A muralha que promete conter o avanço do mar na Barra do Una, em Peruíbe (SP), começou a ser construída na última quarta-feira (14). A obra teve início após a estrada de acesso à região ser preparada para receber as grandes pedras que formarão a barreira.
Segundo o Governo do Estado de São Paulo, a estrutura será feita com pedras de até 3 metros de diâmetro, pesando várias toneladas. A previsão é que a proteçãotenha 200 metros de extensão, com o objetivo de resguardar os moradores locais, que já enfrentam os impactos causados pela erosão costeira.
Anunciada no início de abril, a obra só começou mais de um mês depois, pois foi necessário nivelar a estrada que leva à Barra do Una, para permitir o transporte seguro das pedras. De acordo com o governo, essa etapa era essencial para garantir a segurança dos trabalhadores e das máquinas que atuam no local.
Estrada da Barra do Una, em Peruíbe, precisou passar por obras. Foto: Semil / Divulgação
Conhecida como “enroncamento”, a técnica utilizada consiste no empilhamento de pedras de grande porte para formar uma barreira física. Neste caso, a estrutura visa conter — ou ao menos retardar — o avanço do mar. Quando finalizada, a muralha protegerá tanto a comunidade quanto a estrada de terra da região.
Ação emergencial
A obra integra o Plano de Adaptação e Resiliência Climática da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), que prevê ações voltadas à proteção de zonas costeiras. Os trabalhos têm apoio da Fundação Florestal e da Defesa Civil de Peruíbe.
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Se for depender das próprias competências, a Dra. Giselle Pinto terá que aumentar sua estante de honrarias. Na última edição do “Soberania pela Ciência”, a cientista da Marinha conquistou o prêmio máximo, pela segunda vez na carreira — dessa vez, com direito à presença da Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
O prêmio da cientista da Marinha veio pela autoria do artigo “Percepção Pública das Algas Marinhas e suas Aplicações em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação”, estudo que busca compostos marinhos que ajudam na luta contra o câncer. Para a pesquisadora, o reconhecimento mostra que ela está no “caminho certo”.
Giselle Pinto. Foto: Marinha do Brasil/ Divulgação
Não pesquiso vislumbrando tal reconhecimento, mas quando acontece, não tenho como não ficar extremamente agradecida. São momentos marcantes que só a Marinha promove– contou Dra. Giselle
Com o grande propósito de encontrar a cura para o câncer, a cientista encontrou na Marinha do Brasil uma extensão do seu sonho. Desde que entrou no Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), em 2018, ela mantém a linha de pesquisa em produtos naturais anticâncer, com modelos pré-clínicos.
De acordo com a especialista, seu próximo passo é desenvolver um projeto mais completo de bioprospecção oncológica (buscar na natureza os recursos genéticos para o desenvolvimento de produtos que ajudam na cura do câncer), inspirada nos tipos mais incidentes na família naval.
Giselle admite que o objetivo de “curar o câncer” não é uma tarefa fácil, mas aponta que o estímulo e a certa “ingenuidade” ou até mesmo “ousadia” dessa intenção permanece.
Podemos ajudar com um tijolinho nessa construção que é o conhecimento científico e tecnológico, e, quem sabe no futuro, ajudar a humanidade– disse a cientista
Mais projetos pela ciência
Pesquisadora Titular do IEAPM — cuja missão é realizar atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) no ambiente marinho –, Giselle atua em dois grandes projetos na linha de “Produtos Naturais Marinhos”: o Superalimento e o Antídoto Natural Marinho.
Foto: Marinha do Brasil/ Divulgação
O primeiro tem como objetivo utilizar tecnologia de algas e células para suplementação alimentar, enquanto o segundo “considera estratégias de fontes naturais marinhas contra diferentes ameaças químicas e biológicas”. Ambos, segundo a doutora, estão resultando em diferentes desdobramentos.
A premiada cientista da Marinha também conta que enfrentou dificuldades em adaptar seus conhecimentos técnicos da área da saúde para os projetos relacionados ao estabelecimento de parâmetros de diagnóstico ambiental para o derramamento de óleo.
Quando cheguei aqui, não tinha nem a metade do conhecimento das atividades da área de ciências do mar, que é imensa– comentou Giselle
Por um futuro mais científico
Desde 1999 na biomedicina, Giselle Pinto conta que sempre quis ser cientista — e seu currículo de 20 anos no Instituto Nacional de Câncer (INCA) não deixa a desejar. Entretanto, ela ressalta que, no Brasil, seguir essa carreira não é fácil.
Homenagem dos alunos do grupo de Bioprodutos Marinhos à Giselle Pinto. Foto: Marinha do Brasil/ Acervo Pessoal/ Divulgação
O Brasil está cheio de doutores muito qualificados, mas o mercado não consegue absorver todo mundo– revelou à Agência da Marinha
A cientista da Marinha que levou o prêmio também destaca a força e o crescimento das mulheres no mundo científico, em diversas áreas. Segundo a pesquisadora, há cada vez mais oportunidades de financiamento para projetos voltados ao empoderamento feminino, com abordagens multidisciplinares.
Que continuemos resilientes e curiosos, pois a solução está no mar– finaliza a doutora
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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Alerta de recorde: quatro décadas após sua recuperação, o navio Mary Rose, que pertenceu ao rei Henrique VIII, entrou oficialmente para o Guinness World Records como a fonte do maior conjunto de armamentos medievais já resgatados de um naufrágio. No total, mais de 8 mil armas foram recuperadas dos escombros do barco.
Naufragada em 1545, a embarcação ficou no estreito de Solent, no Reino Unido. Ela foi redescoberta em 1971 e logo depois, em 1982, a autoridade Mary Rose Trust içou o seu casco para realizar mais exames nas ruínas. De lá para cá, mais de 8.300 armas, munições e artefatos foram encontrados em ótimo estado de conservação.
Armamento medieval encontrado no naufrágio do Mary Rose. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
O navio já recebeu mais de 28 mil mergulhos, que renderam descobertas como: uma espada completa com cabo de cesto; 5 coronhas de pistola; 8 escudos de canhão; 10 canhões de bronze; 172 arcos longos; 3.899 flechas e milhares de outros armamentos medievais.
Canhão medieval encontrado no Mary Rose. Foto: Hufton + Crow/ Reprodução
O barco levou consigo tantas coisas, que os armamentos medievais representam apenas uma parte dos mais de 19 mil achados arqueológicos recuperados do Mary Rose até hoje. Há ainda roupas, itens religiosos, canecas, jogos, ferramentas (de carpintaria, cirúrgicas e navegação) e até instrumentos musicais.
Ossos de humanos e de animais também foram identificados no barco. Perto de uma escotilha, por exemplo, foi encontrado um esqueleto completo de um cachorro da raça Whippet terrier — que provavelmente tinha a missão de caçar ratos a bordo.
O que mais foi descoberto?
Por incrível que pareça, o estado de preservação dos artefatos estava excelente. Isso se dá pelo ambiente escuro, lodoso e pobre em oxigênio do estreito de Solent, que retardou a decomposição.
Mary Rose, no Museu Mary Rose. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
O estudo contínuo da região identificou tripulantes — com base em roupas e no DNA — e reconstruiu virtualmente os rostos deles. A equipe segue no processo de localizar parentes vivos das vítimas para devolver os corpos aos devidos locais de descanso.
O estudo de moedas e cerâmicas recuperadas do barco ajudou os pesquisadores a determinar a configuração do navio. Já as vestimentas auxiliaram na definição de posição social, empregos e passatempos dos tripulantes à época — nos períodos Tudor e Medieval.
Foto: Mary Rose Trust/ Divulgação
Descobrimos artefatos que claramente não foram fabricados na Inglaterra, o que indica a presença de tripulantes estrangeiros a bordo– disse Alexzandra Hildred, do Mary Rose Trust, à BBC
Caiu sem atirar
Pertencente ao rei da Henrique VII, da Inglaterra, o Mary Rose foi um dos primeiros navios de guerra comissionados pelo reinado, servindo por 32 anos. O nome do barco carrega duas homenagens: uma à figura religiosa da Virgem Maria e outra aos símbolos heráldicos do rei e de sua primeira esposa, Catarina de Aragão, representados por uma rosa e uma romã.
Foto: Mary Rose Trust/ Divulgação
No ano de 1542, o rei enfrentava sua última guerra com a França. Como combatente, o Mary Rose foi enviado ao sul para repelir a chegada da marinha inimiga, mas numa batalha desigual — 80 navios ingleses contra 200 franceses — o infame duelo aconteceu nos arredores do Porto de Portsmouth.
Foto: Mary Rose Trust/ Divulgação
O Mary Rose, porém, não chegou a participar, de fato, do conflito. Antes que conseguisse disparar um tiro, o barco repleto de armamentos medievais foi surpreendido por uma rajada de vento, que o desequilibrou e afundou rapidamente. Segundo registros, apenas cerca de 25 a 30 tripulantes sobreviveram.
Há teorias que apontam erro humano, sobrepeso, mau tempo e até mesmo uma sabotagem dos franceses como motivo do naufrágio. Considerando análises modernas e relatos da época, o mais provável é que houve uma infeliz combinação de manobra equivocada e ventos adversos.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
Sete anos depois de zarparem de Ubatuba (SP), os irmãos Celso Pereira Neto (32) e Lucas Faraco Pereira (29) voltarão a atracar o — agora famoso — veleiro Katoosh em águas nacionais, neste sábado (17). Na bagagem, eles trazem o currículo de uma volta ao mundo e 52 países visitados. Em 2017, quando essa aventura ainda era apenas um plano, os irmãos foram entrevistados pela Revista Náutica para contar seus planos.
A história de como esse sonho começou estampou a edição 349 da Revista Náutica impressa, onde a família abriu o baú de fotos para mostrar toda uma infância vivida a bordo. Continue a leitura para conhecer os detalhes dessa expedição e a inspiradora história dos irmãos.
Irmãos Katoosh a bordo do veleiro onde cresceram. Foto: Arquivo pessoal / Revista Náutica (publicada na edição 349 da revista impressa)
O esperado retorno de Neto e Lucas Katoosh ao Brasil, neste sábado, será no Saco da Ribeira — o mesmo ponto de onde zarparam, em março de 2018.
O momento será acompanhado presencialmente por fãs de diversas partes do país, segundo os comentários dos seguidores do Katoosh, e até mesmo uma flotilha já se programou para acompanhar as milhas finais desta aventura dos velejadores.
Neto e Lucas embarcaram nessa aventura com recursos para apenas os primeiros três meses. Para ajudar com os custos, começaram a compartilhar a jornada nas redes sociais — e a ideia deu certo. Hoje, os Irmãos Katoosh acumulam mais de 1 milhão de seguidores.
Se engana quem pensa que essa jornada teve apenas imagens inspiradoras e paisagens paradisíacas. Nestes sete anos, os irmãos enfrentaram desafios extremos e momentos críticos, como a colisão com uma baleia, a pandemia e o contato com ilhas extremamente isoladas.
Irmãos completaram volta ao mundo após 7 anos a bordo do veleiro Katoosh. Foto: Irmãos Katoosh / @veleiro.katoosh / Reprodução
Volta ao mundo no veleiro Katoosh: um sonho herdado
A bordo do veleiro Katoosh, família posa para foto. Foto: Arquivo pessoal / Revista Náutica (publicada na edição 349 da revista impressa)
Neto e Lucas são filhos de Claudia Faraco e Celso Pereira Júnior. Os filhos contam que herdaram dos pais o sonho de explorar o mundo pelo mar. O casal decidiu trocar a casa onde morava em Ribeirão Preto, no interior paulista, por um barco-moradia. Para juntar fundos, eles venderam uma empresa familiar — uma fábrica de blocos — e iniciaram a construção do veleiro, cujo projeto foi desenvolvido pelo holandês Leonard Joseph Savelkoul, pensado para viagens de longa duração.
O objetivo do casal era aprender a velejar, para viajar pelos portos brasileiros e, por fim, partir para uma viagem ao redor do globo. O veleiro — batizado de Katoosh como uma homenagem à Katusha, poodle de estimação do casal — foi lançado ao mar em 1990 e ficou atracado inicialmente em Paraty, no Rio de Janeiro.
Os irmãos Katoosh antes de zarparem para a aventura de volta ao mundo. Foto: Arquivo pessoal / Revista Náutica (publicada na edição 349 da revista impressa)
Pouco depois, em 1992 e 1995, nasceram os filhos do casal. Ambos foram criados a bordo, já que a família abriu mão de um lar em terra firme. Depois de crescerem navegando, os irmãos se afastaram das águas para iniciarem o ensino superior na Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais. No entanto, a saudade bateu e os dois trancaram os cursos para voltarem a viver e trabalhar no mar.
Neto e Lucas com o pai a bordo do veleiro Katoosh. Foto: acervo pessoal Irmãos Katoosh / Imagem publicada na edição 349 da revista impressa Náutica
Os irmãos alugavam o Katoosh para charter náutico — e contaram que, nesse período, chegaram a trabalhar 20 horas por dia. O plano deles, até então, era aumentar o pé-de-meia para se lançarem pelos sete mares em 2018, quando enfim realizariam o sonho dos pais — que agora também era o deles.
Desafios da volta ao mundo em veleiro
A colisão com uma baleia foi, certamente, um dos maiores desafios da jornada com o Katoosh, de acordo com Neto e Lucas. O incidente quebrou o leme do veleiro e deixou a dupla à deriva por três dias na Polinésia Francesa.
Tivemos que nos virar até alcançar uma ilha e conseguir fazer os reparos– relembra Lucas
A bordo do veleiro Katoosh, irmãos ficaram isolados por três anos. Foto: Irmãos Katoosh / @veleiro.katoosh / Reprodução
A pandemia obviamente impactou os planos dos irmãos, que pretendiam completar a volta ao globo em cerca de três anos. O cronograma mudou drasticamente quando eles precisaram se isolar por outros três anos — ainda na Polinésia Francesa.
Sem turistas e sem contato externo, navegamos por todas as ilhas nesse período. Não foi o plano, mas foi uma experiência única– afirma Neto
A dupla movimentou águas de diferentes mares e oceanos, passando por 52 países. O percurso incluiu desde destinos turísticos tradicionais até comunidades extremamente remotas — como uma ilha em Papua-Nova Guiné onde, segundo eles, a população não tinha contato com outras pessoas há anos.
Itinerário
Após o veleiro ser tirado da água para um check-up geral antes da grande aventura, em 2017, os irmãos traçaram a rota da volta ao mundo. Ela era dividida em duas grandes etapas.
Foto: acervo pessoal Irmãos Katoosh / Imagem publicada na edição 349 da revista impressa Náutica
A primeira consistia em navegar até a Europa e voltar. O plano, então, era navegar a costa brasileira rumando ao Norte até o Mar do Caribe. Lá, eles terminariam de equipar o barco e despontariam para os Estados Unidos para o chamado Circuito Atlântico, que consiste em navegar até a Europa, com escalas em Bermudas e Açores, explorar o Velho Mundo e retornar ao Caribe.
De volta às Américas, eles passariam por Cabo Verde e cruzariam o Canal do Panamá para enfim iniciarem a segunda etapa da viagem, com a volta ao mundo propriamente dita.
Apesar dos imprevistos, a rota da volta ao mundo foi seguida, mas com uma duração mais extensa do que o planejado. “A pandemia não mudou os nossos planos, mas definitivamente os atrasou, sem reclamações”, conta Neto.
Família no barco Katoosh antes da aventura pelos sete mares. Foto: Arquivo pessoal / Revista Náutica (publicada na edição 349 da revista impressa)
Embora a volta ao mundo tenha sido a dois, os irmãos prepararam rotas para que os pais pudessem acompanhá-los em alguns momentos já que não poderiam realizar o mesmo sonho por terem assumido a administração de uma pousada na Praia da Enseada, em Ubatuba. Mas conseguiram encontrar com os filhos em alguns pontos do itinerário.
Apesar das economias, os irmãos zarparam de Ubatuba com recursos suficientes apenas para os primeiros três meses de aventura. A virada de chave veio com a produção de conteúdo digital.
As redes sociais se transformaram em uma grande comunidade e rede de apoio, essencial para a viagem. Foi por meio delas que os irmãos conseguiram fundos para arcar com os custos da volta ao mundo, compartilhando cada etapa com o público, além de curiosidades dos internautas.
O retorno ao Brasil acontece neste sábado (17), em Ubatuba, e já conta com três eventos marcados: a chegada oficial no Saco da Ribeira, uma festa no Café de La Musique ainda na noite de sábado e, no domingo (18), um encontro exclusivo com apoiadores, na Praia Vermelha do Norte.
Com essa conquista, a primeira volta ao mundo dos irmãos Katoosh, como ficaram conhecidos, chega ao fim — mas o desejo por aventura, não. Eles revelaram que novos projetos estão por vir, embora ainda não tenham divulgado detalhes. A única certeza é que continuarão a bordo do Katoosh, agora mais que nunca eternizado em suas trajetórias.
A gente aprendeu que liberdade exige responsabilidade e que o mar, mesmo com todos os desafios, continua sendo o nosso lugar– finaliza Neto
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O terceiro episódio da série “Endurance 64: o veleiro polar” mostrou a tensão vivida por uma tripulação que enfrentou seu primeiro desafio no mar, ao enfrentar imprevistos com a embarcação. O próximo capítulo desta jornada você acompanha já nesta quinta-feira (15), a partir das 20h, pelo Canal Náutica no YouTube.
No novo episódio de “Endurance 64: o veleiro polar” a tripulação instalou uma válvula no duto de escapamento para evitar o alagamento do motor. Tudo isso com o objetivo de que a água só passe pela estrutura quando o motor estiver ligado.
Tripulação do Endurance 64 reunida na cabine do barco durante a jornada rumo à Antártica. Foto: Canal NÁUTICA / Reprodução
“Vai navegar, fecha a válvula: assim a água do mar não invade. Vai ligar o motor, abre a válvula. O único procedimento de segurança é lembrar que não pode ligar o motor com a válvula fechada”, orientou o capitão do Endurance 64, Marcos Hurodovich.
A tripulação aproveitou que estava atracada no Rio Grande do Sul, sem ventos fortes, para fazer ajustes nas velas. Isso porque, durante a primeira “pernada” do barco, a equipe notou que as estruturas já balançavam bastante, mesmo sem ventos tão intensos quanto os previstos.
Assista ao episódio 4 da série. Foto: Canal NÁUTICA / Reprodução
Após mais alguns ajustes, a tripulação passou por diversas trocas de experiências até retomar o principal foco da navegação: estar preparada para quaisquer imprevistos que possam surgir pelo caminho.
Para saber o que mais aconteceu no Rio Grande do Sul, qual será a próxima parada e se o episódio termina com o veleiro em alto-mar, assista ao 4º episódio de “Endurance 64: o veleiro polar” no Canal NÁUTICA!
Na série “Endurance 64: o veleiro polar”, você pode acompanhar toda a rotina da tripulação a bordo, evidenciando como os membros da equipe se adaptam à vida no mar e colaboram entre si para enfrentar a temida Passagem de Drake, conhecida por suas condições marítimas extremas — que, inclusive, tem potencial para ser um dos maiores desafios da expedição.
As máquinas por trás da aventura à Antártica
Com 64 pés de comprimento e casco de alumínio, o veleiro Endurance 64 abrigou por três meses os navegadores desta expedição à Antártica.
Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal
Projetado por Thierry Stump, um belga que adotou o Brasil como lar, e totalmente reformado no ano de 2021, o barco homenageia, com seu nome, a lendária embarcação Endurance, de Sir Ernest Shackleton — o mais famoso navegador apaixonado pela Antártica.
Para garantir o sucesso da expedição polar que deu origem à nova série de Náutica, o Endurance 64 recebeu o motor 4LHA-STP da Yanmar.
Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal
Segundo a marca japonesa, o equipamento pode ser utilizado como reversor ou rabeta e ainda serve a alguns barcos de lazer — como lanchas de 36 pés com montagem de parelha.
A parceria da tecnologia da Yanmar somada às expertises dos tripulantes permitiram que a viagem ao continente mais gelado do planeta fosse um sucesso.
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No campo da filosofia, o pensador pré-socrático Heráclito defendia a Teoria do Fluxo, em que não se pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois tanto o rio quanto a pessoa não já não seriam os mesmos. Entretanto, no Oceano Atlântico, quem visitar o Planalto Blake, de fato, não verá as mesmas águas de outros anos.
Localizado na costa da Carolina do Norte, Estados Unidos, a extensão repleta de criaturas brilhantes e curiosas carrega as cicatrizes de um experimento realizado há mais de 50 anos: o primeiro teste-piloto de mineração em alto-mar do mundo — e que não foi bem-sucedido.
Diagrama do sudeste dos Estados Unidos. Foto: NOAA/ Domínio Público
Em 1970, a empresa americana Deepsea Ventures usou uma máquina rudimentar — que funcionada no estilo de um aspirador de pó — para realizar a extração dos minérios no fundo do mar, numa região marcada por sulcos profundos (depressões alongadas e estreitas no leito oceânico).
Por um lado, foi um sucesso: a companhia recuperou 60 mil nódulos ricos em minerais — isso é, rochas compostas de níquel, manganês e colbato — que são requisitadas até hoje para aplicações tecnológicas. Por outro, porém, fracassou comercialmente e deixou um impacto ambiental irreversível.
Caranguejo-dourado, uma das quase 100 espécies de peixes de águas profundas identificadas nos Planalto de Blake. Foto: NOAA Office of Ocean Exploration and Research/ Divulgação
Em 2022, cientistas voltaram ao Planalto Blake com um veículo operado remotamente no trecho onde a exploração foi realizada. Lá, ao invés de ameaça, encontraram algo mais assustador: o vazio. A área apenas lembrava o que tinha antes da mineração.
O que encontraram foram rastros surpreendentemente bem preservados na lama, que se estendem por mais de 43 quilômetros. Porém, uma simulação de mineração separada feita em 1989 mostrou que a biodiversidade do local permaneceu reduzida, com a vida microbiana se recuperando apenas parcialmente.
Só restaram lembranças
A microbiologista Samantha Joye e outros cientistas alertam que o ocorrido no Planalto Blake, pode servir de lição — no caso, do que não fazer — para regiões que agora são alvo de operações parecidas, como a Zona Clarion-Clipperton, no Oceano Pacífico.
Nódulos de manganês, objeto do teste piloto da Deepsea Ventures. Foto: NOAA Office of Ocean Exploration and Research/ Divulgação
Segundo estudo publicado na revista científica Nature neste ano, os efeitos a longo prazo da mineração no fundo do mar são alarmantes na sustentabilidade. Na pesquisa, os cientistas analisaram uma região explorada em 1979 e concluíram que a área sofreu uma perturbação geológica definida como “duradoura”.
Os impactos biológicos são menos confiáveis e mensuráveis, pois alguns locais explorados tiveram recuperação da vida marinha, enquanto outros, não. Logo, esses casos sugerem que a recuperação da fauna de águas profundas é mais imprevisível e lenta do que o estimado.
Antes e depois do Planalto Blake
Uma impressionante cordilheira de águas profundas, o Planalto Blake apresenta impressionantes pilares da vida marinha, além de ser a cobertura com o maior habitat de recifes de corais em águas profundas da Terra. Joye, veterana no assunto, descreve o local como um dos mais diversos que já estudou.
Durante um mergulho, em 2018, a bordo do submersível de águas profundas, a microbiologista desceu mais de 2 mil metros e diz ter ficado encantada.
Trabalhei em todos os lugares e fiquei impressionada com o Planalto de Blake. É espetacularmente diverso– disse a cientista à BBC
Essa área é alimentada pela poderosa Corrente do Golfo e exibe ecossistemas oceânicos dinâmicos de sua superfície ao fundo do mar. Logo, as infiltrações de metano e corais de água profundas sustentam uma ampla diversidade de vida marinha.
Uma enguia-de-cusco nada no fundo do mar na área onde o Deepsea explorou. Foto: NOAA Office of Ocean Exploration and Research/ Divulgação
Inclusive, peixes como o Atum, tubarões e outras espécies ameaçadas de extinção dependem de um Planalto Blake saudável. Afinal, as espécies marinhas ainda têm salvação — ao contrário do fundo do mar, totalmente esvaziado de minérios que nunca voltarão.
Enquanto a mineração subaquática ganha força em nome da transição para energia limpa, as cicatrizes — que nunca se fecharão — do Planalto Blake serve para nós como um alerta de que aquilo que tiramos pode nunca se recompor e a natureza pode jamais ser a mesma de antes, como diria Heráclito.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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O estaleiro gaúcho Solara Yachts vai exibir toda a sua linha de barcos em um evento exclusivo no Guarujá, litoral de São Paulo. O encontro, batizado de Solara Open Drive, acontecerá em seis dias — nos próximos dois finais de semana — e permitirá que o público conheça as embarcações da Solara em seu habitat natural: a água.
Barcos novos e seminovos estarão disponíveis para compra e o estaleiro promete experiências exclusivas a bordo dos modelos da marca.
Solara 380. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O encontro será realizado na Marina Guararu, no Guarujá. A programação começa já nesta sexta-feira (16) e se estende por dois finais de semana, de 16 a 18 de maio e de 23 a 25 de maio. O evento é gratuito, com entrada aberta a todos os públicos.
Entre as lanchas presentes no Solara Open Drive, destaque para a Solara 350 GT, a Solara 380 Bowrider (já testada por NÁUTICA), a Solara 410 e a Solara 500 Fly (também testada por NÁUTICA).
Solara 500 Fly. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Destaques de barcos do Solara Open Drive
Solara 350 GT
A Solara 350 GT ganhou fama já no primeiro modelo, que trazia espaço útil de barcos maiores. O modele não economiza em tecnologia: tem painel de controle intuitivo e sistema de navegação e comunicação de última geração, para uma viagem segura e tranquila.
Solara 350. Foto: Revista Náutica
Especialmente desenvolvido para o público brasileiro, a popa da lancha tem área gourmet bem aproveitada — inclusive com uma churrasqueira completa. Também há uma segunda área gourmet, que vem equipada com um cooler.
Solara 380 Bowrider
A primeira versão da Solara 380 Bowrider foi apresentada no São Paulo Boat Show 2023 e já chamou atenção pelo espaço de respeito no cockpit, com capacidade para até 14 pessoas durante o dia, com opção de pernoite para quatro. Ampla, a lancha ainda conta com aberturas laterais na popa, solário triplo e cockpit espaçoso.
Ao contrário do que o termo Bowrider sugere, não se trata de uma lancha de proa aberta. O nome é uma referência à proa rebaixada em relação à amurada. Dessa forma, apenas a caixa de âncora e o solário ficam um degrau acima. Formato feito para quem gosta, sobretudo, de tomar um bom banho de sol.
Solara 410
Modelo consolidado da marca, a embarcação mais procurada pelo público, segundo o estaleiro, é a Solara 410 (tanto na versão HT quanto na Fly). Embora não seja a menor embarcação, nem a mais barata do estaleiro, a opção é uma boa decisão em termos de custo-benefício.
Solara 410 HT. Foto: Solara / Divulgação
A Solara 410 se destaca por seu design original com soluções inteligentes. Alguns pontos fortes deste barco são, por exemplo, ter dois quartos fechados, banheiros com boxes grandes e cozinha em cima — para o cheiro não ir para cabine. Ela também vem com plataforma hidráulica, porta de vidro, pisos de teca, dois aparelhos de ar-condicionado, gerador e quatro TVs.
Solara 500 Fly
Maior lancha do estaleiro (junto com sua versão HT), a Solara 500 Fly não é apenas grande: ela se destaca também pelo excelente aproveitamento de espaços. A lancha tem dois camarotes fechados e dois banheiros, além de uma sala no convés inferior, com sofá conversível em uma cama de solteiro. Também é possível que tenha três camarotes.
Na popa, que tem plataforma submergível, o barco conta com duas aberturas laterais, enquanto o flybridge oferece nada menos que 20 m² de área útil, onde acomoda, com folga, dez pessoas. Esse modelo tem navegação firme e ágil, além de ótimo aproveitamento de espaços.
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Salvador, com sua beleza inconfundível e localização estratégica na costa brasileira, deu um passo ousado e inteligente ao implementar o SAC Náutico — um ponto de atendimento unificado que reúne os serviços da Marinha do Brasil, da Receita Federal e da Polícia Federal.
A iniciativa da Prefeitura, em parceria com órgãos federais, transformou a recepção de embarcações estrangeiras em um processo ágil, seguro e eficiente.
SAC Náutico. Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS / Divulgação
Tradicionalmente, a entrada de estrangeiros no Brasil por via náutica exigia uma romaria burocrática: deslocamentos a diferentes órgãos, filas, formulários diversos e muita espera.
Isso impactava negativamente a experiência dos navegadores e limitava o potencial de Salvador como porto de entrada internacional. Entretanto, com o SAC Náutico, essa realidade mudou.
No novo modelo, o comandante da embarcação estrangeira pode, em um único local, realizar todos os trâmites obrigatórios: o controle migratório com a Polícia Federal, a liberação aduaneira com a Receita Federal e o despacho junto à Marinha.
No SAC Náutico de Salvador, o atendimento é integrado, coordenado e com profissionais capacitados, tornando o processo muito mais fluido.
SAC Náutico. Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS / Divulgação
Além da praticidade, o SAC Náutico fortalece a segurança, pois permite o cruzamento instantâneo de dados entre os órgãos envolvidos, facilitando a identificação de irregularidades e garantindo o cumprimento das normas internacionais. É um verdadeiro “porto seguro” jurídico e operacional para quem chega ao país pelo mar.
A experiência tem sido elogiada por comandantes de veleiros e iates de diversas nacionalidades, que se sentem acolhidos e respeitados ao aportar em Salvador. E mais: o modelo também facilita o trabalho de operadores turísticos, marinas e agentes marítimos, que passam a contar com um serviço padronizado e confiável.
Por que não ampliar?
Diante dos resultados, é urgente que outros destinos náuticos brasileiros considerem adotar soluções semelhantes. O SAC Náutico de Salvador prova que é possível promover o turismo náutico internacional com qualidade, garantindo controle e hospitalidade.
SAC Náutico. Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS / Divulgação
Num país com mais de 7.000 km de litoral, portos como Paraty, Ilhabela, Recife, Fortaleza e Belém podem se beneficiar ao replicar o modelo. Salvador abriu as velas de um novo tempo para o Brasil náutico. Cabe agora aos demais destinos seguir a rota.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
O termo “hidrogênio verde” está em alta. O Brasil, inclusive, é pioneiro no assunto quando o tema envolve barcos— não à toa. Em novembro, será apresentado na COP30o projeto brasileiro JAQ, iniciativa encabeçada pelo Grupo Náutica e pela Itaipu Parquetec para desenvolver barcos movidos a hidrogênio verde. Mas, afinal, o hidrogênio é o futuro da navegação?
O tema foi discutido pelo professor Irineu Colombo, diretor-superintendente da Itaipu Parquetec, ao lado de Daniel Cantane, gerente do Centro Hidrogênio Verde Itaipu Parquetec, em entrevista a Marcio Dottori, no Estúdio Náutica.
Está todo mundo atrás do desenvolvimento tecnológico do hidrogênio. Na questão dos barcos, juntos com a NÁUTICA, somos pioneiros– revelou Colombo
Antes de mergulhar nesse papo que envolve um futurocada vez mais exigido pelo presente, vale entender por que a dupla tem propriedade para falar do assunto.
O que é o Itaipu Parquetec
O Itaipu Parquetec, do qual Colombo e Cantane fazem parte, é o braço tecnológico da Itaipu Binacional, que, por sua vez, destaca-se como a terceira maior usina hidrelétrica do mundo, localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai. Inclusive, como o “binacional” sugere, trata-se de uma empresa regida por dois governos — no caso, brasileiro e paraguaio.
Foto: Turismo Itaipu / Divulgação
A usina gera energia limpa e renovável a partir dos recursos hídricos do rio Paraná, sendo uma importante fonte de energiapara ambos os países. “É a maior geradora de energia limpa do mundo”, afirmou o professor Colombo.
O Itaipu Parquetec é um parque tecnológico instituído em 2003, para fomentar novas tecnologiase apresentar soluções tanto para a própria Itaipu Binacional quanto para outras empresas — como é o caso da JAQ Hidrogênio Verde, divisão do Grupo Náutica.
Trata-se, como define Colombo, de um ambiente de inovação com universidade, pesquisadores e centros de inovação, como o Centro Hidrogênio Verde Itaipu Parquetec, gerido por Daniel Cantane.
Nós desenvolvemos soluções, criamos novas empresas, apresentamos vários projetos– explica Colombo
O hidrogênio é o futuro dos barcos?
Cantane detalha que o hidrogênio é um vetor energético versátil, porque pode ser utilizado tanto diretamente como um combustível, quanto como um insumo para a produção de outros da indústria química.
Ele pode produzir desde outros tipos de combustíveis até a produção de plástico, fertilizante, aço e outros elementos– explica Cantane
Quando o assunto é o uso do elemento em barcos, Daniel conta que o hidrogênio tem a possibilidade de atuar como combustível para alimentar geradores, para o funcionamento da hotelaria da embarcação e toda sua parte de navegabilidade, e também diretamente nos propulsores do barco.
Colombo complementa explicando que, em cerca de quatro anos, os barcos navegarão sem o barulho dos motoresa combustão, graças à propulsão elétrica movida por células a combustível. Nesse sistema, o hidrogênio é processado dentro da célula, que separa os elétrons e gera energia para movimentar o motor elétrico, liberando apenas vapor d’água como subproduto.
Esse é o nosso sonho. Realizaremos diversos testes tecnológicos e teremos custos — por isso, buscamos parceiros que queiram embarcar conosco nessa jornada de inovação– ressalta o professor
O Projeto JAQ
A primeira embarcação movida a hidrogênio verde do Projeto JAQ, que será apresentada na COP30, contará com um sistema híbrido, que combina óleo diesel com a injeção de hidrogênio, conforme detalha Colombo.
Com essa tecnologia, o impacto ambiental será drasticamente reduzido: “estimamos uma emissão de apenas 3% a 7%, em comparação aos 100% gerados pelo uso exclusivo do diesel”.
Explorer H1, uma das embarcações do Projeto JAQ. Foto: Divulgação
O resíduo gerado pelo sistema é apenas água, o que contribui para a preservação dos corais e oferece ganhos ambientais significativos. Para Cantane, experimentos tecnológicos como o Projeto JAQ têm como resultado direto ou indireto novas possibilidades.
Você pode usar parte desse know-how das tecnologias embarcadas para explorar plataformas de petróleo, por exemplo, como a energia eólica offshore– ressalta
“Com certeza o resultado desse projeto vai trazer novas possibilidades, não só na embarcação, mas fora dali”, complementa. Para Colombo, as alternativas incluem usos na indústria química e automobilística, desde carros até caminhões.
Nosso objetivo é chamar a atenção de governos e empresas para o potencial desse projeto. Queremos atrair investimentos que tornem essa iniciativa viável e lucrativa– aponta o professor
Liderado pelo Itaipu Parquetec, referência na produção de combustível sustentável no Brasil, e coordenado por Colombo, o Projeto JAQ conta com a parceria da JAQ Hidrogênio Verde, divisão do Grupo Náutica, e envolve duas embarcações: Explorer H1 e Explorer H2. O projeto conta ainda com o apoio da GWM, empresa chinesa que está fornecendo toda a sua tecnologia para o desenvolvimento do hidrogênio verde.
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Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
Ao que tudo indica, o lugar onde sonhos se tornam realidade — também conhecido como Disney World — ficará ainda maior. A Disney anunciou o plano de seu mais novo parque temático, em Abu Dhabi, que promete resort à beira-mar, um castelo moderno e tecnologia de ponta.
O projeto foi divulgado na última semana, em uma parceria entre a The Walt Disney Company e a Miral, principal desenvolvedora de destinos e experiências imersivas de Abu Dhabi. O resort será construído na Yas Island, ilha artificial próxima ao centro de Abu Dhabi e a Dubai.
Essa será a sétima unidade de resorts temáticos da Disney e, pela localização estratégica, visa conectar especialmente os públicos do Oriente Médio, África, Índia, Ásia e Europa, embora preveja estrutura para receber visitantes do mundo todo.
A Disneyland Abu Dhabi será autenticamente Disney e distintamente Emiradense– afirmou Robert A. Iger, CEO da The Walt Disney Company
Disney Abu Dhabi promete inovação em parque que une belezas locais com magia da Disney. Foto: The Walt Disney Company / Divulgação
No comunicado, o CEO demonstrou entusiasmo com a parceria com a Miral, que ficará responsável pela construção do parque, seguindo o projeto e design elaborados pelo time da Disney. Ainda não há data prevista para inauguração.
A proposta mistura arquitetura contemporânea com tecnologia avançada para criar experiências profundamente imersivas. A ideia é aproveitar as paisagens e os diferenciais tecnológicos de Abu Dhabi, sem abrir mão da magia tradicional da Disney.
Abu Dhabi é um lugar onde o patrimônio encontra a inovação. A colaboração com a Disney demonstra excelência criativa– disse Mohamed Khalifa Al Mubarak, presidente da Miral
O Grupo Disney reforça que os Emirados Árabes Unidos são um polo turístico estratégico, que já atrai milhões de visitantes por ano. Para o CEO da Miral, levar a Disney para a Yas Island representa um marco no posicionamento da região como destino global de entretenimento e lazer.
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
Uma instalação com dezenas de barcos de papel gigantes e personalizados tem chamado atenção no Parlamento Europeu, em Bruxelas. A iniciativa é da associação alemã AWO Saxônia-Anhalt — um grupo voluntário –, que levou 130 origamis enormes ao pátio da sede política. A exposição busca alertar para o número crescente de refugiados no mundo.
Intitulada “100 Barcos – 100 Milhões de Pessoas”, a mostra exibe 130 barcos de papel para simbolizar os cerca de 130 milhões de refugiados globais. Cada embarcação tem cinco metros de comprimento, é feita com papelão reciclado e foi personalizada por diferentes grupos. Ao todo, foram mais de 1.500 voluntários envolvidos entre montagem e personalização.
Foto: AWO Saxônia-Anhalt / Divulgação
O principal objetivo da iniciativa é chamar atenção para a necessidade de políticas públicas europeias que acolham refugiados, com destaque para a criação de rotas de fuga legais e seguras em diversas regiões do continente.
Milhares de pessoas fogem da violência, do terror, da pobreza e da falta de perspectivas– Barbara Höckmann, presidente do comitê executivo da AWO
Barbara Höckmann, Presidente da AWO Saxônia-Anhalt, discursou no evento. Foto: AWO Saxônia-Anhalt / Divulgação
Ela reforçou que a Europa tem o dever de oferecer proteção, asilo e políticas contra a rejeição de pessoas refugiadas, especialmente daquelas vindas de Estados que ameaçam ou violam direitos humanos fundamentais.
100 barcos por 100 milhões de pessoas
A ação da AWO Saxônia-Anhalt começou em Berlim, no último Dia Mundial do Refugiado, em 20 de junho de 2024. Na ocasião, 112 barcos foram expostos, representando os então 112 milhões de refugiados estimados no mundo.
Exposição em prol de direitos a refugiados reuniu 130 barcos de papel gigantes. Foto: AWO Saxônia-Anhalt / Divulgação
O grupo agora reivindica ao Parlamento Europeu a adoção de medidas que incluem a adesão rigorosa ao princípio da não repulsão, o apoio aos Estados-membros na integração de refugiados, a implementação de opções legais de entrada e outras ações relacionadas à causa humanitária.
Centenas de barcos de papel em formato de origami foram personalizados para exposição. Foto: AWO Saxônia-Anhalt / Divulgação
A exposição atual foi montada nesta segunda-feira (12), em frente ao Parlamento Europeu, e segue até terça (13). O evento conta com a presença de representantes de organizações como AWO, SOS Humanity e Sea-Watch, além de autoridades políticas e apresentações musicais.
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
Haja energia! Uma da maiores especialistas do mundo quando o assunto é balsa de catamarã, a Incat anunciou a sua nova menina dos olhos: o colosso China Zorrilla — ou Hull 096, para os íntimos — , que, desde já, pode ser considerado o maior navio elétrico do planeta.
O gigantesco barco de 426 pés (130 metros de comprimento) está a serviço da Buquebus, operadora de balsas sul-americana. Logo mais, o Hull 096 estará navegando nas águas do Rio da Prata, para ligar Buenos Aires, na Argentina, a vários locais no Uruguai.
Foto: Instagram @incattas/ Reprodução
Não bastasse ser o maior navio elétrico, o China Zorrilla vem para quebrar mais recordes: ter o maior espaço para compras entre todas as balsas do mundo, com 2,3 mil metros quadrados — o equivalente a um pouco mais de cinco quadras poliesportivas.
Foto: Incat/ Divulgação
Mesmo acostumada a lançar barcos gigantes há mais de 40 anos, a Incat nunca havia aspirado algo tão grande assim, aponta Robert Clifford, o presidente da companhia. O porta-voz não esconde o orgulho do lançamento, que está sendo construído no estaleiro da empresa, na Tasmânia.
O Hull 096 é o projeto mais ambicioso, complexo e importante que já entregamos. Este navio muda o jogo– declarou Robert Clifford
Quando entrar em serviço em águas uruguaia-argentinas, o Hull 096 operará inteiramente com energia 100% elétrica, além de transportar até 2.100 passageiros e 225 veículos pelo Rio da Prata.
O Hull 096 prova que soluções de transporte em larga escala e com baixas emissões não só são possíveis, como já estão prontas– disse Stephen Casey, CEO da Incat
Energia para dar e vender
Nos planos iniciais do estaleiro, o navio deveria ser movido a gás natural liquefeito (também conhecido em sigla como GNL). Entretanto, uma mudança de rumo durante sua construção o fez partir para as baterias elétricas — 250 toneladas delas, para ser mais exato.
Foto: Instagram @incattas/ Reprodução
Ao todo, as baterias do maior navio elétrico do mundo podem armazenar um total de 40 megawatts de energia. Para ter uma noção, tal quantidade equivale a 487 carros elétricos da Tesla, além de ser “quatro vezes maior do que qualquer instalação marítima anterior no mundo”, segundo comunicado da fabricante.
Por sua vez, a energia das baterias alimentará um esquadrão de oitos jatos d’água, o que se imagina ser o bastante para impulsionar o barco a 46 km/h. A distância máxima que o Hull 096 pode percorrer com uma única carga é de 185 km (115 milhas) — mais do que o suficiente para o serviço.
Foto: Incat/ Divulgação
Porém, o barco ainda tem detalhes pendentes: o interior ainda não está pronto, tem tarefa a ser feita na instalação da bateria e na integração do sistema de energia. Quando essas etapas estiverem finalizadas, restarão os ajustes finais e os testes no Rio Derwent, na Tasmânia.
Ainda não se sabe quando o China Zorrilla estará 100% apto, mas uma coisa é certa: o CEO está muito empolgado com o projeto.
Não estamos apenas construindo um navio — estamos construindo o futuro
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
O Brasil possui uma das maiores extensões costeiras do mundo, com rios navegáveis que atravessam o território e um clima favorável praticamente o ano inteiro. As condições para o desenvolvimento náutico naturais estão postas — e o mercado está crescendo.
O desenvolvimento dessa cadeia, incluindo o turismo náutico, é inevitável. A questão é: ele será conduzido com protagonismo brasileiro ou dominado por grandes grupos internacionais?
São Paulo Expo durante o São Paulo Boat Show 2024. Foto: Revista Náutica
Hoje, vemos o avanço de parcerias público-privadas e concessões que entregam ativos estratégicos da navegação à lógica de mercado de grandes conglomerados estrangeiros. A travessia litorânea de São Paulo é apenas um exemplo de como a náutica pode ser fisgada sem que o Brasil, de fato, se desenvolva com isso.
Marinas, estaleiros, rotas de lazer e de transporte seguem crescendo — mas com pouca ou nenhuma articulação com os saberes e os interesses locais.
Marina Itajaí Boat Show, em 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Ao mesmo tempo, comunidades costeiras, ribeirinhas e pequenos empreendedores brasileiros seguem à margem. Falta acesso a financiamento, formação técnica, regulamentação adequada e inclusão produtiva.
A população brasileira está, muitas vezes, impedida de participar desse mercado não por falta de vocação ou de talento, mas por ausência de política pública — e por uma espécie de “apagão estratégico”, que parece proposital.
Essa exclusão econômica e simbólica não é nova. Ela atende a uma lógica que interessa a poucos: manter o povo distante dos recursos que possui, limitando sua capacidade de geração de riqueza e inovação. É o que chamo de “emburrecimento econômico” como ferramenta de dominação ideológica.
Afinal, quanto menos o cidadão conhece o valor do seu território, mais fácil é entregar esse valor a terceiros.
Praia de Castelhanos, em Ilhabela. Foto: Paulo Stefani | Sectur Ilhabela
Mas essa história pode (e deve) ser diferente. O Brasil precisa de um plano nacional de desenvolvimento náutico que inclua o turismo, a construção naval, os esportes aquáticos, o transporte, a educação náutica e a infraestrutura costeira e fluvial. Um plano que gere emprego, movimente economias locais e fortaleça nossa soberania no mar e nos rios.
O mar está chamando. E não podemos deixar que apenas vozes estrangeiras respondam.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
A edição 394 da Revista NÁUTICA promete levar seus leitores a uma imersão náutica repleta de histórias impressionantes. O conteúdo chega recheado, com direito a quatro testes detalhados de lanchas, a história de um veleiro “de grife”, detalhes do trabalho do fotógrafo “amigo das baleias” e muito mais.
Já disponível nas bancas e no aplicativo de NÁUTICA, a edição 394 está imperdível. Para baixar gratuitamente o app, basta acessar a App Store (iOS) ou o Google Play (Android). Lembrando: por lá, assinantestêm acesso antecipado às matérias e as edições podem ser adquiridas de forma avulsa.
Veja os destaques da edição 394 de NÁUTICA
Beto e Thaís fora de série
Estrelas da série “A Europa como você nunca viu”, do canal de NÁUTICA no YouTube, o casal desliza pelos canais holandeses com a mesma desenvoltura de quem passeia pela Baía de Guanabara, a bordo de um barco centenário. Junto, vão o pequeno Domenico e o cachorro Google.
Preciosidade marítima, o quase centenário Creole, com casco de madeira, estava a ponto de virar sucata quando foi comprado e restaurado pelo herdeiro do império da moda Gucci, há 40 anos. E continua navegando, bonito como antigamente
Foto: Revista Náutica
Brasileiro de coração
Na E1 Series — a competição de barcos elétricos –, em meio a uma constelação de estrelas do esporte e das artes (Tom Brady, Rafael Nadal e Will Smith estão entre eles), o boliviano Marcelo Claure rouba a cena como dono da equipe Team Brazil.
Foto: Revista Náutica
Desbravando o Lago de Itaipu: um guia para navegar e explorar
Um manualpara orientar os proprietários de barcos a explorar todo o potencial do reservatório da usina hidrelétrica — e na medida para levar a bordo. O guia navega por todas as cidades lindeiras — as que estão às margens do Lago de Itaipu –, indicando o que fazer em cada um dos 16 destinos, que englobam municípios do Paraná e Mato Grosso do Sul.
Foto: Revista Náutica
Piloto por um dia
O passeio Guiado é uma emocionante e divertida opção para quem deseja comandar uma moto aquática sem ainda ter habilitação de motonauta. A reportagem de NÁUTICA se jogou na nova modalidade para conseguir a autorização temporária para pilotar um jet — válida por 30 dias — e acelerou sobre as águas da Represa Billings, em São Paulo.
Foto: Revista Náutica
Adeus, cracas
Respeitado pela inovação, o JRG Group oferece uma linha de produtos exclusiva para impedir a aderência desses bichinhos infernais tanto no fundo do casco como nas superfícies móveis de metais, como hélice, eixo e leme.
Foto: Revista Náutica
Alma de navegante
Theodora Prado era executiva do mercado financeiro, em São Paulo, e dedicava quase todo seu tempo ao trabalho, quando decidiu mudar o rumo da vida. Em apenas quatro anos, começando do zero, está prestes a completar sua terceira travessia do Atlântico!
Foto: Revista Náutica
O amigo das baleias
Há oito anos o fotógrafo Rafael MesquitaFerreira dedica sua vida a captar o balé de baleias, arraias e outros animais marinhos. Celebrado como “o fotógrafo das baleias”, por suas belas imagens dos cetáceos, ele prefere outra referência: a de “cientista cidadão”.
Foto: Revista Náutica
Na Bahia, até o rali é uma festa
Com roteiro caprichado, emoldurado por alguns dos cartões-postais mais festejados da costa baiana, o Rally dos Mares reúne, todo ano, 100 pilotos de jet. Na edição deste ano, se a disputa foi boa, a comemoração foi melhor ainda.
Foto: Revista Náutica
O protetor: uma nova esperança para a Guarapiranga
Dia 22 de março, Dia Mundial da Água, faz aniversário de 6 anos uma entidade civil, sem fins lucrativos, criada para promover e preservar o manancial que, mesmo tão maltratado, continua a abastecer quase a metade da cidade de São Paulo.
Foto: Revista Náutica
Conheça a missão da ANGua e descubra quem está por trás desse projeto que combina preservação ambiental, cultura, educação e esporte, mantendo viva a esperança de uma Guarapiranga revitalizada e acessível a todos.
Testes Náutica na edição 394
Schaefer V33 Sport Fish: Pesca com classe
No disputado segmento das lanchas de console central, a Schaefer V33 Sport Fish oferece recursos de sobra para encarar pescarias em jornadas até 20 milhas distantes da costa. E ainda tem ótimo desempenho.
Foto: Revista Náutica
Azimut Fly 56: Sotaque italiano
Equipada com motorização IPS 950 e com design irretocável, a nova Azimut 56 Fly tem três camarotes. Na suíte de meia-nau, que normalmente desafia os projetistas a entregar altura, o pé-direito chega a 1,94 metro! E ainda há um closet de bônus.
Foto: Revista Náutica
Focker 300 Gran Turismo: Uma lancha para a família
A Focker 300 GTS tem belo design, acabamento de primeira, cabine para até seis pessoas e ótimo aproveitamento de espaço no cockpit. Sem contar aquele nível de construção, típico da Fibrafort.
Foto: Revista Náutica
Ross SLR 260 Fusion: Pequena grande lancha
A Ross 260 Fusion tem um bom espaço no cockpit, é bem-feita e vem equipada com banheiro, mesmo tendo a proa aberta. Mas seu maior trunfo é a navegação: rápida, firme e segura.
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
Uma boa notícia: a população global de tartarugas marinhas vem aumentando. É o que aponta uma pesquisa da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN na sigla em inglês), que levou em conta dados de 150 instituições voltadas à proteção desses animais em 50 países diferentes — duas delas, inclusive, são brasileiras.
O Projeto Tamar da Bahia e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia foram as organizações do Brasil que cederam dados ao estudo. O levantamento analisou 48 grupos de tartarugas, de seis espécies, e comparou as informações com registros feitos em 2011. Hoje, 40% dos grupos observados são tidos como pouco ameaçados, enquanto 14 anos atrás esse número não passava de 23%.
Esse trabalho demonstra o profundo impacto dos esforços locais de conservação ao redor do mundo– apontou Bryan Wallace, principal autor do estudo, à IUCN
O alerta continua ligado para as tartarugas marinhas
Embora o estudo traga uma notícia empolgante, ele também chama atenção ao trabalho de conservação, que não pode parar. Isso porque a captura acidental em redes de pesca ainda é a principal ameaça às tartarugas marinhas.
Foto: borsattomarcos / Envato
Há ainda outros perigos a esses animais, como o desenvolvimento de áreas costeiras, a poluição dos oceanos (especialmente por plástico), as mudanças climáticas e a captura direta de tartarugas e seus ovos.
Publicado pelo periódico Endangered Species Research e divulgado na newsletter da revista Nature, a pesquisa aponta que as populações de tartarugas marinhas que vivem no Oceano Atlântico correm menos risco do que as que vivem no Pacífico — enquanto a tartaruga-de-couro (ou tartaruga-gigante), presente no Brasil, tem alta vulnerabilidade.
Bombeiros libertam uma targaruga-de-couro de 1,65 m na praia da Barra da Tijuca, em 2006. Foto: Andréa Farias / Wikimedia Commons
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
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Embora comumente associadas a leve ondinhas no mar, as marolas podem ser muito mais do que isso — e causar estragos sem precedentes, principalmente, em áreas de fundeio. Não à toa, nasceu o movimento “Marolas Não”, que visa colher assinaturas de pessoas afetadas pela falta de prudência no mar, em busca de respeito e segurança.
Formado por velejadores, moradores a bordo, circunavegadores e amantes do mar, o projeto chama atenção das autoridades e da comunidade náutica para um problema que há muito assola esse grupo de pessoas: os efeitos da imprudência nas águas — especialmente as que geram as famosas marolas.
Marolas e suas consequências
Geradas principalmente pelo movimento de embarcações, as marolas se formam quando o casco do barco desloca a água, criando ondas que se propagam lateralmente e para trás. Quanto maior e mais rápida a embarcação, mais intensas são as marolas produzidas.
Foto: seleznev_photos / Envato
Mesmo que em velocidade de cruzeiro, uma embarcação que passa muito próxima a uma ancoragem ou marina, onde há barcos fundeados, tende a causar estragos. O problema vai de pratos, copos e equipamentos se espatifando no chão a pessoas sofrendo acidentes, caindo de escadas, de camas e até de mastros — isso inclui, inclusive, crianças.
A sua marola entra como um cavalo desgovernado no salão– aponta o manifesto
Segundo a iniciativa, “não se trata de impedir ninguém de navegar. Mas de lembrar que o mar é de todos — e que todos merecem respeito”. Inclusive, a Marinha do Brasil, através da NORMAM-211, já proíbe comportamentos perigosos em áreas de fundeio. Entre eles:
Navegar em alta velocidade próximo a embarcações fundeadas;
Criar marolas que incomodem ou coloquem outras embarcações em risco;
Desrespeitar áreas sinalizadas ou limites estabelecidos pelas capitanias.
Apesar disso, o movimento aponta que a fiscalização é limitada. Assim, a ideia do “Marolas Não” é, também, exigir que a lei seja divulgada, cumprida e respeitada.
“Somos gente que acredita na vida sobre as águas. Que ama o vento, o silêncio, o movimento e a pausa. Que respeita o espaço alheio. Que entende que uma marola pode ser só uma ondinha para quem a gera — mas um tremor devastador para quem está parado, vivendo, cuidando ou apenas tentando manter o barco em ordem”, ressalta o projeto.
Reivindicação e comprometimento
Entre as reinvindicações do “Marolas Não”, estão:
Fiscalização efetiva da legislação náutica existente;
Sinalização nítida nas áreas de fundeio;
Educação náutica para condutores de embarcações motorizadas;
Respeito aos moradores a bordo e embarcações fundeadas;
Campanhas permanentes de conscientização sobre marolas.
O movimento também se compromete a:
Registrar e denunciar abusos;
Compartilhar informações e dados sobre áreas críticas;
Promover o diálogo entre velejadores, lancheiros e autoridades;
Defender o direito de viver sobre as águas com segurança e dignidade.
Veja como participar
Atualmente, o movimento “Marolas Não” trabalha com três frentes: um manifesto, em que interessados podem deixar sua assinatura e optar por receber atualizações do projeto; uma enquete, criada para colher relatos de navegadores do Brasil e do mundo sobre os efeitos das marolas em ancoragens; e um canal de denúncias, para quem presenciou ou foi vítima de uma marola causada por embarcação imprudente.
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
Dois navios naufragados na Costa Rica foram identificados como navios negreiros dinamarqueses, desfazendo uma crença que durou séculos de que pertenceram a piratas. Batizados de Fridericus Quartus e Christianus Quintus, eles foram usados no tráfico de pessoas escravizadas durante o século 18.
A revelação foi feita pelo Museu Nacional da Dinamarca, após um estudo detalhado dos destroços, que trouxe à tona a verdadeira história dessas embarcações.
Arqueólogo marinho Andreas Kallmeyer Bloch, do Museu Nacional da Dinamarca, escava naufrágio na Costa Rica, onde tijolos estão visíveis. Foto: Ana María Arenas Moreno / Museu da Dinamarca / Reprodução
Vestígios confirmam a origem
O estudo aponta que a madeira usada em um dos navios tem origem na região entre o nordeste da Alemanha, Dinamarca e Escânia, e foi cortada entre 1690 e 1695. O material também apresentava sinais de queima, com fuligem e carbonização — evidência que confirma relatos históricos de que o Fridericus Quartus foi visto em chamas antes de afundar.
Arqueólogo marinho e professor pesquisador David Gregory, do Museu Nacional da Dinamarca, em tijolos empilhados no fundo do mar na Costa Rica. Foto: Jakob Olling / Museu da Dinamarca / ReproduçãoTijolos amarelos retirados dos destroços em vários estados de preservação. Foto: John Fhær Engedal Nissen / Museu Nacional da Dinamarca / Reprodução
Outros itens encontrados também reforçam a origem dinamarquesa: tijolos com características típicas da Dinamarca, especialmente de regiões como Iller Strand ou Egernsund — e possivelmente Blensburg —, além de cachimbos de barro comuns na Holanda, mas frequentemente usados em navios dinamarqueses à época.
Esses cachimbos, pelo estilo e formato, foram datados como anteriores ao naufrágio, ocorrido em 1710.
História revelada
Segundo o Museu Nacional da Dinamarca, o Fridericus Quartus e o Christianus Quintus naufragaram na costa da América Central em 1710. O primeiro foi avistado pegando fogo, enquanto o segundo teve a corda da âncora cortada e afundou em meio às ondas.
Arqueólogos escavaram navios naufragados na Costa Rica. Foto: John Fhær Engedal Nissen / Museu Nacional da Dinamarca / Reprodução
A escavação subaquática que permitiu essa descoberta aconteceu em 2023, mas os primeiros indícios da origem dinamarquesa surgiram em 2015, quando arqueólogos marinhos norte-americanos encontraram tijolos amarelos nos destroços — do mesmo padrão usado por embarcações da Dinamarca no século 18.
A pesquisa foi conduzida pelo Museu Nacional da Costa Rica com o Museu Nacional da Dinamarca, em parceria com o Museu do Navio Viking em Roskilde, a Universidade do Sul da Dinamarca, a Comissão Arqueológica da Costa Rica, o SINAC e o Centro Comunitário de Mergulho Embajadores y Embajadoras del Mar.
Dois naufrágios na Costa Rica são identificados como navios negreiros dinamarqueses. Foto: John Fhær Engedal Nissen / Museu Nacional da Dinamarca / Reprodução
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
Um cartão postal “profético”, escrito a bordo do Titanic, foi leiloado pela quantia milionária de 300 mil libras, aproximadamente R$ 2,2 milhões na conversão de maio de 2025. A casa de leilões responsável pela venda foi a Henry Aldridge and Son.
A mensagem foi escrita por Archibald Gracie, passageiro da primeira classe C51 e um dos sobreviventes do naufrágio. De acordo com a Henry Aldridge and Son, o cartão postal é datado de 10 de abril de 1912, em Southampton, mesmo dia em que o homem embarcou no navio.
Foto: Henry Aldridge & Son/Divulgação
Para seu tio-avô, que estava em Londres, Archibald Gracie comentou suas primeiras impressões sobre o Titanic — e deu uma leve alfinetada no navio, que viria a naufragar quatro dias depois.
É um belo navio, mas esperarei o fim da minha viagem antes de julgá-lo– escreveu Gracie no cartão-postal
Em seguida, ele relembra o navio Oceanic, com o qual havia cruzado o Oceano Atlântico no final do século 19, além de compará-lo com o Titanic.
Embora não tenha o estilo elaborado e o entretenimento variado deste grande navio, suas qualidades náuticas e a aparência de iate me fazem sentir falta dele– pontuou Gracie
Titanic partindo de Southampton em 10 de abril de 1912. Foto: Domínio Público
“Foi muita gentileza sua me dar esta gentil despedida, com os melhores votos de sucesso e felicidade, Archibald Gracie”, encerra a mensagem. Não à toa, a casa de leilão classifica a carta como “uma das melhores do gênero”.
Não foi escrito apenas por um dos mais importantes passageiros de primeira classe do Titanic, [mas] a carta em si contém o verso mais profético– Andrew Aldridge, leiloeiro do Henry Aldridge and Son
Bastidores do desastre
Na viagem, Gracie passou grande parte da viagem fazendo companhia a algumas mulheres desacompanhadas, como a escritora Helen Churchill Candee, de 52 anos, e as irmãs Lamson: Charlotte Appleton, Malvina Cornell e Caroline Brown. Todas também sobreviveram ao naufrágio.
Titanic atracado no porto de Southampton, na Inglaterra, em 9 de abril de 1912. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Domínio Público
No dia em que o Titanic se chocou contra o iceberg, Gracie percebeu que os motores não estavam mais se movendo e ficaram ligeiramente inclinados. Com isso, Archibald ajudou várias pessoas a embarcar em segurança nos botes salva-vidas e também buscou cobertores para as mulheres nos botes.
Junto ao amigo J. Clinch Smith, Gracie auxiliou o Segundo Oficial Charles Lightoller a carregar botes com mulheres e crianças. Porém, Archibald foi arrastado para a água quando o convés superior submergiu repentinamente, se salvando ao embarcar num bote virado.
Por lá, passou a noite à deriva, antes de ser resgatado pelo RMS Carpathia, o primeiro navio a responder ao pedido de socorro do Titanic. Já Smith desapareceu e seu corpo nunca foi encontrado.
A vida depois da tragédia
Assim que retornou a Nova York, Gracie começou a trabalhar em seu livro extremamente rico em detalhes sobre o naufrágio do Titanic. Porém, nunca se recuperou do desastre: diabético, sua saúde foi severamente afetada pela hipotermia e lesões sofridas.
Archibald Gracie. Foto: Domínio Público
Oito meses após o naufrágio, em 4 de dezembro de 1912, Archibald Gracie morreu por complicações da diabetes, antes que pudesse terminar as correções de seu livro, que viria a ser publicado em 1913 sob o título original The Truth about the Titanic (“A verdade sobre o Titanic”, em inglês).
Figura conhecida em Washington e Nova York, nos Estados Unidos, Archibald foi descendente do homem que construiu a Mansão Gracie, que foi residência oficial do prefeito de NY na virada do século 19.
113 anos depois, seu cartão postal escrito a bordo do navio foi leiloado junto a outros itens relacionados à tragédia, como uma medalha de bronze nunca vendida, concedida a um marinheiro a bordo do Carpathia e arrematada por aproximadamente R$ 150 mil; e o violino utilizado no filme Titanic, vendido por cerca de R$ 412 mil.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
O calendário de salões náuticos do Brasil foi aberto em grande estilo com o Rio Boat Show 2025. Durante nove dias — de 26 de abril a 4 de maio — , 30 mil visitantes passaram pela Marina da Glória, palco do evento, para conferir de perto as principais novidades do setor entre barcos, equipamentos, acessórios, serviços e experiências imersivas.
Começar o calendário náutico pelo Rio de Janeiro, em um cenário tão emblemático como a Marina da Glória é sempre especial e nos impulsiona para os demais eventos do ano– destacou Thalita Vicentini, diretora da Boat Show Eventos
Mais de 300 embarcações foram vendidas, um dos maiores volumes já registrados na história do evento, que acontece desde 1998 — não à toa. O salão reuniu tanto nas águas da Baía de Guanabara quanto na área seca do evento mais de 100 modelos, sendo 15 deles lançamentos, que atenderam a diferentes perfis de consumidores.
Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
O Rio Boat Show foi um sucesso, tanto em volume de negócios quanto em público– reforçou a diretora
Nessa que foi a 26ª edição do Rio Boat Show, os visitantes ainda foram convidados a participar de uma verdadeira imersão náutica.
Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
Entre as experiências estavam batismo de mergulho em um tanque de 5 metros, passeio em um veleiro, a oportunidade de uma primeira velejada, painel de palestras com especialistas no NÁUTICA Talks e o famoso Desfile de Barcos, que neste ano contou também com apresentações de flyboard.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A cada edição, reforçamos nosso compromisso de mostrar que a náutica pode, e deve, ser para todos– ressaltou Vicentini
Entre os estaleiros que comemoraram os resultados no Rio Boat Show 2025, a Schaefer Yachts destacou que superou “os resultados do ano passado” e alcançou “uma meta ambiciosa desde o início”.
A NX Boats também celebrou o desempenho, afirmando ter tido “excelentes resultados nesta edição, com o dobro de vendas em relação ao evento do ano passado”. Já a Quadricenter chamou atenção pelas vendas logo no início do salão: “somente no primeiro dia de evento tivemos 10 vendas”.
Para a Triton Yachts, a participação no evento “foi estratégica para fortalecer ainda mais a presença na região”. E, segundo a Solara Yachts, “o Rio Boat Show 2025 foi realmente especial, superando as expectativas”.
Confira o calendário dos próximos Boat Shows
Marina Itajaí Boat Show: de 3 a 6 de julho;
Brasília Boat Show: de 13 a 17 de agosto;
São Paulo Boat Show: de 18 a 23 de setembro;
Salvador Boat Show: de 30 de outubro a 2 de novembro;
Foz Internacional Boat Show: de 27 a 30 de novembro.
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
Quem vê o sucesso da Ross Mariner pode não imaginar que o estaleiro natural Arujá, em São Paulo, tem apenas três anos. Já são nove modelos de barcos diferentes, dos 17 aos 26 pés, sendo que cerca de 450 deles estão na água — desempenho que resultou em uma recente nova fábrica em Nazaré Paulista, São Paulo, e uma filial saindo do forno em Palhoça, Santa Catarina.
Em entrevista no estúdio NÁUTICA durante o Rio Boat Show 2025, Marcio Ishikawa, fundador da Ross Mariner, revelou com exclusividade a Pedro Dias (o Pedrinho) que o novo espaço será inaugurado a partir de julho.
Encontrei lá uma mão de obra muito qualificada, superior a qualquer outro estado do Brasil. Eu não poderia deixar passar a oportunidade de me instalar ali– detalhou Ishikawa
O fundador do estaleiro ainda explicou que a fábrica em solo catarinense ficará responsável pela produção da nova SR220 Icon, lancha de 22 pés do estaleiro lançada durante o salão náutico do Rio.
Novidades a caminho
Nove modelos em três anos parece ser um número que logo ficará para trás. Isso porque, ainda durante a entrevista, Marcio Ishikawa revelou mais uma novidade: um novo barco. No estilo center console, a lanchaque terá de 23 a 27 pés chegará “bem esportiva”, com requintes de “algo que o mercadode center console ainda não viu”, como definiu Ishikawa.
A embarcação, desenhada por Marcos Zenas, será lançada durante o Marina Itajaí Boat Show, marcado para acontecer de 3 a 6 de julho. O modelo se somará a outros dois lançados ainda em 2025: a SR170 Viper e a já mencionada SR220 Icon.
A contagem, porém, não para por aí: “teremos mais três lançamentos para esse ano na linha center console”, revelou Ishikawa, sem dar mais detalhes dos novos barcos.
Receita do sucesso?
Sem revendedores e tampouco representantes, o fundador da Ross Mariner aponta que um dos pontos fortes do estaleiro é o contato direto com os clientes, que se sentem acolhidos pelas fábricas. “A gente atende muito ao consumidor final”, ressaltou.
Nova fábrica do estaleiro, em Nazaré Paulista (SP), foi inaugurada em abril. Foto: Ross Mariner / Divulgação
Essa proximidade com os compradores faz com que a opinião dos clientes, ponto crucial para o estaleiro, esteja sempre sendo ouvida — e, principalmente, levada em conta. “A opinião deles é muito importante”, pontua Ishikawa.
Fazer um barco é fácil, quero ver fazer um barco bom com economia, que agrade o gosto e o bolso do cliente– cravou o fundador da Ross
Foi esse sucesso de barcos de qualidade com bom custo-benefício que levou a Ross a se expandir em larga escala, como destacou Marcio. Ele explica que o cliente que compra o produto da marca “tem prazer de dirigir o barco e mostra para o amigo, que pergunta onde ele comprou”.
Reinvesti em uma fábrica para mais unidades, senão não conseguimos entregar os barcos e vender– detalhou
Marcio conta que a Ross está aprendendo com próprio crescimento e com os grandes estaleiros que já existem. Disse, ainda, que o mercado náutico abre uma grande porta à empresa, porque é carente de novos produtos, que o estaleiro dele promete entregar. “A gente veio bem nesse meio, para fazer barco bom”, explicou.
Nove produtos hoje, de 17 a 26 pés. Eu tô muito feliz, não tem como não estar. Esse trabalho é reconhecido pelos clientes– afirmou Marcio Ishikawa
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
No segundo episódio de “Endurance 64: o veleiro polar”, você viu a tripulação finalmente zarpar do Porto de Santos, no Brasil, rumo ao continente mais inóspito e gélido do planeta, a Antártica. No terceiro capítulo dessa história, que estreia nesta quinta-feira (8), às 20h, no Canal NÁUTICA, o grupo viverá na prática imprevistos no mar.
A tripulação do veleiro vê sua primeira “pernada” até a Antártica chegar carregada de desafios. As águas, ainda com ares de casa, são traiçoeiras e imprevisíveis. Enquanto cada membro do grupo descobre sua função e formas de contribuir, os primeiros sinais do que é estar em alto-mar começam a aparecer.
De reviravoltas meteorológicas, encontros inesperados com a vida marinha e as aventuras de cozinhar a bordo, a tripulação se depara com um problema dos grandes, vindo diretamente do motor, que liga o alerta máximo do grupo.
Foto: Canal NÁUTICA / Reprodução
O problema ainda leva a tripulação a se atentar a outros pontos que podem melhorar no veleiro. Nessa hora, a calma, a experiência e o trabalho em grupo são os ingredientes principais para lidar com a situação.
Foto: Canal NÁUTICA / Reprodução
Na série “Endurance 64: o veleiro polar”, você pode acompanhar toda a rotina da tripulação a bordo, evidenciando como os membros da equipe se adaptam à vida no mar e colaboram entre si para enfrentar a temida Passagem de Drake, conhecida por suas condições marítimas extremas — que, inclusive, tem potencial para ser um dos maiores desafios da expedição.
As máquinas por trás da aventura à Antártica
Com 64 pés de comprimento e casco de alumínio, o veleiro Endurance 64 abrigou por três meses os navegadores desta expedição à Antártica.
Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal
Projetado por Thierry Stump, um belga que adotou o Brasil como lar, e totalmente reformado no ano de 2021, o barco homenageia, com seu nome, a lendária embarcação Endurance, de Sir Ernest Shackleton — o mais famoso navegador apaixonado pela Antártica.
Para garantir o sucesso da expedição polar que deu origem à nova série de Náutica, o Endurance 64 recebeu o motor 4LHA-STP da Yanmar.
Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal
Segundo a marca japonesa, o equipamento pode ser utilizado como reversor ou rabeta e ainda serve a alguns barcos de lazer — como lanchas de 36 pés com montagem de parelha.
A parceria da tecnologia da Yanmar somada às expertises dos tripulantes permitiram que a viagem ao continente mais gelado do planeta fosse um sucesso.
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
Figurinha carimbada em todo ano, as baleias-jubartes cumpriram seu “rito” e deram o ar da graça em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo, pela primeira vez em 2025. Na ocasião, três pescadores na região do Bonete flagraram duas baleias — que, segundo os relatos, estavam bem animadas.
Embora avistadas todo ano no litoral paulista, as baleias-jubarte costumam ter suas primeiras aparições em abril e se intensificam em maio, quando se dá início à temporada de baleias. Assista ao vídeo do “flagra” em Ilhabela!
É sempre incrível, ainda mais por ser a primeira vez de 2025. Elas estavam exibidas, pulando bastante– Erik Tavares, um dos pescadores, ao g1
Segundo Erik, as baleias-jubarte “flagradas” em Ilhabela estavam a 4km da praia. Ele ainda conta que, quando retornou para a areia, os animais continuaram na mesma região: “Tinha muito alimento ali”, deduziu o pescador.
De acordo com Rafaela Souza, bióloga e coordenadora do Instituto Baleia Jubarte, o comportamento narrado pelo pescador é comum nessa espécie. Ela também afirma que os animais estavam saudáveis e, por não serem tão grandes, é um indicativo de que ainda são jovens.
As jubartes são muito acrobáticas. Elas saltam, batem cauda e batem nadadeiras peitorais– disse a bióloga
A profissional complementa que as acrobacias são um comportamento comum e natural desse animal, “seja por comunicação, para se exercitar ou até para remover parasitasdo corpo”.
Sempre bem-vindas!
É sempre bom tratar bem quem vem de longe — principalmente quem atravessou o mundo. Nesse caso, o grupo de baleias-jubarte que passa pelo Litoral Norte de SP saiu da região Antártica, onde se alimenta durante o período do nosso verão, ou seja, do final de dezembro a meados de março.
Foto: Image-Source/ Envato
Feito isso, elas vão em direção ao litoral da Bahia, a fim de se reproduzirem em águas mais quentes. Sendo assim, Ilhabela está no meio do caminho desses animais, que percorrem cerca de 4 mil quilômetros das águas frias da Antártida até o Nordeste brasileiro.
Inclusive, a passagem desses “turistas” pelo Litoral Norte de SP é um evento à parte. Com junho e julho sendo os meses de pico da passagem das baleias — quando há o maior número de animais na região —, Ilhabela se prepara para o turismo, que é intensificado durante essa época.
Foto: Image-Source/ Envato
O turismo de observação de cetáceos tem crescido no Brasil e Ilhabela desponta como um dos principais destinos dessa modalidade– publica a Prefeitura, em nota
A Administração de Ilhabela ainda destaca que o “arquipélago se destaca pelas ações de conservação ambiental e práticas sustentáveis nesse turismo”.
Inclusive, no dia 29 de maio, o instituto Baleia Jubarte e a Prefeitura de Ilhabela vão promover uma oficina, no paço municipal, para divulgar orientações em relação ao turismo de baleias.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
A cidade de Marabá, no Pará, recebe, até sábado (10), uma atração inédita: o barco-obra de arte da Bienal das Amazônias Sobre as Águas. A embarcação está atracada na orla da cidade, próxima à Casa Bandeira, com visitação gratuita.
Projetado pelo artista boliviano Freddy Mamani, o barco é uma verdadeira obra de arte, com traços inspirados na ancestralidade amazônica. Animais, flores, céu estrelado e cores vibrantes compõem um cenário imersivo que remete à cultura paraense.
De acordo com a organização da Bienal, a reforma que transformou o barco em obra de arte durou cinco meses e envolveu mais de 120 pessoas — arquitetos, engenheiros navais, cenógrafos, produtores, técnicos e pintores, entre outros profissionais. Veja o antes e depois deste trabalho no vídeo abaixo.
A embarcação foi desenvolvida para ser tão acolhedora quanto acessível. Com capacidade para 200 pessoas, o espaço conta com rampas, salas e banheiros adaptados para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. As visitações acontecem diariamente, das 10h às 12h e das 14h às 19h.
Programações variadas a bordo do barco-arte
A programação inclui visitas guiadas de 30 minutos, conduzidas por educadores que narram a história do barco e seu conceito artístico. Não é necessário agendamento prévio.
Na quinta (8) e sexta-feira (9), acontece a oficina de colagem Recortar e colar com as águas. A ideia é criar peças baseadas nas sensações despertadas pelo barco-arte. A atividade será realizada das 16h às 18h, sem necessidade de inscrição.
No sábado (10), às 10h, o chef Juan Ben-Hur comanda a oficina Cozinha Criativa, que valoriza os sabores da Amazônia. A participação é gratuita, mediante inscrição pelo site da Bienal.
Aviso a grupos grandes
Professores e responsáveis por grupos escolares, universitários ou de ONGs devem agendar previamente a visita ao barco. Os links estão disponíveis nos canais oficiais da Bienal das Amazônias.
Barco-arte da Bienal das Amazônias tem área com redes de descanso. Foto: Evangelista Rocha / Reprodução
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
A NX Boats, apesar de jovem no mercado náutico, vem consolidando sua marca no Brasil e nos Estados Unidos. Com um portfólio de embarcações que vai dos 26 aos 50 pés, o estaleiro se prepara para um novo e ousado passo. Em 2026, no São Paulo Boat Show, será lançada a NX 62 by Pininfarina — uma lancha que promete marcar uma nova fase para a empresa.
Em entrevista a Marcio Dottori no Estúdio NÁUTICA, durante o Rio Boat Show 2025, o presidente do estaleiro, Jonas Moura, revelou em primeira mão à NÁUTICA que um novo parque industrial está sendo construído exclusivamente para a produção do novo modelo, que será 12 pés maior do que a atual maior embarcação da marca, a NX 50 Invictus.
Com design assinado pela renomada casa italiana Pininfarina, famosa por sua atuação no setor automotivo de luxo, Jonas garante que o novo modelo vai surpreender.
Vai balançar o mercado. Ele vai trazer elementos que hoje só existem em embarcações acima de 80 pés– afirma Jonas Moura
Ainda não foram revelados detalhes técnicos do projeto, mas o lançamento está confirmado para o São Paulo Boat Show 2026, marcado para acontecer de 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo. Já no salão paulista deste ano, a novidade será a NX 44 design by Pininfarina na versão Sport Fly .
Projeção artística da nova NX44 design by Pininfarina versão Sport Fly. Foto: NX Boats / Divulgação
Estudo e inovação navegam lado a lado
Durante o bate-papo, Jonas também falou sobre o investimento constante em estudos de mercado, que somados às sugestões dos clientes, resultam nas variações oferecidas pela marca — como a possibilidade de motorização tanto de centro quanto de popa em todos os modelos.
Quando a gente faz um barco, queremos um produto global. Por isso, precisamos de versatilidade para estar presentes em todas as regiões– explica Jonas
Essa versatilidade também se reflete na variedade da linha. Apesar do lançamento da lancha de 62 pés, os modelos de entrada da NX, a partir de 26 pés, continuarão em produção. Jonas destaca que muitos clientes começaram com embarcações menores e hoje navegam em lanchas de 50 pés — por isso garante:
A gente não abre mão de ter embarcação de entrada– Jonas Moura, da NX Boats
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
Imagine embarcar em um iate de luxo para viver uma verdadeira experiência gastronômica em alto-mar. Embora ambicioso, o REI, novo projeto do Viken Group, promete entregar tudo isso — e mais — em uma embarcação que também preza pela sustentabilidade.
O REI foi desenvolvido para o mercado de iates de cruzeiro premium e é resultado de uma parceria entre a empresa e o estúdio de design Tillberg Design of Sweden, com apoio dos escritórios de arquitetura Hot Lab e Thalia Marine.
Iate de luxo promete experiência gastronômica e alto nível. Foto: Viken Group / Reprodução
Além do luxo e dos altos padrões prometidos para o superiate, um dos grandes diferenciais do projeto é o foco na experiência gastronômica. Os cardápios serão sazonais e adaptados de acordo com o destino da embarcação, com a proposta de criar diferentes conexões entre ingredientes, sabores e locais.
Definida pela Viken como uma experiência exploratória, a proposta gastronômica tem como lema “do mar, à terra, ao céu”. Para ampliar as possibilidades de vivência a bordo, o projeto prevê 10 conveses, além de piscinas, spas e clubes.
Restaurante em alto mar também tem piscinas e SPAs no projeto. Foto: Viken Group / Reprodução
Luxuoso e sustentável
A embarcação terá 196 metros de comprimento e uma boca generosa, de 28 metros, com capacidade para acomodar confortavelmente 112 passageiros e uma tripulação de 125 pessoas. O atendimento a bordo promete ser de alto nível, com atenção aos detalhes e discrição para não invadir o espaço dos hóspedes.
Barco de apoio do super iate será movido a energia sustentável. Foto: Viken Group / Reprodução
Apesar de ainda não ter sua propulsão principal definida, o REI será equipado com tecnologias sustentáveis, incluindo fontes solares, eólicas e hidrogênio. A embarcação também contará com um barco de apoio movido a energia elétrica ou solar, reforçando o compromisso ambiental do projeto.
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
Um antigo mercado de peixes em Barcelona escondeu, por séculos, um grande barco medieval. Na Espanha, uma equipe de arqueólogos encontrou, durante escavações para um novo centro de biomedicina e biodiversidade, um navio afundado há cerca de 500 ou 600 anos.
A parte recuperada da embarcação tem 10 metros de comprimento e três metros de altura, com mais de 30 estruturas de madeira e ferro — bem ao estilo medieval. Esse tipo de construção já foi encontrado no Mediterrâneo e em toda a Europa a partir do século 15, de acordo com os arqueólogos.
Foto: Cidade de Barcelona/ Divulgação
Para os cientistas, o barco medieval pode ter naufragado durante uma tempestade entre os séculos 15 e 16, quando Barcelona estava debaixo d’água. Não à toa, a madeira do navio está extremamente sensível, após séculos sob os sedimentos e imersa.
Batizado de Ciutadella I, o nome do barco encontrado faz referência ao Parque Ciutadella, próximo ao local da descoberta, onde o navio foi encontrado a cinco metros de profundidade. O local também já revelou outras relíquias, como um abrigo antiaéreo da Guerra Civil Espanhola e vestígios do mercado do século 18.
Sabíamos que poderíamos encontrar algo assim, já que o local fica próximo ao antigo porto e cais da cidade– explicou Santi Palacios, arqueólogo-chefe do projeto, ao The Guardian
Um lugar promissor
Depois de tanto tempo esquecida em Barcelona, a madeira imersa merece uma atenção especial para evitar que se desintegre. De início, o barco medieval foi parcialmente coberto com o solo original, mantendo-os úmidos e cobertos enquanto os cientistas realizam o mapeamento de cada peça.
Foto: Cidade de Barcelona/ Divulgação
Segundo os pesquisadores, os próximos passos são: etiquetagem das peças, coleta de amostras e preparar a estrutura para ser transportada em recipientes cheios de água. Em seguida, será realizada um processo de dessalinização e impregnação da madeira com cera hidrossolúvel — substância que penetra e fortalece a estrutura interna a longo prazo.
Quando transportarmos os restos, teremos que desmontá-los cuidadosamente para análise-disse Delia Eguiluz, restauradora da equipe
Inclusive, a análise da madeira e da resina do barco medieval pode indicar sua origem geográfica. Em 2008, na mesma cidade de Barcelona, foi encontrado o Barceloneta I, outro navio da Idade Média, mas de origem do norte da Espanha, em total contraste com o estilo mediterrâneo do Ciutaedella I.
Foto: Cidade de Barcelona/ Divulgação
Agora temos dois exemplos distintos de construção naval medieval em Barcelona, o que nos permitirá entender melhor a evolução dessas embarcações– ressaltou Santi Palacios
O novo barco medieval “constitui uma fonte única de conhecimento sobre as técnicas de navegação e construção naval utilizadas em Barcelona nos séculos 15 e 16”, segundo comunicado oficial. Além disso, o Ciutadella I pode ajudar a desvendar a história marítima que moldou uma das cidades mais importantes do Mediterrâneo.
Por fim, os arqueólogos estimam que ainda precisam escavar até 15% do sítio para descobrir outras partes do barco medieval ou encontrar novas evidências do naufrágio.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
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O Rio Boat Show 2025 abriu o calendário de salões náuticos no Brasil com uma série de novidades — e foi nesse cenário que a Mestra Boats anunciou, com exclusividade à NÁUTICA, seu próximo grande lançamento: uma nova lancha de 27 pés, que fará sua estreia oficial no São Paulo Boat Show, em setembro.
Em entrevista a Marcio Dottori no Estúdio Náutica, José Eduardo Cury (mais conhecido como Zé da Mestra) revelou que a nova Mestra 272 já está em fase de produção. O casco está pronto e o barco aguarda apenas os ajustes finais no convés para o lançamento, explica o presidente do estaleiro.
Zé adiantou alguns detalhes da nova lancha de 27 pés, que chega para preencher uma lacuna estratégica na linha da marca — entre a Mestra 240 (24 pés) e a Mestra 292 (29 pés).
A lancha terá proa aberta com design “lançado”, seguindo o estilo dos barcos maiores do estaleiro. Entre os diferenciais, o modelo contará com passagem lateral, cabine e banheiro fechado. Na popa, Zé promete “muita inovação”, mas faz suspense quanto aos detalhes, que serão revelados no lançamento.
Outro destaque da nova lancha de 27 pés da Mestra é o costado lateral envidraçado, que promete garantir mais visibilidade e elegância na navegação. Durante a conversa, o presidente destacou a presença da Mestra em todas as regiões do Brasil — de Norte a Sul — com uma base fiel de clientes fora do eixo Sudeste.
Inovação segue como marca registrada da Mestra
Durante a 26ª edição do Rio Boat Show, o estaleiro também apresentou uma inovação no teto estilo T-Top. Agora envidraçado e equipado com placas de energia solar, o modelo utiliza vidros refletivos que bloqueiam o calor, mas captam a luz do sol para gerar energia.
Mestra 322 HT. Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica
Zé explica que essa tecnologia reflete o calor do sol, mas absorve a energia solar. “Você pode estar sob um sol de 40 graus o dia inteiro e não vai sentir o calor dentro da lancha”, garante.
Outro diferencial que o estaleiro oferece aos clientes — como opcional — é o sistema de insubmergibilidade. Embora possa representar um custo adicional de até 18% sobre o valor da embarcação, o serviço torna o barco literalmente inafundável.
Zé da Mestra durante entrevista no Estúdio Náutica, no Rio Boat Show 2025. Foto: Revista Náutica
Para isso, o fundo da embarcação é preenchido com espuma de poliuretano, eliminando o espaço oco comum nos cascos tradicionais. Esse recurso está disponível para modelos entre 18 e 24 pés.
O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
A Solara Yachts aproveitou o Estúdio Náutica do Rio Boat Show 2025 — que abriu o calendário de salões náuticos do Brasil — para dar um spoiler do que o estaleiro apresentará ao longo do ano. Celso Antunes, dealer exclusivo da marca, revelou com exclusividade à NÁUTICA dois novos barcos: uma lanchade 44 pés e uma Boat House “futurista”.
No estúdio flutuante de NÁUTICA dentro do salão, Celso anunciou as novidades, que devem ficar prontas em setembro, em entrevista a Pedro Dias (o Pedrinho).
Segundo ele, em cerca de um mês, o público já poderá conferir mais detalhes da nova lanchade 44 pés da marca, que chega para suprir uma falta entre os barcos de 41 e 50 pés do estaleiro.
As vezes cliente quer mudar de produto e eu não tenho esse intermediário– explicou Celso
De acordo com o dealer, o barco, que já vem sendo fabricado, está “surpreendente”, com três camarotes, um bom custo-benefício e uma boca maior que a atual 41 pés da marca — de 3,50 metros. “É a mesma versão da 41 em uma proporção maior”, detalhou.
A gente sempre procura entregar o melhor com um custo-benefício legal para o cliente– destacou o representante
Outro lançamento que deve atrair olhares é a nova versão da Solara Boat House, a casa flutuante do estaleiro, que promete chegar ao mercado com uma “pegada futurista”.
Entre as características do novo modelo, Celso destaca os dois quartos, sala com lareira, cozinha, banheiro com vaso elétrico e a tecnologia embarcada. “É uma casa toda digital, automatizada, que você tem funções por aplicativo”.
Ela funciona como um cartão de hotel, você coloca e ela liga tudo. Dá para programar a temperatura por app. Uma casa muito legal– ressaltou
NÁUTICA já testou a primeira versão da Solara Boat House. Confira:
Tanto a nova 44 pés quanto a casa flutuante são prometidas pela Solara para o São Paulo Boat Show, considerado o maior salão náutico da América Latina, marcado para acontecer de 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo.
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Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
Uma tartaruga-verde cadastrada pelo Projeto Tamar em janeiro de 2001 apareceu para mostrar que estava tudo bem 24 anos depois. O animal, que havia sido registrado em Ubatuba, no litoral de São Paulo (SP), foi identificado pela equipe do Tamar de Fernando de Noronha, em Pernambuco (PE), nesta sexta-feira (2).
Segundo o Projeto Tamar, a tartaruga da espécie Chelonia mydas foi capturada acidentalmente por pescadores na Praia do Camburi, em janeiro de 2001, quando sua carapaça media 49 cm. O grupo acionou a equipe do Tamar, que realizou a devolução adequada do animal ao mar.
Identificação do animal foi feita por peça de aço inox instalada em nadadeira. Foto: Projeto Tamar / Reprodução
Como parte do protocolo, a tartaruga recebeu peças de aço inox nas nadadeiras anteriores, utilizadas para identificação. A surpresaveio mais de duas décadas depois, quando a mesma tartaruga foi encontrada colocando ovos em uma área de desova na Praia de Quixabinha, já com 103 cm de carapaça.
“Emocionante reencontro”, pontuou o instituto, que confirmou ter sido a primeira vez, em toda a história do projeto, que uma tartaruga cadastrada ainda jovem foi reencontrada já na fase adulta.
O projeto Tamar não sabe ao certo a idade exata do animal, mas estima-se que ela tenha ao menos 30 anos — idade média para que a espécie atinja a fase reprodutiva. A fundação ainda destacou a durabilidade das peças de aço inox usadas na marcação, que resistiram intactas durante mais de duas décadas no mar.
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A segunda edição do NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025 foi um verdadeiro sucesso de público. Promovida pela Revista Náutica, a iniciativa reuniu cerca de mil espectadores ao longo dos nove dias de evento, com um ciclo de palestras repleto de temas interessantes.
Com uma média de quatro palestras diárias, o Náutica Talks no Rio Boat Show 2025 levou diferentes assuntos para discussão no evento. Entre os 40 bate-papos, os visitantes do evento puderam conferir desde curiosidades de apaixonados pelo mar até histórias de superação, passando por assuntos técnicos, profissionais e dicas.
NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
A variedade de assuntos atraiu o público do salão náutico, gerando um grande fluxo de visitantes.
Um dos diferenciais desta edição do NÁUTICA Talks foi o Seminário “Inovação na transição energética”, que reuniu, em dois painéis, figuras renomadas do setor para falar sobre assuntos latentes.
Um dos seminários sobre Inovação na transição energética e barcos de hidrogênio no NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
O painel sobre mobilidade náutica sustentável, hidrogênio e o caminho para a descarbonização contou com nomes como Paulo Resende, Gabriel Lassery, Samy Moschovitch, Thiago Sugahara, Vitor Manuel Silva e Fábio Cavalcante, com mediação de Daniel Cantane. Já o seminário sobre transição energética, COP30, desafios e caminhos para um futuro sustentável teve a presença de Ernani Paciornik, Irineu Colombo, Jonhey Lucizani, Mauricio Maciel, Eduardo Colunna e Leonardo Flor, com mediação de Cila Schulman.
Ian Cosenza, Michele de Boullions e Lucas Chumbo no palco do NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
Outras dezenas de palestras integraram a programação do Náutica Talks nos nove dias de Boat Show no Rio, com grande apelo de público. Um dos exemplos foi o papo comandado por Ian Cosenza e Michele de Boullions — com direito a presença do atleta Lucas Chumbo na plateia e no palco — trazendo os bastidores dos resgates de jet durante as enchentes no Rio Grande do Sul.
Outras palestras que atraíram grande público no evento foram o bate-papo sobre presença feminina no universo náutico, comandada por Elisa Mirow, e o sobre o papel da Marinha na formação e segurança da navegação de esportes e recreio, apresentada pelo Capitão dos Portos do Rio de Janeiro, o Capitão de Mar e Guerra Luciano Calixto de Almeida Junior.
A estrutura para as palestras foi montada no pavilhão do evento, na área seca do Rio Boat Show 2025. Os visitantes do salão náutico tinham livre acesso à arquibancada montada no local, o que favoreceu a participação espontânea.
Público ocupou, em peso, a platéia do NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
Iniciativa da NÁUTICA dentro do Rio Boat Show, o ciclo de palestras reuniu mais de 40 nomes reconhecidos do setor náutico, que compartilharam suas experiências e conhecimentos durante o evento. Com isso, o NÁUTICA Talks consolidou-se como uma das grandes atrações do Rio Boat Show 2025.
Veja fotos do NÁUTICA Talks no Rio Boat Show:
NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista NáuticaFred Paim contando a história de veleiro centenário no NÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista NáuticaNÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista NáuticaNÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista NáuticaNÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista NáuticaNÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista NáuticaNÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista NáuticaNÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista NáuticaNÁUTICA Talks no Rio Boat Show 2025. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
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