Terra perdeu 273 bilhões de toneladas de gelo por ano desde 2000

13/03/2025

Um estudo liderado pela Universidade de Zurique trouxe vários dados preocupantes sobre o derretimento das geleiras a nível global. Segundo a pesquisa, as grandes massas de gelo perderam cerca de 5% de seu volume total desde 2000, com algumas regiões da Europa Central perdendo até 39%.

Numa avaliação global sem precedentes, os cientistas concluíram que, ao todo, as perdas equivalem a 273 bilhões de toneladas de gelo por ano, de 2000 a 2023. Além disso, houve um aumento de 36% na taxa de derretimento em comparação à última década (2000 até 2011).

Foto: Galyna_Andrushko/ Envato

Portanto, há diferenças na quantidade de gelo derretida. Na Antártica aconteceu uma redução de “apenas” 2%, enquanto nos Alpes a diminuição na massa de gelo chegou a 40%. Logo, as regiões com geleiras menores estão perdendo-as mais rapidamente — e muitas nem sequer sobreviverão até 2100.

 

Toda essa perda global ao longo deste século é o equivalente ao consumo de água da população mundial pelos próximos 30 anos.

Situação alarmante

Importantes reguladores climáticos, as geleiras fornecem água doce a bilhões de pessoas. Além disso, elas são consideradas indicadores das mudanças climáticas em andamento, e dessa vez não é diferente. Estes números são reflexos do aumento das temperaturas globais ligadas às emissões de gases de efeito estufa.

Foto: Galyna_Andrushko/ Envato

Logo, o derretimento acelerado das geleiras pelo mundo causa preocupações sobre o aumento do nível do mar em nível exponencial — e mais rápido que o esperado — somado ao potencial esgotamento de fontes cruciais de água doce para bilhões de pessoas, principalmente durante as estações secas.

Além disso, a pesquisa traz outro número nada bom: por conta do aumento do derretimento de geleiras, o nível do mar subiu 1,8 cm desde 2000. E, de acordo com estudos recentes, o degelo poderá acelerar até o final do século, o que reforça a necessidade urgente de medidas.

Foto: estivillml/ Envato

Atualmente, a perda de massas das geleiras é cerca de 18% maior do que a diminuição da camada de gelo da Groenlândia, e mais do que o dobro da camada de gelo da Antártica.

 

O estudo foi realizado com uma equipe internacional de pesquisadores por meio do projeto GlamBIE, que permitiu uma compreensão mais precisa das tendências regionais e da variabilidade anual do derretimento. A pesquisa está publicada na revista científica Nature.

Chocado sim, surpreso não

Michael Zemp, coautor do artigo e professor da Universidade de Zurique, descreveu as descobertas como “chocantes”, apesar dos números não lhe causarem surpresa, principalmente ao considerar o aumento contínuo das temperaturas globais.

Imagem das geleiras nas Montanhas Chugach do Alasca, registrada pelo satélite Sentinel 2 em outubro de 2017. Foto: Copernicus Sentinel 2017/ Reprodução

Inclusive, o derretimento das geleiras é agora o segundo maior fator para o aumento do nível do mar, perdendo apenas para a expansão térmica da água do mar à medida que ela esquenta.

 

Pode parecer pouco, mas o 1,8 cm de elevação da água já foi suficiente para colocar quase quatro milhões de pessoas em risco de inundações em regiões costeiras. Para Zemp, a perda de gelo terá implicações significativas para o suprimento de água doce, particularmente em regiões dos Andes Centrais e Ásia Central.

Uma frota de satélites utilizados para monitorar geleiras. Foto: ESA, NASA e Planetary Visions/ Divulgação

Segundo Martin Siegert, professor da Universidade de Exeter — que não participou do estudo — , o crescente degelo está acontecendo seis vezes mais rápido do que há 30 anos. Dessa forma, quando as camadas começarem a mudar, o impacto no nível do mar poderia ser medido em metros, e não mais em centímetros.

 

A esperança é conseguirmos frear o fenômeno com os avanços na tecnologia — essa mesma que hoje possibilitou, com ajuda dos satélites, rastrear mudanças de 275 mil geleiras no mundo.

 

Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

 

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    25ª edição da Copa Mitsubishi de Vela começa neste sábado (15)

    Anote na agenda: no próximo sábado (15), todos os ventos soprarão para as águas de Ilhabela, litoral norte de São Paulo. Isso porque o arquipélago será o palco da histórica 25ª edição da Copa Mitsubishi – Circuito de Vela Oceânica, uma das mais tradicionais e disputadas competições de barco a vela do Brasil, que celebra 25 anos em 2025.

    A 1ª etapa da Copa Mitsubishi 2025 acontecerá, além de sábado, nos dias 16, 22 e 23 de março. As inscrições para participar da regata estão abertas no site oficial do evento, com uma taxa de R$ 185 por tripulante — que pode ser paga até o dia 15.

    Foto: Aline Bassi/ Divulgação

    Promovida desde o início da competição, em 2001, pelo tradicional Yacht Club de Ilhabela, a disputa conta com participantes que se dividem nas classes ORC, BRA-RGS, RGS Cruiser (antiga Bico de Proa), Clássicos, C30 e HPE25.

    Todos em pé de igualdade

    A vela, como esporte, se divide em “classes”, nas quais é possível agrupar veleiros com características diferentes para que possam competir em condições de igualdade entre si.

    Foto: Aline Bassi/ Divulgação

    Para compensar diferenças de projeto, mastreação, tipos de velas e equipamentos, fazendo com que veleiros diferentes possam competir em condições de igualdade, as classes da Copa Mitsubishi realizam as chamadas medições.

     

    Neste caso, um medidor oficial confere as características dos veleiros e, de acordo com a regra, estabelece um rating. Este rating é um número que baliza o tempo ideal em que um veleiro com as características medidas deve velejar em um determinado tempo de regata.

    Ao final da regata, o tempo real de chegada é multiplicado por este rating, determinando o tempo corrigido daquele veleiro. Isso faz com que uma grande embarcação de competição, equipada com as mais novas tecnologias, possa correr junto de um veleiro menor, mais antigo e menos equipado. Cada um deles tem o seu próprio rating e condições iguais de vencer a regata.

    Saiba mais sobre as classes da Copa Mitsubishi 2025

    Classe ORC

    São veleiros oceânicos estritamente de competição, desenhados para regata e dotados dos mais modernos equipamentos, não necessariamente iguais entre si. São medidos na mais técnica e detalhada regra da vela mundial.

    Classe BRA-RGS

    A BRA-RGS contempla veleiros oceânicos com características de cruzeiro. Não é raro que possuam comodidades como cozinha completa, suítes e ar-condicionado. Em resumo, são veleiros de pessoas que gostam de competir com conforto.

    RGS Cruiser

    Na RGS Cruiser estão os veleiros com as mesmas características da RGS, com a diferença de que não estão medidos em nenhuma regra. Seus proprietários e equipes são, geralmente, cruzeiristas que esporadicamente disputam regatas.

    Classe Clássicos

    São veleiros fabricados até o ano de 1980. Geralmente embarcações muito bem cuidadas, com mastreação e casco de madeira, velas originais, equipamentos e características da época de sua construção.

    Classe C30 e Classe HPE25

    Ambas as classes agregam veleiros de competição rigorosamente iguais entre si (em cada classe). Usam os mesmos equipamentos e velas. Por isso não tem rating. Aqui o “pega” é mesmo para terminar a regata em primeiro lugar.

    De geração em geração

    No aniversário de 25 anos, não faltam histórias maravilhosas que envolvem a “Copa Mit”. Como é aberta para competidores de todas as idades, a competição reúne gerações da mesma família a bordo de um só barco, como no caso dos irmãos Mário Sérgio e Nilton César de Jesus, que hoje disputam regatas juntos de seus filhos e netos.

    Foto: Aline Bassi/ Divulgação

    Além disso, velejadores olímpicos e campeões, como Torben e Lars Grael, Bochecha, Maurício Santa Cruz, Samuel Albrecth, Martine Grael, Bruno Prada e Robert Scheidt já marcaram presenças na Copa Mitsubishi ao longo da história de 25 anos de uma das mais tradicionais regatas do país.

     

    Para o diretor técnico da competição, Carlos Eduardo Sodré, o “Cuca”, o sucesso da Copa é fundamentado em aspectos como um trabalho consistente e persistente de todos os envolvidos na organização. Ele também ressalta os processos que envolvem a organização da longa disputa.

    São quatro etapas durante um ano, e é preciso criar condições para que uma equipe se sinta incentivada a participar de todas, a fim de ter a chance de conquistar a vitória ao final da temporada– Carlos Eduardo Sodré

     

    Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

     

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      Salvador cria Secretaria Especial do Mar para fortalecer e impulsionar economia náutica

      Abrigando a segunda maior baía do mundo — a Baía de Todos-os-Santos — Salvador acaba de ganhar a Secretaria Especial do Mar, com o objetivo de impulsionar a economia náutica na região. Vale destacar que a cidade que recebe o Salvador Boat Show ainda detém a orla mais extensa entre as capitais do Brasil, com 64 km.

      O anúncio foi feito por Bruno Reis, prefeito da capital baiana, na última segunda-feira (10). Andrea Mendonça, que já foi secretária de Cultura e Turismo do estado, estará à frente da pasta.

       

      “Uma das primeiras medidas que ela sugeriu que nós implantássemos [ainda à frente da Secult] foi o Comitê Náutico, que aprovou uma série de ações de infraestrutura turística”, ressaltou o prefeito.

      Foto: Valter Pontes/ Secom PMS / Divulgação

      O mar não é apenas um símbolo da cultura e do turismo soteropolitanos. Ele é, acima de tudo, uma fonte inesgotável de oportunidades, gerador de empregos e de  receitas– destacou Andrea Mendonça

      A pasta abre espaço para que a capital baiana planeje e execute ações de desenvolvimento no setor. Para isso, Andrea Mendonça afirmou que uma de suas iniciativas será ampliar o número de eventos internacionais náuticos na cidade.


      Em 2024, a capital recebeu a 1ª edição do Salvador Boat Show. O evento, que durou 5 dias na Bahia Marina, sobre as águas da Baía de Todos-os-Santos, se consolidou como o maior do Nordeste, vendeu mais de 20 embarcações, atraiu público qualificado e gerou negócios significativos para o setor.

      1º Salvador Boat Show. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

      Já em 2023, Salvador inaugurou o Serviço de Atendimento ao Capitão, conhecido como SAC Náutico. Trata-se de um serviço pensado para centralizar e agilizar processos burocráticos que envolvem embarcações e atividades náuticas na região. A iniciativa foi uma das destacadas por Bruno Reis durante a cerimônia.

      Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS / Divulgação

      Para ele, o serviço “facilitou a vida de todos que trabalham nesse segmento, em especial das diversas embarcações que chegam a Salvador”

      Nós entendemos que podemos mais, podemos ir além. Na nossa cidade, o setor de serviços é o principal empregador e, dentro do setor de serviços, é o turismo– explicou o prefeito

      A titular da Secretaria Especial do Mar ainda prometeu uma atuação transversal, com grande interlocução tanto com outras pastas quanto com outros municípios da Baía de Todos os Santos, como a prefeitura de Vera Cruz, com a qual o diálogo já foi iniciado.

       

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        Catamarã Saona 47, da Fountaine Pajot: único na revenda no Brasil

        Considerada uma das principais marcas de catamarãs do mundo, a francesa Fountaine Pajot enche os olhos de quem ama esse universo com seus barcos de primeira linha. Assim, ter um desses para chamar de seu é o grande sonho de muitos navegadores — e pode estar prestes a se realizar para um deles. Isso porque a GB Yachts anunciou a venda de um modelo premiado da marca, o Saona 47, por um preço imperdível.

        Para se ter uma ideia, um barco como esse, novo, sai por volta de 1,8 milhões de euros, cerca de R$ 11,4 milhões (na conversão de março de 2025). Na promoção do catamarã pela GB Yachts, o modelo que passou por um único dono tem preço de R$ 5,9 milhões — ou seja, uma economia de R$ 5,5 milhões, ou mais de 48% de desconto percentual.

        A plataforma de popa do modelo promete ser o ambiente ideal para reunir familiares e amigos em uma “praia particular”. Foto: GB Yachts / Divulgação

        Além da Fountaine Pajot, a GB Yachts representa no Brasil outras duas marcas de renome: a também francesa Jeanneau e a alemã Bavaria, para as quais presta consultoria especializada. De acordo com a empresa, o modelo de 14 metros de comprimento e 7,7 metros de boca (largura) à venda teve pouco uso e está completo, “com todos os opcionais possíveis”.

        Catamarãs como o Saona 47 são conhecidos por proporcionar maior estabilidade, segurança, conforto e velocidade. Foto: GB Yachts / Divulgação

        Um catamarã premiado em promoção

        Lançado em 2017, em Cannes, o catamarã Saona 47, que agora protagoniza a grande promoção da GB Yachts, une modernidade, conforto e excelente desempenho com amplos espaços e soluções inteligentes — graças a um layout interior que inclui amplas janelas de visão 360° do exterior.

         

         

        Entre os destaques do barco estão o mastro de carbono e as velas Hiranet, além de uma mesa de jantar interna expansível, com altura controlada via controle remoto.

        Tecnológico, o Saona 47 dispõe de mesa de jantar interna expansível, controlada via controle remoto. Foto: GB Yachts / Divulgação

        Quem se tornar o novo proprietário deste catamarã ainda poderá curtir com seus convidados uma plataforma de popa que cria uma praia particular aos hóspedes, além de um amplo cockpit, lounge para banhos de sol e um lounge deck superior.

        O modelo Saona 47 é conhecido ao redor do mundo pela combinação ideal entre desempenho e conforto. Foto: GB Yachts / Divulgação

        Falando nos hóspedes, há espaço de sobra para até 14 deles (oito no pernoite, além de um tripulante). Confortável, a cabine chega aos 2,2 metros de altura. A suíte principal conta com amplo banheiro com box e área que pode ser usada como escritório, além de televisão escamoteável.

        Viver a bordo de um barco como esse é como estar em uma casa flutuante. Foto: GB Yachts / Divulgação
        O espaço para escritório garante que lazer e trabalho naveguem juntos quando necessário. Foto: GB Yachts / Divulgação
        No Saona 47, todos os até 8 hóspedes do pernoite dormem com conforto. Foto: GB Yachts / Divulgação

        O marinheiro não fica de fora do conforto, e pode aproveitar uma acomodação completa com direito a ar-condicionado e banheiro privativo com chuveiro.

         

        No salão, o amplo espaço dá lugar a uma cozinha completa e à sala de estar, onde um sofá pode transformar-se em mais uma cama de casal para pernoite.

        Forno, fogão, cafeteira e outros utensílios prometem simplificar as estadias no barco. Foto: GB Yachts / Divulgação
        A ampla cozinha tem vistas privilegiadas. Foto: GB Yachts / Divulgação

        A união de todas essas características rendeu à embarcação o título de “barco do ano” em 2018, na França. Na promoção da GB Yachts, o catamarã, que atualmente ocupa uma vaga na BR Marinas Piratas, em Angra dos Reis (RJ), chega pronto para uso. Para efeito de comparação, um novo, atualmente, só seria entregue ao proprietário por volta de fevereiro de 2026.


        Interessados na promoção do catamarã podem tirar dúvidas e até marcar uma visita à embarcação. Para isso, basta entrar em contato com a representante pelo telefone (21) 97106-2020 ou pelo site oficial GB Yachts. Confira mais fotos do barco:

        Espaços amplos e agradáveis garantem que o fluxo ao redor do barco funcione plenamente. Foto: GB Yachts / Divulgação
        Uma escada de 4 degraus na popa garante fácil acesso aos banhos de mar. Foto: GB Yachts / Divulgação
        Um dos pontos fortes do catamarã são as áreas de convivência e lazer, sempre muito bem pensadas e equipadas. Foto: GB Yachts / Divulgação
        As zonas para relaxar incluem espreguiçadeiras no convés principal e superior. Foto: GB Yachts / Divulgação
        Os espaços ao ar livre são ideais para banhos de sol, leitura e, claro, para socializar. Foto: GB Yachts / Divulgação
        Os espaços ao ar livre são ideais para banhos de sol, leitura e, claro, para socializar. Foto: GB Yachts / Divulgação
        O modelo tem mastro de carbono, estaiamento em Kevlar e está totalmente completo em equipamentos. Foto: GB Yachts / Divulgação
        O posto de comando promete encantar quem ama navegar. Foto: GB Yachts / Divulgação
        O barco fica ainda mais charmoso em meio às paisagens paradisíacas do Brasil e do mundo. Foto: GB Yachts / Divulgação
        Não falta nada neste barco para que cada passeio seja inesquecível. Foto: GB Yachts / Divulgação
        Um bote de apoio garante que as paradas em terra sejam confortáveis para todos a bordo. Foto: GB Yachts / Divulgação

         

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          Fotógrafo registra grupo de toninhas no mar de São Sebastião; assista

          12/03/2025

          Ao saírem em busca de um tubarão-baleia fêmea (rhincodon typus) avistado no início do mês, em Ilhabela, as equipes dos projetos Baleia à Vista e Toninhas de Ilhabela encontraram, na verdade, outros animais fascinantes do mar: as toninhas (Pontoporia blainvillei).

          Ao todo, três grupos desses golfinhos (cerca de nove indivíduos), considerados um dos menores do mundo, foram avistados em Toque Toque, já nas águas de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. O belo registro ficou por conta de Frank Santos, fotógrafo famoso por suas fotos impressionantes da vida marinha.

           


          O vídeo fica ainda mais especial quando se leva em conta que esses cetáceos estão ameaçados de extinção, principalmente por viverem muito próximos da costa — logo, próximos das atividades humanas.

          É uma espécie única e endêmica da costa sudeste do Brasil, Uruguai e Argentina, pois só existem aqui– Júlio Cardoso, fotógrafo e pesquisador do Baleia à Vista

          Tubarão-baleia nadou ao lado de mergulhador no início do mês

          O encontro com as toninhas se deu a partir da busca de um tubarão-baleia fêmea, avistado no início do mês — e que não foi encontrado novamente. O animal marcou outro registro impressionante, desta vez, de Marcos Cará, quando nadou ao lado do mergulhador Thiago Veras, também do Projeto Baleia à vista.

           


          Segundo Cardoso, o tubarão-baleia foi visto no lado sul do arquipélago, em uma região conhecida como ponto fixo 2. A fêmea tem entre 9 e 10 metros e cerca de 30 anos — a idade de reprodução da espécie. Ainda segundo o pesquisador, o animal é jovem, já que a espécie chega até os 100 anos de idade.

           

          Vale destacar que nadar com cetáceos não é permitido pela legislação brasileira. O tubarão-baleia, por sua vez, é um peixe — na verdade, o maior peixe do mundo.

           

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            Príncipe Harry e Meghan Markle são criticados após filha aparecer em barco sem colete

            Uma homenagem ao Dia Internacional das Mulheres no Instagram de Meghan Markle, esposa do príncipe Harry, acabou virando o epicentro de uma discussão sobre o uso do colete salva-vidas em crianças. Isso porque, em uma das fotos, a filha do casal, Lilibet Diana, aparece no colo do pai em um barco sem o equipamento de segurança.

            Os comentários, agora desativados, enfatizavam a importância de medidas preventivas em ambientes aquáticos e, principalmente, o papel do casal como exemplo, já que são figuras influentes — mesmo após o afastamento da Corte, em 2020. Confira a publicação:

             

            O que dizem as regras dos Estados Unidos?

            O casal mora em Montecito, na Califórnia, EUA. Sendo assim, vale entender como funcionam as regras de segurança no mar para crianças no país. De acordo com a Guarda Costeira dos EUA (USCG), as indicações para o uso de coletes salva-vidas nos pequenos variam conforme a jurisdição estadual. Apesar disso, existem diretrizes gerais obrigatórias em nível federal.

            Foto: Image-Source / Envato

            As regras apontam que crianças menores de 13 anos devem usar um colete salva-vidas aprovado pela USCG enquanto estiverem a bordo de uma embarcação em movimento — exceto se dentro de uma cabine fechada ou em áreas específicas onde o estado permite isenções.


            A instituição recomenda coletes do Tipo I, II ou III, devidamente ajustados aos pequenos e com a certificação adequada. Os equipamentos ainda devem oferecer suporte ideal à cabeça da criança, para evitar que o rosto venha a ficar submerso quando na água. Por fim, os coletes infantis devem ser armazenados separados dos de adultos e devidamente identificados, para evitar confusão no momento do uso​.

             

            Na Califórnia, onde mora a família, a lei segue como no âmbito federal.

            As regras brasileiras

            As regras gerais da Marinha do Brasil apontam que o uso do colete salva-vidas é obrigatório para todos os passageiros durante a navegação. De acordo com a instituição, a dotação de coletes deve ser, pelo menos, igual ao número total de pessoas a bordo, devendo haver coletes de tamanho pequeno para as crianças.

            Foto: Image-Source / Envato

            Todos os coletes-salva vidas devem ser homologados pela Marinha do Brasil. Essa certificação garante que o equipamento em questão passou por testes rígidos de segurança, que envolvem não só a água, mas o fogo e a resistência, por exemplo.

             

            A instituição ressalta que os coletes devem ser armazenados de modo a serem prontamente acessíveis, com localização clara. No Brasil, há ainda categorias de coletes definidas pelo tipo de navegação (interior, costeira ou oceânica). Confira:

            • Embarcações de Navegação Oceânica: coletes salva-vidas Classe I;
            • Embarcações de Navegação Costeira: coletes salva-vidas Classe II;
            • Embarcações de Navegação Interior: coletes salva-vidas classe V e as de grande porte ou iates, de equipamentos Classe III.
            • Embarcações Miúdas: coletes salva-vidas Classe V.

             

            Náutica Responde

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              Aloha Náutica apresentará veleiro e catamarã franceses no Rio Boat Show 2025

              O evento náutico mais charmoso da América Latina não poderia levar esse título sem a presença de veleiros e catamarãs, grandes ícones dos mares. Sendo assim, a Aloha Náutica garantirá a presença dos modelos com duas embarcações bastante renomadas no Rio Boat Show 2025.

              Estamos falando do veleiro Beneteau Oceanis 46.1 e do catamarã Excess 14, ambos de marcas francesas. Esses e outros barcos poderão ser vistos de perto no Boat Show do Rio de Janeiro, que acontece na Marina da Glória, de 26 de abril a 4 de maio.

              Estande da Aloha Náutica durante o Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              A Aloha Náutica é a distribuidora exclusiva no Brasil dos catamarãs Excess e dos veleiros, lanchas e trawlers Beneteau — ambas do Grupo Beneteau, da França. Além das embarcações, a marca promete apresentar no evento mais detalhes das lanchas motorboats que pretendem trazer ao Brasil — a representante, inclusive, já fechou contrato com a fábrica em Fort Lauderdale, na Flórida, Estados Unidos.

               

              “É um momento muito especial conseguir trazer essa linha, que é vendida no mundo todo e conhecida mundialmente”, ressaltou Chico Fragoso, sócio da Aloha Náutica, durante o Salvador Boat Show 2024.


              Conheça mais das embarcações Aloha Náutica no Rio Boat Show 2025

              Veleiro Beneteau Oceanis 46.1

              Com 14,60 metros de comprimento e boca de 4,50 metros, o Beneteau Oceanis 46.1 possui casco quinado, com desenho sofisticado. Além disso, abrange diversas formas de personalização e também proporciona conforto nos ambientes internos. Tem ainda mastro enrolador e genoa autocambante.

              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Sua arquitetura, desenhada por Finot-Conq, permite o uso total do cockpit. Internamente, os ambientes foram projetados pela Nauta Design, com textura de carvalho claro escovado. O valeiro já foi testado por NÁUTICA, assista:

               

               

              Catamarã Excess 14

              Com duas rodas de leme, o Excess 14 é um multicasco de arquitetura inovadora, com grande apelo junto aos velejadores. Durante o Rio Boat Show 2024, Chico Fragoso destacou que “é um catamarã que traz maior prazer para velejar”.

              Foto: Excess / Divulgação

              As duas rodas de leme possibilitam melhor visibilidade. Quando velejando, você sente o vento no leme, além do interior com acabamento de luxo e muito conforto– ressaltou à época

              Ainda de acordo com o diretor, o catamarã pode ter três ou quatro suítes, e é “mais veloz que os catamarãs comuns. Seu salão é espaçoso e muito iluminado, além de ter cabines confortáveis.”

              Rio Boat Show 2025

              Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

              Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

               

              Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

              Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

               

              Anote aí!
              RIO BOAT SHOW 2025

              Quando: De 26 de abril a 4 de maio
              Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
              Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
              Mais informações: site oficial do Rio Boat Show

              Ingressos: site oficial de vendas

               

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                Estudo revela que a Terra já teve oceanos verdes há 3 bilhões de anos

                Desde criança, nos acostumamos a desenhar o planeta Terra como um enorme globo azul e seus continentes. Mas como nem tudo que conhecemos hoje sempre foi assim, pesquisadores da Universidade de Nagoya, no Japão, concluíram que há bilhões de anos os oceanos, na verdade, eram verdes!

                Por mais utópico que um planeta esverdeado possa parecer, essa já foi a realidade da Terra, muito antes dos seres humanos pisarem por aqui. Antes de explicar como os estudiosos chegaram a essa conclusão, porém, é importante sabermos o motivo do nosso lar, atualmente, ter esse tom azul.

                Foto: NASA no The Commons @ Flickr Commons/ Wikimedia Commons/ Reprodução

                A coloração atual se deve a dois fatores. O primeiro deles é a água, que cobre 70% da superfície absorvendo a luz vermelha e refletindo a azul. O segundo fator envolve a atmosfera, que contém gases e partículas que dispersam a luz solar, com as azuis sendo mais dispersadas do que as outras cores.

                 

                Ou seja, a disseminação da luz do Sol na atmosfera somada à vastidão dos oceanos são os principais responsáveis pela cor azul da Terra vista do espaço. Sabendo disso, fica ainda mais intrigante o fato de todo esse globo, um dia, já ter tido outra cor.

                O mundo há bilhões de anos

                Na história, grande parte dos seres precisaram evoluir para se adaptar às mudanças do planeta. Atualmente, os organismos vegetais utilizam a clorofila (pigmento que absorve as luzes azul e vermelha e reflete a verde) para realizar a fotossíntese.

                Foto: ESA/ Wikimedia Commons/ Creative Commons

                Entretanto, antes da clorofila, as cianobactérias evoluíram para utilizarem um pigmento adicional chamado ficobilina, responsável por absorver as luzes vermelha e verde — o que não é eficiente nas condições climáticas atuais.

                 

                Logo, pintou a dúvida nos cientistas: se hoje essa habilidade não ajuda muito, em algum momento deve ter ajudado, certo? A partir daí, a ideia dos oceanos nem sempre terem a mesma cor ficou mais real. Afinal, como as cianobactérias evoluíram para usar este pigmento?

                 

                Pensando nisso, o novo estudo, liderado por Taro Matsuo, astrofísico da Universidade de Nagoya, no Japão, sugeriu que essa característica particular das cianobactérias fazia sentido há 3 bilhões de anos, quando os oceanos, de fato, tinham uma cor diferente do azul.

                Como os oceanos ficaram verdes?

                Há cerca de 3,85 bilhões de anos, no período Arqueano, a atmosfera do planeta era dominada por vapor d’água e dióxido de carbono. Essa mistura criava um ambiente ácido, que acelerava o intemperismo e a erosão das terras ainda áridas.

                Floração de cianobactérias nas águas. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                Logo, essa combinação de elementos fazia com que grandes quantidades de ferro fossem transportadas para os oceanos que, dependendo da carga iônica, sofria variações de cor — indo do marrom ao cinza e ao verde.

                No estudo, os pesquisadores simularam as condições da Terra primitiva nessas determinadas condições e, com isso, analisaram como o ambiente da época afetava a cor dos oceanos. Segundo a simulação, o ferro com carga tripla, provavelmente, era o mais abundante nas águas, que resultava nos oceanos verdes.

                 

                Neste cenário, a evolução dos pigmentos fazia sentido. Afinal, as cianobactérias conseguem absorver a luz verde, assim, podiam captar a energia luminosa que não era absorvida pela água esverdeada — e, então, prosperavam mesmo em meio ao ambiente ácido.

                Como os oceanos saíram do verde para o azul?

                Segundo o estudo, as águas esverdeadas existiram há 3 bilhões de anos e perduraram por aproximadamente outros 2,5 bilhões. Durante esse período, as cianobactérias utilizaram a energia solar para dividir moléculas de água em hidrogênio e oxigênio.

                Ilustração da Terra com oceanos verdes e do planeta atualmente. Foto: Ming Tang/UMD

                Muito tempo depois, entre 2,4 bilhões e 400 milhões de anos atrás, o oxigênio livre começou a se acumular na atmosfera. Assim, esse elemento passou a reagir com o ferro dissolvido, formando depósitos de ferro sedimentar.

                 

                Porém, por ser insolúvel, este ferro foi sendo constantemente removido dos oceanos, indo parar no fundo do mar. Logo, a coloração do planeta foi se alterando gradualmente, até ficar azul como hoje, o que favoreceu o crescimento de algas que usam clorofila e à evolução das plantas verdes.

                Floração de cianobactérias nas águas. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                A descoberta dos oceanos verdes e como a cor da luz dos oceanos influenciou na transformação do mundo ajuda a entender como a vida na Terra se desenvolveu e, além disso, como a coloração de um planeta pode indicar a presença de vida.

                 

                Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                 

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                  Marinha reedita norma que previa compatibilidade entre habilitação e classificação da embarcação

                  Condutores voltam a precisar portar documentação compatível com a área de navegação

                  11/03/2025

                  Após algumas postergações, a Marinha do Brasil voltou atrás da alteração na Normam 211 que previa a obrigatoriedade da compatibilidade da Carteira de Habilitação do Amador (CHA) com a classificação da embarcação. A decisão foi publicada nesta terça-feira (11).

                  Até então, a discussão era de que o condutor da embarcação precisaria apresentar uma habilitação compatível com a classificação do seu barco, independentemente de onde estivesse navegando (águas interiores, costeiras ou em navegação oceânica).

                  Foto: vanenunes / Envato

                  Com a revisão da norma, as coisas “voltam a ser como eram antes”. Ou seja: o condutor do barco deve estar munido de documentação compatível com a área em que está navegando, e não do seu barco.

                   

                  Vale destacar que, desde junho de 2024, os equipamentos de salvatagem da embarcação precisam estar de acordo com a classificação do barco. Assim, mesmo que o proprietário de uma embarcação oceânica navegue na costeira ou no interior, por exemplo, ele precisará ter a bordo a salvatagem compatível com a classificação do seu barco. Esses detalhes podem ser conferidos na Normam 211.


                  Normam 211: qual documento vale para cada área de navegação?

                  Para que não restem dúvidas quanto à documentação necessária para navegar, confira a seguir qual documento vale para cada área de navegação:

                  Arrais amador

                  Poderá conduzir embarcações em áreas de navegação interior;

                  Mestre amador

                  Poderá conduzir embarcações em áreas de navegação costeira;

                  Capitão amador

                  Poderá conduzir embarcações em áreas de navegação oceânica;

                  Motonauta

                  O motonauta está habilitado para pilotar única e exclusivamente motos aquáticas em áreas de navegação interior.

                   

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                    Fenômeno raro deixa o mar de praia em Ubatuba “brilhando no escuro”

                    Que as praias de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, têm um “brilho” especial, não é segredo — na última sexta-feira (7), inclusive, o mar da região brilhou no escuro. A cena, claro, não é comum, e trata-se de um fenômeno raro, conhecido por bioluminescência.

                    O espetáculo azul encantou moradores e turistas que passavam pela Praia de Itamambuca. Um deles, o influenciador digital Leonardo da Costa Dantas, fez questão de registrar o momento. Confira:

                     


                    Ao G1, Leonardo comentou que a bioluminescência, às vezes, também “aparece na Praia Vermelha do Centro ou na Ilha Anchieta”, mas não de forma tão abundante.


                    O que é a bioluminescência registrada em Ubatuba

                    A bioluminescência, que deu o tom de azul fluorescente ao mar de Itamambuca, é gerada por bilhões de algas unicelulares chamadas cientificamente de Noctiluca scintillans, que brilham devido a uma reação química, conforme explicou o biólogo José Ataliba, também ao G1.

                    Foto: Instagram @vidacaicara.uba / Reprodução

                    Segundo ele, “isso ocorre principalmente no verão, porque o aumento da temperatura da água e a maior concentração de nutrientes — às vezes trazidos pela chuva — estimulam a proliferação dessas algas”.

                    O brilho acontece quando um pigmento chamado luciferina, presente nesses organismos [e também em vaga-lumes e alguns peixes], entra em contato com o oxigênio– conta

                    A bioluminescência não necessariamente significa que as águas estão poluídas. Isso porque, apesar de ser possível que o fenômeno esteja relacionado à presença de nitrogênio na água — que pode vir de esgotos e dejetos de animais –, muitas vezes ela acontece também em águas extremamente limpas, conforme conta o oceanógrafo Hugo Gallo.

                     

                    Vale destacar, porém, que a Praia de Itamambuca está parcialmente imprópria para banho, segundo o último boletim da Cetesb, divulgado na última terça-feira (4). O documento é válido até o dia 13 de março.

                     

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                      Pequenos drones subaquáticos podem ajudar a recuperar recifes artificiais

                      O “futuro da vigilância submarina” chegou! Pelo menos assim são descritos os novos “enxames” de drones AUVs (sigla para Veículo Autônomo Subaquático), que prometem revolucionar a maneira como os cientistas observam os recifes artificiais construídos e projetados em impressão 3D. A novidade foi apresentada numa demonstração ao vivo na Marina de Ayia Napa, no Chipre.

                      Os equipamentos serão equipados com sensores e câmeras de alta definição, que darão aos cientistas do Instituto Marinho e Marítimo de Chipre (CMMI) uma imagem clara da eficácia dos recifes artificiais. A tecnologia também auxiliará as autoridades na restauração e proteção de áreas marinhas protegidas.

                      Foto: CMMI/ Divulgação

                      Para isso, estes pequeninos AUVs terão estações de acoplamento nos recifes artificiais, capazes de recarregar e transmitir continuamente os dados recolhidos do ecossistema aos pesquisadores. O aparelho também deve proteger os recifes, já que emitirão alertas a partir de qualquer perturbação em águas protegidas da pesca ilegal e barcos invasores.

                      Um mergulho no futuro

                      Os “enxames” em forma de drone da Arkeocean são capazes de transportar até 5kg de sensores e outros equipamentos, além de operararem a uma profundidade de 300 metros — embora as novas versões tenham capacidade para até 3 mil metros.

                      Foto: CMMI/ Divulgação

                      Os equipamentos recebem comandos através de uma antena acústica acoplada, sendo possível identificar a sua localização. Esses AUVs têm a capacidade de utilizar as correntes submarinas para se deslocarem — melhor para a bateria do aparelho –, e ainda operam de qualquer parte do mundo com a antena satélite Iridium.

                       

                      De acordo com Tamara Brizard, presidente da Arkeocean, os propulsores alimentados por bateria tornam os drones que protegerão os recifes artificiais “quase indetectáveis”. Tal habilidade os tornaria extremamente úteis para fins de defesa, como a vigilância em águas restritas.

                      Foto: CMMI/ Divulgação

                      O nosso objetivo é criar um sistema em que seis dos nossos mini-drones possam fazer o mesmo trabalho pelo preço de um drone convencional– explica Tamara Brizard

                      Os novos “brinquedos” carregam a vantagem de ter um desconto significativo em comparação aos submersíveis amarrados, segundo Brizard, e podem permanecer debaixo d’água até um mês. Os equipamentos podem ser utilizados também para detectar a atividade sísmica para a exploração de gás e petróleo, além de encontrar áreas adequadas para a construção de parques eólicos e solares, conforme conta Brizard.

                      Tudo tem um propósito

                      Os “drones” subaquáticos são, na verdade, o primeiro passo para uma solução totalmente autônoma, chamada EONIOS. O projeto busca proteger e monitorar os ecossistemas marinhos. Para isso, a iniciativa multinacional conta com equipamentos tecnológicos e representa um grande avanço no uso da tecnologia para a conservação dos oceanos.

                      Foto: Arkeocean/ Divulgação

                      Futuramente, o projeto deverá ser comercializado para outros países que, segundo Zakarias Siokouros, CEO da CMMI (uma das parceiras do projeto), queiram aumentar as suas populações de peixes utilizando recifes artificiais.

                      Foto: CMMI/ Divulgação

                      Entre os planos dos cientistas está colocar esse recifes nas águas ao largo da cidade costeira de Limassol, no sul do Chipre. Para a luz solar chegar ao fundo do mar — para a captação de imagens claras — , a tecnologia seria instalada a 20 metros de profundidade.

                      Os recifes atraem tudo, desde vegetação a peixes grandes e, nas águas ao largo do Chipre, onde não há comida suficiente para os peixes, o nosso objetivo é criar o ambiente adequado para levar esses peixes para lá– Zakarias Siokouros

                      Além da CMMI, o programa ENIOS tem parceria com a companhia cipriota de tecnologia SignalGeneriX; a consultoria francesa Lanego e a fabricante dos drones Arkeocean.

                       

                      Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                       

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                        10/03/2025

                        Alien, vilão da animação Megamente, Voldemort de Harry Potter… são muitos os apelidos dados a mais uma das criaturas bizarras encontradas pelo pescador e fotógrafo russo Roman Fedortsov.

                        Ele, que fez fama nas redes como um “caçador” de bichos estranhos do fundo do mar, adicionou mais um animal ao seu portfólio: um Aptocyclus ventricosus. Também conhecida como peixe-lapa liso, a espécie vive a cerca de 1,7 mil metros de profundidade no oceano Pacífico norte.

                         


                        Embora as águas profundas sejam seu lar habitual, o peixe ocasionalmente aparece mais próximo da superfície, a até 5 metros. Esse, inclusive, parece ter sido o caso do animal encontrado por Fedortsov. Conforme explicou ao jornal britânico Daily Mail, o “peixe alien” estaria inchado por ter sido encontrado próximo à superfície — o que justifica, em partes, sua aparência de assustar.

                        O modo de vida do “peixe-alien”

                        Documentado pela primeira vez em 1769, o peixe-lapa liso costuma viver na bacia das Aleutas do Norte, na costa norte da península do Alasca, entre Estados Unidos, Rússia e Japão.

                        Foto: Facebook Kant Kárlov / Reprodução

                        O peixe-alien tem no cardápio animais gelatinosos, como águas-vivas e geleias-de-pente, como informa a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA). Ele, por sua vez, é presa de algumas espécies de peixes, mamíferos marinhos e pássaros.


                        A espécie se reproduz perto de rochas, onde deposita seus ovos próximo à superfície. No passado, acreditava-se que todas as fêmeas morriam após a reprodução, mas hoje se sabe que algumas sobrevivem, enquanto muitos machos morrem protegendo os ninhos.

                         

                        Os peixes adultos medem entre 25 cm e 44 cm, pesando até 4,2 kg. Já os mais jovens têm cerca de 5 cm e 50 g. Apesar de não ter espinha dorsal ou anal, trata-se de um vertebrado com nadadeiras raiadas embutidas na pele lisa e sem escamas.

                         

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                          O maior iate do mundo tem uma missão: a busca por “um oceano saudável”. Para viabilizar a iniciativa, porém, a embarcação de 194,9 metros, batizada de REV Ocean, passará 25% de seu tempo em fretamento — e tem chamado atenção pelas comodidades que oferece nessa modalidade.

                          Com lançamento previsto para 2027, o megaiate destinará 75% de suas viagens à pesquisa científica, com até 34 cientistas atuando em projetos. Nos 25% restantes, a embarcação entrará no “modo expedição”, com fretamento disponibilizado pela britânica Burgess.

                          Foto: REV Ocean / Divulgação

                          Nessa modalidade, os hóspedes poderão participar de projetos científicos com recursos de ponta. Entre os atrativos estão um submersível de acrílico para mergulhos profundos, um veículo operado remotamente com capacidade para 6 mil metros, dois helipontos e um centro de mergulho totalmente equipado, para os mais diversos locais e condições.

                          Foto: REV Ocean / Divulgação

                          Tratando-se de uma embarcação de luxo, claro que comodidades mais “comuns” também não ficariam de fora. Os hóspedes ficarão acomodados em 18 cabines espaçosas, e terão acesso a jacuzzis com fundo de vidro, auditório exclusivo para apresentações imersivas, ambientes relaxantes e vistas de tirar o fôlego.

                          Ao integrar a pesquisa com expedições, ele define um novo padrão de como o iatismo pode transformar a experiência do hóspede– Ben Harwood, diretor de vendas e fretamento da Burgess

                          Foto: REV Ocean / Divulgação
                          Foto: REV Ocean / Divulgação

                          O projeto REV Ocean começou sua jornada de construção pelo estaleiro norueguês Vard há mais de oito anos. Proprietário e empresário, o também norueguês Kjell Inge Røkke explicou que o barco “será uma plataforma para reunir conhecimento”, e que “pesquisadores, grupos ambientais e outras instituições” são bem-vindos a bordo para adquirir novas habilidades.

                          Foto: REV Ocean / Divulgação
                          Foto: REV Ocean / Divulgação

                          Para isso, a embarcação detém equipamentos avançados de oceanografia, que permitem explorar áreas marinhas, correntes, o fundo do mar, peixes, animais e a vida vegetal. Há ainda espaço para um hangar de submarinos, um sistema HiPAP para rastrear equipamentos submersos e um laboratório científico adicional.


                          Uma instalação de impressão 3D e uma oficina de metal a bordo prometem que a equipe seja relativamente autossuficiente, criando peças de reposição durante as missões.

                           

                          Tamanha tecnologia não deve passar batida aos olhos do mundo, assim, o REV Ocean também está equipado com uma sala para conduzir podcasts e transmissões ao vivo — com a equipe já em contato com documentaristas de Netflix e Disney.

                          Se houver alguém que você acha super empolgante, pode ter certeza de que essa pessoa será convidada a embarcar– Nina Jensen, CEO da REV Ocean

                          Foto: REV Ocean / Divulgação

                          Pensado para criar soluções para o oceano, o maior iate do mundo também faz sua parte, e foi projetado para ser o mais eficiente possível em termos de combustível, com um sistema de leme de recuperação de energia, motores de velocidade média, propulsão diesel-elétrica e um sistema de limpeza de exaustão.

                          Foto: REV Ocean / Divulgação

                          Programado para ser entregue em 2027, a embarcação partiu no da Noruega no começo de março e atracou na Holanda no último dia 8, na cidade de Vlissingen. Neste destino, o REV Ocean passará de 15 a 18 meses sendo equipado no estaleiro Damen Shiprepair Vlissingen.

                           

                          Para a viagem inaugural do REV Ocean, em 2027, os planos incluem uma viagem ao Ártico pela costa norueguesa, depois a viagem seguirá para o Oceano Antártico, na costa dos Estados Unidos e da América do Sul.

                           

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                            Maior iceberg do mundo encalha e deixa de colidir com ilha

                            Era ainda 1986 quando o A23a, maior iceberg do mundo, se desprendeu da Antártica. Desde então, a plataforma de gelo com cerca de duas vezes o tamanho da cidade de São Paulo tem protagonizado momentos marcantes na natureza. No mais recente deles, o iceberg encalhou após quase colidir com uma ilha da Geórgia do Sul.

                            No início de fevereiro, a movimentação do A23a preocupava cientistas e pesquisadores por colocar em risco a fauna de uma remota ilha da Geórgia do Sul, pertencente ao Reino Unido. Isso porque, caso o iceberg atingisse o local, colocaria seriamente em risco a vida de milhões de animais, como pinguins e focas que por lá vivem.

                            Foto: British Antarctic Survey / Divulgação

                            Contrariando algumas estatísticas, o enorme bloco de gelo acabou, na verdade, encalhando a cerca de 73 quilômetros da ilha no dia 1º de março, conforme apontou um comunicado do British Antarctic Survey (BAS).

                            O que isso significa para a vida da ilha da Geórgia do Sul?

                            Até então, a chegada do iceberg poderia barrar as águas ao redor da ilha, essenciais para alimentação e reprodução dos animais. Com o encalhe, porém, o cenário é outro. Segundo Andrew Meijers, oceanógrafo do BAS, se o iceberg permanecer encalhado não é esperado que ele “afete significativamente a vida selvagem local”.

                            Nutrientes levantados pelo encalhe e pelo derretimento do iceberg podem aumentar a disponibilidade de alimentos para todo o ecossistema regional– explicou Meijers

                            Por outro lado, pescadores locais temem ser obrigados a enfrentar grandes pedaços de gelo. O ecologista Mark Belchier, que assessora o governo da Geórgia do Sul, endossou a tese, reforçando que, caso o iceberg se fragmente, vai “representar uma ameaça para as embarcações”.


                            O passado do iceberg que se recusa a morrer

                            O maior iceberg do mundo se desprendeu da Antártica em 1986 e quase que imediatamente ficou preso no fundo do Mar de Weddel, tornando-se uma ilha de gelo estática por 30 anos.

                            Foto: MODIS / Divulgação

                            O cenário mudou em 2020, quando o bloco seguiu na direção de oceanos mais quentes — onde a comunidade científica acreditava que ele iria, finalmente, derreter. O percurso, no entanto, foi interrompido. Em agosto de 2024, o A23a caiu em uma espécie de armadilha no meio do mar, onde ficou girando em círculos por meses, até se libertar, em dezembro.

                             

                            Isso porque as águas mais quentes ao norte da Antártica estão derretendo e enfraquecendo suas margens, que chegam aos 400 metros de altura. As últimas imagens de satélite do maior iceberg do mundo mostram ainda que ele está diminuindo lentamente: agora tem cerca de 3.234 km², sendo que já abrangeu uma área de 3.900 km².

                             

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                              Volvo Penta levará simulador de atracação virtual e propulsor IPS ao Rio Boat Show 2025

                              A Volvo Penta levará ainda mais tecnologia ao Rio Boat Show 2025. Durante o salão náutico mais charmoso da América Latina, a empresa sueca apresentará aos visitantes dois produtos que nunca saem de moda: o famoso sistema de propulsão IPS e o interativo simulador de atracação virtual.

                              A especialista em soluções para energia — como motores, propulsores e outros equipamentos tecnológicos para embarcações — ainda atracará no evento com a Volvo Penta Store, uma loja repleta de produtos exclusivos da marca. Tudo isso de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória.

                              Foto: Victor Santos/Revista Náutica

                              Lançado pela primeira vez no setor em 2005, o Inboard Performance System — também conhecido como IPS — é um conjunto de tecnologias que inclui motores, hélices e controles eletrônicos integrados para proporcionar uma experiência de navegação otimizada, principalmente no consumo do barco.

                               

                              De acordo com a Volvo, o IPS que estará no Rio Boat Show 2025 oferece excelente manobrabilidade, eficiência e economia de 30% no consumo de combustível do barco. Segundo a marca, o produto também proporciona redução de ruído e vibração, além de facilitar a operação da embarcação.

                              Foto: IPS Volvo/ Divulgação

                              Hoje, no exterior, todo barco grande tem o IPS, e aqui no Brasil está pegando essa cultura-Alexandre de Oliveira, comercial da Prime, representante da Volvo em SC

                              Por sua vez, o avançado simulador de atracação virtual da Volvo também estará no estande do Rio Boat Show 2025. Quem visitar o evento náutico poderá experimentar as funcionalidades avançadas do modelo mais recente do joystick, segundo a empresa.

                              Simulador de atracação da Volvo no Salvador Boat Show. Foto: Gabriel Alencar/ Revista Náutica

                              O modelo de realidade virtual oferece aos usuários uma imersão realista e tecnológica. De acordo com a Volvo, o produto simula com precisão a experiência de atracação de um barco, de uma maneira simples, eficiente e, acima de tudo, prática.

                              Rio Boat Show 2025

                              Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

                              Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                              Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

                               

                              Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

                              Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                              Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

                               

                              Anote aí!
                              RIO BOAT SHOW 2025

                              Quando: De 26 de abril a 4 de maio
                              Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
                              Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
                              Mais informações: site oficial do Rio Boat Show

                              Ingressos: site oficial de vendas

                               

                              Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                               

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                                Clássico e reformado, iate que pertenceu a lenda da NBA é vendido por “pechincha”

                                09/03/2025

                                Quando um iate que já pertenceu a uma estrela consagrada da National Basketball Association (NBA) é vendido, é de se esperar que o valor seja exorbitante. Não foi o que aconteceu com o Burger, barco de 85 pés projetado para Scottie Pippen, lenda do Chicago Bulls nos anos 1980 e 1990.

                                Construído em 2001 sob medida para o bicampeão olímpico de basquete, o barco foi negociado por “apenas” US$ 2,25 milhões, cerca de R$ 13 milhões (conversão realizada em março de 2025). Uma pechincha, considerando que foi reformado ainda em 2023.

                                Foto: YACTO/ Divulgação

                                Relativamente discreta, sem ostentar os três dígitos em seu tamanho e de design clássico, a embarcação já vinha sofrendo quedas de preço há um bom tempo, estacionando no valor que foi comprado desde 2024 — o fato da embarcação não ter passado esse tempo todo nas mãos do ex-atleta também entra na conta.

                                Não há informações de quando o ex-jogador da NBA vendeu o iate. Mas ele trocou de proprietários diversas vezes, sendo renomeado de Lady Larsa — nome em homenagem a Larsa Pippen, então esposa de Scottie à época — para Bella Una II, Lady Sarah, Annastar e Checkers pelos compradores subsequentes. Bom para o novo dono, que adquiriu uma joia escondida que envelheceu como um bom vinho.

                                Feito para um campeão

                                Na encomenda, o Hall da Fama da NBA pediu algo mais tradicional, não tão chamativo. Como já mencionado, o iate foi feito sob medida para o hexacampeão da NBA. Assim, a embarcação conta com um teto bem alto para acomodar Pippen e seus 2,03 m de altura.

                                Scottie e Larsa Pippen próximos do Lady Larsa. Foto: Instagram @larsapippen/ Reprodução
                                Foto: YACTO/ Divulgação

                                Já batizada de Checkers, em 2023 a embarcação passou por uma reforma abrangente. O artesanato requintado e de alta qualidade, os trabalhos em madeira Makore, as bancadas de mármore e um salão com grandes janelas continuaram, mas agora o barco possui um novo casco azul e novidades no design interior.

                                Foto: YACTO/ Divulgação
                                Foto: YACTO/ Divulgação

                                A reforma ainda atualizou a estética e adicionou comodidades a bordo. O barco, inclusive, carrega uma suíte master separada no meio do iate — quarto esse que poderia muito bem pertencer a uma 120 pés.

                                Foto: YACTO/ Divulgação

                                Não falta espaço no salão, que ainda conta uma cozinha de alto nível e um pé-direito dos sonhos — que atrai olhares de apaixonados até hoje. Mesmo construído há mais de duas décadas, o iate ainda carrega toques do arquiteto Don O’Keefe e interiores de Douglas Richey.

                                Foto: YACTO/ Divulgação

                                Dois motores Caterpillar C32, instalados em 2011 e atualizados recentemente, permitem um confortável e potente cruzeiro a 18 nós (33 km/h), sendo que o barco ainda conta com estabilizadores e um propulsor de proa. Nada mal para um iate luxuoso relativamente barato.

                                 

                                Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                 

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                                  Por: Vand Vieira -
                                  08/03/2025

                                  Um pequeno fragmento de matéria, detectado recentemente nas profundezas do mar Mediterrâneo, foi uma grande surpresa para os 250 cientistas envolvidos no projeto KM3NeT. Trata-se do neutrino com a maior concentração de energia já registrada — o achado supera cerca de 30 vezes o mensurado nos demais.

                                  De 21 países e 68 instituições diferentes, os especialistas encolvidos divulgaram o feito em coletivas de imprensa e nas publicações mais respeitadas da área, como a Nature, que dedicou uma capa à notícia.

                                  Foto: Nature / Reprodução

                                  Há muitos motivos para toda essa repercussão. Embora estejam entre o que há de mais abundante no universo, os neutrinos (partículas subatômicas, elementares e sem carga elétrica) são bem difíceis de localizar. Não à toa, um tipo específico e superpotente de telescópio submarino foi utilizado pelo grupo nessa empreitada.

                                   

                                  Aliás, a formação e a composição dessa partícula ainda não foram completamente compreendidas pela comunidade científica. Um dos pontos mais intrigantes é que o neutrino faz um trajeto diferente (reto) pelo espaço e consegue passar através de tudo que encontra. Daí vem o apelido “fantasma”.


                                  Quais respostas o neutrino do Mediterrâneo pode trazer?

                                  Ao longo do caminho, é como se essas partículas coletassem informações importantes para o avanço dos estudos relacionados à astronomia. A expectativa, então, é que esse neutrino reforce teorias já elaboradas ou até traga mais luz sobre buracos negros, explosões estelares e demais fenômenos extremos.

                                  Foto: Paschal Coyle/CNRS / Divulgação

                                  Este pode ser, inclusive, o início de uma série de novas descobertas espaciais. Por mais que já tenha obtido um resultado tão impressionante como esse, a montagem do telescópio em questão ainda não foi concluída. Ou seja, podemos esperar outros anúncios como esse ou até mais surpreendentes para os próximos anos.

                                   

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                                    07/03/2025

                                    Motos aquáticas facilmente despertam a vontade de acelerar sobre as águas, seja pela adrenalina ou facilidade de transporte. Mas ainda é comum ver pessoas não-habilitadas pilotando jets — algo arriscado e ilegal. Para driblar isso, a Marinha do Brasil lançou a habilitação Motonauta Especial, simplificando a emissão do documento, e a reportagem de NÁUTICA foi testar essa modalidade.

                                    Parte de uma atualização de 2024 na Normam 212, a novidade é conhecida como “Passeio Guiado de Jet“. Isso porque o habilitado na chamada Carteira de Habilitação de Amador Motonauta Especial (CHA-MTA-E) precisa de apenas algumas horas para ficar apto a pilotar um jet alugado, por 30 dias, supervisionado por um profissional.

                                     

                                     

                                    Para entender melhor tudo isso, a equipe de NÁUTICA foi até a Represa Billings, na Grande São Paulo, no primeiro Estabelecimento de Aluguel de Moto Aquática (EAMA) credenciado no Brasil para exercer essa modalidade, a Argonauta Jet Experience. Aqui, você confere como tudo isso funciona e o que é necessário para embarcar nessa novidade.

                                    Foto: Revista Náutica

                                    Afinal, o que é a habilitação de Motonauta Especial?

                                    Inicialmente, é necessário entender o que é a CHA-MTA-E. Trata-se da Habilitação de Amador Motonauta Especial. Isso porque o documento, diferentemente da carteira de Habilitação para Motonauta (MTA) tradicional, é emitido em poucas horas.

                                    Bárbara Mattana, repórter de NÁUTICA, foi a primeira habilitada na categoria através de uma EAMA. Foto: Revista Náutica

                                    Embora fique pronta em instantes e seja emitida pela Marinha no mesmo dia, essa habilitação é válida por 30 dias e também limita os locais em que o condutor poderá pilotar.

                                     

                                    No caso, o habilitado como Motonauta Especial só poderá pilotar um jet nas dependências de uma EAMA credenciada, afinal, é lá que ele alugará a embarcação e terá o apoio de um profissional para participar de um Passeio Guiado de Jet.

                                    Marcello Souza, diretor da Argonauta. Foto: Revista Náutica

                                    Na experiência vivida por NÁUTICA, quem liderou esse processo foi Marcello Souza, diretor da Argonauta.

                                    Nada melhor do que a locação em um estabelecimento credenciado. É ter a certeza de que as motos aquáticas tem manutenção e que o instrutor é capacitado– ressaltou o diretor à NÁUTICA

                                    O processo para a emissão da Motonauta Especial

                                    Para a emissão da Motonauta Especial, o interessado deve comparecer a uma EAMA e passará por treinamentos tanto teórico, quanto prático.

                                     

                                    Isso inclui a apresentação de um vídeo elaborado pela Marinha, com informações importantes de segurança e de como uma moto aquática atua na prática, com exemplos de situações que acontecem com frequência com quem pilota um jet.

                                    Foto: Revista Náutica

                                    Em uma segunda etapa, o aluno passa por uma série de explicações ainda no computador, em que são apresentadas uma série de prerrogativas de segurança complementares, bem como termos técnicos para ficar de olho.

                                     

                                    Já junto ao jet, mas ainda fora d’água, é hora de aprender como funcionam pontos importantes da embarcação, como aceleração, freio e o sistema de hidrojato. Com tudo isso em mente, é hora de tomar conhecimento da embarcação na água.

                                    Foto: Revista Náutica

                                    Um profissional fica encarregado de orientar o aluno, já na água, sobre como a moto aquática funciona na prática. Nesse momento, o instrutor fica na garupa, e mostra as complexidades da embarcação — que, diferentemente do que pode parecer, não é tão simples assim de pilotar.

                                    Foto: Revista Náutica

                                    Pontos como tempo de retorno e resposta são apresentados, bem como meios de manter a embarcação sempre na rota correta. Ali, o aluno também aprende como colocar o jet no neutro, acelerar e atracar, por exemplo.

                                    Como funciona o Passeio Guiado de Jet

                                    Com a Motonauta Especial em mãos, é hora de curtir os Passeios Guiados de Jet. Essa atividade acontece em uma EAMA, onde você pode alugar uma moto aquática para participar do passeio, pilotando seu jet sozinha em um percurso pré-definido e acompanhada de um guia profissional.

                                    Foto: Revista Náutica

                                    Na experiência vivida pela reportagem de NÁUTICA, Marcello Souza foi o responsável por conduzir o passeio. A atividade pode envolver até seis pessoas, tanto habilitadas na CHA-MTA-E, quando na CHA-MTA,

                                    Foto: Revista Náutica

                                    O número de profissionais no comando do passeio vai variar de acordo com o tamanho da turma. Para grupos com até 3 motos aquáticas é preciso um guia. Se houver de 4 a 6 jets, serão dois guias: um como líder e outro na retaguarda do grupo.

                                    Foto: Revista Náutica

                                    Durante o passeio guiado, o aluno tem autonomia para exercer o que aprendeu, com a garantia de que um profissional está à disposição para ajudá-lo, caso seja necessário. Nesse processo, o guia também tem autonomia para fazer alertas de segurança, que são parte do aprendizado.

                                    Foto: Revista Náutica

                                    Um exemplo prático, que aconteceu durante o passeio da equipe de NÁUTICA, foi quando a repórter que vos fala acabou se aproximando mais do que deveria da margem da Represa Billings. Nesse momento, Marcello, que orientava o trajeto, alertou dos perigos dessa ação.

                                     

                                    Isso porque as margens, principalmente de represas, além de serem mais rasas, costumam conter dejetos dos mais variados tipos. E mesmo o menor deles é capaz de interferir no funcionamento da embarcação, o que pode facilmente resultar em um acidente.


                                    O que é preciso para tirar a Motonauta Especial

                                    Gostou da ideia e quer experimentar um Passeio Guiado de Jet? Primeiramente, é necessário ter mais de 18 anos e ter em mãos um documento de identificação (RG ou CNH).

                                    Foto: Revista Náutica

                                    Depois, basta dirigir-se até uma EAMA. Atualmente, a única em atividade no Brasil é a Argonauta Jet Experience, localizada na Av. Amazonas, 254, em Rio Grande, São Bernardo do Campo (SP).

                                     

                                    Equipamentos obrigatórios, como colete salva-vidas, são cedidos pela EAMA. A sugestão, porém, é que o interessado leve protetor solar, óculos de sol, sapatilhas, boné e luvas.

                                     

                                    Vale ressaltar que os passeios guiados na Argonauta atualmente operam com capacidade reduzida, devido ao período de adaptação da modalidade. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 94574-8231.

                                     

                                    Náutica Responde

                                    Faça uma pergunta para a Náutica

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                                      Confira os motores que a Yanmar vai apresentar no Rio Boat Show 2025

                                      Está chegando a hora de mergulhar no universo náutico a bordo do Rio Boat Show 2025! O salão, que neste ano chega a sua 26ª edição, reunirá as principais marcas do setor na Marina da Glória. Entre elas estará a Yanmar, consolidada em mais de 20 países.

                                      De 26 de abril a 4 de maio, o visitante que passar pelo estande da marca no evento encontrará três grandes opções de motores para barcos. Confira, a seguir, mais detalhes sobre cada um deles.

                                      Motores Yanmar no Rio Boat Show 2025

                                      Yanmar 6LY2A-STP 440 hp

                                      Os motores da série 6LY se destacam entre as linhas da marca, principalmente, pela ampla disponibilidade de torque, tanto em baixas quanto em altas rotações. Além disso, a tecnologia proporciona uma aceleração mais rápida e um desempenho responsivo mais efetivo.

                                      Foto: Yanmar / Divulgação

                                      O modelo, de 440 hp com reversor, é ainda incorporado ao avançado sistema de injeção de combustível Denso Common Rail, oferecendo economia e baixo nível de ruído.

                                      Yanmar 8LV370Z 370 HP

                                      Com rabeta, esse modelo de 370 hp faz parte da linha 8LV, onde os equipamentos são movidos a diesel. Entre seus diferenciais estão o baixo consumo de combustível e de nível de ruído, além do conforto e fácil manutenção aos navegadores.

                                      Foto: Yanmar / Divulgação

                                      Yanmar 2YM15

                                      O último dos três motores que a Yanmar apresentará no Rio Boat Show 2025 vem da série YM, de motores mecânicos. A linha foi pensada para veleiros menores e embarcações de recreio. Assim, os modelos fornecem potência confiável e desempenho suave para grandes experiências na água.

                                      Foto: Yanmar / Divulgação

                                      Rio Boat Show 2025

                                      Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

                                      Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                      Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

                                       

                                      Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

                                      Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                      Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

                                       

                                      Anote aí!
                                      RIO BOAT SHOW 2025

                                      Quando: De 26 de abril a 4 de maio
                                      Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
                                      Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
                                      Mais informações: site oficial do Rio Boat Show

                                      Ingressos: site oficial de vendas

                                       

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                                        Golfinho de 400 kg salta em barco e surpreende pescadores; assista

                                        Por: Vand Vieira -

                                        Um golfinho de 400 kg não era exatamente o “peixão” que três jovens esperavam fisgar quando decidiram ir até a Baía das Ilhas, na Nova Zelândia, para pescar. No entanto, por acidente, um nariz-de-garrafa caiu diretamente no barco deles ao saltar da água.

                                        O encontro inesperado — e um tanto quanto aterrorizante — ocorreu por volta do meio-dia, próximo ao Cabo Brett. Um dos rapazes, que na verdade moram em Northumberland, na Inglaterra, perdeu o equilíbrio e ficou com alguns hematomas no braço devido à queda.

                                         


                                        Mas, sem dúvida, o momento de maior tensão veio depois: o que fazer com uma criatura desse porte quando algo assim acontece? De ponta à ponta, o animal era praticamente do tamanho da embarcação em questão.

                                         

                                        Segundo informações publicadas pelo site RNZ, o trio tomou a melhor decisão e ainda foi parabenizado por Bronwyn Bauer-Hunt, gerente do Departamento de Conservação da Baía das Ilhas (DOC).


                                        Socorrendo o golfinho de 400 kg

                                        A primeira atitude tomada pelos ingleses foi pedir informações por meio de um serviço de rádio. Um operador, então, os colocou em contato com um dos guardas-florestais do DOC, que orientou os turistas a protegerem o golfinho da luz e do calor do sol até que pudesse ser examinado.

                                        Golfinho do tipo nariz-de-garrafa
                                        Golfinho do tipo nariz-de-garrafa. Foto: Envato/Image-Source

                                        No trajeto de volta ao cais, os amigos usaram um guarda-sol e uma mangueira para mantê-lo fresco, sempre tomando cuidado com o orifício respiratório do animal. Ao final do check-up, foi constatado que o golfinho era um jovem macho e que, apesar de alguns arranhões, passava bem. “Foi um ótimo desfecho”, avaliou Bauer-Hunt.

                                         

                                        Em seguida, o bicho, que foi batizado como Tohu (Sinal), foi içado para uma plataforma e levado de volta ao mar por um barco do DOC. Solto, ele foi monitorado até que os especialistas tivessem certeza de que estava nadando e se comportando normalmente.

                                         

                                        Náutica Responde

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                                          06/03/2025

                                          Dinheiro, cartão, chip, pix… são muitos os meios de realizar o pagamento de uma compra atualmente. Entre eles estão também as criptomoedas, que aos poucos estão ganhando o seu espaço. Em Mônaco, por exemplo, nada menos que um superiate inspirado em um navio militar foi comprado por essa forma de pagamento.

                                          Quem viabilizou a possibilidade foi a corretora Denison Yachting, uma das primeiras a fornecer a opção. De acordo com a empresa, as criptomoedas oferecem menos taxas ao comprador e possibilitam que compras sejam realizadas de qualquer lugar do mundo.

                                          Foto: Aegean Yacht / Divulgação

                                          Nessas horas, a pergunta que não quer calar é uma só: qual o valor do superiate comprado com criptomoedas? Bem, isso a corretora não revelou. Mas o superiate em questão, o Obsidian Blade, é inspirado em um outro, o Projeto Tempest. Para fins de comparação, a inspiração, prevista para ser entregue em junho de 2025, tem valor inicial de 14,8 milhões de euros, cerca de R$ 92,5 milhões (valores convertidos em março de 2025).

                                          Como é o superiate comprado com criptomoedas

                                          Com 134,5 pés (41 metros) de comprimento e 24,2 pés (7,4 metros) de largura, o Obsidian Blade será construído em aço e alumínio e terá entre suas características principais um exterior “furtivo”, que chama atenção pela falta das grandes janelas envidraçadas, tão comuns em embarcações luxuosas.

                                          Foto: Aegean Yacht / Divulgação

                                          A justificativa, claro, está na inspiração em barcos militares, que não costumam dispor do elemento. Por outro lado, o interior será descontraído, no estilo “Beach House”, graças ao design exclusivo de Riza Tansu.


                                          Um área aberta na popa promete espaço suficiente para dois grandes barcos, e se transforma em uma grande área de lazer para banhos de sol e momentos entre família e amigos.

                                          Foto: Aegean Yacht / Divulgação

                                          Aliás, até 12 pessoas — mais seis da equipe de tripulação — poderão se hospedar na embarcação, sendo que o proprietário terá à disposição uma suíte no convés principal, ocupando toda a largura do barco, com direito a banheiro privativo e closet.

                                          Foto: Aegean Yacht / Divulgação

                                          De acordo com a Aegean Yacht, a entrega do Projeto Obsidian Blade será “a tempo para a temporada do Mediterrâneo de 2027”.

                                           

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                                            Morar em um barco nem sempre é sinônimo de luxo ou de uma mudança de estilo de vida. Para alguns pesquisadores, a ação é sinônimo de trabalho. Nas águas do Rio Araguaia, em Tocantins, esses profissionais usam um “barco hotel” de três andares para mapear e preservar a bacia hidrográfica deste importante corredor ecológico.

                                            Anualmente, o barco hotel percorre cerca de 3,5 mil km com os especialistas a bordo. Alguns deles, geralmente os que desenvolvem estudos mais complexos, chegam a permanecer na embarcação por 30 dias.

                                            Foto: Ana Paula Rehbein / Reprodução

                                            Neste ano, 35 profissionais de diversas universidades do Brasil estão “hospedados” na embarcação. O barco é parte essencial de um trabalho que visa analisar plantas que estão na superfície da água, a qualidade de lagos e a recuperação do rio após o período de estiagem.


                                            Ao G1, Ludgero Cardoso, coordenador do projeto, destacou que “nos últimos anos, a ocupação humana na região do Araguaia tem aumentado”, o que, segundo ele, “também traz impactos”.

                                            É importante que prefeituras, estados e agências de financiamento de pesquisa se unam para tentar conservar ao mesmo tempo que a gente cresce economicamente– explicou

                                            As pesquisas anuais permitem aos pesquisadores analisar as mudanças na região. Em 2023, por exemplo, o especialista em gestão ambiental, Lucas Tabeira Monteiro, realizou estudos sobre a concentração preocupante de mercúrio nos peixes do rio Araguaia. Agora, ele analisa os sedimentos no fundo do rio e dos lagos.

                                            Na Amazônia, a proporção de metilmercúrio é em torno de 1 a 2%. Aqui na Araguaia, nós encontramos a proporção de até 22%– contou

                                            Para a botânica Lorena Lana Camelo, as pesquisas são um meio de saber mais da região, que ainda carece de informações sobre sua vegetação.

                                             

                                            “O nosso objetivo é catalogar as espécies e diminuir a lacuna de conhecimento em relação à vegetação da Bacia do Rio Araguaia, que ainda foi muito pouco estudada e existe uma lacuna de conhecimento muito grande em relação a vegetação daqui”, destaca.

                                            Foto: Ana Paula Rehbein / Reprodução

                                            Neste ano, as atividades começaram no início de fevereiro. A iniciativa faz parte do grupo Aliança Tropical de Pesquisa da Água, que une mais de 200 pesquisadores do Brasil e da Austrália.

                                             

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                                              Símbolo da Marinha, Navio-Veleiro Cisne Branco completa 25 anos de história

                                              05/03/2025

                                              Neste ano, o Navio-Veleiro “Cisne Branco” completa 25 anos. Símbolo da Marinha do Brasil (MB), a embarcação começou sua trajetória em 2000, recriando a Rota do Descobrimento pelos portugueses, liderados por Pedro Álvares Cabral. Não à toa, hoje ela é responsável por representar o Brasil pelo mundo.

                                              A viagem inaugural do navio, incorporado à Armada em 9 de março de 2000, ocorreu durante as comemorações dos 500 anos do Descobrimento. Nesses 25 anos de história, o barco já navegou por mais de 30 nações, levando as cores do Brasil a regatas, festivais e eventos que celebram a cultura náutica.

                                              Cisne Branco: as características de um ícone

                                              Com toda sua elegância, distribuída em 76 metros de comprimento, 10,5 metros de largura e um calado de 4,8 metros, o Cisne Branco chama atenção por onde passa — seja de navegadores ou da população.

                                              Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                                              Seu ponto alto são as imponentes 25 velas brancas, que o destacam de longe no horizonte. Entre seus três mastros, estão nada menos que 18 km de cabos (cordas). Quando em plena navegação, o navio pode atingir até 32 km/h, movido, além das velas, por motor diesel de 1001 HP.

                                              Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                                              Por dentro, o navio carrega itens históricos. Entre eles, candelabros do século 19, lustres que eram preenchidos com óleo de baleia para iluminar o espaço e um vitral central que retrata a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. O vitral não fazia parte do projeto original do barco, construído pelo estaleiro Damen Oranjewerf, em Amsterdã, na Holanda, mas foi um presente à Marinha brasileira.

                                               

                                              Entre as diversas curiosidades que cercam o Cisne Branco nestes 25 anos, uma das mais intrigantes é a tradição do “lobby da moeda”. Isso porque, durante sua construção, uma moeda foi colocada na base do mastro principal, que possui 46 metros de altura — o equivalente a um prédio de 15 andares.

                                              Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                                              A ação remonta a Caronte, barqueiro do Submundo e figura da mitologia grega, conhecido por remar as almas dos falecidos através dos rios Estige e Aqueronte até a morada dos mortos, com o preço de uma moeda. Simbolicamente, a moeda assentada no mastro, em 1936, traz proteção aos marinheiros.


                                              Trabalho e aprendizado sempre a bordo

                                              Nem só de aparências vive o Navio-Veleiro Cisne Branco. Sua tripulação fixa é composta por 52 militares que, junto ao navio, promovem a mentalidade marítima e contribuem para a formação dos militares da Força, como aspirantes, alunos do Colégio Naval e aprendizes-marinheiros.

                                              Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                                              A bordo, os alunos da Marinha recebem um treinamento que trabalha pontos como a disciplina, o trabalho em equipe e o respeito às tradições. Durante as missões, eles participam ativamente das manobras de vela e demais operações do navio, consolidando o aprendizado prático essencial à carreira naval.

                                               

                                              O Mestre do navio, Primeiro-Sargento Renato Alves Reis Junior, ressalta que a vida no Cisne Branco ensina muito sobre o trabalho em equipe. “A bordo, cada membro da tripulação tem seu papel fundamental, e isso é imprescindível”, disse.

                                               

                                              Náutica Responde

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                                                Estudo descobriu como os dejetos do animal colaboram com os fitoplânctons, base da cadeia alimentar marinha

                                                Um grupo de pesquisadores de diversas universidades americanas realizou uma descoberta, no mínimo, curiosa, do ponto de vista científico. Segundo o estudo, o cocô das baleias de barbatana tem um papel vital nos oceanos e colabora na conservação do ecossistema.

                                                Os dejetos produzidos pelas baleias em questão ajudam na reciclagem de nutrientes nos oceanos, um serviço ecossistêmico crucial que foi drasticamente afetado pela atividade humana. Eles funcionam como um verdadeiro “adubo” para o mar, visto que fornece nutrientes essenciais para o fitoplâncton, a base da cadeia alimentar.

                                                Foto: wirestock/ Envato

                                                De acordo com a pesquisa, nas fezes destes animais pode ser encontrado ferro, elemento fundamental — e escasso — no mar. Ao expelir seus dejetos na superfície do oceano, esses nutrientes atingem as áreas de concentração de fitoplâncton, fertilizando as águas e estimulando seu crescimento.

                                                 

                                                A pesquisa também confirma a concentração de cobres dissolvidos, elemento vital para a vida marinha, mas que pode se tornar prejudicial em excesso. Porém, os cientistas identificaram ligantes orgânicos que se ligam a esses metais e o tornam mais “acessíveis” para o fitoplâncton.

                                                Os resultados detectaram ferro presente em todas as amostras de cocô das baleias jubarte e azul. Por conta disso, Patrick Monreal, estudante de doutorado em oceanografia e autor principal da pesquisa — publicada na Communications Earth & Environment — exaltou o papel dos animais na conservação dos mares.

                                                Acho que os animais desempenham um papel maior nos ciclos químicos do que muitos especialistas lhes dão crédito, especialmente quando pensamos na escala do ecossistema– Patrick Monreal

                                                Na pesquisa, foram analisadas cinco amostras de fezes, com duas sendo de baleias jubarte no Oceano Antártico e três baleias-azuis, na costa central da Califórnia.

                                                O paradoxo do krill

                                                Essa descoberta casa com uma contradição do mundo marinho — mas que agora faz mais sentido. O krill, pequeno animal parecido com um camarão, é uma das presas favoritas das baleias, devido ao seu tamanho pequeno, abundância, disponibilidade e valor nutricional.

                                                Foto: Image-Source/ Envato

                                                Porém, após a intensa caça de baleias no século 20, a população das baleias caiu drasticamente. Logo, isso significa que, com menos baleias, existiriam mais krills — visto que eles vivem para ser devorados por elas — , certo? No entanto, o que se descobriu foi o contrário.

                                                 

                                                A biomassa de krill diminuiu drasticamente, especialmente no Oceano Antártico, onde a caça de baleias foi mais intensa. Ou seja, se o predador sumia, a presa também. E o estudo realizado recentemente, por consequência, dá força à teoria mais aceitada para este paradoxo.

                                                Uma representação das interações (A) pré-caça às baleias e (B) pós-caça às baleias fitoplâncton-krill-baleia no Oceano Antártico. Foto: Communications Earth & Environment/ Divulgação

                                                Com a redução drástica dessas espécies, a quantidade de nutrientes reciclados no mares diminui — já que temos menos cocô de baleias nas superfície do oceano — , que afeta produtividade do fitoplâncton e, consequentemente, a disponibilidade de alimento para o krill.

                                                A hipótese é que as baleias estavam, na verdade, adicionando nutrientes ao ecossistema que esse fitoplâncton conseguia usar, então eles floresceriam mais e o krill poderia comê-los– Randie Bundy, professor assistente de oceanografia e autor sênior do estudo

                                                Obrigado, baleias

                                                Por sua vez, o fitoplâncton desempenha um papel importante na regulação do clima — tanto marinho quanto global. Ele absorve dióxido de carbono (CO2) da atmosfera durante a fotossíntese.

                                                Foto: imagesourcecurated/ Envato

                                                Ao promover o crescimento deste organismo, o cocô das baleias também contribui para a remoção de CO2 na atmosfera e combate os efeitos do aquecimento global.

                                                 

                                                O estudo ainda destaca como a caça de baleias reduziu em mais de 90% a capacidade desses animais de fertilizar os oceanos, que causou impacto negativo nos processos de sequestro de carbono e na produtividade primária.

                                                 

                                                Por fim, a pesquisa diz que a caça excessiva da megafauna marinha desencadeou grandes mudanças nos oceanos, e as consequências delas são de longo alcance para nós e para os animais.

                                                 

                                                Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                 

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                                                  Destroços parcialmente submersos entre Quintão e Mostardas, no Rio Grande do Sul, têm (muita) história. São os resquícios do Mount Athos, navio que participou da Segunda Guerra Mundial — mais precisamente da invasão à Normandia, na França — e encalhou na costa gaúcha, em março de 1967. As ruínas do barco — um dia imponente — hoje atraem turistas que passam pela região.

                                                  Na ocasião do incidente, a embarcação a vapor ia rumo a Porto Alegre e levava um carregamento de adubos enviado da Flórida, nos Estados Unidos. No trajeto, foram feitas paradas em Vitória, no Espírito Santo, e na capital do Rio de Janeiro.

                                                  Mount Athos
                                                  Família posa em frente ao navio Mount Athos, em foto de 1967. Foto: Conjuminando.com.br/Reprodução

                                                  Com base em registros e relatos da época, acredita-se que o Mount Athos perdeu a direção em meio à neblina daquela madrugada e ficou preso a um banco de areia, a menos de 100 metros da faixa da praia.

                                                   

                                                  Após um pedido de socorro feito pelo capitão, uma intensa operação de resgate foi iniciada para impedir um desfecho ainda mais desastroso — o mar revolto poderia partir o casco e uma explosão era esperada caso a água invadisse as caldeiras, por exemplo.

                                                   

                                                  Embora tenham conseguido evitar o pior e garantir que todos a bordo estivessem a salvo, os esforços para tirar o navio do lugar foram em vão. Ao longo dos dias, o barco foi alvo de roubos e acabou desmontado e encaminhado (em partes) para a Siderúrgica Riograndense.


                                                  Como era o navio Mount Athos

                                                  Construído em 1943 pelo estaleiro norte-americano New England Shipbuilding, o navio da Segunda Guerra Mundial que acabou na praia gaúcha teve cinco diferentes nomes ao longo de sua história.

                                                   

                                                  Este barco — com 134,5 metros de comprimento e pesando mais de 7 mil toneladas — foi lançado sob o nome de Tobias Lear.  No mesmo ano de seu lançamento, porém, a embarcação foi repassada pela Administração de Navegação de Guerra dos Estados Unidos para o governo holandês, e ganhou o nome Fort Orange. No ano seguinte, em junho de 1944, o navio transportou parte do material militar usado na invasão à Normandia.


                                                  Em meados de 1947, a embarcação novamente mudou de proprietário e de nome, dessa vez para Blijdendyk. Dez anos depois, ao ser comprada por uma empresa italiana, tornou-se Transilvânia.

                                                   

                                                  Por fim, em 1965, companhia de navegação Mount Athos adquiriu o navio e deu a ele o nome pelo qual é conhecido até os dias atuais.

                                                   

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                                                    Calma, esta não é uma foto de uma água tão poluída que ficou cinza. Na verdade, trata-se de um fenômeno raro chamado “sunglint”, que transformou o Mar Mediterrâneo num espetáculo prateado.

                                                    O registro foi feito por um astronauta, diretamente da Estação Espacial Internacional (ISS), e apresenta os arredores das ilhas gregas vulcânicas de Milos (centralizada) e Antimilos (esquerda), no Mar de Egeu. A foto foi tirada em junho de 2022, publicada na época pela NASA e divulgada recentemente pela Live Science.

                                                    Foto: Earth Observatory, da NASA

                                                    O fato é que as águas não estão prateadas de verdade, já que este fenômeno não passa de um evento óptico. O efeito acontece quando a luz do sol reflete em um corpo plano de água no mesmo ângulo em que o sensor a vê, formando assim uma espécie de “espelho astronômico”.

                                                    Tal efeito é parecido com quando a luz reflete no mar durante o nascer ou pôr do sol, só que em proporção bem menor. Logo, no lugar de uma faixa laranja brilhante que se reflete nas ondas, o fenômeno traz uma mancha prateada, capaz de cobrir centenas de quilômetros e se mover pelo oceano conforme a Terra gira.

                                                     

                                                    O curioso é que esse fenômeno só pode ser notado por observadores que orbitam a Terra, como satélites e astronautas.

                                                    Mais do que podemos ver

                                                    O fenômeno sunglint revela algumas informações que, costumeiramente, não ficam tão escancaradas. Na imagem da NASA, por exemplo, é possível observar correntes superficiais impulsionadas pelo vento, correntes oceânicas e redemoinhos que ficariam “escondidos” sem o reflexo do sol.

                                                    Sunglint registrado nas Ilhas Canárias, em 15 de junho de 2013. Foto: Earth Observatory/ NASA/ Divulgação

                                                    Destaca-se na imagem um redemoinho gigante a leste (direita) de Milos. Além disso, há uma longa linha reta no canto inferior esquerdo da imagem que, segundo o Earth Observatory (Observatório da Terra) da NASA, provavelmente trata-se de um rastro de navio.

                                                     

                                                    No entanto, o fenômeno mais raro na imagem é um conjunto de linhas paralelas, localizadas na costa noroeste (canto superior esquerdo) de Antimilos. Parcialmente escondidas por nuvens, esses traços na verdade são “ondas internas” — ondulações verticais massivas que passam pela água abaixo da superfície.

                                                    Sunglint no Mar Mediterrâneo, destacando as ilhas de Córsega e Sardenha, em fevereiro de 2020. Foto: Earth Observatory NASA/ Divulgação

                                                    Vale destacar que enquanto as ondas de superfície são impulsionadas por correntes oceânicas ou ventos fortes, as chamadas “ondas internas” resultam de ondulações gravitacionais, passando pela interface de dois meios fluidos quando a gravidade interrompe o equilíbrio entre eles.

                                                     

                                                    De acordo com um artigo do The Conversation de 2021, essas ondas estão ondulando — por mais redundante que pareça — ao longo da fronteira submersa entre duas camadas de água, que foram estratificadas pela temperatura e salinidade e interrompidas pelas marés mutáveis da Terra.

                                                    Os efeitos das águas prateadas

                                                    Bonito? Sim. Problemático? Também. O fenômeno das águas prateadas às vezes é responsável por dificultar o trabalho dos cientistas, já que ele também obscurece características que costumam ser visíveis, conforme explica a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA).

                                                    Fenômeno do sunglint pode ser comparado, em proporções menores, ao sol refletindo na água durante o nascer ou pôr do sol. Foto: ravelarium/ Envato

                                                    Por conta disso, os pesquisadores tiveram que desenvolver filtros para as imagens “contaminadas” pelo sunglint — o que tem surtido efeitos positivos.

                                                     

                                                    Os cientistas podem também utilizar este fenômeno a seu favor, para medir com mais precisão os derramamentos de óleo na superfície do oceano. O petróleo bruto, por exemplo, absorve uma quantidade significativa de luz solar, enquanto o sunglint reflete-a de volta para o espaço.

                                                     

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                                                      04/03/2025

                                                      Há dez anos, na Noruega, a MF Ampere fazia a rota Lavik-Oppedal pela primeira vez. Responsável pelo transporte de aproximadamente 1 milhão de carros por ano, o primeiro ferry 100% elétrico do mundo testou as águas e abriu o mar para que outras embarcações do tipo fossem fabricadas.

                                                      Embora buscar alternativas mais sustentáveis já não fosse uma necessidade nova na época, pode-se dizer que a MF Ampere estava à frente do tempo. Alimentada pelas baterias mais modernas, obteve resultados tão bons que superou as expectativas e consolidou-se como um marco na indústria náutica.

                                                      Primeira balsa 100% elétrica do mundo
                                                      Primeira balsa 100% elétrica do mundo. Foto: Nordregio/Divulgação

                                                      A história do 1º ferry 100% elétrico do mundo

                                                      Até hoje entre os líderes globais quando o assunto é navegação verde, a Noruega eletrificou toda a frota de balsas ao longo da última década.

                                                       

                                                      Esse movimento começou com a produção da MF Ampere, após a Administração Pública de Estradas da Noruega solicitar uma balsa com menor impacto ambiental para transportar pessoas e automóveis pelo Sognefjord, o maior fiorde (grande entrada de mar entre altas montanhas rochosas) do país.

                                                       

                                                       

                                                      Com um conceito ambicioso, a empresa de navegação Norled venceu a licitação em questão. Já a Corvus Energy forneceu as baterias. A Siemens, por sua vez, atuou na integração. A construção, iniciada em 2014, ficou a cargo do estaleiro Fjellstrand.

                                                       

                                                      Em termos de características físicas, a MF Ampere tem 80 metros de comprimento (262 pés), 21 metros de largura (69 pés) e foi projetada para transportar 120 carros e 350 passageiros. A embarcação entrou oficialmente em operação em 16 de fevereiro do ano seguinte.


                                                      De lá para cá, essa balsa pioneira fez mais de 100 mil viagens — o equivalente a 17 voltas ao redor do Equador —, economizou 1 milhão de litros de combustível (diesel) e evitou, todo ano, a emissão de 570 toneladas de CO2.

                                                       

                                                      Custos operacionais foram reduzidos em quase 90%, resultando em uma economia de US$ 15 milhões (R$ 86 milhões em conversão feita em fevereiro de 2025) para a Norled.

                                                       

                                                      Recentemente, a MF Ampere ganhou baterias novas para navegar por mais tempo. Mesmo assim, a má notícia — na verdade, boa notícia —  é que a embarcação deve entrar em desuso em breve, para que outras, mais modernas e ainda mais amigáveis ao meio ambiente, deem continuidade ao seu trabalho.

                                                       

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                                                        A 60ª edição da Underwater Photographer of The Year (UPY), maior concurso de fotos subaquáticas, tem um vencedor para chamar de seu em 2025: o fotógrafo Alvaro Herrero. O espanhol registrou em suas lentes um momento fofo entre uma mãe baleia jubarte e o seu filhote recém-nascido, juntinhos.

                                                        Para conquistar o prêmio, Herrero teve que desbancar mais de 6,7 mil inscrições de outros fotógrafos, profissionais e amadores, de diversas idades. Mas o clique entre mãe e filho nas águas da Polinésia Francesa sensibilizou os juízes — não só pela qualidade da foto, mas pelo momento.

                                                        “Aurora subaquática”, fotografia vencedora da categoria “fotógrafo subaquático promissor do ano de 2025”. Foto: Ruruka/ UPY 2025/ Divulgação

                                                        No registro que levou o prêmio de fotos subaquáticas de 2025 (em destaque na matéria), a baleia jubarte mãe acompanha seu pequeno filhote até a superfície para a sua primeira respiração, no início da manhã. O bebê solta até algumas bolhas, pois, provavelmente, estava aprendendo a controlar a sua respiração.

                                                        Esta foto mostra o amor de uma mãe por seu filhote, comunicando tanto a fragilidade quanto a beleza de nossos oceanos e revelando uma das espécies incríveis com quem compartilhamos nosso lar– Alvaro Herrero, fotógrafo vencedor do concurso

                                                        Os jurados da competição rasgaram elogios ao clique. Para Tobias Friedrich, um deles, além do enquadramento, composição e iluminação, o movimento perfeito de mãe e filho chamou a atenção e fez desta a vencedora geral “verdadeiramente merecida para o concurso”.

                                                        Geralmente vemos muitas imagens de baleias jubarte durante o julgamento das competições UPY, mas esta foto nos fez parar imediatamente– Tobias Friedrich

                                                        Confira mais fotos subaquáticas do UPY 2025

                                                        Embora não tenha premiação em dinheiro, o concurso atraiu fotógrafos profissionais e amadores do mundo inteiro, tendo recorde de inscrições em 2025. Sendo assim, não faltaram outras lindas fotografias nas diversas categorias do festival. No concurso, 12 tópicos premiaram as mais diferentes fotos subaquáticas, com direito a dois machos bodiões brigando e golfinhos “dançarinos”.

                                                        “Confronto”, fotografia vencedora da categoria “Comportamento”. Foto: Shunsuke Nakano/ UPY 2025/ Divulgação
                                                        “A foca curiosa”, fotografia vencedora da categoria “Fotógrafo subaquático britânico do ano de 2025”. Foto: David Alpert/ UPY 2025/ Divulgação
                                                        “Perseguindo golfinhos”, fotografia vencedora na categoria “Preto e Branco”. Foto: Enric Gener/ UPY 2025/ Divulgação
                                                        “Hidratação”, fotografia vencedora da categoria “Retrato”. Foto: Abdulaziz Al Saleh/ UPY 2025/ Divulgação
                                                        “1 / 200.000.000”, que registra um tubarão-tigre abatido, foi a fotografia vencedora da categoria “Fotógrafo de Conservação Marinha do Ano 2025 da ‘Save Our Seas Foundation'”. Foto: Robert Marc Lehmann/ UPY 2025/ Divulgação
                                                        “Entrelaçado no azul”, fotografia altamente elogiada na categoria “Comportamento”. Foto: Yazid Shaari/ UPY 2025/ Divulgação
                                                        “Voo na Floresta Dourada”, fotografia altamente elogiada na categoria “Wide Angle”. Foto: Kate Vylet/ UPY 2025/ Divulgação
                                                        “Paraíso de Corais e Manguezais”, fotografia altamente elogiada na categoria “Recifes de Corais”. Foto: Renee Capozzola/ UPY 2025/ Divulgação
                                                        “Golfinhos-rotadores do recife de Sataya”, fotografia altamente elogiada na categoria “Wide Angle”. Foto: Mehmet A. Gungen/ UPY 2025/ Divulgação
                                                        “Balé dos tubarões”, fotografia elogiada na categoria “Wide Angle”. Foto: Fabrice Dudenhofer/ UPY 2025/ Divulgação
                                                        “Peixe-anjo-imperador juvenil”, fotografia altamente elogiada na categoria “Macro”. Foto: Adam Martin/ UPY 2025/ Divulgação
                                                        “Naufrágio de Sunburst”, elogiada na categoria “Naufrágios”. Foto: Renee Capozzola/ UPY 2025/ Divulgação

                                                        Para conferir mais fotos destaques do Underwater Photographer of The Year 2025, basta entrar no site oficial do concurso.

                                                         

                                                        Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                         

                                                        Náutica Responde

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                                                          03/03/2025

                                                          O Lago de Furnas, frequentemente chamado de “Mar de Minas”, destaca-se como um dos principais polos de desenvolvimento náutico em Minas Gerais. Com uma orla de aproximadamente 3.500 km, superior à extensão litorânea brasileira, o lago oferece um vasto potencial para atividades náuticas e turísticas.

                                                          Além disso, abriga a maior marina de água doce da América Latina, localizada em Capitólio, e o único farol em águas interiores do Brasil, situado em Formiga.

                                                           

                                                          O turismo náutico na região tem sido impulsionado por iniciativas que buscam estruturar e fortalecer a cadeia econômica local. Em março de 2021, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) promoveu uma reunião do Grupo de Trabalho em Prol dos Lagos de Furnas e Peixoto.

                                                          Barragem de Furnas. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                                          Nesse encontro, o consultor Antônio Carlos Mendonça Nunes apresentou a importância do turismo náutico para o desenvolvimento socioeconômico regional, destacando a necessidade de integração entre restaurantes, clubes, postos de combustível, empresas de turismo e associações civis.

                                                          Já em 2022, a Empresa de Desenvolvimento Regional do Sul de Minas (EDERSUL) realizou um evento que abordou o tema desenvolvimento náutico, reforçando a importância de investimentos e políticas públicas voltadas para o setor. A iniciativa trouxe discussões fundamentais sobre infraestrutura, sustentabilidade e oportunidades de negócios no Lago de Furnas.

                                                          Canyon Cascata Eco Parque, em Capitólio. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                                          Para consolidar e ampliar essas discussões, está previsto para outubro de 2025 o IX Congresso de Integração para o Desenvolvimento Sustentável no Sul de Minas Gerais (CONGRESUL). Organizado pela EDERSUL, o evento terá como foco principal o turismo náutico no Lago de Furnas.

                                                          Canyons de Furnas. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                                          O congresso reunirá autoridades, especialistas, empresários e membros da comunidade local para debater estratégias de desenvolvimento sustentável, políticas públicas e investimentos necessários para potencializar o setor náutico na região.

                                                          Canyons de Furnas. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                                          Ter a oportunidade de unir gestores públicos, empresários e investidores para fazer um planejamento de um atrativo tão importante para o Brasil, pensando no turismo e na cadeia produtiva do setor náutico, será um marco histórico. Esse movimento nos mostra que o país despertou para o setor e reconhece o enorme potencial do turismo náutico como vetor de desenvolvimento econômico e social.

                                                           

                                                          Além disso, a recente nomeação do atual prefeito de Capitólio como presidente da associação reforça o compromisso da região com o desenvolvimento do turismo náutico e a implementação de políticas estratégicas para fortalecer o setor.

                                                          Queda d’água Fecho da Serra, em Capitólio, Minas Gerais. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                                          A expectativa é que, por meio do planejamento conjunto e da implementação das ações discutidas no congresso, a região alcance um novo patamar de desenvolvimento econômico e social, beneficiando comunidades locais e atraindo visitantes de diversas partes do mundo.

                                                           

                                                          Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

                                                           

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                                                            Mais um naufrágio — quase — centenário foi encontrado, desta vez, na costa da Ilha Rottnest, na Austrália. Trata-se do Hr. Ms. K XI, um submarino da Marinha Real Holandesa que estava desaparecido desde 1946.

                                                            Mergulhadores encontraram o barco em 1º de janeiro, a cerca de 40 metros de profundidade, a alguns quilômetros de um cemitério de navios bem conhecido, o Rottnest Deepwater Graveyard.

                                                            Foto: USN / Wikimedia Commons / Divulgação

                                                            Após a descoberta, o Western Australian Museum trabalhou na identificação da embarcação. Para isso, comparou dados de arquivo com um modelo 3D, desenvolvido pelos próprios mergulhadores com o apoio de uma organização que trabalha para a proteção e conservação de patrimônios nacionais, a Dutch Cultural Heritage Agency (RCE), que financiou a documentação e a fotogrametria do naufrágio.

                                                             

                                                            Com 66,7 metros de comprimento e 3,78 metros de largura, o Hr. Ms. K XI foi o primeiro de três submarinos da classe K XI, da Marinha Real Holandesa, construído para patrulhar as colônias locais.


                                                            O barco chegou a patrulhar as águas da Indonésia e das Índias Orientais Holandesas. Em 1942, resgatou 13 sobreviventes de um navio australiano que havia sido afundado por navios de guerra japoneses. Em 1946, foi afundado no Rottnest Deepwater Graveyard — e não se sabe como de lá saiu.

                                                            Foto: W.P. Eiselin / Wikimedia Commons / Reprodução

                                                            “Este é o melhor resultado que poderíamos ter sonhado. Ele não só nos mostra os laços entre a Holanda e a Austrália na Segunda Guerra Mundial, mas também o quão próximos eles ainda são quando se trata da proteção e gestão de nossa herança cultural subaquática”, disse Martijn Manders, do RCE, em uma declaração.

                                                             

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