Passeio de veleiro levará público do Rio Boat Show ao Pão de Açúcar

Trajeto da Baía de Guanabara ao cartão-postal do Rio será feito a partir de inscrição; saiba como fazer a sua

23/04/2025

O Rio Boat Show reserva em sua 26ª edição uma série de atividades para levar seus visitantes a uma verdadeira imersão náutica. Entre elas está um charmoso passeio de veleiro, que partirá das águas do salão, na Baía de Guanabara, rumo a um dos principais cartões-postais da Cidade Maravilhosa: o Pão de Açúcar.

O salão acontece muito em breve, de 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória. O passeio, por sua vez, ficará reservado aos dias 26 e 27 de abril e 1º de maio, com vagas limitadas.

Foto: CL Vela / Divulgação

Os visitantes que participarem da atividade farão o passeio rumo ao Pão de Açúcar em grupos de oito pessoas, a bordo do veleiro oceânico Archangel, de 36 pés. Cada um dos dias terá diferentes horários de partida. Confira:

  • 26/04 (sábado): 15h e 16h;
  • 27/04 (domingo): 14h, 15h e 16h;
  • 01/05 (quinta-feira) – 14h, 15h e 16h.

Essa promete ser a oportunidade perfeita para sentir a verdadeira essência da navegação a vela, dentro de um dos principais palcos do mundo náutico na América Latina. Para se inscrever, basta preencher o formulário oficial com seus dados e escolher a melhor data e horário para participar.

Foto: CL Vela / Divulgação

O passeio de veleiro no Rio Boat Show será realizado pela CL Vela, escola náutica que desde 1990 difunde atividades náuticas no Rio de Janeiro e forma velejadores de ponta, como a bicampeã olímpica Kahena Kunze.


Rio Boat Show 2025

Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

 

Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

 

Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025

Quando: De 26 de abril a 4 de maio
Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
Ingressos: site oficial de vendas

 

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    Araçatuba é a 8ª cidade paulista a receber estruturas do Programa de Turismo Náutico

    Obra entregue no último dia 12 inclui rampa de acesso, píer flutuante, deques, mirante e novos quiosques públicos

    Estruturar e fomentar o fluxo de visitantes a partir da qualificação da atividade náutica. Essas são algumas das premissas do Programa de Turismo Náutico do Governo de São Paulo, que acaba de contemplar mais uma cidade: Araçatuba.

    A estrutura, de uso público, foi entregue no último dia 12, na presença do secretário de Turismo e Viagens, Roberto de Lucena. A obra inclui um píer flutuante Metalu, uma rampa de acesso, quatro deques, um mirante e quatro novos quiosques públicos, que se somam a outros sete já existentes.

    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

    A entrega faz parte de um plano de desenvolvimento para fomentar o turismo náutico, por meio do incentivo à parada de barcos e motos aquáticas, facilitando o embarque e desembarque de passageiros — de quebra, colaborando também com o turismo local.

    Estamos avançando com o plano de desenvolvimento regional. Nosso estado é diverso, tem potencial e queremos transformar isso em potência: náutica, rural, ferroviária– afirmou Roberto de Lucena


    De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Agroindústria e Turismo, a cidade de Araçatuba recebe anualmente cerca de 530 mil visitantes. Desse total, mais de 47 mil pessoas são atraídas por atividades náuticas — número que deve crescer com a requalificação do parque e os novos equipamentos públicos.

    Este investimento do Governo do Estado impulsiona não só o lazer, mas também a economia e o empreendedorismo local– destacou o prefeito Lucas Zanatta

    Araçatuba se destaca como destino de pesca no Rio Tietê, além de ser conhecida por sua rica gastronomia, com pratos como o tradicional Cupim Casqueirado. Tida como Capital do Boi Gordo, a cidade ainda combina natureza, culinária e tradição, oferecendo uma ampla experiência turística.

    Foto: Victor Santos / Revista Náutica

    O Programa de Turismo Náutico é voltado a 13 municípios do interior paulista. Já foram inauguradas, além de Araçatuba, estruturas em Pederneiras, Timburi, Avaré, Pereira Barreto, Rubinéia, Três Fronteiras e Piraju. As outras cinco cidades incluídas no programa são Fartura, Mira Estrela, Presidente Epitácio, Rosana e Sales.

     

    Vale ressaltar que o estado de São Paulo é privilegiado por mais de 4,2 mil quilômetros de rios navegáveis, mais de 50 represas e lagos cercados por vegetação, além de 880 quilômetros de costa marítima.

     

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      Nova tecnologia da Sunreef usa IA para otimizar energia solar em barcos

      O Solar Skin 3.0 utiliza células de silício para produzir energia elétrica otimizada com inteligência artificial; entenda

      Por: Nicole Leslie -
      22/04/2025

      Embarcações sustentáveis que navegam com energia solar tem tudo para ser o caminho do futuro. Nesse sentido, o estaleiro polonês Sunreef Yachts lançou a tecnologia Solar Skin 3.0, que promete otimizar o rendimento de energia solar em alto mar pelo uso de inteligência artificial (IA).

      A tecnologia consiste em um painel solar formado por células de silício, que trabalham individualmente e, com o auxílio da IA, distribuem a energia da maneira mais otimizada para o barco. Cada célula suporta temperaturas acima de 100°C e até 20 mil ciclos de carga.

      Células solares levam silício na composição e suportam mais de 100°C
      Células solares levam silício na composição e suportam mais de 100°C. Foto: Sunreef Yachts / Divulgação

      O CTO da empresa, Nicolas Lapp, disse à Electrek que o lançamento veio como um aprimoramento da última tecnologia desenvolvida, o Solar Skin 2.0. Ele explicou que, com base nos algorirmos e dados das embarcações que navegaram com a tecnologia 2.0 foi possível otimizar o rendimento energético, que resultou no Solar Skin 3.0.


      Cada célula do painel funciona como uma unidade inteligente, que ajusta dinamicamente sua saída elétrica com auxílio de IA, para mitigar os efeitos de sombreamento das velas e da própria estrutura. Segundo Lapp, esse avanço “aumenta significativamente a eficiência do sistema, mesmo durante os meses de inverno”.

       

      O Solar Skin 3.0 poderá ser integrado às embarcações dos novos proprietários do Sunreef que desejarem a tecnologia.

       

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        Muito além do motor: como o hélice transforma potência em performance

        Fundamental para extrair 100% do potencial do barco, peça é feita sob medida na Hélices Person

        Por: Redação -

        Marca, potência, número de cilindros, ronco, torque. O motor está sempre no centro dos debates náuticos — não à toa, já que se trata do “coração” dos barcos. Por outro lado, pouco se fala do hélice. Apesar de ficar quase escondida, essa peça é o “ponto de contato entre tudo o que o motor entrega”, ressalta a Hélices Person, especialista no tema.

        A verdade é que, na navegação, não basta um motor forte — é o hélice certo quem transforma potência em experiência. Inclusive, a falta de conhecimento sobre essa ferramenta faz com que muitos navegadores percam desempenho, prazer e, claro, dinheiro.

         

        É aí, para evitar tudo isso, que a Hélices Person entra, desenvolvendo hélices sob medida para cada tipo de embarcação. A marca explica que adota como filosofia a máxima: “nenhum barco é igual. Então por que o hélice deveria ser?”

        Foto: Hélices Person / Divulgação

        Hélice: o tradutor do motor

        Para entender melhor a importância do hélice, a Hélices Person usa uma analogia simples: imagine um carro em movimento engatado com a marcha errada — o motor gira, mas o desempenho não vem. No barco, o hélice é essa engrenagem crítica. Ele decide:

        • se você vai sair rápido da água (ou ficar patinando no planeio);
        • se vai consumir mais ou menos combustível;
        • se o barco vai vibrar ou deslizar com suavidade;
        • se você vai ouvir o som do vento… ou do hélice cavitando.

        E é por isso, explica a marca, que hélice não se escolhe por catálogo, mas, sim, por cálculo, projeto, escuta, e, principalmente, com experiência técnica — o que a Person tem de sobra, já que atua no setor náutico há mais de um século.

        Foto: Hélices Person / Divulgação

        Para a marca, “a boa navegação não vem só da força, mas da harmonia”. Na prática, isso se traduz em produtos que, antes mesmo de serem fabricado, passaram por estudo técnico personalizado, medições, análises e simulações. O hélice é usinado, balanceado, testado e “entregue com nome e sobrenome”, explica a Person.

        Motor, hélice, casco e mar precisam conversar. A Person faz essa conversa acontecer. E quando ela flui, a diferença é imediata– destaca a Hélices Person

         

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          Após 100 anos de buscas, uma lula colossal viva foi filmada pela 1ª vez; assista

          Imagens inéditas mostram filhote de 30 cm; quando adulto, animal pode chegar aos 7 m e pesar 500 kg

          Uma lula colossal finalmente foi registrada — viva — e em seu habitat natural, mais de um século depois de sua descoberta. O animal, um filhote de apenas 30 cm, foi filmado a 600 metros de profundidade por um veículo operado remotamente (ROV). Quando adultas, as lulas colossais podem chegar a 7 metros de comprimento e pesarem 500 kg, o que rende a elas o título de invertebrado mais pesado do planeta.

          O registro aconteceu no início de março, nas águas das Ilhas Sandwich do Sul, no Oceano Atlântico Sul. As imagens foram obtidas por uma equipe de Cientistas a bordo do navio de pesquisa Falkor, do Schmidt Ocean Institute.

           

          O vídeo foi gravado justamente no centenário da identificação do animal, registrado em 1925, quando restos da espécie foram encontrados no estômago de uma baleia cachalote (Physeter macrocephalus). Um século depois, a ciência finalmente pôde observá-la em vida, mesmo que ainda filhote.

           

          Em um comunicado, a Dra. Kat Bolstad, bióloga de cefalópodes da Universidade de Tecnologia de Auckland, que consultou a equipe de Falkor e ajudou a verificar a espécie, destacou o feito. “Por 100 anos, nós os encontramos principalmente como restos de presas em estômagos de baleias e aves marinhas”, complementou. Confira o vídeo:

           

           

          Os especialistas Dr. Bolstad e Dr. Aaron Evans conseguiram confirmar que se tratava de uma lula colossal após notarem a presença de ganchos no meio de seus oito braços. Segundo eles, essa é uma característica notável que ajuda a distingui-las de outras lulas mais comuns.

          Um registro de peso

          As lulas-colossais (Mesonychoteuthis hamiltoni) são membros da família das lulas-de-vidro (Cranchiidae), o que explica o corpo transparente — apesar de os cientistas acreditarem que, à medida que amadurecem, seus corpos escurecem gradualmente. Seu comportamento é um grande mistério, dada a raridade do encontro com o animal, que costuma viver entre 1.000 e 2.000 mil metros de profundidade.

          Foto: Foto: Schmidt Ocean Institute / Divulgação

          Apesar disso, sabe-se que a espécie detém um “bico” muito afiado, usado para cortar a carne de animais de grande porte — seu principal predador, aliás, são as baleias cachalotes. O corpo das lulas colossais é mais robusto que o da lula-gigante (Architeuthis dux) que, apesar de maior, chegando a 13 metros, atinge cerca de metade do peso.


          Em 2013, um animal da espécie foi capturado, já sem vida, no Mar Adriático. Após uma necropsia na Nova Zelândia, foi constatado que a lula de 350 kg e 3,5 metros de comprimento tinha três corações e olhos de 35 cm de diâmetro. A fêmea chegou a ser mantida em perfeito estado em uma câmara fria do museu Te Papa, de Wellington, depois de ser capturada.

           

          Sendo assim, a Dra. Kat Bolstad não escondeu que o registro inédito não era o que muitos dos cientistas imaginariam ver pela primeira vez em uma lula colossal. “Sabemos o quão grande a espécie pode crescer. Sabemos que é o invertebrado mais pesado do planeta”, relatou, embora reconheça que “é um ótimo exemplo da beleza de muitos animais das profundezas marinhas, em contraste com os títulos sensacionalistas” que os animais costumam receber.

           

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            Rio Boat Show 2025 vai levar visitantes para mergulhar gratuitamente

            Batismo de mergulho dará certificado e desconto em curso aos participantes. Salão acontece de 26/04 a 04/05, na Marina da Glória

            De 26 de abril a 4 de maio, o público que atracar na Marina da Glória para o Rio Boat Show 2025 vai viver uma verdadeira imersão náutica — que vai muito além dos pelo menos 100 barcos esperados para o salão. Uma série de atrativos e experiências gratuitas estarão à disposição do público, como o batismo de mergulho.

            A atividade é considerada o primeiro passo para quem sonha em mergulhar de forma profissional, e será realizada no salão de maneira totalmente segura. O visitante estará respaldado por todo equipamento de SCUBA, e será guiado por profissionais experientes da Operadora de Mergulho e Cursos Náuticos Mar do Rio, responsável pela atividade.

            Foto: Mar do Rio / Divulgação

            O mergulho será feito em um tanque de água que simula o mergulho no mar, em uma profundidade de quase 5 metros. A atração terá duração de 10 minutos por participante e até quatro pessoas por sessão. Os mergulhos acontecerão das 16h às 21h, com intervalos de 1h.

             

            Ao final, todos os participantes receberão um certificado especial, além de um desconto de 10% no curso de mergulho ou batismo no mar para aprofundar a experiência. A iniciativa promete engajar a busca por essa atividade, que traz benefícios para o corpo e a mente — além da possibilidade de conhecer destinos inesquecíveis.


            Ao O Globo, a médica Pérez Pelliser destacou que o mergulho fortalece o corpo e aumenta e resistência muscular; melhora a concentração; reduz o estresse e estimula aspectos sociais e cognitivos.

            Esta atividade não só permite explorar as maravilhas do mar, mas também oferece uma experiência transformadora que melhora a saúde física e emocional– explicou

            Além disso, o mergulho abre as portas de profissões como guia, instrutor de mergulho e até fotografia subaquática. O Rio Boat Show 2025 terá outras grandes experiências gratuitas para que o público possa imergir no lifestyle náutico. Fique de olho nos canais de NÁUTICA para saber mais!

            Rio Boat Show 2025

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              Teste Azov Z260 Open: amor à primeira vista para quem adora lanchas de proa aberta

              Equipada com um motor de popa, a embarcação tem linhas elegantes, bom espaço no cockpit e banheiro completo

              Imagine-se deitado ao sol, sentindo o vento e o balanço suave da água. Para quem adora lanchas de proa aberta, a Azov Z260 Open é amor à primeira vista. Uma joia náutica desenhada para quem busca prazer ao ar livre, perfeita tanto para novatos quanto para veteranos na navegação.

              Com seus 8,42 metros de comprimento (o equivalente a 27,6 pés) e 2,80 metros de largura, ela não é apenas um barco: é um convite ao prazer da navegação.

              Teste-Azov-Z260-Open
              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              O estaleiro Azov Yachts, jovem, mas já cheio de credenciais no mercado, apresenta aqui um dos quatro modelos que vêm ganhando as águas: além da Z260, estão no portfólio as lanchas Z380 Open, Z380C e a Z480 HT. Um estaleiro que sabe falar com quem quer navegar. E a Z260 faz isso com simplicidade, modernidade e eficiência.

               

               

              Por fora, linhas modernas e limpas. A proa alongada, quase afiada, promove uma navegação suave, cortando as ondas com leveza. E ela cumpre: navegamos com uma Z260 Open na Baía de Guanabara, no Rio, equipada com um motor Mercury de 250 cv, e depois na represa de Ibiúna, em São Paulo, com um Yamaha de mesma potência.

              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Resultado? Surpresa positiva em ambos os cenários. Aliás, essa lancha foi projetada para rodar com motores de popa entre 250 e 300 cv, sempre com um só propulsor.

               

              Já a plataforma de popa é um show à parte. Apesar de contar com o espaço reservado ao motor e um módulo gourmet completo, a circulação flui sem esforço. Cunhos retráteis são garantias de amarrações seguras, mas sentimos falta de cunhos extras à meia-nau. E atenção aos detalhes: a escada para água tem quatro degraus e pega-mãos no estilo piscina — garantia para quem vem da água.

              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              O espaço gourmet, equipado com pia, geleira e uma charmosa churrasqueira a carvão, é protegido por um refratário de metal sem tampo de acrílico, para evitar acidentes. E se o sol for inclemente, não tem problema: uma tenda pode ser inserida no piso e no T-top para proteger a turma.

              Teste-Azov-Z260-Open
              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              No cockpit, a Z260 acomoda até 14 pessoas (embora oito sejam o ideal para conforto máximo). Movimentação sem obstáculos e o convés autodrenante são detalhes que fazem a diferença. Aliás, o tanque de combustível fica centralizado para distribuir bem o peso — mais uma prova de que aqui cada detalhe foi pensado para entregar equilíbrio.

              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Quer curtir um aperitivo? A mesa de madeira traz quatro porta-copos e fica ao lado de sofás amplos: um em L para quatro pessoas e outro, a bombordo, para mais três. Sob os assentos, há paióis generosos, e um deles acomoda até um cooler.

              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Na proa, a mágica continua: um sofá em V (quase U) pode ser transformado em um grande solário. O resultado? Uma área de relaxamento perfeita, com direito a porta-copos de inox em cada canto. A proa é acessada pela abertura do para-brisa, sem degrau, mas cuidado: pontas vivas  podem arranhar. Nada que o estaleiro não possa corrigir rapidamente.

              Foto: Victor Santos / Revista Náutica
              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              No posto de comando, o piloto tem visibilidade limpa, e o volante, mesmo não escamoteável, está bem posicionado. O painel revestido em couro evita reflexos e acomoda instrumentos específicos, incluindo um eletrônico de 7 ou 9 polegadas. Há também porta-copos duplos, perfeitos para apoiar o celular e até uma saída USB, porque conforto é também prático.

              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Sob o console, o banheiro é uma surpresa agradável: completo e bem equipado, oferece vaso sanitário, pia, armário, ducha higiênica e até um espelho, luzes led e ventilação. Tudo para que ninguém precise encurtar o passeio por falta de comodidade.

              Teste-Azov-Z260-Open
              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Seja para dias de sol na costa ou para águas tranquilas no interior, o Azov Z260 Open se apresenta como uma lancha que conquista pelo equilíbrio entre esportividade e conforto. Navegar com ela é como ouvir uma música que faz tudo parecer mais leve. Não precisa pensar muito: experimente uma Z260.

              Navegação da Azov Z260 Open

              Agora vamos ao que interessa: como ela navega? Com o motor Yamaha de 250 cv, a Azov Z260 entrou em avião com apenas 11,5 nós. Em segundos, a velocidade de cruzeiro bateu 28,3 nós com o motor a 4500 rpm. E, com um toque no trim, alcançamos 36,5 nós a 5280 rpm , sem necessidade de flaps e sem caturro — um feito e tanto para uma lancha desse porte.

              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              Nas curvas fechadas, a lancha impressiona: perdeu só 3 nós e manteve uma estabilidade invejável, quase sem adernar. Tentamos manobras bruscas e desvios rápidos. O volante, firme e confiável, responde com precisão, bem diferente do que se encontra em barcos com centro-rabeta, que costuma ter direção mais solta. E na arrancada? Do zero aos 20 nós em 7,7 segundos — números que fazem jus ao espírito esportivo da Z260.


              Com 200 litros de combustível, a autonomia é de 108 milhas — um pouco justa para os mais aventureiros. Talvez um tanque de 50 litros a mais trouxesse mais liberdade. Em compensação, os 100 litros de água doce são um intervalo para quem gosta de estender o passeio, garantindo banhos refrescantes e pia sempre funcional.

              Foto: Victor Santos / Revista Náutica

              E se a ideia é curtir sem complicações, a Azov Z260 Open entrega o pacote completo. Equilíbrio, estabilidade e desempenho surpreendente fazem dela uma escolha perfeita para quem quer explorar águas abertas ou navegar por represas e baías.

              Saiba tudo sobre a Azov Z260 Open

              Pontos altos

              • Excelente desempenho;
              • Cockpit espaçoso e bem planejado;
              • Banheiro completo e funcional;

              Pontos baixos

              • Capacidade de combustível limitada;
              • Faltam cunhos na meia-nau;
              • Ajuste pontual no para-brisa;

              Características técnicas

              • Comprimento: 8,42 m (27,6 pés);
              • Boca máxima: 2,80 m;
              • Calado: 0,40 m;
              • Ângulo de V na popa: 19 graus;
              • Tanque de combustível: 200 litros;
              • Tanque de água doce: 100 litros;
              • Capacidade: 14 pessoas;
              • Motorização: popa;
              • Potência: 1 x 250 a 300 hp.
              Teste Azov Z260 Open
              Teste Azov Z260 Open (Foto: Revista Náutica)

               

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                Um recente episódio do podcast Joe Rogan Experience, do comediante e apresentador americano Joe Rogan, trouxe à tona as teorias sobre uma misteriosa pirâmide subaquática do Japão, a Yonaguni. Isso porque existe um debate sobre a estrutura de 27 metros de altura ter sido construída há 12 mil anos — e por mãos humanas.

                Essa teoria, se confirmada, colocaria em xeque o que a humanidade atualmente sabe sobre as sociedades antigas, uma vez que a Yonaguni seria milhares de anos mais velha do que a maioria das outras estruturas antigas conhecidas, como as pirâmides egípcias e o monumento britânico Stonehenge.

                Foto: Vincent Lou / Wikimedia Commons / Reprodução

                É o que defende Graham Hancock, um autor focado em civilizações perdidas que participou do podcast. Para ele, os arcos da pirâmide mostram claramente que ela foi esculpida por humanos. O arqueólogo Flint Dibble, por outro lado, também esteve no episódio e não admite que qualquer uma das estruturas poderia ter sido feita por pessoas.

                A pirâmide subaquática Yonaguni

                A 25 metros abaixo do nível do mar, perto das Ilhas Ryukyu, no Japão, a pirâmide Yonaguni foi descoberta por pesquisadores ainda em 1986. A estrutura gigante debaixo d’água parece ser formada inteiramente por pedras.

                Foto: Vincent Lou / Wikimedia Commons / Reprodução

                Inclusive, suas “escadas” em ângulos agudos formam alguns dos detalhes que levam parte da comunidade científica a crer que ela tenha sido construída por mãos humanas. O “ponto crítico” do caso é que testes feitos em sua estrutura mostraram que a pirâmide tem mais de 10 mil anos.


                Ou seja, se de fato humanos a construíram, isso foi antes que a região, próxima a Taiwan, afundasse — o que ocorreu há mais de 12 mil anos. Para se ter uma ideia, estudiosos acreditam, atualmente, que a capacidade dos humanos antigos de construir grandes estruturas evoluiu junto ao desenvolvimento da agricultura, justamente há 12 mil anos.

                 

                Essa teoria mudaria os livros de história como conhecemos, assim como revelaria um novo agrupamento de humanos, capazes de construir monumentos muito antes da época estimada por pesquisadores.

                Foto: Vincent Lou / Wikimedia Commons / Reprodução

                Os cientistas mais céticos, contudo, defendem que a prirâmide Yonaguni compartilha características com outras formações geológicas próximas, além de ficar em uma região propensa a terremotos — o que poderia ter dado o formato do monumento ao passo que as rochas de arenito se quebravam.

                 

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                  Mais do que o esperado: NASA revela elevação do nível do mar acima da média em 2024

                  Agência espacial americana divulgou alteração crucial nos fatores que contribuem com o fenômeno; Entenda

                  21/04/2025

                  O aquecimento das temperaturas dos oceanos segue trazendo consequências drásticas para o planeta. De acordo com a Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA), o nível global do mar apresentou uma elevação considerada “inesperada” em 2024, sobretudo por conta das altas temperaturas da Terra.

                  Segundo análise da NASA, a taxa de elevação do nível do mar atingiu 0,59 centímetro, bem acima da projeção inicial, de 0,43 centímetro. Além disso, o levantamento indicou uma alteração importante no padrão dos fatores que contribuem para esse aumento.

                  Foto: NASA/ Divulgação

                  A agência explica que, geralmente, cerca de 66% do aumento do nível do mar são atribuídos ao acréscimo de água proveniente do derretimento de geleiras terrestres, enquanto apenas 25% vêm da expansão térmica das águas — quando a água do mar aumenta de volume devido ao aumento da temperatura.

                   

                  Dessa vez, porém, foi diferente. Segundo a NASA, dois terços (o que equivale a 66%) da elevação do nível dos mares foram causados pela expansão térmicas das águas em 2024. Este efeito acontece ao mesmo tempo em que as temperaturas do planeta alcançaram as maiores marcas em três décadas de monitoramento. Não é coincidência.

                  Conforme as temperaturas aumentam, os oceanos absorvem grande parte do excesso de calor da atmosfera, o que agrava e acelera o aquecimento da água e a expansão térmica. As emissões de gases de efeito estufa só aceleram o processo para o lado negativo.

                  Embora existam variações anuais naturais, a tendência geral é inequívoca: os oceanos estão subindo e a velocidade desse processo está se acelerando progressivamente– Josh Willis, pesquisador da NASA

                  Dias quentes, águas quentes

                  Em comunicado, a NASA explicou que a transferência de calor para os oceanos — responsável pela expansão térmica da água — acontece por meio de diversos mecanismos.

                  Foto: Envato/ rozum

                  Em condições normais, a água marinha se organiza em camadas determinadas pela temperatura e densidade. Dessa forma, as mais quentes se sobressaem às camadas mais frias e densas. Na maioria dos casos, o calor da superfície atravessa essas camadas lentamente, até chegar nas profundezas dos oceanos.

                   

                  Entretanto, essas camadas podem sofrer agitação suficiente para uma mistura mais acelerada, como em regiões onde os ventos são intensos. Além disso, as grandes correntes marítimas provocam a inclinação desses níveis e facilitam o deslocamento das águas superficiais para regiões mais profundas.

                  Gráfico que mostra o nível médio global do mar (em azul) desde 1993, medido por uma série de cinco satélites. A linha vermelha sólida indica a trajetória desse aumento, que mais que dobrou nas últimas três décadas. A linha vermelha pontilhada projeta o aumento futuro do nível do mar. Foto: NASA/JPL-Caltech/ Divulgação

                  No Pacífico, o fenômeno El Niño ajuda a explicar o aquecimento dos mares, que consequentemente, contribui com a elevação do nível do mar apontada pela NASA. O mesmo não vale, porém, para regiões em que ondas de calor marinhas são definidas como “potencialmente devastadoras” pelo Copernicus, serviço climático da União Europeia.

                  É preciso dar um jeito

                  A taxa anual de elevação do nível do mar mais do que dobrou desde 1993, quando teve início a medição via satélites de observação. Ao todo, o nível global dos oceanos subiu cerca de 10 cm no acumulado do período.

                  Foto: Envato/ haveseen

                  Atualmente, o monitoramento é realizado pelo Sentinel-6, lançado em 2020. Este é o primeiro de dois satélites idênticos, que também serão responsáveis por acompanharem a evolução deste problema ao longo da próxima década.

                   

                  O estudo da NASA somado à outras pesquisas sobre o tema reforça a preocupação da comunidade científica em relação à elevação do nível do mar, especialmente em comunidades costeiras que já enfrentam inundações frequentes durante os períodos de maré-alta.

                   

                  Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                   

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                    Nova IA do Google promete “traduzir” golfinhos

                    Batizada de DolphinGemma, a plataforma foi treinada com dados comportamentais de golfinhos-pintados-do-Atlântico

                    Se em 2025 você esperava que os céus estariam repletos de carros voadores, se enganou. Por outro lado, a tecnologia avançou a ponto de humanos conseguirem se comunicar com golfinhos. Ao menos é o que promete o DolphinGemma, novo modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido pelo Google DeepMind, braço de pesquisa avançada em IA do Google.

                    A nova IA foi treinada com dados reais de golfinhos-pintados-do-Atlântico (Stenella frontalis), fornecidos por uma ONG chamada Wild Dolphin Project (WDP), que há décadas estuda o comportamento e os sons desses animais em seu habitat natural.

                     

                    As informações incluem desde a vocalização real dos golfinhos, até dados sobre o contexto em que os sons foram emitidos, como em situações de interações sociais, caça ou navegação, por exemplo.

                    Foto: Image-Source / Envato

                    Assim, a nova IA do Google promete ser capaz de reconhecer e analisar os sons emitidos por golfinhos; gerar vocalizações sintéticas semelhantes, baseadas nos padrões aprendidos; e “conversar” com os animais, testando se eles respondem aos sons artificiais. De modo geral, é como se o modelo estivesse tentando aprender para reproduzir a “língua” dos golfinhos.

                    Natureza e tecnologia andam juntas no DolphinGemma

                    O DolphinGemma deve fazer parte de modelos de IA abertos e leves, como outros desenvolvidos pelo Google para rodar em dispositivos com poucos recursos, como celulares. Com isso, a ideia é permitir que o recurso seja utilizado com facilidade em campo por biólogos e cientistas, ao lado dos golfinhos, sem que eles dependam de grandes equipamentos.

                    Foto: Image-Source / Envato

                    O Wild Dolphin Project, por sua vez, planeja, ainda em 2025, usar um Google Pixel 9 (celular do Google) já com o DolphinGemma para criar sons artificiais de golfinhos, de modo a emiti-los em tempo real e analisar se os animais vão ter a reação de responder, como se estivessem interagindo com outro da espécie.


                    A ideia é que a nova IA do Google abra portas para uma compreensão real da comunicação entre golfinhos, de modo a ajudar na conservação das espécies, entendendo melhor suas necessidades e interações. Tudo isso além de, claro, ser um passo inicial para interações mais diretas entre humanos e animais por meio de IA.

                     

                    ​Apesar do DolphinGemma já ter sido anunciado oficialmente pelo Google DeepMind, ele ainda não está disponível ao público. A previsão é que o modelo seja lançado como open source (código aberto) entre junho e agosto de 2025, permitindo que pesquisadores e desenvolvedores interessados possam acessar e utilizar a IA em seus próprios estudos sobre comunicação animal. ​

                     

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                      Reformado: após 10 anos, Benjamim Guimarães volta a navegar pelo São Francisco

                      Símbolo do Velho Chico, embarcação centenária a vapor se prepara para retomar travessia entre Pirapora e Juazeiro

                      Por: Nicole Leslie -

                      Nunca é tarde para recomeçar — especialmente quando se carrega mais de um século de história. Após uma década afastado das águas, o tradicional vapor Benjamim Guimarães prepara seu retorno ao Rio São Francisco. A previsão é que o barco volte a cortar o “Velho Chico” no próximo dia 28, retomando as travessias entre Pirapora, em Minas Gerais, e Juazeiro, na Bahia.

                      A restauração foi assumida pela Eletrobras e, segundo a Prefeitura de Pirapora, demandou um investimento total de R$ 5,8 milhões. O projeto, inicialmente previsto para ser custeado pelo município, foi repassado à estatal após acordo com o Ministério de Minas e Energia.

                      Tradicional vapor Benjamim Guimarães deve voltar a navegar no Velho Chico no próximo dia 28
                      Tradicional vapor Benjamim Guimarães deve voltar a navegar no Velho Chico no próximo dia 28. Foto: Iepha-MG / Reprodução

                      Construído em 1913 pelo estaleiro norte-americano James Rees & Sons, o Benjamim Guimarães estreou suas viagens no Rio Amazonas antes de ser transferido, em 1920, para o São Francisco, onde transportava passageiros e cargas entre Pirapora e Juazeiro.


                      Tombado desde 1985 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), o vapor carrega dimensões respeitáveis: são 43,85 metros de comprimento por 7,96 de largura. Movido a lenha, a embarcação abriga uma máquina a vapor de 60 CV de potência, que impulsiona o barco a velocidades de até 6,5 nós, que correspondem a cerca de 12 km/h.

                      Visão frontal do barco a vapor (à esq.) e mastro (à dir.)
                      Visão frontal do barco a vapor (à esq.) e mastro (à dir.). Foto: Iepha-MG / Reprodução

                      Com capacidade para receber até 140 passageiros e armazenar 28 toneladas de combustível, o Benjamim Guimarães volta a navegar como um verdadeiro sobrevivente do tempo. Durante a Segunda Guerra Mundial, a embarcação transportou tropas do Exército Brasileiro responsáveis pelo patrulhamento da costa do Nordeste.

                       

                      Agora restaurado, o barco está pronto para reescrever novas histórias em sua longa travessia pelo Velho Chico.

                      Foto: Ronan Rocha / Marinha do Brasil / Divulgação

                       

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                        Turismo náutico: a urgência de integrar o setor nos instrumentos de planejamento público

                        Bianca Colepicolo defende o potencial do turismo das águas e sua integração com as linhas de ações institucionais

                        20/04/2025

                        O Brasil é um país de águas. São mais de 8 mil quilômetros de costa e uma imensidão de rios, lagos e represas navegáveis que se espalham por todo o território nacional.

                        No entanto, o turismo náutico — essa potente engrenagem de desenvolvimento sustentável, lazer qualificado e geração de empregos — ainda é frequentemente esquecido nos instrumentos que definem o futuro das cidades e regiões: os Planos Plurianuais (PPA), os Planos Diretores e os Planos Municipais de Turismo.

                        Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Foto: petero31/ Envato

                        Essa ausência estratégica compromete o avanço do setor e impede que o Brasil aproveite plenamente seu potencial náutico. É hora de mudar isso.

                        Planejamento é prioridade

                        O PPA estabelece as metas e prioridades da administração pública para um ciclo de quatro anos. Quando o turismo náutico não está previsto como uma política ou linha de ação, torna-se praticamente impossível captar recursos públicos, firmar parcerias ou executar projetos estruturantes. Sem estar no PPA, o turismo náutico não existe institucionalmente.

                        Foto: micens/ Envato

                        Já o Plano Diretor orienta o uso e a ocupação do solo urbano. A inclusão da náutica nesse plano é essencial para garantir áreas destinadas à construção de marinas, píeres públicos, rampas de acesso, clubes náuticos e trilhas aquáticas.

                         

                        Sem previsão legal, esses empreendimentos enfrentam insegurança jurídica, demora em licenciamentos e até resistência social. Planejar a infraestrutura é cuidar do ordenamento territorial, da segurança da navegação e da conservação ambiental.

                        Nos Planos Municipais de Turismo, a náutica deve aparecer não apenas como um atrativo eventual, mas como eixo estruturante para a criação de roteiros integrados, capacitação de mão de obra, promoção do destino e fortalecimento de uma cadeia produtiva que inclui desde embarcações e combustíveis até hospedagem, gastronomia e experiências culturais.

                        Infraestrutura e marketing: dois pilares do sucesso

                        Nenhum destino náutico se consolida sem infraestrutura mínima. Píeres seguros, sinalização náutica, áreas de apoio para barcos e serviços para turistas são fundamentais.

                        Bahia Marina, palco do Salvador Boat Show 2024. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

                        Mas a infraestrutura precisa vir acompanhada de uma estratégia de marketing territorial bem desenhada: quem é o turista náutico ideal para o seu território? Como atraí-lo? Que experiências únicas você oferece?

                         

                        A resposta para essas perguntas precisa estar conectada a um plano, com metas, cronograma e investimento. E isso só acontece quando o turismo náutico é levado a sério nas esferas de planejamento público.

                        Oportunidade de desenvolvimento sustentável

                        Investir no turismo náutico é apostar em um desenvolvimento sustentável público que valoriza a identidade local, fomenta a economia azul e amplia a consciência sobre o uso responsável das águas.

                        Foto: joaquincorbalan/ Envato

                        Quando o poder público assume essa pauta, cria oportunidades para pequenos empreendedores, promove inclusão e oferece novas experiências para moradores e visitantes por meio do turismo náutico.

                         

                        É hora de colocar o setor náutico no centro do planejamento. Integrá-lo ao PPA, ao Plano Diretor e ao Plano de Turismo não é apenas uma boa prática — é uma necessidade para quem enxerga o futuro com olhos de navegante: atentos às marés, mas com rumo claro e decidido.

                         

                        Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

                         

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                          Proprietário surpreendeu estaleiro com o pedido durante a construção do gigante, agora ainda mais personalizado

                          Por: Nicole Leslie -
                          19/04/2025

                          Um megaiate de 66 metros não foi suficiente para satisfazer os desejos de um proprietário exigente. Em pleno andamento da construção, o dono do JAS, barco da Admiral Yacht — parte do The Italian Sea Group —, decidiu que o projeto precisava de algo a mais: um novo convés.

                          O pedido aconteceu durante a construção da embarcação e teria tudo para abalar estruturas. No entanto, o desafio foi aceito pelo estaleiro italiano, que incorporou o novo convés ao topo do megaiate, agora apelidado de “deck de observação”.

                           

                          A mudança não apenas alterou as proporções do JAS, como o aproximou visualmente do seu “irmão” Life Saga II, também da Admiral Yacht, entregue em 2019. Este último, porém, com proporções ligeiramente diferentes.

                          Personalização a todo vapor

                          A adição do deck não foi o único capricho do proprietário. Outra exigência foi incluir uma segunda cabine principal — algo menos incomum — , que fez com que o JAS passasse a oferecer oito cabines no total. O design interior foi pensado pelo estúdio de Mark Berryman, que criou uma atmosfera elegante ao integrar o charme rústico com requintes contemporâneos.

                          Cabine principal do JAS, de Admiral, apresenta amplitude e luxo
                          Cabine principal do JAS apresenta amplitude e luxo. Foto: Giuliano Sargentini / The Italian Sea Group / Reprodução

                          A conexão entre áreas internas e externas foi outro ponto alto do projeto. Com grandes painéis de vidro, o salão principal se estende para o espaço de entretenimento ao ar livre, criando um fluxo natural que se repete no deck superior, onde uma área de jantar circular pode ser fechada ou integrada ao ambiente externo, a dependendo da ocasião.


                          Para Giovanni Costantino, CEO do The Italian Sea Group, a ousadia do cliente não foi problema. Ele diz que quando clientes os escolhem, não é apenas pela capacidade técnica, mas pela extrema flexibilidade que a empresa tem em aceitar diferentes desafios que resultam em iates super exclusivos.

                          Admiral JAS: estilo imponente com assinatura italiana

                          O JAS foi apresentado oficialmente ao mercado durante o Monaco Yacht Show de 2024, chamando atenção pelo equilíbrio entre imponência e elegância. Originalmente, o barco contava com cinco conveses.

                           

                           

                          Segundo o estaleiro, o JAS representa a síntese da abordagem customizada da Admiral, reforçando a capacidade de adaptar projetos em tempo real e atender aos desejos mais inusitados de seus clientes. O iate é registrado sob a bandeira das Ilhas Cayman.

                           

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                            Ponte móvel sai do lugar para barcos passarem na Grécia; assista

                            Solução liga Ilha Lefkada ao continente grego sem impedir o trânsito nas águas

                            Por: Nicole Leslie -
                            18/04/2025

                            Os gregos seguiram bem o próprio ditado que diz que “a necessidade é a mãe da invenção” quando fizeram uma ponte móvel para ligar a Ilha Lefkada ao continente. O principal objetivo é permitir trânsitos terrestres e aquáticos em harmonia, sem que um impeça o outro.

                            A solução de mobilidade foi possível graças à parte central da via, que é flutuante e funciona como uma balsa. Dessa forma, ela se move para abrir caminho ao tráfego aquático e retorna para a posição de ponte, que cruza o canal, permitindo o trânsito terrestre. Assista:

                             

                             

                            Há semáforos para tráfego em terra e também sobre as águas. Para que os barcos cruzem o canal, a ponte levanta as plataformas — parecidas com rampas — das duas extremidades e é manobrada em 90°, para que o fluxo siga nas águas. Depois, ela volta para a posição de ponte e abaixa as “asas”, para que o trânsito terrestre retome.


                            Conhecida como Santa Maura, a ponte móvel na Ilha Lefkada não tem custo para carros e funciona desde 1986. Antes dela, o acesso à ilha na costa Oeste da Grécia era possível por voos, embarcações, pelo túnel submarino ou pela ponte Rio-Antirio.

                            Praia de Porto Katsiki na Ilha Lefkada, na Grécia
                            Foto: Igor_Tichonow / Envato

                            Segundo o Governo da Ilha de Lefkada, ainda não há pontes que permitam o acesso terrestre às ilhas vizinhas. No entanto, há rotas diárias de ferry-boat para Meganisi, Kefalonia e Ithaca, além de pequenos barcos turísticos que fazem excursões para ilhas e praias vizinhas.

                             

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                              Idoso é condenado por importar e vender dentes e ossos de baleia nos EUA

                              Segundo a Justiça, homem recebeu ao menos 30 remessas de membros e faturou o equivalente a mais de R$ 100 mil em vendas

                              Por: Nicole Leslie -

                              Um homem de 69 anos foi condenado após admitir, em julgamento, ter importado e vendido ilegalmente partes de baleia cachalote (Physeter macrocephalus) nos Estados Unidos. De acordo com o Departamento de Justiça da cidade de Charleston, onde o réu foi julgado na última quinta-feira (10), o juiz aceitou a confissão de culpa, mas a pena ainda será definida.

                              O idoso foi condenado por dois crimes: o de importar e o de vender animais ilegalmente. Nos EUA, a Lei Lacey é a lei de proteção à vida selvagem que torna crime a venda de qualquer animal importado ilegalmente. Já a Lei de Proteção aos Mamíferos Marinhos (MMPA) proíbe a importação desses animais, salvo raras exceções.

                              Esqueleto de baleia cachalote
                              Esqueleto de baleia cachalote. Foto: Jorge Íñiguez Yarza / Flickr

                              Segundo a justiça, o homem recebeu ao menos 30 remessas de membros da espécie — considerada o maior predador com dentes do mundo — vindas da Austrália, Letônia, Noruega e Ucrânia. Informaram, ainda, que o então suspeito instruía os fornecedores a rotularem os pacotes como itens de plástico, para que não fossem apreendidos pela Alfândega. O idoso importou peças por três anos, tendo recebido pacotes entre setembro de 2021 e setembro de 2024.

                               

                              As vendas aconteceram de julho de 2022 a setembro de 2024 através de uma plataforma de comércio online. Com elas, o homem faturou US$ 18 mil na venda de 85 itens, o equivalente a pouco mais de R$ 106 mil (na conversão de abril de 2025). De acordo com as autoridades, na casa dele foram apreendidas mais partes de cachalotes, avaliadas em US$ 20 mil (mais de R$ 117 mil).


                              Com a confissão, o então suspeito terá que responder por dois crimes e duas penas. Pela Lei Lacey ele enfrenta uma pena máxima de cinco anos de prisão e uma multa de US$ 250 mil (cerca de R$ 1,4 milhão), enquanto que pela violação da MMPA ele encara uma pena máxima de um ano de prisão.

                              “Negócio global multibilionário”

                              Segundo o procurador-geral interino do Distrito da Carolina do Sul, Brook Andrews, o tráfico ilegal de animais selvagens é “um negócio global multibilionário que coloca em risco animais protegidos e alimenta o crime organizado”.

                               

                              A autoridade explica que esse tipo de negócio ilegal faz com que espécies vulneráveis sejam mortas apenas pela finalidade de serem vendidas em partes. Por isso, há um reforço para que as leis envolvidas nesse caso sejam cada vez mais aplicadas nos EUA.

                               

                              O caso fez parte da Operação Raw Deal, que reprime o comércio ilegal de partes de baleia. A investigação se deu pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos e pelo Escritório de Aplicação da Lei da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional.

                              Sobre a baleia cachalote

                              A baleia cachalote, espécie importada e vendida em pedaços pelo idoso agora condenado nos EUA, é a maior baleia com dentes no mundo, considerada ainda o maior predador com dentes que existe no planeta. Apesar disso, está ameaçada de extinção e uma das causas pode ser o comércio ilegal que busca por animais exóticos.

                              Foto: westend61 / Envato

                              A espécie pode pesar até 45 toneladas, apesar do tamanho médio ser 16 metros de comprimento. Diferente da maioria das baleias, a cachalote consegue mergulhar por mais de uma hora, enquanto as outras passam, em média, 30 minutos debaixo d’água.

                               

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                                Criaturas marinhas de coloração azul se acumularam aos milhares em praias californianas

                                Por: Nicole Leslie -
                                17/04/2025

                                Nas últimas semanas, milhares de criaturas marinhas de aparência inusitada começaram a aparecer em grande quantidade nas praias da Califórnia, nos Estados Unidos. Conhecidos como velejadores-do-vento, os animais de nome científico Velella velella chamam atenção pela coloração azul vibrante e textura gelatinosa. O fenômeno começou a ser registrado no último dia 30 e tem ganhado a atenção de internautas.

                                Esses organismos, apesar de aparentes semelhanças com águas-vivas, pertencem a um grupo mais próximo das caravelas-portuguesas (Physalia physalis). Podem medir até 10 cm e, na verdade, cada um não é um animal, mas uma colônia composta por centenas de pequenos organismos que executam funções específicas.

                                 

                                Pelas imagens é possível observar uma estrutura em formato de vela em “S” que fica na superfície da água. Ela é usada para que os animais se desloquem com mais facilidade, já que dependem totalmente do vento para se locomoverem. Os tentáculos ficam submersos e servem para capturar pequenas presas.

                                O aparecimento de criaturas Velella Velella no Hemisfério Norte costuma acontecer entre a primavera e o início do verão
                                Foto: Sylke Rohrlach / Creative Commons / Reprodução

                                Como a forma de locomoção depende totalmente dos ventos e correntes marítimas, esses velejadores podem ser facilmente levados até praias a partir de mudanças climáticas, o que resulta em grandes aglomerações dessa criatura nas faixas de areia — como tem ocorrido na Califórnia.

                                Aparecimento de criaturas Velella velella não são incomuns

                                Esse fenômeno costuma coincidir com o início da temporada de ressurgência, período marcado por alterações nas correntes e ventos. A chegada dos velejadores-do-vento, inclusive, é vista por especialistas como indicativo de que essas mudanças climáticas estão acontecendo.


                                O aparecimento dessas criaturas no Hemisfério Norte costuma acontecer entre a primavera e o início do verão. Como não possuem capacidade de movimento próprio, elas ficam nas praias até que a maré as devolva para alto mar ou, eventualmente, elas morram.

                                 

                                Mas atenção: apesar da beleza, é importante ter cuidado ao se aproximar desse tipo de animal. Embora a picada seja razoavelmente leve, pode causar irritações, especialmente na região dos olhos ou em peles sensíveis.

                                 

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                                  Cientistas “perfuraram” a cavidade que traz registros de eventos climáticos extremos dos últimos 5,7 mil anos

                                  Ainda não é possível prever o futuro com exatidão, mas a ciência, aliada aos recursos da natureza, é capaz de especular o que a humanidade pode enfrentar nos próximos anos. Foi assim que, ao “perfurar” o Grande Buraco Azul (Great Blue Hole), na costa de Belize, no Caribe, pesquisadores descobriram que tempestades violentas podem atingir a região nos próximos anos.

                                  Com 300 metros de diâmetro, o Grande Buraco Azul surgiu antes da última era glacial, resultado do teto de uma caverna que desmoronou e foi inundada pela elevação do nível do mar.

                                   

                                  Por lá, sedimentos vem se acumulando há pelo menos 20 mil anos. No “olho do furacão”, esse acúmulo em camadas funciona como um registro natural de eventos climáticos extremos dos últimos 5,7 mil anos.

                                  Foto: LovingOop / Wikimedia Commons / Reprodução

                                  Devido às condições ambientais únicas […] sedimentos marinhos finos puderam se depositar em grande parte sem perturbações no Grande Buraco Azul– contou Dominik Schmitt, primeiro autor do artigo, em comunicado

                                  Foram justamente essas informações que revelaram, em um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Frankfurt, na Alemanha, uma tendência de aumento na frequência de fenômenos naturais extremos na região, influenciados, em grande parte, pelo deslocamento da Zona de Convergência Intertropical — uma região essencial para a formação de tempestades.


                                  Nossos resultados sugerem que cerca de 45 tempestades tropicais e furacões podem passar por esta região somente em nosso século– alertou Schmitt

                                  Vale destacar que a temporada de tempestades na região em 2024 registrou 18 tempestades, das quais 11 evoluíram para furacões, incluindo cinco de grande intensidade. O número de tormentas tropicais foi 130% superior à média histórica do período, com destaque para o furacão Beryl, que atingiu a região do Caribe no final de junho sob categoria 5 — o furacão mais intenso na área desde 1875.

                                   

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                                    Cientistas encontram lixo marinho no local mais profundo do mar Mediterrâneo

                                    Resíduos de interferência humana alcançam até mesmo áreas quase inacessíveis, a 5 mil metros de profundidade

                                    Pouco se sabe sobre as profundezas do oceano, mas o conhecimento, mesmo que escasso, já é muito preocupante. No Calypso Deep, por exemplo, região mais profunda do mar Mediterrâneo, foram encontrados 167 objetos no leito marinho, sendo 148 deles considerados lixo — majoritariamente plástico, vidro, metal e papel.

                                    O acúmulo de lixo foi encontrado a uma profundidade de 5 mil metros, em grande parte, vindo de resíduos humanos. De acordo com a pesquisa, feita por pesquisadores da Universidade de Barcelona e publicada na Marine Pollution Bulletin, 88% do material identificado é plástico — sem contar as mais altas taxas de entulho já registradas no fundo do mar.

                                    Imagem de satélite do mar Mediterrâneo. Foto: Wikimedia Commons/ Domínio Público/ NASA/ Reprodução

                                    E, sim, a culpa é toda nossa: segundo o estudo, não foram encontradas interações entre o lixo e as raras formas de vida identificadas até agora no fundo do Mar Jônico — um braço do Mediterrâneo, ao sul do Adriático.

                                    Encontramos indícios claros de descarte intencional de sacos de lixo por embarcações, como mostra o acúmulo de resíduos– Miguel Canals, diretor da Economia Azul Sustentável da universidade

                                    Com ajuda do submersível tripulado Limiting Factor, foi possível registrar imagens em alta profundidade, incluindo de áreas remotas e quase que inacessíveis. Além da pesca e navegação, o lixo marinho que assola o Mediterrâneo vem principalmente da terra, por meio de rios e esgoto.

                                    Cada vez mais sujo

                                    Como se não bastasse a influencia humana nos lixos, há ainda outros elementos da natureza que “colaboram” com a poluição no fundo do Mediterrâneo. As correntes oceânicas, por exemplo, transportam os resíduos, que podem afundar devido à degradação e ao acúmulo de organismos.

                                    Imagem ilustrativa. Foto: xlswellcom/ Envato

                                    Há ainda as bacias de águas profundas, que atuam como depósitos de “tralha”, que prejudicam ecossistemas sensíveis. Não à toa, o lixo marinho está espalhado nas profundezas do Mediterrâneo de maneira relativamente uniforme, segundo a pesquisa.

                                     

                                    Por lá, a concentração de lixo é de 26.715 itens por quilômetro quadrado. De acordo com os cientistas que participaram do estudo, esse é um dos valores mais altos já registrados em águas profundas.

                                    Infelizmente, não seria exagero dizer que não há mais nenhum ponto limpo no Mediterrâneo– Miguel Canals

                                    Estima-se que exista mais plásticos no fundo do oceano do que na superfície. Até porque, a maioria dos estudos se concentram nas regiões costeiras, com poucas pesquisa em águas ultra profundas. Porém, os dados disponíveis já mostram números preocupantes.

                                    Pôr do sol no mar Mediterrâneo, Beirute, Líbano. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                    A pesquisa ainda ressalta que, com a falta de padronização nas metodologias de estudo, a comparação global da poluição em águas profundas é dificultada. Exemplo disso seria o fato de nenhum lixo ter sido relatado nas profundezas da Antártica, provavelmente por conta da falta de exploração — que é difícil e cara.

                                    Problema bem maior

                                    Além do mar Mediterrâneo, outras regiões mediterrâneas são afetadas pela poluição. Os resíduos encontrados no Estreito de Messina, entre a Itália e a Sicília, colocou a área como a de maior densidade de lixo marinho do planeta.

                                    Imagem ilustrativa. Foto: Ancapital/ Envato

                                    Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 11 milhões de toneladas de plástico entram nos oceanos todos os anos — quantidade essa que pode triplicar até 2040. Por isso, o monitoramento e a avaliação devem incluir as áreas de águas profundas — e não só analisar, como limpar essas regiões.

                                    Precisamos de políticas globais mais rígidas para reduzir a geração de lixo e limitar o descarte no ambiente marinho -Miguel Canals

                                    Logo, seria necessário mudanças práticas de consumo, incentivo à economia circular e educação ambiental. Como concluiu Canals, a conservação das profundezas oceânicas é uma luta desconhecida “para grande parte da sociedade”, e essa visão “precisa mudar”.

                                     

                                    “Nossas descobertas fornecem um forte argumento a favor da implementação urgente, em escala global, de ações políticas para reduzir o lixo oceânico, facilitando assim a conservação de habitats marinhos únicos, incluindo os mais profundos da Terra”, disse o estudo.

                                     

                                    Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                     

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                                      As montanhas submarinas da Cadeia Vitória-Trindade (CVT) são ricas de uma biodiversidade ainda pouco conhecida. Por isso, uma expedição pretende explorá-las no segundo semestre de 2025, no que será a primeira atividade deste perfil no mar profundo do litoral brasileiro — com direito a um Veículo Operado Remotamente (ROV) e um submarino robótico.

                                      Esse alinhamento de relevos submarinos tem origem vulcânica e se estende por 1,2 mil quilômetros no oceano de Vitória, no Espírito Santo, até a ilha de Trindade — um bem federal administrado pela Marinha do Brasil desde 1957. As montanhas submarinas chegam a 3 mil metros de profundidade, com topos de montes a cerca de 40 metros abaixo do nível do mar, que se estendem por 700 km da costa brasileira.

                                      Arquipélago de Trindade e Martim Vaz. Foto: Edson Faria Júnior / Wikimedia Commons / Reprodução

                                      Objetivos da expedição

                                      De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos, até o momento a ciência mapeou somente 20% do fundo do mar. Desse modo, ao explorar regiões como as montanhas submarinas CVT, os pesquisadores podem encontrar materiais e bioprodutos ainda desconhecidos, que podem servir para aplicação na medicina ou na agricultura, por exemplo.

                                       

                                      Segen Estefen, diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), responsável pela expedição, comentou à Galileu que “por serem um espaço ainda inexplorado, [os oceanos] também são onde as espécies se adaptaram ao longo de milhões de anos.”

                                      Você pode encontrar nesses organismos biomoléculas ou compostos que poderão resolver problemas da humanidade– afirmou ao veículo

                                      Para se ter uma ideia, é justamente na Cadeia Vitória-Trindade que está o Monte Davis, local onde pesquisadores descobriram um ambiente marinho diverso, habitado por espécies de corais, batizado de Colinas Coralinas em 2022.


                                      Como pesquisadores vão explorar o mar profundo do litoral brasileiro?

                                      Para chegar ao fundo do mar, a expedição vai contar com o apoio de um Veículo Operado Remotamente (ROV, na sigla em inglês para Remotely Operated Vehicle) e um submarino robótico não-tripulado, controlado a partir de um navio de pesquisa, que poderá filmar e colher amostras do ambiente.

                                      Arquipélago de Trindade e Martim Vaz. Foto: Marinha do Brasil / Wikimedia Commons / Reprodução

                                      Segundo Estefen, “os navios que vão operar durante essas expedições devem possuir laboratórios para análise das amostras — tanto de fauna, quanto de flora e da biodiversidade em geral”, uma vez que expedições em mar profundo “exigem logística sofisticada”.

                                       

                                      Além de revelar matérias úteis para a vida humana, expedições como essa, quando realizadas periodicamente, podem mostrar a evolução da biodiversidade ao longo do tempo, assim como os efeitos das mudanças climáticas. Por isso, outra região litorânea de interesse para expedições desse tipo é a Elevação do Rio Grande (ERG), onde estudos já indicaram a existência de depósitos de minerais nobres, como a platina, além de cobalto, níquel, manganês, entre outros.

                                       

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                                        Nasce fêmea e vira macho: cientistas podem ter descoberto como enguia muda de sexo

                                        Novo estudo aponta que fatores ambientais como temperatura, luz e pH influenciam na reversão sexual desse animal

                                        Vivendo nas águas, existe um animal que nasce fêmea e se torna macho: a enguia-dos-pântanos-asiática (Monopetrus albus), único peixe hermafrodita protogínico de água doce. Em outras palavras, o animal muda do sexo feminino para o masculino ao longo da vida. O mecanismo por trás dessa reversão sexual era um mistério — mas agora a ciência pode ter descoberto mais detalhes.

                                        Um novo estudo publicado por pesquisadores chineses na Water Biology and Security relatou um mecanismo de mudança sexual, que seria induzido por alterações na temperatura da espécie.

                                        Enguia-dos-pântanos-asiática. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                        Anteriormente, as pesquisas apontavam que a inversão dessas enguias acontecia devido às alterações nos níveis de hormônios sexuais e na expressão dos genes de determinação do sexo. Agora, entretanto, cientistas descobriram que o processo de reversão envolve fatores genéticos e também condições externas.

                                         

                                        Yuhua Sun, um dos autores do estudo, disse em comunicado que a pesquisa revela “que a temperatura quente induz a expressão de genes de determinação do sexo masculino em tecidos ovarianos”. Sun, ainda, conta que a “regulação positiva de genes masculinos induzida pela temperatura depende da Trpv4”.

                                        Descrita por Sun como “uma proteína de canal catiônico que controla o fluxo de cálcio em uma célula”, a Trpv4 faz parte de um grupo de canais iônicos chamados “receptores transitórios potenciais”. Eles, portanto, têm a função de permitir ou bloquear a entrada de cálcio nas células, a depender da temperatura.

                                         

                                        Além do calor, a nova pesquisa aponta que outros fatores ambientais também podem influenciar diretamente o início da reversão de sexo da enguia, como a luz e o pH (medida que indica quão ácida ou básica uma solução é).

                                        Tudo é um processo

                                        O DNA da enguia-dos-pântanos-asiática está metilado (ou seja, modificado quimicamente). Logo, a forma como essa metilação ocorre através da ativação ou desativação dos genes é o que determina o sexo durante o processo de reversão, que é dinâmico e influenciado por fatores ambientais.

                                         

                                        De maneira geral, acredita-se que a interação gene-ambiente impulsiona a reversão de sexo dessa enguia. Para Sun, o que acontece é que o estímulo ambiental desencadeia na mudança do estado epigenético do genoma animal — isso é, que mudanças químicas influenciam como os genes se comportam.

                                        Embora isso seja interessante e razoável, é amplamente descritivo e carece de suporte experimental– Yuhua Sun

                                        Sun ressalta que, apesar da explicação fazer sentido, a ciência ainda carece de provas experimentais e sólidas, pois essa teoria partiu de observações. Ainda não se sabe, por exemplo, qual fator ambiental é o mais importante para a reversão do sexo, nem como os sinais ambientais são transformados em mensagens biológicas para a determinação sexual.

                                        Enguia-dos-pântanos-asiática. Foto: Wikimedia Commons/ Domínio Público/ Reprodução

                                        Além disso, a identificação e caracterização da Trpv4 são importantes, pois preenchem a lacuna entre a temperatura e as cascatas de determinação do sexo.

                                        Isso torna o potencial de reprodução desse peixe de aquicultura economicamente importante, já que as temperaturas podem ser controladas de forma fácil e conveniente, além de ser uma forma ecologicamente correta– Yuhua Sun

                                         

                                        Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                         

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                                          Após cancelamento, SailGP dá detalhes do calendário de 2026 com etapa no Rio

                                          Além das localidades da próxima temporada, campeonato revelou planos de acrescentar novas equipes à lista

                                          16/04/2025

                                          Com o recente cancelamento da etapa no Rio de Janeiro do SailGP, a expectativa dos amantes brasileiros da vela era de uma nova data para a corrida na Cidade Maravilhosa. Ainda sem detalhes específicos, o campeonato revelou que voltará ao Brasil — embora sem citar que seja neste ano.

                                          Uma prévia das informações da temporada 2026, divulgadas nesta quarta-feira (16) pela organização do evento, informa que o Rio de Janeiro compõe a lista de destinos pela qual o Rolex SailGP Championship deve passar no ano que vem.

                                           

                                          A seleção ainda inclui paradas em Sydney, Bermudas, Halifax, Saint-Tropez e Portsmouth, além da estreia de um novo evento na cidade de Perth, na Austrália, que marcará o início da próxima temporada. A previsão é que o campeonato dure 11 meses, com início em janeiro de 2026.

                                          Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                          A ideia é que os catamarãs foilers de alta tecnologia, que alcançam velocidades superiores às do vento, chegando a 100 km/h, naveguem pelas águas de cinco continentes, da Austrália a Abu Dhabi.

                                          Tivemos um interesse sem precedentes por parte de cidades ao redor do mundo. O SailGP está empolgado em divulgar uma prévia do que os fãs podem esperar em 2026– destacou Sir Russell Coutts, CEO do SailGP

                                          A promessa do evento é proporcionar ao público “competições emocionantes e experiências inesquecíveis” para os fãs em cada uma das etapas. Após as corridas na Austrália, a disputa deve passar pelas Américas do Norte e do Sul, especialmente para uma “parada muito aguardada no Rio de Janeiro”.


                                          Segundo Coutts, “o retorno a cidades-sede”, como Nova York e Saint-Tropez, “é um aspecto fundamental da expansão global contínua do SailGP”. Ele explica que “os acordos de longo prazo com as cidades-sede permitem ao SailGP construir um legado duradouro […] fazendo das etapas eventos centrais no calendário esportivo local”.

                                          Foto: Instagram @mubadalabrasailgp / Reprodução

                                          Na atual temporada, o SailGP recebeu uma frota recorde de 12 equipes internacionais, incluindo duas novas adições à linha de largada: o time brasileiro Mubadala Brazil SailGP Team e o italiano, Red Bull Italy SailGP Team. Para 2026, a expectativa é que outras duas novas equipes entrem para a lista.

                                          Confira as etapas confirmadas do SailGP em 2026

                                          • Perth Sail Grand Prix;
                                          • Sydney Sail Grand Prix;
                                          • Enel Rio Sail Grand Prix;
                                          • Apex Group Bermuda Sail Grand Prix;
                                          • Mubadala New York Sail Grand Prix;
                                          • Canada Sail Grand Prix | Halifax;
                                          • Emirates Great Britain Sail Grand Prix | Portsmouth;
                                          • Rockwool France Sail Grand Prix | Saint Tropez;
                                          • Emirates Dubai Sail Grand Prix, apresentado por P&O Marinas;
                                          • Mubadala Abu Dhabi Sail Grand Prix 2026 — Grande Final da Temporada, apresentado pelo Conselho de Esportes de Abu Dhabi.

                                           

                                          O calendário completo da temporada 2026 do SailGP, com datas e locais, será divulgado em breve.

                                           

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                                            Barcos nazistas podem ter sido encontrados na costa da Argentina

                                            Tese é de pesquisador que há 30 anos investiga fuga de Hitler e outros nazistas ao país por submarinos

                                            O pesquisador argentino Abel Basti é um grande defensor da tese de que, ao final da 2ª Guerra Mundial, uma fuga em massa teria levado oficiais nazistas pelo mar à costa Argentina — incluindo Adolf Hitler. Assim, quando ele soube que barcos de metal haviam sido encontrados abandonados em uma praia da região de Camarones, na província de Chubut, na Patagônia argentina, não pensou duas vezes para ir averiguar.

                                            Espalhados pela costa estavam cinco embarcações semelhantes entre si: casco de metal com quatro metros de comprimento e fundo liso e chato. As características são típicas de barcos feitos para encalhar na areia e desembarcar cargas e pessoas.

                                             

                                            Segundo o pesquisador, as embarcações estão “desfiguradas”, uma vez que foram usadas por anos pelos pescadores da região, antes de serem abandonadas. “Em qualquer país que preze a história, estes botes já estariam em museus”, afirma.

                                            Foto: Abel Basti / Reprodução

                                            Para ter a certeza de que os barcos encontrados foram os mesmos que deram apoio aos nazistas na fuga em massa, Basti coletou fragmentos dos cascos e enviou para laboratórios na Europa, que estão analisando e comparando as ligas metálicas com os materiais utilizados pelos alemães à época.

                                             

                                            Embora os resultados ainda não tenham sido revelados, ele afirma que “esses botes foram barcos de apoio dos submarinos nazistas e eram transportados dentro deles, como comprovam as plantas daquelas naves de guerra que eu tenho em meus arquivos. Tenho certeza que o resultado será positivo”. Vale ressaltar que Basti é autor de 12 livros sobre o assunto.

                                            Teremos a confirmação oficial disso em breve, porque o governo argentino acaba de ‘desclassificar’, ou seja, deixar de tornar secretos, documentos que estavam guardados desde aquela época– garante Basti

                                            Uma nova história?

                                            Se a tese de Basti se confirmar, a história do nazismo como conhecemos deve ganhar novos rumos. Isso porque acredita-se que Hitler teria se suicidado em 30 de abril de 1945, em Berlim. Para o pesquisador, contudo, o ditador morreu 28 anos depois, em 1973, aos 84 anos de idade, de morte natural, em uma localidade do Paraguai.

                                             

                                            Basti afirma ter documentos soviéticos que indicam a participação de até 15 submarinos no comboio da fuga em massa, apesar de o governo argentino reconhecer oficialmente apenas dois, que se renderam em agosto de 1945 em um episódio um tanto quanto mal explicado.


                                            Segundo o pesquisador, esses dois submarinos serviram como distração para encobrir a chegada dos demais, que teriam sido afundados para apagar provas — de acordo com Basti, um deles está localizado próximo ao porto de Quequén.

                                             

                                            Além disso, outros episódios envolvendo submarinos misteriosos ocorreram nas décadas seguintes. Em 1958, um deles, desconhecido, invadiu um exercício militar argentino. Em 1960, outro permaneceu por 17 dias sendo perseguido por forças argentinas, sem jamais ser identificado — situações possivelmente ligadas à Guerra Fria.

                                             

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                                              Não é preciso muita coisa para que a família real vire manchete ao redor do mundo. Nos últimos dias, porém, isso aconteceu por conta de um barco: o veleiro Bloodhound. A embarcação, que pertenceu à Rainha Elizabeth II e ao Príncipe Philip, levou os nomes reais aos noticiários após emitir um pedido de resgate na costa de Norfolk, no Reino Unido, no início de abril.

                                              O veleiro de 19,2 metros, datado de 1936, precisou ser rebocado pela equipe do Caister Lifeboat, a pedido da Guarda Costeira de Humber, após apresentar possíveis danos estruturais.

                                               


                                              Embora o motivo exato para o pedido de resgate não tenha sido revelado, as bombas d’água levadas pela equipe de resgate indicam que o barco apresentou entrada de água no casco. Após o susto, o veleiro foi rebocado em segurança para o Porto de Great Yarmouth.

                                              O veleiro Bloodhound e seu passado majestoso

                                              O “veleiro real” foi construído em 1936 pela Camper & Nicholsons — mesmo estaleiro do Creole, o veleiro de madeira da família Gucci — e comprado em 1962, a pedido do Príncipe Philip, um grande entusiasta da vela.

                                              Foto: dun_deagh / Wikimedia Commons / Reprodução

                                              Aliás, foi a bordo do barco que Philip desenvolveu ainda mais a sua paixão pelo mar. Ao lado do projetista e velejador Uffa Fox, ele chegou até mesmo a participar da Cowes Week, uma das maiores e mais antigas regatas do mundo, em agosto de 1962. O veleiro Bloodhound ainda serviu de escola para outros jovens membros da realeza, como o Príncipe Charles e a Princesa Anne.

                                              Príncipe Philip e tripulação, em junho de 1966. Foto: Magnussen, Friedrich / Wikimedia Commons / Reprodução

                                              Já a Rainha Elizabeth, quem viabilizou a “brincadeira”, pouco aproveitou esse veleiro real. O que se escuta é que ela navegou apenas uma vez, porque ficava mais à vontade, mesmo, era convés do Britannia, outro veleiro da família, adquirido em 1954 — e que permaneceu com ela por 40 anos.


                                              Após muito navegar pelas águas da Escócia, especialmente durante os verões em Balmoral, o veleiro Bloodhound foi vendido, em 1969. Ao longo das décadas, o barco passou por vários donos e chegou a entrar em estado de deterioração.

                                              Foto: Magnussen, Friedrich / Wikimedia Commons / Reprodução

                                              Em 2002, ele foi resgatado e restaurado por um novo proprietário. Atualmente, o Bloodhound está novamente em boas condições e navegando com frequência, inclusive participando de eventos náuticos clássicos. Há quem tenha a sorte de encontrá-lo, de vez em quando, atracado ao lado do Britannia, em Edimburgo.

                                              Foto: Magnussen, Friedrich / Wikimedia Commons / Reprodução

                                               

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                                                Especializada em manutenção de equipamentos, Maqdiesel estará no Rio Boat Show

                                                Marca que opera há 24 anos vai expor um motor Steyr Motors em seu estande, de 26/04 a 04/05, na Marina da Glória

                                                O Rio Boat Show é conhecido como um dos principais palcos da América Latina para ficar por dentro o que há de mais novo no mercado náutico — e isso não inclui apenas barcos. Exemplo disso é a Maqdiesel Mecânica, empresa especializada em manutenção de equipamentos que estará no salão náutico.

                                                De 26 de abril a 4 de maio, a marca será uma das muitas a atracar na Marina da Glória para o evento. Por lá, a representante oficial da Steyr Motors no Brasil e em toda a América do Sul vai mostrar sua atuação em vendas e manutenção de motores e peças de embarcações.

                                                Motor SE 6 cilindros, da Steyer Motors, que a Maqdiesel apresentará no salão. Foto: Maqdiesel / Divulgação

                                                Quem passar pelo estande da Maqdiesel no Rio Boat Show ainda poderá conferir de perto um motor SE 6 cilindros, da Steyer Motors. Vale destacar que a marca também oferece cursos destinados a compreensão básica dos princípios e práticas da mecânica, com foco em máquinas pesadas.


                                                Rio Boat Show 2025

                                                Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

                                                Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

                                                 

                                                Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

                                                Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

                                                 

                                                Anote aí!
                                                RIO BOAT SHOW 2025

                                                Quando: De 26 de abril a 4 de maio
                                                Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
                                                Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
                                                Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
                                                Ingressos: site oficial de vendas

                                                 

                                                Náutica Responde

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                                                  Flagra foi registrado em Peruíbe, na Baixada Santista. Animal raramente ultrapassa os 4 cm e "rouba" veneno de outros seres

                                                  Não é todo dia que um animal exoticamente lindo é encontrado no litoral brasileiro. Na praia de Peruíbe, cidade localizada na Baixada Santista, a bióloga e pesquisadora Gemany Caetano flagrou e fotografou uma rara espécie de lesma do mar, chamada de dragão azul (Glaucus atlanticus).

                                                  Encontrado na faixa de areia da praia, o animal de apenas 1 cm já estava morto no momento do registro. Até porque, trata-se de um molusco pelágico, que vive em mar aberto e costuma aparecer em regiões costeiras por conta de fenômenos climáticos. Logo, ele não tem qualquer adaptação para o ambiente terrestre.

                                                  Dragão azul (Glaucus atlanticus). Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                                  Sendo assim, o dragão azul não consegue retornar ao mar quando é levado até a areia por ondas mais fortes, e acaba morrendo. Inclusive, esse fator é um dos motivos para sua aparição ser tão rara, principalmente em praias brasileiras — seu habitat natural são as águas temperadas e tropicais de todos os oceanos.

                                                  Quando ele encalha na areia, sofre a ação direta dos raios solares e ventos que contribuem com o processo de perda de água, o que causa a desidratação do animal– explicou Gemany Caetano

                                                  A bióloga, orientada pelo Prof. Dr. Luiz Ricardo Lopez de Simone, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), complementa dizendo que o animal aparece nas praias quando o vento e as correntes marinhas estão direcionadas para a costa.

                                                  Dragões “ladrões” de veneno

                                                  Por mais que a alcunha possa assustar, os dragões azuis não tem o tamanho que o nome sugere. Eles raramente ultrapassam os 4 centímetros e pertencem à ordem Nudibranchia, com características e comportamentos únicos — como, por exemplo, viver com a barriga para cima.

                                                  Dragão azul (Glaucus atlanticus). Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução

                                                  Sua coloração azulada intensa corresponde à região ventral do corpo. Além disso, a espécie armazena oxigênio no estômago, recurso esse que permite que ele flutue na superfície do mar. Quando essa lesma ocasionalmente flutua em grupo, ela forma, ao lado dos outros, um fenômeno chamado de “frota azul”.

                                                  Ele é um alienígena, morfologicamente falando– brincou Gemany Caetano

                                                  Os detalhes fofos acabam por aí, pois o dragão azul contém células urticantes altamente venenosas, usadas tanto para caça quanto autodefesa, e se alimentam de animais venenosos, como a caravela-portuguesa. Tantas células venenosas fazem com que o macho e a fêmea tomem cuidado na hora do acasalamento.

                                                   

                                                  Entretanto, o mais curioso neste processo é que os dragões-azuis não criam o próprio veneno, mas sim roubam de outros seres. Como se alimentam de cnidários venenosos, eles armazenam as células urticantes dessas presas e “guardam” em seus tentáculos numa dosagem mais concentrada.

                                                  Logo, eles podem tornar sua picada mais potente que a da presa original. Não à toa, os moluscos do grupo dos nudibrânquios, ao qual eles pertencem, são estudados por seu potencial na pesquisa de novos fármacos e em estudos neurológicos.

                                                   

                                                  Gemany Caetano, responsável pelo flagra do dragão azul, conduz um estudo sobre esse grupo de moluscos na USP. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o papel desses organismos no oceano, mas os resultados ainda não foram divulgados.

                                                  Tamanho não é documento

                                                  Mesmo pequeninos, os dragões azuis possuem uma ferrada violenta, que podem paralisar vítimas 300 vezes maiores que o seu tamanho. Porém, esse animal tem uma expectativa de vida curta, com cerca de um ano e, mesmo morto, um encontro com essa lesma pode resultar em picadas.

                                                  Dragão azul registrado em Peruíbe. Foto: Gemany Caetano

                                                  O fato do animal ser minúsculo em medida e difícil de ser avistado faz com que ele seja pouco conhecido, mesmo que exista há pelo menos 2 milhões de anos. Para a bióloga, o dragão azul desempenha um papel importante na manutenção e equilíbrio do meio ambiente, como tantas outras espécies.

                                                  Deve ser preservado para que as futuras gerações tenham a oportunidade de conhecer e de se encantar com esses animais– Gemany Caetano

                                                   

                                                  Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                   

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                                                    Por: Nicole Leslie -
                                                    15/04/2025

                                                    A Crescent Seas anunciou na última terça-feira (8) seu mais novo projeto: The Ocean, um navio de cruzeiro ultraluxuoso com estreia marcada para 2032. A embarcação promete oferecer uma experiência incomparável, com foco em estadias prolongadas em destinos desejados e serviços de altíssimo padrão.

                                                    Embora os detalhes do interior ainda não tenham sido divulgados, a empresa garante que cada aspecto do navio está sendo cuidadosamente planejado para proporcionar uma vivência sofisticada, atemporal e profundamente imersiva. Assim como nas demais embarcações da marca, os passageiros poderão desfrutar de cultura, tranquilidade e luxo de classe mundial em cada viagem.

                                                    Foto: Crescent Seas / Divulgação

                                                    Projetado para elevar todos os elementos da experiência em alto-mar, The Ocean contará com acomodações premium, atendimento personalizado e roteiros que priorizam a permanência em locais selecionados. A proposta é oferecer mais do que um simples cruzeiro: uma jornada onde conforto e estilo de vida se encontram.


                                                    Referência em cruzeiros de alto padrão, a Crescent Seas vem se destacando por sua abordagem inovadora no setor. À frente da empresa, o CEO e fundador Russell Galbut tem como missão transformar navios em verdadeiras residências flutuantes — ambientes onde lazer, sofisticação e aventura coexistem harmoniosamente.

                                                     

                                                    A chegada do The Ocean não apenas empolga os futuros viajantes, mas também reforça o compromisso da Crescent Seas quando se trata de excelência e inovação. Com o suporte da GFO Investments, a empresa consolida sua visão ao unir expertise imobiliária com um refinado design náutico.

                                                     

                                                    Náutica Responde

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                                                      Desfrutar de uma embarcação deslumbrante, como o premiado Lagoon 42, só curtindo a navegação, sem preocupações burocráticas e com tudo pronto para embarcar. Isso é possível no programa Fractional Ownership BYC, da Brasil Yacht Charter (BYC), que oferece a compra dos catamarãs da francesa Lagoon de forma compartilhada, através do Grupo Sailing — que há mais de 25 anos representa a marca no Brasil.

                                                      Referência em charter no Brasil, com mais de 20 anos de mercado, a BYC leva aos proprietários o conforto de encontrar o barco prontinho para uso, sem maiores preocupações — é entrar e navegar.

                                                       

                                                      Entre os benefícios do programa está, por exemplo, o enxoval completo e personalizado, inclusive com os itens pessoais de cada cotista, se ele assim preferir. Para isso, o Fractional Ownership disponibiliza boxes dispostos na marina para o armazenamento do enxoval particular.

                                                      Foto: Lagoon / Divulgação

                                                      Assim, ao embarcar, o cotista vivencia uma experiência única, com requintes do conforto de seu próprio lar. Ao desembarcar, os itens serão cuidadosamente guardados em seu box. O atendimento de concierge fica responsável por preparar tudo antes do barco zarpar e, na volta, limpar e armazenar seus itens.

                                                       

                                                      O Lagoon 42, que possui bons atrativos tanto ancorado quanto navegando, é um dos modelos da marca francesa disponíveis no Fractional Ownership BYC.

                                                       

                                                      Na modalidade, apenas três proprietários dividem o uso embarcação. Assim, cada dono pode aproveitá-la durante 17 semanas ao ano — o que dá mais de uma semana por mês.

                                                      Conheça o premiado catamarã Lagoon 42

                                                      Com 13,22 metros de comprimento e 7,68 metros de largura, o Lagoon 42 garante espaços generosos para a diversão em família e amigos. São quatro suítes disponíveis, que comportam de seis a 12 pessoas com conforto — além de mais duas cabines de proa, para o staff.

                                                      Foto: Nico Ferri / Lagoon / Divulgação

                                                      Com a navegação tranquila que só um catamarã pode proporcionar, a embarcação ainda dispõe de atributos que garantem passeios equilibrados entre a tranquilidade e a curtição.

                                                       

                                                      Somente dois degraus separam a plataforma de popa de um amplo salão — protegido, mas ventilado.


                                                      Os espaços são ideais para aproveitar os dias ensolarados, seja com banhos de mar, mergulhos em águas cristalinas ou apenas para tomar sol e relaxar. Por lá, há um sofá em L, uma chaise e o apoio de uma mesa, que garante as refeições ao ar livre.

                                                      Foto: Nico Ferri / Lagoon / Divulgação

                                                      O layout, pensado pela Nauta Design, “une a elegância e a doçura da carpintaria moderna”, como define a marca francesa. Tais características são bem representadas no cockpit, que não economizou na quantidade de janelas e dá ao barco uma ampla entrada de luz natural que, somada aos tons neutros do barco, se torna um convite para apreciar ao máximo essa parte do catamarã.

                                                      Foto: Nicolas Claris / Lagoon / Divulgação

                                                      Ao entrar da plataforma para o cockpit, o hóspede se depara com uma mesa principal logo à frente, rodeada por um amplo sofá em L. À direita, fica o espaço para o preparo de refeições, com fogão, forno, pia e armários. Já à esquerda, há um frigobar e mais espaços para armazenamento, além de uma TV.

                                                      Foto: Nicolas Claris / Lagoon / Divulgação
                                                      Foto: Nicolas Claris / Lagoon / Divulgação
                                                      Foto: Nicolas Claris / Lagoon / Divulgação

                                                      As cabines são espaçosas, com camas de casal e bem iluminadas. Ao longo de todo o espaço de descanso, o tripulante encontra bons compartimentos de armazenamento — ideais para quando a ideia for passar vários dias a bordo.

                                                      Foto: Lagoon / Divulgação
                                                      Foto: Lagoon / Divulgação

                                                      Dos quatro banheiros disponíveis nas cabines, dois contam com ducha e box fechado (na popa) para maior conforto. O posto de comando, por sua vez, fica um piso acima do salão, a bombordo, por onde é possível também chegar à proa do barco.

                                                      Foto: Nico Ferri / Lagoon / Divulgação

                                                      Vale destacar que os recursos do Lagoon 42 foram reconhecidos por grandes premiações: Boat of the Year 2017 (Mundo dos Cruzeiros), Best Boats 2017 (multicascos), Sailing Today Awards 2016 (multicascos) e Asia Boating Award 2016 (melhor iate a vela multicasco).

                                                       

                                                      Se interessou em garantir as férias em um catamarã como esse e as vantagens do compartilhamento de cotas? Entre em contato com o Grupo Sailing e saiba mais sobre o Fractional Ownership BYC.

                                                       

                                                      Náutica Responde

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                                                        Segundo o estudo, nove formações de água não seguem o fluxo convencional nem os princípios da hidrologia

                                                        Tudo na vida tem um começo, meio e fim — ou será que não?! Na natureza, muitas coisas não funcionam como deveriam e algumas exceções costumam desafiar as regras, como é o caso dos rios e lagos esquisitos que, segundo pesquisadores, não deveriam existir — seja por se negarem a seguir uma ordem natural ou pelo fluxo não fazer sentido.

                                                        Uma pesquisa publicada no periódico Water Resources Research investigou a drenagem de regiões incomuns nas Américas. Na ocasião, esse extenso estudo encontrou formações naturais que desafiam a ciência, sem seguir princípios previsíveis e até óbvios de hidrologia e geologia.

                                                        Região da bifurcação do rio Atchafalaya e estruturas de controle na bifurcação. Foto: Water Resources Research/ Divulgação e Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA/ Domínio Público

                                                        De acordo com a pesquisa, as formações estudadas têm perfis, no mínimo, “esquisitos”: divergem em vez de convergir; rios que fluem em duas direções; lagos com duas saídas; bacias hidrográficas com limites ambíguos e outros padrões fora da normalidade.

                                                        Rio Atchafalaya, nos Estados Unidos. Foto: Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos/ Domínio Público

                                                        Os locais estudados foram: rio Orinoco (Venezuela); lago Arroyo Partido (Argentina); rio Wayambo (Suriname); rio Atchafalaya e riacho North Two Ocean Creek (Estados Unidos); lago Punch Bowl do Comitê, Divide Creeek, rio Echinamish e lago Wollaston (Canadá).

                                                        Diferentes dos iguais

                                                        Normalmente, o caminho dos rios tem três processos: unir-se a jusante (em direção à foz), fluir morro abaixo e desaguar num corpo d’água, como lago, mar ou até outro rio. Entretanto, os casos estudados, por algum motivo, não funcionam dessa maneira.

                                                        Bifurcações de rios e lagos de bifurcação na América do Norte e do Sul Foto: Water Resources Research

                                                        Diferente das bifurcações típicas, os lugares estudados não retornam ao curso d’água principal após a ramificação. Por exemplo: o rio Echimamis, responsável por conectar os rios Hayes e Nelson, flui para fora em direção aos dois rios. Logo, não se tem certeza sobre a direção do fluxo e nem onde a sua direção muda.

                                                         

                                                        O rio Cassiquiare, na Venezuela, conecta as duas maiores bacias hidrográficas do continente — do Orinoco e do Amazonas — , sendo um distributário para a primeira (ou seja, um braço fluvial) e um afluente para a segunda (logo, desaguando nela). Quando se junta ao Rio Negro, ele deságua, por fim, no Rio Amazonas.

                                                        É o equivalente hidrológico de um buraco de minhoca entre duas galáxias– Robert Sowby e Adam Siegel, autores do artigo

                                                        Região de Casiquiare e a bifurcação do local. Foto: Water Resources Research/ Divulgação e Laraque et al., 201/ Divulgação

                                                        Um buraco de minhoca é um conceito teórico da física que estabelece um túnel hipotético, responsável por conectar dois pontos no universo e permitiria, em tese, nos transportar no espaço-tempo. Por isso a comparação: são dois sistemas que, a princípio, ficariam separados, mas que são conectados por um atalho.

                                                        Cada um é único em sua própria maneira. Juntas, essas esquisitices hidrológicas ilustram o quanto ainda temos a aprender sobre a superfície dinâmica da Terra– Robert Sowby e Adam Siegel

                                                        De acordo com a pesquisa, o rio Wayambo, no Suriname, é outra formação esquisita. Isso porque ele pode fluir tanto para leste quanto para oeste, a depender das chuvas e da intervenção humana com ajuda de eclusas.

                                                        Região do Rio Wayambo e uma canoa no rio Coppename, um distribuidor do rio Wayambo. Foto: Water Resources Research/ Divulgação e Jan Willem Broekema/ Creative Commons BY-SA 2.0

                                                        Por conta de seu fluxo confuso, se torna mais difícil prever a propagação de poluentes vindos da mineração de ouro e bauxita de locais de produção de petróleo.

                                                         

                                                        Os pesquisadores ressaltam que a maioria dos rios e lagos que “não deveriam existir” foram encontradas em planícies e selas (pontos de elevação mais baixos entre duas mais altas). Inclusive, alguns limites de bacias hidrográficas ainda não foram resolvidos ou são dinâmicos — que sugere formação de rios em andamento.

                                                         

                                                        Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                         

                                                        Náutica Responde

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                                                          Por: Nicole Leslie -

                                                          O navegador Aleixo Belov partiu para sua mais nova expedição marítima neste sábado (12), a bordo do veleiro Fraternidade e com uma tripulação de onze pessoas. A equipe zarpou de Salvador, na Bahia, para navegar a chamada “Rota do Mar do Norte”, rumo à Sibéria, na Rússia.

                                                          Já conhecido e admirado no universo náutico, Belov foi homenageado com uma festa de despedida no 2° Distrito Naval da Marinha logo antes de embarcar com a tripulação. Na cerimônia, o velejador que já realizou cinco voltas ao mundo recebeu o carinho, os aplausos e os votos de boa sorte de amigos e admiradores.

                                                          Foto: Instagram @museudomar.aleixobelov / Reprodução

                                                          Aos 82 anos, o velejador não subestima o poder dos mares gélidos e inexplorados que vai enfrentar. Por isso, para fazer a rota marítima que liga o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico — que, inclusive, nunca foi feita por brasileiros — ele conta com uma tripulação experiente e determinada.

                                                           

                                                          O Fraternidade é comandado pelo russo Sergei Shcherbakov, especialista em navegação polar com mais de 140 mil milhas náuticas percorridas em seis décadas de experiência.

                                                          “Partidas são solenes, chegadas são festivas”

                                                          A frase, dita pelo Vice-Almirante Gustavo Garriga, marcou a cerimônia de despedida, que foi dividida em duas partes: iniciou em terra firme e finalizou com o veleiro Fraternidade navegando ao lado do Veleiro Cisne Branco, que o acompanhou até a despedida oficial na altura da Boca da Barra, na Baía de Todos-os-Santos.


                                                          Belov relatou que “emocionalmente já estava preparado”, uma vez que já realizou tantas viagens. Mas, segundo ele, “um dia você acorda e se pergunta o motivo de estar fazendo uma expedição tão difícil, com essa idade e que nenhum outro velejador brasileiro jamais realizou”.

                                                          Se eu conseguir chegar vivo, não preciso planejar mais nada-Aleixo Belov, na cerimônia de despedida

                                                          Expedição com propósito especial

                                                          A expedição foi pensada para celebrar os 20 anos do BRICS — bloco de países emergentes criado por Brasil, Rússia, Índia e China, e que mais tarde passou a incluir também a África do Sul. Atualmente, o grupo se expandiu ainda mais, com a entrada de Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã.

                                                          Veleiro Fraternidade já esteve em diversas viagens. Foto: Instagram @museudomar.aleixobelov / Reprodução

                                                          Além disso, a viagem também busca fortalecer as relações diplomáticas entre Brasil e Rússia, que em 2028 completam 200 anos. Com início neste sábado (12), a previsão é que o Fraternidade chegue ao destino no final do próximo mês de julho.

                                                           

                                                          A escolha da época do ano também não foi aleatória. Devido às baixíssimas temperaturas, parte do mar da rota fica congelado durante boa parte do ano. No entanto, existem três semanas estratégicas em que o gelo se dissolve — ao menos em partes –, o que possibilita a navegação.

                                                          Quem é Aleixo Belov?

                                                          Nascido em 1943 na Ucrânia, se mudou para o Brasil em 1949, durante uma guerra, e se naturalizou brasileiro em 1965. Além de navegador, Aleixo é empresário, engenheiro, escritor e pai de cinco filhas.

                                                          Aleixo Belov no Fraternidade
                                                          Aleixo Belov a bordo do Fraternidade. Foto: YouTube Leonardo Papin / Reprodução

                                                          Ele se consolidou em Salvador, na Bahia, onde décadas depois foi sediado o museu que leva seu nome. O Museu do Mar Aleixo Belov surgiu como um presente de Belov para a sociedade, onde estão expostos patrimônios materiais e imateriais.

                                                           

                                                          Inaugurado em dezembro de 2021, sua principal missão é promover e valorizar a cultura marítima e oceânica. Por isso, a instituição fomenta projetos de pesquisa relacionados à cultura e economia do mar.

                                                           

                                                          Náutica Responde

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                                                            Estande da Secretaria de Turismo do estado vai destacar suas opções no salão, de 26/04 a 04/05, na Marina da Glória

                                                            O Rio Boat Show acontece em um dos principais destinos náuticos do país: o Rio de Janeiro. Apesar disso, o salão ainda será o espaço para que outros estados brasileiros apresentem suas opções de lazer sobre as águas e um deles será o Paraná, através de sua Secretaria de Turismo.

                                                            De 26 de abril a 4 de maio, na Marina da Glória, a entidade terá um estande voltado a apresentar ao público qualificado do evento os seus mais belos destinos, que englobam, principalmente, municípios lindeiros ao Rio Paraná, Paranapanema, Ivaí e ao Lago de Itaipu, incluindo Foz do Iguaçu.

                                                            Porto Rico / Por do Sol no Rio Parana. Foto: Acervo EPR / Fabio Dias / Divulgação

                                                            Dentre as muitas atividades náuticas envolvidas nas localidades estão a pesca esportiva (com infraestrutura de garagens náuticas), locação de barcos, passeios turísticos e travessias — esses dois últimos, especialmente no litoral, na região de Angra Doce (divisa com São Paulo).

                                                            Guaira / Torneio Internacional de Pesca Esportiva de Guaira. Foto: Municipio de Guaira / Secretaria Municipal de Turismo, esporte e cultura / Divulgação

                                                            Além dos destinos, o estande terá a presença de uma figura ilustre, que esbanja simpatia por onde passa ao lado da Secretaria de Turismo do Paraná: a influencer capivara.

                                                            Foto: Douglas Guimarães / Revista Náutica

                                                            Rio Boat Show 2025

                                                            Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.

                                                            Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                            Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.

                                                             

                                                            Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.

                                                            Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica

                                                            Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.

                                                             

                                                            Anote aí!
                                                            RIO BOAT SHOW 2025

                                                            Quando: De 26 de abril a 4 de maio
                                                            Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)
                                                            Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04; e 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
                                                            Mais informações: site oficial do Rio Boat Show
                                                            Ingressos: site oficial de vendas

                                                            Náutica Responde

                                                            Faça uma pergunta para a Náutica

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