Aberta a temporada: duas baleias-francas são avistadas em Santa Catarina

Primeiros avistamentos da espécie no litoral catarinense costumam aparecer no mês de junho e vão até novembro

04/06/2025

Está aberta a temporada de avistamento de baleias-francas em Santa Catarina! Na última semana de maio, o litoral catarinense contou com, ao menos, duas aparições do mamífero: a primeira na terça-feira (27), na Praia do Rosa, em Imbituba, e a segunda dois dias depois, na Praia do Sol, em Laguna.

No primeiro caso, os pesquisadores não conseguiram encontrar o cetáceo devido ao mau tempo, mas as imagens confirmaram a presença da baleia em águas catarinenses. Inclusive, horas depois, na Praia da Silveira, em Garopaba, populares filmaram a aparição de outra baleia-franca. Acredita-se, porém, que trata-se do mesmo animal.

 

 

“Levando em consideração que é a primeira baleia registrada, a distância entre as duas enseadas e também o tempo entre a primeira e a segunda avistagem, provavelmente se trata do mesmo indivíduo, apesar que a gente não consegue confirmar”, disse Eduardo Renault, pesquisador e gerente do Projeto Franca Austral (ProFRANCA).

Já na quinta-feira (29), as águas da Praia do Sol formaram o palco para outra baleia-franca dar as caras em Santa Catarina e entrar nos registros do projeto — que atua no monitoramento e na pesquisa científica da espécie.

 

Karina Groch, diretora de pesquisa do ProFRANCA, ressalta a importância desses eventos para a conservação, a ciência e o turismo responsável.

É tempo de redobrar a atenção, principalmente com embarcações e drones, para garantir tranquilidade aos animais– destaca Karina Groch

Mais cedo que o previsto

As baleias-francas não viam a hora de passear em Santa Catarina — assim como no ano passado, elas apareceram em 2025 mais cedo do que o previsto. Geralmente, a temporada de avistamentos ocorre de julho a novembro, com picos entre agosto e setembro.

Baleia-franca avistada em Garopaba, Santa Catarina. Foto: Instagram @garopadroni/ Reprodução

Como um dos principais berçários da espécie, o litoral catarinense é uma área crítica para sua conservação. A espécie é ameaçada de extinção, mas encontra nas águas tranquilas e quentes do Brasil um bom lugar para acasalar, dar à luz e cuidar dos filhotes.

 

Em setembro de 2024, os sobrevoos realizados entre Cideira (Rio Grande do Sul) e Florianópolis (Santa Catarina) registraram nada menos do que 216 baleias-francas, sendo 214 delas mães com filhotes e dois adultos solitários. Apenas em Imbituba, foram 46 avistagens entre as praias da Ribanceira e Ibiraquera.

 

Todos esses registros marcam o início do período em que a espécie migra das águas geladas da Antártica para a calmaria da costa brasileira.

Velhas conhecidas

Não é a primeira vez que as duas baleias são avistadas no litoral catarinense. De acordo com Karina Groch, ambas são fêmeas conhecidas do ProFRANCA. O espécime encontrado na Praia da Silveira foi catalogado em 2016 (B743); e o da Praia do Sol em 2021 (B871).

 

 

Inclusive, qualquer pessoa pode contribuir com o projeto, por meio do aplicativo ProFRANCA, disponível gratuitamente para Android e iOS. Com a ferramenta, é possível acompanhar e registrar o avistamento de baleias, por meio de fotos e informações de localização em tempo real.

 

Posteriormente, as informações são integradas ao banco de dados do projeto e disponibilizadas ao público. Logo, os números adquiridos auxiliam a equipe técnica no monitoramento da espécie e ajudam a construir um panorama mais preciso sobre as aparições da espécie no Brasil.

Gigantes pela própria natureza

Segundo o ProFRANCA, essa espécie pode atingir mais de 17 metros de comprimento nas fêmeas e pouco menos nos machos. O corpo da baleia é preto, arredondado, sem aleta dorsal e com uma cabeça que ocupa quase 25% da sua estrutura. Além disso, o animal carrega coração que pesa mais de 500 kg e, no caso dos machos, testículos de uma tonelada.

Foto: imagesourcecurated/ Envato

A espécie não tem dentes, mas possui uma grande curvatura na boca, onde 250 pares de fios de queratina fazem a água escoar através das cerdas, deixando o alimento retido no interior da cavidade bucal. Por conta disso, as baleias-francas tem o costume de nadar lentamente e de boca aberta.

 

As fêmeas adultas, conforme registros de captura, podem chegar a pesar mais de 60 toneladas, enquanto os machos acima de 45 toneladas “não são incomuns”, segundo o ProFRANCA. Na superfície, a baleia solta um esguicho pelas narinas para expelir o ar quente e úmido dos pulmões — que pode atingir até 8 metros de altura.

Foto: AlbertoCarrera/ Envato

Por fim, a espécie se alimenta principalmente de zooplânctons, krill e copépodes. Assim como outras baleias de barbatana, as francas também possuem uma estrutura para filtrar pequenos organismos da água, num comportamento que se assemelha a uma rede.

 

Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

 

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    Brasileira Uma Creixell vence Campeonato Europeu de Optimist 2025

    Competição foi realizada em Çeşme, na Turquia, e contou com quatro atletas brasileiros. Veja o desempenho da equipe nacional

    Por: Nicole Leslie -

    É do Brasil! Aos 14 anos, a jovem velejadora Uma Creixell conquistou o título do Campeonato Europeu de Optimist 2025 na categoria feminina. A disputa movimentou as águas de Çeşme, na Turquia, desde sexta-feira (30), com pódios confirmados nesta terça-feira (3).

    Com 34 pontos acumulados, Creixell garantiu o primeiro lugar, seguida pela espanhola Maria De Lluc Bestard (40 pontos) e pela grega Eleni Triantou (64 pontos). Vale lembrar que, nas regatas de vela, vence quem soma menos pontos ao longo das provas, por isso a pontuação é invertida.

    Instrutor Alexandre Paradeda e Uma Creixell. Foto: Instagram / @optimistbrasil / Reprodução

    Além de Uma, o Brasil contou com mais três representantes. Lara Candemil ficou em 6º lugar no feminino, com 72 pontos. No masculino, Thomas Oliveira terminou em 18º lugar (134 pontos) e Davi Sugai em 68º (371 pontos).

     

    A competição reuniu 115 atletas na categoria feminina e 141 na masculina. A equipe brasileira foi treinada por Alexandre Paradeda, técnico com amplo histórico de conquistas na vela.

    Seleção brasileira de Optimist 2025, com o treinador ao centro. Foto: Instagram @velejar_ / Reprodução

    Com uma vantagem de seis net points sobre a vice-campeã, Uma Creixell garantiu o ouro já na penúltima regata — a nona das dez disputadas — e consolidou seu nome entre os grandes talentos da vela jovem internacional.


    Histórico brasileiro na classe

    O Brasil tem bons motivos para acreditar em seus representantes. Em 2021, o país conquistou seu primeiro título mundial na classe Optimist com Alex Di Francesco Kuhl, em campeonato realizado no Lago di Garda, na Itália.

    O que é a classe Optimist?

    A classe Optimist — ou Op — é voltada a atletas de 7 a 15 anos. A categoria é uma das mais populares do mundo na iniciação à vela.

     

    As embarcações de Op são menores e mais estáveis que as de uso adulto, com comprimentos que não chegam a 2,5 metros e capacidade para até 60 kg. O resultado são veleiros que garantem mais segurança e estabilidade para que os pequenos velejadores deem suas primeiras braçadas no esporte.

     

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      Megaiate com mais de 300 pés ostenta “praia” na popa

      Conceito do The Real Beach pretende passar a sensação de estar na costa, só que a bordo

      03/06/2025

      Quem planejou esse barco, certamente levou o termo beach-club muito a sério. Afinal, no megaiate The Real Beach (“A Verdadeira Praia”, em português), a popa é uma autêntica praia de mentirinha e a embarcação que ostenta 312 pés (aproximadamente 95 metros) de comprimento.

      Neste conceito, a popa é protagonista. A AMK Architecture & Design lançou um beach-club que realmente parece a extensão de uma praia para provar que tudo é possível no design de megaiates.

      Foto: AMK Architecture & Design/ Divulgação

      O estúdio grego trabalha em design de interiores para projetos de hospitalidade em terra e também no mar. Com a façanha de trazer um pedaço da costa em um megaiate, os hóspedes terão a oportunidade de experimentar a perfeita integração entre a natureza e convés a bordo do The Real Beach.

       

      “O The Real Beach é uma ruptura impressionante com as convenções — uma experiência holística de vida ao ar livre que eleva o clube de praia a uma peça central arquitetônica e redefine o conceito de luxo em iates para uma nova geração”, adiciona a AMK.

      Uma praia a bordo do megaiate

      Pode-se dizer que a AMK trouxe novidades na arquitetura entre o barco e o mar. O The Real Beach não apenas traz algo que visualmente se assemelha a uma praia, como também uma experiência sensorial e espacial de estar na costa. Resultado de um design refinado.

      Foto: AMK Architecture & Design/ Divulgação

      Queríamos criar algo autêntico, um espaço que não apenas parecesse uma praia, mas passasse a sensação de ser uma– afirma o estúdio

      Como um dos elementos que dão aquele pedigree de uma praia a bordo de um megaiate, a piscina se destaca. Ela flui organicamente no deque, numa formação inspirada nas curvas naturais da costa. O ambiente ainda conta com espreguiçadeiras para garantir um relaxamento digno de oásis.

       

      A boreste, a “prainha” tem um bar sofisticado esculpido em PRFV (plástico reforçado com fibra de vidro), que também serve como um ponto central de socialização. Além disso, uma espécie de cobertura curvada garante aos hóspedes um pouco de sombra em dias ensolarados.

      Sabe aqueles tradicionais pisos náuticos que estamos acostumados? Esqueça. Nesse megaiate, o deque convencional deu espaço ao “tapete de areia” personalizado, uma superfície que imita, pelo menos visualmente, a textura da orla encontrada em costas marítimas.

      Sem maiores informações

      Interiores, exteriores, motorização, capacidade, cabines… Nenhum outro detalhe sobre o The Real Beach foi revelado até o momento. Ainda como um conceito, a AMK prevê que o megaiate incorpore materiais naturais, como madeiras recuperadas, pedras naturais e fibras vegetais de última geração.

       

      Mesmo que não saia do papel, esse conceito de megaiate deixa claro que a criatividades para barcos de luxo não tem limites.

       

      Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

       

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        Pescaria usual vira descoberta de naufrágio centenário nos EUA

        Através de sonar, pescador avistou barco do século 19 no Lago Michigan. Local agora deve ser protegido por lei

        O que era para ser mais uma pescaria comum acabou virando um dia histórico para Christopher Thuss. O pescador navegava pelas águas do Lago Michigan, na costa de Manitowoc, em Wisconsin, nos Estados Unidos, quando encontrou um naufrágio de 102 anos. Sua descoberta lança luz a um legado familiar e dá vida a um novo marco submerso.

        A apenas 2,7 metros da superfície, a descoberta, divulgada pela Sociedade Histórica de Wisconsin, não fez sentido para Thuss logo de cara. À emissora americana WGBA-TV, o pescador revelou que “no começo, não sabia exatamente o que estava vendo”.

        Virei naquela direção e o navio inteiro estava ali– destacou Christopher Thuss ao veículo

        As coisas mudaram e ganharam um contexto histórico muito rico quando o pescador procurou a arqueóloga marítima Tamara Thomsen para relatar o achado do naufrágio.

        Vigia parcialmente enterrada. Foto: WHS, Programa de Preservação Marítima e Arqueologia / Divulgação

        A especialista, em parceria com o presidente da Associação de Arqueologia Subaquática de Wisconsin, Brendon Baillod, identificou o naufrágio como “JC Ames”. À agência Associated Press, Thomsen revelou que o navio estava enterrado na areia no fundo do lago há décadas e que as tempestades de inverno podem o ter revelado.

        Achado histórico

        “Um dos maiores e mais potentes rebocadores de lagos”. Assim o livro Green Bay Workhorses: The Nau Tug Line (1990, sem edição no Brasil) descreve o JC Ames.

        O forro do teto do navio. Foto: WHS, Programa de Preservação Marítima e Arqueologia / Divulgação

        Ainda de acordo com a obra, o barco era capaz de desenvolver 670 cavalos de potência, “com seu motor composto de proa e popa”. Não à toa, relatos sugerem que a construção do navio, em 1881, teria tido um custo de US$ 50 mil na época — mais de um milhão de dólares em valores atuais.

        O investimento se deu visando o comércio de madeira, através da companhia Rand & Burger, de Manitowoc. Mas a embarcação também atuou no transporte de barcaças ferroviárias entre Peshtigo (em Wisconsin) e Chicago (em Illinois), conectando diferentes redes logísticas pelo Lago Michigan.


        Anos depois de sua construção, o barco passou por colisões, sofreu um desmonte e chegou a ser incendiado até ser oficialmente descartado no Lago Michigan, em 1923, ano de sua aposentadoria.

        Legado familiar

        Segundo Thomsen, a ausência de mexilhões quagga (Dreissena bugensis) presos ao barco indica uma exposição recente — ou seja, Christopher estava no lugar certo, na hora certa.

        Acoplador do eixo propulsor de JC Ames. Foto: WHS, Programa de Preservação Marítima e Arqueologia / Divulgação

        Esse feeling remete ao legado histórico da família de Thuss. Isso porque sua avó adotiva, Suzze Johnson, também tem um amplo histórico na descoberta de naufrágios, incluindo três no mesmo Lago Michigan, em 2015.

         

        Dado pelo destino ou não, o achado agora promete se tornar o ponto de encontro de mergulhadores, uma vez que deve ser protegido por leis estaduais e federais, chegando à inclusão no Registro Nacional de Lugares Históricos.

        Esse tipo de descoberta é sempre muito emocionante, porque permite que um pedaço da história perdida ressurja– destaca Thomsen

         

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          CETESB publica novas regras ambientais para estruturas náuticas em São Paulo

          Medida atualiza critérios para o controle ambiental de construções de apoio náutico; Bianca Colepicolo analisa a mudança

          Em 15 de maio de 2025, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) publicou a Decisão de Diretoria nº 032/2025/C, que estabelece as exigências técnicas mínimas para o controle ambiental de estruturas de apoio náutico. A nova normativa entra em vigor 30 dias após sua publicação e revoga a Decisão nº 007/2014/C.

          A medida atualiza os critérios para o licenciamento de marinas, garagens náuticas, pátios, oficinas e demais instalações de suporte à navegação em todo o estado, atendendo a uma demanda histórica do setor náutico paulista por maior clareza regulatória.

          Avanço na clareza das normas

          A falta de regras claras para o licenciamento ambiental sempre foi uma das principais dificuldades enfrentadas pelos empreendedores náuticos em São Paulo. O processo era marcado por interpretações distintas entre agências da CETESB, exigências variáveis e insegurança para quem pretendia construir, ampliar ou regularizar estruturas.

          Foto: Envato / travelarium / Reprodução

          Essa situação foi reiteradamente apontada pelo Fórum Náutico Paulista, que desde 2022 tem articulado diálogos com o setor público para buscar normatização específica que permita alinhar a proteção ambiental com o desenvolvimento sustentável da atividade náutica.

           

          A nova decisão da CETESB representa um passo importante nesse sentido, ao apresentar critérios objetivos e detalhados para implantar as estruturas náuticas, ainda que com exigências técnicas de alto custo para a maioria dos empreendimentos.

          Classificação das estruturas

          A norma mantém a divisão das estruturas em classes A, B e C, conforme a Resolução SMA nº 102/2013, mas estabelece critérios mais específicos para o enquadramento na Classe A, voltada a atividades de baixo impacto ambiental.

           

          Ficam excluídas da Classe A estruturas que:

          • Tenham mais de 20 vagas secas;
          • Possuam tanques de combustível com volume superior a 1.000 litros;
          • Realizem pintura por aspersão, manutenção de motores, troca de óleo com reservatórios acima de 200 litros ou reparos estruturais.

          Licenciamento ambiental

          O rito de licenciamento estabelece que:

          • Empreendimentos anteriores a outubro de 2013 devem obter apenas Licença de Operação (LO).
          • Estruturas implantadas depois dessa data precisam de Licença Prévia (LP), de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO).
          • Estruturas classificadas como Classe C exigem apresentação de RAP ou EIA/RIMA.

          Exigências técnicas

          A decisão da CETESB detalha as obrigações ambientais mínimas para operação das estruturas náuticas, incluindo:

          • Pisos de concreto impermeável e canaletas com separador água/óleo (SAO);
          • Armazenamento e destinação de resíduos conforme a legislação (com CADRI);
          • Oficinas com contenção e sistema de limpeza em circuito fechado;
          • Lavagem de embarcações apenas com água doce em vagas molhadas, sem produtos químicos;
          • Ambientes específicos para pintura e laminação com ventilação e controle de poluentes;
          • Controle de ruído e odor conforme normas da ABNT e CONAMA.
          Foto: Envato / zambezi / Reprodução

          Áreas de Preservação Permanente (APP)

          A decisão permite a permanência de estruturas essenciais em APPs, como píeres, rampas e sistemas de esgoto e energia.

           

          As ocupações irregulares deverão ser removidas escalonadamente durante a vigência da licença, com pelo menos 40% até o segundo ano, e totalidade até o final do prazo da LO, com recuperação vegetal da área.

          Regularização fundiária: o desafio da SPU

          Outro fator que impacta diretamente a regularização ambiental é a questão fundiária, especialmente no caso de empreendimentos localizados em áreas de marinha, sob domínio da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).


          A regularização nessas áreas depende de procedimentos complexos, que envolvem o reconhecimento da ocupação, pagamento de laudêmio e autorização para uso, o que pode atrasar ou inviabilizar a emissão das licenças ambientais, mesmo quando todos os critérios técnicos da CETESB forem atendidos.

          Planos obrigatórios

          Para obtenção da Licença de Operação, a norma passa a exigir a apresentação de dois documentos técnicos:

          • PEI – Plano de Emergência Individual
          • PMO – Plano de Manutenção e Operação

          A Decisão de Diretoria nº 032/2025/C representa um marco importante no processo de regulamentação ambiental do setor náutico em São Paulo. Traz maior segurança jurídica e previsibilidade para empreendedores e investidores, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso com a preservação dos recursos hídricos e o controle da poluição.

           

          A implementação das novas exigências demandará investimentos e adequações técnicas, mas o ganho em termos de clareza normativa e padronização de critérios representa um avanço relevante para o planejamento e expansão sustentável do setor.

           

          Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

           

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            Maior animal do mundo, baleia-azul tem aparição rara em Ilhabela; assista

            Registro aconteceu no último dia 27 próximo à costa

            Não é todo dia que se tem a sorte de encontrar o maior animal do mundo. Mas foi essa a façanha que os pesquisadores do Viva Instituto Verde Azul tiveram no último dia 27, ao registrarem, pela primeira vez em décadas, a passagem da gigante baleia-azul em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo.

            Segundo o instituto, o registro aconteceu às 8h01, logo ao chegarem na torre de observação de pesquisa — onde ficam o ano todo do nascer do sol até o anoitecer. No entanto, demorou algumas horas para os especialistas confirmarem que, de fato, o animal era uma baleia-azul. Assista!

             

             

            Identificar a espécie do animal não foi fácil. Mas, depois de analisarem as imagens de sete pesquisadores e colher opiniões de especialistas brasileiros e estrangeiros, por volta das 23h30 veio a confirmação de que era o maior animal do mundo.

            Quando vi o filme falei ‘meu Deus, não é possível!’ Por isso mandei as imagens para outros pesquisadores– contou Maria Emilia Morete, presidente do instituto, ao g1

            A pesquisadora, que desde 2019 faz trabalho de pesquisa em Ilhabela, explica que foram estudadas a forma de nadar, o dorso, a posição do orifício respiratório, a nadadeira dorsal e o jeito de mexer o pedúnculo — que conecta a nadadeira caudal ao corpo.

            Morete também destaca as dificuldades em analisar qual espécie de baleia se tratava. Como foi filmada logo cedo, o vídeo estava com pouca luz, o que dificultava enxergar o padrão da coloração e as manchas típicas de uma baleia-azul. Mas a conclusão, junto a outros cientistas, foi unânime.

            Como ela foi parar aí?

            Segundo a bióloga Marina Leite, integrante do instituto Viva, treze espécies de baleias e golfinhos tinham sido avistadas a partir da torre até então. A “base” fica a 110 metros do nível do mar, em Borrifos, no sul de Ilhabela, enquanto a baleia-azul estava a 3 metros da costa, entre 25 e 30 metros de profundidade.

            Baleia-azul filmada em Ilhabela. Foto: Instagram @vivaverdeazul/ Reprodução

            Morete destaca que há, sim, registros do animal no litoral paulista, mas não na região costeira. Podendo chegar a 33 metros de comprimento e pesar até 150 toneladas, esse animal vive em regiões oceânicas. Por isso o motivo da baleia-azul ter passado tão próximo da costa de Ilhabela ainda é um mistério.

            Em cinco anos que a gente está lá o dia inteiro observando, é a primeira baleia-azul, nessa região. Ninguém nunca tinha visto– afirma a pesquisadora

            A suspeita é de que a baleia tenha sido trazida por uma corrente oceânica ou alguma condição de saúde, mas sem qualquer afirmação. Também não é possível dizer se o mamífero marinho avistado em Ilhabela é macho ou fêmea, sua idade e se estava saudável ou não, porque as imagens não mostraram o animal inteiro.

            Baleia-azul filmada em Ilhabela. Foto: Instagram @vivaverdeazul/ Reproduçaõ

            Estima-se, no entanto, que devia ser jovem, visto que um adulto chega a atingir 30 metros de comprimento e, segundo Morete, essa baleia-azul aparentava ter, no máximo, 20 metros.

            Reflexos do passado

            A aparição da baleia-azul em Ilhabela é, de certa maneira, um alívio para a comunidade científica. Por conta da caça e devastação, a espécie beirou a extinção — tanto que em 1980 foi proibida qualquer busca ilegal do animal. Desde então, a espécie tenta se recuperar aos poucos, mas continua em perigo.

            Imagem ilustrativa de uma baleia-azul. Foto: wirestock/ Envato

            De acordo com o instituto, as baleias-azuis vivem se deslocando durante todo o ano em busca de alimentos ou para se reproduzir, com viagens que variam conforme a época do ano. Além disso, elas conseguem se comunicar com outras baleias a km de distância por meio do som.

             

            Espera-se que a passagem desse mamífero por Ilhabela incentive ainda mais as políticas públicas de conservação ambiental no litoral paulista. Ao g1, Maria Inez Fazzini, secretária de Meio Ambiente de Ilhabela, comemorou o evento “raro e de extrema importância para a conservação marinha”.

            Imagem ilustrativa de uma baleia-azul. Foto: Image-Source/ Envato

            “O arquipélago de Ilhabela é privilegiado por sua biodiversidade e, por isso, temos a responsabilidade redobrada de proteger esse ecossistema tão rico, que abriga espécies ameaçadas de extinção em outras partes do planeta, mas que aqui ainda encontram abrigo”, disse ao site.

             

            Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

             

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              Apenas 0,001% do oceano profundo foi estudado, aponta pesquisa internacional

              Estudo também indica "tendência problemática" nas pesquisas e alerta para impactos nos dados coletados

              Por: Nicole Leslie -
              02/06/2025

              Embora 70% do planeta seja água, a maior parte dela ainda não foi estudada — ou sequer vista — pelo ser humano e segue envolta em mistério. Uma nova pesquisa analisou os mergulhos em águas profundas já realizados e concluiu que apenas 0,001% do oceano profundo já foi estudado — uma fração surpreendentemente pequena.

              Para se ter uma ideia, se essa área já investigada estivesse em terra firme, corresponderia a apenas 1.489 km², uma região menor do que a cidade de Houston, no Texas. O restante permanece praticamente inexplorado, fora do alcance das câmeras e sensores que desvendam os segredos das profundezas.

              Pesquisa aponta que apenas 0,001% do oceano profundo foi estudado. Imagem representa manchas de onde houve estudos científicos. Foto: Science Advances / Reprodução

              Além da escassez de dados, o estudo publicado na revista científica Science Advances identificou outro problema, definido como uma “tendência problemática”: a concentração geográfica das pesquisas.

               

              De aproximadamente 44 mil mergulhos científicos registrados em águas profundas, 97% foram realizados por apenas cinco países: Estados Unidos, Japão, Nova Zelândia, França e Alemanha. Isso influencia diretamente as regiões do oceano mais bem documentadas, enquanto outras seguem invisíveis.

              97% dos mergulhos científicos em águas profundas foram realizados em regiões de apenas 5 países. Gráfico mostra incidência de pesquisas por década. Foto: Science Advances / Reprodução

              A preferência por investigar as Zonas Econômicas Exclusivas (ZEEs) — áreas do mar sob controle de um país — se intensificou a partir da década de 1980 e mudou radicalmente o foco da ciência.

               

              A pesquisa aponta que na década de 1960, 51,2% dos mergulhos aconteciam em alto-mar; já nos anos 2010, essa fatia caiu para apenas 14,9%. O resultado são dados que, embora valiosos, não refletem com precisão a complexidade do oceano profundo a nível global.

              Incidência de pesquisas em alto mar diminuiu, ao passo que estudos em regiões mais próximas a alguns países foram intensificados. Foto: Science Advances / Reprodução

              Os autores do estudo alertam que, para que a ciência tenha uma visão mais realista e abrangente do fundo do mar, é necessário — e urgente — repensar a forma como as explorações são conduzidas.

               

              O artigo ainda estima que mesmo que mil plataformas tecnológicas estivessem em operação constante, cobrindo 3 km² por ano, levaríamos mais de 100 mil anos para mapear todo o oceano profundo.


              Ainda assim, há esperança. Os cientistas apostam que a evolução tecnológica com ferramentas mais leves, acessíveis, autônomas e fáceis de operar vai democratizar o acesso ao fundo do mar.

               

              A expectativa é de que isso leve a uma distribuição mais equitativa dos esforços de pesquisa e a uma coleta de dados mais representativa do que realmente existe nas profundezas do planeta.

               

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                Conheça o Mareterra, bairro de Mônaco construído onde antes era o mar

                Iniciativa aumentou o território de Mônaco em 3% e recebeu um investimento de quase R$ 13 bilhões

                Por: Nicole Leslie -

                Mônaco, o segundo menor país do mundo, encontrou uma forma ousada de crescer: construindo sobre o mar. O resultado é o Mareterra, um bairro inteiramente novo que ampliou o território monegasco em 3% e demandou quase R$ 13 bilhões em investimentos.

                A ideia, no mínimo impressionante, foi viabilizada graças à técnica de aterramento marítimo — que consiste em depositar areia, terra e detritos em áreas costeiras para “empurrar” o mar e abrir espaço para novas construções.

                Inauguração oficial do Mareterra, em Mônaco. Foto: Mareterra / Reprodução

                Nove anos após a assinatura do Contrato de Concessão, o bairro foi oficialmente inaugurado em 4 de dezembro de 2024, com a presença do príncipe Albert II, chefe de estado de Mônaco.

                 

                O resultado é um endereço de altíssimo padrão, onde o metro quadrado parte de aproximadamente R$ 645 mil — um dos mais caros do mundo.

                Foto: Mareterra / Divulgação

                Tecnologia verde e luxo à beira-mar

                Desde o início, o projeto tinha uma ambição clara: criar o bairro mais verde de Mônaco, com neutralidade de carbono e compromisso ambiental.


                Para isso, o Mareterra conta com 9 mil metros quadrados de painéis solares, responsáveis por suprir 40% da energia local, e 384 m² de plantas marinhas que ajudam a oxigenar a água ao redor.

                Foto: Mareterra / Divulgação

                Outras soluções sustentáveis incluem um piscinão com capacidade para 600 m³, projetado para captar e reaproveitar a água da chuva, além de tecnologias voltadas à preservação do ecossistema marinho.

                 

                O bairro tem um calçadão de 500 metros à beira-mar, marina com 16 vagas para barcos, quase mil pinheiros plantados, 110 apartamentos de luxo e 14 mansões exclusivas.

                 

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                  Fluminense terá festa em iate durante a Copa do Mundo de Clubes

                  Encontro no rio Hudson faz parte das ações especiais do clube para os torcedores na competição da Fifa

                  Por: Nicole Leslie -

                  O Fluminense Football Club, tradicional time carioca fundado em 1902, promete transformar a participação na Copa do Mundo de Clubes da Fifa 2025 em uma verdadeira celebração para seus torcedores. Uma das atrações será uma festa em alto-mar — ou quase isso: um passeio de barco pelo rio Hudson, em Nova York.

                  O campeonato começa no dia 14 de junho, mas o Fluzão entra em campo pela primeira vez no dia 17. Na véspera, 16 de junho, os tricolores que estiverem nos Estados Unidos poderão embarcar no Fluminense FC Boat Party, uma travessia exclusiva pelo rio Hudson que promete reunir paixão pelo futebol, turismo e festa em uma só experiência.

                  Interior do iate Horizon’s Edge (sem qualquer relação com o Fluminense). Foto: Prestige Yacht Charters / Reprodução

                  Com duração de cinco horas, o evento será realizado a bordo do iate Horizon’s Edge, um dos maiores disponíveis para aluguel em Nova York. A bordo, os torcedores poderão desfrutar de open bar e open food enquanto navegam por paisagens e cartões-postais da cidade que nunca dorme.

                  O barco da festa tricolor

                  Com 186 pés de comprimento, o Horizon’s Edge conta com um salão amplo, três decks e três bares, que permitem uma capacidade para receber até 600 convidados.

                   

                  A empresa que opera o iate oferece oito diferentes cardápios para eventos especiais, mas os detalhes do menu da festa tricolor ainda não foram divulgados. Também seguem em sigilo o número de ingressos que serão ofertados e o início das vendas. As informações serão divulgadas em breve pelo clube no site oficial.


                  Festa também em terra firme

                  Além da festa no rio Hudson, o Fluminense prepara ações em solo americano para reunir seus torcedores e reforçar a conexão da torcida durante a competição.

                  Foto: Fluminense Football Club / Reprodução

                  De 17 a 21 de junho, o ponto de encontro dos tricolores nos States será o bar Legends, em Nova York. Lá, os fãs poderão tirar fotos com a taça original da Conmebol Libertadores 2023. Já em Miami, o QG da torcida nos dias 24 e 25 de junho será no bar Magic 13 Brewing.

                  Copa do Mundo de Clubes da Fifa 2025

                  O torneio reúne os 32 maiores clubes do mundo e será disputado de 14 de junho a 13 de julho, nos Estados Unidos. A competição terá oito grupos com quatro times cada e um total de 63 jogos para definir um campeão.

                  Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense Football Club / Reprodução

                  O Fluminense integra o Grupo F e terá pela frente confrontos contra o Borussia, o Ulsan Hyundai e o Sundowns, nos dias 17, 21 e 25 de junho, respectivamente. Uma maratona dentro e fora de campo, que promete emoção de sobra para a torcida tricolor.

                   

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                    Imagens inéditas: submarino americano perdido na 1ª Guerra Mundial é encontrado

                    Embarcação encontrada na Costa de San Diego sofreu acidente em 1917, causando a morte de 19 tripulantes

                    01/06/2025

                    A tecnologia não só deslumbra o futuro como descortina o passado, a exemplo do submarino americano USS F-1, que naufragou durante a Primeira Guerra Mundial e agora teve imagens inéditas reveladas.

                    Embora o naufrágio do submarino tenha sido localizado por acidente na década de 1970, só foi possível gerar imagens dele graças à uma expedição no início neste ano: um mergulho de treinamento nas águas de San Diego, nos Estados Unidos.

                     

                    O resultado foram imagens de alta resolução da embarcação, alocada a 400 metros de profundidade. Participaram do mergulho pesquisadores da Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI) e membros da Marinha dos EUA.

                    Foto: Zoe Daheron, Woods Hole Oceanographic / Divulgação

                    O USS F-1 naufragou em 1917 após colidir com outro submarino, também dos EUA, em um acidente que resultou na morte de 19 tripulantes. Além dele, foram encontrados destroços de uma aeronave de treinamento da Marinha americana, que caiu nas proximidades anos depois, em 1950.

                     

                    Bradley Krueger, arqueólogo subaquático do Comando de História e Patrimônio Naval da Marinha dos EUA (NHHC), contou à Live Science que o “USS F-1 estava realizando um teste de engenharia e desempenho de 48 horas, partindo de San Pedro e San Diego, na Califórnia, quando o acidente ocorreu”.

                    Rob Sparrock, oficial do programa de navios de pesquisa do Escritório de Pesquisa Naval (à esquerda); e Bradley Kreuger, arqueólogo sênior do Comando de História e Patrimônio Naval, dentro do Alvin. Foto: Zoe Daheron, Woods Hole Oceanographic / Divulgação

                    “Os submarinos da Marinha USS F-2 e USS F-3 estavam ao lado realizando testes semelhantes quando as três embarcações entraram em um banco de neblina. O USS F-3 colidiu com o USS F-1 e, após a colisão, o USS F-3 permaneceu no local para ajudar a resgatar os sobreviventes da água”, detalhou.

                    “Notavelmente intacto”

                    Como a profundidade em que se encontra o submarino americano é incompatível à capacidade humana, a inspeção foi realizada por operadores a partir do veículo subaquático (HOV) Alvin, e do veículo subaquático autônomo (AUV) Sentry, ambos baseados no navio de pesquisa Atlantis, da WHOI.

                    A força combinada das duas capacidades transformou a pesquisa e a exploração oceanográfica em águas profundas– destacou à Live Science Bruce Strickrott o gerente do Alvin no WHOI


                    Ainda de acordo com a WHOI, câmeras de alta resolução do Alvin capturaram vídeos e fotos detalhados do naufrágio, que os especialistas em imagens da instituição uniram em modelos fotogramétricos capazes de fornecer medições precisas do submarino e dos animais que colonizaram seus destroços ao longo do tempo.

                     

                    Inclusive, mesmo após mais de 100 anos submerso, Stickrott afirma que o submarino americano está “notavelmente intacto”, deitado de estibordo com a proa para noroeste.

                     

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                      Peixe de “Procurando Nemo” encolhe de tamanho para sobreviver às ondas de calor

                      Pesquisa revela que 78% dos peixes-palhaço estudados diminuíram em estatura devido ao aquecimento dos oceanos

                      31/05/2025

                      Que os oceanos estão esquentando cada vez mais — assim como todo o planeta — não é novidade. Para se defender dessa ameaça, os peixes-palhaço (Amphiprion ocellaris) — espécie que protagoniza o famoso filme “Procurando Nemo” –, adotaram uma resposta anatômica: se encolher.

                      Publicado na revista científica Science Advances, o estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, destacou também que esse fenômeno nunca tinha sido observado em recifes de coral, até então.

                      Foto: wirestock/ Envato

                      Para chegar a essa conclusão, os cientistas realizaram um monitoramento intenso durante o verão de 2023, com mais de 134 exemplares observados no recife de coral da Baía de Kimbe, na Papua-Nova Guiné — região considerada um dos principais pontos de biodiversidade marinha do planeta.

                       

                      De todos os peixes estudados, 78% deles apresentaram diminuição significativa no tamanho corporal conforme o oceano esquentava. Esse encolhimento foi registrado na maioria das fêmeas e machos — 71% e 79%, respectivamente –, que encolheram ao menos uma vez.

                      O encolhimento não foi um evento isolado para muitos peixes-palhaço, já que 41% deles reduziram várias vezes durante as observações. Segundo a pesquisa, as fêmeas tendem a diminuir de tamanho quando atingem cerca de 80 mm, enquanto os machos encolhem com aproximadamente 61 mm.

                      Foto: Dmitry_Rukhlenko/ Envato

                      De acordo com a pesquisa, existem três padrões de resposta anatômica às ondas de calor: alguns não encolhem, outros diminuem uma única vez e o restante perde tamanho várias vezes. Curiosamente, os que mais reduziram demonstraram, na sequência, um crescimento de recuperação maior.

                       

                      Logo, o estudo sugere que a hierarquia social e o tamanho inicial do animal influenciam em como eles reagem ao calor.

                      Diminuir para crescer

                      Ao mesmo tempo que esse comportamento inédito demonstra uma capacidade de adaptação louvável e ajuda a espécie a sobreviver diante o aquecimento nos oceanos, a redução anatômica pode comprometer a reprodução desses animais. Isso porque peixes menores tendem a gerar menos filhotes.

                      Foto: TravelSync27/ Envato

                      Entretanto, vale enxergar o copo meio cheio. O estudo aponta que os peixes que reduziram seu tamanho tiveram até 78% mais chances de resistir ao estresse provocado pelo calor intenso. Ou seja, ao final das contas o fenômeno ainda é um aspecto positivo para a conservação da espécie.

                       

                      Outro comportamento curioso observado foi o encolhimento coordenado dos peixes-palhaço: alguns dos parceiros reprodutores reduziram juntos. Essa transformação em conjunto aumenta as chances de ambos sobreviverem em comparação aos casais que apenas um dos dois perderam tamanho.

                       

                      Sendo assim, os pares que encolheram juntos evitaram disputas entre machos e fêmeas e mantiveram a harmonia no espaço limitado das anêmonas-do-mar. Fora dessa proteção, os peixes-palhaço ficam mais vulneráveis a predadores, já que nadam pouco e são lentos.

                      Preocupante ou animador?

                      Se engana quem pensa que o fenômeno do encolhimento se trata apenas de uma simples perda de peso. Professora de Ciências Marinhas Tropicais e coautora do estudo, a Dra. Theresa Rueger destaca que os peixes estão, de fato, “mudando ativamente de tamanho corporal como adaptação fisiológica”.

                      Tornam-se menores, o que reduz suas necessidades energéticas e melhora a eficiência no uso de oxigênio em ambientes mais quentes e com menos oxigênio disponível– disse a cientista à BBC

                      Foto: TravelSync27/ Envato

                      Há outros animais que também apresentam a capacidade de encolher para se adaptar às condições estressantes, como as iguanas marinas, por exemplo. Mas essa é a primeira vez que o comportamento foi observado em peixes de recife.

                       

                      Os pesquisadores acreditam que o corpo do peixe pode estar absorvendo gordura e até massa óssea — assim como as iguanas. Casos semelhantes já foram encontrados em aves, répteis e insetos. Porém, essa hipótese ainda não foi comprovada por estudos laboratoriais.

                      Foto: Statuska/ Envato

                      Nemo pode ter um novo capítulo pela frente, em que ele não só enfrenta desafios familiares, mas também precisa lidar com um oceano em constante transformação– brincou Rueger

                      Entretanto, ainda há o que ser estudado sobre essa descoberta. Os pesquisadores precisam entender as transformações e como elas afetam o equilíbrio alimentar, a saúde ecológica, a reprodução e a capacidade de fuga dos animais. Eles também pretendem investigar se outras espécies marinhas têm o mesmo “talento”.

                       

                      Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                       

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                        Por: Nicole Leslie -
                        30/05/2025

                        O Savannah, megaiate da Feadship que pertenceu ao bilionário magnata da mineração Lukas Lundin, foi vendido por US$ 150 milhões — mais de R$ 850 milhões (valores convertidos em maio de 2025). Entregue em 2015, a embarcação de 273 pés combina alta tecnologia e espaços de convivência assinados pela CG Design — um dos dois únicos projetos náuticos já realizados pelo estúdio francês.

                        Sueco radicado na Suíça, Lundin construiu sua fortuna nos setores de mineração e petróleo. Ele faleceu em 2022, vítima de um câncer na cabeça. O Savannah estava à venda desde setembro de 2023 e foi negociado após um desconto de US$ 32 milhões — cerca de R$ 180 milhões (em conversão de maio de 2025) — no então valor pedido.

                        Foto: Y.CO / Reprodução

                        O iate acumula títulos de prestígio, como o de primeiro megaiate híbrido do mundo — o que proporciona significativa economia de combustível –, além de prêmios como Iate a Motor do Ano de 2016 no World Superyacht Awards e três reconhecimentos no ShowBoats Design Awards do mesmo ano.

                        Vista do “salão Nemo” do megaiate Savannah. Foto: Y.CO / Reprodução
                        Foto: Y.CO / Reprodução

                        O modelo tem design assinado pelo Studio de Voogt e pela CG Design, com um conceito futurista que combina metais e amplas superfícies envidraçadas para valorizar a sensação de espaço. Um de seus destaques é o salão semi-submerso, apelidado de “salão Nemo“, que permite uma visão impressionante que une a paisagem com a vida marinha.


                        A configuração interna acomoda confortavelmente 12 hóspedes em seis cabines e até 24 tripulantes em 12 quartos. Entre os muitos luxos a bordo, o Savannah conta com spa com hammam, academia, coleção de arte moderna — que remete a um museu flutuante –, piscina de 9 metros e um deque multifuncional que pode receber festas.

                        Foto: Y.CO / Reprodução

                        Cada detalhe contribui para a atmosfera de sofisticação. Há uma cascata e plataforma submersível, churrasqueira no deque, garagem para botes e até uma quadra de basquete a bordo.

                        Foto: Y.CO / Reprodução

                        A motorização inclui um Wärtsilä 9L20 de 4 tempos com 2.414 cv, combinado a um banco de baterias de um megawatt. A velocidade de cruzeiro é de 14 nós, com máxima de 17 nós.

                         

                        Náutica Responde

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                          Brasil confirma presença na Conferência dos Oceanos da ONU de 2025

                          Evento acontece em Nice, na França, de 9 a 13 de junho

                          Por: Nicole Leslie -

                          Falar sobre a conservação dos oceanos, mares e recursos marinhos tem se tornado uma pauta cada vez mais urgente no cenário global. Não por acaso, essa é a missão central da Conferência dos Oceanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que reúne representantes de diversos países para discutir o uso saudável e sustentável das águas do planeta.

                          Neste ano, o encontro será realizado de 9 a 13 de junho, em Nice, na França — e o Brasil já confirmou presença. Como uma das nações com maior extensão litorânea do mundo, onde grande parte da população vive na costa, o país tem um papel estratégico nos debates.

                          Brasil na Conferência dos Oceanos 2025

                          Segundo a Câmara dos Deputados, uma das principais preocupações dos ambientalistas brasileiros é a degradação dos recifes de coral. Para definir prioridades na participação nacional, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara realizou nesta quinta-feira (29) uma audiência pública, aberta a perguntas da população.

                          Foto: Wikimedia Commons / Creative Commons / Reprodução

                          O diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), Segen Estefen, informou por meio do portal Terra que a delegação brasileira participará de encontros exclusivos durante o evento, incluindo reuniões com centros de pesquisa de referência, como os franceses Ifremer e Mercator Ocean International.


                          Outro ponto de destaque é que o Brasil foi o primeiro país a incluir a educação oceânica no currículo escolar. O acordo, assinado em abril deste ano, teve reconhecimento internacional da Unesco, reforçando o protagonismo brasileiro na pauta ambiental.

                          Soluções para todo o mundo

                          De alcance global, a conferência tem como principal meta impulsionar ações urgentes e inovadoras para proteger os oceanos e seus recursos, garantindo um uso mais equilibrado e responsável.

                           

                          A proposta é transformar boas intenções em práticas concretas, dando força às iniciativas já existentes e unindo esforços por meio de parcerias sólidas. Tudo isso para tirar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 14 do papel — e, com ele, garantir que a vida na água continue possível para as futuras gerações.

                           

                          Náutica Responde

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                            Cemitério de barcos? Conheça galpão náutico que acumula milhares de embarcações nos EUA

                            Com paisagem tomada por barcos aglomerados, empresa familiar dos EUA vende cerca de 500 embarcações por ano

                            Por: Nicole Leslie -

                            Um “galpão” a céu aberto com milhares de barcos aglomerados é uma cena que, certamente, chama atenção. A estética incomum que ilustra as imagens dessa reportagem é realidade na Lanier Marine Liquidators, apelidada de “cemitério de barcos”.

                            Fundada há dez anos como uma empresa familiar, a Lanier atua como revendedora e corretora náutica em Dawsonville, na Geórgia, Estados Unidos.

                             

                             

                            O empreendimento cresceu rapidamente e mantém, há sete anos, uma média de 500 embarcações vendidas anualmente.

                            Local reúne milhares de barcos de diferentes tamanhos. Foto: YouTube Alamar Miami / @AlamarMiami / Reprodução

                            Nesta quinta-feira (29), o site da Lanier exibia mais de 1.400 produtos à venda — embora as imagens do “cemitério de barcos” sugiram ter ainda mais.

                             

                            No catálogo há lanchas, veleiros, barcos de pesca, jets, motores, geradores e outras peças menores.

                            Foto: YouTube Alamar Miami / @AlamarMiami / Reprodução

                            Além da revenda, a empresa realiza manutenção de embarcações, faz a intermediação de compras e trocas no setor náutico e ainda entrega produtos — como motores ou até barcos — para outros países.

                            Lancha Monterey 265SEL 1994, anunciada por US$ 9.950 na Lanier Marine Liquidators. Foto: Lanier Marine Liquidators / Reprodução

                            No catálogo virtual, alguns modelos estão com preços abaixo do valor de mercado. Um exemplo é a lancha Monterey 265SEL 1994, anunciada por US$ 9.950, enquanto seu valor médio gira em torno de US$ 15.000.


                            Outro destaque é a Bayliner 2450 Command Bridge 1984, ofertada por US$ 4.500, faixa inferior ao valor de mercado, que costuma variar entre US$ 5.000 e US$ 10.000.

                             

                            Já o Sea Sprite 260 Escapade III 1986 aparece na Lanier por US$ 2.950, valor menor em comparação aos preços médios de US$ 3.000 a US$ 6.000.

                            Empresa que parece um cemitério de barcos também tem muitos motores à venda. Foto: YouTube Alamar Miami / @AlamarMiami / Reprodução

                            Os preços reduzidos geralmente se justificam pela necessidade de manutenção nas embarcações. Embora seja possível fechar negócio online, a recomendação é visitar o espaço pessoalmente, para avaliar os produtos de perto.

                             

                            A Lanier Marine Liquidators está localizada na Rodovia Henry Grady, número 106, CEP 30534, em Dawsonville, Geórgia (EUA).

                             

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                              Navios de petróleo podem estar acelerando extinção da rara baleia-de-Rice

                              Avaliação ambiental do governo dos EUA alerta para riscos à espécie, com cerca de apenas 50 indivíduos no mundo

                              Por: Nicole Leslie -

                              A baleia-de-Rice (Balaenoptera ricei), espécie já considerada em extinção, pode estar sendo ainda mais ameaçada por navios de petróleo e gás no Golfo do México. É o que aponta uma avaliação ambiental publicada pelo governo dos Estados Unidos, no último dia 20.

                              O estudo conclui que as colisões com embarcações que operam na extração de petróleo e gás na região têm potencial para agravar ainda mais o risco de extinção da espécie. A baleia-de-Rice está listada como ameaçada pelo Serviço Nacional de Pesca Marinha, a NOAA Fisheries, desde 2019.

                              Foto: National Oceanic and Atmospheric Association (NOAA) / Wikimedia Commons / Reprodução

                              Estima-se que existam apenas 51 indivíduos da espécie em todo o mundo, o que tornam essas baleias umas das mais ameaçadas no planeta. Segundo a NOAA, a maior concentração de baleias-de-Rice se encontra justamente no nordeste do Golfo do México, entre 100 e 400 metros de profundidade.

                               

                              O principal risco aos animais está relacionado a possíveis derramamentos de óleo durante a atividade petrolífera. No entanto, quatro organizações de conservação dos EUA entraram com uma ação judicial contra o NOAA, alegando que o parecer biológico emitido pelo governo não oferece proteção adequada à espécie.


                              As entidades destacam que o documento é falho por ainda permitir atividades que representam riscos aos animais, subestimar os impactos de novos derramamentos e colocar em risco não apenas as baleias-de-Rice, mas outros animais como tartarugas-marinhas, corais e diversas espécies de peixes.

                              Sobre a baleia-de-Rice

                              A baleia-de-Rice foi considerada como baleia-de-Bryde até 2021, quando houve a divisão da segunda espécie em duas distintas. As Rice têm porte médio e podem atingir 12 metros, pesando até 27 toneladas.

                               

                              Ainda não se sabe a expectativa de vida das baleias-de-Rice, no entanto as baleias-de-Bryde — o parente mais próximo — vivem cerca de 60 anos, atingindo a idade reprodutiva aos 9.

                               

                              Quanto à coloração, a parte superior é cinza-escuro e a barriga pálida em tons rosados. Elas se alimentam de pequenos peixes e lulas e são encontradas principalmente entre 100 e 400 metros de profundidade no Golfo do México.

                               

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                                Em 184 anos, será a primeira vez da competição na Itália; país nunca venceu a disputa

                                Conhecida por ser o berço da pizza, Nápoles está prestes a se tornar o epicentro mundial da vela! Na última quarta-feira (28), foi anunciado oficialmente que a cidade italiana sediará a 38ª edição da mais do que centenária America’s Cup, no ano de 2027.

                                Em 134 anos, será a primeira vez que a competição atracará na Itália. Em 2012 e 2013, o país recebeu a America’s Cup World Series, fase preliminar que serve como classificatória para as regatas finais — e reuniu centenas de milhares de pessoas para acompanhar as disputas.

                                Arte oficial da 38ª edição da America’s Cup Louis Vuitton. Foto: America’s Cup/ Divulgação

                                Isso estava em nossas mentes e foi um fator muito importante na decisão de trazer a America’s Cup para Nápoles– Grant Dalton, CEO do Emirates Team New Zealand e da America’s Cup Events

                                O prefeito de Nápoles, Gaetano Manfredi, foi um dos principais arquitetos do sucesso da candidatura napolitana. Na coletiva de anúncio, realizada no Castel dell’Ovo — castelo mais antigo da cidade — e com o vulcão ativo do Monte Vesúvio ao fundo, o político não escondeu a emoção.

                                Coletiva de imprensa realizada no Castel dell’Ovo. Foto: Ian Roman/ America’s Cup/ Divulgação

                                Obrigado por escolher Nápoles. Guardar um segredo em Nápoles não é algo fácil, mas trabalhamos muito bem juntos e vencemos uma grande competição internacional– disse Manfredi

                                Além disso, o prefeito surfou na onda das comemorações animadas do título do Napoli — time de futebol campeão da liga italiana em 2024-2025 — para definir a cidade do sul da Itália como “uma cidade do esporte, do povo e das famílias”.

                                Regata da America’s Cup, disputada em 2024. Foto: Ricardo Pinto/ America’s Cup/ Divulgação

                                A America’s Cup é sobre profissionais, mas também é para todos. E o valor social deste evento é enorme– comemorou Manfredi

                                De acordo com a America’s Cup, a escolha de Nápoles como sede representa uma oportunidade “estratégica para acelerar o programa de reabilitação ambiental e regeneração urbana de Bagnoli, área que servirá de base para as equipes”.

                                Benvenuto, America’s Cup!

                                Patrimônio Mundial da UNESCO e uma das cidades mais antigas da Europa, Nápoles aguarda ansiosamente o troféu esportivo internacional mais antigo do mundo, datado de 1851. Quem sabe esse pode ser o incentivo que o país precisa para, finalmente, ganhar o inédito troféu.

                                Troféu da Louis Vuitton 38th America’s Cup. Foto: Ian Roman/ America’s Cup/ Divulgação

                                Conforme comunicado, a área de corrida será montada do Castel dell’Ovo até o oeste de Posillipo. Segundo o evento, os visitantes terão “um dos melhores anfiteatros para corridas da America’s Cup já vistos, com pontos de observação ao longo da orla do centro de Nápoles”.

                                Dalton, na coletiva, destacou as participações italianas na America’s Cup, como a da Azzura — primeira do país a disputar o torneio, em 1983 — e o recente título da Puig Women’s America’s Cup & UniCredit Youth America’s Cup (categoria exclusiva para mulheres e competidores mais jovens), conquistado pela equipe Luna Rossa Prada Pirelli.

                                Foto: Ian Roman/ America’s Cup/ Divulgação

                                Ao todo, foram três finais em que uma das competidoras era italiana, mas nenhuma chegou a vencer. O exemplo mais recente ocorreu em 2021, com a Luna Rossa perdendo para o atual tricampeão New Zealand — que ainda viria a vencer a edição seguinte, em 2024.

                                 

                                Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                 

                                Náutica Responde

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                                  Revista da Turma da Mônica ganha edição especial sobre a cultura oceânica

                                  Lançada na última quinta-feira (28), história em quadrinhos será distribuída gratuitamente em escolas e bibliotecas

                                  29/05/2025

                                  Já parou para pensar como o Cascão se comporta debaixo d’água? Pois prepare-se, que chegou a sua hora! Na última quinta-feira (28), saiu a nova revista de história em quadrinhos da Turma da Mônica, em edição especial que busca conscientizar a sociedade sobre a importância dos oceanos.

                                  O lançamento oficial aconteceu na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM), da Universidade de São Paulo (USP). O evento contou com a participação ilustre dos personagens do gibi e atividades interativas com a temática “Década do Oceano”, que teve a participação de crianças de 6 e 12 anos.

                                  Trecho da revista “Turma da Mônica: oceanos – Edição Especial da Década do Oceano”. Foto: Turma da Mônica/ Reprodução

                                  Feita em parceria com a Cátedra UNESCO para a Sustentabilidade do Oceano, a edição intitulada “Oceanos – Edição Especial da Década do Oceano” será distribuída gratuitamente a milhares de leitores em escolas públicas, bibliotecas e instituições de todo o Brasil.

                                  Outro meio de ler a nova revista da Turma da Mônica sobre os oceanos é baixar a versão digital gratuitamente, direto do site da UNESCO.

                                  Turma da Mônica em: cultura oceânica

                                  A publicação celebra a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030) promovida pela ONU. Produzida pelos estúdios do desenhista Maurício de Sousa — criador da Turma da Mônica — a HQ propõe uma nova relação do público infanto-juvenil com o oceano.

                                  Foto: Instagram @catedraoceano/ Reprodução

                                  O projeto, em parceria com o Instituo de Estudos Avançados (IEA) da USP, teve coordenação do professor Alexander Turra, do Instituto Oceanográfica (IO) da USP. Para o educador, essa edição tem a missão de propagar a “cultura oceânica no Brasil e no mundo”.

                                  Alexander Turra com a nova revista da Turma da Mônica. Foto: Instagram @catedraoceano/ Reprodução

                                  Além do lançamento do gibi, 120 alunos da Escola Preparatória da USP tiveram uma tarde repleta de descobertas, com atividades interativas sobre o consumo consciente de pescado e lixos em lugares desertos, além de exibições de organismos microscópicos marinhos — observado por lupas e microscópios.

                                  [O objetivo é propor] uma imersão educativa e interativa sobre a importância dos mares para a vida no planeta– disse Alexander Turra

                                  Por lá, as crianças também assinaram com tinta ecológica uma tela coletiva, que simboliza o compromisso com a proteção dos oceanos. Confira!

                                   

                                   

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                                    Vai ao Marina Itajaí Boat Show? Garanta sua hospedagem com desconto

                                    Evento conta com hotel oficial e boutique, ambos com valores especiais. Salão acontece de 3 a 6 de julho

                                    Os ventos já sopram para o próximo grande salão náutico do ano, desta vez, no Sul do Brasil: o Marina Itajaí Boat Show 2025. Sobre águas catarinenses, embarcações dos mais variados modelos e valores estarão à espera de quem ama esse universo — e se você é uma dessas pessoas, poderá contar com descontos exclusivos nas acomodações oficiais do evento.

                                    Na edição deste ano do maior salão náutico do Sul do país, que acontece de 3 a 6 de julho, dois hotéis prometem garantir a estadia perfeita, pertinho do evento: o Mercure Itajaí Navegantes, hotel oficial do salão, com serviços completos e infraestrutura moderna; e o Villa D’Ozio, opção boutique e intimista, ideal para quem busca um refúgio sofisticado.

                                    Conheça os hotéis do Boat Show de Itajaí

                                    Mercure Itajaí Navegantes

                                    A apenas 1,3 km da Marina de Itajaí e a 4 km do Aeroporto Internacional de Navegantes, o Mercure Itajaí Navegantes, hotel oficial do evento, traz uma localização privilegiada, no centro da cidade.

                                    Foto: Mercure Itajaí Navegantes / Divulgação

                                    A acomodação dispõe de quartos com design moderno, funcionais e adaptados a viagens profissionais e de lazer. De acordo com a empresa, alguns destaques são piscina aquecida, banheira de hidromassagem, sauna, academia e estacionamento, além de fácil acesso a pontos turísticos, como o parque Beto Carreiro World.

                                    Foto: Mercure Itajaí Navegantes / Divulgação

                                    O público do Boat Show que optar em se hospedar por lá garante 13% de desconto. Para isso, basta entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (47) 3247-4850 e mencionar o código BOAT SHOW.

                                    Villa d’Ozio

                                    Hotel boutique do Marina Itajaí Boat Show, o Villa d’Ozio é tido como o refúgio ideal para quem busca fugir da agitação em um paraíso de beleza e tranquilidade, na Praia Brava de Itajaí. De acordo com o hotel, a experiência “vai além de uma estadia”, e é “uma imersão completa em um universo multissensorial de vivências memoráveis”.

                                    Foto: Villa d’Ozio / Divulgação

                                    Inspirado pela Costa Amalfitana da Itália, o Villa d’Ozio traz a essência do “il dolce far niente” para as areias da Praia Brava — uma das mais badaladas e charmosas praias catarinenses.

                                    Foto: Villa d’Ozio / Divulgação

                                    Nessa opção de estadia, os visitantes do salão garantem 15% de desconto ao utilizar o código #boatshow, que deve ser aplicado diretamente no site de reservas.


                                    Marina Itajaí Boat Show 2025

                                    O maior evento náutico do Sul do Brasil está mais do que preparado para a sua terceira edição! Em Santa Catarina, o Marina Itajaí Boat Show 2025 promete reunir grandes marcas, as principais novidades em barcos, motores e equipamentos, além de muitas opções de entretenimento aos visitantes.

                                    Foto: Victor Santos/Revista Náutica

                                    Na edição de 2024, o Boat Show de Itajaí reuniu 70 marcas e contou com mais de 70 barcos em exposição — 50 deles atracados nas águas. De embarcações de entrada a iates de luxo, o evento ofereceu ampla diversidade de produtos e foi sucesso entre os visitantes, recebendo cerca de 20 mil pessoas.

                                     

                                    Anote aí!

                                    Quando: De 3 a 6 de julho de 2025
                                    Horário: Quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado, das 11h às 21h; domingo, das 11h às 20h.
                                    Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
                                    Mais informações: site do evento
                                    Ingressos: site oficial de vendas

                                     

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                                      Além da propriedade de luxo, sortudo ainda receberá R$ 1,9 milhão em dinheiro -- rifa custa cerca de R$ 75

                                      Por: Nicole Leslie -

                                      Imagine investir apenas R$ 75 em uma rifa e, de repente, se tornar dono de uma mansão luxuosa à beira-mar, avaliada em R$ 30,2 milhões. Parece sonho? No Reino Unido, isso pode se tornar realidade graças a um novo sorteio da Omaze, empresa britânica que arrecada fundos para causas beneficentes.

                                      Nesta edição, o prêmio inclui uma residência em West Sussex, na Inglaterra, além de um bônus de R$ 1,9 milhão em dinheiro para o vencedor começar a nova vida com o pé direito.

                                       

                                      O imóvel será entregue com todos os impostos e taxas legais já quitados. Quem ganhar poderá escolher entre viver na mansão, alugá-la ou colocá-la à venda.

                                      Foto: Omaze / Reprodução

                                      Com uma casa milionária e um belo prêmio em dinheiro em mãos — ou nos bolsos –, o ganhador terá decisões importantes pela frente. Se optar pela venda, pode embolsar uma fortuna de R$ 30 milhões. Se preferir alugar, a renda mensal estimada é de R$ 45 mil. E se a ideia for morar ali, o valor extra em dinheiro cobre os custos da propriedade por muitos anos.


                                      Luxo em cada detalhe

                                      A mansão à beira-mar já vem totalmente mobiliada, com decoração contemporânea e móveis avaliados em R$ 1,2 milhão. O projeto foi pensado para valorizar ao máximo a vista panorâmica da praia.

                                      Foto: Omaze / Reprodução

                                      São três salas de estar, uma delas com bar integrado. A cozinha interna é ampla, com espaço para refeições rápidas e área de serviço separada. Já a cozinha ao ar livre conta com forno de pizza e churrasqueira.

                                      Foto: Omaze / Reprodução

                                      No quesito conforto, nada fica de fora. A casa oferece banheira de hidromassagem no lounge externo, estúdios para visitas com suíte privativa, chuveiros aquecidos para pets e até uma garagem para barcos.

                                      Foto: Omaze / Reprodução

                                      Mansão sorteada transformará vidas

                                      Apesar do glamour, o objetivo da Omaze é filantrópico. A empresa promove sorteios com prêmios que mudam vidas, enquanto arrecada fundos para transformar a vida de outras pessoas.

                                      Foto: Omaze / Reprodução

                                      Neste caso, a renda será destinada à Associação da Doença do Neurônio Motor, que presta apoio a pacientes no Reino Unido. A condição é uma doença neurológica fatal e de rápida progressão, que afeta o cérebro e a medula espinhal.

                                       

                                      O sorteio está aberto apenas para residentes do Reino Unido. Mas para quem pode participar, é uma chance de ouro de mudar de vida e ainda fazer o bem.

                                       

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                                        Seleção brasileira de Optimist representa o país no Campeonato Europeu

                                        Competição acontece em Çeşme, na Turquia, de 30 de maio a 3 de junho

                                        Por: Nicole Leslie -

                                        A nova geração da vela brasileira está pronta para mostrar seu talento nas águas da Turquia. Começa nesta sexta-feira (30) o Campeonato Europeu de Optimist 2025, que movimentará as águas da cidade de Çeşme até terça-feira (3).

                                        Voltada a velejadores de até 15 anos, a classe Optimist é considerada a porta de entrada para a vela de alto rendimento. E o campeonato europeu é um dos maiores palcos do mundo para esses jovens talentos.

                                         

                                        A edição deste ano reúne 258 velejadores, vindos de 43 países. Entre eles, quatro brasileiros representam o país com orgulho: Lara Candemil (Santa Catarina), Uma Creixell (Rio Grande do Sul), Davi Sugai e Thomas Oliveira (ambos do estado de São Paulo).

                                        Lara Candemil em veleiro Op. Foto: Veleiros da Ilha / Reprodução

                                        O time foi preparado por Alexandre Paradeda, instrutor que acumula medalhas em campeonatos mundiais, sul-americanos e pan-americanos. A equipe desembarcou em solo turco no último sábado (24) e realiza treinos de preparação desde então.


                                        Histórico brasileiro na classe

                                        O Brasil tem bons motivos para acreditar em seus representantes. Em 2021, o país conquistou seu primeiro título mundial na classe Optimist com Alex Di Francesco Kuhl, em campeonato realizado no Lago di Garda, na Itália.

                                        O que é a classe Optimist?

                                        A classe Optimist — ou Op — é voltada a atletas de 7 a 15 anos. A categoria é uma das mais populares do mundo na iniciação à vela.

                                         

                                        As embarcações de Op são menores e mais estáveis que as de uso adulto, com comprimentos que não chegam a 2,5 metros e capacidade para até 60 kg. O resultado são veleiros que garantem mais segurança e estabilidade para que os pequenos velejadores deem suas primeiras braçadas no esporte.

                                         

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                                          Atenção, tripulantes: “fim do mundo” à vista! No 6º episódio de “Endurance 64: o veleiro polar”, série especial de NÁUTICA em parceria com a Yanmar, a tripulação explora Ushuaia, na Argentina, e Puerto Williams, no Chile — destinos no pedacinho final das Américas e conhecidos como “fim do mundo”. A estreia do novo capítulo é nesta quinta-feira (29), às 20h, no Canal NÁUTICA do YouTube.

                                          Embora o mar seja o habitat natural dos envolvidos nessa aventura, ventos com rajadas de até 50 nós colocaram a tripulação para praticar a resiliência em terra firme.

                                           

                                           

                                          A espera por melhores condições de navegação passou longe de ser uma angústia, até porque, navegar também é sobre saber esperar — e os destinos no solo não decepcionaram.

                                          Tripulação aproveitou destinos deslumbrantes em terra no 6º episódio da série “Endurance 64: o veleiro polar”. Foto: Revista Náutica

                                          Em Ushuaia, trilhas, montanhas, cachoeiras, neve e uma natureza deslumbrante emolduravam o cenário longe do mar. A espera ainda permitiu que a tripulação aproveitasse para abastecer, fazer compras e analisar a melhor janela para partir para o Chile, em busca de uma autorização para poder usar ilhas como Horn e Herschel, ambas no arquipélago da Terra do Fogo e próximas ao Cabo Horn.

                                          Foto: Revista Náutica

                                          A temida Passagem de Drake se aproxima

                                          Mesmo com o charme da neve sob o céu azul e o dourado do sol embelezando a vista, a passagem de Drake parecia pairar no horizonte. Afinal, ainda que fora de vista, a Antártica se aproxima — e esse trecho, em especial, promete fortes emoções para a tripulação do Endurance 64.

                                          Foto: Revista Náutica

                                          Ao cruzar mais uma fronteira, desta vez para o Chile, o também chamado estreito de Drake já exige que os membros dessa viagem voltem olhares para orientações técnicas, previsões do tempo e conselhos de quem já passou por lá.

                                          Foto: Revista Náutica

                                          As máquinas por trás da aventura à Antártica

                                          Com 64 pés de comprimento e casco de alumínio, o veleiro Endurance 64 abrigou por três meses  os navegadores desta expedição à Antártica, exibida na série do Canal Náutica.

                                          Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição
                                          Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal

                                          Projetado por Thierry Stump, um belga que adotou o Brasil como lar, e totalmente reformado no ano de 2021, o barco homenageia, com seu nome, a lendária embarcação Endurance, de Sir Ernest Shackleton — o mais famoso navegador apaixonado pela Antártica.

                                           

                                          Para garantir o sucesso da expedição polar que deu origem à nova série de NÁUTICA, o Endurance 64 recebeu o motor 4LHA-STP da Yanmar.

                                          Para série náutica de expedição à Antártica, o Veleiro Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar
                                          Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal

                                          Segundo a marca japonesa, o equipamento pode ser utilizado como reversor ou rabeta e ainda serve a alguns barcos de lazer — como lanchas de 36 pés com montagem de parelha.

                                           

                                          A parceria da tecnologia da Yanmar somada às expertises dos tripulantes permitiram que a viagem ao continente mais gelado do planeta fosse um sucesso. Você confere a saga completa de “Endurance 64: o veleiro polar” no Canal Náutica do YouTube. Inscreva-se e ative o sininho para não perder nenhum capítulo dessa emocionante expedição.

                                           

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                                            Pesquisadores são surpreendidos por erupção vulcânica embaixo d’água; entenda o fenômeno

                                            Registro foi feito na área hidrotermal de Tica, a 2.500 m de profundidade, próximo da Costa Rica

                                            Por: Nicole Leslie -
                                            28/05/2025

                                            Pesquisadores da Universidade de Delaware foram surpreendidos por uma erupção vulcânica no fundo do mar. A equipe realizava uma expedição na área hidrotermal de Tica — localizada a cerca de 2.500 metros de profundidade e a centenas de quilômetros a oeste da Costa Rica — quando notou que, de um dia para o outro, a região havia sido tomada por lava.

                                            O grupo investigava como as fontes hidrotermais influenciam o movimento do carbono orgânico dissolvido nas profundezas oceânicas. Para isso, os cientistas embarcavam em grupos de três pessoas no Alvin — submersível operado pela Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI), de propriedade da Marinha dos EUA — para coletar amostras e imagens do leito marinho.

                                             

                                            No último dia 28 de abril, os pesquisadores mergulharam na fonte hidrotermal de Tica e registraram um ecossistema que há anos se mantinha estável: vibrante, colorido e povoado por mexilhões, caranguejos, vermes tubulares, peixes e outros animais que vivem em torno das fontes hidrotermais.

                                            Área hidrotermal de Tica após erupção. Foto: Universidade de Delaware / Reprodução

                                            Essas fontes expeliam fluidos extremamente quentes — acima de 430 °C — ricos em compostos químicos e sulfeto de hidrogênio. Embora a atividade hidrotermal fosse conhecida, as erupções de lava na região aconteciam com intervalos de até 20 anos.

                                             

                                            Para surpresa da equipe, apenas um dia depois de visitarem o local, em 29 de abril, o cenário havia mudado completamente. Assista ao antes e depois da erupção no fundo do mar:

                                             

                                             

                                            Tica quase desapareceu completamente– afirmou Andrew Wozniak, professor e líder da pesquisa

                                            O ecossistema colorido foi coberto por lava, já endurecida pelas águas frias do fundo oceânico. A mudança abrupta abriu caminho para novas pesquisas sobre vulcanismo submarino, agora com a oportunidade inédita de estudar uma erupção em tempo real.

                                            Isso nos dará uma noção melhor de quais são os precursores de uma erupção– explicou o geólogo marinho Dan Fornari

                                            Embora a erupção no fundo do mar tenha surpreendido, ela não foi totalmente inesperada. Os cientistas já monitoravam sinais de atividade há mais de sete anos e haviam planejado a expedição justamente com a expectativa de registrar alguma novidade sobre o evento vulcânico.


                                            A bordo do Alvin, uma equipe coletou dados e amostras frescas antes de encerrar a missão — aproveitando a oportunidade única, mas também respeitando o limite de segurança, já que a região estava com temperaturas mais elevadas do que o habitual.

                                             

                                            O piloto de Alvin, Kaitlyn Beardshear, revelou na publicação da Universidade, que existem limites de temperatura para garantir a segurança do submarino e da tripulação.

                                            Quando vimos um brilho laranja cintilante em algumas das rachaduras, isso confirmou que a erupção vulcânica ainda estava em andamento– revelou o piloto

                                            Por fim, Beardshear decidiu voltar à superfície antes de atingirem o limite de temperatura. Mas, o tempo que ficaram próximos ao fenômeno foi suficiente para coletar dados importantes para a ciência. A pesquisa também contou com a participação de cientistas da Rensselaer Polytechnic Institute e da Middle East Technical University.

                                            À esq., um pedaço de lava ainda não congelada pela água. Foto: Universidade de Delaware / Reprodução

                                            Ecossistemas que renascem da destruição

                                            Embora os detalhes sobre o comportamento das erupções em Tica ainda sejam limitados, pesquisadores já sabem que esses fenômenos ocorrem em ciclos: a lava cobre tudo, destrói o ecossistema, e, com o tempo, a vida volta a emergir.

                                            Testemunhamos o fim da parte viva e vibrante desta comunidade. Foi destrutivo, mas, ao mesmo tempo, é uma oportunidade de renascimento– Sasha Wagner, professora assistente na pesquisa

                                            Tica já passou por três erupções desde 1991, com intervalos de 15 a 20 anos. Até agora, porém, os efeitos dessas explosões só haviam sido documentados meses ou anos após o ocorrido. Esta é a primeira vez que os cientistas poderão estudar um evento praticamente em tempo real.

                                             

                                            O que se sabe é que, após a destruição, a vida recomeça com tapetes de bactérias que transformam os compostos químicos das fontes hidrotermais em matéria orgânica. Essa matéria serve de alimento para animais maiores, e, aos poucos, novas colônias se instalam, dando origem a um novo ecossistema.

                                             

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                                            Faça uma pergunta para a Náutica

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                                              Após 85 milhões de anos no solo, um fóssil de elasmossauro foi encontrado no rio Puntledge, na Ilha de Vancouver, no Canadá, dando início a um mistério. Isso porque, apesar de estar notavelmente completo, o fóssil possuía uma considerável degradação em um de seus lados. Isso somado a sua aparência incomum lhe rendeu o apelido de “monstro marinho”.

                                              “De longe parecia bom”, disse à BBC Science Focus o professor F. Robin O’Keefe, paleontólogo da Marshall University e autor principal do estudo que identificou o animal décadas depois.

                                              Quanto mais você se aproximava, mais triste ficava, como sorvete derretido. Isso tornava quase impossível identificá-lo– explicou o professor

                                              Foto: Robert O. Clark / Divulgação

                                              Os pesquisadores ficaram quase 40 anos com “a faca e o queijo na mão” até finalmente conseguirem identificar a qual animal pertencia o fóssil. A solução veio do esqueleto de um filhote, desenterrado recentemente. “Ele estava muito bem preservado e isso nos permitiu confirmar algumas das características estranhas do fóssil adulto”, disse O’Keefe.

                                              Foi a adição desse segundo esqueleto que tornou possível atribuir esse bicho [o fóssil] a uma nova espécie– destacou

                                              Monstro marinho era um elasmossauro

                                              Com nada menos que 12 metros, o fóssil misterioso foi definido como da espécie Traskasaura sandrae, um elasmossauro de pescoço longo predador que viveu ao lado dos dinossauros. Sua anatomia peculiar e seu estilo raro de caça, contudo, continuaram impressionando os pesquisadores mesmo após a descoberta, já que muitas particularidades definem o “monstro marinho”.

                                              Foto: Robert O. Clark / Divulgação

                                              Entre elas está a estrutura dos ombros, que se abre para baixo — diferente de qualquer outro elasmossauro conhecido. O animal provavelmente tinha 36 vértebras cervicais, com pelo menos 50 ossos no pescoço. As nadadeiras, em formato de asas de avião invertidas, com a superfície mais curva na parte inferior em vez da superior, “ajudava a acentuar o movimento de subida quando ele mergulhava”, explicou O’Keefe.


                                              Isso sugere outra característica impressionante: a de que o Traskasaura caçava mergulhando sobre a presa de cima para baixo. “Se você pensar em répteis nadando na água, a luz sempre vem de cima, então os animais tendem a caçar para cima porque estão olhando para presas silhuetadas contra a luz da superfície. Esse animal não fazia isso”, ressalta O’Keefe.

                                               

                                              Suas presas, envoltas no estilo de caça envolvente, provavelmente incluíam amonites — parentes extintos das lulas e polvos atuais, com conchas em espiral — que ele esmagava com dentes pesados e afiados.

                                               

                                              Apesar de grande, esse monstro marinho não era o predador dominante, uma vez que podia ser vítima de mosassauros maiores. A espécie foi extinta junto a todos os outros dinossauros na grande extinção em massa há cerca de 66 milhões de anos, causada por um asteroide.

                                               

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                                                Campeonato tradicional em Hong Kong: conheça a corrida de barcos-dragão

                                                Neste ano, competição acontece nos dias 7 e 8 de junho

                                                Por: Nicole Leslie -

                                                Um dos eventos mais tradicionais de Hong Kong está prestes a agitar a cidade unindo esporte, cultura e diversão. A Corrida Internacional de Barcos-Dragão Sun Life — uma espécie de prima gringa da Festa Junina brasileira — está marcada para os dias 7 e 8 de junho.

                                                O campeonato transforma o Porto de Victoria ao longo de uma semana, desde o dia 31 de maio até o encerramento das provas, com uma série de atrações culturais.

                                                Corrida de barcos-dragão em Hong Kong

                                                A competição consiste em uma corrida de barcos a remo decorados sob a temática de dragões chineses, realizada em uma pista aquática de 500 metros no Porto de Victoria.

                                                Foto: Conselho de Turismo de Hong Kong / Reprodução

                                                A disputa oferece premiações em dinheiro aos nove primeiros colocados em diversas categorias, com valores que variam de US$ 600 a US$ 10 mil — de R$ 3,3 mil a R$ 56,4 mil aproximadamente, conforme conversão feita em maio de 2025.

                                                 

                                                As inscrições aceitam equipes masculinas, femininas e mistas, tanto locais quanto internacionais, além de grupos convidados e categorias especiais. Algumas delas exigem taxa de participação. O processo é feito pelo site oficial do evento, onde também estão disponíveis os editais com todas as regras de participação.

                                                Foto: Conselho de Turismo de Hong Kong / Reprodução

                                                Esporte, cultura e diversão

                                                Enquanto os barcos — com estruturas semelhantes às canoas havaianas conhecidas no Brasil — cortam as águas, o público acompanha tudo da margem, em meio a uma atmosfera vibrante.

                                                Foto: Hong Kong China Dragon Boat Association (HKCDBA) / Reprodução

                                                A área seca do Porto de Victoria se transforma em um grande festival, com estandes de comidas e bebidas típicas, experiências imersivas, exposições temáticas e apresentações culturais.

                                                 

                                                Neste ano, o evento acontece diariamente das 13h às 22h, com entrada gratuita para o público. E para quem não puder assistir de perto, haverá transmissão da corrida no canal 32 da televisão de Hong Kong, uma iniciativa do Conselho de Turismo de Hong Kong.

                                                 

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                                                  Modelo de 10,5 m de comprimento é capaz de navegar em águas rasas, possui artilharia de peso a bordo e alcança até 40 nós. Confira!

                                                  Estaleiro anuncia megaiate explorador capaz de navegar no Ártico

                                                  Feito sob encomenda, barco foi construído para realizar sonho do proprietário e "ser visto do espaço sideral"

                                                  Chegou a hora da gigante holandesa Feadship entrar na “brincadeira” dos iates exploradores! O estaleiro já chega com os dois pés na porta, anunciando o lançamento do Valor, um megaiate de 262 pés (80 metros de comprimento) que promete emissão zero nas primeiras 48 horas de navegação.

                                                  Por incrível que pareça, esse barco foi construído para um cliente fiel da Feadship, que terá um modelo exclusivo para chamar de seu. Nada modesto, ele tinha uma pequena exigência: que sua encomenda fosse algo que pudesse ser reconhecível do espaço sideral.

                                                  Megaiate Valor. Foto: Feadship/ Divulgação

                                                  Na verdade, ele também tinha outra condição: que a embarcação fosse capaz de transitar pela Passagem Noroeste, via marítima acima do Círculo Polar Ártico. Dito e feito! O barco está equipado com uma faixa de gelo de dois metros acima e abaixo da linha d’água, o suficiente para garantir que o sonho do proprietário possa ser realizado.

                                                   

                                                  Além disso, o megaiate explorador tem geradores de calor que podem reciclar e capturar energia latente (que é a energia térmica envolvida durante uma mudança de estado físico onde não há alteração na temperatura). Essa tecnologia permite que o Valor gerencie as condições extremas do Ártico.

                                                  Segundo a marca, o super barco ainda tem um dos sistemas de propulsão para iates “mais ecológicos e eficientes disponíveis atualmente”. O Feadship 715 — como também é chamado — carrega um sistema de propulsão diesel-elétrico alimentado à bateria.

                                                   

                                                  Como complemento, ainda tem um painel solar de alta eficiência montado em seu longo mastro, que extrai energia adicional sem gerar carbono. Além disso, o megaiate explorador é capaz de operar por até dois dias apenas com bateria, que permite uma navegação silenciosa e livre de emissões.

                                                  Megaiate Valor. Foto: Feadship/ Divulgação

                                                  Por falar em energia, o Valor a extrai de quatro geradores ultra eficientes de velocidade variável, conectados a uma rede elétrica CC e a um banco de baterias de íons de lítio refrigerado a água.

                                                   

                                                  Toda essa operação resulta em cinco vezes menos fornecimento de energia elétrica do que o Savannah, primeiro superiate híbrido do mundo, lançado em 2015. Segundo a marca, o barco terá testes utilizando biocombustível de óleo vegetal hidrotratado (HVO), que promete reduzir as emissões de carbono em até 90%.

                                                  Tem o seu Valor

                                                  As inspirações do proprietário — que é americano, mas não teve a identidade revelada — deste megaiate explorador não poderiam ser mais bélicas: uma mistura de “proa de navio de guerra” e uma versão modernizada de uma fragata de mísseis.

                                                   

                                                   

                                                  Logo, o Feadship 715 ganhou deques amplos e acessíveis, com baluartes alargados tanto no “andar” do proprietário quanto no dos hóspedes. O dono também ganhou alguns mimos, como um espaço extra para lounge ao ar livre, uma área de descanso com direito a gramado e um chuveiro para os três cachorros Golden retrievers dele.

                                                   

                                                  Inclusive, por falar em proprietário, ele tem um deque inteirinho para chamar de seu, com uma cabine voltada para a proa e vista para o heliponto, uma jacuzzi privativa, amplo closet privativo e um escritório. Não poderia faltar um skylounge para o dono e seus convidados, com paredes de vidro que unem ambientes interno e externo.

                                                  Megaiate Valor. Foto: Feadship/ Divulgação

                                                  Os convidados certamente terão muito conforto a bordo deste megaiate explorador, que acomoda até 14 hóspedes em seis cabines no convés principal. Não foram revelados detalhes do interior do barco, mas o estaleiro afirma que elas seguem as “linhas limpas e planas” do design exterior.

                                                   

                                                  A estética vintage domina todo o Valor, em um ambiente que remete a meados do século passado. Quem ficou responsável pelo design foi o estúdio britânico Bannenberg & Rowell, que ainda trouxe uma escadaria principal composta por exatas 48.001 peças, que incluem bronze maciço e pedras.

                                                  Completo e imponente

                                                  Não bastasse o tamanho, design e a emissão zero, esse megaiate explorador entrega ainda mais comodidades do lado de fora. Tem uma piscina de lazer infinita contracorrente, uma segunda jacuzzi para os hóspedes na proa, espaço para refeições ao ar livre na popa e sala de massagem e beleza, além de outros atrativos.

                                                  Megaiate Valor. Foto: Feadship/ Divulgação

                                                  Para quem deseja guardar seu tender (ou barco de apoio), a Feadship construiu um lugar à boreste que estão entre as maiores já feitas pelo estaleiro para um iate desse tamanho. Ainda há brinquedos aquáticos, equipamentos de exercício e de mergulho disponíveis para uso dos hóspedes.

                                                   

                                                  O beach-club conta com portas enormes que se abrem para ampliar o espaço e aumentar a integração entre a parte interna e externa, além de proporcionar “vistas e brisas incríveis”, segundo o estaleiro.

                                                   

                                                  No quesito velocidade, o Valor consegue atingir mais de 15 nós (cerca de 28 kh/h) e 11 nós (20 km/h) em cruzeiro, devido aos dois propulsores. Essa belezinha está programada para ser entregue até agosto e estreará no Monaco Yacht Show deste ano.

                                                   

                                                  Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                   

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                                                    Após 53 anos no espaço, nave da antiga União Soviética cai no Oceano Índico

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                                                    27/05/2025

                                                    A nave russa Kosmos 482 finalmente caiu no planeta Terra, 53 anos após seu lançamento. O projeto da antiga União Soviética planejava explorar o planeta Vênus, porém, nunca deixou a órbita da Terra. Vale destacar que, ao ser lançada, em 1972, a Guerra Fria estava em andamento, a moeda corrente no Brasil era o cruzeiro e o rei Pelé ainda jogava no Santos.

                                                    Segundo a Roscosmos, agência espacial russa, a Kosmos 482 reentrou na atmosfera da Terra e caiu no leste do Oceano Índico — embora não informe o local exato da queda. A estatal também não divulgou informações sobre resgate dos detritos da nave após o impacto na água.

                                                    Selo da época, em 1972, sobre o teste com a Kosmos 482. Foto: Domínio Público

                                                    O fim da história da Kosmos 482 foi confirmado quando a nave desapareceu do radar alemão utilizado pelo escritório de detritos espaciais da Agência Espacial Europeia. Ainda não se sabe o quanto as partes da espaçonave resistiram à descida de fogo da órbita.

                                                     

                                                    Com uma carcaça de titânio, a nave russa pesava cerca de meia tonelada, tinha 1 metro de diâmetro e poderia atingir o solo quase intacta. A queda da última parte restante em órbita aconteceu sem registros de impactos a pessoas ou estruturas.

                                                    De acordo com um tratado das Nações Unidas, os destroços do objeto, caso sejam encontrados, pertencerão legalmente à Rússia, país responsável pelo lançamento original, em 1972.

                                                    Reflexo de uma falha

                                                    A nave Kosmos 482 foi projetada pela extinta União Soviética para uma missão que planejava explorar o planeta Vênus. No entanto, o objeto falhou em escapar da órbita baixa da Terra, transformando-se numa espécie de “satélite” em órbita terrestre.

                                                    Imagem ilustrativa. Foto: mstandret/ Envato

                                                    Lançada em 31 de março de 1972, a nave russa teria se partido em quatro partes, segundo a NASA. Mais de meio século depois, havia o temor de que os detritos caíssem em lugares habitados ou até mesmo o Brasil — preocupação essa que não se materializou.

                                                     

                                                    Os cientistas envolvidos no acompanhamento da Kosmos 482 já apontavam que, na queda, as chances de alguém ser atingido eram extremamente baixas.

                                                     

                                                    Incapaz de resistir à força da gravidade à medida que sua órbita diminuía, o módulo esférico foi a última parte da nave a atingir o Índico. Construída para resistir a um pouso em Vênus — o planeta mais quente do sistema solar –, especialistas previam que a espaçonave pudesse cair completa na Terra.

                                                     

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                                                      Uma série de aparições de tubarões no litoral fluminense, nas últimas semanas, fez o governo do Rio de Janeiro alertar os banhistas. O recado deixa claro que o mar é o habitat desses animais e dá dicas do que fazer caso você se depare com o peixe.

                                                      Isso porque, apenas neste mês de maio, três ocorrências de aparição de diferentes espécies de tubarão foram registradas.

                                                       

                                                      A primeira ocorreu em Angra dos Reis, no dia 15, com dezenas de tubarões galha-preta dando as caras na Baía da Ilha Grande. De acordo com pesquisadores, a espécie pode passar de dois metros e meio de comprimento e pesar até 70 kg.

                                                      Tubarão-mako. Foto: imagesourcecurated/ Envato

                                                      Já no dia 18, alunos de uma escola de surfe avistaram na Barra da Tijuca, na altura do Posto 5, o que era possivelmente um tubarão-martelo. Segundo o biólogo Marcelo Szpilman afirmou, em entrevista ao portal G1, essa espécie é comum no litoral do Rio de Janeiro — que não deixou de assustar quem estava na água.

                                                      À primeira vista, eu não entendi muito, só vi meus alunos saindo bem rápido. Assim que um deles chegou a mim, ele falou: ‘tubarão! Tubarão!’– Juan Duarte, professor de surfe

                                                       

                                                       

                                                      No último dia 20 foi a vez de um tubarão-mako — conhecido como o mais rápido do mundo — ser flagrado nadando pertinho de um moto aquática no Posto 1. O homem que estava no jet filmou tudo — inclusive, o comportamento passivo do animal.

                                                      Eu piloto local aqui na Barra há mais de 4 anos e nunca tinha visto, primeira vez. Todo mundo abismado aqui– disse Breno Affonso, autor do vídeo

                                                      De acordo com especialistas, o crescimento de flagras de tubarões no Rio de Janeiro não é preocupante. Até o momento, nenhum desses ataques resultou em feridos e, segundo Szpilman, que também é presidente do AquaRio, esses animais são “um bom sinal”.

                                                      Tubarão-martelo. Foto: Image-Source/ Envato

                                                      De acordo com o especialista, os tubarões são residentes da região e não representam riscos para os banhistas. Ele aponta que a coloração mais clara da água — ou seja, de melhor visibilidade — , típica dessa época do ano, facilita a observação desses animais.

                                                      Eles sempre estiveram por ali. A diferença é que hoje há mais registros e vídeos circulando– biólogo Marcelo Szpilman, ao G1

                                                      O biólogo ainda destaca que a aparição na Barra, provavelmente, se deu pela presença dos cardumes de outros peixes que são presa dos tubarões. Já no caso das gralhas-pretas, a busca por águas mais quentes durante os meses de outono e inverno é uma das possíveis explicações, segundo o Instituto Mar Urbano.

                                                      A presença desses tubarões mostra que o ecossistema da região está saudável– tranquiliza o presidente da AquaRio

                                                      Tubarão-martelo. Foto: Image-Source/ Envato

                                                      Por conta da sequência de aparições de tubarões, o Governo do Rio de Janeiro divulgou instruções de segurança aos banhistas que frequentam o litoral fluminense.

                                                       

                                                      Um dos pontos reforçados pelas autoridades é o significado das bandeiras nas praias: fique de olho para a bandeira de cor roxa, que alerta a possível presença de tubarões ou outros animais marinhos.

                                                       

                                                       

                                                      Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

                                                       

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                                                        Por: Nicole Leslie -

                                                        Cruzar 300 milhas náuticas na maior regata da América Latina já é uma experiência memorável. Fazer isso ao lado do Cisne Branco, o emblemático navio-veleiro da Marinha do Brasil, torna tudo ainda mais especial. Em 2025, essa jornada será possível.

                                                        A 36ª edição da Regata Internacional Recife-Fernando de Noronha (Refeno) acontece em 27 de setembro e promete, mais uma vez, um percurso repleto de paisagens deslumbrantes. Com limite de 100 embarcações participantes, o Cisne Branco já confirmou presença entre os inscritos.

                                                        Foto: Refeno / Reprodução

                                                        As inscrições para a edição de 2025 estão abertas no site oficial da Refeno, organizada pelo Cabanga Iate Clube de Pernambuco. O Aviso de Regata (AR), que reúne todas as informações e regras do evento, já foi publicado.

                                                        Mais categorias em 2025

                                                        Neste ano, a Refeno ampliou o número de categorias participantes, passando de 10 para 12. Poderão competir as classes ORC, IRC, VPRS, RGS, Mocra, Catamarã, Trimarã, Aço, Alumínio, Bico-de-Proa, Aberta e Turismo. Os critérios de participação estão detalhados no AR.

                                                        Recordes em alto-mar

                                                        Na edição de 2024, o título ficou com o Adrenalina Pura, comandado pelos pernambucanos Avelar Loureiro, Humberto Carrilho e Cecília Peixoto. Eles completaram a travessia em 18 horas, 49 minutos e 25 segundos — o quinto melhor tempo da história da Refeno.


                                                        O recorde absoluto segue com a edição de 2007, quando o Adrenalina Pura, sob comando de Georg Ehrensperger, completou o percurso de 300 milhas náuticas em impressionantes 14 horas, 34 minutos e 54 segundos.

                                                        Sobre o navio-veleiro Cisne Branco

                                                        Símbolo da Marinha do Brasil, o Cisne Branco é um imponente veleiro de 76 metros de comprimento, inspirado nos elegantes clippers do século 19. Construído na Holanda pelo estaleiro Damen Oranjewerf, foi presenteado à Marinha do Brasil e incorporado à Armada em março de 2000.

                                                        Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

                                                        Desde então, a embarcação atua como uma verdadeira embaixada flutuante, representando o Brasil em eventos náuticos pelo mundo e promovendo a cultura marítima.

                                                         

                                                        Com três mastros e 25 velas brancas, o Cisne Branco impressiona por sua imponência e beleza exterior. Por dentro, ainda guarda peças históricas, como candelabros do século 19 e um vitral que retrata a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

                                                         

                                                        Além da missão diplomática, o navio também marca presença na formação de militares, sendo utilizado no treinamento de aspirantes da Escola Naval e alunos do Colégio Naval.

                                                         

                                                        Náutica Responde

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                                                          Aleixo Belov atraca nos Açores 45 dias após partir do Brasil rumo à Rússia

                                                          Com cinco voltas ao mundo no currículo, navegador de 82 anos revela próximos destinos da expedição

                                                          Por: Nicole Leslie -

                                                          A bordo do veleiro Fraternidade, Aleixo Belov chegou ao arquipélago dos Açores, território autônomo de Portugal, nesta terça-feira (27), 45 dias após partir do Brasil em mais uma de suas expedições. Com destino final na Rússia, o navegador de 82 anos compartilhou os próximos pontos da jornada.

                                                          A viagem começou em Salvador, no dia 12 de abril, e até agora teve duas paradas: uma em Natal (RN) e outra nos Açores. Segundo Belov, o trecho entre Natal e o Porto da Horta, onde atracaram, levou 26 dias de navegação.

                                                          Lugar muito bonito, cheio de veleiros, casas lindas e montanhas– relatou o experiente velejador

                                                          A parada estratégica serve para descanso da tripulação e revisão geral do barco, que enfrentará novos desafios em alto-mar nos próximos dias.

                                                           

                                                          O próximo destino é a Sibéria, região que se estende pela Rússia e pelo norte do Cazaquistão. O trajeto, de acordo com Belov, será desafiador. Assista ao depoimento:

                                                           

                                                           

                                                          Ao zarpar dos Açores, o Fraternidade seguirá rumo ao norte, passando próximo à Inglaterra, às Ilhas Faroé e à Noruega, até chegar a Murmansk — cidade russa que integra a região da Sibéria.

                                                           

                                                          O objetivo é atracar no Porto de Murmansk, localizado na Península de Kola, concluindo assim o objetivo inicial da expedição: navegar do Brasil até a Rússia.

                                                          Espero que a gente consiga chegar lá, estamos nos esforçando– concluiu Belov

                                                          Foto: Fundação Aleixo Belov / Reprodução

                                                          Conhecida como “Rota do Mar do Norte”, a rota traçada percorre aproximadamente 4.810 milhas náuticas de Salvador à cidade portuária russa.

                                                          Expedição com propósito especial

                                                          A expedição foi pensada para celebrar os 20 anos do BRICS — bloco de países emergentes criado por Brasil, Rússia, Índia e China, e que mais tarde passou a incluir também a África do Sul. Atualmente, o grupo se expandiu ainda mais, com a entrada de Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã.

                                                          Veleiro Fraternidade já esteve em diversas viagens. Foto: Instagram @museudomar.aleixobelov / Reprodução

                                                          Além disso, a viagem também busca fortalecer as relações diplomáticas entre Brasil e Rússia, que em 2028 completam 200 anos. Com início neste sábado (12), a previsão é que o Fraternidade chegue ao destino no final do próximo mês de julho.

                                                           

                                                          A escolha da época do ano também não foi aleatória. Devido às baixíssimas temperaturas, parte do mar da rota fica congelado durante boa parte do ano. No entanto, existem três semanas estratégicas em que o gelo se dissolve — ao menos em partes –, o que possibilita a navegação.

                                                          Quem é Aleixo Belov?

                                                          Nascido em 1943 na Ucrânia, se mudou para o Brasil em 1949, durante uma guerra, e se naturalizou brasileiro em 1965. Além de navegador, Aleixo é empresário, engenheiro, escritor e pai de cinco filhas.

                                                          Aleixo Belov no Fraternidade
                                                          Aleixo Belov a bordo do Fraternidade. Foto: YouTube Leonardo Papin / Reprodução

                                                          Ele se consolidou em Salvador, na Bahia, onde décadas depois foi sediado o museu que leva seu nome. O Museu do Mar Aleixo Belov surgiu como um presente de Belov para a sociedade, onde estão expostos patrimônios materiais e imateriais.

                                                           

                                                          Inaugurado em dezembro de 2021, sua principal missão é promover e valorizar a cultura marítima e oceânica. Por isso, a instituição fomenta projetos de pesquisa relacionados à cultura e economia do mar.

                                                           

                                                          Náutica Responde

                                                          Faça uma pergunta para a Náutica

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                                                            Entre as várias nuances da inteligência artificial (IA), é fato que a tecnologia pode ajudar a desenvolver soluções eficientes para o meio ambiente. Uma delas já está em fase de testes, e é definida como um barco autônomo, capaz de monitorar a qualidade da água no Rio Xingu, na área de influência da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Pará.

                                                            O protótipo é fruto de um projeto de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação (PDI) da Norte Energia, concessionária da usina, desenvolvido em parceria com a Fundação CERTI, USSV Tecnologia Autônoma e o Instituto CERTI Amazônia (ICA), além de ser regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

                                                             

                                                            Ousada, a iniciativa quer nada menos que revolucionar a forma como são realizadas as coletas e análises de dados ambientais em locais de difícil acesso, como é o caso do afluente do rio Amazonas, que percorre o Brasil.

                                                            Foto: Norte Energia / Divulgação

                                                            Para atingir esse objetivo, o barco autônomo navegará por trajetos pré-definidos pelos operadores, equipado com uma sonda multiparamétrica — equipamento que permite a leitura simultânea de diversos parâmetros químicos e físicos presentes na água.

                                                             

                                                            Em tempo real, os dados coletados pela embarcação serão transmitidos via satélite para um software com IA, o grande responsável por fazer a predição da qualidade da água.

                                                            A visualização dos dados em tempo real possibilitará o melhor acompanhamento da boa saúde dos reservatórios– destaca Roberto Silva, gerente de Meios Físico e Biótico da Norte Energia

                                                            Lorenzo Cardoso de Souza, CEO da USSV Tecnologia Autônoma, empresa responsável pelo desenvolvimento do barco, ressalta que a iniciativa “permite que áreas de difícil acesso possam ser monitoradas com frequência, independentemente da condição climática, preservando os técnicos de exposição a riscos e reduzindo custos operacionais”.

                                                            Tecnologia do futuro

                                                            O barco autônomo dispensa o uso de combustíveis fósseis, uma vez que é equipado com três baterias de litium, carregadas por 12 placas solares, de 100W cada. Essa energia garante, segundo a Norte Energia, uma autonomia de 20 horas de navegação, podendo alcançar uma área de monitoramento de 500 km².

                                                             

                                                            Módulos em nuvem serão utilizados para o armazenamento e o processamento dos dados coletados pelo barco, onde, através do uso de IA, a qualidade da água poderá ser prevista, sem a necessidade de análises laboratoriais adicionais.


                                                            “O sistema monitora variáveis importantes como temperatura, turbidez, pH e oxigênio dissolvido, proporcionando informações mais precisas, seguras e em tempo real sobre a qualidade da água” explica Marcelo Pedroso Curtarelli, coordenador de projetos do Centro de Economia Verde da CERTI, desenvolvedor do sistema de processamento dos dados.

                                                             

                                                            A Norte Energia investiu quase R$ 4 milhões na inovação. A expectativa é que o barco autônomo entre em operação assistida no reservatório intermediário de Belo Monte no segundo semestre deste ano.

                                                             

                                                            Náutica Responde

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