Na contramão das evoluções tecnológicas nos meios de transporte, o bem-estar e a qualidade de vida falam mais alto na Suíça. Lá, durante o verão, trabalhadores utilizam o Rio Aare como meio de transporte e voltam do trabalho para casa nadando.
O costume virou cultura entre os locais e proporciona uma forma fácil e relaxante de encerrar o dia. Para isso, os suíços embalam suas roupas e pertences em bolsas impermeáveis chamadas Wicklefisch — ou simplesmente “bolsas do Aare” –, que também funcionam como boias.
Foto: Envato / Image-Source
Com águas cristalinas e correnteza em sentido único, o Aare se transforma em um meio de transporte eficiente e prazeroso. Além de prático, o trajeto ajuda a relaxar e ainda oferece uma bela paisagem, com vegetação exuberante e arquitetura histórica ao fundo.
O Rio Aare passa pelas cidades de Berna, Soleura, Aarau e Olten, na Suíça, e também por Waldshut-Tiengen, na Alemanha.
O costume de usar o Aare como meio de transporte tem chamado atenção na internet e atraído turistas que também querem viver essa experiência. Na web, a dica é aproveitar o rio à tarde ou à noite, durante o verão, quando a água está mais aquecida do que pela manhã.
Rio como meio de transporte na Suíça: a água é limpa?
Segundo o Far Out Magazine, o Rio Aare nem sempre foi próprio para banho. A mudança começou em 1967, quando a população lançou uma iniciativa contra a poluição das águas, o que levou à criação de leis de tratamento de esgoto.
Hoje, a Suíça possui mais de 130 mil quilômetros de rede de esgoto e centenas de estações de tratamento. Com investimentos de 50 bilhões de francos suíços, o país se tornou referência mundial na qualidade da água em rios e córregos.
Mas os esforços continuam. O próximo desafio é combater os micropoluentes que ainda não são filtrados pelos sistemas atuais, como medicamentos, pesticidas e hormônios. A meta do governo suíço é eliminar essa preocupação até 2040.
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Um vídeo gravado em Bertioga, no litoral de São Paulo, impressionou internautas pela beleza e nitidez das imagens. O registro mostra um cardume de dourados-do-mar (Coryphaena hippurus) nadando próximo à superfície, em um verdadeiro espetáculo visual. A filmagem, feita com drone pelo fotógrafo Rafael Mesquita, foi confundida por muitos com uma animação criada por inteligência artificial (IA).
Compartilhado nas redes sociais, o vídeo rapidamente viralizou, acumulando mais de 15 mil curtidas e milhares de comentários — muitos comparando a estética das imagens com criações digitais.
Esse peixe é um dos mais lindos, na minha opinião– compartilhou Mesquita
Entre os comentários, estão elogios que revelam o espanto diante da beleza natural. “Sério que essa perfeição de vídeo não foi feita por inteligência artificial? Parece que não é de verdade, de tão lindo!”, disse uma seguidora. “Antes de ler a legenda, achei que fosse uma animação feita por IA”, publicou outra. Assista ao vídeo:
Confira alguns comentários da publicação sobre o cardume se parecer com imagens geradas por IA:
Comentários comparam vídeo com animações feitas por IA. Foto: Instagram @rafa.mesquita / Reprodução
Sobre o peixe dourado-do-mar
O dourado-do-mar (Coryphaena hippurus) é uma das espécies mais comuns da costa brasileira. Com hábitos migratórios, ela vive em cardumes no alto-mar, mas os mais jovens costumam se aproximar da costa para reprodução.
Cardume de peixes dourado-do-mar registrados pelo fotógrafo e que foram comparados com IA. Foto: Instagram @rafa.mesquita / Reprodução
A espécie se destaca pela coloração vibrante, que mescla tons de azul, verde, dourado e prata, criando um efeito impressionante. Com corpo alongado e cabeça mais alta que a cauda, pode atingir até 2 metros de comprimento, embora a média encontrada seja de cerca de 1 metro.
O peixe se alimenta de outros peixes, lulas e caranguejos, e é muito apreciado tanto por mergulhadores quanto por pescadores esportivos.
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
As baleiasforam uma das principais fontes de matéria-prima para a construção de ferramentas de caça durante a pré-história. É o que aponta um estudoque analisou 71 artefatos construídos a partir dos ossos desses animais, encontrados em 27 sítios arqueológicos na França e na Espanha, ao longo da costa do Golfo da Biscaia.
Embora os povos pré-históricos não tenham tido acesso a embarcações — só foram navegar milhares de anos depois —, as baleias fizeram parte de seu cotidiano de maneira muito presente. Eram delas que essa população extraia, através de encalhes e carcaças, um importante instrumento de caça, à época, superior aos comuns chifres de rena ou veado-vermelho: seus ossos.
Identificação taxonômica de espécimes ósseos analisados pelo ZooMS e exemplos das principais categorias de elementos. Foto: Uko Gorter / AL e JMP / Divulgação
O material, maior e mais forte que o de animais terrestres — chegando a mais de 40 cm de comprimento —, era usado para a confecção de pontas de projéteis. Além disso também fornecia outras importantes propriedades, como o óleo, essencial combustívelpara fazer fogo.
De acordo com o estudo, ao menos cinco espécies de baleias estiverem presentes nas ferramentas de caça pré-históricas. Os ossos de cachalotes foram os mais utilizados, seguidos pelos de baleias-fin, baleias-cinzentas, baleias-francas ou baleias-da-groenlândia e baleias-azuis — essa última, o maior animal do mundo.
Dos 71 artefatos de ossos de baleia analisados pelos pesquisadores, os dois mais antigos — ambos feitos de ossos de baleias-fin — têm como origem os sítios cantábricos espanhóis de Rascaño e datam de aproximadamente 20,5 mil anos. Para chegar ao resultado, os estudiosos utilizaram técnicas como ZooMS e datação por radiocarbono.
Esses grupos pré-históricos provavelmente estavam muito bem adaptados a esses ambientes costeiros, e muito provavelmente tinham um profundo conhecimento ecológico local e compreensão de seus habitats costeiros– disse McGrath
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Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Nos Estados Unidos, ir de Miami a Key West, na Flórida, de carro pode ser uma experiência inesquecível, especialmente quando se trata do visual. Isso porque o trecho de pouco menos de 200 km é feito através da Overseas Highway, uma espécie de “rodovia flutuante” que parece estar no futuro— embora tenha sido construída ainda em 1938.
Ao longo do percurso, que conecta 44 ilhas através de 42 pontes por 182 km, é difícil não se deslumbrar com a beleza natural da região, que mescla águas dos mais diversos tons, carregadas de animais marinhos. O destino, o mais ao sul do território continental dos EUA, também não decepciona. Inclusive, Key West seria uma região isolada não fosse a rodovia.
Foto: AndriyPhotography / Envato
Toda beleza da obra — e do percurso — transformou a Overseas Highway em cenário de filmes, séries e até jogos. Nessa seleção estão “Corrida Maluca” (1968), “007 – Permissão para Matar” (1989), “True Lies” (1994) e Grand Theft Auto VI, o famoso GTA, previsto para estrear ainda neste ano.
Overseas Highway: um legado de Henry Flagler
Se hoje a região da Flórida é uma das mais requisitadas dos EUA, Henry Flagler é um dos grandes responsáveis. Foi dele a ideia de conectar o arquipélagode Florida Keys ao continente, uma vez que, como cofundador da Standard Oil — que já foi a maior empresa petrolífera do mundo –, Flagler investiu em hotéis de luxono estado quando ele era considerado um dos mais pobres do país, por volta de 1885.
Foto: Ebyabe / Wikimedia Commons / Reprodução
A rodovia, porém, viria apenas depois. Antes dela, uma obra tão ousadaquanto foi liderada por Flagler: ele decidiu ligar, por ferrovias, Jacksonville, no norte da Flórida, à então tímida Miami, no sul.
Mas não só isso. Percebendo o potencial de Key West, com cada vez mais indústrias e uma localização privilegiada (era o porto americano mais próximo do Canal do Panamá, em construção), Flagler decidiu estender a linha ao extremo sul do estado, em um capítulo que chegou a ser apelidado de “a loucura de Flagler”.
Ao que se sabe, mais de 4 mil pessoas trabalharam na obra, que envolveu cerca de US$ 1,5 bilhão (em valores corrigidos), além de jacarés, cobras e escorpiões aterrorizando os trabalhadores. Entre 1905 e 1912, três furacões ainda atingiram a região, matando mais de cem operários.
Foto: U.S. National Archives and Records Administration / Wikimedia Commons / Reprodução
Em 1912, a ferrovia finalmente foi entregue, com direito a Flagler — que viria a falecer no ano seguinte — chegando pleno a bordo de sua cabine de luxo no trem inaugural.
Em 1920, os automóveis começaram sua ascensão. Logo, em 1928, uma primeira versão da Overseas foi inaugurada. Assim, o trajeto ficou dividido: parte em paralelo à ferrovia, na estrada, e um trecho feito de balsa.
Foto: U.S. National Archives and Records Administration / Wikimedia Commons / Reprodução
Já em 1930, ficou claro que as balsas não davam conta do fluxo. Foi quando o então presidente, Franklin Roosevelt, decidiu expandir a rodovia. Pouco depois, em 1935, já em meio as obras, a ferrovia foi destruída por furacões intensos que atingiram a Flórida. Dos mais de 400 mortos, ao menos metade eram veteranos de guerra trabalhando na expansão.
Boa parte das pontes, contudo, resistiu aos ventos de até 295 km/h, e foram essenciais para completar a rodovia, que passou a herdar parte do traçado dos trilhos de trem — mantendo vivo o legado de Flagler. Em 1938, a Overseas Highway foi inaugurada oficialmente. Desde então, o local vem recebendo cada vez mais melhorias e se sagrando como uma das estradas mais icônicas e paradisíacas dos Estados Unidos.
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Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Um naufrágio ocorrido há 131 anos tem atrapalhado a movimentação no complexo portuário de Santa Catarina (SC). Trata-se do navio Pallas, que naufragou no rio Itajaí-Açu em 29 de outubro de 1893. Mas esse entrave centenário está com os dias contados.
Segundo João Paulo Tavares Bastos, superintendente do Porto de Itajaí (SC), o canal está cinco gerações atrasado. Os navios de carga que hoje circulam pela costa brasileira chegam a medir 365 metros, mas o Porto de Itajaí não pode recebê-los, justamente por desvios causados por obstáculos como o Pallas.
Foto: Porto de Itajaí / Reprodução
A retirada da carcaça, que permanece soterrada na foz do rio, deve liberar o caminho para embarcaçõesmaiores. A expectativa é permitir o tráfego de navios de até 366 metros.
A remoção trará benefícios para todo o complexo portuário– afirma Bastos
A primeira reunião para alinhar a operação aconteceu em maio. Estiveram presentes representantes da Marinha do Brasil, da Polícia Federal e da Autoridade Portuária de Santos, além de sindicatos e trabalhadores do setor.
Participantes da primeira reunião de alinhamento sobre a remoção do Pallas. Foto: Porto de Itajaí / Reprodução
O cronograma ainda é incerto, mas o processo já começou. Ele envolve licitações e estudos técnicos para então acontecer a retirada do casco, sob acompanhamento de uma comissão, criada em abril.
Obstáculo centenário em um dos maiores portos do país
O Porto de Itajaí integra o terceiro maior complexo portuário do Brasil, ao lado de seis terminais privados nas margens das cidades de Itajaí e Navegantes. Juntos, movimentam cerca de 13% do mercado nacional. O ranking é completado pelos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR).
Em 30 de outubro de 2024, o porto recebeu a maior embarcação de sua história: um navio de 336 metros de comprimento. Com a remoção do Pallas, a tendência é de expansão. Dessa forma, navios ainda maiores poderão atracar por ali.
A história do navio Pallas
O Pallas foi construído no século 19 e teve papel ativo na Revolta da Armada. Operava como um navio frigorífico, transportando carnes entre os portos do Rio de Janeiro, no Brasil, e de Buenos Aires, na Argentina.
Navio Pallas navegando. Foto: Instituto Cultural Soto / Reprodução
No dia do naufrágio, em 29 de outubro de 1893, o mar estava calmo e o clima, aparentemente normal. Mesmo assim, a embarcação de 48 metros de comprimento teve o casco partido e afundou. Felizmente, não houve vítimas.
Planta do navio Pallas. Foto: Instituto Cultural Soto / Reprodução
Mais de um século depois, a carcaça do Pallas foi descoberta quase que por acaso. Durante obras de dragagem em 2017, a equipe técnica percebeu uma estrutura rígida no leito do rio. Após análise, veio a confirmação de que ali estava um naufrágio, que agora precisa ser removido para que o porto avance.
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Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Travessias, por si só, são impressionantes. Se jogar oceanoadentro e ter no horizonte apenas o azul do mar por dias não é para qualquer um. E a jornada de três jovens mulheres que foram de barco dos Estados Unidos aos Açores é de deixar qualquer um de boca aberta. O trio navegou pelo Atlântico Norte num veleiro precário, sem motor e com um mastro feito de poste — e esse é só o começo.
As protagonistas dessa história, que aconteceu na vida real em 2022, são a dominicana Alizé Jireh, à época com 22 anos, a dinamarquesa Laerke Heilmann, de 35, e a americana Kiana Weltzien, de 26 — que é quase brasileira, já que passou a infância toda no Brasil.
Batizada de “Women & The Wind”, a travessiaque também dá nome ao documentário que a retrata foi apresentada pela primeira vez no Brasil em 31 de maio, no icônico Cine Belas Artes, em São Paulo.
A obra ainda será exibida no REAG Belas Artes(SP) em 21 de julho, com apresentação pela capitã Kiana — as entradas custam R$ 22,50. Interessados ainda podem assistir o filme online até 27 de julho através da campanha “30 dias no Mar“, que celebra os 3 anos da travessia. Veja o trailer:
Women & The Wind: barco modesto, história espetacular
Alizé, que também é cineasta, registrou com as próprias mãos uma históriaque dispensou roteiro — literalmente. Os acontecimentos marcantes não vieram de ideias anotadas na ponta do lápis, mas da força da natureza que, inclusive, não deu trégua ao trio.
Foto: Instagram @womenandthewind / Reprodução
O grupo partiu rumo aos Açores, um arquipélago no meio do Oceano Atlântico, em plena temporada de furacões. Não à toa, precisou superar seus limites para enfrentar ondas que ultrapassaram os 5 metros de altura, ventos acima dos 80 km/h e tempestades insanas que duraram dez dias, fazendo do barcouma extensão do mar.
Foto: Instagram @womenandthewind / Reprodução
A embarcação, aliás, chama atenção pela simplicidade — que chega a assustar. Sem motor, com velas feitas de frágeis tecidos de algodão que se estendem no mastro adaptado de um poste de rua, o veleiro catamarã ganha as águas com a experiência de meio século.
Foto: Instagram @womenandthewind / Reprodução
Feito pelas mãos de um carpinteiro, o “Mara Noka”, como é chamado, é também a casade Kiana há quase 10 anos, quando ela deixou o trabalho como corretora de imóveis, em Miami, para virar gente do mar.
Sua simplicidade reflete o estilo de vida de sua capitã que, quando a bordo, tem num balde o seu chuveiro e na pescao próprio alimento, que vem a ser preparado em um fogareiro à carvão, ao ar-livre, no deque de tábuas do barco — ou na modesta cabine.
Foto: Instagram @womenandthewind / Reprodução
Kiana vive com cerca de R$ 1.000 por mês, dinheiro que ela faz escrevendo artigos para revistas, onde fala sobre seu estilo de vida. Vale destacar que 50% do valor total arrecadado pelo filme é convertido para a Women & The Wild Foundation, que apoia projetos e aventuras de alto risco comandados por mulheres.
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
O estaleiro catarinense Fibrafort promete nada menos que “condições imperdíveis” para o Marina Itajaí Boat Show 2025, que acontece de 3 a 6 de julho, em Santa Catarina. Em casa, a marca prevê “excelentes negócios” durante o salão náutico, com seu amplo portfólio das famosas lanchas Focker.
Diretora de negócios da Fibrafort, Barbara Martendal contou à Náutica que, além das condições especiais, os clientes podem aproveitar a estadia em Itajaí para visitar o estaleiro. “É a nossa casa”, disse.
De lá, já foram entregues mais de 18 mil barcos nos 35 anos da empresa no mercado. O estaleiro é conhecido por produzir as lanchas Focker — que teve os bastidores da produção revelados em um episódio do “Criadores de Sonhos”, série no YouTube do Canal NÁUTICA.
Em 2024, a marca aproveitou o salão náutico catarinense para lançar a Focker 262, uma lancha de 26,2 pés com capacidade para até 12 pessoas — o que aumenta a expectariva do que os visitantes encontrarão no estande da marca neste ano.
Embora a Fibrafort fabrique modelos diversos, que atendem o público que busca por esporte, luxo ou cruzeiro, o estaleiro não confirmou quais serão levados ao Marina Itajaí Boat Show 2025. Por enquanto, a certeza são as condições imperdíveis para conquistar um barco durante o evento.
Marina Itajaí Boat Show 2025
O maior evento náutico do Sul do Brasil está mais do que preparado para a sua terceira edição! Em Santa Catarina, o Marina Itajaí Boat Show 2025 promete reunir grandes marcas, as principais novidades em barcos, motores e equipamentos, além de muitas opções de entretenimento aos visitantes.
Foto: Victor Santos/Revista Náutica
Na edição de 2024, o Boat Show de Itajaí reuniu 70 marcas e contou com mais de 70 barcos em exposição — 50 deles atracados nas águas. De embarcações de entrada a iates de luxo, o evento ofereceu ampla diversidade de produtos e foi sucesso entre os visitantes, recebendo cerca de 20 mil pessoas.
Anote aí!
Quando: De 3 a 6 de julho de 2025 Horário: Quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado, das 11h às 21h; domingo, das 11h às 20h. Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
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Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Demonstrando estar alinhada aos compromissos sustentáveis, a Volvo Penta anunciou sua nova linha de propulsão elétrica para motores náuticos. A novidade abrange cinco sistemas de transmissão construídos sobre a consagrada plataforma IPS, que devem chegar ao mercado no quarto trimestre de 2025.
A nova linha elétrica Volvo Penta chega como um complemento às soluções híbridas elétricas introduzidas ainda no início de 2024. Segundo a marca, juntas, elas oferecem “uma ampla seleção de soluções adaptadas a diversas necessidades operacionais e ciclos de trabalho”.
Foto: Volvo Penta / Divulgação
O sistema traz configurações duplas, triplas ou quádruplas, em que o motorelétrico é acoplado ao IPS. A tecnologia traz funções como o Controle Eletrônico da Embarcação (EVC), direção por joystick, posicionamento dinâmico, atracação assistida e piloto automático. Diferenciais como “do leme à hélice”, para alta manobrabilidade e controle, e a Interface Homem-Máquina (IHM) integrada, para monitorar modos de condução, também são esperados.
Foto: Volvo Penta / Divulgação
Em comunicado divulgado globalmente, Anna Müller, presidente da Volvo Penta, destacou que o objetivo da marca com a nova linha é “oferecer uma solução de propulsão elétrica plug-and-play”, mantendo a exclusividade da Volvo Penta em sua principal competência, embora “também projetada para escalar em conjunto com integradores terceirizados”.
A novidade promete abranger os benefícios do aclamado Inboard Performance System (IPS), um conjunto de tecnologias que inclui motores, hélices e controles eletrônicos integrados para proporcionar uma experiência de navegaçãootimizada, principalmente no consumo do barco.
Nesse sentido, a Volvo destaca uma eficiência voltada para a frente, que puxa a embarcação na água, em vez de empurrá-la. Além disso, quando combinada com motores elétricos, ela proporciona uma solução de alto desempenho e zero emissões para uma ampla gama de perfis operacionais.
Segundo a empresa, “ganhos adicionais de eficiência podem ser alcançados com a aceleração responsiva do sistema, raio de giro reduzido, aderência superior e controle preciso. Para os operadores, o resultado são viagens mais silenciosas e suaves, com impacto ambiental mínimo”.
A nova linha de propulsão elétrica da Volvo Penta estará disponível a partir do quarto trimestre deste ano — no caso do Brasil, em até dois anos.
A primeira versão que deve chegar ao mercado é o IPS900E (até 515 kW), seguido por modelos como o IPS650E (até 374 kW). A marca destaca que seu objetivo “é eletrificar todos os cinco sistemas de transmissão da linha Volvo Penta IPS, visando potências de 220 kW a 1,1 MW por sistema de transmissão – chegando a 4,5 MW em instalações quádruplas”.
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
O sonho de fundar um país libertário é excêntrico, mas não impossível. Na década de 1970, um milionário nascido na Lituânia conseguiu — só não por muito tempo. A República de Minerva foi criada sobre uma ilha artificial no Oceano Pacífico e logo reivindicada como território de Tonga.
Michael Oliver é o nome por trás dessa história. Nascido na Lituânia e radicado nos Estados Unidos, ele tinha o sonho de criar uma nação libertária. Ou seja, um país onde a liberdade individual é valorizada acima de tudo e o Estado é mínimo. Esse tipo de projeto valoriza a propriedade privada e a liberdade de expressão.
Com o objetivo definido e dinheiro de sobra, o milionário decidiu construir uma ilha do zero no meio do Oceano Pacífico e declarar-se soberano de um país livre de regulamentações e impostos. O local escolhido foi um banco de areia no meio do Recife Minerva, que fica entre Tonga e Fiji, na Oceania.
Foto: La Nacion / Reprodução
Na época — início da década de 1970 –, a região não era considerada propriedade de nenhum país. Logo, Oliver colocou o plano em ação. Para isso, mobilizou uma grande equipe para transportar toneladas de areia a fim de criar um pedaço de terra firme onde antes só havia mar.
Quando se deu por satisfeito, içaram uma bandeira própria, definiram uma moeda e assim proclamaram o início da República de Minerva. A Constituição, como esperado, defendia um governo mínimo, com pouca ou nenhuma regulamentação.
De acordo com a Revista Fórum, o novo país se tornaria um centro financeiro para movimentações de aproximadamente 30 mil colonos, selecionados a partir de critérios como autossuficiência econômica e valores compatíveis com o projeto.
Mas o sonho de Oliver não durou muito. Algumas semanas depois da proclamação — e no mesmo ano de 1972 — , o Reino de Tonga reivindicou o Recife Minerva como seu território e uma expedição oficial removeu os ocupantes do então recém-nascido país.
Sem manutenção ou moradores, a ilha artificial logo sofreu os impactos da erosão e foi coberta pelo mar. Embora não tenha consolidado o sonho do fundador milionário, a República de Minerva ainda é citada em artigos e pesquisas. Afinal, ela questionou conceitos como soberania, posse de terras em águas internacionais e jurisdição global.
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
O estaleiro italiano Azimut Yachts levará nada menos que cinco embarcações às águas do Marina Itajaí Boat Show 2025, que acontece de 3 a 6 de julho, em Santa Catarina. O evento marcará a estreia nas águas do mais novo lançamento da marca, a Azimut Grande 25 Metri, que será fabricada em Santa Catarina, no único parque fabril da Azimut fora da Itália.
O iate de 84 pés teve seu conceito lançado com exclusividade durante o Rio Boat Show 2025, em abril, onde a marca revelou detalhes do modelo, assinado pelo renomado designer italiano Alberto Mancini.
Foto: Azimut Yachts / Divulgação
Dentre os destaques da nova Azimut Grande 25 Metri — que o público do Marina Itajaí Boat Show poderá conferir no evento — estão um terraço suspenso retrátil, uma “beach area” com acesso ao mar e um inédito solário de popa retrátil. Chamam atenção também um spa com jacuzzino flybridge, a fibra de carbono no casco e a motorização potente: dois MAN V12 de 1800 hp.
Foto: Azimut Yachts / Divulgação
Outros quatro modelos do estaleiro italiano poderão ser vistos ao vivo, em cores e na água no Marina Itajaí Boat Show 2025: Azimut Atlantis 51, Azimut Fly 58, Azimut Fly 74 e Azimut 27 Metri — esta última com 88 pés de comprimento.
Azimut 27 Metri. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Marina Itajaí Boat Show 2025
O maior evento náutico do Sul do Brasil está mais do que preparado para a sua terceira edição! Em Santa Catarina, o Marina Itajaí Boat Show 2025 promete reunir grandes marcas, as principais novidades em barcos, motores e equipamentos, além de muitas opções de entretenimento aos visitantes.
Foto: Victor Santos/Revista Náutica
Na edição de 2024, o Boat Show de Itajaí reuniu 70 marcas e contou com mais de 70 barcos em exposição — 50 deles atracados nas águas. De embarcações de entrada a iates de luxo, o evento ofereceu ampla diversidade de produtos e foi sucesso entre os visitantes, recebendo cerca de 20 mil pessoas.
Anote aí!
Quando: De 3 a 6 de julho de 2025 Horário: Quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado, das 11h às 21h; domingo, das 11h às 20h. Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
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No 7º episódio de “Endurance 64: o veleiro polar”, série especial de NÁUTICA em parceria com a Yanmar, os ventos frios da Antárticajá podem ser sentidos pela tripulação. Neste capítulo, o grupo vive as dores e as delícias da aventura, com direito a realizações, sustos e muitos aprendizados.
O novo episódio, que vai ao ar nesta quinta-feira (5), às 20h, no Canal NÁUTICA no YouTube, retrata a saída de Puerto Williams, no Chile, com alguns dos destinosmais aguardados pela tripulação no traçado: o Cabo de Horn e a temida Passagem de Drake.
Embora o grupo não esconda a ansiedade em viver essas emoções — alguns, inclusive, pela primeira vez –, o caminho ainda reserva outras grandes surpresas. A primeira parada depois de Puerto Williams, aliás, é uma delas: a também chilena Puerto Toro, considerada o ponto mais austral habitado.
Foto: Revista Náutica
É por lá, ainda em terra, que a equipe faz os últimos ajustes para os próximos passos, inclusive em relação ao lixo que, a partir da saída de Toro, não poderá mais ser descartado fora do barco. O objetivo da tripulação é não pegar ondas acima de 3 metros, por isso, Giovanni Dolif, meteorologista a bordo, está sempre atento às previsões do tempo.
Foto: Revista Náutica
A chegada ao tão esperado Cabo Horn é celebrada por toda tripulação, com direto a ritual de passagem aos estreantes. A felicidade, embora estampada no rosto, não esconde a ansiedade da equipe pelo Drake, o marmais temido do planeta.
Foto: Revista Náutica
O encontro com um iceberge mudanças repentinas na rota prometem fazer dessa uma experiência inesquecível aos navegadores, que ao longo de todo processo estudam a melhor estratégia para, enfim, atracar o Endurance na Antártica.
As máquinas por trás da aventura à Antártica
Com 64 pés de comprimento e casco de alumínio, o veleiro Endurance 64 abrigou por três meses os navegadores desta expedição à Antártica, exibida na série do Canal Náutica.
Veleiro Endurance 64 abrigou tripulação por três meses durante expedição. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal
Projetado por Thierry Stump, um belga que adotou o Brasil como lar, e totalmente reformado no ano de 2021, o barco homenageia, com seu nome, a lendária embarcação Endurance, de Sir Ernest Shackleton — o mais famoso navegador apaixonado pela Antártica.
Para garantir o sucesso da expedição polar que deu origem à nova série de NÁUTICA, o Endurance 64 recebeu o motor 4LHA-STP da Yanmar.
Endurance 64 navega com o motor 4LHA-STP da Yanmar. Foto: Guilherme Kodja / Arquivo pessoal
Segundo a marca japonesa, o equipamento pode ser utilizado como reversor ou rabeta e ainda serve a alguns barcos de lazer — como lanchas de 36 pés com montagem de parelha.
A parceria da tecnologia da Yanmar somada às expertises dos tripulantes permitiram que a viagem ao continente mais gelado do planeta fosse um sucesso. Você confere a saga completa de “Endurance 64: o veleiro polar” no Canal Náutica do YouTube. Inscreva-se e ative o sininho para não perder nenhum capítulo dessa emocionante expedição.
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
A ciência brasileira tem mais um motivo para comemorar. Um novo estudo revelou que um tipo de coral encontrado no litoral de São Paulo têm uma capacidade impressionante de reter carbono — e não por pouco tempo. Essa retenção pode se estender por séculos e talvez até milênios.
A descoberta foi feita por pesquisadores do Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha da Universidade Federal de São Paulo (LABECMar/Unifesp), que analisaram recifes de corais-cérebro (Mussismilia hispida) na região de Alcatrazes, no litoral norte paulista.
Estruturas internas do coral-cérebro são feitas principalmente de carbonato de cálcio, apontou o estudo. Foto: Prof. Dr. Guilherme Pereira-Filho / Reprodução
O resultado, nas palavras da própria equipe, foi “surpreendente“. Os corais estudados produzem, por ano, cerca de 170 toneladas de carbonato de cálcio (CaCO₃). Isso equivale à fixação de aproximadamente 20 toneladas de carbono anualmente — um número bastante significativo.
Amostras de corais foram submetidos à tomografia computadorizada para que estrutura interna fosse revelada. Foto: Prof. Dr. Guilherme Pereira-Filho / Reprodução
Para se ter ideia, essa quantidade de carbono corresponde às emissões geradas pela queima de 324 mil litros de gasolina. Mas o destaque não para por aí.
Diferente do carbono orgânico capturado pela fotossíntese — que pode voltar à atmosfera em pouco tempo — , o carbonato de cálcio formado pelos corais é uma estrutura mineral estável. Isso significa que o carbono ali presente pode ficar preso por centenas ou até milhares de anos. Um verdadeiro cofre climático natural.
Pesquisa analisou recife de corais da região de Alcatrazes, no litoral norte paulista. Foto: Prof. Dr. Guilherme Pereira-Filho / Reprodução
Com isso, os pesquisadores reforçam o papel vital dos ecossistemas marinhos como aliados no combate às mudanças climáticas. Medir e entender processos naturais como esse abre caminho para soluções inovadoras em sustentabilidade.
Simples, natural e eficaz. Os corais-cérebro podem ajudar no desenvolvimento de modelos de negócios com baixa emissão de carbono e agora nos relembraram que o oceano tem muito a ensinar quando se trata de cuidar do planeta.
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Após o cancelamento da etapa Rio do SailGP, que aconteceria no último mês de abril, a próxima etapa do campeonato movimenta as águas de Nova York, nos Estados Unidos, neste final de semana. Nela, o time que representa o Brasil está mais do que confirmado e tem como principal objetivo superar o próprio desempenho.
O time brasileiro é o Mubadala Brazil SailGP Team, que mostrou evolução nas duas últimas etapas do campeonato. Depois de conquistar sua melhor posição com o 2º lugar em Los Angeles e alcançar sua melhor pontuação em uma etapa, com 24 pontos em San Francisco, a equipe brasileira retorna aos Estados Unidos para confirmar seu crescimento.
Foto: AT Films / Reprodução
A bicampeã olímpica Martine Grael, capitã da equipe brasileira — e primeira líder mulher do campeonato –, contou que competir no SailGP é um enorme desafio, mas que os últimos resultados encorajaram o time a buscar um desempenho ainda melhor na etapa de Nova York.
O Mubadala Brazil SailGP Team é formado por Martine Grael, Marco Grael, Mateus Isaac, Andy Maloney, Leigh McMillan e Paul Goodison. A próxima etapa do campeonato — a 6ª da temporada — acontece no sábado (7) e no domingo (8).
Foto: SailGP / Reprodução
O SailGP é conhecido como a Fórmula 1 do mar, onde catamarãs de alto desempenho competem em alta velocidade, podendo ultrapassar os 100 km/h. O campeonato reúne representantes de diversos países e alterna etapas em diferentes mares.
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Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
A Schaefer Yachts está mais do que confirmada no Marina Itajaí Boat Show 2025! O estaleiro catarinense apresentará, em seu estado natal, sete modelos de barcos, com tamanhos que variam de 33 pés a 66 pés. O maior do salão náutico no Sul do Brasil acontece, neste ano, de 3 a 6 de julho.
Schaefer 600, recém-lançada pelo estaleiro catarinense. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Grande destaque entre os modelos esperados para o salão catarinense, a Schaefer 600 foi apresentada pela primeira vez nas águas durante o Rio Boat Show 2025, que aconteceu em abril. À época, o modelo recém-apresentado já contabilizava quatro unidades vendidas.
Márcio Schaefer, presidente do estaleiro, celebrou com a família Corsi a aquisição da Schaefer 600. Foto: Erik Barros Pinto / Revista Náutica
Desenvolvida por cerca de dois anos, a embarcação foi pensada para completar a linha de modelos da marca, que atualmente vai dos 33 aos 83 pés. Isso porque havia um hiato em questão de tamanho entre as Schaefer 510 e Schaefer 660, agora preenchido pela Schaefer 600.
https://www.youtube.com/watch?v=7EH_kFoBz5k
Com flybridge amplo, varandas laterais e lounge na proa, a Schaefer 600 possui três suítes e cozinha integrada. Além do alto padrão de acabamento, o novo modelo entrega uma navegação que chega, fácil, aos 30 nós.
Marina Itajaí Boat Show 2025
O maior evento náutico do Sul do Brasil está mais do que preparado para a sua terceira edição! Em Santa Catarina, o Marina Itajaí Boat Show 2025 promete reunir grandes marcas, as principais novidades em barcos, motores e equipamentos, além de muitas opções de entretenimento aos visitantes.
Foto: Victor Santos/Revista Náutica
Na edição de 2024, o Boat Show de Itajaí reuniu 70 marcas e contou com mais de 70 barcos em exposição — 50 deles atracados nas águas. De embarcações de entrada a iates de luxo, o evento ofereceu ampla diversidade de produtos e foi sucesso entre os visitantes, recebendo cerca de 20 mil pessoas.
Anote aí!
Quando: De 3 a 6 de julho de 2025 Horário: Quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado, das 11h às 21h; domingo, das 11h às 20h. Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC) Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
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Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Um peixe de mais de 2 metros e que supera os 80 kg consagra qualquer pescador. No caso do pirarucu gigante encontrado na Bahia, sete deles foram contemplados — ou melhor, necessários — para tirar o animal da água. Apesar do feito, a presença da espécie fora de seu habitat natural pode colocar em risco outros animais.
Encontrado em 26 de abril no Rio São Francisco, no município de Malhada, no sudoeste da Bahia, o pirarucu gigante de 2,2 metros não impressiona somente pela aparência. Natural da Bacia Amazônica, o animalé um carnívoro conhecido pelo comportamento agressivo.
Foto: Arquivo / Celso Carlos Batista / Reprodução
Suas características geram desvantagem para outras espécies, uma vez que o pirarucu tem outros peixes, crustáceos e pequenos animais aquáticos como alimento. Francisco Kelmo, professor de Ecologia e Biodiversidade da Universidade Federal da Bahia (Ufba), explicou ao g1 que o peixe costuma ser criado fora do habitat natural, e que pode ter escapado de um desses criadouros.
Em período de cheia, pode haver rompimento destes criadouros ou tanques, permitindo a fuga dos peixes, que passam a viver livremente nas águas do rio, readaptando-se à vida livre– destacou Kelmo
Apesar do tamanho impressionante, o professor ressaltou ainda que o pirarucu encontrado na Bahia é considerado médio, uma vez que a espécie pode chegar aos 3 metros de comprimento e atingir 200 quilos.
A pesca do pirarucu gigante
A captura do pirarucu de mais de 2 metros não se deu por acaso — foi planejada. A partir de relatos de moradores ribeirinhos da zona rural sobre a movimentação de um peixe grande na região, os sete pescadores partiram em busca do animal.
A informação era a de que o pirarucu — à época, ainda não identificado — estava em uma área pantanosa nas margens do Rio São Francisco, conhecida como Quilombo do Pau D’arco.
O plano elaborado pelo grupo foi colocar a rede de forma que o animal não a rasgasse e, então, atraí-lo com sons na água e depois puxar com precisão. Após esperarem pacientemente por duas horas, o pirarucu foi capturado.
O pirarucu
Nativo da Amazônia e tido como um dos maiores peixes de água doce do mundo, o pirarucu (Arapaima gigas) pode ultrapassar os 3 metros de comprimento e superar os 200 kg.
Trata-se de um peixe carnívoro que se alimenta de peixes, insetos, frutas e sementes. Suas habilidades ainda o proporcionam a capacidade de poder saltar para fora da água, onde ele consegue capturar aves, lagartos e até pequenos primatas. Conhecido pela agressividade, longe de seu habitat natural o pirarucu pode representar uma ameaça a outras espécies.
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Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
A história viva de volta ao seu habitat natural. No último domingo (1°), o barco a vapor Benjamim Guimarães foi oficialmente reinaugurado em Pirapora, Minas Gerais (MG), após um processo de restauração que totalizou R$ 5,3 milhões e teve início em 2020.
A reforma da embarcação histórica se estendeu ao longo de cinco anos, mas foi executada, de fato, em menos de um. Isso porque o processo foi iniciado em 2020, mas logo foi paralisado, deixando o barco parado às margens do Rio São Francisco — também conhecido como Velho Chico. A restauração foi retomada apenas em setembro de 2024, sob responsabilidade da Eletrobras.
Vapor Benjamim Guimarães sendo retirado do rio São Francisco para restauração. Foto: Prefeitura de Pirapora / Reprodução
Segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom), o vapor Benjamim Guimarães foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA-MG) em 1985 e hoje é um dos principais símbolos da navegação no Rio São Francisco.
Foto: Orimar Santos / Prefeitura de Pirapora / Reprodução
Além disso, o patrimônio histórico e cultural de MG, construído em 1913, é atualmente o único exemplar da categoria em funcionamento no mundo, de acordo com a Pasta.
Por essas e outras, a reinauguração do vapor Benjamim Guimarães no Velho Chico merecia uma data marcante. Coincidentemente, a reforma foi concluída a tempo de a reinauguração ocorrer no mesmo dia em que a cidade completou 113 anos. O eventocontou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, além do público que admira o patrimônio histórico.
Cerimônia de reinauguração do vapor Benjamim Guimarães. Foto: Tiago Rodrigues / Prefeitura de Pirapora / Reprodução
Sobre o vapor Benjamim Guimarães
O barco a vapor Benjamim Guimarães foi construído em 1913 pelo estaleiro norte-americano James Rees & Sons, nos Estados Unidos, e chegou ao Brasil para servir à Amazon River Plate Company, no RioAmazonas.
Foto do vapor Benjamim Guimarães antes da restauração. Foto: Iepha-MG / Reprodução
Durante a década de 1920, a embarcação foi transferida para o Rio São Francisco, passando a transportar passageiros e cargas entre as cidades de Pirapora e Juazeiro. Em 1980, passou a realizar passeios turísticos ainda no Velho Chico. Em 2014, o barco foi desativado pelos riscos de navegar sem uma manutenção. O processo, iniciado em 2020, foi finalmente concluído em 2025.
O vapor tem dimensões respeitáveis: são 43,85 metros de comprimento por 7,96 metros de largura, movidos a lenha. A máquina a vapor atinge 60 CV de potência, o que permite impulsionar o barco a velocidades de até 6,5 nós, que equivalem a cerca de 12 km/h.
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Após 12anos de tramitação, o texto-base do projeto de lei que institui a “Lei do Mar” foi aprovado pela Câmara dos Deputados. A Política Nacional para a Gestão Integrada, a Conservação e o Uso Sustentável do Sistema Costeiro-Marinho (PNGCMar) agora segue para apreciação no Senado.
A Lei do Marvisa, principalmente, melhorar os indicadores ambientais, bem como a qualidadede vida das populações costeiras, de modo a equilibrar fatores econômicos, sociais e ambientais.
Estão previstas ações de combate à pescailegal, regulação de setores da mineração, energiae turismo. Além disso, diretrizes e princípios para atividades econômicas que envolvam os oceanos, como o turismo sustentável, devem ser absorvidas por municípios da costa brasileira em até 4 anos do vigor da lei, através de seus planos diretores.
Um dos princípios da nova política, que deve impulsionar a aderência dos municípios, é o conceito de “poluidor-pagador”. Nele, o causador de poluiçãotem como obrigação recuperar ou indenizar danos causados em um ecossistema. Por outro lado, “protetores-recebedores” terão benefícios por serviços ambientais realizados.
Deputado Túlio Gadêlha (Rede). Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados / Reprodução
O relator da Lei do Mar, deputado Túlio Gadêlha (Rede), destacou a importância do projeto em um momento de mudanças climáticas. “Precisamos desenvolver de modo sustentável as comunidades ribeirinhas de pequenos catadores e marisqueiros”, disse.
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Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Após 11 anos no mundocorporativo e insatisfeito com os moldes desse estilo de vida, Oliver Widger, de 29 anos, largou tudo para desbravar uma vida no oceano ao lado de seu gato, o Phoenix. No último dia 24, a dupla que saiu do estado de Oregon, nos Estados Unidos, atracou no Havaí ao completar o primeiro mês de viagem.
Oliver usou o dinheiro que guardou para sua aposentadoriapara deixar a vida de gerente em uma loja de pneus e assumir o papel de protagonista da própria vida como velejadorainda em 2024, quando comprou seu veleiro. O empurrão para a atitude veio, principalmente, após o diagnóstico de uma síndrome, passível de paralisia, quatro anos antes.
A situação o colocou para refletir sobre a forma como levava a vida, especialmente em relação ao trabalho, que o exigia barba feita e camisas passadas. “Você pode ganhar US$ 150 mil por ano e ainda sentir que está apenas dando para sobreviver”, relatou Oliver à Associated Press.
Acho que as pessoas estão cansadas disso, de trabalhar muito duro por nada, e querem uma saída– destacou
Ao ouvir falar de pessoas que navegaram da Califórnia para o Havaí, ele não hesitou em decidir que aquela era a vida que queria. Começava, ali, uma nova temporada de sua história, guiada pelo lema “vou velejar pelo mundo”.
A jornada de Oliver Widger carrega multidões atrás das telas
Tendo o YouTubecomo principal ferramenta para aprender a velejar, Oliver se mudou de Portland para a costa do Oregon, onde passou meses reformando o barco que comprou em abril de 2024.
Um ano depois, em abril de 2025, ele e Phoenix partiram rumo ao Havaí. Mas, muito antes disso, já não estavam sozinhos. Atrás das telas, a dupla passou a ser acompanhada por milhões de pessoas através das redes sociais. Só no Instagram, são 2 milhões de seguidores empolgados com a jornada e de olho no processo desde a compra do barco.
Oliver, inclusive, relatou ter sido considerado “louco” por colegas ao abandonar sua antiga vida corporativa para viver dessa maneira; já seus seguidores o incentivaram a continuar. “Quando eles ficarem velhos e grisalhos, perceberão quem eram os loucos”, comentou um dos apoiadores.
O trabalho nas mídias virou fonte de renda e ajuda a dupla a seguir nesse estilo de vida. O conteúdo mostra a jornada sem esconder momentos de perrengue, como crises de enjoo, reparoscomplicados no barco, dificuldade para dormir e cozinhar com o balanço e até situações delicadas, como quando Oliver acabou se trancando no compartimento do motor.
O velejador reconhece que é relativamente inexperiente, mas destaca que implementou medidas de segurançae planos de comunicação alternativos, como um telefone via satélite e farol de emergência, para situações críticas.
Sobre o futuro, a dupla mira a Polinésia Francesa como próximo destino, embora nada tenha sido decidido ainda.
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Os nomes mais influentes do mercado náutico brasileiro estiveram no coquetel de lançamento do São Paulo Boat Show 2025, que aconteceu nesta quarta-feira (3), na capital paulista. O evento revelou, com exclusividade, os detalhes da próxima edição do maior evento náutico da América Latina, promovido pelo Grupo Náutica, por meio da Boat Show Eventos.
O encontro aconteceu no restaurante Corrientes 348, no Jardim Europa, com apresentações de Ernani Paciornik, presidente do Grupo NÁUTICA, Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica, e Eduardo Colunna, presidente da Acobar (Associação Brasileira de Construtores de Barcos e seus Implementos).
Foto: Revista Náutica
Além de reunir os principais nomes da indústria náutica do país, o coquetel exclusivo de lançamento do São Paulo Boat Show 2025 é também o momento em que as marcas definem seus espaços no disputado salão náutico. A 28ª edição do evento acontecerá de 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo.
Lançamento do São Paulo Boat Show 2025
O coquetel de lançamento contou com a presença de representantes de mais de 70 marcas, entre estaleiros, fabricantes de motores e distribuidores de equipamentos, acessórios e serviços para barcos.
Foto: Revista Náutica
Apenas no evento desta terça-feira, já foram comercializadas quase 85% das áreas disponíveis para o maior salão náutico da América Latina, confirmando o sucesso do encontro e as altas expectativas do mercado náutico para o São Paulo Boat Show.
O salão náutico paulista será o quarto evento Boat Show brasileiro em 2025 — após atracar no Rio de Janeiro, em abril, Itajaí, em julho, e Brasília, em agosto. O calendário da Boat Show Eventos ainda passará por Salvador e Foz do Iguaçu, nos meses de outubro e novembro.
Foto: Revista Náutica
Durante a apresentação do coquetel de lançamento, Thalita Vicentini revelou que o conceito do São Paulo Boat Show 2025 tem como mote “A arte rompe o concreto e navega por Sampa desenhando o futuro”.
Tudo isso reunindo arte, cidades, barcos e desenvolvimento. “Aqui a arte não está só nas paredes: ela navega e transforma cada barco em uma obra de arte”, explicou Thalita.
O São Paulo Boat Show é mais do que o maior evento náutico da América Latina: é o lugar onde grandes negócios acontecem, onde marcas se projetam e onde todos queremos estar– Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica
Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica. Foto: Revista Náutica
Ernani Paciornik destacou o papel essencial do desenvolvimento de tecnologias sustentáveis na transformação da indústria e como a próxima edição do evento será protagonista nesse movimento.
Um dos destaques será o Projeto JAQ, iniciativa conduzida pela Itaipu Parquetec em parceria com o Grupo Náutica. O projeto foca no desenvolvimento de embarcações movidas a hidrogênio e terá seus avanços apresentados justamente no São Paulo Boat Show 2025.
A contribuição do evento neste ano será a pré-COP, o maior evento do mundo sobre mudanças climáticas– Ernani Paciornik, presidente do Grupo NÁUTICA
Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica. Foto: Revista Náutica
Ernani também relembrou outras ações socioambientais com participação ativa do Grupo Náutica e dos eventos Boat Show, como a campanha “Só jogue na água o que o peixe pode comer” — criada em parceria com o saudoso Ziraldo — e o projeto “Por Uma Cidade Navegável”, voltado à despoluição dos rios Tietê e Pinheiros, além do “SOS Mata Atlântica”, projeto no qual Ernani, entusiasta da preservação, participou de forma individual.
Foto: Revista Náutica
Podem se orgulhar: a indústria náutica em que vocês atuam está evoluindo, graças ao trabalho conjunto da Acobar, do Grupo Náutica e de toda uma cadeia que está ajudando a deixar o mundo mais limpo– concluiu Ernani
Eduardo Colunna, presidente da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (ACOBAR), discursou durante o coquetel e ressaltou a importância do crescimento do mercado náutico no Brasil, principalmente na cadeia de empregos que o setor proporciona.
O barco emprega. Uma fábrica de barcos média tem uns 800 funcionários para produzir 50 embarcações, dependendo do tamanho– Eduardo Colunna, presidente da Acobar
“[A ACOBAR] sempre vai estar na busca de defender o melhor ambiente possível para produzir com mais responsabilidade. O mercado cresceu, amadureceu e está mais responsável e com certeza vai continuar colhendo muitos frutos”, apontou Eduardo Colunna.
Eduardo Colunna, presidente da Acobar. Foto: Revista Náutica
As primeiras marcas confirmadas no 28° São Paulo Boat Show são: Ademicon, Arieltek, Armatti/Fishing, Azimut Yachts, Azov Yachts, Bordado a Bordo, BRP (Sea-Doo), CFMoto, Electra Service, Evolve Boats, Fibrafort, Flip Boat Club, Flexboat, Fluvimar, FS Yachts, Global Power Systems, Grow Deck, GR UM, Hidea, Infláveis Remar, I-Sea, Innova Marine, Intermares, Intermarine, JF Sun, Jet Surf, JRG Corp, Kamell, Kapazi, Kelsons/Agroquímica, KL Flex, Lanchas Coral, Magic Megic, Marine Express, Marine Group, Master Marine, Mercury, Mestra Boats, MS Audio, Netuno Geradores, NX Boats, Pierplas/NTC, Real Powerboats, Rise E-Foils, Ross Mariner, Schaefer Yachts, Sessa Marine, Sitico, Solara Yachts, Suzuki Marine, Terramar, Triton Yachts, Twiltex, Ventura, Victory Yachts, Voguer, Volvo Penta, Wellcraft, Yamaha, Yanmar e Zimarine.
Planta inicial do São Paulo Boat Show 2025 (atualizada no dia 04/06). A planta atual está disponível no site do evento
São Paulo Boat Show 2025
Consolidado no mercado, o maior salão náutico da América Latina chega a sua 28ª edição em 2025. Neste ano o São Paulo Boat Show acontece de 18 a 23 de setembro, no São Paulo Expo, reunindo, mais uma vez, os nomes mais importantes do setor náutico em um só local.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Serão seis dias de evento para o público conferir de perto os lançamentos e principais novidades do universo náutico. Lanchas, iates, jets, motores, equipamentos, acessóriose serviçossão alguns dos grandes destaques do catálogo do evento, que ainda apresenta muito mais do lifestyle náutico pelos extensos corredores de um dos principais pavilhões de São Paulo.
Marcas interessadas em garantir sua área como expositor no maior salão náutico da América Latina devem entrar em contato com a equipe Boat Show pelo telefone (11) 2186-1068 ou e-mail [email protected].
Coquetel elegante e apetitoso
O coquetel que inaugurou o São Paulo Boat Show 2025 aconteceu no restaurante Corrientes 348 que fica no Jardim Europa, em São Paulo. Especializada em gastronomia argentina, a casa oferece carnes nobres e selecionadas.
Foto: Instagram @corrientes348br / Reprodução
O design do Corrientes 348 é contemporâneo, representando uma fusão entre tradição e inovação. A primeira unidade foi inaugurada em 14 de março de 1997, endereçada na Rua Comendador Miguel Calfat, 348, em São Paulo. Desde então, o grupo vem crescendo mantendo a mesma essência e história, além do número carregado em seu nome.
São Paulo Boat Show 2024: Relembre como foi
Com registro de números recordes, o São Paulo Boat Show 2024 consolidou o evento como principal palco de negócios náuticos da América Latina. Ao todo, 40 mil pessoas passaram pelo salão, onde mais de 700 barcos foram comercializados em seis dias.
São Paulo Boat Show 2024. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Os números expressivos foram resultado, entre outras coisas, da ampliação do espaço de salão. Foram 32 mil m² de área no São Paulo Expo, na zona sul de São Paulo, onde mais de 170 embarcações foram expostas — incluindo 50 lançamentos.
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Está aberta a temporada de avistamento de baleias-francas em Santa Catarina! Na última semana de maio, o litoral catarinense contou com, ao menos, duas aparições do mamífero: a primeira na terça-feira (27), na Praia do Rosa, em Imbituba, e a segunda dois dias depois, na Praia do Sol, em Laguna.
No primeiro caso, os pesquisadores não conseguiram encontrar o cetáceo devido ao mau tempo, mas as imagens confirmaram a presença da baleia em águas catarinenses. Inclusive, horas depois, na Praia da Silveira, em Garopaba, populares filmaram a aparição de outra baleia-franca. Acredita-se, porém, que trata-se do mesmo animal.
“Levando em consideração que é a primeira baleia registrada, a distância entre as duas enseadas e também o tempo entre a primeira e a segunda avistagem, provavelmente se trata do mesmo indivíduo, apesar que a gente não consegue confirmar”, disse Eduardo Renault, pesquisador e gerente do Projeto Franca Austral (ProFRANCA).
Já na quinta-feira (29), as águas da Praia do Sol formaram o palco para outra baleia-franca dar as caras em Santa Catarina e entrar nos registros do projeto — que atua no monitoramento e na pesquisa científica da espécie.
Karina Groch, diretora de pesquisa do ProFRANCA, ressalta a importância desses eventos para a conservação, a ciência e o turismo responsável.
É tempo de redobrar a atenção, principalmente com embarcações e drones, para garantir tranquilidade aos animais– destaca Karina Groch
Mais cedo que o previsto
As baleias-francas não viam a hora de passear em Santa Catarina — assim como no ano passado, elas apareceram em 2025 mais cedo do que o previsto. Geralmente, a temporada de avistamentos ocorre de julho a novembro, com picos entre agosto e setembro.
Baleia-franca avistada em Garopaba, Santa Catarina. Foto: Instagram @garopadroni/ Reprodução
Como um dos principais berçários da espécie, o litoral catarinense é uma área crítica para sua conservação. A espécie é ameaçada de extinção, mas encontra nas águas tranquilas e quentes do Brasil um bom lugar para acasalar, dar à luz e cuidar dos filhotes.
Em setembro de 2024, os sobrevoos realizados entre Cideira (Rio Grande do Sul) e Florianópolis (Santa Catarina) registraram nada menos do que 216 baleias-francas, sendo 214 delas mães com filhotes e dois adultos solitários. Apenas em Imbituba, foram 46 avistagens entre as praias da Ribanceira e Ibiraquera.
Todos esses registros marcam o início do período em que a espécie migra das águas geladas da Antártica para a calmaria da costa brasileira.
Velhas conhecidas
Não é a primeira vez que as duas baleias são avistadas no litoral catarinense. De acordo com Karina Groch, ambas são fêmeas conhecidas do ProFRANCA. O espécime encontrado na Praia da Silveira foi catalogado em 2016 (B743); e o da Praia do Sol em 2021 (B871).
Inclusive, qualquer pessoa pode contribuir com o projeto, por meio do aplicativo ProFRANCA, disponível gratuitamente para Android e iOS. Com a ferramenta, é possível acompanhar e registrar o avistamento de baleias, por meio de fotos e informações de localização em tempo real.
Posteriormente, as informações são integradas ao banco de dados do projeto e disponibilizadas ao público. Logo, os números adquiridos auxiliam a equipe técnica no monitoramento da espécie e ajudam a construir um panorama mais preciso sobre as aparições da espécie no Brasil.
Gigantes pela própria natureza
Segundo o ProFRANCA, essa espécie pode atingir mais de 17 metros de comprimento nas fêmeas e pouco menos nos machos. O corpo da baleia é preto, arredondado, sem aleta dorsal e com uma cabeça que ocupa quase 25% da sua estrutura. Além disso, o animal carrega coração que pesa mais de 500 kg e, no caso dos machos, testículos de uma tonelada.
Foto: imagesourcecurated/ Envato
A espécie não tem dentes, mas possui uma grande curvatura na boca, onde 250 pares de fios de queratina fazem a água escoar através das cerdas, deixando o alimento retido no interior da cavidade bucal. Por conta disso, as baleias-francas tem o costume de nadar lentamente e de boca aberta.
As fêmeas adultas, conforme registros de captura, podem chegar a pesar mais de 60 toneladas, enquanto os machos acima de 45 toneladas “não são incomuns”, segundo o ProFRANCA. Na superfície, a baleia solta um esguicho pelas narinas para expelir o ar quente e úmido dos pulmões — que pode atingir até 8 metros de altura.
Foto: AlbertoCarrera/ Envato
Por fim, a espécie se alimenta principalmente de zooplânctons, krill e copépodes. Assim como outras baleias de barbatana, as francas também possuem uma estrutura para filtrar pequenos organismos da água, num comportamento que se assemelha a uma rede.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
É do Brasil! Aos 14 anos, a jovem velejadora Uma Creixell conquistou o título do Campeonato Europeu de Optimist 2025 na categoria feminina. A disputa movimentou as águas de Çeşme, na Turquia, desde sexta-feira (30), com pódios confirmados nesta terça-feira (3).
Com 34 pontos acumulados, Creixell garantiu o primeiro lugar, seguida pela espanhola Maria De Lluc Bestard (40 pontos) e pela grega Eleni Triantou (64 pontos). Vale lembrar que, nas regatas de vela, vence quem soma menos pontos ao longo das provas, por isso a pontuação é invertida.
Instrutor Alexandre Paradeda e Uma Creixell. Foto: Instagram / @optimistbrasil / Reprodução
Além de Uma, o Brasil contou com mais três representantes. Lara Candemil ficou em 6º lugar no feminino, com 72 pontos. No masculino, Thomas Oliveira terminou em 18º lugar (134 pontos) e Davi Sugai em 68º (371 pontos).
A competição reuniu 115 atletas na categoria feminina e 141 na masculina. A equipe brasileira foi treinada por Alexandre Paradeda, técnico com amplo histórico de conquistas na vela.
Seleção brasileira de Optimist 2025, com o treinador ao centro. Foto: Instagram @velejar_ / Reprodução
Com uma vantagem de seis net points sobre a vice-campeã, Uma Creixell garantiu o ouro já na penúltima regata — a nona das dez disputadas — e consolidou seu nome entre os grandes talentos da vela jovem internacional.
Histórico brasileiro na classe
O Brasil tem bons motivos para acreditar em seus representantes. Em 2021, o país conquistou seu primeiro título mundial na classe Optimist com Alex Di Francesco Kuhl, em campeonato realizado no Lago di Garda, na Itália.
O que é a classe Optimist?
A classe Optimist — ou Op — é voltada a atletas de 7 a 15 anos. A categoria é uma das mais populares do mundo na iniciação à vela.
As embarcações de Op são menores e mais estáveis que as de uso adulto, com comprimentos que não chegam a 2,5 metros e capacidade para até 60 kg. O resultado são veleiros que garantem mais segurança e estabilidade para que os pequenos velejadores deem suas primeiras braçadas no esporte.
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Quem planejou esse barco, certamente levou o termo beach-club muito a sério. Afinal, no megaiate The Real Beach (“A Verdadeira Praia”, em português), a popa é uma autêntica praia de mentirinha e a embarcação que ostenta 312 pés (aproximadamente 95 metros) de comprimento.
Neste conceito, a popa é protagonista. A AMK Architecture & Design lançou um beach-club que realmente parece a extensão de uma praia para provar que tudo é possível no design de megaiates.
Foto: AMK Architecture & Design/ Divulgação
O estúdio grego trabalha em design de interiores para projetos de hospitalidade em terra e também no mar. Com a façanha de trazer um pedaço da costa em um megaiate, os hóspedes terão a oportunidade de experimentar a perfeita integração entre a natureza e convés a bordo do The Real Beach.
“O The Real Beach é uma ruptura impressionante com as convenções — uma experiência holística de vida ao ar livre que eleva o clube de praia a uma peça central arquitetônica e redefine o conceito de luxo em iates para uma nova geração”, adiciona a AMK.
Uma praia a bordo do megaiate
Pode-se dizer que a AMK trouxe novidades na arquitetura entre o barco e o mar. O The Real Beach não apenas traz algo que visualmente se assemelha a uma praia, como também uma experiência sensorial e espacial de estar na costa. Resultado de um design refinado.
Foto: AMK Architecture & Design/ Divulgação
Queríamos criar algo autêntico, um espaço que não apenas parecesse uma praia, mas passasse a sensação de ser uma– afirma o estúdio
Como um dos elementos que dão aquele pedigree de uma praia a bordo de um megaiate, a piscina se destaca. Ela flui organicamente no deque, numa formação inspirada nas curvas naturais da costa. O ambiente ainda conta com espreguiçadeiras para garantir um relaxamento digno de oásis.
A boreste, a “prainha” tem um bar sofisticado esculpido em PRFV (plástico reforçado com fibra de vidro), que também serve como um ponto central de socialização. Além disso, uma espécie de cobertura curvada garante aos hóspedes um pouco de sombra em dias ensolarados.
Sabe aqueles tradicionais pisos náuticos que estamos acostumados? Esqueça. Nesse megaiate, o deque convencional deu espaço ao “tapete de areia” personalizado, uma superfície que imita, pelo menos visualmente, a textura da orla encontrada em costas marítimas.
Sem maiores informações
Interiores, exteriores, motorização, capacidade, cabines… Nenhum outro detalhe sobre o The Real Beach foi revelado até o momento. Ainda como um conceito, a AMK prevê que o megaiate incorpore materiais naturais, como madeiras recuperadas, pedras naturais e fibras vegetais de última geração.
Mesmo que não saia do papel, esse conceito de megaiate deixa claro que a criatividades para barcos de luxo não tem limites.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
O que era para ser mais uma pescariacomum acabou virando um dia histórico para Christopher Thuss. O pescadornavegava pelas águas do Lago Michigan, na costa de Manitowoc, em Wisconsin, nos Estados Unidos, quando encontrou um naufrágio de 102 anos. Sua descoberta lança luz a um legado familiar e dá vida a um novo marco submerso.
A apenas 2,7 metros da superfície, a descoberta, divulgada pela Sociedade Histórica de Wisconsin, não fez sentido para Thuss logo de cara. À emissora americana WGBA-TV, o pescador revelou que “no começo, não sabia exatamente o que estava vendo”.
Virei naquela direção e o navio inteiro estava ali– destacou Christopher Thuss ao veículo
As coisas mudaram e ganharam um contexto histórico muito rico quando o pescador procurou a arqueóloga marítima Tamara Thomsen para relatar o achado do naufrágio.
Vigia parcialmente enterrada. Foto: WHS, Programa de Preservação Marítima e Arqueologia / Divulgação
A especialista, em parceria com o presidente da Associação de Arqueologia Subaquática de Wisconsin, Brendon Baillod, identificou o naufrágiocomo “JC Ames”. À agência Associated Press, Thomsen revelou que o navio estava enterrado na areia no fundo do lago há décadas e que as tempestades de inverno podem o ter revelado.
Achado histórico
“Um dos maiores e mais potentes rebocadores de lagos”. Assim o livro Green Bay Workhorses: The Nau Tug Line (1990, sem edição no Brasil) descreve o JC Ames.
O forro do teto do navio. Foto: WHS, Programa de Preservação Marítima e Arqueologia / Divulgação
Ainda de acordo com a obra, o barcoera capaz de desenvolver 670 cavalos de potência, “com seu motorcomposto de proa e popa”. Não à toa, relatos sugerem que a construção do navio, em 1881, teria tido um custo de US$ 50 mil na época — mais de um milhão de dólares em valores atuais.
O investimento se deu visando o comércio de madeira, através da companhia Rand & Burger, de Manitowoc. Mas a embarcação também atuou no transporte de barcaças ferroviárias entre Peshtigo (em Wisconsin) e Chicago (em Illinois), conectando diferentes redes logísticas pelo Lago Michigan.
Anos depois de sua construção, o barco passou por colisões, sofreu um desmonte e chegou a ser incendiado até ser oficialmente descartado no Lago Michigan, em 1923, ano de sua aposentadoria.
Legado familiar
Segundo Thomsen, a ausência de mexilhões quagga (Dreissena bugensis) presos ao barco indica uma exposição recente — ou seja, Christopher estava no lugar certo, na hora certa.
Acoplador do eixo propulsor de JC Ames. Foto: WHS, Programa de Preservação Marítima e Arqueologia / Divulgação
Esse feeling remete ao legado histórico da família de Thuss. Isso porque sua avó adotiva, Suzze Johnson, também tem um amplo histórico na descoberta de naufrágios, incluindo três no mesmo Lago Michigan, em 2015.
Dado pelo destinoou não, o achado agora promete se tornar o ponto de encontro de mergulhadores, uma vez que deve ser protegido por leis estaduais e federais, chegando à inclusão no Registro Nacional de Lugares Históricos.
Esse tipo de descoberta é sempre muito emocionante, porque permite que um pedaço da história perdida ressurja– destaca Thomsen
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Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Em 15 de maio de 2025, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) publicou a Decisão de Diretoria nº 032/2025/C, que estabelece as exigências técnicas mínimas para o controle ambiental de estruturas de apoio náutico. A nova normativa entra em vigor 30 dias após sua publicação e revoga a Decisão nº 007/2014/C.
A medida atualiza os critérios para o licenciamento de marinas, garagens náuticas, pátios, oficinas e demais instalações de suporte à navegação em todo o estado, atendendo a uma demanda histórica do setor náutico paulista por maior clareza regulatória.
Avanço na clareza das normas
A falta de regras claras para o licenciamento ambiental sempre foi uma das principais dificuldades enfrentadas pelos empreendedores náuticos em São Paulo. O processo era marcado por interpretações distintas entre agências da CETESB, exigências variáveis e insegurança para quem pretendia construir, ampliar ou regularizar estruturas.
Foto: Envato / travelarium / Reprodução
Essa situação foi reiteradamente apontada pelo Fórum Náutico Paulista, que desde 2022 tem articulado diálogos com o setor público para buscar normatização específica que permita alinhar a proteção ambiental com o desenvolvimento sustentável da atividade náutica.
A nova decisão da CETESB representa um passo importante nesse sentido, ao apresentar critérios objetivos e detalhados para implantar as estruturas náuticas, ainda que com exigências técnicas de alto custo para a maioria dos empreendimentos.
Classificação das estruturas
A norma mantém a divisão das estruturas em classes A, B e C, conforme a Resolução SMA nº 102/2013, mas estabelece critérios mais específicos para o enquadramento na Classe A, voltada a atividades de baixo impacto ambiental.
Ficam excluídas da Classe A estruturas que:
Tenham mais de 20 vagas secas;
Possuam tanques de combustível com volume superior a 1.000 litros;
Realizem pintura por aspersão, manutenção de motores, troca de óleo com reservatórios acima de 200 litros ou reparos estruturais.
Licenciamento ambiental
O rito de licenciamento estabelece que:
Empreendimentos anteriores a outubro de 2013 devem obter apenas Licença de Operação (LO).
Estruturas implantadas depois dessa data precisam de Licença Prévia (LP), de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO).
Estruturas classificadas como Classe C exigem apresentação de RAP ou EIA/RIMA.
Exigências técnicas
A decisão da CETESB detalha as obrigações ambientais mínimas para operação das estruturas náuticas, incluindo:
Pisos de concreto impermeável e canaletas com separador água/óleo (SAO);
Armazenamento e destinação de resíduos conforme a legislação (com CADRI);
Oficinas com contenção e sistema de limpeza em circuito fechado;
Lavagem de embarcações apenas com água doce em vagas molhadas, sem produtos químicos;
Ambientes específicos para pintura e laminação com ventilação e controle de poluentes;
Controle de ruído e odor conforme normas da ABNT e CONAMA.
Foto: Envato / zambezi / Reprodução
Áreas de Preservação Permanente (APP)
A decisão permite a permanência de estruturas essenciais em APPs, como píeres, rampas e sistemas de esgoto e energia.
As ocupações irregulares deverão ser removidas escalonadamente durante a vigência da licença, com pelo menos 40% até o segundo ano, e totalidade até o final do prazo da LO, com recuperação vegetal da área.
Regularização fundiária: o desafio da SPU
Outro fator que impacta diretamente a regularização ambiental é a questão fundiária, especialmente no caso de empreendimentos localizados em áreas de marinha, sob domínio da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
A regularização nessas áreas depende de procedimentos complexos, que envolvem o reconhecimento da ocupação, pagamento de laudêmio e autorização para uso, o que pode atrasar ou inviabilizar a emissão das licenças ambientais, mesmo quando todos os critérios técnicos da CETESB forem atendidos.
Planos obrigatórios
Para obtenção da Licença de Operação, a norma passa a exigir a apresentação de dois documentos técnicos:
PEI – Plano de Emergência Individual
PMO – Plano de Manutenção e Operação
A Decisão de Diretoria nº 032/2025/C representa um marco importante no processo de regulamentação ambiental do setor náutico em São Paulo. Traz maior segurança jurídica e previsibilidade para empreendedores e investidores, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso com a preservação dos recursos hídricos e o controle da poluição.
A implementação das novas exigências demandará investimentos e adequações técnicas, mas o ganho em termos de clareza normativa e padronização de critérios representa um avanço relevante para o planejamento e expansão sustentável do setor.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Não é todo dia que se tem a sorte de encontrar o maior animal do mundo. Mas foi essa a façanha que os pesquisadores do Viva Instituto Verde Azul tiveram no último dia 27, ao registrarem, pela primeira vez em décadas, a passagem da gigante baleia-azul em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo.
Segundo o instituto, o registro aconteceu às 8h01, logo ao chegarem na torre de observação de pesquisa — onde ficam o ano todo do nascer do sol até o anoitecer. No entanto, demorou algumas horas para os especialistas confirmarem que, de fato, o animal era uma baleia-azul. Assista!
Identificar a espécie do animal não foi fácil. Mas, depois de analisarem as imagens de sete pesquisadores e colher opiniões de especialistas brasileiros e estrangeiros, por volta das 23h30 veio a confirmação de que era o maior animal do mundo.
Quando vi o filme falei ‘meu Deus, não é possível!’ Por isso mandei as imagens para outros pesquisadores– contou Maria Emilia Morete, presidente do instituto, ao g1
A pesquisadora, que desde 2019 faz trabalho de pesquisa em Ilhabela, explica que foram estudadas a forma de nadar, o dorso, a posição do orifício respiratório, a nadadeira dorsal e o jeito de mexer o pedúnculo — que conecta a nadadeira caudal ao corpo.
Morete também destaca as dificuldades em analisar qual espécie de baleia se tratava. Como foi filmada logo cedo, o vídeo estava com pouca luz, o que dificultava enxergar o padrão da coloração e as manchas típicas de uma baleia-azul. Mas a conclusão, junto a outros cientistas, foi unânime.
Como ela foi parar aí?
Segundo a bióloga Marina Leite, integrante do instituto Viva, treze espécies de baleias e golfinhos tinham sido avistadas a partir da torre até então. A “base” fica a 110 metros do nível do mar, em Borrifos, no sul de Ilhabela, enquanto a baleia-azul estava a 3 metros da costa, entre 25 e 30 metros de profundidade.
Baleia-azul filmada em Ilhabela. Foto: Instagram @vivaverdeazul/ Reprodução
Morete destaca que há, sim, registros do animal no litoral paulista, mas não na região costeira. Podendo chegar a 33 metros de comprimento e pesar até 150 toneladas, esse animal vive em regiões oceânicas. Por isso o motivo da baleia-azul ter passado tão próximo da costa de Ilhabela ainda é um mistério.
Em cinco anos que a gente está lá o dia inteiro observando, é a primeira baleia-azul, nessa região. Ninguém nunca tinha visto– afirma a pesquisadora
A suspeita é de que a baleia tenha sido trazida por uma corrente oceânica ou alguma condição de saúde, mas sem qualquer afirmação. Também não é possível dizer se o mamífero marinho avistado em Ilhabela é macho ou fêmea, sua idade e se estava saudável ou não, porque as imagens não mostraram o animal inteiro.
Baleia-azul filmada em Ilhabela. Foto: Instagram @vivaverdeazul/ Reproduçaõ
Estima-se, no entanto, que devia ser jovem, visto que um adulto chega a atingir 30 metros de comprimento e, segundo Morete, essa baleia-azul aparentava ter, no máximo, 20 metros.
Reflexos do passado
A aparição da baleia-azul em Ilhabela é, de certa maneira, um alívio para a comunidade científica. Por conta da caça e devastação, a espécie beirou a extinção — tanto que em 1980 foi proibida qualquer busca ilegal do animal. Desde então, a espécie tenta se recuperar aos poucos, mas continua em perigo.
Imagem ilustrativa de uma baleia-azul. Foto: wirestock/ Envato
De acordo com o instituto, as baleias-azuis vivem se deslocando durante todo o ano em busca de alimentos ou para se reproduzir, com viagens que variam conforme a época do ano. Além disso, elas conseguem se comunicar com outras baleias a km de distância por meio do som.
Espera-se que a passagem desse mamífero por Ilhabela incentive ainda mais as políticas públicas de conservação ambiental no litoral paulista. Ao g1, Maria Inez Fazzini, secretária de Meio Ambiente de Ilhabela, comemorou o evento “raro e de extrema importância para a conservação marinha”.
Imagem ilustrativa de uma baleia-azul. Foto: Image-Source/ Envato
“O arquipélago de Ilhabela é privilegiado por sua biodiversidade e, por isso, temos a responsabilidade redobrada de proteger esse ecossistema tão rico, que abriga espécies ameaçadas de extinção em outras partes do planeta, mas que aqui ainda encontram abrigo”, disse ao site.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Embora 70% do planeta seja água, a maior parte dela ainda não foi estudada — ou sequer vista — pelo ser humano e segue envolta em mistério. Uma nova pesquisa analisou os mergulhos em águas profundas já realizados e concluiu que apenas 0,001% do oceano profundo já foi estudado — uma fração surpreendentemente pequena.
Para se ter uma ideia, se essa área já investigada estivesse em terra firme, corresponderia a apenas 1.489 km², uma região menor do que a cidade de Houston, no Texas. O restante permanece praticamente inexplorado, fora do alcance das câmeras e sensores que desvendam os segredos das profundezas.
Pesquisa aponta que apenas 0,001% do oceano profundo foi estudado. Imagem representa manchas de onde houve estudos científicos. Foto: Science Advances / Reprodução
Além da escassez de dados, o estudo publicado na revista científica Science Advances identificou outro problema, definido como uma “tendência problemática”: a concentração geográfica das pesquisas.
De aproximadamente 44 mil mergulhos científicos registrados em águas profundas, 97% foram realizados por apenas cinco países: Estados Unidos, Japão, Nova Zelândia, França e Alemanha. Isso influencia diretamente as regiões do oceano mais bem documentadas, enquanto outras seguem invisíveis.
97% dos mergulhos científicos em águas profundas foram realizados em regiões de apenas 5 países. Gráfico mostra incidência de pesquisas por década. Foto: Science Advances / Reprodução
A preferência por investigar as Zonas Econômicas Exclusivas (ZEEs) — áreas do mar sob controle de um país — se intensificou a partir da década de 1980 e mudou radicalmente o foco da ciência.
A pesquisa aponta que na década de 1960, 51,2% dos mergulhos aconteciam em alto-mar; já nos anos 2010, essa fatia caiu para apenas 14,9%. O resultado são dados que, embora valiosos, não refletem com precisão a complexidade do oceano profundo a nível global.
Incidência de pesquisas em alto mar diminuiu, ao passo que estudos em regiões mais próximas a alguns países foram intensificados. Foto: Science Advances / Reprodução
Os autores do estudo alertam que, para que a ciência tenha uma visão mais realista e abrangente do fundo do mar, é necessário — e urgente — repensar a forma como as explorações são conduzidas.
O artigo ainda estima que mesmo que mil plataformas tecnológicas estivessem em operação constante, cobrindo 3 km² por ano, levaríamos mais de 100 mil anos para mapear todo o oceano profundo.
Ainda assim, há esperança. Os cientistas apostam que a evolução tecnológica com ferramentas mais leves, acessíveis, autônomas e fáceis de operar vai democratizar o acesso ao fundo do mar.
A expectativa é de que isso leve a uma distribuição mais equitativa dos esforços de pesquisa e a uma coleta de dados mais representativa do que realmente existe nas profundezas do planeta.
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção
Mônaco, o segundo menor país do mundo, encontrou uma forma ousada de crescer: construindo sobre o mar. O resultado é o Mareterra, um bairro inteiramente novo que ampliou o território monegasco em 3% e demandou quase R$ 13 bilhões em investimentos.
A ideia, no mínimo impressionante, foi viabilizada graças à técnica de aterramento marítimo — que consiste em depositar areia, terra e detritos em áreas costeiras para “empurrar” o mar e abrir espaço para novas construções.
Inauguração oficial do Mareterra, em Mônaco. Foto: Mareterra / Reprodução
Nove anos após a assinatura do Contrato de Concessão, o bairro foi oficialmente inaugurado em 4 de dezembro de 2024, com a presença do príncipe Albert II, chefe de estado de Mônaco.
O resultado é um endereço de altíssimo padrão, onde o metro quadrado parte de aproximadamente R$ 645 mil — um dos mais caros do mundo.
Foto: Mareterra / Divulgação
Tecnologia verde e luxo à beira-mar
Desde o início, o projeto tinha uma ambição clara: criar o bairro mais verde de Mônaco, com neutralidade de carbono e compromisso ambiental.
Para isso, o Mareterra conta com 9 mil metros quadrados de painéis solares, responsáveis por suprir 40% da energia local, e 384 m² de plantas marinhas que ajudam a oxigenar a água ao redor.
Foto: Mareterra / Divulgação
Outras soluções sustentáveis incluem um piscinão com capacidade para 600 m³, projetado para captar e reaproveitar a água da chuva, além de tecnologias voltadas à preservação do ecossistema marinho.
O bairro tem um calçadão de 500 metros à beira-mar, marina com 16 vagas para barcos, quase mil pinheiros plantados, 110 apartamentos de luxoe 14 mansões exclusivas.
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O Fluminense Football Club, tradicional time carioca fundado em 1902, promete transformar a participação na Copa do Mundo de Clubes da Fifa 2025 em uma verdadeira celebração para seus torcedores. Uma das atrações será uma festa em alto-mar — ou quase isso: um passeio de barco pelo rio Hudson, em Nova York.
O campeonato começa no dia 14 de junho, mas o Fluzão entra em campo pela primeira vez no dia 17. Na véspera, 16 de junho, os tricolores que estiverem nos Estados Unidos poderão embarcar no Fluminense FC Boat Party, uma travessia exclusiva pelo rio Hudson que promete reunir paixão pelo futebol, turismo e festa em uma só experiência.
Interior do iate Horizon’s Edge (sem qualquer relação com o Fluminense). Foto: Prestige Yacht Charters / Reprodução
Com duração de cinco horas, o evento será realizado a bordo do iate Horizon’s Edge, um dos maiores disponíveis para aluguel em Nova York. A bordo, os torcedores poderão desfrutar de open bar e open food enquanto navegam por paisagens e cartões-postais da cidade que nunca dorme.
O barco da festa tricolor
Com 186 pés de comprimento, o Horizon’s Edge conta com um salão amplo, três decks e três bares, que permitem uma capacidade para receber até 600 convidados.
A empresa que opera o iate oferece oito diferentes cardápios para eventos especiais, mas os detalhes do menu da festa tricolor ainda não foram divulgados. Também seguem em sigilo o número de ingressos que serão ofertados e o início das vendas. As informações serão divulgadas em breve pelo clube no site oficial.
Festa também em terra firme
Além da festa no rio Hudson, o Fluminense prepara ações em solo americano para reunir seus torcedores e reforçar a conexão da torcida durante a competição.
Foto: Fluminense Football Club / Reprodução
De 17 a 21 de junho, o ponto de encontro dos tricolores nos States será o bar Legends, em Nova York. Lá, os fãs poderão tirar fotos com a taça original da Conmebol Libertadores 2023. Já em Miami, o QG da torcida nos dias 24 e 25 de junho será no bar Magic 13 Brewing.
Copa do Mundo de Clubes da Fifa 2025
O torneio reúne os 32 maiores clubes do mundo e será disputado de 14 de junho a 13 de julho, nos Estados Unidos. A competição terá oito grupos com quatro times cada e um total de 63 jogos para definir um campeão.
Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense Football Club / Reprodução
O Fluminense integra o Grupo F e terá pela frente confrontos contra o Borussia, o Ulsan Hyundai e o Sundowns, nos dias 17, 21 e 25 de junho, respectivamente. Uma maratona dentro e fora de campo, que promete emoção de sobra para a torcida tricolor.
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A tecnologia não só deslumbra o futuro como descortina o passado, a exemplo do submarino americano USS F-1, que naufragou durante a Primeira Guerra Mundial e agora teve imagens inéditas reveladas.
Embora o naufrágio do submarino tenha sido localizado por acidente na década de 1970, só foi possível gerar imagens dele graças à uma expedição no início neste ano: um mergulho de treinamento nas águas de San Diego, nos Estados Unidos.
O resultado foram imagens de alta resolução da embarcação, alocada a 400 metros de profundidade. Participaram do mergulho pesquisadores da Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI) e membros da Marinha dos EUA.
O USS F-1 naufragou em 1917 após colidir com outro submarino, também dos EUA, em um acidente que resultou na morte de 19 tripulantes. Além dele, foram encontrados destroçosde uma aeronave de treinamento da Marinha americana, que caiu nas proximidades anos depois, em 1950.
Bradley Krueger, arqueólogo subaquático do Comando de História e Patrimônio Naval da Marinha dos EUA (NHHC), contou à Live Science que o “USS F-1 estava realizando um testede engenharia e desempenho de 48 horas, partindo de San Pedro e San Diego, na Califórnia, quando o acidente ocorreu”.
Rob Sparrock, oficial do programa de navios de pesquisa do Escritório de Pesquisa Naval (à esquerda); e Bradley Kreuger, arqueólogo sênior do Comando de História e Patrimônio Naval, dentro do Alvin. Foto: Zoe Daheron, Woods Hole Oceanographic / Divulgação
“Os submarinos da Marinha USS F-2 e USS F-3 estavam ao lado realizando testes semelhantes quando as três embarcações entraram em um banco de neblina. O USS F-3 colidiu com o USS F-1 e, após a colisão, o USS F-3 permaneceu no local para ajudar a resgatar os sobreviventes da água”, detalhou.
“Notavelmente intacto”
Como a profundidade em que se encontra o submarino americano é incompatível à capacidade humana, a inspeção foi realizada por operadores a partir do veículo subaquático (HOV) Alvin, e do veículo subaquático autônomo (AUV) Sentry, ambos baseados no navio de pesquisa Atlantis, da WHOI.
A força combinada das duas capacidades transformou a pesquisa e a exploração oceanográfica em águas profundas– destacou à Live Science Bruce Strickrott o gerente do Alvin no WHOI
Ainda de acordo com a WHOI, câmeras de alta resolução do Alvin capturaram vídeos e fotos detalhados do naufrágio, que os especialistas em imagens da instituição uniram em modelos fotogramétricos capazes de fornecer medições precisas do submarino e dos animaisque colonizaram seus destroços ao longo do tempo.
Inclusive, mesmo após mais de 100 anos submerso, Stickrott afirma que o submarino americano está “notavelmente intacto”, deitado de estibordo com a proapara noroeste.
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
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Que os oceanos estão esquentando cada vez mais — assim como todo o planeta — não é novidade. Para se defender dessa ameaça, os peixes-palhaço (Amphiprion ocellaris) — espécie que protagoniza o famoso filme “Procurando Nemo” –, adotaram uma resposta anatômica: se encolher.
Publicado na revista científica Science Advances, o estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, destacou também que esse fenômeno nunca tinha sido observado em recifes de coral, até então.
Foto: wirestock/ Envato
Para chegar a essa conclusão, os cientistas realizaram um monitoramento intenso durante o verão de 2023, com mais de 134 exemplares observados no recife de coral da Baía de Kimbe, na Papua-Nova Guiné — região considerada um dos principais pontos de biodiversidade marinha do planeta.
De todos os peixes estudados, 78% deles apresentaram diminuição significativa no tamanho corporal conforme o oceano esquentava. Esse encolhimento foi registrado na maioria das fêmeas e machos — 71% e 79%, respectivamente –, que encolheram ao menos uma vez.
O encolhimento não foi um evento isolado para muitos peixes-palhaço, já que 41% deles reduziram várias vezes durante as observações. Segundo a pesquisa, as fêmeas tendem a diminuir de tamanho quando atingem cerca de 80 mm, enquanto os machos encolhem com aproximadamente 61 mm.
Foto: Dmitry_Rukhlenko/ Envato
De acordo com a pesquisa, existem três padrões de resposta anatômica às ondas de calor: alguns não encolhem, outros diminuem uma única vez e o restante perde tamanho várias vezes. Curiosamente, os que mais reduziram demonstraram, na sequência, um crescimento de recuperação maior.
Logo, o estudo sugere que a hierarquia social e o tamanho inicial do animal influenciam em como eles reagem ao calor.
Diminuir para crescer
Ao mesmo tempo que esse comportamento inédito demonstra uma capacidade de adaptação louvável e ajuda a espécie a sobreviver diante o aquecimento nos oceanos, a redução anatômica pode comprometer a reprodução desses animais. Isso porque peixes menores tendem a gerar menos filhotes.
Foto: TravelSync27/ Envato
Entretanto, vale enxergar o copo meio cheio. O estudo aponta que os peixes que reduziram seu tamanho tiveram até 78% mais chances de resistir ao estresse provocado pelo calor intenso. Ou seja, ao final das contas o fenômeno ainda é um aspecto positivo para a conservação da espécie.
Outro comportamento curioso observado foi o encolhimento coordenado dos peixes-palhaço: alguns dos parceiros reprodutores reduziram juntos. Essa transformação em conjunto aumenta as chances de ambos sobreviverem em comparação aos casais que apenas um dos dois perderam tamanho.
Sendo assim, os pares que encolheram juntos evitaram disputas entre machos e fêmeas e mantiveram a harmonia no espaço limitado das anêmonas-do-mar. Fora dessa proteção, os peixes-palhaço ficam mais vulneráveis a predadores, já que nadam pouco e são lentos.
Preocupante ou animador?
Se engana quem pensa que o fenômeno do encolhimento se trata apenas de uma simples perda de peso. Professora de Ciências Marinhas Tropicais e coautora do estudo, a Dra. Theresa Rueger destaca que os peixes estão, de fato, “mudando ativamente de tamanho corporal como adaptação fisiológica”.
Tornam-se menores, o que reduz suas necessidades energéticas e melhora a eficiência no uso de oxigênio em ambientes mais quentes e com menos oxigênio disponível– disse a cientista à BBC
Foto: TravelSync27/ Envato
Há outros animais que também apresentam a capacidade de encolher para se adaptar às condições estressantes, como as iguanas marinas, por exemplo. Mas essa é a primeira vez que o comportamento foi observado em peixes de recife.
Os pesquisadores acreditam que o corpo do peixe pode estar absorvendo gordura e até massa óssea — assim como as iguanas. Casos semelhantes já foram encontrados em aves, répteis e insetos. Porém, essa hipótese ainda não foi comprovada por estudos laboratoriais.
Foto: Statuska/ Envato
Nemo pode ter um novo capítulo pela frente, em que ele não só enfrenta desafios familiares, mas também precisa lidar com um oceano em constante transformação– brincou Rueger
Entretanto, ainda há o que ser estudado sobre essa descoberta. Os pesquisadores precisam entender as transformações e como elas afetam o equilíbrio alimentar, a saúde ecológica, a reprodução e a capacidade de fuga dos animais. Eles também pretendem investigar se outras espécies marinhas têm o mesmo “talento”.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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