O lançamento de uma lancha e um vasto catálogo para todos os gostos é o que promete a NX Boats para o Rio Boat Show 2025. Na 26ª edição do salão náutico mais charmoso da América Latina, o estaleiro atracará nas águas da Baía de Guanabara com oito barcos no total.
Quem visitar o estande da NX Boats no Rio Boat Show 2025 encontrará embarcações de perfis variados, com tamanhos de 29 a 50 pés.
O lançamento do estaleiro pernambucano ainda é mantido em segredo. Ele será revelado na Marina da Glória, palco do evento, que acontecerá de 26 de abril a 4 de maio, na Cidade Maravilhosa.
NX44 Design by Pininfarina. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Enquanto a marca não revela spoilers da novidade, a seleção de barcos atracados no Rio Boat Show tem outros belos destaques. A começar pela NX44 Design by Pininfarina, também conhecida como a “menina dos olhos” da NX até então, e que conheceu as águas pela primeira vez na última edição do Rio Boat Show, em 2024.
Fruto de uma parceria da NX Boats com a Pininfarina América — estúdio americano da lendária casa de design italiana — , o modelo de 13,77 metros atrai pelo design e funcionalidade, e conta com área gourmet completa e solário de proa. Ela acomoda até 20 passageiros, com pernoite para quatro.
Os visitantes do Rio Boat Show 2025 ainda poderão ver de pertinho a recém-lançada NX41 Horizon, que traz passagem interna para a proa e espaços ampliados. As duas maiores lanchas da empresa, NX50 Invictus HT e NX50 Invictus Fly, também estão confirmadas pelo estaleiro no salão carioca.
Por fim, para completar o time de oito barcos — contando com o lançamento — , nas águas da Baía de Guanabara estarão as NX290 Exclusive Edition, NX340 Sport Coupé e a NX370 HT.
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show Ingressos: site oficial de vendas
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Bebê a bordo! Kelly Piquet fez, na tarde do último domingo (16), um chá de bebê para celebrar a chegada do primeiro filho com o tetracampeão de Fórmula 1, Max Verstappen. O local? Uma luxuosa lancha, que atracou em um porto de Miami, nos Estados Unidos, para receber a modelo e as amigas.
Aos 35 anos, a filha de Nelson Piquet é mãe da pequena Penélope, de 5, fruto de um relacionamento anterior, com o piloto russo Daniil Kvyat. Embora a gestação tenha sido anunciada no final do ano passado, o sexo do segundo bebê de Kelly (e o primeiro de Verstappen) ainda não foi confirmado.
Kelly Piquet atualmente espera um filho do tetra campeão de F1. Foto: Instagram @maxverstappen1 / Reprodução
“Mini Verstappen-Piquet a caminho! Não podíamos estar mais felizes com o nosso pequeno milagre”, escreveu o casal, na primeira semana de dezembro, em uma postagem feita em conjunto no Instagram.
Chá de bebê de Kelly Piquet. Foto: Instagram @kellypiquet / Reprodução
Aliás, foi pela rede social que a modelo e influenciadora compartilhou detalhes e alguns dos melhores momentos da festa. O enxoval e a decoração, especialmente uma boiabranca e rosa, dão a entender que uma menina vem aí.
Nas imagens publicadas e repostadas por Kelly, é possível ver a estrutura grandiosa da embarcação, que conta com bar, poltronas, um amplo sofá e uma mesa para cerca de doze pessoas. Na área externa, chama atenção uma espaçosa piscina, na qual as criançasque estavam presentes puderam se divertir.
Chá de bebê de Kelly Piquet. Foto: Instagram @kellypiquet / ReproduçãoLancha do chá de bebê de Kelly Piquet. Foto: Instagram @kellypiquet / ReproduçãoLancha do chá de bebê de Kelly Piquet. Foto: Instagram @kellypiquet / ReproduçãoChá de bebê de Kelly Piquet. Foto: Instagram @kellypiquet / Reprodução
Entre as convidadas, estavam nomes de peso, como a influenciadora e empresária brasileira Camila Coelho, a modelo e criadora de conteúdo russa Valeria Lipovetsky e uma das hairstylists mais requisitadas de Hollywood, a também brasileira Dafne Evangelista, que já trabalhou para Selena Gomez e Jessica Alba.
Kelly Piquet e amigas em chá de bebê Foto: Instagram @kellypiquet / Reprodução
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Quem vive em São Paulo sabe que mesmo os trajetos mais curtos podem levar horas para serem concluídos. Visando ajudar a melhorar esse cenário, foi inaugurado em maio de 2024 o primeiro transporte hidroviário da cidade, o Aquático-SP. Segundo a prefeitura, o sistema, que reduziu um trajeto de 1h20 para 17 minutos, chegou à marca de 350 mil pessoas transportadas.
A viagem em questão é feita através da Represa Billings, partindo do Cantinho do Céu até o Parque Mar Paulista, ambos na Zona Sul da capital. Para chegar ao número expressivo, o sistema dispõe de cinco embarcações, que operam das 5h às 21h.
Aquático SP. Foto: Edson Lopes Jr / SECOM / Divulgação
Além do percurso mais rápido e facilitado, ao chegarem no Terminal Hidroviário Mar Paulista, os passageiros do Aquático-SP embarcam em ônibus elétricos a bateria, que levam para o Terminal Santo Amaro, atendido por 62 linhas de ônibus e com conexão ao sistema sobre trilhos. Outra linha dos ônibus elétricos também circula no Cantinho do Céu.
PlanHidro SP
Em 30 anos, transportes aquáticos não devem ser novidade em São Paulo. Isso porque o Plano Municipal Hidroviário (PlanHidro SP), uma iniciativa de R$ 8,5 bilhões, prevê que nas próximas três décadas 180 km de hidrovias urbanas, incluindo rios e reservatórios como Billings, Guarapiranga, Pinheiros e Tietê, sejam contempladas com iniciativas semelhantes.
Aquático SP. Foto: Edson Lopes Jr / SECOM / Divulgação
Previsto no Plano Diretor de 2023, o projeto visa integrar transporte aquático, lazer, ecoturismo e educação ambiental para promover o desenvolvimento sustentável. Na prática, o plano prevê a instalação de 40 ecoportos pelos cursos d’água da capital paulista.
Aquático SP. Foto: Edson Lopes Jr / SECOM / Divulgação
A expectativa é de que 71 barcos de passageiros circulem pelas hidrovias, promovendo embarque e desembarque, principalmente nas proximidades de grandes estações de trem e metrô.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Aos poucos, a Praia de Jurujuba, em Niterói(RJ), tem se tornado um cemitério de embarcações. Submersos ou encalhados na faixa de areia, destroços do que já foi um bote e barcos de pequeno porte preocupam moradores há anos, especialmente os que têm filhos.
De acordo com informações publicadas pelo O Globo, em meados de 2024, uma menina de 8 anos pisou em um prego que estava nos destroços e teve que ficar de licença médica durante seis dias, além de ter corrido o risco de contrair tétano.
Ao jornal, a mãe contou que precisou faltar ao trabalho para cuidar da pequena e acabou recebendo um desconto salarial de aproximadamente R$ 800.
“Jurujuba não é considerado um bairro nobre como São Francisco ou Icaraí. Jamais, em tempo algum, seria permitido depositarem essas embarcações nesses bairros. Porém, aqui é um jogo de empurra entre prefeitura e União”, disse ela, que preferiu não se identificar.
Segundo a moradora, as embarcações já estavam lá quando ela se mudou para o local, há quase 9 anos. Nesse e em outros pontos da orla, é comum encontrar criançasbrincando com pedaços de madeira e em cascos emborcados que, vale ressaltar, muitas vezes servem como abrigo de ratos.
Se necessário, poder público de Niterói deve cuidar do caso
Também para a publicação, Manoel Luiz Fernandez, responsável pelo Jurujuba Iate Clube, demonstrou interesse para que a situação seja resolvida. Segundo ele, o perigo está também debaixo d’água, onde há destroçosde pelo menos três embarcações. “Trazem muito risco às pessoas que vão nadar ali. Deveriam não só remover as que estão na areia, mas as que estão afundadas”, alertou.
Nunca foi agradável ter aquele pedaço de embarcação ali. Tentamos de todas as formas retirá-lo, mas parece que precisa vir do poder público– declarou
Já o secretário de Administração Regional de Jurujuba, Augusto Torres, afirmou que encaminhou um ofício solicitando a retirada de uma das embarcações pelo proprietário. Caso não haja resposta, órgãos que possam fazer a remoção serão acionados.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A plataforma Google Maps, que facilita a localização de mais de dois bilhões de viajantes pelo mundo, completou 20 anos no começo de fevereiro. Em homenagem, o Google divulgou uma lista das praias que geraram grande engajamento no Brasil de 2010 a 2025, com predominância de Santa Catarina.
A gigante da tecnologia fez dois rankings com 10 praias cada: as mais avaliadas e as mais fotografadas no país. Em ambos, a primeira colocada é a mesma: Praia das Laranjeiras, na região agreste de Balneário Camboriú. Ao todo, são mais de 56 mil fotos e nota média de 4,7 estrelas — o máximo é cinco.
Praia de Laranjeiras, Santa Catarina. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
Outras três praias catarinenses aparecem nas listas. Nas mais avaliadas estão as praias Guardo do Embaú, em Palhoça e Praia Barra da Lagoa, em Florianópolis. Já a praia de Ponta das Canas, também em “Floripa”, entra na lista das mais fotografadas.
O estado do Rio de Janeiro é outro que está bem representado, com três praias nas listas: Praia do Forte, em Cabo Frio; Praia do Leme, na cidade do Rio de Janeiro — apenas na lista de mais bem avaliadas — ; e a Orla Brigitte Bardot, em Armação de Búzios.
Praia do Forte, Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Foto: Frenz / Wikimedia Commons / Reprodução
Bahia, São Paulo, Rio Grande do Norte, Alagoas e Pará são outros estados mencionadas na lista feita pelo Google. A classificação foi elaborada com base nas avaliações e média de notas — de 1 a 5 estrelas — , enquanto o ranking de fotos levou em conta o número de fotografias atribuídas a um mesmo local.
Confira as listas completas
Praias mais bem avaliadas do Brasil (segundo o Google)
Praias mais fotografadas do Brasil (segundo o Google)
Praia das Laranjeiras, Balneário Camboriú (SC)
Praia Guarda do Embaú, Palhoça (SC)
Praia Martim de Sá, Caraguatatuba (SP)
Praia do Forte, Cabo Frio (RJ)
Orla Brigitte Bardot, Armação de Búzios (RJ)
Praia Ponta das Canas, Florianópolis (SC)
Praia de Coroa Vermelha, Santa Cruz Cabrália (BA)
Praia Barra da Lagoa, Santa Catarina (SC)
Pontal do Maragogi, Maragogi (AL)
Praia do Atalaia, Salinópolis (PA)
Segue a líder!
Primeira colocada nos dois tópicos, a Praia das Laranjeiras é a mais agitada das praias do agreste de Balneário Camboriú. Ela é uma das paradas do passeio de teleférico do parque Unipraias, além de ser uma das mais procuradas do litoral de Santa Catarina.
Teleférico do Parque Unipraias. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
Sua curta extensão, de apenas 750 metros, é rodeada pela Mata Atlântica e o Oceano Atlântico. Seu tamanho não impede que ela seja a segunda principal praia do município — atrás apenas da Praia Central.
Praia de Laranjeiras, Santa Catarina. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Reprodução
Laranjeiras ainda conta com um forte comércio local, que no auge da temporada, se transforma quase em um shopping center a céu aberto. A região também atrai muitas famílias pelo seu mar calmo e boa infraestrutura para alimentação. Por fim, não há nenhum ponto impróprio para banho desde março de 2021, segundo o Instituto de Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Esse é do tipo de história que só dá para acreditar porque alguém filmou! Um homem foi engolido por uma baleia jubarte(Megaptera novaeangliae) e cuspido de volta, enquanto navegava de caiaque.
O caso impressionante aconteceu com Adrián Simancas, de 23 anos, que, ao lado do pai, tentava realizar uma travessia perto de Punta Arenas, no extremo sul do Chile, a bordo de um barcoinflável.
Os dois saíram da baía de El Aguila, 70 km ao sul de Punta Arenas, e planejavam ir até a ilhade Nassau. “Tivemos que cancelar a viagem por causa do encontro com a baleia, já que perdi meu remo”, contou Adrián ao jornal La Prensa Austral.
Em menos de um segundo, senti aquele impacto tão forte que soube que não poderia ser uma onda, porque seria um tsunami ou algo estranho– relembrou ao veículo
No vídeo, registrado pelo pai, é possível observar Adrián a bordo do caiaque em meio a um marrelativamente agitado, já que chovia. Pouco depois, a baleia emerge da águajá com a boca aberta, como costuma fazer para se alimentar dos cardumes de peixes.
Quem vai para dentro, contudo, é Adrián.
Senti como se algo estivesse roçando meu rosto. É como uma cor entre azul e branco, que estava vindo de cima, de ambos os lados e me afundando– contou
Poucos segundos depois de ser engolido pela baleia, o homem é cuspido de volta pela jubarte. No vídeo, é possível ouvir seu pai o orientando a ter calma e se agarrar ao caiaque.
Foto: Image-Source / Envato
Adrián relatou ao jornal chileno que subiu na embarcação do pai e amarrou um caiaque ao outro, para ser rebocado até a costa. Segundo ele, o maior medo era que o animal acabasse derrubando também seu pai, impossibilitando a volta à terra firme.
O que as baleias-jubartes comem?
Apesar do susto vivido por Adrián, vale ressaltar que as baleias jubarte não se alimentam de humanos. Sua dieta é constituída, principalmente, por krill (um pequeno crustáceo semelhante ao camarão) e pequenos peixes, como sardinhas e anchovas.
Foto: drewsulock / Envato
Para se alimentar, as baleias emergem da água já com a boca aberta, assim, conseguem pegar, de uma única vez, uma boa quantidade de peixes.
Junto com os animais, claro, essas gigantes acabam engolindo, também, muita água. Por isso, elas abrem a boca novamente para a água sair, de forma que os peixes ficam presos em suas barbatanas dentro da boca.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Uma atualização surpreendente sobre a implosão do submarino Titan foi revelada pela Guarda Costeira dos Estados Unidos. Trata-se do possível áudio do momento em que a embarcação da Ocean Gate colapsou devido à pressão do fundo do mar, enquanto tentava chegar aos destroços do Titanic, submersos a quase 4 mil metros de profundidade.
A captação foi feita por uma base localizada a mais de 1.400 km do ponto em que a tragédia aconteceu. Tudo que é possível ouvir no registro é o som das águase um forte estrondo, semelhante a um trovão.
Na última quarta-feira (12), a Guarda Costeira norte-americana ainda informou que mais informações serão divulgadas em breve. Um relatório completo deve ser publicado após a finalização das investigações.
NOAA has released audio of the deadly Titan submersible implosion by a recorder stationed 900 miles away. All five people on board the submersible were killed. pic.twitter.com/uE7TKI4hq6
Realizada em junho de 2023, a expedição tinha o objetivo de chegar ao icônico Titanic. Os destroços do navio, que afundou em 1912, estão no Oceano Atlântico, a aproximadamente 4 mil metros de profundidade.
Destroços do Titanic. Foto: NOAA/Institute for Exploration/University of Rhode Island/ Wikimedia Commons/ Reprodução
A bordo, estavam Stockton Rush (diretor-executivo da empresa e piloto do submersível), Shahzada Dawood (empresário paquistanês), Suleman Dawood (filho de Shahzada), Hamish Harding (bilionário e explorador britânico) e Paul-Henry Nargeolet (pesquisador francês). Nenhum deles sobreviveu.
A reviravolta
Um depoimento de Don Kramer, do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB, em inglês), trouxe à tona que o Titan já dava sinais de alerta um ano antes da implosão. Às autoridades, ele contou, por exemplo, que a fibra do casco de pressão da embarcação possuía rugas e porosidade.
Outra evidência de que houve negligência são as declarações dadas por David Lochridge, ex-diretor de operações da OceanGate. Ele afirma que os responsáveis pela empresa sabiam, desde 2018, que a fibra de carbono, material do casco do submersível, “sofre deformações” em grandes profundidades.
Diante disso, a família de Nargeolet recorreu à justiça e pediu uma indenização de US$ 50 milhões, o equivalente a R$ 286,1 milhões (conversão realizada em fevereiro de 2025). A ação foi iniciada com uma acusação de homicídio culposo (quando, apesar não ter intenção de matar, o indivíduo assume esse risco).
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Uma das mais importantes competições de vela do país, a Copa Mitsubishi está prestes a comemorar 25 anos! Desde 2001, o tradicional torneio reúne dezenas de barcose centenas de velejadoresna paradisíaca Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, para quatro etapas que se estendem ao longo do ano todo, passando por todas as estações.
A história de mais de duas décadas nasceu de uma necessidade: uma competição de vela em São Paulocom calendário fixo, para as pessoas se programarem para velejar o ano todo. Quem colocou o plano em prática foi um ícone da modalidade, o atleta olímpico — e um dos maiores incentivadores da vela no Brasil — Eduardo Souza Ramos.
Foto: Aline Bassi/ Balaio / Divulgação
O velejador se encantou com a beleza e o charme de Ilhabeladesde a primeira vez que velejou no canal de São Sebastião, em 1973. “Corri alguns campeonatos lá e, depois da Semana de Vela de Ilhabela, tive a ideia de fazer um torneio anual, de modo a criar um calendáriopara animar os velejadores”, contou à NÁUTICA. “Assim nasceu o acordo com o Yacht Club de Ilhabela para fazer as quatro etapas”, complementou.
Desde então, seja no outono, inverno, primavera ou verão, velejadores de todo o país — e até de países vizinhos — se apresentam nas cristalinas águas da Capital da Vela para quatro etapas, cada uma realizada em dois finais de semana.
Foto: Aline Bassi/ Balaio / Divulgação
O torneio, que começou somente com a classe ORC, agregou outras e excluiu algumas ao longo de sua trajetória, evoluindo junto com o esporte. Atualmente, participam embarcações das classes ORC, C30, HPE25, BRA-RGS, BRA-RGS Clássicos e RGS Cruiser (antiga Bico de Proa).
Competição, tradição e diversão
Velejadores olímpicos e campeões, como Torben e Lars Grael, Bochecha, Maurício Santa Cruz, Samuel Albrecht, Martine Grael, Bruno Prada, Robert Scheidt, entre tantos outros — bem como velejadores novatos — já marcaram presença na Copa Mitsubishi de Vela.
Foto: Aline Bassi/ Balaio / Divulgação
Não à toa: o torneio é consolidado como uma das competições mais importantes da modalidade no país, responsável, inclusive, por treinar e formar velejadores. Tudo isso em meio a um clima amistoso, que promove agradáveis eventos sociais e serve como treino para outra grande competição: a Semana de Vela de Ilhabela.
“O objetivo do evento foi atingido, porque a ideia era preencher a vela paulista com um evento organizado, com data fixa”, explicou à NÁUTICA Cuca Sodré, juiz de regata e organizador do evento.
Além disso, mantém a vela ativa e o mercado náutico aquecido– completou
Muita coisa evoluiu ao longo dos anos, mas a essência da competição permanece a mesma. O evento segue atraindo um público fiel, com participantes assíduos desde a primeira edição — em 2020, as regatas foram interrompidas pela pandemia de Covid-19.
Inscrições par a 1ª etapa já estão abertas
As inscrições para a regata de 25 anos da Copa Mitsubishi de Vela já estão abertas! Equipes e velejadores podem acessar o aviso de regata e o formulário de inscrição no site oficial do evento. Neste ano, a classe RGS Cruiser terá divisões A e B, e participará de regatas nos dois finais de semana. “Vocês pediram e nós atendemos”, disse a organização da competição.
Calendário da Copa Mitsubishi 25 anos
As datas das próximas quatro etapas da Copa Mitsubishi de Vela foram divulgadas no final de 2024. Confira:
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Com uma aparência, digamos, exótica, o peixe-diabo negro (Melanocetus johnsonii) foi encontrado pela primeira vez próximo à superfície do mar. A espécie ficou mais conhecida após aparecer na animação “Procurando Nemo”. Mas o flagra recente fez as redes sociais perceberem que, na verdade, o bicho não é tão grande quanto muitos imaginavam.
O peixe-diabo negro foi encontrado à luz do dia por pesquisadores da ONG Condrik Tenerife — dedicada à pesquisa e à preservação de tubarões e raias nas Ilhas Canárias, na Espanha.
Não é todo dia que apreciamos uma criatura abissal — isso é, que vive nas profundezas do oceano — quase que na superfície, tampouco um peixe que mal se tem registro. A descoberta atiçou os curiosos, e nas redes sociais, o vídeo já conta com mais de 13 milhões de visualizações.
Mas, a aparência intimidadora mostrada na animação da Pixar — e que povoa o imaginário popular há mais de 20 anos –, estava um pouco distorcida, graças a fotos extremamente ampliadas. Na realidade, os machos não ultrapassam os 3 cm de comprimento, enquanto as fêmeas podem chegar a 20 cm.
O peixe-diabo negro vive em mares tropicais e subtropicais de todo o mundo, habitando profundezas que variam de 200 e dois mil metros. Logo, gera incerteza o motivo deste anima ter sido encontrado em águas tão rasas.
Pode ser devido a uma doença, uma corrente de ar ascendente, fuga de um predador etc.-David Jara, fotógrafo de fauna marinha
O peixe-diabo registrado morreu poucas horas depois do avistamento, o que deixa a última hipótese mais provável.
Foto: Instagram @condrik_tenerife/ Reprodução
Vale ressaltar que este contato com o animal é extremamente incomum até mesmo para os especialistas. Até então, haviam apenas registros feitos com submarinos, espécies adultas já mortas ou larvas do animal.
Em uma das raras aparições, um espécime deste peixinho foi avistado nos Estados Unidos, em 2014, a uma profundidade de 600 metros, no cânion submarino de Monterrey, na Califórnia.
Um peixe lendário que poucas pessoas terão o privilégio de observar vivo– relatou um dos fotógrafos na legenda do post
De acordo com o jornal Tenerife Weekly, o animal foi capturado pelos pesquisadores após a equipe confirmar sua morte, e o espécime foi recolhido e transferido para o Museu de Natureza e Arqueologia (MUNA), de Santa Cruz de Tenerife.
Predador das profundezas
Conhecido como um verdadeiro predador das profundezas, o animal pertence ao gênero “Melanocetus”, que, literalmente, significa “monstro marinho negro”. Ele utiliza as bactérias bioluminescentes na cabeça como isca para atrair vítimas.
Foto: MBARI/ Divulgação
Mesmo que escape da mordida do animal, a presa é afetada por uma neurotoxina diluída que o peixe-diabo negro libera na pele. No caso de uma abocanhada certeira, ele ainda pode injetar essa toxina com os dentes.
Outra curiosidade sobre este animal é que os peixes-diabo negro machos, literalmente, não vivem sem as fêmeas. Isso porque o sistema digestivo dos “meninos” se degenera conforme eles amadurecem. Com isso, eles precisam “parasitar” — ou seja, morder a pele — de uma fêmea, ou morrerá de fome.
Por conta de uma reação química, o sistema circulatório dos dois se conecta, e vira um só. Assim, o macho garante nutrição e as fêmeas ganham um macho sempre disposto para a fecundação.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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Referência em navegação à vela e um exemplo de vida, Aleixo Belov, de 82 anos, está prestes a partir em uma nova missão. No dia 12 de abril, o engenheiro, escritor e navegador deixa o Porto de Salvador, na Bahia, com destino às águas gélidas da Sibéria.
A bordo do VeleiroEscola Fraternidade, Belov seguirá a Rota Marítima do Norte acompanhado por oito pessoas, entre brasileiros e russos. Aliás, o russo Serguei Shcherbakov, especialista em navegação polar, ocupará o posto de capitão.
De acordo com informações de uma publicação russa, o trajeto não foi escolhido por acaso. A ideia é comemorar o aniversário de 20 anos do Brics, grupo formado pelo Brasile pela Rússia, além de países como Índia, China e África do Sul.
Aleixo Belov a bordo do Fraternidade. Foto: YouTube Leonardo Papin / Reprodução
“É uma aliança muito forte de vários países grandes, incluindo o Brasil e a Rússia. E esses países vêm agora desempenhando um papel importante no cenário mundial, declarou Belov.
Essa expedição não é apenas um teste técnico de navegação, mas uma grande oportunidade de intercâmbio cultural e científico entre nossos países– emendou Shcherbakov
Características do Fraternidade, barco de Aleixo Belov
Com 21,5 metros de comprimento, dois motoresde 300 cavalos de força e partes feitas de aço, o Veleiro Escola Fraternidade tem como missão oferecer educação marítima, ensinando de navegaçãoa preservação do meio ambiente, ao passo que desbrava mares do mundotodo. Foi a bordo dessa embarcação que Aleixo realizou suas mais recentes viagens: ao Alaska e à Passagem Noroeste.
Em expedições, o veleiro se transforma em uma sala de aula flutuante, onde os participantes aprendem na prática sobre o mare a vela. A equipe acredita que o Fraternidade tem o que é preciso e mais para encarar as adversidades climáticas e territoriais do Ártico. Por outro lado, a tripulação ainda está em fase de preparação de suprimentos e documentação.
Nascido na Ucrânia, Belov foi radicado na Bahia, onde estudou e formou-se em engenharia civil. Lá, ele também ficou conhecido por dar aulas de matemática — inclusive para os filhos de pessoas influentes na região — e realizar diversas viagens de volta ao mundo.
A paixão pelo mar começou no final da década de 1950, quando aprendeu a mergulhar. Como velejador, ele recebeu da Marinha do Brasil o título de “primeiro brasileiro a fazer sozinho uma viagem de circunavegação da Terra”.
Aos 79 anos, Belov percorreu mais de 20 mil milhas náuticas, cruzando a Passagem Noroeste, junto de uma equipe de mais cinco pessoas. Essa foi a primeira tripulação com bandeira do Brasil a fazer a travessia completa pela região, serpenteando por estreitos acima do Círculo Polar Ártico e navegando por lugares considerados extremamente difíceis, como o estreito de Bering.
Foto: Jeferson Peixoto/Divulgação
Em 2021, foi inaugurado em Salvador o Museu do Mar Aleixo Belov, um espaço cultural dedicado à navegação e à vida marítima, fundado pelo próprio navegador. O espaço é ainda um testemunho das aventuras de Belov, e contém patrimônios materiais e imateriais, como o veleiro Três Marias, também utilizado pelo navegador em suas viagens ao redor do mundo.
Foto: Instagram @guiademuseusbaianos e @museudomar.aleixobelov / Reprodução
O visitante do museu encontra em exposição uma miniatura do Veleiro Escola Fraternidade, que representa a paixão de Aleixo por navegação e sua missão de ensinar e inspirar as próximas gerações.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Cerca de 3.600 milhas náuticas (o equivalente a mais de 6.500 quilômetros) separavam Zara Lachlan de um objetivo: remarsozinha da Europa à América do Sul. E foram 97 dias no maraté que ela, que partiu de Lagos, no Algarve português, em 27 de outubro do ano passado, chegasse à Guiana Francesa.
No barco, além da ambição de cruzar o Oceano Atlântico, a estudante levou 800 quilos de suplementos, o suficiente para seguir uma dieta de aproximadamente 5.500 calorias por dia. “A princípio, o pior para mim era mergulhar e fazer a limpeza do casco. Não sou uma ótima nadadora”, relembra.
Foto: Instagram @atlantic_solo_zara / Reprodução
Com o passar do tempo, a tarefa até tornou-se prazerosa, mas outros desafios emergiram. Zara teve que lidar, por exemplo, com cortes e fraturas — ela chegou a quebrar um dedo — , um clima tão ruim que foi capaz de virar a embarcação, a presença de tubarões e orcas, alucinações e equipamentosquebrados.
“O momento mais difícil foi passar pelas Ilhas Canárias. Parecia que o vento estava contra mim. Eu remava intensamente por 21 horas todos os dias e só avançava 11 milhas [mais ou menos 17 quilômetros]. Era psicologicamente devastador”, relata.
Eu queria desistir, mas nunca quis parar de verdade. Você não pode simplesmente parar algo porque era difícil– destacou a navegadora em entrevista à BBC
Todo esse esforço valeu a pena. Agora, a britânica pode dizer que é a primeira mulher — e talvez a pessoa mais jovem — a concluir individualmente tal expedição.
Além de oficializar o feito e ser eternizada em uma edição do Guinness, o icônico Livro dos Recordes, Lara tem duas novas metas: tornar-se uma militar e arrecadar fundos para duas instituições que apoiam esportistas e atletas, principalmente mulheres.
Foto: Instagram @atlantic_solo_zara / Reprodução
Neste momento, o financiamento coletivo promovido por ela já conta com mais de 150 apoiadores e 7 mil libras (mais de 50 mil reais, na conversão de fevereiro de 2025).
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Em um mundo cada vez mais afetado pelas mudanças climáticas, já está claro para a indústria náutica que um planetamais verde passa, também, por águas mais azuis. É o caso do estaleiro italiano Baglietto. A marca aplicou em um de seus superiates um sistema de propulsão híbrido, que promete reduzir as emissões de CO2 em até 90%.
O modelo, batizado de “L’Instant”, tem nada menos que 134 pés (40,9 metros), e é mais um da série DOM 133 da marca, que já inclui outros iatesnotáveis. O que o torna especial em meio aos barcosde sucesso, claro, é justamente o seu sistema de propulsão, que inclui componentes certificados pelo Lloyd’s Register (uma sociedade classificadora britânica).
Foto: Baglietto / Divulgação
A tecnologia, desenvolvida pela Siemens Energy em cooperação com a Stromag e a Lucchi Motori, permite que o superiate híbrido navegue em quatro modos: diesel, geração de eixo diesel (sem os geradores), elétrico-diesel (apenas com os geradores) e totalmente elétrico.
Tantas possibilidades vêm de um motorendotérmico a diesel Caterpillar C32 ACERT e uma unidade híbrida ultracompacta, equipada com um motor elétrico, este instalado entre o motor principal e a caixa de engrenagens. Tudo isso gera compatibilidade com biocombustíveis HVO (óleo vegetal tratado com hidrogênio), solução que, para a Baglietto, reduzirá as emissões de CO2 em até 90%.
Foto: Baglietto / Divulgação
Quando em modo totalmente elétrico, a embarcação chegará a velocidadesde até 10 nós (18,5 km/h), com até nove horas de operação silenciosa e emissão zero ancorado. Já no modo diesel, o superiate híbrido atingirá uma velocidade máxima de 17 nós (31 km/h).
Superiate híbrido traz soluções sustentáveis também em seu interior
Apesar de nenhuma imagem do interior do L’Instant ter sido divulgada, o estaleiro não escondeu que o sistema híbrido não é o único elemento voltado à sustentabilidade a bordo. Isso porque o barco leva em sua parte interna, estilizada por Leonardo Santi, carpetes e tecidos selecionados, feitos de plásticos oceânicos recicladose resíduos industriais regenerados.
Foto: Baglietto / Divulgação
O layout do barco também sofreu alterações devo à tecnologia híbrida embarcada, uma vez que o sistema de propulsão ocupa mais espaço técnico a bordo. Assim, a cozinha foi realocada do convés principal para o convés inferior, e seu lugar foi ocupado por uma cabine VIP acessível pelo saguão central — o espaço, assim como a suíte master, dispõe de janelas automatizadas para ventilação e circulação de ar.
Foto: Baglietto / Divulgação
Além disso, a área da piscina no convés de popa foi substituída por uma academia ao ar livre, feita para o estilo de vida do proprietário. Para agilizar o acesso ao iate, o estaleiro conectou todos os conveses por meio de escadas internas. Um bote de 19 pés (5,8 metros) e dois jetsforam alojados no convés superior, onde um guindaste garante fácil transporte e lançamento.
Em termos de design, o exterior do L’Instant foi desenhado por Stefano Vafiadis, enquanto os engenheiros da Baglietto cuidaram da arquitetura naval.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O alto volume de chuvas do verão de São Paulo não poupa os moradores de desastres naturais. Em fevereiro de 2024, o litoral norte do estado recebeu chuvas recordes, com 600 mm em 24h. São Sebastião, a cidade mais atingida, totalizou 65 mortos, além de casas e rodovias destruídas. Agora, para prevenir desastres como esse, pesquisadores da Unesp desenvolveram IA para mapear áreas de risco de deslizamento.
O estudo, que usa algoritmos de aprendizado de máquina para gerar mapas com as principais zonas de risco de deslizamentos de terra em São Sebastião, foi desenvolvido por esquisadores da Unesp de São José dos Campos e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Rodovia Rio Santos. Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil / Divulgação
Quase ano depois da tragédia, a cidade do litoral segue sob ameaça de novos deslizamentos. O objetivo, então, era criar uma ferramentaque pudesse ser aplicada para auxiliar na tomada de decisão, no planejamento urbano e na gestão de riscos. Além do mapa de zonas suscetíveis a deslizamentos, a pesquisa também identificou os principais fatores que impactam na estabilidade do solo.
Escolhendo o algoritmo
Uma primeira etapa da pesquisa testou cinco dos algoritmos mais utilizados em trabalhos de previsão de desastres, para conseguir identificar o com melhor precisão. Para isso, o grupo alimentou os modeloscom informações de clima, tipo de solo, tipo de vegetação, relevos da região, acidentes anteriores e ocupação de terra.
O conjunto de algoritmos selecionados passou por um treinamento, no qual aprenderam a identificar as combinações de fatores que levaram a deslizamentos, tendo como base eventos passados. Por fim, foram testados realizando novas previsões de áreas de risco.
Barra do Sahy. Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil / Divulgação
Enner Alcântara, docente do Instituto de Ciência e Tecnologia da Unesp e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Desastres Naturais, criado em parceria entre Unesp e Cemaden, explica que as técnicas tradicionais envolvem a necessidade de informações precisas e de dados de alta resolução, que nem sempre estão disponíveis
É justamente nessas lacunas que as técnicas de aprendizado de máquina prosperam– ressalta Alcântara
Nos testes comparativos, o modelo Gradient Boosting (GB) se destacou. Na escala AUC-ROC, utilizada para medir a performance geral dos algoritmos, o GB alcançou um desempenho de 0.963, sendo que a pontuação máxima que pode ser atingida é 1. Além disso, chegou a 99,6% de precisão, enquanto o segundo colocado, o Random Forest, obteve 90.2% no mesmo teste.
Mapeando áreas de risco de deslizamento
O mapa gerado pelo GB apresenta todo o território de São Sebastião, destacando, a partir de diferentes cores, o grau de risco de diferentes regiões. Foi possível observar que a maior parte do município tem um risco baixo de deslizamento de terra, representado pela cor verde — informação que contrasta com as demais classificações, que indicam áreas de risco moderado, alto e muito alto de deslizamento.
Os estudiosos identificaram também as principais características que influenciam a ocorrência de deslizamentos: inclinação do terreno, umidade do solo e dissecação do terreno (que indica o grau de fragmentação de uma paisagempor conta da erosão).
Para os pesquisadores, a umidade do solo como um dos fatores centrais “aponta que o monitoramento em tempo real dessa variável pode melhorar significativamente os sistemas de alerta precoce na região”.
Barra do Sahy. Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil / Divulgação
Isso porque trata-se de um indicador que informa com mais certeza qual o grau de saturação em que o solo se encontra. Ou seja, se o solo estiver pouco úmido, mesmo com muita chuva, as chances de deslizamento diminuem porque a terra consegue absorver mais água. Do contrário, um solo muito úmido e saturado pode ceder mesmo com chuvas menos intensas.
A importância de entender como o solo tem sido habitado
As atividades humanas, como desmatamento e urbanização, afetam a estabilidade do solo e aumentam o risco de deslizamentos. Comparando imagens de 1985 e 2021, pesquisadores identificaram crescimento tanto da área florestal quanto urbana, com redução de zonas de restinga e agricultura.
Barra do Sahy. Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil / Divulgação
As florestas atualmente cobrem 90,5% das áreas de baixo risco na região, e ajudam a estabilizar o solo, diminuindo consideravelmente as chances de um deslizamento. As raízes funcionam como um suporte, ao passo que contribuem para reduzir a umidade do terreno que, como foi visto na pesquisa, é um dos principais fatores que impactam no risco de deslizamentos.
Por outro lado, as áreas urbanizadas e com pastagens, próximas a centros urbanos, apresentam maior suscetibilidade a deslizamentos, exigindo atenção no planejamento territorial.
Alcântaca explica que “a expansão urbana, especialmente em uma região costeira e montanhosa como São Sebastião, frequentemente envolve construções em encostas íngremes, alterações nos padrões naturais de drenagem e o aumento de superfícies impermeáveis, o que pode agravar o risco de deslizamentos”.
Nós queremos explorar a aplicabilidade do modelo em outras regiões do Brasil, para ampliar o impacto do estudo– diz Alcântara
O pesquisador afirma que a análise das mudançasno uso e na cobertura do solo, aliada à informação sobre os fatores e regiões de risco podem fornecer informações valiosas para o planejamento urbano e para a gestão de risco. Pensando nisso, a equipe já está trabalhando em maneiras de aprimorar a utilização do modelo e torná-lo acessível.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Todo o potencial da náutica brasileira já está em um dos mais importantes salões náuticos do mundo: o Miami International Boat Show. O evento reúne nada menos que dez marcas do nosso país, que vão exibir suas lanchas, iates e serviços náuticos. Mais de 30 barcosfabricados no Brasil estão atracados no evento, nos Estados Unidos.
O salão náutico começa nesta quarta-feira (12) e vai até o próximo domingo (16), em seis endereços na Flórida. Confira os destaques brasileiros que vão brilhar nas águas do Miami Boat Show 2025.
Schaefer Yachts
Entre tantos barcos nacionais em Miami, oito serão da Schaefer Yachts. O estaleiro catarinense apostou em quase todo seu portfólio, e terá lanchas de 33 a 66 pés nos píeres de Miami. Destaque para a nova Schaefer V33 Sport Fish. Apresentada no 2º semestre de 2024, esta é a primeira embarcação da marca voltada a pesca— e já é comercializada também no Brasil.
Schaefer V33 Sport Fish. Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
Outro modelo da Schaefer que promete chamar atenção em Miami é a Schaefer 375. Lançada no Rio Boat Show de 2023, para comemorar os 30 anos de experiência do estaleiro, a lancha é uma das favoritas do público norte-americano. Com varandas laterais retráteis na praça de popa, a lancha ainda incorpora outros elementos da linha premium da Schaefer Yachts, de barcos maiores, inclusive com piso nivelado em seu cockpit.
Além dela, o estaleiro levará a recém-lançada NX 41 Horizon, que destaca-se, principalmente, pela passagem interna para a proa. A lancha dispõe de duas cabines, que garantem pernoite para cinco pessoas, sendo que o barco é homologado para até 20 passageiros. Destaque também para o banheiro, com mais de 1,90 metro de altura e box fechado.
NX41 Horizon. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
As NX 370 HT, NX 340 Sport Coupé e NX 290 Exclusive Edition completam a lista de embarcações na NX Boats no Miami Boat Show 2025.
Ventura Marine
Conhecida pelo amplo repertório, a Ventura estará com quatro lanchas conhecidas do seu público em Miami: V300 Crossover, V250 Comfort, V195 Crossover e a V300 Day Cruiser — esta última, o grande destaque da marca no evento.
Ventura 300 Day Cruiser. Foto: Ventura/ Divulgação
A V300 Day Cruiser, conhecida no Brasilcomo uma lancha que leva motorizaçãocentro-rabeta, atracará em Miami com motores de popa, os queridinhos dos norte-americanos. A embarcação tem 9,25 m de comprimento e 2,83 m de boca, espaço suficiente para levar 12 pessoas em passeios diurnos e dois no pernoite.
Ventura 300 Day Cruiser. Foto: Ventura/ Divulgação
O modelo ainda conta com cozinha interna que comporta instalação de geladeira, micro-ondas, fogão elétrico e adega de vinhos, além de uma cabine com 1,95 metro de altura.
Okean Yachts
O Miami Boat Show 2025 será o palco da estreia internacional da nova versão da OKEAN 57. O barco, desenvolvido no Brasil para um cliente americano, traz como principal destaque uma piscinade água salgada na proa, para até oito pessoas.
Foto: Grupo OKEAN / DivulgaçãoFoto: Grupo OKEAN / Divulgação
Outro modelo exposto no salão é a OKEAN 52, com mais de 15 metros de comprimento, tem abertura de deques laterais e grandes janelas e portas de vidro para integrar o interior ao exterior.
Azimut Yachts
A italiana Azimut, que tem fábrica no Brasil, apresentará em Miami alguns de seus iates produzidos na Itália. Destaque para o Azimut Grande 36M, um modelo de alto luxocom 36 metros de comprimento e sky lounge panorâmico, e o Magellano 30M, “desenvolvido para longas viagens em destinos inexplorados”, segundo a marca. A Azimut levará ainda três outros iates ao evento.
Azimut Grande 36M. Foto: Azimut / Divulgação
Triton Yachts
Há mais de dois anos representada nos EUA pela Hanover, a brasileira Triton Yachts já entregou cerca de 50 embarcações em águas norte-americanas, que foram, principalmente, para o estado da Flórida.
No salão de Miami, a marca apresentará quatro lanchas, sendo que o destaque fica por conta da Triton 38 Flyer — que nos EUA atende por Hanover 387. Os outros modelos do estaleiro paranaense no evento são as Hanover 305, Hanover 255 e a Hanover 415.
Hanover 387. Foto: Triton Yachts / Divulgação
De acordo com o estaleiro, seu último lancamento, a Triton 44 Flyer — apresentada no São Paulo Boat Show 2024 — também chegará aos Estados Unidos em breve.
Armatti & Fishing
O Grupo Armatti & Fishing vai a Miami com o seu mais recente lançamento: a Armatti 340 Solarium. O modelo de 34 pés acomoda até 14 passageiros e tem opções de motorização dupla de popa e interior com pé-direito de 1,95 metro. Além dela, estarão no evento as Armatti 370 Solarium, Fishing 350 Solarium e a Fishing 410 Solarium.
Armatti 340 Solarium durante o São Paulo Boat Show 2024. Foto: Victor Santos/Revista Náutica
NHD
Três lanchas na faixa dos 30 pés estarão no estande da NHD no Miami International Boat Show 2025. Os modelos NHD 365 HT, NHD 325 All Space e NHD 355 All Space foram os escolhidos.
NHD 365. Foto: NHD / Divulgação
Maior lancha das três, a NHD 365 é, para o estaleiro, “ideal para quem busca conforto e a opção de pernoitar a bordo”. O modelo de 37 pés tem capacidade para 15 pessoas durante o dia e quatro no pernoite.
Sedna
A brasileira Sedna vai exibir dois barcos de seu portfólio no Miami Boat Show 2025. Com foco na pesca, o estaleiro elegeu os modelos XF 320 e CAT 370. Para este último, o estaleiro exibiu, nas redes sociais, uma versão equipada com quatro motores de popa Honda — o modelo BF350, primeiro motor V8 da marca.
Lançado oficialmente em 2024, o BF350 dá à embarcação ainda mais velocidade com menos ruído e vibração. Disponível nas versões Prata Aquamarine e Branco Grand Prix, o modelo ainda chama atenção pelo design moderno e acabamento sofisticado. Destaque também para as características inteligentes, que favorecem, por exemplo, a economia de combustível e uma navegação suave e/ou superpotente.
Wind Charter
Há mais de 10 anos no mercado náutico, a Wind Charter atua na locação de barcos, tendo em seu catálogo 17 embarcações, entre veleiros, monocascos e catamarãs. Com sede em Paraty, no Rio de Janeiro, a empresa oferece fretamento personalizado durante os 365 dias do ano, com direito a experiências exclusivas que envolvem natureza, cultura e gastronomia.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Micro-organismos desenvolvidos por cientistas brasileiros, a partir de amostras de solo contaminado por plástico, representam um grande avanço na busca por alternativas mais eficientes ao uso desse tipo de material.
Destaque do estudo, a bactéria catalogada como BR4 consegue decompor o tereftalato de polietileno (PET) — um dos plásticos mais reciclados no mundo — e, de quebra, produzir um bioplástico de alta qualidade, o polihidroxibutirato (PHB).
Combinado a unidades de hidroxivalerato (HV), esse material ganha ainda mais flexibilidade e resistência e seria uma ótima opção para a fabricação de embalagens que sejam, de fato, sustentáveis.
Foto: melis82/Envato
“De modo geral, [o plástico reciclado] atualmente tem propriedades e aplicações inferiores e são descartados após a utilização”, explica Fábio Squina, professor da Universidade de Sorocaba (Uniso) e coordenador da pesquisa.
Além de bioplásticos, esses microrganismos podem ser aproveitados para a produção de outros compostos químicos com aplicações na agricultura, em cosméticos e na indústria alimentícia– destaca Squina
“Para chegar a esse e outros resultados, nós sequenciamos os genomas e avaliamos o potencial genético de 80 bactérias, entre novas e já descritas e associadas à degradação de polímeros plásticos”, completa o pesquisador.
Divulgado e apoiado por meio de 13 projetos da FAPESP, o trabalho envolveu colaboradores das universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e Federal do ABC (UFABC).
O impacto do lixo plástico no meio ambiente
De acordo com um levantamento feito pelo banco Credit Suisse e publicado pela revista Exame, anualmente, cerca de 350 milhões de toneladas de plástico tornam-se resíduos que ameaçam a vida marinha, por exemplo.
Foto: Studio_OMG / Envato
Aliás, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) estima que 85% dos resíduos que chegam aos oceanossão oriundos do uso de plásticos e que o total que levou a esse índice deve triplicar até 2040.
É importante destacar que o equilíbrio fora d’água também está em risco nesse cenário, já que aves, mamíferos e outros grupos dependem direta ou indiretamente desse ecossistema.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Realizada em Sydney, na Austrália, no último fim de semana, a terceira etapa do SailGP 2025 foi especialmente desafiadora para os integrantes do Mubadala Brazil SailGP Team, time que representa o Brasil na competição.
Na sexta-feira (7), durante a corrida de treino, uma colisão com o barcodos atletas da Alemanhadanificou a proa do F50 dos brasileiros e impactou a pontuação de ambos os países — a equipe alemã perdeu 12 pontos na classificação geral e 12 pontos na temporada, enquanto a equipe brasileira perdeu 8 pontos na etapa e 4 pontos na classificação.
Equipe brasileira no SailGP, em Sydney
Pelo perfil oficial do Mubadala Brazil SailGP Team no Instagram, a capitã, Martine Grael, comentou o ocorrido. “Teve um vento bastante forte dentro da baía, que é parecida com a Baía de Guanabara, muito rondada e de percurso estreito”, disse a bicampeã olímpica.
Como a gente tinha direito de passagem, não estávamos focados nos barcos que não tinham, porque eles devem sair do caminho. Quando eu os vi [vindo em nossa direção], já era tarde– explicou Grael
“Não havia muito o que pudesse ser feito e parece que eles nunca tentaram evitar a colisão, que foi relativamente pequena em comparação ao que poderia ter sido”, completou.
Saldo do Brasil no SailGP é positivo
Ao final dessa etapa do SailGP, o primeiro lugar ficou com a Grã Bretanha, seguida pelo Canadáe pela Austrália, respectivamente. A equipe brasileira, por sua vez, alcançou a 10ª colocação entre os 12 países participantes do evento.
Equipe brasileira no SailGP, em Sydney
“Apesar dos desafios, estamos ganhando entrosamento e confiança, e isso se reflete na água. O nível da competição é altíssimo, mas temos trabalhado duro para sermos cada vez mais competitivos. Essa é apenas nossa primeira temporada, e seguimos construindo um time forte para os desafios que virão”, declarou Grael por meio de um comunicado.
Agora, o Mubadala Brazil SailGP Team se prepara para a próxima etapa do SailGP, que acontece entre 15 e 16 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Em maio, a “Fórmula 1” da vela atracará pela primeira vez na América Latina, no Rio de Janeiro.
Confira as próximas etapas do SailGP
Los Angeles, EUA: 15 e 16 de março;
São Francisco, EUA: 22 e 23 de março;
Rio de Janeiro, Brasil: 3 e 4 de maio;
Nova York, EUA: 7 e 8 de junho;
Portsmouth, Inglaterra: 19 e 20 de julho;
Sassnitz, Alemanha: 16 e 17 de agosto;
Taranto, Itália: 6 e 7 de setembro;
Genebra, Suíça: 20 e 21 de setembro;
Cádiz, Espanha: 4 e 5 de outubro;
(Cidade Pendente), Oriente Médio: 7 e 8 de novembro;
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Cansados da vida atribulada em uma grande metrópole, Tatiana Zanardi e Alcides Falanghe ajustaram o leme há quase 15 anos, em busca de uma virada de chave. Apaixonado pelo mar, o casal deixou para trás a cidade de São Paulo, onde “todos os dias pareciam iguais”, e hoje vive a bordo de um catamarã a vela no Caribe.
Novos influenciadores de NÁUTICA, Tatiana e Alcides atualmente navegam pelos destinos mais paradisíacos do mundo. Essa história, contudo, começou muito antes, e vai muito além das milhas no mar— que já passam de 15 mil.
Foto: Arquivo Pessoal
Ainda na infância, tanto Tatiana quanto Alcides tiveram uma relação íntima com a água. Ele viu o pai construir uma lanchana garagem de casa, ela era fascinada em observar o mar. Não é de se surpreender que as ondas dessa paixão em comum levaram os dois para perto.
Até essa maré chegar, Alcides já tinha pegado gosto por velejar, se mudado para Maceió — onde abriu uma agência de turismo — , voltado para São Paulo — onde abriu outra empresa de viagens especializada em turismo subaquático, que perdurou por mais de 15 anos — e até se tornado diretor da extinta Revista Mergulho, no Grupo Náutica.
Foto: Arquivo Pessoal
Tatiana, por sua vez, havia experienciado alguns batismos de mergulho que a levaram a se apaixonar pelo fundo do mar e sua vida exuberante. Fascinada por esse universo, ela se especializou na atividade e buscou um curso de fotografia subaquática, onde conheceu Alcides.
Foto: Arquivo Pessoal
Daí em diante, as viagens do casal sempre foram ditadas por lugares com pontos de mergulho. Ao longo dos anos, eles passaram por destinos magníficos, como o Mar Vermelho, Maldivas, África do Sul, Galápagos, Revillagigedo, Austrália, Ilhas Salomão, Ilhas Fiji, Seychelles, Polinésia Francesa, Tailândia, Myanmar, Caribe, Bahamas e, claro, todo o litoral brasileiro.
Foto: Arquivo Pessoal
A coragem para mudar de vida
A vida no mar já fazia parte do casal, que queria manter o estilo de vida para além dos dias limitados, com datas marcadas de chegada e partida.
Foto: Arquivo Pessoal
Era como se nos dessem um vislumbre do paraíso por alguns dias e nos jogassem de volta para o inferno por um tempo que parecia ser uma eternidade– contam, sobre voltar para São Paulo
Era preciso mudar essa relação. Para isso, um sonho de Alcides começou a ser colocado em prática: o sonho de viver a bordo de um veleiro. “Aos poucos fomos nos convencendo que esta seria a melhor forma de acabar com esse nosso dilema”, conta Tatiana.
Foto: Arquivo Pessoal
Estávamos cansados da rotina infindável do dia a dia de uma cidade como SP, que fazia com que todos os dias parecessem iguais e que a vida estava escorrendo pelas nossas mãos– explica Tatiana
De quebra, morar em um barcoseria ideal para botar outro plano em ação, já que o casal sempre teve a “vontade de conhecer e mergulhar em todos os lugares do mundo”, como contam. “A melhor forma de fazer isso seria certamente morando em um barco”.
O empurrão final veio em 2009, após uma viagem de 20 dias embarcados para mergulhar na Austrália e nas Ilhas Salomão. “Planejamos a mudança durante quase dois anos, desde o processo de pesquisa do barco, cursos de capitão amador e inúmeros livros sobre navegação que devoramos antes de partir”, relembra Tatiana.
Foto: Arquivo Pessoal
Os aprendizados ainda incluíram cursos em áreas diversas, como gastronomia, gestão ambiental e edição de vídeo. “Mal sabíamos que todos seriam extremamente úteis na nossa nova vida”.
Foto: Arquivo Pessoal
Em março de 2011, os dois se mudaram para o Ocean Eyes, um catamarã a vela da marca Voyage, sul-africano, de 43 pés, que compraram nas Ilhas Virgens Britânicas, a leste de Porto Rico. Lá começava, então, uma vida no mar, que já dura 14 anos.
Foto: Arquivo Pessoal
Durante este período, foram mais de 15 mil milhas náuticas navegadas, indo de norte a sul no Mar do Caribe, produzindo imagens e conteúdo para promover a necessidade da conservação dos oceanos. Juntos eles conheceram todas as ilhas do Caribe do Leste, e se encantaram com Saba, Dominica, Guadaloupe e Martinica.
Foto: Arquivo Pessoal
O casal também tirou todas as licenças necessárias para que pudessem trabalhar com Yacht Charter e receber hóspedes a bordo. “Com o passar dos anos, passamos a tripular barcos de companhias de Yacht Charters para atender grupos maiores que a capacidade do nosso barco, ou para poder oferecer outras opções de destinos no Caribe”.
Foto: Arquivo Pessoal
“Nestes 10 anos dedicados ao Yacht Charter, recebemos mais de 100 grupos em roteiros de sete noites com todas as refeições incluídas em catamarãs de 40 a 60 pés em diversas localidades ao redor do mundo, como Croácia, Sardenha/Córsega, Belize, St.Marteen/St.Barths e Polinésia Francesa, além das Ilhas Virgens que ainda continua sendo nosso roteiro principal”.
Depois de rodar todo o Caribe, em 2014, o casal elegeu as Ilhas Virgens Britânicas como lar entre dezembro e junho. Na temporada de furacões, eles velejam para o sul e permanecem entre as ilhas de Bonaire e Curaçao.
Foto: Arquivo Pessoal
Em seu perfil no Instagram, o casal divide suas dicas e experiências por ilhas e paisagens deslumbrantes. Agora, como parte do time Influenciadores NÁUTICA, você também acompanhará esses registros nas redes da Revista Náutica.
Você também quer fazer parte do time de Influenciadores NÁUTICA? Envie um e-mail para [email protected] ou um direct para @revistanautica no Instagram.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Pela segunda vez, a Ventura Marine atraca no Miami Internacional Boat Show, um dos mais importantes eventos náuticos do mundo. Na edição de 2025, o estaleiro mineiro leva às águas da Flórida, nos Estados Unidos, quatro lanchas conhecidas no Brasil para desbravar o continente norte-americano.
As embarcações escolhidas pela Ventura para estar no Miami Boat Show 2025 foram V195 Crossover, V300 Day Cruiser, V300 Crossover, V250 Comfort. As lanchas estarão disponíveis para o público conhecer no evento, que começa nesta quarta-feira (12) e vai até domingo (16).
Ventura 300 Day Cruiser. Foto: Ventura/ Divulgação
No estande da Ventura no Miami Boat Show 2025 estarão dois modelos de 30 pés: as “gêmeas” V300 Day Cruiser e a V300 Crossover. Ambas possuem espaço gourmet na popa e suportam motorização de 300 hp a 430 hp.
Enquanto a Day Cruiser leva até 12 passageiros para passeios diurnos, a versão Cross comporta até 16 pessoas.
Ventura 300 Crossover. Foto: Ventura/ Divulgação
Outro modelo da Ventura em Miami é a V250 Comfort, que acomoda até 11 passageiros e capacidade de motorização de 225 hp a 350 de hp.
Ventura 295 Comfort. Foto: Ventura/ Divulgação
Completando o portfólio da Ventura no Miami Boat Show 2025 estará a V195 Crossover. Lançada em 2018, no Rio Boat Show, a lancha de 19 pés tem capacidade para até 8 pessoas e motorização de 90 a 150 hp.
Ventura 195 Crossover. Foto: Ventura/ Divulgação
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Nos últimos anos, tem-se falado muito sobre o turismo de base comunitária, especialmente no que se refere a comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e caiçaras. Essas populações possuem, por tradição, uma relação íntima com a navegação e, naturalmente, estão inseridas no turismo náutico.
No entanto, há uma lacuna perceptível entre a regularização exigida pela Marinha do Brasil e a atividade turística desenvolvida nessas comunidades. Além disso, há um medo generalizado por parte dos pescadores de não estarem em conformidade com a legislação, o que, muitas vezes, impede o crescimento desse segmento.
Foto: jacksonnick/ Envato
Regularização e segurança: o papel da Marinha do Brasil
O turismo no Brasil ainda está em processo de estruturação, pois envolve diversas cadeias produtivas e setores econômicos que precisam ser organizados e regulamentados. No setor náutico, esse desafio é ainda maior, pois a navegação exige regras específicas para garantir a segurança da operação e a proteção dos passageiros.
A regularização junto à Marinha do Brasil, contudo, não deve ser vista apenas como uma obrigação burocrática, mas como uma garantia essencial para a segurança da navegação e dos turistas.
Foto: wirestock/ Envato
Há um mito recorrente de que não seria possível regularizar o transporte de passageiros em embarcações de pesca artesanal, mas isso não é verdade. Para esclarecer essa questão, consultei diretamente o Comandante Silvio Proença, da Capitania dos Portos de São Sebastião, parte do 8º Distrito Naval.
A boa notícia é que os pescadores artesanais que possuem a habilitação POP (Pescador Profissional) podem realizar o curso de segurança ESEP (Especial para Tripulação de Embarcações de Passageiros). Com essa certificação, eles ficam legalmente aptos para conduzir embarcações com transporte de passageiros.
Além disso, a Marinha compreende que os pescadores enfrentam períodos de defeso, quando a pesca é proibida para garantir a reprodução das espécies. Durante esses períodos, é fundamental que essas comunidades tenham alternativas de renda.
Para isso, há uma solução viável: a embarcação pode ser registrada tanto na categoria de pesca quanto na de transporte aquaviário, permitindo que o pescador utilize seu barco para ambas as atividades.
Os desafios jurídicos e as possibilidades de solução
A regulamentação do transporte aquaviário é um passo essencial, mas ainda existem desafios jurídicos relacionados à formalização dos pescadores como prestadores de serviço turístico. Muitas vezes, ao abrirem um CNPJ e se cadastrarem no Cadastur (registro de prestadores de serviços turísticos), esses trabalhadores correm o risco de perder benefícios sociais vinculados ao seu status de pescador artesanal.
Foto: ssumetha/ Envato
Para contornar esse problema, algumas alternativas estão sendo discutidas:
Mudanças na legislação: assim como ocorre no turismo rural, é possível propor projetos de lei que permitam aos pescadores atuarem no turismo sem perderem seu registro de pescador artesanal;
Uso de CNPJs de associações ou agências: em vez de cada pescador abrir uma empresa individualmente, o serviço pode ser operado por meio de associações comunitárias ou agências de turismo parceiras, que fariam o cadastramento e a intermediação da atividade.
Conclusão sobre o turismo de base comunitária
O turismo náutico de base comunitária representa uma grande oportunidade para fortalecer a economia das comunidades tradicionais e ampliar o acesso a experiências autênticas para os turistas. No entanto, para que essa atividade cresça de maneira ordenada e segura, é essencial que os pescadores saibam que a regularização junto à Marinha do Brasil é não apenas possível, mas necessária.
Foto: flotsom/ Envato
A informação correta sobre esse processo precisa ser amplamente divulgada para que o turismo comunitário náutico deixe de operar à margem da legalidade e possa se consolidar como um setor estruturado, seguro e economicamente sustentável.
A capacitação dos pescadores e o desenvolvimento de soluções jurídicas adequadas são os próximos passos para que esse segmento alcance seu verdadeiro potencial.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A Schaefer Yachts elegeu um time de peso para exibir ao público norte-americano no Miami International Boat Show, na Flórida. Na edição de 2025, o estaleiro catarinense atracará nada menos do que oito de seus barcos no salão náutico, que começa nesta quarta-feira (12).
Com quase todo seu portfólio presente no evento, a Schaefer atracou lanchas de 33 a 66 pés nos píeres de Miami, que receberão visitantes até o próximo domingo, dia 16.
Entre os destaques do salão está o mais recente lançamento da marca: a Schaefer V33 Sport Fish. Apresentada no 2º semestre de 2024, esta é a primeira Schaefer Yachts voltada a pesca — que já é comercializada também no Brasil.
Schaefer V33 Sport Fish. Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
Indicada como ideal para pescarias em mar aberto, a Schaefer V33 Sport Fish reúne bancos retráteis que aumentam o cockpit, caixas para iscas e peixes e inúmeros suportes de varas espalhados pelo barco.
Schaefer V33. Foto: Revista Náutica
Outra figurinha carimbada que não poderia faltar no estande da Schaefer no Miami Boat Show 2025 é a Schaefer V33, no estilo walk aroud, apontada pela marca como a lancha brasileira mais vendida nos Estados Unidos.
Lançada no Rio Boat Show de 2023, para comemorar os 30 anos de experiência do estaleiro, aSchaefer 375 também integra a lista de lanchas exibidas no Miami Boat Show 2025 — dado ao sucesso do modelo com o público norte-americano.
Com varandas laterais retráteis na praça de popa, a lancha Schaefer 375 ainda incorpora outros elementos da linha premium da Schaefer Yachts, de barcos maiores, inclusive com piso nivelado em seu cockpit.
Vale destacar que o ano já começou a todo vapor para a Schaefer, com a participação em dois grandes salões internacionais ainda em janeiro: o St. Petersburg Boat Show, na Flórida, e o Boot Düsseldorf, na Alemanha.
Ilustração da Nova Schaefer 600, próximo lançamento da Schaefer Yachts. Foto: Schaefer Yachts / Divulgação
Já em abril, será a vez da Schaefer fazer a aguardada estreia da Nova Schaefer 600 nas águas do Rio Boat Show 2025 — evento que vai atracar na Marina da Glória de 26 de abril a 4 de maio.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Não era um pássaro nem avião: dos céus do Caribe vieram pedaços do foguete Starship, “brinquedo” de Elon Musk e sua empresa de foguetes, SpaceX. Os destroços da aeronave caíram nas ilhas habitadas de Turks e Caicos — e os moradores não gostaram nem um pouco.
No início de 2025, durante o sétimo voo de teste, a espaçonave da SpaceX se desintegrou após a decolagem. O noturno céu do Caribe ficou iluminado com uma explosão de cores alaranjadas e brancas, mas o espetáculo acabou quando os detritos começaram a cair próximos de casas e comércios dos locais.
THERE IS STARSHIP DEBRIS ALL OVER TURKS AND CAICOS, washing up on shore, and even being found landed on the golf course and other places on land! #starshippic.twitter.com/5ukJpaTtLm
Em entrevista à CNN, Lori Kaine, moradora da região, relatou que a sensação foi de espanto. Não à toa, este fenômeno caribenho preocupou turistas e quem reside nas ilhas, e acendeu um debate sobre a segurança e o impacto ambiental dos lançamentos espaciais.
Ilhas Turks e Caicos. Foto: travnikovstudio/ Envato
De acordo com Kaine, o barulho dos destroços da SpaceX atingindo o solo era “ensurdecedor”, mesmo dentro de casa e com tudo fechado. O estrondo causou impactos, com fios metálicos na garagem, fragmentos onde costuma passear com os cães e detritos em “todo lugar”, descreve ela.
Em comunicado oficial, a SpaceX orientou a população a não tocar nos destroços, já que poderiam ser perigosos. Tarde demais, pois Kaine já tinha recolhido várias peças — não antes de entrar em contato com a empresa para relatar os achados, mas levar uma semana para ser respondida.
Segundo as autoridades, as informações sobre os riscos potenciais dos destroços só chegaram até eles no dia seguinte da desintegração. Há uma preocupação significativa sobre a capacidade da SpaceX em gerenciar os danos, enquanto a investigação está por conta da Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA.
Acabou a paz?
Vale ressaltar, que os impactos ambientais da queda dos detritos ainda não foram completamente avaliados, não há registros de vítimas e a SpaceX não usa hidrazina — um combustível espacial altamente perigoso. Porém, não significa que está tudo bem.
Foguete Starship. Foto: SpaceX/ Divulgação
O uso de metano líquido e oxigênio no propulsor do Starship preocupa e, embora os tanques combustíveis danificados tenham resistido à queda, os moradores das ilhas ficaram sujeitos a um risco potencial de incêndios ou explosões em áreas povoadas.
E as preocupações não param por aí. Afinal, há uma demanda para uma análise detalhada que mostre como os fragmentos afetaram as águas locais, além de estudar se há mais materiais submersos.
Por sua vez, a FAA disse à CNN que as autoridades de Turks e Caicos foram avisadas que estavam em uma “zona de perigo”, mas os locais apontam uma comunicação não eficiente. A Federação ainda exige um alto nível de segurança, com probabilidade de acidentes fatais a menos de uma em um milhão.
A SpaceX assegurou sua colaboração com as autoridades para garantir que os riscos sejam mitigados, mas os moradores continuam insatisfeitos com a postura da empresa e exigem mais transparência e velocidade na comunicação com os locais.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Criaturas fascinantes se escondem nas profundezas do mar, despertando o fascínio de quem se interessa pelo universo que existe debaixo d’água. É o caso de uma “água-viva fantasma” que, apesar de ter sido descoberta ainda em 1899, só foi avistada cerca de 120 vezes. Como se fosse uma obrigatoriedade dos animais que habitam essas águas, a criatura carrega consigo características, no mínimo, curiosas.
Seus traços diferentões começam já no nome: geleia fantasma gigante (Stygiomedusagigantea). Mas não estão nem perto de parar por aí.
Seu “sino”, de 1 metro de largura, é acompanhado por quatro tentáculos em forma de fita que crescem até 10 metros — tornando o animal um dos maiores predadores invertebrados do oceano. Aliás, a espécie está presente em todos eles, exceto no Ártico.
Foto: Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI) / Divulgação
Ao contrário de outras águas-vivas, essas gigantes não têm tentáculos urticantes para capturar presas. Para se alimentar, elas envolvem seus braços em volta da comida— geralmente plâncton ou peixes pequenos — e os içam para dentro de suas bocas.
Outra característica particular desse animal em comparação a outros da espécie é que ele é vivíparo, ou seja, não expele seus ovos no meio externo. Ao invés disso, os filhotes se desenvolvem dentro da mãe e, quando se desprendem de dentro do capuz, nadam para fora através da boca da água-viva fantasma.
Quando expostas à luz visível, essas criaturas gigantes emitem um brilho sutil em tons de laranja e vermelho, graças à bioluminescência— um fenômeno em que produzem luz por meio de reações químicas naturais.
A razão exata desse brilho ainda é desconhecida, mas cientistassugerem que ele pode servir para comunicação, defesa contra predadores, atração de presas ou parceiros. No entanto, como habitam as profundezas do oceano, onde a luz vermelha não se propaga bem, sua bioluminescência permanece discreta, o que provavelmente as ajuda, também, a se camuflar.
Foto: Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI) / Divulgação
Apesar do tamanho, essa água-viva fantasma quase nunca é vista pelos humanos. Isso porque a espécie geralmente vive em até 6,7 mil metros abaixo da superfície. Em 2022, contudo, pesquisadores as observaram em três ocasiões distintas durante expedições submersíveis na Antártica, em profundidades relativamente rasas, entre 80 e 280 metros.
Em um estudorelatando os avistamentos, os pesquisadores explicaram que é provável que as águas-vivas vivam mais perto da superfície em altas latitudes ao sul, porque variações sazonais na luz solar podem levar as presas para mais perto da superfície.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
O time de futebol espanhol Real Bétis, lançou nesta quinta-feira (6), um novo uniforme especial e, acima de tudo, ecológico. Em parceria com a fornecedora Hummel e a organização ambiental sem fins lucrativos Parley for the Oceans, a camisa foi confeccionada com plástico retirados do mar, polpa de madeira e algas recebidas da Ásia.
A apresentação do novo uniforme do Bétis aconteceu pela parte da manhã, em um barco nas águas de Tarifa, cidade espanhola onde uma equipe de mergulhadores, de maneira simbólica, tirou o kit do fundo do mar. Confira o vídeo de apresentação abaixo.
Porém, a equipe de Sevilha não lançou o uniforme em vão. Atualmente, a Espanha enfrenta uma invasão de algas asiáticas nas costas de Andaluzia, e o influxo maciço deste tipo de organismo está deslocando espécies nativas e alterando o equilíbrio natural dos ecossistemas aquáticos.
Fomos informados de que uma alga asiática invasora estava causando muitos problemas em diversos setores da região, então decidimos aproveitar essa situação para destacar a importância de cuidar dos nossos oceanos–Rafael Muela, gerente da Fundação Real Betis
De tom predominantemente verde-água — cor presente na gola redonda, ombros e mangas — , a camisa tem o escudo, logo e patrocínios na cor branca com um material luminescente. O uniforme utilizado pelos goleiros terá os mesmos adornos e desenhos dos jogadores de linha, mas na cor azul.
Foto: Real Bétis/ DivulgaçãoFoto: Real Bétis/ Divulgação
Inclusive, a serigrafia luminescente — ou seja, que produz luz quando submetida a algum estímulo — tem como objetivo “fazer referência à beleza dos ambientes marinhos, como as águas-vivas e outros animais semelhantes que brilham no escuro”, segundo o clube.
Foto: Real Bétis/ DivulgaçãoFoto: Real Bétis/ Divulgação
O novo uniforme fará sua estreia na equipe profissional masculina no jogo “Forever Green 2025”, dia 16 de fevereiro, contra a Real Sociedad, pela 24ª rodada do campeonato espanhol. As camisas já se encontram disponíveis na loja oficial do Real Bétis por 63,96 euros (cerca de R$ 380, em conversão realizada em fevereiro de 2025).
“Sem azul não há verde”
A partir desta iniciativa, o Real Bétis busca atrair mais olhares para os efeitos das mudanças climáticas que afetam as regiões costeiras de Andaluzia. De acordo com Muela, Tarifa foi escolhida por ser uma das áreas mais afetadas pela invasão das algas vindas da Ásia.
Foto: Instagram @realbetisbalompie/ Reprodução
Nos últimos anos, a Espanha está sob forte ameaça ambiental e econômica por conta da alga invasora chamada Ruhulopteryx okamurae. A espécie desembarcou primeira na cidade espanhola de Ceuta, em 2015, e acredita-se que a disseminação ocorreu por meio das águas de um lastro de um navio.
De 11 anos para cá, a alga invasora espalhou-se por vários locais mediterrânicos, como Barcelona (Espanha), Marselha (França), Palermo (Itália), Mar Adriático e pelo País Basco (comunidade autônoma ao norte da Espanha). Em Tarifa, foi formado um grande aterro temporário de 40 mil toneladas dessas pragas.
Como informa o Bétis em comunicado, elas não afetam apenas o meio ambiente, mas servem como um “alerta para a estabilidade econômicas dos munícipios da região, já que as algas também cobrem o fundo do mar, colocando em sério risco espécies nativas e atividades importantes como a pesca”.
O lançamento do uniforme também foi parte da campanha “Sem azul não há verde” e teve parceria da Forever Green, plataforma de sustentabilidade ambiental que busca envolver o mundo do futebol na luta contra as mudanças por meio do esporte.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Em 2025, o Rio de Janeiro completa 460 anos. Por isso, a 26ª edição do Rio Boat Show promete, além de embarcaçõese experiências deslumbrantes, recordar o legado e o futuro da Cidade Maravilhosa. Para não perder a chance de vivenciar essa experiência, visitantes do salão náutico têm 20% de desconto no hotel oficial do evento, o Pestana Rio Atlântica.
Localizado na primeira linha da praia de Copacabana, o hotel reserva uma vista privilegiada de um dos pontos mais icônicos da cidade. Assim, quem atracar no evento, de 26 de abril a 4 de maio, pode garantir que o espetáculo visual siga para além dos portões da Marina da Glória, palco do salão.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Um grande evento pede uma hospedagem completa
O rooftop com piscina do Pestana Rio Atlântica é um dos pontos altos do hotel oficial do Rio Boat Show, mas suas comodidades não param por aí. A acomodação ainda está a poucos minutos de pontos turísticos como o Corcovado, Pão de Açúcar, Lagoa, Jardim Botânico, Ipanema e Leblon.
Foto: Pestana Rio Atlântica / Divulgação
O hotel dispõe de 247 quartos modernos e com bastante luz natural. As “suítes oceânicas” (de frente para o mar) prometem um nascer do sol de tirar o fôlego.
Foto: Pestana Rio Atlântica / Divulgação
Os hóspedes têm à disposição uma academia com equipamentosmodernos e ambiente climatizado, restaurantes e bares completos e espaços confortáveis para realização de eventos corporativos ou sociais.
Foto: Pestana Rio Atlântica / DivulgaçãoFoto: Pestana Rio Atlântica / Divulgação
Desconto de 20% no hotel oficial do Rio Boat Show
Para garantir todas as comodidades do hotel oficial do Rio Boat Show com 20% desconto, no momento da reserva, os visitantes do salão devem aplicar o código promocional RBSVIS25. Vale destacar que o desconto é válido para reservas de 26 de abril de 2025 a 4 de maio de 2025.
O Pestana Rio Atlântica fica na Avenida Atlântica, 2964, em Copacabana. Para mais informações, acesso o site oficial ou entre em contato através do telefone (21) 3816-8500.
Foto: Pestana Rio Atlântica / Divulgação
Rio Boat Show 2025
Já tradicional, o charmoso salão náutico carioca abre o calendário de Boat Shows no Brasil em 2025. A 26ª edição do Rio Boat Show vai atracar na Marina da Glória entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em um belo cenário, sob os olhares do Cristo Redentor, na Baía de Guanabara.
Registro do por do sol no Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Com a chance de fazer test-drive de embarcações na água, o Rio Boat Show 2025 vai trazer ainda uma vasta gama de produtos exclusivos para quem vive o lifestyle náutico. A expectativa é que mais de 100 embarcações estejam expostas aos visitantes, incluindo fabricantes que estão entre os maiores do mundo, lançamentos em primeira mão e condições exclusivas de compra.
Para uma experiência ainda mais imersiva e completa, o evento contará com palestras exclusivas com especialistas do setor, no NÁUTICA Talks, bem como passeios de barco a vela, desfile dos principais barcos e atrações interativas.
Vista aérea da área externa do Rio Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Em 2024, o Rio Boat Show registrou números expressivos, com a presença de 33 mil visitantes e mais de 90 barcos expostos. O evento gerou um forte impacto econômico no setor, consolidando sua posição como um dos principais impulsionadores de negócios náuticos no país.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2025
Quando: De 26 de abril a 4 de maio Onde: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro) Horário: Das 15h às 22h nos dias 26, 28, 29 e 30/04; e 02/05. Das 13h às 22h nos dias 27/04, 01 e 03/05. Das 13h às 21h no dia 04/05.
Mais informações: site oficial do Rio Boat Show Ingressos: site oficial de vendas
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A NX44 Design by Pininfarina, um dos grandes sucessos da NX Boats, está prestes a fazer sua estreia nas águas do principal mercado náutico do mundo: os Estados Unidos. A lancha é uma das cinco do estaleiro pernambucano que vão atracar no Miami Internacional Boat Show, um dos mais consolidados salões náuticos do planeta.
O evento acontece em breve, de 12 a 16 de fevereiro. Por lá, além da NX44, entusiastas da náutica do mundo todo poderão ver de perto todos os detalhes da recém-lançada NX 41 Horizon, NX 370 HT, NX 340 Sport Coupé e NX 290 Exclusive Edition.
A NX44, segundo a marca, já tem unidades negociadas nos EUA, e levará na bagagem para o Boat Show de Miami um prêmio conquistado recentemente: o Good Design Awards 2024, na categoria Transportation. A premiação é considerada uma das mais prestigiadas e antigas do mundo no design.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
NX44 Design by Pininfarina em Miami
Pensada em parceria com a Pininfarina América (estúdio americano da lendária casa de design italiana), empresa que já trabalhou com marcas como Ferrari, Lamborghini e Cadillac, a NX 44 Design by Pininfarina une design e funcionalidade em seus 13,77 metros.
A lancha NX 44 Design by Pininfarina já foi testada pelo time da Revista Náutica, como você pode conferir no vídeo abaixo:
O modelo traz integração entre popa e proa, além de um aproveitamento completo da boca de 3,86 metros.
Com solário espaçoso, a lancha ainda é capaz de levar 22 pessoas em passeios diurnos e acomodar até cinco no pernoite, graças ao sofá e às duas suítes com pé-direito de até 1,95 metro. Ambos os banheiros contam com box fechado.
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
“Como uma toalha sendo puxada de uma mesa”. Foi assim que um grupo de cientistas exemplificou uma recém-descoberta deformação geológica que acontece com placas tectônicas no fundo do mar. Segundo a pesquisa, publicada na revista Geophysical Research Letters, elas não são tão rígidas como se pensava.
O artigo, desenvolvido por uma equipe de geocientistas da Universidade de Toronto, no Canadá, desafia a ideia de que as placas tectônicas sofrem deformação apenas nas zonas de subducção — ou seja, nas áreas onde elas deslizam uma sob a outra, processo este que pode causar terremotos e formação de vulcões.
Isso porque, segundo os pesquisadores, as placas do Oceano Pacífico — o maior do planeta — possuem grandes falhas submarinas, pois estão se deformando muito antes de chegarem a esse estágio.
Encontro de placas tectônicas no Parque Nacional Thingvellir, Islândia. Foto: Visual__Production/ Envato
Durante a pesquisa, foram analisados quatro grandes platôs submarinos: Ontong Java, Shatsky, Hess e Manihki, que registraram rachaduras, falhas e sinais de que estavam se “esticando” há milhões de anos na viagem pelo oceano. Na prática, é como se uma força os puxassem a milhares de metros de profundidade — e aqui entra a analogia da “toalha sendo puxada de uma mesa”.
Conforme é esticada para baixo do manto da Terra, a borda ocidental arrasta o restante da placa tectônica consigo. Até o momento da pesquisa, porém, se acreditava que as placas oceânicas permaneciam rígidas conforme se deslocavam pelo manto, não se deformando como suas bordas.
Sabíamos que as deformações geológicas, como as falhas, ocorrem no interior das placas continentais, longe dos limites das placas– Erkan Gün, líder da pesquisa, em comunicado
Um novo sentido
Para explicar o que acontece com os platôs submarinos, os cientistas fizeram outra analogia, e compararam a situação a um “pedaço de tecido mais propenso a rasgar”. Mesmo a milhares de quilômetros de distância, eles ainda compartilham características deformacionais e magmáticas.
Foto: _Tempus_/ Envato
Há evidências de que o vulcanismo ocorreu nesses locais no passado como resultado desse tipo de dano à placa, talvez de forma episódica ou contínua, mas não está claro se isso está acontecendo agora– disse Gün
De acordo com a pesquisa, acreditava-se que, pelo fato dos platôs suboceânicos serem mais espessos, seriam mais fortes. Mas a descoberta sobre o “esticamento” das placas tectônicas mostrou exatamente o contrário.
Vale ressaltar que o fundo do mar é formado por trincheiras e cadeias montanhosas, que se formam quando há uma colisão entre duas placas tectônicas, causando uma dobra na crosta terrestre. Outro caminho para elas “nascerem” é o momento em que uma placa “mergulha” sob a outra e a joga para cima.
Costa do Oceano Pacífico. Foto: voaimages/ Envato
Já sob a água, as montanhas se formam quando duas placas tectônicas se afastam, em um movimento chamado “divergente”, e o magma é expelido.
Cientistas acreditam que a pesquisa ajuda a refinar os estudos sobre o funcionamento do planeta, e esperam que o estudo fisgue mais atenção sobre o assunto, para que mais informações sobre os platôs sejam coletadas.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
A rede de concessionárias Casarini, revendedora dos veículos BRP, sofreu um baque na madrugada da última quarta-feira (5). A Casarini Airport, loja na Av. dos Bandeirantes, teve três jets Sea-Doo furtados de seu estacionamento.
Nas redes sociais da Casarini, a empresa divulgou os chassis das embarcações levadas e disponibilizou um contato para receber informações. Deninho Casarini, CEO da marca, informou à NÁUTICA que os trâmites policiais já foram feitos.
Agora, a ideia é difundir os números de identificação dos jets furtados o máximo possível, explica o comandante da Casarini, para auxiliar na busca por sua localização.
Foto: Instagram @casarinibrp/ Reprodução
Confira o número dos chassis dos jets furtados da Casarini:
YDV13278I425
YDV18740J425
YDV17689J425
Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro das motos aquáticas levadas, a Casarini pede para entrar em contato pelo número (11) 97338-9678.
Há mais de 20 anos, a rede de concessionárias Casarini opera no Brasil como principal revendedora da BRP. Além da loja na Avenida dos Bandeirantes, eles contam com outras duas lojas na capital paulista, nos bairros do Bom Retiro e Pacaembu, e uma unidade no litoral, localizada no Guarujá.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Mesmo sendo um local relativamente remoto do restante do mundo, a Antártica não está livre dos males humanos. De acordo com um estudo liderado por cientistas do Instituto Oceanográfico (IO), da Universidade de São Paulo (USP), há pelo menos 40 anos os animais da região estão ingerindo microplásticos.
A pesquisa analisou o conteúdo gastrointestinal de centenas de organismos marinhos coletados entre os anos de 1986 e 2016, e o resultado é preocupante. Foram encontrados microdetritos (fragmentos muito pequenos de diversos materiais, inclusive plástico) em quase um terço dos animais.
Foto: ShaneFreer/ Envato
Entre os microdetritos, o que apareceu em maior número foi a fibra de plásticos, como poliamida, poliéster e polietileno. Inclusive, o registro mais antigo ocorreu em 1986, quando foi encontrado, dentro de um crustáceo, um material que se acredita ter como origem uma estação de pesquisa no continente gelado.
O estudo reforça um aspecto importante: apesar da sua localização remota, a Antártica não está imune à poluição humana. Tanto é que o estudo relevou que as concentrações de microplásticos encontradas são equivalentes às áreas com maior densidade populacional.
É uma preocupação muito grande porque a gente esperava que a Antártica fosse um ambiente um pouco mais livre desse tipo de contaminação, mas não é– Gabriel Stefanelli Silva, biólogo que participou da pesquisa, ao Jornal da USP
Segundo a pesquisa, todos os organismos analisados no estudo foram coletados abaixo de 200 metros de profundidade — considerado “mar profundo” tecnicamente. Isso se deu durante oito expedições, realizadas entre 1986 e 2016, nos arredores da Península Antártica, e mantidos em preservação.
Para encontrar essa quantidade preocupante de microplásticos, os cientistas analisaram 169 organismos bentônicos — que vivem no substrato marinho — de 15 espécies marinhas das mais diversas — que vão de estrela-do-mar a poliquetas (vermes). Na Antártica, foram encontrados microdetritos em 53 animais, totalizando 85 microfibras.
Detalhe de um misidáceo. Foto: Marcos Santos/USP Imagens/ Divulgação
Essas fibras podem ser feitas de materiais orgânicos (lã, seda ou algodão), sintéticos (plásticos) ou semissintéticos (celulose). De 85, apenas sete fragmentos foram definidos como sintéticos pela espectroscopia. Porém, o equipamento tem suas limitações, o que significa que pode ter mais plásticos nas outras 78 amostras.
É totalmente possível que haja mais plásticos nas amostras. O que apresentamos no trabalho é uma estimativa bem conservadora– Gabriel Stefanelli Silva
Os organismos com maior quantidade de microfibras foram os pepinos-do-mar e os ofiuroides. Porém, ambos se alimentam tanto do sedimento quanto da água. Por conta disso, os pesquisadores sugerem que esses organismos podem ser usados como indicadores da presença de microdetritos em mares profundos.
Vale ressaltar que pesquisas anteriores já detectaram microplásticos na Antártica, em animais como pinguins, focas, peixes e moluscos.
Tudo tem uma origem
Não há como cravar uma única origem para os microplásticos que aparecem na Antártica. Segundo o estudo, as fontes podem ser diversas, e incluem atividades turísticas e, infelizmente, até os centros de pesquisa científicas na região. Afinal, muitas das bases não têm um sistema próprio para tratamento de efluentes.
No momento, há mais de 70 estações de pesquisa na Antártica, coordenadas por dezenas de países. A ocupação local chega a 5 mil pessoas no verão. De todas as estações, apenas metade possui tratamento de esgoto, conforme estudo publicado na revista Marine Pollution Bulletin.
Como profissionais que têm a sorte de trabalhar no campo de investigação polar, devemos humildemente considerar como a nossa própria pegada ecológica impacta o ecossistema antártico– apontam pesquisadores brasileiros do estudo
Além disso, os microplásticos podem ser transportados por longas distâncias através de correntes oceânicas e atmosféricas. Inclusive, por conta da baixa temperatura e alta densidade das águas, a Antártica cria uma espécie de barreira conhecida como Convergência Antártica, ou Frente Polar Antártica.
Essa barreira da Antártica dificulta a entrada de organismos e detritos flutuantes de outras áreas do oceano. Porém, ao que tudo indica, esta proteção não é efetiva para combater a chegada dos microdetritos e seus microplásticos, que podem passar por cima ou debaixo desta zona.
Alerta vermelho
A poluição plástica é um problema que deve demorar a desaparecer. Por mais que todos os objetos de plásticos se decomponham com o passar dos anos, eles acabam se fragmentando em partes cada vez menores — microplásticos, quando menores que 5 milímetros, e nanoplásticos, quando se tornam microscópicos.
Microplásticos (fibra de poliamida) encontrados em pepinos-do-mar coletados no ano 2000 a oeste da Ilha Anvers, região da Península Antártica. Foto: Gilberto Bergamo/ Divulgação
Porém, esses detritos plásticos não são biodegradáveis e permanecem por séculos no ambiente. Logo, eles podem contaminar alimentos, serem ingeridos por animais e seres humanos, além de liberar substâncias tóxicas. Não à toa, os microplásticos já foram encontrados no corpo humano, como no sangue, cérebro (bulbo olfativo) e placenta.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Em Nova Orleans, no estado da Louisiana, todos os caminhos levam ao Super Bowl LIX! A grande decisão da NFL — maior liga de futebol americano do mundo — tem data e hora marcada, e os bilionários já estão garantindo um lugar privilegiado nas águas, com seus superiates atracados no Rio Mississippi.
Até agora, o segundo maior rio dos Estados Unidos conta com dois brinquedos gigantescos: o Whisper (ex-Kismet), de 400 pés (cerca de 122 metros), e o DreAMBoat, de 295 pés (89 metros). Ambos têm como proprietários donos de times da NFL.
Nice flex by Jags owner Shahid Khan, take the six-deck $360 million yacht to New Orleans for the Super Bowl pic.twitter.com/5xHNNuJe2O
Maior entre os superiates em NOLA (como a cidade de Nova Orleans também é chamada), o Whisper ganha em comprimento até mesmo do campo em que será disputado o Super Bowl LIX, o Caesar Superdome, que tem quase 110 metros — medida padrão da liga.
Atualmente, o barco pertence ao paquistanês-americano Shan Khan, dono do Jacksonville Jaguars, franquia da NFL.
Whisper. Foto: Lurssen/ Divulgação
Apenas para a manutenção anual, o barco Whisper tem custo de US$ 36 milhões (aproximadamente R$ 208 milhões, em conversão realizada em fevereiro de 2025). Sua aquisição, em 2024, custou US$ 360 milhões (cerca de R$ 2 bilhões). Mas para quem tem uma fortuna de US$ 13 bilhões (R$ 75 bilhões), é pechincha.
Whisper. Foto: Lurssen/ Divulgação
O Whisper é um daqueles superiates que esbanjam espaço, com nove cabines para até 12 pessoas — além do capitão e 36 membros de tripulação.
Prontinha para acompanhar o Super Bowl, a embarcação tem quatro lareiras, três piscinas, uma quadra de basquete, câmara de crioterapia (tratamento que utiliza baixas temperaturas para tratar lesões, inflamações e dores), heliporto e outras comodidades.
Com suntuosos seis andares, o superiate rouba a cena no Woldenberg Park, próximo do French Quarter, onde está atracado. Além do Whisper e do Jacksonville Jaguars, Shan Khan é proprietário da empresa automotiva Flex-N-Gate — origem da sua fortuna — e do Fulham, time de futebol inglês da Premier League.
Mais um superiate no Super Bowl
O magnata paquistanês não está sozinho no Rio Mississipi. Quem também atracou em Nova Orleans, com o superiate DreAMBoat, foi o bilionário Arthur M. Blank, dono do time de futebol americano Atlanta Falcons, da NFL, e co-fundador da famosa rede varejista Home Depot.
DreAMBoat. Foto: Oceanco/ Divulgação
Ligeiramente mais modesto do que o barco de seu colega, o DreAMBoat não fica para trás em luxo, conforto e espaço. Construído pela Oceanco, a embarcação foi comprada por US$ 180 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão).
O modelo carrega toda pompa de uma arquitetura naval assinada por Espen Øino, estrelado designer de superiates. O DreAMBoat possui seis cabines — sendo uma delas para crianças — , um lounge para o proprietário no convés superior e uma suíte VIP.
Por lá, todos os hóspedes podem aproveitar duas piscinas e um belo spa. Segundo informações da Yacht Harbour, esta embarcação pode acomodar até 27 convidados e mais 27 tripulantes. Dono também do time de futebol Atlanta United, Arthur M. Blank possui suas iniciais (AMB) em destaque no nome do barco.
DreAMBoat. Foto: Oceanco/ Divulgação
O dinheiro pode comprar muita coisa, mas uma delas nenhum destes dois ultrarricos têm: o Super Bowl. O maior troféu das ligas americanas será disputado neste domingo (9), em Nova Orleans, às 20h (no horário de Brasília), entre os times Philadelphia Eagles e Kansas City Chiefs, e deve atrair mais endinheirados ao estado de Louisiana.
Mas, convenhamos: com superiates confortáveis, extravagantes e completos como estes, Shan Khan e Arthur M. Blank não devem dormir tão tristes na falta de um Super Bowl.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
Sonho de consumo, as lanchas com flybridge, como a Solara 500 Fly, oferecem uma série de vantagens sobre outros modelos. Entre eles, o posto de comando alto e aberto, que favorece a visão do piloto durante a navegação. A Revista Náutica fez o teste da Solara 500 Fly e agora você acompanha tudo sobre a avaliação do modelo.
Outra vantagem das lanchas com flybridge é permitir, aos ocupantes, gostosos banhos de sol e a possibilidade de se espalharem com mais privacidade pelo barco. Principalmente em dias quentes, é bom ter uma área a mais e aberta no topo do barco, com uma visão panorâmica, além de ganhar um salão fechado no convés inferior.
Por outro lado, no flybridge a sensação de balanço é maior. E ainda há um possível risco de instabilidade do casco, caso o centro de gravidade da embarcação ficar muito alto.
No caso da Solara 500 Fly, que tem 4,05 metros de boca e um V de casco muito profundo na popa, de 19,6 graus, uma análise visual apressada poderia sugerir que a lancha pudesse apresentar esse problema. Mas isso está longe de ser verdade neste modelo.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O estaleiro gaúcho Solara Yachts — que soma 15 anos de atividades e mais 1.200 embarcações entregues — ocupa posição de destaque entre os fabricantes nacionais por, entre outros motivos, sempre apresentar soluções inovadoras. Todos os seus barcos são construídos pelo processo de laminação por infusão, que resulta em cascos mais leves e resistentes.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Além disso, as lanchas da marca, cada vez mais, apresentam um nível de sofisticação apurado. De sua fábrica, no município de Vera Cruz, saem seis modelos de lanchas, das elegantes Solara 330 Targa e Solara 380 Bowrider às imponentes Solara 500 HT e Solara 500 Fly.
Isso sem contar a linha de pontoon boats, com modelos de 30 e 32 pés, e o inovador Solara Boat House, que tem todo o conforto de uma casa tradicional, com a vantagem deslizar sobre as águas.
Teste da Solara 500 Fly
Maior lancha do estaleiro (junto com sua versão HT), a Solara 500 Fly não é apenas grande: ela também se destaca pelo excelente aproveitamento de espaços, como comprovou o teste da Revista Náutica.
Do lado interno, por exemplo, a lancha tem dois camarotes fechados e dois banheiros, além de uma sala no convés inferior, com sofá conversível em uma cama de solteiro. Alternativamente, pode ter três camarotes.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na popa, que tem plataforma do tipo submergível, o barco conta com duas aberturas laterais, que ampliam a área de convivência em aproximadamente 20%.
Já no flybridge da Solara 500 Fly — aquele agradabilíssimo espaço na parte mais desejada pelos usuários –, oferece nada menos que 20 m² de área útil, onde acomoda, com folga, dez pessoas.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
Outro ponto que merece ser destacado nesta lancha de comando duplo (um na cabine, outro no flybridge) é que, apesar de seus 15,10 metros de comprimento, ela pode usar motores de centro-rabeta, com a exigência de menos cavalos.
A Solara 500 Fly testada por NÁUTICA estava equipada com dois motores Volvo D6 centro-rabeta de 440 hp cada. Mas o modelo ainda pode receber dois D6 de 400 hp cada.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Um ponto delicado é que o acesso ao fly pela praça de popa precisa ser melhorado, pois a escada é muito íngreme. Lá em cima, o flybridge conta com capotas de lona, que têm base de inox e são divididas em dois segmentos: duas partes distintas, feito duas targas, que não atrapalham em nada a movimentação das pessoas, embora o pé-direito seja de 1,75 metro.
Na parte da frente do fly há um mini solário, um lugar aconchegante para se sentar e bater papo com quem está pilotando, protegido pelo quebra-vento que contorna todo o convés.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No posto de comando, a poltrona é ergonômica, com assento e encosto de boa densidade. É um material um pouco mais mole, mas que dá uma abraçadinha no piloto.
O painel, um pouco mais baixo que o convencional, com uma inclinação boa, tem duas telas de 12 polegadas Glass Cockpit Garmin, com o Volvo Penta Glass Cockpit System integrado. Esse último coleta e exibe todas as informações para o piloto (dados da navegação e dos motores) em um só lugar.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
Como o painel tem uma inclinação para frente, o piloto consegue esticar um pouquinho mais as pernas e, assim, ficar mais relaxado. A posição do volante escamoteável Volvo Penta é muito boa, centralizada, e tanto os manetes quanto as botoeiras estão à mão.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Embaixo do painel, temos saída 12V e saída dupla USB. O rádio VHF está em excelente lugar, porém o mic está baixo demais. É necessário dar uma abaixadinha para operá-lo. Dá para o estaleiro arrumar um melhor lugar para ele facilmente. Outro ponto baixo: falta um lugar para colocar o celular.
Por outro lado, o projetista teve o cuidado de instalar um chuveirinho ao lado do banco do piloto, que permite refrescar todo mundo, além do piso de teca natural.
Ponto positivo também para o móvel de apoio, que tem uma geleira com tampa de madeira e pia com água fria, além de pega-mão em todo seu entorno. Embaixo, ficam uma lixeira e um pequeno armário.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A boreste, a mesa de refeições (ou aperitivo) tem regulagem de altura e uma característica distinta: móvel, ela se desloca pelo fly. O ponto negativo é que ela fica solta e, embora seja mais ou menos pesada, pode chacoalhar e até deslizar pelo ambiente durante a navegação. Já a ré, o fly é ocupado por sofás e solários.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na praça de popa, as aberturas laterais — que aumentam a área de convivência a bordo e já viraram tendência — poderiam ficar ainda melhor se, a boreste, não houvesse uma extensão da casaria. Por ali, o projetista concentrou o terceiro comando com joystick de manobra, os controles da plataforma de popa, da iluminação dos deques laterais (em cujos botões, aliás, faltam travas) e as chaves das baterias.
Essa estrutura atrapalha a circulação das pessoas. Nas próximas unidades, o estaleiro prometeu que vai retirar esse nicho e a abertura ficará livre. A bombordo há outra extensão, que não é estrutural e também será removida, ampliando a área de convivência.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No centro da praça de popa, há um sofá em J (quase em U) que tanto pode ser usado formalmente, na hora das refeições, como se transformar em uma chaise, em que é possível deitar ou sentar com as pernas esticadas — um convite para o relaxamento.
A mesa de madeira, com base de inox, é móvel, assim como a do fly. O pé-direito é excelente nessa área, inclusive na passagem para o salão.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Descendo-se dois pequenos degraus tem-se acesso à plataforma de popa, onde fica o espaço gourmet com tudo que se pode esperar de uma estação como essa: churrasqueira, tábua de corte, geleira e pia com água quente e fria (um diferencial).
O tampo, com pistões hidráulicos, tem uma área refratária sobre a churrasqueira. Mas falta o corta-corrente, importante quando se fecha o móvel após o uso, caso alguém esqueça a grelha elétrica ligada. Esse é um item de segurança muito importante.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A plataforma mede 4,05 m por cerca de dois metros, com uma área submergível. No caso de sol intenso, um toldo retrátil com tecido acrílico do tipo stobag pode ser acionado, oferecendo excelente conforto térmico.
O acesso à água é feito por uma escada de quatro degraus, com dois pega-mãos do tipo de piscina, o que ajuda bastante na hora de retornar dos mergulhos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Por outro lado, o acesso à proa é feito por uma passagem lateral estreita, cujo primeiro degrau é um pouco alto. Para ajudar na transição, há um pega-mão contínuo. Os cunhos estão bem localizados em ambos os bordos: não tem perigo de alguém chutá-los.
O guarda-mancebo, de boa altura e levemente lançado para fora do barco, é seguro. Os porta-defensas são giratórios.
Ladeado por estofados, o solário ocupa quase toda a área de proa. Livres, sobram apenas a gaiuta tradicional, a área operacional (com um desejado chuveirinho na caixa de âncora) e os bancos de madeira em V, com porta-copos, no bico de proa.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
O para-brisa, de folha única, é grande e alto, e a superestrutura, não tão lançada, é um pouco mais alta, o que eleva o centro de gravidade do barco; daí a instalação do Seakeeper 3 ser recomendada.
Lá dentro, tem mais: um enorme salão, além de dois camarotes (uma suíte), onde o pé-direito passa dos 2 m, para manter aquela sensação de espaço.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na transição da praça de popa para o salão há uma porta bem robusta de três folhas (duas delas móveis). A cozinha fica logo na entrada do salão, a bombordo, com área de apoio em frente, a boreste, com dois armários e duas gavetas.
Ao lado, há tomadas de energia elétrica e os botões de comando do ar-condicionado. Mas faltam os interruptores para acendimento das luzes, que só podem ser acessas no posto de comando.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A cozinha conta com pia com cuba e torneira móvel, dois queimadores por indução com travas para as panelas, como deve ser. O tampo, bonito, tem acabamento em pedra. Na parte de baixo, há uma geladeira de 80 litros, um freezer, um armário grande, onde se pode guardar a lixeira, e um micro-ondas.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na meia-nau, a boreste, fica a mesa de refeições. Atrás do posto de comando, foi instalada uma TV de lift, que se eleva ou vai para a posição embutida, acionada ao aperto de botão.
A bombordo, o sofá pode ser convertido em uma cama ou em uma chaise, de acordo com as necessidades e o estilo de vida dos usuários. No posto de comando, há duas poltronas bem gostosas e apoio para os pés do piloto.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
A janela lateral tem abertura, como deve ser, pois facilita a comunicação na hora das manobras de atracação, além de permitir a ventilação natural. O volante é ajustável e a visão de pilotagem, boa para os dois bordos. Os manetes, o joystick e o rádio estão bem-posicionados.
O barco testado estava com sistema de flaps Zipwake, que melhora a atitude do barco e ajuda a economizar combustível, e — assim como no comando do flybridge — com duas telas de 12 polegadas da Garmin, com o Volvo Penta Glass Cockpit System integrado, que coleta e exibe todas as informações para o piloto (dados da navegação e dos motores) em um só lugar. A botoeira, personalizada, é excelente.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
O para-brisa bem alto, de folha única, oferece excelente visão. Os dois limpadores têm braços duplos, o que é importante nos dias de vento forte. Entre os equipamentos de segurança, destaque para o sistema de extinção de incêndio de acionamento manual, caso ocorra um alarme de incêndio.
O dispositivo de som permite reproduzir músicas a partir de um pen drive. Há ainda tomadas de 12 volts e saída USB, mas falta um nicho para colocar o telefone celular.
Já no convés inferior, na chamada área íntima, chama atenção a entrada de luz pelo para-brisa, que atua como uma claraboia gigante. O acesso se dá por uma escada de madeira de quatro degraus, com pega-mão revestido de couro.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O pé-direito, acima de 2 m, só diminui na porta de entrada do camarote de proa, ainda assim ficando em 1,85 m. A sala conta com armários e com um sofá extenso, conversível em uma cama de solteiro, com uma TV na cabeceira. O painel elétrico fica a boreste.
Todas as anteparas são revestidas com madeira e camurça, nada de fibra aparente. A iluminação, direta e indireta, conta com lâmpadas e com uma faixinha de LED. A janela, bem estreita, tem vigia com entrada de ar.
O camarote VIP, na proa, tem vários armários e gaveteiro embaixo da cama, que é bem larga, embora um pouco curta (1,90 m). Tem iluminação de LED, indireta, e a entrada de luz natural pela gaiuta. A TV está colocada no costado do banheiro e há uma tomada e outra saída USB.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O revestimento de madeira resulta em um ambiente mais aconchegante. No banheiro, com vaso, pia com misturador de água, vigia com entrada de ar, armários e box fechado, o pé-direito é de 1,95 m.
Mesmo na suíte de meia-nau, a dos proprietários, o pé-direito na lateral da cama chega a 1,92m. A área de apoio, a bombordo, tem um sofá, dois armários, janela com vigia, saída USB, tomada de luz e lugar para porta-objetos. A cama é gigantesca, com uma TV à frente.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A iluminação é direta, com fitas de LED, sobre a cama, e indireta no corredor. O acabamento, mais uma vez, é caprichado, com o uso de madeira e camurçados. O banheiro fica logo na entrada da suíte, descendo um degrau, à direita.
Como é de se esperar de uma embarcação desse nível, tem box fechado, vaso elétrico, pia de apoio completa e decoração caprichada.
Mas, e os motores? O acesso rápido à casa de máquinas da Solara 500 Fly se dá por uma porta na praça de popa. A área lá embaixo é enorme. Existe espaço para a plena manutenção de tudo. O estabilizador Seakeeper fica centralizado, na frente dos dois motores Volvo Penta D6 440, que estão acoplados com sistema de rabetas.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Toda a fiação elétrica passa por canaletas e não se mistura com a hidráulica, o que é importante. As lanchas Solara usam sistemas elétricos com certificação pelas normas internacionais. Para maior qualidade e segurança, nenhum cabo possui emenda, todos são estanhados e codificados por anilhas.
O revestimento acústico cobre o teto, as anteparas laterais e todo o entorno da casa de máquinas, exceto no espelho de popa. Em resumo, há muito espaço para a manutenção.
Navegação da Solara 500 Fly
Hora de navegar! Saindo da Marina da Glória, localizada nas águas tranquilas da Baía de Guanabara, o teste da Solara 500 Fly foi realizado em um dia ensolarado, com pouco vento. Seguimos rumo à barra, mantendo 3.200 rpm, no cruzeiro econômico.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Os dois motores Volvo Penta D6, de 440 cv cada, consomem 124 litros por hora. À nossa frente, apenas uma leve ondulação. A 3.500 rpm, atingimos 26,9 nós, com consumo de 149 litros por hora.
Apesar do casco com 19,6 graus de V de popa, típico de barcos de pesca, combinado com os 4,05 metros de boca e o flybridge, a Solara 500 Fly navega suavemente. Realizamos uma curva acentuada a boreste com 11° de leme, que a Solara executou com facilidade e uma adernada controlada.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Em seguida, viramos o leme para bombordo, a 10°, como um pêndulo. A lancha, sensível ao comando, responde com precisão, oferecendo ao piloto o controle desejado.
No balanço geral, o Solara 500 Fly surpreendeu positivamente com seu desempenho. Com dois motores Volvo Penta D6 440, a velocidade máxima da Solara 500 Fly foi de 31,6 nós, com consumo de 179 litros por hora.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Indicado para passeios em família, a Solara 500 Fly não é uma lancha esportiva, mas oferece uma navegação segura e confortável, graças à excelente distribuição de peso projetada pelo estaleiro.
É claro que uma lancha flybridge de 50 pés, com centro de gravidade elevado e pesando mais de 17 toneladas, não terá a mesma agilidade de uma lancha hard top ou de comando aberto do mesmo porte. No entanto, esse modelo de 50 pés do estaleiro Solara Yachts navegou bem pelo mar e adernou de forma equilibrada, proporcionando uma navegação segura e prazerosa.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Nos testes realizados por NÁUTICA, submetemos a lancha às curvas acentuadas e o casco se comportou muito bem, comprovando que o conjunto é adequado para o que se propõe.
A Solara 500 Fly demonstrou ter um equilíbrio para um barco desse porte e características, entregando uma experiência de navegação segura e bem ajustada para quem busca um passeio tranquilo e eficiente no mar.
Saiba tudo sobre a Solara 500 Fly
Pontos altos
Bom custo-benefício
Navegação firme e ágil
Casa de máquinas espaçosa
Pontos baixos
Escada de acesso ao flybridge muito íngreme
Passagem lateral de acesso a proa estreita
Posição de acionamento das luzes internas ruim
Características técnicas
Comprimento: 15,10 m (49,5 pés)
Boca: 4,05 m
Peso: 14,5 toneladas
Tanque de combustível: 1.000 litros
Tanque de água: 300 litros
Capacidade (dia): 16 pessoas
Capacidade (noite): 6 pessoas
Motorização: centro-rabeta
Potência: 2 x 400 a 440hp
Com dois motores centro-rabeta de 440 hp cada a diesel. Foto: Revista Náutica
Estreia do Grupo Okean no salão náutico carioca será marcada ainda pelo maior barco do evento: a Ferretti 1000. Encontro acontece de 11 a 19 de abril, na Marina da Glória
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