Em Nova Orleans, no estado da Louisiana, todos os caminhos levam ao Super Bowl LIX! A grande decisão da NFL — maior liga de futebol americano do mundo — tem data e hora marcada, e os bilionários já estão garantindo um lugar privilegiado nas águas, com seus superiates atracados no Rio Mississippi.
Até agora, o segundo maior rio dos Estados Unidos conta com dois brinquedos gigantescos: o Whisper (ex-Kismet), de 400 pés (cerca de 122 metros), e o DreAMBoat, de 295 pés (89 metros). Ambos têm como proprietários donos de times da NFL.
Nice flex by Jags owner Shahid Khan, take the six-deck $360 million yacht to New Orleans for the Super Bowl pic.twitter.com/5xHNNuJe2O
Maior entre os superiates em NOLA (como a cidade de Nova Orleans também é chamada), o Whisper ganha em comprimento até mesmo do campo em que será disputado o Super Bowl LIX, o Caesar Superdome, que tem quase 110 metros — medida padrão da liga.
Atualmente, o barco pertence ao paquistanês-americano Shan Khan, dono do Jacksonville Jaguars, franquia da NFL.
Whisper. Foto: Lurssen/ Divulgação
Apenas para a manutenção anual, o barco Whisper tem custo de US$ 36 milhões (aproximadamente R$ 208 milhões, em conversão realizada em fevereiro de 2025). Sua aquisição, em 2024, custou US$ 360 milhões (cerca de R$ 2 bilhões). Mas para quem tem uma fortuna de US$ 13 bilhões (R$ 75 bilhões), é pechincha.
Whisper. Foto: Lurssen/ Divulgação
O Whisper é um daqueles superiates que esbanjam espaço, com nove cabines para até 12 pessoas — além do capitão e 36 membros de tripulação.
Prontinha para acompanhar o Super Bowl, a embarcação tem quatro lareiras, três piscinas, uma quadra de basquete, câmara de crioterapia (tratamento que utiliza baixas temperaturas para tratar lesões, inflamações e dores), heliporto e outras comodidades.
Com suntuosos seis andares, o superiate rouba a cena no Woldenberg Park, próximo do French Quarter, onde está atracado. Além do Whisper e do Jacksonville Jaguars, Shan Khan é proprietário da empresa automotiva Flex-N-Gate — origem da sua fortuna — e do Fulham, time de futebol inglês da Premier League.
Mais um superiate no Super Bowl
O magnata paquistanês não está sozinho no Rio Mississipi. Quem também atracou em Nova Orleans, com o superiate DreAMBoat, foi o bilionário Arthur M. Blank, dono do time de futebol americano Atlanta Falcons, da NFL, e co-fundador da famosa rede varejista Home Depot.
DreAMBoat. Foto: Oceanco/ Divulgação
Ligeiramente mais modesto do que o barco de seu colega, o DreAMBoat não fica para trás em luxo, conforto e espaço. Construído pela Oceanco, a embarcação foi comprada por US$ 180 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão).
O modelo carrega toda pompa de uma arquitetura naval assinada por Espen Øino, estrelado designer de superiates. O DreAMBoat possui seis cabines — sendo uma delas para crianças — , um lounge para o proprietário no convés superior e uma suíte VIP.
Por lá, todos os hóspedes podem aproveitar duas piscinas e um belo spa. Segundo informações da Yacht Harbour, esta embarcação pode acomodar até 27 convidados e mais 27 tripulantes. Dono também do time de futebol Atlanta United, Arthur M. Blank possui suas iniciais (AMB) em destaque no nome do barco.
DreAMBoat. Foto: Oceanco/ Divulgação
O dinheiro pode comprar muita coisa, mas uma delas nenhum destes dois ultrarricos têm: o Super Bowl. O maior troféu das ligas americanas será disputado neste domingo (9), em Nova Orleans, às 20h (no horário de Brasília), entre os times Philadelphia Eagles e Kansas City Chiefs, e deve atrair mais endinheirados ao estado de Louisiana.
Mas, convenhamos: com superiates confortáveis, extravagantes e completos como estes, Shan Khan e Arthur M. Blank não devem dormir tão tristes na falta de um Super Bowl.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Sonho de consumo, as lanchas com flybridge, como a Solara 500 Fly, oferecem uma série de vantagens sobre outros modelos. Entre eles, o posto de comando alto e aberto, que favorece a visão do piloto durante a navegação. A Revista Náutica fez o teste da Solara 500 Fly e agora você acompanha tudo sobre a avaliação do modelo.
Outra vantagem das lanchas com flybridge é permitir, aos ocupantes, gostosos banhos de sol e a possibilidade de se espalharem com mais privacidade pelo barco. Principalmente em dias quentes, é bom ter uma área a mais e aberta no topo do barco, com uma visão panorâmica, além de ganhar um salão fechado no convés inferior.
Por outro lado, no flybridge a sensação de balanço é maior. E ainda há um possível risco de instabilidade do casco, caso o centro de gravidade da embarcação ficar muito alto.
No caso da Solara 500 Fly, que tem 4,05 metros de boca e um V de casco muito profundo na popa, de 19,6 graus, uma análise visual apressada poderia sugerir que a lancha pudesse apresentar esse problema. Mas isso está longe de ser verdade neste modelo.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O estaleiro gaúcho Solara Yachts — que soma 15 anos de atividades e mais 1.200 embarcações entregues — ocupa posição de destaque entre os fabricantes nacionais por, entre outros motivos, sempre apresentar soluções inovadoras. Todos os seus barcos são construídos pelo processo de laminação por infusão, que resulta em cascos mais leves e resistentes.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, as lanchas da marca, cada vez mais, apresentam um nível de sofisticação apurado. De sua fábrica, no município de Vera Cruz, saem seis modelos de lanchas, das elegantes Solara 330 Targa e Solara 380 Bowrider às imponentes Solara 500 HT e Solara 500 Fly.
Isso sem contar a linha de pontoon boats, com modelos de 30 e 32 pés, e o inovador Solara Boat House, que tem todo o conforto de uma casa tradicional, com a vantagem deslizar sobre as águas.
Teste da Solara 500 Fly
Maior lancha do estaleiro (junto com sua versão HT), a Solara 500 Fly não é apenas grande: ela também se destaca pelo excelente aproveitamento de espaços, como comprovou o teste da Revista Náutica.
Do lado interno, por exemplo, a lancha tem dois camarotes fechados e dois banheiros, além de uma sala no convés inferior, com sofá conversível em uma cama de solteiro. Alternativamente, pode ter três camarotes.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na popa, que tem plataforma do tipo submergível, o barco conta com duas aberturas laterais, que ampliam a área de convivência em aproximadamente 20%.
Já no flybridge da Solara 500 Fly — aquele agradabilíssimo espaço na parte mais desejada pelos usuários –, oferece nada menos que 20 m² de área útil, onde acomoda, com folga, dez pessoas.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
Outro ponto que merece ser destacado nesta lancha de comando duplo (um na cabine, outro no flybridge) é que, apesar de seus 15,10 metros de comprimento, ela pode usar motores de centro-rabeta, com a exigência de menos cavalos.
A Solara 500 Fly testada por NÁUTICA estava equipada com dois motores Volvo D6 centro-rabeta de 440 hp cada. Mas o modelo ainda pode receber dois D6 de 400 hp cada.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Um ponto delicado é que o acesso ao fly pela praça de popa precisa ser melhorado, pois a escada é muito íngreme. Lá em cima, o flybridge conta com capotas de lona, que têm base de inox e são divididas em dois segmentos: duas partes distintas, feito duas targas, que não atrapalham em nada a movimentação das pessoas, embora o pé-direito seja de 1,75 metro.
Na parte da frente do fly há um mini solário, um lugar aconchegante para se sentar e bater papo com quem está pilotando, protegido pelo quebra-vento que contorna todo o convés.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No posto de comando, a poltrona é ergonômica, com assento e encosto de boa densidade. É um material um pouco mais mole, mas que dá uma abraçadinha no piloto.
O painel, um pouco mais baixo que o convencional, com uma inclinação boa, tem duas telas de 12 polegadas Glass Cockpit Garmin, com o Volvo Penta Glass Cockpit System integrado. Esse último coleta e exibe todas as informações para o piloto (dados da navegação e dos motores) em um só lugar.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
Como o painel tem uma inclinação para frente, o piloto consegue esticar um pouquinho mais as pernas e, assim, ficar mais relaxado. A posição do volante escamoteável Volvo Penta é muito boa, centralizada, e tanto os manetes quanto as botoeiras estão à mão.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Embaixo do painel, temos saída 12V e saída dupla USB. O rádio VHF está em excelente lugar, porém o mic está baixo demais. É necessário dar uma abaixadinha para operá-lo. Dá para o estaleiro arrumar um melhor lugar para ele facilmente. Outro ponto baixo: falta um lugar para colocar o celular.
Por outro lado, o projetista teve o cuidado de instalar um chuveirinho ao lado do banco do piloto, que permite refrescar todo mundo, além do piso de teca natural.
Ponto positivo também para o móvel de apoio, que tem uma geleira com tampa de madeira e pia com água fria, além de pega-mão em todo seu entorno. Embaixo, ficam uma lixeira e um pequeno armário.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A boreste, a mesa de refeições (ou aperitivo) tem regulagem de altura e uma característica distinta: móvel, ela se desloca pelo fly. O ponto negativo é que ela fica solta e, embora seja mais ou menos pesada, pode chacoalhar e até deslizar pelo ambiente durante a navegação. Já a ré, o fly é ocupado por sofás e solários.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na praça de popa, as aberturas laterais — que aumentam a área de convivência a bordo e já viraram tendência — poderiam ficar ainda melhor se, a boreste, não houvesse uma extensão da casaria. Por ali, o projetista concentrou o terceiro comando com joystick de manobra, os controles da plataforma de popa, da iluminação dos deques laterais (em cujos botões, aliás, faltam travas) e as chaves das baterias.
Essa estrutura atrapalha a circulação das pessoas. Nas próximas unidades, o estaleiro prometeu que vai retirar esse nicho e a abertura ficará livre. A bombordo há outra extensão, que não é estrutural e também será removida, ampliando a área de convivência.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No centro da praça de popa, há um sofá em J (quase em U) que tanto pode ser usado formalmente, na hora das refeições, como se transformar em uma chaise, em que é possível deitar ou sentar com as pernas esticadas — um convite para o relaxamento.
A mesa de madeira, com base de inox, é móvel, assim como a do fly. O pé-direito é excelente nessa área, inclusive na passagem para o salão.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Descendo-se dois pequenos degraus tem-se acesso à plataforma de popa, onde fica o espaço gourmet com tudo que se pode esperar de uma estação como essa: churrasqueira, tábua de corte, geleira e pia com água quente e fria (um diferencial).
O tampo, com pistões hidráulicos, tem uma área refratária sobre a churrasqueira. Mas falta o corta-corrente, importante quando se fecha o móvel após o uso, caso alguém esqueça a grelha elétrica ligada. Esse é um item de segurança muito importante.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A plataforma mede 4,05 m por cerca de dois metros, com uma área submergível. No caso de sol intenso, um toldo retrátil com tecido acrílico do tipo stobag pode ser acionado, oferecendo excelente conforto térmico.
O acesso à água é feito por uma escada de quatro degraus, com dois pega-mãos do tipo de piscina, o que ajuda bastante na hora de retornar dos mergulhos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Por outro lado, o acesso à proa é feito por uma passagem lateral estreita, cujo primeiro degrau é um pouco alto. Para ajudar na transição, há um pega-mão contínuo. Os cunhos estão bem localizados em ambos os bordos: não tem perigo de alguém chutá-los.
O guarda-mancebo, de boa altura e levemente lançado para fora do barco, é seguro. Os porta-defensas são giratórios.
Ladeado por estofados, o solário ocupa quase toda a área de proa. Livres, sobram apenas a gaiuta tradicional, a área operacional (com um desejado chuveirinho na caixa de âncora) e os bancos de madeira em V, com porta-copos, no bico de proa.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
O para-brisa, de folha única, é grande e alto, e a superestrutura, não tão lançada, é um pouco mais alta, o que eleva o centro de gravidade do barco; daí a instalação do Seakeeper 3 ser recomendada.
Lá dentro, tem mais: um enorme salão, além de dois camarotes (uma suíte), onde o pé-direito passa dos 2 m, para manter aquela sensação de espaço.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na transição da praça de popa para o salão há uma porta bem robusta de três folhas (duas delas móveis). A cozinha fica logo na entrada do salão, a bombordo, com área de apoio em frente, a boreste, com dois armários e duas gavetas.
Ao lado, há tomadas de energia elétrica e os botões de comando do ar-condicionado. Mas faltam os interruptores para acendimento das luzes, que só podem ser acessas no posto de comando.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A cozinha conta com pia com cuba e torneira móvel, dois queimadores por indução com travas para as panelas, como deve ser. O tampo, bonito, tem acabamento em pedra. Na parte de baixo, há uma geladeira de 80 litros, um freezer, um armário grande, onde se pode guardar a lixeira, e um micro-ondas.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na meia-nau, a boreste, fica a mesa de refeições. Atrás do posto de comando, foi instalada uma TV de lift, que se eleva ou vai para a posição embutida, acionada ao aperto de botão.
A bombordo, o sofá pode ser convertido em uma cama ou em uma chaise, de acordo com as necessidades e o estilo de vida dos usuários. No posto de comando, há duas poltronas bem gostosas e apoio para os pés do piloto.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
A janela lateral tem abertura, como deve ser, pois facilita a comunicação na hora das manobras de atracação, além de permitir a ventilação natural. O volante é ajustável e a visão de pilotagem, boa para os dois bordos. Os manetes, o joystick e o rádio estão bem-posicionados.
O barco testado estava com sistema de flaps Zipwake, que melhora a atitude do barco e ajuda a economizar combustível, e — assim como no comando do flybridge — com duas telas de 12 polegadas da Garmin, com o Volvo Penta Glass Cockpit System integrado, que coleta e exibe todas as informações para o piloto (dados da navegação e dos motores) em um só lugar. A botoeira, personalizada, é excelente.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
O para-brisa bem alto, de folha única, oferece excelente visão. Os dois limpadores têm braços duplos, o que é importante nos dias de vento forte. Entre os equipamentos de segurança, destaque para o sistema de extinção de incêndio de acionamento manual, caso ocorra um alarme de incêndio.
O dispositivo de som permite reproduzir músicas a partir de um pen drive. Há ainda tomadas de 12 volts e saída USB, mas falta um nicho para colocar o telefone celular.
Já no convés inferior, na chamada área íntima, chama atenção a entrada de luz pelo para-brisa, que atua como uma claraboia gigante. O acesso se dá por uma escada de madeira de quatro degraus, com pega-mão revestido de couro.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O pé-direito, acima de 2 m, só diminui na porta de entrada do camarote de proa, ainda assim ficando em 1,85 m. A sala conta com armários e com um sofá extenso, conversível em uma cama de solteiro, com uma TV na cabeceira. O painel elétrico fica a boreste.
Todas as anteparas são revestidas com madeira e camurça, nada de fibra aparente. A iluminação, direta e indireta, conta com lâmpadas e com uma faixinha de LED. A janela, bem estreita, tem vigia com entrada de ar.
O camarote VIP, na proa, tem vários armários e gaveteiro embaixo da cama, que é bem larga, embora um pouco curta (1,90 m). Tem iluminação de LED, indireta, e a entrada de luz natural pela gaiuta. A TV está colocada no costado do banheiro e há uma tomada e outra saída USB.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O revestimento de madeira resulta em um ambiente mais aconchegante. No banheiro, com vaso, pia com misturador de água, vigia com entrada de ar, armários e box fechado, o pé-direito é de 1,95 m.
Mesmo na suíte de meia-nau, a dos proprietários, o pé-direito na lateral da cama chega a 1,92m. A área de apoio, a bombordo, tem um sofá, dois armários, janela com vigia, saída USB, tomada de luz e lugar para porta-objetos. A cama é gigantesca, com uma TV à frente.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A iluminação é direta, com fitas de LED, sobre a cama, e indireta no corredor. O acabamento, mais uma vez, é caprichado, com o uso de madeira e camurçados. O banheiro fica logo na entrada da suíte, descendo um degrau, à direita.
Como é de se esperar de uma embarcação desse nível, tem box fechado, vaso elétrico, pia de apoio completa e decoração caprichada.
Mas, e os motores? O acesso rápido à casa de máquinas da Solara 500 Fly se dá por uma porta na praça de popa. A área lá embaixo é enorme. Existe espaço para a plena manutenção de tudo. O estabilizador Seakeeper fica centralizado, na frente dos dois motores Volvo Penta D6 440, que estão acoplados com sistema de rabetas.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Toda a fiação elétrica passa por canaletas e não se mistura com a hidráulica, o que é importante. As lanchas Solara usam sistemas elétricos com certificação pelas normas internacionais. Para maior qualidade e segurança, nenhum cabo possui emenda, todos são estanhados e codificados por anilhas.
O revestimento acústico cobre o teto, as anteparas laterais e todo o entorno da casa de máquinas, exceto no espelho de popa. Em resumo, há muito espaço para a manutenção.
Navegação da Solara 500 Fly
Hora de navegar! Saindo da Marina da Glória, localizada nas águas tranquilas da Baía de Guanabara, o teste da Solara 500 Fly foi realizado em um dia ensolarado, com pouco vento. Seguimos rumo à barra, mantendo 3.200 rpm, no cruzeiro econômico.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Os dois motores Volvo Penta D6, de 440 cv cada, consomem 124 litros por hora. À nossa frente, apenas uma leve ondulação. A 3.500 rpm, atingimos 26,9 nós, com consumo de 149 litros por hora.
Apesar do casco com 19,6 graus de V de popa, típico de barcos de pesca, combinado com os 4,05 metros de boca e o flybridge, a Solara 500 Fly navega suavemente. Realizamos uma curva acentuada a boreste com 11° de leme, que a Solara executou com facilidade e uma adernada controlada.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Em seguida, viramos o leme para bombordo, a 10°, como um pêndulo. A lancha, sensível ao comando, responde com precisão, oferecendo ao piloto o controle desejado.
No balanço geral, o Solara 500 Fly surpreendeu positivamente com seu desempenho. Com dois motores Volvo Penta D6 440, a velocidade máxima da Solara 500 Fly foi de 31,6 nós, com consumo de 179 litros por hora.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Indicado para passeios em família, a Solara 500 Fly não é uma lancha esportiva, mas oferece uma navegação segura e confortável, graças à excelente distribuição de peso projetada pelo estaleiro.
É claro que uma lancha flybridge de 50 pés, com centro de gravidade elevado e pesando mais de 17 toneladas, não terá a mesma agilidade de uma lancha hard top ou de comando aberto do mesmo porte. No entanto, esse modelo de 50 pés do estaleiro Solara Yachts navegou bem pelo mar e adernou de forma equilibrada, proporcionando uma navegação segura e prazerosa.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Nos testes realizados por NÁUTICA, submetemos a lancha às curvas acentuadas e o casco se comportou muito bem, comprovando que o conjunto é adequado para o que se propõe.
A Solara 500 Fly demonstrou ter um equilíbrio para um barco desse porte e características, entregando uma experiência de navegação segura e bem ajustada para quem busca um passeio tranquilo e eficiente no mar.
Saiba tudo sobre a Solara 500 Fly
Pontos altos
Bom custo-benefício
Navegação firme e ágil
Casa de máquinas espaçosa
Pontos baixos
Escada de acesso ao flybridge muito íngreme
Passagem lateral de acesso a proa estreita
Posição de acionamento das luzes internas ruim
Características técnicas
Comprimento: 15,10 m (49,5 pés)
Boca: 4,05 m
Peso: 14,5 toneladas
Tanque de combustível: 1.000 litros
Tanque de água: 300 litros
Capacidade (dia): 16 pessoas
Capacidade (noite): 6 pessoas
Motorização: centro-rabeta
Potência: 2 x 400 a 440hp
Com dois motores centro-rabeta de 440 hp cada a diesel. Foto: Revista Náutica
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Como você aproveita as 24 horas do seu dia? Para os machos da espécie de peixe medaka (Oryzias latipes), este meio-tempo é mais do que suficiente para acasalar, em média, até 19 vezes. No entanto, eles não são uma máquina e tendem a ir “perdendo o fôlego” a cada uma de suas “borbulhas de amor”.
O impressionante apetite sexual deste peixinho — que tem cerca de 4cm de comprimento — foi descoberto por cientistas da Universidade Metropolitana de Osaka, no Japão, e publicado no Royal Society Open Science.
Na ocasião, os pesquisadores investigaram como cópulas sucessivas afetam a quantidade de espermatozoides, fertilização e o comportamento desta espécie.
O resultado da análise revelou que nem a escassez de esperma após múltiplos acasalamentos desanima esse peixe garanhão.
Entretanto, como a qualidade do sêmen do animal também cai ao longo das cópulas sucessivas, os peixinhos medaka machos reduzem, a cada acasalamento, sua capacidade de fertilizar os óvulos das fêmeas.
Vale destacar que elas não acompanham o ritmo dos garanhões: as fêmeas produzem óvulos só uma vez ao dia, liberando todos eles ao copular. Focada em aumentar sua prole, as fêmeas, então, se tornam cada vez mais seletivas na hora de escolher o parceiro.
Isso porque, se acasalar com machos “cansados“, que já liberaram todo ou a maior parte do gameta masculino, muitos dos preciosos óvulos seriam desperdiçados.
Estes machos que já estão “nas cordas”, perdem muito ou 100% da sua capacidade reprodutiva e, quando se relacionam com as fêmeas que ainda têm ovos a ser fecundados, a chance deste processo falhar aumenta significativamente — podendo causar, até mesmo, a não fertilização.
De acordo com a pesquisa, há queda não apenas no desempenho dos peixes medakas machos, mas também no cortejo — isso é, no processo de atração e preparação para o acasalamento. O declínio neste esforço na paquera e na duração do coito, provavelmente, são resultado da fatiga após a maratona amorosa do animal.
O curioso é que o sêmen do animal só começa a dar sinais de cansaço após a 10ª cópula, pelo que aponta a pesquisa. Embora a taxa de fertilização seja de quase 100% nos primeiros acasalamentos, o sucesso da fecundação cai significativamente após dez relações.
E motivo para isso tem: os medakas “gastam” mais da metade de sua produção diária nos primeiros três encontros amorosos. Sendo assim, mesmo com a escassez de esperma a cada coito, esses bichinhos “dão um jeito” e continuam a acasalar.
Para espécies com o acasalamento sucessivo frequente, essas descobertas destacam a necessidade de reconsiderar estratégias reprodutivas e seu impacto na seleção natural– diz a pesquisa
Por fim, o estudo sugere que pode haver pressões evolutivas sobre medakas machos e fêmeas para otimizar as estratégias de acasalamento. Para tristeza dos machos, isso poderia resultar em menos tentativas de cópula, para acasalar de acordo com a quantidade de espermatozoide liberados.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Depois de lançar as imagens da nova Schaefer 600durante o São Paulo Boat Show 2024, está chegando a hora de ver este lançamento ao vivo, no Rio Boat Show 2025. O salão náutico, em sua 26ª edição, será o palco da apresentação do novo barco, diante de uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno.
Sob os braços do Cristo Redentor, os visitantes do Rio Boat Show poderão conferir, em primeira mão, a novidade no estande da Schaefer Yachts. Por lá, a obra-prima do estaleiro catarinense ganhará as águaspela primeira vez.
O modelo tido como “irmã menor da Schaefer 660” — um grande sucesso do estaleiro catarinense — estará exposto de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
O modelo enche o mercadode expectativas, não só pela inspiração na já consolidada Schaefer 660, mas por chegar como um intermediário entre ela e a Schaefer 510, visando preencher um espaço que estava em aberto na linha de barcos da marca.
O nível de acabamento será como a da Schaefer 660, que já virou uma queridinha no mundo náutico– revelou o projetista e CEO Marcio Schaefer à NÁUTICA
Assim, fazendo jus ao modelo que abriu o caminho das águas à Schaefer 600, a nova lanchapromete agradar quem busca por espaços amplos e acabamentos superiores.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
São quase 5 metros de boca e espaço suficiente para abrigar três suítes, cozinha integrada à praça de popa, um flybridge amplo e cheio de estilo, varandas laterais e uma plataforma de popa do tipo que convida os hóspedes para um banho de mar.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
Amplas janelas em curva enchem o barco de luz natural, enquanto cadeiras móveis no lugar dos sofás fixos, tanto no flybridge quanto na praça de popa, dão aos passageiros a liberdade de transformar o ambiente ao próprio gosto.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
A Schaefer 600 ainda oferece um lounge na proacom sofás, caixas de som, porta-copos, torres de led, solário e até uma tenda, para quando o sol estiver generoso demais. Para levar tudo isso, o barco chega equipado com motoresVolvo IPS 950 — além de um casco que promete navegar com elegância, independentemente das condições do mar.
Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show Ingressos: site oficial de vendas
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O Fórum de Segurança do Navegador Amador (FSNA) chega à 2ª edição neste sábado (8), no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP). O encontro deste ano terá seis temas de palestras, voltados, principalmente, para as NORMAM 211 e NORMAM 212, apresentadas em 2024.
Os debates, que acontecerão das 9h às 19h, serão comandados por importantes nomes do setor, a partir de temas de interesse da sociedade civil e da comunidade náutica, com participação ativa da Marinha do Brasil, da Diretoria de Portos e Costas (DPC) e da Sociedade Amigos da Marinha SP (SOAMAR).
Foto: FSNA / Divulgação
Confira a programação do 2º Fórum de Segurança do Navegador Amador
8h15 às 8h50: credenciamento;
9h: cerimônia de abertura;
9h50 às 10h10: coffee break;
10h10 às 12h30: palestras com o CMG (RM1) Costa Moura, a partir dos temas Panorama da Navegação Amadora e Procedimentos na Formação de Amadores e Responsabilidades das ETN;
12h30 às 13h45: almoço de confraternização no complexo do CTMSP;
13h45 às 16h: palestras com CF. Pedro Marcon e CC (AA) Gonzaga, a partir dos temas Como o Binômio Amador-Embarcação pode constribuir para uma navegação segura e EAMA – Passeios Náuticos / Locação de Motos Aquáticas;
16h às 16h30: coffee break;
16h30 às 19h: palestras com CC (T) Claudia Diniz e CA (RM1) Falcão, a partir dos temas: Minha Embarcação de esporte e Recreio é Segura e Agendamentos / Atendimento ao Público – GAP.
Foto: FSNA / Divulgação
Ao final de todas as palestras, o público presente poderá participar de uma rodada de debates e perguntas. As inscrições podem ser feitas através do site oficial do FSNA até o dia 7 de fevereiro, às 13h — com taxa de R$ 250. As credenciais poderão ser retiradas no local, a partir das 8h15.
As vagas para o 2º FSNA são limitadas, e não será possível se inscrever na data e local do evento. O CTMSP, palco do encontro, fica na Avenida Professor Lineu Prestes, 2.468, na Universidade de São Paulo (USP).
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A atualização da NORMAM-212pela Marinhado Brasil representa muito mais do que uma simples mudança de regramento. Ao autorizar estabelecimentos de aluguel de moto aquática (EAMA) a oferecer passeios guiados, essa nova norma inaugura uma fase promissora para o turismo náutico no Brasil.
Trata-se de uma oportunidade estratégica que amplia o acesso à navegação, atrai novos públicos e fomenta o desenvolvimento econômico em regiões litorâneas e lacustres (ou seja, à beira de lagos).
Foto: King_satriaru/ Envato
Até então, a condução de motos aquáticas era restrita a proprietários ou locadores que, individualmente, precisavam obter habilitação náutica e se responsabilizar pelo uso da embarcação.
Com a nova regra, pessoas habilitadas como Motonautas (MTA) ou Motonautas Especiais (MTA-E) poderão vivenciar passeios organizados por empresas especializadas, com rotas pré-definidas e acompanhamento de guias.
Essa mudança não apenas democratiza o contato com a navegação, mas também cria uma experiência turística diferenciada, permitindo que visitantes explorem águas antes inacessíveis com segurança e orientação.
Mais turismo, mais empregos, mais renda
A introdução dos passeios guiados de moto aquática abre um novo nicho de mercado para empresas do setor náutico e turístico. Locadoras de embarcações, operadores de turismo e marinas podem agora estruturar roteiros e pacotes específicos para turistas em busca de aventura, conectando-se com a crescente demanda por experiências personalizadas ao ar livre.
Foto: nutthasethw/ Envato
Além do impacto direto no turismo, a nova regulamentação impulsiona a geração de empregos. Profissionais qualificados como guias de moto aquática, instrutores de navegação e equipes de suporte técnico terão novas oportunidades de atuação.
Empresas também poderão investir em treinamentos e certificações para seus funcionários, profissionalizando ainda mais o setor.
Foto: cookelma/ Envato
Outro ponto positivo é a atração de novos adeptos para a navegação recreativa. Muitos turistasque experimentarem a condução guiada podem se interessar em obter sua própria habilitação náutica, movimentando ainda mais a economia do setor.
Escolas náuticas, fabricantes de motos aquáticas e fornecedores de equipamentos de segurança tendem a se beneficiar do aumento da demanda.
Segurança e organização como prioridade
A NORMAM-212 também estabelece diretrizes importantes para garantir a segurança dos passeios. Cada grupo de até três motos aquáticas deve ser liderado por um guia experiente, enquanto grupos maiores, de quatro a seis veículos, precisam de um segundo guia para dar suporte na retaguarda. Essa estrutura minimiza riscos e assegura que os participantes aproveitem a experiência com tranquilidade.
Foto: Beachbumledford/ Envato
Além disso, há exigências claras quanto ao uso de equipamentos de segurança, como coletes salva-vidas homologados, chave de segurança atada ao condutor e a recomendação de acessórios adicionais, como óculos protetores e luvas.
Isso reforça o compromisso do setor com a segurança e ajuda a consolidar os passeios guiados como uma atividade confiável e bem-organizada.
Oportunidade para investimentos e desenvolvimento regional
Com a regulamentação estabelecida, o desafio agora é difundir a informação e estimular que empresas invistam nesse novo formato de turismo náutico. A criação de roteiros exclusivos, a capacitação de profissionais e a adaptação das infraestruturas existentes podem transformar essa modalidade em uma forte alavanca para o desenvolvimento de destinos turísticos.
Foto: wirestock/ Envato
Regiões com águas navegáveis, como litorais, lagos e represas, têm agora uma excelente oportunidade para ampliar suas ofertas turísticas. Municípios podem se beneficiar ao promover esse tipo de passeio em seus planos estratégicos de turismo, atraindo visitantes e aumentando o tempo de permanência dos turistas.
Dessa forma, a mudança na NORMAM-212 não é apenas um ajuste regulatório, mas um marco que expande as possibilidades do turismo náutico no Brasil. Ao abrir portas para novas experiências, essa regulamentação fortalece a economia do setor, gera empregos e estimula um contato mais acessível e seguro com as águas brasileiras.
Para os empresários, a hora de investir é agora. Para os turistas, uma nova aventura está à vista.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Em mais uma edição que destaca líderes e inovações no setor econômico, o renomado jornal Valor Econômico entrevistou o presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik. A reportagem, que virou capa da edição de segunda-feira (3), aborda o Projeto JAQ, uma ambiciosa iniciativa de desenvolvimento de embarcaçõesmovidas a hidrogênio verde, que promete revolucionar o transporte marítimo no mundo e reduzir significativamente as emissões de gases poluentes.
O projeto, liderado pela Itaipu Parquetec, referência na produção de combustível sustentável no Brasil, e coordenado por Irineu Mário Colombo, mais conhecido como Professor Colombo, diretor-superintendente do Itaipu Parquetec, conta com a parceria da JAQ Apoio Marítimo, divisão do Grupo Náutica, e envolve duas embarcações: Explorer H1 e Explorer H2. O projeto conta ainda com o apoio da GWM, empresa chinesa que está fornecendo toda a sua tecnologia para o desenvolvimento do hidrogênio verde.
Foto: capa do Valor Econômico do dia 3 de fevereiro de 2025/ Reprodução
A embarcação Explorer H1, com 36 metros de comprimento, está equipada com sistema de hidrojatos (adequado também para navegação em águasrasas) e será apresentada na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), em novembro, em Belém (PA). Atualmente, encontra-se no estaleiro Inace, em Fortaleza (CE).
Explorer H1. Foto: Divulgação
Já a Explorer H2, com 50 metros de comprimento, está em desenvolvimento no Estaleiro Arpoador, no Guarujá(SP), e será destinada ao apoio de operações de mergulho e coleta de dados hidrográficos e oceanográficos. Esta embarcação vai usar um motor fabricado pela marca MAN, importado da Alemanha, que funciona tanto com diesel quanto hidrogênio. Ao usar apenas 20% de hidrogênio, essa embarcação já vai conseguir reduzir suas emissões em 80%. Após a apresentação da Explorer H1, a segunda fase do projeto focará na finalização e entrega da Explorer H2.
Foto: Valor Econômico do dia 3 de fevereiro de 2025/ Reprodução
Essa vai ser uma solução para o nosso país, que já fez os carros movidos a álcool há 30 anos. O etanol é mais limpo que a própria bateria e é coisa do Brasil– afirmou Paciornik ao Valor Econômico
Ele enfatizou também a importância de iniciativas como essa para a educação, já que, após o desenvolvimento, ambas as embarcações serão transformadas em laboratórios flutuantes, salas de aula e plataformas tecnológicas para fomentar a pesquisa, a educação ambientale a preservação dos biomas brasileiros. Os recursos do Explorer H2, inclusive, também será utilizado por NÁUTICA.
Documento que firmou a parceria entre o JAQ e o Itaipu Parquetec foi assinado na abertura do Boat Show de Foz, em novembro de 2024. Foto: Descio Oliveira/ Revista Náutica
Essa não é a primeira vez que o presidente do Grupo NÁUTICA reafirma seu compromisso com iniciativas sustentáveis. Nos anos 1980, Ernani desempenhou um papel fundamental na criação da Fundação SOS Mata Atlântica, tendo sido signatário dos seus estatutos. “Contribuímos para semear a preservação ambiental por meio da publicação de uma coluna mensal dedicada à ecologia”, explica.
Desde os anos 1990, ele, em parceria com o cartunista Ziraldo, vem promovendo a campanha “Só jogue na água o que o peixe epode comer“, ressaltando a importância de cuidar do nosso bem mais precioso — o meio ambiente — em diversos pontos do litoral brasileiro. Além de manter o projeto ativo, foi realizada uma homenagem à trajetória do desenhista após sua morte, em 2024, por meio dos Boat Show — os maiores da América Latina –, com a primeira homenagem realizada no Rio Boat Show.
Foto: Arquivo Revista Náutica
Já em 2006, Paciornik mostrou ao mundo o potencial navegável da cidade de São Paulo, quando o Grupo Náutica, por meio do São Paulo Boat Show, parou as ruas e avenidas da capital paulista e as águas da Represa de Guarapiranga com o desfile do mais moderno carro-anfíbio do mundo à época.
Foto: Revista Náutica
Desde 2019, quando se engajou no Programa Novo Rio Pinheiros, o presidente do Grupo Náutica é aliado à soma de esforços entre as esferas pública e privada em busca da melhoria da qualidade de vida das pessoas com novas opções de lazer e convívio na região.
Foto: Revista Náutica
O Grupo Náutica prosseguiu chamando atenção da opinião pública sobre os benefícios de se recuperar os rios urbanos por meio da campanha “Por uma cidade navegável”. No ano de 2011, por exemplo, promoveu uma surpreendente disputa entre três lanchas(que navegaram por um percurso de 13 quilômetros, em linha reta, pelo Rio Tietê) contra um carro (que enfrentou a Marginal em horário de pico de trânsito na cidade).
Foto: Revista Náutica
A iniciativa se desdobrou em outras inúmeras ações sobre as águas da capital paulista, sempre muito bem articuladas pelo olhar de Ernani Paciornik e chamando atenção para o potencial das águas. O Projeto JAQ é mais uma de suas muitas ações neste mercado, responsável por alta movimentação econômica e geração de empregos.
Apenas nos Estados Unidos, para se ter uma ideia, só a náutica de lazer gera mais de 820 mil postos de trabalho, segundo dados da National Marine Manufacturers Association (NMMA). Há também um grande potencial no Brasil a ser explorado, sem contar com inovações tecnológicas e sustentáveis, como é o caso do novo projeto de exploração do “hidrogênio verde” do Grupo.
Sua liderança é um exemplo de como a indústria náutica pode se desenvolver e buscar soluções diferenciadas.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
As baixas temperaturas do inverno na cidade de Holts Summit, no estado do Missouri, nos Estados Unidos, não poupam os lagos da região. Um deles, o Dogwood Acres, congelou e deixou um cachorropreso. O animal foi resgatado por uma mulher a bordo de um caiaque— que posteriormente precisou de resgate por ter ficado presa no gelo.
Nos próximos dias, para se ter ideia, a temperatura na pacata cidade de pouco mais de quatro mil habitantes (segundo o censo de 2022 do Departamento do Censo dos Estados Unidos) deve bater os -4°C.
Mas isso não foi motivo para que, na última quarta-feira (29), uma moça abandonasse um cachorro preso no gelo. Em seu caiaque, ela garantiu que o animal chegasse em segurança à terra firme. Ela mesma, no entanto, acabou presa na água congelada.
Foto: Google Maps / Reprodução
Foi nesse momento que os policiais do Departamento de Polícia de Holts Summit entraram em ação. Os profissionais, inicialmente, atendiam ao chamado do resgate do cachorro preso no gelo, mas encontraram a mulher em apuros.
A vista do lago em dias ensolarados. Foto: Google Maps / Reprodução
“Pensando rapidamente, nossos policiais estenderam uma bolsa de resgate aquático e trabalharam juntos para puxar o indivíduo de volta à terra com segurança”, explica um comunicado postado no perfil do Facebook da polícia local.
Felizmente, tanto o cachorro quanto a mulher saíram ilesos– destacaram
Para a instituição, a lição que fica é a de que deve-se sempre “ter cuidado perto de corpos d’água congelados”, já que “as condições do gelo podem ser imprevisíveis”.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Considerada a maior operadora de transporte de balsas e turismo da Nova Zelândia, a Fullers360 tem como meta se tornar 100% operada eletricamente ou por hidrogênio até 2040. Quem chega para auxiliar esse processo é a VS-9, obra-prima da neozelandesa Vessev e considerada a primeira balsa turística de hidrofólio do mundoem operação.
Ao embarcar no “Electric Hydrofoil Experience”, até oito turistas imergem em uma viagem de 40 minutos pelo Golfo de Hauraki, começando no Viaduto de Auckland.
Graças à tecnologia de hidrofólio, a sensação é a de voar acima da água — sem desconforto associado ao ruído e vibração de balsas padrão — a uma velocidade de serviço de 25 nós (46 km/h), com um alcance de 50 milhas náuticas (92 km).
Tudo isso de modo totalmente elétricoe sem emissões, por um custo de 195 dólares neozelandeses (cerca de R$ 634, na conversão de fevereiro de 2025) para cada passageiro que se aventurar na balsa turística.
Foto: Instagram @fullers360 / Reprodução
O modelo, segundo a Vessev, usa tecnologias inspiradas na America’s Cup. Por isso, dispõe de um sistema de alto desempenho, capaz de lidar com ventos mais fortes e águas desafiadoras. Em termos de construção, a balsa foi feita com laminados de fibra de carbono, para maior resistência.
O projeto ganhou vida em um ano, sendo que os testes começaram por volta de junho de 2024. A primeira viagem oficial, por sua vez, aconteceu em janeiro de 2025.
A embarcaçãopode ser recarregada na infraestrutura atual de recarregamento e, no futuro, adotará uma tecnologia mais rápida, conhecida como DC, usada em veículos e embarcações elétricos. Confira mais fotos:
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Em novembro de 2024, o Governo de São Paulo anunciou o Programa de Turismo Náutico, que destinará R$ 50 milhões ao setor. Uma das vertentes da iniciativa lança olhar para o potencial dos centros de visitação subaquáticos no estado. Especialistas já começaram as visitas técnicas para dar início ao projeto, que agora chegam a mais três cidades do interior: Presidente Epitácio, Itapura e Rifaina.
O objetivo da iniciativa, que já passou pelas cidades de Guarujá e de Ilhabela, é valorizar o patrimônio ambiental e cultural desses cinco municípios do litoral e do interior de São Paulo, neste caso, por meio da prática do mergulho.
Assim, nos dias 3, 4 e 5 de fevereiro, em parceria com a Secretaria de Turismo e Viagens de São Paulo (Setur-SP), reuniões e visitas técnicas serão realizadas para dar início à implantação dos centros de visitação subaquáticos.
Equipe se reuniu em Ilhabela para viabilizar o centro de visitação subaquático. Foto: SETUR / Divulgação
Os municípios que receberão as visitas já são conhecidos pela biodiversidade de suas praias de água de doce, embarcações naufragadas e cidades submersas. Desse modo, ao lado de representantes das respectivas prefeituras, especialistas coletarão dados para apresentar um estudo de viabilidade para cada um dos destinos.
O trabalho prevê um mapeamento da biodiversidadelocal, das correntes aquáticas e da necessidade de investimentos em infraestrutura para o mergulho autônomo, flutuação ou cilindro. A entrega final está prevista para abril.
Foto: Prefeitura Presidente Epitácio / Divulgação
Para o secretário de Turismo e Viagens, Roberto de Lucena, “os centros de visitação subaquáticos são modelos de turismo sustentável que atraem turistas e contribuem de maneira significativa para a valorização dos oceanos, rios e represas”.
São Paulo tem 4.200 km de rios navegáveis, dezenas de represas e lagos e pelo menos 120 cidades com potencial para se tornarem paraísos do turismo náutico.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Se engana quem pensa que impressoras 3Dse limitam à produção de utilitários domésticos e bonecos decorativos. Em Dubai, a Inoventive 3D, empresa especialista nesse tipo de impressão, desenvolveu nada menos que uma embarcação. Sim, é isso mesmo: o barco foi totalmente impresso em 3D, a partir do plástico reciclado de resíduos oceânicos.
A lancha impressiona não só por ter nascido de uma impressora, mas também pelo tempo que levou para ficar pronta: apenas seis dias e nove horas. Batizado de Cyberfin, o modelo ainda carrega a aparência de um tubarão em seus 10 metros de comprimento, 2,1 metros de largura e 2,7 metros de altura.
Ao todo, a embarcação comporta 10 pessoas e navega com um motorde popa de 200 hp.
O feito é tido como “um marco significativo não apenas para a Inoventive 3D, mas para toda a indústria marítima”, como ressalta M. Ali, sócio-gerente da marca. Não à toa.
O barco impresso em 3D supera com folga o tempo de fabricação de embarcações tradicionais — que gira em torno de três a quatro meses, segundo M. Ali.
Foto: Inoventive 3D / Divulgação
Com essa inovação, podemos fabricar de 6 a 7 barcos por mês, transformando Dubai em um centro de soluções marítimas impressas em 3D– destaca o sócio-gerente
Além disso, a marca ressalta que o custo de um barco impresso em 3D como o Cyberfin é de aproximadamente um terço, quando comparado a uma lancha convencional. Assim, a novidade teria potencial para se tornar um divisor de águaspara compradores preocupados com valores.
Foto: Inoventive 3D / Divulgação
Para a empresa, a produção a partir de materiais reciclados vem da busca por minimizar o impacto ambiental, ao passo que visa estabelecer um novo padrão em design marítimo inovador.
O Cyberfin se consolida como o primeiro barco totalmente impresso em 3D pela Inoventive, mas não é o único a nascer da impressora da marca. Antes dele, quem inaugurou esse processo foi o Blue Falcon, uma lancha de estilo offshore também produzida a partir de materiais reciclados. Confira:
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O “iceberg que se recusa a morrer” está de volta. Desde que se desprendeu da Antártida, em 1986, o A23a tem protagonizado alguns feitos na natureza. O mais recente deles está acontecendo neste momento: a plataforma saiu do continente gelado e está em rota de colisão com uma ilha, na Geórgia do Sul, onde pode colocar em risco a vida de animais como pinguinse focas.
Tido como o maior iceberg do mundo, o A23a tem cerca de 4 mil km², o que equivale a quase três vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Toda essa estrutura está agora girando para o norte, rumo à ilha do território britânico — um refúgio de vida selvagem— , onde ele pode encalhar, se despedaçar, e interferir diretamente no ecossistema local.
Foto: MODIS / Divulgação
Atualizações recentes do satélite GOES East, da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) dos Estados Unidos, mostram o iceberg a 173 milhas (280 km) de distância da ilha. Especialistas observam a movimentação com atenção, uma vez que sua chegada ao local pode barrar as águas ao redor da ilha, essenciais para alimentação e reprodução dos animais que lá vivem.
A experiência já foi vivida quando icebergs menores encalharam na região no passado, deixando taxas de mortalidade significativas entre filhotes de pinguins e focas.
Foto: USNIC / Divulgação
De acordo com Andrew Meijers, especialista do instituto British Antarctic Survey, ouvido pela agência AFP, o iceberg está atualmente se movendo para nordeste, mas as correntes predominantes sugerem que ele pode atingir a plataforma continental rasa ao redor da Geórgia do Sul em duas a quatro semanas.
O passado do iceberg que se recusa a morrer
O maior iceberg do mundo se desprendeu da Antártida em 1986 e quase que imediatamente ficou preso no fundo do Mar de Weddel, tornando-se uma ilha de gelo estática por 30 anos.
O cenário mudou em 2020, quando o bloco seguiu na direção de oceanos mais quentes — onde a comunidade científica acreditava que ele iria, finalmente, derreter. O percurso, no entanto, foi interrompido. Em agosto de 2024, o A23a caiu em uma espécie de armadilha no meio do mar, onde ficou girando em círculos por meses, até se libertar, em dezembro.
Isso porque as águas mais quentes ao norte da Antártida estão derretendo e enfraquecendo suas margens, que chegam aos 400 metros de altura. As últimas imagens de satélite do maior iceberg do mundo mostram ainda que ele está diminuindo lentamente: agora tem cerca de 3.500 km².
De acordo com os estudiosos, o A23a pode se dividir em grandes segmentos a qualquer momento, que podem permanecer na água por anos como “cidades flutuantes de gelo” navegando pela Geórgia do Sul. Por outro lado, alguns cálculos sugerem que o iceberg pode derivar para águas abertas, ignorando completamente a ilha.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Uma linha tênue divide as belezas e os perigos do fundo do mar. Por isso, para os mais desavisados — sejam eles humanos ou animais –, qualquer descuido pode ser mortal. Exemplo disso é a “banheira da morte”, localizada próximo ao Golfo do México.
Essa piscina submarina funciona como uma grande armadilha, que não hesita em aniquilar qualquer um que invada suas dependências.
Tamanha letalidade vem da composição da águaque enche a “banheira” de 30 metros de diâmetro e 3,6 metros de profundidade. O líquido é quatro vezes mais salgado do que o resto do marao seu redor, com direito a uma pitada de metano e sulfeto de hidrogênio — dois gases tóxicos.
Foto: YouTube EVNautilus / Reprodução
Tudo isso, além de resultar em uma mistura mortal por si só, ainda deixa a água mais densa, o que dificulta o nado das criaturas marinhas que vão parar ali.
Ou seja, sem conseguir fugir e imersos em meio a gases tóxicos, os animais acabam dando à “banheira da morte” a chance de exercer o seu papel nas profundezas do oceano.
Foto: YouTube EVNautilus / Reprodução
Essa zona circular foi descoberta a mais de mil metros de profundidade em 2015, por cientistas a bordo do E/V Nautilus, com o auxílio de um robô submarino do tipo ROV (sigla em inglês para “veículo operado remotamente”), batizado de Hercules.
Segundo os pesquisadores, tanto essa quanto outras piscinas de salmoura são causadas pela dissolução de depósitos de sal enterrados, criados durante um período em que o Golfo secou. É o movimento do sal que esculpe o fundo do mar, criando habitats únicos.
Foto: YouTube EVNautilus / Reprodução
Segundo os estudiosos, alguns organismos se adaptaram ao ambiente extremo. É o caso de mexilhões e vermes tubulares, que transformam os gases de infiltração e produtos químicos em energia.
Em um vídeo do canal do YouTube do EVNautilus, o pesquisador Erik Cordes, da Temple University, afirmou que esse lago submarino é uma das coisas mais incríveis que existem no fundo do mar. Confira:
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A francesa Victoria Dauberville já protagonizou grandes performances em sua carreira — com participação, inclusive, nas Olimpíadas de Paris 2024. Mas a mais recente delas é de longe a que mais impressiona. Isso porque a bailarina levou os movimentos clássicos para o bulbo de um navio na Antártica, em meio ao mar congelado — tudo isso usando apenas collant, meia-calça e sapatilhas.
O vídeo foi publicado em seu Instagram, e já soma mais de nove milhões de visualizações. Em entrevista ao Bored Panda, ela revelou que “depois de anos inserida em um mundo tão competitivo como o do esporte”, sentiu a necessidade de se “reconectar com a criatividade pura e com a natureza”.
A Antártida representou uma reinicialização, uma página em branco em todos os sentidos– disse Dauberville
O momento marcante foi registrado pelo namorado de Dauberville, Mathieu Forget. Os dois tiveram a ideia ousada após receberem o convite para fazer um cruzeiropela Antártica a bordo do navioPonant. “Sabíamos que as condições seriam desafiadoras, mas também que se conseguíssemos, seria espetacular”, lembrou Forget.
Bailarina em navio na Antártica: por trás das câmeras
Uma vez no barco, o casalentrou em contato com o capitão e sua equipe, que lhes deram abertura sobre a oportunidade de acessar o bulbo do navio — um lugar normalmente proibido.
Os testescomeçaram na Geórgia do Sul e, na chegada à Antártica, a tripulação posicionou o navio para viabilizar a performance. “Comecei a tirar fotos e vídeos, e então Victoria se apresentou. Ficou claro que o contraste entre seu movimento, seu tutu e o ambiente dramático era muito mais impressionante do que qualquer outra coisa que tínhamos imaginado”, disse Forget.
Dauberville compartilhou em seu perfil parte dos bastidores do momento. No vídeo — que já soma quase 52 milhões de visualizações –, é possível ver que ela chegou ao bulbo, devidamente paramentada, em um bote. Posteriormente ela tira o casaco e as botas para dar lugar à típica roupa de balé. Confira:
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Para conter uma ameaça que pode impactar diretamente a vida marinha da Baía de Todos-os-Santos, a Marinha do Brasil — em parceria com pescadores, universidades e órgãos públicos — está na luta contra um coral invasor, o octocoral Chromonephthea braziliensis.
Avistados na região pela primeira vez há cerca de um ano, o coral invasor pode ganhar território pela sua capacidade reprodutiva. Com rápida proliferação e resistente a predadores nativos — como os peixes — , ele ameaça espécies locais e impacta os modos de subsistência da comunidade local.
Bahia Marina. Foto: Paul R. Burley / Wikimedia Commons / Reprodução
Embora não tenha sido encontrada em praias da capital baiana, o octocoral já foi avistado por pescadores na Ilha de Itaparica, localizada na Baía de-Todos-os-Santos. Desde então, militares da Marinha, a Capitania dos Portos da Bahia (CPBA) e parceiros têm fornecido apoio e orientação contra a invasão.
Caracterizado por sua estrutura de esqueleto macio e flexível e possuir tons avermelhados ou brancos, o octoral Chromonephthea braziliensis também é conhecido como “coral mole”. Originário do Indo-Pacífico, a espécie foi registrada inicialmente nos anos 1990, no munícipio de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro.
Foto: Tiago Dantas/ ASCOM/ Divulgação
A curto prazo, o coral “disputa” espaço com as espécies nativas, como o baba-de-boi, coral-de-fogo e coral-casca-de-jaca. Além disso, este ser vivo libera metabólitos que causam necrose em octocorais e dificultam a predação do ecossistema.
Já no longo prazo, o invasor pode causar a perda da biodiversidade marinha e comprometer a estrutura ecológica do ecossistema de recifes e serviços ecossistêmicos — como a manutenção de habitats pesqueiros e proteção costeira. Logo, essa questão é uma necessidade ambiental e econômica.
Todos contra o coral invasor
Além de proteger a Baía de Todos-os-Santos, a ação em conjunto também procura evitar que o coral invasor seja encontrado em Salvador, onde fica o Parque Natural Municipal Marinho da Barra. O local é uma área de proteção integral e um dos maiores destinos turísticos da Bahia.
Foto: Tiago Dantas/ ASCOM/ Divulgação
Porém, no momento, a remoção está concentrada na segunda maior baía navegável do mundo. E, por lá, a operação enfrenta desafios, como a complexidade de remover as colônias sem estimular a reprodução. No entanto, a detecção precoce da espécie é vista como um ponto fundamental no processo.
As estratégias de longo prazo incluem maior controle de embarcações que chegam à região e ações educativas de conscientização sobre as espécies invasoras. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), a operação acontecerá até fevereiro.
Foto: Tiago Dantas/ ASCOM/ Divulgação
Além do suporte da Marinha e da CPBA, a operação tem o apoio da Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA), universidades federais da Bahia e Alagoas, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Senai/ Cimatec e da organização socioambiental Pró-Mar.
A luta é longa
Tatiane Aguiar, bióloga da Universidade Federal da Bahia (UFBA), contou que três substâncias químicas foram utilizadas: sal azedo, água doce e vinagre. Ela também explicou o método físico, que se dá por meio da remoção manual da espécie com uma espátula.
Foto: Tiago Dantas/ ASCOM/ Divulgação
O objetivo foi avaliar a eficácia dos métodos aplicados no manejo e controle do coral invasor, que chegou de região distantes (Oceano Índico) e está afetando a área de Itaparica– Tatiane Aguiar
De acordo com a oceanógrafa Alice Reis, da Sema, as espécies invasoras empurram as nativas para fora do ambiente que ocupam. E, quando se trata dos corais, o espaço é crucial por servirem como base para outras formas de vida e comprometer “a complexa teia de relações do ecossistema”.
Foto: Tiago Dantas/ ASCOM/ Divulgação
Mesmo que os efeitos possam variar em intensidade, sabemos que ela compete com as nativas e altera a estrutura dos recifes de coral, que são fundamentais para proteger a zona costeira– Alice Reis
Alice ainda destacou que a espécie invasora já está estabelecida no Rio de Janeiro e que, por conta disso, é possível realizar um comparativo para entender os possíveis impactos deste coral na Baía de Todos-os-Santos.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Depois de 20 anos sem visitar a praia, Brenda Gonçalves, de 29 anos, estava empolgada para curtir dias de sole mar no balneário Shangri-lá, em Pontal do Paraná, no litoral paranaense. A alegria, contudo, logo virou um grande pesadelo. Isso porque a jovem foi queimada gravemente por uma caravela-portuguesa.
“Eu não parava de gritar de dor”, relatou a jovem em um vídeo, postado em seu perfil no TikTok. As enormes cicatrizes que agora desenham as pernas e as mãos de Brenda não a deixam mentir. Naquele dia, ela precisou de quatro injeções para aliviar a dor, que tomou proporções ainda maiores por conta de uma atitude bem-intencionada, mas equivocada.
Moradora de Londrina, no norte do Paraná, Brenda tinha ido com a família ao litoral para visitar uma amiga e passear, em novembro de 2024. O pesadelo aconteceu logo no segundo dia de viagem, quando ela e a cunhada aproveitavam o marem sua parte mais rasa.
Eu estava muito feliz e ansiosa de ir para a praia, mas tudo isso foi um pesadelo– relatou ela ao G1
Ao veículo, a jovem lembrou que ambas observaram o animalcom curiosidade “olha que bonito, o que é aquilo?”. Foi a cunhada quem notou o perigo ao perceber que “estava queimando”, mas, para Brenda, já era tarde demais. Sua cunhada correu e ela tentou acompanhar, mas “já estava na mira da caravela”.
As caravelas-portuguesas flutuam na água, deixando à vista somente uma pequena parte de si, de cor púrpura ou avermelhada — justamente o que chamou atenção de Brenda. Debaixo d’água, contudo, ficam seus perigosos tentáculos, repletos de toxinas, que podem atingir até 50 metros de comprimento.
Eu tentei sair, mas me enrosquei e tropecei. Depois eu comecei a gritar de desespero– relatou ao G1
Em meio ao desespero, tanto Brenda quanto sua mãe e o irmão tentaram retirar os tentáculos da caravela com as próprias mãos — e todos tiveram queimaduras nos dedos. Já na faixa de areia, para onde foi levada, a jovem recebeu ajuda de pessoas que estavam na praia.
Parecia que eu estava com um ferro quente nas duas pernas, queimava, ardia e latejava– relembrou
Foi neste momento que outra ação equivocada piorou sua situação: um homem, na intenção de ajudá-la, despejou sobre suas pernas um galão de água gelada. “Na hora amenizou um pouco, mas depois a dor ficou muito pior”, explicou Brenda.
Já quebrei meu dedo, já tive cortes feios, queimei minha mão com ferro, mas nada se assemelha a dor que foi a toxina desse animal. Não desejo para ninguém– afirmou Brenda
Após o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) ser acionado, Brenda foi encaminhada a uma unidade de saúde. Ainda na ambulância, ela tomou quatro injeções de analgésico e antialérgico, recebeu um curativo com pomada para queimadura e teve a perna enfaixada. Depois de receber orientações, foi liberada.
Problemas não pararam por aí
A queimadura da caravela-portuguesa fez com que Brenda precisasse passar vários dias sem poder vestir roupas que encostassem nos ferimentos. Isso afetou, inclusive, o seu trabalho, que precisou passar a ser feito no regime home office.
Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução
Uma semana depois do ocorrido ela ainda precisou recorrer a ajuda médica, uma vez que a área afetada passou a coçar e apresentar bolinhas vermelhas — como em uma reação alérgica.
Eu tive que tomar mais injeções com antialérgico e soro com corticoide. Só assim fui começando a melhorar– contou
Agora, dois meses depois do ocorrido, a lembrança fica por conta das cicatrizes causadas pela caravela-portuguesa, que a fazem ter cautela com a exposição ao sol e ainda afetam sua autoestima.
No Paraná, os acidentes com águas-vivas e caravelas aumentaram de 1.689, no verão 2023/2024, para 17.648, nesta temporada. O número corresponde ao período de 14 de dezembro de 2024 a 28 de janeiro de 2025, segundo o balanço da Operação Verão Maior do Corpo de Bombeiros paranaense.
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Enquanto alguns pensam em fugir das grandes cidades e buscar refúgio na paz do campo, o empresário cubano Mario Salcedo decidiu ir por outro caminho: o das águas. Ele gostou tanto da ideia de morar em cruzeiros que completou nada menos que mil viagens a bordo. Já são 25 anos fazendo de navios o seu lar.
Sua fama nos cruzeiros é tanta que ele ganhou até um apelido: “Super Mário”. Mas será que é preciso ter tantas moedas como o personagemda Nintendo para bancar esse estilo de vida? Salcedo revelou a resposta do mistério.
Foto: Facebook / Royal Caribbean & Anchor Society / Reprodução
Ao site All Things Cruise, ele explicou que se encantou com a experiência em alto-mar ainda em 1997, quando realizou sua primeira viagem, e optou por esse estilo de vida depois de “cansar-se do mundo dos negócios de terno e gravata e dos longos voos para clientes internacionais”.
Quando decidiu que seu novo lar seriam as gigantescas embarcações— que chegam a se assemelhar a cidades flutuantes — , o Super Mário das águas testou algumas companhias marítimas, até que chegou em uma para chamar de sua: a Royal Caribbean.
O cruzeiro nunca envelhece. Estou tão acostumado a estar em navios que me sinto mais confortável do que estar em terra firme– destaca
De 2000 para cá, o maior período que ele passou em terra foi 1 ano e 3 meses, durante a pandemia de Covid-19. Seu tempo nos navios é tão grande que, em alguns, a tripulação criou até escritórios improvisados para ele no convés, com os dizeres “Escritório do Super Mario”.
É em locais como esse que ele passa por volta de cinco horas por dia trabalhando com gestão de investimentos — no resto do tempo, Salcedo se dedica à diversão. “O melhor estilo de vida que posso encontrar”, ressalta.
Foto: Facebook / Royal Caribbean & Anchor Society / Reprodução
Afinal, quanto custa morar em cruzeiros?
Mario Salcedo revelou que seus gastos giram em cerca de US$ 100 mil (R$ 585 mil, na conversão de janeiro de 2025) por ano em cruzeiros, em uma cabine com varanda.
Foto: Kees Torn / Wikimedia Commons / Reprodução
Seu milésimo cruzeiro foi no Explorer of the Seas, um navio com capacidade para 3.286 passageiros, que partiu de Miami em 5 de janeiro para uma viagem de 11 noites ao Panamá e ao sul do Caribe. E você, encararia uma jornada como a do Super Mário dos mares?
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Novas lanchasblindadas da Marinha do Brasil estão reforçando a defesa das fronteiras fluviais brasileiras. Construídas pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), as embarcações já estão a postos para operações ribeirinhas em áreas estratégicas, como Guaíra e Foz do Iguaçu, no Paraná, conforme a entidade anunciou, na última segunda-feira (27).
A primeira das quatro lanchas encomendadas pelo Exército foi entregue em dezembro, ao Centro de Embarcações do Comando Militar da Amazônia, em Manaus (AM).
Trata-se de um modelo robusto, construído em alumínio de alta resistência, equipadocom proteção balística, metralhadoras 50mm e MAG 7,62mm, capazes de disparar de 600 a mil tiros por minuto.
Foto: Exército Brasileiro / Divulgação
As lanchas blindadas ainda são potentes, graças aos motoresde 320 hp. Os equipamentos permitem que o barco chegue a uma velocidademáxima de 35 nós (cerca de 65 km/h), com 17 pessoas a bordo. A capacidade do tanque, por sua vez, garante uma autonomia de 13 horas na velocidade de cruzeiro.
Outro fator que contribui para a alta velocidade da lancha é o emprego de máquina de corte CNC (do inglês Computer Numeric Control), controlada por computador e capaz de produzir peças em série com precisão.
Foto: Marinha do Brasil / Divulgação
O gerente de Construção de Embarcações até 200 Toneladas do AMRJ, Servidor Civil André Patrocínio de Castro, explica que o projeto da lancha blindada é semiautomatizado. Assim, através de uma versão em 3D, o AMRJ consegue “fazer modificações de forma antecipada à construção, na fase de projeto”.
Com isso, conseguimos mitigar qualquer tipo de problema e visualizar futuras melhorias, além de reduzir custo e acelerar a produção– explica
Já em relação à montagem da chapa de proteção balística, Castro ressalta que “o corpo técnico do Arsenal desenvolveu um sistema de montagem” que garantiu “que qualquer erro dimensional na construção da lancha não seria suficiente para impedir a montagem da proteção, nem seria necessário qualquer serviço adicional”.
Lanchas blindadas da Marinha são evolução de outros modelos
Quem ditou os passos das novas lanchas produzidas pelo AMRJ foi uma outra classe, a “Excalibur”, projetada e construída pela Base Fluvial de Ladário, no Mato Grosso do Sul. O modelo, batizado de “Cuiabá”, foi entregue ao Grupo de Embarcações de Operações Ribeirinhas do Mato Grosso (GrEOPRibMT) em julho de 2021.
Esta e outras três lanchas similares que pertencem ao Grupo atuam na contenção de incêndios, nos levantamentos hidrográficos e no treinamento militar, conforme explica o Encarregado da Divisão de Manutenção e Reparos do GrEOPRibMT, Primeiro-Tenente Marcus Bezerra.
A gente opera, por exemplo, no combate aos incêndios florestais, transportando equipe de bombeiros, brigadistas, materiais, combustível para uso de outras embarcações em lugares mais remotos– conta
A partir da lancha blindada de operações ribeirinhas “Cuiabá”, o Arsenal projetou a “Sinop”, entregue à Delegacia Fluvial de Guaíra, em maio de 2022, e a “São Félix do Araguaia”, em agosto do mesmo ano, à Capitania Fluvial do Rio Paraná. Em setembro de 2023, foi assinado o Termo de Execução Descentralizada (TED) para a construção de quatro unidades, como parte do Projeto de Obtenção de Embarcações Blindadas do Exército Brasileiro.
Operação Fronteira
Recentemente, NÁUTICA acompanhou uma operação da Polícia Federal no Lago de Itaipu, um dos maiores lagos artificiais do mundo, na fronteira entre Brasil e Paraguai. Na região, os agentes combatem o contrabando, o tráfico e outros crimes que atravessam essas águas estratégicas. Confira:
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Em Sydney, capital da Austrália, autoridades locais estão investigando o motivo da aparição de centenas de bolinhas misteriosas nas praias da cidade. Ao todo, nove praias chegaram a ser fechadas por segurança, e orientação das autoridades é que banhistas não toquem no material em nenhuma hipótese.
A determinação para o fechamento das praias de modo temporário veio do Conselho de Northern Beaches, e incluiu até mesmo as mais famosas, como Manly e Bondi — que recebem uma alta quantidade de visitantes nesta época do ano. Dois dias depois, porém, a medida foi revogada, uma vez que a maioria delas “voltou ao normal” — Dee Why foi a última a reabrir ao público.
Mysterious balls are attacking Australian beaches again – Sydney authorities have already closed 9 of them.
However, the “aliens” have changed their strategy – they have become smaller and whiter.
At the end of last year, I wrote ⌨️ about mysterious black balls being found on… pic.twitter.com/8LeIjnebDn
Os objetos se assemelham ao mármore, com cores entre o branco e o cinza. Estudos realizados nas bolinhas indicaram a presença de bactérias presentes nas fezes de animais e humanos, além de ácidos graxos saturados (um tipo de gordura). Anteriormente, hidrocarbonetos também haviam sido identificados.
Foram encontradas ainda bactérias coliformes fecais (presentes em grandes quantidades no intestino de humanos e animais de sangue quente), além de fragmentos de rochas vulcânicas, como pedra-pomes, e a bactéria Escherichia coli, conhecida por causar diarreia.
Ainda não há, contudo, nada que comprove de onde veio o objeto misterioso. Para isso, será feita uma segunda análise de outras amostras, que deve reforçar mais informações sobre as bolinhas. A expectativa é que os novos estudos ajudem a rastrear a origem e como elas foram parar nas praias.
Em comunicado, a Northern Beaches Council disse ter sido alertada sobre novos detritos pela Agência de Proteção Ambiental de Nova Gales do Sul (EPA). Além disso, a população foi orientada a entrar em contato com as autoridades caso avistasse as “bolas de gude”.
A terra do mistério
Não é de hoje que a Austrália enfrenta uma onda de objetos misteriosos. Em outubro de 2024, oito praias foram fechadas por vários dias e uma limpeza em massa foi ordenada depois que milhares de depósitos pretos começaram a aparecer na costa.
Na ocasião, os testes autorizados pelas autoridades determinaram que as bolinhas provavelmente eram resultado de um vazamento de esgoto. Tal objeto continha desde moléculas de óleo de cozinha e espuma de sabão até medicamentos para pressão arterial, cabelo e até metanfetamina.
Porém, a Sydney Water (agência que fornece água para a capital da Austrália e arredores) declarou que não havia problemas conhecidos com os sistemas de resíduos da cidade. Logo, as autoridades ainda não sabem a origem do objeto misterioso e, na falta de um, agora as praias têm dois mistérios.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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Uma lancha encalhada na areia chamou atenção nos últimos dias em Bertioga (SP). Com o nome de “Abençoada IV”, a embarcação foi filmada por quem passava pelo Canto do Indaiá. Publicado no Instagram de NÁUTICA, o vídeo teve mais de 1,1 milhão de visualizações. O time de reportagem de Náutica encontrou o dono do barco, que explicou o contexto do incidente.
A lancha de luxo de 52 pés foi filmada no último domingo (26). Seu proprietário é Carlos Pires, de 55 anos, que tem a companhia da “Abençoada IV” pelos mareshá pelo menos oito anos. No sábado (25), no entanto, ela lhe deu um verdadeiro susto.
Naquele dia, Carlos, acompanhado de mais três pessoas, saiu da Marina Del Rey, na estrada Guarujá-Bertioga, rumo ao Indaiá, para um encontro de embarcações.
Tinha acabado de fazer a revisão dos motores e um teste rápido em um canal, no dia anterior– conta o dono da Abençoada IV
A Intermarine “Abençoada”. Foto: Arquivo Pessoal
A lancha seguiu caminho sem problemas, como o esperado, até chegar ao destino. Lá, porém, um dos motores “morreu”, fazendo com que Carlos precisasse manobrar o barco com apenas um dos dois equipamentos. Pouco tempo depois, porém, o segundo motor também parou de funcionar.
Liguei para o mecânico, que sugeriu um ‘sangramento’, por suspeitar de uma entrada de ar– explica
A atitude, conhecida como “sangria”, refere-se à remoção de ar do sistema de combustível— e deu certo. Os motores estavam funcionando. Mais tarde, porém, Carlos resolveu ligar a embarcação novamente para testar, e foi aí que percebeu que um dos motores tinha parado mais uma vez.
Na dúvida sobre como agir, o proprietário aceitou a ajudade colegas presentes, que se ofereceram para “puxá-lo” quando fossem embora. O problema, segundo ele, é que com a espera pelos colegas acabou se estendendo e o clima começou a mudar.
O mau tempo fez com que muitos barcos fossem embora ao mesmo tempo. Carlos considerou que não seria prudente fazer o mesmo com um motor só.
Priorizando a segurança, sua ideia foi deixar a lancha onde estava, para, no dia seguinte, buscá-la cedo para levar de volta à marina num reboque. E assim foi feito. O barco lá ficou, com um marinheiroa bordo.
O dia seguinte
A chuva, que se aproximava enquanto Carlos ainda estava no encontro, realmente veio. E com força. “Houve uma grande ventania, acompanhada de uma tempestade”, recorda o proprietário, que ressalta que o marinheiro passa bem.
O barco foi arrastado com corrente e tudo para a areia. Graças a Deus não bateu em ninguém, não foi para as pedras e o marinheiro ficou bem– conta
“No dia seguinte fomos lá olhar, para tentar tirar o barco. Fomos inclusive bem atendidos por um cabo da Marinhachamado Daniel”, relata. A tentativa acabou não dando certo. A alternativa, então, foi esperar por uma maré mais alta na segunda-feira (27).
A maré veio e, com o auxílio de um trator, que fez uma piscina ao redor do barco, a lancha flutuou, possibilitando sua retirada. “Só subimos o barco no dia 28”, conta Carlos.
Parece até um milagre, eu fiquei espantado. Não tirou absolutamente nada do barco, nem o eixo– ressalta o proprietário
As lições que ficam do incidente
Apesar do ocorrido ter sido “uma fatalidade” e Carlos reconhecer que “não sabia que os colegas ficariam até mais tarde nem tinha como prever que o clima viraria tão rápido”, algumas lições ficam.
A medida correta que eu tomei foi não arriscar sair à noite com o barco em risco, ainda mais com todo mundo correndo por causa da tempestade– destaca
Para o proprietário, se ele tivesse arriscado, não seria possível “segurar o barco sendo rebocado”. Ele explica que a lancha “ia bater nas pedras do canal ou ainda nos barcos de Bertioga”.
Foto: Arquivo Pessoal
Ela foi abençoada mesmo. Eu, quando vi o barco na areia, pensei ‘arrebentou tudo’. E não teve nada– comemora
Para Carlos, vale ressaltar a diferença de um barco bem-feito, como ele considera sua lancha. “Aguentou, não deu problema de nada. Impressionante”, ressalta. Ele, contudo, não deixa de destacar que “as manutençõesestavam todas feitas”.
Por enquanto, a suspeita para o incidente que deixou a lancha encalhada em Bertioga, segundo Carlos, gira em torno de uma possível entrada de ar no motor, ou, ainda, um problema de diesel.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Esse é mais um texto sobre megaiatesrevelados na Itália, o berço da náutica mundial. Mas no caso deste, um detalhe, em especial, chama atenção: o modelo lançado pela CRN Yachts — parte do Ferretti Group — carrega um nome em português. Trata-se do “Amor à Vida”, um megaiate de 67,6 metros repleto de tecnologia.
A partir do nome, o que se imagina é que o proprietário possa ser brasileiro— ou português, quem sabe. Mas a verdade é que, seguindo a cartilha de compras milionárias como essa, o nome do dono foi mantido em sigilo.
Megaiate Amor à Vida durante testes em 2023. Foto: CRN / Divulgação
Até agora, especulações apontam para um gestor de fundos de hedge, baseado em Nova York, que, antes do megaiate Amor à Vida, possuía uma embarcaçãomenor, de 46 metros, vendida ao final de 2024 — e, antes dessa, uma Azimutainda mais enxuta.
Conforme informações da CRN, o proprietário ainda é um entusiasta de ações sustentáveis. Isso porque um dos pontos-chave para que ele adquirisse a embarcação foi o fato do projeto refletir o comprometimento do estaleiro com a sustentabilidade, já que sua intenção era “incorporar salvaguardas ambientais ao design”.
Afinal, como é o megaiate Amor à Vida?
Lançado em Ancona, na Itália, o megaiate Amor à Vida chegou a receber outro nome: Projeto Maranello. Nessa época, inclusive, a embarcação foi vista navegando “nua” por aí. A vista pouco agradável do barco aconteceu em 2023, durante alguns testesrealizados pelo estaleiro– mas isso são águas passadas.
Agora, já como Amor à Vida, a embarcação luxuosachega como o primeiro de quatro iates da CRN totalmente personalizados — os outros são o CRN 144, de 85 metros; o Project Thunderball, de 70 metros, e o CRN 146, de 67,6 metros.
Foto: CRN / Divulgação
Construído em aço e alumínio com casco de deslocamento, o Amor à Vida foi pensado em conjunto pela CRN e pelo estúdio de design Nuvolari Lenard, que assina tanto o estilo exterior quanto o interior do barco.
No exterior, inclusive, a Nuvolari apostou nas janelas alongadas, que, segundo os designers, “abraçam totalmente os requisitos específicos do proprietário enquanto incorporam sua visão e estilo de vida“.
Em termos de navegação, o megaiate corta ondascom um sistema de propulsão híbrido, capaz de aumentar a eficiência de combustível dos motores principais e dos geradores, ao passo que garante conforto aos hóspedes durante a navegação.
Foto: CRN / Divulgação
O Amor à Vida conta ainda com um sistema de recuperação de calor para “otimizar o gerenciamento de águaquente para as piscinas e sistema de encanamento, reduzindo o impacto energético e os custos, ao mesmo tempo em que garante um serviço rápido e eficiente”, como explica a CRN.
Embora detalhes mais específicos sobre o megaiate Amor à Vida ainda não tenham sido revelados, já se sabe que a embarcação acomoda 12 hóspedes e nada menos que uma equipe de 17 tripulantes. O proprietário misterioso do barco deve recebê-lo ao final deste ano.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Nomes científicos de animais são difíceis de memorizar, mas talvez o deste isópode recém-descoberto pela ciência permaneça na sua lembrança: Bathynomus vaderi. O batismo faz referência ao vilão mais famoso das galáxias, Darth Vader, pela semelhança entre o formato da cabeça desse gigante inseto do mare o capacete icônico do personagem de Star Wars.
São muitas as camadas por trás desse inseto marinho, que já era considerado iguaria culinária no Vietnã — país em que foi encontrado sendo comercializado em um mercado de frutos-do-mar — antes de ser descoberto. A semelhança com o vilão segue em níveis de grandeza: enquanto Vader é um gigante das telonas, o isópode é o maioral dos mares — ao menos dentro de seu gênero.
Foto: Nguyen Thanh Son / Divulgação
O animal, que pode chegar a 32,5 centímetros de comprimento e pesar mais de um quilo, normalmente habita profundidades oceânicas que variam de 170 m a 2.500 m — o que ainda lhe dá o poder de sobreviver em regiões com baixa luminosidade. Seu lar, contudo, é ainda pouco explorado pela ciência.
Por lá, o inseto é considerado “o rei dos mares” e uma iguaria culinária considerada mais saborosa, inclusive, do que a lagosta.
Dois desses exemplares foram enviados para análise no Museu de História Natural Lee Kong Chian, da Universidade Nacional de Singapura. O tamanho incomum dos animais despertou o interesse dos cientistas, que, após um ano de estudos, identificaram a espécie como desconhecida até então.
Foto: Peter Ng / Divulgação
“A descoberta de um ser tão peculiar quanto o Bathynomus vaderi no Vietnã ressalta o quanto ainda sabemos pouco sobre as profundezas marinhas”, afirmaram os pesquisadores em comunicado.
O fato de uma espécie tão grande ter permanecido oculta por tanto tempo mostra o quanto ainda precisamos explorar as águas do Sudeste Asiático– ressaltaram os cientistas
Até o momento, o inseto marinho de nome inspirado em Darth Vader foi encontrado em águas profundas de Biển Đông — região vietnamita do Mar da China Meridional — e ao longo da costa das províncias do centro-sul do Vietnã.
Pesquisas futuras buscarão verificar sua presença em outras áreas próximas. Apesar dos desafios técnicos, a exploração de águas profundas avança, impulsionada principalmente pela pesca e pela extração de petróleo.
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A paixão por navegar atravessou a trajetória do biomédico Moacir Netto de forma inesperada. Mas quando ele uniu esse universo ao seu dom de ensinar, descobriu um novo propósito: ajudar mais pessoas a também conseguir sua habilitação náutica, agora como Capitão Netto.
Mas a história de Netto com o mundo náutico não surgiu da infância. Ele já cursava a faculdade de biomedicina, nos anos 90, quando um amigo o chamou para navegar. Foi amor à primeira vista ao universo dos barcos. “Desde então, a água salgada ‘entrou’ na minha veia”, brinca o capitão.
Foto: Arquivo Pessoal
A bordo do barco da família deste amigo, Netto teve a oportunidade de realizar diversas navegações e ainda fazer muitas amizades no mar. Mas, já nos anos 2000, em início de carreira profissional, o tempo sobre as águas passou a ser cada vez mais escasso.
Em 2005, Netto assumiu outro leme: o da sala de aula, ministrando cursos voltados à área da saúde e na graduação.
Meu tempo acabou, o máximo que conseguia fazer era sair de caiaque pelo mar de Santos e Guarujá nos pouquíssimos finais de semana que tinha– Capitão Netto
Foto: Arquivo Pessoal
A vocação de Netto para ensinar era nítida. Assim, em 2012, ele se dedicou ao mestrado acadêmico em biomedicina e virou professor de pós-graduação na área da saúde — onde atua até hoje.
A volta ao mar
Foi a partir de 2020, com a pandemia, que o professor Netto traçou uma nova rota. Trabalhando na área da saúde, ele chegou emocionalmente ao seu limite de saúde mental, devido ao receio de contaminar a si e a sua família nas várias ondas de Covid.
Todos nós, da área de saúde, sentimos o peso e o medo de um vírus desconhecido e que tínhamos que ser fortes psicologicamente– Capitão Netto
Foto: Arquivo Pessoal
Em 2022, para escapar dos traumas da pandemia, Netto decidiu se dedicar aos estudos de um tema fora da área da saúde.
Lembrei dos meus velhos tempos de navegação e resolvi estudar para tirar habilitação náutica. Entrei de cabeça!
Desde então, ele não parou de estudar. Primeiramente, tirou as habilitações de arrais amador e motonauta. Ainda em 2022, virou mestre amador e, em 2023, foi habilitado como capitão amador.
Educação no DNA
Carregando em seu DNA o talento para ensinar, Netto estendeu a vocação ao mundo náutico. Nada de guardar os conhecimentos para si: ele passou a dividir, nas redes sociais, dicas para as provas de habilitação náutica.
Foto: Arquivo Pessoal
Com mais de 17 mil seguidores em seu perfil no Instagram, o Capitão Netto agora faz parte do time Influenciadores NÁUTICA, para dividir ainda mais conhecimento sobre o mundo náutico. Seja bem-vindo, capitão!
Foto: Arquivo Pessoal
Você também quer fazer parte do time de Influenciadores NÁUTICA? Envie um e-mail para [email protected] ou um direct para @revistanautica no Instagram.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O mercado de superiates não conhece a palavra “limites” quando o assunto é extravagância. Prova disso é o Khalilah, icônica embarcação “feita de ouro” que, nem assim, consegue encontrar um dono para chamar de “seu” desde 2019. Essa história, contudo, promete estar com os dias contados.
A My Ocean, corretora responsável pela embarcação, recalculou a rota e baixou o preço do superiate de 162 pés (49 metros de comprimento) duas vezes nos últimos três meses, totalizando um desconto de 3 milhões de euros (aproximadamente R$ 13 milhões, em conversão realizada em janeiro de 2024).
Foto: Instagram @my.khalilah/ Reprodução
Sendo assim, atualmente o preço para adquirir este brinquedo é de “apenas” 19,9 milhões de euros (aproximadamente R$ 123 milhões). O valor, apesar de ser o mais baixo já registrado para a venda do barco, não soma grande desconto quanto convertido em real.
Isso porque em 2019, quando foi colocado à venda, o superiate “de ouro” valia 28,5 milhões de euros (R$ 130 milhões à época). Já em 2023, o valor caiu para 24,9 milhões de euros (quase R$ 134 milhões naquele ano). Ou seja: de 2019 para cá, o valor em euro caiu 33%, enquanto que, no real, a redução foi de apenas 5%.
Vale ressaltar que o célebre barco tem mais de 11 anos de vida. Feito pelo estaleiro Palmer Johnson, o superiate foi entregue ao seu proprietário em 2014 e, cinco anos depois, já se encontrava à venda. Atualmente, ele está atracado em Barcelona.
Luxuoso e reluzente
Se a extravagância ficasse apenas no casco, estava de bom tamanho. Mas este superiate — que parece ter sido feito por um joalheiro — se trata do maior navio privado construído inteiramente de carbono, e ainda sustenta outros luxos nas partes interna e externa.
Foto: Instagram @myocean yachts/ Reprodução
Essa belezinha tem um design exclusivo de casco triplo que o torna mais largo do que o comum e, mesmo que pareça mais volumoso do que sugere, o interior não deixa a desejar em espaço. O Khalilah possui 11 cabines que, ao todo, podem acomodar 11 pessoas — além de acomodações para nove tripulantes.
Assim como a origem do seu nome (que vem do árabe e significa “amigo”), o Khalilah tem um toque típico do Oriente Médio em sua decoração — mesmo que oscile entre ilustrações de beija-flores e murais de polvo. O piso de carvalho manchado complementa os estofados avantajados.
Foto: Instagram @myocean yachts/ Reprodução
Reformada em 2020, com uma reforma técnica abrangente em 2023, ela agora tem uma plataforma de popa ampliada e novos estabilizadores. Mas o melhor vem depois: um beach club à beira-mar, com degraus que levam os hóspedes a centímetros das águas.
Não poderia faltar uma banheira de hidromassagem ao ar livre e uma espaçosa área de estar no deque superior — na companhia de estátuas de ursos de pelúcia em tamanho real.
Foto: Instagram @myocean yachts/ Reprodução
Para descansar, o salão do deque principal tem uma atmosfera relaxante, com janelas do chão ao teto que oferecem uma vista deslumbrante do oceano. Na hora de jantar, suntuosas portas de vidro levam até a área de refeição ao ar livre, que conta com uma mesa de jantar de madeira sob medida para 10 pessoas. Na velocidade, o barco navega a até 25 nós (46,3km/h).
Nem tudo que reluz é ouro
Dada a descrição do barco e suas recentes quedas de preço, vem aquela famosa “pulguinha atrás da orelha”: se ele é tão bom, por que algum ricaço ainda não o comprou?
Foto: Instagram @myocean yachts/ Reprodução
Primeiro, é importante ressaltar que este superiate não é feito de ouro de verdade. Ele foi pintado com um tom especial de Cordova Gold com acabamento perolado dourado, que se destaca conforme a luz o atinge — mas a resposta não vem exatamente daí.
A baixa adesão vem do mercado. Desde que a My Ocean, que tem como CEO Johny Dodge, assumiu o superiate “de ouro”, o setor enfraqueceu. Segundo um relatório do Monaco Yacht Show, as vendas de iates usados — caso do Khalilah — , caíram 9%.
Dodge afirma que o Khalilah é um dos barcos com preço mais competitivo nessa faixa de tamanho — e ressalta a oportunidade de compra-lo antes da temporada de verão. Segundo ele, “sempre há um iate maior, mas este é um dos mais icônicos do mundo”.
Já que a esperança é a última que morre, Dodge imagina que alguém “jovem, com visão de futuro” e apaixonado por “inovação, impacto e destaque” será o novo proprietário desta extravagância. Inclusive, a My Ocean é especializada em vendas de criptoativos, e aceita criptomoeda na venda do Khalilah e outras operações.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O estaleiro Solara Yachts começou o ano de 2025 com novidades. A marca gaúcha vai inaugurar, nesta quinta-feira (30), seu mais novo escritório na Marina Pier 33, em Biguaçu, na Região Metropolitana de Florianópolis, em Santa Catarina.
Já com fábrica no Rio Grande do Sul, uma loja exclusiva na capital paulista e um escritório na Marina Guararu, no Guarujá (SP), a Solara vê a inauguração do novo escritório em Biguaçu como a oportunidade de fortalecer a presença estratégica da marca no Brasil, ampliando sua conexão com o público em todo o território nacional.
Foto: Solara Yachts / Divulgação
Esse é um passo essencial para consolidar cada vez mais a nossa marca– ressalta Celso Antunes, diretor comercial do estaleiro
Celso Antunes, diretor comercial da Solara Yachts. Foto: Revista Náutica
Vale ressaltar que Santa Catarina é uma das regiões mais importantes para o mercado náutico brasileiro, reconhecida, inclusive, como o principal polo náutico do Brasil, devido à sua tradição e infraestrutura.
Ter um escritório em Santa Catarina reforça nosso compromisso em estar mais próximos dos clientes, oferecendo atendimento personalizado e soluções que atendam às exigências do mercado– destaca Celso Antunes
A Solara produz embarcaçõesde fibra de 23 a 50 pés, além de uma linha de pontoonsem alumínio e uma boat house— um barco com formato e tamanho de uma casa. Segundo Celso, tanto em 2025 quanto em 2026 o estaleiro revolucionará o mercado e a marca com grandes lançamentos.
A inauguração do novo escritório da Solara Yachts em Biguaçu acontece no dia 30 de janeiro, a partir das 17h, na Marina Pier 33, localizada na Rua Pedro José Hoffmann, 33.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Neste ano, a cidade de Belém, no Pará, será o palco da COP30, a 30ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. Durante as obras do evento, contudo, algo inesperado aconteceu: um barco centenário foi encontrado soterrado. Seu resgate terminou na última segunda-feira (27).
A embarcação do século 19 foi descoberta em agosto de 2024, no Parque Linear da Nova Doca, na Avenida Visconde de Souza Franco, e começou a ser retirada, de fato, em janeiro de 2025. O processo foi dividido em três etapas — todas já realizadas — , visando a conservaçãodo achado arqueológico.
Uma equipe técnica da superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Pará foi acionada assim que a embarcação foi encontrada. Desse modo, a Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) recebeu as devidas considerações técnicas sobre as ações de conservação, do resgate adequado e estudosposteriores do achado — além de futuras ações para disponibilizá-lo para visitações.
Barco centenário da COP30: o que se sabe
O barco encontrado nas obras da COP30 é considerado único, uma vez que ainda não se tinha notícias sobre achados do gênero na região — vale destacar que ele foi encontrado a partir de escavações arqueológicas em contextos de licenciamento para obras públicas no Centro Histórico de Belém.
As pesquisassobre a embarcação seguem sendo atualizadas, mas pesquisadores já conseguem afirmar que se trata de um barco de pelo menos 100 anos.
É, no mínimo, algo do século 19, porque só aqui, enterrada, essa embarcação tem mais de 110 anos– afirmou o arqueólogo Kelton Mendes, ao G1
O achado tem 22 metros de comprimento, 7 metros de largura e 2,25 metros de profundidade. Sua estrutura é composta por ferro, embora existam suspeitas de que pedaços de madeirapodem também ter feito parte do barco.
O local em que a embarcação foi encontrada, conhecido como antigo córrego das Almas, funcionava como um entreposto econômico e portuário — que depois foi transformado em um bairro comercial de forma abrupta.
O fato tem levado os estudiosos a acreditarem que o achado pode estar relacionado com o tráfego de mercadorias e pessoas. Pesquisas posteriores ainda devem indicar outras características, como se o barco funcionava a vapor ou se tinha operações mais modernas.
Para Kelton Mendes, que também atua com a empresa responsável pela obra do local, a embarcação deve conter informações que contribuam para reflexões acerca da história de Belém e sobre como a sociedade modernizou as relações com os rios, vistos, antes, como as únicas vias de deslocamento antes do aterramento da cidade.
Desenterrado, barco será exposto a visitantes
O Iphan, representado pela superintendente Cristina Vasconcelos e pelo arqueólogo Augusto Miranda, informou que, após o resgate da terceira e última parte — retirada na noite desta segunda-feira (27) — , a embarcação será restaurada e preservada para futura exibição.
Última parte da embarcação encontrada nas obras da COP30 foi retirada na noite desta segunda-feira (27). Foto: Leonardo Macêdo/Ascom Seop / Agência Pará / Divulgação
“Atualmente, temos uma estrutura composta inteiramente de ferro, mas a equipe de arqueologia continuará investigando para descobrir: havia partes de madeira? Poderia ser um barco a vapor? Essas respostas ajudarão a contar nossa história daqui em diante”, destacou Cristina.
Estima-se que o processo de restauração dure cerca de 150 dias (cinco meses). A COP30 está marcada para acontecer de 10 a 21 de novembro deste ano.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Expedições de jetsão sempre grandes aventuras e, como tal, reservam também grandes surpresas — boas e ruins. Para os amigos do grupo Caveiras do Mar, o percurso escolhido, de aproximadamente 230 milhas náuticas (cerca de 370 km) não era novidade, mas tinha um objetivo: ser mais tranquilo e bem aproveitado do que quando foi percorrido por eles mesmos pela primeira vez, em 2021.
Naquela época, sair de Itacuruçá, em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, e chegar a Ilhabela, em São Paulo, foi uma verdadeira missão que, apesar de concluída, deixou ao grupo um gostinho de “poderia ter sido melhor”.
Ilha Anchieta, em Ubatuba. Foto: Caveiras do Mar / Divulgação
Da primeira vez ficamos dois dias em Ilhabela tomando Dorflex para curar o esforço físico que a gente fez– relembra Flávio Sobral, um dos integrantes do Caveiras
Desta vez, então, o grupo fez uma pequena mudança na rota. Além de incluir mais paradas — da primeira vez, o trajeto foi feito no mesmo dia — , substituíram a Capital da Vela por outra cidade do litoral norte de São Paulo: Ubatuba. Assim, o mapa ficou marcado com as seguintes paradas: Itacuruçá (RJ); Paraty (RJ); Ubatuba (SP); Sítio Forte, em Ilha Grande (RJ); e Mangaratiba (RJ).
O percurso, para Flávio, que atua como agente de investimento no mercado financeiro, constitui “uma das áreas de navegação mais bonitas do Brasil”. No final das contas, não só a mudança no roteiro fez a diferença. Desta vez, parecia mesmo que a natureza queria que a história fosse outra.
Em sincronia com a natureza
Com suas motos aquáticas, Alexandro Brandão (Yamaha FXHO), Felipe Brandão (Yamaha FXHO), Cristiano Guimarães (Sea-Doo Explorer 170), Eduardo Barbosa (Sea-Doo GTX 300), Ewaldo Peixoto (Yamaha FXHO), Flávio Sobral (Sea-Doo Explorer 170), Marcus Vinicius (Sea-Doo GTX 170) e Givanildo dos Santos (Sea-Doo GTX 300) partiram de Itacuruçá, em Mangaratiba, na Costa Verde do Rio de Janeiro, rumo a Ubatuba, no litoral de São Paulo, no dia 16 de janeiro.
Foto: Caveiras do Mar / Divulgação
O planejamento da equipe, que tinha ainda outros dois integrantes como grupo de apoio em terra, contou com quase 40 itens indispensáveis para uma expedição tranquila — entre eles, claro, o Dorflex. Âncora, rádio, água, lanterna, documentos… nada ficou de fora. Mas quem encheu mesmo cada espaço do jet foi a esperança de uma viagem tranquila e bem aproveitada pelos oito pilotos.
Para isso, a ideia foi fazer paradas a aproximadamente cada 100 km, visando uma navegaçãomais sossegada em comparação à primeira vez, quando o esforço físico quase venceu o grupo.
Foi legal porque avaliamos melhor vários pontos de parada que já conhecíamos. Aproveitamos muito mais– destaca Sobral
Parada em Passaterra. Foto: Caveiras do Mar / Divulgação
Quem também deu uma mãozinha no objetivo dos amigos na expedição de jet foi a mãe natureza, que os presenteou com o famoso mar de azeite — ao menos durante boa parte do percurso.
Demos sorte porque pegamos uma condição de mar excepcional. O mar ficou muito baixo– relembra Sobral
Assim, o grupo pôde ainda desfrutar da vantagem de economizar combustível. Para se ter uma ideia, uma das paradas previstas para abastecimento na ida foi pulada, uma vez que não houve necessidade. Em média, cada jet consumiu 183 litros.
Praia de Tarituba, em Paraty. Foto: Renato Bulhoes / Wikimedia Commons
Aproveitar para comer ostras direto do produtor em Passaterra, na Ilha Grande, e observar cardumes enormes de botospelo caminho foram também pontos fortes da expedição, que teve ainda o gostinho especial de um churrasquinho raiz na ilha Anchieta, em Ubatuba, e uma parada especial na praia de Tarituba, onde foi gravada a famosa novela “Mulheres de Areia”.
Expedição de jet: aventuras e seus dilemas
Embora o martranquilo tenha dado aos jeteiros tempo de sobra e um “problema bom de resolver”, como define Flávio, nem tudo são flores em uma expedição de jet — afinal, expedições são aventuras, e aventuras sempre trazem surpresas boas e ruins.
Flávio Sobram na Ilha Anchieta, em Ubatuba. Foto: Caveiras do Mar / Divulgação
As boas já estão claras, mas as ruins vieram, principalmente, em um trecho próximo à Paraty, ainda na ida. “Pegamos um mar muito alto e inexplicável”, conta Sobral. Ele explica que a situação foi bem fora do padrão, com um mar bastante “grosso” entre as ilhas do Algodão e Deserta — essa última, onde o grupo buscou abrigo.
Foi num local que a gente nem podia imaginar– destaca Sobral
A situação fez com que os pilotos precisassem usar sua experiência para manter o motor da embarcação em giro constante, visando economizar o combustível que, até então, estava sobrando. “O combustível tem que ser bem calculado, deve-se fazer uma condução bastante consciente”, reforça Flávio.
Um dos integrantes, porém, como novato, acabou desviando um pouco da rota e consumindo mais combustível do que deveria, o que obrigou o grupo a realizar, na volta — e no mar — um abastecimento de emergência.
Apesar das turbulências, o trajeto difícil não durou mais que uma hora, e nem de longe ofuscou o brilho da expedição, concluída com sucesso e a tempo do almoço do dia 20 de janeiro.
Foto: Caveiras do Mar / Divulgação
Para as próximas expedições, o grupo de amigos planeja sair de jet já de Ilha Grande e seguir até o Guarujá, também no litoral de São Paulo. Flávio, por sua vez, almeja um dia navegar para o Sul do país, chegando até Florianópolis. “Precisa de mais tempo, mas sei que é possível”.
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Era 1983 quando um gigante dos mares entrou na árvore genealógica dos Gucci, ainda como um desafio de engenharia. Desde então, tradição e navegação se misturam como as linhas que tecem as roupas de luxoda marca italiana.
O barcoé nada menos que o quase centenário Creole, o maior veleirode madeira clássico do mundo. Ao primeiro olhar, o que se vê é uma embarcação que esbanja classe, glamour e muita sofisticação — tudo isso com um ar vintage que o tempo só faz melhorar. Mas até chegar a esse ponto, o barco precisou sobreviver, inclusive, a uma guerra.
O caminho do Creole até virar o barco da família Gucci
Hoje o Creole está sob os cuidados de Allegra, filha mais nova do falecido Maurizio Gucci (ex-diretor da grife e neto do fundador da empresa), que mantém o barco cuidadosamente dentro do legadodeixado pelo pai.
Foto: Trayex / Wikimedia Commons / Reprodução
Maurizio foi quem colocou o barco na família, ainda em 1983, dois anos após o nascimento da Allegra. Naquele ano, mais do que ganhar uma família nova, o Creole renasceu.
Para entender melhor essa história, contudo, é preciso olhar ainda mais para trás, mais precisamente, para 1927, quando o gigante de 65,3 metros foi entregue pela Camper & Nicholsons para o fabricante de carpetes dos Estados Unidos Alexander Smith Cochran, que o batizou de “Vira”.
Cochran, porém, acabou fazendo alterações ousadas no barco. Ele achou os mastros muito altos e os cortou mais do que deveria — se é que deveria –, adicionando mais lastro para compensar os mastros recém-atarracados. O resultado: uma embarcação de desempenho ruim e muito diferente do que a Nicholson havia criado.
Após uma frustrada viagem inaugural pela Europa, Cochran colocou o Vira no mercado de corretagem. A partir daí, o barco passou por muitas mãos até chegar à família Gucci, começando pelo major britânico Maurice Pope.
Pope, assim como Cochran, evitava velejar, usando os motoresquase exclusivamente para cruzeiros. Apesar de deixar todo o potencial do barco de lado, foi ele o responsável por dar ao veleiro seu nome atual: Creole. A ideia veio como uma homenagem a uma sobremesa, criada pelo chefde Pope.
Ao que se sabe, o major não soube lidar com as características do barco, tidas como “muito à frente de seu tempo”. Assim, o Creole ganhou seu terceiro proprietário: Sir Connop Guthrie.
O empresário — que chegou a servir como oficial durante os estágios iniciais da Primeira Guerra Mundial — levou o Creole para seus primeiros dias de glória. Nas mãos de Guthrie o veleiro foi restaurado ao mais próximo da ideia inicial da Nicholsons, cruzou o Mediterrâneoe venceu uma série de regatas no final da década de 1930.
Mas, novamente, um obstáculo freou o Creole. Desta vez, um muito maior do que proprietários perdidos: a Segunda Guerra Mundial. Durante o período, o Almirantado Britânico (departamento do Governo do Reino Unido responsável pelo comando da Marinha Real até 1964) requisitou milhares de iates — e o Creole foi um deles.
Renomeado de “Magic Circle”, o veleiro de Guthrie se tornou um humilde caça-minas ao longo da costa escocesa. Ao final da guerra, o barco foi arrematado por Stavros Niarchos, um magnata grego da marinha mercante, conhecido como “Grego Dourado”. Niarchos investiu uma bolada para restaurar o veleiro, que chegou a ser capada Sports Illustrated (uma das principais revistas esportivas dos EUA) em agosto de 1959.
A vida do iate ao lado de Niarchos, porém, também não foi longa. Para a Nicholson, o magnata “arruinou” o veleiro por dirigir o barco com muita força e rapidez, como se fosse um iate a motor.
Em 1977, a Marinha dinamarquesa comprou o Creole para usar como um “navio de treinamento”, em uma espécie de projeto que visava reabilitar viciados em drogas usando um regime naval.
Foi nessa situação que Maurizio Gucci, enfim, conheceu o Creole. Conforme contou Allegra à Boat International, o iate “era como um naufrágio”. “O objetivo do meu pai era dar ao Creole uma segunda vida, manter o barco o mais original possível […] respeitar a alma do barco, em harmonia com sua história.”
O renascer do Creole
Nas mãos de Gucci, o Creole finalmente começou a vislumbrar seus dias de glória. O veleiro passou por reformas significativas durante seis anos, viajando por estaleiros em Beconcini, na Itália; Lurssen na Alemanha e pela oficina Astilleros de Mallorca, na Espanha.
O designer Toto Russo precisou criar um interior para o veleiro — que teve o seu original destruído — e, para isso, voltou seu olhar para os anos 20, instalando obras de arte de época nos seis camarotes de hóspedes do barco da família Gucci. Seu casco voltou ao tom de preto como a noite, embora para Allegra a tinta preta não seja “a melhor tinta para um barco de madeira”.
Mas o Creole nasceu assim e gostamos de mantê-lo assim– comentou
Atualmente, a embarcação construída com casco de aço e teca tem capacidade para oito hóspedes e 16 tripulantes, muito graças a sua boca (largura), de 9,39 metros. A embarcação atinge uma velocidade máxima de 14 nós (25,9 km/h), e uma velocidade de cruzeiro de 10 nós (18,5 km/h), impulsionado por dois motores a diesel MTU.
Considerado o maior veleiro de madeira clássico do mundo, o barco da família Gucci é, principalmente, o protagonista das boas lembranças de infância de Allegra. Além de carregar um diploma em direito, a filha mais nova de Maurizio Gucci é também uma velejadora séria, que cresceu navegando e competindo a bordo do Creole — vencedor do Monaco Classic Week em 2013.
Para ela, a majestosa embarcação quase centenária é uma responsabilidade. “Ela é icônica e você tem que mantê-la assim”, disse ao Robb Report.
O verniz, o latão, as luzes e a alma do iate a vela representam a história da arquitetura naval– destacou Allegra
Hoje, já mãe, o tempo que Allegra passa a bordo é menor. “O Creole é um barco grande, então ter uma criança correndo para cima e para baixo se torna um pouco difícil. Nós vamos velejar — mas talvez não com 28 nós de vento”, brinca.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Bangalôs instagramáveis sobre águasazuis, areia branquinha, piscinas de borda infinita. Quando se pensa em Maldivas, essas são algumas das características que logo vem à mente — até porque tudo isso realmente existe por lá. Mas, contrastando com todo esse estereótipo, o local abriga resorts abandonados que mais parecem as Maldivas “de Chernobyl”.
Um deles trata-se de uma construção pensada para ser mais uma das tantas que estão na lista de desejo de casais em lua de mel, viagens de férias e ensaios fotográficos ao sudoeste do Sri Lanka, no Oceano Índico.
Algo, porém, saiu errado e o local planejado para ser paradisíaco ganhou ares de filme de horror depois de ser abandonado.
Foto: Kale Brock / Reprodução
Ao que se sabe, um político importante das Maldivas é dono da construção, que começou há 12 anos e parou, ainda inacabada, de forma misteriosa. Quem relata essa hipótese é Kale Brock, um surfista e filmaker que descobriu o local durante um retiro de surfe, administrado por ele mesmo.
Todos os dias passávamos por esta ilha e perguntávamos aos capitães dos barcos: ‘ei, o que é esse resort?’– contou Brock ao Escape
Segundo ele, a resposta dos capitães era a de que o lugar estava “fechado, abandonado”. Curioso, Brock convenceu seus guias a levarem-no para dentro da ilha. A experiência lhe rendeu um vídeo em seu canal no YouTube, onde é possível conferir detalhes curiosos — e de arrepiar — desse resort abandonado nas Maldivas.
Como é o resort abandonado nas Maldivas
O que mais chama atenção no esqueleto deste resort são os bangalôs sobre as águas cristalinas, uma vez que construções como essas são já uma tradição no local. Mas, antes deles, vale descortinar tudo o que se esconde em meio à natureza da ilha, ainda em terra.
Foto: Kale Brock / Reprodução
No que seria uma espéciede “salão principal” do resort restou uma única mesa de massagem, suja e abandonada, como tudo ao redor. Ainda por ali se amontoam pilhas de vasos sanitários que nem sequer foram instalados, além de caixas identificadas como “spa” — provavelmente, banheiras — e outros materiais de construção, como revestimentos.
O que seria uma piscina de frente para o mar virou um buraco cheio de água da chuva, já com um ecossistemapróprio — e Brock teve coragem de caminhar por suas beiradas. Na borda dessa que seria a piscina principal, estão também os bares abandonados. “Mojito ou mosquito?”, brinca o surfista.
Foto: Kale Brock / Reprodução
Próximo às instalações foram encontrados ainda um carro e uma caminhonete, deixados ali como parte do cenário de um filme zumbi, completamente abandonados — embora aparentem ter estado em boas condições antes de serem esquecidos.
Já na antiga sala do gerador, “uma fileira completa de máquinas de caça-fantasmas”, como definiu Brock, o fez sentir como se estivesse “no Parque dos Dinossauros depois que o abandonaram”.
Foto: Kale Brock / Reprodução
De todo o cenário apocalíptico, porém, um chama atenção em especial: as acomodações dos funcionários. Isso porque o espaço foi um dos poucos que chegou a ser usado e, agora, aparenta ter parado no tempo. Tabuleiros de xadrez, travesseiros e camas precárias espalhadas formam os vestígios de que, um dia, houve vidapor ali.
Foto: Kale Brock / Reprodução
Não há energiaelétrica, então, Brock e seus colegas iluminaram o local com a lanterna de seus celulares — o que deixou o ar ainda mais sombrio.
Foto: Kale Brock / Reprodução
Para chegar aos bangalôs sobre as águas, o surfista precisou se equilibrar nas madeirasjá precárias que formam o que seria a ponte que interliga todos eles — também inacabada.
As residências são verdadeiros esqueletos, já que, embora estruturadas, estão completamente vazias e sem vida. “Imagine os jantares que você poderia ter tido”, ressaltou o surfista ao observar o local.
Foto: Kale Brock / Reprodução
Ilha de Villingillivaru: outro dos resorts abandonados nas Maldivas
O resort visitado por Kale Brock não é o único que foi abandonado nas Maldivas. A ilha de Villingillivaru, mais conhecida como Villivaru, também abriga uma construção que agora vem sendo tomada de volta pela natureza.
Foto: Martin Blampied / Reprodução
Entre as décadas de 80 e 90, por lá funcionava um resort com todos os requintes tradicionais das hospedagens típicas das Maldivas. A propriedade pertenceu a empresa de viagens indiana Taj Group, antes de ser adquirida pela Sri Lankan Sunland Group e ficar abandonada.
Foto: Martin Blampied / Reprodução
Quem visitou a ilha, em 2016, foi Martin Blampied, morador de Santo Helério, capital de Jersey (uma das ilhas do Canal da Mancha), que se define como um “blogueiro amador, entusiasta de tecnologia, viajante e investidor”.
As memórias da ilha são agridoces, pois seu declínio, envolto em corrupção, negócios multimilionários e má-administração, os impede de retornar– escreveu Blampied em texto no seu perfil do Medium
No caso de Villivaru, as condições são ainda piores em comparação ao resort visitado por Brock. Isso porque, além de as estruturas terem sido pichadas, saqueadas e aparentarem sinais de decomposição, há muito lixoespalhado por todos os cantos.
Foto: Martin Blampied / ReproduçãoFoto: Martin Blampied / Reprodução
Como um país muçulmano, é comum que as ilhas das Maldivas possuam uma mesquita. Em Villivaru, a construção estava em andamento antes do abandono.
Foto: Martin Blampied / Reprodução
Um vídeo, compartilhado no YouTube em 2008, mostra partes de como era o local antes de ser abandonado, em 1987. Confira:
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Para muitos, conhecer o interior de um megaiateé um desejo quase que já guardado no campo das ilusões. Para o cachorro Buddy, contudo, essa é uma realidade diária. Isso porque o simpático golden retriever ostenta dias a bordo do Ulysses — uma das produções mais recentes do estaleiro holandês Feadship— e os compartilha com os meros mortais em seu perfil no Instagram.
Até então, supõe-se que Buddy seja o cãozinho do discreto Graeme Hart, o bilionário empresário neozelandês dono da embarcação. O proprietário do barco opta por uma vida longe da grande mídia, enquanto seu cão segue o caminho contrário — para a alegria dos amantes de barcos, que podem, assim, desfrutar um pouquinho do megaiate.
Foto: Instagram @buddyatsea / Reprodução
O Ulysses da Feadship é mais um dos vários barcos de Hart, que usa sempre o mesmo nome para batizar seus brinquedos de luxo. O modelo atual foi adicionado à frota do estaleiro holandês em 2024, quando virou o parque de diversões de Buddy.
A vida do cachorro Buddy no megaiate Ulysses
Apesar de viver a vida de um pet premium, Buddy ainda é um cachorro. Por isso, seu lugar favorito do barco é também o mais espaçoso: o heliponto na proa. É por lá que ele consegue esticar suas patas correndo para buscar suas bolinhas de tênis que, vira e mexe, tem as águasdo mar como destino final.
Foto: Instagram @buddyatsea / Reprodução
Na falta da bola, o cão tem ainda outras opções nada convencionais a pessoas comuns para seguir se divertindo. Entre elas está o passeio de helicóptero, que ele descobriu, recentemente, ser prazeroso.
Foto: Instagram @buddyatsea / Reprodução
Mergulhar em uma das quatro jacuzzis disponíveis a bordo também é um recurso bastante utilizado pelo cão — até porque, vivendo em alto-mar, não faz sentido ter medo de água.
Foto: Instagram @buddyatsea / Reprodução
Quando os recursos do megaiate parecem não mais satisfazer as necessidades de Buddy, uma carona até a costa parece ser a oportunidade ideal para experimentar iguarias locais e fazer uma caminhada relaxante à beira-mar.
Uma coisa é certa: dentro ou fora do barco, não faltarão mimos dos tripulantes para agradar o pet.
Megaiate Ulysses: uma embarcação envolta em vidro
Encomendado em 2020 e entregue em abril de 2024, o megaiate Ulysses, de 102,6 metros (336,7 pés), foi um verdadeiro desafio de construção para a Feadship. Isso porque o barco é o sucessor de um outro Ulysses, muito maior, que Hart teve por alguns anos.
Foto: Feadship / Divulgação
O desejo do bilionário era manter os recursos e comodidades do barco maior, em uma embarcação menor, visando facilitar o acesso a ancoradouros e portos. Para isso, o estaleiro precisou repensar completamente o seu processo de construção, inclusive reduzindo a sala de máquinas e virando os motorespara o “lado errado”, de forma que se encaixassem.
No final, o quebra-cabeças deu certo e liberou espaço para mais espaços sociais, como uma grande piscina e outras quatro jacuzzis. Além disso, a jogada ousada rendeu à Feadship seu único barco “envolto em vidro”.
Escada de vidro com ponte de vidro, pátio de vidro, jardim de vidro, janelas panorâmicas de vidro em todas as suítes de hóspedes, portas de correr de vidro, quebra-ventos de vidro… são muitos os detalhes do barco que carregam o material.
Falando nas suítes, até 20 hóspedes podem ser recebidos no megaiate, em nada menos que nove delas — e ainda 30 tripulantes viajam em alojamentos separados.
Para empurrar tudo isso e levar o cachorro Buddy de megaiate aos mais belos destinos, o Ulysses é equipado com dois motores MTU, que geram uma velocidademáxima de 18 nós (20,7 mph/33,3 km/h) — além de um alcance de 5 mil milhas náuticas (5.754 milhas/9,260 km) em cruzeiro.
O preço estimado dessa máquina é de US$ 275 milhões (mais de R$ 1,6 bilhão, na conversão de janeiro de 2025), sendo que o superiate Damen Yachting U-81, que acompanha o megaiate como barco de apoio, não está incluso no valor.
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