Uma cidade submersa escondida no Mar Mediterrâneo há milhares de anos pode ter começado a revelar seus segredos no Egito. Em Abu Qir, província de Alexandria, três grandes estátuas em materiais nobres foram retiradas do fundo do mar durante atividades do programa “Patrimônio Cultural Subaquático”, conduzido pelo Conselho Supremo de Antiguidades.
As três principais peças arqueológicas içadas do fundo do mar foram uma grande estátua de quartzo em forma de esfinge com o cartucho do rei Ramsés II, uma estátua de granito de um personagem desconhecido do final do período ptolomaico — quebrada no pescoço e nos joelhos — e uma estátua de mármore branco representando um homem romano da nobreza.
O resgatefoi acompanhado por diversas autoridades egípcias no último dia 21 de agosto. Entre elas, estavam o Ministro do Turismo e Antiguidades, o Governador de Alexandria, o Comandante da Marinha e o Comandante da Região Militar do Norte.
Histórias preservadas no fundo do mar
As estátuas foram as primeiras retiradas do Mediterrâneo em 25 anos, desde a última operação semelhante realizada no país. Desde 2001, o Egito é signatário da Convenção da UNESCOpara proteção do patrimônio cultural subaquático.
Foto: Facebook / Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito / Divulgação
Segundo Mohamed Ismail Khaled, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, o resgate integra um projeto nacional de desenvolvimento da Baía de Abu Qir. Ele explicou que inspetores do conselho trabalham no local e já identificaram construções submersas ao longo dos séculos — resultado, possivelmente, de mudanças geológicas ou de terremotos que fizeram a região afundarno Mediterrâneo.
Para o general Ahmed Khaled Hassan Said, a descoberta arqueológica em Abu Qir não é apenas o resgate de peças raras, mas a recuperação de parte da grande história do Egito e uma valiosa adição ao seu legadocivilizacional.
Mais mistérios estão por vir
De acordo com o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, a área do resgate é considerada um dos sítios arqueológicos mais importantes de Abu Qir. Pesquisas anteriores apontam que a região pode corresponder a uma cidade portuária completa, com edifícios, templos, cisternas, tanques de peixes, porto e cais, provavelmente uma extensão da cidade de Canopo.
As evidências revelam ainda uma continuidade histórica rara, abrangendo períodos do Egito faraônico, ptolomaico, romano, bizantino e islâmico.
Foto: Facebook / Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito / Divulgação
Além das três grandes estátuas, foram encontrados outros vestígios no Mar Mediterrâneo: estátuas reais e de esfinge, restos de um naviocomercial carregado de nozes e amêndoas com uma balança de bronze, ânforas com selos de mercadorias, âncoras de pedra, estátuas de ushabtis (figuras funerárias do Egito Antigo), moedasde diferentes períodos e utensílios cerâmicos, como pratos e tanques de peixes.
O Ministério reforça que as pesquisas em Abu Qir continuam em andamento. Para além das peças já resgatadas, a expectativa é que o marrevele ainda mais capítulos ocultos dessa “civilização afundada do Egito”, mantendo viva a promessa de descobertas que podem reescrever — ou ao menos incrementar — a história da região.
Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias
A Netflix acaba de divulgar o trailer oficial de seu mais novo suspense psicológico, que se passa dentro de um megaiate. “A Mulher na Cabine 10”, uma adaptação do romance homônimo — e best-seller de 2016 — de Ruth Weir, faz a protagonista Laura “Lo” Blacklock, estrelada por Keira Knightley, questionar a realidade após ver o corpo de uma mulher cair no mar.
Jornalista de viagens, Laura é convidada a participar da viagem inaugural do Aurora, um megaiate de luxorepleto de personagens que esbanjam alto poder aquisitivo. Em certa noite, o som do mar é cortado por gritos e ela testemunha, com os próprios olhos, uma mulher ser jogada ao mar.
Laura “Lo” Blacklock, personagem principal, é estrelada por Keira Knightley. Foto: Parisa Taghizadeh/Netflix / Divulgação
O que ela ouve, contudo, é que não falta ninguém — todos os passageiros estão a bordo. Desacreditada, Lo, que já enfrentava problemas pessoais antes de embarcar, passa a ter dificuldades em distinguir o que de fato é real enquanto investiga o caso a bordo do Aurora, onde está confinada em meio ao oceano. Assista ao trailer:
O filme, que mistura gêneros como investigação e suspense psicológico, promete ir além do desenrolar do mistério e levantar pontos complexos, como gaslighting, machismo e desigualdade social. A Mulher na Cabine 10 será lançado na Netflix em 10 de outubro.
Savannah, o “Aurora” da vida real
Ao que tudo indica, quem interpreta o Aurora, embarcação onde se passa a história do livro de Ruth Weir, é o Savannah, megaiate de 83,5 metros da holandesa Feadship. De acordo com a Boat International, a embarcação foi vista durante as filmagens no Porto de Portland, em Dorset, no sudoeste da Inglaterra.
Foto: Feadship / Divulgação
Entregue em 2015, o modelo é tido pelo estaleiro como o primeiro megaiate híbrido do mundoe o primeiro a ser totalmente pintado de metal. Para chegar ao feito, a marca precisou desenvolver uma técnica especial de pulverização, em que a pintura fosse feita de uma só vez para evitar qualquer discrepância de cor.
Foto: Feadship / Divulgação
O convés principal de popa começa já na água. Uma sucessão de degraus leva ao espaçoso beach club e às áreas de estar.
Foto: Feadship / Divulgação
A piscina, em que Lo chega a ser empurrada em uma das cenas do trailer, tem 10 metros e exibe um mosaico de vidrocolorido ao fundo, feito pela artista Cecily Brown.
Foto: Netflix e Feadship / DivulgaçãoFoto: Netflix e Feadship / Divulgação
Há ainda um Nemo Lounge a bordo, um tipo de sala semi-submersa com assentos ao estilo arquibancada, que permite aos hóspedes observarem a vida marinha acima e abaixo das ondas. O espaço ainda pode ser convertido em cinema, equipado com uma tela retrátil que cobre a parede de vidro.
Foto: Feadship / Divulgação
O barco, construído sobre um convés de teca, casco de aço e uma superestrutura de alumínio, teve o interior projetado pela Cristina Gherardi Design. Ao todo, até 12 hóspedes se acomodam confortavelmente em 6 cabines, e contam com os serviços de 26 tripulantes.
Foto: Feadship / Divulgação
Premiado, o Savannah ostenta o World Superyacht Award em sua categoria e o cobiçado prêmio de Iate a Motor do Ano. Veja mais fotos:
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Um resgate inusitado ganhou a internet e também serviu de alerta. Na última sexta-feira (22), uma cadela retirou uma tartarugavisivelmente machucada do mar da Praia da Armação, em Penha (SC), que foi encaminhada para cuidados veterinários. Embora tenha viralizado pelo “ato heróico”, autoridades aproveitaram para reforçar o alerta sobre os cuidados que devemos ter com animais marinhos, ainda que feridos.
A cadela em questão é a Bibi, que tem conteúdos publicados nas redes sociais pelo tutor Rafael Mar. Ele passeava com Bibi e a filha dela, Jade, pela orla de Penha quando os pets avistaram a tartaruga boiando. Segundo Rafael, o animal apresentava visível dificuldade em nadar — o que ele acredita ter despertado o instinto das cadelas em ajudá-la. Assista ao momento:
Com a tartaruga na areia, o tutor acionou o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado pela Universidade do Vale do Itajaí(Univali). A equipe encaminhou a tartaruga à Unidade de Estabilização de Animais Marinhos em Penha, para avaliação clínica.
A Univali confirmou que se tratava de uma tartaruga-verde (Chelonia mydas), que apresentava baixo estado nutricional e dificuldade para afundar. Também informaram que o animal marinho não apresentou ferimentos que pudessem ter sido causados pela Bibi, ainda que não intencionalmente.
Foto: Instagram @bibidapenha / Reprodução e Instagram @univali.penha / Reprodução
Em nota, o PMP-BS reforçou que a interação entre cães e animais selvagenspode gerar riscos para ambos. “O contato pode causar ferimentos físicos nas tartarugas, transmitir doenças e colocar o próprio animal doméstico em perigo”, destacou em publicação nesta segunda-feira (25).
A orientação é acionar grupos de resgate ao avistar animais marinhos debilitados, sem tocá-los, alimentá-los ou interferir neles de qualquer forma. Em caso de dúvidas, o Corpo de Bombeiros pode indicar o canal correto pelo telefone 193.
A tartaruga seguirá em tratamento até estar apta a retornar ao mar. Já Bibi, que virou “heroína canina” na internet, deverá inspirar mais cuidado nos próximos passeiosà beira-mar.
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Um passeio para lá de inusitado levou dezenas de pessoas a pedalarem enquanto navegavam na icônica cidade de Chicago, nos Estados Unidos. Chamado de Red Bull Sweat the Deck, o evento organizado pela marca de energético trouxe aulas de spinning a bordo do luxuoso First Lady Cruise.
A paisagem ribeirinha do Rio Chicago e seus enormes arranha-céus serviram como plano de fundo para um tour eletrizante com direito a suor escorrido no deque principal do barco. Com diversos instrutores locais, a embarcação recebeu 12 aulas no último final de semana (23 e 24 de agosto).
Foto: Ryan Taylor / Red Bull Content Pool / Divulgação
Se engana quem pensa que os treinamentos foram apenas recreativos. A bordo do First Lady Cruise, cada sessão foi programada para combinar com a paisagem urbana. Nessa linha, quanto mais alto era determinado prédio, mais intenso era o exercício e mais difícil a subida no spinning flutuante.
Foto: Grant Moxley / Red Bull Content Pool / Divulgação
Bryyn Zorilla, uma participante local, embarcou nessa experiência e contou à Red Bull que o momento mais pesado foi quando o barco passou pela Willis Tower, a torre mais alta de Chicago, que mede incríveis 442 metros de altura. “É incrível como as pernas podem cansar rápido”, disse.
Não estou muito acostumada com aulas de ciclismo, então isso me fez entrar na atmosfera ao meu redor– completou Zorilla
Um passeio alto-astral
Quem foi, não reclamou — apesar do enorme cansaço. Mesmo debaixo de um sol de 30°C, os participantes rasgaram elogios ao evento, que reuniu música, muita animação e aplausos de moradores locais.
A energia no convés foi eletrizante! É incrível estar no rio com este horizonte incrível– Sayre Masters, instrutora que ministrou aulas no sábado
Foto: Grant Moxley / Red Bull Content Pool / Divulgação
O spinning flutuante não apenas trouxe mais saúde, como levou aos participantes a oportunidade de ver a cidade de uma forma única. “Encontrar maneiras de se manter ativo e em forma junto é muito divertido, incrível poder se conectar com algo assim”, disse Zorilla.
Eu não sabia o que esperar de pedalar no Skyline, mas definitivamente superou todas as minhas expectativas– destacou a participante
Foto: Grant Moxley / Red Bull Content Pool / Divulgação
Além de unir a comunidade fitness ao público mais casual, a empolgação não se limitou ao deque da embarcação. Do lado de fora, milhares de moradores locais — a maioria desavisada — ficaram surpresas com o evento no Rio Chicago e acompanharam o passeio direto da orla.
A bordo do First Lady Cruises
O spinning flutuante da Red Bull foi realizado em parceria com o First Lady Cruise, empresa que opera barcos de passeios com o mesmo nome. Conhecidos pelo seu design elegante e funcional, os modelos dessa frota têm um deque superior ao ar livre que proporciona vistas panorâmicas 360°.
Foto: Ryan Taylor / Red Bull Content Pool / Divulgação
Já a parte interna do barco, no deque inferior, é climatizada e conta com grandes janelas, que também permitem que o visitante aprecie a vista — independentemente do clima. Ainda há banheiros bem equipadosdisponíveis em todos os modelos.
First Lady Cruises em tour arquitetônico por Chicago. Foto: First Lady Cruiser/ Divulgação
Eleito um dos dez melhores passeios de barco dos Estados Unidos pelo USA Today, o First Lady é considerado o número 1 da categoria no TripAdvisor. O carro-chefe da empresa são os tours arquitetônicos em Chicago, realizados por docentes voluntários especialistas da Chicago Architecture Center.
Além de levar muitos turistas para conhecer a cidade, a embarcação oferece passeios noturnos, cruzeiroscom fogos de artifício, eventos privados e até mesmo uma navegação onde os visitantes podem levar cães de estimação a bordo.
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Os pássaros voam, os cavalos andam, as cobras rastejam e os peixes… escalam? É o que sugere um flagra feito por policiais ambientais no Mato Grosso do Sul, que registraram um tipo de “peixe escalador” subindo as rochas da Cachoeira do Sossego, em Corguinho.
O animal em questão é o bagre-abelha (Rhyacoglanis paranensis), espécie rara e de biologia ainda pouco conhecida. Apesar disso, a filmagem feita no rio Aquidauana mostra centenas desses peixes, que escalam paredes rochosas com mais de 4 metros de altura. Assista!
O comportamento inédito chamou a atenção de especialistas, que começaram a examinar o caso. Uma semana depois do registro, pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) foram até o local, e o resultado do estudo foi publicado no Journal of Fish Biology.
De acordo com os estudiosos, essa foi a primeira vez que eles relataram uma aglomeração em massa e o comportamento migratório e de escalada entre peixes da família Pseudopimelodidae. Além de Corguinho, o mesmo fenômeno foi observado na Cachoeira Diamantes, em Rochedo (MS).
Como esse peixe consegue escalar?
Para estudar como os peixes escaladores fazem tal peripécia, os especialistas contaram com a autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SisBio) para selecionar um dos 439 peixes para análise.
Foto: Instagram @ecologiaeacao/ Reprodução
Além da análise individual do espécime capturado, os cientistas observaram o comportamento em grupo de centenas desses peixes durante a pesquisa. Eles observaram que, ao longo do dia, vários bagres-abelhas se mantinham escondidos sob rochas e em áreas com sombra.
Já à noite, centenas deles começavam a subir as pedras — inclusive sozinhos — , desde as mais íngremes até as de superfícies verticais com água corrente. Em determinadas rochas, a concentração dos animais chegava a formar verdadeiras “paredes de peixes”, com um em cima do outro. Inclusive, alguns chegaram a escalar rachaduras e objetos artificiais — teve até escalada de cabeça para baixo!
Conforme publicado no artigo, essas criaturas criam impulso por meio das nadadeiras abertas, a cauda e movimentos laterais. Inclusive, o estudo aponta que os bagres dessa espécie parecem formar uma cavidade entre o corpo e a rocha, responsável por criar uma pressão negativa que permite aos peixes se fixarem mesmo em superfícies íngremes ou verticais — habilidade parecida com animais como lagartixas e lulas, por exemplo.
Outras espécies que vivem em rios com forte correnteza também têm comportamento próximo, mas a musculatura usada pelo peixe escalador ainda não foi totalmente entendida.
O que se sabe sobre os peixes escaladores?
O comportamento e as características do Rhyacoglanis paranensi ainda não são muito claras para a ciência. Até o momento, se sabe que eles costumam medir até 9 centímetros e possuem uma aparência peculiar, com manchas escuras sobre o corpo claro e nas nadadeiras.
Rhyacoglanis paranensis. Foto: Oscar Akio Shibatta & Richard P. Vari et.al/ CC BY-NC 4.0/ Reprodução
Esses peixes vivem em rios de correnteza forte e fundo rochoso e, assim como vários, precisam migrar para se reproduzirem. Ainda não se sabe como funciona o seu acasalamento, mas acredita-se que a migração em massa — como é observada no vídeo — , logo no início das chuvas, tenha ligação com a desova.
Em outro momento do estudo, os cientistas da UFMS analisaram 14 peixes (quatro fêmeas adultas, cinco machos e cinco jovens), e revelaram que os bagres-abelhas não se alimentam durante a migração e vivem na bacia do rio Paraguai-Paraná, uma das mais estudadas do Brasil — o que pode explicar a concentração registrada no Aquidauana.
Segundo os pesquisadores, o fenômeno destaca a importância das observações em campo para compreender o papel ecológico e a conservação de pequenos peixes migratórios.
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Imagine deslizar silenciosamente pelas águasdo rio Chobe, na África, a bordo de uma casa flutuante de luxo. Essa é a experiência oferecida pelo Pangolin Voyager, um trimarã sustentável que combina engenharia ecológica com a aventura de um safári exclusivo. Construída na Namíbia, a embarcação é um refúgio de tranquilidade para quem busca capturar a vida selvagem em sua forma mais pura.
Feito principalmente em alumínio, o navio multicasco com três cascos carrega tecnologias sustentáveis para navegar pelas margens do Parque Nacional Chobe sem emissões e com pouco ou nenhum ruído. O resultado são experiências marcantes a bordo de uma verdadeira casa flutuante.
Trimarã Pangolin Voyager navega pelo rio Chobe, na África. Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução
Esse safári silencioso é oferecido pela Pangolin Photo Safaris, que disponibiliza a embarcaçãopara o serviço de cruzeiroparticular. As viagens acontecem por no mínimo três dias e aceitam até 8 hóspedes, além da tripulação e de um guia e um fotógrafo profissional, que podem ser contratados à parte.
Serviço de fotografia profissional garante imagens impressionantes do safári. Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução
O barco pode ser reservado durante todo o ano, mas os valores não são divulgados pela empresa. Interessados devem entrar em contato pelo formulário do site oficial para obter informações sobre as diárias e pacotes disponíveis. Eles adiantam, porém, que os valores variam conforme a quantidade de hóspedes.
Luxo e vida selvagem lado a lado
Os hóspedes podem se maravilhar com a vida selvagem sem abrir mão do conforto. Isso porque o barco conta com cinco cabines, que podem ser equipadas com camas de casal ou de solteiro, todas com ar-condicionado e banheiro privativo. Apesar de caberem mais pessoas que 8 pessoas a bordo, os grupos são limitados devido às áreas comuns.
Suítes podem ser equipadas com uma cama de casal ou até duas de solteiro, à preferência do contratante. Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução
Nas manhãs, é possível ver hipopótamos, crocodilos, diversas espéciesde pássaros e grandes mamíferos, como búfalos e elefantes. À tarde, é comum avistar manadas de elefantes se aproximando do rioe, no final da tarde, grandes felinos iniciando os preparos para a caçada noturna, um verdadeiro espetáculo da natureza.
Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução
O Pangolin Voyager tem áreas comuns no convés superior que incluem salas de estar e jantar cobertas, além de lounges ao ar livre na proa. As janelas de vidro deslizantes garantem vistas panorâmicas, ideais para observar a vida selvagem e permitir ar fresco à vontade.
Ambos os andares do barco são rodeados por janelas de vidro. Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução
A tripulaçãotrabalha para garantir uma experiência impecável. Nesse safári, os hóspedes desfrutam de café da manhã desde antes do nascer do sol, almoço, chá da tarde, jantar e lanches com bebidas inclusas e disponíveis a qualquer momento.
Sustentabilidade do Pangolin Voyager
A aventura é conduzida de forma totalmente sustentável. Grandes painéis solares no teto do Pangolin Voyager geram toda a energia necessária, alimentando os quatro motoreselétricos RAD 40. Graças a essa tecnologia de ponta, a navegaçãoé silenciosa e livre de emissões, permitindo que o barco se aproxime da vida selvagem sem perturbar o ambiente.
Painéis solares do trimarã ocupam todo o teto da embarcação. Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução
Dois dos motores ficam na popa e outros dois na proa, cada um localizado entre os três cascos do trimarã. A tecnologia fabricada no Reino Unido permite que o barco navegue a uma velocidade média de 4 a 5 km/h, ideal para um passeiotranquilo e perfeito para apreciar cada detalhe da paisagem.
A embarcação utiliza gás apenas para a cozinha e para aquecer a água dos chuveiros. No entanto, sua navegação é livre de ruídos, o que permite aos hóspedes se aproximarem da fauna sem incomodar os animais.
Memórias em fotografias
A bordo, há uma sala de edição com ar-condicionado, onde os hóspedes podem baixar, revisar e editar as fotos do dia. Para garantir a melhor qualidade, a Pangolin Photo Safaris oferece o adicional de um fotógrafoa bordo, para acompanhar a viagem.
Foto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução
É possível, ainda, contratar um guia turístico especializado na região, que saberá onde, quando e em qual direção os animais estarão em cada momento do dia. Mais do que uma viagem, o Pangolin Voyager oferece a oportunidade de criar memóriase fotografias inesquecíveis.
Detalhes do safári no Pangolin Voyager em fotos:
Hóspedes do trimarã têm oportunidade de apreciar belezas da fauna e flora africana de forma única. Foto: Pangolin Photo Safaris / ReproduçãoBarco tem salas de estar e jantar com amplas janelas de vidro em volta. Foto: Pangolin Photo Safaris / ReproduçãoFoto: Pangolin Photo Safaris / ReproduçãoFoto: Pangolin Photo Safaris / Reprodução
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Difícil seria não chamar a atenção com um megaiate de quase 200 pés de comprimento. Além de imponente, o novo conceito da Turquoise Yachts, Neptune 60m, foi projetado para evocar equilíbrio, elegância e poder em alto-mar. Como se não bastasse, a embarcação ainda carrega uma lanchade 31 pés, dois jetse um bote de resgate para maior comodidade dos convidados.
Com casco de aço e superestrutura de alumínio, o estúdio de design Hot Lab escolheu o grafite como tom-base para a parte de fora, ressaltando a elegânciacom linhas fluidas. O contorno do barco tem vidros em quase toda a extensão, garantindo vistas panorâmicas de diversos ângulos.
Foto: Turquoise Yachts / Reprodução
O Neptune 60m nasceu do trabalho conjunto entre Azure Yacht Design e Naval Architecture, que reinterpretaram um conceitode 2021. O resultado, divulgado neste mês de agosto, foi um gigante dos marescom linhas externas tão ousadas quanto delicadas, mesmo com um volume de 1.300 GT.
“Queríamos que os hóspedes se impressionassem com suas linhas elegantes e esculturais, com a harmonia de proporções que cria uma sensação de equilíbrio e poder discreto”, disse Enrico Lumini, sócio e diretor de design da Hot Lab. “Projetar Neptune foi criar conexões emocionais”, complementou.
Espaços para reunir amigos
Entre os destaques do Neptune 60m está o heliponto dianteiro, pensado para ser versátil e ir além do óbvio. Quando vazio, o espaço pode servir como loungeou até mesmo garagem para barcos auxiliares.
Foto: Turquoise Yachts / Reprodução
Outro ponto que chama a atenção está um piso acima, pensado para ser o centro social da embarcação. Mais próximo à proa fica uma jacuzzi com paredes de vidro, envolta por espreguiçadeiras. Na popa, um cinema ao ar livre com um sofá amplo garantem entretenimento. Ao centro, um bar coberto atende aos dois ambientes.
Foto: Turquoise Yachts / Reprodução
Espaços para refeições e relaxamento não faltam nesse megaiate. Na extrema popa e próximo à linha d’água fica a área de beach club, com uma piscina de 6 metros de largura, espreguiçadeiras e uma escada que leva à plataforma de natação. De lá, os hóspedes têm acesso direto a uma parte coberta do clube de praia e a uma academia.
Foto: Turquoise Yachts / Reprodução
Acomodações confortáveis
Embora tenha quase 200 pés, o Neptune 60m foi desenvolvido para receber 12 convidados com muito conforto. No convés principal ficam quatro cabines VIP, todas com banheiro privativo, e a suíte máster para os proprietários. No convés superior, há outra cabine VIP para convidados. O responsável pelo design de interiores ainda não foi definido.
Os espaços para a tripulação de até 14 membros também garantem uma boa estadia: são seis cabines duplas e duas individuais, sendo uma delas para uso exclusivo do capitão. O megaiate ainda conta com um escritório e refeitóriopara a equipe.
Foto: Turquoise Yachts / Reprodução
Para mover esse gigante dos mares, o motorCaterpillar 3512C promete dar conta do recado, alcançando uma velocidade máxima de 16 nós. Ele produz até 2012 bhp (1500 kW) de potência, é movido a diesel e refrigerado a água.
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A Ross Mariner, conhecida no mercadonáutico pelas lanchas de entrada, lançará um novo modelo no São Paulo Boat Show 2025: a SR 200 Vector, que promete potência e conforto na navegação. Além dela, o estaleiro levará outros seis barcos ao salão náutico, que vão dos 17 aos 26 pés.
O novo modelo de entrada da Ross poderá ser visto em detalhes no evento. Por hora, a marca adianta que o barco promete ser um sucesso por redefinir o conceito da categoria, com design inteligente. Embora o valor não tenha sigo divulgado, a Ross promete condições especiais para quem fechar negócio no salão náutico.
O lançamento da Ross estará cercado por outros seis barcos, que vão dos 17 aos 26 pés. A caçula, em tamanho, é a SR 170 Viper, que segue o objetivo de ser prática, sem abrir mão do design. O modelo esportivo tem comando center console.
SR 170 Viper. Foto: Ross Mariner / Reprodução
Na sequência vem a C190 Versátile, de 19 pés, que tem como principal diferencial a versatilidade. Segundo a Ross é um barco navegadorcom comando central ideal para quem curte pescar ou fazer esportesnáuticos no mar.
C190 Versátile na cor azul. Foto: Ross Mariner / Reprodução
Ainda nos 19 pés de comprimento, será exibido no salão o modelo mais vendido do estaleiro: a Ross 190 Pro Series. O design inteligente da lanchapermite funcionalidades antes encontradas apenas em barcos maiores e, como toque final, os acabamentos premium ganham destaque.
Ross 190 Pro Series. Foto: Ross Mariner / Reprodução
Avançando em comprimento chega a SR 220 Icon, de 22 pés, lançada no Rio Boat Show em abril. Os destaques vão para o banheiro fechado com vaso sanitário elétrico, bordos altos que permitem mais conforto e segurança na navegação, e espaço de convivência amplo. O modelo ainda pode vir sem targa, com targa em inox ou com targa em fibra.
SR 220 Icon. Foto: Ross Mariner / Reprodução
Também estará no São Paulo Boat Show 2025 a SLR 245 Gênesis, de 24 pés, com motorde popa. O modelo pode vir com proa aberta ou cabinada, sem abrir mão do banheiro fechado. Ideal para quem quer receber visitas, o modelo tem espaço de convivência amplo que acomoda até 12 pessoas.
SLR 245 Gênesis. Foto: Ross Mariner / Reprodução
Por fim, completando o leque da Ross Mariner no maios salão náutico da América Latina, está a SLR 260 Fusion. Bastante parecida com a SLR 245 Gênesis, segundo a marca, o modelo leva motor de centro-rabeta, o que resulta em um espaço ainda mais amplo na popa e o comprimento final de 26 pés.
SLR 260 Fusion. Foto: Ross Mariner / Reprodução
São Paulo Boat Show 2025
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias
A bússola da vida sempre apontou para uma única direção na trajetória de Vinnícius Martins: o mar. Nascido em Búzios (RJ), o “waterman” desafia os limites dos esportes náuticos ao mesmo tempo em que atua na vanguarda de vários deles, ajudando no desenvolvimento.
Desde o primeiro contato com os esportes de vento, aos 7 anos, o carioca não parou mais: conheceu surfe, stand-up paddle (SUP, aos mais íntimos), windsurf, wing foil e por aí vai. Nem mesmo as modalidades aquáticas mais embrionárias fugiram das pranchas de Vinnícius.
Foto: Instagram @vinmartins/ Reprodução
Mais do que praticar os esportes, Vinnícius os desbrava. Sempre antenado nas novidades, o multi-atleta desenvolve equipamentos, participa ativamente na criação de regras e projeta melhorias para que a cadeia de watersports (ou “esportes aquáticos”, em inglês) cresça cada vez mais.
Foto: romantsovaphoto/ Wing Foil World Tour/ Divulgação
À NÁUTICA, Vinnícius contou sobre o seu pioneirismo. Inquieto, trabalha ativamente no desenvolvimento de acessórios para esportes de vela como um “piloto de teste”. Ou seja, o competidor de 29 anos põe a mão na massa — ou melhor, na prancha — para avaliar os protótipos e entregar suas sugestões de melhoria aos fabricantes.
Nos primeiros anos do wing foil os equipamentos tinham pouquíssima rigidez. Hoje, o material já está muito bom– relembra Martins
Mais do que um competidor, Vinnícius Martins tem como motivação estar na vanguarda desses esportes. “Uma das coisas que eu mais gosto é ter a chance de brincar e ajudar a desenvolver o equipamento, depois vê-lo chegando ao mercado”, afirma.
Este costume de participar não vem de hoje. Seu tio, Marcos Vinícius Martins, foi um dos pioneiros do windsurf no Brasil. Por volta de 2019, inclusive, Vinnícius chegou a ir em várias fábricas que produziam a maior parte das pranchas de stand-up paddle no país.
Vinnícius Martins nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019, quando foi medalhista de prata em stand-up paddle. Foto: Arquivo Pessoal
Nesta onda de explorar esportes pouco conhecidos, a nova “brincadeira” dele se chama parawing, uma mistura entre o parapente e wing foil. Em vez da tradicional asa inflável, a novidade utiliza uma feita em tecido ultraleve para levantar a prancha e, ainda assim, poder ser guardada logo após o uso. O esporte é embrionário no Brasil, mas está crescendo em países como França, Alemanha e Havaí.
É muito recente e ainda tem muitos problemas, mas é dessa parte que eu gosto– ressalta
Compartilhar a paixão
O currículo impressiona: campeão mundial de stand-up paddle em 2019, dono de títulos sul-americano e brasileiro de wing foil e vencedor do Carabete Wing Fest, na República Dominicana, em julho deste ano. Um histórico que marcaria qualquer trajetória. Mas, além dos troféus, o atleta busca compartilhar conhecimento e inspirara nova geração.
Vinnícius Martins após título mundial de stand-up paddle, em 2019. Foto: Instagram @vinmartins/ Reprodução
Para levar seu conhecimento para mais gente e ajudar no fomento dessas práticas, o carioca organiza os Wing Camps. A iniciativa busca atingir o público que leva a atividade como hobby, mas quer aperfeiçoar as técnicas para, quem sabe, também entrar no cenário competitivo.
No Wing Camps, são realizadas até duas sessões práticas por dia, seguidas de análises em vídeo para que os participantes possam se observar de fora e ter melhor percepção dos movimentos.
Wing Camps realizados por Vinnícius Martins. Foto: NeilPride/ Divulgação
A iniciativa já passou por diversos lugares encantadores, como Grécia, Egito e Caribe. Este ano, chega ao Brasil, pela primeira vez, no local tido por Vinnícius como um dos “melhores lugares do mundo para velejar”: a praia do Preá, no Ceará.
É um caminho para eu continuar dentro da água durante muitos anos, até quando eu não estiver competindo profissionalmente– ressalta Vinnícius
Wing Camps realizados por Vinnícius Martins. Foto: NeilPride/ Divulgação
Esportes que não acabam mais
A nova menina dos olhos deste esportista de mão cheia é o wing foil — também conhecido como wingsurf — que se destaca por permitir que o atleta “voe” sobre a água em cima uma prancha com foil, enquanto segura uma asa inflável que capta o vento e gera a propulsão necessária para se mover.
Foto: romantsovaphoto/ Wing Foil World Tour/ Divulgação
Vinnícius explica que o wing foil tem quatro modalidades, com diferentes complexidades:
Wing Wave: similar ao surfe, os competidores têm um tempo determinado para pegar as duas melhores ondas. A pontuação mais alta nessas duas ondas define o vencedor;
Wing Foil Freestyle: focado em manobras em águas calmas e sem ondas, busca as três melhores manobras, como saltos, giros 360° e outras acrobacias;
Wing Slalom: corrida de velocidade e técnica, com foco nas habilidades em curvas;
Wing Race: é a modalidade de corrida. Considerada a mais estratégica, é comparada à vela olímpica.
Segundo o atleta, caso o wing foil se torne um esporte olímpico, seria justamente nessa última categoria. Países como França e Estados Unidos já estão investindo na modalidade através das respectivas federações de vela nacionais. “Se eles estão investindo nisso, não é à toa”, sugere Vinnícius, que acredita ver o esporte nas Olimpíadas ainda nos próximos 10 anos.
Manobras feitas no wing foil. Foto: romantsovaphoto/ Wing Foil World Tour/ Divulgação
Em Portugal, o atleta alcançou outra façanha que foge do escopo dos títulos mundiais ao se tornar a primeira pessoa, com registro, a encarar as ondas gigantes de Nazaré com um wing foil. O local é conhecido pelas ondas abissais e atrai surfistas do mundo todo.
Foto: Arquivo Pessoal.
À NÁUTICA, Vinnícius Martins revelou que o feito não aconteceu na primeira, mas na terceira tentativa. Ele conta que, além das ondas gigantes, nesse caso também precisou do vento na direção certa. A marca serve para ele como um símbolo do avanço dessa modalidade.
Tem espaço para todos
A essa altura do campeonato, já deve ter dado para entender que todas as modalidades aquáticas que envolvem surf têm espaço no coração de Vinnícius. Ao mesmo tempo que pretende entrar nas ondas gigantes — que costumam receber atletas de até 50 anos — o carioca ainda almeja ganhar uma etapa mundial de wing foil.
Vinnícius Martins e outros competidores durante o Wing Foil World Tour. Foto: romantsovaphoto/ Wing Foil World Tour/ Divulgação
Eu amo esporte de vento e pretendo fazer isso o resto da minha vida– afirma o esportista
Viver nas águas foi a vida que escolheu. Essa paixão, segundo Vinnícius, se retroalimenta: os treinamentos em alto nível permitem que se mantenha no âmbito competitivo, o que garante mais horas no mar, e vice-versa.
Foto: Arquivo Pessoal
No final das contas, a motivação que fez o “waterman” começar nesse universo é o mesmo que o incentiva a continuar. No que depender desse apaixonado, enquanto houver alguma prancha e o mínimo de onda, é onde ele quer estar.
Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias
A Wasaline acaba de fazer história na navegaçãoverde. A companhia de transporte marítimo sueco-finlandesa se tornou a primeira a operar com neutralidade de carbono no Mar Báltico — anos antes da meta original, que buscava o marco até 2030. O feito foi alcançado com o barcoAurora Botnia, uma balsa híbrida que agora se torna a pioneira no embarque ecológico de cargas e passageiros na região.
Essa conquista foi resultado de uma parceria estratégica entre a Wasaline, a Gasum (fornecedora de gás e especialista em energiaecológica) e a Stena Line (especializada em operações de ferries), divulgada em 11 de agosto.
Foto: Wasaline / Divulgação
Com a Gasum, a Wasaline assinou um contrato de biogás. Já com a Stena Line, foi firmado um acordo de pooling de emissões, o que permite que a Aurora Botnia utilize apenas biocombustíveis e, assim, opere sem emissões de carbono.
Primeiro corredor marítimo verde do Mar Báltico
Com a mudança, a rotaVaasa (Finlândia) – Umeå (Suécia) se estabelece como o primeiro corredor marítimo internacional em operação a funcionar totalmente com energia limpa, segundo a Wasaline.
Para o diretor geral Peter Ståhlberg, a colaboração reflete a preferência da Wasaline em focar nas possibilidades de reduzir sua pegada de carbono. “Encaramos as novas regrascomo uma oportunidade para o nosso tráfego”, complementou.
Wasaline afirma que capacidade energética da Aurora Botnia será aumentada até janeiro de 2026. Foto: Wasaline / Divulgação
Essa abordagem inovadora se estende à tecnologiado próprio navio. Isso porque a Aurora Botnia já é equipada com baterias e motoresbicombustíveis, mas a capacidade energética será ampliada de 10,4 MWh para 12,6 MWh em janeiro de 2026.
Com essa melhoria, a Wasaline afirma que a embarcação híbrida se tornará o navio do tipo RO-PAX (que transporta passageiros e cargas ao mesmo tempo) com a maior capacidade de bateriado mundo.
Além de passageiros, embarcação da Wasaline pode transportar veículos e cargas simultaneamente. Foto: Wasaline / Divulgação
O acordo permite que a Wasaline ofereça um serviço de transporte totalmente sustentável, sem adicionar custos extras para os clientes. Assim, passageirose cargas que viajam com a companhia já são neutros em carbono, consolidando a empresa como pioneira no futuro da navegação sustentável.
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O que uma viagemprecisa para ser inesquecível? A empresa de cruzeiros Royal Caribbean aposta em variadas piscinas, restaurantes, banheiras de hidromassagem e incontáveis tobogãs. Recursos como esses — e muitos outros — estão a bordo do mais novo navio da frota, o Star of the Seas, “irmão” quase gêmeo do Icon of the Seas, tido como o maior navio de cruzeiros do mundo.
Nesse “quase”, porém, cabem atributos que a transformam o Star em destinotambém para casais e grupos de amigos, uma vez que o Icon é famoso por atrair, principalmente, famílias. Foi o que revelou Michael Bayley, presidente e CEO da Royal Caribbean, à Panrotas.
No Icon, vimos que as áreas para famílias foram um grande sucesso, e no Star nós pegamos todo esse aprendizado e elevamos o nível– afirmou Bayley ao veículo
Assim como o Icon, o Star tem cerca de 365 metros de comprimento, tamanho o suficiente para uma infinidade de atrações. Não à toa, a embarcaçãoé dividida em “bairros”, cada um com sua própria temática e atributos:
Surfside: ideal para quem viaja com crianças, já que conta com espaços aquáticos infantis e restaurantes para todas as idades;
Thrill Island: contrastando com o anterior, esse é o espaço mais “radical” do navio, com parque aquático Category 6, de seis toboáguas, simulador de surfe, parede de escalada e a atração Crown’s Edge, que coloca o visitante em uma passarela suspensa a 47 metros de altura;
Chill Island: como o “chill” sugere (em português, relaxar), a área foi feita para garantir o descanso das férias. O espaço é dividido em três deques e conta com quatro piscinas, incluindo a Royal Bay, tida como a maior em um navio de cruzeiros com mais de 150 mil litros;
The Hideaway: “point” dos adultos, essa área reserva uma piscina infinita suspensa e um belo bar molhado;
Aquadome: para garantir refeições variadas a bordo, o espaço abriga um complexo de restaurantes e bares, além do Aquatheater, teatro que recebe apresentações acrobáticas e aquáticas;
Central Park: aqui os adultos encontram uma espécie de parque interno de cinco andares, cobertos por plantas e árvores, além de restaurantesde especialidade;
Royal Promenade: fazendo jus ao termo “cidade flutuante” dessas embarcações colossais, esse espaço fica em um corredor central e concentra bares, restaurantes, lojas e a escultura cinética The Pearl, famosa por uma escada iluminada que conecta os deques 5 e 6;
Suite Neighborhood: por fim, o maior ‘bairro’ da embarcação chega como uma área exclusiva para hóspedes das suítes mais luxuosas, ocupando os deques 16 a 19.
São, ao todo, 26 restaurantes e lanchonetes, 18 bares e lounges, sete piscinas e nove banheiras de hidromassagem dispostas em 20 andares. As quase 10 mil pessoas que a embarcação acomoda (9950, incluindo tripulantes), por sua vez, ficam hospedadas em 2.805 cabines.
Uma das suítes panorâmicas do navio. Foto: Royal Caribbean / Divulgação
Atrações especiais
Não bastassem os atributos tradicionais do navio, o Star of the Seas ainda reúne atrações especiais em entretenimento e gastronomia. Um dos grandes espetáculos a bordo fica por conta do musical Back to the Future, uma adaptação vinda da Broadway e apresentada no Royal Theatre.
O Aquatheater do Star of the Seas. Foto: Royal Caribbean / Divulgação
Ainda por lá, a apresentação Create, que conta a história do robôKR-8, embala os olhares apurados. Já no Aquatheater, as atrações Torque e Pirates & Mermaids trazem a combinação eufórica de acrobacias aéreas e coreografias aquáticas.
Na Absolute Zero — pista de patinação no gelo que se transforma em pista de dança — , o espetáculo Sol chega para animar os visitantes com atletas que garantem simpatia e velocidadeem saltos e giros ousados que ganham ainda mais emoção em um ambiente imersivo.
Espaço Absolute Zero. Foto: Royal Caribbean / Divulgação
O Star of the Seas ainda eleva a experiência gastronômica em alto-mar com mais de 40 opções entre bares e restaurantes, que vão desde buffets descontraídos até jantares sofisticados.
Entre os destaques inclusos na tarifa estão o Main Dining Room, com menus refinados, o Windjammer Marketplace, famoso pelo buffet variado, e o AquaDome Market, um food hall com cinco estações de culinárias diferentes, incluindo pratos asiáticos, sul-americanos e churrascodefumado.
Foto: Royal Caribbean / Divulgação
Para refeições rápidas, o navio conta com opções como El Loco Fresh (comida mexicana), Sorrento’s (pizzas), Pearl Café (aberto 24h) e Basecamp, que serve petiscos para quem busca algo prático.
Já para quem deseja experiências exclusivas, há restaurantes premium como o Lincoln Park Supper Club, com jantar elegante e jazz ao vivo, o Chops Grille, especializado em cortes nobres, o Giovanni’s Italian Kitchen, com clássicos italianos, e o Izumi Hibachi & Sushi, que combina culinária japonesa com um show teppanyaki.
Foto: Royal Caribbean / Divulgação
Amantes de frutos do mar podem desfrutar do Hooked Seafood, enquanto o Celebration Table oferece um espaço privativo para ocasiões especiais.
Itinerários e estadias no Star of the Seas
O Star of the Seas zarpou em 16 de agosto para sua viagem inaugural, partindo do Port Canaveral, na Flórida, Estados Unidos. De lá, o barco navega principalmente pelo Caribe Oriental e Ocidental, passando por Cozumel (México), Roatán (Honduras), St. Thomas (Ilhas Virgens Americanas), San Juan (Porto Rico) e Philipsburg (St. Maarten, pertencente a Holanda).
Foto: Royal Caribbean / Divulgação
Quase todos os roteiros incluem uma parada no Perfect Day at CocoCay, a ilha privativa da companhia nas Bahamas. Além disso, o navio visita alguns dos destinos mais famosos e paradisíacos da região, alternando os itinerários entre praiasde águas cristalinas, recifes de corais e cidades históricas.
Os itinerários são definidos de formas variadas, levando em conta, principalmente, o tempo de estadia, que varia de 3, 7 e 11 noites. Os valores partem dos R$ 5.986 por pessoa e alcançam os R$ 11.419 por pessoa (valores sujeitos a alteração sem prévio aviso).
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Em 1748, a cidade de Brunswick, na Carolina do Norte (EUA), era uma colônia britânica. Por lá, dois navios espanhóis ancoraram para um ataque à cidade inglesa, que não deixou barato. Uma das embarcações, conhecida como La Fortuna, explodiu em meio à retaliação e afundou. Agora, 277 anos depois, arqueólogos afirmam ter encontrado os destroços do navio.
A descoberta aconteceu por acaso por estudantes de pós-graduação e arqueólogos da East Carolina University (ECU), nas águasdo Rio Cape Fear, durante um programa de estudos marítimos na região — considerada uma próspera colônia britânica e o maior porto da Carolina do Norte antes da Guerra Revolucionária.
Mais de 40 pedaços de madeira foram encontrados pelos arqueólogos. Foto: Programa de Estudos Marítimos da ECU / Divulgação
Me deparei com várias armações de madeira mal saindo da lama de argila com evidências de tábuas quase invisíveis na superfície– contou relatou Cory van Hees, um dos estudantes
Os destroços, encontrados a cerca de 19 quilômetros ao sul da atual Wilmington, somaram mais de 40 fragmentos de madeira. Análises revelaram que o material é composto por cipreste de Monterey e cipreste de mexicano, espécies originárias do sul da Califórnia e da América Central — o que indica que os construtores usaram materiais das colônias espanholas da época.
Uma aduela de barril com os algarismos romanos IIIIV inscritos. Foto: Programa de Estudos Marítimos da ECU / Divulgação
Jeremy Borrelli, arqueólogo e um dos líderes do projeto, afirmou ao Live Science que entre os vestígios estavam também “cacos de cerâmica, garrafasde vidro, cachimbos de barro para tabaco, uma enxó de tanoeiro (ferramenta de corte), cabeças e aduelas de barril, pano de vela, sapatos de couro, possíveis fragmentos de roupas e ossos de animais massacrados”.
Ferramenta de corte de tanoeiro, conhecida como enxó. Foto: Programa de Estudos Marítimos da ECU / Divulgação
Tudo isso, somado a dois fragmentos de cerâmicahispano-americana do século 18, são pistas que sustentam a identificação preliminar do La Fortuna, conforme apontou Borrelli.
Outros três naufrágios foram encontrados
Além do La Fortuna, outros três naufrágios foram encontrados na região — mas seguem como um mistério. Embora os vestígios carreguem detalhes que remontam ao século 18, a erosão costeira impactou drasticamente o sítio arqueológico.
É altamente improvável que qualquer um dos outros naufrágios encontrados em Brunswick Town sejam embarcações espanholas, mas não podemos descartar nada no momento– afirmou Borrelli
O La Fortuna
O La Fortuna foi um navio espanhol de guerraque entrou para a história da Carolina do Norte em 1748. Durante a Guerra do Rei Jorge (1744 – 1748), ele e outro navio, chamado de La Loretta, atacaram e saquearam Brunswick Town, um importante porto britânico no rio Cape Fear.
A população local fugiu, mas uma milícia formada por pouco mais de 60 homens conseguiu reagir e obrigou os espanhóis a recuar. Na retirada, o La Fortuna sofreu uma explosão provavelmente vinda do paiol de pólvora do barco, que matou seu capitão, oficiais e grande parte da tripulação.
Após o desastre, os colonos recuperaram armas e âncoras. Os recursos obtidos com o saque, aliás, ajudaram a financiar a construção de duas igrejas locais: a St. Phillips, em Brunswick, e a St. James, em Wilmington.
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Para cada problema, uma solução. O 4º episódio de “Construção do Veleiro Bravura” chega marcado por correções e aprendizados de Angelo Guedes, que os poucos aprende novos “macetes” para driblar as dificuldades de construir um barco a vela em casa. O novo capítulo rumo à embarcação que será motorizada pela Yanmar estreia nesta terça-feira (26), às 20h, no Canal Náutica do YouTube.
Desde o último espisódio, o Bravura tem recebido avanços significativos. Angelo trabalha em reforços estruturais, especialmente ao realizar o corte dos vaus que sustentam o convés. Ele também monta e solda as chapas do fundodo casco, além de dar uma atenção especial às emendas, antes desniveladas.
Para tudo isso e muito mais, uma ferramenta é essencial: a serra circular. Entretanto, com tantas serragens, o equipamento começa a dar sinais de que precisa de reparos. Para evitar o pior, Angelo tira da cartola um truque inusitado: o uso da acetona.
Acessível e fácil de ser adquirido, o produto se mostra uma excelente alternativa aos óleos lubrificantes, e impede que a serra circular “embuche” (ou, melhor dizendo, trave). É a velha e boa acetona salvando o dia.
Spray de acetona, que lubrifica o interior da serra circular e impede que ela trave. Foto: Revista Náutica
Mas esse não é o único “macete” que Angelo revela no 4º episódio de Construção do Veleiro Bravura. Spoiler: mais uma vez, um item usado para fazer as unhas é utilizado como recurso pelo construtor, agora, visando evitar o mau funcionamento da fresa da serra circular.
Manutenção da fresa da serra circular. Foto: Revista Náutica
O desalinhamento de duas seções do barco, embora tidas como normais por profissionais consultados por Angelo, faz com que ele produza uma famosa “gambiarra” — que deu certo.
Marcado por correções e aprendizados, o 4º episódio do Veleiro Bravura ainda mostra a montagem das longarinas de bote e revela problemas que só um especialista conseguiu arrumar. O profissional, inclusive, corrige Angelo em alguns procedimentos — e ele não desanima.
“Gambiarra” feita por Angelo Guedes para alinhar as peças que ficaram tortas. Foto: Revista Náutica
Me senti mais seguro no que estou fazendo. Eu vi que estou no caminho certo– contou o construtor
Impulsionado pela Yanmar
Não que Angelo Guedes precisasse de um incentivo ainda maior para realizar o seu sonho. Mas, com o apoio da fabricante de motores Yanmar, tudo ficou mais fácil — pelo menos no quesito motorização.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
O equipamento que será o “coração” do Veleiro Bravura é o Yanmar 3JH40, tido como o menor motor marítimo diesel common rail interno do mundo em termos de deslocamento, dimensões e peso.
Com 3 cilindros, o motor oferece uma potência de 40mhp, que, segundo a marca, permitirá que novos proprietários de barcos de lazer menores se beneficiem, pela primeira vez, das vantagens de eficiência e desempenho, por conta da tecnologia de injeção de combustível CR gerenciada eletronicamente.
3JH40. Foto: Yanmar/ Divulgação
De acordo com a Yanmar, a tecnologia common rail do 3JH40 oferece consumo mínimo de combustível e níveis de ruído e emissão excepcionalmente baixos, que resultam numa operação praticamente sem fumaça e odor.
O 3JH40 de quatro tempos refrigerado a água é a solução ideal para novas construções e aplicações de repotenciação, especialmente para pequenos barcos a motor, saveiros, embarcações comerciais leves e veleiros monocasco — como é o caso do Bravura.
Acompanhe tudo no Canal Náutica do YouTube!
Para não perder nenhum episódio dessa épica jornada, inscreva-se no Canal da Náutica no YouTube e ative o sininho. Assim, você sempre será notificado quando um vídeo estrear — não só da “Construção do Veleiro Bravura”, mas de outras produções NÁUTICA.
A série terá episódios novos toda terça-feira, às 20h (horário de Brasília). Embarque nessa aventura com a gente!
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Não é de hoje que cientistas e até navegantes casuais se deparam com criaturas bizarras nas águas. Porém, dessa vez, o que surpreendeu não foi exatamente o animal encontrado, mas sim a sua cor: de forma inédita, um tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum) foi registrado no Caribe com uma coloração laranja.
A descoberta aconteceu durante uma pescaria esportiva perto do Parque Nacional Tortuguero, na Costa Rica, e teve seus detalhes descritos em um artigo publicado na revista Marine Biodiversity, no início de agosto. O estudo envolveu dois pesquisadores venezuelanos e um costa-riquenho.
Foto: Parismina Domus Dei/ Facebook/ Reprodução
Conforme relata a pesquisa, o tubarão laranja foi capturado a 37 metros de profundidade, em temperatura de água a 31,2 °C. Posteriormente solto, o animal de 2 metros de comprimento exibia uma intensa pigmentação amarelo-alaranjada e olhos brancos, sem as íris visíveis.
Os traços peculiares indicam uma condição conhecida como albino-xantocromismo, caso ainda mais raro caracterizado pelo excesso de pigmentos amarelados na pele. O achado é considerado o primeiro registro de xantismo total em tubarões-lixa e em qualquer espécie cartilaginosa. Até então, também não havia documentação de xantismo — parcial ou total — em animais em todo o Oceano Pacífico da Costa Rica.
Um ponto laranja no meio do azul
A causa do xantocromismo, que atinge a pele, pelos ou pelagem dos animais — semelhantes ao melanismo ou leucismo –, é considerada genética e pode atingir uma ampla variedade de espécies.
Foto: Parismina Domus Dei/ Facebook/ Reprodução
Até então, acreditava-se que a condição poderia deixar os animais vulneráveis e expostos aos predadores. No caso do tubarão laranja, por exemplo, ele ficaria ainda mais em destaque em meio ao oceano azul.
Entretanto, a pesquisa sugere que o xantismo não impediu a sobrevivência desta espécie. Pelo seu tamanho, estima-se que o indivíduo capturado está na fase adulta, sendo esse um indicativo de uma certa longevidade do animal — somado ao fato de se tratar de um predador intermediário, que se alimenta de peixes menores, moluscos e crustáceos.
Foto: Parismina Domus Dei/ Facebook/ Reprodução
Também não está descartada a possibilidade de que a cor alaranjada tenha sido causada por outros fatores, o que reforça a necessidade de pesquisas adicionais sobre a variabilidade genética natural dos tubarões-lixa e sobre as influências ambientaisno norte do Caribe.
Fatores como endogamia, estresse ambiental, temperaturas elevadas e desequilíbrios hormonais também podem influenciar a pigmentação– explica o estudo
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Chegando à sua 28ª edição em 2025, o São Paulo Boat Show, maior salão náutico da América Latina, receberá duas grandes embarcações da Intermarine. O estaleiro, que há mais de 50 anos produz embarcações de luxo no Brasil, escolheu para o evento modelos de tirar o fôlego: a Intermarine 70 e a Intermarine 60, que poderãos ser vistas de perto 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo.
Como os nomes sugerem, os barcos têm 70 e 60 pés, respectivamente — espaço suficiente para comodidades inovadoras e requintes nos mínimos detalhes. Conheça, a seguir, mais das embarcações da Intermarine no São Paulo Boat Show.
Intermarine no São Paulo Boat Show 2025
Intermarine 60
Uma das lanchas mais icônicas da marca, a Intermarine 60 chega totalmente renovada. Apresentada na edição de 2024 do evento, o modelo traz uma atualização completa de um dos grandes clássicos do estaleiro.
Intermarine 60. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A remodelação começa pela proa, que foi completamente redesenhada, passando pelas linhas modernas do hardtop e pelo inovador teto de vidro, que reforçam o visual sofisticado da embarcação. A Intermarine 60 prioriza as amplas áreas de convivência e a integração com a natureza, sem abrir mão do acabamento premium — marca registrada da empresa.
Intermarine 60. Foto: Intermarine/ Divulgação
Entre os destaques estão o lounge na proa e os móveis flutuantes com iluminação em LED em tons amarelados, que criam uma atmosfera charmosa e elegante. Já o salão, completamente novo, impressiona pelo ganho de espaço, pelas janelas com vão livre e pelo mobiliário redesenhado.
Foto: Revista Náutica
No fly, o teto de vidro não só amplia a entrada de luz natural como reflete o mar, recurso que busca trazer para dentro do ambiente a paisagem externa. A área conta ainda com um espaço de convivência equipado com sofás rebatíveis, que facilitam a comunicação entre os passageiros.
Intermarine 70
As linhas elegantes da Intermarine 70 não passam despercebidas. O modelo carrega uma grande praça de popa, potencializada pela área de lazer com beach club automatizado. O salão, todo envidraçado, se integra totalmente a esse espaço, aumentando a percepção de grandeza do barco de 21,55 metros.
Intermarine 70. Foto: Intemrarine/ Divulgação
O barco se destaca pela atenção aos detalhes, a exemplo do “Day Bed”. Localizado na praça de popa, o recurso permite que o encosto do sofá dê vez a um enorme solário, proporcionando maior integração com a área de lazer — além de entregar uma vista privilegiada para o mar.
Intermarine 70. Foto: Intermarine/ Divulgação
Se sobressaem também as colunas de vidro fumê em ambos os bordos do flybridge, que chega equipado com uma área gourmet para até 15 pessoas. A Intermarine 70, que estará no São Paulo Boat Show 2025, tem capacidade para 23 passageiros durante o dia e oito no pernoite.
Intermarine 70. Foto: Intermarine/ Divulgação
São Paulo Boat Show 2025
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
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Pesquisadoresbrasileiros descobriram uma nova espécie de peixe pré-histórico na Antártica, que foi conterrâneo de dinossauros como o T-Rex. O fóssil, encontrado em 2019, teve a espécie revelada em uma publicação feita na revista Scientific Reports, do grupo Nature, no dia 11 de agosto de 2025.
A nova espécie foi nomeada Antarctichthys longipectoralis. Estima-se que ela tenha vivido em regiões costeiras, próximas a abismos oceânicos profundos, durante o período Cretáceo (entre 145 e 66 milhões de anos atrás).
Fóssil encontrado na Antártica tem aproximadamente 6 cm. Foto: TV Globo / Reprodução / Via g1
O novo peixe pré-histórico foi identificado a partir do estudo de um pequeno fóssil de 6 cm. Para evitar danos ao material, os cientistasusaram uma técnica de microtomografia para reconstituir o animal em 3D.
Ilustração projeta como seria o Antarctichthys longipectoralis em vida. Obra de Maurilio Oliveira (2024). Foto: Revista Scientific Reports / Reprodução
A microtomografia é semelhante a uma tomografia comum, mas utiliza raios-X em menor escala. A técnica é ideal para não danificar o material delicado, o que permitiu aos cientistas examinarem as estruturas internas do fóssil, cuja preservaçãoé tida como rara para achados tão antigos.
Imagem reúne dados sobre o fóssil encontrado na Antártica em detalhes. Foto: Revista Scientific Reports / Reprodução
A descoberta foi resultado de um trabalho conjunto entre pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A expediçãofez parte do Projeto Paleontar, vinculado ao Programa Antártico Brasileiro, que busca fósseis com potencial de relação com a América do Sul.
A bióloga Valéria Gallo, da Uerj, disse à revista Veja que o estudo sugere que a Península Antártica poderia ter um clima mais quente e maior biodiversidadedo que a ciência conhece hoje. Ou seja, estudos de fósseis podem abrir portas sobre a evolução da vida no hemisfério sul.
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O mercado de embarcações não para de inovar, e muitas dessas inovações têm como destino o São Paulo Boat Show, maior salão náutico da América Latina. Bom exemplo disso é a Kombi Boat, um simpático barco que atrai olhares por onde passa por unir uma Volkswagen Kombi “corujinha” a uma plataforma ao estilo pontoon da Fluvimar.
De 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo, visitantes poderão conhecer de perto a mistura inusitada, resultado de uma parceria entre a Procopio Luxury Vehicles, especializada na customização de veículos, e a Fluvimar, uma das grandes fabricantes de barcos do tipo pontoon no Brasil — mas as atrações não param por aí.
Embora a Kombi Boat prometa atrair olhares, ela não será a única estrela no estande da Fluvimar no Boat Show. O estaleiro ainda terá outras embarcações de peso expostas — incluindo um lançamento. Estamos falando dos modelos F Boat 9500 Duplo Deck, F Boat 9500 Teto Rígido, Yankee Fishing 195 e F Boat X 9500 Black Edition — esse último, um lançamento.
Modelos da Fluvimar no São Paulo Boat Show
Kombi Boat
Segundo as marcas, a ideia por trás da embarcação foi unir o melhor da navegação com o estilo único da Kombi que fez sucesso entre 1957 e 1975 — e segue sendo icônica até os dias atuais.
Foto: Procopio Luxury Vehicles / Divulgação
Feito em fibra de vidro, o veículode 6,40 metros replica o modelo de 1974 da Kombi, estilizado em tons de branco e verde claro. Para desfilar sobre as águas, a estrutura que leva até 20 pessoas foi montada sobre uma plataforma de pontoon da Fluvimar, caracterizada pelo convés retangular plano, montado sobre cascos flutuadores de alumínio.
Foto: Procopio Luxury Vehicles / Divulgação
No caso da Kombi Boat, a plataforma tem três cascos flutuadores e um motor de popa Mercury V6 200 hp, que proporcionam ao modelo uma navegação suave e estável, tradicionalmente ideal para passear em represas, rios e lagoas. A Kombi Boat ainda dispõe de banheiro, churrasqueira, espaço para bebidas, sistema de som, sombreiro removível, chuveiro externo, mesa para DJ e a cereja do bolo: um tobogã.
O equipamentofoi instalado no deque superior do barco e garante um encontro divertido com a água — seja para adultos ou crianças.
F Boat 9500 Duplo Deck
O pontoon F Boat 9500 DD é construído em duralumínio naval e possui 9,5 m de comprimento por 3 m de largura. O trimarã fornece opções de acesso pela proa, bombordo e popa. Além disso, um escorregador parte do deque superior do barco, levando diversão extra aos até 26 passageiros que comporta.
F Boat 9500 DD. Foto: Fluvimar / Divulgação
A embarcação possui um banheiro químico e, na área gourmet, destacam-se a churrasqueiraem inox a gás, a chopeira e bancada de alumínio com tampa em teca. Quanto a motorização, o usuário pode escolher entre motores de 200 hp a 400 hp.
F Boat 9500 Teto Rígido
Como o nome sugere, o F Boat 9500 Teto Rígido chega estruturado para proteção contra chuva e sol — mas vai muito além. A estrutura carrega painéis solares, responsáveis por garantir que o barco produza sua própria energia. Através dela, funcionam equipamentos como televisão, gerador, geladeira e fogão.
F Boat 9500 Teto Rígido. Foto: Fluvimar / Divulgação
Yankee Fishing 195
A Yankee Fishing 195 tem 19,5 pés de comprimento, 2,15m de boca e capacidade para até 7 pessoas. De acordo com a marca, a lancha foi projetada para quem não abre mão de tecnologia, sofisticação e desempenho. O modelo é ideal para pescariasem pé, já que oferece boa estabilidade ao pescador.
Yankee Fishing 195. Foto: Fluvimar / Divulgação
F Boat X 9500 Black Edition
Construído em duralumínio naval, com costado e convés feitos em fibra, o F Boat X 9500 promete boa durabilidade, amplo espaço de utilização, segurança, acessibilidade e estabilidade para até 26 passageiros. Segundo a marca, o F Boat X 9500, que utiliza motorização de 200 a 400 hp, é o primeiro nesse conceito fabricado no Brasil.
As imagens do novo modelo da Fluvimar, que chega ao São Paulo Boat Show na versão “black edition”, ainda não foram divulgadas.
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
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Líder no segmento das pequenas lanchas de fibra de vidro, a Fibrafort vem investindo, há alguns anos, em barcos maiores. Sua linha de produção é composta por 18 embarcações, de 18 a 42 pés, chamadas de Focker no Brasil e Granfort nos Estados Unidos. A Focker 300 GranTurismo (ou GTS), que compõe a linha Cruiser, foi testada por NÁUTICA nas águas de Itajaí.
Fundada em 1990, a Fibrafort construiu, ao longo de 35 anos, uma reputação sólida de qualidade e confiabilidade. Com sede em Itajaí, Santa Catarina, o estaleiro é considerado o maior fabricante de lanchas de fibra de pequeno e médio portes da América do Sul em unidades produzidas. Essa percepção positiva da marca se comprova nas quase 19 mil unidades vendidas, em cerca de 40 países.
Um dos fatores cruciais para isso está na qualidade superior da construção dos seus cascos, considerando-se o nível médio dos mercados nacional e internacional. Outro motivo é a parceria com fornecedores exclusivos de matéria-prima de alto padrão.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, a Fibrafort — que, recentemente, inaugurou uma nova e moderna planta em Itajaí, chamada de P2 — conta com o apoio da Porsche Consulting no aperfeiçoamento do processo de produção, com foco em produtividade, qualidade e segurança.
Investimos em tudo que é necessário para entregar aos nossos clientes embarcações seguras, confiáveis, duráveis e com alto desempenho, garantindo uma experiência de navegação excepcional– conta Bárbara Martendal, gerente comercial e de marketing do estaleiro
As primeiras impressões da Focker 300 GTS
Com 9,10 metros de comprimento (29,9 pés) e 2,80 metros de boca, ela fica, no portfólio da empresa, entre a Focker 272 e a Focker 330, uma das faixas mais concorridas do mercado. Desde seu lançamento, em 2023, já vendeu 95 unidades.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Desenhada pela equipe de projetistas da própria Fibrafort, essa lancha usa exclusivamente um motor de centro-rabeta a gasolina, de 300 hp a 380 hp. Para quem prefere motorização de popa, o estaleiro oferece a versão Focker 300 GTX, com dois motores de 200 hp a 300 hp cada.
Segura, muito bem-feita e fácil de pilotar, a Focker 300 GTS pode acomodar até 12 pessoas em um excelente cockpit, equipadocom pia, armários, sofás grandes, solário de proae de popa, divã e móvel gourmet com churrasqueira.
Foto: Fibrafort/ Divulgação
A cabine, com 1,76 metro de altura na entrada, oferece pernoite para um casal e duas crianças, ou ainda um casal e um adulto. Para isso, conta com uma boa cama de casal (medindo 1,16 metro x 2,23 metros) no camarote à meia-nau, e com uma cama menor na proa, conversível em sofá (e vice-versa), com formato de trapézio (0,70 metro e 1,64 metro nas cabeceiras e 1,15 metro de distância entre elas).
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No camarote sob o cockpit, é claro que não dá para ficar em pé junto à cama. Mas, a bombordo, há espaço para levantar a cabeça sem bater no teto, para quem estiver deitado.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Já no camarote de proa, o projetista instalou um pequeno nicho de madeira a bombordo, com forno de micro-ondas de 20 litros (item opcional), armário e quadro elétrico de disjuntores.
Foto: Fibrafort/ Divulgação
Por sua vez, o banheiro é fechado, com ventilação forçada por exaustor. Apesar da pouca altura (1,58 metro), cumpre bem sua função, com vaso sanitário elétrico e pia com torneira/ducha, que pode ser usada também para banho. Para isso, a lancha pode vir com aquecedor de água de 25 litros (boiler). É um item opcional, mas bem-vindo.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O acabamento geral tanto nos camarotes quanto no banheiro é bom, característica das lanchas da Fibrafort. No entanto, a ventilação natural, feita apenas por uma pequena janela de correr na entrada da cabine, deixa a desejar, obrigando os usuários a instalar um gerador Panda de 5 kVA e um aparelho de ar-condicionado de 12.000 BTU para pernoitar a bordo em dias quentes.
Isso poderia ser resolvido com a instalação de uma escotilha em L na proa, junto à parte dianteira do solário, além de duas vigias no costado, garantindo a boa ventilação natural.
Conforto a bordo: da plataforma de popa ao cockpit
É na área externa que essa 30 pés da Fibrafort mostra a que veio — começando pela plataforma de popa, que tem 1,35 metro de comprimento. Lá, é possível montar duas banquetas de frente para o móvel gourmet, com churrasqueiraa carvão, pia e bancada.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Um suporte para fixar o balde de gelo, onde se pode resfriar uma garrafa de vinho branco, por exemplo, ou um bom espumante, completa o ambiente. Um balde semelhante (de aço inox) pode ser montado tanto cockpit (à meia-nau) como na proa. Para guardar as banquetas, há um paiol específico e prático, localizado acima do motor.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Já para a volta dos mergulhos no mar, há uma escada de quatro degraus e alças móveis para apoio das mãos, além de chuveirinho para uma ducha de água doce.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No cockpit, a disposição dos móveis de fibra e dos sofás é a convencional, porém bastante funcional, com a entrada a boreste protegida por uma portinhola giratória de aço inox.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A bombordo, fica um sofá em L para três ou quatro pessoas, que também é uma espreguiçadeira (chaise) individual. À frente está uma mesa de madeira removível, que pode ser guardada dentro de um dos paióis.
Nessa caixa, vale destacar o mecanismo de abertura, com dobradiças maciças de aço inox, com amplitude de 90 graus (ou seja, a tampa fica na vertical), uma boa sacada da engenharia da Fibrafort.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A chave geral está inserida dentro de um pequeno compartimento (com tampa e identificado), em um móvel contíguo ao sofá — uma boa localização, por ser fácil de ser acessada e estar protegida da água. Coletes salva-vidas também têm compartimento próprio, a bombordo.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A boreste, atrás do posto de pilotagem, há um cantinho aconchegante, batizado pelo estaleiro de cockpit bar, formado por uma poltrona individual acolchoada, mesa de centro com porta-copos e geladeira elétrica da Elber de 52 litros, feita para barco, além de pia e placa de refrigeração.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Posto de comando: funcionalidade e tecnologia
No posto de comando, o encosto do banco duplo é fixo — como na maioria das lanchas de passeio desse porte — , mas o assento é basculante, o que facilita a pilotagem em pé, permitindo apoiar o corpo no assento rebatido. A bússola está centralizada — como deve ser — , o piloto conta com suporte para apoiar os pés e a visibilidade é boa em todas as direções.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No painel, há espaço para até dois monitores de nove polegadas cada, mas, se os eletrônicos forem instalados, não sobra lugar para os instrumentos analógicos. Como a tendência é ter somente telas digitais, com toda a instrumentação do motor, o espaço disponível é mais que suficiente.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na unidade testada por NÁUTICA, a lancha estava equipada com o pacote Dynamic, com um monitor Simrad de 9 polegadas para GPS e sonda. No entanto, gostaríamos que o plano que fixa o monitor fosse mais inclinado, o que facilitaria a visão do piloto quando sentado.
O timão, o comando do acelerador e os botões de acionamento das funções elétricas também estão bem localizados, mas o rádio VHF fica um pouco escondido, exigindo que o piloto tenha de se contorcer um pouco para visualizar sua tela. Suporte para o celular, item que toda lancha deveria ter, vem de série em qualquer versão da Focker 300, e já com carregador por indução.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Abaixo do manete do acelerador, o piloto encontra o dispositivo para acionamento manual do extintor de incêndio. O sistema de som, composto por seis alto-falantes importados, também é item de série.
Uma targa de fibra (lançada para a frente) suporta a boa capota de lona, fabricada pela Bailly. Para proteger a parte de trás do cockpit contra o sol escaldante, há uma extensão móvel da cobertura, que, entretanto, não chega até a plataforma de popa.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Para manter a segurança do barco (e a higiene a bordo), um sistema de drenagem no cockpit impede que a água de chuva ou respingos da navegação invadam o porão, escoando tudo para fora do barco, por gravidade. Ou seja, o porão se mantém sempre sequinho.
A passagem para a proa é feita por um corredor, a bombordo, com a abertura de parte do para-brisa (em cima) e de uma portinhola (embaixo) — um dos pontos fortes dessa lancha. A passagem é segura (claro, em boas condições de mar) e fácil de ser transposta mesmo com o barco em movimento. Ainda tem o guarda-mancebo a bombordo.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Mesmo sendo uma lancha cabinada, a Focker 300 GTS conta com uma proa rebaixada, que oferece maior liberdade para navegar. O solário, para duas pessoas, tem encosto para a cabeça, suporte para o balde de geloe vários porta-copos ao lado.
Foto: Fibrafort/ Divulgação
Aliás, lugar para acomodar copos e garrafas é o que não falta nessa 30 pés. Há vários espalhados pelo cockpit, sendo quatro deles da Arieltek, equipados com iluminação em LED. Também não faltam luzes de cortesia, item que aumenta a segurança, principalmente com a lancha parada à noite.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No púlpito de proa, o guincho para a âncoraconta com 40 metros de corrente. Na lancha avaliada por NÁUTICA, porém, não havia a trava para a corrente da âncora. Também sentimos falta de dois cunhos à meia-nau, importantes nas atracações.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Nessa versão, chamada Dynamic, a lancha vem de fábrica com farol de busca na proa. Um patamar ligando os dois lados do púlpito de proa facilita o desembarque pela frente do barco.
Motorização e segurança: atenção aos detalhes
O cuidado com a montagem e a instalação do motor merece ser destacado. O Mercruiser 6.2 DTS — um V8 a gasolinade 6,2 litros de 350 hp, equipado com rabeta Bravo 3, de hélices contrarrotantes — pode ser alcançado sem muito esforço, graças à tampa de acionamento elétrico, o que facilita a inspeção da vareta do nível de óleo, das correias e dos filtros.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
É nítida, também, a atenção com a fixação das baterias, com a instalação da rede hidráulica (feita por conexões de engate rápido) e com a escolha do tanque de combustível, de 380 litros, que é de alumínio e certificado.
O cuidado com a segurança se repete na instalação das três bombas de porão, Johnson, duas de 1.500 GPH e outra de 500 GPH. Todas estão bem distribuídas, e o sistema ainda conta com alarme de alagamento, item padrão.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Ainda para proteger a vida a bordo, vale mencionar o superdimensionamento do sistema de ventilação dos gases do porão. São nada menos que quatro exaustores (blowers), de acionamento automático, promovendo a troca constante de ar no porão. Segundo o estaleiro, esse aparato excede em 150% o padrão exigido pelas normasde segurança.
Para quem deseja ainda mais segurança, a Fibrafort oferece um conjunto de itens opcionais chamados de certificação ABYC (a mais completa disponível), composto por dispositivos como válvulas para saída de casco antissifão, extintor de porão com acionamento automático e manual, detector de monóxido de carbono (CO) na cabine e válvula de fechamento de combustível.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A tomada para carregador de cais é padrão americano da ABYC, outro item importante para a segurança. Em síntese, a Focker 300 GTS excede o padrão de segurança, considerando-se grande parte das lanchas desse porte construídas no Brasil.
Desempenho na água: como a Focker 300 GTS navega?
Agora, vamos falar do desempenho do casco com 21 graus de V na popa, empurrado por um motor V8 a gasolina de centro-rabeta de 6,2 litros e 350 hp da Mercury. A bordo, quatro pessoas e o tanque com 60% da sua capacidade, de 380 litros.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No dia do teste, feito fora da barra do porto de Itajaí, as águasnão estavam muito tranquilas, com ondas de proa de 80 centímetros a um metro e ventos de nordeste. Nessas condições, logo na saída, fomos obrigados a navegar mais devagar. Mas já deu para sentir a capacidade de amortecimento do casco.
Saindo do canal, guinamos 90 graus para boreste para explorar as qualidades do casco na enseada que veio a seguir e que também recebia ondasde nordeste. Cruzamos sucessivas vezes essa enseada, enfrentando as ondas tanto pela proa como pelas bochechas (a 45 graus) e alhetas (a 135 graus).
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Navegando quase a favor das ondas e a favor dos ventos, a velocidademáxima foi de 28 nós, sem pancadas fortes do casco contra as vagas. No sentido contrário, a velocidade caiu para a casa dos 23 nós, mas ainda sem bater duro.
Em um teste como este, costumamos forçar um pouco mais a navegação, com o cuidado de não comprometer a segurança nem exigir da lancha mais do que sua capacidade. Se estivéssemos apenas passeando, navegaríamos 20% mais lentos, a 23 nós a favor do mar e 18 nós contra. Não usamos os flapes, ajustando apenas o trim (ângulo de inclinação longitudinal da lancha) através da rabeta.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Satisfeitos com a boa capacidade de amortecimento do casco, em se tratando de uma lancha de cruzeiro, voltamos secos para a entrada da barra, onde surfamos por pouco tempo algumas ondas, com total controle sobre a lancha.
A Focker 300 GTS não estava equipada com gerador nem ar-condicionado, o que mudaria o comportamento na navegação, provavelmente obrigando o piloto a usar os flapes. Assim, com meio peso, o desempenho nos agradou, com a 30 pés da Fibrafort mostrando agilidade e estabilidade.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Para quem não abre mão do gerador e do ar-condicionado, a dica é pegar a lancha com o maior motor disponível, um V8 a gasolina de 8,2 litros e 380 hp, também da Mercury.
Para fazer as medições, ingressamos nas águas calmas de dentro do canal do porto, procurando manter distância das muitas embarcações de pescade grande porte que lotam as margens do rio Itajaí.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Navegando contra e a favor da correnteza, aferimos 34,9 nós (65 km/h) de velocidade máxima a 5.400 rpm — dessa vez, com cinco pessoas a bordo e um pouco menos de gasolina no tanque.
A velocidade de cruzeiro ideal foi de 28,4 nós (53 km/h) a 4.500 rpm, com autonomia de 139 milhas (257 km), suficiente para o propósito de navegação desse barco, que são os passeiosdiurnos de duas horas de distância do porto — ou quatro horas ida e volta — , com uma boa reserva no tanque.
Da marcha lenta aos 20 nós, gastamos 9,6 segundos, valor normal para o conjunto casco motor, considerando que essa lancha de 30 pés pesa 3.410 kg vazia e, durante o teste, estava com mais de 4 toneladas.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Manobras em curvas foram feitas com precisão, sem nenhuma saída da popa (em comparação à saída de traseira dos automóveis) nem qualquer outro comportamento estranhodo casco.
Em resumo, navegando em mar aberto, a Focker 300 GTS é uma lancha fácil de pilotar, macia, estável e relativamente rápida, levando em conta o porte do casco e a potência do motor. Se ela for seu primeiro barco, você não terá dificuldade na pilotagem.
Foto: Fibrafort/ Divulgação
Para quem procura uma lancha com acabamento de primeira, excelente aproveitamento do espaço no cockpit e muitos recursos de segurança na concorrida faixa dos 30 pés, a Focker 300 GTS se apresenta como uma excelente escolha.
Pontos altos
Construção e acabamento;
Passagem lateral para a proa;
Arranjo do cockpit.
Pontos baixos
Faltam dois cunhos à meia-nau;
Painel de instrumentos deveria estar mais inclinado;
Falta ventilação natural na proa.
Como ela é
Focker 300 Gran Turismo;
Comprimento máximo: 9,10 metros (29,9 pés);
Boca: 2,80 metros;
Calado com propulsão: 1,05 metro;
Ângulo do V na popa: 21 graus;
Borda-livre na proa: 1,03 metro;
Borda-livre na popa: 1,24 metro;
Peso: 3.410 kg*;
Tanques de combustível: 380 litros;
Água: 55 litros;
Pessoas/dia/noite: 12/4;
Motorização: um motor de centro-rabeta a gasolina de 300 hp a 380 hp.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
*Peso aproximado da lancha com um motor de centro-rabeta a gasolina Mercury Mercruiser 6.2 DTS V8 de 350 hp e equipamentos padrão, mas com os tanques vazios e sem ninguém a bordo.
Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias
Um veleiro de encantar os olhos e com uma “velocidade emocionante”. Essas são algumas das premissas do Project Tavolara, barco de 100 pés (30 metros de comprimento) do estaleiro italiano Mask Architects que foi projetado para revolucionar o conceito dos saveiros tradicionais.
O projeto carrega toda as características clássicas de um saveiro, embarcação a vela conhecida, principalmente, por possuir um fundo chato e proa em bico. Além dos atributos de costume, contudo, o Tavolara foi adaptado para ser um barco de cruzeiro, próprio para viagens de lazer e de longa distância, sobretudo com velocidade.
Aqui, vale ressaltar que os saveiros não costumam ser velozes. Daí entra o pulo do gato da Mask. Mesmo sendo um barco de cruzeiro, a marca afirma que o veleiro Tavolara chegará a incríveis 18 nós (cerca de 33km/h), graças ao seu casco avançado, que será construído com um composto de fibra de carbono.
A fabricação será ao estilo “sanduíche”. Ou seja, com camadas diferentes para criar uma estrutura leve e extremamente forte.
Em construções nesse estilo, o núcleo (neste caso, o material que fica entre as duas camadas) é o que forma o efeito “sanduíche” e, no barco, ele poderá ser de espuma ou balsa — materiais ultraleves. A combinação é fundamental para atingir a máxima rigidez estrutural, que resulta num veleiro leve e rápido.
“Estamos canalizando nossa expertise em cada detalhe, garantindo que o Tavolara não seja apenas um triunfo da engenharia, mas também uma obra-prima flutuante que redefine a experiência de navegação”, comentou Oznur Pinar Cer e Danilo Petta, fundadores do estaleiro.
Nossa visão para este saveiro de cruzeiro rápido de 30 metros é criar uma mistura harmoniosa de tecnologia de ponta, eficiência aerodinâmica e elegância sofisticada– declararam
Olhe para o alto
Os avanços de engenharia não ficam apenas no casco. O aparelhamento do veleiro Tavolara será igualmente avançado, com um mastro de Carbono de Alto Módulo, material premium escolhido a dedo para reduzir o peso em altura.
A redução do peso melhora diretamente a estabilidade geral e aprimora o desempenho de navegação do saveiro, que aproveitará a energia eólica de forma mais eficaz. O plano de vela incluirá modelos 3D de última geração da North Sails, feitas de Dyneema e fibras de carbono Technora.
Além disso, o veleiro foi projetado para elevar tanto a autonomia quanto a experiência do usuário. O Tavolara possui guinchos elétricos ou hidráulicos, que deixarão o manuseio das velas semi-automatizado. Destaque também para o sistema de propulsão híbrido, que aprimora os recursos de regeneração de energia a bordo.
Olhe para tudo
Com toque minimalista de linhas curvas simples e suaves, o design exterior ganha ainda mais requinte com acabamento em teca natural. Na mesma pegada estão os espaços de convivência, que terão estilo que incorpora painéis compostos leves, madeiras nobres aligeiradas e estrutura de favo para controle de peso.
De acordo com a marca, o tema fibra de carbono será mantido nos “detalhes estéticos” do projeto, criando assim uma “atmosfera interior contemporânea de alta tecnologia”.
A leveza faz parte também da área interna, que entrega luxo sem renunciar à eficiência. Por lá estarão painéis compostos leves, materiais alveolares (que possuem uma estrutura interna vazia) e mais madeira aligeirada.
Segundo o estúdio, esse modelo foi desenvolvido para uma marca de iates a vela de luxo, com sede em Udine, na Itália, descrita em comunicado à imprensa como um “estimado” e “exigente” cliente. Ou seja, o veleiro Tavolara parece ter cumprido sua missão.
O Tavolara não é apenas um iate; ele é concebido como uma expressão flutuante de inovação, elegância e maestria em engenharia– finalizou a Mask
Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias
Um dia, o Porto de Hamburgo terá todas as frotas de barcos com emissões zero. A ideia é que seja antes de 2040, entretanto, modernizar todas as embarcações pode levar mais tempo. Nesse cenário, o combustível sustentável surge como uma alternativa para driblar o tempo e trazer resultados imediatos.
Na busca pela neutralidade climática a longo prazo, a Flotte Hamburg, startup de transporte marítimo e subsidiária do Porto de Hamburgo, iniciou um período de testes, em que três dos seus navios foram abastecidos com o “combustível verde”.
Foto: Porto de Hamburgo/ Divulgação
Definido como um dos principais pilares do negócio, a “estratégia ambiental consistente” da Flotte integra a missão da empresa na busca por uma navegação mais limpa.
Esse novo combustível é compatível com os motoresa diesel atualmente utilizados nos navios. Por isso, não é preciso fazer nenhuma modificação nos equipamentos, o que permite que a empresa reduza consideravelmente os níveis de emissões sem a necessidade de novos barcos.
O combustível, inclusive, promete um bom desempenho de partida no frio, o que permite que seja usado com eficiência até mesmo em condições climáticas mais amenas.
Testes de combustível sustentável
Segundo o Porto de Hamburgo, três navios não elétricos estão testando o combustível sustentável. As embarcações são o Hafenkapitän, o Deepenschriewer III e o Neßsand. No final dos testes, o esperado é uma redução de pelo menos 80% nas emissões de gases de efeito estufa.
Flotte Hamburg/ Andreas Schmidt-Wiethoff/ Reprodução
O porto ainda explica que o HVO 100 (Óleo Vegetal Hidrotratado), produzido pela Shell, é feito a partir de resíduos alimentares e é totalmente isento de óleo de palma, o que atende aos critérios de sustentabilidade estabelecidos na diretiva RED II da União Europeia.
Foto: Instagram @portofhamburg/ Hamburger Port Authority/ Reprodução
A intensidade de emissões declarada deste combustível sustentável sugere uma redução de gases de efeito estufa (GEE) de pelo menos 80% — e 90% em comparação com o diesel B7, considerado o ciclo de vida da substância. Nada de componentes nocivos, como aromáticos, metais e enxofre.
Para embarcações de navegação interior, o HVO 100 representa atualmente a solução provisória mais pragmática– Karsten Schönewald, diretor executivo da Flotte Hamburg
Caso o resultado deste teste piloto seja positivo, o combustível sustentável poderá ser distribuído por toda a frota de Hamburgo, que já utiliza o combustível sintético de baixa emissão GTL (gás para líquido).
Foto: Flotte Hamburg/ Andreas Schmidt-Wiethoff/ Reprodução
Apesar do empenho, vale ressaltar que o foco da Flotte Hamburg ainda é eletrificar os barcos e os sistemas de propulsão. Para isso, a empresa já encomendou seus dois primeiros navios — ambos de 52 pés — totalmente elétricos no verão de 2024. Eles estão em construção no estaleiro Hermann Barthel.
Enquanto isso, a empresa batizou recentemente dois barcos policiais híbridos equipados com propulsão híbrida plug-in, que podem ser recarregados a partir de uma fonte externa ou pelo próprio motor. Eles navegam numa velocidade de cruzeiro de sete nós (quase 13 km/h), com autonomia de duas horas.
Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias
A velejadora Tamara Klink passou por apuros nesta quinta-feira (21), ao perceber que um urso-polar subiu no barcoonde ela estava sozinha. Apesar do perigo, o final foi feliz: nem ela nem o animal saíram com ferimentos, e ainda serviu como um grande aprendizado à jovem navegadora de 28 anos.
Conforme ela relatou em suas redes sociais nessa sexta-feira (22), o susto começou às 2h30 da madrugada desta quinta, quando foi acordada pelo veleiro Turnstone com um alerta: “Sardinha 2! Sardinha 2! Tem um urso se aproximando do seu barco”, anunciaram pelo rádio VHF.
Urso-polar subiu com ajuda de um degrau próximo à água que o barco Sardinha tem. Foto: Instagram @tamaraklink / Reprodução
Tamara acordou no susto e procurou o animal selvagem pela janela, mas não o viu. O urso-polar já estava no próprio barco, num degrau que dá acesso ao veleiro. Ela, que sempre achou a plataforma muito prática, se deparou com um novo problema: o carnívoro também achava o mesmo.
É perfeita para mim e para os ursos-polares: uma perfeita escada de piscina para eles subirem depois de uma bela natação– brincou Tamara
Em meio a adrenalina, a velejadora disse ter pensado em opções para sair viva da situação, mas não conseguiu confiar em nenhuma delas. O último caso era usar a arma que carrega a bordo — opção que menos queria. A alternativa, além de não a alegrar, deixaria um corpo enorme no barco, que seria outro problema para o pós.
Klink pensou em fazer barulhos por conta própria, mas logo imaginou que o urso não fosse nem ligar. Depois pensou em fotografá-lo, mas lembrou que o olfato desse animal é tão apurado, que ele poderia sentir o cheiro dela e querer se aproximar — o que, definitivamente, não seria uma boa opção.
Ela então conversou com a tripulaçãodos dois barcos próximos pelo rádio e encontrou o melhor caminho: ligar o motordo barco, que não a colocaria em risco, tampouco o urso-polar. Felizmente, a solução deu certo.
Foto: Instagram @tamaraklink / Reprodução
No relato que compartilhou nas redes, Tamara disse que naquele momento o urso pareceu ter se assustado, deixado o barco dela e nadadoem direção a outro vizinho. Aí sim ela conseguiu registrar o animal.
Deu tudo certo!– exclamou a velejadora, aliviada
O único prejuízo do urso-polar foram alguns arranhões que as garras afiadas deixaram em algumas boias de segurança, mas nada muito grave.
Estrutura de tecido que guardava boias foi rasgado pelo urso-polar. Foto: Instagram @tamaraklink / Reprodução
O ocorrido é um lembrete de que, mesmo os mais experientes em navegação, ainda estão sujeitos a surpresas — e muita adrenalina — a bordo. Águas agitadas, tempestades ou ataques de animais selvagens podem acontecer quando se decide navegar para destinos longínquos.
Espero que não aconteça de novo. Agora vou ficar um pouco mais atenta e pelo menos já sei que alguns ursos se assustam com o barulho do motor– confessou
Tremenda coincidência (ou premonição?)
Não bastasse o susto de receber um urso-polar no próprio barco, Tamara havia compartilhado no Instagram poucos antes dias o medo que tem do animal. A velejadora que partiu da Groenlândia em julho de 2023 rumo a Nunavut, no Canadá, procurou abrigo em terra firme no último dia 13, a fim de driblar ventos fortes. Mas antes fiscalizou a região por imagens de drone e foi surpreendida.
Urso-polar avistado por Tamara pelo drone. Foto: Instagram @tamaraklink / Reprodução
“Enquanto me aproximava do abrigo, vi um ponto branco correndo na montanha verde. A Sardinha avançava e o ponto também. Na teoria, eu queria muito ver um urso. Na prática, eu morro de medo”, contou.
Urso-polar avistado por Tamara pelo drone. Foto: Instagram @tamaraklink / Reprodução
Na ocasião, ela não só decidiu não se arriscar indo ao local, como dormiu no Sardinha cercada de utensílios de segurança, como panela, fogo de emergência e fuzil. Ao menos o susto que viria dias depois serviu de aprendizado.
A desbravadora do Ártico
Não é de hoje que Tamara Klink enfrenta adversidades a bordo do seu veleiro Sardinha. Aos 26 anos, a navegadora completou a travessia do Círculo Polar Ártico absolutamente sozinha, conquistando o título de a primeira brasileira — e a mais jovem navegadora do país — a concluir o feito. Ela ainda alcançou, na mesma viagem, mais um marco: o primeiro registro feminino de uma invernagem em solitário no local.
Foto: Tamara Klink / Divulgação
Sua mais recente façanha aconteceu no ano passado, quando desbravou, também sozinha, o inverno congelante do Ártico. Foram três meses sem ver o sol, quatro sem ver humanos e um semestre inteira presa no gelo, com temperaturas na casa dos -40°C. Tudo isso com um propósito: mudar o imaginário do que uma mulher é capaz — e realmente tem navegado muito para isso.
Discursos protetores muitas vezes dificultam, limitam, criam empecilhos para que as mulheres naveguem. Não há nada no corpo de uma mulher que a impeça de velejar, de navegar– contou à época em entrevista à NÁUTICA
Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias
Uma embarcação para quem é fanático por ficção, gosta de chamar a atenção e tem um bom dinheiro guardado acaba de ser anunciada. Inspirado na cápsula de James Bond, o pequeno barcosuporta uma pessoa por vez e foi colocado à venda pela Bond Lifestyle por nada menos que R$ 556,8 mil.
A embarcação de luxo foi inspirada na cena final de “007 – O Espião que me Amava”. No filme, James Bond e Anya Amasova escapam da base subaquática Atlantis em uma cápsula de fuga.
O responsável pelo design semelhante ao veículo improvável do filme foi o artista holandês Stef van der Byl. Ele construiu a mini cápsula flutuante com as próprias mãos, garantindo um toque artesanal à peça de luxo.
Apesar do tamanho reduzido, o barco tem detalhes que tornam os passeiossolitários mais confortáveis. O centro de comando é feito por um joystick e o passageiro — que também é o piloto — tem auxílio de câmeras dianteiras e traseiras para a navegação, com imagens exibidas em pequenas telas no painel.
Por dentro do veículo— que mais parece um disco voador, só que aquático — os estofados são de couro conhaque e os detalhes em alumínio polido.
A cúpula que cobre a embarcação é transparente, feita em policarbonato, e atende a comandos por controle remoto. Com motorelétrico, a embarcação não precisa de combustível e os espaços internos foram bem aproveitados.
Mini espaço de frigobar na “Cápsula de James Bond”. Foto: Instagram / @jamesbondlifestyle / Reprodução
Há uma pequena área de frigobar, porta-sapatos, porta-copos e suporte para celular. A cápsula ainda conta com um compartimento de armazenamento para cordas, propulsor reserva, âncora e extintor de incêndio.
Para completar a experiência, o pequeno espaço é climatizado com ar-condicionado e possui iluminação em LED que garante o toque final moderno.
A embarcação improvável foi anunciada no dia 13 de agosto por 89 mil euros, valor que equivale a R$ 556,8 mil na conversão atual. Embora o preço possa comprar lanchasde luxo de tamanho comum, não se compara à experiência de pilotar a cápsula de James Bond. Os interessados devem entrar em contato com a Bond Lifestyle pelo Instagram oficial.
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Quase um ano depois de ser lançada pela Marinha do Brasil, a primeira fragata da Classe Tamandaré passou por seus primeiros testesno mar. O navio de guerra, que vai substituir embarcações com mais de 40 anos de operação, navegou em Itajaí, Santa Catarina (SC), com 130 pessoas a bordo, entre civis e militares.
Os testes aconteceram do dia 12 a 19 de agosto, com a embarcaçãopartindo do Estaleiro Brasil Sul, da empresa TKMS. O objetivo era conferir o funcionamento de sistemas internos, como propulsão, automação, geração de energia, segurançae quadros elétricos. Assista a trechos do teste:
À Náutica, a Marinha do Brasil informou que todos os parâmetros avaliados foram atendidos ou superados e que o navio consegue atingir velocidades superiores a 25 nós. A próxima etapa envolve treinamento prático com a tripulaçãoe novos testes de mar, que devem acontecer no 4º trimestre deste ano. A previsão é que a Fragata seja entregue em plenas condições de operação até dezembro de 2025.
Foto: Agência Marinha / Reprodução
O vice-almirante Marcelo da Silva Gomes destacou à Agência Marinha a importância dos testes para avaliar, na prática, todos os parâmetros do projeto. Isso permite que sistemas e equipamentossejam otimizados para evitar falhas quando a embarcação entrar em operação.
A conclusão será marcada pela emissão de certificados e documentos oficiais, que atestam a aptidão do navio para operar conforme as normas técnicas e legais– disse ao veículo
Programa Fragatas Classe Tamandaré
O Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT) foi inserido no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (o Novo PAC), que integra o eixo de inovação para a indústria de Defesa. Ao todo, quatro fragatas “Tamandaré” substituirão navios de guerra brasileiroscom mais de 40 anos de operação.
Foto: Agência Marinha / Reprodução
De acordo com a Marinha, a principal função dessas embarcações tecnológicas equipadas para combate será monitorare proteger os 5,7 milhões de km² da Amazônia Azul.
Foto: Agência Marinha / Reprodução
Além da ajuda ao meio ambiente, a iniciativa movimenta a economia. Só na construção da primeira Fragata, 2 mil profissionais atuaram diretamente, 6 mil indiretamente e 15 mil novos postos de trabalho foram criados. O cenário foi adiantado pelo presidente Lula já na cerimônia de lançamento, em 2024, quando disse que o projeto geraria empregos e aumentaria a arrecadação fiscal, além de fortalecer o núcleo do poder naval.
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Um estudoliderado pela Universidade do Havaí revelou que fungos marinhos podem digerir poliuretano, um dos plásticos mais comuns e resistentes da atualidade. A descoberta é vista como uma alternativa promissora e ecológica para o combate à poluição plástica nos oceanos.
Já não é segredo que resíduos do material se acumulam, cada vez mais, no mar. Bom exemplo disso pode ser observado no Giro do Pacífico Norte, ao norte do Oceano Pacífico, onde instaurou-se um “novo continente” feito de uma imensa ilha de lixo.
A partir de acúmulos como esse, os plásticos se fragmentam, eventualmente se transformando em microplásticos que, por sua vez, são incorporados às cadeias alimentares e aos ecossistemas. Nesse ciclo, o material acaba no organismo de animais marinhos — muitos deles, consumidos por humanos.
Ilha de Lixo do Pacífico. Foto: The Ocean Cleanup/ Divulgação
Enquanto a humanidade parece não dar a devida atenção ao problema, os fungos capazes de digerir poliuretano mostram que a naturezapode estar desenvolvendo sua própria solução.
Resultados animadores
É importante frisar que, sim, os fungos também estão nos oceanos— embora assim como fora dele, grande parte da vida fúngica dos mares seja desconhecida pela ciência. Para se ter uma ideia, estima-se que menos de 7% do total de fungos são conhecidos.
Uma pequena virada de chave nesse sentido veio pelo estudo da “plastisfera”. Trata-se de uma comunidade microbiana composta por bactérias, algas e fungos, que formam biofilmes sobre o plástico flutuante das águas, em um movimento de adaptação para a sobrevivência no habitat sintético.
Foto: melis82/Envato
Partindo da ideia de adaptabilidade desses organismos, os pesquisadores coletaram amostras de ecossistemas costeiros ao redor da ilha de O’ahu e isolaram 68 cepas de fungos diversos.
Alguns deles eram pertencentes a grupos que evoluíram para decompor materiais naturais resistentes, como a lignina, um composto de plantas que compartilha algumas propriedades químicas com plásticos. A ideia era testara capacidade de cada cepa em digerir poliuretano em um ambiente controlado.
Os resultados foram animadores: mais de 60% dos isolados apresentaram algum grau de degradação do poliuretano. Inclusive, ao todo, 42 cepas mostraram capacidade de usar o poliuretano como fonte de carbono.
Vale destacar que esses fungos não foram geneticamente modificados — são nativose já adaptados ao ambiente poluído. Sendo assim, o estudo representa a primeira demonstração em larga escala de que fungos marinhos podem decompor poliuretano.
Não satisfeitos com o resultado, uma equipe de microbiologistas liderada pelo Dr. Anthony Amend decidiu testar se esses fungos seriam capazes de trabalhar em ritmo acelerado, em um processo conhecido como “condicionamento”. Nele, os objetos de estudo são expostos a concentrações maiores de um material específico — neste caso, o poliuretano — ao longo do tempo, visando estimular a sua adaptação natural.
Fungos marinhos isolados ao redor de O’ahu “comendo” plástico de poliuretano. Os halos translúcidos ao redor dos tampões mostram as áreas de degradação do plástico. Foto: Ronja Steinbach / Reprodução
Nove das cepas de melhor desempenho foram expostas gradualmente a maiores concentrações de poliuretano. Após três meses, três delas degradaram o plástico 15% mais rapidamente — em um processo natural, sem engenharia genética, comparável a um “treinamento biológico”.
Um modelo natural, replicável e esperançoso
Os fungos usam enzimas para quebrar materiais complexos da mesma forma que decompõem madeira, folhas e outras matérias orgânicas ao longo de milênios. Essas mesmas enzimas, especialmente as capazes de decompor a lignina, podem atingir polímeros sintéticos, como o poliuretano.
É justamente essa conexão que faz dos fungos organismos preciosos na micorremediação, uma técnica que os utiliza para degradar ou transformar poluentes em substâncias menos nocivas, como dióxido de carbono e água. Trata-se de um processo de baixo custo, sustentávele escalável, ao contrário da reciclagemindustrial tradicional. Há, porém, desafios e limitações.
Escalar o uso desses fungos requer cautela ecológica, já que o crescimento descontrolado pode impactar outros organismos. Fatores como temperatura, salinidade e pH ainda podem afetar a eficácia desses organismos no processo de degradação do plástico. Além disso, até agora, os fungos foram estudados em atuações apenas sobre poliuretano — outros tipos de plástico seguem sendo um desafio.
De qualquer forma, o estudo serve como modelo replicável: outras regiões costeiras podem mapear fungos locais e treiná-los para lidar com plásticos predominantes em seus mares, sem o uso de organismos geneticamente modificados e respeitando a lógica dos ecossistemasnaturais.
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A Ross Mariner entrou no mercadoem 2015 com o objetivo de produzir lanchasde entrada com motorização de popa. O sucesso dos modelos fez com que o estaleiro avançasse de faixa, investindo em barcosmaiores. Assim nasceu a Ross SLR260 Fusion, de 26 pés, que integra a linha Sport Luxo Ross — daí as letras que a embarcação carrega em seu nome.
Levamos a Ross SLR260 Fusion de proa aberta, que se tornou um dos sucessos da marca, para navegarem um dia de marnão muito calmo no Canal de São Sebastião, em Ilhabela.
Já no embarque, chama atenção a generosidade da plataforma de popa, de 1,10 metro de comprimento, com muito espaço livre para movimentação, em consequência da motorizaçãode centro-rabeta.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Embora não tenha um móvel gourmet — como acontece nas lanchas de porte maior — , o modelo já vem com base de inox no piso para fixação do suporte de churrasqueira a carvão removível (item opcional) e com um chuveirinho bem à mão.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A escada para quem volta da água, fixada a boreste, tem quatro degraus, como deve ser. E ainda há um sofá de três lugares na entrada do cockpit voltado para o mar, com encosto móvel, conversível em solário. A estrutura se soma à plataforma de popa, tornando o espaço ainda mais agradável.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em tempo, a flexibilidade na configuração tem tudo a ver com o jeito brasileirode curtir a vida a bordo ao ar livre quando o barco está parado: tomando banho de sol e aproveitando a água.
O projetista caprichou também na distribuição de espaço no cockpit. Os 2,60 metros de largura refletem na possibilidade de acomodar até 11 pessoas durante o dia, embora o ideal sejam 8. Ou seja, é possível levar a famíliainteira para passear.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A área de convivência conta com um grande sofá em L, a bombordo, e outro menor a boreste – ambos com assentos profundos e encostos bem estofados. Sob os bancos, sobram paióis para guardar cabos, defensas e até uma caixa térmica (mas esta, em um lugar fixo).
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
No centro, a mesa de madeira com três porta-copos tem o tampo chanfrado e sem cantos vivos, evitando acidentes e facilitando a circulação. O piso de EVA — característico em lanchas de pequeno e médio porte — é nivelado de proa a popa, o que ajuda na sensação de conforto ao se acomodar no cockpit.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O tanque de combustível tem capacidade para 230 litros e fica no centro, praticamente sob a mesa. Contudo, falta uma tampa de acesso ou um tipo de janelinha que permita visualizá-lo sem a remoção do piso.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Na unidade testada por NÁUTICA, a lancha estava equipada com um capota de lona fixada na targa de fibra, que, por sua vez, tem várias caixas de som e luzes de LED, que produzem uma iluminação confortável.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Outros itens de série são um pequeno móvel com pia, porta-copos, geleira, lixeira e móvel do tipo cristaleira, com espaço para muitas taças e meia dúzia de garrafas. Os pega-mão, curvados e em inox, têm fitas de LED ao redor. Embora em bom número, ainda caberiam mais dois na passagem entre o banheiro e a proa.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A propósito, o acesso à parte da frente do barco feita por uma passagem lateral a bombordo e com luzes de cortesia, é outro ponto de destaque. Não há degraus nem portinholas para vencer, o que torna a circulação muito fácil. Basta apenas levantar parte do para-brisa para passar.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Conforto em todos os detalhes
Na proa, a amurada alta — ou altura dos bordos — garante uma navegação muito mais seca e segura, mesmo em mar aberto. E ainda há guardas-mancebos robustos em inox com dois porta-varas, para quem desejar alternar passeioscom pescarias.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A caixa de âncora está equipadacom guincho elétrico (item opcional, mas não muito comum em lanchas desse porte), que facilita muito a vida na hora de fundear. Ao lado, ainda dentro dessa caixa, fica o bocal para entrada de água doce no tanque de 140 litros. Os cunhos de amarração são de aço inox.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Os sofás têm um desenho inteligente, com ótimo apoio para as costas independente do lado que o passageiro estiver. Tudo isso cercado de itens de conforto, como porta-copos (distribuídos por toda parte, com iluminação em volta), luzes de cortesia e dois alto-falantes opcionais.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O projeto é feliz também no posto de comando. O assento do banco de pilotagem vem com rebatimento, oferecendo uma visibilidade muito boa, tanto para os lados quanto para o painel de instrumentos e a bússola. O para-brisa, de vidro temperado escurecido e alumínio anodizado, protege o piloto e não atrapalha a visão. O volante é retrátil.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Os interruptores estão à mão e as telas digitais tornam a navegação mais intuitiva. A chave-geral do barco fica a boreste, abaixo do manete do acelerador, quase na altura do pé do piloto. O que falta é uma tampa — talvez de acrílico — para protegê-la da água.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Agora no que se trata de itens de conforto, há um aparelho de som potente, bons apoios para os pés, porta-trecos e saída USB para recarregar celulares.
Ao lado do posto de comando, fica o banheiro embutido. Acima dele fica um aparador de fibra com porta-copos vazados. O banheiro tem pé-direito de 1,54 metro, vaso sanitário elétrico, guarda-objetos, espelho, lixeira, iluminação em LED, vigia com abertura para ventilação e, para finalizar, pia com torneira e ducha com água pressurizada.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
A porta de entrada do toalete é feita em acrílico, no estilo de correr, e tem puxador e fechadura. Quanto ao acabamento interno, em vez da fibra aparente o espaço vem com revestimento em tom de cimento queimado, com toques de linho italiano. Nem parece o banheiro de uma lancha de 26 pés de proa aberta.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Na caixa de luz, que fica na parte interna, é nítido o bom nível das instalações elétricas, com fios codificados, o que é um ponto positivo, no entanto seria ainda melhor se os cabos elétricosfossem estanhados e certificados.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Debaixo do sofá de popa fica o compartimento do motor. A tampa do espaço tem manta térmica e é bem macia no manuseio, graças a um conjunto de amortecedores. Há bastante espaço para a manutenção do motor de centro-rabeta Mercury, que pode ser V6 de 250 hp ou V8 de 300 hp.
Design inteligente, navegação prazerosa
No testede mar, a Ross SLR260 Fusion estava equipada com um motor de centro-rabeta a gasolina Mercury 4.5 V6 de 250 hp, acoplado a rabeta de hélices contra-rotantes Bravo 3, com relação de transmissão de 2,2:1 e hélices passo 22,5”. A bordo estavam 4 pessoas, 230 litros de combustível e 140 de água. Ainda assim, a lancha impressionou positivamente.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Motor engatado, com 2.500 rpm ela começa a planar. Com 3.000 rpm, chega a quase 19 nós. Um pouco mais de motor, aos 3.500 giros, navegamos a 25 nós. Aos 4.000 rpm, 29 nós, sem caturrar. Isso demonstra que o barco foi, de fato, bem construído.
Vamos então ao extremo: 4.590 rpm. Nesse regime de rotação, alcançamos 34,6 nós de máxima, na média, uma boa marca para o conjunto casco-motor. Ficou a sensação de que a velocidade final poderia ser ainda um pouco maior, se não fossem as condições adversas do mar.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Na aceleração, a Ross SLR260 Fusion foi da marcha lenta aos 20 nós (37 km/h) em 7,3 segundos, performance padrão para um barco desse porte com motorização de centro-rabeta. Não bastasse a rápida aceleração, fez curvas acima de 30 nós com boa agilidade e sem derrapar nadinha, perdendo apenas 1,5 nós.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Além disso, o casco se mostrou estável com os 2,57 metros de boca, não tendo causado qualquer grande impacto, nem respingado. O cockpit se manteve sempre seco — qualidades que contam muitos pontos em uma lancha de passeio.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O estaleiro oferece a opção de um motor V8, também a gasolina, de 300 hp. A potência maior, porém, só é recomendada para quem faz questão de muita velocidade.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Saiba tudo sobre a Ross Marine 260 Fusion
Características técnicas
Comprimento máximo: 8,08 metros (26,5 pés);
Boca: 2,57 metros;
Calado com propulsão: 0,95 metro;
Ângulo do V na popa: 21°;
Borda-livre na proa: 0,96 metro;
Borda-livre na popa: 0,96 metro;
Peso: 1.800 kg*;
Tanques de combustível: 240 litros;
Capacidade de água: 140 litros;
Pessoas/dia: 11;
Motorização: um motor de centro-rabeta a gasolina de 200 hp a 300 hp.
*Peso aproximado da lancha com um motor a gasolina de centro-rabeta Mercury 4.5 V6 de 250 hp e equipamentos padrão, considerando tanques vazios e ninguém a bordo.
Quanto custa
R$ 329 mil, com motor 4.5 V6 com rabeta Alpha I;
R$ 339 mil, com rabeta Bravo 3.
Pontos altos
Casco corta bem as ondas;
Bom arranjo do cockpit;
Plataforma de popa grande.
Pontos baixos
Chave-geral sem proteção;
Acesso ao tanque de combustível limitado;
Faltam pegadores no cockpit.
Tabela de desempenho da Ross SLR260 Fusion testada por Náutica. Foto: Revista Náutica
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No maior salão náuticoda América Latina, em meio a centenas de barcos, será lançado no mercado uma nova forma de “voar” sobre as águas. Quem traz a novidade é a Rise eFoil, que lançará no São Paulo Boat Show 2025 o Rise Speed, novo modelo que promete mais agilidade e permite manobras mais radicais.
Os eFoils são pranchas de surf elétricas com hidrofólio e controle manual, que permitem que o piloto flutue acima da superfície da água, dando a sensação de estar voando. Atualmente a Rise oferece o modelo RiseONE, mas o portifólio será aumentado no evento com o lançamento do Rise Speed, marcando o segundo ano consecutivo da empresa no Boat Show paulista.
Modelo RiseONE nas cores verde e azul. Foto: Rise eFoil / Reprodução
Ambos os modelos são oferecidos a partir de R$ 89,9 mil. Enquanto o RiseONE atinge 35km/h, o Rise Speed chega a 40km/h, o que, segundo a marca, permite mais ousadia nas manobras. A novidade será disponível nas cores branco, verde, azul e prata, podendo ainda ser customizada.
Além do novo eFoil, a marca apresentará no evento a nova bateria Endurance, que aumenta em R$ 8 mil o valor da prancha e poderá ser instalada em ambos os modelos. Em comparação com a bateria comum da marca, que tem autonomia de 1h30 e leva 2h para recarregar, a nova funciona por mais de 2h, com 3h para recarga.
Outro diferencial da bateria Endurance é o fato de ser removível e ficar em um compartimento seco da prancha. Por isso o modelo permite ser compartilhado entre diferentes eFoils no mesmo dia, aumentando o leque de diversão para mais pessoas.
São Paulo Boat Show 2025
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
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Se você completasse 45 anos de casamento, como gostaria de celebrar? O astro do cinema Samuel L. Jackson levou sua amada para curtir em grande estilo as bodas de rubi: em um megaiate na Riviera Francesa. Jackson e LaTanya Richardson subiram a bordo do Titania, um verdadeiro parque aquático flutuante, e navegaram por Cannes.
Foi nesse mesmo destino que Jackson conquistou, em 1991, o primeiro prêmiode Melhor Atuação Coadjuvante já concedido pelo consagrado Festival de Cannes. Aproveitando o cenário romântico do lugar, o casal hollywoodiano publicou nas redes sociais, no último dia 18 de agosto, as imagens da comemoração da duradoura união.
Ao que tudo indica, o casal estava a bordo do Titania, um megaiate de 73 metros construído pelo estaleiro alemão Lurssen, em 2006. O que sustenta essa tese foi uma pista deixada por LaTanya, que registrou, dois dias depois, um momento com seu “Clube do Livro Iate de LaTanya”, em que uma das fotos publicadas é, justamente, do Titania.
Foto: Titania / Divulgação
Celebrando 45 anos de amor em Cannes! Seguimos o caminho de Deus juntos e recebemos bênçãos transbordantes– escreveram em publicação conjunta
45 anos de amor: tudo sobre o casamento de Samuel L Jackson
Samuel L. Jackson e LaTanya Richardson se conheceram quando ainda estavam na faculdade, em Atlanta, na Geórgia (EUA). Eles começaram a namorar e chegaram a se apresentar juntos em um grupo de teatro da universidadeantes de se casarem, em 1980. Inclusive, os dois entraram para trend do momento e compartilharam os anos juntos. Veja:
Em 2023, o casal aproveitou as férias com nomes como Michael Jordan e Magic Johnson em um megaiate de R$ 600 milhões. Logo, a celebração das mais de quatro décadas de união merecia uma embarcação à altura — e o Titania parece ter cumprido bem o seu papel nesse romance. Afinal, como define a marca, o megaiate é um “conto de fadas moderno”.
Foto: Titania / Divulgação
O título se deve ao projeto da embarcação, que volta olhares a um estilo de vida tranquilo, sustentado por amplos espaços de entretenimento, acomodações que abraçam e comodidades de última geração.
No exterior, os deques proporcionam vistas panorâmicas, assentos elevados para banhos de sol, uma academia completa e o conforto necessário para curtir dias ensolarados das mais variadas formas.
Um desses espaços, aliás, é um verdadeiro oásis. O “pool deck” dispõe de spa com direito a terapeutas qualificados, que oferecem de massagens a tratamentos capilares. Há ainda piscina, bar molhado, amplo espaço para o preparo de refeições e mesa para até 14 convidados.
Na popa, o beach club traz sauna, bar e área de estar relaxante. À noite, o mesmo espaço se transforma em uma espécie de boate, com luzes e sistema de som de última geração. A diversão também está mais do que garantida com os brinquedos aquáticos disponíveis a bordo, que transformam o barco em um verdadeiro parque aquático.
Foto: Titania / Divulgação
Se prepare para a lista: são dois veleiros, três jets, dois caiaques, dois submersíveis SeaBob, equipamento de mergulho, pranchas de stand up paddle, wakeboards, esquis aquáticos, reboques infláveis, flyboard, wingfoil, wakesurf, duas bicicletas de surf e até um dronepara registrar a diversão — mas ainda não acabou.
Foto: Titania / Divulgação
O Titania dispõe de um toboágua inflável de 12,7 m e um amplo parque aquático completo, com direito a cama elástica e estrutura de escalada.
Foto: Titania / Divulgação
Depois de aproveitar um dia de diversão nas áreas externas do megaiate, os hóspedes podem relaxar no interior do barco, que não deixa a desejar. São inúmeras as áreas de estar, todas com estofados confortáveis dispostos em ambientes com detalhespensados milimetricamente.
Ao todo, são sete cabines, que acomodam até 12 hóspedes (a tripulação total é de 21 pessoas). Nesse total estão duas suítes master: uma no convés principal, na proa, com 130 m² e banheira de hidromassagem; e outra no convés superior, também à proa, com vista privilegiada para o horizonte.
Foto: Titania / Divulgação
Uma cabine vip fica no convés principal do barco, enquanto outras quatro cabines duplas estão no convés inferior, com camas king size.
Foto: Titania / Divulgação
Toda essa estrutura é movida por dois motoresCaterpillar 3512B Dita, de 1850 hp cada. Juntos, eles proporcionam uma velocidade de cruzeiro de 12 nós (22 km/h), além de 16 nós (29 km/h) de máxima e alcance de 5 mil milhas náuticas.
O mesmo Titania alugado por Samuel L. Jackson está disponível para charter pela operadora Breeze Yachts. De acordo com a empresa, o custo semanal do barco é de 525 mil euros semanais, o equivalente a mais de R$ 3,3 milhões na conversão de agosto de 2025.
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A Armatti Yachts entende que os consumidores do segmento náutico no Sudeste do Brasil prezam pela qualidade de vida e pelo tempo de qualidade. Por isso, o estaleiro decidiu levar cinco lanchas de sua linha premium ao São Paulo Boat Show 2025, com modelos que vão dos 31 aos 42 pés.
Lançamentos recentes da marca que marcaram presença no Marina Itajaí Boat Show em julho serão expostos no salão náutico paulista. Os modelos variam entre R$ 900 mil e R$ 3 milhões e prometem luxo, performance e conforto.
Lanchas Armatti no São Paulo Boat Show
Armatti 420 Sport Coupé
O maior barcoque o estaleiro apresentará nesta edição do São Paulo Boat Show é a Armatti 420 Sport Coupé. O modelo tem cockpit fechado por porta de vidro, o que cria um ambiente interno climatizado e integrado à área gourmet externa.
Armatti 420 Sport Coupé. Foto: Armatti Yachts / Reprodução
A suíte principal fica na meia-nau. O espaço traz cama central e janelas panorâmicas, seguindo uma tendência de mercadona Europa e nos Estados Unidos. A capacidade do barco é de 16 pessoas durante o dia — seis no pernoite. O modelo parte de R$ 3 milhões.
Armatti 400 Sport Coupé
A recém-lançada Armatti 400 Sport Coupé também estará no eventoe exibirá um dos maiores cockpits da categoria, segundo a marca. A lanchaintegra ambientes internos e externos, tem duas cabines fechadas com pé-direito de 2 metros e suíte principal na meia-nau.
Armatti 400 Sport Coupé. Foto: Armatti Yachts / Reprodução
Para complementar, o modelo dispõe de hard top elétrico e sala de estar com banheiro. Produzida em Santa Catarina, a Armatti 400 Sport Coupé custa a partir de R$ 2,5 milhões.
Armatti 370 Solarium
Com 37 pés de comprimento e reconhecida entre os clientes do estaleiro pelo interior espaçoso com soluções voltadas ao lazer sofisticado, a Armatti 370 Solarium carrega suíte principal espaçosa que pode receber uma cama king size.
Na proa, um solário com três espreguiçadeiras é integrado ao cockpit com teto solar elétrico. Do outro lado, a popa vem com espaço gourmet com grill, pia e opções de plataforma submergível. A capacidade é de 14 pessoas durante o dia e até quatro no pernoite. O modelo parte de R$ 1,8 milhão.
Armatti 340 Solarium
A Armatti 340 Solarium privilegia o conforto interno e a integração com as áreas externas. O cockpit comporta até 14 pessoas e integra o posto de comando ao espaço gourmet na popa, que vem equipado com pia, churrasqueira e geleira. A lancha é oferecida a partir de R$ 1,2 milhão.
Para arrematar o portifólio da Armatti no São Paulo Boat Show, a Armatti 310 Spyder, evolução da consagrada linha Spyder, combina a esportividade de um conversível com o conforto de um mini iate. O modelo oferece dois ambientes de pernoite com pé-direito generosos, espaço gourmet na popa e cockpit ideal para convivência. O modelo custa a partir de R$ 900 mil.
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show promete ser histórica, quebrando todos os recordes e reforçando a posição de principal vitrine de negócios da indústria náutica no Brasil. Os maiores estaleiros e fabricantes do país estão entre as mais de 80 marcas confirmadas no salão náutico.
Em uma experiência completa de negócios, lazer, lifestyle e inovação, o São Paulo Boat Show exibirá barcos de pequeno, médio e grande porte; motos aquáticas; uma variada seleção de motores; equipamentos e acessórios náuticos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, o conceito do São Paulo Boat Show 2025 propõe uma imersão estética que conecta a náutica, a cidade e a inovação. Com o mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”, o evento adota a arte como linguagem central de sua narrativa visual e institucional.
A expectativa da Boat Show Eventos, que organiza o evento, é superar os números da edição de 2024 — quando o salão exibiu mais de 170 embarcações, comercializou mais de 700 barcos e recebeu 40 mil pessoas.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025 Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP) Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h. Mais informações: no site do evento Ingressos: site oficial de vendas
Greenline 42 traz motores Yanmar e usa painéis solares para alimentar sistemas de bordo sem necessidade de gerador a diesel. Especialista Pedro Rodrigues comenta sobre tecnologias
Mal-humorado, narigudo e com lábios volumosos, um peixe de aparência no mínimo curiosa foi flagrado durante uma exploração oceânica na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, e não demorou para viralizar. A expedição foi transmitida ao vivo pela equipe do navio de exploração Nautilus e o animal caricato logo caiu no gosto dos cientistase do público, acumulando mais de 780 mil visualizações nas redes sociais oficiais.
Identificado como o peixe-ganso-de-dois-espinhos-do-atlântico (Sladenia shaefersi), que pertence a família do peixe-pescador (ou anglerfish, em inglês), o animaltem uma aparência, digamos, marcante.
Comparado aos humanos, esse peixe tem uma “boca” curvada para baixo, “narinas” quase bufantes e olhos arregalados. Para completar a rispidez, espinhospontudos, que mais parecem fios de cabelo arrepiados, cobrem o corpo do animal.
Navio de exploração Nautilus. Foto: Ocean Exploration Trust / Reprodução
O peixe-ganso-de-dois-espinhos-do-atlântico estava repousando a 1.002 metros de profundidade, quando foi avistado pelo grupo de pesquisadores. No vídeo que ganhou a internet, a equipe não esconde a felicidade ao encontrá-lo em meio a um cenário quase desértico: “É um peixinho precioso”, diz um deles.
Alguns comentários sobre a aparência caricata foram feitos pela equipe, mas quem brilhou na criatividade foram os internautas que, além de ressaltar características do peixe, foram contagiados pela alegria dos cientistas. Assista ao momento!
Os peixes Sladenia shaefersi são comumente encontrados em fundos rochosos profundos, entre 700 e 1.200 metros, justamente onde o animalzinho que ganhou fama foi avistado. Lá, a espécie usa sua aparência e coloração para se camuflarno ambiente. Embora a criatura flagrada na expedição não seja grande, a espécie pode ultrapassar 1 metro de comprimento.
Sladenia shaefersi fotografado durante expedição à encosta profunda, em 2007. Foto: Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos / Domínio público / Wikimedia Commons / Reprodução
As curiosidades desse animal vão além da aparência: as barbatanas peitorais dele foram modificadas ao longo da evolução e ficam na parte inferior do corpo, permitindo que ele se mova como se estivesse “andando” no fundo do mar.
Segundo o perfil da Ocean Exploration Trust, a aparência cômica do peixe esconde, na verdade, um predador eficiente das águas profundas. Sua dieta é composta de peixes menores e crustáceos, como camarões, que são capturados com precisão.
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Engana-se quem pensa que a história do Titanicacabou após o naufrágio, em 1912. Não à toa, uma exposição imersiva no legado do barco mais famoso do mundochegará a São Paulo após atracar em diversas cidades ao redor do globo. “Titanic: Uma Viagem Imersiva” promete aproximar os fãs da história de artefatos originais e recriações épicas.
Disputados, os ingressos começam a ser vendidos em 26 de agosto, às 9h. Fãs mais assíduos já podem entrar na lista de espera para garantir com antecedência a entrada. A estreia do evento será em outubro, no Shopping Eldorado, região oeste da capital paulista.
Um mergulho na história do Titanic
A exposição imersiva leva à metrópole paulista mais de 300 artefatos do navio, que vão desde itens da tripulação e objetos da época até bilhetes autênticos da White Star Line (companhia dona da embarcação).
Foto: Divulgação
Os itens ganham ainda mais vida ao lado de recriações de ambientes icônicos do barco, como a famosa escadaria central, um dos grandes símbolos do Titanic. Para isso, a mostra aposta em paisagens 3D, animações em vídeo e um tour guiado por áudio — tudo feito com tecnologia de ponta para você se sentir dentro do navio.
Foto: Divulgação
“Titanic: uma viagem imersiva” promete mostrar a história completa do navio, desde sua construção até a colisão com o iceberg, passando por detalhes dos passageiros, tripulantes e personagens que se destacaram em meio ao trágico acidente, a exemplo do navio Carpathia, que resgatou mais de 700 sobreviventes; e o Californian, que não respondeu aos pedidos de socorro.
Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação
É a chance também de conhecer mais dos “navios-irmãos” do Titanic: o RMS Olympic e o HMHS Britannic — esse último, com outro destino trágico — e garantir uma lembrança da experiência na loja de produtos inspirados no Titanic.
Para quem quiser aproveitar a oportunidade ao máximo, uma atividade envolvendo realidade virtual levará os visitantes para explorar os naufrágiosdo navio de forma detalhada. Essa atração, porém, é cobrada à parte.
O naufrágio do Titanic
Considerado o mais moderno e luxuosonavio de sua época, o Titanic foi construído pela companhia White Star Line, e partiu em sua viagem inaugural no dia 10 de abril de 1912, saindo de Southampton (Inglaterra) rumo a Nova York (Estados Unidos).
Atualmente, o Titanic se encontra a 3,8 mil metros de profundidade no oceano Atlântico. Foto: Atlantic Productions / Magellan / Reprodução
Na noite de 14 de abril, o navio colidiu com um iceberg no meio do oceano Atlântico. Os danos à embarcação fizeram com que ela começasse a afundar. Estima-se que às 2h20 da madrugada do dia 15 de abril o barco naufragou completamente.
Havia cerca de 2,2 mil pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes. Aproximadamente 1,5 mil pessoas morreram, principalmente por hipotermia, nas águasgeladas do oceano.
Exposição Titanic: uma viagem imersiva
Quando: a partir de outubro de 2025
Onde: Shopping Eldorado. Avenida Rebouças, 3970 – Pinheiros, São Paulo-SP Duração: De 60 a 90 minutos Idade: livre Preço: a partir de R$ 45 Ingressos / lista de espera: site oficial de vendas.
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