Os amantes do universo náutico têm um ponto certeiro para atracar na internet: o Portal da Revista Náutica. Prova disso é que, nos últimos 12 meses, o portal brasileiroreferência no segmento alcançou um novo recorde: acumulou mais de 3 milhões de leitores.
Os dados são do Google Analytics, plataforma da gigante de tecnologia que reúne dados confiáveis da performance de sites e apps. A audiência registrada entre os meses de dezembro de 2023 e dezembro de 2024 chegou ao expressivo número de 3.042.005 usuários — leitores reais, que buscaram o site pioneiro do Brasil em conteúdo náutico.
E não parou por aí. No mesmo período, o portal da Náutica chegou a quase 5 milhões de visualizações: com 4.923.616 no total.
Esse é um marco histórico para a tradicional Revista Náutica, que já acumula 40 anos de história — 20 deles apontando o leme também para o mundodigital.
Foto: Sandsun / Envato
Por aqui, o conteúdo ainda vai muito além dos barcos. Ao navegar no site o leitor encontra novidades do mercado, curiosidadesdo mundo marinho, entrevistas exclusivas e, claro, os testes de NÁUTICA — alguns dos chamarizes para que pessoas de todo Brasil visitem o portal diariamente.
Também em 2024, o Canal NÁUTICA no YouTube celebrou a gratificante marca de 100 mil inscritos. É por lá que os amantes do setor encontram os melhores testes de embarcações, dicas náuticas com especialistas no assunto, bate-papos com grandes nomes do setor, séries especiais e destinosincríveis.
Soma-se a isso a forte presença de NÁUTICA nas redes sociais, atualmente com 112 mil seguidores no Instagrame 117 mil no Facebook. Os números revelam a qualidade do conteúdo produzido pelos jornalistas e profissionais de conteúdo que NÁUTICA reúne, bem como o aumento do interesse do púbico pelo setor — que cresce exponencialmente.
Com mais de quatro décadas de história, o Grupo Náutica continua desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento desse mercado, oferecendo conteúdos confiáveis que encantam tanto os amantes da náutica quanto um público em expansão, contribuindo para o crescimento e o sucesso contínuo do setor.
Foto: RLTheis / Envato
Esse trabalho é possível graças a uma equipe dedicada de jornalistas e colaboradores, formada por estagiários, repórteres, editores experientes, especialistas em embarcações e craques em produção de vídeos e fotos. É de forma conjunta que o Grupo Náutica entrega o melhor conteúdo aos seus leitores.
Obrigado a você, caro leitor, que nos acompanha nesta jornada! Estamos prontos para continuar navegando com você em 2025.
Quando o universo náutico se mistura com o cinema — mais especificamente, com filmes hollywoodianos — o resultado pode ser icônico. Prova disso pode ser encontrada aqui mesmo no Brasil: a Azov Yachts acaba de entregar uma lancha com pintura inspirada no filme “Top Gun: Maverick”.
A ideia partiu do dono de uma Azov Z380 Open, que pediu ao estaleiro pernambucano uma personalização para homenagear o famoso longa estrelado por Tom Cruise. E missão dada é missão cumprida!
Foto: Azov/ Divulgação
O design da lancha Top Gun da Azov foi inspirado no icônico caça P-51 Mustang. As linhas aerodinâmicas vermelhas e a cor acinzentada do casco mostram que, de fato, a lancha de 38 pés é um verdadeiro tributo ao filme.
Não à toa, a embarcação da Azov ao estilo Top Gun foi nomeada como “Maverick”, em referência ao próprio nome do filme.
E, se no filme sucesso de bilheteria, Tom Cruise — no papel de Pete “Maverick” Mitchell — rasga as nuvens com o caça, a motorização potente da Azov Z380 também promete velocidade na navegação. Aliada à hidrodinâmica do casco, a lancha ganha uma aceleração rápida e boa estabilidade na água, segundo o estaleiro.
Foto: Azov/ Divulgação
Top Gun da Azov
Com seu casco em V profundo, inspirado nas embarcações offshore, a Top Gun da Azov tem os seguintes atributos anunciados pela marca: navegabilidade excepcional em águas abertas, alta performance, conforto e sofisticação.
Vale ressaltar ainda que essa lancha tem particularidades que fariam inveja a Tom Cruise: capacidade para até 16 pessoas em passeios, plataforma de popa com amplo espaço de armazenamento, ducha, cooler, torneira, tábua de corte e outros utensílios que o P-51 Mustang não carrega.
Foto: Reprodução
Outro ponto positivo da Z380 Open é seu amplo solário de proa, sua área útil compatível com uma lancha de day use e um cockpit que permite relaxar e aproveitar os passeios. Deste jeito, é possível deslizar pelas águas com a mesma sensação de poder de um piloto de caça — só que com muito mais conforto e espaço.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
A rede de concessionárias Casarini já está no espírito natalino e, numa cartada só, ajudou o meio ambiente e crianças com necessidades especiais. Revendedora dos veículos BRP, a empresa reaproveitou caixas de madeira para transformá-las em móveis. Leiloados, os itens tiveram toda a receita revertida a uma instituição social.
Inicialmente destinadas ao transporte de jets Sea-Doo e dos UTVs e quadriciclos Can-Am vindos da fábrica, as caixas de madeira foram para as mãos de um marceneiro e viraram belos bancos de jardim, mesas, cadeiras, estantes, tábuas de carne e outras peças.
Todos os móveis foram arrematados em um leilão promovido pela Casarini e entusiastas da BRP, no último dia 13 de dezembro.
Foto: Casarini/ Divulgação
Segundo a Casarini, todo valor arrecadado no leilão dos móveis reciclados será revertido para o Recanto Nossa Senhora de Lourdes, instituição social que cuida de mais de 100 crianças com necessidades especiais, na zona Norte de São Paulo.
Foto: Casarini/ Divulgação
No Recanto, as crianças e jovens recebem aulas letivas e são atendidas nas oficinas de música, dança, marcenaria, culinária e recebem cuidados como fisioterapia, equoterapia — tipo de terapia com cavalos — , atendimento médico e psicológico.
Ficamos muito felizes em poder contribuir com esta instituição. É nossa obrigação zelar pela reciclagem, pela natureza e ainda ajudar estas crianças– Deninho Casarini, CEO da empresa
Lado a lado com a solidariedade
Não é de hoje que a Casarini promove ações que ajudam crianças e protegem o meio ambiente. Além do leilão de móveis deste ano, a marca reaproveita ou envia para a reciclagem de metais materiais como pregos e grampos das caixas, que também ficam acumulados na fábrica.
Foto: Casarini/ Divulgação
No Guarujá, atrás da Marina Casarini, um parquinho para as crianças foi construído onde era um terreno abandonado. Para isso, também foram usadas madeiras reaproveitadas dos produtos BRP. De acordo com a marca, o projeto contou com o apoio da empresa e da comunidade local.
Antigamente, o local era abandonado e sujo. Hoje as crianças podem brincar em segurança– Sr. Edson, presidente da associação do bairro
No que depender da Casarini, as ações sociais não vão parar em 2024. “Nosso compromisso com o social vai continuar mais forte em 2025. Estamos desenvolvendo outras contribuições”, revelou Raquel Mondelo, diretora da Casarini.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Sempre foi uma enorme dificuldade para os cientistas mapear o fundo do oceano. Já que a luz mal penetra em certas profundidades, realizar o estudo de ervas marinhas, por exemplo, se torna uma missão ingrata. Até que os estudiosos pensaram: “por que não usar uma tartaruga?”.
Calma, explicamos. Ervas marinhas são organismos cruciais na conservação da biodiversidade marinha, além de ajudarem na captação de carbono feita pelos oceanos — o chamado “carbono azul”. Porém, encontrá-las não é uma tarefa fácil, pois onde a maioria está localizada nem sequer as imagens de satélite alcançam.
Até que veio a ideia: se há animais que vão até as ervas marinhas, por que não segui-los? Dito isso, eles rastrearam as tartarugas-marinhas por um ano, e o resultado foi surpreendente: se obteve mais assertividade com apoio delas do que com as imagens de satélite.
A equipe de Hugo Mann, ecologista marinho da King Abdullah University of Science and Technology, marcou 53 tartarugas-marinhas em quatro praias do Mar Vermelho, na Arábia Saudita. Uma vez que elas nadassem para longe, suas coordenadas seriam passadas para os satélites assim que os animais emergissem para respirar.
Durante o processo, os cientistas começaram a presumir algo curioso: quando o caminho de uma tartaruga se cruzava várias vezes no mesmo local, os cientistas presumiam que haviam ervas marinhas naquele local. E não é que deu certo? O estudo foi publicado no periódico Proceedings of the Royal Society B.
Certeiras e confiáveis
O resultado dessa grande ideia rendeu frutos. No total, foram 43 manchas de ervas marinhas que nunca haviam sido registradas antes. Além disso, 1/3 delas estava abaixo dos 8 metros de profundidade — a ponto de não ser identificável para a maioria das imagens de satélite.
Para checar se as tartarugas realmente estavam certas, os pesquisadores foram averiguar de perto. Assim, eles viajaram de barco para 22 dos locais identificados como novos e confirmaram ervas marinhas em todos os lugares que olharam, totalizando 14 distintas — embora algumas sejam parte de uma grande mancha.
Então, para fazer a comparação com o método de imagens de satélite, os pesquisadores viajaram para 30 manchas identificadas por um mapa baseado em sensoriamento remoto, chamado Allen Coral Atlas. Neste método, apenas 40% delas tinham ervas marinhas.
Além disso, os cientistas estimam que, somando todas as ervas marinhas encontradas pelas tartarugas, os locais armazenam cerca de 4 teragramas de carbono — quase equivalente ao que 900 mil veículos de passageiros emitem por ano.
Ótimo, mas não perfeito
Segundo James Fourgurean, ecologista marinho e especialista em ervas marinhas da Flórida International University — que não estava envolvido na pesquisa — , os resultados são bons, mas não infalíveis. Ele aponta que as tartarugas podem evitar algumas manchas robustas se tiver predadores por perto, por exemplo.
Algumas tartarugas podem não comer ervas marinhas, mas sim microalgas, de acordo com o especialista. Para ele, o método “não é perfeito, mas é uma ótima maneira de obter um mapa preliminar, sair e verificar o que realmente está lá” — exatamente como o grupo de Mann fez.
Inclusive, o local escolhido (Mar Vermelho, na Arábia Saudita) se deu justamente pela sua deficiência de dados nesta parte do oceano. Assim como outros ecossistemas aquáticos, as ervas marinhas também estão cada vez mais ameaçadas pelo desenvolvimento costeiro.
Saber onde estão esses recursos nos ajuda a protegê-los e manter os serviços que eles estão fornecendo– Hugo Mann
Mann, que já havia feito um experimento semelhante com tubarões-tigre pra descobrir o maior pedaço de ervas marinhas do mundo, visa ampliar o rastreamento de tartarugas além das linhas costeiras.
Peixe-escorpião em meio as ervas marinhas. Foto: Creative Commons/ Reprodução
Ele acredita que a técnica utilizada pode servir para países onde não há recursos suficientes para pesquisas dedicadas de ervas marinhas. O cientista ainda disse que confiar nas tartarugas pode ajudar a “progredir com a conservação desses recursos muito importantes”.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
A reta final do ano marca também o fim das disputas do 24º Circuito Ilhabela de Vela, a Copa Mitsubishi. As quatro etapas de 2024 aconteceram, como o próprio nome sugere, no principal palco da modalidade no país, a charmosa Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Por aqui, vamos relembrar quais foram os vencedores de cada uma delas na Copa Mitsubishi Vela.
Antes de mais nada, vale destacar que a competição é aberta a velejadorese embarcaçõesde todos os níveis, divididos em classes. Veja, a seguir, como funcionam essas classes e confira quem se saiu melhor em todas elas durante as etapas da 24ª edição do circuito.
Classe ORC
A Classe ORC reúne embarcações projetadas e equipadas para competição, tripulados por velejadores mais experientes — inclusive nomes que já disputaram campeonatos mundiais, Pan Americanos e Olimpíadas.
Foto: Aline Bassi/ Balaio / Divulgação
1ª Etapa
Racer: Phoenix 44, de Mauro Dottori e Fabio Cotrim, com 9
Cruiser: Lucky V Alforria, de Luiz Villares, com 17
2ª Etapa
Racer: Phoenix 44, de Mauro Dottori e Fabio Cotrim, com 7
Cruiser: Lucky V Alforria, de Luiz Villares, com 16
3ª Etapa
Racer: 4Z Phytoervas, de Marcelo Bellotti, com 8
Cruiser: Xamã Andbank, de Sergio Klepacz, com 7
4ª Etapa
Racer: Phoenix 44, de Mauro Dottori e Fabio Cotrim, com 1
Cruiser: Jazz, de John Julio Jansen, com 4
Resultado Racer
1º Phoenix, com 17
2º 4Z Phytoervas, com 24
3º Inae Soto 40, com 27
Resultado Cruiser
1º Lucky V Alforria, com 19
2º Xamã, com 21
3º Orson, de Kalu S Silva, com 33
BRA-RGS
A classe BRA-RGS tem regra simplificada e reúne velejadores menos preocupados em performance e veleiros mais equipados para o lazer, com comodidades como geladeira, fogão e banheiro na cabine, por exemplo. Para garantir que barcos com características distintas possam competir de maneira justa, a classe é subdividida em categorias A, B e C.
A categoria A geralmente inclui barcos maiores e mais rápidos; a B, engloba embarcações intermediárias enquanto que a C, por sua vez, é destinada a barcos menores ou com menor desempenho em termos de velocidade. Há ainda a subdivisão Clássicos, que valoriza embarcações mais antigas, muitas vezes, com designs e tecnologias diferentes.
Foto: Aline Bassi/ Balaio / Divulgação
1ª Etapa
A: Zeus, de Paulo Moura, com 5
B: Blu 1, de Marcelo Ragazzo, com 7
C: Comanda, de Sebastian Menendez, com 5
Clássicos: João Sereno, de Robinson Leite, com 7
2ª Etapa
A: Zeus, de Paulo Moura, com 11
B: My Boy, de Lars Muller, com 12
C: Comanda, de Sebastian Menendez, com 20
3ª Etapa
A: Kameha Meha, de Gabriel Borgstrom, com 6
C: Comanda, de Sebastian Menendez, com 13
4ª Etapa
A: Beleza Pura, de Felipe Ferraz, com 16.51.51
B: Blu 1, de Marcelo Ragazzo, com 7, com 16.38.57
C: Taquion, de Humberto Diniz, com 6.54.09
Clássicos: Kameha Meha, de Gabriel Borgstrom, com 17.01.03
Resultado final
A: Zeus em 1º, com 23; Kameha Meha em 2º, com 24 e Sossegado em 3º, com 26
B: Blu 1 em 1º, com 10; Asbar II, de Isabela Malpighi, em 2º, com 12 e My Boy em 3º, com 19
C: Comanda em 1º, com 16; Triton, de Ricardo Zamboni, em 2º, com 26 e Brazuca, de José Rubens Bueno, em 3º, com 30
HPE25 e C30
Essas duas classes são de pura competição. Tanto na HPE25 quanto na C30 os barcos são chamados “one design”, ou seja, os veleiros são rigorosamente idênticos entre si.
Enquanto a HPE25 é formada por embarcações de 25 pés (cerca de 7,6 m de comprimento), na C30 os veleiros são um pouco maiores, com 30 pés (aproximadamente 9 m), o que proporciona regatas bastante emocionantes e grande alternância de resultados.
Foto: Aline Bassi/ Balaio / Divulgação
1ª Etapa
HPE25: Ginga, de Breno Chvaicer, com 6
C30: Bravo, de Jorge Berdasco Martinez, com 18
2ª Etapa
HPE25: Crazy Phoenix, de Mario Lindenhayn, com 14
C30: Tonka, de Demian Pons, com 13
3ª Etapa
HPE25: Saci, de Fabio Cotrim, com 9
C30: Caiçara, de Marco de Oliveira Cesar, com 7
4ª Etapa
HPE25: Ginga, de Breno Chvaicer, com 18
C30: Relaxa Building, de Tomas Mangabeira, com 30
Resultado HPE 25
1º Ginga, com 16
2º Crazy Phoenix, com 24
3º Brasil-Mussulo, de José Guilherme Caldas, com 39
Resultado C30
1º Relaxa Building, com 30
2º Bravo, com 34
3º Tonka, com 45
RGS Cruiser
A RGS Cruiser é a oportunidade para velejadores que querem conhecer melhor o universo das regatas e não se enquadram em classes com regras mais detalhadas.
Nos Estados Unidos, 37 moedas de ouro de um naufrágioespanhol registrado em 1715, na costa da Flórida, foram recuperadas. O material, avaliado em mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 6 milhões, em conversão realizada em dezembro de 2024), fazia parte de um tesouro ainda maior, de 101 moedas, que foram encontradas e em parte saqueadas pela equipe contratada para investigar o naufrágio, em 2015.
Em 1715, mais de 300 anos atrás, uma frota de 12 naviosespanhóis saiu do porto de Havana, em Cuba, carregada de ouro e prata. O material foi extraído das colônias da América, e tinham como destino a Europa, onde custeariam os gastos da coroa espanhola. No caminho, contudo, o grupo foi atingido por um furacão na costa leste da Flórida, apenas alguns dias depois de zarparem.
Foto: Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida / Divulgação
Ao todo, 11 dos 12 navios afundaram e centenas de marinheirosmorreram afogados. O tesouroque carregavam, avaliado em cerca de US$ 400 milhões (quase R$ 2,4 bilhões), foi parar no fundo do mar. Até aqui, tudo parece uma grande história de pescador.
Em 2015, porém, parte do material foi encontrado, por uma equipe contratada para investigar naufrágios espanhóis perto de Vero Beach. O grupo, inclusive, anunciou a descoberta de 51 moedas. Acontece que, segundo a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida (FWC), a equipe roubou metade do tesouro recuperado— e dessa parte, ninguém ficou sabendo até agora.
Em comunicado, a FWC destacou que os responsáveis pelo crime são membros da família Schmitt, que faziam parte da equipe contratada para trabalhar nas atividades de reconhecimento e salvamento das cargas dos naufrágios da região.
Após investigações, 37 das 50 moedas foram recuperadas e apresentadas de forma correta às autoridades de patrimônio histórico. Segundo a FWC, três das moedas roubadas foram devolvidas ao fundo do oceano em 2016, para evitar suspeitas, enquanto outras foram vendidas, entre 2023 e 2024.
Foto: Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida / Divulgação
As moedas agora serão devolvidas aos seus legítimos custodiantes, enquanto o restante do tesouro segue sendo procurado pela FWC, em colaboração com o FBI.
Quando se fala em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, águas cristalinas e areias branquinhas logo vêm à mente. Não à toa, já que o local é um dos mais paradisíacos do Brasil. Por lá está também o Fradíssimo Hotel, que promete deixar a experiência de quem visita a cidade ainda mais deslumbrante, com uma experiência completa.
Para desfrutar por completo das belezas naturais de Angra o segredo está, justamente, em suas águasesplendorosas.
Por isso, o Fradíssimo Hotel proporciona a seus hóspedes um passeioespecial de catamarã pela região, no Pivečko Fradíssimo I, sua embarcação própria. Sendo assim, após tomar um café da manhã reforçado no restaurante do hotel, o hóspede pode já partir para essa experiência.
Foto: Fradíssimo Hotel / Divulgação
Além da vista privilegiada, o passeio oferece uma imersão completa, com chopp Pivečko — cerveja própria do hotel — gelado, sushis preparados por um sushiman especializado, churrascocom cortes selecionados e drinks tropicais com frutas frescas da região.
Foto: Fradíssimo Hotel / Divulgação
A diversão também é garantida com atividades como stand-up paddle e caiaque — ideais para explorar de pertinho as águas cristalinas e os recantos escondidos em Angra dos Reis.
Foto: Fradíssimo Hotel / Divulgação
Na volta às dependências do hotel, o hóspede é quem decide: um descanso merecido nas suítes equipadas ou a sequência da diversão nas piscinas, nos campos de golfe e minigolfe, nas cachoeiras ou ainda nas trilhas do Fradísimo Hotel.
Foto: Fradíssimo Hotel / DivulgaçãoFoto: Fradíssimo Hotel / DivulgaçãoFoto: Roman Nemec / Fradíssimo Hotel / Divulgação
Independentemente da escolha, a sensação de relaxamento promete estar presente. Isso porque o campo de golfe é cercado por paisagens panorâmicas, com belas vistas da fauna e flora locais, enquanto as cachoeiras e trilhas estão em meio em meio à vegetação da Mata Atlântica.
Foto: Fradíssimo Hotel / Divulgação
As suítes, por sua vez, chegam com camas King Size, TVs, ar-condicionado inverter, frigobar, interfone e Wi-Fi gratuito.
Suíte master do Fradíssimo. Foto: Fradíssimo Hotel / Divulgação
Há ainda o Deck La Cubanita, espaço ao ar livre ideal para apreciar charutos cubanos premium e o chopp artesanal Pivečko, harmonizando sabores com a beleza da paisagem.
Foto: Fradíssimo Hotel / Divulgação
Já ao anoitecer, quando a fome bater, o Pivečko Bar & Restaurante garante aos hóspedes uma culinária contemporânea, com “ingredientes frescos e sabores genuínos”, como descreve o Fradíssimo.
Cada prato é uma criação meticulosa que visa agradar até os paladares mais refinados, complementado pelo inconfundível Chopp Pivečko– destaca o Hotel
O descanso para o dia seguinte fica por conta de uma equipe de segurançaque garante proteção 24 horas por dia, segundo o estabelecimento. “Isso permite que cada visitante desfrute sua estadia com completa serenidade, focando apenas em vivenciar momentos inestimáveis”, apontam.
Sem precisar recorrer a outros meios, através apenas do Fradíssimo, quem visita a cidade paradisíaca garante uma boa alimentação, diversão de sobra e um relaxamento mais do que merecido. O hotel fica no Condomínio Porto Frade S/N, em Angra dos Reis. Acesse o site oficial do Hotel Fradíssimoou entre em contato pelo WhatsApp do hotel para conhecer os pacotes de Natal, Ano Novo e Aniversariantes.
A marina foi uma das 11 contempladas pelo selo no país e, para isso, cumpriu mais de 30 requisitos voltados a questões ambientais, como educação, gestão, segurança, serviços e resposabilidades sociais.
Quem estabelece tais requisitos é a ONG Foundation for Environmental Education (FEE). Com sede na Dinamarca, a associação é responsável há mais de 15 anos pela distribuição do reconhecimento. No Brasil, o Operador Nacional do Programa é o Instituto Ambientes em Rede (IAR).
Silvia Fernandes, diretora dos Hotéis VillaReal e Godofredo Gomes Moreira Filho, prefeito de São Francisco do Sul. Foto: VillaReal / Divulgação
A Marina VillaReal detém ações voltadas às premissas básicas de sustentabilidadee meio ambiente, atuando desde o engajamento de seus colaboradores e clientes até prestadores de serviços.
O local, tido como primeira estrutura náutica com serviços de hotel (e vice-versa) em Santa Catarina, ainda teve sua obra de reforma e ampliação das estruturas desenvolvida com materiais que não agridem o meio ambiente.
Foto: VillaReal / Divulgação
Confira as praias e marinas de SC contempladas com o selo Bandeira Azul
Na história da colonização brasileira, o primeiro registro sobre o Litoral Norte Paulista data de 1502, com uma razão claramente geográfica: o Canal de São Sebastião oferece proteção natural e um calado que o tornam um porto natural.
O Porto de São Sebastião, no entanto, só foi oficializado na década de 1940, e os acessos viários à região só surgiram nos anos 1970. Talvez isso explique o desenvolvimento tímido das infraestruturas náuticas locais ao longo do tempo.
É verdade que Ilhabela ostenta o título de “Capital da Vela”, conquistado principalmente por sediar a renomada Semana de Vela de Ilhabela, que chegará à sua 52ª edição em 2025, sob a organização do Iate Clube de Ilhabela.
Foto: Aline Bassi / Balaio / Divulgação
Contudo, esse reconhecimento não esconde o gargalo significativo em infraestrutura náutica para viajantes e serviços de apoio e manutenção em todas as quatro cidades do Litoral Norte. Esse cenário, porém, parece prestes a mudar.
Investimentos em infraestruturas no turismo náutico
São Sebastião já possui um projeto de Marina Pública pronto para licitação, que permitirá a construção e gestão privada da área. Além disso, conta com um ambicioso projeto de Home Port para navios de cruzeiro, considerado estratégico para o desenvolvimento econômico do Estado de São Paulo.
Projeto do Home Port de São Sebastião. Foto: Secretaria de Turismo e Viagens do Governo do Estado de São Paulo/ Divulgação
Soma-se a isso a iminente inauguração de uma estrutura de turismo náutico de base comunitária no tradicional bairro de São Francisco. Com a eleição de Reinaldinho, atual vice-prefeito, todos esses projetos têm garantia de continuidade.
Ilhabela, que já implementou um transporte hidroviário local, com a reeleição de Antônio Colucci, deve finalmente tirar do papel a tão aguardada Marina Pública, planejada há anos. Ubatuba já estruturou o chamamento público para novos projetos na área náutica, sinalizando sua intenção de entrar no jogo.
Enrocamento do Rio Juqueriquerê, em Caraguatatuba. Foto: Turismo Caraguatatuba/ Divulgação
Porém, a grande surpresa pode vir de Caraguatatuba. Reconhecida como a Capital do Litoral Norte, a cidade é a única da região com um shopping center e está prestes a inaugurar o primeiro hotel com bandeira internacional. O prefeito eleito, Mateus Silva, apresentou em seu plano de governo dois projetos que prometem revolucionar o setor náutico:
Elaboração de projetos e ações voltados ao desenvolvimento do turismo náutico e suas complementaridades, como construção de marinas, atracadouros e píeres, além da implementação de transporte náutico. Esses projetos serão viabilizados via Parcerias Público-Privadas (PPPs).
Criação de um projeto de integração náutica entre os municípios do Litoral Norte, voltando a cidade para o mar.
Essas iniciativas, somadas à revisão do projeto do Camaroeiro, que incluirá uma área de embarque e desembarque de passageiros, prometem fortalecer a logística e expandir as atividades da cadeia produtiva do setor náutico.
Vale lembrar que Caraguatatuba, além de ser a cidade com acesso mais facilitado entre as quatro, possui a maior área livre da região, permitindo um crescimento ordenado e sustentável. Há, inclusive, planos para retomar o projeto do aeroporto, que pode potencializar ainda mais o desenvolvimento local.
Para investidores do setor náutico e do turismo, é hora de prestar atenção à região. A vocação natural do Litoral Norte, percebida pelos portugueses há 523 anos, finalmente parece pronta para ganhar asas — ou, mais apropriadamente, encontrar correntes favoráveis para navegar rumo a um futuro promissor.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.
Na última terça-feira (10), foi anunciada uma iniciativa visionária entre a National Basketball Association (NBA) e a World Surf League (WSL). Chamado de “Nets for Change”, o programa pretende reaproveitar redes de pesca abandonadas e reutilizá-las nas quadras comunitárias de basquete em São Paulo.
Numa colaboração que une o esporte e o meio ambiente, a parceria entre a NBA e a WSL — maiores ligas de basquete e surfe, respectivamente — tem o propósito de combater as redes descartadas que poluem os ecossistemas marinhos e, ao mesmo tempo, melhorar a estrutura para a prática de basquete.
Arnon de Mello e Ivan Martinho celebram iniciativa da NBA e WSL. Foto: Mauro Horita
Logo, as redes que não seriam mais usadas para pesca, vão compor as cestas de basquete em lugares que carecem deste suporte. Quadras como a NBA Station, no Parque Villa-Lobos, a do Cleveland Cavaliers, no Beco do Nego e outras comunitárias em Ferraz de Vasconcelos e Valinhos estão inclusas no Nets for Change.
Segundo a WSL, aproximadamente uma tonelada de redes de pescas abandonadas foram coletadas ao longo da costa brasileira desde maio de 2024. A iniciativa também envolve um plano para substitui-las, quando necessário.
A Nets for Change não só ajudará a limpar o litoral brasileiro, mas também a revitalizar as quadras de basquete da comunidade local e fornecer maior acesso ao jogo– Arnon de Mello, diretor-geral da NBA Latam e Canadá
A torcida é a mesma
Segundo estudo conduzido pela Organização Proteção Animal Mundial, chamado de Maré Fantasma, estima-se que a quantidade de animais marinhos que podem ter sido impactados por dia — sendo mortos, mutilados, feridos ou aprisionados — chega a 65 mil.
Foto: WSL / Ed Sloane/ Divulgação
De acordo com Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina, a ideia de reutilizar as redes de pesca nas cestas de basquete surgiu por meio dos esforços da liga de surfe e da NBA, que em parceria com ONG’s e comunidades de pescadores, transformaram a ideia em ação.
Essa parceria com a NBA traz para a gente a oportunidade de diminuir a presença das maiores vilãs dos oceanos, que são as redes marinhas abandonadas, as ‘redes fantasmas’-Ivan Martinho
O “Nets for Change” é um programa lançado pela NBA em fevereiro de 2024, primeiramente na Índia. O foco da iniciativa envolve apoiar comunidades locais e promover a participação no esporte, mitigando a ameaça ambiental representada por redes de pesca abandonadas e promover oceanos mais limpos.
Inclusive, essa não é a primeira inciativa sustentável da WSL. Em 2023, milhares de voluntários participaram de uma restauração de mais de 45 mil hectares de terra e 100 recifes de coral na Austrália, Brasil e Uruguai. A NBA também tem seu programa de sustentabilidade há 16 anos, o NBA Green.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Projetada para substituir a Phantom 365 — sucesso de vendas com 700 unidades entregues — e, ao mesmo tempo, inovar o mercado náutico, a Schaefer 375 assumiu esse papel com excelência. O teste Náutica da Schaefer 375 foi realizado em Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, para onde a lancha tem sido exportada com sucesso.
A embarcação também se destaca por incorporar elementos da linha premium da Schaefer Yachts — formada pelos barcos maiores da marca, como os modelos Schaefer 510, 600, 660, 770 e 25M.
Um bom exemplo disso é o piso nivelado do cockpit da Schaefer 375, sem nenhum degrau, conceito trazido do modelo walk-around Schaefer V33. Inovadora também é a passagem interna de acesso à proa, que resulta em melhor aproveitamento dos 3,69 metros da boca máxima do barco.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Também chamam atenção na Schaefer 375 as varandas laterais retráteis, que ampliam o espaço na praça de popa para o total de 5,95 metros. Não por acaso, desde que foi lançada, a nova Schaefer 375 caiu no gosto dos fãs da marca, já com dezenas de unidades vendidas.
Com 11,73 m de comprimento máximo (38,45 pés), a Schaefer 375 segue bem a cartilha dos barcos de passeio desenhados para oferecer um grande espaço de convivência, sendo que, nesse caso, a receita saiu melhor do que o imaginado, como comprovado no Teste Náutica — em águas nada tranquilas e ventos fortes.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A Schaefer 375 traz motorização de popa, estilo que tem tudo a ver com o jeito americano de navegar e que tem agradado também aos brasileiros.
No Teste Náutica, a Schaefer 375 estava equipada com três motores de 300 hp cada, mas ela também pode vir com um trio de popa de 400 hp. Há ainda a opção de dois motores de centro-rabeta, diesel ou gasolina.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Versátil, a Schaefer 375 oferece seis possibilidades de configuração do cockpit, em qualquer uma delas com acomodações para até 14 pessoas nos passeios durante o dia e com duas varandas (aberturas laterais retráteis) na praça de popa.
Na versão testada por Náutica, a Schaefer 375 tinha um sofá em L a boreste, e outro, menor (com uma mesa à frente), à ré. A bombordo, o proprietário optou pela instalação do espaço gourmet, com churrasqueira elétrica, pia, geleira, uma pequena geladeira, armários e lixeira. A tampa do móvel é inteiriça. Mas, a gosto do cliente, pode vir com três aberturas independentes: uma para a churrasqueira, outra para a pia e uma terceira para a geleira.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
A ventilação natural a bordo é abundante. Mas se mesmo assim o calor provocar desconforto, é possível fechar toda a área do cockpit e ligar o ar-condicionado da área externa.
O posto de comando tem assento triplo. No painel, com duas telas de 12 ou 16 polegadas, o joystick fica ao lado esquerdo, e não do direito, como é comum nos barcos de lazer, por facilitar a comunicação com quem está do lado de fora durante as manobras de atracação.
Foto: Victor Santos/ Revista NáuticaFoto: Victor Santos/ Revista Náutica
Em contrapartida, chama atenção a facilidade de acionamento (por sistema elétrico) dos vidros laterais, que sobem e descem rapidamente. Entre os dispositivos tecnológicos de uso pessoal, há um suporte para celular na parte de cima do painel e uma porta USB.
No para-brisa, de folha única, o limpador (grande e único) foi reforçado com a instalação de dois braços, como exige um barco feito parar andar rápido. Por sua vez, o hard-top de acionamento elétrico abre o teto solar (quase 1,5 metro) ao toque de um botão. Para evitar acidentes, o sistema conta com sensor antiesmagamento, caso alguém esteja com a cabeça para fora durante o fechamento.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
O acesso à proa, a bombordo, é feito por uma passagem direta, uma garantia a mais de segurança, junto com a amurada alta e o guarda-mancebo, mesmo com o barco em movimento.
Para chegar à proa, não há necessidade de subir escadas ou pequenos degraus, já que o piso se mantém no mesmo nível, desde a popa até a área de transição, quando se inicia uma inclinação gradual para cima até a proa. Nessa passagem, há uma porta que abre e fecha, movida por sistema hidráulico. Tudo muito prático e simples, mas sentimos falta de uma trava para esta porta quando aberta durante a navegação.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Na proa, o solário é grande e muito bem resolvido, com encostos confortáveis e apoios de braços e porta-copos para todo mundo. Sobre ele é possível montar uma tenda.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No pé do solário há um recorte sob o qual foi instalada uma gaiuta. Esse tipo de arranjo é tradicional nas lanchas cabinadas, necessário para iluminar e arejar o camarote de proa. Porém, para preservar a privacidade de quem está na cabine, o modelo que equipa a Schafer 375 não é transparente e, sim, opaco. Quem está lá em cima não vê o que acontece lá dentro.
Ainda na proa, a área operacional fica concentrada em um nicho próprio (apenas os botões de acionamento do guincho ficam à mostra), não obstruindo a circulação das pessoas em torno do solário.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Por outro lado, na plataforma de popa, foram instaladas duas barras de aço (ou pega-mãos), para evitar quedas sobre os motores de popa. Uma dessas barras vem com olhal para puxar brinquedos náuticos não motorizados, como wakeboard, boias e wakesurf. O projetista pensou em tudo.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Já a cabine, com pouco mais de dois metros de altura na entrada, é acessada por uma linda escada de quatro degraus de madeira escura, dando aos passageiros a sensação de estar em um loft. Para isso, o projeto tira proveito de um conhecido truque: os espaços abertos.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Não há divisórias entre a sala, com uma pequena cozinha integrada, e os dois camarotes. Fechado mesmo apenas o banheiro, a boreste, com pé-direito de 1,85 m, box para banho, vaso separado, chuveiro móvel, armários embaixo e acima da pia, janelas com vigias e persianas.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No camarote de proa, um enorme sofá em V se converte em uma cama de casal triangular, ladeada por armários e por luzes de cortesia nos dois bordos. Além da gaiuta, há duas janelas em cada lado do costado.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Já à meia-nau encontra-se o segundo camarote, com iluminação nas duas cabeceiras da cama, armários e duas janelas, uma delas com vigia. Como as peças são desmontáveis, é possível transformar a cama de casal (com 2,10 m de comprimento) em duas de solteiro; ou em um sofá. Na decoração são usados materiais de alta qualidade. E os acabamentos são pra lá de caprichados.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Para empurrar tudo isso, o estaleiro oferece duas opções de motorização: três motores de popa de 300 a 400 hp cada ou dois motores de centro-rabeta Volvo D4, de 300 hp cada, a diesel ou gasolina. O acesso à casa de máquinas (ou melhor, ao porão, no caso das lanchas equipadas com motores de popa) se dá pelo levantamento do sofá de ré, juntamente com a mesa e uma parte do piso do cockpit.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Descendo-se três degraus, visualiza-se os tanques de água, combustível e águas negras, as conexões elétrica e hidráulica, o gerador, o boiler e o sistema anti-incêndio. E toda essa área recebeu um cuidadoso revestimento termoacústico.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Navegação da Schaefer 375
Depois de contemplar os elementos internos e externos da lancha projetada por Marcio Schaefer, chegou a tão esperada hora de acelerá-la. Levamos a Schaefer 375 para as águas agitadas de Fort Lauderdale, em um dia de mar desencontrado, com ondas de mais de 1,25 metro e ventos de 18 a 20 nós e rajadas de 22 nós.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Situação acima do ideal (quase um desafio) para avaliar a capacidade do casco de cortar ondas e colocar a prova a sua capacidade de amortecimento.
Equipada com três motores de 300 hp cada, a Schaefer 375 acelerou de forma brava, merecendo elogios. A estabilidade também foi posta à prova, sem que ela adernasse demasiadamente nas curvas fechadas. Nas curvas, nem foi preciso aliviar os manetes. Mesmo com o ponteiro do velocímetro em 33,2 nós (a velocidade de cruzeiro, 4.500 rpm) nós, ela virou com facilidade.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
No cruzeiro econômico, que foi de 23,5 nós, a 3.500 giros, com consumo de 105 litros/hora, a autonomia da Schaefer 375 foi de 211 milhas náuticas, suficiente para ir de Santos ao Rio, sem reabastecer (com base nesses números, bem que os tanques poderiam receber de 15% a 20% mais de combustível).
Como o mar estava bastante agitado, as medições de aceleração e velocidade máxima foram feitas dentro da baía. A 5.960 rpm, a Schaefer 375 atingiu o top de 44 nós! Na aceleração, outra boa marca: apenas 7,9 segundos para ir de 0 a 20 nós, o que revela o bom fôlego dos motores, aliado à boa hidrodinâmica do casco.
Foto: Victor Santos/ Revista Náutica
Ao volante (escamoteável) a ergonomia é excelente, com dois apoios para os pés do piloto, um deles exclusivo para a pilotagem em pé, com vista panorâmica 360 graus pelo teto solar. Os controles dos flapes estão bem-posicionados, ao lado dos manetes de controle dos motores.
Saiba tudo sobre a Schaefer 375
Pontos altos
Desempenho esportivo com muito controle
Aproveitamento de espaço com seis opções de layout externo
O piso nivelado do convés principal, sem nenhum degrau
Pontos baixos
Falta trava na porta de acesso à proa quando aberta
Capacidade de combustível poderia ser um pouco maior
Verão e praiaé uma combinação perfeita. No entanto, ao chegar ao litoral não é incomum encontrar o mar sinalizado com bandeiras ou placas vermelhas. Isso é um aviso de que aquela praia está imprópria para banho. Mas você já se perguntou como é feita essa classificação?
Com o objetivo de garantir que as praias estejam sempre sinalizadas adequadamente (como próprias ou impróprias), cada estado brasileiro com acesso ao mar conta com órgãos ambientais responsáveis por divulgar boletins sobre a qualidade das mais de duas mil praias do país. Em São Paulo, por exemplo, essa classificação é feita pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).
Para tirar bom proveito dos dias de sol — muitas vezes esperados por bastante tempo — é importante respeitar a sinalização e evitar o banho de marquando uma praia se encontra imprópria. Isso porque águas contaminadas podem trazer riscos para a saúde.
Foto: CETESB / Divulgação
Como uma praia é considerada imprópria?
Para classificar a qualidade da água, os órgãos ambientais avaliam a quantidade de bactérias fecais presentes no mar, conforme estabelecido pela Resolução 274 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).
De acordo com a legislação ambiental, é necessário usar três indicadores de micro poluição fecal para concluir uma avaliação de praia imprópria para banho: os coliformes termotolerantes (também conhecidos como coliformes fecais), a bactéria E. coli e os enterococos.
Praia de Santos, no litoral sul de São Paulo. Foto: Envato
Sendo assim, a água de uma praia é classificada como imprópria quando são detectadas concentrações superiores a 100 unidades de colônias dessas bactérias para cada 100 mililitros de água (100 UFC/100 ml), em duas ou mais amostras em um período de cinco semanas. Ou, ainda, quando o valor ultrapassa 400 unidades de uma única bactéria na última amostragem.
Semanalmente, os órgãos responsáveis emitem um boletim de balneabilidade contendo a classificação das praias quanto à sua qualidade. Essas informações são divulgadas através da imprensa e distribuída para diversos órgãos e entidades.
O que pode deixar uma praia imprópria?
Muitos fatores podem estar envolvidos no aumento de organismos que deixam a água de uma praia imprópria para banho. Entre eles estão o despejo de esgoto na água, chuva (responsável por levar sujeira para o mar), aumento no número de banhistas e muitos outros.
O que acontece se nadar em praia imprópria?
Segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), após o banhista ter contato com a água contaminada, alguns sintomas podem surgir. Os mais frequentes são: náusea, vômito, dor de estômago, diarreia, dor de cabeça e febre. Nesses casos, o órgão recomenda procurar auxílio médico, caso os sintomas persistam.
Vale ressaltar que o propósito das classificações é alertar os banhistas sobre os riscos que o contato com águas contaminadas pode representar à saúde — além de auxiliar na escolha do melhor local para entrar no mar. Então, ao ver uma sinalização de praia imprópria é melhor procurar outro lugar, para se divertir com mais segurança.
Cinco minutos. Foi este o tempo necessário para o navio transatlântico Príncipe de Astúrias naufragar na costa de Ilhabela, no litoral de São Paulo, na madrugada de 5 de março de 1916. O acidente aconteceu em dia de Carnaval e dizimou a vida de 477 pessoas, ficando conhecido como o “Titanic brasileiro”.
Até hoje, esta é a maior tragédia marítima da história brasileira. Tanto é que ainda se especula se o número de mortos foi realmente na casa de 400 pessoas, pois mais de mil sepulturas foram encontradas nas praias — que sequer encaixa com o número total de passageiros do navio, que oficialmente, era 654.
Pintura que retrata o naufrágio do Príncipe de Astúrias. Foto: Creative Commons/ Reprodução
Naquele período, havia uma grande fuga da Europa ao fim da Primeira Guerra Mundial, e com isso, praticamente todos os navios saíam dos portos completamente lotados. Por conta disso, estudiosos acreditam que cerca de mil pessoas estavam na embarcação, com muitos de forma clandestina.
Construído na Escócia em 1914 sob encomenda de uma companhia espanhola, o Príncipe de Astúrias possuía uma estrutura de duplo casco, assim como o famoso Titanic. Naquela época, este recurso permitia viagens mais rápidas e era considerado seguro.
Claro, não quer dizer que o navio naufragou por conta do casco. Na realidade, o que causou o desastre foi uma mudança de rota do capitão José Lotina, por conta de uma forte chuva que caía no Litoral Norte paulista. Pouco tempo depois, o barco acabou colidindo com uma barreira de corais na Ponta da Pirabura.
O início da tragédia
Como era de se imaginar, o capitão não sabia que estava prestes a navegar numa área de corais, que tem como características águas mais rasas. Quando aconteceu a colisão, nem deu tempo dos passageiros fazerem muita coisa. Muitos deles, inclusive, estavam dançando marchinhas de Carnaval no salão de baile do Príncipe dos Astúrias.
Foto: Blog Jeannis Platon/ Reprodução
O choque ocorreu às 4h15 da madrugada, danificando a estrutura do navio e abrindo uma fenda de aproximadamente 40 metros no casco. Poucos minutos depois, a casa de máquinas foi inundada, as caldeiras explodiram e o barco se partiu em três pedaços.
Com a explosão, muitas pessoas morreram imediatamente. Bastou apenas cinco minutos para que o “Titanic brasileiro” colapsasse e afundasse no mar. Inclusive, a título de comparação, o próprio Titanic levou mais de duas horas para afundar completamente.
Foto: Blog Jeannis Platon/ Reprodução
Foram resgatadas 143 pessoas que estavam no Príncipe de Astúrias, e incontáveis cadáveres foram retirados do mar pelo navio inglês Vegas, que também ajudou a socorrer algumas vítimas. Até hoje, os corpos do capitão Lotina e do primeiro oficial, Antônio Salazar Linas, não foram encontrados.
Entre os passageiros, o historiador Fernando Alves conta que “os corpos se espalharam pelo Litoral Norte e, quando encontrados, foram enterrados nas praias”.
Cerca de 600 pessoas foram enterradas na praia da Serraria e 300, em Castelhanos– Fernando Alves, historiador, citando praias de Ilhabela
Atualmente, o Príncipe de Astúrias encontra-se a 30 metros de profundidade, ao lado da Ponta da Pirabura. Em 1989, alguns pedaços da embarcação foram detonados com dinamite, para não prejudicar a rota de barcos pelo local.
Prejuízo sem fim
Além de ter vitimado centenas de pessoas, o naufrágio do Príncipe de Astúrias também trouxe perdas enormes com as cargas perdidas — já que o barco operava de forma mista, levando tanto pessoas quanto mercadorias. Entre três diferentes classes, o navio comportava até 1.890 passageiros.
Foto: Blog Jeannis Platon/ Reprodução
Segundo Fernando Alves, a rota de travessia — que já tinha sido realizada outras seis vezes — durava cerca de 30 dias. A viagem partia de Barcelona, com escalas em Cadiz, Las Palmas e Ilhas Canárias (todas na Espanha); Rio de Janeiro e Santos, no Brasil; Montevidéu, no Uruguai; e, por fim, Buenos Aires, na Argentina.
Saber seu trajeto é importante e talvez ajude a decifrar algumas cargas, no mínimo, curiosas que estavam no Príncipe das Astúrias. Por exemplo: 12 estátuas de mármore e bronze, encomendadas pela Espanha e que seriam colocadas no Parque Palermo, em Buenos Aires, como parte do moumento “la Carta Magna y las Cuatro Regiones Argentinas”.
Itens encontrados do naufrágio do “Titanic brasileiro”, no Museu Náutico de Ilhabela. Foto: Museu Náutico de Ilhabela/ Divulgação
As peças custavam cerca de 40 mil libras-ouro no total, um valor e tanto para a época. Inclusive, uma das estátuas encontradas está exposta no Serviço de Documentação Geral da Marinha, no Primeiro Distrito Naval, no Rio de Janeiro. Do restante, recuperaram somente fragmentos.
Além disso, eram transportadas toneladas de cobre, estanho, fios elétricos de alta tensão, chumbo, 80 garrafões de mercúrio, 20 âncoras de ferro e diversos outros materiais. Circula um boato que de havia 11 toneladas de ouro dentro do “Titanic brasileiro”, no entanto, como nunca houve uma comprovação disso, é provável que não passe de lenda.
Miniatura do Príncipe dos Astúrias, no Museu Náutico de Ilhabela. Foto: Museu Náutico de Ilhabela/ Divulgação
Diversos itens do “Titanic brasileiro” encontrados por mergulhadores e moradores locais estão hoje exibidos no Museu Náutico, em Ilhabela. Lá, é possível encontrar talheres, cristais, objetos de prata e outras peças utilizadas pelos hóspedes do Príncipe de Astúrias.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Uma das 40 pés com hard-top mais desejadas do país, a Sessa C40 é uma lancha que sempre se renova, sem perder a essência. A equipe de NÁUTICA fez o teste dessa lancha nas águas de Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, onde a marca começa fazer sucesso.
Presente em nossas águas desde 2011, quando lançada no Rio Boat Show, o modelo rapidamente caiu no gosto do público (seja no Brasilou Itália, onde ficam as sedes do estaleiro). Já são quase 200 unidades vendidas ao longo desse tempo. E não é difícil entender o motivo do sucesso.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O estaleiro Intech Boating — que construía no Brasil, sob licença, os barcos da italiana Sessa Marine e em 2023 assumiu o comando mundial da marca — sempre fez atualizações (estéticas, funcionais e tecnológicas) em seu modelo campeão, acompanhando as tendências do mercado náutico. Assim, foi reafirmando a preferência do público através dos anos.
Com acabamento e construção acima da média, a lanchaé ainda uma das melhores escolhas da categoria. Palavra de quem teve o privilégio de pilotá-la em sua atual e melhor versão.
Embarcamos na Sessa C40 nas águas de Fort Lauderdale, no Sul da Flórida, aproveitando a chegada das primeiras unidades da Sessa Marine aos Estados Unidos, dentro do processo de internacionalização da marca estabelecido pelo empresário José Antônio Galizio Neto, comandante da Sessa Marine.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Não foi preciso navegar muito para notar que a 40 pés (12,30 metros de comprimento) projetada pelo Centro Stile Design de Ímola, na Itália, tem bem mais do que um casco muito atraente. Equipada com dois motoresVolvo Penta D4 de 320 hp cada, essa hard-hop oferece uma experiência de pilotagem segura, prazerosa e divertida.
Mas, antes de dar detalhes sobre o desempenho da Sessa C40, vale a pena descrever o barcopor dentro, destacando as suas muitas qualidades e os poucos pontos baixos, tanto no cockpit como na cabine.
No posto de comando, o piloto tem a visão facilitada pela disposição harmoniosa entre o para-brisa e o painel: enquanto o vidro de proteção dianteira é alto, o painel de controle é mais baixo que o normal e lançado mais à frente, aumentando o campo de visão.
Foto: Revista Náutica
Além disso, a tela (de 16 polegadas) do eletrônico multifunção fica em uma posição inclinada, facilitando a leitura, e o volante é escamoteável. Por sua vez, o banco duplo tem boa ergonomia, regulagens, rebatimento e apoio para a pilotagem em pé. E todos os comandos, rádio e botoeira estão ao alcance da mão. Em resumo, um ótimo posto de pilotagem.
Foto: Revista NáuticaFoto: Revista NáuticaFoto: Revista Náutica
A bombordo, ao lado do posto de comando, uma chaise larga acomoda duas pessoas. Atrás dela, há um sofá em J com estofados de excelente densidade e uma mesa de centro dobrável, enquanto a boreste foi instalada uma cozinha de apoio (há outra na cabine), com pia com água quente e fria, porta-copas, geladeira de gaveta e área para a instalação de um grill ou de um cooktop.
Foto: Revista NáuticaFoto: Revista NáuticaFoto: Revista Náutica
Por conta da boca máxima generosa (3,80 metros), sobra espaço livre para circulação. E em todo cockpit, o piso e os revestimentos são de teca natural, o que dá um ar ainda mais sofisticado à embarcação.
Foto: Revista Náutica
O acesso à proaé fácil, por meio de duas passagens laterais externas, protegidas pelo guarda-mancebo e por vários pega-mãos de inox. A boca permitiu ao projetista a instalação de um ótimo solário, com encosto reclinável, pega-mãos, caixas de som e porto-copos ao lado, sem limitar a movimentação na área operacional.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Para facilitar ainda mais a circulação, o guarda-mancebo é lançado para fora. Nele, estão fixados os porta-defensas, que são de inox, assim como os cunhos e os pega-mãos distribuídos pelas passagens laterais.
Por se tratar de uma lancha hard-top com abertura no teto solar, a ventilação natural no cockpit é abundante. Ainda assim, nos dias de calor mais intenso, dá para fechar toda área e recorrer ao ar-condicionado, mesmo na área externa (opcional), que torna o ambiente ainda mais confortável.
Foto: Revista Náutica
A cabine, para quatro adultos em pernoite, merece elogios tanto pelo bom espaço quanto pelo “recheio”. O acesso se dá por uma porta tradicional de correr (com trava com acabamento de borracha, material que reduz os efeitos de vibrações). A escada tem degraus largos e seguros. A altura na entrada é de 2 metros. Depois, reduz-se para 1,90 m.
Foto: Revista Náutica
São dois camarotes fechados e uma pequena sala (iluminada por janelas e por uma claraboia) com a cozinha integrada, a boreste, equipada com armários profundos, geladeira, fogão (cooktop) de duas bocas, micro-ondas, pia com cuba de bom tamanho, bancada e lixeira; todos os móveis são de laca.
Foto: Revista Náutica
O sofá, para quatro pessoas a bombordo, com uma mesa dobrável à frente, pode ser usado como cama. Na antepara do banheiro fica o suporte para a instalação da tv.
Foto: Revista Náutica
A suíte do proprietário, com uma cama grande de casal, fica na proa. O de meia-nau, com acesso por uma porta a bombordo, tem uma área de apoio e duas camas de solteiro, conversíveis em uma grande cama de casal, com espaço para uma criança no centro.
No banheiro, completo e funcional, o vaso sanitário fica dentro do boxe, coberto por uma peça de madeira, para que se possa sentar na hora do banho. Há até uma saída do ar-condicionado dentro do box, algo que gostamos muito.
Foto: Revista NáuticaFoto: Revista NáuticaFoto: Revista Náutica
Nos dois camarotes (e no banheiro) chama atenção o grande número de armários. Destaque também para o acabamento, refinado e de bom gosto, em toda a cabine.
As janelas têm vigias para a entrada de ar e persianas, para controle de entrada da luz natural. O comando do ar-condicionado, porém, fica centralizado na sala, obrigando a quem estiver nos camarotes a se deslocar até lá, caso queira alterar a temperatura.
O acesso aos motores para manutenção é muito bom, pelos dois lados, bem como ao gerador de 7.1 kVa. As bateriasestão bem protegidas e todas as conexões, elétricas e hidráulicas, são de primeira qualidade, com fios devidamente estanhados e sem pontos de aperto ou curva acentuada, como era de se esperar de um barco com certificação europeia e americana.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Na plataforma de popa submersível (modelo que os usuários mais gostam, com a abertura de uma escada robô) fica o obrigatório móvel gourmet, com churrasqueira elétrica com botão corta-corrente de segurança, torneira com água quente e fria, porta-copos, área de apoio, um paiol abaixo e um chuveirinho ao lado.
Foto: Revista Náutica
O único senão aqui é que, com a parte móvel da plataforma abaixada (o controle hidráulico permite descer até 30 centímetros dentro d’água), não dá para continuar tocando o churrasco, a não ser se equilibrando nos 30 centímetros da prateleira fixa.
Foto: Revista Náutica
Navegação da Sessa C40
Hora de falar de navegação. Saindo da marina, depois de cruzar os canais de águas límpidas que recortam a cidade de Fort Lauderdale, alcançamos o Oceano Atlântico, em um dia de mar bastante mexido, ventos de 15 a 18 nós, com rajadas de 20 nós.
No teste da Sessa C40, a lancha estava equipada com dois motores Volvo Penta D4 de 320 hp cada, com trim zerado e flapes de 30% a 40%. A bordo, três pessoas, 59% da capacidade dos tanques de combustível (que é de 940 litros) e cerca de 120 litros de água.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Navegando na velocidade de cruzeiro, a 28,7 nós, o barco respondeu bem nas manobras e cortou bem as ondas, sem batidas fortes no casco, embora com certo impacto, devido às condições de mar.
No cruzeiro econômico, que foi de 23,2 nós, o consumo ficou na casa dos 21 galões, ou 81 litros por hora. No teste de velocidadeda Sessa C40, a 3.620 rpm, os motores alcançaram 32 nós de máxima, com relativo conforto, considerando-se a situação do mar.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
O conforto acústico é outro destaque dessa lancha, seja na cabine ou no cockpit. Tanto na marcha lenta quanto com os motores engatados em deslocamento, o nível de ruído é muito baixo. Mérito do isolamento acústico e térmico aplicado na casa de máquinas, à qual se tem acesso rápido por uma portinhola localizada na praça de popa, ou acesso amplo com o levantamento eletro-hidráulico de parte do piso e do sofá, ao mesmo tempo.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Uma boa condição, aliás, para pôr o casco à prova. E ele se saiu bem, de fato. Mérito do projeto, com um casco bem projetado, com V de popa adequado a uma Sport Cruiser e do ótimo casamento dos motores com o casco, formando um conjunto muito equilibrado na Sessa C40.
Saiba tudo sobre a Sessa C40
Pontos altos
Construção de alto nível
Cabine espaçosa e confortável
Ótimo desempenho em mar grosso
Pontos baixos
Área da plataforma de popa fixa é estreita
Entrada da passagem lateral do convés é estreita
Apenas um controle do ar-condicionado na sala
Características técnicas
Comprimento: 12,30 metros
Boca: 3,80 m
Peso com motores: 9 toneladas
Capacidade (dia): 12 pessoas
Capacidade (noite): 5 pessoas
Tanque de combustível: 940 litros
Tanque de água: 300 litros
Motorização: centro-rabeta
Potência: dois centro-rabeta a diesel de 300 a 320 hp cada
Realizar o sonho de velejar em seu próprio barco, com a vantagem de não precisar lidar com todas as complexidades de manutenção e, principalmente: encontrar a embarcação prontinha para uso, inclusive com seus itens favoritos já dispostos a bordo. Essa é a proposta do programa Fractional Ownership BYC, solução criada pela Brasil Yacht Charter (BYC) e que já está disponível no Brasil.
A ideia do programa é compartilhar o uso dos catamarãs da francesa Lagoon, há mais de 25 anos representados no Brasil pelo Grupo Sailing, entre três proprietários. Assim, cada dono poderá aproveitar o barco durante 17 semanas ao ano — ou seja, mais de uma semana por mês.
Nesse período, sempre que os cotistas optarem por usar o barco, o encontrarão já pronto para desbravar os mais belos destinos, livres de preocupações, sejam elas técnicas ou mesmo as mais simples, como a preparação do barco.
Isso porque quem cuidará de tudo é a própria BYC, empresa de charter do Grupo Sailing, que já acumula mais de 20 anos no mercado — expertise que a consolida como uma das principais marcas do setor no país.
Foto: Caroline Goes / Divulgação
“Você é o proprietário do barco no momento em que pisa na embarcação. Quando desembarca, não tem a chateação que geralmente acompanha a propriedade de um barco”, conta Leandro Bousquet, cliente da Brasil Yacht Charter.
Você deixa de ser o proprietário naquele momento, entrega as chaves para a BYC e ela toma conta do resto– completa Bousquet
De quebra, nas semanas de direito em que o proprietário não usar a embarcação, ele ainda poderá optar por alugá-la, garantindo, assim, uma renda extra — com todo o suporte da BYC.
Como funciona o Fractional Ownership BYC
Assim como tradicionalmente é feito em um sistema de cotas, a embarcação é dividida em uma certa quantidade de proprietários. A diferença é que, na Fractional Ownership BYC, esse número se resume a apenas três.
Na minha cabeça é o número ideal. Você tem direito a 17 semanas por ano, o que é mais do que o suficiente para usar bastante o barco– destaca Bousquet
Foto: Lagoon / Divulgação
Os proprietários, como já mencionado, têm direito a 17 semanas cada para usar a embarcação, e os custos de eventuais manutenções são divididos. Já a BYC cuida da gestão do catamarã, o que inclui, por exemplo, limpeza, concierge e vaga na marina, para cada cotista curtir só a parte boa de ter um barco.
De acordo com a BYC, todo o agendamento e atendimento são realizados por uma equipe com concierge, “sem chatbots e sem espera”, ressaltam. E a mesma equipe garante flexibilidade para troca de datas.
Nossa prioridade é oferecer um atendimento personalizado e atento, para que você se sinta valorizado e livre para curtir cada momento com sua família– explica o Grupo Sailing
Foto: Lagoon / Divulgação
Na modalidade Fractional Ownership BYC, o Grupo Sailing ainda cuida da administração, manutenção, seguro e documentação do barco — aliviando os cotistas dessas responsabilidades.
Principais benefícios da Fractional Ownership BYC
Conforto sem preocupações
A equipe de especialistas da Brasil Yacht Charter é quem vai cuidar de tudo, tanto antes quanto depois do embarque — desde a limpeza e a manutenção até o controle de agenda do barco. Para se ter uma ideia, a empresa pode cuidar até da compra dos itens que farão o uso do barco ainda mais especial — se assim o proprietário desejar.
Tudo é pensado para que o proprietário se concentre apenas em seu momento de lazer, e passe longe das preocupações que normalmente envolvem o preparo de um barco que vai sair para passeio. E o melhor: com a expertise de uma empresa que já atua há mais de 20 anos no setor.
Enxoval completo e personalizado
Dentro do preparo proporcionado pela Brasil Yacht Charter está um tópico especial: o preparo do enxoval. Que ele chegará completo e pronto para uso, já está claro, mas a BYC vai além.
A marina em que ficam os barcos conta com boxes, em que o cotista pode também armazenar seu próprio enxoval, a fim de utilizar seus itens pessoais, como roupas de cama, toalhas, cafeteira e até objetos de decoração, como fotos. Assim, ao embarcar, o proprietário vivencia uma experiência única, com requintes do conforto de seu próprio lar. Ao desembarcar, os itens serão cuidadosamente guardados em seu box.
Renda extra com charter
Com responsabilidade sobre apenas 1/3 das despesas do barco, o proprietário ainda pode gerar renda extra ao colocá-lo para charter nos períodos em que não estiver usando — com assistência da BYC. Para Leandro, ao alugar a embarcação, “as chances de bancar 100% das despesas de manutenção é muito alta”.
Ainda tem uma larga chance de você fazer um pequeno lucro com a exploração do aluguel nas semanas em que você não usar– conta o cliente da BYC
Foto: Lagoon / Divulgação
Segurança
O principal benefício da Fractional Ownership BYC diz respeito à segurança dos proprietários. Isso porque a embarcação conta com monitoramento, assistência e suporte 24h por dia, durante os sete dias da semana.
O Grupo Sailing oferece suporte via celular nesse período, com uma tripulação à disposição “a um toque de distância, para atender a qualquer demanda”. O barco é monitorado pelo aplicativo SeanApps, “com o que há de mais moderno para acompanhar desde a localização precisa do barco, até o uso de todos os equipamentos”, como garante a marca.
Para Marcos Soares, fundador do Grupo Sailing, “os números e os benefícios do programa são muito claros”. O desafio, mesmo, foi implementar a ideia no Brasil. Ele explica que levou bastante tempo para que a empresa pudesse trazer a solução ao mercado, e que o projeto deu certo porque o grupo conta “com uma equipe altamente especializada, capaz de resolver qualquer questão relacionada a um barco em tempo hábil”, seja ele técnico ou ainda mais específico.
Essa estrutura é essencial para garantir que os proprietários tenham uma experiência tranquila e sem preocupações– destaca Soares
“Convido todos a conhecerem nossos barcos e conferirem de perto o padrão de cuidado e atenção que colocamos em cada detalhe. Isso é o que nos diferencia e torna esse programa viável e vantajoso”, completa.
Um dos barcos disponíveis, por exemplo, é o Lagoon 42, grande sucesso da empresa, que já conta com mais de mil unidades produzidas pela Lagoon.
Bauru, no interior de São Paulo, é a mais nova aposta da Fibrafort. Nesta sexta-feira (13), a marca vai inaugurar, através da concessionária Moto Oeste, sua nova loja de lanchasFocker. A ideia do estaleiro catarinense é aproveitar o grande potencial náutico da região, cercado por águasinteriores.
A nova unidade, de 750m², contará com a linha completa da Fibrafort, incluindo modelos de renome, como as lanchas Focker 188 Joy, Focker 212, Focker 242, Focker 300 GTS e Focker 366 GTS.
Estamos muito entusiasmados com essa expansão, o que reforça o desenvolvimento da náutica em águas interiores como em São Paulo– Barbara Martendal, gerente comercial e de marketing da Fibrafort
Barbara explica que a maior parte dos clientes do estaleiro já está concentrada no estado. Para ela, a abertura da nova loja em Bauru “permitirá aproximar ainda mais a marca e o lazernáutico dos consumidores, em uma região com um imenso potencial”.
Focker 300 GTS. Foto: Fibrafort / Divulgação
A Moto Oeste, por sua vez — que já atua no setor a mais de 38 anos –, vê a nova loja também como um ponto de referência para quem deseja navegar em destinospróximos, como Avaré, Pederneiras, Ribeirão Claro e Carlópolis, locais reconhecidos pelas águas ideais para atividades náuticas.
É o que destaca Douglas Lopes Cordeiro, gerente de marketing e TI da Moto Oeste, que ainda ressalta o potencial da nova unidade para atender aos consumidores do setor da região para além dos barcos.
“Contar com uma loja especializada e completa na região facilita o acesso a embarcações, equipamentos, acessóriose consultoria técnica, oferecendo mais conveniência para os amantes do universo náutico”, explica.
Focker 212. Foto: Fibrafort / Divulgação
A nova loja Focker em Bauru funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h, oferecendo suporte completo no pós-venda, como manutençãoe personalização de embarcações. O espaço fica na Rua Alonso Leão Peres Filho, 1137.
A 4ª edição do NX Summer Day teve um gostinho diferente das festas anteriores. Isso porque o já tradicional encontro — que reúne clientes, amigos e parceiros da marca –, desta vez, celebrou também os 10 anos da NX Boats.
Mais de 850 pessoas se reuniram, no último sábado de novembro, em um belo dia de sol na Praia dos Carneiros, em Pernambuco — casa da NX Boats — para celebrar a primeira década da marca. O animado encontro teve duas bandas do cenário nacional: Limão com Mel e Jammil, além do cantor Rafa Cout. Já nas águas, cerca de 30 lanchasNX embelezaram ainda mais o ambiente.
Mais de 850 pessoas curtiram o NX Summer Day. Foto: Arquivo Interno / NX Boats
A festa de 10 anos da NX Boats foi grande, assim como as conquistas do estaleiro nessa década. Afinal, como descreveu o próprio Jonas Moura, CEO da marca, no período “foram ‘apenas’ 11 modelos de barcos, mais de 2 mil embarcações na água e um parque fabril com uma área de 60 mil m² [o maior do Brasil]”.
Se em 10 anos fizemos tudo isso, imagina o que vamos fazer nos próximos 10. A nossa meta para os 20 anos da NX é estar no top 5 do mundo– revelou o CEO em entrevista à NÁUTICA
Quem compareceu à festa também pôde ver, em tamanho ampliado, a NX 44 Pininfarina — modelo do estaleiro feito em parceria com o estúdio de design de marcas como Ferrari e Lamborghini — estampando a capa da edição 392 da Revista Náutica. “É um orgulho para nós”, definiu Jonas.
Foto: Arquivo Interno / NX Boats
10 anos de NX Boats: sonho abraçado pela família
Jonas não esconde que é muito questionado sobre “qual o segredo” para tanto sucesso. Para ele, é simples: “primeiro, muito trabalho. Segundo, planejamento. Em terceiro, um super time, porque eu acho que ninguém consegue fazer nada sozinho”, aponta.
Nesse “super time” do CEO, além de seus mais de 650 funcionários, está também sua família. Elisabeth Moura, mãe de Jonas e parte do time de sócios do estaleiro, conta que “a família inteira abraçou” o sonho do filho.
Jonas Moura e Elisabeth Moura. Foto: Arquivo Interno / NX Boats
Isso porque, como ele mesmo revelou em entrevista à equipe de NÁUTICA, sua paixão pela navegação começou cedo, mas foi pela advocacia que entrou no mercado. Entre 2008 e 2009, Jonas fundou uma empresa de importação, inicialmente focada em automóveis e jets, tornando-se uma das maiores importadoras de jets do Brasil.
Com a crescente demanda dos clientes, decidiu expandir para a produção de barcos, incorporando tudo o que considerava essencial, após quase optar pelo segmento de jetboats.
Tanta coisa aconteceu, em tão pouco tempo, que, às vezes, não dá para assimilar. Essa é uma festa de congregação e celebração pelos 10 anos, e que venham mais 10– disse Elizabeh Moura
O crescimento avassalador do estaleiro também foi presenciado de perto por Felipe Guedes, diretor comercial da marca. “Quando eu cheguei na NX nós tínhamos 54 funcionários. Hoje empregamos 650 pessoas”.
Todo esse trabalho é suado, mas é prazeroso demais–concluiu Guedes
Um dos maiores lagos artificiais do Brasil, três vezes maior que a Baía de Guanabara (RJ) e com uma área de 1350 km². Esse é o Lago de Itaipu, o “mar de água doce” que banha 16 municípios do Paraná. Agora, 50 anos após sua criação, já lindo e cheio de vida, o lago começa a se consolidar como polo de turismo náutico. Para descortinar as belezas da região, NÁUTICA acaba de lançar o Guia Lago de Itaipu.
O material, gratuito, entrega as principais atrações turísticas e náuticas das 16 cidades ao redor do lago. A ideia é promover o turismo, a cultura local e atividades tradicionais da região, como a pescae os passeios de barco. Tudo isso ao mesmo tempo em que apresenta e valoriza as riquezas da região oeste paranaense.
Guaíra. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Para acessar o Guia Lago de Itaipu, basta acessar o aplicativo da Revista Náutica. Quem ainda não tem o app pode baixa-lo facilmente na Google Play Store (para celulares Android) ou na App Store (para dispositivos com iOS) e depois navegar pelo conteúdo até mesmo offline.
O Lago de Itaipu é rodeado por 16 cidades lindeiras, cheias de atrações e experiências, distribuídas por dois estados brasileiros.
No Mato Grosso do Sul, o destino é Mundo Novo. Já o Paraná conta com 15 cidades às margens do lago: Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Medianeira, Itaipulândia, Missal, Diamante do Oeste, Santa Helena, São José das Palmeiras, Entre Rios do Oeste, Pato Bragado, Marechal Cândido Rondon, Mercedes, Terra Roxa e Guaíra.
Santa Terezinha de Itaipu. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Para relatar com propriedade o que o turista encontra em cada destino, a equipe de NÁUTICA percorreu cada uma delas, conferindo de perto como a população aproveita os principais pontos turísticos e as atividades disponíveis ao redor do mar doce.
De parques e praias fluviais de águas limpíssimas até os tradicionais torneios de pesca esportiva e competições de canoagem, há motivos de sobra para visitar a região do Lago de Itaipu.
Itaipulândia. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Como o Lago de Itaipu foi criado
Com o objetivo de construir a maior hidrelétrica do mundo à época, a Usina Hidrelétrica de Itaipu, os governos brasileiro e paraguaio represaram parte do Rio Paraná, formando assim o Lago de Itaipu, nos anos 1970. Desde então, o lago vem se consolidando como um importante polo de turismo náutico e preservação ambientalno oeste paranaense.
Mundo Novo. Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Isso porque são 170 km de extensão, 1.350 km² de área e, como já mencionado, nada menos que 16 municípios lindeiros envolvidos. Três vezes maior que a Baía de Guanabara, o lago transformou a região, que antes vivia, principalmente, da agricultura e da criação de aves e porcos.
O impacto da criação da usina vai além da geração de energia — que abastece quase todo o Paraguai e 25% dos domicílios brasileiros. Em nome das águas que usa para gerar energia, a Itaipu Binacional investe há anos em programas que mudaram a paisagem de sua bacia e fortalecem as economias locais.
Agora, por meio do Parque Tecnológico de Itaipu(Parquetec) — que cada vez mais volta os olhos para o potencial turístico desse mar de água doce —, arquiteta planos para transformar o lago em um distrito náutico, com o qual pretende impulsionar o turismo, a pesca esportiva e as atividades náuticas de lazer na região, garantindo, ao mesmo tempo a preservação ambiental.
Todo esse potencial é detalhado no Guia Lago de Itaipu, para que cada vez mais brasileiros descubram e desfrutem dessas verdadeiras joias encravadas às margens do nosso mar doce.
Andar de bikepode ser muito mais do que apenas diversão. Além de fazer bem para a saúde, ainda ajuda a reduzir a poluição, ao ser trocada por um carro na locomoção diária. O planetaagradece ainda mais quando se trata de uma bicicleta feita de plástico retirado do mar.
A novidade sustentável leva o nome de RCYL e é uma iniciativa da marca alemã igus. Ela é composta por mais de 50% de plástico reciclado que antes poluía os oceanos — metade do material das rodas e do quadro são feitos com redes de pescareutilizadas.
O produto ainda pode ser novamente reciclado e requer menos gasto de energia no processo de fabricação, em relação às bikes tradicionais.
Foto: Instagram @rcylbike / Reprodução
Segundo a marca, as bicicletas feitas de plástico do mar garantem baixo custo de ferramentas e manutenção, amortecimento de vibrações, resistência à corrosão e diversidade de design — já que o comprador pode personalizar, principalmente, as cores de cada item.
Para completar, a empresa alemã também produz as peças separadamente, para que outras fabricantes de bicicletas possam adquirir o material reciclado.
Como é feita a bicicleta de plástico vindo do mar
De acordo com a igus, a bicicleta é feita de plásticos maleáveis, como o polietileno (PE). Eles explicam que a fabricação da RCYL usa máquinas especialmente construídas com componentes duráveis e livres de lubrificação.
Foto: Instagram @rcylbike / Reprodução
O plástico é moldado no processo de rotomoldagem ou fundição rotativa com baixa pressão e alta temperatura, que combina calor e rotação biaxial.
É assim que a mobilidade de amanhã será criada. A partir do plástico marinho de ontem– afirma Marcelo Pimenta, da Igus
Segundo um estudo da Gyres Institute (organização sem fins lucrativos que investiga as principais questões mundiais sobre produção plástica) produzido em 2023, estima-se que o lixo plástico nos mares some mais de 170 trilhões de partículas — totalizando uma massa de 2,3 milhões de toneladas.
Já de acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês), uma pessoa que pedala 10 quilômetros de ida e volta do trabalho, todos os dias, pode evitar a emissão de aproximadamente 1,3 toneladas de CO₂ anualmente.
Para adquirir uma bicicleta feita de plástico retirado do mar, é necessário desembolsar pouco mais de 1,2 mil euros, cerca de R$ 7,9 mil (conversão realizada em dezembro de 2024).
Este iate já foi submerso, serviu o líder da Iugoslávia, virou alvo de bombardeio durante a Segunda Guerra Mundial e hoje é um museu flutuante. Estamos falando do lendário Galeb, uma embarcação com 117 metros de comprimento (385 pés) e que tem muita história para contar.
Lançado em 1938, em Gênova, na Itália, o iate passou por poucas e boas até poder contar a sua própria história. Depois de cinco anos de intensas reformas, o Galeb foi completamente repaginado e se transformou num museu flutuante, que está atracado no porto de Rijeka, no Adriático da Croácia.
Galeb atracado na Croácia, antes da reforma. Foto: Roberta F./ Creative Commons/ Reprodução
Esta relíquia navegante funcionará como um navio-museu aberto ao público para fins educacionais ou memoriais. Durante a restauração do iate, o máximo de peças importantes foram devolvidas à condição original, e a embarcação ainda ganhou instalações públicas como restaurante, café, cinema e acomodações.
O Galeb também apresenta uma seção com exposição permanente da sua rica história. Estima-se que a reforma tenha custado mais de 10 milhões de euros (aproximadamente R$ 64 milhões em conversão realizada em dezembro de 2024), e será aberto ao público no primeiro semestre de 2025.
Transportou bananas e virou xodó de líder iugoslavo
Criado pela Ansaldo, uma das mais importantes empresas de engenharia italiana, o Galeb surgiu inicialmente para transportar bananas das colônias do sul da África para a Itália. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, a embarcação virou um cruzador auxiliar sob o nome Ramb III e foi usado pela Marinha da Itália.
Iate Galeb antes de restauração. Foto: Roberta F./ Creative Commons/ Reprodução
Em 1943, após o armistício, os alemães transformaram o navio num lançador de minas (equipamento militar que implanta campos minados), que acabou sendo bombardeado por aeronaves aliadas no final da guerra. Assim, ele ficou submerso por três anos — mas não seria o seu fim.
Começa agora a sessão de reformas. A primeira ocorreu em 1952, quando foi restaurado para virar navio de treinamento para a Marinha Iugolsava — foi aí que surgiu o nome que perdura até hoje, “Galeb”, que significa “gaivota” em sérvio. Foi quando Tito, líder da Iugoslavia, se apaixonou pelo iate.
Tito (à esquerda), líder da Iugoslávia. Foto: Creative Commons/ Reprodução
Logo, ele requisitou o iate para uso pessoal em assuntos de estado, além de receber políticos como Nikita Khrushchov e entreter algumas celebridades da época, como a atriz Elizabeth Taylor e o ator Richard Burton. Porém, com a morte de Tito em 1980, ficou esquecido até ser vendido ao bilionário John Paul Papanicolaou.
Esquecido e resgatado
Em 2006, Galeb foi declarado patrimônio cultural croata, e três anos depois foi apreendido pelo governo da Croácia após John não cumprir os custos de atracação. Pouco tempo depois, a cidade de Rijeka — terceira maior do país — comprou a embarcação e a transformou no museu flutuante.
Iate Galeb antes de restauração. Foto: Roberta F./ Creative Commons/ Reprodução
Detalhe: no leilão, o governo croata colocou um preço inicial de 85 mil libras no barco (aproximadamente R$ 658 mil), valor menor do que se fosse vendido como sucata, que costuma sair na faixa de 155 mil libras (R$ 1,2 milhão). Sua condição de patrimônio cultural fazia com que ele permanecesse intacto.
Foto: Roberta F./ Creative Commons/ Reprodução
Assim, começava o processo de restauração e conversão do iate, que viria a se tornar um museu. O projeto foi feito pela cidade de Rijeka em parceria com a Universidade de Rijeka e o Conselho de Turismo de Rijeka, e tinha como previsão ser concluído em 2021, mas a pandemia de covid-19 atrasou os planos.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Sorriso, localizada no coração do Mato Grosso e conhecida como a Capital Nacional do Agronegócio, deu um passo estratégico em direção ao turismo ao realizar, em novembro, um Fórum de Turismo.
Em uma cidade que ostenta uma taxa de crescimento populacional de 20% ao ano e um impressionante aumento de 582,6% no PIB nominal na última década, surge uma pergunta intrigante: o que o maior produtor mundial de soja busca com o desenvolvimento turístico?
Munícipio de Sorriso (MT). Foto: Prefeitura de Sorriso/ Divulgação
Embora o turismo de negócios já seja uma realidade consolidada na região, com uma ocupação hoteleira média de 80% nos dias úteis, o município vê no turismo de lazer um novo horizonte para diversificar suas atividades.
A turismóloga Tatiane Fernandez, ao apresentar cases de sucesso de agroturismo em Israel e Goiás, destacou o potencial de Sorriso em explorar novas facetas do turismo, aproveitando o cenário agrícola e o contato direto com o campo.
A ideia é ampliar a ocupação hoteleira e as atividades turísticas para os finais de semana, mas, curiosamente, essa expansão não é vista como uma necessidade econômica urgente.
Festival de Pesca realizado em Sorriso (MT), em 2022. Foto: Prefeitura de Sorriso/ Divulgação
Papel do Turismo no Fortalecimento da Identidade Local
Em lugares onde o desenvolvimento urbano e econômico é acelerado, como Sorriso, o turismo oferece benefícios que vão além da simples geração de emprego e renda.
Munícipio de Sorriso (MT). Foto: Prefeitura de Sorriso/ Divulgação
Ele pode melhorar a qualidade de vida da população ao fomentar o sentimento de pertencimento e fortalecer uma identidade local, aspectos importantes para uma cidade que atrai pessoas de diferentes regiões.
Esse senso de comunidade e valorização das características regionais, além de proporcionar segurança e estabilidade social, também auxilia na preservação do meio ambiente.
A Vocação Náutica e o Potencial Hídrico da Região
Integrante da região turística “Portal do Agronegócio”, que abrange também os municípios de Sinop (sede), Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Tapurah, Nova Ubiratã, Santa Carmem, Cláudia, Juína e Porto dos Gaúchos, Sorriso possui um rico cenário natural, marcado pelas bacias dos rios Amazonas e Paraguai.
Rio Araguaia, no estado do Pará. Foto: Creative Commons/ Reprodução
Rios como o Araguaia, Xingu, Juruena e Teles Pires oferecem um ambiente propício para o turismo náutico e a pesca esportiva, segmentos que a Instância de Governança Regional (IGR) vê como subutilizados, mas com grande potencial para crescer.
Sinop, por exemplo, um dos municípios da região, já vem se despontando no turismo com a Pesca Esportiva. Banhada pelo rio Teles Pires, que tem 1.370 quilômetros de extensão entre os Estados de Mato Grosso e do Pará, e com lagos formados a partir da instalação de uma usina hidrelétrica, o local se revela uma iciofauna riquíssima.
Munícipio de Sorriso (MT). Foto: Prefeitura de Sorriso/ Divulgação
São dezenas de espécies encontradas na região como, por exemplo, a Matrinxã, que é conhecida como salmão de água doce por causa da sua carne rosada, o gigante Tucunaré, além de Pacu, Tambaqui, Trairão, Bicuda, Cachorra, Cachara e Pirarucu.
Rumo a um Equilíbrio entre Riquezas Naturais e Econômicas
Para a região do Portal do Agronegócio, criar um ambiente propício para o desenvolvimento do turismo, especialmente o turismo náutico, é mais do que uma estratégia de negócio; trata-se de buscar um equilíbrio sustentável que integre as riquezas da terra e da água.
Munícipio de Sorriso (MT). Foto: Prefeitura de Sorriso/ Divulgação
Ao aliar lazer e consciência ambiental, Sorriso visa valorizar ainda mais os recursos naturais locais, oferecendo descanso e diversão para os trabalhadores do agronegócio que atuam intensamente para alimentar o país e o mundo.
Assim, o Fórum de Turismo não só marcou o início de uma nova era para Sorriso, mas também ressaltou o compromisso da cidade em diversificar suas vocações e explorar o turismo como uma forma de enriquecimento cultural e ambiental, buscando sempre valorizar e preservar suas raízes e recursos naturais.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.
Os mais atentos ao mercado náutico certamente já ouviram falar do Propspeed, revestimento neozelandês que mudou a vida, principalmente, de quem mantém embarcaçõesem vagas molhadas — já que reduz a incidência de cracas e ainda garante maior eficiência ao barco. O que nem todos sabem, contudo, é que por trás do ‘boom’ do produto no país está a JRG Corp.
Com sede no Brasile escritórios nos Estados Unidos e Inglaterra, a JRG Corp opera em mais de 13 países. Fundada por Januario dos Reis Gagliardi — ou “Janu”, como é conhecido –, a holding atua, inclusive, em soluções de comércio exterior, através da subsidiária JRG Trading.
A JRG Corp está comprometida em conectar pessoas, criar oportunidades e promover o crescimento do mercado global, internacionalizando marcas– explica Gagliardi
Foto: JRG / Divulgação
Toda essa cadeia é o que garante, através da empresa, que produtos renomados no mercado internacional atraquem no Brasil — e marcas nacionais sejam alavancadas no exterior.
O portfólio da JRG Corp atualmente conta com nomes conhecidos no setor: a linha Propspeed (Propspeed, Lightspeed, Foulfree e Stripspeed), o Hull Pro, SonicShield, ar-condicionado da Flow Marine Systems e comandos eletrônicos para embarcações da Marine Telematics.
Propspeed. Foto: JRG / Divulgação
Destes, três são para ficar de olho: Propspeed (líder de mercado em revestimento foul-release, da Nova Zelândia), Hull Pro (revestimento protetor transparente de alto desempenho, dos EUA) e SonicShield (sistema anti-incrustante que funciona a base de vibrações ultrassônicas, da Holanda).
Hull Pro. Foto: JRG / Divulgação
Todos são ecologicamente corretos, livres de biocidas e capazes de reduzir o consumo de combustíveis, ajudando, assim, o meio ambiente.
São marcas reconhecidas como líderes mundiais em seus segmentos, fornecendo soluções para empresas, marcas e indivíduos– destaca o fundador da JRG
Sonic Shield. Foto: JRG / Divulgação
JRG Corp: produtos, serviços e internacionalização
Além de trazer grandes nomes do mercado internacional ao Brasil, a JRG leva marcas nacionais para fora do país. Os serviços da holding incluem suporte consultivo, planejamento estratégico, infraestrutura operacional e gerenciamento de conformidade.
Equipe JRG. Foto: JRG / Divulgação
De acordo com a empresa, a JRG firma parcerias com empresas como uma extensão de suas operações, gerenciando terceirizações, viabilidade de importação, coordenação de processos, soluções de logística e serviços de consultoria alfandegária, tributária e fiscal.
De todas essas possibilidades, a JRG destaca três: procurement/outsourcing, que nada mais é que a busca de fornecedores confiáveis, com produtos de qualidade e competitividade; internacionalização de empresas, através de produtos, marcas e/ou presença no exterior; e viabilidade de negócios com expertise em comex (comércio externo ou exterior) logística e tributária (benefícios fiscais).
Em breve, a marca promete anunciar a internacionalização de marcas com foco no mercado da América Central, visando atingir países como Belize, Costa Rica, Nicarágua e Panamá.
Quem olha para a cidade de São Paulo nem imagina que, até meados do século 20, a metrópole utilizava suas águaspara a navegaçãofluvial, esportesnáuticos e atividades de lazer. Depois de enterrar seus próprios rios ao longo dos anos, a criação do Plano Municipal Hidroviário (PlanHidro SP) prevê um cenário próximo do anterior de volta, em 30 anos.
A ideia faz parte de um plano estratégico que visa integrar transporte aquático, lazer, ecoturismo e educação ambiental para promover o desenvolvimento sustentável— tudo isso ao longo de três décadas.
Previsto no Plano Diretor de 2023, a iniciativa de R$ 8,5 bilhões abrange 180 km de hidrovias urbanas, incluindo rios e reservatórios como Billings, Guarapiranga, Pinheirose Tietê.
Aquático SP. Foto: Edson Lopes Jr / SECOM / Divulgação
Entre os principais objetivos está reduzir a dependência do transporte rodoviário, diminuindo assim emissões de gases de efeito estufa — a expectativa é de que sejam utilizados barcoscom motores elétricos. Atualmente, 61% das emissões dos gases na cidade vem do transporte.
Melhorar a gestão de resíduos por meio de ecoparques e transportes fluviais, beneficiar 5,7 milhões de pessoas que vivem próximas aos corpos hídricos e ainda criar infraestruturas turísticas, como ecoportos, gerando renda por meio do lazer, também estão entre as ideias principais.
Outro ponto de destaque vai para o uso das hidrovias como alternativa para o transporte de cargas. Estima-se que 60 barcos urbanos de carga poderiam substituir até 600 caminhões nas ruas da cidade, aliviando, assim, o tráfego nas vias terrestres.
Como o PlanHidro SP funcionará na prática
De forma geral, o plano prevê a instalação de 40 ecoportos pelos cursos d’água da capital paulista. A expectativa é de que 71 barcos de passageiros circulem pelas hidrovias, promovendo embarque e desembarque, principalmente nas proximidades de grandes estações de trem e metrô.
Aquático SP. Foto: Edson Lopes Jr / SECOM / Divulgação
Inicialmente, as ações devem priorizar as represas Billings — onde já funciona o Aquático SP, que liga o Cantinho do Céu ao Parque Mar Paulista, no bairro Pedreira — e Guarapiranga, uma vez que que estas detêm, principalmente, melhor qualidade das águas. Nestes locais, as hidrovias deverão estar consolidadas até 2031.
Na sequência virão rios Pinheiros e Tietê, que apresentam, segundo o Plano, “desafios técnicos mais complexos”, como a qualidade das águas e a profundidadepara navegação. Para se ter uma ideia, dos R$ 8,5 bilhões previstos, serão gastos R$ 1,4 bilhões com a dragagem do rio Tietê. Aqui, as obras deverão ser concluídas entre 2032 e 2034.
Um novo Rio Tietê
Conhecido, principalmente, pelo mau cheiro, o rio Tietê é o maior de São Paulo. No PlanHidro SP, ele foi dividido em dois canais: Central e Central Leste. A divisão dará aos passageiros acesso a diversos pontos estratégicos, como estações de metrô.
Canal Central do Rio Tietê. Foto: Prefeitura de São Paulo / Divulgação
No canal Central estão previstos nove pontos de embarque, os Ecoportos. Por lá a proximidade será com a Linha 1-Azul do Metrô e a futura Linha 6-Laranja. Já no canal Leste, cinco estruturas estão previstas até o momento, em regiões como a Penha, Parque Ecológico do Tietê, USP Leste, Jacu e Itaquera.
Canal Leste do Rio Tietê. Foto: Prefeitura de São Paulo / Divulgação
Um novo Rio Pinheiros
O Rio Pinheiros também será dividido em dois canais diferentes: Superior e Inferior. Estima-se que os passageiros que utilizarem o transporte aquático na região façam uma baldeação no futuro Ecoporto da Vila Leopoldina.
No canal superior, sete estruturas estão previstas. Os portos permitirão que os passageiros tenham acesso a Linha 9-Esmeralda e, ao mesmo tempo, serão locais de lazer.
Canal Superior do Rio Pinheiros. Foto: Prefeitura de São Paulo / Divulgação
O Inferior, por sua vez, deve receber menos estruturas. Em contrapartida, o trecho contará com atrativos para a população, como um centro de esportes náuticos e parques fluviais, em pontos como a Vila Leopoldina, Jaguaré, Pirajussara, Córrego Verde, Jockey e Uberaba.
Canal Inferior do Rio Pinheiros. Foto: Prefeitura de São Paulo / Divulgação
Em 2024, o PlanHidro SP está sendo aprimorado em conjunto com a população. Até 22 de dezembro, o munícipe pode realizar contribuições online em consulta pública na plataforma Participe+. Após a análise e sistematização das sugestões, a Prefeitura pretende consolidar a versão final do Plano. A publicação do decreto que oficializa o projeto está prevista para 2025.
Redefinir o mercado brasileiro de embarcações esportivas e de luxo abaixo dos 50 pés. Esse é o objetivo anunciado pela Tirreno, mais novo estaleiro boutique do país. Fundada por Julico Simões, a empresa lançará nesta semana seu primeiro barco, o inflávelTirreno 38.
A novidade é um barco de 38 pés que, segundo a marca, “combina design sofisticado com alta performance”. É apontado como ideal para quem busca um modelo esportivo para uso diário, sem abrir mão da qualidade dos grandes estaleiros europeus.
Foto: Tirreno/ Divulgação
“Até hoje, você poderia comprar o que está disponível no mercado brasileiro ou importar algo da Europa a um custo elevado. A Tirreno vem para oferecer o melhor dos dois mundos: o preço do mercado nacional e o padrão de qualidade europeu”, comenta Simões, CEO da marca.
Com capacidade para até 15 pessoas, o Tirreno 38 tem 3,45m de boca (largura) e parelha de motores de 300 hp (cada). O inflável promete se equiparar aos “melhores iates europeus”: possui automação digital completa da Garmin, sistema de som premium, iluminação LED subaquática e uso de materiais de alta qualidade, para uma experiência moderna e confortável.
Foto: Tirreno/ Divulgação
“O barco reflete a essência do lifestyle mediterrâneo, que combina esportividade, conforto e beleza”, aponta o estaleiro, em comunicado sobre o lançamento.
Ainda segundo a marca, o “casco de engenharia avançada proporciona estabilidade, navegabilidade e eficiência energética, permitindo alta velocidade com consumo reduzido de combustível no inflável Tirreno 38”.
Foto: Tirreno/ Divulgação
Para reduzir o impacto ambiental, o estaleiro optou por não ter gerador no modelo Tirreno 38, mesmo oferecendo ar-condicionado na cabine. Para isso, faz uso de baterias de lítio compactas e recarregáveis — tanto na marina quanto com os motores em uso.
Barcos sob encomenda e projeto de expansão internacional
Com barcos fabricados sob encomenda, o estaleiro oferece opções de customização completa, incluindo cores do casco, tecnologia e materiais dos estofados, para criar uma embarcação única.
Além disso, os barcos da marca são projetados para serem mais leves, reduzindo o consumo de combustível.
Buscamos suprir ao consumidor brasileiro o mesmo nível de produto nesta classe e tamanho de barco que um consumidor europeu tem acesso– Julico Simões, CEO da Tirreno
Segundo Julico Simões, o estaleiro planeja abrir novos mercados internacionais a partir de 2025, focando principalmente na Europa e nos Estados Unidos.
Foto: Tirreno/ Divulgação
“Além do Tirreno 38, o estaleiro já tem novos modelos em desenvolvimento que serão lançados em 2025, sempre mantendo o compromisso com a inovação, qualidade e sustentabilidade”, informa Simões.
A Tirreno oferece uma garantia de 3 anos em todas as suas embarcações e assistência técnica disponível em todo o território nacional, além de treinamento para os proprietários.
O estaleiro iniciou sua operação em 2023 e é parte do Grupo Strasse. Julico Simões, fundador da Tirreno, possui mais de 40 anos de experiência no mar. Desde muito jovem, navegou junto com a família, desenvolvendo uma paixão e profundo conhecimento sobre embarcações.
Para a as teorias da atividade turística, segmentos funcionam como uma divisão didática para organizar políticas públicas e investimentos. O turista mais antenado pode se identificar com esses conceitos segmentados, mas, na prática, para a maioria, o que importa é a experiência que o turismo proporciona.
Assim, esses segmentos vão surgindo, se consolidando e se fortalecendo à medida que há demanda e, portanto, oportunidade de negócios.
O turismo náutico é um segmento que, evidentemente, sempre existiu, mas que hoje alcança uma amplitude inédita. Estudos, materiais de divulgação e políticas públicas começam a surgir, iluminando desafios e potenciais.
Considerando o número de empreendimentos diretamente relacionados, como marinas e píeres públicos no país, e a pouca organização do setor em relação às demandas de desburocratização necessárias para alavancar o turismo náutico, percebe-se que o próprio setor ainda não compreendeu as vastas possibilidades que podem surgir.
A maior parte das demandas do setor está relacionada a questões tributárias e à segurança para investimentos privados. E, claro, estamos falando de cifras altíssimas. Isso faz com que os barcos utilizados no transporte aquaviário de turismo e a movimentação financeira da atividade pareçam quase irrelevantes.
Talvez a movimentação de uma região inteira ou até mesmo de um estado corresponda a menos do que o valor de um iate de luxo vendido. No entanto, o setor náutico talvez não tenha considerado os benefícios indiretos da atividade turística, que merecem atenção especial.
Conexão com a comunidade local
O turismo nas cidades conecta-se diretamente com os munícipes por meio da cultura, da educação e do esporte. Assim, quando se começa a falar de turismo náutico em uma comunidade, despertam-se interesses e talentos que, no futuro, formarão consumidores ou profissionais do setor.
Ampliação do conhecimento e da experiência de navegação
A grande maioria dos turistas nunca teve a oportunidade de vivenciar a navegação. A possibilidade de conhecer de perto uma embarcação, um procedimento ou uma infraestrutura náutica enriquece o cidadão conceitualmente.
Em qualquer democracia, é fundamental que a opinião pública possa formar julgamentos próprios e escapar de manipulações midiáticas. Quanto mais cidadãos tiverem a experiência de navegar, maior será a probabilidade de surgirem políticas de incentivo ao setor náutico.
Incremento na demanda por serviços especializados
O aumento da demanda por serviços, como manutenção de embarcações, provoca um crescimento na quantidade e qualidade dos prestadores de serviços, beneficiando todo o setor.
Sempre visionário, o Grupo Náutica criou a área de destinos turísticos náuticos nos Boat Shows, trazendo o tema à tona nos eventos. Outras boas iniciativas também têm surgido.
A Bahia, por exemplo, implantou o primeiro SAC Náutico — um serviço que reúne a Receita Federal, a Polícia Federal e a Capitania para facilitar a entrada e saída de estrangeiros embarcados. São Paulo elaborou um plano, um programa e um decreto pioneiro para consolidar a atividade.
Estande do SAC Náutico no Salvador Boat Show. Foto: Gabriel Alencar / Revista Náutica
Já a Marinha do Brasil estabeleceu uma NORMAM específica para proporcionar a experiência do turismo de moto aquática. Agora, é hora de a parte produtiva do setor também se sentar à mesa e contribuir para o avanço desse segmento tão promissor.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.
Kaibu, parte do arquipélago Lau de Fiji, já hospedou o príncipe Harry e chega com recursos ultraluxuosos, como campo de golfe e aeronave; saiba o preço
Se neste Natalvocê tirou alguém difícil de presentear no amigo secreto — mais especificamente porque a pessoa já tem de tudo –, a ilha de Kaibu, parte do arquipélago Lau de Fiji, no Oceano Pacífico Sul, pode ser uma boa opção. Isso porque o pacote vai muito além do paraíso de águas cristalinas e inclui um resort, três vilas, pista de pouso, uma aeronave, campo de golfe e o grande destaque: um submarinoda U-Boat Worx.
O presente, claro, não é para qualquer um. Mas antes de chegar no preço dessa brincadeira, vale detalhar melhor tudo o que envolve esse “combo de luxo” — assim, quem sabe, o montante se justifique.
Foto: Vladi Private Islands / Divulgação
A ilha de Kaibu
A Ilha Kaibu é uma joia localizada no arquipélago Lau, no Oceano Pacífico Sul, parte de Fiji — conhecida por suas praias paradisíacas, águas cristalinas, coraise uma rica biodiversidade.
Kaibu segue esse padrão, combinando praias de areia branca, águas transparentes e uma bela vegetação tropical. O que a eleva a outro patamar é sua estrutura.
Foto: Vladi Private Islands / Divulgação
São 800 acres (cerca de 324 hectares), três vilas independentes, pista de pouso privada, campo de golfe, aeronave Twin Otter e cerca de 10 km de estradas compactadas que percorrem a ilha. Além disso, o local dispõe de um resort de luxo, o Vatuvara Private Island.
Especula-se que o príncipe Harry e sua esposa, Meghan Markle, se hospedaram por lá em 2018, mesmo ano em que se casaram.
Foto: Vladi Private Islands / Divulgação
Para tocar tudo isso, as operações da ilha de Kaibu são movidas a energia solar e seguem práticas orgânicas, um dos grandes destaques do atrativo, que busca ser um destino de luxo sustentável.
O arquipélago Lau é tido como menos turístico em comparação ao restante, o que ainda dá a ilha um toque a mais de exclusividade.
Foto: Vladi Private Islands / Divulgação
Entre tantos recursos, porém, um se sobressai: essa é a única ilha privada no mundo com um submarino próprio, projetado pela U-Boat Worx. Apesar do modelo não ser especificado, a marca é conhecida por fabricar submersíveis luxuosos para diferentes números de passageiros e profundidades.
As embarcaçõessão pensadas para experiências de exploração subaquática, com tecnologia avançada, conforto e segurança, ideais para quem quer descobrir de perto os recifes de coral e a rica biodiversidade marinha da região de Fiji. Roy Heijdra, gerente de marketing da U-Boat Worx, ressaltou o entusiasmo da marca em fazer parte desta “oferta extraordinária”.
Com a Ilha Kaibu como a base definitiva para exploração, este pacote define um novo padrão para aventura e exclusividade– disse, em comunicado
Segundo Farhad Vladi, CEO da marca, a ilha é “a propriedade privada mais completa disponível hoje”, ideal para quem busca um presente de Natal incomparável — o anúncio, ainda de acordo com ele, foi feito “a tempo para o Natal”.
Apesar de vender e alugar dezenas de outras propriedades de luxo, a empresa afirma que o combo da ilha de Kaibu é o “pacote definitivo” desta temporada.
O Natal está chegando e a corrida para comprar o presente perfeito já começou. A ilha em si é talvez a propriedade privada mais completa disponível hoje– destaca Vladi
Dar este “presente perfeito”, porém, não custa pouco. A imobiliária anunciou a ilha de Kaibu pela bagatela de 62 milhões de libras, cerca de R$ 480,4 milhões (valores convertidos em dezembro de 2024).
Uma coisa é certa: quem escolher este como o presente do amigo secreto deste ano, elevará o nível da brincadeira — e talvez não seja mais chamado para brincar.
O mercado de barcos de esporte e recreio (lanchas, veleiros e iates) é o segmento da indústria naval que mais cresce no Brasil. Assim como a alta nas vendas, o mesmo ocorre com as apólices de seguros marítimos no país, afirma Marcos Salvador, head de Seguros Náuticos da FF Seguros, uma das empresas mais atuantes nesse setor.
Dados da Associação Brasileira de Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar) projetam que a produção dos barcos de lazer deve saltar de 4,5 mil unidades/ano fabricadas em 2019 para mais de 8,6 mil a partir de 2025, representando um crescimento de 200%.
A expansão confirma o tamanho desse mercado. Segundo levantamento da Marinha do Brasil, em 2022 existiam 250,7 mil barcos da modalidade, distribuídos na seguinte ordem: 232,5 mil lanchas, 17,4 mil veleirose 676 iates. São Paulo possuía o maior número de embarcações de lazer, com 51,97 mil, enquanto o Rio de Janeiro, na segunda posição, tinha 41,80 mil barcos.
Foto: Nadtochii / Envato
Esse aumento — especialmente nas lanchas de entrada, entre 16 e 25 pés — é um forte indicador de consumidores interessados em ingressar no setor náutico, responsável por movimentar mais de R$ 2,5 bilhões/ano e contribuir para a geração de 150 mil empregos.
Além disso, representa o sonho dos consumidores de maior poder de renda de comprar uma lancha ou um veleiro. “Elas representam verdadeiros objetos de desejo das pessoas”, como explica Marcos Salvador.
Ter uma lancha, um iate ou um veleiro oferece a flexibilidade de criar seu próprio roteiro e descobrir lugares excepcionais do nosso litoral– Marcos Salvador, head de Seguros Náuticos da FF Seguros
Essa movimentação é comprovada por salões náuticos como o São Paulo Boat Show, o maior da América Latina, que celebrou sua 27ª edição em setembro. Foram mais de 40 mil visitantes, 170 embarcações em exposição e o recorde de 700 barcos vendidos durante os seis dias do evento — que contou com o apoio da FF Seguros como Seguradora Oficial do salão.
Seguro marítimo em expansão
Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) apontam que os prêmios de Seguros Marítimos no Brasil atingiu R$ 365 milhões em 12 meses, considerando até julho de 2024 (ou R$ 355 milhões em 2023).
Dessa quantia, o volume de prêmios de seguros especificamente para barcos de lazer foi estimado na ordem de R$ 132 milhões no mesmo período, o que representa um crescimento de 5,7% em relação ao ano anterior.
Na visão do executivo da FF Seguros, a tendência é de aumento nas vendas dessa modalidade nos próximos anos. “O número de solicitações de cobertura para embarcações de Esporte e Recreação vindas através dos nossos parceiros corretores de seguros cresceu 22% até o 3º trimestre de 2024, quando comparado ao mesmo período do ano anterior”, salienta Marcos Salvador.
Ainda segundo ele, muitos proprietários de lanchas, veleiros e mesmo iates ainda hesitam em contratar uma apólice. Salvador destaca que, assim como o comprador de um automóvel faz o seguro do veículo, a mesma atitude deve ser adotada pelo dono de uma embarcação — que costuma ter um valor em risco maior que o de um veículo.
É fundamental que o usuário faça uma cobertura de modo a proteger seu bem e proporcionar mais segurança e tranquilidade– pondera o head da FF Seguros
O Seguro Náutico Esporte/Recreio tem como público-alvo pessoas físicas e jurídicas proprietárias de embarcações classificadas exclusivamente como de lazer, junto às Capitanias dos Portos. Além do barco, faz parte dessa cobertura os equipamentos, motores, máquinas e demais pertences, todos devidamente discriminados na especificação da apólice e relacionados no laudo da vistoria prévia.
O contrato prevê a garantia até o limite-máximo de indenização especificado na apólice, e de acordo com as condições gerais o pagamento de indenização ao segurado por prejuízos devidamente comprovados, consequentes dos riscos cobertos e que fazem parte do objeto do seguro.
Como é a cobertura básica de barcos
A Cobertura Básica engloba itens como: abalroação, colisão ou contato com qualquer corpo fixo ou móvel, encalhe, incêndio ou explosão, terremoto ou intempérie, fortuna do mar, rebeldia da tripulação ou prático, roubo ou furto total, operações de retirada ou colocação da embarcação na água, raios e suas consequências, assistência e salvamento.
O seguro prevê a perda total quando a embarcação é destruída ou tão extensamente danificada que deixa de ter características de coisa segurada. Também pode ser avaliada como perda total quando o segurado fica irremediavelmente privado do bem ou interesse segurado.
Nos casos de roubo ou furto, sob pena de perder o direito a qualquer indenização pertinente à cobertura, o segurado fica obrigado a apresentar à companhia seguradora, além dos documentos necessários para comprovação e apuração dos prejuízos, o registro do evento elaborado junto à Capitania dos Portos.
O pôr do sol em Zadar, na Croácia, é por si só um presente da natureza para quem mora e visita a região. Mas contemplar o fim de tarde na cidade, desde 2005, mexe com outros sentidos além da visão. Por lá, quem se senta sobre a escadaria de mármore que leva ao mar Adriático, aprecia também os sons da natureza em uma espécie de piano, tocado pelas “mãos” das ondase do vento.
Essa é a proposta do Órgão do Mar, premiada obra arquitetônica do arquiteto croata Nikola Bašić. Pensada para redesenhar a orla da cidade, o projeto usa o movimento das ondas e o vento para criar sons parecidos com a de uma música sendo tocada em um piano.
Foto: Andrej Šalov / Wikimedia Commons / Reprodução
Tudo isso graças a 35 tubos sonoros com apitos embutidos, que ficam cobertos pelos degraus de mármore que antecedem o mar Adriático, em uma espécie de arquibancada. Assim, a cada onda ou batida de vento, os tubos são pressionados, criando melodias que saem através das aberturas nos degraus.
Foto: Andrej Šalov / Wikimedia Commons / Reprodução
É justamente ali que moradores e turistas do mundotodo se sentam para apreciar a natureza, com um toque da mão humana — que, neste caso, realça ainda mais o seu poder natural.
Foto: Ben Snooks / Wikimedia Commons / Reprodução
A obra é reconhecida internacionalmente e chegou a receber o Prêmio Europeu de 2006, na categoria “Espaço Público Urbano”. “É um anfiteatro perfeito para assistir o pôr do sol sobre o mar e o esboço da ilha [vizinha] de Ugljan, enquanto ouve as composições musicais tocadas pelo próprio mar”, disseram os jurados na ocasião. Assista em ação:
O cruzeiro Villa Vie Odyssey, de três anos ao redor do mundo, ficou parado na Irlanda do Norte por quatro meses para reparos. Para muitos, o cenário foi uma verdadeira catástrofe, mas para Gian Perroni, 62, e Angela Harsany, 53, passageiros da aventura, foi o início de algo que promete durar por muito mais que 36 meses no mar.
As paisagens de Estocolmo e o charme de Paris foram trocados temporariamente pelos castelos normandos e os vales glaciais da Irlanda do Norte — mais precisamente, na cidade de Belfast, capital do país — , enquanto o Villa Vie Odyssey, navioque levaria seus passageiros para explorarem o mundo, passava por problemas mecânicos em seus lemes e nas caixas de câmbio.
Foto: Instagram @worldsailingsisters / Reprodução
Ironicamente ou não, Belfast é a cidade onde foi construído o RMS Titanic, navio que naufragou logo em sua viagem inaugural, em 1912. A associação dessa história com Angela e Gian, contudo, passou longe da tragédia, e seguiu mar adentro rumo ao romance de Rose e Jack — desta vez, com bastante espaço na porta.
Isso porque, enquanto o cruzeiro Villa Vie Odyssey estava distante de explorar seus prometidos mais de 400 destinos, os passageiros do navio foram transferidos para hotéis locais, onde aproveitaram Belfast e seus arredores. Entre eles, estavam Angela, de Colorado, nos Estados Unidos, e Gian, um canadense morador da Costa Rica.
Foto: Instagram @worldsailingsisters / Reprodução
O casal se conheceu logo no primeiro dia da “permanência forçada”, e como contou Angela ao The Guardian, começaram a “caminhar juntos para o navio todos os dias”, um percurso que, segundo ela mesma, durava cerca de uma hora.
Entre idas e vindas do navio, ambos logo perceberam que tinham muito em comum, e que, uma hora juntos podia já não ser mais tempo suficiente para a conexão dos dois.
Descobrimos que definitivamente tínhamos muito mais em comum e queríamos ser mais do que amigos– contou Angela ao The Guardian
Um anel de turmalina rosa e duas tatuagens combinando depois, o casal já planejava o casamento a bordo na próxima primavera, período em que é esperado que o navio navegue entre o Canal do Panamá e a antiga casa de Perroni, na Costa Rica.
A ideia é Angela e sua irmã, Lisa — que se juntou à viagem depois do encontro do casal — , dividam a mesma cabine. Isso porque o plano, antes de um casamento estar à vista, era realizar uma “viagem de garotas”.
Foto: Instagram @worldsailingsisters / Reprodução
“Uma parte que eu realmente amo sobre Gian é que isso não o incomoda nem um pouco. Ele realmente respeita que esta é uma viagem de garotas, e é para isso que eu vim aqui — e é bem difícil encontrar um homem aberto o suficiente para isso quando ele se casa”, destacou ela ao The Guardian.
Enquanto alguns passageiros ficaram desapontados pela perda de parte da viagem no Villa Vie Odyssey, Angela e Gian celebram o início de uma nova vida.
Grande gênio do automobilismo, Ayrton Senna colecionou uma série de vitórias em sua carreira na Fórmula 1. Mas o ídolo brasileiro também esbanjava personalidade sobre as águas. Tanto é que os barcos de Senna, assim como seus carros, tiveram a participação ativa do piloto em sua construção — um deles, contudo, o piloto jamais pôde conferir a estreia.
A vida do piloto brasileiro que conquistou o mundoe marcou gerações ganhou diversas homenagens em 2024, ano em que sua morte completou 30 anos. Com séries e documentários sobre sua vida ganhando força nas telas, um novo grupo de pessoas está tendo acesso ao que foi o fenômeno Senna. O que poucos sabem é que, fora das pistas, Ayrton encontrou refúgio também nos mares.
Por isso, NÁUTICA apresenta, a seguir, os barcos e as histórias que envolvem a vida náutica de Ayrton Senna.
Os barcos de Ayrton Senna
Pole Position
A lancha Pole Position, um ‘canguru’ do estaleiro carioca Cobra — um dos mais ativos da década de 80 –, foi adquirida por Senna em 1986 e permaneceu com o piloto de Fórmula 1 até o fim de sua vida, em 1994.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Durante os oito anos em que permaneceu nas mãos do piloto de Fórmula 1, a lancha foi utilizada por Senna para a prática de esportesaquáticos. Muito por isso, o barco foi adaptado para atender ao desejo do piloto por mais potência, com ajustes no casco e, principalmente, na motorização.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Essa lancha de Senna esteve no São Paulo Boat Show 2024. A Pole Position leva um motor de 225 cavalos, cerca de “três vezes mais potente do que ela necessitaria”, como explica Danilo Iakimoff, “restaurador de histórias e barcos” e atual dono da embarcação.
Foto: Revista Náutica
Apesar dos recursos de Senna, a lancha não carrega grandes luxos. Por dentro, por exemplo, o destaque vai para os estofados brancos com detalhes em vermelho, originais desde os anos 1980.
Foto: Revista Náutica
O atual dono ainda preserva as marcas deixadas pelo uso constante da embarcação por Senna, como arranhões e vestígios de um possível acidente.
Joana II
Último barco pilotado por Senna, a Joana II é uma Panther 33, do estaleiro Intermarine. Fabricada na década de 1970, a lancha entrou na vida de Senna em 1991.
A embarcação fazia parte do pacote da casa que o piloto comprou, em Angra dos Reis. Tratava-se do imóvel de Antonio Carlos Almeida Braga — o Braguinha, ex-dono de uma das maiores seguradoras do Brasil, a Atlântica Seguros, empresa que se fundiu à Bradesco Seguros.
O barco carrega dois motores diesel Volvo Penta AQAD-41 de 200 hp cada, acoplados a rabetas Duoprop — ou seja, com dupla propulsão (dois hélices em cada motor). Isso faz dela uma lancha tão veloz quanto foi o próprio ex-dono.
Nascida de um projeto importado da Inglaterra, das pranchetas de Colin Chapman (o fundador da equipe Lotus, cujos carros foram pilotados por Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna), este modelo de linhas esguias foi o primeiro esportivo a ser fabricado em série pela Intermarinena faixa dos 10 metros de comprimento.
Este barco do Senna também foi uma das primeiras offshore a navegar no Brasil— e a primeira a conquistar os corações dos pilotos.
Quando assinou contrato com a McLaren, Senna exigiu que fosse incluída uma cláusula nova: a garantia de dois meses de férias por ano. Três anos depois, essas férias ganharam um destino certo: Angra dos Reis, ao lado da família, dos jetse da lancha Joana.
A.S. Atalanta, o barco que Senna nunca pilotou
Com toques do tricampeão de F1, o projeto da lancha A.S. Atalanta (de 41,7 pés), iniciado em 1992, ficou pronto em 1994. Senna, porém, jamais chegou a ver o barco em ação.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica
Isso porque a primeira unidade construída pelo estaleiro Fast especialmente para ele só atracou no píer de sua casa, em Angra dos Reis, na manhã do dia 30 de abril de 1994, um sábado — véspera do trágico acidente do GP de San Marino, no circuito italiano de Ímola.
Foto: Rogério Palatta / Revista Náutica
A irmã, Viviane Senna, era quem acompanhava de perto a construção da lancha enquanto o piloto estava fora do país — não sem trocar ideias com ele por telefone, a respeito de todos os detalhes.
O nome A.S. Atalanta foi escolhido pelo próprio piloto: A.S. são as iniciais de Ayrton Senna, enquanto o Atalanta (inspirado na mitologia grega) se refere a uma guerreira muito veloz, que somente se casaria com um homem que a derrotasse em uma corrida.
Foto: Rogério Palatta / Revista Náutica
A decoração deste barco do Senna, por sua vez, ficou a cargo de Ana Cláudia Moreno, especialista em projetos náuticos e decoração de barcos.
A lancha A.S. Atalanta permaneceu com a família do piloto até 2005, quando foi vendida. À época, impulsionada por dois motores Caterpillar 3208, de 435 hp cada, alcançou 32 nós (60 km/h) de velocidademáxima, uma boa marca para um barco que desloca 12 toneladas.
Foto: Rogério Palatta / Revista NáuticaFoto: Rogério Palatta / Revista NáuticaFoto: Rogério Palatta / Revista Náutica
NÁUTICA testou um dos barcos de Senna em 1994
Projetada pelo norte-americano Tom Fexas, a A.S. Atalanta é uma lancha cabinada com flybridge, que leva 16 pessoas durante o dia e acomoda quatro em pernoite, em dois camarotes. Seu casco, porém, é do tipo esportivo, feito não com madeira revestida com fiberglass, mas sim com moldes únicos injetados com poliuretano.
Foto: Arquivo / Revista Náutica
A técnica só passou a ser utilizada por grandes estaleiros anos depois, o que demonstra a capacidade de visão e de boa performance, uma exigência do piloto tricampeão mundial.
O barco de Senna apresenta linhas aerodinâmicas e limpas, sem acessóriosque poderiam comprometer a estética. O guarda-mancebo, por exemplo, é baixo e se limita à proa do barco, o que facilita a movimentação em torno da casaria, embora, em contrapartida, não ofereça segurançapara uma criança que se desloque até a proa.
Foto: Arquivo / Revista Náutica
A ideia do estaleiro Fast, depois de entregar a lancha de Ayrton Senna, era dar início à construção do modelo em série, em uma parceria com a Senna Promoções e Empreendimentos, tocada pelo irmão de Ayrton, Leonardo Senna, numa tentativa de expandir os negócios da família rumo ao mercado náutico.
Com a morte do piloto, o projeto foi cancelado. Porém, outro estaleiro (a Cobra Náutica) adquiriu os moldes da lancha e construiu outras quatro unidades, que até hoje circulam por nossas águas. Nenhuma com o valor histórico da A.S. Atalanta, a última paixão de Ayrton Senna nos mares.
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