidos a eletricidade. Depois, guias bilíngues conduzem uma caminhada pela mata, trazendo informações e curiosidades sobre a fauna e flora local com bastante contato com a natureza. O bote vem por último, para fechar com chave de ouro.
Parque das Aves
Com mais de 900 mil visitantes por ano, o Parque das Aves fornece aos turistas uma experiência de conexão com a Mata Atlântica e suas espécies. São cinco viveiros de imersão, para ver bem de perto aves como a jacutinga, mutum-de-alagoas, tucanos e araras (quase 100 delas voando acima dos visitantes).
Foto: Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu / Divulgação
Considerado um dos maiores viveiros da América Latina, o Parque das Aves tem ainda quase 300 periquitos, um borboletário, harpias, corujas, papagaios e até répteis, como jacarés, sucuris e jiboias. Vale ressaltar que no parque são acolhidas aves resgatadas, que sofreram com o tráfico e maus tratos e não possuem mais condições de retornar ao seu habitat natural.
Espaço Naipi
Em um lugar como as Cataratas do Iguaçu, não poderia faltar um mirante. O Espaço Naipi proporciona uma vista de todo o cânion das Cataratas, em uma estrutura que abriga três plataformas de contemplação e dois elevadores panorâmicos — que conduzem até a parte mais alta.
Foto: Instagram @fotoequipecataratas. Equipe: Bebyana Siqueira, Jonathan Avalos e Marco Antônio / Divulgação
Localizado no fim da trilha das Cataratas, no espaço há ainda um deque, que avança cerca de cinco metros rio adentro. Os visitantes também têm acesso à passarela da Garganta do Diabo, além de uma loja de lembranças e infraestrutura de apoio, como banheiros e lanchonete.
Amanhecer nas Cataratas
Com início no primeiro mirante, em frente ao Hotel das Cataratas e fim no Porto Canoas — com café da manhã servido das 7h30 às 9h30 –, o Amanhecer nas Cataratas proporciona a experiência de ver o sol nascer em meio ao mundaréu de água, antes da abertura do parque.
Foto: Instagram @fotoequipecataratas / Divulgação
O trecho até a Passarela das Cataratas, onde fica a Garganta do Diabo, é percorrido a partir dos elevadores panorâmicos. O passeio é realizado todas as terças, quintas e sábados, às 6h. Devido ao horário, é importante chegar ainda “à noite”.
Passeios do lado argentino das Cataratas do Iguaçu
O lado argentino das Cataratas é considerado mais “selvagem”. Por lá, os visitantes ficam o tempo todo na mata e chegam muito perto de várias quedas. Há quem diga que o parque brasileiro tem mais beleza, enquanto o lado dos hermanos, mais adrenalina.
Outra diferença está no transporte: no parque argentino não há ônibus saindo a todo momento, como no Brasil. Os argentinos usam como meio de transporte o trem, que faz menos viagens e gera filas de 20 a 30 minutos nas estações de embarque. Que fique claro: ainda assim, o passeio vale a pena!
Garganta Del Diablo
O passeio à Garganta Del Diablo começa justamente a bordo do trem, que tem vagões ao ar livre para respirar o ambiente da selva e apreciar a paisagem de selva e rio.
Foto: Iguazú Argentina / Divulgação
Conforme o trem se aproxima da Garganta Del Diablo, os turistas já começam a ouvir o estrondo de uma queda d’água de mais de 82 metros de altura, com vazão média de 1.800 m³ por segundo (o suficiente para encher 36 piscinas olímpicas em 1 minuto!).
Paseo Inferior
O Paseo Inferior (ou passeio inferior) leva os visitantes para vivenciarem a natureza de perto, por meio de passarelas no meio da selva. Pelo caminho, é possível encontrar com espécies de borboletas, pássaros e quatis, que fazem companhia no trajeto até algumas cachoeiras.
Foto: Iguazú Argentina / Divulgação
Paseo Superior
Como o próprio nome sugere, o Paseo Superior (ou passeio superior), traz a vista de cima das Cataratas. As borboletas seguem acompanhando o caminho, mas dessa vez acompanhadas de aves como andorinhões e tucanos. No passeio, é possível ver do alto as cachoeiras Mbiguá, Adão e Eva ou Bossetti, além de uma das mais impressionantes: a Cachoeira San Martín.
Foto: Iguazú Argentina / Divulgação
Sendero Verde
O Sendero Verde (ou trilha verde) é um passeio mais tranquilo. Trata-se de uma caminhada pela selva que conecta os turistas à natureza, através do contato com animais como as gralhas-de-crista-negra, tucanos, macacos, quatis e até jacarés — que costumam aparecer para tomar um sol.
Foto: Iguazú Argentina / Divulgação
Além dos animais, na trilha há uma variedade de espécies da flora nativa, como árvores, lianas, arbustos e aguapés.
Paseo de Luna Llena
Nos dias de lua cheia no céu, o parque argentino oferece o passeio noturno Luna Llena. A caminhada sob o luar começa na estação central. Após as boas-vindas dos guardas-florestais e guias do parque, os visitantes vão até a Garganta del Diablo de trem, para iniciar uma caminhada ao mirante da cachoeira, que ganha um toque especial com a luz da lua.
Foto: Iguazú Argentina / Divulgação
Gran Aventura
O Gran Aventura é a versão argentina do Macuco Safari. Ou seja, inclui um passeio de bote, no leito do rio Iguaçu, até as quedas d’água. Contudo, o passeio argentino é mais radical: não há a opções “sem emoção”. Os botes andam mais rápido, fazem duas paradas em cascatas diferentes e chegam muito mais perto da cascata. A idade mínima para participar da aventura é 12 anos.
Foto: Tour Cataratas / Reprodução
Melhor período para visitar as Cataratas do Iguaçu
A melhor época para visitar as Cataratas do Iguaçu é durante os meses quentes de outubro a março, quando há mais chuva e o nível de água aumenta. Sorte de quem estará por lá durante o Foz Internacional Boat Show, em novembro!
É também nesse período que o local recebe um grande número de turistas, ou seja: alta temporada. Portanto, é aconselhável visitar o parque pela manhã para desfrutar de uma paisagem mais tranquila.
Por outro lado, os meses de maio a setembro fazem parte da estação seca, com menor volume de água e temperaturas mais baixas. Mesmo assim, as Cataratas ainda impressionam com sua grandiosidade e poder.
Qual o preço dos passeios pelas Cataratas do Iguaçu?
No Brasil, os ingressos para visitar o Parque Nacional do Iguaçu custam a partir R$ 78 e crianças com até 6 anos não pagam (preços pesquisados em outubro de 2023 e sujeitos a alteração).
Por outro lado, as entradas para o parque argentino custam a partir de 20 mil pesos (R$ 288, em valores convertidos em outubro de 2023) para maiores de 17 anos e 5 mil pesos (R$ 72) para pessoas de 6 a 16 anos.
Alguns dos passeios pelas Cataratas (como a navegação) cobra ingressos à parte. Verifique o site oficial do parque brasileiro e do parque argentino.
Vale ressaltar que, além dos passeios mais procurados, ainda é possível praticar outras atividades, como trekking pela mata, rafting no Rio Iguaçu, trilhas com bicicletas, passeios de barco, caiaque e cachoeirismo.
Dicas para curtir os passeios pelas Cataratas do Iguaçu
Leve capa de chuva;
Se você gosta de registrar tudo, invista em uma capinha de celular à prova d’água;
Caso escolha navegar perto das Cataratas, como nos passeios Gran Aventura ou Macuco Safári, vale levar uma troca de roupa na mochila;
Chegar cedo é sempre a melhor opção, principalmente do lado argentino, onde os trens podem demorar;
Ambos os lados das Cataratas do Iguaçu podem ser visitados de maneira satisfatória em um único dia. Mas, para curtir tudo com calma e não deixar nada por fazer, vale separar dois dias para curtir;
Se a ideia for fazer uma viagem mais econômica, leve lanches para comer durante o dia;
Hidrate-se!
Foz Internacional Boat Show 2023
O 1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águasnavegáveis do Lago de Itaipu.
Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação
Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
Como ser um expositor no Boat Show de Foz
Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
Saiba mais no site oficial do evento
Realizar o lançamento de cinco embarcações no espaço de um ano não é uma tarefa fácil. Mas foi isso que o estaleiro comandado por José Eduardo Cury, presidente da Mestra Boats, conseguiu efetuar desde o São Paulo Boat Show de 2022. E, no que depender do empresário — mais conhecido como Zé da Mestra –, ainda mais novidades podem chegar em breve.
Convidado para o Estúdio NÁUTICA, José Eduardo Cury comemorou a chegada da nova linha 240 da Mestra e o lançamento da Mestra 352 HT, atualmente, o maior barco do estaleiro e o primeiro com hard-top.
Além dos dois lançamentos, o espaço da marca no São Paulo Boat Show deste ano exibiu ainda a Mestra 322 (lançada um ano atrás), a Mestra 292 (apresentada em primeira mão em abril, no Rio Boat Show 2023), a tradicional 212, a Mestra 200, a Mestra 198 e a 160 Fishing.
O empresário contou que, para o ritmo de produção e lançamento da Mestra se manter alto, como tem acontecido, a equipe de funcionários por trás das produções dos barcos teve que praticamente dobrar. Além disso, a fábrica agora opera em dois períodos a partir de outubro e novembro.
Fruto de muito trabalho intenso e dedicação da equipe, que começou com 12 pessoas e aumentou para 18, para realmente desenvolver um grande produto– Zé da Mestra
Além disso, Zé da Mestra destacou a quantidade de empregos que o mercado náutico gera, seja de maneira direta ou indireta, como nos serviços terceirizados. O presidente do estaleiro citou os para-brisas, estofamentos e inox que vêm de fora e criam empregos em outras fábricas, além da Mestra.
Com a preocupação de estimular também a mão de obra local, o estaleiro localizado em Pederneiras (munícipio com cerca de 44 mil pessoas, segundo o censo do IBGE de 2022) se empenha a contratar jovens da própria cidade a cada vez que um profissional de fora é chamado para integrar a equipe.
Quantos começaram comigo em outra atividade que eu tinha anteriormente e que viraram excelentes homens de caráter e excelentes profissionais, começando menino?
Segundo José Eduardo Cury, a inclusão dos jovens dentro das fábricas da Mestra oferece condições dos moradores locais melhorarem de vida e crescerem como profissionais. Inclusive, o presidente da empresa diz que há casos em que certos trabalhadores novatos são mais bem remunerados do que seus próprios pais.
Mesmo com cinco lançamentos em um ano, o estaleiro não planeja segurar o freio. Segundo Zé da Mestra, já estão em produção dois novos modelos de barco, enquanto outros dois estão em fase de planejamento.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
A Tritoné mais uma marca confirmada na primeira edição do Foz Internacional Boat Show e, para o evento, o estaleiro paranaense separou três de suas embarcações: a recém-lançada Triton Flyer 34 T-Top, a Triton 300 Sport e ainda a Triton 250 Open.
O primeiro Boat Show internacional vai acontecer de 23 a 26 de novembro, no Iate Clube Lago de Itaipu (ICLI), em Foz do Iguaçu, no Paraná. Por lá, cerca de 30 marcas são esperadas para expor nas águas doces da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
Embarcações da Triton estiveram nas águas da Marina da Glória durante o Rio Boat Show 2022
Lanchas da Triton no Foz Internacional Boat Show
Triton Flyer 34 T-Top
Lançada no último São Paulo Boat Show, a Triton Flyer 34 T-Top é uma lancha que tem como ponto alto a plataforma lateral (a boreste) que, quando aberta, aumenta consideravelmente a área “útil” e social do barco, formando, com a plataforma de popa, o chamado beach club.
Para ampliar ainda mais a área de popa, o móvel gourmet foi descolado para bombordo, abrindo espaço para um sofá voltado para a popa (conversível em solário). Assim, permitindo a interação dos ocupantes do cockpit com quem está na água. A embarcação tem capacidade para até 14 pessoas durante o dia e 4 no pernoite.
Triton 300 Sport
A Triton 300 Sport atende quem gosta de lanchas esportivas mas não abre mão de confortos dignos de um barco de cruzeiro. Seu cockpit tem capacidade para até 10 pessoas, enquanto duas cabines (na proa e no centro do casco) garantem pernoite para quatro.
A lancha tem ainda uma cozinha pequena com forno micro-ondas e espaço para uma caixa de gelo. No banheiro, a altura de 1,36 m permite banho apenas sentado. Em compensação, há outros confortos, como vaso sanitário elétrico de série, vigia que oferece iluminação e ventilação naturais, pia, chuveirinho e iluminação de LED.
Triton 250 Open
Menor lancha da Triton no Foz Internacional Boat Show, a Triton 250 Open tem capacidade para até 12 pessoas. A embarcação traz cockpit espaçoso, amplo solário de popa e motorizaçãode 250 a 300 hp.
Dentre os itens de série do barco, destacam-se o revestimento acústico na casa de máquinas, estofamento interno e externo (curvim ou tecido), o púlpito de proa em aço inox e a porta de acesso ao deque em acrílico.
Foz Internacional Boat Show 2023
O 1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águasnavegáveis do Lago de Itaipu.
Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação
Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
Como ser um expositor no Boat Show de Foz
Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
Saiba mais no site oficial do evento
Projetado pelo estaleiro holandês Royal Husiman, o Projeto 406, também conhecido como o maior iate de pesca do mundo, assusta pelo seu tamanho: 52 metros de comprimento (171 pés). Ele foi criado para combinar as características de uma embarcação de luxo com as de um barco de pesca esportiva.
Desenhado pela Vripack Yacht Design Studio, a embarcação surpreende já na popa — é nessa região que se distribui uma enorme quantidade de varas de pescar. Além disso, seu cockpit traseiro fica próximo da água, enquanto sua torre alta oferece vista privilegiada do mar — perfeita para avistar cardumes de peixes.
Foto: Tom van Oossanen/ Royal Huisman/ Reprodução
Chamado de Projeto 406 enquanto ainda não é lançado, o barco foi projetado para ser entregue até o final de 2023. Além disso, segundo o estaleiro, será o maior e mais luxuosoiate de pesca do mundo.
Construído sob encomenda de um apaixonado por pesca esportiva e que prefere não se identificar — representado pela empresa Aqua Marine Crew Limited, com sede em Malta — a embarcação será capaz de cruzar oceanos em busca dos melhores pontos para pescaria.
Foto: Tom van Oossanen/ Royal Huisman/ Reprodução
O objetivo do maior iate de pesca do mundo é navegar por longas distâncias, conciliando recreação, acomodações de luxo e pescaria em alto mar, sem ter de recorrer a intermediários. O barco conta com casco e superestrutura de alumínio, além da projeção para chegar a 499 toneladas brutas.
O comandante e sua tripulação poderão chegar a áreas remotas por conta própria — Bart Bouwhuis, diretor criativo da Vripack
Equipado com motores diesel-elétricos, o Projeto 406 poderá alcançar 30 nós de velocidade final, com estimados 21 nós na velocidade de cruzeiro. Seu design harmoniza uma proa longa com amuradas altas a um cockpit de popa baixo e aberto, reservado às brigas com os peixões.
Por sua vez, a torre alta — com nada menos que seis deques — oferece vistas deslumbrantes do mar, com um ângulo descendente na água, o que é essencial para esse tipo de pesca.
Grande por fora e por dentro
O interior do iate oferece todas as comodidades e luxos que se espera de um barco de alto padrão. Elegante e moderna, a decoração terá acabamentos em madeira clara e tons neutros. Haverá acomodações para até 10 hóspedes em cinco cabines, incluindo uma suíte máster com vista para o mar.
Mas é nas áreas que combinam lazer e pesca que ele se destaca. O maior iate de pesca do mundo apresenta um convés com espaço suficiente para os pescadores se movimentarem confortavelmente durante a pesca, além de estabilizadores e um conjunto de equipamentos de pesca de alta tecnologia.
Foto: Tom van Oossanen/ Royal Huisman/ Reprodução
Esses equipamentos incluem sonares, radares, GPS e outros dispositivos eletrônicos que ajudam a localizar os peixes no oceano — além de um sistema de armazenamento adequado.
Terá também plataforma de popa retrátil, garagem para um bote de apoio, cadeiras/arnês e uma ampla gama de tralhas de pesca. Sem contar uma capacidade de “rápido à ré”, para minimizar os problemas dos peixes que passam por baixo do casco.
Novidades a bordo
Entre outras inovações, o iate contará ainda com iluminação a laser para iluminar a área externa. Em vez de usar luzes convencionais, o laser produzirá um efeito mais nítido e brilhante, com cores vivas e intensas. Além disso, é mais eficiente em termos de energia; ou seja, consome menos que as luzes convencionais.
Por sua vez, a torre de observação, depois de atuar como tuna tower nas atividades de pesca durante o dia, transforma-se em área de jantar e em um Sky Lounge durante a noite, oferecendo uma atmosfera relaxante com vistas da lua e do céu estrelado.
Foto: Tom van Oossanen/ Royal Huisman/ Reprodução
Até pouco tempo atrás, a construção de um iate de pesca esportiva para puxar peixes de bico gigantes era inimaginável, envolvendo desafios significativos no projeto. Mas a cada ano que passa os pescadores, ansiosos por viagens por conta própria para áreas remotas, esticavam a corda.
Assim, se tornou realidade a construção de um superyacht sportfish como este 171 pés. Por enquanto, o dono do título de “maior iate de pesca esportiva do mundo” pertence ao Projeto 406 — ou ao nome que terá quando lançado.
Já foram, até este momento do ano, 10 importantes salões náuticos para a conta da Schaefer, entre feiras nacionais e internacionais. O São Paulo Boat Show, maior evento náutico da América Latina, foi, inclusive, o mais recente. Por lá, entre os dias 21 e 26 de setembro, a marca teve como um de seus destaques a New Schaefer 375.
New Schaefer 375 estará no Fort Lauderdale International Boat Show
Para o Fort Lauderdale International Boat Show, o estaleiro separou sete grandes embarcaçõesde seu repertório: Schaefer 660, Schaefer 510 GT Pininfarina, Schaefer 450, Schaefer 400, New Schaefer 375 e duas unidades da Schaefer V33.
A Schaefer V33 é o modelo de lancha brasileira mais vendida nos EUA
Entre os modelos, a Schaefer 660 se destaca pela inovação, design e sofisticação. A lancha traz amplas varandas laterais, que garantem um ótimo aproveitamento de espaço na praça de popa. O barco conta com quatro camarotes de entrada independente para a suíte master, que proporcionam muito conforto para todos os convidados.
Schaefer 660. Foto: Norton/SC / Divulgação
Um dos grandes diferenciais da Schaefer 660 é o seu deque principal, feito em um único nível. Segundo a marca, novas configurações de cores para o interior da lancha, desenvolvidas especialmente para o mercado americano, estarão disponíveis no evento.
Presente no São Paulo Boat Show, a New Schaefer 375 é outro barco para os visitantes do Fort Lauderdale International Boat Show ficarem de olho. Estreando no evento na Flórida, a embarcação dispõe de soluções de tecnologia e inovações que chamam a atenção.
Seu interior se destaca pelo pé-direito de 1,96 m, além das já tradicionais varandas laterais retráteis, que ampliam o espaço na praça de popa, totalmente integrada ao cockpit.
Com sede na Dinamarca, a ONG Foundation for Environmental Education (FEE), responsável há mais de 15 anos por emitir o selo Bandeira Azul, premiou 31 praias brasileiras consideradas de alta qualidade ambiental. Na lista, estão os estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, Alagoas e São Paulo.
Para a escolha, que levou em conta a temporada de verão2023/2024, um júri internacional considerou requisitos como gestão e educação ambiental, qualidade da água, segurança, turismo sustentável e responsabilidade social.
Praia da Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, em Salvador, recebeu o selo Bandeira Azul. Foto: Fábio Marconi / Reprodução
Entre as 31 praias brasileiras selecionadas, o grande destaque foi para Santa Catarina, que lidera o ranking com 15 praias, seguida pelo Rio de Janeiro, com nove, e pela Bahia, com quatro. Ceará, Alagoas e São Paulo entraram para a lista com um certificado cada.
A praia de Itá (SC) foi reconhecida como a única fluvial certificada nas Américas. Além disso, as praias de Lagoa Salgada, Pedras de Sapiatiba e Ubás, na região dos Lagos (RJ), foram as primeiras praias brasileiras desse tipo a receberem o selo internacional de certificação.
Praia de Itá. Foto: Prefeitura do Município de Itá / Divulgação
Vale ressaltar que a premiação tem como seu principal foco a promoção da conscientização sobre a importância de proteger o ambiente marinho e costeiro. No Brasil, o programa é coordenado pelo Instituto Ambientes em Rede (IAR) que, desde 1998, atua na área ambiental e sustentável, através da execução de projetos nacionais e representação de programas internacionais.
Confira as 31 praias brasileiras reconhecidas com o selo Bandeira Azul
Santa Catarina
Praia da Ponta do Jacques, em Balneário Piçarras;
Prainha de Itá, em Itá;
Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú;
Praia do Estaleirinho, em Balneário Camboriú;
Praia de Taquaras, em Balneário Camboriú;
Praia de Piçarras, em Balneário Piçarras;
Praia de Quatro Ilhas, em Bombinhas;
Praia de Mariscal, em Bombinhas;
Praia da Conceição, em Bombinhas;
Lagoa do Peri, em Florianópolis;
Praia Grande, em Governador Celso Ramos;
Praia do Ervino, em São Francisco do Sul;
Praia do Forte, em São Francisco do Sul;
Praia Grande, em São Francisco do Sul;
Praia da Saudade, em São Francisco do Sul.
Rio de Janeiro
Praia Azeda e Azedinha, em Armação de Búzios;
Praia de Ubás, em Iguaba Grande;
Praia das Pedras de Sapiatiba, em São Pedro da Aldeia;
Prainha, no Rio de Janeiro;
Praia da Reserva, no Rio de Janeiro;
Praia do Forno, em Armação de Búzios;
Praia do Peró, em Cabo Frio;
Praia do Sossego, em Niterói;
Praia das Pedras de Itaúna, em Saquarema.
Bahia
Praia da Viração, em Salvador;
Praia de Paraíso, em Guarajuba;
Praia da Espera, em Itacimirim;
Praia da Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, em Salvador.
Com mais de sete mil quilômetros de litoral, diversas belezas naturais e a maioria da população do país vivendo próximo às regiões costeiras, o Brasil tem tudo para ser um dos principais destinos de turismo náutico do mundo. Quem aponta isso entende do assunto: um time de peso de executivos da Sea-Doo, a marca de motos aquáticas da canadense BRP.
O gigante potencial do Brasil para o mercado de turismo náutico foi consenso entre Steve Palletier, Roberto Bruder e Fernando Alves — respectivamente, head global da Sea-Doo, head da marca na América Latina e Caribe, e head da Sea-Doo no Brasil. Os executivos compartilharam suas visões sobre o assunto durante entrevista no Estúdio NÁUTICA.
Steve Palletier disse que o Brasil é uma parte significativa no mercado internacional e que percebe que o potencial do país está em expansão, mas que tem muito mais a crescer.
Mais do que fornecer produtos, oferecemos experiências. E qual é o melhor lugar para oferecer essa experiência (de turismo náutico) do que o Brasil?– Steve Palletier
O head global da marca contou ainda que ficou encantado com a região amazônica de Belém (PA), onde esteve no ano passado. E entregou que ainda pretende navegar por destinos do Paraná, como Foz do Iguaçu e Maringá.
Para Roberto Bruder, o turismo náutico e as maravilhas do país podem atrair ainda mais pessoas interessadas para este mercado.
Temos um país maravilhoso, com belezas naturais incríveis, que é bem pouco explorado pelo turismo– Roberto Bruder
“Imagina quantas pessoas a gente poderia trazer para o Brasil através do turismo náutico, pelas belezas que a gente tem no país”, aponta Bruder.
Steve Palletier também destacou a enorme área navegável do Brasil e que enxerga diversas possibilidades de entregar experiências náuticas de forma sustentável, reforçando a preocupação da empresa no cuidado com a natureza.
Já Fernando Alves, responsável pela Sea-Doo no Brasil, destaca a capacidade de desenvolvimento econômico através do turismo das águas, inclusive em regiões menos favorecidas economicamente do país.
A sociedade náutica do país está convergindo para o mesmo objetivo. Esse momento é muito importante, temos que mobilizar esses interessados e promover realmente um projeto público-privado muito grande, que a gente vai deixar um legado muito importante para o Brasil– Fernando Alves
Outra presença da Sea-Doo no Estúdio Náutica foi a de Henrique Rosa, gerente de marketing da marca para a América Latina. Além de comentar sobre os lançamentos da BRP no Boat Show 2023, Henrique destacou a presença da marca no Brasil, que é o maior mercado da empresa fora da América do Norte.
A marca aposta nas experiências felizes que os clientes tem na água com a Sea-Doo para fisgar ainda mais do mercado brasileiro. Referência no setor, a empresa atrai pessoas que gostam de brincar na água, e Henrique brinca: “Nunca vi ninguém triste em cima de um Sea-Doo”.
O brasileiro adora água e tem uma cultura de água muito forte– Henrique Rosa
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
A sustentabilidade tem sido um dos grandes pontos de partida de novas embarcaçõesna indústria naval. Barcos movidos por fontes sustentáveisde energia já não são novidade e, cada vez mais, parecem ser o futuro da navegação. Seguindo essa linha, o ONYX H2-BO 85, da italiana MASK Architects, chega como o primeiro megaiate do mundo movido por sua própria produção de hidrogênio.
A embarcação luxuosae minimalista combina eletrólise — utilizando águado mar — com turbinas hidrelétricas, para fornecer uma solução de energia sustentável para curtas distâncias de cruzeiro. Com essa tecnologia, o barco não emite gases nocivos, minimizando impactos ambientais — quase que inevitáveis em grande parte das embarcações ao redor do mundo.
Foto: MASK Architects / Divulgação
Segundo o portal DesignBoom, os geradores convencionais são superados graças às turbinas hidrelétricas do ONYX H2-BO 85, que são capazes de capturar a energia cinética da água circundante, permitindo assim a geração e o armazenamento de hidrogênio a bordo, o que elimina a necessidade de grandes reservas de combustível.
Foto: MASK Architects / Divulgação
Ou seja, a embarcação deixa de depender de combustíveis fósseis (recursos naturais não-renováveis), já que a tecnologia utilizada é capaz de fornecer energia facilmente acessível durante a navegação ou ancoragem em baixa velocidade.
Este notável navio não só anuncia uma nova era de sustentabilidade na indústria náutica, mas também estabelece novos padrões de luxo e consciência ecológica – MASK Architects em postagem no Instagram
O ONYX H2-BO 85 se destaca não somente por ser um megaiate sustentável, mas também por seu visual. A embarcação de 85 metros de comprimento tem um exterior refinado e, por dentro, é repleta de elegância e muito luxo.
Segundo a MASK Architects, o visual do barco se deu graças aos designers de interiores renomados que trabalharam juntos em cada detalhe do barco. Os profissionais buscaram combinar materiais refinados com tecnologia de ponta a elementos sustentáveis, para que, assim, a embarcação tivesse um ambiente convidativo e ainda ecologicamente correto.
Muitas pessoas passam anos se planejando para conhecer um único local especial em algum lugar da Terra. Mas e como seria ver de perto as 7 Maravilhas do Mundo Moderno em uma única viagem? Ou melhor, quanto custaria essa essa experiência?
A expedição Azamara World Tour, operada pela empresa Azamara, vai proporcionar um cruzeiro de luxoa bordo do navioAzamara Onward. A embarcaçãodará uma volta ao mundo em 2026 durante 155 dias, passando por 36 países e, claro, pelas 7 Maravilhas do Mundo Moderno.
Foto: Azamara / Divulgação
Partindo de Miami (EUA) e terminando em Barcelona (Espanha), o cruzeiro passará por Chichén Itzá (México), Cristo Redentor (Brasil), Taj Mahal (Índia), Machu Picchu (Peru), Coliseu de Roma (Itália), Grande Muralha (China) e Petra (Jordânia).
Os hóspedes terão ainda a oportunidade de conhecer lugares como a Ilha de Páscoa, Polinésia Francesa, Nova Zelândia, Austrália, Vietnã, Tailândia, Grécia e Mônaco.
O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, é uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno
Inaugurado em maio de 2022, o navio Azamara Onward conta com 278 cabines, que acomodam até 684 passageiros. A embarcação dispõe de sete restaurantes, cafés e lounges, além de piscina e um spa. Os viajantes terão acesso a um concierge em cada destino, para ajudar no planejamento de experiências.
Foto: Azamara / Divulgação
Carol Cabezas, presidente da Azamara, disse em comunicado à imprensa que “nosso cruzeiro mundial 2026 oferece aos hóspedes a oportunidade única de descobrir uma nova perspectiva sobre uma ampla variedade de culturas e visitar todas as 7 Maravilhas do Mundo, enquanto desfrutam de alguns dos eventos mais exclusivos e com curadoria especial ao longo deste itinerário emocionante”, finalizou.
Foto: Azamara / Divulgação
A expedição para conhecer as 7 maravilhas ao redor do mundo será apenas a terceira do navio, uma vez que outras duas viagens vão acontecer em 2024 e 2025.
Foto: Azamara / Divulgação
Mas quanto um interessado no cruzeiro de luxo vai precisar desembolsar para viver essa experiência? Os preços podem chegar a US$ 157 mil (aproximadamente R$ 800 mil em valores convertidos em outubro de 2023) na suíte mais luxuosa e US$ 39 mil (quase R$ 200 mil) na cabine mais simples, sem janela, por pessoa.
O pontoon boat é um tipo de barco que tem uma legião de fãs no mundo, especialmente nos Estados Unidos, onde foi criado. A cada ano, essa categoria de barcoganha mais relevância no mundo, com a entrada de novas marcas no mercado e modelos mais arrojados.
Nos últimos anos, esse tipo de barco, com cascos cilíndricos de alumínio e convés retangular plano muito espaçoso e que oferece navegação suave, também caiu no gosto dos brasileiros, especialmente entre aqueles que curtem as águasde represas, rios e lagoas.
Este ano, a Ventura Marine, uma das maiores fabricantes de lanchas do país, com tantas conquistas e números para celebrar, surpreendeu mais uma vez com uma nova linha de barcos que eleva a experiência em lazer na água.
Aproveitando sua enorme referência no segmento de lanchas para navegar em água doce ou no marabrigado, o estaleiro Ventura Marine lançou seu primeiro pontoon, o Ventura P-25, com 25 pés e muitos recursos.
A grande novidade da marca coincide com as comemorações dos 40 anos de atividades do estaleiro, comandado pelos irmãos André Felipe e Carlos Motta, filhos de José Luiz Valente da Motta, o saudoso empresário que comandou a arrancada da Ventura Marine entre os anos de 2002 e 2014, transformando-a em uma referência nacional. Nessas quatro décadas, a Ventura fabricou mais de 16 mil barcos.
Pontoon boat é um tipo de embarcação que se caracteriza por ter dois ou três flutuadores cilindros de alumínio, que dão sustentação ao convés, além da estrutura (também de alumínio), e que por isso oferecem completa estabilidade quando parado, sem risco de adernar, e uma navegaçãomuito gostosa.
Projetados para lazer e pesca, eles são adequados para navegar em lagos, represas, rios e (com tempo bom) até em mares abrigados.
Com a qualidade de pontoon americano, o novo Ventura P-25 supera as expectativas e prova que já nasceu com todos os recursos para cativar os entusiastas desse tipo de barco — além de ser bonito e prático, é muito confortável.
O estaleiro caprichou na receita do seu pontoon de 7,50 metros de comprimento, que tem capacidade para carregar até 16 pessoas — contra cerca de 12 pessoas nas lanchas tradicionais de proa aberta desse porte — , mas acomoda confortavelmente até 12 pessoas sentadas.
Toda área do convés do pontoon é aproveitada, com muitos sofás largos e confortáveis e bastante espaço para a circulação. São quase 19 metros quadrados de área útil. Dá para levar a família inteira para navegar. Um convés ideal para festas, churrascos, piqueniques a bordo.
A unidade do Ventura P-25 testada por NÁUTICA estava equipada com convés de madeira naval revestida com fibra, mas o estaleiro já anunciou que as próximas unidades do P-25 terão a estrutura do piso 100% feita de alumínio.
Um dos destaques do Rio Boat Show 2023, o Ventura P-25 tem 2,5 m de boca e se destaca tanto pelo design envolvente quanto pelo excelente nível do acabamento. Seus estofados têm estrutura firme, espuma e tecido de qualidade, além de conforto e estilo.
Como era de se esperar de um barco com essa configuração, o primeiro pontoon da Ventura tem entrada tanto pela popa quanto pela proa. Essa é uma das sacadas desse tipo de barco: oferecer acessibilidade a bordo para todas as pessoas, de crianças a quem tem dificuldade de movimentação. Proposta que atrai iniciantes e pessoas com pouca experiência em barcos.
A preocupação do estaleiro foi garantir uma boa área de circulação e, ao mesmo tempo, oferecer itens de conforto a bordo. A popa, por exemplo, tem dois solários-gêmeos, com porta-copos e alto-falantes no entorno, além de ótimos paióis sob os assentos.
A escada de popa tem três degraus arranjo que, neste barco, atende bem quem for sair ou entrar a bordo pela água na volta de um mergulho. E ainda há uma saída para tomada de cais, que nesse barco é item de série, assim como a envolvente targa de inox retrátil, muito útil para capota de tecido. O P-25 testado por NÁUTICA não oferecia esse item e não tem banheiro, um conforto que faz muita diferença nos passeios mais longos.
À meia-nau, ao lado do posto de comando, destaque para o móvel gourmet (oferecido como opcional pelo estaleiro), digno de um restaurante de primeira categoria, com espaço para churrasqueira, pia, lixeira, armário espaçoso e tudo o que se precisa para passar a bordo um dia com a família e os amigos sem ter de desembarcar, o que traz aconchego e empodera o ambiente.
Por sua vez, a proa conta com uma mesa (desmontável, com paiol próprio para guardá-la) e dois confortáveis sofás do tipo espreguiçadeira. Os paióis embaixo dos assentos são revestidos de polietileno reforçado, material que facilita a limpeza e mostra o cuidado do estaleiro com o acabamento de seu primeiro pontoon. Os paióis da proa são estanques e podem ser usados como caixa de gelo.
O posto de comando é uma das áreas nobres de um pontoon. E no P-25 não é diferente. A poltrona (com braços, assento e encosto ajustáveis) é muito confortável e oferece visão ampla da navegação, mesmo quando o piloto comando o barco sentado.
Além disso, o banco é giratório e permite ao comandante interagir com os convidados da popa quando o barco estiver parado. Se o proprietário preferir, o painel pode ter apenas uma tela multifunção, sem os reloginhos convencionais do motor, mas sim com instrumentos digitais — o que dá um ar de modernidade ainda maior a este pontoon.
A segurança é outro tópico sempre presente em um pontoon. No Ventura P-25 não é diferente. É um tipo de barco insubmersível e que não precisa ser equipado com bomba de porão — até porque não tem porão. Os tubulões de alumínio naval soldados, assim como as bananas dos barcos infláveis, são construídos em várias câmaras estanques, ou seja, mesmo que um casco fure, por exemplo, as camadas internas mantêm o barco flutuando.
O Ventura P-25 marca o início da investida neste tipo de barco do estaleiro mineiro, que já colocou na água mais de 20 mil barcos e agora se chama Ventura Experience, já que passou a contar com uma divisão voltada aos Power Sports, com uma linha de veículos off road 4 x 4 dos tipos ATV e UTV.
A próxima empreitada será um pontoon de 30 pés, que deverá até o fim do ano. Outra boa opção para passeios diurnos com conforto e segurança para a família e amigos.
Navegação
O pontoon da Ventura agrada em cheio a quem busca um barco para passear e socializar com a família e os amigos. Mas, e na hora de navegar, será que também satisfaz? Para saber, embarcamos no P-25 nas águas calmas da Represa de Furnas, em Capitólio, Minas Gerais, onde fica a sede da Ventura Marine.
O modelo testado estava equipado com um motor de popa Yamaha de 115 hp, a menor potência oferecida pelo estaleiro. Navegando com 75% da capacidade do tanque de combustível, em um dia de sol, sem ventos e três adultos a bordo, o P-25 se mostrou ágil e muito agradável de navegar.
Na nossa avaliação, cortando a própria marola gerada durante a navegação, o P-25 navegou macio e sem impactos. Além de oferecer uma navegação muito suave e estável, o P-25 tem o centro de gravidade baixo e não sofre o balanço e o adernamento típico das lanchas de casco em V — tornando-o uma opção segura para famílias com crianças pequenas.
Também apresentou boa agilidade nas manobras e fez curvas sem perder velocidade e com raio de giro que não deve muito aos cascos de fibra.
Em relação à autonomia, o P-25 permite navegar um bom tempo antes de reabastecer. Nas condições do teste citadas acima, a velocidade de cruzeiro econômico foi de 10,7 nós a 3000 rpm, com consumo na faixa de 10,9 litros por hora. Acelerando um pouco mais, a 4000 rpm, o pontoon chega a 16,8 nós em velocidade de cruzeiro rápido, consumindo 17,4 litros por hora.
A velocidade máxima foi de 23,7 nós, a 5200 rpm, mais que suficiente para navegar em águas abrigadas ou parcialmente abrigadas. Na aceleração, foi da marcha lenta aos 20 nós em 15 segundos, desempenho coerente com o uso familiar e a finalidade do barco.
Um dos principais diferenciais do P-25 está na popa: o tanque de combustível, instalado no tubulão central, pode ser totalmente removido, o que facilita em uma eventual manutenção. O compartimento, com bocal de abastecimento no piso da popa, entre os dois solários, tem capacidade para 120 litros, oferece autonomia suficiente para cumprir o propósito de um barco de passeio diurno, com vocação natural para jornadas curtas.
Para quem faz questão de navegar com mais desempenho, recomendamos equipar o P-25 com um motor de 150 hp.
Por conta do volume e o formato do casco, os barcos do tipo pontoon costumam exigir mais habilidade do piloto em manobras do que uma lancha monocasco tradicional. Dependendo da agilidade do piloto, a direção mecânica pode tornar a atracação mais desafiadora.
Por isso, para melhorar a experiência na navegação do Ventura P-25, recomendamos instalar um sistema de direção hidráulica, equipamento oferecido como opcional pelo estaleiro e que significa ainda mais conforto na hora de navegar.
O Ventura P-25, equipado com um motor de popa de 115 hp, é uma excelente opção para quem quer, acima de tudo, navegar com muito conforto e economia.
Saiba tudo sobre o Ventura P-25
Pontos altos
Tanque de combustível removível;
Targa rebatível e tomada de caís de série;
Qualidade de pontoon americano;
Pontos baixos
Faltam cunhos à meia-nau;
Não tem banheiro;
Direção mecânica pesada;
Características técnicas
Comprimento: 7,50 metros;
Boca: 2,5 metros;
Capacidade de combustível: 120 litros;
Capacidade de água doce: 40 litros;
Capacidade: 16 pessoas;
Peso com motor: 1421 kg;
Motorização: popa;
Potência: 115 a 200 hp;
Quanto custa o pontoon Ventura P-25?
O pontoon Ventura P-25 custa a partir de R$ 339 mil, na versão com um motor de popa de 115 hp (preço pesquisado em outubro de 2023 e sujeito a alterações).
Reportagem: Maria Dias Edição de texto: Gilberto Ungaretti Fotos: Victor Santos e Otto Aquino
Banhado em águas doces, o Iate Clube Lago de Itaipu (ICLI) é o palco escolhido para receber o primeiro Boat Show internacional em 25 anos de evento. A escolha não é à toa: o espaço paradisíaco é cercado pela natureza e tem capacidade para atender a até 300 embarcaçõesde forma simultânea.
O iate clube oferece diversas atividades nas águasdo imenso Lago de Itaipu. De 23 a 26 de novembro, o lugar vai reunir barcos de grandes marcas e cerca de 15 mil visitantes durante os quatro dias do Foz Internacional Boat Show, em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Foto: Instagram @iclifoz / Divulgação
O ICLI foi fundado há quase 40 anos, ainda em 1985, e atualmente atende mais de 4 mil pessoas, entre seus sócios e familiares. Está localizado a 15 minutos de carro do centro de Foz do Iguaçu e a cerca de 30 minutos do aeroporto internacional da cidade.
Por lá, os associados e seus convidados aproveitam para praticar pesca, iatismo, biribol, vôlei, futebol e outras atividades preparadas pelo ICLI — como o Ranking de Pesca ao Tucunaré, a Pesca de Casais, Pesca das Crianças, Passeio Náutico e o projeto Velejar é Preciso.
Ficamos muito felizes com a escolha do clube para esse grande evento que é o Foz Internacional Boat Show. Vai fomentar o turismo náutico em Foz e região, inclusive na tríplice fronteira – Evandro Ferreira, comodoro do ICLI
A pesca do Tucunaré é uma das principais atividades do ICLI. Já em sua 24ª edição, o campeonato anual reúne cerca de 55 equipes, cada uma composta por 3 pessoas, que podem pescar até cinco peixes. A equipe que pegar os maiores, é a vencedora. Vale ressaltar que a pesca é esportiva, ou seja: os peixes sempre voltam para o lago em segurança.
Foto: Instagram @iclifoz / Divulgação
O Lago de Itaipu e o ICLI
Localizado na fronteira entre Brasil e Paraguai, o Lago de Itaipu foi formado artificialmente em 1982 — três anos antes da criação do ICLI –, no rio Paraná. A formação se deu com o fechamento das comportas do canal de desvio da Usina Hidrelétrica de Itaipu — a segunda maior do mundo, atrás apenas da Usina de Três Gargantas, na China.
Foto: ICLI / Divulgação
O lago ocupa uma área de 1.350 km², sendo que 770 km² estão do lado brasileiro da fronteira e 580 km² do lado paraguaio. Dentro dessa imensidão de águas doces, estão 66 pequenas ilhas — 44 no Brasil e 22 no Paraguai.
Foto: Instagram @iclifoz / Divulgação
Projeto Velejar é Preciso
O Projeto Velejar é Preciso é um dos grandes destaques do clube. Ao todo, 120 crianças com idades entre 9 e 16 anos, moradores do bairro de Três Lagoas e estudantes da rede pública de ensino, participam da iniciativa que oferece apoio técnico, físico e alimentar para a prática da vela, nas classes optmist e laser.
Foto: Gabriel Heusi/Reprodução Instagram @iclifoz
Com o projeto, que tem o apoio da o apoio da Itaipu Binacional, as crianças chegam a disputar campeonatos de nível estadual, nacional e até internacional — sendo que, em competições fora da cidade, os atletas têm sua despesas custeadas pelos organizadores.
Foto: Gabriel Heusi/Reprodução Instagram @iclifoz
Dentre as crianças que passaram pelo projeto está Allan Godoy, que iniciou na vela aos 12 anos, através da iniciativa. A partir daí, o velejador viajou pelo Brasil e pela América Latina através do esporte e, com o passar dos anos, se consagrou como o maior velejador de todos os tempos na América do Sul na classe Laser 4.7, com os títulos de bicampeão sul-americano e bicampeão brasileiro.
Foto: Instagram @allangodoy_ / Divulgação
Assim como Allan, Andrey Godoy também iniciou na vela graças ao Projeto Velejar é Preciso, quando ainda tinha 9 anos. O atleta já conquistou títulos sul-americanos e, em 2016, viajou para o outro lado do mundo e voltou da Europa como o 5º colocado no Mundial de Vela.
Foto: Instagram @andrey_godoy / Divulgação
Recentemente, Andrey conquistou o título Brasileiro de Vela na categoria ILCA 6, ao lado de Gabriella Kidd, no Rio de Janeiro, e foi vice-campeão da Copa Brasil de Vela, em Ilhabela.
Foz Internacional Boat Show 2023
O 1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águasnavegáveis do Lago de Itaipu.
Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação
Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
Como ser um expositor no Boat Show de Foz
Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
Saiba mais no site oficial do evento
Presente em 2023 nos Boat Shows do Rio, Itajaíe São Paulo, a Solarajá pode anotar mais um evento em sua lista: o Foz Internacional Boat Show. O novo salão náutico promete novidades para além das fronteiras, de 23 a 26 de novembro, no Iate Clube Lago de Itaipu, no Paraná.
O estaleiro gaúcho, que tem um parque fabril em Vera Cruz, no Rio Grande do Sul, é um dos principais do país. Ao todo, já são mais de 1.200 barcos da marca navegando pelas águasdo Brasile do mundo, entre lanchas, pontoons e a Solara Boat House — grande novidade da marca, uma casa flutuante que o São Paulo Boat Show exibiu em primeira mão.
Estaleiro gaúcho esteve presente no Rio Boat Show 2023
Solara no Foz Internacional Boat Show
Para o Boat Show de Foz, a marca chega com as lanchas 370, 350 e o Pontoon 300 Targa, modelos já consagrados da empresa que vão atracar pela primeira vez em um evento internacional.
Pontoon 300 Targa
O Pontoon 300 Targa, por sua vez, é inspirado no mercado norte-americano. Equipada com motor de popa, a embarcação tem design moderno e amplo espaço, proporcionando boa circulação no convés. O modelo conta com sofás por toda sua extensão, mesa com porta-copos, espaço gourmet e solário.
Foto: Solara Yachts / Divulgação
A embarcação da Solara no Foz Internacional Boat Show possui 3 metros de largura e 9,39 metros de comprimento, motorização de 150 a 300 hp e todos os itens necessários para promover conforto, lazer e diversão para as até 24 pessoas que podem navegar a bordo do pontoon.
Solara 370 HT
A Solara 370 HT tem como grande destaque seu sistema de carregamento de baterias, que utiliza placas solares integradas ao hardtop — solução moderna e eficiente, além de sustentável. A lancha conta com dois camarotes, banheiro com box, painel de comando moderno com bancos individuais e teto solar elétrico. Até 14 pessoas podem passear no barco, enquanto 6 conseguem aproveitar um pernoite.
Solara 350 HT
Lancha cabinada com teto solar elétrico sobre o salão, no lugar do flybridge, a Solara 350 HT tem ambientes internos bem distribuídos. Sua cabine, com 1,90 m de altura, acomoda cinco pessoas em pernoite. Tanto o camarote de proa como o de meia-nau podem ser fechados e o banheiro é completo.
No cockpit, a 350 tem uma minicozinha gourmet, com refrigerador, micro-ondas e fogão opcional. Na proa, os bancos se convertem em um solário grande, com estofamento alto e encosto reclinável.
Foz Internacional Boat Show 2023
O 1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águasnavegáveis do Lago de Itaipu.
Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação
Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
Como ser um expositor no Boat Show de Foz
Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
Saiba mais no site oficial do evento
Responsável técnico por competições como Semana de Ilhabela e a Copa Mitsubishi, o ex-velejador de monotipo e de oceano Carlos Eduardo Sodré — também conhecido como Cuca –comemora uma vida pela vela em 2023. Já são 50 anos em serviço deste esporte — seja nas águas ou nos bastidores.
Com 64 anos de idade, o paulistano Cuca Sodré coleciona títulos por todas as classes que passou. Mas tudo começou em 1973, na represa de Guarapiranga, em São Paulo, quando passou a frequentar o Yacht Club Santo Amaro e a velejar de Pinguim, que foi seu barco-escola.
Depois vieram as classes Snipe, Star e Lighthing, seguidas pelos veleiros de oceano, como o Zodíaco — um Velamar 32, com o qual conquistou a Semana de Vela de Ilhabela.
Velejador desde os 14 anos, virou dirigente a partir dos 30. Em 1989, Cuca Sodré passou a conciliar as atividades de esportista com as de colaborador de comissões organizadores de regatas.
“Meu segundo sogro, Dionysio Sulzbeck, era juiz de regata; eu comecei a viajar com ele e, quando fui ver, já estava no circuito de vela fazendo júri ou cuidando da gestão das provas”, lembra ele.
A partir daí, quando não estava na raia disputando competições como Santos-Rio, Circuito Rio e Semana de Vela de Ilhabela (entre outras), estava nos bastidores, encarregado de executar as largadas, controlar a chegada dos barcos, verificar o correto contorno às boias, autorizar a realização da regata e computar os resultados. Ou integrando o júri das regatas que ajudava a organizar.
E pegou gosto pela coisa. Daí a se tornar o principal responsável técnico por algumas das principais competições a vela do país foi um pulo.
“Ele é o cara da Copa Mitsubishi”, apontam uns. “E também da Semana de Vela de Ilhabela”, acrescentam outros. Conclusão: Cuca Sodré alcançou como juiz internacional e como organizador de competições o mesmo sucesso que teve como velejador. Ou mais.
Foto: Aline Bassi / Balaio de Ideias / Acervo SIVI
Já são 33 edições de Semana de Ilhabela como integrante do time organizador. “No começo, eu era um ajudante da Comissão de Regatas; ajudava a montar raia. Depois, virei juiz. Na sequência, juiz principal. Em seguida, passei a fazer as duas coisas: organizar a parte técnica, junto com a diretoria do clube, e ser juiz das competições. Foi num crescente”, resume Cuca Sodré.
Durante muito tempo, ele se dividiu entre as competições e o trabalho em sua oficina de automóveis, em São Paulo. Há 15 anos, no entanto, vive exclusivamente da vela e para a vela.
Considerada a maior e a mais importante competição de regularidade do país, a Copa Mitsubishi Circuito Ilhabela é um de seus orgulhos como organizador. Começou no ano 2000, com apoio do velejador e mecenas da vela Eduardo Souza Ramos, até hoje patrocinador da prova e um dos símbolos do esporte no país.
“Depois da Semana de Vela de Ilhabela, tive a ideia de fazer um torneio anual, de modo a criar um calendário para animar os velejadores”, conta Souza Ramos. No início, eram duas etapas por ano. Depois, a diretoria do Yacht Club de Ilhabela, liderada pelo José Nolasco, adotou o formato atual, com quatro etapas ao longo do ano, que ocorrem em dois fins de semana a cada trimestre, totalizando 30 regatas.
Foto: Fred Hoffmann
“O melhor de tudo é que as regatas são realizadas em várias condições de raia, com variações de mar e vento, de calmaria a porradaria”, lembra Cuca Sodré. “Tudo isso intercalado com muita confraternização”, acrescenta.
São competições altamente seletivas do ponto de vista técnico, mas que não excluem os simples competidores de fim de semana. É aí justamente que reside um dos segredos do sucesso de Cuca Sodré como dirigente: permitir que velejadores amadores possam dividir a raia com campeões olímpicos.
Enquanto uns competem a bordo de veleiros de alta performance, outros velejam em barcos menos tecnológicos (mas ainda regateiros), uma vez que as regatas são distribuídas por cinco classes: ORC, RGS, C30, HPE 25 e Bico de Proa.
Impossível não ficar impressionado com as dimensões de um evento que nasceu despretensiosamente, 23 anos atrás, e que hoje reúne 75 barcos e cerca de 500 velejadores — nem todos ao mesmo tempo, ressalva-se; muitos comandantes têm os barcos baseados fora de Ilhabela, por isso não cumprem todas as etapas.
Na média, 40 barcos competem por etapa. Por sorte, o regulamento prevê o descarte dos quatro piores resultados obtidos ao longo do campeonato. Assim, quase todos se mantêm na briga até o último fim de semana.
Em suas jornadas como dirigente, Cuca Sodré nunca está sozinho: tem sempre ao lado sua mulher, a sueca Ann Viebig, com quem desenvolve uma parceria de trabalho há mais de duas décadas.
“A gente monta os campeonatos juntos. Mas, na hora em que a competição vai acontecer, ela organiza a parte administrativa (inscrições, credenciamento, resultados, etc.), enquanto eu vou para o mar. Ela cuida da parte de terra; eu, da parte de água”, resume.
Além do espírito esportivo, cada vez mais a competição é marcada pela confraternização entre as equipes, com muita diversão dentro e fora d’água.
“Este ano, estamos incentivando ainda mais os eventos sociais. A cada etapa fazemos um coquetel de boas-vindas, um happy hour e um jantar de confraternização entre as equipes, com direito a levar convidados, além da canoa de cervejas e de shows com bandas tocando ao vivo em pelo menos um fim de semana de cada etapa. Com isso, esperamos atrair ainda mais gente”, diz Cuca Sodré.
Para estimular a formação de novos velejadores de oceano, há 18 anos ele criou a figura do “tripulante mirim”, que dá oportunidade para a garotada de até 16 anos (e não mais que 70 quilos) velejar junto com iatistas mais experientes e, assim, ganhar conhecimento e experiência, o que é mais difícil de acontecer com os barcos monotipos.
“Cada barco pode levar um tripulante mirim, que não conta peso para total da tripulação nem paga inscrição. Isso só traz benefício para a equipe. Por outro lado, é um incentivo para que a garotada siga velejando e se interessando pelo esporte”, defende o criador da ideia.
Fotos: Fred Hoffmann / Divulgação
O saldo é altamente positivo. Em Ilhabela, são inúmeros os casos de adolescentes que se destacaram depois dessa experiência inicial, como Vicente Monteiro, timoneiro do Ginga, que se sagrou campeão brasileiro de HPE inúmeros vezes; Dudu Bentivi Mateus, também campeão de HPE 25; e Marina de Jesus Santos, aluna da Escola de Vela de Ilhabela, que já dividiu um barco com Lars Grael. Sem contar os próprios filhos dos comandantes dos barcos, que com 10/12 anos já começam a descobrir o prazer de velejar.
Outra iniciativa bem-sucedida foi a de trazer mais mulheres para raia. “Nossa primeira iniciativa foi de tornar gratuita a inscrição delas. Hoje em dia, damos 50% de isenção. Com isso, vários barcos contam com a presença de pelo menos uma mulher. Além disso, neste ano, o Asbar II, um Delta 32 comandado por Valéria Ravani, tem uma tripulação 100% feminina”, comemora ele. Um barco pra lá de empoderado, assim como Cuca Sodré, o poderoso organizador da Copa Mitsubishi.
Depois de dar 3.520.315 remadas, o paulista Adelson Carneiro Rodrigues, de 61 anos, concluiu a mais longa aventura a bordo de um caiaque pela costa brasileira. Ao todo, foram 3 anos e 38 dias de adrenalina, sufoco, encanto e aprendizado, em um projeto chamado de “Expedição do Oiapoque ao Chuí”, em referência aos municípios dos extremos Norte e Sul do Brasil.
Ao desembarcar na Barra do Chuí — onde chegou, em uma remada simbólica, acompanhado de jornalistas e de outros remadores, sendo recebido em terra com festa e merecidos aplausos —, Adelson se tornou o primeiro brasileiro a remar toda a costa navegável do país de caiaque oceânico, um percurso de 8.082 quilômetros, conforme registrou o GPS portátil dele.
O trajeto de caiaque do Oiapoque ao Chuí inclui ainda entradas na Baía de São Marcos, no Maranhão; na Baía de Todos-os-Santos, na Bahia; e na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro; além da incursão pelo complexo lagunar costeiro do Rio Grande do Sul (uma série de 11 lagoas, entre a Lagoa Itapeva e Capão Porteira, seguida da Lagoa dos Patos e da Lagoa Mirim), na reta de chegada a Chuí.
Foi preciso muita energia para superar as situações difíceis que surgiram no caminho do caiaque do Oiapoque ao Chuí, como navegar em mar aberto com ondulações de até sete metros de altura em alguns trechos, encarar arrebentações, ventos de 20 nós, suportar diversos dias de chuva e (em águas doces) remar em meio a plantas aquáticas.
E energia é o que não faltou a esse educador físico (ex-preparador de atletas) e esportista, dono de extenso currículo como canoísta e repleto de prêmios em natação, triathlon e escalada — nesta modalidade, entre outros feitos, chegou ao topo do Monte Aconcágua, na Argentina, o ponto mais alto das Américas, com 6.962 metros de altitude.
Dores musculares, desgaste físico? Nada disso. “A minha preparação vem desde criança. Comecei a praticar esportes aos 10 anos de idade. São 51 anos participando de provas diversas, de natação, ciclismo e corrida. Já disputei 44 maratonas, além de três provas de Ironman”, explica o canoísta, que ingeriu entre 4 mil e 5 mil calorias por dia para repor as energias.
Durante essa expedição, eu não senti problema físico algum. Aliás, não usei um comprimido sequer para a dor – Adelson Carneiro Rodrigues
A canoagem entrou na vida desse superatleta, sedento por competições, em 2003. Desde então, passou a acalentar o sonho de “um dia” percorrer de caiaque toda a costa brasileira. Decisão finalmente tomada em 2015.
Depois de tantos feitos, Adelson iniciou uma pesquisa profunda para a realização do projeto de remar o caiaque do Oiapoque ao Chuí. Com foco máximo na segurança. Remar preparado, com muito conhecimento a bordo do caiaque, é bem mais seguro que muitas atividades do dia a dia, ele acredita.
A expedição de cruzar a caiaque do Oiapoque ao Chuí começou no dia 17 de fevereiro de 2020, partindo da cidade de Oiapoque, Amapá, no extremo Norte do país.
“Subi 70 quilômetros pelo rio Oiapoque até a Baía de Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa, de onde apontei a proa rumo ao Sul pelo Oceano Atlântico, entrando em seguida no Arquipélago do Bailique, na Foz do Rio Amazonas, até sair na Ilha de Marajó”, descreve Adelson.
De remada em remada, ao todo, o canoísta atravessou 17 estados, a um ritmo que variou entre quatro e oito horas de viagem por dia. Mas encarou picos de mais de dez horas, como quando — na maior perna da viagem — cruzou os 63 quilômetros da Lagoa Mirim em um só fôlego.
“Eu estava preparado para remar até 70 quilômetros sem pausa, em cerca de 13 horas”, garante o canoísta, que ao longo da expedição dormiu em barraca, rede e de bivaque (na natureza, sem o uso de barraca, apenas jogando um plástico por cima, a céu aberto).
Navegando nessa cadência, Adelson poderia terminar a expedição de caiaque do Oiapoque ao Chuí em muito menos tempo que os 1.135 dias que levou para concluir a expedição. A pressa, porém, não fazia parte de seu vocabulário.
Não era uma travessia pura e simples. O caiaque foi apenas o meu meio de locomoção. A expedição tinha uma natureza cultural – Adelson Carneiro Rodrigues
“Eu parava de dois a cinco dias em algumas cidades, às vezes mais, para conhecer as pessoas, a vida dos ribeirinhos, dos caboclos, dos pescadores; a cultura local, enfim. E essa será a essência do livro que eu agora estou começando a escrever, junto com informações de natureza técnica sobre canoagem, como o mapeamento da nossa costa e a avaliação das condições ambientais de cada ponto do litoral brasileiro”, acrescenta.
Em Salvador, ele permaneceu por longos 20 dias na Baía de Todos-os-Santos e em seu entorno, mas sempre em movimento. Como sua estada na capital baiana coincidiu com uma etapa do Campeonato Brasileiro de Natação, Circuito de Águas Abertas, ele decidiu entrar na competição. “Participei da prova de 1.000 metros e fui vice-campeão”, conta, rindo.
O nosso litoral, segundo ele, é abençoado para a prática da canoagem. Porém, existem alguns macetes para evitar perrengues. Por exemplo: estudar bem os movimentos do mar, considerando a direção e o sentido das correntes marítimas. Se estiver no lugar errado, na hora errada, o canoísta corre o risco de ter de remar contra a corrente e, com isso, acabar andando para trás, em vez de avançar.
“Do Amapá à Foz do Rio Amazonas, a corrente corre no sentido Sul, o que ajuda na remada; já do Maranhão até a Paraíba a força do mar atua contra”, ensina Adelson. Tudo muda novamente a partir do chamado “Cabo Calcanhar” (na Ponta do Seixas, na Paraíba).
A partir dali a corrente corre do sentido do Nordeste para o Sul. Foi o trecho em que ele navegou com mais tranquilidade. “Até chegar no Cabo de São Tomé, em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, onde entram as fortes correntes vindas do Sul, que costumam pregar peças até nos navegadores experientes”, alerta o canoísta, que — garante — passou sem nenhum aperto por lá.
“Precisei encontrar o momento exato para passar remando, com a corrente e o vento ajudando”, conta o canoísta, que durante cinco anos estudou a costa brasileira, até se sentir seguro para enfrentar essa empreitada. “Eu estava preparado para essa experiência”, afirma, sem esconder uma ponta de orgulho.
Foram cinco anos de preparação, para que não precisasse arriscar-se feito um aventureiro no desafio de ir de caiaque do Oiapoque ao Chuí. “Eu planejei muito, antes de iniciar essa expedição. Fiz uma pesquisa detalhada”, explica.
“No Maranhão, nós temos oito metros de amplitude de maré, uma coisa absurda, contra uma amplitude de 1,5 metros na Praia do Cassino, no Rio Grande do Sul, por exemplo. Então, é preciso chegar lá já com a lição de casa feita”, diz.
Ainda assim, sempre sobra espaço para pitadas de perigo e emoção. Na Foz do Rio Amazonas, por exemplo, mais especificamente na Ilha de Marajó, saindo de Soure, uma travessia de 50 quilômetros, ele chegou a pegar ondulações de até 7 metros de altura.
“Saí de lá às 4h da manhã, com orientação de pescadores locais. A maior parte do tempo remei com ondas normais, de 1,5 metro. Mas, em um trecho, as vagas vieram em um volume de água absurdo”, lembra Adelson.
Na costa do Maranhão, chamou atenção a força dos ventos, na faixa dos 20 nós. “Mas isso aconteceu já na hora de eu parar. Encostei e só dei continuidade na remada na manhã do dia seguinte, em condições mais confortáveis”, minimiza.
Em São João da Barra, no litoral do Rio de Janeiro, um contratempo de verdade: ele precisou pedir ajuda da Marinha para escapar das fortes ondas.
Já na passagem pelo Porto de Suape, em Pernambuco, o caiaque de Adelson foi atingido por um tubarão filhote, sem consequências para ambos. “Ele saiu nadando, eu continuei remando”, ri o canoísta, que foi aprendendo ao longo da expedição detalhes que não observou na pesquisa.
Lição importante: estar atento às mudanças de maré; e não desdenhar da fúria dos ventos. A chegada em hora errada na foz de um rio, por exemplo, pode transformar a aventura em pesadelo.
Foi o que aconteceu, por exemplo, com a remadora alemã Freya Hoffmeister, primeira pessoa a contornar a América do Sul de caiaque. Ao cruzar o Delta do Amazonas (na foz do Rio Sucuriju, no Amapá), ela foi surpreendida por uma pororoca (avalanche de água que se forma quando a maré sobe, invertendo o fluxo do rio.
Para sobreviver, apontou seu caiaque para a costa, surfando na escuridão, em meio a águas turbulentas, por cerca de 15 minutos, a uma velocidade que chegou aos de 30 km/h. Depois, numa localidade chamada Travosa, nos Lençóis Maranhenses, ela teve de tomar a decisão difícil de desembarcar.
A solução foi viajar de carro para Recife e reverter esse trecho; ou seja, remar de lá até o Maranhão e concluir o trajeto em sentido inverso, pois seria impossível vencer ventos contrários tão fortes.
Adelson passou por esses mesmos locais, onde a remadora alemã sentiu com mais intensidade as forças da natureza. Como são fenômenos previsíveis – e que têm até hora marcada para acontecerem — ele tinha tudo anotado na ponta do lápis.
Com essas informações, e um mapa adequado, os venceu sem problemas. E ainda teve tempo para contemplar as belezas de cantos remotos ou pouco explorados do país; de mergulhar em locais onde o mar é mais bonito, como Porto Seguro e Arraial do Cabo; e de remar em alguns dos melhores destinos de ecoturismo do nosso litoral, como o arquipélago de Abrolhos.
“Saindo de Caravelas, na Bahia, fui direto pra lá, um percurso de 60 quilômetros. Era o meu sonho conhecer esse paraíso de águas cristalinas, detentor da maior formação de corais do Atlântico Sul e um dos melhores pontos de mergulho do país”, relembra.
O pacote de viagem, digamos assim, garantiu a Adelson ver de perto tubarões (especialmente no litoral cearense), peixe-boi, arraias, tartarugas gigantes e até cobras sucuri.
“Só não consegui ver baleias, porque não coincidiu o período de avistamento”, lamenta. “Em compensação, chegando em Itajaí, fui cercado por duas famílias de golfinhos, uma de cada lado do caiaque, me acompanhando. Foi incrível. Nessas horas, a gente começa a entender o que realmente importa nessa vida, o que realmente tem valor”, reflete.
No desembarque, no Chuí, Adelson já anunciou sua próxima expedição: remar 4.000 quilômetros entre Chuí e Ushuaia, a gelada capital da província da Terra do Fogo, no Sul da Argentina, um lugar ao mesmo tempo belo e ameaçador.
“Eu já percorri a costa do Uruguai, analisando com meus próprios olhos todos os lugarzinhos em que poderei parar, o que é fundamental para o sucesso da missão”, explica. Ainda vamos ouvir muito falar sobre ele e seu caiaque marinheiro.
Um projeto prevê a transformação de uma área ociosa de 250 mil m², no porto de Antonina, no Paraná, em um moderno complexo turístico. Esse é o case Porto Barão de Teffé, apresentado por Eduardo Bekin, presidente da Invest Paraná — agência de promoção e atração de investimentos do governo do estado — durante o 8º Congresso Internacional de Náutica, realizado paralelamente ao São Paulo Boat Show 2023.
Para isso, a Portos do Paraná, empresa que administra os portos de Antonina e Paranaguá, conduz o processo de concessão onerosa da área para a iniciativa privada por um período de 20 por anos.
“O Estado do Panará acredita demais na indústria do turismo. Por isso, entre outras ações, decidimos pegar um porto que estava adormecido há 15 anos, em Antonina, que é o Barão de Teffé, licenciá-lo, revitalizá-lo e dar vida a um moderno Complexo de Turismo Náutico, a ser administrado pela iniciativa privada”, conta Bekin.
A atividade portuária já foi o principal motor econômico do município de Antonina e, apesar de continuar relevante, ocorre apenas na área do Porto Ponta do Félix.
Seu conjunto arquitetônico é testemunho de uma fase importante da economia do estado: o ciclo da erva-mate. Histórico, o porto Barão de Teffé foi fechado em 2008, por restrições à navegabilidade.
A ociosidade impactou significativamente a economia do município. A boa notícia é que a reversão desse quadro já está em andamento, após a abertura do processo de licitação.
A cessão desse espaço à iniciativa privada é inspirada nos modelos de revitalização do Cais do Valongo, em Santos, e do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.
O projeto prevê a construção de uma marina, que poderá abrigar embarcações de diferentes tamanhos, com vagas secas e molhadas.
A marina terá posto de combustível náutico, equipe de profissionais especializados em manutenção, loja de conveniência e área de estacionamento.
Nas demais áreas poderão ser desenvolvidas atividades de lazer, cultura, esporte, comércio e serviços. Segundo o presidente da Invest Paraná, a expectativa é transformar Antonina “na Paraty paranaense”.
Confira os temas do 8º Congresso Internacional Náutica
Eduardo Bekin: Case Porto Barão de Tefé, Antonina/PR
Roberto de Lucena: Desenvolvendo o Turismo Náutico no Estado de SP
Aguilar Junior: Novo molhe de Caraguatatuba
Carlos Henrique Sobral: Turismo Náutico Brasileiro
Uma construção que vive em harmonia com o meio-ambiente e encanta pela arquitetura. Essa é a Casa Península, localizada na baía do Guarujá, projetada pela Bernardes Arquitetura e que não altera de maneira decisiva a bela paisagem do litoral de São Paulo.
Mistura perfeita entre casa e natureza, para esta construção estar de pé não houve nenhum desmatamento ou terraplanagem. Afinal, ela foi erguida em superfície de declive acentuado, que, no entanto, não sofreu qualquer alteração.
Foto: Fernando Guerra/Bernardes Arquitetura/Divulgação
Para não derrubar nenhuma árvore, a Casa Península foi construída uma plataforma sobre o terreno acidentado, de 1.300m², sobre a qual o imóvel se estrutura, coincidindo com a incidência da luz solar e com os ângulos da paisagem ao redor.
Quando você se coloca em cima desse bloco suspenso, com o mar lá embaixo, parece que está em um navio – disse o arquiteto Thiago Bernardes, um dos autores do projeto
A construção paira sobre o mar, como um mirante, com aproveitamento máximo de insolação e da vista. Além disso, essa casa é dividida em três partes com diferentes níveis de privacidade — já que é um retiro de férias e fins de semana exclusivo dos proprietários, um casal com filhos de várias idades.
Foto: Fernando Guerra/Bernardes Arquitetura/Divulgação
Os 850 m² estão divididos em três níveis: um pavimento retangular básico; o nível intermediário, mais vazado; e o volume triangular suspenso. O acesso principal da Casa Península está no térreo, onde estão o home-theater, a área de serviço e as quatro suítes de hóspedes — que lembram o deque de uma embarcação.
Foto: Fernando Guerra/Bernardes Arquitetura/Divulgação
O pavimento intermediário é o espaço de uso social e de lazer, com sala de jantar, living, copa, cozinha varanda e piscina que formam praticamente um só ambiente — excelente ponto de encontro para a família. Já o espaço interno integra-se ao exterior graças às janelas de vidro e às pedras utilizadas no piso.
Enquanto isso, o terceiro nível — localizado no alto — é um triângulo, com uma diagonal traçado no sentido norte-sul, decorrente do estudo de insolação e da melhor vista do mar, como já mencionado — embora não esteja alinhado com os limites da construção, que provoca um movimento surpreendente.
Esse volume suspenso possui uma das arestas em um grande balanço de noves metros em direção ao mar, fazendo-nos lembrar, por vezes, um grande barco – Thiago Bernardes
Foto: Fernando Guerra/Bernardes Arquitetura/Divulgação
Inclusive, é lá que ficam as suítes do casal e do filho menor. De acordo com o arquiteto, o cobre natural perfurado foi escolhido para a fachada por ser um material que terá boa reação à passagem do tempo: ou seja, que envelhece bem, apesar da ação da maresia.
Parte interna da Casa Península
A parte interna, composta por produto de designers renomados, é simples e puro, com poucos materiais, principalmente a madeira brasileira freijó, que aparece no forro de toda a ala social, nos quartos e nos gabinetes do banheiro da suíte do casal.
Foto: Fernando Guerra/Bernardes Arquitetura/Divulgação
Além disso, a mesa da sala de jantar, desenhada pelo mesmo escritório de arquitetura, tem um formato triangular que, além de inusitado, é funcional e acomoda 12 pessoas. Na suíte do casal, cama, banco e poltrona Moleca — criação de Sergio Bernardes, mestre do mobiliário brasileiro.
Foto: Fernando Guerra/Bernardes Arquitetura/Divulgação
Este que, por sua vez, é pai de Claudio e avô de Thiago, que com a Casa Península expande o legado da família, uma história que atravessa três gerações. Inclusive, o morador — um empresário que nunca tinha trabalhado com o escritório — havia feito ao arquiteto uma única recomendação: “quero uma coisa diferente”.
Dito e feito, já que ganhou uma casa não apenas diferente, mas também ousada, marcante e que se harmoniza e dialoga com a natureza. A Casa Península se distancia de todas outras construções ao mesmo tempo que está próxima do mar, e arranca suspiros de quem passa pela baía do Guarujá.
Talvez muitos não saibam, mas aquelas pedrinhas coloridas na areia da praia— que mais parecem pedras preciosas — são, na verdade, pedaços de vidro marinho. O material, apesar de comum, está perto de se tornar raro.
Os primeiros registros do vidro datam de e aproximadamente 7 mil anos atrás. Os mercadores fenícios, ao fazerem uma fogueira na areia da praia, se tornaram os responsáveis pela descoberta, já que a junção de fogo com areia e nitrato de sódio resultou em… vidro.
A partir daí, locais como Egito, Gréciae Romapassaram então a utilizar o material para a produção de janelas, pratos, jarros e copos.
Durante muito tempo, o vidro foi o recipiente preferido de boa parte da população para armazenagem de líquidos e alimentos, como refrigerantes e leites. Após utilizado, o material é descartado em lixões ao ar livre, expostos à chuva e ao vento e próximos a cursos d’água.
Dessa forma, após o descarte, o vidro acaba colidindo com outros objetos e se quebrando em vários pedaços menores. Esses pedaços viajam pelos cursos d’água e chegam ao mar, em que a força das ondas faz com que os cacos rolem e deslizem no fundo do oceano, num movimento que arredonda suas bordas e o deixa fosco.
Assim surge o vidro marinho — as famosas pedrinhas coloridas encontradas na praia. Sua coloração é uma das principais responsáveis por fazer com que o vidro marinho seja utilizado na produção de joias, por exemplo.
Apesar disso, com o aumento do uso do plástico, encontrar pedras coloridas na areia da praia vai ser uma tarefa cada vez mais difícil.
Vale ressaltar que o plástico oferece um impacto ambiental muito mais perigoso ao ambiente marinho, devido à poluição por microplásticos, enquanto o vidro é 100% reciclável. Ativistas ambientais já têm exigido alternativas ao plástico, sugerindo, por exemplo, a reutilização do vidro e do metal, que podem ser reciclados mais facilmente.
Um teste ousado, que contraria o óbvio, mas que tem chance de dar certo. Assim será a experiência prática de Paulo Thadeu — CEO do estaleiro Real Powerboats –, que testará dois motores de popa com 300 hp numa embarcação de 40 pés que, na teoria, seria para três de 300 hp ou dois de 400.
A ideia deste experimento foi revelada em entrevista realizada no estúdio NÁUTICA. Em bate-papo, Paulo Thadeu disse que este projeto de 40 pés com motores de popa está em andamento, e existe a possibilidade dele ser lançado no São Paulo Boat Show de 2024.
Vale destacar que todas as embarcações de 40 pés da marca vinham com motores de centro-rabeta ou pé de galinha, até este projeto. Segundo Paulo, a ideia é tentar colocar dois motores de popa 300 hp da Mercury num modelo do mesmo tamanho.
Entretanto, Paulo acredita que o teste vai ser bem-sucedido, muito por conta do hidrolift, sistema esse que é capaz de reduzir o arrasto do barco, além de permitir o uso de motores menos potentes.
Hoje o grande diferencial do hidrolift é que ele não te exige motor na decolagem, e decola sem levantar proa
Segundo o CEO da Real Powerboats, o barco de 40 pés com dois motores de 300 hp oferece 28 nós de velocidade de cruzeiro com 16 pessoas, além de decolar sem levantar proa. Inclusive, este é o grande trunfo para usar um equipamento menor e consumir menos.
Tem embarcações que colocam um motor menor, mas, quando desacelera, tem que encher a mão de novo para o motor decolar
De acordo com Paulo, as embarcações de 40 e 35 pés da marca não fazem isso — ou seja, não empopa quando desacelera e retomam a velocidade.
Por isso, vou fazer esse teste na prática, para ver se conseguimos mais este marco, por mais que todas as teorias digam que não
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Não é novidade que a navegação noturna (ou qualquer situação que prejudique a visibilidade total) requer iluminação considerável, garantindo a identificação necessária para cada embarcação. Mas você sabe o que cada cor representa?
A diferença entre as cores, a posição e o número de luzes pode indicar desde o tipo de barco passando pelo local — uma lancha, um barco de pesca ou rebocador, por exemplo — a alguma situação determinada ou acontecimento — obstruções, riscos à navegação, acidentes, naufrágiose destroçosetc.
Portanto, é necessário estar sempre atento à iluminação ao redor do barco, especialmente àquelas que podem indicar que outra embarcação se aproxima.
As luzes obrigatórias, a forma de uso e o que elas significam estão devidamente explicadas no Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar (RIPEAM-72), Regras 20 a 31 e seus detalhes técnicos de instalação e funcionalidades no Anexo I do regulamento.
É importante ressaltar que é matéria de prova de Mestre Arrais e Capitão Amador as regras do RIPEAM-72 e, nas aulas práticas obrigatórias, elas fazem parte da lista de itens a serem treinadas a bordo.
Todas as luzes tem uma função importante, mas as mais relevantes , são as “Luzes de Navegação”, que na verdade tem o nome oficial de “Luzes de Bordo”, as verdes e vermelhas (também chamadas de “encarnadas”). Elas indicam quando um barco está se aproximando ou se afastando. As vermelhas (encarnadas) ficam a bombordo, e as verdes, a boreste.
Ou seja, é possível facilmente identificar, pelas luzes de bordo que você avista, se a embarcação está indo ou vindo em relação a sua posição ou direção navegada.
Por exemplo, se você olha para o quadrante esquerdo (a bombordo, onde fica sua luz vermelha/encarnada) e avista a luz verde (bordo oposto/boreste), atente-se, pois a embarcação navega em sentido contrário ao seu e, portanto, está se aproximando. Vale dizer que as luzes são constantes, não piscam.
Qualquer navio, lancha ou veleirotambém é equipado com luzes brancas na popa. Barcos a motor de até 50 metros de comprimento possuem uma única luz branca, situada no mastro ou local mais visível possível (conforme as regras do Anexo I do RIPEAM 72).
A do veleiro não precisa ficar, necessariamente, no mastro, ao contrário dos navios com mais de 50 metros de comprimento total, que precisam apresentar duas luzes brancas, sendo uma num mastro da proa (mínimo de 6 metros de altura em relação ao convés), que fica a uma altura mínima de 4,5 metros mais baixa que a do mastro de ré.
Como navios são embarcações maiores, essa diferença existe para facilitar sua localização e, em especial, a direção que ela segue.
Ainda em relação às cores de cada luz, os rebocadores são uma exceção importante: ao rebocar outro barco, exibem luz amarela na popa, acima da luz branca de alcançado (aquela que fica na popa). Isso significa que existe um cabo de reboque conectando as duas embarcações, impossibilitando o tráfego atrás do rebocador. Esclarecidas as diferenças entre as cores, é importante ressaltar que existe mais de um tipo de iluminação.
Além das luzes comuns, as luzes circulares são aquelas que podem ser vistas de qualquer ângulo, ou seja, iluminam os 360 graus ao seu redor, e podem instaladas junto com as luzes de bordo desde que fiquem, neste caso, pelo menos 1 metro abaixo da luz de mastro (também conhecida como luz de fundeio ou ancoragem).
Se houver apenas uma luz circular, de cor branca, é para sinalizar barcos a remo, barcos pequenos (de até 23 pés, tanto a motor, quanto a vela), e barcos ancorados. Caso existam três luzes circulares vermelhas, significa que um navio está passando por algum canal pouco profundo e tem restrição de manobra por causa de seu calado.
Os barcos da Praticagem, ou seja, guiados por especialistas que organizam a logística do local, são sinalizados por duas luzes circulares, posicionadas na vertical, sendo a superior branca e a inferior vermelha. O hidroavião possui uma única luz circular branca entre as luzes de bordo.
Em relação aos barcos de pesca, existem alguns pormenores. Quando em movimento, possuem mais duas luzes circulares além das luzes já citadas, posicionadas verticalmente, em um mastro.
Caso essa pesca seja de arrasto, ou seja, com rede no fundo, a luz superior é verde e a inferior é branca. Se não for esse o caso, e o barco for de pesca com redes boiadas ou outro tipo, a luz superior é vermelha e a inferior é branca, devendo ainda exibir uma luz circular branca voltada ao aparelho de pesca se este tiver mais de 150 metros de extensão.
Lembre-se: luzes piscantes sinalizam faróis ou sinalizadores de canais. Portanto, é incorreto instalar luzes estroboscópicas ou qualquer tipo de iluminação que não seja contínua em embarcações comuns. Este tipo de luz pode e deve ser usada em aparatos de emergência, para facilitar as buscas no mar.
Quanto a regra básica para se evitar colisão, é simples: o barco que estiver navegando pelo seu boreste, ou seja, que você aviste olhando para a direita, com a luz de bordo vermelha, se à noite, tem a preferência de passagem. A única ressalva é em relação aos barcos a vela e de pesca arrastando redes, que possuem a preferência em relação ao motorizados de passeio em qualquer situação.
Além de tudo isso, as boias também são marcações muito importantes para a organização e segurança do tráfego marítimo. No Brasil, o padrão é o IALA B, ou seja, ao entrar em um porto, canal ou marina sinalizados, o correto é deixar as boias vermelhas/encarnadas a boreste e as verdes a bombordo.
Ao sair, a ordem, obviamente, se inverte. Numa próxima oportunidade vamos falar das boias e marcações de perigo, obstrução e indicativos de passagem segura, em especial as boias cardinais que têm sua representação principal por cores e formas e respectivas luzes indicativas noturnas, bem específicas. Fique atento!
Por Naíza Ximenes, sob supervisão do consultor técnico Guilherme Kodja e da jornalista Maristella Pereira.
Que a BMW é uma das pioneiras no ramo de veículos de luxonão há dúvidas, afinal, trata-se de uma marca centenária, fundada ainda em 1916. Mas e se a empresa alemã resolvesse se aventurar no universo náutico, será que obteria o mesmo sucesso? O novo The Icon, lancha elétrica em parceria da BMW com a fabricante de iates Tyde, será a chance de descobrir.
Lançada mundialmente durante o 76º Festival Internacional de Cinema de Cannes, nas águas do porto da cidade francesa, a embarcação é apresentada pela também alemã Tyde como “uma nova era na mobilidade sustentável na água.”
Foto: Tyde / Divulgação
A parceria entre BMW e Tyde resultou em uma lanchaelétrica que chega, segundo as marcas, para revolucionar o mundo do lazer de luxo, através do uso da tecnologia. Um dos grandes destaques do The Icon é o seu design futurístico, que proporciona visão panorâmica para o mar através de grandes janelas em formato triangular, pensadas pela BMW Designworks.
Foto: Instagram @tyde.one / Divulgação
A embarcação de 13,15 metros tem capacidade para até oito passageiros, é movida através de dois motoreselétricos de 100 kw (134 cavalos) e seis baterias, que fornecem capacidade total de 240 quilowatts-hora ao barco.
The Icon teve seu lançamento durante o 76º Festival Internacional de Cinema de Cannes. Foto: Tyde / Divulgação
De acordo com a BMW, essas especificações fazem com que a lancha reduza seus requisitos de energia em até 80%. O The Icon pode navegar a 24 nós (45 km/h) e tem velocidade máxima de 30 nós (56 km/h). O alcance máximo entre recargas — que levam pouco mais de 5 horas — é de 50 milhas náuticas (93 quilômetros).
Foto: Instagram @tyde.one / Divulgação
Na parte traseira das grandes portas de vidrodo barco está o acesso a uma área de estar, em que os passageiros podem aproveitar de assentos giratórios de 360 graus, visando um melhor aproveitamento da visão panorâmica da lancha. Um sistema de infoentretenimento baseado em tablet permite que eles controlem o entretenimento a bordo.
Também com acesso através da parte de trás do barco está o espaço de controle da embarcação, feito por uma tela sensível ao toque de 32 polegadas com resolução de 6K, que permite a visualização de informações e interação digital.
Foto: Instagram @tyde.one / Divulgação
O painel tecnológico possui um sistema de controle de voz, que consegue recuperar informações, ajustar configurações e ativar recursos sem esforço. Atualizações meteorológicas, detalhes da navegação, personalização de controles climáticos, ajustes de iluminação e preferências de áudio são alguns dos comandos feitos através da tela.
Os eventos Boat Show reúnem os principais estaleiros do país em um único lugar, levando ao público o que há de melhor e mais novo no universo náutico. Por isso, a Sessa Marine estará presente na primeira edição do Foz Internacional Boat Show, que vai acontecer de 23 a 26 de novembro, no Iate Clube Lago de Itaipu, no Paraná.
A Sessa, que, neste ano, marcou presença nos Boat Shows do Rioe, recentemente, em São Paulo — com sua linha completa de lanchas — , chega ao Boat Show de Foz durante seu processo de unificação.
Isso porque, em abril, o estaleiro catarinense Intech Boating — até então, o responsável por produzir as embarcações da Sessa Marine no Brasil — , anunciou a aquisição de 100% das ações da marca italiana.
Estamos em um processo de sincronia entre as fábricas, de unificação das linhas. Ano que vem vamos produzir na Itália a primeira F5X para o Brasil – Débora Felipe, diretora de marketing da Sessa, durante o SPBS
Para auxiliar nessa nova etapa da marca, a Sessa esteve presente com um espaço alternativo (sem barcos) no último Cannes Yachting Festival. Por lá, a marca recebeu cerca de 21 dealers internacionais, de países como México, Polônia, Croácia, Suíça, Espanha, Portugale China.
Pudemos conversar, mostrar os nossos modelos e, a partir daí, entender um pouco o mercado, de que forma vamos unificar a linha – Débora Felipe, diretora de marketing da Sessa, durante o SPBS
Além da F5X, a Sessa F48 será uma das lanchas que serão produzidas também na fábrica da marca na Itália. O modelo, inclusive, teve recentemente sua primeira importação para a Europa, atracando na Polônia. Lançada no Rio Boat Show 2022, o estaleiro já vendeu 11 unidades da lancha que é inspirada na versão italiana Sessa F47.
Foz Internacional Boat Show 2023
O 1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águasnavegáveis do Lago de Itaipu.
Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação
Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
Como ser um expositor no Boat Show de Foz
Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
Saiba mais no site oficial do evento
A Intermarine é uma das expositoras confirmadas no 1º Foz Internacional Boat Show. De 23 a 26 de novembro, o público poderá ver de perto a Intermarine 58 Offshore no Boat Show de Foz do Iguaçu, atracada nas águas do Iate Clube Lago de Itaipu.
A Intermarine 58 Offshore, que também marcou presença na primeira edição do Marina Itajaí Boat Show, é uma lanchaque chama atenção à primeira vista pelo design moderno. O modelo traz elementos inéditos aos barcos offshore, como a ampla faixa em vidro no costado, em sintonia com as outras linhas de produtos da marca.
Apresentada pelo estaleiro como “uma legítima Intermarine”, a lancha tem um conjunto de linhas arredondadas ao longo de todo o barco. O cockpit tem assentos minimalistas que trazem um visual poderoso e elegante à embarcação.
Intermarine 58 Offshore esteve presente na primeira edição do Marina Itajaí Boat Show, em julho
Aliás, muito da elegância da lancha vem do trabalho feito à mão pela equipe de colaboradores da marca, desde a marcenaria, até a costura de estofados.
A embarcação de luxo tem ainda uma suíte, lavabo, cozinha, mesa de jantar e pé direito com 2 m, tudo isso com o conforto de um barco cabinado. Potente, a Intermarine 58 Offshore pode ser equipada com dois motores de 1 00 hp Volvo Penta, que, segundo o estaleiro, permitem ao barco alcançar uma velocidade máxima de 55 nós (43 nós em cruzeiro).
Foz Internacional Boat Show 2023
O 1º Foz Internacional Boat Show terá quatro dias de exposição no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A expectativa é reunir 15 mil visitantes e cerca de 30 marcas, com a apresentação de barcos na faixa dos 40 pés — a maioria deles disponível para test-drive nas águasnavegáveis do Lago de Itaipu.
Charmoso Iate Clube Lago de Itaipu vai sediar a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. Foto: ICLI / Divulgação
Primeiro em água doce do Brasil e, também, primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, o Boat Show de Foz é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
Como ser um expositor no Boat Show de Foz
Para expor sua marca ao lado dos principais nomes do setor náutico do Brasil e do mundo, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 2186-1068 e confira os espaços disponíveis.
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
Saiba mais no site oficial do evento
Primeira estrutura náutica com serviços de hotel (e vice-versa) em Santa Catarina, a marina-hotel VillaReal — construída estrategicamente em São Francisco do Sul, de frente para a Baía da Babitonga — foi apresentada como um dos maiores cases de sucesso no setor náutico do país durante o 8º Congresso Internacional Náutica — realizado paralelamente ao São Paulo Boat Show 2023.
Os convidados ficaram impressionados com a palestra de Silvia Fernandes, gestora dos hotéis VillaReal, do tradicional grupo J. Malucelli, e presidente da Associação Empresarial de São Francisco do Sul. Não é para menos.
Foto: Hotel VillaReal/Divulgação
Idealizada pelo empresário Joel Malucelli e por seu filho, Cristiano Malucelli, a marina hotel VillaReal alia uma completa estrutura náutica (incluindo posto de abastecimento próprio) aos serviços e confortos de um hotel quatro estrelas, incluindo restaurantes, loja de conveniência e a estrutura de lazer: piscinas, quadras de tênis, academia, salões de jogos, etc.
Mesmo antes de começar a operar, já se destacava com uma referência na Baía da Babitonga, em matéria de equipamentos e excelência de serviços.
“Tudo foi pensado e executado para que possamos receber os navegadores com segurança e qualidade, contribuindo com o desenvolvimento do turismo náutico na região, uma das mais bonitas de nosso litoral”, diz Silvia Fernandes.
Foto: Otto Aquino/Revista Náutica
Localizada em um lugar abrigado e muito seguro para deixar o barco, a marina oferece 23 vagas molhadas para embarcações de até 100 pés, sendo 12 vagas de 30 a 100 pés em um flutuante anexo ao píer (feito com fibra de basalto) e 11 vagas em poitas para até 70 pés, em sistema de locação de diárias ou mensalistas.
O projeto atende a diversas demandas por parte dos usuários de náutica na região, que passam a contar com água potável, energia elétrica, wi-fi, equipe treinada de apoio e segurança monitorada 24 horas, além de modernos píeres flutuantes, com estrutura de alumínio, como nas melhores marinas do mundo, instalados pela Metalu Brasil.
“No total são 1.080 m² de píeres, sendo sete píeres de 12 metros de comprimento por 3 metros de largura, que se conectam com o continente por meio de duas passarelas de 18 metros de comprimento por 1,20 metro de largura interna cada” explica Silvia Fernandes.
Foto: Otto Aquino/Revista Náutica
Mesmo quem não quiser pernoitar nos quartos do VillaReal (todos com vista para as águas da Baía da Babitonga) pode atracar na marina e desfrutar da estrutura do hotel com o pagamento da chamada hospedagem day use, que se inicia de manhã e se encerra no fim da tarde.
A jornada inclui uma experiência gastronômica no restaurante Convés, anexo ao hotel, com pratos tanto caiçaras (inspirados na própria Praia do Paulas, o bairro pesqueiro onde a VillaReal está instalada) quanto internacionais, com destaque para os frutos do mar.
Protegida das ondas, com boa profundidade e uma água tão clara que é difícil de acreditar, a Baía da Babitonga é um daqueles lugares dos sonhos para quem gosta de navegar. Tem uma área total de 160 km², quase toda navegável.
Faltava, porém, uma estrutura náutica que, além de uma marina completa e segura para guardar o barco, oferecesse também hospedagem e atividades sociais para atrair clientes e desenvolver o turismo náutico na região. Não falta mais.
Confira os temas do 8º Congresso Internacional Náutica
Eduardo Bekin: Case Porto Barão de Tefé, Antonina/PR
Roberto de Lucena: Desenvolvendo o Turismo Náutico no Estado de SP
Aguilar Junior: Novo molhe de Caraguatatuba
Carlos Henrique Sobral: Turismo Náutico Brasileiro
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